
Between trauma and care: Educational practices, co-regulation, and relational transformation of families in contexts of social vulnerability
Doxa: Rev. Bras. Psico. e Educ., Araraquara, v. 27, n. esp. 1, e026018, 2026. e-ISSN: 2594-8385
DOI: 10.30715/doxa.v27iesp.1.21483 2
ABSTRACT: This article proposes a reinterpretation of parenting practices in contexts of social
vulnerability in light of developmental trauma theory, integrating contributions from Systems
Thinking, Complexity Theory, Social Constructionism, Relational Neurobiology, and Narrative
Therapy. The study conducts a hermeneutic and retrospective reinterpretation of a body of material
produced in two previous studies involving families affiliated with the Associação Meninos do
Morumbi in São Paulo, Brazil, between 2001 and 2010, at the Pontifical Catholic University of São
Paulo (PUC-SP). The original studies combined qualitative and quantitative approaches, including
Reflective Groups, Focus Groups, family counseling sessions, genograms, and the Parenting Styles
Inventory. The analysis understood violent and inconsistent parenting practices as expressions of
relational distress, emotional dysregulation, and the intergenerational transmission of trauma, rather
than merely as moral failings or educational deficits. The findings highlighted the role of Reflective
Groups in promoting coregulation, reflexivity, and parental re-authoring. It is concluded that this
approach broadens the understanding of parenting by shifting the focus from individual blame
toward a relational perspective.
KEYWORDS: Developmental trauma. Intergenerational trauma. Parenting. Parenting practices.
Social vulnerability.
RESUMO: Este artigo propõe reinterpretação das práticas parentais em contextos de
vulnerabilidade social à luz da teoria do trauma do desenvolvimento, articulando contribuições do
Pensamento Sistêmico, da Teoria da Complexidade, do Construcionismo Social, da Neurobiologia
Relacional e da Terapia Narrativa. O estudo realiza reinterpretação hermenêutica e retrospectiva
de acervo produzido em duas pesquisas com famílias vinculadas à Associação Meninos do
Morumbi, em São Paulo, entre 2001 e 2010, na PUC-SP. As pesquisas originais combinaram
abordagens qualitativas e quantitativas, incluindo Grupos Reflexivos, Grupos Focais,
atendimentos familiares, genogramas e o Inventário de Estilos Parentais. A análise compreendeu
práticas parentais violentas e inconsistentes como expressões de sofrimento relacional,
desregulação emocional e transmissão intergeracional do trauma, e não apenas como falhas
morais ou déficits educacionais. Evidenciou-se o papel dos Grupos Reflexivos na corregulação,
reflexividade e reautoria parental. Conclui-se que essa abordagem amplia a compreensão da
parentalidade, deslocando o foco da culpabilização para perspectiva relacional.
PALAVRAS-CHAVE: Trauma do desenvolvimento. Parentalidade. Práticas educativas.
Vulnerabilidade social. Grupos reflexivos.
RESUMEN: Este artículo propone una reinterpretación de las prácticas parentales en contextos
de vulnerabilidad social a la luz de la teoría del trauma del desarrollo, articulando contribuciones
del Pensamiento Sistémico, la Teoría de la Complejidad, el Construccionismo Social, la
Neurobiología Relacional y la Terapia Narrativa. El estudio realiza una reinterpretación
hermenéutica y retrospectiva de un acervo producido en dos investigaciones previas con familias
vinculadas a la Associação Meninos do Morumbi, en São Paulo, Brasil, entre 2001 y 2010, en la
Pontificia Universidad Católica de São Paulo (PUC-SP). Las investigaciones originales
combinaron enfoques cualitativos y cuantitativos, incluidos Grupos Reflexivos, Grupos Focales,
sesiones de atención familiar, genogramas y el Inventario de Estilos Parentales. El análisis
comprendió las prácticas parentales violentas e inconsistentes como expresiones de sufrimiento
relacional, desregulación emocional y transmisión intergeneracional del trauma, y no únicamente
como fallas morales o déficits educativos. Se evidenció el papel de los Grupos Reflexivos en la
promoción de la corregulación, la reflexividad y la reautoría parental. Se concluye que este
enfoque amplía la comprensión de la parentalidad, desplazando el foco de la culpabilización
individual hacia una perspectiva relacional.
PALABRAS CLAVE: Trauma del desarrollo. Trauma intergeneracional. Parentalidad. Prácticas
parentales. Vulnerabilidad social.