Cadernos de Campo: Revista de Ciências Sociais
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<p><span style="font-weight: 400;">A <em>Cadernos de Campo: Revista de Ciências Sociais</em> é uma publicação semestral editada pelos discentes e docentes do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara (FCLAr) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP). O periódico tem por finalidade a divulgação de pesquisas e de trabalhos científicos produzidos por pós-graduandos e docentes do campo das ciências sociais. Prioriza-se o caráter acadêmico dos trabalhos e dos diálogos travados com as subáreas da antropologia, da ciência política e da sociologia, incluindo áreas afins, tais como história, geografia, pedagogia, economia, relações internacionais e filosofia, a fim de abranger um variado leque de áreas nas humanidades. A estruturação da revista admite tanto a publicação de dossiês temáticos quanto de artigos livres e de colaborações especiais. </span></p>Faculdade de Ciências e Letras - Unesp - Araraquara.pt-BRCadernos de Campo: Revista de Ciências Sociais1415-0689<div><span>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</span></div><div> </div><div>Artigos são licenciados sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank">Licença Creative Commons Attribution</a> (CC-BY).</div><div> </div><div><span>Esta licença permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. É a licença mais flexível de todas as licenças disponíveis. É recomendada para maximizar a disseminação e uso dos materiais licenciados.</span></div><div> </div>“Juventude na zona norte”
https://periodicos.fclar.unesp.br/cadernos/article/view/20308
<p>Este artigo tem como objetivo compreender, a partir das vivências escolares, quais são e o que tem subsidiado a produção de projetos de vida de jovens das camadas populares. O contexto da pesquisa é uma região considerada vulnerável na cidade de Santa Maria-RS, tomando como <em>locus</em> de investigação uma escola estadual de ensino fundamental da região. Trata-se de uma pesquisa participante, cujos dados foram construídos por meio de oficinas de atividades desenvolvidas em um projeto de extensão universitária, entre agosto de 2023 e setembro de 2024. Participaram cerca de 30 jovens com idades entre 14 e 18 anos. As experiências demonstraram que a condição social, sobretudo no que diz respeito aos acessos a bens e serviços, e as redes de suporte interferem diretamente nas experiências que podem subsidiar a produção de seus projetos de vida, produzindo poucas possibilidades de mobilização de ferramentas de enfrentamento às precariedades que limitam sua viabilização.</p>Myllena San Martin VargasHelena Lampert LarréKésia Maria Maximiano de Melo
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2025-12-152025-12-15e025010e02501010.47284/cdc.v25i00.20308A educação étnico-racial a partir do lugar da liderança feminina na comunidade Abacatal em Ananindeua
https://periodicos.fclar.unesp.br/cadernos/article/view/20244
<p>Este trabalho propõe uma reflexão sobre a importância da Educação Étnico-Racial, com enfoque de gênero, a partir da experiência da Comunidade Remanescente Quilombola de Abacatal (CRQA) no município de Ananindeua no Pará. Destacando o papel fundamental das mulheres quilombolas líderes e guardiãs dos saberes tradicionais, evidenciando sua atuação na luta antirracista e na construção da educação transformadora. A pesquisa objetiva o de promover a educação antirracista como forma de valorização da diversidade multicultural e no combate ao racismo e sexismo. Utilizando da revisão bibliográfica, o manuscrito baseia-se nas autoras Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro e Jussara Santana que em seus estudos estimulam o pensamento crítico e a valorização da cultura afro-brasileira como propõem a Lei 10.639/03 que estabeleceu a obrigatoriedade do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira. Destarte, o estudo sinaliza para o reconhecimento das mulheres quilombolas como lideranças essenciais na construção de uma sociedade mais equânime.</p>Denilson Marques dos SantosSônia Cristina de Albuquerque Vieira
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2025-12-152025-12-15e025011e02501110.47284/cdc.v25i00.20244Da Sociologia Ambiental à Sociologia da Sustentabilidade
https://periodicos.fclar.unesp.br/cadernos/article/view/20034
<p>O presente estudo foi estruturado por meio da metodologia do Estado da Arte, objetivando a compreensão do estágio do conhecimento da Sociologia Ambiental, utilizando-se como recorte temporal o movimento ambientalista brasileiro da década de 1970. A coleta de dados ocorreu em bases de teses e dissertações brasileiras, e as análises resultaram na compreensão das produções nesse campo. Os resultados indicam a constatação de uma discussão no campo da Sociologia Ambiental sob as mais diversas perspectivas, mas com predominância da dimensão social, além de uma vanguardista integração holística com os estudos que tangenciam a temática da sustentabilidade, fazendo emergir as bases para uma Sociologia da Sustentabilidade.</p>Marcela Furtado CalixtoTheófilo Codeço Machado Rodrigues Adriana Maria Imperador
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2025-12-162025-12-16e025012e02501210.47284/cdc.v25i00.20034Indicadores nos sistemas das águas e saneamento e racismo ambiental
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<p>Os problemas ambientais percebidos em Maceió – AL ligados às águas mostram como se deu a ocupação urbana da região e a relação dos humanos com o meio, seguindo uma lógica hegemônica ocidental de domínio sobre a natureza. Imaginar maneiras outras de se relacionar com o meio a partir de outras cosmopercepções é uma das bases desse trabalho, que pretende demonstrar como as desigualdades sociais e raciais observadas no Brasil tem um elo com a forma como se relaciona com a natureza e entre os humanos, inserindo aqui o problema da racialização de uma parcela deles. Uma hipótese é que o sistema técnico das águas é racista e de que o domínio das águas enquanto recurso é uma das causas dos desequilíbrios ecossistêmicos e das desigualdades sociais. Abrindo-se para outras cosmopercepções de mundo, pretende-se criar indicadores de caráter contracolonial, não-racistas e ecossistêmicos para o sistema técnico de água e saneamento.</p> <p> </p>Fernando Antônio de Barros Nascimento
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2025-12-172025-12-17e025013e02501310.47284/cdc.v25i00.20067Transição energética e injustiças socioambientais
https://periodicos.fclar.unesp.br/cadernos/article/view/20071
<p>O artigo analisa criticamente a implementação de modelos de transição energética baseados exclusivamente na descarbonização e em fontes renováveis. Por meio de entrevistas, análise documental e pesquisa bibliográfica, investiga-se os impactos no Nordeste brasileiro, especialmente no Ceará, de empreendimentos de energia eólica e de hidrogênio verde. A pesquisa evidencia os limites da transição energética corporativa que, ao promover um simples esverdeamento do capitalismo, mantém inalteradas as bases das desigualdades socioambientais e aprofunda relações geopolíticas de exploração entre Norte e Sul Global. O estudo demonstra como esses projetos afetam comunidades tradicionais e territórios indígenas, gerando impactos desproporcionais sobre mulheres. Como alternativa, propõe-se, a partir das experiências das mulheres indígenas e de comunidades tradicionais, outros paradigmas que coloquem a vida no centro e reconheçam as relações interdependentes que sustentam as diversas existências no planeta.</p>Luciana Nogueira NóbregaLia Pinheiro BarbosaPriscylla Joca
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2025-12-182025-12-18e025014e02501410.47284/cdc.v25i00.20071