RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023159, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17948 1
ENFRENTAMENTO PEDAGÓGICO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19:
RELATO DE EXPERIÊNCIA DO IFSULDEMINAS - CAMPUS MUZAMBINHO
ENFRENTAMIENTO PEDAGÓGICO DURANTE LA PANDEMIA DEL COVID-19:
RELATO DE EXPERIENCIA DE IFSULDEMINAS CAMPUS MUZAMBINHO
PEDAGOGICAL SUPPORTING DURING THE COVID-19 PANDEMIC: EXPERIENCE
REPORT FROM IFSULDEMINAS MUZAMBINHO CAMPUS
Renato Aparecido DE SOUZA1
e-mail: renato.souza@muz.ifsuldeminas.edu.br
Aracele Garcia de Oliveira FASSBINDER2
e-mail: aracele.garcia@muz.ifsuldeminas.edu.br
Hugo Baldan JUNIOR3
e-mail: hugo.baldan@muz.ifsuldeminas.edu.br
Como referenciar este artigo:
DE SOUZA, R. A.; FASSBINDER, A. G. de O.; JUNIOR, H. B.
Enfrentamento pedagógico durante pandemia da COVID-19:
Relato de experiência do IFSULDEMINAS Campus
Muzambinho. Revista Ibero-Americana de Estudos em
Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023159, 2023. e-ISSN: 1982-
5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17948
| Submetido em: 04/04/2023
| Revisões requeridas em: 16/05/2023
| Aprovado em: 29/06/2023
| Publicado em: 27/12/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS), Muzambinho
MG Brasil. Diretor-Geral. Doutorado em Engenharia Biomédica (UNIVAP).
2
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS), Muzambinho
MG Brasil. Diretora de Desenvolvimento Educacional. Doutorado em Ciências da Computação e Matemática
Computacional (USP).
3
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS), Muzambinho
MG Brasil. Diretor de Ensino. Doutorado em Ciências (UNIFRAN).
Enfrentamento pedagógico durante pandemia da COVID-19: Relato de experiência do IFSULDEMINAS Campus Muzambinho
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023159, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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RESUMO: O presente artigo objetivou descrever a experiência pedagógica de enfrentamento à
COVID-19, na perspectiva dos gestores escolares do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho.
Foi apresentada a proposta de ensino remoto emergencial denominada aprendizagem no “grão de
café”. Utilizou-se a abordagem metodológica Education Design Research (EDR) em função da (i)
modelagem da proposta; (ii) gestão da comunicação e da informação; (iii) regulamentação e
orientação; e (iv) acompanhamento da permanência e êxito dos estudantes. O estudo ocorreu
durante os anos letivos de 2020 e 2021. Como resultados, observou-se que o modelo proposto
privilegiou os relatos positivos alcançados, os quais se devem ao envolvimento entrelaçado dos
aspectos pedagógicos, humanos e das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC).
Seguramente essa experiência deixará profundas cicatrizes pedagógicas, administrativas e de vida.
Todo aprendizado pandêmico pretendemos aplicar em um contexto de "novo normal", mas um
"novo normal, realmente novo".
PALAVRAS-CHAVE: Pandemia. Ensino híbrido. Tecnologias da comunicação e informação.
Aprendizagem Flexível. Ensino remoto emergencial.
RESUMEN: Este artículo tuvo como objetivo describir la experiencia pedagógica de
enfrentamiento a la COVID-19, en la perspectiva de los gestores escolares del IFSULDEMINAS -
Campus Muzambinho. Se presentó la propuesta de enseñanza a distancia de emergencia
denominada “aprendizaje en grano de café”. Se utilizó el enfoque metodológico de Education
Design Research (EDR) debido a (i) el modelado de la propuesta; (ii) gestión de la comunicación
y la información; (iii) regulación y orientación; y (iv) monitorear la permanencia y el éxito de los
estudiantes. El estudio se llevó a cabo durante los años escolares 2020 y 2021. Como resultado, se
obserque el modelo propuesto favoreció los reportes positivos logrados, los cuales se deben al
involucramiento entrelazado de los aspectos pedagógico, humano y de las Tecnologías de la
Información y la Comunicación (TIC). Esta experiencia seguramente dejaprofundas cicatrices
pedagógicas, administrativas y de vida. Todo el aprendizaje de la pandemia pretendemos aplicarlo
en un contexto de “nueva normalidad”, pero una “nueva normalidad, realmente nueva”.
PALABRAS CLAVE: Pandemia. Enseñanza híbrida. Tecnologías de la comunicación y la
información. Aprendizaje flexible. Enseñanza remota de emergencia.
ABSTRACT: This article aimed to describe the experience of one pedagogical supporting during
COVID-19 pandemic, from the perspective of school managers at IFSULDEMINAS - Muzambinho
Campus. The Education Design Research (EDR) methodological approach was used due to (i)
modeling of the proposal; (ii) communication and information management; (iii) regulation and
guidance; and (iv) monitoring the permanence and success of students. The study took place during
the 2020 and 2021 school years. As a result, it was observed that the proposed model favored the
positive reports achieved, which are due to the intertwined involvement of the pedagogical, human
and Information and Communication Technologies (ICT) aspects. This experience will surely leave
deep pedagogical, administrative and life scars. We intend to apply all pandemic learning in a
context of "new normal", but a "new normal, really new".
KEYWORDS: Pandemic. Hybrid teaching. Communication and information technologies. Flexible
Learning. Emergency remote teaching.
Renato Aparecido DE SOUZA; Aracele Garcia de Oliveira FASSBINDER e Hugo Baldan JUNIOR
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Introdução
Em 17 de março de 2020, com o intuito de reduzir a transmissão do novo coronavírus
(SARS-CoV-2) causador da COVID-19, seguindo as orientações vigentes das autoridades de
saúde do Brasil e após discussão com a equipe de comitê de crise para enfrentamento da
COVID-19 do município de Muzambinho/MG, as aulas presenciais no Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais - IFSULDEMINAS - Campus
Muzambinho foram suspensas por tempo indeterminado.
A suspensão das aulas presenciais certamente esteve entre as intervenções mais
consistentemente aplicadas de enfrentamento sanitário da COVID-19 pelas lideranças políticas
mundiais. Embora, naquela ocasião, as informações científicas acerca do vírus fossem
limitadas, a tomada de decisão foi guiada por evidências de outros vírus respiratórios, como o
influenza, e a própria situação alarmante de pandemia declarada pela Organização Mundial da
Saúde (OMS) (CUCINOTTA; VANELLI, 2020). Em meados de abril de 2020, 192 países
haviam fechado escolas, afetando mais de 90% dos alunos em todo o mundo (quase 1,6 bilhão
de estudantes) (UNESCO, 2020).
De maneira sem precedentes na área da saúde, uma verdadeira corrida científica foi
deflagrada em busca de soluções terapêuticas para o controle da doença. Projeções da dinâmica
de transmissão do SARS-CoV-2 ao utilizar estimativas a partir de séries temporais para
informar um modelo de contaminação apontavam que o distanciamento social prolongado ou
intermitente poderia ser necessário a2022 (KISSLER et al., 2020). Na realidade, em uma
perspectiva escolar, embora a transmissão do SARS-CoV-2 esteja controlada conforme as
projeções matemáticas, as consequências educacionais da pandemia perduram ainda nos
tempos de hoje e o farão por um período improvável de ser descortinado pela estatística.
Conforme a história do tempo presente”, expressão cunhada pelas autoras Silva e
Ciavatta (2022), os resultados decorrentes dos anos escolares sem a interatividade presencial
na escola e a plena dependência do uso de tecnologias propiciaram o agravamento das situações
de exclusão social e de desamparo vivenciadas pelos alunos, professores e gestores.
Certamente, esse reflexo na aprendizagem estudantil é fruto das estratégias institucionais de
enfrentamento adotadas, integradas a cada história de vida dos agentes envolvidos na rotina
escolar.
O olhar para o retrovisor é fundamental para a construção de um futuro que encontre no
ambiente escolar um pilar para a superação definitiva da pandemia pela COVID-19. Nesse
sentido, a equipe gestora do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho literalmente se
Enfrentamento pedagógico durante pandemia da COVID-19: Relato de experiência do IFSULDEMINAS Campus Muzambinho
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debruçou sobre uma profunda, dinâmica e lere apropriação acerca da única possibilidade de
manutenção do amparo escolar e continuidade da formação de seus estudantes, qual seja, o
Ensino Remoto em situações Emergenciais (ERE) (HODGES et al., 2020). No contexto do
ERE, as evidências demonstram a necessidade de planejar o ensino remoto numa perspectiva
temporal mais ampla. As pretéritas experiências do ERE ainda sugerem que estabeleçamos
cenários possíveis e promovamos, com flexibilidade, o replanejamento do calenrio anual
previamente construído (HARRIS; LARSEN, 2018).
Foi idealizada uma proposta pedagógica denominada aprendizagem no “grão de café”,
a qual foi assim concebida em lembrança ao principal arranjo produtivo local do Sul de Minas
Gerais, o café, e para apresentar a forma encontrada para flexibilizar o itinerário formativo dos
estudantes durante o período excepcional que tivermos em fuão da pandemia pela COVID-
19. Essa proposta foi fruto da avaliação e participação coletiva da comunidade escolar.
Igualmente, compreendeu alternativas àqueles estudantes que apresentaram dificuldades de
acessar o ensino dispovel, bem como incorporou formas de sanar o déficit de aprendizagem
dos estudantes que, por diversos motivos, poderiam ter ocorrido no período de atividades
remotas. Mais que uma diretriz fechada, impositiva, permitiu-se a abertura, o convite à reflexão,
ao planejamento, à ousadia e ao pensar fora da caixa (com responsabilidade) durante toda a
caminhada.
Inserido nesse contexto, surge este estudo, o qual objetivou descrever a experiência
educacional de enfrentamento à COVID-19, na perspectiva dos gestores escolares que
direcionaram e estruturaram todos os processos de criação, adequação e adoção das atividades
letivas remotas desde março de 2020 a dezembro de 2021. Por fim, os resultados dessa
experiência são apresentados em função das principais tomadas de decisões: (i) modelagem da
proposta; (ii) gestão da comunicação e da informação; (iii) regulamentação e orientação; e (iv)
acompanhamento da permanência e êxito dos estudantes.
Desenho metodológico
Trata-se de um relato de experiência que apresenta uma proposta pedagógica de
enfrentamento à COVID-19, desenvolvida durante os anos de 2020 e 2021, envolvendo todos
os cursos presenciais do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, e apoiada na ideia do ERE
(HODGES et al., 2020), o qual destaca a flexibilidade, a mistura e compartilhamento de
espaços, tempos, atividades, materiais, técnicas e tecnologias que compõem essa alternativa de
oferta de ensino-aprendizagem.
Renato Aparecido DE SOUZA; Aracele Garcia de Oliveira FASSBINDER e Hugo Baldan JUNIOR
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Sob o viés metodológico, este artigo utilizou uma abordagem centrada na Education
Design Research (EDR) (Figura 1). Esse método de pesquisa envolve uma análise sistemática,
projeto e avaliação de intervenções com o objetivo de gerar soluções baseadas em evidências
para complexos problemas na prática educacional, e com a finalidade de avançar o
conhecimento da comunidade envolvida sobre as características dessas intervenções. Além
disso, nessa abordagem é possível estabelecer um processo interativo e iterativo, composto das
seguintes fases gerais: identificação do contexto e análise do problema (análise e exploração);
desenvolvimento e refinamento de intervenções (projeto e construção); avaliação contínua,
reflexão e aprendizado considerando todas as fases (avaliação); teorização final por meio de
lições aprendidas, descrição de princípios, artefatos, entre outros (implementão e divulgação)
(FASSBINDER, 2018).
Figura 1 Modelo genérico da Education Design Research
Fonte: Traduzido de McKenney e Reeves (2012)
Modelagem da proposta: o programa aprendizagem no “grão de café”
A proposta pedagógica da experiência aqui relatada foi denominada aprendizagem no
“grão de café”. Fundamentalmente, a proposta integrou as atividades escolares remotas (B)
ocupando a maior parte dos semestres (durante e pós-COVID-19) e as atividades escolares
presenciais (A) que ocorreram quando foi permitido o retorno da rotina educacional presencial
(Figura 2).
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Figura 2 Aprendizagem no Grão de Café
Fonte: Elaboração dos autores
A região central do grão de café (A): representa as atividades presenciais, que foram o
elo com as atividades remotas do semestre. Quando o modelo pedagógico foi idealizado, não
se sabia quando essas atividades poderiam ocorrer e, na prática, ocuparam a menor parte do
tempo do semestre, devido ao pprio distanciamento social. No início de cada semestre do
ERE, os docentes elencaram a essência prática de suas unidades curriculares e o que poderia
ser melhor explorado presencialmente foi denominado de núcleo da disciplina - o core. Dessa
forma, se houvesse condições sanitárias para as atividades presenciais, as disciplinas
possuíam um roteiro organizado e sistematizado para atividades práticas (laboratoriais ou de
campo) com alternância de alunos e em quadros hipotéticos de semanas de aulas. Tal
organização também levava em conta atividades para melhorar eventuais déficits de
aprendizagem, que, por diversos motivos, poderiam ter ocorrido durante as atividades remotas.
Em função do agravamento da pandemia, as aulas presenciais acabaram não ocorrendo
em 2020 e os conteúdos elencados no core das unidades curriculares foram desenvolvidos
também de maneira remota. Para 2021, o modelo garantiu de 2 a 10 semanas por semestre,
conforme as particularidades dos cursos e sempre em função da possibilidade sanitária.
As regiões periféricas do grão de café (B): representaram as atividades remotas, que
ocuparam a maior parte do semestre letivo. Em termos práticos, os docentes organizaram no
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) os conteúdos das unidades curriculares, utilizando
as diversas possibilidades oferecidas pelos meios de tecnologias digitais de informação e
comunicação. O AVA utilizado é uma instância do Moodle, que existia como apoio às
atividades virtuais dos cursos presenciais e, para o ERE, passou por melhorias (inclusão de
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plugins de análise de acesso, verificação de frequência, gamificação, dentre outros. As
atividades remotas desenvolvidas foram definidas em: (i) assíncronas, no tempo e no espaço:
atividades realizadas em ambientes virtuais, tais como: videoaulas gravadas; atividades
formativas, runs, questionários, leituras, dentre outras; (ii) síncronas: atendimento on-line
mediado pelo docente e transmissão simultânea, a exemplo das webconferências e chat (salas
de bate papo). Foi adotado o Google Meet para aula virtual e sugeriu-se aos professores a
gravação das aulas para que pudessem também serem disponibilizadas no AVA, seja para
acesso daqueles que não participaram do momento síncrono ou para revisão posterior.
Gestão da comunicação e da informão
As primeiras ões rumo à construção e organização do modelo de ERE foram
relacionadas com a gestão da comunicação e informação. Para a tomada de decisão e
encaminhamentos iniciais do modelo do ERE adotado foi criado na plataforma Padlet um
Fórum Consultivo Permanente (FPC) com a participação dos docentes da instituição de ensino.
Com o uso da ferramenta WhatsApp foram criados grupos e listas de comunicação
rápida (Quadro 1). De acordo com Tondo e Silva (2016), o WhatsApp é uma das ferramentas
mais utilizadas nos smartphones, atingindo 55% da população brasileira. A interface acessível
e atrativa, bem como a diversidade de recursos de comunicação rápida, tais como envio de
texto, figura, áudio, links, além da facilidade de acesso por meio de qualquer lugar e meio
(versões mobile e web desktop) contribuem para sua popularização. Em uma prévia apuração
realizada com os estudantes do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, identificou-se que
99,5% deles fazem uso do aplicativo. Por esse motivo, a estrutura para comunicação instantânea
foi criada tendo o WhatsApp como ferramenta principal. Os grupos serviram como apoio para
envio rápido de informações, troca de ideias ou resolução de dúvidas. E as listas, somente para
envio de avisos e informações.
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Quadro 1 Estrutura de comunicaçãopida por meio do WhatsApp
Breve Descrição
Grupo de Coordenadores de curso e a equipe pedagógica da escola.
Grupo de Professores e professoras padrinhos/madrinhas de cada turma. Trata-
se de uma ação que já existia no contexto presencial. Esses professores atuam
como mediadores nas suas turmas e fazem a ponte entre gestão pedagógica e os
alunos.
Grupo de discussão com alunos por turma. Dentro dos grupos/turmas também
existem professores padrinhos/madrinhas, líder de turma, bem como o
estudante mediador virtual da turma. Alguns grupos já existiam quando do
momento presencial. Outros foram criados para apoiar o ensino remoto
emergencial.
Grupo de discussão com líderes de turma, membros de Centros Acadêmicos e
Atlética.
Grupo de estudantes que atuam como mediadores, sendo um por turma. Este
grupo integrou um projeto que foi criado especificamente para atender o ensino
remoto emergencial. Também fazem parte desse grupo os membros da equipe
de apoio pedagógico da escola.
Lista para envio de notícias, avisos sobre reuniões, etc.
Lista para envio de notícias, avisos sobre reuniões, etc.
Fonte: Elaborado pelos autores
Um hotsite foi criado para que toda a comunidade escolar e interessados externos
pudessem encontrar informações sobre as ões da escola durante o ERE e sobre a pandemia
em si (Figura 3). Hotsites também são conhecidos como mini ou microsites, caracterizados por
possuir poucas ginas, com apelo visual, especializados em eventos com curto tempo de
permanência na web (GODINHO, 2010). Embora muito usados para marketing e campanhas
promocionais de empresas, também podem ser aplicados no contexto educacional.
Figura 3 Hotsite de apoio às ações contra o novo Coronavírus
Fonte: Elaborada pelos autores
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Com o objetivo de apoiar a divulgação de informações oficiais relacionadas aos
processos acadêmicos (trancamento, renovação de matrícula, horários de aula, funcionamento
dos setores escolares em período de pandemia, dentre outras informações específicas sobre o
ERE), notícias específicas foram disponibilizadas no AVA.
Regulamentação e orientação
Todo o processo de condução do ERE foi baseado em regulamentações expedidas pelo
Ministério da Educação, instruções normativas e programas construídos especialmente para o
ERE de tal maneira que a substituição das aulas presenciais pelas atividades remotas viabilizou
o o cancelamento do calendário acadêmico, sem reposição de dias letivos e, mais do que isso,
garantiu o direito fundamental do estudante de ter acesso à educação.
A orientação para o desenvolvimento e produção dos materiais e conteúdos digitais
pelos professores teve suporte dentro de um programa de formação continuada da diretoria de
desenvolvimento educacional, que ofereceu oficinas sobre os temas: ensino híbrido,
ferramentas web, estratégias ativas, encontros síncronos no Google Meet e ambiente virtual de
aprendizagem Moodle para docentes.
Adicionalmente, também foi desenvolvido, de maneira colaborativa, um guia resumido
de boas práticas pedagógicas para o ERE, que reuniu diversas informões necessárias para um
adequado trabalho docente, tais como: como construir o plano de ensino para o ERE; adequação
dos programas das disciplinas; estratégias metodológicas; ambiente virtual de aprendizagem;
comunicação e envio de notificação aos estudantes; acompanhamento das ões dos alunos;
estratégias de avaliação; boas práticas para gravar e disponibilizar videoaulas; registros de
frequência; necessidades educacionais especiais; e criação ou reuso de Recursos Educacionais
Abertos (REAs).
Acompanhamento da permanência e êxito dos estudantes
O apoio pedagógico aos estudantes foi conduzido por profissionais ligados à
Coordenadoria-Geral de Ensino (CGE) e Setor de Orientação Educacional (SOE), tais como
pedagoga, psicóloga/psicopedagoga, assistentes de alunos, secretários de cursos e professores
envolvidos com questões administrativo-pedagógicas. De fato, tais setores e servidores tiveram
que se reinventar para ajustar rotinas de trabalho ou criar ões para apoiar alunos e professores
durante o ERE. O SOE, de forma geral, foi responsável por (i) acompanhar o desempenho e
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desenvolvimento acadêmico dos estudantes; (ii) subsidiar ões de intervenção pedagógica nos
cursos e turmas; (iii) realizar o acompanhamento acadêmico dos estudantes a partir do sistema
acamico digital em uso, principalmente no que se referiu às notas, frequência e conduta no
espaço escolar; (iv) contribuir nas ações de inclusão promovidas pelo Núcleo de Atendimento
às Pessoas com Necessidades Especiais (NAPNE); e (v) gerenciar as informações relativas à
vida acadêmica dos estudantes, a fim de favorecer a relação família-escola.
Coube a Coordenadoria-Geral de Assistência ao Educando (CGAE) a responsabilidade
por orquestrar os tmites ligados aos auxílios à internet urbana e rural, promover ações ligadas
ao bem-estar e saúde dos discentes, e apoiar formas para superar os problemas relacionados à
falta de acesso ou acompanhamento dos alunos. Foram, tamm, conduzidas atividades de
incentivo ao Esporte, Lazer, Cultura e Artes, adequadas para o contexto virtual. Por exemplo,
o projeto Quinta Cultural”, o qual era um evento tradicional na instituição, que ocorria
sempre na última quinta-feira de cada mês e que buscava valorizar a cultura brasileira, bem
como o desenvolvimento de um perfil estudantil cultural e inovador. A versão adaptada para os
tempos de pandemia, via live na rede social Facebook, foi denominada de “Quinta Cultural
Virtual (QCV)”, e foi um caso de sucesso que transformou a forma de interação entre escola,
gestão, professores, estudantes e comunidade externa durante a pandemia.
A instituição também buscou desenvolver ões virtuais de apoio quanto ao sofrimento
psicológico experienciado pelos estudantes e servidores. Interveões psicológicas de apoio ao
estudante desempenham um papel central para lidar com as implicações na saúde mental em
decorrência da pandemia do novo coronavírus (SCHMIDT et al., 2020). O Setor de Psicologia,
buscou se adequar à realidade do momento e ofereceu à comunidade interna um serviço de
escuta terapêutica durante o período de aulas remotas, bem como rodas de conversa virtual
sobre saúde mental. Os atendimentos via Google Meet visaram o acolhimento daqueles
estudantes que estivessem passando por dificuldades emocionais relacionadas à pandemia.
Foi instituído um programa de bolsas chamado Estudante Mediador Virtual. Dentre os
objetivos desse programa, destacou-se: (i) cooperar no atendimento e orientação aos discentes,
visando sua adaptação e maior integração e interação na plataforma virtual de apoio às
atividades de ensino remotas; (ii) auxiliar os discentes na realização das atividades propostas
pelos docentes na plataforma virtual, sempre que compatível com seu grau de conhecimento e
experiência; e (iii) colaborar com os docentes na identificação de melhorias na execução do
processo de ensino, propondo medidas ou recursos alternativos a serem implementados na
plataforma virtual. Neste sentido, foi adotada uma rotina de acompanhamento e monitoramento
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do acesso dos estudantes à plataforma Moodle institucional, baseada nas cores do semáforo
(verde, amarelo e vermelho). Sendo a cor verde atribuída aos estudantes com acesso regular (3
ou mais acessos por semana); a cor amarela considerada aos estudantes com acesso irregular
(mais de 7 dias sem acesso) e a cor vermelha para aqueles sem acesso (mais de 20 dias sem
acesso) (Figura 4).
Figura 4 - Acompanhamento detalhado do desempenho dos alunos
Fonte: Elaborado pelos autores. Nomes dos alunos foram intencionalmente apagados
Para garantir o acesso à internet pelos estudantes, criou-se uma logística para o envio
de laptops aos estudantes demandantes. Tal ação contou com apoio do setor de enfermaria, que
definiu protocolos de saúde e higiene para a segurança dos envolvidos na entrega e no
recebimento dos materiais emprestados.
Por fim, um questionário foi gerado pela ferramenta Google Forms para identificar as
vivências dos estudantes durante o período da pandemia. O questionário foi destinado a todos
os alunos, professores, pais/responsáveis e TAEs dos cursos presenciais do Campus. Por meio
desta ferramenta, observou-se a confiança na gestão da crise e a experiência subjetiva quanto a
participação dos estudantes em atividades de ensino remotas.
Resultados e discussões: lições aprendidas e ações futuras
Não foi a primeira vez que escolas ao redor do mundo foram fechadas e, mais ainda,
impactadas devido a crises. Talvez a grande diferença educacional para a crise pedagógica
causada pela COVID-19 tenha sido o atual momento tecnológico caracterizado por ampla
disseminação e popularização das Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC), do uso da
internet e dos celulares. Nessa perspectiva, foi impossível não pensar em uma solução que não
fizesse uso dos recursos digitais para garantir a continuidade do ensino no IFSULDEMINAS -
Campus Muzambinho.
Toda a motivação e direcionamento para a reestruturação de atividades pedagógicas e
deslocamento para o ambiente virtual ocorreram concomitantemente com a impossibilidade das
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aulas presenciais, e em apenas uma semana de suspensão das atividades escolares. Para tanto,
considerou-se, mesmo em um cerio de pandemia desfavorável e desconhecido por todos, uma
grande oportunidade de valorizar princípios norteadores, os quais no momento pré-pandemia
subsidiavam discussões desta comunidade escolar (DE SOUZA; FASSBINDER; MARIA,
2021; DE SOUZA; SILVA; COIMBRA, 2018), mas que, por inúmeras razões, ainda
encontravam resistência e dificuldade de serem implementadas, a saber: (i) enxergar o horizonte
da relação aluno-professor para muito além de conteúdo; (ii) perceber a potencialidade do ERE
com a melhor compreensão o uso e aplicação das ferramentas digitais; (iii) valorizar aspectos
sócio afetivos - soft skills - nas aulas virtuais; (iv) priorizar a “avaliação para a aprendizagem”,
em detrimento apenas de “avaliação da aprendizagem”; (v) manter e fortalecer a inter-relação
aluno-professor/escola-família.
Neste sentido, quase três anos foi necessário uma readequação e a mesmo
ressignificação da rotina escolar à nova realidade de longo prazo que se instituiria, no sentido
de garantir com qualidade a continuidade dos estudos, e mitigar ao máximo os riscos gerados
pelo distanciamento físico entre a escola, professores e os estudantes, dentre eles: (i)
reorganização de tempos e espaços, (ii) uso e acesso a tecnologias virtuais, e (iii) adaptação da
organização de trabalho de equipes pedagógicas e administrativas.
Buscando uma maior aproximação, identidade e adesão dos estudantes e educadores à
nova proposta pedagógica de ensino, encontramos na imagem do grão de ca, principal produto
comercial da região sul de Minas Gerais, uma maneira criativa de organizar visualmente os
procedimentos organizacionais que passaram a ser adotados durante a pandemia pela COVID-
19. Considerou-se que a identidade regional do café facilitou a celeridade para implantação da
nova proposta de ensino em função do enlace afetivo e de representatividade que este grão
possui com o território em que o Campus Muzambinho está inserido.
Do ponto de vista de gestão da informação, Ferraretto e Morgado (2020) indicaram que
a pandemia da COVID-19 não poderia ser vencida sem um planejamento estratégico para a
crise em si e para a comunicação durante a crise. Em abril de 2020, após 1 s de ERE no
IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, foi realizado um encontro síncrono no Google Meet
com os Docentes e Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) para tratarmos das
argumentações geradas no FPC na plataforma Padlet (Figura 5). Tal rum fortaleceu princípios
dialógicos e participativos relacionados com uma gestão escolar democrática (VAUTHIER,
2019). Ademais, a partir desse rum, deu-se a deflagração para discussões acerca de qual
caminho percorrer, se suspensão de aulas ou atividades remotas, esclarecimentos acerca do
Renato Aparecido DE SOUZA; Aracele Garcia de Oliveira FASSBINDER e Hugo Baldan JUNIOR
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programa aprendizagem no “grão de café”, prós e contras do ERE e compreensão da matéria
legislativa que respaldou a atividade remota.
Figura 5 Padlet do Fórum Consultivo e Permanente
Fonte: Elaborado pelos autores
Fundamentalmente, discutiu-se a suspensão ou continuidade do ERE. A partir desse
gatilho, alguns relatos foram expostos na plataforma do fórum:
Sou favorável à continuidade das atividades remotas.... Poderemos, assim,
desenvolver outras competências nos discentes. Um outro ponto importante,
e que não podemos dissociar da educação, é a saúde mental dos nossos
alunos, imaginem se isso se estender asetembro? Nossos alunos ficarão sem
atividades? Uma sugestão seria a intervenção periódica de caráter
lúdico/psicoterápico/cultural, dentre outras, que fizesse parte deste
momento! ...poderemos colher bons frutos na formação dos nossos alunos.
Em função da rotina de acompanhamento e monitoramento do acesso dos estudantes à
plataforma Moodle institucional, é importante destacar que tal rotina de monitoramento
subsidiou ações que privilegiaram aqueles estudantes que estavam na situação vermelha e
amarela. Tal ambiente permitiu verificar ainda o número de acessos dentro de um intervalo de
tempo, datas dos acessos, atividades realizadas, bem como outras informações. Além da análise
da plataforma, contatos telefônicos e por e-mail foram estabelecidos pela equipe para com os
alunos com status de “acesso irregular” ou “sem acesso”.
Quanto ao acompanhamento de acesso dos estudantes no AVA, identificou-se que ao
longo dos dois anos, em média 73,6% acessam a plataforma diariamente; 24,3% acessaram
semanalmente; enquanto 2,1% informaram possuir dificuldade de acessar com regularidade,
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devido à falta de tempo ocasionada por questões econômicas, crises de ansiedade, trabalho,
dificuldade de gestão do tempo, dentre outras questões pessoais ocasionadas pela pandemia.
Quanto ao questionário gerado pela ferramenta Google Forms, a figura 6 apresenta a
distribuição de pessoas da comunidade escolar que responderam ao questionário. É interessante
notar que os respondentes representam significativamente a comunidade como um todo.
Figura 6 Distribuição da comunidade escolar que respondeu ao questionário
Fonte: Elaborado pelos autores
Na perspectiva dos gestores escolares, a avaliação pelos pares acerca do gerenciamento
da crise gerada pela pandemia e, sobretudo, da confiança que a comunidade escolar depositou
nos tomadores de decisão foi uma importante informação que também evidenciou que o
caminho percorrido estava na direção correta. Diante da afirmação: “Estou confiante nas
decisões tomadas e na capacidade de enfrentamento pedagógico instituída pela gestão escolar
do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho”, a grande maioria dos respondentes (85,4%)
concordaram ou concordaram fortemente (Figura 7).
Figura 7 Confiança na gestão da crise
Fonte: Elaborado pelos autores
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Quanto à experiência com a participação em atividades de ensino remotas, os
respondentes, em sua maioria (77,1%), classificaram em uma escala de 1 a 10, uma nota
superior a 6 (Figura 8).
Figura 8 Como foi sua experiência nas atividades de ensino remotas?
Fonte: Elaborado pelos autores
Além dos resultados apresentados anteriormente, outras evidências que favorecem o
entendimento do sucesso na implantação do modelo de ERE adotado no IFSULDEMINAS -
Campus Muzambinho são os indicadores de taxa de evasão e índice de eficiência acadêmica
(IEA) publicados na Plataforma Nilo Peçanha (PNP). A PNP é um ambiente virtual de coleta,
validação e disseminação das estatísticas oficiais da Rede Federal de Educação Profissional,
Científica e Tecnológica (Rede Federal)
4
. Nos dois anos de pandemia, o percentual de taxa de
evasão no IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho ficou em torno de 10%. A título de
comparação, em 2018 - pré-pandemia, a taxa de evasão foi superior a 50%. Quanto ao IEA, no
período pandêmico, obtivemos um percentual superior a 75%, bem superior à maior faixa que
a Rede Federal considera como de maior qualidade (>56,48%).
Considerações finais
Neste artigo, relatamos a experiência do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho com
a manutenção do ensino, por meio do uso de TIC, durante o período de isolamento social em
decorrência da pandemia pela COVID-19. Além de ações gerais de apoio à gestão escolar nesse
contexto, foi apresentado um modelo de ERE que foi construído e aplicado desde março de
2020 adezembro de 2021, quando as aulas presenciais foram suspensas na instituição. O
calendário acadêmico não foi suspenso e as atividades remotas foram contabilizadas como
4
Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/pnp.
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carga horária e dias letivos enquanto durarem as atividades remotas. Logo, não houve reposição
de dias letivos na instituição, evitando-se retrabalho, interrupção do calendário letivo e
principalmente conclusão dos estudantes e continuidade de sua vida acadêmica ou profissional.
De forma geral, os próprios docentes aprenderam, na prática, ou no estilo learning by
doing, sobretudo com a identificação e compreensão de ferramentas que pudessem engajar os
estudantes e minimizar os efeitos da ausência do convívio social presencial. O Google Meet foi
o principal meio utilizado para aulas síncronas. Outros relatos positivos incluíram: uso de vídeo
aulas curtas (em torno de 15 min ou menos) e objetivas (vídeos pessoais, gravados na
ferramenta OBS e editados com recursos que deixam o vídeo mais atrativo e dinâmico);
participação de professores, especialistas e convidados nas atividades síncronas para falar dos
temas abordados; avaliação em plataformas como o Socrative, Padlet, Mentimeter e o Edpuzzle
tiveram bons resultados e boas recomendações por parte dos alunos; utilização de estratégias
mais dicas e que incentivaram a criatividade e colaboração, tais como mapas mentais para
fixação do conteúdo, criação de vídeos, podcasts e maquetes sobre determinados temas também
foram recomendadas pelos estudantes.
Esperamos que nos próximos passos ocorra o aprofundamento cada vez maior de uma
formação continuada dos docentes com enfoque no design de aulas baseadas em estratégias
ativas, aprendizagem significativa, avaliação para a aprendizagem e o ensino híbrido. Futuras
pesquisas também são necessárias para melhor elucidação acerca do impacto a longo prazo da
formação estudantil durante a pandemia da COVID-19.
Concluímos este artigo destacando que o modelo de ensino remoto proposto privilegia
ajustes permanentes e oriundos de diálogos com a comunidade acadêmica e de experiências
reais. Ademais, destaca-se que os relatos positivos alcançados se devem ao envolvimento
entrelaçado dos aspectos pedagógicos, humanos e das TIC como aliadas. É preciso
compreender os contextos dos estudantes e propor alternativas de participação e envio adaptado
de atividades/exercícios sempre que possível. Certamente, essa experiência deixará profundas
cicatrizes pedagógicas, administrativas e de vida, cujo aprendizado pretendemos aplicar em um
contexto de "novo normal", mas um "novo normal, realmente novo".
Renato Aparecido DE SOUZA; Aracele Garcia de Oliveira FASSBINDER e Hugo Baldan JUNIOR
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Renato Aparecido DE SOUZA; Aracele Garcia de Oliveira FASSBINDER e Hugo Baldan JUNIOR
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Agradecemos toda a comunidade docente, técnicos administrativos em
educação e estudantes do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, bem como aos pais,
familiares e amigos, que contribuíram direta e indiretamente com a conclusão deste
trabalho.
Financiamento: Agradecemos o apoio concedido pelo Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais IFSULDEMINAS (reembolso da taxa de
publicação).
Conflitos de interesse: Não há.
Aprovão ética: O trabalho respeita os princípios éticos de pesquisa. o houve
necessidade de submeter ao comitê de ética.
Disponibilidade de dados e material: Os resultados quantitativos estão salvos no
formulário Google de pesquisa.
Contribuições dos autores: Renato Aparecido de Souza participou da construção e
formatação deste estudo. A contribuição foi toda a idealização, concepção, busca e
organização das evidências científicas utilizadas, desenvolvimento e revisão textual e
análise dos dados. Aracele Garcia de Oliveira Fassbinder participou da revisão textual,
elaboração de formulários para a geração dos resultados, análise dos dados e inserção de
referências bibliográficas que enriqueceu o texto. Hugo Baldan Junior participou da
revisão textual, alise dos resultados e organização geral do manuscrito.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023159, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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ENFRENTAMIENTO PEDAGÓGICO DURANTE LA PANDEMIA DEL COVID-19:
RELATO DE EXPERIENCIA DE IFSULDEMINAS CAMPUS MUZAMBINHO
ENFRENTAMENTO PEDAGÓGICO DURANTE PANDEMIA DA COVID-19: RELATO
DE EXPERIÊNCIA DO IFSULDEMINAS - CAMPUS MUZAMBINHO
PEDAGOGICAL SUPPORTING DURING THE COVID-19 PANDEMIC: EXPERIENCE
REPORT FROM IFSULDEMINAS MUZAMBINHO CAMPUS
Renato Aparecido DE SOUZA1
e-mail: renato.souza@muz.ifsuldeminas.edu.br
Aracele Garcia de Oliveira FASSBINDER2
e-mail: aracele.garcia@muz.ifsuldeminas.edu.br
Hugo Baldan JUNIOR3
e-mail: hugo.baldan@muz.ifsuldeminas.edu.br
Cómo hacer referencia a este artículo:
DE SOUZA, R. A.; FASSBINDER, A. G. de O.; JUNIOR, H. B.
Enfrentamiento pedagógico durante la pandemia del COVID-19:
Relato de experiencia de IFSULDEMINAS Campus
Muzambinho. Revista Ibero-Americana de Estudos em
Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023159, 2023. e-ISSN: 1982-
5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17948
| Enviado en: 04/04/2023
| Revisiones requeridas el: 16/05/2023
| Aprobado el: 29/06/2023
| Publicado el: 27/12/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Adjunto Ejecutivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Instituto Federal de Educación, Ciencia y Tecnología del Sur de Minas Gerais (IFSULDEMINAS), Muzambinho
MG Brasil. Director General. Doctorado en Ingeniería Biomédica (UNIVAP).
2
Instituto Federal de Educación, Ciencia y Tecnología del Sur de Minas Gerais (IFSULDEMINAS), Muzambinho
MG Brasil. Directora de Desarrollo Educativo. Doctor en Ciencias de la Computación y Matemática
Computacional (USP).
3
Instituto Federal de Educación, Ciencia y Tecnología del Sur de Minas Gerais (IFSULDEMINAS), Muzambinho
MG Brasil. Director de Enseño. Doctor en Ciencias (UNIFRAN).
Enfrentamiento pedagógico durante la pandemia del COVID-19: Relato de experiencia de IFSULDEMINAS Campus Muzambinho
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023159, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17948 2
RESUMEN: Este artículo tuvo como objetivo describir la experiencia pedagógica de
enfrentamiento a la COVID-19, en la perspectiva de los gestores escolares del IFSULDEMINAS -
Campus Muzambinho. Se presentó la propuesta de enseñanza a distancia de emergencia
denominada “aprendizaje en grano de café”. Se utilizó el enfoque metodológico de Education
Design Research (EDR) debido a (i) el modelado de la propuesta; (ii) gestión de la comunicación y
la información; (iii) regulación y orientación; y (iv) monitorear la permanencia y el éxito de los
estudiantes. El estudio se llevó a cabo durante los años escolares 2020 y 2021. Como resultado, se
observó que el modelo propuesto favoreció los reportes positivos logrados, los cuales se deben al
involucramiento entrelazado de los aspectos pedagógico, humano y de las Tecnologías de la
Información y la Comunicación (TIC). Esta experiencia seguramente dejará profundas cicatrices
pedagógicas, administrativas y de vida. Todo el aprendizaje de la pandemia pretendemos aplicarlo
en un contexto de “nueva normalidad”, pero una “nueva normalidad, realmente nueva”.
PALABRAS CLAVE: Pandemia. Enseñanza híbrida. Tecnologías de la comunicación y la
información. Aprendizaje flexible. Enseñanza remota de emergencia.
RESUMO: O presente artigo objetivou descrever a experiência pedagógica de enfrentamento à
COVID-19, na perspectiva dos gestores escolares do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho. Foi
apresentada a proposta de ensino remoto emergencial denominada aprendizagem no “grão de
café”. Utilizou-se a abordagem metodológica Education Design Research (EDR) em função da (i)
modelagem da proposta; (ii) gestão da comunicação e da informação; (iii) regulamentação e
orientação; e (iv) acompanhamento da permanência e êxito dos estudantes. O estudo ocorreu
durante os anos letivos de 2020 e 2021. Como resultados observou-se que o modelo proposto
privilegiou os relatos positivos alcançados, os quais se devem ao envolvimento entrelaçado dos
aspectos pedagógicos, humanos e das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC).
Seguramente essa experiência deixará profundas cicatrizes pedagógicas, administrativas e de vida.
Todo aprendizado pandêmico pretendemos aplicar em um contexto de "novo normal", mas um
"novo normal, realmente novo".
PALAVRAS-CHAVE: Pandemia. Ensino híbrido. Tecnologias da comunicação e informação.
Aprendizagem Flexível. Ensino remoto emergencial.
ABSTRACT: This article aimed to describe the experience of one pedagogical supporting during
COVID-19 pandemic, from the perspective of school managers at IFSULDEMINAS - Muzambinho
Campus. The Education Design Research (EDR) methodological approach was used due to (i)
modeling of the proposal; (ii) communication and information management; (iii) regulation and
guidance; and (iv) monitoring the permanence and success of students. The study took place during
the 2020 and 2021 school years. As a result, it was observed that the proposed model favored the
positive reports achieved, which are due to the intertwined involvement of the pedagogical, human
and Information and Communication Technologies (ICT) aspects. This experience will surely leave
deep pedagogical, administrative and life scars. We intend to apply all pandemic learning in a
context of "new normal", but a "new normal, really new".
KEYWORDS: Pandemic. Hybrid teaching. Communication and information technologies. Flexible
Learning. Emergency remote teaching.
Renato Aparecido DE SOUZA; Aracele Garcia de Oliveira FASSBINDER y Hugo Baldan JUNIOR
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023159, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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Introducción
El 17 de marzo de 2020, con el objetivo de reducir la transmisión del nuevo coronavirus
(SARS-CoV-2) causante del COVID-19, siguiendo las directrices vigentes de las autoridades
sanitarias brasileñas y después de la discusión con el equipo del comité de crisis para enfrentar
el COVID-19 en el municipio de Muzambinho/MG, clases presenciales en el Instituto Federal
de Educación, Ciencia y Tecnología del Sur de Minas Gerais - IFSULDEMINAS - Campus
Muzambinho fueron suspendidas indefinidamente.
El cierre de las escuelas con la suspensión de las clases presenciales fue sin duda una de
las intervenciones más consistentes aplicadas para enfrentar la salud de la COVID-19 por parte
de los líderes políticos mundiales. Aunque, en ese momento, la información científica sobre el
virus era limitada, la toma de decisiones se guiaba por la evidencia de otros virus respiratorios,
como la influenza, y la alarmante situación pandémica declarada por la Organización Mundial
de la Salud (OMS) (CUCINOTTA; VANELLI, 2020). A mediados de abril de 2020, 192 países
ya habían cerrado escuelas, lo que afectaba a más del 90% de los estudiantes de todo el mundo
(casi 1.600 millones de estudiantes) (UNESCO, 2020).
De una manera sin precedentes en el área de la salud, se ha lanzado una verdadera carrera
científica en busca de soluciones terapéuticas para controlar la enfermedad. Las proyecciones
de la dinámica de transmisión del SARS-CoV-2 que utilizan estimaciones de series temporales
para informar un modelo de contaminación indicaron que podría ser necesario un
distanciamiento social prolongado o intermitente hasta 2022 (KISSLER et al., 2020). De hecho,
desde el punto de vista escolar, aunque la transmisión del SARS-CoV-2 está controlada según
proyecciones matemáticas, las consecuencias educativas de la pandemia aún persisten hoy y lo
harán durante un período que difícilmente revelarán las estadísticas.
De acuerdo con la "historia de la actualidad", expresión acuñada por los autores Silva y
Ciavatta (2022), los resultados derivados de los años escolares sin interactividad presencial en
la escuela y la plena dependencia del uso de las tecnologías condujeron al agravamiento de las
situaciones de exclusión e indefensión social experimentadas por estudiantes, profesores y
directivos. Ciertamente, este impacto en el aprendizaje de los estudiantes es el resultado de las
estrategias de afrontamiento institucional ya adoptadas, integradas en cada historia de vida de
los agentes involucrados en la rutina escolar.
Mirar por el espejo retrovisor es fundamental para construir un futuro que encuentre en
el entorno escolar un pilar para la superación definitiva de la pandemia de la COVID-19. En
este sentido, el equipo directivo de IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho se centró
Enfrentamiento pedagógico durante la pandemia del COVID-19: Relato de experiencia de IFSULDEMINAS Campus Muzambinho
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literalmente en una apropiación profunda, dinámica y pida de la única posibilidad de mantener
el apoyo escolar y la continuidad de la formación de sus alumnos, es decir, la Enseñanza Remota
en situaciones de Emergencia(ERE) (HODGES et al., 2020). En el contexto de la ERE, la
evidencia demuestra la necesidad de planificar la enseñanza a distancia en una perspectiva
temporal más amplia. Las experiencias pasadas del ERE también sugieren que establezcamos
posibles escenarios y produzcamos, con flexibilidad, la replanificación del calendario anual
previamente construido (HARRIS; LARSEN, 2018).
Se idealizó una propuesta pedagógica denominada aprendizaje en el "grano de café",
que fue concebida así en memoria del principal arreglo productivo local del sur de Minas
Gerais, el café, y presentar el camino encontrado para flexibilizar el itinerario formativo de los
estudiantes durante el período excepcional que tenemos debido a la pandemia de COVID-19.
Esta propuesta fue el resultado de la evaluación y participación colectiva de la comunidad
escolar. Asimismo, se entendieron alternativas para aquellos estudiantes que tenían dificultades
para acceder a la educación disponible, así como se incorporaron formas de subsanar el déficit
de aprendizaje de los estudiantes que, por diversas razones, pudo haber ocurrido durante el
periodo de actividades remotas. Más que una directriz cerrada e imponente, se permitió la
apertura, la invitación a la reflexión, la planificacn, la audacia y el pensamiento fuera de la
caja (responsablemente) durante todo el viaje.
Inserto en este contexto, surge este estudio, que tuvo como objetivo describir la
experiencia educativa de enfrentamiento a la COVID-19, desde la perspectiva de los gestores
escolares que dirigieron y estructuraron todos los procesos de creación, adaptacn y adopción
de actividades de enseñanza a distancia desde marzo de 2020 hasta diciembre de 2021.
Finalmente, se presentan los resultados de esta experiencia en términos de las principales
decisiones de toma de decisiones: (i) modelación de propuestas; ii) gestión de la comunicación
y la información; iii) reglamentación y orientación; y (iv) monitoreo de la permanencia y el
éxito de los estudiantes.
Diseño metodológico
Se trata de un relato de experiencia que presenta una propuesta pedagica para hacer
frente a la COVID-19, desarrollada durante los años 2020 y 2021, que involucra a todos los
cursos presenciales de IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, y apoyada en la idea de ERE
(HODGES et al., 2020), que destaca la flexibilidad, la mezcla y el intercambio de espacios,
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tiempos, actividades, materiales, técnicas y tecnologías que conforman esta oferta alternativa
de enseñanza-aprendizaje.
Desde el punto de vista metodológico, este artículo utilizó un enfoque centrado en la
Education Design Research (EDR) (Figura 1). Este método de investigación implica un
análisis, diseño y evaluación sistemáticos de intervenciones con el objetivo de generar
soluciones basadas en la evidencia a problemas complejos en la práctica educativa, y con el
objetivo de avanzar en el conocimiento de la comunidad involucrada sobre las características
de estas intervenciones. Además, en este enfoque es posible establecer un proceso interactivo e
iterativo, compuesto por las siguientes fases generales: identificación del contexto y análisis del
problema (análisis y exploración); desarrollo y perfeccionamiento de las intervenciones (diseño
y construcción); evaluación, reflexión y aprendizaje continuos considerando todas las fases
(evaluación); Teorización final a través de lecciones aprendidas, descripcn de principios,
artefactos, entre otros (implementación y difusión) (FASSBINDER, 2018).
Figura 1 Modelo genérico de la Education Design Research
Fuente: Traducido de McKenney y Reeves (2012)
Modelación de propuestas: el programa de aprendizaje "grano de café"
La propuesta pedagógica de la experiencia aquí relatada se denominó aprendizaje en el
"grano de café". Fundamentalmente, la propuesta integlas actividades escolares a distancia
(B) ocupando la mayor parte de los semestres (durante y post COVID-19) y las actividades
escolares presenciales (A) que ocurrieron cuando se permitió el retorno de la rutina educativa
presencial (Figura 2).
Enfrentamiento pedagógico durante la pandemia del COVID-19: Relato de experiencia de IFSULDEMINAS Campus Muzambinho
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Figura 2 Aprendizaje en el grano de café
Fuente: Elaboración de los autores
La región central del grano de café (A): representa las actividades presenciales, que
fueron el vínculo con las actividades remotas del semestre. Cuando se concibió el modelo
pedagógico, no se sabía cuándo se podían realizar estas actividades y, en la práctica, ocupaban
la menor parte del tiempo del semestre, debido al propio distanciamiento social. Al inicio de
cada semestre de la ERE, los profesores enumeraban la esencia práctica de sus unidades
curriculares y lo que se podía explorar mejor en persona se llamaba el núcleo de la disciplina:
el core (núcleo). Así, si existían condiciones sanitarias para las actividades presenciales, las
disciplinas ya contaban con un guión organizado y sistematizado para las actividades prácticas
(laboratorio o campo) con alternancia de alumnos y en tablas hipotéticas de semanas de clases.
Esta organización también tuvo en cuenta actividades para mejorar los déficits de aprendizaje,
que por diversas razones podrían haber ocurrido durante las actividades remotas.
Debido al agravamiento de la pandemia, las clases presenciales terminaron por no
realizarse en 2020 y los contenidos enumerados en el núcleo de las unidades curriculares
también se desarrollaron de manera remota. Para 2021, el modelo garantizó de 2 a 10 semanas
por semestre, de acuerdo con las particularidades de los cursos y siempre dependiendo de la
posibilidad de salud.
Las regiones periféricas del grano de café (B): representaron actividades remotas, que
ocuparon la mayor parte del semestre escolar. En rminos prácticos, los profesores organizados
en el Ambiente Aprendizaje virtual (AVA) los contenidos de las unidades curriculares,
utilizando las diversas posibilidades que ofrecen los medios digitales de la información y la
comunicación. El AVA utilizado es una instancia de Moodle, que ya existía para apoyar las
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actividades virtuales de los cursos presenciales y, para ERE, ha sufrido mejoras (inclusión de
plugins para análisis de acceso, verificación de asistencia, gamificación, entre otros). Las
actividades remotas desarrolladas se definieron como: (i) asincrónicas, en el tiempo y en el
espacio: actividades realizadas en entornos virtuales, tales como: video clases grabadas;
actividades formativas, foros, cuestionarios, lecturas, entre otras; (ii) Sincrónica: servicio en
línea mediado por el profesor y transmisión simultánea, como conferencias web y chat (salas
de chat). Se adoptó Google Meet para las clases virtuales y se sugirió a los docentes grabar las
clases para que también pudieran estar disponibles en el AVA, ya sea para el acceso de quienes
no participaron en el momento sincrónico o para su posterior revisión.
Gestión de la comunicación y la información
Las primeras acciones hacia la construcción y organización del modelo ERE estuvieron
relacionadas con la gestión de la comunicación y la información. Para la toma de decisiones y
derivaciones iniciales del modelo de ERE adoptado, se creó un Foro Consultivo Permanente
(FPC) en la plataforma Padlet con la participación de los docentes de la institución educativa.
Con el uso de la herramienta WhatsApp se crearon grupos y listas de comunicación
rápida (Gráfico 1). Según Tondo y Silva (2016), WhatsApp es una de las herramientas más
utilizadas en los smartphones, llegando al 55% de la población brasileña. La interfaz accesible
y atractiva, así como la diversidad de recursos de comunicación pida, como el envío de texto,
imágenes, audio, enlaces, además de la facilidad de acceso a través de cualquier lugar y medio
(versiones web viles y de escritorio) contribuyen a su popularización. En una encuesta
anterior realizada con los estudiantes de IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, se
identificó que el 99,5% de ellos utiliza la aplicación. Por esta razón, se creó la estructura para
la comunicación instantánea con WhatsApp como herramienta principal. Los grupos sirvieron
de apoyo para el envío rápido de información, el intercambio de ideas o la resolución de dudas.
Y las listas, solo para el envío de avisos e información.
Enfrentamiento pedagógico durante la pandemia del COVID-19: Relato de experiencia de IFSULDEMINAS Campus Muzambinho
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Cuadro 1 Estructura de la comunicación rápida a través de WhatsApp
Breve descripción
Grupo de Coordinadores de Curso y equipo pedagógico de la escuela.
Grupo de profesores y padrinos de cada clase. Esta es una acción que ya existía
en el contexto presencial. Estos profesores actúan como mediadores en sus
clases y cierran la brecha entre la gestión pedagógica y los estudiantes.
Grupo de discusión con alumnos por clase. Dentro de los grupos/clases también
hay padrinos/madrinas, profesores, líder de clase, así como el alumno mediador
virtual de la clase. Algunos grupos ya existían en el momento del momento
presencial. Otros se han creado para apoyar el aprendizaje remoto de
emergencia.
Grupo de discusión con líderes de clase, miembros de Centros Académicos y
Deportivos.
Grupo de alumnos que actúan como mediadores, uno por clase. Este grupo
formaba parte de un proyecto que se creó específicamente para atender la
enseñanza remota de emergencia. También forman parte de este grupo los
miembros del equipo de apoyo pedagógico de la escuela.
Lista para envío de noticias, avisos sobre reuniones, etc.
Lista para envío de noticias, avisos sobre reuniones, etc.
Fuente: Elaborado por los autores
Se creó un hotsite para que toda la comunidad escolar y los actores externos pudieran
encontrar información sobre las acciones de la escuela durante el ERE y sobre la pandemia en
(Figura 3). Los hotsites también son conocidos como mini o microsites, caracterizados por
tener pocas páginas, con atractivo visual, especializados en eventos con poco tiempo en la web
(GODINHO, 2010). Aunque se utilizan ampliamente para campañas de marketing y promoción
para empresas, también se pueden aplicar en el contexto educativo.
Figura 3 Hotsite para apoyar acciones contra el nuevo Coronavirus
Fuente: Elaborado por los autores / Pie de foto: Acciones de Campus contra el coronavirus
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Con el fin de apoyar la difusión de información oficial relacionada con los procesos
acamicos (cierre patronal, renovación de matrículas, horarios de clases, funcionamiento de
los sectores escolares durante la pandemia, entre otra información específica sobre el ERE), se
pusieron a disposición noticias específicas en el EVA.
Regulación y orientación
Todo el proceso de realización del ERE se basó en la normativa emitida por el
Ministerio de Educación, instructivos normativos y programas construidos especialmente para
el ERE de tal manera que la sustitución de las clases presenciales por actividades a distancia
permitió no cancelar el calendario académico, sin reponer días lectivos y, más que eso,
garantizó el derecho fundamental del estudiante a tener acceso a la educación.
La orientación para el desarrollo y producción de materiales y contenidos digitales por
parte de los docentes fue apoyada por un programa de educación continua de la junta de
desarrollo educativo, que ofrectalleres sobre los siguientes temas: aprendizaje combinado,
herramientas web, estrategias activas, reuniones sincrónicas en Google Meet y entorno virtual
de aprendizaje Moodle para docentes.
Además, también se elabo de manera colaborativa una guía resumen de buenas
prácticas pedagógicas para el ERE, que recog diversa información necesaria para una
adecuada labor docente, tales como: cómo construir el plan de enseñanza del ERE; adecuación
de los programas de estudio de las disciplinas; estrategias metodológicas; entorno virtual de
aprendizaje; comunicación y envío de notificaciones a los estudiantes; seguimiento de las
acciones de los estudiantes; estrategias de evaluación; las mejores prácticas para grabar y poner
a disposición las lecciones en vídeo; registros de asistencia; necesidades educativas especiales;
y la creación o reutilización de Recursos Educativos Abiertos (REAs).
Seguimiento de la permanencia y el éxito de los estudiantes
El apoyo pedagógico a los estudiantes estuvo a cargo de profesionales vinculados a la
Coordinación General de Educación (CGE) y al Sector de Orientación Educativa (SOE), como
pedagogo, psicólogo/psicopedagogo, estudiantes asistentes, secretarios de curso y docentes
involucrados en temas administrativo-pedagógicos. De hecho, estos sectores y empleados
tuvieron que reinventarse para ajustar las rutinas de trabajo o crear acciones de apoyo a
estudiantes y profesores durante el ERE. La empresa estatal, en general, se encargaba de (i)
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monitorear el rendimiento y desarrollo académico de los estudiantes; (ii) subvencionar acciones
de intervención pedagógica en cursos y clases; (iii) realizar el seguimiento académico de los
estudiantes con base en el sistema académico digital en uso, especialmente en lo que se refiere
a calificaciones, asistencia y conducta en el espacio escolar; (iv) contribuir a las acciones de
inclusión promovidas por el Centro de Atención a Personas con Necesidades Especiales
(NAPNE); y (v) gestionar la información relacionada con la vida académica de los estudiantes,
con el fin de favorecer la relación familia-escuela.
La Coordinación General de Asistencia a Estudiantes (CGAE) se encargó de orquestar
los trámites relacionados con la ayuda a internet urbana y rural, promover acciones relacionadas
con el bienestar y la salud de los estudiantes, y apoyar las vías para superar los problemas
relacionados con la falta de acceso o seguimiento de los estudiantes. También se realizaron
actividades para fomentar el Deporte, el Ocio, la Cultura y las Artes, adecuadas al contexto
virtual. Por ejemplo, el proyecto "Jueves Cultural", que ya era un evento tradicional en la
institución, que siempre se realizaba el último jueves de cada mes y que buscaba valorizar la
cultura brasileña, así como el desarrollo de un perfil cultural e innovador del estudiante. La
versión adaptada a los tiempos de la pandemia, vía live en la red social Facebook, se denominó
"Jueves Cultural Virtual (JCV)", y fue un caso de éxito que transformó la forma de interacción
entre la escuela, la dirección, los docentes, los estudiantes y la comunidad externa durante la
pandemia.
La institución también buscó desarrollar acciones virtuales para apoyar el sufrimiento
psicológico experimentado por estudiantes y empleados. Las intervenciones psicológicas para
apoyar a los estudiantes desempeñan un papel central a la hora de hacer frente a las
implicaciones para la salud mental de la pandemia del nuevo coronavirus (SCHMIDT et al.,
2020). El Sector de Psicología buscó adaptarse a la realidad del momento y ofrec a la
comunidad interna un servicio de escucha terapéutica durante el periodo de clases a distancia,
así como círculos virtuales de conversación sobre salud mental. Los servicios a través de
Google Meet tenían como objetivo dar la bienvenida a aquellos estudiantes que estaban
experimentando dificultades emocionales relacionadas con la pandemia.
Se instituyó un programa de becas llamado Virtual Student Mediator. Entre los objetivos
de este programa, se destacaron: (i) cooperar en el servicio y orientación a los estudiantes,
buscando su adaptación y mayor integración e interacción en la plataforma virtual para apoyar
las actividades de enseñanza a distancia; (ii) ayudar a los estudiantes en la realización de las
actividades propuestas por los docentes en la plataforma virtual, siempre que sea compatible
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con su grado de conocimiento y experiencia; y (iii) colaborar con los docentes en la
identificación de mejoras en la ejecución del proceso de enseñanza, proponiendo medidas o
recursos alternativos a implementar en la plataforma virtual. En este sentido, se adoptó una
rutina de monitoreo y monitoreo del acceso de los estudiantes a la plataforma institucional
Moodle, basada en los colores del semáforo (verde, amarillo y rojo). El color verde se asigna a
los estudiantes con acceso regular (3 o más accesos por semana); se consideró el amarillo para
los estudiantes con acceso irregular (más de 7 días sin acceso) y el rojo para los que no tenían
acceso (más de 20 días sin acceso) (Figura 4).
Figura 4 Seguimiento detallado del rendimiento de los estudiantes
Fuente: Elaborado por los autores. Los nombres de los estudiantes han sido borrados intencionalmente
Para garantizar el acceso a Internet por parte de los estudiantes, se creó una logística
para enviar computadoras portátiles a los estudiantes que lo solicitaban. Esta acción contó con
el apoyo del sector de enfermería, que definió protocolos de salud e higiene para la seguridad
de los involucrados en la entrega y recepción de los materiales prestados.
Finalmente, se generó un cuestionario mediante la herramienta Google Forms para
identificar las experiencias de los estudiantes durante el período de pandemia. El cuestionario
estaba dirigido a todos los alumnos, profesores, padres/tutores y TAE de los cursos presenciales
del Campus. A través de esta herramienta se observó la confianza en el manejo de crisis y la
experiencia subjetiva en cuanto a la participación de los estudiantes en actividades de enseñanza
a distancia.
Resultados y debates: lecciones aprendidas y acciones futuras
No era la primera vez que las escuelas de todo el mundo estaban cerradas y, más n,
impactadas por las crisis. Quizás la gran diferencia educativa para la crisis pedagógica
provocada por el COVID-19 ha sido el momento tecnológico actual caracterizado por la amplia
difusión y popularización de las Tecnologías de la Información y la Comunicación (TIC), el
uso de internet y los teléfonos celulares. Desde esta perspectiva, era imposible no pensar en una
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solución que no hiciera uso de los recursos digitales para garantizar la continuidad de la
enseñanza en IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho.
Toda la motivación y dirección para la reestructuración de las actividades pedagógicas
y el desplazamiento al entorno virtual se dio concomitantemente con la imposibilidad de las
clases presenciales, y en tan solo una semana de suspensión de las actividades escolares. Para
ello, se consideró, incluso en un escenario pandémico desfavorable desconocido para todos,
una gran oportunidad para valorar los principios rectores, que en el momento prepandémico ya
subvencionaban las discusiones de esta comunidad escolar (DE SOUZA; FASSBINDER;
MARIA, 2021; DE SOUZA; SILVA; COIMBRA, 2018), Sin embargo, por numerosas razones
seguían encontrando resistencias y dificultades para su aplicación, a saber: i) ver el horizonte
de la relación alumno-profesor mucho más allá de los contenidos; ii) aprovechar el potencial de
la ERE con una mejor comprensión, uso y aplicación de las herramientas digitales; (iii) valorar
los aspectos socioafectivos -habilidades blandas- en las clases virtuales; iv) dar prioridad a la
"evaluación para el aprendizaje" en lugar de la "evaluación del aprendizaje" por sola; (v)
Mantener y fortalecer la interrelación alumno-profesor/escuela-familia.
En este sentido, hace casi tres años fue necesario reajustar e incluso resignificar la rutina
escolar a la nueva realidad a largo plazo que se instituiría, con el fin de garantizar la continuidad
de los estudios con calidad, y mitigar en la medida de lo posible los riesgos generados por la
distancia física entre la escuela, docentes y estudiantes, entre ellos: (i) reorganización del
tiempo y los espacios, (ii) uso y acceso a las tecnologías virtuales, y (iii) adaptación de la
organización del trabajo de los equipos pedagógicos y administrativos.
Buscando una mayor aproximación, identidad y adhesión de alumnos y educadores a la
nueva propuesta pedagógica de enseñanza, encontramos en la imagen del grano de café,
principal producto comercial de la región sur de Minas Gerais, una forma creativa de organizar
visualmente los procedimientos organizativos que comenzaron a adoptarse durante la pandemia
de COVID-19. Se conside que la identidad regional del café facilitó la rapidez para la
implementación de la nueva propuesta de enseñanza debido al vínculo afectivo y representativo
que este grano tiene con el territorio en el que se inserta el Campus Muzambinho.
Desde el punto de vista de la gestión de la información, Ferraretto y Morgado (2020)
indicaron que la pandemia de COVID-19 no podría superarse sin una planificación estratégica
para la propia crisis y para la comunicación durante la misma. En abril de 2020, después de 1
mes de ERE en IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, se realizó una reunión sincrónica
en Google Meet con los Profesores y Personal cnico-Administrativo en Educación (TAEs)
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para abordar los argumentos generados en el FPC en la plataforma Padlet (Figura 5). Dicho
foro fortaleció los principios dialógicos y participativos relacionados con la gestión escolar
democrática (VAUTHIER, 2019). Además, desde este foro se dio el detonante para discusiones
sobre qué camino tomar, si suspender las clases o las actividades remotas, aclaraciones sobre
el programa de aprendizaje en el "grano de café", pros y contras del ERE y comprensión de la
materia legislativa que sustentaba la actividad remota.
Gráfico 5 Padlet del Foro Consultivo y Permanente
Fuente: Elaborado por los autores
Fundamentalmente, se habló de la suspensión o continuación del ERE. A partir de este
disparador, se expusieron algunos informes en la plataforma del foro:
Estoy a favor de la continuidad de las actividades remotas.... De esta manera,
podremos desarrollar otras habilidades en los alumnos. Otro punto
importante, y que no podemos disociar de la educación, es la salud mental de
nuestros alumnos, ¿imanate si esto se extiende hasta septiembre? ¿Nuestros
alumnos se quedarán sin actividades? Una sugerencia sería la intervención
periódica de carácter lúdico/psicoterautico/cultural, entre otras, que
formarían parte de este momento. ... Podremos cosechar buenos resultados
en la formación de nuestros alumnos.
Debido a la rutina de monitoreo y monitoreo del acceso de los estudiantes a la
plataforma institucional Moodle, es importante destacar que esta rutina de monitoreo subsid
acciones que privilegiaron a aquellos estudiantes que se encontraban en la situación roja y
amarilla. Este entorno también permitió verificar el número de accesos en un intervalo de
tiempo, las fechas de los accesos, las actividades realizadas, así como otra información. Además
del análisis de la plataforma, el equipo estableció contactos telefónicos y de correo electrónico
con estudiantes con estatus de "acceso irregular" o "sin acceso".
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En cuanto al monitoreo del acceso de los estudiantes al EVA, se identificó que, en los
dos años, un promedio de 73,6% accede diariamente a la plataforma; el 24,3% accedió
semanalmente; mientras que el 2,1% reportó tener dificultades para acceder regularmente,
debido a la falta de tiempo causada por temas económicos, crisis de ansiedad, trabajo, dificultad
en la gestión del tiempo, entre otros temas personales causados por la pandemia.
En cuanto al cuestionario generado por la herramienta Google Forms, en la figura 6 se
muestra la distribución de las personas de la comunidad escolar que respondieron al
cuestionario. Es interesante notar que los encuestados representan significativamente a la
comunidad en su conjunto.
Figura 6 Distribución de la comunidad escolar que respondió al cuestionario
Fuente: Elaborado por los autores
Desde la perspectiva de los gestores escolares, la valoración por pares de la gestión de
la crisis generada por la pandemia y, sobre todo, de la confianza que la comunidad escolar
depositó en los responsables de la toma de decisiones fue un dato importante que también
mostró que el camino emprendido iba en la dirección correcta. Frente a la afirmación: "Confío
en las decisiones tomadas y en la capacidad pedagógica de afrontamiento instituida por la
dirección de la escuela de IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho", la gran mayoría de los
encuestados (85,4%) estuvo de acuerdo o muy de acuerdo (Figura 7).
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Gráfico 7 Confianza en la gestión de crisis
Fuente: Elaborado por los autores
En cuanto a la experiencia de participación en actividades de enseñanza a distancia, la
mayoría de los encuestados (77,1%) calificó una puntuación superior a 6 en una escala de 1 a
10 (Figura 8).
Figura 8 ¿Cómo fue su experiencia en las actividades de enseñanza a distancia?
Fonte: Elaborado pelos autores
Además de los resultados presentados anteriormente, otras evidencias que favorecen la
comprensión del éxito en la implementación del modelo ERE adoptado en IFSULDEMINAS -
Campus Muzambinho son los indicadores de desercn escolar e índice de eficiencia académica
(IEA) publicados en la Plataforma Nilo Peçanha (PNP). El PNP es un entorno virtual para la
recopilación, validación y difusión de las estadísticas oficiales de la Red Federal de Educación
Profesional, Científica y Tecnológica (Rede Federal)
4
. En los dos años de pandemia, el
porcentaje de abandono en IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho fue de alrededor del 10%.
A modo de comparación, en 2018, antes de la pandemia, la tasa de abandono escolar superaba
4
Disponible en: https://www.gov.br/mec/pt-br/pnp.
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el 50%. En cuanto a la AIE, en el periodo de pandemia, obtuvimos un porcentaje superior al
75%, muy superior al rango más alto que la Red Federal considera de mayor calidad (>56,48%).
Consideraciones finales
En este artículo, relatamos la experiencia de IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho
con el mantenimiento de la enseñanza, a través del uso de las TIC, durante el período de
aislamiento social debido a la pandemia de COVID-19. Además de las acciones generales de
apoyo a la gestión escolar en este contexto, se presentó un modelo de ERE que se constru y
aplicó desde marzo de 2020 hasta diciembre de 2021, cuando se suspendieron las clases
presenciales en la institución. El calendario académico no se suspendió y las actividades
remotas se contabilizaron como carga horaria y días lectivos durante la duración de las
actividades remotas. Por lo tanto, no hubo reposicn de días escolares en la institución,
evitando retrabajos, interrupción del calendario académico y, especialmente, la finalización de
los estudiantes y la continuidad de su vida acamica o profesional.
En general, los propios profesores aprendieron, en la práctica, o en el estilo de aprender
haciendo, especialmente con la identificación y comprensión de herramientas que pudieran
involucrar a los estudiantes y minimizar los efectos de la ausencia de interacción social cara a
cara. Google Meet fue el principal medio utilizado para las clases sincrónicas. Otros informes
positivos fueron: el uso de lecciones cortas en video (alrededor de 15 minutos o menos) y
objetivas (videos personales, grabados en la herramienta OBS y editados con recursos que
hacen que el video sea s atractivo y dinámico); participación de profesores, expertos e
invitados en actividades sincrónicas para conversar sobre los temas tratados; la evaluación en
plataformas como Socrative, Padlet, Mentimeter y Edpuzzle tuvo buenos resultados y buenas
recomendaciones por parte de los estudiantes; Los estudiantes también recomendaron el uso de
estrategias más lúdicas que fomentaran la creatividad y la colaboración, como mapas mentales
para fijar contenidos, crear videos, podcasts y modelos sobre ciertos temas.
Esperamos que en los próximos pasos se profundice cada vez más en la formación
continua de los docentes con un enfoque en el design de lecciones basadas en estrategias activas,
aprendizaje significativo, evaluación para el aprendizaje y aprendizaje combinado. También se
necesitan investigaciones futuras para dilucidar mejor el impacto a largo plazo de la educación
de los estudiantes durante la pandemia de COVID-19.
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Concluimos este artículo destacando que el modelo de enseñanza remota propuesto
favorece ajustes permanentes surgidos de diálogos con la comunidad académica y experiencias
reales. Además, se destaca que los informes positivos ya alcanzados se deben a la implicación
entrelazada de los aspectos pedagógicos, humanos y TIC como aliados. Es necesario
comprender los contextos de los estudiantes y proponer alternativas de participación y
presentación adaptada de actividades/ejercicios siempre que sea posible. Ciertamente, esta
experiencia dejará profundas cicatrices pedagógicas, administrativas y vitales, cuyo aprendizaje
pretendemos aplicar en un contexto de "nueva normalidad", pero una "nueva normalidad,
realmente nueva".
REFERENCIAS
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Atenei Parmensis, v. 91, n. 1, p. 157-160, mar. 2020. Disponible en:
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curricular do ensino técnico integrado ao ensino médio no IFSULDEMINAS - Campus
Muzambinho. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, v. 16, n. 4, p. 2791-
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DE SOUZA, R. A.; SILVA, G. C.; COIMBRA, M. B. B. Construção colaborativa para a
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Computação, Universidade de São Paulo, São Carlos, 2018. Disponible en:
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/55/55134/tde-23102018-
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Renato Aparecido DE SOUZA; Aracele Garcia de Oliveira FASSBINDER y Hugo Baldan JUNIOR
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023159, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17948 19
CRediT Author Statement
Reconocimientos: Queremos agradecer a toda la comunidad docente, cnicos
administrativos en educación y estudiantes de IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho,
así como a los padres, familiares y amigos, que contribuyeron directa e indirectamente a la
conclusión de este trabajo.
Financiación: Agradecemos el apoyo otorgado por el Instituto Federal de Educación,
Ciencia y Tecnología del Sur de Minas Gerais IFSULDEMINAS (reembolso de la tasa de
publicación).
Conflictos de intereses: Ninguno.
Aprobación ética: El trabajo respeta los principios éticos de la investigación. No hubo
necesidad de someterse al comité de ética.
Disponibilidad de datos y material: Los resultados cuantitativos se guardan en el
formulario de búsqueda de Google.
Contribuciones de los autores: Renato Aparecido de Souza participó en la construcción
y formateo de este estudio. El aporte fue toda la idealización, concepción, búsqueda y
organización de la evidencia científica utilizada, desarrollo y revisión textual y alisis de
datos. Aracele Garcia de Oliveira Fassbinder participó en la revisión textual, elaboración
de formularios para la generación de resultados, análisis de datos e inserción de referencias
bibliográficas que enriquecieron el texto. Hugo Baldan Junior participó en la revisión
textual, análisis de los resultados y organización general del manuscrito.
Procesamiento y edición: Editora Iberoamericana de Educación - EIAE.
Corrección, formateo, normalización y traducción.
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023159, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17948 1
PEDAGOGICAL SUPPORTING DURING THE COVID-19 PANDEMIC:
EXPERIENCE REPORT FROM IFSULDEMINAS MUZAMBINHO CAMPUS
ENFRENTAMENTO PEDAGÓGICO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19:
RELATO DE EXPERIÊNCIA DO IFSULDEMINAS - CAMPUS MUZAMBINHO
ENFRENTAMIENTO PEDAGÓGICO DURANTE LA PANDEMIA DEL COVID-19:
RELATO DE EXPERIENCIA DE IFSULDEMINAS CAMPUS MUZAMBINHO
Renato Aparecido DE SOUZA1
e-mail: renato.souza@muz.ifsuldeminas.edu.br
Aracele Garcia de Oliveira FASSBINDER2
e-mail: aracele.garcia@muz.ifsuldeminas.edu.br
Hugo Baldan JUNIOR3
e-mail: hugo.baldan@muz.ifsuldeminas.edu.br
How to reference this article:
DE SOUZA, R. A.; FASSBINDER, A. G. de O.; JUNIOR, H. B.
Pedagogical Supporting during the COVID-19 pandemic:
Experience report from IFSULDEMINAS Muzambinho Campus.
Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara,
v. 18, n. 00, e023159, 2023. e-ISSN: 1982-5587. DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17948
| Submitted: 04/04/2023
| Revisions required: 16/05/2023
| Approved: 29/06/2023
| Published: 27/12/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Federal Institute of Education, Science and Technology of the South of Minas Gerais (IFSULDEMINAS),
Muzambinho MG Brazil. General Director. PhD in Biomedical Engineering (UNIVAP).
2
Federal Institute of Education, Science and Technology of the South of Minas Gerais (IFSULDEMINAS),
Muzambinho MG Brazil. Director of Educational Development. PhD in Computer Science and Computational
Mathematics (USP).
3
Federal Institute of Education, Science and Technology of the South of Minas Gerais (IFSULDEMINAS),
Muzambinho MG Brazil. Director of Education. PhD in Sciences (UNIFRAN).
Pedagogical Supporting during the COVID-19 pandemic: Experience report from IFSULDEMINAS Muzambinho Campus
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023159, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17948 2
ABSTRACT: This article aimed to describe the experience of one pedagogical supporting during
COVID-19 pandemic, from the perspective of school managers at IFSULDEMINAS - Muzambinho
Campus. The Education Design Research (EDR) methodological approach was used due to (i)
modeling of the proposal; (ii) communication and information management; (iii) regulation and
guidance; and (iv) monitoring the permanence and success of students. The study took place during
the 2020 and 2021 school years. As a result, it was observed that the proposed model favored the
positive reports achieved, which are due to the intertwined involvement of the pedagogical, human
and Information and Communication Technologies (ICT) aspects. This experience will surely leave
deep pedagogical, administrative and life scars. We intend to apply all pandemic learning in a
context of "new normal", but a "new normal, really new".
KEYWORDS: Pandemic. Hybrid teaching. Communication and information technologies.
Flexible Learning. Emergency remote teaching.
RESUMO: O presente artigo objetivou descrever a experiência pedagógica de enfrentamento à
COVID-19, na perspectiva dos gestores escolares do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho. Foi
apresentada a proposta de ensino remoto emergencial denominada aprendizagem no “grão de
café”. Utilizou-se a abordagem metodológica Education Design Research (EDR) em função da (i)
modelagem da proposta; (ii) gestão da comunicação e da informação; (iii) regulamentação e
orientação; e (iv) acompanhamento da permanência e êxito dos estudantes. O estudo ocorreu
durante os anos letivos de 2020 e 2021. Como resultados, observou-se que o modelo proposto
privilegiou os relatos positivos alcançados, os quais se devem ao envolvimento entrelaçado dos
aspectos pedagógicos, humanos e das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC).
Seguramente essa experiência deixará profundas cicatrizes pedagógicas, administrativas e de vida.
Todo aprendizado pandêmico pretendemos aplicar em um contexto de "novo normal", mas um
"novo normal, realmente novo".
PALAVRAS-CHAVE: Pandemia. Ensino híbrido. Tecnologias da comunicação e informação.
Aprendizagem Flexível. Ensino remoto emergencial.
RESUMEN: Este artículo tuvo como objetivo describir la experiencia pedagógica de
enfrentamiento a la COVID-19, en la perspectiva de los gestores escolares del IFSULDEMINAS -
Campus Muzambinho. Se presentó la propuesta de enseñanza a distancia de emergencia
denominada “aprendizaje en grano de café”. Se utilizó el enfoque metodológico de Education
Design Research (EDR) debido a (i) el modelado de la propuesta; (ii) gestión de la comunicación
y la información; (iii) regulación y orientación; y (iv) monitorear la permanencia y el éxito de los
estudiantes. El estudio se llevó a cabo durante los años escolares 2020 y 2021. Como resultado, se
obserque el modelo propuesto favoreció los reportes positivos logrados, los cuales se deben al
involucramiento entrelazado de los aspectos pedagógico, humano y de las Tecnologías de la
Información y la Comunicación (TIC). Esta experiencia seguramente dejaprofundas cicatrices
pedagógicas, administrativas y de vida. Todo el aprendizaje de la pandemia pretendemos aplicarlo
en un contexto de “nueva normalidad”, pero una “nueva normalidad, realmente nueva”.
PALABRAS CLAVE: Pandemia. Enseñanza híbrida. Tecnologías de la comunicación y la
información. Aprendizaje flexible. Enseñanza remota de emergencia.
Renato Aparecido DE SOUZA; Aracele Garcia de Oliveira FASSBINDER and Hugo Baldan JUNIOR
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023159, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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Introduction
On March 17, 2020, with the aim of reducing the transmission of the new coronavirus
(SARS-CoV-2) that causes COVID-19, following current guidelines from Brazilian health
authorities and after discussion with the crisis committee team To combat COVID-19 in the
municipality of Muzambinho/MG, face-to-face classes at the Federal Institute of Education,
Science and Technology of the South of Minas Gerais - IFSULDEMINAS - Campus
Muzambinho were suspended indefinitely.
The suspension of face-to-face classes was certainly among the most consistently
applied health interventions to combat COVID-19 by world political leaders. Although, at that
time, scientific information about the virus was limited, decision-making was guided by
evidence of other respiratory viruses, such as influenza, and the alarming pandemic situation
declared by the World Health Organization (WHO) (CUCINOTTA; VANELLI, 2020). By mid-
April 2020, 192 countries had already closed schools, affecting more than 90% of students
worldwide (almost 1.6 billion students) (UNESCO, 2020).
In an unprecedented way in the health sector, a true scientific race was launched in
search of therapeutic solutions to control the disease. Projections of the transmission dynamics
of SARS-CoV-2 when using estimates from time series to inform a contamination model
indicated that prolonged or intermittent social distancing could be necessary until 2022
(KISSLER et al., 2020). In reality, from a school perspective, although the transmission of
SARS-CoV-2 is controlled according to mathematical projections, the educational
consequences of the pandemic still persist today and will do so for a period unlikely to be
revealed by statistics.
According to the “history of the present time”, an expression coined by the authors Silva
and Ciavatta (2022), the results resulting from the school years without face-to-face
interactivity at school and the full dependence on the use of technologies led to the worsening
of situations of social exclusion and helplessness experienced by students, teachers and
managers. Certainly, this reflection on student learning is the result of institutional coping
strategies already adopted, integrated into each life story of the agents involved in the school
routine.
Looking to the past is essential for building a future that finds the school environment a
pillar for definitively overcoming the COVID-19 pandemic. In this sense, the management team
of IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho literally focused on a deep, dynamic and rapid
appropriation of the only possibility of maintaining school support and continuing the training
Pedagogical Supporting during the COVID-19 pandemic: Experience report from IFSULDEMINAS Muzambinho Campus
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of its students, that is, Remote Education in Emergency Situations (ERE) (HODGES et al.,
2020). In the context of ERE, evidence demonstrates the need to plan remote teaching in a
broader temporal perspective. ERE's past experiences still suggest that we establish possible
scenarios and promote, with flexibility, the replanning of the previously constructed annual
calendar (HARRIS; LARSEN, 2018).
A pedagogical proposal called coffee bean” learning was devised, which was
conceived in memory of the main local productive arrangement in the South of Minas Gerais,
coffee, and to present the way found to make students’ training itinerary more flexible during
the exceptional period we have due to the COVID-19 pandemic. This proposal was the result
of the collective evaluation and participation of the school community. Likewise, it included
alternatives for those students who had difficulties accessing the available education, as well as
incorporating ways to remedy students' learning deficits that, for various reasons, could have
occurred during the period of remote activities. More than a closed, imposing guideline,
openness was allowed, an invitation to reflection, planning, boldness and thinking outside the
box (responsibly) throughout the journey.
Inserted in this context, this study appears, which aimed to describe the educational
experience of facing COVID-19, from the perspective of school managers who directed and
structured all processes of creation, adaptation and adoption of remote teaching activities from
March 2020 to December 2021. Finally, the results of this experience are presented based on
the main decision-making: (i) modeling of the proposal; (ii) communication and information
management; (iii) regulation and guidance; and (iv) monitoring student retention and success.
Methodological design
This is an experience report that presents a pedagogical proposal to combat COVID-19,
developed during the years 2020 and 2021, involving all face-to-face courses at
IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, and supported by the idea of ERE (HODGES et al.,
2020), which highlights the flexibility, mixing and sharing of spaces, times, activities,
materials, techniques, and technologies that make up this alternative teaching-learning offering.
From a methodological perspective, this article used an approach centered on Education
Design Research (EDR) (Figure 1). This research method involves a systematic analysis, design
and evaluation of interventions with the aim of generating evidence-based solutions to complex
problems in educational practice, and with the aim of advancing the knowledge of the
community involved about the characteristics of these interventions. Furthermore, in this
Renato Aparecido DE SOUZA; Aracele Garcia de Oliveira FASSBINDER and Hugo Baldan JUNIOR
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approach it is possible to establish an interactive and iterative process, composed of the
following general phases: identification of the context and analysis of the problem (analysis
and exploration); development and refinement of interventions (design and construction);
continuous assessment, reflection and learning considering all phases (evaluation); final
theorization through lessons learned, description of principles, artifacts, among others
(implementation and dissemination) (FASSBINDER, 2018).
Figure 1 Education Design Research generic model
Source: Translated from McKenney and Reeves (2012)
Proposal modeling: the “coffee bean” learning program
The pedagogical proposal of the experience reported here was called coffee bean”
learning. Fundamentally, the proposal integrated remote school activities (B) occupying most
of the semesters (during and post-COVID-19) and in-person school activities (A) that occurred
when the return to the face-to-face educational routine was allowed (Figure 2).
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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17948 6
Figure 2 Learning on the Coffee Bean
Source: Prepared by the authors
The central region of the coffee bean (A): represents in-person activities, which were
the link with the remote activities of the semester. When the pedagogical model was designed,
it was not known when these activities could take place and, in practice, they took up the least
part of the semester, due to social distancing itself. At the beginning of each ERE semester,
teachers listed the practical essence of their curricular units and what could be better explored
in person was called the core of the discipline - the core. Therefore, if there were sanitary
conditions for face-to-face activities, the subjects would already have an organized and
systematized itinerary for practical activities (laboratory or field) with alternating students and
in hypothetical weeks of classes. This organization also took into account activities to improve
possible learning deficits, which, for various reasons, could have occurred during remote
activities.
Due to the worsening of the pandemic, face-to-face classes ended up not taking place in
2020 and the contents listed in the core of the curricular units were also developed remotely.
For 2021, the model guarantees 2 to 10 weeks per semester, depending on the particularities of
the courses and always depending on health possibilities.
The peripheral regions of the coffee bean (B): represented remote activities, which
occupied most of the academic semester. In practical terms, teachers organized the contents of
the curricular units in the Virtual Learning Environment (VLE), using the various possibilities
offered by digital information and communication technologies. The VLE used is an instance
of Moodle, which already existed to support the virtual activities of face-to-face courses and,
for ERE, underwent improvements (inclusion of access analysis plugins, attendance
Renato Aparecido DE SOUZA; Aracele Garcia de Oliveira FASSBINDER and Hugo Baldan JUNIOR
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verification, gamification, among others. Remote activities developed were defined as: (i)
asynchronous, in time and space: activities carried out in virtual environments, such as:
recorded video classes; training activities, forums, questionnaires, readings, among others; (ii)
synchronous: mediated online service by the teacher and simultaneous transmission, such as
web conferences and chat (chat rooms). Google Meet was adopted for virtual classes and
teachers were suggested to record the classes so that they could also be made available in the
VLE, either for access by those who did not participate in the synchronous moment or for later
review.
Communication and information management
The first actions towards the construction and organization of the ERE model were
related to the management of communication and information. For decision-making and initial
referrals of the adopted ERE model, a Permanent Consultative Forum (FPC) was created on the
Padlet platform with the participation of teachers from the educational institution.
Using the WhatsApp tool, quick communication groups and lists were created (Table
1). According to Tondo e Silva (2016), WhatsApp It is one of the most used tools on
smartphones, reaching 55% of the Brazilian population. The accessible and attractive interface,
as well as the diversity of quick communication resources, such as sending text, pictures, audio,
links, in addition to the ease of access through any place and medium (mobile and desktop web
versions) contribute to its popularization. In a preliminary investigation carried out with
students at IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, it was identified that 99.5% of them use
the application. For this reason, the framework for instant communication was created with
WhatsApp as the main tool. The groups served as support for quickly sending information,
exchanging ideas or resolving doubts. And the lists, only for sending notices and information.
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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17948 8
Table 1 Quick communication structure through WhatsApp
Brief Description
Group of course coordinators and the school’s pedagogical team.
Group of Teachers and Godmothers of each class. This is an action that already
existed in the face-to-face context. These teachers act as mediators in their
classes and form a bridge between pedagogical management and students.
Discussion group with students per class. Within the groups/classes there are
also godfather/godmother teachers, class leader, as well as the student virtual
mediator of the class. Some groups already existed when in person. Others
were created to support emergency remote teaching.
Discussion group with class leaders, members of Academic and Athletic
Centers.
Group of students who act as mediators, one per class. This group was part of a
project that was created specifically to address emergency remote teaching.
Members of the school's pedagogical support team are also part of this group.
List for sending news, meeting notices, etc.
List for sending news, meeting notices, etc.
Source: Prepared by the authors
A hotsite was created so that the entire school community and external stakeholders
could find information about the school's actions during the ERE and about the pandemic itself
(Figure 3). Hotsites are also known as mini or microsites, characterized by having few pages,
with visual appeal, specialized in events with a short time spent on the web (GODINHO, 2010).
Although widely used for marketing and promotional campaigns for companies, they can also
be applied in the educational context.
Figure 3 Hotsite to support actions against the new Coronavirus
Source: Prepared by the authors
With the aim of supporting the dissemination of official information related to academic
processes (lockdown, registration renewal, class schedules, operation of school sectors during
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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17948 9
the pandemic period, among other specific information about the ERE), specific news was made
available on the AVA.
Regulation and guidance
The entire process of conducting the ERE was based on regulations issued by the
Ministry of Education, normative instructions and programs built especially for the ERE in such
a way that the replacement of face-to-face classes with remote activities made it possible to not
cancel the academic calendar, without replacing days and, more than that, it guaranteed the
student's fundamental right to have access to education.
Guidance for the development and production of digital materials and content by
teachers was supported within a continuing training program by the educational development
department, which offered workshops on the topics: hybrid teaching, web tools, active
strategies, synchronous meetings on Google Meet and Moodle virtual learning environment for
teachers.
Additionally, a summary guide of good pedagogical practices for ERE was also
developed collaboratively, which brought together various information necessary for adequate
teaching work, such as: how to construct the teaching plan for ERE; adequacy of subject
programs; methodological strategies; virtual learning environment; communication and
sending notification to students; monitoring students' actions; assessment strategies; good
practices for recording and making video classes available; attendance records; special
educational needs; and creation or reuse of Open Educational Resources (OERs).
Monitoring student retention and success
Pedagogical support for students was provided by professionals linked to the General
Education Coordination (CGE) and Educational Guidance Sector (SOE), such as pedagogues,
psychologists/pedagogues, student assistants, course secretaries and teachers involved with
administrative issues. In fact, these sectors and employees had to reinvent themselves to adjust
work routines or create actions to support students and teachers during the ERE. The SOE, in
general, was responsible for (i) monitoring the academic performance and development of
students; (ii) subsidize pedagogical intervention actions in courses and classes; (iii) carry out
academic monitoring of students using the digital academic system in use, mainly with regard
to grades, attendance and conduct in the school space; (iv) contribute to inclusion actions
Pedagogical Supporting during the COVID-19 pandemic: Experience report from IFSULDEMINAS Muzambinho Campus
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023159, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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promoted by the Center for Assistance to People with Special Needs (NAPNE); and (v) manage
information relating to students' academic lives, in order to promote the family-school
relationship.
The General Coordination of Assistance to Learners (CGAE) was responsible for
orchestrating the procedures linked to urban and rural internet aid, promoting actions linked to
the well-being and health of students, and supporting ways to overcome problems related to the
lack of access or monitoring of students. Activities to encourage Sports, Leisure, Culture and
Arts, suitable for the virtual context, were also carried out. For example, theQuinta Cultural”
project, which was already a traditional event at the institution, which always took place on the
last Thursday of each month and which sought to value Brazilian culture, as well as the
development of a cultural and innovative student profile. The version adapted for the times of
pandemic, via live on the social network Facebook, was called “Virtual Cultural Farm (QCV)”,
and was a success story that transformed the form of interaction between school, management,
teachers, students and the external community during the pandemic.
The institution also sought to develop virtual support actions regarding the
psychological suffering experienced by students and staff. Psychological interventions to
support students play a central role in dealing with the mental health implications of the new
coronavirus pandemic (SCHMIDT et al., 2020). The Psychology Sector sought to adapt to the
current reality and offered the internal community a therapeutic listening service during the
period of remote classes, as well as virtual conversation circles about mental health. Services
via Google Meet aimed to welcome those students who were experiencing emotional difficulties
related to the pandemic.
A scholarship program called Virtual Mediator Student was established. Among the
objectives of this program, the following stood out: (i) cooperate in providing assistance and
guidance to students, aiming for their adaptation and greater integration and interaction on the
virtual platform to support remote teaching activities; (ii) assist students in carrying out the
activities proposed by teachers on the virtual platform, whenever compatible with their level of
knowledge and experience; and (iii) collaborate with teachers in identifying improvements in
the execution of the teaching process, proposing alternative measures or resources to be
implemented on the virtual platform. In this sense, a routine for monitoring and monitoring
student access to the institutional Moodle platform was adopted, based on the traffic light colors
(green, yellow and red). The green color is assigned to students with regular access (3 or more
accesses per week); the yellow color considered for students with irregular access (more than 7
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days without access) and the red color for those without access (more than 20 days without
access) (Figure 4).
Figure 4 - Detailed monitoring of student performance
Source: Prepared by the authors. Student names were intentionally deleted
To guarantee students access to the internet, logistics were created to send laptops to
student applicants. This action was supported by the nursing sector, which defined health and
hygiene protocols for the safety of those involved in the delivery and receipt of loaned materials.
Finally, a questionnaire was generated using the Google Forms tool to identify students'
experiences during the pandemic period. The questionnaire was aimed at all students, teachers,
parents/guardians and TAEs of on-site courses on the Campus. Through this tool, confidence
in crisis management and the subjective experience regarding students' participation in remote
teaching activities were observed.
Results and discussions: lessons learned and future actions
It was not the first time that schools around the world were closed and, even more so,
impacted due to crises. Perhaps the biggest educational difference to the pedagogical crisis
caused by COVID-19 was the current technological moment characterized by the wide
dissemination and popularization of Communication and Information Technologies (ICT), the
use of the internet and cell phones. From this perspective, it was impossible not to think of a
solution that did not make use of digital resources to guarantee the continuity of teaching at
IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho.
All the motivation and direction for restructuring pedagogical activities and moving to
the virtual environment occurred simultaneously with the impossibility of face-to-face classes,
and in just one week of suspension of school activities. To this end, even in an unfavorable
pandemic scenario unknown to everyone, it was considered a great opportunity to value guiding
principles, which pre - pandemic already supported discussions in this school community (DE
SOUZA; FASSBINDER; MARIA, 2021; DE SOUZA; SILVA; COIMBRA, 2018), but which,
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for numerous reasons, still encountered resistance and difficulty in being implemented, namely:
(i) seeing the horizon of the student-teacher relationship far beyond content; (ii) realize the
potential of ERE with a better understanding of the use and application of digital tools; (iii)
value socio-affective aspects - soft skills - in virtual classes; (iv) prioritize “assessment for
learning”, to the detriment of just learning assessment”; (v) maintain and strengthen the
student-teacher/school-family interrelationship.
In this sense, almost three years ago it was necessary to readjust and even re-signify the
school routine to the new long-term reality that would be established, in order to guarantee the
continuity of studies with quality, and mitigate as much as possible the risks generated by the
physical distance between the school, teachers and students, including: (i) reorganization of
times and spaces, (ii) use and access to virtual technologies, and (iii) adaptation of the work
organization of pedagogical and administrative teams.
Seeking a greater approximation, identity and adherence of students and educators to
the new pedagogical teaching proposal, we found in the image of the coffee bean, the main
commercial product in the southern region of Minas Gerais, a creative way of visually
organizing the organizational procedures that have become adopted during the COVID-19
pandemic. It was considered that the regional identity of coffee facilitated the speedy
implementation of the new teaching proposal due to the emotional and representative link that
this bean has with the territory in which the Muzambinho Campus is located.
From an information management point of view, Ferraretto and Morgado (2020)
indicated that the COVID-19 pandemic could not be overcome without strategic planning for
the crisis itself and for communication during the crisis. In April 2020, after 1 month of ERE at
IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, a synchronous meeting was held on Google Meet
with the Teachers and Administrative Technicians in Education (TAEs) to deal with the
arguments generated in the FPC on the Padlet platform (Figure 5). This forum strengthened
dialogical and participatory principles related to democratic school management (VAUTHIER,
2019). Furthermore, this forum gave rise to discussions about which path to take, whether to
suspend classes or remote activities, clarifications about the “coffee beanlearning program,
pros and cons of the ERE and understanding the legislative matter that supported the remote
activity.
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Figure 5 Consultative and Permanent Forum Padlet
Source: Prepared by the authors
Fundamentally, the suspension or continuation of the ERE was discussed. From this
trigger, some reports were exposed on the forum platform:
I am in favor of continuing remote activities.... This way, we will be able to
develop other skills in students. Another important point, which we cannot
dissociate from education, is the mental health of our students, imagine if this
lasts until September? Will our students be left without activities? One
suggestion would be periodic intervention of a
playful/psychotherapeutic/cultural nature, among others, that would be part
of this moment!...we will be able to reap good results in the training of our
students.
Due to the routine monitoring and monitoring of students' access to the institutional
Moodle platform, it is important to highlight that this monitoring routine subsidized actions that
privileged those students who were in the red and yellow status. This environment also allowed
checking the number of accesses within a time interval, access dates, activities carried out, as
well as other information. In addition to analyzing the platform, telephone and email contacts
were established by the team with students with “irregular access” or “no access” status.
Regarding monitoring student access to the AVA, it was identified that over the two
years, on average 73.6% accessed the platform daily; 24.3% accessed it weekly; while 2.1%
reported having difficulty accessing it regularly, due to lack of time caused by economic issues,
anxiety attacks, work, difficulty managing time, among other personal issues caused by the
pandemic.
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As for the questionnaire generated by the Google Forms tool, figure 6 shows the
distribution of people from the school community who responded to the questionnaire. It is
interesting to note that the respondents significantly represent the community as a whole.
Figure 6 Distribution of the school community that responded to the questionnaire
Source: Prepared by the authors
From the perspective of school managers, the peer assessment regarding the
management of the crisis generated by the pandemic and, above all, the trust that the school
community placed in decision makers was important information that also showed that the path
taken was in the right direction. Given the statement: I am confident in the decisions made and
in the pedagogical coping capacity established by the school management of IFSULDEMINAS
- Campus Muzambinho”, the vast majority of respondents (85.4%) agreed or strongly agreed
(Figure 7).
Figure 7 Confidence in crisis management
Source: Prepared by the authors
Regarding the experience with participating in remote teaching activities, the majority
of respondents (77.1%) rated it on a scale of 1 to 10, a score higher than 6 (Figure 8).
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Figure 8 How was your experience with remote teaching activities?
Source: Prepared by the authors
In addition to the results presented previously, other evidence that favors the
understanding of the success in implementing the ERE model adopted at IFSULDEMINAS -
Campus Muzambinho are the dropout rate indicators and academic efficiency index (IEA)
published on the Nilo Peçanha Platform (PNP). The PNP is a virtual environment for collecting,
validating and disseminating official statistics from the Federal Network for Professional,
Scientific and Technological Education (Federal Network)
4
. In the two years of the pandemic,
the dropout rate at IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho was around 10%. By way of
comparison, in 2018 - pre -pandemic, the dropout rate was over 50%. As for the IEA, during
the pandemic period, we obtained a percentage above 75%, well above the highest range that
the Federal Network considers to be of highest quality (>56.48%).
Final remarks
In this article, we report the experience of IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho
with maintaining teaching, through the use of ICT, during the period of social isolation due to
the COVID-19 pandemic. In addition to general actions to support school management in this
context, an ERE model was presented that was built and applied from March 2020 until
December 2021, when face-to-face classes were suspended at the institution. The academic
calendar was not suspended and remote activities were counted as workload and school days
for the duration of remote activities. Therefore, there was no replacement of school days at the
institution, avoiding rework, interruption of the academic calendar and mainly students'
completion and continuity of their academic or professional lives.
4
Available at: https://www.gov.br/mec/pt-br/pnp .
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In general, the teachers themselves learned, in practice, or in the learning style by doing,
especially with the identification and understanding of tools that could engage students and
minimize the effects of the absence of in-person social interaction. Google Meet was the main
means used for synchronous classes. Other positive reports included: use of short video classes
(around 15 minutes or less) and objective (personal videos, recorded using the OBS tool and
edited with resources that make the video more attractive and dynamic); participation of
teachers, experts and guests in synchronous activities to talk about the topics covered;
evaluation on platforms such as Socrative, Padlet, Mentimeter, and Edpuzzle had good results
and good recommendations from students; The use of more playful strategies that encouraged
creativity and collaboration, such as mind maps for fixing content, creating videos, podcasts
and models on certain topics were also recommended by students.
We hope that in the next steps there will be an increasing deepening of continuous
training for teachers with a focus on the design of classes based on active strategies, meaningful
learning, assessment for learning and hybrid teaching. Future research is also needed to better
elucidate the long-term impact of student training during the COVID-19 pandemic.
We conclude this article by highlighting that the proposed remote teaching model favors
permanent adjustments arising from dialogues with the academic community and real
experiences. Furthermore, it is noteworthy that the positive reports already achieved are due to
the intertwined involvement of pedagogical, human aspects and ICT as allies. It is necessary to
understand the students' contexts and propose alternatives for participation and adapted delivery
of activities/exercises whenever possible. Certainly, this experience will leave deep
pedagogical, administrative and life scars, the learning of which we intend to apply in a context
of "new normal", but a "new normal, really new".
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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.17948 19
CRediT Author Statement
Acknowledgments: We would like to thank the entire teaching community, administrative
education technicians and students at IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, as well as
parents, family and friends, who contributed directly and indirectly to the completion of this
work.
Funding: We are grateful for the support granted by the Federal Institute of Education,
Science and Technology of the South of Minas Gerais IFSULDEMINAS (refund of the
publication fee).
Conflicts of interest: None.
Ethical approval: The work respects the ethical principles of research. There was no need
to submit to the ethics committee.
Availability of data and material: Quantitative results are saved in the Google search
form.
Author contributions: Renato Aparecido de Souza participated in the construction and
formatting of this study. The contribution was the entire idealization, conception, search
and organization of the scientific evidence used, development and textual review and data
analysis. Aracele Garcia de Oliveira Fassbinder participated in the textual review,
preparation of forms to generate results, data analysis and insertion of bibliographic
references that enriched the text. Hugo Baldan Junior participated in the textual review,
analysis of results and general organization of the manuscript.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Review, formatting, standardization, and translation.