RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: 1
PERSPECTIVA DE MULHERES SOBRE PREVENÇÃO À GRAVIDEZ NA
ADOLESCÊNCIA E AÇÕES DE SAÚDE NA ESCOLA
PERSPECTIVA DE LAS MUJERES SOBRE LA PREVENCIÓN DEL EMBARAZO EN
LA ADOLESCENCIA Y LAS ACCIONES DE SALUD EN LA ESCUELA
WOMEN'S PERSPECTIVE ON PREVENTION OF PREGNANCY IN ADOLESCENCE
AND HEALTH ACTIONS AT SCHOOL
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA1
e-mail: jessica.karoline.silva@usp.br
Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS2
e-mail: maraina.dias@usp.br
Luciane Sá de ANDRADE3
e-mail:lucianeandrade@eerp.usp.br
Como referenciar este artigo:
SILVA, J. K. B.; DIAS, M. G. P. F.; ANDRADE, L. F. Perspectiva
de mulheres sobre prevenção à gravidez na adolescência e ações de
saúde na escola. Revista Ibero-Americana de Estudos em
Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-
5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17207
| Submetido em: 18/09/2022
| Revisões requeridas em: 02/03/2023
| Aprovado em: 12/03/2023
| Publicado em: 04/05/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP), Ribeirão Preto SP
Brasil. Mestre pelo Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas.
2
Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP), Ribeirão Preto SP
Brasil. Doutoranda do Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas.
3
Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP), Ribeirão Preto SP
Brasil. Professora Livre-Docente no Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas.
Perspectiva de mulheres sobre prevenção à gravidez na adolescência e ações de saúde na escola
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17207 2
RESUMO: A gravidez na adolescência tem impactos nos processos de vida, visto sua
complexidade; assim, a investigação das atividades voltadas aos aspectos da prevenção, baseada na
promoção da saúde e abordagem histórico-cultural, apresenta relevância à pesquisa em saúde. Deste
modo, o presente artigo busca analisar os sentidos de mulheres sobre as ações desenvolvidas pela
escola relacionadas à prevenção da gravidez. Trata-se de um estudo de caráter descritivo e
transversal com abordagem qualitativa. Participaram do estudo três mulheres que passaram pelo
momento da primeira gravidez durante a adolescência. Os dados foram construídos com entrevistas
e análise qualitativa. Os resultados demonstraram que as atividades executadas no espaço de ensino
caracterizaram-se por serem atividades pontuais, com abordagem técnica; infelizmente, a escola foi
pouco explorada pelos serviços de saúde. Assim, este trabalho contribuiu para o conhecimento da
prática da equipe de saúde e escolar no desenvolvimento de ações de prevenção à gravidez na
adolescência.
PALAVRAS-CHAVE: Gravidez na adolescência. Promoção da saúde. Educação em saúde.
Serviços de saúde escolar.
RESUMEN: El embarazo adolescente tiene impactos en los procesos de vida, dada su complejidad,
investigando así actividades centradas en aspectos de prevención, basado en la promoción de la
salud y el enfoque histórico cultural, es relevante para la investigación en salud. El objetivo de este
estudio: analizar los significados de las mujeres sobre las acciones desarrolladas por la escuela
relacionadas con la prevención del embarazo. Se trata de un estudio descriptivo, transversal y con
enfoque cualitativo. Tres mujeres que experimentaron el primer embarazo durante la adolescencia
participaron en el estudio. Los datos fueron construidos con entrevistas y análisis cualitativo. Los
resultados de este estudio mostraron que las actividades realizadas en el espacio de enseñanza se
caracterizaron por ser actividades específicas, con enfoque técnico y la escuela fue poco explorada
por los servicios de salud. Así, este trabajo contribual conocimiento para la práctica del equipo
de salud y escuela en el desarrollo de acciones para prevenir el embarazo adolescente.
PALABRAS CLAVE: Embarazo adolescente. Promoción de la salud. Educación para la salud.
Servicios de salud escolares.
ABSTRACT: Teenage pregnancy has impacts on life processes, given its complexity, thus the
investigation of activities focused on prevention aspects, based on health promotion and cultural
historical approach, it is relevant to health research. The aim of this study: to analyze the meanings
of women about the actions developed by the school related to pregnancy prevention. This is a
descriptive, cross-sectional study with a qualitative approach. Three women who experienced the
first pregnancy during adolescence participated in the study. Data were built with interviews and
qualitative analysis. The results of this study showed that the activities performed in the teaching
space were characterized by specific activities, with a technical approach and the school was little
explored by health services. Thus, this work contributed to the knowledge for the practice of the
health and school team in the development of actions to prevent teenage pregnancy.
KEYWORDS: Adolescent pregnancy. Health promotion. Health education. School health
servicesh.
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA; Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS e Luciane Sá de ANDRADE
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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Introdução
A adolescência é uma importante etapa de vida dos sujeitos e compreende o período
entre os 10 e 19 anos de vida (WHO, 2002), entretanto, a idade não é o fator de maior relevância
para sua compreensão, visto que se trata de um momento em que ocorrem transformações
sociais, psicológicas, anatômicas, hormonais e culturais (WHO, 2001, 2014). Assim, entende-
se que os adolescentes estão envolvidos em conjunturas complexas e apresentam constante
transformação neste momento de vida (BARROS; HOLANDA; SOUSA, 2021). Para a
Abordagem Histórico-Cultural (ABHC), o processo do adolescer é como uma chave para a
descoberta do desenvolvimento psicológico do adolescente, pois são vivenciados diferentes
estágios de desenvolvimento (VIGOTSKI, 1997).
É relevante destacar que, para a ABHC, estes processos não se tratam de situações
inatas, automáticas ou desassociadas de cada sujeito, mas apresentam diferentes manifestações
e construções que são influenciadas pela realidade sócio-histórica de cada indivíduo
(VIGOTSKI, 1997), ou seja, a adolescência mesmo apresentando um acentuado
desenvolvimento biológico e de maturação o se resume apenas a esses processos, mas
somado a eles e também influenciada por toda construção histórico-social.
Para o adolescente, é importante participar de espaços educacionais e de saúde que
viabilizem reflexões sobre o desenvolvimento de seus interesses, sobre as consequências de
seus comportamentos e dos determinantes sociais da saúde e os impactos possíveis sobre a sua
saúde e em sua qualidade de vida, como, por exemplo, exposição à violência, incentivo social
para exposição ao álcool e outras drogas, a prática sexual sem proteção, fatores relacionados ao
desenvolvimento da gravidez não planejada, entre outros (OBACH; SADLER; CABIESES,
2019; MALTA et al., 2014).
A gravidez tem impactos nos processos de vida de muitos adolescentes, visto que se
trata de um processo associado a inúmeras consequências e que interfere em aspectos
biológicos, psicológicos, econômicos, educacionais e familiares do adolescente, de sua família
e da sociedade (ZAPPE; ALVES; DELL AGLIO, 2018; QUEIROZ et al., 2016). Compreender
as dinâmicas relacionadas à gravidez na adolescência (FIEDLER; ARAÚJO; SOUZA, 2015) é
de grande relevância social, de forma que analisá-la em seus aspectos histórico e cultural
viabiliza o desenvolvimento de ações que correspondam às necessidades dos adolescentes e
favoreçam a discussão com estes na construção de outros sentidos e significados relacionados
à vivência da sexualidade neste período da vida.
Perspectiva de mulheres sobre prevenção à gravidez na adolescência e ações de saúde na escola
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A escola é um espaço no qual a expressão desses entendimentos pode ser possível, pois
é um local onde o adolescente participa de relações e interações significativas, além do espaço
familiar e de sua comunidade. Ademais, é um espaço que apresenta como função a busca do
conhecimento pautado na ciência e na criticidade (MASSON et al., 2020; LOPES;
NOGUEIRA; ROCHA, 2018).
Para a perspectiva da ABHC, o conhecimento é construído na interação entre os sujeitos
e a escola pauta-se por levá-los a superar conceitos construídos no dia a dia, ou seja, o sujeito
poderá assumir uma postura social ativa a partir da apropriação de conhecimentos científicos
(VYGOTSKY, 2001), atuando para a superação de sua realidade e a favor de melhorias para o
sujeito e sua comunidade.
Desenvolver estratégias que oportunizem a problematização de comportamentos,
concepções e preconceitos, com compreensão dos diferentes aspectos envolvidos na vivência
da sexualidade, está relacionado ao desenvolvimento dos comportamentos e práticas sexuais
seguras e à prevenção da gravidez. A comunidade escolar necessita desenvolver, em conjunto
com os serviços de saúde e por meio dos programas de atendimento à saúde do escolar, ações
que ampliem o entendimento sobre saúde sexual, superem a compreensão do caráter
anatomofisiológico (OBACH; SADLER; CABIESES, 2019) e atinjam a promoção da reflexão
crítica dos estudantes, ajudando-os a construir um conhecimento emancipador (MASSON et
al., 2020). Para isso, é importante o aprimoramento do diálogo entre estudantes, professores,
diretores, profissionais de saúde e familiares (LOPES; NOGUEIRA; ROCHA, 2018; SFAIR;
BITTAR; LOPES, 2015).
O enfermeiro (ARRUDA; MORAES, 2018), enquanto sujeito facilitador no processo
de ressignificação de conceitos, conhecimentos ou práticas, pode ser um conector entre o campo
da saúde e a educação através dos programas de educação em saúde, dentro dos espaços
escolares, que ele pode ser um elemento no entendimento dos processos de saúde na
adolescência (CINTRA; SAWAIA, 2000).
A investigação das atividades voltadas aos aspectos da educação sexual e da gravidez
na adolescência, baseada no entendido sobre promoção da saúde e na ABHC, apresenta
relevância à pesquisa em saúde e na área da educação, pois parte da compreensão de que esses
processos ocorrem por meio das relações humanas, sendo uma produção social. Os setores da
saúde e da educação apontam a necessidade de ampliação dos conhecimentos sobre a saúde do
adolescente e a compreensão de suas necessidades, investigando se as ações em saúde
proporcionam uma educação sexual que valoriza a emancipação, os questionamentos e o debate
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA; Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS e Luciane Sá de ANDRADE
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(SAAVEDRA; NOGUEIRA; MAGALHAES, 2010; SENA FILHA; CASTANHA, 2014) e se
constroem o espaço escolar como referência para as ações emancipadoras de saúde.
Este trabalho tem por objetivo analisar os sentidos construídos por mulheres que
vivenciaram a gravidez na adolescência e as ações desenvolvidas pela escola relacionadas à
prevenção da gravidez, integrando parte de uma pesquisa sobre prevenção à gravidez na
adolescência.
Método e materiais
Trata-se de um estudo de caráter descritivo e transversal com abordagem qualitativa de
pesquisa, que visa compreender como os sujeitos significam os processos sociais nos quais
estão envolvidos, viabilizando o entendimento da subjetividade dos sujeitos mediante sua
construção histórica e sua realidade social, além de possibilitar o alcance da complexidade dos
fenômenos em sua vida (MINAYO, 2012). Ressalta-se, nesse caso, como as mulheres que
engravidaram durante a adolescência compreendem as atividades de educação em saúde sexual
no ambiente escolar. O referencial da ABHC possibilita o aprofundamento da compreensão do
fenômeno da gestação na adolescência, não apenas em seu aspecto biológico e objetivo, mas
também nos aspectos subjetivos e relacionais que estão presentes na realidade de cada
participante. Neste referencial, a figura dos sujeitos não é compreendida em uma posição neutra,
ou seja, o entendimento dos sentidos e dos significados ocorre nas interações, em uma
relação/interação dinâmica e dialógica entre os envolvidos no processo de pesquisa. Foram
utilizados, como instrumentos para coleta dos registros, o diário de campo e a entrevista
narrativa.
Campo do estudo
O estudo foi desenvolvido com mulheres residentes na área de abrangência de uma
unidade de estratégia de saúde da família (USF), localizada em uma cidade do interior do estado
de São Paulo. A escolha pela inserção neste cenário baseou-se na possibilidade de compreender
a complexidade da realidade vivenciada por cada participante. Realizar a pesquisa a partir de
uma USF, que desenvolve o modelo de assistência baseado no território, foi essencial para o
entendimento e apreensão desses aspectos. Além disto, para que fosse possível a busca por
mulheres que apresentassem os critérios de inclusão, a participação da equipe de saúde,
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particularmente dos agentes comunitários de saúde (ACS), foi de fundamental importância para
o desenvolvimento da pesquisa. O território nesta USF é subdividido em cinco microáreas.
Participantes da pesquisa
Foram convidadas a participar do estudo mulheres maiores de 18 anos e que passaram
pelo momento da primeira gravidez durante o período da adolescência. Como critérios de
inclusão foram estabelecidos: mulheres maiores de idade e que passaram pela primeira gestação
com idade igual ou inferior aos 17 anos. Para que fosse possível o desenvolvimento da pesquisa
desde a seleção até o convite à participação, foram desenvolvidas três etapas, finalizando-as na
realização das visitas domiciliares (VD), para conhecimento das características de cada
microárea, apresentação da pesquisa e convite à participação. As visitas domiciliares ocorreram
entre setembro de 2018 e dezembro de 2019. O primeiro encontro ocorreu sempre na presença
do ACS, e contatos por telefone também aconteceram. Dentre as 13 mulheres elencadas desde
a primeira VD, foi possível realizar entrevistas narrativas com três mulheres. As outras
mulheres não aceitaram participar e/ou não preenchiam os critérios de inclusão e/ou não foram
encontradas em seus domicílios em diferentes períodos de imersão no campo.
Este projeto foi elaborado de acordo com as diretrizes contidas na Resolução CNS
466/12 para o desenvolvimento de pesquisa com seres humanos. Como a seleção dos
participantes e a construção dos dados envolveram os cenários de uma unidade de saúde da rede
pública, o projeto foi protocolado na Secretaria Municipal de Saúde e, posteriormente,
submetido e aprovado, em 16 de outubro de 2017, ao Comitê de Ética em Pesquisa da Escola
de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP), número do parecer: 2.329.912, CAAE:
71139817.1.0000.5393. As participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido após leitura e esclarecimento da pesquisa.
Construção dos dados
Para a construção dos dados, foram realizadas entrevistas narrativas e anotações pela
pesquisadora no diário de campo. As entrevistas para os trabalhos com abordagem qualitativa
possibilitam a compreensão e o aprofundamento das narrativas feitas pelas mulheres do estudo
(BAUER; GASKELL, 2002). As entrevistas ocorreram no domicílio das participantes. No total,
foram realizadas 14 VD para alcance dos objetivos e melhor compreensão dos aspectos que
foram apresentados nas narrativas.
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA; Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS e Luciane Sá de ANDRADE
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Os dados obtidos foram gravados, posteriormente transcritos e digitados. Depois disso,
foi procedida a análise a partir da proposta de Braun e Clarke (2006). A utilização deste modelo
de análise em conjunto com o referencial da ABHC mostrou-se efetivo, visto que a proposta
viabiliza uma maior capacidade para apreensão das contradições e dos aspectos dinâmicos
presentes nos significados que os fenômenos apresentam para as participantes. Esta apreensão
e processamento demonstram coerência com a ABHC, particularmente na visão dialética de
construção dos sentidos e dos significados sobre os fenômenos.
Resultados e Discussão
O processo de codificação dos dados identificou como as ações de educação em saúde
desenvolvidas pelas escolas impactaram a saúde das participantes, quais conteúdos e temas
foram abordados sobre prevenção da gravidez na adolescência e sobre saúde sexual e se houve
a presença (ausência) dos serviços ou profissionais de saúde nessas ações. É possível identificar,
a partir da fala da participante Pagu, como os adolescentes dependem de espaços como a escola
e/ou de outras instituições sociais para acesso à informação:
Então, na escola sempre teve, esse tipo de educação, eu participava de uma
ONG que até que tinha esse tipo de conversa e eu sabia o que tinha que fazer,
as pílulas, que tinha que tomar para não engravidar [...] as minhas amigas
sempre foram da mesma idade que eu e nenhuma delas também não sabia,
como ninguém fazia, a gente não sabia [...] A única forma que tinha de saber
alguma coisa era na escola, só! Nessa ONG que eu participei foram as únicas
informações que eu tive, dentro de casa nunca teve essa conversa (Pagu, 25
anos, solteira, estudou até o ano do ensino médio incompleto, primeira
gestação aos 17 anos).
Pagu aponta uma Organização Não Governamental (ONG) e a escola como espaços que
propiciaram a aproximação dos conteúdos relacionados à prevenção da gravidez, mesmo não
sendo realizadas de forma aprofundada. Ela também relata que este tipo de assunto não era
abordado na sua família.
Celina também tem memórias sobre como eram desenvolvidas as ações sobre prevenção
à gravidez e sobre as infecções sexualmente transmissíveis na instituição de ensino em que
estava inserida, no período no qual tinha acesso à escola: [...] falava, era é, tipo uma palestra
que eles davam, e sabe, conversava com nós, os meninos, as meninas, conversava e falava, que
era bom se prevenir por causa das doenças e mandava o papel para mãe dentro de casa
(Celina, 18 anos, estudou até o 5º ano do ensino fundamental incompleto, primeira gestação aos
15 anos).
Perspectiva de mulheres sobre prevenção à gravidez na adolescência e ações de saúde na escola
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Por outro lado, Dandara, em sua fala, não se recorda de atividades desenvolvidas na
escola sobre prevenção à gravidez ou sobre saúde sexual. Sua mãe também nunca ofereceu
subsídios na época como um elemento a favor da compreensão sobre o assunto, tal como
referido pela participante:
Ali eu não cheguei ver, porque tem escola que ensina né, como é tem que usar
camisinha esses negócios. Ali eu nunca vi não! Nunca. Então eu não sei, desde
quando entrei, nunca vi e minha mãe também não falava disso, sabe, é aquelas
pessoas que segura e não quer falar como que usa camisinha, como tem que
se prevenir (Dandara, 22 anos, amasiada, estudou até o ano do ensino médio
completo, primeira gestação aos 17 anos).
De acordo com Pagu, compreende-se que o conhecimento ofertado a ela em sua
adolescência, com relação à saúde sexual e à prevenção da gravidez, foi muito mais informativo
(e não formativo), sem aprofundamento. Ainda que fossem realizadas atividades dentro do
ambiente escolar, elas não foram suficientes para as participantes buscarem formas de proteção
efetivas para uma gravidez não planejada.
Nesse sentido, é importante destacar que as ações de educação em saúde necessitam
superar o caráter informativo e de disponibilização de conteúdos técnicos, de modo que sejam
desenvolvidas atividades que abranjam as necessidades dos sujeitos e considerem sua etapa de
desenvolvimento, abordando os aspectos que os circundam e favorecendo espaços reflexivos
sobre esses assuntos por meio da construção de seus projetos de vida (SILVA et al., 2018).
Pagu, em certo momento, afirma que havia se apropriado de conhecimentos que lhe
davam a condição de conhecer a pílula como método contraceptivo: [...] eu sabia o que tinha
que fazer, as pílulas que tinha que tomar para não engravidar(Pagu, 25 anos, solteira, estudou
até o 2º ano do ensino médio incompleto, primeira gestação aos 17 anos).
Entretanto, para Pagu, a gravidez envolvia outros tipos de afetos e de significações. Para
as práticas relacionadas à saúde, apenas a disponibilização de informações o foi suficiente.
Assim, nas ações de promoção à saúde (WHO, 1986), sentidos e significados construídos
socialmente e internalizados por cada sujeito não foram problematizados nas ações em que as
participantes tiveram acesso. A ABHC traz a força do processo de significação nos processos
humanos (VIGOTSKI, 1997), articulando significados e afetos para a construção dos sentidos
pessoais, de modo que no espaço escolar a abordagem da temática gravidez na adolescência
pareceu ter sido pouco significativa para direcionar as práticas sociais das participantes
relacionadas à prevenção da gravidez. Na perspectiva da promoção da saúde (WHO, 1986),
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esses aspectos precisam ser explicitados, acolhidos e apropriados para terem sentido na vida de
adolescentes.
A falta de participação ativa dos serviços de saúde na vida das adolescentes, a visão
apenas informativa por parte da escola no desenvolvimento de ações de prevenção à gravidez e
a falta do desenvolvimento efetivo de programas na orientação e no acompanhamento do
desenvolvimento de crianças e adolescentes na comunidade foram identificados nesta pesquisa,
por meio das entrevistas narrativas com as participantes. Assim, expressam também a ausência
de uma visão de cuidado pautado na promoção da saúde pelos setores Saúde e Educação. É
possível identificarmos, no decorrer de vida das participantes, a ausência do Estado enquanto
articulador de serviços a favor da qualidade de vida e de empoderamento social no que se refere
a uma gravidez planejada.
Com o auxílio das entrevistas narrativas, foi possível identificar como as atividades
eram desenvolvidas na escola e como eram processos de escuta passiva, visto que as atividades
se resumiam a palestras para muitos estudantes no pátio da escola. Pagu também descreve que
as atividades das quais participou ficavam parecendo brincadeiras, em virtude da abordagem
adotada pelos responsáveis:
Não era sempre não. Não era recorrente, ia a cada... 2 vezes no ano, era muito
pouco [...] eu acho que como era muito criança, eu tinha 13 anos, eu acho,
eu estava na oitava série, ali todo mundo levava na brincadeira... assim
colocaram um pênis de borracha para o pessoal aprender a colocar
camisinha, só que nessa hora todo mundo brincava, ninguém queria colocar
a mão (Pagu, 25 anos, solteira, estudou até o ano do ensino médio
incompleto, primeira gestação aos 17 anos).
[...] foi dentro da escola... na escola e do que eles falavam na escola
que eu lembro, eles apareciam de cinco em cinco meses dando essa palestra
porque não conseguia dar essa palestra para todo mundo da escola e da sala,
então juntavam uma turma com outra turma e levava nós no pátio e
juntava todo mundo, tá, e eles davam a palestra (Celina, 18 anos, estudou
até o ano do ensino fundamental incompleto, primeira gestação aos 15
anos).
Em relação ao envolvimento nas atividades, a participante Dandara diz:
Assim, eu pensava assim, que podia sim, porque tem escola que fala, mas tem
escola que não fala, onde eu estava estudando eu não vi, mas igual falo nos
dias de hoje, tem que falar porque a maioria das mães, são todas meninas de
menor, que está sendo mães né, então podia ter mais palestra, cursinho pra
falar sobre como você precisa se prevenir, mostrar né, cada um tem sua
escolha, cada um sabe o quer pra sua vida, então eu não vou… mas assim, da
minha parte, acho podia ter palestra, esse negócio de chegar e conversar.
Mais mães e pais conversando com os filhos porque tem menino que pode já
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ser pai, minha mãe ficava falando “ah, mas menino de 11-12 anos pode ser
pai, se deixar!”. Então nessa parte podia ser assim, falar mais um pouco
sobre isso que é mais específico [...] (Dandara, 22 anos, amasiada, estudou até
o 3º ano do ensino médio completo, primeira gestação aos 17 anos).
A participante Celina comenta como a fala sobre os métodos contraceptivos foi
unidirecional e sem diálogo:
Eles iam tipo fantasiado de preservativos, tipo, não faltou o que falar, eles
falaram tudo que tinha pra falar, de que se a gente fosse ter relação, a gente
tinha que usar preservativo e não por causa da gravidez, mas por causa
das doenças também que podiam afetar a gente, tanto a mulher quanto
homem, então acho que assim daquilo do que o moço falou... ele sempre falou,
sabe, nunca deixou com dúvida, sabe, mas sempre falava, ficava tudo certinho
e também falava que era para a gente ouvir mais, ele até explicava com
microfone e uma caixa (Celina, 18 anos, estudou até o ano do ensino
fundamental incompleto, primeira gestação aos 15 anos).
Em suas falas, as participantes da pesquisa ressaltam que desenvolver atividades sobre
gravidez na adolescência vai muito além da descrição e informação do assunto, sendo sugerido
pela participante Pagu o uso de métodos que aproximem os profissionais dos adolescentes, na
busca da construção de vínculo e de um aconselhamento significativo: [...] falar de um jeito
que é como se você entrasse na sala e vai falar de um filme e a conversa fluir, você tentar
conversar mesmo e não falar de jeito como se fosse uma aula” (Pagu, 25 anos, solteira, estudou
até o 2º ano do ensino médio incompleto, primeira gestação aos 17 anos).
Ainda que o conteúdo para as participantes Pagu e Celina tenha sido contemplado na
escola, o uso das estratégias tradicionais, como palestras, não possibilitou a compreensão e a
apropriação sobre o tema abordado. É possível identificarmos que não foram construídas
significações que conseguissem direcionar suas escolhas e práticas para um processo reflexivo
sobre o impacto que uma gravidez não planejada teria em suas vidas. A partir das falas, é
possível identificar que a ação na escola sobre métodos contraceptivos, muitas vezes, não é feita
de forma dialógica, e a não compreensão pelos participantes fica mais difícil de ser evidenciada.
Assim, a escolha do método e das estratégias (DOURADO et al., 2021) é de
fundamental relevância no desenvolvimento das atividades para que sejam significativas, bem
como contribuam para o conhecimento das adolescentes. Depreende-se que para se abordar
conteúdos referentes à saúde sexual e à sexualidade, assim como gravidez na adolescência,
deve-se partir de casos concretos com aprofundamento nas significações construídas (SOUZA;
SILVA, 2018), pautando-os em práticas sociais nos diferentes espaços vivenciados pelos
sujeitos adolescentes, seja na escola ou nos serviços de saúde (SILVA; ENGSTROM, 2020).
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA; Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS e Luciane Sá de ANDRADE
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As estratégias referentes a como ensinar a usar camisinha e pílulas anticoncepcionais
estão inseridas nas temáticas relacionadas à prevenção à gravidez e à saúde sexual. Entretanto,
a necessidade por parte dos responsáveis pelas atividades de não se restringir a abordagem
dos conteúdos apenas à compreensão técnica, o que não favorece a promoção da saúde dos
adolescentes. No caso da sexualidade e da saúde sexual, dependendo das estratégias, as
atividades podem trazer para grande parte dos adolescentes os significados de culpa e
sentimentos de vergonha, em contraposição aos interesses sexuais que compartilham com os
amigos (MONROY-GARZON; SILVA, 2022).
Deste modo, ao se utilizar outras estratégias de ensino para discutir e refletir sobre esses
aspectos, a utilização apenas de palestras ou de falas informativas foi significada pelas
participantes como algo distante em suas vidas. A abordagem de estratégias criando um maior
vínculo e/ou questionando a relação entre o processo gestacional na adolescência e a
construção de projetos de vida poderia ter sido um meio de acolher as diferentes significações
que vinham sendo construídas pelas participantes e que deveriam ter sido compartilhadas e
refletidas.
O uso de outras linguagens e estratégias, tais como teatro, música, dança, desenhos,
poesias, histórias etc., favorece a exteriorização das diferentes significações. Os procedimentos
utilizados dentro dos espaços de ensino para discutir a temática podem ser feitos a partir de
diferentes modelos (DOURADO; ARRUDA; PONTE; SILVA; FERREIRA JUNIOR;
AGUIAR, 2021), como trouxeram as participantes desta pesquisa, evidenciando que o método
tradicional apresenta limitações importantes.
Quando as atividades são pautadas no modelo preventivista, utilizando como estratégia
principal a palestra em grandes grupos, a efetividade e a construção deste conhecimento são
reduzidas. Contudo, quando baseada no conceito de promoção da saúde, os estudos têm
demonstrado que a continuidade das atividades e a construção do conhecimento significativo,
contemplando as necessidades dos sujeitos, contribuem para o empoderamento e para a reflexão
(MASSON et al., 2020).
Além disso, as participantes Pagu e Celina explicitam a descontinuidade das ações,
demonstrando que desenvolver e aplicar atividades que envolvam as temáticas relacionadas à
saúde, para serem efetivas, demanda dos envolvidos o engajamento, metodologias ativas,
continuidade e envolvimento profissional. Quando a participante Dandara retrata que a escola
poderia ser um espaço utilizado para a discussão e a realização de atividades a favor da saúde,
podemos compreender que ela identifica a escola como um ambiente relevante para a discussão
Perspectiva de mulheres sobre prevenção à gravidez na adolescência e ações de saúde na escola
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e diálogo, além de reforçar o papel desse espaço perante a sociedade, enquanto um local de
construção de projetos e ressignificações, sobre gravidez, infecções sexualmente transmissíveis
e métodos contraceptivos.
Compreende-se que, na fase da adolescência, as participantes enfatizam a
imprescindibilidade de desenvolver ações em saúde a partir do conceito da promoção da saúde
como forma de construção do empoderamento dos sujeitos (MASSON et al., 2020). A ausência
nessas falas de referências ao serviço de saúde demonstra que, mesmo sendo abordada a
informação, o desenvolvimento de um cuidado pautado na intersetorialidade entre as áreas da
educação e saúde foi praticamente ausente.
Práticas intersetoriais em que a escola fortalecesse para as adolescentes a importância
do autocuidado e a necessidade de buscar unidades de saúde com possibilidades para o
aconselhamento e acompanhamento desses sujeitos não foram adotadas como estratégias
favoráveis no cuidado em saúde das participantes do estudo. As unidades de saúde não
apareceram como fontes de cuidados relacionados à prevenção da gravidez, indicando que
um “gap” a ser mais bem investigado no que se refere à saúde do adolescente.
Apesar de as unidades de saúde estarem disponíveis aos adolescentes, elas não são
internalizadas como necessidades, por isso tornam-se espaços invisíveis para esses sujeitos
(ROJAS RAMÍREZ et al., 2017). Para isso, é importante que haja engajamento dos setores
saúde e educação, assim como dos profissionais, que necessitam rever modelos de educação
em saúde (FEIO; OLIVEIRA, 2015), compartilhando, dessa forma, socialmente a
corresponsabilidade no desenvolvimento de atividades que envolvam a saúde dos adolescentes.
Nesse sentido, o enfermeiro, enquanto profissional que compõe as equipes da atenção
primária, apresenta capacidade para a compreensão, entendimento e ressignificação desses
aspectos, sendo um profissional que potencializaria atividades de educação em saúde nos
espaços de ensino (SILVA et al., 2018), visto que sua atuação propicia a construção de um
cuidado que potencializa a autonomia e responsabilidades dos sujeitos envolvidos, tal como
apontado pelo conceito de promoção da saúde (LOPES; NOGUEIRA; ROCHA, 2018).
O enfermeiro (SILVA et al., 2018) enquanto profissional capacitado, bem como as
equipes de estratégia de saúde da família (SILVA; ENGSTROM, 2020) precisam aproximar-
se mais das escolas para a constituição de um espaço que viabilize o diálogo e a escuta das
necessidades dos adolescentes. A educação em saúde realizada a partir de um modelo
tradicional e a pouca referência aos serviços de saúde no seu papel de orientação e atenção às
adolescentes construíram dinâmicas que não favoreceram práticas sociais mais consistentes
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA; Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS e Luciane Sá de ANDRADE
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direcionadas à prevenção da gravidez para as participantes desta pesquisa. Ações
interprofissionais dos campos da educação e da saúde favorecem a capacitação e a atuação da
equipe escolar, mas devem ser realizadas a partir de uma visão crítica de educação (FEIO;
OLIVEIRA, 2015), buscando a superação da visão de atividades meramente informativas.
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Gostaria de agradecer as mulheres que aceitaram participar deste
estudo, por contribuírem com o avanço no conhecimento sobre os significados da gravidez
na adolescência, ao serviço de saúde e seus profissionais, que possibilitaram o
desenvolvimento da pesquisa.
Financiamento: À coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES) pelo apoio e incentivo estudantil, sob o Código de Financiamento 001.
Conflitos de interesse: Declaramos não apresentar conflitos de interesses. Considerando a
aceitação do trabalho para publicação na Revista Ibero-Americana de Estudos em
Educação (RIAEE) transferimos todos os direitos autorais do trabalho.
Aprovação ética: O trabalho respeitou todos os aspectos éticos durante todo
desenvolvimento da pesquisa, bem como o encaminhamento às instâncias necessárias para
o seu desenvolvimento, sendo aprovado, em 16 de outubro de 2017, pelo Comitê de Ética
em Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP), número do parecer:
2.329.912, CAAE: 71139817.1.0000.5393.
Disponibilidade de dados e material: Os dados e materiais utilizados no trabalho estão
disponíveis para acesso no portal de biblioteca digital de teses e dissertações da USP.
Contribuições dos autores: Contribuição de cada autor na presente obra: Jéssica Karoline
Barbosa da Silva elaboração, delineamento do estudo, aquisição, análise e interpretação
dos dados, redação e revisão da obra. Luciane Sá de Andrade orientação, elaboração,
delineamento do estudo, aquisição, análise e interpretação dos dados, redação e revisão da
obra. Maraina Gomes Pires Fernandes Dias - análise e interpretação dos dados, redação e
revisão da obra.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17207 1
PERSPECTIVA DE LAS MUJERES SOBRE LA PREVENCIÓN DEL EMBARAZO
EN LA ADOLESCENCIA Y LAS ACCIONES DE SALUD EN LA ESCUELA
PERSPECTIVA DE MULHERES SOBRE PREVENÇÃO À GRAVIDEZ NA
ADOLESCÊNCIA E AÇÕES DE SAÚDE NA ESCOLA
WOMEN'S PERSPECTIVE ON PREVENTION OF PREGNANCY IN ADOLESCENCE
AND HEALTH ACTIONS AT SCHOOL
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA1
e-mail: jessica.karoline.silva@usp.br
Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS2
e-mail: maraina.dias@usp.br
Luciane Sá de ANDRADE3
e-mail:lucianeandrade@eerp.usp.br
Cómo hacer referencia a este artículo:
SILVA, J. K. B.; DIAS, M. G. P. F.; ANDRADE, L. F. Perspectiva
de las mujeres sobre la prevención del embarazo en la adolescencia
y las acciones de salud en la escuela. Revista Ibero-Americana de
Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-
ISSN: 1982-5587. DOI:
| Presentado en: 18/09/2022
| Revisiones requeridas en: 02/03/2023
| Aprobado en: 12/03/2023
| Publicado en: 04/05/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Ejecutivo Adjunto:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Escuela de Enfermería de Ribeirão Preto de la Universidad de São Paulo (EERP/USP), Ribeirão Preto SP
Brasil. Maestría por el Departamento de Enfermería Psiquiátrica y Ciencias Humanas.
2
Escuela de Enfermería de Ribeirão Preto de la Universidad de São Paulo (EERP/USP), Ribeirão Preto SP
Brasil. Estudiante de doctorado, Departamento de Enfermería Psiquiátrica y Ciencias Humanas.
3
Escuela de Enfermería de Ribeirão Preto de la Universidad de São Paulo (EERP/USP), Ribeirão Preto SP
Brasil. Profesora titular del Departamento de Enfermería Psiquiátrica y Ciencias Humanas.
Perspectiva de las mujeres sobre la prevención del embarazo en la adolescencia y las acciones de salud en la escuela
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17207 2
RESUMEN: El embarazo adolescente tiene impactos en los procesos de vida, dada su complejidad,
por lo que la investigación de actividades centradas en aspectos de prevención, basadas en la
promoción de la salud y el enfoque histórico-cultural, es relevante para la investigación en salud.
Por lo tanto, este artículo busca analizar los significados de las mujeres sobre las acciones
desarrolladas por la escuela relacionadas con la prevención del embarazo. Se trata de un estudio
descriptivo, transversal, con abordaje cualitativo. Tres mujeres que pasaron por el momento de su
primer embarazo durante la adolescencia participaron en el estudio. Los datos fueron construidos
con entrevistas y análisis cualitativo. Los resultados mostraron que las actividades realizadas en el
espacio docente se caracterizaron por ser actividades puntuales, con enfoque técnico;
Desafortunadamente, la escuela fue poco explorada por los servicios de salud. Así, este trabajo
contribuyó al conocimiento de la práctica del equipo de salud y escuela en el desarrollo de acciones
para prevenir el embarazo en la adolescencia.
PALABRAS CLAVE: Embarazo adolescente. Promoción de la salud. Educación para la salud.
Servicios de salud escolares.
RESUMO: A gravidez na adolescência tem impactos nos processos de vida, visto sua
complexidade; assim, a investigação das atividades voltadas aos aspectos da prevenção, baseada
na promoção da saúde e abordagem histórico-cultural, apresenta relevância à pesquisa em saúde.
Deste modo, o presente artigo busca analisar os sentidos de mulheres sobre as ações desenvolvidas
pela escola relacionadas à prevenção da gravidez. Trata-se de um estudo de caráter descritivo e
transversal com abordagem qualitativa. Participaram do estudo três mulheres que passaram pelo
momento da primeira gravidez durante a adolescência. Os dados foram construídos com
entrevistas e análise qualitativa. Os resultados demonstraram que as atividades executadas no
espaço de ensino caracterizaram-se por serem atividades pontuais, com abordagem técnica;
infelizmente, a escola foi pouco explorada pelos serviços de saúde. Assim, este trabalho contribuiu
para o conhecimento da prática da equipe de saúde e escolar no desenvolvimento de ões de
prevenção à gravidez na adolescência.
PALAVRAS-CHAVE: Gravidez na adolescência. Promoção da saúde. Educação em saúde.
Serviços de saúde escolar.
ABSTRACT: Teenage pregnancy has impacts on life processes, given its complexity, thus the
investigation of activities focused on prevention aspects, based on health promotion and cultural
historical approach, it is relevant to health research. The aim of this study: to analyze the meanings
of women about the actions developed by the school related to pregnancy prevention. This is a
descriptive, cross-sectional study with a qualitative approach. Three women who experienced the
first pregnancy during adolescence participated in the study. Data were built with interviews and
qualitative analysis. The results of this study showed that the activities performed in the teaching
space were characterized by specific activities, with a technical approach and the school was little
explored by health services. Thus, this work contributed to the knowledge for the practice of the
health and school team in the development of actions to prevent teenage pregnancy.
KEYWORDS: Adolescent pregnancy. Health promotion. Health education. School health
services.
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA; Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS y Luciane Sá de ANDRADE
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Introducción
La adolescencia es una etapa importante de la vida de los individuos y comprende el
período sumado entre los 10 y los 19 años de vida (OMS, 2002), sin embargo, la edad no es el
factor más importante para su comprensión, ya que es un momento en el que ocurren
transformaciones sociales, psicológicas, anatómicas, hormonales y culturales (OMS, 2001,
2014). Así, se entiende que los jóvenes están envueltos en coyunturas complejas y presentan
una transformación constante en este momento de la vida (BARROS; HOLANDA; SOUSA,
2021). Para el Abordaje Histórico-Cultural (ABHC), el proceso adolescente es como una clave
para el descubrimiento del desarrollo psicológico del adolescente, ya que se prueban diferentes
etapas de desarrollo (VIGOTSKI, 1997).
Es relevante destacar que, para la ABHC, estos procesos no son situaciones innatas,
automáticas o disociadas de cada sujeto, sino que presentan diferentes manifestaciones y
construcciones que son influenciadas por la realidad sociohistórica de cada individuo
(VIGOTSKI, 1997), es decir, la adolescencia -incluso presentando un marcado desarrollo
biológico y maduración- no se restringe solo a estos procesos, pero añadido a ellos también está
influenciado por toda construcción histórico-social.
Para los jóvenes, es importante participar en espacios educativos y de salud que
permitan reflexiones sobre el desarrollo de sus intereses, sobre las consecuencias de sus
comportamientos y expresos sociales de la salud y los posibles impactos en su salud y calidad
de vida, como la exposición a la violencia, el estímulo social para la exposición al alcohol y
otras drogas, práctica sexual sin protección, factores relacionados con el desarrollo de
embarazos no planificados, entre otros (OBACH; SADLER; CABIESES, 2019; MALTA et al.,
2014).
El embarazo tiene impactos en los procesos vitales de muchas adolescentes, ya que es
un proceso asociado a numerosas implicaciones y que interfieren en aspectos biológicos,
psicológicos, económicos, educativos y familiares del adolescente, su familia y la sociedad
(ZAPPE; ALVES; DELL AGLIO, 2018; QUEIROZ et al., 2016). Comprender las dinámicas
relacionadas con el embarazo adolescente (FIEDLER; ARAÚJO; SOUZA, 2015) es de gran
notabilidad social, por lo que analizarlo en sus aspectos históricos y culturales posibilita el
desarrollo de acciones que resultan a las necesidades de los adolescentes y favorecen la
discusión con ellos en la construcción de otros sentidos y significados relacionados con la
experiencia de la sexualidad en este período de la vida.
Perspectiva de las mujeres sobre la prevención del embarazo en la adolescencia y las acciones de salud en la escuela
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La escuela es un espacio donde la expresión de estos entendimientos puede ser posible,
porque es un lugar donde el adolescente participa en relaciones e interacciones significativas,
además del espacio familiar y su comunidad. Por supuesto, es un espacio que presenta como
función la búsqueda del conocimiento basado en la ciencia y la criticidad (MASSON et al.,
2020; SOTAVENTO; NUEZ; ROCHA, 2018).
Para la perspectiva del ABHC, el conocimiento se construye en la interacción entre los
sujetos y la escuela es guiada llevándolos a superar conceptos construidos diariamente, es decir,
el sujeto puede asumir una postura social activa a partir de la apropiación del conocimiento
científico (VYGOTSKY, 2001) actuando para superar su realidad y en favor de mejoras para
el sujeto y su comunidad.
El desarrollo de estrategias que ofrezcan oportunidades para la problematización de
comportamientos, concepciones y prejuicios, con una comprensión de los diferentes aspectos
implicados en la experiencia de la sexualidad, está relacionado con el desarrollo de
comportamientos y prácticas sexuales seguras y la prevención del embarazo. La comunidad
escolar necesita desarrollar, junto con los servicios de salud y a través de los programas de
atención de salud de la escuela, acciones que amplíen la comprensión de la salud sexual,
superen la comprensión del carácter anatomofisiológico (OBACH; SADLER; CABIESES,
2019) y lograr la promoción de la reflexión crítica de los estudiantes, ayudándoles a construir
un conocimiento emancipador (MASSON et al., 2020). Para ello, es importante mejorar el
diálogo entre alumnos, profesores, directivos, profesionales sanitarios y familiares (LOPES;
NUEZ; ROCK, 2018; SFAIR; BITTAR; LOPES, 2015).
El enfermero (ARRUDA; MORAES, 2018), como facilitador en el proceso de
reformulación de conceptos, conocimientos o prácticas, puede ser un conector entre el campo
de la salud y la educación a través de programas de educación para la salud, dentro de los
espacios escolares, ya que puede ser una pieza en la comprensión de los procesos de salud en
la adolescencia (CINTRA; SAWAIA, 2000).
La investigación de actividades centradas en aspectos de la educación sexual y el
embarazo en la adolescencia, basada en la comprensión de la promoción de la salud y ABHC,
es relevante para la investigación en salud y en el área de educación, porque parte de la
comprensión de que estos procesos ocurren a través de las relaciones humanas, siendo una
producción social. Las esferas de salud y educación señalan la necesidad de ampliar el
conocimiento sobre la salud de los adolescentes y la comprensión de sus necesidades,
investigando si las acciones de salud proporcionan una educación sexual que valore la
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA; Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS y Luciane Sá de ANDRADE
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emancipación, el cuestionamiento y el debate (SAAVEDRA; NUEZ; MAGALHÃES, 2010;
SENA HIJA; CASTANHA, 2014) y el espacio escolar se construye como referencia para
acciones emancipatorias de salud.
Este estudio tiene como objetivo analizar los significados construidos por las mujeres
que experimentaron el embarazo en la adolescencia y sobre las acciones desarrolladas por la
escuela relacionadas con la prevención del embarazo, integrando parte de una investigación
sobre la prevención del embarazo en la adolescencia.
Método y materiales
Se trata de un estudio descriptivo, transversal, con enfoque de investigación cualitativa,
que tiene como objetivo comprender cómo los sujetos significan los procesos sociales en los
que están involucrados, permitiendo la comprensión de la subjetividad de los sujetos a través
de su construcción histórica y su realidad social, además de permitir el logro de la complejidad
de los fenómenos en sus vidas (MINAYO, 2012). Cabe resaltar, en este caso, cómo las mujeres
que quedaron embarazadas durante la adolescencia entienden las actividades de educación en
salud sexual en el ámbito escolar. El marco ABHC permite profundizar la comprensión del
fenómeno del embarazo en la adolescencia, no sólo en su aspecto biológico y objetivo, sino
también en los aspectos subjetivos y relacionales que están presentes en la realidad de cada
participante. En este recuadro, la figura de los sujetos no se entiende en una posición neutral,
es decir, la comprensión de los sentidos y significados ocurre en las interacciones, en una
relación/interacción dinámica y dialógica entre los involucrados en el proceso de investigación.
El diario de campo y la entrevista narrativa fueron utilizados como instrumentos para la
recolección de registros.
Campo de estudio
El estudio fue desarrollado con mujeres residentes en el área de influencia de una unidad
de estrategia de salud de la familia (USF), ubicada en una ciudad del interior del Estado de São
Paulo. La selección para la inserción en este escenario se basó en la posibilidad de comprender
la complejidad de la realidad ejercitada por cada participante. La realización de la investigación
desde una USF, que desarrolla el modelo de atención basada en el territorio, fue esencial para
la comprensión y aprehensión de estos aspectos. Además, para poder buscar mujeres que
cumplieran con los criterios de inclusión, la participación del equipo de salud, en particular de
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los agentes comunitarios de salud (ACS), fue de fundamental importancia para el desarrollo de
la investigación. El territorio en este USF se subdivide en cinco micro-áreas.
Participantes en la investigación
Las mujeres mayores de 18 años y que pasaron por el momento de su primer embarazo
durante la adolescencia fueron invitadas a participar en el estudio. Los criterios de inclusión
fueron: mujeres mayores de edad y que habían tenido su primer embarazo a los 17 años o
menos. Con el fin de posibilitar el desarrollo de la investigación desde la selección hasta la
invitación a participar, se desarrollaron tres etapas, finalizándolas en la realización de visitas
domiciliarias (VD), conocer las características de cada micro área, presentación de la
investigación e invitación a participar. Las VD tuvieron lugar entre septiembre de 2018 y
diciembre de 2019. La primera reunión siempre tuvo lugar en presencia de la ACS y también
se produjeron contactos telefónicos. Entre las 13 mujeres enumeradas desde la primera VD, fue
posible realizar entrevistas narrativas con tres mujeres. Las otras mujeres no aceptaron
participar y/o no cumplieron con los criterios de inclusión y/o no fueron encontradas en sus
hogares en diferentes períodos de inmersión en el campo.
Este proyecto fue desarrollado de acuerdo con los lineamientos contenidos en la
Resolución CNS 466/12 para el desarrollo de la investigación con seres humanos. Como la
selección de los participantes y la construcción de los datos involucraron los escenarios de una
unidad de salud pública, el proyecto fue presentado ante la Secretaría Municipal de Salud y
posteriormente sometido y aprobado, el 16 de octubre de 2017, por el Comité de Ética en
Investigación de la Escuela de Enfermería de Ribeirão Preto (EERP-USP), número de opinión:
2.329.912, CAAE: 71139817.1.0000.5393. Los participantes firmaron el Término de
Consentimiento Libre y Esclarecido después de leer y aclarar la investigación.
Construcción de datos
Para la construcción de los datos, las entrevistas narrativas y las notas fueron procedidas
por el investigador en el diario de campo. Las entrevistas para los estudios con abordaje
cualitativo permiten la comprensión y profundización de las narrativas realizadas por las
mujeres del estudio (BAUER; GASKELL, 2002). Las entrevistas tuvieron lugar en las casas de
los participantes. En total, se realizaron 14 VD para lograr los objetivos y comprender mejor
los aspectos que se presentaron en las narrativas.
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Los datos obtenidos fueron registrados, posteriormente transcritos e introducidos.
Después de eso, el análisis se llevó a cabo a partir de la propuesta de Braun y Clarke (2006). El
uso de este modelo de análisis en conjunto con el marco ABHC demostró ser efectivo, ya que
la propuesta permite una mayor capacidad para aprehender las contradicciones y aspectos
dinámicos presentes en los significados que los fenómenos presentan a los participantes. Esta
aprehensión y procesamiento demuestran coherencia con el ABHC, particularmente en la visión
dialéctica de la construcción de los sentidos y significados sobre los fenómenos.
Resultados y discusión
El proceso de codificación de datos identificó cómo las acciones de educación para la
salud desarrolladas por las escuelas impactaron la salud de los participantes, qué contenidos y
temas fueron abordados sobre la prevención del embarazo adolescente y la salud sexual, y si
hubo presencia (ausencia) de servicios o profesionales de salud en estas acciones. Es posible
identificar, a partir del discurso de la participante Pagu, cómo los adolescentes dependen de
espacios como la escuela y/u otras instituciones sociales para el acceso a la información:
Entonces, en la escuela siempre tuve, este tipo de educación, participé en una
ONG que hasta que tuve este tipo de conversación y supe lo que tenía que
hacer, las pastillas, que tenía que tomar para no quedar embarazada [...] mis
amigas siempre tenían la misma edad que yo y ninguna de ellas tampoco lo
sabía, como nadie lo sabía, No sabíamos [...] La única forma en que tenía que
saber algo era en la escuela, ¡eso es todo! En esta ONG en la que participé
eran la única información que tenía, dentro de la casa nunca tuve esta
conversación (Pagu, 25 años, soltera, estudió hasta el año de la escuela
secundaria, primer embarazo a los 17 años).
Pagu señala a una Organización No Gubernamental (ONG) y a la escuela como espacios
que proporcionaron la aproximación de los contenidos relacionados con la prevención del
embarazo, incluso si no se llevaron a cabo en profundidad. También informa que este tipo de
tema no fue abordado en su familia.
Celina también tiene recuerdos sobre cómo se desarrollaron acciones sobre prevención
del embarazo e infecciones de transmisión sexual en la institución educativa en la que fue
insertada, en el período en que tuvo acceso a la escuela: [...] Hablaba, era como, una charla
que daban, y ya sabes, nos hablaba a nosotros, los niños, las niñas, hablaba y hablaba, que
era bueno prevenir debido a las enfermedades y enviar el papel a la madre de la casa". (Celina,
18 años, estudió hasta el 5º grado de la escuela primaria incompleta, primer embarazo a los 15
años).
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Por otro lado, Dandara, en su discurso, no recuerda las actividades desarrolladas en la
escuela sobre prevención del embarazo o salud sexual. Su madre tampoco ofreció subsidios en
ese momento como un elemento a favor de la comprensión del tema, según lo declarado por el
participante.:
Ahí no llegué a ver, porque hay una escuela que enseña bien, cómo es que
tiene que usar preservativos estos negocios. ¡Allí nunca vi no! Nunca. Así que
no , ya que cuando me uní, nunca lo había visto y mi madre tampoco
hablaba de eso, ya sabes, son esas personas que sostienen y no quieren hablar
sobre cómo usan los condones, cómo tienen que prevenirse. (Dandara, 22
años, emparejada, estudió hasta el 3er año de la escuela secundaria
completada, primer embarazo a los 17 años).
Según Pagu, se entiende que el conocimiento que se le ofreció en su adolescencia, sobre
salud sexual y prevención del embarazo, fue mucho más informativo (y no formativo) sin
profundizar. Aunque las actividades se llevaron a cabo dentro del ambiente escolar, no fueron
suficientes para que las participantes buscaran formas efectivas de protección para un embarazo
no planificado.
En este sentido, es importante destacar que las acciones de educación para la salud
necesitan superar el carácter informativo y la disponibilidad de contenidos técnicos, para que
se desarrollen actividades que cubran las necesidades de los sujetos y consideren su etapa de
desarrollo, abordando los aspectos que los rodean y favoreciendo espacios reflexivos sobre
estos temas a través de la construcción de sus proyectos de vida (SILVA et al., 2018).
Pagu, en un momento dado, afirma que se había apropiado del conocimiento que le dio
la condición de conocer la píldora como método anticonceptivo.: "[...] Sabía lo que tenía que
hacer, las pastillas que tenía que tomar para evitar quedar embarazada". (Pagu, 25 anos,
solteira, estudou até o 2º ano do ensino médio incompleto, primeira gestação aos 17 anos).
Sin embargo, para Pagu, el embarazo involucró otros tipos de afectos y significados.
Para las prácticas relacionadas con la salud, la disponibilidad de información por sí sola no era
suficiente. Así, en las acciones de promoción de la salud (WHO, 1986), los significados y
significados socialmente construidos e internalizados por cada sujeto no fueron
problematizados en las acciones en las que los participantes tuvieron acceso. El ABHC aporta
la fuerza del proceso de significación en los procesos humanos (VIGOTSKI, 1997), articulando
significados y afectos para la construcción de significados personales, de modo que en el
espacio escolar el abordaje del tema del embarazo en la adolescencia parecía haber sido poco
significativo para dirigir las prácticas sociales de las participantes relacionadas con la
prevención del embarazo.
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Desde la perspectiva de la promoción de la salud (WHO, 1986), estos aspectos
necesitan ser explicados, acogidos y apropiados para tener sentido en la vida de los
adolescentes.
La falta de participación activa de los servicios de salud en la vida de los adolescentes,
la única visión informativa por parte de la escuela en el desarrollo de acciones de prevención
del embarazo y la falta de desarrollo efectivo de programas en la orientación y seguimiento del
desarrollo de los niños y adolescentes en la comunidad fueron identificados en esta
investigación, a través de entrevistas narrativas con los participantes. Por lo tanto, también
expresan la ausencia de una visión de la atención basada en la promoción de la salud por parte
de los sectores de Salud y Educación. Es posible identificar, en el curso de la vida de las
participantes, la ausencia del Estado como articulador de servicios a favor de la calidad de vida
y el empoderamiento social con respecto a un embarazo planificado.
Con la ayuda de entrevistas narrativas, fue posible identificar cómo se desarrollaron las
actividades en la escuela y cómo fueron procesos de escucha pasiva, ya que las actividades se
limitaron a conferencias a muchos estudiantes en el patio de la escuela. Pagu también describe
que las actividades en las que participó parecían bromas, debido al enfoque adoptado por los
responsables:
No siempre fue no. No fue recurrente, fue a todos ... 2 veces al año, era muy
poco [...] Creo que como era muy joven, solo tenía 13 años, creo, estaba en
octavo grado, allí todos tomaron el juego ... Así que pusieron un pene de goma
para que el personal aprendiera a poner condones, solo que en este momento
todos jugaban, nadie quería poner su mano (Pagu, 25 años, soltera, estudió
hasta el 2º año de la escuela secundaria incompleta, primer embarazo a los 17
años).
[...] solo estaba dentro de la escuela ... Solo en la escuela y de lo que hablaban
en la escuela que recuerdo, aparecían allí cada cinco meses dando esta
conferencia porque no podía dar esta conferencia a todos en la escuela y en
la sala, así que se unían a una clase con otra clase y nos llevaban allí al patio
y luego reunía a todos, De acuerdo, y luego darían la charla (Celina, de 18
años, estudió hasta el grado de la escuela primaria incompleta, primer
embarazo a los 15 años).
Con respecto a la participación en las actividades, el participante Dandara dice:
Entonces, pensé que sí, que podía, porque hay una escuela que habla, pero
hay una escuela que no habla, donde estaba estudiando no vi, pero hablo lo
mismo de que hago hoy, tengo que hablar porque la mayoría de las madres,
todas son niñas de menor, que están siendo madres correctas, así que podría
tener más conferencias, curso para hablar sobre cómo debes prevenirte,
mostrar bien, cada uno tiene su elección, cada uno sabe lo que quiere para
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su vida, así que no lo haré ... Pero entonces, por mi parte, creo que podría
tener una conferencia, este asunto de entrar y hablar.
Más madres y padres hablando con sus hijos porque hay un niño que ya puede
ser padre, mi madre seguía diciendo "ah, pero el niño de 11-12 años puede
ser padre, ¡si se va!". Así que en esta parte podría ser así, hablar un poco más
sobre eso que es más específico [...] (Dandara, 22 años, emparejada, estudió
hasta el 3er año de la escuela secundaria completada, primer embarazo a los
17 años).
La participante Celina comenta cómo la charla sobre métodos anticonceptivos fue
unidireccional y sin diálogo:
Estaban disfrazados de condones, como, no había nada de qué hablar, decían
todo lo que tenían que decir, que, si íbamos a tener relaciones sexuales,
teníamos que usar condones y no solo por el embarazo, sino por las
enfermedades que también nos podían afectar, tanto mujeres como hombres,
Así que pienso en lo que dijo el joven... Siempre hablaba, ya sabes, nunca
salía con dudas, ya sabes, pero siempre hablaba, todo estaba bien y también
decía que era para que escucháramos más, incluso explicó con un micrófono
y una caja (Celina, de 18 años, estudió hasta el grado de la escuela primaria
incompleta, primer embarazo a los 15 años).
En sus declaraciones, los participantes de la investigación enfatizan que desarrollar
actividades sobre el embarazo adolescente va mucho más allá de la descripción e información
del sujeto, y el participante Pagu sugirió el uso de métodos que acerquen a los profesionales a
los adolescentes, en la búsqueda de la construcción de vínculos y consejería significativa: "[...]
Habla de una manera que sea como si entraras en la habitación y hablaras de una película y
la conversación fluye, tratas de hablar y no hablar como si fuera una clase". (Pagu, 25 años,
soltera, estudió hasta el 2º año de la escuela secundaria incompleta, primer embarazo a los 17
años).
Aunque el contenido para los participantes Pagu y Celina fue contemplado en la escuela,
el uso de estrategias tradicionales, como las conferencias, no permitió la comprensión y
apropiación del tema abordado. Es posible identificar que no se construyeron significados que
pudieran dirigir sus elecciones y prácticas a un proceso reflexivo sobre el impacto que un
embarazo no planificado tendría en sus vidas. A partir de las declaraciones, es posible
identificar que la acción en la escuela sobre los métodos anticonceptivos a menudo no se realiza
de manera dialógica y la no comprensión por parte de los participantes es más difícil de
evidenciar.
Así, la elección de método y estrategias (DOURADO et al., 2021) es de fundamental
relevancia en el desarrollo de actividades para que sean significativas, así como contribuyan al
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conocimiento de los adolescentes. Parece que, para abordar contenidos relacionados con la
salud sexual y la sexualidad, así como el embarazo en la adolescencia, se debe partir de casos
concretos con profundización en los significados construidos (SOUZA; SILVA, 2018),
orientándolos en las prácticas sociales en los diferentes espacios experimentados por los sujetos
adolescentes, ya sea en la escuela o en los servicios de salud (SILVA; ENGSTROM, 2020).
Las estrategias relacionadas con cómo enseñar a usar condones y píldoras
anticonceptivas se insertan en los temas relacionados con la prevención del embarazo y la salud
sexual. Sin embargo, existe la necesidad por parte de los responsables de las actividades de no
restringir el enfoque de los contenidos solo a la comprensión técnica, lo que no favorece la
promoción de la salud de los adolescentes. En el caso de la sexualidad y la salud sexual,
dependiendo de las estrategias, las actividades pueden traer a la mayoría de los adolescentes los
significados de culpa y sentimientos de vergüenza, en oposición a los intereses sexuales que
comparten con amigos (MONROY-GARZON; SMITH, 2022).
Así, al utilizar otras estrategias de enseñanza para discutir y reflexionar sobre estos
aspectos, el uso sólo de conferencias o discursos informativos fue significado por los
participantes como algo distante en sus vidas. El abordaje de estrategias creadoras de mayor
vínculo y/o cuestionamiento de la relación entre el proceso gestacional en la adolescencia y la
construcción de proyectos de vida - podría haber sido un medio para acoger los diferentes
significados que habían sido construidos por los participantes y que deberían haber sido
compartidos y reflejados.
El uso de otros lenguajes y estrategias, como el teatro, la música, la danza, el dibujo, la
poesía, los cuentos, etc., favorece la exteriorización de los diferentes significados. Los
procedimientos utilizados dentro de los espacios de enseñanza para discutir el tema pueden
hacerse a partir de diferentes modelos (DOURADO; RUDA; PUENTE; SILVA; FERREIRA
JUNIOR; AGUIAR, 2021) como lo trajeron los participantes de esta investigación,
evidenciando que el método tradicional tiene limitaciones importantes.
Cuando las actividades se basan en el modelo preventivo, utilizando como estrategia
principal la conferencia en grupos grandes, la efectividad y la construcción de este
conocimiento se reducen. Sin embargo, cuando se basan en el concepto de promoción de la
salud, los estudios han demostrado que la continuidad de las actividades y la construcción de
conocimiento significativo, contemplando las necesidades de los sujetos, contribuyen para el
empoderamiento y la reflexión (MASSON et al., 2020).
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Además, las participantes Pagu y Celina explican que la discontinuidad de las acciones,
demostrando que desarrollar y aplicar actividades que involucren los temas relacionados con la
salud para ser efectivas, exige de los involucrados el compromiso, las metodologías activas, la
continuidad y la participación profesional. Cuando la participante Dandara retrata que la escuela
podría ser un espacio utilizado para la discusión y la realización de actividades a favor de la
salud, podemos entender que identifica la escuela como un ambiente relevante para la discusión
y el diálogo, además de reforzar el papel de este espacio ante la sociedad, como un lugar de
construcción de proyectos y resignificaciones, sobre el embarazo, las infecciones de
transmisión sexual y los métodos anticonceptivos.
Se entiende que, en la fase de adolescencia, los participantes enfatizan la
indispensabilidad de desarrollar acciones de salud a partir del concepto de promoción de la
salud como una forma de construir el empoderamiento de los sujetos (MASSON et al., 2020).
La ausencia en estas declaraciones de referencias al servicio de salud demuestra que, incluso
cuando se abordó la información, el desarrollo de la atención basada en la intersectorialidad
entre las áreas de educación y salud estuvo prácticamente ausente.
Las prácticas intersectoriales en las que la escuela fortaleció para los adolescentes la
importancia del autocuidado y la necesidad de buscar unidades de salud con posibilidades de
asesoramiento y seguimiento de estos sujetos no fueron adoptadas como estrategias favorables
en el cuidado de salud de los participantes del estudio. Las unidades de salud no aparecieron
como fuentes de atención relacionadas con la prevención del embarazo, lo que indica que existe
una "brecha" que debe investigarse mejor con respecto a la salud de los adolescentes.
Aunque las unidades de salud están disponibles para los adolescentes, no se interiorizan
como necesidades, por lo que se convierten en espacios invisibles para estos sujetos (ROJAS
RAMÍREZ et al., 2017). Para ello, es importante que haya compromiso de los sectores de salud
y educación, así como de los profesionales, que necesitan revisar los modelos de educación en
salud (FEIO; OLIVEIRA, 2015), compartiendo así la corresponsabilidad social en el desarrollo
de actividades relacionadas con la salud de los adolescentes.
En este sentido, el enfermero, como profesional que compone los equipos de atención
primaria, tiene la capacidad de comprender, comprender y resignificar estos aspectos, siendo
un profesional que potenciaría las actividades de educación en salud en los espacios de
enseñanza (SILVA et al., 2018), ya que su desempeño proporciona la construcción de un
cuidado que potencia la autonomía y las responsabilidades de los sujetos involucrados, como
señala el concepto de promoción de la salud (LOPES; NUEZ; ROCHA, 2018).
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El enfermero (SILVA et al., 2018) como profesional capacitado, así como los equipos
de estrategia de salud de la familia (SILVA; ENGSTROM, 2020) necesitan acercarse a las
escuelas para crear un espacio que permita el diálogo y la escucha de las necesidades de los
adolescentes. La educación en salud realizada a partir de un modelo tradicional y la poca
referencia a los servicios de salud en su papel de orientación y atención a los adolescentes
construyeron dinámicas que no favorecieron prácticas sociales más consistentes dirigidas a la
prevención del embarazo para los participantes de esta investigación. Las acciones
interprofesionales en los campos de la educación y la salud favorecen la formación y el
desempeño del equipo escolar, pero deben llevarse a cabo desde una visión crítica de la
educación (FEIO; OLIVEIRA, 2015), buscando superar la visión de actividades meramente
informativas.
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Perspectiva de las mujeres sobre la prevención del embarazo en la adolescencia y las acciones de salud en la escuela
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17207 16
CRediT Author Statement
Reconocimientos: Me gustaría agradecer a las mujeres que aceptaron participar en este
estudio, por contribuir al avance en el conocimiento sobre los significados del embarazo
adolescente, al servicio de salud y sus profesionales que permitieron el desarrollo de la
investigación.
Financiación: A la Coordinación de Perfeccionamiento del Personal de Educación Superior
(CAPES) para apoyo e incentivo estudiantil, bajo el Código de Financiamiento 001.
Conflictos de intereses: No declaramos ningún conflicto de intereses. Considerando la
aceptación del trabajo para su publicación en la Revista Iberoamericana de Estudios en
Educación (RIAEE) transferimos todos los derechos de autor de la obra.
Aprobación ética: El estudio respetó todos los aspectos éticos a lo largo del desarrollo de
la investigación, así como la referencia de las estaciones necesarias para su desarrollo,
siendo aprobado, el 16 de octubre de 2017, por el Comide Ética en Investigación de la
Escuela de Enfermería de Ribeirão Preto (EERP-USP), número de opinión: 2.329.912,
CAAE: 71139817.1.0000.5393.
Disponibilidad de datos y material: Los datos y materiales utilizados en el trabajo están
disponibles para su acceso en el portal de la biblioteca digital de tesis y disertaciones de la
USP.
Contribuciones de los autores: Contribución de cada autor en este trabajo: Jéssica
Karoline Barbosa da Silva elaboración, diseño del estudio, adquisición, análisis e
interpretación de los datos, redacción y revisión del trabajo. Luciane de Andrade
orientación, elaboración, diseño del estudio, adquisición, análisis e interpretación de los
datos, redacción y revisión del trabajo. Maraina Gomes Pires Fernandes Dias -, análisis e
interpretación de los datos, redacción y revisión del trabajo.
Procesamiento y edición: Editora Iberoamericana de Educación - EIAE.
Corrección, formateo, normalización y traducción.
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17207 1
WOMEN'S PERSPECTIVE ON PREVENTION OF PREGNANCY IN
ADOLESCENCE AND HEALTH ACTIONS AT SCHOOL
PERSPECTIVA DE MULHERES SOBRE PREVENÇÃO À GRAVIDEZ NA
ADOLESCÊNCIA E AÇÕES DE SAÚDE NA ESCOLA
PERSPECTIVA DE LAS MUJERES SOBRE LA PREVENCIÓN DEL EMBARAZO EN
LA ADOLESCENCIA Y LAS ACCIONES DE SALUD EN LA ESCUELA
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA1
e-mail: jessica.karoline.silva@usp.br
Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS2
e-mail: maraina.dias@usp.br
Luciane Sá de ANDRADE3
e-mail:lucianeandrade@eerp.usp.br
How to reference this paper:
SILVA, J. K. B.; DIAS, M. G. P. F.; ANDRADE, L. F. Women's
perspective on prevention of pregnancy in adolescence and health
actions at school. Revista Ibero-Americana de Estudos em
Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-
5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17207
| Submitted: 18/09/2022
| Revisions required: 02/03/2023
| Approved: 12/03/2023
| Published: 04/05/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Ribeirão Preto College of Nursing, University of São Paulo (EERP/USP), Ribeirão Preto SP Brazil. Master's
Degree from the Department of Psychiatric Nursing and Human Sciences.
2
Ribeirão Preto College of Nursing, University of São Paulo (EERP/USP), Ribeirão Preto SP Brazil. Doctorate
student, Department of Psychiatric Nursing and Human Sciences.
3
Ribeirão Preto College of Nursing, University of São Paulo (EERP/USP), Ribeirão Preto SP Brazil. Full
Professor at the Department of Psychiatric Nursing and Human Sciences.
Women's perspective on prevention of pregnancy in adolescence and health actions at school
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17207 2
ABSTRACT: Teenage pregnancy has impacts on life processes, given its complexity, thus the
investigation of activities focused on prevention aspects, based on health promotion and cultural
historical approach, it is relevant to health research. The aim of this study: to analyze the meanings
of women about the actions developed by the school related to pregnancy prevention. This is a
descriptive, cross-sectional study with a qualitative approach. Three women who experienced the
first pregnancy during adolescence participated in the study. Data were built with interviews and
qualitative analysis. The results of this study showed that the activities performed in the teaching
space were characterized by specific activities, with a technical approach and the school was little
explored by health services. Thus, this work contributed to the knowledge for the practice of the
health and school team in the development of actions to prevent teenage pregnancy.
KEYWORDS: Adolescent pregnancy. Health promotion. Health education. School health services
RESUMO: A gravidez na adolescência tem impactos nos processos de vida, visto sua
complexidade; assim, a investigação das atividades voltadas aos aspectos da prevenção, baseada
na promoção da saúde e abordagem histórico-cultural, apresenta relevância à pesquisa em saúde.
Deste modo, o presente artigo busca analisar os sentidos de mulheres sobre as ações desenvolvidas
pela escola relacionadas à prevenção da gravidez. Trata-se de um estudo de caráter descritivo e
transversal com abordagem qualitativa. Participaram do estudo três mulheres que passaram pelo
momento da primeira gravidez durante a adolescência. Os dados foram construídos com
entrevistas e análise qualitativa. Os resultados demonstraram que as atividades executadas no
espaço de ensino caracterizaram-se por serem atividades pontuais, com abordagem técnica;
infelizmente, a escola foi pouco explorada pelos serviços de saúde. Assim, este trabalho contribuiu
para o conhecimento da prática da equipe de saúde e escolar no desenvolvimento de ações de
prevenção à gravidez na adolescência.
PALAVRAS-CHAVE: Gravidez na adolescência. Promoção da saúde. Educação em saúde.
Serviços de saúde escolar.
RESUMEN: El embarazo adolescente tiene impactos en los procesos de vida, dada su complejidad,
por lo que la investigación de actividades centradas en aspectos de prevención, basadas en la
promoción de la salud y el enfoque histórico-cultural, es relevante para la investigación en salud.
Por lo tanto, este artículo busca analizar los significados de las mujeres sobre las acciones
desarrolladas por la escuela relacionadas con la prevención del embarazo. Se trata de un estudio
descriptivo, transversal, con abordaje cualitativo. Tres mujeres que pasaron por el momento de su
primer embarazo durante la adolescencia participaron en el estudio. Los datos fueron construidos
con entrevistas y análisis cualitativo. Los resultados mostraron que las actividades realizadas en
el espacio docente se caracterizaron por ser actividades puntuales, con enfoque técnico;
Desafortunadamente, la escuela fue poco explorada por los servicios de salud. Así, este trabajo
contribuyó al conocimiento de la práctica del equipo de salud y escuela en el desarrollo de acciones
para prevenir el embarazo en la adolescencia.
PALABRAS CLAVE: Embarazo adolescente. Promoción de la salud. Educación para la salud.
Servicios de salud escolares.
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA; Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS and Luciane Sá de ANDRADE
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17207 3
Introduction
Adolescence is an important stage of life of the subjects and comprises the period
between 10 and 19 years of age (WHO, 2002), however, age is not the most relevant factor for
its understanding, since it is a time when social, psychological, anatomical, hormonal and
cultural transformations occur (WHO, 2001, 2014). Thus, it is understood that adolescents are
involved in complex conjunctures and present constant transformation at this time of life
(BARROS; HOLANDA; SOUSA, 2021). For the Cultural Historical Approach (ABHC), the
process of adolescence is like a key to the discovery of the psychological development of the
adolescent, because different stages of development are experienced (VIGOTSKI, 1997).
It is relevant to highlight that, for ABHC, these processes are not innate, automatic or
disassociated from each subject, but present different manifestations and constructions that are
influenced by the socio-historical reality of each individual (VIGOTSKI, 1997), that is,
adolescence - even presenting a marked biological and maturation development - is not only
limited to these processes, but added to them, it is also influenced by every social-historical
construction.
For adolescents, it is important to participate in educational and health care spaces that
enable them to reflect on the development of their interests, on the consequences of their
behaviors and the social determinants of health and the possible impacts on their health and
their quality of life, such as, for example, exposure to violence, social encouragement for
exposure to alcohol and other drugs, the unprotected sexual practice, factors related to the
development of unplanned pregnancy, among others (OBACH; SADLER; CABIESES, 2019;
MALTA et al., 2014).
Pregnancy impacts the life processes of many adolescents, since it is a process
associated with numerous consequences that interfere with biological, psychological,
economic, educational, and family aspects of the adolescent, her family, and society (ZAPPE;
ALVES; DELL AGLIO, 2018; QUEIROZ et al., 2016). Understanding the dynamics related to
teenage pregnancy (FIEDLER; ARAÚJO; SOUZA, 2015) is of great social relevance, so
analyzing it in its historical and cultural aspects enables the development of actions that
correspond to the needs of adolescents and favor the discussion with them in the construction
of other meanings and senses related to the experience of sexuality in this period of life.
School is a space where the expression of these understandings may be possible, because
it is a place where the adolescent participates in significant relationships and interactions, in
addition to the family space and his community. Furthermore, it is a space that presents as a
Women's perspective on prevention of pregnancy in adolescence and health actions at school
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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function the search for knowledge based on science and criticality (MASSON et al., 2020;
LOPES; NOGUEIRA; ROCHA, 2018).
For the ABHC perspective, knowledge is built in the interaction between subjects and
the school is guided by taking them to overcome concepts built in everyday life, i.e., the subject
can assume an active social posture from the appropriation of scientific knowledge
(VYGOTSKY, 2001) acting to overcome their reality and in favor of improvements for the
subject and their community.
Developing strategies that allow the problematization of behaviors, conceptions, and
prejudices, with an understanding of the different aspects involved in the experience of
sexuality, is related to the development of safe sexual practices and behaviors and the
prevention of pregnancy. The school community needs to develop, together with health services
and through the school health care programs, actions that expand the understanding about
sexual health, overcome the understanding of the anatomophysiological character (OBACH;
SADLER; CABIESES, 2019) and achieve the promotion of critical reflection of students,
helping them to build an emancipating knowledge (MASSON et al., 2020). For this, it is
important to improve the dialogue between students, teachers, principals, health professionals
and family members (LOPES; NOGUEIRA; ROCHA, 2018; SFAIR; BITTAR; LOPES, 2015).
The nurse (ARRUDA; MORAES, 2018), as a facilitator in the process of re-
signification of concepts, knowledge or practices, can be a connector between the field of health
and education through health education programs within school spaces, since he/she can be an
element in the understanding of health processes in adolescence (CINTRA; SAWAIA, 2000).
The investigation of activities focused on aspects of sex education and pregnancy in
adolescence, based on the understanding of health promotion and ABHC, presents relevance to
research in health and education, since it starts from the understanding that these processes
occur through human relations, being a social production. The health and education sectors
point to the need for expansion of knowledge about adolescent health and understanding of
their needs, investigating whether health actions provide a sexual education that values
emancipation, questioning and debate (SAAVEDRA; NOGUEIRA; MAGALHAES, 2010;
SENA FILHA; CASTANHA, 2014) and if they build the school space as a reference for
emancipatory health actions.
This paper aims to analyze the meanings constructed by women who have experienced
pregnancy in adolescence and about the actions developed by the school related to pregnancy
prevention, integrating part of a research on teen pregnancy prevention.
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA; Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS and Luciane Sá de ANDRADE
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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Method and material
This is a descriptive and cross-sectional study with a qualitative research approach,
which aims to understand how the subjects mean the social processes in which they are
involved, enabling the understanding of the subjectivity of the subjects through their historical
construction and their social reality, in addition to enabling the achievement of the complexity
of the phenomena in their lives (MINAYO, 2012). It is noteworthy, in this case, how women
who became pregnant during adolescence understand sexual health education activities in the
school environment. The ABHC framework enables a deeper understanding of the phenomenon
of teenage pregnancy, not only in its biological and objective aspect, but also in the subjective
and relational aspects that are present in the reality of each participant. In this referential, the
figure of the subjects is not understood in a neutral position, that is, the understanding of the
senses and meanings occurs in the interactions, in a dynamic and dialogical
relationship/interaction between those involved in the research process. The field diary and the
narrative interview were used as instruments to collect the records.
Field of study
The study was developed with women living in the catchment area of a family health
strategy unit (USF in the Portuguese acronym), located in a city in the countryside of the state
of São Paulo. The choice for the insertion in this scenario was based on the possibility of
understanding the complexity of the reality experienced by each participant. Conducting the
research from a USF, which develops the care model based on the territory, was essential for
the understanding and apprehension of these aspects. In addition, the participation of the health
team, particularly the community health agents (ACSs in the Portuguese acronym), was of
fundamental importance for the development of the research, so that it was possible to search
for women who met the inclusion criteria. The territory of this USF is subdivided into five
micro areas.
Research Participants
Women over 18 years of age who experienced their first pregnancy during adolescence
were invited to participate in the study. The inclusion criteria were as follows: women over 18
years old and who had their first pregnancy at the age of 17 or younger. To make possible the
development of the research from the selection to the invitation to participate, three stages were
developed, ending with home visits to get to know the characteristics of each micro area,
Women's perspective on prevention of pregnancy in adolescence and health actions at school
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presentation of the research, and invitation to participate. The home visits (HV) occurred
between September 2018 and December 2019. The first meeting always occurred in the
presence of the ACS and contacts by phone also took place. Among the 13 women listed since
the first HV, it was possible to conduct narrative interviews with three women. The other
women did not accept to participate and/or did not meet the inclusion criteria and/or were not
found in their homes at different periods of immersion in the field.
This project was prepared according to the guidelines contained in CNS Resolution
466/12 for the development of research with human beings. As the selection of participants and
data construction involved the settings of a public health unit, the project was filed with the
Municipal Health Secretariat and subsequently submitted and approved on October 16, 2017
by the Research Ethics Committee of the Ribeirão Preto College of Nursing (EERP-USP),
opinion number: 2.329.912, CAAE: 71139817.1.0000.5393. The participants signed the
Informed Consent Form after reading and clarifying the research.
Construction of the data
To construct the data, narrative interviews were conducted and notes were taken by the
researcher in the field diary. The interviews for qualitative studies enable the understanding and
deepening of the narratives made by the women in the study (BAUER; GASKELL, 2002). The
interviews took place in the participants' homes. In total, 14 HVs were performed to achieve
the objectives and better understanding of the aspects that were presented in the narratives.
The data obtained were recorded, later transcribed and typed. After that, the analysis
was performed based on Braun and Clarke's (2006) proposal. The use of this analysis model in
conjunction with the ABHC framework proved to be effective, since the proposal enables a
greater capacity to apprehend the contradictions and the dynamic aspects present in the
meanings that the phenomena present to the participants. This apprehension and processing
demonstrate coherence with ABHC, particularly in the dialectical vision of the construction of
the senses and meanings about the phenomena.
Results and discussion
The data coding process identified how the health education activities developed by the
schools impacted the health of the participants, what contents and themes were addressed about
teen pregnancy prevention and sexual health, and if there was the presence (absence) of health
services or professionals in these activities. It is possible to identify, from the speech of
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA; Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS and Luciane Sá de ANDRADE
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participant Pagu, how adolescents depend on spaces such as schools and/or other social
institutions for access to information:
So, at school there was always this kind of education, I participated in an
NGO that even had this kind of conversation and I knew what to do, the pills
I had to take to not get pregnant [...] my friends were always the same age as
me and none of them also did not know, as nobody did, we did not know [...]
The only way I had to know something was at school, only! In this NGO that
I participated was the only information I had, at home there was never this
conversation (Pagu, 25 years, single, studied until the 2nd year of high school
incomplete, first pregnancy at the age of 17).
Pagu points out a Non-Governmental Organization (NGO) and the school as spaces that
propitiated the approximation of contents related to pregnancy prevention, even though they
were not carried out in depth. She also reports that this type of issue was not addressed in her
family.
Celina also has memories about how the actions about pregnancy prevention and
sexually transmitted infections were developed in the educational institution where she was
inserted, in the period when she had access to the school: [...] They would talk, it was like a
lecture they gave, and, you know, they would talk to us, the boys and the girls, they would talk
and say that it was good to prevent diseases and send the paper to the mother at home.(Celina,
18 years old, studied until the 5th grade of elementary school incomplete, first pregnancy at the
age of 15).
On the other hand, Dandara, in her speech, does not remember activities developed at
school about pregnancy prevention or sexual health. Her mother also never offered subsidies
at the time as an element in favor of understanding about the subject, as mentioned by the
participant:
I didn't see it there, because there are schools that teach how to use condoms.
There I never saw it! Never. So, I don't know, since when I started, I never saw
it and my mother didn't talk about it either, you know, it's those people who
hold on and don't want to talk about how to use a condom, how you have to
prevent yourself. (Dandara, 22 years old, living with a partner, studied until
her third year of high school, first pregnancy at the age of 17).
According to Pagu, it is understood that the knowledge offered to her in her adolescence,
regarding sexual health and pregnancy prevention, was more informative (and not formative)
without in-depth study. Even if activities were carried out within the school environment, they
were not enough for the participants to seek effective forms of protection against an unplanned
pregnancy.
Women's perspective on prevention of pregnancy in adolescence and health actions at school
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023032, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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In this sense, it is important to highlight that health education actions need to overcome
the informative character and the provision of technical content, so that activities are developed
that cover the needs of the subjects and consider their stage of development, addressing the
aspects that surround them and favoring reflective spaces on these issues through the
construction of their life projects (SILVA et al., 2018).
Pagu, at a certain point, states that she had appropriated knowledge that gave her the
ability to know the pill as a contraceptive method: "[...] I knew what I had to do, the pills I had
to take to not get pregnant(Pagu, 25 years old, single, studied up to the 2nd year of high school
incomplete, first pregnancy at the age of 17).
However, for Pagu, pregnancy involved other types of affections and meanings. For
health-related practices, only the provision of information was not enough. Thus, in the actions
of health promotion (WHO, 1986), senses and meanings socially constructed and internalized
by each subject were not problematized in the actions to which the participants had access. The
ABHC brings the strength of the signification process in human processes (VIGOTSKI, 1997),
articulating meanings and affections for the construction of personal meanings, so that in the
school space the approach of the theme pregnancy in adolescence seemed to have been little
significant to direct the social practices of the participants related to pregnancy prevention.
From the perspective of health promotion (WHO, 1986), these aspects need to be made explicit,
accepted and appropriated to have meaning in the lives of adolescents.
The lack of active participation of health services in the lives of adolescents, the merely
informative view by the school in the development of pregnancy prevention actions, and the
lack of effective development of programs in the guidance and monitoring of the development
of children and adolescents in the community were identified in this research through the
narrative interviews with the participants. Thus, they also express the absence of a vision of
care based on health promotion by the Health and Education sectors. It is possible to identify,
in the course of the participants' lives, the absence of the State as an articulator of services in
favor of quality of life and social empowerment regarding a planned pregnancy.
With the help of the narrative interviews, it was possible to identify how the activities
were developed at school and how they were passive listening processes, since the activities
were limited to lectures to many students in the schoolyard. Pagu also describes that the
activities in which she participated looked like jokes, due to the approach adopted by the people
in charge:
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA; Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS and Luciane Sá de ANDRADE
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It wasn't always, no. It was not recurrent, it was every... 2 times a year, it was
very little [...] I think that as I was very young, I was only 13 years old, I think,
I was in the eighth grade, there everyone took it as a joke... so they put a
rubber penis for people to learn how to put on a condom, but at that time
everyone played, no one wanted to put their hands on it (Pagu, 25 years old,
single, studied up to the 2nd year of high school incomplete, first pregnancy
at 17 years of ages).
[...] It was only inside the school... Only at school and what they said at school
that I remember, they came there every five months to give this lecture because
they couldn't give this lecture to everyone in the school and in the classroom,
so they put a class together with another class and took us there in the
courtyard and then they put everyone together, ok, and then they gave the
lecture (Celina, 18 years old, studied until the 5th grade of elementary school
incomplete, first pregnancy at the age of 15).
Regarding involvement in the activities, participant Dandara says:
So, I thought so, that yes, it could, because there are schools that talk, but
there are schools that do not talk, where I was studying I did not see, but like
I say nowadays, we have to talk because most mothers, they are all underage
girls, who are becoming mothers right, so we could have more lectures,
courses to talk about how you need to prevent, show, right, each one has his
choice, each one knows what he wants for his life, so I will not... but, for my
part, I think we could have lectures, this business of coming and talking. More
mothers and fathers talking to their children because there are boys who can
already be fathers, my mother used to say "ah, but a boy of 11-12 years old
can be a father if he lets them! So, in this part it could be like this, to talk a
little more about this that is more specific [...] (Dandara, 22 years old, married,
studied until her third year of high school, first pregnancy at the age of 17).
Participant Celina comments on how the talk about contraceptive methods was one-way
and without dialogue:
They came dressed as condoms, they talked about everything they had to say,
that if we were going to have sex, we had to use a condom and not only
because of pregnancy, but also because of the diseases that could affect us,
both men and women, so I think that what the guy said... he always talked, you
know, he never left us in doubt, you know, but he always talked, everything
was clear and he also said that it was for us to listen more, he even explained
it with a microphone and a box (Celina, 18 years old, studied until the 5th
grade of elementary school incomplete, first pregnancy at the age of 15).
In their speeches, the research participants emphasize that developing activities on teen
pregnancy goes far beyond describing and informing about the subject, with participant Pagu
suggesting the use of methods that bring professionals closer to the adolescents, in the search
for the construction of a bond and meaningful counseling: [...] talk in a way that is like you
walk into the room and talk about a movie and the conversation flows, you try to really talk and
Women's perspective on prevention of pregnancy in adolescence and health actions at school
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not talk in a class-like way(Pagu, 25 years old, single, studied up to the 2nd year of high
school incomplete, first pregnancy at the age of 17).
Even though the content for the participants Pagu and Celina was contemplated at
school, the use of traditional strategies, such as lectures, did not enable the understanding and
appropriation of the theme addressed. It is possible to identify that no meanings were built that
could direct their choices and practices towards a reflective process about the impact that an
unplanned pregnancy would have on their lives. From the speeches, it is possible to identify
that the action at school about contraceptive methods, many times, is not done in a dialogical
way and the non-understanding by the participants becomes more difficult to be evidenced.
Thus, the choice of method and strategies (DOURADO et al., 2021) is of fundamental
relevance in the development of activities so that they are meaningful, as well as contribute to
the knowledge of adolescents. It is understood that to approach contents related to sexual health
and sexuality, as well as pregnancy in adolescence, one should start from concrete cases with
deepening in the meanings constructed (SOUZA; SILVA, 2018), based on social practices in
the different spaces experienced by adolescent subjects, whether at school or in health services
(SILVA; ENGSTROM, 2020).
The strategies referring to how to teach how to use condoms and contraceptive pills are
inserted in the themes related to pregnancy prevention and sexual health. However, there is a
need on the part of those responsible for the activities not to restrict the approach of the contents
only to technical understanding, which does not favor the promotion of adolescent health. In
the case of sexuality and sexual health, depending on the strategies, the activities can bring to
most adolescents the meanings of guilt and feelings of shame, in contrast to the sexual interests
they share with their friends (MONROY-GARZON; SILVA, 2022).
Thus, when using other teaching strategies to discuss and reflect about these aspects, the
use of only lectures or informative speeches was perceived by the participants as something
distant in their lives. The approach of strategies creating a greater bond - and/or questioning the
relationship between the gestational process in adolescence and the construction of life projects
- could have been a way to welcome the different meanings that were being built by the
participants and that should have been shared and reflected upon.
The use of other languages and strategies, such as theater, music, dance, drawings,
poetry, stories etc., favors the exteriorization of different meanings. The procedures used within
the teaching spaces to discuss the theme can be made from different models (DOURADO;
Jéssica Karoline Barbosa da SILVA; Maraina Gomes Pires Fernandes DIAS and Luciane Sá de ANDRADE
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ARRUDA; PONTE; SILVA; FERREIRA JUNIOR; AGUIAR, 2021) as brought by the
participants of this research, showing that the traditional method has important limitations.
When the activities are based on the preventive model, using the lecture in large groups
as the main strategy, the effectiveness and the construction of this knowledge are reduced.
However, when based on the concept of health promotion, studies have shown that the
continuity of activities and the construction of significant knowledge, contemplating the needs
of the subjects, contributes to the empowerment and reflection of the participants (MASSON
et al., 2020).
In addition, participants Pagu and Celina explain that the discontinuity of actions,
demonstrating that developing and applying activities that involve health-related themes to be
effective, requires engagement, active methodologies, continuity and professional involvement
of those involved. When the participant Dandara portrays that the school could be a space used
for discussion and implementation of activities in favor of health, we can understand that she
identifies the school as a relevant environment for discussion and dialogue, in addition to
reinforcing the role of this space before society, as a place for the construction of projects and
re-significations, about pregnancy, sexually transmitted infections and contraceptive methods.
It is understood that, in the adolescent phase, the participants emphasize the
indispensability of developing health actions from the concept of health promotion as a way to
build the empowerment of individuals (MASSON et al., 2020). The absence in these statements
of references to the health service shows that, even though information is addressed, the
development of a care based on intersectorality between the areas of education and health was
practically absent.
Intersectoral practices in which the school strengthens for the adolescents the
importance of self-care and the need to seek health units with possibilities for counseling and
monitoring of these subjects were not adopted as favorable strategies in the health care of the
study participants. Health units did not appear as sources of care related to pregnancy
prevention, indicating that there is a "gap" to be better investigated regarding adolescent health.
Although health units are available to adolescents, they are not internalized as needs, so
they become invisible spaces for these subjects (ROJAS RAMÍREZ et al., 2017). For this, it is
important that there is engagement of the health and education sectors, as well as professionals,
who need to review models of health education (FEIO; OLIVEIRA, 2015), thus socially sharing
co-responsibility in the development of activities involving adolescent health.
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In this sense, nurses, as professionals who are part of primary care teams, have the
capacity to understand, comprehend, and re-signify these aspects, and are professionals who
can promote health education activities in teaching spaces (SILVA et al., 2018), since their
work promotes the construction of care that enhances the autonomy and responsibilities of the
subjects involved, as pointed out by the concept of health promotion (LOPES; NOGUEIRA;
ROCHA, 2018).
Nurses (SILVA et al., 2018) as trained professionals, as well as family health strategy
teams (SILVA; ENGSTROM, 2020), need to get closer to schools for the creation of a space
that enables dialogue and listening to the needs of adolescents. Health education carried out
from a traditional model and the little reference to health services in their role of guidance and
attention to adolescents built dynamics that did not favor more consistent social practices aimed
at preventing pregnancy for the participants of this research. Interprofessional actions from the
fields of education and health favor the training and performance of school staff, but should be
carried out from a critical view of education (FEIO; OLIVEIRA, 2015), seeking to overcome
the vision of merely informative activities.
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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17207 15
CRediT Author Statement
Acknowledgements: We would like to thank the women who agreed to participate in this
study, for contributing to the advancement of knowledge about the meanings of teenage
pregnancy, the health service and its professionals who made the development of this
research possible.
Financing: To the coordination of Improvement of Higher Education Personnel (CAPES)
for the student support and encouragement, under Financing Code 001.
Conflicts of interest: We declare that we have no conflicts of interest. Considering the
acceptance of the work for publication in the Revista Ibero-Americana de Estudos em
Educação (RIAEE) we transfer all copyrights of the work.
Ethical approval: The study respected all ethical aspects throughout the development of
the research, as well as the referral to the necessary stages for its development, being
approved on October 16, 2017 by the Research Ethics Committee of the Ribeirão Preto
College of Nursing (EERP-USP), opinion number: 2.329.912, CAAE:
71139817.1.0000.5393.
Data and material availability: The data and materials used in this work are available for
access in the digital library portal of USP's theses and dissertations.
Authors’ contributions: Contribution of each author in this work: Jéssica Karoline
Barbosa da Silva - elaboration, study design, acquisition, analysis and interpretation of data,
writing and review of the work. Luciane de Andrade - orientation, elaboration, study
design, data acquisition, analysis and interpretation, writing and review. Maraina Gomes
Pires Fernandes Dias - data analysis and interpretation, writing and review of the work.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, normalization and translation.