Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026010, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20197 1
DESAFIOS E PERSPECTIVAS DE ESTUDANTES NA TRANSIÇÃO DO ENSINO
MÉDIO PARA O ENSINO SUPERIOR
DESAFÍOS Y PERSPECTIVAS DE LOS ESTUDIANTES EN LA TRANSICIÓN DE LA
EDUCACIÓN SECUNDARIA A LA EDUCACIÓN SUPERIOR
CHALLENGES AND PERSPECTIVES OF STUDENTS IN THE TRANSITION FROM
HIGH SCHOOL TO HIGHER EDUCATION
Max Roberto Santos VILLAFAN
1
e-mail: villafan[email protected]
Lúcia da Rocha UCHÔA-FIGUEIREDO
2
e-mail: uch[email protected]
Rosangela Soares CHRIGUER
3
e-mail: chr[email protected]
Como referenciar este artigo:
Villafan, M. R. S., Uchôa-Figueiredo, L. R., & Chriguer, R.
S. (2026). Desafios e perspectivas de estudantes na transição
do Ensino Médio para o Ensino Superior. Doxa: Rev. Bras.
Psico. e Educ., 27, e026010.
https://doi.org/10.30715/doxa.v27i00.20197
| Submetido em: 28/04/2025
| Revisões requeridas em: 10/05/2025
| Aprovado em: 15/06/2026
| Publicado em: 20/07/2026
Editor:
Prof. Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiro
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Faculdade ESAMC Santos (ESAMC), Santos São Paulo (SP) Brasil. Professor de Graduação na ESAMC e
Pós-graduando do Programa de Pós-graduação em Ensino em Ciências da Saúde, mestrado profissional da
Universidade Federal de São Paulo.
2
Universidade Federal de São Paulo, campus Baixada Santista (Unifesp-BS), Santos São Paulo (SP) Brasil.
Professora Associada III do Departamento de Saúde, Educação e Sociedade do Instituto de Ciências da Saúde e
do Programa de Pós-graduação em Ensino em Ciências da Saúde.
3
Universidade Federal de São Paulo, campus Baixada Santista (Unifesp-BS), Santos São Paulo (SP) Brasil.
Professora Associada IV do Departamento de Saúde, Educação e Sociedade do Instituto de Ciências da Saúde e
do Programa de Pós-graduação em Ensino em Ciências da Saúde.
Desafios e perspectivas de estudantes na transição do Ensino Médio para o Ensino Superior
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026010, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20197 2
RESUMO: O presente artigo objetivou compreender os desafios e as perspectivas dos
estudantes do terceiro ano do Ensino Médio da Etec do Guarujá em relação à sua futura inserção
no Ensino Superior. Como método, foram realizadas três rodas de conversa em que
participaram um total de 30 estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, sendo dez de cada um
dos itinerários dos eixos temáticos Exatas, Humanas e Biológicas. Os resultados mostram que
os pais têm influência direta na escolha profissional dos filhos. Observou-se que os estudantes
apresentam inseguranças e medos para fazer a escolha certa. Essa transição delicada gera
ansiedade, e se faz necessário o apoio atencioso dos responsáveis e dos educadores, trazendo
segurança. Conclui-se que cuidar das vivências desses jovens, oferecendo apoio emocional,
suporte e orientação, é essencial para que trilhem um caminho mais leve e bem-sucedido.
PALAVRAS-CHAVE: Ensino Médio. Ensino Superior. Ansiedade. Apoio emocional. Futuro
profissional.
RESUMEN: Este artículo tuvo como objetivo comprender los desafíos y perspectivas de los
estudiantes del tercer año de la educación secundaria de la Etec de Guarujá en relación a su
futura inclusión en la educación superior. Como metodología se realizaron tres círculos de
conversación en los que participaron un total de 30 estudiantes de tercer año de la educación
secundaria, diez de cada uno de los ejes temáticos Ciencias Exactas, Humanidades y
Biológicas. Los resultados muestran que los padres tienen una influencia directa en la elección
profesional de sus hijos. Se observó que los estudiantes presentan inseguridades y miedos sobre
tomar la decisión correcta. Esta delicada transición genera ansiedad, y es necesario un apoyo
atento de padres y educadores, que les brinden seguridad. Se concluye que atender las
vivencias de estos jóvenes, ofreciéndoles apoyo emocional, respaldo y orientación, es
fundamental para que puedan seguir un camino más sencillo y exitoso.
PALABRAS CLAVE: Escuela secundaria. Educación superior. Ansiedad. Apoyo emocional.
Futuro profesional.
ABSTRACT: This article aimed to understand the challenges and perspectives of third-year
high school students at Etec Guarujá in relation to their future insertion in higher education.
As a research method, three conversation circles were held, involving a total of 30 third-year
high school students, ten from each of the thematic areas Exact Sciences, Humanities, and
Biological Sciences. The results show that parents have a direct influence on their children's
career choice. It was observed that students experience insecurities and fears about making the
right choice. This delicate transition generates anxiety, and the attentive support of parents and
educators is necessary to provide a sense of security. It is concluded that attending to these
young people’s experience, by offering emotional support, guidance, and counseling, is
essential for them to follow a smoother and more successful path.
KEYWORDS: Middle school. Higher education. Anxiety. Emotional support. Professional
future.
Max Roberto Santos Villafan, Lúcia da Rocha Uchôa-Figueiredo & Rosangela Soares Chriguer
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026010, 2026. e-ISSN: 2594-8385
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INTRODUÇÃO
A expectativa de adentrar em uma universidade de prestígio ou ao mercado profissional
é uma realidade enfrentada por muitos jovens ao concluir o ensino médio. Essa pressão,
frequentemente internalizada como um imperativo, é exacerbada pela influência dos familiares
e da sociedade, criando um ambiente propício ao desenvolvimento da ansiedade. De acordo
com Vianna et al. (2009), a ansiedade é um transtorno que pode se manifestar desde a infância
e adolescência, sendo influenciada por fatores sociais e familiares.
No ingresso ao Ensino Superior, um dos principais desafios enfrentados pelos
estudantes é a adaptação ao novo ambiente acadêmico. Vários estudantes lidam com uma
sensação de sobrecarga em virtude da carga de trabalho e da complexidade dos conteúdos
abordados Além disso, a falta de orientação adequada durante o Ensino Médio pode contribuir
para a dificuldade de adaptação (Garcia-Silva et al., 2025).
A gestão do tempo também se torna um fator significativo nesse processo. Estudantes
que não desenvolveram habilidades eficazes de gerenciamento de tempo no Ensino Médio
podem encontrar dificuldades para equilibrar estudos, trabalho e vida pessoal (Soares et al.,
2020). A transição do Ensino Médio para a universidade é um período crítico, onde a pressão
acadêmica e as expectativas de desempenho podem aumentar significativamente os níveis de
ansiedade entre os jovens brasileiros (Assis et al., 2007).
Assis et al. (2007) destacam que a ansiedade pode ser exacerbada pela expectativa de
desempenho acadêmico e profissional, muitas vezes imposta pelos pais e pela sociedade. Essa
pressão constante pode levar a sintomas físicos e emocionais significativos, afetando o bem-
estar geral dos jovens. Além disso, Soares (2002) aponta que a adaptação ao ambiente
universitário pode ser um desafio adicional, contribuindo para o aumento da ansiedade. A falta
de uma rede de apoio adequada e a alta exigência acadêmica são fatores que dificultam essa
transição.
Diante desse cenário, é fundamental que pais, educadores e a sociedade como um todo
estejam atentos aos sinais de ansiedade nos jovens, buscando criar um ambiente mais acolhedor
e menos opressivo. A compreensão e o apoio podem ter um impacto significativo na saúde
mental e no desenvolvimento saudável dos estudantes.
Ademais, a transição para o Ensino Superior pode ser emocionalmente desafiadora, uma
vez que muitos estudantes vivenciam sentimentos de ansiedade e insegurança ao se deparar
com um novo ambiente e novas expectativas. A pressão para ter um bom desempenho
acadêmico pode levar ao estresse e à exaustão emocional (Gonçalves et al., 2025).
Desafios e perspectivas de estudantes na transição do Ensino Médio para o Ensino Superior
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026010, 2026. e-ISSN: 2594-8385
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A transição para o ensino superior é um período complexo para os estudantes, no qual
o apoio familiar e a orientação dos educadores se mostram pilares fundamentais, conforme
citam Terruggi et al. (2019). Famílias que oferecem suporte emocional e financeiro,
incentivando a autonomia, contribuem significativamente para a confiança e preparo dos
jovens. Paralelamente, educadores que estabelecem relações positivas e oferecem
direcionamento acadêmico eficaz podem mitigar os desafios dessa transição. Contudo, para que
os educadores desempenhem esse papel de forma otimizada, é crucial considerar seu próprio
bem-estar.
O estudo conduzido por Garcia-Silva et al. (2025) apresenta uma correlação positiva
entre as condições laborais e a capacidade dos docentes de promover o engajamento e o
acompanhamento discente. Sob essa perspectiva, o investimento no bem-estar docente
transcende uma questão de equidade profissional, configurando-se como uma estratégia
fundamental para otimizar o suporte oferecido aos estudantes em sua trajetória rumo ao ensino
superior.
A pressão excessiva da família para obter bons resultados acadêmicos pode aumentar
os níveis de estresse e ansiedade dos estudantes. Além disso, a falta de apoio emocional pode
dificultar a adaptação ao novo ambiente (Gonçalves et al., 2025). Educadores que não
proporcionam o suporte necessário ou que têm expectativas desproporcionais podem
intensificar a insegurança e o estresse entre os estudantes. A falta de retorno construtivo também
pode afetar negativamente a preparação dos estudantes para o ensino superior (Soares et al.,
2020).
Portanto, é essencial que escolas de Ensino Médio estabeleçam programas de orientação
vocacional e acadêmica. Tais programas podem ajudar os estudantes a entender suas opções de
carreira e a se prepararem para as exigências do Ensino Superior. As universidades também
podem desenvolver programas de integração destinados aos estudantes recém-ingressos.
Estudos mostram que a mentoria pode reduzir a ansiedade e aumentar a confiança dos
estudantes durante a transição (Gonçalves et al., 2025). A oferta institucional de suporte
psicológico configura-se como um fator crucial no bem-estar discente, especialmente no que
tange ao manejo do estresse e da ansiedade. Nesse sentido, o presente artigo objetivou
compreender os desafios e as perspectivas dos estudantes do terceiro ano do Ensino Médio da
Escola cnica Estadual (Etec) do Guarujá em relação à sua futura inserção no ensino superior.
Max Roberto Santos Villafan, Lúcia da Rocha Uchôa-Figueiredo & Rosangela Soares Chriguer
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METODOLOGIA
A realização da pesquisa se deu na Etec Alberto Santos Dumont, que oferece os
seguintes cursos do Ensino Médio no período da manhã: Itinerário Formativo em Ciências
Biológicas, Agrárias e da Saúde (Eixo Biológicas); Itinerário Formativo em Ciências Exatas e
Engenharia (Eixo Exatas) e Itinerário Formativo em Linguagens e Ciências Humanas (Eixo
Humanas). A referida Etec localiza-se no Jardim Ana Maria, no município do Guarujá, que
apresenta uma comunidade de 297.973 habitantes (IBGE, 2024).
A pesquisa de Mestrado Profissional realizada no Programa de Pós-graduação em
Ensino em Ciências da Saúde (PPGECS-MP) foi iniciada após aprovação do Comitê de Ética
em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, sob parecer 6321.266/2023 e CAAE
69932023200005505, e com o consentimento da direção da Etec e dos estudantes ou
responsáveis, após assinarem voluntariamente o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido e
o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
Para a coleta de dados, foram realizadas três rodas de conversa, em que participaram um
total de 30 estudantes do terceiro ano do ensino médio, sendo dez de cada um dos itinerários
dos eixos temáticos Exatas, Humanas e Biológicas. Optou-se por utilizar esse método por ser
amplamente utilizado em pesquisas de metodologias participativas e fundamentadas nas
oficinas de intervenção psicossocial, com a finalidade de criar um espaço de reflexão para os
participantes, onde possam discutir aspectos do cotidiano, como sua relação com o mundo, com
o trabalho e seus projetos de vida. Para que isso acontecesse de forma eficaz, foi essencial que
as rodas ocorressem em um ambiente onde os estudantes se sentissem livres para se expressar,
superando medos e barreiras pessoais, conforme citam Adamy et al. (2018).
No início dos encontros, foram adotados procedimentos específicos que asseguraram a
condução adequada da atividade. O mediador iniciou as sessões agradecendo a presença de
todos e destacou que o objetivo era promover um espaço de interação entre os participantes.
Foi solicitada autorização para a gravação das conversas, com a devida garantia de preservação
da privacidade dos participantes. Para assegurar o anonimato, os estudantes não foram
identificados e os encontros ocorreram ao longo de três dias distintos, na própria Etec,
respeitando a rotina dos estudantes e buscando minimizar qualquer impacto sobre as demais
atividades acadêmicas. A duração foi de aproximadamente 90 minutos.
Em um ambiente pedagógico que visava fomentar a autonomia discente e a
manifestação autêntica de suas perspectivas, compreensões e afetos, concedeu-se aos
estudantes tempo hábil para a livre expressão. A dinâmica discursiva foi estruturada por meio
Desafios e perspectivas de estudantes na transição do Ensino Médio para o Ensino Superior
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de um roteiro de questões previamente delineado, o qual foi um eixo condutor para aprofundar
a reflexão e estimular o engajamento dos estudantes nas temáticas em tela. O debate, portanto,
orientou-se pelas seguintes indagações: considerando o término do ensino médio, qual o
impacto deste período em sua experiência? Quais são suas projeções profissionais? Quais as
dificuldades e anseios vivenciados nesta etapa em relação às escolhas futuras? De que maneira
os pais/responsáveis influenciam este processo de transição? Qual a influência dos docentes
neste processo? Quais críticas e elogios direcionam à instituição escolar?
As rodas de conversas foram transcritas e posteriormente analisadas segundo a técnica
da análise temática de conteúdo (Bardin, 2016), com a finalidade de coletar as percepções e
reflexões dos participantes.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados extraídos da análise mostram duas categorias e sete subcategorias, que
serão apresentadas a seguir no Quadro 1:
Quadro 1.
Categorias de análise
CATEGORIA
Influência familiar
Escolhas profissionais e medos
Nota. Elaboração própria (2025).
A primeira categoria a ser apresentada será a categoria Influência familiar, que vai
mostrar três subcategorias: 1) Pressão para a escolha profissional; 2) Apoio na educação em
forma de rede; e 3) Expectativas parentais.
Categoria influência familiar
A análise das rodas de conversa permitiu identificar um conjunto de preocupações e
percepções dos estudantes concernentes ao mercado de trabalho e à progressão acadêmica.
Emergiram temas recorrentes que evidenciam a complexidade inerente ao processo decisório e
a pressão vivenciada pelos discentes. A constatação reforça a necessidade de adaptação para
adquirir novas habilidades e buscar oportunidades no mercado de trabalho contemporâneo
Max Roberto Santos Villafan, Lúcia da Rocha Uchôa-Figueiredo & Rosangela Soares Chriguer
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(Brasil, 2021; Carvalho, 2004). Essa segurança e disposição para o aprendizado superam o
receio e a hesitação, culminando também em melhorias financeiras. Nesta categoria, destacam-
se os impactos familiares, que se manifestam nas três subcategorias apresentadas a seguir.
Pressão para escolha profissional
No que diz respeito ao mercado de trabalho, a escolha da carreira e a indecisão frente às
diversas opções se mostraram preocupações relevantes entre os estudantes. A pressão familiar
e social por decisões rápidas e assertivas acentua essa ansiedade. Durante a roda de conversa,
os estudantes participantes expressaram:
Tem toda a pressão dos pais. (E15)
Meus pais queriam que eu fizesse logística para trabalhar aqui no meu tio, mas eu falei que eu
não queria. Estão chateados, muito engraçados. (E11)
Queria muito trabalhar na área de plantão, principalmente com crianças, porque eu vejo que
não tem atenção correta. Tem que pensar e orientar. A gente começa na infância e procura se
organizar. Então quero entrar no mercado que realmente dura, tipo assim. De fazer, filho. E já
consegui te falar, não seria um problema, mas tem a pressão dos pais. [...] Arrumar um
trabalho. Então, tem toda essa indecisão, tem toda uma pressão, é um negócio. (E5)
Ao compartilharem suas experiências, os estudantes revelam a pressão que vivenciam,
o que é compreensível, considerando que o processo de amadurecimento frequentemente se
associa a expectativas internalizadas. Seus relatos expressam anseios e evidenciam a
dificuldade em encontrar uma escuta atenta por parte da família. Essa observação converge com
a pesquisa de Coelho e Dell’Aglio (2018), que ressalta o impacto da pressão familiar nas
escolhas profissionais dos jovens. Conforme apontam Costa et al. (2025), para um
desenvolvimento profissional saudável, é crucial que a família proporcione atividades
educacionais que fomentem o pensamento crítico, a capacidade de resolver problemas e o
trabalho em equipe, habilidades essenciais para o sucesso em qualquer campo profissional.
Apoio na educação em forma de rede
A relevância do apoio e do incentivo parental tem se destacado como um elemento
fundamental no processo educacional, apesar de não ser uma experiência universal entre os
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estudantes. A necessidade de robustas redes de apoio, capazes de mitigar os desafios
constantemente reportados pelos estudantes, especialmente aqueles que residem em diferentes
bairros do município, torna-se evidente, conforme compartilhado em suas próprias vivências.
Meus pais sempre me apoiaram a fazer medicina. (E6)
Eu preciso de ajuda dele. Arrumar um trabalho. (E17)
Eu particularmente não tive muito apoio. Era mais básico. Eu fiz mais por mim, mas o apoio
dos pais, no geral, é muito importante. (E25)
Durante este período de transição acadêmica, o suporte assume um papel crucial, assim
como a disseminação de informações por meio de relatos de indivíduos experientes, os quais
podem fornecer exemplos valiosos aos estudantes. A prosperidade no percurso formativo
correlaciona-se diretamente com o apoio familiar, elemento essencial para a promoção do
desenvolvimento autônomo e da autoconfiança discente (Brito & Lyra, n.d.).
Expectativas parentais
Em suas reflexões, os estudantes demonstraram reconhecer a influência substancial dos
pais em suas trajetórias, atribuindo tal impacto à bagagem experiencial acumulada por estes.
Contudo, suscitaram uma ressalva concernente à importância da cautela parental, a fim de evitar
intervenções que possam se configurar como fatores de entrave ou prejuízo ao desenvolvimento
individual dos discentes. Nesse sentido, trouxeram em suas falas:
Mas tem toda a pressão dos pais. Você se sente na obrigação de estar em casa. (E13)
Eu sempre, desde pequena, quis fazer medicina. Fiquei indecisa sobre isso, mas acho que agora,
desde quando entrei no ensino médio até agora, fico muito indecisa, porque eu sei o quanto
custa, fica pesado para os meus pais. (E7)
Eu acho que eles têm um papel muito importante. [...] Eles são as pessoas que poderiam falar
o que ninguém entende. Poderiam ajudar os seus filhos nessa caminhada para a vida, porque
há uma transição. (E24)
Max Roberto Santos Villafan, Lúcia da Rocha Uchôa-Figueiredo & Rosangela Soares Chriguer
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Em consonância com Brito e Lyra (n.d.), a orientação parental desempenha um papel
crucial no processo de transição para a vida adulta na juventude. Contudo, é imperativo que
essa orientação seja exercida de maneira ponderada, evitando a imposição de escolhas que
possam cercear a autonomia dos jovens. A influência familiar excessiva nas decisões
profissionais pode deflagrar conflitos de interesse substanciais, sublinhando a complexidade
inerente a essa dinâmica.
Categoria escolhas profissionais e medos
A análise da referida categoria revela a significativa magnitude das incertezas que
circunscrevem o processo de escolha profissional. Tal espectro de inseguranças abarca desde
as apreensões concernentes à trajetória acadêmica futura, notadamente o receio de não lograr
êxito no ingresso ao Ensino Superior, até a miríade de indecisões que tipificam esta conjuntura
desenvolvimental. Ademais, cumpre ressaltar o impacto direto e substancial desta dinâmica
sobre a dimensão financeira dos sujeitos envolvidos e de seus respectivos núcleos familiares.
A análise desta categoria evidenciará a magnitude das incertezas que permeiam a
escolha profissional, abrangendo desde o futuro acadêmico, com o receio de não ingressar na
universidade, até as ltiplas indecisões que caracterizam este período, possuindo, ainda,
impacto direto na dimensão financeira dos sujeitos envolvidos.
Da segunda categoria encontrada, Escolhas profissionais e medos, emergiram quatro
subcategorias: 4) Incerteza sobre o futuro; 5) Medo de não ingressar no Ensino Superior; 6)
Indecisão; e 7) Questões financeiras, que serão apresentadas a seguir.
Incerteza sobre o futuro
A incerteza inerente ao período de transição para o ensino superior pode suscitar dúvidas
significativas, impactando o desempenho acadêmico e o processo de tomada de decisão
concernente à trajetória profissional. Este momento, caracterizado pela tensão entre a aspiração
pela continuidade dos estudos e a iminente necessidade de delimitação de uma área de
especialização, tende a exacerbar a apreensão relacionada à admissão na graduação. A
convergência de relatos discentes ilustra essa dinâmica, conforme evidenciado nas seguintes
manifestações:
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Eu quero fazer uma faculdade de psicologia, só que eu tenho medo de não conseguir ingressar
em uma faculdade ou em um emprego que eu queira, mas de fato não sei. Eu tenho bastante
medo disso. (E3)
Eu quero muito pensar no que quero hoje. Comecei a me pegar viajando sobre as minhas
escolhas, mas não é fácil. (E15)
À medida que ocorre a aproximação da conclusão do Ensino Médio, um espectro de
incerteza tende a envolver o corpo discente, motivado por múltiplos fatores. O iminente
distanciamento do ambiente escolar familiar e do círculo social estabelecido, aliado às
preocupações inerentes à transição para um novo ciclo, frequentemente desprovido de
referências concretas, contribui significativamente para a emergência de um quadro de
insegurança. Esta apreensão é corroborada por achados empíricos, que salientam a ansiedade e
o medo como obstáculos substanciais que podem impactar negativamente a trajetória
educacional dos estudantes. A investigação de Teixeira e Tassoni (2024) evidencia que a busca
por estabilidade financeira emerge como um fator preponderante, embora não exclusivo, nas
decisões concernentes à futura inserção profissional dos discentes.
Medo de não ingressar no Ensino Superior
O medo é um catalisador potente do estresse, insere-se na experiência dos estudantes,
tecendo uma rede complexa de sentimentos que impactam profundamente suas vidas no
trabalho e nos estudos. Em um momento crucial de autodescoberta, onde a ambição de
prosseguir os estudos se entrelaça com a busca por definir seus caminhos, o receio de não
alcançar a graduação emerge como uma sombra persistente. Os três relatos a seguir ecoam essa
luta interior, ilustrando a intensidade desse sentimento:
Tenho medo de não conseguir ingressar em uma faculdade que eu queira alcançar ou de não
conseguir alcançar nenhuma faculdade, eu tenho bastante medo disso. (E12)
Eu quero fazer uma faculdade de psicologia, só que eu tenho medo de não conseguir ingressar
em uma faculdade, de não conseguir alcançar nenhuma faculdade, eu tenho muito medo disso.
(E25)
Max Roberto Santos Villafan, Lúcia da Rocha Uchôa-Figueiredo & Rosangela Soares Chriguer
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Eu tenho um dos meus maiores desejos é o jornalismo, que é o que eu quero seguir. Mas, se
simplesmente não conseguir um lugar para trabalhar, se não conseguir ser bem remunerado
ou caso não seja bom naquilo que eu faço. Até por isso, fico em dúvida do que realmente
escolher daqui para frente. (E4)
A iminente decisão profissional suscita apreensão entre os estudantes, que ponderam
sobre a adequação de suas escolhas e o potencial retorno futuro. Essa ansiedade não é
infundada. Conforme Bock et al. (2018) assinalam, a escolha profissional configura-se como
um período crucial na trajetória juvenil, frequentemente permeado por incertezas e dúvidas
significativas. A definição da carreira no âmbito educacional apresenta um panorama
complexo, repleto tanto de desafios quanto de oportunidades que demandam análise cuidadosa.
Rossi e Favretto (2022) corroboram essa perspectiva, investigando o impacto da ansiedade e da
indecisão no processo de seleção de carreira e na transição para o ensino superior.
Sob a lente da teoria sociocultural de Lev Vygotsky (2008), compreendemos a
relevância das interações sociais e culturais no desenvolvimento cognitivo. Essa perspectiva
sugere que o suporte social estabelecido, seja por meio de orientação profissional qualificada,
mentoria de profissionais experientes ou mesmo o apoio de pares e familiares, pode
desempenhar um papel fundamental no amparo aos estudantes. Ao oferecer um espaço de
diálogo e reflexão, esse suporte pode auxiliar os jovens a mitigar suas inseguranças e ansiedades
inerentes ao ingresso no Ensino Superior, fortalecendo sua autoconfiança e clareza em relação
ao seu futuro profissional.
Indecisão
A insegurança relacionada ao potencial intelectual dos estudantes desponta como um
fator crucial que pode deflagrar a desmotivação no ambiente acadêmico. Essa apreensão, por
minar a autoconfiança e a percepção de autoeficácia, dificulta o engajamento nas atividades de
aprendizado e a busca por desafios intelectuais. Em sintonia com os achados da pesquisa
conduzida por Rossi e Favretto (2022), a insegurança se revela como um elemento decisivo
também no intrincado processo de escolha de carreira entre os jovens, influenciando suas
aspirações e a forma como visualizam seu futuro profissional. Ao se sentirem inseguros em
relação às suas capacidades cognitivas, os estudantes podem evitar áreas que percebem como
intelectualmente exigentes, restringindo seu leque de opções e comprometendo, assim, a
realização de seu pleno potencial, como percebido nas falas:
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Eu nunca tive uma ideia concreta do que eu queria fazer. Eu sempre gostei de muitas coisas,
mas nunca falei, ah, é isso que eu quero. (E3)
[...] eu queria cursar uma faculdade que me desse essa liberdade de ser um professor. Agora
eu estou querendo cursar publicidade e propaganda que tem várias coisas que me interessam
muito, como fotografia, design, a conversação. (E15)
Você se sente na obrigação de estar em casa. Acabei de ir com eles ao médico, não vou sair de
casa agora, eu preciso ajudar eles, não sei o que vou fazer. (E26)
A fase de indecisão na transição do Ensino Médio para a universidade, conforme
observam Bedin e Del Pino (2018), é um fenômeno comum, mas que pode ser
significativamente atenuado por meio de um planejamento de carreira robusto e um suporte
institucional eficaz. Nesse sentido, Teixeira e Tassoni (2024) enfatizam a importância crucial
do apoio direcionado durante esse período de transição. Um suporte adequado capacita os
estudantes a tomarem decisões mais informadas e verdadeiramente alinhadas com seus talentos
e vocações, reduzindo a ansiedade e aumentando as chances de sucesso em sua trajetória
acadêmica e profissional. Ao oferecer orientação e recursos, as instituições de ensino
desempenham um papel fundamental em ajudar os jovens a navegar por essa encruzilhada,
transformando a indecisão em escolhas conscientes e promissoras.
Questões financeiras
A influência das questões financeiras nas decisões de carreira emergiu como um tema
central nas discussões. Os estudantes compartilharam suas perspectivas, revelando como as
preocupações econômicas moldam ativamente suas escolhas profissionais. Em seus relatos,
ficou evidente que a busca por estabilidade financeira e remuneração adequada frequentemente
se sobrepõe a paixões ou vocações específicas, direcionando suas trajetórias de carreira para
caminhos considerados mais seguros e lucrativos. Essa realidade levanta importantes reflexões
sobre o equilíbrio entre aspirações pessoais e as necessidades materiais no processo de tomada
de decisão profissional dos jovens, como pode-se observar nas transcrições:
Max Roberto Santos Villafan, Lúcia da Rocha Uchôa-Figueiredo & Rosangela Soares Chriguer
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Financeira também acho que pega comigo. Ah, eu sei que é complicado porque meus pais
queriam que eu fizesse logística para trabalhar aqui no meu tio, mas eu falei que eu não queria.
Estão chateados, muito engraçados. (E14)
Para me aprimorar no que eu quero, no que eu gosto mesmo ainda estando indecisa em relação
a isso. Busco, sim, uma estabilidade financeira. Eu busco ter um padrão de vida um pouco
melhor. Mas não quero que seja o meu principal objetivo, quero fazer algo que eu gosto. Pode
parecer leviano, mas para mim é algo importante, porque é algo que você pode ou não fazer
pelo resto da sua vida. (E3)
A hesitação na definição da trajetória profissional, intrinsecamente ligada à aspiração
por segurança financeira, emergiu como um ponto focal desta investigação. Os achados
sublinham a considerável importância atribuída à estabilidade financeira, ecoando as
conclusões de Teixeira e Tassoni (2024), que a apontaram como um fator crucial, ainda que
não absoluto, nas decisões de carreira dos jovens. Em consonância, Terruggi et al. (2019)
realçam o impacto da pressão econômica nas escolhas vocacionais, frequentemente
impulsionando os estudantes rumo a campos profissionais que sinalizam maior segurança
financeira. No entanto, essa abordagem predominantemente econômica tende a obscurecer o
papel fundamental do afeto e da paixão na escolha profissional, aspecto que ressoou de maneira
expressiva nas narrativas dos estudantes que participaram deste estudo. Suas experiências
revelam que, embora a segurança financeira seja uma consideração importante, o desejo de
engajamento e realização pessoal em uma área de interesse genuíno exerce uma influência
poderosa e, por vezes, conflitante, nas suas decisões de carreira.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A presente pesquisa investigou os desafios e as perspectivas de estudantes do terceiro
ano do Ensino Médio da Etec do Guarujá concernentes à sua futura inserção no Ensino Superior.
Sob essa ótica, o estudo trouxe a análise das dinâmicas educacionais e das pressões vivenciadas
pelos discentes na etapa final da educação básica, oferecendo subsídios relevantes para o
aprimoramento das práticas pedagógicas e do suporte institucional oferecido aos estudantes.
As rodas de conversa releram a complexidade das preocupações e percepções dos
estudantes sobre a influência familiar, que se manifesta na pressão pela profissionalização, no
apoio educacional em forma de rede e na busca em corresponder às expectativas dos pais. A
Desafios e perspectivas de estudantes na transição do Ensino Médio para o Ensino Superior
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complexidade do momento vivenciado e a pressão enfrentada pelos estudantes emergiram como
temas recorrentes, destacando o impacto significativo dessas questões na vida dos jovens.
Outro assunto recorrente das análises realizadas revelam a intrínseca ligação entre as
escolhas profissionais e medos vivenciados pelos estudantes na transição para o ensino superior.
A indecisão sobre a carreira alimenta a incerteza sobre o futuro e, potencialmente, o medo de
não ingressar no Ensino Superior.
Em face do contexto apresentado, a pressão familiar e social emerge como um fator
catalisador da ansiedade manifestada. Ademais, as questões financeiras, ainda que subjacentes,
permeiam tais preocupações, exercendo influência sobre as decisões e os receios dos estudantes
concernentes à sua trajetória profissional e acadêmica. As implicações decorrentes desses
achados sinalizam a relevância de intervenções que contemplem a natureza multidimensional
desses desafios.
A oferta de suporte psicológico configura-se como um elemento crucial na transição do
Ensino Médio para o Ensino Superior, visando assegurar que os estudantes realizem escolhas
profissionais embasadas e congruentes com suas aptidões individuais. Adicionalmente, a
problemática da indecisão vocacional, em concomitância com a aspiração por estabilidade
financeira, emergiu como um tópico de significativa relevância. Embora a busca por segurança
econômica represente um fator determinante nas decisões de carreira dos estudantes, convém
ressaltar que não constitui o único elemento a influenciar tais escolhas.
Em suma, as rodas de conversa estabeleceram-se como um ambiente dialógico e
reflexivo profícuo para os discentes, promovendo uma compreensão aprofundada de suas
experiências e percepções. Os dados emergentes desse processo investigativo conformam um
arcabouço empírico robusto para a formulação de estratégias de suporte direcionadas ao
desenvolvimento de escolhas de carreira e trajetórias educacionais mais seguras e informadas.
A influência significativa da pressão social e familiar sobre as decisões dos estudantes
induz ansiedade e incertezas. A metodologia da roda de conversa demonstrou-se eficaz na
captação dessas percepções, provendo uma fundamentação sólida para a compreensão das
dinâmicas complexas inerentes às escolhas profissionais e educacionais dos jovens.
Ficou claro que a influência de pais e professores é complexa, exercendo impactos
positivos e negativos sobre as decisões dos estudantes. A roda de conversa se mostrou um
método eficaz para captar essas percepções e fornecer uma base sólida para entender as
dinâmicas de influência no processo de escolha de carreira.
Max Roberto Santos Villafan, Lúcia da Rocha Uchôa-Figueiredo & Rosangela Soares Chriguer
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026010, 2026. e-ISSN: 2594-8385
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A transição do Ensino Médio para o Ensino Superior, configura-se como um período de
significativa vulnerabilidade para jovens, caracterizado por transformações multifacetadas e
demandas adaptativas complexas. Nesse contexto, a presença de um suporte parental e
pedagógico robusto emerge como um fator crucial na modulação dos níveis de ansiedade
frequentemente observados nessa população.
A ansiedade, portanto, manifesta-se como uma resposta psicológica comum, podendo,
em alguns casos, intensificar-se durante o processo de ingresso no Ensino Superior,
impulsionada pela ambiguidade inerente à nova etapa e pelas elevadas expectativas associadas
a essa mudança de ciclo. No entanto, a literatura especializada demonstra consistentemente que
o amparo emocional e instrumental oferecido por pais e educadores exerce um efeito atenuador
substancial sobre essa sintomatologia, fomentando um ambiente de maior segurança afetiva e
adaptabilidade para os estudantes.
Em suma, torna-se imprescindível que pais e professores direcionem sua atenção para
as vivências dos jovens durante essa fase de transição, provendo um suporte ativo e uma
orientação qualificada como medida preventiva para o desenvolvimento de dificuldades e
quadros ansiosos. A atuação proativa do entorno socioeducacional configura-se, assim, como
um elemento facilitador para uma adaptação mais saudável e bem-sucedida a essa nova etapa
de vida.
Desafios e perspectivas de estudantes na transição do Ensino Médio para o Ensino Superior
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026010, 2026. e-ISSN: 2594-8385
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D es afi os e p ers p e ctiv as d e est u d a ntes n a tr a nsiç ã o d o E nsi n o M é di o p ar a o E n si n o S u p eri or
D o x a: R e v. B r as. Psi c o. e E d u c. , Ar ar a q u ar a, v. 2 7 , n. 0 0 , e 0 2 6 0 1 0, 2 0 2 6. e -I S S N: 2 5 9 4 -8 3 8 5
D OI: 1 0. 3 0 7 1 5/ d o x a. v 2 7i 0 0. 2 0 1 9 7 1 8
C R e di T A ut h or St at e me nt
R e c o n h e ci m e nt os : N ã o s e a pli c a .
Fi n a n ci a m e nt o : Nã o s e a pli c a.
C o nflit os d e i nt e r ess e : N ã o s e a pli c a .
A p r o v a ç ã o éti c a : A p es q uis a d e M estr a d o Pr ofissi o n al r e ali z a d a n o Pr o gr a m a d e P ós -
g r a d u a ç ã o e m E nsi n o e m Ci ê n ci as d a S a ú d e ( P P G E C S -M P) s ó f oi i ni cia d a a p ós a pr o v a ç ã o
d o C o mit ê d e Éti c a e m P es q uis a d a U ni v ersi d a d e F e d er al d e S ã o P a ul o, s o b p ar e c er nº
6 3 2 1. 2 6 6/ 2 0 2 3 e C A A E 6 9 9 3 2 0 2 3 2 0 0 0 0 5 5 0 5, e c o m o c o ns e nti m e nt o d a dir e ç ã o d a
E T E C e d os est u d a nt es o u r es p o ns á v eis, a p ós assi n ar e m v ol u nt ari a m e nt e o T er m o d e
Ass e nti m e nt o Li vr e e Es cl ar e ci d o e o T er m o d e C o ns e nti m e nt o Li vr e e Es cl ar e ci d o
( T C L E).
Dis p o ni bili d a d e d e d a d os e m at eri al : N ã o est ã o dis p o ní v eis e m n e n h u m a pl at af or m a n o
m o m e nt o, mas est ã o s o br e si gil o e c ui d a d o d o p es q uis a d or c o nf or m e d es crit o n o C o mit ê d e
Éti c a .
C o nt ri b ui ç õ es d os a ut o r es : T o d os os a ut or es c o ntri b r a m n a a n ális e d os d a d os e es crit a
d o arti g o. O a ut or pri n ci p al f e z as c ol et as d os d a d os .
P r o c ess a m e nt o e e dit o r a ç ã o: E dit o r a I b e r o -A m e ri c a n a d e E d u c a ç ã o
R e vis ã o, f or m at a ç ã o, n or m ali z a ç ã o e tr a d u ç ã o
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026010, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20197 1
CHALLENGES AND PERSPECTIVES OF STUDENTS IN THE TRANSITION
FROM HIGH SCHOOL TO HIGHER EDUCATION
DESAFIOS E PERSPECTIVAS DE ESTUDANTES NA TRANSIÇÃO DO ENSINO
MÉDIO PARA O ENSINO SUPERIOR
DESAFÍOS Y PERSPECTIVAS DE LOS ESTUDIANTES EN LA TRANSICIÓN DE LA
EDUCACIÓN SECUNDARIA A LA EDUCACIÓN SUPERIOR
Max Roberto Santos VILLAFAN
1
e-mail: villafan[email protected]
Lúcia da Rocha UCHÔA-FIGUEIREDO
2
e-mail: uch[email protected]
Rosangela Soares CHRIGUER
3
e-mail: chr[email protected]
How to reference this paper:
Villafan, M. R. S., Uchôa-Figueiredo, L. R., & Chriguer, R.
S. (2026). Challenges and perspectives of students in the
transition from High School to Higher Education. Doxa: Rev.
Bras. Psico. e Educ., 27, e026010.
https://doi.org/10.30715/doxa.v27i00.20197
| Submitted: 28/04/2025
| Revisions required: 10/05/2025
| Approved: 15/06/2026
| Published: 20/07/2026
Editor:
Prof. Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiro
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
ESAMC Santos College (ESAMC), Santos São Paulo (SP) Brazil. Undergraduate professor at ESAMC and
graduate student in the Graduate Program in Health Sciences Education, Professional Master’s Program at the
Federal University of São Paulo.
2
Federal University of São Paulo, Baixada Santista Campus (Unifesp-BS), Santos São Paulo (SP) Brazil.
Associate Professor III in the Department of Health, Education, and Society at the Institute of Health Sciences and
in the Graduate Program in Health Sciences Education.
3
Federal University of São Paulo, Baixada Santista Campus (Unifesp-BS), Santos São Paulo (SP) Brazil.
Associate Professor IV in the Department of Health, Education, and Society at the Institute of Health Sciences and
the Graduate Program in Health Sciences Education.
Challenges and perspectives of students in the transition from High School to Higher Education
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026010, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20197 2
ABSTRACT: This article aimed to understand the challenges and perspectives of third-year
high school students at Etec Guarujá in relation to their future insertion in higher education. As
a research method, three conversation circles were held, involving a total of 30 third-year high
school students, ten from each of the thematic areas Exact Sciences, Humanities, and Biological
Sciences. The results show that parents have a direct influence on their children's career choice.
It was observed that students experience insecurities and fears about making the right choice.
This delicate transition generates anxiety, and the attentive support of parents and educators is
necessary to provide a sense of security. It is concluded that attending to these young people’s
experience, by offering emotional support, guidance, and counseling, is essential for them to
follow a smoother and more successful path.
KEYWORDS: Middle school. Higher education. Anxiety. Emotional support. Professional
future.
RESUMO: O presente artigo objetivou compreender os desafios e as perspectivas dos
estudantes do terceiro ano do Ensino Médio da Etec do Guarujá em relação à sua futura
inserção no Ensino Superior. Como método, foram realizadas três rodas de conversa em que
participaram um total de 30 estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, sendo dez de cada
um dos itinerários dos eixos temáticos Exatas, Humanas e Biológicas. Os resultados mostram
que os pais têm influência direta na escolha profissional dos filhos. Observou-se que os
estudantes apresentam inseguranças e medos para fazer a escolha certa. Essa transição
delicada gera ansiedade, e se faz necessário o apoio atencioso dos responsáveis e dos
educadores, trazendo segurança. Conclui-se que cuidar das vivências desses jovens,
oferecendo apoio emocional, suporte e orientação, é essencial para que trilhem um caminho
mais leve e bem-sucedido.
PALAVRAS-CHAVE: Ensino Médio. Ensino Superior. Ansiedade. Apoio emocional. Futuro
profissional.
RESUMEN: Este artículo tuvo como objetivo comprender los desafíos y perspectivas de los
estudiantes del tercer año de la educación secundaria de la Etec de Guarujá en relación a su
futura inclusión en la educación superior. Como metodología se realizaron tres círculos de
conversación en los que participaron un total de 30 estudiantes de tercer año de la educación
secundaria, diez de cada uno de los ejes temáticos Ciencias Exactas, Humanidades y
Biológicas. Los resultados muestran que los padres tienen una influencia directa en la elección
profesional de sus hijos. Se observó que los estudiantes presentan inseguridades y miedos sobre
tomar la decisión correcta. Esta delicada transición genera ansiedad, y es necesario un apoyo
atento de padres y educadores, que les brinden seguridad. Se concluye que atender las
vivencias de estos jóvenes, ofreciéndoles apoyo emocional, respaldo y orientación, es
fundamental para que puedan seguir un camino más sencillo y exitoso.
PALABRAS CLAVE: Escuela secundaria. Educación superior. Ansiedad. Apoyo emocional.
Futuro profesional.
Max Roberto Santos Villafan, Lúcia da Rocha Uchôa-Figueiredo & Rosangela Soares Chriguer
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026010, 2026. e-ISSN: 2594-8385
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INTRODUCTION
The expectation of gaining admission to a prestigious university or entering the job
market is a reality faced by many young people upon completing high school. This pressure,
often internalized as an imperative, is exacerbated by the influence of family members and
society, creating an environment conducive to the development of anxiety. According to Vianna
et al. (2009), anxiety is a disorder that can manifest as early as childhood and adolescence and
is influenced by social and family factors.
Upon entering higher education, one of the main challenges faced by students is
adapting to the new academic environment. Many students deal with a sense of being
overwhelmed due to the workload and the complexity of the material covered. Furthermore, a
lack of adequate guidance during high school can contribute to difficulties in adapting (Garcia-
Silva et al., 2025).
Time management also becomes a significant factor in this process. Students who have
not developed effective time-management skills in high school may find it difficult to balance
their studies, work, and personal lives (Soares et al., 2020). The transition from high school to
college is a critical period, during which academic pressure and performance expectations can
significantly increase anxiety levels among young Brazilians (Assis et al., 2007).
Assis et al. (2007) point out that anxiety can be exacerbated by expectations regarding
academic and professional performance, which are often imposed by parents and society. This
constant pressure can lead to significant physical and emotional symptoms, affecting young
people’s overall well-being. Furthermore, Soares (2002) points out that adapting to the college
environment can be an additional challenge, contributing to increased anxiety. The lack of an
adequate support network and high academic demands are factors that make this transition
difficult.
Given this scenario, it is essential that parents, educators, and society as a whole remain
attentive to signs of anxiety in young people, striving to create a more welcoming and less
oppressive environment. Understanding and support can have a significant impact on students’
mental health and healthy development.
Furthermore, the transition to higher education can be emotionally challenging, as many
students experience feelings of anxiety and insecurity when faced with a new environment and
new expectations. The pressure to perform well academically can lead to stress and emotional
exhaustion (Gonçalves et al., 2025).
Challenges and perspectives of students in the transition from High School to Higher Education
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026010, 2026. e-ISSN: 2594-8385
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The transition to higher education is a complex period for students, during which family
support and guidance from educators prove to be fundamental pillars, as noted by Terruggi et
al. (2019). Families that provide emotional and financial support while encouraging autonomy
contribute significantly to young people’s confidence and preparedness. At the same time,
educators who build positive relationships and provide effective academic guidance can help
mitigate the challenges of this transition. However, for educators to fulfill this role optimally,
it is crucial to consider their own well-being.
The study conducted by Garcia-Silva et al. (2025) shows a positive correlation between
working conditions and teachers’ ability to promote student engagement and provide guidance.
From this perspective, investing in faculty well-being goes beyond a matter of professional
equity, emerging as a fundamental strategy for optimizing the support offered to students on
their path to higher education.
Excessive pressure from families to achieve good academic results can increase
students’ levels of stress and anxiety. Furthermore, a lack of emotional support can make it
difficult for students to adapt to their new environment (Gonçalves et al., 2025). Educators who
do not provide the necessary support or who have disproportionate expectations can intensify
students’ insecurity and stress. A lack of constructive feedback can also negatively affect
students’ preparation for higher education (Soares et al., 2020).
Therefore, it is essential that high schools establish vocational and academic guidance
programs. Such programs can help students understand their career options and prepare for the
demands of higher education. Universities can also develop orientation programs for incoming
students. Studies show that mentoring can reduce anxiety and boost students’ confidence during
the transition (Gonçalves et al., 2025). The availability of institutional psychological support is
a crucial factor in student well-being, especially regarding the management of stress and
anxiety. In this regard, this article aimed to understand the challenges and perspectives of third-
year high school students at the State Technical School (Etec) in Guarujá regarding their future
transition to higher education.
METHODOLOGY
The study was conducted at Etec Alberto Santos Dumont, which offers the following
high school programs in the morning: the Educational Track in Biological, Agricultural, and
Health Sciences (Biological Track); the Educational Track in Exact Sciences and Engineering
Max Roberto Santos Villafan, Lúcia da Rocha Uchôa-Figueiredo & Rosangela Soares Chriguer
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026010, 2026. e-ISSN: 2594-8385
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(Exact Sciences Track); and the Educational Track in Languages and Humanities (Humanities
Track). This Etec is located in Jardim Ana Maria, in the municipality of Guarujá, which has a
population of 297,973 (IBGE, 2024).
The Professional Master’s research conducted in the Graduate Program in Health
Sciences Education (PPGECS-MP) was initiated only after approval by the Research Ethics
Committee of the Federal University of São Paulo, under Opinion No. 6321.266/2023 and
CAAE No. 69932023200005505, and with the consent of Etec’s administration and the students
or their guardians, after they voluntarily signed the Free and Informed Assent Form and the
Free and Informed Consent Form (TCLE).
To collect data, three discussion groups were held, involving a total of 30 high school
seniorsten from each of the three thematic tracks: Exact Sciences, Humanities, and Biological
Sciences. This method was chosen because it is widely used in participatory research and is
grounded in psychosocial intervention workshops, with the aim of creating a space for reflection
where participants can discuss aspects of daily life, such as their relationship with the world,
with work, and with their life plans. For this to happen effectively, it was essential that the
discussion circles take place in an environment where students felt free to express themselves,
overcoming fears and personal barriers, as noted by Adamy et al. (2018).
At the beginning of the meetings, specific procedures were adopted to ensure the activity
was conducted appropriately. The facilitator began the sessions by thanking everyone for
attending and emphasized that the goal was to foster a space for interaction among participants.
Permission was requested to record the conversations, with due assurance that participants’
privacy would be protected. To ensure anonymity, the students were not identified, and the
sessions took place over three separate days at Etec itself, respecting the students’ daily
schedules and seeking to minimize any impact on their other academic activities. Each session
lasted approximately 90 minutes.
In a pedagogical environment designed to foster student autonomy and the authentic
expression of their perspectives, understandings, and emotions, students were given ample time
for free expression. The discussion was structured around a pre-established set of questions,
which served as a guiding framework to deepen reflection and encourage student engagement
with the topics at hand. The discussion, therefore, was guided by the following questions:
Considering the end of high school, what impact has this period had on your experience? What
are your career plans? What difficulties and aspirations have you experienced during this stage
regarding your future choices? How do parents or guardians influence this transition process?
Challenges and perspectives of students in the transition from High School to Higher Education
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026010, 2026. e-ISSN: 2594-8385
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What role do teachers play in this process? What criticisms and praise do you have for the
school?
The focus group discussions were transcribed and subsequently analyzed using the
thematic content analysis technique (Bardin, 2016), with the aim of gathering the participants’
perceptions and reflections.
RESULTS AND DISCUSSION
The results of the analysis reveal two categories and seven subcategories, which are
presented below in Table 1:
Table 1.
Categories of analysis
CATEGORY
Family influence
Career choices and fears
Note. The authors (2025).
The first category to be presented will be “Family Influence,” which will include three
subcategories: 1) Pressure to choose a career; 2) Network-based educational support; and 3)
Parental expectations.
Family influence category
The analysis of the focus groups identified a set of concerns and perceptions among
students regarding the job market and academic progression. Recurring themes emerged that
highlight the inherent complexity of the decision-making process and the pressure experienced
by students. This finding reinforces the need to adapt in order to acquire new skills and seek
opportunities in the contemporary job market (Brasil, 2021; Carvalho, 2004). This confidence
and willingness to learn overcome fear and hesitation, ultimately leading to financial
improvements as well. In this category, family impacts stand out, manifesting in the three
subcategories presented below.
Max Roberto Santos Villafan, Lúcia da Rocha Uchôa-Figueiredo & Rosangela Soares Chriguer
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Pressure to choose a career
With regard to the job market, career choices and indecision in the face of various
options emerged as significant concerns among the students. Family and social pressure to make
quick and decisive decisions exacerbates this anxiety. During the roundtable discussion, the
participating students expressed:
There’s all this pressure from our parents. (E15)
My parents wanted me to study logistics so I could work here for my uncle, but I told them I
didn’t want to. They’re upset, it’s pretty funny. (E11)
I really wanted to work in a caregiving role, especially with children, because I see that they
aren’t getting the right kind of attention. You have to think things through and guide them. We
start in childhood and try to get organized. So I want to get into a career that’s really
sustainable, you know? Something hands-on, man. And like I’ve already told you, it wouldn’t
be a problem, but there’s pressure from my parents. [...] To get a job. So, there’s all this
indecision, there’s all this pressure, it’s a whole thing. (E5)
By sharing their experiences, the students reveal the pressure they feel, which is
understandable, given that the process of maturing is often associated with internalized
expectations. Their accounts express anxieties and highlight the difficulty they face in finding
an attentive ear within their families. This observation aligns with the research by Coelho and
Dell’Aglio (2018), which emphasizes the impact of family pressure on young people’s career
choices. As Costa et al. (2025) point out, for healthy professional development, it is crucial that
families provide educational activities that foster critical thinking, problem-solving skills, and
teamworkessential skills for success in any professional field.
Network-based educational support
The importance of parental support and encouragement has emerged as a fundamental
element in the educational process, although it is not a universal experience among students.
The need for robust support networkscapable of mitigating the challenges constantly reported
by students, especially those living in different neighborhoods within the municipality
becomes evident, as shared in their own experiences.
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My parents have always supported me in pursuing medicine. (E6)
I need his help. To find a job. (E17)
I didn’t really have much support myself. It was more basic. I did most of it on my own, but
parental support, in general, is very important. (E25)
During this period of academic transition, support plays a crucial role, as does the
dissemination of information through the experiences of seasoned individuals, who can provide
valuable examples to students. Success in one’s educational journey is directly correlated with
family support, an essential element for fostering students’ autonomy and self-confidence
(Brito & Lyra, n.d.).
Expectativas parentais
In their reflections, the students acknowledged the substantial influence of their parents
on their life paths, attributing this impact to the wealth of experience their parents had
accumulated. However, they raised a caveat regarding the importance of parental caution, in
order to avoid interventions that could act as obstacles or hinder the students’ individual
development. In this regard, they stated:
But there’s all this pressure from parents. You feel obligated to be at home. (E13)
Ever since I was little, I’ve always wanted to study medicine. I was undecided about it, but I
think now, from when I started high school until now, I’ve been very undecided, because I know
how much it costs; it’s a heavy burden for my parents. (E7)
I think they play a very important role. [...] They’re the people who can explain what no one
else understands. They can help their children on this journey through life, because there’s a
transition. (E24)
In line with Brito and Lyra (n.d.), parental guidance plays a crucial role in the transition
to adulthood during adolescence. However, it is imperative that such guidance be provided in
a thoughtful manner, avoiding the imposition of choices that might curtail young people’s
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autonomy. Excessive family influence on career decisions can trigger substantial conflicts of
interest, underscoring the inherent complexity of this dynamic.
Career choices and fears category
An analysis of this category reveals the significant extent of the uncertainties
surrounding the career choice process. This spectrum of insecurities ranges from concerns about
one’s future academic path, notably the fear of failing to gain admission to higher education, to
the myriad of indecisions that characterize this developmental stage. Furthermore, it is
important to highlight the direct and substantial impact of these dynamics on the financial
situation of the individuals involved and their respective families.
The analysis of this category will highlight the magnitude of the uncertainties
surrounding career choices, ranging from academic futures, including the fear of not gaining
admission to college, to the many indecisions that characterize this period, which also have a
direct impact on the financial situation of the individuals involved.
From the second category identified, Career choices and fears, four subcategories
emerged: 4) Uncertainty about the future; 5) Fear of not entering higher education; 6)
Indecision; and 7) Financial issues, which will be presented below.
Uncertainty about the future
The uncertainty inherent in the transition to higher education can raise significant
doubts, impacting academic performance and the decision-making process regarding one’s
career path. This period, characterized by the tension between the aspiration to continue one’s
studies and the imminent need to choose a field of specialization, tends to exacerbate anxiety
related to admission to undergraduate programs. The convergence of student accounts
illustrates this dynamic, as evidenced by the following statements:
I want to major in psychology, but I’m afraid I won’t be able to get into the college or land the
job I want, but I really don’t know. I’m really afraid of that. (E3)
I really want to figure out what I want right now. I’ve started to find myself daydreaming about
my choices, but it’s not easy. (E15)
As high school graduation approaches, a sense of uncertainty tends to envelop the
student body, driven by multiple factors. The imminent separation from the familiar school
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environment and established social circle, combined with concerns inherent in the transition to
a new phase, often lacking concrete points of reference, contributes significantly to the
emergence of a sense of insecurity. This apprehension is corroborated by empirical findings,
which highlight anxiety and fear as substantial obstacles that can negatively impact students’
educational trajectories. The study by Teixeira and Tassoni (2024) shows that the search for
financial stability emerges as a predominantthough not exclusivefactor in decisions
regarding students’ future entry into the workforce.
Fear of not being admitted to Higher Education
Fear is a powerful catalyst for stress; it permeates students’ experiences, weaving a
complex web of feelings that profoundly impact their lives at work and in their studies. At a
crucial moment of self-discovery, where the ambition to continue their studies intertwines with
the quest to define their paths, the fear of not graduating looms like a persistent shadow. The
following three accounts echo this inner struggle, illustrating the intensity of this feeling:
I’m afraid I won’t be able to get into the college I want to attend, or that I won’t be able to get
into any college at all, I’m really afraid of that. (E12)
I want to study psychology in college, but I’m afraid I won’t be able to get into a college, or that
I won’t get into any college at all; I’m really afraid of that. (E25)
One of my greatest desires is journalism; that’s what I want to pursue. But what if I simply can’t
find a job, or if I don’t get paid well, or if I’m not good at what I do? That’s why I’m unsure
about what to actually choose going forward. (E4)
The impending career decision causes apprehension among students, who ponder the
appropriateness of their choices and the potential future returns. This anxiety is not unfounded.
As Bock et al. (2018) point out, career choice is a crucial period in a young person’s life, often
marked by significant uncertainties and doubts. Career choice in the educational context
presents a complex landscape, filled with both challenges and opportunities that require careful
analysis. Rossi and Favretto (2022) corroborate this perspective by investigating the impact of
anxiety and indecision on the career selection process and the transition to higher education.
Through the lens of Lev Vygotsky’s (2008) sociocultural theory, we understand the
importance of social and cultural interactions in cognitive development. This perspective
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suggests that established social supportwhether through qualified career counseling,
mentoring by experienced professionals, or even support from peers and family memberscan
play a fundamental role in supporting students. By providing a space for dialogue and reflection,
this support can help young people alleviate the insecurities and anxieties inherent in entering
higher education, thereby strengthening their self-confidence and clarity regarding their
professional future.
Indecision
Insecurity regarding students’ intellectual potential emerges as a crucial factor that can
trigger demotivation in the academic environment. By undermining self-confidence and the
perception of self-efficacy, this anxiety hinders engagement in learning activities and the
pursuit of intellectual challenges. In line with the findings of the research conducted by Rossi
and Favretto (2022), insecurity also proves to be a decisive factor in the complex process of
career choice among young people, influencing their aspirations and the way they envision their
professional future. When students feel insecure about their cognitive abilities, they may avoid
fields they perceive as intellectually demanding, thereby limiting their range of options and
compromising their ability to reach their full potential, as reflected in the following statements:
I never really had a clear idea of what I wanted to do. I’ve always liked a lot of things, but I
never said, “Oh, that’s what I want.” (E3)
[...] I wanted to go to college so I could have the freedom to be a teacher. Now I want to study
advertising and marketing, which covers a lot of things that really interest me, like photography,
design, and communication. (E15)
You feel obligated to be at home. I just took them to the doctor; I’m not going to leave the house
now, I need to help them, and I don’t know what I’m going to do. (E26)
The phase of indecision during the transition from high school to college, as noted by
Bedin and Del Pino (2018), is a common phenomenon, but one that can be significantly
mitigated through robust career planning and effective institutional support. In this regard,
Teixeira and Tassoni (2024) emphasize the crucial importance of targeted support during this
transition period. Adequate support enables students to make more informed decisions that are
truly aligned with their talents and vocations, reducing anxiety and increasing their chances of
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success in their academic and professional careers. By offering guidance and resources,
educational institutions play a fundamental role in helping young people navigate this
crossroads, transforming indecision into conscious and promising choices.
Financial issues
The influence of financial considerations on career decisions emerged as a central theme
in the discussions. The students shared their perspectives, revealing how economic concerns
actively shape their career choices. In their accounts, it became evident that the pursuit of
financial stability and adequate compensation often takes precedence over specific passions or
vocations, steering their career paths toward options considered safer and more lucrative. This
reality raises important questions about the balance between personal aspirations and material
needs in young people’s professional decision-making process, as can be seen in the transcripts:
Financially, I think that’s a factor for me, too. Oh, I know it’s complicated because my parents
wanted me to study logistics so I could work here for my uncle, but I told them I didn’t want to.
They’re upset, it’s pretty funny. (E14)
To improve myself in what I want to do, in what I really like, even though I’m still undecided
about it. Yes, I’m looking for financial stability. I’m looking to have a slightly better standard
of living. But I don’t want that to be my main goal; I want to do something I enjoy. It might seem
frivolous, but for me it’s important, because it’s something you may or may not do for the rest
of your life. (E3)
Hesitation in defining a career path, intrinsically linked to the desire for financial
security, emerged as a focal point of this research. The findings underscore the considerable
importance attributed to financial stability, echoing the conclusions of Teixeira and Tassoni
(2024), who identified it as a crucial, though not absolute, factor in young people’s career
decisions. Similarly, Terruggi et al. (2019) highlight the impact of economic pressure on
vocational choices, often driving students toward professional fields that signal greater financial
security. However, this predominantly economic approach tends to obscure the fundamental
role of emotion and passion in career choicean aspect that resonated significantly in the
narratives of the students who participated in this study. Their experiences reveal that, although
financial security is an important consideration, the desire for engagement and personal
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fulfillment in an area of genuine interest exerts a powerfuland at times conflictinginfluence
on their career decisions.
FINAL CONSIDERATIONS
This study examined the challenges and perspectives of third-year high school students
at Etec do Guarujá regarding their future transition to higher education. From this perspective,
the study analyzed the educational dynamics and pressures experienced by students in the final
stage of basic education, offering relevant insights for improving pedagogical practices and the
institutional support provided to students.
The focus group discussions revealed the complexity of students’ concerns and
perceptions regarding family influence, which manifests itself in pressure to pursue vocational
training, educational support through a network of relationships, and the desire to meet their
parents’ expectations. The complexity of the situation they are experiencing and the pressure
faced by students emerged as recurring themes, highlighting the significant impact of these
issues on young people’s lives.
Another recurring theme in the analyses reveals the intrinsic link between career choices
and the fears experienced by students during the transition to higher education. Indecision about
one’s career fuels uncertainty about the future and, potentially, the fear of not entering higher
education.
Given the context described, family and social pressure emerge as a catalyst for the
anxiety expressed. Furthermore, financial issues, although underlying, permeate these
concerns, influencing students’ decisions and fears regarding their professional and academic
trajectories. The implications of these findings highlight the importance of interventions that
address the multidimensional nature of these challenges.
The provision of psychological support is a crucial element in the transition from high
school to higher education, aimed at ensuring that students make informed career choices that
are consistent with their individual aptitudes. Additionally, the issue of vocational indecision,
coupled with the desire for financial stability, has emerged as a topic of significant relevance.
Although the pursuit of economic security is a determining factor in students’ career decisions,
it is important to note that it is not the only factor influencing such choices.
In summary, the conversation circles established themselves as a fruitful, dialogic, and
reflective environment for students, fostering a deeper understanding of their experiences and
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perceptions. The data emerging from this investigative process form a robust empirical
framework for the formulation of support strategies aimed at developing more secure and
informed career choices and educational trajectories.
The significant influence of social and family pressure on students’ decisions leads to
anxiety and uncertainty. The focus group methodology proved effective in capturing these
perceptions, providing a solid foundation for understanding the complex dynamics inherent in
young people’s career and educational choices.
It became clear that the influence of parents and teachers is complex, exerting both
positive and negative impacts on students’ decisions. The conversation circle proved to be an
effective method for capturing these perceptions and providing a solid foundation for
understanding the dynamics of influence in the career-choice process.
The transition from high school to higher education is a period of significant
vulnerability for young people, characterized by multifaceted changes and complex adaptive
demands. In this context, robust parental and educational support emerges as a crucial factor in
moderating the levels of anxiety frequently observed in this population.
Anxiety, therefore, manifests as a common psychological response and may, in some
cases, intensify during the process of entering higher education, driven by the ambiguity
inherent in this new stage and by the high expectations associated with this transition. However,
the specialized literature consistently demonstrates that the emotional and practical support
provided by parents and educators has a substantial mitigating effect on these symptoms,
fostering an environment of greater emotional security and adaptability for students.
In short, it is essential that parents and teachers focus their attention on young people’s
experiences during this transitional phase, providing active support and qualified guidance as a
preventive measure against the development of difficulties and anxiety disorders. Proactive
intervention by the socio-educational environment thus serves as a facilitating factor for a
healthier and more successful adaptation to this new stage of life.
Max Roberto Santos Villafan, Lúcia da Rocha Uchôa-Figueiredo & Rosangela Soares Chriguer
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M a x R o b ert o S a nt os Vill af a n , L ú ci a d a R o c h a Uc h ô a -Fi g u eir e d o & R os a n g el a S o ar es C hri g u er
D o x a: R e v. B r as. Psic o. e E d u c. , Ar ar a q u ar a, v. 2 7 , n. 0 0 , e 0 2 6 0 1 0 , 2 0 2 6. e-I S S N: 2 5 9 4 -8 3 8 5
D OI: 1 0. 3 0 7 1 5/ d o x a. v 2 7i 0 0. 2 0 1 9 7 1 7
C R e di T A ut h or St at e m e nt
A c k n o wl e d g m e nts : N ot a p pli c a bl e .
F u n di n g : N ot a p pli c a bl e .
C o nfli cts of i nt e r est : N ot a p pli c a bl e .
Et hi c al a p p r o v al : T h e r es e ar c h f or t h e Pr of essi o n al M ast ers d e gr e e c o n d u ct e d i n t h e
Gr a d u at e Pr o gr a m i n H e alt h S cie n ces E d u c ati o n ( P P G E C S -M P) b e g a n o nl y aft er a p pr o v al
b y t h e R es e ar c h Et hi cs C o m mitt e e of t h e F e d er al U ni v ersit y of S ã o P a ul o, u n d er O pi ni o n
N o. 6 3 2 1. 2 6 6/ 2 0 2 3 a n d C A A E N o. 6 9 9 3 2 0 2 3 2 0 0 0 0 5 5 0 5, a n d wit h t h e c o ns e nt of Et e cs
a d mi nistr ati o n a n d t h e st u d e nts or t h eir g u ar dia ns, aft er t h e y v ol u nt aril y si g n e d t h e Fr e e a n d
I nf or m e d Ass e nt F or m a n d t h e Fr e e a n d I nf or m e d C o ns e nt F or m ( T C L E).
D at a a n d m at e ri al a v ail a bilit y : T h es e ar e n ot c urr e ntl y a v ail a ble o n a n y pl atf or m b ut ar e
k e pt c o nfi d e nti al a n d i n t h e r es e ar c h ers c ust o d y, as d es cri b e d i n t h e Et hi cs C o m mitt e e
r e p ort.
A ut h o r’s c o nt ri b uti o ns : All a ut h ors c o ntri b ut e d t o t h e d at a a n al ysis a n d writi n g of t h e
arti cl e. T h e c orr es p o n di n g a ut h or c oll e ct e d t h e d at a.
P r o c ess i n g a n d e dit i n g: E dit o r a I b e r o-A m e ri c a n a d e E d u c a ç ã o
Pr o ofr e a di n g, f or m atti n g, n or m ali z ati o n a n d tr a nsl ati o n