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Saúde sexual e envelhecimento: revisão da literatura e apontamentos para a educação sexual
RIAEE
– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516
2699
SAÚDE SEXUAL E ENVELHECIMENTO: REVISÃO DA LITERATURA E
APONTAMENTOS PARA A EDUCAÇÃO SEXUAL
SALUD SEXUAL Y ENVEJECIMENTO: REVISIÓN DE LA LITERATURA Y
APUNTES PARA LA EDUCACIÓN SEXUAL
SEXUAL HEALTH AND AGING: LITERATURE REVIEW AND NOTES FOR SEX
EDUCATION
Ana Cláudia BORTOLOZZI
1
Tatiana de Cássia Ramos NETTO
2
RESUMO
: A expectativa de vida aumentou no Brasil e o envelhecimento, como um fenômeno
biológico e psicossocial, é uma fase de atenção de profissionais e pesquisadores. Embora haja
preconceitos sobre a sexualidade no envelhecimento, muitos idosos têm vida sexual ativa e são
vulneráveis às infecções sexualmente transmissíveis. Esta pesquisa documental realizou uma
revisão da literatura sobre saúde sexual e envelhecimento, selecionando 68 artigos para análise
de conteúdo. Os artigos foram encontrados entre 2001 e 2018, sendo a maior parte em 2015 e
nas áreas da Enfermagem, Saúde Coletiva e Gerontologia. Os resultados foram descritos nas
categorias: (A) Violência contra idosos (as); (B) Doenças e problemas físicos no
envelhecimento; (C) Saúde sexual e sexualidade; (D) Vivências de idosos com HIV/Aids. (E)
HIV/Aids e idosos: vulnerabilidade e prevenção. Conclui-se a necessidade da educação sexual
para diminuir o nível de vulnerabilidade de pessoas idosas sobre a saúde sexual.
PALAVRAS-CHAVE
:
Envelhecimento. Saúde Sexual. Educação Sexual.
RESUMÉN
:
La expectativa de vida aumentó en Brasil y el envejecimiento, como un fenómeno
biológico y psicosocial, es una fase que necesita de atención de profesionales e investigadores.
Aunque hay preconceptos sobre la sexualidad en el envejecimiento, muchos ancianos tienen
vida sexual activa y son vulnerables a las infecciones de transmisión sexual. Esta investigación
documental realizó una revisión de la literatura sobre salud sexual y envejecimiento,
seleccionando 68 artículos para análisis de contenido. Los artículos fueron encontrados entre
2001 y 2018, siendo la mayor parte en 2015 y en las áreas de la Enfermería, Salud Colectiva
y Gerontología. Los resultados se describen en las categorías: (A) Violencia contra los
ancianos (as); (B) Enfermedades y problemas físicos en el envejecimiento; (C) Salud sexual y
sexualidad; (D) Vivencias de ancianos con VIH / SIDA. (E) VIH / SIDA y ancianos:
vulnerabilidad y prevención.
PALABRAS CLAVE
: Envejecimiento. Salud Sexual. Educación sexual.
1
Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru – SP – Brasil. Docente no Departamento de Psicologia. Pós-
doutorado em Educação (UMINHO) – Portugal. Associada em Inclusão, Educação Sexual e Desenvolvimento
Humano. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4796-5451. E-mail: claudia.bortolozzi@unesp.br
2
Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru – SP, Brasil. Doutoranda no programa de Pós-graduação em
Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. ORCID:
https://orcid.org/0000-0002-9907-790X
.
E-mail:
taty_psy@yahoo.com.br
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Ana Cláudia BORTOLOZZI e Tatiana de Cássia Ramos NETTO
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ABSTRACT
:
Life expectancy has increased in Brazil and ageing, as a biological and
psychosocial phenomenon, is a phase of attention of professionals and researchers. Although
there are prejudices about sexuality in aging, many elderly people have an active sexual life
and are vulnerable to sexually transmitted infections. This documentary research conducted a
literature review on sexual health and aging, selecting 68 articles for content analysis. The
articles were found between 2001 and 2018, most of them in 2015 and in the areas of Nursing,
Collective Health and Gerontology. The results were described in the categories: (A) Violence
against elderly; (B) Diseases and physical problems in aging; (C) Sexual health and sexuality;
(D) Experiences of elderly with HIV/AIDS. (E) HIV/AIDS and elderly: vulnerability and
prevention. The need for sex education to decrease the level of vulnerability of older people to
sexual health is concluded.
KEYWORDS
:
Aging. Sexual Health. Sexual Education.
Introdução
Ao longo do tempo as sociedades foram atribuindo diferentes significações à velhice,
por isso não é possível compreendê-la meramente na sua dimensão biológica, mas sim como
um fenômeno histórico, social e cultural (AZEVEDO, 2005). A expectativa de vida no Brasil é
de aproximadamente 75 anos, assim como ocorre nas Américas, isto é, a população idosa tem
aumentado rapidamente nas últimas décadas, incentivando pesquisadores (as) e profissionais a
planejarem ações que promovam a qualidade vida durante essa fase do desenvolvimento
humano.
Embora o envelhecimento não seja um fenômeno restrito à população brasileira, o Brasil
apresenta uma mudança importante no seu desenho demográfico. Dos anos de 2004 a 2014, o
grupo etário que mais apontou crescimento foi das pessoas com mais de 60 anos: um processo
conhecido como “transição da estrutura etária” evidenciando a experiência da longevidade, o
que tornou necessária a implementação de uma política nacional dirigida aos idosos, seguindo
as diretrizes de organizações internacionais sobre programas sociais e assistenciais para essa
população (FERNANDES; SOARES, 2012).
No Brasil foi em 1994 a instituição de uma política nacional para os idosos visando
garantir o princípio fundamental de que “o idoso é um sujeito de direitos e deve ser atendido de
maneira diferenciada em cada uma das suas necessidades físicas, sociais, econômicas e
políticas” (CAMARANO; PASINATO, 2004, p. 269). Para a coordenação e gestão dessa
política foi designada a Secretaria de Assistência Social do Ministério da Previdência e
Assistência Social (MPAS). Outro marco importante foi a aprovação da Política Nacional de
Assistência Social (PNAS), em 2004, com sua posterior regulação, em 2005, pelo Sistema
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Único de Assistência Social (Suas), que estabelece um pacto federativo para a
operacionalização da PNAS.
O Estatuto do Idoso publicado na Lei nº 10.741 (BRASIL, 2013) regulamenta os direitos
assegurados a todos os cidadãos a partir dos 60 anos de idade. Nesse estatuto há menção ao
amparo ao direito de atenção integral à saúde, por intermédio do Sistema Único de Saúde
(SUS). Garante o acesso universal e igualitário para prevenção, promoção e proteção, bem
como a recuperação da saúde, estabelecendo o atendimento preferencial à pessoa idosa, dentre
outras ações. A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa – PNSPI (BRASIL, 2006) tem
como finalidade primordial a recuperação, manutenção e promoção da autonomia e da
independência da pessoa idosa, direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse
fim, em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde.
Além das políticas públicas em 2005 há um marco teórico que integra
a abordagem
multidimensional do envelhecimento e que possui a chancela da Organização Mundial de Saúde
(OMS), que adotou o documento "Envelhecimento ativo: um marco para elaboração de
políticas". Este documento apresenta os principais desafios a serem enfrentados no mundo,
relacionados ao envelhecimento da população, e destaca o fato de que a saúde só pode ser criada
e mantida com a participação de vários setores (VERAS, 2009). O envelhecimento ativo é “o
processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo
de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas” (OMS, 2005, p.
14).
Um dos aspectos da vida, importante na qualidade de vida, é a sexualidade. Como um
tema ainda polêmico, a sexualidade torna-se ainda mais complexa quando se baseia em vários
preconceitos relacionados à vida sexual em idades mais avançadas, apesar do reconhecimento
científico de que a sexualidade pode ser vivenciada por todos, independentemente da cronologia
(PASCUAL, 2002; VERAS, 2009).
Para compreender o comportamento sexual do idoso há que se olhar para os costumes
sexuais construídos em sociedade. As dificuldades sexuais vivenciadas por alguns idosos hoje,
pode estar relacionada não só a um fator isolado e sim por consequências e resultados de toda
uma história, regulada por códigos e padrões sócio-normativos dentro da sociedade
(PASCUAL, 2002). Estudos têm divulgado que os idosos são pessoas sexuadas (ALENCAR;
MARQUES; LEAL; VIEIRA, 2016; NETTO-MARTINS, 2012) e apesar de possíveis
dificuldades oriundas do envelhecimento na resposta sexual a prática sexual na idade avançada
não só é possível, como é desejável. Alguns autores discutem que a dessexualização no
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envelhecimento não é cronológica é uma questão social (GRANDIM
et al.,
2007; LINHARES
et al.,
2008).
Não é a atividade sexual que torna as pessoas vulneráveis às IST e ao HIV/Aids, mas as
práticas sexuais que são realizadas de forma desprotegidas e este é um pressuposto válido para
todas as idades. No entanto, convém ressaltar que o profissional de saúde deve estar atento para
as queixas específicas das pessoas idosas, considerando que são seres sexuados e vulneráveis
às infecções sexualmente transmissíveis e outras dificuldades no campo amoroso e sexual
(SANTOS; ASSIS, 2011; RODRIGUES; PRAÇA, 2010).
A vivência da sexualidade, assim como em qualquer fase da vida, precisa ser garantida
em saúde sexual. Pesquisas, campanhas de prevenção, políticas públicas e serviços
especializados tendem a desconsiderar essa parcela da população, quando se trata de
sexualidade e, só recentemente, diante dos avanços da medicina que auxiliaram a vida sexual
de mulheres e homens idosos (uso de hormônios, medicamentos para ereção peniana, etc.) é
que os serviços de saúde têm recebido mais frequentemente essa população. Junto com a vida
sexual mais frequente, registrou-se um aumento significativo de idosos contaminados por
infecções sexualmente transmissíveis, como a Aids, despertando o interesse de estudiosos na
área da saúde sexual e envelhecimento.
O fenômeno dos riscos à saúde sexual no envelhecimento ainda não é tão conhecido
pela população em geral ou mesmo pelos profissionais da saúde que deveriam acolher essa
demanda. Neste sentido, seria importante um levantamento geral sobre a literatura e o que nela
se caracteriza no interesse de pesquisadores (as) sobre essa temática, considerando as pessoas
idosas sexualmente ativas, vulneráveis ou com HIV/Aids e outras infecções sexualmente
transmissíveis. Diante do exposto, propomos este estudo para investigar o que diz a literatura
sobre saúde sexual e envelhecimento.
Método
Esta pesquisa tem abordagem qualitativa-exploratória, tipo estudo documental (SPATA,
2005), caracterizada como um estudo de revisão sistemática da literatura que é uma modalidade
de pesquisa que busca identificar, analisar e apresentar estudos anteriores sobre determinado
problema de pesquisa.
Passos comuns foram realizados, tais como: localizar os documentos (artigos),
selecioná-los diante de critérios de inclusão e de exclusão, analisar a partir de propósitos prévios
e interpretá-los à luz da teoria. No nosso caso, optamos pela seleção dos artigos em uma base
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de dados acessível e geral: scielo.org
3
que priorizasse os estudos brasileiros, pois nosso
interesse posterior era pensar nas políticas públicas. As variáveis estudadas foram “saúde sexual
e envelhecimento” e os descritores utilizados foram o cruzamento de: “saúde sexual” e “HIV”
com “idoso”, “envelhecimento” e “velhice”. Todos os 114 artigos que apareceram foram
selecionados e depois, excluíram-se os repetidos. A amostra final, a partir do objetivo do eixo
resultou em 68 artigos.
Para a análise de dados, os procedimentos que adotamos foi realizar uma leitura atenta
de cada um dos artigos com extração temática e conceitual, para posterior organização das
categorias temáticas emergentes, a partir da técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin
(2011).
Resultados
Caracterização geral dos artigos
Os artigos encontraram-se entre os anos de 2001 a 2018, sendo a maior concentração
deles no ano de 2015. A Figura 1 mostra a distribuição dos artigos da amostra final, ao longo
do período em anos.
Figura 1
– Distribuição dos 68 artigos anualmente
Fonte: Elaborado pelos autores
3
Disponível em: http://www.scielo.org/php/index.php. Acesso em: 10 set. 2020.
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Na última década o número de artigos está aumentando, tendo sido expressivo a
quantidade em 2015 (=12). Antes de 2006, registramos apenas um artigo a cada ano, sendo um
em 2006, um em 2004, um em 2003 e outro em 2001. Grande parte dos artigos foi publicado
nas seguintes revistas: “Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia” (n=14), “Revista
Brasileira de Enfermagem” (n=7) e “Cadernos de Saúde Pública” (n=6).
As áreas das ciências das revistas foram localizadas a partir da consulta da Revista que
é associada a um departamento, universidade ou associação. (Figura 2).
Figura 2
– Distribuição dos artigos pelas diferentes áreas da Ciência
Fonte: Elaborado pelos autores
Assim, quanto à área da ciência, considerando o periódico científico publicado, temos
que a maioria dos artigos concentra-se na área da Enfermagem, seguido da Saúde e
Gerontologia. Áreas afins foram poucas, tais como “Educação física”, “Antropologia” e a
“Psicologia” com apenas duas publicações, o que é bastante limitado.
Análise temática dos artigos
Os 68 artigos foram distribuídos em cinco categorias envolvendo as temáticas
específicas dentro do grande tema que é a saúde sexual no envelhecimento, tal como aparece
no Quadro 1.
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Quadro 1
–
Distribuição e descrição das categorias temáticas emergentes
Categorias Temáticas
Descrição
No de artigos
(n=68)
(A)Violência contra
idosos (as)
Reúne artigos que abordam questões sobre violências físicas, sexuais,
psicológicas, financeiras, etc. envolvendo a pessoa no envelhecimento
ou a relação com qu
estões de saúde e gênero.
6
(B) Doenças e
problemas físicos no
envelhecimento
Envolve artigos que apontam temas específicos sobre problemas de
saúde na idade avançada, relacionando com fatores individuais e
sociais.
8
(C) Saúde sexual e
sexualidade
Artigos que tratam de questões amplas da sexualidade, como
relacionamentos, padrões de beleza, relações de gênero e as
específicas da resposta sexual e das mudanças hormonais próprias do
envelhecimento.
14
(D)
Vivências de
idosos com
HIV/aids:
incidência, dados
epidemiológicos,
diagnóstico e
tratamento
Estudos que apresentam dados sobre as incidências de HIV/Aids em
pessoas idosas, bem como o perfil e outras características em
diferentes contextos. Além disso, os artigos apresentam informações
obtidas com as pessoas idosas que já tem HIV/Aids sobre o
diagnóstico recebido, adesão e modos de tratamento, hábitos,
dificuldades e enfrentamentos diante das necessidades de cuidados
após a doença e implicações disso para
a garantia de qualidade de vida.
20
(E) HIV/aids e
idosos:
Vulnerabilidade e
prevenção
Estudos que apresentam dados obtidos junto a profissionais da saúde
e/ou cuidadores de idosos que têm HIV/Aids ou discutem níveis de
informações, conhecimento sobre sexualidade, fatores na vida que
levam a vulnerabilidade de idosos diante do contágio de HIV/Aids.
Além disso, os artigos citam estratégias de prevenção em saúde sexual
voltadas a população idosa.
20
Fonte: Elaborado pelos autores
Na Categoria A- “Violência contra idosos (as)”, observamos que os estudos foram
realizados a partir de dados registrados em centros de saúde e em sistemas de informações e
não diretamente entrevistando os próprios idosos. Os artigos denunciam os altos índices de
violência contra os idosos, sendo a física a mais comum, acometidas contra homens idosos e
por agressores externos à família, seguida da sexual e psicológica que ocorrem mais com as
idosas mulheres, por pessoas conhecidas.
A Categoria B- “Doenças e problemas físicos no envelhecimento” apresentou artigos
que descreveram aspectos fisiológicos relacionados ao envelhecimento, apontando fatores
importantes que possam se relacionar com a saúde e a qualidade de vida, na idade avançada.
Doenças como tuberculose, hipotermia, assim como sintomas de transtornos de humor
(depressão), foram pesquisados considerando fatores individuais de proteção, como atividade
física, relações sexuais, assim como fatores sociais, como condições econômicas favoráveis e
políticas públicas eficazes.
No campo da sexualidade (Categoria C- “Saúde sexual e sexualidade”), os temas
abordados sobre a resposta sexual foram sobre o uso de hormônios e medicalização e os
interesses mercadológicos de seus usos. Fatores orgânicos, como dor crônica ou hábitos
saudáveis foram destacados como possíveis variáveis que interferem na vida sexual satisfatória
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ou não. Mas, sobretudo, fatores psicossociais são apresentados em vários estudos - mitos e
preconceitos, falta de parceiro, desinformações, padrões de beleza, feminilidade e
masculinidade, como importantes influências sociais e culturais no exercício da sexualidade no
envelhecimento.
Muitos artigos concluem a necessidade de atenção por parte de profissionais da saúde
sobre a sexualidade no envelhecimento, sobretudo, quanto à vulnerabilidade dessa população
diante dos riscos de doenças. Dois estudos de revisão e um texto teórico complementam as
informações obtidas pela análise dos artigos nesta categoria, ressaltando a importância dos
fatores sociais, econômicos, psicológicos, as questões de gênero, a qualidade da saúde, as
condições de educação e de esclarecimento quando se analisa a sexualidade de pessoas idosas,
em diferentes contextos e condições.
Na Categoria D- “Vivências de idosos com HIV/aids: incidência, dados
epidemiológicos, diagnóstico e tratamento” os artigos convergem, de modo geral, para algumas
características. A idade média de obtenção do diagnóstico é entre 60 e 69 anos, embora a
contaminação possa ocorrer antes. Os estudos mais antigos mostram uma proporção maior de
homens idosos do que mulheres, que ao logo dos anos foi diminuindo significativamente,
atingindo atualmente, muitas mulheres. A maioria dos (as) idosos (as) com HIV/Aids tem baixa
escolaridade, foram contaminados por relações sexuais, heterossexuais. Os estudos brasileiros
mostram essas informações a partir de diferentes estados do país: Distrito Federal, Ceará, Rio
Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rondônia e os dados obtidos mostram uma
realidade desde 1998 até os dias de hoje.
Viver com o HIV/Aids e ser idoso (a), implica em somar as condições da
soropositividade e de seu tratamento às mudanças fisiológicas comuns no envelhecimento,
que aumentam as chances do desenvolvimento de doenças associadas e dificuldades
psicossociais. Diante do diagnóstico, é comum que os (as) idosos (as) nem saibam como
ocorreu a transmissão e evidenciam representações negativas sobre a Aids que dificultaram
a eles e as famílias, aceitar a nova condição. Geralmente o diagnóstico para essa população
acaba ocorrendo de modo tardio, porque os próprios profissionais não investigam essa
possibilidade e acabam dialogando com eles (as) sobre sexo e prevenção, somente após já
terem se contaminado.
A relação entre variáveis que representam fatores de risco, tais como, nível
educacional ou outras doenças, ou que representam fatores de proteção, tais como nível
educacional elevado, conhecimento e domínio de informações sobre o contágio e a
prevenção ou a manutenção de um corpo saudável (atividades físicas, alimentação, etc.)
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foram focos de alguns estudos para avaliar a qualidade de vida de idosos (as) com HIV/Aids.
Qualidade de vida essa, afetada por preocupações com o sigilo, com a vida sexual ou com
dificuldades financeiras, além de dificuldades de aceitação do diagnóstico ou do uso da
medicação. Dificuldades na adesão ao tratamento foram destacadas em função de atraso ou
não uso do medicamento, os efeitos colaterais dos medicamentos ou o uso de bebidas
alcoólicas; também houve estudos sobre as influências da terapia antirretroviral e da
avaliação da capacidade funcional dessas pessoas. Também estudos destacaram os impactos
psicossociais que foram relatados pelos idosos e que levam a uma necessidade de
reorganização nas suas atitudes sociais e o enfrentamento de preconceitos.
Finalmente, na Categoria E- “HIV/aids e idosos: Vulnerabilidade e prevenção”,
o
s
estudos evidenciaram a condição de vulnerabilidade da população idosa diante do contágio
de IST em geral, sobretudo quanto ao HIV/Aids. Por um lado, as pessoas idosas não têm ou
têm pouca informação sobre o tema e não aderem às práticas preventivas e, por outro, há
uma invisibilidade da vida sexual ativa por parte dos profissionais da saúde e falta de
políticas públicas que invistam em programas de intervenção para prevenção.
Em muitos casos, as pessoas idosas conhecem sobre o HIV/Aids, mas não se
reconhecem vulneráveis e não usam o preservativo, mantendo o imaginário que a Aids não
os atingem. Mesmo quando há idosos que se reconhecem suscetíveis à infecção, é comum
não adotarem as medidas de proteção, como usar o preservativo, muitas vezes, por terem
dificuldades para negociar seu uso com parceiros (as), principalmente quando se trata de
mulheres idosas.
Também nessa categoria, as concepções e opiniões dos profissionais envolvidos no
atendimento da clientela idosa foram registrados nos estudos. Há o reconhecimento da
vulnerabilidade dessa população ao contágio de HIV/Aids, mas por serem idosos, quando
há o contágio, associam a necessidade de maiores cuidados e identificam os impactos desse
diagnóstico na vida deles: isolamento, solidão, medo e vergonha diante do preconceito.
A discussão dos termos incluídos na Classificação Internacional para a Prática da
Enfermagem chama a atenção para a preocupação desses profissionais em nomear com
maior precisão os diagnósticos e tratamentos que devem ser direcionados aos idosos,
quando se trata da contaminação dessas infecções sexuais. Entretanto, há estudos que
mostram que esses profissionais enfatizam o atendimento individualizado e clínico de
idosos com HIV/Aids e não ampliam para uma discussão sobre os aspectos sociais
envolvidos na vulnerabilidade e que deveriam ser considerados no tratamento.
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Apenas dois artigos referiram-se a propostas de intervenção em educação sexual e
levantaram uma questão fundamental no cenário da vulnerabilidade e aumento de índices
de HIV/Aids em idosos: a prevenção. Há uma proposta de intervenção com um trabalho em
grupo que favorece a divulgação de informações e reflexões sobre a importância das atitudes
preventivas e há a descrição de uma cartilha como um material pedagógico que auxiliasse
também nesse mesmo propósito.
Discussão
Os artigos foram localizados no período de duas décadas atrás, sugerindo que o
fenômeno da saúde sexual no envelhecimento, principalmente sobre o contágio e a prevenção
do HIV/Aids ganhou destaque entre os (as) pesquisadores (as), na medida em que os índices
das taxas de contaminação foram sendo mais notificados (BRASIL, 2017). Em 2015 há um
aumento expressivo do número de artigos e nossa hipótese é que os dados epidemiológicos que
entre 2006 e 2014 mostraram um aumento expressivo de contaminação por HIV/Aids em idosos
e uma diminuição entre adultos.
A maior parte dos artigos foi publicado em revistas cujas áreas do conhecimento eram
específicas do envelhecimento (Geriatria e Gerontologia) ou do campo da saúde (Enfermagem
e Saúde pública), ressaltando que a educação sexual ainda é um campo restrito das ciências
humanas, pelo menos no que se refere à prevenção da saúde sexual de idosos. Maia e Ribeiro
(2011) lembram que os projetos de intervenção em educação sexual devem considerar todas as
etapas do desenvolvimento humano e não somente a adolescência e a idade adulta.
A busca nesta revisão da literatura focalizou o tema da saúde sexual no envelhecimento
e é importante ressaltar que neste eixo de investigação outros temas foram desvelados: doenças,
situações de violência e sexualidade. Doenças são comuns no envelhecimento, mas poucos
estudos relacionam o adoecimento à saúde sexual ou falta dela (possíveis dificuldades na vida
afetiva e sexual). Sobre sexualidade e envelhecimento, sabemos que a literatura tem expressiva
contribuição, pois há livros e artigos discutindo, cada vez mais, a sexualidade inerente ao ser
humano existente em toda a vida (ALENCAR
et. al.,
2016; GRANDIM
et. al.,
2007;
LINHARES
et. al.,
2008; NETTO-MARTINS, 2012).
No caso de relacionar a sexualidade à saúde sexual, os artigos encontrados foram mais
restritos e consideraram além dos fatores biológicos (alterações na resposta sexual), também os
fatores psicológicos e sociais, diante de modelos definidores de normalidade, como estética,
sensualidade, vigor sexual etc (MAIA, 2008). Além disso, uma discussão atual foi questionar
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o uso de hormônios e medicamentos que, por um lado contribuem no exercício da prática
sexual, mas por outro, medicalizam o sujeito no sentido de administrar sua subjetividade
(CARVALHO; RODRIGUES; COSTA; ANDRADE, 2015).
A temática do HIV entre idosos foi predominante na relação entre saúde e
envelhecimento (n=40 artigos). Um grupo pesquisas descreve o perfil dessas pessoas,
incidência da contaminação e reações ao diagnóstico e ao tratamento. No contexto da atenção
secundária foram os profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros, que tiveram acesso a
essa população para obtenção desses dados e, em alguns artigos, reconheceram a importância
dos sentimentos, temores, dificuldades dessa população para lidarem com essa situação em suas
vidas, sem que em nenhum estudo com profissional psicólogo tenha sido mencionado. Bezerra
et al.
(2015) e Santos e Assis (2011) defendem que é preciso considerar as dificuldades
subjetivas e sociais relacionadas à vivência da sexualidade no envelhecimento uma vez que o
processo de adoecimento por HIV/aids em idosos está relacionado a preconceitos, estigmas e
discriminação.
Outro grupo de estudos ressalta a vulnerabilidade das pessoas idosas quanto ao contagio
de HIV/Aids, seja pelo pouco conhecimento das informações necessárias para se protegerem,
seja pela invisibilidade de suas vidas sexuais e situações de riscos, refletidos nos preconceitos
dos profissionais, dos familiares e deles próprios (LAROQUE
et al.,
2011).
Silva
et al.
(2015, p. 821) lembram que o aumento do número de idosos infectados por
HIV/Aids traz um desafio “às políticas públicas e à população em geral no que concerne à
necessidade de discutir sexualidade, práticas sexuais no processo de envelhecimento e o
impacto dessas questões na promoção de saúde da pessoa idosa”. Dos 68 artigos, apenas dois
mencionavam propostas de intervenção visando a prevenção, sugerindo ainda a propagação do
mito da assexualidade dessa população e pouca preocupação com campanhas e projetos
voltados exclusivamente ao público idoso (ALENCAR
et al.,
2016; NETTO-MARTINS, 2012;
PASCUAL, 2002; VERAS, 2009).
Além disso, também apontam a pouca experiência e formação dos profissionais de saúde
envolvidos na atenção primária das pessoas idosas, bem como as precárias políticas públicas de
prevenção à saúde sexual nesta fase da vida humana (FERNANDES; SOARES, 2012; SILVA
et al.,
2015). Ou seja, a análise da literatura indica a necessidade de haver propostas de educação
sexual e preventiva em saúde sexual diretamente para as pessoas no envelhecimento, tal como
defendem Lazzarotto
et al.
(2013).
A literatura converge para a necessidade de os profissionais da saúde reconhecerem
que os idosos são sexualmente ativos, são vulneráveis ao contágio de IST, dando atenção às
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Ana Cláudia BORTOLOZZI e Tatiana de Cássia Ramos NETTO
RIAEE
– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516
2710
suas particularidades tanto no atendimento, quando no planejamento e implementação de
intervenções (SANTOS; ASSIS, 2011; SILVA
et al.,
2015).
Considerações
A revisão da literatura é um procedimento metodológico importante para um
levantamento inicial e mapeamento de um fenômeno que, no Brasil, ainda é pouco acessado
nas áreas das ciências humanas e sociais, mas já bastante notificado no campo da saúde.
Diante das discussões é preciso não perder de vista a importância do trabalho em equipe
interdisciplinar: psicólogos, educadores, médicos, enfermeiros, etc. em todo o processo integral
de cuidados com os idosos. Os dados encontrados contribuem para que profissionais da
educação sexual tenham conhecimento de elementos importantes para a elaboração e a
implementação de propostas de intervenção que possibilitem diminuir o nível de
vulnerabilidade de pessoas mais velhas quanto a saúde sexual.
Conclui-se que ainda são necessários esforços para garantir o direito ao exercício da
sexualidade no envelhecimento, atendendo as necessidades das pessoas mais velhas nas
propostas preventivas, no momento do diagnóstico, no oferecimento e na manutenção do
tratamento e no acolhimento de possíveis desdobramentos psicossociais da experiência de ser
contaminado por HIV/Aids, para si mesmos, para seus pares e familiares e para a sociedade.
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Saúde sexual e envelhecimento: revisão da literatura e apontamentos para a educação sexual
RIAEE
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Ana Cláudia BORTOLOZZI e Tatiana de Cássia Ramos NETTO
RIAEE
– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516
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Como referenciar este artigo
BORTOLOZZI, A. C.; NETTO, T. C. R. Saúde sexual e envelhecimento: revisão da literatura
e apontamentos para a educação sexual.
Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação
,
Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587. DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516
Submetido em
:
10/09/2019
Revisões requeridas
:
10/01/2020
Aprovado em
: 30/04/2020
Publicado em
: 01/12/2020
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Salud sexual y envejecimiento:
Revisión
de la literatura y
apuntes
para la educación sexual
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Revista Ibero
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Americana de Estudos em Educação
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SALUD SEXUAL Y ENVEJECIMENTO: REVISIÓN DE LA LITERATURA Y
APUNTES PARA LA EDUCACIÓN SEXUAL
SAÚDE SEXUAL E ENVELHECIMENTO: REVISÃO DA LITERATURA E
APONTAMENTOS PARA A EDUCAÇÃO SEXUAL
SEXUAL HEALTH AND AGING: LITERATURE REVIEW AND
NOTES FOR SEX
EDUCATION
Ana Cláudia
BORTOLOZZI
1
Tatiana de Cássia Ramos NETTO
2
RESUMÉN
: La expectativa de vida aumentó en Brasil y el envejecimiento, como un fenómeno
biológico y psicosocial, es una fase que necesita de atención de
profesionales e investigadores.
Aunque hay preconceptos sobre la sexualidad en el envejecimiento, muchos ancianos tienen
vida sexual activa y son vulnerables a las infecciones de transmisión sexual. Esta investigación
documental realizó una revisión de la
literatura sobre salud sexual y envejecimiento,
seleccionando 68 artículos para análisis de contenido. Los artículos fueron encontrados entre
2001 y 2018, siendo la mayor parte en 2015 y en las áreas de la Enfermería, Salud Colectiva y
Gerontología. Los re
sultados se describen en las categorías: (A) Violencia contra los ancianos
(as); (B) Enfermedades y problemas físicos en el envejecimiento; (C) Salud sexual y
sexualidad; (D) Vivencias de ancianos con VIH / SIDA. (E) VIH / SIDA y ancianos:
vulnerabilidad y
prevención.
PALABRAS CLAVE
: Envejecimiento.
Salud Sexual. Educación sexual.
RESUMO
:
A expectativa de vida aumentou no Brasil e o envelhecimento, como um fenômeno
biológico e psicossocial, é uma fase de atenção de profissionais e pesquisadores. Embora haja
preconceitos sobre a sexualidade no envelhecimento, muitos idosos têm vida sexual at
iva e são
vulneráveis às infecções sexualmente transmissíveis. Esta pesquisa documental realizou uma
revisão da literatura sobre
saúde sexual e envelhecimento, selecionando 68 artigos para
análise de conteúdo. Os artigos foram encontrados entre 2001 e 2018
, sendo a maior parte em
2015 e nas áreas da Enfermagem, Saúde Coletiva e Gerontologia. Os resultados foram
descritos nas categorias: (A) Violência contra idosos (as); (B) Doenças e problemas físicos no
envelhecimento; (C) Saúde sexual e sexualidade; (D) V
ivências de idosos com HIV/Aids. (E)
HIV/Aids e idosos: vulnerabilidade e prevenção. Conclui
-
se a necessidade da educação sexual
para diminuir o nível de vulnerabilidade de pessoas idosas sobre a saúde sexual.
PALAVRAS
-
CHAVE
:
Envelhecimento. Saúde Sexual.
Educação Sexual.
1
Universidad Estadual Paulista
(UNESP), Bauru
–
SP
–
Brasil.
Profesor
a
del Departamento de Psicología.
Postdoctorado en Educación
(UMINHO)
–
Portugal
.
Socio Asociado en Inclusión, Educación Sexual y Desarrollo
Humano.
ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0003
-
4796
-
5451
. E
-
mail: claudia.bortolozzi@unesp.br
2
Universidad Estatal Paulista
(UNESP), Bauru
–
SP
, Brasil
. Estudiante de doctorado en el Programa de Posgr
ado
en Psicología del Desarrollo y aprendizaje.
ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0002
-
9907
-
790X
.
E
-
mail:
taty_psy@yahoo.com.br
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Ana Cláudia
BORTOLOZZI
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ABSTRACT
:
Life expectancy has increased in Brazil and ageing, as a biological and
psychosocial phenomenon, is a phase of attention of professionals and researchers. Although
there are prejudices about sexuality in aging, many
elderly people have an active sexual life
and are vulnerable to sexually transmitted infections. This documentary research conducted a
literature review on sexual health and aging, selecting 68 articles for content analysis. The
articles were found between
2001 and 2018, most of them in 2015 and in the areas of Nursing,
Collective Health and Gerontology. The results were described in the categories: (A) Violence
against elderly; (B) Diseases and physical problems in aging; (C) Sexual health and sexuality;
(
D) Experiences of elderly with HIV/AIDS. (E) HIV/AIDS and elderly: vulnerability and
prevention. The need for sex education to decrease the level of vulnerability of older people to
sexual health is concluded.
KEYWORDS
:
Aging. Sexual Health. Sexual Educat
ion.
Introducción
Con el tiempo, las sociedades han ido atribuyendo diferentes significados a la vejez, por
lo que no es posible entenderla simplemente en su dimensión biológica, sino más bien como un
fenómeno histórico, social y cultural (AZEVEDO, 2005). La esperanza de vi
da en Brasil es de
aproximadamente 75 años, al igual que en las Américas, es decir, la
población anciana ha
aumentado rápidamente en las últimas décadas, alentando a investigadores y profesionales a
planificar acciones que promuevan la calidad de vida dura
nte esta fase del desarrollo humano.
Aunque el envejecimiento no es un fenómeno restringido a la población brasileña, Brasil
presenta un cambio importante en su diseño demográfico. De 2004 a 2014, el grupo de edad
que más señaló crecimiento fue el de personas mayores de 60 años: un proceso co
nocido como
"transición de estructura de edad" evidenciando la experiencia de longevidad, lo que hizo
necesario implementar una política nacional dirigida a las personas mayores, siguiendo los
lineamientos de organismos internacionales sobre programas soci
ales y de cuidado para esta
población (FERNANDES; SOARES, 2012).
En Brasil, en 1994, se estableció una política nacional para las personas de edad para
garantizar el principio fundamental de que "las personas de edad son un sujeto de derechos y
deben ser
tratadas de manera diferente en cada una de sus necesidades físicas, sociales,
económicas y políticas" (CAMARANO; PASINATO, 2004, p. 269). Para la coordinación y
gestión de esta política se designó la Secretaría de Asistencia Social del Ministerio de Segur
idad
Social y Asistencia Social (MPAS). Otro hito importante fue la aprobación de la Política
Nacional de Asistencia Social (PNAS) en 2004, con su posterior regulación en 2005 por el
Sistema Único de Asistencia Social (Suas), que establece un pacto federat
ivo para la
operacionalización de la PNAS.
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Salud sexual y envejecimiento:
Revisión
de la literatura y
apuntes
para la educación sexual
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El Estatuto del Adulto Mayor publicado en la Ley N° 10.741 (BRASIL, 2013) regula
los derechos otorgados a todos los ciudadanos a partir de los 60 años de edad. En este estatuto
se menciona el apoyo al derecho a la
atención integral de la salud, a través del Sistema Único
de Salud (SUS). Garantiza el acceso universal e igualitario para la prevención, promoción y
protección, así como la recuperación de la salud, estableciendo una atención preferente a las
personas ma
yores, entre otras acciones. La Política Nacional de Salud de la Persona Sana
(PNSPI) (BRASIL, 2006) tiene como propósito primordial la recuperación, mantenimiento y
promoción de la autonomía e independencia de la persona mayor, dirigiendo las medidas de
s
alud colectivas e individuales para este fin, en línea con los principios y lineamientos del
Sistema Único de Salud.
Además de las políticas públicas en 2005,
existe un marco teórico que integra el enfoque
multidimensional del envejecimiento y cuenta con
el sello de la Organización Mundial de la
Salud (OMS), que adoptó el documento "Envejecimiento activo: un marco para la formulación
de políticas". Este documento presenta los principales desafíos a enfrentar en el mundo,
relacionados con el envejecimiento
de la población, y destaca el hecho de que la salud solo
puede crearse y mantenerse con la participación de varios sectores (VERAS, 2009).
El
envejecimiento activo es "el proceso de optimización de las oportunidades de salud,
participación y seguridad, con
el objetivo de mejorar la calidad de vida a medida que las
personas envejecen" (OMS, 2005, p. 14).
Uno de los aspectos de la vida, importante en la calidad de vida, es la sexualidad. Como
tema aún controvertido, la sexualidad se vuelve aún más compleja cu
ando se basa en diversos
prejuicios relacionados con la vida sexual en edades más avanzadas, a pesar del reconocimiento
científico de que la sexualidad puede ser experimentada por todos, independientemente de la
cronología (PASCUAL, 2002; VERAS, 2009).
Par
a entender el comportamiento sexual de los ancianos, uno debe mirar las costumbres
sexuales construidas en la sociedad. Las dificultades sexuales que experimentan algunos
ancianos hoy en día pueden estar relacionadas no sólo con un factor aislado, sino con
las
consecuencias y resultados de toda una historia, regulada por códigos y estándares
socionormativos dentro de la sociedad (PASCUAL, 2002). Los estudios han demostrado que
los ancianos son personas sexuales (ALENCAR; MARQUES, EL MARQUÉS; LEAL;
VIEIRA, 2
016; NETTO
-
MARTINS, 2012) y a pesar de las posibles dificultades derivadas del
envejecimiento en la respuesta sexual la práctica sexual en la vejez no solo es posible, sino que
es deseable. Algunos autores sostienen que la desexualización en el envejecimie
nto no es
cronológica es una cuestión social (GRANDIM
et al.,
2007; LINHARES
et al.,
2008).
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Ana Cláudia
BORTOLOZZI
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Tatiana de Cássia Ramos NETTO
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No es la actividad sexual lo que hace que las personas sean vulnerables a las ITS y al
VIH/SIDA, sino las prácticas sexuales que se llevan a cabo de manera desprot
egida y esta es
una suposición válida para todas las edades. Sin embargo, se debe enfatizar que el profesional
de la salud debe estar atento a las quejas específicas de las personas mayores, considerando que
son seres sexuales y vulnerables a las infeccion
es de transmisión sexual y otras dificultades en
el campo amoroso y sexual
(
SANTOS; ASSIS, 2011; RODRIGUES; PRAÇA, 2010).
La experiencia de la sexualidad, como en cualquier fase de la vida, necesita ser
garantizada en la salud sexual. La investigación, las campañas de prevención, las políticas
públicas y los servicios especializados tienden a desconocer a esta parte de la pob
lación cuando
se trata de sexualidad y, solo recientemente, ante los avances en medicina que han ayudado a
la vida sexual de mujeres y hombres mayores (uso de hormonas, medicamentos para la reacción
peneana, etc.) es que los servicios de salud han recibido
con mayor frecuencia a esta población.
Junto con la vida sexual más frecuente, hubo un aumento significativo de personas mayores
infectadas con infecciones de transmisión sexual, como el SIDA, despertando el interés de los
estudiosos en el área de la salu
d sexual y el envejecimiento.
El fenómeno de los riesgos para la salud sexual en el envejecimiento aún no es tan
conocido por la población en general o incluso por los profesionales de la salud que deberían
acoger esta demanda. En este sentido, sería impo
rtante contar con una encuesta general sobre
la literatura y lo que se caracteriza en interés de los investigadores sobre este tema, considerando
sexualmente activos, vulnerables o con VIH/SIDA y otras infecciones de transmisión sexual.
En vista de lo ante
rior, proponemos este estudio para investigar lo que dice la literatura sobre
salud sexual y envejecimiento.
Método
Esta investigación tiene un enfoque cualitativo
-
exploratorio, tipo estudio documental
(SPATA, 2005), caracterizado como un estudio siste
mático de revisión de la literatura que es
una modalidad de investigación que busca identificar, analizar y presentar estudios previos
sobre un problema de investigación en particular.
Se realizaron pasos comunes, tales como: localizar los documentos (artículos),
seleccionarlos antes de los criterios de inclusión y exclusión, analizar a partir de propósitos
anteriores e interpretarlos a la luz de la teoría.
En nuestro caso, optamos por s
eleccionar los
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Salud sexual y envejecimiento:
Revisión
de la literatura y
apuntes
para la educación sexual
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Revista Ibero
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,
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artículos en una base de datos accesible y general: scielo.org
3
priorizar los estudios brasileños,
porque nuestro interés posterior fue pensar en políticas públicas.
Las variables estudiadas
fueron "salud sexual y envejecimiento" y los desc
riptores utilizados fueron el cruce de: "salud
sexual" y "VIH" con "ancianos", "envejecimiento" y "vejez". Se seleccionaron los 114 artículos
que aparecieron y luego se excluyeron los repetidos. La muestra final, basada en el objetivo del
eje, dio como res
ultado 68 artículos.
Para el análisis de datos, los procedimientos que adoptamos fueron realizar una lectura
cuidadosa de cada uno de los artículos con extracción temática y conceptual, para la posterior
organización de las categorías temáticas emergentes,
con base en la técnica de análisis de
contenido propuesta por Bardin (2011).
Resultados
Caracterización general de los artículos
Los artículos fueron encontrados entre 2001 y 2018, siendo la mayor concentración de
los mismos en 2015. La Figura 1
muestra la distribución de los artículos en la muestra final
durante el período en años.
Figura 1
–
Distribución de 68 artículos anualmente
Fuente: Elaboración propia
3
Disponible en: http://www.scielo.org/php/index.php. Acceso: 10
sep
t
. 2020.
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Ana Cláudia
BORTOLOZZI
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Tatiana de Cássia Ramos NETTO
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Americana de Estudos em Educação
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Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699
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2712, dic. 2020
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DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516
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En la última década el número de artículos está aumentando, y la cantidad fue
significativa en 2015 (=12). Antes de 2006, registrábamos sólo un artículo cada año, uno en
2006, uno en 2004, uno en 2003 y otro en 2001. La mayoría de los artículos fueron publ
icados
en las siguientes revistas: "Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia" (n=14), "Revista
Brasileira de Enfermagem" (n=7) y "Cadernos de Saúde Pública" (n=6).
Las áreas de las ciencias de las revistas se localizaron a partir de la consulta de l
a revista
que está asociada a un departamento, universidad o asociación. (Figura 2).
Figura 2
–
Distribución de artículos en las diferentes áreas de la Ciencia
Fuente: Elaboración propia
Así, en cuanto al área de la ciencia, considerando la
revista científica publicada, tenemos
que la mayoría de los artículos se centran en la enfermería, seguidos de Salud y Gerontología.
Las áreas relacionadas fueron pocas, como "Educación Física", "Antropología" y "Psicología"
con solo dos publicaciones, lo
cual es bastante limitado.
Análisis temático de artículos
Los 68 artículos se distribuyeron en cinco categorías que involucran los temas
específicos dentro del gran tema que es la salud sexual en el envejecimiento, como se muestra
en el Gráfico 1.
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Salud sexual y envejecimiento:
Revisión
de la literatura y
apuntes
para la educación sexual
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Revista Ibero
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Americana de Estudos em Educação
,
Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699
-
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Cuadro 1
–
Distribución y descripción de las nuevas categorías
temáticas
Categorías temáticas
Descripción
En los
artículos
(n=68)
(A) Violencia contra
las personas mayores
Reúne artículos que abordan cuestiones sobre violencia física, sexual,
psicológica, financiera, etc. que involucran a la persona en el
envejecimiento o la relación con temas de salud y género.
6
(B) Enfermedades y
problemas físicos en
el envejecimiento
Se trata de artículos que señalan temas específicos sobre problemas de
salud en la vejez, relacionados con factores individuales y soci
ales.
8
C) Salud sexual y
sexualidad
Artículos que tratan temas amplios de la sexualidad, como las
relaciones, los patrones de belleza, las relaciones de género y los
específicos de la respuesta sexual y los cambios hormonales
específicos del envejecimi
ento.
14
D) Experiencias de las
personas de edad con
VIH/SIDA:
incidencia, datos
epidemiológicos,
diagnóstico y
tratamiento
Estudios que presentan datos sobre la incidencia del VIH/SIDA en los
ancianos, así como el perfil y otras características en diferentes
contextos. Además, los artículos presentan información obtenida de
las personas mayores que ya tienen VIH/SIDA sobre el
diagnóstico
recibido, los modos de tratamiento y tratamiento, los hábitos, las
dificultades y el afrontamiento de las necesidades de atención después
de la enfermedad y las implicaciones para la garantía de la calidad de
vida.
20
E) El VIH/SIDA y las
p
ersonas de edad:
vulnerabilidad y
prevención
Estudios que presentan datos obtenidos de profesionales de la salud
y/o cuidadores de personas mayores que tienen VIH/SIDA o discuten
niveles de información, conocimiento sobre sexualidad, factores en la
vida qu
e conducen a la vulnerabilidad de los ancianos frente a la
infección por VIH/SIDA. Además, los artículos citan estrategias de
prevención en salud sexual dirigidas a la población anciana.
20
Fonte: Elaborado pelos autores
En la Categoría A
-
"Violencia contra los ancianos", observamos que los estudios se
realizaron a partir de datos registrados en centros de salud y en sistemas de información y no
entrevistando directamente a los propios ancianos. Los artículos denuncian los
altos índices de
violencia contra las personas mayores, siendo la más común la física, afectada contra los
ancianos y por agresores fuera de la familia, seguida de la violencia sexual y psicológica que
se produce más con las mujeres mayores, por personas
conocidas.
La categoría B
-
"Enfermedades y problemas físicos en el envejecimiento" presentó
artículos que describieron aspectos fisiológicos relacionados con el envejecimiento, señalando
factores importantes que pueden estar relacionados con la salud y la calidad de
vida en la vejez.
Enfermedades como la tuberculosis, la hipotermia, así como los síntomas de los trastornos del
estado de ánimo (depresión), se investigaron considerando factores protectores individuales,
como la actividad física, las relaciones sexuales,
así como factores sociales, como condiciones
económicas favorables y políticas públicas efectivas.
En el campo de la sexualidad (Categoría C
-
"Salud sexual y sexualidad"), los temas
abordados sobre la respuesta sexual fueron sobre el uso de hormonas y la
medicalización y los
intereses de mercado de sus usos. Se destacaron factores orgánicos como el dolor crónico o los
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Ana Cláudia
BORTOLOZZI
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Tatiana de Cássia Ramos NETTO
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Revista Ibero
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Americana de Estudos em Educação
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hábitos saludables como posibles variables que interfieren en la vida sexual satisfactoria o no
satisfactoria. Pero, sobre todo, los factore
s psicosociales se presentan en varios estudios: mitos
y prejuicios, falta de pareja, falta de información, patrones de belleza, feminidad y
masculinidad, como importantes influencias sociales y culturales en el ejercicio de la sexualidad
en el envejecimie
nto.
Muchos artículos concluyen la necesidad de que los profesionales de la salud se
preocupen por la sexualidad en el envejecimiento, especialmente en lo que respecta a la
vulnerabilidad de esta población a los riesgos de enfermedades.
Dos estudios de re
visión y un
texto teórico complementan la información obtenida por el análisis de los artículos de esta
categoría, enfatizando la importancia
de los factores sociales, económicos, psicológicos,
cuestiones de género, calidad de salud, condiciones de educaci
ón y clarificación al analizar la
sexualidad de las personas mayores, en diferentes contextos y condiciones.
En la Categoría D
-
"Experiencias de ancianos con VIH/SIDA: incidencia, datos
epidemiológicos, diagnóstico y tratamiento" convergen artículos, en ge
neral, para algunas
características. La edad media de diagnóstico es de entre 60 y 69 años, aunque la contaminación
puede ocurrir antes. Estudios más antiguos muestran una mayor proporción de hombres
mayores que de mujeres, que en los primeros años fue dis
minuyendo significativamente,
llegando actualmente a muchas mujeres. La mayoría de las personas mayores con VIH/SIDA
tienen baja escolaridad, han sido infectadas por relaciones sexuales heterosexuales. Estudios
brasileños muestran esta información de difer
entes estados del país: Distrito Federal, Ceará,
Rio Grande do Sul, Río de Janeiro, Minas Gerais y Rondônia y los datos obtenidos muestran
una realidad desde 1998 hasta la actualidad.
Vivir con VIH/SIDA y ser anciano (a) implica agregar las condiciones de
seropositividad y su tratamiento a los cambios fisiológicos comunes en el envejecimiento, que
aumentan las posibilidades de desarrollar enfermedades asociadas y dificultades psicosociales.
Dado el diagnóstico, es común que los ancianos ni siquiera sepan có
mo se produjo la
transmisión y evidencian representaciones negativas sobre el SIDA que dificultaron que ellos
y sus familias aceptaran la nueva condición. Generalmente, el diagnóstico para esta población
termina ocurriendo tarde, porque los propios profesi
onales no investigan esta posibilidad y
terminan dialogando con ellos sobre el sexo y la prevención, solo después de que ya se han
infectado.
La relación entre variables que representan factores de riesgo, como el nivel educativo
u otras enfermedades, o qu
e representan factores protectores, como el alto nivel educativo, el
conocimiento y el dominio de la información sobre el contagio y la prevención o mantenimiento
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Revisión
de la literatura y
apuntes
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de un cuerpo sano (actividades físicas, alimentación, etc.) fueron focos de algunos estudios
para
evaluar la calidad de vida de las personas mayores con VIH/SIDA. Esta calidad de vida,
afectada por preocupaciones sobre confidencialidad, vida sexual o dificultades financieras, así
como dificultades para aceptar el diagnóstico o el uso de medicament
os. Se destacaron
dificultades en la adherencia al tratamiento debido a la demora o no uso de la medicación, los
efectos secundarios de las drogas o el uso de bebidas alcohólicas; también se han realizado
estudios sobre
las influencias de la terapia antirr
etroviral y la evaluación de la capacidad
funcional de estas personas
. Los estudios también han puesto de relieve los impactos
psicosociales que fueron reportados por los ancianos y que conducen a la necesidad de
reorganización en sus actitudes sociales y
hacer frente a los prejuicios.
Finalmente, en la Categoría E
-
"VIH/SIDA y las personas mayores: Vulnerabilidad
y
prevención",
los estudios mostraron la vulnerabilidad de la población anciana frente al contagio
de las ITS en general, especialmente en relaci
ón con el VIH/SIDA. Por un lado, las personas
mayores no tienen o tienen poca información sobre el tema y no se adhieren a las prácticas
preventivas y, por otro lado, existe una invisibilidad de la vida sexual activa por parte de los
profesionales de la sa
lud y falta de políticas públicas que inviertan en programas de intervención
para la prevención.
En muchos casos, las personas mayores conocen el VIH/SIDA, pero no se reconocen
como vulnerables y no usan preservativos, manteniendo el imaginario de que el
SIDA no les
llega. Incluso cuando hay ancianos que se reconocen susceptibles a la infección, es común no
adoptar medidas de protección, como el uso de preservativos, a menudo porque tienen
dificultades para negociar su uso con sus parejas,especialmente cua
ndo se trata de mujeres
mayores.
También en esta categoría, se registraron en los estudios las concepciones y opiniones
de los profesionales involucrados en el cuidado de la antigua clientela. Se reconoce la
vulnerabilidad de esta población a la infección
por VIH/SIDA, pero por ser ancianos, cuando
hay contagio, asocian la necesidad de una mayor atención e identifican los impactos de este
diagnóstico en sus vidas: aislamiento, soledad, miedo y vergüenza ante los prejuicios.
La discusión de los términos in
cluidos en la Clasificación Internacional para la Práctica
de Enfermería llama la atención sobre la preocupación de estos profesionales por nombrar con
mayor precisión los diagnósticos y tratamientos que deben dirigirse a las personas mayores
cuando se tra
ta de la contaminación de estas infecciones sexuales. Sin embargo, existen estudios
que demuestran que estos profesionales enfatizan la atención individualizada y clínica de los
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ancianos con VIH/SIDA y no se amplían a una discusión sobre los aspectos socia
les
involucrados en la vulnerabilidad y deben ser considerados en el tratamiento.
Sólo dos artículos se referían a propuestas de intervención en educación sexual y
planteaban una cuestión fundamental en el escenario de vulnerabilidad y aumento de las tasas
de VIH/SIDA en las personas de edad: la prevención. Hay una propuesta de intervención con
un trabajo grupal que favorece la difusión de información y reflexiones sobre la importancia de
las actitudes preventivas y existe la descripción de un folleto como
material pedagógico que
también ayudaría en este mismo propósito.
Discusión
Los artículos fueron localizados en el período de hace dos décadas, lo que sugiere que
el fenómeno de la salud sexual en el envejecimiento, principalmente sobre la
infección por VIH
/ SIDA y la prevención ganó prominencia entre los investigadores, ya que las tasas de
contaminación fueron más notificadas (BRASIL, 2017). En 2015 hay un aumento significativo
en el número de artículos y nuestra hipótesis es que los datos
epidemiológicos que entre 2006
y 2014 mostraron un aumento significativo en la contaminación por VIH/SIDA en los ancianos
y una disminución entre los adultos.
La mayoría de los artículos fueron publicados en revistas cuyas áreas de conocimiento
eran espec
íficas del envejecimiento (Geriatría y Gerontología) o del campo de la salud
(Enfermería y Salud Pública), enfatizando que la educación sexual sigue siendo un campo
restringido de las ciencias humanas, al menos en lo que respecta a la prevención de la salu
d
sexual en las personas mayores. Maia y Ribeiro (2011) recuerdan que los proyectos de
intervención en educación sexual deben considerar todas las etapas del desarrollo humano y no
solo la adolescencia y la edad adulta.
La búsqueda en esta revisión biblio
gráfica se centró en el tema de la salud sexual en el
envejecimiento y es importante destacar que en este eje de investigación se dieron a conocer
otros temas: enfermedades, situaciones de violencia y sexualidad. Las enfermedades son
comunes en el envejeci
miento, pero pocos estudios relacionan la enfermedad con la salud
sexual o la falta de ella (posibles dificultades en la vida afectiva y sexual). Sobre sexualidad y
envejecimiento, sabemos que la literatura tiene un aporte expresivo, pues existen libros y
artículos que discuten, cada vez más, la sexualidad inherente al ser humano que existe a lo largo
de la vida (ALENCAR
et al.,
2016; GRANDIM
et al.,
2007; LINHARES
et al.,
2008; NETTO
-
MARTINS, 2012).
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Revisión
de la literatura y
apuntes
para la educación sexual
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En el caso de relacionar la sexualidad con la salud sexua
l, los artículos encontrados
fueron más restringidos y considerados más allá de factores biológicos (alteraciones en la
respuesta sexual), también factores psicológicos y sociales, en vista de modelos definidos de
normalidad, como la estética, la sensualid
ad, el vigor sexual, etc. (MAIA, 2008). Además, una
discusión actual fue cuestionar el uso de hormonas y medicamentos que, por un lado,
contribuyen al ejercicio de la práctica sexual, pero, por otro lado, medicalizan al sujeto con el
fin de manejar su subj
etividad (CARVALHO; RODRIGUES; COSTA; ANDRADE, 2015).
El tema del VIH entre los ancianos fue predominante en la relación entre salud y
envejecimiento (n=40 artículos). Un grupo de investigación describe el perfil de estas personas,
la incidencia de contami
nación y las reacciones al diagnóstico y tratamiento. En el contexto de
la atención secundaria, los profesionales de la salud, como médicos y enfermeras, tuvieron
acceso a esta población para obtener estos datos y, en algunos artículos, reconocieron la
imp
ortancia de los sentimientos, miedos, dificultades de esta población para hacer frente a esta
situación en sus vidas, sin mencionar ningún estudio con un psicólogo. Bezerra
et al.
(2015) y
Santos y Assis (2011) argumentan que es necesario considerar las di
ficultades subjetivas y
sociales relacionadas con la experiencia de la sexualidad en el envejecimiento, ya que el proceso
de enfermedad por VIH/sida en los ancianos está relacionado con prejuicios, estigmas y
discriminación.
Otro grupo de estudio destaca
la vulnerabilidad de los enfermos al VIH/SIDA, ya sea
por el escaso conocimiento de la información necesaria para protegerse, o por la invisibilidad
de su vida sexual y situaciones de riesgo, reflejadas en los prejuicios de los profesionales,
familiares y
ellos mismos (LAROQUE
et al.,
2011).
Silva
et al.
(2015, p. 821) recuerdan que el aumento en el número de ancianos infectados
con VIH/SIDA trae un desafío "a las políticas públicas y a la población en general con respecto
a la necesidad de discutir la sexu
alidad, las prácticas sexuales en el proceso de envejecimiento
y el impacto de estos temas en la promoción de la salud de los ancianos". De los 68 artículos,
solo dos mencionaron propuestas de intervención dirigidas a la prevención, sugiriendo también
la d
ifusión del mito de la asexualidad de esta población y poca preocupación por las campañas
y proyectos dirigidos exclusivamente al público anciano (ALENCAR
et al.,
2016; NETTO
-
MARTINS, 2012; PASCUAL, 2002; VERAS, 2009).
Además, también señalan la poca experiencia y capacitación de los profesionales de la
salud involucrados en la atención primaria de los ancianos, así como las precarias políticas
públicas para la prevención de la salud sexual en esta fase de la vida humana
(FERNANDES;
SOARES, 2012; SILVA
et al.,
2015). Es decir, el análisis de la literatura indica la necesidad de
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propuestas de educación sexual y preventiva en salud sexual directamente para las personas en
edad avanzada, como defienden Lazzarotto
et al.
(201
3).
La literatura converge a la necesidad de que los profesionales de la salud reconozcan
que
los ancianos son sexualmente activos, son vulnerables
al
contagio de las ITS, prestando
atención a sus particularidades tanto en la atención como en la planifica
ción e implementación
de intervenciones (
SANTOS; ASSIS, 2011; SILVA
et al.,
2015).
Consideraciones
La revisión de la literatura es un procedimiento metodológico importante para un
estudio inicial y un mapeo de un fenómeno que, en Brasil, todavía es poco accesible en las áreas
de las ciencias humanas y sociales, pero ya ampliamente reportado en el campo
de la salud.
A la vista de las discusiones, es necesario no perder de vista la importancia del trabajo
en equipo interdisciplinario: psicólogos, educadores, médicos, enfermeras, etc. en todo el
proceso integral de atención a las personas mayores. Los dato
s encontrados contribuyen a que
los profesionales de la educación sexual tengan conocimiento de elementos importantes para la
elaboración e implementación de propuestas de intervención que permitan reducir el nivel de
vulnerabilidad de las personas mayores
respecto a la salud sexual.
Se concluye que aún se necesitan esfuerzos para garantizar el derecho a ejercer la
sexualidad en el envejecimiento, satisfaciendo las necesidades de las personas mayores en
propuestas preventivas, en el momento del diagnóstico,
ofreciendo y manteniendo el
tratamiento y acogiendo las posibles consecuencias psicosociales de la experiencia de ser
infectados por el VIH/SIDA, para ellos mismos, para sus compañeros y familiares y para la
sociedad.
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Ana Cláudia
BORTOLOZZI
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Tatiana de Cássia Ramos NETTO
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Cómo hacer referencia a este artículo
BORTOLOZZI
, A. C.; NETTO, T. C. R.
Salud sexual y envejecimiento: Revisión de la
literatura y apuntes para la educación sexual
.
Revista Ibero
-
Americana de Estudos em
Educação
, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p.
2699
-
2
712
, d
ic
. 2020. e
-
ISSN:
1982
-
5587. DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516
Enviado e
n
: 10/09/2019
Revisiones requeridas
en
: 10/01/2020
Aprobado
en
:
30/04/2020
Publicado
en
: 12/01/2020
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Sexual health and aging:
Literature
review and notes for sex education
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SEXUAL HEALTH AND AGING: LITERATURE REVIEW AND NOTES FOR SEX
EDUCATION
SAÚDE SEXUAL E ENVELHECIMENTO: REVISÃO DA LITERATURA E
APONTAMENTOS PARA A EDUCAÇÃO SEXUAL
SALUD SEXUAL Y ENVEJECIMENTO: REVISIÓN DE LA LITERATURA Y
APUNTES PARA LA
EDUCACIÓN SEXUAL
Ana Cláudia
BORTOLOZZI
1
Tatiana de Cássia Ramos NETTO
2
ABSTRACT
:
Life expectancy has increased in Brazil and ageing, as a biological and
psychosocial phenomenon, is a phase of attention of professionals and researchers.
Although
there are prejudices about sexuality in aging, many elderly people have an active sexual life and
are vulnerable to sexually transmitted infections. This documentary research conducted a
literature review on sexual health and aging, selecting 68 a
rticles for content analysis. The
articles were found between 2001 and 2018, most of them in 2015 and in the areas of Nursing,
Collective Health and Gerontology. The results were described in the categories: (A) Violence
against elderly; (B) Diseases and p
hysical problems in aging; (C) Sexual health and sexuality;
(D) Experiences of elderly with HIV/AIDS. (E) HIV/AIDS and elderly: vulnerability and
prevention. The need for sex education to decrease the level of vulnerability of older people to
sexual health
is concluded.
KEYWORDS
:
Aging. Sexual Health. Sexual Education.
RESUMO
:
A expectativa de vida aumentou no Brasil e o envelhecimento, como um fenômeno
biológico e psicossocial, é uma fase de atenção de profissionais e pesquisadores. Embora haja
preconceitos sobre a sexualidade no envelhecimento, muitos idosos têm vida sexual at
iva e são
vulneráveis às infecções sexualmente transmissíveis. Esta pesquisa documental realizou uma
revisão da literatura sobre
saúde sexual e envelhecimento, selecionando 68 artigos para
análise de conteúdo. Os artigos foram encontrados entre 2001 e 2018
, sendo a maior parte em
2015 e nas áreas da Enfermagem, Saúde Coletiva e Gerontologia. Os resultados foram
descritos nas categorias: (A) Violência contra idosos (as); (B) Doenças e problemas físicos no
envelhecimento; (C) Saúde sexual e sexualidade; (D) V
ivências de idosos com HIV/Aids. (E)
HIV/Aids e idosos: vulnerabilidade e prevenção. Conclui
-
se a necessidade da educação sexual
para diminuir o nível de vulnerabilidade de pessoas idosas sobre a saúde sexual.
PALAVRAS
-
CHAVE
:
Envelhecimento. Saúde Sexual.
Educação Sexual.
1
S
ã
o Paulo State University (UNESP),
Bauru
–
SP
-
Brazil
.
Professor at
Department of Psychology
.
Post
-
doctor
in Education
(
UMINHO
)
-
Portugal.
Associated Partner in Inclusion, Sexual Education and Human Development.
ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0003
-
4796
-
5451
.
E
-
mail: claudia.bortolozzi@unesp.br
2
São Paulo State University (UNESP),
Bauru
–
SP, Brazil.
PhD
student
in the Post
-
Graduate Program in
Development and Learning Psychology
.
ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0002
-
9907
-
790X
.
E
-
mail:
taty_psy@yahoo.com.br
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BORTOLOZZI
and
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RESUMÉN
:
La expectativa de vida aumentó en Brasil y el envejecimiento, como un fenómeno
biológico y psicosocial, es una fase que necesita de atención de profesionales e investigadores.
Aunque hay preconceptos sobre la
sexualidad en el envejecimiento, muchos ancianos tienen
vida sexual activa y son vulnerables a las infecciones de transmisión sexual. Esta investigación
documental realizó una revisión de la literatura sobre salud sexual y envejecimiento,
seleccionando 68
artículos para análisis de contenido. Los artículos fueron encontrados entre
2001 y 2018, siendo la mayor parte en 2015 y en las áreas de la Enfermería, Salud Colectiva
y Gerontología. Los resultados se describen en las categorías: (A) Violencia contra los
ancianos (as); (B) Enfermedades y problemas físicos en el envejecimiento; (C) Salud sexual y
sexualidad; (D) Vivencias de ancianos con VIH / SIDA. (E) VIH / SIDA y ancianos:
vulnerabilidad y prevención.
PALABRAS CLAVE
: Envejecimiento.
Salud Sexual. Educa
ción sexual.
Introduction
Over time societies have been attributing different meanings to old age, so it is not
possible to understand it merely in its biological dimension, but rather as a historical, social and
cultural phenomenon (AZEVEDO, 2005). Life expectancy in Brazil is app
roximately 75 years,
as in the Americas, that is, the
elderly population has increased rapidly in recent decades,
encouraging researchers and professionals to plan actions that promote quality of life during
this phase of human development.
Although aging is not a phenomenon restricted to the Brazilian population, Brazil
presents an important change in its demographic design. From 2004 to 2014, the age group that
most pointed growth was of people over 60 years of age: a process known as "tran
sition of age
structure" evidencing the experience of longevity, which made it necessary to implement a
national policy aimed at the elderly, following the guidelines of international organizations on
social and care programs for this population (FERNANDES
; SOARES, 2012).
In Brazil, in 1994, it was the establishment of a national policy for the elderly to ensure
the fundamental principle that "the elderly are a subject of rights and must be treated differently
in each of their physical, social, economic an
d political needs" (CAMARANO; PASINATO,
2004, p. 269). For the coordination and management of this policy was designated the
Secretariat of Social Assistance of the Ministry of Social Security and Social Assistance
(MPAS). Another important milestone was t
he approval of the National Social Assistance
Policy (PNAS) in 2004, with its subsequent regulation in 2005 by the Unified Social Assistance
System (
SUAS
), which establishes a federative pact for the operationalization of the PNAS.
The Elderly Statute publ
ished in Law No. 10,741 (BRASIL, 2013) regulates the rights
granted to all citizens from 60 years of age. In this statute there is mention of the support of the
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right to comprehensive health care, through the Unified Health System (SUS). It guarantees
univ
ersal and equal access for prevention, promotion and protection, as well as health recovery,
establishing preferential care for the old, among other actions. The National Health Policy of
the Healthy Person (PNSPI) (BRASIL, 2006) has as its primary purpose
the recovery,
maintenance and promotion of autonomy and independence of the old person, directing
collective and individual health measures to this end, in line with the principles and guidelines
of the Unified Health System.
In addition to public polici
es in 2005,
there is a theoretical framework that integrates the
multidimensional approach to aging and has the seal of the World Health Organization (WHO),
which adopted the document "Active aging: a framework for policy making". This document
presents th
e main challenges to be faced in the world, related to the aging of the population,
and highlights the fact that health can only be created and maintained with the participation of
several sectors (VERAS, 2009).
Active aging is "the process of optimizing h
ealth, participation
and safety opportunities, with the aim of improving quality of life as people get older" (WHO,
2005, p. 14).
One of the aspects of life, important in quality of life, is sexuality. As a still controversial
topic, sexuality becomes even
more complex when it is based on various prejudices related to
sexual life at older ages, despite the scientific recognition that sexuality can be experienced by
all, regardless of chronology (PASCUAL, 2002; VERAS, 2009).
To understand the sexual behavior
of the elderly, one must look at the sexual customs
built on society. The sexual difficulties experienced by some elderly today may be related not
only to an isolated factor, but to the consequences and results of an entire history, regulated by
socio
-
nor
mative codes and standards within society (PASCUAL, 2002). Studies have shown
that the elderly are sexual people (ALENCAR; MARQUES, THE MARQUES; LOYAL;
VIEIRA, 2016; NETTO
-
MARTINS, 2012) and despite possible difficulties arising from aging
in sexual respon
se sexual practice in old age is not only possible, but it is desirable. Some
authors argue that desexualization in aging is not chronological is a social issue (GRANDIM
et
al.,
2007; LINHARES
et al.,
2008).
It is not sexual activity that makes people vul
nerable to STIs and HIV/AIDS, but sexual
practices that are carried out in an unprotected manner and this is a valid assumption for all
ages. However, it should be emphasized that the health professional should be attentive to the
specific complaints of th
e old people, considering that they are sexual beings and vulnerable to
sexually transmitted infections and other difficulties in the loving and sexual field
(
SANTOS;
ASSIS, 2011; RODRIGUES; PRAÇA, 2010).
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The experience of sexuality, as in any phase of lif
e, needs to be guaranteed in sexual
health. Research, prevention campaigns, public policies and specialized services tend to
disregard this portion of the population when it comes to sexuality and, only recently, in the
face of advances in medicine that ha
ve helped the sexual life of elderly women and men (use
of hormones, medicines for penile reaction, etc.) is that health services have received more
often this population. Along with the most frequent sex life, there was a significant increase in
elderly p
eople infected with sexually transmitted infections, such as AIDS, arousing the interest
of scholars in the area of sexual health and aging.
The phenomenon of sexual health risks in aging is not yet so well known by the general
population or even by healt
h professionals who should welcome this demand. In this sense, it
would be important to have a general survey on the literature and what is characterized in the
interest of researchers on this theme, considering sexually active, vulnerable or with HIV/AIDS
and other sexually transmitted infections. In view of the above, we propose this study to
investigate what the literature on sexual health and aging says.
Method
This research has a qualitative
-
exploratory approach, documentary study type (SPATA,
2005
), characterized as a systematic literature review study that is a research modality that seeks
to identify, analyze and present previous studies on a particular research problem.
Common steps were performed, such as: locating the documents (articles), sel
ecting
them before inclusion and exclusion criteria, analyzing from previous purposes and interpreting
them in the light of theory. In our case, we chose to select the articles in an accessible and
general database: scielo.org
3
that prioritized Brazilian studies, because our subsequent interest
was to think about public policies. The variables studied were "sexual health and aging" and
the descriptors used were the crossing of: "sexual health" and "HIV" with "elderly", "aging"
a
nd "old age". All 114 articles that appeared were selected and then repeated ones were
excluded. The final sample, based on the objective of the axis, resulted in 68 articles.
For data analysis, the procedures we adopted were to perform a careful reading o
f each
of the articles with thematic and conceptual extraction, for the subsequent organization of the
emerging thematic categories, based on the content analysis technique proposed by Bardin
(2011).
3
Available: http://www.scielo.org/php/index.php. Access: 10 Sep
t
. 2020.
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Findings
General characterization of
articles
The articles were found between 2001 and 2018, being the highest concentration of them
in 2015. Figure 1 shows the distribution of the articles in the final sample over the period in
years.
Figure
1
–
Distribution of 68 articles annually
Source: Prepared by the authors
In the last decade the number of articles is increasing, and the amount was significant
in 2015 (=12). Before 2006, we recorded only one article each year, one in 2006, one in 2004,
one in 2003 and another in 2001.
Most of
the articles were published in the following journals:
"Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia" (n=14), "Revista Brasileira de Enfermagem"
(n=7) and "Cadernos de Saúde Pública" (n=6).
The areas of the sciences of the journals were located from the
journal's consultation
which is associated with a department, university or association. (Figure 2).
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Figure
2
–
Distribution of articles in the different areas of Science
Source: Prepared by the authors
Thus, regarding the area of science,
considering the published scientific journal, we have
that most articles focus on nursing, followed by Health and Gerontology. Related areas were
few, such as "Physical Education", "Anthropology" and "Psychology" with only two
publications, which is quite
limited.
Thematic analysis of articles
The 68 articles were distributed in five categories involving the specific themes within
the great theme that is sexual health in aging, as shown in Chart 1.
Table 1
–
Distribution and description of emerging thematic categories
Thematic Categories
Description
In the
articles
(n=68)
(A) Violence against
the elderly
It brings together articles that address questions about physical,
sexual, psychological,
financial violence, etc. involving the person in
aging or the relationship with health and gender issues.
6
(B) Diseases and
physical problems in
aging
It involves articles that point out specific themes about health
problems in old age, relating to ind
ividual and social factors.
8
(C) Sexual health and
sexuality
Articles dealing with broad issues of sexuality, such as relationships,
beauty patterns, gender relations and those specific to sexual response
and hormonal changes specific to aging.
14
(D) Experiences of
elderly people with
HIV/AIDS: incidence,
epidemiological data,
diagnosis and
treatment
Studies that present data on the incidence of HIV/AIDS in the old, as
well as the profile and other characteristics in different contexts. In
addition
, the articles present information obtained from the old people
who already have HIV/AIDS about the diagnosis received, treatment
and treatment modes, habits, difficulties and coping with the needs of
care after the disease and implications for the guarant
ee of quality of
life.
20
(E) HIV/AIDS and
the elderly:
Studies that present data obtained from health professionals and/or
caregivers of elderly people who have HIV/AIDS or discuss levels of
information, knowledge about se
xuality, factors in life that lead to the
20
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Vulnerability and
prevention
vulnerability of the elderly in the face of HIV/AIDS infection. In
addition, the articles cite prevention strategies in sexual health aimed
at the elderly population.
Source: Prepared by the authors
In Category A
-
"Violence against the elderly", we observed that the studies were
conducted based on data recorded in health centers and in information systems and not directly
interviewing the elderly themselves. The articles denounce the high rates of vio
lence against
the elderly, being the most common physical, affected against elderly men and by aggressors
outside the family, followed by sexual and psychological violence that occur more with elderly
women, by people known.
Category B
-
"Diseases and phys
ical problems in aging" presented articles that described
physiological aspects related to aging, pointing out important factors that can be related to
health and quality of life in old age. Diseases such as tuberculosis, hypothermia, as well as
symptoms o
f mood disorders (depression), were researched considering individual protective
factors, such as physical activity, sexual relations, as well as social factors, such as favorable
economic conditions and effective public policies.
In the field of sexuality
(Category C
-
"Sexual health and sexuality"), the themes
addressed about sexual response were about the use of hormones and medicalization and the
market interests of its uses. Organic factors such as chronic pain or healthy habits were
highlighted as poss
ible variables that interfere in satisfactory or non
-
satisfactory sex life. But,
above all, psychosocial factors are presented in several studies
-
myths and prejudices, lack of
partner, lack of information, patterns of beauty, femininity and masculinity,
as important social
and cultural influences in the exercise of sexuality in aging.
Many articles conclude the need for health professionals to care about sexuality in aging,
especially regarding the vulnerability of this population to the risks of disease
s.
Two review
studies and a theoretical text complement the information obtained by the analysis of the articles
in this category, emphasizing the importance
of social, economic, psychological factors, gender
issues, quality of health, conditions of
education and clarification when analyzing the sexuality
of the old people, in different contexts and conditions.
In Category D
-
"Experiences of elderly with HIV/AIDS: incidence, epidemiological
data, diagnosis and treatment" articles converge, in general,
for some characteristics. The mean
age of diagnosis is between 60 and 69 years, although contamination may occur before. Older
studies show a higher proportion of elderly men than women, which in the early years was
significantly decreasing, currently rea
ching many women. The majority of elderly people with
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HIV/AIDS have low schooling, have been infected by heterosexual sexual relations. Brazilian
studies show this information from different states of the country: Distrito Federal, Ceará, Rio
Grande do Sul
, Rio de Janeiro, Minas Gerais and Rondônia and the data obtained show a reality
from 1998 to the day of today.
Living with HIV/AIDS and being elderly (a) implies adding the conditions of
seropositivity and its treatment to the common physiological changes
in aging, which increase
the chances of developing associated diseases and psychosocial difficulties.
Given the
diagnosis, it is common for the elderly to do not even know how the transmission occurred and
evidence negative representations about AIDS that
made it difficult for them and their families
to accept the new condition. Generally, the diagnosis for this population ends up occurring late,
because the professionals themselves do not investigate this possibility and end up dialoguing
with them about
sex and prevention, only after they have already become infected.
The relationship between variables that represent risk factors, such as educational level
or other diseases, or that represent protective factors, such as high educational level, knowledge
a
nd mastery of information about contagion and the prevention or maintenance of a healthy
body (physical activities, eating, etc.) were focuses of some studies to assess the quality of life
of elderly people with HIV/AIDS. This quality of life,
affected by
concerns about
confidentiality, sexual life or financial difficulties, as well as difficulties in accepting the
diagnosis or the use of medication. Difficulties in treatment adhering were highlighted due to
delay or non
-
use of the medication, side effects
of medications or the use of alcoholic
beverages; there have also been studies on
the influences of antiretroviral therapy and the
assessment of the functional capacity of these people
. Studies have also highlighted the
psychosocial impacts that were repor
ted by the elderly and that lead to a need for reorganization
in their social attitudes and coping with prejudices.
Finally, in Category E
-
"HIV/AIDS and the elderly: Vulnerability
and prevention",
the
studies showed the vulnerability of the elderly popula
tion in the face of STIs contagion in
general, especially regarding HIV/AIDS. On the one hand, the old people do not have or have
little information on the subject and do not
include
preventive practices and, on the other hand,
there is an invisibility of
active sexual life on the part of health professionals and lack of public
policies that invest in intervention programs for prevention.
In many cases, the old people know about HIV/AIDS, but do not recognize themselves
as vulnerable and do not use condoms
, maintaining the imaginary that AIDS does not reach
them. Even when there are elderly who recognize themselves susceptible to infection, it is
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common not to adopt protective measures, such as using condoms, often because they have
difficulties to negotiat
e their use with partners, especially when it comes to elderly women.
Also in this category, the conceptions and opinions of the professionals involved in the
care of the old clientele were recorded in the studies. There is recognition of the vulnerabilit
y
of this population to HIV/AIDS infection, but because they are elderly, when there is contagion,
they associate the need for greater care and identify the impacts of this diagnosis on their lives:
isolation, loneliness, fear and shame in the face of prej
udice.
The discussion of the terms included in the International Classification for Nursing
Practice draws attention to the concern of these professionals in naming more precisely the
diagnoses and treatments that should be directed to the elderly when it
comes to the
contamination of these sexual infections. However, there are studies that show that these
professionals emphasize the individualized and clinical care of elderly with HIV/AIDS and do
not expand to a discussion about the social aspects involve
d in vulnerability and should be
considered in the treatment.
Only two articles referred to proposals for intervention in sex education and raised a
fundamental issue in the scenario of vulnerability and increased rates of HIV/AIDS in the
elderly: preventi
on. There is a proposal for intervention with a group work that favors the
dissemination of information and reflections on the importance of preventive attitudes and there
is the description of a booklet as a pedagogical material that would also help in th
is same
purpose.
Discussion
The articles were located in the period of two decades ago, suggesting that the
phenomenon of sexual health in aging, mainly on HIV/AIDS infection and prevention gained
prominence among researchers, as
contamination rates were more notified (BRASIL, 2017). In
2015 there is a significant increase in the number of articles and our hypothesis is that
epidemiological data that between 2006 and 2014 showed a significant increase in HIV/AIDS
contamination in t
he elderly and a decrease among adults.
Most of the articles were published in journals whose areas of knowledge were specific
to aging (Geriatrics and Gerontology) or the field of health (Nursing and Public Health),
emphasizing that sex education is still
a restricted field of human sciences, at least with regard
to the prevention of sexual health in the elderly. Maia and Ribeiro (2011) recall that intervention
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projects in sex education should consider all stages of human development and not only
adolescen
ce and adulthood.
The search in this literature review focused on the theme of sexual health in aging and
it is important to highlight that in this axis of investigation other themes were unveiled: diseases,
situations of violence and sexuality. Diseases a
re common in aging, but few studies relate illness
to sexual health or lack thereof (possible difficulties in affective and sexual life). About
sexuality and aging, we know that literature has an expressive contribution, because there are
books and article
s discussing, increasingly, the sexuality inherent to the human being that exists
throughout life (ALENCAR
et. al.,
2016; GRANDIM
et. al.,
2007; LINHARES
et. al.,
2008;
NETTO
-
MARTINS, 2012).
In the case of relating sexuality to sexual health, the articles
found were more restricted
and considered beyond biological factors (alterations in sexual response), also psychological
and social factors, in view of defined models of normality, such as aesthetics, sensuality, sexual
vigor, etc. (MAIA, 2008). In additio
n, a current discussion was to question the use of hormones
and medications that, on the one hand, contribute to the exercise of sexual practice, but on the
other hand, medicalize the subject in order to manage his subjectivity (CARVALHO;
RODRIGUES; COAST;
ANDRADE, 2015).
The theme of HIV among the elderly was predominant in the relationship between
health and aging (n=40 articles). A research group describes the profile of these people,
incidence of contamination and reactions to diagnosis and treatment. I
n the context of secondary
care, health professionals, such as physicians and nurses, had access to this population to obtain
these data and, in some articles, recognized the importance of feelings, fears, difficulties of this
population to deal with this
situation in their lives, without mentioning any study with a
psychologist. Bezerra
et al.
(2015) and Santos and Assis (2011) argue that it is necessary to
consider subjective and social difficulties related to the experience of sexuality in aging, since
the process of HIV/AIDS illness in the elderly is related to prejudices, stigmas and
discrimination.
Another study group highlights the vulnerability of the sick to HIV/AIDS, either
because of the little knowledge of the information needed to protect them
selves, or by the
invisibility of their sexual lives and risk situations, reflected in the prejudices of professionals,
family members and themselves (LAROQUE
et al.,
2011).
Silva
et al.
(2015, p. 821) recall that the increase in the number of elderly inf
ected with
HIV/AIDS brings a challenge "to public policies and the general population regarding the need
to discuss sexuality, sexual practices in the aging process and the impact of these issues on the
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Sexual health and aging:
Literature
review and notes for sex education
RIAEE
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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516
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health promotion of the elderly". Of the 68 articles,
only two mentioned intervention proposals
aimed at prevention, also suggesting the spread of the myth of asexuality of this population and
little concern with campaigns and projects aimed exclusively at the elderly public (ALENCAR
et al.,
2016; NETTO
-
MART
INS, 2012; PASCUAL, 2002; VERAS, 2009).
In addition, they also point to the little experience and training of health professionals
involved in the primary care of the old, as well as the precarious public policies for the
prevention of sexual health in this phase of human life (FERNANDES; SOARES
, 2012; SILVA
et al.,
2015). That is, the analysis of the literature indicates the need for proposals for sexual
and preventive education in sexual health directly for people in aging, as advocated by
Lazzarotto
et al.
(2013).
The literature converges to
the need for health professionals to recognize that
the elderly
are sexually active, are
vulnerable
to STIs contagion, paying attention to their particularities
both in care and in the planning and implementation of interventions (
SANTOS; ASSIS, 2011;
SILV
A
et al.,
2015).
Considerations
The literature review is an important methodological procedure for an initial survey and
mapping of a phenomenon that, in Brazil, is still little accessed in the areas of human and social
sciences, but already widely reported in the field of health.
In vi
ew of the discussions, it is necessary not to lose sight of the importance of
interdisciplinary teamwork: psychologists, educators, doctors, nurses, etc. in the entire integral
process of care for the elderly. The data found contribute to sexual education
professionals
having knowledge of important elements for the elaboration and implementation of intervention
proposals that allow to reduce the level of vulnerability of older people regarding sexual health.
It is concluded that efforts are still needed to
guarantee the right to exercise sexuality in
aging, meeting the needs of older people in preventive proposals, at the time of diagnosis,
offering and maintaining treatment and welcoming possible psychosocial consequences of the
experience of being infected
by HIV/AIDS, for themselves, for their peers and family members
and for society.
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Ana Cláudia
BORTOLOZZI
and
Tatiana de Cássia Ramos NETTO
RIAEE
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Sexual health and aging: Literature review and notes
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https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516
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