Rev. Cadernos de Campo, Araraquara, v. 24, n. 00, e024023, 2024. e-ISSN: 2359-2419
DOI: https://doi.org/10.47284/cdc.v24i00.18693 1
ABORDAGENS TEÓRICAS DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E DO CAPITAL
SOCIAL EM ESTUDOS NO CONTEXTO DA SEGURANÇA PÚBLICA
APROXIMACIONES TEÓRICAS SOBRE LAS REPRESENTACIONES SOCIALES Y EL
CAPITAL SOCIAL EN LOS ESTUDIOS EN EL CONTEXTO DE LA SEGURIDAD
PÚBLICA
THEORETICAL APPROACHES TO SOCIAL REPRESENTATIONS AND SOCIAL
CAPITAL IN STUDIES IN THE CONTEXT OF PUBLIC SECURITY
Ana Lilian Braga do BU1
e-mail: analiliandobu@gmail.com
Izaura Rodrigues NASCIMENTO2
e-mail: irnascimento@uea.edu.br
Igor de Oliveira REIS3
e-mail: igordeoliveirareis@usp.br
Marisol de Paula Reis BRANDT4
e-mail: solalis2003@yahoo.com.br
Como referenciar este artigo:
BU, A. L. B.; NASCIMENTO, I. R.; REIS, I. de O.;
BRANDT, M. de P. R. Abordagens teóricas das
representações sociais e do capital social em estudos no
contexto da segurança pública. Rev. Cadernos de Campo,
Araraquara, v. 24, n. 00, e024023, 2024. e-ISSN: 2359-
2419. DOI: https://doi.org/10.47284/cdc.v24i00.18693
| Submetido em: 18/11/2023
| Revisões requeridas em: 11/03/2024
| Aprovado em: 20/05/2024
| Publicado em: 12/12/2024
Editores:
Profa. Dra. Maria Teresa Miceli Kerbauy
Profa. Me. Thaís Cristina Caetano de Souza
Prof. Me. Lucas Barbosa de Santana
1
Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Manaus AM Brasil. Mestranda pelo Programa de Segurança Pública,
Cidadania e Direitos Humanos (PPGSP) da Escola Superior de Ciências Sociais (ESO) da UEA.
2
Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Manaus AM Brasil. Professora Doutora do Programa de Segurança
Pública, Cidadania e Direitos Humanos (PPGSP) da Escola Superior de Ciências Sociais (ESO) da UEA.
3
Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto SP Brasil. Mestre e Doutorando em Ciências no Departamento
de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP.
4
Universidade Federal do Acre (UFAC), Rio Branco AC Brasil. Professora Doutora da UFAC e do Programa de
Segurança Pública, Cidadania e Direitos Humanos (PPGSP) da Escola Superior de Ciências Sociais (ESO) da UEA.
Abordagens teóricas das representações sociais e do capital social em estudos no contexto da segurança pública
Rev. Cadernos de Campo, Araraquara, v. 24, n. 00, e024023, 2024. e-ISSN: 2359-2419
DOI: https://doi.org/10.47284/cdc.v24i00.18693 2
RESUMO: O presente artigo objetiva analisar os estudos na área de Segurança Pública que
utilizaram o referencial teórico das Representações Sociais e do Capital Social. Trata-se de uma
revisão integrativa da literatura, com seis etapas, que permitiram selecionar 12 estudos, sendo
7 com abordagem das representações sociais e 5 do capital social. Os estudos exploraram
diversos âmbitos da segurança pública (criminalidade, violência, drogas e segurança percebida)
e sujeitos (mães, idosos, estudantes e profissionais da segurança pública). As pesquisas com
representações sociais foram, majoritariamente, desenvolvidas no cenário brasileiro, de caráter
qualitativo, documental, com auxílio de software para análise. As que utilizaram o capital social
foram desenvolvidas em outros países e focaram em abordagens quantitativas, por meio da
aplicação de questionários, analisadas por estatística descritiva e regressão. Percebeu-se a
relação teórica entre as abordagens, especialmente na forma como as pessoas se percebem,
interagem e se relacionam na sociedade, e a diferença entre as técnicas de coleta.
PALAVRAS-CHAVE: Representações Sociais. Capital Social. Segurança Pública. Revisão.
RESUMEN: Este artículo tiene como objetivo analizar estudios en el área de Seguridad
Pública que utilizaron el marco teórico de las Representaciones Sociales y el Capital Social.
Se trata de una revisión integradora de la literatura, con seis etapas, que permitió la selección
de 12 estudios, 7 de los cuales se centraron en representaciones sociales y 5 en capital social.
Los estudios exploraron diferentes áreas de la seguridad pública (crimen, violencia, drogas y
seguridad percibida) y sujetos (madres, personas mayores, estudiantes y profesionales de
seguridad publica). La investigación con representaciones sociales fue realizada
mayoritariamente en el escenario brasileño, de carácter cualitativo, documental, con el auxilio
de software de análisis. Aquellos que utilizaron capital social fueron desarrollados en otros
países y se centraron en enfoques cuantitativos, mediante la aplicación de cuestionarios,
estadísticas descriptivas y análisis de regresión. Notamos la relación teórica entre los
enfoques, especialmente en la forma en que las personas se perciben a mismas, interactúan
y se relacionan entre sí en la sociedad, y la diferencia entre las técnicas de recolección.
PALABRAS CLAVE: Representaciones Sociales. Capital Social. Seguridad Pública. Revisión.
ABSTRACT: This article aims to analyze studies in the area of Public Security that used the
theoretical framework of Social Representations and Social Capital. This is an integrative
review of the literature, with six stages, which allowed the selection of 12 studies, 7 of which
focused on social representations and 5 on social capital. The studies explored different areas
of public security (crime, violence, drugs, and perceived safety) and subjects (mothers, elderly
people, students, and public security professionals). Research with social representations was
mostly carried out in the Brazilian scenario of a qualitative documentary nature, with the aid
of software for analysis. Those that used social capital were developed in other countries and
focused on quantitative approaches, through the application of questionnaires, descriptive
statistics, and regression analyses. We noticed the theoretical relationship between the
approaches, especially in the way people perceive themselves, interact, and relate to each other
in society, and the difference between collection techniques.
KEYWORDS: Social Representations. Social Capital. Public Security. Review.
Ana Lilian Braga do BU; Izaura Rodrigues NASCIMENTO; Igor de Oliveira REIS e Marisol de Paula Reis BRANDT
Rev. Cadernos de Campo, Araraquara, v. 24, n. 00, e024023, 2024. e-ISSN: 2359-2419
DOI: https://doi.org/10.47284/cdc.v24i00.18693 3
Introdução
As Representações Sociais e o Capital Social são teorias da corrente da psicologia social
e da sociologia, respectivamente, sendo a primeira desenvolvida pelo psicólogo romeno Serge
Moscovici e a segunda, pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu (Moscovici, 2015; Bourdieu,
1980). As carreiras acadêmicas dos dois teóricos apresentam a mesma estrutura fundante desde
o início: resgatar o valor da dimensão simbólica na construção da realidade social, sendo esta
composta de campos onde estruturas e formações simbólicas compõem um todo. Campos e
Lima (2018, p. 1) ressaltam, ainda, pontos em comum nas teorias:
Privilegiam a dimensão simbólica na construção do mundo social, propondo
rupturas com dicotomias que consideram limitadoras para os estudos de
fenômenos sociais, como subjetividade x objetividade, indivíduo x sociedade.
Ambos são “construtivistas” que concebem o espaço social como espaço de
lutas/mudanças e no qual a dimensão simbólica é produtora de realidades
(Campos; Lima, 2018, p. 1).
As representações sociais são construídas e partilhadas em sociedade, relacionadas a
contextos específicos dentro de grupos sociais. Elas explicam aspectos importantes da
realidade, definem a identidade grupal, direcionam práticas sociais e justificam ações e tomadas
de posição após serem realizadas (Campos; Rouquette, 2003; Doise, 1985; Wagner, 1998). É,
então, uma teoria científica sobre os processos explicativos de objetos sociais sob a perspectiva
de pessoas que interagem socialmente, pois conecta o conhecimento popular (senso comum) ao
científico ao colher informações que circulam na sociedade, concretizadas pelas vivências dos
sujeitos e pela comunicação entre eles (Moscovici, 2015; Vala, 2013).
Sendo formas de conhecimento, possibilitam que diferentes pessoas partilhem suas
opiniões e, assim, expressam a forma como cada grupo social se organiza e constrói seus
significados (Santos, 2013). Logo, as representações se tornam sociais porque “é uma
construção de conhecimento coletiva e permite indivíduos, grupos e comunidades trabalharem
com situações e fenômenos que fazem parte de sua realidade cotidiana” (Goffman, 1983, p. 74).
Sua elaboração se por dois processos: a ancoragem e a objetivação, em que a primeira
classifica, nomeia e categoriza algo, transformando o desconhecido em familiar, enquanto a
segunda materializa os significados, torna físico e visível o impalpável, possibilitando que
ideias abstratas se tornem concretas (Moscovici, 2015).
Além da corrente teórica primária de Moscovici, outras três interpretações
complementares à grande teoria das representações sociais. A primeira, proposta por Jodelet
(2001), é a mais atrelada à de Moscovici, considerando a elaboração e o compartilhamento de
Abordagens teóricas das representações sociais e do capital social em estudos no contexto da segurança pública
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conhecimentos em sociedade, capazes de construir uma realidade em comum. A segunda, de
Doise (1985), traz uma abordagem sociológica articulada às representações sociais, também
chamada de societal. A terceira, não menos importante, vem de Abric (1994), que enfatiza a
estrutura e organização das representações. Essas diferentes concepções não seriam
incompatíveis entre si, uma vez que decorrem da proposta inicial de Moscovici e não a
desfiguram (Sá, 1998).
No tocante ao capital social, este é um dos tipos classificados por Bourdieu (1987), junto
ao capital econômico, cultural e simbólico, quando se refere aos campos da sociologia,
vinculando-os às chamadas classes sociais. Segundo o autor, as classes sociais são condições
lógicas, teoricamente determinadas, por um grupo de indivíduos que ocupa a mesma posição
no espaço social. Esse grupo, por sua vez, situa-se em um espaço estruturado por campos,
chamados de mercados, onde esses capitais se confrontam (Bourdieu, 1994; Degenne, 2004).
Ressalta-se que o capital simbólico é parte de uma teoria mais ampla de poder, cultura
e relações sociais, sendo entendido como uma forma de capital associada ao prestígio,
reconhecimento e status na sociedade. Ao contrário do capital econômico (dinheiro e recursos
materiais) ou capital social (redes sociais e conexões), o capital simbólico é baseado na
percepção e valorização da cultura e do simbolismo (Lochner; Kawachi; Kennedy, 1999).
Assim, além de ser o efeito da distribuição de outras formas de capital em termos de
reconhecimento social, é intangível o “poder atribuído àqueles que obtiveram reconhecimento
suficiente para ter condição de impor o reconhecimento” (Bourdieu, 1987, p. 164).
O capital social, portanto, é “o agregado dos recursos efetivos ou potenciais ligados à
posse de uma rede durável de relações mais ou menos institucionalizadas de conhecimento ou
reconhecimento mútuo” (Bourdieu, 1985, p. 248). A abordagem do conceito é de natureza
instrumental, concentrando-se nos benefícios que os indivíduos obtêm da participação em
grupos e na construção proposital de capital social. Logo, essa definição parece ser a mais
sofisticada teoricamente entre aqueles que trouxeram o conceito para o discurso sociológico
contemporâneo. Em seus escritos originais, Bourdieu (1985, p. 249) declarava que “os
benefícios angariados por virtude da pertença a um grupo são a própria base em que assenta a
solidariedade que os torna possíveis”. Há, então, foco nos subsídios que os indivíduos obtêm
por meio da participação em grupos e na construção intencional de capital social.
Ao considerar que a segurança pública diz respeito a iniciativas e ações tomadas pelo
governo e pela sociedade para proteger os cidadãos, manter a ordem, prevenir o crime e
promover a paz nas comunidades, o diálogo com as representações sociais e o capital social se
Ana Lilian Braga do BU; Izaura Rodrigues NASCIMENTO; Igor de Oliveira REIS e Marisol de Paula Reis BRANDT
Rev. Cadernos de Campo, Araraquara, v. 24, n. 00, e024023, 2024. e-ISSN: 2359-2419
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faz necessário, pois são interações complexas de memórias coletivas relacionadas à segurança
e aos laços sociais intracomunitários. Entender essa interseção é fundamental para desenvolver
estratégias de segurança eficazes que promovam tanto a sensação de segurança quanto o
fortalecimento das relações sociais. Ademais, este estudo encontra relevância ao vincular essas
teorias a um cenário que promove atividades estratégicas destinadas a garantir o bem-estar dos
indivíduos e da sociedade.
À vista disso, questiona-se: de que forma as Representações Sociais e o Capital Social
são abordados nos estudos sobre segurança pública? Para responder esta pergunta, o objetivo
deste artigo é caracterizar os estudos na área de Segurança Pública que utilizaram o referencial
teórico das Representações Sociais ou do Capital Social.
Metodologia
Trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura, caracterizada como um método de
estudo que proporciona o conhecimento amplo e atualizado, sintetizando informações
relevantes sobre determinado assunto. Foi desenvolvida por meio das seguintes etapas: 1)
Delineamento do problema e objetivos de pesquisa; 2) Busca nas plataformas/bases de dados;
3) Definição de critérios de inclusão e exclusão; 4) Análise dos artigos; 5) Extração dos dados
de interesse; 6) Apresentação e discussão dos resultados (Mendes; Silveira; Galvão, 2019).
A coleta de dados foi realizada de julho a agosto de 2023, nas seguintes bases de dados:
Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Portal de
Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Web
of Science. Foram utilizados os descritores e palavras-chave “Capital Simbólico”, Symbolic
Capital”, “Representações Sociais”, Social Representation”, “Segurança Pública” e Public
Security”, cruzando-os com os operadores booleanos “AND” e OR”, para compor a estratégia
de busca (Quadro 1).
Quadro 1 Estratégia de busca dos estudos, de acordo com o idioma. Manaus (AM), 2023
Estratégia de busca
(Capital Simbólico OR Representação Social) AND Segurança Pública
(Symbolic Capital OR Social Representation) AND Public Security
Fonte: Elaboração dos autores.
Abordagens teóricas das representações sociais e do capital social em estudos no contexto da segurança pública
Rev. Cadernos de Campo, Araraquara, v. 24, n. 00, e024023, 2024. e-ISSN: 2359-2419
DOI: https://doi.org/10.47284/cdc.v24i00.18693 6
Quanto aos critérios de inclusão, foram selecionados artigos originais, disponíveis on-
line e na íntegra, publicados nos últimos 10 anos (2013 2023), nos idiomas português e inglês.
Excluíram-se estudos duplicados, revisões bibliográficas, aqueles desenvolvidos fora do
contexto da segurança pública e que não contemplassem uma das abordagens teórico-
metodológicas buscadas.
Todos os resultados oriundos da estratégia de busca de cada base foram incluídos no
gerenciador de referências EndNote, a fim de excluir os duplicados e organizar os estudos. Em
seguida, os estudos foram exportados para o software Rayyan, utilizado para auxiliar e otimizar
o tempo da equipe que conduz uma revisão, no qual foram feitas leituras de títulos e resumos,
sob mascaramento, por dois revisores independentes. Um terceiro revisor foi acionado para
resolver as divergências. Então, os estudos incluídos foram organizados de maneira concisa e
seu conteúdo foi extraído e caracterizado por meio de leituras em profundidade, sintetizando
autores, ano, país e base de dados, bem como objetivo(s), delineamento, sujeitos, técnica de
coleta e análise e principais resultados.
Por se tratar de um estudo de revisão, não houve necessidade de apreciação pelo Comi
de Ética em Pesquisa. Ainda assim, foram respeitados os preceitos éticos e a garantia dos
direitos autorais dos estudos utilizados.
Resultados
Foram identificados 364 artigos, sendo 10 (2,75%) na SciELO, 72 (19,79%) na BVS,
107 (29,39%) no Portal de periódicos da CAPES e 175 (48,07%) na Web of Science. Após
aplicação dos critérios de elegibilidade, 12 estudos compuseram a amostra da revisão, conforme
mostra a Figura 1, por meio do fluxograma construído de acordo com as recomendações do
Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) (Tricco et al.,
2018).
Ana Lilian Braga do BU; Izaura Rodrigues NASCIMENTO; Igor de Oliveira REIS e Marisol de Paula Reis BRANDT
Rev. Cadernos de Campo, Araraquara, v. 24, n. 00, e024023, 2024. e-ISSN: 2359-2419
DOI: https://doi.org/10.47284/cdc.v24i00.18693 7
Figura 1 - Fluxograma síntese do processo de seleção dos artigos para revisão
Fonte: Elaboração dos autores de acordo com as recomendações do PRISMA.
Os Quadros 2 e 3 apresentam as sínteses dos 12 estudos incluídos, os quais sete
(58,33%) utilizaram as Representações Sociais e cinco (41,67%) o Capital Social. Em relação
às bases de dados, um (8,33%) estava indexado da SciELO, cinco (41,67%) na BVS, cinco
(41,67%) na CAPES e um (8,33%) na Web of Science. No que diz respeito ao cenário estudado,
sete (58,33%) foram realizados no Brasil, três (25%) nos Estados Unidos da América (EUA),
um (8,33%) no Reino Unido e um (8,33%) na China. No que tange ao delineamento
metodológico, houve cinco (41,67%) pesquisas quantitativas, quatro (33,33%) qualitativas e
três (25%) documentais.
Quadro 2 - Síntese dos estudos com abordagem das Representações Sociais incluídos na
revisão (N=7). Manaus (AM), 2023
Autores, ano,
país e base de
dados
Objetivo(s)
Delineamento, sujeitos,
técnica de coleta e
análise
Principais resultados
Machado e
Porto, 2015;
Brasil; SciELO
Analisar as
representações
sociais dos
delegados de
Qualitativa; 11
profissionais da
segurança pública (3
delegados, 5 promotores
As representações resumiram-se à falta
de recursos, ausência de infraestrutura,
equipamentos e pessoal, bem como
insuficiência de condições de trabalho.
Abordagens teóricas das representações sociais e do capital social em estudos no contexto da segurança pública
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Polícia, promotores
de justiça e
magistrados sobre o
Sistema de Justiça
Criminal.
e 3 magistrados);
Grupos focais.
Trazem, também, subtendidos, não-
ditos e interditos que parecem ser não
familiares (como o crescimento da
violência e criminalidade) mas estão
inseridos nos conhecimentos que
dispõem, tornando-os familiares.
Justo, Pinto e
Pires, 2019;
Brasil; CAPES
Identificar as
representações
sociais de violência
emergentes a partir
dos acontecimentos
decorrentes da Crise
de Segurança
Pública no Espírito
Santo em fevereiro
de 2017.
Documental; Jornal
impresso local “A
Tribuna”; Software
IRAMUTEQ.
Representação da violência a partir da
dicotomia entre “pessoas de bem” e
“criminosos”. Também se observaram
notícias relativas aos desdobramentos
administrativos dos crimes,
restabelecimento da ordem social e
medidas de segurança. As notícias
desfavorecem a compreensão da
violência como um fenômeno social
mais amplo, fortalecendo estereótipos e
contribuindo com fenômenos de
exclusão.
Souza; Santos;
Apostolidis,
2020; Brasil;
CAPES
Analisar o campo
representacional das
drogas em
comunicações
midiáticas.
Documental; 4.516
matérias de um jornal de
ampla circulação no
Brasil que tinham como
tema central questões
relacionadas às drogas;
Software IRAMUTEQ -
análise lexicométrica.
Identificaram-se três eixos temáticos:
regulação sociopolítica do uso,
produção e circulação das drogas; uso
de drogas, dependência e saúde; polícia
e guerra às drogas no Brasil. Os
fenômenos do campo guardam relação
com categorias sociais típicas (ex.:
usuários e traficantes); formas de desvio
(ex.: dependência e crime); e práticas
sociais em saúde e segurança pública
(ex.: tratamento e prisão).
Velozo e
Mendonça,
2021; Brasil;
CAPES
Analisar as
representações
sociais dos
estudantes do ensino
superior sobre
criminalidade.
100 entrevistas
presenciais, coletivas e
individuais, com
estudantes dos cursos de
Educação Física e
Psicologia;
questionários de
evocação livre;
IRAMUTEQ - análise
prototípica e de
similitude.
A representação social está associada à
violência física e patrimonial, tráfico de
drogas e aspectos sociais. O estado
cumpre um papel significativo na
organização social do uso da violência.
Virgílio et al.,
2020; Brasil,
CAPES
Compreender o
significado de vida
no trânsito na
perspectiva de
membros da Rede
Vida no Trânsito.
Qualitativo; entrevista
com 30 participantes;
Discurso do Sujeito
Coletivo.
Representações retratadas na
Ancoragem (promoção de vida no
trânsito) e na Ideia Central (preservação
da vida pela redução dos acidentes). A
promoção da vida no trânsito é
representada por educação; respeito;
tolerância; investimento e segurança. A
preservação da vida refere-se à
diminuição de óbitos no trânsito e
transporte com segurança.
Vieira e Doula,
2019; Brasil;
CAPES
Analisar as
representações
sociais da mídia
Documental, analisar
matérias veiculadas nos
principais telejornais
O imaginário que se tinha sobre o
campo se modifica e, hoje, esse espaço
passa a ser ressignificado pela
Ana Lilian Braga do BU; Izaura Rodrigues NASCIMENTO; Igor de Oliveira REIS e Marisol de Paula Reis BRANDT
Rev. Cadernos de Campo, Araraquara, v. 24, n. 00, e024023, 2024. e-ISSN: 2359-2419
DOI: https://doi.org/10.47284/cdc.v24i00.18693 9
sobre o
deslocamento da
criminalidade para
os espaços rurais.
brasileiros.
insegurança e pelo medo. Assim, a
criminalidade e violência vêm
expandindo suas fronteiras e chegando
ao campo, onde passa a ser incorporada
nas estatísticas de segurança pública
nacional.
C; Brasil; Web
of Science
Explorar as
representações
sociais de jovens de
favelas do Rio de
Janeiro sobre as
práticas policiais no
contexto da
implantação das
'Unidades de Polícia
Pacificadora'.
Qualitativa; trabalho de
campo, observação
participante e
entrevistas.
Expressaram uma demanda por mais
segurança pública e serviços sociais. Os
jovens notaram algum progresso nas
práticas policiais, embora essas
mudanças parecessem instáveis. A
permanência de práticas violentas e
preconceito por parte da polícia foi
verificada nas narrativas dos jovens.
Qualquer mudança nesse cenário deve
se basear na substituição da lógica de
guerra da 'pacificação' por outra lógica,
a da participação.
Fonte: Elaboração dos autores.
Quadro 3 - Síntese dos estudos com abordagem do Capital Social incluídos na revisão (N=5).
Manaus (AM), 2023
Autores, ano,
país e base de
dados
Objetivo(s)
Delineamento, sujeitos,
técnica de coleta e
análise
Principais resultados
Zhang et al.,
2020; China;
BVS
Explorar o fator
determinante do
comportamento de
segurança cidadã a
partir da perspectiva
da teoria do capital
social.
Quantitativa; 311
trabalhadores de
construção civil; 5
instrumentos validados,
sendo 4 de cidadania de
segurança, 1 de
segurança autônoma e 3
de capital de segurança
social.
O comportamento de cidadania de
segurança foi significativamente
relacionado ao capital social de
segurança. A motivação autônoma de
segurança mediou as relações entre o
capital de segurança social e o
comportamento de cidadania de
segurança.
Honga et al.,
2018; EUA;
BVS
Examinar o efeito
moderador da
segurança percebida
na associação do
espaço verde com o
capital social da
vizinhança em
adultos mais velhos.
Quantitativo; 647 idosos
independentes.
Certos elementos do espaço verde do
bairro, como vistas naturais atraentes,
estão positivamente relacionados ao
capital social dos idosos. No entanto,
outros tipos de espaços verdes, como
parques e ruas arborizadas, podem ter
um impacto indesejável no capital
social da vizinhança entre os idosos que
consideram sua vizinhança menos
segura.
Jones et al.,
2014; Reino
Unido; BVS
Avaliar o impacto de
características
individuais,
incivilidades sociais
e ambientais
percebidas,
indicadores de
Quantitativa; 8.237
entrevistas com
residentes com 16 anos
ou mais que vivem
dentro dos limites do
NHS Greater Glasgow e
Clyde.
Constatou-se que a saúde física, fatores
estruturais sociais, como idade, e
medidas de capital social cognitivo
foram preditores mais fortes de bem-
estar mental do que variáveis que
refletem incivilidades percebidas ou
segurança. O efeito do capital social
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capital social
cognitivo e
estrutural, bem
como segurança
percebida.
cognitivo no bem-estar foi mais forte
entre os entrevistados com idade de 56þ
anos.
Evans et al.,
2014; EUA;
BVS
Examinar as
características
percebidas da
convivência ao
resultado bem-
sucedido entre as
mães 10 anos após o
tratamento para
transtornos por uso
de substâncias.
Quantitativa; 713 mães;
Instrumento de
entrevista
semiestruturada -
Addiction Severity Index
(ASI).
A percepção de segurança do bairro
quase dobrou as chances de sucesso. A
segurança percebida na vizinhança
interagiu com o envolvimento social,
diminuindo as chances de sucesso entre
as mães que relataram mais ou menos
envolvimento social na vizinhança. O
clima percebido na vizinhança está
associado a resultados de longo prazo
entre mães com transtornos por uso de
substâncias, independentemente das
características individuais.
Caspia et al.,
2013; EUA;
BVS
Examinar capital
social, segurança
percebida e
desordem em
relação ao
comportamento
de caminhar em uma
população de
moradores de baixa
renda.
Quantitativa; 828
residentes desses locais
de habitação;
Questionário
Internacional de
Atividade Física (IPAQ)
e perguntas estruturadas
(fechadas).
Aqueles que relataram baixo distúrbio
social também relataram menos
caminhadas por lazer, e aqueles que
relataram alto capital social comunitário
também caminharam menos para todos
os resultados. A desordem física e a
segurança da comunidade não foram
associadas ao comportamento de
caminhar. As variáveis socioambientais
da vizinhança são improváveis
enquanto fatores mais importantes na
determinação do comportamento de
caminhar.
Fonte: Elaboração dos autores.
Discussão
As representações sociais podem ser identificadas, apreendidas e interpretadas de
diferentes maneiras. Mesmo que grande parte dos estudos disponíveis na literatura investiguem
diretamente os indivíduos de um grupo social a fim de explorar um problema em comum, as
representações não estão limitadas a essa forma de desenvolvimento. Além de ser um
referencial de interpretação, a teoria das representações sociais mostra-se como um importante
direcionamento metodológico, uma vez que o fenômeno de interesse, o contexto e os sujeitos
(em alguns casos) podem nortear o pesquisador na condução do estudo.
Em três estudos desta revisão (Justo; Pinto; Pires, 2019; Sousa; Santos; Apostolidis,
2020; Vieira; Doula, 2019), a coleta de dados se deu por análise documental de materiais
impressos ou digitais noticiados por jornais locais, estaduais e nacionais. Em dois deles (Justo;
Pinto; Pires, 2019; Sousa; Santos, Apostolidis, 2020), a análise foi auxiliada pelo software
IRAMUTEQ - programa gratuito que tem se consolidado nas pesquisas com representações
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sociais por realizar Classificação Hierárquica Descendente (CHD), análises de conteúdo, de
discurso, similitude e lexicometria (Nascimento; Menandro, 2006).
Sousa, Santos e Apostolidis (2020) analisaram 4.516 matérias publicadas de 2010 a
2014, em um portal de notícias de um jornal paulista, cujo tema central concerne ao uso de
drogas, considerando as variáveis de ano da publicação, seção publicada no jornal e referência
direta ou indireta a uma determinada droga no título da matéria. O procedimento de CHD
permitiu classificar 36.204 segmentos textuais (palavra), distribuídos em oito classes, nomeadas
como: 1) O narcotráfico mexicano e o circuito da droga nas Américas (2.282 segmentos -
6,3%); 2) Formas de regulação da droga e políticas alternativas ao proibicionismo (5.738 -
15,85%); 3) Marcha da maconha (376 - 1,04%); 4) As “cracolândias” e a polêmica da
internação compulsória (2.822 - 7,79%); 5) Substâncias, riscos, danos e usos terapêuticos
(5.688 - 15,71%); 6) Operações policiais e a guerra às drogas no Rio de Janeiro (4.392 -
12,13%); 7) A apreensão de drogas e armas no Brasil (7.661 - 21,16%); 8) A droga,
celebridades, relações interpessoais e histórias de vida (7.245 - 20,01%). Essas classes
permitiram aos autores concluir que duas vertentes de significações para o termo droga:
jurídico-criminais e médico-sanitárias.
Utilizando, também, a CHD para identificação e organização das representações sociais
de violência, Justo, Pinto e Pires (2019) analisaram 114 artigos vinculados a um jornal local do
Espírito Santo, durante a crise da segurança pública no estado. O corpus textual originou seis
classes, divididas em dois grandes sub-corpora: “Ações Criminosas” e “Ocorrências e
sociedade”- no primeiro, originaram-se as classes “Vítima x Bandido”, “Pós-crime” e “Cenas
do crime”, enquanto, no segundo, “Segurança e vida social”, “Registros e relatos de
ocorrências” e “Delegacias e atendimento de ocorrências”. Houve, assim, representações
polarizadas e restritas à visão dicotômica entre “bandido” e “sociedade de bem”.
O estudo de Vieira e Doula (2019) objetivou entender a criminalidade no campo por via
de uma perspectiva de análise que deriva das mensagens e propagações informativas veiculadas
pela mídia para seu público alvo, principalmente os atores sociais ligados ao campo.
Diferentemente dos dois primeiros estudos mencionados, neste, foi utilizada análise manual dos
dados, que permitiu, contudo, fornecer a base simbólica para um imaginário sobre o rural como
local de tranquilidade e de bem-estar que passou a ser questionado e amplificado pelos veículos
de comunicação de massa, criando um novo consenso coletivo. Veloso e Mendonça (2021)
também investigaram o objeto social “criminalidade”, não por método documental, mas pela
aplicação de um questionário de evocação livre de palavras aos estudantes da área da saúde, a
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fim de registrar os termos associados ao problema. As palavras que tomaram destaque foram
“violência”, “morte”, “desigualdade”, “política”, “drogas” e “arma”.
Assim, entende-se que os estudos supracitados estão ancorados na abordagem estrutural
das representações sociais, proposta por Abric (2003), onde o autor considera não somente o
conhecimento do conteúdo das representações como também a organização delas para dar
sentido à compreensão. No entanto, uma compreensão em profundidade perpassa palavras
evocadas por um estímulo, ou mesmo divulgadas em plataformas midiáticas. É importante que
aspectos intra e intersubjetivos sejam analisados nos discursos e narrativas dos sujeitos, por
meio de observação participante, entrevistas ou grupos focais, por exemplo. Tais técnicas de
coleta aparentam ser otimizadoras no processo de alcance e interpretação das representações,
utilizadas por três estudos incluídos nesta revisão (Corrêa et al., 2016; Machado; Porto, 2015;
Virgílio et al., 2020).
Corrêa et al. (2016) exploraram os elementos que potencializam os conflitos entre a
polícia e os jovens que vivem no complexo do alemão. Apesar de os atores relatarem
diminuição no número e na gravidade dos conflitos armados entre a polícia e os grupos
criminosos da cidade, os jovens ainda desconfiam dos órgãos de segurança, sendo estes
representados por um padrão de comportamento agressivo e desrespeitoso. Numa perspectiva
inversa, Machado e Porto (2015) trazem as representações de delegados, promotores e
magistrados acerca do homicídio em Brasília. O familiar e o não familiar que, aparentemente,
são distintos, foram equiparados e interpretados pelos autores, revelando o “não dito”.
Os atributos em relação aos problemas vinculados à segurança pública parecem estar
fortemente instaurados no imaginário social dos sujeitos investigados, exponenciados por
diversos aspectos, como a vivência em grupos específicos da sociedade. As representações,
portanto, constituem uma realidade para os envolvidos. É um ambiente capaz de formar
sistemas para pensar, conhecer e agir com o mundo sobre determinado problema social (Berger;
Luckmann, 1996). A rotina e o hábito ajudam a construir essa realidade, bem como as reações
que decorrem aos acontecimentos cotidianos, que inferem nas respostas, comuns às pessoas que
pertencem a uma rede de interação, em um determinado contexto (Moscovici, 2015).
Ao fazer um paralelo com os estudos que utilizaram o capital social, observam-se
características que diferem daquelas utilizadas nas representações sociais. O capital social
enfatiza a importância das conexões sociais, das normas compartilhadas e do relacionamento
saudável de uma comunidade. A associação deste último com estudos voltados à segurança
pública, resultam na maior parte em investigações sobre segurança percebida. Nota-se, assim,
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que todos os aspectos já mencionados apresentam um impacto significativo no funcionamento
e bem-estar de indivíduos e comunidades.
Nos cinco estudos desta revisão que estabelecem um diálogo entre segurança percebida
e capital social (Caspia et al., 2013; Evans et al., 2014; Jones et al., 2014; Honga et al., 2018;
Zang et al.,2020), foi possível perceber o conceito de capital social sendo traduzido como
características de organizações sociais onde confiança, normas e redes de relacionamentos
podem melhorar a eficiência social e facilitar trabalhos coordenados. Nesse sentido, Bourdieu
(1985) considera a soma de recursos advindos da rede de relações institucionalizadas de
reconhecimento mútuo dos campos sociais.
Nos estudos (Evans, 2014; Jones et al., 2014 Honga et al., 2018) em que esse conceito
de capital está relacionado à segurança percebida e a fatores ligados à saúde, nota-se que o
capital social opera por meio da perpetuação de normas sociais, tais como maior segurança e
eficiência coletiva. Observa-se, assim, que o ambiente social pode afetar a saúde por meio de
interações e relacionamentos, que resultando em apoio social ou discriminação. Logo, fica
evidente que confiança mútua e solidariedade são fatores de maior rendimento na eficácia
coletiva e melhora no stress. Porém, Caspi et al. (2013, p. 9) enfatizam que os “resultados
indicam que capital social, segurança e desordem agem de forma independente para influenciar
comportamentos de saúde, mas ainda não está claro exatamente como esses construtos estão
inter-relacionados”.
A percepção do capital social é bem avaliada no estudo de Honga et al. (2018), ao
considerá-lo como bem público, onde os investimentos sociais são reconhecidos como
qualidades coletivas positivas, estando acima das qualidades individuais. Porém, a segurança
continua a ser um grande desafio para maximizar os benefícios dos espaços verdes, porque eles
podem desempenhar um papel importante na promoção do capital social do bairro e da saúde
dos idosos. No entanto, outros tipos de espaços verdes, como parques e ruas cobertas por
árvores, podem ser menos favoráveis para idosos que considerem seu bairro inseguro para
pedestres.
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Considerações finais
Os estudos exploraram diversos âmbitos da segurança pública, como criminalidade,
violência, drogas e segurança percebida. Em relação aos sujeitos, participaram moradores de
baixa renda, mães em tratamento por transtorno de substâncias, idosos comunitários,
trabalhadores civis, estudantes da área da saúde e profissionais da segurança pública. No
entanto, os estudos que utilizaram as representações sociais foram, majoritariamente,
desenvolvidos no cenário brasileiro, apresentando caráter qualitativo e documental, com auxílio
do software Iramuteq para análise dos dados. os que utilizaram o capital social, foram
desenvolvidos em outros países e focaram em abordagens quantitativas, por meio da aplicação
de questionários e análise por estatística descritiva e regressões.
Foi possível perceber, por meio da presente pesquisa, a relação teórica entre as
representações sociais e o capital social, especialmente na forma como as pessoas se percebem,
interagem e se relacionam na sociedade. Notou-se, ainda, que os métodos de investigação em
cada tipo de abordagem teórica foram diferentes. É de suma importância, portanto, que
pesquisadores e profissionais que trabalham com a segurança pública adequem o fenômeno de
interesse ao referencial teórico e método/técnica de coleta e os sujeitos envolvidos, a fim de
oferecer uma visão mais completa e profunda dos problemas sociais.
Por fim, notou-se que as representações sociais e o capital social estão ligados por
processos sociais e psicológicos que moldam as relações na sociedade. Isso instiga a reflexão
sobre a harmonia desses aspectos e as lacunas que precisam ser preenchidas pelos futuros
estudos. Embora o campo das ciências sociais, usualmente, não necessite de pesquisas de cunho
interventivo, ressalta-se a importância desse método em investigações focadas em políticas
públicas que deixem contribuições práticas para a sociedade e a ciência.
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Ao Programa de Pós-Graduação em Segurança Pública, Cidadania e
Direitos Humanos da Escola Superior de Ciências Sociais da Universidade do Estado do
Amazonas.
Financiamento: Não se aplica.
Conflitos de interesse: Não há conflitos de interesse.
Aprovação ética: Não se aplica.
Disponibilidade de dados e material: Os dados e materiais utilizados no trabalho estão
disponíveis para acesso no próprio trabalho.
Contribuições dos autores: Ana Lilian Braga do Bu e Igor de Oliveira Reis contribuíram
na concepção do estudo, busca nas bases de dados, análise e discussão dos artigos. Izaura
Rodrigues Nascimento e Marisol de Paula Reis Brandt contribuíram com a revisão final
com participação crítica e intelectual no manuscrito.
Rev. Cadernos de Campo, Araraquara, v. 24, n. 00, e024023, 2024. e-ISSN: 2359-2419
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THEORETICAL APPROACHES TO SOCIAL REPRESENTATIONS AND SOCIAL
CAPITAL IN STUDIES IN THE CONTEXT OF PUBLIC SECURITY
ABORDAGENS TEÓRICAS DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E DO CAPITAL
SOCIAL EM ESTUDOS NO CONTEXTO DA SEGURANÇA PÚBLICA
APROXIMACIONES TEÓRICAS SOBRE LAS REPRESENTACIONES SOCIALES Y EL
CAPITAL SOCIAL EN LOS ESTUDIOS EN EL CONTEXTO DE LA SEGURIDAD
PÚBLICA
Ana Lilian Braga do BU1
e-mail: analiliandobu@gmail.com
Izaura Rodrigues NASCIMENTO2
e-mail: irnascimento@uea.edu.br
Igor de Oliveira REIS3
e-mail: igordeoliveirareis@usp.br
Marisol de Paula Reis BRANDT4
e-mail: solalis2003@yahoo.com.br
How to reference this article:
BU, A. L. B.; NASCIMENTO, I. R.; REIS, I. de O.;
BRANDT, M. de P. R. Theoretical approaches to social
representations and social capital in studies in the context of
public security. Rev. Cadernos de Campo, Araraquara, v.
24, n. 00, e024023, 2024. e-ISSN: 2359-2419. DOI:
https://doi.org/10.47284/cdc.v24i00.18693
| Submitted: 18/11/2023
| Revisions required: 11/03/2024
| Approved: 20/05/2024
| Published: 12/12/2024
Editors:
Prof. Dr. Maria Teresa Miceli Kerbauy
Prof. Me. Thaís Cristina Caetano de Souza
Prof. Me. Lucas Barbosa de Santana
1
Amazonas State University (UEA), Manaus - AM - Brazil. Master's student in the Public Security, Citizenship and
Human Rights Program (PPGSP) at UEA's School of Social Sciences (ESO).
2
Amazonas State University (UEA), Manaus - AM - Brazil. Doctoral degree Professor of the Public Security, Citizenship
and Human Rights Program (PPGSP) at UEA's School of Social Sciences (ESO).
3
University of São Paulo (USP), Ribeirão Preto - SP - Brazil. MSc and Doctoral degree student in the Department of
Psychiatric Nursing and Human Sciences at the Ribeirão Preto School of Nursing (EERP), USP.
4
Universidade Federal do Acre (UFAC), Rio Branco - AC - Brazil. Doctoral degree Professor at UFAC and the Public
Security, Citizenship and Human Rights Program (PPGSP) at UEA's School of Social Sciences (ESO).
Theoretical approaches to social representations and social capital in studies in the context of public security
Rev. Cadernos de Campo, Araraquara, v. 24, n. 00, e024023, 2024. e-ISSN: 2359-2419
DOI: https://doi.org/10.47284/cdc.v24i00.18693 2
ABSTRACT: This article aims to analyze studies in the area of Public Security that used the
theoretical framework of Social Representations and Social Capital. This is an integrative
review of the literature, with six stages, which allowed the selection of 12 studies, 7 of which
focused on social representations and 5 on social capital. The studies explored different areas
of public security (crime, violence, drugs, and perceived safety) and subjects (mothers, elderly
people, students, and public security professionals). Research with social representations was
mostly carried out in the Brazilian scenario of a qualitative documentary nature, with the aid of
software for analysis. Those that used social capital were developed in other countries and
focused on quantitative approaches, through the application of questionnaires, descriptive
statistics, and regression analyses. We noticed the theoretical relationship between the
approaches, especially in the way people perceive themselves, interact, and relate to each other
in society, and the difference between collection techniques.
KEYWORDS: Social Representations. Social Capital. Public Security. Review.
RESUMO: O presente artigo objetiva analisar os estudos na área de Segurança Pública que
utilizaram o referencial teórico das Representações Sociais e do Capital Social. Trata-se de
uma revisão integrativa da literatura, com seis etapas, que permitiram selecionar 12 estudos,
sendo 7 com abordagem das representações sociais e 5 do capital social. Os estudos
exploraram diversos âmbitos da segurança pública (criminalidade, violência, drogas e
segurança percebida) e sujeitos (mães, idosos, estudantes e profissionais da segurança
pública). As pesquisas com representações sociais foram, majoritariamente, desenvolvidas no
cenário brasileiro, de caráter qualitativo, documental, com auxílio de software para análise.
As que utilizaram o capital social foram desenvolvidas em outros países e focaram em
abordagens quantitativas, por meio da aplicação de questionários, analisadas por estatística
descritiva e regressão. Percebeu-se a relação teórica entre as abordagens, especialmente na
forma como as pessoas se percebem, interagem e se relacionam na sociedade, e a diferença
entre as técnicas de coleta.
PALAVRAS-CHAVE: Representações Sociais. Capital Social. Segurança Pública. Revisão.
RESUMEN: Este artículo tiene como objetivo analizar estudios en el área de Seguridad
Pública que utilizaron el marco teórico de las Representaciones Sociales y el Capital Social.
Se trata de una revisión integradora de la literatura, con seis etapas, que permitió la selección
de 12 estudios, 7 de los cuales se centraron en representaciones sociales y 5 en capital social.
Los estudios exploraron diferentes áreas de la seguridad pública (crimen, violencia, drogas y
seguridad percibida) y sujetos (madres, personas mayores, estudiantes y profesionales de
seguridad publica). La investigación con representaciones sociales fue realizada
mayoritariamente en el escenario brasileño, de carácter cualitativo, documental, con el auxilio
de software de análisis. Aquellos que utilizaron capital social fueron desarrollados en otros
países y se centraron en enfoques cuantitativos, mediante la aplicación de cuestionarios,
estadísticas descriptivas y análisis de regresión. Notamos la relación teórica entre los
enfoques, especialmente en la forma en que las personas se perciben a sí mismas, interactúan
y se relacionan entre sí en la sociedad, y la diferencia entre las técnicas de recolección.
PALABRAS CLAVE: Representaciones Sociales. Capital Social. Seguridad Pública. Revisión.
Ana Lilian Braga do BU; Izaura Rodrigues NASCIMENTO; Igor de Oliveira REIS and Marisol de Paula Reis BRANDT
Rev. Cadernos de Campo, Araraquara, v. 24, n. 00, e024023, 2024. e-ISSN: 2359-2419
DOI: https://doi.org/10.47284/cdc.v24i00.18693 1
Introduction
Social Representation and Social Capital are theories from the social psychology and
sociology streams, respectively. The former was developed by the Romanian psychologist
Serge Moscovici and the latter by the French sociologist Pierre Bourdieu (Moscovici, 2015;
Bourdieu, 1980). The academic careers of the two theorists have had the same founding
structure from the start: rescuing the value of the symbolic dimension in the construction of
social reality, which is made up of fields where structures and symbolic formations make up a
whole. Campos and Lima (2018, p. 1) also highlight common points in the theories:
They prioritize the symbolic dimension in the construction of the social world,
proposing breaks with dichotomies that they consider limiting the study of
social phenomena, such as subjectivity vs. objectivity and individual vs.
society. Both are "constructivists" who conceive of social space as a space of
struggles/changes in which the symbolic dimension produces realities
(Campos; Lima, 2018, p. 1, our translation).
Social representations are constructed and shared in society, related to specific contexts
within social groups. They explain essential aspects of reality, define group identity, direct
social practices, and justify actions and positions taken after they have been carried out
(Campos; Rouquette, 2003; Doise, 1985; Wagner, 1998). It is, therefore, a scientific theory
about the explanatory processes of social objects from the perspective of people who interact
socially, because it connects popular knowledge (common sense) to scientific knowledge by
collecting information that circulates in society, materialized by the experiences of the subjects
and by the communication between them (Moscovici, 2015; Vala, 2013).
As forms of knowledge, they enable different people to share their opinions and thus
express the way in which each social group organizes itself and constructs its meanings (Santos,
2013). Therefore, representations become social because "it is a collective construction of
knowledge and allows individuals, groups, and communities to work with situations and
phenomena that are part of their everyday reality" (Goffman, 1983, p. 74, our translation). Its
elaboration takes place through two processes: anchoring and objectification, in which the
former classifies, names, and categorizes something, transforming the unknown into the
familiar, while the latter materializes meanings, makes the impalpable physical and visible,
enabling abstract ideas to become concrete (Moscovici, 2015).
In addition to Moscovici's primary theoretical current, there are three other
complementary interpretations of the grand theory of social representations. The first, proposed
by Jodelet (2001), is the most closely linked to Moscovici's, considering the development and
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sharing of knowledge in society, capable of building a common reality. The second, by Doise
(1985), brings a sociological approach to social representations, also called societal. The third,
no less important, comes from Abric (1994), who emphasizes the structure and organization of
representations. These different conceptions are not incompatible with each other, since they
derive from Moscovici's initial proposal and do not disfigure it (Sá, 1998).
Social capital is one of the types classified by Bourdieu (1987), along with economic,
cultural, and symbolic capital, when referring to the fields of sociology, which links them to
the so-called social classes. According to the author, social classes are logical conditions,
theoretically determined by a group of individuals who occupy the same position in the social
space. This group, in turn, is located in a space structured by fields, called markets, where these
capitals clash (Bourdieu, 1994; Degenne, 2004).
It should be noted that symbolic capital is part of a broader theory of power, culture, and
social relations and is understood as a form of capital associated with prestige, recognition, and
status in society. Unlike economic capital (money and material resources) or social capital
(social networks and connections), symbolic capital is based on the perception and appreciation
of culture and symbolism (Lochner; Kawachi; Kennedy, 1999). Thus, in addition to being the
effect of the distribution of other forms of capital in terms of social recognition, the "power
attributed to those who have obtained sufficient recognition to be able to impose recognition"
is intangible (Bourdieu, 1987, p. 164).
Social capital, therefore, is "the aggregate of actual or potential resources linked to the
possession of a durable network of more or less institutionalized relationships of mutual
knowledge or recognition" (Bourdieu, 1985, p. 248, our translation). The concept's approach is
instrumental in nature, focusing on the benefits that individuals derive from participating in
groups and the purposeful building of social capital. Therefore, this definition seems to be the
most theoretically sophisticated among those who have brought the concept into contemporary
sociological discourse. In his original writings, Bourdieu (1985, p. 249) stated that "the benefits
gained from belonging to a group are the basis of the solidarity that makes them possible".
There is then a focus on the benefits individuals obtain through group participation and the
intentional construction of social capital.
Considering that public safety refers to initiatives and actions taken by government and
society to protect citizens, maintain order, prevent crime, and promote peace in communities,
dialog with social representations and social capital is necessary, as these are complex
interactions of collective memories related to safety and intra-community social ties.
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Understanding this intersection is fundamental to developing effective security strategies that
promote both a sense of security and stronger social relations. Furthermore, this study finds
relevance in linking these theories to a scenario that promotes strategic activities aimed at
guaranteeing the well-being of individuals and society.
In view of this, the question is: how are Social Representations and Social Capital
approached in studies on public security? To answer this question, the aim of this article is to
characterize the studies in the area of Public Security that have used the theoretical framework
of Social Representations or Social Capital.
Methodology
This is an Integrative Literature Review, characterized as a study method that provides
broad and up-to-date knowledge, synthesizing relevant information on a given subject. It was
developed through the following steps: 1) Outlining the problem and research objectives; 2)
Searching platforms/databases; 3) Defining inclusion and exclusion criteria; 4) Analyzing the
articles; 5) Extracting the data of interest; 6) Presenting and discussing the results (Mendes;
Silveira; Galvão, 2019).
Data was collected from July to August 2023 from the following databases: Scientific
Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Portal de Periódicos
da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) and Web of
Science. We used the descriptors and keywords " Capital Simbólico", "Symbolic Capital",
"Representações Sociais", "Social Representation", "Segurança Pública", and "Public
Security", crossing them with the Boolean operators "AND" and "OR", to compose the search
strategy (Chart 1).
Chart 1 - Search strategy for studies, according to language. Manaus (AM), 2023
Search strategy
(Capital Simbólico OR Representação Social) AND Segurança Pública
(Symbolic Capital OR Social Representation) AND Public Security
Source: Prepared by the authors.
As for the inclusion criteria, we selected original articles, available online and in full,
published in the last 10 years (2013 - 2023), in Portuguese and English. Duplicate studies,
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bibliographic reviews, and those developed outside the context of public security that did not
include one of the theoretical-methodological approaches sought were excluded.
All the results from the search strategy for each database were included in the reference
manager EndNote in order to exclude duplicates and organize the studies. The studies were then
exported to the Rayyan software, which was used to assist and optimize the time of the team
conducting a review, in which two independent reviewers read titles and abstracts under
masking. A third reviewer was called in to resolve the differences. The included studies were
then organized in a concise manner, and their content was extracted and characterized through
in-depth reading, summarizing authors, year, country, and database, as well as objectives,
design, subjects, collection and analysis techniques, and main results.
As this was a review study, there was no need for the Research Ethics Committee to
examine it. Even so, the ethical precepts and the guarantee of the copyright of the studies used
were respected.
Results
A total of 364 articles were identified, of which 10 (2.75%) in SciELO, 72 (19.79%) in
BVS, 107 (29.39%) in the CAPES Journals Portal, and 175 (48.07%) in the Web of Science.
After applying the eligibility criteria, 12 studies made up the review sample, as shown in Figure
1, using the flowchart constructed in accordance with the recommendations of the Preferred
Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) (Tricco et al., 2018).
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Figure 1 - Flowchart summarizing the process of selecting articles for review
Source: Prepared by the authors in accordance with PRISMA recommendations.
Charts 2 and 3 present the summaries of the 12 studies included, seven of which
(58.33%) used Social Representations and five (41.67%) Social Capital. With regard to
databases, one (8.33%) was indexed in SciELO, five (41.67%) in BVS, five (41.67%) in
CAPES, and one (8.33%) in Web of Science. With regard to the scenario studied, seven
(58.33%) were carried out in Brazil, three (25%) in the United States of America (USA), one
(8.33%) in the United Kingdom, and one (8.33%) in China. In terms of methodology, there
were five (41.67%) quantitative studies, four (33.33%) qualitative studies, and three (25%)
documentary studies.
Chart 2 - Summary of studies using the Social Representations approach included in the
review (N=7). Manaus (AM), 2023
Authors, year,
country and
database
Objective(s)
Design, subjects,
collection technique
and analysis
Main results
Machado and
Porto, 2015;
Brazil; SciELO
To analyze the
social
representations of
police chiefs,
Qualitative; 11 public
security professionals (3
deputies, 5 prosecutors
and 3 magistrates);
The representations were summarized
as a lack of resources, lack of
infrastructure, equipment, and
personnel, as well as insufficient
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prosecutors, and
magistrates
regarding the
criminal justice
system.
Focus groups.
working conditions. They also have
unsaid and unbidden undertones that
seem unfamiliar (such as the growth of
violence and crime) but are inserted into
their knowledge, making them familiar.
Justo, Pinto and
Pires, 2019;
Brazil; CAPES
To identify the
social
representations of
violence emerging
from the events
resulting from the
Public Security
Crisis in Espírito
Santo.
Santo in February
2017.
Documentary; Local
printed newspaper "A
Tribuna"; IRAMUTEQ
software.
Representation of violence based on the
dichotomy between "good people" and
"criminals". There were also reports on
the administrative consequences of the
crimes, the restoration of social order,
and security measures. The news
detracts from understanding violence as
a broader social phenomenon,
strengthening stereotypes and
contributing to phenomena of
exclusion.
Souza; Santos;
Apostolidis,
2020; Brazil;
CAPES
Analyze the
representational
field of drugs in
media
communications.
Documentary; 4,516
articles from a widely-
circulated newspaper in
Brazil that had drug-
related issues as their
central theme;
IRAMUTEQ software -
lexicometric analysis.
Three thematic axes were identified:
socio-political regulation of drug use,
production, and circulation; drug use,
addiction, and health; police and the
war on drugs in Brazil. The phenomena
in the field are related to typical social
categories (e.g. users and dealers);
forms of deviance (e.g. addiction and
crime); and social practices in health
and public security (e.g. treatment and
imprisonment).
Velozo and
Mendonça,
2021; Brazil;
CAPES
To analyze higher
education students'
social
representations of
crime.
100 face-to-face,
collective and individual
interviews with Physical
Education and
Psychology students;
free recall
questionnaires;
IRAMUTEQ -
prototypical and
similarity analysis.
Social representation is associated with
physical and property violence, drug
trafficking, and social aspects. The state
plays a significant role in the social
organization of the use of violence.
Virgílio et al.,
2020; Brazil,
CAPES
To understand the
meaning of life in
traffic from the
perspective of
members of the Life
in Traffic Network.
Qualitative; interviews
with 30 participants;
Collective Subject
Discourse.
Representations portrayed in the
Anchoring (promoting life in traffic)
and in the Central Idea (preserving life
by reducing accidents). The promotion
of life in traffic is represented by
education; respect; tolerance;
investment, and safety. The
preservation of life refers to the
reduction of traffic fatalities and safe
transportation.
Vieira and
Doula, 2019;
Brazil; CAPES
Analyze the media's
social
representations of
the displacement of
crime to rural areas.
Documentary, analyzing
stories broadcast on the
main Brazilian
television news
programs.
The imagery of the countryside has
changed, and today, this space is re-
signified by insecurity and fear. Thus,
crime and violence have been
expanding their borders and reaching
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the countryside, where they are now
incorporated into national public
security statistics.
C; Brazil; Web
of Science
To explore the social
representations of
young people from
Rio de Janeiro's
favelas about police
practices in the
context of the
implementation of
the 'Pacifying Police
Units'.
Qualitative; fieldwork,
participant observation
and interviews.
They expressed a demand for more
public security and social services. The
young people noticed some progress in
police practices, although these changes
seemed unstable. The permanence of
violent practices and prejudice on the
part of the police was verified in the
young people's narratives. Any change
in this scenario must be based on
replacing the war logic of 'pacification'
with another logic, that of participation.
Source: Prepared by the authors.
Chart 3 - Synthesis of the studies addressingSocial Capital included in the review (N=5).
Manaus (AM), 2023
Authors, year,
country and
database
Objective(s)
Design, subjects,
collection technique
and analysis
Main results
Zhang et al.,
2020; China;
VHL
Explore the
determining factor
of
citizen security
behavior from the
perspective of social
capital theory.
Quantitative; 311
construction workers; 5
validated instruments, 4
for citizenship of
security, 1 for
autonomous security and
3 for social security
capital.
Safety citizenship behavior was
significantly related to safety social
capital. Autonomous security
motivation mediated the relationship
between social security capital and
security citizenship behavior.
Honga et al.,
2018; USA;
VHL
To examine the
moderating effect of
perceived safety on
the association of
green space with
neighborhood social
capital in older
adults.
Quantitative; 647
independent elderly
people.
Certain elements of the neighborhood's
green space, such as attractive natural
views, are positively related to the
social capital of the elderly. However,
other green spaces, such as parks and
tree-lined streets, can have an
undesirable impact on neighborhood
social capital among older people who
consider their neighborhood less safe.
Jones et al.,
2014; United
Kingdom; VHL
To evaluate the
impact of individual
characteristics,
perceived social and
environmental
incivilities,
indicators of
cognitive and
structural social
capital, as well as
perceived security.
Quantitative; 8,237
interviews with residents
aged 16 and over living
within the boundaries of
NHS Greater Glasgow
and Clyde x1_".
It was found that physical health, social
structural factors such as age, and
measures of cognitive, and social
capital were stronger predictors of
mental well-being than variables
reflecting perceived incivilities or
safety. The effect of cognitive, and
social capital on well-being was
strongest among respondents aged 56þ.
Evans et al.,
To examine the
Quantitative; 713
The neighborhood's perception of safety
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2014; USA;
VHL
perceived
characteristics of
coexistence to
successful outcome
among mothers 10
years after treatment
for substance use
disorders.
mothers; Semi-
structured interview
instrument - Addiction
Severity Index (ASI).
has almost doubled the chances of
success. Perceived safety in the
neighborhood interacted with social
involvement, decreasing the chances of
success among mothers who reported
more or less social participation in the
neighborhood. Perceived neighborhood
climate is associated with long-term
outcomes among mothers with
substance use disorders, regardless of
individual characteristics.
Caspia et al.,
2013; USA;
VHL
Examining social
capital, perceived
safety and behavior
disorder
of walking in a
population of low-
income residents.
Quantitative; 828
residents of these
housing estates;
Questionnaire
International Physical
Activity Questionnaire
(IPAQ) and structured
(closed) questions.
Those who reported low social
disturbance also reported less leisure
walking, and those who reported high
community social capital also walked
less for all outcomes. Physical disorder
and community safety were not
associated with walking behavior. The
socio-environmental variables of the
neighborhood are unlikely to be the
most important factors in determining
walking behavior.
Source: Prepared by the authors.
Discussion
Social representations can be identified, apprehended, and interpreted in different ways.
Although most of the studies available in the literature directly investigate the individuals of a
social group in order to explore a common problem, representations are not limited to this form
of development. In addition to being a reference for interpretation, the theory of social
representations is an essential methodological guide since the phenomenon of interest, the
context, and the subjects (in some cases) can guide the researcher in conducting the study.
In three studies in this review (Justo; Pinto; Pires, 2019; Sousa; Santos; Apostolidis,
2020; Vieira; Doula, 2019), data was collected through documentary analysis of printed or
digital materials reported in local, state and national newspapers. In two of them (Justo; Pinto;
Pires, 2019; Sousa; Santos, Apostolidis, 2020), the analysis was aided by the IRAMUTEQ
software - a free program that has been consolidated in social representation research by
performing Descending Hierarchical Classification (DHC), content analysis, discourse
analysis, similarity and lexicometry (Nascimento; Menandro, 2006).
Sousa, Santos, and Apostolidis (2020) analyzed 4,516 articles published from 2010 to
2014 on a São Paulo newspaper's news portal, whose central theme was drug use, considering
the variables of year of publication, section published in the newspaper and direct or indirect
reference to a particular drug in the article's title. The CHD procedure made it possible to
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classify 36,204 textual segments (words), distributed into eight classes, named as: 1) Mexican
drug trafficking and the drug circuit in the Americas (2,282 segments - 6.3%); 2) Forms of drug
regulation and alternative policies to prohibitionism (5,738 - 15.85%); 3) The marijuana march
(376 - 1.04%); 4) The "cracolândias
5
" and the controversy over compulsory hospitalization
(2.822 - 7.79%); 5) Substances, risks, harm, and therapeutic uses (5,688 - 15.71%); 6) Police
operations and the war on drugs in Rio de Janeiro (4,392 - 12.13%); 7) Drug and arms seizures
in Brazil (7,661 - 21.16%); 8) Drugs, celebrities, interpersonal relationships, and life stories
(7,245 - 20.01%). These classes allowed the authors to conclude that there are two strands of
meanings for the term drug: legal-criminal and medical-sanitary.
Also using CHD to identify and organize social representations of violence, Justo, Pinto,
and Pires (2019) analyzed 114 articles linked to a local newspaper in Espírito Santo during the
public security crisis in the state. The corpus textual originated six classes, divided into two
large sub-corpora: "Criminal Actions" and "Occurrences and Society" - the former gave rise to
the classes "Victim vs. Bandit", "Post-Crime" and "Crime Scenes", while the latter gave rise to
"Security and Social Life", "Records and Reports of Occurrences" and "Police Stations and
Attendance at Occurrences". There were thus polarized representations restricted to the
dichotomous view between "bandits" and "good society".
The study by Vieira and Doula (2019) aimed to understand crime in the countryside
from an analytical perspective that derives from the messages and information broadcast by the
media to its target audience, mainly social actors linked to the countryside. Unlike the first two
studies mentioned, this one used manual data analysis, which nevertheless provided the
symbolic basis for an imagination of the countryside as a place of tranquility and well-being
that has come to be questioned and amplified by the mass media, creating a new collective
consensus. Veloso and Mendonça (2021) also investigated the social object "crime", not using
a documentary method, but by applying a free word recall questionnaire to health students in
order to record the terms associated with the problem. The words that stood out were "violence",
"death", "inequality", "politics", "drugs" and "gun".
Thus, it is understood that the aforementioned studies are anchored in the structural
approach to social representations proposed by Abric (2003), where the author considers not
only knowledge of the content of representations but also their organization in order to make
sense of understanding. However, an in-depth understanding goes beyond words evoked by a
5
Cracolândia is the common name for a homeless population, mostly made up of drug addicts and drug dealers,
usually crack addicts, who occupy a certain area in the center of the city of São Paulo.
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stimulus or even disseminated on media platforms. Intra- and intersubjective aspects must be
analyzed in the subjects' discourses and narratives through participant observation, interviews,
or focus groups, for example. Such collection techniques appear to optimize the process of
reaching and interpreting representations, used by three studies included in this review (Corrêa
et al., 2016; Machado; Porto, 2015; Virgílio et al., 2020).
Corrêa et al. (2016) explored the elements that potentiate conflicts between the police
and young people living in the German complex. Although the actors report a decrease in the
number and severity of armed conflicts between the police and criminal groups in the city,
young people still distrust the security agencies, which are represented by a pattern of
aggressive and disrespectful behavior. In an inverse perspective, Machado and Porto (2015)
present the representations of police officers, prosecutors, and magistrates about homicide in
Brasíliaa. The familiar and the unfamiliar, which are apparently distinct, were equated and
interpreted by the authors, revealing the "unsaid".
Attributes in relation to problems linked to public safety seem to be strongly embedded
in the social imaginary of the subjects investigated, exonerated by various aspects, such as
living in specific groups in society. Representations, therefore, constitute a reality for those
involved. It is an environment capable of forming systems for thinking, knowing, and acting
with the world on a given social problem (Berger; Luckmann, 1996). Routine and habit help to
construct this reality, as well as the reactions that result from everyday events, which influence
the responses common to people who belong to an interaction network in a given context
(Moscovici, 2015).
When we draw a parallel with the studies that have used social capital, we see
characteristics that differ from those used in social representations. Social capital emphasizes
the importance of social connections, shared norms, and healthy relationships within a
community. The association of the latter with studies on public safety results, for the most part,
in investigations into perceived safety. All the aspects mentioned above have a significant
impact on the functioning and well-being of individuals and communities.
In the five studies in this review that establish a dialog between perceived security and
social capital (Caspia et al., 2013; Evans et al., 2014; Jones et al., 2014; Honga et al., 2018;
Zang et al.2020), it was possible to perceive the concept of social capital being translated as
characteristics of social organizations where trust, norms, and networks of relationships can
improve social efficiency and facilitate coordinated work. In this sense, Bourdieu (1985)
Ana Lilian Braga do BU; Izaura Rodrigues NASCIMENTO; Igor de Oliveira REIS and Marisol de Paula Reis BRANDT
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considers the sum of resources coming from the network of institutionalized relations of mutual
recognition in the social fields.
In the studies (Evans, 2014; Jones et al., 2014 Honga et al., 2018) in which this concept
of capital is related to perceived security and factors linked to health, it is noted that social
capital operates through the perpetuation of social norms, such as greater security and collective
efficiency. It can thus be seen that the social environment can affect health through interactions
and relationships, resulting in social support or discrimination. It is, therefore, clear that mutual
trust and solidarity are factors that improve collective efficiency and stress. However, Caspi et
al. (2013, p. 9) emphasize that the "results indicate that social capital, security, and disorder act
independently to influence health behaviors, but it is not yet clear exactly how these constructs
are interrelated".
The perception of social capital is well assessed in the study by Honga et al. (2018),
who consider it a public good, where social investments are recognized as positive collective
qualities, being above individual qualities. However, safety remains a major challenge in
maximizing the benefits of green spaces, because they can play an essential role in promoting
the social capital of the neighborhood and the health of the elderly. However, other types of
green spaces, such as parks and tree-lined streets, may be less favorable for seniors who
consider their neighborhood unsafe for pedestrians.
Final considerations
The studies explored various areas of public safety, such as crime, violence, drugs, and
perceived safety. The subjects included low-income residents, mothers undergoing treatment
for substance use disorders, elderly community members, civil servants, health students, and
public security professionals. However, most of the studies that have used social representations
have been conducted in Brazil and have been qualitative and documentary, using Iramuteq
software to analyze the data. Those that used social capital were developed in other countries
and focused on quantitative approaches, using questionnaires and analyzing descriptive
statistics and regressions.
Through this research, it was possible to see the theoretical relationship between social
representations and social capital, especially in the way people perceive themselves, interact,
and relate to each other in society. It was also noted that the research methods in each type of
theoretical approach were different. Therefore, It is of the utmost importance that researchers
Abordagens teóricas das representações sociais e do capital social em estudos no contexto da segurança pública
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and professionals working with public security adapt the phenomenon of interest to the
theoretical framework and collection method/technique and the subjects involved to offer a
more complete and in-depth view of social problems.
Finally, it was noted that social representations and social capital are linked by social
and psychological processes that shape relationships in society. That instigates reflection on the
harmony of these aspects and the gaps that need to be filled by future studies. Although the
field of social sciences does not usually require interventional research, the importance of this
method in investigations focused on public policies that leave practical contributions to society
and science is highlighted.
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CRediT Author Statement
Acknowledgements: To the Graduate Program in Public Security, Citizenship and Human
Rights of the School of Social Sciences of the Amazonas State University.
Funding: Not applicable.
Conflicts of interest: There are no conflicts of interest.
Ethical approval: Not applicable.
Availability of data and material: The data and materials used in the work are available
for access in the work itself.
Author contributions: Ana Lilian Braga do Bu and Igor de Oliveira Reis contributed to
the conception of the study, database search, analysis, and discussion of the articles. Izaura
Rodrigues Nascimento and Marisol de Paula Reis Brandt contributed to the final revision
with critical and intellectual participation in the manuscript.