
The working-class condition revisited: automotive industry workers and union leadership
Estudos de Sociologia, Araraquara, v. 31, n. esp. 1, e026003, 2026. e-ISSN: 1982-4718
DOI: 10.52780/res.v31iesp.1.21118 2
ABSTRACT: This article discusses the results of research conducted with workers from three
automotive companies in São Bernardo do Campo, in the Greater ABC region of São Paulo,
the base of the ABC Metalworkers’ Union. This text revisits these characters and a territory
that were fundamental to worker mobilizations with the outbreak of the strike wave starting in
1978. Who are these workers today? How can we characterize the working-class condition?
Can we speak of class fragmentation and its reconfiguration in the face of the structural,
economic, technological, and political determinants of the capitalist restructuring of recent
decades? How is this reflected in union action, its impasses, limits, and difficulties? To what
extent has the relationship with work changed, and what implications does this bring to daily
factory life? Seeking to answer this, the research focused on three automakers, using workplace
observation, questionnaires, and interviews with leaders at the union and the Factory Union
Committees (CSEs).
KEYWORDS: Working conditions. Factory workers. Socioeconomic profile. Trade union.
Changes in work.
RESUMO: Este artigo discute resultados de pesquisa realizada com trabalhadores de três
empresas do setor automotivo em São Bernardo do Campo, no Grande ABC Paulista, base do
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Este texto representa uma revisita a esses personagens e
a um território fundamentais nas mobilizações com a irrupção da vaga grevista a partir de
1978. Quem são esses trabalhadores hoje? Como podemos caracterizar a condição operária?
Podemos falar em fragmentação da classe e sua reconfiguração frente aos determinantes
estruturais, econômicos, tecnológicos e políticos da reestruturação capitalista das últimas
décadas? Como isso se reflete na ação sindical, seus impasses, limites e dificuldades? Em que
medida a relação com o trabalho mudou e que implicações traz para o cotidiano fabril?
Buscando responder a isso, a pesquisa concentrou-se em três montadoras, com observação do
trabalho, aplicação de questionários e entrevistas com lideranças no sindicato e nas Comissões
Sindicais de Empresa (CSEs).
PALAVRAS-CHAVE: Condição operária. Operários fabris. Perfil socioeconômico.
Sindicato. Mudanças no trabalho.
RESUMEN: Este artículo analiza los resultados de una investigación realizada con
trabajadores de tres empresas del sector automotor en São Bernardo do Campo, en el Gran
ABC Paulista, base del Sindicato de Metalúrgicos del ABC. Este texto representa una revisita
a estos personajes y a un territorio fundamentales en las movilizaciones con la irrupción de la
ola de huelgas a partir de 1978. ¿Quiénes son estos trabajadores hoy? ¿Cómo podemos
caracterizar la condición obrera? ¿Podemos hablar de fragmentación de la clase y su
reconfiguración frente a los determinantes estructurales, económicos, tecnológicos y políticos
de la reestructuración capitalista de las últimas décadas? ¿Cómo se refleja esto en la acción
sindical, sus impases, límites y dificultades? ¿En qué medida ha cambiado la relación con el
trabajo y qué implicaciones trae para el cotidiano fabril? Para responder a esto, la
investigación se concentró en tres montadoras, mediante la observación del trabajo, la
aplicación de cuestionarios y entrevistas con líderes en el sindicato y en las Comisiones
Sindicales de Empresa (CSE).
PALABRAS CLAVE: Condiciones laborales. Trabajadores de fábrica. Perfil socioeconómico.
Sindicato. Cambios en el trabajo.