Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 19, n. 00, e024013, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19527 1
LIVRO SENSORIAL “ÁGUA” COMO FONTE COMPLEMENTAR NO PROCESSO
DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA INFANTIL (API)
LIBRO SENSORIAL "AGUA" COMO FUENTE COMPLEMENTARIA EN EL
PROCESO DE EVALUACIÓN PSICOLÓGICA INFANTIL (API)
"WATER" SENSORY BOOK AS A COMPLEMENTARY SOURCE IN THE CHILD
PSYCHOLOGICAL ASSESSMENT PROCESS (CPA)
Raquel DONE1
e-mail: queldonega@gmail.com
Mara Sizino da VICTORIA2
e-mail: marasizino@id.uff.br
Nayara MESQUITA3
e-mail: psi.nayaram@gmail.com
Como referenciar este artigo:
DONEGÁ, R.; VICTORIA, M. S. da; MESQUITA, N. Livro
sensorial “Água” como fonte complementar no processo de
Avaliação Psicológica Infantil (API). Doxa: Rev. Bras.
Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024013, 2024. e-
ISSN: 2594-8385. DOI:
https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19527
| Submetido em: 29/07/2024
| Revisões requeridas em: 11/10/2024
| Aprovado em: 19/11/2024
| Publicado em: 13/12/2024
Editor:
Prof. Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiro
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro RJ Brasil. Psicóloga Clínica; Mestranda em
História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia (HCTE-UFRJ); Psicologia (UFF), Letras (UNIB) e
Pedagogia (UNINTER); Especialista em Língua Portuguesa (PUC-SP).
Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio das Ostras RJ Brasil. Doutora em Saúde Mental (IPUB/UFRJ),
Professora adjunta, UFF, Campus Rio das Ostras, Depto. de Psicologia.
Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio das Ostras RJ Brasil. Psicóloga Clínica, graduada em Psicologia
(UFF); Pós-graduanda em Avaliação Psicologia e Neuropsicologia (Faculdade Líbano).
Livro sensorial “Água” como fonte complementar no processo de Avaliação Psicológica Infantil (API)
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 19, n. 00, e024013, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19527 2
RESUMO: Os livros sensoriais são utilizados principalmente no contexto educacional, sendo
considerados recursos lúdicos estruturados. Este artigo visa apresentar o livro sensorial
ÁGUApara enriquecer, aprofundar e ampliar o processo da Avaliação Psicológica Infantil,
favorecendo a análise de aspectos do desenvolvimento por meio de uma abordagem dinâmica.
Composto por páginas de feltro que estimulam a investigação por meio de uma diversidade de
cenários, texturas, cores e formas, este material tem o potencial de se tornar um elemento eficaz
nos processos avaliativos de crianças de 3 a 5 anos. Ressalta-se, ainda, a possibilidade de
personalização individual, considerando que se trata de um produto artesanal. Como resultado,
apresentam-se as possibilidades de investigação da cognição, da psicomotricidade e dos
aspectos socioemocionais. Diante disso, propõe-se a investigação do livro sensorial como
recurso complementar na API.
PALAVRAS-CHAVE: Livro sensorial. Avaliação psicológica infantil. Cognição.
Psicomotricidade. Socioemocional.
RESUMEN: Los libros sensoriales se utilizan principalmente en el contexto educativo y se
consideran recursos lúdicos estructurados. Este artículo tiene como objetivo presentar el libro
sensorial "AGUA" para enriquecer, profundizar y ampliar el proceso de Evaluación Psicológica
Infantil, favoreciendo el análisis de aspectos del desarrollo a través de un enfoque dinámico.
Compuesto por páginas de fieltro que estimulan la investigación a través de una variedad de
escenarios, texturas, colores y formas, este material puede ser un elemento potente en los
procesos evaluativos de niños de 3 a 5 años, destacando la posibilidad de personalizarlo
individualmente, ya que se trata de un producto artesanal. Como resultado, se presentan las
posibilidades de investigación de la cognición, la psicomotricidad y los aspectos
socioemocionales. Por lo tanto, se propone investigar el libro sensorial como recurso
complementario en la Evaluación Psicológica Infantil.
PALABRAS CLAVE: Libro sensorial. Evaluación psicológica infantil. Cognición.
Psicomotricidad. Socioemocional.
ABSTRACT: Sensory books are mainly used in the educational context and are considered
structured playful resources. This article aims to present the sensory book "WATER" to enrich,
deepen, and expand the process of Psychological Assessment of Children, promoting the
analysis of developmental aspects through a dynamic approach. Composed of felt pages that
stimulate investigation through a variety of scenarios, textures, colors, and shapes, this
material can be a powerful element in the evaluative processes of children aged 3 to 5,
highlighting the possibility of individual customization, as it is a handmade product. As a result,
the possibilities for investigating cognition, psychomotricity, and socio-emotional aspects are
presented. Therefore, it is proposed that the sensory book be investigated as a complementary
resource in the child psychological assessment.
KEYWORDS: Sensory book. Child Psychological Assessment. Cognition. Psychomotricity.
Socio-emotional.
Raquel DONEGÁ, Mara Sizino da VICTORIA e Nayara MESQUITA
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 19, n. 00, e024013, 2024. e-ISSN: 2594-8385
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Introdução
A Avaliação Psicológica Infantil (API) é considerada um processo complexo,
perpassado por rias etapas nas quais se pode observar e analisar os fenômenos psicológicos
da criança (Lins; Muniz; Cardoso, 2018; Mansur-Alves et al., 2021). Nesse sentido,
promover um setting avaliativo adequado, que favoreça a relação psicóloga-criança,
colabora para a percepção e investigação dos aspectos relativos ao desenvolvimento
cognitivo, psicomotor e socioemocional (Roza et al., 2022).
Segundo a Resolução n 31/2022 (CFP, 2022a), que estabelece diretrizes para a
realização de avaliação psicológica, devem-se utilizar métodos, técnicas e instrumentos
científicos como fontes fundamentais de coleta de dados (CFP, n.d). Além disso, a resolução
prevê o “uso de fontes complementares de informação”, como documentos técnicos e
recursos não específicos da psicologia, cujo amparo científico seja reconhecido por
pesquisas relevantes (CFP, 2022a). Para avaliar aspectos psicológicos da criança, é
necessário o uso de diferentes metodologias de trabalho, que estimulem o seu interesse e a
envolva neste processo (Silva; Naves; Lins, 2018). Além disso, é preciso considerar que
aspectos lúdicos são adotados para proporcionar maior adesão da criança ao processo e
fluidez na comunicação (Roza et al., 2022).
de se considerar que a API é comumente direcionada à criança cujos
comportamentos ou desenvolvimentos não condizem com o esperado para a faixa etária.
Assim, diante da queixa de profissionais e adultos que a circundam, como educadores,
médicos, familiares e profissionais, solicita-se uma investigação para o rastreio de possíveis
atrasos, avanços e conformidades nos padrões (Giacomoni; Bandeira, 2016; Souza; Velludo,
2021), sendo prioritária a identificação destas questões por meio de fontes fundamentais, às
quais podem ser acrescidas fontes complementares cujos critérios científicos sejam válidos
(Silva; Yates; Oliveira, 2021; Souza; Velludo, 2021). O processo pode ser acompanhado e
conduzido de forma simultânea por uma equipe de profissionais, incluindo a psicóloga, cuja
função será investigar as características psicológicas exigidas no contexto, sempre alinhadas
a objetivos específicos (CFP, 2022b).
Destaca-se o cenário demarcado pela utilização de métodos criteriosos e psicométricos,
mas demandante de recursos complementares que potencializam a busca de resultados
relevantes. Diante disso, este artigo visa apresentar o livro sensorial “ÁGUA” produzido com o
objetivo de enriquecer, aprofundar e ampliar a API, ao analisar aspectos cognitivos,
psicomotores e socioemocionais por meio de uma abordagem dinâmica.
Livro sensorial “Água” como fonte complementar no processo de Avaliação Psicológica Infantil (API)
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Livro como suporte na API e as potencialidades do livro sensorial
Na API, há poucas iniciativas voltadas especificamente para este público, apesar dos
esforços de referências de qualidade como Lins, Muniz e Cardoso (2018) e Mansur-Alves et
al. (2021). Diante disso, o Laboratório de Avaliação Psicológica Infantil (LAPi), da
Universidade Federal Fluminense, campus Rio das Ostras, é um espaço que vem investindo
na pesquisa sobre API desde 2019, com resultados positivos nos atendimentos no Serviço de
Psicologia Aplicada (SPA), desenvolvendo pesquisa para a avaliação cognitiva, psicomotora
e socioemocional, chegando ao livro sensorial “ÁGUA”.
O livro sensorial pode ser descrito como um material estruturado feito de tecido,
feltro ou Etil Vinil Acetato (EVA). Devido ao caráter artesanal e ao público-alvo, utiliza
costuras e colagens com as quais se possa interagir manualmente e, por isso, precisa ser
resistente ao manuseio da criança. Segundo Ochoa (2015), possui aspecto atraente e função
pedagógica ou educativa, focada no exercício de desenvolvimento. Este material, que
também pode ser encontrado algumas vezes pelas expressões quiet book ou busy book é
assim nomeado por constituir-se como um artefato que se assemelha ao livro convencional:
capa, páginas e personagens, mas produzido com materiais que exploram o sentido tátil
através de materiais com texturas, cores e formas. Pode-se dizer que o livro sensorial valoriza
os aspectos sensoriais de uma forma mais enriquecedora que o livro tradicional, que dá mais
ênfase ao sentido visual, em função de ilustrações e das narrativas impressas.
A perspectiva adotada aqui é do livro sensorial como livro-objeto, que pode ser
manipulado com liberdade e segurança pela criança, preservando o caráter lúdico, ao mesmo
tempo, em que possibilita a estreita relação entre a autora e mediadora do objeto criado
(Ramos, 2017; Letria, 2020; Regatão et al., 2021). Desse modo, a interação pode ser
ampliada pelo encontro sempre inédito entre a criação da autora e o uso pela criança. Esse
recurso é consonante com as proposições de Maria Montessori (1987; 2010), que centrou sua
prática na “educação dos sentidos”, com a criação de materiais didáticos de ênfase sensorial.
Portanto, o livro sensorial oferece oportunidade para a criança operar os estímulos de forma
diversificada, criando uma narrativa singular.
Em API, é escassa a publicação da relevância da literatura infantil no processo
avaliativo (Roza et al., 2022; Roza et al., 2023; Oliveira et al., 2023), e é inexistente o
conteúdo que relacione livro sensorial à área de avaliação psicológica. Todavia, destaca-
Raquel DONEGÁ, Mara Sizino da VICTORIA e Nayara MESQUITA
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se que alguns mostram a importância de tal recurso com crianças na educação infantil
(Pettenon et al., 2017), com deficiência visual (Ochoa, 2015; Jacob, 2017; Francisco, 2021)
e deficiência auditiva (Alves, 2021).
Avaliação do desenvolvimento infantil
O desenvolvimento infantil tem sido alvo de estudo extensivo e profundo, tendo
como base, principalmente, a Psicologia Cognitiva, a Psicologia do Desenvolvimento e a
Neuropsicologia. Diante disso, são notórias as contribuições de Wajman (2021); Fonseca
(2011; 2018); Salles, Haase e Malloy-Diniz (2016); Vigotsky (2007); Piaget (1999); Biaggio
(2015), entre outros. Nos interessam, particularmente, os aspectos interdisciplinares desses
estudos, especialmente os conceitos-base e os marcos de desenvolvimento relativos aos
aspectos da cognição, da psicomotricidade e das habilidades socioemocionais em crianças.
A cognição pode ser entendida como o conhecimento. Ela resulta da associação “da
atenção, da percepção, da emoção, da memória, da motivação, da integração e da
monitoração central, do processamento sequencial e simultâneo, da planificação, da
resolução de problemas e da expressão da comunicação de informação” (Fonseca, 2011, p.
32). Diante da amplitude conceitual que envolve o desenvolvimento infantil, destacamos
aspectos relativos à atenção e à memória; à orientação temporal e espacial; à percepção
sensorial e à psicomotricidade e, finalmente, às habilidades sociais e emocionais.
A atenção é um construto organizado em subtipos e está associado à capacidade de
selecionar estímulos ambientais, processando-os de maneira diferenciada dos demais
(Carreiro; Machado-Pinheiro, 2019). Nesse sentido, convém avaliar a atenção sustentada
(Rueda et al., 2008); a atenção concentrada e dividida (Braga, 2007) e a alternada e difusa
(Dalgalarrondo, 2019; Braga, 2007).
A memória pode ser descrita como a parte da cognição demarcada pela capacidade
de recuperar informações e aprendizagens codificadas e armazenadas de maneira integrada,
ainda que inespecíficas, que a essa recuperação pode seguir padrões complexos e de difícil
rastreamento e compreensão (Fonseca, 2011; Dalgalarrondo, 2019). Deste modo, sugere-se
sua observação a partir da manifestação das relações entre atenção e memória de trabalho,
seleção competitiva, controle sensorial top-down e filtros de saliência, de tal modo que vale
adentrar sumariamente tais aspectos (Dalgalarrondo, 2019). Sugere-se a avaliação da
memória de trabalho(Roscioli; Tomitch, 2022); episódica (Kochhann et al., 2020);
Livro sensorial “Água” como fonte complementar no processo de Avaliação Psicológica Infantil (API)
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semântica (Boroujeni; Mahmoudian; Jarollahi, 2020; Dalgalarrondo, 2019) e de
procedimentos (Dalgalarrondo, 2019; Mourão Jr.; Faria, 2015), observando-se os estágios de
desenvolvimento.
Segundo Dalgalarrondo (2019), a orientação espacial é a capacidade de avaliar
direção e distância, enquanto a orientação temporal é um aspecto mental que diz respeito à
capacidade de indicar momentos cronológicos, percebendo variações de duração e
continuidade. Essas competências tendem a ser desenvolvidas tardiamente, fator que nos
leva a dialogar com as proposições de Piaget (1999) sobre o período pré-operatório. Nessa
fase, a criança ainda não é capaz de realizar operações mentais de modo abstrato, estando
numa fase mais concreta, marcada pelo pensamento egocêntrico e pela dificuldade em
compreender conceitos abstratos. Nesse período, devido ao caráter abstrato do tempo, a
criança pode apresentar dificuldades perceptivas, como confundir tamanho com idade, por
exemplo, interpretar um adulto baixo como uma criança, e quantidade de paradas com o
tempo decorrido, uma viagem, por exemplo, pode parecer excessivamente cansativa caso
haja muitas paradas ao longo do trajeto.
A percepção sensorial decorre da tomada de consciência diante de um estímulo
sensorial, ou seja, de estímulos físicos, químicos ou biológicos externos ou internos ao
organismo, podendo ser recebidos por fontes visuais, táteis, auditivas, olfativas, gustativas,
proprioceptivas e cinestésicas. Uma separação didática indícios de que a sensação é
passiva e a percepção é ativa, criativa e subjetiva, uma vez que a primeira decorre da
recepção pelo organismo enquanto a segunda resulta da construção de uma percepção
sintética acerca dos estímulos recebidos, que resulta da articulação entre o estímulo atual e
experiências anteriores diante de um estímulo percebido (Dalgalarrondo, 2019).
Os estudos na área de psicomotricidade encontram base sólida nas provocações de
Bloom et al. (1979), que descreveram o domínio psicomotor como parte de três domínios
intrínsecos aos objetivos educacionais: cognitivo, afetivo e psicomotor. Segundo ele, os
objetivos de desenvolvimento relacionados a este domínio focam em habilidades motoras ou
musculares, na manipulação de materiais e objetos e demandam coordenação
neuromuscular.
Fonseca (2011; 2018) explora a psicomotricidade como uma área do conhecimento
responsável por investigar a interação entre funções psicológicas e o desenvolvimento motor.
Na avaliação da psicomotricidade, é essencial compreender que aspectos relacionados ao
desenvolvimento intelectual são analisados em conjunto com a capacidade motora para
Raquel DONEGÁ, Mara Sizino da VICTORIA e Nayara MESQUITA
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atingir os objetivos propostos. Nesse contexto, torna-se fundamental observar como o
indivíduo seleciona estímulos, foca em detalhes, repete ações em busca de excelência,
identifica diferenças e semelhanças e generaliza situações (Fonseca, 2011). Para tanto,
procedimentos como a formulação de questionamentos e a solicitação de justificativas
mostram-se relevantes, uma vez que esses processos estimulam a metacognição por meio de
provocações reflexivas. Do ponto de vista motor, é indispensável atentar para elementos
como tonicidade, postura, lateralidade, somatognosia, estruturação e organização espaço-
temporal, ritmo, praxia global e fina, integração visuo-motora e lentidão (Fonseca, 2011;
Rebelo et al., 2020; Sacchi, Metzner, 2019).
O aspecto socioemocional é considerado um construto complexo que pode ser
observado por meio das habilidades não cognitivas (Marin et al., 2017). O termo resulta da
composição de social e emocional, dizendo respeito tanto às competências quanto às
habilidades relacionadas a esses dois campos (Oliveira, 2023). Deste modo, convém adentrar
em aspectos relacionados a cada uma dessas áreas, buscando compreender os aspectos
centrais da avaliação de aspectos socioemocionais.
A pesquisa de Marin et al. (2017) aborda o socioemocional como uma competência,
investigando os conceitos e instrumentos associados a esse construto. De acordo com os
autores, o socioemocional está relacionado tanto a aspectos do desenvolvimento e
ajustamento social e emocional de jovens quanto à avaliação dos níveis de prazer e bem-
estar. Além disso, as proposições da Collaborative for Academic, Social and Emotional
Learning (CASEL), uma instituição americana que reúne pesquisas e promove a
sistematização escolar e educacional das aprendizagens sociais e emocionais (Social and
Emotional Learning - SEL), orientam um processo de aprendizagem integrado entre escola
e sociedade. Nesse processo, são desenvolvidas cinco dimensões fundamentais: 1)
Autoconsciência; 2) Autogestão; 3) Consciência social; 4) Habilidades relacionais; e 5)
Tomada de decisão responsável (Casel, 2020).
Deste modo, o socioemocional apresenta estabilidade no que diz respeito à percepção
dos aspectos comportamentais externos, mais relacionados ao social e à regulação interna,
diretamente relacionada com as manifestações emocionais (Oliveira, 2023). Assim, diante
da observação deste construto, sugere-se ter clareza sobre o modelo utilizado e os aspectos
que serão observados ao longo da avaliação.
Livro sensorial “Água” como fonte complementar no processo de Avaliação Psicológica Infantil (API)
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Metodologia
A produção do livro sensorial “ÁGUA” ocorreu no âmbito da extensão e pesquisa da
Universidade Federal Fluminense, campus Rio das Ostras (RJ), curso de Psicologia, no ano
de 2023 e seguiu algumas etapas.
Primeira etapa - Levantamento bibliográfico: foi realizado um levantamento
bibliográfico de páginas em português através do Google acadêmico usando a expressão
“livro sensorial”, no período de 2015 a 2023, e foram encontrados 119 trabalhos. No entanto,
nenhum deles se relacionava diretamente com a área da avaliação psicológica infantil.
Destaca-se a presença deste recurso na Educação, como estratégia pedagógica,
principalmente na educação infantil, além de Artes e Design. Neste sentido, algumas
referências foram inspiração para a condução deste trabalho, dentre elas: Regatão et al.
(2021), Ramos (2017), Giraud et al. (2017), Brandão (2016) e Ochoa (2015), cujos trabalhos
mobilizaram discussões e decisões acerca do formato; da continuidade narrativa, temática e
cenografia; da variedade de materiais; e, principalmente, da percepção do livro-objeto como
um recurso potencial para o manejo clínico. Na fundamentação teórica para a concepção dos
cenários, foram utilizadas Goulart (2008); Efrom et al. (2011), Fonseca (2011, 2018) e
Delval (2002).
Segunda etapa - Criação da temática do livro e seleção do público-alvo: após alguns
debates sobre temas de livros infantis, decidiu-se sobre o tema base ÁGUA”, que
proporciona a relação com diversos personagens, animais, natureza, ciclos da água e suas
transformações. O material foi estruturado com foco na avaliação de crianças de 3 a 5 anos.
Terceira etapa - Planejamento das páginas: A equipe reuniu-se e estabeleceu como
objetivo do livro a construção de cenários baseados no tema água, atravessando desafios e
brincando com os personagens. Foi definido que o livro sensorial seria composto por quatro
cenários, sem narrativa escrita, contendo apenas a capa e o título “ÁGUA”. Um storyboard,
esboço das ideias para cada cenário, apresentado em quadros contínuos, foi produzido, e
imagens referenciais foram selecionadas para orientar o desenvolvimento do projeto.
Quarta etapa - Seleção de materiais e ferramentas: realizou-se uma pesquisa para
identificar materiais seguros e resistentes, adequados à temática do livro sensorial. Os materiais
utilizados incluíram: feltro como base para as páginas; tecido tule; velcro; grama sintética;
tecido de sisal; plástico transparente cristal; botões; miçangas; olhos móveis; mini pompons;
mini prendedores; ímãs redondos; apliques plásticos decorativos; arroz; linha encerada; linha
de costura; fita de passamanaria; fitas de gorgurão e cetim; corda de sisal; e fechos do tipo
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lagosta, T, magnético, de pressão e de engate. As ferramentas empregadas na confecção foram:
máquina de costura, pistolas de cola quente (grande e pequena), agulhas de costura e crochê e
tesoura.
Quinta etapa - Seleção dos personagens: Estabeleceu-se o número de personagens e
suas caracterizações. Sendo assim, foi decidido pelos seguintes elementos para os cenários em
forma de dedoches: (1) borboleta, que voa; (2) sapo e jacaré, que nadam, mas também
circulam pela terra; (3) gato, que circula apenas na terra e não gosta de água; e (4) humano.
Sexta etapa - Confecção do livro: A confecção foi feita por apenas uma pessoa da
equipe, tendo sido finalizados dois exemplares.
Resultados
Na aplicação do material, indica-se a interação entre criança e avaliador, iniciando
com o livre manejo do material pela primeira. Após a investigação inicial, o avaliador propõe
à criança a investigação do material, convidando-a a escolher um personagem para percorrer
os cenários do livro. A criança deve ser instigada a interagir com o cenário, caso não o faça.
Diante da percepção da falta de continuidade temática, confirmada pelas pesquisas
de Ochoa (2015), a proposta busca materializar uma temática comum à infância: a água. No
manuseio do material é possível observar aspectos do desenvolvimento motor, linguístico e
comportamental potencializados pela investigação da percepção sensorial infantil. A API
pode ser facilitada por meio da interação com o livro, que é composto por uma diversidade
de texturas, cores, formas e materiais. O tema “ciclo da água” serve como base para a
construção de um percurso a ser explorado, e as páginas funcionam como o cenário de uma
narrativa a ser enunciada pelo avaliando. Além disso, o livro apresenta uma variedade de
personagens que podem ser escolhidos durante o uso.
A capa (Figura 1) é produzida com feltro azul e contém um bolso em que estão
guardados os personagens. Acima, -se ÁGUA”, em letras bastão. Na parte superior da bolsa,
as vogais são apresentadas por meio de miçangas móveis.
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Figura 1 Capa
Fonte: Elaboração do autor.
O Cenário 1 (Figura 2) apresenta uma separação entre céu e chão, identificada
visualmente e pela mudança de tecido. As nuvens são confeccionadas com diferentes
materiais, cores e formatos, assim como as três árvores. Uma das árvores pode ser conectada
a outra por meio de fios que se fixam em botões. A parte inferior representa uma lagoa com
vitórias-régias, mas também pode ser interpretada como um percurso de grama. Esse
percurso inicia-se com uma flor rosa que guarda, em um bolso na parte traseira, peças
circulares com miçangas cuja quantidade varia de 1 a 7, dispostas consecutivamente da
esquerda para a direita. O percurso contém círculos de tamanhos crescentes.
Figura 2 - Cenário 1, Vista do Jardim
Fonte: Elaboração do autor.
O segundo cenário (Figura 3) continuidade às nuvens cinzas que aparecem no
cenário anterior. Nela todo o fundo é acinzentado, com maior quantidade de nuvens (7) de
materiais diversos e macios, e com dimensões maiores que as da página anterior. A parte
inferior é composta por uma cachoeira à direita, com três fios ondulados com fechos
diferentes ao final, que podem ser encaixados ao fim do elemento: 1) ímã; 2) fecho em T; e
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3) encaixe com bola. Ainda desse lado, um labirinto direta-esquerda e cima-baixo pode ser
percorrido com miçangas de tamanhos, formatos e quantidade diferentes. Do lado esquerdo
vê-se uma sequência de sete colunas feitas sob um tecido fino e flexível. Cada coluna tem
consecutivamente miçangas de 1 a 7 que podem ser movimentadas para cima e para baixo.
A parte inferior contém miçangas numeradas sequencialmente com essas mesmas
quantidades. Ainda, as miçangas podem ser escondidas na parte inferior das nuvens.
Figura 3 - Cenário 2, Dia de Chuva
Fonte: Elaboração do autor.
O terceiro cenário (Figura 4) tem o fundo azul-claro. Do lado direito é possível observar
um círculo vazado na parte superior. À direita, uma cabana, no formato triangular, está
destacada. Este elemento tem um fecho de zíper e está localizado sob um tecido cor de areia. O
zíper apresenta maior dificuldade de fechamento, exigindo o uso de duas mãos para a abertura.
Do lado direito um cenário de mar. É composto por arroz e miçangas temáticas (pérola,
sereia, caveira, moeda, cavalo-marinho e outros) sob um plástico transparente e flexível. Ainda,
guarda na parte posterior formas geométricas (círculo, triângulos, quadrado e retângulo), presos
cada um com um fio azul.
Figura 4 - Cenário 3, Passeio na praia
Fonte: Elaboração do autor.
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O último cenário (Figura 5) é composto por uma fita com nuvens da qual saem, do
lado esquerdo, 7 cores com fechos e cores diferentes: 1) vermelho, fecho de pressão; 2) laranja,
fecho mosquetão; 3) amarelo, fecho de engate (bolsa); 4) verde, zíper; 5) azul, botão; 6) anil,
fecho de ímã; 7) lilás, fivela de engate (mochila). Do lado direito, há um quadrado com um
quebra-cabeça de 9 peças em que se observa uma composição com céu azul, sol, nuvens, mar
e barco. Sol e barco são produzidos com figuras geométricas. As peças ficam presas ao feltro
com velcro. A parte de trás do livro não tem atividades.
Figura 5 - Cenário 4, Arco-íris
Fonte: Elaboração do autor.
É possível que as habilidades motoras presentes no repertório da criança sejam
aprimoradas e enriquecidas com o manuseio do livro sensorial, considerando que, ao longo
das páginas, a criança é incentivada a realizar movimentos com diferentes propósitos,
utilizando os personagens e o ambiente de variadas formas. Durante a interação com o livro,
observa-se a coordenação motora, a capacidade de locomoção dos personagens com base no
pensamento crítico e lógico, o reconhecimento de aspectos ambientais e das variabilidades
na orientação dos elementos, a precisão ou dificuldade em retirar e reposicionar peças em
outros locais, bem como as reações frente às tarefas de encaixe e mobilidade das peças
presentes na história. O livro sensorial também possibilita que a criança crie suas próprias
histórias, promovendo a elaboração de narrativas baseadas nos elementos que ela escolhe
utilizar. Além disso, ao final do livro, o avaliando é apresentado a diferentes alternativas de
encaixes que formam a figura de um arco-íris. Nesse momento, é possível observar como a
criança realiza os encaixes, sua reação diante dos níveis de dificuldade e a resposta ao
barulho produzido pelas peças.
Raquel DONEGÁ, Mara Sizino da VICTORIA e Nayara MESQUITA
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Discussão
Fonseca (2011) propõe que a avaliação infantil seja marcada pela integração de
informações de modo humanizado, preciso, interativo e com o objetivo de prever
intervenções por meio da observação do aparato cognitivo desenvolvido e atento às
potencialidades.
O livro sensorial apresenta-se como um recurso lúdico flexível para o enriquecimento
do
processo
avaliativo
infantil,
possibilitando
avaliar
as
habilidades
e
estimular
o
desenvolvimento. Denota-se, no entanto, que a mera exposição a atividades isoladas pode
não ser suficiente para a observação de aspectos globais e intersubjetivos na API, de modo
que promover o espaço lúdico por meio da brincadeira se apresenta como uma atividade
necessária. O uso de um livro sensorial, que permite brincar, encontra consonância
nas contribuições de Maria Montessori.
A médica e educadora italiana indica que a brincadeira vai além de um simples
entretenimento, constituindo-se como atividade fundamental para a criança. Ela reitera a
importância de proporcionar um ambiente que permita escolhas livres para fomentar a
autonomia e a livre exploração dos interesses individuais, de modo que não se deve impor o
uso deste material. Suas contribuições ressaltam a brincadeira como uma ferramenta crucial
para o desenvolvimento global das crianças, proporcionando experiências valiosas que
contribuem para a construção de habilidades ao longo de seu crescimento (Montessori, 1987;
2010).
Diante
do
exposto,
propomos
ampliar
a
discussão
acerca
da
cognição,
da
psicomotricidade e das habilidades socioemocionais, a fim de subsidiar o uso do livro
como fonte complementar à entrevista, observação e testes psicológicos.
No manuseio do livro, a atenção pode ser avaliada de forma global, observando-se,
por exemplo, se a criança se mantém atenta ao recurso de forma integral ou se procura
elementos externos, mesmo quando orientada a permanecer focada; ou como ela lida com a
investigação de cada recurso, como finalizar uma atividade ou alternar entre atividades sem
se concentrar na resolução de nenhuma delas. Além disso, é possível observar o foco da
criança diante de páginas com muitos estímulos, analisando a duração da atenção e os modos
de seleção. Nesse contexto, avaliam-se aspectos como capacidade e tempo de concentração,
fadiga, percepção de estímulos ambientais, distração e distraibilidade, elementos que podem
colaborar no diagnóstico de transtornos como transtorno de déficit de atenção e/ou
hiperatividade (TDAH) e transtorno do espectro autista (TEA) (Dalgalarrondo, 2019).
A memória de trabalho pode ser analisada por meio da solicitação de uma sequência
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de tarefas relativamente complexas, observando-se o que é retido e executado, ou ainda pelos
recursos cognitivos empregados na resolução de um quebra-cabeça. A memória episódica
pode ser avaliada ao pedir que a criança narre um evento relacionado aos cenários do livro,
uma comemoração importante, algo que ocorreu na última sessão, ou que faça uma
recontagem das atividades realizadas ao final de uma sessão. Por fim, a memória
procedimental, por ter um caráter implícito, deve ser analisada pela motricidade e
desempenho em atividades recorrentes, como cortar com tesoura, amarrar o sapato, conjugar
verbos ou tocar um instrumento, considerando que a repetição e a exposição ao processo de
tentativa e erro contribuem para sua consolidação.
A orientação temporal e espacial pode ser avaliada a partir da percepção que a criança
tem sobre o mundo exterior, já que para produzir imagens e representações mentais sobre si,
ela ancora-se em recursos concretos do seu cotidiano, como luz natural, refeições e saída ou
chegada de um responsável. Ademais, espera-se que a criança nessa idade seja capaz de
formular respostas sobre espaços, tempos, quantidades, relações e transformações, como
frente, costas, ao lado, dentro, fora, em cima, embaixo, maior, menor, igual, junto, separado,
perto, longe, etc. (Brasil, 2018).
A partir dos critérios de desenvolvimento psicomotor, a avaliação começa na
observação postural da criança, investigando possíveis alterações da motricidade global que
podem ser direcionadas para profissionais especializados. No manejo do livro, especialmente
a motricidade fina e a esperada a sincronização entre a intenção e o movimento deverão ser
observadas, inclusive, analisando os efeitos emocionais da incapacidade de realizar o
planejamento mental. Para tanto, os questionamentos propostos favorecem a observação do
processo de resolução de problemas executado pela criança, incluindo a solicitação para que
ela pause, reflita, ouça novamente a orientação, observe e imagine o que precisa ser feito,
para então realizar uma ação e, se possível, explicá-la ao avaliador. Assim, é preciso observar
atividades como correr, saltar, jogar, chutar, equilibrar-se, dançar, alcançar e subir e descer
escadas, mas no manuseio do livro, possibilita-se a observação de ações como segurar,
pinçar, pressionar, encaixar, prender, apertar, arrastar, juntar, separar, esfregar, entre outras.
Ainda, orienta-se a observação da alternância de membros, lateralidade, movimentos
voluntários e involuntários, movimentos bizarros, ritmo de movimento, hipercinesia,
hipocinesia, lateralidade, estereotipias e perseverança, dentre outros.
No construto socioemocional, o livro contribui para a avaliação do resgate de
vivências infantis. Destaca-se como o aspecto lúdico proporciona condições para a
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investigação das relações sociais; além disso, os personagens dos dedoches possibilitam a
personificação de sujeitos com os quais a criança se relaciona. Nesse sentido, no campo
social, é possível investigar a capacidade de comunicar sentimentos e afetos, bem como a
comunicação interpessoal, que pode ser estimulada entre o avaliando e o avaliador ou entre
os diferentes personagens. O manejo de conflitos, a resolução de problemas e a tomada de
decisão também podem ser investigados, uma vez que os cenários apresentam uma
diversidade de situações que podem ser interpretadas como problemas, tais como se esconder
na barraca, estar sem guarda-chuva, não saber nadar, esquecer o protetor solar, entre outros,
considerando que essas ações dependem da habilidade de realizar atividades em conjunto
com outros sujeitos ou sob influência deles.
Considerações finais
A utilização do livro infantil como recurso na API apresenta-se como um modo de
adentrar o imaginário da criança e, ainda, possibilitar que aspectos encobertos possam
emergir diante da interação do indivíduo e o lúdico. Nessa perspectiva, o livro sensorial
configura-se como um instrumento capaz de se inserir no ambiente infantil, possibilitando
outras maneiras de investigação dos fenômenos.
Diante da complexidade na qual o desenvolvimento infantil está inserido, ofertar uma
gama de fontes fundamentais e complementares para a API se mostra valioso. Ao recorrer
ao livro sensorial como material adicional, é possível investigar a criança considerando a
maior quantidade de atravessamentos presentes na sua constituição. Assim, o livro sensorial
se mostra um recurso valioso na avaliação, uma vez que entrelaça o lúdico ao sensorial,
possibilitando explorar os múltiplos elementos que circundam a criança mais nova, de 3 a 5
anos.
Ademais, trata-se de um recurso artesanal, podendo servir de base para a produção e
elaboração de outros materiais. Destaca-se, por fim, o caráter introdutório e investigativo
deste estudo sobre o uso do livro sensorial, indicando-se estudos aprofundados sobre cada
uma das áreas de desenvolvimento identificadas na investigação, a saber: cognição,
motricidade, comunicação, comportamento e emoções.
Importante salientar que o uso de recursos complementares não serve à confirmação
de resultados apenas, como se poderia crer, mas à observação de fatores que ficaram à deriva
durante o processo avaliativo formal. Assim, utilizar recursos que favoreçam a emergência
Livro sensorial “Água” como fonte complementar no processo de Avaliação Psicológica Infantil (API)
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de aspectos subjetivos encobertos é essencial para dar rumos ao psicodiagnóstico, focando
tanto em possíveis dificuldades quanto em potencialidades da criança.
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Raquel DONEGÁ, Mara Sizino da VICTORIA e Nayara MESQUITA
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 19, n. 00, e024013, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19527 21
CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Não aplicável.
Financiamento: Não aplicável.
Conflitos de interesse: Não há conflitos de interesse.
Aprovação ética: Não foi necessária.
Disponibilidade de dados e material: Não, por se tratar de material artesanal
Contribuições dos autores: Raquel Donegá: Conceitualização, Gerenciamento de dados,
Recursos, Escrita e Revisão; Mara Sizino da Victoria: Conceitualização, Metodologia,
Administração do projeto, Escrita e Revisão; Nayara Mesquita: Conceitualização, Escrita e
Revisão.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 19, n. 00, e024013, 2024. e-ISSN: 2594-8385
DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19527 1
"WATER" SENSORY BOOK AS A COMPLEMENTARY SOURCE IN THE
CHILD PSYCHOLOGICAL ASSESSMENT PROCESS (CPA)
LIVRO SENSORIAL “ÁGUA” COMO FONTE COMPLEMENTAR NO PROCESSO
DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA INFANTIL (API)
LIBRO SENSORIAL "AGUA" COMO FUENTE COMPLEMENTARIA EN EL
PROCESO DE EVALUACIÓN PSICOLÓGICA INFANTIL (API)
Raquel DONE1
e-mail: queldonega@gmail.com
Mara Sizino da VICTORIA2
e-mail: marasizino@id.uff.br
Nayara MESQUITA3
e-mail: psi.nayaram@gmail.com
How to reference this article:
DONEGÁ, R.; VICTORIA, M. S. da; MESQUITA, N.
"Water" sensory book as a complementary source in the child
psychological assessment process (CPA). Doxa: Rev. Bras.
Psico. e Educ., Araraquara, v. 25, n. 00, e024013, 2024. e-
ISSN: 2594-8385. DOI:
https://doi.org/10.30715/doxa.v25i00.19527
| Submitted: 29/07/2024
| Revisions required: 11/10/2024
| Approved: 19/11/2024
| Published: 13/12/2024
Editor:
Prof. Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiro
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro RJ Brazil. Clinical Psychologist; Master's student
in History of Sciences and Techniques and Epistemology (HCTE-UFRJ); Psychology (UFF), Literature (UNIB)
and Pedagogy (UNINTER); Specialist in Portuguese Language (PUC-SP).
Fluminense Federal University (UFF), Rio das Ostras RJ Brazil. Doctoral degree in Mental Health
(IPUB/UFRJ), Adjunct Professor, UFF, Rio das Ostras Campus, Psychology Dept.
Fluminense Federal University (UFF), Rio das Ostras RJ Brazil. Clinical Psychologist, graduated in
Psychology (UFF); Postgraduate student in Psychology and Neuropsychology Assessment (Faculdade Líbano).
"Water" sensory book as a complementary source in the child psychological assessment process (CPA)
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 19, n. 00, e024013, 2024. e-ISSN: 2594-8385
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ABSTRACT: Sensory books are mainly used in the educational context and are considered
structured playful resources. This article aims to present the sensory book "WATER" to enrich,
deepen, and expand the process of Psychological Assessment of Children, promoting the
analysis of developmental aspects through a dynamic approach. Composed of felt pages that
stimulate investigation through a variety of scenarios, textures, colors, and shapes, this material
can be a powerful element in the evaluative processes of children aged 3 to 5, highlighting the
possibility of individual customization, as it is a handmade product. As a result, the possibilities
for investigating cognition, psychomotricity, and socio-emotional aspects are presented.
Therefore, it is proposed that the sensory book be investigated as a complementary resource in
the child psychological assessment.
KEYWORDS: Sensory book. Child Psychological Assessment. Cognition. Psychomotricity.
Socio-emotional.
RESUMO: Os livros sensoriais são utilizados principalmente no contexto educacional, sendo
considerados recursos lúdicos estruturados. Este artigo visa apresentar o livro sensorial
“ÁGUA” para enriquecer, aprofundar e ampliar o processo da Avaliação Psicológica Infantil,
favorecendo a análise de aspectos do desenvolvimento por meio de uma abordagem dinâmica.
Composto por páginas de feltro que estimulam a investigação por meio de uma diversidade de
cenários, texturas, cores e formas, este material tem o potencial de se tornar um elemento eficaz
nos processos avaliativos de crianças de 3 a 5 anos. Ressalta-se, ainda, a possibilidade de
personalização individual, considerando que se trata de um produto artesanal. Como
resultado, apresentam-se as possibilidades de investigação da cognição, da psicomotricidade
e dos aspectos socioemocionais. Diante disso, propõe-se a investigação do livro sensorial como
recurso complementar na API.
PALAVRAS-CHAVE: Livro sensorial. Avaliação psicológica infantil. Cognição. Psicomotricidade.
Socioemocional.
RESUMEN: Los libros sensoriales se utilizan principalmente en el contexto educativo y se
consideran recursos lúdicos estructurados. Este artículo tiene como objetivo presentar el libro
sensorial "AGUA" para enriquecer, profundizar y ampliar el proceso de Evaluación Psicológica
Infantil, favoreciendo el análisis de aspectos del desarrollo a través de un enfoque dinámico.
Compuesto por páginas de fieltro que estimulan la investigación a través de una variedad de
escenarios, texturas, colores y formas, este material puede ser un elemento potente en los
procesos evaluativos de niños de 3 a 5 años, destacando la posibilidad de personalizarlo
individualmente, ya que se trata de un producto artesanal. Como resultado, se presentan las
posibilidades de investigación de la cognición, la psicomotricidad y los aspectos
socioemocionales. Por lo tanto, se propone investigar el libro sensorial como recurso
complementario en la Evaluación Psicológica Infantil.
PALABRAS CLAVE: Libro sensorial. Evaluación psicológica infantil. Cognición.
Psicomotricidad. Socioemocional.
Raquel DONEGÁ, Mara Sizino da VICTORIA and Nayara MESQUITA
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Introduction
Child Psychological Assessment (CPA) is considered a complex process that
involves several stages in which the child's psychological phenomena can be observed and
analyzed (Lins; Muniz; Cardoso, 2018; Mansur-Alves et al., 2021). In this sense, promoting
an appropriate setting for assessment, which favors the psychologist-child relationship,
contributes to the perception and investigation of aspects related to cognitive, psychomotor,
and socio-emotional development (Roza et al., 2022).
According to Resolution 31/2022 (CFP, 2022a), which establishes guidelines for
conducting psychological assessments, scientific methods, techniques, and instruments
should be used as fundamental sources of data collection (CFP, n.d). In addition, the
resolution provides for the "use of complementary sources of information", such as technical
documents and resources not specific to psychology, whose scientific support is recognized
by relevant research (CFP, 2022a). In order to assess children's psychological aspects, it is
necessary to use different work methodologies that stimulate their interest and involve them
in this process (Silva; Naves; Lins, 2018). In addition, it is necessary to consider that playful
aspects are adopted to provide greater adherence of the child to the process and fluidity in
communication (Roza et al., 2022).
It should be borne in mind that API is often directed at children whose behavior or
development does not match what is expected for their age group. Thus, when faced with
complaints from professionals and the adults around them, such as educators, doctors, family
members and professionals, an investigation is called for in order to screen for possible
delays, progress and compliance with standards (Giacomoni; Bandeira, 2016; Souza;
Velludo, 2021), with the priority being to identify these issues through fundamental sources,
to which can be added complementary sources whose scientific criteria are valid (Silva;
Yates; Oliveira, 2021; Souza; Velludo, 2021). The process can be accompanied and
conducted simultaneously by a team of professionals, including the psychologist, whose role
will be to investigate the psychological characteristics required in the context, always in line
with specific objectives (CFP, 2022b).
The scenario is marked by the use of careful, psychometric methods, but demands
complementary resources that enhance the search for relevant results. In view of this, this article
aims to present the sensory book "WATER" produced to enrich, deepen, and broaden API by
analyzing cognitive, psychomotor, and socio-emotional aspects through a dynamic approach.
"Water" sensory book as a complementary source in the child psychological assessment process (CPA)
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Book as support in the API and the potential of the sensory book
In the API, there are few initiatives aimed specifically at this audience, despite the
efforts of quality references such as Lins, Muniz and Cardoso (2018) and Mansur-Alves et
al. (2021). In light of this, the Child Psychological Assessment Laboratory (LAPi) at the
Fluminense Federal University, Rio das Ostras campus, is a space that has been investing in
API research since 2019, with positive results in the Applied Psychology Service (SPA),
developing research for cognitive, psychomotor and socio-emotional assessment, arriving at
the sensory book "WATER".
The sensory book can be described as a structured material made of fabric, felt, or
Ethyl Vinyl Acetate (EVA). Due to its handmade nature and target audience, it uses seams
and collages that can be interacted with by hand and, therefore, needs to be child resistant.
According to Ochoa (2015), it has an attractive appearance and a pedagogical or educational
function, focused on the exercise of development. This material, which can also sometimes
be found in the expressions quiet book or busy book is so named because it is an artifact that
resembles the conventional book: cover, pages, and characters, but produced with materials
that exploit the tactile sense through materials with textures, colors, and shapes. It can be
said that the sensory book values the sensory aspects in a more enriching way than the
traditional book, which places more emphasis on the visual sense, due to illustrations and
printed narratives.
The perspective adopted here is that of the sensory book as a book object, which can
be manipulated freely and safely by the child, preserving its playful character while enabling
a close relationship between the author and the mediator of the object created (Ramos, 2017;
Letria, 2020; Regatão et al., 2021). In this way, the interaction can be broadened by the ever-
new encounter between the author's creation and the child's use of it. This resource is in line
with the propositions of Maria Montessori (1987; 2010), who focused her practice on the
"education of the senses", with the creation of teaching materials with a sensory emphasis.
Sensory books, therefore, offer the opportunity for children to use stimuli in a variety of
ways, creating a unique narrative.
In API, there are few publications on the relevance of children's literature in the
assessment process (Roza et al., 2022; Roza et al., 2023; Oliveira et al., 2023), and there is
no content relating sensory books to the area of psychological assessment. However, some
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have shown the importance of this resource with children in early childhood education
(Pettenon et al., 2017), with visual impairments (Ochoa, 2015; Jacob, 2017; Francisco,
2021), and hearing impairments (Alves, 2021).
Child development assessment
Child development has been the subject of extensive and in-depth study based mainly
on cognitive psychology, developmental psychology, and neuropsychology. In light of this,
the contributions of Wajman (2021); Fonseca (2011; 2018); Salles, Haase and Malloy-Diniz
(2016); Vigotsky (2007); Piaget (1999); Biaggio (2015), among others, are noteworthy. We
are particularly interested in the interdisciplinary aspects of these studies, especially the basic
concepts and developmental milestones relating to aspects of cognition, psychomotricity,
and socio-emotional skills in children.
Cognition can be understood as knowledge. It results from the association of
"attention, perception, emotion, memory, motivation, integration and central monitoring,
sequential and simultaneous processing, planning, problem-solving and the expression of
information communication" (Fonseca, 2011, p. 32, our translation). In view of the
conceptual breadth of child development, we highlight aspects relating to attention and
memory, temporal and spatial orientation, sensory perception and psychomotor skills, and,
finally, social and emotional skills.
Attention is a construct organized into subtypes and is associated with the ability to
select environmental stimuli and process them differently from others (Carreiro; Machado-
Pinheiro, 2019). In this sense, sustained attention should be assessed (Rueda et al., 2008);
concentrated and divided attention (Braga, 2007) and alternating and diffuse attention
(Dalgalarrondo, 2019; Braga, 2007).
Memory can be described as the part of cognition marked by the ability to retrieve
information and learning that is coded and stored in an integrated way, even if it is non-
specific, since this retrieval can follow complex patterns that are difficult to trace and
understand (Fonseca, 2011; Dalgalarrondo, 2019). In this way, it is suggested that it be
observed from the manifestation of the relationships between attention and working memory,
competitive selection, sensory control top-down, and salience filters, so it is worth briefly
going into these aspects (Dalgalarrondo, 2019). It is suggested to evaluate working memory
(Roscioli; Tomitch, 2022); episodic memory (Kochhann et al., 2020); semantic memory
"Water" sensory book as a complementary source in the child psychological assessment process (CPA)
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(Boroujeni; Mahmoudian; Jarollahi, 2020; Dalgalarrondo, 2019), and procedural memory
(Dalgalarrondo, 2019; Mourão Jr.; Faria, 2015), observing the stages of development.
According to Dalgalarrondo (2019), spatial orientation is the ability to assess
direction and distance, while temporal orientation is a mental aspect that concerns the ability
to indicate chronological moments, perceiving variations in duration and continuity. These
skills tend to be developed late, a factor that leads us to dialog with Piaget's (1999)
propositions about the preoperative period. At this stage, the child is not yet able to carry out
mental operations in an abstract way and is in a more concrete phase, marked by egocentric
thinking and difficulty in understanding abstract concepts. In this period, due to the abstract
nature of time, children can have perceptual difficulties, such as confusing size with age, for
example, interpreting a short adult as a child, and the number of stops with the time elapsed
- a journey, for example, can seem excessively tiring if there are too many stops along the
way.
Sensory perception stems from becoming aware of a sensory stimulus, i.e., physical,
chemical, or biological stimuli that are external or internal to the body, which can be received
from visual, tactile, auditory, olfactory, gustatory, proprioceptive, and kinaesthetic sources.
A didactic separation gives indications that sensation is passive and perception is active,
creative, and subjective, since the former stems from reception by the organism while the
latter results from the construction of a synthetic perception about the stimuli received, which
results from the articulation between the current stimulus and previous experiences in the
face of a perceived stimulus (Dalgalarrondo, 2019).
Studies in the area of psychomotricity find a solid basis in the provocations of Bloom
et al. (1979), who described the psychomotor domain as part of three domains intrinsic to
educational objectives: cognitive, affective, and psychomotor. According to him, the
development objectives related to this domain focus on motor or muscular skills and the
manipulation of materials and objects, which require neuromuscular coordination.
Fonseca (2011; 2018) explores psychomotricity as an area of knowledge responsible
for investigating the interaction between psychological functions and motor development.
When assessing psychomotor skills, it is essential to understand that aspects related to
intellectual development are analyzed in conjunction with motor skills in order to achieve
the proposed objectives. In this context, it is essential to observe how the individual selects
stimuli, focuses on details, repeats actions in search of excellence, identifies differences and
similarities, and generalizes situations (Fonseca, 2011). To this end, procedures such as
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questioning and asking for justifications are relevant, since these processes stimulate
metacognition through reflective provocations. From a motor point of view, it is essential to
pay attention to elements such as tone, posture, laterality, somatognosy, spatial-temporal
structuring and organization, rhythm, global and fine praxis, visual-motor integration and
slowness (Fonseca, 2011; Rebelo et al., 2020; Sacchi, Metzner, 2019).
The socio-emotional aspect is considered a complex construct that can be observed
through non-cognitive skills (Marin et al., 2017). The term comes from the combination of
social and emotional, and refers to both competencies and skills related to these two fields
(Oliveira, 2023). It is, therefore, worth going into aspects related to each of these areas in
order to understand the central elements of the assessment of socio-emotional aspects.
The research by Marin et al. (2017) addresses socio-emotional as a competence,
investigating the concepts and instruments associated with this construct. According to the
authors, socio-emotional factors are related to aspects of the development and social and
emotional adjustment of young people and to the assessment of levels of pleasure and well-
being. In addition, the proposals of the Collaborative for Academic, Social and Emotional
Learning (CASEL), an American institution that gathers research and promotes the school
and educational systematization of social and emotional learning (Social and Emotional
Learning - SEL), guide an integrated learning process between school and society. In this
process, five fundamental dimensions are developed: 1) Self-awareness; 2) Self-
management; 3) Social awareness; 4) Relational skills; and 5) Responsible decision-making
(Casel, 2020).
Thus, socio-emotional is stable in terms of the perception of external behavioral
aspects, which are more related to social and internal regulation, which is directly related to
emotional manifestations (Oliveira, 2023). Therefore, when looking at this construct, we
suggest being clear about the model used and the aspects that will be observed during the
evaluation.
"Water" sensory book as a complementary source in the child psychological assessment process (CPA)
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Methodology
The production of the sensory book "WATER" took place within the scope of
extension and research at the Fluminense Federal University, Rio das Ostras campus (RJ),
Psychology course, in 2023 and followed a number of stages.
First stage - Bibliographic survey: a bibliographic survey of pages in Portuguese was
carried out through Google Scholar using the expression "sensory book", from 2015 to 2023,
and 119 works were found. However, none of them were directly related to the area of child
psychological assessment. The presence of this resource in education stands out as a
pedagogical strategy, especially in early childhood education, as well as in arts and design.
In this sense, some references were inspiration for this work, among them: Regatão et al.
(2021), Ramos (2017), Giraud et al. (2017), Brandão (2016), and Ochoa (2015), whose work
mobilized discussions and decisions about the format; the narrative, thematic and
scenographic continuity; the variety of materials; and, above all, the perception of the book-
object as a potential resource for clinical management. Goulart (2008); Efrom et al. were
used as the theoretical basis for designing the scenarios. (2011), Fonseca (2011, 2018) and
Delval (2002).
Second stage - Creation of the book's theme and selection of the target audience: after
some discussions on children's book themes, the basic theme "WATER" was decided upon,
which provides a relationship with various characters, animals, nature, water cycles, and
their transformations. The material was structured with a focus on assessing children aged 3
to 5.
Third stage - Page planning: The team got together and set the book with the objective
of building scenarios based on the theme of water, going through challenges, and playing
with the characters. It was decided that the sensory book would consist of four scenarios,
with no written narrative, containing only the cover and the title "WATER". A storyboard
sketch of the ideas for each scenario, presented in continuous frames, was produced, and
reference images were selected to guide the development of the project.
Fourth stage - Selection of materials and tools: research was carried out to identify
safe and resistant materials suitable for the theme of the sensory book. The materials used
included: felt as a base for the pages; tulle fabric; Velcro; synthetic grass; sisal fabric; crystal
clear plastic; buttons; beads; movable eyes; mini pompoms; mini clothespins; round
magnets; decorative plastic appliqués; rice; waxed thread; sewing thread; trimmings;
grosgrain and satin ribbons; sisal rope; and lobster, T, magnetic, snap and hook-and-loop
Raquel DONEGÁ, Mara Sizino da VICTORIA and Nayara MESQUITA
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fasteners. The tools used were a sewing machine, hot glue guns (large and small), sewing
and crochet needles, and scissors.
Fifth stage - Selecting the characters: The number of characters and their
characterizations were established. We, therefore, decided on the following elements for the
finger puppet scenes: (1) butterfly, which flies; (2) frog and alligator, which swim but also
roam on land; (3) cat, which only roams on land and doesn't like water; and (4) human.
Sixth stage - Making the book: It was made by just one member of the team, and two
copies were finished.
Results
When using the material, it is recommended that the child and assessor interact, starting
with the child freely handling the material. After the initial investigation, the assessor offers the
child the opportunity to investigate the material, inviting them to choose a character to go
through the scenes in the book. The child should be encouraged to interact with the scenery if
they don't.
In view of the perceived lack of thematic continuity, confirmed by Ochoa's research
(2015), the proposal seeks to materialize a common childhood theme: water. When handling
the material, it is possible to observe aspects of motor, linguistic, and behavioral development
that are enhanced by investigating children's sensory perception. The API can be facilitated
through interaction with the book, which is made up of a variety of textures, colors, shapes, and
materials. The theme "water cycle" serves as the basis for constructing a path to be explored,
and the pages function as the setting for a narrative to be enunciated by the assessor. In addition,
the book features a variety of characters that can be chosen during use.
The cover (Figure 1) is made from blue felt and contains a pocket where the characters
are stored. Above, it reads "WATER" in stick letters. At the top of the bag, the vowels are
displayed using movable beads.
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Figure 1 - Cover
Source: Prepared by the author.
Scenario 1 (Figure 2) shows a separation between sky and ground, identified visually
and by the change in fabric. The clouds are made from different materials, colors, and shapes,
as are the three trees. One of the trees can be connected to another by wires attached to
buttons. The lower part represents a pond with water lilies, but it can also be interpreted as
a grass path. This route begins with a pink flower that holds, in a pocket on the back, circular
pieces with beads varying in number from 1 to 7, arranged consecutively from left to right.
The course contains circles of increasing size.
Figure 2 - Scenario 1, Garden View
Source: Prepared by the author.
The second scenario (Figure 3) continues the gray clouds that appeared in the
previous scenario. In this one, the whole background is greyish, with a greater number of
clouds (7) made of various soft materials, and larger than those on the previous page. The
lower part is made up of a waterfall on the right, with three wavy strands with different clasps
at the end, which can be attached to the end of the element: 1) magnet; 2) T-clasp; and 3)
ball attachment. Also, on that side, you can walk through a labyrinth from left to right and
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top to bottom with beads of different sizes, shapes, and quantities. On the left, you can see a
sequence of seven columns made from a thin, flexible fabric. Each column has consecutive
beads from 1 to 7 that can be moved up and down. The lower part contains sequentially
numbered beads in the same quantities. In addition, the beads can be hidden at the bottom of
the clouds.
Figure 3 - Scenario 2, Rainy Day
Source: Prepared by the author.
The third scenario (Figure 4) has a light blue background. On the right-hand side, you
can see a hollowed-out circle at the top. On the right, a triangular-shaped hut stands out. This
element has a zipper closure and is located under a sand-colored fabric. The zipper is more
difficult to close, requiring two hands to open. On the right is a sea scene. It's made up of rice
and themed beads (pearl, mermaid, skull, coin, seahorse, and others) under transparent, flexible
plastic. It also has geometric shapes on the back (circles, triangles, squares, and rectangles),
each attached with a blue thread.
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Figure 4 - Scenario 3, Walk on the beach
Source: Prepared by the author.
The last scene (Figure 5) is made up of a ribbon with clouds on it, from which 7
colors with different fasteners and colors come out on the left side: 1) red, snap fastener; 2)
orange, carabiner fastener; 3) yellow, hitch fastener (bag); 4) green, zipper; 5) blue, button;
6) indigo, magnet fastener; 7) lilac, hitch buckle (backpack). On the right-hand side, there is
a square with a 9-piece jigsaw puzzle showing a composition of blue sky, sun, clouds, sea,
and boat. The sun and the boat are made of geometric figures. The pieces are attached to the
felt with Velcro. The back of the book has no activities.
Figure 5 - Scenario 4, Rainbow
Source: Prepared by the author.
The motor skills present in the child's repertoire may be improved and enriched by
handling the sensory book, considering that, throughout the pages, the child is encouraged
to make movements for different purposes, using the characters and the environment in
various ways. During the interaction with the book, motor coordination is observed, the
character's ability to move around based on critical and logical thinking, the recognition of
environmental aspects and the variability in the orientation of elements, the precision or
difficulty in removing and repositioning pieces in other places, as well as reactions to the
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tasks of fitting and moving the pieces present in the story. The sensory book also allows
children to create their own stories, promoting the development of narratives based on the
elements they choose to use. In addition, at the end of the book, the assessor is presented
with different alternatives that form the shape of a rainbow. At this point, you can observe
how the child fits the pieces together, their reaction to the levels of difficulty, and their
response to the noise made by the pieces.
Discussion
Fonseca (2011) proposes that child assessment should be marked by integrating
information in a humanized, precise, and interactive way, aiming to predict interventions by
observing the cognitive apparatus already developed and paying attention to potential.
The sensory book is a flexible, playful resource for enriching the evaluation process
for children, making it possible to assess skills and stimulate development. However, it is
clear that mere exposure to isolated activities may not be enough to observe global and
intersubjective aspects in the API, so promoting the playful space through play is a necessary
activity. The use of a sensory book, which allows for play, is in line with Maria Montessori's
contributions.
The Italian doctor and educator points out that play goes beyond simple
entertainment and is a fundamental activity for children. She reiterates the importance of
providing an environment that allows free choices to foster autonomy and the free
exploration of individual interests, so that the use of this material should not be imposed.
Her contributions highlight play as a crucial tool for children's overall development,
providing valuable experiences that contribute to building skills throughout their growth
(Montessori, 1987; 2010). In view of the above, we propose to broaden the discussion about
cognition, psychomotricity, and socio-emotional skills in order to support the use of the book
as a complementary source to interviews, observations, and psychological tests.
When handling the book, attention can be assessed globally, by observing, for
example, whether the child remains fully attentive to the resource or looks for external
elements, even when instructed to remain focused; or how they deal with the investigation
of each resource, such as finishing an activity or switching between activities without
concentrating on solving any of them. In addition, it is possible to observe the child's focus
on pages with many stimuli, analyzing the duration of attention and selection modes. In this
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context, aspects such as concentration capacity and time, fatigue, perception of
environmental stimuli, distraction, and distractibility are assessed, elements that can help
diagnose disorders such as attention deficit and/or hyperactivity disorder (ADHD) and
autism spectrum disorder (ASD) (Dalgalarrondo, 2019).
Working memory can be analyzed by asking for a sequence of relatively complex
tasks, observing what is retained and carried out, or by the cognitive resources used to solve
a puzzle. Episodic memory can be assessed by asking the child to narrate an event related to
the scenes in the book, an important celebration, something that happened in the last session,
or to recount the activities carried out at the end of a session. Finally, procedural memory,
because it is implicit, should be analyzed through motor skills and performance in recurring
activities, such as cutting with scissors, tying shoes, conjugating verbs, or playing an
instrument, considering that repetition and exposure to trial and error contribute to its
consolidation.
Temporal and spatial orientation can be assessed based on the child's perception of
the outside world, since in order to produce images and mental representations of themselves,
they are anchored to concrete resources in their daily lives, such as natural light, meals and
the departure or arrival of a guardian. In addition, children at this age are expected to be able
to formulate answers about spaces, times, quantities, relationships, and transformations, such
as front, back, next to, inside, outside, above, below, bigger, smaller, equal, together, apart,
near, far, etc.
Based on the psychomotor development criteria, the assessment begins with the
child's postural observation, investigating possible alterations in global motor skills that can
be referred to specialized professionals. In handling the book, especially fine motor skills
and the expected synchronization between intention and movement should be observed,
including analyzing the emotional effects of the inability to carry out mental planning. To
this end, the proposed questions encourage observation of the problem-solving process
carried out by the child, including asking them to pause, reflect, listen to the guidance again,
observe and imagine what needs to be done, and then carry out an action and, if possible,
explain it to the evaluator. Thus, activities such as running, jumping, throwing, kicking,
balancing, dancing, reaching, and climbing up and down stairs should be observed, but when
handling the book, it is possible to observe actions such as holding, pinching, pressing,
fitting, squeezing, dragging, joining, separating, rubbing, among others. It is also
recommended to observe the alternation of limbs, laterality, voluntary and involuntary
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movements, bizarre movements, rhythm of movement, hyperkinesis, hypokinesis, laterality,
stereotypes, and perseverance, among others.
In the socio-emotional construct, the book contributes to the evaluation of the
recovery of childhood experiences. The playful aspect provides the conditions for
investigating social relationships; moreover, the characters in the finger puppets make it
possible to personify subjects with whom the child relates. In this sense, in the social field,
it is possible to investigate the ability to communicate feelings and affections, as well as
interpersonal communication, which can be stimulated between the evaluator and the
evaluator or between the different characters. Conflict management, problem-solving, and
decision-making can also be investigated, since the scenarios present a variety of situations
that can be interpreted as problems, such as hiding in the tent, being without an umbrella,
not knowing how to swim, forgetting sunscreen, among others, considering that these actions
depend on the ability to carry out activities together with other subjects or under their
influence.
Final considerations
Using children's books as a resource in API is a way of tapping into the child's
imagination and enabling hidden aspects to emerge from the interaction between the
individual and the play. From this perspective, the sensory book is an instrument that can be
inserted into children's environments, enabling other ways of investigating phenomena.
Given the complexity of child development, offering a range of fundamental and
complementary sources for API is valuable. By using the sensory book as additional
material, it is possible to investigate the child considering the greater number of crossings
present in their constitution. Thus, the sensory book is a valuable resource in the evaluation,
since it intertwines the playful with the sensory, making it possible to explore the multiple
elements that surround the youngest child, from 3 to 5 years old.
In addition, it is a craft resource and can be used as a basis for producing and
elaborating other materials. Finally, we would like to highlight the introductory and
investigative nature of this study on the use of sensory books and recommend in-depth
studies on each of the areas of development identified in the research: cognition, motor skills,
communication, behavior, and emotions.
It is important to emphasize that the use of complementary resources not only serves
"Water" sensory book as a complementary source in the child psychological assessment process (CPA)
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to confirm results, as one might believe, but also to observe factors that were overlooked
during the formal evaluation process. Thus, using resources that favor the emergence of
hidden subjective aspects is essential to give direction to the psychodiagnosis, focusing both
on possible difficulties and the child's potential.
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CRediT Author Statement
Acknowledgements: Not applicable.
Funding: Not applicable.
Conflicts of interest: There are no conflicts of interest.
Ethical approval: Not required.
Availability of data and material: Not applicable.
Author contributions: Raquel Donegá: Conceptualization, Data management, Resources,
Writing and Review; Mara Sizino da Victoria: Conceptualization, Methodology, Project
management, Writing and Review; Nayara Mesquita: Conceptualization, Writing and
Review.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, standardization and translation.