Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 1
METODOLOGIAS ATIVAS E INTERCÂMBIOS VIRTUAIS: UM ESTUDO
EXPLORATÓRIO SOBRE PONTOS DE CONVERGÊNCIA
METODOLOGÍAS ACTIVAS Y PROGRAMAS DE INTERCAMBIO VIRTUAL: UN
ESTUDIO EXPLORATORIO SOBRE PUNTOS DE CONVERGENCIA
ACTIVE METHODOLOGIES AND VIRTUAL EXCHANGE PROGRAMS: AN
EXPLORATORY STUDY ABOUT CONVERGING POINTS
Lizandra Caroline ALVES1
e-mail: lizandra.c.alves@unesp.br
José Ricardo Bueno da SILVA2
e-mail: ricardo.bueno@unesp.br
Ana Cristina Biondo SALOMÃO3
e-mail: ana.salomao@unesp.br
Como referenciar este artigo:
ALVES, L. C.; SILVA, J. R. B.; SALOMÃO, A. C. B.
Metodologias ativas e intercâmbios virtuais: Um estudo
exploratório sobre pontos de convergência. Rev.
EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-
ISSN: 2447-3529. DOI:
https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329
| Submetido em: 05/02/2024
| Revisões requeridas em: 17/03/2024
| Aprovado em: 10/04/2024
| Publicado em: 28/05/2024
Editora:
Profa. Dra. Rosangela Sanches da Silveira Gileno
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Universidade Estadual Paulista (UNESP), Araraquara SP Brasil. Doutoranda no Programa de Pós-Gradução
em Linguística e Língua Portuguesa.
2
Universidade Estadual Paulista (UNESP), Araraquara SP Brasil. Mestrando no Programa de Pós-Gradução
em Linguística e Língua Portuguesa.
3
Universidade Estadual Paulista (UNESP), Araraquara SP Brasil. Doutora (Professora do Departamento de
Letras Modernas da Faculdade de Ciências e Letras).
Metodologias ativas e intercâmbios virtuais: Um estudo exploratório sobre pontos de convergência
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 2
RESUMO: Este artigo discute os pontos de convergência entre algumas das metodologias
ativas (MA) (Morán, 2015) mais conhecidas e iniciativas de intercâmbios virtuais (IV)
(O'Dowd, 2018) de maior proeminência, em especial aquelas voltadas para o Ensino Superior.
Trata-se de uma reflexão teórica, de cunho exploratório, por meio de revisão bibliográfica
concebida a partir da identificação de pontos em comum entre MA e IV. A reflexão sugere
significativa similaridade entre eles, podendo um IV mostrar, às vezes, congruência com mais
de uma MA. Os IV e-tandem e Teletandem (Vassallo; Telles, 2006) apresentam similitude com
a modalidade de MA de instrução por pares, assim como o IV Soliya (sem página), enquanto o
IV X-Culture tem forte semelhança com as MA de aprendizagens baseada em projetos e
baseada em problemas. Por fim, os IV COIL (Rubin, 2017) e BRaVE (Salomão, 2020) também
operam de maneira muito similar à aprendizagem baseada em projetos. Por último, é possível
concluir que os IV e os Métodos Ativos (MA) podem contribuir de maneira semelhante para os
aprendizes, devido aos pontos em comum entre eles.
PALAVRAS-CHAVE: Metodologias ativas. Intercâmbio virtual. Aprendizagem on-line.
RESUMEN: Este artículo analiza los puntos de convergencia entre algunas de las
metodologías activas (MA) más populares (Morán, 2015) e iniciativas de intercâmbios
virtuales (IV) (O'Dowd, 2018), en particular iniciativas dirigidas a la Educación Superior. Se
trata de una reflexión teórica, de carácter exploratorio, a través de una revisión bibliográfica
concebida a partir de la identificación de puntos en común entre las MA y los IV. La reflexión
sugiere una similitud significativa entre ellos y, en ocasiones, un IV puede mostrar congruencia
con más de una MA. Los IV e-tandem y Teletandem (Vassallo; Telles, 2006) presentan similitud
con la modalidad de aprendizaje basado en pares, así como el IV Soliya (n.d.), mientras que el
IV X-Culture tiene una fuerte similitud con las MA de aprendizaje basado en proyectos y
basado en problemas. Finalmente, los IV COIL (Rubin, 2017) y BRaVE (Salomão, 2020)
también funcionan de manera muy similar al aprendizaje basado en proyectos. Finalmente, es
posible inferir que los IV y las MA pueden contribuir de manera similar a los aprendices debido
a los puntos compartidos entre ellos.
PALABRAS CLAVE: Metodologías activas. Intercambio virtual. Aprendizaje en línea.
ABSTRACT: This article discusses the points of convergence between some of the most well-
known active methodologies (AM) (Morán, 2015) and virtual exchanges (VE) initiatives
(O'Dowd, 2018), especially initiatives aimed at Higher Education. This is a theoretical
reflection, of an exploratory nature, carried through a bibliographical review conceived from
the identification of commonalities between AM and VE. Our reflections suggest significant
similarities between them, and a VE may sometimes show congruence with more than one AM.
The e-tandem and Teletandem VE (Vassallo; Telles, 2006) present similarities with the peer
instruction AM modality, as well as the Soliya VE (n.d.), while the VE X-Culture has a strong
resemblance to the project-based and problem-based learning AM. Finally, the COIL (Rubin,
2017) and BRaVE (Salomão, 2020) VE also operate in a very similar way to the project-based
learning modality. Finally, it is possible to infer that EV programs and AM can contribute in a
similar way to learners due to the points they have in common.
KEYWORDS: Active methodologies. Virtual exchange. Online learning.
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA e Ana Cristina Biondo SALOMÃO
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
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Introdução
A globalização é um fenômeno tão antigo quanto os primeiros esforços humanos para
entrar em contato com pessoas e objetos geograficamente distantes. O referido processo, nos
moldes atuais, é mais recente e data da última década do milênio passado (Ianni, 1994) e a
internet desempenhou um papel crucial nesse processo e em seus desdobramentos. As
repercussões foram sentidas em todas as esferas das nossas vidas e continuam a ser, tendo em
vista que a única constante no culo XXI são as mudanças. É presumível, portanto, que as
mudanças provocadas e propiciadas pela internet e seus recursos tenham, também, reverberado
na área da Educação.
Segundo Paiva (2015), as tecnologias adotadas em aula frequentemente refletem as
abordagens em voga em uma determinada época e os recursos disponíveis. Um dia, os livros
também foram uma tecnologia inovadora e trouxeram consigo seus desafios (Burke, 2002). Na
era contemporânea, essas tecnologias e desafios são representados pelas TDIC (Tecnologias
Digitais da Informação e Comunicação). As TDIC são o denominador comum dos dois pilares
deste artigo: as metodologias ativas e os intercâmbios virtuais. As metodologias ativas
certamente foram potencializadas pelas TDIC e os intercâmbios virtuais por elas foram
possibilitados.
A motivação para este artigo se pela necessidade de discutir o potencial das
metodologias ativas para “desenvolver a capacidade crítica, refletir sobre as práticas realizadas,
fornecer e receber feedback, aprender a interagir com colegas e professor, além de explorar
atitudes e valores pessoais” (Valente, 2018, p. 28) e se os intercâmbios virtuais podem
contribuir de maneira semelhante a partir dos pontos que compartilham em comum.
Outro ponto em comum é o potencial transformador que ambos carregam para novas
abordagens pedagógicas por meio da criação de ambientes de aprendizagem que possibilizem
a integralização das TDIC às atividades curriculares (Valente, 2018), objetivo que também é
almejado por alguns intercâmbios virtuais (O’Dowd, 2018). É importante, não obstante,
enfatizar que o foco deve estar nas novas possibilidades oportunizadas pelas TDIC, e não nas
tecnologias em si (Valente, 2018).
Este artigo tem como objetivo, portanto, realizar uma reflexão de natureza teórica e de
caráter exploratório, por meio de uma pesquisa bibliográfica, a fim de identificar os pontos de
convergência entre as propostas das modalidades mais conhecidas de metodologias ativas e os
principais intercâmbios virtuais, especialmente os direcionados à Educação Superior.
Metodologias ativas e intercâmbios virtuais: Um estudo exploratório sobre pontos de convergência
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Na seção seguinte, será apresentada uma definição de metodologias ativas (Morán,
2015, 2018; Valente, 2018). Após essa definição, serão listadas algumas de suas modalidades
mais conhecidas. Em seguida, será fornecida uma definição de intercâmbio virtual (O’Dowd,
2018) e destacadas algumas das principais iniciativas nessa área, com especial atenção àquelas
focadas na Educação Superior. Particularmente, serão enfatizados os intercâmbios virtuais
implementados na UNESP, como o Teletandem (Vassallo; Telles, 2006) e o BRaVE (Salomão,
2020).
Metodologias ativas
De acordo com Morán (2015), a escola padronizada como conhecemos hoje, que avalia
todos os estudantes igualmente e exige resultados previsíveis, não leva em consideração que a
construção do conhecimento é baseada em habilidades cognitivas, pessoais e sociais e demanda
competências como proatividade, colaboração e personalização. Os métodos de ensino
tradicionais, pautados em uma educação, nas palavras de Paulo Freire, bancária, em que o
professor é o detentor do saber e “deposita” esse conhecimento em receptáculos ainda a serem
preenchidos, eram coerentes quando o acesso à informação era difícil.
Atualmente, com a facilitação ao acesso à internet e outras tecnologias, o aprendizado
se tornou flexível e pode ocorrer em qualquer hora e lugar e com muitas pessoas diferentes
(Morán, 2015; Santaella, 2014), visando, dessa forma, um ensino menos centrado no professor,
privilegiando uma postura ativa por parte do aprendiz. Dewey
4
defendia que a educação deveria
formar cidadãos competentes e criativos, capazes de gerenciar sua própria liberdade e que a
aprendizagem deveria ocorrer pela ação: learning by doing ou aprender fazendo.
Nesse contexto, o uso de diferentes estratégias e metodologias de ensino ativo tem se
expandido e ganhado destaque nos mais variados ambientes educacionais, evidenciando a
necessidade de adequação tanto por parte dos professores quanto dos alunos. A quantidade de
informação disponível atualmente nos meios digitais e a facilidade oferecida pelas tecnologias
favorecem o ensino e aprendizagem mediados pelas metodologias ativas. Antes de tratarmos
especificamente sobre esse assunto, uma definição do termo metodologia se faz necessária. Para
Bacich e Morán (2018, p. 4), metodologias “são grandes diretrizes que orientam os processos
de ensino e aprendizagem e que se concretizam em estratégias, abordagens e técnicas concretas,
4
Ver: Dewey (1944). Democracy and education. New York: The Free Press.
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA e Ana Cristina Biondo SALOMÃO
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específicas e diferenciadas”. Portanto, a metodologia de ensino é a aplicação de diferentes
métodos no processo de ensino-aprendizagem para lograr os objetivos pretendidos.
Bacich e Morán (2018) também traz uma definição clara e direta para metodologias
ativas (a partir daqui, MA), que, para o autor, são estratégias de ensino que colocam o aluno
como protagonista de seu aprendizado, construindo sua aprendizagem de forma flexível,
interligada e híbrida e desenvolvendo sua autonomia de modo que o professor, antes detentor
do conhecimento, passa agora a desempenhar um papel de mediador nesse processo. As MA
rompem com a concepção tradicionalista que temos da relação entre professor e aluno, criando
espaço para novas dinâmicas de aprendizagem nas quais tanto professor quanto aluno são
indivíduos ativos na construção do saber. Para Almeida (2018, p. 17), “a metodologia ativa se
caracteriza pela inter-relação entre educação, cultura, sociedade, política e escola, sendo
desenvolvida por meio de métodos ativos e criativos, centrados na atividade do aluno com a
intenção de propiciar a aprendizagem”.
Assim como Morán e Almeida, Valente (2018) afirma que as MA constituem
alternativas pedagógicas que colocam o aluno em destaque no processo de ensino e
aprendizagem e o envolve na aprendizagem por meio da descoberta, investigação ou resolução
de problemas. Para o autor, o fato de essas metodologias serem ativas está ligado à realização
de práticas pedagógicas que incluam os alunos e os engaje em atividades práticas nas quais eles
são protagonistas de sua própria aprendizagem. Dessa forma, nas MA, o aprendizado se a
partir de situações nas quais o aluno pode pensar, conceituar, refletir e construir conhecimentos
sobre os conteúdos envolvidos nas atividades que realizam, desenvolver capacidade crítica,
aprender a interagir com colegas e professor, além de explorar atitudes e valores pessoais
(Valente, 2018).
Ao contrário de uma posição tradicionalista e passiva, em que se copia, ouve e
observa, por meio das MA busca-se criar situações de aprendizagem nas quais os alunos
participem ativamente do processo de construção de conhecimento, solucionando desafios,
realizando operações, refletindo e desenvolvendo sua capacidade crítica. Para Morán (2015, p.
18, grifo nosso), “quanto mais aprendamos próximos da vida, melhor. As metodologías ativas
são pontos de partida para avançar para processos mais complexos de reflexão, de integração
cognitiva, de generalização, de reelaboração de novas práticas”.
Ao expandir as possibilidades de aprendizagem fora da sala de aula física, com hora
marcada para começar e terminar e centrada no protagonismo da figura do professor, as MA se
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tornaram tanto uma necessidade quanto uma oportunidade para democratizar a aprendizagem.
Na sequência, iremos versar sobre algumas modalidades de MA.
Modalidades de metodologias ativas
Apresentada a definição de MA, veremos a seguir, baseando-nos em Valente (2018),
algumas modalidades de MA, dentre as quais as mais conhecidas são: instrução por pares (peer
instruction); aprendizagem baseada em problemas (problem-based learning); sala de aula
invertida (flipped classroom) e aprendizagem baseada em projetos (Project-based learning) e
ensino híbrido (blended learning).
Instrução por pares (peer instruction)
Desenvolvida na década de 1990 por um professor da universidade de Harvard (Valente,
2018) após concluir que suas tradicionais aulas expositivas não logravam os resultados
esperados, a instrução por pares consiste em privilegiar a interação e auxílio entre os próprios
alunos, que contam com materiais providos pelo professor antes da aula para estudo e realização
de atividades. Essas atividades permitem ao docente avaliar os pontos que necessitam de maior
atenção e utilizar a aula síncrona
5
para abordá-las e discuti-las em grupo. Após as aulas, o
professor realiza uma avaliação (por meio de testes e/ou feedback), que servirá para direcionar
os próximos passos. Essa modalidade favorece feedbacks frequentes.
Aprendizagem baseada em problemas (problem-based learning)
A proposta de uma aprendizagem baseada em problemas, foi liderada, na educação
superior, por uma universidade canadense (McMaster University), na década de 1960. Como o
próprio nome sugere, essa modalidade enfoca problemas reais levantados pelos alunos ou pelo
professor, que devem ser resolvidos pelos alunos. Por comumente se tratar de algo que apela
diretamente aos discentes (afinal, trata-se de um problema real que precisam solucionar), a
aprendizagem baseada em problemas costuma suscitar um alto engajamento nos estudantes,
conforme explica O’Dowd (2018). Destacamos o potencial dessa modalidade de fortalecer o
trabalho em equipe e a capacidade de pensar e analisar criticamente, bem como a habilidade
5
Optamos por falar em “aula síncrona” em vez de “aula presencial” devido às mudanças provocadas pela pandemia
por COVID-19, quando muitas aulas passaram a ser ministradas online.
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA e Ana Cristina Biondo SALOMÃO
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para resolver problemas de natureza prática (Nilson, 2010). O docente pode optar por ele
mesmo realizar a avaliação/feedback, solicitar avaliação por pares (os alunos avaliam uns aos
outros) ou, ainda, que os alunos se autoavaliem.
Sala de aula invertida (flipped classroom)
A sala de aula invertida pode ser dividida em três fases e recebe esse nome porque
inverte tanto a ordem das aulas tradicionais quanto o papel de docentes e discentes e a
concretização da aula, em si, está estritamente condicionada à pré-aula. Na primeira fase,
anterior à aula, o professor seleciona e/ou produz os materiais e atividades que julga pertinentes
e os disponibiliza em um ambiente virtual de aprendizagem (Moodle, Google Classroom, entre
outros). Aos alunos, cabe consultar esse material e fazer as atividades propostas. A aula
(segunda fase) é o momento para discussões em grupo, aprofundamento de questões abordadas
no pré-aula e apresentações sintetizadoras.
Para participar de maneira ativa, é imprescindível conhecer os materiais e desenvolver
as atividades previamente disponibilizados a fim de ter subsídios para envolver-se nas
discussões e atividades, mobilizando os saberes e conceitos requeridos. O aprendiz, portanto,
não consegue contribuir nem desfrutar das contribuições feitas pelos colegas como
poderia/deveria sem tal preparo prévio. No pós-aula (terceira fase), o tópico estudado é
sistematizado e há um acompanhamento por meio de avaliação, fóruns de discussão e feedback
(Valente, 2018).
Ensino híbrido (blended learning)
O ensino híbrido guarda semelhança com a sala de aula invertida no que tange à
complementaridade entre as aprendizagens síncrona e assíncrona. Apesar do recente aumento
em sua popularidade, o ensino híbrido data de séculos atrás (Vidal; Maia, 2015), desde quando
existem tentativas de ensino e aprendizagem por correspondência, porém, não sob esse nome.
O termo blended learningsurgiu nos anos 2000, em cursos educacionais voltados para
empresas (Simas, 2021).
Metodologias ativas e intercâmbios virtuais: Um estudo exploratório sobre pontos de convergência
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Em conformidade com Christensen, Horn e Staker (2013), o ensino híbrido é uma
maneira de aprendizagem formal
6
, que se distingue pelo fato de a aprendizagem ocorrer
parcialmente de maneira síncrona (normalmente numa sala de aula física, podendo ser online
em contexto pós-pandêmico) e parcialmente de maneira assíncrona. O aprendizado assíncrono
utiliza suportes físicos (celular, tablet, computador, notebook, etc.) que viabilizam o uso de
recursos tecnológicos digitais (e-mail, AVAs, runs de discussão, Google Classroom, etc.),
abrindo caminho para a aprendizagem ubíqua (Santaella, 2014), isto é, a aprendizagem que
pode ocorrer em qualquer lugar.
Outro traço do ensino híbrido é que o estudante detém algum grau de controle sobre um
ou mais aspectos que dizem respeito à sua aprendizagem, como tempo, local ou suporte físico
em conjunto com uma parte da aprendizagem que é supervisionada (Christensen; Horn; Staker,
2013), oportunizando uma relação de poder menos verticalizada entre aprendiz e professor, a
fim de que aquele assuma uma postura ativa, curiosa, participativa, crítica, responsável pela
própria aprendizagem enquanto este se torna um curador/orientador/mediador.
Após o início da pandemia da COVID-19, as discussões, que já existiam, sobre o ensino
e aprendizagem que podem ocorrer em outros espaços, físicos ou não, ganharam notoriedade,
não somente pelas potencialidades dessa forma de ensino, mas também por uma necessidade
compulsória de aprender fora do espaço físico da sala de aula, afinal, esse ambiente se tornou
inacessível e, por conseguinte, a forma de aprendizagem que nele ocorria também.
Essa restrição gerou uma demanda imperiosa de viabilizar outras maneiras de ensinar e
aprender. Por causa da citada pandemia, porém, o que se esperava para o futuro chegou
repentinamente e se impôs como presente. Explorar os desdobramentos dos impactos da
referida pandemia sobre os ensinos presencial e híbrido é assunto digno de uma reflexão à parte,
escapando, portanto, dos intentos deste artigo
7
.
6
Aprendizagem formal aqui se refere a aprendizagem ministrada por e em instituições canônicas de ensino, como
as escolas, universidades etc.
7
Ver: Arruda e Siqueira (2020).
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Aprendizagem baseada em projetos (project-based learning)
A aprendizagem baseada em projetos nos remete à aprendizagem por problemas.
quem confunda ambas as modalidades e até quem considere que a aprendizagem baseada em
projetos é uma forma de aprendizagem baseada em problemas. Uma maneira simples, porém
eficaz de diferenciá-las é que nesta, o foco é no processo, enquanto que naquela o foco é no
produto final
8
. A aprendizagem baseada em projetos consiste na identificação/proposição de
um problema e busca por alternativas para resolvê-lo. Uma caraterística dessa modalidade é
que ela normalmente se estende pelo curso de várias aulas, por semanas ou meses, a depender
dos intentos (Valente, 2018).
Definido o desafio, é necessário levantar hipóteses sobre como superá-lo. Em seguida,
as hipóteses precisam ser testadas para garantir que são soluções viáveis nos mais diversos
níveis (financeiro, econômico, etc.). Nesse estágio, é essencial o feedback do professor para
orientar os aprendizes sobre como aprimorar o projeto. Por fim, quando o produto for
considerado pronto, ele é submetido a um teste final, preferencialmente em condições tão
realistas quanto possível. Nesta porção do artigo, foi versado sobre algumas modalidades de
MA e foram priorizadas as que confluem mais fortemente com os IV do Teletandem e BRaVE,
iniciativas implementadas na UNESP.
Intercâmbios virtuais: conceito, classificação, características e pontos de convergências
com as Metodologias Ativas
Nesta seção, começaremos por discorrer sobre outro conceito basilar deste artigo: o de
intercâmbio virtual (doravante IV), embasado principalmente em O’Dowd (2018). Depois,
serão apresentadas diferentes empreitadas de IV e sua relação com as MA. Os IV Teletandem
e BRaVE serão objeto de maior aprofundamento, por serem os contextos de pesquisa e,
portanto, de maior familiaridade dos autores deste artigo.
O autor esclarece que, desde os primórdios da internet, no início da década de 1990, há
diferentes abordagens de IV, em variados contextos e áreas da Educação, que recebem nomes
e definições distintos e têm estruturas organizacionais diversas, a depender do contexto e do
foco pedagógico que as subjazem.
8
Fonte: https://www.uvu.edu/otl/resources/group_work/pbl.html. Acesso em: 22 fev. 2024.
Metodologias ativas e intercâmbios virtuais: Um estudo exploratório sobre pontos de convergência
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O IV foi, e ainda é chamado de: telecolaboração; intercâmbio intercultural on-line;
intercâmbio virtual; COIL; ensino de línguas estrangeiras intercultural mediado pela internet;
ambientes de aprendizagem em rede global; e-tandem ou Teletandem, em virtude da vertente
teórica adotada pelos proponentes. Recorreremos à esquematização de O’Dowd (2018, p. 4,
tradução nossa) para representar visualmente as diversas designações para os IV.
Figura 1 Visão geral da terminologia usada para se referir a iniciativas de IV
Fonte: adaptado de O’Dowd (2018, p. 4, tradução nossa).
Para o autor, se, pelo lado positivo, as diferenças terminológicas ressaltam a
adaptabilidade do IV para diferentes contextos e objetivos pedagógicos, pelo lado negativo,
essa miríade de nomes evidencia a falta de ciência entre pesquisadores e praticantes a respeito
de iniciativas similares. Soma-se a isso a dificuldade em difundir e tornar essas iniciativas (re)
conhecidas entre educadores e pessoas/entidades com poder de tomar decisões importantes
(O’Dowd, 2018). O estudioso propõe, então, a adoção do termo guarda-chuva “intercâmbio
virtual”, para se referir a ações que se enquadrem na seguinte definição: intercâmbio virtual é
“o envolvimento de grupos de alunos em interações interculturais online e projetos de
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA e Ana Cristina Biondo SALOMÃO
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colaboração com parceiros de outros contextos culturais ou localizações geográficas como parte
integrante de seus programas educacionais” (O’Dowd, 2018, p. 1, tradução nossa)
9
.
O’Dowd (2018) defende que “intercâmbio virtual” é mais abrangente do que
“telecolaboração”, que tem sido o mais comumente utilizado na Europa, em especial na área de
ensino de línguas estrangeiras. O autor argumenta ainda que o termo, além de mais extensivo,
“reconhece a validade da enorme quantidade de pesquisas conduzidas sob o título de
telecolaboração (O'Dowd, 2018, p. 4) e, por essa razão, adotamos esse designativo no título e
em outras partes do texto, com exceção das empreitadas que se autodenominam de maneira
distinta, o que explica a eventual presença de outras nomenclaturas.
O’Dowd (2018) oferece uma possível classificação das diversas iniciativas, e as divide
em: a) IV de tópico específico (subject-specific virtual exchange) para aprendizagem de línguas
estrangeiras; b) IV de tópico específico (subject-specific virtual exchange) para área de
Negócios; c) Abordagens
10
de provedores de serviços (service-provider approaches); e d)
Abordagens com currículo compartilhado (shared syllabus approaches).
É importante elucidar que estamos abordando alguns tipos de IV (os mais conhecidos,
especialmente em Instituições de Ensino Superior), baseados na categorização feita por
O’Dowd (2018), que, por sua vez, trata das características e objetivos destes IV segundo foram
idealizados. Seria inviável descrever e discutir sobre como todos eles ocorrem na prática,
levando em consideração a pletora de ramificações das iniciativas em IV e, por esta razão,
selecionamos os IV mais ilustrativos de cada categoria.
Sob a), o autor aloca: e-tandem, Teletandem, telecolaboração e outras ações e salienta o
enfoque dado à autonomia e responsabilidade que os aprendizes têm sobre sua aprendizagem
nesses cenários. No campo da Educação, desde o advento da internet, profissionais envolvidos
no ensino de nguas estrangeiras foram os pioneiros em reconhecer o potencial de proporcionar
contato com outros aprendizes de nguas em outras partes do mundo em experiências de
comunicação “semi-autênticas” (O’Dowd, 2018).
9
O’Dowd (2018, p.4) adverte para a distinção entre mobilidade virtual (MV) e intercâmbio virtual (IV). O IV
permite a MV e diz respeito a projetos educacionais online com foco intercultural, ao passo que a MV se refere a
usar recursos online para participar de atividades educacionais em locais geograficamente distantes.
10
O termo “abordagem” é usado simplesmente como tradução de “approach” usado por O’Dowd (2018). Para os
propósitos deste artigo, não há intenção de defini-lo ou usá-lo com qualquer outro peso além desse.
Metodologias ativas e intercâmbios virtuais: Um estudo exploratório sobre pontos de convergência
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E-tandem e Teletandem
As empreitadas em tandem, na Linguística Aplicada, são uma analogia a um tipo de
bicicleta desenhada para ser usada em dupla e que, portanto, demanda esforços conjuntos para
colocá-la e mantê-la em equilíbrio e movimento. Na aprendizagem de línguas estrangeiras,
“tandem” também designa aprendizagem por meio de parcerias bilíngues, face-a-face ou online
(Lewis, 2020).
O e-tandem é um dos dois grandes modelos de IV para línguas estrangeiras; o outro é a
telecolaboração (O’Dowd, 2018). Originário de meados da década de 1990, esse método é
necessariamente realizado on-line, mais especificamente por e-mail, o que explica seu nome.
Metade da mensagem é escrita na própria língua do remetente e a outra metade na língua-alvo.
Dessa forma, teoricamente, ambos os participantes têm as mesmas oportunidades de praticar a
escrita e a leitura na língua-alvo, além de oferecer feedback ao parceiro.
Conforme O’Dowd (2018), o e-tandem almeja fomentar a autonomia do aprendiz e que
ele continue buscando formas de aprender fora da sala de aula. Essa maior autonomia vem
acompanhada de uma maior responsabilidade pelo próprio processo e também pelo processo
do parceiro. Podem eleger os temas a serem abordados, dar feedback para o parceiro, negociar
formas de correção e acompanhar e refletir sobre seus progressos. O papel do professor costuma
ser mais de apoio (uma espécie de mediador) e menos centralizador. O e-tandem segue com
adeptos até os dias atuais.
iniciativas como o Teletandem, a seu turno, fazem parte do que O’Dowd (2018)
considera como o segundo modelo de IV no ensino de línguas, chamado de telecolaboração,
surgido no fim da década de 1990 e focado em questões interculturais e esforços para
integralizar os IV às aulas de idioma convencionais. O Teletandem
11
existe desde 2006,
proposto por Vassallo e Telles (2006). À época, Telles era docente da UNESP e participava,
em parceria com Vassallo, de sessões de prática de língua estrangeira por computador tomando
como inspiração o e-tandem. Conceberam então, a partir de suas experiências nessas interações,
o Teletandem, que teve seu início em campi da UNESP. Hoje, este IV também foi
implementado por outras instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras.
Trata-se de um contexto síncrono, autônomo e virtual para o ensino e aprendizagem de
línguas em que aprendizes falantes de nguas diferentes ensinam a sua e aprendem a do parceiro
11
Para mais informações: http://www.teletandembrasil.org/. Acesso em: 17 ago. 2022.
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA e Ana Cristina Biondo SALOMÃO
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 13
por meio de parcerias entre universidades brasileiras e estrangeiras. O Teletandem
12
tem
inspiração no tandem face-a-face, surgido na década de 1960, na Alemanha, porém, a seu turno,
é realizado por videoconferência e aplicativos que possibilitam trocas de mensagens
instantâneas, permitindo, dessa forma, a prática das quatro habilidades: leitura, escrita, fala e
escuta, com foco nas duas últimas.
Vassallo e Telles (2009) sugerem encontros semanais cujo tempo seja dividido
igualmente para a prática de cada uma das duas línguas em questão. Esse é o primeiro princípio
norteador do Teletandem, chamado de “princípio da separação de nguas”, a fim de garantir as
mesmas oportunidades de aproveitamento dos encontros. O segundo princípio é o da
autonomia, que pode ser entendida sob um largo escopo (Vassallo; Telles, 2009), mas, em
teoria, os aprendizes têm autonomia para decidir sobre o que, como e por quanto tempo querem
falar sobre um determinado assunto que seja de seu interesse, além de negociar formas de
correção.
O terceiro e último princípio é o da reciprocidade e está intimamente ligado à autonomia
(Salomão; Silva; Daniel, 2009), pois os aprendizes têm autonomia também para negociar sobre
a parcela de responsabilidade e reciprocidade que cada um investirá na parceria (Vassallo;
Telles, 2006). Além dos próprios propósitos, é preciso levar em consideração as necessidades
e objetivos do parceiro para, usando a autonomia de que dispõem, decidir qual(is) o(s)
melhor(es) caminho(s) para atendê-los. Vassalo e Telles (2009) recomendam, ainda, deixar um
tempo ao final de cada encontro reservado para ofertar e receber feedback.
No Teletandem, ainda a necessidade da presença de um mediador. O conceito de
mediador tem inspiração vygotskyana e esse papel é comumente desempenhado por um
estudioso de ngua(s) e cultura(s) (graduando ou pós-graduando em Letras, Linguística ou
áreas afins), que se coloca como par mais competente durante a mediação. A mediação é um
momento após os encontros (as “sessões de interação”) dedicado a discutir, compartilhar
experiências e ideias, debater, dar e receber sugestões, além de os praticantes serem convidados
a fazerem uma autorreflexão acerca de seu próprio processo de aprendizagem, chamando para
si mesmos a maior parte da responsabilidade sobre suas jornadas.
Conforme preconizado por Vassallo e Telles (2006), no Teletandem os participantes
(também chamados de interagentes ou aprendizes), no geral, têm liberdade de eleger os temas
que desejam abordar durante os encontros, o que sinaliza o protagonismo ocupado pelo
12
“Teletandem” se refere ao projeto temático financiado pela FAPESP enquanto Teletandem concerne ao
contexto e as práticas nesse contexto de IV.
Metodologias ativas e intercâmbios virtuais: Um estudo exploratório sobre pontos de convergência
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 14
aprendiz, uma premissa fundamental das MA. Os interagentes são encorajados, ainda, por parte
dos mediadores, a se prepararem para a interação trazendo temas que gostariam de discutir com
o parceiro, como, por exemplo, tópicos de interesse para prática de vocabulário específico.
Eventualmente, o próprio mediador e colegas podem compartilhar materiais que
consideram poder contribuir para as discussões (possíveis tópicos, mídia audiovisual, etc.). A
preparação de material pré-interação com o intuito de maximizar o aproveitamento dos
encontros, que seriam usados para debater sobre esses materiais, está em consonância com os
preceitos da sala de aula invertida. É essencial ressaltar, porém, que em última instância, a
decisão de preparar ou não material pré-interação cabe aos aprendizes e aos acordos feitos entre
eles e seus pares.
Outra metodologia ativa cujos princípios podem ser identificados no Teletandem é a
instrução por pares. Assim como na instrução por pares, o Teletandem prioriza as trocas entre
os próprios aprendizes, com a intervenção do professor (no caso da instrução por pares) ou do
mediador (no caso do Teletandem) ocorrendo apenas quando necessário. No Teletandem, um
exemplo de atuação do mediador fora da mediação seria a tentativa de intermediação de um
desentendimento onde as partes envolvidas não conseguem resolver sozinhas ou a busca pela
resposta de alguma dúvida que tenha permanecido irresoluta, a título de ilustração.
Características da instrução por pares também podem ser encontradas no momento da
mediação, pois nessa ocasião todos se juntam para compartilhar aprendizagens, dúvidas,
conhecimento, debater, dar e receber sugestões, feedback e o principal: são convidados a
fazerem uma (auto)reflexão sobre seus processos (e de seus parceiros).
ainda ciclos de interações em Teletandem que contam com tarefas pré-designadas
13
,
que devem ser desenvolvidas em conjunto por aprendizes ligados às instituições parceiras com
foco em produzir e/ou apresentar um produto/projeto final. Nesses casos, mais específicos, além
das MA aludidas, o referido IV também apresentará congruência com a aprendizagem
baseada em projetos ou com a aprendizagem baseada em problemas, a depender do foco,
conforme elucidado anteriormente. Em adição, o Teletandem conta com uma rede de pesquisa
sólida, cuja produção pode ser majoritariamente encontrada no website da iniciativa,
evidenciando um contexto que prima por práticas autorreflexivas.
13
Ver: Silva e Salomão (2022).
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA e Ana Cristina Biondo SALOMÃO
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 15
X-Culture
O’Dowd (2018) considera o X-Culture como uma outra face dos IV com tópicos
específicos, dessa vez voltados à área dos Negócios. A área da educação focada em Negócios
foi outro âmbito a reconhecer a potencialidade dos IV, embora em iniciativas mais recentes e
consideravelmente menos documentadas que o campo do ensino de línguas. O grande objetivo
dessas iniciativas é preparar os aprendizes para atuar em grupos online com pessoas oriundas
de diferentes lugares, e frequentemente de culturas e línguas distintas em prol de um objetivo
comum: os chamados Times Virtuais Globais (Global Virtual Teams, em inglês).
O X-Culture dispõe de um website
14
segmentado para cada público-alvo, seja por
idade ou por papel (pesquisadores, patrocinadores, instrutores, estudantes, etc.), que será fonte
de informações para esta seção juntamente com O’Dowd (2018). As ações ocorrem ao longo
de um semestre e a avaliação é feita de modo contínuo por meio de relatórios a respeito do
trabalho e progresso dos estudantes que, ao final, recebem um certificado emitido pelo X-
Culture. Os participantes têm liberdade para escolher as plataformas de comunicação (e-mail,
Skype, Dropbox, Google Docs, etc.) que adotarão diante das possibilidades apresentadas.
O X-Culture também preconiza que os professores mantenham uma comunicação
regular com os alunos, implementem o IV em suas aulas e separem um tempo da aula para
discutir sobre o projeto e o progresso dos aprendizes. O IV também coleta material documental
das interações online como possíveis dados para pesquisas futuras, prática considerada
desejável para os professores, o que fomenta um contexto de práticas (autor)reflexivas.
Consideramos o X-Culture como um intercâmbio virtual (IV) cujas premissas se
alinham fortemente com as metodologias de aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem
baseada em problemas e sala de aula invertida. Isso ocorre porque os participantes se engajam
em atividades com o objetivo de desenvolver um projeto e apresentar uma solução para um
problema semelhante aos que enfrentarão na vida real. Além disso, este IV também exibe
características de sala de aula invertida, uma vez que o desenvolvimento do projeto depende de
ações que devem ser realizadas antes e após os encontros.
Tendo visto os IV com tópicos específicos, a seguir apresentaremos o IV Soliya,
exemplo do que O’Dowd (2018) designa de IV provedores de serviço “c”. Nesse grupo estão
14
Para mais informações: https://x-culture.org/. Acesso em: 18 ago. 2022.
Metodologias ativas e intercâmbios virtuais: Um estudo exploratório sobre pontos de convergência
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 16
também o iEARN
15
, Sharing Perspectives
16
e Global Nomads
17
. O primeiro empreendimento
foi selecionado para ilustrar a categoria.
Soliya
O programa Soliya Connect inaugura uma outra opção de IV dentro da abordagem de
provedores de serviços proposta por O’Dowd (2018). Esse projeto proporciona a alunos do
ocidente a oportunidade de estabelecer contato com estudantes muçulmanos, visando
desenvolver uma compreensão mais profunda das perspectivas de outras pessoas ao redor do
mundo sobre importantes questões sociopolíticas (O’Dowd, 2018). Além disso, o programa
objetiva também desenvolver o pensamento crítico, comunicação intercultural e habilidades de
alfabetização midiática.
De acordo com O’Dowd (2018), o Soliya adota uma metodologia em que os
participantes, guiados por pares de mediadores treinados, são alocados em pequenos grupos de
até dez integrantes de cada localidade e dialogam em inglês. Créditos pela participação no
projeto também são oferecidos aos alunos em suas respectivas instituições. Por meio de
videoconferência síncrona em uma plataforma especialmente projetada para facilitar um
diálogo diversificado utilizando a tecnologia e apoiando discussões inclusivas onde todos
possam ser ouvidos (O’Dowd, 2018), os alunos participam semanalmente durante cerca de dois
meses e isso compõe o núcleo do programa.
Conforme O’Dowd (2018, p. 17, tradução nossa)
18
, a característica mais marcante desse
programa é “o papel do facilitador que participa de todas as sessões online e cuja missão é criar
um espaço dialógico seguro para a aprendizagem e garantir que o processo de diálogo seja
construtivo e significativo”. Embora o Soliya tenha começado como uma tentativa de promover
diálogo entre o mundo ocidental e árabe após os ataques de setembro de 2001 nos Estados
Unidos, o programa ampliou seu currículo de forma a abranger outras áreas como habilidades
do século XXI
19
.
Habilidades como a comunicação cultural, resolução colaborativa de problemas e
trabalho em equipe permitem que os participantes se envolvam com as diferenças de forma
15
Para mais informações: https://www.iearn.org/. Acesso em: 18 ago. 2022.
16
Para mais informações: https://sharingperspectivesfoundation.com/. Acesso em: 18 ago. 2022.
17
Para mais informações: https://gng.org/. Acesso em: 19 ago. 2022
18
No original: “the role of the facilitator who takes part in all the online sessions and whose role it is to create a
safe dialogic space for learning and to ensure that the dialogue process is constructive and meaningful”.
19
Para mais informações: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000234311. Acesso em: 20 ago. 2022.
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA e Ana Cristina Biondo SALOMÃO
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 17
mais positiva e se tornem cidadãos globais ativos (O’Dowd, 2018). Segundo o mesmo estudioso
(O’Dowd, 2018, p. 17, tradução nossa)
20
, o currículo Soliya possui “objetivos educacionais
claros e uma estrutura específica para ajudar os grupos a alcançar seus objetivos de
aprendizagem e para garantir que certos componentes de aprendizagem na comunicação
intercultural sejam parte do processo de diálogo de todos”.
Associamos o Soliya à instrução por pares, assim como o e-tandem e o Teletandem, em
virtude do protagonismo da troca de saberes entre aprendizes, oportunidades frequentes para
feedback e da presença de uma figura mediadora. Além disso, a iniciativa propícia uma
aprendizagem colaborativa e encoraja nos alunos um olhar crítico e consciente, além de
promover o trabalho em equipe, permitindo que os participantes lidem com as diferenças de
forma profunda e positiva, garantindo que o diálogo seja construtivo e significativo.
Passaremos agora para a quarta categoria classificatória que O’Dowd (2018) faz “d”: os
IV com currículo compartilhado (shared syllabus approach) que, segundo o autor, tem o COIL
(Collaborative Online International Learning) como seu provável exemplo mais ilustrativo.
Acrescentaremos a essa categoria o empreendimento brasileiro BRaVE (Brazilian Virtual
Exchange).
COIL
O COIL como é conhecido hoje é praticado desde 2004 (O’Dowd, 2018) por Jon Rubin
e colegas, na State University of New York (SUNY), mas o termo “COIL” foi adotado apenas a
partir de 2006 (Rubin, 2017). Rubin (2017) salienta ainda que a SUNY não tem posse do
modelo COIL, pois, quando foi criado, foi visto como um Recurso Educacional Aberto (REA)
21
(Rubin, 2017), o que fez com que o modelo fosse adotado por outras instituições, ainda que sob
outras denominações. De fato, é uma abordagem com crescimento notavelmente rápido (Rubin,
2017) e, por esse motivo, existe um curso com informações essenciais para quem deseja aderir
a esse modelo.
As práticas em COIL tiveram início com a área de Ciências Sociais como uma forma de
colocar aprendizes de língua em contato com falantes nativos da língua-alvo (Rubin, 2017).
20
No original: “The Soliya curriculum also has clear education goals and a specific structure to help groups reach
their learning objectives and to ensure that certain learning components on cross-cultural communication are a
part of everyone’s dialogue process”.
21
Ver: Mallmann e Nobre (2015).
Metodologias ativas e intercâmbios virtuais: Um estudo exploratório sobre pontos de convergência
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 18
Segundo o website da SUNY
22
, o COIL
23
éuma abordagem que reúne alunos e professores de
diferentes culturas para aprender, discutir e colaborar como parte de seu curso” (tradução
nossa). Aos professores parceiros compete planejar a experiência e os alunos se incumbem das
atividades propostas. O COIL “torna-se parte da aula”, o que viabiliza “uma experiência
intercultural significativa” (sem página) para todos os alunos envolvidos. A mesma fonte
(website do projeto) esclarece que a iniciativa pode ser empreendida em qualquer disciplina,
encoraja uma aprendizagem ativa por parte do estudante, pode se valer de quaisquer tecnologias
para alcançar os objetivos almejados, tem duração variada (de 5 a 15 semanas), enfoca interação
e compreensão entre culturas e, por fazer parte de um curso, tem peso avaliativo.
A metodologia não tem um padrão pré-definido (O’Dowd, 2018). A SUNY elenca os
quatro componentes do IV: a) fase do estabelecimento de equipes, com atividades para quebrar
o gelo e deixar os alunos, falantes de línguas e oriundos de culturas diferentes, confortáveis uns
com os outros para as atividades online; b) discussões comparativas e organização do projeto
em que os estudantes trabalharão colaborativamente; c) execução do projeto planejado por parte
dos aprendizes, chamado de “fase do projeto”; e d) finalização, apresentação do projeto e
reflexão sobre as práticas por parte dos envolvidos, tanto no tocante ao conteúdo quanto a
questões interculturais da colaboração, concluindo, assim, o módulo.
Com currículo compartilhado, interpretamos que o COIL, bem como outros IV
empreendidos dentro de disciplinas (X-Culture e BRaVE, que será apresentado a seguir)
apresenta essencialmente os mesmos princípios da aprendizagem baseada em projetos e ensino
híbrido, que, entre outros princípios, fomenta a criação de uma aprendizagem colaborativa
promovendo o contato intercultural e o intercâmbio de ideias entre os participantes por meio do
desenvolvimento de um projeto.
BRaVE
O Programa BRaVE (Brazilian Virtual Exchange), uma iniciativa de IV criada pela
FAUBAI (Associação Brasileira de Educação Internacional) e implementada na Unesp em
2018, tem como objetivo impulsionar uma forma de aprendizagem colaborativa on-line entre
estudantes universitários brasileiros e seus pares de diversas instituições ao redor do mundo,
promovendo o contato intercultural e o intercâmbio de ideias (Salomão, 2020).
22
Para mais informações: https://online.suny.edu/introtocoil/suny-coil-what-is/. Acesso em: 17 ago. 2022.
23
Para mais informações: https://coil.suny.edu/. Acesso em: 17 ago. 2022.
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA e Ana Cristina Biondo SALOMÃO
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 19
Ao contrário de outros programas centrados na aprendizagem de idiomas, o Programa
BRaVE propõe promover a interação intercultural entre estudantes universitários de graduação
ou pós-graduação, com o intuito de realizar trabalhos colaborativos relacionados aos conteúdos
das disciplinas que estão sendo cursadas. O BRaVE é integrado às disciplinas existentes e
proporciona aos participantes a oportunidade de interagir com alunos de outras universidades
através da internet. Dessa forma, o programa busca facilitar a colaboração entre as turmas,
utilizando tarefas que envolvam os alunos na aprendizagem colaborativa por meio de
tecnologias digitais, adotando metodologias ativas e alinhando-se aos Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU)
24
(Salomão, 2020).
Segundo Salomão (2020), seu planejamento geralmente segue uma sequência de
atividades divididas em encontros que duram entre quatro e dez semanas. Entretanto, os
professores envolvidos também têm liberdade para determinar o período das atividades
conjuntas. Além disso, é necessário que haja uma plataforma comum de interação entre as
turmas, com o intuito de facilitar a comunicação, podendo ser uma ferramenta síncrona, como
o Google Meet, Zoom, Skype e WhatsApp, ou uma plataforma de organização e armazenamento,
como o Padlet, Google Classroom e Moodle. Também é viável considerar o uso de redes
sociais, como Facebook e Instagram, todas com o propósito de aprimorar a comunicação entre
os participantes.
Quanto à prática, o primeiro encontro geralmente funciona como uma sessão de
“quebra-gelo”, proporcionando aos alunos uma oportunidade para se familiarizarem entre si e
com o ambiente on-line que servirá como espaço virtual de comunicação. Durante este
momento, é sugerido que os participantes se apresentem e compartilhem algum elemento
cultural, como uma apresentação, para iniciar a discussão e explorar aspectos culturais.
Posteriormente, parte-se para o cerne da colaboração, que consiste em uma tarefa relacionada
ao conteúdo compartilhado das disciplinas que os professores desejam explorar. Essa tarefa
normalmente requer que os alunos descrevam aspectos de sua própria língua ou cultura e
questionem seus parceiros sobre as deles. Em um terceiro momento, espera-se que os estudantes
apresentem um produto final, que pode ser um relatório, uma apresentação de slides, um vídeo,
entre outros (Salomão, 2020).
Os princípios e atividades desenvolvidos no BRaVE alinham-se com as metodologias
de aprendizagem baseada em projetos, onde a aprendizagem ocorre por meio do trabalho
24
Para mais informações: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso em: 26 dez. 2022.
Metodologias ativas e intercâmbios virtuais: Um estudo exploratório sobre pontos de convergência
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 20
conjunto dos participantes na implementação do projeto por eles idealizado. Essa abordagem
reflete uma metodologia ativa na qual os alunos são protagonistas de sua aprendizagem,
engajando-se em atividades colaborativas que promovem a construção conjunta do
conhecimento.
No Programa BRaVE, os participantes trabalham em equipe, colaborando para alcançar
objetivos comuns. Eles compartilham conhecimentos, discutem ideias, resolvem problemas em
conjunto e são desafiados a criar um produto final que demonstre seu aprendizado. Além disso,
os estudantes possuem autonomia e responsabilidade sobre seu próprio aprendizado, sendo
incentivados a assumir o controle do processo de aprendizagem e a buscar recursos e soluções
de forma independente, seguindo um dos princípios fundamentais das MA.
No entanto, enquanto a aprendizagem baseada em projetos geralmente envolve projetos
mais extensos e aprofundados, desenvolvidos ao longo de um período de tempo mais longo, o
BRaVE está focado em atividades específicas e interações culturais ao longo de um período
mais curto. Mesmo assim, a iniciativa mantém os princípios da aprendizagem ativa e
colaborativa.
Outra MA que pode ser identificada na iniciativa é a instrução por pares. Tanto o BRaVE
quanto essa abordagem enfatizam a colaboração entre os alunos, trabalhando juntos para
alcançar objetivos comuns e compartilhando conhecimento e experiências. Isso proporciona
aos participantes a oportunidade de trocar experiências e perspectivas entre si, permitindo que
os participantes aprendam uns com os outros.
Além disso, tanto o BRaVE quanto a instrução por pares promovem a participação ativa
dos alunos em seu próprio processo de aprendizagem. Nesse sentido, os estudantes não são
apenas receptores passivos de informações, mas sim agentes ativos na construção do
conhecimento, envolvendo-se ativamente no processo. Essa abordagem coloca os alunos no
centro do processo educacional, estimulando o desenvolvimento de habilidades como o
pensamento crítico, a resolução de problemas e a colaboração.
Considerações finais
Neste artigo, buscamos investigar, de maneira exploratória, pontos de convergência
entre as MA mais conhecidas e os IV mais proeminentes, em especial aqueles voltados para a
Educação Superior. Compreendemos que as MA usadas em IV visam favorecer: tomada de
iniciativa por parte do aluno; desenvolvimento de sua independência enquanto aprendiz;
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA e Ana Cristina Biondo SALOMÃO
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 21
trabalho em equipe (habilidades de liderança e outros papéis); habilidades de comunicação;
capacidade de pensar e analisar criticamente; e compreensão e apropriação de conceito. Ainda,
a maior parte dos IV aqui descritos alude, de uma forma ou de outra, à sala de aula invertida,
pois uma preparação pré-aula/encontro síncrono se faz necessária para que os participantes
possam usufruir das potencialidades geradas nas interações síncronas ou assíncronas. Ademais,
fomentam as discussões e trocas durante as aulas/encontros síncronos e o feedback do
professor/mediador para aprendiz ou entre os próprios aprendizes pós-aula/encontro síncrono é
altamente valorizado.
Por fim, concluímos reconhecendo que nossa discussão baseou-se em subsídios teóricos
para examinar a relação entre metodologias ativas (MA) e intercâmbios virtuais (IV).
Acreditamos que estudos empíricos possam aprofundar o entendimento dessa relação,
especialmente no que se refere aos papéis e ao envolvimento dos participantes. Isso pode ser
alcançado por meio da análise da interação e da negociação realizadas para a execução de
atividades colaborativas mediadas por tecnologias, e sua relação com o desenvolvimento e a
aprendizagem dos participantes.
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DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 23
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EdUECE, 2015.
CRediT Author Statement
Agradecimentos: Agradecemos à equipe da revista, as professoras da disciplina que
inspiraram a escrita deste artigo, a nossa orientadora pelo apoio e parceria, a CAPES-
PROEx e ao CNPq.
Financiamento: Os autores pós-graduandos, bolsistas, agradecem às agências de fomento
CAPES-PROEx e CNPq.
Conflitos de interesse: Não há conflitos de interesse.
Aprovação ética: O trabalho respeitou a ética durante a pesquisa. Passar por um comitê de
ética, entretanto, não se fez necessário, uma vez que se tratou de uma pesquisa de cunho
reflexivo-teórico e documental.
Disponibilidade de dados e material: Os materiais utilizados podem ser facilmente
encontrados na internet, conforme indicado nos hiperlinks e/ou referências.
Contribuições dos autores: Cada autor contribuiu com seu tempo, dedicação, esforço e
esmero, de maneira colaborativa, para a elaboração do texto.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 1
ACTIVE METHODOLOGIES AND VIRTUAL EXCHANGE PROGRAMS: AN
EXPLORATORY STUDY ABOUT CONVERGING POINTS
METODOLOGIAS ATIVAS E INTERCÂMBIOS VIRTUAIS: UM ESTUDO
EXPLORATÓRIO SOBRE PONTOS DE CONVERGÊNCIA
METODOLOGÍAS ACTIVAS Y PROGRAMAS DE INTERCAMBIO VIRTUAL: UN
ESTUDIO EXPLORATORIO SOBRE PUNTOS DE CONVERGENCIA
Lizandra Caroline ALVES1
e-mail: lizandra.c.alves@unesp.br
José Ricardo Bueno da SILVA2
e-mail: ricardo.bueno@unesp.br
Ana Cristina Biondo SALOMÃO3
e-mail: ana.salomao@unesp.br
How to reference this paper:
ALVES, L. C.; SILVA, J. R. B.; SALOMÃO, A. C. B. Active
methodologies and virtual exchange programs: An exploratory
study about converging points. Rev. EntreLinguas,
Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-
3529. DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329
| Submitted: 05/02/2024
| Revisions required: 17/03/2024
| Approved: 10/04/2024
| Published: 28/05/2024
Editor:
Prof. Dr. Rosangela Sanches da Silveira Gileno
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
São Paulo State University (UNESP), Araraquara SP Brazil. Doctoral degree candidate in the Graduate
Program in Linguistics and Portuguese Language.
2
São Paulo State University (UNESP), Araraquara SP Brazil. Master's student in the Graduate Program in
Linguistics and Portuguese Language.
3
São Paulo State University (UNESP), Araraquara SP Brazil. Doctoral degree (Professor in the Department
of Modern Languages at the Faculty of Sciences and Letters).
Active methodologies and virtual exchange programs: An exploratory study about converging points
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
DOI: https://doi.org/10.29051/el.v10iesp.1.19329 2
ABSTRACT: This article discusses the points of convergence between some of the most well-
known active methodologies (AM) (Morán, 2015) and virtual exchanges (VE) initiatives
(O'Dowd, 2018), especially initiatives aimed at Higher Education. This is a theoretical
reflection, of an exploratory nature, carried through a bibliographical review conceived from
the identification of commonalities between AM and VE. Our reflections suggest significant
similarities between them, and a VE may sometimes show congruence with more than one AM.
The e-tandem and Teletandem VE (Vassallo; Telles, 2006) present similarities with the peer
instruction AM modality, as well as the Soliya VE (n.d.), while the VE X-Culture has a strong
resemblance to the project-based and problem-based learning AM. Finally, the COIL (Rubin,
2017) and BRaVE (Salomão, 2020) VE also operate in a very similar way to the project-based
learning modality. Finally, it is possible to infer that EV programs and AM can contribute in a
similar way to learners due to the points they have in common.
KEYWORDS: Active methodologies. Virtual exchange. Online learning.
RESUMO: Este artigo discute os pontos de convergência entre algumas das metodologias
ativas (MA) (Morán, 2015) mais conhecidas e iniciativas de intercâmbios virtuais (IV)
(O'Dowd, 2018) de maior proeminência, em especial aquelas voltadas para o Ensino Superior.
Trata-se de uma reflexão teórica, de cunho exploratório, por meio de revisão bibliográfica
concebida a partir da identificação de pontos em comum entre MA e IV. A reflexão sugere
significativa similaridade entre eles, podendo um IV mostrar, às vezes, congruência com mais
de uma MA. Os IV e-tandem e Teletandem (Vassallo; Telles, 2006) apresentam similitude com
a modalidade de MA de instrução por pares, assim como o IV Soliya (sem página), enquanto o
IV X-Culture tem forte semelhança com as MA de aprendizagens baseada em projetos e
baseada em problemas. Por fim, os IV COIL (Rubin, 2017) e BRaVE (Salomão, 2020) também
operam de maneira muito similar à aprendizagem baseada em projetos. Por último, é possível
concluir que os IV e os Métodos Ativos (MA) podem contribuir de maneira semelhante para os
aprendizes, devido aos pontos em comum entre eles.
PALAVRAS-CHAVE: Metodologias ativas. Intercâmbio virtual. Aprendizagem on-line.
RESUMEN: Este artículo analiza los puntos de convergencia entre algunas de las
metodologías activas (MA) más populares (Morán, 2015) e iniciativas de intercâmbios
virtuales (IV) (O'Dowd, 2018), en particular iniciativas dirigidas a la Educación Superior. Se
trata de una reflexión teórica, de carácter exploratorio, a través de una revisión bibliográfica
concebida a partir de la identificación de puntos en común entre las MA y los IV. La reflexión
sugiere una similitud significativa entre ellos y, en ocasiones, un IV puede mostrar congruencia
con más de una MA. Los IV e-tandem y Teletandem (Vassallo; Telles, 2006) presentan similitud
con la modalidad de aprendizaje basado en pares, así como el IV Soliya (n.d.), mientras que el
IV X-Culture tiene una fuerte similitud con las MA de aprendizaje basado en proyectos y
basado en problemas. Finalmente, los IV COIL (Rubin, 2017) y BRaVE (Salomão, 2020)
también funcionan de manera muy similar al aprendizaje basado en proyectos. Finalmente, es
posible inferir que los IV y las MA pueden contribuir de manera similar a los aprendices debido
a los puntos compartidos entre ellos.
PALABRAS CLAVE: Metodologías activas. Intercambio virtual. Aprendizaje en línea.
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA and Ana Cristina Biondo SALOMÃO
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
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Introduction
Globalization is a phenomenon as old as the earliest human efforts to connect with
people and objects geographically distant. The current process, however, is more recent and
dates back to the last decade of the past millennium (Ianni, 1994), with the internet playing a
crucial role in this process and its ramifications. The repercussions have been felt in all spheres
of our lives and continue to be, considering that the only constant in the 21st century is change.
It is presumable, therefore, that the changes provoked and facilitated by the internet and its
resources have also reverberated in the field of Education.
According to Paiva (2015), the technologies adopted in the classroom often reflect the
prevailing approaches at a given time and the available resources. Once, books were also an
innovative technology and brought their challenges (Burke, 2002). In the contemporary era,
these technologies and challenges are represented by ICTs (Information and Communication
Technologies). ICTs are the common denominator of the two pillars of this article: active
methodologies and virtual exchanges. Active methodologies have certainly been empowered
by ICTs, and virtual exchanges have been made possible by them.
The motivation for this article arises from the need to discuss the potential of active
methodologies to "develop critical capacity, reflect on practices, provide and receive feedback,
learn to interact with peers and teachers, as well as explore personal attitudes and values"
(Valente, 2018, p. 28, our translation), and whether virtual exchanges can contribute similarly
based on the points they share in common.
Another common point is the transformative potential that both carry for new
pedagogical approaches by creating learning environments that integrate ICTs into curricular
activities (Valente, 2018), an objective also sought by some virtual exchanges (O'Dowd, 2018).
It is important, however, to emphasize that the focus should be on the new possibilities offered
by ICTs, not on the technologies themselves (Valente, 2018).
Therefore, this article aims to reflect theoretically and exploratorily, through
bibliographic research, to identify the points of convergence between the proposals of the most
well-known modalities of active methodologies and the main virtual exchanges, especially
those directed at Higher Education.
The next section will present a definition of active methodologies (Morán, 2015, 2018;
Valente, 2018). After this definition, some of its most well-known modalities will be listed.
Then, a definition of virtual exchange will be provided (O'Dowd, 2018), and some of the main
Active methodologies and virtual exchange programs: An exploratory study about converging points
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initiatives in this area will be highlighted, with special attention to those focused on Higher
Education. Particularly, virtual exchanges implemented at UNESP, such as Teletandem
(Vassallo; Telles, 2006) and BRaVE (Salomão, 2020), will be emphasized.
Active Methodologies
According to Morán (2015), the standardized school as we know it today, which
evaluates all students equally and demands predictable results, does not take into account that
knowledge construction is based on cognitive, personal, and social skills and requires
competencies such as proactivity, collaboration, and personalization. Traditional teaching
methods, based on Education, in Paulo Freire's words, as "banking," where the teacher is the
holder of knowledge and "deposits" this knowledge into receptacles yet to be filled, were
coherent when access to information was difficult.
Currently, with facilitated access to the internet and other technologies, learning has
become flexible and can occur at any time and place and with many different people (Morán,
2015; Santaella, 2014), aiming, therefore, for teaching less centered on the teacher, privileging
an active posture on the part of the learner. Dewey
4
advocated that Education should form
competent and creative citizens capable of managing their own freedom and that learning
should occur through action: learning by doing.
In this context, the use of different strategies and active teaching methodologies has
expanded and gained prominence in various educational settings, highlighting the need for
adaptation both by teachers and students. The amount of information currently available in
digital media and the ease offered by technologies favor teaching and learning mediated by
active methodologies. Before specifically addressing this subject, a definition of the term
methodology is necessary. According to Bacich and Morán (2018, p. 4), methodologies "are
broad guidelines that guide teaching and learning processes and materialize in concrete,
specific, and differentiated strategies, approaches, and techniques." Therefore, teaching
methodology is the application of different methods in the teaching-learning process to achieve
the intended objectives.
Bacich and Morán (2018) also provide a clear and direct definition of active
methodologies (from here, AM), which, for the author, are teaching strategies that place the
4
See: Dewey (1944). Democracy and education. New York: The Free Press.
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student as the protagonist of their learning, constructing their learning in a flexible,
interconnected, and hybrid way and developing their autonomy so that the teacher, formerly the
holder of knowledge, now plays a role as a mediator in this process. AM breaks with the
traditional conception we have of the relationship between teacher and student, creating space
for new dynamics of learning in which both teacher and student are active individuals in the
construction of knowledge. According to Almeida (2018, p. 17), "active methodology is
characterized by the interrelation between education, culture, society, politics, and school,
being developed through active and creative methods, centered on student activity with the
intention of facilitating learning."
Similarly to Morán and Almeida, Valente (2018) states that AM constitutes pedagogical
alternatives that highlight the student in the teaching and learning process and involve them in
learning through discovery, investigation, or problem-solving. For the author, the fact that these
methodologies are active is linked to the implementation of pedagogical practices that include
students and engage them in practical activities in which they are protagonists of their learning.
Thus, in AM, learning occurs from situations in which the student can think, conceptualize,
reflect, and construct knowledge about the content involved in the activities they carry out,
develop critical thinking, learn to interact with peers and teachers, as well as explore personal
attitudes and values (Valente, 2018).
Unlike a traditionalist and passive position, in which one only copies, listens, and
observes, through AM, the aim is to create learning situations in which students actively
participate in the knowledge construction process, solving challenges, performing operations,
reflecting, and developing their critical thinking. According to Morán (2015, p. 18, emphasis
added, our translation), "The closer we learn to life, the better. Active methodologies are
starting points for advancing to more complex processes of reflection, cognitive integration,
generalization, and reworking of new practices."
Expanding the possibilities of learning outside the physical classroom, with scheduled
start and end times and centered on the protagonism of the teacher figure, active methodologies
(AM) have become both a necessity and an opportunity to democratize learning. Next, we will
discuss some AM modalities.
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Modalities of Active Methodologies
After presenting the definition of AM, we will now explore, based on Valente (2018),
some modalities of AM, among which the most well-known are: peer instruction, problem-
based learning, flipped classroom, project-based learning, and blended learning.
Peer Instruction
Developed in the 1990s by a Harvard University professor (Valente, 2018) after
realizing that his traditional lectures did not achieve the expected results, peer instruction
consists of privileging interaction and assistance among students themselves, who are provided
with materials by the teacher before class for study and completion of activities. These activities
allow the teacher to assess the points that need more attention and to use synchronous class
5
time to address and discuss them as a group. After classes, the teacher conducts an assessment
(through tests and/or feedback), which will guide the next steps. This modality favors frequent
feedback.
Problem-Based Learning
The proposal of problem-based learning was led, in higher education, by a Canadian
university (McMaster University) in the 1960s. As the name suggests, this modality focuses on
real problems raised by students or the teacher, which must be solved by the students. Because
it commonly deals directly with students (after all, it is a real problem they need to solve),
problem-based learning tends to generate high student engagement, as explained by O'Dowd
(2018). We highlight this modality's potential to strengthen teamwork, the ability to think
critically and analyze, and the ability to solve practical problems (Nilson, 2010). The teacher
may choose to conduct the assessment/feedback themselves, request peer assessment (students
assess each other), or have students self-assess.
5
We chose to talk about “synchronous classes” instead of “face-to-face classes” due to the changes caused by the
COVID-19 pandemic, when many classes started to be taught online.
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Flipped Classroom
The flipped classroom can be divided into three phases. It is so named because it
reverses both the order of traditional classes and the roles of teachers and students, and the
realization of the class itself is strictly conditioned to the pre-class. In the first phase, prior to
the class, the teacher selects and/or produces the materials and activities deemed relevant and
makes them available in a virtual learning environment (Moodle, Google Classroom, among
others). It is up to the students to consult this material and complete the proposed activities. The
class (second phase) is the moment for group discussions, deepening of issues addressed in the
pre-class, and synthesizing presentations.
To participate actively, it is essential to know the materials and develop the previously
made available activities to have the necessary support to engage in discussions and activities,
mobilizing the required knowledge and concepts. Therefore, the learner cannot contribute or
benefit from contributions made by peers as they could/should without prior preparation. In the
post-class (third phase), the studied topic is systematized, and there is follow-up through
evaluation, discussion forums, and feedback (Valente, 2018).
Blended Learning
Blended learning bears a resemblance to the flipped classroom in terms of the
complementarity between synchronous and asynchronous learning. Despite its recent increase
in popularity, blended learning dates back centuries (Vidal; Maia, 2015), since attempts at
correspondence teaching and learning have existed, though not under this name. The term
"blended learning" only emerged in the 2000s, in educational courses aimed at businesses
(Simas, 2021).
In accordance with Christensen, Horn, and Staker (2013), blended learning is a formal
learning
6
, approach that is distinguished by the fact that learning occurs partially synchronously
(usually in a physical classroom, potentially online in a post-pandemic context) and partially
asynchronously. Asynchronous learning uses physical supports (cell phone, tablet, computer,
notebook, etc.) that enable the use of digital technological resources (email, LMSs, discussion
6
Formal learning here refers to learning delivered by and in canonical educational institutions, such as schools,
universities, etc.
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forums, Google Classroom, etc.), paving the way for ubiquitous learning (Santaella, 2014), that
is, learning that can take place anywhere.
Another feature of hybrid learning is that the student has some degree of control over
one or more aspects related to their learning, such as time, location, or physical support, along
with a portion of the teaching that is supervised (Christensen; Horn; Staker, 2013), enabling a
less hierarchical power relationship between learner and teacher, so that the learner takes on an
active, curious, participatory, critical, responsible stance for their learning while the teacher
becomes a curator/guide/mediator.
Following the onset of the COVID-19 pandemic, discussions that already existed about
teaching and learning occurring in other spaces, physical or not, gained prominence, not only
due to the potential of this form of teaching but also due to a compulsory need to learn outside
the physical classroom space. After all, this environment became inaccessible, and
consequently, the form of learning that took place within it also became inaccessible.
This restriction generated an urgent demand to enable other ways of teaching and
learning. Because of the mentioned pandemic, however, what was expected for the future
suddenly arrived and imposed itself as present. Exploring the ramifications of the impacts of
the pandemic on in-person and hybrid learning is a topic worthy of separate reflection, thus
escaping the intentions of this article
7
.
Project-Based Learning
Project-based learning refers to problem-based learning. Some confuse both modalities
and even consider project-based learning as a form of problem-based learning. A simple yet
effective way to differentiate them is that in the former, the focus is on the process, while in the
latter, the focus is on the final product
8
. Project-based learning consists of identifying/proposing
a problem and seeking alternatives to solve it. A characteristic of this modality is that it usually
extends over the course of several classes, for weeks or months, depending on the intentions
(Valente, 2018).
Once the challenge is defined, hypotheses need to be raised on how to overcome it.
Next, the hypotheses need to be tested to ensure they are viable solutions at various levels
(financial, economic, etc.). At this stage, the feedback from the teacher is essential to guide the
7
See: Arruda and Siqueira (2020).
8
Source: https://www.uvu.edu/otl/resources/group_work/pbl.html. Acesso em: 22 feb. 2024.
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA and Ana Cristina Biondo SALOMÃO
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learners on how to improve the project. Finally, when the product is considered ready, it is
subjected to a final test, preferably under conditions as realistic as possible. In this portion of
the article, we discussed some modalities of active learning, prioritizing those that converge
more strongly with the Teletandem and BRaVE IVs, initiatives implemented at UNESP.
Virtual Exchanges: Concept, Classification, Characteristics, and Points of Convergence
with Active Learning Methodologies
In this section, we will begin by discussing another fundamental concept of this article:
virtual exchanges (hereinafter IV), based mainly on O'Dowd (2018). Then, different IV
endeavors and their relationship with active learning methodologies will be presented. The
Teletandem and BRaVE IVs will be the subject of further exploration, as they are the research
contexts and therefore more familiar to the authors of this article.
The author clarifies that since the early days of the internet, in the early 1990s, there
have been different approaches to IV, in various educational contexts and areas, which receive
different names and definitions and have different organizational structures, depending on the
context and pedagogical focus underlying them.
Virtual Exchange (VE) has been, and still is, referred to as: telecollaboration; online
intercultural exchange; virtual exchange; COIL; internet-mediated intercultural foreign
language teaching; global networked learning environments; e-tandem or Teletandem,
depending on the theoretical approach adopted by the proponents. We will resort to the
schematization by O’Dowd (2018, p. 4, our translation) to visually represent the various
designations for VEs.
Active methodologies and virtual exchange programs: An exploratory study about converging points
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Figure 1 - Overview of the terminology used to refer to VE initiatives
Source: adapted from O’Dowd (2018, p. 4, our translation).
For the author, while the terminological differences highlight the adaptability of VE to
different contexts and pedagogical objectives, on the negative side, this myriad of names
indicates a lack of awareness among researchers and practitioners regarding similar initiatives.
Added to this is the difficulty in disseminating and making these initiatives (re)known among
educators and individuals/entities with the power to make crucial decisions (O’Dowd, 2018).
The scholar then proposes the adoption of the umbrella term “virtual exchange” to refer to
actions that fit the following definition: virtual exchange is “the engagement of groups of
learners in online intercultural interactions and collaboration projects with partners from other
cultural contexts or geographic locations as an integral part of their educational programs”
(O’Dowd, 2018, p. 1, our translation)
9
.
O’Dowd (2018) argues that “virtual exchange” is broader than “telecollaboration,”
which has been the most commonly used term in Europe, especially in the field of foreign
language teaching. The author further argues that the term, in addition to being more extensive,
“acknowledges the validity of the enormous amount of research conducted under the title of
telecollaboration” (O’Dowd, 2018, p. 4). For this reason, we adopt this designation in the title
9
O’Dowd (2018, p.4) warns about the distinction between virtual mobility (MV) and virtual exchange (IV). IV
allows MV and concerns online educational projects with an intercultural focus, while MV refers to using online
resources to participate in academic activities in geographically distant locations.
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA and Ana Cristina Biondo SALOMÃO
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and other parts of the text, except for endeavors that self-identify differently, which explains
the occasional presence of other nomenclatures.
O’Dowd (2018) provides a possible classification of various initiatives, dividing them
into: a) Subject-Specific Virtual Exchange for Foreign Language Learning; b) Subject-Specific
Virtual Exchange for Business; c) Service-Provider Approaches
10
and d) Shared Syllabus
Approaches.
It is essential to clarify that we are discussing some types of VE (the most well-known,
especially in Higher Education Institutions), based on the categorization made by O’Dowd
(2018), which, in turn, addresses the characteristics and objectives of these VE initiatives as
they were conceptualized. It would be unfeasible to describe and discuss how all of them occur
in practice, considering the plethora of branches of VE initiatives, and for this reason, we have
selected the most illustrative VEs from each category.
Under a), the author allocates: e-tandem, Teletandem, telecollaboration, and other
actions, emphasizing the focus on the autonomy and responsibility that learners have over their
learning in these scenarios. In the field of education, since the advent of the internet,
professionals involved in teaching foreign languages have been pioneers in recognizing the
potential to provide contact with other language learners from around the world through "semi-
authentic" communication experiences (O’Dowd, 2018).
E-tandem and Teletandem
Tandem initiatives, in Applied Linguistics, are an analogy to a type of bicycle designed
to be used in pairs and therefore require joint efforts to balance and move it. In foreign language
learning, "tandem" also refers to learning through bilingual partnerships, face-to-face or online
(Lewis, 2020).
E-tandem is one of the two major models of VE for foreign languages; the other is
telecollaboration (O’Dowd, 2018). Originating from the mid-1990s, this method is necessarily
conducted online, specifically via email, which explains its name. Half of the message is written
in the sender’s language, and the other half in the target language. Thus, theoretically, both
participants have the same opportunities to practice writing and reading in the target language,
as well as providing feedback to their partner.
10
The term “approach” is used simply as a translation of “approach” used by O’Dowd (2018). For the purposes of
this article, there is no intention to define or use it with any other weight than this.
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According to O’Dowd (2018), e-tandem aims to foster learner autonomy and encourage
them to continue seeking ways to learn outside the classroom. This increased autonomy is
accompanied by greater responsibility for their own process and also for the partner’s process.
Learners can choose the topics to be addressed, provide feedback to their partner, negotiate
correction methods, and monitor and reflect on their progress. The role of the teacher is usually
more supportive (a kind of mediator) and less centralizing. E-tandem continues to have
supporters to this day.
On the other hand, initiatives like Teletandem are part of what O’Dowd (2018) considers
the second model of VE in language teaching, called telecollaboration, which emerged in the
late 1990s and focused on intercultural issues and efforts to integrate VE into conventional
language classes. Teletandem
11
has been around since 2006, proposed by Vassallo and Telles
(2006). At that time, Telles was a lecturer at UNESP and participated, in partnership with
Vassallo, in computer-based foreign language practice sessions inspired by e-tandem. Based on
their experiences in these interactions, they conceived Teletandem, which began at UNESP
campuses. Today, this VE has also been implemented by other Brazilian Higher Education
Institutions (HEIs).
It is a synchronous, autonomous, and virtual context for language teaching and learning
in which learners of different languages teach their language and learn their partner’s language
through partnerships between Brazilian and foreign universities. Teletandem
12
is inspired by
face-to-face tandem, which emerged in the 1960s in Germany, but in turn, is conducted via
video conferencing and apps that allow for instant messaging exchanges, thus enabling practice
of the four skills: reading, writing, speaking, and listening, with a focus on the latter two.
Vassallo and Telles (2009) suggest weekly meetings with time equally divided for
practice in each of the two languages in question. This is the first guiding principle of
Teletandem, called the “language separation principle,” to ensure equal opportunities for
making the most of the meetings. The second principle is autonomy, which can be understood
in a broad scope (Vassallo; Telles, 2009), but in theory, learners have the autonomy to decide
what, how, and for how long they want to talk about a particular topic of interest, as well as
negotiating correction methods.
11
For more information: http://www.teletandembrasil.org/. Accessed on: 17 Aug. 2022.
12
“Teletandem” refers to the thematic project funded by FAPESP while “Teletandemconcerns the context and
practices in this IV context.
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA and Ana Cristina Biondo SALOMÃO
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The third and final principle is reciprocity and is closely linked to autonomy (Salomão;
Silva; Daniel, 2009), as learners also have autonomy to negotiate the portion of responsibility
and reciprocity that each will invest in the partnership (Vassallo; Telles, 2006). In addition to
their purposes, it is necessary to consider the partner’s needs and goals and, using their
autonomy, decide the best path(s) to meet them. Vassalo and Telles (2009) also recommend
leaving time at the end of each meeting to offer and receive feedback.
In Teletandem, there is still a need for the presence of a mediator. The concept of a
mediator is inspired by Vygotskyan ideas, and this role is commonly performed by a
language(s) and culture(s) scholar (undergraduate or graduate student in Literature, Linguistics,
or related fields), who positions themselves as the more competent peer during the mediation.
Mediation is a moment after the meetings (the "interaction sessions") dedicated to discussing,
sharing experiences and ideas, debating, and giving and receiving suggestions, and practitioners
are invited to self-reflect on their learning process, taking on the majority of responsibility for
their journeys.
As advocated by Vassallo and Telles (2006), in Teletandem, participants (also called
interactors or learners) generally have the freedom to choose the topics they wish to address
during the meetings, signaling the protagonism occupied by the learner, a fundamental premise
of MA. Interactors are also encouraged by mediators to prepare for the interaction by bringing
up topics they would like to discuss with their partner, such as topics of interest for specific
vocabulary practice.
Occasionally, the mediator and peers may also share materials they believe could
contribute to the discussions (possible topics, audiovisual media, etc.). Preparing pre-
interaction material to maximize the use of meetings, which would be used to discuss these
materials, aligns with the principles of flipped classrooms. It is essential to note, however, that
ultimately, the decision to prepare pre-interaction material rests with the learners and the
agreements made between them and their peers.
Another active methodology whose principles can be identified in Teletandem is peer
instruction. Just like in peer instruction, Teletandem prioritizes exchanges among the learners
themselves, with the teacher's intervention (in the case of peer instruction) or the mediator's
intervention (in the case of Teletandem) occurring only when necessary. In Teletandem, an
example of the mediator's role outside of mediation would be attempting to mediate a
disagreement where the involved parties cannot resolve it on their own or seeking the answer
to a question that remains unresolved, for illustration purposes.
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Characteristics of peer instruction can also be found during the mediation, as this is
when everyone comes together to share learning, doubts, knowledge, debate, give and receive
suggestions, feedback, and most importantly: are invited to (self)reflect on their processes (and
those of their partners).
Teletandem also involves interaction cycles with pre-assigned tasks
13
, which must be
developed jointly by learners affiliated with partner institutions with the aim of producing
and/or presenting a final product/project. In these more specific cases, in addition to the
aforementioned MA, the IV in question will also demonstrate congruence with project-based
learning or problem-based learning, depending on the focus, as elucidated earlier. Additionally,
Teletandem boasts a robust research network, the output of which can predominantly be found
on the initiative's website, highlighting a context that values self-reflective practices.
X-Culture
O’Dowd (2018) regards X-Culture as another facet of subject-specific IV, this time
focused on the Business domain. The Business education sector was another realm to recognize
the potential of IV, although in more recent and considerably less documented initiatives than
the field of language teaching. The main goal of these initiatives is to prepare learners to work
in online groups with people from different places, often with different cultures and languages
- towards a common goal: the so-called Global Virtual Teams.
X-Culture has a website
14
already segmented for each target audience, whether by age
or role (researchers, sponsors, instructors, students, etc.), which will be a source of information
for this section along with O’Dowd (2018). The actions take place over a semester, and
assessment is done continuously through reports on students’ work and progress, who, in the
end, receive a certificate issued by X-Culture. Participants are free to choose the communication
platforms (email, Skype, Dropbox, Google Docs, etc.) they will adopt, given the options
presented.
X-Culture also advocates for teachers to maintain regular communication with students,
implement IV in their classes, and set aside class time to discuss the project and learners’
progress. IV also collects documentary material from online interactions as possible data for
13
See: Silva and Salomão (2022).
14
For more information: https://x-culture.org/. Accessed on: 18 Aug. 2022.
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future research, a practice considered desirable for teachers, which fosters a context of
(self)reflective practices.
We consider X-Culture as a virtual exchange (IV) whose premises strongly align with
project-based learning, problem-based learning, and flipped classroom methodologies. This is
because participants engage in activities to develop a project and present a solution to a problem
similar to those they will face in real life. Additionally, this IV exhibits flipped classroom
characteristics, as the project’s development depends on actions that must be taken before and
after the meetings.
Having looked at subject-specific IVs, next we will present Soliya, an example of what
O’Dowd (2018) designates as “service-provider approaches” in group “c”. Also in this group
are iEARN
15
, Sharing Perspectives
16
and Global Nomads
17
. The first endeavor was selected to
illustrate the category.
Soliya
The Soliya Connect program inaugurates another option of IV within the service-
provider approach proposed by O’Dowd (2018). This project provides students from the West
with the opportunity to connect with Muslim students, aiming to develop a deeper
understanding of other people’s perspectives around the world on important sociopolitical
issues (O’Dowd, 2018). Additionally, the program also aims to develop critical thinking,
intercultural communication, and media literacy skills.
According to O’Dowd (2018), Soliya adopts a methodology in which participants,
guided by pairs of trained mediators, are allocated in small groups of up to ten members from
each locality and engage in dialogue in English. Credits for participation in the project are also
offered to students at their respective institutions. Through synchronous video conferencing on
a platform specially designed to facilitate diverse dialogue using technology and supporting
inclusive discussions where everyone can be heard (O’Dowd, 2018), students participate
weekly for about two months, and this forms the core of the program.
According to O’Dowd (2018, p. 17), the most striking feature of this program is the
role of the facilitator who takes part in all the online sessions and whose role it is to create a
15
For more information: https://www.iearn.org/. Accessed on: 18 Aug. 2022.
16
For more information: https://sharingperspectivesfoundation.com/. Accessed on: 18 Aug. 2022.
17
For more information: https://gng.org/. Accessed on: 19 Aug. 2022.
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safe dialogic space for learning and to ensure that the dialogue process is constructive and
meaningful”. Although Soliya began as an attempt to promote dialogue between the Western
and Arab worlds after the September 11, 2001 attacks in the United States, the program
expanded its curriculum to cover other areas, such as 21st-century skills
18
.
Skills such as cultural communication, collaborative problem-solving, and teamwork
enable participants to engage with differences more positively and become active global
citizens (O’Dowd, 2018). According to the same scholar (O’Dowd, 2018, p. 17), the Soliya
curriculum has The Soliya curriculum also has clear education goals and a specific structure
to help groups reach their learning objectives and to ensure that certain learning components on
cross-cultural communication are a part of everyone’s dialogue process”.
We associate Soliya with peer instruction, much like e-tandem and Teletandem, due to
the prominence of knowledge exchange among learners, frequent opportunities for feedback,
and the presence of a mediating figure. Additionally, the initiative fosters collaborative learning
and encourages students to develop a critical and conscious perspective, as well as promoting
teamwork, enabling participants to engage with differences deeply and positively, ensuring that
dialogue is constructive and meaningful.
Moving on to the fourth classificatory category that O’Dowd (2018) outlines as "d": IVs
with a shared syllabus approach, which, according to the author, has Collaborative Online
International Learning (COIL) as its most illustrative example. To this category, we will add
the Brazilian initiative BRaVE (Brazilian Virtual Exchange).
COIL
COIL, as it is known today, has been practiced since 2004 (O’Dowd, 2018) by Jon Rubin
and colleagues at the State University of New York (SUNY), but the term "COIL" was adopted
only from 2006 onwards (Rubin, 2017). Rubin (2017) further emphasizes that SUNY does not
own the COIL model, as when it was created, it was seen as an Open Educational Resource
(OER)
19
(Rubin, 2017), which led to the model being adopted by other institutions, albeit under
different names. Indeed, it is an approach with remarkably rapid growth (Rubin, 2017), and for
this reason, there is a course with essential information for those wishing to adopt this model.
18
For more information: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000234311. Accessed on: 20 Aug. 2022.
19
See: Mallmann and Nobre (2015).
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA and Ana Cristina Biondo SALOMÃO
Rev. EntreLinguas, Araraquara, v. 10, n. esp. 1, e024012, 2024. e-ISSN: 2447-3529
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Practices in COIL began in the Social Sciences as a way to put language learners in
contact with native speakers of the target language (Rubin, 2017). According to the SUNY
20
,
website, COIL
21
is “an approach that brings together students and instructors from different
cultures to learn, discuss, and collaborate as part of their course” (our translation). Partner
instructors are responsible for planning the experience, and students are tasked with the
proposed activities. COIL “becomes part of the class,” enabling “a meaningful intercultural
experience” (no page) for all involved students. The same source (project website) explains that
the initiative can be undertaken in any discipline, encourages active student learning, can use
any technology to achieve desired goals, has a varying duration (5 to 15 weeks), focuses on
interaction and understanding between cultures, and, being part of a course, carries evaluative
weight.
The methodology does not have a predefined pattern (O’Dowd, 2018). SUNY lists the
four components of the IV: a) team-building phase, with ice-breaking activities to make
students, language speakers, and people from different cultures comfortable with each other for
online activities; b) comparative discussions and project organization where students will work
collaboratively; c) execution of the planned project by learners, called the “project phase”; and
d) completion, project presentation, and reflection on practices by those involved, both in terms
of content and intercultural collaboration issues, thus concluding the module.
With a shared curriculum, we interpret that COIL, as well as other IVs undertaken within
disciplines (X-Culture and BRaVE, which will be presented next), essentially presents the same
principles as project-based learning and hybrid teaching, which, among other principles,
promote collaborative learning by fostering intercultural contact and exchange of ideas among
participants through project development.
BRaVE
The BRaVE Program (Brazilian Virtual Exchange), an IV initiative created by FAUBAI
(Brazilian Association for International Education) and implemented at Unesp in 2018, aims to
drive a form of collaborative online learning among Brazilian university students and their peers
from various institutions around the world, promoting intercultural contact and the exchange of
ideas (Salomão, 2020).
20
For more information: https://online.suny.edu/introtocoil/suny-coil-what-is/. Accessed on: 17 Aug. 2022.
21
For more information: https://coil.suny.edu/. Accessed on: 17 Aug. 2022.
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Unlike other language-focused programs, the BRaVE Program aims to promote
intercultural interaction among undergraduate or graduate university students, with the purpose
of engaging in collaborative work related to the content of the courses they are taking. BRaVE
is integrated into existing courses and provides participants with the opportunity to interact with
students from other universities through the internet. In this way, the program seeks to facilitate
collaboration among classes, using tasks that engage students in collaborative learning through
digital technologies, adopting active methodologies, and aligning with the United Nations
Sustainable Development Goals (UN SDGs)
22
(Salomão, 2020).
According to Salomão (2020), its planning generally follows a sequence of activities
divided into meetings that last between four and ten weeks. However, the involved teachers
also have the freedom to determine the period of joint activities. Additionally, a common
platform for interaction among classes is necessary to facilitate communication, which can be
a synchronous tool, such as Google Meet, Zoom, Skype, and WhatsApp, or an organization and
storage platform, such as Padlet, Google Classroom, and Moodle. It is also feasible to consider
the use of social networks, such as Facebook and Instagram, all with the purpose of enhancing
communication among participants.
Regarding practice, the first meeting usually serves as an "icebreaker" session,
providing students with an opportunity to become familiar with each other and with the online
environment that will serve as the virtual communication space. During this time, it is suggested
that participants introduce themselves and share some cultural elements, such as a presentation,
to initiate discussion and explore cultural aspects. Subsequently, the core of collaboration is
undertaken, which consists of a task related to the shared content of the courses that teachers
wish to explore. This task typically requires students to describe aspects of their language or
culture and inquire about those of their partners. In the third stage, students are expected to
present a final product, which can be a report, a slide presentation, or a video, among others
(Salomão, 2020).
The principles and activities developed in BRaVE align with project-based learning
methodologies, where learning occurs through the collaborative work of participants in
implementing the project they have envisioned. This approach reflects an active methodology
in which students are protagonists of their learning, engaging in cooperative activities that
promote joint knowledge construction.
22
For more information: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Accessed on: 26 Dec. 2022.
Lizandra Caroline ALVES; José Ricardo Bueno da SILVA and Ana Cristina Biondo SALOMÃO
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In the BRaVE Program, participants work in teams, collaborating to achieve common
goals. They share knowledge, discuss ideas, solve problems together, and are challenged to
create a final product demonstrating their learning. Additionally, students have autonomy and
responsibility over their learning, and they are encouraged to take control of the learning
process and seek resources and solutions independently, following one of the fundamental
principles of active methodologies.
However, while project-based learning typically involves more extensive and in-depth
projects developed over a longer period of time, BRaVE focuses on specific activities and
cultural interactions over a shorter period. Nevertheless, the initiative maintains the principles
of active and collaborative learning.
Another active methodology that can be identified in the initiative is peer instruction.
Both BRaVE and this approach emphasize collaboration among students, working together to
achieve common goals and sharing knowledge and experiences. This provides participants with
the opportunity to exchange experiences and perspectives among themselves, allowing
participants to learn from each other.
Furthermore, BRaVE and peer instruction promote the active participation of students
in their learning process. In this sense, students are not just passive recipients of information
but active agents in knowledge construction, actively engaging in the process. This approach
places students at the center of the educational process, stimulating the development of skills
such as critical thinking, problem-solving, and collaboration.
Final considerations
In this article, we aim to explore, in an exploratory manner, the points of convergence
between the most well-known active methodologies (AM) and the most prominent virtual
exchanges (VE), particularly those aimed at higher education. We understand that the AM used
in VE is intended to promote student initiative, the development of student independence as
learners, teamwork (leadership skills and other roles), communication skills, the ability to think
and analyze critically, and the comprehension and appropriation of concepts. Furthermore, most
of the VEs described here allude, in one way or another, to the flipped classroom model, as pre-
class/synchronous meeting preparation is necessary for participants to fully benefit from the
potential generated in synchronous or asynchronous interactions. Moreover, they encourage
discussions and exchanges during synchronous classes/meetings, and the feedback from the
Active methodologies and virtual exchange programs: An exploratory study about converging points
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teacher/mediator to the learner or among the learners themselves after the class/synchronous
meeting is highly valued.
Finally, we conclude by acknowledging that our discussion was based on theoretical
support to examine the relationship between active methodologies (AM) and virtual exchanges
(VE). We believe that empirical studies could deepen the understanding of this relationship,
especially regarding the roles and involvement of participants. This can be achieved through
the analysis of interaction and negotiation conducted for the execution of collaborative activities
mediated by technologies, and their relationship with the development and learning of the
participants.
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VIDAL. E. M.; MAIA. J. E. B. Introdução a EaD e Informática Básica. 2. ed. Fortaleza:
EdUECE, 2015.
CRediT Author Statement
Acknowledgements: We thank the journal's team, the professors of the course that inspired
the writing of this article, and our advisor for her support and partnership, CAPES-PROEx,
and CNPq.
Funding: The postgraduate authors, who are scholarship holders, express their gratitude to
the funding agencies CAPES-PROEx and CNPq.
Conflicts of interest: There are no conflicts of interest.
Ethical approval: The work adhered to ethical standards during the research process.
However, passing through an ethics committee was not necessary as the research was of a
reflective-theoretical and documentary nature.
Data and material availability: The materials used can be easily found on the internet, as
indicated in the hyperlinks and/or references.
Author’s contributions: Each author contributed collaboratively with their time,
dedication, effort, and care to the development of this text.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, normalization and translation.