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Educação inclusiva no
âmbito
d
a
e
ducação
superior
RIAEE
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Revista Ibero
-
Americana de Estudos em Educação
,
Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2713
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2713
EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR
LA
EDUCACIÓN
INCLUSIVA
EN
EL
MARCO
DE
LA
EDUCACIÓN
SUPERIOR
INCLUSIVE EDUCATION WITHIN THE FRAMEWORK OF HIGHER EDUCATION
Gloria
Elena
Landero
JÁCOME
1
María
Cristina
Miranda
ÁLVAREZ
2
RESUMO
: Este artigo considera educação inclusiva aquela que permite a construção de
dimensões que promovam a equidade, a colaboração e desenvolvam novas perspectivas na
comunidade universitária em relação aos
grupos tradicionalmente excluídos. Primeiro, o
conceito de educação inclusiva é revisado, reconhecendo que, embora tenham sido feitos
progressos consideráveis nessa área, ainda existem aspectos importantes que não foram
resolvidos; segundo, reconhece
-
se a
necessidade de identificar lacunas teóricas e processuais
que levantam desafios fundamentais à formação de professores de nível superior; e, em terceiro
lugar, são identificadas estratégias que promovam a construção de espaços inclusivos que
busquem minimi
zar ou reduzir barreiras à presença, participação e aprendizado dos alunos.
PALAVRAS
-
CHAVE
:
Inclusão
educacional.
Formação
de
profesores.
Educação
superior.
RESUMEN
:
El
presente
artículo
muestra
a
la
educación
inclusiva
como
aquella
que
permite
la
construcción
de
dimensiones
que
promueven
la
equidad,
la
colaboración
y
el
desarrollo
en
la
comunidad
universitaria
de
nuevas
miradas
hacia
aquellos
grupos
tradicionalmente
excluidos.
Primero
se
revisa
el
concepto
de
educación
inclusiva,
reconociendo
que
a
unque
se
han
hecho
progresos
considerables
en
este
tema,
aún
quedan
algunos
aspectos
importantes
que
permanecen
todavía
sin
resolver,
en
segundo
lugar
se
advierte
la
necesidad
de
identificar
algunos
vacíos
teóricos
y
procedimentales
que
plantean
retos
fund
amentales
para
la
formación
docente
del
nivel
superior
y
en
tercer
lugar
se
identifican
aquellas
estrategias
que
promueven
la
construcción
de
espacios
incluyentes
que
buscan
minimizar
o
reducir
las
barreras
para
la
presencia,
la
participación
y
el
aprendiz
aje
de
los
estudiantes.
PALABRAS CLAVE
: Inclusión educativa. Formación docente.
Educación superior
.
1
Universidade Veracruzana
(UV), Veracruz
–
Mexico.
Secretári
a
da Faculdade de Pedagogia
.
Mestrado em
Psicoterapia Infantil Guestalt e Doutorado em Educação
. ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0002
-
4334
-
7173. E
-
mail:
gllandero@uv.mx
2
Universidade Veracruzana
(UV), Veracruz
–
Mexico.
Professor
a
em tempo integral na Faculdade de Pedagogia.
Doutorado em Educação
(ELCPAPO)
–
Mexico.
ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0002
-
1993
-
103
8
. E
-
mail:
cmiranda@uv.mx
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Gloria Elena Landero JÁCOME
e
María Cristina Miranda ÁLVAREZ
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ABSTRACT
:
This paper shows inclusive education as that which allows the construction of
dimensions that promote equity, collaboration and development in the university community of
new looks towards those groups traditionally excluded.
Firstly, the concept of inclus
ive
education is reviewed, recognizing that although considerable progress has been made in this
area, there are still some important aspects that remain unresolved. Secondly, it is necessary
to identify some theoretical and procedural gaps that pose funda
mental challenges for teacher
training at the higher level, and thirdly, it identifies those strategies that promote the
construction of inclusive spaces that seek to minimize or reduce barriers to the presence,
participation and learning of students.
KEY
WORDS
:
Educational inclusion. Teacher education.
Higher education.
Inclusão educacional
Grande parte das ideias que deram origem à educação inclusiva, emanando de uma série
de princípios e demandas de organizações internacionais, surgiu sob a proteção da Declaração
Universal dos Direitos Humanos em 1948, principalmente no artigo 26, que afirm
a: "Todos têm
direito à educação. A educação será direcionada para o pleno desenvolvimento da personalidade
humana e para o fortalecimento do respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais."
Por sua vez, a UNESCO (2005) define o termo Inclusão
Educacional, a partir do contexto desse
processo que identifica e responde "à diversidade das necessidades de todos os alunos por meio
de maior participação na aprendizagem, culturas e comunidades, reduzindo a exclusão na
educação" (9),
entre outros fatore
s
, deve
-
se notar que a educação inclusiva não se refere à forma
como um grupo especial de alunos é educado, mas à forma como todos são educados (
TOBÓN
,
2012).
Em geral, esses conceitos destacam a necessidade de identificar a educação inclusiva
como aquela
que busca a participação de todos os alunos independentemente das características
particulares que possuem, sendo eles os principais responsáveis pelo seu processo de
aprendizagem, tendo em vista o fato de terem que interagir com os pares para trocar
conhe
cimentos, levando em conta o contexto para poder resolver diferentes problemas ou
situações (
GÓMEZ; GARCIA
, 2017). A autora Salinas (2013) também reconhece a inclusão
com referência a "um processo que visa responder à diversidade de necessidades de todos o
s
alunos, com o objetivo de aumentar sua participação na aprendizagem e eliminar a exclusão
dentro e fora da educação" (80).
De acordo com o ponto de vista da Ainscow (2006), reconhece a concordância de três
elementos no conceito de inclusão: presença, apr
endizagem e participação, que considera um
processo de melhoria sistemática que as administrações educacionais e as escolas devem
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enfrentar; para tentar eliminar barreiras de diferentes tipos que limitam a presença,
aprendizagem e participação do aluno nas
instituições em que são educados.
Tendo em vista todas as concepções expostas em relação à educação inclusiva até agora,
destaca
-
se a necessidade de analisar sua importância no contexto escolar, reconhecendo que,
no caso do México, tem sido dada grande re
levância especialmente na educação básica, essa
concepção parece ser apoiada pelos programas de educação inclusiva propostos
pela Secretaria
da Educação Pública (SEP),
entre elas está a iniciativa denominada
Estratégia de equidade e
inclusão na educação bá
sica: para estudantes com deficiência, habilidades marcantes e
severas dificuldades de aprendizagem, comportamento ou comunicação
, que está inserida no
contexto da abordagem pedagógica do Modelo Educacional, em essência, é identificada sob o
conceito de "e
sforço sem precedentes que faz parte do quadro de uma estratégia transversal,
que busca moldar uma educação inclusiva baseada na equidade, justiça e igualdade como
elementos indispensáveis para garantir a qualidade nos serviços educacionais" (SEP
,
2018, p.
4).
No entanto, algumas pesquisas indicam que existe atualmente um sistema educacional
diversificado, onde ainda existem diversas dificuldades estruturais, que dificultam a
manifestação do pleno potencial da educação inclusiva, portanto, há o desafio de
resolver esses
problemas de uma perspectiva abrangente, sustentável e sistêmica, a fim de atender e satisfazer
todos os níveis sociais e econômicos. Por sua vez
,
Fernández (2017)
ressalta que, entre outros
aspectos, é necessário redesenhar o sistema instit
ucional para cobrir questões de equidade e
inclusão.
No marco legal no México, desde 2011 existe a Lei Geral de Inclusão da Pessoa com
Deficiência, com a última reforma em 2018; onde está estabelecido que o "Estado promoverá,
protegerá e garantirá o pleno
exercício dos direitos humanos e das liberdades fundamentais das
pessoas com deficiência, garantindo sua total inclusão na sociedade no âmbito do respeito, da
igualdade e da igualdade
de oportunidades".
(p. 1).
O conceito de inclusão analisado por Ainscow
e Miles (2008) é particularmente
interessante; especialmente porque nos apresenta diferentes perspectivas, por um lado, apontam
que a inclusão está relacionada à deficiência e às necessidades educacionais especiais, em outro
aspecto é identificada como re
sposta às exclusões disciplinares, também é orientada a todos os
grupos vulneráveis à exclusão e, finalmente, com vontade de promover uma escola e educação
para todos.
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María Cristina Miranda ÁLVAREZ
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Inclusão na educação superior
Com base nos comentários anteriores, os resultados obtidos por Romero e García (2013)
e García (2011) são particularmente interessantes, que concluem que muitos esforços foram
feitos para incorporar a educação inclusiva nas escolas de educação básica. No c
aso do México,
importantes iniciativas têm sido realizadas em relação à formação de professores e à
incorporação de crianças com deficiência em escolas regulares, nesse sentido, Ocaña,
Hernández, Sánchez, Linares, Guerra, Reyes, Soto (2019), apontam, que a
pesar do Fato de o
México ter a Lei Geral de Educação sobre educação inclusiva, desde 2016, ela só se aplica à
educação básica geral. Nestas circunstâncias, o ensino superior tem permanecido como um tema
ainda pendente para integrar processos alinhados ao
Modelo Educacional da SEP (Secretaria
de Educação Pública) que propõe a formação integral dos alunos na convicção e capacidades
necessárias para contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, respeitosa
com a diversidade, atento e re
sponsável com o interesse geral (SEP, 2016).
De acordo com as
abordagens da SEP, espera
-
se a configuração de uma formação universitária que contemplo em
seus processos, uma visão inclusiva. Deve
-
se notar que o termo inclusivo, tem várias
conotações, segund
o Stubbs (2008) aponta que é relevante indicar que a palavra "inclusão"
refere
-
se à idade, sexo, etnia, língua, saúde e status econômico, religião, estilo de vida e não
apenas uma deficiência notória ou aparente; Desse ponto de vista, a educação universitá
ria
inclusiva não pode ser concebida como aquela que treina seus alunos a partir de um modelo
homogêneo, a universidade é chamada a frequentar de forma diversificada aos seus alunos, para
que realmente receba a qualificação de inclusivo.
De acordo com a A
ssociação Nacional de Universidades e Instituições de Ensino
Superior (2018), no ano de 2018, no México, havia cerca de 4.210.250 estudantes de nível
superior, onde 49,7% eram homens e 50,3% eram mulheres. Em suas estatísticas, as ANUIES
indicam que, do to
tal de alunos matriculados, 1% representou alunos com deficiência, no
entanto, não se refere às necessidades específicas de cada um deles de acordo com seu contexto
cultural ou social. Uma característica relevante desses resultados mostra que aqueles aluno
s que
apresentam alguma condição ou necessidade educacional não são relatados e, portanto, é muito
provável que sejam excluídos da assistência especial com estratégias adequadas para eles.
Em 2017, um artigo de Cruz y Casillas chamado: instituições de ens
ino superior e
estudantes com deficiência no México, expõe um estudo onde cerca de 53 universidades
mexicanas são revistas, entre as quais, apenas 12 tinham até aquele momento ações ou
programas de apoio a estudantes com deficiência, segundo o ponto de vis
ta dos autores apontam
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que "a maioria delas são apenas iniciativas de inclusão". No estudo realizado, apontam que
existem instituições que adotam programas específicos de atenção aos alunos com deficiência,
sendo o único critério de inclusão; por exemplo:
Universidade Nacional Autônoma do México
(UNAM), Universidad Veracruzana (UV), Universidad Autónoma de Tlaxcala (UATX),
Universidad Autónoma de San Luis Potosí (UASLP), Universidad Autónoma de Nuevo León
(UANL) e Universidad Juárez del Estado de Durango (U
JED). Juntos, esses estudos fornecem
resultados importantes sobre a situação de inclusão no nível superior, com base no acima, é
muito significativo observar que o único critério de inclusão é orientado para estudantes com
deficiência, o que implica que os
alunos com necessidades educacionais não são visíveis, o que
pode determinar uma condição de risco e vulnerabilidade às circunstâncias que devem enfrentar
em sua formação universitária.
De acordo com a Declaração de Yucatán (2008), que foi escrita em cor
respondência
com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, afirma que é "necessário
reconhecer a universalidade, indivisibilidade, progressividade, interdependência e inter
-
relação
de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, be
m como a necessidade de garantir
que as pessoas com deficiência nas universidades,
exercitá
-
los plenamente e sem
discriminação" (p. 1), para isso, considera
-
se essencial que as universidades garantam aos seus
alunos com deficiência, que o trânsito pelos es
paços de sua formação profissional, seja
realizado com o pleno gozo de seus direitos humanos e sem discriminação, porém,
anteriormente foi demonstrado que, apesar do fato de esse acordo ter sido feito há mais de 10
anos,
ainda há um longo caminho a percorr
er para o cumprimento total dele.
Desse ponto de vista, os resultados da Pesquisa Nacional de Discriminação 2017
(ENADIS) demonstram claramente que um dos principais problemas das pessoas com
deficiência é a falta de oportunidades para encontrar emprego.
Desse grupo populacional,
48,1% percebem que seus direitos são pouco ou nada respeitados. 15,1% dos maiores de 18
anos e que vivem com deficiência tiveram bolsas negadas ou outros programas sociais do
governo; 6,5% tiveram a oportunidade de continuar estud
ando. De acordo com esses resultados,
a universidade tem um desafio muito grande, que envolve considerar a construção de propostas
que comprometam seu pleno funcionamento. Embora sejam feitos esforços, há, no entanto, uma
lacuna substancial entre o atendim
ento recebido pelos alunos com deficiência no nível da
educação básica e do ensino superior.
As universidades ainda lutam para implementar um modelo educacional inclusivo; De
acordo com resultados recentes da pesquisa, elementos de resistência à mudança s
ão notados,
com importantes barreiras à inclusão plena, Tapia e Manosalva (2012) apontam em suas
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pesquisas, que à medida que se avança nos níveis do sistema educacional, as barreiras se tornam
muito complexas e é o nível de ensino superior que mostra maior
resistência e barreiras dentro
do processo de integração. Torres (2011), enfatiza que a inclusão educacional pode e deve ser
considerada uma atitude, nesse sentido, torna
-
se um sistema de crenças e valores que estará
presente na tomada de decisão de quem
aposta nela. Com o objetivo de estudar as abordagens
inclusivas que são demandadas no ensino superior, propõe
-
se o desenvolvimento de uma
dimensão consolidada no desenho e desenvolvimento de estratégias psicopedagógicos que
permitam responder à diversidade
e, assim, criar ambientes educacionais inclusivos.
Para o exposto, é necessário que, a partir da dimensão educacional, seja aceita maior
responsabilidade na criação de processos inovadores que garantam às pessoas com deficiência
o acesso ao sistema de fo
rmação. Consequentemente, as instituições de ensino superior devem
desenvolver, dentro de suas políticas educacionais, práticas inclusivas por meio da formação de
seus professores, que lhes permitam desenvolver pedagogias flexíveis que integrem a
diversida
de do corpo discente.
Atualmente, há um crescente interesse na inclusão das pessoas com deficiência, sem
dúvida, isso porque eles compõem um grupo pequeno e segregado em diferentes dimensões do
contexto social, desenvolvimentos recentes no campo da educaçã
o inclusiva têm demonstrado
que, embora existam regulamentos e políticas nacionais sobre deficiência,
como é o caso do
acordo
Y
ucatán, essa população requer condições que favoreçam sua participação e
aprendizado, que buscam reduzir as barreiras que as mant
êm excluídas; tendo em vista que a
falta de relações igualitárias tem permanecido um obstáculo a ser superado.
De acordo com estatísticas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde em 2011, os
piores resultados das pessoas com deficiência são relatados
em termos de saúde, contexto
acadêmico, menor participação econômica e taxas de pobreza, em clara desigualdade com
pessoas sem deficiência. Tudo isso responde aos obstáculos que limitam seu acesso a serviços
considerados básicos, particularmente saúde, edu
cação, emprego, entre outros (OMS, 2011),
nesse mesmo sentido, Boudeguer e Squella (2010) apontam que a deficiência é gerada por
barreiras físicas do ambiente, aludindo à abordagem atual da acessibilidade, transformando
-
se
nisso: "capacidade de abordagem,
acesso, uso e deixar qualquer espaço ou recinto
independentemente,
facilidade e sem interrupções" portanto, o ambiente físico influencia a
manifestação ou eliminação da incapacidade. Segundo Raphael (2012b), ele argumenta que
nossa sociedade mexicana conti
nua fortemente discriminatória, o que nos distancia da
democracia.
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Em relação às barreiras que impossibilitam que as pessoas com deficiência se incluam
plenamente no ensino superior, López (2014) conclui em sua pesquisa que:
[
...
A
política educacional e as práticas escolares e pedagógicas criam barreiras
à inclusão, na medida em que tendem à individualização, à segregação e ao
desempoderamento da aprendizagem e participação de alunos com
necessidades educacionais especiais (p. 279).
Pesquisas revelaram até agora que não há evidências claras de que a inclusão tenha se
consolidado no ensino superior, indicando que ainda há uma lacuna substancial entre a
assistência e o apoio dado aos alunos com deficiência no nível da educação básica
e nos níveis
mais elevados de escolaridade. Embora tenham sido feitos avanços consideráveis nessa área,
muitas questões importantes permanecem não resolvidas, de acordo com as análises
apresentadas por Alcántara e Navarrete (2014) e Cruz y Casillas (2017)
indicam que as
instituições de ensino superior, não apenas no México, estão respondendo com atraso pela
implementação de um modelo de educação inclusiva, portanto,
é essencial que, a partir do
contexto escolar, se supõe um compromisso relevante na criação
de metodologias inovadoras
que garantam às pessoas com deficiência a inclusão plena no sistema educacional.
Ensino e educação universitária inclusiva
As instituições de ensino superior devem implementar, dentro de suas políticas
educacionais, práticas i
nclusivas por meio da formação de seus professores, que lhes permitam
desenvolver estratégias de ensino
-
aprendizagem
-
avaliação com abordagem inclusiva, de forma
que a incorporação de pessoas com deficiência seja promovida.
É essencial rever as propostas q
ue, com base em pesquisas anteriores, foram feitas sobre
a importância da formação docente. De acordo com esse aspecto, Yupanqui, Aranda e Vásquez
(2014) apontam que as intervenções dos professores devem ser orientadas para a promoção da
educação sobre o u
so da linguagem inclusiva, apoio na identificação oportuna das condições de
risco e na concepção e implementação de adaptações curriculares para a gestão de
comportamentos disruptivos; adaptações ambientais e de acessibilidade, bem como educação
em técnica
s de integração sensorial, entre outras.
Na opinião de Rojas (2011), um professor deve atender às necessidades sociais da
comunidade, ou seja, buscar fazer o bem à sociedade em que se desenvolve, sem negligenciar
seu crescimento pessoal e profissional. Ne
ssa perspectiva, uma educação inclusiva visa a
construção de um vínculo entre o professor e cada um de seus alunos com base no pleno
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reconhecimento e respeito mútuo (LÓPEZ, 2016). Uma parte integrante da formação docente
envolve o acesso a práticas especia
lizadas em questões de atenção à diversidade, nesse quadro,
implica formação em diversas dimensões, a partir do desenvolvimento disciplinar, pedagógico,
humano e outros.
Por outro lado, Coll (1996) ressalta que a atividade dos professores tem uma relação
próxima com a forma como os alunos aprendem e se desenvolvem, com as dificuldades e
problemas encontrados na realização de novas aprendizagens e com intervenções que visam
apoiá
-
los para superar essas dificuldades. Nesse contexto, o professor deve responde
r às novas
demandas colocadas pela inclusão em sala de aula, superar suas próprias barreiras, projetar
ambientes de aprendizagem que favoreçam a redução de barreiras à aprendizagem e a
participação de seus alunos.
Por outro lado, Fernández (2012) destaca
que os docentes participam da análise,
planejamento, desenvolvimento e modificação dos processos educacionais; portanto, devem ser
treinados para desenvolver uma série de competências que lhes permitam ser inclusivos e
contribuir para sua prática profissio
nal. Da mesma forma, Alcaín e Medina (2017) comentam
que o trabalho docente é a principal forma de estratégias de educação com inclusão nas
universidades, ressaltam que é preciso revalorizar o papel do professor dentro da sala de aula,
que a atenção à dive
rsidade não é mais percebida, a partir de um conceito de carga extra; mas
transformá
-
lo em uma oportunidade de crescimento profissional. O professor de sua função
intermediária deve considerar no planejamento sistemático dos conteúdos, nas diferenças da
me
diação educacional, a fim de atingir os objetivos esperados, considerando a implementação
da avaliação formativa para a aprendizagem e não apenas da aprendizagem, o que permitirá a
tomada de decisão correta em benefício da melhoria da aprendizagem, respond
endo assim às
demandas colocadas pela educação inclusiva. O professor e as instituições devem estar em
formação permanente, a fim de desenvolver as habilidades necessárias que lhes permitam
realizar esses objetivos.
Outro elemento essencial que se destaca
é a construção da dinâmica em sala de aula, é
a criação de espaços de respeito e inclusão, nos quais os atos de discriminação não são
acomodados; nesse sentido, é necessário gerar espaços de conscientização e conscientização
sobre a diversidade educaciona
l nas universidades, com base nisso, vale a pena refletir que o
processo de inclusão é uma questão emergente, que demanda ações globais da sociedade em
geral. Por fim, Almanzor (2002) considera que a formação pedagógica dos professores pode
contribuir para
que os professores referem sobre sua inserção no tempo que tiveram de viver e
participar de uma forma mais proeminente na construção de um futuro melhor. A pesquisa
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apresentada até agora evidencia que a formação docente é um item fundamental na
concretiza
ção dos objetivos perseguidos pela educação inclusiva, o professor deve se
auto
avaliar
-
se
em sua prática, identificar suas limitações e barreiras para alcançar uma mudança
de paradigma, reconfigurar seu papel como mediador e facilitador de espaços
significativamente inclusivos,
através da aplicação de estratégias diferenciadas voltadas para a
adequada atenção da diversidade.
Estratégias
pedagógicas
para
a
educação
inclusiva
As estratégias pedagógicas para a diversidade permitem reduzir rotinas igualitárias e
homogeneizantes, orientadas para o desenho de metodologias que operam a partir de um
a visão
inovadora e criativa dos recursos disponíveis, como apoio e materiais didáticos, programas de
orientação inclusiva, organização de horários e espaços, reestruturação de formas de interação
e mobilização do grupo.
Por outro lado, De la Oliva (2015),
propõe a operação de projetos de capacitação,
argumenta que o uso dessas estratégias favorece a inclusão, levando à superação de possíveis
barreiras existentes em sala de aula. De acordo com a Lei Geral de Inclusão da Pessoa com
Deficiência, (2018) destac
a
-
se a importância da função docente,
observando algumas
características fundamentais deste trabalho, na seção
VI indica que o professor deve fornecer
aos alunos deficiências materiais e auxiliares técnicos que apoiem seu desempenho acadêmico,
também fez i
ndicações orientadas aos gestores,
que devem adquirir e equipar escolas e centros
educacionais com livros em Braille, materiais didáticos, apoio de intérpretes de língua de sinais
mexicana ou especialistas em sistema braile, equipamentos informatizados com
tecnologia para
pessoas cegas, todos aqueles suportes que são identificados como necessários para proporcionar
uma educação de qualidade, na seção VII, estabelece
-
se a importância de incluir o ensino do
Sistema de Escrita Em Braile e da Língua de Sinais.
Mexicano na educação pública e privada,
promovendo a produção e distribuição de livros didáticos gratuitos no Sistema de Redação em
Braille, tipos macro e textos audíveis que complementam o conhecimento dos alunos com
deficiência e, finalmente, na seção XI
II, é alertada a importância de promover estudantes que
precisam cumprir a exigência de serviço social para oferecer seu apoio às pessoas com
deficiência.
Segundo Ortiz (2000), o primeiro passo para a educação inclusiva é a aceitação
incondicional das dif
erenças, pois a diversidade fortalece os alunos ao oferecer alternativas de
aprendizagem. De fato, na compreensão do ensino, é onde se percebe a complexidade da ação
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docente, para garantir o exposto, esse autor sugere a adoção de uma proposta interativa en
sino
-
aprendizagem. Esses preceitos estão relacionados à qualidade da educação, por isso é essencial
que as instituições de ensino superior garantam e gerem constantemente apoio e recursos
voltados à consolidação de processos inclusivos.
Na mesma ordem das ideias,
propõe
-
se uma estratégia de prática docente baseada no
desenho universal para a aprendizagem (DUA), pois permite o desenvolvimento de
oportunidades e interações para a valorização da diversidade e oferece avanços na estrutura de
acesso e inovação na metodologia de ensino e aprendizagem.
Nesta construção, tanto alunos
quanto professores desempenham o papel de mediadores e podem fornecer andaimes ou
auxílios ajustados às necessidades de outros alunos. Dado que, por meio da inclusão
educacional, pretende
-
se gerar espaços abertos à diversidade e melhorar as capacidades; a
ênfase na interação e na troca de experiências de diferentes perspectivas é fundamental para a
geração de conhecimento compartilhado.
Diante de tudo o que foi dito at
é agora, destaca
-
se o grande desafio do ensino superior,
onde as políticas públicas do Estado mexicano representam um papel fundamental, que deve
ser configurado essencialmente com foco na igualdade e não discriminação, no México, um
passo substancial foi
dado, em 2019, o artigo 3º da
Constituição Política dos Estados Unidos
mexicanos
foi modificado (
Última modificação 9 de agosto de
2019)
, as alterações são
indicadas à seção
II
, correspondente aos critérios que orientarão a educação, sendo enquadrado
essa
educação:
"e) Será equitativo, para o qual o Estado implementará medidas que
favoreçam o pleno exercício do direito das pessoas à educação e combatam as
desigualdades socioeconômicas, regionais e de gênero no acesso, trânsito e
permanência nos serviços e
ducacionais... Da mesma forma, os alunos em
vulnerabilidade social serão apoiados, através do estabelecimento de políticas
inclusivas e transversais. f Será inclusivo, levando em conta as diversas
capacidades, circunstâncias e necessidades dos alunos. Com
base no princípio
da acessibilidade, serão feitas acomodações razoáveis e medidas específicas
serão implementadas com o objetivo de remover barreiras à aprendizagem e à
participação; g Será intercultural, promovendo a convivência harmoniosa
entre as pessoa
s e as comunidades pelo respeito e reconhecimento de suas
diferenças e direitos, no âmbito da inclusão social; h) Será integral, educará
para a vida, a fim de desenvolver em pessoas capacidades cognitivas,
socioemocionais e físicas que lhes permitam alcanç
ar seu bem
-
estar, i) Será
de excelência, entendida como a constante melhoria integral que promove a
máxima realização da aprendizagem dos alunos, para o desenvolvimento de
seu pensamento crítico e o fortalecimento dos laços entre escola e
comunidade" (
2019
,
p.7).
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Educação inclusiva no
âmbito
d
a
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ducação
superior
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Revista Ibero
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Americana de Estudos em Educação
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Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2713
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2726, dez. 2020. e
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Juntas, essas modificações ao artigo 3º implicam na concepção de uma estrutura que
configure os processos que possibilitem seu cumprimento e implementação, portanto, será
necessário articular esforços dentro do tecido social, além do desenvolvimen
to de metodologias
de ensino baseadas em conhecimento e experiência, entre muitas outras iniciativas.
Por isso, é
necessário realizar reformas educativas na formação de professores em todos os níveis
educacionais, a fim de proporcionar aos professores as h
abilidades necessárias para enfrentar
os desafios da educação inclusiva e aproximar seu trabalho das necessidades e expectativas dos
alunos, que vivem em um mundo de mudanças permanentes.
Por fim, vale ressaltar que o termo educação inclusiva reúne uma in
finidade de
processos que envolvem a sociedade como um todo; a partir da visão de Díaz, Zárate e Ortiz
(2017) a educação inclusiva é uma aspiração e uma necessidade da universidade atual, que deve
fundamentalmente ter o princípio básico do envolvimento de
todos e aceitação mútua; nesse
sentido,
o que não é cumprido espontaneamente, é ensinado e aprendido, e faz parte da vida.
Em uma sociedade, comunidade, escola, grupo e em um assunto, deve haver a capacidade de
aceitação, convivência, ajuda,
tolerância e o espírito de melhoria. A partir desse contexto, é
essencial implementar estratégias voltadas à redução, minimização ou eliminação das barreiras
que dificultam a presença, participação e aprendizagem no ensino superior, especialmente
estratégi
as que considerem propostas de leis ou regulamentos, a otimização da infraestrutura
física com o apoio de tecnologias de informação e comunicação, bem como,
aqueles que
promovem o desenvolvimento de programas específicos de inclusão e formação contínua da
comunidade universitária nas áreas envolvidas na educação inclusiva.
Para concluir, vale mencionar o que Jennifer O'Donoghue (2019) expõe, em relação ao
conceito de educação inclusiva do qual afirma ser ampla o suficiente para poder responder e
promover a
diversidade de qualquer tipo para que todos possam ser, aprender e participar da
escola. A educação inclusiva não é uma batalha ganha; trata
-
se de um processo contínuo de
identificação e eliminação das atitudes, prioridades e paradigmas que nos impediram
de
avançar.
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JÁCOME, G. E. L.; ÁLVAREZ, M. C. M.
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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14519
Publicado em
:
10/09/2019
Revisões
requeridas
em
:
01/10/2020
Aprovado em
:
30/04/2020
Publicado em
:
01/12/2020
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La educación inclusiva en el marco de la educación superior
RIAEE
– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2713-2726, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14519
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LA EDUCACIÓN INCLUSIVA EN EL MARCO DE LA EDUCACIÓN SUPERIOR
EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR
INCLUSIVE EDUCATION WITHIN THE FRAMEWORK OF HIGHER EDUCATION
Gloria Elena Landero JÁCOME
1
María Cristina Miranda ÁLVAREZ
2
RESUMEN
: El presente artículo muestra a la educación inclusiva como aquella que permite la
construcción de dimensiones que promueven la equidad, la colaboración y el desarrollo en la
comunidad universitaria de nuevas miradas hacia aquellos grupos tradicionalmente excluidos.
Primero se revisa el concepto de educación inclusiva, reconociendo que aunque se han hecho
progresos considerables en este tema, aún quedan algunos aspectos importantes que
permanecen todavía sin resolver, en segundo lugar se advierte la necesidad de identificar
algunos vacíos teóricos y procedimentales que plantean retos fundamentales para la formación
docente del nivel superior y en tercer lugar se identifican aquellas estrategias que promueven
la construcción de espacios incluyentes que buscan minimizar o reducir las barreras para la
presencia, la participación y el aprendizaje de los estudiantes.
PALABRAS CLAVE
: Inclusión educativa. Formación docente. Educación superior.
RESUMO
: Este artigo considera educação inclusiva aquela que permite a construção de
dimensões que promovam a equidade, a colaboração e desenvolvam novas perspectivas na
comunidade universitária em relação aos grupos tradicionalmente excluídos. Primeiro, o
conceito de educação inclusiva é revisado, reconhecendo que, embora tenham sido feitos
progressos consideráveis nessa área, ainda existem aspectos importantes que não foram
resolvidos; segundo, reconhece-se a necessidade de identificar lacunas teóricas e processuais
que levantam desafios fundamentais à formação de professores de nível superior; e, em terceiro
lugar, são identificadas estratégias que promovam a construção de espaços inclusivos que
busquem minimizar ou reduzir barreiras à presença, participação e aprendizado dos alunos.
PALAVRAS-CHAVE
: Inclusão educacional. Formação de profesores. Educação superior.
ABSTRACT
:
This paper shows inclusive education as that which allows the construction of
dimensions that promote equity, collaboration and development in the university community of
new looks towards those groups traditionally excluded. Firstly, the concept of inclusive
education is reviewed, recognizing that although considerable progress has been made in this
1
Universidad Veracruzana (UV), Veracruz – Mexico. Secretaria de la Facultad de Pedagogía. Maestría en
psicoterapia infantil Guestalt y Doctorado en Educación. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4334-7173. E-mail:
gllandero@uv.mx
2
Universidad Veracruzana (UV), Veracruz – Mexico. Profesor de Tiempo Completo en Facultad de Pedagogía.
Doctorado en Educación (ELCPAPO) – Mexico. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1993-1038. E-mail:
cmiranda@uv.mx
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Gloria Elena Landero JÁCOME y María Cristina Miranda ÁLVAREZ
RIAEE
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2714
area, there are still some important aspects that remain unresolved. Secondly, it is necessary
to identify some theoretical and procedural gaps that pose fundamental challenges for teacher
training at the higher level, and thirdly, it identifies those strategies that promote the
construction of inclusive spaces that seek to minimize or reduce barriers to the presence,
participation and learning of students.
KEYWORDS
:
Educational inclusion. Teacher education. Higher education.
Inclusión educativa
Una gran parte de las ideas que dieron nacimiento a la educación inclusiva, emanan de
una serie de principios y exigencias de organismos internacionales, surgieron bajo la protección
de la Declaración Universal de los Derechos Humanos en 1948, principalmente en el artículo
26, que señala: “Toda persona tiene derecho a la educación. La educación se dirigirá al pleno
desarrollo de la personalidad humana y a fortalecer el respeto a los derechos humanos y a las
libertades fundamentales”. Por su parte la UNESCO (2005) define el término de Inclusión
educativa, desde el contexto de aquél proceso que identifica y responde “a la diversidad de las
necesidades de todos los estudiantes a través de la mayor participación en el aprendizaje, las
culturas y las comunidades, y reduciendo la exclusión en la educación” (9), entre otros factores,
cabe destacar, que la educación inclusiva no se refiere a cómo se educa a un grupo especial de
alumnos, sino a cómo se educa a todos (TOBÓN, 2012).
En general, estos conceptos ponen en relieve la necesidad de identificar a la educación
inclusiva como aquella que busca la participación de todos los estudiantes sin importar las
características particulares que estos posean, siendo ellos los principales responsables de su
proceso de aprendizaje, en vista de que tienen que interactuar con pares para intercambiar
conocimientos, teniendo en cuenta el contexto para poder resolver diferentes problemas o
situaciones (GÓMEZ; GARCÍA, 2017). El autor Salinas (2013), también reconoce a la
inclusión con referencia a “un proceso orientado a responder a la diversidad de necesidades de
todos los estudiantes, con el objetivo de incrementar su participación en el aprendizaje y
eliminar la exclusión en y desde la educación” (80).
Según el punto de vista de Ainscow (2006), reconoce la concurrencia de tres elementos
en el concepto de inclusión: presencia, aprendizaje y participación, al que considera un proceso
de mejora sistemático que deben afrontar las administraciones educativas y los centros
escolares; para intentar eliminar las barreras de distinto tipo que limitan la presencia, el
aprendizaje y la participación del alumno en las instituciones en las que están escolarizados.
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La educación inclusiva en el marco de la educación superior
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– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2713-2726, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587
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En vista de todas las concepciones que en relación a la educación inclusiva se han
expuesto hasta ahora, se pone en relieve la necesidad de analizar su importancia en el contexto
escolar, reconociendo que en el caso de México, se le ha dado gran relevancia sobre todo en la
educación del nivel básico, esta concepción parece respaldada por los programas de educación
inclusiva que ha propuesto la Secretaría de Educación Pública (SEP), entre ellos se encuentra
la iniciativa denominada
Estrategia de equidad e inclusión en la educación básica: para
alumnos con discapacidad, aptitudes sobresalientes y dificultades severas de aprendizaje,
conducta o comunicación
, la cual se inserta en el contexto del planteamiento pedagógico del
Modelo Educativo, en esencia, se identifica bajo el concepto de “esfuerzo sin precedentes que
se inscribe en el marco de una estrategia transversal, la cual busca conformar una educación
inclusiva sustentada en la equidad, la justicia y la igualdad como elementos indispensables para
asegurar la calidad en los servicios educativos” (SEP, 2018, p. 4).
Sin embargo, algunas investigaciones señalan que actualmente se cuenta con un sistema
educativo diversificado, en donde aún existen varias dificultades estructurales, que obstaculizan
la manifestación de todo el potencial de la educación inclusiva, por lo tanto, se tiene el reto de
resolver estos problemas desde una perspectiva integral, sostenible y sistémica, para así atender
y satisfacer a todos los niveles sociales y económicos. Por su parte Fernández (2017), señala
que entre otros aspectos, se hace necesario rediseñar el sistema institucional para abarcar temas
de equidad e inclusión.
Dentro del marco legal en México, desde 2011 existe la Ley General para la Inclusión
de las Personas con Discapacidad, con una última reforma en 2018; donde se establece que el
“Estado deberá promover, proteger y asegurar el pleno ejercicio de los derechos humanos y
libertades fundamentales de las personas con discapacidad, asegurando su plena inclusión a la
sociedad en un marco de respeto, igualdad y equiparación de oportunidades
.” (p. 1).
El concepto de inclusión que analizan Ainscow y Miles (2008) es particularmente
interesante; sobre todo porque nos presenta diversas perspectivas de la misma, por una parte,
señalan que la inclusión tiene relación con la discapacidad y las necesidades educativas
especiales, en otro aspecto se identifica como una respuesta a las exclusiones disciplinarias,
también se ubica orientada a todos los grupos vulnerables a la exclusión y por último con
disposición para la promoción de una escuela y una educación para todos.
La inclusión en la educación superior
A partir de los comentarios precedentes, son particularmente interesantes los resultados
obtenidos por Romero y García (2013) y García (2011), los cuales concluyen que se han llevado
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Gloria Elena Landero JÁCOME y María Cristina Miranda ÁLVAREZ
RIAEE
– Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p. 2713-2726, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587
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2716
a cabo muchos esfuerzos por incorporar la educación inclusiva en las escuelas de formación
básica. En el caso de México, se han realizado iniciativas importantes en relación con la
formación docente y la incorporación de niños con discapacidad a escuelas regulares, al
respecto, Ocaña, Hernández, Sánchez, Linares, Guerra, Reyes, Soto (2019), señalan, que a pesar
de que México cuenta con la Ley General de Educación en materia de educación inclusiva,
desde el año 2016, ésta solo aplica para la educación básica general. En esas circunstancias, la
educación superior ha quedado como una asignatura aún pendiente de integrar procesos
alineados con el Modelo Educativo de la SEP (Secretaria de Educación Pública) que propone
la formación integral de los estudiantes en la convicción y capacidades necesarias para
contribuir a la construcción de una sociedad más justa e incluyente, respetuosa de la diversidad,
atenta y responsable hacia el interés general (SEP, 2016). En concordancia con los
planteamientos de la SEP, se espera la configuración de una educación universitaria que
contemple en sus procesos, una visión incluyente. Cabe señalar que el término incluyente, tiene
diversas connotaciones, de acuerdo con Stubbs (2008) señala que es relevante indicar que el
vocablo “inclusión” hace referencia a la edad, género, grupo étnico, lenguaje, estado de salud
y económico, religión, estilo de vida y no solo a una discapacidad notoria o aparente; desde este
punto de vista, la educación inclusiva universitaria, no puede concebirse como aquella que
forma a sus estudiantes desde un modelo homogéneo, la universidad está llamada a atender en
forma diversificada a sus estudiantes, para que realmente reciba el calificativo de incluyente.
Según la Asociación Nacional de Universidades e Instituciones de Educación Superior
ANUIES (2018), en el año de 2018 en México, existían alrededor de 4,210,250 estudiantes de
nivel superior, donde el 49.7% eran hombres y el 50.3% eran mujeres. En sus estadísticas, la
ANUIES indica que, del total de alumnos matriculados, el 1% representaba a alumnos con
alguna discapacidad, sin embargo, no hace referencia a las necesidades específicas de cada uno
de ellos según su contexto cultural o social. Una característica relevante de estos resultados
pone en evidencia que aquellos estudiantes que presentan alguna condición o necesidad
educativa no se reportan y por lo tanto es muy probable que se encuentren excluidos de la
asistencia especial con estrategias adecuadas para ellos.
En el año 2017, un artículo de Cruz y Casillas denominado: las instituciones de
educación superior y los estudiantes con discapacidad en México, expone un estudio donde se
revisan alrededor de 53 universidades mexicanas, dentro de las cuales, solo 12 contaban hasta
ese momento con acciones o programas de apoyo a alumnos con discapacidad, según el punto
de vista de los autores señalan que “en su mayoría son solo iniciativas de inclusión”. En el
estudio realizado, señalan que existen instituciones que adoptan programas específicos de
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La educación inclusiva en el marco de la educación superior
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atención a alumnos con discapacidad, siendo el único criterio de inclusión; por ejemplo:
Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), Universidad Veracruzana (UV),
Universidad Autónoma de Tlaxcala (UATX), Universidad Autónoma de San Luis Potosí
(UASLP), la Universidad Autónoma de Nuevo León (UANL) y la Universidad Juárez del
Estado de Durango (UJED). En conjunto, estos estudios proporcionan importantes resultados
sobre la situación que guarda la inclusión en el nivel superior, sobre la base de lo anterior, es
muy significativo observar que el único criterio de inclusión está orientado hacia alumnos con
discapacidad, lo cual implica que no quedan visibilizados los estudiantes con necesidades
educativas, lo cual puede determinar una condición de riesgo y vulnerabilidad ante las
circunstancias que deben afrontar en su formación universitaria.
De acuerdo con la Declaración de Yucatán (2008) la cual fue escrita en correspondencia
con la Convención sobre los Derechos de las Personas con Discapacidad, establece que es
“necesario reconocer la universalidad, indivisibilidad, progresividad, interdependencia, e
interrelación de todos los derechos humanos y libertades fundamentales, así como la necesidad
de garantizar que las personas con discapacidad en las universidades, los ejerzan plenamente y
sin discriminación” (p. 1), a este efecto, se considera fundamental que las universidades
garanticen a sus estudiantes con discapacidad, que el tránsito por los espacios de su formación
profesional, se realizará con el pleno goce de sus derechos humanos y sin discriminación, sin
embargo, previamente se ha demostrado que a pesar de que este acuerdo se realizó hace más
10 años, aún falta mucho camino por recorrer para el pleno cumplimiento del mismo.
Desde este punto de vista, los resultados de la Encuesta Nacional de Discriminación
2017 (ENADIS) demuestra claramente que una de las principales problemáticas de las personas
con discapacidad son la falta de oportunidades para encontrar empleo. Entre este grupo de
población, el 48.1% percibe que sus derechos le son respetados poco o nada. Al 15.1% de
quienes tienen 18 años y más y viven con alguna discapacidad, le fueron negadas becas u otros
programas sociales del gobierno; al 6.5% le fue negada la oportunidad de seguir estudiado. De
acuerdo con estos resultados, la universidad tiene un reto muy grande, el cual implica considerar
la construcción de propuestas que comprometan su completa operación. Aun cuando se están
realizando esfuerzos, existe, no obstante, una distancia sustancial entre la asistencia que reciben
los alumnos con discapacidad en el nivel de educación básica y la educación superior.
Las universidades aún tienen dificultades para implementar un modelo educativo
incluyente; de conformidad con resultados de investigaciones recientes, se advierten elementos
de resistencia al cambio, con barreras importantes para la plena inclusión, Tapia y Manosalva
(2012) puntualizan en sus investigaciones, que a medida que se avanza en los niveles del
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sistema educativo, las barreras se hacen muy complejas y es el nivel de educación superior el
que muestra mayores resistencias y barreras dentro del proceso de integración. Torres (2011),
subraya que la inclusión educativa puede y debe ser considerada una actitud, en este sentido, se
convierte en un sistema de creencias y valores que estará presente en la toma de decisiones de
aquellos que apuestan por ella. Con el objetivo de estudiar los enfoques inclusivos que se
demandan en la educación superior, se plantea el desarrollo de una dimensión que se afianza en
el diseño y desarrollo de estrategias psicopedagógicas que permitan dar respuesta a la
diversidad y con ello crear ambientes educativos incluyentes.
Por lo expuesto anteriormente, es necesario que, desde la dimensión educativa, se acepte
una mayor responsabilidad en la creación de procesos innovadores que garanticen a las personas
con discapacidad el acceso al sistema formativo. En consecuencia, las instituciones de
educación superior deben desarrollar, dentro de sus políticas educativas, prácticas inclusivas
mediante la capacitación de sus docentes, que les permitan desarrollar pedagogías flexibles que
integren a la diversidad del estudiantado.
En la actualidad, se desarrolla un creciente interés por la inclusión de las personas con
discapacidad, sin duda alguna, esto se debe a que conforman un grupo reducido y segregado en
diferentes dimensiones del contexto social, los recientes desarrollos en el campo de la educación
inclusiva han puesto de manifiesto que aun cuando existen normativas y políticas nacionales
sobre la discapacidad, tal es el caso del acuerdo de Yucatán, esta población requiere de
condiciones que favorezcan su participación y aprendizaje, que se busque reducir las barreras
que los mantienen excluidos; en atención a que la carencia de relaciones igualitarias ha
permanecido representando un obstáculo pendiente de vencer.
De acuerdo con las estadísticas que emitió la Organización Mundial de la Salud en el
2011, se reportan los peores resultados de las personas con discapacidad en términos de salud,
de contexto académico, de menor participación económica y de tasas de pobreza, en clara
desigualdad con las personas sin discapacidad. Todo ello responde a los obstáculos que limitan
su acceso a los servicios considerados básicos, particularmente la salud, educación, empleo,
entre otros (OMS, 2011), en este mismo sentido, Boudeguer y Squella (2010) señalan que la
discapacidad la generan barreras físicas del entorno, aludiendo al enfoque actual de
accesibilidad, transformándose en aquella: “capacidad de aproximarse, acceder, usar y salir de
todo espacio o recinto con independencia, facilidad y sin interrupciones” por lo tanto, el medio
físico influye en la manifestación o la eliminación de la discapacidad. De acuerdo con Raphael
(2012b), argumenta que nuestra sociedad mexicana sigue siendo fuertemente discriminatoria,
lo cual nos aleja de la democracia.
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La educación inclusiva en el marco de la educación superior
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En relación con las barreras que imposibilitan la inclusión plena de las personas con
discapacidad en la educación superior, López (2014) concluye en sus investigaciones que:
[…]la política educativa y las prácticas escolares y pedagógicas crean barreras
para la inclusión, en la medida en que tienden a la individualización, a la
segregación y a la desresponsabilización del aprendizaje y la participación de
los estudiantes con necesidades educativas especiales (p. 279).
Diversas investigaciones han revelado hasta el momento, que no hay una clara evidencia
de que la inclusión se haya consolidado en la educación superior, indican que aún existe una
distancia sustancial entre la asistencia y apoyo que se les da a los alumnos con discapacidad en
el nivel de educación básica y en niveles educativos superiores. Aunque se han hecho progresos
considerables en este rubro, muchas cuestiones importantes permanecen todavía sin resolver, de
acuerdo con los análisis presentados por Alcántara y Navarrete (2014) y Cruz y Casillas (2017)
señalan que las instituciones de educación superior, no solamente en México, están respondiendo
con dilación al implantar un modelo de educación inclusiva, por lo tanto, es fundamental que
desde el contexto escolar, se asuma un compromiso relevante en la creación de metodologías
innovadoras que garanticen a las personas con discapacidad la plena inclusión al sistema
educativo.
Docencia y educación inclusiva universitaria
Las instituciones de educación superior deben implementar, dentro de sus políticas
educativas, prácticas inclusivas mediante la capacitación de sus docentes, que les permitan
desarrollar estrategias de enseñanza-aprendizaje-evaluación con enfoque inclusivo, de tal
manera que se promueva la incorporación de las personas con discapacidad.
Es esencial, revisar las propuestas que, fundamentadas en investigaciones previas, se
han realizado sobre la importancia de la capacitación docente. De acuerdo con este aspecto,
Yupanqui, Aranda y Vásquez (2014) señalan que las intervenciones de los docentes deben
orientarse hacia el fomento de la educación sobre el uso del lenguaje inclusivo, el apoyo en la
identificación oportuna de condiciones de riesgo y el diseño e implementación de las
adecuaciones curriculares para el manejo de conductas disruptivas; las adaptaciones
ambientales y de accesibilidad, así como la educación en técnicas de integración sensorial entre
otras.
En la opinión de Rojas (2011), un docente debe de atender las necesidades sociales de
la comunidad, es decir, buscar hacer un bien a la sociedad en la que se desarrolla, sin dejar de
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lado su crecimiento personal y profesional. Desde esta perspectiva, una educación inclusiva
apunta a la construcción de un vínculo entre el docente y cada uno de sus estudiantes basado en
el pleno reconocimiento y el respeto mutuo (LÓPEZ, 2016). Una parte integral de la formación
docente implica acceder a prácticas especializadas en temas de atención a la diversidad, en ese
marco, implica la capacitación en diversas dimensiones, desde lo disciplinar, pedagógico,
desarrollo humano y otros.
Por otra parte, Coll (1996) señala que la actividad del profesorado tiene una estrecha
relación con la manera cómo aprende y se desarrolla el estudiantado, con las dificultades y
problemas que se encuentran cuando lleva a cabo nuevos aprendizajes y con las intervenciones
dirigidas a apoyarle para que supere dichas dificultades. En este contexto, el docente debe
responder a las nuevas exigencias que le plantea la inclusión en el aula, superar sus propias
barreras, para diseñar ambientes de aprendizaje que favorezcan la reducción de barreras para el
aprendizaje y la participación de sus alumnos.
Por otra parte, Fernández (2012) destaca que el personal docente participa en el análisis,
planificación, desarrollo y la modificación de los procesos educativos; por tanto, deben
formarse para desarrollar una serie de competencias que le permitan ser inclusivo y contribuir
en su práctica profesional. Así mismo, Alcaín y Medina (2017) comentan que la labor docente
es la principal vía de las estrategias de educación con inclusión en las universidades, señalan
que es necesario que se revalore la función del catedrático dentro del aula, que deje de percibirse
la atención a la diversidad, desde un concepto de carga extra; sino transformarla en una
oportunidad de crecimiento profesional. El docente desde su función intermediadora debe
considerar en la planificación sistemática de contenidos, las diferencias de mediación educativa,
con el fin de lograr los objetivos esperados, considerando la implementación de la evaluación
formativa para el aprendizaje y no sólo del aprendizaje, la cual permitirá la correcta toma de
decisiones en beneficio de la mejora de los aprendizajes, respondiendo así a las exigencias que
plantea la educación inclusiva. El docente y las instituciones tienen que estar en capacitación
permanente, con la finalidad de desarrollar las habilidades necesarias que le permitan llevar a
cabo estas metas.
Otro elemento primordial que se destaca es la construcción de la dinámica en el aula, es
la creación de espacios de respeto e incluyentes, en los cuales no se dé cabida a actos de
discriminación; a este respecto, se hace necesario generar espacios de sensibilización y toma de
conciencia frente a la diversidad educativa en las universidades, sobre esta base, cabe
reflexionar que el proceso de inclusión es un tema emergente, que demanda acciones globales
de la sociedad en general. Finalmente, Almanzor (2002) considera que la capacitación
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pedagógica del docente puede contribuir a que los profesores reflexionen acerca de su inserción
en el tiempo que les ha tocado vivir y que participen de una manera más protagónica en la
construcción de un porvenir mejor. Las investigaciones hasta ahora presentadas, proporcionan
evidencia de que la formación docente es un rubro fundamental en el logro de los fines que
persigue la educación inclusiva, el docente debe autoevaluarse en su práctica, identificar sus
limitaciones y barreras con el propósito de alcanzar un cambio de paradigma, reconfigurar su
función de mediador y facilitador de espacios significativamente incluyentes, por medio de la
aplicación de estrategias diferenciadas dirigidas a la atención adecuada de la diversidad.
Estrategias pedagógicas para la educación inclusiva
Las estrategias pedagógicas para la diversidad permiten abatir las rutinas igualitarias y
homogeneizadoras, se orientan hacia el diseño de metodologías que operen desde una visión
innovadora y creativa los recursos disponibles, tales es el caso de los materiales de apoyo y
didácticos, programas de orientación inclusiva, organización de tiempos y espacios,
reestructura de formas de interacción y movilización del grupo.
Por otra parte, De la Oliva (2015), propone la operación de los proyectos formativos,
argumenta, que el uso de estas estrategias favorece la inclusión, llevan a la superación de las
posibles barreras que existan en el aula. De acuerdo con la Ley General para la Inclusión de las
Personas con Discapacidad, (2018) se destaca la importancia de la función docente, advirtiendo
algunas características fundamentales de esta labor, en el apartado VI señala que el docente
debe proporcionar a los estudiantes con discapacidad materiales y ayudas técnicas que apoyen
su rendimiento académico, también se realizan señalamientos orientados a los directivos, los
cuales deben procurar y equipar los planteles y centros educativos con libros en braille,
materiales didácticos, apoyo de intérpretes de lengua de señas mexicana o especialistas en
sistema braille, equipos computarizados con tecnología destinada a personas invidentes, todos
aquellos apoyos que se identifiquen necesarios para brindar una educación con calidad, en el
apartado VII, se establece la importancia de incluir la enseñanza del Sistema de Escritura Braille
y la Lengua de Señas Mexicana en la educación pública y privada, fomentando la producción
y distribución de libros de texto gratuitos en Sistema de Escritura Braille, macrotipos y textos
audibles que complementen los conocimientos de los alumnos con discapacidad y finalmente
en el apartado XIII, se advierte la importancia de impulsar a los estudiantes que necesitan
cumplir con el requisito del servicio social para que ofrezcan su apoyo a las personas con
discapacidad.
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De acuerdo con Ortiz (2000), el primer paso hacia la escuela inclusiva es la aceptación
incondicional de las diferencias, debido a que la diversidad fortalece al alumnado, al ofrecerle
alternativas de aprendizaje. En efecto, en la comprensión de la enseñanza, es donde se percibe
lo complejo de la acción docente, por lo que para garantizar lo anterior, este autor sugiere
adoptar una propuesta interactiva de enseñanza-aprendizaje. Estos preceptos están relacionados
con la calidad de la educación, por lo cual es esencial que las instituciones de educación superior
garanticen y generen constantemente apoyos y recursos orientados a la consolidación de
procesos inclusivos.
En el mismo orden de ideas, se plantea una estrategia para la práctica docente sustentada
en el diseño universal para el aprendizaje (DUA), dado que permite el desarrollo de
oportunidades e interacciones para el aprecio de la diversidad y ofrece avances en la estructura
de acceso e innovación en la metodología de la enseñanza y aprendizaje. En dicha construcción,
tanto estudiantes y docentes desempeñan el rol de mediadores y pueden proveer de andamios o
ayudas ajustadas a las necesidades de otros estudiantes. Dado que mediante la inclusión
educativa se pretende generar espacios abiertos a la diversidad y potenciar las capacidades; el
énfasis en la interacción y en el intercambio de experiencias desde diferentes miradas, resulta
fundamental para la generación de saberes compartidos.
En vista de todo lo que se ha dicho hasta ahora, se pone de relieve el gran reto que tiene
la educación superior, en donde las políticas públicas del Estado mexicano representan un rol
fundamental, las cuales deberán configurarse esencialmente con enfoque de igualdad y no
discriminación, en México, se ha dado un paso sustancial, en 2019 se ha modificado el artículo
3º de la Constitución Política de los Estados Unidos Mexicanos (Última modificación 9 de
agosto de 2019), los cambios se señalan a la fracción II, correspondiente a los criterios que
orientarán a la educación, quedando enmarcado que la educación:
“e) Será equitativo, para lo cual el Estado implementará medidas que
favorezcan el ejercicio pleno del derecho a la educación de las personas y
combatan las desigualdades socioeconómicas, regionales y de género en el
acceso, tránsito y permanencia en los servicios educativos... Asimismo, se
respaldará a estudiantes en vulnerabilidad social, mediante el establecimiento
de políticas incluyentes y transversales. f) Será inclusivo, al tomar en cuenta
las diversas capacidades, circunstancias y necesidades de los educandos. Con
base en el principio de accesibilidad se realizarán ajustes razonables y se
implementarán medidas específicas con el objetivo de eliminar las barreras
para el aprendizaje y la participación; g) Será intercultural, al promover la
convivencia armónica entre personas y comunidades para el respeto y
reconocimiento de sus diferencias y derechos, en un marco de inclusión social;
h) Será integral, educará para la vida, con el objeto de desarrollar en las
personas capacidades cognitivas, socioemocionales y físicas que les permitan
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La educación inclusiva en el marco de la educación superior
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alcanzar su bienestar, i) Será de excelencia, entendida como el mejoramiento
integral constante que promueve el máximo logro de aprendizaje de los
educandos, para el desarrollo de su pensamiento crítico y el fortalecimiento
de los lazos entre escuela y comunidad” (2019, p.7).
En conjunto, estas modificaciones al artículo 3ro., implican el diseño de una estructura
que configure los procesos que posibilitarán su cumplimiento e implementación, por lo tanto,
será necesario articular esfuerzos al interior del tejido social, además del desarrollo de
metodologías de enseñanza sustentadas en el conocimiento y en la experiencia, entre muchas
otras iniciativas. Por lo tanto, resulta necesario llevar a cabo reformas educativas en la
formación docente de todos los niveles educativos, con el fin de dotar a los maestros de las
competencias necesarias que permitan enfrentar los desafíos de la educación inclusiva y acercar
su labor a las necesidades y expectativas de los estudiantes, quienes viven en un mundo de
cambios permanentes.
Finalmente, cabe mencionar que el término de educación inclusiva aglutina una multitud
de procesos que implican a la sociedad en su conjunto; desde la visión de Díaz, Zárate y Ortiz
(2017) la educación inclusiva es una aspiración y una necesidad de la universidad actual, que
debe tener fundamentalmente el principio básico de la implicación de todos y la aceptación
mutua; en este sentido, lo que no se cumple espontáneamente, se enseña y se aprende, y forma
parte de la vida. En una sociedad, comunidad, escuela, grupo y en un sujeto, debe existir la
capacidad para la aceptación, la convivencia, la ayuda, la tolerancia y el espíritu de superación.
Desde este contexto, es fundamental poner en marcha estrategias dirigidas a reducir, minimizar
o eliminar las barreras que obstaculizan la presencia, participación y aprendizaje en la
educación superior, sobre todo, las estrategias que consideren propuestas de leyes o normas, la
optimización de la infraestructura física con el respaldo de las tecnologías de información y
comunicación, así mismo, aquellas que promuevan el desarrollo de programas específicos para
la inclusión y la capacitación continua de la comunidad universitaria en los ámbitos implicados
en la educación inclusiva.
Para concluir, cabe mencionar lo que expone Jennifer O’Donoghue (2019), en relación
con el concepto de educación inclusiva del cual afirma que debe ser suficientemente amplio
para poder responder y promover la diversidad de cualquier índole para que todas y todos
puedan estar, aprender y participar en la escuela. La educación incluyente no es una batalla
ganada; es un proceso continuo de identificar y eliminar las actitudes, prioridades y paradigmas
que nos han impedido avanzar.
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Cómo referenciar este artículo
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Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação
, Araraquara, v. 15, n. esp. 4, p.
2713-2726, dez., 2020. e-ISSN: 1982-5587. DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp4.14519
Remitido el
: 10/09/2019
Revisiones requeridas el
: 10/01/2020
Aprobado el
: 30/04/2020
Publicado el
: 01/12/2020
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INCLUSIVE EDUCATION WITHIN THE FRAMEWORK OF HIGHER
EDUCATION
EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR
LA
EDUCACIÓN
INCLUSIVA
EN
EL
MARCO
DE
LA
EDUCACIÓN
SUPERIOR
Gloria
Elena
Landero
JÁCOME
1
María
Cristina
Miranda
ÁLVAREZ
2
ABSTRACT
:
This paper shows inclusive education as that which allows the construction of
dimensions that promote equity, collaboration and development in the university community of
new looks towards those groups
traditionally excluded. Firstly, the concept of inclusive
education is reviewed, recognizing that although considerable progress has been made in this
area, there are still some important aspects that remain unresolved. Secondly, it is necessary to
identif
y some theoretical and procedural gaps that pose fundamental challenges for teacher
training at the higher level, and thirdly, it identifies those strategies that promote the
construction of inclusive spaces that seek to minimize or reduce barriers to the
presence,
participation and learning of students.
KEYWORDS
:
Educational inclusion. Teacher education.
Higher education.
RESUMO
: Este artigo considera educação inclusiva aquela que permite a construção de
dimensões que promovam a equidade, a colaboração
e desenvolvam novas perspectivas na
comunidade universitária em relação aos grupos tradicionalmente excluídos. Primeiro, o
conceito de educação inclusiva é revisado, reconhecendo que, embora tenham sido feitos
progressos consideráveis nessa área, ainda exi
stem aspectos importantes que não foram
resolvidos; segundo, reconhece
-
se a necessidade de identificar lacunas teóricas e processuais
que levantam desafios fundamentais à formação de professores de nível superior; e, em terceiro
lugar, são identificadas es
tratégias que promovam a construção de espaços inclusivos que
busquem minimizar ou reduzir barreiras à presença, participação e aprendizado dos alunos.
PALAVRAS
-
CHAVE
:
Inclusão
educacional.
Formação
de
profesores.
Educação
superior.
1
Veracruzana
University
(UV), Veracruz
–
Mexico.
Pedagogy’s Faculty Secretary
.
Master's degree in Child
Psychotherapy Guestalt and PhD in Education
. ORCID: https://orcid.org/0000
-
0002
-
4334
-
7173. E
-
mail:
gllandero@uv.mx
2
University Veracruzana (UV), Veracruz
-
Mexico.
Full
-
time professor
at the Faculty of Pedagogy.
PhD
in
Education (ELCPAPO)
-
Mexico
.
ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0002
-
1993
-
1038
. E
-
mail: cmiranda@uv.mx
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Gloria Elena Landero JÁCOME
and
María Cristina Miranda ÁLVAREZ
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RESUMEN
:
El
presente
artículo
muestra
a
la
educación
inclusiva
como
aquella
que
permite
la
construcción
de
dimensiones
que
promueven
la
equidad,
la
colaboración
y
el
desarrollo
en
la
comunidad
universitaria
de
nuevas
miradas
hacia
aquellos
grupos
tradicionalmente
excl
uidos.
Primero
se
revisa
el
concepto
de
educación
inclusiva,
reconociendo
que
aunque
se
han
hecho
progresos
considerables
en
este
tema,
aún
quedan
algunos
aspectos
importantes
que
permanecen
todavía
sin
resolver,
en
segundo
lugar
se
advierte
la
necesidad
d
e
identificar
algunos
vacíos
teóricos
y
procedimentales
que
plantean
retos
fundamentales
para
la
formación
docente
del
nivel
superior
y
en
tercer
lugar
se
identifican
aquellas
estrategias
que
promueven
la
construcción
de
espacios
incluyentes
que
buscan
min
imizar
o
reducir
las
barreras
para
la
presencia,
la
participación
y
el
aprendizaje
de
los
estudiantes.
PALABRAS CLAVE
: Inclusión educativa. Formación docente.
Educación superior
.
Educational inclusion
Most of the ideas that gave rise to inclusive education, emanating from a series of
principles and demands of international organizations, came about under the protection of the
Universal Declaration of Human Rights in 1948, especially article 26, which st
ates: "Everyone
has the right to education. Education will be directed to the full development of the human
personality and to strengthening respect for human rights and fundamental freedoms." In turn,
UNESCO (2005) defines the term Educational Inclusion,
from the context of this process that
identifies and responds
"to the diversity of the needs of all students through greater participation
in learning, cultures and communities, reducing exclusion in education" (9), among other
factors, it should be noted
that inclusive education does not refer to the way a special group of
students is educated, but to the way everyone is educated (
TOBÓN
, 2012).
In general, these concepts highlight the need to identify inclusive education as one that
seeks the participation
of all students regardless of the particular characteristics they have, being
the main responsible for their learning process, in view of the fact that they have to interact with
peers to exchange knowledge, taking into account the context to be able to s
olve different
problems or situations (
GÓMEZ; GARCIA
, 2017). The author Salinas (2013) also recognizes
inclusion with reference to "a process that aims to respond to the diversity of needs of all
students, with the objective of increasing their participati
on in learning and eliminating
exclusion inside and outside education" (80).
According to Ainscow's (2006) point of view, it
recognizes
the agreement of three
elements in the concept of inclusion: presence, learning and participation, which considers a
process of systematic improvement that educational administrations and schools must face; to
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try to eliminate barriers of different types
that limit the presence, learning and participation of
the student in the institutions in which they are educated.
In view of all the conceptions exposed
concerning
inclusive education so far, the need
to analyze its importance in the school context stands
out, recognizing that, in the case of
Mexico, great relevance has been given especially in basic education, this conception seems to
be supported by the inclusive education programs proposed
by the Secretariat
of Public
Education (SEP), among them is the
initiative called
Equity and Inclusion Strategy in basic
education: for students with disabilities, remarkable skills and severe learning, behavior or
communication difficulties, which
is
inserted in the context of the pedagogical approach of the
Education
al Model, in essence, is identified under the concept of "unprecedented effort that is
part of the framework of a transversal strategy,
that seeks to shape an inclusive education based
on equity, justice and equality as indispensable elements to ensure qua
lity in educational
services" (SEP
,
2018, p. 4).
However, some studies indicate that there is currently a diversified educational system,
where there are still several structural difficulties, which hinder the manifestation of the full
potential of inclus
ive education, so there is the challenge of solving these problems from a
comprehensive, sustainable and systemic perspective, in order to meet and satisfy all social and
economic levels.
Fernández (2017) points out
that, among other aspects, it is necessa
ry to
redesign the institutional system to cover issues of equity and inclusion.
In the legal framework in Mexico, since 2011 there is the General Law for the Inclusion
of Persons with Disabilities, with the last reform in 2018; where it is established th
at the "State
will promote, protect and guarantee the full exercise of human rights and fundamental freedoms
of persons with disabilities, ensuring their full inclusion in society in the context of respect,
equality and
equal opportunities".
(p. 1).
The co
ncept of inclusion analyzed by Ainscow and Miles (2008) is particularly
interesting; especially because it presents us with different perspectives, on the one hand, point
out that inclusion is related to disability and special educational needs, on the oth
er aspect it is
identified as a response to disciplinary exclusions, it is also oriented to all groups vulnerable to
exclusion and, finally, with a desire to promote a school and education for all.
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Gloria Elena Landero JÁCOME
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Inclusion in higher education
Based on previous comments, the results obtained by Romero and García (2013) and
García (2011) are particularly interesting, which conclude that many efforts have been made to
incorporate inclusive education in basic education schools. In the case of Mexic
o, important
initiatives have been carried out
concerning
teacher training and the incorporation of children
with disabilities into regular schools, in this sense, Ocaña, Hernández, Sánchez, Linares,
Guerra, Reyes, Soto (2019), point out, that despite the
fact that Mexico has had the General
Education Law on inclusive education, since 2016, it only applies to general basic education.
In these circumstances, higher education has remained a pending theme to integrate processes
aligned with the Educational Mod
el of THE SEP (Secretariat of Public Education) that proposes
the integral training of students in the conviction and capacities necessary to contribute to the
construction of a society more just and inclusive, respectful of diversity, attentive and
respon
sible with the general interest (SEP, 2016). According to the approaches of SEP, it is
expected to set up a university education that I contemplate in its processes, an inclusive vision.
It should be noted that the term inclusive has several connotations,
according to Stubbs (2008)
points out that it is relevant to indicate that the word "inclusion" refers to age, sex, ethnicity,
language, health and economic status, religion, lifestyle and not just a notorious or apparent
disability; From this point of vie
w, inclusive university education cannot be conceived as one
that trains its students from a homogeneous model, the university is called to attend in a
diversified way to its students, so that it really receives the qualification of inclusive.
According t
o the National Association of Universities and Higher Education Institutions
(2018), in 2018, in Mexico, there were about 4,210,250 higher education students, where 49.7%
were men and 50.3% were women. In their statistics,
the
ANUIES indicate that, of the
total
number of students enrolled, 1% represented students with disabilities, however, it does not
refer to the specific needs of each of them according to their cultural or social context. A
relevant characteristic of these results shows that those studen
ts who present some educational
condition or need are not reported and, therefore, it is very likely that they will be excluded
from special care with appropriate strategies for them.
In 2017, an article by Cruz y Casillas called: higher education institutions and students
with disabilities in Mexico, presents a study where about 53 Mexican universities are reviewed,
among which only 12 had so far actions or programs to support students
with disabilities,
according to the authors' point of view, pointing out that "most of them are just inclusion
initiatives." In the study, they point out that there are institutions that adopt specific programs
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of care for students with disabilities, bein
g the only inclusion criterion; for example:
Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), Universidad Veracruzana (UV),
Universidad Autónoma de Tlaxcala (UATX), Universidad Autónoma de San Luis Potosí
(UASLP), Universidad Autónoma de Nuevo León (UANL) a
nd Universidad Juárez del Estado
de Durango (UJED).
Together, these studies provide important results on the situation of
inclusion at the higher level, based on the above, it is very significant to note that the only
inclusion criterion is oriented to stu
dents with disabilities, which implies that students with
educational needs are not visible, which can determine a condition of risk and vulnerability to
the circumstances they must face in their university education.
According to the Yucatan Declaration
(2008), which was written in correspondence
with the Convention on the Rights of Persons with Disabilities, states that it is "necessary to
recognize the universality, indivisibility, progressivity, interdependence and interrelation of all
human rights and
fundamental freedoms, as well as the need to ensure that people with
disabilities in universities,
exercise them fully and without discrimination" (p. 1), for this, it is
considered essential that universities guarantee their students with disabilities, t
hat the transit
through the spaces of their professional training, is carried out with the full enjoyment of their
human rights and without discrimination, however, it has previously been demonstrated that,
despite the fact that this agreement was made mor
e than 10 years ago,
there is still a long way
to go for the full fulfillment of it.
From this point of view, the results of the 2017 National Survey of Discrimination
(ENADIS) clearly demonstrate that one of the main problems of people with disabilities
is the
lack of opportunities to find employment. Of this population group, 48.1% perceive that their
rights are little or nothing respected. 15.1% of those over 18 years of age living with disabilities
were denied scholarships or other government social pr
ograms; 6.5% had the opportunity to
continue studying. According to these results, the university has a very great challenge, which
involves considering the construction of proposals that compromise its full functioning. While
efforts are made, there is, h
owever, a substantial gap between the care received by students with
disabilities at the level of basic education and higher education.
Universities are still struggling to implement an inclusive educational model; According
to recent results of the resea
rch, elements of resistance to change are noticed, with important
barriers to full inclusion, Tapia and Manosalva (2012) point out in their research, that as
progress is made at the levels of the educational system, barriers become very complex and it
is t
he level of higher education that shows greater resistance and barriers within the integration
process. Torres (2011), emphasizes that educational inclusion can and should be considered an
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attitude, in this sense, it becomes a system of beliefs and values
that will be present in the
decision
-
making of those who bet on it. In order to study the inclusive approaches that are
demanded in higher education, it is proposed the development of a consolidated dimension in
the design and development of psychopedagogi
cal strategies that allow responding to diversity
and, thus, creating inclusive educational environments.
For the above, it is necessary that, from the educational dimension, greater responsibility
is accepted in the creation of innovative processes that
guarantee people with disabilities access
to the training system. Consequently, higher education institutions must develop, within their
educational policies, inclusive practices through the training of their teachers, which allow them
to develop flexible
pedagogies that integrate the diversity of the student body.
Currently, there is a growing interest in the inclusion of people with disabilities, no
doubt this because they make up a small and segregated group in different dimensions of the
social context,
recent developments in the field of inclusive education have shown that although
there are national regulations and policies on disability, as is the case with the
Y
ucatán
agreement
, this population requires conditions that favor their participation and l
earning, which
seek to reduce the barriers that keep them excluded; considering that the lack of egalitarian
relations has remained an obstacle to be overcome.
According to statistics released by the World Health Organization in 2011, the worst
outcomes o
f people with disabilities are reported in terms of health, academic context, lower
economic participation and poverty rates, in clear inequality with people without disabilities.
All this responds to the obstacles that limit their access to services consi
dered basic, particularly
health, education, employment, among others (WHO, 2011), in this same sense, Boudeguer and
Squella (2010) point out that disability is generated by physical barriers of the environment,
alluding to the current approach to accessib
ility, transforming into this: "ability to approach,
access, use and leave any space or enclosure independently,
ease and without interruptions"
therefore, the physical environment influences the manifestation or elimination of disability.
According to Rap
hael (2012b), he argues that our Mexican society remains strongly
discriminatory, which distances us from democracy.
Regarding the barriers that make it impossible for people with disabilities to fully
include themselves in higher education, López (2014)
concludes in his research that:
[
...
Educational
policy and school and pedagogical practices create barriers to
inclusion, as they tend to individualization, segregation and the
disempowerment of learning and participation of students with special
educati
onal needs (p. 279).
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Research has so far revealed that there is no clear evidence that inclusion has consolidated
in higher education, indicating that there is still a substantial gap between care and support given
to students with disabilities at the level of basic education
and at higher levels of education.
Although considerable progress has been made in this area, many important issues remain
unresolved, according to the analyses presented by Alcántara and Navarrete (2014) and Cruz y
Casillas (2017) indicate that higher edu
cation institutions, not only in Mexico, are responding
late to the implementation of an inclusive education model, so it is essential that,
from the school
context, a relevant commitment is assumed in the creation of innovative methodologies that
guarante
e people with disabilities full inclusion in the educational system.
Inclusive university education and education
Higher education institutions must implement, within their educational policies,
inclusive practices through the training of their teachers, which allow them to develop teaching
-
learning
-
evaluation strategies with an inclusive approach, so that the incorpo
ration of people
with disabilities is promoted.
It is essential to review the proposals that, based on previous research, were made on
the importance of teacher education. According to this aspect, Yupanqui, Aranda and Vásquez
(2014) point out that teache
rs' interventions should be oriented towards the promotion of
education on the use of inclusive language, support in the timely identification of risk conditions
and in the design and implementation of curricular adaptations for the management of
disruptiv
e behaviors; environmental and accessibility adaptations, as well as education in
sensory integration techniques, among others.
In the opinion of Rojas (2011), a teacher must meet the social needs of the community,
that is, seek to do good to the society
in which it develops, without neglecting its personal and
professional growth. In this perspective, an inclusive education aims to build a bond between
the teacher and each of his students based on full recognition and mutual respect (LÓPEZ,
2016). An inte
gral part of teacher education involves access to specialized practices in diversity
care issues, in this context, it implies training in various dimensions, based on disciplinary,
pedagogical, human and other development.
On the other hand, Coll (1996) p
oints out that the activity of teachers has a close
relationship with the way students learn and develop, with the difficulties and problems
encountered in performing new learning and with interventions that aim to support them to
overcome these difficulti
es. In this context, the teacher must respond to the new demands placed
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by inclusion in the classroom, overcome their own barriers, design learning environments that
favor the reduction of barriers to learning and the participation of their students.
On t
he other hand, Fernández (2012) highlights that teachers participate in the analysis,
planning, development and modification of educational processes; therefore, they should be
trained to develop a range of skills that allow them to be inclusive and contri
bute to their
professional practice. Similarly, Alcaín and Medina (2017) comment that teaching work is the
main form of education strategies with inclusion in universities, emphasizing that it is necessary
to revalue the role of the teacher within the clas
sroom, that attention to diversity is no longer
perceived, based on a concept of extra load; but turn it into an opportunity for professional
growth. The teacher of his intermediate function should consider in the systematic planning of
the contents, in th
e differences of educational mediation, in order to achieve the expected
objectives, considering the implementation of the formative evaluation for learning and not
only of learning, which will allow the correct decision
-
making for the benefit of learning
improvement, thus responding to the demands placed by inclusive education. The teacher and
institutions must be in permanent training in order to develop the necessary skills to enable
them to achieve these goals.
Another essential element that stands out
is the construction of dynamics in the
classroom, is the creation of spaces of respect and inclusion, in which acts of discrimination are
not accommodated; in this sense, it is necessary to generate spaces of awareness and awareness
about educational dive
rsity in universities, based on this, it is worth reflecting that the inclusion
process is an emerging issue, which demands global actions of society in general. Finally,
Almanzor (2002) considers that the pedagogical training of teachers can contribute to
teachers
referring about their insertion in the time they had to live and participate in a more prominent
way in the construction of a better future. The research presented so far shows that teacher
education is a fundamental item in achieving the objecti
ves pursued by inclusive education,
teachers must evaluate
themselves in
their practice, identify their limitations and barriers to
achieve a paradigm shift, reconfigure their role as mediator and facilitator of significantly
inclusive spaces, through the
application of differentiated strategies aimed at the adequate
attention of diversity.
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Pedagogical
strategies
for
inclusive
education
Pedagogical strategies for diversity allow to reduce egalitarian and homogenizing
routines, oriented to the
design of methodologies that operate from an innovative and creative
view of available resources, such as support and teaching materials, inclusive orientation
programs, organization of schedules and spaces, restructuring of forms of interaction and
mobili
zation of the group.
On the other hand, De la Oliva (2015), proposes the operation of training projects,
argues that the use of these strategies favors inclusion, leading to overcoming possible barriers
existing in the classroom. According to the General L
aw for the Inclusion of Persons with
Disabilities, (2018) the importance of the teaching function stands out,
observing some
fundamental characteristics of this work, in
section VI indicates that the teacher must provide
students with material disabilities
and technical assistants that support their academic
performance, also made indications oriented to managers, who must acquire and equip schools
and educational centers with books in Braille,
teaching materials, support from Mexican sign
language interpre
ters or braille system specialists, computerized equipment with technology for
blind people, all those supports that are identified as necessary to provide a quality education,
in section VII, the importance of including the teaching of the Braile Writing
System and the
Sign Language is established.
Mexican in public and private education, promoting the
production and distribution of free textbooks in the Braille Writing System, macro types and
audible texts that complement the knowledge of students with di
sabilities and, finally, in section
XIII, is warned the importance of promoting students who need to meet the requirement of
social service to offer their support to people with disabilities.
According to Ortiz (2000), the first step towards inclusive edu
cation is the unconditional
acceptance of differences, because diversity strengthens students by offering learning
alternatives. In fact, in the understanding of teaching, it is where one perceives the complexity
of the teaching action, to guarantee the ab
ove, this author suggests the adoption of an interactive
teaching
-
learning proposal. These precepts are related to the quality of education, so it is
essential that higher education institutions constantly guarantee and manage support and
resources aimed a
t consolidating inclusive processes.
In the same order
of ideas, a teaching practice strategy based on universal design for
learning (DUA) is proposed, as it allows the development of opportunities and interactions for
the valorization of diversity and off
ers advances in the structure of access and innovation in
teaching and learning methodology.
In this construction, both students and teachers play the
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role of mediators and can provide scaffolding or aid tailored to the needs of other students.
Since, thro
ugh educational inclusion, it is intended to generate spaces open to diversity and
improve capacities; the emphasis on interaction and the exchange of experiences from different
perspectives is fundamental for the generation of shared knowledge.
Given ever
ything that has been said so far, the great challenge of higher education stands
out, where the public policies of the Mexican State represent a fundamental role, which must
be configured essentially with a focus on equality and non
-
discrimination, in Mexi
co, a
substantial step was taken, in 2019, Article 3 of
the Political Constitution of the Mexican United
States
was modified (
Last modified August 9
,
2019)
, the changes are indicated in section
II
,
corresponding to the criteria that will guide education, and this education is framed:
"e) It will be equitable, for which the State will implement measures that favor
the full exercise of people's right to education and combat socioeconomic,
regional
and gender inequalities in access, transit and permanence in
educational services... Similarly, students in social vulnerability will be
supported by establishing inclusive and cross
-
cutting policies. (f) it will be
inclusive, taking into account the diver
se capacities, circumstances and needs
of students. Based on the principle of accessibility, reasonable
accommodations will be made and specific measures will be implemented
with the aim of removing barriers to learning and participation; g It will be
inte
rcultural, promoting harmonious coexistence between people and
communities by respecting and recognizing their differences and rights in the
context of social inclusion; h) It will be integral, will educate for life, in order
to develop cognitive, socio
-
em
otional and physical capacities in people that
allow them to achieve their well
-
being, i) It will be of excellence, understood
as the constant integral improvement that promotes the maximum realization
of students' learning, for the development of their cr
itical thinking and the
strengthening of the bonds between school and community" (
2019,
p.
7).
Together, these modifications to Article 3 imply the design of a structure that configures
the processes that enable its compliance and
implementation; therefore, it will be necessary to
articulate efforts within the social fabric, in addition to the development of teaching
methodologies based on knowledge and experience, among many other initiatives.
Therefore,
it is necessary to carry ou
t educational reforms in teacher training at all educational levels, in
order to provide teachers with the necessary skills to meet the challenges of inclusive education
and bring their work closer to the needs and expectations of students living in a worl
d of
permanent change.
Finally, it is worth mentioning that the term inclusive education brings together a
multitude of processes that involve society as a whole; from the vision of Díaz, Zárate and Ortiz
(2017) inclusive education is an aspiration and a
need of the current university, which must
fundamentally have the basic principle of the involvement of all and mutual acceptance; in this
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Inclusive education within the
framework of higher education
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sense, what is not fulfilled spontaneously, is taught and learned, and is part of life. In a society,
community, scho
ol, group and in a subject, there must be the capacity for acceptance,
coexistence, help, tolerance and the spirit of improvement. From this context, it is essential to
implement strategies aimed at reducing, minimizing or eliminating barriers that hinder
the
presence, participation and learning in higher education, especially strategies that consider
proposals of laws or regulations, the optimization of physical infrastructure with the support of
information and communication technologies, as well as those
that promote the development
of specific programs of inclusion and continuous training of the university community
areas
involved in inclusive education.
In conclusion, it is worth mentioning what Jennifer O'Donoghue (2019) exposes,
concerning
the concep
t of inclusive education from which she claims to be broad enough to be
able to respond to and promote diversity of any kind so that everyone can be, learn and
participate in school. Inclusive education is not a battle won; it is a continuous process of
id
entifying and eliminating the attitudes, priorities and paradigms that prevented us from
moving forward.
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10/09/2019
Revisions required
:
01/10/2020
Approved
:
30/04/2020
Published
:
01/12/2020