image/svg+xmlSaúde sexual e envelhecimento: revisão da literatura e apontamentos para a educação sexual RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2699SAÚDE SEXUAL E ENVELHECIMENTO: REVISÃO DA LITERATURA E APONTAMENTOS PARA A EDUCAÇÃO SEXUALSALUD SEXUAL Y ENVEJECIMENTO: REVISIÓN DE LA LITERATURA Y APUNTES PARA LA EDUCACIÓN SEXUALSEXUAL HEALTH AND AGING: LITERATURE REVIEW AND NOTES FOR SEX EDUCATION Ana Cláudia BORTOLOZZI1Tatiana de Cássia Ramos NETTO2RESUMO: A expectativa de vida aumentou no Brasil e o envelhecimento, como um fenômeno biológico e psicossocial, é uma fase de atenção de profissionais e pesquisadores. Embora haja preconceitos sobre a sexualidade no envelhecimento, muitos idosos têm vida sexual ativa e são vulneráveis às infecções sexualmente transmissíveis. Esta pesquisa documental realizou uma revisão da literatura sobre saúde sexual e envelhecimento, selecionando 68 artigos para análise de conteúdo. Os artigos foram encontrados entre 2001 e 2018, sendo a maior parte em 2015 e nas áreas da Enfermagem, Saúde Coletiva e Gerontologia. Os resultados foram descritos nas categorias: (A) Violência contra idosos (as); (B) Doenças e problemas físicos no envelhecimento; (C) Saúde sexual e sexualidade; (D) Vivências de idosos com HIV/Aids. (E) HIV/Aids e idosos: vulnerabilidade e prevenção. Conclui-se a necessidade da educação sexual para diminuir o nível de vulnerabilidade de pessoas idosas sobre a saúde sexual. PALAVRAS-CHAVE:Envelhecimento. Saúde Sexual. Educação Sexual.RESUMÉN: La expectativa de vida aumentó en Brasil y el envejecimiento, como un fenómeno biológico y psicosocial, es una fase que necesita de atención de profesionales e investigadores. Aunque hay preconceptos sobre la sexualidad en el envejecimiento, muchos ancianos tienen vida sexual activa y son vulnerables a las infecciones de transmisión sexual. Esta investigación documental realizó una revisión de la literatura sobre salud sexual y envejecimiento, seleccionando 68 artículos para análisis de contenido. Los artículos fueron encontrados entre 2001 y 2018, siendo la mayor parte en 2015 y en las áreas de la Enfermería, Salud Colectiva y Gerontología. Los resultados se describen en las categorías: (A) Violencia contra los ancianos (as); (B) Enfermedades y problemas físicos en el envejecimiento; (C) Salud sexual y sexualidad; (D) Vivencias de ancianos con VIH / SIDA. (E) VIH / SIDA y ancianos: vulnerabilidad y prevención.PALABRAS CLAVE: Envejecimiento. Salud Sexual. Educación sexual. 1Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru – SP – Brasil. Docente no Departamento de Psicologia. Pós-doutorado em Educação (UMINHO) – Portugal. Associada em Inclusão, Educação Sexual e Desenvolvimento Humano. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4796-5451. E-mail: claudia.bortolozzi@unesp.br 2Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru – SP, Brasil. Doutoranda no programa de Pós-graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9907-790X. E-mail: taty_psy@yahoo.com.br
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI e Tatiana de Cássia Ramos NETTO RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2700ABSTRACT:Life expectancy has increased in Brazil and ageing, as a biological and psychosocial phenomenon, is a phase of attention of professionals and researchers. Although there are prejudices about sexuality in aging, many elderly people have an active sexual life and are vulnerable to sexually transmitted infections. This documentary research conducted a literature review on sexual health and aging, selecting 68 articles for content analysis. The articles were found between 2001 and 2018, most of them in 2015 and in the areas of Nursing, Collective Health and Gerontology. The results were described in the categories: (A) Violence against elderly; (B) Diseases and physical problems in aging; (C) Sexual health and sexuality; (D) Experiences of elderly with HIV/AIDS. (E) HIV/AIDS and elderly: vulnerability and prevention. The need for sex education to decrease the level of vulnerability of older people to sexual health is concluded. KEYWORDS:Aging. Sexual Health. Sexual Education. Introdução Ao longo do tempo as sociedades foram atribuindo diferentes significações à velhice, por isso não é possível compreendê-la meramente na sua dimensão biológica, mas sim como um fenômeno histórico, social e cultural (AZEVEDO, 2005). A expectativa de vida no Brasil é de aproximadamente 75 anos, assim como ocorre nas Américas, isto é, a população idosa tem aumentado rapidamente nas últimas décadas, incentivando pesquisadores (as) e profissionais a planejarem ações que promovam a qualidade vida durante essa fase do desenvolvimento humano. Embora o envelhecimento não seja um fenômeno restrito à população brasileira, o Brasil apresenta uma mudança importante no seu desenho demográfico. Dos anos de 2004 a 2014, o grupo etário que mais apontou crescimento foi das pessoas com mais de 60 anos: um processo conhecido como “transição da estrutura etária” evidenciando a experiência da longevidade, o que tornou necessária a implementação de uma política nacional dirigida aos idosos, seguindo as diretrizes de organizações internacionais sobre programas sociais e assistenciais para essa população (FERNANDES; SOARES, 2012). No Brasil foi em 1994 a instituição de uma política nacional para os idosos visando garantir o princípio fundamental de que “o idoso é um sujeito de direitos e deve ser atendido de maneira diferenciada em cada uma das suas necessidades físicas, sociais, econômicas e políticas” (CAMARANO; PASINATO, 2004, p. 269). Para a coordenação e gestão dessa política foi designada a Secretaria de Assistência Social do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). Outro marco importante foi a aprovação da Política Nacional de Assistência Social (PNAS), em 2004, com sua posterior regulação, em 2005, pelo Sistema
image/svg+xmlSaúde sexual e envelhecimento: revisão da literatura e apontamentos para a educação sexual RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2701Único de Assistência Social (Suas), que estabelece um pacto federativo para a operacionalização da PNAS. O Estatuto do Idoso publicado na Lei nº 10.741 (BRASIL, 2013) regulamenta os direitos assegurados a todos os cidadãos a partir dos 60 anos de idade. Nesse estatuto há menção ao amparo ao direito de atenção integral à saúde, por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS). Garante o acesso universal e igualitário para prevenção, promoção e proteção, bem como a recuperação da saúde, estabelecendo o atendimento preferencial à pessoa idosa, dentre outras ações. A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa – PNSPI (BRASIL, 2006) tem como finalidade primordial a recuperação, manutenção e promoção da autonomia e da independência da pessoa idosa, direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim, em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde. Além das políticas públicas em 2005 há um marco teórico que integraa abordagem multidimensional do envelhecimento e que possui a chancela da Organização Mundial de Saúde (OMS), que adotou o documento "Envelhecimento ativo: um marco para elaboração de políticas". Este documento apresenta os principais desafios a serem enfrentados no mundo, relacionados ao envelhecimento da população, e destaca o fato de que a saúde só pode ser criada e mantida com a participação de vários setores (VERAS, 2009). O envelhecimento ativo é “o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas” (OMS, 2005, p. 14). Um dos aspectos da vida, importante na qualidade de vida, é a sexualidade. Como um tema ainda polêmico, a sexualidade torna-se ainda mais complexa quando se baseia em vários preconceitos relacionados à vida sexual em idades mais avançadas, apesar do reconhecimento científico de que a sexualidade pode ser vivenciada por todos, independentemente da cronologia (PASCUAL, 2002; VERAS, 2009). Para compreender o comportamento sexual do idoso há que se olhar para os costumes sexuais construídos em sociedade. As dificuldades sexuais vivenciadas por alguns idosos hoje, pode estar relacionada não só a um fator isolado e sim por consequências e resultados de toda uma história, regulada por códigos e padrões sócio-normativos dentro da sociedade (PASCUAL, 2002). Estudos têm divulgado que os idosos são pessoas sexuadas (ALENCAR; MARQUES; LEAL; VIEIRA, 2016; NETTO-MARTINS, 2012) e apesar de possíveis dificuldades oriundas do envelhecimento na resposta sexual a prática sexual na idade avançada não só é possível, como é desejável. Alguns autores discutem que a dessexualização no
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI e Tatiana de Cássia Ramos NETTO RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2702envelhecimento não é cronológica é uma questão social (GRANDIM et al.,2007; LINHARES et al.,2008). Não é a atividade sexual que torna as pessoas vulneráveis às IST e ao HIV/Aids, mas as práticas sexuais que são realizadas de forma desprotegidas e este é um pressuposto válido para todas as idades. No entanto, convém ressaltar que o profissional de saúde deve estar atento para as queixas específicas das pessoas idosas, considerando que são seres sexuados e vulneráveis às infecções sexualmente transmissíveis e outras dificuldades no campo amoroso e sexual (SANTOS; ASSIS, 2011; RODRIGUES; PRAÇA, 2010). A vivência da sexualidade, assim como em qualquer fase da vida, precisa ser garantida em saúde sexual. Pesquisas, campanhas de prevenção, políticas públicas e serviços especializados tendem a desconsiderar essa parcela da população, quando se trata de sexualidade e, só recentemente, diante dos avanços da medicina que auxiliaram a vida sexual de mulheres e homens idosos (uso de hormônios, medicamentos para ereção peniana, etc.) é que os serviços de saúde têm recebido mais frequentemente essa população. Junto com a vida sexual mais frequente, registrou-se um aumento significativo de idosos contaminados por infecções sexualmente transmissíveis, como a Aids, despertando o interesse de estudiosos na área da saúde sexual e envelhecimento. O fenômeno dos riscos à saúde sexual no envelhecimento ainda não é tão conhecido pela população em geral ou mesmo pelos profissionais da saúde que deveriam acolher essa demanda. Neste sentido, seria importante um levantamento geral sobre a literatura e o que nela se caracteriza no interesse de pesquisadores (as) sobre essa temática, considerando as pessoas idosas sexualmente ativas, vulneráveis ou com HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis. Diante do exposto, propomos este estudo para investigar o que diz a literatura sobre saúde sexual e envelhecimento. Método Esta pesquisa tem abordagem qualitativa-exploratória, tipo estudo documental (SPATA, 2005), caracterizada como um estudo de revisão sistemática da literatura que é uma modalidade de pesquisa que busca identificar, analisar e apresentar estudos anteriores sobre determinado problema de pesquisa. Passos comuns foram realizados, tais como: localizar os documentos (artigos), selecioná-los diante de critérios de inclusão e de exclusão, analisar a partir de propósitos prévios e interpretá-los à luz da teoria. No nosso caso, optamos pela seleção dos artigos em uma base
image/svg+xmlSaúde sexual e envelhecimento: revisão da literatura e apontamentos para a educação sexual RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2703de dados acessível e geral: scielo.org3que priorizasse os estudos brasileiros, pois nosso interesse posterior era pensar nas políticas públicas. As variáveis estudadas foram “saúde sexual e envelhecimento” e os descritores utilizados foram o cruzamento de: “saúde sexual” e “HIV” com “idoso”, “envelhecimento” e “velhice”. Todos os 114 artigos que apareceram foram selecionados e depois, excluíram-se os repetidos. A amostra final, a partir do objetivo do eixo resultou em 68 artigos. Para a análise de dados, os procedimentos que adotamos foi realizar uma leitura atenta de cada um dos artigos com extração temática e conceitual, para posterior organização das categorias temáticas emergentes, a partir da técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin (2011). Resultados Caracterização geral dos artigos Os artigos encontraram-se entre os anos de 2001 a 2018, sendo a maior concentração deles no ano de 2015. A Figura 1 mostra a distribuição dos artigos da amostra final, ao longo do período em anos. Figura 1– Distribuição dos 68 artigos anualmente Fonte: Elaborado pelos autores 3Disponível em: http://www.scielo.org/php/index.php. Acesso em: 10 set. 2020.
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI e Tatiana de Cássia Ramos NETTO RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2704Na última década o número de artigos está aumentando, tendo sido expressivo a quantidade em 2015 (=12). Antes de 2006, registramos apenas um artigo a cada ano, sendo um em 2006, um em 2004, um em 2003 e outro em 2001. Grande parte dos artigos foi publicado nas seguintes revistas: “Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia” (n=14), “Revista Brasileira de Enfermagem” (n=7) e “Cadernos de Saúde Pública” (n=6). As áreas das ciências das revistas foram localizadas a partir da consulta da Revista que é associada a um departamento, universidade ou associação. (Figura 2). Figura 2– Distribuição dos artigos pelas diferentes áreas da Ciência Fonte: Elaborado pelos autores Assim, quanto à área da ciência, considerando o periódico científico publicado, temos que a maioria dos artigos concentra-se na área da Enfermagem, seguido da Saúde e Gerontologia. Áreas afins foram poucas, tais como “Educação física”, “Antropologia” e a “Psicologia” com apenas duas publicações, o que é bastante limitado. Análise temática dos artigos Os 68 artigos foram distribuídos em cinco categorias envolvendo as temáticas específicas dentro do grande tema que é a saúde sexual no envelhecimento, tal como aparece no Quadro 1.
image/svg+xmlSaúde sexual e envelhecimento: revisão da literatura e apontamentos para a educação sexual RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2705Quadro 1 Distribuição e descrição das categorias temáticas emergentes Categorias TemáticasDescriçãoNo de artigos (n=68)(A)Violência contra idosos (as) Reúne artigos que abordam questões sobre violências físicas, sexuais, psicológicas, financeiras, etc. envolvendo a pessoa no envelhecimento ou a relação com questões de saúde e gênero.6 (B) Doenças e problemas físicos no envelhecimento Envolve artigos que apontam temas específicos sobre problemas de saúde na idade avançada, relacionando com fatores individuais e sociais.8 (C) Saúde sexual e sexualidade Artigos que tratam de questões amplas da sexualidade, como relacionamentos, padrões de beleza, relações de gênero e as específicas da resposta sexual e das mudanças hormonais próprias do envelhecimento.14 (D) Vivências de idosos com HIV/aids: incidência, dados epidemiológicos, diagnóstico e tratamentoEstudos que apresentam dados sobre as incidências de HIV/Aids em pessoas idosas, bem como o perfil e outras características em diferentes contextos. Além disso, os artigos apresentam informações obtidas com as pessoas idosas que já tem HIV/Aids sobre o diagnóstico recebido, adesão e modos de tratamento, hábitos, dificuldades e enfrentamentos diante das necessidades de cuidados após a doença e implicações disso paraa garantia de qualidade de vida. 20 (E) HIV/aids e idosos: Vulnerabilidade e prevenção Estudos que apresentam dados obtidos junto a profissionais da saúde e/ou cuidadores de idosos que têm HIV/Aids ou discutem níveis de informações, conhecimento sobre sexualidade, fatores na vida que levam a vulnerabilidade de idosos diante do contágio de HIV/Aids. Além disso, os artigos citam estratégias de prevenção em saúde sexual voltadas a população idosa. 20 Fonte: Elaborado pelos autores Na Categoria A- “Violência contra idosos (as)”, observamos que os estudos foram realizados a partir de dados registrados em centros de saúde e em sistemas de informações e não diretamente entrevistando os próprios idosos. Os artigos denunciam os altos índices de violência contra os idosos, sendo a física a mais comum, acometidas contra homens idosos e por agressores externos à família, seguida da sexual e psicológica que ocorrem mais com as idosas mulheres, por pessoas conhecidas. A Categoria B- “Doenças e problemas físicos no envelhecimento” apresentou artigos que descreveram aspectos fisiológicos relacionados ao envelhecimento, apontando fatores importantes que possam se relacionar com a saúde e a qualidade de vida, na idade avançada. Doenças como tuberculose, hipotermia, assim como sintomas de transtornos de humor (depressão), foram pesquisados considerando fatores individuais de proteção, como atividade física, relações sexuais, assim como fatores sociais, como condições econômicas favoráveis e políticas públicas eficazes. No campo da sexualidade (Categoria C- “Saúde sexual e sexualidade”), os temas abordados sobre a resposta sexual foram sobre o uso de hormônios e medicalização e os interesses mercadológicos de seus usos. Fatores orgânicos, como dor crônica ou hábitos saudáveis foram destacados como possíveis variáveis que interferem na vida sexual satisfatória
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI e Tatiana de Cássia Ramos NETTO RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2706ou não. Mas, sobretudo, fatores psicossociais são apresentados em vários estudos - mitos e preconceitos, falta de parceiro, desinformações, padrões de beleza, feminilidade e masculinidade, como importantes influências sociais e culturais no exercício da sexualidade no envelhecimento. Muitos artigos concluem a necessidade de atenção por parte de profissionais da saúde sobre a sexualidade no envelhecimento, sobretudo, quanto à vulnerabilidade dessa população diante dos riscos de doenças. Dois estudos de revisão e um texto teórico complementam as informações obtidas pela análise dos artigos nesta categoria, ressaltando a importância dos fatores sociais, econômicos, psicológicos, as questões de gênero, a qualidade da saúde, as condições de educação e de esclarecimento quando se analisa a sexualidade de pessoas idosas, em diferentes contextos e condições. Na Categoria D- “Vivências de idosos com HIV/aids: incidência, dados epidemiológicos, diagnóstico e tratamento” os artigos convergem, de modo geral, para algumas características. A idade média de obtenção do diagnóstico é entre 60 e 69 anos, embora a contaminação possa ocorrer antes. Os estudos mais antigos mostram uma proporção maior de homens idosos do que mulheres, que ao logo dos anos foi diminuindo significativamente, atingindo atualmente, muitas mulheres. A maioria dos (as) idosos (as) com HIV/Aids tem baixa escolaridade, foram contaminados por relações sexuais, heterossexuais. Os estudos brasileiros mostram essas informações a partir de diferentes estados do país: Distrito Federal, Ceará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rondônia e os dados obtidos mostram uma realidade desde 1998 até os dias de hoje. Viver com o HIV/Aids e ser idoso (a), implica em somar as condições da soropositividade e de seu tratamento às mudanças fisiológicas comuns no envelhecimento, que aumentam as chances do desenvolvimento de doenças associadas e dificuldades psicossociais. Diante do diagnóstico, é comum que os (as) idosos (as) nem saibam como ocorreu a transmissão e evidenciam representações negativas sobre a Aids que dificultaram a eles e as famílias, aceitar a nova condição. Geralmente o diagnóstico para essa população acaba ocorrendo de modo tardio, porque os próprios profissionais não investigam essa possibilidade e acabam dialogando com eles (as) sobre sexo e prevenção, somente após já terem se contaminado. A relação entre variáveis que representam fatores de risco, tais como, nível educacional ou outras doenças, ou que representam fatores de proteção, tais como nível educacional elevado, conhecimento e domínio de informações sobre o contágio e a prevenção ou a manutenção de um corpo saudável (atividades físicas, alimentação, etc.)
image/svg+xmlSaúde sexual e envelhecimento: revisão da literatura e apontamentos para a educação sexual RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2707foram focos de alguns estudos para avaliar a qualidade de vida de idosos (as) com HIV/Aids. Qualidade de vida essa, afetada por preocupações com o sigilo, com a vida sexual ou com dificuldades financeiras, além de dificuldades de aceitação do diagnóstico ou do uso da medicação. Dificuldades na adesão ao tratamento foram destacadas em função de atraso ou não uso do medicamento, os efeitos colaterais dos medicamentos ou o uso de bebidas alcoólicas; também houve estudos sobre as influências da terapia antirretroviral e da avaliação da capacidade funcional dessas pessoas. Também estudos destacaram os impactos psicossociais que foram relatados pelos idosos e que levam a uma necessidade de reorganização nas suas atitudes sociais e o enfrentamento de preconceitos. Finalmente, na Categoria E- “HIV/aids e idosos: Vulnerabilidade e prevenção”, os estudos evidenciaram a condição de vulnerabilidade da população idosa diante do contágio de IST em geral, sobretudo quanto ao HIV/Aids. Por um lado, as pessoas idosas não têm ou têm pouca informação sobre o tema e não aderem às práticas preventivas e, por outro, há uma invisibilidade da vida sexual ativa por parte dos profissionais da saúde e falta de políticas públicas que invistam em programas de intervenção para prevenção. Em muitos casos, as pessoas idosas conhecem sobre o HIV/Aids, mas não se reconhecem vulneráveis e não usam o preservativo, mantendo o imaginário que a Aids não os atingem. Mesmo quando há idosos que se reconhecem suscetíveis à infecção, é comum não adotarem as medidas de proteção, como usar o preservativo, muitas vezes, por terem dificuldades para negociar seu uso com parceiros (as), principalmente quando se trata de mulheres idosas. Também nessa categoria, as concepções e opiniões dos profissionais envolvidos no atendimento da clientela idosa foram registrados nos estudos. Há o reconhecimento da vulnerabilidade dessa população ao contágio de HIV/Aids, mas por serem idosos, quando há o contágio, associam a necessidade de maiores cuidados e identificam os impactos desse diagnóstico na vida deles: isolamento, solidão, medo e vergonha diante do preconceito. A discussão dos termos incluídos na Classificação Internacional para a Prática da Enfermagem chama a atenção para a preocupação desses profissionais em nomear com maior precisão os diagnósticos e tratamentos que devem ser direcionados aos idosos, quando se trata da contaminação dessas infecções sexuais. Entretanto, há estudos que mostram que esses profissionais enfatizam o atendimento individualizado e clínico de idosos com HIV/Aids e não ampliam para uma discussão sobre os aspectos sociais envolvidos na vulnerabilidade e que deveriam ser considerados no tratamento.
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI e Tatiana de Cássia Ramos NETTO RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2708Apenas dois artigos referiram-se a propostas de intervenção em educação sexual e levantaram uma questão fundamental no cenário da vulnerabilidade e aumento de índices de HIV/Aids em idosos: a prevenção. Há uma proposta de intervenção com um trabalho em grupo que favorece a divulgação de informações e reflexões sobre a importância das atitudes preventivas e há a descrição de uma cartilha como um material pedagógico que auxiliasse também nesse mesmo propósito. Discussão Os artigos foram localizados no período de duas décadas atrás, sugerindo que o fenômeno da saúde sexual no envelhecimento, principalmente sobre o contágio e a prevenção do HIV/Aids ganhou destaque entre os (as) pesquisadores (as), na medida em que os índices das taxas de contaminação foram sendo mais notificados (BRASIL, 2017). Em 2015 há um aumento expressivo do número de artigos e nossa hipótese é que os dados epidemiológicos que entre 2006 e 2014 mostraram um aumento expressivo de contaminação por HIV/Aids em idosos e uma diminuição entre adultos. A maior parte dos artigos foi publicado em revistas cujas áreas do conhecimento eram específicas do envelhecimento (Geriatria e Gerontologia) ou do campo da saúde (Enfermagem e Saúde pública), ressaltando que a educação sexual ainda é um campo restrito das ciências humanas, pelo menos no que se refere à prevenção da saúde sexual de idosos. Maia e Ribeiro (2011) lembram que os projetos de intervenção em educação sexual devem considerar todas as etapas do desenvolvimento humano e não somente a adolescência e a idade adulta. A busca nesta revisão da literatura focalizou o tema da saúde sexual no envelhecimento e é importante ressaltar que neste eixo de investigação outros temas foram desvelados: doenças, situações de violência e sexualidade. Doenças são comuns no envelhecimento, mas poucos estudos relacionam o adoecimento à saúde sexual ou falta dela (possíveis dificuldades na vida afetiva e sexual). Sobre sexualidade e envelhecimento, sabemos que a literatura tem expressiva contribuição, pois há livros e artigos discutindo, cada vez mais, a sexualidade inerente ao ser humano existente em toda a vida (ALENCAR et. al.,2016; GRANDIM et. al.,2007; LINHARES et. al.,2008; NETTO-MARTINS, 2012). No caso de relacionar a sexualidade à saúde sexual, os artigos encontrados foram mais restritos e consideraram além dos fatores biológicos (alterações na resposta sexual), também os fatores psicológicos e sociais, diante de modelos definidores de normalidade, como estética, sensualidade, vigor sexual etc (MAIA, 2008). Além disso, uma discussão atual foi questionar
image/svg+xmlSaúde sexual e envelhecimento: revisão da literatura e apontamentos para a educação sexual RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2709o uso de hormônios e medicamentos que, por um lado contribuem no exercício da prática sexual, mas por outro, medicalizam o sujeito no sentido de administrar sua subjetividade (CARVALHO; RODRIGUES; COSTA; ANDRADE, 2015). A temática do HIV entre idosos foi predominante na relação entre saúde e envelhecimento (n=40 artigos). Um grupo pesquisas descreve o perfil dessas pessoas, incidência da contaminação e reações ao diagnóstico e ao tratamento. No contexto da atenção secundária foram os profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros, que tiveram acesso a essa população para obtenção desses dados e, em alguns artigos, reconheceram a importância dos sentimentos, temores, dificuldades dessa população para lidarem com essa situação em suas vidas, sem que em nenhum estudo com profissional psicólogo tenha sido mencionado. Bezerra et al.(2015) e Santos e Assis (2011) defendem que é preciso considerar as dificuldades subjetivas e sociais relacionadas à vivência da sexualidade no envelhecimento uma vez que o processo de adoecimento por HIV/aids em idosos está relacionado a preconceitos, estigmas e discriminação. Outro grupo de estudos ressalta a vulnerabilidade das pessoas idosas quanto ao contagio de HIV/Aids, seja pelo pouco conhecimento das informações necessárias para se protegerem, seja pela invisibilidade de suas vidas sexuais e situações de riscos, refletidos nos preconceitos dos profissionais, dos familiares e deles próprios (LAROQUE et al.,2011). Silva et al.(2015, p. 821) lembram que o aumento do número de idosos infectados por HIV/Aids traz um desafio “às políticas públicas e à população em geral no que concerne à necessidade de discutir sexualidade, práticas sexuais no processo de envelhecimento e o impacto dessas questões na promoção de saúde da pessoa idosa”. Dos 68 artigos, apenas dois mencionavam propostas de intervenção visando a prevenção, sugerindo ainda a propagação do mito da assexualidade dessa população e pouca preocupação com campanhas e projetos voltados exclusivamente ao público idoso (ALENCAR et al.,2016; NETTO-MARTINS, 2012; PASCUAL, 2002; VERAS, 2009). Além disso, também apontam a pouca experiência e formação dos profissionais de saúde envolvidos na atenção primária das pessoas idosas, bem como as precárias políticas públicas de prevenção à saúde sexual nesta fase da vida humana (FERNANDES; SOARES, 2012; SILVA et al.,2015). Ou seja, a análise da literatura indica a necessidade de haver propostas de educação sexual e preventiva em saúde sexual diretamente para as pessoas no envelhecimento, tal como defendem Lazzarotto et al.(2013). A literatura converge para a necessidade de os profissionais da saúde reconhecerem que os idosos são sexualmente ativos, são vulneráveis ao contágio de IST, dando atenção às
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI e Tatiana de Cássia Ramos NETTO RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2710suas particularidades tanto no atendimento, quando no planejamento e implementação de intervenções (SANTOS; ASSIS, 2011; SILVA et al.,2015). Considerações A revisão da literatura é um procedimento metodológico importante para um levantamento inicial e mapeamento de um fenômeno que, no Brasil, ainda é pouco acessado nas áreas das ciências humanas e sociais, mas já bastante notificado no campo da saúde. Diante das discussões é preciso não perder de vista a importância do trabalho em equipe interdisciplinar: psicólogos, educadores, médicos, enfermeiros, etc. em todo o processo integral de cuidados com os idosos. Os dados encontrados contribuem para que profissionais da educação sexual tenham conhecimento de elementos importantes para a elaboração e a implementação de propostas de intervenção que possibilitem diminuir o nível de vulnerabilidade de pessoas mais velhas quanto a saúde sexual. Conclui-se que ainda são necessários esforços para garantir o direito ao exercício da sexualidade no envelhecimento, atendendo as necessidades das pessoas mais velhas nas propostas preventivas, no momento do diagnóstico, no oferecimento e na manutenção do tratamento e no acolhimento de possíveis desdobramentos psicossociais da experiência de ser contaminado por HIV/Aids, para si mesmos, para seus pares e familiares e para a sociedade. REFERÊNCIAS ALENCAR, D.; MARQUES, A. P. O.; LEAL, M. C. C.; VIEIRA, J. C. M. Exercício da sexualidade em pessoas idosas e os fatores relacionados. Rev. bras. geriatr. Gerontol, Rio de Janeiro, v. 19, n. 5, p. 861-869, 2016. AZEVEDO, A. L. A velhice e seus processos sócio-históricos. Lisboa: Argumento, 2001. BARDIN, L. Análise de conteúdo. 5. ed. Trad. Luis Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 2011. BEZERRA, V. P.; SERRA, M. A. P.; CABRAL, I. P. P.; MOREIRA, M. A. S. P.; ALMEIDA, S. A.; PATRÍCIO, A. C. F. A. Preventive practices in the elderly and vulnerability to HIV. Rev Gaúcha Enferm, Porto Alegre, v. 36, n. 4, p. 70-76, 2015. BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico HIV Aids 2017. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: https://central3.to.gov.br/arquivo/387532/. Acesso em: 20 jan. 2019. BRASIL. Ministério da Saúde. Estatuto do idoso. 3. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estatuto_idoso_3edicao.pdf. Acesso em: 20 jan. 2019.
image/svg+xmlSaúde sexual e envelhecimento: revisão da literatura e apontamentos para a educação sexual RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2711BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 2. 528 de 19 de outubro de 2006. Aprova a Política Nacional da saúde da pessoa idosa.Brasília, DF, 2006. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt2528_19_10_2006.html. Acesso em: 20 jan. 2019. CAMARANO, A. A.; PASINATO, M. T. O Envelhecimento Populacional na Agenda das Políticas Públicas. In: CAMARANO, A. A. (Org.) Os novos idosos brasileiros: muito além dos 60?Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), 2004. p. 253-292. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/Arq_29_Livro_Completo.pdf. Acesso em: 20 jan. 2019. CARVALHO, S. R.; RODRIGUES, C. O.; COSTA, F. D.; ANDRADE, M. S. Medicalização: uma crítica (im) pertinente? Physis Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, n. 4, p. 1251-1269, 2015. FERNANDES, M. T. O.; SOARES, S. M. O desenvolvimento de políticas públicas de atenção ao idoso no Brasil.Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 46, n. 6, p. 1494-1502, 2012. GRADIM, C. V. C.; SOUSA, A. M.; LOBO, J. M. A prática sexual e o envelhecimento. Cogitare Enfermagem, Curitiba, v. 12, n. 2, nov. 2007. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/9826/6737. Acesso em: 20 jan. 2019. LAROQUE, M. F.; AFFELDT, A. B.; CARDOSO, D. H.; SOUZA, G. L.; SANTANA, M. G.; LANGE, C. Sexualidade do idoso: comportamento para a prevenção de DST/AIDS. Rev. Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre,v. 32, n. 4, p. 774-780, 2011. LAZZAROTTO, A. R. et al. Oficinas educativas sobre HIV/Aids: uma proposta de intervenção para idosos. Rev. bras. de geriatr e gerontol,Rio de Janeiro, v. 14, n. 4, p. 833-843, 2013. LINHARES, F. M. P. et al. Percepção de idosos sobre o exercício da sexualidade atendidos no Núcleo de Atenção ao idoso em Recife. Rev. enferm. Herediana, Recife, v. 1, n. 2, p. 93-103, 2008. MAIA, A. C. B. A Educação Sexual Repressiva: padrões definidores de normalidade. In: SOUZA, C. B. G.; RIBEIRO, P. R. M. (Org.). Sexualidade, Diversidade e Culturas Escolares:contribuições ibero-americanas para estudos de educação, gênero e valores. Araraquara: Laboratório Editorial da FCLar-UNESP; Alcalá de Henares: Universidad de Alcalá, 2008. p. 67-83. (Série Temas em Educação Escolar, n. 9) MAIA, A. C. B.; RIBEIRO, P. R. M. Educação Sexual: princípios para a ação. Doxa Revista Paulista de Psicologia e Educação, Araraquara, v. 15, n. 1, p. 41-51, 2011. NETTO-MARTINS, T. C. R. Sexualidade e Envelhecimento na Percepção de Pessoas Idosas. Orientadora: Ana Cláudia Bortolozzi Maia. 2012. 140 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Bauru, 2012. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Envelhecimento ativo: uma política de saúde. Brasília: Organização Pan-Americana de Saúde, 2005. 61 p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/envelhecimento_ativo.pdf. Acesso em: 20 jan. 2019. PASCUAL, C. P. A sexualidade do idoso vista com novo olhar. São Paulo: Loyola, 2002. RODRIGUES, D. A. L.; PRACA, N. S.Mulheres com idade igual ou superior a 50 anos: ações preventivas da infecção pelo HIV. Rev. Gaúcha Enferm, Porto Alegre, v. 31, n. 2, p. 321-327, 2010.
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI e Tatiana de Cássia Ramos NETTO RIAEE– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587 DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 2712SANTOS, A. F. M.; ASSIS, M. Vulnerabilidade das idosas ao HIV/AIDS: despertar das políticas públicas e profissionais de saúde no contexto da atenção integral: revisão de literatura. Rev. bras. geriatr. gerontol., Rio de Janeiro, v. 14, n. 1, p. 147-157, 2011. SILVA, L. C.; FELICIO, E. E. A. A.; CASSÉTE, J. B.; SOARES, L. A.; MORAIS, R. A.; PRADO, T. S.; GUIMARÃES, D. A. Psychosocial impact of HIV/aids diagnosis on elderly persons receiving care from a public healthcare service. Rev. bras. geriatr. gerontol., Rio de Janeiro, v. 18, n. 4, p. 821-833, 2015. SPATA, A. Métodos de pesquisa: ciências do comportamento e diversidade humana. Rio de Janeiro: LTC, 2005. VERAS, R. P. Envelhecimento Populacional Contemporâneo: demandas, desafios e inovações. Rev. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 43, p. 548-554, 2009. Como referenciar este artigo BORTOLOZZI, A. C.; NETTO, T. C. R. Saúde sexual e envelhecimento: revisão da literatura e apontamentos para a educação sexual. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516 Submetido em:10/09/2019 Revisões requeridas:10/01/2020 Aprovado em: 30/04/2020 Publicado em: 01/12/2020
image/svg+xmlSalud sexual y envejecimiento: Revisión de la literatura y apuntespara la educación sexualRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162699SALUD SEXUAL Y ENVEJECIMENTO: REVISIÓN DE LA LITERATURA Y APUNTES PARA LA EDUCACIÓN SEXUALSAÚDE SEXUAL E ENVELHECIMENTO: REVISÃO DA LITERATURA E APONTAMENTOS PARA A EDUCAÇÃO SEXUALSEXUAL HEALTH AND AGING: LITERATURE REVIEW AND NOTES FOR SEX EDUCATIONAna Cláudia BORTOLOZZI1Tatiana de Cássia Ramos NETTO2RESUMÉN: La expectativa de vida aumentó en Brasil y el envejecimiento, como un fenómeno biológico y psicosocial, es una fase que necesita de atención de profesionales e investigadores. Aunque hay preconceptos sobre la sexualidad en el envejecimiento, muchos ancianos tienen vida sexual activa y son vulnerables a las infecciones de transmisión sexual. Esta investigación documental realizó una revisión de la literatura sobre salud sexual y envejecimiento, seleccionando 68 artículos para análisis de contenido. Los artículos fueron encontrados entre 2001 y 2018, siendo la mayor parte en 2015 y en las áreas de la Enfermería, Salud Colectiva y Gerontología. Los resultados se describen en las categorías: (A) Violencia contra los ancianos (as); (B) Enfermedades y problemas físicos en el envejecimiento; (C) Salud sexual y sexualidad; (D) Vivencias de ancianos con VIH / SIDA. (E) VIH / SIDA y ancianos: vulnerabilidad yprevención.PALABRAS CLAVE: Envejecimiento. Salud Sexual. Educación sexual.RESUMO: A expectativa de vida aumentou no Brasil e o envelhecimento, como um fenômeno biológico e psicossocial, é uma fase de atenção de profissionais e pesquisadores. Embora haja preconceitos sobre a sexualidade no envelhecimento, muitos idosos têm vida sexual ativa e são vulneráveis às infecções sexualmente transmissíveis. Esta pesquisa documental realizou uma revisão da literatura sobre saúde sexual e envelhecimento, selecionando 68 artigos para análise de conteúdo. Os artigos foram encontrados entre 2001 e 2018, sendo a maior parte em 2015 e nas áreas da Enfermagem, Saúde Coletiva e Gerontologia. Os resultados foram descritos nas categorias: (A) Violência contra idosos (as); (B) Doenças e problemas físicos no envelhecimento; (C) Saúde sexual e sexualidade; (D) Vivências de idosos com HIV/Aids. (E) HIV/Aids e idosos: vulnerabilidade e prevenção. Conclui-se a necessidade da educação sexual para diminuir o nível de vulnerabilidade de pessoas idosas sobre a saúde sexual.PALAVRAS-CHAVE:Envelhecimento. Saúde Sexual.Educação Sexual.1Universidad Estadual Paulista (UNESP), BauruSP Brasil. Profesoradel Departamento de Psicología. Postdoctorado en Educación(UMINHO) Portugal. Socio Asociado en Inclusión, Educación Sexual y Desarrollo Humano. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4796-5451. E-mail: claudia.bortolozzi@unesp.br2Universidad Estatal Paulista (UNESP), Bauru SP, Brasil. Estudiante de doctorado en el Programa de Posgrado en Psicología del Desarrollo y aprendizaje.ORCID:https://orcid.org/0000-0002-9907-790X.E-mail: taty_psy@yahoo.com.br
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI yTatiana de Cássia Ramos NETTORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162700ABSTRACT:Life expectancy has increased in Brazil and ageing, as a biological and psychosocial phenomenon, is a phase of attention of professionals and researchers. Although there are prejudices about sexuality in aging, many elderly people have an active sexual life and are vulnerable to sexually transmitted infections. This documentary research conducted a literature review on sexual health and aging, selecting 68 articles for content analysis. The articles were found between2001 and 2018, most of them in 2015 and in the areas of Nursing, Collective Health and Gerontology. The results were described in the categories: (A) Violence against elderly; (B) Diseases and physical problems in aging; (C) Sexual health and sexuality; (D) Experiences of elderly with HIV/AIDS. (E) HIV/AIDS and elderly: vulnerability and prevention. The need for sex education to decrease the level of vulnerability of older people to sexual health is concluded.KEYWORDS:Aging. Sexual Health. Sexual Education.IntroducciónCon el tiempo, las sociedades han ido atribuyendo diferentes significados a la vejez, por lo que no es posible entenderla simplemente en su dimensión biológica, sino más bien como un fenómeno histórico, social y cultural (AZEVEDO, 2005). La esperanza de vida en Brasil es de aproximadamente 75 años, al igual que en las Américas, es decir, la población anciana ha aumentado rápidamente en las últimas décadas, alentando a investigadores y profesionales a planificar acciones que promuevan la calidad de vida durante esta fase del desarrollo humano. Aunque el envejecimiento no es un fenómeno restringido a la población brasileña, Brasil presenta un cambio importante en su diseño demográfico. De 2004 a 2014, el grupo de edad que más señaló crecimiento fue el de personas mayores de 60 años: un proceso conocido como "transición de estructura de edad" evidenciando la experiencia de longevidad, lo que hizo necesario implementar una política nacional dirigida a las personas mayores, siguiendo los lineamientos de organismos internacionales sobre programas sociales y de cuidado para esta población (FERNANDES; SOARES, 2012). En Brasil, en 1994, se estableció una política nacional para las personas de edad para garantizar el principio fundamental de que "las personas de edad son un sujeto de derechos y deben ser tratadas de manera diferente en cada una de sus necesidades físicas, sociales, económicas y políticas" (CAMARANO; PASINATO, 2004, p. 269). Para la coordinación y gestión de esta política se designó la Secretaría de Asistencia Social del Ministerio de Seguridad Social y Asistencia Social (MPAS). Otro hito importante fue la aprobación de la Política Nacional de Asistencia Social (PNAS) en 2004, con su posterior regulación en 2005 por el Sistema Único de Asistencia Social (Suas), que establece un pacto federativo para la operacionalización de la PNAS.
image/svg+xmlSalud sexual y envejecimiento: Revisión de la literatura y apuntespara la educación sexualRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162701El Estatuto del Adulto Mayor publicado en la Ley N° 10.741 (BRASIL, 2013) regula los derechos otorgados a todos los ciudadanos a partir de los 60 años de edad. En este estatuto se menciona el apoyo al derecho a laatención integral de la salud, a través del Sistema Único de Salud (SUS). Garantiza el acceso universal e igualitario para la prevención, promoción y protección, así como la recuperación de la salud, estableciendo una atención preferente a las personas mayores, entre otras acciones. La Política Nacional de Salud de la Persona Sana (PNSPI) (BRASIL, 2006) tiene como propósito primordial la recuperación, mantenimiento y promoción de la autonomía e independencia de la persona mayor, dirigiendo las medidas de salud colectivas e individuales para este fin, en línea con los principios y lineamientos del Sistema Único de Salud. Además de las políticas públicas en 2005,existe un marco teórico que integra el enfoque multidimensional del envejecimiento y cuenta con el sello de la Organización Mundial de la Salud (OMS), que adoptó el documento "Envejecimiento activo: un marco para la formulación de políticas". Este documento presenta los principales desafíos a enfrentar en el mundo, relacionados con el envejecimiento de la población, y destaca el hecho de que la salud solo puede crearse y mantenerse con la participación de varios sectores (VERAS, 2009). El envejecimiento activo es "el proceso de optimización de las oportunidades de salud, participación y seguridad, conel objetivo de mejorar la calidad de vida a medida que las personas envejecen" (OMS, 2005, p. 14).Uno de los aspectos de la vida, importante en la calidad de vida, es la sexualidad. Como tema aún controvertido, la sexualidad se vuelve aún más compleja cuando se basa en diversos prejuicios relacionados con la vida sexual en edades más avanzadas, a pesar del reconocimiento científico de que la sexualidad puede ser experimentada por todos, independientemente de la cronología (PASCUAL, 2002; VERAS, 2009).Para entender el comportamiento sexual de los ancianos, uno debe mirar las costumbres sexuales construidas en la sociedad. Las dificultades sexuales que experimentan algunos ancianos hoy en día pueden estar relacionadas no sólo con un factor aislado, sino conlas consecuencias y resultados de toda una historia, regulada por códigos y estándares socionormativos dentro de la sociedad (PASCUAL, 2002). Los estudios han demostrado que los ancianos son personas sexuales (ALENCAR; MARQUES, EL MARQUÉS; LEAL; VIEIRA, 2016; NETTO-MARTINS, 2012) y a pesar de las posibles dificultades derivadas del envejecimiento en la respuesta sexual la práctica sexual en la vejez no solo es posible, sino que es deseable. Algunos autores sostienen que la desexualización en el envejecimiento no es cronológica es una cuestión social (GRANDIM et al.,2007; LINHARES et al.,2008).
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI yTatiana de Cássia Ramos NETTORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162702No es la actividad sexual lo que hace que las personas sean vulnerables a las ITS y al VIH/SIDA, sino las prácticas sexuales que se llevan a cabo de manera desprotegida y esta es una suposición válida para todas las edades. Sin embargo, se debe enfatizar que el profesional de la salud debe estar atento a las quejas específicas de las personas mayores, considerando que son seres sexuales y vulnerables a las infecciones de transmisión sexual y otras dificultades en el campo amoroso y sexual (SANTOS; ASSIS, 2011; RODRIGUES; PRAÇA, 2010).La experiencia de la sexualidad, como en cualquier fase de la vida, necesita ser garantizada en la salud sexual. La investigación, las campañas de prevención, las políticas públicas y los servicios especializados tienden a desconocer a esta parte de la población cuando se trata de sexualidad y, solo recientemente, ante los avances en medicina que han ayudado a la vida sexual de mujeres y hombres mayores (uso de hormonas, medicamentos para la reacción peneana, etc.) es que los servicios de salud han recibidocon mayor frecuencia a esta población. Junto con la vida sexual más frecuente, hubo un aumento significativo de personas mayores infectadas con infecciones de transmisión sexual, como el SIDA, despertando el interés de los estudiosos en el área de la salud sexual y el envejecimiento. El fenómeno de los riesgos para la salud sexual en el envejecimiento aún no es tan conocido por la población en general o incluso por los profesionales de la salud que deberían acoger esta demanda. En este sentido, sería importante contar con una encuesta general sobre la literatura y lo que se caracteriza en interés de los investigadores sobre este tema, considerando sexualmente activos, vulnerables o con VIH/SIDA y otras infecciones de transmisión sexual. En vista de lo anterior, proponemos este estudio para investigar lo que dice la literatura sobre salud sexual y envejecimiento. MétodoEsta investigación tiene un enfoque cualitativo-exploratorio, tipo estudio documental (SPATA, 2005), caracterizado como un estudio sistemático de revisión de la literatura que es una modalidad de investigación que busca identificar, analizar y presentar estudios previos sobre un problema de investigación en particular.Se realizaron pasos comunes, tales como: localizar los documentos (artículos), seleccionarlos antes de los criterios de inclusión y exclusión, analizar a partir de propósitos anteriores e interpretarlos a la luz de la teoría. En nuestro caso, optamos por seleccionar los
image/svg+xmlSalud sexual y envejecimiento: Revisión de la literatura y apuntespara la educación sexualRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162703artículos en una base de datos accesible y general: scielo.org3priorizar los estudios brasileños, porque nuestro interés posterior fue pensar en políticas públicas. Las variables estudiadas fueron "salud sexual y envejecimiento" y los descriptores utilizados fueron el cruce de: "salud sexual" y "VIH" con "ancianos", "envejecimiento" y "vejez". Se seleccionaron los 114 artículos que aparecieron y luego se excluyeron los repetidos. La muestra final, basada en el objetivo del eje, dio como resultado 68 artículos.Para el análisis de datos, los procedimientos que adoptamos fueron realizar una lectura cuidadosa de cada uno de los artículos con extracción temática y conceptual, para la posterior organización de las categorías temáticas emergentes,con base en la técnica de análisis de contenido propuesta por Bardin (2011). ResultadosCaracterización general de los artículosLos artículos fueron encontrados entre 2001 y 2018, siendo la mayor concentración de los mismos en 2015. La Figura 1 muestra la distribución de los artículos en la muestra final durante el período en años.Figura 1Distribución de 68 artículos anualmenteFuente: Elaboración propia3Disponible en: http://www.scielo.org/php/index.php. Acceso: 10 sept. 2020.
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI yTatiana de Cássia Ramos NETTORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162704En la última década el número de artículos está aumentando, y la cantidad fue significativa en 2015 (=12). Antes de 2006, registrábamos sólo un artículo cada año, uno en 2006, uno en 2004, uno en 2003 y otro en 2001. La mayoría de los artículos fueron publicados en las siguientes revistas: "Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia" (n=14), "Revista Brasileira de Enfermagem" (n=7) y "Cadernos de Saúde Pública" (n=6). Las áreas de las ciencias de las revistas se localizaron a partir de la consulta de la revista que está asociada a un departamento, universidad o asociación. (Figura 2).Figura 2Distribución de artículos en las diferentes áreas de la CienciaFuente: Elaboración propiaAsí, en cuanto al área de la ciencia, considerando la revista científica publicada, tenemos que la mayoría de los artículos se centran en la enfermería, seguidos de Salud y Gerontología. Las áreas relacionadas fueron pocas, como "Educación Física", "Antropología" y "Psicología" con solo dos publicaciones, lo cual es bastante limitado.Análisis temático de artículosLos 68 artículos se distribuyeron en cinco categorías que involucran los temas específicos dentro del gran tema que es la salud sexual en el envejecimiento, como se muestra en el Gráfico 1.
image/svg+xmlSalud sexual y envejecimiento: Revisión de la literatura y apuntespara la educación sexualRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162705Cuadro 1 Distribución y descripción de las nuevas categorías temáticasCategorías temáticasDescripciónEn los artículos (n=68)(A) Violencia contra las personas mayores Reúne artículos que abordan cuestiones sobre violencia física, sexual, psicológica, financiera, etc. que involucran a la persona en el envejecimiento o la relación con temas de salud y género.6(B) Enfermedades y problemas físicos en el envejecimiento Se trata de artículos que señalan temas específicos sobre problemas de salud en la vejez, relacionados con factores individuales y sociales.8C) Salud sexual y sexualidad Artículos que tratan temas amplios de la sexualidad, como las relaciones, los patrones de belleza, las relaciones de género y los específicos de la respuesta sexual y los cambios hormonales específicos del envejecimiento.14D) Experiencias de las personas de edad con VIH/SIDA: incidencia, datos epidemiológicos, diagnóstico y tratamientoEstudios que presentan datos sobre la incidencia del VIH/SIDA en los ancianos, así como el perfil y otras características en diferentes contextos. Además, los artículos presentan información obtenida de las personas mayores que ya tienen VIH/SIDA sobre el diagnóstico recibido, los modos de tratamiento y tratamiento, los hábitos, las dificultades y el afrontamiento de las necesidades de atención después de la enfermedad y las implicaciones para la garantía de la calidad de vida. 20E) El VIH/SIDA y las personas de edad: vulnerabilidad y prevenciónEstudios que presentan datos obtenidos de profesionales de la salud y/o cuidadores de personas mayores que tienen VIH/SIDA o discuten niveles de información, conocimiento sobre sexualidad, factores en la vida que conducen a la vulnerabilidad de los ancianos frente a la infección por VIH/SIDA. Además, los artículos citan estrategias de prevención en salud sexual dirigidas a la población anciana. 20Fonte: Elaborado pelos autoresEn la Categoría A-"Violencia contra los ancianos", observamos que los estudios se realizaron a partir de datos registrados en centros de salud y en sistemas de información y no entrevistando directamente a los propios ancianos. Los artículos denuncian losaltos índices de violencia contra las personas mayores, siendo la más común la física, afectada contra los ancianos y por agresores fuera de la familia, seguida de la violencia sexual y psicológica que se produce más con las mujeres mayores, por personas conocidas. La categoría B-"Enfermedades y problemas físicos en el envejecimiento" presentó artículos que describieron aspectos fisiológicos relacionados con el envejecimiento, señalando factores importantes que pueden estar relacionados con la salud y la calidad de vida en la vejez. Enfermedades como la tuberculosis, la hipotermia, así como los síntomas de los trastornos del estado de ánimo (depresión), se investigaron considerando factores protectores individuales, como la actividad física, las relaciones sexuales, así como factores sociales, como condiciones económicas favorables y políticas públicas efectivas. En el campo de la sexualidad (Categoría C-"Salud sexual y sexualidad"), los temas abordados sobre la respuesta sexual fueron sobre el uso de hormonas y la medicalización y los intereses de mercado de sus usos. Se destacaron factores orgánicos como el dolor crónico o los
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI yTatiana de Cássia Ramos NETTORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162706hábitos saludables como posibles variables que interfieren en la vida sexual satisfactoria o no satisfactoria. Pero, sobre todo, los factores psicosociales se presentan en varios estudios: mitos y prejuicios, falta de pareja, falta de información, patrones de belleza, feminidad y masculinidad, como importantes influencias sociales y culturales en el ejercicio de la sexualidad en el envejecimiento. Muchos artículos concluyen la necesidad de que los profesionales de la salud se preocupen por la sexualidad en el envejecimiento, especialmente en lo que respecta a la vulnerabilidad de esta población a los riesgos de enfermedades. Dos estudios de revisión y un texto teórico complementan la información obtenida por el análisis de los artículos de esta categoría, enfatizando la importancia de los factores sociales, económicos, psicológicos, cuestiones de género, calidad de salud, condiciones de educación y clarificación al analizar la sexualidad de las personas mayores, en diferentes contextos y condiciones.En la Categoría D-"Experiencias de ancianos con VIH/SIDA: incidencia, datos epidemiológicos, diagnóstico y tratamiento" convergen artículos, en general, para algunas características. La edad media de diagnóstico es de entre 60 y 69 años, aunque la contaminación puede ocurrir antes. Estudios más antiguos muestran una mayor proporción de hombres mayores que de mujeres, que en los primeros años fue disminuyendo significativamente, llegando actualmente a muchas mujeres. La mayoría de las personas mayores con VIH/SIDA tienen baja escolaridad, han sido infectadas por relaciones sexuales heterosexuales. Estudios brasileños muestran esta información de diferentes estados del país: Distrito Federal, Ceará, Rio Grande do Sul, Río de Janeiro, Minas Gerais y Rondônia y los datos obtenidos muestran una realidad desde 1998 hasta la actualidad.Vivir con VIH/SIDA y ser anciano (a) implica agregar las condiciones de seropositividad y su tratamiento a los cambios fisiológicos comunes en el envejecimiento, que aumentan las posibilidades de desarrollar enfermedades asociadas y dificultades psicosociales. Dado el diagnóstico, es común que los ancianos ni siquiera sepan cómo se produjo la transmisión y evidencian representaciones negativas sobre el SIDA que dificultaron que ellos y sus familias aceptaran la nueva condición. Generalmente, el diagnóstico para esta población termina ocurriendo tarde, porque los propios profesionales no investigan esta posibilidad y terminan dialogando con ellos sobre el sexo y la prevención, solo después de que ya se han infectado.La relación entre variables que representan factores de riesgo, como el nivel educativo u otras enfermedades, o que representan factores protectores, como el alto nivel educativo, el conocimiento y el dominio de la información sobre el contagio y la prevención o mantenimiento
image/svg+xmlSalud sexual y envejecimiento: Revisión de la literatura y apuntespara la educación sexualRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162707de un cuerpo sano (actividades físicas, alimentación, etc.) fueron focos de algunos estudios para evaluar la calidad de vida de las personas mayores con VIH/SIDA. Esta calidad de vida, afectada por preocupaciones sobre confidencialidad, vida sexual o dificultades financieras, así como dificultades para aceptar el diagnóstico o el uso de medicamentos. Se destacaron dificultades en la adherencia al tratamiento debido a la demora o no uso de la medicación, los efectos secundarios de las drogas o el uso de bebidas alcohólicas; también se han realizado estudios sobre las influencias de la terapia antirretroviral y la evaluación de la capacidad funcional de estas personas. Los estudios también han puesto de relieve los impactos psicosociales que fueron reportados por los ancianos y que conducen a la necesidad de reorganización en sus actitudes sociales y hacer frente a los prejuicios.Finalmente, en la Categoría E-"VIH/SIDA y las personas mayores: Vulnerabilidad y prevención",los estudios mostraron la vulnerabilidad de la población anciana frente al contagio de las ITS en general, especialmente en relación con el VIH/SIDA. Por un lado, las personas mayores no tienen o tienen poca información sobre el tema y no se adhieren a las prácticas preventivas y, por otro lado, existe una invisibilidad de la vida sexual activa por parte de los profesionales de la salud y falta de políticas públicas que inviertan en programas de intervención para la prevención. En muchos casos, las personas mayores conocen el VIH/SIDA, pero no se reconocen como vulnerables y no usan preservativos, manteniendo el imaginario de que el SIDA no les llega. Incluso cuando hay ancianos que se reconocen susceptibles a la infección, es común no adoptar medidas de protección, como el uso de preservativos, a menudo porque tienen dificultades para negociar su uso con sus parejas,especialmente cuando se trata de mujeres mayores. También en esta categoría, se registraron en los estudios las concepciones y opiniones de los profesionales involucrados en el cuidado de la antigua clientela. Se reconoce la vulnerabilidad de esta población a la infecciónpor VIH/SIDA, pero por ser ancianos, cuando hay contagio, asocian la necesidad de una mayor atención e identifican los impactos de este diagnóstico en sus vidas: aislamiento, soledad, miedo y vergüenza ante los prejuicios. La discusión de los términos incluidos en la Clasificación Internacional para la Práctica de Enfermería llama la atención sobre la preocupación de estos profesionales por nombrar con mayor precisión los diagnósticos y tratamientos que deben dirigirse a las personas mayores cuando se trata de la contaminación de estas infecciones sexuales. Sin embargo, existen estudios que demuestran que estos profesionales enfatizan la atención individualizada y clínica de los
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI yTatiana de Cássia Ramos NETTORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162708ancianos con VIH/SIDA y no se amplían a una discusión sobre los aspectos sociales involucrados en la vulnerabilidad y deben ser considerados en el tratamiento.Sólo dos artículos se referían a propuestas de intervención en educación sexual y planteaban una cuestión fundamental en el escenario de vulnerabilidad y aumento de las tasasde VIH/SIDA en las personas de edad: la prevención. Hay una propuesta de intervención con un trabajo grupal que favorece la difusión de información y reflexiones sobre la importancia de las actitudes preventivas y existe la descripción de un folleto como material pedagógico que también ayudaría en este mismo propósito. DiscusiónLos artículos fueron localizados en el período de hace dos décadas, lo que sugiere que el fenómeno de la salud sexual en el envejecimiento, principalmente sobre la infección por VIH / SIDA y la prevención ganó prominencia entre los investigadores, ya que las tasas de contaminación fueron más notificadas (BRASIL, 2017). En 2015 hay un aumento significativo en el número de artículos y nuestra hipótesis es que los datosepidemiológicos que entre 2006 y 2014 mostraron un aumento significativo en la contaminación por VIH/SIDA en los ancianos y una disminución entre los adultos.La mayoría de los artículos fueron publicados en revistas cuyas áreas de conocimiento eran específicas del envejecimiento (Geriatría y Gerontología) o del campo de la salud (Enfermería y Salud Pública), enfatizando que la educación sexual sigue siendo un campo restringido de las ciencias humanas, al menos en lo que respecta a la prevención de la salud sexual en las personas mayores. Maia y Ribeiro (2011) recuerdan que los proyectos de intervención en educación sexual deben considerar todas las etapas del desarrollo humano y no solo la adolescencia y la edad adulta. La búsqueda en esta revisión bibliográfica se centró en el tema de la salud sexual en el envejecimiento y es importante destacar que en este eje de investigación se dieron a conocer otros temas: enfermedades, situaciones de violencia y sexualidad. Las enfermedades son comunes en el envejecimiento, pero pocos estudios relacionan la enfermedad con la salud sexual o la falta de ella (posibles dificultades en la vida afectiva y sexual). Sobre sexualidad y envejecimiento, sabemos que la literatura tiene un aporte expresivo, pues existen libros y artículos que discuten, cada vez más, la sexualidad inherente al ser humano que existe a lo largo de la vida (ALENCAR et al.,2016; GRANDIM et al.,2007; LINHARES et al.,2008; NETTO-MARTINS, 2012).
image/svg+xmlSalud sexual y envejecimiento: Revisión de la literatura y apuntespara la educación sexualRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162709En el caso de relacionar la sexualidad con la salud sexual, los artículos encontrados fueron más restringidos y considerados más allá de factores biológicos (alteraciones en la respuesta sexual), también factores psicológicos y sociales, en vista de modelos definidos de normalidad, como la estética, la sensualidad, el vigor sexual, etc. (MAIA, 2008). Además, una discusión actual fue cuestionar el uso de hormonas y medicamentos que, por un lado, contribuyen al ejercicio de la práctica sexual, pero, por otro lado, medicalizan al sujeto con el fin de manejar su subjetividad (CARVALHO; RODRIGUES; COSTA; ANDRADE, 2015).El tema del VIH entre los ancianos fue predominante en la relación entre salud y envejecimiento (n=40 artículos). Un grupo de investigación describe el perfil de estas personas, la incidencia de contaminación y las reacciones al diagnóstico y tratamiento. En el contexto de la atención secundaria, los profesionales de la salud, como médicos y enfermeras, tuvieron acceso a esta población para obtener estos datos y, en algunos artículos, reconocieron la importancia de los sentimientos, miedos, dificultades de esta población para hacer frente a esta situación en sus vidas, sin mencionar ningún estudio con un psicólogo. Bezerra et al.(2015) y Santos y Assis (2011) argumentan que es necesario considerar las dificultades subjetivas y sociales relacionadas con la experiencia de la sexualidad en el envejecimiento, ya que el proceso de enfermedad por VIH/sida en los ancianos está relacionado con prejuicios, estigmas y discriminación. Otro grupo de estudio destaca la vulnerabilidad de los enfermos al VIH/SIDA, ya sea por el escaso conocimiento de la información necesaria para protegerse, o por la invisibilidad de su vida sexual y situaciones de riesgo, reflejadas en los prejuicios de los profesionales, familiares y ellos mismos (LAROQUE et al.,2011).Silva et al.(2015, p. 821) recuerdan que el aumento en el número de ancianos infectados con VIH/SIDA trae un desafío "a las políticas públicas y a la población en general con respecto a la necesidad de discutir la sexualidad, las prácticas sexuales en el proceso de envejecimiento y el impacto de estos temas en la promoción de la salud de los ancianos". De los 68 artículos, solo dos mencionaron propuestas de intervención dirigidas a la prevención, sugiriendo también la difusión del mito de la asexualidad de esta población y poca preocupación por las campañas y proyectos dirigidos exclusivamente al público anciano (ALENCAR et al.,2016; NETTO-MARTINS, 2012; PASCUAL, 2002; VERAS, 2009). Además, también señalan la poca experiencia y capacitación de los profesionales de la salud involucrados en la atención primaria de los ancianos, así como las precarias políticas públicas para la prevención de la salud sexual en esta fase de la vida humana(FERNANDES; SOARES, 2012; SILVA et al.,2015). Es decir, el análisis de la literatura indica la necesidad de
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI yTatiana de Cássia Ramos NETTORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162710propuestas de educación sexual y preventiva en salud sexual directamente para las personas en edad avanzada, como defienden Lazzarotto et al.(2013). La literatura converge a la necesidad de que los profesionales de la salud reconozcan que los ancianos son sexualmente activos, son vulnerables alcontagio de las ITS, prestando atención a sus particularidades tanto en la atención como en la planificación e implementación de intervenciones (SANTOS; ASSIS, 2011; SILVA et al.,2015). ConsideracionesLa revisión de la literatura es un procedimiento metodológico importante para un estudio inicial y un mapeo de un fenómeno que, en Brasil, todavía es poco accesible en las áreas de las ciencias humanas y sociales, pero ya ampliamente reportado en el campo de la salud. A la vista de las discusiones, es necesario no perder de vista la importancia del trabajo en equipo interdisciplinario: psicólogos, educadores, médicos, enfermeras, etc. en todo el proceso integral de atención a las personas mayores. Los datos encontrados contribuyen a que los profesionales de la educación sexual tengan conocimiento de elementos importantes para la elaboración e implementación de propuestas de intervención que permitan reducir el nivel de vulnerabilidad de las personas mayoresrespecto a la salud sexual.Se concluye que aún se necesitan esfuerzos para garantizar el derecho a ejercer la sexualidad en el envejecimiento, satisfaciendo las necesidades de las personas mayores en propuestas preventivas, en el momento del diagnóstico,ofreciendo y manteniendo el tratamiento y acogiendo las posibles consecuencias psicosociales de la experiencia de ser infectados por el VIH/SIDA, para ellos mismos, para sus compañeros y familiares y para la sociedad.REFERENCIASALENCAR, D.; MARQUES, A. P. O.; LEAL, M. C. C.; VIEIRA, J. C. M. Exercício da sexualidade em pessoas idosas e os fatores relacionados. Rev. bras. geriatr. Gerontol, Rio de Janeiro, v. 19, n. 5, p. 861-869, 2016. AZEVEDO, A. L. A velhice e seus processos sócio-históricos. Lisboa: Argumento, 2001.BARDIN, L. Análise de conteúdo.5. ed. Trad. Luis Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 2011. BEZERRA, V. P.; SERRA, M. A. P.; CABRAL, I. P. P.; MOREIRA, M. A. S. P.; ALMEIDA, S. A.; PATRÍCIO, A. C. F. A. Preventive practices in the elderly and vulnerability to HIV. Rev Gaúcha Enferm, Porto Alegre, v. 36, n. 4, p. 70-76, 2015.
image/svg+xmlSalud sexual y envejecimiento: Revisión de la literatura y apuntespara la educación sexualRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162711BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico HIV Aids 2017. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017. Disponible en:https://central3.to.gov.br/arquivo/387532/. Acceso: 20 enero. 2019.BRASIL. Ministerio de Salud. Situación de las personas mayores.3. Ed. Brasilia, DF: Ministerio de Salud, 2013. Disponible en: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estatuto_idoso_3edicao.pdf. Acceso: 20 enero 2019.BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 2. 528 de 19 de outubro de 2006. Aprova a Política Nacional da saúde da pessoa idosa.Brasília, DF, 2006. Disponible en: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt2528_19_10_2006.html. Acceso: 20 enero 2019.CAMARANO, A. A.; PASINATO, M. T. O Envelhecimento Populacional na Agenda das Políticas Públicas. In: CAMARANO, A. A. (Org.) Os novos idosos brasileiros: muitoalém dos 60?Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), 2004. p. 253-292. Disponible en: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/Arq_29_Livro_Completo.pdf. Acceso: 20 enero 2019.CARVALHO, S. R.; RODRIGUES, C. O.; COSTA, F. D.; ANDRADE, M. S. Medicalização: uma crítica (im) pertinente? Physis Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, n. 4, p. 1251-1269, 2015.FERNANDES, M. T. O.; SOARES, S. M. O desenvolvimento de políticas públicas de atenção ao idoso no Brasil.Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 46, n. 6, p. 1494-1502, 2012. GRADIM, C. V. C.; SOUSA, A. M.; LOBO, J. M. A prática sexual e o envelhecimento. Cogitare Enfermagem, Curitiba, v. 12, n. 2, nov. 2007. Disponible en: https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/9826/6737. Acceso: 20 enero 2019.LAROQUE, M. F.; AFFELDT, A. B.; CARDOSO, D. H.; SOUZA, G. L.; SANTANA, M. G.; LANGE, C. Sexualidade do idoso: comportamento para a prevenção de DST/AIDS. Rev. Gaúcha deEnfermagem, Porto Alegre,v. 32, n. 4, p. 774-780, 2011. LAZZAROTTO, A. R. et al. Oficinas educativas sobre HIV/Aids: uma proposta de intervenção para idosos.Rev. bras. de geriatr e gerontol,Rio de Janeiro, v. 14, n. 4, p. 833-843, 2013. LINHARES, F. M. P. et al. Percepção de idosos sobre o exercício da sexualidade atendidos no Núcleo de Atenção ao idoso em Recife. Rev. enferm. Herediana, Recife, v. 1, n. 2, p. 93-103, 2008.MAIA, A. C. B. A Educação Sexual Repressiva: padrões definidores de normalidade. In: SOUZA, C. B. G.; RIBEIRO, P. R. M. (Org.). Sexualidade, Diversidade e Culturas Escolares:contribuições ibero-americanas para estudos de educação, gênero e valores. Araraquara: Laboratório Editorial da FCLar-UNESP; Alcalá de Henares: Universidad de Alcalá, 2008. p. 67-83. (Série Temas em Educação Escolar, n. 9)
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI yTatiana de Cássia Ramos NETTORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162712MAIA, A. C. B.; RIBEIRO, P. R. M. Educação Sexual: princípios para a ação. Doxa Revista Paulista de Psicologia e Educação, Araraquara, v. 15, n. 1, p. 41-51, 2011.NETTO-MARTINS, T. C. R. Sexualidade e Envelhecimento na Percepção de Pessoas Idosas.Orientadora: Ana Cláudia Bortolozzi Maia. 2012. 140 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Bauru, 2012.ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Envelhecimento ativo: uma política de saúde. Brasília: Organização Pan-Americana de Saúde, 2005. 61 p. Disponible en: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/envelhecimento_ativo.pdf. Acceso: 20 de enero. 2019.PASCUAL, C. P. A sexualidade do idoso vista com novo olhar. São Paulo: Loyola, 2002. RODRIGUES, D. A. L.; PRACA, N. S.Mulheres com idade igualou superior a 50 anos: ações preventivas da infecção pelo HIV. Rev. Gaúcha Enferm, Porto Alegre, v. 31, n. 2, p. 321-327, 2010. SANTOS, A. F. M.; ASSIS, M. Vulnerabilidade das idosas ao HIV/AIDS: despertar das políticas públicas e profissionais de saúdeno contexto da atenção integral: revisão de literatura. Rev. bras. geriatr. gerontol., Rio de Janeiro, v. 14, n. 1, p. 147-157, 2011. SILVA, L. C.; FELICIO, E. E. A. A.; CASSÉTE, J. B.; SOARES, L. A.; MORAIS, R. A.; PRADO, T. S.; GUIMARÃES, D. A. Psychosocial impact of HIV/aids diagnosis on elderly persons receiving care from a public healthcare service.Rev. bras. geriatr. gerontol., Rio de Janeiro, v. 18, n. 4, p. 821-833, 2015. SPATA, A. Métodos de pesquisa: ciências do comportamento e diversidade humana. Rio de Janeiro: LTC, 2005.VERAS, R. P. Envelhecimento Populacional Contemporâneo: demandas, desafios e inovações. Rev. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 43, p. 548-554, 2009. Cómo hacer referencia a este artículoBORTOLOZZI, A. C.; NETTO, T. C. R. Salud sexual y envejecimiento: Revisión de la literatura y apuntes para la educación sexual. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, dic. 2020. e-ISSN: 1982-5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14516Enviado en: 10/09/2019Revisiones requeridasen: 10/01/2020Aprobadoen:30/04/2020Publicadoen: 12/01/2020
image/svg+xmlSexual health and aging: Literature review and notes for sex educationRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, Dec. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162699SEXUAL HEALTH AND AGING: LITERATURE REVIEW AND NOTES FOR SEX EDUCATIONSAÚDE SEXUAL E ENVELHECIMENTO: REVISÃO DA LITERATURA E APONTAMENTOS PARA A EDUCAÇÃO SEXUALSALUD SEXUAL Y ENVEJECIMENTO: REVISIÓN DE LA LITERATURA Y APUNTES PARA LA EDUCACIÓN SEXUALAna Cláudia BORTOLOZZI1Tatiana de Cássia Ramos NETTO2ABSTRACT:Life expectancy has increased in Brazil and ageing, as a biological and psychosocial phenomenon, is a phase of attention of professionals and researchers. Although there are prejudices about sexuality in aging, many elderly people have an active sexual life and are vulnerable to sexually transmitted infections. This documentary research conducted a literature review on sexual health and aging, selecting 68 articles for content analysis. The articles were found between 2001 and 2018, most of them in 2015 and in the areas of Nursing, Collective Health and Gerontology. The results were described in the categories: (A) Violence against elderly; (B) Diseases and physical problems in aging; (C) Sexual health and sexuality; (D) Experiences of elderly with HIV/AIDS. (E) HIV/AIDS and elderly: vulnerability and prevention. The need for sex education to decrease the level of vulnerability of older people to sexual healthis concluded.KEYWORDS:Aging. Sexual Health. Sexual Education.RESUMO: A expectativa de vida aumentou no Brasil e o envelhecimento, como um fenômeno biológico e psicossocial, é uma fase de atenção de profissionais e pesquisadores. Embora haja preconceitos sobre a sexualidade no envelhecimento, muitos idosos têm vida sexual ativa e são vulneráveis às infecções sexualmente transmissíveis. Esta pesquisa documental realizou uma revisão da literatura sobre saúde sexual e envelhecimento, selecionando 68 artigos para análise de conteúdo. Os artigos foram encontrados entre 2001 e 2018, sendo a maior parte em 2015 e nas áreas da Enfermagem, Saúde Coletiva e Gerontologia. Os resultados foram descritos nas categorias: (A) Violência contra idosos (as); (B) Doenças e problemas físicos no envelhecimento; (C) Saúde sexual e sexualidade; (D) Vivências de idosos com HIV/Aids. (E) HIV/Aids e idosos: vulnerabilidade e prevenção. Conclui-se a necessidade da educação sexual para diminuir o nível de vulnerabilidade de pessoas idosas sobre a saúde sexual.PALAVRAS-CHAVE:Envelhecimento. Saúde Sexual.Educação Sexual.1São Paulo State University (UNESP), BauruSP -Brazil. Professor at Department of Psychology. Post-doctor in Education(UMINHO) -Portugal.Associated Partner in Inclusion, Sexual Education and Human Development.ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4796-5451. E-mail: claudia.bortolozzi@unesp.br2São Paulo State University (UNESP), BauruSP, Brazil. PhDstudentin the Post-Graduate Program in Development and Learning Psychology. ORCID:https://orcid.org/0000-0002-9907-790X.E-mail: taty_psy@yahoo.com.br
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI andTatiana de Cássia Ramos NETTORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, Dec. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162700RESUMÉN: La expectativa de vida aumentó en Brasil y el envejecimiento, como un fenómeno biológico y psicosocial, es una fase que necesita de atención de profesionales e investigadores. Aunque hay preconceptos sobre la sexualidad en el envejecimiento, muchos ancianos tienen vida sexual activa y son vulnerables a las infecciones de transmisión sexual. Esta investigación documental realizó una revisión de la literatura sobre salud sexual y envejecimiento, seleccionando 68 artículos para análisis de contenido. Los artículos fueron encontrados entre 2001 y 2018, siendo la mayor parte en 2015 y en las áreas de la Enfermería, Salud Colectiva y Gerontología. Los resultados se describen en las categorías: (A) Violencia contra losancianos (as); (B) Enfermedades y problemas físicos en el envejecimiento; (C) Salud sexual y sexualidad; (D) Vivencias de ancianos con VIH / SIDA. (E) VIH / SIDA y ancianos: vulnerabilidad y prevención.PALABRAS CLAVE: Envejecimiento. Salud Sexual. Educación sexual.IntroductionOver time societies have been attributing different meanings to old age, so it is not possible to understand it merely in its biological dimension, but rather as a historical, social and cultural phenomenon (AZEVEDO, 2005). Life expectancy in Brazil is approximately 75 years, as in the Americas, that is, the elderly population has increased rapidly in recent decades, encouraging researchers and professionals to plan actions that promote quality of life during this phase of human development. Although aging is not a phenomenon restricted to the Brazilian population, Brazil presents an important change in its demographic design. From 2004 to 2014, the age group that most pointed growth was of people over 60 years of age: a process known as "transition of age structure" evidencing the experience of longevity, which made it necessary to implement a national policy aimed at the elderly, following the guidelines of international organizations on social and care programs for this population (FERNANDES; SOARES, 2012). In Brazil, in 1994, it was the establishment of a national policy for the elderly to ensure the fundamental principle that "the elderly are a subject of rights and must be treated differently in each of their physical, social, economic and political needs" (CAMARANO; PASINATO, 2004, p. 269). For the coordination and management of this policy was designated the Secretariat of Social Assistance of the Ministry of Social Security and Social Assistance (MPAS). Another important milestone was the approval of the National Social Assistance Policy (PNAS) in 2004, with its subsequent regulation in 2005 by the Unified Social Assistance System (SUAS), which establishes a federative pact for the operationalization of the PNAS.The Elderly Statute published in Law No. 10,741 (BRASIL, 2013) regulates the rights granted to all citizens from 60 years of age. In this statute there is mention of the support of the
image/svg+xmlSexual health and aging: Literature review and notes for sex educationRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, Dec. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162701right to comprehensive health care, through the Unified Health System (SUS). It guarantees universal and equal access for prevention, promotion and protection, as well as health recovery, establishing preferential care for the old, among other actions. The National Health Policy of the Healthy Person (PNSPI) (BRASIL, 2006) has as its primary purposethe recovery, maintenance and promotion of autonomy and independence of the old person, directing collective and individual health measures to this end, in line with the principles and guidelines of the Unified Health System. In addition to public policies in 2005,there is a theoretical framework that integrates the multidimensional approach to aging and has the seal of the World Health Organization (WHO), which adopted the document "Active aging: a framework for policy making". This document presents the main challenges to be faced in the world, related to the aging of the population, and highlights the fact that health can only be created and maintained with the participation of several sectors (VERAS, 2009). Active aging is "the process of optimizing health, participation and safety opportunities, with the aim of improving quality of life as people get older" (WHO, 2005, p. 14).One of the aspects of life, important in quality of life, is sexuality. As a still controversial topic, sexuality becomes evenmore complex when it is based on various prejudices related to sexual life at older ages, despite the scientific recognition that sexuality can be experienced by all, regardless of chronology (PASCUAL, 2002; VERAS, 2009).To understand the sexual behaviorof the elderly, one must look at the sexual customs built on society. The sexual difficulties experienced by some elderly today may be related not only to an isolated factor, but to the consequences and results of an entire history, regulated by socio-normative codes and standards within society (PASCUAL, 2002). Studies have shown that the elderly are sexual people (ALENCAR; MARQUES, THE MARQUES; LOYAL; VIEIRA, 2016; NETTO-MARTINS, 2012) and despite possible difficulties arising from aging in sexual response sexual practice in old age is not only possible, but it is desirable. Some authors argue that desexualization in aging is not chronological is a social issue (GRANDIM et al.,2007; LINHARES et al.,2008). It is not sexual activity that makes people vulnerable to STIs and HIV/AIDS, but sexual practices that are carried out in an unprotected manner and this is a valid assumption for all ages. However, it should be emphasized that the health professional should be attentive to the specific complaints of the old people, considering that they are sexual beings and vulnerable to sexually transmitted infections and other difficulties in the loving and sexual field (SANTOS; ASSIS, 2011; RODRIGUES; PRAÇA, 2010).
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI andTatiana de Cássia Ramos NETTORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, Dec. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162702The experience of sexuality, as in any phase of life, needs to be guaranteed in sexual health. Research, prevention campaigns, public policies and specialized services tend to disregard this portion of the population when it comes to sexuality and, only recently, in the face of advances in medicine that have helped the sexual life of elderly women and men (use of hormones, medicines for penile reaction, etc.) is that health services have received more often this population. Along with the most frequent sex life, there was a significant increase in elderly people infected with sexually transmitted infections, such as AIDS, arousing the interest of scholars in the area of sexual health and aging. The phenomenon of sexual health risks in aging is not yet so well known by the general population or even by health professionals who should welcome this demand. In this sense, it would be important to have a general survey on the literature and what is characterized in the interest of researchers on this theme, considering sexually active, vulnerable or with HIV/AIDSand other sexually transmitted infections. In view of the above, we propose this study to investigate what the literature on sexual health and aging says. MethodThis research has a qualitative-exploratory approach, documentary study type (SPATA, 2005), characterized as a systematic literature review study that is a research modality that seeks to identify, analyze and present previous studies on a particular research problem.Common steps were performed, such as: locating the documents (articles), selecting them before inclusion and exclusion criteria, analyzing from previous purposes and interpreting them in the light of theory. In our case, we chose to select the articles in an accessible and general database: scielo.org3that prioritized Brazilian studies, because our subsequent interest was to think about public policies. The variables studied were "sexual health and aging" and the descriptors used were the crossing of: "sexual health" and "HIV" with "elderly", "aging" and "old age". All 114 articles that appeared were selected and then repeated ones were excluded. The final sample, based on the objective of the axis, resulted in 68 articles.For data analysis, the procedures we adopted were to perform a careful reading of each of the articles with thematic and conceptual extraction, for the subsequent organization of the emerging thematic categories, based on the content analysis technique proposed by Bardin (2011). 3Available: http://www.scielo.org/php/index.php. Access: 10 Sept. 2020.
image/svg+xmlSexual health and aging: Literature review and notes for sex educationRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, Dec. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162703FindingsGeneral characterization of articlesThe articles were found between 2001 and 2018, being the highest concentration of them in 2015. Figure 1 shows the distribution of the articles in the final sample over the period in years.Figure1Distribution of 68 articles annuallySource: Prepared by the authorsIn the last decade the number of articles is increasing, and the amount was significant in 2015 (=12). Before 2006, we recorded only one article each year, one in 2006, one in 2004, one in 2003 and another in 2001. Most ofthe articles were published in the following journals: "Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia" (n=14), "Revista Brasileira de Enfermagem" (n=7) and "Cadernos de Saúde Pública" (n=6).The areas of the sciences of the journals were located from thejournal's consultation which is associated with a department, university or association. (Figure 2).
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI andTatiana de Cássia Ramos NETTORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, Dec. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162704Figure2Distribution of articles in the different areas of ScienceSource: Prepared by the authorsThus, regarding the area of science, considering the published scientific journal, we have that most articles focus on nursing, followed by Health and Gerontology. Related areas were few, such as "Physical Education", "Anthropology" and "Psychology" with only two publications, which is quite limited.Thematic analysis of articlesThe 68 articles were distributed in five categories involving the specific themes within the great theme that is sexual health in aging, as shown in Chart 1. Table 1 Distribution and description of emerging thematic categoriesThematic CategoriesDescriptionIn the articles (n=68)(A) Violence against the elderly It brings together articles that address questions about physical, sexual, psychological, financial violence, etc. involving the person in aging or the relationship with health and gender issues.6(B) Diseases and physical problems in aging It involves articles that point out specific themes about health problems in old age, relating to individual and social factors.8(C) Sexual health and sexuality Articles dealing with broad issues of sexuality, such as relationships, beauty patterns, gender relations and those specific to sexual response and hormonal changes specific to aging.14(D) Experiences of elderly people with HIV/AIDS: incidence, epidemiological data, diagnosis and treatmentStudies that present data on the incidence of HIV/AIDS in the old, as well as the profile and other characteristics in different contexts. In addition, the articles present information obtained from the old people who already have HIV/AIDS about the diagnosis received, treatment and treatment modes, habits, difficulties and coping with the needs of care after the disease and implications for the guarantee of quality of life. 20(E) HIV/AIDS and the elderly: Studies that present data obtained from health professionals and/or caregivers of elderly people who have HIV/AIDS or discuss levels of information, knowledge about sexuality, factors in life that lead to the 20
image/svg+xmlSexual health and aging: Literature review and notes for sex educationRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, Dec. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162705Vulnerability and preventionvulnerability of the elderly in the face of HIV/AIDS infection. In addition, the articles cite prevention strategies in sexual health aimed at the elderly population. Source: Prepared by the authorsIn Category A-"Violence against the elderly", we observed that the studies were conducted based on data recorded in health centers and in information systems and not directly interviewing the elderly themselves. The articles denounce the high rates of violence against the elderly, being the most common physical, affected against elderly men and by aggressors outside the family, followed by sexual and psychological violence that occur more with elderly women, by people known. Category B-"Diseases and physical problems in aging" presented articles that described physiological aspects related to aging, pointing out important factors that can be related to health and quality of life in old age. Diseases such as tuberculosis, hypothermia, as well as symptoms of mood disorders (depression), were researched considering individual protective factors, such as physical activity, sexual relations, as well as social factors, such as favorable economic conditions and effective public policies.In the field of sexuality(Category C-"Sexual health and sexuality"), the themes addressed about sexual response were about the use of hormones and medicalization and the market interests of its uses. Organic factors such as chronic pain or healthy habits were highlighted as possible variables that interfere in satisfactory or non-satisfactory sex life. But, above all, psychosocial factors are presented in several studies -myths and prejudices, lack of partner, lack of information, patterns of beauty, femininity and masculinity, as important social and cultural influences in the exercise of sexuality in aging. Many articles conclude the need for health professionals to care about sexuality in aging, especially regarding the vulnerability of this population to the risks of diseases. Two review studies and a theoretical text complement the information obtained by the analysis of the articles in this category, emphasizing the importance of social, economic, psychological factors, gender issues, quality of health, conditions of education and clarification when analyzing the sexuality of the old people, in different contexts and conditions.In Category D-"Experiences of elderly with HIV/AIDS: incidence, epidemiological data, diagnosis and treatment" articles converge, in general,for some characteristics. The mean age of diagnosis is between 60 and 69 years, although contamination may occur before. Older studies show a higher proportion of elderly men than women, which in the early years was significantly decreasing, currently reaching many women. The majority of elderly people with
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI andTatiana de Cássia Ramos NETTORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, Dec. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162706HIV/AIDS have low schooling, have been infected by heterosexual sexual relations. Brazilian studies show this information from different states of the country: Distrito Federal, Ceará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais and Rondônia and the data obtained show a reality from 1998 to the day of today.Living with HIV/AIDS and being elderly (a) implies adding the conditions of seropositivity and its treatment to the common physiological changesin aging, which increase the chances of developing associated diseases and psychosocial difficulties. Given the diagnosis, it is common for the elderly to do not even know how the transmission occurred and evidence negative representations about AIDS thatmade it difficult for them and their families to accept the new condition. Generally, the diagnosis for this population ends up occurring late, because the professionals themselves do not investigate this possibility and end up dialoguing with them about sex and prevention, only after they have already become infected.The relationship between variables that represent risk factors, such as educational level or other diseases, or that represent protective factors, such as high educational level, knowledge and mastery of information about contagion and the prevention or maintenance of a healthy body (physical activities, eating, etc.) were focuses of some studies to assess the quality of life of elderly people with HIV/AIDS. This quality of life, affected by concerns about confidentiality, sexual life or financial difficulties, as well as difficulties in accepting the diagnosis or the use of medication. Difficulties in treatment adhering were highlighted due to delay or non-use of the medication, side effects of medications or the use of alcoholic beverages; there have also been studies on the influences of antiretroviral therapy and the assessment of the functional capacity of these people. Studies have also highlighted the psychosocial impacts that were reported by the elderly and that lead to a need for reorganization in their social attitudes and coping with prejudices.Finally, in Category E-"HIV/AIDS and the elderly: Vulnerability and prevention", the studies showed the vulnerability of the elderly population in the face of STIs contagion in general, especially regarding HIV/AIDS. On the one hand, the old people do not have or have little information on the subject and do not includepreventive practices and, on the other hand, there is an invisibility of active sexual life on the part of health professionals and lack of public policies that invest in intervention programs for prevention. In many cases, the old people know about HIV/AIDS, but do not recognize themselves as vulnerable and do not use condoms, maintaining the imaginary that AIDS does not reach them. Even when there are elderly who recognize themselves susceptible to infection, it is
image/svg+xmlSexual health and aging: Literature review and notes for sex educationRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, Dec. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162707common not to adopt protective measures, such as using condoms, often because they have difficulties to negotiate their use with partners, especially when it comes to elderly women. Also in this category, the conceptions and opinions of the professionals involved in the care of the old clientele were recorded in the studies. There is recognition of the vulnerability of this population to HIV/AIDS infection, but because they are elderly, when there is contagion, they associate the need for greater care and identify the impacts of this diagnosis on their lives: isolation, loneliness, fear and shame in the face of prejudice. The discussion of the terms included in the International Classification for Nursing Practice draws attention to the concern of these professionals in naming more precisely the diagnoses and treatments that should be directed to the elderly when itcomes to the contamination of these sexual infections. However, there are studies that show that these professionals emphasize the individualized and clinical care of elderly with HIV/AIDS and do not expand to a discussion about the social aspects involved in vulnerability and should be considered in the treatment.Only two articles referred to proposals for intervention in sex education and raised a fundamental issue in the scenario of vulnerability and increased rates of HIV/AIDS in the elderly: prevention. There is a proposal for intervention with a group work that favors the dissemination of information and reflections on the importance of preventive attitudes and there is the description of a booklet as a pedagogical material that would also help in this same purpose.DiscussionThe articles were located in the period of two decades ago, suggesting that the phenomenon of sexual health in aging, mainly on HIV/AIDS infection and prevention gained prominence among researchers, as contamination rates were more notified (BRASIL, 2017). In 2015 there is a significant increase in the number of articles and our hypothesis is that epidemiological data that between 2006 and 2014 showed a significant increase in HIV/AIDS contamination in the elderly and a decrease among adults.Most of the articles were published in journals whose areas of knowledge were specific to aging (Geriatrics and Gerontology) or the field of health (Nursing and Public Health), emphasizing that sex education is stilla restricted field of human sciences, at least with regard to the prevention of sexual health in the elderly. Maia and Ribeiro (2011) recall that intervention
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI andTatiana de Cássia Ramos NETTORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, Dec. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162708projects in sex education should consider all stages of human development and not only adolescence and adulthood.The search in this literature review focused on the theme of sexual health in aging and it is important to highlight that in this axis of investigation other themes were unveiled: diseases, situations of violence and sexuality. Diseases are common in aging, but few studies relate illness to sexual health or lack thereof (possible difficulties in affective and sexual life). About sexuality and aging, we know that literature has an expressive contribution, because there are books and articles discussing, increasingly, the sexuality inherent to the human being that exists throughout life (ALENCAR et. al.,2016; GRANDIM et. al.,2007; LINHARES et. al.,2008; NETTO-MARTINS, 2012).In the case of relating sexuality to sexual health, the articles found were more restricted and considered beyond biological factors (alterations in sexual response), also psychological and social factors, in view of defined models of normality, such as aesthetics, sensuality, sexual vigor, etc. (MAIA, 2008). In addition, a current discussion was to question the use of hormones and medications that, on the one hand, contribute to the exercise of sexual practice, but on the other hand, medicalize the subject in order to manage his subjectivity (CARVALHO; RODRIGUES; COAST;ANDRADE, 2015).The theme of HIV among the elderly was predominant in the relationship between health and aging (n=40 articles). A research group describes the profile of these people, incidence of contamination and reactions to diagnosis and treatment. In the context of secondary care, health professionals, such as physicians and nurses, had access to this population to obtain these data and, in some articles, recognized the importance of feelings, fears, difficulties of this population to deal with this situation in their lives, without mentioning any study with a psychologist. Bezerra et al.(2015) and Santos and Assis (2011) argue that it is necessary to consider subjective and social difficulties related to the experience of sexuality in aging, since the process of HIV/AIDS illness in the elderly is related to prejudices, stigmas and discrimination. Another study group highlights the vulnerability of the sick to HIV/AIDS, either because of the little knowledge of the information needed to protect themselves, or by the invisibility of their sexual lives and risk situations, reflected in the prejudices of professionals, family members and themselves (LAROQUE et al.,2011).Silva et al.(2015, p. 821) recall that the increase in the number of elderly infected with HIV/AIDS brings a challenge "to public policies and the general population regarding the need to discuss sexuality, sexual practices in the aging process and the impact of these issues on the
image/svg+xmlSexual health and aging: Literature review and notes for sex educationRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, Dec. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162709health promotion of the elderly". Of the 68 articles,only two mentioned intervention proposals aimed at prevention, also suggesting the spread of the myth of asexuality of this population and little concern with campaigns and projects aimed exclusively at the elderly public (ALENCAR et al.,2016; NETTO-MARTINS, 2012; PASCUAL, 2002; VERAS, 2009). In addition, they also point to the little experience and training of health professionals involved in the primary care of the old, as well as the precarious public policies for the prevention of sexual health in this phase of human life (FERNANDES; SOARES, 2012; SILVA et al.,2015). That is, the analysis of the literature indicates the need for proposals for sexual and preventive education in sexual health directly for people in aging, as advocated by Lazzarottoet al.(2013).The literature converges to the need for health professionals to recognize that the elderly are sexually active, are vulnerable to STIs contagion, paying attention to their particularities both in care and in the planning and implementation of interventions (SANTOS; ASSIS, 2011; SILVA et al.,2015).ConsiderationsThe literature review is an important methodological procedure for an initial survey and mapping of a phenomenon that, in Brazil, is still little accessed in the areas of human and social sciences, but already widely reported in the field of health. In view of the discussions, it is necessary not to lose sight of the importance of interdisciplinary teamwork: psychologists, educators, doctors, nurses, etc. in the entire integral process of care for the elderly. The data found contribute to sexual education professionals having knowledge of important elements for the elaboration and implementation of intervention proposals that allow to reduce the level of vulnerability of older people regarding sexual health.It is concluded that efforts are still needed to guarantee the right to exercise sexuality in aging, meeting the needs of older people in preventive proposals, at the time of diagnosis, offering and maintaining treatment and welcoming possible psychosocial consequences of the experience of being infectedby HIV/AIDS, for themselves, for their peers and family members and for society.
image/svg+xmlAna Cláudia BORTOLOZZI andTatiana de Cássia Ramos NETTORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, Dec. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162710REFERENCESALENCAR, D.; MARQUES, A. P. O.; LEAL, M. C. C.; VIEIRA, J. C. M. Exercício da sexualidade em pessoas idosas e os fatores relacionados. Rev. bras. geriatr. Gerontol, Rio de Janeiro, v. 19, n. 5, p. 861-869, 2016. AZEVEDO, A. L. A velhice e seus processos sócio-históricos. Lisboa: Argumento, 2001.BARDIN, L. Análise de conteúdo.5. ed. Trad. LuisAntero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 2011. BEZERRA, V. P.; SERRA, M. A. P.; CABRAL, I. P. P.; MOREIRA, M. A. S. P.; ALMEIDA, S. A.; PATRÍCIO, A. C. F. A. Preventive practices in the elderly and vulnerability to HIV. Rev Gaúcha Enferm, Porto Alegre, v. 36, n. 4, p. 70-76, 2015.BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico HIV Aids 2017. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017. Available: https://central3.to.gov.br/arquivo/387532/. Access: 20 jan. 2019.BRASIL. Ministério da Saúde. Estatuto do idoso.3. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013. Available: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estatuto_idoso_3edicao.pdf. Access: 20 jan. 2019.BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 2. 528 de 19 de outubrode 2006. Aprova a Política Nacional da saúde da pessoa idosa.Brasília, DF, 2006. Available: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt2528_19_10_2006.html. Access: 20 jan. 2019.CAMARANO, A. A.; PASINATO, M. T. O Envelhecimento Populacional naAgenda das Políticas Públicas. In: CAMARANO, A. A. (Org.) Os novos idosos brasileiros: muito além dos 60?Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), 2004. p. 253-292. Available: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/Arq_29_Livro_Completo.pdf. Access: 20 jan. 2019.CARVALHO, S. R.; RODRIGUES, C. O.; COSTA, F. D.; ANDRADE, M. S. Medicalização: uma crítica (im) pertinente? Physis Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, n. 4, p. 1251-1269, 2015.FERNANDES, M. T. O.; SOARES, S. M. O desenvolvimento de políticas públicas de atenção ao idoso no Brasil.Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 46, n. 6, p. 1494-1502, 2012. GRADIM, C. V. C.; SOUSA, A. M.; LOBO, J. M. A prática sexual e o envelhecimento. Cogitare Enfermagem, Curitiba, v. 12, n. 2, nov. 2007. Available: https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/9826/6737. Access: 20 jan. 2019.LAROQUE, M. F.; AFFELDT, A. B.; CARDOSO, D. H.; SOUZA, G. L.; SANTANA, M. G.; LANGE, C. Sexualidade do idoso: comportamento para a prevenção de DST/AIDS. Rev. Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre,v. 32, n. 4, p. 774-780, 2011.
image/svg+xmlSexual health and aging: Literature review and notes for sex educationRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2699-2712, Dec. 2020. e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.145162711LAZZAROTTO, A. R. et al. Oficinas educativas sobre HIV/Aids: uma proposta de intervenção para idosos.Rev. bras. de geriatr e gerontol,Rio de Janeiro, v. 14, n. 4, p. 833-843, 2013. LINHARES, F. M. P. et al. Percepção de idosos sobre o exercício da sexualidade atendidos no Núcleo de Atenção ao idoso em Recife. Rev. enferm. Herediana, Recife, v. 1, n. 2, p. 93-103, 2008.MAIA, A. C. B. A Educação Sexual Repressiva: padrões definidores de normalidade. In: SOUZA, C. B. G.; RIBEIRO, P. R. M. (Org.). Sexualidade, Diversidade e Culturas Escolares:contribuições ibero-americanas para estudos de educação, gênero e valores. Araraquara: Laboratório Editorial da FCLar-UNESP; Alcalá de Henares: Universidad de Alcalá, 2008. p. 67-83. (Série Temas em Educação Escolar, n. 9)MAIA, A. C. B.; RIBEIRO, P. R. M. Educação Sexual: princípios para a ação. Doxa Revista Paulista de Psicologia e Educação, Araraquara, v. 15, n. 1, p. 41-51, 2011.NETTO-MARTINS, T. C. R. Sexualidade e Envelhecimento na Percepção de Pessoas Idosas.Orientadora: Ana Cláudia Bortolozzi Maia. 2012. 140 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Bauru, 2012.ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Envelhecimento ativo: uma política de saúde. Brasília: Organização Pan-Americana de Saúde, 2005. 61 p. Available: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/envelhecimento_ativo.pdf. Access: 20 jan. 2019.PASCUAL, C. P. A sexualidade do idoso vista com novo olhar. São Paulo: Loyola, 2002. RODRIGUES, D. A. L.; PRACA, N. S.Mulheres com idade igual ou superior a 50 anos: ações preventivas da infecção pelo HIV. Rev. Gaúcha Enferm, Porto Alegre, v. 31, n. 2, p. 321-327, 2010. SANTOS, A. F. M.; ASSIS, M. Vulnerabilidade das idosas ao HIV/AIDS: despertar das políticas públicas e profissionais de saúde no contexto da atenção integral: revisão de literatura. Rev. bras. geriatr. gerontol., Rio de Janeiro, v. 14, n. 1, p. 147-157, 2011. SILVA, L. C.; FELICIO, E. E. A. A.; CASSÉTE, J. B.; SOARES, L. A.; MORAIS, R. A.; PRADO, T. S.; GUIMARÃES, D. A. Psychosocial impact of HIV/aids diagnosis on elderly persons receiving care from a public healthcare service.Rev. bras. geriatr. gerontol., Rio de Janeiro, v. 18, n. 4, p. 821-833, 2015. SPATA, A. Métodos de pesquisa: ciências do comportamento e diversidade humana. Rio de Janeiro: LTC, 2005.VERAS, R. P. Envelhecimento Populacional Contemporâneo: demandas, desafios e inovações. Rev. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 43, p. 548-554, 2009.
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