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Reinventando a roda: Arranjos institucionais na coordenação do curso de pedagogia (UFRJ) durante a pandemia de Covid
-
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Americana de Estudos em Educação,
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DOI:
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REINVENTANDO A RODA: ARRANJOS INSTITUCIONAIS NA COORDENAÇÃO
DO CURSO DE PEDAGOGIA (UFRJ) DURANTE A PANDEMIA DE COVID 19
1
REINVENTANDO LA RUEDA: ARREGLOS INSTITUCIONALES EN LA
COORDINACIÓN DE LA CARRERA DE PEDAGOGÍA (UFRJ) DURANTE LA
PANDEMIA DE COVID 19
REINVENTING THE WHEEL: INSTITUTIONAL ARRANGEMENTS IN THE
COORDINATION OF THE PEDAGOGY COURSE (
UFRJ
) DURING THE COVID 19
PANDEMIC
Silvina Julia FERNÁNDEZ
2
Adriana Patrício DELGADO
3
RESUMO
:
Com base no relato de experiência, esse trabalho tem por objetivo descrever,
analisar e sistematizar, através de uma abordagem qualitativa, as ações e os arranjos
institucionais desenvolvidos pela coordenação do curso de Pedagogia da UFRJ no período de
mar
ço de 2020 a outubro de 2021. Este período, de características muito singulares por causa
dos efeitos da pandemia de Covid 19, impôs à coordenação uma mudança na rotina
organizacional, de forma que certas ações precisaram assumir outro formato e, paralelam
ente,
novas ações foram implementadas, frente às demandas contextuais e sociais, conduzidas por
diversas instâncias organizacionais participativas, como:
Comissão de Orientação e
Acompanhamento Acadêmico, Núcleo de Acompanhamento e Orientação aos/às Estuda
ntes
com Deficiência, Grupos de Orientação Pedagógica, Núcleo de Planejamento Pedagógico das
Licenciaturas, que visaram manter a filiação estudantil promovendo a sua permanência e
engajamento através de uma coordenação pedagógica orientada pela gestão demo
crática em
defesa do direito à educação pública. Os resultados apontam que a aposta numa gestão
colaborativa foi o alicerce para a manutenção e reinvenção da Universidade neste período
pandêmico, colaborando com a criação de vínculos entre os sujeitos e a
promoção da coesão
curricular.
PALAVRAS
-
CHAVE
: Coordenação pedagógica. Arranjos institucionais. Universidade
pública. Contexto remoto. Pandemia COVID
-
19.
1
Agradecemos à Rede de Estudos sobre Implementação de Políticas Públicas Educacionais (REIPPE), com a
colaboração do Itaú Social, o apoio financeiro para as traduções deste artigo para o inglês e o espanhol.
2
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
Rio de Janeiro
–
RJ
–
Brasil. Professora Associada do
Departamento de Administração Educacional, Faculdade de Educação.
Doutorado em Educação
(UFF).
ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0003
-
1879
-
5131
E
-
mail:
silvina.ufrj@gmail.com
3
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro
–
RJ
–
Brasil. Professora Adjunta do
Departamento de Di
dática, Faculdade de Educação.
Doutorado em Educação: História, Política, Sociedade
(PUC/SP).
ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0002
-
9152
-
2888
.
E
-
mail:
adrypatry@hotmail.com
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RESUMEN
:
Con base en el relato de experiencia, este trabajo tiene como objetivo describir,
analizar y sistematizar
a través de un abordaje cualitativo las acciones y los arreglos
institucionales desarrollados por la coordinación de la carrera de Pedagogía de la UFRJ en
el período de marzo de 2020 a octubre de 2021. Este período, de características muy singulares
por ca
usa de los efectos de la pandemia de Covid 19, impuso a la coordinación un cambio en
la rutina organizacional, de forma que ciertas acciones necesitaron asumir otro formato y,
paralelamente, nuevas acciones fueron implementadas, frente a las demandas conte
xtuales y
sociales conducidas por diversas instancias organizacionales participativas como: Comisión
de Orientación y Acompañamiento Académico,
Núcleo de Acompañamiento y Orientación a
los/las Estudiantes con Deficiencia, Grupos de Orientación Pedagógica,
Núcleo de
Planeamiento Pedagógico de las Licenciaturas, que buscaron mantener la filiación estudiantil
promoviendo su permanencia e involucramiento a través de una coordinación pedagógica
orientada por la gestión democrática en defensa del derecho a la edu
cación pública.
Los
resultados apuntan que la apuesta em una gestión colaborativa fue el fundamento para la
manutención y la reinvención de la Universidad en este período pandémico, colaborando con
la creación de vínculos entre los sujetos y la promoción d
a cohesión curricular.
PALABRAS CLAVE
:
Coordinación pedagógica. Arreglos institucionales. Universidad
pública. Contexto remoto. Pandemia COVID
-
19.
ABSTRACT
:
Based on the experience report, this work aims to describe, analyze and
systematize,
through a qualitative approach, the actions and institutional arrangements
developed by the coordination of the Pedagogy course at UFRJ from March 2020 to October
2021. This period, with very unique characteristics due to the effects of the Co
vid 19 pandemic,
it imposed a change in the coordination organizational routine, so that certain actions had to
take another format and, in parallel, new actions were implemented, in view of the contextual
and social demands, conducted by various participa
tory organizational instances such as:
Academic Guidance and Monitoring Committee, Monitoring and Guidance Center for Students
with Disabilities, Pedagogical Guidance Groups, Pedagogical Planning Center for
Undergraduate Degrees and the Structuring Teachin
g Center, which aimed to maintain student
affiliation by promoting their permanence and engagement through a pedagogical
coordination guided by democratic management in defense of the right to public education.The
results indicate that the bet on collabora
tive management was the foundation for the
maintenance and reinvention of the University in this pandemic period, collaborating with the
creation of links between the subjects and the promotion of curricular cohesion.
KEYWORDS
:
Pedagogical coordination
.
I
nstitutional arrangements
.
Public university
.
Remote context
.
COVID
-
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Introdução
Em março de 2020, após declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância
Nacional
–
ESPIN, em decorrência da Infecção Humana pelo novo
Coronavírus (SARS
-
CoV
-
2), declarada pelo Ministério da Saúde através da Portaria nº. 188, de 03 de fevereiro de 2020
(BRASIL, 2020), foi registrada a transmissão comunitária deste vírus no Brasil. Assim, para
tentar conter o seu avanço, a fim de impedir ag
lomerações em espaços fechados e, com isso,
evitar o contágio, as aulas presenciais foram suspensas, inclusive na universidade. Em princípio,
a suspensão seria por um curto prazo, mas, conforme presenciamos o agravamento da
disseminação da doença e, poster
iormente, a demora na vacinação da população, muitas
universidades continuaram até inícios de 2022 sem reabrir as suas instalações para o
desenvolvimento presencial das aulas.
Neste ínterim, diversos desafios foram sendo colocados aos gestores da educação
superior. Como garantir uma educação superior de qualidade, democrática e segura em tempos
de pandemia e de crise econômica, que afetam diretamente os nossos estudantes, docentes e
técnicos de diversas formas? Que adequações ou arranjos institucionais prec
isariam ser feitos
para enfrentar os desafios apresentados? Neste artigo, portanto, com base na nossa experiência
na Coordenação do curso de Pedagogia da UFRJ, buscamos descrever, sistematizar e refletir, a
partir de uma abordagem qualitativa, sobre os arr
anjos institucionais implementados desde a
declaração da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional
–
ESPIN, em março de
2020 até outubro de 2021, quando finaliza o último período letivo com oferta de aulas apenas
no formato remoto. Para isso, pro
cederemos ao relato desta experiência, tanto descritiva quanto
analiticamente, para sistematizar as bases e eixos dessa nossa gestão durante esse período tão
singular da história, com base nas perspectivas de gestão educacional e coordenação pedagógica
de
Paro, Frigerio, Poggi, Tiramonti, Pérez Gómez, Almeida, Vasconcellos e Burigo, assim
como das contribuições sobre educação superior de Coulon, Honorato e Heringer, e de arranjos
institucionais de Gomide e Pires. A seguir, então, procedemos a analisar a imp
ortância das
rotinas organizacionais na gestão educacional e a ruptura trazida pelo contexto pandêmico
correspondentes ao isolamento social, assim como os desafios suscitados por esta ruptura na
rotina da gestão pedagógica do curso de graduação em Pedagogi
a e as alternativas criadas para
garantir a permanência dos vínculos institucionais dos sujeitos universitários e a coerência
curricular necessária para o desenvolvimento do curso, apesar desse contexto.
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Um vírus quebra a rotina
organizacional, e agora?
Em 13 de março de 2020, o Governo do estado do Rio de Janeiro emitiu o Decreto nº.
46.970/2020 (Rio de Janeiro, 2020), que estabelecia a suspensão das aulas presenciais frente à
constatação local da transmissão comunitária do víru
s. A previsão inicial era de que as unidades
escolares e as universidades públicas e privadas deveriam ter as aulas suspensas por apenas
duas semanas. Porém, devido à rápida propagação e gravidade do vírus, as aulas presenciais
foram suspensas indefinidame
nte, afetando gravemente a rotina organizacional e colocando em
questão, inclusive, a continuidade do período letivo vigente, ou seja, o próprio processo de
ensino e aprendizagem, assim como também impactou as ações de pesquisa e extensão.
Sabemos que par
a alcançar as finalidades institucionais é necessário garantir, através
dos processos administrativos, todos os meios imprescindíveis às ações que as tornam
possíveis. Nesse sentido, podemos entender a administração como “[...] a utilização racional de
rec
ursos para a realização de determinados fins” (PARO, 2006, p. 18). Aliás, em se tratando de
finalidades educacionais, ação humana eminentemente coletiva, também devemos destacar que
seus processos administrativos exigem, portanto, a “[...] coordenação do e
sforço humano
coletivo” (PARO, 2006, p. 23). Ou seja, dentro da administração educacional, devemos atender
não apenas à utilização racional de recursos de diversos tipos, mas também e
fundamentalmente, à coordenação das relações entre os diversos sujeitos
envolvidos. Desta
forma, também podemos afirmar que o ato de administrar está “[...] estreita e
indissociavelmente vinculado a governar, quer dizer, a conduzir uma pluralidade de pessoas”
(FRIGERIO; POGGI; TIRAMONTI, 1992, p. 121,
tradução nossa
), visando
às finalidades
educacionais específicas.
Dentro da administração, no entanto, interessa destacar que
Através da tarefa administrativa processam
-
se as demandas cotidianas. Ela
constrói uma rotina que permite processar os conflitos e mediar continuamente
n
a tensão que provoca a adaptação e assimilação dos interesses individuais e
os institucionais. [...] Administrar é prever as ações que fazem possível a
governabilidade da instituição ou, o que é o mesmo, o que permite que a
instituição transite pelos camin
hos que temos traçado (FRIGERIO; POGGI;
TIRAMONTI, 1992, p. 121
-
122, tradução
nossa
).
Nessa rotina, as ações da coordenação pedagógica implicam em um olhar ativo, atento
e ampliado do contexto, “um olhar que capte antes de agir” (ALMEIDA, 2002, p. 71); associado
a esse olhar é fundamental que a coordenação pedagógica tenha também um “ouvir
ativo”,
afinal o “[...] trato satisfatório com os relacionamentos interpessoais é condição
sine qua non
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para o desempenho das suas atividades”, no caso da coordenação pedagógica (ALMEIDA,
2002, p. 78).
Assim, a previsibilidade de uma série de ações cotidia
nas garante grande parte da
governabilidade institucional através da configuração de uma
rotina organizacional
que
colabora na concretização de processos e procedimentos que possibilitam o desenvolvimento
das atividades
-
fim
–
no nosso caso, todas aquelas e
nvolvidas nos processos de ensinar,
aprender, pesquisar e divulgar o conhecimento científico, tecnológico e artístico na sociedade.
Contudo, com as medidas de isolamento social e a interdição das atividades presenciais,
base do desenvolvimento das ações un
iversitárias do nosso curso, a rotina organizacional sofreu
uma quebra substancial, interditando a quase totalidade das suas ações e colocando um grande
desafio referente a como reorganizar os processos e procedimentos que sustentam e colaboram
com o desen
volvimento das atividades
-
fim, que também precisaram ser reestruturadas. Afinal:
A escola, como qualquer outra instituição social, desenvolve e reproduz sua
própria cultura específica. Entendo por isso o conjunto de significados e
comportamentos que a es
cola gera como instituição social. [...] entender a
cultura institucional da escola requer um esforço da relação entre os aspectos
macro e micro, entre a política educativa e suas correspondências nas
interações peculiares que definem a vida da escola. Do
mesmo modo, para
entendera peculiaridade dos intercâmbios dentro da instituição, é
imprescindível compreender a dinâmica interativa entre as características das
estruturas organizativas e as atitudes, os interesses, os papéis e os
comportamentos dos indiví
duos e dos grupos [...]. (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p.
131
-
132).
Com a passagem do tempo e a manutenção da interdição das aulas presenciais, foi
evidenciando
-
se a necessidade de garantir o seu desenvolvimento de outra forma, o que
representou alterar substancial
mente os comportamentos, hábitos e interações até então
estabelecidas no espaço universitário, isto é, na cultura institucional, a qual se encontra
condicionada “[...] pelas peculiaridades organizativas da escola e pela função social que cumpre
em cada con
texto cultural” (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 132).
Diante desse cenário, uma série de resoluções e decisões tanto do Ministério de
Educação (MEC), quanto das instâncias superiores da Universidade, como o Conselho
Universitário (CONSUNI) e o Conselho de Ensino d
e Graduação (CEG), assim como aquelas
deliberadas pela Colenda Congregação e pelo Conselho Departamental da Faculdade de
Educação, onde o curso se localiza, balizaram as decisões que foram sendo tomadas pela
Coordenação de Pedagogia em função da garantia d
as atividades
-
fim. Essas decisões
envolveram uma atualização permanente com relação às normativas instituídas ao longo do
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tempo pandêmico junto a outros parâmetros e critérios, como o estritamente pedagógico ou o
referente aos interlocutores envolvidos na
tomada de decisões e nos diversos âmbitos de
deliberação coletiva, em especial, os/as estudantes do referido curso. Com isso, foram sendo
reconfigurados diversos arranjos institucionais, entendidos como “[...] o conjunto de regras,
mecanismos e processos q
ue definem a forma particular como se coordenam atores e interesses
na implementação de cada política” (GOMIDE; PIRES, 2014
,
p. 2), importantes na medida em
que oficiam como mediação entre as instâncias decisórias superiores, os corpos docente,
discente e
dos funcionários técnicos e administrativos e a oferta efetiva do currículo do curso.
Na Faculdade de Educação (FE), cientes dos diversos condicionantes da educação
superior, ainda mais em relação ao curso de Pedagogia, um dos cursos que mais concentra
est
udantes de origem popular, o que se evidencia, entre outros aspectos, por ser o segundo curso
com maior número de bolsas da UFRJ (HONORATO; HERINGER, 2015), diversas ações
foram implementadas para a continuidade de boa parte das atividades universitárias,
buscando
garantir o máximo possível a inclusão de todos os sujeitos nelas envolvidos. Todavia, como
coordenadoras desse curso, procuramos garantir essa inclusão nas diversas atividades desde o
início das deliberações, envolvendo a maior quantidade de sujei
tos e grupos possível, mesmo
que fosse, em certos momentos, por meio dos seus representantes. Afinal, concebemos o/a
coordenador(a) pedagógico como um intelectual orgânico no grupo, para quem “[...] sua práxis,
portanto, comporta as dimensões reflexiva, or
ganizativa e avaliativa” (VASCONCELLOS,
2019, p. 88), de modo que sua ação ocorre fundamentalmente no campo da mediação.
Compreender a situação, identificar e explicar os problemas que essa situação nos
colocou e buscar alternativas factíveis tende a ter
maiores chances de sucesso e eficácia se
realizados com a participação dos atores nela envolvidos, já que cada um desses atores possui
uma perspectiva específica a partir do lugar institucional que ocupa e tem acesso a informações
que outros não têm, assim
como podem oferecer propostas criativas e exequíveis a partir do
debate coletivo, gerando também um compromisso maior com a implementação, o
desenvolvimento e o monitoramento das ações desenhadas (MATUS, 1987). Como fica
evidente, esse entendimento do pla
nejamento das políticas educacionais reafirma o princípio da
gestão democrática dentro da administração pública.
A partir desse entendimento, além das instâncias deliberativas com representantes dos
diversos segmentos (discentes, docentes e técnicos
-
admini
strativos) já existentes na FE
–
como
as reuniões dos Departamentos, da Colenda Congregação e do Conselho Departamental
–
foram
organizados dois grupos de trabalho com ampliação da participação para outros sujeitos. Assim,
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criaram
-
se o Grupo de Trabalho Pl
anejamento e Organização das Ações da Faculdade de
Educação da UFRJ no Contexto da COVID 19 (mais conhecido como GT Pandemia e,
doravante, assim denominado neste texto), em 28 de abril de 2020, e o Grupo de Trabalho
Debates na Faculdade de Educação da UFRJ
em Tempos de Distanciamento Social, em 12 de
maio de 2020.
Estes dois grupos visavam desenvolver ações complementares, possibilitando não só a
elaboração de propostas de ação, mas também o debate com toda a comunidade universitária
da FE,
buscando manter os diferentes sujeitos em contato virtualmente, através da realização
de rodas de conversa por videoconferência sobre diversos assuntos que estavam afetando
-
nos
cotidianamente. As rodas de conversa realizadas tiveram grande participação de
todos os
segmentos durante o ano de 2020 e foram descontinuadas no final desse ano. Por outro lado, o
GT Pandemia, que tinha se organizado em subgrupos por eixos de trabalho, continuou com
diversas ações ao longo de 2020 e 2021, embora também com maior atu
ação durante 2020, por
ser o ano em que estávamos buscando entender este novo contexto do formato remoto e seus
desdobramentos na cultura institucional. É possível afirmar que, ao longo desses dois anos,
vivenciamos “[...] um processo de ação e reflexão co
operativa, de indagação e de
experimentação”, em outras palavras, “um processo de aberta e interminável reflexão e ação
compartilhadas” (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 199).
Em meio a tantos debates e reflexões, cabe destacar que o tema que rendeu maiores
debates e
acaloradas discussões foi a questão da oferta ou não de aulas remotas. Discutia
-
se a
retomada do semestre no formato remoto tendo em vista, fundamentalmente, a dificuldade de
acesso à
internet
, assim como as situações econômicas, familiares e de saúde, em
especial,
dos/das estudantes, que dificultariam a realização das atividades acadêmicas. Frente às fortes
discussões sobre essa questão, foi proposta a realização de uma pesquisa para o levantamento
de dados não apenas dos/das estudantes, mas também de doc
entes e técnicos
-
administrativos.
No subgrupo do Eixo 1
–
Estudantes, do GT Pandemia, a metodologia escolhida para
essa pesquisa foi o questionário, implementado através de um formulário
online
acessado
através de um
link
que foi amplamente divulgado não
só pelo Sistema Integrado de Gestão
Acadêmica (SIGA) a todos/as os/as estudantes de Pedagogia, mas também pelas diferentes
mídias sociais e grupos da FE e pelas coordenações de outras faculdades e centros que oferecem
licenciaturas, dado que todas as disci
plinas pedagógicas da UFRJ são ministradas pelos
professores e professoras da FE. O questionário levantava dados sobre perfil socioeconômico,
acesso à
internet
e a dispositivos tecnológicos, condições de saúde, inclusão ou não em políticas
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estudantis, assi
m como posicionamento frente à retomada das aulas de forma remota, entre
outros, que foram essenciais para a tomada de decisões. Embora a coordenação geral da
elaboração, aplicação e análise desse questionário estivesse a cargo do subgrupo mencionado,
essa
s diferentes fases foram compartilhadas em diversas instâncias da FE, como o Centro
Acadêmico da Pedagogia (CA), a Comissão de Orientação e Acompanhamento Acadêmico
(COAA)
4
, o Núcleo de Planejamento Pedagógico das Licenciaturas (NPPL)
5
e os Grupos de
Ori
entação Pedagógica (GOPs)
6
do curso de Pedagogia e o Núcleo Docente Estruturante
(NDE)
7
, entre outras.
Uma vez aplicado o questionário, com a ajuda do CA, da COAA e dos
GOPs, distribuímos as listas das/dos discentes que não tinham respondido e fizemos co
ntato
telefônico ou por qualquer outro meio para conhecer a situação de cada um(a). A finalidade era
implementar uma busca ativa de quem não tivesse respondido e conhecer melhor a situação
individual de cada estudante do curso de Pedagogia. Naquele momento
, frente à minuciosidade
das ações, uma das estudantes participantes no GT Pandemia chegou a falar: “
A gente não está
em busca ativa. É busca implacável desses alunos!
” (Estudante 1, 2020).
Essa busca ativa era necessária já que, após um período sem
atividades estritamente
acadêmicas, sucederam
-
se uma série de Resoluções do CEG possibilitando, em princípio, a
conclusão dos cursos através das colações de grau e defesas de Monografias e Trabalhos de
Conclusão de Curso de forma remota, adotando
-
se tecnol
ogia de videoconferência
–
Resolução
CEG nº. 01, de 15 de abril de 2020
, R
esolução emergencial sobre Colação de Grau durante
período de pandemia da COVID 19 (UFRJ, 2020
a
) e Resolução CEG nº. 02, de 15 de abril de
4
É um órgão consultivo responsável pela análise e acompanhamento do rendimento das/dos estudantes. Sua função
é deliberar a respeito de trancamento, destrancamento, cancelamento e abandono de cursos, renovação do
benefício
-
moradia, aproveitamento de estudos, mudanças de cursos e outros procedimentos acadêmicos. É
presidida pela coordenação do curso e composta por
professores
-
orientadores indicados pelos Departamentos e
aprovados pela Congregação.
5
Uma das instâncias do Complexo de Formação de Professores (CFP),
política institucional diferenciada de
organização da formação inicial e continuada de professores(as)
da Educação Básica, que compõe a Estrutura
Média da UFRJ, pela Resolução n. 19/2018 do CONSUNI.
Cada curso de licenciatura da UFRJ constitui seu
Núcleo de Planejamento Pedagógico da Licenciatura (NPPL). Destacam
-
se algumas das suas atribuições: (i)
Articul
ar as atividades de extensão, pós
-
graduação e pesquisa presentes na Cartografia desenvolvidas na UFRJ e
nas escolas e instituições parceiras; (ii) Elaborar e desenvolver estratégias de acolhimento dos estudantes de
licenciatura; (iii) Interagir com o Núcle
o Docente Estruturante (NDE) da respectiva unidade/curso; (iv) Coordenar
as atividades dos Grupos de Orientação Pedagógica (GOP) e das Redes de Educadores de Prática de Ensino (REP).
6
Outra instância do CFP. Cada curso de licenciatura constitui seu Grupo de Orientação Pedagógica (GOP), que
tem por objetivo central acolher e orientar grupos de estudantes de licenciaturas acerca do seu percurso formativo
e desenvolvimento profissional no
s três primeiros períodos do curso.
É constituído por representações diretamente
ligadas à formação inicial de licenciandos/as, em sua formação pedagógica geral e específica, assim como em sua
inserção nas instituições
-
campo.
7
O Núcleo Docente Estruturan
te (NDE) tem função consultiva, propositiva, avaliativa e de assessoramento sobre
matéria de natureza acadêmica. Ele integra a estrutura de gestão acadêmica em cada curso de graduação, sendo
corresponsável pela elaboração, implementação, atualização, conso
lidação e avaliação do Projeto Pedagógico do
curso.
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2020, Resolução emergencial sobre defesa de
Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação
durante período de duração da pandemia da COVID 19 (UFRJ, 2020
b
). Dois meses depois, a
Resolução CEG nº. 03, de 17 de junho de 2020, dispunha sobre a adoção de períodos letivos
excepcionais e facultativos e aut
orizava o ensino remoto, bem como outras atividades
pedagógicas não presenciais, como soluções transitórias para o Ensino de Graduação na UFRJ,
junto a outras providências
(UFRJ, 2020
c
)
, e a Resolução CEG n. 04, de 19 de junho de 2020
(UFRJ, 2020
d
), estabe
lecia Diretrizes e Normas complementares à Resolução anterior,
priorizando a oferta para os/as estudantes concluintes, dado que, como a oferta de disciplinas
por parte dos docentes não era obrigatória, previa
-
se disputa por vagas. Assim, os artigos 2º e
3º
da Resolução CEG nº. 04 de 19 de junho de 2020 (
UFRJ, 2020
d,
p. 1) esclarecem que:
Art. 2º A instância acadêmica responsável por Curso de Graduação que opte
pela adoção de práticas pedagógicas não presenciais, observado o disposto no
Art. 3º da Resolução
03/2020, poderá oferecer as disciplinas obrigatórias, de
escolha restrita, de escolha livre e condicionada, e atividades de orientação de
Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), prioritariamente aos estudantes
potenciais concluintes dos cursos de graduação
, sem prejuízo da oferta para
outros estudantes.
Art. 3º Entende
-
se por potencial concluinte, em consonância com a definição
do Censo da Educação Superior
–
INEP: o estudante que cumprir todos os
requisitos da grade curricular, ou seja, que concluirá o cur
so e estará apto a
colar grau e receber o diploma do Curso, ao final do período em curso.
Dias depois, a UFRJ lançou o Edital de Seleção nº. 210/2020, de 24 de junho de 2020
(UFRJ, 2020
e
), Programa
de Auxílio Inclusão Digital. O auxílio consistiu “[...] e
m ofertar aos
estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica as condições técnicas necessárias
para o acesso à
internet
, por meio de fornecimento de SIM CARD ou SIM CARD mais
Modem
,
com franquia para utilização em todo o território Nacional
” (
UFRJ, 2020e, p. 1
). Esse
Edital e
a consideração do Período Letivo Excepcional (PLE) como uma experiência piloto, facultativa
para docentes e discentes, que priorizasse os potenciais concluintes para que estes pudessem
graduar
-
se e concorrer a vagas de emp
rego, frente à situação econômica enfrentada por muitas
famílias de estudantes durante a pandemia, descomprimiu um pouco a tensão posta durante os
debates realizados na FE, polarizados entre aqueles contrários a qualquer tentativa de
transposição remota da
s atividades acadêmicas e aqueles que eram favoráveis a essa
transposição com os devidos cuidados.
Frente ao novo cenário, focalizamos ainda mais a busca ativa, priorizando os contatos
com as/os potenciais concluintes que não tivessem respondido o question
ário, a fim de
informar
-
lhes sobre as novas possibilidades de conclusão do curso, ainda com a parceria
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constante do CA e da COAA. Foi durante os telefonemas e as conversas por aplicativos diversos
que ficamos sabendo do grande volume de mensagens disparada
s não apenas pela Coordenação
de Pedagogia, mas também de outras instâncias da UFRJ, gerando uma saturação e certa
confusão na comunicação institucional, o que reforçou a ideia de iniciar rodas de conversa por
videoconferência com diversos grupos de estuda
ntes (ex. concluintes, ingressantes etc.) com
foco em assuntos variados, para tirar dúvidas. Também mantivemos uma comunicação
sistemática através do SIGA, das mídias sociais da FE e do nosso
e
-
mail
institucional da
coordenação do curso, organizando plantõ
es para respostas e encaminhamentos.
Com vistas a orientar os/as estudantes sobre este novo período, que não só no nome,
mas no seu formato era excepcional na vivência e na cultura da universidade, foi elaborado pela
coordenação do curso um roteiro com pe
rguntas e respostas sobre o PLE. Esse roteiro auxiliou
os/as estudantes no esclarecimento de dúvidas sobre o funcionamento e modo de organização
do PLE, que teve duração de 12 semanas letivas
–
de 10/08 a 31/10/2020. Também organizamos
um formulário
online
para levantar, entre os/as estudantes concluintes, as disciplinas que
faltavam cursar para a conclusão do curso. Considerou
-
se concluinte, conforme categorização
do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, aquele(a) a quem
e
stivesse faltando 32 créditos em seu Boletim de Orientação Acadêmica para concluir o curso.
Esse conjunto de estudantes foi prioridade da coordenação na oferta de disciplinas e vagas,
conforme a Resolução que o instituiu, Resolução CEG nº. 04, de 19 de jun
ho de 2020 (UFRJ,
2020
d
), porém, é importante destacar que, apesar dessa prioridade, o PLE também contemplou
estudantes de outros períodos que desejaram retomar seus estudos no formato remoto. No total,
foram oferecidas 51 turmas, abrangendo todos os perío
dos letivos (do 1º ao 9º) e os três turnos
(matutino, vespertino e noturno).
A possibilidade de cursar remotamente
n
as vagas disponíveis mesmo sem ser concluinte
exerceu uma forte pressão estudantil sobre a oferta menci
onada, menor que
a correspondente à
o
ferta de vagas regular do curso. Frente a essa situação, divulgamos um formulário para os/as
concluintes postularem a sua inscrição nas disciplinas através do procedimento de Inscrição
Direta, a partir do qual as solicitações foram analisadas, excluindo aq
ueles(as) discentes com
mais de 32 créditos faltantes. A seguir, foram estipulados critérios de priorização de estudantes
para as vagas restantes em cada turma, mudando a ordem dos critérios de distribuição de vagas
do SIGA até aquele momento. Todas essas
decisões e seus fundamentos normativos e
pedagógicos foram amplamente divulgados por meio dos diversos veículos de comunicação
institucional disponíveis, o que não evitou algumas situações conflitivas com o corpo discente,
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mas que foram sendo contornadas p
elos diálogos travados continuamente, guiados pela
perspectiva da gestão democrática e dialógica de gestão. Em efeito, embora a postura dos
representantes estudantis em diversas instâncias da FE e, inclusive da UFRJ, tivesse sido
majoritariamente contrária
à implementação do ensino remoto, frente à possibilidade de
continuar os estudos remotamente, muitos/as estudantes ficaram inconformados/as pela oferta
restrita de vagas e disciplinas do PLE e não aceitaram as explicações dadas pela coordenação,
que agira
conforme a normativa e as orientações deliberadas coletivamente nas diversas
instâncias decisórias da UFRJ.
Paralelamente, por exigência do MEC, dado que o curso de Pedagogia da UFRJ tem
oferta presencial, tivemos de elaborar um documento detalhado no qu
al se explicitavam todas
as transposições didáticas de cada disciplina do curso
–
em especial aquelas com carga horária
prática e/ou estágios
–
, oferecidas ou não no PLE, prevendo a oferta do semestre regular
posterior, encaminhado à Pró
-
Reitoria de Gradua
ção para envio ao MEC, visando à validação
da nossa oferta curricular adaptada. Esse trabalho foi precedido por diversas reuniões, sobretudo
com as professoras das disciplinas de Práticas oferecidas ao longo do curso
8
, frente ao
fechamento das escolas de
Educação Básica que compõem o nosso campo de estágio. Nessas
reuniões, com participação ativa do NDE do curso, foram desenvolvidas discussões sobre as
possibilidades e desafios do formato remoto em função da formação profissional em Pedagogia.
Cabe destac
ar que diversas atividades de extensão foram reformuladas ou criadas de
forma remota, possibilitando que os/as estudantes pudessem completar a carga horária de
extensão correspondente. Também criamos e divulgamos um protocolo para avaliação e
creditação da
s horas de Atividades Complementares através do
e
-
mail
institucional com
atuação protagonista da Comissão de Atividade Complementar, composta por três docentes que
também atuam na COAA do curso, já que apenas os processos de solicitação de diploma e de
alt
eração de grau e frequência tinham sido implementados na UFRJ através do Sistema
Eletrônico de Informações (SEI) do Governo Federal. Da mesma forma, dado que a partir de
agosto de 2020 foi possível efetuar atendimento presencial no setor de Protocolo e Sec
retaria,
mediante agendamento e cumprimento das normas sanitárias, outros processos foram sendo
atendidos, como destrancamentos e descancelamentos de matrícula, com prévia orientação
remota via
e
-
mail
da coordenação, do Protocolo, da COAA e de entrevistas
individuais com
8
O currículo atual conta com cinco disciplinas de Prática, cada uma com o seu correspondente Estágio
Supervisionado de 100h, a saber: Magistério, Política e Administração Educacional, Educação Infantil,
Séries
Iniciais do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos.
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os/as estudantes solicitantes, realizadas por videoconferências ou ligações telefônicas, o que
demandou diversos esforços para coordenar os processos e seus procedimentos específicos.
Junto com os arranjos administrativos e pedagógicos que
permitiram a retomada das
aulas experimentalmente no PLE e, posteriormente, de maneira regular, foram articuladas e
desenvolvidas outras ações que visaram à acolhida, à
orientação, ao acompanhamento e,
sobretudo, à garantia da permanência dos/das estudant
es no curso, que serão descritas a seguir:
-
Comissão de Orientação e Acompanhamento Acadêmico (COAA):
a COAA
manteve suas atividades de forma remota, realizando reuniões de vídeo entre seus membros
com a coordenação do curso, troca de mensagens e orientações mediante as demandas
apresentadas e plantões virtuais de orientação e acompanhamento aos/às estuda
ntes
matriculados(as) em atividades de ensino oferecidas de forma remota. O atendimento aos/as
estudantes ocorreu mediante agendamento prévio, via
e
-
mail
, considerando o quadro de
disponibilidade de cada membro da COAA com a indicação de horários e datas d
estes plantões
virtuais. Naquele momento a COAA do curso de Pedagogia contava com 12 membros, tendo a
representação dos três departamentos da Faculdade de Educação (Didática, Fundamentos e
Administração), dois representantes estudantis e uma Técnica em Ass
untos Educacionais
(TAE) que ofereceu suporte nas ações desenvolvidas pela COAA, em parceria direta com a
Coordenação.
-
Núcleo de Estudos e Ações de Inclusão e Acessibilidade (NEAIA):
a partir da
demanda identificada de nove estudantes com deficiência in
scritos no PLE, criou
-
se um grupo
para propor ações voltadas às necessidades e particularidades desses(as) estudantes, constituído
por três professoras da FE e dois estudantes do curso de Pedagogia
–
uma com deficiência
intelectual e o outro com deficiênci
a visual. Cabe ressaltar que a UFRJ conta com a Diretoria
de Acessibilidade (DIRAC), órgão que se dedica ao apoio a estudantes, docentes e unidades da
universidade. Dentre as ações desenvolvidas por este núcleo, ao longo deste período, destacam
-
se: i) real
ização de rodas de conversa com os/as estudantes com deficiência inscritos em
disciplinas e orientações/reuniões com os(as) respectivos(as) professores(as); ii) reuniões
periódicas entre os membros do grupo, tendo a representação de estudantes, docentes e
técnicos.
Inicialmente, o propósito foi o desenvolvimento de um novo
ethos
, profundamente implicado
na consolidação de uma política de inclusão, frente ao conjunto de exclusões presentes no tecido
social, escolar e acadêmico em que vivemos.
-
Grupo de Ori
entação Pedagógica (GOP)
: cada GOP está sob a supervisão de dois a
três orientadores(as) que podem ser docentes da Faculdade de Educação, docentes do Colégio
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de Aplicação e docentes das escolas parceiras das redes públicas do município
do Rio de
Janeiro
. A
lém disso, o curso de Pedagogia também conta com duas Técnicas em Assuntos
Educacionais
–
TAEs, que atuam como orientadoras diretamente em um dos GOPs. Cada GOP
reúne de 15 a 20 estudantes e busca: • Orientar os(as) estudantes em seu percurso formativo nas
atividades junto à Cartografia do Complexo de Formação de Professores; • Realizar encontros
periódicos com os estudantes, acompanhando a frequência destes; • Estabelecer estratégias de
acolhimento dos estudantes, de modo a ambientá
-
los à vida universitári
a, aos seus trâmites e
possibilidades oferecidas; • Conversar com os estudantes a respeito de seu desenvolvimento no
curso; • Orientar os estudantes sobre suas atividades acadêmicas, tanto nas disciplinas cursadas
quanto nas possibilidades de pesquisa e ex
tensão, entre outras; • Oferecer auxílio caso
apresentem dificuldades nos estudos e no acompanhamento das disciplinas, com dicas sobre a
dinâmica da vida acadêmica, leituras, fichamentos etc; • Orientar os estudantes acerca de suas
possibilidades de inserç
ão profissional enquanto futuros pedagogos(as). Durante o período
analisado, os encontros de orientadores(as) e estudantes, que ocorriam presencialmente,
passaram a acontecer no formato remoto, por meio de encontros virtuais síncronos e contatos
por difere
ntes meios de comunicação. Além disso, têm sido organizadas visitas virtuais a
diferentes espaços formativos, por exemplo, um tour virtual guiado pelo Colégio de Aplicação
da UFRJ. Ressaltam
-
se os encontros com estudantes veteranos e as ações com vistas ao
esclarecimento de dúvidas e aproximação dos(as) estudantes do conjunto de atividades ativas
oferecidas de forma remota, para que o(a) mesmo(a) possa desenvolver, mesmo que
virtualmente, um sentimento de pertença ao curso e à Universidade, além da aproxima
ção com
diferentes campos de atuação profissional.
-
Programa de Monitoria de Apoio Pedagógico (PMAP):
consiste em um programa
com edital aprovado anualmente pelo CEG com o objetivo de oferecer suporte aos ingressantes
nas disciplinas básicas de seus curs
os, visando promover a permanência estudantil através da
integração discente ao ambiente universitário. O PMAP da FE se organiza em duas frentes
complementares: Letramento Acadêmico e Orientação Formativa, contribuindo na adaptação
dos/das estudantes ao am
biente e à rotina universitária e desenvolvendo atividades de leitura,
escrita e oralidade, a fim de promover o domínio dos gêneros discursivos acadêmicos.
No ano de 2020, devido ao contexto pandêmico, o PMAP
-
FE passou por uma adequação
na estrutura e na
forma de atuação. As demandas para o período remoto passaram a ser o
atendimento aos/às estudantes concluintes e, por isso, o planejamento do ano se definiu em dois
momentos de atividades semanais. Em um primeiro momento, uma vez aprovada a
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possibilidade d
e defesa remota, as Coordenações de Pedagogia e de Licenciaturas, junto aos/às
monitores(as), planejamos atividades denominadas de Apoio à Monografia, que foram
desenvolvidas pelos(as) monitores(as) de forma interativa junto aos/às monitorandos/as acerca
d
e temas pertinentes à escrita monográfica, como as partes e etapas de uma Monografia, sua
importância, finalidade e indicações de bibliografias, cursos e dicas sobre o assunto que podem
facilitar esse processo. Em um segundo momento, uma vez aprovado o PLE
, iniciamos uma
outra trilha modular de atividades denominadas de Apoio ao PLE, que variaram desde rodas de
conversas entre os/as estudantes, orientação para organizar os estudos e para acessar as
plataformas
online
, até assuntos sobre gêneros acadêmicos,
entre outros. Essas atividades,
realizadas por reuniões
online
, contaram com alta frequência de estudantes das diversas
licenciaturas da UFRJ, transcendendo o público do curso de Pedagogia, embora majoritário.
-
Pedagogia na Quarentena:
trata
-
se uma ação
extensionista que consiste em um
evento organizado semestralmente que promoveu
lives
, rodas de conversa, fóruns e oficinas
online
, abrangendo temáticas que dialogaram com a conjuntura nas perspectivas política,
cultural e social, e suas implicações nas dif
erentes esferas do campo educacional. Concebida
pelo NPPL da Pedagogia, as atividades previstas foram desenvolvidas conjuntamente por
docentes e técnicos da Faculdade de Educação, docentes e técnicos do Colégio de Aplicação da
UFRJ e estudantes extensionis
tas, nos anos de 2020 e 2021.
Objetivou
-
se, com este projeto, fomentar debates que ampliassem o diálogo entre
Universidade e Educação Básica, com enfoque na valorização da profissão docente e da
educação pública, laica e democrática. Se propôs também a co
nstruir um canal de comunicação,
tanto com a comunidade interna da UFRJ quanto externa, caracterizando
-
se assim como um
espaço de encontro (mesmo remoto), debate e reflexão acerca dos mais diferentes elementos
conjunturais (políticos, econômicos, culturais
e sociais) que cotidianamente atravessam a
educação brasileira, em sua integralidade e complexidade, especialmente durante o contexto de
pandemia. Esta ação teve, ao longo destes dois anos, quatro ciclos, intitulados respectivamente:
I Ciclo
–
Pedagogia n
a Quarentena: reinventando espaços e conexões (de 16 a 25/06/2020); II
Ciclo
–
Contextos e contrastes educativos em meio a pandemia: vozes, discursos, ideias e ações
insurgentes (de 22/09 a 01/10/2020); III Ciclo
–
Educação e diferença: deslocamentos,
inte
rsecções e resistências em tempos de isolamento social (de 31/05 a 04/06/2021); IV Ciclo
–
O sentido público da educação e suas dimensões (de 22/11 a 26/11/2021). Durante a semana
do evento Pedagogia na Quarentena, as turmas compartilharam os espaços, ofic
inas e debates
virtuais, interagindo também com colegas e docentes de outros turnos e períodos, buscando
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promover a ambiência universitária perdida frente à interdição da vida acadêmica presencial do
campus
, oficiando, para muitos(as) ingressantes, como a
única experiência diferente do cursado
disciplinar remoto, promovendo a sua filiação universitária.
Para finalizar, destacamos que através das instâncias mencionadas
–
COAA, GOPs,
PMAP e Pedagogia na Quarentena
–
procuramos realizar ações remotas que mant
ivessem o
caráter formativo, de autoelaboração dos sujeitos no ambiente universitário, que facilitassem a
apreensão de sua realidade e a reformulação das perspectivas do processo de constituir
-
se
estudante acadêmico mesmo à distância, conscientes de que a
transição do “ser aluno” para
tornar
-
se estudante implica o aprendizado do
ofício de estudante
através de processos
intelectuais, institucionais e culturais que cercam a adaptação à educação superior (COULON,
2008) e, agora, a readaptação frente às mudança
s impostas pelo contexto pandêmico.
Considerações finais
Ao longo destas páginas, como explicitamos na Introdução, buscamos descrever e
sistematizar as ações mais relevantes na nossa atuação, como coordenadoras pedagógicas do
curso de Pedagogia da UFRJ, durante o período de isolamento social e ensino remoto impo
stos
pelo contexto pandêmico, assim como refletir sobre os arranjos institucionais implementados
frente a essa experiência educacional e organizacional. Nesse sentido, concordamos com
Búrigo (2020,
[n.d.]
) quando afirma que:
A gestão,
foi o alicerce para a manutenção e reinvenção da Universidade neste
período pandêmico. A gestão não parou sequer um dia, como uma ação perene
de sobrevivência da própria universidade. A palavra gestão, tem sua raiz
etimológica em gerir, que significa fazer
brotar, germinar, fazer nascer
(CURY, 2006). Nesta perspectiva, a gestão universitária, precisou
essencialmente potencializar as pessoas, como sujeito de suas ações em um
cenário por nós totalmente desconhecido. Buscamos e estamos materializando
os pressu
postos da gestão colaborativa, colegiada, que se sustenta no gerenciar
com as pessoas.
Como Universidade Pública, apesar das condições adversas enfrentadas no período
analisado, que envolveu a drástica diminuição do orçamento destinado à educação, o cort
e de
bolsas e de financiamento das pesquisas, sobretudo nas Ciências Humanas e Sociais
(FERNÁNDEZ, 2021), a demora na vacinação não só dos/das docentes, mas também da
população em geral, entre outras questões, esperamos ter conseguido dar uma resposta
pert
inente e relativamente eficaz dentro das limitações do nosso espaço de ingerência como
coordenadoras do curso de Pedagogia, guiadas pelo compromisso ético
-
político que o cargo
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ocupado em uma Universidade Pública nos coloca. Sabemos que entre a resposta des
ejável e
os problemas enfrentados na situação vivenciada se encontra o espaço do viável que, mesmo
estreito, precisamos explorar visando sempre à garantia de uma oferta educacional superior de
qualidade, democrática e segura para todas e todos, sem distinç
ão.
Por fim, cabe demarcar que nosso trabalho como coordenadoras de curso não se
restringiu à mera execução de diretrizes ou Resoluções institucionais, mas sim, como
educadoras, que estavam no cargo de gestão neste momento social e institucional que
atrave
ssamos, conscientes do seu papel histórico
-
político e comprometidas com a construção
de um projeto inclusivo, democrático e republicano da formação docente e profissional em uma
Universidade Pública.
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CEG n. 01, de 15 de abril de
2020
. Resolução emergencial sobre colação de grau durante período de
pandemia da COVID
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19. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação, 2020
a
. Disponível em: https://xn
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graduao
-
2wa9a.ufrj.br/images/_PR
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1/CEG/Resolucoes/2020
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2029/RESCEG
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2020_01.pdf.
Acesso em: 10 jan. 2022.
Universidade Federal do Rio de Janeiro
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UFRJ
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Resolução CEG n. 02, de 15 de abril de
2020
. Resolução emergencial sobre defesa de Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação
durante período de duração da pandemia da COVID
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19. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino
de Graduação, 2020b. Disponível em: htt
ps://xn
--
graduao
-
2wa9a.ufrj.br/images/_PR
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1/CEG/Resolucoes/2020
-
2029/RESCEG
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2020_01.pdf. Acesso em: 10 jan. 2022.
Universidade Federal do Rio de Janeiro
–
UFRJ.
Resolução CEG n. 03, de 17 de junho de
2020
. Dispõe sobre a adoção de períodos letivos excepci
onais e autorização de ensino remoto,
bem como de outras atividades pedagógicas não presenciais, como soluções transitórias para o
Ensino de Graduação na UFRJ, em função dos efeitos da Pandemia da COVID
-
19, e dá outras
providências. Rio de Janeiro: Conselh
o de Ensino de Graduação, 2020c. Disponível em:
https://www.if.ufrj.br/wp
-
content/uploads/2021/05/3.
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RESCEG
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2020_03.pdf. Acesso em: 10
jan. 2022.
Universidade Federal do Rio de Janeiro
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UFRJ.
Resolução CEG n. 04, de 19 de junho de
2020
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Resolução complem
entar, que estabelece Diretrizes e Normas complementares à
Resolução 03/2020, que trata das atividades acadêmicas de Ensino de Graduação durante o
período da pandemia da COVID
-
19.
Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação,
2020
d
. Disponível em: https
://www.iq.ufrj.br/arquivos/2020/07/RESCEG
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Edital de Seleção n. 210, de 24 de junho de
2020
. Programa de Auxílio Inclusão Digital. Rio de Janeiro: Pró
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Reitor de Políticas
Estudantis, 2020e. Disponível em: https://www.iq.ufrj.br/arquivos/2020/06/EDITAL_210_
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_Inclusaso_Digital.pdf. Acesso em: 10 jan. 2022.
VASCONCELLOS, C. S.
Coordenação do Trabalho Pedagógico
:
D
o projeto político
-
pedagógico ao cotidiano da sala de aula. São Paulo: Libertad, 2019.
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Silvina Julia FERNÁNDEZ
e
Adriana Patrício
DELGADO
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–
Revista Ibero
-
Americana de Estudos em Educação,
Araraquara,
v. 17, n.
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.
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ISSN: 1982
-
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DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.16702
3134
Como referenciar este artigo
FERNÁNDEZ
, S. J.;
DELGADO
, A. P
.
Reinventando a roda:
Arranjos institucionais na
coordenação do curso de pedagogia (UFRJ)
durante a pandemia de Covid
-
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.
Revista Ibero
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Americana de Estudos em Educação
, Araraquara, v. 17, n.
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4
, nov. 2022. e
-
ISSN: 1982
-
5587. DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.16702
Submetido
em
:
23/04/2022
Revisões requeridas
em
:
08/09/2022
Aprovado em
:
04/11/2022
Publicado em
:
30/12/2022
Processamento e editoração: Editora Ibero
-
Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
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Reinventar la rueda: Arreglos institucionales en la coordinación
de la carrera de
pedagogía (UFRJ) durante la pandemia de Covid
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DOI:
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REINVENTANDO LA RUEDA: ARREGLOS INSTITUCION
ALES
EN LA
COORDINACIÓN DE LA CARRERA DE PEDAGOGÍA (UFRJ) DURANTE LA
PANDEMIA DE COVID 19
REINVENTANDO A RODA: ARRANJOS INSTITUCIONAIS NA COORDENAÇÃO DO
CURSO DE PEDAGOGIA (UFRJ) DURANTE A
PANDEMIA DE COVID 19
1
REINVENTING THE WHEEL: INSTITUTIONAL ARRANGEMENTS IN THE
COORDINATION OF THE PEDAGOGY COURSE (
UFRJ
) DURING THE COVID 19
PANDEMIC
Silvina Julia FERNÁNDEZ
2
Adriana Patrício DELGADO
3
RESUMEN
: Con base en el relato de
experiencia, este trabajo tiene como objetivo describir,
analizar y sistematizar
a través de un abordaje cualitativo las acciones y los arreglos
institucionales desarrollados por la coordinación de la carrera de Pedagogía de la UFRJ en el
período de marzo de 2020 a octubre de 2021. Este período, de características muy singulares
por ca
usa de los efectos de la pandemia de Covid 19, impuso a la coordinación un cambio en la
rutina organizacional, de forma que ciertas acciones necesitaron asumir otro formato y,
paralelamente, nuevas acciones fueron implementadas, frente a las demandas conte
xtuales y
sociales conducidas por diversas instancias organizacionales participativas como: Comisión de
Orientación y Acompañamiento Académico, Núcleo de Acompañamiento y Orientación a
los/las Estudiantes con Deficiencia, Grupos de Orientación Pedagógica,
Núcleo de
Planeamiento Pedagógico de las Licenciaturas, que buscaron mantener la filiación estudiantil
promoviendo su permanencia e involucramiento a través de una coordinación pedagógica
orientada por la gestión democrática en defensa del derecho a la edu
cación pública.
Los
resultados apuntan que la apuesta em una gestión colaborativa fue el fundamento para la
manutención y la reinvención de la Universidad en este período pandémico, colaborando con
la creación de vínculos entre los sujetos y la promoción d
a cohesión curricular.
PALABRAS CLAVE
:
Coordinación pedagógica. Arreglos institucionales. Universidad
pública. Contexto remoto. Pandemia COVID
-
19.
1
Agradecemos a la Red de Estudios sobre la Implementación de Políticas Públicas Educativas
(REIPPE),
con la
colaboración del Itaú Social, apoyo financiero para las traducciones de este artículo al inglés y al español
.
2
Universidad Federal de R
i
o de Janeiro
(UFRJ), Rio de Janeiro
–
RJ
–
Brasil.
Profesora Asociada, Departamento
de Administración Educativa
,
Facultad de Educación. Doctorado en Educación (
UFF).
ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0003
-
187
9
-
5131
E
-
mail:
silvina.ufrj@gmail.com
3
Universidad Federal de Rio de Janeiro (
UFRJ), Rio de Janeiro
–
RJ
–
Brasil.
Profesora Adjunta, Departamento
de Didáctica
,
Facultad de Educación. Doctorado en Educación: Historia, Política, Sociedad (
PUC/SP).
ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0002
-
9152
-
2888
.
E
-
mail:
adrypatry@hotmail.com
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Silvina Julia FERNÁNDEZ
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Adriana Patrício DELGADO
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RESUMO
:
Com base no relato de experiência, esse trabalho tem por objetivo descrever,
analisar e sistematizar, através de uma abordagem qualitativa, as ações e os arranjos
institucionais desenvolvidos pela coordenação do curso de Pedagogia da UFRJ no período de
mar
ço de 2020 a outubro de 2021. Este período, de características muito singulares por causa
dos efeitos da pandemia de Covid 19, impôs à coordenação uma mudança na rotina
organizacional, de forma que certas ações precisaram assumir outro formato e, paralelam
ente,
novas ações foram implementadas, frente às demandas contextuais e sociais, conduzidas por
diversas instâncias organizacionais participativas, como:
Comissão de Orientação e
Acompanhamento Acadêmico, Núcleo de Acompanhamento e Orientação aos/às Estuda
ntes
com Deficiência, Grupos de Orientação Pedagógica, Núcleo de Planejamento Pedagógico das
Licenciaturas, que visaram manter a filiação estudantil promovendo a sua permanência e
engajamento através de uma coordenação pedagógica orientada pela gestão demo
crática em
defesa do direito à educação pública. Os resultados apontam que a aposta numa gestão
colaborativa foi o alicerce para a manutenção e reinvenção da Universidade neste período
pandêmico, colaborando com a criação de vínculos entre os sujeitos e a
promoção da coesão
curricular.
PALAVRAS
-
CHAVE
: Coordenação pedagógica. Arranjos institucionais.
Universidade
pública. Contexto remoto. Pandemia COVID
-
19.
ABSTRACT
:
Based on the experience report, this work aims to describe, analyze and
systematize,
through a qualitative approach, the actions and institutional arrangements
developed by the coordination of the Pedagogy course at UFRJ from March 2020 to October
2021. Th
is period, with very unique characteristics due to the effects of the Covid 19 pandemic,
it imposed a change in the coordination organizational routine, so that certain actions had to
take another format and, in parallel, new actions were implemented, in v
iew of the contextual
and social demands, conducted by various participatory organizational instances such as:
Academic Guidance and Monitoring Committee, Monitoring and Guidance Center for Students
with Disabilities, Pedagogical Guidance Groups, Pedagogic
al Planning Center for
Undergraduate Degrees and the Structuring Teaching Center, which aimed to maintain student
affiliation by promoting their permanence and engagement through a pedagogical
coordination guided by democratic management in defense of the
right to public education.The
results indicate that the bet on collaborative management was the foundation for the
maintenance and reinvention of the University in this pandemic period, collaborating with the
creation of links between the subjects and the
promotion of curricular cohesion.
KEYWORDS
:
Pedagogical coordination. Institutional arrangements. Public university.
Remote context. COVID
-
19 pandemic.
Introducción
En marzo de 2020, después de una Declaración de Emergencia en Salud pública de
importancia nacional
-
ESPIN, debido a la infección humana por el nuevo Coronavirus
(SARS
-
CoV
-
2),
declarado por el Ministerio de Salud mediante la Ordenanza No. 188, desde el 3
de
febrero de 2020 (BRASIL, 2020), se registró transmisión comunitaria de este virus en Brasil.
Así, para intentar contener su avance, con el fin de evitar aglomeraciones en espacios cerrados
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de la carrera de
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y, con ello, evitar contagios, se suspendieron las clases presen
ciales, incluso en la universidad.
En principio, la suspensión sería a corto plazo, pero como asistimos al empeoramiento de la
propagación de la enfermedad y, posteriormente, al retraso en la vacunación de la población,
muchas universidades continuaron has
ta principios de 2022 sin reabrir sus instalaciones para el
desarrollo presencial de las clases.
Mientras tanto, se plantean varios desafíos a los administradores de la educación
superior. ¿Cómo podemos garantizar una educación superior de calidad, democrá
tica y segura
en tiempos de pandemia y crisis económica, que afectan directamente a nuestros estudiantes,
docentes y técnicos de diversas maneras?
¿Qué ajustes o arreglos institucionales habría que
hacer para hacer frente a los desafíos presentados? En est
e artículo, por lo tanto, a partir de
nuestra experiencia en la Coordinación del curso de Pedagogía en la UFRJ, buscamos describir,
sistematizar y reflexionar, desde un enfoque cualitativo, sobre los arreglos institucionales
implementados desde la declarac
ión de la Emergencia en Salud Pública de Importancia
Nacional
-
ESPIN, en marzo de 2020 hasta octubre de 2021, cuando finaliza el último período
escolar con la oferta de clases solo en el formato remoto.
Con este fin, informaremos de esta
experiencia, tant
o descriptiva como
analíticamente
, para contabilizar sistemáticamente las
bases y ejes de nuestra gestión durante este período tan singular de la historia, a partir de las
perspectivas de la gestión educativa y la coordinación pedagógica
de Paro, Frigerio, Poggi,
Tiramonti, Pérez Gómez, Almeida, Vasconcellos e Burigo,
contribuciones a la educación
superior
de Coulon, Honorato
y
Heringer,
y arreglos institucionales de
Gomide
y
Pires.
A
continuación, se procede a analizar la importancia de l
as rutinas organizativas en la gestión
educativa y la ruptura que trae el contexto pandémico correspondiente al aislamiento social, así
como los desafíos planteados por esta ruptura en la rutina de gestión pedagógica del curso de
pregrado en Pedagogía y la
s alternativas creadas para asegurar la permanencia de los vínculos
institucionales de las asignaturas universitarias y la coherencia curricular necesaria para el
desarrollo del curso,
a pesar de este contexto.
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Silvina Julia FERNÁNDEZ
y
Adriana Patrício DELGADO
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Un virus rompe la rutina organizativa, ¿y
ahora?
El 13 de marzo de 2020, el Gobierno del Estado de Río de Janeiro emitió el Decreto No.
46.970/2020 (Río de Janeiro, 2020), que permitió la suspensión de las clases presenciales en el
hallazgo presencial de transmisión comunitaria del virus. La predicción i
nicial era que las
unidades escolares y las universidades públicas y privadas deberían tener clases suspendidas
por solo dos semanas.
Sin embargo, debido a la rápida propagación y gravedad del virus, las
clases presenciales se suspendieron indefinidamente,
afectando severamente la rutina
organizacional y también cuestionando la continuidad del período escolar actual, es decir, el
proceso de enseñanza y aprendizaje en sí, así como las acciones de investigación y extensión
impactadas.
Sabemos que para lograr
los propósitos institucionales es necesario garantizar, a través
de procesos administrativos, todos los medios esenciales para las acciones que los hacen
posibles. En este sentido, podemos entender la administración como "[...] utilización racional
de los
recursos para la consecución de determinados fines" (
PARO, 2006, p. 18
,
nuestra
traducción
).
De hecho, cuando se trata de fines educativos, eminentemente colectivos, también
debemos destacar que sus procesos administrativos requieren "[...] coordinación d
el esfuerzo
humano colectivo" (
PARO, 2006, p. 23
,
nuestra traducción
).
Es decir, dentro de la
administración educativa, debemos atender no sólo al uso racional de los recursos de diversos
tipos, sino también y fundamentalmente a la coordinación de las rela
ciones entre los diversos
sujetos involucrados. De esta manera, también podemos afirmar que el acto de administrar es
"[...] estrecha e inextricablemente ligado al gobierno, es decir, a la conducción de una pluralidad
de personas" (
FRIGERIO; POGGI; TIRAMON
TI, 1992, p. 121
, nuestra traducción
),
para fines
educativos específicos.
Dentro de la administración, sin embargo, es importante destacar que
A través de la tarea administrativa, se procesan las demandas cotidianas.
Construye una rutina que permite procesar conflictos y mediar continuamente
en la tensión que provoca la adaptación y asimilación de intereses individuales
e institucionales. [...] A
dministrar es predecir las acciones que hacen posible
la gobernanza de la institución o, lo que es lo mismo, lo que permite a la
institución avanzar por los caminos que hemos trazado
(FRIGERIO; POGGI;
TIRAMONTI, 1992, p. 121
-
122
, nuestra traducción
).
En
esta rutina, las acciones de coordinación pedagógica implican una visión activa,
atenta y ampliada del contexto, "una mirada que capta antes de actuar"
(ALMEIDA, 2002, p.
71
,
nuestra traducción
);
Asociado a esta visión, es esencial que la coordinación pedagógica
también tenga una "escucha activa", después de todo el "[...] El trato satisfactorio de las
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de la carrera de
pedagogía (UFRJ) durante la pandemia de Covid
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relaciones interpersonales es una condición
sine qua non
para el desempeño de sus actividades",
e
n el caso de la coordinación pedagógica
(ALMEIDA, 2002, p. 78
,
nuestra traducción
).
Así, la previsibilidad de una serie de acciones cotidianas garantiza gran parte de la
gobernanza institucional a través de la configuración de una
rutina organizativa
que c
olabora
en la realización de procesos y
procedimientos que posibilitan el desarrollo de actividades
finales
-
en nuestro caso, todos aquellos involucrados en los procesos de enseñanza, aprendizaje,
investigación y difusión del conocimiento científico, tecno
lógico y artístico en la sociedad
-
.
Sin embargo, con las medidas de aislamiento social y la prohibición de las actividades
presenciales, base del desarrollo de las acciones universitarias de nuestro curso, la rutina
organizativa sufrió una ruptura sustanci
al, prohibiendo casi todas sus acciones y planteando un
gran desafío en cuanto a cómo reorganizar los procesos y procedimientos que sustentan y
colaboran con el desarrollo de las actividades finales, que también necesitaba ser reestructurado.
De todos modo
s:
La escuela, como cualquier otra institución social, desarrolla y reproduce su
propia cultura específica. Entiendo por lo tanto el conjunto de significados y
comportamientos que la escuela genera como institución social. [...]
Comprender la cultura instituc
ional de la escuela requiere un esfuerzo de la
relación entre los aspectos macro y micro, entre la política educativa y sus
correspondencias en las interacciones peculiares que definen la vida de la
escuela. Asimismo, para comprender la peculiaridad de los
intercambios
dentro de la institución, es esencial comprender la dinámica interactiva entre
las características de las estructuras organizativas y las actitudes, intereses,
roles y comportamientos de individuos y grupos [...]
(PÉREZ GÓMEZ, 2001,
p. 131
-
13
2
, nuestra traducción
).
Con el paso del tiempo y el mantenimiento de la interdicción de clases presenciales, se
fue evidenciando la necesidad de asegurar su desarrollo de otra manera, lo que representaba
alterar sustancialmente los comportamientos, hábitos e interacciones estable
cidos hasta ahora
en el espacio universitario, es decir, en la cultura institucional, que está condicionada "[...] las
peculiaridades organizativas de la escuela y la función social que cumple en cada contexto
cultural"
(PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 132
,
nuestra
traducción
).
Ante este escenario, una serie de resoluciones y decisiones tanto del Ministerio de
Educación (MEC) como de los niveles superiores de la Universidad, como el Consejo
Universitario (CONSUNI) y el Consejo de Enseñanza de Pregrado (CEG), así como las
delibera
das por la Congregación Colenda y el Consejo Departamental de la Facultad de
Educación, donde se ubica el curso, marcaron las decisiones que venían tomando la
Coordinación de Pedagogía de acuerdo con la garantía de las actividades finales.
Estas
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decisiones
implicaron una actualización permanente en relación con la normativa instituida a
lo largo del tiempo de pandemia con otros parámetros y criterios, como los estrictamente
pedagógicos o los interlocutores involucrados en la toma de decisiones y en las dive
rsas áreas
de deliberación colectiva, especialmente los estudiantes de dicho curso. Así, se reconfiguraron
varios arreglos institucionales, entendidos como "[...] el conjunto de normas, mecanismos y
procesos que definen la forma particular en que los actor
es y los intereses se coordinan en la
implementación de cada política"
(GOMIDE; PIRES, 2014
,
p. 2
,
nuestra traducción
),
importantes en la medida en que ofician como mediación entre los órganos superiores de
decisión, el profesorado, los estudiantes y el pe
rsonal técnico y administrativo y la provisión
efectiva del plan de estudios del curso.
En la Facultad de Educación (FE), conscientes de las diversas condiciones de la
educación superior, especialmente en relación con el curso de Pedagogía, uno de los curs
os que
más concentra estudiantes de origen popular, lo que se evidencia, entre otros aspectos, porque
es el segundo curso con el mayor número de becas de la UFRJ (
HONORATO; HERINGER,
2015),
Se implementaron varias acciones para la continuidad de la mayoría
de las actividades
universitarias, buscando asegurar en la medida de lo posible la inclusión de todas las asignaturas
involucradas en ellas. Sin embargo, como coordinadores de este curso, buscamos asegurar esta
inclusión en las diversas actividades desde
el inicio de las deliberaciones, involucrando tantos
temas y grupos como sea posible, aunque fue, en ciertos momentos, a través de sus
representantes.
Después de todo, concebimos al coordinador pedagógico como un intelectual
orgánico en el grupo, para quie
n "[...] su praxis, por lo tanto, involucra las dimensiones
reflexiva, organizativa y evaluativa" (
VASCONCELLOS, 2019, p. 88
,
nuestra traducción
),
para
que su actuación se produzca fundamentalmente en el ámbito de la mediación.
Comprender la
situación, identificar y explicar los problemas en los que nos ha metido
esta situación y buscar alternativas factibles tiende a tener una mayor probabilidad de éxito y
efectividad si se realiza con la participación de los actores involucrados en ella, ya
que cada
uno de estos actores tiene una perspectiva específica desde el lugar institucional que ocupa y
tiene acceso a información que otros no tienen,
así como ofrecer propuestas creativas y factibles
desde el debate colectivo, generando también un mayor
compromiso con la implementación,
desarrollo y seguimiento de las acciones diseñadas (MATUS, 1987). Como es evidente, esta
comprensión de la planificación de la política educativa reafirma el principio de la gestión
democrática dentro de la administración
pública.
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A partir de este entendimiento, además de los órganos deliberativos con representantes
de los diversos segmentos (estudiantes, docentes y técnico
-
administrativos) ya existentes en la
FE
–
como las reuniones de los Departamentos, la Congregación Co
lenda y el Consejo
Departamental
–
se organizaron dos grupos de trabajo con ampliación de participación para
otras materias.
Así, se crearon el Grupo de Trabajo Planificación y Organización de Acciones
de la Facultad de Educación de la UFRJ en el Contexto
del COVID 19 (más conocido como
GT Pandemia y, en adelante, así llamado en este texto), el 28 de abril de 2020, y el Grupo de
Trabajo de Debates en la Facultad de Educación de la UFRJ en Tiempos de Distanciamiento
Social
en
12 de mayo de 2020.
Estos dos g
rupos pretendían desarrollar acciones complementarias, posibilitando no
sólo la elaboración de propuestas de acción, sino también el debate con toda la comunidad
universitaria de FE, buscando mantener los diferentes temas en contacto virtualmente, a través
de la realización de ruedas de conversación por videoconferencia sobre diversos temas que nos
afectaban diariamente.
Las ruedas de conversación realizadas tuvieron gran participación de
todos los segmentos durante el año 2020 y fueron descontinuadas a fin
ales de ese año.
Por otro
lado, el
GT Pandemia,
que se habían organizado en subgrupos por ejes de trabajo, continuaron
con varias acciones a lo largo de 2020 y 2021, aunque también con mayor desempeño durante
2020, pues era el año en el que buscábamos ente
nder este nuevo contexto del formato remoto
y sus consecuencias en la cultura institucional.
Es posible afirmar que, a lo largo de estos dos
años, experimentamos "[...] un proceso de acción y reflexión cooperativa, investigación y
experimentación", en otras palabras, "un proceso de reflexión y acción compartidas abiertas e
interminables" (
PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 199
,
nuestra traducción
).
En medio de tantos debates y reflexiones, vale la pena señalar que el tema que produjo
más debates
y discusiones acaloradas fue el tema de la oferta o no de clases remotas. Discutimos
la reanudación del semestre en el formato remoto, especialmente en vista de la dificultad de
acceso a
Internet
,
así como las situaciones económicas, familiares y de salud
, especialmente los
estudiantes, lo que dificultaría la realización de actividades académicas.
En vista de las fuertes
discusiones sobre este tema, se propuso realizar una investigación para la recopilación de datos
no solo de los estudiantes, sino también
de los maestros y técnicos administrativos.
En el subgrupo del Eje 1
–
Estudiantes, GT Pandemia, la metodología elegida para esta
investigación fue el cuestionario, implementado a través de un formulario
en línea
al que se
accede a través
de un
link
que fue ampliamente difundido no solo por el Sistema Integrado de
Gestión Académica
(SIGA)
A todos los estudiantes de pedagogía, pero también por las
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Silvina Julia FERNÁNDEZ
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Adriana Patrício DELGADO
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Revista Ibero
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Americana de Estudos em Educação,
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diferentes redes sociales y grupos de FE y por la coordinación de otras facultades y centros que
ofre
cen títulos, ya que todas las disciplinas pedagógicas de la UFRJ son enseñadas por los
profesores y profesores de la FE.
El cuestionario recogió datos sobre perfil socioeconómico,
acceso a
Internet
y dispositivos tecnológicos, condiciones de salud, inclusi
ón o no en las
políticas estudiantiles, así como posicionamiento ante la reanudación de clases a distancia, entre
otros, que fueron esenciales para la toma de decisiones.
Aunque la coordinación general de la
elaboración, aplicación y análisis de este cuest
ionario estuvo a cargo del subgrupo mencionado,
estas diferentes fases fueron compartidas en varias instancias de la FE, como el Centro
Académico de Pedagogía (CA),
la Comisión de Orientación y
Acompañamiento
Académico
(COAA)
4
,
el Centro de
Planificación Pedagógica de Licenciaturas (NPPL)
5
y los Grupos de
Orientación Pedagógica
(GOPs)
6
curso de pedagogía y el Núcleo Docente Estructurante
(NDE)
7
,
entre otros. Una vez aplicado el cuestionario, con la ayuda de los CA, COAA y GOPs,
distribuimo
s las listas de los alumnos que no habían contestado e hicimos contacto por teléfono
o por cualquier otro medio para conocer la situación de cada uno.
El propósito era implementar
una búsqueda activa de aquellos que no habían respondido y conocer mejor la
situación
individual de cada estudiante del curso de Pedagogía. En ese momento, frente a la minuciosidad
de las acciones, uno de los estudiantes participantes en el GT Pandemia incluso habló: "
No
estamos en búsqueda activa.
¡Es la búsqueda
implacable de estos estudiantes!
" (Estudiante 1,
2020).
Esta búsqueda activa fue necesaria ya que, después de un período sin actividades
estrictamente académicas, se siguieron una serie de Resoluciones del CEG, permitiendo, en
4
Es un órgano asesor responsable del análisis y seguimiento del alumno/rendimiento. Su función es deliberar sobre
el bloqueo, desbloqueo, cancelación y abandono de cursos, renovación del beneficio
-
vivienda, uso de estudios,
cambios de cursos y otros proced
imientos académicos. Está presidido por la coordinación del curso y compuesto
por profesores
-
asesores nombrados por los Departamentos y aprobados por la Congregación.
5
Una de las instancias del Complejo de Formación de Profesores
(CFP),
política instituci
onal diferenciada de
organización de la educación inicial y continua de los docentes de Educación Básica, que compone la Estructura
Media de la UFRJ, por Resolución Consuni nº 19/2018.
Cada licenciatura de la UFRJ constituye su Centro de
Planificación Peda
gógica de la Licenciatura (NPPL
). Algunas de sus atribuciones se destacan: (i) Articular las
actividades de extensión, posgrado e investigación presentes en Cartografía desarrollada en la UFRJ y en escuelas
e instituciones asociadas; ii) Elaborar y desarro
llar estrategias para acoger a los estudiantes universitarios; (iii)
Interactuar con el Centro de Enseñanza Estructurante
(NDE
) de la unidad/curso respectivo; iv) Coordinar las
actividades de los grupos de orientación pedagógica
(GOP)
y las Redes de Educad
ores de Práctica Docente (REP
).
6
Otro ejemplo de CFP. Cada curso de pregrado constituye su Grupo de Orientación Pedagógica (GOP), que tiene
como objetivo acoger y orientar a grupos de estudiantes de pregrado sobre su formación y desarrollo profesional
en los tres primeros períodos del cu
rso.
Consiste en representaciones directamente vinculadas a la formación inicial
de los estudiantes universitarios, en su formación pedagógica general y específica, así como en su inserción en las
instituciones de campo.
7
El
Núcleo Docente Estru
c
turante
(NDE)
tiene función consultiva y
proposición activa
,
Información evaluativa y
consultiva sobre materias de carácter académico. Integra la estructura de gestión académica en cada curso de
pregrado, siendo corresponsable de la preparación
,
Implementación,
actualización
,
consolidación y evaluación del
Proyecto Pedagógico del curso
.
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de la carrera de
pedagogía (UFRJ) durante la pandemia de Covid
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princípio, la realización de
los cursos a través de las selecciones de grado y defensas de
Monografías y Trabajos de Finalización de Cursos a distancia,
adopción de la tecnología de
videoconferencia
-
Resolución
CEG nº. 01,
de 15 de abril de 2020
,
Solución emergencial
sobre
Pegado de
Grados
durante
el
Período de pandemia de COVID 19
(UFRJ, 2020
a
)
y Resolución
CEG nº. 02, de 15 de abril de 2020,
Resolución de emergencia en la defensa de los Trabajos de
Finalización de Cursos de Pregrado durante la pandemia de COVID 19
(UFRJ, 2020
b
).
Dos
meses después, la Resolución No. 03, del 17 de junio de 2020, tuvo sobre la adopción de
períodos escolares excep
cionales y opcionales y la enseñanza a distancia autorizada, así como
otras actividades pedagógicas no presenciales, como soluciones transitorias para la Educación
de Pregrado en la UFRJ
,
otras medidas (UFRJ, 2020c), y la Resolución
CEG n. 04, de 19
de
jun
io
de 2020 (UFRJ, 2020
d
),
estableció Lineamientos y Estándares complementarios a la
Resolución anterior, priorizando la oferta para los estudiantes egresados, ya que, al no ser
obligatoria la oferta de disciplinas por parte de los docentes, existía una disputa por vacantes.
Por lo
tanto, los artículos
2º
y
3º
de la Resolución
CEG nº. 04 de 19 de
junio
de 2020 (
UFRJ,
2020d,
p. 1
,
nuestra traducción
)
aclara
n
que:
Art. 2º El órgano académico responsable del curso de pregrado que opte por
la adopción de prácticas pedagógicas no
presenciales, de conformidad con lo
establecido en el artículo 3 de la Resolución 03/2020, podrá ofrecer las
disciplinas obligatorias, de elección restringida, de libre y condicionada, y
actividades de orientación de Trabajos de Finalización de Curso (TCC)
,
principalmente a potenciales estudiantes egresados de cursos de pregrado,
sin
perjuicio de la oferta a otros estudiantes.
Art. 3º
Se entiende como una conclusión potencial, en línea con la definición
del Censo de Educación Superior
-
INEP: el estudiante
que cumple con todos
los requisitos del plan de estudios, es decir, que completará el curso y podrá
pegar grado y recibir el diploma del Curso, al final del período actual.
Días después, la UFRJ lanzó el Aviso de Selección
nº. 210/2020,
de 24 de junio de
2020
(UFRJ, 2020
e
),
Programa de Ayuda a la Inclusión Digital. La ayuda consistió en "[...] ofrecer
a los estudiantes en situación de vulnerabilidad socioeconómica las condiciones técnicas
necesarias
para el
acceso a
internet
,
mediante la provisión de TARJETA SIM o TARJETA SIM
más
Módem
, con deducible para su uso en todo el Territorio Nacional"
(
UFRJ, 2020e, p. 1
,
nuestra traducción
).
Esta Convocatoria y la consideración del Período Académico Excepcional
(PLE) como experiencia p
iloto, opcional para profesores y estudiantes, que priorizaba a los
potenciales graduados para que pudieran graduarse y postular a vacantes de empleo, dada la
situación económica que enfrentan muchas familias estudiantiles durante la pandemia,
descomprimie
ron un poco la tensión ejercida durante los debates celebrados en la FE,
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polarizados entre los que se oponían a cualquier intento de transposición remota de las
actividades académicas y los que eran favorables a esta transposición con el debido cuidado.
An
te el nuevo escenario, nos centramos aún más en la búsqueda activa, priorizando los
contactos con potenciales graduados que no habían respondido al cuestionario, con el fin de
informarles sobre las nuevas posibilidades de finalización del curso, aún con la
constante
colaboración de la CA y el COAA.
Fue durante las llamadas telefónicas y conversaciones de
diversas aplicaciones que nos enteramos del gran volumen de mensajes disparados no solo por
la Coordinación de Pedagogía, sino también de otras instancias
de la UFRJ, generando una
saturación y cierta confusión en la comunicación institucional, lo que reforzó la idea de iniciar
ruedas de conversación por videoconferencia con varios grupos de estudiantes
(ex.
concluyentes
,
ingresantes
etc.)
centrándose en temas variados, para hacer preguntas.
También
mantuvimos una comunicación sistemática a través de SIGA, redes sociales y nuestra
coordinación institucional de
correo
electrónico
,
organizando turnos para respuestas y
referencias.
Con el fin
de guiar a los estudiantes sobre este nuevo período, que no solo en nombre,
sino en su formato fue excepcional en la experiencia y cultura de la universidad, la coordinación
del curso elaboró un guion con preguntas y respuestas sobre PLE.
Este guion ayudó
a los
estudiantes a aclarar dudas sobre el funcionamiento y el modo de organización del PLE, que
duró 12 semanas escolares, del 10/08 al 31/10/2020. También organizamos un formulario
en
línea
para
plantear, entre los estudiantes graduados, las asignaturas que faltaban para asistir a
la finalización del curso. Se consideró concluir, según la categorización del Instituto Nacional
de Estudios e Investigaciones Educativas Anísio Teixeira, al que le falt
aban 32 créditos en su
Boletín de Orientación Académica para completar el curso.
Este grupo de estudiantes fue
prioritario de coordinación en la provisión de disciplinas y vacantes, de acuerdo con la
Resolución que lo instituyó, Resolución CEG No. 04, del
19 de junio de 2020 (UFRJ, 2020d),
sin embargo, es importante destacar que, a pesar de esta prioridad, el PLE también contempló
estudiantes de otros períodos que deseaban reanudar sus estudios en el formato remoto. En total,
se ofrecieron 51 clases, que cu
brían todos los períodos escolares (del 1º al 9º) y tres turnos
(mañana, tarde y noche).
La posibilidad de atender a distancia las vacantes disponibles incluso sin haber sido
finalizadas ejercía una fuerte presión estudiantil sobre
la oferta de
las
mismas
,
inferior
a la
correspondiente a la oferta de vacantes regulares del curso. Ante esta situación, publicamos un
formulario para que los egresados postulen su matrícula en las disciplinas a través del
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procedimiento de Matrícula Directa, del cual se analizaro
n las solicitudes, excluyendo a
aquellos estudiantes con más de 32 créditos faltantes. A continuación, se establecieron criterios
para priorizar a los estudiantes para las vacantes restantes en cada clase, cambiando el orden de
los criterios de distribució
n de puestos de siga hasta ese momento. Todas estas decisiones y sus
fundamentos normativos y pedagógicos fueron ampliamente difundidos a través de los diversos
vehículos de comunicación institucional disponibles, que no evitaron algunas situaciones
confli
ctivas con el alumnado, pero que fueron siendo eludidos por los diálogos continuamente
combatidos, guiados por la perspectiva de la gestión democrática y dialógica. De hecho, aunque
la actitud de los representantes estudiantiles en varias instancias de la
FE y, incluida la UFRJ,
se había opuesto en su mayoría a la implementación de la educación a distancia, dada la
posibilidad de continuar los estudios a distancia, muchos estudiantes estaban insatisfechos con
la oferta restringida de vacantes y disciplinas
del PLE y no aceptaron las explicaciones dadas
por la coordinación,
que habían actuado de conformidad con las normas y directrices
deliberadas colectivamente en los diversos órganos decisorios de la UFRJ.
Al mismo tiempo, por requerimiento del
MEC
, dado q
ue el curso de Pedagogía de la
UFRJ tiene una oferta presencial, tuvimos que preparar un documento detallado en el que se
explicaran todas las transposiciones didácticas de cada disciplina del curso
–
especialmente
aquellas con carga de trabajo práctico y/
o pasantías
–
ofrecidas o no en el PLE, previendo la
oferta del semestre regular siguiente,
remitido a la Pro
-
Rectoría de Graduación para su envío al
MEC, con el objetivo de la validación de nuestra oferta curricular adaptada.
Este trabajo fue
precedido po
r varias reuniones, especialmente con los profesores de las disciplinas prácticas
ofrecidas a lo largo del curso
8
,
frente al cierre de las escuelas de Educación Básica que
conforman nuestro campo de pasantías. En estas reuniones, con la
participación d
el
NDE
del
curso, se desarrollaron discusiones sobre las posibilidades y desafíos del formato remoto debido
a la formación profesional en Pedagogía.
Vale la pena señalar que varias actividades de extensión se reformularon o crearon de
forma remota, lo que permitió a los estudiantes completar la carga de trabajo de extensión
correspondiente.
También creamos y difundimos un protocolo de evaluación y acreditación de
las horas de Actividades Complementarias a través del
correo electrónico
i
nstitucional con el
desempeño protagónico de la Comisión de Actividades Complementarias, compuesta por tres
profesores que también trabajan en el COAA del curso, ya que solo los procesos de solicitud
8
El plan de estudios actual tiene cinco disciplinas de Práctica, cada una con su correspondiente Pasantía
Supervisada de 100h, a saber: Magisterio, Política y Administración Educ
ativa, Educación Infantil, Grados
Iniciales de Escuela Primaria y Educación de Jóvenes y Adultos.
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de diploma y cambio de grado y frecuencia habían sido im
plementados en la UFRJ a través del
Sistema Electrónico de Información (SEI) del Gobierno Federal.
De igual forma, dado que a
partir de agosto de 2020 fue posible realizar atención presencial en el sector Protocolo y
Secretaría, mediante la programación y
cumplimiento de normas sanitarias, se estaban
atendiendo otros procesos, como desbloqueo y baja de registro, con previa orientación remota
vía
correo electrónico
de la
coordinación, protocolo, COAA y entrevistas individuales con los
estudiantes solicitantes, realizadas por videoconferencias o llamadas telefónicas, que
requirieron varios esfuerzos para coordinar los procesos y sus procedimientos específicos.
Junto con la
s disposiciones administrativas y pedagógicas que permitieron la
reanudación de las clases experimentalmente en el
PLE
y, posteriormente, de manera periódica,
se articularon y desarrollaron otras acciones encaminadas a acoger, orientar, monitorear y, sobre
todo, asegurar la permanencia de los estudiantes en el curso, que se describirán a continuación:
-
Comisión de Orientación y
Acompañamiento
Académico (COAA):
COAA
mantuvo sus actividades a distancia, realizando video reuniones entre sus miembros con la
coordinación del curso, intercambio de mensajes y orientación a través de las demandas
presentadas y turnos virtuales de orientación y seguimiento a los estudiantes inscritos en
actividades docentes ofrecidas a distancia.
La asistencia a los estudiantes oc
urrió por cita previa,
vía
correo electrónico
, considerando la tabla de disponibilidad de cada miembro del COAA
con la indicación de horarios y fechas de estos turnos virtuales. En ese momento el COAA del
curso de Pedagogía contaba con 12 miembros, teniend
o la representación de los tres
departamentos de la Facultad de Educación
(Didáctica, Fundamentos y Administración), dos
representantes estudiantiles y una Técnica en Asuntos Educativos (TAE) que ofrecieron apoyo
en las acciones desarrolladas por COAA, en
alianza directa con la Coordinación.
-
Núcleo
Estudios y Acciones sobre Inclusión y Accesibilidad
(NEAIA):
a partir de
la demanda identificada de nueve estudiantes con discapacidad matriculados en el PLE, se creó
un grupo para proponer acciones dirigidas
a las necesidades y particularidades de estos
estudiantes, compuesto por tres profesores de la FE y dos estudiantes del curso de Pedagogía
–
uno con discapacidad intelectual y el otro con discapacidad visual. Vale la pena mencionar que
la UFRJ cuenta con e
l Consejo de Accesibilidad (DIRAC), una agencia dedicada a apoyar a
estudiantes, profesores y unidades universitarias.
Entre las acciones desarrolladas por este
núcleo, durante este período, se destacan: i) realizar ruedas de conversación con estudiantes c
on
discapacidad matriculados en asignaturas y orientaciones/reuniones con sus respectivos
profesores; ii) reuniones periódicas entre los miembros del grupo, con la representación de
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alumnos, profesores y técnicos. Inicialmente, el propósito era el desarrol
lo de un nuevo
ethos
,
profundamente involucrado en la consolidación de una política de inclusión, en vista del
conjunto de exclusiones presentes en el tejido social, escolar y académico en el que vivimos.
-
Grupo de Orientación Pedagógica
(GOP)
:
cada GOP está bajo la supervisi
ón de dos
o tres asesores que pueden ser profesores de la Facultad de Educación, profesores de la Facultad
de Aplicación y profesores de las escuelas asociadas de las redes públicas del municipio de Río
de Janeiro. Además, el curso de Pedagogía también tie
ne dos Técnicas en Asuntos Educativos
-
TAEs, que actúan como asesores directamente en uno de los GOPs. Cada GOP reúne de 15 a
20 estudiantes y busca: • Guiar a los estudiantes en su curso formativo en las actividades con la
Cartografía del Complejo de For
mación Docente; • Mantener reuniones periódicas con los
estudiantes, siguiendo su frecuencia; • Establecer estrategias para acoger a los estudiantes, con
el fin de ajustarlos a la vida universitaria, sus procedimientos y las posibilidades ofrecidas;
•
Habl
e con los estudiantes sobre su desarrollo en el curso; • Orientar a los estudiantes sobre sus
actividades académicas, tanto en las materias cursadas como en las posibilidades de
investigación y extensión, entre otras; • Ofrecer asistencia si presentan difi
cultades en los
estudios y seguimiento de disciplinas, con consejos sobre la dinámica de la vida académica,
lecturas, registros, etc.; • Orientar a los alumnos sobre sus posibilidades de inserción profesional
como futuros pedagogos. Durante el período anal
izado, las reuniones de asesores y estudiantes,
que tuvieron lugar en persona, comenzaron a tener lugar en el formato remoto, a través de
reuniones virtuales sincrónicas y contactos a través de diferentes medios de comunicación.
Además, se han organizado v
isitas virtuales a diferentes espacios de formación, por ejemplo,
una visita virtual guiada por el Colegio de Aplicación de la UFRJ. Destacamos los encuentros
con estudiantes veteranos y las acciones con vistas a aclarar dudas y acercar a los estudiantes
a
l conjunto de actividades activas que se ofrecen a distancia, para que los mismos puedan
desarrollar, aunque sea virtualmente, un sentimiento de pertenencia al curso y a la Universidad,
además de la aproximación con diferentes campos de actividad profesion
al.
-
Programa de Monitoreo de Apoyo Pedagógico
(PMAP):
consiste en un programa
con convocatoria aprobado anualmente por el CEG con el objetivo de apoyar a los recién
llegados en las disciplinas básicas de sus cursos, con el objetivo de promover la permanencia
de los estudiantes a través de la integración de lo
s estudiantes al entorno universitario. El PMAP
de la FE se organiza en dos frentes complementarios: Alfabetización Académica y Orientación
Formativa, contribuyendo a la adaptación de los estudiantes al entorno y rutina universitaria y
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desarrollando activi
dades de lectura, escritura y oralidad, con el fin de promover el dominio de
los géneros discursivos académicos.
En 2020, debido al contexto de pandemia, el PMAP
-
FE sufrió un ajuste en la estructura
y forma de acción. Las demandas para el período remoto s
e convirtieron en el servicio a los
estudiantes graduados y, por lo tanto, la planificación del año se definió en dos momentos de
actividades semanales.
En un primer momento, una vez aprobada la posibilidad de defensa
remota, la Coordinación de Pedagogía y
Bachillerato, junto con los monitores, planificamos
actividades denominadas Apoyo a la Monografía, que fueron desarrolladas por monitores de
forma interactiva con los monitores sobre temas relevantes para la escritura monográfica, como
las partes y etapas
de una Monografía,
su importancia, finalidad e indicaciones de bibliografías,
cursos y consejos sobre el tema que puedan facilitar este proceso.
En un segundo momento,
una
vez aprobado el PLE, iniciamos otro recorrido modular de actividades llamado PLE Su
pport,
que van desde las ruedas de conversaciones entre estudiantes, orientación para organizar
estudios y acceder a plataformas
online
,
hasta asignaturas sobre géneros académicos, entre
otros. Estas actividades, realizadas por reuniones
en línea
,
tuvieron una alta frecuencia de
estudiantes de los diversos grados de la UFRJ, trascendiendo al público del curso de Pedagogía,
aunque mayoritario.
-
Pedagogía en Cuarentena:
Esta es una extensión es una extensión es un evento
organizado cada seis meses qu
e promueve
lives
,
Ruedas de conversación
,
foros y talleres
en
línea
, que abarcaron temas
que dialogaron con la coyuntura en las perspectivas política, cultural
y social, y sus implicaciones en las diferentes esferas del campo educativo.
Concebidas por la
NPPL de Pedagogía, las actividades planificadas fueron desarrolladas conjuntamente por
profesores y técnicos de la Facultad de Educación, profesores y técnicos de la Facultad de
Aplicación de la UFRJ y estudiantes de extensión, en los año
s 2020 y 2021.
El objetivo de este proyecto fue promover debates que ampliaran el diálogo entre la
Universidad y la Educación Básica, centrándose en la valoración de la profesión docente y la
educación pública, laica y democrática. También propuso constru
ir un canal de comunicación,
tanto con la comunidad interna de la UFRJ como externa, caracterizándose como un espacio de
encuentro (incluso remoto), debate y reflexión sobre los más diferentes elementos de coyuntura
(política, económica, cultural y social)
que diariamente atraviesan la educación brasileña, en su
integralidad y complejidad, especialmente durante el contexto de pandemia.
Esta acción tuvo,
a lo largo de estos dos años, cuatro ciclos, titulados respectivamente: I Ciclo
–
Pedagogía en
Cuarentena
: reinventando espacios y conexiones (del 16 al 25/06/2020); Ciclo II
–
Contextos
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educativos y contrastes en medio de la pandemia: voces, discursos, ideas y acciones insurgentes
(del 22/09 al 01/10/2020);
III Ciclo
–
Educación y diferencia: desplazamientos
, intersecciones
y resistencias en tiempos de aislamiento social (del 31/05 al 04/06/2021); IV Ciclo
-
El
significado público de la educación y sus dimensiones (del 22/11 al 26/11/2021). Durante la
semana del evento Pedagogía en Cuarentena, las clases comp
artieron los espacios, talleres y
debates virtuales, interactuando también con colegas y profesores de otros turnos y períodos,
buscando promover el ambiente universitario perdido en la vida académica presencial del
campus
,
oficiando, para muchos estudiant
es de primer año, como la única experiencia diferente
del curso disciplinario remoto, promoviendo su afiliación universitaria.
Por último, destacamos que a través de las instancias mencionadas
–
COAA, GOPs,
PMAP
y Pedagogía en cuarentena
–
Tratamos de realizar acciones remotas que mantuvieran el
carácter formativo, de autoelaboración de las asignaturas en el ámbito universitario, lo que
facilitó la aprehensión de su realidad y la reformulación de las perspectivas del proceso de
constituir un
estudiante académico incluso a distancia, conscientes de que la transición de "ser
estudiante"
Convertirse en estudiante implica el aprendizaje de
la profesión del estudiante
a
través de procesos intelectuales, institucionales y culturales que rodean la a
daptación a la
educación superior
(COULON, 2008)
y, ahora, la readaptación ante los cambios impuestos por
el contexto pandémico.
Consideraciones finales
A lo largo de estas páginas, como se explica en la Introducción, buscamos describir y
sistematizar l
as acciones más relevantes en nuestro desempeño, como coordinadores
pedagógicos del curso de Pedagogía en la UFRJ, durante el período de aislamiento social y
educación remota impuesto por el contexto de pandemia, así como reflexionar sobre los arreglos
ins
titucionales implementados frente a esta experiencia educativa y organizacional.
En este
sentido, coincidimos con Búrigo (2020,
nuestra traducción
) cuando afirma que:
La gestión fue la base para el mantenimiento y la reinvención de la
Universidad en este período de pandemia. La gestión no ha parado ni un día,
como una acción perenne de supervivencia de la propia universidad.
La
palabra gestión, tiene su raíz etimológica en gestionar, que significa brotar,
germinar,
hacer nacer
(CURY, 20
06).
En esta perspectiva, la gestión
universitaria necesitaba esencialmente potencializar a las personas como
sujetos de sus acciones en un escenario totalmente desconocido. Buscamos y
estamos materializando los supuestos de gestión colaborativa, colegiada
, que
se basa en la gestión con personas.
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Como Universidad Pública, a pesar de las condiciones adversas enfrentadas en el
período analizado, que implicaron la drástica reducción del presupuesto para educación, el
recorte de becas y fondos de investigació
n, especialmente en las Humanidades y Ciencias
Sociales (FERNÁNDEZ, 2021), el retraso en la vacunación no solo de los maestros, sino
también de la población en general, entre otros temas,
esperamos haber podido dar una
respuesta relevante y
relativamente efectiva dentro de las limitaciones de nuestro espacio de
interferencia como coordinadores del curso de Pedagogía, guiados por el compromiso ético
-
político que nos coloca el cargo que ocupamos en una Universidad Pública. Sabemos que entre
la
respuesta deseable y los problemas enfrentados en la situación vivida está el espacio de lo
viable que, aunque sea estrecho, necesitamos explorar siempre con el objetivo de garantizar una
oferta educativa superior de calidad, democrática y segura para todo
s y todos, sin distinción.
Finalmente, vale la pena engañar que nuestro trabajo como coordinadores de cursos no
se limitó a la mera ejecución de lineamientos o resoluciones institucionales, sino como
educadores, que estaban en la posición de gestión en est
e momento social e institucional que
estamos atravesando, conscientes de su rol histórico
-
político y comprometidos con la
construcción de un proyecto inclusivo, democrático y republicano de formación docente y
profesional en una Universidad Pública.
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RIAEE
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Revista Ibero
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Americana de Estudos em Educação,
Araraquara,
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Silvina Julia FERNÁNDEZ
y
Adriana Patrício DELGADO
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Americana de Estudos em Educação,
Araraquara,
v. 17, n.
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3122
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3140, oct./dic. 2022.
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Reinventar la rueda: Arreglos institucionales en la
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oct.
/dic
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ISSN: 1982
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5587. DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.16702
Presentado en
:
23/04/2022
Revisiones requeridas en
:
08/09/2022
Aprobado en
:
04/11/2022
Publicado en
:
30/12/2022
Procesamiento y edición
: Editora Iberoamericana de Educación
-
EIAE.
Corrección, formateo, normalización y traducción.
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Reinventing the wheel:
I
nstitutional arrangements in the coordination of the pedagogy course (
UFRJ
) during the
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Americana de Estudos em Educação,
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REINVENTING THE WHEEL: INSTITUTIONAL ARRANGEMENTS IN THE
COORDINATION OF THE PEDAGOGY COURSE (UFRJ) DURING THE COVID 19
PANDEMIC
1
REINVENTANDO A RODA: ARRANJOS INSTITUCIONAIS NA COORDENAÇÃO DO
CURSO DE PEDAGOGIA (UFRJ) DURANTE A
PANDEMIA DE COVID 19
REINVENTANDO LA RUEDA: ARREGLOS INSTITUCIONALES EN LA
COORDINACIÓN DE LA CARRERA DE PEDAGOGÍA (UFRJ) DURANTE LA
PANDEMIA DE COVID 19
Silvina Julia FERNÁNDEZ
2
Adriana Patrício DELGADO
3
ABSTRACT
: Based on the
experience report, this work aims to describe, analyze and
systematize,
through a qualitative approach, the actions and institutional arrangements
developed by the coordination of the Pedagogy course at UFRJ from March 2020 to October
2021. This
period, with very unique characteristics due to the effects of the Covid 19 pandemic,
it imposed a change in the coordination organizational routine, so that certain actions had to
take another format and, in parallel, new actions were implemented, in view
of the contextual
and social demands, conducted by various participatory organizational instances such as:
Academic Guidance and Monitoring Committee, Monitoring and Guidance Center for Students
with Disabilities, Pedagogical Guidance Groups, Pedagogical
Planning Center for
Undergraduate Degrees and the Structuring Teaching Center, which aimed to maintain student
affiliation by promoting their permanence and engagement through a pedagogical coordination
guided by democratic management in defense of the rig
ht to public education.
The results
indicate that the bet on collaborative management was the foundation for the maintenance and
reinvention of the University in this pandemic period, collaborating with the creation of links
between the subjects and the pr
omotion of curricular cohesion.
KEYWORDS
:
Pedagogical coordination. Institutional arrangements. Public university.
Remote context. COVID
-
19 pandemic.
1
We thank the Network of Studies on Implementation of Public Educational Policies (REIPPE), with the
collaboration of Itaú Social, for the financial support for the translations of this article into English and Spanish.
2
Federal University of Rio de Janei
ro
(UFRJ), Rio de Janeiro
–
RJ
–
Bra
z
il.
Associate Professor, Department of
Educational Administration, School of Education. PhD in Education
(UFF).
ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0003
-
1879
-
5131
E
-
mail:
silvina.ufrj@gmail.com
3
Federal University of Rio de Janeiro
(UFRJ), Rio de Janeiro
–
RJ
–
Br
a
z
il.
Assistant Professor, Department of
Didactics, School of Education. PhD in Education: History, Politics, Society
(PUC/SP).
ORCID:
https://orcid.org/0000
-
0002
-
9152
-
2888
.
E
-
mail:
adrypatry@hotmail.com
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Silvina Julia FERNÁNDEZ
and
Adriana Patrício DELGADO
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RESUMO
:
Com base no relato de experiência, esse trabalho tem por objetivo descrever,
analisar e sistematizar, através de uma abordagem qualitativa, as ações e os arranjos
institucionais desenvolvidos pela coordenação do curso de Pedagogia da UFRJ no período de
mar
ço de 2020 a outubro de 2021. Este período, de características muito singulares por causa
dos efeitos da pandemia de Covid 19, impôs à coordenação uma mudança na rotina
organizacional, de forma que certas ações precisaram assumir outro formato e, paralelam
ente,
novas ações foram implementadas, frente às demandas contextuais e sociais, conduzidas por
diversas instâncias organizacionais participativas, como:
Comissão de Orientação e
Acompanhamento Acadêmico, Núcleo de Acompanhamento e Orientação aos/às Estuda
ntes
com Deficiência, Grupos de Orientação Pedagógica, Núcleo de Planejamento Pedagógico das
Licenciaturas, que visaram manter a filiação estudantil promovendo a sua permanência e
engajamento através de uma coordenação pedagógica orientada pela gestão demo
crática em
defesa do direito à educação pública. Os resultados apontam que a aposta numa gestão
colaborativa foi o alicerce para a manutenção e reinvenção da Universidade neste período
pandêmico, colaborando com a criação de vínculos entre os sujeitos e a
promoção da coesão
curricular.
PALAVRAS
-
CHAVE
: Coordenação pedagógica. Arranjos institucionais.
Universidade
pública. Contexto remoto. Pandemia COVID
-
19.
RESUMEN
:
Con base en el relato de experiencia, este trabajo tiene como objetivo
describir,
analizar y sistematizar
a través de un abordaje cualitativo las acciones y los arreglos
institucionales desarrollados por la coordinación de la carrera de Pedagogía de la UFRJ en
el período de marzo de 2020 a octubre de 2021. Este período, de ca
racterísticas muy singulares
por causa de los efectos de la pandemia de Covid 19, impuso a la coordinación un cambio en
la rutina organizacional, de forma que ciertas acciones necesitaron asumir otro formato y,
paralelamente, nuevas acciones fueron impleme
ntadas, frente a las demandas contextuales y
sociales conducidas por diversas instancias organizacionales participativas como: Comisión
de Orientación y Acompañamiento Académico,
Núcleo de Acompañamiento y Orientación a
los/las Estudiantes con Deficiencia,
Grupos de Orientación Pedagógica, Núcleo de
Planeamiento Pedagógico de las Licenciaturas, que buscaron mantener la filiación estudiantil
promoviendo su permanencia e involucramiento a través de una coordinación pedagógica
orientada por la gestión democrát
ica en defensa del derecho a la educación pública.
Los
resultados apuntan que la apuesta em una gestión colaborativa fue el fundamento para la
manutención y la reinvención de la Universidad en este período pandémico, colaborando con
la creación de vínculos
entre los sujetos y la promoción da cohesión curricular.
PALABRAS CLAVE
:
Coordinación pedagógica. Arreglos institucionales.
Universidad
pública. Contexto remoto. Pandemia COVID
-
19.
Introdu
ction
In March 2020, after the declaration of a Public Health Emergency of National
Importance
-
ESPIN in the Portuguese acronym, due to the Human Infection by the new
Coronavirus (SARS
-
CoV
-
2), declared by the Ministry of Health through Ordinance No. 188 of
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Reinventing the wheel:
I
nstitutional arrangements in the coordination of the pedagogy course (
UFRJ
) during the
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Febr
uary 3, 2020 (BRASIL, 2020), the community transmission of this virus in Brazil was
recorded. Thus, to try to contain its advance, in order to prevent crowding in enclosed spaces
and thus avoid contagion, face
-
to
-
face classes were suspended, including at t
he university. In
principle, the suspension would be for a short period, but as we witnessed the worsening of the
spread of the disease and, subsequently, the delay in vaccinating the population, many
universities continued until early 2022 without reopeni
ng their facilities for the development of
face
-
to
-
face classes.
In the meantime, several challenges have been posed to higher education managers.
How to guarantee a quality, democratic and safe higher education in times of pandemic and
economic crisis, wh
ich directly affect our students, teachers and technicians in many ways?
What institutional adjustments or arrangements would need to be made to face the challenges
presented? In this article, therefore, based on our experience in the Coordination of the
P
edagogy course at UFRJ, we seek to describe, systematize and reflect, from a qualitative
approach, about the institutional arrangements implemented since the declaration of the Public
Health Emergency of National Importance
-
ESPIN, in March 2020 until Oct
ober 2021, when
the last academic period with classes offered only in remote format ends. For this, we will
proceed to report this experience, both descriptively and analytically, in order to systematize
the bases and axes of our management during this ver
y singular period of history, based on the
perspectives of educational management and pedagogical coordination of Paro, Frigerio, Poggi,
Tiramonti, Pérez Gómez, Almeida, Vasconcellos and Burigo, as well as the contributions on
higher education of Coulon, H
onorato and Heringer, and institutional arrangements of Gomide
and Pires. Next, then, we proceed to analyze the importance of organizational routines in
educational management and the rupture brought by the pandemic context corresponding to
social isolatio
n, as well as the challenges raised by this rupture in the routine of pedagogical
management of the Pedagogy undergraduate course and the alternatives created to guarantee
the permanence of the institutional bonds of the university subjects and the curricu
lar coherence
necessary for the development of the course, despite this context
.
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and
Adriana Patrício DELGADO
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A virus breaks the organizational routine, now what?
On March 13, 2020, the Rio de Janeiro state government issued Decree No. 46,970/2020
(Rio de Janeiro, 2020), which est
ablished the suspension of
presential
classes in light of local
findings of community transmission of the virus. The initial forecast was that school units and
public and private universities would have classes suspended for only two weeks. However,
due to the rapid spread and severity of the
virus, classes were suspended indefinitely, seriously
affecting the organizational routine and calling into question the continuity of the current school
term, that is, the teaching and learning process itself, as well as impacting research and
extension
activities.
We know that to achieve the institutional purposes it is necessary to guarantee, through
administrative processes, all the essential means to the actions that make them possible. In this
sense, we can understand administration as "[...] the ra
tional use of resources to achieve certain
ends" (PARO, 2006, p. 18
, our translation
). Moreover, when it comes to educational purposes,
an eminently collective human action, we should also highlight that its administrative processes
require, therefore, the
"[...] coordination of collective human effort" (PARO, 2006, p. 23
, our
translation
). That is, within educational administration, we must attend not only to the rational
use of resources of various kinds, but also, and fundamentally, to the coordination o
f
relationships among the various subjects involved. In this way, we can also state that the act of
administering is "[...] closely and inextricably linked to governing, that is, to leading a plurality
of people" (FRIGERIO; POGGI; TIRAMONTI, 1992, p. 121
,
our translation
), aiming at
specific educational purposes
.
Within administration, however, it is worth noting that
Through the administrative task, everyday demands are processed. It builds a
routine that allows conflict processing and
continuous mediation in the tension
that causes the adaptation and assimilation of individual and institutional
interests. [...] To administer is to foresee the actions that make possible the
governability of the institution or, which is the same thing, wh
at allows the
institution to move along the paths we have traced (FRIGERIO; POGGI;
TIRAMONTI, 1992, p. 121
-
122
, our translation
).
In this routine, the actions of the educational coordination imply an active, attentive and
expanded look of the context, "a
look that captures before acting" (ALMEIDA, 2002, p. 71
, our
translation
); associated with this look is essential that the educational coordination also has an
"active listening", after all the "[...] satisfactory treatment with interpersonal
relationships is a
sine qua non condition for the performance of its activities", in the case of educational
coordination (ALMEIDA, 2002, p. 78
, our translation
).
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Thus, the predictability of a series of daily actions ensures a large part of the institution
al
governability through the configuration of an organizational routine that collaborates in the
achievement of processes and procedures that enable the development of the end
-
activities
-
in
our case, all those involved in the processes of teaching, learn
ing, research and dissemination
of scientific, technological and artistic knowledge in society.
However, with the measures of social isolation and the interdiction of face
-
to
-
face
activities, the basis of the development of university actions in our course
, the organizational
routine suffered a substantial break, interdicting almost all of its actions and posing a great
challenge concerning how to reorganize the processes and procedures that sustain and
collaborate with the development of the end activities
, which also needed to be restructured.
After all
:
The school, like any other social institution, develops and reproduces its own
specific culture. By this I mean the set of meanings and behaviors that the
school generates as a social institution. [...]
to understand the institutional
culture of the school requires an effort of the relationship between macro and
micro aspects, between educational policy and its correspondences in the
peculiar interactions that define school life. Similarly, to understand
the
peculiarity of exchanges within the institution, it is essential to understand the
interactive dynamics between the characteristics of organizational structures
and the attitudes, interests, roles and behaviors of individuals and groups
[...]
(PÉREZ GÓ
MEZ, 2001, p. 131
-
132
, our translation
).
With the passage of time and the maintenance of the ban of face
-
to
-
face classes, it
became evident the need to ensure their development in another way, which meant substantially
changing the behaviors, habits
and interactions until then established in the university space,
that is, in the institutional culture, which is conditioned "[...] by the organizational peculiarities
of the school and the social function it fulfills in each cultural context" (PÉREZ GÓMEZ
, 2001,
p. 132
, our translation
).
In face of this scenario, a series of resolutions and decisions both from the Ministry of
Education (MEC) and from the higher instances of the University, such as the University
Council (CONSUNI in the Portuguese acronym)
and the Council of Undergraduate Education
(CEG in the Portuguese acronym), as well as those deliberated by the Colenda Congregação
and by the Departmental Council of the Faculdade de Educação, where the course is located,
guided the decisions that were b
eing taken by the Coordination of Pedagogy in function of the
guarantee of the final activities. These decisions involved a permanent updating in relation to
the norms instituted along the pandemic time together with other parameters and criteria, such
as
the strictly pedagogical or those referring to the interlocutors involved in the decision making
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and in the diverse spheres of collective deliberation, in special, the students of the referred
course. With this, several institutional arrangements were reco
nfigured, understood as "[...] the
set of rules, mechanisms and processes that define the particular way in which actors and
interests are coordinated in the implementation of each policy" (GOMIDE; PIRES, 2014, p. 2
,
our translation
), important to the exte
nt that they officiate as mediation between the higher
decision
-
making bodies, the teaching, student and technical and administrative staff bodies and
the effective offer of the course curriculum
.
In the School of Education (FE), aware of the several const
raints of higher education,
even more in relation to the Pedagogy course, one of the courses that concentrates more students
of popular origin, which is evidenced, among other aspects, for being the second course with
the highest number of scholarships in
the UFRJ (HONORATO; HERINGER, 2015), several
actions were implemented for the continuity of a good part of the university activities, seeking
to ensure as much as possible the inclusion of all subjects involved in them. However, as
coordinators of this cou
rse, we tried to ensure this inclusion in the various activities since the
beginning of the deliberations, involving the largest possible amount of subjects and groups,
even if it was, at times, through their representatives. After all, we conceived the pe
dagogical
coordinator as an organic intellectual in the group, for whom "[...] his or her praxis, therefore,
comprises the reflexive, organizational and evaluative dimensions" (VASCONCELLOS, 2019,
p. 88
, our translation
), so that his or her action occurs f
undamentally in the field of mediation
.
Understanding the situation, identifying and explaining the problems posed by this
situation and seeking feasible alternatives tends to have greater chances of success and
effectiveness if carried out with the
participation of the players involved, since each of these
players has a specific perspective from the institutional place it occupies and has access to
information that others do not have, as well as can offer creative and feasible proposals from
the coll
ective debate, also generating a greater commitment to the implementation,
development and monitoring of the actions designed (MATUS, 1987). As is evident, this
understanding of the planning of educational policies reaffirms the principle of democratic
man
agement within public administration.
Based on this understanding, besides the deliberative instances with representatives of
the several segments (students, teachers and technical
-
administrative staff) already existing in
the FE
-
such as the meetings of the Departments, the Congregation and
the Departmental
Council
-
two work groups were organized with the widening of participation to other subjects.
Thus, the Working Group Planning and Organizing the Actions of the UFRJ School of
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nstitutional arrangements in the coordination of the pedagogy course (
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Education in the Context of COVID 19 (better known as WG Pande
mic and, from now on,
named as such in this text) was created on April 28th, 2020, and the Working Group Debates
in the UFRJ School of Education in Times of Social Distancing, on May 12th, 2020
.
These two groups aimed to develop complementary actions, ena
bling not only the
elaboration of action proposals, but also the debate with the entire university community of the
FE, seeking to keep the different subjects in contact virtually, through the realization of
conversation rounds by videoconference on variou
s issues that were affecting us daily. The
conversations had a great participation from all segments during 2020 and were discontinued
at the end of that year. On the other hand, the Pandemic WG, which had been organized in
subgroups by work axes, continue
d with several actions throughout 2020 and 2021, although it
was also more active during 2020, because it was the year in which we were trying to understand
this new context of the remote format and its
unfolding
in the institutional culture. It is possibl
e
to state that, throughout these two years, we experienced "[...] a process of cooperative action
and reflection, of inquiry and experimentation", in other words, "a process of open and endless
shared reflection and action" (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 199
, our
translation
).
In the midst of so many debates and reflections, it is worth mentioning that the issue
that yielded the most debates and heated discussions was the question of whether or not to offer
remote classes. It was discussed the resumption of the se
mester in the remote format having in
mind, fundamentally, the difficulty in accessing the internet, as well as the economic, family,
and health situations, especially of the students, which would make it difficult to carry out the
academic activities. In
view of the strong discussions on this issue, it was proposed to carry out
a survey to collect data not only from the students, but also from the
school
and technical
-
administrative staff
.
In the subgroup of Axis 1
-
Students, of
the WG
Pandemic, the methodology chosen for
this research was the questionnaire, implemented through an online form accessed through a
link that was widely disseminated not only by the Integrated Academic Management System
(SIGA) to all Pedagogy students, but al
so by different social media and FE groups and by the
coordinators of other faculties and centers that offer degrees, since all pedagogical disciplines
at UFRJ are taught by FE professors. The questionnaire collected data on socioeconomic
profile, access t
o the internet and to technological devices, health conditions, inclusion or not
in student policies, as well as positioning regarding the resumption of remote classes, among
others, which were essential for decision making. Although the general coordinati
on of the
elaboration, application and analysis of this questionnaire was in charge of the mentioned
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subgroup, these different phases were shared in several instances of the FE, such as the
Academic Center of Pedagogy (CA), the Commission of Academic Orien
tation and
Accompaniment (COAA), the Nucleus of Pedagogical Planning of the Undergraduate Degrees
(NPPL) and the Pedagogical Orientation Groups (GOPs) of the Pedagogy course and the
Structured Teaching Nucleus (NDE), among others. Once the questionnaire wa
s applied, with
the help of the CA, the COAA, and the GOPs, we distributed the lists of the students who had
not answered and made contact by phone or any other means to know the situation of each one.
The purpose was to implement an active search for thos
e who had not responded and to get to
know better the individual situation of each student in the Pedagogy course. At that moment,
facing the thoroughness of the actions, one of the students participating in the WG Pandemic
said: "
We are not actively searc
hing. It is relentless search of these students
!"
(
Student
1, 2020).
This active search was necessary since, after a period without strictly academic
activities, a series of CEG Resolutions succeeded one another enabling, in principle, the
conclusion of co
urses through graduation ceremonies and defenses of Monographs and End of
Course Papers remotely, adopting videoconferencing technology
-
CEG Resolution no. 01, of
April 15, 2020, Emergency Resolution on Graduation Ceremony during the COVID 19
pandemic per
iod (UFRJ, 2020a, and CEG Resolution no. 02, of April 15, 2020). 01, of April
15th 2020, Emergency Resolution about Graduation during the COVID 19 pandemic period
(UFRJ, 2020a) and CEG Resolution # 02, of April 15th 2020, Emergency Resolution about the
def
ense of Course Conclusion Papers during the COVID 19 pandemic period (UFRJ, 2020b).
Two months later, CEG Resolution no. 03, of June 17, 2020, provided for the adoption of
exceptional and optional teaching periods and authorized remote teaching, as well as
other non
-
face
-
to
-
face pedagogical activities, as transitional solutions for Undergraduate Teaching at
UFRJ, along with other provisions (UFRJ, 2020c), and CEG Resolution no. 04, of June 19,
2020 (UFRJ, 2020d), established complementary Guidelines and Nor
ms to the previous
Resolution, prioritizing the offer for final
-
year students, given that, as the offer of subjects by
teachers was not mandatory, there was a dispute for vacancies. Thus, articles 2 and 3 of CEG
Resolution No. 04 of June 19, 2020 (UFRJ, 20
20d, p. 1
,
our translation)
clarify that
:
Art. 2 The academic body responsible for an Undergraduate Course which
chooses to adopt non
-
contact pedagogical practices, observing the provisions
of Art. 3 of Resolution 03/2020, may offer the compulsory subject
s, of
restricted choice, of free and conditioned choice, and orientation activities for
the Course Conclusion Work (TCC in the Portuguese acronym), primarily to
potential graduating students of the undergraduate courses, without prejudice
to the offer to o
ther students.
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Art. 3º A potential graduate, in accordance with the definition of the Higher
Education Census
-
INEP, is understood as: the student who fulfills all the
requirements of the curricular grid, that is, who will conclude the course and
will
be able to graduate and receive the diploma, at the end of the period in
course
.
Days later, UFRJ launched the Selection Notice no. 210/2020, dated June 24, 2020
(UFRJ, 2020e), Digital Inclusion Aid Program. The aid consisted "[...] in offering students i
n a
situation of socioeconomic vulnerability the technical conditions necessary for Internet access,
by providing SIM CARD or SIM CARD plus Modem, with a franchise for use throughout the
National territory" (UFRJ, 2020e, p. 1
, our translation
). This Edict
and the consideration of the
Exceptional Academic Period (PLE) as a pilot experience, optional for teachers and students,
that prioritized potential students so that they could graduate and compete for job openings,
given the economic situation faced by ma
ny students' families during the pandemic, somewhat
decompressed the tension posed during the debates held in the FE, polarized between those
against any attempt at remote transposition of academic activities and those who were in favor
of this transpositi
on with due care.
Faced with the new scenario, we focused even more on active search, prioritizing
contacts with potential students who had not answered the questionnaire, in order to inform
them about the new possibilities of concluding the course, still
with the constant partnership of
the CA and COAA. It was during the phone calls and conversations through several applications
that we learned about the great volume of messages sent not only by the Coordination of
Pedagogy, but also from other instances o
f the UFRJ, generating a saturation and a certain
confusion in the institutional communication, which reinforced the idea of starting conversation
rounds by videoconference with several groups of students (
e.g.,
completers, beginners, etc.)
focused on vari
ed subjects, to clarify doubts. We also maintained a systematic communication
through SIGA, FE's social media and our institutional email of the course coordination,
organizing shifts for answers and referrals
.
In order to orient the students about this n
ew period, which not only in name, but also
in its format was exceptional in the experience and culture of the university, the course
coordination prepared a script with questions and answers about the PLE. This script helped the
students to clarify their
doubts about the functioning and organization of the PLE, which lasted
12 weeks
-
from 10/08 to 31/10/2020. We also organized an online form to find out, among the
concluding students, the courses they still had to take to finish the course. According to t
he
National Institute of Educational Studies and Research Anísio Teixeira, we considered to be
the student who was missing 32 credits in his/her Academic Orientation Bulletin to finish the
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course. This group of students was a priority for the coordination
when offering courses and
vacancies, according to the Resolution that instituted it, CEG Resolution no. 04, from June 19th
2020 (UFRJ, 2020d). However, it is important to point out that, despite this priority, the PLE
also included students from other peri
ods who wished to resume their studies in the remote
format. In total, 51 classes were offered, covering all academic periods (from 1st to 9th) and
the three shifts (morning, afternoon and evening).
The possibility of studying remotely in the available places, even without completing
the course, has exerted a strong student pressure on the mentioned offer, lower than the one
corresponding to the course's regular vacancy offer. Faced with this situatio
n, we published a
form for the students to postulate their enrollment in the courses through the Direct Enrollment
procedure, from which the requests were analyzed, excluding those students with more than 32
missing credits. Next, criteria were stipulated
for prioritizing students for the remaining places
in each class, changing the order of the SIGA place distribution criteria until that moment. All
these decisions and their normative and pedagogical foundations were widely
publicized
through the various i
nstitutional communication vehicles available, which did not avoid some
conflictive situations with the student body, but which were circumvented by the dialogues
continuously held, guided by the perspective of democratic and dialogical management.
In fact
,
although the position of the student representatives in several instances of the FE, and even of
the UFRJ, had been mostly against the implementation of remote learning, due to the possibility
of continuing the studies remotely, many students were not sa
tisfied with the restricted offer of
vacancies and subjects of the PLE and did not accept the explanations given by the coordination,
which acted according to the norms and guidelines collectively deliberated in the various
decision
-
making bodies of the UF
RJ
.
At the same time, as required by the MEC, given that the Pedagogy course at UFRJ has
a face
-
to
-
face offer, we had to elaborate a detailed document in which all the didactic
transpositions of each course subject
-
especially those with practical worklo
ad and/or
internships
-
, offered or not in the PLE, were made explicit, foreseeing the offer in the following
regular semester, which was sent to the Dean's Office of Undergraduate Studies for submission
to the MEC, aiming at the validation of our adapted
curricular offer. This work was preceded
by several meetings, especially with the professors of the Practicum disciplines offered
throughout the course
4
,
in the face of the closing of elementary schools that make up our
4
The current curriculum has five Practice courses, each with its corres
ponding Supervised Internship of 100 hours,
namely: Teaching, Educational Policy and Administration, Early Childhood Education, Initial Series of Primary
Education, and Youth and Adult Education.
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internship field. In these meetings
, with active participation of the NDE of the course,
discussions were developed about the possibilities and challenges of the remote format in
function of the professional formation in Pedagogy.
It is worth mentioning that several extension activities were reformulated or created
remotely, making it possible for students to complete the corresponding extension hour load.
We have also created and
publicized
a protocol for the evaluation and crediting of
Complementary Activity hours through institutional e
-
mail with the leading role of the
Complementary Activity Commission, composed by three professors who also work at the
COAA of the course, since only the p
rocesses of diploma request and alteration of degree and
frequency had been implemented at UFRJ through the Electronic Information System (SEI) of
the Federal Government. Likewise, given that as of August 2020 it was possible to have face
-
to
-
face attendanc
e in the Protocol and Secretary sector, by means of scheduling and compliance
with sanitary norms, other processes were being attended to, such as unlocking and cancellation
of enrollments, with previous remote guidance via email from the coordination, the
Protocol,
the COAA and individual interviews with the requesting students, carried out by
videoconferences or telephone calls, which required several efforts to coordinate the processes
and their specific procedures
.
Along with the administrative and ped
agogical arrangements that allowed the
resumption of classes experimentally in the PLE and, later, in a regular manner, other actions
were articulated and developed that aimed to welcome, guide, monitor and, above all, ensure
the permanence of students in
the course, which will be described below
:
-
Commission for Academic Guidance and Accompaniment (COAA)
:
COAA
maintained its activities remotely, holding video meetings between its members and the course
coordination, exchanging messages and orientations ac
cording to the demands presented and
virtual on
-
call sessions for the orientation and monitoring of students enrolled in teaching
activities offered remotely. Students were attended to by means of prior scheduling, via email,
considering the availability o
f each COAA member and indicating the times and dates of these
virtual on
-
call sessions. At that moment, the COAA of the Pedagogy course had 12 members,
with the representation of the three departments of the Education College (Didactics,
Foundations and A
dministration), two student representatives and a Technician in Educational
Matters (TEM) that offered support in the actions developed by COAA, in direct partnership
with the Coordination
.
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-
Center for Inclusion and Accessibility Studies and Actions (NEA
IA)
:
from the
identified demand of nine students with disabilities enrolled in the PLE, a group was created to
propose actions aimed at the needs and particularities of these students, consisting of three
professors from FE and two students from the Pedago
gy course
-
one with intellectual disability
and the other with visual disability. It is worth pointing out that UFRJ has the Directorate of
Accessibility (DIRAC), an organ dedicated to the support to students, teachers, and units of the
university. Among
the actions developed by this core, throughout this period, the following
stand out: i) conversation rounds with the students with disabilities enrolled in the disciplines
and orientations/meetings with the respective teachers; ii) periodical meetings amon
g the
members of the group, having the representation of students, teachers and technicians. Initially,
the purpose was the development of a new ethos, deeply involved in the consolidation of an
inclusion policy, facing the set of exclusions present in the
social, school, and academic fabric
in which we live
.
-
Pedagogical Orientation Group (GOP):
Each GOP is under the supervision of two
to three counselors, who can be teachers from the Faculdade de Educação, teachers from the
Colégio de Aplicação, and tea
chers from partner schools from the public schools in the city of
Rio de Janeiro. In addition, the Pedagogy course also counts with two Technicians in
Educational Subjects
-
TAEs, who act as advisors directly in one of the GOPs. Each GOP brings
together 15
to 20 students and seeks
-
Guiding the students in their formative path in the
activities with the Cartography of the Teacher Training Complex;
-
Carrying out periodic
meetings with the students, monitoring their attendance;
-
Establishing strategies for
welcoming
the students, in order to adjust them to university life, its procedures and possibilities offered;
-
Talking to the students about their development in the course;
-
Offer help in case they present
difficulties in their studies and in following
up on subjects, with hints about the dynamics of
academic life, readings, annotations, etc;
-
Guide the students about their possibilities of
professional insertion as future pedagogues. During the analyzed period, the meetings between
advisors and student
s, which used to take place in person, started to take place remotely, by
means of synchronous virtual meetings and contacts through different means of
communication. Besides this, virtual visits have been organized to different formative spaces,
for examp
le, a virtual tour of the Application School of UFRJ. We emphasize the meetings with
veteran students and the actions aimed at clarifying doubts and bringing students closer to the
set of active activities offered remotely, so that they can develop, even v
irtually, a feeling of
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belonging to the course and the University, as well as approaching different fields of
professional activity
.
-
Pedagogical Support Monitoring Program (PMAP)
:
consists of a program with a
call for proposals approved annually by the CEG with the objective of offering support to new
students in the basic disciplines of their courses, aiming to promote student permanence through
student integration to the universit
y environment. The FE PMAP is organized in two
complementary fronts: Academic Literacy and Formative Orientation, contributing to the
students' adaptation to the university environment and routine and developing reading, writing
and oral activities, in ord
er to promote the mastery of academic discursive genres.
In 2020, due to the pandemic context, the PMAP
-
FE went through an adjustment in the
structure and way of acting. The demands for the remote period became the assistance to the
concluding students an
d, therefore, the year's planning was defined in two moments of weekly
activities. In a first moment, once the possibility of remote defense had been approved, the
Coordinators of Pedagogy and of Graduation, together with the monitors, planned activities
c
alled Monography Support, which were developed by the monitors in an interactive way with
the students about themes pertinent to monographic writing, such as the parts and steps of a
Monography, its importance, purpose and indications of bibliographies, co
urses and tips on the
subject that may facilitate this process. In a second moment, once the PLE was approved, we
started another modular track of activities called PLE Support, which varied from conversation
rounds among the students, guidance on how to o
rganize the studies and access the online
platforms, to subjects about academic genres, among others. These activities, carried out
through online meetings, had a high frequency of students from different UFRJ undergraduate
courses, transcending the Pedago
gy course public, although the majority
.
-
Quarantine Pedagogy
:
This is an extension action consisting of an event organized
every six months that promoted lives, conversation rounds, forums and online workshops,
covering themes that dialogued with the cu
rrent political, cultural and social context, and its
implications in the different spheres of the educational field. Conceived by the NPPL of
Pedagogy, the planned activities were developed jointly by teachers and technicians from the
School of Education,
teachers and technicians from the Application School of UFRJ, and
extension students, in the years 2020 and 2021.
The aim of this project was to foster debates that would expand the dialogue between
the University and Basic Education, focusing on the val
orization of the teaching profession and
on public, lay, and democratic education. It also proposed to build a communication channel,
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both with the internal community of UFRJ and the external one, thus characterizing it as a space
for meeting (even remotel
y), debating and reflecting about the most different conjunctural
elements (political, economic, cultural, and social) that daily cross Brazilian education, in its
integrality and complexity, especially during the pandemic context. This action had, through
out
these two years, four cycles, entitled respectively: I Cycle
-
Quarantine Pedagogy: reinventing
spaces and connections (from June 16th to June 25th, 2020); II Cycle
-
Educational contexts
and contrasts in the midst of the pandemic: Insurgent voices, di
scourses, ideas and actions (from
22/09 to 01/10/2020); III Cycle
-
Education and difference: displacements, intersections and
resistances in times of social isolation (from 31/05 to 04/06/2021); IV Cycle
-
The public
meaning of education and its dimension
s (from 22/11 to 26/11/2021). During the week of the
Quarantine Pedagogy event, the classes shared spaces, workshops and virtual debates, also
interacting with colleagues and teachers from other shifts and periods, seeking to promote the
university ambienc
e lost due to the interdiction of face
-
to
-
face academic life on campus,
officiating, for many newcomers, as the only experience different from the remote disciplinary
course, promoting their university affiliation
.
To conclude, we emphasize that
through the instances mentioned
-
COAA, GOPs,
PMAP and Pedagogy in Quarantine
-
we sought to perform remote actions that would maintain
the formative character, the self
-
elaboration of the subjects in the university environment, that
would facilitate the a
pprehension of their reality and the reformulation of the perspectives of
the process of constituting an academic student even at a distance, aware that the transition from
"being a student" to becoming a student implies learning the student's craft throug
h intellectual,
institutional, and cultural processes that surround the adaptation to higher education
(COULON, 2008) and, now, the re
-
adaptation to the changes imposed by the pandemic context
.
Final remarks
Throughout these pages, as we explained in th
e Introduction, we sought to describe and
systematize the most relevant actions in our performance as pedagogical coordinators of the
Pedagogy course at UFRJ, during the period of social isolation and remote teaching imposed
by the pandemic context, as wel
l as to reflect on the institutional arrangements implemented in
face of this educational and organizational experience. In this sense, we agree with Búrigo
(2020,
our translation)
when he states that
:
Management, was the foundation for the maintenance and reinvention of the
University in this pandemic period. Management did not stop for a single day,
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as a perennial action for the survival of the university itself. The word
management has its etymologica
l root in "gerir", which means to make sprout,
to germinate, to give birth (CURY, 2006). From this perspective, university
management essentially needed to empower people as the subject of their
actions in a scenario totally unknown to us. We sought and ar
e materializing
the assumptions of collaborative management, collegial, which is sustained in
managing with people
.
As a Public University, despite the adverse conditions faced in the analyzed period,
which involved the drastic decrease in the budget all
ocated to education, the cut of scholarships
and research funding, especially in the Human and Social Sciences (FERNÁNDEZ, 2021), the
delay in the vaccination not only of teachers but also of the population in general, among other
issues, we hope to have m
anaged to give a pertinent and relatively effective response within the
limitations of our space of interference as coordinators of the Pedagogy course, guided by the
ethical
-
political commitment that the position held in a Public University places upon us
. We
know that between the desirable answer and the problems faced in the situation we live in is the
feasible space that, even though narrow, we need to explore in order to always guarantee a
quality, democratic, and safe higher education offer for all, w
ithout distinction.
Finally, it is worth noting that our work as course coordinators was not restricted to the
mere execution of institutional guidelines or resolutions, but rather, as educators who were in
management positions at this social and instituti
onal moment we are going through, aware of
their historical
-
political role and committed to the construction of an inclusive, democratic and
republican project of teacher and professional education at a Public University
.
REFER
ENCES
ALMEIDA, L. R. de. O relacionamento interpessoal na coordenação pedagógica.
In
:
ALMEIDA, L
.
R
.;
PLACCO, V
.
M
.
N
.
de S
.
(org.).
O coordenador pedagógico e o espaço
da mudança
. São Paulo: Edições Loyola, 2001, p. 67
-
79.
BRA
Z
IL.
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FERNÁNDEZ, S. J.; DELGADO, A. P.
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:
30/12/2022
Processing and publication by the Editora Ibero
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Americana de Educação.
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