The emotional health of parents of children diagnosed with autism spectrum disorder: overload and coping
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024010, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19427 2
ABSTRACT: The emotional health of parents of children with a disability has been widely discussed
in the scientific field, considering that in the exercise of parenthood, the genitors are informal caregivers
when taking action in the children's routine with special needs. Even without education in the health
field, they perform hygiene care, feed, locomotion, administer medications, form a link with the formal
health team, and offer emotional support to the cared person. In the care of children diagnosed with
Autism Spectrum Disorder (ASD), the adversities are related to the different clinical presentations of
this neurodevelopmental disorder, development markers generally perceived in the first four years of
life. In addition to the children's difficulties, the caregivers can face personal challenges with stress,
reduction in quality of life, anxiety, and depression. The objective of this research was to investigate the
coping strategies, the classification of overload, and the prevalence of anxiety, depression, and stress
noticed in parents of children diagnosed with ASD. We conducted a cross-sectional survey with a
convenience sample of 50 participants, primary caregivers of children who are up to 11 years old and
11 months old with the diagnosis of ASD. The instruments used were: Sociodemographic Questionnaire,
Cognitive Anxiety Scale, Baptista Depression Scale – Adult Version, Perceived Stress Scale, Coping
Strategies Inventory, and Zarit Overload Inventory. The results point to strong and positive correlations
between the variables of anxiety and depression, as well as between overload and depression. Regarding
the relationship between the intolerance factor, vulnerability to cognitive anxiety, and depression, a
negative correlation was also observed. The most used coping strategies were acceptance of
responsibility and positive reappraisal. We concluded there was a high prevalence of a moderate to
severe overload among participants, especially among mothers, and that the coping strategies used may
have been functional for the stability of emotional health, specifically for the variables of stress and
depression.
KEYWORDS: Emotional adjustment. Caregivers. Coping. Autism. Overload.
RESUMO: A saúde emocional de pais de crianças com deficiência tem sido discutida no campo
científico, considerando que no exercício da parentalidade os genitores passam a ser cuidadores
informais ao atuar na rotina dos filhos com necessidade de cuidados especializados. Sem formação na
área da saúde, realizam os cuidados de higiene, alimentação, locomoção, administram medicações,
formam o elo com a equipe formal de saúde e oferecem suporte emocional para a pessoa cuidada. Nos
cuidados da criança diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), as adversidades se
relacionam as diferentes apresentações clínicas deste transtorno do neurodesenvolvimento,
caracterizado por atrasos em variados marcadores do desenvolvimento geralmente percebidos nos
primeiros quatro anos de vida. Para além das dificuldades dos filhos, os responsáveis podem enfrentar
desafios pessoais como estresse, redução da qualidade de vida, ansiedade e depressão. O objetivo desta
pesquisa foi investigar as estratégias de enfrentamento, a classificação de sobrecarga e a prevalência
de ansiedade, depressão e estresse percebido em pais de crianças diagnosticadas com TEA. Foi
realizado um survey transversal com amostra por conveniência com 50 participantes, cuidadores
primários de crianças com idade até 11 anos e 11 meses com o diagnóstico de TEA. Os instrumentos
utilizados foram: Questionário Sociodemográfico, Escala Cognitiva de Ansiedade, Escala Baptista de
Depressão – Versão Adulto, Escala de Estresse Percebido, Inventário de Estratégias de Coping e
Inventário de Sobrecarga de Zarit. Os resultados apontam para correlações fortes e positivas entre as
variáveis de ansiedade e depressão, bem como entre sobrecarga e depressão. No que tange à relação
entre o fator de intolerância a vulnerabilidade de ansiedade cognitiva e depressão também se observou,
correlação negativa. As estratégias de enfrentamento mais utilizadas foram as de aceitação de
responsabilidade e reavaliação positiva. Concluiu-se que houve prevalência de sobrecarga moderada
à severa entre os participantes, principalmente entre as mães, e que as estratégias de enfrentamento
utilizadas podem ter sido funcionais para a estabilidade da saúde emocional, especificamente para as
variáveis de estresse e depressão.
PALAVRAS-CHAVE: Ajustamento emocional. Cuidadores. Coping. Autismo. Sobrecarga.