Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 1
“NADA DO QUE FOI SERÁ”: BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA
PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL
NADA DE LO QUE FUE SERÁ: LOS BENEFICIOS DE LA ACTIVIDAD FÍSICA
PARA PROMOVER LA SALUD MENTAL
NOTHING THAT WAS WILL BE: BENEFITS OF PHYSICAL ACTIVITY FOR
PROMOTING MENTAL HEALTH
Gleisson Ferreira LIMA1
e-mail: gleisson_nega@hotmail.com
Eliany Nazaré OLIVEIRA2
e-mail: elianyy@gmail.com
Maristela Inês Osawa VASCONCELOS3
e-mail: miosawa@gmail.com
Como referenciar este artigo:
LIMA, G. F.; OLIVEIRA, E. N.; VASCONCELOS, M. I. O.
Nada do que foi será”: Benefícios da atividade física para
promoção da saúde mental. Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ.,
Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385.
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.18845
| Submetido em: 23/12/2023
| Revisões requeridas em: 23/05/2024
| Aprovado em: 09/06/2024
| Publicado em: 22/07/2024
Editor:
Prof. Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiro
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Universidade Federal do Ceará (UFC), Sobral CE Brasil. Mestrando do Programa de Pós-graduação em Saúde
da Família. Profissional de Educação Física do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS
AD) de Sobral, Ceará.
Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Sobral CE Brasil. Pós-doutorado pela Faculdade de Psicologia
e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Portugal. Docente dos Programa de Pós-graduação em Saúde
da Família (UFC - Sobral) e Programa de Pós-graduação em Saúde da Família (RENASF - UVA).
Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Sobral CE Brasil. Pós-doutorado em Cuidados Clínicos em
Enfermagem e Saúde pela Universidade Estadual do Ceará. Docente dos Programa de Pós-graduação em Saúde
da Família (UFC - Sobral) e Programa de Pós Graduação em Saúde da Família (RENASF - UVA).
“Nada do que foi será”: Benefícios da atividade física para promoção da saúde mental
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.18845 2
RESUMO: O objetivo deste estudo foi apresentar os resultados da implementação de um
programa de práticas de atividades físicas a um grupo de pessoas com diagnóstico de depressão
e ansiedade na atenção primária à saúde. A intervenção teve duração de quatro meses, de agosto
a novembro de 2022. Os participantes eram acompanhados pela atenção primária à saúde e
faziam uso de medicamentos para tratamento da ansiedade e depressão. Os resultados indicam
melhora no estado físico e mental, como evidenciado pelas categorias de análise: Melhor força
e disposição; flexibilidade e melhor resistência; sociabilidade; e ampliação da saúde mental. A
redução e retirada dos medicamentos psicotrópicos demostrou os efeitos benéficos da atividade
física na promoção da saúde física e mental. Nesse contexto, recomenda-se que o trabalho do
profissional de educação física seja ampliado na atenção primária à saúde, para que mudanças
como as que ocorreram possam ser possíveis em populações com características similares.
PALAVRAS-CHAVE: Saúde mental. Promoção da saúde. Atenção primária a saúde.
Atividade física.
RESUMEN: El objetivo de este estudio fue presentar los resultados de la implementación de
un programa de actividad física para un grupo de personas diagnosticadas con depresión y
ansiedad en atención primaria de salud. La intervención duró cuatro meses, de agosto a
noviembre de 2022. Los participantes fueron controlados por atención primaria de salud y
tomaban medicación para tratar la ansiedad y la depresión. Los resultados indican una mejora
del estado físico y mental, como demuestran las categorías de análisis: mejora de la fuerza y
la disposición; flexibilidad y mejor resistencia; sociabilidad; y mejora de la salud mental. La
reducción y retirada de la medicación psicotrópica demostró los efectos beneficiosos de la
actividad física en la promoción de la salud sica y mental. En este contexto, se recomienda
ofrecer el trabajo de los profesionales de educación física en la atención primaria de salud,
para que cambios como estos sean posibles en poblaciones con características similares.
PALABRAS CLAVE: Salud mental. Promoción de la salud. Atención primaria de salud.
Actividad física.
ABSTRACT: The aim of this study was to present the results of implementing a physical activity
program for a group of people diagnosed with depression and anxiety in primary health care.
The intervention lasted four months, from August to November 2022. The participants were
monitored by primary health care and were taking medication to treat anxiety and depression.
The results indicate an improved physical and mental state, as evidenced by the categories of
analysis: better strength and disposition; flexibility and better endurance; sociability; and
improved mental health. The reduction and withdrawal of psychotropic medication
demonstrated the beneficial effects of physical activity in promoting physical and mental health.
In this context, it is recommended that the work of physical education professionals be offered
in primary health care, so that changes such as those that have occurred can be possible in
populations with similar characteristics.
KEYWORDS: Mental health. Health promotion. Primary health care. Physical activity.
Gleisson Ferreira LIMA; Eliany Nazaré OLIVEIRA e Maristela Inês Osawa VASCONCELOS
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.18845 3
Introdução
A pandemia da COVID-19 trouxe muitas alterações no estilo de vida e saúde que
perpassaram para pós-pandemia. Segundo Malta et al. (2020), o cenário pandêmico provocou
mudanças significativas nos comportamentos dos indivíduos, impondo restrições e limitando o
dia a dia. Essas limitações geraram diminuição da prática de atividade sica e aumento do
tempo em frente às telas, além de maior ingestão de alimentos ultraprocessados, cigarros e
bebidas alcoólicas, ocasionando piora no estilo de vida e aumento de comportamentos de risco
à saúde.
Neste contexto, é possível que um conjunto de agravos à saúde possa contribuir para o
aumento das condições crônicas e surgimento de problemas de saúde mental. Para Nahas
(2017), atividade física é definida como qualquer movimento corporal produzido pela
musculatura esquelética, portanto, voluntário, que resulte em um gasto energético acima dos
níveis de repouso. Por isso, a importância da prática de exercício físico de forma regular, pois
irá gerar manutenção do corpo e mente, podendo melhorar a qualidade de vida em níveis
satisfatórios (Almeida, 2020; Granero-Jiménez et al., 2022).
Conforme o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos mentais
são responsáveis por maiores números de mortalidade e incapacidade. Desta forma, o exercício
físico se apresenta como aliado ao combate de diversos sintomas oriundos dos transtornos
mentais, não podendo ser visto apenas como atividade ocupacional ou de lazer (WHO, 2010).
Ademais, o estudo de Batista e Ornellas (2013) apresenta que as pessoas mais ativas
fisicamente encontram-se mais protegidas contra desordens depressivas ou possuem menor
grau de depressão em relação às menos ativas. Essa prática de atividade física pode ser feita
como modalidade terapêutica no contexto de vida de uma pessoa com sofrimento psíquico,
ajudando, também, na reinserção social, podendo ser vista como possibilidade de resgate de
eficácia terapêutica das relações sociais (Lourenço et al., 2017).
Os benefícios da atividade física para saúde é algo inquestionável. Vários estudos têm
evidenciado resultados potentes sobre a importância das atividades físicas para promoção da
saúde e qualidade de vida da população (Araújo; Araújo, 2000; Lourenço et al., 2017; Oliveira
et al., 2011; Silva et al., 2010).
A promoção da saúde pode ser definida como conjunto de estratégias e formas de
produzir saúde, no âmbito individual e coletivo, visando atender às necessidades sociais de
saúde e à melhoria da qualidade de vida. A Carta de Ottawa de 1986 é um dos documentos mais
importantes na defesa destas ações (Buss; Carvalho, 2009).
“Nada do que foi será”: Benefícios da atividade física para promoção da saúde mental
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Dessa forma, existe a possibilidade de produzir uma melhor qualidade na saúde da
população. A inclusão de algum tipo atividade física na atenção primária pode influenciar de
forma significativa na redução dos custos relacionados ao tratamento de doenças mentais. A
prática de exercícios físicos regulares tem sido associada a uma redução na utilização de
serviços de saúde, como: internações hospitalares, consulta e consumo de medicamentos. Ao
investir na promoção da atividade física e saúde mental, será viável reduzir a carga financeira
sobre o sistema de saúde, realocando recursos para outras áreas de cuidado (Sandri; Delevatti;
Matias, 2022).
Ao partir desta contextualização, tem-se como objetivo apresentar os resultados da
implementação de um programa de práticas de atividades físicas a um grupo de pessoas com
diagnóstico de depressão e ansiedade na atenção primária à saúde.
Caminhos metodológicos
Destaca-se que este artigo é um recorte de um estudo de intervenção mais amplo
intitulado O profissional de educação física na estratégia saúde da família: avaliação e
intervenção para melhoria das condições físicas e mentais, desenvolvido durante o Curso de
Residência Multiprofissional em Saúde da Família - RMSF, como requisito para obtenção do
título de Especialista em Saúde da Família pelo primeiro autor.
A intervenção foi desenvolvida na cidade de Sobral, Ceará, na Estratégia Saúde da
Família (ESF), no grupo de práticas corporais do Centro de Saúde da Família (CSF) José
Mendes Mont’Alverne, localizado no bairro Pedrinhas, que atende, na área de abrangência,
2.808 famílias, com média de 4,1 pessoas por família (Sobral, 2019). A ESF é caracterizada
como principal e importante instância de atuação da equipe de saúde, quando se trata de atenção
do núcleo familiar, promoção, proteção e recuperação da saúde, de maneira integral e
continuada (Batista et al., 2023; Silva; Paula, 2016).
A intervenção teve duração de quatro meses, de agosto a novembro de 2022, durante
esse período, os participantes eram acompanhados semanalmente para verificação, estímulos e
avaliação das práticas de atividades físicas. Os participantes eram integrantes do grupo de
práticas corporais do CSF, que fazem uso de medicamentos para ansiedade e/ou depressão. Os
critérios de inclusão foram: ser maior de 18 anos e estar fazendo uso de medicamentos
antidepressivos e ou ansiolíticos. Quanto aos critérios de exclusão: pessoas com alguma lesão
com impossibilidade de participação no programa de treinos; os que recusarem o convite; e os
Gleisson Ferreira LIMA; Eliany Nazaré OLIVEIRA e Maristela Inês Osawa VASCONCELOS
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com comprometimento cognitivo, sem habilidade para compreensão da execução da
programação dos treinos prescritos. Assim, o estudo/intervenção contou com amostra de 18
participantes, sendo 17 do sexo feminino e um do masculino.
Neste relato da pesquisa intervenção será apresentado o plano de atividades
implementado semanalmente durante quatro meses e alguns resultados evidenciados pelos
participantes. Em relação aos aspectos éticos, obteve-se aprovação do Comitê de Ética em
Pesquisa da Universidade Estadual Vale do Acaraú, conforme o Parecer n.º 5.409.103. Os
participantes receberam informações e esclarecimentos sobre o estudo, e entregaram assinado
o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e o Termo de Autorização de Uso de Imagem
e Depoimentos.
Vale enfatizar que intervenção aconteceu no período pós-pandemia, quando as
restrições foram flexibilizadas, os resquícios e efeitos nocivos da COVID-19 ainda estavam
latentes. E a proposta da intervenção com pessoas que diagnóstico de depressão e ansiedade,
foi defendida como uma das formas de enfrentamento das consequências dos efeitos negativos.
De acordo com Nascimento (2023), a pandemia também nos levou à criação de novas formas
de interação e construção de vida. Algumas positivas e outras negativas. O fato é que a
humanidade teve que buscar estratégias de superação da crise sanitária mundial.
Se a luz do sol não para de brilhar: a experiência da promoção da saúde mental na
Atenção Primária
A saúde mental na atenção primária é fundamental para garantir o bem-estar integral
dos indivíduos, prevenindo doenças e promovendo a qualidade de vida. Com um
acompanhamento adequado, é possível identificar precocemente possíveis transtornos mentais,
oferecer tratamento e suporte aos pacientes, além de contribuir para a promoção de hábitos
saudáveis e prevenção de doenças físicas. Dessa forma, a atenção primária à saúde mental se
torna essencial para a promoção da saúde global e o desenvolvimento de uma sociedade mais
equilibrada e saudável.
Esta intervenção possui essencialmente a promoção de saúde como fio condutor das
ações desenvolvidas na Atenção Primária. As práticas corporais e atividades físicas regulares
favorecem o desenvolvimento de fatores que contribuem para a prevenção de doenças, o
controle de condições crônicas, além da manutenção da saúde e do bem-estar. Para Amaral et
al. (2022), este tipo de intervenção realizada pelos alunos da residência produz benefícios para
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população que recebe as ações, sendo, também, potente possibilidade de formação para os
residentes que vivenciam e desenvolvem práticas a partir das necessidades do território.
A preparação do plano de intervenção foi baseado nas recomendações de Ferreira e
Najar (2005), os quais afirmam que o incentivo à prática regular da atividade física vem sendo
apontado como importante ação na área da saúde pública.
Quadro 1 - Apresentação das características do cronograma das atividades da intervenção
Sobral, Ceará, 2022
Meses
Dias
Turnos
Horários
Atividades Realizadas
Encontros
Agosto
Segunda-feira
e Quarta-feira
Manhã
7h00min às
8h00min
Alongamento, Circuito Funcional
com séries moderadas, Aula de
Dança e Dinâmicas de integração
10
Setembro
Segunda-feira
e Quarta Feira
Manhã
7h00min às
8h00min
Alongamento, Ginástica
Localizada, Circuito Funcional
com Séries Moderadas, Jogos e
Dinâmicas de Integração.
08
Outubro
Segunda-feira
e Quarta Feira
Manhã
7h00min às
8h00min
Alongamento, Circuito Funcional
com Séries Moderadas. Aula de
Step, Ginastica Localizada com
Bastões, Dinâmicas e Jogos.
09
Novembro
Segunda-feira
e Quarta Feira
Manhã
7h00min às
8h00min
Alongamento, Circuito funcional
com Séries Moderadas, Aula de
Dança, Aula de Step, Ginastica
Localizada com Bastões e
Dinâmicas de Integração.
08
Total de encontros
35
Fonte: Elaboração dos autores.
O Quadro 1 apresenta como foi construído o plano de intervenção das atividades físicas
e as respectivas características, em que se percebe a diversidade de atividades durante o
momento. Isso é muito importante, pois, segundo Sandri, Delevantti e Matias (2022), a
promoção de saúde envolve os aspectos tanto afetivos como cognitivos e isso auxilia nas
mudanças de comportamento.
De acordo com Gomes e Duarte (2012), a diversificação de atividades permite a
motivação e a mudança de comportamento, pois tendo uma atividade física que possa
contribuir, de forma efetiva, e com metodologias atrativas e criativas, pode-se oportunizar aos
participantes melhor controle sobre os fatores que interverem na saúde física e mental.
para Roeder (2012), a participação em um programa de exercício regular é uma
modalidade de intervenção efetiva para reduzir e prevenir número de declínios funcionais
associados à doença. E, Bavoso et al. (2017) corrobora afirmando que a atividade física está
relacionada com a autoestima e melhor percepção da imagem corporal.
Gleisson Ferreira LIMA; Eliany Nazaré OLIVEIRA e Maristela Inês Osawa VASCONCELOS
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385
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Ao finalizar o plano/programa de intervenção que teve duração de quatro meses,
realizou-se uma entrevista semiestruturada com os participantes após intervenção. Neste
momento, emergiram as seguintes categorias de análise: Melhor força e disposição;
Flexibilidade/mobilidade e melhor resistência; interação social e sociabilidade; e ampliação da
saúde mental.
Na categoria Melhor força e disposição, os participantes descreveram:
“Eu me sinto mais disposta, quando saio dos exercícios, vou trabalhar, o dia
toda essa disposição, cada dia que passa, sabe professor, eu sinto que estou
melhor tanto fisicamente como mentalmente.” P01
“No início da pesquisa, eu sentia muitas dores. Mas, com o tempo, foi
melhorando, me sinto mais ativa, mais disposta. Quando eu chego do treino,
já vou para o mercado, naquele pique todo.” P04
“Tenho sentido mais disposição, minha respiração estar melhor, a preguiça foi
embora, minha ansiedade reduziu, melhorei minha força, as dores, ou seja
quase 100%, era só falta de movimento.” P09
“Depois que iniciei os exercícios, melhorei minha forca, aum garrafão de
água eu já consigo levantar-me, risos, antes não conseguia.” P10
Os relatos dos integrantes do estudo nessa categoria são bastantes positivos, ao comparar
com os relatos iniciais, pode-se verificar a evolução de cada participante. Oliveira et al. (2011)
acrescentam que o desenvolvimento de alguma atividade física tem possibilidades reais de
otimizar o bem-estar, favorecendo aproximação com a saúde mental, é o que se evidencia nos
relatos, os participantes tiveram melhora de disposição e força, como também na saúde mental.
Lourenço et al. (2017) citam também que a prática de atividade física regular ajuda o indivíduo
a se reconhecer de forma mais positiva, a partir dos resultados, com a melhora da imagem
corporal, a perda de peso e o aprimoramento da força física.
Na categoria Flexibilidade/mobilidade e melhor resistência, os participantes expuseram:
“Eu estou me sentindo muito bem, fisicamente, eu melhorei bastante, em
relação ao que era, melhorou muito minha flexibilidade, eu era muito travada,
agora estou me sentindo mais flexível, minha mobilidade melhorou muito, ou
seja, estou muito bem e mais disposta.” P03
“Minha flexibilidade melhorou muito com os alongamentos, antes sentia
dores nas pernas na parte de trás, hoje melhorou muito, consigo fazer sem
dores.” P05
“Com os exercícios, tenho tido mais resistência, antes, eu tinha preguiça de
fazer as coisas, ficava sentada, falava: “meu Deus, me coragem”, agora
não, sou elétrica.” P11
“Estou melhor por conta dos exercícios, sentindo menos dores, antes, Jesus,
os exercícios me deram um pouco de resistência e melhorou minha
mobilidade.” P14
“Nada do que foi será”: Benefícios da atividade física para promoção da saúde mental
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385
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Com relação à flexibilidade, Holland et al. (2002) apresenta que é possível observar
declínio de 20-50% da flexibilidade entre os 30 a 70 anos. Os exercícios físicos impedem o
declínio gradual das aptidões físicas. Ao associar essa afirmativa ao momento de pós-
intervenção, pode-se reconhecer, na prática, como o exercício físico colabora para a maior
flexibilidade/mobilidade, pois os participantes evoluíram muito. Movimentos que não faziam
ou não tinham certa disposição, passaram a realizar pós-intervenção.
Na categoria Interação social e sociabilidade, os participantes apresentaram:
“É muito boa a interação com outras pessoas, eu me sinto muito bem, isso é
bacana sabe, criar novas amizades faz bem para o coração.” P01
“As amizades que fiz com as meninas, isso é muito bom, nós ajudamos muito,
tipo amizade de verdade, sempre uma cuidando da outra.” P04
“O convívio com os colegas é muito bom, a interação ficou muito grande entre
nós. A gente brinca e ali, relaxa, fica à vontade, é muito bom conviver com as
meninas, só paz, graças a Deus.” P07
“As amizades que eu fiz com as meninas foi muito bom para mim, é um novo
ciclo, porque eu era aquela pessoa muito calada, eu tinha aquele medo de dizer
isso, de dizer aquilo, e com a convivência ali, fui me soltando, ganhei.” P12
As práticas corporais estão cada vez mais ganhando espaço nos ambientes de saúde
coletiva, devido ao reconhecimento da importância de intervenções que incluem a reinserção
social (Azevedo; Miranda, 2010). Segundo Moretti et al. (2009), a inserção de práticas
corporais é importante, pois devem estar pautadas em processos educativos que vão além da
transmissão de conhecimento, bem como atreladas ao desenvolvimento da capacidade de
negociação, enfrentamento das dificuldades, fortalecimento da identidade, da solidariedade, do
empoderamento e entendimento da própria vida e saúde, para incorporar, assim, saberes
saudáveis individuais e coletivos.
As pessoas saíram de uma pandemia em que não se podia ver ninguém, que se falava
por ligação ou chamada de vídeo. Esse momento de intervenção, os encontros, o contato, a
conversa, motivou os participantes a se reinserir novamente, fortalecer laços, criar amizades,
promovendo o empoderamento e o fortalecimento de identidade dos participantes.
E na categoria Ampliação da saúde mental, os participantes pontuaram:
“Então, minha saúde mental está muito boa, como eu falei no começo, minha
ansiedade me consumia, tirou meu sono, me deixava estressada, mais hoje,
depois que criei um hábito de atividade física, estou conseguindo dormir muito
bem, meu sono da tarde, meu sono à noite e completo, esuma bênção, ou
seja, eu estou em alto astral.” P01
Gleisson Ferreira LIMA; Eliany Nazaré OLIVEIRA e Maristela Inês Osawa VASCONCELOS
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385
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“Olha professor, sinceramente, nunca estive tão bem na minha vida
mentalmente, chegando à melhor idade, buscando uma melhor qualidade de
vida. Bem bacana, se continuar assim, até os cem anos [risos].” P03
“Mentalmente, estou muito bem, diminui meu peso, minha disposição e
respiração melhorou de mais, minha vontade de viver, eu tinha preguiça de
tudo, nem levantava da cama, a minha vontade era de ficar deitado na cama,
tinha preguiça de tudo, hoje, eu não tenho mais preguiça de nada, pelo
contrário, eu tenho preguiça de ficar deitada, eu me acho inútil quando eu
estou deitada.” P11
Oliveira et al. (2011) destacam que o uso do exercício físico pode ser uma alternativa
para melhorar a função cognitiva, pois quando os indivíduos estão efetivamente envolvidos em
uma atividade regular, como treinamento sistemático, estão otimizando a saúde mental, na
medida em que vão ao encontro do próprio bem-estar. Além disso, o exercício físico permite
visualizar em si uma melhora de ânimo, humor, o pensamento mais lógico, crítico, além da
agilidade nas respostas a estímulos externos e internos. Esses fatores somados contribuem para
melhor saúde mental de superação das crises e problemáticas do dia a dia. Souza et al. (2021)
objetivaram comparar o nível de estado de humor em mulheres adultas praticantes de atividade
física regular com os de mulheres adultas sedentárias. Foi possível observar que o grupo de
mulheres ativas teve maiores escores do que os das mulheres sedentárias, demostrando, assim,
que a atividade física tem correlação na melhora do nível de estado de humor.
Conforme os relatos dos participantes, houve melhora na ansiedade, no peso que sentia,
na indisposição, no “astral”. Macedo et al. (2012) enfatizam que uma reposta positiva em
relação à saúde mental com atividade física, representando maior controle do nervosismo,
menor depressão e desânimo, maior calma e tranquilidade, e indivíduos mais felizes. Os
resultados da intervenção estão diretamente ligados com os benefícios da atividade física.
Segundo o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, os efeitos benéficos da
atividade física são muitos, como: prevenir e diminuir a mortalidade por diversas doenças
crônicas; ajudar a conquistar uma vida plena com melhor qualidade; promover o
desenvolvimento humano e bem-estar; reduzir o estresse e os sintomas de ansiedade e depressão
(Brasil, 2021).
Os participantes que aderiram à proposta de intervenção são exatamente os que estavam
buscando formas positivas de enfrentamento dos efeitos nocivos da pandemia da COVID-19.
Ao aceitarem participar de um programa de quatro meses de atividades físicas, demonstraram
de forma incisiva que estavam aceitando ajuda para melhoria de sua qualidade de vida.
“Nada do que foi será”: Benefícios da atividade física para promoção da saúde mental
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385
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Quadro 2 - Apresentação dos medicamentos psicotrópicos consumidos pelos participantes do
grupo, antes e depois da intervenção, Sobral, Ceará, 2022
Participantes
Diagnósticos
Medicamentos e posologia antes
Medicamentos e
posologia depois
P01
Ansiedade/Depressão
Sertralina 50mg (1-0-0) Fluoxetina
20mg (1-0-0)
Sertralina 50mg
P02
Ansiedade
Fluoxetina 20mg (1-0-0)
Deixou de usar
P03
Ansiedade
Fluoxetina 20mg (1-0-0)
Fluoxetina 20mg 2-0-0
P04
Ansiedade
Fluoxetina 20mg (1-0-0)
Fluoxetina 20mg 0-0-1
P05
Ansiedade
Fluoxetina 20mg (1-0-0)
Diazepam 5mg (1-0-1)
Fluoxetina 20mg
(1-0-1)
Diazepam 5mg
(1-0-1)
P06
Ansiedade
Fluoxetina 20mg (1-0-0)
Deixou de usar
P07
Ansiedade
Escitalopram 10mg
(1-0-0)
Deixou de usar
P08
Ansiedade
Escitalopram 10mg (1-0-0)
Deixou de usar
P09
Ansiedade/Depressão
Clonazepam 2mg (1-0-0)
Fluoxetina 20mg (1-0-0)
Deixou de usar
P10
Ansiedade
Fluoxetina 20mg (1-0-0)
Deixou de usar
P11
Ansiedade
Escitalopram 10mg (0-1-0)
Clonazepam 2,5mg(0-0-2G)
Deixou de usar
P12
Ansiedade
Sertralina 25mg (0-0-1)
Deixou de usar
P13
Depressão
Amitriptilina 25mg (0-0-2)
Diazepam 5mg (0-0-1)
Diazepam 5mg
(0-0-1)
P14
Depressão
Nortriptilina 25mg (0-0-2)
Nortriptilina 25mg
(0-0-1)
P15
Depressão
Nortriptilina 25mg (0-0-2)
Deixou de usar
P16
Depressão
Venlafaxina 75mg (1-0-0)
Venlafaxina 75mg 1-0-0
P17
Ansiedade/Depressão
Fluoxetina 20mg (1-0-0)
Deixou de usar
P18
Ansiedade/Depressão
Fluoxetina 20mg (1-0-0)
Sertralina 50mg (1-0-0)
Desvenlafaxina 100mg (1-
0-0)
Fonte: Elaboração dos autores.
No Quadro 2, apresentam-se os diagnósticos e medicamentos psicotrópicos consumidos
pelos participantes do grupo antes e depois da intervenção. Vale ressaltar que o critério de
inclusão neste grupo de intervenção era fazer uso de medicamentos para ansiedade e/ou
depressão. Os resultados demostram modificações no uso dos medicamentos, quanto ao tipo, à
dosagem, redução e retirada total do consumo dos medicamentos. Nas informações, dez
participantes deixaram de tomar medicamentos (2,6,7,8,9,10,11,12,). quatro dos
participantes seguiram (3,4,5,16) com o mesmo medicamento e dose e quatro participantes
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(1,13,14,18) tiveram redução ou mudança na medicação e dose diária. Em síntese, observa-se
que houve modificações no uso dos medicamentos, quanto ao tipo, à dosagem, redução e
retirado total do consumo dos medicamentos. Muitos evoluíram positivamente, por não
necessitarem mais fazer uso do medicamento, outros reduziram a dosagem.
Em experiência com pessoas em uso crônico de benzodiazepínicos, em que foi
desenvolvido um conjunto de atividades, entre estas, práticas de atividades físicas e corporais
na Atenção Primária, os autores relataram que todos os participantes conseguiram redução
parcial e até total do uso do benzodiazepínicos, apresentando ganhos cognitivos e diminuição
de tontura, melhorando, assim, a qualidade de vida dos participantes do grupo (Monteiro;
Silvestre, 2020).
Em um estudo coordenado por Hernandez e Voiser (2019), foi observada uma diferença
significativa entre os participantes que praticavam atividade física e os que não praticavam,
especialmente em relação aos níveis de depressão. Correa et al. (2022), m sua revisão
bibliográfica, encontraram várias evidências que confirmam os benefícios do exercício físico,
proporcionando melhorias na autoestima, interação social e qualidade do sono para pessoas
com ansiedade e depressão. Esses aspectos desempenham um papel crucial na saúde mental e
física.
Lago et al. (2016) destacam que pessoas fisicamente ativas tendem a reduzir o uso de
medicamentos. Portanto, a implementação de Programas de Exercícios Físicos (PEF) nas
Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Atenção Primária à Saúde (APS) seria altamente benéfica,
promovendo mudanças no estilo de vida que podem reduzir os custos públicos com
medicamentos, tratamentos e hospitalizações.
É relevante mencionar que a Portaria GM/MS n.º 635/2023 estabeleceu equipes
multiprofissionais na APS - eMulti, compostas por profissionais de saúde de diferentes áreas e
categorias. Nesse contexto, os profissionais de PEF podem desempenhar um papel
interdisciplinar nos territórios, colaborando com a Rede de Atenção à Saúde (RAS).
A presença do profissional de educação física na equipe eMulti é fundamental para
assegurar um acompanhamento adequado e seguro dos praticantes de atividades físicas. Este
profissional possui o conhecimento especializado necessário para elaborar treinos
personalizados, considerando as características individuais de cada aluno, como idade,
condicionamento físico, objetivos e eventuais limitações físicas. Além disso, é capaz de orientar
corretamente a execução dos exercícios, prevenindo lesões e garantindo a eficácia do treino.
Também desempenha um papel crucial na definição de metas realistas e na motivação dos
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praticantes, contribuindo para alcançar resultados satisfatórios. A revisão integrativa indica que
o exercício físico, quando associado à terapia farmacológica, apresenta efeitos benéficos. No
entanto, ressalta a importância de que o programa de exercícios seja acompanhado por um
profissional capacitado (Silva et al., 2022).
Corroborando esses resultados, um estudo de revisão concluiu que a prática regular de
atividade física pode otimizar o bem-estar geral, promovendo benefícios significativos para o
estado emocional e físico. Isso inclui a redução das respostas emocionais ao estresse,
diminuição dos níveis leves e moderados de depressão e ansiedade, ampliação da criatividade
e memória, além de aumento da capacidade de concentração (Oliveira et al., 2011).
Considerações finais
Ao investigar as percepções de saúde física e mental entre os participantes de um grupo
de práticas corporais antes e depois da intervenção na Atenção Primária, os resultados foram
positivos, indicando melhorias significativas nessas áreas. A implementação sistemática de um
programa de atividades físicas e práticas corporais mostrou-se eficaz na promoção da saúde
física e mental dos participantes ao longo de quatro meses.
Esta pesquisa de intervenção identificou estratégias eficazes para melhorar a qualidade
de vida física e mental dos atendidos na atenção primária. Ficou evidenciado que um programa
regular de atividade física contribuiu para o aumento do bem-estar físico e mental, inclusive
resultando na redução ou eliminação do uso de medicamentos psicotrópicos, demonstrando os
benefícios das práticas corporais na saúde física, mental e emocional dos participantes do grupo.
Destaca-se o papel crucial do profissional de educação física nesse processo, orientando
sobre a importância regular das práticas corporais, prescrevendo e monitorando a execução dos
exercícios, além de promover o autocuidado e a saúde. Recomenda-se, portanto, a integração
do trabalho do profissional de educação física na Atenção Primária à Saúde, possibilitando
replicar mudanças positivas em diferentes contextos e territórios. A Residência
Multiprofissional em Saúde da Família emerge como uma estratégia importante de formação
em saúde, alinhada com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), cujas iniciativas
impactam diretamente na melhoria da qualidade de vida de indivíduos, famílias e comunidades.
Para trabalhos futuros, recomenda-se a análise dos efeitos das práticas de atividade física
no Índice de Massa Corporal (IMC). Investigar como a atividade física regular influencia o peso
Gleisson Ferreira LIMA; Eliany Nazaré OLIVEIRA e Maristela Inês Osawa VASCONCELOS
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corporal das pessoas pode oferecer insights importantes para o desenvolvimento de programas
de saúde ainda mais eficazes.
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: A Escola de Saúde Pública Visconde de Saboia - ESP-VS e
Universidade Estadual Vale do Acaraú pelo desenvolvimento do O programa de Residência
Multiprofissional em Saúde da Família (RMSF).
Financiamento: Gratidão ao Ministério da Saúde por disponibilizar a bolsa da Residência
Multiprofissional em Saúde da Família. Muito obrigado por investir na nossa formação e
no cuidado com a saúde da população.
Conflitos de interesse: Não há conflitos de interesse.
Aprovação ética: A pesquisa foi aprovada com parecer número 5.409.103. com o CAAE:
58029022.8.0000.5053.
Disponibilidade de dados e material: Os dados e materiais utilizados no trabalho estão
disponíveis para acesso.
Contribuições dos autores: Gleisson Ferreira Lima, autor principal do manuscrito,
responsável pela elabora e execução da pesquisa, análise e discussão dos resultados. Eliany
Nazaré Oliveira participou da conceituação do estudo, coleta de dados, organização e
análise dos resultados e revisão da versão final. Maristela Inês Osawa Vasconcelos
participou conceituação do estudo, organização e análise dos resultados e revisão da versão
final.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 1
“NOTHING THAT WAS WILL BE”: BENEFITS OF PHYSICAL ACTIVITY FOR
PROMOTING MENTAL HEALTH
“NADA DO QUE FOI SERÁ”: BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA
PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL
NADA DE LO QUE FUE SERÁ: LOS BENEFICIOS DE LA ACTIVIDAD FÍSICA
PARA PROMOVER LA SALUD MENTAL
Gleisson Ferreira LIMA1
e-mail: gleisson_nega@hotmail.com
Eliany Nazaré OLIVEIRA2
e-mail: elianyy@gmail.com
Maristela Inês Osawa VASCONCELOS3
e-mail: miosawa@gmail.com
How to reference this paper:
LIMA, G. F.; OLIVEIRA, E. N.; VASCONCELOS, M. I. O.
"Nothing that was will be": Benefits of physical activity for
promoting mental health. Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ.,
Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385.
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.18845.
| Submitted: 23/12/2023
| Revisions required: 23/05/2024
| Approved: 09/06/2024
| Published: 22/07/2024
Editor:
Prof. Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiro
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Federal University of Ceará (UFC), Sobral CE Brazil. Master's student in the Graduate Program in Family
Health. Physical Education Professional at the Psychosocial Care Center for Alcohol and Other Drugs (CAPS AD)
in Sobral, Ceará.
State University Vale do Acaraú (UVA), Sobral CE Brazil. Postdoctoral fellow at the Faculty of Psychology
and Educational Sciences of the University of Porto, Portugal. Professor in the Graduate Program in Family Health
(UFC - Sobral) and the Graduate Program in Family Health (RENASF - UVA).
State University Vale do Acaraú (UVA), Sobral CE Brazil. Postdoctoral fellow in Clinical Care in Nursing
and Health at the State University of Ceará. Professor in the Graduate Program in Family Health (UFC - Sobral)
and the Graduate Program in Family Health (RENASF - UVA).
"Nothing that was will be": Benefits of physical activity for promoting mental health
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385
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ABSTRACT: The aim of this study was to present the results of implementing a physical
activity program for a group of people diagnosed with depression and anxiety in primary health
care. The intervention lasted four months, from August to November 2022. The participants
were monitored by primary health care and were taking medication to treat anxiety and
depression. The results indicate an improved physical and mental state, as evidenced by the
categories of analysis: better strength and disposition; flexibility and better endurance;
sociability; and improved mental health. The reduction and withdrawal of psychotropic
medication demonstrated the beneficial effects of physical activity in promoting physical and
mental health. In this context, it is recommended that the work of physical education
professionals be offered in primary health care, so that changes such as those that have occurred
can be possible in populations with similar characteristics.
KEYWORDS: Mental health. Health promotion. Primary health care. Physical activity.
RESUMO: O objetivo deste estudo foi apresentar os resultados da implementação de um
programa de práticas de atividades físicas a um grupo de pessoas com diagnóstico de
depressão e ansiedade na atenção primária à saúde. A intervenção teve duração de quatro
meses, de agosto a novembro de 2022. Os participantes eram acompanhados pela atenção
primária à saúde e faziam uso de medicamentos para tratamento da ansiedade e depressão. Os
resultados indicam melhora no estado físico e mental, como evidenciado pelas categorias de
análise: Melhor força e disposição; flexibilidade e melhor resistência; sociabilidade; e
ampliação da saúde mental. A redução e retirada dos medicamentos psicotrópicos demostrou
os efeitos benéficos da atividade física na promoção da saúde física e mental. Nesse contexto,
recomenda-se que o trabalho do profissional de educação física seja ampliado na atenção
primária à saúde, para que mudanças como as que ocorreram possam ser possíveis em
populações com características similares.
PALAVRAS-CHAVE: Saúde mental. Promoção da saúde. Atenção primária a saúde.
Atividade física.
RESUMEN: El objetivo de este estudio fue presentar los resultados de la implementación de
un programa de actividad física para un grupo de personas diagnosticadas con depresión y
ansiedad en atención primaria de salud. La intervención duró cuatro meses, de agosto a
noviembre de 2022. Los participantes fueron controlados por atención primaria de salud y
tomaban medicación para tratar la ansiedad y la depresión. Los resultados indican una mejora
del estado físico y mental, como demuestran las categorías de análisis: mejora de la fuerza y
la disposición; flexibilidad y mejor resistencia; sociabilidad; y mejora de la salud mental. La
reducción y retirada de la medicación psicotrópica demostró los efectos beneficiosos de la
actividad física en la promoción de la salud sica y mental. En este contexto, se recomienda
ofrecer el trabajo de los profesionales de educación física en la atención primaria de salud,
para que cambios como estos sean posibles en poblaciones con características similares.
PALABRAS CLAVE: Salud mental. Promoción de la salud. Atención primaria de salud.
Actividad física.
Gleisson Ferreira LIMA; Eliany Nazaré OLIVEIRA and Maristela Inês Osawa VASCONCELOS
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Introduction
The COVID-19 pandemic brought many changes to lifestyle and health that have
persisted into the post-pandemic period. According to Malta et al. (2020), the pandemic
scenario caused significant changes in individuals' behaviors, imposing restrictions and limiting
daily life. These limitations resulted in decreased physical activity and increased screen time,
as well as higher consumption of ultra-processed foods, cigarettes, and alcoholic beverages,
leading to a worsening of lifestyle and an increase in health risk behaviors.
In this context, it is possible that a set of health issues may contribute to the increase of
chronic conditions and the emergence of mental health problems. According to Nahas (2017),
physical activity is defined as any bodily movement produced by skeletal muscles, hence
voluntary, that results in energy expenditure above resting levels. Therefore, the importance of
regular physical exercise lies in its ability to maintain both body and mind, potentially
improving quality of life to satisfactory levels (Almeida, 2020; Granero-Jiménez et al., 2022).
According to the World Health Organization (WHO) report, mental disorders are
responsible for the highest numbers of mortality and disability. Thus, physical exercise presents
itself as an ally in combating various symptoms arising from mental disorders and should not
be seen merely as an occupational or leisure activity (WHO, 2010).
Furthermore, the study by Batista and Ornellas (2013) shows that more physically active
people are better protected against depressive disorders or have a lower degree of depression
compared to less active individuals. This practice of physical activity can be used as a
therapeutic modality in the life context of a person with psychological distress, also helping in
social reintegration, and can be seen as a possibility of rescuing the therapeutic efficacy of
social relationships (Lourenço et al., 2017).
The benefits of physical activity for health are unquestionable. Several studies have
evidenced powerful results regarding the importance of physical activities for the promotion of
health and quality of life in the population (Araújo; Araújo, 2000; Lourenço et al., 2017;
Oliveira et al., 2011; Silva et al., 2010).
Health promotion can be defined as a set of strategies and ways of producing health, at
both individual and collective levels, aimed at meeting the social needs of health and improving
quality of life. The Ottawa Charter of 1986 is one of the most important documents in defense
of these actions (Buss; Carvalho, 2009).
Thus, there is a possibility of producing better health quality for the population.
Including some form of physical activity in primary care can significantly influence the
"Nothing that was will be": Benefits of physical activity for promoting mental health
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385
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reduction of costs related to the treatment of mental illnesses. Regular physical exercise has
been associated with a reduction in the use of health services, such as hospital admissions,
consultations, and medication consumption. By investing in the promotion of physical activity
and mental health, it will be possible to reduce the financial burden on the healthcare system,
reallocating resources to other areas of care (Sandri; Delevatti; Matias, 2022).
Based on this context, the objective is to present the results of the implementation of a
physical activity program for a group of people diagnosed with depression and anxiety in
primary health care.
Methodological Pathways
It is noteworthy that this article is an excerpt from a broader intervention study entitled
O profissional de educação física na estratégia saúde da família: avaliação e intervenção para
melhoria das condições físicas e mentais
, developed during the Multiprofessional Residency
Program in Family Health (RMSF) as a requirement for obtaining the title of Specialist in
Family Health by the first author.
The intervention was conducted in the city of Sobral, Ceará, within the Estratégia Saúde
da Família
(ESF), specifically in the physical practices group of the José Mendes
Mont'Alverne Centro de Saúde da Família
(CSF) located in the Pedrinhas neighborhood. This
center serves 2,808 families, with an average of 4.1 people per family in its coverage area
(Sobral, 2019). The ESF is characterized as the main and important instance of the health team's
actions regarding family nucleus care, promoting, protecting, and recovering health in an
integral and continuous manner (Batista et al., 2023; Silva; Paula, 2016).
The intervention lasted four months, from August to November 2022. During this
period, participants were monitored weekly for verification, stimulation, and evaluation of
physical activity practices. The participants were members of the CSF's physical practices
group, who were using medications for anxiety and/or depression. Inclusion criteria were being
over 18 years old and using antidepressant and anxiolytic medications. Exclusion criteria were
individuals with injuries preventing participation in the training program, those who refused the
invitation, and those with cognitive impairments, without the ability to understand the execution
The Physical Education Professional in the Family Health Strategy: Evaluation and Intervention for the
Improvement of Physical and Mental Conditions.
Family Health Strategy.
Family Health Center.
Gleisson Ferreira LIMA; Eliany Nazaré OLIVEIRA and Maristela Inês Osawa VASCONCELOS
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of the prescribed training program. Thus, the study/intervention included a sample of 18
participants, 17 female and one male.
This intervention research report will present the weekly activity plan implemented over
four months and some results evidenced by the participants. Regarding ethical aspects, approval
was obtained from the Ethics Committee in Research of the State University Vale do Acaraú,
as per Opinion No. 5.409.103. Participants received information and clarifications about the
study and signed the Informed Consent Form and the Authorization for Use of Image and
Testimonials Form.
It is worth emphasizing that the intervention took place in the post-pandemic period,
when restrictions were eased, but the remnants and harmful effects of COVID-19 were still
present. The intervention's proposal for people diagnosed with depression and anxiety was
defended as one of the ways to address the consequences of the negative effects. According to
Nascimento (2023), the pandemic also led us to create new forms of interaction and life
construction, some positive and others negative. The fact is that humanity had to seek strategies
to overcome the global health crisis.
If the Sun Keeps Shining: The Experience of Promoting Mental Health in Primary Care
Mental health in primary care is fundamental to ensuring the overall well-being of
individuals, preventing diseases, and promoting quality of life. With adequate monitoring, it is
possible to identify potential mental disorders early, offer treatment and support to patients, and
contribute to the promotion of healthy habits and the prevention of physical diseases. Thus,
primary mental health care becomes essential for promoting global health and developing a
more balanced and healthy society.
This intervention primarily focuses on health promotion as the guiding principle of the
actions developed in Primary Care. Regular physical practices and activities promote the
development of factors that contribute to disease prevention, the control of chronic conditions,
and the maintenance of health and well-being. According to Amaral et al. (2022), this type of
intervention carried out by residency students benefits the population receiving the actions and
serves as a powerful training opportunity for residents who experience and develop practices
based on the territory's needs.
"Nothing that was will be": Benefits of physical activity for promoting mental health
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The intervention plan was prepared based on the recommendations of Ferreira and Najar
(2005), who state that encouraging regular physical activity has been identified as an essential
public health action.
Table 1 - Presentation of the characteristics of the intervention activity schedule, Sobral,
Ceará, 2022
Months
Days
Shifts
Schedules
Performed activities
Meetings
August
Monday and
Wednesday
Morning
7:00 am to
8:00 am
Stretching, Functional Circuit
with moderate series, Dance
Class and integration dynamics
10
September
Monday and
Wednesday
Morning
7:00 am to
8:00 am
Stretching, Localized
Gymnastics, Functional Circuit
with Moderate Series, Games,
and Integration Dynamics
08
October
Monday and
Wednesday
Morning
7:00 am to
8:00 am
Stretching, Functional Circuit
with Moderate Series. Step class,
localized gymnastics with poles,
dynamics, and games
09
November
Monday and
Wednesday
Morning
7:00 am to
8:00 am
Stretching, Functional Circuit
with Moderate Series, Dance
Class, Step Class, Localized
Gymnastics with Poles, and
Integration Dynamics
08
Total encounters
35
Source: Authors' elaboration.
Table 1 presents how the intervention plan for physical activities was constructed and
its respective characteristics, highlighting the diversity of activities during the period. This
diversity is very important because, according to Sandri, Delevatti, and Matias (2022), health
promotion involves both affective and cognitive aspects, which helps in behavior change.
According to Gomes and Duarte (2012), the diversification of activities allows for
motivation and behavior change, as having a physical activity that can effectively contribute,
along with attractive and creative methodologies, can provide participants with better control
over the factors that impact physical and mental health.
Roeder (2012) states that participation in a regular exercise program is an effective
intervention modality to reduce and prevent the number of functional declines associated with
disease. Bavoso et al. (2017) support this by affirming that physical activity is related to self-
esteem and a better perception of body image.
Upon completing the intervention plan/program, which lasted four months, a semi-
structured interview was conducted with the participants after the intervention. During this time,
the following analysis categories emerged: Improved strength and disposition;
Gleisson Ferreira LIMA; Eliany Nazaré OLIVEIRA and Maristela Inês Osawa VASCONCELOS
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Flexibility/mobility and better endurance; social interaction and sociability; and enhanced
mental health. In the category of Improved strength and disposition, participants described:
"I feel more energetic. When I finish exercising and go to work, I have this
energy all day long. Every day, you know, professor, I feel that I am getting
better both physically and mentally." P01
"At the beginning of the study, I felt a lot of pain. But over time, it got better,
I feel more active and energetic. When I get back from training, I will go to
the market, which is full of energy." P04
"I have been feeling more energetic, my breathing has improved, the laziness
has gone away, my anxiety has reduced, my strength has improved, and the
pain is almost 100% gone. It was just a lack of movement." P09
"Since I started exercising, my strength has improved. I can even lift a water
jug now, haha, which I couldn't do before." P10
The participants' reports in this category are quite positive. Comparing them to the initial
reports, we can see the evolution of each participant. Oliveira et al. (2011) add that engaging in
physical activity has real potential to enhance well-being, promoting a closer relationship with
mental health, which is evident in the reports. Participants showed improved energy and
strength, as well as mental health. Lourenço et al. (2017) also mention that regular physical
activity helps individuals recognize themselves more positively, as seen in the results, with
improved body image, weight loss, and enhanced physical strength.
In the category of Flexibility/Mobility and Better Endurance, participants expressed:
"I am feeling very well physically, I have improved a lot compared to how I
was before. My flexibility has improved significantly, I was very stiff before,
but now I feel more flexible, my mobility has improved a lot. In other words,
I am feeling very well and more energetic." P03
"My flexibility has improved a lot with the stretches. Before, I used to feel
pain in the back of my legs, but now it has improved a lot, and I can do it
without pain." P05
"With the exercises, I have gained more endurance. Before, I used to be lazy
and sit around saying, 'Oh God, give me courage.' Now, I am full of energy."
P11
"I feel better because of the exercises, feeling less pain. Before, it was terrible.
The exercises have given me some endurance and improved my mobility."
P14
Regarding flexibility, Holland et al. (2002) state that a decline of 20-50% in flexibility
can be observed between the ages of 30 and 70. Physical exercises prevent the gradual decline
of physical abilities. Associating this statement with the post-intervention period, we can
practically recognize how physical exercise contributes to greater flexibility/mobility, as
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participants showed significant improvement. Movements they couldn't do or didn't have the
energy for before, they started to perform post-intervention.
In the category of Social Interaction and Sociability, participants presented:
“It is very good to interact with other people. I feel great; it’s nice, you know,
creating new friendships is good for the heart.” P01
“The friendships I made with the girls are very good. We help each other a lot,
like real friendship, always looking out for one another.” P04
“The interaction with my colleagues is very good. We have a great bond. We
joke around, relax, and feel comfortable. It’s great to be with the girls, only
peace, thank God.” P07
“The friendships I made with the girls were very good for me. It’s a new cycle
because I used to be very quiet and afraid to say this or that. But with the social
interaction there, I opened up, I only gained.” P12
Physical activities are increasingly gaining space in public health settings due to the
recognition of the importance of interventions that include social reintegration (Azevedo;
Miranda, 2010). According to Moretti et al. (2009), the inclusion of physical practices is
important as they should be based on educational processes that go beyond knowledge
transmission and be linked to developing negotiation skills, overcoming difficulties,
strengthening identity, solidarity, empowerment, and understanding of one’s own life and
health. This approach helps incorporate healthy individual and collective knowledge.
People came out of a pandemic where they couldn’t see anyone and communicated only
through phone calls or video calls. This intervention period, with meetings, contact, and
conversation, motivated participants to reintegrate, strengthen bonds, create friendships, and
promote empowerment and identity strengthening. In the category of Enhanced Mental Health,
participants noted:
“So, my mental health is very good. As I mentioned at the beginning, my
anxiety consumed me, took away my sleep, and made me stressed. But today,
after developing a habit of physical activity, I can sleep very well; both my
afternoon nap and night sleep are complete. It’s a blessing; in other words, I
am in high spirits.” P01
“Look, professor, honestly, I have never felt so good in my life mentally,
reaching the best age, seeking a better quality of life. Very nice. If it continues
like this, until I’m a hundred years old [laughs].” P03
“Mentally, I am very well. I lost weight, my energy and breathing improved a
lot, my will to live. I used to be lazy about everything, I wouldn’t even get out
of bed. My desire was to stay in bed, I was lazy about everything. Today, I am
not lazy about anything. On the contrary, I am lazy about lying down. I feel
useless when I am lying down.” P11
Gleisson Ferreira LIMA; Eliany Nazaré OLIVEIRA and Maristela Inês Osawa VASCONCELOS
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Oliveira et al. (2011) highlight that physical exercise can be an alternative to improve
cognitive function. When individuals are actively involved in regular activities such as
systematic training, they are optimizing mental health as they seek their own well-being.
Additionally, physical exercise allows individuals to see improvements in mood, a more logical
and critical mindset, and better responses to external and internal stimuli. These combined
factors contribute to better mental health, helping to overcome daily crises and problems. Souza
et al. (2021) aimed to compare the mood levels in adult women who engage in regular physical
activity with those in sedentary women. It was observed that the active women scored higher
than the sedentary ones, demonstrating that physical activity correlates with improved mood
levels.
According to the participants' reports, there was an improvement in anxiety, the weight
they felt, lack of energy, and overall mood. Macedo et al. (2012) emphasize that there is a
positive response to mental health through physical activity, representing better control of
nervousness, reduced depression and discouragement, increased calmness and tranquility, and
happier individuals. The results of the intervention are directly linked to the benefits of physical
activity. According to the Guia de Atividade Física para a População Brasileira
, os efeitos
benéficos da atividade física são muitos, como: prevenir e diminuir a mortalidade por diversas
doenças crônicas; ajudar a conquistar uma vida plena com melhor qualidade; promover o
desenvolvimento humano e bem-estar; reduzir o estresse e os sintomas de ansiedade e depressão
(Brasil, 2021).
The participants who adhered to the intervention proposal were precisely those seeking
positive ways to cope with the harmful effects of the COVID-19 pandemic. By agreeing to
participate in a four-month physical activity program, they demonstrated decisively that they
were accepting help to improve their quality of life.
Physical Activity Guide for the Brazilian Population.
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Table 2 - Presentation of psychotropic medications consumed by the participants of the
group, before and after the intervention, Sobral, Ceará, 2022
Participants
Diagnostics
Medications and dosage before
Medications and dosage
after
P01
Anxiety/Depression
Sertraline 50mg (1-0-0) Fluoxetine
20mg (1-0-0)
Sertraline 50mg
P02
Anxiety
Fluoxetine 20mg (1-0-0)
Stopped using
P03
Anxiety
Fluoxetine 20mg (1-0-0)
Fluoxetine 20mg 2-0-0
P04
Anxiety
Fluoxetine 20mg (1-0-0)
Fluoxetine 20mg 0-0-1
P05
Anxiety
Fluoxetine 20mg (1-0-0)
Diazepam 5mg (1-0-1)
Fluoxetine 20mg (1-0-1)
Diazepam 5mg
(1-0-1)
P06
Anxiety
Fluoxetine 20mg (1-0-0)
Stopped using
P07
Anxiety
Escitalopram 10mg
(1-0-0)
Stopped using
P08
Anxiety
Escitalopram 10mg (1-0-0)
Stopped using
P09
Anxiety/Depression
Clonazepam 2mg (1-0-0)
Fluoxetine 20mg (1-0-0)
Stopped using
P10
Anxiety
Fluoxetine 20mg (1-0-0)
Stopped using
P11
Anxiety
Escitalopram 10mg (0-1-0)
Clonazepam 2,5mg(0-0-2G)
Stopped using
P12
Anxiety
Sertraline 25mg (0-0-1)
Stopped using
P13
Anxiety
Amitriptyline 25mg (0-0-2)
Diazepam 5mg (0-0-1)
Diazepam 5mg
(0-0-1)
P14
Anxiety
Nortriptyline 25mg (0-0-2)
Nortriptyline 25mg
(0-0-1)
P15
Anxiety
Nortriptyline 25mg (0-0-2)
Stopped using
P16
Anxiety
Venlafaxine 75mg (1-0-0)
Venlafaxine 75mg 1-0-0
P17
Anxiety/Depression
Fluoxetine 20mg (1-0-0)
Stopped using
P18
Anxiety/Depression
Fluoxetine 20mg (1-0-0)
Sertralina 50mg (1-0-0)
Desvenlafaxine 100mg (1-
0-0)
Source: Authors' elaboration.
Table 2 presents the diagnoses and psychotropic medications consumed by the group
participants before and after the intervention. It is worth noting that the inclusion criterion for
this intervention group was the use of medications for anxiety and/or depression. The results
demonstrate changes in medication use regarding type, dosage, and the reduction or total
withdrawal of medication consumption. According to the information, ten participants stopped
taking medications (2, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12). Four participants continued with the same
medication and dose (3, 4, 5, 16), while four participants (1, 13, 14, 18) experienced a reduction
or change in medication and daily dose. In summary, there were modifications in medication
Gleisson Ferreira LIMA; Eliany Nazaré OLIVEIRA and Maristela Inês Osawa VASCONCELOS
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use concerning type, dosage, reduction, and total withdrawal. Many participants showed
positive progress by no longer needing the medication, while others reduced their dosage.
In an experience with individuals on chronic benzodiazepine use, where a set of
activities, including physical and bodily practices in Primary Care, was developed, the authors
reported that all participants managed to partially or entirely reduce benzodiazepine use, present
cognitive gains, and decreased dizziness, thereby improving the quality of life for the group
participants (Monteiro; Silvestre, 2020).
In a study coordinated by Hernandez and Voiser (2019), a significant difference was
observed between participants who practiced physical activity and those who did not, especially
concerning depression levels. Correa et al. (2022), in their literature review, found various
pieces of evidence confirming the benefits of physical exercise, providing improvements in
self-esteem, social interaction, and sleep quality for people with anxiety and depression. These
aspects play a crucial role in mental and physical health.
Lago et al. (2016) highlight that physically active people tend to reduce medication use.
Therefore, implementing Physical Exercise Programs (PEP) in Primary Health Care Units
(UBS) would be highly beneficial, promoting lifestyle changes that can reduce public costs on
medications, treatments, and hospitalizations.
It is relevant to mention that the GM/MS Ordinance No. 635/2023 established
multiprofessional teams in Primary Health Care (eMulti), composed of health professionals
from different areas and categories. In this context, PEP professionals can play an
interdisciplinary role in the territories, collaborating with the Rede de Atenção à Saúde
(RAS).
The presence of a physical education professional within the eMulti team is crucial for
ensuring appropriate and safe supervision of physical activity participants. This professional
possesses the specialized knowledge required to design personalized workout programs, taking
into account each participant's individual characteristics, such as age, physical condition, goals,
and any potential physical limitations. Moreover, they are capable of correctly guiding exercise
execution, preventing injuries, and ensuring the effectiveness of the workouts. They also play
a vital role in setting realistic goals and motivating participants, contributing to the achievement
of satisfactory results. The integrative review indicates that physical exercise, when combined
with pharmacological therapy, presents beneficial effects. However, it emphasizes the
importance of having a qualified professional oversee the exercise program (Silva et al., 2022).
Health Care Network.
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Supporting these findings, a review study concluded that regular physical activity can
enhance overall well-being, providing significant benefits for emotional and physical states.
This includes reducing emotional responses to stress, decreasing mild and moderate levels of
depression and anxiety, enhancing creativity and memory, and increasing concentration
(Oliveira et al., 2011).
Final considerations
When examining physical and mental health perceptions among participants of a bodily
practice group before and after an intervention in Primary Care, the results were positive,
indicating significant improvements in these areas. The systematic implementation of a
physical activity and bodily practice program proved effective in promoting participants'
physical and mental health over four months.
This intervention research identified effective strategies to enhance the physical and
mental quality of life for those in primary care. It became evident that a regular physical activity
program contributed to increased physical and mental well-being, including a reduction or
elimination of psychotropic medication use, demonstrating the benefits of bodily practices for
participants' physical, mental, and emotional health.
The crucial role of the physical education professional in this process is highlighted, as
they guide the regular importance of bodily practices, prescribe and monitor exercise execution,
and promote self-care and health. It is therefore recommended that the work of physical
education professionals be integrated into primary health care, enabling the replication of
positive changes across different contexts and territories. The Multidisciplinary Residency in
Family Health emerges as an important training strategy in health, aligned with the principles
of the Unified Health System (SUS), with initiatives directly impacting the improvement of
quality of life for individuals, families, and communities.
For future research, it is recommended that the effects of physical activity practices on
Body Mass Index (BMI) be analyzed. Investigating how regular physical activity influences
body weight can provide valuable insights for developing even more effective health programs.
Gleisson Ferreira LIMA; Eliany Nazaré OLIVEIRA and Maristela Inês Osawa VASCONCELOS
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385
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Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.18845 16
CRediT Author Statement
Acknowledgements: The Visconde de Saboia School of Public Health (ESP-VS) and the
State University of Vale do Acaraú for the development of the Multidisciplinary Residency
Program in Family Health (RMSF).
Funding: Gratitude to the Ministry of Health for providing the Multidisciplinary Residency
in Family Health grant. Thank you for investing in our training and the care of the
population's health.
Conflicts of interest: There are no conflicts of interest.
Ethical approval: The research was approved with Opinion No. 5.409.103, with CAAE:
58029022.8.0000.5053.
Data and material availability: The data and materials used in this study are available for
access.
Author’s contributions: Gleisson Ferreira Lima, the principal author of the manuscript,
was responsible for the design and execution of the research, analysis, and discussion of the
results. Eliany Nazaré Oliveira contributed to the conceptualization of the study, data
collection, organization and analysis of results, and review of the final version. Maristela
Inês Osawa Vasconcelos participated in the conceptualization of the study, organization,
analysis of results, and review of the final version.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, normalization and translation.