Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024010, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19427 1
SAÚDE EMOCIONAL DE PAIS DE CRIANÇAS DIAGNOSTICADAS COM
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: SOBRECARGA E ENFRENTAMENTO
SALUD EMOCIONAL DE PADRES DE NIÑOS DIAGNOSTICADOS CON
TRASTORNO DEL ESPECTRO AUTISTA: SOBRECARGA Y AFRONTAMIENTO
THE EMOTIONAL HEALTH OF PARENTS OF CHILDREN DIAGNOSED WITH
AUTISM SPECTRUM DISORDER: OVERLOAD AND COPING
Caio Fernando Souza NICOLAU 1
e-mail: caiof.psico@gmail.com
Sandra Leal CALAIS 2
e-mail: sandra.l.calais@unesp.br
Hugo Ferrari CARDOSO 3
e-mail: hugo.cardoso@unesp.br
Como referenciar este artigo:
NICOLAU, C. F. S.; CALAIS, S. L.; CARDOSO, H. F.
Saúde emocional de pais de crianças diagnosticadas com
Transtorno do Espectro Autista: sobrecarga e enfrentamento.
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00,
e024010, 2024. e-ISSN: 2594-8385. DOI:
https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19427
| Submetido em: 28/06/2024
| Revisões requeridas em: 31/10/2024
| Aprovado em: 08/11/2024
| Publicado em: 12/12/2024
Editor:
Prof. Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiro
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Mestre pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” Unesp, Câmpus Bauru, Programa de
Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem, Bauru São Paulo Brasil.
Professora Doutora, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” Unesp, Câmpus Bauru,
Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem, Bauru São Paulo Brasil.
Professor Doutor, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho Unesp, Câmpus Bauru,
Departamento de Psicologia, Programa de s-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem,
Bauru São Paulo Brasil.
Saúde emocional de pais de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista: sobrecarga e enfrentamento
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024010, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19427 2
RESUMO: A saúde emocional de pais de crianças com deficiência tem sido discutida no campo
científico, considerando que no exercício da parentalidade os genitores passam a ser cuidadores
informais ao atuar na rotina dos filhos com necessidade de cuidados especializados. Sem formação na
área da saúde, realizam os cuidados de higiene, alimentação, locomoção, administram medicações,
formam o elo com a equipe formal de saúde e oferecem suporte emocional para a pessoa cuidada. Nos
cuidados da criança diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), as adversidades se
relacionam as diferentes apresentações clínicas deste transtorno do neurodesenvolvimento,
caracterizado por atrasos em variados marcadores do desenvolvimento geralmente percebidos nos
primeiros quatro anos de vida. Para além das dificuldades dos filhos, os responsáveis podem enfrentar
desafios pessoais como estresse, redução da qualidade de vida, ansiedade e depressão. O objetivo desta
pesquisa foi investigar as estratégias de enfrentamento, a classificação de sobrecarga e a prevalência de
ansiedade, depressão e estresse percebido em pais de crianças diagnosticadas com TEA. Foi realizado
um survey transversal com amostra por conveniência com 50 participantes, cuidadores primários de
crianças com idade até 11 anos e 11 meses com o diagnóstico de TEA. Os instrumentos utilizados foram:
Questionário Sociodemográfico, Escala Cognitiva de Ansiedade, Escala Baptista de Depressão Versão
Adulto, Escala de Estresse Percebido, Inventário de Estratégias de Coping e Inventário de Sobrecarga
de Zarit. Os resultados apontam para correlações fortes e positivas entre as variáveis de ansiedade e
depressão, bem como entre sobrecarga e depressão. No que tange à relação entre o fator de intolerância
a vulnerabilidade de ansiedade cognitiva e depressão também se observou, correlação negativa. As
estratégias de enfrentamento mais utilizadas foram as de aceitação de responsabilidade e reavaliação
positiva. Concluiu-se que houve prevalência de sobrecarga moderada à severa entre os participantes,
principalmente entre as mães, e que as estratégias de enfrentamento utilizadas podem ter sido funcionais
para a estabilidade da saúde emocional, especificamente para as variáveis de estresse e depressão.
PALAVRAS-CHAVE: Ajustamento emocional. Cuidadores. Coping. Autismo. Sobrecarga.
RESUMEN: La salud emocional de los padres de niños con discapacidad ha sido discutida en el ámbito
científico, considerando que en el ejercicio de la paternidad, los padres se convierten en cuidadores
informales al actuar en la rutina de sus hijos necesitados de cuidados especializados. Sin formación en
el área de salud, realizan cuidados de higiene, alimentación y movilidad, administran medicamentos,
forman vínculo con el equipo formal de salud y ofrecen apoyo emocional a la persona atendida. En la
atención a niños diagnosticados con Trastorno del Espectro Autista (TEA), las adversidades están
relacionadas con las diferentes presentaciones clínicas de este trastorno del neurodesarrollo,
caracterizado por retrasos en diversos marcadores del desarrollo que generalmente se notan en los
primeros cuatro años de vida. Además de las dificultades de los niños, los responsables pueden
enfrentar desafíos personales como estrés, reducción de la calidad de vida, ansiedad y depresión. El
objetivo de esta investigación fue investigar las estrategias de afrontamiento, la clasificación de la
sobrecarga y la prevalencia de ansiedad, depresión y estrés percibido en padres de niños
diagnosticados con TEA. Se realizó una encuesta transversal con una muestra por conveniencia con 50
participantes, cuidadores principales de niños de hasta 11 años y 11 meses diagnosticados con TEA.
Los instrumentos utilizados fueron: Cuestionario Sociodemográfico, Escala de Ansiedad Cognitiva,
Escala de Depresión Baptista Versión Adulto, Escala de Estrés Percibido, Inventario de Estrategias
de Afrontamiento e Inventario de Sobrecarga de Zarit. Los resultados apuntan a correlaciones fuertes
y positivas entre las variables de ansiedad y depresión, así como entre sobrecarga y depresión. En
cuanto a la relación entre el factor intolerancia, la vulnerabilidad a la ansiedad cognitiva y la
depresión, también se observó una correlación negativa. Las estrategias de afrontamiento más
utilizadas aceptación de la responsabilidad y la reevaluación positiva. Se concluyó que hubo
prevalencia de sobrecarga moderada a severa entre los participantes, especialmente entre las madres,
y que las estrategias de afrontamiento utilizadas pudieron haber sido funcionales para la estabilidad
de la salud emocional, específicamente para las variables estrés y depresión.
PALABRAS CLAVE: Ajuste emocional. Cuidadores. Afrontamiento. Autismo. Sobrecarga.
Caio Fernando Souza Nicolau, Sandra Leal Calais e Hugo Ferrari Cardoso
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ABSTRACT: The emotional health of parents of children with a disability has been widely discussed in
the scientific field, considering that in the exercise of parenthood, the genitors are informal caregivers
when taking action in the children's routine with special needs. Even without education in the health
field, they perform hygiene care, feed, locomotion, administer medications, form a link with the formal
health team, and offer emotional support to the cared person. In the care of children diagnosed with
Autism Spectrum Disorder (ASD), the adversities are related to the different clinical presentations of
this neurodevelopmental disorder, development markers generally perceived in the first four years of
life. In addition to the children's difficulties, the caregivers can face personal challenges with stress,
reduction in quality of life, anxiety, and depression. The objective of this research was to investigate the
coping strategies, the classification of overload, and the prevalence of anxiety, depression, and stress
noticed in parents of children diagnosed with ASD. We conducted a cross-sectional survey with a
convenience sample of 50 participants, primary caregivers of children who are up to 11 years old and
11 months old with the diagnosis of ASD. The instruments used were: Sociodemographic Questionnaire,
Cognitive Anxiety Scale, Baptista Depression Scale Adult Version, Perceived Stress Scale, Coping
Strategies Inventory, and Zarit Overload Inventory. The results point to strong and positive correlations
between the variables of anxiety and depression, as well as between overload and depression. Regarding
the relationship between the intolerance factor, vulnerability to cognitive anxiety, and depression, a
negative correlation was also observed. The most used coping strategies were acceptance of
responsibility and positive reappraisal. We concluded there was a high prevalence of a moderate to
severe overload among participants, especially among mothers, and that the coping strategies used may
have been functional for the stability of emotional health, specifically for the variables of stress and
depression.
KEYWORDS: Emotional adjustment. Caregivers. Coping. Autism. Overload.
Introdução
O TEA é classificado como um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por
atrasos no desenvolvimento geralmente percebidos nos quatro primeiros anos de vida da
criança, envolvendo prejuízos funcionais nos âmbitos pessoal, social e acadêmico.
Especificamente, déficits na comunicação, na interação pessoal e presença de padrões
restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, de acordo com a American
Psychyatric Association (APA, 2023).
Em levantamento feito pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Maenner
et al. (2023) apontam que, em 2020, uma a cada 36 crianças norte-americanas com oito anos
preenchiam critérios diagnósticos para TEA. Este dado evidencia a grande prevalência desta
condição do neurodesenvolvimento, na qual é possível destacar que muitos cuidadores podem
estar envolvidos na assistência às crianças.
Gaiato et al. (2022), em estudo com pais de crianças com TEA, expõem que as
especificidades do diagnóstico, o tipo de tratamento e o conhecimento dos pais sobre esta
condição podem influenciar na forma como lidam com os desafios desde o diagnóstico até o
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seguimento das intervenções. Os autores destacam que as dificuldades relacionadas à aceitação
do diagnóstico também podem gerar impacto significativo, quando associadas à falta de
informação e pouco acesso a profissionais especializados para atendimento, orientação e
acolhimento, considerando as repercussões psicológicas e o impacto do diagnóstico na família.
Em pesquisa com pais de crianças com e sem TEA, no período da pandemia da COVID-
19, Silva et al. (2021) mensuraram que o grupo clínico (pais de crianças com TEA) apresentou
maiores níveis de ansiedade, depressão e estresse. Os maiores níveis de sinais de psicopatologia
estavam também associados à menor renda, ser solteiro, não ter rede de apoio percebida e
maiores níveis de estresse para aqueles que acompanhavam os filhos em mais de três atividades
diárias. Apesar dos importantes achados em pais de crianças com TEA, os autores afirmam que
o grupo não-clínico também apresentou elevados níveis de ansiedade, depressão e estresse, o
que evidencia a vulnerabilidade da saúde emocional dos pais de crianças em geral,
possivelmente por conta da extensa rotina de cuidados.
A pandemia da COVID-19 pode se relacionar aos aspectos negativos da saúde
emocional de pais de crianças com TEA, devido ao prejuízo que o isolamento social trouxe às
crianças. Gaiato, Silveira e Zotesso (2022) discutiram que as alterações de comportamento se
relacionam com a mudança abrupta na rotina, devido à pausa das intervenções terapêuticas, o
que gerou desregulações em muitas crianças, evidenciando retrocesso no desenvolvimento
comportamental. Estes fatores podem se relacionar com a sobrecarga dos pais ao longo da rotina
de cuidados com as crianças, especificamente no período em que estiveram sem as intervenções
necessárias.
Em estudo recente, Vilanova et al. (2022) apontam que, em muitos casos, os cuidados
da criança com TEA ficam sob a responsabilidade da mãe, o que implica em maiores níveis de
sobrecarga para a genitora. Nessa direção, a presença física do pai não demonstra resultados
diferentes, devido ao fato de ser pouco participativo nas tarefas cotidianas com os filhos,
fenômeno que as autoras chamam de “ato solitário de cuidar”. De forma semelhante, no estudo
de Dias (2017) foi exposto que os cuidados são majoritariamente realizados pelas mães, mesmo
que esta esteja casada. Neste estudo, a autora concluiu que as mães vivenciam níveis moderados
de sobrecarga.
Questões sobre o tempo que o cuidador tem para si e a sensação de que poderia fazer
mais pelo indivíduo cuidado são constantes nesse público de mães (em geral, que se configuram
como as principais cuidadoras) de crianças com diagnóstico de TEA. Barreto (2020) definiu
esta condição como fator de risco para a saúde mental de mães de crianças com TEA,
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especificamente para aquelas que estão em situação de vulnerabilidade social. A autora
apresentou que 38,9% das participantes do estudo estavam em sobrecarga moderada e 44,4%
com moderada a severa.
Este estresse prejudica a relação parental e influencia negativamente o desenvolvimento
infantil (Brito; Faro, 2017). Problemas de comportamento, bem-estar infantil, práticas
educativas parentais negativas, problemas de saúde ou desenvolvimento atípico podem estar
associados ao fenômeno do estresse parental (Brito, 2016). Segeren (2015) notou que
maiores índices de estresse em grupos de pais de crianças com TEA, se comparados aos de
crianças sem o diagnóstico. Neste estudo, a autora também conferiu os índices de estresse dos
pais quanto a comunicação oral de seus filhos ou a não verbalização, concluindo que a
comunicação, qualquer que fosse, não trazia diferenças nos níveis de estresse.
A percepção do estresse também foi aferida em amostra de pais de crianças com TEA
na Malásia, na qual a pontuação média total de estresse percebido foi considerada superior à
média. O maior índice de estresse percebido ocorreu entre cuidadores que moram longe da
instituição de saúde, não possuem transporte para levar a criança ao centro de tratamento e que
têm uma criança com TEA com dificuldade específica de aprendizagem (Nik Adib et al., 2019).
Christmann (2017), em estudo com mães de crianças com TEA, utilizando o ISSL,
identificou a presença de sintomas de estresse em 84,6% das participantes da pesquisa. Destes,
86,7% estavam na fase de resistência, com sintomas predominantemente psicológicos, o que
alerta sobre a saúde emocional das cuidadoras primárias.
Em uma amostra de pais italianos, Operto et al. (2021) identificaram que o estresse
parental está relacionado com a maior quantidade e gravidade dos sintomas de TEA percebidos
na criança. Variáveis como a idade avançada da criança e um baixo repertório de
comportamentos adaptativos em socialização e comunicação também se associam ao aumento
do estresse parental, além de agravarem as dificuldades na relação pais-filhos.
Al-Farsi et al. (2016) concluíram que há índices significativos de estresse associados à
ansiedade e depressão em pais de crianças com TEA no Omã. Essa condição caracteriza um
estado psicológico adverso, desenvolvido no cotidiano dos cuidados com a criança, em que as
necessidades psicossociais não são atendidas devido à vulnerabilidade social.
De acordo com o Ministério da Saúde (2020) a prevalência de depressão no Brasil está
em torno de 15,5%, sendo considerada um problema médico de alta prevalência na população,
no qual as principais afetadas são as mulheres. Andrade Filho e Dunningham (2019) expõem
que o Brasil é o país com a maior morbidade de depressão na América Latina e a segunda maior
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nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, de acordo com os dados de 2017 da
Organização Mundial de Saúde (OMS).
Sobre os sintomas depressivos, Herrema (2017) em estudo com famílias de adultos
autistas, destaca que membros da família relataram níveis mais elevados de preocupação,
depressão, ansiedade e estresse e pior qualidade de vida, ao cuidar de um parente autista que
tenha outros problemas de saúde mental concomitantes. Este dado destaca o quanto a saúde
emocional dos cuidadores de pessoas com TEA pode ser afetada ao longo do cotidiano de
assistência, considerando os intensos desafios vivenciados.
Sinais clínicos relacionados à depressão também podem ser identificados em mães de
crianças com TEA que têm maiores índices de estresse parental, incluindo déficits cognitivos,
falta de energia, pensamentos sobre a morte, pessimismo, sentimentos de alienação, sintomas
somáticos, perda de interesse e baixas habilidades de autorregulação. Esta condição de humor
e estresse pode relacionar-se ao apoio social insuficiente recebido pelas mães, por parte do
poder público, considerando que a possibilidade do aumento da necessidade parental de
autossuficiência, frente a tantos desafios cotidianos (Baranczuk; Pisula, 2022). Estes desafios
podem somar quadros mistos de sinais e sintomas de depressão e ansiedade.
Dados da OMS (2017) revelam que 9,3% da população brasileira sofre com a ansiedade,
colocando o Brasil como o país com a maior prevalência do mundo. Costa et al. (2019) em um
estudo no município de Pelotas/RS, identificou uma prevalência ainda maior, de 27,4%, em
uma amostra de adultos entre 18 e 35 anos (N = 1.953). Os autores ainda estabeleceram fatores
que podem aumentar a probabilidade de desenvolver ansiedade, sendo eles: ser do sexo
feminino, ter menos anos de estudo, baixo nível socioeconômico, histórico de doenças crônicas,
usuários de tabaco e abusadores de álcool (Costa et al., 2019).
Em quadros clínicos mais complexos, pode ocorrer a sensibilidade à ansiedade, que é
uma alteração neuropsicológica relacionada ao medo de sensações relacionadas à ansiedade.
Nesta condição, intensas preocupações relacionadas às questões somáticas, sociais e
cognitivas da ansiedade (Behenck, 2018). O indivíduo interpreta as situações de ansiedade
como nocivas e catastróficas, com um medo intenso dos sintomas fisiológicos, do descontrole
cognitivo e da percepção de outras pessoas sobre a expressão da possível crise de ansiedade.
Teve-se como objetivo investigar os níveis de sobrecarga e alterações emocionais, bem
como o enfrentamento em pais de crianças diagnosticadas com TEA, incluindo o rastreio dos
índices de ansiedade, depressão e estresse percebido em pais de crianças diagnosticadas com
TEA e sua relação com a sobrecarga. Também foi planejada a identificação das principais
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estratégias de enfrentamento dos participantes e o estabelecimento da possibilidade de relação
entre os resultados obtidos dos instrumentos aos dados sociodemográficos.
Método
Trata-se de um survey transversal com amostra não probabilística e por conveniência,
amparado na abordagem da Análise do Comportamento.
Participantes
Foram convidados a participar da pesquisa, cuidadores primários, pais, de crianças
diagnosticadas com TEA, com idade até 11 anos e 11 meses, na data da participação da
pesquisa. A amostra foi composta por 50 participantes, mães (36), pais (11) e avós (3) de
crianças que frequentavam três clínicas privadas para o tratamento de TEA e outros atrasos do
desenvolvimento em uma cidade no interior do estado de São Paulo. Os critérios de inclusão
foram ser alfabetizado, ter um filho de até 11 anos e 11 meses diagnosticado com TEA,
pertencer a qualquer sexo e qualquer idade. A exclusão foi não ser alfabetizado ou não
preencher todos os instrumentos da pesquisa.
Instrumentos
a) Questionário Sociodemográfico
Foi elaborado para caracterizar os participantes com base nos dados fornecidos em
perguntas gerais sobre idade, profissão, renda, vínculo familiar com a criança com TEA e saúde
geral.
b) Inventário de Estratégias de Coping IEC (Folkman; Lazarus, 1985 adaptado por
Savoia; Santana; Mejias, 1996)
Traduzido e adaptado para o português por Savoia, Santana e Mejias (1996), este
instrumento é utilizado para avaliar como os indivíduos lidam com as demandas internas ou
externas de um evento estressante. É composto por 66 itens que incluem pensamentos e ações,
cuja intensidade é medida por meio de uma escala de 0 (não utiliza) a 3 pontos (utiliza em
grande quantidade). Os itens que compõem o inventário são divididos em oito fatores
classificatórios, os quais correspondem às estratégias de enfrentamento: confronto,
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afastamento, autocontrole, suporte social, aceitação de responsabilidade, fuga e esquiva,
resolução de problemas e reavaliação positiva (Savoia; Santana; Mejias, 1996).
c) Escala de Estresse Percebido EEP-14 (Cohen et al., 1983 adaptado por Luft et al.,
2007)
Trata-se de instrumento que mede o grau no qual os indivíduos percebem as situações
como estressantes. O conteúdo desta escala é composto por 14 itens que não são relacionados
a situações específicas de contexto, o que facilita o uso em diversos grupos etários e culturais.
Cada um dos 14 itens, divididos entre conotações positivas e negativas, tem opções de respostas
entre zero e quatro, que podem apresentar escores de zero a 56.
d) Escala Cognitiva de Ansiedade ECOGA (Baptista et al., 2020)
A ECOGA é um instrumento de autorrelato para adultos de 18 a 65 anos e tem o objetivo
de mensurar o grau de concordância com crenças distorcidas relacionadas à ansiedade. Antes
dos estudos de análise fatorial, a ECOGA era composta por 73 itens que eram respondidos por
escala Likert de cinco pontos; tais itens foram construídos a partir da Teoria Cognitiva da
Ansiedade.
Após a investigação das propriedades psicométricas da ECOGA (Baptista et al., 2020),
definiu-se a versão final com 31 itens de acordo com o modelo teórico e psicométrico mais
adequado, segundo os autores. Para a investigação do tipo de conteúdo cognitivo, a ECOGA
considera três fatores principais de ansiedade: negativismo/pessimismo, intolerância à
vulnerabilidade e intolerância à incerteza.
e) Escala Baptista de Depressão (Versão Adulto) EBADEP-A (Baptista, 2012;
Baptista; Gomes; Carneiro, 2013)
A EBADEP-A tem como objetivo avaliar a intensidade de indicadores de depressão em
adultos. Entretanto, estudos posteriores indicaram que a escala capta corretamente a maioria
dos sintomas depressivos, podendo ser utilizada também para o diagnóstico de depressão. A
escala é constituída por 90 frases que são apresentadas em pares, formando 45 itens. Cada item
apresenta uma frase positiva e outra negativa, indicando a sintomatologia em cada um dos itens.
A estrutura é em formato Likert de quatro pontos, entre zero e três; a pontuação geral é de no
mínimo zero e máximo de 135 pontos. Na interpretação, considera-se que quanto menor a
pontuação, menor sintomatologia de depressão.
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f) Inventário de Sobrecarga de Zarit ZBI (Zarit et al., 1985 adaptado por Taub et al.,
2004)
A ZBI é composta por 22 itens em uma escala de 0 a 4, de acordo com a presença ou
intensidade de uma resposta afirmativa, relacionada a situações de possível sobrecarga no
cuidado de um indivíduo com transtorno mental. As perguntas referem-se à relação do cuidador
com o paciente, o estado de saúde do cuidador, aspectos psicológicos, bem-estar, finanças e
vida social. A sobrecarga do cuidador é avaliada pelo escore total obtido na soma dos pontos
em cada uma das perguntas.
Procedimento
Realizou-se uma abordagem pessoal para o convite de participação na pesquisa, que foi
realizada nas dependências das clínicas, em espaço reservado para o preenchimento dos
instrumentos. Optou-se também por agendar a participação presencial via mensagens de texto,
enviadas pelas secretárias das clínicas. Com a anuência dos participantes, a coleta de dados
ocorreu com data e hora marcada; enquanto as crianças estavam em terapia, os pais
voluntariamente participavam da coleta de dados.
Foram respeitados os procedimentos éticos para pesquisa com seres humanos,
conforme Resolução CNS n.º 466/12, e a Lei de Proteção aos Dados, na qual é expresso que os
dados são tratados com padrões profissionais de sigilo, utilizando as informações somente para
os fins acadêmicos e científicos. O estudo foi previamente avaliado pelo Comitê de Ética em
Pesquisa da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista - UNESP campus Bauru,
CAAE: 58954822.4.0000.5398. Parecer n.º 5.501.512.
Foram necessários dois dias para a coleta de dados, sendo que no primeiro os
participantes realizaram a leitura e a assinatura de concordância do Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido (TCLE), junto ao aplicador; em seguida, tiveram acesso ao Questionário
Sociodemográfico, à Escala de Estresse Percebido e ao Inventário de Estratégias de Coping,
para preenchimento também com orientações. No segundo dia foram aplicadas a Escala
Cognitiva de Ansiedade, a Escala Baptista de Depressão Versão Adulto e o Inventário de
Sobrecarga de Zarit para o qual foram instruídos a pensarem no filho com TEA ao respondê-
lo. O tempo de coleta foi de aproximadamente 60 minutos, em cada um dos dias.
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Análise de dados
Os dados foram analisados utilizando análise estatística não paramétrica, empregando o
software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 24.0, com nível de
significância de 5%. Os testes de normalidade Kolmogorov-Smirnov e Shapiro-Wilk indicaram
uma distribuição não normal (p < 0,05), o que justificou a utilização de testes inferenciais não
paramétricos.
Para verificar a relação entre as variáveis de sintomatologia depressiva, ansiedade e
estresse percebido com a sobrecarga, o enfrentamento e os dados sociodemográficos, foram
utilizados a Correlação de Spearman (Blair; Taylor, 2013). O teste de Kruskall-Wallis foi
utilizado para análise de variância, a fim comparar três ou mais grupos e o teste de Mann-
Whitney com a finalidade de comparar os resultados dos instrumentos aplicados em até dois
grupos diferentes.
Resultados
No que tange às médias em relação aos dados sociodemográficos dos participantes, a
idade foi de 38 anos (DP=5,97), dois filhos, sendo que as crianças diagnosticadas com TEA
tinham, em média, quatro anos (DP=1,30). Acerca do gênero, 78% são mulheres e 22% homens.
A maior parte declarou-se casado (92%), os solteiros (4%) representam a menor parte, assim
como os divorciados (4%). As mães somaram 72% dos participantes, os pais 22% e as avós
6%.
Quanto à renda familiar, 44,12% declararam de três a cinco salários-mínimos, 35,29%
superior a cinco salários-mínimos e 20,59% até três salários-mínimos. Todos declararam ter
veículo próprio e plano de saúde. Sobre a religião, 90% afirmaram que eram praticantes. Nos
dados sobre bem-estar e qualidade de vida, 66% não praticavam atividades físicas; 98% não
praticavam meditação, 92% declararam-se não fumantes e 70% relataram não consumir álcool.
Em saúde geral, 82% não apresentavam doenças crônicas e 64% não faziam uso contínuo de
medicamentos.
A escolaridade dos participantes é distribuída da seguinte forma: 52% possuem ensino
médio completo e 48% têm ensino superior completo. Em relação ao histórico de saúde mental,
76% não declararam ter diagnóstico médico de transtornos emocionais. Destaca-se o nível de
suporte da criança com TEA como um marcador importante, sendo que 50% dos cuidadores
relatam que a criança se enquadra no nível dois de suporte, o que implica em crianças não-orais
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e/ou com necessidades complexas de comunicação. Além disso, 48% dos cuidadores cuidam
de uma criança no nível um de suporte, e 2% cuidam de uma criança no nível três de suporte.
A seguir, apresenta-se a distribuição de frequência dos resultados dos instrumentos EBADEP-
A, ECOGA e EEP, utilizados para avaliar a sintomatologia depressiva, a ansiedade e o estresse
percebido, respectivamente.
Tabela 1 Prevalência de depressão, ansiedade e estresse nos pais e avós da amostra
pesquisada (N=50)
Instrumento
Pontuação média
Mãe
Pai
Avó
EBADEP-A
44,14
35,45
43,00
ECOGA Geral
62,30
52,27
56,66
ECOGA F1
Negativismo/Pessimismo
14,55
12,81
13,00
ECOGA F2
Intolerância à vulnerabilidade
30,66
23,45
24,66
ECOGA F3
Intolerância à incerteza
17,03
16,00
19,00
EEP - Geral
29,58
28,45
19,66
Fonte: Elaborada pelos autores.
A média de pontuação na EBADEP-A, de acordo com o manual técnico do instrumento,
classifica a amostra com sintomatologia depressiva mínima. A prevalência de ansiedade
(ECOGA) apresenta que os participantes tiveram o fator de intolerância à vulnerabilidade como
predominante no período da coleta de dados. As mães apresentaram pontuações gerais de
ansiedade de até 10 pontos acima dos obtidos pelos pais. De acordo com a EEP, os participantes
não se percebem como indivíduos estressados, dado que é expresso pela pontuação média para
todos os tipos de vínculo dos participantes com a criança diagnosticada com TEA (mãe, pai ou
avó), considerando as instruções de classificação do instrumento.
A Tabela 2 apresenta a prevalência de sobrecarga nos participantes, considerando as
quatro possibilidades de classificação da ZBI e os três tipos de vínculo com a criança
diagnosticada com TEA. O percentual de sobrecarga também é apresentado de acordo com a
soma da frequência de classificação dos participantes em cada um dos vínculos.
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Tabela 2 Prevalência e classificação de sobrecarga nas mães, pais e avós, de acordo com o
Inventário de Sobrecarga de Zarit ZBI (N = 50)
Classificação ZBI
Fr. de classificação de acordo com o vínculo
%
Mãe
Pai
Avó
Ausência
9
3
1
26
Moderada
14
5
2
42
Moderada à severa
11
3
0
28
Severa
2
0
0
4
Fonte: Elaborada pelos autores.
A soma das porcentagens das três classificações de sobrecarga moderada a severa da
ZBI demonstra que 74% dos participantes relatam níveis significativos de sobrecarga,
considerando os três possíveis vínculos com a criança com TEA: mãe, pai ou avó. Mais de 50%
dos participantes, quando agrupados por vínculo, também apresentam níveis significativos de
sobrecarga moderada a severa.
A Tabela 3 apresenta a pontuação média dos participantes na ZBI, separada por vínculo
com a criança, com a correção realizada conforme o sugerido pelos autores no processo de
adaptação do instrumento. Ao analisar a média de pontos, é possível observar o vel de
sobrecarga em cada um dos grupos de participantes.
Tabela 3 Pontuação média (M) e desvio padrão (DP) das mães, pais e avós no Inventário de
Sobrecarga de Zarit ZBI (N = 50)
Mãe
Pai
Avó
Pontuação
ZBI
M
DP
M
DP
M
DP
34,19
15,13
29,82
14,24
27,00
11,00
Fonte: Elaborada pelos autores.
Nota-se que as mães têm uma média de pontos maior na ZBI (M = 34,19), se comparadas
aos pais (M = 29,82) e avós (M = 27,00). Esse dado expressa que no grupo de cuidadores, as
mães podem vivenciar maior sobrecarga nos processos de cuidado com as crianças com TEA.
De acordo com as normas para correção da ZBI, valores entre 21 e 40 pontos indicam
sobrecarga moderada, classificação que pode ser considerada para os três grupos de
participantes se separados por vínculo com a criança ou analisando a amostra de forma geral.
Ainda investigando a prevalência de sobrecarga nos cuidadores separados por grupos,
foi contabilizada a pontuação média dos participantes na ZBI quando divididos pelo indicador
sociodemográfico de renda. Optou-se por selecionar esta variável, devido à significância que
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ela teve em estudos anteriores encontrados nas bases de dados, a fim de realizar comparações
entre as pesquisas anteriores e está.
A Figura 1 apresenta as principais estratégias de enfrentamento utilizadas pelos
participantes, que foram relatadas com o uso do Inventário de Estratégias de Coping (IEC). Para
correção, considerou-se a frequência de respostas para o uso das estratégias listadas no
instrumento. Em respostas assinaladas entre “0” e “1”, considerou-se “não”; para respostas
marcadas entre “2” e “3”, considerou-se “sim”. A frequência apresentada na Figura 1 foi
descrita apenas para as respostas classificadas como “sim”.
Figura 1 Gráfico com a média das principais estratégias de enfrentamento utilizadas pelos
pais e avós de acordo com o IEC
Fonte: Elaborada pelos autores.
Ao analisar a Figura 1, é possível compreender que de acordo com os dados coletados
com o IEC, as maiores pontuações médias para o uso das estratégias de enfrentamento foram
para os itens relacionados à “Aceitação de responsabilidade” e “Reavaliação positiva”. Para
aceitação de responsabilidade, o IEC enumera os seguintes itens: me critiquei, me repreendi;
desculpei ou fiz alguma coisa para repor os danos; compreendi que o problema foi provocado
por mim; busquei nas experiências passadas uma situação similar; prometi a mim mesmo que
as coisas serão diferentes na próxima vez; encontrei algumas soluções diferentes para o
problema; analisei mentalmente o que fazer e o que dizer. E para a reavaliação positiva, o
inventário define os itens: me inspirou a fazer algo criativo; mudei ou cresci como pessoa de
uma maneira positiva; saí da experiência melhor do que eu esperava; encontrei novas crenças;
redescobri o que é importante na vida; modifiquei aspectos da situação para que tudo desse
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certo no final; mudei alguma coisa em mim, me modifiquei de alguma forma; rezei; pensei em
uma pessoa que admiro e em como ela resolveria a situação e a tomei como modelo (Folkman;
Lazarus, 1985 adaptado por Savoia; Santana; Mejias, 1996).
Para as estratégias de enfrentamento relacionadas ao confronto, é possível destacar a
média de pontuação nos itens do IEC separadas de acordo com o nível de suporte da criança:
Nível 1 (M = 21,02), Nível 2 (M = 28,82) e Nível 3 (M = 50,00). É importante considerar que
estas estratégias têm como itens as seguintes afirmações: tentei encontrar a pessoa responsável
para mudar suas ideias; mostrei a raiva que sentia para as pessoas que causaram o problema; de
alguma forma extravasei meus sentimentos; enfrentei como um grande desafio; fiz algo muito
arriscado, procurei fugir das pessoas em geral e descontei minha raiva em outra pessoa.
A Tabela 4 apresenta a correlação entre as variáveis de sobrecarga, depressão, ansiedade
e estresse percebido nos participantes, de acordo com o teste de correlação de Spearman. Esta
análise buscou evidenciar possíveis associações entre sobrecarga com os indicadores de saúde
emocional.
Tabela 4 Correlação entre sobrecarga, depressão, ansiedade e estresse percebido nos
participantes da pesquisa (N = 50)
Depressão
Ansiedade
Geral
Ansiedade
Neg/pessim.
Ansiedade
Intol. Vul.
Estresse
percebido
Sobrecarga
0,89**
0,64**
0,54**
0,61**
0,65**
Depressão
1
0,75**
0,66**
0,70**
0,67**
Ansiedade geral
1
0,77**
0,89**
0,59**
Estresse percebido
1
** Força da magnitude da correlação.
Fonte: Elaborada pelos autores.
De acordo com o teste de correlação de Spearman, observou-se uma forte correlação
(acima de 0,69) entre as variáveis de sobrecarga, depressão, ansiedade geral e o fator de
intolerância à vulnerabilidade. Verificou-se que, quanto menor a sobrecarga, menor a
pontuação para depressão; da mesma forma, quanto menor a pontuação para depressão,
menores foram as pontuações para ansiedade geral e para o fator de intolerância à
vulnerabilidade. O fator de ansiedade “intolerância à vulnerabilidade” também se correlacionou
com menores pontuações para depressão.
Houve uma correlação moderada (entre 0,40 e 0,69) entre as variáveis de sobrecarga,
ansiedade geral, intolerância à vulnerabilidade, estresse percebido, negativismo-pessimismo e
depressão. Quanto menor a pontuação para sobrecarga, menores foram as pontuações para
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ansiedade geral, para o fator de ansiedade “intolerância à vulnerabilidade” e para estresse
percebido. Em relação à depressão, quanto menores as pontuações para essa condição, menores
foram as pontuações para o fator de ansiedade “negativismo/pessimismo” e para estresse
percebido.
Quanto a possíveis diferenças de médias de respostas entre grupos, apenas a variável
escolaridade evidenciou diferenças significativas de médias de respostas entre os grupos. Nesse
sentido, os participantes com ensino superior completo utilizaram mais a resolução de
problemas como estratégia de enfrentamento, quando comparados aos participantes com
escolaridade inferior (ensino superior incompleto e ensino médio completo).
Discussão
A maior parte da amostra foi composta por indivíduos do sexo feminino que são mães
e avós, as principais responsáveis pelos cuidados cotidianos de crianças diagnosticadas com
TEA. Os pais, do sexo masculino, somaram apenas 22% da amostra, o que confirma que a
prevalência do cuidado ainda está sob maior responsabilidade das mulheres, em conformidade
com o exposto por Vilanova et al. (2022).
Ao analisar os dados sociodemográficos foi possível considerar que quanto menor a
renda dos participantes, maiores os níveis de sobrecarga. E na amostra deste estudo, que foi
composta majoritariamente pelo público feminino, pode-se entender que ser mãe de uma
criança com TEA e ter uma renda menor, inclui a mulher em dois fatores de risco para
desenvolver sobrecarga. Estes fatores complementam os achados de Dias (2017) que refere a
prevalência de sobrecarga moderada nas mães, devido às dificuldades enfrentadas, à rotina de
cuidados, ao impacto do diagnóstico e aos preconceitos vigentes na sociedade. No aspecto das
dificuldades, é possível incluir as diferenças socioeconômicas entre as mães.
Barreto (2020) em estudo sobre a prevalência de sobrecarga em mães de crianças com
TEA, relatou a vulnerabilidade social como fator de risco para sobrecarga, ainda sinalizando
que a maior parte da amostra apresentava sobrecarga severa. No presente estudo, menor
prevalência de sobrecarga severa, possivelmente devido às condições socioeconômicas dos
participantes serem favoráveis: renda média superior a três salários-mínimos, todos com
veículo próprio e os filhos possuem plano de saúde com cobertura das terapias especializadas.
Outro dado sociodemográfico que se destacou, foi o nível de suporte das crianças com
TEA, no qual 50% encontravam-se no nível dois de suporte e 2% no nível três. Desta forma,
entende-se que mais da metade dos pais convive com crianças que têm grandes dificuldades de
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comunicação e interação social. Acerca da comunicação, Segeren (2015) descreveu que as
dificuldades de oralizar e verbalizar não se correlacionaram com os níveis de estresse dos pais,
mas ao comparar com os dados desta pesquisa, evidencia-se que a comunicação falha das
crianças pode ter influenciado nos maiores níveis de sobrecarga dos pais, embora o estresse
também não tenha sido significativo.
Sobre as estratégias de enfrentamento em pais de crianças com TEA, não foi encontrada
informação na literatura anterior. Na amostra deste estudo, houve maior pontuação nas
estratégias de enfrentamento relacionadas à aceitação de responsabilidade e reavaliação
positiva, conforme os itens descritos por Savoia, Santana e Mejias (1996) na tradução do
Inventário de Estratégias de Coping.
De acordo com o modelo de coping de Lazarus e Folkman (1984), os itens das
estratégias usadas pelos participantes, podem incluir a aceitação de responsabilidade como um
enfrentamento voltado para o problema e a reavaliação positiva voltada para as emoções do
respondente. Desta forma, pode-se compreender que os participantes podem agir em busca da
resolução dos problemas relacionados aos filhos com TEA, mas que também consideram a
própria estabilidade emocional e afetiva, o que pode direcioná-los para duas variáveis de
estresse: suas próprias dificuldades e as dificuldades dos filhos.
Uma importante diferença notada com a análise sociodemográfica, foi a de que os pais
com ensino superior completo utilizam mais estratégias de resolução de problemas. Isto pode
colocá-los em uma posição de maior risco para o desenvolvimento do estresse, considerando
que ficam focados no problema e nas possibilidades de resolvê-lo.
Mesmo com o fator de risco para o desenvolvimento de estresse, os participantes não
obtiveram altas pontuações para estresse percebido. Este dado difere da proposição de Brito
(2016) que destacou o desenvolvimento atípico como um dos fatores para o desenvolvimento
de estresse nos pais. Com o uso do mesmo instrumento utilizado nesta pesquisa, os achados
também diferem do que foi analisado por Nik Adib et al. (2019) na Malásia, onde houve altas
pontuações de estresse percebido entre os pais de crianças com TEA.
Com dados coletados por instrumentos diferentes, outros pesquisadores também
obtiveram respostas divergentes às analisadas por este estudo, como a pesquisa feita por
Christmann (2017) usando o ISSL, Operto et al. (2021) com o Inventário de Estresse Parental
e Al-farsi et al. (2016) usando a DASS-21. Há possibilidade de as estratégias de enfrentamento
dos pais deste estudo terem sido suficientes para não tornar crônico o estado de estresse ao
longo do cotidiano de cuidado com os filhos, ou ainda, isto não ter acontecido por conta da
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pouca idade das crianças. Talvez, quando estiverem maiores e se o tratamento o tiver
apresentado resultados relevantes para a recuperação de atrasos no desenvolvimento, a condição
de estresse possa se tornar crônica.
Herrema (2017) expôs que o desenvolvimento atípico do indivíduo com TEA pode gerar
impactos na saúde emocional dos pais, especificamente quando a condição do
neurodesenvolvimento se soma a outros quadros clínicos. Os pais podem apresentar maior
prevalência de depressão com os filhos adultos. Os dados obtidos pela presente pesquisa,
realizada com pais de crianças, apresentam que os participantes tiveram pontuações
equivalentes à sintomatologia depressiva mínima ou até mesmo sem sintomatologia depressiva.
A ausência de depressão nos participantes contrasta com a norma relatada pelo
Ministério da Saúde (2020), que indicou alta prevalência de depressão na população brasileira
em geral. Também diverge do que foi exposto por Andrade Filho e Duningham (2019), que
afirmaram que, em 2017, o Brasil possuía a maior taxa de morbidade por depressão da América
Latina. É importante destacar que, mesmo diante de uma condição específica de sobrecarga, os
participantes mantiveram a ausência de sintomatologia depressiva. Mais uma vez, é possível
associar a condição financeira regular da amostra à baixa prevalência de transtornos e outras
condições emocionais, sugerindo que uma boa condição socioeconômica pode atuar como um
fator de proteção contra transtornos emocionais em pais de crianças com TEA. Esse resultado
corrobora com o que Silva et al. (2021) descrevem, ao apontarem que condições
socioeconômicas desfavoráveis são fatores de risco para o desenvolvimento de psicopatologias,
assim como ser solteiro e não ter uma rede de apoio percebida.
A maior parte dos participantes da pesquisa relatou estar casado, o que pode constituir
uma rede de apoio consistente e que suporte no cotidiano com a criança. Este dado corrobora
com o que foi encontrado por Baranczuk e Pisula (2022), sobre o apoio social se relacionar com
a prevalência de condições emocionais, como a depressão e o estresse parental, em mães de
crianças com TEA.
Situações inesperadas, como a que foi vivida na pandemia da COVID-19, também
podem ser um importante fator para o aumento das taxas de depressão, ansiedade e estresse em
pais de crianças com TEA, o que foi discutido por Silva et al. (2021). Gaiato, Silveira e Zotesso
(2022) explicaram sobre os desafios com as crianças com TEA na pandemia, o que reforça a
hipótese de piores condições de saúde emocional dos pais neste período. Como este estudo foi
realizado no período final das crises sanitárias envolvendo a COVID-19, pode ter justificado a
baixa prevalência de sintomatologia depressiva nos participantes.
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A baixa prevalência de depressão na amostra, observada por meio do teste de correlação,
indica uma forte relação entre os níveis de sobrecarga e a pontuação no instrumento utilizado
para aferir a sintomatologia depressiva, sugerindo uma possível associação entre sobrecarga e
depressão nos indivíduos. Nesse contexto, quanto menor a pontuação para depressão, menores
também as pontuações na escala de sobrecarga. Essa relação também foi observada entre a
sintomatologia depressiva e as pontuações para ansiedade geral.
Quanto aos achados sobre ansiedade, é possível afirmar que, quanto menor a
sintomatologia depressiva, menor a probabilidade de o indivíduo apresentar sintomas de
ansiedade, especificamente nos componentes cognitivos de negativismo/pessimismo e
intolerância à vulnerabilidade. Behenck (2018) destaca os fatores cognitivos da ansiedade, que
foram abordados de forma específica neste trabalho, com o uso da escala desenvolvida por
Baptista et al. (2020), a ECOGA.
As maiores pontuações nos itens relacionados ao negativismo/pessimismo
sugerem que o indivíduo pode realizar avaliações catastróficas e pessimistas sobre si mesmo e
sobre os acontecimentos. Dessa forma, é comum que avalie as situações como mais
ameaçadoras e negativas do que realmente são, percebendo-se como incapaz de enfrentá-las.
De acordo com os autores da ECOGA, ao vivenciar a intolerância à vulnerabilidade, as pessoas
podem interpretar que estar vulnerável significa ser fraco, frágil ou incapaz de funcionar de
forma eficaz (Baptista et al., 2020). Assim, tendem a regular suas emoções evitando falar ou
pensar em situações que possam deixá-las ansiosas, recorrendo à distração e ao distanciamento
emocional.
Ambos os fatores podem ser prejudiciais para pais que vivenciam a rotina de cuidados
com crianças com TEA, considerando que o cotidiano envolve diversos imprevistos, consultas
com profissionais da saúde, comorbidades diagnósticas e a constante incerteza quanto ao
desenvolvimento dos filhos, limitando as perspectivas de futuro.
A preocupação excessiva e a busca por segurança não são exclusivas da amostra desta
pesquisa. Conforme apresentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2017), a
população brasileira apresenta a maior prevalência de ansiedade do mundo. Esse dado é
corroborado por Costa et al. (2019), em levantamento realizado com a população adulta de
Pelotas (RS).
Situações adversas também podem ser fatores desencadeantes de ansiedade nos pais,
como os entraves com os planos de saúde. Muitas operadoras impõem burocracias excessivas
para oferecer a cobertura total do tratamento para o TEA e, frequentemente, não oferecem o
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serviço especializado adequado, como as terapias baseadas na ciência ABA, o que se torna uma
queixa dos pais. Além da ansiedade, o cuidador pode sentir-se impotente frente a este desafio,
aumentando o risco para estresse e sobrecarga.
Os baixos escores para depressão e estresse, evidenciam pouco comprometimento da
saúde emocional dos participantes, possivelmente devido às condições socioeconômicas
favoráveis e, também, por todos serem atendidos por operadoras de planos de saúde, em clínicas
particulares, não dependendo do serviço público. Este dado também pode se relacionar com
desenvolvimento de estratégias de enfrentamento eficazes para lidar com as demandas das
crianças cuidadas pelos participantes.
Este estudo apresenta algumas limitações a serem consideradas, como o recorte social e
econômico dos indivíduos. A amostra foi de conveniência, mas com expressivo número de
participantes, considerando a limitada localização, no interior do estado de São Paulo, onde o
estudo foi realizado. Outras pesquisas são sugeridas reaplicando os instrumentos com maior
número de cuidadores, com crianças em atendimento nas instâncias públicas de saúde.
Considerações finais
Neste estudo, constatou-se que ser responsável pelos cuidados primários de uma criança
diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não afetou de forma significativa a
saúde emocional dos cuidadores no período da coleta de dados. Contudo, observou-se uma
prevalência de sobrecarga entre as es. Ao enfrentarem os desafios da rotina de cuidados,
mães, pais e avós desenvolveram estratégias de enfrentamento funcionais, as quais podem ter
contribuído para a estabilidade emocional em relação aos indicadores de estresse e depressão.
Essa consideração foi elaborada com base na análise dos níveis de sobrecarga e das
alterações emocionais dos cuidadores, bem como nas estratégias de enfrentamento utilizadas
em momentos críticos do cotidiano com as crianças. As investigações foram realizadas por
meio do rastreamento da prevalência de ansiedade, depressão e estresse percebido, associando
esses dados aos índices de sobrecarga.
Observou-se que estratégias de enfrentamento, como aceitação de responsabilidade e
reavaliação positiva, foram amplamente empregadas pelos cuidadores, auxiliando-os em
situações desafiadoras. Além disso, destacou-se que condições socioeconômicas favoráveis
atuaram como fatores de proteção importantes para a prevenção de transtornos emocionais.
Saúde emocional de pais de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista: sobrecarga e enfrentamento
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Este estudo contribuiu para as investigações relacionadas à sobrecarga de cuidadores
primários de crianças com TEA, evidenciando também as formas pelas quais eles lidam com a
complexa tarefa de cuidar. A análise das possíveis relações entre diferentes variáveis de saúde
emocional, por meio de diversos instrumentos, amplia o conhecimento sobre a temática e
estabelece bases para futuras pesquisas.
Sugere-se a realização de novos estudos que abordem o mesmo tema e método, mas que
incluam participantes com perfis socioeconômicos diversos, usuários de serviços públicos ou
cuidadores de crianças que não estejam recebendo intervenções adequadas. Ademais, é
essencial aprofundar a investigação sobre os fatores de risco e proteção à saúde emocional dos
pais de crianças com TEA, com o objetivo de promover intervenções preventivas e
psicoeducativas amplamente divulgadas e acessíveis.
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DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19427 24
CRediT Author Statement
Reconhecimentos: agradecemos aos docentes e servidores do Programa de Pós-Graduação
em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem da Unesp campus Bauru pelo suporte
acadêmico.
Financiamento: Não houve.
Conflitos de interesse: Não há.
Aprovação ética: O estudo foi previamente avaliado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da
Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista - UNESP campus Bauru, CAAE:
58954822.4.0000.5398. Parecer nº 5.501.512.
Disponibilidade de dados e material: Não há.
Contribuições dos autores: Caio Fernando Souza Nicolau foi o idealizador do estudo,
redigiu o texto, coletou os dados e realizou as buscas de referencial teórico. Sandra Leal
Calais supervisionou todas as etapas do estudo, redigiu e revisou o texto, contribuiu com a
descrição dos resultados e discussão. Hugo Ferrari Cardoso realizou o tratamento dos dados,
revisou o texto e contribuiu com a descrição dos resultados.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024010, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19427 1
THE EMOTIONAL HEALTH OF PARENTS OF CHILDREN DIAGNOSED WITH
AUTISM SPECTRUM DISORDER: OVERLOAD AND COPING
SAÚDE EMOCIONAL DE PAIS DE CRIANÇAS DIAGNOSTICADAS COM
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: SOBRECARGA E ENFRENTAMENTO
SALUD EMOCIONAL DE PADRES DE NIÑOS DIAGNOSTICADOS CON
TRASTORNO DEL ESPECTRO AUTISTA: SOBRECARGA Y AFRONTAMIENTO
Caio Fernando Souza NICOLAU 1
e-mail: caiof.psico@gmail.com
Sandra Leal CALAIS 2
e-mail: sandra.l.calais@unesp.br
Hugo Ferrari CARDOSO 3
e-mail: hugo.cardoso@unesp.br
How to reference this article:
NICOLAU, C. F. S.; CALAIS, S. L.; CARDOSO, H. F. The
emotional health of parents of children diagnosed with autism
spectrum disorder: overload and coping. Doxa: Rev. Bras.
Psycho. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024010, 2024. e-
ISSN: 2594-8385. DOI:
https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19427
| Submitted: 28/06/2024
| Revisions required: 31/10/2024
| Approved: 08/11/2024
| Published: 12/12/2024
Editor:
Prof. Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiro
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Master's degree from Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Unesp, Câmpus Bauru,
Postgraduate Program in Developmental and Learning Psychology, Bauru - São Paulo - Brazil.
Doctoral degree Professor, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Unesp, Câmpus Bauru,
Graduate Program in Developmental and Learning Psychology, Bauru - São Paulo - Brazil.
Doctoral degree Professor, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Unesp, Câmpus Bauru,
Department of Psychology, Graduate Program in Developmental and Learning Psychology, Bauru - São Paulo -
Brazil.
The emotional health of parents of children diagnosed with autism spectrum disorder: overload and coping
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024010, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19427 2
ABSTRACT: The emotional health of parents of children with a disability has been widely discussed
in the scientific field, considering that in the exercise of parenthood, the genitors are informal caregivers
when taking action in the children's routine with special needs. Even without education in the health
field, they perform hygiene care, feed, locomotion, administer medications, form a link with the formal
health team, and offer emotional support to the cared person. In the care of children diagnosed with
Autism Spectrum Disorder (ASD), the adversities are related to the different clinical presentations of
this neurodevelopmental disorder, development markers generally perceived in the first four years of
life. In addition to the children's difficulties, the caregivers can face personal challenges with stress,
reduction in quality of life, anxiety, and depression. The objective of this research was to investigate the
coping strategies, the classification of overload, and the prevalence of anxiety, depression, and stress
noticed in parents of children diagnosed with ASD. We conducted a cross-sectional survey with a
convenience sample of 50 participants, primary caregivers of children who are up to 11 years old and
11 months old with the diagnosis of ASD. The instruments used were: Sociodemographic Questionnaire,
Cognitive Anxiety Scale, Baptista Depression Scale Adult Version, Perceived Stress Scale, Coping
Strategies Inventory, and Zarit Overload Inventory. The results point to strong and positive correlations
between the variables of anxiety and depression, as well as between overload and depression. Regarding
the relationship between the intolerance factor, vulnerability to cognitive anxiety, and depression, a
negative correlation was also observed. The most used coping strategies were acceptance of
responsibility and positive reappraisal. We concluded there was a high prevalence of a moderate to
severe overload among participants, especially among mothers, and that the coping strategies used may
have been functional for the stability of emotional health, specifically for the variables of stress and
depression.
KEYWORDS: Emotional adjustment. Caregivers. Coping. Autism. Overload.
RESUMO: A saúde emocional de pais de crianças com deficiência tem sido discutida no campo
científico, considerando que no exercício da parentalidade os genitores passam a ser cuidadores
informais ao atuar na rotina dos filhos com necessidade de cuidados especializados. Sem formação na
área da saúde, realizam os cuidados de higiene, alimentação, locomoção, administram medicações,
formam o elo com a equipe formal de saúde e oferecem suporte emocional para a pessoa cuidada. Nos
cuidados da criança diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), as adversidades se
relacionam as diferentes apresentações clínicas deste transtorno do neurodesenvolvimento,
caracterizado por atrasos em variados marcadores do desenvolvimento geralmente percebidos nos
primeiros quatro anos de vida. Para além das dificuldades dos filhos, os responsáveis podem enfrentar
desafios pessoais como estresse, redução da qualidade de vida, ansiedade e depressão. O objetivo desta
pesquisa foi investigar as estratégias de enfrentamento, a classificação de sobrecarga e a prevalência
de ansiedade, depressão e estresse percebido em pais de crianças diagnosticadas com TEA. Foi
realizado um survey transversal com amostra por conveniência com 50 participantes, cuidadores
primários de crianças com idade até 11 anos e 11 meses com o diagnóstico de TEA. Os instrumentos
utilizados foram: Questionário Sociodemográfico, Escala Cognitiva de Ansiedade, Escala Baptista de
Depressão Versão Adulto, Escala de Estresse Percebido, Inventário de Estratégias de Coping e
Inventário de Sobrecarga de Zarit. Os resultados apontam para correlações fortes e positivas entre as
variáveis de ansiedade e depressão, bem como entre sobrecarga e depressão. No que tange à relação
entre o fator de intolerância a vulnerabilidade de ansiedade cognitiva e depressão também se observou,
correlação negativa. As estratégias de enfrentamento mais utilizadas foram as de aceitação de
responsabilidade e reavaliação positiva. Concluiu-se que houve prevalência de sobrecarga moderada
à severa entre os participantes, principalmente entre as mães, e que as estratégias de enfrentamento
utilizadas podem ter sido funcionais para a estabilidade da saúde emocional, especificamente para as
variáveis de estresse e depressão.
PALAVRAS-CHAVE: Ajustamento emocional. Cuidadores. Coping. Autismo. Sobrecarga.
Caio Fernando Souza Nicolau, Sandra Leal Calais and Hugo Ferrari Cardoso
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024010, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19427 3
RESUMEN: La salud emocional de los padres de niños con discapacidad ha sido discutida en el ámbito
científico, considerando que en el ejercicio de la paternidad, los padres se convierten en cuidadores
informales al actuar en la rutina de sus hijos necesitados de cuidados especializados. Sin formación en
el área de salud, realizan cuidados de higiene, alimentación y movilidad, administran medicamentos,
forman vínculo con el equipo formal de salud y ofrecen apoyo emocional a la persona atendida. En la
atención a niños diagnosticados con Trastorno del Espectro Autista (TEA), las adversidades están
relacionadas con las diferentes presentaciones clínicas de este trastorno del neurodesarrollo,
caracterizado por retrasos en diversos marcadores del desarrollo que generalmente se notan en los
primeros cuatro años de vida. Además de las dificultades de los niños, los responsables pueden
enfrentar desafíos personales como estrés, reducción de la calidad de vida, ansiedad y depresión. El
objetivo de esta investigación fue investigar las estrategias de afrontamiento, la clasificación de la
sobrecarga y la prevalencia de ansiedad, depresión y estrés percibido en padres de niños
diagnosticados con TEA. Se realizó una encuesta transversal con una muestra por conveniencia con 50
participantes, cuidadores principales de niños de hasta 11 años y 11 meses diagnosticados con TEA.
Los instrumentos utilizados fueron: Cuestionario Sociodemográfico, Escala de Ansiedad Cognitiva,
Escala de Depresión Baptista Versión Adulto, Escala de Estrés Percibido, Inventario de Estrategias
de Afrontamiento e Inventario de Sobrecarga de Zarit. Los resultados apuntan a correlaciones fuertes
y positivas entre las variables de ansiedad y depresión, así como entre sobrecarga y depresión. En
cuanto a la relación entre el factor intolerancia, la vulnerabilidad a la ansiedad cognitiva y la
depresión, también se observó una correlación negativa. Las estrategias de afrontamiento más
utilizadas aceptación de la responsabilidad y la reevaluación positiva. Se concluyó que hubo
prevalencia de sobrecarga moderada a severa entre los participantes, especialmente entre las madres,
y que las estrategias de afrontamiento utilizadas pudieron haber sido funcionales para la estabilidad
de la salud emocional, específicamente para las variables estrés y depresión.
PALABRAS CLAVE: Ajuste emocional. Cuidadores. Afrontamiento. Autismo. Sobrecarga.
Introduction
ASD is classified as a neurodevelopmental disorder characterized by developmental
delays, usually noticed in the first four years of the child's life, involving functional impairments
in the personal, social, and academic spheres. Specifically, there are deficits in communication,
personal interaction, and the presence of restricted and repetitive patterns of behavior, interests,
or activities, according to the American Psychiatric Association (APA, 2023).
In a survey carried out by the Centers for Disease Control and Prevention (CDC),
Maenner et al. (2023) point out that, in 2020, one in every 36 American children aged eight met
the diagnostic criteria for ASD. This data highlights the high prevalence of this
neurodevelopmental condition, which makes it possible to emphasize that many caregivers may
be involved in assisting children.
Gaiato et al. (2022), in a study with parents of children with ASD, show that the
specifics of the diagnosis, the type of treatment, and the parent's knowledge of the condition
can influence the way they deal with the challenges from diagnosis to follow-up interventions.
The emotional health of parents of children diagnosed with autism spectrum disorder: overload and coping
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024010, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19427 4
The authors point out that difficulties related to accepting the diagnosis can also have a
significant impact when associated with a lack of information and little access to specialized
professionals for care, guidance, and support, considering the psychological repercussions and
the impact of the diagnosis on the family.
In a survey of parents of children with and without ASD, during the COVID-19
pandemic, Silva et al. (2021) measured that the clinical group (parents of children with ASD)
had higher levels of anxiety, depression, and stress. Higher levels of signs of psychopathology
were also associated with lower income, being single, having no perceived support network,
and higher levels of stress for those who accompanied their children on more than three daily
activities. Despite the critical findings in parents of children with ASD, the authors state that
the non-clinical group also showed high levels of anxiety, depression, and stress, which
highlights the vulnerability of the emotional health of parents of children in general, possibly
due to the extensive care routine.
The COVID-19 pandemic may be related to the negative aspects of the emotional health
of parents of children with ASD, due to the damage that social isolation has brought to children.
Gaiato, Silveira, and Zotesso (2022) discussed that behavioral changes are related to the abrupt
change in routine due to the pause in therapeutic interventions, which has generated
deregulations in many children, showing a regression in behavioral development. These factors
may be related to the parents' overload during the childcare routine, specifically during the
period when they were without the necessary interventions.
In a recent study, Vilanova et al. (2022) point out that, in many cases, the care of a child
with ASD is the responsibility of the mother, which implies greater levels of burden for the
mother. In this direction, the physical presence of the father does not show different results, due
to the fact that he is not very participative in daily tasks with the children, a phenomenon that
the authors call the "solitary act of caring". Similarly, the study by Dias (2017) showed that
most care is provided by mothers, even if they are married. In this study, the author concluded
that mothers experience moderate levels of overload.
Questions about the amount of time the caregiver has to themselves and the feeling that
they could do more for the individual being cared for are constant among this group of mothers
(who are usually the main caregivers) of children diagnosed with ASD. Barreto (2020) defined
this condition as a risk factor for the mental health of mothers of children with ASD, specifically
for those who are socially vulnerable. The author found that 38.9% of the study participants
were moderately overloaded, and 44.4% were moderately to severely overloaded.
Caio Fernando Souza Nicolau, Sandra Leal Calais and Hugo Ferrari Cardoso
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024010, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19427 5
This stress damages the parental relationship and negatively influences child
development (Brito; Faro, 2017). Behavioral problems, child well-being, negative parenting
practices, health problems, or atypical development may be associated with the phenomenon of
parental stress (Brito, 2016). Segeren (2015) noted that there are higher levels of stress in groups
of parents of children with ASD, compared to those of children without the diagnosis. In this
study, the author also checked parents' stress levels in relation to their children's oral
communication or non-verbalization, concluding that communication, whatever it was, did not
lead to differences in stress levels.
Perceived stress was also measured in a sample of parents of children with ASD in
Malaysia, in which the average total score of perceived stress was considered higher than
average. The highest rate of perceived stress occurred among caregivers who live far from the
health institution, do not have transportation to take their child to the treatment center, and have
a child with ASD with specific learning difficulties (Nik Adib et al., 2019).
Christmann (2017), in a study with mothers of children with ASD, using the ISSL,
identified the presence of stress symptoms in 84.6% of the participants. Of these, 86.7% were
in the resistance phase, with predominantly psychological symptoms, which warns about the
emotional health of primary caregivers.
In a sample of Italian parents, Operto et al. (2021) identified that parental stress is related
to a greater number and severity of ASD symptoms perceived in the child. Variables such as
the child's advanced age and a low repertoire of adaptive behaviors in socialization and
communication are also associated with increased parental stress, as well as aggravating
difficulties in the parent-child relationship.
Al-Farsi et al. (2016) concluded that there are significant rates of stress associated with
anxiety and depression in parents of children with ASD in Oman. This condition characterizes
an adverse psychological state, developed in the day-to-day care of the child, in which
psychosocial needs are not met due to social vulnerability.
According to the Ministry of Health (2020), the prevalence of depression in Brazil is
around 15.5%, and it is considered a highly prevalent medical problem in the population, in
which the main victims are women. Andrade Filho and Dunningham (2019) state that Brazil is
the country with the highest morbidity of depression in Latin America and the second highest
in the Americas, behind only the United States, according to 2017 data from the World Health
Organization (WHO).
The emotional health of parents of children diagnosed with autism spectrum disorder: overload and coping
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024010, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19427 6
Regarding depressive symptoms, Herrema (2017), in a study with families of autistic
adults, highlights that family members reported higher levels of worry, depression, anxiety,
stress, and poorer quality of life when caring for an autistic relative who has other concomitant
mental health problems. This data highlights the extent to which the emotional health of
caregivers of people with ASD can be affected throughout their daily care, considering the
intense challenges they experience.
Clinical signs related to depression can also be identified in mothers of children with
ASD who have higher levels of parental stress, including cognitive deficits, lack of energy,
thoughts of death, pessimism, feelings of alienation, somatic symptoms, loss of interest, and
low self-regulation skills. This moodiness and stress may be related to the insufficient social
support received by mothers from the public authorities, considering that there is a possibility
of increased parental need for self-sufficiency in the face of so many daily challenges
(Baranczuk; Pisula, 2022). These challenges can add up to mixed signs and symptoms of
depression and anxiety.
WHO data (2017) reveals that 9.3% of the Brazilian population suffers from anxiety,
making Brazil the country with the highest prevalence in the world. Costa et al. (2019), in a
study in the municipality of Pelotas/RS, identified an even higher prevalence of 27.4% in a
sample of adults aged between 18 and 35 (N = 1,953). The authors also established factors that
can increase the likelihood of developing anxiety, namely being female, having fewer years of
schooling, having low socioeconomic status, having a history of chronic diseases, being tobacco
users, and being alcohol abusers (Costa et al., 2019).
In more complex clinical conditions, anxiety sensitivity can occur, which is a
neuropsychological alteration related to fear of anxiety-related sensations. In this condition,
there are intense concerns related to the somatic, social, and cognitive issues of anxiety
(Behenck, 2018). The individual interprets anxiety situations as harmful and catastrophic, with
an intense fear of physiological symptoms, cognitive lack of control, and other people's
perception of the expression of the possible anxiety crisis.
The aim was to investigate the levels of overload and emotional changes, as well as
coping in parents of children diagnosed with ASD, including screening for anxiety, depression,
and perceived stress in parents of children diagnosed with ASD and their relationship with
overload. It was also planned to identify the participants' main coping strategies and establish
the possibility of a relationship between the results obtained from the instruments and
sociodemographic data.
Caio Fernando Souza Nicolau, Sandra Leal Calais and Hugo Ferrari Cardoso
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024010, 2024. e-ISSN: 2594-8385
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Method
Based on the Behavior Analysis approach, this is a cross-sectional survey with a non-
probabilistic convenience sample.
Participants
Primary caregivers and parents of children diagnosed with ASD, aged up to 11 years
and 11 months at the time of participation, were invited to take part in the study. The sample
consisted of 50 participants, mothers (36), fathers (11), and grandparents (3) of children who
attended three private clinics for the treatment of ASD and other developmental delays in a city
in the interior of the state of São Paulo. The inclusion criteria were being literate, having a child
aged up to 11 years and 11 months diagnosed with ASD, and belonging to any gender and any
age. The exclusion criteria were not being literate or not completing all the survey instruments.
Instruments
a) Sociodemographic questionnaire
It was designed to characterize the participants based on the data provided in general
questions about age, profession, income, family ties with the child with ASD, and general
health.
b) Inventory of Coping Strategies - IEC (Folkman; Lazarus, 1985 adapted by Savoia;
Santana; Mejias, 1996)
Translated and adapted into Portuguese by Savoia, Santana, and Mejias (1996), this
instrument is used to assess how individuals deal with the internal or external demands of a
stressful event. It is made up of 66 items that include thoughts and actions, the intensity of
which is measured on a scale of 0 (no use) to 3 points (high use). The items that make up the
inventory are divided into eight classification factors, which correspond to coping strategies:
confrontation, withdrawal, self-control, social support, acceptance of responsibility, escape and
avoidance, problem and positive re-evaluation (Savoia; Santana; Mejias, 1996).
The emotional health of parents of children diagnosed with autism spectrum disorder: overload and coping
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c) Perceived Stress Scale - PSS-14 (Cohen et al., 1983 adapted by Luft et al., 2007)
It is an instrument that measures the degree to which individuals perceive situations as
stressful. The content of this scale is made up of 14 items that are not related to specific
contextual situations, which makes it easy to use in different age and cultural groups. Each of
the 14 items, divided into positive and negative connotations, has answer options between zero
and four, which can have scores from zero to 56.
d) Cognitive Anxiety Scale - ECOGA (Baptista et al., 2020)
The ECOGA is a self-report instrument for adults aged 18 to 65 and aims to measure
the degree of agreement with distorted beliefs related to anxiety. Before the factor analysis
studies, the ECOGA was made up of 73 items, which were answered using a five-point Likert
scale; these items were constructed based on the Cognitive Theory of Anxiety.
After investigating the psychometric properties of ECOGA (Baptista et al., 2020), the
final version with 31 items was defined according to the most appropriate theoretical and
psychometric model, according to the authors. To investigate the type of cognitive content,
ECOGA considers three main anxiety factors: negativism/pessimism, intolerance of
vulnerability, and intolerance of uncertainty.
e) Baptist Depression Scale (Adult Version) - EBADEP-A (Baptista, 2012; Baptista;
Gomes; Carneiro, 2013)
The EBADEP-A aims to assess the intensity of depression indicators in adults.
However, later studies indicated that the scale correctly captures most depressive symptoms
and can also be used to diagnose depression. The scale consists of 90 phrases that are presented
in pairs, forming 45 items. Each item has one positive and one negative phrase, indicating the
symptomatology in each item. The structure is in a four-point Likert format, between zero and
three; the overall score is a minimum of zero and a maximum of 135 points. The lower the
score, the lower the symptoms of depression.
f) Zarit Overload Inventory - ZBI (Zarit et al., 1985 adapted by Taub et al., 2004)
The ZBI is made up of 22 items on a scale of 0 to 4, according to the presence or intensity
of an affirmative response, related to situations of possible overload in the care of an individual
with a mental disorder. The questions refer to the caregiver's relationship with the patient, the
caregiver's state of health, psychological aspects, well-being, finances, and social life.
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Caregiver burden is assessed by the total score obtained from the sum of the points in each of
the questions.
Procedure
We approached them personally to invite them to take part in the survey, which was
carried out on the premises of the clinics, in a space reserved for filling in the instruments. It
was also decided to schedule face-to-face participation via text messages sent by the clinics'
secretaries. With the consent of the participants, data collection took place by appointment;
while the children were in therapy, the parents voluntarily took part in the data collection.
Ethical procedures for research with human beings were respected, in accordance with
CNS Resolution 466/12 and the Data Protection Act, which states that data is treated with
professional standards of confidentiality, using the information only for academic and scientific
purposes. The study was previously evaluated by the Research Ethics Committee of the Faculty
of Sciences of the Sao Paulo State University - UNESP Bauru campus, CAAE:
58954822.4.0000.5398. Opinion No. 5.501.512.
It took two days to collect the data, the first of which was for the participants to read
and sign the Informed Consent Form (ICF) with the applicator; they were then given access to
the Sociodemographic Questionnaire, the Perceived Stress Scale and the Inventory of Coping
Strategies, which were also filled in with guidance. On the second day, they were given the
Cognitive Anxiety Scale, the Baptist Depression Scale - Adult Version, and the Zarit Overload
Inventory, for which they were instructed to think of their child with ASD when answering it.
The collection time was approximately 60 minutes on each day.
Data analysis
The data was analyzed using non-parametric statistical analysis, using the software
Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), version 24.0, with a significance level of
5%. The normality tests Kolmogorov-Smirnov, and Shapiro-Wilk indicated a non-normal
distribution (p < 0.05), which justified the use of non-parametric inferential tests.
Spearman's correlation (Blair; Taylor, 2013) was used to verify the relationship between
the variables of depressive symptoms, anxiety, and perceived stress with overload, coping, and
sociodemographic data. The Kruskall-Wallis test was used for the analysis of variance to
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compare three or more groups, and the Mann-Whitney test was used to compare the results of
the instruments applied to up to two different groups.
Results
With regard to the averages for the participants' sociodemographic data, the age was 38
years (SD=5.97), two children, and the children diagnosed with ASD were, on average, four
years old (SD=1.30). Regarding gender, 78% are women, and 22% are men. Most said they
were married (92%), with single people (4%) representing the smallest proportion, as well as
divorced people (4%). Mothers made up 72% of the participants, fathers 22%, and
grandmothers 6%.
As for family income, 44.12% reported between three and five minimum wages, 35.29%
more than five minimum wages, and 20.59% up to three minimum wages. All said they had
their own car and health insurance. Regarding religion, 90% said they were practicing. In terms
of well-being and quality of life, 66% did not practice physical activity, 98% did not practice
meditation, 92% declared themselves non-smokers, and 70% reported not consuming alcohol.
In terms of general health, 82% had no chronic illnesses, and 64% did not take medication
continuously.
The participants' education level is distributed as follows: 52% have completed high
school, and 48% have completed higher education. With regard to mental health history, 76%
did not report having a medical diagnosis of emotional disorders. The level of support of the
child with ASD stands out as an important marker, with 50% of caregivers reporting that the
child falls into level two of support, which implies non-oral children and/or those with complex
communication needs. In addition, 48% of caregivers care for a child at level one of support,
and 2% care for a child at level three of support. Below is the frequency distribution of the
results of the EBADEP-A, ECOGA, and EEP instruments used to assess depressive symptoms,
anxiety, and perceived stress, respectively.
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Table 1 - Prevalence of depression, anxiety and stress in the parents and grandparents of the
sample surveyed (N=50)
Instrument
Average score
Mother
Dad
Grandma
EBADEP-A
44,14
35,45
43,00
ECOGA - General
62,30
52,27
56,66
ECOGA - F1
Negativism/Pessimism
14,55
12,81
13,00
ECOGA - F2
Intolerance of vulnerability
30,66
23,45
24,66
ECOGA - F3
Intolerance of uncertainty
17,03
16,00
19,00
EEP - General
29,58
28,45
19,66
Source: Prepared by the authors.
The average score on the EBADEP-A, according to the instrument's technical manual,
classifies the sample as having minimal depressive symptoms. The prevalence of anxiety
(ECOGA) shows that the participants had a predominant factor of intolerance to vulnerability
during the data collection period. Mothers had overall anxiety scores up to 10 points higher
than those obtained by fathers. According to the EEP, the participants do not perceive
themselves as stressed individuals, which is expressed by the average score for all the types of
bonds the participants have with the child diagnosed with ASD (mother, father, or
grandmother), taking into account the instrument's classification instructions.
Table 2 shows the prevalence of overload in the participants, considering the four
possible classifications of the ZBI and the three types of bond with the child diagnosed with
ASD. The percentage of overload is also presented according to the sum of the frequency of the
participants' classification in each of the links.
Table 2 - Prevalence and classification of overload in mothers, fathers, and grandparents,
according to the Zarit Overload Inventory - ZBI (N = 50)
Classification - ZBI
Fr. of classification according to link
%
Mother
Dad
Grandma
Absence
9
3
1
26
Moderate
14
5
2
42
Moderate to severe
11
3
0
28
Severe
2
0
0
4
Source: Prepared by the authors.
The sum of the percentages of the three ZBI classifications of moderate to severe burden
shows that 74% of the participants report significant levels of burden, considering the three
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possible links with the child with ASD: mother, father, or grandmother. More than 50% of the
participants, when grouped by job title, also showed significant levels of moderate to severe
overload.
Table 3 shows the participants' average scores on the ZBI, separated by a bond with the
child, with the correction made as suggested by the authors in the process of adapting the
instrument. By analyzing the average score, it is possible to see the level of overload in each of
the groups of participants.
Table 3 - Mean score (M) and standard deviation (SD) of mothers, fathers, and grandparents
on the Zarit Overload Inventory - ZBI (N = 50)
Mother
Parent
Grandma
Score
ZBI
M
DP
M
DP
M
DP
34,19
15,13
29,82
14,24
27,00
11,00
Source: Prepared by the authors.
It can be seen that mothers have a higher average ZBI score (M = 34.19) than fathers
(M = 29.82) and grandparents (M = 27.00). This data shows that in the group of caregivers,
mothers may experience a greater burden in the process of caring for children with ASD.
According to the standards for correcting the ZBI, values between 21 and 40 points indicate
moderate overload, a classification that can be considered for the three groups of participants if
separated by bond with the child or by analyzing the sample in general.
Still investigating the prevalence of overload in caregivers separated by groups, the
average score of the participants in the ZBI was counted when divided by the sociodemographic
indicator of income. We chose to select this variable because of its significance in previous
studies found in the databases, in order to compare previous and current research.
Figure 1 shows the main coping strategies used by the participants, which were reported
using the Coping Strategies Inventory (IEC). For correction, the frequency of responses to the
use of the strategies listed in the instrument was taken into account. Answers marked between
"0" and "1" were considered "no"; answers marked between "2" and "3" were considered "yes".
The frequency shown in Figure 1 has only been described for the answers classified as "yes".
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Figure 1 - Graph with the average of the main coping strategies used by parents and
grandparents according to the IEC
Source: Prepared by the authors.
By analyzing Figure 1, it is possible to understand that according to the data collected
with the IEC, the highest average scores for the use of coping strategies were for the items
related to "Acceptance of responsibility" and "Positive re-evaluation". For the acceptance of
responsibility, the IEC lists the following items: I criticized myself, I reprimanded myself; I
apologized or did something to repair the damage; I understood that I caused the problem; I
looked to past experiences for a similar situation; I promised myself that things will be different
next time; I found some different solutions to the problem; I mentally analyzed what to do and
what to say. For positive re-evaluation, the inventory defines the items: inspired me to do
something creative; changed or grew as a person in a positive way; came out of the experience
better than I expected; found new beliefs; rediscovered what is essential in life; modified aspects
of the situation so that everything worked out in the end; changed something about myself,
modified myself in some way; prayed; thought of a person I admire and how they would resolve
the situation and took them as a model (Folkman; Lazarus, 1985 adapted by Savoia; Santana;
Mejias, 1996).
For coping strategies related to confrontation, it is possible to highlight the average score
on the IEC items separated according to the child's level of support: Level 1 (M = 21.02), Level
2 (M = 28.82) and Level 3 (M = 50.00). It's important to consider that these strategies have the
following statements as items: I tried to find the person responsible for changing their mind; I
Translation from left to right: Confrontation; Withdrawal; Self-control; Social S.; Responsible Ac.;
Escape/avoidance; R. Problems; Positive Re.
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showed my anger to the people who caused the problem; I vented my feelings in some way; I
faced it as a big challenge; I did something very risky, I tried to get away from people in general,
and I took my anger out on someone else.
Table 4 shows the correlation between the variables of overload, depression, anxiety,
and perceived stress in the participants, according to Spearman's correlation test. This analysis
sought to highlight possible associations between overload and emotional health indicators.
Table 4 - Correlation between overload, depression, anxiety and perceived stress in survey
participants (N = 50)
Depression
Anxiety
General
Anxiety
Neg/pessim.
Anxiety
Intol. Vul.
Stress
perceived
Overload
0.89**
0,64**
0,54**
0,61**
0,65**
Depression
1
0.75**
0,66**
0,70**
0,67**
General anxiety
1
0.77**
0.89**
0,59**
Perceived stress
1
** Strength of correlation magnitude.
Source: Prepared by the authors.
According to Spearman's correlation test, there was a strong correlation (above 0.69)
between the variables of overload, depression, general anxiety, and the vulnerability intolerance
factor. It was found that the lower the burden, the lower the score for depression; likewise, the
lower the score for depression, the lower the scores for general anxiety and the vulnerability
intolerance factor. The anxiety factor "intolerance of vulnerability" also correlated with lower
depression scores.
There was a moderate correlation (between 0.40 and 0.69) between the variables of
overload, general anxiety, intolerance of vulnerability, perceived stress, negativism-pessimism,
and depression. The lower the score for overload, the lower the scores for general anxiety, for
the anxiety factor "intolerance of vulnerability", and for perceived stress. With regard to
depression, the lower the scores for this condition, the lower the scores for the anxiety factor
"negativism/pessimism" and for perceived stress.
As for possible differences in average responses between groups, only the schooling
variable showed significant differences in average responses between groups. In this sense,
participants with complete higher education used problem-solving more as a coping strategy
than participants with lower levels of education (incomplete higher education and complete
secondary education).
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Discussion
Most of the sample was made up of females who are mothers and grandmothers, the
main caregivers of children diagnosed with ASD. Male parents accounted for only 22% of the
sample, which confirms that the prevalence of care is still more the responsibility of women, in
line with Vilanova et al. (2022).
When analyzing the sociodemographic data, it was possible to consider that the lower
the income of the participants, the higher the levels of overload. In this study's sample, which
was mostly made up of women, it can be understood that being the mother of a child with ASD
and having a lower income includes women in two risk factors for developing overload. These
factors complement the findings of Dias (2017), who mentions the prevalence of moderate
overload among mothers due to the difficulties faced, the care routine, the impact of the
diagnosis, and the prejudices in society. The socio-economic differences between the mothers
can be included as difficulties.
Barreto (2020), in a study on the prevalence of overload in mothers of children with
ASD, reported social vulnerability as a risk factor for overload, and also pointed out that most
of the sample had severe overload. In this study, there was a lower prevalence of severe
overload, possibly due to the favorable socio-economic conditions of the participants: average
income of more than three minimum wages, all had their vehicles, and their children had health
insurance that covered specialized therapies.
Another sociodemographic fact that stood out was the level of support of the children
with ASD, where 50% were at level two and 2% at level three. This means that more than half
of parents live with children who have major difficulties in communication and social
interaction. Regarding communication, Segeren (2015) described that difficulties in oralizing
and verbalizing did not correlate with the parents' stress levels, but when comparing with the
data from this research, it is evident that the children's poor communication may have
influenced the parents' higher levels of burden, although stress was not significant either.
No information was found in previous literature on coping strategies in parents of
children with ASD. In this study's sample, there were higher scores for coping strategies related
to accepting responsibility and positive re-evaluation, according to the items described by
Savoia, Santana, and Mejias (1996) in their translation of the Coping Strategies Inventory.
According to Lazarus and Folkman's (1984) coping model, the strategy items
used by participants can include accepting responsibility as a problem-oriented coping and
positive reappraisal aimed at the respondent's emotions. In this way, it can be understood that
The emotional health of parents of children diagnosed with autism spectrum disorder: overload and coping
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the participants may act to solve the problems related to their children with ASD but that they
also consider their own emotional and affective stability, which may direct them toward two
stress variables: their own difficulties and the difficulties of their children.
An important difference noted in the sociodemographic analysis was that parents with
completed higher education used more problem-solving strategies. This can put them at greater
risk of developing stress, as they are focused on the problem and the possibilities of solving it.
Even with the risk factor for developing stress, the participants did not obtain high scores
for perceived stress. This differs from Brito (2016), who highlighted atypical development as
one of the factors for the development of stress in parents. With the use of the same instrument
used in this research, the findings also differ from what was analyzed by Nik Adib et al. (2019)
in Malaysia, where there were high scores of perceived stress among parents of children with
ASD.
With data collected using different instruments, other researchers have also obtained
divergent responses to those analyzed in this study, such as the research carried out by
Christmann (2017) using the ISSL, Operto et al. (2021) with the Parental Stress Inventory and
Al-farsi et al. (2016) using the DASS-21. There is a possibility that the coping strategies of the
parents in this study were sufficient not to make the state of stress chronic throughout the daily
routine of caring for their children, or that this did not happen because of the young age of the
children. Perhaps, when they are older and if the treatment has not shown relevant results in
recovering from developmental delays, the stress condition may become chronic.
Herrema (2017) explained that the atypical development of individuals with ASD can
have an impact on the emotional health of parents, especially when the neurodevelopmental
condition is added to other clinical conditions. Parents may have a higher prevalence of
depression with their adult children. The data obtained from this study, carried out with parents
of children, shows that the participants had scores equivalent to minimal depressive symptoms
or even no depressive symptoms.
The absence of depression in the participants contrasts with the norm reported by the
Ministry of Health (2020), which indicated a high prevalence of depression in the Brazilian
population in general. It also diverges from Andrade Filho and Duningham (2019), who stated
that, in 2017, Brazil had the highest morbidity rate due to depression in Latin America. It is
important to note that, even in the face of a specific condition of overload, the participants
maintained the absence of depressive symptoms. Once again, it is possible to associate the
regular financial status of the sample with the low prevalence of disorders and other emotional
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conditions, suggesting that a good socioeconomic status can act as a protective factor against
emotional disorders in parents of children with ASD. This result corroborates what Silva et al.
(2021) describe, pointing out that unfavorable socioeconomic conditions are risk factors for the
development of psychopathologies, as well as being single and not having a perceived support
network.
Most of the participants in the survey reported being married, which may constitute a
consistent support network that supports them in their daily lives with the child. This
corroborates what Baranczuk and Pisula (2022) found about social support being related to the
prevalence of emotional conditions, such as depression and parental stress, in mothers of
children with ASD.
Unexpected situations, such as those experienced during the COVID-19 pandemic, can
also be an important factor in increasing rates of depression, anxiety, and stress in parents of
children with ASD, as discussed by Silva et al. (2021). Gaiato, Silveira, and Zotesso (2022)
explained the challenges faced by children with ASD during the pandemic, which reinforces
the hypothesis of worse emotional health conditions for parents during this period. As this study
was carried out in the final period of the health crises involving COVID-19, it may have
explained the low prevalence of depressive symptoms in the participants.
The low prevalence of depression in the sample, observed through the correlation test,
indicates a strong relationship between the levels of overload and the score on the instrument
used to measure depressive symptoms, suggesting a possible association between overload and
depression in individuals. In this context, the lower the score for depression, the lower the scores
on the overload scale. This relationship was also observed between depressive symptomatology
and scores for general anxiety.
With regard to the findings on anxiety, it can be said that the lower the depressive
symptoms, the less likely the individual is to show symptoms of anxiety, specifically in the
cognitive components of negativism/pessimism and intolerance of vulnerability. Behenck
(2018) highlights the cognitive factors of anxiety, which were specifically addressed in this
study, using the scale developed by Baptista et al. (2020), the ECOGA.
The higher scores on items related to negativism/pessimism suggest that the individual
may make catastrophic and pessimistic evaluations about themselves and events. In this way,
they often see situations as more threatening and negative than they really are, perceiving
themselves as incapable of dealing with them. According to the ECOGA authors, when
experiencing intolerance of vulnerability, people may interpret being vulnerable as being weak,
The emotional health of parents of children diagnosed with autism spectrum disorder: overload and coping
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fragile, or unable to function effectively (Baptista et al., 2020). So, they tend to regulate their
emotions by avoiding talking or thinking about situations that might make them anxious,
resorting to distraction and emotional detachment.
Both factors can be detrimental to parents who experience the routine of caring for
children with ASD, considering that daily life involves various unforeseen events, consultations
with health professionals, diagnostic comorbidities, and constant uncertainty about their
children's development, limiting their prospects for the future.
Excessive concern and the search for security are not exclusive to the sample in this
survey. According to the World Health Organization (WHO, 2017), the Brazilian population
has the highest prevalence of anxiety in the world. This finding is corroborated by Costa et al.
(2019), in a survey of the adult population of Pelotas (RS).
Adverse situations can also trigger anxiety in parents, such as obstacles to health
insurance. Many operators impose excessive bureaucracy in order to offer full coverage of
treatment for ASD and often don't offer the appropriate specialized service, such as therapies
based on ABA science, which becomes a complaint from parents. In addition to anxiety, the
caregiver may feel powerless in the face of this challenge, increasing the risk of stress and
overload.
The low scores for depression and stress show that the emotional health of the
participants was not compromised, possibly due to the favorable socioeconomic conditions and
also because they were all treated by health insurance companies, in private clinics, not
depending on the public service. This data may also be related to the development of effective
coping strategies to deal with the demands of the children cared for by the participants.
This study has some limitations, such as the social and economic profile of the
individuals. The sample was one of convenience, but with a significant number of participants,
considering the limited location, in the interior of the state of São Paulo, where the study was
carried out. Further research is suggested by reapplying the instruments with a larger number
of caregivers, with children being cared for in public health facilities.
Caio Fernando Souza Nicolau, Sandra Leal Calais and Hugo Ferrari Cardoso
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024010, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19427 19
Final considerations
This study found that being responsible for the primary care of a child diagnosed with
Autism Spectrum Disorder (ASD) did not significantly affect the emotional health of caregivers
during the data collection period. However, overload was prevalent among mothers. When
facing the challenges of the care routine, mothers, fathers, and grandparents developed
functional coping strategies, which may have contributed to emotional stability in relation to
indicators of stress and depression.
This consideration was based on the analysis of the levels of burden and emotional
changes of the caregivers, as well as the coping strategies used in critical moments of daily life
with the children. The investigations were carried out by tracking the prevalence of anxiety,
depression, and perceived stress, associating this data with overload indices.
It was observed that coping strategies, such as accepting responsibility and positive
reassessment, were widely used by caregivers, helping them in challenging situations. In
addition, favorable socioeconomic conditions acted as important protective factors for the
prevention of emotional disorders.
This study has contributed to research into the overload of primary caregivers of
children with ASD, as well as highlighting the ways in which they deal with the complex task
of caring. The analysis of possible relationships between different emotional health variables,
using various instruments, expands knowledge on the subject and lays the foundations for future
research.
It is suggested that further studies be carried out on the same subject and method,
including participants with different socioeconomic profiles, users of public services, or
caregivers of children who are not receiving adequate interventions. Furthermore, further
research into the risk and protective factors for the emotional health of parents of children with
ASD is essential in order to promote preventive and psychoeducational interventions that are
widely disseminated and accessible.
The emotional health of parents of children diagnosed with autism spectrum disorder: overload and coping
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024010, 2024. e-ISSN: 2594-8385
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CRediT Author Statement
Acknowledgements: We would like to thank the teachers and staff of the Graduate Program
in Developmental and Learning Psychology at Unesp Bauru campus for their academic
support.
Funding: There wasn't.
Conflicts of interest: There isn't.
Ethical approval: The study was previously evaluated by the Research Ethics Committee
of the Faculty of Sciences of the Universidade Estadual Paulista - UNESP Bauru campus,
CAAE: 58954822.4.0000.5398. Opinion No. 5.501.512.
Availability of data and material: There isn't.
Author contributions: Caio Fernando Souza Nicolau conceived the study, wrote the text,
collected the data, and searched for theoretical references. Sandra Leal Calais supervised
all stages of the study, wrote and revised the text, and contributed to the description of the
results and discussion. Hugo Ferrari Cardoso processed the data, revised the text, and
contributed to the description of the results.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, standardization and translation.