Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 1
DOCÊNCIA E SAÚDE MENTAL: UM RETRATO DA EDUCAÇÃO BÁSICA E DO
ENSINO SUPERIOR NO BRASIL
ENSEÑANZA Y SALUD MENTAL: UN RETRATO DE LA EDUCACIÓN BÁSICA Y LA
EDUCACIÓN SUPERIOR EN BRASIL
TEACHING AND MENTAL HEALTH: AN OVERVIEWOF BASIC EDUCATION AND
HIGHER EDUCATION IN BRAZIL
Karen Christina Rodrigues dos SANTOS
1
e-mail: christinam[email protected]m
Letícia de OLIVEIRA
2
e-mail: oliveira_[email protected]
Rachel Silva Machado LANA
3
e-mail: rachelm[email protected]
Rony Magalhães MARTINS
4
e-mail: ron[email protected]
Arthur Viana MACHADO
5
e-mail: artvm[email protected]
Sarah Rocha ALVES
6
e-mail: alvesro[email protected]
Marta de Freitas NUDELMAN
7
e-mail: martan[email protected]
Mirtes Garcia PEREIRA
8
e-mail: mirtes_p[email protected]
Fernanda STANISÇUASKI
9
e-mail: fern[email protected]r
1
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre Rio Grande do Sul (RS) Brasil. Doutora.
Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências.
2
Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brasil. Doutora. Docente,
Programa de Pós-graduação em Ciências Biomédicas.
3
Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brasil. Mestre. Psicóloga,
Divisão de Assistência à Saúde (UFF).
4
Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brasil. Mestre. Programa de
Pós-graduação em Ciências Biomédicas.
5
Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brasil. Doutor. Pesquisador de
Pós-doutorado, Programa de Pós-graduação em Ciências Biomédicas.
6
Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brasil. Mestre. Programa de
Pós-graduação em Ciências Biomédicas.
7
Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brasil. Doutora. Programa de
Pós-graduação em Ciências Biomédicas.
8
Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brasil. Doutora. Docente,
Programa de Pós-graduação em Ciências Biomédicas.
9
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre Rio Grande do Sul (RS) Brasil. Doutora.
Docente, Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências.
Docência e saúde mental: um retrato da educação básica e do ensino superior no Brasil
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 2
Como referenciar este artigo:
Santos, K. C. R., Oliveira, L., Lana, R. S. M., Martins, R. M.,
Machado, A. V., Alves, S. R., Nudelman, M. F., Pereira, M.
G., & Stanisçuaski, F. (2026). Docência e saúde mental: um
retrato da educação básica e do ensino superior no Brasil.
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., 27, e026008.
https://doi.org/10.30715/doxa.v27i00.20706
| Submetido em: 21/08/2025
| Revisões requeridas em: 24/08/2025
| Aprovado em: 24/02/2026
| Publicado em: 04/07/2026
Editor:
Prof. Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiro
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Karen Christina Rodrigues dos SANTOS, Letícia de OLIVEIRA, Rachel Silva Machado LANA, Rony Magalhães MARTINS, Arthur Viana
MACHADO, Sarah Rocha ALVES, Marta de Freitas NUDELMAN, Mirtes Garcia PEREIRA & Fernanda STANISÇUASKI
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 3
RESUMO: A saúde mental dos docentes tem ganhado crescente atenção nos debates sobre
educação e trabalho. Neste trabalho, avaliamos a saúde mental de docentes do ensino básico e
superior brasileiros, com foco em sintomas relacionados à depressão, Transtorno de Estresse
Pós-traumático (TEPT), solidão e otimismo. A amostra consistiu em 1711 docentes que
responderam um questionário on-line com escalas psicométricas validadas para a população
brasileira, entre março e junho de 2022, ainda em contexto pandêmico. Os resultados
demonstraram maior prevalência de sintomas de depressão, TEPT e solidão entre docentes da
educação básica, enquanto docentes do ensino superior apresentaram escores mais elevados de
otimismo. As diferenças observadas entre os grupos evidenciam a importância de acompanhar
a saúde mental de docentes de forma segmentada, respeitando as especificidades de cada
carreira. Os dados contribuem para o monitoramento de indicadores de saúde mental na
categoria e reforçam a urgência de ações de prevenção e cuidado.
PALAVRAS-CHAVE: Depressão. Docência. Estresse pós-traumático. Saúde mental. Solidão.
RESUMEN: La salud mental del profesorado ha cobrado creciente relevancia en los debates
sobre educación y trabajo. En este estudio, evaluamos la salud mental de docentes brasileños
de educación básica y superior, centrándonos en síntomas relacionados con la depresión, el
Trastorno de Estrés Postraumático (TEPT), la soledad y el optimismo. La muestra estuvo
compuesta por 1711 docentes que respondieron un cuestionario en línea con escalas
psicométricas validadas para la población brasileña, entre marzo y junio de 2022, aún en
contexto pandémico. Los resultados mostraron una mayor prevalencia de síntomas de
depresión, TEPT y soledad entre docentes de educación básica, mientras que docentes de
educación superior presentaron puntuaciones más elevadas de optimismo. Las diferencias
observadas entre los grupos evidencian la importancia de monitorear la salud mental docente
de forma segmentada, respetando las especificidades de cada carrera. Los datos contribuyen
al monitoreo de indicadores de salud mental en la categoría y refuerzan la urgencia de
acciones de prevención y cuidado.
PALABRAS CLAVE: Depresión. Enseñanza. Estrés postraumático. Salud mental. Soledad.
ABSTRACT: Teachers’ mental health has gained increasing attention in debates on education
and work. In this study, we assessed the mental health of Brazilian basic and higher education
teachers, focusing on symptoms related to depression, Posttraumatic Stress Disorder (PTSD),
loneliness and optimism. The sample consisted of 1711 teachers who completed an online
questionnaire using psychometric scales validated for the Brazilian population, between March
and June 2022, still in a pandemic context. The results showed a higher prevalence of symptoms
of depression, PTSD and loneliness among basic education teachers, while higher education
teachers had higher optimism scores. The differences observed between the groups highlight
the importance of monitoring teachers’ mental health in a segmented manner, respecting the
specificities of each career. The data contribute to the monitoring of mental health indicators
in this professional category and reinforce the urgency of prevention and care actions.
KEYWORDS: Depression. Teaching. Post-traumatic stress. Mental health. Loneliness.
Docência e saúde mental: um retrato da educação básica e do ensino superior no Brasil
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 4
INTRODUÇÃO
A docência é uma atividade relacional, imersa em interações interpessoais constantes
com estudantes, comunidade e instituição, em que o docente não ensina, como também se
envolve emocional e cognitivamente. Estas interações, ao mesmo tempo que podem representar
um certo desgaste, também estão associadas com prazer, realização e gratificação. A saúde
mental dos docentes da educação básica tem ganhado crescente atenção nos debates sobre
educação e trabalho, refletindo a complexidade e as exigências da atividade docente em
diferentes contextos (Moraes, 2025).
De fato, os transtornos mentais estão entre as grandes categorias de problemas de saúde
entre docentes do ensino básico, tendo como possíveis causas a organização do trabalho docente
caracterizada pela sobrecarga, controle institucional e baixa autonomia, bem como fatores
psicossociais, como ambiguidade de papéis e falta de suporte relacional (Araújo et al., 2019;
Nwoko et al., 2023; Santos et al., 2012). Além disso, fatores como o número elevado de
disciplinas ministradas e a presença de doenças pré-existentes nos professores estão
significativamente associados ao desenvolvimento da depressão, sendo um fenômeno
complexo e multifacetado resultante do entrelaçamento entre aspectos individuais e do
ambiente profissional (Oliveira & Santos, 2021).
A depressão caracteriza-se por um ou mais episódios depressivos maiores com duração
mínima de duas semanas, no qual se manifestam vários sintomas, sendo obrigatória a presença
de humor deprimido ou perda de interesse/prazer (APA, 2013). Os sintomas devem causar
sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em
outras áreas da vida, não podendo ser atribuídos a substâncias, condições médicas ou a
episódios maníacos/hipomaníacos.
Em 2019, no Brasil, 10,2% dos adultos (18 anos ou mais) relataram ter recebido
diagnóstico de depressão, o que corresponde a cerca de 16,3 milhões de pessoas. Esse número
representa um aumento de 34% em relação a 2013, quando a prevalência era de 7,6% (IBGE,
2019). A Organização Mundial de Saúde (OMS), em março de 2022, divulgou um mapeamento
global de transtornos mentais que indicou um crescimento de 25% na prevalência de ansiedade
e depressão na população mundial pós-pandemia (WHO, 2022).
A depressão é um dos principais motivos de afastamento devido a problemas de saúde
em docentes (Ferreira-Costa & Pedro-Silva, 2019). Um estudo realizado por Tostes et al.
(2018), no Brasil, verificou a presença de sintomas depressivos em 75,27% dos docentes do
ensino básico, sendo que 26,72% dos docentes em licença de saúde atribuem essa situação ao
Karen Christina Rodrigues dos SANTOS, Letícia de OLIVEIRA, Rachel Silva Machado LANA, Rony Magalhães MARTINS, Arthur Viana
MACHADO, Sarah Rocha ALVES, Marta de Freitas NUDELMAN, Mirtes Garcia PEREIRA & Fernanda STANISÇUASKI
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 5
sofrimento psíquico individual, bem como à fragilidade dos mecanismos institucionais de
acolhimento e prevenção.
Além disto, a persistência dos sintomas sinaliza falhas na detecção precoce e no cuidado
continuado da saúde emocional desses profissionais, exigindo, portanto, a adoção de políticas
públicas que ultrapassem posturas reativas como medicalização ou afastamento, e se
configurem como estratégias integradas e propositivas focadas na promoção da saúde mental
docente (Guerrieri, 2025).
Docentes universitários, por sua vez, também têm risco de apresentar sintomas de
depressão por excesso de tarefas administrativas e acadêmicas, burocracia desnecessária, falta
de capacitação adequada, condições de trabalho inadequadas, cobranças institucionais intensas
e responsabilização individual exacerbada (Silva-Barbosa et al., 2022). Campos et al. (2020)
evidenciaram, em seus estudos, expressivo comprometimento da saúde mental de docentes do
ensino superior no Brasil, sendo os principais fatores envolvidos os sentimentos de desgaste na
relação com os(as) estudantes e de insatisfação em trabalhar na instituição.
No entanto, são muitos outros fatores que influenciam a ocorrência de sofrimento
mental, como o excesso de carga de trabalho, insatisfação com as condições de sala de aula,
cobranças de publicação de artigos e participação em eventos, além de fatores
sociodemográficos (Freitas et al., 2021; Silva & Carvalho, 2016). Segundo Aguiar et al. (2024),
a saúde mental dos docentes do ensino superior está diretamente ligada às condições de
trabalho, e ambientes que priorizam resultados em detrimento do bem-estar desses profissionais
agravam a situação.
Fernandes et al. (2022) evidenciaram em seu estudo referente aos docentes do ensino
superior uma predominância de manifestações de adoecimento no aspecto psicológico, embora
também estejam presentes agravos físicos.
Durante a pandemia de covid-19, a população mundial foi exposta a diversos eventos
potencialmente traumáticos, tais como morte ou risco de morte de familiares e amigos, a
possibilidade de adoecimento grave ou morte e a infecção de pessoas próximas (Bridgland et
al., 2021). Uma possível consequência desta exposição é o desenvolvimento do Transtorno de
Estresse Pós-Traumático (TEPT) (Bridgland et al., 2021; Dutheil et al., 2021; Qiu et al., 2021).
Para preencher os critérios diagnósticos para TEPT, o indivíduo deve ter sido exposto a um
evento potencialmente traumático, seja vivenciando diretamente ou testemunhando este evento,
ou de maneira indireta, ao saber que pessoas próximas foram afetadas por ele (APA, 2013).
Docência e saúde mental: um retrato da educação básica e do ensino superior no Brasil
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
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Os principais sintomas do TEPT incluem a revivescência do trauma, a evitação
persistente de estímulos associados ao evento, alterações negativas nas cognições e no humor,
além de hiperexcitabilidade. Tais manifestações devem gerar sofrimento clinicamente
significativo e prejuízos substanciais no funcionamento social, ocupacional e em outras áreas
importantes da vida (APA, 2013). De acordo com Lana et al. (2026), em estudo com integrantes
da comunidade acadêmica durante a pandemia de covid-19, 21,3% dos participantes
apresentaram provável diagnóstico de TEPT, sendo a prevalência entre docentes de 13,45%.
No contexto educacional, Mondragon et al. (2023), investigaram a prevalência de TEPT
em professores de diversos níveis durante a pandemia, seus resultados mostraram uma
prevalência geral de 11% entre os docentes, no entanto, os autores destacam que a prevalência
variou consideravelmente entre os estudos analisados, com um deles, focado em professores
universitários na China, reportando uma taxa de 24,5%. Este cenário foi agravado por uma série
de estressores, como a rápida e despreparada adaptação ao ensino on-line, a extensão da jornada
de trabalho, o medo constante do contágio após a reabertura das escolas e a sobrecarga
emocional de ter que oferecer suporte a alunos e famílias impactadas pela pandemia
(Mondragon et al., 2023).
O cenário pandêmico impôs aos docentes dos diferentes níveis educacionais uma
profunda reorganização de suas rotinas de trabalho (Pinho et al., 2021). A barreira física entre
vida profissional e pessoal deixou de existir, exigindo improvisações rápidas para adaptação ao
ensino remoto. Esse contexto, marcado pelo acúmulo de demandas, dificuldades técnicas e
ausência de preparo adequado para o uso de plataformas digitais, somou-se ao medo de
contágio, à instabilidade econômica e ao distanciamento social, configurando um conjunto de
estressores com repercussões significativas para a saúde mental de professores e alunos (Cohen-
Fraade & Donahue, 2021; Corrêa et al., 2022; Goldstein et al., 2023; Kirby et al., 2022; Lunardi
et al., 2021; Pinho et al., 2021; Sahu, 2020; Wasil et al., 2021).
Nesse contexto, a solidão ou isolamento social percebido emergiu como um fator
relevante. Diferente de estar fisicamente só, a solidão refere-se à percepção subjetiva de
desconexão emocional, caracterizada pela discrepância entre as relações sociais desejadas e
aquelas efetivamente percebidas (Cacioppo & Cacioppo, 2014; Cacioppo et al., 2015; Leigh-
Hunt et al., 2017). Essa experiência subjetiva de isolamento emocional tem sido amplamente
reconhecida como fator de vulnerabilidade para o desenvolvimento e agravamento de
problemas de saúde mental e física, incluindo sintomas depressivos, distúrbios do sono,
Karen Christina Rodrigues dos SANTOS, Letícia de OLIVEIRA, Rachel Silva Machado LANA, Rony Magalhães MARTINS, Arthur Viana
MACHADO, Sarah Rocha ALVES, Marta de Freitas NUDELMAN, Mirtes Garcia PEREIRA & Fernanda STANISÇUASKI
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
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alterações cardiovasculares, maior risco de morbidade e mortalidade (Hawkley & Cacioppo,
2010).
Durante a pandemia, a solidão ganhou contornos ainda mais relevantes no cotidiano
docente, pois, além do afastamento físico da comunidade escolar, houve a redução de vínculos
informais e de interações cotidianas que antes funcionavam como importantes fontes de apoio
social e emocional. Em comparação ao período pré-pandemia, houve um aumento consistente
nos níveis de solidão em diferentes grupos populacionais (Ernst et al., 2022), incluindo em
professores do ensino básico (Karakose et al., 2022).
Ao mesmo tempo, o otimismo surge como um fator protetivo relevante, associado a
maior resiliência frente às adversidades do cotidiano escolar e acadêmico (Toledo & Campos,
2023). Fabella e Paz-Aler (2023), em seu estudo realizado nas Filipinas, encontraram níveis
moderados de otimismo nos docentes do ensino básico, ao passo que uma parcela expressiva
reportou baixos níveis de sintomas depressivos, o que sugere que o desenvolvimento de uma
perspectiva otimista pode atuar como um fator protetor contra sintomas de depressão. Apesar
dos desafios enfrentados, os educadores recorrem à equipe pedagógica e às redes de apoio, o
que pode fortalecer a resiliência e promover maior otimismo e satisfação com a vida (Nazar et
al., 2022). Souza et al. (2021) afirmam que o otimismo tem efeitos positivos na vida do
trabalhador, influenciando na saúde física, mental e no ambiente laboral.
Embora estudos prévios tenham investigado a saúde mental docente, ainda são escassas
as análises que comparam, no mesmo estudo, docentes da educação básica e do ensino superior
considerando simultaneamente indicadores de sofrimento psíquico e fatores associados ao bem-
estar. Diante dessa lacuna, este estudo foi orientado pela seguinte questão de pesquisa: há
diferenças entre docentes da educação básica e docentes do ensino superior no Brasil quanto à
sua saúde mental?
Considerando essa questão, o presente estudo teve como objetivo investigar diferentes
dimensões da saúde mental de docentes brasileiros, incluindo indicadores de depressão, TEPT,
solidão e otimismo, abrangendo profissionais da educação básica e do ensino superior, no
contexto da pandemia de covid-19.
METODOLOGIA
O presente projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da Universidade
Federal Fluminense (CAAE 52739721.0.0000.5243). Entre os dias 10 de março e 10 de junho
Docência e saúde mental: um retrato da educação básica e do ensino superior no Brasil
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 8
de 2022, docentes do ensino básico e superior brasileiros foram convidados a responder um
questionário on-line. O questionário foi divulgado em redes sociais e enviado por e-mail e
aplicativos de mensagens.
Cabe destacar que a Organização Mundial da Saúde declarou, em maio de 2023, o fim
da emergência de saúde pública de importância internacional, com base na redução de mortes,
no aumento da imunidade vacinal e na estabilização dos sistemas de saúde (Laboissière, 2023).
No contexto brasileiro, no entanto, o Ministério da Saúde do Brasil encerrou, em 22 de maio de
2022, a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) (Brasil, 2022).
Durante o período de coleta de dados, entre março e junho de 2022, as primeiras doses das
vacinas contra a covid-19 haviam sido administradas e as instituições de ensino, incluindo
escolas e grande parte das universidades, já haviam retomado as atividades presenciais. Ainda
assim, esse intervalo compreendia a vigência do cenário emergencial no país.
Os critérios de inclusão para participação na pesquisa foram: ser maior de 18 anos de
idade e ser docente do ensino básico ou superior das redes pública e/ou privada brasileira.
Consideramos como critério de exclusão os erros no preenchimento do questionário, não
aceitação do termo de consentimento e respostas duplicadas.
A escolha dos instrumentos foi orientada pela necessidade de mensurar dimensões
distintas da saúde mental docente, combinando indicadores de sofrimento psíquico, como
depressão e sintomas de TEPT, com dimensões psicossociais associadas ao bem-estar, como
solidão e otimismo. O questionário incluiu uma seção sociodemográfica, seguida por escalas
psicométricas validadas para a população brasileira. Especificamente, foram utilizadas escalas
do tipo Likert, nas quais os participantes indicam a frequência ou intensidade de determinadas
experiências a partir de opções graduadas de resposta. Esse formato permite atribuir pontuações
aos itens e calcular escores totais para cada dimensão avaliada. As escalas de depressão e TEPT
foram interpretadas à luz dos critérios descritos no Manual Diagnóstico e Estatístico de
Transtornos Mentais, DSM-5 (APA, 2013). A escala psicométrica Patient Health
Questionnaire-9 (PHQ-9) mede a gravidade dos sintomas, com pontuação total variando de 0
a 27 pontos, com a pontuação de cada item variando de zero (nunca) a três pontos (quase todos
os dias). A escala da PHQ-9 foi validada em uma amostra da população brasileira por Santos et
al. (2013), onde os participantes com pontuação ≥ 9 foram considerados como indivíduos com
provável diagnóstico de depressão. Para medir os sintomas do Transtorno de Estresse Pós-
Traumático (TEPT), usamos a Posttraumatic Stress Disorder Checklist 5 PCL-5 (Weathers
et al., 2013), composta de 20 itens cuja pontuação de cada item varia de 0 (nada) a 4 pontos
Karen Christina Rodrigues dos SANTOS, Letícia de OLIVEIRA, Rachel Silva Machado LANA, Rony Magalhães MARTINS, Arthur Viana
MACHADO, Sarah Rocha ALVES, Marta de Freitas NUDELMAN, Mirtes Garcia PEREIRA & Fernanda STANISÇUASKI
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 9
(extremamente), tendo pontuação mínima de 0 e máxima de 80. A escala possui perguntas que
avaliam a gravidade dos 4 grupos de sintomas do TEPT (revivescência, evitação, alterações de
humor e cognições e hiperexcitabilidade). Foram considerados como prováveis casos de TEPT
aqueles que obtiveram pontuação igual ou superior ao ponto de corte de 36, estabelecido para
a população brasileira (Pereira-Lima et al., 2019). No presente estudo, os escores de sintomas
e a prevalência de TEPT foram calculados considerando todos os eventos traumáticos relatados
na pandemia, independentemente de atenderem aos critérios diagnósticos definidos pelo DSM-
5.
A percepção de solidão foi avaliada por meio da Three-Item Loneliness Scale (TILS),
proposta por Hughes et al. (2004), instrumento breve que mensura sentimentos de isolamento
social percebido, ausência de companhia e exclusão. O otimismo foi avaliado pelo Life
Orientation Test Revised (LOT-R), desenvolvido por Carver e Scheier (2003), com versão
em português descrita por Cruz e Gomes (2007). O LOT-R mensura expectativas generalizadas
positivas em relação ao futuro, sendo utilizado como indicador de recurso psicológico associado
ao enfrentamento de situações adversas.
Para a análise estatística, as variáveis contínuas foram apresentadas por meio da
mediana e do primeiro e terceiro quartis, considerando a distribuição não normal dos dados. As
comparações entre docentes da educação básica e docentes do ensino superior foram realizadas
pelo teste de Mann-Whitney, teste não paramétrico indicado para comparar dois grupos
independentes quando os pressupostos de normalidade não são atendidos. Todos os testes de
hipótese consideraram um valor de p < 0,05 como significativo. As análises foram feitas no
software Sigmaplot 14.0.
A amostra original foi composta por 1.711 docentes do ensino básico ou superior das
redes pública e/ou privada brasileira. Uma descrição detalhada das características
sociodemográficas da amostra é apresentada na Tabela 1.
Tabela 1.
Características sociodemográficas da amostra (n = 1711)
Variável
Ensino básico (n)
Ensino superior (n)
Setor
273
1438
Gênero
210
869
61
558
2
6
0
5
Raça ou Cor
164
1053
27
42
69
265
Docência e saúde mental: um retrato da educação básica e do ensino superior no Brasil
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 10
4
11
1
3
8
64
Parentalidade
161
955
112
483
Idade
8
16
50
107
42
484
66
415
33
326
02
90
Nota. Elaborada pelos autores.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Neste trabalho, avaliamos diferentes parâmetros relacionados à saúde mental de
docentes brasileiros do ensino básico e superior. De maneira geral, docentes do ensino básico
apresentaram um agravo na saúde mental em relação aos docentes do ensino superior.
Analisando os dados relacionados à depressão (Figura 1A), observamos que uma
diferença significativa (p < 0,01) ao compararmos a distribuição das pontuações na escala PHQ-
9, onde docentes do ensino básico apresentaram pontuação maior (Me = 8,00, Q1 = 4,00, Q3 =
15,00) em relação aos docentes do ensino superior (Me = 5,00, Q1 = 2,00, Q3 = 10,00). Além
disso, há uma maior proporção de docentes do ensino básico com pontuação acima do ponto de
corte (49,1%), indicando maior probabilidade de diagnóstico de depressão em relação aos
docentes do ensino superior (29,6%) (Figura 1B).
Figura 1.
Escala de depressão (PHQ-9)
Nota. Elaborada pelos autores. Depressão em docentes brasileiros. A Distribuição da pontuação na
escala PHQ-9 dos docentes do ensino básico e superior. B Porcentagem de docentes do ensino básico
e superior com alta probabilidade de diagnóstico de depressão (pontuação ≥ 9 na escala PHQ-9).
Karen Christina Rodrigues dos SANTOS, Letícia de OLIVEIRA, Rachel Silva Machado LANA, Rony Magalhães MARTINS, Arthur Viana
MACHADO, Sarah Rocha ALVES, Marta de Freitas NUDELMAN, Mirtes Garcia PEREIRA & Fernanda STANISÇUASKI
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 11
Em relação ao TEPT (Figura 2A), observamos uma diferença significativa (p < 0,001)
ao compararmos a distribuição das pontuações na escala PCL-5, onde os docentes do ensino
básico apresentaram pontuação maior (Me = 21,00, Q1 = 5,50, Q3 = 36,00) em relação aos
docentes do ensino superior (Me = 9,00, Q1 = 0, Q3 = 23,00). Além disso, observamos uma
porcentagem maior de docentes do ensino básico (21,6%) com pontuação acima do ponto de
corte para possível diagnóstico de TEPT (Figura 2B).
Figura 2.
Escala de TEPT (PCL-5)
Nota. Elaborada pelos autores. Transtorno de Estresse Pós-Traumático em docentes brasileiros. A
Distribuição da pontuão na escala PCL-5 dos docentes do ensino básico e superior. B Porcentagem
de docentes do ensino básico e superior com alta probabilidade de diagnóstico do TEPT (pontuação ≥
36).
Em relação à solidão (Figura 3), observamos uma diferença significativa (p = 0,001)
entre as medianas dos docentes do ensino básico (Me = 7, Q1 = 5,00, Q3 = 9,00) e do ensino
superior (Me = 6, Q1 = 3,00, Q3 = 8,00), com docentes do ensino básico apresentando
pontuação maior.
Docência e saúde mental: um retrato da educação básica e do ensino superior no Brasil
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
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Figura 3.
Escala de Solidão (TILS)
Nota. Elaborada pelos autores. Solidão em docentes brasileiros. Distribuição da pontuação na escala
de solidão de docentes do ensino básico e superior.
Em relação ao otimismo (Figura 4), observamos uma diferença significativa (p = 0,001)
entre a pontuação dos docentes do ensino básico (Me = 15, Q1 = 12,00, Q3 = 20,00) e docentes
do ensino superior (Me = 17, Q1 = 13,00, Q3 = 20,00), onde os docentes do ensino superior
apresentaram pontuação maior.
Figura 4.
Escala de otimismo (LOT-R)
Nota. Elaborada pelos autores. Otimismo em docentes brasileiros. Distribuição da pontuação na escala
de otimismo de docentes do ensino básico e superior.
Nosso estudo traz à tona a complexidade da situação da saúde mental de docentes,
destacando as diferenças significativas entre os docentes do ensino básico e do ensino superior.
Os resultados mostram que os docentes do ensino básico apresentam maior sofrimento mental,
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com maior probabilidade de diagnóstico de depressão quando comparados aos docentes do
ensino superior. Tostes et al. (2018), em seu estudo realizado com docentes do ensino básico
da rede estadual do Paraná, identificou níveis extremamente elevados de sofrimento mental
(incluindo sintomas de depressão, ansiedade e distúrbios psiquiátricos menores). Essa alta
prevalência destaca a depressão como principal causa de licenças médicas entre professores,
apontando para a gravidade do impacto psíquico nesse segmento docente. No entanto, cabe
destacar que docentes do ensino superior também apresentaram níveis preocupantes de
probabilidade de depressão em nosso estudo.
Campos et al. (2020) realizaram um estudo com docentes de uma universidade pública
da Bahia, apontando expressivo comprometimento da saúde mental desses profissionais, com
cerca de 29,9% apresentando sinais sugestivos de transtornos mentais comuns, tais como
ansiedade e depressão. Batista et al. (2015) analisaram 254 fichas médicas de docentes
atendidos por perícia médica em uma instituição de ensino superior de João Pessoa (PB) e
revelaram que a depressão foi responsável por 52% dos afastamentos por motivos de saúde
mental. Freitas et al. (2021) verificaram que cerca de 50% dos docentes do ensino superior
apresentaram sintomas depressivos, sendo 42% com depressão leve e 8% com depressão
moderada a grave. Juntos, esses achados reforçam o quanto os professores universitários
também estão expostos a níveis elevados de sofrimento psíquico, em contraste com outras
categorias da população.
O presente estudo também identificou prevalências relevantes de provável diagnóstico
de TEPT entre docentes da educação básica (21,6%) e do ensino superior (9,3%), evidenciando
que a categoria docente como um todo está exposta a fatores que podem favorecer o
desenvolvimento de TEPT. A prevalência de 21,6% entre os professores da educação básica
excede consideravelmente a prevalência global de TEPT de 11% entre docentes descrita na
literatura, aproximando-se da maior prevalência encontrada (24,5%) entre professores
universitários na China durante a Pandemia de covid-19 (Mondragon et al., 2023).
A pandemia de covid-19 constituiu um evento de estresse prolongado que envolveu não
apenas a ameaça direta da doença, mas também um conjunto de estressores secundários que
podem ter atuado como potenciais fatores de vulnerabilidade para sintomas de TEPT, como
isolamento social, ruptura de rotinas, exposição intensa a notícias alarmantes, dificuldades
econômicas e, em alguns casos, hospitalização (Bridgland et al., 2021; Villatoro et al., 2022).
No Brasil, esse cenário foi agravado pelo colapso do sistema de saúde, profundas desigualdades
sociais (Fiocruz, 2021; The Lancet, 2020) e intensa instabilidade política, com disseminação de
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desinformação e mensagens governamentais conflitantes que comprometeram a adesão às
medidas de proteção (Camacho et al., 2024). No ambiente educacional, a transição emergencial
para o ensino remoto expôs de forma crítica desigualdades de infraestrutura digital e exigiu
adaptação rápida sem treinamento tecnológico (Gusso et al., 2020), especialmente nos
professores em contato mais direto com estudantes em situação de vulnerabilidade.
Nesse contexto, estudos prévios já haviam revelado altas taxas de provável TEPT entre
profissionais universitários (Goldstein et al., 2023; Lana et al., 2026; Mallhi et al., 2023), e
nossos achados ampliam essa literatura ao indicar que a confluência desses estressores pode ter
exercido um impacto ainda mais intenso sobre docentes da educação básica, possivelmente
tornando-os mais suscetíveis ao desenvolvimento ou agravamento de sintomas de TEPT. Um
dado relevante no contexto da educação no Brasil é a exposição direta e recorrente dos
professores da educação básica à violência no ambiente escolar (Facci, 2019), onde 12,5%
desses professores vivenciam intimidações ou abusos verbais semanalmente, índice que
posiciona o país em primeiro lugar entre os 34 países pesquisados (OECD, 2014). Essa
violência se manifesta por meio de agressão verbal, intimidação, ameaças e agressão física
(Lima et al., 2020).
No ensino superior, as agressões ocorrem principalmente por meio do assédio moral e
abuso de poder, partindo frequentemente de pares e superiores hierárquicos (Beggiato, 2022).
Este ambiente é exacerbado pela incessante pressão por produtividade, conhecida como
produtivismo acadêmico, que fomenta a competição e pode deteriorar as relações de trabalho
(Pinho et al., 2023). Nossos achados indicam que os docentes, em diferentes contextos,
enfrentam condições que os expõem a riscos de traumas interpessoais, agravados pela violência
cotidiana, pelos efeitos prolongados da pandemia e pelos desafios do retorno às atividades
presenciais, o que pode ajudar a compreender as elevadas prevalências de TEPT observadas na
categoria.
No que se refere à solidão, a pandemia desempenhou um papel crucial. Martinez et al.
(2021) afirmam que a ausência de suporte institucional, aliada à responsabilização individual
dos docentes pelo êxito do ensino remoto, produziu um ambiente de sobrecarga emocional e
isolamento, com professores relatando sentimentos de angústia, ansiedade e exaustão. Einav et
al. (2024), em um estudo com 248 docentes do ensino básico em Israel, identificaram que o
isolamento social percebido configura-se como um fator de risco relevante para o agravamento
do sofrimento psíquico no contexto docente, especialmente quando associada a sintomas de
depressão. Os dados encontrados em nossa pesquisa mostram que os docentes do ensino básico
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estão mais suscetíveis ao sentimento de solidão quando comparados aos docentes do ensino
superior, ressaltando a importância de se considerar dimensões subjetivas e relacionais no
enfrentamento das adversidades vivenciadas no exercício da docência. De acordo com Ozamiz-
Etxebarria et al. (2021), reduzir os impactos psicológicos da pandemia em professores é
essencial para prevenir estresse, ansiedade e depressão, garantindo melhores condições de
trabalho, preservando a saúde mental docente e promovendo reflexos positivos na qualidade do
ensino e no desempenho dos alunos.
Em relação ao otimismo, nossos achados indicaram que docentes do ensino superior
apresentam níveis significativamente mais elevados do que aqueles da educação básica. Essa
diferença pode refletir uma percepção mais positiva do futuro e maior capacidade de
enfrentamento entre docentes do ensino superior, em contraste com o sentimento de impotência
frequentemente associado às condições mais precárias e à sobrecarga emocional vivida por
professores da educação básica. Estudos prévios ajudam a contextualizar esse resultado. Nas
Filipinas, Fabella e Paz-Aler (2023) encontraram que a maioria dos docentes da educação básica
relatou otimismo moderado (67,74%), enquanto apenas 32,26% demonstraram alto otimismo,
sugerindo uma tendência semelhante à observada no presente estudo. No Brasil, Neves (2017)
identificou correlação positiva entre otimismo acadêmico e autoeficácia entre docentes do
Instituto Federal do Sertão Pernambucano, sugerindo que percepções de competência
profissional podem influenciar diretamente o nível de otimismo. Toledo e Campos (2023)
observaram que docentes universitários mantiveram níveis médios de otimismo mesmo diante
dos desafios impostos pela pandemia, o que reforça a resiliência desse grupo em contextos de
instabilidade. De modo geral, os resultados sugerem que o otimismo pode atuar como um
recurso psicológico importante na mediação dos impactos do trabalho docente, sendo
especialmente relevante entre profissionais expostos a contextos de maior vulnerabilidade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo avaliou a saúde mental de docentes da educação básica e do ensino superior,
com foco em sintomas de depressão, TEPT, solidão e otimismo. Os resultados indicam maior
vulnerabilidade entre docentes da educação básica, que apresentaram maiores prevalências de
sintomas depressivos, traços de TEPT e solidão, além de níveis mais baixos de otimismo.
Embora o momento mais crítico da pandemia tivesse passado durante a coleta de dados, os
efeitos emocionais ainda eram perceptíveis, especialmente entre aqueles expostos a condições
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mais precárias de trabalho. Os achados reforçam a importância de políticas que promovam a
saúde mental docente de forma segmentada e contínua. Em especial, é urgente garantir
condições adequadas para o exercício profissional na educação básica, reconhecendo que o
bem-estar de quem ensina é também um pilar para a qualidade da educação e o desenvolvimento
social.
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K ar e n C hristi n a R o dri g u es d os S A N T O S, Letíci a d e O LI V EI R A, R a c h el Silv a M a c h a d o L A N A, R o n y M a g al h ã es M A R TI N S, Art h ur V i a n a
M A C H A D O, S ar a h R o c h a A L V E S, M art a d e Fr eit as N U D E L M A N , Mirtes G ar ci a P E R EI R A & F er n a n d a S T A NI S Ç U A S KI
D o x a: R e v. B r as. Psi c o. e E d uc. , Ar ar a q u ara, v. 2 7 , n. 0 0 , e 0 2 6 0 0 8 , 2 0 2 6. e -I S S N: 2 5 9 4 -8 3 8 5
D OI: 1 0. 3 0 7 1 5/ d o x a. v 2 7i 0 0. 2 0 7 0 6 2 3
C R e di T A ut h or St at e m e nt
R e c o n h e ci m e nt os : G ost arí a m os d e a gr a d e cer t o d os d o c e nt es q u e p arti ci p ar a m d o est u d o.
Fi n a n ci a m e nt o : Est e tr a b al h o r e c e b e u a p oi o fi n a n c eir o d o C o ns el h o N a ci o n al d e
D es e n v ol vi m e nt o Ci e nt ífi c o e T e c n oló gi c o ( C N P q), d a C o or d e n a ç ã o d e A p erf ei ç o a m e nt o
d e P ess o al d e N ív el S u p eri or ( C A P E S) C A P E S/ P RI N T Fi n a n c e C o d e 0 0 1, e d a F u n d a ç ã o
d e A m p ar o 󼾡 P es q uis a d o Est a d o d o Ri o d e J a n eir o ( F A P E RJ).
C o nflit os d e i nt e r ess e : N ã o h á c o nflit os d e i nt er ess e .
A p r o v a ç ã o éti c a : C o mit ê d e Éti c a e m P es q uis a U F F ( C A A E n º 5 2 7 3 9 7 2 1. 0. 0 0 0 0. 5 2 4 3).
Dis p o ni bili d a d e d e d a d os e m at e ri al : Os d a d os utili z a d os n o tr a b al h o est ã o dis p o v eis
p ar a a cess o, m e di a nt e s oli cit a ç ã o.
C o nt ri b ui ç õ es d os a ut o res : K ar e n C hristi n a R o dri g u es d os S a nt os p arti ci p o u d a
c o n ceit u ali z a ç ã o, d eli n e a m e nt o m et o d ol ó gi c o, c ol et a e a n ális e d e d a d os, r e d a ç ã o d o
m a n us crit o ori gi n al e r e vis ã o d o m a n us crit o. L etí ci a d e Oli v eir a c o ntri b ui u c o m a
c o n ceit u ali z a ç ã o, c a pt a ç ã o d e fi n a n ci a m e nt o, a d mi nistr a ç ã o d o pr oj et o, s u p er vis ã o, r e d a ç ã o
d o m a n us crit o ori gi n al e r e vis ã o d o m a n us crit o. R a c h el Sil v a M a c h a d o L a n a p artici p o u d a
c ol et a e a n ális e d e d a d os e r e vis ã o d o m a n us crit o. R o n y M a g al h ã es M arti ns p arti ci p o u d a
c ol et a e a n ális e d e d a d os e r e vis ã o d o m a n us crit o. Art h ur V. M a c h a d o p arti ci p o u d a c ol et a
e a n ális e d e d a d os e r e vis ã o d o m a n us crit o. S ar a h R o c h a Al v es p arti ci p o u d a c ol et a e a n ális e
d e d a d os e r e vis ã o d o m a n us crit o. M art a N u d el m a n p arti ci p o u d a c ol et a d e d a d os e r e vis ã o
d o m a n us crit o . Mirt es P er eir a c o ntri b ui u c o m a c a pt a ç ã o d e fi n a n ci a m e nt o, a d mi nistr a ç ã o
d o pr oj et o e r e vis ã o d o m a n us crit o. F er n a n d a Sta nis ç u as ki p arti ci p o u d a c o n c eit u ali z a ç ã o,
d eli n e a m e nt o m et o d ol ó gi c o, s u p er vis ã o, r e d aç ã o d o m a n us crit o ori g i n al e r e vis ã o d o
m a n us cri t o.
P r o c ess a m e nt o e e dit o r a ç ã o: E dit o r a I b e r o -A m e ri c a n a d e E d u c a ç ã o
R e vis ã o, f or m at a ç ã o, n or m ali z a ç ã o e tr a d u ç ã o
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 1
TEACHING AND MENTAL HEALTH: AN OVERVIEW OF BASIC EDUCATION
AND HIGHER EDUCATION IN BRAZIL
DOCÊNCIA E SAÚDE MENTAL: UM RETRATO DA EDUCAÇÃO BÁSICA E DO
ENSINO SUPERIOR NO BRASIL
ENSEÑANZA Y SALUD MENTAL: UN RETRATO DE LA EDUCACIÓN BÁSICA Y LA
EDUCACIÓN SUPERIOR EN BRASIL
Karen Christina Rodrigues dos SANTOS
1
e-mail: christinam[email protected]m
Letícia de OLIVEIRA
2
e-mail: oliveira_[email protected]
Rachel Silva Machado LANA
3
e-mail: rachelm[email protected]
Rony Magalhães MARTINS
4
e-mail: ron[email protected]
Arthur Viana MACHADO
5
e-mail: artvm[email protected]
Sarah Rocha ALVES
6
e-mail: alvesro[email protected]
Marta de Freitas NUDELMAN
7
e-mail: martan[email protected]
Mirtes Garcia PEREIRA
8
e-mail: mirtes_p[email protected]
Fernanda STANISÇUASKI
9
e-mail: fern[email protected]r
1
Federal University of Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre Rio Grande do Sul (RS) Brazil. Ph.D.
Graduate Program in Science Education.
2
Fluminense Federal University (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brazil. Ph.D. Professor in the
Graduate Program in Biomedical Sciences.
3
Fluminense Federal University (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brazil. Master’s degree.
Psychologist, Division of Health Care (UFF).
4
Fluminense Federal University (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brazil. Master’s degree. Graduate
Program in Biomedical Sciences.
5
Fluminense Federal University (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brazil. Ph.D. Postdoctoral
Researcher, Graduate Program in Biomedical Sciences.
6
Fluminense Federal University (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brazil. Master’s degree. Graduate
Program in Biomedical Sciences.
7
Fluminense Federal University (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brazil. Ph.D. Graduate Program in
Biomedical Sciences.
8
Fluminense Federal University (UFF), Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ) Brazil. Ph.D. Professor in the
Graduate Program in Biomedical Sciences.
9
Federal University of Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre Rio Grande do Sul (RS) Brazil. Ph.D.
Professor in the Graduate Program in Science Education.
Teaching and mental health: An overview of basic education and higher education in Brazil
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 2
How to reference this paper:
Santos, K. C. R., Oliveira, L., Lana, R. S. M., Martins, R. M.,
Machado, A. V., Alves, S. R., Nudelman, M. F., Pereira, M.
G., & Stanisçuaski, F. (2026). Teaching and mental health:
An overview of basic education and higher education in
Brazil. Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., 27, e026008.
https://doi.org/10.30715/doxa.v27i00.20706
| Submitted: 21/08/2025
| Revisions required: 24/08/2025
| Approved: 24/02/2026
| Published: 04/07/2026
Editor:
Prof. Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiro
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Karen Christina Rodrigues dos SANTOS, Letícia de OLIVEIRA, Rachel Silva Machado LANA, Rony Magalhães MARTINS, Arthur Viana
MACHADO, Sarah Rocha ALVES, Marta de Freitas NUDELMAN, Mirtes Garcia PEREIRA & Fernanda STANISÇUASKI
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 3
ABSTRACT: Teachers’ mental health has gained increasing attention in debates on education
and work. In this study, we assessed the mental health of Brazilian basic and higher education
teachers, focusing on symptoms related to depression, Posttraumatic Stress Disorder (PTSD),
loneliness and optimism. The sample consisted of 1711 teachers who completed an online
questionnaire using psychometric scales validated for the Brazilian population, between March
and June 2022, still in a pandemic context. The results showed a higher prevalence of symptoms
of depression, PTSD and loneliness among basic education teachers, while higher education
teachers had higher optimism scores. The differences observed between the groups highlight
the importance of monitoring teachers’ mental health in a segmented manner, respecting the
specificities of each career. The data contribute to the monitoring of mental health indicators in
this professional category and reinforce the urgency of prevention and care actions.
KEYWORDS: Depression. Teaching. Post-traumatic stress. Mental health. Loneliness.
RESUMO: A saúde mental dos docentes tem ganhado crescente atenção nos debates sobre
educação e trabalho. Neste trabalho, avaliamos a saúde mental de docentes do ensino básico
e superior brasileiros, com foco em sintomas relacionados à depressão, Transtorno de Estresse
Pós-traumático (TEPT), solidão e otimismo. A amostra consistiu em 1711 docentes que
responderam um questionário on-line com escalas psicométricas validadas para a população
brasileira, entre março e junho de 2022, ainda em contexto pandêmico. Os resultados
demonstraram maior prevalência de sintomas de depressão, TEPT e solidão entre docentes da
educação básica, enquanto docentes do ensino superior apresentaram escores mais elevados
de otimismo. As diferenças observadas entre os grupos evidenciam a importância de
acompanhar a saúde mental de docentes de forma segmentada, respeitando as especificidades
de cada carreira. Os dados contribuem para o monitoramento de indicadores de saúde mental
na categoria e reforçam a urgência de ações de prevenção e cuidado.
PALAVRAS-CHAVE: Depressão. Docência. Estresse pós-traumático. Saúde mental. Solidão.
RESUMEN: La salud mental del profesorado ha cobrado creciente relevancia en los debates
sobre educación y trabajo. En este estudio, evaluamos la salud mental de docentes brasileños
de educación básica y superior, centrándonos en síntomas relacionados con la depresión, el
Trastorno de Estrés Postraumático (TEPT), la soledad y el optimismo. La muestra estuvo
compuesta por 1711 docentes que respondieron un cuestionario en línea con escalas
psicométricas validadas para la población brasileña, entre marzo y junio de 2022, aún en
contexto pandémico. Los resultados mostraron una mayor prevalencia de síntomas de
depresión, TEPT y soledad entre docentes de educación básica, mientras que docentes de
educación superior presentaron puntuaciones más elevadas de optimismo. Las diferencias
observadas entre los grupos evidencian la importancia de monitorear la salud mental docente
de forma segmentada, respetando las especificidades de cada carrera. Los datos contribuyen
al monitoreo de indicadores de salud mental en la categoría y refuerzan la urgencia de
acciones de prevención y cuidado.
PALABRAS CLAVE: Depresión. Enseñanza. Estrés postraumático. Salud mental. Soledad.
Teaching and mental health: An overview of basic education and higher education in Brazil
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 4
INTRODUCTION
Teaching is a relational activity, immersed in constant interpersonal interactions with
students, the community, and the institution, in which teachers not only teach but also engage
emotionally and cognitively. While these interactions can be somewhat taxing, they are also
associated with pleasure, fulfillment, and gratification. The mental health of elementary school
teachers has been receiving increasing attention in debates on education and work, reflecting
the complexity and demands of teaching in different contexts (Moraes, 2025).
In fact, mental disorders rank among the major categories of health problems among
elementary school teachers, with possible causes including the organization of teaching work
characterized by overload, institutional control, and low autonomyas well as psychosocial
factors such as role ambiguity and a lack of relational support (Araújo et al., 2019; Nwoko et
al., 2023; Santos et al., 2012). Furthermore, factors such as the high number of courses taught
and the presence of pre-existing medical conditions among teachers are significantly associated
with the development of depression, which is a complex and multifaceted phenomenon
resulting from the interplay between individual factors and the professional environment
(Oliveira & Santos, 2021).
Depression is characterized by one or more major depressive episodes lasting at least
two weeks, during which various symptoms manifest; the presence of depressed mood or loss
of interest/pleasure is required (APA, 2013). The symptoms must cause clinically significant
distress or impairment in social, occupational, or other areas of functioning and cannot be
attributed to substances, medical conditions, or manic or hypomanic episodes.
In 2019, in Brazil, 10.2% of adults (aged 18 and older) reported having been diagnosed
with depression, which corresponds to approximately 16.3 million people. This figure
represents a 34% increase compared to 2013, when the prevalence was 7.6% (IBGE, 2019). In
March 2022, the World Health Organization (WHO) released a global survey of mental
disorders that indicated a 25% increase in the prevalence of anxiety and depression in the global
population following the pandemic (WHO, 2022).
Depression is one of the leading causes of sick leave among teachers (Ferreira-Costa &
Pedro-Silva, 2019). A study conducted by Tostes et al. (2018) in Brazil found depressive
symptoms in 75.27% of elementary school teachers, with 26.72% of teachers on medical leave
attributing this situation to individual psychological distress as well as to the inadequacy of
institutional support and prevention mechanisms.
Karen Christina Rodrigues dos SANTOS, Letícia de OLIVEIRA, Rachel Silva Machado LANA, Rony Magalhães MARTINS, Arthur Viana
MACHADO, Sarah Rocha ALVES, Marta de Freitas NUDELMAN, Mirtes Garcia PEREIRA & Fernanda STANISÇUASKI
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 5
Furthermore, the persistence of these symptoms points to shortcomings in early
detection and ongoing care for these professionals’ emotional health, thus requiring the
adoption of public policies that go beyond reactive measures such as medicalization or leave of
absence and instead take the form of integrated, proactive strategies focused on promoting
teachers’ mental health (Guerrieri, 2025).
University faculty, in turn, are also at risk of developing symptoms of depression due to
an excessive workload of administrative and academic tasks, unnecessary bureaucracy, a lack
of adequate training, poor working conditions, intense institutional demands, and excessive
individual accountability (Silva-Barbosa et al., 2022). Campos et al. (2020) demonstrated in
their studies a significant impairment of mental health among higher education faculty in Brazil,
with the main factors involved being feelings of burnout in their relationships with students and
dissatisfaction with working at the institution.
However, there are many other factors that influence the occurrence of mental distress,
such as excessive workloads, dissatisfaction with classroom conditions, demands to publish
articles and participate in events, as well as sociodemographic factors (Freitas et al., 2021; Silva
& Carvalho, 2016). According to Aguiar et al. (2024), the mental health of higher education
faculty is directly linked to working conditions, and environments that prioritize results at the
expense of these professionals’ well-being exacerbate the situation.
In their study on higher education faculty, Fernandes et al. (2022) found a predominance
of psychological symptoms, although physical ailments were also present.
During the COVID-19 pandemic, the global population was exposed to various
potentially traumatic events, such as the death or risk of death of family members and friends,
the possibility of serious illness or death, and the infection of close contacts (Bridgland et al.,
2021). One possible consequence of this exposure is the development of Post-Traumatic Stress
Disorder (PTSD) (Bridgland et al., 2021; Dutheil et al., 2021; Qiu et al., 2021). To meet the
diagnostic criteria for PTSD, the individual must have been exposed to a potentially traumatic
event, either by directly experiencing or witnessing the event, or indirectly, by learning that
people close to them were affected by it (APA, 2013).
The main symptoms of PTSD include re-experiencing the trauma, persistent avoidance
of stimuli associated with the event, negative changes in cognitions and mood, and
hyperarousal. These manifestations must cause clinically significant distress and substantial
impairment in social, occupational, and other important areas of life (APA, 2013). According
to Lana et al. (2026), in a study of members of the academic community during the COVID-19
Teaching and mental health: An overview of basic education and higher education in Brazil
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. 00, e026008, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27i00.20706 6
pandemic, 21.3% of participants met the criteria for a probable diagnosis of PTSD, with a
prevalence of 13.45% among faculty members.
In the educational context, Mondragon et al. (2023) investigated the prevalence of PTSD
among teachers at various levels during the pandemic; their results showed an overall
prevalence of 11% among teachers. However, the authors note that the prevalence varied
considerably across the studies analyzed, with one studyfocused on university professors in
Chinareporting a rate of 24.5%. This situation was exacerbated by a series of stressors, such
as the rapid and unprepared transition to online teaching, extended work hours, the constant
fear of infection following the reopening of schools, and the emotional strain of having to
provide support to students and families affected by the pandemic (Mondragon et al., 2023).
The pandemic forced educators at all levels of education to radically reorganize their
work routines (Pinho et al., 2021). The physical barrier between professional and personal life
ceased to exist, requiring rapid improvisation to adapt to remote teaching. This context
marked by mounting demands, technical difficulties, and a lack of adequate training in the use
of digital platformswas compounded by fear of infection, economic instability, and social
distancing, creating a set of stressors with significant repercussions for the mental health of
teachers and students (Cohen-Fraade & Donahue, 2021; Corrêa et al., 2022; Goldstein et al.,
2023; Kirby et al., 2022; Lunardi et al., 2021; Pinho et al., 2021; Sahu, 2020; Wasil et al., 2021).
In this context, perceived loneliness or social isolation has emerged as a significant
factor. Unlike being physically alone, loneliness refers to the subjective perception of emotional
disconnection, characterized by the discrepancy between desired social relationships and those
actually perceived (Cacioppo & Cacioppo, 2014; Cacioppo et al., 2015; Leigh-Hunt et al.,
2017). This subjective experience of emotional isolation has been widely recognized as a
vulnerability factor for the development and worsening of mental and physical health problems,
including depressive symptoms, sleep disorders, cardiovascular changes, and an increased risk
of morbidity and mortality (Hawkley & Cacioppo, 2010).
During the pandemic, loneliness took on even greater significance in teachers’ daily
lives, asin addition to physical separation from the school communitythere was a reduction
in informal connections and everyday interactions that had previously served as important
sources of social and emotional support. Compared to the pre-pandemic period, there has been
a consistent increase in levels of loneliness across different population groups (Ernst et al.,
2022), including among elementary school teachers (Karakose et al., 2022).
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At the same time, optimism emerges as a significant protective factor, associated with
greater resilience in the face of the adversities of daily school and academic life (Toledo &
Campos, 2023). Fabella and Paz-Aler (2023), in their study conducted in the Philippines, found
moderate levels of optimism among elementary school teachers, while a significant proportion
reported low levels of depressive symptoms, suggesting that developing an optimistic outlook
may act as a protective factor against symptoms of depression. Despite the challenges they face,
educators turn to their teaching teams and support networks, which can strengthen resilience
and promote greater optimism and life satisfaction (Nazar et al., 2022). Souza et al. (2021) state
that optimism has positive effects on workers’ lives, influencing physical and mental health as
well as the work environment.
Although previous studies have investigated teachers’ mental health, there are still few
analyses that compare, within the same study, teachers in basic education and higher education
while simultaneously considering indicators of psychological distress and factors associated
with well-being. Given this gap, this study was guided by the following research question: Are
there differences between teachers in basic education and teachers in higher education in Brazil
regarding their mental health?
In light of this issue, the present study aimed to investigate different aspects of mental
health among Brazilian teachers, including indicators of depression, PTSD, loneliness, and
optimism, among professionals in basic education and higher education, in the context of the
COVID-19 pandemic.
METHODOLOGY
This project was approved by the research ethics committee of the Federal University
of Fluminense (CAAE No. 52739721.0.0000.5243). Between March 10 and June 10, 2022,
Brazilian teachers from elementary and higher education were invited to complete an online
questionnaire. The questionnaire was shared on social media and sent via email and messaging
apps.
It is worth noting that the World Health Organization declared, in May 2023, the end of
the public health emergency of international concern, based on a reduction in deaths, increased
vaccine-induced immunity, and the stabilization of health systems (Laboissière, 2023). In the
Brazilian context, however, the Brazilian Ministry of Health ended the Public Health
Emergency of National Importance (ESPIN) on May 22, 2022 (Brasil, 2022). During the data
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collection period, between March and June 2022, the first doses of COVID-19 vaccines had
already been administered, and educational institutionsincluding schools and most
universitieshad already resumed in-person activities. Nevertheless, this period coincided with
the ongoing emergency scenario in the country.
The inclusion criteria for participation in the study were: being at least 18 years of age
and being a teacher in Brazilian public and/or private elementary, middle, or high schools or
higher education institutions. We considered errors in completing the questionnaire, refusal to
sign the consent form, and duplicate responses as exclusion criteria.
The choice of instruments was guided by the need to measure distinct dimensions of
teachers’ mental health, combining indicators of psychological distress—such as depression
and PTSD symptomswith psychosocial dimensions associated with well-being, such as
loneliness and optimism. The questionnaire included a sociodemographic section, followed by
psychometric scales validated for the Brazilian population. Specifically, Likert-type scales were
used, in which participants indicate the frequency or intensity of certain experiences based on
graded response options. This format allows for assigning scores to items and calculating total
scores for each dimension assessed. The depression and PTSD scales were interpreted in light
of the criteria described in the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, DSM-5
(APA, 2013). The Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) psychometric scale measures
symptom severity, with a total score ranging from 0 to 27 points, and each item’s score ranging
from zero (never) to three points (almost every day). The PHQ-9 scale was validated in a sample
of the Brazilian population by Santos et al. (2013), in which participants with a score of 9
were considered to have a probable diagnosis of depression. To measure symptoms of
Posttraumatic Stress Disorder (PTSD), we used the Posttraumatic Stress Disorder Checklist 5
PCL-5 (Weathers et al., 2013), consisting of 20 items, each scored on a scale from 0 (not at
all) to 4 (extremely), with a minimum score of 0 and a maximum of 80. The scale includes
questions that assess the severity of the four symptom clusters of PTSD (re-experiencing,
avoidance, mood and cognitive changes, and hyperarousal). Cases were considered probable
PTSD if they scored at or above the cutoff score of 36, established for the Brazilian population
(Pereira-Lima et al., 2019). In the present study, symptom scores and the prevalence of PTSD
were calculated by considering all traumatic events reported during the pandemic, regardless
of whether they met the diagnostic criteria defined by the DSM-5.
Perceived loneliness was assessed using the Three-Item Loneliness Scale (TILS),
proposed by Hughes et al. (2004), a brief instrument that measures feelings of perceived social
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isolation, lack of companionship, and exclusion. Optimism was assessed using the Life
Orientation TestRevised (LOT-R), developed by Carver and Scheier (2003), with a
Portuguese version described by Cruz and Gomes (2007). The LOT-R measures generalized
positive expectations regarding the future and is used as an indicator of a psychological resource
associated with coping with adverse situations.
For statistical analysis, continuous variables were presented using the median and the
first and third quartiles, given the non-normal distribution of the data. Comparisons between
elementary and secondary school teachers and higher education faculty were performed using
the Mann-Whitney test, a nonparametric test indicated for comparing two independent groups
when the assumptions of normality are not met. All hypothesis tests considered a p-value < 0.05
to be statistically significant. The analyses were performed using Sigmaplot 14.0 software.
The original sample consisted of 1,711 teachers from basic or higher education in the
Brazilian public and/or private school systems. A detailed description of the sample’s
sociodemographic characteristics is presented in Table 1.
Table 1.
Sociodemographic characteristics of the sample (n = 1711)
Variable
Basic Education (n)
Higher Education (n)
Sector
273
1438
Gender
210
869
61
558
2
6
0
5
Race or Color
164
1053
27
42
69
265
4
11
1
3
8
64
Parenting
161
955
112
483
Age
8
16
50
107
42
484
66
415
33
326
02
90
Note. The Authors.
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RESULTS AND DISCUSSION
In this study, we evaluated various parameters related to the mental health of Brazilian
teachers in elementary and higher education. Overall, elementary school teachers exhibited
poorer mental health compared to higher education teachers.
Upon analyzing the data related to depression (Figure 1A), we observed a significant
difference (p < 0.01) when comparing the distribution of scores on the PHQ-9 scale, with
elementary and secondary school teachers scoring higher (Me = 8.00, Q1 = 4.00, Q3 = 15.00)
compared to higher education teachers (Me = 5.00, Q1 = 2.00, Q3 = 10.00). In addition, a higher
proportion of elementary school teachers scored above the cutoff point (49.1%), indicating a
higher probability of a depression diagnosis compared to higher education teachers (29.6%)
(Figure 1B).
Figure 1.
Depression scale (PHQ-9)
Note. The authors. Depression among Brazilian teachers. A Distribution of PHQ-9 scores among basic
education and higher education teachers. B Percentage of basic education and higher education
teachers with a high probability of a depression diagnosis (PHQ-9 score ≥ 9).
With regard to PTSD (Figure 2A), we observed a significant difference (p < 0.001) when
comparing the distribution of scores on the PCL-5 scale, where elementary school teachers had
higher scores (Me = 21.00, Q1 = 5.50, Q3 = 36.00) compared to higher education teachers (Me
= 9.00, Q1 = 0, Q3 = 23.00). In addition, we observed a higher percentage of elementary school
teachers (21.6%) with scores above the cutoff point for a possible PTSD diagnosis (Figure 2B).
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Figure 2.
PTSD scale (PCL-5)
Note. The authors. Post-Traumatic Stress Disorder among Brazilian teachers. A Distribution of PCL-
5 scores among basic education and higher education teachers. B Percentage of elementary and higher
education teachers with a high probability of a PTSD diagnosis (score ≥ 36).
With regard to loneliness (Figure 3), we observed a significant difference (p = 0.001)
between the medians of elementary school teachers (Me = 7, Q1 = 5.00, Q3 = 9.00) and higher
education teachers (Me = 6, Q1 = 3.00, Q3 = 8.00), with elementary school teachers scoring
higher.
Figure 3.
Loneliness scale (TILS)
Note. The authors. Loneliness among Brazilian teachers. Distribution of scores on the loneliness scale
for basic education and higher education teachers.
With regard to optimism (Figure 4), we observed a significant difference (p = 0.001)
between the scores of elementary school teachers (Me = 15, Q1 = 12.00, Q3 = 20.00) and higher
education teachers (Me = 17, Q1 = 13.00, Q3 = 20.00), with higher education teachers scoring
higher.
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Figure 4.
Optimism scale (LOT-R)
Note. The authors. Optimism among Brazilian teachers. Distribution of scores on the Optimism Scale
among teachers in basic education and higher education.
Our study highlights the complexity of teachers’ mental health situation, emphasizing
the significant differences between elementary school teachers and higher education faculty.
The results show that elementary school teachers experience greater mental distress and are
more likely to be diagnosed with depression than higher education faculty. Tostes et al. (2018),
in their study of elementary school teachers in the Paraná state school system, identified
extremely high levels of mental distress (including symptoms of depression, anxiety, and minor
psychiatric disorders). This high prevalence highlights depression as the leading cause of sick
leave among teachers, pointing to the severity of the psychological impact on this group of
educators. However, it is worth noting that higher education faculty members also exhibited
concerning levels of depression risk in our study.
Campos et al. (2020) conducted a study with faculty members at a public university in
Bahia, revealing significant impairment in the mental health of these professionals, with
approximately 29.9% exhibiting signs suggestive of common mental disorders, such as anxiety
and depression. Batista et al. (2015) analyzed 254 medical records of faculty members who
underwent medical evaluations at a higher education institution in João Pessoa (PB) and found
that depression accounted for 52% of leaves of absence due to mental health issues. Freitas et
al. (2021) found that approximately 50% of higher education faculty members exhibited
depressive symptoms, with 42% having mild depression and 8% having moderate to severe
depression. Taken together, these findings underscore the extent to which university professors
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are also exposed to high levels of psychological distress, in contrast to other segments of the
population.
This study also identified significant prevalences of probable PTSD diagnoses among
teachers in basic education (21.6%) and higher education (9.3%), indicating that the teaching
profession as a whole is exposed to factors that may contribute to the development of PTSD.
The prevalence of 21.6% among elementary and secondary school teachers considerably
exceeds the overall prevalence of PTSD of 11% among teachers reported in the literature,
approaching the highest prevalence found (24.5%) among university professors in China during
the COVID-19 pandemic (Mondragon et al., 2023).
The COVID-19 pandemic constituted a prolonged stressor that involved not only the
direct threat of the disease but also a set of secondary stressors that may have acted as potential
vulnerability factors for PTSD symptoms, such as social isolation, disruption of routines,
intense exposure to alarming news, economic difficulties, and, in some cases, hospitalization
(Bridgland et al., 2021; Villatoro et al., 2022). In Brazil, this scenario was exacerbated by the
collapse of the healthcare system, deep-seated social inequalities (Fiocruz, 2021; The Lancet,
2020), and intense political instability, with the spread of misinformation and conflicting
government messages that undermined adherence to protective measures (Camacho et al.,
2024). In the educational setting, the emergency transition to remote learning critically exposed
inequalities in digital infrastructure and required rapid adaptation without technological training
(Gusso et al., 2020), especially among teachers in more direct contact with vulnerable students.
In this context, previous studies had already revealed high rates of probable PTSD
among university professionals (Goldstein et al., 2023; Lana et al., 2026; Mallhi et al., 2023),
and our findings expand upon this literature by indicating that the confluence of these stressors
may have had an even more intense impact on elementary and secondary school teachers,
possibly making them more susceptible to developing or worsening PTSD symptoms. A
relevant finding in the context of education in Brazil is the direct and recurrent exposure of
elementary and secondary school teachers to violence in the school environment (Facci, 2019),
where 12.5% of these teachers experience intimidation or verbal abuse on a weekly basisa
rate that ranks the country first among the 34 countries surveyed (OECD, 2014). This violence
manifests itself through verbal aggression, intimidation, threats, and physical aggression (Lima
et al., 2020).
In higher education, aggression occurs primarily in the form of bullying and abuse of
power, often perpetrated by peers and superiors (Beggiato, 2022). This environment is
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exacerbated by relentless pressure for productivityknown as academic productivism’—
which fosters competition and can undermine working relationships (Pinho et al., 2023). Our
findings indicate that faculty members, in different contexts, face conditions that expose them
to risks of interpersonal trauma, compounded by everyday violence, the lingering effects of the
pandemic, and the challenges of returning to in-person activitiesfactors that may help explain
the high prevalence of PTSD observed in this group.
With regard to loneliness, the pandemic played a crucial role. Martinez et al. (2021)
state that the lack of institutional support, combined with teachers’ individual responsibility for
the success of remote learning, created an environment of emotional overload and isolation,
with teachers reporting feelings of distress, anxiety, and exhaustion. Einav et al. (2024), in a
study of 248 elementary school teachers in Israel, identified perceived social isolation as a
significant risk factor for the worsening of psychological distress among teachers, especially
when associated with symptoms of depression. The data from our study show that elementary
school teachers are more susceptible to feelings of loneliness compared to higher education
faculty, highlighting the importance of considering subjective and relational dimensions when
addressing the adversities experienced in the teaching profession. According to Ozamiz-
Etxebarria et al. (2021), reducing the psychological impacts of the pandemic on teachers is
essential for preventing stress, anxiety, and depression, ensuring better working conditions,
preserving teachers’ mental health, and promoting positive effects on the quality of teaching
and student performance.
With regard to optimism, our findings indicated that higher education faculty members
exhibit significantly higher levels of optimism than those in basic education. This difference
may reflect a more positive perception of the future and greater coping ability among higher
education faculty members, in contrast to the sense of helplessness often associated with the
more precarious conditions and emotional overload experienced by basic education teachers.
Previous studies help contextualize this result. In the Philippines, Fabella and Paz-Aler (2023)
found that the majority of elementary and secondary school teachers reported moderate
optimism (67.74%), while only 32.26% demonstrated high optimism, suggesting a trend similar
to that observed in the present study. In Brazil, Neves (2017) identified a positive correlation
between academic optimism and self-efficacy among faculty members at the Federal Institute
of the Pernambuco Sertão, suggesting that perceptions of professional competence may directly
influence the level of optimism. Toledo and Campos (2023), on the other hand, observed that
university faculty members maintained average levels of optimism even in the face of the
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challenges posed by the pandemic, which reinforces this group’s resilience in contexts of
instability. Overall, the results suggest that optimism can act as an important psychological
resource in mediating the impacts of teaching work, being especially relevant among
professionals exposed to contexts of greater vulnerability.
FINAL CONSIDERATIONS
This study assessed the mental health of teachers in basic education and higher
education, focusing on symptoms of depression, PTSD, loneliness, and optimism. The results
indicate greater vulnerability among elementary and secondary school teachers, who reported
higher prevalences of depressive symptoms, PTSD traits, and loneliness, as well as lower levels
of optimism. Although the most critical phase of the pandemic had already passed by the time
data were collected, the emotional effects were still noticeable, especially among those exposed
to more precarious working conditions. These findings underscore the importance of policies
that promote teachers’ mental health in a targeted and ongoing manner. In particular, it is urgent
to ensure adequate conditions for professional practice in basic education, recognizing that the
well-being of teachers is also a pillar of educational quality and social development.
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