RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023007, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17089 1
AVALIAÇÃO DA INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO NA ATENÇÃO BÁSICA DO
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
EVALUACIÓN DE LA INTEGRACIÓN ENSEÑANZA-SERVICIO EN LA ATENCIÓN
PRIMARIA DEL SISTEMA ÚNICO DE SALUD
EVALUATION OF TEACHING-SERVICE INTEGRATION IN PRIMARY CARE OF
BRAZILIAN NATIONAL HEALTH SYSTEM
José Francisco Gontan ALBIERO1
e-mail: jalbiero@furb.br
Sérgio Fernando Torres de FREITAS2
e-mail: sergio.freitas@ufsc.br
Joyce Ribeiro ROTHSTEIN3
e-mail: joycefisio@gmail.com
Como referenciar este artigo:
ALBIERO, J. F. G.; FREITAS, S. F. T.; ROTHSTEIN, J. R.
Avaliação da integração ensino-serviço na atenção básica do
Sistema Único de Saúde. Revista Ibero-Americana de Estudos
em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023007, 2023. e-ISSN:
1982-5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17089
| Submetido em: 10/08/2022
| Revisões requeridas em: 04/11/2022
| Aprovado em: 09/12/2022
| Publicado em: 01/01/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), Blumenau SC Brasil. Coordenador do Colegiado
do Curso de Fisioterapia do Centro de Ciências de Saúde. Doutorado em Saúde Coletiva (UFSC).
2
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis SC Brasil. Docente do Programa de Pós-
graduação em Saúde Coletiva do Departamento de Saúde Coletiva. Doutorado em Odontologia Social (UFF).
3
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis SC Brasil. Doutoranda em Saúde Coletiva.
Avaliação da integração ensino-serviço na atenção básica do Sistema Único de Saúde
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RESUMO: O objetivo da pesquisa foi avaliar a efetividade da integração ensino-serviço em
diferentes tipos de unidades docentes-assistenciais, identificando os modelos que mais
favorecem a integração. Trata-se de uma pesquisa avaliativa, qualitativa, realizada em oito
unidades básicas de saúde em município de Santa Catarina, selecionadas intencionalmente e
classificadas em quatro tipos de acordo com características de orientação (supervisão ou
preceptoria) e processo de trabalho (agenda compartilhada ou agenda própria). A matriz
avaliativa, composta por 4 dimensões e 10 indicadores, foi desenvolvida por meio de revisão
de literatura, entrevistas com atores envolvidos e técnicas de consenso para definição das
dimensões, indicadores e validação. As unidades mais efetivas foram aquelas com processos de
trabalho compartilhado e predomínio de supervisão. O estudo conclui que atividades conjuntas
com agenda compartilhada e supervisão permitem maior integração e são as que mais
qualificam a integração ensino-serviço.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação. Saúde coletiva. Serviços de integração docente-
assistencial.
RESUMEN: El objetivo de esta investigación fue evaluar la efectividad de la integración
enseñanza-servicio en diferentes tipos de unidades docente-asistenciales, identificando los
modelos que más favorecen la integración. Se trata de una investigación cualitativa,
evaluativa, realizada en ocho unidades básicas de salud de un municipio de Santa Catarina,
intencionalmente seleccionadas y clasificadas en cuatro tipos: según características de
orientación (supervisión o preceptoría) y proceso de trabajo (proceso de atención compartido
o propio). La matriz de evaluación, compuesta por 4 dimensiones y 10 indicadores, se elaboró
mediante revisión bibliográfica, entrevistas a los actores involucrados y técnicas de consenso
para la definición de dimensiones, indicadores y validación, siendo las unidades más efectivas
aquellas con procesos de trabajo compartido y predominio de la supervisión. El estudio
concluye que las actividades conjuntas -con agenda compartida y supervisión - permiten una
mayor integración y son las que más califican la integración enseñanza-servicio.
PALABRAS CLAVE: Evaluación. Salud pública. Servicios de integración docente-asistencial.
ABSTRACT: The objective of the research was to evaluate the effectiveness of teaching-service
integration in different types of teaching-assistance units, identifying the models that most favor
integration. This is an evaluative, qualitative research, carried out in eight basic health units
in a city of Santa Catarina, intentionally selected and classified into four types according to
orientation characteristics (supervision or preceptorship) and work process (shared agenda or
agenda). own). The evaluation matrix, composed of 4 dimensions and 10 indicators, was
developed through a literature review, interviews with actors involved and consensus
techniques for defining dimensions, indicators and validation. The most effective units were
those with shared work processes and predominance of supervision. The study concludes that
joint activities - with a shared agenda and supervision - allow greater integration and are the
ones that most qualify teaching-service integration.
KEYWORDS: Assessment. Brazilian nacional health system. Teacher-care integration
services.
José Francisco Gontan ALBIERO; Sérgio Fernando Torres de FREITAS e Joyce Ribeiro ROTHSTEIN
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Introdução
As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para a área de saúde pública (SILVA,
2008) apontaram a necessidade de formação de profissionais generalistas, críticos e humanistas,
tendo sua aprendizagem centrada nas necessidades de saúde da população, o que pode ser
considerado um dos marcos para a integração ensino-serviço (IES), visto que se passa a buscar
uma formação no e para o Sistema Único de Saúde - SUS. No mesmo período, houve a
publicação da Política Nacional de Educação Permanente PNEP, que institucionalizou a
educação permanente no cotidiano do SUS (BRASIL, 2009). Para Ceccim e Feuerwerker
(2004), esta política pode corresponder à educação formal dos profissionais quando consegue
congregar vivências profissionais e integra trabalho e ensino. Os autores ainda citam que o SUS
tem assumido papel ativo na reorientação de estratégias e modos de cuidar, influenciando
mudanças nos modos de ensinar, com ações articuladas entre sistema de saúde e instituições
formadoras.
Portanto, a IES se coloca como via de mão dupla, com possibilidade de favorecer a
formação de acadêmicos na rotina do SUS, ampliando o compromisso com seus princípios
(CECCIM; FEUERWERKER, 2004), bem como promovendo processos de reflexão e
formação permanente, resultando na qualidade da assistência prestada (ALBIERO; FREITAS,
2017a). Os últimos autores consideram que para essa integração ocorrer de forma efetiva são
necessárias condições, incentivos, recursos e estratégias de gestão.
A literatura aponta relatos de experiências de IES institucionalizadas no Brasil, dentre
as quais encontram-se as ocorridas nos municípios de Porto Alegre, Florianópolis, Fortaleza e
Sobral (REIBNITZ et al., 2012; PEREIRA, 2013; ELLERY; BOSI; LOIOLA, 2013). A maioria
organiza suas ações respeitando características locais de programação e legislação específica
de cada profissão envolvida; com isso, são encontrados múltiplos formatos de realizá-la, o que
sugere a necessidade de um estudo avaliativo que aponte quais os modelos que favorecem mais
ou menos a integração. Neste sentido, os resultados deste estudo se propõem a subsidiar
reflexões e aprimorar o processo para todos os envolvidos na IES.
Diante desse contexto, a partir dos conceitos de avaliação elaborados por
Contandriopoulos et al. (1997, p. 31): “Avaliação é um julgamento de valor a respeito de uma
intervenção ou sobre qualquer um de seus componentes, com o objetivo de ajudar na tomada
de decisões”, e o conceito de Sander (1995, p. 47), de que efetividade é “o critério político e
social que supõe compromisso real com o alcance de objetivos visando satisfazer as demandas
concretas, expectativas e necessidades da comunidade envolvida”, o presente estudo tem como
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objetivo avaliar a efetividade da IES em diferentes tipos de unidades docentes-assistenciais
(UDA), identificando os modelos que mais favorecem a integração.
Metodologia
Trata-se de uma pesquisa avaliativa de abordagem qualitativa. Este tipo de estudo visa
avaliar o grau de coerência entre os componentes da intervenção, mais precisamente entre a
pertinência, os fundamentos teóricos e os efeitos de uma intervenção, bem como a relação desta
intervenção com seu contexto (CONTANDRIOPOULOS et al.,1997).
O estudo ocorreu em um município de Santa Catarina (SC), com histórico de parceria
entre universidade e rede de serviços de saúde mais de duas décadas, e foi desenvolvido
entre os meses de janeiro e março de 2016.
A Atenção Básica (AB) foi escolhida como cenário para o desenvolvimento do presente
estudo, devido ao fato de constituir a aposta central para produzir a transformação e regulação
do sistema de atenção à saúde e por ser um cenário privilegiado para a prática de formação
permanente (MADRUGA et al., 2015). Dentro deste cenário, foi selecionada a Estratégia de
Saúde da Família (ESF) para os estudos empíricos, uma vez que as equipes de ESF são
referência da AB e onde se tem expectativa de maior favorecimento para a IES.
As unidades de saúde foram escolhidas intencionalmente, com o auxílio da coordenação
de IES da secretaria municipal de saúde de Blumenau. Das 52 unidades, foram selecionadas
oito UDAs para realização do estudo.
As UDAs foram classificadas em 4 tipos, conforme o modelo proposto Albiero e Freitas
(2017a). Este modelo leva em consideração dois pontos chaves para o processo de IES:
característica da orientação pedagógica (supervisão ou preceptoria) e o processo de trabalho da
unidade (agenda compartilhada com a rotina da equipe de serviço ou agenda própria para as
atividades dos estudantes). O Quadro 01 sintetiza o modelo, classificando os tipos que mais
favorecem a IES.
José Francisco Gontan ALBIERO; Sérgio Fernando Torres de FREITAS e Joyce Ribeiro ROTHSTEIN
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Quadro 01 Tipo de orientação e força de favorecimento para IES
Agenda
Classificação
Compartilhada
Muito Forte
Compartilhada
Forte
Própria
Fraca
Própria
Muito Fraca
Fonte: Elaborado pelos Autores
Cabe ressaltar que para essa tipologia o termo agenda designa o conjunto de processos
de trabalho que envolve as ações de IES e define se estas ações se dão como parte da rotina da
unidade de saúde ou se atividades específicas para estudantes. Portanto, o termo agenda
caracteriza a relação e organização dos processos de trabalho entre a equipe de saúde do serviço
e o grupo da universidade (ALBIERO; FREITAS, 2017a).
Os pressupostos são: a) UDAs em que os estudantes atuam conforme os processos de
trabalho correntes têm mais integração do que aquelas em que suas atividades têm uma agenda
própria; b) a condução do processo de trabalho por supervisor ou preceptor também faz
diferença, embora em menor grau; além disso, assume que as UDAs tipo 1 e 2 são as que
possuem maior força de integração, seguidas pelo tipo 3 e pelo tipo 4, ainda que esta última
possa apenas favorecer o cenário de prática dos estudantes, praticamente não interferindo no
processo de IES (ALBIERO; FREITAS, 2017a).
A matriz avaliativa foi desenvolvida por meio de três estratégias: revisão de literatura;
entrevistas com atores envolvidos com a IES (gestão, serviço, comunidade e ensino); e técnicas
de consenso com consulta a especialistas para definição das dimensões e indicadores de
avaliação, com posterior oficina de consenso com especialistas para validação.
A matriz avaliativa é composta por 4 dimensões e 10 indicadores avaliativos para o
processo (Quadro 02). Este modelo avaliativo foi testado previamente em um município com
histórico de IES (ALBIERO; FREITAS, 2017a).
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Quadro 02 Dimensões e indicadores da matriz avaliativa
Dimensões
Indicadores
Gestão
I1
Ampliação do Acesso
I2
Resolubilidade Atenção Básica
Serviço
I3
Motivação para Trabalho em Equipe
I4
Aperfeiçoamento profissional
I5
Frequência a grupos
Comunidade
I6
Satisfação do usuário
I7
Fortalecimento Controle Social
Ensino
I8
Ampliação Conceito de Saúde
I9
Ampliação Conhecimento SUS
I10
Atualizar e Reformar Currículos
Fonte: Elaborado pelos autores
A coleta de dados foi realizada em fontes distintas e complementares: O Sistema de
Informação da Atenção Básica (SIAB) foi utilizado para obtenção dos indicadores 1 (ampliação
do acesso), 2 (resolubilidade da AB) e 5 (frequência a grupos de educação e saúde), referentes
ao ano anterior à aplicação da avaliação. Questionários aplicados a cinco integrantes da equipe
de cada UDA selecionada forneceram os dados dos indicadores 3 (motivação para trabalho em
equipe) e 4 (aperfeiçoamento profissional). Os indicadores 6 (satisfação do usuário) e 7
(fortalecimento do controle social) foram obtidos através da aplicação de questionários a três
representantes do conselho local e/ou líderes das comunidades onde estavam inseridas as
UDAs. Para os indicadores 8 e 9 (ampliação do conceito de saúde e conhecimento do SUS)
questionários foram aplicados a três estudantes e um professor que realizaram práticas em cada
uma das unidades selecionadas. Para o indicador 10, foi realizada entrevista com o responsável
pelo apoio pedagógico do Centro de Ciências da Saúde da universidade. A pesquisa foi
desenvolvida entre os meses de janeiro e março de 2016.
No julgamento de cada dimensão foram atribuídos pontuações e sua qualificação: boa
(2 pontos), regular (1 ponto) e ruim (0 ponto). Finalmente, foi realizado o julgamento do grau
de efetividade e favorecimento à integração, definidos pela pontuação das dimensões
apresentadas no Quadro 03 (ALBIERO; FREITAS, 2017a).
José Francisco Gontan ALBIERO; Sérgio Fernando Torres de FREITAS e Joyce Ribeiro ROTHSTEIN
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Quadro 03 Avaliação da efetividade da integração docente assistencial na rede básica de
saúde do SUS
Juízo de valor do favorecimento a integração
Efetivo
6 a 8 pontos
E
Sem a possibilidade de “ruim” nas dimensões 2 (serviço), 3
(comunidade) e 4 (ensino)
Parcialmente efetivo
4 ou 5 pontos
E
Sem a possibilidade de ser ruim nas dimensões 2 (serviço), 3
(comunidade) e 4 (ensino)
Não efetivo
0 a 3 pontos
Fonte: Elaborado pelos autores
Pelo fato de serviço, comunidade e ensino serem funções-fim da integração docente
assistencial, enquanto a gestão é atividade-meio, nenhuma UDA poderia favorecer total ou
parcialmente a efetiva integração ensino-serviço se fosse ruim em alguma dessas dimensões.
Após coleta e tabulação dos dados, as unidades foram submetidas a matriz de julgamento que
apontam os tipos de unidades docente-assistenciais que mais ou menos favorecem a efetividade
da integração ensino-serviço.
Esta pesquisa foi aprovada no Comitê de Ética para Pesquisa com Seres Humanos da
Universidade Federal de Santa Catarina, sob o parecer 9888.520, de 12 de março de 2015.
Resultados
O Quadro 04 apresenta as pontuações e conceitos obtidos pelas UDAs avaliadas, de
acordo com as dimensões gestão, serviço, comunidade e ensino, sendo que o Quadro 05
apresenta a pontuação em ordem decrescente e a avaliação referente a cada tipologia docente
assistencial.
Quadro 04 Pontuações e Conceitos obtidos pelas UDA avaliadas
UDA
TIPO
GESTÃO
SERVIÇO
COMUNIDADE
ENSINO
PONTOS
A
1
REGULAR
BOM
REGULAR
REGULAR
5
B
2
BOM
REGULAR
BOM
BOM
7
C
3
REGULAR
RUIM
REGULAR
REGULAR
3
D
4
REGULAR
RUIM
REGULAR
REGULAR
3
E
1
BOM
BOM
BOM
BOM
8
F
2
REGULAR
REGULAR
BOM
REGULAR
5
G
3
RUIM
RUIM
RUIM
REGULAR
1
H
4
RUIM
REGULAR
RUIM
REGULAR
2
Fonte: Elaborado pelos autores
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Quadro 05 Tipo de UDA, pontuação decrescente e grau de favorecimento
UDA
TIPO
TOTAL PTS
FAVORECIMENTO
E
1: supervisão / agenda compartilhada
8
Favorece
B
2: preceptoria / agenda compartilhada
7
Favorece
A
1: supervisão / agenda compartilhada
5
Parcialmente
F
2: preceptoria / agenda compartilhada
5
Parcialmente
C
3: supervisão / agenda própria
3
Não Favorece
D
4: preceptoria / agenda própria
3
Não Favorece
H
4: preceptoria / agenda própria
2
Não Favorece
G
3: supervisão / agenda própria
1
Não Favorece
Fonte: Elaborado pelos autores
O ponto de maior evidência percebido nos achados está relacionado ao elemento agenda
compartilhada. As UDAs que desenvolveram atividades conjuntas por meio do
compartilhamento de ações, e tanto o serviço quanto a universidade se ajustavam para atingir
seus objetivos, foram as que mais favoreceram a IES. Nas 4 UDAs com pior avaliação, e que
não favorecem a IES, a situação se inverte em relação à supervisão e preceptoria, sempre
funcionando com agendas próprias. Ainda que de forma discreta, o elemento ‘preceptor’
predomina, mudando apenas a variação de pontuação, mas não sua classificação final.
A dimensão “serviço” tem como indicadores: motivação para trabalho em equipe;
aperfeiçoamento profissional e aumento da frequência às atividades coletivas da unidade. Neste
sentido, estes três indicadores sugerem um encadeamento.
Se o trabalho parceiro com docentes e discentes inspira e amplia a motivação dos
trabalhadores em serviço, coloca-se uma expectativa do aprimoramento permanente, que, por
conseguinte, reflete na qualificação de todas as ações realizadas na unidade. Outro ponto que
merece ser observado está relacionado à dimensão “ensino”. Esta foi a única dimensão que não
apresentou conceito ‘ruim’. Duas UDAs tiveram conceito ‘bom’ e 6 UDAs obtiveram conceito
‘regular’, o que sugere que a integração ensino-serviço seja efetiva para os objetivos da
universidade independente do modelo utilizado.
A dimensão “ensino” possui três indicadores: ampliação do conceito de saúde e do
conhecimento do SUS e adequações curriculares. A presença de docentes e discentes no
cotidiano das unidades e a realização de ações integradas junto ao serviço e à comunidade
podem consolidar a apropriação do conceito de saúde para além de ausência de queixas, e ainda
proporcionar a visualização rotineira tanto da filosofia do SUS quanto de seus desafios. Por
José Francisco Gontan ALBIERO; Sérgio Fernando Torres de FREITAS e Joyce Ribeiro ROTHSTEIN
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conseguinte, estes alunos acabam por retornar à universidade dispostos a qualificar sua
formação de forma permanente.
Discussão
Conforme observado nos dados apresentados anteriormente, o elemento “agenda
compartilhada” apresentou-se como fator que mais favorece a IES nas UDAs avaliadas. Este
achado é respaldado na literatura, pois, com agenda compartilhada, universidade e serviço são
tensionados a flexibilizar seus objetivos primários em prol de um novo objetivo conjunto, onde
nem a demanda da unidade nem o objetivo pedagógico podem se sobrepor, favorecendo a
discussão e o ajuste de atividades integradas, implicando positivamente em todos os envolvidos
no processo (CECCIM; FEUERWERKER, 2004).
Como discutido por Albiero e Freitas (2017b), planejar ações e atividades integradas
entre ensino e serviço pressupõem que pode ocorrer um descompasso entre os objetivos
institucionais, uma vez que a universidade tem seu foco em objetivos pedagógicos e a unidade
tem suas demandas locais; porém, os pesquisadores ressaltam que um planejamento
participativo pode equacionar esta situação e obter os impactos desse intercâmbio de
conhecimentos que a IES traz. O que vem ao encontro de Torres et al., (2019), para quem a
integração ensino-serviço representa aos estudantes a formação contextualizada, essencial para
um preparo profissional que envolve aspectos sociais e humanos, com valores, sentimentos,
visão de mundo, vivência e construção de diferentes visões sobre o SUS.
Representa também o combate à hegemonia do saber técnico sobre a prática,
contemplando uma formação contextualizada com aprendizado significativo, além de repercutir
na motivação dos profissionais envolvidos, promover legitimidade social e resolução a
demandas reprimidas da comunidade (CECCIM; FEUERWERKER, 2004).
Em relação ao componente de ligação entre universidade e serviço nas formas de
supervisão ou preceptoria, observa-se que não ocorreram diferenças significativas no
favorecimento para a integração ensino-serviço, porém, ao comparar o somatório de pontos
dentre as UDAs de agenda compartilhada com condução por supervisor (13 pontos) àquelas
com condução por preceptor (12), observa-se uma pequena diferença na pontuação final, com
predomínio do elemento “supervisor” favorecendo de forma discreta o processo. Nesse sentido,
pesquisadores relatam que a formação pedagógica de docentes e preceptores é ainda
amplamente discutida, visto que, muitas vezes, bons técnicos se tornam professores ou
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preceptores, sendo esse processo insuficiente, o que tem levado a um aumento crescente de
qualificação nestas formações (TORRES et al., 2019).
Torres et al. (2019) entendem que o papel dos preceptores é essencial para favorecer a
articulação ensino serviço, porém, para que ela ocorra de forma efetiva, ele precisa, além de
dominar a prática, aprender a dominar aspectos pedagógicos relacionados à transmissão de
conhecimento. No entanto, pesquisas apontam que esses profissionais têm dificuldades
pedagógicas de planejamento e avaliação de suas atividades, além de dificuldade de aplicação
de métodos ativos que exijam reflexão e crítica constante. São fatores apontados: a resistência
no trabalho interprofissional, o excesso de demanda, deficiências estruturais, formação
insuficiente em relação a questões de planejamento e criatividade, citados na literatura como
desafios da atuação de preceptores (LIMA; ROZENDE, 2015; FORTE et al., 2015).
Para sanar a lacuna da formação de preceptores, políticas indutoras dos Ministérios da
Saúde e da Educação têm ocorrido por meio de programas e projetos que visam conhecer com
profundidade o papel do preceptor na atenção sica. Os resultados de tais projetos também
apontam para a necessidade de investimento através de educação permanente focada na
interdisciplinaridade, visto que este elemento parece evidenciar um dos maiores desafios para
a função (BISPO; TAVARES; TOMAZ, 2014).
Cabe ressaltar que o fato de não se observar uma diferença expressiva na pontuação
pode estar atrelado à questão de que, tanto para os supervisores como preceptores, existem
aspectos que precisam ser trabalhados. Assim como para os preceptores, muitas vezes, falta
formação pedagógica, para os supervisores há o desafio de se despir de seu arsenal técnico e se
colocar também na posição de aprendizes, a fim de adequar seus objetivos pedagógicos à
realidade e peculiaridade de cada comunidade (CÂMARA; GROSSEMAN; PINHO, 2015).
Nesse sentido, Albiero e Freitas (2017b) complementam que, independentemente da forma de
orientação (se por supervisão ou preceptoria), o favorecimento da integração ensino-serviço e
sua efetividade demandam justamente de profissionais formados em aspectos pedagógicos e
que, ao mesmo tempo, mantenham sua atualização e qualidade em aspectos técnicos/clínicos,
o que nem sempre tem sido observado no Brasil.
No entanto, pesquisadores relatam que a aproximação entre o ensino e serviço
possibilita aos docentes e aos trabalhadores dos serviços de saúde a educação permanente,
constituindo-se como uma via de mão dupla para o frequente intercâmbio de saberes, onde a
produção do conhecimento estimula os prestadores de serviço e trazem repercussões para este
e para a comunidade. Os atores envolvidos no processo sentem-se motivados ao vivenciar o
José Francisco Gontan ALBIERO; Sérgio Fernando Torres de FREITAS e Joyce Ribeiro ROTHSTEIN
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trabalho em equipe e percebem in loco as repercussões e parcerias com a comunidade
(ALBIERO et al., 2017, BREHMER; RAMOS, 2014; REIBNITZ et al., 2012).
Além disso, a convivência com docentes e discentes e a proximidade da universidade
podem gerar nos profissionais o desejo de buscar aprimoramento, o que gera qualificação e
melhoria técnica dos trabalhadores (PIZZINATO et al., 2012; LIMA; ROZENDO 2015),
sanando assim uma necessidade citada por pesquisadores, que é justamente a formação
permanente e o exercício contínuo no cotidiano das unidades, para incorporação do conceito
ampliado de saúde e estabelecimento de novas práticas e processos de trabalho, repercutindo
na integralidade do cuidado e na resolubilidade adequada à realidade local (FEUERWERKER;
SENA, 2002, CÂMARA et al., 2012).
Muitos estudos, como os de Reibnitz (2012), Alves et al. (2012) e Forte et al. (2015),
apontam a IES como potencial estratégia colaboradora do processo de mudanças na formação
em saúde, e apontam que a aprendizagem nos serviços potencializa o desenvolvimento
curricular, o que corrobora com os achados citados na presente pesquisa.
Considerações finais
A avaliação da IES com o modelo de Albiero e Freitas (2017b) mostrou que o elemento
“manejo de agendas” é determinante para a efetividade do processo de integração ensino-
serviço e que uma ligação sutil de supervisão sobre preceptoria nas unidades com melhor
pontuação, onde as unidades com preceptoria apresentaram pior classificação. Portanto,
observou-se nesse estudo que a integração ensino-serviço é mais efetiva na dimensão ‘ensino’
que no ‘serviço’, e que os melhores resultados estão nos tipos em que se tem a presença do
supervisor/docente.
O estudo suscita novas reflexões e questionamentos, visto que em um número
expressivo de publicações o fator propulsor entre os envolvidos com a integração ensino-
serviço é, ou deveria ser, a harmonia na realização das tarefas, onde todos teriam repercussões
positivas nas suas ações. Porém, ao longo da pesquisa, no contato direto com os atores do
processo, esta harmonia não se mostrou plena, pois a universidade invade os cenários de prática
na AB e o serviço parece prestar uma ‘ajuda’, cedendo seus espaços para colaborar com a
formação de novos profissionais. Em contrapartida, a universidade também entende que ‘ajuda’
o serviço por ampliar seu escopo de ação e acesso. Os gestores das instituições fazem acordos
Avaliação da integração ensino-serviço na atenção básica do Sistema Único de Saúde
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e convênios, porém a sensação é que um faz “favor” ao outro. No entanto, nesta relação parece-
nos que existe uma assimetria.
Enquanto no ensino existe a necessidade da formação nos cenários de prática do SUS e
uma legislação para tal (DCN) (SILVA, 2008), para o serviço tem-se uma recomendação em
uma política pública (PNEPS) (BRASIL, 2009). A publicação das DCN Saúde praticamente
obriga/recomenda a inserção de alunos nos cenários de prática, em especial, na Atenção Básica.
com objetivo de formar no e para o SUS. E. na saúde, a PNEPS indica que o ensino em serviço
potencializa a motivação e o aprimoramento dos profissionais da rede, mas não
obrigatoriedade de compromisso.
Nos demais vértices do quadrilátero, a gestão realiza sua função ‘meioatravés de seu
papel administrativo, firmando os convênios e contando com a possibilidade de um trabalho
parceiro interinstitucional. A ‘comunidade’, em muitos casos, fica à margem do processo, na
maioria das vezes não compreendendo a presença de alunos nas unidades ou ainda com a
expectativa de estar “ajudando” os futuros profissionais.
Diante de tais fatos, é necessário pensar na integração ensino-serviço como uma política
pública forte também no serviço. A gestão precisa identificar e formalizar as unidades e os
profissionais com perfil para o trabalho integrado e refletir sobre possibilidades reais de
compensações. Estas unidades necessitam de estrutura diferenciada em função do número de
atores diários no ambiente, certificação para os profissionais da equipe e preceptores, inclusive
incidindo em pontuação na sua carreira, estímulos para cursos de aperfeiçoamento e
investimento constante na formação. Por sua vez, a gestão dos cursos da saúde das
universidades também precisa exercer seu papel na identificação de docentes com perfil para o
trabalho integrado na rede.
Esta é a forma de minimizar a chance de estar nesta função um professor com pouco
conhecimento e comprometimento com o SUS e preocupado exclusivamente com seu cleo
profissional e com condições clínicas especiais em um cenário diferenciado de sua clínica,
laboratório ou hospital vinculado à universidade. Além da identificação, fomentar e apoiar os
trabalhos integrados de pesquisa e extensão em equipe junto às comunidades e equipes de saúde
é fundamental.
Finalmente, sugere-se com este trabalho a necessidade de refletir, formalizar e definir
objetivos, metodologias, papéis, formações e avaliações conjuntas da IES, respeitando as
características das localidades, com o objetivo de torná-las mais efetivas, consolidadas e
repercutindo sobre todos os envolvidos de maneira equânime.
José Francisco Gontan ALBIERO; Sérgio Fernando Torres de FREITAS e Joyce Ribeiro ROTHSTEIN
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023007, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17089 13
AGRADECIMENTO: À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES), devido à concessão de bolsa de doutorado para Joyce Ribeiro Rothstein (Processo
88882.437589/2019-01).
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Avaliação da integração ensino-serviço na atenção básica do Sistema Único de Saúde
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Não há reconhecimentos.
Financiamento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)-
Processo nº 88882.437589/2019-01. Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
Conflitos de interesse: Não há conflito de interesse.
Aprovação ética: Aprovada no Comitê de Ética para Pesquisa com Seres Humanos da
Universidade Federal de Santa Catarina, sob o parecer 9888.520, de 12 de março de 2015.
Disponibilidade de dados e material: Não aplicável.
Contribuições dos autores: José Francisco Gontan Albiero: Conceituação, Metodologia,
Validação, Análise formal, Investigação, Curadoria de dados, Redação Rascunho
Original, Redação-revisão e edição, Visualização, Supervisão, Administração do projeto.;
Sérgio Fernando Torres de Freitas: Conceituação, Metodologia, Validação, Análise formal,
Investigação, Curadoria de dados, Redação Rascunho Original, Redação- revisão e
edição, Visualização, Supervisão.; Joyce Ribeiro Rothstein: Análise formal, Curadoria de
dados, Redação- Rascunho Original, Redação revisão e edição, Visualização.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
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EVALUACIÓN DE LA INTEGRACIÓN ENSEÑANZA-SERVICIO EN LA
ATENCIÓN PRIMARIA DEL SISTEMA ÚNICO DE SALUD
AVALIAÇÃO DA INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO NA ATENÇÃO BÁSICA DO
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
EVALUATION OF TEACHING-SERVICE INTEGRATION IN PRIMARY CARE OF
BRAZILIAN NATIONAL HEALTH SYSTEM
José Francisco Gontan ALBIERO1
e-mail: jalbiero@furb.br
Sérgio Fernando Torres de FREITAS2
e-mail: sergio.freitas@ufsc.br
Joyce Ribeiro ROTHSTEIN3
e-mail: joycefisio@gmail.com
Cómo hacer referencia a este artículo:
ALBIERO, J. F. G.; FREITAS, S. F. T.; ROTHSTEIN, J. R.
Evaluación de la integración enseñanza-servicio en la atención
primaria del Sistema Único de Salud. Revista Ibero-Americana
de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023007, 2023.
e-ISSN: 1982-5587. DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17089
| Presentado en: 10/08/2022
| Revisiones requeridas en: 04/11/2022
| Aprobado en: 09/12/2022
| Publicado en: 01/01/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Adjunto Ejecutivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Fundación de la Universidad Regional de Blumenau (FURB), Blumenau SC Brasil. Coordinador del Curso
Colegiado de Fisioterapia del Centro de Ciencias de la Salud. Doctorado en Salud Colectiva (UFSC).
2
Universidad Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis SC Brasil. Profesor del Programa de Posgrado
en Salud Colectiva del Departamento de Salud Pública. Doctorado en Odontología Social (UFF).
3
Universidad Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis SC Brasil. Doctorado en Salud Pública.
Evaluación de la integración enseñanza-servicio en la atención primaria del Sistema Único de Salud
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023007, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17089 2
RESUMEN: El objetivo de esta investigación fue evaluar la efectividad de la integración
enseñanza-servicio en diferentes tipos de unidades docente-asistenciales, identificando los
modelos que más favorecen la integración. Se trata de una investigación cualitativa, evaluativa,
realizada en ocho unidades básicas de salud de un municipio de Santa Catarina,
intencionalmente seleccionadas y clasificadas en cuatro tipos: según características de
orientación (supervisión o preceptoría) y proceso de trabajo (proceso de atención compartido o
propio). La matriz de evaluación, compuesta por 4 dimensiones y 10 indicadores, se elaboró
mediante revisión bibliográfica, entrevistas a los actores involucrados y técnicas de consenso
para la definición de dimensiones, indicadores y validación, siendo las unidades más efectivas
aquellas con procesos de trabajo compartido y predominio de la supervisión. El estudio
concluye que las actividades conjuntas -con agenda compartida y supervisión - permiten una
mayor integración y son las que más califican la integración enseñanza-servicio.
PALABRAS CLAVE: Evaluación. Salud pública. Servicios de integración docente-
asistencial.
RESUMO: O objetivo da pesquisa foi avaliar a efetividade da integração ensino-serviço em
diferentes tipos de unidades docentes-assistenciais, identificando os modelos que mais
favorecem a integração. Trata-se de uma pesquisa avaliativa, qualitativa, realizada em oito
unidades básicas de saúde em município de Santa Catarina, selecionadas intencionalmente e
classificadas em quatro tipos de acordo com características de orientação (supervisão ou
preceptoria) e processo de trabalho (agenda compartilhada ou agenda própria). A matriz
avaliativa, composta por 4 dimensões e 10 indicadores, foi desenvolvida por meio de revisão
de literatura, entrevistas com atores envolvidos e técnicas de consenso para definição das
dimensões, indicadores e validação. As unidades mais efetivas foram aquelas com processos
de trabalho compartilhado e predomínio de supervisão. O estudo conclui que atividades
conjuntas com agenda compartilhada e supervisão permitem maior integração e são as que
mais qualificam a integração ensino-serviço.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação. Saúde coletiva. Serviços de integração docente-assistencial.
ABSTRACT: The objective of the research was to evaluate the effectiveness of teaching-service
integration in different types of teaching-assistance units, identifying the models that most favor
integration. This is an evaluative, qualitative research, carried out in eight basic health units
in a city of Santa Catarina, intentionally selected and classified into four types according to
orientation characteristics (supervision or preceptorship) and work process (shared agenda or
agenda). own). The evaluation matrix, composed of 4 dimensions and 10 indicators, was
developed through a literature review, interviews with actors involved and consensus
techniques for defining dimensions, indicators and validation. The most effective units were
those with shared work processes and predominance of supervision. The study concludes that
joint activities - with a shared agenda and supervision - allow greater integration and are the
ones that most qualify teaching-service integration.
KEYWORDS: Assessment. Brazilian nacional health system. Teacher-care integration
services.
José Francisco Gontan ALBIERO; Sérgio Fernando Torres de FREITAS y Joyce Ribeiro ROTHSTEIN
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023007, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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Introducción
Las Directrices Curriculares Nacionales (ENT) para el área de salud pública (SILVA,
2008) señalaron la necesidad de formar profesionales generalistas, críticos y humanistas, y su
aprendizaje enfocado en las necesidades de salud de la población, lo que puede ser considerado
uno de los hitos para la integración enseñanza-servicio (IES), ya que comienza a buscar
capacitación en y para el Sistema Único de Salud - SUS. En el mismo período, se publicó la
Política Nacional de Educación Permanente (PNEP), que institucionalizó la educación continua
en la vida cotidiana del SUS (BRASIL, 2009). Para Ceccim y Feuerwerker (2004), esta política
puede corresponder a la formación formal de profesionales cuando logra reunir experiencias
profesionales e integra el trabajo y la enseñanza. Los autores también mencionan que el SUS
ha asumido un papel activo en la reorientación de estrategias y modos de atención, influyendo
en cambios en las formas de enseñanza, con acciones articuladas entre el sistema de salud y las
instituciones educativas.
Por lo tanto, la IES se coloca como una calle de doble sentido, con la posibilidad de
favorecer la formación de los estudiantes en la rutina del SUS, ampliando el compromiso con
sus principios (CECCIM; FEUERWERKER, 2004), así como promover procesos de reflexión
y formación continua, que redundan en la calidad de la atención prestada (ALBIERO;
FREITAS, 2017a). Los últimos autores consideran que para que esta integración ocurra de
manera efectiva, son necesarias condiciones, incentivos, recursos y estrategias de gestión.
La literatura apunta a relatos de experiencias de IES institucionalizadas en Brasil, entre
las que se encuentran las ocurridas en los municipios de Porto Alegre, Florianópolis, Fortaleza
y Sobral (REIBNITZ et al., 2012; PEREIRA, 2013; ELLERY; BOSI; LOIOLA, 2013). La
mayoría organiza sus acciones respetando las características de programación local y la
legislación específica de cada profesión involucrada; Así, se encuentran múltiples formatos
para realizarlo, lo que sugiere la necesidad de un estudio evaluativo que señale qué modelos
favorecen más o menos la integración. En este sentido, los resultados de este estudio proponen
apoyar las reflexiones y mejorar el proceso para todos los implicados en la IES.
En este contexto, basado en los conceptos de evaluación elaborados por
Contandriopoulos et al. (1997, p. 31, nuestra traducción): "La evaluación es un juicio de valor
sobre una intervención o sobre cualquiera de sus componentes, con el objetivo de ayudar en la
toma de decisiones", y el concepto de Sander (1995, p. 47, nuestra traducción), cuya efectividad
es "el criterio político y social que supone un compromiso real con el logro de objetivos
dirigidos a satisfacer demandas concretas, expectativas y necesidades de la comunidad
Evaluación de la integración enseñanza-servicio en la atención primaria del Sistema Único de Salud
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involucrada", el presente estudio tiene como objetivo evaluar la efectividad de las IES en
diferentes tipos de unidades docentes-asistenciales (UDA), identificando los modelos que más
favorecen la integración.
Metodología
Se trata de una investigación evaluativa con enfoque cualitativo. Este tipo de estudio
tiene como objetivo evaluar el grado de coherencia entre los componentes de la intervención,
más precisamente entre la pertinencia, los fundamentos teóricos y los efectos de una
intervención, así como la relación de esta intervención con su contexto
(CONTANDRIOPOULOS et al.,1997).
El estudio tuvo lugar en un municipio de Santa Catarina (SC), con una historia de
asociación entre la universidad y la red de servicios de salud durante más de dos décadas, y se
desarrolló entre enero y marzo de 2016.
La Atención Básica (AB) fue elegida como escenario para el desarrollo del presente
estudio, debido a que constituye la apuesta central para producir la transformación y regulación
del sistema de atención a la salud y porque es un escenario privilegiado para la práctica de la
formación permanente (MADRUGA et al., 2015). Dentro de este escenario, la Estrategia Salud
de la Familia (ESF) fue seleccionada para estudios empíricos, ya que los equipos de FS son
referencia de la APS y donde se espera un mayor favor para la IES.
Las unidades de salud fueron elegidas intencionalmente, con la ayuda de la coordinación
de las IES del departamento de salud municipal de Blumenau. De las 52 unidades, ocho UDAs
fueron seleccionadas para el estudio.
Las UDA se clasificaron en 4 tipos, según el modelo propuesto Albiero y Freitas
(2017a). Este modelo tiene en cuenta dos puntos clave para el proceso de IES: característica de
la orientación pedagógica (supervisión o preceptoría) y el proceso de trabajo de la unidad
(agenda compartida con la rutina del equipo de servicio o agenda propia para las actividades de
los estudiantes). El Cuadro 01 resume el modelo, clasificando los tipos que más favorecen a la
IES.
José Francisco Gontan ALBIERO; Sérgio Fernando Torres de FREITAS y Joyce Ribeiro ROTHSTEIN
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Cuadro 01 Tipo de orientación y fuerza favorecedora para las IES
Agenda
Clasificación
Compartido
Muy fuerte
Compartido
Fuerte
Poseer
Débil
Poseer
Muy débil
Fuente: Elaborado pelos autores
Cabe destacar que para esta tipología el término agenda designa el conjunto de procesos
de trabajo que involucran las acciones de las IES y define si estas acciones tienen lugar como
parte de la rutina de la unidad de salud o si existen actividades específicas para los estudiantes.
Por lo tanto, el término agenda caracteriza la relación y organización de los procesos de trabajo
entre el equipo de salud del servicio y el grupo universitario (ALBIERO; FREITAS, 2017a).
Los supuestos son: a) las UDA en las que los estudiantes trabajan de acuerdo con los
procesos de trabajo actuales tienen más integración que aquellas en las que sus actividades
tienen su propia agenda; b) la conducción del proceso de trabajo por parte del supervisor o
preceptor también marca la diferencia, aunque en menor medida; además, asume que los UDA
tipo 1 y 2 tienen la mayor fuerza de integración, seguidos por los tipo 3 y tipo 4, aunque este
último solo puede favorecer el escenario de práctica de los estudiantes, prácticamente no
interfiriendo en el proceso IES (ALBIERO; FREITAS, 2017a).
La matriz evaluativa se desarrolló a través de tres estrategias: revisión de la literatura;
entrevistas con actores involucrados con la IES (gestión, servicio, comunidad y enseñanza); y
técnicas de consenso con consulta con expertos para definir las dimensiones y los indicadores
de evaluación, con el posterior taller de consenso con expertos para su validación.
La matriz evaluativa está compuesta por 4 dimensiones y 10 indicadores evaluativos
para el proceso (Cuadro 02). Este modelo de evaluación fue probado previamente en un
municipio con antecedentes de IES (ALBIERO; FREITAS, 2017a).
Evaluación de la integración enseñanza-servicio en la atención primaria del Sistema Único de Salud
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Cuadro 02 Dimensiones e indicadores de la matriz de evaluación
Dimensiones
Indicadores
Administración
I1
Ampliación del acceso
I2
Resolubilidad Atención Primaria
Servicio
I3
Motivación para el trabajo en equipo
I2
Mejora profesional
I5
Asistencia a grupos
Comunidad
I6
Satisfacción del usuario
I7
Fortalecimiento del control social
Enseñanza
I8
Concepto de salud de expansión
I9
Expansión del conocimiento SUS
I10
Actualización y reforma Se reanuda
Fuente: Elaborado por los autores
La recolección de datos se realizó de fuentes diferentes y complementarias: Se utilizó el
Sistema de Información de Atención Primaria (SIAB) para obtener los indicadores 1
(ampliación del acceso), 2 (resolución del AB) y 5 (frecuencia a los grupos de educación y
salud), referidos al año anterior a la aplicación de la evaluación. Los cuestionarios aplicados a
cinco miembros del equipo de cada UDA seleccionada proporcionaron datos de los indicadores
3 (motivación para el trabajo en equipo) y 4 (mejora profesional). Los indicadores 6
(satisfacción de los usuarios) y 7 (fortalecimiento del control social) se obtuvieron mediante la
aplicación de cuestionarios a tres representantes del consejo local y/o líderes de las
comunidades donde se insertaron las UDA. Para los indicadores 8 y 9 (ampliación del concepto
de salud y conocimiento del SUS) se aplicaron cuestionarios a tres estudiantes y un profesor
que realizaron prácticas en cada una de las unidades seleccionadas. Para el indicador 10, se
realizó una entrevista con la persona responsable del apoyo pedagógico del Centro de Ciencias
de la Salud de la universidad. La investigación se desarrolló entre enero y marzo de 2016.
A juicio de cada dimensión, se otorgaron puntuaciones y calificación: bueno (2 puntos),
regular (1 punto) y malo (0 puntos). Finalmente, se evaluó el grado de efectividad y
favoreciendo la integración, definido por la puntuación de las dimensiones presentadas en el
Cuadro 03 (ALBIERO; FREITAS, 2017a).
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Cuadro 03 Evaluación de la efectividad de la integración de los docentes de atención en la
red básica de salud del SUS
Juicio de valor de favorecer la integración
Eficaz
6 a 8 puntos
Y
Sin la posibilidad de "malo" en las dimensiones 2 (servicio), 3
(comunidad) y 4 (enseñanza)
Parcialmente eficaz
4 o 5 puntos
Y
Sin la posibilidad de ser malo en las dimensiones 2 (servicio), 3
(comunidad) y 4 (enseñanza)
Ineficaz
0 a 3 puntos
Fuente: Elaborado por los autores
Debido a que el servicio, la comunidad y la enseñanza son funciones finales de la
integración de los maestros de cuidado, mientras que la gestión es un medio de actividad,
ninguna UDA podría favorecer total o parcialmente la integración efectiva enseñanza-servicio
si fuera mala en cualquiera de estas dimensiones. Después de la recolección y tabulación de los
datos, las unidades fueron sometidas a una matriz de juicio que indicaba los tipos de unidades
enseñanza-atención que más o menos favorecen la efectividad de la integración enseñanza-
servicio.
Esta investigación fue aprobada por el Comité de Ética para la Investigación con Seres
Humanos de la Universidad Federal de Santa Catarina, bajo la opinión 9888.520, del 12 de
marzo de 2015.
Resultados
El Cuadro 04 presenta los puntajes y conceptos obtenidos por las UDAs evaluadas,
según las dimensiones gestión, servicio, comunidad y enseñanza, y el Cuadro 05 presenta el
puntaje en orden descendente y la evaluación referida a cada tipología docente.
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Cuadro 04 Puntajes y Conceptos obtenidos por la UDA evaluada
UDA
AMABLE
ADMINISTRACIÓN
SERVICIO
COMUNIDAD
ENSEÑANZA
PUNTADAS
El
1
REGULAR
BIEN
REGULAR
REGULAR
5
B
2
BIEN
REGULAR
BIEN
BIEN
7
C
3
REGULAR
MALO
REGULAR
REGULAR
3
D
4
REGULAR
MALO
REGULAR
REGULAR
3
Y
1
BIEN
BIEN
BIEN
BIEN
8
F
2
REGULAR
REGULAR
BIEN
REGULAR
5
G
3
MALO
MALO
MALO
REGULAR
1
H
4
MALO
REGULAR
MALO
REGULAR
2
Fuente: Elaborado por los autores
Cuadro 05 Tipo de UDA, puntuación decreciente y grado de favoritismo
UDA
AMABLE
TOTAL PTS
FAVORECIMIENTO
Y
1: Supervisión / Agenda compartida
8
Favorece
B
2: Preceptoría / Agenda compartida
7
Favorece
El
1: Supervisión / Agenda compartida
5
Parcialmente
F
2: Preceptoría / Agenda compartida
5
Parcialmente
C
3: Supervisión / agenda propia
3
No favorece
D
4: Preceptoría / Agenda propia
3
No favorece
H
4: Preceptoría / Agenda propia
2
No favorece
G
3: Supervisión / agenda propia
1
No favorece
Fuente: Elaborado por los autores
El punto de mayor evidencia percibido en los hallazgos está relacionado con el elemento
de agenda compartida. Las UDAs que desarrollaron actividades conjuntas a través del
intercambio de acciones, y tanto el servicio como la universidad se ajustaron para lograr sus
objetivos, fueron las que más favorecieron a la IES. En las 4 UDAs con peor evaluación, y que
no favorecen a la IES, la situación se invierte en relación con la supervisión y preceptoría,
trabajando siempre con sus propias agendas. Aunque discretamente, predomina el elemento
'preceptor', cambiando solo la variación de la puntuación, pero no su clasificación final.
La dimensión "servicio" tiene como indicadores: motivación para el trabajo en equipo;
mejora profesional y aumento de la frecuencia de las actividades colectivas de la unidad. En
este sentido, estos tres indicadores sugieren un hilo.
Si el trabajo del socio con profesores y estudiantes inspira y aumenta la motivación de
los trabajadores en servicio, existe una expectativa de mejora permanente, que, por lo tanto, se
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refleja en la calificación de todas las acciones realizadas en la unidad. Otro punto que merece
ser observado está relacionado con la dimensión "enseñanza". Esta era la única dimensión que
no presentaba un concepto "malo". Dos UDAs tenían un concepto "bueno" y 6 UDAs
obtuvieron un concepto 'regular', lo que sugiere que la integración enseñanza-servicio es
efectiva para los objetivos de la universidad independientemente del modelo utilizado.
La dimensión "enseñanza" tiene tres indicadores: ampliación del concepto de salud y
conocimiento del SUS y adaptaciones curriculares. La presencia de profesores y estudiantes en
la vida cotidiana de las unidades y la realización de acciones integradas con el servicio y la
comunidad pueden consolidar la apropiación del concepto de salud más allá de la ausencia de
quejas, y también proporcionar una visualización rutinaria tanto de la filosofía del SUS como
de sus desafíos. Por lo tanto, estos estudiantes eventualmente regresan a la universidad
dispuestos a calificar su formación permanentemente.
Discusión
Como se observa en los datos presentados anteriormente, el elemento "agenda
compartida" fue el factor que más favorece a las IES en las UDA evaluadas. Este hallazgo es
apoyado en la literatura, porque, con una agenda compartida, la universidad y el servicio son
enfatizados para flexibilizar sus objetivos primarios en favor de un nuevo objetivo conjunto,
donde ni la demanda de la unidad ni el objetivo pedagógico pueden superponerse, favoreciendo
la discusión y el ajuste de las actividades integradas, implicando positivamente en todos los
involucrados en el proceso (CECCIM; FEUERWERKER, 2004).
Como comentan Albiero y Freitas (2017b), la planificación de acciones y actividades
integradas entre docencia y servicio presupone que puede producirse un paso en falso entre
objetivos institucionales, ya que la universidad se centra en objetivos pedagógicos y la unidad
tiene sus demandas locales; sin embargo, los investigadores señalan que la planificación
participativa puede equiparar esta situación y obtener los impactos de este intercambio de
conocimientos que aporta la IES. Lo que viene a conocer Torres et al., (2019), para quienes la
integración enseñanza-servicio representa para los estudiantes la formación contextualizada,
esencial para una preparación profesional que involucra aspectos sociales y humanos, con
valores, sentimientos, cosmovisión, experiencia y construcción de diferentes puntos de vista
sobre el SUS.
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También representa la lucha contra la hegemonía del conocimiento técnico sobre la
práctica, contemplando la formación contextualizada con aprendizajes significativos, además
de reflexionar sobre la motivación de los profesionales involucrados, promoviendo la
legitimidad social y resolviendo las demandas reprimidas de la comunidad (CECCIM;
FEUERWERKER, 2004).
En cuanto al componente de conexión entre universidad y servicio en las formas de
supervisión o preceptoría, se observa que no hubo diferencias significativas en el favoritismo
para la integración enseñanza-servicio, sin embargo, al comparar la suma de puntos entre las
UDA de agenda compartida con conducción por supervisor (13 puntos) a aquellas con
conducción preceptora (12), se observó una pequeña diferencia en el puntaje final, con
predominio del elemento "supervisor" favoreciendo el proceso de manera discreta. En este
sentido, los investigadores informan que la formación pedagógica de maestros y preceptores
todavía se discute ampliamente, ya que, a menudo, los buenos técnicos se convierten en
maestros o preceptores, y este proceso es insuficiente, lo que ha llevado a un aumento creciente
de la calificación en estas formaciones (TORRES et al., 2019).
Torres et al. (2019) entienden que el papel de los preceptores es esencial para favorecer
el servicio de enseñanza de articulación, sin embargo, para que ocurra de manera efectiva,
necesita, además de dominar la práctica, aprender a dominar aspectos pedagógicos relacionados
con la transmisión de conocimientos. Sin embargo, estudios indican que estos profesionales
tienen dificultades pedagógicas para planificar y evaluar sus actividades, además de la
dificultad de aplicar métodos activos que requieren constante reflexión y crítica. Estos factores
son señalados: resistencia en el trabajo interprofesional, sobredemanda, deficiencias
estructurales, capacitación insuficiente en relación con cuestiones de planificación y
creatividad, citadas en la literatura como desafíos de los preceptores (LIMA; ROZENDE, 2015;
FORTE et al., 2015).
Para llenar el vacío en la formación de preceptores, se han producido políticas que
inducen los Ministerios de Salud y Educación a través de programas y proyectos que tienen
como objetivo conocer en profundidad el papel del preceptor en la atención primaria. Los
resultados de tales proyectos también apuntan a la necesidad de inversión a través de la
educación continua centrada en la interdisciplinariedad, ya que este elemento parece resaltar
uno de los mayores desafíos para la función (BISPO; TAVARES; TOMAZ, 2014).
Cabe destacar que el hecho de que no haya una diferencia significativa en la puntuación
puede estar ligado a la cuestión de que, tanto para los supervisores como para los preceptores,
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hay aspectos que deben trabajarse. En cuanto a los preceptores, a menudo carecen de formación
pedagógica, para los supervisores existe el desafío de desnudar su arsenal técnico y también
colocarse en la posición de aprendices, para adaptar sus objetivos pedagógicos a la realidad y
peculiaridad de cada comunidad (CÂMARA; GROSSEMAN; PINO, 2015). En este sentido,
Albiero y Freitas (2017b) complementan que, independientemente de la forma de orientación
(ya sea por supervisión o preceptoría), el favorecimiento de la integración enseñanza-servicio
y su efectividad exigen precisamente de profesionales formados en aspectos pedagógicos y, al
mismo tiempo, mantener su actualización y calidad en aspectos técnicos/clínicos, lo que no
siempre se ha observado en Brasil.
Sin embargo, los investigadores relatan que la aproximación entre enseñanza y servicio
permite a los maestros y trabajadores de los servicios de salud tener una educación permanente,
constituyendo una calle de doble sentido para el intercambio frecuente de conocimientos, donde
la producción de conocimiento estimula a los proveedores de servicios y trae repercusiones para
el proveedor de servicios y para la comunidad. Los actores involucrados en el proceso se sienten
motivados al experimentar el trabajo en equipo y perciben in loco las repercusiones y alianzas
con la comunidad (ALBIERO et al., 2017, BREHMER; RAMOS, 2014; REIBNITZ et al.,
2012).
Además, convivir con profesores y alumnos y la cercanía de la universidad puede
generar en los profesionales el deseo de buscar la mejora, lo que genera cualificación y mejora
técnica de los trabajadores (PIZZINATO et al., 2012; LIMA; ROZENDO 2015), restaurando
así una necesidad citada por los investigadores, que es precisamente la formación permanente
y el ejercicio continuo en la vida cotidiana de las unidades, de incorporar el concepto ampliado
de salud y establecer nuevas prácticas y procesos de trabajo, reflexionando sobre la integralidad
del cuidado y la adecuada resolución a la realidad local (FEUERWERKER; SENA, 2002,
CÂMARA et al., 2012).
Muchos estudios, como los de Reibnitz (2012), Alves et al. (2012) y Forte et al. (2015),
apuntan a la IES como una potencial estrategia colaborativa del proceso de cambios en la
educación para la salud, y señalan que el aprendizaje en los servicios mejora el desarrollo
curricular, lo que corrobora los hallazgos citados en esta investigación.
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Consideraciones finales
La evaluación de la IES con el modelo de Albiero e Freitas (2017b) mostró que el
elemento "gestión de agenda" es determinante para la efectividad del proceso de integración
enseñanza-servicio y que existe una conexión sutil de supervisión sobre la preceptoría en las
unidades con mejor puntaje, donde las unidades con preceptoría presentaron peor clasificación.
Por lo tanto, se observó en este estudio que la integración enseñanza-servicio es más efectiva
en la dimensión "enseñanza" que en el "servicio", y que los mejores resultados están en los tipos
en que el supervisor/profesor está presente.
El estudio plantea nuevas reflexiones y preguntas, ya que en un número expresivo de
publicaciones el factor impulsor entre los involucrados en la integración enseñanza-servicio es,
o debería ser, la armonía en el desempeño de las tareas, donde todos tendrían repercusiones
positivas en sus acciones. Sin embargo, a lo largo de la investigación, en contacto directo con
los actores del proceso, esta armonía no fue plena, porque la universidad invade los escenarios
de práctica en AB y el servicio parece proporcionar una 'ayuda', renunciando a sus espacios
para colaborar con la formación de nuevos profesionales. Por el contrario, la universidad
también entiende que 'ayuda' al servicio ampliando su ámbito de acción y acceso. Los directivos
de las instituciones hacen acuerdos y acuerdos, pero la sensación es que uno "favorece" al
otro. Sin embargo, en esta relación nos parece que hay una asimetría.
Mientras que en la educación hay una necesidad de capacitación en los escenarios de
práctica del SUS y la legislación para esto (DCN) (SILVA, 2008), para el servicio hay una
recomendación en una política pública (PNEPS) (BRASIL, 2009). La publicación de La DCN
de Salud prácticamente obliga/recomienda la inserción del alumnado en los escenarios de
prácticas, especialmente en Atención Primaria. con el objetivo de capacitarse en y para el SUS.
E. en salud, el PNEPS indica que la enseñanza en servicio aumenta la motivación y la mejora
de los profesionales de la red, pero no hay obligación de compromiso.
En los otros vértices del cuatrillizo, la dirección desempeña su función de "medios" a
través de su función administrativa, firmando los acuerdos y relatando la posibilidad de un
trabajo de socio interinstitucional. La "comunidad", en muchos casos, está al margen del
proceso, la mayoría de las veces sin entender la presencia de estudiantes en las unidades o
incluso con la expectativa de estar "ayudando" a futuros profesionales.
Frente a tales hechos, es necesario pensar en la integración enseñanza-servicio como
una política pública fuerte también en servicio. La dirección necesita identificar y formalizar
unidades y profesionales con perfil para el trabajo integrado y reflexionar sobre las
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posibilidades reales de compensación. Estas unidades requieren una estructura diferenciada
debido a la cantidad de actores cotidianos en el entorno, certificación para profesionales de
equipo y preceptores, incluyendo el enfoque en puntajes en su carrera, incentivos para cursos
de mejora e inversión constante en capacitación. A su vez, la gestión de los cursos de salud de
las universidades también debe desempeñar su papel en la identificación de profesores con un
perfil de trabajo integrado en la red.
Esta es la manera de minimizar la posibilidad de ser en este rol un profesor con poco
conocimiento y compromiso con el SUS y preocupado exclusivamente por su núcleo
profesional y con condiciones clínicas especiales en un escenario diferente de su clínica,
laboratorio u hospital vinculado a la universidad. Además de identificar, fomentar y apoyar la
investigación integrada y el trabajo de extensión de equipos con las comunidades y los equipos
de salud es esencial.
Finalmente, se sugiere con este trabajo la necesidad de reflexionar, formalizar y definir
objetivos, metodologías, roles, formaciones y evaluaciones conjuntas de la IES, respetando las
características de las localidades, con el objetivo de hacerlas más efectivas, consolidadas y que
repercutan en todos los involucrados de manera equitativa.
GRACIAS: A la Coordinación para el Perfeccionamiento del Personal de Enseñanza Superior
(CAPES), por el otorgamiento de una beca de doctorado a Joyce Ribeiro Rothstein (Proceso
N.º 88882.437589/2019-01).
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CRediT Author Statement
Reconocimientos: No hay reconocimientos.
Financiamiento: Coordinación para el Perfeccionamiento del Personal de Educación
Superior (CAPES)- Proceso 88882.437589/2019-01. Universidad Federal de Santa
Catarina - UFSC Conflictos de intereses: No hay conflicto de intereses.
Aprobación ética: Aprobada por el Comité de Ética para la Investigación con Seres
Humanos de la Universidad Federal de Santa Catarina, bajo dictamen 9888.520, del 12 de
marzo de 2015.
Disponibilidad de datos y material: No aplicable.
Contribuciones de los autores: José Francisco Gontan Albiero: Conceptualización,
Metodología, Validación, Análisis Formal, Investigación, Curación de datos, Redacción -
Borrador original, Redacción- revisión y edición, visualización, supervisión, administración
de proyectos. Sérgio Fernando Torres de Freitas: Conceptualización, Metodología,
Validación, Análisis Formal, Investigación, Curación de datos, Redacción - Borrador
original, Redacción- Revisión y Edición, vista previa, supervisión. Joyce Ribeiro
Rothstein: Análisis formal, Curación de datos, Escritura- Borrador original, Escritura -
revisión y edición, Visualización.
Procesamiento y edición: Editora Iberoamericana de Educación - EIAE.
Corrección, formateo, normalización y traducción.
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023007, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17089 1
EVALUATION OF TEACHING-SERVICE INTEGRATION IN PRIMARY CARE OF
BRAZILIAN NATIONAL HEALTH SYSTEM
AVALIAÇÃO DA INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO NA ATENÇÃO BÁSICA DO
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
EVALUACIÓN DE LA INTEGRACIÓN ENSEÑANZA-SERVICIO EN LA ATENCIÓN
PRIMARIA DEL SISTEMA ÚNICO DE SALUD
José Francisco Gontan ALBIERO1
e-mail: jalbiero@furb.br
Sérgio Fernando Torres de FREITAS2
e-mail: sergio.freitas@ufsc.br
Joyce Ribeiro ROTHSTEIN3
e-mail: joycefisio@gmail.com
How to reference this paper:
ALBIERO, J. F. G.; FREITAS, S. F. T.; ROTHSTEIN, J. R.
Evaluation of teaching-service integration in primary care of
Brazilian National Health System. Revista Ibero-Americana de
Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023007, 2023. e-
ISSN: 1982-5587. DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17089
| Submitted: 10/08/2022
| Revisions required: 04/11/2022
| Approved: 09/12/2022
| Published: 01/01/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Regional University of Blumenau (FURB), Blumenau – SC – Brazil. Coordinator of the Collegiate Body of the
Physiotherapy Course at the Health Sciences Center. Doctorate in Public Health (UFSC).
2
Federal University of Santa Catarina (UFSC), Florianópolis SC Brazil. Professor of the Graduate Program
in Collective Health at the Department of Collective Health. Doctorate in Social Dentistry (UFF).
3
Federal University of Santa Catarina (UFSC), Florianópolis SC Brazil. Doctorate student in Collective
Health.
Evaluation of teaching-service integration in primary care of Brazilian National Health System
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023007, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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ABSTRACT: The objective of the research was to evaluate the effectiveness of teaching-
service integration in different types of teaching-assistance units, identifying the models that
most favor integration. This is an evaluative, qualitative research, carried out in eight basic
health units in a city of Santa Catarina, intentionally selected and classified into four types
according to orientation characteristics (supervision or preceptorship) and work process (shared
agenda or own agenda). The evaluation matrix, composed of 4 dimensions and 10 indicators,
was developed through a literature review, interviews with actors involved and consensus
techniques for defining dimensions, indicators and validation. The most effective units were
those with shared work processes and predominance of supervision. The study concludes that
joint activities - with a shared agenda and supervision - allow greater integration and are the
ones that most qualify teaching-service integration.
KEYWORDS: Assessment. Brazilian nacional health system. Teacher-care integration
services.
RESUMO: O objetivo da pesquisa foi avaliar a efetividade da integração ensino-serviço em
diferentes tipos de unidades docentes-assistenciais, identificando os modelos que mais
favorecem a integração. Trata-se de uma pesquisa avaliativa, qualitativa, realizada em oito
unidades básicas de saúde em município de Santa Catarina, selecionadas intencionalmente e
classificadas em quatro tipos de acordo com características de orientação (supervisão ou
preceptoria) e processo de trabalho (agenda compartilhada ou agenda própria). A matriz
avaliativa, composta por 4 dimensões e 10 indicadores, foi desenvolvida por meio de revisão
de literatura, entrevistas com atores envolvidos e técnicas de consenso para definição das
dimensões, indicadores e validação. As unidades mais efetivas foram aquelas com processos
de trabalho compartilhado e predomínio de supervisão. O estudo conclui que atividades
conjuntas com agenda compartilhada e supervisão permitem maior integração e são as que
mais qualificam a integração ensino-serviço.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação. Saúde coletiva. Serviços de integração docente-assistencial.
RESUMEN: El objetivo de esta investigación fue evaluar la efectividad de la integración
enseñanza-servicio en diferentes tipos de unidades docente-asistenciales, identificando los
modelos que más favorecen la integración. Se trata de una investigación cualitativa,
evaluativa, realizada en ocho unidades básicas de salud de un municipio de Santa Catarina,
intencionalmente seleccionadas y clasificadas en cuatro tipos: según características de
orientación (supervisión o preceptoría) y proceso de trabajo (proceso de atención compartido
o propio). La matriz de evaluación, compuesta por 4 dimensiones y 10 indicadores, se elaboró
mediante revisión bibliográfica, entrevistas a los actores involucrados y técnicas de consenso
para la definición de dimensiones, indicadores y validación, siendo las unidades más efectivas
aquellas con procesos de trabajo compartido y predominio de la supervisión. El estudio
concluye que las actividades conjuntas -con agenda compartida y supervisión - permiten una
mayor integración y son las que más califican la integración enseñanza-servicio.
PALABRAS CLAVE: Evaluación. Salud pública. Servicios de integración docente-asistencial.
José Francisco Gontan ALBIERO; Sérgio Fernando Torres de FREITAS and Joyce Ribeiro ROTHSTEIN
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023007, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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Introduction
The National Curriculum Guidelines (DCN in the Portuguese acronym) for the area of
public health (SILVA, 2008) pointed out the need to train generalist, critical and humanistic
professionals, with their learning centered on the health needs of the population, which can be
considered one of the milestones for the teaching-service integration (IES in Portuguese), since
it begins to seek an education in and for the Unified Health System - SUS (the Brazilian public
national health system). In the same period, the National Policy of Continuing Education -
PNEP was published, which institutionalized continuing education in the daily life of the SUS
(BRAZIL, 2009). For Ceccim and Feuerwerker (2004), this policy may correspond to the
formal education of professionals when it manages to bring together professional experiences
and integrates work and teaching. The authors also mention that SUS has taken an active role
in the reorientation of strategies and modes of care, influencing changes in the ways of teaching,
with articulated actions between the health system and educational institutions.
Therefore, the IES stands as a two-way street, with the possibility of favoring the
training of academics in the routine of the SUS, expanding the commitment to its principles
(CECCIM; FEUERWERKER, 2004), as well as promoting reflection processes and permanent
training, resulting in the quality of care provided (ALBIERO; FREITAS, 2017a). The latter
authors consider that for this integration to occur effectively, conditions, incentives, resources
and management strategies are necessary.
The literature points out reports of experiences of institutionalized IES in Brazil, among
which are those that occurred in the municipalities of Porto Alegre, Florianópolis, Fortaleza
and Sobral (REIBNITZ et al., 2012; PEREIRA, 2013; ELLERY; BOSI; LOIOLA, 2013). Most
organize their actions respecting local programming characteristics and specific legislation of
each profession involved; with this, multiple formats of carrying it out are found, which
suggests the need for an evaluative study that points out which models favor integration more
or less. In this sense, the results of this study propose to subsidize reflections and improve the
process for all those involved in the IES.
Given this context, from the evaluation concepts elaborated by Contandriopoulos et al.
(1997, p. 31): "Evaluation is a value judgment regarding an intervention or about any of its
components, with the aim of helping in decision making", and the concept of Sander (1995, p.
47), that effectiveness is "the political and social criterion that supposes real commitment to the
achievement of objectives aimed at satisfying the concrete demands, expectations and needs of
the community involved", the present study aims to evaluate the effectiveness of IES in
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different types of teaching-assistance units (UDA), identifying the models that most favor the
integration.
Method
This is evaluative research of qualitative approach. This type of study aims to assess the
degree of consistency between the components of the intervention, more precisely between the
pertinence, the theoretical foundations and the effects of an intervention, as well as the
relationship of this intervention with its context (CONTANDRIOPOULOS et al.,1997).
The study took place in a municipality of Santa Catarina (SC), with a history of
partnership between university and health services network for over two decades, and was
developed between the months of January and March 2016.
Primary Care (PC) was chosen as the setting for the development of this study due to
the fact that it constitutes the central bet to produce the transformation and regulation of the
health care system and because it is a privileged setting for the practice of permanent training
(MADRUGA et al., 2015). Within this scenario, the Family Health Strategy (FHS) was selected
for the empirical studies, since the FHS teams are the reference of the PC and are expected to
be more favorable to the IES.
The health units were chosen intentionally, with the help of the IES coordination of the
Blumenau municipal health secretariat. Of the 52 units, eight UDAs were selected for the study.
The UDAs were classified into 4 types, according to the model proposed Albiero and
Freitas (2017a). This model takes into account two key points for the IES process: characteristic
of the pedagogical guidance (supervision or preceptorship) and the work process of the unit
(shared agenda with the routine of the service team or own agenda for student activities). Chart
01 summarizes the model, classifying the types that most favor IES.
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Chart 01 Type of orientation and force of favor for IES
Agenda
Classification
Shared Access
Very Strong
Shared Access
Strong
Own
Weak
Own
Very weak
Source: Prepared by the authors
It should be noted that for this typology, the term agenda designates the set of work
processes that involve the IES actions and defines if these actions take place as part of the health
unit routine or if there are specific activities for students. Therefore, the term agenda
characterizes the relationship and organization of work processes between the service's health
team and the university group (ALBIERO; FREITAS, 2017a).
The assumptions are: a) UDAs in which students act according to current work
processes have more integration than those in which their activities have their own agenda; b)
the conduct of the work process by supervisor or preceptor also makes a difference, although
to a lesser degree; moreover, it assumes that type 1 and 2 UDAs have the greatest integration
strength, followed by type 3 and type 4, even though the latter may only favor the students'
practice scenario, practically not interfering in the IES process (ALBIERO; FREITAS, 2017a).
The evaluative matrix was developed through three strategies: literature review;
interviews with actors involved with the IES (management, service, community and teaching);
and consensus techniques with consultation with experts to define the evaluation dimensions
and indicators, with subsequent consensus workshop with experts for validation.
The evaluation matrix is composed of 4 dimensions and 10 evaluation indicators for the
process (Chart 02). This evaluation model was previously tested in a city with a history of IES
(ALBIERO; FREITAS, 2017a).
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Chart 02 Dimensions and indicators of the evaluation matrix
Dimensions
Indicators
Management
I1
Expansion of Access
I2
Resolubility Primary Care
Service
I3
Motivation for Teamwork
I4
Professional Improvement
I5
Group attendance
Community
I6
User Satisfaction
I7
Strengthening Social Control
Teaching
I8
Expansion Concept of Health
I9
Expanding SUS Knowledge
I10
Update and Redesign Resumes
Source: Prepared by the authors
Data collection was carried out from different and complementary sources: the Primary
Care Information System (SIAB in the Portuguese acronym) was used to obtain indicators 1
(increased access), 2 (resolvability of the PC) and 5 (frequency of health education groups), for
the year prior to the application of the evaluation. Questionnaires applied to five team members
of each selected UDA provided the data for indicators 3 (motivation for teamwork) and 4
(professional improvement). Indicators 6 (user satisfaction) and 7 (strengthening of social
control) were obtained through the application of questionnaires to three local council
representatives and/or leaders of the communities where the UDAs were located. For indicators
8 and 9 (expansion of the concept of health and knowledge of the SUS), questionnaires were
applied to three students and one teacher who performed practices in each of the selected units.
For indicator 10, an interview was conducted with the person responsible for pedagogical
support at the university's Health Sciences Center. The survey was developed between January
and March 2016.
By judging each dimension, scores were assigned and its qualification: good (2 points),
regular (1 point), and poor (0 point). Finally, the judgment of the degree of effectiveness and
favorability to integration was performed, defined by the score of the dimensions presented in
Chart 03 (ALBIERO; FREITAS, 2017a).
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Chart 03 Evaluation of the effectiveness of the integration of teaching and care in the basic
health network of the SUS
Value judgment of favoring integration
Effective
6 to 8 points
AND
No possibility of "bad" in dimensions 2 (service), 3 (community)
and 4 (teaching)
Partially effective
4 to 5 points
AND
Not likely to be bad in dimensions 2 (service), 3 (community) and
4 (teaching)
Not effective
0 to 3 points
Source: Prepared by the authors
Due to the fact that service, community and teaching are the end-functions of teaching-
service integration, while management is the means-activity, no teaching/service integration
could be totally or partially favored if the teaching-service integration was bad in any of these
dimensions. After data collection and tabulation, the units were submitted to a judgment matrix
that points out the types of teaching-service units that more or less favor the effectiveness of
teaching-service integration.
This research was approved by the Ethics Committee for Human Research of the Federal
University of Santa Catarina, under opinion 9888.520, March 12, 2015.
Results
Chart 04 presents the scores and concepts obtained by the evaluated UDAs, according
to the dimensions management, service, community and teaching, and Chart 05 presents the
scores in descending order and the evaluation referring to each teaching assistant typology.
Chart 04 Scores and Concepts obtained by the evaluated UDAs
UDA
TYPE
MANAGEMENT
SERVICE
COMMUNITY
TEACHING
POINTS
A
1
REGULAR
GOOD
REGULAR
REGULAR
5
B
2
GOOD
REGULAR
GOOD
GOOD
7
C
3
REGULAR
BAD
REGULAR
REGULAR
3
D
4
REGULAR
BAD
REGULAR
REGULAR
3
E
1
GOOD
GOOD
GOOD
GOOD
8
F
2
REGULAR
REGULAR
GOOD
REGULAR
5
G
3
BAD
BAD
BAD
REGULAR
1
H
4
BAD
REGULAR
BAD
REGULAR
2
Source: Prepared by the authors
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Chart 05 Type of ADU, decreasing score and degree of favoritism
UDA
TYPE
TOTAL PTS
FAVORITISM
E
1: supervision / shared agenda
8
Favors
B
2: preceptorship / shared agenda
7
Favors
A
1: supervision / shared agenda
5
Partially
F
2: preceptorship / shared agenda
5
Partially
C
3: supervision / own schedule
3
Does not favor
D
4: preceptorship / own agenda
3
Does not favor
H
4: preceptorship / own agenda
2
Does not favor
G
3: supervision / own agenda
1
Does not favor
Source: Prepared by the authors
The point of greatest evidence perceived in the findings is related to the shared agenda
element. The UDAs that developed joint activities by sharing actions, and both the service and
the university adjusted to achieve their objectives, were those that most favored the IES. In the
4 UDAs with the worst evaluation, and which did not favor the IES, the situation is reversed in
relation to supervision and preceptorship, always working with their own agendas. Although in
a discrete way, the 'preceptor' element predominates, changing only the variation in score, but
not its final classification.
The "service" dimension has as indicators: motivation for team work; professional
improvement and increased attendance to the unit's collective activities. In this sense, these
three indicators suggest a linkage.
If the partner work with teachers and students inspires and increases the motivation of
the workers in service, there is an expectation of permanent improvement, which, consequently,
reflects in the qualification of all actions carried out in the unit. Another point worth noting is
related to the "teaching" dimension. This was the only dimension that did not present a 'bad'
concept. Two UDAs were rated "good" and 6 UDAs were rated "regular", which suggests that
the teaching-service integration is effective for the university's objectives regardless of the
model used.
The "teaching" dimension has three indicators: expansion of the concept of health and
knowledge of the SUS and curricular adjustments. The presence of teachers and students in the
daily life of the units and the integrated actions with the service and the community can
consolidate the appropriation of the concept of health beyond the absence of complaints, and
also provide routine visualization of both the philosophy of SUS and its challenges. As a result,
these students end up returning to the university willing to qualify their education permanently.
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Discussion
As observed in the data presented above, the element "shared agenda" presented itself
as the factor that most favors the IES in the evaluated UDAs. This finding is supported in the
literature, because, with shared agenda, university and service are pressured to make their
primary objectives flexible in favor of a new joint objective, where neither the demand of the
unit nor the pedagogical objective can overlap, favoring the discussion and adjustment of
integrated activities, positively implying all those involved in the process (CECCIM;
FEUERWERKER, 2004).
As discussed by Albiero and Freitas (2017b), planning integrated actions and activities
between teaching and service presuppose that a mismatch between institutional objectives may
occur, since the university has its focus on pedagogical objectives and the unit has its local
demands; however, the researchers point out that participatory planning can equate this
situation and obtain the impacts of this exchange of knowledge that the IES brings. Which is in
line with Torres et al., (2019), for whom the teaching-service integration represents to students
the contextualized training, essential for a professional preparation that involves social and
human aspects, with values, feelings, worldview, experience and construction of different
visions about the SUS.
It also represents the fight against the hegemony of technical knowledge over practice,
contemplating a contextualized training with significant learning, in addition to impacting on
the motivation of the professionals involved, promoting social legitimacy and resolution to
repressed demands of the community (CECCIM; FEUERWERKER, 2004).
Regarding the component of connection between university and service in the forms of
supervision or preceptorship, it is observed that there were no significant differences in favoring
the teaching-service integration, however, when comparing the sum of points among the ADUs
of shared agenda conducted by a supervisor (13 points) to those conducted by a preceptor (12),
there is a small difference in the final score, with the predominance of the "supervisor" element
discretely favoring the process. In this sense, researchers report that the pedagogical training of
teachers and preceptors is still widely discussed, since often good technicians become teachers
or preceptors, and this process is insufficient, which has led to an increasing qualification in
these formations (TORRES et al., 2019).
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Torres et al. (2019) understand that the role of preceptors is essential to promote the
articulation between teaching and service; however, for this to occur effectively, in addition to
mastering the practice, they need to learn to master pedagogical aspects related to the
transmission of knowledge. However, research indicates that these professionals have
pedagogical difficulties in planning and evaluating their activities, besides the difficulty in
applying active methods that demand constant reflection and criticism. The factors pointed out
are: resistance in interprofessional work, excessive demand, structural deficiencies, insufficient
training in relation to issues of planning and creativity, cited in the literature as challenges to
the performance of preceptors (LIMA; ROZENDE, 2015; FORTE et al., 2015).
To remedy the gap in the training of preceptors, inductive policies of the Ministries of
Health and Education have occurred through programs and projects that aim to know in depth
the role of the preceptor in primary care. The results of such projects also point to the need for
investment through continuing education focused on interdisciplinarity, since this element
seems to highlight one of the biggest challenges for the function (BISPO; TAVARES; TOMAZ,
2014).
It is worth mentioning that the fact that no significant difference in scores was observed
may be linked to the fact that, for both supervisors and preceptors, there are aspects that need
to be worked on. Just as preceptors often lack pedagogical training, for supervisors there is the
challenge of stripping themselves of their technical arsenal and also put themselves in the
position of learners, in order to adapt their pedagogical objectives to the reality and peculiarity
of each community (CAMARA; GROSSEMAN; PINHO, 2015). In this sense, Albiero and
Freitas (2017b) complement that, regardless of the form of guidance (whether by supervision
or preceptorship), the favoring of teaching-service integration and its effectiveness demand
precisely from professionals trained in pedagogical aspects and that, at the same time, maintain
their updating and quality in technical/clinical aspects, which has not always been observed in
Brazil.
However, researchers report that the approximation between teaching and service makes
permanent education possible for teachers and health service workers, constituting a two-way
street for the frequent exchange of knowledge, where the production of knowledge stimulates
the service providers and brings repercussions to the latter and to the community. The actors
involved in the process feel motivated when they experience teamwork and realize in loco the
repercussions and partnerships with the community (ALBIERO et al., 2017, BREHMER;
RAMOS, 2014; REIBNITZ et al., 2012).
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In addition, living with teachers and students and the proximity of the university can
generate in professionals the desire to seek improvement, which generates qualification and
technical improvement of workers (PIZZINATO et al, 2012; LIMA; ROZENDO 2015), thus
addressing a need cited by researchers, which is precisely the permanent training and
continuous exercise in the daily life of the units, for the incorporation of the expanded concept
of health and establishment of new practices and work processes, resulting in the
comprehensiveness of care and the appropriate resolution to the local reality
(FEUERWERKER; SENA, 2002, CÂMARA et al., 2012).
Many studies, such as those of Reibnitz (2012), Alves et al. (2012) and Forte et al.
(2015), point to the IES as a potential collaborative strategy in the process of changes in health
training, and indicate that service learning enhances curriculum development, which
corroborates the findings cited in this research.
Final remarks
The evaluation of the IES with the model of Albiero and Freitas (2017b) showed that
the element "agenda management" is a determining factor for the effectiveness of the teaching-
service integration process and that there is a subtle connection of supervision over
preceptorship in the units with the best score, where units with preceptorship presented the
worst classification. Therefore, it was observed in this study that teaching-service integration is
more effective in the 'teaching' dimension than in the 'service' dimension, and that the best
results are in the types where the presence of the supervisor/teacher is present.
The study raises new reflections and questions, since in a significant number of
publications the driving factor among those involved in the teaching-service integration is, or
should be, the harmony in performing the tasks, where everyone would have positive
repercussions in their actions. However, throughout the research, in direct contact with the
actors of the process, this harmony did not prove to be complete, because the university invades
the practice scenarios in the PCU and the service seems to provide 'help', giving up its spaces
to collaborate with the training of new professionals. On the other hand, the university also
understands that it 'helps' the service by expanding its scope of action and access. The managers
of the institutions make agreements and covenants, but the feeling is that one does the other a
"favor". However, it seems to us that there is an asymmetry in this relationship.
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While in education there is the need for training in SUS practice settings and a
legislation for such (DCN) (SILVA, 2008), for the service there is a recommendation in a public
policy (PNEPS) (BRAZIL, 2009). The publication of DCN Health practically
obliges/recommends the insertion of students in practice settings, especially in Primary Care.
The PNEPS indicates that in-service education enhances the motivation and improvement of
network professionals, but there is no mandatory commitment.
In the other vertices of the quadrilateral, the management performs its 'middle' function
through its administrative role, signing agreements and counting on the possibility of an inter-
institutional partner work. The 'community', in many cases, remains on the sidelines of the
process, most of the time not understanding the presence of students in the units, or even with
the expectation of "helping" future professionals.
In view of these facts, it is necessary to think of the teaching-service integration as a
strong public policy also in the service. The management needs to identify and formalize the
units and the professionals with a profile for integrated work and reflect on real possibilities of
compensation. These units need a differentiated structure according to the number of daily
actors in the environment, certification for the professionals on the team and preceptors,
including points for their career, incentives for improvement courses, and constant investment
in training. In turn, the management of health courses in universities also needs to play its role
in identifying teachers with the profile to work integrated in the network.
This is the way to minimize the chance of a professor with little knowledge of and
commitment to SUS and concerned exclusively with his professional core and with special
clinical conditions in a scenario different from his clinic, laboratory, or hospital linked to the
university being in this position. Besides the identification, it is fundamental to encourage and
support integrated research and extension work in teams with the communities and health
teams.
Finally, this work suggests the need to reflect, formalize, and define objectives,
methodologies, roles, training, and joint evaluations of the IES, respecting the characteristics
of the localities, with the goal of making them more effective, consolidated, and having
repercussions on all those involved in an equitable manner.
José Francisco Gontan ALBIERO; Sérgio Fernando Torres de FREITAS and Joyce Ribeiro ROTHSTEIN
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ACKNOWLEDGEMENT: To the Coordination for the Improvement of Higher Education
Personnel (CAPES), for granting a doctoral scholarship to Joyce Ribeiro Rothstein (Process
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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17089 16
CRediT Author Statement
Acknowledgements: No acknowledgements.
Funding: Coordination for the Improvement of Higher Education Personnel (CAPES) -
Process No. 88882.437589/2019-01. Federal University of Santa Catarina - UFSC
Conflict of interest: No conflict of interest.
Ethical approval: Approved by the Ethics Committee for Research with Human Beings of
the Federal University of Santa Catarina, under opinion 9888.520, March 12, 2015.
Data and material availability: Not applicable.
Authors' contributions: José Francisco Gontan Albiero: Conceptualization,
Methodology, Validation, Formal analysis, Research, Data curation, Writing - Original
draft, Writing - proofreading and revision and editing, Visualization, Supervision, Project
management. Sérgio Fernando Torres de Freitas: Conceptualization, Methodology,
Validation, Formal analysis, Investigation, Data curation, Writing - Original draft, Writing
- proofreading and editing, Visualization, Supervision. Joyce Ribeiro Rothstein: Formal
analysis, Data curation, Writing - Original draft, Writing - proofreading and editing,
Visualization.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, normalization and translation.