image/svg+xmlReinventando a roda: Arranjos institucionais na coordenação do curso de pedagogia (UFRJ) durante a pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023117REINVENTANDO A RODA: ARRANJOS INSTITUCIONAIS NA COORDENAÇÃO DO CURSO DE PEDAGOGIA (UFRJ) DURANTE A PANDEMIA DE COVID 191REINVENTANDO LA RUEDA: ARREGLOS INSTITUCIONALES EN LA COORDINACIÓN DE LA CARRERA DE PEDAGOGÍA (UFRJ) DURANTE LA PANDEMIA DE COVID 19REINVENTING THE WHEEL: INSTITUTIONAL ARRANGEMENTS IN THE COORDINATION OF THE PEDAGOGY COURSE (UFRJ) DURING THE COVID 19 PANDEMICSilvina Julia FERNÁNDEZ2Adriana Patrício DELGADO3RESUMO:Com base no relato de experiência, esse trabalho tem por objetivo descrever, analisar e sistematizar, através de uma abordagem qualitativa, as ações e os arranjos institucionais desenvolvidos pela coordenação do curso de Pedagogia da UFRJ no período de março de 2020 a outubro de 2021. Este período, de características muito singulares por causa dos efeitos da pandemia de Covid 19, impôs à coordenação uma mudança na rotina organizacional, de forma que certas ações precisaram assumir outro formato e, paralelamente, novas ações foram implementadas, frente às demandas contextuais e sociais, conduzidas por diversas instâncias organizacionais participativas, como: Comissão de Orientação e Acompanhamento Acadêmico, Núcleo de Acompanhamento e Orientação aos/às Estudantes com Deficiência, Grupos de Orientação Pedagógica, Núcleo de Planejamento Pedagógico das Licenciaturas, que visaram manter a filiação estudantil promovendo a sua permanência e engajamento através de uma coordenação pedagógica orientada pela gestão democrática em defesa do direito à educação pública. Os resultados apontam que a aposta numa gestão colaborativa foi o alicerce para a manutenção e reinvenção da Universidade neste período pandêmico, colaborando com a criação de vínculos entre os sujeitos e a promoção da coesão curricular.PALAVRAS-CHAVE: Coordenação pedagógica. Arranjos institucionais. Universidade pública. Contexto remoto. Pandemia COVID-19. 1Agradecemos à Rede de Estudos sobre Implementação de Políticas Públicas Educacionais (REIPPE), com a colaboração do Itaú Social, o apoio financeiro para as traduções deste artigo para o inglês e o espanhol.2Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),Rio de Janeiro RJ Brasil. Professora Associada do Departamento de Administração Educacional, Faculdade de Educação. Doutorado em Educação(UFF). ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1879-5131E-mail: silvina.ufrj@gmail.com3Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro RJ Brasil. Professora Adjunta do Departamento de Didática, Faculdade de Educação. Doutorado em Educação: História, Política, Sociedade(PUC/SP).ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9152-2888.E-mail: adrypatry@hotmail.com
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ e Adriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023118RESUMEN:Con base en el relato de experiencia, este trabajo tiene como objetivo describir, analizar y sistematizara través de un abordaje cualitativo las acciones y los arreglos institucionales desarrollados por la coordinación de la carrera de Pedagogía de la UFRJ en el período de marzo de 2020 a octubre de 2021. Este período, de características muy singulares por causa de los efectos de la pandemia de Covid 19, impuso a la coordinación un cambio en la rutina organizacional, de forma que ciertas acciones necesitaron asumir otro formato y, paralelamente, nuevas acciones fueron implementadas, frente a las demandas contextuales y sociales conducidas por diversas instancias organizacionales participativas como: Comisión de Orientación y Acompañamiento Académico,Núcleo de Acompañamiento y Orientación a los/las Estudiantes con Deficiencia, Grupos de Orientación Pedagógica, Núcleo de Planeamiento Pedagógico de las Licenciaturas, que buscaron mantener la filiación estudiantil promoviendo su permanencia e involucramiento a través de una coordinación pedagógica orientada por la gestión democrática en defensa del derecho a la educación pública.Los resultados apuntan que la apuesta em una gestión colaborativa fue el fundamento para la manutención y la reinvención de la Universidad en este período pandémico, colaborando con la creación de vínculos entre los sujetos y la promoción da cohesión curricular.PALABRAS CLAVE:Coordinación pedagógica. Arreglos institucionales. Universidad pública. Contexto remoto. Pandemia COVID-19.ABSTRACT:Based on the experience report, this work aims to describe, analyze and systematize,through a qualitative approach, the actions and institutional arrangements developed by the coordination of the Pedagogy course at UFRJ from March 2020 to October 2021. This period, with very unique characteristics due to the effects of the Covid 19 pandemic, it imposed a change in the coordination organizational routine, so that certain actions had to take another format and, in parallel, new actions were implemented, in view of the contextual and social demands, conducted by various participatory organizational instances such as: Academic Guidance and Monitoring Committee, Monitoring and Guidance Center for Students with Disabilities, Pedagogical Guidance Groups, Pedagogical Planning Center for Undergraduate Degrees and the Structuring Teaching Center, which aimed to maintain student affiliation by promoting their permanence and engagement through a pedagogical coordination guided by democratic management in defense of the right to public education.The results indicate that the bet on collaborative management was the foundation for the maintenance and reinvention of the University in this pandemic period, collaborating with the creation of links between the subjects and the promotion of curricular cohesion.KEYWORDS:Pedagogical coordination.Institutional arrangements.Public university.Remote context.COVID-19 pandemic.
image/svg+xmlReinventando a roda: Arranjos institucionais na coordenação do curso de pedagogia (UFRJ) durante a pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023119IntroduçãoEm março de 2020, após declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional ESPIN, em decorrência da Infecção Humana pelo novo Coronavírus (SARS-CoV-2), declarada pelo Ministério da Saúde através da Portaria nº. 188, de 03 de fevereiro de 2020 (BRASIL, 2020), foi registrada a transmissão comunitária deste vírus no Brasil. Assim, para tentar conter o seu avanço, a fim de impedir aglomerações em espaços fechados e, com isso, evitar o contágio, as aulas presenciais foram suspensas, inclusive na universidade. Em princípio, a suspensão seria por um curto prazo, mas, conforme presenciamos o agravamento da disseminação da doença e, posteriormente, a demora na vacinação da população, muitas universidades continuaram até inícios de 2022 sem reabrir as suas instalações para o desenvolvimento presencial das aulas.Neste ínterim, diversos desafios foram sendo colocados aos gestores da educação superior. Como garantir uma educação superior de qualidade, democrática e segura em tempos de pandemia e de crise econômica, que afetam diretamente os nossos estudantes, docentes e técnicos de diversas formas? Que adequações ou arranjos institucionais precisariam ser feitos para enfrentar os desafios apresentados? Neste artigo, portanto, com base na nossa experiência na Coordenação do curso de Pedagogia da UFRJ, buscamos descrever, sistematizar e refletir, a partir de uma abordagem qualitativa, sobre os arranjos institucionais implementados desde a declaração da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional ESPIN, em março de 2020 até outubro de 2021, quando finaliza o último período letivo com oferta de aulas apenas no formato remoto. Para isso, procederemos ao relato desta experiência, tanto descritiva quanto analiticamente, para sistematizar as bases e eixos dessa nossa gestão durante esse período tão singular da história, com base nas perspectivas de gestão educacional e coordenação pedagógica de Paro, Frigerio, Poggi, Tiramonti, Pérez Gómez, Almeida, Vasconcellos e Burigo, assim como das contribuições sobre educação superior de Coulon, Honorato e Heringer, e de arranjos institucionais de Gomide e Pires. A seguir, então, procedemos a analisar a importância das rotinas organizacionais na gestão educacional e a ruptura trazida pelo contexto pandêmico correspondentes ao isolamento social, assim como os desafios suscitados por esta ruptura na rotina da gestão pedagógica do curso de graduação em Pedagogia e as alternativas criadas para garantir a permanência dos vínculos institucionais dos sujeitos universitários e a coerência curricular necessária para o desenvolvimento do curso, apesar desse contexto.
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ e Adriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023120Um vírus quebra a rotina organizacional, e agora?Em 13 de março de 2020, o Governo do estado do Rio de Janeiro emitiu o Decreto nº. 46.970/2020 (Rio de Janeiro, 2020), que estabelecia a suspensão das aulas presenciais frente à constatação local da transmissão comunitária do vírus. A previsão inicial era de que as unidades escolares e as universidades públicas e privadas deveriam ter as aulas suspensas por apenas duas semanas. Porém, devido à rápida propagação e gravidade do vírus, as aulas presenciais foram suspensas indefinidamente, afetando gravemente a rotina organizacional e colocando em questão, inclusive, a continuidade do período letivo vigente, ou seja, o próprio processo de ensino e aprendizagem, assim como também impactou as ações de pesquisa e extensão. Sabemos que para alcançar as finalidades institucionais é necessário garantir, através dos processos administrativos, todos os meios imprescindíveis às ações que as tornam possíveis. Nesse sentido, podemos entender a administração como “[...] a utilização racional de recursos para a realização de determinados fins” (PARO, 2006, p. 18). Aliás, em se tratando de finalidades educacionais, ação humana eminentemente coletiva, também devemos destacar que seus processos administrativos exigem, portanto, a “[...] coordenação do esforço humano coletivo” (PARO, 2006, p. 23). Ou seja, dentro da administração educacional, devemos atender não apenas à utilização racional de recursos de diversos tipos, mas também e fundamentalmente, à coordenação das relações entre os diversos sujeitos envolvidos. Desta forma, também podemos afirmar que o ato de administrar está “[...] estreita e indissociavelmente vinculado a governar, quer dizer, a conduzir uma pluralidade de pessoas” (FRIGERIO; POGGI; TIRAMONTI, 1992, p. 121, tradução nossa), visando às finalidades educacionais específicas. Dentro da administração, no entanto, interessa destacar queAtravés da tarefa administrativa processam-se as demandas cotidianas. Ela constrói uma rotina que permite processar os conflitos e mediar continuamente na tensão que provoca a adaptação e assimilação dos interesses individuais e os institucionais. [...] Administrar é prever as ações que fazem possível a governabilidade da instituição ou, o que é o mesmo, o que permite que a instituição transite pelos caminhos que temos traçado (FRIGERIO; POGGI; TIRAMONTI, 1992, p. 121-122, tradução nossa).Nessa rotina, as ações da coordenação pedagógica implicam em um olhar ativo, atento e ampliado do contexto, “um olhar que capte antes de agir” (ALMEIDA, 2002, p. 71); associado a esse olhar é fundamental que a coordenação pedagógica tenha também um “ouvir ativo”, afinal o “[...] trato satisfatório com os relacionamentos interpessoais é condição sine qua non
image/svg+xmlReinventando a roda: Arranjos institucionais na coordenação do curso de pedagogia (UFRJ) durante a pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023121para o desempenho das suas atividades”, no caso da coordenação pedagógica (ALMEIDA, 2002, p. 78).Assim, a previsibilidade de uma série de ações cotidianas garante grande parte da governabilidade institucional através da configuração de uma rotina organizacionalque colabora na concretização de processos e procedimentos que possibilitam o desenvolvimento das atividades-fim no nosso caso, todas aquelas envolvidas nos processos de ensinar, aprender, pesquisar e divulgar o conhecimento científico, tecnológico e artístico na sociedade.Contudo, com as medidas de isolamento social e a interdição das atividades presenciais, base do desenvolvimento das ações universitárias do nosso curso, a rotina organizacional sofreu uma quebra substancial, interditando a quase totalidade das suas ações e colocando um grande desafio referente a como reorganizar os processos e procedimentos que sustentam e colaboram com o desenvolvimento das atividades-fim, que também precisaram ser reestruturadas. Afinal: A escola, como qualquer outra instituição social, desenvolve e reproduz sua própria cultura específica. Entendo por isso o conjunto de significados e comportamentos que a escola gera como instituição social. [...] entender a cultura institucional da escola requer um esforço da relação entre os aspectos macro e micro, entre a política educativa e suas correspondências nas interações peculiares que definem a vida da escola. Do mesmo modo, para entendera peculiaridade dos intercâmbios dentro da instituição, é imprescindível compreender a dinâmica interativa entre as características das estruturas organizativas e as atitudes, os interesses, os papéis e os comportamentos dos indivíduos e dos grupos [...]. (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 131-132).Com a passagem do tempo e a manutenção da interdição das aulas presenciais, foi evidenciando-se a necessidade de garantir o seu desenvolvimento de outra forma, o que representou alterar substancialmente os comportamentos, hábitos e interações até então estabelecidas no espaço universitário, isto é, na cultura institucional, a qual se encontra condicionada “[...] pelas peculiaridades organizativas da escola e pela função social que cumpre em cada contexto cultural” (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 132). Diante desse cenário, uma série de resoluções e decisões tanto do Ministério de Educação (MEC), quanto das instâncias superiores da Universidade, como o Conselho Universitário (CONSUNI) e o Conselho de Ensino de Graduação (CEG), assim como aquelas deliberadas pela Colenda Congregação e pelo Conselho Departamental da Faculdade de Educação, onde o curso se localiza, balizaram as decisões que foram sendo tomadas pela Coordenação de Pedagogia em função da garantia das atividades-fim. Essas decisões envolveram uma atualização permanente com relação às normativas instituídas ao longo do
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ e Adriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023122tempo pandêmico junto a outros parâmetros e critérios, como o estritamente pedagógico ou o referente aos interlocutores envolvidos na tomada de decisões e nos diversos âmbitos de deliberação coletiva, em especial, os/as estudantes do referido curso. Com isso, foram sendo reconfigurados diversos arranjos institucionais, entendidos como “[...] o conjunto de regras, mecanismos e processos que definem a forma particular como se coordenam atores e interesses na implementação de cada política” (GOMIDE; PIRES, 2014,p. 2), importantes na medida em que oficiam como mediação entre as instâncias decisórias superiores, os corpos docente, discente e dos funcionários técnicos e administrativos e a oferta efetiva do currículo do curso.Na Faculdade de Educação (FE), cientes dos diversos condicionantes da educação superior, ainda mais em relação ao curso de Pedagogia, um dos cursos que mais concentra estudantes de origem popular, o que se evidencia, entre outros aspectos, por ser o segundo curso com maior número de bolsas da UFRJ (HONORATO; HERINGER, 2015), diversas ações foram implementadas para a continuidade de boa parte das atividades universitárias, buscando garantir o máximo possível a inclusão de todos os sujeitos nelas envolvidos. Todavia, como coordenadoras desse curso, procuramos garantir essa inclusão nas diversas atividades desde o início das deliberações, envolvendo a maior quantidade de sujeitos e grupos possível, mesmo que fosse, em certos momentos, por meio dos seus representantes. Afinal, concebemos o/a coordenador(a) pedagógico como um intelectual orgânico no grupo, para quem “[...] sua práxis, portanto, comporta as dimensões reflexiva, organizativa e avaliativa” (VASCONCELLOS, 2019, p. 88), de modo que sua ação ocorre fundamentalmente no campo da mediação. Compreender a situação, identificar e explicar os problemas que essa situação nos colocou e buscar alternativas factíveis tende a ter maiores chances de sucesso e eficácia se realizados com a participação dos atores nela envolvidos, já que cada um desses atores possui uma perspectiva específica a partir do lugar institucional que ocupa e tem acesso a informações que outros não têm, assimcomo podem oferecer propostas criativas e exequíveis a partir do debate coletivo, gerando também um compromisso maior com a implementação, o desenvolvimento e o monitoramento das ações desenhadas (MATUS, 1987). Como fica evidente, esse entendimento do planejamento das políticas educacionais reafirma o princípio da gestão democrática dentro da administração pública.A partir desse entendimento, além das instâncias deliberativas com representantes dos diversos segmentos (discentes, docentes e técnicos-administrativos) já existentes na FE como as reuniões dos Departamentos, da Colenda Congregação e do Conselho Departamental foram organizados dois grupos de trabalho com ampliação da participação para outros sujeitos. Assim,
image/svg+xmlReinventando a roda: Arranjos institucionais na coordenação do curso de pedagogia (UFRJ) durante a pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023123criaram-se o Grupo de Trabalho Planejamento e Organização das Ações da Faculdade de Educação da UFRJ no Contexto da COVID 19 (mais conhecido como GT Pandemia e, doravante, assim denominado neste texto), em 28 de abril de 2020, e o Grupo de Trabalho Debates na Faculdade de Educação da UFRJem Tempos de Distanciamento Social, em 12 de maio de 2020. Estes dois grupos visavam desenvolver ações complementares, possibilitando não só a elaboração de propostas de ação, mas também o debate com toda a comunidade universitária da FE, buscando manter os diferentes sujeitos em contato virtualmente, através da realização de rodas de conversa por videoconferência sobre diversos assuntos que estavam afetando-nos cotidianamente. As rodas de conversa realizadas tiveram grande participação de todos os segmentos durante o ano de 2020 e foram descontinuadas no final desse ano. Por outro lado, o GT Pandemia, que tinha se organizado em subgrupos por eixos de trabalho, continuou com diversas ações ao longo de 2020 e 2021, embora também com maior atuação durante 2020, por ser o ano em que estávamos buscando entender este novo contexto do formato remoto e seus desdobramentos na cultura institucional. É possível afirmar que, ao longo desses dois anos, vivenciamos “[...] um processo de ação e reflexão cooperativa, de indagação e de experimentação”, em outras palavras, “um processo de aberta e interminável reflexão e ação compartilhadas” (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 199).Em meio a tantos debates e reflexões, cabe destacar que o tema que rendeu maiores debates eacaloradas discussões foi a questão da oferta ou não de aulas remotas. Discutia-se a retomada do semestre no formato remoto tendo em vista, fundamentalmente, a dificuldade de acesso à internet, assim como as situações econômicas, familiares e de saúde, emespecial, dos/das estudantes, que dificultariam a realização das atividades acadêmicas. Frente às fortes discussões sobre essa questão, foi proposta a realização de uma pesquisa para o levantamento de dados não apenas dos/das estudantes, mas também de docentes e técnicos-administrativos. No subgrupo do Eixo 1 Estudantes, do GT Pandemia, a metodologia escolhida para essa pesquisa foi o questionário, implementado através de um formulário onlineacessado através de um link que foi amplamente divulgado não só pelo Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (SIGA) a todos/as os/as estudantes de Pedagogia, mas também pelas diferentes mídias sociais e grupos da FE e pelas coordenações de outras faculdades e centros que oferecem licenciaturas, dado que todas as disciplinas pedagógicas da UFRJ são ministradas pelos professores e professoras da FE. O questionário levantava dados sobre perfil socioeconômico, acesso à internete a dispositivos tecnológicos, condições de saúde, inclusão ou não em políticas
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ e Adriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023124estudantis, assim como posicionamento frente à retomada das aulas de forma remota, entre outros, que foram essenciais para a tomada de decisões. Embora a coordenação geral da elaboração, aplicação e análise desse questionário estivesse a cargo do subgrupo mencionado, essas diferentes fases foram compartilhadas em diversas instâncias da FE, como o Centro Acadêmico da Pedagogia (CA), a Comissão de Orientação e Acompanhamento Acadêmico (COAA)4, o Núcleo de Planejamento Pedagógico das Licenciaturas (NPPL)5e os Grupos de Orientação Pedagógica (GOPs)6do curso de Pedagogia e o Núcleo Docente Estruturante (NDE)7, entre outras. Uma vez aplicado o questionário, com a ajuda do CA, da COAA e dos GOPs, distribuímos as listas das/dos discentes que não tinham respondido e fizemos contato telefônico ou por qualquer outro meio para conhecer a situação de cada um(a). A finalidade era implementar uma busca ativa de quem não tivesse respondido e conhecer melhor a situação individual de cada estudante do curso de Pedagogia. Naquele momento, frente à minuciosidade das ações, uma das estudantes participantes no GT Pandemia chegou a falar: “A gente não está em busca ativa. É busca implacável desses alunos!” (Estudante 1, 2020).Essa busca ativa era necessária já que, após um período sem atividades estritamente acadêmicas, sucederam-se uma série de Resoluções do CEG possibilitando, em princípio, a conclusão dos cursos através das colações de grau e defesas de Monografias e Trabalhos de Conclusão de Curso de forma remota, adotando-se tecnologia de videoconferência Resolução CEG nº. 01, de 15 de abril de 2020, Resolução emergencial sobre Colação de Grau durante período de pandemia da COVID 19 (UFRJ, 2020a) e Resolução CEG nº. 02, de 15 de abril de 4É um órgão consultivo responsável pela análise e acompanhamento do rendimento das/dos estudantes. Sua funçãoé deliberar a respeito de trancamento, destrancamento, cancelamento e abandono de cursos, renovação do benefício-moradia, aproveitamento de estudos, mudanças de cursos e outros procedimentos acadêmicos. É presidida pela coordenação do curso e composta porprofessores-orientadores indicados pelos Departamentos e aprovados pela Congregação.5Uma das instâncias do Complexo de Formação de Professores (CFP), política institucional diferenciada de organização da formação inicial e continuada de professores(as) da Educação Básica, que compõe a Estrutura Média da UFRJ, pela Resolução n. 19/2018 do CONSUNI. Cada curso de licenciatura da UFRJ constitui seu Núcleo de Planejamento Pedagógico da Licenciatura (NPPL). Destacam-se algumas das suas atribuições: (i) Articular as atividades de extensão, pós-graduação e pesquisa presentes na Cartografia desenvolvidas na UFRJ e nas escolas e instituições parceiras; (ii) Elaborar e desenvolver estratégias de acolhimento dos estudantes de licenciatura; (iii) Interagir com o Núcleo Docente Estruturante (NDE) da respectiva unidade/curso; (iv) Coordenar as atividades dos Grupos de Orientação Pedagógica (GOP) e das Redes de Educadores de Prática de Ensino (REP).6Outra instância do CFP. Cada curso de licenciatura constitui seu Grupo de Orientação Pedagógica (GOP), que tem por objetivo central acolher e orientar grupos de estudantes de licenciaturas acerca do seu percurso formativo e desenvolvimento profissional nos três primeiros períodos do curso. É constituído por representações diretamente ligadas à formação inicial de licenciandos/as, em sua formação pedagógica geral e específica, assim como em sua inserção nas instituições-campo. 7O Núcleo Docente Estruturante (NDE) tem função consultiva, propositiva, avaliativa e de assessoramento sobre matéria de natureza acadêmica. Ele integra a estrutura de gestão acadêmica em cada curso de graduação, sendo corresponsável pela elaboração, implementação, atualização, consolidação e avaliação do Projeto Pedagógico do curso.
image/svg+xmlReinventando a roda: Arranjos institucionais na coordenação do curso de pedagogia (UFRJ) durante a pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.1670231252020, Resolução emergencial sobre defesa deTrabalhos de Conclusão de Curso de Graduação durante período de duração da pandemia da COVID 19 (UFRJ, 2020b). Dois meses depois, a Resolução CEG nº. 03, de 17 de junho de 2020, dispunha sobre a adoção de períodos letivos excepcionais e facultativos e autorizava o ensino remoto, bem como outras atividades pedagógicas não presenciais, como soluções transitórias para o Ensino de Graduação na UFRJ, junto a outras providências(UFRJ, 2020c), e a Resolução CEG n. 04, de 19 de junho de 2020 (UFRJ, 2020d), estabelecia Diretrizes e Normas complementares à Resolução anterior, priorizando a oferta para os/as estudantes concluintes, dado que, como a oferta de disciplinas por parte dos docentes não era obrigatória, previa-se disputa por vagas. Assim, os artigos 2º e da Resolução CEG nº. 04 de 19 de junho de 2020 (UFRJ, 2020d,p. 1) esclarecem que:Art. 2º A instância acadêmica responsável por Curso de Graduação que opte pela adoção de práticas pedagógicas não presenciais, observado o disposto no Art. 3º da Resolução03/2020, poderá oferecer as disciplinas obrigatórias, de escolha restrita, de escolha livre e condicionada, e atividades de orientação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), prioritariamente aos estudantes potenciais concluintes dos cursos de graduação, sem prejuízo da oferta para outros estudantes.Art. 3º Entende-se por potencial concluinte, em consonância com a definição do Censo da Educação Superior INEP: o estudante que cumprir todos os requisitos da grade curricular, ou seja, que concluirá o curso e estará apto a colar grau e receber o diploma do Curso, ao final do período em curso.Dias depois, a UFRJ lançou o Edital de Seleção nº. 210/2020, de 24 de junho de 2020 (UFRJ, 2020e), Programa de Auxílio Inclusão Digital. O auxílio consistiu “[...] em ofertar aos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica as condições técnicas necessárias para o acesso à internet, por meio de fornecimento de SIM CARD ou SIM CARD mais Modem, com franquia para utilização em todo o território Nacional” (UFRJ, 2020e, p. 1). EsseEdital e a consideração do Período Letivo Excepcional (PLE) como uma experiência piloto, facultativa para docentes e discentes, que priorizasse os potenciais concluintes para que estes pudessem graduar-se e concorrer a vagas de emprego, frente à situação econômica enfrentada por muitas famílias de estudantes durante a pandemia, descomprimiu um pouco a tensão posta durante os debates realizados na FE, polarizados entre aqueles contrários a qualquer tentativa de transposição remota das atividades acadêmicas e aqueles que eram favoráveis a essa transposição com os devidos cuidados.Frente ao novo cenário, focalizamos ainda mais a busca ativa, priorizando os contatos com as/os potenciais concluintes que não tivessem respondido o questionário, a fim de informar-lhes sobre as novas possibilidades de conclusão do curso, ainda com a parceria
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ e Adriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023126constante do CA e da COAA. Foi durante os telefonemas e as conversas por aplicativos diversos que ficamos sabendo do grande volume de mensagens disparadas não apenas pela Coordenação de Pedagogia, mas também de outras instâncias da UFRJ, gerando uma saturação e certa confusão na comunicação institucional, o que reforçou a ideia de iniciar rodas de conversa por videoconferência com diversos grupos de estudantes (ex. concluintes, ingressantes etc.) com foco em assuntos variados, para tirar dúvidas. Também mantivemos uma comunicação sistemática através do SIGA, das mídias sociais da FE e do nosso e-mailinstitucional da coordenação do curso, organizando plantões para respostas e encaminhamentos. Com vistas a orientar os/as estudantes sobre este novo período, que não só no nome, mas no seu formato era excepcional na vivência e na cultura da universidade, foi elaborado pela coordenação do curso um roteiro com perguntas e respostas sobre o PLE. Esse roteiro auxiliou os/as estudantes no esclarecimento de dúvidas sobre o funcionamento e modo de organização do PLE, que teve duração de 12 semanas letivas de 10/08 a 31/10/2020. Também organizamos um formulário onlinepara levantar, entre os/as estudantes concluintes, as disciplinas que faltavam cursar para a conclusão do curso. Considerou-se concluinte, conforme categorização do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, aquele(a) a quem estivesse faltando 32 créditos em seu Boletim de Orientação Acadêmica para concluir o curso. Esse conjunto de estudantes foi prioridade da coordenação na oferta de disciplinas e vagas, conforme a Resolução que o instituiu, Resolução CEG nº. 04, de 19 de junho de 2020 (UFRJ, 2020d), porém, é importante destacar que, apesar dessa prioridade, o PLE também contemplou estudantes de outros períodos que desejaram retomar seus estudos no formato remoto. No total, foram oferecidas 51 turmas, abrangendo todos os períodos letivos (do 1º ao 9º) e os três turnos (matutino, vespertino e noturno).A possibilidade de cursar remotamente nas vagas disponíveis mesmo sem ser concluinte exerceu uma forte pressão estudantil sobre a oferta mencionada, menor que a correspondente à oferta de vagas regular do curso. Frente a essa situação, divulgamos um formulário para os/as concluintes postularem a sua inscrição nas disciplinas através do procedimento de Inscrição Direta, a partir do qual as solicitações foram analisadas, excluindo aqueles(as) discentes com mais de 32 créditos faltantes. A seguir, foram estipulados critérios de priorização de estudantes para as vagas restantes em cada turma, mudando a ordem dos critérios de distribuição de vagas do SIGA até aquele momento. Todas essas decisões e seus fundamentos normativos e pedagógicos foram amplamente divulgados por meio dos diversos veículos de comunicação institucional disponíveis, o que não evitou algumas situações conflitivas com o corpo discente,
image/svg+xmlReinventando a roda: Arranjos institucionais na coordenação do curso de pedagogia (UFRJ) durante a pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023127mas que foram sendo contornadas pelos diálogos travados continuamente, guiados pela perspectiva da gestão democrática e dialógica de gestão. Em efeito, embora a postura dos representantes estudantis em diversas instâncias da FE e, inclusive da UFRJ, tivesse sido majoritariamente contráriaà implementação do ensino remoto, frente à possibilidade de continuar os estudos remotamente, muitos/as estudantes ficaram inconformados/as pela oferta restrita de vagas e disciplinas do PLE e não aceitaram as explicações dadas pela coordenação, que agiraconforme a normativa e as orientações deliberadas coletivamente nas diversas instâncias decisórias da UFRJ. Paralelamente, por exigência do MEC, dado que o curso de Pedagogia da UFRJ tem oferta presencial, tivemos de elaborar um documento detalhado no qual se explicitavam todas as transposições didáticas de cada disciplina do curso em especial aquelas com carga horária prática e/ou estágios , oferecidas ou não no PLE, prevendo a oferta do semestre regular posterior, encaminhado à Pró-Reitoria de Graduação para envio ao MEC, visando à validação da nossa oferta curricular adaptada. Esse trabalho foi precedido por diversas reuniões, sobretudo com as professoras das disciplinas de Práticas oferecidas ao longo do curso8, frente ao fechamento das escolas de Educação Básica que compõem o nosso campo de estágio. Nessas reuniões, com participação ativa do NDE do curso, foram desenvolvidas discussões sobre as possibilidades e desafios do formato remoto em função da formação profissional em Pedagogia. Cabe destacar que diversas atividades de extensão foram reformuladas ou criadas de forma remota, possibilitando que os/as estudantes pudessem completar a carga horária de extensão correspondente. Também criamos e divulgamos um protocolo para avaliação e creditação das horas de Atividades Complementares através do e-mailinstitucional com atuação protagonista da Comissão de Atividade Complementar, composta por três docentes que também atuam na COAA do curso, já que apenas os processos de solicitação de diploma e de alteração de grau e frequência tinham sido implementados na UFRJ através do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do Governo Federal. Da mesma forma, dado que a partir de agosto de 2020 foi possível efetuar atendimento presencial no setor de Protocolo e Secretaria, mediante agendamento e cumprimento das normas sanitárias, outros processos foram sendo atendidos, como destrancamentos e descancelamentos de matrícula, com prévia orientação remota via e-mailda coordenação, do Protocolo, da COAA e de entrevistas individuais com 8O currículo atual conta com cinco disciplinas de Prática, cada uma com o seu correspondente Estágio Supervisionado de 100h, a saber: Magistério, Política e Administração Educacional, Educação Infantil, Séries Iniciais do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos.
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ e Adriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023128os/as estudantes solicitantes, realizadas por videoconferências ou ligações telefônicas, o que demandou diversos esforços para coordenar os processos e seus procedimentos específicos. Junto com os arranjos administrativos e pedagógicos quepermitiram a retomada das aulas experimentalmente no PLE e, posteriormente, de maneira regular, foram articuladas e desenvolvidas outras ações que visaram à acolhida, à orientação, ao acompanhamento e, sobretudo, à garantia da permanência dos/das estudantes no curso, que serão descritas a seguir:-Comissão de Orientação e Acompanhamento Acadêmico (COAA):a COAA manteve suas atividades de forma remota, realizando reuniões de vídeo entre seus membros com a coordenação do curso, troca de mensagens e orientações mediante as demandas apresentadas e plantões virtuais de orientação e acompanhamento aos/às estudantes matriculados(as) em atividades de ensino oferecidas de forma remota. O atendimento aos/as estudantes ocorreu mediante agendamento prévio, via e-mail, considerando o quadro de disponibilidade de cada membro da COAA com a indicação de horários e datas destes plantões virtuais. Naquele momento a COAA do curso de Pedagogia contava com 12 membros, tendo a representação dos três departamentos da Faculdade de Educação (Didática, Fundamentos e Administração), dois representantes estudantis e uma Técnica em Assuntos Educacionais (TAE) que ofereceu suporte nas ações desenvolvidas pela COAA, em parceria direta com a Coordenação. -Núcleo de Estudos e Ações de Inclusão e Acessibilidade (NEAIA): a partir da demanda identificada de nove estudantes com deficiência inscritos no PLE, criou-se um grupo para propor ações voltadas às necessidades e particularidades desses(as) estudantes, constituído por três professoras da FE e dois estudantes do curso de Pedagogia uma com deficiência intelectual e o outro com deficiência visual. Cabe ressaltar que a UFRJ conta com a Diretoria de Acessibilidade (DIRAC), órgão que se dedica ao apoio a estudantes, docentes e unidades da universidade. Dentre as ações desenvolvidas por este núcleo, ao longo deste período, destacam-se: i) realização de rodas de conversa com os/as estudantes com deficiência inscritos em disciplinas e orientações/reuniões com os(as) respectivos(as) professores(as); ii) reuniões periódicas entre os membros do grupo, tendo a representação de estudantes, docentes e técnicos. Inicialmente, o propósito foi o desenvolvimento de um novo ethos, profundamente implicado na consolidação de uma política de inclusão, frente ao conjunto de exclusões presentes no tecido social, escolar e acadêmico em que vivemos. -Grupo de Orientação Pedagógica (GOP): cada GOP está sob a supervisão de dois a três orientadores(as) que podem ser docentes da Faculdade de Educação, docentes do Colégio
image/svg+xmlReinventando a roda: Arranjos institucionais na coordenação do curso de pedagogia (UFRJ) durante a pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023129de Aplicação e docentes das escolas parceiras das redes públicas do município do Rio de Janeiro. Além disso, o curso de Pedagogia também conta com duas Técnicas em Assuntos Educacionais TAEs, que atuam como orientadoras diretamente em um dos GOPs. Cada GOP reúne de 15 a 20 estudantes e busca: • Orientar os(as) estudantes em seu percurso formativo nasatividades junto à Cartografia do Complexo de Formação de Professores; • Realizar encontros periódicos com os estudantes, acompanhando a frequência destes; • Estabelecer estratégias de acolhimento dos estudantes, de modo a ambientá-los à vida universitária, aos seus trâmites e possibilidades oferecidas; • Conversar com os estudantes a respeito de seu desenvolvimento no curso; • Orientar os estudantes sobre suas atividades acadêmicas, tanto nas disciplinas cursadas quanto nas possibilidades de pesquisa e extensão, entre outras; • Oferecer auxílio caso apresentem dificuldades nos estudos e no acompanhamento das disciplinas, com dicas sobre a dinâmica da vida acadêmica, leituras, fichamentos etc; • Orientar os estudantes acerca de suas possibilidades de inserção profissional enquanto futuros pedagogos(as). Durante o período analisado, os encontros de orientadores(as) e estudantes, que ocorriam presencialmente, passaram a acontecer no formato remoto, por meio de encontros virtuais síncronos e contatos por diferentes meios de comunicação. Além disso, têm sido organizadas visitas virtuais a diferentes espaços formativos, por exemplo, um tour virtual guiado pelo Colégio de Aplicação da UFRJ. Ressaltam-se os encontros com estudantes veteranos e as ações com vistas aoesclarecimento de dúvidas e aproximação dos(as) estudantes do conjunto de atividades ativas oferecidas de forma remota, para que o(a) mesmo(a) possa desenvolver, mesmo que virtualmente, um sentimento de pertença ao curso e à Universidade, além da aproximação com diferentes campos de atuação profissional.-Programa de Monitoria de Apoio Pedagógico (PMAP): consiste em um programa com edital aprovado anualmente pelo CEG com o objetivo de oferecer suporte aos ingressantes nas disciplinas básicas de seus cursos, visando promover a permanência estudantil através da integração discente ao ambiente universitário. O PMAP da FE se organiza em duas frentes complementares: Letramento Acadêmico e Orientação Formativa, contribuindo na adaptação dos/das estudantes ao ambiente e à rotina universitária e desenvolvendo atividades de leitura, escrita e oralidade, a fim de promover o domínio dos gêneros discursivos acadêmicos. No ano de 2020, devido ao contexto pandêmico, o PMAP-FE passou por uma adequação na estrutura e na forma de atuação. As demandas para o período remoto passaram a ser o atendimento aos/às estudantes concluintes e, por isso, o planejamento do ano se definiu em dois momentos de atividades semanais. Em um primeiro momento, uma vez aprovada a
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ e Adriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023130possibilidade de defesa remota, as Coordenações de Pedagogia e de Licenciaturas, junto aos/às monitores(as), planejamos atividades denominadas de Apoio à Monografia, que foram desenvolvidas pelos(as) monitores(as) de forma interativa junto aos/às monitorandos/as acerca de temas pertinentes à escrita monográfica, como as partes e etapas de uma Monografia, sua importância, finalidade e indicações de bibliografias, cursos e dicas sobre o assunto que podem facilitar esse processo. Em um segundo momento, uma vez aprovado o PLE, iniciamos uma outra trilha modular de atividades denominadas de Apoio ao PLE, que variaram desde rodas de conversas entre os/as estudantes, orientação para organizar os estudos e para acessar as plataformas online, até assuntos sobre gêneros acadêmicos, entre outros. Essas atividades, realizadas por reuniões online, contaram com alta frequência de estudantes das diversas licenciaturas da UFRJ, transcendendo o público do curso de Pedagogia, embora majoritário.-Pedagogia na Quarentena:trata-se uma ação extensionista que consiste em um evento organizado semestralmente que promoveu lives, rodas de conversa, fóruns e oficinas online, abrangendo temáticas que dialogaram com a conjuntura nas perspectivas política, cultural e social, e suas implicações nas diferentes esferas do campo educacional. Concebida pelo NPPL da Pedagogia, as atividades previstas foram desenvolvidas conjuntamente por docentes e técnicos da Faculdade de Educação, docentes e técnicos do Colégio de Aplicação da UFRJ e estudantes extensionistas, nos anos de 2020 e 2021. Objetivou-se, com este projeto, fomentar debates que ampliassem o diálogo entre Universidade e Educação Básica, com enfoque na valorização da profissão docente e da educação pública, laica e democrática. Se propôs também a construir um canal de comunicação, tanto com a comunidade interna da UFRJ quanto externa, caracterizando-se assim como um espaço de encontro (mesmo remoto), debate e reflexão acerca dos mais diferentes elementos conjunturais (políticos, econômicos, culturaise sociais) que cotidianamente atravessam a educação brasileira, em sua integralidade e complexidade, especialmente durante o contexto de pandemia. Esta ação teve, ao longo destes dois anos, quatro ciclos, intitulados respectivamente: I Ciclo Pedagogia na Quarentena: reinventando espaços e conexões (de 16 a 25/06/2020); II Ciclo Contextos e contrastes educativos em meio a pandemia: vozes, discursos, ideias e ações insurgentes (de 22/09 a 01/10/2020); III Ciclo Educação e diferença: deslocamentos, intersecções e resistências em tempos de isolamento social (de 31/05 a 04/06/2021); IV Ciclo O sentido público da educação e suas dimensões (de 22/11 a 26/11/2021). Durante a semana do evento Pedagogia na Quarentena, as turmas compartilharam os espaços, oficinas e debates virtuais, interagindo também com colegas e docentes de outros turnos e períodos, buscando
image/svg+xmlReinventando a roda: Arranjos institucionais na coordenação do curso de pedagogia (UFRJ) durante a pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023131promover a ambiência universitária perdida frente à interdição da vida acadêmica presencial do campus, oficiando, para muitos(as) ingressantes, como a única experiência diferente do cursado disciplinar remoto, promovendo a sua filiação universitária. Para finalizar, destacamos que através das instâncias mencionadas COAA, GOPs, PMAP e Pedagogia na Quarentena procuramos realizar ações remotas que mantivessem o caráter formativo, de autoelaboração dos sujeitos no ambiente universitário, que facilitassem a apreensão de sua realidade e a reformulação das perspectivas do processo de constituir-se estudante acadêmico mesmo à distância, conscientes de que a transição do “ser aluno” para tornar-se estudante implica o aprendizado do ofício de estudanteatravés de processos intelectuais, institucionais e culturais que cercam a adaptação à educação superior (COULON, 2008) e, agora, a readaptação frente às mudanças impostas pelo contexto pandêmico.Considerações finaisAo longo destas páginas, como explicitamos na Introdução, buscamos descrever e sistematizar as ações mais relevantes na nossa atuação, como coordenadoras pedagógicas do curso de Pedagogia da UFRJ, durante o período de isolamento social e ensino remoto impostos pelo contexto pandêmico, assim como refletir sobre os arranjos institucionais implementados frente a essa experiência educacional e organizacional. Nesse sentido, concordamos com Búrigo (2020, [n.d.]) quando afirma que:A gestão, foi o alicerce para a manutenção e reinvenção da Universidade neste período pandêmico. A gestão não parou sequer um dia, como uma ação perene de sobrevivência da própria universidade. A palavra gestão, tem sua raiz etimológica em gerir, que significa fazerbrotar, germinar, fazer nascer (CURY, 2006). Nesta perspectiva, a gestão universitária, precisou essencialmente potencializar as pessoas, como sujeito de suas ações em um cenário por nós totalmente desconhecido. Buscamos e estamos materializando os pressupostos da gestão colaborativa, colegiada, que se sustenta no gerenciar com as pessoas. Como Universidade Pública, apesar das condições adversas enfrentadas no período analisado, que envolveu a drástica diminuição do orçamento destinado à educação, o corte de bolsas e de financiamento das pesquisas, sobretudo nas Ciências Humanas e Sociais (FERNÁNDEZ, 2021), a demora na vacinação não só dos/das docentes, mas também da população em geral, entre outras questões, esperamos ter conseguido dar uma resposta pertinente e relativamente eficaz dentro das limitações do nosso espaço de ingerência como coordenadoras do curso de Pedagogia, guiadas pelo compromisso ético-político que o cargo
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ e Adriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023132ocupado em uma Universidade Pública nos coloca. Sabemos que entre a resposta desejável e os problemas enfrentados na situação vivenciada se encontra o espaço do viável que, mesmo estreito, precisamos explorar visando sempre à garantia de uma oferta educacional superior de qualidade, democrática e segura para todas e todos, sem distinção.Por fim, cabe demarcar que nosso trabalho como coordenadoras de curso não se restringiu à mera execução de diretrizes ou Resoluções institucionais, mas sim, como educadoras, que estavam no cargo de gestão neste momento social e institucional que atravessamos, conscientes do seu papel histórico-político e comprometidas com a construção de um projeto inclusivo, democrático e republicano da formação docente e profissional em uma Universidade Pública.REFERÊNCIASALMEIDA, L. R. de. O relacionamento interpessoal na coordenação pedagógica. In: ALMEIDA, L.R.;PLACCO, V.M.N.de S.(org.). O coordenador pedagógico e o espaço da mudança. São Paulo: Edições Loyola, 2001, p. 67-79.BRASIL. Portaria n. 188, de 03 de fevereiro de 2020. Declara Emergência em Saúde Pública de importância Nacional (ESPIN) em decorrência da Infecção Humana pelo novo Coronavírus (2019-nCoV). Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2020/prt0188_04_02_2020.html. Acesso em: 10 jan. 2022.BÚRIGO, C. C. D. Gestão com as pessoas: Oenfrentamento dos desafios da Pandemia. Instituto de Pesquisa e Estudos em Administração Universitária, 2020.Disponível em: http://portal.inpeau.ufsc.br/gestao-com-as-pessoas-o-enfrentamento-dos-desafios-da-pandemia/ Acesso em: 15 março 2022.COULON, A.A condição de estudante: Aentrada na vida universitária. Salvador: Edufba, 2008. FERNÁNDEZ, S. J. Una mirada comparada de las políticas educativas en Brasil y Argentina: recorridos y aprendizajes en el proceso de investigación. Rev. PolEd.,Florianópolis, v. 15, n. 1, p.39-60, 2021.FRIGERIO, G.; POGGI, M. E TIRAMONTI, G. La dimensión administrativa. In: FRIGERIO, G.et al.Las instituciones educativas. Cara y Ceca. Buenos Aires: Edit. Troquel, 1992. GOMIDE, A. Á.; PIRES, R. R. C. Capacidades estatais e democracia: Arranjos institucionais de Políticas Públicas. Brasília, DF: IPEA, 2014.HONORATO, G.; HERINGER, R. Acesso e sucesso no Ensino Superior: Uma sociologia dos estudantes. Rio de Janeiro: 7Letras FAPERJ, 2015.
image/svg+xmlReinventando a roda: Arranjos institucionais na coordenação do curso de pedagogia (UFRJ) durante a pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023133MATUS, C. Política, planificación y gobierno. Caracas: Fundación Altadir, 1987.PARO, V. Administração escolar: uma introdução crítica. São Paulo: Cortez Editora, 2006.PÉREZ GÓMEZ, A. I. A cultura escolar na sociedade neoliberal. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001. Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. ResoluçãoCEG n. 01, de 15 de abril de 2020. Resolução emergencial sobre colação de grau durante período de pandemia da COVID-19. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação, 2020a. Disponível em: https://xn--graduao-2wa9a.ufrj.br/images/_PR-1/CEG/Resolucoes/2020-2029/RESCEG-2020_01.pdf. Acesso em: 10 jan. 2022.Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. Resolução CEG n. 02, de 15 de abril de 2020. Resolução emergencial sobre defesa de Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação durante período de duração da pandemia da COVID-19. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação, 2020b. Disponível em: https://xn--graduao-2wa9a.ufrj.br/images/_PR-1/CEG/Resolucoes/2020-2029/RESCEG-2020_01.pdf. Acesso em: 10 jan. 2022.Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. Resolução CEG n. 03, de 17 de junho de 2020. Dispõe sobre a adoção de períodos letivos excepcionais e autorização de ensino remoto, bem como de outras atividades pedagógicas não presenciais, como soluções transitórias para o Ensino de Graduação na UFRJ, em função dos efeitos da Pandemia da COVID-19, e dá outras providências. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação, 2020c. Disponível em: https://www.if.ufrj.br/wp-content/uploads/2021/05/3.-RESCEG-2020_03.pdf. Acesso em: 10 jan. 2022.Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. Resolução CEG n. 04, de 19 de junho de 2020. Resolução complementar, que estabelece Diretrizes e Normas complementares à Resolução 03/2020, que trata das atividades acadêmicas de Ensino de Graduação durante o período da pandemia da COVID-19. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação, 2020d. Disponível em: https://www.iq.ufrj.br/arquivos/2020/07/RESCEG-2020_04.pdf. Acesso em: 10 jan. 2022.Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. Edital de Seleção n. 210, de 24 de junho de 2020. Programa de Auxílio Inclusão Digital. Rio de Janeiro: Pró-Reitor de Políticas Estudantis, 2020e. Disponível em: https://www.iq.ufrj.br/arquivos/2020/06/EDITAL_210_-_Inclusaso_Digital.pdf. Acesso em: 10 jan. 2022.VASCONCELLOS, C. S. Coordenação do Trabalho Pedagógico: Do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. São Paulo: Libertad, 2019.
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ e Adriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, out./dez.2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023134Como referenciar este artigoFERNÁNDEZ, S. J.;DELGADO, A. P. Reinventando a roda: Arranjos institucionais na coordenação do curso de pedagogia (UFRJ) durante a pandemia de Covid-19. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3117-3134, nov. 2022. e-ISSN: 1982-5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.16702Submetidoem: 23/04/2022Revisões requeridasem: 08/09/2022Aprovado em: 04/11/2022Publicado em: 30/12/2022Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.Revisão, formatação, normalização e tradução.
image/svg+xmlReinventar la rueda: Arreglos institucionales en la coordinación de la carrera de pedagogía (UFRJ) durante la pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023122REINVENTANDO LA RUEDA: ARREGLOS INSTITUCIONALESEN LA COORDINACIÓN DE LA CARRERA DE PEDAGOGÍA (UFRJ) DURANTE LA PANDEMIA DE COVID 19REINVENTANDO A RODA: ARRANJOS INSTITUCIONAIS NA COORDENAÇÃO DO CURSO DE PEDAGOGIA (UFRJ) DURANTE A PANDEMIA DE COVID 191REINVENTING THE WHEEL: INSTITUTIONAL ARRANGEMENTS IN THE COORDINATION OF THE PEDAGOGY COURSE (UFRJ) DURING THE COVID 19 PANDEMICSilvina Julia FERNÁNDEZ2Adriana Patrício DELGADO3RESUMEN: Con base en el relato de experiencia, este trabajo tiene como objetivo describir, analizar y sistematizara través de un abordaje cualitativo las acciones y los arreglos institucionales desarrollados por la coordinación de la carrera de Pedagogía de la UFRJ en el período de marzo de 2020 a octubre de 2021. Este período, de características muy singulares por causa de los efectos de la pandemia de Covid 19, impuso a la coordinación un cambio en la rutina organizacional, de forma que ciertas acciones necesitaron asumir otro formato y, paralelamente, nuevas acciones fueron implementadas, frente a las demandas contextuales y sociales conducidas por diversas instancias organizacionales participativas como: Comisión de Orientación y Acompañamiento Académico, Núcleo de Acompañamiento y Orientación a los/las Estudiantes con Deficiencia, Grupos de Orientación Pedagógica, Núcleo de Planeamiento Pedagógico de las Licenciaturas, que buscaron mantener la filiación estudiantil promoviendo su permanencia e involucramiento a través de una coordinación pedagógica orientada por la gestión democrática en defensa del derecho a la educación pública.Los resultados apuntan que la apuesta em una gestión colaborativa fue el fundamento para la manutención y la reinvención de la Universidad en este período pandémico, colaborando con la creación de vínculos entre los sujetos y la promoción da cohesión curricular. PALABRAS CLAVE:Coordinación pedagógica. Arreglos institucionales. Universidad pública. Contexto remoto. Pandemia COVID-19.1Agradecemos a la Red de Estudios sobre la Implementación de Políticas Públicas Educativas (REIPPE), con la colaboración del Itaú Social, apoyo financiero para las traducciones de este artículo al inglés y al español.2Universidad Federal de Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro RJ Brasil. Profesora Asociada, Departamento de Administración Educativa, Facultad de Educación. Doctorado en Educación (UFF). ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1879-5131E-mail: silvina.ufrj@gmail.com3Universidad Federal de Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro RJ Brasil. Profesora Adjunta, Departamento de Didáctica, Facultad de Educación. Doctorado en Educación: Historia, Política, Sociedad (PUC/SP).ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9152-2888.E-mail: adrypatry@hotmail.com
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ yAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023123RESUMO: Com base no relato de experiência, esse trabalho tem por objetivo descrever, analisar e sistematizar, através de uma abordagem qualitativa, as ações e os arranjos institucionais desenvolvidos pela coordenação do curso de Pedagogia da UFRJ no período de março de 2020 a outubro de 2021. Este período, de características muito singulares por causa dos efeitos da pandemia de Covid 19, impôs à coordenação uma mudança na rotina organizacional, de forma que certas ações precisaram assumir outro formato e, paralelamente, novas ações foram implementadas, frente às demandas contextuais e sociais, conduzidas por diversas instâncias organizacionais participativas, como: Comissão de Orientação e Acompanhamento Acadêmico, Núcleo de Acompanhamento e Orientação aos/às Estudantes com Deficiência, Grupos de Orientação Pedagógica, Núcleo de Planejamento Pedagógico das Licenciaturas, que visaram manter a filiação estudantil promovendo a sua permanência e engajamento através de uma coordenação pedagógica orientada pela gestão democrática em defesa do direito à educação pública. Os resultados apontam que a aposta numa gestão colaborativa foi o alicerce para a manutenção e reinvenção da Universidade neste período pandêmico, colaborando com a criação de vínculos entre os sujeitos e a promoção da coesão curricular.PALAVRAS-CHAVE: Coordenação pedagógica. Arranjos institucionais. Universidade pública. Contexto remoto. Pandemia COVID-19. ABSTRACT: Based on the experience report, this work aims to describe, analyze and systematize,through a qualitative approach, the actions and institutional arrangements developed by the coordination of the Pedagogy course at UFRJ from March 2020 to October 2021. This period, with very unique characteristics due to the effects of the Covid 19 pandemic, it imposed a change in the coordination organizational routine, so that certain actions had to take another format and, in parallel, new actions were implemented, in view of the contextual and social demands, conducted by various participatory organizational instances such as: Academic Guidance and Monitoring Committee, Monitoring and Guidance Center for Students with Disabilities, Pedagogical Guidance Groups, Pedagogical Planning Center for Undergraduate Degrees and the Structuring Teaching Center, which aimed to maintain student affiliation by promoting their permanence and engagement through a pedagogical coordination guided by democratic management in defense of the right to public education.The results indicate that the bet on collaborative management was the foundation for the maintenance and reinvention of the University in this pandemic period, collaborating with the creation of links between the subjects and the promotion of curricular cohesion.KEYWORDS:Pedagogical coordination. Institutional arrangements. Public university. Remote context. COVID-19 pandemic.IntroducciónEn marzo de 2020, después de una Declaración de Emergencia en Salud pública de importancia nacional -ESPIN, debido a la infección humana por el nuevo Coronavirus (SARS-CoV-2), declarado por el Ministerio de Salud mediante la Ordenanza No. 188, desde el 3 de febrero de 2020 (BRASIL, 2020), se registró transmisión comunitaria de este virus en Brasil. Así, para intentar contener su avance, con el fin de evitar aglomeraciones en espacios cerrados
image/svg+xmlReinventar la rueda: Arreglos institucionales en la coordinación de la carrera de pedagogía (UFRJ) durante la pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023124y, con ello, evitar contagios, se suspendieron las clases presenciales, incluso en la universidad. En principio, la suspensión sería a corto plazo, pero como asistimos al empeoramiento de la propagación de la enfermedad y, posteriormente, al retraso en la vacunación de la población, muchas universidades continuaron hasta principios de 2022 sin reabrir sus instalaciones para el desarrollo presencial de las clases.Mientras tanto, se plantean varios desafíos a los administradores de la educación superior. ¿Cómo podemos garantizar una educación superior de calidad, democrática y segura en tiempos de pandemia y crisis económica, que afectan directamente a nuestros estudiantes, docentes y técnicos de diversas maneras? ¿Qué ajustes o arreglos institucionales habría que hacer para hacer frente a los desafíos presentados? En este artículo, por lo tanto, a partir de nuestra experiencia en la Coordinación del curso de Pedagogía en la UFRJ, buscamos describir, sistematizar y reflexionar, desde un enfoque cualitativo, sobre los arreglos institucionales implementados desde la declaración de la Emergencia en Salud Pública de Importancia Nacional -ESPIN, en marzo de 2020 hasta octubre de 2021, cuando finaliza el último período escolar con la oferta de clases solo en el formato remoto. Con este fin, informaremos de esta experiencia, tanto descriptiva como analíticamente, para contabilizar sistemáticamente las bases y ejes de nuestra gestión durante este período tan singular de la historia, a partir de las perspectivas de la gestión educativa y la coordinación pedagógica de Paro, Frigerio, Poggi, Tiramonti, Pérez Gómez, Almeida, Vasconcellos e Burigo, contribuciones a la educación superior de Coulon, Honorato yHeringer, y arreglos institucionales de Gomide yPires. A continuación, se procede a analizar la importancia de las rutinas organizativas en la gestión educativa y la ruptura que trae el contexto pandémico correspondiente al aislamiento social, así como los desafíos planteados por esta ruptura en la rutina de gestión pedagógica del curso de pregrado en Pedagogía y las alternativas creadas para asegurar la permanencia de los vínculos institucionales de las asignaturas universitarias y la coherencia curricular necesaria para el desarrollo del curso,a pesar de este contexto.
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ yAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023125Un virus rompe la rutina organizativa, ¿y ahora?El 13 de marzo de 2020, el Gobierno del Estado de Río de Janeiro emitió el Decreto No. 46.970/2020 (Río de Janeiro, 2020), que permitió la suspensión de las clases presenciales en el hallazgo presencial de transmisión comunitaria del virus. La predicción inicial era que las unidades escolares y las universidades públicas y privadas deberían tener clases suspendidas por solo dos semanas. Sin embargo, debido a la rápida propagación y gravedad del virus, las clases presenciales se suspendieron indefinidamente,afectando severamente la rutina organizacional y también cuestionando la continuidad del período escolar actual, es decir, el proceso de enseñanza y aprendizaje en sí, así como las acciones de investigación y extensión impactadas. Sabemos que para lograrlos propósitos institucionales es necesario garantizar, a través de procesos administrativos, todos los medios esenciales para las acciones que los hacen posibles. En este sentido, podemos entender la administración como "[...] utilización racional de losrecursos para la consecución de determinados fines" (PARO, 2006, p. 18, nuestra traducción). De hecho, cuando se trata de fines educativos, eminentemente colectivos, también debemos destacar que sus procesos administrativos requieren "[...] coordinación del esfuerzo humano colectivo" (PARO, 2006, p. 23, nuestra traducción). Es decir, dentro de la administración educativa, debemos atender no sólo al uso racional de los recursos de diversos tipos, sino también y fundamentalmente a la coordinación de las relaciones entre los diversos sujetos involucrados. De esta manera, también podemos afirmar que el acto de administrar es "[...] estrecha e inextricablemente ligado al gobierno, es decir, a la conducción de una pluralidad de personas" (FRIGERIO; POGGI; TIRAMONTI, 1992, p. 121, nuestra traducción), para fines educativos específicos. Dentro de la administración, sin embargo, es importante destacar queA través de la tarea administrativa, se procesan las demandas cotidianas. Construye una rutina que permite procesar conflictos y mediar continuamente en la tensión que provoca la adaptación y asimilación de intereses individuales e institucionales. [...] Administrar es predecir las acciones que hacen posible la gobernanza de la institución o, lo que es lo mismo, lo que permite a la institución avanzar por los caminos que hemos trazado (FRIGERIO; POGGI; TIRAMONTI, 1992, p. 121-122, nuestra traducción).En esta rutina, las acciones de coordinación pedagógica implican una visión activa, atenta y ampliada del contexto, "una mirada que capta antes de actuar" (ALMEIDA, 2002, p. 71, nuestra traducción); Asociado a esta visión, es esencial que la coordinación pedagógica también tenga una "escucha activa", después de todo el "[...] El trato satisfactorio de las
image/svg+xmlReinventar la rueda: Arreglos institucionales en la coordinación de la carrera de pedagogía (UFRJ) durante la pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023126relaciones interpersonales es una condiciónsine qua nonpara el desempeño de sus actividades", en el caso de la coordinación pedagógica (ALMEIDA, 2002, p. 78, nuestra traducción).Así, la previsibilidad de una serie de acciones cotidianas garantiza gran parte de la gobernanza institucional a través de la configuración de una rutina organizativaque colabora en la realización de procesos yprocedimientos que posibilitan el desarrollo de actividades finales -en nuestro caso, todos aquellos involucrados en los procesos de enseñanza, aprendizaje, investigación y difusión del conocimiento científico, tecnológico y artístico en la sociedad-.Sin embargo, con las medidas de aislamiento social y la prohibición de las actividades presenciales, base del desarrollo de las acciones universitarias de nuestro curso, la rutina organizativa sufrió una ruptura sustancial, prohibiendo casi todas sus acciones y planteando un gran desafío en cuanto a cómo reorganizar los procesos y procedimientos que sustentan y colaboran con el desarrollo de las actividades finales, que también necesitaba ser reestructurado. De todos modos: La escuela, como cualquier otra institución social, desarrolla y reproduce su propia cultura específica. Entiendo por lo tanto el conjunto de significados y comportamientos que la escuela genera como institución social. [...] Comprender la cultura institucional de la escuela requiere un esfuerzo de la relación entre los aspectos macro y micro, entre la política educativa y sus correspondencias en las interacciones peculiares que definen la vida de la escuela. Asimismo, para comprender la peculiaridad de losintercambios dentro de la institución, es esencial comprender la dinámica interactiva entre las características de las estructuras organizativas y las actitudes, intereses, roles y comportamientos de individuos y grupos [...] (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 131-132, nuestra traducción).Con el paso del tiempo y el mantenimiento de la interdicción de clases presenciales, se fue evidenciando la necesidad de asegurar su desarrollo de otra manera, lo que representaba alterar sustancialmente los comportamientos, hábitos e interacciones establecidos hasta ahora en el espacio universitario, es decir, en la cultura institucional, que está condicionada "[...] las peculiaridades organizativas de la escuela y la función social que cumple en cada contexto cultural" (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 132, nuestra traducción). Ante este escenario, una serie de resoluciones y decisiones tanto del Ministerio de Educación (MEC) como de los niveles superiores de la Universidad, como el Consejo Universitario (CONSUNI) y el Consejo de Enseñanza de Pregrado (CEG), así como las deliberadas por la Congregación Colenda y el Consejo Departamental de la Facultad de Educación, donde se ubica el curso, marcaron las decisiones que venían tomando la Coordinación de Pedagogía de acuerdo con la garantía de las actividades finales. Estas
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ yAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023127decisionesimplicaron una actualización permanente en relación con la normativa instituida a lo largo del tiempo de pandemia con otros parámetros y criterios, como los estrictamente pedagógicos o los interlocutores involucrados en la toma de decisiones y en las diversas áreas de deliberación colectiva, especialmente los estudiantes de dicho curso. Así, se reconfiguraron varios arreglos institucionales, entendidos como "[...] el conjunto de normas, mecanismos y procesos que definen la forma particular en que los actores y los intereses se coordinan en la implementación de cada política" (GOMIDE; PIRES, 2014,p. 2, nuestra traducción), importantes en la medida en que ofician como mediación entre los órganos superiores de decisión, el profesorado, los estudiantes y el personal técnico y administrativo y la provisión efectiva del plan de estudios del curso.En la Facultad de Educación (FE), conscientes de las diversas condiciones de la educación superior, especialmente en relación con el curso de Pedagogía, uno de los cursos que más concentra estudiantes de origen popular, lo que se evidencia, entre otros aspectos, porque es el segundo curso con el mayor número de becas de la UFRJ (HONORATO; HERINGER, 2015), Se implementaron varias acciones para la continuidad de la mayoríade las actividades universitarias, buscando asegurar en la medida de lo posible la inclusión de todas las asignaturas involucradas en ellas. Sin embargo, como coordinadores de este curso, buscamos asegurar esta inclusión en las diversas actividades desde el inicio de las deliberaciones, involucrando tantos temas y grupos como sea posible, aunque fue, en ciertos momentos, a través de sus representantes.Después de todo, concebimos al coordinador pedagógico como un intelectual orgánico en el grupo, para quien "[...] su praxis, por lo tanto, involucra las dimensiones reflexiva, organizativa y evaluativa" (VASCONCELLOS, 2019, p. 88, nuestra traducción), para que su actuación se produzca fundamentalmente en el ámbito de la mediación. Comprender la situación, identificar y explicar los problemas en los que nos ha metido esta situación y buscar alternativas factibles tiende a tener una mayor probabilidad de éxito y efectividad si se realiza con la participación de los actores involucrados en ella, ya que cada uno de estos actores tiene una perspectiva específica desde el lugar institucional que ocupa y tiene acceso a información que otros no tienen,así como ofrecer propuestas creativas y factibles desde el debate colectivo, generando también un mayor compromiso con la implementación, desarrollo y seguimiento de las acciones diseñadas (MATUS, 1987). Como es evidente, esta comprensión de la planificación de la política educativa reafirma el principio de la gestión democrática dentro de la administración pública.
image/svg+xmlReinventar la rueda: Arreglos institucionales en la coordinación de la carrera de pedagogía (UFRJ) durante la pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023128A partir de este entendimiento, además de los órganos deliberativos con representantes de los diversos segmentos (estudiantes, docentes y técnico-administrativos) ya existentes en la FE como las reuniones de los Departamentos, la Congregación Colenda y el Consejo Departamental se organizaron dos grupos de trabajo con ampliación de participación para otras materias.Así, se crearon el Grupo de Trabajo Planificación y Organización de Acciones de la Facultad de Educación de la UFRJ en el Contexto del COVID 19 (más conocido como GT Pandemia y, en adelante, así llamado en este texto), el 28 de abril de 2020, y el Grupo de Trabajo de Debates en la Facultad de Educación de la UFRJ en Tiempos de Distanciamiento Socialen12 de mayo de 2020. Estos dos grupos pretendían desarrollar acciones complementarias, posibilitando no sólo la elaboración de propuestas de acción, sino también el debate con toda la comunidad universitaria de FE, buscando mantener los diferentes temas en contacto virtualmente, a travésde la realización de ruedas de conversación por videoconferencia sobre diversos temas que nos afectaban diariamente.Las ruedas de conversación realizadas tuvieron gran participación de todos los segmentos durante el año 2020 y fueron descontinuadas a finales de ese año. Por otro lado, el GT Pandemia, que se habían organizado en subgrupos por ejes de trabajo, continuaron con varias acciones a lo largo de 2020 y 2021, aunque también con mayor desempeño durante 2020, pues era el año en el que buscábamos entender este nuevo contexto del formato remoto y sus consecuencias en la cultura institucional. Es posible afirmar que, a lo largo de estos dos años, experimentamos "[...] un proceso de acción y reflexión cooperativa, investigación y experimentación", en otras palabras, "un proceso de reflexión y acción compartidas abiertas e interminables" (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 199, nuestra traducción).En medio de tantos debates y reflexiones, vale la pena señalar que el tema que produjo más debatesy discusiones acaloradas fue el tema de la oferta o no de clases remotas. Discutimos la reanudación del semestre en el formato remoto, especialmente en vista de la dificultad de acceso aInternet, así como las situaciones económicas, familiares y de salud, especialmente los estudiantes, lo que dificultaría la realización de actividades académicas.En vista de las fuertes discusiones sobre este tema, se propuso realizar una investigación para la recopilación de datos no solo de los estudiantes, sino tambiénde los maestros y técnicos administrativos. En el subgrupo del Eje 1 Estudiantes, GT Pandemia, la metodología elegida para esta investigación fue el cuestionario, implementado a través de un formularioen líneaal que se accede a travésde un link que fue ampliamente difundido no solo por el Sistema Integrado de Gestión Académica (SIGA) A todos los estudiantes de pedagogía, pero también por las
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ yAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023129diferentes redes sociales y grupos de FE y por la coordinación de otras facultades y centros que ofrecen títulos, ya que todas las disciplinas pedagógicas de la UFRJ son enseñadas por los profesores y profesores de la FE.El cuestionario recogió datos sobre perfil socioeconómico, acceso aInternet y dispositivos tecnológicos, condiciones de salud, inclusión o no en las políticas estudiantiles, así como posicionamiento ante la reanudación de clases a distancia, entre otros, que fueron esenciales para la toma de decisiones. Aunque la coordinación general de la elaboración, aplicación y análisis de este cuestionario estuvo a cargo del subgrupo mencionado, estas diferentes fases fueron compartidas en varias instancias de la FE, como el Centro Académico de Pedagogía (CA),la Comisión de Orientación y AcompañamientoAcadémico (COAA)4, el Centro de Planificación Pedagógica de Licenciaturas (NPPL)5y los Grupos de Orientación Pedagógica (GOPs)6curso de pedagogía y el Núcleo Docente Estructurante (NDE)7, entre otros. Una vez aplicado el cuestionario, con la ayuda de los CA, COAA y GOPs, distribuimos las listas de los alumnos que no habían contestado e hicimos contacto por teléfono o por cualquier otro medio para conocer la situación de cada uno.El propósito era implementar una búsqueda activa de aquellos que no habían respondido y conocer mejor la situación individual de cada estudiante del curso de Pedagogía. En ese momento, frente a la minuciosidad de las acciones, uno de los estudiantes participantes en el GT Pandemia incluso habló: "No estamos en búsqueda activa.¡Es la búsqueda implacable de estos estudiantes!" (Estudiante 1, 2020).Esta búsqueda activa fue necesaria ya que, después de un período sin actividades estrictamente académicas, se siguieron una serie de Resoluciones del CEG, permitiendo, en 4Es un órgano asesor responsable del análisis y seguimiento del alumno/rendimiento. Su función es deliberar sobre el bloqueo, desbloqueo, cancelación y abandono de cursos, renovación del beneficio-vivienda, uso de estudios, cambios de cursos y otros procedimientos académicos. Está presidido por la coordinación del curso y compuesto por profesores-asesores nombrados por los Departamentos y aprobados por la Congregación.5Una de las instancias del Complejo de Formación de Profesores (CFP), política institucional diferenciada de organización de la educación inicial y continua de los docentes de Educación Básica, que compone la Estructura Media de la UFRJ, por Resolución Consuni nº 19/2018. Cada licenciatura de la UFRJ constituye su Centro de Planificación Pedagógica de la Licenciatura (NPPL). Algunas de sus atribuciones se destacan: (i) Articular las actividades de extensión, posgrado e investigación presentes en Cartografía desarrollada en la UFRJ y en escuelas e instituciones asociadas; ii) Elaborar y desarrollar estrategias para acoger a los estudiantes universitarios; (iii) Interactuar con el Centro de Enseñanza Estructurante (NDE) de la unidad/curso respectivo; iv) Coordinar las actividades de los grupos de orientación pedagógica(GOP) y las Redes de Educadores de Práctica Docente (REP).6Otro ejemplo de CFP. Cada curso de pregrado constituye su Grupo de Orientación Pedagógica (GOP), que tiene como objetivo acoger y orientar a grupos de estudiantes de pregrado sobre su formación y desarrollo profesional en los tres primeros períodos del curso. Consiste en representaciones directamente vinculadas a la formación inicial de los estudiantes universitarios, en su formación pedagógica general y específica, así como en su inserción en las instituciones de campo. 7ElNúcleo Docente Estructurante (NDE) tiene función consultiva y proposición activa, Información evaluativa y consultiva sobre materias de carácter académico. Integra la estructura de gestión académica en cada curso de pregrado, siendo corresponsable de la preparación, Implementación, actualización, consolidación y evaluación del Proyecto Pedagógico del curso.
image/svg+xmlReinventar la rueda: Arreglos institucionales en la coordinación de la carrera de pedagogía (UFRJ) durante la pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023130princípio, la realización delos cursos a través de las selecciones de grado y defensas de Monografías y Trabajos de Finalización de Cursos a distancia, adopción de la tecnología de videoconferencia -Resolución CEG nº. 01, de 15 de abril de 2020, Solución emergencialsobre Pegado deGrados duranteel Período de pandemia de COVID 19(UFRJ, 2020a) y Resolución CEG nº. 02, de 15 de abril de 2020, Resolución de emergencia en la defensa de los Trabajos de Finalización de Cursos de Pregrado durante la pandemia de COVID 19 (UFRJ, 2020b). Dos meses después, la Resolución No. 03, del 17 de junio de 2020, tuvo sobre la adopción de períodos escolares excepcionales y opcionales y la enseñanza a distancia autorizada, así como otras actividades pedagógicas no presenciales, como soluciones transitorias para la Educación de Pregrado en la UFRJ, otras medidas (UFRJ, 2020c), y la ResoluciónCEG n. 04, de 19 de junio de 2020 (UFRJ, 2020d), estableció Lineamientos y Estándares complementarios a la Resolución anterior, priorizando la oferta para los estudiantes egresados, ya que, al no ser obligatoria la oferta de disciplinas por parte de los docentes, existía una disputa por vacantes. Por lo tanto, los artículos yde la Resolución CEG nº. 04 de 19 de juniode 2020 (UFRJ, 2020d, p. 1, nuestra traducción) aclaranque:Art. 2º El órgano académico responsable del curso de pregrado que opte por la adopción de prácticas pedagógicas no presenciales, de conformidad con lo establecido en el artículo 3 de la Resolución 03/2020, podrá ofrecer las disciplinas obligatorias, de elección restringida, de libre y condicionada, y actividades de orientación de Trabajos de Finalización de Curso (TCC), principalmente a potenciales estudiantes egresados de cursos de pregrado,sin perjuicio de la oferta a otros estudiantes.Art. 3º Se entiende como una conclusión potencial, en línea con la definición del Censo de Educación Superior -INEP: el estudiante que cumple con todos los requisitos del plan de estudios, es decir, que completará el curso y podrá pegar grado y recibir el diploma del Curso, al final del período actual.Días después, la UFRJ lanzó el Aviso de Selección nº. 210/2020, de 24 de junio de 2020(UFRJ, 2020e), Programa de Ayuda a la Inclusión Digital. La ayuda consistió en "[...] ofrecer a los estudiantes en situación de vulnerabilidad socioeconómica las condiciones técnicas necesarias para el acceso ainternet, mediante la provisión de TARJETA SIM o TARJETA SIM más Módem, con deducible para su uso en todo el Territorio Nacional"(UFRJ, 2020e, p. 1, nuestra traducción). Esta Convocatoria y la consideración del Período Académico Excepcional (PLE) como experiencia piloto, opcional para profesores y estudiantes, que priorizaba a los potenciales graduados para que pudieran graduarse y postular a vacantes de empleo, dada la situación económica que enfrentan muchas familias estudiantiles durante la pandemia, descomprimieron un poco la tensión ejercida durante los debates celebrados en la FE,
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ yAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023131polarizados entre los que se oponían a cualquier intento de transposición remota de las actividades académicas y los que eran favorables a esta transposición con el debido cuidado.Ante el nuevo escenario, nos centramos aún más en la búsqueda activa, priorizando los contactos con potenciales graduados que no habían respondido al cuestionario, con el fin de informarles sobre las nuevas posibilidades de finalización del curso, aún con laconstante colaboración de la CA y el COAA. Fue durante las llamadas telefónicas y conversaciones de diversas aplicaciones que nos enteramos del gran volumen de mensajes disparados no solo por la Coordinación de Pedagogía, sino también de otras instancias de la UFRJ, generando una saturación y cierta confusión en la comunicación institucional, lo que reforzó la idea de iniciar ruedas de conversación por videoconferencia con varios grupos de estudiantes (ex. concluyentes, ingresantesetc.) centrándose en temas variados, para hacer preguntas.También mantuvimos una comunicación sistemática a través de SIGA, redes sociales y nuestra coordinación institucional decorreo electrónico,organizando turnos para respuestas y referencias. Con el fin de guiar a los estudiantes sobre este nuevo período, que no solo en nombre, sino en su formato fue excepcional en la experiencia y cultura de la universidad, la coordinación del curso elaboró un guion con preguntas y respuestas sobre PLE. Este guion ayudó a los estudiantes a aclarar dudas sobre el funcionamiento y el modo de organización del PLE, que duró 12 semanas escolares, del 10/08 al 31/10/2020. También organizamos un formulario en líneaparaplantear, entre los estudiantes graduados, las asignaturas que faltaban para asistir a la finalización del curso. Se consideró concluir, según la categorización del Instituto Nacional de Estudios e Investigaciones Educativas Anísio Teixeira, al que le faltaban 32 créditos en su Boletín de Orientación Académica para completar el curso. Este grupo de estudiantes fue prioritario de coordinación en la provisión de disciplinas y vacantes, de acuerdo con la Resolución que lo instituyó, Resolución CEG No. 04, del 19 de junio de 2020 (UFRJ, 2020d), sin embargo, es importante destacar que, a pesar de esta prioridad, el PLE también contempló estudiantes de otros períodos que deseaban reanudar sus estudios en el formato remoto. En total, se ofrecieron 51 clases, que cubrían todos los períodos escolares (del 1º al 9º) y tres turnos (mañana, tarde y noche).La posibilidad de atender a distancia las vacantes disponibles incluso sin haber sido finalizadas ejercía una fuerte presión estudiantil sobrela oferta de lasmismas,inferiora la correspondiente a la oferta de vacantes regulares del curso. Ante esta situación, publicamos un formulario para que los egresados postulen su matrícula en las disciplinas a través del
image/svg+xmlReinventar la rueda: Arreglos institucionales en la coordinación de la carrera de pedagogía (UFRJ) durante la pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023132procedimiento de Matrícula Directa, del cual se analizaron las solicitudes, excluyendo a aquellos estudiantes con más de 32 créditos faltantes. A continuación, se establecieron criterios para priorizar a los estudiantes para las vacantes restantes en cada clase, cambiando el orden de los criterios de distribución de puestos de siga hasta ese momento. Todas estas decisiones y sus fundamentos normativos y pedagógicos fueron ampliamente difundidos a través de los diversos vehículos de comunicación institucional disponibles, que no evitaron algunas situaciones conflictivas con el alumnado, pero que fueron siendo eludidos por los diálogos continuamente combatidos, guiados por la perspectiva de la gestión democrática y dialógica. De hecho, aunque la actitud de los representantes estudiantiles en varias instancias de la FE y, incluida la UFRJ, se había opuesto en su mayoría a la implementación de la educación a distancia, dada la posibilidad de continuar los estudios a distancia, muchos estudiantes estaban insatisfechos con la oferta restringida de vacantes y disciplinas del PLE y no aceptaron las explicaciones dadas por la coordinación,que habían actuado de conformidad con las normas y directrices deliberadas colectivamente en los diversos órganos decisorios de la UFRJ. Al mismo tiempo, por requerimiento del MEC, dado que el curso de Pedagogía de la UFRJ tiene una oferta presencial, tuvimos que preparar un documento detallado en el que se explicaran todas las transposiciones didácticas de cada disciplina del curso especialmente aquellas con carga de trabajo práctico y/o pasantías ofrecidas o no en el PLE, previendo la oferta del semestre regular siguiente,remitido a la Pro-Rectoría de Graduación para su envío al MEC, con el objetivo de la validación de nuestra oferta curricular adaptada. Este trabajo fue precedido por varias reuniones, especialmente con los profesores de las disciplinas prácticas ofrecidas a lo largo del curso8, frente al cierre de las escuelas de Educación Básica que conforman nuestro campo de pasantías. En estas reuniones, con la participación delNDEdel curso, se desarrollaron discusiones sobre las posibilidades y desafíos del formato remoto debido a la formación profesional en Pedagogía. Vale la pena señalar que varias actividades de extensión se reformularon o crearon de forma remota, lo que permitió a los estudiantes completar la carga de trabajo de extensión correspondiente.También creamos y difundimos un protocolo de evaluación y acreditación de las horas de Actividades Complementarias a través del correo electrónico institucional con el desempeño protagónico de la Comisión de Actividades Complementarias, compuesta por tres profesores que también trabajan en el COAA del curso, ya que solo los procesos de solicitud 8El plan de estudios actual tiene cinco disciplinas de Práctica, cada una con su correspondiente Pasantía Supervisada de 100h, a saber: Magisterio, Política y Administración Educativa, Educación Infantil, Grados Iniciales de Escuela Primaria y Educación de Jóvenes y Adultos.
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ yAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023133de diploma y cambio de grado y frecuencia habían sido implementados en la UFRJ a través del Sistema Electrónico de Información (SEI) del Gobierno Federal.De igual forma, dado que a partir de agosto de 2020 fue posible realizar atención presencial en el sector Protocolo y Secretaría, mediante la programación y cumplimiento de normas sanitarias, se estaban atendiendo otros procesos, como desbloqueo y baja de registro, con previa orientación remota vía correo electrónicode la coordinación, protocolo, COAA y entrevistas individuales con los estudiantes solicitantes, realizadas por videoconferencias o llamadas telefónicas, que requirieron varios esfuerzos para coordinar los procesos y sus procedimientos específicos. Junto con las disposiciones administrativas y pedagógicas que permitieron la reanudación de las clases experimentalmente en elPLE y, posteriormente, de manera periódica, se articularon y desarrollaron otras acciones encaminadas a acoger, orientar, monitorear y, sobretodo, asegurar la permanencia de los estudiantes en el curso, que se describirán a continuación:-Comisión de Orientación y AcompañamientoAcadémico (COAA):COAA mantuvo sus actividades a distancia, realizando video reuniones entre sus miembros con la coordinación del curso, intercambio de mensajes y orientación a través de las demandas presentadas y turnos virtuales de orientación y seguimiento a los estudiantes inscritos en actividades docentes ofrecidas a distancia.La asistencia a los estudiantes ocurrió por cita previa, vía correo electrónico, considerando la tabla de disponibilidad de cada miembro del COAA con la indicación de horarios y fechas de estos turnos virtuales. En ese momento el COAA del curso de Pedagogía contaba con 12 miembros, teniendo la representación de los tres departamentos de la Facultad de Educación (Didáctica, Fundamentos y Administración), dos representantes estudiantiles y una Técnica en Asuntos Educativos (TAE) que ofrecieron apoyo en las acciones desarrolladas por COAA, en alianza directa con la Coordinación. -Núcleo Estudios y Acciones sobre Inclusión y Accesibilidad (NEAIA): a partir de la demanda identificada de nueve estudiantes con discapacidad matriculados en el PLE, se creó un grupo para proponer acciones dirigidas a las necesidades y particularidades de estos estudiantes, compuesto por tres profesores de la FE y dos estudiantes del curso de Pedagogía uno con discapacidad intelectual y el otro con discapacidad visual. Vale la pena mencionar que la UFRJ cuenta con el Consejo de Accesibilidad (DIRAC), una agencia dedicada a apoyar a estudiantes, profesores y unidades universitarias. Entre las acciones desarrolladas por este núcleo, durante este período, se destacan: i) realizar ruedas de conversación con estudiantes con discapacidad matriculados en asignaturas y orientaciones/reuniones con sus respectivos profesores; ii) reuniones periódicas entre los miembros del grupo, con la representación de
image/svg+xmlReinventar la rueda: Arreglos institucionales en la coordinación de la carrera de pedagogía (UFRJ) durante la pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023134alumnos, profesores y técnicos. Inicialmente, el propósito era el desarrollo de un nuevoethos, profundamente involucrado en la consolidación de una política de inclusión, en vista del conjunto de exclusiones presentes en el tejido social, escolar y académico en el que vivimos. -Grupo de Orientación Pedagógica (GOP): cada GOP está bajo la supervisión de dos o tres asesores que pueden ser profesores de la Facultad de Educación, profesores de la Facultad de Aplicación y profesores de las escuelas asociadas de las redes públicas del municipio de Río de Janeiro. Además, el curso de Pedagogía también tiene dos Técnicas en Asuntos Educativos -TAEs, que actúan como asesores directamente en uno de los GOPs. Cada GOP reúne de 15 a 20 estudiantes y busca: • Guiar a los estudiantes en su curso formativo en las actividades con la Cartografía del Complejo de Formación Docente; • Mantener reuniones periódicas con los estudiantes, siguiendo su frecuencia; • Establecer estrategias para acoger a los estudiantes, con el fin de ajustarlos a la vida universitaria, sus procedimientos y las posibilidades ofrecidas;Hable con los estudiantes sobre su desarrollo en el curso; • Orientar a los estudiantes sobre sus actividades académicas, tanto en las materias cursadas como en las posibilidades de investigación y extensión, entre otras; • Ofrecer asistencia si presentan dificultades en los estudios y seguimiento de disciplinas, con consejos sobre la dinámica de la vida académica, lecturas, registros, etc.; • Orientar a los alumnos sobre sus posibilidades de inserción profesional como futuros pedagogos. Durante el período analizado, las reuniones de asesores y estudiantes, que tuvieron lugar en persona, comenzaron a tener lugar en el formato remoto, a través de reuniones virtuales sincrónicas y contactos a través de diferentes medios de comunicación. Además, se han organizado visitas virtuales a diferentes espacios de formación, por ejemplo, una visita virtual guiada por el Colegio de Aplicación de la UFRJ. Destacamos los encuentros con estudiantes veteranos y las acciones con vistas a aclarar dudas y acercar a los estudiantes al conjunto de actividades activas que se ofrecen a distancia, para que los mismos puedan desarrollar, aunque sea virtualmente, un sentimiento de pertenencia al curso y a la Universidad, además de la aproximación con diferentes campos de actividad profesional.-Programa de Monitoreo de Apoyo Pedagógico (PMAP): consiste en un programa con convocatoria aprobado anualmente por el CEG con el objetivo de apoyar a los recién llegados en las disciplinas básicas de sus cursos, con el objetivo de promover la permanencia de los estudiantes a través de la integración de los estudiantes al entorno universitario. El PMAP de la FE se organiza en dos frentes complementarios: Alfabetización Académica y Orientación Formativa, contribuyendo a la adaptación de los estudiantes al entorno y rutina universitaria y
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ yAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023135desarrollando actividades de lectura, escritura y oralidad, con el fin de promover el dominio de los géneros discursivos académicos. En 2020, debido al contexto de pandemia, el PMAP-FE sufrió un ajuste en la estructura y forma de acción. Las demandas para el período remoto se convirtieron en el servicio a los estudiantes graduados y, por lo tanto, la planificación del año se definió en dos momentos de actividades semanales. En un primer momento, una vez aprobada la posibilidad de defensa remota, la Coordinación de Pedagogía yBachillerato, junto con los monitores, planificamos actividades denominadas Apoyo a la Monografía, que fueron desarrolladas por monitores de forma interactiva con los monitores sobre temas relevantes para la escritura monográfica, como las partes y etapasde una Monografía,su importancia, finalidad e indicaciones de bibliografías, cursos y consejos sobre el tema que puedan facilitar este proceso. En un segundo momento, una vez aprobado el PLE, iniciamos otro recorrido modular de actividades llamado PLE Support, que van desde las ruedas de conversaciones entre estudiantes, orientación para organizar estudios y acceder a plataformasonline, hasta asignaturas sobre géneros académicos, entre otros. Estas actividades, realizadas por reunionesen línea, tuvieron una alta frecuencia de estudiantes de los diversos grados de la UFRJ, trascendiendo al público del curso de Pedagogía, aunque mayoritario.-Pedagogía en Cuarentena: Esta es una extensión es una extensión es un evento organizado cada seis meses que promuevelives, Ruedas de conversación, foros y talleres en línea, que abarcaron temasque dialogaron con la coyuntura en las perspectivas política, cultural y social, y sus implicaciones en las diferentes esferas del campo educativo.Concebidas por la NPPL de Pedagogía, las actividades planificadas fueron desarrolladas conjuntamente por profesores y técnicos de la Facultad de Educación, profesores y técnicos de la Facultad de Aplicación de la UFRJ y estudiantes de extensión, en los años 2020 y 2021. El objetivo de este proyecto fue promover debates que ampliaran el diálogo entre la Universidad y la Educación Básica, centrándose en la valoración de la profesión docente y la educación pública, laica y democrática. También propuso construir un canal de comunicación, tanto con la comunidad interna de la UFRJ como externa, caracterizándose como un espacio de encuentro (incluso remoto), debate y reflexión sobre los más diferentes elementos de coyuntura (política, económica, cultural y social)que diariamente atraviesan la educación brasileña, en su integralidad y complejidad, especialmente durante el contexto de pandemia. Esta acción tuvo, a lo largo de estos dos años, cuatro ciclos, titulados respectivamente: I Ciclo Pedagogía en Cuarentena: reinventando espacios y conexiones (del 16 al 25/06/2020); Ciclo II Contextos
image/svg+xmlReinventar la rueda: Arreglos institucionales en la coordinación de la carrera de pedagogía (UFRJ) durante la pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023136educativos y contrastes en medio de la pandemia: voces, discursos, ideas y acciones insurgentes (del 22/09 al 01/10/2020);III Ciclo Educación y diferencia: desplazamientos, intersecciones y resistencias en tiempos de aislamiento social (del 31/05 al 04/06/2021); IV Ciclo -El significado público de la educación y sus dimensiones (del 22/11 al 26/11/2021). Durante la semana del evento Pedagogía en Cuarentena, las clases compartieron los espacios, talleres y debates virtuales, interactuando también con colegas y profesores de otros turnos y períodos, buscando promover el ambiente universitario perdido en la vida académica presencial del campus,oficiando, para muchos estudiantes de primer año, como la única experiencia diferente del curso disciplinario remoto, promoviendo su afiliación universitaria. Por último, destacamos que a través de las instancias mencionadas COAA, GOPs, PMAP y Pedagogía en cuarentena Tratamos de realizar acciones remotas que mantuvieran el carácter formativo, de autoelaboración de las asignaturas en el ámbito universitario, lo que facilitó la aprehensión de su realidad y la reformulación de las perspectivas del proceso de constituir unestudiante académico incluso a distancia, conscientes de que la transición de "ser estudiante"Convertirse en estudiante implica el aprendizaje de la profesión del estudiante a través de procesos intelectuales, institucionales y culturales que rodean la adaptación a la educación superior (COULON, 2008) y, ahora, la readaptación ante los cambios impuestos por el contexto pandémico.Consideraciones finalesA lo largo de estas páginas, como se explica en la Introducción, buscamos describir y sistematizar las acciones más relevantes en nuestro desempeño, como coordinadores pedagógicos del curso de Pedagogía en la UFRJ, durante el período de aislamiento social y educación remota impuesto por el contexto de pandemia, así como reflexionar sobre los arreglos institucionales implementados frente a esta experiencia educativa y organizacional.En este sentido, coincidimos con Búrigo (2020, nuestra traducción) cuando afirma que:La gestión fue la base para el mantenimiento y la reinvención de la Universidad en este período de pandemia. La gestión no ha parado ni un día, como una acción perenne de supervivencia de la propia universidad.La palabra gestión, tiene su raíz etimológica en gestionar, que significa brotar, germinar, hacer nacer(CURY, 2006). En esta perspectiva, la gestión universitaria necesitaba esencialmente potencializar a las personas como sujetos de sus acciones en un escenario totalmente desconocido. Buscamos y estamos materializando los supuestos de gestión colaborativa, colegiada, que se basa en la gestión con personas.
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ yAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023137Como Universidad Pública, a pesar de las condiciones adversas enfrentadas en el período analizado, que implicaron la drástica reducción del presupuesto para educación, el recorte de becas y fondos de investigación, especialmente en las Humanidades y Ciencias Sociales (FERNÁNDEZ, 2021), el retraso en la vacunación no solo de los maestros, sino también de la población en general, entre otros temas,esperamos haber podido dar una respuesta relevante y relativamente efectiva dentro de las limitaciones de nuestro espacio de interferencia como coordinadores del curso de Pedagogía, guiados por el compromiso ético-político que nos coloca el cargo que ocupamos en una Universidad Pública. Sabemos que entre la respuesta deseable y los problemas enfrentados en la situación vivida está el espacio de lo viable que, aunque sea estrecho, necesitamos explorar siempre con el objetivo de garantizar una oferta educativa superior de calidad, democrática y segura para todos y todos, sin distinción.Finalmente, vale la pena engañar que nuestro trabajo como coordinadores de cursos no se limitó a la mera ejecución de lineamientos o resoluciones institucionales, sino como educadores, que estaban en la posición de gestión en este momento social e institucional que estamos atravesando, conscientes de su rol histórico-político y comprometidos con la construcción de un proyecto inclusivo, democrático y republicano de formación docente y profesional en una Universidad Pública.REFERENCIASALMEIDA, L. R. de. O relacionamento interpessoal na coordenação pedagógica. In: ALMEIDA, L. R.; PLACCO, V. M. N. de S. (org.). O coordenador pedagógico e o espaço da mudança. São Paulo: Edições Loyola, 2001, p. 67-79.BRASIL. Portaria n. 188, de 03 de fevereiro de 2020. Declara Emergência em Saúde Pública de importância Nacional (ESPIN) em decorrência da Infecção Humana pelo novo Coronavírus (2019-nCoV). Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponible en: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2020/prt0188_04_02_2020.html. Acceso: 10 enero2022.BÚRIGO, C. C. D. Gestão com as pessoas: O enfrentamento dos desafios da Pandemia. Instituto de Pesquisa e Estudos em Administração Universitária, 2020. Disponible en: http://portal.inpeau.ufsc.br/gestao-com-as-pessoas-o-enfrentamento-dos-desafios-da-pandemia/ Acceso: 15 marzo 2022.COULON, A.A condição de estudante: A entrada na vida universitária. Salvador: Edufba, 2008.
image/svg+xmlReinventar la rueda: Arreglos institucionales en la coordinación de la carrera de pedagogía (UFRJ) durante la pandemia de Covid-19RIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023138FERNÁNDEZ, S. J. Una mirada comparada de las políticas educativas en Brasil y Argentina: recorridos y aprendizajes en el proceso de investigación. Rev. PolEd., Florianópolis, v. 15, n. 1, p. 39-60, 2021.FRIGERIO, G.; POGGI, M. E TIRAMONTI, G. La dimensión administrativa. In: FRIGERIO, G. et al.Las instituciones educativas. Cara y Ceca. Buenos Aires: Edit. Troquel, 1992. GOMIDE, A. Á.; PIRES, R. R. C. Capacidades estatais e democracia: Arranjos institucionais de Políticas Públicas. Brasília, DF: IPEA, 2014.HONORATO, G.; HERINGER, R. Acesso e sucesso no Ensino Superior: Uma sociologia dos estudantes. Rio de Janeiro: 7Letras FAPERJ, 2015.MATUS, C. Política, planificación y gobierno. Caracas: Fundación Altadir, 1987.PARO, V. Administração escolar: uma introdução crítica. São Paulo: Cortez Editora, 2006.PÉREZ GÓMEZ, A. I. A cultura escolar na sociedade neoliberal. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001. Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. ResoluçãoCEG n. 01, de 15 de abril de 2020. Resolução emergencial sobre colação de grau durante período de pandemia da COVID-19. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação, 2020a. Disponible en: https://xn--graduao-2wa9a.ufrj.br/images/_PR-1/CEG/Resolucoes/2020-2029/RESCEG-2020_01.pdf. Acceso: 10 enero2022.Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. Resolução CEG n. 02, de 15 de abril de 2020. Resolução emergencial sobre defesa de Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação durante período de duração da pandemia da COVID-19. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação, 2020b. Disponible en: https://xn--graduao-2wa9a.ufrj.br/images/_PR-1/CEG/Resolucoes/2020-2029/RESCEG-2020_01.pdf. Acceso: 10 enero2022.Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. Resolução CEG n. 03, de 17 de junho de 2020. Dispõe sobre a adoção de períodos letivos excepcionais e autorização de ensino remoto, bem como de outras atividades pedagógicas não presenciais, como soluções transitórias para o Ensino de Graduação na UFRJ, em função dos efeitos da Pandemia da COVID-19, e dá outras providências. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação, 2020c. Disponible en: https://www.if.ufrj.br/wp-content/uploads/2021/05/3.-RESCEG-2020_03.pdf. Acceso: 10 enero2022.Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. Resolução CEG n. 04, de 19 de junho de 2020. Resolução complementar, que estabelece Diretrizes e Normas complementares à Resolução 03/2020, que trata das atividades acadêmicas de Ensino de Graduação durante o período da pandemia da COVID-19. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação, 2020d. Disponible en: https://www.iq.ufrj.br/arquivos/2020/07/RESCEG-2020_04.pdf. Acceso: 10 enero2022.Universidade Federal do Rio de JaneiroUFRJ. Edital de Seleção n. 210, de 24 de junho de 2020. Programa de Auxílio Inclusão Digital. Rio de Janeiro: Pró-Reitor de Políticas
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ yAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023139Estudantis, 2020e. Disponible en: https://www.iq.ufrj.br/arquivos/2020/06/EDITAL_210_-_Inclusaso_Digital.pdf. Acceso: 10 enero2022.VASCONCELLOS, C. S. Coordenação do Trabalho Pedagógico: Do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. São Paulo: Libertad, 2019. Cómo hacer referencia a este artículoFERNÁNDEZ, S. J.; DELGADO, A. P. Reinventar la rueda: Arreglos institucionales en la coordinación de la carrera de pedagogía (UFRJ) durante la pandemia de Covid-19. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3122-3140, oct./dic. 2022. e-ISSN: 1982-5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.16702Presentado en: 23/04/2022Revisiones requeridas en: 08/09/2022Aprobado en: 04/11/2022Publicado en: 30/12/2022Procesamiento y edición: Editora Iberoamericana de Educación -EIAE.Corrección, formateo, normalización y traducción.
image/svg+xmlReinventing the wheel: Institutional arrangements in the coordination of the pedagogy course (UFRJ) during the Covid 19 pandemicRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023109REINVENTING THE WHEEL: INSTITUTIONAL ARRANGEMENTS IN THE COORDINATION OF THE PEDAGOGY COURSE (UFRJ) DURING THE COVID 19 PANDEMIC1REINVENTANDO A RODA: ARRANJOS INSTITUCIONAIS NA COORDENAÇÃO DO CURSO DE PEDAGOGIA (UFRJ) DURANTE A PANDEMIA DE COVID 19REINVENTANDO LA RUEDA: ARREGLOS INSTITUCIONALES EN LA COORDINACIÓN DE LA CARRERA DE PEDAGOGÍA (UFRJ) DURANTE LA PANDEMIA DE COVID 19Silvina Julia FERNÁNDEZ2Adriana Patrício DELGADO3ABSTRACT: Based on the experience report, this work aims to describe, analyze and systematize,through a qualitative approach, the actions and institutional arrangements developed by the coordination of the Pedagogy course at UFRJ from March 2020 to October 2021. This period, with very unique characteristics due to the effects of the Covid 19 pandemic, it imposed a change in the coordination organizational routine, so that certain actions had to take another format and, in parallel, new actions were implemented, in viewof the contextual and social demands, conducted by various participatory organizational instances such as: Academic Guidance and Monitoring Committee, Monitoring and Guidance Center for Students with Disabilities, Pedagogical Guidance Groups, Pedagogical Planning Center for Undergraduate Degrees and the Structuring Teaching Center, which aimed to maintain student affiliation by promoting their permanence and engagement through a pedagogical coordination guided by democratic management in defense of the right to public education.The results indicate that the bet on collaborative management was the foundation for the maintenance and reinvention of the University in this pandemic period, collaborating with the creation of links between the subjects and the promotion of curricular cohesion.KEYWORDS:Pedagogical coordination. Institutional arrangements. Public university. Remote context. COVID-19 pandemic.1We thank the Network of Studies on Implementation of Public Educational Policies (REIPPE), with the collaboration of Itaú Social, for the financial support for the translations of this article into English and Spanish.2Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro RJ Brazil. Associate Professor, Department of Educational Administration, School of Education. PhD in Education (UFF). ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1879-5131E-mail: silvina.ufrj@gmail.com3Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro RJ Brazil. Assistant Professor, Department of Didactics, School of Education. PhD in Education: History, Politics, Society (PUC/SP).ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9152-2888.E-mail: adrypatry@hotmail.com
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ andAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023110RESUMO: Com base no relato de experiência, esse trabalho tem por objetivo descrever, analisar e sistematizar, através de uma abordagem qualitativa, as ações e os arranjos institucionais desenvolvidos pela coordenação do curso de Pedagogia da UFRJ no período de março de 2020 a outubro de 2021. Este período, de características muito singulares por causa dos efeitos da pandemia de Covid 19, impôs à coordenação uma mudança na rotina organizacional, de forma que certas ações precisaram assumir outro formato e, paralelamente, novas ações foram implementadas, frente às demandas contextuais e sociais, conduzidas por diversas instâncias organizacionais participativas, como: Comissão de Orientação e Acompanhamento Acadêmico, Núcleo de Acompanhamento e Orientação aos/às Estudantes com Deficiência, Grupos de Orientação Pedagógica, Núcleo de Planejamento Pedagógico das Licenciaturas, que visaram manter a filiação estudantil promovendo a sua permanência e engajamento através de uma coordenação pedagógica orientada pela gestão democrática em defesa do direito à educação pública. Os resultados apontam que a aposta numa gestão colaborativa foi o alicerce para a manutenção e reinvenção da Universidade neste período pandêmico, colaborando com a criação de vínculos entre os sujeitos e a promoção da coesão curricular.PALAVRAS-CHAVE: Coordenação pedagógica. Arranjos institucionais. Universidade pública. Contexto remoto. Pandemia COVID-19. RESUMEN:Con base en el relato de experiencia, este trabajo tiene como objetivo describir, analizar y sistematizara través de un abordaje cualitativo las acciones y los arreglos institucionales desarrollados por la coordinación de la carrera de Pedagogía de la UFRJ en el período de marzo de 2020 a octubre de 2021. Este período, de características muy singulares por causa de los efectos de la pandemia de Covid 19, impuso a la coordinación un cambio en la rutina organizacional, de forma que ciertas acciones necesitaron asumir otro formato y, paralelamente, nuevas acciones fueron implementadas, frente a las demandas contextuales y sociales conducidas por diversas instancias organizacionales participativas como: Comisión de Orientación y Acompañamiento Académico,Núcleo de Acompañamiento y Orientación a los/las Estudiantes con Deficiencia,Grupos de Orientación Pedagógica, Núcleo de Planeamiento Pedagógico de las Licenciaturas, que buscaron mantener la filiación estudiantil promoviendo su permanencia e involucramiento a través de una coordinación pedagógica orientada por la gestión democrática en defensa del derecho a la educación pública.Los resultados apuntan que la apuesta em una gestión colaborativa fue el fundamento para la manutención y la reinvención de la Universidad en este período pandémico, colaborando con la creación de vínculosentre los sujetos y la promoción da cohesión curricular.PALABRAS CLAVE:Coordinación pedagógica. Arreglos institucionales. Universidad pública. Contexto remoto. Pandemia COVID-19.IntroductionIn March 2020, after the declaration of a Public Health Emergency of National Importance -ESPIN in the Portuguese acronym, due to the Human Infection by the new Coronavirus (SARS-CoV-2), declared by the Ministry of Health through Ordinance No. 188 of
image/svg+xmlReinventing the wheel: Institutional arrangements in the coordination of the pedagogy course (UFRJ) during the Covid 19 pandemicRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023111February 3, 2020 (BRASIL, 2020), the community transmission of this virus in Brazil was recorded. Thus, to try to contain its advance, in order to prevent crowding in enclosed spaces and thus avoid contagion, face-to-face classes were suspended, including at the university. In principle, the suspension would be for a short period, but as we witnessed the worsening of the spread of the disease and, subsequently, the delay in vaccinating the population, many universities continued until early 2022 without reopening their facilities for the development of face-to-face classes.In the meantime, several challenges have been posed to higher education managers. How to guarantee a quality, democratic and safe higher education in times of pandemic and economic crisis, which directly affect our students, teachers and technicians in many ways? What institutional adjustments or arrangements would need to be made to face the challenges presented? In this article, therefore, based on our experience in the Coordination of the Pedagogy course at UFRJ, we seek to describe, systematize and reflect, from a qualitative approach, about the institutional arrangements implemented since the declaration of the Public Health Emergency of National Importance -ESPIN, in March 2020 until October 2021, when the last academic period with classes offered only in remote format ends. For this, we will proceed to report this experience, both descriptively and analytically, in order to systematize the bases and axes of our management during this very singular period of history, based on the perspectives of educational management and pedagogical coordination of Paro, Frigerio, Poggi, Tiramonti, Pérez Gómez, Almeida, Vasconcellos and Burigo, as well as the contributions on higher education of Coulon, Honorato and Heringer, and institutional arrangements of Gomide and Pires. Next, then, we proceed to analyze the importance of organizational routines in educational management and the rupture brought by the pandemic context corresponding to social isolation, as well as the challenges raised by this rupture in the routine of pedagogical management of the Pedagogy undergraduate course and the alternatives created to guarantee the permanence of the institutional bonds of the university subjects and the curricular coherence necessary for the development of the course, despite this context.
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ andAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023112A virus breaks the organizational routine, now what?On March 13, 2020, the Rio de Janeiro state government issued Decree No. 46,970/2020 (Rio de Janeiro, 2020), which established the suspension of presentialclasses in light of local findings of community transmission of the virus. The initial forecast was that school units and public and private universities would have classes suspended for only two weeks. However, due to the rapid spread and severity of thevirus, classes were suspended indefinitely, seriously affecting the organizational routine and calling into question the continuity of the current school term, that is, the teaching and learning process itself, as well as impacting research and extension activities. We know that to achieve the institutional purposes it is necessary to guarantee, through administrative processes, all the essential means to the actions that make them possible. In this sense, we can understand administration as "[...] the rational use of resources to achieve certain ends" (PARO, 2006, p. 18, our translation). Moreover, when it comes to educational purposes, an eminently collective human action, we should also highlight that its administrative processes require, therefore, the"[...] coordination of collective human effort" (PARO, 2006, p. 23, our translation). That is, within educational administration, we must attend not only to the rational use of resources of various kinds, but also, and fundamentally, to the coordination of relationships among the various subjects involved. In this way, we can also state that the act of administering is "[...] closely and inextricably linked to governing, that is, to leading a plurality of people" (FRIGERIO; POGGI; TIRAMONTI, 1992, p. 121, our translation), aiming at specific educational purposes. Within administration, however, it is worth noting thatThrough the administrative task, everyday demands are processed. It builds a routine that allows conflict processing and continuous mediation in the tension that causes the adaptation and assimilation of individual and institutional interests. [...] To administer is to foresee the actions that make possible the governability of the institution or, which is the same thing, what allows the institution to move along the paths we have traced (FRIGERIO; POGGI; TIRAMONTI, 1992, p. 121-122, our translation).In this routine, the actions of the educational coordination imply an active, attentive and expanded look of the context, "a look that captures before acting" (ALMEIDA, 2002, p. 71, our translation); associated with this look is essential that the educational coordination also has an "active listening", after all the "[...] satisfactory treatment with interpersonal relationships is a sine qua non condition for the performance of its activities", in the case of educational coordination (ALMEIDA, 2002, p. 78, our translation).
image/svg+xmlReinventing the wheel: Institutional arrangements in the coordination of the pedagogy course (UFRJ) during the Covid 19 pandemicRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023113Thus, the predictability of a series of daily actions ensures a large part of the institutional governability through the configuration of an organizational routine that collaborates in the achievement of processes and procedures that enable the development of the end-activities -in our case, all those involved in the processes of teaching, learning, research and dissemination of scientific, technological and artistic knowledge in society.However, with the measures of social isolation and the interdiction of face-to-face activities, the basis of the development of university actions in our course, the organizational routine suffered a substantial break, interdicting almost all of its actions and posing a great challenge concerning how to reorganize the processes and procedures that sustain and collaborate with the development of the end activities, which also needed to be restructured. After all: The school, like any other social institution, develops and reproduces its own specific culture. By this I mean the set of meanings and behaviors that the school generates as a social institution. [...] to understand the institutional culture of the school requires an effort of the relationship between macro and micro aspects, between educational policy and its correspondences in the peculiar interactions that define school life. Similarly, to understand the peculiarity of exchanges within the institution, it is essential to understand the interactive dynamics between the characteristics of organizational structures and the attitudes, interests, roles and behaviors of individuals and groups [...] (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 131-132, our translation).With the passage of time and the maintenance of the ban of face-to-face classes, it became evident the need to ensure their development in another way, which meant substantially changing the behaviors, habits and interactions until then established in the university space, that is, in the institutional culture, which is conditioned "[...] by the organizational peculiarities of the school and the social function it fulfills in each cultural context" (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 132, our translation). In face of this scenario, a series of resolutions and decisions both from the Ministry of Education (MEC) and from the higher instances of the University, such as the University Council (CONSUNI in the Portuguese acronym)and the Council of Undergraduate Education (CEG in the Portuguese acronym), as well as those deliberated by the Colenda Congregação and by the Departmental Council of the Faculdade de Educação, where the course is located, guided the decisions that were being taken by the Coordination of Pedagogy in function of the guarantee of the final activities. These decisions involved a permanent updating in relation to the norms instituted along the pandemic time together with other parameters and criteria, such as the strictly pedagogical or those referring to the interlocutors involved in the decision making
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ andAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023114and in the diverse spheres of collective deliberation, in special, the students of the referred course. With this, several institutional arrangements were reconfigured, understood as "[...] the set of rules, mechanisms and processes that define the particular way in which actors and interests are coordinated in the implementation of each policy" (GOMIDE; PIRES, 2014, p. 2, our translation), important to the extent that they officiate as mediation between the higher decision-making bodies, the teaching, student and technical and administrative staff bodies and the effective offer of the course curriculum.In the School of Education (FE), aware of the several constraints of higher education, even more in relation to the Pedagogy course, one of the courses that concentrates more students of popular origin, which is evidenced, among other aspects, for being the second course with the highest number of scholarships in the UFRJ (HONORATO; HERINGER, 2015), several actions were implemented for the continuity of a good part of the university activities, seeking to ensure as much as possible the inclusion of all subjects involved in them. However, as coordinators of this course, we tried to ensure this inclusion in the various activities since the beginning of the deliberations, involving the largest possible amount of subjects and groups, even if it was, at times, through their representatives. After all, we conceived the pedagogical coordinator as an organic intellectual in the group, for whom "[...] his or her praxis, therefore, comprises the reflexive, organizational and evaluative dimensions" (VASCONCELLOS, 2019, p. 88, our translation), so that his or her action occurs fundamentally in the field of mediation. Understanding the situation, identifying and explaining the problems posed by this situation and seeking feasible alternatives tends to have greater chances of success and effectiveness if carried out with the participation of the players involved, since each of these players has a specific perspective from the institutional place it occupies and has access to information that others do not have, as well as can offer creative and feasible proposals from the collective debate, also generating a greater commitment to the implementation, development and monitoring of the actions designed (MATUS, 1987). As is evident, this understanding of the planning of educational policies reaffirms the principle of democratic management within public administration.Based on this understanding, besides the deliberative instances with representatives of the several segments (students, teachers and technical-administrative staff) already existing in the FE -such as the meetings of the Departments, the Congregation and the Departmental Council -two work groups were organized with the widening of participation to other subjects. Thus, the Working Group Planning and Organizing the Actions of the UFRJ School of
image/svg+xmlReinventing the wheel: Institutional arrangements in the coordination of the pedagogy course (UFRJ) during the Covid 19 pandemicRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023115Education in the Context of COVID 19 (better known as WG Pandemic and, from now on, named as such in this text) was created on April 28th, 2020, and the Working Group Debates in the UFRJ School of Education in Times of Social Distancing, on May 12th, 2020. These two groups aimed to develop complementary actions, enabling not only the elaboration of action proposals, but also the debate with the entire university community of the FE, seeking to keep the different subjects in contact virtually, through the realization of conversation rounds by videoconference on various issues that were affecting us daily. The conversations had a great participation from all segments during 2020 and were discontinued at the end of that year. On the other hand, the Pandemic WG, which had been organized in subgroups by work axes, continued with several actions throughout 2020 and 2021, although it was also more active during 2020, because it was the year in which we were trying to understand this new context of the remote format and its unfoldingin the institutional culture. It is possible to state that, throughout these two years, we experienced "[...] a process of cooperative action and reflection, of inquiry and experimentation", in other words, "a process of open and endless shared reflection and action" (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 199, ourtranslation).In the midst of so many debates and reflections, it is worth mentioning that the issue that yielded the most debates and heated discussions was the question of whether or not to offer remote classes. It was discussed the resumption of the semester in the remote format having in mind, fundamentally, the difficulty in accessing the internet, as well as the economic, family, and health situations, especially of the students, which would make it difficult to carry out the academic activities. In view of the strong discussions on this issue, it was proposed to carry out a survey to collect data not only from the students, but also from the schooland technical-administrative staff. In the subgroup of Axis 1 -Students, of the WGPandemic, the methodology chosen for this research was the questionnaire, implemented through an online form accessed through a link that was widely disseminated not only by the Integrated Academic Management System (SIGA) to all Pedagogy students, but also by different social media and FE groups and by the coordinators of other faculties and centers that offer degrees, since all pedagogical disciplines at UFRJ are taught by FE professors. The questionnaire collected data on socioeconomic profile, access to the internet and to technological devices, health conditions, inclusion or not in student policies, as well as positioning regarding the resumption of remote classes, among others, which were essential for decision making. Although the general coordination of the elaboration, application and analysis of this questionnaire was in charge of the mentioned
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ andAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023116subgroup, these different phases were shared in several instances of the FE, such as the Academic Center of Pedagogy (CA), the Commission of Academic Orientation and Accompaniment (COAA), the Nucleus of Pedagogical Planning of the Undergraduate Degrees (NPPL) and the Pedagogical Orientation Groups (GOPs) of the Pedagogy course and the Structured Teaching Nucleus (NDE), among others. Once the questionnaire was applied, with the help of the CA, the COAA, and the GOPs, we distributed the lists of the students who had not answered and made contact by phone or any other means to know the situation of each one. The purpose was to implement an active search for those who had not responded and to get to know better the individual situation of each student in the Pedagogy course. At that moment, facing the thoroughness of the actions, one of the students participating in the WG Pandemic said: "We are not actively searching. It is relentless search of these students!" (Student1, 2020).This active search was necessary since, after a period without strictly academic activities, a series of CEG Resolutions succeeded one another enabling, in principle, the conclusion of courses through graduation ceremonies and defenses of Monographs and End of Course Papers remotely, adopting videoconferencing technology -CEG Resolution no. 01, of April 15, 2020, Emergency Resolution on Graduation Ceremony during the COVID 19 pandemic period (UFRJ, 2020a, and CEG Resolution no. 02, of April 15, 2020). 01, of April 15th 2020, Emergency Resolution about Graduation during the COVID 19 pandemic period (UFRJ, 2020a) and CEG Resolution # 02, of April 15th 2020, Emergency Resolution about the defense of Course Conclusion Papers during the COVID 19 pandemic period (UFRJ, 2020b). Two months later, CEG Resolution no. 03, of June 17, 2020, provided for the adoption of exceptional and optional teaching periods and authorized remote teaching, as well asother non-face-to-face pedagogical activities, as transitional solutions for Undergraduate Teaching at UFRJ, along with other provisions (UFRJ, 2020c), and CEG Resolution no. 04, of June 19, 2020 (UFRJ, 2020d), established complementary Guidelines and Norms to the previous Resolution, prioritizing the offer for final-year students, given that, as the offer of subjects by teachers was not mandatory, there was a dispute for vacancies. Thus, articles 2 and 3 of CEG Resolution No. 04 of June 19, 2020 (UFRJ, 2020d, p. 1, our translation) clarify that:Art. 2 The academic body responsible for an Undergraduate Course which chooses to adopt non-contact pedagogical practices, observing the provisions of Art. 3 of Resolution 03/2020, may offer the compulsory subjects, of restricted choice, of free and conditioned choice, and orientation activities for the Course Conclusion Work (TCC in the Portuguese acronym), primarily to potential graduating students of the undergraduate courses, without prejudice to the offer to other students.
image/svg+xmlReinventing the wheel: Institutional arrangements in the coordination of the pedagogy course (UFRJ) during the Covid 19 pandemicRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023117Art. 3º A potential graduate, in accordance with the definition of the Higher Education Census -INEP, is understood as: the student who fulfills all the requirements of the curricular grid, that is, who will conclude the course and will be able to graduate and receive the diploma, at the end of the period in course.Days later, UFRJ launched the Selection Notice no. 210/2020, dated June 24, 2020 (UFRJ, 2020e), Digital Inclusion Aid Program. The aid consisted "[...] in offering students in a situation of socioeconomic vulnerability the technical conditions necessary for Internet access, by providing SIM CARD or SIM CARD plus Modem, with a franchise for use throughout the National territory" (UFRJ, 2020e, p. 1, our translation). This Edict and the consideration of the Exceptional Academic Period (PLE) as a pilot experience, optional for teachers and students, that prioritized potential students so that they could graduate and compete for job openings, given the economic situation faced by many students' families during the pandemic, somewhat decompressed the tension posed during the debates held in the FE, polarized between those against any attempt at remote transposition of academic activities and those who were in favor of this transposition with due care.Faced with the new scenario, we focused even more on active search, prioritizing contacts with potential students who had not answered the questionnaire, in order to inform them about the new possibilities of concluding the course, still with the constant partnership of the CA and COAA. It was during the phone calls and conversations through several applications that we learned about the great volume of messages sent not only by the Coordination of Pedagogy, but also from other instances of the UFRJ, generating a saturation and a certain confusion in the institutional communication, which reinforced the idea of starting conversation rounds by videoconference with several groups of students (e.g.,completers, beginners, etc.) focused on varied subjects, to clarify doubts. We also maintained a systematic communication through SIGA, FE's social media and our institutional email of the course coordination, organizing shifts for answers and referrals. In order to orient the students about this new period, which not only in name, but also in its format was exceptional in the experience and culture of the university, the course coordination prepared a script with questions and answers about the PLE. This script helped the students to clarify their doubts about the functioning and organization of the PLE, which lasted 12 weeks -from 10/08 to 31/10/2020. We also organized an online form to find out, among the concluding students, the courses they still had to take to finish the course. According to the National Institute of Educational Studies and Research Anísio Teixeira, we considered to be the student who was missing 32 credits in his/her Academic Orientation Bulletin to finish the
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ andAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023118course. This group of students was a priority for the coordination when offering courses and vacancies, according to the Resolution that instituted it, CEG Resolution no. 04, from June 19th 2020 (UFRJ, 2020d). However, it is important to point out that, despite this priority, the PLE also included students from other periods who wished to resume their studies in the remote format. In total, 51 classes were offered, covering all academic periods (from 1st to 9th) and the three shifts (morning, afternoon and evening).The possibility of studying remotely in the available places, even without completing the course, has exerted a strong student pressure on the mentioned offer, lower than the one corresponding to the course's regular vacancy offer. Faced with this situation, we published a form for the students to postulate their enrollment in the courses through the Direct Enrollment procedure, from which the requests were analyzed, excluding those students with more than 32 missing credits. Next, criteria were stipulated for prioritizing students for the remaining places in each class, changing the order of the SIGA place distribution criteria until that moment. All these decisions and their normative and pedagogical foundations were widely publicizedthrough the various institutional communication vehicles available, which did not avoid some conflictive situations with the student body, but which were circumvented by the dialogues continuously held, guided by the perspective of democratic and dialogical management. In fact, although the position of the student representatives in several instances of the FE, and even of the UFRJ, had been mostly against the implementation of remote learning, due to the possibility of continuing the studies remotely, many students were not satisfied with the restricted offer of vacancies and subjects of the PLE and did not accept the explanations given by the coordination, which acted according to the norms and guidelines collectively deliberated in the various decision-making bodies of the UFRJ. At the same time, as required by the MEC, given that the Pedagogy course at UFRJ has a face-to-face offer, we had to elaborate a detailed document in which all the didactic transpositions of each course subject -especially those with practical workload and/or internships -, offered or not in the PLE, were made explicit, foreseeing the offer in the following regular semester, which was sent to the Dean's Office of Undergraduate Studies for submission to the MEC, aiming at the validation of our adapted curricular offer. This work was preceded by several meetings, especially with the professors of the Practicum disciplines offered throughout the course4, in the face of the closing of elementary schools that make up our 4The current curriculum has five Practice courses, each with its corresponding Supervised Internship of 100 hours, namely: Teaching, Educational Policy and Administration, Early Childhood Education, Initial Series of Primary Education, and Youth and Adult Education.
image/svg+xmlReinventing the wheel: Institutional arrangements in the coordination of the pedagogy course (UFRJ) during the Covid 19 pandemicRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023119internship field. In these meetings, with active participation of the NDE of the course, discussions were developed about the possibilities and challenges of the remote format in function of the professional formation in Pedagogy. It is worth mentioning that several extension activities were reformulated or created remotely, making it possible for students to complete the corresponding extension hour load. We have also created and publicizeda protocol for the evaluation and crediting of Complementary Activity hours through institutional e-mail with the leading role of the Complementary Activity Commission, composed by three professors who also work at the COAA of the course, since only the processes of diploma request and alteration of degree and frequency had been implemented at UFRJ through the Electronic Information System (SEI) of the Federal Government. Likewise, given that as of August 2020 it was possible to have face-to-face attendance in the Protocol and Secretary sector, by means of scheduling and compliance with sanitary norms, other processes were being attended to, such as unlocking and cancellation of enrollments, with previous remote guidance via email from the coordination, theProtocol, the COAA and individual interviews with the requesting students, carried out by videoconferences or telephone calls, which required several efforts to coordinate the processes and their specific procedures. Along with the administrative and pedagogical arrangements that allowed the resumption of classes experimentally in the PLE and, later, in a regular manner, other actions were articulated and developed that aimed to welcome, guide, monitor and, above all, ensure the permanence of students in the course, which will be described below:-Commission for Academic Guidance and Accompaniment (COAA):COAA maintained its activities remotely, holding video meetings between its members and the course coordination, exchanging messages and orientations according to the demands presented and virtual on-call sessions for the orientation and monitoring of students enrolled in teaching activities offered remotely. Students were attended to by means of prior scheduling, via email, considering the availability of each COAA member and indicating the times and dates of these virtual on-call sessions. At that moment, the COAA of the Pedagogy course had 12 members, with the representation of the three departments of the Education College (Didactics, Foundations and Administration), two student representatives and a Technician in Educational Matters (TEM) that offered support in the actions developed by COAA, in direct partnership with the Coordination.
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ andAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023120-Center for Inclusion and Accessibility Studies and Actions (NEAIA): from the identified demand of nine students with disabilities enrolled in the PLE, a group was created to propose actions aimed at the needs and particularities of these students, consisting of three professors from FE and two students from the Pedagogy course -one with intellectual disability and the other with visual disability. It is worth pointing out that UFRJ has the Directorate of Accessibility (DIRAC), an organ dedicated to the support to students, teachers, and units of the university. Among the actions developed by this core, throughout this period, the following stand out: i) conversation rounds with the students with disabilities enrolled in the disciplines and orientations/meetings with the respective teachers; ii) periodical meetings among the members of the group, having the representation of students, teachers and technicians. Initially, the purpose was the development of a new ethos, deeply involved in the consolidation of an inclusion policy, facing the set of exclusions present in thesocial, school, and academic fabric in which we live. -Pedagogical Orientation Group (GOP): Each GOP is under the supervision of two to three counselors, who can be teachers from the Faculdade de Educação, teachers from the Colégio de Aplicação, and teachers from partner schools from the public schools in the city of Rio de Janeiro. In addition, the Pedagogy course also counts with two Technicians in Educational Subjects -TAEs, who act as advisors directly in one of the GOPs. Each GOP brings together 15to 20 students and seeks -Guiding the students in their formative path in the activities with the Cartography of the Teacher Training Complex; -Carrying out periodic meetings with the students, monitoring their attendance; -Establishing strategies for welcoming the students, in order to adjust them to university life, its procedures and possibilities offered; -Talking to the students about their development in the course; -Offer help in case they present difficulties in their studies and in following up on subjects, with hints about the dynamics of academic life, readings, annotations, etc; -Guide the students about their possibilities of professional insertion as future pedagogues. During the analyzed period, the meetings between advisors and students, which used to take place in person, started to take place remotely, by means of synchronous virtual meetings and contacts through different means of communication. Besides this, virtual visits have been organized to different formative spaces, for example, a virtual tour of the Application School of UFRJ. We emphasize the meetings with veteran students and the actions aimed at clarifying doubts and bringing students closer to the set of active activities offered remotely, so that they can develop, even virtually, a feeling of
image/svg+xmlReinventing the wheel: Institutional arrangements in the coordination of the pedagogy course (UFRJ) during the Covid 19 pandemicRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023121belonging to the course and the University, as well as approaching different fields of professional activity.-Pedagogical Support Monitoring Program (PMAP): consists of a program with a call for proposals approved annually by the CEG with the objective of offering support to new students in the basic disciplines of their courses, aiming to promote student permanence through student integration to the university environment. The FE PMAP is organized in two complementary fronts: Academic Literacy and Formative Orientation, contributing to the students' adaptation to the university environment and routine and developing reading, writing and oral activities, in order to promote the mastery of academic discursive genres. In 2020, due to the pandemic context, the PMAP-FE went through an adjustment in the structure and way of acting. The demands for the remote period became the assistance to the concluding students and, therefore, the year's planning was defined in two moments of weekly activities. In a first moment, once the possibility of remote defense had been approved, the Coordinators of Pedagogy and of Graduation, together with the monitors, planned activities called Monography Support, which were developed by the monitors in an interactive way with the students about themes pertinent to monographic writing, such as the parts and steps of a Monography, its importance, purpose and indications of bibliographies, courses and tips on the subject that may facilitate this process. In a second moment, once the PLE was approved, we started another modular track of activities called PLE Support, which varied from conversation rounds among the students, guidance on how to organize the studies and access the online platforms, to subjects about academic genres, among others. These activities, carried out through online meetings, had a high frequency of students from different UFRJ undergraduate courses, transcending the Pedagogy course public, although the majority.-Quarantine Pedagogy:This is an extension action consisting of an event organized every six months that promoted lives, conversation rounds, forums and online workshops, covering themes that dialogued with the current political, cultural and social context, and its implications in the different spheres of the educational field. Conceived by the NPPL of Pedagogy, the planned activities were developed jointly by teachers and technicians from the School of Education,teachers and technicians from the Application School of UFRJ, and extension students, in the years 2020 and 2021. The aim of this project was to foster debates that would expand the dialogue between the University and Basic Education, focusing on the valorization of the teaching profession and on public, lay, and democratic education. It also proposed to build a communication channel,
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ andAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023122both with the internal community of UFRJ and the external one, thus characterizing it as a space for meeting (even remotely), debating and reflecting about the most different conjunctural elements (political, economic, cultural, and social) that daily cross Brazilian education, in its integrality and complexity, especially during the pandemic context. This action had, throughout these two years, four cycles, entitled respectively: I Cycle -Quarantine Pedagogy: reinventing spaces and connections (from June 16th to June 25th, 2020); II Cycle -Educational contexts and contrasts in the midst of the pandemic: Insurgent voices, discourses, ideas and actions (from 22/09 to 01/10/2020); III Cycle -Education and difference: displacements, intersections and resistances in times of social isolation (from 31/05 to 04/06/2021); IV Cycle -The public meaning of education and its dimensions (from 22/11 to 26/11/2021). During the week of the Quarantine Pedagogy event, the classes shared spaces, workshops and virtual debates, also interacting with colleagues and teachers from other shifts and periods, seeking to promote the university ambience lost due to the interdiction of face-to-face academic life on campus, officiating, for many newcomers, as the only experience different from the remote disciplinary course, promoting their university affiliation. To conclude, we emphasize that through the instances mentioned -COAA, GOPs, PMAP and Pedagogy in Quarantine -we sought to perform remote actions that would maintain the formative character, the self-elaboration of the subjects in the university environment, that would facilitate the apprehension of their reality and the reformulation of the perspectives of the process of constituting an academic student even at a distance, aware that the transition from "being a student" to becoming a student implies learning the student's craft through intellectual, institutional, and cultural processes that surround the adaptation to higher education (COULON, 2008) and, now, the re-adaptation to the changes imposed by the pandemic context.Final remarksThroughout these pages, as we explained in the Introduction, we sought to describe and systematize the most relevant actions in our performance as pedagogical coordinators of the Pedagogy course at UFRJ, during the period of social isolation and remote teaching imposed by the pandemic context, as well as to reflect on the institutional arrangements implemented in face of this educational and organizational experience. In this sense, we agree with Búrigo (2020, our translation) when he states that:Management, was the foundation for the maintenance and reinvention of the University in this pandemic period. Management did not stop for a single day,
image/svg+xmlReinventing the wheel: Institutional arrangements in the coordination of the pedagogy course (UFRJ) during the Covid 19 pandemicRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023123as a perennial action for the survival of the university itself. The word management has its etymological root in "gerir", which means to make sprout, to germinate, to give birth (CURY, 2006). From this perspective, university management essentially needed to empower people as the subject of their actions in a scenario totally unknown to us. We sought and are materializing the assumptions of collaborative management, collegial, which is sustained in managing with people. As a Public University, despite the adverse conditions faced in the analyzed period, which involved the drastic decrease in the budget allocated to education, the cut of scholarships and research funding, especially in the Human and Social Sciences (FERNÁNDEZ, 2021), the delay in the vaccination not only of teachers but also of the population in general, among other issues, we hope to have managed to give a pertinent and relatively effective response within the limitations of our space of interference as coordinators of the Pedagogy course, guided by the ethical-political commitment that the position held in a Public University places upon us. We know that between the desirable answer and the problems faced in the situation we live in is the feasible space that, even though narrow, we need to explore in order to always guarantee a quality, democratic, and safe higher education offer for all, without distinction.Finally, it is worth noting that our work as course coordinators was not restricted to the mere execution of institutional guidelines or resolutions, but rather, as educators who were in management positions at this social and institutional moment we are going through, aware of their historical-political role and committed to the construction of an inclusive, democratic and republican project of teacher and professional education at a Public University.REFERENCESALMEIDA, L. R. de. O relacionamento interpessoal na coordenação pedagógica. In: ALMEIDA, L.R.;PLACCO, V.M.N.de S.(org.). O coordenador pedagógico e o espaço da mudança. São Paulo: Edições Loyola, 2001, p. 67-79.BRAZIL. Portaria n. 188, de 03 de fevereiro de 2020. Declara Emergência em Saúde Pública de importância Nacional (ESPIN) em decorrência da Infecção Humana pelo novo Coronavírus (2019-nCoV). Brasília, DF: Ministério da Saúde. Available at: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2020/prt0188_04_02_2020.html. Access on: 10 Jan. 2022.BÚRIGO, C. C. D. Gestão com as pessoas: Oenfrentamento dos desafios da Pandemia. Instituto de Pesquisa e Estudos em Administração Universitária, 2020.Available at: http://portal.inpeau.ufsc.br/gestao-com-as-pessoas-o-enfrentamento-dos-desafios-da-pandemia/ Access on: 15 Mar.2022.
image/svg+xmlSilvina Julia FERNÁNDEZ andAdriana Patrício DELGADORIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023124COULON, A. Acondição de estudante: Aentrada na vida universitária. Salvador: Edufba, 2008. FERNÁNDEZ, S. J. Una mirada comparada de las políticas educativas en Brasil y Argentina: recorridos y aprendizajes en el proceso de investigación. Rev. PolEd.,Florianópolis, v. 15, n. 1, p.39-60, 2021.FRIGERIO, G.; POGGI, M. E TIRAMONTI, G. La dimensión administrativa. In: FRIGERIO, G.et al.Las instituciones educativas. Cara y Ceca. Buenos Aires: Edit. Troquel, 1992. GOMIDE, A. Á.; PIRES, R. R. C. Capacidades estatais e democracia: Arranjos institucionais de Políticas Públicas. Brasília, DF: IPEA, 2014.HONORATO, G.; HERINGER, R. Acesso e sucesso no Ensino Superior: Uma sociologia dos estudantes. Rio de Janeiro: 7Letras FAPERJ, 2015.MATUS, C. Política, planificación y gobierno. Caracas: Fundación Altadir, 1987.PARO, V. Administração escolar: uma introdução crítica. São Paulo: Cortez Editora, 2006.PÉREZ GÓMEZ, A. I. A cultura escolar na sociedade neoliberal. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001. Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. ResoluçãoCEG n. 01, de 15 de abril de 2020. Resolução emergencial sobre colação de grau durante período de pandemia da COVID-19. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação, 2020a. Available at: https://xn--graduao-2wa9a.ufrj.br/images/_PR-1/CEG/Resolucoes/2020-2029/RESCEG-2020_01.pdf. Access on: 10 Jan. 2022.Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. Resolução CEG n. 02, de 15 de abril de 2020. Resolução emergencial sobre defesa de Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação durante período de duração da pandemia da COVID-19. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação, 2020b. Available at: https://xn--graduao-2wa9a.ufrj.br/images/_PR-1/CEG/Resolucoes/2020-2029/RESCEG-2020_01.pdf. Access on: 10 Jan. 2022.Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. Resolução CEG n. 03, de 17 de junho de 2020. Dispõe sobre a adoção de períodos letivos excepcionais e autorização de ensino remoto, bem como de outras atividades pedagógicas não presenciais, como soluções transitórias para o Ensino de Graduação na UFRJ, em função dos efeitos da Pandemia da COVID-19, e dá outras providências. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação, 2020c. Available at: https://www.if.ufrj.br/wp-content/uploads/2021/05/3.-RESCEG-2020_03.pdf. Access on10 Jan. 2022.Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. Resolução CEG n. 04, de 19 de junho de 2020. Resolução complementar, que estabelece Diretrizes e Normas complementares à Resolução 03/2020, que trata das atividades acadêmicas de Ensino de Graduação durante o período da pandemia da COVID-19. Rio de Janeiro: Conselho de Ensino de Graduação, 2020d. Available at: https://www.iq.ufrj.br/arquivos/2020/07/RESCEG-2020_04.pdf. Access on: 10 Jan. 2022.
image/svg+xmlReinventing the wheel: Institutional arrangements in the coordination of the pedagogy course (UFRJ) during the Covid 19 pandemicRIAEERevista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022.e-ISSN: 1982-5587DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.167023125Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ. Edital de Seleção n. 210, de 24 de junho de 2020. Programa de Auxílio Inclusão Digital. Rio de Janeiro: Pró-Reitor de Políticas Estudantis, 2020e. Available at: https://www.iq.ufrj.br/arquivos/2020/06/EDITAL_210_-_Inclusaso_Digital.pdf. Access on: 10 Jan. 2022.VASCONCELLOS, C. S. Coordenação do Trabalho Pedagógico: Do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. São Paulo: Libertad, 2019. How to reference this articleFERNÁNDEZ, S. J.; DELGADO, A. P. Reinventing the wheel: Institutional arrangements in the coordination of the pedagogy course (UFRJ) during the Covid 19 pandemic. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 3109-3125, Oct./Dec. 2022. e-ISSN: 1982-5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.16702Submitted:23/04/2022Revisions required:08/09/2022Approved: 04/11/2022Published: 30/12/2022Processing and publication by the Editora Ibero-Americana de Educação.Correction, formatting, standardization and translation.