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A docência como curadoria: experiências pedagógicas no uso de tecnologias educacionais
RIAEE
–
Revista Ibero
-
Americana de Estudos em Educação
,
Araraquara, v. 16, n. 1, p. 107
-
126, jan./mar. 202
1
. e
-
ISSN: 1982
-
5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v16i1.13607
107
A DOCÊNCIA COMO CURADORIA: EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS NO
USO
DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
LA DOCENCIA COMO CURADOR
A
: EXPERIENCIAS PEDAGÓGICAS EN EL USO
DE TECNOLOGÍAS EDUCATIVAS
TEACHING AS A CURATOR: PEDAGOGICAL EXPERIENCES IN THE USE OF
EDUCATIONAL TECHNO
LOGIES
Cristiane Samária Gomes da
SILVA
1
Ana Maria Di Grado
HESSEL
2
RESUMO
:
O presente artigo investiga a prática da docência
da
perspectiva da curadoria, em
uma disciplina do curso Pedagogia, em São Paulo, Brasil
, c
onsiderando que a desvalorização
da
docência como profissão e o mal
-
estar
docente são fenômenos encontrados no Brasil e em
muitos outros países. A perspectiva do docente como curador do conhecimento o coloca em
outro âmbito, para além de mediador do conhecimento, e desdobra
-
se como uma form
a de
ajudar a trazer novamente o valor da docência como profissão, empoderando
-
o. A pesquisa
apresenta a experiência da curadoria, ofertada pelas professoras da disciplina e experimentada
pelas alunas do curso. Os resultados mostram que as experiências viv
enciadas puderam
contribuir para a formação das futuras docentes, colocando
-
as na posição de curadoras do
conhecimento.
PALAVRAS
-
CHAVE
:
Docência como curadoria. Ensino da curadoria.
Empoderamento
docente
.
RESUMEN
:
Este artículo investiga la práctica de
la docencia desde la perspectiva de la
curaduría, en una
asignatura de la carrera
de Pedagogía, en São Paulo, Brasi
l
,
c
onsiderando que la devaluación de la docencia como profesión y el malestar docente son
fenómenos que se encuentran en Brasil y en muchos
otros países. La perspectiva del profesor
como curador del conocimiento lo coloca en otro ámbito, además de mediar en el
conocimiento, y se despliega como una forma de ayudar a recuperar el valor de la docencia
como profesión, empoderándolo. La investigaci
ón presenta la experiencia de curaduría,
ofrecida por los maestros de la disciplina y experimentada por los estudiantes del curso. Los
resultados muestran que las experiencias vividas podrían contribuir a la formación de futuros
docentes, colocándolos en l
a posición de curadores del conocimiento.
PALA
BRAS
CLAVE
:
Docencia como curador
a
. Enseñanza de curaduría. Empoderamiento
de maestros.
1
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), São Paulo
–
SP
–
Brasil.
Doutoranda no Programa de
Pós
-
Graduação em
T
ecnologias da Inteligência e Design Digital.
ORCID: https://orcid.org/0000
-
0002
-
3549
-
4165.
E
-
mail: cris
-
samaria@uol.com.br
2
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), São Paulo
–
SP
–
Brasil.
Professora
n
o Programa de
Pós
-
Graduação em Tecnol
o
gias da Inteligência e Design Digital
.
Doutora
do
em Educação
(
PUC/SP
)
.
ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0003
-
4776
-
7754.
E
-
mail: digrado@uol.com.br
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Cristiane Samária Gomes da SILVA e Ana Maria Di G
r
ado HESSEL
RIAEE
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Revista Ibero
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Americana de Estudos em Educação
,
Araraquara, v. 16, n. 1, p. 107
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3
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108
ABSTRACT
:
This article aims at investigating the teaching practice in the curatorship
perspective, in a subject of the Pe
dagogy degree, in São Paulo, Brazil
, c
onsidering that the
downgrade and the diminish feeling are a common among teachers in Brazil and in many
other countries, the perspective of a teacher as a curator can take one to another level,
beyond knowledge mediat
or. And it unfolds as a way to help and recover the vallue and
importance of teaching, empowering it. The research shows the curatorship experience,
brought by the teachers of the aforesaid subject, and its underwent students. The results show
that the liv
ing experience could contribute to the background of the future teachers, making
them become knowledge curators.
KEYWORDS
:
Teaching as curator.
Teaching of curatorship
.
Teacher empowerment
.
Introdução
A desvalorização da docência é um fenômeno que
se
apresenta
no Brasil e em diversos
países
,
como França e Inglaterra (
TARDIF;
LESSARD,
2014). Soma
-
se a isso o fenômeno do
mal
-
estar
docente,
crise
indenitária
da profissão
,
a
qual
se
desdobra: (i)
no desinteresse pela
profissão,
que se revela pelo baixo índ
ice de
substituição d
os docen
tes que se aposentam; e,
(ii)
n
os professores que se preparam para o professorado
e
acabam por desistir da profissão
(
MALACRIDA;
BARROS
, 2013).
Para além desses fenômenos, diante da avalanche informacional a
que
somos
submetido
s diariamente,
se
ja por aplicativos ou
em redes sociais,
a sociedade pergunta
-
se
qual será o futuro da profissão da docência,
por
entender que a informação e o conhecimento
estão disponí
veis a todos pela
web
. No entant
o, é importante ressaltar que
isso
não
é bem
assim. A inf
ormação está sujeita há muitas “fake news, ou seja, mentiras, uma vez que
notícias falsas não são notícias” (FERRARI, 2018, p. 27).
J
ustamente
nesse
contexto, Co
rtella
e
Dimenstein
(
2015, p.
67
)
destacam que
o fato de
haver uma grande va
riedade de
informações e
conhecimento disponíve
l
na
web
“não significa
que o professor seja dispensável, mas que ele é mais importante ainda”.
Dessa perspectiva, o presente artigo apresenta o docente como curador do
conhecimento (idem, 2015
)
nas experiênci
as
de
uso
da
tecnologia educacional, em um curso
de graduação de Pedagogia, na disciplina “As Novas Tecnologias para a Educação:
Comunidades de Aprendizagem”, para 45 alunas
-
do 5º período
-
, por um semestre letivo, em
São Paulo, Brasil.
Tais experiência
s, proporcionadas pelas docentes responsáveis e vivenciadas por
alunas da disciplina
versam
sobre as Tecnologias Digitais de Comunicação e Informação
(TDIC),
como
: movimento
maker
, robótica educacional, programação em
Scratch
, elaboração
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A docência como curadoria: experiências pedagógicas no uso de tecnologias educacionais
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de um curso a dist
ância pelo Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
Moodle
,
entre outras
experiências.
Este artigo
é
um recorte da dissertação
de mestrado
de
S
ilva
(
2019
)
,
desenvolvida no
âmbito do Programa de
Tecnologias da Inteligência e Design Digital (TIDD), da Pontifí
cia
Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).
Para a realização da pesquisa,
que tem
cunho
qualitativo e exploratório, utilizou
-
se de estratégias
de
registro narrativo
, de observação
e
questionário avaliativo. Na análise interpretativa,
contabilizaram
-
s
e
os dados
construídos
no
decorrer do desenvolvimento da referida disciplina.
Desse
modo, apresentamos a seguinte questão da pesquisa: Os conceitos e práticas
aprendidos puderam apresentar a docência na perspectiva da curadoria? Tal questão é tratada
com b
ase na
experiência docente acompanhada pela pesquisadora, que atuou como monitora
da disciplina.
O
presente
artigo está
assim
organizado:
na sequência desta Introdução,
a Seção 2
apresenta a fundamentação teórica: o docente como curador do conhecimento; a
Seção 3
descreve a experiência com as TDIC na prática das oficinas realizadas na disciplina; a Seção 4
discute o processo avaliativo do curso; a Seção 5
relata
as considerações finais sobre todo
o
trabalho.
O professor como curador do conhecimento
O pre
stígio da docência como profissão vem decaindo e tornando
-
se evidente em
países desenvolvidos desde o início da década de 1980 (ESTE
VE, 1999
apud
MALACRID
A;
BARROS, 2013).
Segundo
T
ardif e Lessard
(
2014)
, esse movimento de desvalorização dos
docentes acont
ece não só no Brasil, mas
na Europa
e
na América do Norte
. Os profissionais
de educação relatam falta de
autonomia
, além de
formação deficiente e pouco relaciona
da
com a prática.
No Brasil, a desvalorização da docência como profissão também
ocorre
na
própr
ia sociedade.
Q
uando
se pergunta para um professor sobre
sua profissão
, normalmente a
pergunta é esta: “você trabalha ou só dá aula?”.
O fenômeno do mal
-
estar
docente é evidenciado na pesquisa de Malacrida e Barros
(2013
, p. 72
)
,
quando um professor mencio
na que
:
“
E infelizmente não somos reconhecidos, é
desgastante, sem apoio da família, da equipe gestora, é difícil trabalhar, muita gente tem saído
do cargo e ficado doente até
”.
As autoras
relacionam a
desvalorização da docência
aos
seguintes aspectos
:
(a)
o
sal
ário indigno
–
para ajudar a
equilibrar
o baixo salário,
muitos
docentes
trabalham em
múltiplas jornadas
e
em
várias escolas
; (b)
a proletarização ideológica
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(não
se
tem autonomia total para trabalhar)
;
e
(c)
a
crise de identidade (
o professor
não sa
be
qual é seu papel).
T
ardif e
L
essard
(
2014, p. 33)
entendem a docência
como uma profissão de interações
humanas, sendo “sobre e para o outro”
. N
esse contexto,
segundo
os autores
,
uma
hipótese
para que a docência seja
compreendida
como uma profissão
ulter
ior
às demais
é
o fato de o
resultado do trabalho docente
ser
obtido com o passar dos anos, ao longo do tempo
, e ao
longo da vida. E
as demais profissões, que não são de interações humanas,
têm com
o
resultado um produto
acabado e imediato.
Atualmente, o
pr
ofessor
é conhecido como mediador do conhecimento. Contudo,
tal
mediação é algo que ocorre na interação entre o docente e o aluno, sendo o conhecimento sua
base.
Dessa forma
,
a mediação acontece, conforme S
forni (
2010),
até muito
antes da atividade
de ensi
no
, no planejamento
. Dessa perspectiva, a curadoria inicia
-
se quando o docente planeja
sua aula.
Em nossa contemporaneidade,
a informação está disponível nos mais variados meios,
como
páginas da
web
, redes so
ciais,
aplicativos (App)
de
smartphones
etc
.
Po
r meio deles,
recebemos e enviamos
avalanches
de notícias
e informações
,
as quais
muitas
vezes são
falsas
,
ou
fake news
,
e as no
tícias verdadeiras, muitas vezes
, não são encontradas nos primeiros
resultados de buscas realizadas pelo Google.
Criou
-
se até
um
verbete
popular
,
o termo
“
g
ooglar”,
fundamentad
o
em
uma
cultura de que
para se obter qualquer informação
basta
pesquisar no Google
.
É
nesse
contexto que o presente artigo apresenta uma nova perspectiva
à
docência: o
professor como curador do conhecimento
, para ajudar a trazer de volta o valor dessa
profissão, que é a base para todas as demais profissões. Para
C
ortella e
D
imenstein
(
2015)
,
os
professores são como curadores do conhecimento,
e a escola é a cas
a das dúvidas.
A curadoria em relação à docência
é destacada
no relatório sobre
“
Padrões de
Competência em TIC: Módulos de Padrão e Competência
”
(UNESCO, 2008)
,
e envolve as
seguintes ações
: (a) gerir e adquirir conhecimento pedagógico e sobre a matéria; (b) saber
onde e quando usar (e não usar) a tecno
logia nas atividades em sala de aula; (c) usar diversas
ferramentas abertas de tecnologia; (d) escolher e utilizar tutoriais, jogos, exercícios, prática e
conteúdo da
web
em laboratórios de informática; e (e) usar as TDIC para o autêntico
desenvolvimento p
rofissional do professor.
Entendemos, portanto,
o curador
como aquele que cuida, escolhe, compartilha e
ensina,
no âmbito
de suas expectativas e experiências, o eficaz e o essencial.
No
contexto
do
professorado
,
a curadoria deve ser ensinada aos
alunos.
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Araraquara, v. 16, n. 1, p. 107
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Essa diretriz, de ensinar a curadoria para o aluno, é
também relatada
pela
U
nesco
(
2008)
, nos seguintes
termos
: (a)
deve
-
se buscar a resolução
de problemas complexos
(relacionados
a diversos temas
,
como:
meio ambiente, segurança alimentar,
saúde
e
soluções
de conflitos); (b)
deve
-
se incentivar o
aprendizado colaborativo, por intermédio de problemas
e projetos,
para
que o aluno entenda que esse conhecimento os leva a
confrontar
-
se com
problemas no dia a dia e situações complexas; (c) o docente deve prover qu
estões
-
problema,
apoiar projetos colaborativos e orientá
-
los; (d) os projetos colaborativos devem utilizar a rede,
para que os alunos cooperem entre si; (e) o professor deve formar uma comunidade de
aprendizagem com os alunos e na sala de aula.
De tal mod
o
,
o aluno entenderá como selecionar,
prover
e
compartilhar esse
conhecimento, por intermédio de critérios concretos, levando a curadoria para todas as áreas
de sua vida
e
combatendo também as
fake news
. Nesse contexto, a curador
ia está em
conformidade com
o que a Unesco (2008) determina
como criação do conhecimento: os
alunos estabelecem suas metas e planos de aprendizagem, avaliam suas competências e
deficiências, elaboram um plano de aprendizagem,
delimitam seu progresso e corrigem
suas
falhas.
Para que
a curadoria seja realmente efetiva, o docente deve levar as TDIC para dentro
da
sala de aula, aproximando
-
se do contexto de vida
do aluno, para que a informação seja
fecundada
,
transformando
-
a
em conhecimento.
O uso da curadoria nas TDIC ajudará o docente
a desenvolver e mitigar
seu
próprio
trabalho, por trazer a docência para próximo
da conjuntura do
aluno, que, na maioria das
vezes, é
um
nativo digital
.
Dessa
perspectiva
, o docente curador
a
lcançar
á
o verdadeiro
significado da palavra tecnologia:
techné
,
do grego,
que
remete à arte e
à
ciência
d
o
saber
fazer
, a
lém de utilizar a tecnologia para seu próprio crescimento
e desenvolvimento
profissional. Para
G
abriel
(
2018)
,
tecnologia e humanidade andam
de mãos dadas,
e estão
juntas
desde o início da história
do homem
.
Nesse sentido,
para se empoderar,
o
docente deve
apoiar
-
se nas TDIC.
Evidentemente que um currículo herdado da
R
evolução
I
ndustrial afasta
da escola
os
estudantes
que
,
em sua
grande
maioria
,
são nativos digi
t
ais
e usam as tecnologias com
muita
n
aturalidade. Isso faz com que a atualização dos currículos seja imperativa. Da mesma forma,
faz
-
se necessário trazer as TDIC para o contexto do aluno e do docente.
B
arato
(
2018)
nomeia
de imaginação
o uso contextualizado das TDIC. P
ara
o autor
,
a
tecnologi
a é igual à imaginação. O uso das TDIC com imaginação é
apropriar
-
se dos recursos
(tecnologia) disponíveis, para que a criatividade aflore e, assim
, a tecnologia não seja um
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112
peso
.
Toda e qualquer tecnologia sem imaginação, ou seja, fora da conjuntura do al
uno e do
próprio professor, é instrumentismo.
O
instrumentismo, para
o autor
,
caracteriza
-
se como
estratégia de
marketing
para a venda de
tecnologias
e serviços, comumente
onerosos
,
d
a
qual
sucede
a ideia de que a simples
compra de suprimentos
, produtos
e
serviços de TDIC
vai
conduzir
a
mudanças profundas na educação.
É
justamente
de
tal
conceito
que o docente curador deve
desviar
-
se
: a
busca por
tecnologia
descomedida
,
fora do
contexto
do aluno,
do professor
,
que
promove
única e
exclusivamente
os modismos
educacionais
. Para além do modismo, a tecnologia acaba por
tornar
-
se
um
grande
fardo para os docentes, pois é necessário aprender essa nova ferramenta,
a qual, normalmente, configura
-
se fora
do contexto de vida do aluno, do professor e
da escola.
N
o Brasi
l
,
um exemplo d
o uso da imaginação
com
as TDIC
é
quando o docente
curador
aproveita
na sala de aula
um recurso
que
os alunos dominam, o celular.
Em direção
oposta
de países como a França
3
, que
aboliu
o uso de celulares em sala de aula, no Brasil, de
acordo
com a pesquisa TIC Educação 2017
4
,
a
percentagem
de professores que ut
iliza
o
celular para o desenvolvimento de atividades com os alunos passa de 39
%
em 2015, para 56%
em 2017.
Isso
ocorreu
tanto em escolas públicas (de 36% para 53%), quanto nas particula
res
(de 46% para 69%).
Tal fato
mostra que usar
a imaginação com as TDIC, além de ser um modo de
aplicar
um recurso
que
o
aluno domina, é uma forma
inventiva
de suprir a falta de infraestrutura das
escolas, o que no Brasil é muito considerável, especialme
nte em escolas públicas, conforme a
pesquisa TIC Educação 2018
5
.
É importante salientar
que
,
nos processos avaliativos
,
o professor curador
preocupa
-
se
não apenas em fazer uma avaliação única
ao
final do curso ou semestre
, mas também em
orientar e reorient
ar para o ensino e a aprendizagem
.
Como destacado por
F
ava
(
2018)
,
no
modelo por competência
,
a a
prendizagem é avaliada em três fases
: (a) diagnóstica, (b)
formativa; e (c) somativa. Ou seja, antes, durante e após a instrução. A
lém disso,
o docente
curador
deve considerar
a
autoavaliação
do aluno,
no processo avaliativo.
O
docente curador
deve questionar qual é o papel da tecnologia em s
ua própria
conjuntura e, também, n
o contexto
de vida
do aluno
e da escola
, para que
o uso das TDIC não
seja
entendido
como
um
fardo
,
e cuidar para não transportar velhos modos para novos meios.
3
Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2018/07/franca
-
proibe
-
o
-
uso
-
de
-
celular
-
nas
-
escol
a
s.html
.
A
cesso em
:
14
out.
2019.
4
Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018
-
08/celular
-
ganha
-
cada
-
vez
-
mais
-
espaco
-
nas
-
escolas
-
mostra
-
pesquisa
.
Acesso
em
:
25
nov.
2019.
5
Disponível em: https://cetic.br/noticia/tic
-
educacao
-
20
1
8
-
cresce
-
interesse
-
dos
-
professores
-
sobre
-
o
-
uso
-
das
-
tecnologias
-
em
-
atividades
-
educacionais/
.
A
cesso em
:
11
dez.
2019.
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,
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Contexto e prática educacional
O presente artigo apresente uma pesquisa desenvolvida em um
curso de graduação de
Pedagogia.
Também é um
recorte da dissertação de
S
ilva
(
2019
)
,
desen
v
olvida no âmbito do
Programa
TIDD, na PUC/SP.
A pesquisadora participou como monitora de uma
das
turma
s
da disciplina “As Novas Tecnologias na Educação: Comunidades de Aprendizagem”. No
total, havia 44 alunas matriculadas, divididas em duas turmas.
As au
l
as foram ministradas no primeiro semestre de 2018, nos laboratórios de
informática, e foram desenvolvidas ao mesmo tempo, para as duas turmas. Para as oficinas
mão na massa há uma sala especial, cujo nome é sala interativa, ou tecnológica, em que as
turma
s
eram congregadas. As oficinas versavam sobre diversos temas, tais como: (i) robótica
educacional
–
Robô Kibo, (ii) movimento
maker
:
Scratch
,
(iii) Elaboração de um curso na
modalidade Educação a Distância (EaD)
no AVA
Moodle
, além de outras experiências.
Es
s
a
pesquisa enquadra
-
se
na
categoria de pesquisa qualitativa de abordagem
exploratória. Para G
il
(
2008)
,
tais pesquisas têm como objetivo apres
entar um panorama
geral,
a
proximativo, de determinado fato. Dessa perspectiva, a pesquisa exploratória está em
conformidade com a prop
osta deste artigo
, pois apresenta como a curadoria é ensinada e
experimentada,
para
ajudar a trazer o valor à docência como profissão e apresentar o docente
como curador do conhecimento, por meio do uso das TDIC.
Oficina
Scratch
A
oficina de
Scratch
, ministrada pela pesquisadora, teve os seguintes objetivos: (i)
apresentar a filosofia da aprendizagem criativa; (2) ensinar os conceitos computacionais
,
e (3)
desafiar as alunas a criar um projeto para desenvolver uma história, por me
i
o dos conc
eitos
computacionais aprendidos
nessa linguagem de programação
.
Para
essa
oficina, apresentou
-
se
às
alunas a história do
Scratch
, desenvolvid
a
por
Mitchel Resnick e equipe, no
Lifelong Kindergarten Group
no
Media Lab
do
Massachusetts
Institute
o
f Technology
(MIT).
O
Scratch
carrega as raízes da linguagem
L
ogo
, a primeira
linguagem de programação voltada para aprendizagem e para crianças,
criada
por Seymour
Papert em 1960
. E
le
também desenvolveu a teoria construcionista (PAPERT
,
1985, 2007),
segu
n
do a qual o desenvolvimento cognitivo do sujeito deve ser algo ativo, de construção e
reconstrução de suas ideias mentais, permitindo descobrir, por si, o conhecimento específico
para construir um artefato público e de seu interesse.
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Americana de Estudos em Educação
,
Araraquara, v. 16, n. 1, p. 107
-
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ISSN: 1982
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DOI: https://doi.org/10.2172
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Do L
ogo
,
cuja
base er
a
a
sintaxe de palavras, o
Scratch
derivou
para uma
linguagem
de programação gráfica, por blocos programáveis.
Conforme
o
site do
Scratch
(http://scratch.mit.br), os benefícios de sua utilização são:
(a) aprender de forma significativa; (b) desenvolver pen
s
amento crítico; (c) desenvolver
argumentação sistemática; (d) trabalhar colaborativamente; (e) expressar suas ideias e
pensamentos na vida pessoal; e (f) tornar
-
se fluente em tecnologias.
Além disso, apresentou
-
se a filosofia da aprendizagem criativa, os
4
Ps elaborados por
R
esnick
(
2017, tradução nossa):
Projects
–
Projetos: aprendemos melhor trabalhando
ativamente em um projeto;
Peers
–
Parcerias: o aprendizado floresce como uma atividade
social;
Passion
–
Paixão: quando nos apaixonamos pelo que estamos r
e
alizando, persistimos
em enfrentar os desafios e aprendemos mais;
Play
–
Pensar brincando: o aprendizado envolve
a experimentação.
Destacou
-
se, sobretudo, a importância d
e
o
Scratch
ser gratuito, além de sua
acessibilidade ser garantida por estar alocado
e
m uma página de internet e, mais que isso,
estar
disponível
em
75 idiomas.
Oficina
Scratch
: mão na massa
Para a oficina mão na massa, o desafio proposto
foi
desenvolver um projeto para a
criação de uma história por meio do
Scratch
, utilizando
-
se dos c
o
n
ceitos computacionais
conforme
Brennan
e
Resnick
(
2012), quais sejam: a) Evento: consiste em um acontecimento
que produza uma ação; (b)
Loop
: executa a mesma condição várias vezes; (c) Sequência:
compreende instruções e séries de etapas particulares
,
as
q
uais podem ser executadas pelo
computador; e (d) Paralelismo: são sequências de comandos executados ao mesmo tempo.
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A docência como curadoria: experiências pedagógicas no uso de tecnologias educacionais
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Figura 1
–
Projeto executado pelas alunas
Fonte: Acervo das autoras
É interessante destacar aqui a alegria das alunas ao perc
ebe
rem que estavam
programando e que a bailarina executava todos os movimentos idealizados por elas
.
Oficina Robô Kibo
Na aula anterior a
essa
oficina, as alunas realizaram a leitura do texto de
Flávio
Rodrigues
C
ampos
(2017)
,
“
Robótica educacional no B
ras
il: questões em aberto, desafios e
perspectivas futuras”
,
por meio
do qual
aprenderam
sobre
a teoria do
c
onstrucionismo
de
Papert
e sobre a robótica educacional. A
oficina prática
foi ministrada pelo mesmo autor.
N
a oficina
Robô Kibo
,
ele
destacou a alt
era
ção da B
ase
Nacional Comum C
urricular
[BNCC]
(BRASIL, 2017)
, que
em seu artigo 5º apresenta o termo “criar tecnologias”. Além
disso,
citou
a diferença entre a robótica e a robótica educacional. A primeira, de acordo com
C
ampos
(
2019), é um ramo da tecno
log
ia
que
inclui
a
mecâ
nica,
a
eletrônica e
a
computação
.
A segunda, a robótica educacional, de acordo com o mesmo autor, compreende atividades
ed
ucacionais
em que se
utilizam
kits
de montagem compostos de peças (sensores, motores,
sucata), além de microco
mpu
tador e uma interface que permite construir dispositivos, que
podem ser controlados por uma linguagem de programação.
O
robô
Kibo
, apresentado pelo professor Campos,
compreende um
kit
programável
,
cuja programação é realizada
por
meio
da leitura
de códi
gos
de barra contidos
em
blocos
físicos de madeira. Tal
kit
quebra um par
adigma de que para programar
é necessário u
sar
meios como o computador,
tablet
, ou
smartphone
.
Com o
Kibo
,
as aluna
s colocam os
blocos
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Cristiane Samária Gomes da SILVA e Ana Maria Di G
r
ado HESSEL
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em sequ
ê
ncia, com
a
programação
elaborada por el
as
,
e o próprio robô lê tais códigos,
armazena e executa o que foi programado.
A
oficina
teve como objetivos
(i) apresentar os conceitos computacionais; (ii)
apresentar os conceitos sobre robótica educacional; e (ii) apresentar um
kit
educacional do
qual c
ria
nças
,
a partir de 5 anos, pudessem aprender sobre os conceitos educacionais, por
meio da leitura de símbolos, além de usar a criatividade para compor o adorno do robô.
D
essa
forma,
quebr
ou
-
se
outro paradigma
:
o
de que
não é possível utilizar
a robótica
edu
cacional
para a educação infantil.
O desafio lançado para
as alunas, nes
s
a oficina,
foi
criar uma história
programando o
robô
Kibo
, por meio dos blocos físicos
. O projeto foi realizado em grupos, e
o
kit
cont
é
m
um
aparador que pode sustentar algo produz
ido
por quem o programa. Assim, foi solicitado
que
as alunas utilizassem a
criatividade para programar e criar um personagem e contassem a
história dele.
Figura 2
–
Oficina robô Kibo
Fonte: Acervo das autoras
Destacamos a criatividade e empolgação da
s a
lunas ao apresentar e criar os
personagens e histórias. A grande maioria desses personagens era hiperativo, o que combinou
muito com uma programação acelerada realizada por elas.
Análise interpretativa de dados
Como forma avaliativa da disciplina
,
de
senvolveu
-
se um levantamento de campo
(
survey
), por meio de questões respondidas pelas alunas do curso, e, também, como forma
avaliativa das ati
vidades
d
a disciplina
, as quais são a
base para análise e interpretação de
dados. Conforme ensina
G
il
(
2008)
,
ta
is pesquisas caracterizam
-
se pela interrogação direta
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das pessoas, por meio de informações solicitadas a um grupo sobre o problema estudado, e,
por meio de análise, obter conclusões correspondentes sobre os dados coletados.
As questões analisadas estão
rel
acionadas com as experi
ências vivenciadas nas
oficinas
sobre
:
(a) robótica educacional: robô Kibo, (b) movime
nto
maker
:
p
rogra
ma
ção em
Scratch
, e (c) elaboração de um curso por meio do AVA
Moodle
.
Ou seja, as questões sobre
as tecnologias educacionais
rela
cionadas com a docência como curadoria.
É importante destacar o uso curador do
Moodle
pelas professoras
da
disciplina. Tal
plataforma, logo no primeiro dia de aula, estava cuidadosamente preenchida com todo
material do semestre, como: pro
grama da disci
plin
a, cronograma de aulas e oficinas,
textos
disponíveis na
web
,
links
para vídeos, cada aula cadastrada e datada, conforme cronograma
geral
da disciplina.
Ao
utilizar o AVA como dinâmica da disciplina de aprendizagem híbrida,
ou
blended learning
,
as doce
ntes
responsáveis pelo curso
anteciparam uma tendência
que,
de
acordo com
M
attar (
2017)
,
é re
latada em sucessivas versões do
Horizon Report
6
,
de inserir a
educação híbrida na educação básica e superior.
Análise interpretativa do questionário avaliativo d
o cu
rso
O grupo respondente são 24 alunas
(
100% de uma turma
)
da disciplina: “As Novas
Tecnologias na Educação: Comunidades de Aprendizagem”, todas do gênero feminino. Para
preservar a identidade das alunas, mencionaremos suas respostas de acord
o com a nu
mera
ção
da tabulação.
A maior parte das respondentes da pesquisa encontrava
-
se na faixa etária de
“menos de 22 anos”, 62,5%.
Concluímos, assim, que
a maioria das alunas respondentes é
composta de alunas nativas digitais, ou geração Z.
Para adentrar
no
cont
exto
de trabalho das alunas, perguntamos sobre o nível escolar
em que lecionam. De acordo com as respostas, 43,5% lecionam/estagiam na educação
fundamental, 32,8% lecionam/estagiam na educação infantil.
Questionamos o
conhecimento das alunas sobre os conce
itos
aprendidos na disciplina
‘
robótica educacional
’:
66,7% das alunas tinham pouco conhecimento e 29% não conheciam.
Dessa forma, 95% da turma
apronfundou
seus conhecimentos nesse conceito.
P
erguntamos
também
às alunas sobre sua motivação
para
o uso
do
Sc
ratc
h
,
com base
nas aulas no semestre: antes de iniciar os estudos, durante os estudos, e depois dos estudos.
6
Compreende um empreendimento global que pesquisa, identifica e descreve tendências e práticas
tecnológicas
emergentes
,
que moldam o fu
t
uro do ensino e da aprendizagem e
preveem
cenários de impacto ao longo de cinco
anos.
Disponível em:
https://library.educause.edu/resources/2019/4/2019
-
horizon
-
report
.
A
cesso em
:
11
dez.
2019.
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Como resposta, antes de iniciar os estudos, 33% estavam motivadas; contudo, no segundo e
terceiro gráficos, podemos observar que 58% estavam muito
mot
ivadas na oficina mão na
massa
.
Figura 3
–
Gráfico
:
Motivação no uso do Scratch
Fonte
:
Elaborado pelas autoras
Da
perspectiva do
participante,
que
de acordo como Marconi e Lakatos (2010
apud
MARQUES, 2016, p. 275)
,
“[...] compreende na participa
ção
do pesquisador no interior do
grupo observado”
, constatou
-
se
nas oficinas de
Scratch
que algumas alunas encontraram
limitações
no programa. Para verificar tal constatação
, solicitamos
que elas
respondessem se
modificariam a ferramenta. Empatados, 29,2%
alt
erariam os recursos (sentiram falta de algum
comando que gostariam de aplicar à programação) e os outros 29,2% mudariam a
f
uncionalidade do programa (programação). Dessa forma, confirmamos que as alunas
encontraram limitações no programa, como apresent
ado
no gráfico abaixo.
Figura 4
–
Gráfico
:
Sugestão das alunas para melhoria do Scratch
Fonte
:
Elaborado pelas autoras
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Em relação à
r
obótica e à
p
rogramação, perguntamos às alunas se utiliza
riam
esse
conceito no
seu
dia a dia de professora. Em resp
osta,
45,8% objetivaram que ‘pode ser que eu
venha a utilizar no futuro’, 37,5% responderam que ‘pode ser usada no meu dia a dia de
docente’,
enquanto
33% responderam
que
‘depende mais da escola do que da minha prática’.
Figura
5
–
Gráfico
:
Utilização da
Robóti
ca e Programação no dia a dia
Fonte
:
Elaborado pelas autoras
Trinta e três por cento
das alunas apontam que se a escola não estiver aberta às TDIC,
o professor fica impossibilitado de usar esses recursos. Tal evidência é confirmada por
Malacrida
e Bar
ros
(
2013)
,
que
apontam
a falta de apoio pedagógico
-
adminis
trativo
,
uma das
respostas destacadas
pelos docentes em sua pesquisa,
como um desafio a ser enfrentado e
causa de desânimo.
Com relação à experiência das aulas práticas de
r
obótica e
Scratch
,
pergu
ntamos
se as
alunas gostariam de ter outras experiências e quais seriam elas. Em resposta, 100% relataram
que as experiências foram positivas.
Aqui
algumas respostas:
Gostei muito das experiências, pois trouxe novas percepções nessa área que
não con
heço m
uito e acho importante termos esse contato principalmente
nesse campo da tecnologia que cada vez cresce mais nas escolas (Aluna 1).
Achei superinteressante
s
as aulas práticas de robótica e scratch,
principalmente de robótica
,
pq a prática da oficina
estava
interligado com
as aulas de robótica na escola que eu trabalho. Foi uma experiência incrível
(Aluna 6).
Eu gostei muito das atividades do scratch, foi muito melhor do que eu
esperava, mas tive muito dificuldade em usar os recursos, acredito que
prec
isa de
bastante tempo para trabalhar com as crianças, porém
trabalharia
(Aluna 14).
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Gostei bastante. Uma coisa é você saber que existe ou até mesmo saber que
algumas pessoas utilizam este recurso, outra coisa é você saber utilizar
criar suas próprias exper
iência
s
(Aluna 23).
Nas respostas, destacamos algumas sobre conceitos que as alunas gostariam de
aprender:
“[...]
gostaria de ter mais experiências relacionadas à robótica com materiais não
convencionais
” (Aluna 10); “[...]
Gostaria de ter mais experiênci
as por
ex com o ensino de
matemática através das práticas de robótica
” (Aluna 12);
“
As aulas práticas de robótica
foram muito interessantes e aproveitadas, gostaria de ter outras experiências no futuro,
utilizando diferentes recursos
”
(Aluna 16).
Essas res
postas
apontam que as alunas não gostariam que seu conhecimento ficasse
restrito aos conceitos aprendidos durante o curso, mas
que pudesse ser
expandi
do
.
Nesse
sentido, apresentam repertório, mencionando os conceitos que gostariam de aprender
.
Demonstram
,
assim,
ter curadoria (
CORTELLA;
DIMENSTEIN
, 2015). Os conceitos
mencionados pelas alunas são: robótica educacional livre (com uso de materiais não
convencionais) e robótica para o ensino de matemática.
Para que os conteúdos sobre robótica educacional adent
re
m
na
s escolas,
estas
necessitam estar abertas às TDIC.
Dessa perspectiva
, questionamos se as alunas sentem falta
de treinamento e capacitação sobre robótica e programação no local onde lecionam.
Como
resposta,
62,5%
afirmaram sentir
falta de capacitação.
Desta
camos alguns relatos:
A escola em que faço estágio tem curso de Robótica e também laboratório
maker
, contudo, não há uma formação específica para professoras ou
estagiárias relacionada a este tema
(Aluna 4).
Sim, a escola é progressista, mas não o s
uficie
nte para capacitar pedagogos
integralmente envolvidos referente a robótica e programação
(Aluna 24).
Conforme Fava
(
2018), o futurista norte
-
americano Thomas Frey assevera que as
faculdades que permanecerem com a metodologia tradicional
irão
à falên
cia at
é 2030. Nes
s
e
contexto, as escolas começam a entender que necessitam mudar ante as novas tecnologias. Na
resposta a seguir, tal contexto é comprovado:
Sinto que a escola onde trabalho agora está entendendo esse novo processo
de inovação, então já pe
rcebo
alguns passos neste sentido, espero que num
futuro bem próximo todos os docentes tenham capacitações neste sentido
(Aluna 23).
Assim, fica evidenciado que algumas escolas já se adaptara
m, ou estão se adaptando
às novas tecnologias na educação, por i
ntermé
dio do movimento
maker
, conforme resposta
s
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abaixo. Algumas alunas direcionam essas novas tecnologias para profissionais especializados,
como mencionado pelas alunas 6, 9, 10, 16 e 18.
Não, a escola que eu trabalho é antenada em relação a robótica e
progra
mação, meus alunos t
ê
m aula de informática e de robótica
(Aluna 6).
Não, na escola onde trabalho esses termos são bem desenvolvidos
(Aluna 9).
Não, para quem quer tem capacitação docente onde eu leciono
(Aluna 16).
Não, a escola onde leciono possui u
ma cul
tura
maker
(Aluna 18).
Nesta resposta, é possível verificar que a aluna não sente necessidade de capacitação
:
“
A escola possui profissionais especializados
” (Aluna 10)
,
d
a mesma forma como nas demais
respostas.
No
contexto de inserir as TDIC
no
núcl
eo esc
olar, questionamos se as escolas
em que
as alunas trabalham/estagiam incentivam o uso dessas tecnologias. Do total, 66% das alunas
responderam que há incentivo. Entretanto, vale destacar algumas respostas:
Há incentivo, contudo, na educação infantil
e Fun
damental I o uso é pouco
recorrente, restringindo
-
se apenas a poucas idas ao laboratório de
informática para jogar jogos educativos
(Aluna 11).
Existe apenas sala de informática, porém a educação infantil não usa
(Aluna 14).
Apenas as aulas de inform
ática
que eles vão às vezes
(Aluna 19).
Sim, as tecnologias são bastante introduzidas durante as aulas, de maneira
natural e efetiva
(Aluna 21).
Sim, posso dizer que agora o incentivo aparece com muito mais força... a
escola está senti
n
do a necessidade de
inovar
(Aluna 23).
Com as respostas das alunas 11, 14, 19 e 23, fica evidenciado que ainda existe aquela
‘velha cultura’ de que ir para um laboratório de informática é suficiente para incluir as
tecnologias digitais.
Por último, p
ara avaliar a disciplina,
pergu
ntamos às alunas se os conceitos
trabalhados no semestre foram úteis
,
e se elas pudessem adicionar outros, quais seriam?
Responderam 100% que os conceitos foram úteis. Vale destaque para algumas respostas:
Sim, foram úteis, pois é importante pra mim
como
futura educadora
conhecer como poderemos trabalhar com tecnologia nas escolas (Aluna 1).
Sim, foram conceitos novos e que serão muito utilizados. A cada dia a
tecnologia está mais presente no nosso cotidiano
(Aluna 4).
Foram muito úteis os conceitos
traba
lhados para minha formação pessoal!!
Sem aquele pré conceito de que não dá pra unir a tecnologia a educação!
Passei a ver a tecnologia de uma forma diferente é algo que precisamos
enxergar sendo uma com q educação! Não podemos mais fazer essa
distinç
ão
(Al
una 7).
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Foram de grande utilidade acadêmica, principalmente desenvolver um curso
no qual aplicaremos todos os conhecimentos adquiridos no percorrer do
semestre
(Aluna 9).
Considerei os conceitos trabalhados neste semestre muito importantes, acho
que
foram
trabalhados de maneira sucinta e interessante, acho que eu
adicionaria mais conceitos relacionados à programação, pois achei muito
interessante
(Aluna 11).
Os textos teóricos sobre robótica e metodologias
Maker
foram muito
valiosos. Gostaria de ter t
ido ma
is experiência com programação, mas sei
que este não é o foco do curso de Pedagogia
(Aluna 12).
Sim, foram úteis. Adicionaria aulas/oficinas com um recorte mais evidente
de gênero/etnia/raça”
(Aluna 13).
Sim, eu realmente aprendi sobre muitas coisas
novas,
moodle, scratch,
minecraft, ser
maker
, design thinking... que são coisas que eu nem sabia que
existia antes desse curso. Foi uma aprendizagem muito útil partindo do
pressuposto que as
crianças estão nascendo num mundo mais globalizado, e
nós como pr
ofesso
ras precisamos acompanhá
-
los
(Aluna 14).
Os conceitos trabalhados ao longo do semestre com certeza foram úteis,
pois mudaram a minha perspectiva sobre a tecnologia nas escolas, que
concluo agora ser de extrema relevância na formação do indivíduo na
a
tualid
ade
(Aluna 16).
Portanto,
diante das respostas,
podemos concluir que as alunas se colocaram como
aprendizes, e algumas delas descrevem que mudaram a forma de entender a relação com as
TDIC na educação:
“[...]
é importante pra mim como futura educado
ra con
hecer como
poderemos trabalhar com tecnologia nas escolas
” (Aluna 1); “
Foram muito úteis os conceitos
trabalhados para minha formação pessoal!! Sem aquele pré conceito de que não dá pra unir
a tecnologia a educação
[...] (Aluna 7); “[...]
mudaram a m
inha p
erspectiva sobre a
tecnologia nas escolas, que concluo agora ser de extrema relevância na formação do
indivíduo na atualidade
”
(Aluna 16).
Vale destacar uma resposta sobre as atividades desenvolvidas no
Moodle
, em relação a
uma das atividades propost
as pel
as professoras da disciplina, de elaborar um curso utilizando
o AVA:
“
Foram de grande utilidade acadêmica, principalmente desenvolver um curso no
qual aplicamos todos os conhecimentos adquiridos no percorrer do semestre
”
(Aluna 9).
Nes
s
a resposta, ve
mos a
curadoria sendo exercida. A aluna entende que no curso que
desenvolveu foram aplicados todos os conceitos aprendidos durante o semestre.
Considerações finais
O presente estudo teve por objetivo apresentar a docência
d
a perspectiva da curadoria
e, de
ssa
perspectiva, ajudar nos contributos para a valorização da docência como profissão.
Para tal, apresentamos uma pesquisa desenvolvida no
â
mbito da disciplina: “As Novas
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Tecnologias na Educação: Comunidades de Aprendizagem”, em que foram ministradas
diver
sas
oficinas, e
cuja
dinâmica
foi
a aprendizagem híbrida, ou
bledend learning
.
O mo
do como
as
docentes responsáveis pela referida disciplina
orquestraram o curso
comprova
que
se
utilizaram da curadoria para
organizá
-
lo
e
também a ensinaram
para as
discent
es.
Esse cuidado com as postagens, a integração dos recursos e o uso, com propriedade do
AVA
Moodle
, está em
anuência
com o que leciona a
Unesco (
2008, p. 6): “[...] integração dos
recursos tecnológicos na sala de aula ou nos laboratórios para, assim, gar
anti
r acesso igual
para todos”. Além disso, as professoras utilizavam o AVA para fazer uma dinâmica na
disciplina de aprendizagem híbrida, ou
blended learning
, segundo a qual as alunas se
apropriavam dos conteúdos anteriores à sala de aula, conteúdos estes
que
variavam entre
textos (teoria)
,
sites
,
blogs
, vídeos
e
aplicativos
.
Na
competência Aprofundamento do Conhecimento, destacamos “a capacidade de
gerar informações, tarefas
-
desafio e integração de ferramentas [...] projetos cooperativos [...]
os profess
ores
empregarão recursos de rede para ajudar os alunos a cooperarem, acessarem
informações e se comunicarem”
(UNESCO, 2008, p. 6)
. Essas abordagens foram
consideradas tanto pelas professoras responsáveis pela disciplina, nas oficinas ministradas,
como tamb
ém p
elas alunas, de forma que a curadoria era praticada e ensinada
.
A curadoria também é referenciada nas aulas em que
as alunas elaboraram um curso
Ea
D, por intermédio do AVA
Moodle
. Antecipou
-
se uma tendência de inserir a aprendizagem
híbrida (
blended le
arni
ng
) e ensinar tal dinâmica às alunas. Nesse sentido, o AVA
Moodle
foi
utilizado como recurso de rede, cooperação, comunicação, além de diversas oficinas
,
e o
projeto do curso E
a
D
, elaborado pelas alunas,
foi
realizado em cooperação entre elas.
A curad
oria
também pode ser constatada em “[...] usar as TIC para lidar com os dados
em sala de aula e apoiar seu próprio desenvolvimento profissional” (
UNESCO
, 2008, p. 6).
Entendemos que as alunas e as docentes puderam exercer seu próprio desenvolvimento
profis
sion
al por meio das TDIC.
A disciplina de análise deste trabalho atinge o objetivo de criar uma comunidade de
aprendizagem em sala de aula,
em que
os
estudantes
são
envolvidos
na
construção de suas
habilidades de aprendizagem, compartilhando o desenvolvim
ento
dessas habilidades em
pares
. O
s professores apresentam
-
se como alunos/mestres/produtores de conhecimento, na
experimentação educacional e inovação, em colaboração com especialistas externos,
resultando na produção de novos conhecimentos (U
NESCO
, 2008)
. Ta
l objetivo favorece que
as futuras docentes sejam curadoras do conhecimento.
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Cristiane Samária Gomes da SILVA e Ana Maria Di G
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Revista Ibero
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Americana de Estudos em Educação
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ISSN: 1982
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DOI: https://doi.org/10.2172
3
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Como destaca
a pesquisa de Malacrida e Barros (2013)
,
à pergunta
“o que é ser
professor hoje
?
”
,
25% dos profe
ssores
responderam
“amor” e
25%
“desafio”. Assim, para
50% dos pro
fess
ores
,
o que define ser professor no século 21 é amor ou desafio.
Entendemos que há um grande caminho a percorrer para que a docência seja
valorizada como profissão. Contudo, a perspectiva do docente como curador do conhecimento
pode ajudar a modificar
o
mi
ndset
(mentalidade, ou programação mental), e ele próprio deve
empoderar
-
se, acreditando em si
, utilizando o amor pela profissão
e o poder de transformação
que
ela
contempla
. E
sse pode ser o primeiro passo para a valorização da docência como
profissão.
A
GRADECIMENTOS
: Esta pesquisa teve apoio da CAPES/PROSUC
-
Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/Programa de Suporte de Instituições
Comunitárias de Ensino Particulares, por meio de uma bolsa de estudos.
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Americana de Estudos em Educação
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Araraquara, v. 16, n. 1, p. 107
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Cristiane Samária Gomes da SILVA e Ana Maria Di G
r
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RIAEE
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Revista Ibero
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Americana de Estudos em Educação
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Como referenciar este artigo
SILVA
, C. S.
G
.;
HESSEL
, A. M. G
.
A docência como curadoria: experiências pedagógicas
no uso de tecnologias educacionais
.
Revista Ibero
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ISSN: 1982
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5587. DOI:
https://doi.org/10.217
2
3/riaee.v16i1.13607
Submetido em:
23/04/2020
Revisões requeridas:
17/08/2020
Aprovado em:
21/11/2020
Publicado em:
02/01/2021
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A docência como curadoria: experiên
cias pedagógicas no uso de tecnologias educacionais
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LA DOCENCIA COMO CURADORA: EXPERIENCIAS PEDAGÓGICAS EN EL
USO DE TECNOLOGÍAS EDUCATIVAS
A DOCÊNCIA COMO CURADORIA: EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS NO
USO DE
TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
TEACHING AS A CURATOR: PEDAGOGICAL EXPERIENCES IN THE USE OF
EDUCATIONAL TECHNO
LOGIES
Cristiane Samária Gomes da
SILVA
1
Ana Maria Di Grado
HESSEL
2
RESUMEN
: Este artículo investiga la práctica de la docencia desde la perspectiva de la
curaduría, en una asignatura de la carrera de Pedagogía, en São Paulo, Brasil, considerando
que
la devaluación de la docencia como profesión y el malestar docente son fenómenos que se
encuentran en Brasil y en muchos otros países. La perspectiva del profesor como curador del
conocimiento lo coloca en otro ámbito, además de mediar en el conocimiento,
y se despliega
como una forma de ayudar a recuperar el valor de la docencia como profesión,
empoderándolo. La investigación presenta la experiencia de curaduría, ofrecida por los
maestros de la disciplina y experimentada por los estudiantes del curso. Los
resultados
muestran que las experiencias vividas podrían contribuir a la formación de futuros docentes,
colocándolos en la posición de curadores del conocimiento.
PALABRAS CLAVE
: Docencia como curadora. Enseñanza de curaduría. Empoderamiento
de maestros.
RESUMO
:
O presente artigo investiga a prática da docência
da
perspectiva da curadoria,
em uma disciplina do curso Pedagogia, em São Paulo, Brasil
, c
onsiderando que a
desvalorização da docência como profissão e o mal
-
estar
docente são fenômenos
encontrado
s no Brasil e em muitos outros países. A perspectiva do docente como curador do
conhecimento o coloca em outro âmbito, para além de mediador do conhecimento, e
desdobra
-
se como uma forma de ajudar a trazer novamente o valor da docência como
profissão, empo
derando
-
o. A pesquisa apresenta a experiência da curadoria, ofertada pelas
professoras da disciplina e experimentada pelas alunas do curso. Os resultados mostram que
as experiências vivenciadas puderam contribuir para a formação das futuras docentes,
coloc
ando
-
as na posição de curadoras do conhecimento.
PALAVRAS
-
CHAVE
:
Docência como curadoria. Ensino da curadoria.
Empoderamento
docente
.
1
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), São Paulo
–
SP
–
Brasil.
Doctoranda en el Programa
de Posgrado en Tecnologías d
e l
a Inteligencia
y
Design Digital.
ORCID: https://orcid.org/0
000
-
0002
-
3549
-
4165.
E
-
mail: cris
-
samaria@uol.com.br
2
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), São Paulo
–
SP
–
Brasil.
Profesora en Posgrado en
Tecnologías d
e l
a Inteligencia
y
Design Digital y Design Digital.
Doc
torado e
n Educación
(PUC/SP
). ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0003
-
4776
-
7754. E
-
mail: digrado@uol.com.br
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Cristiane Samária Gomes da SILVA e Ana Maria Di Grado HESSEL
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ABSTRACT
:
This article aims at investigating the teaching practice in the curatorship
perspective, in a subject of the
Pedagogy degree, in São Paulo, Brazil
, c
onsidering that the
downgrade and the diminish feeling are a common among teachers in Brazil and in many
other countries, the perspective of a teacher as a curator can take one to another level,
beyond knowledge medi
ator. And it unfolds as a way to help and recover the vallue and
importance of teaching, empowering it. The research shows the curatorship experience,
brought by the teachers of the aforesaid subject, and its underwent students. The results show
that the l
iving experience could contribute to the background of the future teachers, making
them become knowledge curators.
KEYWORDS
:
Teaching as curator.
Teaching of curatorship
.
Teacher empowerment
.
Introducción
La desvaloración de la docencia es
un fenómeno
que se presenta en Brasil en diversos
países, como Francia e Inglaterra
(TARDIF; LESSARD, 2014).
Se suma a eso el fenómeno
del malestar docente, crisis identitaria de la profesión,
la cual se desdobla: (i) en el desinterés
por la profesión, que se revela
por el bajo índice de substitución de los docentes que se
jubilaron; y (ii) en los profesores que se preparan para el profesorado y acaban por desistir de
la profesión
(MALACRIDA; BARROS, 2013).
Más allá de esos fenómenos, frente a la avalancha informacion
al la que somos
sometidos diariamente, ya sea por aplicaciones o en redes sociales, la sociedad se pregunta
cuál será el futuro de la profesión de la docencia, por entender que la información y el
conocimiento están disponibles a todos por la
web
. Sin emba
rgo, es importante señalar que
eso no es así. La información está sujeta a muchas “fake news, o sea, mentiras, dado que
noticias falsas no son noticias” (FERRARI, 2018, p. 27).
Justo en ese contexto,
Cortella
y
Dimenstein (2015, p. 67)
destacan que el hec
ho de
haber una gran variedad de informaciones y conocimiento disponible en la
web
“no significa
que el profesor sea dispensable, sino que él es aún más importante”.
De esa perspectiva, el presente artículo presenta el docente como curador del
conocimient
o (ídem, 2015) en las experiencias de uso de la tecnología educacional, en una
carrera de grado en Pedagogía, en la asignatura “
As Novas Tecnologias para a Educação:
Comunidades de Aprendizagem
”
para 45 alumnas
–
del 5º período
–
por un semestre lectivo,
e
n São Paulo, Brasil.
Tales experiencias, proporcionadas por las docentes responsables y vivenciadas por
alumnas de la asignatura versan sobre las Tecnologías Digitales de Comunicación e
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Información (TDIC), como movimiento
maker
, robótica educacional, prog
ramación en
Scratch
, elaboración de un curso a distancia por el Ambiente Virtual de Aprendizaje (AVA)
Moodle
, entre otras experiencias.
Este artículo es un recorte de la disertación de maestría de Silva (2019), desarrollada
en al ámbito del Programa de Te
cnologías de la Inteligencia y Design Digital (TIDD), de la
Pontificia Universidad Católica de São Paulo (PUC/SP). Para la realización de la
investigación, que tiene carácter cualitativo y exploratorio, se utilizó de estrategias de registro
narrativo, de o
bservación y encuesta evaluativa. En el análisis interpretativo, se contabilizó
los datos construidos a lo largo del desarrollo de tal asignatura.
De ese modo, presentamos la cuestión de la investigación:
¿Los conceptos y las
prácticas aprendidas permitier
on presentar la enseñanza desde la perspectiva curatorial? Esta
cuestión se trata a partir de la exper
iencia docente acompañada por la
investigador
a
, que actuó
como monitor
a
de la
asignatura
.
El artículo se organiza así: a continuación de esta Introducción
, la Sección 2 presenta
la fundamentación teórica: el docente como curador del conocimiento; la Sección 3 describe
la experiencia con las TDIC en la práctica de los talleres realizados en la asignatura; la
Sección 4 discute el proceso evaluativo del curso;
la Sección 5 relata las consideraciones
finales sobre todo el trabajo.
El profesor como curador del conocimiento
El prestigio de la docencia como
profesión ha decaído y vuelto evidente en países
desarrollados desde el inicio de la década de 1980
(ESTE
VE, 1999
apud
MALACRIDA;
BARROS, 2013).
Según
Tardif y Lessard (2014), ese movimiento de desvalorización de los
docentes
ocurre
no s
ólo en Brasil, sino en Europa y en América del Norte. Los profesionales
de educación relatan falta de autonomía, además de f
ormación deficiente y poco relacionada
con la práctica. En Brasil, la
desvalorización de la docencia como profesión también ocurre en
la propia sociedad. Cuando se pregunta para un profesor sobre su profesión, normalmente la
pregunta es: “¿trabajas o sólo
imparte clase?”.
El fenómeno del malestar docente se evidencia en la investigaci
ón de Malacrida y
Barros (2013, p. 72),
cuando un profesor menciona que: “Y lamentablemente no somos
reconocidos, es desgastante, sin apoyo de la familia, del equipo gestor, e
s difícil trabajar,
mucha gente ha salido del puesto y quedado enfermo”. Las autoras relacionan la
desvalorización de la docencia a los siguientes aspectos: (a) el salario indigno
–
para apoyar a
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equilibrar el bajo sueldo, muchos docentes trabajan en múlti
ples jornadas y en varias escuelas;
(b) la proletatización ideológica (no se tiene autonomía total para trabajar); y (c) la crisis de
identidad (el profesor no sabe cuál es su papel).
Tardif y Lessard (2014, p. 33)
entienden
la docencia como una profesi
ón
de
interacciones humanas, siendo “sobre y para el otro”. En ese contexto, según los autores, un
supuesto para que la docencia se comprenda como una profesión ulterior a las demás es el
hecho
del
resultado del trabajo docente ser obtenido con el paso de lo
s años, a lo largo del
tiempo, y a lo largo de la vida. Y las demás profesiones, que no son de interacciones humanas,
tienen como resultado un producto acabado e inmediato.
En la actualidad, el profesor es conocido como un mediador del conocimiento. Sin
e
mbargo, dicha mediación es algo que se produce en la interacción entre el profesor y el
alumno, siendo el conocimiento su base. Así, la mediación ocurre, según Sforni (2010),
mucho antes de la actividad docente, en la planificación. Desde esta perspectiva,
la curaduría
comienza cuando el profesor planifica su clase.
En nuestra contemporaneidad, la información está disponible en los más variados
soportes, como páginas
web
, redes sociales, aplicaciones para
smartphones
(App), etc. A
través de ellas, recibimos
y enviamos avalanchas de noticias e información, que a menudo son
falsas, o
fake news
, y las noticias reales no suelen aparecer en los primeros resultados de
búsqueda que realiza
Google
. Incluso hemos creado u
na entrada popular, el término
“
googlar
”
, basa
do en la cultura de que para obtener cualquier información basta con buscar en
Google
.
En este contexto, este artículo presenta una nueva perspectiva de la enseñanza: el
profesor como conservador del conocimiento, para ayudar a recuperar el valor de esta
p
rofesión, que es la base de todas las demás. Para Cortella y Dimenstein (2015), los
profesores son como curadores del conocimiento, y la escuela es la casa de la duda.
La curaduría en relación con la enseñanza
se destaca en el informe sobre “
Normas de
comp
etencia en materia de TIC:
normas y módulos de competencia”
(UNESCO, 2008), e
implica las siguientes acciones (a) gestionar y adquirir conocimientos pedagógicos y sobre la
materia; (b) saber dónde y cuándo utilizar (y no utilizar) la tecnología en las acti
vidades del
aula; (c) utilizar diversas herramientas tecnológicas abiertas; (d) elegir y utilizar tutoriales,
juegos, ejercicios, prácticas y contenidos
web
en los laboratorios informáticos; y (e) utilizar el
TDIC para el auténtico desarrollo profesional d
el profesor.
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Entendemos, por tanto, al conservador como aquel que cuida, elige, comparte y
enseña, en el marco de sus expectativas y experiencias, lo eficaz y lo esencial. En el contexto
del profesor, la curaduría debe ser enseñada a los estudiantes.
Esta
directriz, de enseñar la curaduría al estudiante, también es reportada por la
Unesco (2008), en los siguientes términos: (a) problemas complejos (relacionados con varios
temas, como: medio ambiente, seguridad alimentaria, salud y solución de conflictos); (
b) se
debe fomentar el aprendizaje colaborativo, a través de problemas y proyectos, para que el
alumno comprenda que estos conocimientos le llevan a enfrentarse a problemas cotidianos y
situaciones complejas; (c) el profesor debe proporcionar temas problem
áticos, apoyar
proyectos colaborativos y orientarlos; (d) los proyectos colaborativos deben utilizar la red,
para que los alumnos cooperen entre sí; (e) el profesor debe formar una comunidad de
aprendizaje con los alumnos y en el aula.
De este modo, el alu
mno entenderá cómo seleccionar, aportar y compartir este
conocimiento, a través de criterios concretos, llevando la curaduría a todos los ámbitos de su
vida y combatiendo también las
fake news
. En este contexto, la curaduría se ajusta a lo que la
Unesco (2
008) determina como creación de conocimiento: los estudiantes fijan sus objetivos
y planes de aprendizaje, evalúan sus habilidades y deficiencias, elaboran un plan de
aprendizaje, delimitan sus avances y corrigen sus fallos.
Para que la curaduría sea realm
ente efectiva, el profesor debe llevar las TDIC al aula,
acercándose al contexto de la vida del alumno, para que la información se fecunde,
transformándola en conocimiento.
El uso de la curaduría en las TDIC ayudará al profesor a desarrollar y mitigar su
p
ropio trabajo, acercando la enseñanza a la situación del estudiante, que es en su mayoría un
nativo digital. Desde esta perspectiva, el docente curador de la enseñanza alcanzará el
verdadero significado de la palabra tecnología:
techné
, del griego, que se
refiere al arte y la
ciencia de saber hacer, además de utilizar la tecnología para su propio crecimiento y
desarrollo profesional. Para Gabriel (2018), la tecnología y la humanidad van de la mano, y
han estado juntas desde el principio de la historia del h
ombre. En este sentido, para
empoderarse, el profesor debe apoyarse en las TDIC.
Por supuesto, un plan de estudios heredado de la Revolución Industrial aleja de la
escuela a los alumnos, que en su mayoría son nativos digitales y utilizan las tecnologías co
n
gran naturalidad. Esto hace que la actualización de los planes de estudio sea imperativa.
Asimismo, es necesario situar el TDIC en el contexto del alumno y del profesor.
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112
Barato (2018) nombra de imaginación el uso contextualizado de las TDIC.
Para el
auto
r, la tecnología es igual a la imaginación. El uso de las TDIC con imaginación es
apropiarse de los recursos (tecnología) disponibles, para que la creatividad aflore y así la
tecnología no sea un peso. Toda y cualquier tecnología sin la imaginación, o sea,
fuera de la
situación del alumno y del propio profesor, es instrumentismo. El instrumentismo, para el
autor, se caracteriza como estrategia de
marketing
para la venta de tecnologí
as y servicios,
comúnmente onerosos, de la cual sucede la idea de que la sim
ple compra de suplementos,
productos y servicios de TDIC conduzca cambios profundos en la educación.
Es justo de tal concepto que el docente curador se debe desviar: la búsqueda por
tecnología desc
ometida, fuera del contexto del
alumno, del profesor, que p
romueve única y
exclusivamente los modismos educacionales. Más allá del modismo, la tecnología acaba por
volverse un gran peso para los docentes, pues es necesario aprender esa nueva herramienta, la
cual,
normalmente, se configura fuera del contexto de vid
a del alumno, del profesor y de la
escuela.
En Brasil, un ejemplo del uso de la imaginación con las TDIC es cuando el docente
curador aprovecha en el aula un recurso que los alumnos dominan, el celular. En dirección
opuesta de países como Francia
3
, que
abolió el uso de celulares en aula de clase,
en
Brasil,
acorde con la investigación TIC Educación 2017
4
,
el porcentaje de profesores que utiliza el
celular para el desarrollo de actividades con alumnos pasa de 39% en 2015, para 56% en
2017. Eso ocurrió en
escuelas públicas (de 36% para 53%), como en las particulares (de 45%
para 69%).
Tal hecho muestra que usar la imaginación con las TDIC, además de ser un modo de
aplicar un recurso que el alumno domina, es una forma inventiva de suplir la falta de
infraes
tructura de las escuelas, lo que en Brasil es muy considerable, especialmente en
escuelas públicas, según la investigación TIC Educación
2018
5
.
Es importante señalar que, en los procesos evaluativos, el profesor curador se
preocupa no solo en realizar una
evaluación única al final del curso o semestre, sino también
en orientar y reorientar la enseñanza y el aprendizaje. Como destacado por Fava (2018), en el
modelo por competencia, el aprendizaje se evalúa en tres fases: (a) la diagnóstica, (b) la
3
Disponible
e
n
: https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2018/07/franca
-
proibe
-
o
-
uso
-
de
-
celular
-
nas
-
escolas.html.
Accedido el: 14 ouc
. 2019.
4
Disponible en
: http://agenciab
rasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018
-
08/celular
-
ganha
-
cada
-
vez
-
mais
-
espaco
-
nas
-
escolas
-
mostra
-
pesquisa.
Accedido el
: 25 nov. 2019.
5
Disponible en
: https://cetic.br/noticia/tic
-
educacao
-
2018
-
cresce
-
interesse
-
dos
-
professores
-
sobre
-
o
-
uso
-
das
-
tecnologias
-
e
m
-
atividades
-
educacionais/.
Accedido el
: 11 dic
. 2019.
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A docência como curadoria: experiên
cias pedagógicas no uso de tecnologias educacionais
RIAEE
–
Revista Ibero
-
Americana de Estudos em Educação
,
Araraquara, v. 16, n. 1, p. 107
-
126, jan./mar. 202
1
. e
-
ISSN: 1982
-
5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v16i1.13607
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formativa,
(c)
sumadora
. O sea, antes, durante y después de la instrucción. Además de eso, el
docente curador debe considerar la autoevaluación del alumno, en el proceso evaluativo.
El docente curador debe cuestionar cuál el papel de la tecnología en su propia
coyu
ntura y, también, en el contexto
de la vida del alumno y de la escuela, para que el uso de
las TDIC no sea comprendido como un peso, y cuidar para no trasportar viejos modo para
nuevos medios.
Contexto y
prá
c
tica educacional
El art
ículo presenta una inv
estigación desarrollada en un curso de grado de Pedagogía.
También es un recorte de la disertación de Silva (2019), desarrollada en el ámbito del
Programa TIDD, en PUC/SP. La investigadora participó como monitora de uno de los grupos
de la asignatura “
As N
ovas Tecnologias na Educação: Comunidades de Aprendizagem
”. En el
total, había 44 alum
n
as matriculadas, dividas en dos grupos.
Las clases se impartieron en el primer semestre de 2018, en los laboratorios de
informática, y se desarrollaron al mismo tiempo
para ambas clases. Para los talleres prácticos
hay una sala especial, cuyo nombre es interactiva, o tecnológica, en la que se congregaron las
clases. Los talleres versaron sobre varios temas, como: (i) robótica educativa
-
Robot Kibo,
(ii) movimiento
maker
:
Scratch
, (iii) elaboración de un curso de educación a distancia (EaD)
en AVA
Moodle
, y otras experiencias.
Esta investigación entra en la categoría de investigación de enfoque exploratorio
cualitativo. Para Gil (2008), este tipo de investigación pretende
presentar una visión general y
aproximada de un determinado hecho. Desde esta perspectiva, la investigación exploratoria
está en consonancia con la propuesta de este artículo, ya que presenta cómo se enseña y se
experimenta la curaduría, para contribuir a
valorar la enseñanza como profesión y presentar al
profesor como curador del conocimiento, mediante el uso de la TDIC.
Taller
Scratch
El taller de
Scratch
, impartido por la
investigador
a
, tenía los siguientes objetivos: (i)
presentar la filosofía del a
prendizaje creativo; (2) enseñar los conceptos computacionales, y
(3) desafiar a los estudiantes a crear un proyecto para desarrollar una historia, a través de los
conceptos computacionales aprendidos en este lenguaje de programación.
Para este taller, la
s
a
lumna
s conocieron la historia de Scratch, desarrollado por Mitchel
Resnick y su equipo, en el grupo
Lifelong Kindergarten del Media Lab del Instituto
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Tecnológico de Massachusetts (
MIT).
Scratch
tiene las raíces de Logo, el primer lenguaje de
programación
para el aprendizaje y los niños, creado por Seymour Papert en 1960. También
desarrolló la teoría construccionista (PAPERT, 1985, 2007), según la cual el desarrollo
cognitivo del sujeto debe ser algo activo, de construcción y reconstrucción de sus ideas
me
ntales, permitiéndole descubrir, por sí mismo, los conocimientos específicos para construir
un artefacto público y de su interés.
Del Logo, cuya base era la sintaxis de las palabras,
Scratch
derivó a un lenguaje de
programación gráfico, por bloques program
ables.
Según el sitio web de
Scratch
(http://scratch.mit.br), los beneficios de su uso son: (a)
aprender de forma significativa; (b) desarrollar el pensamiento crítico; (c) desarrollar la
argumentación sistemática; (d) trabajar en colaboración; (e) expresa
r sus ideas y pensamientos
en su vida personal; y (f) adquirir fluidez en la tecnología.
Además, se presentó la filosofía del aprendizaje creativo, las 4P elaboradas por
Resnick (201
7, traducción nuestra):
Proyects
-
Aprendemos mejor trabajando activamente
en
un proyecto;
Peers
-
Asociaciones: el aprendizaje florece como actividad social;
Passion
-
Cuando nos enamoramos de lo que hacemos, persistimos en afrontar los retos y aprendemos
más;
Play
-
Pensar en
juegos
: el aprendizaje implica experimentación.
Se
destacó
, sobre
todo
, la importancia del
Scratch
ser gratis, además de su
accesibilidad ser garantizada por estar ubicado en una página de internet y, más que eso, estar
disponible en 75 idiomas.
Taller
Scratch
:
manos a la obra
Para el taller práctico,
el reto propuesto fue desarrollar un proyecto para la creación de
una historia a través de
Scratch
, utilizando los conceptos computacionales según Brennan y
Resnick (2012), que son: (a) Evento: consiste en un suceso que produce una acción; (b)
Loop
:
ejecu
ta la misma condición varias veces; (c) Secuencia: comprende instrucciones y series de
pasos particulares, que pueden ser ejecutados por el ordenador; y (d) Paralelismo: son
secuencias de comandos ejecutados al mismo tiempo.
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Figura 1
–
Proyecto e
j
ecutado
por las
alu
m
nas
Fue
nte: Acervo d
e l
as autoras
Es interesant
e destacar aquí la alegría de la
s alumn
a
s cuando se dieron cuenta de
que
estaban programando y que la bailarina
realizaba todos los movimientos que habían
idealizado.
Taller Robot
K
ibo
En l
a clase previa a este taller, las alumna
s leyeron el texto de F
lávio Rodrigues
Campos (2017), “
Robótica educacional no Brasil: questões em aberto,
desafios e perspectivas
futuras”
, a través del cual conocieron la teoría del construccionismo de Pap
ert y la robótica
educativa.
El taller práctico fue impartido por el mismo autor.
En el taller Robot
Kibo, destacó el cambio en la Base Curricular Nacional Común
[BNCC] (BRASIL, 2017), que en su
artículo 5 presenta el término “crear tecnologías”
.
Además,
m
encionó
la diferencia entre robótica y robótica educativa. La primera, según
Campos (2019), es una rama de la tecnología que incluye la mecánica, la electrónica y la
informática. La segunda, la robótica educativa, según el mismo autor, comprende actividade
s
educativas en las que se utilizan
kits
de montaje compuestos por piezas (sensores, motores,
chatarra), además de un microordenador y una interfaz que permite la construcción de
dispositivos, que pueden ser controlados por un lenguaje de programación.
El
robot Kibo, presentado por el profesor Campos, consta de un kit programable cuya
programación se realiza mediante la lectura de códigos de barras contenidos en bloques
físicos de madera. Este
kit
rompe el paradigma de que para programar es necesario utiliz
ar
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medios como el ordenador, la tableta o el
smartphone
. Con Kibo, los alumnos colocan los
bloques en secuencia, con la programación elaborada por ellos, y el propio robot lee dichos
códigos, almacena y ejecuta lo programado.
El taller tenía como objetivos
(i) presentar los conceptos computacionales; (ii)
presentar los conceptos sobre robótica educativa; y (ii) presentar un
kit
educativo con el que
los niños, a partir de 5 años, pudieran aprender los conceptos educativos, a través de la lectura
de símbolos,
además de utilizar la creatividad para componer el adorno del robot. Así, se
rompió otro paradigma: que no es posible utilizar la robótica educativa para la educación de
los niños.
El reto planteado a los alumnos en este taller era crear una historia prog
ramando el
robot Kibo a través de los bloques físicos. El proyecto se llevó a cabo en grupos, y el
kit
contiene un aparador que puede soportar algo producido por el programador. Así, se pidió a
los alumnos que utilizaran su creatividad para programar y cre
ar un personaje y contar su
historia.
Figura 2
–
Taller robot
Kibo
Fue
nte: Acervo d
e l
as autoras
Destacamos l
a creatividad y la ilusión de las alumna
s a la hora de presentar y crear los
personajes y las historias. La gran mayoría de estos personajes
eran hiperactivos, lo que
combinad
o con su programación acelerada
.
Anális
is interpretativo de dato
s
Como evaluación de la
asignatura
, se elaboró una
investigación
de campo (
survey
), a
través
de preguntas respondidas por la
s alumn
a
s del curso, y también
como evaluación de las
actividades de la
asingatura
, que son la base para el análisis y la interpretación de los datos.
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Como enseña Gil (2008), este tipo de
investigaciones
se caracterizan por interrogar
directamente a las personas, a través de la informac
ión solicitada a un grupo sobre el
problema estudiado, y, a través del análisis, obtener las conclusiones correspondientes sobre
los datos recogidos.
Los temas analizados están relacionados con las experiencias de los talleres sobre (a)
robótica educativa:
robot Kibo, (b) movimiento
maker
: programación en
Scratch
, y (c)
desarrollo de un curso a través de AVA
Moodle
. Es decir, las preguntas sobre las tecnologías
educativas relacionadas con la enseñanza como conservador.
Es importante señalar el uso curador d
el Moodle por las profesoras de la asignatura.
Tal plataforma, justo en el primer día de clase, estaba cuidadosamente llenada con todo el
material del semestre, como: programa de la asignatura, cronograma de clases y talleres,
textos disponibles en
web
,
li
nks
para videos, cada clase registrada de la asignatura de
aprendizaje híbrido, o
blended learning
,
las docentes responsables por el curso anticiparon
una tendencia que, acorde con Mattar (2017), se relata en sucesivas versiones del
Horizon
Report
6
,
de ins
ertar la educación híbrida en la educación básica y superior.
Análisis interpretativo de la
encuesta
evaluativa
d
el
curso
El grupo encue
stado está formado por 24 alumna
s (el 100% d
e una clase) de la
asignatura: “
Nuevas tecnologías en la educación: comu
nidades de aprendiza
je”, toda
s ell
a
s
mujeres. P
ara preservar la identidad de la
s estudiantes, mencionaremos sus respuestas según
la numeración de l
a tabulación. La mayoría de las investigadas
p
ertenecían al grupo de edad
de “menos de 22 años”
, el 62,5%. As
í, concluimos que la mayoría de las encuestadas son
nativas digitales, o generación Z.
Para entrar en el contexto del trabajo de l
a
s estudiantes, les preguntamos por el nivel
escolar en el que enseñan. Según las respuestas, el 43,5% enseña/realiza práctica
s en
educación primaria, el 32,8% enseña/realiza prácticas en educación infantil.
Se
cuestionó el conocimiento de las alumna
s sobre los conceptos aprendidos en la
asignatura “robótica educativa”: el 66,7% de las alumna
s tenía poco conocimiento y el 29%
no
lo tenía.
Así, el 95% de la clase aprendió este concepto.
6
Comprende una empresa mundial que investiga, identifica y describe las tendencias y prácticas tecnológicas
emergentes que configuran el futuro de la enseñanza y el aprendizaje y prevé escenarios de
impacto a cinco años.
Disponible en: https://library.educause.edu/resources/2019/4/2019
-
horizon
-
report.
Accedido el:
el 11 de
diciembre de 2019.
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También preguntamos a la
s estudiantes sobre su motivación para usar
Scratch
, según
las clases del semestre: antes de empezar los estudios, durante los estudios y después de los
estudios. Como respue
sta, antes de comenzar los
estudios, el 33% estaba motivada
; sin
embargo, en el segundo y tercer gráfico, podemos ver que el 58% estaba muy motivado en el
taller práctico.
.
Figura 3
–
Gráfico:
Motivación en el
uso d
e
Scratch
F
ue
nte
:
Elaborado
por las
autoras
Desde la perspectiva del participante, que según Marconi y Lakatos (201
0 apud
MARQUES, 2016, p. 275), “
[...] comprende la participación del investigador dentro del grupo
observado
”
, se encontró en los talleres de
Scratch
que alguna
s estudiantes
encontraron
limitaciones en el programa. Para comprobarlo, les pedimos que respondieran si modificarían
la herramienta. Empatados, el 29,2% cambiaría los recursos (echaron en falta algún comando
que les gustaría aplicar a la programación) y el otro 29,2% c
ambiaría la funcionalidad del
programa (progra
mación). Así, confirmamos que la
s estudiantes encontraron limitaciones en
el programa, como se muestra en el gráfico siguiente.
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Figura 4
–
Gráfico:
Sugestión
d
e l
as alu
mnas para mej
ora del
Scratch
Fue
nte
:
E
laborado
por las
autoras
En cuanto a la robótica y l
a programación, preguntamos a las alumna
s si utilizarían
este concepto en su dí
a a día. El 45,8% contestó que “
puede que lo utilice en el futuro
”, el
37,5% contestó que “
puede que lo utilice en mi día a
día
”
, mientras que e
l 33% contestó que
“
depende más de
la escuela que de mi práctica
”
.
Figura 5
–
Gráfico:
Utilización
d
e l
a Robóti
ca y Programaci
ón en
d
ía a dí
a
Fue
nte
:
Elaborado
por las
autoras
El 33% de las alumna
s señala que si el centro no está
abierto al TDIC, el profesor no
puede utilizar estos recursos. Esta evidencia es confirmada por Malacrida e Barros (2013),
quienes señalan la falta de apoyo pedagógico
-
administrativo, una de
las respuestas destacadas
por las profesora
s en su investigación
, como un desafío a enfrentar y una causa de desaliento.
En cuanto a la experiencia de las clases prácticas de robótica y
Scratch
, preguntamos
si a las alumna
s les gustaría tener otras experiencias y cuáles serían. El 100% de l
a
s
encuestada
s afirmó que las
experiencias fueron positivas.
He aquí algunas respuestas:
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Me han gustado mucho las experiencias, porque me han aportado nuevos
puntos de vista en esta área que no conozco mucho y creo que es importante
tener este contacto sobre todo en este campo de la
tecnología que está
creciendo cada vez más en las escuelas (
Alumna
1).
Las clases prácticas de robótica y scratch, principalmente de robótica, me
parecieron súper interesantes, porque la práctica del taller estaba
conectada con las clases de robótica del c
olegio en el que trabajo.
Fue una
experiencia increíble (
Alumna
6).
Me gustaron mucho las actividades de scratch, fue mucho mejor de lo que
esperaba, pero me costó mucho utilizar los recursos, creo que se necesita
mucho tiempo para trabajar con los niños,
pero trabajaría (
Alumna
14).
Me ha gustado mucho. Una cosa es que sepas que existe o incluso que sepas
que algunas personas utilizan este recurso, y otra cosa es que sepas crear
tus propias experiencias (
Alumna
23).
En las respuestas, destacamos algunas s
obre conceptos que a las alumnas les gustar
ía
aprender: “[…]
me gustaría tener más experiencias relacionadas a la robótica con materiales
no convencionales
” (Alumna 10); “[…]
Me gustaría tener más experiencias, por ejemplo, con
la enseñanza de las matemáti
cas a través de las prácticas de robótica
”
(
Alumna 12); “
Las
lecciones prácticas de robótica fueron muy interesantes y me gustaría tener otras
experiencias en el futuro, utilizando diferentes recursos
”
(
Alumna
16).
Estas respuestas señalan que l
a
s estudian
tes no querrían que sus conocimientos se
limitasen a los conceptos aprendidos durante el curso, sino que podrían ampliarse. En este
sentido, presentan un repertorio, mencionando los conceptos que les gustaría aprender. De
este modo, demuestran tener una cu
raduría (CORTELLA; DIMENSTEIN, 2015).
Los
conceptos mencionados por la
s alumn
a
s son: robótica educativa libre (con materiales no
convencionales) y robótica para la enseñanza de las matemáticas.
Para que los contenidos sobre robótica educativa entren en las
escuelas, tienen que
estar abiertos al TDIC. Desde esta perspectiva, nos preguntamos si los alumnos sienten una
falta de formación y educación en materia de robótica y programación en el lugar donde
enseñan. Como respuesta, el 62,5% dice que siente una fa
lta de formación.
Destacamos
algunos informes:
El colegio donde hago mis prácticas tiene una asignatura de Robótica y
también un laboratorio maker, sin embargo, no hay formación específica
para los profesores o becarios relacionada con esta materia
(Estud
iante 4).
Sí, la escuela es progresista, pero no lo suficiente como para formar
pedagogos plenamente implicados en materia de robótica y programación
(
Alumna
24).
Según Fava (2018), el futurista estadounidense Thomas Frey afirma que las
universidades que
sigan con la metodología tradicional fracasarán en 2030. En este contexto,
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las escuelas empiezan a comprender que deben cambiar ante las nuevas tecnologías.
En la
siguiente respuesta se demuestra este contexto:
Siento que la escuela donde trabajo ahora es
tá entendiendo este nuevo
proceso de innovación, por lo que ya entiendo algunos pasos en esta
dirección, espero que en un futuro muy cercano todos los profesores tengan
formación en esta dirección
(
Alumna
23).
Así, es evidente que algunas escuelas ya se h
an adaptado, o se están adaptando a las
nuevas tecnologías en la educación, a través del movimiento
maker
, según las respuestas q
ue
se dan a continuación. Algunas alumna
s dirigen estas nuevas tecnologías a profesionales
especializados, como mencionan l
as a
lumna
s 6, 9, 10, 16 y 18.
No, el colegio en el que trabajo está en sintonía con la robótica y la
programación, mis alumnos tienen clases d
e informática y robótica (Alumna
6).
No, en la escuela donde trabajo estos términos está
n bien desarrollados
(
Alumna
9).
No, para los que quieren tener formación docente donde yo enseño (
Alumna
16).
No, el colegio donde enseño tiene una cultura maker (
Alumna
18).
En esta re
spuesta se puede comprobar que
l
a alumna
no siente la necesidad de
formarse:
“
La escuela tie
ne pro
fesionales especializados”
(Alumna
10), de la misma manera
que en las otras respuestas.
En el contexto de la inserción de la TDIC en el núcleo escolar, nos preguntam
os si las
escuelas en las que las alumna
s trabajan/están practicando fomentan el uso de est
as
tecnologías. Del total, el 66% de l
a
s estudiantes respondieron que hay un incentivo. Sin
embargo, merece la pena destacar algunas respuestas
:
Sin embargo, hay poco incentivo en el uso en la primera infancia y
en la
escuela primaria,
restri
ngido
a algun
os viajes al laboratorio de informática
para jugar a juegos educativos (
Alumna
11).
Sólo hay un
aula
de ordenadores, pero la educación infantil no la utiliza
(
Alumna
14).
Sólo las clases de informática a las que van a veces (
Alumna
19).
Sí, las tecnologías
se introducen con bastante naturalidad y eficacia durante
las clases (
Alumna
21).
Sí, puedo decir que ahora el incentivo viene con mucha más fuerza... la
escuela está sintiendo la necesidad de innovar (
Alumna
23).
Con las respuestas de las alumna
s 11, 14
, 19 y 23, es e
vidente que todavía existe esa
“vieja cultura”
de que basta con ir a un laboratorio de informática para incluir las tecnologías
digitales.
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Por último, para evaluar la disciplina, preguntamos a l
a
s alumn
a
s si los conceptos
trabajados durante
el semestre fueron útiles, y si pudieran añadir otros, ¿cuáles serían?
Respondieron al 100% que los conceptos eran útiles. Algunas respuestas son dignas de
mención:
Sim,
fueron útiles
,
es
importante p
ara mí,
como futura educadora
saber
cómo podemos trabaj
ar con la tecnología en las escuelas (Alumna 1).
Sí, se trata de conceptos nuevos y se utilizarán ampliamente. Cada día la
tecnología está más presente en nuestra vida cotidiana (Alumna 4).
¡Los conceptos trabajados para mi entrenamiento personal fueron m
uy
útiles! Sin ese preconcepto no podemos unir la tecnología a la educación.
¡Empecé a ver la tecnología de una manera diferente es algo que tenemos
que ver siendo uno con q la educación!
Ya no podemos hacer esa distinción
(Alumna 7).
Fueron de gran utilid
ad académica, sobre todo para desarrollar un curso en
el que aplicaremos todos los conocimientos adquiridos durante el semestre
(Alumna 9).
Considero que los conceptos trabajados en este semestre son muy
importantes, creo que se trabajaron de manera sucint
a e interesante, creo
que agregaría más conceptos relacionados con la programación, porque me
pareció muy interesante (Alumna 11).
Los textos teóricos sobre robótica y metodologías Maker fueron muy
valiosos. Me gustaría tener más experiencia con la program
ación, pero sé
que no es el objetivo del curso de Pedagogía (Alumna 12).
Sí,
fueron
útiles. Añadiría clases/talleres con un corte má
s evidente de
género/etnia/raza
(Alumna 13).
Sí, realmente aprendí sobre muchas cosas nuevas, moodle, scratch,
minecraft, se
r un maker, pensar en el diseño... que son cosas que ni siquiera
sabía que existían antes de este curso. Fue un aprendizaje muy útil basado
en el supuesto de que los niños están naciendo en un mundo más
globalizado, y nosotros como profesores tenemos que a
compañarlos
(Alumna 14).
Los conceptos que trabajé a lo largo del semestre fueron ciertamente útiles
porque cambiaron mi perspectiva sobre la tecnología en las escuelas, que
ahora concluyo que es de extrema relevancia en la formación del individuo
hoy en d
ía (Alumna 16).
Por lo tanto, a la vista de las respuestas, podemos concluir que los alumnos se han
situado como aprendices, y algunos de ellos describen que han cambiado su forma de
entender la relación con la TDIC en la educación:
“
[...]
es importante p
ara mí como futura
educador
a
saber cómo podemos trabajar con la tecnología en las escuelas
”
(Alumna
1);
“
¡Los conceptos trabajados para mi formación personal fueron muy útiles! Sin ese
preconcepto de que no podemos unir la tecnología a la educación
”
(
Alumn
a
7);
“
[...]
cambiaron mi perspectiva sobre la tecnología en las escuelas, que ahora concluyo que es de
extrema relevancia en la formación del individuo hoy en día
”
(
Alumna
16).
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A docência como curadoria: experiên
cias pedagógicas no uso de tecnologias educacionais
RIAEE
–
Revista Ibero
-
Americana de Estudos em Educação
,
Araraquara, v. 16, n. 1, p. 107
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ISSN: 1982
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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v16i1.13607
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Cabe destacar una respuesta sobre las actividades desarrolladas en Moodle, en
relación
a una de las actividades propuestas por los profesores del curso, para ela
borar un curso
utilizando AVA: “
Fueron de gran utilidad académica, principalmente para desarrollar un
curso en el que aplicamos todos los conocimientos adquiridos durante el
semestre
”
(Alumna
9). En esta respuesta, vemos cómo se ejerce la curaduría. La estudiante entiende que en el
curso que desarrolló
y
se aplicaron todos los conceptos aprendidos durante el semestre.
Consideraciones finales
El objetivo de este estudio fue
presentar la enseñanza desde la perspectiva de la
curaduría y, desde esta perspectiva, ayudar en las contribuciones a la valorización de la
enseñanza como profesión. Para ello, presentamos una investigación desarrollada en el seno
de la
disciplina: “
Nueva
s Tecnologías en la Educación: Comunidades de Aprendizaje
”
, en la
que se realizaron varios talleres, y cuya dinámica fue el aprendizaje híbrido, o
bledend
learning
.
La forma en que la
s profesor
a
s responsables de esta
asignatura
orquestaron el curso
demuest
ra que utilizaron la curaduría para organizarlo y también para enseñarlo a los
alumnos.
Este cuidado con las publicaciones, la integración de recursos y el uso, con la
propiedad de AVA
Moodle
, está de acuerdo con lo que enseña la Unesco (
2008, p. 6): “
[...
]
integración de recursos tecnológicos en el aula o en los laboratorios para garantizar l
a
igualdad de acceso para todos”
. Además, l
as profesora
s utilizaron AVA para hacer una
dinámica en la
asignatura
de aprendizaje híbrido, o
blended learning
, según la c
ual los
alumnos se apropiaban de los contenidos previos al aula, contenidos que variaban entre textos
(teoría), páginas
web
,
blogs
, vídeos y aplicaciones.
En la competencia de Profundización del Conocimiento se destaca
“
la capacidad de
generar información
, tareas
-
desafío y herramientas de integración [...] proyectos cooperativos
[...] los profesores emplearán recursos de red para ayudar a los estudiantes a cooperar, acceder
a la información y comunicarse
”
(UNESCO, 2008, p. 6). Estos planteamientos fueron t
enidos
en cuenta tanto por los profesores responsables de la disciplina en los talleres impartidos
como por los alumnos, de manera que se practicó y enseñó la curaduría.
También se hace referencia a la curaduría en las clases en las que los estudiantes han
desarrollado un curso de EaD, a través de AVA
Moodle
. Se anticipó una tendencia a insertar
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Cristiane Samária Gomes da SILVA e Ana Maria Di Grado HESSEL
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el aprendizaje mixto
(
blended learning
)
y a enseñar dicha dinámica a los estudiantes. El
Moodle
de AVA se utilizó como recurso para la creación de redes, la cooper
ación, la
comunicación y diversos talleres, y el proyecto del curso de EaD, desarrollado por los
estudiantes, se llevó a cabo en cooperación con los demás.
La cu
raduría también puede verse en “
[...] el uso de las TIC para manejar datos en el
aula y apoyar
s
u propio desarrollo profesional”
(UNESCO
, 2008, p. 6). Entendemos que las
estudiantes y las profesora
s han podido ejercer su propio desarrollo profesional a través de las
T
D
IC.
El tema de este trabajo consigue el objetivo de crear una comunidad de aprendi
zaje en
el aula en la que los alumnos se impliquen en la construcción de sus habilidades de
aprendizaje compartiendo el desarro
llo de las mismas en parejas. Las profesora
s se pres
entan
como estudiantes/profesoras/productora
s de conocimiento, en la experime
ntación e
innovación educativa, en colaboración con expertos externos, lo que resulta en la producción
de nuevos conocimientos (UNESCO, 2008). Este objetivo favorece que los futuros profesores
sean conservadores del conocimiento.
Como destaca la encuesta d
e Malacrida
e Barros (2013), a la pregunta “
¿c
ómo es ser
profesor hoy en día?”
, el 2
5% de los profesores respondió “amor”
y el 25%
“
desafío
”
. Así,
para el 50% de los profesores, lo que define ser profesor en el siglo XXI es el amor o el
desafío.
Entendemos
que hay un largo camino por recorrer para que la enseñanza sea valorada
como profesión. Sin embargo, la perspectiva del profesor como conservador del conocimiento
puede ayudar a modificar
el
mindset
(
la mentalidad
, o programación mental)
, y debe
empoderar
se, creyendo en sí mismo, utilizando el amor por la profesión y el poder de
transformación que ésta contempla. Este puede ser el primer paso para valorar la enseñanza
como profesión.
AGRADECIM
I
ENTOS
:
Esta investigación fue apoyada por CAPES/PROSUC
-
Coor
denação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/Programa de Suporte de
Instituições Comunitárias de Ensino Particulares, a través de una beca.
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C
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Enviado el
:
23/04/2020
Revis
iones
requeridas:
17/0
8/2020
Aprobado el
:
21/11/2020
Publicado el
:
02/01/2021