Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 24, n. esp. 2, e023021, 2023. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v24iesp.2.18640 1
RELATÓRIO DA PESQUISA SOBRE EDUCAÇÃO E PANDEMIA NA REGIÃO
SUL-FLUMINENSE
INFORME DE INVESTIGACIÓN SOBRE EDUCACIÓN Y PANDEMIA EN LA
REGIÓN SUR-FLUMINENSE
RESEARCH REPORT ON EDUCATION AND PANDEMIC IN THE SOUTH-
FLUMINENSE REGION
Ana Maria Dinardi Barbosa BARROS1
e-mail: ana.barros@ubm.br
Rosa Maria Maia Gouvêa ESTEVES2
e-mail: rosa.esteves@ubm.br
Maricinéia Pereira Meireles da SILVA3
e-mail: maricinia.pereira@ubm.br
Como referenciar este artigo:
BARROS, A. M. D. B.; ESTEVES, R. M. M. G.; SILVA, M.
P. M. Relatório da pesquisa sobre educação e pandemia na
Região Sul-Fluminense. Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ.,
Araraquara, v. 24, n. esp. 2, e023021, 2023. e-ISSN: 2594-
8385. DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v24iesp.2.18640
| Submetido em: 22/07/2023
| Revisões requeridas em: 10/08/2023
| Aprovado em: 18/09/2023
| Publicado em: 31/10/2023
Editor:
Prof. Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiro
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), Barra Mansa RJ Brasil. Professora Doutoranda e Pesquisadora.
Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), Barra Mansa RJ Brasil. Professora e pesquisadora.
Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), Barra Mansa RJ Brasil. Professora Mestre e Pesquisadora.
Relatório da pesquisa sobre educação e pandemia na Região Sul-Fluminense
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 24, n. esp. 2, e023021, 2023. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v24iesp.2.18640 2
RESUMO: Este trabalho apresenta o resultado da pesquisa sobre Os Impactos de Pandemia na
Educação, realizado pelo Observatório da Violência no ano de 2021. A pesquisa teve como objetivo
compreender como o cenário apresentado pelo Coronavírus impactou as escolas da Região Sul-
Fluminense, e que medidas, de caráter gerencial e pedagógico, foram tomadas. O método de
pesquisa utilizado foi a abordagem quali-quantitativa. Tivemos 61 gestores respondentes ao
questionário on-line, com os seguintes tópicos: interações entre comunidade educativa, família,
professor e alunos; uso dos recursos tecnológicos; processo de ensino, aprendizagem e avaliação; e
merenda escolar. Algumas fragilidades foram evidenciadas: comunicação entre a Secretaria de
Educação e escolas na tomada de decisão, frente à epidemia, acesso à Internet e ao uso de
plataformas, acarretando dificuldade na disponibilização das aulas, falta de infraestrutura
tecnológica das secretarias, utilização tímida dos recursos tecnológicos e de novas estratégias para
o desenvolvimento de conteúdos e da avaliação da aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: Educação. Pandemia. Secretarias Municipais da Educação. Região Sul-
Fluminense.
RESUMEN: Este trabajo presenta los resultados de la investigación sobre Los Impactos de la
Pandemia en la Educación, realizada por el Observatorio de la Violencia en 2021. La investigación
tuvo como objetivo comprender cómo el escenario presentado por el Coronavirus impactó a las
escuelas de la Región Sur-Fluminense, y qué medidas, de carácter gerencial y pedagógico. El
método de investigación utilizado fue el enfoque cualitativo y cuantitativo. Tuvimos 61 directivos
que respondieron el cuestionario en línea, con los siguientes temas: interacciones entre la
comunidad educativa, familia, docente y estudiantes; uso de recursos tecnológicos; proceso de
enseñanza, aprendizaje y evaluación; y almuerzos escolares. Se destacaron algunas debilidades:
comunicación entre el Departamento de Educación y las escuelas en la toma de decisiones, frente
a la epidemia, el acceso a Internet y el uso de plataformas, provocando dificultades para la
disponibilidad de clases, falta de infraestructura tecnológica en los departamentos, uso tímido de
recursos tecnológicos y nuevas estrategias para el desarrollo de contenidos y evaluación del
aprendizaje.
PALABRAS CLAVE: Educación. Pandemia. Departamentos Municipales de Educación. Región
Sur-Fluminense.
ABSTRACT: This work presents the results of a research study on the Impacts of the Pandemic on
Education conducted by the Violence Observatory in 2021. The research aimed to understand how
the scenario presented by the Coronavirus affected schools in the South-Fluminense Region and
what managerial and pedagogical measures were taken. The research methodology used was a
qualitative-quantitative approach. We had 61 respondents, who were school administrators,
participating in an online questionnaire covering the following topics: interactions among the
educational community, families, teachers, and students; the use of technological resources; the
teaching, learning, and assessment process; and school meals. Some weaknesses were evident,
including limited communication between the Education Department and schools in decision-
making regarding the epidemic, difficulties in accessing the Internet and using online platforms,
resulting in challenges in delivering lessons, a lack of technological infrastructure in the education
departments, timid use of technical resources and new strategies for content development and
learning assessment.
KEYWORDS: Education. Pandemic. Municipal Education Departments. South-Fluminense
Region.
Ana Maria Dinardi Barbosa BARROS, Rosa Maria Maia Gouvêa ESTEVES e Maricineia Pereira Meireles da SILVA
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 18, n. esp. 2, e023021, 2023. e-ISSN: 2594-8385
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Introdução
Esta pesquisa foi desenvolvida a partir da vivência da situação gerada pela Pandemia da
Covid 19, cujo objetivo foi compreender como o cenário apresentado pelo Coronavírus
impactou as escolas da Região Sul-Fluminense, e que medidas, de caráter gerencial e
pedagógico, foram tomadas para atendimento a sua clientela. Assim, percebemos que, enquanto
pesquisadoras e educadoras, não nos era possível permanecer inativas perante o contexto que
revolucionou o mundo por completo, resultando em transformações profundas em todas as
áreas do saber, inclusive na Educação. Isso nos demonstra que, apesar da aspiração humana de
dominar todos os aspectos da vida, a humanidade é suscetível a fenômenos desconhecidos, o
que a coloca diante de novos desafios e a incita a buscar soluções.
Devido à essencial necessidade de discutir os desdobramentos da crise sanitária global
nas instituições de ensino, considerou-se pertinente, em primeiro lugar, retomar algumas
conceituações relacionadas à missão educativa da escola. Esta missão pode ser compreendida
como o ambiente destinado à aquisição e reinterpretação de conhecimentos construídos social
e historicamente, bem como à prática da reflexão como uma ferramenta analítica para a
compreensão da sociedade na qual estamos inseridos. Essa compreensão da sociedade nos
capacita a agir no sentido de promover sua transformação.
Nesse lugar de tantos impasses, veio bater à porta, de forma bem forte, como realizar a
função da escola? Como garantir a aprendizagem dos alunos? Que condições teria a escola para
dar suporte aos novos modos operantes de fazer educação? E ainda pensar na diversidade dos
estudantes que frequentam a escola e como essas diferenças, oriundas de suas situações
econômicas, impactaram as suas aprendizagens. O Relatório do Fundo das Nações Unidas para
Infância (UNICEF, 2021) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD,
2021) aponta que o ensino remoto mostrou as desigualdades de acesso aos artefatos, à Internet,
à ambiência adequada à aprendizagem; deixando à vista nossas disparidades, apontando os
diversos grupos vulneráveis: as crianças e jovens em áreas rurais, as populações indígenas e
aqueles com alguma deficiência (PNUD; UNICEF; UNESCO; UNESCO, 2021).
No entanto, diante das marcantes desigualdades socioeconômicas que permeiam a
sociedade brasileira, é imprescindível abordar a temática da merenda escolar, visto que ela
assume uma relevância significativa em tempos de pandemia. A escola, nesse contexto,
desempenha um papel fundamental como um agente executor de políticas sociais,
particularmente no que concerne à segurança alimentar e nutricional de crianças e adolescentes,
especialmente aqueles pertencentes às parcelas mais vulneráveis da população.
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Segundo o IPEA (2020) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
(Undime), as aulas presenciais foram suspensas em todas as redes municipais e estaduais de
ensino, no entanto, não informações disponíveis sobre quantos municípios e escolas
efetivamente disponibilizaram a alimentação escolar às famílias dos estudantes. Mas sabe-se da
mobilização por parte das secretarias estaduais e municipais de educação, tanto no atendimento,
como na logística de distribuição, devido às medidas sanitárias adotadas.
É nesse contexto que podemos refletir sobre o papel da alimentação escolar, não só no
processo de aprendizagem e desenvolvimento do aluno, mas, ao mesmo tempo, como
garantidor do acesso a um suprimento mínimo de alimentos às populações carentes. Pode-se
acrescentar a esse raciocínio, do ponto de vista educacional, o papel determinante que a
merenda escolar tem exercido na frequência dos alunos das camadas mais pobres à escola,
portanto, garantindo acesso à educação e a diminuição da evasão.
Metodologia
Inicialmente, as pesquisadoras realizaram uma pesquisa bibliográfica para a produção
de um quadro teórico para discussão dos achados, respaldadas em autores e instituições que
discutem tais temática, tais como Alpino et al. (2020), o Centro de Inovação para a Educação
Brasileira (2022), GESTRADO (2021) e Rede PENSSAN (2022), para atender aos objetivos
propostos neste estudo, que visou saber sobre os impactos sociais que a pandemia trouxe para
a escola e, quais ações estratégias foram oferecidas às escolas para cumprirem seu papel social
durante o período pandêmico.
Os sujeitos participantes desta pesquisa foram 41 gestores de 03 Secretarias Municipais
de Educação da Região Sul Fluminense do Estado do RJ, Brasil, da Educação Infantil ao Ensino
Fundamental, que responderam a um questionário on-line, sendo mantido os padrões da ética e
sigilo aos dados confiados. O critério de inclusão adotado para pesquisa foi a participação de
todos os gestores das Secretarias Municipais de Educação dessa região, que estivessem em
exercício no ano de 2020, com vínculo formal e que quisessem participar do estudo, sendo
excluídos os demais profissionais que não se enquadravam nesse critério adotado.
Neste estudo, adotou-se uma abordagem de pesquisa quali-quantitativa, com o propósito
de analisar as percepções relacionadas ao desempenho das escolas da região durante o período
da pandemia. Além disso, procurou-se identificar as dificuldades enfrentadas em relação aos
Ana Maria Dinardi Barbosa BARROS, Rosa Maria Maia Gouvêa ESTEVES e Maricinéia Pereira Meireles da SILVA
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recursos disponibilizados, avaliar a interação entre as escolas, alunos e professores, bem como
quantificar a utilização de diferentes ferramentas no processo de implementação das aulas.
A aplicação do instrumento de pesquisa foi on-line, um questionário semiestruturado,
com 20 perguntas fechadas e espaço para sugestões. As questões foram focadas em 3 (três)
temas: o primeiro tema foi sobre a comunicação entre a Secretaria Municipal de Educação e os
alunos, envolvendo nesta comunicação a secretaria, os professores, alunos e pais; o segundo
tema foi relativo ao trabalho docente, foram abordados os seguintes itens: condição de acesso,
estratégias das aulas, processo ensino-aprendizagem e de avaliação; e o terceiro tema foi sobre
o uso dos recursos tecnológicos (site, plataformas, conectividade).
O questionário foi formatado no Google Forms e disponibilizado aos participantes.
Também havia uma parte para que os gestores identificassem qual era o seu segmento, para
maiores informações às pesquisadoras. Ele foi disponível por meio de link, que foi enviado às
Secretarias Municipais de Educação da Região Sul Fluminense.
Resultados
O projeto foi elaborado e submetido ao Comitê de Ética do UBM e possui o número do
Certificado de Apresentação de Apreciação Ética CAAE: 40208220.7.0000.5236, em dezembro
de 2020. No primeiro semestre de 2021, conduziu-se a pesquisa, cujos resultados preliminares
estão sendo apresentados. Este estudo desdobrou-se em outra pesquisa, a ser divulgada
posteriormente. Durante essa investigação, ouvimos professores e responsáveis de escolas
vinculadas às Redes Municipais de Educação por meio de grupos focais criados com esse
propósito.
Em relação ao perfil dos respondentes, observou-se que 39% deles se encontravam na
faixa etária de 36 a 45 anos, enquanto 29,3% estavam na faixa etária de 46 a 55 anos. A faixa
etária de 25 a 35 anos representou 12,2% dos respondentes, e aqueles com 56 anos ou mais
totalizaram 19,5%. Assim, a maioria dos gestores estava concentrada na faixa etária de 36 a 55
anos. Quanto ao nível de formação, 82,9% dos gestores possuíam pós-graduação, 14,6% tinham
curso superior e 3,5% possuíam formação em magistério.
Nota-se também que as mulheres estão em maioria com 92,7% gestoras, em
contrapartida de 7,3% de homens que ocupam a gestão das escolas. Em relação à função de
gestores, apresenta-se os seguintes percentuais de gestores respondendo a nossa pesquisa: da
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Educação Infantil (34,1); dos Anos Iniciais (1º ao ano escolar) (39%); dos Anos Iniciais (6º
ao 9º ano escolar) (9,8) e do Ensino Fundamental de 1º ao 9º ano (17,1).
No que diz respeito à experiência profissional, observa-se que 19 gestores têm entre 20
e 29 anos de atuação no magistério, 15 gestores possuem entre 10 e 19 anos de experiência, 3
gestores têm menos de 10 anos de experiência, e 4 gestores acumulam mais de 30 anos de
atuação na área educacional. Esses dados evidenciam a presença de profissionais com ampla
experiência e preparo ocupando cargos de gestão. Inicialmente, a pesquisa contou com 61
respondentes, mas apenas 41 formulários foram devolvidos após a coleta de dados.
Avaliação dos dados
Para a Coleta dos Dados foi usado como instrumento um questionário semiestruturado,
com 20 perguntas fechadas, cujas respostas passamos a analisar. Para tanto, foi trabalhada uma
amostra de 41 respostas, sendo analisado como primeiro tema a Comunicação entre a Secretaria
Municipal de Educação e as escolas.
A comunicação entre a Secretaria de Educação e as escolas, com o propósito de fornecer
orientações necessárias para adaptar o trabalho docente às demandas impostas pela pandemia,
obteve uma avaliação positiva por parte dos entrevistados. Cerca de 52,5% dos entrevistados
consideraram a comunicação como “muito boa”, enquanto 42,5% a classificaram como “boa”.
Apenas 5% dos entrevistados acharam que a comunicação foi “regular”.
É importante ressaltar que, embora a comunicação tenha sido considerada satisfatória,
é necessário aprofundar a compreensão do conteúdo das orientações fornecidas, tanto em
relação ao funcionamento das escolas quanto ao acesso às aulas. Além disso, vale mencionar
que os pais desempenharam um papel fundamental como mediadores na transmissão dessas
informações para as diversas clientelas atendidas nas escolas. As orientações abrangeram
diferentes aspectos, incluindo o funcionamento das escolas e os procedimentos para acesso às
aulas.
O retorno da comunicação entre escola e pais foi boa, trazendo um percentual de 73,2%
como resposta positiva. A percepção foi muito boa para 14,6% dos entrevistados e regular
para 12,2%. Torna-se necessário examinar novamente o fato de que os pais responderam
prontamente às escolas. No entanto, ainda existe uma falta de informações sobre os tópicos
abordados e os acordos estabelecidos para que essa comunicação fosse eficaz. Além disso, é
Ana Maria Dinardi Barbosa BARROS, Rosa Maria Maia Gouvêa ESTEVES e Maricineia Pereira Meireles da SILVA
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importante investigar como essa comunicação evoluiu ao longo do ano e quais ajustes foram
realizados para atender melhor às necessidades dos alunos.
O retorno da comunicação entre a escola e seus professores foi considerado muito
bom para 65,9% dos participantes e bom para outros 34,1%. Observa-se que essa
comunicação foi eficaz. Essa pontuação significativa era antecipada, uma vez que os
professores demonstraram compromisso com a Educação e, diante dos desafios impostos pela
pandemia, era natural que todos os envolvidos se unissem em ações coordenadas. Desde o início
da pandemia, houve um esforço conjunto por parte dos profissionais para desenvolver
estratégias que possibilitassem o ensino à distância.
Em relação à análise das respostas às perguntas 1 e 2 - “Como vo avalia a
comunicação entre a Secretaria de Educação e as escolas, no que diz respeito à tomada de
decisões para orientar o trabalho docente em resposta aos desafios da pandemia?” e “Qual foi
o feedback da escola com os professores?” - Nota-se, de maneira geral, que o feedback da escola
em relação às diretrizes fornecidas foi satisfatório. Cerca de 51,2% dos gestores consideraram
essa interação como boa, enquanto 19,5% avaliaram como muito boa. Outro grupo de 19,5%
considerou a comunicação como regular.
Ao abordar o menor percentual, essa constatação pode ser explicada pelas limitações
impostas pelas diversas dificuldades que foram identificadas. Dentre essas dificuldades,
destaca-se a perda de emprego por parte dos responsáveis, a carência de infraestrutura
tecnológica nas escolas, a falta de dispositivos móveis e computadores por parte dos alunos e
seus pais, a ausência de uma conexão à Internet adequada e outros obstáculos, como a falta de
um ambiente propício para o estudo em casa e o número de pessoas no domicílio, com alguns
tentando estudar e outros trabalhar. Todos esses fatores desempenharam um papel significativo
na efetividade da comunicação entre a escola e os alunos.
Foi feita uma análise detalhada da situação dos alunos em relação à merenda escolar. A
análise se fundamenta na fragilidade imposta aos grupos mais vulneráveis e àqueles que
dependem da merenda escolar para sua subsistência. Acesso à merenda foi viável para 34,1%
dos alunos, enquanto 19,5% enfrentaram dificuldades de acesso. Os restantes 46,4% dos
estudantes receberam assistência de maneiras diversas: alguns receberam kits de alimentos por
um período limitado, distribuídos por algumas Secretarias Municipais de Educação entre maio
e setembro. Outros alunos foram beneficiados somente no primeiro mês, devido a impactos
causados pelas eleições para prefeito, que afetaram a distribuição de merenda devido a contratos
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suspensos até a confirmação do gestor municipal e das decisões relativas aos serviços prestados
pela prefeitura, incluindo a Educação.
A respeito da condição de acesso às aulas não presenciais, 63,4% dos entrevistados a
consideraram “boa” no geral. Para 17,1%, o acesso foi “muito bom”, enquanto 14,6% avaliaram
como “regular”. Alguns entrevistados mencionaram que o acesso foi insuficiente (2,4%), e
outros não expressaram uma opinião clara (2,4%). Torna-se evidente a importância da Internet
nesse contexto. Cabe a pergunta: que diferentes modalidades de acesso os alunos tiveram à
escola? Foi predominantemente virtual ou através de material impresso fornecido pela escola?
Quais métodos foram utilizados para alcançar os alunos? Portanto, uma necessidade de obter
informações adicionais para esclarecer essas questões junto aos entrevistados.
Observou-se que 43,9% dos professores utilizaram o ensino remoto como recurso para
ministrar seus conteúdos, enquanto 43,9% dos alunos recorreram a apostilas como instrumento
de acesso ao conteúdo ensinado. Essas apostilas foram utilizadas em diferentes situações:
algumas foram entregues na escola, enquanto em 9,8% dos casos, as escolas as enviaram aos
alunos. Além disso, 2,4% dos alunos usaram a plataforma AVA, enquanto 2,4% tiveram acesso
apenas a materiais impressos. Em 4,9% dos casos, algumas escolas utilizaram tanto o ensino
remoto quanto materiais impressos. Notavelmente, apenas 2,4% dos participantes mencionaram
outras circunstâncias, como a falta de interação. Os resultados mostram que praticamente 50%
dos envolvidos utilizaram plataformas digitais, enquanto a outra metade recorreu a materiais
impressos, um cenário que se repetiu tanto nas escolas quanto entre professores e alunos para
atender às necessidades apresentadas.
A avaliação do aprendizado dos alunos durante o período de ensino remoto revelou que
43,9% dos estudantes consideraram seu aprendizado como “regular”. Para 26,8%, foi
considerado “bom”, enquanto 14,6% o avaliaram como “fraco”. Uma parcela de 7,3% dos
alunos considerou o aprendizado como “muito bom”. No entanto, em relação à avaliação do
aprendizado com base nos escores, observaram-se lacunas, uma vez que se tratou de situações
que não puderam ser testadas anteriormente devido à falta de experiência em episódios
similares. A pandemia forçou uma rápida transição para o ensino remoto, pegando todos de
surpresa. Ao cruzar os dados da pergunta 7 - que tipo de recursos tecnológicos foram utilizados
para alcançar os alunos - com a pergunta 8 - como os professores avaliaram as aulas durante
esse período - nota-se que a maior interação se deu por meio de apostilas, e que não houve uma
troca significativa entre professores e alunos, o que afetou a avaliação. Se o ato avaliativo é o
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final de um processo, certamente, esses indicadores apontam para a necessidade de
redimensionar o ensino e a aprendizagem em suas diferentes fases de desenvolvimento.
No que se refere à avaliação das aulas ministradas, especificamente em relação à
organização e clareza das atividades propostas, 58,5% dos participantes da pesquisa avaliaram
as atividades como sendo de boa qualidade. Adicionalmente, 24,4% consideraram-nas ótimas,
enquanto 9,8% as julgaram como regulares. Por outro lado, 4,9% indicaram que a avaliação foi
insuficiente, e 2,4% optaram por não opinar. O estudo destacou que o engajamento dos
professores nesse momento, marcado pela reinvenção da Educação, foi fundamental. Mesmo
diante dos desafios a serem superados, os professores adotaram ações para mitigar as
dificuldades dos alunos. No entanto, essa situação ressaltou a necessidade de abordar de forma
mais equitativa as necessidades dos alunos, considerando a diversidade geográfica do Brasil.
O estudo também abordou a interação entre alunos e professores durante as aulas não
presenciais, com foco no esclarecimento de dúvidas. Os resultados indicam que 51,2% dos
participantes consideraram essa interação como “regular”, 28,7% a avaliaram como “boa”,
enquanto 7,3% acharam que a interação foi insuficiente e outros 7,3% a consideraram “muito
boa”.
Esses dados evidenciam que as dificuldades enfrentadas no ensino e na aprendizagem
estão intimamente ligadas às condições de acesso às aulas (64%), aos recursos tecnológicos
utilizados (43,9%), à avaliação do aprendizado dos alunos (43%) e à avaliação das aulas
ministradas (58,8%). Portanto, esses indicadores sugerem que ainda muito trabalho a ser
feito para aprimorar o que foi oferecido aos alunos e desenvolvido pelos professores, bem como
para planejar as ações futuras destinadas a corrigir as lacunas de aprendizado após o retorno às
escolas.
As dificuldades enfrentadas pelos docentes, desde o uso das plataformas (4,10%) até a
interação por meio de videoconferências (19,18%), revelam obstáculos significativos. Além
disso, questões como a falta de computador em casa (9,59%), a ausência de acesso à Internet
(9,59%), a necessidade de conduzir o ensino em casa (home office - 49,42%), e a necessidade
de prestar atendimento diferenciado aos alunos (5,48%), tornaram-se desafios constantes na
rotina dos professores. Essas dificuldades surgiram devido a inúmeras mudanças, muitas vezes
sem um planejamento adequado, uma vez que as aulas foram suspensas sem previsão de
retorno. As autoridades educacionais perceberam a necessidade de tomar medidas em prol dos
professores e alunos para manter o ensino, porém, a complexidade da tarefa de atender a uma
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clientela tão diversificada em um país tão heterogêneo como o Brasil se mostrou um grande
desafio.
Apesar de um escore considerável de 68,3% ter sido atribuído, sendo qualificado como
“bom,” e 14,9% como “muito bom,” é fundamental considerar que muitos professores e alunos
não tiveram acesso a aulas remotas devido à falta de recursos, como computadores e internet.
Isso levanta questionamentos acerca do conteúdo ministrado pelos professores e da eficácia de
seu aprendizado. A reflexão que pode ser feita é: quanto do conteúdo proposto foi apreendido
pelos alunos? Qual foi o nível de absorção destes conteúdos, uma vez que cada aluno tinha uma
condição de aprendizagem e como os resultados foram aferidos frente à realidade tão diversas
dos alunos?
Quanto ao formato dos materiais didáticos disponibilizados para os alunos,
predominaram o uso de vídeos (55,2%), e-books (29%) e em videoconferências gravadas
(7,9%). No entanto, não há informações detalhadas sobre como esses vídeos foram empregados,
em que plataforma, nem se foram aulas gravadas ou conteúdos retirados do YouTube, se os
alunos fizeram vídeos e como foi a voz de comando da escola ou se foram os professores que
recomendaram os vídeos. A falta de dados nesse aspecto deixa diversas perguntas em aberto
sobre como os conteúdos foram elaborados e como os estudantes conseguiram aprender em
meio à complexidade do cenário pandêmico.
Além disso, observou-se a realização de feedback das avaliações, que apresentou um
equilíbrio entre os escores “bom” (37,5%) e “regular” (37,5%), totalizando os 68,3%
anteriormente mencionados para o desenvolvimento dos conteúdos. Diante desse resultado,
surge a necessidade de refletir sobre o significado desses 68,3% de feedback com conceito
“bom” e “regular.” Cabe outras ideias a respeito: que alunos são estes que não estão
acompanhando? Onde estão estes estudantes? Quais são as suas condições de aprendizagem?
O que falta para a melhoria do processo ensino aprendizagem, diante das dificuldades
enfrentadas neste momento de pandemia?
As estratégias empregadas durante esse período receberam avaliações diversificadas,
com 65,9% delas consideradas “boas”, 14,6% tidas como “regulares”, e 17,1% qualificadas
como “muito boas”. No entanto, 2,4% dos entrevistados não expressaram uma opinião sobre o
assunto. Apesar dessas avaliações, existem lacunas de informação que precisam ser
preenchidas. É fundamental compreender como essas estratégias estão diretamente
relacionadas ao desenvolvimento dos conteúdos, a fim de mapear as necessidades reais e
oferecer suporte adequado aos professores no planejamento e aplicação de suas aulas.
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No que diz respeito aos recursos tecnológicos fornecidos pelas Secretarias Municipais
de Educação, a pesquisa revelou um alto índice de utilização de plataformas (87,8%), seguido
pelo site da Secretaria (24,4%) e aplicativos (12,2%). Porém, se as secretarias ofereceram as
plataformas para a veiculação das aulas offline, por que os professores tiveram tanta dificuldade
para acessar seus alunos? Que plataformas foram essas? Como os professores foram
capacitados ou orientados para usarem todos o aparato tecnológico oferecido pelas secretarias?
As tecnologias mais frequentemente adotadas durante as aulas não presenciais foram o
Google Hangouts Meet e o Google Classroom, abrangendo 31,9% das escolhas. Isso pode gerar
certo conflito com a resposta fornecida à pergunta 15 (quais foram as estratégias utilizadas para
aprendizagem dos seus alunos?), pois, naquela questão, havia menção ao uso de outras
plataformas.
Os demais indicadores, como a utilização de vídeos (6,9%) e atividades pela internet
(2,4%), refletem o esforço dos professores em buscar recursos para aprimorar suas aulas. No
entanto, indica-se que tanto os alunos quanto os professores tiveram limitadas oportunidades
de interação on-line (36,8%). Isso aponta para uma percepção de que os alunos tiveram poucas
chances de acesso a conteúdos de qualidade devido à escassez de recursos tecnológicos
disponíveis nas secretarias. Esses indícios sugerem a necessidade de investimentos em
infraestrutura tecnológica por parte das secretarias de educação.
Os meios de comunicação desempenharam um papel fundamental durante o período
vivenciado, estabelecendo o canal de contato entre a escola, professores, responsáveis e alunos.
As interações por meio do celular, utilizando o aplicativo WhatsApp para se comunicar com a
comunidade escolar, demonstraram-se valiosas. Contudo, a ênfase recai não apenas na
comunicação em si, mas também no conteúdo e na relevância das informações transmitidas aos
professores, responsáveis e alunos. Além disso, é essencial considerar como essa comunicação
foi conduzida. São reflexões que requerem atenção, com o intuito de desenvolver estratégias de
trabalho e planejar ações que auxiliem tanto os alunos quanto os professores na busca por
soluções para as necessidades de aprendizado.
A disponibilidade de suporte (97,6%) e a qualidade do atendimento (65,9%) por parte
da secretaria às escolas suscitam várias reflexões a partir desses indicadores significativos.
Muitas perguntas ficam no nosso imaginário! Se houve tanto suporte, porque a interação foi
pequena, uma vez que não houve aula remota e o uso do Google Meet ou Plataformas
Educacionais também foram muito restritos. Isso nos leva a indagar: Que recursos tecnológicos
que as Secretarias de Educação dispunham para lidar com as demandas do mundo
Relatório da pesquisa sobre educação e pandemia na Região Sul-Fluminense
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contemporâneo, que requerem ambientes de aprendizagem mediados pela tecnologia? Até que
ponto nossos professores estão sendo atualizados para renovar e criar práticas, frente às
mudanças postas, e neste momento, impostas pela pandemia? Como será o futuro? Que escola
queremos?
É evidente que as deficiências em nosso sistema educacional foram evidenciadas neste
momento, e, portanto, a resposta não está em simplesmente retornar ao “normal”, mas em
reavaliar e implementar novas estratégias, tanto em termos de infraestrutura escolar e
tecnológica quanto na capacitação dos professores. A longo prazo, será necessário promover
mudanças significativas na formação dos professores, levando em consideração o contexto
contínuo do enfrentamento da Covid-19. Precisamos reinventar nossas escolas para garantir que
crianças e jovens não sejam excluídos de um dos direitos fundamentais mais importantes que
pode transformar o mundo: o Direito à Educação.
Os gestores expressaram suas avaliações do atendimento do suporte da seguinte forma:
65,9% consideraram-no “bom”, 26,8% o classificaram como “muito bom”, 4,8% avaliaram
como “regular”, e 2,5% não possuem opinião. Em relação à comunicação, essa pode ser
interpretada de diversas maneiras e ter sido realizada através de diversos meios para alcançar
professores, responsáveis e alunos. Quando consideramos esse amplo cenário, torna-se
pertinente questionar até que ponto as escolas conseguiram efetivamente abranger todos os
segmentos, levando em consideração as variadas características da clientela que frequentam a
escola.
Considerações finais
Por um longo período, a educação seguiu predominantemente o modelo presencial, sem
considerar situações atípicas, como as ocorridas durante o isolamento social causado pela
pandemia da Covid-19. O paradigma tradicional de ensino perdeu sua relevância em tempos
que se revelaram atípicos. No contexto do isolamento social, a educação precisou se adaptar de
forma ágil, aproveitando a disponibilidade da informação ao alcance das mãos e as
oportunidades oferecidas pela internet para explorar novos métodos de aprendizado e ensino.
Algumas Secretarias de Educação direcionaram seus esforços para atender os alunos e
minimizar as consequências negativas do isolamento social. Para os estudantes que tinham
acesso à internet, a plataforma Google Meet se tornou uma ferramenta viável para o ensino
remoto. No entanto, uma parcela dos alunos o possuía acesso à internet ou tinha acesso
Ana Maria Dinardi Barbosa BARROS, Rosa Maria Maia Gouvêa ESTEVES e Maricinéia Pereira Meireles da SILVA
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limitado, o que levou as Secretarias a desenvolver estratégias específicas para atender a esses
estudantes.
A Educação é uma empreitada que engloba uma parceria entre famílias, instituições
escolares, professores e alunos, um aspecto que era evidente em tempos considerados
“normais”, quando as aulas eram ministradas presencialmente. No entanto, a importância desse
vínculo se acentuou consideravelmente durante o período da pandemia. Enfrentar essa situação
requer um acompanhamento contínuo de todos os envolvidos. É imperativo realizar adaptações,
que muitas vezes precisam ser implementadas de forma ágil.
O cenário observado na região Sul Fluminense não se diferencia muito desse panorama
geral. As angústias e vulnerabilidades que emergiram com mais intensidade trouxeram a
necessidade de uma ação imediata, mesmo que essas ações, em muitos casos, não atingissem o
ideal, mas demandavam providências.
No estudo conduzido pelo Observatório da Violência do Centro Universitário de Barra
Mansa (UBM), é evidente que as Secretarias de Educação tomaram medidas para enfrentar os
desafios impostos pela pandemia. No entanto, devido às limitações preexistentes e à
necessidade de implementar mudanças rápidas para atender a diversos grupos de alunos, cada
um com suas próprias necessidades singulares, torna-se patente a necessidade de desenvolver
projetos de extensão destinados a apoiar as Secretarias Municipais de Educação.
Esses projetos compreendem diversas áreas de atuação: Projetos de aprendizagem,
visando abordar a defasagem nos conteúdos educacionais; projetos que exploram o uso da
tecnologia, incluindo plataformas e ferramentas, com o propósito de auxiliar os professores na
disseminação de conhecimento; projetos voltados para o aprimoramento da gestão diante das
novas demandas, abrangendo a otimização da comunicação entre os diferentes setores,
responsáveis e alunos; projetos que concentram esforços na área da saúde mental dos
envolvidos e Projetos relacionados à segurança alimentar, em resposta à carência de muitas
famílias e crianças. Essas iniciativas têm como objetivo primordial contribuir para a discussão
e a implementação de novas políticas públicas que sejam capazes de enfrentar os novos desafios
que se apresentam às instituições de ensino.
Relatório da pesquisa sobre educação e pandemia na Região Sul-Fluminense
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 24, n. esp. 2, e023021, 2023. e-ISSN: 2594-8385
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2020. DOI: 10.1590/0102-311X00161320. Disponível em:
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Diagnóstico do Nível de Adoção de Tecnologia nas Escolas Públicas Brasileiras em 2022.
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GRUPO DE ESTUDOS SOBRE POLÍTICA EDUCACIONAL E TRABALHO DOCENTE
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Horizonte: UFMG, 2021.
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REDE PENSSAN. REDE BRASILEIRA DE PESQUISA EM SOBERANIA E
SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL. II Inquérito Nacional sobre
Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil: II VIGISAN
relatório final. São Paulo: Fundação Friedrich Ebert, Rede PENSSAN, 2022. Disponível em:
https://olheparaafome.com.br/wp-content/ uploads/2022/06/Relatorio-II-VIGISAN-2022.pdf.
Acesso em: 23 ago. 2022.
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Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 18, n. esp. 2, e023021, 2023. e-ISSN: 2594-8385
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Gostaríamos de agradecer gestores das secretarias de educação que se
dispuseram, prontamente, a participar de nosso estudo.
Financiamento: Não houve financiamento para esta pesquisa.
Conflitos de interesse: Não há conflitos de interesse.
Aprovação ética: A pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética e Pesquisa do Centro
Universitário de Barra Mansa e aprovado sob o parecer número 4426858. Durante todo o
processo de pesquisa, os parâmetros éticos foram respeitados.
Disponibilidade de dados e material: Os dados e materiais utilizados no trabalho estão
disponíveis para acesso, através de solicitação pelo e-mail das autoras.
Contribuições dos autores: Profª Dra. Rosa Maria Maia Gouvêa Esteves - Submissão do
projeto ao Comitê de Ética para a elaboração da pesquisa; contatos com os senhores
secretários de educação da Região Sul Fluminense para a participação de sua equipe
gestora; elaboração do instrumento de avaliação, junto com os pares; elaboração dos
gráficos para apuração dos resultados; redação de parte do relatório e revisão final do
relatório. Profª MSc. Ana Maria Dinardi Barbosa Barros - elaboração do instrumento de
avaliação, junto com os pares; redação de parte do relatório e formatação do relatório, dentro
dos padrões da Revista Doxa. Profª MSc. Maricinéia Pereira Meireles da Silva - elaboração
do instrumento de avaliação, junto com os pares; redação de parte do relatório e revisão de
língua portuguesa, dentro da norma culta.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 24, n. esp. 2, e023021, 2023. e-ISSN: 2594-8385
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RESEARCH REPORT ON EDUCATION AND PANDEMIC IN THE SOUTH-
FLUMINENSE REGION
RELATÓRIO DA PESQUISA SOBRE EDUCAÇÃO E PANDEMIA NA REGIÃO SUL-
FLUMINENSE
INFORME DE INVESTIGACIÓN SOBRE EDUCACIÓN Y PANDEMIA EN LA
REGIÓN SUR-FLUMINENSE
Ana Maria Dinardi Barbosa BARROS1
e-mail: ana.barros@ubm.br
Rosa Maria Maia Gouvêa ESTEVES2
e-mail: rosa.esteves@ubm.br
Maricinéia Pereira Meireles da SILVA3
e-mail: maricinia.pereira@ubm.br
How to reference this paper:
BARROS, A. M. D. B.; ESTEVES, R. M. M. G.; SILVA, M.
P. M. Research report on education and pandemic in the
South-Fluminense Region. Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ.,
Araraquara, v. 24, n. esp. 2, e023021, 2023. e-ISSN: 2594-
8385. DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v24iesp.2.18640
| Submitted: 22/07/2023
| Revisions required: 10/08/2023
| Approved: 18/09/2023
| Published: 31/10/2023
Editor:
Prof. Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiro
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
University Center of Barra Mansa (UBM), Barra Mansa RJ Brazil. Professor and Researcher with a Doctoral
candidacy.
University Center of Barra Mansa (UBM), Barra Mansa RJ Brazil. Professor and Researcher.
University Center of Barra Mansa (UBM), Barra Mansa RJ Brazil. Master's Professor and Researcher.
Research report on education and pandemic in the South Fluminense Region
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 24, n. esp. 2, e023021, 2023. e-ISSN: 2594-8385
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ABSTRACT: This work presents the results of a research study on the Impacts of the Pandemic on
Education conducted by the Violence Observatory in 2021. The research aimed to understand how
the scenario presented by the Coronavirus affected schools in the South-Fluminense Region and
what managerial and pedagogical measures were taken. The research methodology used was a
qualitative-quantitative approach. We had 61 respondents, who were school administrators,
participating in an online questionnaire covering the following topics: interactions among the
educational community, families, teachers, and students; the use of technological resources; the
teaching, learning, and assessment process; and school meals. Some weaknesses were evident,
including limited communication between the Education Department and schools in decision-
making regarding the epidemic, difficulties in accessing the Internet and using online platforms,
resulting in challenges in delivering lessons, a lack of technological infrastructure in the education
departments, timid use of technical resources and new strategies for content development and
learning assessment.
KEYWORDS: Education. Pandemic. Municipal Education Departments. South-Fluminense
Region.
RESUMO: Este trabalho apresenta o resultado da pesquisa sobre Os Impactos de Pandemia na
Educação, realizado pelo Observatório da Violência no ano de 2021. A pesquisa teve como objetivo
compreender como o cenário apresentado pelo Coronavírus impactou as escolas da Região Sul-
Fluminense, e que medidas, de caráter gerencial e pedagógico, foram tomadas. O método de
pesquisa utilizado foi a abordagem quali-quantitativa. Tivemos 61 gestores respondentes ao
questionário on-line, com os seguintes tópicos: interações entre comunidade educativa, família,
professor e alunos; uso dos recursos tecnológicos; processo de ensino, aprendizagem e avaliação;
e merenda escolar. Algumas fragilidades foram evidenciadas: comunicação entre a Secretaria de
Educação e escolas na tomada de decisão, frente à epidemia, acesso à Internet e ao uso de
plataformas, acarretando dificuldade na disponibilização das aulas, falta de infraestrutura
tecnológica das secretarias, utilização tímida dos recursos tecnológicos e de novas estratégias para
o desenvolvimento de conteúdos e da avaliação da aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: Educação. Pandemia. Secretarias Municipais da Educação. Região Sul-
Fluminense.
RESUMEN: Este trabajo presenta los resultados de la investigación sobre Los Impactos de la
Pandemia en la Educación, realizada por el Observatorio de la Violencia en 2021. La investigación
tuvo como objetivo comprender cómo el escenario presentado por el Coronavirus impactó a las
escuelas de la Región Sur-Fluminense, y qué medidas, de carácter gerencial y pedagógico. El
método de investigación utilizado fue el enfoque cualitativo y cuantitativo. Tuvimos 61 directivos
que respondieron el cuestionario en línea, con los siguientes temas: interacciones entre la
comunidad educativa, familia, docente y estudiantes; uso de recursos tecnológicos; proceso de
enseñanza, aprendizaje y evaluación; y almuerzos escolares. Se destacaron algunas debilidades:
comunicación entre el Departamento de Educación y las escuelas en la toma de decisiones, frente
a la epidemia, el acceso a Internet y el uso de plataformas, provocando dificultades para la
disponibilidad de clases, falta de infraestructura tecnológica en los departamentos, uso tímido de
recursos tecnológicos y nuevas estrategias para el desarrollo de contenidos y evaluación del
aprendizaje.
PALABRAS CLAVE: Educación. Pandemia. Departamentos Municipales de Educación. Región
Sur-Fluminense.
Ana Maria Dinardi Barbosa BARROS, Rosa Maria Maia Gouvêa ESTEVES and Maricinéia Pereira Meireles da SILVA
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 18, n. esp. 2, e023021, 2023. e-ISSN: 2594-8385
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Introduction
This research was developed based on the experience of the situation generated by the
Covid-19 pandemic. Its objective was to understand how the scenario presented by the
Coronavirus impacted the schools in the South-Fluminense Region and what managerial and
pedagogical measures were taken to serve their clientele. Thus, we realized that, as researchers
and educators, we could not remain inactive in the face of the context that revolutionized the
world entirely, resulting in profound transformations in all areas of knowledge, including
education. This demonstrates that, despite the human aspiration to master all aspects of life,
humanity is susceptible to unknown phenomena, which presents new challenges and prompts
the search for solutions.
Due to the essential need to discuss the ramifications of the global health crisis in
educational institutions, it was considered pertinent, in the first place, to revisit some concepts
related to the educational mission of the school. This mission can be understood as the
environment for the acquisition and reinterpretation of knowledge constructed socially and
historically, as well as the practice of reflection as an analytical tool for understanding the
society in which we are embedded. This understanding of society empowers us to act in order
to promote its transformation.
In this place of so many uncertainties, the question arose forcefully: How to fulfill the
school's function? How do we ensure the learning of the students? What conditions would the
school have to support the new ways of educating? And also to think about the diversity of the
students who attend the school and how these differences, stemming from their economic
situations, impact their learning. The Report from the United Nations Children's Fund
(UNICEF, 2021) and the United Nations Development Programme (UNDP, 2021) point out
that remote learning has revealed inequalities in access to tools, the internet, and suitable
learning environments, exposing our disparities and highlighting various vulnerable groups:
children and youth in rural areas, indigenous populations, and those with disabilities (PNUD;
UNICEF; UNESCO; UNESCO, 2021).
However, in the face of the significant socioeconomic inequalities that permeate
Brazilian society, it is essential to address the issue of school meals, given its considerable
relevance in times of pandemic. In this context, schools play a crucial role as executors of social
policies, particularly concerning the food security and nutrition of children and adolescents,
especially those belonging to the most vulnerable segments of the population.
Research report on education and pandemic in the South Fluminense Region
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According to the IPEA (2020) and the National Union of Municipal Education Leaders
(Undime), in-person classes were suspended in all municipal and state education networks.
However, there is no available information regarding how many municipalities and schools
effectively provided school meals to students' families. Nevertheless, there is knowledge of the
mobilization on the part of state and municipal education departments, both in terms of service
and distribution logistics, due to the adopted sanitary measures.
It is in this context that we can reflect on the role of school meals, not only in the
student's learning and development process but also as a guarantor of access to a minimum
supply of food for needy populations. From an educational perspective, one can add the crucial
role that school meals have played in the attendance of students from the poorest segments at
school, thus ensuring access to education and reducing dropout rates.
Methodology
Initially, the researchers conducted a literature review to create a theoretical framework
for discussing the findings, supported by authors and institutions that address such topics, such
as Alpino et al. (2020), the Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Center for
Innovation in Brazilian Education) (2022), GESTRADO (2021), and the Rede PENSSAN
(PENSSAN Network) (2022). This was done to meet the objectives proposed in this study,
which aimed to understand the social impacts that the pandemic has brought to schools and to
identify the strategic actions offered to schools to fulfill their social role during the pandemic
period.
he participants in this research consisted of 41 administrators from 3 Municipal
Education Departments in the South Fluminense Region of Rio de Janeiro, Brazil. These
participants covered the spectrum from Early Childhood Education to Elementary Education
and responded to an online questionnaire. Ethical standards and data confidentiality were
strictly maintained. The inclusion criteria for this research encompassed all administrators from
the Municipal Education Departments in this region who were actively serving in the year 2020,
had formal affiliations, and expressed their willingness to partake in the study. Other
professionals who did not meet these criteria were excluded.
This study adopted a qualitative-quantitative research approach to analyze perceptions
related to the performance of schools in the region during the pandemic period. Furthermore, it
sought to identify challenges related to available resources, assess the interaction between
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schools, students, and teachers, and quantify the utilization of various tools in implementing
lessons.
The research instrument was administered online as a semi-structured questionnaire
comprising 20 closed-ended questions and space for suggestions. The questions were organized
around three main themes. The first theme focused on communication between the Municipal
Education Department and students, encompassing the department, teachers, students, and
parents. The second theme centered on teaching work, addressing items such as access
conditions, teaching strategies, the teaching-learning process, and evaluation. The third theme
explored the use of technological resources, including websites, platforms, and connectivity.
The questionnaire was created using Google Forms and made accessible to the
participants. Additionally, there was a section where administrators could identify their specific
department, providing further information for the researchers. The questionnaire was
distributed through a link to the Municipal Education Departments in the South Fluminense
Region.
Results
The project was conceived and submitted to the UBM Ethics Committee, obtaining the
Certificate of Ethical Appreciation Presentation (CAAE) number 40208220.7.0000.5236, in
December 2020. In the first half of 2021, the research was conducted, and preliminary results
are now being presented. This study has led to another research project, which will be released
later. Throughout this investigation, we engaged with teachers and school administrators
affiliated with the Municipal Education Networks through focus groups created for this
purpose.
Regarding the respondents' profiles, it was observed that 39% were in the age range of
36 to 45 years, while 29.3% were in the 46 to 55 age group. The age group of 25 to 35 years
represented 12.2% of the respondents, and those aged 56 or older accounted for 19.5%.
Therefore, the majority of administrators were concentrated in the age group of 36 to 55 years.
Concerning their educational qualifications, 82.9% of the administrators held postgraduate
degrees, 14.6% had undergraduate degrees, and 3.5% had teacher training.
It is also noteworthy that most administrators were women, with 92.7%, as opposed to
7.3% of male administrators overseeing the schools. Regarding their roles as administrators,
the following percentages of respondents were involved in our research: Early Childhood
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Education (34.1%); Elementary School (1st to 5th grade) (39%); Middle School (6th to 9th
grade) (9.8%); and Comprehensive Elementary Education (1st to 9th grade) (17.1%).
In terms of professional experience, it is observed that 19 administrators have between
20 and 29 years of teaching experience, 15 administrators have between 10 and 19 years of
experience, 3 administrators have less than 10 years of experience, and 4 administrators have
accumulated over 30 years of experience in the field of education. These data highlight the
presence of professionals with extensive knowledge and preparation in leadership roles.
Initially, the research had 61 respondents, but only 41 forms were returned after data collection.
Data Evaluation
For data collection, a semi-structured questionnaire with 20 closed-ended questions was
used as the instrument, the responses to which we are now analyzing. A sample of 41 responses
was worked with, with the first theme being the communication between the Municipal
Education Department and the schools.
The communication between the Education Department and the schools, aimed at
providing the necessary guidance to adapt teaching work to the demands imposed by the
pandemic, received a positive evaluation from the respondents. Approximately 52.5% of the
respondents regarded the communication as "very good," while 42.5% classified it as "good."
Only 5% of the respondents found the communication to be "average."
It is important to emphasize that, even though the communication was considered
satisfactory, a deeper understanding of the content of the provided guidance is necessary, both
regarding the operation of the schools and access to classes. Additionally, it is worth mentioning
that parents played a crucial role as mediators in transmitting this information to the various
clientele served in the schools. The guidance covered different aspects, including the operation
of the schools and the procedures for accessing classes.
The feedback regarding communication between schools and parents was positive, with
a 73.2% response rate. The perception was "excellent" for 14.6% of the respondents and
"average" for 12.2%. It is necessary to reexamine that parents responded promptly to the
schools. However, there is still a lack of information about the topics addressed and the
agreements made for this communication to be effective. Furthermore, it is essential to
investigate how this communication evolved throughout the year and what adjustments were
made to meet the needs of the students better.
Ana Maria Dinardi Barbosa BARROS, Rosa Maria Maia Gouvêa ESTEVES and Maricinéia Pereira Meireles da SILVA
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The feedback regarding communication between the school and its teachers was
considered "very good" by 65.9% of the participants and "good" by 34.1%. It is evident that
this communication was effective. This significant rating was anticipated as teachers
demonstrated a commitment to education, and in the face of the challenges imposed by the
pandemic, it was natural for all involved to come together in coordinated efforts. Since the
beginning of the pandemic, there has been a collective effort by professionals to develop
strategies that enable distance learning.
Regarding the analysis of responses to questions 1 and 2 - "How do you evaluate the
communication between the Education Department and the schools regarding decision-making
to guide teaching work in response to the challenges of the pandemic?" and "What was the
feedback from the school to the teachers?" - It is observed, in general, that the school's feedback
on the provided guidelines was positive. Approximately 51.2% of administrators considered
this interaction good, while 19.5% rated it as "very good." Another group of 19.5% viewed the
communication as "average."
Addressing the lower percentage, this finding can be explained by the limitations
imposed by various identified challenges. Among these difficulties are the loss of employment
by parents, the lack of technological infrastructure in schools, the absence of mobile devices
and computers for students and their parents, the lack of adequate internet connectivity, and
other obstacles, such as the absence of a conducive home study environment and the number of
people in the household, with some trying to study and others to work. All these factors played
a significant role in communication effectiveness between the school and the students.
A detailed analysis of the student's situation regarding school meals was conducted. The
research is grounded in the vulnerability experienced by the most disadvantaged groups and
those who rely on school meals for their sustenance. Access to school meals was feasible for
34.1% of students, while 19.5% faced difficulties in access. The remaining 46.4% of students
received assistance in various ways: some received food kits for a limited period, distributed
by some Municipal Education Departments between May and September. Other students
benefited only in the first month due to the impacts caused by mayoral elections, which affected
the distribution of school meals due to contracts being suspended until the confirmation of the
municipal administrator and decisions related to services provided by the municipality,
including education.
Regarding the access to non-face-to-face classes, 63.4% of the respondents considered
it "good" overall. For 17.1%, the access was "very good," while 14.6% rated it as "average."
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Some respondents mentioned that the access was insufficient (2.4%), and others did not express
a clear opinion (2.4%). The importance of the internet in this context becomes evident. This
raises the question: what different access modalities did students have to the school? Was it
predominantly virtual or through printed materials provided by the school? What methods were
used to reach the students? Therefore, there is a need to obtain additional information to clarify
these issues with the respondents.
It was observed that 43.9% of teachers used remote teaching as a resource to deliver
their content, while 43.9% of students relied on workbooks as a means of accessing the taught
content. These workbooks were used in different situations: some were distributed at the school,
while in 9.8% of cases, schools sent them to the students. Additionally, 2.4% of students used
the AVA platform, while 2.4% had access only to printed materials. In 4.9% of cases, some
schools used remote teaching and printed materials. Notably, only 2.4% of the participants
mentioned other circumstances, such as a lack of interaction. The results show that nearly 50%
of those involved used digital platforms, while the other half relied on printed materials, a
scenario repeated in schools and among teachers and students to meet the presented needs.
The assessment of students' learning during the remote teaching period revealed that
43.9% of students considered their learning "average." For 26.8%, it was deemed "good," while
14.6% assessed it as "weak." A portion of 7.3% of students regarded their learning as "very
good." However, in terms of determining knowledge based on scores, gaps were observed, as
these were situations that could not be tested previously due to the lack of experience in similar
circumstances. The pandemic forced a rapid transition to remote teaching, catching everyone
off guard. When cross-referencing the data from question 7 - what types of technological
resources were used to reach the students - with question 8 - how teachers assessed the lessons
during this period - it is evident that the most interaction occurred through workbooks, and there
was no significant exchange between teachers and students, which affected the evaluation. If
the evaluative act marks the end of a process, these indicators certainly point to the need to
reconfigure teaching and learning in its various stages of development.
As for assessing the lessons taught, specifically regarding the organization and clarity
of the proposed activities, 58.5% of the research participants evaluated the activities as good
quality. Additionally, 24.4% considered them excellent, while 9.8% judged them average. On
the other hand, 4.9% indicated that the assessment was insufficient, and 2.4% chose not to
express an opinion. The study emphasized that the engagement of teachers at this time, marked
by the reinvention of education, was crucial. Even in the face of the challenges to be overcome,
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teachers adopted actions to mitigate students' difficulties. However, this situation highlighted
the need to address the needs of students more equitably, considering the geographical diversity
of Brazil.
The study also addressed the interaction between students and teachers during non-face-
to-face classes, focusing on clarifying doubts. The results indicate that 51.2% of the participants
considered this interaction as "average," 28.7% assessed it as "good," while 7.3% found the
exchange to be insufficient, and another 7.3% deemed it "very good."
These data highlight that the difficulties faced in teaching and learning are closely linked
to the conditions of access to classes (64%), the technological resources used (43.9%), the
assessment of students' learning (43%), and the evaluation of the lessons taught (58.8%).
Therefore, these indicators suggest that there is still much work to be done to enhance what was
offered to students and developed by teachers, as well as to plan future actions aimed at
addressing learning gaps after the return to school.
The difficulties teachers face, from using platforms (4.10%) to interaction through video
conferences (19.18%), reveal significant obstacles. Additionally, issues such as the lack of a
computer at home (9.59%), lack of internet access (9.59%), the need to conduct teaching at
home (home office - 49.42%), and the need to provide differentiated support to students
(5.48%), have become constant challenges in the teachers' routine. These difficulties arose due
to numerous changes, often without proper planning, as classes were suspended without a
foreseeable return. Educational authorities recognized the need to take measures in favor of
teachers and students to maintain education, but the complexity of serving such a diverse
clientele in a country as heterogeneous as Brazil proved to be a significant challenge.
Despite a significant score of 68.3% being attributed, qualified as "good," and 14.9% as
"very good," it is essential to consider that many teachers and students did not have access to
remote classes due to a lack of resources, such as computers and the internet. This raises
questions about the content teachers deliver and the effectiveness of student learning. The
reflection that can be made is: how much of the proposed content was grasped by the students?
What was the level of absorption of this content, given that each student had a different learning
condition, and how were the results assessed in the face of such diverse student realities?
As for the format of the educational materials made available to students, videos
(55.2%), e-books (29%), and recorded video conferences (7.9%) predominated. However, there
is no detailed information about how these videos were used, on which platform, whether they
were recorded lessons or content taken from YouTube, whether students created videos, and
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whether it was the school's directive or the teachers who recommended the videos. The lack of
data on this aspect leaves several questions open about how the content was developed and how
students managed to learn amid the complexity of the pandemic scenario.
Furthermore, the feedback from assessments was observed, showing a balance between
the "good" (37.5%) and "average" (37.5%) scores, totaling the previously mentioned 68.3% for
content development. In light of this result, there is a need to reflect on the significance of this
68.3% of feedback with "good" and "average" ratings. Other ideas arise: which students are
these who are not keeping up? Where are these students? What are their learning conditions?
What is needed for the improvement of the teaching and learning process in the face of the
challenges faced in this pandemic moment?
The strategies employed during this period received diverse evaluations, with 65.9% of
them considered "good," 14.6% rated as "average," and 17.1% qualified as "very good."
However, 2.4% of the respondents did not express an opinion on the matter. Despite these
assessments, there are information gaps that need to be filled. It is essential to understand how
these strategies are directly related to content development to map real needs and provide
appropriate support to teachers in planning and delivering their lessons.
Regarding the technological resources provided by the Municipal Education
Departments, the research revealed a high usage rate of platforms (87.8%), followed by the
department's website (24.4%) and applications (12.2%). However, if the departments provided
platforms for offline lesson delivery, why did teachers have so much difficulty accessing their
students? What were these platforms? How were teachers trained or guided to use all the
technological tools offered by the departments?
The most frequently adopted technologies during non-presential classes were Google
Hangouts Meet and Google Classroom, accounting for 31.9% of choices. This may generate
some conflict with the response provided to question 15 (what strategies were used for student
learning?), as in that question, there was a mention of the use of other platforms.
Other indicators, such as videos (6.9%) and internet activities (2.4%), reflect teachers'
efforts to seek resources to enhance their lessons. However, it is indicated that students and
teachers had limited opportunities for online interaction (36.8%). This suggests a perception
that students had few chances to access quality content due to the scarcity of technological
resources available in the departments. These indications suggest the need for investments in
technical infrastructure by education departments.
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The media played a crucial role during the experience period, establishing a
communication channel between the school, teachers, parents, and students. Interactions
through mobile phones, using the WhatsApp application to communicate with the school
community, proved valuable. However, the emphasis lies not only on the communication itself
but also on the content and relevance of the information transmitted to teachers, parents, and
students. Furthermore, it is essential to consider how this communication was conducted. These
are reflections that require attention to develop work strategies and plan actions that assist both
students and teachers in seeking solutions to their learning needs.
The availability of support (97.6%) and the quality of service (65.9%) provided by the
department to schools raise several reflections from these significant indicators. Many
questions linger in our minds! If there was so much support, why was the interaction so limited,
especially since there was no remote learning and the use of Google Meet or Educational
Platforms was also very restricted? This leads us to wonder: What technological resources did
the Education Departments have to deal with the demands of the contemporary world, which
require technology-mediated learning environments? To what extent are our teachers being
updated to renew and create practices, facing the changes posed and currently imposed by the
pandemic? What will the future look like? What kind of school do we want?
It is evident that deficiencies in our educational system were highlighted at this time,
and therefore, the answer is not simply to return to "normal" but to reevaluate and implement
new strategies, both in terms of school and technological infrastructure and in teacher training.
In the long term, significant changes in teacher education will be necessary, considering the
ongoing context of dealing with Covid-19. We need to reinvent our schools to ensure that
children and young people are not excluded from one of the most fundamental rights that can
transform the world: the Right to Education.
The managers expressed their evaluations of the support service as follows: 65.9%
considered it "good," 26.8% rated it as "very good," 4.8% evaluated it as "average," and 2.5%
had no opinion. Regarding communication, this can be interpreted in various ways and may
have been carried out through various means to reach teachers, parents, and students. When we
consider this broad scenario, it becomes pertinent to question the extent to which schools could
effectively cover all segments, considering the varied characteristics of the student population
that attend the school.
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Final consideration
For an extended period, education predominantly followed the in-person model without
considering atypical situations, such as during the social isolation caused by the COVID-19
pandemic. The traditional teaching paradigm lost its relevance in times that proved to be
atypical. In the context of social isolation, education had to adapt quickly, taking advantage of
the availability of information at our fingertips and the opportunities offered by the internet to
explore new methods of learning and teaching.
Some Education Departments directed their efforts to assist students and mitigate the
negative consequences of social isolation. For students with internet access, the Google Meet
platform became a viable tool for remote learning. However, a portion of students did not have
internet access or had limited access, leading the Education Departments to develop specific
strategies to cater to these students.
Education is an endeavor that encompasses a partnership between families, educational
institutions, teachers, and students, an aspect that was already evident in times considered
"normal" when classes were taught in person. However, the importance of this connection has
been significantly accentuated during the pandemic. Dealing with this situation requires
continuous monitoring of all those involved. It is imperative to make adaptations, which must
be implemented swiftly.
The scenario observed in the South Fluminense region does not differ much from this
general overview. The anxieties and vulnerabilities that emerged with greater intensity brought
the need for immediate action, even if these actions, in many cases, did not reach the ideal but
required measures.
In the study conducted by the Violence Observatory of the University Center of Barra
Mansa (UBM), it is evident that the Education Departments took measures to face the
challenges posed by the pandemic. However, due to preexisting limitations and the need to
implement rapid changes to serve various groups of students, each with their unique needs, the
need to develop extension projects aimed at supporting Municipal Education Departments
becomes evident.
These projects encompass various areas of action: Learning projects aimed at addressing
educational content gaps; projects that explore the use of technology, including platforms and
tools, to assist teachers in disseminating knowledge; projects focused on improving
management in the face of new demands, including optimizing communication between
different sectors, stakeholders, and students; projects that concentrate efforts on the mental
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health of those involved and projects related to food security in response to the needs of many
families and children. These initiatives primarily aim to contribute to the discussion and
implementation of new public policies capable of addressing the unique challenges facing
educational institutions.
REFERENCES
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https://olheparaafome.com.br/wp-content/ uploads/2022/06/Relatorio-II-VIGISAN-2022.pdf.
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Research report on education and pandemic in the South Fluminense Region
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 24, n. esp. 2, e023021, 2023. e-ISSN: 2594-8385
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CRediT Author Statement
Acknowledgements: We would like to express our gratitude to the education department
managers who promptly agreed to participate in our study.
Funding: There was no financial support for this research.
Conflicts of interest: There is no conflict of interest.
Ethical approval: The research was submitted to the Ethics and Research Committee of
the University Center of Barra Mansa and approved under opinion number 4426858.
Throughout the research process, ethical parameters were strictly adhered to.
Data and material availability: The data and materials used in this work are available for
access upon request via email to the authors.
Authors' contributions: Prof. Dr. Rosa Maria Maia Gouvêa Esteves - Submission of the
project to the Ethics Committee for research development; communication with the
education department secretaries in the Southern Fluminense Region for their team's
participation; development of the evaluation instrument in collaboration with peers; creation
of graphs for result analysis; writing of a portion of the report; and final report revision.
Prof. MSc. Ana Maria Dinardi Barbosa Barros - Development of the evaluation instrument
in collaboration with peers; writing of a portion of the report; and report formatting in
accordance with Doxa Journal standards. Prof. MSc. Maricinéia Pereira Meireles da Silva
- Development of the evaluation instrument in collaboration with peers; writing of a portion
of the report; and Portuguese language revision in accordance with formal standards.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, normalization and translation.