https://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/issue/feedDOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educação2026-05-21T14:45:17-03:00Prof. Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiropaulo.rennes@unesp.brOpen Journal Systems<p>A <strong>DOXA – Revista Brasileira de Psicologia da Educação, Qualis A4 (2021-2024)</strong>, é um periódico com 22 anos de existência que reúne em seus números artigos científicos das grandes áreas de Psicologia e Educação e que se tornou uma das revistas oficiais da Faculdade de Ciências e Letras. A revista sempre foi publicada na forma impressa. Em 2017 passamos a integrar no Open Journal system/OJS - publicações online. Até 2020, a periodicidade era semestral, (jan./jun. e jul./dez). Atualmente, a revista adotou desde 2021, a Publicação Contínua, dessa forma, promovendo a comunicação e divulgação científica com mais agilidade após a aprovação dos artigos. </p> <p><strong>Em 2021,</strong> a DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educação inicia sua nova trajetória, passando a ser um periódico de <strong>Publicação Contínua</strong>. Dessa forma visa contribuir na agilidade no processo de publicações de artigos aceitos após avaliação em duplo anonimato por pares, não necessitando aguardar uma edição. Essa nova forma de publicação garante maior visibilidade das pesquisas e de seus autores. A revista atualmente está alocada no NUSEX - Núcleo de Estudos da Sexualidade.</p> <p><strong>As submissões são de fluxo contínuo.</strong></p> <p>Nos últimos anos, 2017-2020, a revista alcançou várias indexações, visibilidade, citações e reconhecimento de sua qualidade. Em 2020, passou a publicar no formato bilíngue, pois o processo de internacionalização é essencial para as publicações dos pesquisadores brasileiros e internacionais.</p> <p>As publicações da DOXA versam sobre as Grandes Áreas da Psicologia e Educação, incluindo especialmente as subáreas em sua interface:</p> <ul> <li>Psicologia Educacional;</li> <li>Saúde Mental;</li> <li>Psicologia do Desenvolvimento;</li> <li>Atendimento Institucional;</li> <li>Psicologia na Saúde Pública;</li> <li>História da Psicologia;</li> <li>História da Educação;</li> <li>Avaliação;</li> <li>Tecnologias de Informação e Comunicação em Educação;</li> <li>Formação de Professores;</li> <li>Sexualidade e Educação Sexual;</li> <li>Estudos de Gênero;</li> <li>Educação Especial e Inclusiva;</li> <li>Educação de Jovens e Adultos;</li> <li>Educação Superior;</li> <li>Culturas Escolares; dentre outros e afins.</li> </ul>https://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/view/20412Práticas meditativas na educação escolar2026-02-25T14:01:11-03:00Maria de Lourdes Spazzianimaria.spazziani@unesp.brEliane Aparecida Toledo Pintoelianetol@hotmail.comNijima Novello Rumenosnijima.novello@unesp.brCarla Gheler-Costacgheler@gmail.comGiuliano Citrini Stipkovic giuliano.stipkovic@edu.famerp.brJuliana Irani Fratucci De Gobbijuliana.gobbi@unesp.brJoão Lucas Piubeli Dorojoao.doro@unesp.br<p>O artigo analisa os efeitos das práticas meditativas em estudantes do Ensino Fundamental I, com foco nos aspectos emocionais, comportamentais e cognitivos. A pesquisa foi realizada em três escolas públicas de São Paulo com 1.083 alunos e 48 professoras, utilizando questionários, entrevistas e escalas com <em>emojis</em>. Os resultados indicam aumento nos sentimentos de paz, amor e sono, e redução de raiva, tristeza, curiosidade e alegria (associada à agitação). As professoras relataram melhorias no raciocínio, atenção e socialização dos estudantes. As práticas meditativas contribuíram para a concentração, o equilíbrio emocional e o bem-estar dos alunos, sendo vistas como ferramentas eficazes para a formação integral. O estudo destaca a importância de integrar a saúde emocional ao currículo escolar, especialmente após a pandemia, promovendo ambientes de aprendizagem mais afetivos e acolhedores.</p> <p> </p>2026-03-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educaçãohttps://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/view/20887Pesquisa-documentário sobre a invisibilidade de trabalhadores informais em situação de rua2026-05-21T14:42:21-03:00Erika Priscilla de Freitas Hounsellerika_hounsell@hotmail.comRonaldo Gomes-Souzaronaldopsicologo@ufam.edu.brUrsula Kirschnerursula.kirschner@leuphana.deEstephania de Lima Oliveiraestephaniapsy@gmail.comEdinaldo Inocêncio Ferreira Junioredinaldoferreira.adv@gmail.comMirlene Carvalho Parentepsimirlene@gmail.comFlávia Giovana dos Santos Gonçalvesfllaviagiovana@gmail.com<p>Este relato de experiência apresenta contribuições teórico-metodológicas de uma disciplina de um Programa de Pós-Graduação em Psicologia voltada à produção de uma Pesquisa-Documentário (P-D). O estudo objetivou relatar a experiência de elaboração de um documentário sobre a invisibilidade de trabalhadores informais em situação de rua. A metodologia fundamentou-se na P-D como estratégia de investigação e intervenção psicossocial, orientada por princípios ético-políticos, participativos e colaborativos. O método pressupõe a construção compartilhada do conhecimento entre pesquisadores-documentaristas e sujeitos-personagens, utilizando o audiovisual como espaço de escuta, diálogo e produção coletiva de narrativas e afetos. Os resultados demonstraram que o uso do audiovisual favoreceu a coprodução de conhecimentos, ampliou a acessibilidade da ciência e fortaleceu a devolutiva social. Conclui-se que o método audiovisual constitui um dispositivo ético e inovador para visibilizar sujeitos e experiências historicamente marginalizados.</p>2026-06-23T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educaçãohttps://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/view/21091Conhecimento de professores em formação sobre a dislexia2026-05-21T14:45:17-03:00Marcela Fulanete Corrêamarcela.correa@univasf.edu.brJéssica Moreira Fonsecajehmoreirafonseca@gmail.comMaria Cecília Assis Araújomaria.ceciliaassis@discente.univasf.edu.br<p>Este estudo avaliou o conhecimento dos professores em formação sobre a dislexia e verificou se a formação recebida sobre o transtorno durante a graduação associa-se com o conhecimento sobre a condição. A amostra incluiu 276 estudantes de Pedagogia de instituições públicas de ensino superior no Brasil. Todos responderam um questionário sociodemográfico e uma versão traduzida do <em>Knowledge and Beliefs about Developmental Dyslexia Scale</em> (KBDDS). Segundo os resultados, os participantes apresentaram conhecimentos precisos sobre a natureza, causas, desfechos e a sintomatologia da dislexia. Contudo, concepções equivocadas, como a crença de que a dislexia é resultado de déficits visuais, e desconhecimento sobre intervenções baseadas em evidências também foram identificadas. A formação em dislexia recebida durante o curso de Pedagogia associou-se significativamente ao conhecimento sobre o transtorno. Esses achados evidenciam lacunas na formação inicial dos futuros professores e sugerem que os currículos dos cursos de Pedagogia incorporem conteúdos científicos sobre a dislexia.</p>2026-06-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educaçãohttps://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/view/20551Atuação de psicólogos/as escolares no enfrentamento ao bullying2026-05-21T14:43:09-03:00Apoliana Regina Groffapoliana.groff@ufsc.brMarilene Proença Rebello de Souzamprdsouz@usp.br<p>Este artigo decorre de um levantamento bibliográfico sobre a atuação da Psicologia Escolar e Educacional no enfrentamento de questões sociais e violências presentes na educação básica brasileira. Foram consultadas as bases SciELO, Oasis, Portal CAPES e a revista<em> Psicologia Escolar e Educacional</em>, em publicações do período entre 2010 e 2023. Apresenta-se um recorte dos resultados deste levantamento, por meio da análise de 24 artigos de revisão de literatura sobre a problemática do <em>bullying</em>. A partir deste estudo, destaca-se quais são os grupos mais vulneráveis a sofrerem violência sistemática e quais preconceitos e violências estruturais podem sustentar a prática do <em>bullying</em> e do <em>ciberbullying</em>. Aponta-se que melhores resultados no enfrentamento ao <em>bullying</em> são conquistados quando desenvolvidos projetos institucionais envolvendo, em especial, os/as estudantes, quando realizados processualmente, com prazo estendido e utilizando metodologias de trabalho que permitam a participação da comunidade escolar e a produção de processos de aprendizagem sobre esta questão social.</p>2026-07-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educaçãohttps://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/view/20593A psicossomática na adolescência2026-04-22T14:33:06-03:00Simone Cruz Batistasimone_psi33@yahoo.com.brMarcela Silva Baccelli marcelabaccelli@hotmail.com<p>Objetivou-se evidenciar os principais sintomas psicossomáticos observados em estudantes adolescentes de uma instituição de ensino federal do Sul de Minas. Por meio de uma abordagem qualitativa, descritiva, com corte transversal, foram abordados três estudantes do gênero feminino e três do gênero masculino. Os instrumentos utilizados foram um questionário sociodemográfico e uma entrevista semiestruturada, com conteúdo gravado em áudio, transcritos na íntegra e analisados por meio da análise de conteúdo de Bardin, que consiste em analisar as comunicações e os discursos diversificados, encontrando semelhanças nos conteúdos apresentados. Foram coletados dados referentes ao perfil dos estudantes, à estrutura e dinâmica do funcionamento psíquico, aos sintomas psicossomáticos mais recorrentes e como os sintomas psicossomáticos interferem nas condições de saúde mental. Os conteúdos obtidos evidenciaram a prevalência de sintomas ansiosos e, também, algumas manifestações depressivas significativas. Importante destacar a relevância da equipe de saúde na escola com ações preventivas e acolhedoras para os momentos de crise, juntamente com o suporte familiar e o auxílio de uma rede de apoio.</p>2026-07-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educaçãohttps://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/view/20595Determinantes comportamentais da fidelidade da intervenção na saúde mental escolar2026-05-21T14:42:48-03:00Rodrigo Miguel Rojas-Andraderodrigo.rojas.a@usach.clLuiz Paulo Ribeiroluizribeiro@live.com<p>Os transtornos mentais figuram entre as principais causas de morbidade em crianças e adolescentes no mundo, sendo que, no Chile, há níveis elevados de estresse, ansiedade e depressão entre estudantes. Os Sistemas de Suporte Multinível (MTSS) oferecem um marco estruturado para intervenções em saúde mental escolar, mas a manutenção da fidelidade da implementação continua sendo um desafio. Este estudo transversal investigou como as dimensões do modelo COM-B (capacidade, oportunidade e motivação) se relacionam com a fidelidade em escolas públicas chilenas. Foram aplicados questionários a 359 profissionais da educação nas 16 regiões administrativas, com uso da versão adaptada do DIBQ-18 e de um índice composto de fidelidade. Os resultados indicaram que a capacidade psicológica e a motivação reflexiva predizem diretamente a fidelidade, enquanto oportunidades físicas e sociais e motivação automática exercem efeitos indiretos. Os achados ressaltam o papel central dos determinantes individuais e oferecem subsídios para estratégias de capacitação em intervenções escolares.</p>2026-07-03T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educaçãohttps://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/view/20706Docência e saúde mental2026-05-21T14:42:39-03:00Karen Christina Rodrigues dos Santoschristinamvs.krds@gmail.comLetícia de Oliveiraoliveira_leticia@id.uff.brRachel Silva Machado Lanarachelmachado@id.uff.brRony Magalhães Martinsronymagalhaes@id.uff.brArthur Viana Machadoartvmachado@gmail.comSarah Rocha Alvesalvesrochasarah@gmail.comMarta de Freitas Nudelmanmartanudelman@gmail.comMirtes Garcia Pereiramirtes_pereira@id.uff.brFernanda Staniscuaskifernanda.staniscuaski@ufrgs.br<p>A saúde mental dos docentes tem ganhado crescente atenção nos debates sobre educação e trabalho. Neste trabalho, avaliamos a saúde mental de docentes do ensino básico e superior brasileiros, com foco em sintomas relacionados à depressão, Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT), solidão e otimismo. A amostra consistiu em 1711 docentes que responderam um questionário <em>on-line</em> com escalas psicométricas validadas para a população brasileira, entre março e junho de 2022, ainda em contexto pandêmico. Os resultados demonstraram maior prevalência de sintomas de depressão, TEPT e solidão entre docentes da educação básica, enquanto docentes do ensino superior apresentaram escores mais elevados de otimismo. As diferenças observadas entre os grupos evidenciam a importância de acompanhar a saúde mental de docentes de forma segmentada, respeitando as especificidades de cada carreira. Os dados contribuem para o monitoramento de indicadores de saúde mental na categoria e reforçam a urgência de ações de prevenção e cuidado.</p>2026-07-04T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educaçãohttps://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/view/21032Bem-estar psicológico e mindfulness associados à saúde mental em estudantes universitários2026-05-10T12:11:24-03:00Felipe Augusto Monteiro Cravofelipeamcravo@gmail.comPaola Verruck de Moarespverruck@gmail.com<p>O objetivo deste estudo foi investigar as relações entre saúde mental, habilidades de <em>mindfulness</em> e bem-estar psicológico em estudantes universitários. Participaram 205 estudantes de Psicologia de uma instituição de ensino superior do interior de São Paulo, avaliados por meio de escalas validadas para a população brasileira. Os resultados indicaram níveis moderados de sofrimento psicológico, associados a baixos níveis de atividade física e sono insuficiente. Observou-se correlação negativa entre sofrimento psicológico e <em>mindfulness</em> (ρ = -0,48) e entre sofrimento e bem-estar psicológico (ρ = -0,63), além de correlação positiva entre <em>mindfulness</em> e bem-estar (ρ = 0,58). A regressão hierárquica indicou que mindfulness e bem-estar psicológico explicaram uma parcela substancial da variância do sofrimento psicológico (R² = 0,47), superando o poder explicativo das variáveis sociodemográficas. Os resultados sugerem que processos psicológicos são centrais para a compreensão da saúde mental no ensino superior e na elaboração de intervenções preventivas e contextualmente orientadas.</p>2026-07-05T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educaçãohttps://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/view/20197Desafios e perspectivas de estudantes na transição do Ensino Médio para o Ensino Superior2026-04-22T14:31:47-03:00Max Roberto Santos Villafanmaxvillafan@gmail.comLúcia da Rocha Uchôa-Figueiredouchoa.lucia@unifesp.brRosangela Soares Chriguerchriguer@unifesp.br<p>O presente artigo objetivou compreender os desafios e as perspectivas dos estudantes do terceiro ano do Ensino Médio da Etec do Guarujá em relação à sua futura inserção no Ensino Superior. Como método, foram realizadas três rodas de conversa em que participaram um total de 30 estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, sendo dez de cada um dos itinerários dos eixos temáticos Exatas, Humanas e Biológicas. Os resultados mostram que os pais têm influência direta na escolha profissional dos filhos. Observou-se que os estudantes apresentam inseguranças e medos para fazer a escolha certa. Essa transição delicada gera ansiedade, e se faz necessário o apoio atencioso dos responsáveis e dos educadores, trazendo segurança. Conclui-se que cuidar das vivências desses jovens, oferecendo apoio emocional, suporte e orientação, é essencial para que trilhem um caminho mais leve e bem-sucedido.</p>2026-07-20T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educaçãohttps://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/view/20276Acesso e permanência de estudantes indígenas na Universidade Federal do Amazonas2026-04-23T11:57:32-03:00Marcelo Calegaremcalegare@ufam.edu.brDébora Evely Ramos de Oliveiradeboraevelyr@gmail.comThais de Negreiros Salestnsalesnegreiros@gmail.com<p>Estudantes indígenas enfrentam muitos desafios durante a permanência na universidade, como a desvalorização e a inferiorização cultural, linguística e epistemológica, mas, sobretudo, o racismo anti-indígena. O objetivo deste artigo é compreender as vivências de racismo anti-indígena de estudantes da Universidade Federal do Amazonas e seus impactos sobre a permanência no ensino superior. Foram entrevistados cinco estudantes indígenas por meio de entrevistas narrativas abertas, com posterior análise de conteúdo, que indicou as seguintes categorias: percurso educacional (trajetória de escolarização; adaptação à cidade e à universidade); racismo anti-indígena (discriminação, preconceito e vergonha); estratégias de enfrentamento (ascensão financeira e incentivos; estima). Os resultados demonstram que o racismo anti-indígena no ambiente acadêmico constitui um fator significativo que prejudica a adaptação e as relações dos estudantes, reforçando preconceitos e exclusão. O desejo de transformação pessoal e coletiva, aliado ao apoio e ao reconhecimento de suas comunidades, funciona como estratégia de enfrentamento para a permanência desses estudantes na universidade.</p>2026-07-21T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educação