RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 1
A IDENTIDADE DAS PEDAGOGAS FORMADORAS DA REDE MUNICIPAL DE
ENSINO DE CURITIBA: OS SENTIDOS DAS NARRATIVAS
(AUTO)BIOGRÁFICAS PARA O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
LA IDENTIDAD DE LAS PEDAGOGAS FORMADORAS DE LA RED EDUCATIVA
MUNICIPAL DE CURITIBA: LOS SIGNIFICADOS DE LAS NARRATIVAS
(AUTO)BIOGRÁFICAS PARA EL DESARROLLO PROFESIONAL
THE PEDAGOGUE EDUCATOR’S IDENTITY IN THE MUNICIPAL EDUCATION
SYSTEM OF CURITIBA: THE MEANINGS OF (AUTO)BIOGRAPHIC NARRATIVES
FOR PROFESSIONAL DEVELOPMENT
Claudia BINOTTO1
e-mail: claubinotto@gmail.com
Regina Cely de Campos HAGEMEYER2
e-mail: regicely15@gmail.com
Como referenciar este artigo:
BINOTTO, C.; HAGEMEYER, R. C. C. A identidade das
pedagogas formadoras da Rede Municipal de Ensino de Curitiba:
Os sentidos das narrativas (auto)biográficas para o desenvolvimento
profissional. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação,
Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587. DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102
| Submetido em: 15/08/2022
| Revisões requeridas em: 16/01/2023
| Aprovado em: 10/02/2023
| Publicado em: 04/05/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba PR Brasil. Doutoranda em Educação.
2
Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba PR Brasil. Professora sênior colaboradora do PPGE, na
linha de pesquisa: Cultura, Escola e Processos Formativos em Educação. Doutorado em Educação (USP).
A identidade das pedagogas formadoras da Rede Municipal de Ensino de Curitiba: Os sentidos das narrativas (auto)biográficas para o
desenvolvimento profissional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 2
RESUMO: Este artigo analisa a identidade profissional do(a) pedagogo(a) formador(a) de Núcleos
Regionais de Educação de Curitiba, propõe situar e identificar os desafios pedagógicos, sociais e
culturais presentes na sua formação e desenvolvimento profissional. A investigação realizada com
oito pedagogas formadoras iniciou com procedimentos da pesquisa qualitativa de André e Gatti
(2008) e requisitou a metodologia de narrativas (auto)biográficas, a partir de Josso (2007) e Souza
(2014) foi desenvolvida em encontros de pesquisa-formação, com base nos Ateliês Biográficos de
Projeto de Delory-Momberger (2006). Na análise da pesquisa, a identidade profissional se
apresentou como processo contínuo e dinâmico, de transformação pessoal e profissional, levando
em conta os processos culturais das escolas. Destacou-se, nesta dimensão, o sentido do trabalho
mediador que desenvolvem com os(as) pedagogos(as) e professores das escolas a que atendem.
Emergiram, das análises, referenciais a serem considerados no desenvolvimento profissional das
participantes, visando a atuação das pedagogas na escola municipal contemporânea.
PALAVRAS-CHAVE: Identidade profissional. Pedagogo(a) formador(a). Pesquisa-formação.
Narrativas (auto)biográficas. Desenvolvimento profissional.
RESUMEN: Este artículo analiza la identidad profesional del (de la) pedagogo (a) formador(a)
de los Centros Regionales de Educación de Curitiba y propone situar e identificar los desafíos
pedagógicos, sociales y culturales presentes en su formación y desarrollo profesional. La
investigación realizada con ocho pedagogas formadoras partió de procedimientos de investigación
cualitativa de André y Gatti (2008), requirió la metodología de narrativas (auto)biográficas de
Josso (2007) y Souza (2014) y se desarrolló en encuentros de investigación-formación, basado en
los talleres de proyectos biográficos de Delory-Momberger (2006). En el análisis de la
investigación, la identidad profesional se presentó como un proceso continuo y dinámico de
transformación personal y profesional, teniendo en cuenta los procesos culturales de las escuelas.
En esta dimensión se destaca el OK OK OK significado del trabajo mediador que desarrollan con
los pedagogos y docentes de las escuelas a las que asisten. De los análisis surgieron referentes a
ser considerados en el desarrollo profesional de los participantes, visando la actuación de los
pedagogos en la escuela municipal contemporánea.
PALABRAS CLAVE: Identidad profesional. Pedagogo(a) formador(a). Investigaciónformación.
Narrativas (auto)biográficas. Desarrollo profesional.
ABSTRACT: This article analyzes the professional identity of the pedagogue educator of Regional
Education Centers in Curitiba, proposes to situate and identify the pedagogical, social, and cultural
challenges present in their training and professional development. The investigation carried out
with eight pedagogue educators started with qualitative research procedures by André & Gatti
(2008) and required the methodology of (auto)biographical narratives, from Josso (2007) and
Souza (2014) and was developed in meetings of research-training, based on Delory-Momberger's
Biographical Project Workshops (2006). In the analysis of the research, the professional identity
was presented as a continuous and dynamic process, of personal and professional transformation,
considering the cultural processes of the schools. In this dimension, the meaning of the mediating
work they develop with the pedagogues and teachers of the schools they attend stands out. From
the analyses, references to be considered in the professional development of the participants
emerged, aiming the performance of pedagogues in the contemporary municipal school.
KEYWORDS: Professional identity. Pedagogue educator. Research-training. (Auto)biographical
narratives. Professional development.
Claudia BINOTTO e Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 3
Introdução
Diante das mudanças sociais e culturais da sociedade contemporânea, aumenta a
demanda por profissionais dotados de novos conhecimentos e domínios para atuar nas várias
áreas da formação humana. Nas instâncias administrativas que norteiam as propostas
educacionais das escolas públicas, a atuação de pedagogos(as) formadores(as) adquire
importância significativa, verificando-se a intensificação e densidade de suas tarefas ao
desenvolver sua função de organização e equacionamento do trabalho pedagógico de unidades
escolares de Curitiba. Nesta perspectiva, o(a) pedagogo(a) formador(a) promove o
assessoramento e orientação mensal de equipes gestoras no âmbito escolar, oferecendo apoio
teórico-metodológico à implementação de propostas curriculares e políticas educacionais
vigentes, que norteiam o trabalho que desenvolvem nas escolas municipais.
Propõe-se apresentar, neste artigo, a pesquisa que realizamos, contemplando duas
dimensões desta função: A constituição da identidade profissional das pedagogas formadoras
3
,
considerando as propostas educacionais das escolas municipais a que atendem; e o
desenvolvimento profissional, visando situar os novos interesses e necessidades sociais e
culturais que identificam, a serem integrados ao trabalho pedagógico e educacional da escola
municipal contemporânea.
Na literatura recente sobre a formação do pedagogo, Marcelo Garcia (2009) identifica a
existência de pelo menos quatro perspectivas ou tradições de formação profissional de
professores(as) e pedagogos(as): a perspectiva acadêmica, a perspectiva da racionalidade
técnica, a perspectiva prática e a perspectiva de reconstrução social. Destas perspectivas, de
acordo com Franco (2003), permanece ainda na formação profissional do(a) pedagogo(a) uma
tendência racional técnica, voltada à reflexividade.
Desde a implementação das Diretrizes Curriculares de Pedagogia (BRASIL, 2006),
configurou-se nos cursos de licenciatura uma política voltada à formação do professor de anos
iniciais, a qual inicialmente trouxe críticas e debates, considerando o retrocesso que estas
decisões viriam a causar, desconsiderando os avanços conquistados nas faculdades de
educação, voltados à formação de um pedagogo pesquisador e que articulasse com propriedade
o processo pedagógico escolar no seu conjunto. Este reconhecimento e reação surgiu também
a partir de órgãos representativos dos processos de formação e atuação do pedagogo, como a
3
Constatou-se que todos os profissionais participantes da pesquisa que compõem os Núcleos Regionais de
Educação de Curitiba são do sexo feminino, sendo que participaram da pesquisa um grupo de profissionais que
por esta razão, especificamos como ‘pedagogas formadoras’.
A identidade das pedagogas formadoras da Rede Municipal de Ensino de Curitiba: Os sentidos das narrativas (auto)biográficas para o
desenvolvimento profissional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 4
ANFOPE, ANPED, FORUNDIR, entre outros. Em anos posteriores, bem como nos cursos de
Pedagogia das faculdades de educação brasileiras, buscou-se retomar a formação e identidade
profissional do pedagogo escolar, considerando uma atuação menos fragmentada e unitária,
requisitando sobretudo o seu desenvolvimento profissional de forma mais ampliada.
A partir das DCNs de 2015 (BRASIL, 2015), para a formação de professores e
pedagogos, propôs-se nas licenciaturas das diferentes áreas de ensino revisões curriculares que
considerassem a evolução do conhecimento científico e tecnológico, tendo em vista as novas
necessidades de formação também nestas áreas, no contexto da escolarização básica. As
propostas de formação do pedagogo na licenciatura de Pedagogia, no processo de revisão
curricular deste período, passaram a considerar a dinâmica da sociedade contemporânea
multicultural, na qual crianças e jovens que frequentam a escola básica estão permeados por
rápida e constante transformação em todas as áreas da vida humana.
No estado do Paraná, verifica-se que a profissão do pedagogo, nas redes de educação
escolar pública, configura historicamente um trabalho profissional que alcançou credibilidade,
mantendo uma atuação institucional assegurada por concursos internos, tornando-se uma
função necessária às instâncias de organização e coordenação do trabalho pedagógico, nos
vários níveis e instâncias de ensino das escolas públicas.
O grupo de pedagogas formadoras participantes da pesquisa proposta é formado de
profissionais que pertencem aos Núcleos Regionais de Educação de Curitiba. Como
articuladoras entre a equipe da secretaria municipal e as unidades educacionais, participam dos
processos de formação propostos pela Secretaria Municipal de Educação (SME), com relação
ao seu grupo de trabalho e aos pedagogos das escolas municipais.
Como apoio também ao trabalho de pedagogos formadores, os coordenadores dos
Núcleos Regionais da Rede Municipal de Ensino de Curitiba passaram a ofertar, desde 2012,
cursos de formação contínua, e também textos informativos e formativos como subsídio para o
trabalho pedagógico das escolas. Um exemplo refere-se ao Caderno Pedagógico (CURITIBA,
2012), elaborado com recomendações aos pedagogos formadores, para que desenvolvam sua
função a partir de constante processo de formação e preparo que possa contribuir com o
desenvolvimento do trabalho dos profissionais nas unidades escolares.
Imbernón (2002) reconhece a identidade de cada profissional da escola e defende a ideia
de que sejam sujeitos de sua própria formação. Neste caso, as pedagogas formadoras
participantes da pesquisa passaram a desenvolver sua profissão, a partir de seus interesses e
estudos, compartilhando suas convicções sobre o trabalho teórico-metodológico que promovem
Claudia BINOTTO e Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 5
para a educação escolar contemporânea, compartilhando suas experiências junto aos pedagogos
e professores das escolas nas quais desenvolvem seu trabalho. Esta constatação nos levou a
formular algumas questões diante das mudanças da escola municipal: Considerando os novos
desafios sociais e culturais da escola atual, o pedagogo formador reconhece novos temas e/ou
atribuições que precisam integrar à sua identidade profissional? Quais estudos, metodologias e
experiências considera necessários à sua atuação? Como têm buscado refletir sobre as reais
necessidades de sua formação e desenvolvimento profissional?
Nas observações realizadas sobre o grupo de pedagogas formadoras, constatamos que
desenvolvem sua função a partir de conhecimentos da área pedagógica, decorrentes de sua
formação profissional inicial em Pedagogia, de cursos de especialização, também ofertados pela
Secretaria Municipal de Educação, mas, sobretudo, apresentam novas iniciativas a partir de
suas trajetórias profissionais. Nesses levantamentos iniciais, verificou-se, no entanto, que são
poucas as propostas formativas das quais participam e possam narrar suas experiências,
memórias, aprendizagens e iniciativas promovidas durante sua trajetória profissional.
Estas percepções nos levaram a propor o desenvolvimento de uma pesquisa, ancorada
na metodologia de narrativas (auto)biográficas, com dispositivos de pesquisa-formação, em
Josso (2007) e Souza (2014), a partir de encontros planejados com base nos Ateliês Biográficos
de Projeto de Delory-Momberger (2006).
Situar o reconhecimento do(a) pedagogo(a) formador(a) sobre sua identidade
profissional propõe compreender as questões culturais e sociais das escolas contemporâneas,
com suas conformações e contingências. Os domínios do conhecimento, nesta perspectiva,
requisitam novas formas de mediação e metodologias que propiciem aos pedagogos escolares
e professores a possibilidade de organizar o trabalho pedagógico diante do avanço científico,
tecnológico, social e cultural do mundo contemporâneo. Estes processos, contudo, precisam ser
situados, pesquisados e compreendidos, o que demanda a análise de suas posições pessoais e
profissionais.
Giroux (1997) se refere à crítica aos códigos legitimadores pelos quais as grandes
narrativas de progresso e desenvolvimento humano precisam ser retomadas, analisadas e
discutidas, gerando posições conceituais a serem analisadas por aqueles que desenvolvem o
processo educacional nas instituições escolares, e que define como intelectuais
transformadores.
A disposição do intelectual transformador faz referência aos educadores que
desenvolvem sua função de forma consciente, por compreender, analisar e interpretar as
A identidade das pedagogas formadoras da Rede Municipal de Ensino de Curitiba: Os sentidos das narrativas (auto)biográficas para o
desenvolvimento profissional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 6
necessidades sociais, culturais e políticas de professores, pedagogos(as) em favor dos
estudantes da escola básica contemporânea. Propõe-se considerar este conceito como
possibilidade de oferecer uma base conceitual para a constituição e análise da identidade
profissional das pedagogas formadoras participantes da pesquisa realizada.
Uma breve contextualização sobre a formação e identidade do(a) pedagogo(a)
formador(a): as dimensões e influências profissionais
Com relação à profissão do(a) pedagogo(a), Brzezinski (2011) retoma a abrangência da
atuação destes profissionais em várias instâncias da prática educacional, de ligação direta ou
indireta com os processos de organização, transmissão e assimilação de conhecimentos e
saberes, que demandam os domínios do campo pedagógico escolar. Nesta perspectiva, em vista
das inúmeras responsabilidades delegadas aos pedagogos formadores na escola pública nos
Núcleos Regionais de Educação Municipal, propõe-se dedicar atenção à formação inicial e
atuação profissional daqueles que organizam e respondem aos desafios de uma conjuntura
social que se expressa também nos sistemas de ensino e nas propostas educacionais oficiais.
Marcelo Garcia (2009) se refere ao ensino escolar como uma tarefa cada vez mais
complexa, que requer formação, conhecimento e compromisso. Refere-se à formação do
professor, a qual inclui a atuação do pedagogo formador, tendo em vista o seu constante contato
com a docência nas escolas, abrange duas dimensões: a formação teórico-científica (formação
acadêmica específica); e a formação técnico-prática, voltada à preparação profissional para o
desenvolvimento do trabalho pedagógico, que inclui a didática e as metodologias de ensino.
Integra-se a estas dimensões, a pesquisa educacional e as formas de interação e conectividade
tecnológica no âmbito escolar e nas comunidades em que se inserem as escolas nas quais
desenvolvem seu trabalho.
Essas dimensões mantêm uma relação de reciprocidade e de permanente interação e
constante articulação com o meio social e cultural, no qual interagem os pedagogos formadores,
o que reafirma nossas considerações, com relação aos conhecimentos e saberes que incorporam,
e que são construídos durante a carreira e em processos formativos, que implicam na
abrangência de atividades e metodologias que possibilitem alcançar as dimensões dos
conhecimentos da área pedagógica e dos processos inovadores a eles inerentes.
O conceito de identidade profissional na atualidade, de acordo com Marcelo Garcia
(2009), revela-se como uma realidade que evolui e se desenvolve tanto pessoal como
coletivamente. A identidade não é algo que se possua, mas algo que se desenvolve durante a
Claudia BINOTTO e Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 7
vida. O desenvolvimento da identidade “acontece no terreno intersubjetivo e se caracteriza
como um processo evolutivo, um processo de interpretação de si mesmo como pessoa dentro
de um determinado contexto” (MARCELO GARCIA, 2009, p. 112).
A inserção dos pedagogos formadores nas escolas municipais subentende a imersão
destes profissionais nas culturas produzidas nestas escolas por seus profissionais professores,
pedagogos e gestores. Nesta perspectiva, cabe considerar as análises de Viñao Frago (2000)
sobre o processo de produção de identidades como decorrência de diferentes histórias das
escolas e do sistema a que pertencem, que vão conformando hábitos, formas e modos de agir.
Viñao Frago (2000) se refere à escola como espaço de produção cultural, o que diz
respeito às formas de vivências de seus tempos e espaços que, ao serem analisados, não
representam uma ordem impecável ou pontos de vista únicos ou fixos. O espaço escolar
configura-se como o aleatório e o móvel, que possam constituir, sobretudo, mais possibilidades
do que limites. Segundo o autor, cada escola é caracterizada por diferentes histórias, trajetórias
e configurações de sua organização pedagógica, determinadas formas ensino e processos de
interação entre os profissionais e a partir dos interesses e necessidades dos estudantes.
Neste sentido, cada instituição escolar percorre caminhos que se diferenciam, e
estabelece relações a partir de suas comunidades, valores e atitudes produzidos por seus
profissionais em experiências culturais produzidas, o que nos leva a analisar as características
dos processos produzidos no âmbito escolar a partir da atuação do pedagogo formador, entre as
configurações das relações de poder presentes na cultura escolar e as práticas democráticas nas
escolas.
O grupo selecionado e os passos do caminho metodológico para a pesquisa
A pesquisa proposta foi desenvolvida no âmbito da Rede Municipal de Ensino de
Curitiba, em três de seus Núcleos Regionais de Educação (NREs)
4
e a seleção dos(as)
pedagogos(as) formadores(as) para a pesquisa foi definida considerando os dados obtidos em
estudo exploratório realizado com um grupo de oito (8) pedagogas formadoras, que participam
dos Núcleos Regionais de Santa Felicidade, Boa Vista e Matriz.
Para a pesquisa-formação desenvolvida com as pedagogas formadoras selecionadas, foi
planejado um curso, previsto em seis (6) encontros, durante o segundo semestre de 2020 e o
4
A Rede Municipal de Ensino de Curitiba possui dez Núcleos Regionais de Educação, onde cada núcleo organiza
sua equipe de pedagogos(as) formadores(as).
A identidade das pedagogas formadoras da Rede Municipal de Ensino de Curitiba: Os sentidos das narrativas (auto)biográficas para o
desenvolvimento profissional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 8
primeiro semestre de 2021. Em articulação aos fins e objetivos da escola municipal, o curso foi
desenvolvido com o título: ‘A construção da identidade do(a) pedagogo(a) formador(a):
revelações de sentidos para um desenvolvimento profissional transformador’. Os encontros
foram realizados com o objetivo de revelar e analisar a constituição da identidade das pedagogas
formadoras dos NREs da RME, a partir de suas narrativas (auto)biográficas pessoais e
profissionais, também do ponto de vista histórico social, considerando os processos culturais
produzidos por profissionais das escolas em que trabalham.
Para conhecimento do grupo participante da pesquisa, foram adotados inicialmente os
procedimentos da pesquisa qualitativa, com base em And e Gatti (2008), a partir de
questionário inicial aplicado, visando obter maior visibilidade sobre os processos vividos em
suas trajetórias como pedagogas.
A utilização da metodologia de pesquisa de narrativas (auto)biográficas, de acordo com
Josso (2007) e Souza (2014), que foi realizada considerando os encontros formativos com base
nos Ateliês Biográficos de Projeto de Delory-Momberger (2006), propiciaram a vivência de
atividades que, ao serem analisadas, revelaram significativo valor com relação ao trabalho das
pedagogas formadoras. O processo vivido oportunizou às pedagogas formadoras liberdade de
expressão para os relatos, verbalizações sobre memórias, concepções, descrição de práticas e
experiências vividas, que foram analisadas de forma interpretativa durante e posteriormente ao
desenvolvimento da pesquisa
5
.
A metodologia de pesquisa (auto)biográfica durante o processo de pesquisa-formação
possibilitou, além da análise das formas de atuação das participantes, interpretação e discussão
dos textos de autores, suas concepções e argumentações a partir das aprendizagens a que
chegaram durante o curso. Na acepção de Josso (2007), a pesquisa de narrativas
(auto)biográficas promove um encontro consigo mesmo e com o ‘outro’, possibilitando a
melhora na interação entre pares, a troca de conhecimentos e saberes entre as pedagogas
formadoras. A análise das falas e narrativas referenciaram os temas e atividades, levando à
reflexão sobre o sentido das atividades profissionais desenvolvidas, auxiliando maior
visibilidade sobre a constituição da identidade profissional das pedagogas formadoras.
O percurso proposto para a pesquisa teve uma interrupção para uma revisão da forma
dos encontros, em função do momento contingencial da pandemia da COVID-19
6
, que
5
Para garantir o respeito e o sigilo aos sujeitos da pesquisa, as pedagogas formadoras que participaram desta fase
da investigação, foram identificadas a partir do nome fictício que escolheram para se apresentar.
6
As medidas de enfrentamento da pandemia do Coronavírus, foram consideradas pela Lei Federal n.º 13979, de
06 de fevereiro de 2020, e a partir do Decreto Municipal 421, de 16 de março de 2020, que declarou situação
Claudia BINOTTO e Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 9
impossibilitou a realização de reuniões presenciais previstas na pesquisa. Por essa razão, o curso
foi desenvolvido na forma on-line, através da plataforma Google Meet. Neste novo formato, as
atividades foram planejadas de forma acolhedora, o que possibilitou a livre emissão das
narrativas das pedagogas formadoras sobre os momentos de perplexidade vividos na pandemia
e em isolamento social, mas considerando a continuidade do trabalho dos(as) pedagogos(as)
escolares. No curso on-line, por outro lado, tornou-se possível a discussão de conceitos sobre a
identidade profissional e seu reconhecimento pelas pedagogas formadoras, considerando a
utilização das tecnologias e a experiência vivida através dos recursos on-line, com novas
linguagens e formas de comunicação entre as pedagogas formadoras, os profissionais das
escolas e os estudantes.
Para realizar a análise interpretativa das fontes, entre os elementos coletados na
oralidade e nos relatos escritos do grupo participante, foram utilizados os elementos da leitura
em três tempos, sugerida por Souza (2014): Tempo I Pré-análise e leitura cruzada; Tempo II-
Leitura temática a partir de unidades de análise descritivas e Tempo III Leitura interpretativa
compreensiva do corpus, por considerar o tempo de lembrar, narrar e refletir sobre o vivido.
As fontes narrativas e biográficas sob esta perspectiva possibilitaram a apreensão de
questões relacionadas às trajetórias e percursos de vida e formação das pedagogas formadoras,
que falaram sobre suas aprendizagens e experiências construídas ao longo da vida pessoal,
como influências para suas opções e formas de atuação profissional, como preconizou Souza
(2014).
O curso de pesquisa-formação e os reconhecimentos dos marcos sociais e profissionais nas
carreiras das pedagogas formadoras
No decorrer do curso, como anunciado, duas dimensões ou categorias foram
desenvolvidas mais intensamente na pesquisa: Identidade profissional do(a) pedagogo(a)
formador(a); Formação e desenvolvimento profissional dos(as) pedagogos(as) nos NREs,
compondo as temáticas que nortearam as atividades das unidades e subtemas abordados durante
o curso.
Na primeira fase, considerada por Josso (2010) e Souza (2014) como momentos de
identificação e trocas iniciais com o grupo, as pedagogas formadoras abordaram em suas
narrativas as origens de sua opção pela carreira educacional escolar e como pedagogas. Nessas
de emergência em saúde pública, em decorrência da pandemia do COVID-19, levando a suspender as atividades
presenciais desenvolvidas nas unidades educacionais escolares, inclusive as de formação continuada.
A identidade das pedagogas formadoras da Rede Municipal de Ensino de Curitiba: Os sentidos das narrativas (auto)biográficas para o
desenvolvimento profissional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 10
narrativas de histórias de vida, cinco pedagogas formadoras mencionaram a influência familiar
em suas escolhas profissionais. De acordo com Dominicé (2010), as relações familiares
influenciam de forma significativa as decisões sobre a escolha do curso de formação inicial e
incidem ainda no juízo de valores dos sujeitos acerca da adequação das profissões na/para a
vida. Embora com grande interesse na área educacional, as questões financeiras e a distância
do local de estudo apareceram como entrave para a concretização da formação inicial em
Pedagogia, a qual foi possível somente mais tarde em alguns dos casos.
Em relação aos marcos na carreira profissional, as pedagogas formadoras revelaram
momentos decisivos em suas trajetórias pessoais e profissionais para a escolha da carreira de
pedagogas. A pedagoga Inês revelou os motivos desta opção, que identificou “desde os motivos
afetivos como também o da aprendizagem com pessoas que passaram em minha vida, e o quanto
me ensinaram, o quanto aprendi com ‘os outros’ durante todo tempo de trabalho”.
Através das análises das histórias de vida das pedagogas formadoras foi possível
repensar as questões que circundam a sua constituição profissional, suas convicções e ações.
Segundo Nóvoa e Finger (2010), as histórias de vida possibilitam compreender o que o próprio
sujeito escolhe durante a sua formação, levando à reflexão sobre o sentido das formas de
trabalho que desenvolvem no percurso de sua vida pessoal e profissional na instituição escolar.
A leitura temática interpretativa e compreensiva da identidade profissional das
pedagogas formadoras
No desenvolvimento inicial do curso, buscou-se abordar a noção central de identidade
que, na acepção de Josso (2007), é definida como expressão de existencialidade, através da
análise e interpretação das histórias de vida orais e escritas, que permitem colocar em evidência
as fases de sua constituição. São narrativas que revelaram a pluralidade, a fragilidade e a
mobilidade das vivências e escolhas pessoais e profissionais ao longo da vida.
Em uma das primeiras atividades realizadas no curso, foi utilizada a música Lamento
Sertanejo, de autoria de Dominguinhos e Gilberto Gil, para uma reflexão sobre as origens
culturais, buscando aproximar e/ou questionar suas influências na constituição da identidade.
Nesta primeira análise, considerou-se a identidade nordestina, que levou a refletir sobre
as identidades presentes nas diferentes regiões brasileiras. Nesta perspectiva, evidenciou-se
como questão da educação escolar e de seus profissionais a relação entre a identidade de
homens e mulheres brasileiros(as) e suas origens culturais e seus direitos à escolarização sem
exceção. Uma das pedagogas relatou:
Claudia BINOTTO e Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 11
De certa forma, o lugar de onde viemos está em nós, carregamos esse lugar
que não nos identifica somente porque somos o conjunto dos lugares por onde
passamos. Somos parte das pessoas com quem convivemos e ainda
considerando que estamos em constante mudança (PEDAGOGA VERA).
Segundo Pooli e Ferreira (2017, p. 20), quando falamos em “brasileiros, gaúchos,
nordestinos, ou mesmo professores, pedagogos, médicos e operários, homogeneizamos um
conjunto muito grande de pessoas singulares, por meio de características muito amplas que
tornam opacas as particularidades”. Desta forma, ao demarcar o país, o estado, o município, o
local de residência ou de trabalho, uma tendência a homogeneizar grupos, recorrendo-se a
um único significado.
Pooli e Ferreira (2017) definem a identidade como o processo de tornar idênticas
determinadas características individuais ou coletivas, a fim de também as diferenciar. Lembram
os autores que a modernidade foi muito eficaz na produção social e individual da identidade,
tentando encaixar o sujeito em processos de pertencimento e ajustamento a uma determinada
realidade.
A cultura organizacional é evidenciada pela pedagoga Shirlei, que narrou sua iniciação
ao fazer parte do trabalho escolar, vivência que além de revelar sua própria identidade a levou
à reflexão sobre a necessidade de reconhecer a identidade e mesmo a cultura local, do ambiente
de trabalho. Em suas impressões sobre a canção nordestina, estabeleceu uma comparação: “[...]
a música retrata o sertanejo quando não se sente bem no local ao qual tem que ir. Ele sai da sua
zona de conforto e vai para um lugar que não conhecia”. Neste caso, comparou com a
rotatividade e a mudança de posição diante da escola, considerando que:
Muitas vezes os pedagogos também não têm segurança para usar sua voz no
ambiente novo de trabalho. Quando começam a trabalhar no núcleo precisam
fazer a adesão a uma identidade formadora, que não tinham anteriormente, e
não mais somente como docente, diferente da postura que tinham quando
estavam em sala de aula (PEDAGOGA SHIRLEI).
A pedagoga Joana mencionou que a canção remete ao lugar de onde viemos, que nos
identifica, de forma que carregamos e estamos sempre em transformação dentro das nossas
raízes e dos hábitos que temos:
A letra da música remete à diversidade de pessoas e lugares, onde somos
únicos, mas vivemos na pluralidade. [...] Não se vive sozinho ou isolado. A
identidade a meu ver é fluída, é um conjunto na nossa vida, do individual com
o profissional e está sempre em transformação. Se pensarmos sobre a
identidade cultural, podemos considerar que nesse grupo e a partir dos
A identidade das pedagogas formadoras da Rede Municipal de Ensino de Curitiba: Os sentidos das narrativas (auto)biográficas para o
desenvolvimento profissional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 12
encontros, não somos os mesmos, vamos agregando mais à nossa formação
enquanto formadoras de núcleo (PEDAGOGA JOANA).
A pedagoga Helena relatou suas impressões fazendo alusão “ao sentimento de
sofrimento e de luta de uma pessoa que retrata a sua forma de ser, de estar no lugar em que
vive”. Percebeu que, na música, aparece o que identifica o sertanejo do nordeste, as
características que o colocam próximo ao povo e, ao mesmo tempo, o que o diferencia e/ou
distancia de ‘outros’ nas zonas urbanas. Transpondo às percepções sobre a identidade do
pedagogo, analisou que:
Percebo a distância entre a formação acadêmica e a realidade complexa que é
o cotidiano da escola. As inúmeras demandas que o pedagogo precisa dar
conta, porém a realidade da escola se apresenta de outras formas e passa a
exigir do pedagogo outras demandas. Muitas vezes o pedagogo vai
trabalhando sem ter muita certeza ou orientação, e vai tentando fazer seu
trabalho (PEDAGOGA HELENA).
Retomando a análise de Marcelo Garcia (2009), a identidade não é considerada como
algo dado, fixo e imutável. Ela se constrói em um processo lento e dinâmico por meio das
experiências profissionais, culturais e pessoais de cada sujeito. Neste caso, a pedagoga sinalizou
para a falta de interlocução e à necessidade de retomar sua formação, porque outras e
diferentes demandas a serem discutidas e pensadas para o trabalho do ensino na escola básica.
Esta formação, no entanto, refere-se à ampliação e diversificação do conhecimento necessário
ao pedagogo para atuar na escola básica contemporânea e diz respeito ao seu desenvolvimento
profissional como pedagogo formador ou ‘de referência’
7
.
A pedagoga Gabriela considerou as diferenças próprias da fala do sertanejo e de seus
aspectos pessoais e, comparando com sua experiência inicial, relatou:
[...] Me vi nesse processo, quando cheguei no núcleo, porque minha identidade
era de professora. [...] No núcleo, me deparei com outros movimentos de
culturas, de sabedorias de pessoas com outros conhecimentos. [...] A minha
identidade está em processo de formação, o tempo inteiro. Eu vou em busca
de complementos, uma vez que eu sou formada na academia, numa forma
teórica, mas preciso mudar minha prática, minhas rotinas, estudos, para o meu
novo eu profissional. A identidade vai se transformando na medida que eu vou
mudando (PEDAGOGA GABRIELA).
7
O termo ‘Pedagogo de Referência’ é utilizado também na Secretaria Municipal de Educação como terminologia
que define o pedagogo formador.
Claudia BINOTTO e Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 13
Pooli e Ferreira (2017) retomam a configuração da identidade de pedagogos adquirida
na formação e atuação nos ambientes educacionais, a qual não é fixa nem imutável. Ela faz
parte do desenvolvimento histórico, social, cultural, político e educacional da sociedade que é
intrinsecamente contraditório e transitório, provocando uma contínua reconceitualização de
significados.
Nesta perspectiva, a profissão de pedagogo formador emerge em determinado contexto
e momento histórico, o que inclui considerar os contornos de sua atuação a partir das
necessidades presentes na escola pública da Rede Municipal de Ensino de Curitiba.
A pedagoga Vera constatou que “mudou o papel do pedagogo de núcleo, que passou a
respeitar o percurso do pedagogo escolar e é com diálogo e reflexão que vai formando e
orientando as equipes das escolas num processo de construção da identidade das pedagogas
escolares”. Mencionou, também, que na Secretaria Municipal de Educação pouco diálogo
entre as pedagogas que atuam em níveis diferenciados de ensino (Ensino Fundamental e
Educação Infantil).
Segundo Marcelo Garcia (2010), a identidade profissional não surge automaticamente
como resultado de titulação, após o curso de formação inicial, mas requer um processo de
aprendizagem profissional individual e coletivo, de natureza complexa e dinâmica. Entende-se,
desta forma, que a identidade e a profissionalização do(a) pedagogo(a) tende a ser
compreendida no contexto educacional de atuação.
A pedagoga Inês confirmou que é no exercício da profissão que os pedagogos procuram
reconhecer sua identidade, mas refere-se a uma atitude de reação que sente como necessária ao
pedagogo formador:
Nós nos formamos no contexto, no dia a dia. [...] Nosso papel enquanto
pedagogo(a) de núcleo é romper, estar limpando esses falsos paradigmas que
ainda existem no contexto político, histórico e social, sendo que o pedagogo
atende a demandas que não são pedagógicas. Isso é histórico e foi aceito por
muito tempo. [...] Por outro lado, essas questões precisam ser trabalhadas no
acompanhamento do dia a dia com a equipe gestora das unidades escolares, a
partir da legislação que trata da função e das atribuições do pedagogo
(PEDAGOGA INÊS).
Observou-se a influência da cultura institucional municipal na atuação das pedagogas
formadoras, embora em suas narrativas reconheçam que, como pedagogas de Núcleos
Regionais de Educação, tendem a buscar novas formas de desenvolver seu trabalho, procurando
A identidade das pedagogas formadoras da Rede Municipal de Ensino de Curitiba: Os sentidos das narrativas (auto)biográficas para o
desenvolvimento profissional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 14
compreendê-lo e reinventá-lo, principalmente nas relações que mantêm à distância com as
equipes das escolas e que foram intensificadas no período de pandemia.
Os processos de atuação do(a) pedagogo(a) formador(a) requisitam um trabalho
constante de estudo e pesquisa sobre a prática cotidiana a ser analisada em interlocução com o
pedagogo escolar. Este movimento de mediação junto aos professores se refere às atividades
escolares, que podem se tornar rotinizadas, homogeneizantes e muitas vezes não questionadas.
Por outro lado, singularidades nas trajetórias dos profissionais das escolas a serem
respeitadas e ressaltadas nas propostas de formação dos pedagogos escolares, considerando seu
trabalho junto aos professores.
Estas novas necessidades têm gerado preocupações e influenciado o desenvolvimento
de um trabalho mais assertivo com relação às pedagogas formadoras, considerando as relações
e orientações que estabelecem com os pedagogos escolares. Uma delas relatou:
Os momentos formativos com as equipes de escolas também nos formam. Se
eu falar da minha identidade de pedagoga de núcleo, essa mudança de atuação,
é uma mudança técnica que a mantenedora trouxe, e veio com muitos conflitos
e desafios, porém gerou muitas aprendizagens. [...] Os ganhos que tive na
minha vida profissional são enormes, o conhecimento que fui adquirindo, veio
dessa desestabilização, de uma situação difícil que gerou muitas
aprendizagens (PEDAGOGA HELENA).
Esta questão interpreta a relação entre o que o pedagogo formador pensa sobre ‘si’ e
como ele deseja ser visto pelos ‘outros’, passando a ter forte carga afetiva e emocional que
potencializa o seu desenvolvimento profissional. Por outro lado, observa-se um reconhecimento
de que a exigência profissional diante de um contexto em constante mudança, ao pedagogo
formador de um Núcleo Regional de Educação, vem com momentos de desestabilização que,
todavia, instigam a necessidade de ampliação do estudo e da pesquisa para o enfrentamento das
demandas da escolarização a cargo das equipes pedagógicas das escolas a que atendem.
Claudia BINOTTO e Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 15
Considerações finais
No presente estudo e pesquisa sobre a formação e atuação de pedagogas formadoras dos
Núcleos Regionais de Educação da RME de Curitiba, consideramos a necessidade de atenção
ao trabalho complexo e abrangente destas profissionais, visando sua contribuição aos
pedagogos escolares e professores que atuam no âmbito das escolas municipais de anos iniciais.
Ao situar a identidade profissional das pedagogas formadoras, mostrou-se necessário
considerar os enfrentamentos de novos processos sociais e culturais na escola básica,
decorrentes do avanço do conhecimento científico, das tecnologias e das mudanças no trabalho
produtivo e suas decorrências no âmbito da escolarização. Novas relações se estabeleceram
entre os pedagogos formadores, pedagogos escolares, professores e estudantes, neste âmbito, o
que requer o domínio da ciência pedagógica como um dos pontos centrais indicados por
Brzezinski (2011) com relação à constituição da identidade profissional das pedagogas
formadoras.
A partir das narrativas (auto)biográficas que permearam a pesquisa-formação e as
atividades organizadas com base na proposta dos Ateliês Biográficos de Projeto, as pedagogas
formadoras participantes trouxeram suas memórias sobre as origens de sua decisão com relação
à escolha da carreira educacional.
Neste momento, as narrativas (auto)biográficas revelaram a influência familiar na
escolha da carreira educacional, mas a influência de seus pares se tornou muito mais
significativa na vida pessoal e profissional das pedagogas formadoras. Em relação aos marcos
na carreira profissional, as pedagogas participantes reiteraram o domínio de conhecimentos e
metodologias necessários à sua formação, advindos dos cursos de formação inicial e da
formação contínua, ofertados pela SME. Neste sentido, as pedagogas formadoras referiram-se
às novas necessidades que detectam em sua formação com relação aos novos paradigmas
necessários à atuação profissional, necessários à escola básica contemporânea.
As pedagogas formadoras revelaram que foi necessário fazer uma adesão à identidade
formadora de referência, que não possuíam e à qual não seria mais do pedagogo escolar ou da
docência. Ao constituir esta identidade profissional formadora, foi preciso adequar-se ou
considerar a identidade do lugar de pertencimento ao Núcleo Regional de Educação, com certa
preocupação com relação à envergadura desta função. Neste caso, a identidade profissional da
pedagoga formadora inclui os domínios referenciais da educação escolar, que precisam estar
adequados às complexas necessidades e interesses dos profissionais que atuam na escola básica
e daqueles que a frequentam.
A identidade das pedagogas formadoras da Rede Municipal de Ensino de Curitiba: Os sentidos das narrativas (auto)biográficas para o
desenvolvimento profissional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 16
A identidade profissional apareceu no processo de pesquisa-formação de forma fluída,
não estática, abrangendo a vida pessoal e profissional, individual e coletiva das participantes.
Segundo Josso (2010), esse processo oportuniza reflexões sobre ‘si’ e sobre ‘o outro’ durante
os encontros, o que pressupõe uma mudança da forma primeira com que se iniciou no curso,
sendo que a participação das atividades promoveu a constante transformação de ‘si’. Desta
forma, as participantes constataram que a sua profissão está em construção todo o tempo, o que
se torna necessário e constante neste trabalho. Esta identidade se transforma na medida em que
profissionalmente adquirem a consciência de sua influência nas escolas, que não pode ser
prescritiva, mas na busca de compreensões sobre os processos presentes no contexto social,
cultural e pedagógico nos quais interagem com os profissionais da escola básica municipal.
Na perspectiva da constituição da identidade profissional das pedagogas formadoras,
referente aos processos teórico metodológicos de suas práticas organizadoras, sobressaiu-se a
função mediadora que desenvolvem junto ao(a) pedagogo(a) escolar. Neste sentido, Brzezinski
(2011) reitera a fundamental importância do domínio sobre os conhecimentos da ciência
pedagógica.
Assim, as pedagogas formadoras expressaram a importância de reconhecer e
compreender sua identidade profissional considerando a forma como se definem na função de
formadoras de referência, o que significa estar na vanguarda das questões educacionais em
posições de avanço no que se refere aos conhecimentos teóricos e aos novos paradigmas
educacionais. Este reconhecimento inclui a integração de concepções sociológicas,
antropológicas, psicológicas e de outras ciências como coadjuvantes na realização do complexo
trabalho educacional.
Algumas questões foram identificadas neste caso quanto à formação das pedagogas
formadoras, como o distanciamento entre a formação acadêmica e a realidade complexa que
constitui hoje o cotidiano da escola, o que tende a constituir um entrave para os conhecimentos
da formação e da pesquisa, que leve a aprimorar seus conhecimentos e saberes ao desempenhar
funções de grande alcance no núcleo da RME.
Percebeu-se, também, a mudança na atuação das pedagogas dos núcleos regionais, com
relação ao diálogo e à reflexão que veio orientando a sua formação e a das equipes pedagógicas
escolares em um processo de construção de sua identidade profissional nos últimos anos. Cabe
considerar, neste momento, o trabalho das equipes coordenadoras na Secretaria Municipal de
Educação, o qual demanda a interlocução constante para compor os processos de atuação das
pedagogas formadoras nos núcleos regionais, com maior compreensão de suas iniciativas,
Claudia BINOTTO e Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 17
considerando as mudanças e demandas sociais e culturais das comunidades das escolas
municipais.
A pesquisa a partir das narrativas (auto)biográficas possibilitou a reflexão sobre a
identidade profissional das pedagogas formadoras participantes, o que as levou a reafirmar a
necessidade da continuidade de processos formativos nesta perspectiva metodológica, na qual
se possa narrar as experiências de ‘si’ e do ‘outro’. O trabalho com autores na pesquisa-
formação levou a identificar e analisar referenciais para o desenvolvimento profissional do
grupo que participou da pesquisa, levando-as a configurar os novos processos de formação em
busca de maior autonomia para novas iniciativas, diálogo e interlocução sobre suas
experiências, interesses e necessidades pessoais e profissionais.
Permeia a constituição da identidade profissional das pedagogas formadoras a
disposição do intelectual transformador da escola, como preconizou Giroux (1997), como ser
social que passa a compreender, analisar e interpretar as necessidades sociais, da pluralidade
cultural que modifica a gama de conteúdos curriculares e sua metodologia para a atuação dos
pedagogos e professores, em aproximação às questões tecnológicas e da conectividade
necessária aos estudantes da escola básica contemporânea.
As atividades da pesquisa-formação e da metodologia das narrativas (auto)biográficas
reafirmaram uma identidade profissional às pedagogas formadoras, que requer o domínio da
ciência pedagógica, norteia sua profissão, mas requisita destas profissionais a busca do estudo,
da pesquisa, da autoformação na forma de produções textuais autorais e do protagonismo em
favor de processos democráticos para o avanço a ser promovido na rede de escolas municipais
de Curitiba.
REFERÊNCIAS
ANDRÉ, M.; GATTI, B. A. Métodos Qualitativos de Pesquisa em Educação no Brasil:
Origens e evolução. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO- ALEMÃO DE PESQUISA
QUALITATIVA E INTERPRETAÇÃO DE DADOS, 2008, Brasília. Anais [...]. Brasília,
DF: Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, 2008.
BRASIL. Resolução CNE/CP n. 3, de 21 de fevereiro de 2006. Diretrizes curriculares
Nacionais para o Curso de Pedagogia. Brasília, DF: MEC, 2006. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/pcp003_06.pdf. Acesso em: 04 jul. 2022.
BRASIL. Resolução CNE/CP n. 2, de 01 de julho de 2015. Diretrizes curriculares
Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de
formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a
A identidade das pedagogas formadoras da Rede Municipal de Ensino de Curitiba: Os sentidos das narrativas (auto)biográficas para o
desenvolvimento profissional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 18
formação continuada. Brasília, DF; MEC, 2015. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=136731-
rcp002-15-1&category_slug=dezembro-2019-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 04 jul. 2022.
BRZEZINSKI, I. Pedagogo: Delineando Identidade(s). Revista UFG, Goiânia, v. 13, n. 10, p.
120-132, jul. 2011. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48363.
Acesso em: 04 jul. 2022.
CURITIBA. Caderno pedagógico: Subsídios à organização do trabalho pedagógico nas
escolas da rede municipal de ensino de Curitiba. Curitiba, PR: Prefeitura Municipal;
Secretaria Municipal da Educação, 2012.
DELORY-MOMBERGER, C. Formação e socialização: Os ateliês biográficos de projeto.
Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 32, n. 2, p. 359-371, maio/ago. 2006. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/ep/a/GxgXTXCCBkYzdHzbMrbbkpM/?format=html&lang=pt.
Acesso em: 02 maio 2020.
DOMINICÉ, P. O processo de formação e alguns dos seus componentes relacionais. In:
NÓVOA, A.; FINGER, M. (org.). O método (auto)biográfico e a formação. São Paulo:
Paulus, 2010.
FRANCO, M. A. S. Pedagogia como ciência da educação. Campinas, SP: Papirus, 2003.
GIROUX, H. A. Os Professores como Intelectuais. Porto Alegre: Artes médicas,1997.
IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional: Formar-se para a mudança e a incerteza.
3. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
JOSSO, M. C. A transformação de si a partir da narração de histórias de vida. Revista
Educação. Porto Alegre, v. 3, n. 63, p. 413-438, set./dez. 2007. Disponível em:
https://wp.ufpel.edu.br/gepiem/files/2008/09/a_tranfor2.pdf. Acesso em: 01 jul. 2022.
JOSSO, M. C. Experiências de vida e formação. 2. ed. Natal, RN: EDUFRN; São Paulo:
Paulus, 2010.
MARCELO GARCIA, C. Desenvolvimento Profissional: Passado e futuro. Revista das
Ciências da Educação, n. 08, p. 7-22, jan./abr. 2009. Disponível em:
https://idus.us.es/bitstream/handle/11441/29247/Desenvolvimento_profissional_docente.pdf?s
equence=1&isAllowed=y. Acesso em: 03 jul. 2022.
MARCELO GARCIA, C. O professor iniciante, a prática pedagógica e o sentido da
experiência. Revista brasileira de pesquisa sobre formação docente, Belo Horizonte, v. 02,
n. 03, p. 11-49, ago./dez. 2010. Disponível em:
https://revformacaodocente.com.br/index.php/rbpfp/article/view/17. Acesso em: 06 jul. 2022.
NÓVOA, A.; FINGER, M. O método (auto)biográfico e a formação. Natal, RN: EDUFRN;
São Paulo: Paulus, 2010.
Claudia BINOTTO e Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 19
POOLI, J. P.; FERREIRA. V. M. R. Pedagogos construindo suas identidades: Entre adscrição
e escolhas. Educar em Revista, Curitiba, ed. esp., n. 1, p. 19-37, jun. 2017. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/er/a/zmSqjyP7HfB8F6XxcLL8LNN/abstract/?lang=pt. Acesso em: 12
jul. 2022.
SOUZA, E. C. Diálogos cruzados sobre pesquisa (auto)biográfica: análise compreensiva-
interpretativa e política de sentido. Educação, Santa Maria, v. 1, n. 39, p. 39-50, jan./abr.
2014. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/11344/pdf. Acesso
em: 10 jul. 2022.
VIÑAO FRAGO, A. Culturas escolares, reformas e innovaciones: Entre la tradición y el
cambio. (Texto divulgado pelo autor e ainda não publicado), 2000.
CRediT Author Statement
Reconhecimentos: As autoras reconhecem que o manuscrito é um estudo original que não
foi publicado anteriormente.
Financiamento: A pesquisa não contou com financiamento.
Conflitos de interesse: As autoras certificam que não têm interesse comercial ou
associativo que represente um conflito de interesses em relação ao manuscrito.
Aprovação ética: Secretaria Municipal de Educação de Curitiba.
Disponibilidade de dados e material: Os dados apresentados no manuscrito fazem parte
da pesquisa de estudo da doutoranda Claudia Binotto na Linha Cultura, Escola e Processos
Formativos em Educação no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade
Federal do Paraná (UFPR).
Contribuições dos autores: Autora 1: Claudia Binotto (50%); Autora 2: Regina Cely de
Campos Hagemeyer (50%).
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 1
LA IDENTIDAD DE LAS PEDAGOGAS FORMADORAS DE LA RED EDUCATIVA
MUNICIPAL DE CURITIBA: LOS SIGNIFICADOS DE LAS NARRATIVAS
(AUTO)BIOGRÁFICAS PARA EL DESARROLLO PROFESIONAL
A IDENTIDADE DAS PEDAGOGAS FORMADORAS DA REDE MUNICIPAL DE
ENSINO DE CURITIBA: OS SENTIDOS DAS NARRATIVAS (AUTO)BIOGRÁFICAS
PARA O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
THE PEDAGOGUE EDUCATOR’S IDENTITY IN THE MUNICIPAL EDUCATION
SYSTEM OF CURITIBA: THE MEANINGS OF (AUTO)BIOGRAPHIC NARRATIVES
FOR PROFESSIONAL DEVELOPMENT
Claudia BINOTTO1
e-mail: claubinotto@gmail.com
Regina Cely de Campos HAGEMEYER2
e-mail: regicely15@gmail.com
Cómo hacer referencia a este artículo:
BINOTTO, C.; HAGEMEYER, R. C. C. La identidad de las
pedagogas formadoras de la Red Educativa Municipal de Curitiba:
Los significados de las narrativas (auto)biográficas para el
desarrollo profesional. Revista Ibero-Americana de Estudos em
Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-
5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102
| Presentado en: 15/08/2022
| Revisiones requeridas en: 16/01/2023
| Aprobado en: 10/02/2023
| Publicado en: 04/05/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Ejecutivo Adjunto:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Universidad Federal de Paraná (UFPR), Curitiba PR Brasil. Estudiante de doctorado en Educación.
2
Universidad Federal de Paraná (UFPR), Curitiba PR Brasil. Profesor Titular en PPGE, en la línea de
investigación: Cultura, Escuela y Procesos Formativos en Educación. Doctorado en Educación (USP).
La identidad de las pedagogas formadoras de la red educativa municipal de Curitiba: Los significados de las narrativas (auto)biográficas
para el desarrollo profesional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 2
RESUMEN: Este artículo analiza la identidad profesional del (de la) pedagogo (a) formador(a) de
los Centros Regionales de Educación de Curitiba y propone situar e identificar los desafíos
pedagógicos, sociales y culturales presentes en su formación y desarrollo profesional. La
investigación realizada con ocho pedagogas formadoras partió de procedimientos de investigación
cualitativa de André y Gatti (2008), requirió la metodología de narrativas (auto)biográficas de Josso
(2007) y Souza (2014) y se desarrolló en encuentros de investigación-formación, basado en los
talleres de proyectos biográficos de Delory-Momberger (2006). En el análisis de la investigación,
la identidad profesional se presentó como un proceso continuo y dinámico de transformación
personal y profesional, teniendo en cuenta los procesos culturales de las escuelas. En esta dimensión
se destaca el OK OK OK significado del trabajo mediador que desarrollan con los pedagogos y
docentes de las escuelas a las que asisten. De los análisis surgieron referentes a ser considerados en
el desarrollo profesional de los participantes, visando la actuación de los pedagogos en la escuela
municipal contemporánea.
PALABRAS CLAVE: Identidad profesional. Pedagogo(a) formador(a). Investigación-formación.
Narrativas (auto)biográficas. Desarrollo profesional.
RESUMO: Este artigo analisa a identidade profissional do(a) pedagogo(a) formador(a) de
Núcleos Regionais de Educação de Curitiba, propõe situar e identificar os desafios pedagógicos,
sociais e culturais presentes na sua formação e desenvolvimento profissional. A investigação
realizada com oito pedagogas formadoras iniciou com procedimentos da pesquisa qualitativa de
André e Gatti (2008) e requisitou a metodologia de narrativas (auto)biográficas, a partir de Josso
(2007) e Souza (2014) foi desenvolvida em encontros de pesquisa-formação, com base nos Ateliês
Biográficos de Projeto de Delory-Momberger (2006). Na análise da pesquisa, a identidade
profissional se apresentou como processo contínuo e dinâmico, de transformação pessoal e
profissional, levando em conta os processos culturais das escolas. Destacou-se, nesta dimensão, o
sentido do trabalho mediador que desenvolvem com os(as) pedagogos(as) e professores das escolas
a que atendem. Emergiram, das análises, referenciais a serem considerados no desenvolvimento
profissional das participantes, visando a atuação das pedagogas na escola municipal
contemporânea.
PALAVRAS-CHAVE: Identidade profissional. Pedagogo(a) formador(a). Pesquisa-formação.
Narrativas (auto)biográficas. Desenvolvimento profissional.
ABSTRACT: This article analyzes the professional identity of the pedagogue educator of Regional
Education Centers in Curitiba, proposes to situate and identify the pedagogical, social, and cultural
challenges present in their training and professional development. The investigation carried out
with eight pedagogue educators started with qualitative research procedures by André & Gatti
(2008) and required the methodology of (auto)biographical narratives, from Josso (2007) and
Souza (2014) and was developed in meetings of research-training, based on Delory-Momberger's
Biographical Project Workshops (2006). In the analysis of the research, the professional identity
was presented as a continuous and dynamic process, of personal and professional transformation,
considering the cultural processes of the schools. In this dimension, the meaning of the mediating
work they develop with the pedagogues and teachers of the schools they attend stands out. From
the analyses, references to be considered in the professional development of the participants
emerged, aiming the performance of pedagogues in the contemporary municipal school.
KEYWORDS: Professional identity. Pedagogue educator. Research-training. (Auto)biographical
narratives. Professional development.
Claudia BINOTTO y Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 3
Introducción
Frente a los cambios sociales y culturales de la sociedad contemporánea, aumenta la
demanda de profesionales dotados de nuevos conocimientos y dominios para actuar en los
diversos ámbitos de la formación humana. En las instancias administrativas que orientan las
propuestas educativas de las escuelas públicas, la competencia de los formadores pedagogos
adquiere una importancia significativa, verificando la intensificación y densidad de sus tareas
al desarrollar su función de organización y ecuación del trabajo pedagógico de las unidades
escolares de Curitiba. En esta perspectiva, el formador pedagogo (a) promueve el asesoramiento
y orientación mensual de los equipos directivos en el ámbito escolar, ofreciendo apoyo teórico
y metodológico a la implementación de propuestas curriculares y políticas educativas vigentes,
que guían el trabajo que desarrollan en las escuelas municipales.
Se propone presentar, en este artículo, la investigación que realizamos, contemplando
dos dimensiones de esta función: La constitución de la identidad profesional de los pedagogos
formadores, considerando las propuestas educativas de las escuelas municipales a las que
sirven; y el desarrollo profesional, con el objetivo de situar los nuevos intereses y necesidades
sociales y culturales que identifican, para integrarse en el trabajo pedagógico y educativo de la
escuela municipal contemporánea.
En la literatura reciente sobre la formación del pedagogo, Marcelo Garcia (2009)
identifica la existencia de al menos cuatro perspectivas o tradiciones de formación profesional
de profesores y pedagogos: la perspectiva académica, la perspectiva de la racionalidad técnica,
la perspectiva práctica y la perspectiva de la reconstrucción social. Desde estas perspectivas,
según Franco (2003), una propensión técnica racional, centrada en la reflexividad, aún
permanece en la formación profesional del pedagogo.
A partir de la implementación de las Directrices Curriculares de Pedagogía (BRASIL,
2006), se configuró una política dirigida a la formación del profesor de los primeros años en
los cursos de graduación, que inicialmente trajo críticas y debates, considerando el retroceso
que causarían estas resoluciones, desconociendo los avances logrados en las facultades de
educación, dirigida a la formación de un investigador pedagogo y que articuló adecuadamente
el proceso pedagógico escolar en su compuesto. Este reconocimiento y reacción también surgió
de organismos representativos de los procesos de formación y actuación del pedagogo, como
ANFOPE, ANPED, FORUNDIR, entre otros. En años posteriores, así como en los cursos de
Pedagogía de las escuelas educativas brasileñas, se buscó retomar la formación y la identidad
La identidad de las pedagogas formadoras de la red educativa municipal de Curitiba: Los significados de las narrativas (auto)biográficas
para el desarrollo profesional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 4
profesional del pedagogo escolar, considerando un desempeño menos fragmentado y unitario,
requiriendo sobre todo su desarrollo profesional de una manera más amplia.
A partir de las DCNs de 2015 (BRASIL, 2015), para la formación de docentes y
pedagogos, se propuso en los grados de las diferentes áreas de enseñanza revisiones curriculares
que consideraron la evolución del conocimiento científico y tecnológico, en vista de las nuevas
necesidades de formación también en estas áreas, en el contexto de la escolarización básica.
Las propuestas para la formación del pedagogo en el grado de Pedagogía, en el proceso de
revisión curricular de este período, comenzaron a considerar la dinámica de la sociedad
multicultural contemporánea, en la que los niños y jóvenes que asisten a la escuela básica están
permeados por una evolución rápida y constante en todas las áreas de la vida humana.
En el estado de Paraná, se verifica que la profesión del pedagogo, en las redes de
educación escolar pública, configura históricamente un trabajo profesional que ha alcanzado
credibilidad, manteniendo un empuje institucional garantizado por concursos internos,
convirtiéndose en una función necesaria para las instancias de organización y coordinación del
trabajo pedagógico, en los diversos niveles e instancias de enseñanza de las escuelas públicas.
El grupo de pedagogos que están formando participantes en la investigación propuesta
está formado por profesionales que pertenecen a los Centros Regionales de Educación de
Curitiba. Como articuladores entre el equipo de la secretaría municipal y las unidades
educativas, participan en los procesos de formación propuestos por la Secretaría Municipal de
Educación (SME), en relación con su grupo de trabajo y los pedagogos de las escuelas
municipales.
Como apoyo también al trabajo de los formadores pedagogos, los coordinadores de los
Núcleos Regionales de la Red Municipal de Educación de Curitiba comenzaron a ofrecer, desde
2012, cursos de formación continua, así como textos informativos y formativos como
contribución para el trabajo pedagógico de las escuelas. Un ejemplo se refiere al Cuaderno
Pedagógico (CURITIBA, 2012), elaborado con recomendaciones a los formadores pedagogos,
para que desarrollen su función a partir de un proceso constante de capacitación y preparación
que pueda contribuir al desarrollo del trabajo de los profesionales en las unidades escolares.
Imbernón (2002) reconoce la similitud de cada profesional en la escuela y defiende la
idea de que son sujetos de su propia formación. En este caso, los formadores pedagogos
participantes en la investigación empezaron a desarrollar su profesión, a partir de sus intereses
y estudios, compartiendo sus convicciones sobre el trabajo teórico-metodológico que
promueven para la educación escolar contemporánea, compartiendo sus experiencias con los
Claudia BINOTTO y Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 5
pedagogos y profesores de las escuelas en las que desarrollan su trabajo. Este hallazgo nos llevó
a formular algunas preguntas frente a los cambios de la escuela municipal: Considerando los
nuevos desafíos sociales y culturales de la escuela actual, ¿reconoce el pedagogo formativo
nuevos temas y/o atribuciones que necesitan integrarse en su identidad profesional? ¿Qué
estudios, metodologías y experiencias consideras necesarios para tu desempeño? ¿Cómo has
buscado reflexionar sobre las necesidades reales de tu formación y desarrollo profesional?
En las observaciones realizadas sobre el grupo de formadores pedagogos, encontramos
que desarrollan su función a partir del entendimiento del área pedagógica, resultado de su
formación profesional inicial en Pedagogía, cursos de especialización, ofrecidos también por el
Departamento Municipal de Educación, pero, sobre todo, presentan nuevas iniciativas basadas
en sus trayectorias profesionales. En estas pesquisas iniciales, se comprobó, sin embargo, que
son pocas las propuestas formativas en las que participan y puedan narrar sus experiencias,
recuerdos, aprendizajes e iniciativas impulsadas durante su carrera profesional.
Estas percepciones nos llevaron a proponer el desarrollo de una investigación, anclada
en la metodología de narrativas (auto)biográficas, con dispositivos de investigación-formación,
en Josso (2007) y Souza (2014), basada en reuniones planificadas basadas en los Talleres del
Proyecto Biográfico de Delory-Momberger (2006).
Situar el reconocimiento del pedagogo (a) formador en su identidad profesional propone
comprender las cuestiones culturales y sociales de las escuelas contemporáneas, con sus
conformaciones y contingencias. Los dominios del conocimiento, en esta perspectiva, requieren
nuevas formas de mediación y metodologías que brinden a los pedagogos y maestros escolares
la posibilidad de organizar el trabajo pedagógico frente al avance científico, tecnológico, social
y cultural en el mundo contemporáneo. Estos procesos, sin embargo, necesitan ser situados,
investigados y comprendidos, lo que exige el análisis de sus posiciones personales y
profesionales.
Giroux (1997) se refiere a la crítica de los códigos legitimadores por los cuales las
grandes narrativas del progreso y desarrollo humano necesitan ser retomadas, analizadas y
discutidas, generando posiciones conceptuales para ser analizadas por quienes desarrollan el
proceso educativo en las instituciones escolares, y que él define como intelectuales
transformadores.
La disposición del intelectual transformador se refiere a educadores que desarrollan su
función conscientemente, comprendiendo, analizando e interpretando las necesidades sociales,
culturales y políticas de los maestros, pedagogos a favor de los estudiantes de la escuela básica
La identidad de las pedagogas formadoras de la red educativa municipal de Curitiba: Los significados de las narrativas (auto)biográficas
para el desarrollo profesional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 6
contemporánea. Se propone considerar este concepto como una posibilidad de ofrecer una base
conceptual para la constitución y análisis de la identidad profesional de los formadores
pedagogos participantes en la investigación realizada.
Una breve contextualización sobre la formación e identidad del pedagogo: las dimensiones
e influencias profesionales
Con respecto a la profesión del pedagogo, Brzezinski (2011) retoma el alcance del
desempeño de estos profesionales en diversas instancias de la práctica educativa, de conexión
directa o indirecta con los procesos de organización, transmisión y asimilación de
conocimientos y saberes, que demandan los dominios del campo pedagógico escolar. En esta
perspectiva, en vista de las numerosas responsabilidades delegadas a los pedagogos que son
formadores en las escuelas públicas en los Núcleos Regionales de Educación Municipal, se
propone dedicar atención a la formación inicial y al desempeño profesional de quienes
organizan y responden a los desafíos de una coyuntura social que también se expresa en los
sistemas educativos y en las propuestas educativas oficiales.
Marcelo García (2009) se refiere a la educación escolar como una tarea cada vez más
compleja, que requiere formación, conocimiento y compromiso. Se refiere a la formación del
profesorado, que incluye el desempeño del formador pedagogo, en vista de su contacto
constante con la enseñanza en las escuelas, abarca dos dimensiones: formación teórico-
científica (formación académica específica); y formación técnico-práctica, orientada a la
preparación profesional para el desarrollo del trabajo pedagógico, que incluye didáctica y
metodologías de enseñanza. Se integra en estas dimensiones, la investigación educativa y las
formas de interacción y conectividad tecnológica en el entorno escolar y en las comunidades en
las que se insertan las escuelas en las que desarrollan su trabajo.
Estas dimensiones mantienen una relación de reciprocidad e interacción permanente y
articulación constante con el entorno social y cultural, en la que interactúan los pedagogos
formadores, lo que reafirma nuestras consideraciones, en relación con los saberes y saberes que
incorporan, y que se construyen durante la carrera y en procesos formativos, lo que implica en
el alcance de actividades y metodologías que permiten alcanzar las dimensiones del
conocimiento del área pedagógica y de los procesos innovadores para son inherentes.
El concepto de identidad profesional hoy, según Marcelo García (2009), se revela como
una realidad que evoluciona y se desarrolla tanto personal como colectivamente. La identidad
no es algo que uno posee, sino algo que se desarrolla durante la vida. El desarrollo de la
Claudia BINOTTO y Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 7
identidad "ocurre en el terreno intersubjetivo y se caracteriza como un proceso evolutivo, un
proceso de interpretación de uno mismo como persona dentro de un determinado contexto"
(MARCELO GARCIA, 2009, p. 112, nuestra traducción).
La inserción de formadores pedagogos en las escuelas municipales implica la inmersión
de estos profesionales en las culturas producidas en estas escuelas por sus profesores
profesionales, pedagogos y gestores. En esta perspectiva, vale la pena considerar los análisis de
Viñao Frago (2000) sobre el proceso de producción de identidades como resultado de diferentes
historias de las escuelas y del sistema al que pertenecen, que conforman hábitos, formas y
formas de actuar.
Viñao Frago (2000) se refiere a la escuela como un espacio de producción cultural, que
se refiere a las formas de experiencias de sus tiempos y espacios que, cuando se analizan, no
representan un orden impecable o puntos de vista únicos o fijos. El espacio escolar se configura
como aleatorio y móvil, lo que puede constituir, sobre todo, más posibilidades que límites.
Según el autor, cada escuela se caracteriza por diferentes historias, trayectorias y
configuraciones de su organización pedagógica, ciertas formas de enseñanza y procesos de
interacción entre profesionales y a partir de los intereses y necesidades de los estudiantes.
En este sentido, cada institución escolar sigue caminos diferenciados, y establece
relaciones desde sus comunidades, valores y actitudes producidas por sus profesionales en
experiencias culturales producidas, lo que nos lleva a analizar las características de los procesos
producidos en el ambiente escolar a partir del desempeño del formador pedagogo, entre las
configuraciones de las relaciones de poder presentes en la cultura escolar y las prácticas
democráticas en las escuelas.
El grupo seleccionado y los pasos del camino metodológico para la investigación
La investigación propuesta fue desarrollada en el ámbito de la Red Municipal de
Educación de Curitiba, en tres de sus Centros Regionales de Educación (NREs)
3
y la selección
de los formadores pedagogos para la investigación se definió considerando los datos obtenidos
en un estudio exploratorio realizado con un grupo de ocho (8) formadores pedagogos, que
participan en los Núcleos Regionales de Santa Felicidade, Boa Vista y Matriz.
3
La Red Municipal de Educación de Curitiba tiene diez Centros Regionales de Educación, donde cada núcleo
organiza su equipo de pedagogos (as) formadores (as).
La identidad de las pedagogas formadoras de la red educativa municipal de Curitiba: Los significados de las narrativas (auto)biográficas
para el desarrollo profesional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 8
Para la investigación-formación desarrollada con los pedagogos formadores
seleccionados, se planificó un curso, previsto en seis (6) reuniones, durante el segundo semestre
de 2020 y el primer semestre de 2021. En articulación con los propósitos y objetivos de la
escuela municipal, el curso se desarrolló con el título: 'La construcción de la identidad del
pedagogo: revelaciones de significados para un desarrollo profesional transformador'. Las
reuniones se realizaron con el objetivo de revelar y analizar la constitución de la identidad de
los pedagogos que conformaron las NREs de la RME, desde sus narrativas (auto)biográficas
personales y profesionales, también desde el punto de vista histórico social, considerando los
procesos culturales producidos por los profesionales de las escuelas en las que trabajan.
Para el conocimiento del grupo participante de la investigación, se adoptaron
inicialmente los procedimientos de investigación cualitativa, basados en André y Gatti (2008),
a partir de un cuestionario inicial aplicado, con el objetivo de obtener una mayor visibilidad
sobre los procesos experimentados en sus trayectorias como pedagogos.
El uso de la metodología de investigación de narrativas (auto)biográficas, según Josso
(2007) y Souza (2014), que se realizó considerando las reuniones formativas basadas en los
Talleres del Proyecto Biográfico de Delory-Momberger (2006), proporcionó la experiencia de
actividades que, cuando se analizaron, revelaron un valor significativo en relación con el trabajo
de los pedagogos formativos. El proceso experimentado dio a los pedagogos a los formadores
libertad de expresión para los informes, verbalizaciones sobre recuerdos, concepciones,
descripción de prácticas y experiencias vividas, que fueron analizadas de manera interpretativa
durante y después del desarrollo de la investigación
4
.
La metodología de la exploración (auto)biográfica durante el proceso de investigación-
formación posibilitó, además del análisis de las formas de acción de los participantes, la
interpretación y discusión de los textos de los autores, sus concepciones y argumentos a partir
de los aprendizajes a los que llegaron durante el curso. En el sentido de Josso (2007), la
investigación de narrativas (auto)biográficas promueve un encuentro con uno mismo y con el
"otro", permitiendo la mejora en la interacción entre pares, el intercambio de conocimientos y
conocimientos entre los pedagogos formativos. El análisis de los discursos y narraciones
referenciaron los temas y actividades, llevando a la reflexión sobre el significado de las
4
Para garantizar el respeto y la confidencialidad a los sujetos de investigación, los pedagogos formativos que
participaron en esta fase de la investigación fueron identificados a partir del nombre ficticio que eligieron
presentarse.
Claudia BINOTTO y Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 9
actividades profesionales desarrolladas, ayudando a una mayor visibilidad sobre la constitución
de la identidad profesional de los pedagogos formadores.
El curso propuesto para la investigación tuvo una interrupción para una revisión de la
forma de las reuniones, debido al momento de contingencia de la pandemia de la COVID-19
5
,
lo que imposibilitó la celebración de reuniones presenciales previstas en la investigación. Por
esta razón, el curso se desarrolló en forma online, a través de la plataforma Google Meet. En
este nuevo formato, las actividades se planificaron de manera acogedora, lo que permitió la
emisión libre de las narrativas de los pedagogos formativos sobre los momentos de perplejidad
vividos en la pandemia y en el aislamiento social, pero considerando la continuidad del trabajo
de los pedagogos escolares. En el curso en línea, por otro lado, fue posible discutir conceptos
sobre la identidad profesional y su reconocimiento por parte de los pedagogos de formación,
considerando el uso de las tecnologías y la experiencia vivida a través de recursos en línea, con
nuevos lenguajes y formas de comunicación entre los pedagogos de formación, profesionales
de la escuela y estudiantes.
Para realizar el análisis interpretativo de las fuentes, entre los elementos recogidos en la
oralidad y los relatos escritos del grupo participante, se utilizaron los elementos de lectura en
tres tiempos, sugeridos por Souza (2014): Tiempo I Pre-análisis y lectura cruzada; Tiempo
II- Lectura temática desde unidades descriptivas de análisis y Tiempo III - Lectura interpretativa
integral del corpus, considerando el tiempo para recordar, narrar y reflexionar sobre lo vivido.
Las fuentes narrativas y biográficas desde esta perspectiva permitieron la aprehensión
de cuestiones relacionadas con las trayectorias y trayectorias de vida y formación de los
pedagogos formativos, quienes hablaron sobre sus aprendizajes y experiencias construidas a lo
largo de su vida personal, como influencias para sus opciones y formas de desempeño
profesional, como defendió Souza (2014).
5
Las medidas para enfrentar la pandemia del Coronavirus fueron consideradas por la Ley Federal No. 13979, del
6 de febrero de 2020, y del Decreto Municipal No. 421, del 16 de marzo de 2020, que declaró una situación de
emergencia de salud pública debido a la pandemia del COVID-19, dando lugar a la suspensión de las actividades
presenciales desarrolladas en las unidades educativas escolares, incluidos los de educación continua.
La identidad de las pedagogas formadoras de la red educativa municipal de Curitiba: Los significados de las narrativas (auto)biográficas
para el desarrollo profesional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 10
El curso de investigación-formación y el reconocimiento de hitos sociales y profesionales
en las carreras de pedagogos formativos
Durante el curso, como se anunció, dos dimensiones o categorías se desarrollaron más
intensamente en la investigación: identidad profesional del pedagogo; Formación y desarrollo
profesional de pedagogos en las NREs, componiendo los temas que guiaron las actividades de
las unidades y subtemas abordados durante el curso.
En la primera fase, considerada por Josso (2010) y Souza (2014) como momentos de
identificación e intercambios iniciales con el grupo, los pedagogos formativos abordaron en sus
narrativas los orígenes de su elección para la carrera educativa escolar y como pedagogos. En
estas narraciones de historias de vida, cinco pedagogos formativos mencionaron la influencia
de la familia en sus elecciones profesionales. Según Dominicé (2010), las relaciones familiares
influyen significativamente en las decisiones sobre la elección del curso de formación inicial y
también afectan los juicios de valor de los sujetos sobre la adecuación de las profesiones en/para
la vida. Aunque con gran interés en el área educativa, las cuestiones financieras y la distancia
del lugar de estudio aparecieron como un obstáculo para la realización de la formación inicial
en Pedagogía, que fue posible sólo más tarde en algunos de los casos.
Con relación a los hitos en la carrera profesional, los pedagogos formativos revelaron
momentos decisivos en sus trayectorias personales y profesionales para la elección de la carrera
de pedagogos. La pedagoga Inês reveló las razones de esta opción, que identificó "desde los
motivos afectivos, así como el aprendizaje con personas que han pasado en mi vida, y cuánto
me enseñaron, cuánto aprendí de 'los otros' durante todo el tiempo de trabajo".
A través del análisis de las historias de vida de los pedagogos formativos fue posible
repensar las cuestiones que rodean su constitución profesional, sus convicciones y acciones.
Según Nóvoa y Finger (2010), las historias de vida permiten comprender lo que el sujeto mismo
elige durante su formación, lo que lleva a la reflexión sobre el significado de las formas de
trabajo que desarrollan en el transcurso de su vida personal y profesional en la institución
escolar.
Claudia BINOTTO y Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 11
La lectura temática interpretativa y comprensiva de la identidad profesional de los
pedagogos formativos
En el desarrollo inicial del curso, se buscó abordar la noción central de identidad que,
en el sentido de Josso (2007), se define como una expresión de existencialidad, a través del
análisis e interpretación de historias de vida orales y escritas, que permiten resaltar las fases de
su constitución. Son narrativas que revelaron la pluralidad, fragilidad y movilidad de las
experiencias y elecciones personales y profesionales a lo largo de la vida.
En una de las primeras actividades realizadas en el curso, se utilizó la canción Lamento
Sertanejo, escrita por Dominguinhos y Gilberto Gil, para una reflexión sobre los orígenes
culturales, buscando aproximarse y/o cuestionar sus influencias en la constitución de la
identidad.
En este primer análisis, consideramos la identidad del noreste, lo que nos llevó a
reflexionar sobre las identidades presentes en las diferentes regiones brasileñas. En esta
perspectiva, la relación entre la identidad de hombres y mujeres brasileños y sus orígenes
culturales y sus derechos a la escolarización sin excepción se evidenció como una cuestión de
educación escolar y sus profesionales. Uno de los pedagogos informó:
En cierto modo, el lugar del que venimos está en nosotros, llevamos este lugar
que no nos identifica solo porque somos el conjunto de lugares por los que
pasamos. Somos parte de las personas con las que convivimos y seguimos
considerando que estamos en constante cambio (PEDAGOGO VERA).
Según Pooli y Ferreira (2017, p. 20, nuestra traducción), cuando hablamos de
"brasileños, gauchos, nordestes, o incluso maestros, pedagogos, médicos y trabajadores,
homogeneizamos un conjunto muy grande de individuos, a través de características muy
amplias que hacen que las particularidades sean opacas". Así, al demarcar el país, el estado, el
municipio, el lugar de residencia o trabajo, existe una tendencia a homogeneizar grupos,
recurriendo a un significado único.
Pooli y Ferreira (2017) definen la identidad como el proceso de hacer idénticas ciertas
características individuales o colectivas, para diferenciarlas también. Los autores recuerdan que
la modernidad fue muy efectiva en la producción social e individual de la identidad, tratando
de encajar al sujeto en procesos de pertenencia y ajuste a una realidad dada.
La cultura organizacional es evidenciada por la pedagoga Shirlei, quien narró su
iniciación al ser parte del trabajo escolar, experiencia que además de revelar su propia identidad
la llevó a reflexionar sobre la necesidad de reconocer la identidad e incluso la cultura local del
La identidad de las pedagogas formadoras de la red educativa municipal de Curitiba: Los significados de las narrativas (auto)biográficas
para el desarrollo profesional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 12
ambiente laboral. En sus impresiones de la canción del noreste, hizo una comparación: "[...] La
canción representa al leñador cuando no se siente bien en el lugar al que tiene que ir. Sale de su
zona de confort y va a un lugar que no conocía". En este caso, lo comparó con la rotación y el
cambio de posición frente a la escuela, considerando que:
A menudo, los pedagogos tampoco tienen la seguridad de usar su voz en el
nuevo entorno de trabajo. Cuando comienzan a trabajar en el núcleo necesitan
adherirse a una identidad formativa, que antes no tenían, y ya no solo como
maestros, diferente de la postura que tenían cuando estaban en el aula
(PEDAGOGO SHIRLEI).
La pedagoga Joana mencionó que la canción se refiere al lugar de donde venimos, que
nos identifica, para que llevemos y estemos siempre en transformación dentro de nuestras raíces
y los hábitos que tenemos:
La letra de la canción se refiere a la diversidad de personas y lugares, donde
somos únicos, pero vivimos en pluralidad. [...] Uno no vive solo o aislado. La
identidad en mi opinión es fluida, es un conjunto en nuestra vida, del individuo
con el profesional y siempre es en transformación. Si pensamos en la
identidad cultural, podemos considerar que en este grupo y desde los
encuentros, ya no somos los mismos, añadimos más a nuestra formación como
formadores centrales (PEDAGOGA JOANA).
La pedagoga Helena relasus impresiones aludiendo "al sentimiento de sufrimiento y
lucha de una persona que retrata su forma de ser, de estar en el lugar en el que vive". Se dio
cuenta de que, en la música, aparece lo que identifica al sertanejo del noreste, las características
que lo colocan cerca de la gente y, al mismo tiempo, lo que lo diferencia y/o lo distancia de
'otros' en las zonas urbanas. Transponiendo a las percepciones sobre la identidad del pedagogo,
analizó que:
Percibo la distancia entre la formación académica y la compleja realidad que
es la vida cotidiana de la escuela. Las numerosas demandas que el pedagogo
necesita manejar, pero la realidad de la escuela se presenta de otras maneras y
comienza a exigir al pedagogo otras demandas. A menudo el pedagogo va a
trabajar sin tener mucha certeza u orientación, y va tratando de hacer su trabajo
(PEDAGOGA HELENA).
Volviendo al análisis de Marcelo García (2009), la identidad no se considera como algo
dado, fijo e inmutable. Se construye en un proceso lento y dinámico a través de las experiencias
profesionales, culturales y personales de cada asignatura. En este caso, el pedagogo señaló la
falta de diálogo y la necesidad de reanudar su formación, porque hay otras y diferentes
demandas que discutir y pensar para el trabajo de la enseñanza en la escuela primaria. Esta
Claudia BINOTTO y Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 13
formación, sin embargo, se refiere a la expansión y diversificación de los conocimientos
necesarios para que el pedagogo actúe en la escuela básica contemporánea y se refiere a su
desarrollo profesional como pedagogo formativo o "de referencia"
6
.
La pedagoga Gabriela consideró las diferencias inherentes al discurso del sertanejo y
sus aspectos personales y, comparando con su experiencia inicial, informó:
[...] Me encontré en este proceso, cuando llegué al núcleo, porque mi identidad
era la de un maestro. [...] En el fondo, me encontré con otros movimientos de
culturas, de sabidurías de personas con otros conocimientos. [...] Mi identidad
está en proceso de formación, todo el tiempo. Voy en busca de complementos,
desde que me gradué de la academia, en forma teórica, pero necesito cambiar
mi práctica, mis rutinas, mis estudios, a mi nuevo yo profesional. La identidad
cambia a medida que cambio (PEDAGOGA GABRIELA).
Pooli y Ferreira (2017) retoman la configuración de la identidad de los pedagogos
adquirida en la formación y el desempeño en entornos educativos, que no es fija ni inmutable.
Forma parte del desarrollo histórico, social, cultural, político y educativo de la sociedad que es
intrínsecamente contradictorio y transitorio, provocando una continua reconceptualización de
los significados.
En esta perspectiva, la profesión de formador pedagogo emerge en un cierto contexto y
momento histórico, que incluye considerar los contornos de su actuación a partir de las
necesidades presentes en la escuela pública de la Red Municipal de Educación de Curitiba.
La pedagoga Vera encontró que "el papel del pedagogo central ha cambiado, que ha
llegado a respetar el camino del pedagogo escolar y es con el diálogo y la reflexión que está
formando y guiando a los equipos de las escuelas en un proceso de construcción de la identidad
de los pedagogos escolares". También mencionó que en el Departamento Municipal de
Educación hay poco diálogo entre pedagogos que trabajan en diferentes niveles de educación
(Escuela Primaria y Educación Infantil).
Según Marcelo García (2010), la identidad profesional no surge automáticamente como
resultado de la titulación, después del curso de formación inicial, sino que requiere un proceso
de aprendizaje profesional individual y colectivo, de naturaleza compleja y dinámica. Se
entiende, por lo tanto, que la identidad y profesionalización del pedagogo tiende a ser entendida
en el contexto educativo de la acción.
6
El término "Pedagogo de Referencia" también se utiliza en el Departamento Municipal de Educación como
terminología que define al pedagogo formativo.
La identidad de las pedagogas formadoras de la red educativa municipal de Curitiba: Los significados de las narrativas (auto)biográficas
para el desarrollo profesional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 14
La pedagoga Inês confirmó que es en el ejercicio de la profesión que los pedagogos
buscan reconocer su identidad, pero se refiere a una actitud de reacción que ella siente que es
necesaria para el pedagogo formativo:
Nos graduamos en contexto, en el día a día. [...] Nuestro papel como pedagogo
central es romper, estar limpiando estos falsos paradigmas que aún existen en
el contexto político, histórico y social, y el pedagogo responde a demandas
que no son pedagógicas. Esto es histórico y ha sido aceptado durante mucho
tiempo. [...] Por otro lado, estas cuestiones necesitan ser trabajadas en el
seguimiento diario con el equipo directivo de las unidades escolares, con base
en la legislación que se ocupa de la función y atribuciones del pedagogo
(PEDAGOGA INÊS).
Se observó la influencia de la cultura institucional municipal en el desempeño de los
pedagogos formadores, aunque en sus narrativas reconocen que, como pedagogos de los
Centros Educativos Regionales, tienden a buscar nuevas formas de desarrollar su trabajo,
buscando comprenderlo y reinventarlo, especialmente en las relaciones que mantienen a
distancia con los equipos de las escuelas y que se intensificaron durante la pandemia.
Los procesos de acción del pedagogo (a) formador (a) requieren un trabajo constante de
estudio e investigación sobre la práctica diaria para ser analizados en diálogo con el pedagogo
escolar. Este movimiento de mediación con los maestros se refiere a las actividades escolares,
que pueden volverse rutinarias, homogeneizadoras y, a menudo, incuestionables. Por otro lado,
existen singularidades en las trayectorias de los profesionales escolares que deben ser
respetadas y destacadas en las propuestas formativas de los pedagogos escolares, considerando
su trabajo con los docentes.
Estas nuevas necesidades han generado inquietudes e influido en el desarrollo de un
trabajo más asertivo en relación con los pedagogos formativos, considerando las relaciones y
orientaciones que establecen con los pedagogos escolares. Una de ellas informó:
Los momentos formativos con los equipos escolares también nos forman. Si
hablo de mi identidad como pedagogo central, este cambio de desempeño es
un cambio técnico que trajo el mantenedor, y vino con muchos conflictos y
desafíos, pero generó muchos aprendizajes. [...] Las ganancias que tuve en mi
vida profesional son enormes, los conocimientos que fui adquiriendo
provenían de esta desestabilización, de una situación difícil que generó
muchos aprendizajes (PEDAGOGA HELENA).
Esta pregunta interpreta la relación entre lo que el pedagogo formativo piensa sobre "sí
mismo" y cómo quiere ser visto por "otros", comenzando a tener una fuerte carga afectiva y
Claudia BINOTTO y Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 15
emocional que mejora su desarrollo profesional. Por otro lado, existe un reconocimiento de que
la exigencia profesional frente a un contexto en constante cambio, al pedagogo que conforma
un Centro Educativo Regional, viene con momentos de desestabilización que, sin embargo,
instigan la necesidad de ampliar el estudio y la investigación para enfrentar las demandas de
escolarización a cargo de los equipos pedagógicos de las escuelas a las que sirven.
Consideraciones finales
En el presente estudio e investigación sobre la formación y actuación de los pedagogos
que forman los Centros Regionales de Educación de la RME de Curitiba, consideramos la
necesidad de atención al trabajo complejo e integral de estos profesionales, con el objetivo de
su contribución a los pedagogos escolares y maestros que trabajan en el ámbito de las escuelas
municipales de los primeros años.
Al situar la identidad profesional de los formadores pedagogos, fue necesario considerar
las confrontaciones de nuevos procesos sociales y culturales en la escuela básica, resultantes
del avance del conocimiento científico, las tecnologías y los cambios en el trabajo productivo
y sus consecuencias en el ámbito de la escolarización. Se han establecido nuevas relaciones
entre formadores pedagogos, pedagogos escolares, profesores y estudiantes, en este contexto,
lo que requiere el dominio de la ciencia pedagógica como uno de los puntos centrales indicados
por Brzezinski (2011) en relación con la constitución de la identidad profesional de los
pedagogos formadores.
A partir de las narrativas (auto)biográficas que impregnaron la investigación-formación
y las actividades organizadas a partir de la propuesta de los Talleres del Proyecto Biográfico,
los pedagogos formativos participantes trajeron sus recuerdos sobre los orígenes de su decisión
con respecto a la elección de la carrera educativa.
En este momento, las narrativas (auto)biográficas revelaron la influencia familiar en la
elección de la carrera educativa, pero la influencia de sus pares se hizo mucho más significativa
en la vida personal y profesional de los pedagogos formativos. En cuanto a los hitos en la carrera
profesional, los pedagogos participantes reiteraron el dominio de los conocimientos y
metodologías necesarias para su formación, derivados de los cursos de formación inicial y
formación continua, ofrecidos por las PYME. En este sentido, los pedagogos formativos se
refirieron a las nuevas necesidades que detectan en su formación en relación con los nuevos
La identidad de las pedagogas formadoras de la red educativa municipal de Curitiba: Los significados de las narrativas (auto)biográficas
para el desarrollo profesional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 16
paradigmas necesarios para el desempeño profesional, necesarios para la escuela básica
contemporánea.
Los pedagogos formativos revelaron que era necesario adherirse a la identidad formativa
de referencia, que no tenían y a la que ya no sería del pedagogo escolar ni de la enseñanza. Al
constituir esta identidad formativa profesional, fue necesario adaptar o considerar la identidad
del lugar de pertenencia al Centro Regional de Educación, con cierta preocupación por el
alcance de esta función. En este caso, la identidad profesional del pedagogo de la formación
incluye los dominios referenciales de la educación escolar, que deben adaptarse a las complejas
necesidades e intereses de los profesionales que trabajan en la escuela básica y de quienes
asisten a ella.
La identidad profesional apareció en el proceso de investigación-formación de manera
fluida, no estática, abarcando la vida personal y profesional, individual y colectiva de los
participantes. Según Josso (2010), este proceso proporciona oportunidades para reflexiones
sobre 'si' y sobre 'el otro' durante las reuniones, lo que presupone un cambio de la primera forma
en que comenzó en el curso, y la participación de las actividades promovió la transformación
constante de 'si'. De esta manera, los participantes encontraron que su profesión está en
construcción todo el tiempo, lo que se vuelve necesario y constante en este trabajo. Esta
identidad se transforma en la medida en que profesionalmente adquieren conciencia de su
influencia en las escuelas, que no puede ser prescriptiva, sino en la búsqueda de entendimientos
sobre los procesos presentes en el contexto social, cultural y pedagógico en el que interactúan
con los profesionales de la escuela básica municipal.
Desde la perspectiva de la constitución de la identidad profesional de los pedagogos
formadores, referidos a los procesos metodológicos teóricos de sus prácticas organizativas, se
destacó la función mediadora que desarrollan con el pedagogo escolar. En este sentido,
Brzezinski (2011) reitera la importancia fundamental del dominio sobre el conocimiento de la
ciencia pedagógica.
Así, los pedagogos formadores expresaron la importancia de reconocer y comprender
su identidad profesional considerando la forma en que se definen en el papel de formadores de
referencia, lo que significa estar a la vanguardia de los temas educativos en posiciones de
avance con respecto al conocimiento teórico y los nuevos paradigmas educativos. Este
reconocimiento incluye la integración de concepciones sociológicas, antropológicas,
psicológicas y otras ciencias como factores de apoyo en la realización del complejo trabajo
educativo.
Claudia BINOTTO y Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 17
Algunas cuestiones fueron identificadas en este caso con respecto a la formación de los
formadores pedagogos, como la distancia entre la formación académica y la compleja realidad
que hoy constituye la vida cotidiana de la escuela, que tiende a constituir un obstáculo para el
conocimiento de la formación y la investigación, lo que lleva a mejorar sus conocimientos y
conocimientos al desempeñar funciones de gran alcance en el núcleo de la RME.
También se notó el cambio en el desempeño de los pedagogos de los núcleos regionales,
en relación al diálogo y reflexión que ha venido guiando su formación y la de los equipos
pedagógicos escolares en un proceso de construcción de su identidad profesional en los últimos
años. Vale la pena considerar, en este momento, el trabajo de los equipos coordinadores en el
Departamento Municipal de Educación, que exige un diálogo constante para componer los
procesos de acción de los pedagogos que se forman en los centros regionales, con una mayor
comprensión de sus iniciativas, considerando los cambios y las demandas sociales y culturales
de las comunidades de las escuelas municipales.
La investigación basada en las narrativas (auto)biográficas permitió la reflexión sobre
la identidad profesional de los pedagogos participantes, lo que los llevó a reafirmar la necesidad
de la continuidad de los procesos formativos en esta perspectiva metodológica, en la que las
experiencias del "yo" y del "otro" pueden ser narradas. El trabajo con los autores en la
investigación-formación llevó a identificar y analizar referencias para el desarrollo profesional
del grupo que participó en la investigación, llevándolos a configurar los nuevos procesos de
formación en busca de una mayor autonomía para nuevas iniciativas, diálogo y diálogo sobre
sus experiencias, intereses y necesidades personales y profesionales.
La constitución de la identidad profesional de los pedagogos formativos impregna la
disposición del intelectual transformador de la escuela, como defiende Giroux (1997), como un
ser social que comienza a comprender, analizar e interpretar las necesidades sociales, de la
pluralidad cultural que modifica la gama de contenidos curriculares y su metodología para el
desempeño de pedagogos y profesores, en el enfoque de las cuestiones tecnológicas y la
conectividad necesaria para los estudiantes de la escuela básica contemporánea.
Las actividades de la investigación-formación y la metodología de las narrativas
(auto)biográficas reafirmaron una identidad profesional a los pedagogos formativos, que
requiere el dominio de la ciencia pedagógica, orienta su profesión, pero requiere de estos
profesionales la búsqueda de estudio, investigación, autoformación en forma de producciones
textuales autorales y protagonismo a favor de procesos democráticos para el avance a ser
promovido en la red de escuelas municipales de Curitiba.
La identidad de las pedagogas formadoras de la red educativa municipal de Curitiba: Los significados de las narrativas (auto)biográficas
para el desarrollo profesional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 18
REFERENCIAS
ANDRÉ, M.; GATTI, B. A. Métodos Qualitativos de Pesquisa em Educação no Brasil:
Origens e evolução. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO- ALEMÃO DE PESQUISA
QUALITATIVA E INTERPRETAÇÃO DE DADOS, 2008, Brasília. Anais [...]. Brasília,
DF: Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, 2008.
BRASIL. Resolução CNE/CP n. 3, de 21 de fevereiro de 2006. Diretrizes curriculares
Nacionais para o Curso de Pedagogia. Brasília, DF: MEC, 2006. Disponible en:
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/pcp003_06.pdf. Acceso en: 04 jul. 2022.
BRASIL. Resolução CNE/CP n. 2, de 01 de julho de 2015. Diretrizes curriculares
Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de
formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a
formação continuada. Brasília, DF; MEC, 2015. Disponible en:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=136731-
rcp002-15-1&category_slug=dezembro-2019-pdf&Itemid=30192. Acceso en: 04 jul. 2022.
BRZEZINSKI, I. Pedagogo: Delineando Identidade(s). Revista UFG, Goiânia, v. 13, n. 10, p.
120-132, jul. 2011. Disponible en: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48363.
Acceso en: 04 jul. 2022.
CURITIBA. Caderno pedagógico: Subsídios à organização do trabalho pedagógico nas
escolas da rede municipal de ensino de Curitiba. Curitiba, PR: Prefeitura Municipal;
Secretaria Municipal da Educação, 2012.
DELORY-MOMBERGER, C. Formação e socialização: Os ateliês biográficos de projeto.
Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 32, n. 2, p. 359-371, maio/ago. 2006. Disponible en:
https://www.scielo.br/j/ep/a/GxgXTXCCBkYzdHzbMrbbkpM/?format=html&lang=pt.
Acceso en: 02 mayo 2020.
DOMINICÉ, P. O processo de formação e alguns dos seus componentes relacionais. In:
NÓVOA, A.; FINGER, M. (org.). O método (auto)biográfico e a formação. São Paulo:
Paulus, 2010.
FRANCO, M. A. S. Pedagogia como ciência da educação. Campinas, SP: Papirus, 2003.
GIROUX, H. A. Os Professores como Intelectuais. Porto Alegre: Artes médicas,1997.
IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional: Formar-se para a mudança e a incerteza.
3. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
JOSSO, M. C. A transformação de si a partir da narração de histórias de vida. Revista
Educação. Porto Alegre, v. 3, n. 63, p. 413-438, set./dez. 2007. Disponible en:
https://wp.ufpel.edu.br/gepiem/files/2008/09/a_tranfor2.pdf. Acceso en: 01 jul. 2022.
JOSSO, M. C. Experiências de vida e formação. 2. ed. Natal, RN: EDUFRN; São Paulo:
Paulus, 2010.
Claudia BINOTTO y Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 19
MARCELO GARCIA, C. Desenvolvimento Profissional: Passado e futuro. Revista das
Ciências da Educação, n. 08, p. 7-22, jan./abr. 2009. Disponible en:
https://idus.us.es/bitstream/handle/11441/29247/Desenvolvimento_profissional_docente.pdf?s
equence=1&isAllowed=y. Acceso en: 03 jul. 2022.
MARCELO GARCIA, C. O professor iniciante, a prática pedagógica e o sentido da
experiência. Revista brasileira de pesquisa sobre formação docente, Belo Horizonte, v. 02,
n. 03, p. 11-49, ago./dez. 2010. Disponible en:
https://revformacaodocente.com.br/index.php/rbpfp/article/view/17. Acceso en: 06 jul. 2022.
NÓVOA, A.; FINGER, M. O método (auto)biográfico e a formação. Natal, RN: EDUFRN;
São Paulo: Paulus, 2010.
POOLI, J. P.; FERREIRA. V. M. R. Pedagogos construindo suas identidades: Entre adscrição
e escolhas. Educar em Revista, Curitiba, ed. esp., n. 1, p. 19-37, jun. 2017. Disponible en:
https://www.scielo.br/j/er/a/zmSqjyP7HfB8F6XxcLL8LNN/abstract/?lang=pt. Acceso en: 12
jul. 2022.
SOUZA, E. C. Diálogos cruzados sobre pesquisa (auto)biográfica: análise compreensiva-
interpretativa e política de sentido. Educação, Santa Maria, v. 1, n. 39, p. 39-50, jan./abr.
2014. Disponible en: https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/11344/pdf. Acceso
en: 10 jul. 2022.
VIÑAO FRAGO, A. Culturas escolares, reformas e innovaciones: Entre la tradición y el
cambio. (Texto divulgado pelo autor e ainda não publicado), 2000.
La identidad de las pedagogas formadoras de la red educativa municipal de Curitiba: Los significados de las narrativas (auto)biográficas
para el desarrollo profesional
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 20
CRediT Author Statement
Reconocimientos: Las autoras reconocen que el manuscrito es un estudio original que no
ha sido publicado previamente.
Financiación: La investigación no contó con financiación.
Conflictos de intereses: Las autoras certifican que no tienen ningún interés comercial o
asociativo que represente un conflicto de intereses en relación con el manuscrito.
Aprobación ética: Departamento Municipal de Educación de Curitiba.
Disponibilidad de datos y material: Los datos presentados en el manuscrito forman parte
del estudio de investigación de la doctoranda Claudia Binotto en la Línea Cultura, Escuela
y Procesos Formativos en Educación en el Programa de Posgrado en Educación de la
Universidad Federal de Paraná (UFPR).
Contribuciones de los autores: Autora 1: Claudia Binotto (50%); Autora 2: Regina Cely
de Campos Hagemeyer (50%).
Procesamiento y edición: Editora Iberoamericana de Educación - EIAE.
Corrección, formateo, normalización y traducción.
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 1
THE PEDAGOGUE EDUCATOR’S IDENTITY IN THE MUNICIPAL EDUCATION
SYSTEM OF CURITIBA: THE MEANINGS OF (AUTO)BIOGRAPHIC
NARRATIVES FOR PROFESSIONAL DEVELOPMENT
A IDENTIDADE DAS PEDAGOGAS FORMADORAS DA REDE MUNICIPAL DE
ENSINO DE CURITIBA: OS SENTIDOS DAS NARRATIVAS (AUTO)BIOGRÁFICAS
PARA O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
LA IDENTIDAD DE LAS PEDAGOGAS FORMADORAS DE LA RED EDUCATIVA
MUNICIPAL DE CURITIBA: LOS SIGNIFICADOS DE LAS NARRATIVAS
(AUTO)BIOGRÁFICAS PARA EL DESARROLLO PROFESIONAL
Claudia BINOTTO1
e-mail: claubinotto@gmail.com
Regina Cely de Campos HAGEMEYER2
e-mail: regicely15@gmail.com
How to reference this paper:
BINOTTO, C.; HAGEMEYER, R. C. C. The pedagogue educator’s
identity in the Municipal Education System of Curitiba: The
meanings of (auto)biographic narratives for professional
development. Revista Ibero-Americana de Estudos em
Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-
5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102
| Submetido em: 15/08/2022
| Revisões requeridas em: 16/01/2023
| Aprovado em: 10/02/2023
| Publicado em: 04/05/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Federal University of Paraná (UFPR), Curitiba PR Brazil. Doctorate student in Education.
2
Federal University of Paraná (UFPR), Curitiba PR Brazil. Senior collaborating professor at PPGE, in the
research line: Culture, School, and Formative Processes in Education. Doctorate in Education (USP).
The pedagogue educator’s identity in the Municipal Education System of Curitiba: The meanings of (auto)biographic narratives for
professional development
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 2
ABSTRACT: This article analyzes the professional identity of the pedagogue educator of Regional
Education Centers in Curitiba, proposes to situate and identify the pedagogical, social, and cultural
challenges present in their training and professional development. The investigation carried out with
eight pedagogue educators started with qualitative research procedures by André & Gatti (2008)
and required the methodology of (auto)biographical narratives, from Josso (2007) and Souza (2014)
and was developed in meetings of research-training, based on Delory-Momberger's Biographical
Project Workshops (2006). In the analysis of the research, the professional identity was presented
as a continuous and dynamic process, of personal and professional transformation, considering the
cultural processes of the schools. In this dimension, the meaning of the mediating work they develop
with the pedagogues and teachers of the schools they attend stands out. From the analyses,
references to be considered in the professional development of the participants emerged, aiming the
performance of pedagogues in the contemporary municipal school.
KEYWORDS: Professional identity. Pedagogue educator. Research-training. (Auto)biographical
narratives. Professional development.
RESUMO: Este artigo analisa a identidade profissional do(a) pedagogo(a) formador(a) de
Núcleos Regionais de Educação de Curitiba, propõe situar e identificar os desafios pedagógicos,
sociais e culturais presentes na sua formação e desenvolvimento profissional. A investigação
realizada com oito pedagogas formadoras iniciou com procedimentos da pesquisa qualitativa de
André e Gatti (2008) e requisitou a metodologia de narrativas (auto)biográficas, a partir de Josso
(2007) e Souza (2014) foi desenvolvida em encontros de pesquisa-formação, com base nos Ateliês
Biográficos de Projeto de Delory-Momberger (2006). Na análise da pesquisa, a identidade
profissional se apresentou como processo contínuo e dinâmico, de transformação pessoal e
profissional, levando em conta os processos culturais das escolas. Destacou-se, nesta dimensão, o
sentido do trabalho mediador que desenvolvem com os(as) pedagogos(as) e professores das escolas
a que atendem. Emergiram, das análises, referenciais a serem considerados no desenvolvimento
profissional das participantes, visando a atuação das pedagogas na escola municipal
contemporânea.
PALAVRAS-CHAVE: Identidade profissional. Pedagogo(a) formador(a). Pesquisa-formação.
Narrativas (auto)biográficas. Desenvolvimento profissional.
RESUMEN: Este artículo analiza la identidad profesional del (de la) pedagogo (a) formador(a)
de los Centros Regionales de Educación de Curitiba y propone situar e identificar los desafíos
pedagógicos, sociales y culturales presentes en su formación y desarrollo profesional. La
investigación realizada con ocho pedagogas formadoras partió de procedimientos de investigación
cualitativa de André y Gatti (2008), requirió la metodología de narrativas (auto)biográficas de
Josso (2007) y Souza (2014) y se desarrolló en encuentros de investigación-formación, basado en
los talleres de proyectos biográficos de Delory-Momberger (2006). En el análisis de la
investigación, la identidad profesional se presentó como un proceso continuo y dinámico de
transformación personal y profesional, teniendo en cuenta los procesos culturales de las escuelas.
En esta dimensión se destaca el OK OK OK significado del trabajo mediador que desarrollan con
los pedagogos y docentes de las escuelas a las que asisten. De los análisis surgieron referentes a
ser considerados en el desarrollo profesional de los participantes, visando la actuación de los
pedagogos en la escuela municipal contemporánea.
PALABRAS CLAVE: Identidad profesional. Pedagogo(a) formador(a). Investigación-formación.
Narrativas (auto)biográficas. Desarrollo profesional.
Claudia BINOTTO and Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 3
Introduction
In view of the social and cultural changes in contemporary society, the demand for
professionals endowed with new knowledge and domains to act in the various areas of human
formation is increasing. In the administrative instances that guide the educational proposals of
public schools, the role of educators acquires significant importance, verifying the
intensification and density of their tasks when developing their function of organizing and
equating the pedagogical work of school units in Curitiba. From this perspective, the
pedagogical trainer promotes advising and monthly orientation of management teams in the
school environment, offering theoretical and methodological support to the implementation of
curricular proposals and educational policies in force, which guide the work they develop in
municipal schools.
The purpose of this article is to present the research we carried out, considering two
dimensions of this function: the constitution of the professional identity of the pedagogical
educators, considering the educational proposals of the municipal schools they work for; and
the professional development, aiming to situate the new social and cultural interests and needs
they identify, to be integrated to the pedagogical and educational work of the contemporary
municipal school.
In recent literature about the formation of educators, Marcelo Garcia (2009) identifies
the existence of at least four perspectives or traditions of professional formation of teachers and
educators: the academic perspective, the perspective of technical rationality, the practical
perspective and the perspective of social reconstruction. Of these perspectives, according to
Franco (2003), a rational-technical tendency, focused on reflexivity, still remains in the
professional formation of the educator.
Since the implementation of the Curricular Guidelines of Pedagogy (BRAZIL, 2006), a
policy focused on the formation of the teacher of the initial years was configured in the
graduation courses, which initially brought criticism and debates, considering the regression
that these decisions would cause, disregarding the advances made in the faculties of education,
focused on the formation of a researching pedagogue and that would articulate with property
the school pedagogic process as a whole. This recognition and reaction also came from
representative organizations of the processes of formation and performance of the pedagogue,
such as ANFOPE, ANPED, FORUNDIR, among others. In later years, as well as in the courses
of Pedagogy in Brazilian schools of education, the formation and professional identity of the
The pedagogue educator’s identity in the Municipal Education System of Curitiba: The meanings of (auto)biographic narratives for
professional development
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 4
school pedagogue was sought again, considering a less fragmented and unitary performance,
requesting, above all, their professional development in a broader way.
From the DCNs of 2015 (BRASIL, 2015), for the training of teachers and educators, it
was proposed in the degrees of different teaching areas curricular reviews that considered the
evolution of scientific and technological knowledge, in view of the new training needs also in
these areas, in the context of basic schooling. The proposals for the formation of the pedagogue
in the Pedagogy degree, in the curricular review process of this period, started to consider the
dynamics of the multicultural contemporary society, in which children and young people who
attend the basic school are permeated by rapid and constant transformation in all areas of human
life.
In the state of Paraná, it is verified that the profession of pedagogue in the public-school
education networks has historically configured a professional work that has achieved
credibility, maintaining an institutional performance assured by internal competitions,
becoming a necessary function for the instances of organization and coordination of
pedagogical work in the various levels and instances of teaching in public schools.
The group of pedagogical educators participating in the proposed research is made up
of professionals who belong to the Regional Education Centers of Curitiba. As articulators
between the municipal secretariat staff and the educational units, they participate in the training
processes proposed by the Municipal Secretariat of Education (SME in the Portuguese
acronym), in relation to their work group and to the pedagogues of the municipal schools.
To support the work of pedagogical educators, since 2012, the coordinators of the
Regional Centers of the Curitiba Municipal Education Network have offered continuing
education courses, as well as informative and formative texts to support the pedagogical work
in schools. One example refers to the Pedagogical Booklet (CURITIBA, 2012), prepared with
recommendations for pedagogical educators, so that they develop their function based on a
constant process of training and preparation that can contribute to the development of the work
of professionals in the school units.
Imbernón (2002) recognizes the identity of each school professional and defends the
idea that they should be subjects of their own training. In this case, the pedagogical educators
participating in the research began to develop their profession, based on their interests and
studies, sharing their convictions about the theoretical and methodological work they promote
for contemporary school education, sharing their experiences with the pedagogues and teachers
of the schools in which they develop their work. This observation led us to formulate some
Claudia BINOTTO and Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 5
questions in view of the changes in the municipal school: Considering the new social and
cultural challenges of today's school, do educator-pedagogues recognize new themes and/or
attributions that they need to integrate into their professional identity? What studies,
methodologies and experiences do you consider necessary for your work? How have they tried
to reflect on the real needs of their training and professional development?
In the observations made on the group of pedagogical educators, we noticed that they
develop their function based on their knowledge of the pedagogical area, resulting from their
initial professional training in Pedagogy, from specialization courses, also offered by the
Municipal Secretariat of Education, but, above all, they present new initiatives based on their
professional trajectories. In these initial surveys, it was verified, however, that there are few
formative proposals in which they participate and can narrate their experiences, memories,
learning, and initiatives promoted during their professional trajectory.
These perceptions led us to propose the development of a research, anchored in the
methodology of (auto)biographical narratives, with devices of research-training, in Josso
(2007) and Souza (2014), from meetings planned based on the Biographical Project Workshops
of Delory-Momberger (2006).
To situate the recognition of the educator about his/her professional identity proposes
to understand the cultural and social issues of contemporary schools, with their conformations
and contingencies. The fields of knowledge, in this perspective, require new forms of mediation
and methodologies that provide school educators and teachers with the possibility of organizing
pedagogical work in the face of scientific, technological, social, and cultural advances in the
contemporary world. These processes, however, need to be situated, researched, and
understood, which demands the analysis of their personal and professional positions.
Giroux (1997) refers to the criticism to the legitimating codes by which the great
narratives of progress and human development need to be taken back, analyzed, and discussed,
generating conceptual positions to be analyzed by those who develop the educational process
in school institutions, and that he defines as transforming intellectuals.
The provision of the transforming intellectual refers to educators who develop their
function consciously, by understanding, analyzing and interpreting the social, cultural and
political needs of teachers, pedagogues in favor of contemporary basic school students. We
propose to consider this concept as a possibility to offer a conceptual basis for the constitution
and analysis of the professional identity of the pedagogical educators participating in the
research conducted.
The pedagogue educator’s identity in the Municipal Education System of Curitiba: The meanings of (auto)biographic narratives for
professional development
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 6
A brief contextualization on the formation and identity of the educator: the professional
dimensions and influences
Regarding the pedagogue's profession, Brzezinski (2011) resumes the scope of the
performance of these professionals in several instances of educational practice, directly or
indirectly linked to the processes of organization, transmission and assimilation of knowledge
and know-how, which require the domains of the school pedagogical field. From this
perspective, in view of the numerous responsibilities delegated to pedagogical educators in
public schools in the Municipal Education Regional Centers, we propose to pay attention to the
initial training and professional performance of those who organize and respond to the
challenges of a social conjuncture that is also expressed in the teaching systems and in the
official educational proposals.
Marcelo Garcia (2009) refers to school teaching as an increasingly complex task that
requires training, knowledge, and commitment. He refers to teacher training, which includes
the role of the pedagogical trainer, considering his constant contact with teaching in schools,
and covers two dimensions: theoretical-scientific training (specific academic training); and
technical-practical training, aimed at professional preparation for the development of
pedagogical work, which includes didactics and teaching methodologies. Integral to these
dimensions are educational research and forms of interaction and technological connectivity in
the school environment and in the communities where the schools in which they work are
located.
These dimensions maintain a relationship of reciprocity and permanent interaction and
constant articulation with the social and cultural environment in which the pedagogical
educators interact, which reaffirms our considerations regarding the knowledge and expertise
they incorporate, and which are built during their career and in formative processes, which
imply the comprehensiveness of activities and methodologies that make it possible to reach the
dimensions of knowledge of the pedagogical area and the innovative processes inherent to them.
The concept of professional identity nowadays, according to Marcelo Garcia (2009), is
revealed as a reality that evolves and develops both personally and collectively. Identity is not
something one possesses, but something that is developed during one's lifetime. The
development of identity "takes place in the intersubjective terrain and is characterized as an
evolutionary process, a process of interpretation of oneself as a person within a given context”
(MARCELO GARCIA, 2009, p. 112, our translation).
Claudia BINOTTO and Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 7
The insertion of educator educators in municipal schools implies the immersion of these
professionals in the cultures produced in these schools by their professional teachers, educators,
and managers. From this perspective, it is worth considering Viñao Frago's (2000) analysis on
the process of identity production as a result of different histories of schools and the system to
which they belong, which shape habits, forms, and ways of acting.
Viñao Frago (2000) refers to the school as a space of cultural production, which
concerns the ways of experiencing its times and spaces that, when analyzed, do not represent
an impeccable order or unique or fixed points of view. The school space is configured as the
random and the mobile, which may constitute, above all, more possibilities than limits.
According to the author, each school is characterized by different histories, trajectories, and
configurations of its pedagogical organization, determined forms of teaching and interaction
processes among professionals and from the students' interests and needs.
In this context, each school institution walks different paths, and establishes
relationships from their communities, values and attitudes produced by their professionals in
produced cultural experiences, which leads us to analyze the characteristics of the processes
produced in the school environment from the action of the pedagogical trainer, between the
configurations of power relations present in the school culture and democratic practices in
schools.
The selected group and the steps of the methodological path for the research
The proposed research was developed within Curitiba's Municipal Education Network,
in three of its Regional Education Centers (NREs in the Portuguese acronym)
3
and the selection
of the pedagogic educators for the research was defined considering the data obtained in an
exploratory study carried out with a group of eight pedagogic educators who participate in the
Regional Centers of Santa Felicidade, Boa Vista and Matriz.
For the research-training developed with the pedagogic educators selected, a course was
planned, with six (6) meetings, during the second semester of 2020 and the first semester of
2021. In articulation with the purposes and objectives of the municipal school, the course was
developed with the title: 'The construction of the identity of the pedagogical trainer: revelations
of meanings for a transforming professional development'. The meetings were held with the
3
Curitiba's Municipal Education Network has ten Regional Education Centers, where each center organizes its
team of pedagogical educators).
The pedagogue educator’s identity in the Municipal Education System of Curitiba: The meanings of (auto)biographic narratives for
professional development
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 8
objective of revealing and analyzing the constitution of the identity of the teacher educators of
the NREs of the RME, from their personal and professional (auto)biographical narratives, also
from the social historical point of view, considering the cultural processes produced by
professionals from the schools in which they work.
To get to know the group participating in the research, qualitative research procedures
were initially adopted, based on André and Gatti (2008), from the initial questionnaire applied,
in order to obtain greater visibility on the processes experienced in their trajectories as
pedagogues.
The use of the research methodology of (auto)biographical narratives, according to
Josso (2007) and Souza (2014), which was carried out considering the formative meetings based
on the Biographical Project Workshops of Delory-Momberger (2006), provided the experience
of activities that, when analyzed, revealed significant value in relation to the work of the
pedagogic educators. The process provided the pedagogic educators with freedom of expression
for the reports, verbalizations about memories, conceptions, description of practices and lived
experiences, which were analyzed in an interpretative way during and after the development of
the research.
The (auto)biographical research methodology during the research-training process made
it possible, besides the analysis of the participants' ways of acting, to interpret and discuss the
authors' texts, their conceptions and argumentations based on the learning they achieved during
the course. In the sense of Josso (2007), the research of (auto)biographical narratives promotes
an encounter with oneself and with the 'other', enabling the improvement in the interaction
among peers, the exchange of knowledge and wisdom among the pedagogical trainers. The
analysis of the speeches and narratives referenced the themes and activities, leading to reflection
on the meaning of the professional activities developed, helping to provide greater visibility on
the constitution of the professional identity of the pedagogic educators.
The proposed course of the research had a break for a review of the form of the meetings,
due to the contingent moment of the COVID-19 pandemic
4
, which made it impossible to hold
the face-to-face meetings planned in the research. For this reason, the course was developed
online, through the Google Meet platform. In this new format, the activities were planned in a
welcoming way, which allowed the free emission of the educators' narratives about the
4
The measures to face the Coronavirus pandemic, were considered by the Federal Law no. 13979, of February 06,
2020, and from the Municipal Decree no. 421, of March 16, 2020, that declared an emergency situation in public
health, due to the COVID-19 pandemic, leading to the suspension of the face-to-face activities developed in the
school educational units, including continuing education.
Claudia BINOTTO and Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 9
moments of perplexity experienced in the pandemic and in social isolation, but considering the
continuity of the school educators' work. In the online course, on the other hand, it became
possible to discuss concepts about professional identity and its recognition by the pedagogic
educators, considering the use of technologies and the experience lived through online
resources, with new languages and forms of communication among the pedagogic educators,
school professionals and students.
To perform the interpretative analysis of the sources, between the elements collected in
the orality and in the written reports of the participant group, the elements of reading in three
times were used, as suggested by Souza (2014): Time I - Pre-analysis and cross-reading; Time
II- Thematic reading from descriptive units of analysis and Time III - Comprehensive
interpretive reading of the corpus, for considering the time to remember, narrate and reflect on
what was lived.
The narrative and biographical sources under this perspective enabled the apprehension
of issues related to the trajectories and paths of life and training of the pedagogical educators,
who talked about their learning and experiences built throughout their personal lives, as
influences for their options and forms of professional performance, as recommended by Souza
(2014).
The research-training course and the recognition of social and professional milestones in
the careers of teacher educators
During the course, as announced, two dimensions or categories were developed more
intensely in the research: Professional identity of the pedagogical trainer; Training and
professional development of pedagogues in the NREs, making up the themes that guided the
activities of the units and subthemes addressed during the course.
In the first phase, considered by Josso (2010) and Souza (2014) as moments of
identification and initial exchanges with the group, the pedagogical educators addressed in their
narratives the origins of their option for a career in school education and as pedagogues. In
these life history narratives, five pedagogical educators mentioned family influence on their
professional choices. According to Dominicé (2010), family relationships significantly
influence decisions about the choice of the initial training course and also influence the subjects'
value judgment about the suitability of professions in/for life. Although they were very
interested in the educational area, financial issues and the distance from the place of study
The pedagogue educator’s identity in the Municipal Education System of Curitiba: The meanings of (auto)biographic narratives for
professional development
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 10
appeared as an obstacle to the accomplishment of the initial training in Pedagogy, which was
only possible later on in some of the cases.
In relation to the milestones in their professional careers, the pedagogical educators
revealed decisive moments in their personal and professional trajectories for choosing a career
in pedagogy. The pedagogue Inês revealed the reasons for this option, which she identified
"since the affective reasons as well as the learning from people who passed through my life,
and how much they taught me, how much I learned with 'the others' during all the time of work”.
Through the analysis of the life histories of the pedagogic educators, it was possible to
rethink the issues surrounding their professional constitution, their convictions and actions.
According to Nóvoa and Finger (2010), life stories make it possible to understand what the
subjects themselves choose during their training, leading to reflection on the meaning of the
forms of work they develop during their personal and professional lives in the school institution.
The interpretative and comprehensive thematic reading of the professional identity of
female teacher educators
In the initial development of the course, we sought to approach the central notion of
identity, which, according to Josso (2007), is defined as an expression of existentiality, through
the analysis and interpretation of oral and written life stories, which allow us to highlight the
phases of its constitution. These are narratives that reveal the plurality, fragility, and mobility
of personal and professional experiences and choices throughout life.
In one of the first activities of the course, the song Lamento Sertanejo, by Dominguinhos
and Gilberto Gil, was used for a reflection on cultural origins, trying to approach and/or
question their influences on the constitution of identity.
In this first analysis, the northeastern identity was considered, which led to a reflection
on the identities present in the different Brazilian regions. From this perspective, it became
evident as an issue for school education and its professionals the relationship between the
identity of Brazilian men and women and their cultural origins and their rights to schooling
without exception. One of the pedagogues reported:
In a way, the place we come from is in us, we carry this place that does not
identify us only because we are the set of places we have passed through. We
are part of the people we live with and yet considering that we are in constant
change (VERA).
Claudia BINOTTO and Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 11
According to Pooli and Ferreira (2017, p. 20), when we speak of "Brazilians, Gaúchos,
Northeasterners, or even teachers, educators, doctors, and workers, we homogenize a very large
set of singular people, through very broad characteristics that make particularities opaque. Thus,
when demarcating the country, the state, the municipality, the place of residence or work, there
is a tendency to homogenize groups by resorting to a single meaning.
Pooli and Ferreira (2017) define identity as the process of making certain individual or
collective characteristics identical, in order to also differentiate them. The authors recall that
modernity was very effective in the social and individual production of identity, trying to fit the
subject into processes of belonging and adjustment to a certain reality.
The organizational culture is evidenced by the pedagogue Shirlei, who narrated her
initiation into school work, an experience that besides revealing her own identity led her to
reflect on the need to recognize the identity and even the local culture of the work environment.
In her impressions about the northeastern song, she made a comparison: "[...] the song portrays
the country man when he doesn't feel comfortable in the place where he has to go. He leaves
his comfort zone and goes to a place he didn't know. In this case, he compared it to the turnover
and the change of position in front of the school, considering that:
Many times the pedagogues also lack the security to use their voice in the new
work environment. When they start working in the nucleus, they need to
adhere to a formative identity, which they did not have before, and no longer
only as a teacher, different from the posture they had when they were in the
classroom (SHIRLEI).
Joana, another pedagogue, mentioned that the song refers to the place we come from,
that identifies us, so that we carry and are always changing within our roots and the habits we
have:
The lyrics refer to the diversity of people and places, where we are unique, but
live in plurality. [One doesn't live alone or isolated. Identity, in my opinion, is
fluid, it is a set in our lives, from the individual to the professional, and it is
always in transformation. If we think about cultural identity, we can consider
that in this group and from the meetings, we are no longer the same, we are
adding more to our training as core trainers (JOANA).
Pedagogue Helena reported her impressions alluding to "the feeling of suffering and
struggle of a person that portrays her way of being, of being in the place where she lives". She
noticed that, in the music, appears what identifies the country man of the northeast, the
characteristics that put him close to the people and, at the same time, what differentiates and/or
The pedagogue educator’s identity in the Municipal Education System of Curitiba: The meanings of (auto)biographic narratives for
professional development
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 12
distances him from 'others' in urban areas. Transposing to the perceptions about the identity of
the pedagogue, he analyzed that:
I notice the distance between academic training and the complex reality that
is the school's daily routine. The countless demands that the pedagogue needs
to meet, but the reality of the school presents itself in other ways and starts to
demand other demands from the pedagogue. Many times the pedagogue works
without much certainty or guidance, and tries to do his/her job (PEDAGOGA
HELENA).
Returning to Marcelo Garcia's analysis (2009), identity is not considered as something
given, fixed and unchanging. It is built in a slow and dynamic process through the professional,
cultural, and personal experiences of each subject. In this case, the pedagogue signaled the lack
of interlocution and the need to resume her training, because there are other and different
demands to be discussed and thought for the work of teaching in basic school. This training,
however, refers to the expansion and diversification of knowledge needed by the pedagogue to
work in contemporary basic school and concerns his professional development as a teacher
educator or 'reference' pedagogue.
5
.
Gabriela, a pedagogue, considered the differences in the sertanejo's speech and personal
aspects and, comparing it with her initial experience, reported:
[...] I saw myself in this process when I arrived at the center, because my
identity was that of a teacher. [...] In the core, I came across other movements
of cultures, of wisdoms of people with other knowledge. [My identity is in a
process of formation, all the time. I go in search of complements, since I am
trained in the academy, in a theoretical way, but I need to change my practice,
my routines, studies, for my new professional self. The identity is
transforming as I change (GABRIELA).
Pooli and Ferreira (2017) resume the configuration of the identity of educators acquired
in the training and performance in educational settings, which is neither fixed nor immutable.
It is part of the historical, social, cultural, political, and educational development of society,
which is intrinsically contradictory and transitory, causing a continuous reconceptualization of
meanings.
5
The term 'Reference Pedagogue' is also used in the Municipal Secretariat of Education as terminology that defines
the pedagogue trainer.
Claudia BINOTTO and Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 13
From this perspective, the profession of pedagogical trainer emerges in a certain context
and historical moment, which includes considering the contours of its performance from the
needs present in the public school of the Municipal Education Network of Curitiba.
Vera noted that "the role of the core pedagogue has changed, and now respects the
journey of the school pedagogue, and it is through dialog and reflection that she goes on training
and guiding the school teams in a process of building the identity of the school pedagogues".
She also mentioned that in the Municipal Secretariat of Education there is little dialogue among
pedagogues who work in different levels of education (Elementary School and Children
Education).
According to Marcelo Garcia (2010), professional identity does not appear
automatically as a result of a degree after the initial training course, but requires a process of
individual and collective professional learning, of a complex and dynamic nature. In this way,
it is understood that the identity and professionalization of the pedagogue tends to be understood
in the educational context of performance.
The pedagogue Ines confirmed that it is in the exercise of the profession that pedagogues
try to recognize their identity, but refers to a reaction attitude that she feels is necessary for the
pedagogue trainer:
We are formed in the context, in the day to day. [...] Our role as core educators
is to break, to clean up these false paradigms that still exist in the political,
historical and social context, where the educator meets demands that are not
pedagogical. This is historical and has been accepted for a long time. [...] On
the other hand, these issues need to be worked out in the daily follow-up with
the school units' management team, based on the legislation that deals with
the pedagogue's function and attributions (INÊS).
The influence of the municipal institutional culture was observed in the performance of
the pedagogical educators, although in their narratives they recognize that, as pedagogues of
Regional Education Centers, they tend to seek new ways of developing their work, trying to
understand and reinvent it, especially in the relationships that they maintain at a distance with
the school teams and that were intensified during the pandemic period.
The processes of action of the educator pedagogue require a constant work of study and
research on the daily practice to be analyzed in dialogue with the school pedagogue. This
mediation movement with the teachers refers to school activities that can become routine,
homogenizing, and many times unquestioned. On the other hand, there are singularities in the
The pedagogue educator’s identity in the Municipal Education System of Curitiba: The meanings of (auto)biographic narratives for
professional development
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 14
trajectories of school professionals to be respected and emphasized in the proposals for the
formation of school pedagogues, considering their work with teachers.
These new needs have generated concerns and influenced the development of a more
assertive work regarding the pedagogical educators, considering the relations and orientations
they establish with the school educators. One of them reported:
The formative moments with the school teams also form us. If I talk about my
identity as a core teacher, this change of performance is a technical change
that the headmaster brought, and it came with many conflicts and challenges,
but it generated many learnings. [...] The gains I had in my professional life
are enormous, the knowledge I acquired came from this destabilization, from
a difficult situation that generated a lot of learning (HELENA).
This question interprets the relationship between what the pedagogue trainer thinks
about 'himself' and how he wants to be seen by 'others', having a strong affective and emotional
charge that enhances his professional development. On the other hand, there is a recognition
that the professional demands of the pedagogical trainer of a Regional Education Center in a
constantly changing context come with moments of destabilization that, nevertheless, instigate
the need to expand the study and research to meet the demands of schooling in charge of the
pedagogical teams of the schools they work for.
Final remarks
In this study and research on the training and performance of pedagogical educators of
the Regional Education Centers of the RME of Curitiba, we consider the need for attention to
the complex and comprehensive work of these professionals, aiming at their contribution to
school pedagogues and teachers who work in the scope of municipal schools of early years.
When situating the professional identity of the pedagogical educators, it was necessary
to consider the confrontations of new social and cultural processes in the basic school, resulting
from the advance of scientific knowledge, technologies, and changes in the productive work
and its consequences in schooling. New relationships were established between the pedagogical
trainers, school pedagogues, teachers and students, in this context, which requires the mastery
of pedagogical science as one of the central points indicated by Brzezinski (2011) in relation to
the constitution of the professional identity of the pedagogical trainers.
From the (auto)biographical narratives that permeated the research-training and the
activities organized based on the proposal of the Biographical Project Workshops, the
Claudia BINOTTO and Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 15
participating teacher educators brought back their memories about the origins of their decision
regarding the choice of the educational career.
At this point, the (auto)biographical narratives revealed family influence in the choice
of educational career, but the influence of their peers became much more significant in the
personal and professional lives of the pedagogical educators. In relation to the milestones in
their professional careers, the participating pedagogues reiterated their mastery of the
knowledge and methodologies required for their training, which came from the initial and
continuing education courses offered by the SME. In this sense, the pedagogical educators
referred to the new needs they detected in their training in relation to the new paradigms
required for professional performance, necessary for the contemporary basic school.
The pedagogic instructors revealed that it was necessary to adhere to the training identity
of reference, which they did not have and which would no longer be of the school pedagogue
or of teaching. In constituting this formative professional identity, it was necessary to adapt to
or consider the identity of the place where they belonged to the Regional Education Center,
with a certain concern about the scope of this function. In this case, the professional identity of
the pedagogical trainer includes the referential domains of school education, which need to be
adequate to the complex needs and interests of the professionals who work in the basic school
and those who attend it.
Professional identity appeared in the research-training process in a fluid, non-static way,
encompassing the participants' personal and professional, individual and collective lives.
According to Josso (2010), this process provides opportunities for reflections about 'self' and
'the other' during the meetings, which presupposes a change from the first form with which the
course began, and the participation in the activities promoted the constant transformation of
'self'. In this way, the participants realized that their profession is under construction all the
time, which becomes necessary and constant in this work. This identity is transformed as they
professionally acquire an awareness of their influence in schools, which cannot be prescriptive,
but in the search for understanding about the processes present in the social, cultural, and
pedagogical context in which they interact with the professionals of the municipal basic school.
From the perspective of the constitution of the professional identity of the pedagogical
educators, referring to the theoretical-methodological processes of their organizing practices,
the mediating function that they develop with the school pedagogue stands out. In this sense,
Brzezinski (2011) reiterates the fundamental importance of mastering the knowledge of
pedagogical science.
The pedagogue educator’s identity in the Municipal Education System of Curitiba: The meanings of (auto)biographic narratives for
professional development
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 16
Thus, the pedagogic formators expressed the importance of recognizing and
understanding their professional identity considering how they define themselves in the role of
reference formators, which means being at the forefront of educational issues in positions of
advancement regarding theoretical knowledge and new educational paradigms. This
recognition includes the integration of sociological, anthropological, psychological, and other
science concepts as adjuncts in the accomplishment of the complex educational work.
Some issues were identified in this case regarding the formation of the pedagogical
educators, such as the distance between academic training and the complex reality that
constitutes the school's daily life today, which tends to constitute an obstacle to the knowledge
of training and research, leading to the improvement of their knowledge and expertise when
performing far-reaching functions at the core of the RME.
It was also noticed a change in the performance of the pedagogues of the regional
centers, in relation to the dialogue and reflection that has been guiding their training and that of
the school teaching teams in a process of building their professional identity in recent years. It
is important to consider, at this moment, the work of the coordinating teams in the Municipal
Secretariat of Education, which demands constant interlocution to compose the acting processes
of the pedagogical educators in the regional centers, with a greater understanding of their
initiatives, considering the social and cultural changes and demands of the communities of the
municipal schools.
The research based on (auto)biographical narratives allowed for reflection on the
professional identity of the participating teacher educators, which led them to reaffirm the need
for the continuity of formative processes in this methodological perspective, in which the
experiences of 'self' and 'other' can be narrated. The work with authors in research-training led
to the identification and analysis of references for the professional development of the group
that participated in the research, leading them to configure the new training processes in search
of greater autonomy for new initiatives, dialog, and interlocution about their experiences,
interests, and personal and professional needs.
It permeates the constitution of the professional identity of the pedagogical educators
the disposition of the intellectual transformer of the school, as Giroux (1997) recommended, as
a social being that starts to understand, analyze and interpret the social necessities, of the
cultural plurality that modifies the range of curricular contents and its methodology for the
performance of the pedagogues and teachers, in approximation to the technological issues and
the necessary connectivity to the students of the contemporary basic school.
Claudia BINOTTO and Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 17
The activities of research-training and the methodology of (auto)biographical narratives
have reaffirmed a professional identity for the pedagogical educators, which requires the
mastery of pedagogical science, guides their profession, but requires these professionals to seek
study, research, self-training in the form of authorial textual productions and protagonism in
favor of democratic processes for the advance to be promoted in the network of municipal
schools of Curitiba.
REFERENCES
ANDRÉ, M.; GATTI, B. A. Métodos Qualitativos de Pesquisa em Educação no Brasil:
Origens e evolução. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO- ALEMÃO DE PESQUISA
QUALITATIVA E INTERPRETAÇÃO DE DADOS, 2008, Brasília. Anais [...]. Brasília,
DF: Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, 2008.
BRAZIL. Resolução CNE/CP n. 3, de 21 de fevereiro de 2006. Diretrizes curriculares
Nacionais para o Curso de Pedagogia. Brasília, DF: MEC, 2006. Available at:
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/pcp003_06.pdf. Access: 04 July 2022.
BRAZIL. Resolução CNE/CP n. 2, de 01 de julho de 2015. Diretrizes curriculares
Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de
formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a
formação continuada. Brasília, DF; MEC, 2015. Available at:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=136731-
rcp002-15-1&category_slug=dezembro-2019-pdf&Itemid=30192. Access: 04 July 2022.
BRZEZINSKI, I. Pedagogo: Delineando Identidade(s). Revista UFG, Goiânia, v. 13, n. 10, p.
120-132, jul. 2011. Available at: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/48363. Access:
04 July 2022.
CURITIBA. Caderno pedagógico: Subsídios à organização do trabalho pedagógico nas
escolas da rede municipal de ensino de Curitiba. Curitiba, PR: Prefeitura Municipal;
Secretaria Municipal da Educação, 2012.
DELORY-MOMBERGER, C. Formação e socialização: Os ateliês biográficos de projeto.
Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 32, n. 2, p. 359-371, maio/ago. 2006. Available at:
https://www.scielo.br/j/ep/a/GxgXTXCCBkYzdHzbMrbbkpM/?format=html&lang=pt.
Access: 02 May 2020.
DOMINICÉ, P. O processo de formação e alguns dos seus componentes relacionais. In:
NÓVOA, A.; FINGER, M. (org.). O método (auto)biográfico e a formação. São Paulo:
Paulus, 2010.
FRANCO, M. A. S. Pedagogia como ciência da educação. Campinas, SP: Papirus, 2003.
GIROUX, H. A. Os Professores como Intelectuais. Porto Alegre: Artes médicas,1997.
The pedagogue educator’s identity in the Municipal Education System of Curitiba: The meanings of (auto)biographic narratives for
professional development
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 18
IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional: Formar-se para a mudança e a incerteza.
3. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
JOSSO, M. C. A transformação de si a partir da narração de histórias de vida. Revista
Educação. Porto Alegre, v. 3, n. 63, p. 413-438, set./dez. 2007. Available at:
https://wp.ufpel.edu.br/gepiem/files/2008/09/a_tranfor2.pdf. Access: 01 July 2022.
JOSSO, M. C. Experiências de vida e formação. 2. ed. Natal, RN: EDUFRN; São Paulo:
Paulus, 2010.
MARCELO GARCIA, C. Desenvolvimento Profissional: Passado e futuro. Revista das
Ciências da Educação, n. 08, p. 7-22, jan./abr. 2009. Available at:
https://idus.us.es/bitstream/handle/11441/29247/Desenvolvimento_profissional_docente.pdf?s
equence=1&isAllowed=y. Access: 03 July 2022.
MARCELO GARCIA, C. O professor iniciante, a prática pedagógica e o sentido da
experiência. Revista brasileira de pesquisa sobre formação docente, Belo Horizonte, v. 02,
n. 03, p. 11-49, ago./dez. 2010. Available at:
https://revformacaodocente.com.br/index.php/rbpfp/article/view/17. Access: 06 July 2022.
NÓVOA, A.; FINGER, M. O método (auto)biográfico e a formação. Natal, RN: EDUFRN;
São Paulo: Paulus, 2010.
POOLI, J. P.; FERREIRA. V. M. R. Pedagogos construindo suas identidades: Entre adscrição
e escolhas. Educar em Revista, Curitiba, ed. esp., n. 1, p. 19-37, jun. 2017. Available at:
https://www.scielo.br/j/er/a/zmSqjyP7HfB8F6XxcLL8LNN/abstract/?lang=pt. Access: 12
July 2022.
SOUZA, E. C. Diálogos cruzados sobre pesquisa (auto)biográfica: análise compreensiva-
interpretativa e política de sentido. Educação, Santa Maria, v. 1, n. 39, p. 39-50, jan./abr.
2014. Available at: https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/11344/pdf. Access: 10
July 2022.
VIÑAO FRAGO, A. Culturas escolares, reformas e innovaciones: Entre la tradición y el
cambio. (Texto divulgado pelo autor e ainda não publicado), 2000.
Claudia BINOTTO and Regina Cely de Campos HAGEMEYER
RIAEE Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023023, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17102 19
CRediT Author Statement
Acknowledgements: The authors acknowledge that the manuscript is an original study that
has not been published before.
Funding: No funding was provided for the research.
Conflicts of interest: The authors certify that they have no commercial or associative
interest that represents a conflict of interest in regard to the manuscript.
Ethical approval: Municipal Department of Education of Curitiba.
Data and material availability: The data presented in the manuscript are part of the
research study by Claudia Binotto, doctorate student in the Culture, School, and Formative
Processes in Education Program at the Federal University of Paraná (UFPR).
Authors’ contributions: Author 1: Claudia Binotto (50%); Author 2: Regina Cely de
Campos Hagemeyer (50%).
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, normalization and translation.