RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 19, n. 00, e024018, 2024. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v19i00.18027 1
DISTANCIAMENTO SOCIAL EM TEMPOS DE PANDEMIA: IMPACTO NO
COMPORTAMENTO ATIVO E SEDENTÁRIO DE ESCOLARES
DISTANCIAMIENTO SOCIAL EN TIEMPOS DE PANDEMIA: IMPACTO EN EL
COMPORTAMIENTO ACTIVO Y SEDENTARIO DE LOS ESCOLARES
SOCIAL DISTANCING IN PANDEMIC TIMES: IMPACT ON ACTIVE AND
SEDENTARY BEHAVIOR OF SCHOOL STUDENTS
Kelly Christine Maccarini PANDOLFO1
e-mail: kellypandolfo75@gmail.com
Cati Reckelberg AZAMBUJA2
e-mail: cati.razambuja@gmail.com
Daniela Lopes dos SANTOS3
e-mail: lopesdossantosdaniela@gmail.com
Como referenciar este artigo:
PANDOLFO, K. C. M.; AZAMBUJA, C. R.; SANTOS, D. L.
Distanciamento social em tempos de pandemia: Impacto no
comportamento ativo e sedentário de escolares. Revista Ibero-
Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 19, n. 00,
e024018, 2024. e-ISSN: 1982-5587. DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v19i00.18027
| Submetido em: 06/05/2023
| Revisões requeridas em: 03/08/2023
| Aprovado em: 16/11/2023
| Publicado em: 07/12/2024
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Colégio Militar de Santa Maria (CMSM), Santa Maria RS Brasil. Professora do Ensino Básico, Técnico e
Tecnológico.
2
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria RS Brasil. Professora Substituta do Departamento
de Metodologia do Ensino.
3
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria RS Brasil. Professora Titular do Departamento
de Métodos e Técnicas Desportivas.
Distanciamento social em tempos de pandemia: Impacto no comportamento ativo e sedentário de escolares.
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 19, n. 00, e024018, 2024. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v19i00.18027 2
RESUMO: Baixo nível de atividade física (NAF) e altos índices de comportamento sedentário
(CS) de adolescentes são motivos de preocupação. O objetivo foi analisar o impacto do
distanciamento social (DiS) no comportamento ativo (CA) e CS em 276 escolares (idade:
16,1±1,0 anos) do ensino médio de uma escola pública federal do Sul do Brasil, durante a
pandemia de COVID-19. Os participantes responderam sobre a rotina de CA e CS em uma
semana típica (antes e durante DiS) em 2020. O CA diminuiu quanto ao tempo de prática de
atividades físicas (360,1±172,5 para 215,8±167,2 min/semana; p<0,000) e dias de prática
semanal (4,1±1,4 para 3,2±1,9 dias/semana; p<0,000). O CS aumentou (480 para 720 min/dia).
Conclui-se que o impacto do DiS foi desfavorável para CA e CS. Portanto, escola e Educação
Física escolar devem ser reconhecidas como espaço de oportunidade na realização das práticas
corporais, contribuindo no atendimento às recomendações de NAF desta população.
PALAVRAS-CHAVE: Educação física escolar. Educação básica. Nível de atividade física.
Tempo de tela. COVID-19.
RESUMEN: El bajo nivel de actividad física (NAF) y los altos índices de comportamiento
sedentario (CS) en adolescentes son motivo de preocupación. El objetivo fue analizar el
impacto del distanciamiento social (DiS) en el comportamiento activo (CA) y CS en 276
estudiantes de secundaria (edad: 16,1±1,0 años) de una escuela pública federal en el sur de
Brasil, durante la pandemia de COVID-19. Los participantes respondieron sobre la rutina de
CA y CS en una semana típica (antes y durante el DiS) en 2020. El CA disminuyó en el tiempo
de práctica de actividad física (360,1±172,5 a 215,8±167,2 min/semana; p<0,000) y en los días
de práctica semanal (4,1±1,4 a 3,2±1,9 días/semana; p<0,000). El CS aumentó (480 a 720
min/día). Se concluye que el impacto de DiS fue desfavorable para CA y CS. Por lo tanto, la
escuela y la Educación Física escolar deben ser reconocidas como espacio y oportunidad para
la realización de prácticas corporales, contribuyendo al cumplimiento de las recomendaciones
de NAF para esta población.
PALABRAS CLAVE: Educación física escolar. Educación básica. Nivel de actividad física.
Tiempo frente a la pantalla. COVID-19.
ABSTRACT: Low level of physical activity (PAL) and high rates of sedentary behavior (SB) in
adolescents are cause for concern. The aim was to analyze the impact of social distancing (SDi)
on active behavior (AB) and SB in 276 high school students (age: 16.1±1.0 years) of a federal
public school in southern Brazil, during the COVID-19 pandemic. Participants answered about
the AB and SB routine in a typical week (before and during DiS) in 2020. AB decreased both
in time of physical activity practice (360.1±172.5 to 215.8±167.2 min /week; p<0.000) as in
days of weekly practice (4.1±1.4 to 3.2±1.9 days/week; p<0.000). SB increased (480 to 720
min/day). It is concluded that the impact of SDi was unfavorable for AB and SB. Therefore,
school and school Physical Education should be recognized as a space and opportunity to carry
out physical practices, meeting the PAL recommendations for this population.
KEYWORDS: School physical education. Basic education. Level of physical activity. Screen
time. COVID-19.
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO e Cati Reckelberg AZAMBUJA.
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Introdução
Os comportamentos saudáveis realizados ao longo do dia são preditores da boa saúde e
qualidade de vida nos adolescentes (Vaquero-Solís et al., 2021). Contudo, o nível de atividade
física (NAF) desse público é motivo de atenção da comunidade científica mundial.
Recentemente, Guthold et al. (2020) observaram a prevalência global de 81% de adolescentes
insuficientemente ativos, sendo este um comportamento associado negativamente à
autoavaliação de saúde nessa população (Zhang; Lu; Wu, 2020).
Esta evidência ainda é agravada pelo fato de o elevado tempo de comportamento
sedentário (CS) expor o adolescente ao desenvolvimento de doenças cardiometabólicas,
independentemente do NAF (Silva Filho et al., 2020). Além dos efeitos negativos para a saúde
em geral, existe a preocupação do impacto desse comportamento na expectativa de vida e suas
consequências à saúde pública (Chaput et al., 2020; Zhang; Lu; Wu, 2020).
Numa perspectiva positiva, a escola se encontra no centro das oportunidades para os
adolescentes aumentarem o NAF. O deslocamento ativo para a escola, as aulas de educação
física, os intervalos entre as aulas (recreio), as escolas esportivas e diversas outras atividades
são possibilidades de estimular esse comportamento. Na contramão, o contraturno escolar
(período do dia pós-escolar) pode gerar excessivos CS nos adolescentes. Há evidências de que
estes assumam esses comportamentos em quase metade do período pós-escolar, incluindo o uso
de telas (televisão, smartphone, videogame, tablets e computadores) e, apesar de os órgãos de
saúde alertarem para a necessidade de diminuição do tempo nos CS, a maioria excede as
recomendações (Arundell et al., 2016).
Embora inevitável, é possível que a pandemia de COVID-19 (SARS-CoV-2) tenha
agravado esse quadro, visto que as oportunidades de comportamento ativo (CA) foram afetadas
pelo fechamento das escolas. No Brasil, os reflexos da disseminação comunitária foram
percebidos a partir de março de 2020, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou
as ações de isolamento e distanciamento social (DiS). Nesse sentido, o Ministério da Educação
acompanhou as orientações da OMS e determinou que as aulas presenciais passassem a ser
virtuais (Brasil, CNE, 2020). As recomendações de DiS e a alteração do formato das aulas
impactaram os padrões de atividade física e de CS dos escolares (Yomoda; Kurita, 2021; Brito
et al., 2020; Pietrobelli et al., 2020; Schmidt et al., 2020).
Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo analisar o impacto do DiS nos
comportamentos ativo e sedentário de escolares do Ensino Médio de uma escola pública federal
da região Sul do Brasil, durante a pandemia de COVID-19.
Distanciamento social em tempos de pandemia: Impacto no comportamento ativo e sedentário de escolares.
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Caminhos Metodológicos
A amostra por conveniência foi composta por 276 alunos matriculados no Ensino Médio
(1º, 2º e 3º Anos) de um colégio público federal da região Sul do Brasil. Para a coleta de dados
foi elaborado um questionário incluindo perguntas de caracterização da amostra (idade, sexo).
Este instrumento foi construído e disponibilizado pelo Google Forms, de forma bastante
simples, para que os participantes pudessem responder respeitando o DiS. O convite para
participação no estudo foi feito através do Ambiente de Aprendizado (Moodle) utilizado pela
Instituição de Ensino. O inquérito ficou disponível para ser respondido na primeira quinzena
do mês de junho de 2020. Antes das perguntas iniciarem, foi apresentado o Termo de
Consentimento e Assentimento Livre e Esclarecido, com a descrição dos objetivos e
procedimentos para participação. Após foi perguntado: “Você concorda em participar deste
estudo?”. Ao selecionar a opção “sim” o questionário era iniciado e, caso optasse pelo “não”,
ele se encerrava automaticamente.
Os alunos foram convidados a pensarem na sua rotina de atividades físicas e CS em uma
semana típica, antes e durante o período de isolamento. Com relação ao NAF, foi questionado
sobre a quantidade de atividade física realizada (em min/dia) e modalidades praticadas. No que
diz respeito ao CS (em horas/dia), as perguntas foram assim distribuídas: uso de telas para a
rotina de estudo (PC), horas de televisão (TV) e tempo de telas (TT) destinado ao lazer (redes
sociais e vídeo games).
A pesquisa foi conduzida de acordo com os princípios da Declaração de Helsinki e da
Resolução 466/12 do Ministério da Saúde, que regulamenta as pesquisas com seres humanos
no Brasil, tendo sido apreciada e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres
Humanos.
Os dados foram tratados e apresentados por meio de análise estatística descritiva, com
medidas de tendência central e de dispersão. Para verificação da normalidade dos dados foi
aplicado o teste de Kolmogorov-Smirnov, e para as comparações múltiplas, o teste de Friedman
com teste post hoc Dunn’s. O nível de significância adotado foi de 5% e os dados foram tratados
pelo pacote estatístico SPSS 20.0.
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO e Cati Reckelberg AZAMBUJA.
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Resultados
Participaram 276 escolares do Ensino Médio, com idade média de 16,1±1,0 anos. Ao
estratificar o grupo pelo sexo, eram 158 meninas e 118 meninos. Os resultados referentes aos
comportamentos ativo e sedentário são apresentados na Tabela 1.
Tabela 1 Comportamentos ativo e sedentário de escolares do Ensino Médio.
Escolares do Ensino Médio (n=276)
Antes
Durante
Δ
(abs.)
%
(rel.)
Md
Mín Máx
Md
Mín - Máx
4,1
2 7
3,2
0 - 7
-0,9
-25,0
90
30 120
60
0 - 120
-30
-33,3
360
60 840
180
0 - 840
-180
-50,0
60
0 540
120
0 600
60
100
180
0 600
300
0 600
120
66,7
240
0 600
300
0 600
60
25,0
Fonte: Elaboração do autor. Legenda: Antes e durante se referem ao isolamento social imposto pelos
órgãos de saúde governamentais, em consequência da pandemia de COVID-19; TV: tempo de tela de
televisão; PC: tempo de tela de computador; TT: tempo de tela para lazer (redes sociais e jogos); Md:
mediana; Mín x: valores mínimo e máximo; Δ: valor absoluto da variação da mediana entre os
momentos durante antes; %: valor relativo da variação; sem.: semana.
Em relação ao CA houve diminuição na média, tanto do tempo despendido para a prática
de atividades físicas (de 360,1±172,5 min/semana para 215,8±167,2 min/semana; p<0,000),
quanto do número de dias de prática semanal (de 4,1±1,4 para 3,2±1,9 dias; p<0,000). Ao
estratificar os escolares pelo sexo, a análise do tempo de atividade física semanal apontou
diferença entre os períodos anterior e durante a pandemia, em ambos os sexos (fem: de
325,3±152,8 para 184,5±162,6 min/sem.; p<0,000; masc: de 404,7±191,9 para 259,1±165,6
min/sem.; p<0,004). no NAF diário houve diferença apenas para o sexo feminino (de
86,4±20,9 para 58,4±20,0 min/dia; p=0,004) (Figura 1). Contudo, apesar de diminuir o NAF,
ambos os sexos conseguiram manter-se ativos por, pelo menos, três dias semanais em média.
Distanciamento social em tempos de pandemia: Impacto no comportamento ativo e sedentário de escolares.
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Figura 1 Comportamento ativo de escolares do Ensino Médio, estratificado por
sexo.
Fonte: Elaboração dos autores. Legenda: min/dia A: minutos por dia (antes); min/dia D: minutos por
dia (durante); min/sem A: minutos por semana (antes); min/sem D: minutos por semana (durante).
Comparações múltiplas e pareadas: teste de Friedman e post hoc Dunn’s; Nível de significância:
α=0,05.
Os adolescentes também foram questionados sobre o tipo de atividade física praticada
antes e durante a pandemia (Figura 2). Entre as atividades mencionadas destacou-se o aumento
de 42,5% na prática do CrossFit ou Treinamento Funcional. As maiores quedas foram de 86,8%
nos esportes de marca/aventura (atletismo, natação e orientação) e 81,2% nos esportes de
invasão (handebol, futebol de campo, futsal, basquetebol, futebol americano e rúgbi). Em
referência às aulas de Educação Física, 31,5% (n=87) dos escolares relataram ser esse o único
momento semanal em que realizavam atividade física antes do isolamento social. Durante a
pandemia, apenas 15% (n=37) seguiram com essa prática.
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO e Cati Reckelberg AZAMBUJA.
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Figura 2 Atividades físicas praticadas pelos escolares do Ensino Médio, antes e durante o
período da pandemia
Fonte: Elaboração dos autores. Legenda: Esportes de Rede/Parede: voleibol, tênis e padel; Esportes de
Invasão: handebol, futebol de campo, futsal, basquetebol, futebol americano e rúgbi; Esportes de
marca/natureza: atletismo, natação e orientação; Esportes de combate: lutas e artes marciais; Aeróbico
em grupo outdoor; Aeróbico individual outdoor: caminhada e corrida ao ar livre; Aeróbico indoor:
caminhada, corrida em esteira e spinning; Aulas coletivas: ginásticas e hidroginástica; Aulas de EF:
aulas de educação física (componente curricular obrigatório).
Verificou-se que 10,5% (n=29) dos escolares abandonaram a prática de atividades
físicas nesse período. Os motivos apontados como determinantes para deixar de realizar as
atividades físicas foram: falta de motivação (93,1%; n=27); falta de espaço em casa (37,9%;
n=11); falta de equipamentos próprios (31%; n=9); e foi infectado pelo coronavírus (3,4%;
n=1). Em relação ao CS foi verificado aumento em todas as formas analisadas. Antes do período
do isolamento social, os estudantes relataram assumir CS por aproximadamente 8h/dia (ou 480
min/dia). durante a pandemia, a quantidade de horas por dia, nesses comportamentos, foi
atualizada para 12h (ou 720 min/dia).
Distanciamento social em tempos de pandemia: Impacto no comportamento ativo e sedentário de escolares.
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Foi encontrada diferença significativa ao se comparar o uso do PC antes e durante o
período de isolamento, em ambos os sexos (fem: de 3,5±2,1 para 5,2±2,5 h/dia; masc: de
3,1±2,1 para 4,3±2,7 h/dia; p<000), sendo maior para as meninas (47,8%) quando comparado
aos meninos (39,9%). No tempo de TV foi encontrada diferença significativa somente no grupo
feminino (p=0,002; aumento de 39,3%). No uso das TT, o aumento foi de 16,4% entre as
meninas e de 15,4% entre os meninos, não sendo significativo (Figura 3).
Figura 3 Comportamento sedentário de escolares do Ensino Médio, estratificado por sexo.
Fonte: Elaboração dos autores. Legenda: PC A: tempo de tela de computador (antes); PC D: tempo de
tela de computador (durante); TV A: tempo de tela de televisão (antes); TV D: tempo de tela de televisão
(durante); TT A: tempo de tela para lazer - redes sociais e jogos (antes); TT D: tempo de tela para lazer
- redes sociais e jogos (durante). Comparações múltiplas e pareadas: teste de Friedman e post hoc
Dunn’s; Nível de significância: α=0,05.
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO e Cati Reckelberg AZAMBUJA.
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Discussão
Conforme esperado, no período da pandemia os escolares diminuíram o tempo
dispendido para a prática de atividades físicas e dias de prática semanal, e aumentaram os CS,
acompanhando a tendência global relatada por Wilke et al. (2021), que verificaram que a
atividade física autorrelatada diminuiu substancialmente após restrições à vida pública,
associadas à pandemia de COVID-19. Também estão alinhados a estes resultados os estudos de
revisão sistemática com a população em geral, incluindo crianças e adolescentes (Stockwell et
al., 2021; Caputo; Reichert, 2020).
Os achados deste estudo, em relação ao CA observado nos escolares, também
acompanha o verificado em estudo multicêntrico realizado em 14 países, incluindo o Brasil, no
qual foi constatada variação negativa no NAF, superior à 50% (Wilke et al., 2021). Sobre o
tempo semanal gasto em atividades físicas, houve redução média de 144,3 min/semana. Apesar
dos estudantes deste estudo apresentarem queda no tempo gasto com atividades físicas, esta
redução foi menor do que a encontrada em estudo desenvolvido em Shangai, na China, com
mais de 2000 crianças e adolescentes, em que ficou constatada redução média de 435
min/semana (Xiang; Zhang; Kuwahara, 2020). Outro estudo observou que adolescentes
espanhóis diminuíram em 91 min/dia a prática de atividades físicas (Medrano et al., 2021).
Ao analisar o NAF entre os sexos, verificou-se que a diminuição média de min/semana
foi semelhante entre meninos (145,6 min/semana) e meninas (140,8 min/semana). Contudo,
ambos os sexos conseguiram manter-se ativos por, pelo menos, 3 dias semanais em média, o
que vai ao encontro do que recomendou o American College of Sports Medicine em uma
publicação no início da pandemia, aconselhando de 150 a 300 min/semanais de AF durante o
período de isolamento social (ACSM, 2020). Mesmo diante das limitações do período e das
alterações no formato das aulas (do presencial para o on-line), o que pode ter causado
sobrecarga nas atividades educacionais (Pandolfo; Azambuja; Dos Santos, 2022), os escolares
encontraram meios para manter a prática de atividades físicas dentro dos níveis recomendados
para a saúde (Brasil, 2021).
Uma das estratégias adotadas foi o Treinamento Funcional/CrossFit. Ao examinar as
respostas sobre o tipo de atividade física realizada durante a pandemia, esta modalidade foi a
que teve maior percentual de aumento entre os escolares. Esse tipo de prática oferece a
possibilidade de ser realizada em pequenos espaços, inclusive domiciliares, e com material
adaptado, o que pode ter influenciado esta escolha.
Distanciamento social em tempos de pandemia: Impacto no comportamento ativo e sedentário de escolares.
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Em contrapartida, os esportes de invasão apresentaram queda expressiva. Segundo Brito
et al. (2020), menos espaço dificulta os exercícios e essa informação valida os resultados
encontrados para o comportamento dos esportes de invasão. O estudo realizado em Curitiba-
PR, com 342 adolescentes de 12 a 17 anos, estudantes de escola pública e participantes de
atividades esportivas escolares, demonstrou que apenas 27% poderiam manter atividades físicas
dentro de casa, principalmente aquelas orientadas por professores técnicos (Brito et al., 2020).
As modalidades de handebol, basquetebol e futsal, classificados dentro deste grupo, requerem
espaços maiores e padronizados para a sua prática. Associa-se a estes fatores a característica de
serem esportes coletivos, ou seja, dependem da colaboração de um colega e da oposição de um
adversário para que se desenvolvam, fator esse que ficou restrito, dada a situação de isolamento
e distanciamento adotada durante o período.
Corroborando com esses resultados, Yomoda e Kurita (2021), após analisarem 21
estudos publicados em 2020, concluíram que os declínios na atividade física são maiores entre
as crianças que participam de esportes coletivos organizados e aquelas com espaço limitado.
Outro estudo (Schmidt et al., 2020) mostrou que o fechamento das instalações esportivas
durante a pandemia de COVID-19 na maioria dos países resultou em mudanças determinantes
nas rotinas diárias dos jovens e de suas oportunidades de serem ativos, e Pietrobelli et al. (2020)
relataram que crianças e adolescentes italianos que lutavam contra a obesidade diminuíram
2,30±4,60 h/semana (p=0,003) o tempo gasto em atividades esportivas.
Os esportes caracterizados como marca/aventura agrupados neste estudo também
apresentaram resultados que merecem um olhar atento. Apesar de serem modalidades
esportivas caracterizadas como individuais (os praticantes dependem de si mesmo para alcançar
o objetivo), e passíveis de serem realizadas ao ar livre (o que não sofreria tanta alteração neste
período), foram atividades que também apresentaram queda expressiva quando comparadas a
sua prática antes da pandemia. Cabe destacar que as modalidades esportivas de atletismo e
orientação agrupadas nos esportes de marca/aventura são trabalhadas na escola em que foi
desenvolvido o estudo, tanto nas aulas de Educação Física curricular quanto nos clubes
desportivos ofertados no contraturno escolar, fato este que ocorre igualmente com as
modalidades de invasão.
Considerando que os adolescentes deste estudo permaneciam grande parte do dia no
ambiente escolar antes da pandemia, um ponto que deve ser ressaltado é a importância da escola
na organização e na prática das modalidades esportivas que apresentaram as maiores quedas
durante o isolamento social. Segundo Hall et al. (2020), boa parte da atividade física das
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO e Cati Reckelberg AZAMBUJA.
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crianças e adolescentes tem relação com a vida escolar e, com o fechamento da escola, a
atividade das crianças ficou muito restrita ao âmbito doméstico.
A importância da escola fica evidenciada quando se olha para os resultados do período
anterior ao distanciamento, no qual o NAF era superior a 300 min/semana. A instituição de
ensino investigada oferece dois tempos de aula de Educação Física semanais, sendo a disciplina
prática e obrigatória, mesmo que as diretrizes educacionais vigentes no país (Brasil, 2017)
orientem para que seja ofertado apenas um tempo semanal. A Educação Física como
componente curricular se apresenta como importante ferramenta para o aumento do NAF dos
estudantes, servindo como estratégia de mudança de atitude em relação aos CS. Aliada a esta
ideia, a oferta de atividades esportivas no contraturno escolar tem potencial para minimizar os
efeitos negativos dos CS, como ficou evidenciado nos resultados relacionados à prática de
esportes de invasão, de marca e aventura.
A restrição das oportunidades de práticas esportivas, além de criar uma barreira à
atividade física, aumentou o tempo sedentário durante o período pandêmico, justificado pelo
maior tempo gasto em casa (Stockwell et al., 2021). Os CS dos escolares deste estudo
aumentaram, aproximadamente, 50%. O maior aumento ocorreu no uso de computador para
estudos, em ambos os sexos. As meninas passaram a assistir mais televisão e o uso de telas para
o lazer aumentou em 15% aproximadamente para ambos os sexos.
O aumento do tempo em frente às telas era um comportamento esperado durante o
período, como ficou evidenciado em diversas investigações. Um estudo coordenado pela
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com as Universidades Federal de Minas Gerais
(UFMG) e Estadual de Campinas (UNICAMP), com mais de 9.000 adolescentes brasileiros,
investigou as mudanças de rotina e estilo de vida. Constatou-se que 70% passaram a ficar mais
de 4 horas por dia em frente ao computador, tablet ou celular, além do tempo das aulas on-line
(Szwarcwald et al., 2021). Esses números não se limitaram exclusivamente aos brasileiros.
Adolescentes espanhóis (Medrano et al., 2021), italianos (Pietrobelli et al., 2020), chineses
(Xiang; Zhang; Kuwahara, 2020), canadenses e sul-coreanos (Guan et al., 2020) também
sofreram impacto similar.
O elevado percentual do uso do computador relacionado aos estudos é compreensível,
levando-se em consideração a necessidade de permanecer acompanhando as aulas que
aconteceram de forma virtual neste período. Destaca-se que a instituição deste estudo adotou o
sistema de aulas virtuais no dia seguinte à decisão de suspensão das aulas presenciais pelos
Distanciamento social em tempos de pandemia: Impacto no comportamento ativo e sedentário de escolares.
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órgãos competentes, fato esse que foi exceção entre as escolas. Esta condição pode ter gerado
sobrecarga de atividades on-line relacionadas ao estudo.
Com relação ao tempo de TV e uso das TT, apesar do aumento, este foi pequeno se
comparado à utilização do PC para os estudos. Este é um resultado preocupante que corrobora
com a importância da escola no processo de aumento dos NAF e combate ao CS. O fato de a
escola estar fechada tirou a oportunidade dos adolescentes de se manterem ativos e contribuiu
muito para o aumento do CS. Aproximadamente um terço dos estudantes deste estudo relataram
que no período anterior à pandemia, a aula de Educação Física era o único momento semanal
em que realizavam algum tipo de prática corporal. Destes, 50% pararam completamente durante
o isolamento.
Dentre os motivos citados para o abandono da prática de atividade física durante o
período pandêmico está a “falta de motivação”. Este obstáculo pode estar associado ao fato de
que durante as aulas de Educação Física os adolescentes tendem a se envolver com seus colegas,
estabelecendo vínculos sociais para a prática de atividade física também fora da escola
(Pandolfo et al., 2019), o que durante a pandemia não foi possível. Para os adolescentes, as
interações sociais e as amizades influenciam significativamente os comportamentos de
atividade física, um fator que certamente foi impactado negativamente pelo COVID-19 (Hall
et al., 2020).
Outro motivo identificado foi a falta de espaço e equipamentos em casa. Aliada a esta
condição, a restrição da mobilidade com diminuição das saídas de casa, além da impossibilidade
de frequentar escolas, praças e academias, impôs uma dura rotina a esses adolescentes (Hall et
al., 2020). Além das consequências emocionais, esses fatores foram determinantes para o
aumento do tempo frente às telas. É importante salientar os efeitos negativos na saúde geral dos
adolescentes, com a redução nas atividades físicas e aumento no TT durante o período de
isolamento social. Em curto, médio e longo prazos essa exposição aumentada frente às telas,
associada à inatividade física, têm implicação direta com o desenvolvimento de doenças
crônicas não transmissíveis em idades mais avançadas e até na mortalidade da população adulta
(Hall et al., 2020).
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO e Cati Reckelberg AZAMBUJA.
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 19, n. 00, e024018, 2024. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v19i00.18027 13
Considerações finais
Em conclusão, o impacto do DiS ocasionado pela pandemia de COVID-19 foi o
aumento do CS e decréscimo do CA nos adolescentes. Portanto, tanto a escola como as aulas
de Educação Física devem ser consolidadas como um espaço rico em oportunidades para as
práticas corporais de crianças e adolescentes. Tal reconhecimento contribui para o atendimento
às recomendações de NAF para esse público.
As limitações deste estudo recaem sobre o uso de instrumentos subjetivos e
autorrelatados, porém foi algo necessário dado o período vivenciado no momento. Ademais, o
fato de relembrar as atividades realizadas no período anterior pode gerar viés de memória,
refletindo um declínio percebido no NAF, em vez de refletir a realidade.
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Não aplicável.
Financiamento: Não aplicável.
Conflitos de interesse: Não há.
Aprovação ética: CEP da Universidade Federal de Santa Maria, Parecer de Aprovação nº.
4.004.941.
Disponibilidade de dados e material: Não aplicável.
Contribuições dos autores: SANTOS, D. L.: Preparação, redação e revisão do trabalho
publicado; PANDOLFO, K. C. M.: Concepção e desenho do estudo, investigação, aquisição
de dados, análise estatística dos dados, preparação e redação do trabalho publicado.
AZAMBUJA, C. R.: Orientação do planejamento, metodologia e execução da atividade de
pesquisa, análise formal, análise estatística dos dados, participação na redação e revisão do
trabalho publicado.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
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DISTANCIAMIENTO SOCIAL EN TIEMPOS DE PANDEMIA: IMPACTO EN EL
COMPORTAMIENTO ACTIVO Y SEDENTARIO DE LOS ESCOLARES
DISTANCIAMENTO SOCIAL EM TEMPOS DE PANDEMIA: IMPACTO NO
COMPORTAMENTO ATIVO E SEDENTÁRIO DE ESCOLARES
SOCIAL DISTANCING IN PANDEMIC TIMES: IMPACT ON ACTIVE AND
SEDENTARY BEHAVIOR OF SCHOOL STUDENTS
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Cati Reckelberg AZAMBUJA2
e-mail: cati.razambuja@gmail.com
Daniela Lopes dos SANTOS3
e-mail: lopesdossantosdaniela@gmail.com
Cómo hacer referencia a este artículo:
PANDOLFO, K. C. M.; AZAMBUJA, C. R.; SANTOS, D. L.
Distanciamiento social en tiempos de pandemia: Impacto en el
comportamiento activo y sedentario de los escolares. Revista
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00, e024018, 2024. e-ISSN: 1982-5587. DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v19i00.18027
| Enviado en: 06/05/2023
| Revisiones requeridas el: 03/08/2023
| Aprobado el: 16/11/2023
| Publicado el: 07/02/2024
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Adjunto Ejecutivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Colegio Militar de Santa María (CMSM), Santa Maria RS Brasil. Docente de Educación Básica, Técnico y
Tecnológico.
2
Universidad Federal de Santa María (UFSM), Santa Maria RS Brasil. Profesora Sustituta del Departamento
de Metodología de la Enseñanza.
3
Universidad Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria RS Brasil. Catedrática del Departamento de
Métodos y Técnicas Deportivas.
Distanciamiento social en tiempos de pandemia: Impacto en el comportamiento activo y sedentario de los escolares
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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v19i00.18027 2
RESUMEN: El bajo nivel de actividad física (NAF) y los altos índices de comportamiento
sedentario (CS) en adolescentes son motivo de preocupación. El objetivo fue analizar el impacto
del distanciamiento social (DiS) en el comportamiento activo (CA) y CS en 276 estudiantes de
secundaria (edad: 16,1±1,0 años) de una escuela pública federal en el sur de Brasil, durante la
pandemia de COVID-19. Los participantes respondieron sobre la rutina de CA y CS en una
semana típica (antes y durante el DiS) en 2020. El CA disminuyó en el tiempo de práctica de
actividad física (360,1±172,5 a 215,8±167,2 min/semana; p<0,000) y en los días de práctica
semanal (4,1±1,4 a 3,2±1,9 días/semana; p<0,000). El CS aumentó (480 a 720 min/día). Se
concluye que el impacto de DiS fue desfavorable para CA y CS. Por lo tanto, la escuela y la
Educación Física escolar deben ser reconocidas como espacio y oportunidad para la realización
de prácticas corporales, contribuyendo al cumplimiento de las recomendaciones de NAF para
esta población.
PALABRAS CLAVE: Educación física escolar. Educación básica. Nivel de actividad física.
Tiempo frente a la pantalla. COVID-19.
RESUMO: Baixo nível de atividade física (NAF) e altos índices de comportamento sedentário
(CS) de adolescentes o motivos de preocupação. O objetivo foi analisar o impacto do
distanciamento social (DiS) no comportamento ativo (CA) e CS em 276 escolares (idade:
16,1±1,0 anos) do ensino médio de uma escola pública federal do Sul do Brasil, durante a
pandemia de COVID-19. Os participantes responderam sobre a rotina de CA e CS em uma
semana típica (antes e durante DiS) em 2020. O CA diminuiu quanto ao tempo de prática de
atividades sicas (360,1±172,5 para 215,8±167,2 min/semana; p<0,000) e dias de prática
semanal (4,1±1,4 para 3,2±1,9 dias/semana; p<0,000). O CS aumentou (480 para 720
min/dia). Conclui-se que o impacto do DiS foi desfavorável para CA e CS. Portanto, escola e
Educação Física escolar devem ser reconhecidas como espaço de oportunidade na realização
das práticas corporais, contribuindo no atendimento às recomendações de NAF desta
população.
PALAVRAS-CHAVE: Educação física escolar. Educação básica. Nível de atividade física.
Tempo de tela. COVID-19.
ABSTRACT: Low level of physical activity (PAL) and high rates of sedentary behavior (SB) in
adolescents are cause for concern. The aim was to analyze the impact of social distancing (SDi)
on active behavior (AB) and SB in 276 high school students (age: 16.1±1.0 years) of a federal
public school in southern Brazil, during the COVID-19 pandemic. Participants answered about
the AB and SB routine in a typical week (before and during DiS) in 2020. AB decreased both
in time of physical activity practice (360.1±172.5 to 215.8±167.2 min /week; p<0.000) as in
days of weekly practice (4.1±1.4 to 3.2±1.9 days/week; p<0.000). SB increased (480 to 720
min/day). It is concluded that the impact of SDi was unfavorable for AB and SB. Therefore,
school and school Physical Education should be recognized as a space and opportunity to carry
out physical practices, meeting the PAL recommendations for this population.
KEYWORDS: School physical education. Basic education. Level of physical activity. Screen
time. COVID-19.
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO y Cati Reckelberg AZAMBUJA
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Introducción
Las conductas saludables realizadas a lo largo del día son predictoras de buena salud y
calidad de vida en adolescentes (Vaquero-Solís et al., 2021). Sin embargo, el nivel de actividad
física (NAF) de esta audiencia es motivo de atención de la comunidad científica mundial.
Recientemente, Guthold et al. (2020) observaron una prevalencia global del 81% de
adolescentes insuficientemente activos, lo cual es un comportamiento asociado negativamente
con la autopercepción de la salud en esta población (Zhang; Lu; Wu, 2020).
Esta evidencia se ve agravada por el hecho de que la alta duración del comportamiento
sedentario (CS) exponen al adolescente al desarrollo de enfermedades cardiometabólicas,
independientemente del NAF (Silva Filho et al., 2020). Además de los efectos negativos sobre
la salud en general, existe preocupación por el impacto de este comportamiento en la esperanza
de vida y sus consecuencias para la salud pública (Chaput et al., 2020; Zhang; Lu; Wu, 2020).
Como nota positiva, la escuela está en el centro de las oportunidades para que los
adolescentes aumenten su NAF. Los desplazamientos activos a la escuela, las clases de
educación física, los descansos entre clases (recreo), las escuelas deportivas y otras actividades
son posibilidades para fomentar este comportamiento. Por otro lado, el turno extraescolar
(período extraescolar) puede generar un exceso de CS en los adolescentes. Existe evidencia de
que asumen estas conductas en casi la mitad del periodo postescolar, incluyendo el uso de
pantallas (televisión, smartphone, videojuegos, tablets y ordenadores) y, aunque los organismos
sanitarios advierten de la necesidad de reducir el tiempo en CS, la mayoría supera las
recomendaciones (Arundell et al., 2016).
Aunque inevitable, es posible que la pandemia de COVID-19 (SARS-CoV-2) haya
agravado esta situación, dadas las oportunidades para un comportamiento activo (CA) se vieron
afectados por el cierre de las escuelas. En Brasil, los efectos de la propagación comunitaria se
notaron en marzo de 2020 y la Organización Mundial de la Salud (OMS) recomendó acciones
de aislamiento y distanciamiento social (DiS). En este sentido, el Ministerio de Educación
siguió los lineamientos de la OMS y determinó que las clases presenciales debían ser virtuales
(Brasil, CNE, 2020). Las recomendaciones de DiS y el cambio en el formato de las clases
impactó en la actividad física de los estudiantes y en los patrones de CS (Yomoda; Kurita, 2021;
Brito et al., 2020; Pietrobelli et al., 2020; Schmidt et al., 2020).
Así, el presente estudio tuvo como objetivo analizar el impacto del DiS en los
comportamientos activos y sedentarios de estudiantes de enseñanza media de una escuela
pública federal de la región sur de Brasil, durante la pandemia de COVID-19.
Distanciamiento social en tiempos de pandemia: Impacto en el comportamiento activo y sedentario de los escolares
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Itinerarios metodológicos
La muestra de conveniencia estuvo constituida por 276 alumnos matriculados en
Enseñanza Media (1º, y grado) de una escuela pública federal del sur de Brasil. Para la
recolección de datos se elaboró un cuestionario que incluyó preguntas para caracterizar la
muestra (edad, sexo). Este instrumento fue construido y puesto a disposición por Google Forms,
de una manera muy sencilla, para que los participantes pudieran responder respetando el DiS.
La invitación a participar en el estudio se realizó a través del Ambiente de Aprendizaje
(Moodle) utilizado por la Institución Educativa. La encuesta estuvo disponible para su respuesta
en la primera quincena de junio de 2020. Antes de que comenzaran las preguntas, el Término
de Consentimiento y Asentimiento Libre y Aclarado, con una descripción de los objetivos y
procedimientos para la participación. Después de eso, se le preguntó: "¿Está de acuerdo en
participar en este estudio?". Al seleccionar la opción "sí", se iniciaba el cuestionario y, si se
elegía la opción "no", se cerraba automáticamente.
Se invitó a los estudiantes a pensar en su rutina de actividad física y CS en una semana
típica, antes del período de aislamiento y durante el mismo. En cuanto al NAF, se preguntó a
los participantes sobre la cantidad de actividad física realizada (en min/día) y las modalidades
practicadas. Con respecto a la CS (en horas/día), las preguntas se distribuyeron de la siguiente
manera: uso de pantallas para la rutina de estudio (PC), horas de televisión (TV) y tiempo de
pantalla (TT) para el ocio (redes sociales y videojuegos).
La investigación fue realizada de acuerdo con los principios de la Declaración de
Helsinki y la Resolución 466/12 del Ministerio de Salud, que regula la investigación con seres
humanos en Brasil, y fue evaluada y aprobada por el Comité de Ética en Investigación en
Humanos.
Los datos fueron tratados y presentados por medio de análisis estadístico descriptivo,
con medidas de tendencia central y dispersión. Para verificar la normalidad de los datos se
aplicó la prueba de Kolmogorov-Smirnov y, para comparaciones múltiples, se utilizó la prueba
de Friedman con la prueba post hoc de Dunn. El nivel de significancia adoptado fue del 5% y
los datos fueron tratados con el paquete estadístico SPSS 20.0.
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO y Cati Reckelberg AZAMBUJA
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Resultados
Participaron un total de 276 estudiantes de enseñanza media, con una edad media de
16,1±1,0 años. Al estratificar el grupo por sexo, había 158 niñas y 118 niños. Los resultados
en cuanto a las conductas activas y sedentarias se presentan en la Tabla 1.
Tabla 1 Conductas activas y sedentarias de Enseñanza Media.
Estudiantes de Enseñanza Media (n=276)
Antes
Durante
D
(Abs.)
%
(rel.)
Md
Mín Máx
Md
Mín - Máx
4,1
2 7
3,2
0 - 7
-0,9
-25,0
90
30 120
60
0 - 120
-30
-33,3
360
60 840
180
0 - 840
-180
-50,0
60
0 540
120
0 600
60
100
180
0 600
300
0 600
120
66,7
240
0 600
300
0 600
60
25,0
Fuente: Elaboración propia. Pie de foto: Antes y durante se refieren al aislamiento social impuesto por
las dependencias gubernamentales de salud, como consecuencia de la pandemia de COVID-19; TV:
tiempo de pantalla de televisión; PC: tiempo de pantalla de la computadora; TT: tiempo de pantalla para
el ocio (redes sociales y juegos); Md: mediana; Min Max: valores mínimos y máximos; Δ: valor
absoluto del cambio mediano entre los momentos durante antes; %: valor relativo del cambio; Semana.
Con relación a la CA, hubo una disminución en el tiempo medio dedicado a la práctica
de actividades físicas (de 360,1±172,5 min/semana a 215,8±167,2 min/semana; p<0,000), y
en el número de días de práctica semanal (de 4,1±1,4 a 3,2±1,9 días; p<0,000). Al estratificar
a los estudiantes por género, el análisis del tiempo de actividad física semanal mostró una
diferencia entre los períodos antes y durante la pandemia, en ambos sexos (mujeres: de
325,3±152,8 a 184,5±162,6 min/semana; p<0,000; hombres: de 404,7±191,9 a 259,1±165,6
min/semana; p<0,004). Por otro lado, solo hubo diferencia para el sexo femenino (de
86,4±20,9 a 58,4±20,0 min/día; p=0,004) (Figura 1). Sin embargo, a pesar de la disminución
de la NAF, ambos sexos pudieron permanecer activos durante al menos tres días a la semana
en promedio.
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Figura 1 Comportamiento activo de Enseñanza Media, estratificado por sexo.
Fuente: Elaboración propia. Leyenda: min/día A: minutos por día (antes); min/día D: minutos por día
(durante); Min/sem A: minutos por semana (antes); min/sem D: minutos por semana (durante).
Comparaciones múltiples y pareadas: la prueba de Friedman y el post hoc de Dunn; Nivel de
significación: α=0,05.
También se preguntó a los adolescentes sobre el tipo de actividad física que practicaban
antes y durante la pandemia (Figura 2). Entre las actividades mencionadas, destacó el
incremento del 42,5% en la práctica de CrossFit o Entrenamiento Funcional. Las mayores
caídas se produjeron en los deportes de marca/aventura (atletismo, natación y orientación) y del
81,2% en los deportes de invasión (balonmano, fútbol de campo, fútbol sala, baloncesto, fútbol
americano y rugby). En cuanto a las clases de Educación Física, el 31,5% (n=87) de los
estudiantes refirieron que este fue el único momento a la semana en el que realizaron actividad
física antes del aislamiento social. Durante la pandemia, solo el 15% (n=37) continuó con esta
práctica.
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Figura 2 Actividades físicas practicadas por estudiantes de Enseñanza Media, antes y
durante el período de pandemia
Fuente: Elaboración propia. Pie de foto: Deportes de red/pared: voleibol, tenis y pádel; Deportes de
invasión: balonmano, fútbol, fútbol sala, baloncesto, fútbol americano y rugby; Deportes de
marca/naturaleza: atletismo, natación y orientación; Deportes de combate: lucha y artes marciales;
Aeróbicos grupales al aire libre; Aeróbicos individuales al aire libre: caminar y correr al aire libre;
Aeróbicos en interiores: caminar, correr en cinta y spinning; Clases grupales: gimnasia y aeróbic
acuático; Clases de educación física: clases de educación física (componente curricular obligatorio).
Se encontró que 10,5% (n=29) de los estudiantes abandonaron la práctica de actividades
físicas durante este período. Las razones esgrimidas como determinantes para no realizar
actividades físicas fueron: falta de motivación (93,1%; n=27); falta de espacio en el hogar
(37,9%; n=11); falta de equipamiento adecuado (31%; n=9); y se infectó con el coronavirus
(3,4%; n=1). Con relación a las CS, hubo un aumento en todas las formas analizadas. Antes del
período de aislamiento social, los estudiantes informaron que tomaban CS durante
aproximadamente 8 horas/día (o 480 min/día). Durante la pandemia, el número de horas al día
en estos comportamientos se actualizó a 12 horas (o 720 min/día).
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Se encontró una diferencia significativa al comparar el uso de PC antes y durante el
período de aislamiento en ambos sexos (mujeres: de 3,5±2,1 a 5,2±2,5 h/día; hombres: de
3,1±2,1 a 4,3±2,7 h/día; p<000), siendo mayor para las niñas (47,8%) en comparación con los
niños (39,9%). En el tiempo de TV, se encontró una diferencia significativa solo en el grupo
femenino (p=0,002; aumento del 39,3%). En el uso de la TT, el aumento fue del 16,4% entre
las niñas y del 15,4% entre los niños, pero no fue significativo (Figura 3).
Figura 3 Comportamiento sedentario de estudiantes de Enseñanza Media, estratificado por
sexo.
Fuente: Elaboración propia. Pie de foto: PC A: tiempo de pantalla de la computadora (antes); PC D:
tiempo de pantalla de la computadora (durante); TV A: tiempo de pantalla de televisión (antes); TV D:
Tiempo de pantalla de televisión (durante); TT A: tiempo de pantalla para el ocio - redes sociales y
juegos (antes); TT D: tiempo de pantalla para el ocio - redes sociales y juegos (durante). Comparaciones
múltiples y pareadas: la prueba de Friedman y el post hoc de Dunn; Nivel de significación: α=0,05.
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO y Cati Reckelberg AZAMBUJA
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Discusión
Como era de esperar, durante el período de pandemia, los estudiantes disminuyeron el
tiempo dedicado a actividades físicas y días de práctica semanales, y aumentaron los CS,
siguiendo la tendencia global reportada por Wilke et al. (2021), quienes encontraron que la
actividad física autodeclarada disminuyó sustancialmente después de las restricciones a la vida
pública asociadas con la pandemia de COVID-19. Los estudios de revisión sistemática con la
población general, incluidos niños y adolescentes, también están alineados con estos resultados
(Stockwell et al., 2021; Caputo; Reichert, 2020).
Los hallazgos de este estudio, en relación con la CA observada en escolares, también
siguen a los encontrados en un estudio multicéntrico realizado en 14 países, incluido Brasil, en
el que se encontró una variación negativa en el NAF, superior al 50% (Wilke et al., 2021). En
cuanto al tiempo semanal dedicado a actividades sicas, hubo una reducción promedio de 144,3
min/semana. Aunque los estudiantes de este estudio mostraron una disminución en el tiempo
dedicado a las actividades físicas, esta reducción fue menor que la encontrada en un estudio
realizado en Shanghái, China, con más de 2000 niños y adolescentes, en el que se encontró una
reducción promedio de 435 min/semana (Xiang; Zhang; Kuwahara, 2020). Otro estudio
observó que los adolescentes españoles disminuyeron su actividad física en 91 min/día
(Medrano et al., 2021).
Al analizar el NAF entre géneros, se encontró que la disminución media en min/semana
fue similar entre niños (145,6 min/semana) y niñas (140,8 min/semana). Sin embargo, ambos
sexos pudieron mantenerse activos durante al menos 3 días a la semana en promedio, lo que
está en línea con lo recomendado por el Colegio Americano de Medicina Deportiva en una
publicación al inicio de la pandemia, aconsejando de 150 a 300 min/semana de AF durante el
período de aislamiento social (ACSM, 2020). Aun ante las limitaciones del periodo y los
cambios en el formato de las clases (de presenciales a online), que pueden haber provocado una
sobrecarga en las actividades educativas (Pandolfo; Azambuja; Dos Santos, 2022), los escolares
encontraron formas de mantener la actividad física dentro de los niveles recomendados para la
salud (Brasil, 2021).
Una de las estrategias adoptadas fue el Entrenamiento Funcional/Crossfit. Al examinar
las respuestas sobre el tipo de actividad física realizada durante la pandemia, esta modalidad
fue la que tuvo mayor incremento porcentual entre los escolares. Este tipo de prácticas ofrecen
la posibilidad de realizarse en espacios reducidos, incluidos los hogares, y con material
adaptado, lo que puede haber influido en esta elección.
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Por otro lado, los deportes de invasión mostraron una caída significativa. De acuerdo
con Brito et al. (2020), menos espacio dificulta los ejercicios y esta información valida los
resultados encontrados para el comportamiento de los deportes de invasión. El estudio realizado
en Curitiba-PR, con 342 adolescentes de 12 a 17 años, estudiantes de escuelas públicas y
participantes de actividades deportivas escolares, mostró que solo el 27% podía mantener
actividades físicas en casa, especialmente aquellas guiadas por profesores técnicos (Brito et al.,
2020). Las modalidades de balonmano, baloncesto y fútbol sala, clasificadas dentro de este
grupo, requieren de espacios más amplios y estandarizados para su práctica. Estos factores se
asocian a la característica de ser deportes de equipo, es decir, dependen de la colaboración de
un colega y de la oposición de un oponente para que se desarrollen, factor que fue restringido,
dada la situación de aislamiento y distanciamiento adoptada durante el período.
Corroborando estos resultados, Yomoda y Kurita (2021), tras analizar 21 estudios
publicados en 2020, concluyeron que las disminuciones en la actividad física son mayores entre
los niños que participan en deportes de equipo organizados y aquellos con cupo limitado. Otro
estudio (Schmidt et al., 2020) mostró que el cierre de las instalaciones deportivas durante la
pandemia de COVID-19 en la mayoría de los países provocó cambios decisivos en las rutinas
diarias de los jóvenes y en sus oportunidades de estar activos, y Pietrobelli et al. (2020)
informaron que los niños y adolescentes italianos que luchaban contra la obesidad redujeron el
tiempo dedicado a actividades deportivas en 2,30±4,60 h/semana (p=0,003).
Los deportes caracterizados como marca/aventura agrupados en este estudio también
presentaron resultados que merecen una mirada atenta. A pesar de ser modalidades deportivas
caracterizadas como individuales (los practicantes dependen de mismos para lograr el
objetivo), y capaces de realizarse al aire libre (lo que no cambiaría tanto en este período), estas
fueron actividades que también mostraron una caída significativa en comparación con su
práctica antes de la pandemia. Cabe destacar que las modalidades deportivas de atletismo y
orientación agrupadas en deportes de marca/aventura se trabajan en la escuela donde se
desarrolló el estudio, tanto en las clases curriculares de Educación Física como en los clubes
deportivos que se ofrecen en el horario extraescolar, hecho que también ocurre con las
modalidades de invasión.
Teniendo en cuenta que los adolescentes de este estudio pasaban la mayor parte del día
en el ambiente escolar antes de la pandemia, un punto a destacar es la importancia de la escuela
en la organización y práctica de las modalidades deportivas que mostraron las mayores caídas
durante el aislamiento social. De acuerdo con Hall et al. (2020), gran parte de la actividad física
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de los niños, niñas y adolescentes está relacionada con la vida escolar y, con el cierre de la
escuela, la actividad infantil quedó muy restringida al ámbito doméstico.
La importancia de la escuela se evidencia al observar los resultados del período previo
al distanciamiento, en el que el NAF fue superior a 300 min/semana. La institución educativa
investigada ofrece dos horarios semanales de clase de Educación Física, siendo la disciplina
práctica y obligatoria, a pesar de que las directrices educativas vigentes en el país (Brasil, 2017)
orientan que solo se ofrezca un tiempo semanal. La Educación Física como componente
curricular se presenta como una herramienta importante para incrementar el NAF de los
estudiantes, sirviendo como estrategia para cambiar actitudes hacia la CS. Aliada a esta idea, la
oferta de actividades deportivas en el horario extraescolar tiene el potencial de minimizar los
efectos negativos de los CS, como se evidencia en los resultados relacionados con la práctica
de deportes de invasión, marca y aventura.
La restricción de oportunidades para la práctica deportiva, además de crear una barrera
para la actividad física, incrementó el tiempo sedentario durante el periodo de pandemia,
justificado por el mayor tiempo pasado en casa (Stockwell et al., 2021). Los CS de los
estudiantes de este estudio aumentó aproximadamente un 50%. El mayor incremento ocurrió
en el uso de computadoras para estudios en ambos sexos. Las niñas comenzaron a ver más
televisión y el uso de pantallas para el ocio aumentó aproximadamente un 15% para ambos
sexos.
El aumento en el tiempo de pantalla era un comportamiento esperado durante el período,
como se evidenció en varias investigaciones. Un estudio coordinado por la Fundación Oswaldo
Cruz (Fiocruz) en colaboración con la Universidad Federal de Minas Gerais (UFMG) y la
Universidad Estadual de Campinas (Unicamp), con más de 9.000 adolescentes brasileños,
investigó los cambios en la rutina y el estilo de vida. Se encontró que el 70% comenzó a pasar
más de 4 horas diarias frente a la computadora, tableta o celular, además del tiempo dedicado
a las clases en línea (Szwarcwald et al., 2021). Estas cifras no se limitaron exclusivamente a
los brasileños. Los adolescentes españoles (Medrano et al., 2021), italianos (Pietrobelli et al.,
2020), chinos (Xiang; Zhang; Kuwahara, 2020), canadienses y surcoreanos (Guan et al., 2020)
también sufrieron un impacto similar.
Es comprensible el alto porcentaje de uso de computadoras relacionado con los estudios,
teniendo en cuenta la necesidad de mantenerse al día con las clases que se desarrollaron
virtualmente durante este período. Cabe destacar que la institución de este estudio adoptó el
sistema de clases virtuales al día siguiente de la decisión de suspender las clases presenciales
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por parte de los organismos competentes, hecho que fue una excepción entre las escuelas. Esta
condición puede haber generado una sobrecarga de actividades en línea relacionadas con el
estudio.
En cuanto al tiempo de TV y uso de las TT, a pesar del aumento, este fue pequeño en
comparación con el uso de PC para los estudios. Se trata de un resultado preocupante que
corrobora la importancia de la escuela en el proceso de aumento de las NAF y lucha contra el
CS. El hecho de que la escuela estuviera cerrada quitó la oportunidad a los adolescentes de
mantenerse activos y contribuyó en gran medida al aumento de la CS. Aproximadamente un
tercio de los estudiantes de este estudio informaron que, en el período anterior a la pandemia,
la clase de Educación Física era el único momento semanal en el que realizaban algún tipo de
práctica corporal. De estos, el 50% se detuvo por completo durante el aislamiento.
Entre las razones citadas para abandonar la práctica de actividad física durante el
periodo de pandemia se encuentra la "falta de motivación". Este obstáculo puede estar asociado
al hecho de que, durante las clases de Educación Física, los adolescentes tienden a involucrarse
con sus pares, estableciendo vínculos sociales para la práctica de actividad física también fuera
de la escuela (Pandolfo et al., 2019), lo que durante la pandemia no fue posible. En el caso de
los adolescentes, las interacciones sociales y las amistades influyen significativamente en las
conductas de actividad física, un factor que sin duda se ha visto afectado negativamente por la
COVID-19 (Hall et al., 2020).
Otra razón identificada fue la falta de espacio y equipo en el hogar. Además de esta
condición, la restricción de la movilidad con disminución en el número de salidas fuera de casa,
además de la imposibilidad de asistir a escuelas, plazas y gimnasios, impuso una dura rutina a
estos adolescentes (Hall et al., 2020). Además de las consecuencias emocionales, estos factores
fueron determinantes para el aumento del tiempo frente a la pantalla. Es importante destacar los
efectos negativos sobre la salud general de los adolescentes, con una reducción de la actividad
física y un aumento de la TT durante el período de aislamiento social. A corto, mediano y largo
plazo, esta mayor exposición a las pantallas, asociada a la inactividad física, tiene una
implicación directa en el desarrollo de enfermedades crónicas no transmisibles en edades más
avanzadas e incluso en la mortalidad de la población adulta (Hall et al., 2020).
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Consideraciones finales
En conclusión, el impacto de la DiS causada por la pandemia de COVID-19 fue el
aumento de la CS y la disminución de la CA en los adolescentes. Por lo tanto, tanto la escuela
como las clases de Educación Física deben consolidarse como un espacio rico en oportunidades
para las prácticas corporales de los niños y adolescentes. Este reconocimiento contribuye al
cumplimiento de las recomendaciones de NAF para esta población.
Las limitaciones de este estudio están relacionadas con el uso de instrumentos subjetivos
y autoinformados, pero era necesario dado el período vivido en la época. Además, el hecho de
recordar las actividades realizadas en el periodo anterior puede generar un sesgo de memoria,
reflejando una disminución percibida en el NAF, en lugar de reflejar la realidad.
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Distanciamiento social en tiempos de pandemia: Impacto en el comportamiento activo y sedentario de los escolares
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 19, n. 00, e024018, 2024. e-ISSN: 1982-5587
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CRediT Author Statement
Reconocimientos: No aplicable.
Financiación: No se aplica.
Conflictos de intereses: No hay.
Aprobación ética: CEP de la Universidad Federal de Santa María, Dictamen de
Aprobación Nº 4.004.941.
Disponibilidad de datos y material: No aplicable.
Contribuciones de los autores: SANTOS, D. L.: Preparación, redacción y revisión del
trabajo publicado; PANDOLFO, K. C. M.: Concepción y diseño del estudio, investigación,
adquisición de datos, análisis estadístico de los datos, preparación y redacción del trabajo
publicado. AZAMBUJA, C. R.: Orientación de la planificación, metodología y ejecución
de la actividad investigadora, análisis formal, análisis estadístico de los datos, participación
en la redacción y revisión del trabajo publicado.
Procesamiento y edición: Editora Iberoamericana de Educación - EIAE.
Corrección, formateo, normalización y traducción.
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 19, n. 00, e024018, 2024. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v19i00.18027 1
SOCIAL DISTANCING IN PANDEMIC TIMES: IMPACT ON ACTIVE AND
SEDENTARY BEHAVIOR OF SCHOOL STUDENTS
DISTANCIAMENTO SOCIAL EM TEMPOS DE PANDEMIA: IMPACTO NO
COMPORTAMENTO ATIVO E SEDENTÁRIO DE ESCOLARES
DISTANCIAMIENTO SOCIAL EN TIEMPOS DE PANDEMIA: IMPACTO EN EL
COMPORTAMIENTO ACTIVO Y SEDENTARIO DE LOS ESCOLARES
Kelly Christine Maccarini PANDOLFO1
e-mail: kellypandolfo75@gmail.com
Cati Reckelberg AZAMBUJA2
e-mail: cati.razambuja@gmail.com
Daniela Lopes dos SANTOS3
e-mail: lopesdossantosdaniela@gmail.com
How to reference this article:
PANDOLFO, K. C. M.; AZAMBUJA, C. R.; SANTOS, D. L.
Social distancing in pandemic times: Impact on active and sedentary
behavior of school students. Revista Ibero-Americana de Estudos
em Educação, Araraquara, v. 19, n. 00, e024018, 2024. e-ISSN:
1982-5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v19i00.18027
| Submitted: 06/05/2023
| Revisions required: 03/08/2023
| Approved: 16/11/2023
| Published: 07/02/2024
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Colégio Militar de Santa Maria (CMSM), Santa Maria RS Brasil. Teacher of Basic, Technical and
Technological Education.
2
Federal University of Santa Maria (UFSM), Santa Maria RS Brazil. Substitute Professor at the Department
of Teaching Methodology.
3
Federal University of Santa Maria (UFSM), Santa Maria RS Brazil. Full Professor at the Department of
Sports Methods and Techniques.
Social distancing in pandemic times: Impact on active and sedentary behavior of school students
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 19, n. 00, e024018, 2024. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v19i00.18027 2
ABSTRACT: Low level of physical activity (PAL) and high rates of sedentary behavior (SB)
in adolescents are cause for concern. The aim was to analyze the impact of social distancing
(SDi) on active behavior (AB) and SB in 276 high school students (age: 16.1±1.0 years) of a
federal public school in southern Brazil, during the COVID-19 pandemic. Participants
answered about the AB and SB routine in a typical week (before and during DiS) in 2020. AB
decreased both in time of physical activity practice (360.1±172.5 to 215.8±167.2 min /week;
p<0.000) as in days of weekly practice (4.1±1.4 to 3.2±1.9 days/week; p<0.000). SB increased
(480 to 720 min/day). It is concluded that the impact of SDi was unfavorable for AB and SB.
Therefore, school and school Physical Education should be recognized as a space and
opportunity to carry out physical practices, meeting the PAL recommendations for this
population.
KEYWORDS: School physical education. Basic education. Level of physical activity. Screen
time. COVID-19.
RESUMO: Baixo nível de atividade física (NAF) e altos índices de comportamento sedentário
(CS) de adolescentes o motivos de preocupação. O objetivo foi analisar o impacto do
distanciamento social (DiS) no comportamento ativo (CA) e CS em 276 escolares (idade:
16,1±1,0 anos) do ensino médio de uma escola pública federal do Sul do Brasil, durante a
pandemia de COVID-19. Os participantes responderam sobre a rotina de CA e CS em uma
semana típica (antes e durante DiS) em 2020. O CA diminuiu quanto ao tempo de prática de
atividades sicas (360,1±172,5 para 215,8±167,2 min/semana; p<0,000) e dias de prática
semanal (4,1±1,4 para 3,2±1,9 dias/semana; p<0,000). O CS aumentou (480 para 720
min/dia). Conclui-se que o impacto do DiS foi desfavorável para CA e CS. Portanto, escola e
Educação Física escolar devem ser reconhecidas como espaço de oportunidade na realização
das práticas corporais, contribuindo no atendimento às recomendações de NAF desta
população.
PALAVRAS-CHAVE: Educação física escolar. Educação básica. Nível de atividade física.
Tempo de tela. COVID-19.
RESUMEN: El bajo nivel de actividad física (NAF) y los altos índices de comportamiento
sedentario (CS) en adolescentes son motivo de preocupación. El objetivo fue analizar el
impacto del distanciamiento social (DiS) en el comportamiento activo (CA) y CS en 276
estudiantes de secundaria (edad: 16,1±1,0 años) de una escuela pública federal en el sur de
Brasil, durante la pandemia de COVID-19. Los participantes respondieron sobre la rutina de
CA y CS en una semana típica (antes y durante el DiS) en 2020. El CA disminuyó en el tiempo
de práctica de actividad física (360,1±172,5 a 215,8±167,2 min/semana; p<0,000) y en los días
de práctica semanal (4,1±1,4 a 3,2±1,9 días/semana; p<0,000). El CS aumentó (480 a 720
min/día). Se concluye que el impacto de DiS fue desfavorable para CA y CS. Por lo tanto, la
escuela y la Educación Física escolar deben ser reconocidas como espacio y oportunidad para
la realización de prácticas corporales, contribuyendo al cumplimiento de las recomendaciones
de NAF para esta población.
PALABRAS CLAVE: Educación física escolar. Educación básica. Nivel de actividad física.
Tiempo frente a la pantalla. COVID-19.
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO and Cati Reckelberg AZAMBUJA.
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 19, n. 00, e024018, 2024. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v19i00.18027 3
Introduction
Healthy behaviors carried out throughout the day are predictors of good health and
quality of life in adolescents (Vaquero-Solís et al., 2021). However, the level of physical
activity (PAL) of this population is a subject of attention from the global scientific community.
Recently, Guthold et al. (2020) observed a global prevalence of 81% of insufficiently active
adolescents, which is a behavior negatively associated with self-rated health in this population
(Zhang; Lu; Wu, 2020).
This evidence is further aggravated by the fact that a long period of sedentary behavior
(SB) exposes adolescents to the development of cardiometabolic diseases, regardless of PAL
(Silva Filho et al., 2020). In addition to the negative effects on health in general, there is concern
about the impact of this behavior on life expectancy and its consequences for public health
(Chaput et al., 2020; Zhang; Lu; Wu, 2020).
On a positive note, school is at the center of opportunities for adolescents to increase
their PAL. Active commuting to school, physical education classes, breaks between classes
(recess), sports schools and several other activities are possibilities to encourage this behavior.
On the contrary, after-school hours (post-school daytime) can generate excessive CS in
adolescents. There is evidence that they adopt these behaviors in almost half of the post-school
period, including the use of screens (television, smartphone, video games, tablets and
computers) and, despite health bodies warning of the need to reduce time in CS, most exceed
recommendations (Arundell et al., 2016).
Although inevitable, it is possible that the COVID-19 (SARS-CoV-2) pandemic has
worsened this situation, as opportunities for active behavior (CA) were affected by the closure
of schools. In Brazil, the effects of community spread were noticed from March 2020, and the
World Health Organization (WHO) recommended isolation and social distancing actions (DiS).
In this sense, the Ministry of Education followed WHO guidelines and determined that in-
person classes would become virtual (Brazil, CNE, 2020). The DiS recommendations and the
change in class format impacted the physical activity and CS patterns of students (Yomoda;
Kurita, 2021; Brito et al., 2020; Pietrobelli et al., 2020; Schmidt et al., 2020).
Therefore, the present study aimed to analyze the impact of DiS on the active and
sedentary behaviors of high school students at a federal public school in the South of Brazil,
during the COVID-19 pandemic.
Social distancing in pandemic times: Impact on active and sedentary behavior of school students
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 19, n. 00, e024018, 2024. e-ISSN: 1982-5587
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Methodological Paths
The convenience sample consisted of 276 students enrolled in high school (1st, 2nd and
3rd years) at a federal public school in the southern region of Brazil. For data collection, a
questionnaire was prepared including questions to characterize the sample (age, sex). This
instrument was built and made available via Google Forms, in a very simple way, so that
participants could respond while respecting DiS. The invitation to participate in the study was
made through the Learning Environment (Moodle) used by the Educational Institution. The
survey was available to be answered in the first fortnight of June 2020. Before the questions
began, the Informed Consent and Assent Form was presented, with a description of the
objectives and procedures for participation. Afterwards, he was asked: “Do you agree to
participate in this study?” When selecting the “yes” option, the questionnaire started and, if you
chose “no”, it ended automatically.
Students were asked to think about their physical activity and CS routine in a typical
week, before the isolation period, and during that period. Regarding PAL, questions were asked
about the amount of physical activity performed (in min/day) and modalities practiced. With
regard to CS (in hours/day), the questions were distributed as follows: use of screens for study
routine (PC), hours of television (TV) and screen time (TT, for tempo de tela, in Portuguese)
intended for leisure (social networks and video games).
The research was conducted in accordance with the principles of the Declaration of
Helsinki and Resolution 466/12 of the Ministry of Health, which regulates research with human
beings in Brazil, and was assessed and approved by the Ethics Committee for Research with
Human Beings.
The data were processed and presented using descriptive statistical analysis, with
measures of central tendency and dispersion. To verify the normality of the data, the
Kolmogorov-Smirnov test was applied, and for multiple comparisons, the Friedman test with
Dunn's post hoc test. The significance level adopted was 5% and the data were processed using
the SPSS 20.0 statistical package.
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO and Cati Reckelberg AZAMBUJA.
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Results
276 high school students participated, with an average age of 16.1±1.0 years. When
stratifying the group by sex, there were 158 girls and 118 boys. The results regarding active
and sedentary behaviors are presented in Table 1.
Table 1 Active and sedentary behaviors of high school students.
High School Students (n=276)
Before
During
Δ
(abs.)
%
(rel.)
MD
Min Max
MD
Min - Max
4.1
2 7
3.2
0 - 7
-0.9
-25.0
90
30 120
60
0 - 120
-30
-33.3
360
60 840
180
0 - 840
-180
-50.0
60
0 540
120
0 600
60
100
180
0 600
300
0 600
120
66.7
240
0 600
300
0 600
60
25.0
Source: Written by the author. Caption: Before and during refer to the social isolation imposed by
government health bodies, as a result of the COVID-19 pandemic; TV: television screen time; PC:
computer screen time; TT: leisure screen time (social networks and games); Md: median; Min Max:
minimum and maximum values; Δ: absolute value of the variation in the median between moments
during before; %: relative value of the variation; sem.: week.
In relation to CA, there was a decrease in the average, both in the time spent practicing
physical activities (from 360.1±172.5 min/week to 215.8±167.2 min/week; p<0.000), and in
the number of days of weekly practice (from 4.1±1.4 to 3.2±1.9 days; p<0.000). When
stratifying participants by sex, the analysis of weekly physical activity time showed a difference
between the periods before and during the pandemic, in both sexes (female: from 325.3±152.8
to 184.5±162.6 min /week; p<0.000; male: from 404.7±191.9 to 259.1±165.6 min/week;
p<0.004). In daily PAL, there was a difference only for females (from 86.4±20.9 to 58.4±20.0
min/day; p=0.004) (Figure 1). However, despite decreasing PAL, both sexes managed to remain
active for at least three days a week on average.
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Figure 1 Active behavior of high school students, stratified by sex.
Source: Prepared by the authors. Legend: min/day A: minutes per day (before); min/day D: minutes per
day (during); min/week A: minutes per week (before); min/week D: minutes per week (during). Multiple
and paired comparisons: Friedman's test and Dunn's post hoc test; Significance level: α=0.05.
Adolescents were also asked about the type of physical activity practiced before and
during the pandemic (Figure 2). Among the activities mentioned, the 42.5% increase in the
practice of CrossFit or Functional Training stood Oct. The biggest drops were 86.8% in
brand/adventure sports (athletics, swimming and orienteering) and 81.2% in invasion sports
(handball, field football, futsal, basketball, American football and rugby). In reference to
Physical Education classes, 31.5% (n=87) of students reported that this was the only weekly
time they performed physical activity before social isolation. During the pandemic, only 15%
(n=37) continued this practice.
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO and Cati Reckelberg AZAMBUJA.
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Figure 2 Physical activities practiced by high school students, before and during the
pandemic period
Source: Prepared by the authors. Caption: Net/Wall Sports: volleyball, tennis and padel; Invasion Sports:
handball, football, futsal, basketball, American football and rugby; Brand/nature sports: athletics,
swimming and orienteering; Combat sports: fighting and martial arts; Outdoor group aerobics;
Individual outdoor aerobics: walking and running outdoors; Indoor aerobics: walking, running on a
treadmill and spinning; Group classes: gymnastics and water aerobics; PE classes: physical education
classes (mandatory curricular component).
It was found that 10.5% (n=29) of students abandoned physical activity during this
period. The reasons cited as determining factors for stopping physical activities were: lack of
motivation (93.1%; n=27); lack of space at home (37.9%; n=11); lack of own equipment (31%;
n=9); and was infected by the coronavirus (3.4%; n=1). In relation to CS, an increase was
observed in all forms analyzed. Before the period of social isolation, students reported taking
CS for approximately 8h/day (or 480 min/day). During the pandemic, the number of hours per
day for these behaviors was updated to 12 hours (or 720 min/day).
A significant difference was found when comparing PC use before and during the
isolation period, in both sexes (female: from 3.5±2.1 to 5.2±2.5 h/day; male: 3.1±2.1 to 4.3±2.7
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h/day; p<000), being higher for girls (47.8%) when compared to boys (39.9%). In terms of TV
time, a significant difference was found only in the female group (p=0.002; increase of 39.3%).
In the use of TT, the increase was 16.4% among girls and 15.4% among boys, which was not
significant (Figure 3).
Figure 3 Sedentary behavior of high school students, stratified by sex.
Source: Prepared by the authors. Caption: PC A: computer screen time (before); PC D: computer screen
time (during); TV A: television screen time (before); TV D: television screen time (during); TT A:
leisure screen time - social networks and games (before); TT D: leisure screen time - social networks
and games (during). Multiple and paired comparisons: Friedman's test and Dunn's post hoc test;
Significance level: α=0.05.
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO and Cati Reckelberg AZAMBUJA.
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Discussion
As expected, during the pandemic period, students reduced the time spent practicing
physical activities and days of weekly practice, and increased CS, following the global trend
reported by Wilke et al. (2021), who found that self-reported physical activity decreased
substantially following restrictions on public life associated with the COVID-19 pandemic.
Systematic review studies with the general population, including children and adolescents, are
also aligned with these results (Stockwell et al., 2021; Caputo; Reichert, 2020).
The findings of this study, in relation to CA observed in schoolchildren, also follow
those found in a multicenter study carried out in 14 countries, including Brazil, in which a
negative variation in PAL was found, greater than 50% (Wilke et al., 2021). Regarding the
weekly time spent on physical activities, there was an average reduction of 144.3 min/week.
Although the students in this study showed a drop in the time spent on physical activities, this
reduction was smaller than that found in a study carried out in Shanghai, China, with more than
2000 children and adolescents, which found an average reduction of 435 min/week (Xiang;
Zhang; Kuwahara, 2020). Another study observed that Spanish adolescents decreased their
practice of physical activities by 91 min/day (Medrano et al., 2021).
When analyzing the PAL between the sexes, it was found that the average decrease in
min/week was similar between boys (145.6 min/week) and girls (140.8 min/week). However,
both sexes managed to remain active for at least 3 days a week on average, which is in line with
what the American College of Sports Medicine recommended in a publication at the beginning
of the pandemic, advising 150 to 300 min/week of PA during the period of social isolation
(ACSM, 2020). Even given the limitations of the period and changes in the format of classes
(from in-person to online), which may have caused an overload in educational activities
(Pandolfo; Azambuja; Dos Santos, 2022), students found ways to maintain practicing physical
activities within recommended levels for health (Brazil, 2021).
One of the strategies adopted was Functional Training/CrossFit. When examining the
responses about the type of physical activity carried out during the pandemic, this modality was
the one that had the highest percentage increase among schoolchildren. This type of practice
offers the possibility of being carried out in small spaces, including at home, and with adapted
material, which may have influenced this choice.
On the other hand, invasion sports showed a significant drop. According to Brito et al.
(2020), less space makes exercise more difficult and this information validates the results found
for the behavior of invasion sports. The study carried out in Curitiba-PR, with 342 adolescents
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aged 12 to 17, public school students and participants in school sports activities, demonstrated
that only 27% could maintain physical activities at home, especially those guided by technical
teachers (Brito et al., 2020). The modalities of handball, basketball and futsal, classified within
this group, require larger and standardized spaces for their practice. These factors are associated
with the characteristic of being team sports, that is, they depend on the collaboration of a
colleague and the opposition of an opponent for them to develop, a factor that was restricted,
given the situation of isolation and distancing adopted during the period.
Corroborating these results, Yomoda and Kurita (2021), after analyzing 21 studies
published in 2020, concluded that declines in physical activity are greater among children who
participate in organized team sports and those with limited space. Another study (Schmidt et
al., 2020) showed that the closure of sports facilities during the COVID-19 pandemic in most
countries resulted in decisive changes to young people's daily routines and their opportunities
to be active, and Pietrobelli et al. (2020) reported that Italian children and adolescents who
struggled with obesity reduced the time spent on sports activities by 2.30±4.60 h/week
(p=0.003).
The sports characterized as brand/adventure grouped in this study also presented results
that deserve a careful look. Despite being sports characterized as individual (practitioners
depend on themselves to achieve the goal), and capable of being carried out outdoors (which
would not change as much during this period), they were activities that also showed a significant
drop when compared to their practice before the pandemic. It is worth noting that the sports
modalities of athletics and orienteering grouped into brand/adventure sports are worked on at
the school where the study was developed, both in curricular Physical Education classes and in
sports clubs offered after school, a fact that also occurs with invasion modalities.
Considering that the adolescents in this study spent most of the day in the school
environment before the pandemic, a point that must be highlighted is the importance of school
in the organization and practice of sports that showed the biggest drops during social isolation.
According to Hall et al. (2020), much of the physical activity of children and adolescents is
related to school life and, with the closure of schools, children's activity was largely restricted
to the domestic environment.
The importance of school is evident when looking at the results from the period before
distancing, in which PAL was more than 300 min/week. The educational institution
investigated offers two periods of Physical Education classes per week, the subject being
practical and mandatory, even though the educational guidelines in force in the country (Brazil,
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO and Cati Reckelberg AZAMBUJA.
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2017) advise that only one period be offered per week. Physical Education as a curricular
component presents itself as an important tool for increasing students' PAL, serving as a
strategy for changing attitudes towards CS. Combined with this idea, offering sporting activities
after school has the potential to minimize the negative effects of CS, as evidenced in the results
related to the practice of invasion, branded and adventure sports.
Restricting sports opportunities, in addition to creating a barrier to physical activity,
increased sedentary time during the pandemic period, justified by the greater time spent at home
(Stockwell et al., 2021). The CS of the students in this study increased by approximately 50%.
The biggest increase occurred in the use of computers for studies, in both sexes. Girls started
watching more television and the use of screens for leisure increased by approximately 15% for
both sexes.
The increase in time in front of screens was an expected behavior during the period, as
evidenced in several investigations. A study coordinated by the Oswaldo Cruz Foundation
(Fiocruz) in partnership with the Federal Universities of Minas Gerais (UFMG) and the State
Universities of Campinas (UNICAMP), with more than 9,000 Brazilian teenagers, investigated
changes in routine and lifestyle. It was found that 70% started spending more than 4 hours a
day in front of the computer, tablet or cell phone, in addition to online class time (Szwarcwald
et al., 2021). These numbers were not limited exclusively to Brazilians. Spanish teenagers
(Medrano et al., 2021), Italians (Pietrobelli et al., 2020), Chinese (Xiang; Zhang; Kuwahara,
2020), Canadians, and South Koreans (Guan et al., 2020) also suffered a similar impact.
The high percentage of computer use related to studies is understandable, taking into
account the need to continue following classes that took place virtually during this period. It is
noteworthy that the institution of this study adopted the virtual classes system the day after the
decision to suspend face-to-face classes by the competent bodies, an aspect that was an
exception among schools. This condition may have generated an overload of online activities
related to the study.
Regarding TV time and use of TT, despite the increase, it was small compared to the
use of the PC for studies. This is a worrying result that corroborates the importance of schools
in the process of increasing NAF and combating CS. The fact that the school was closed took
away the opportunity for teenagers to stay active and contributed greatly to the increase in CS.
Approximately one third of the students in this study reported that in the period before the
pandemic, Physical Education class was the only time per week in which they performed some
type of physical practice. Of these, 50% stopped completely during isolation.
Social distancing in pandemic times: Impact on active and sedentary behavior of school students
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 19, n. 00, e024018, 2024. e-ISSN: 1982-5587
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Among the reasons cited for abandoning physical activity during the pandemic period
is “lack of motivation”. This obstacle may be associated with the fact that during Physical
Education classes, adolescents tend to get involved with their peers, establishing social bonds
to practice physical activity outside of school (Pandolfo et al., 2019), which is not was possible
during the pandemic. For adolescents, social interactions and friendships significantly influence
physical activity behaviors, a factor that has certainly been negatively impacted by COVID-19
(Hall et al., 2020).
Another reason identified was the lack of space and equipment at home. Combined with
this condition, the restriction of mobility with a reduction in leaving home, in addition to the
impossibility of attending schools, squares and gyms, imposed a harsh routine on these
adolescents (Hall et al., 2020). In addition to the emotional consequences, these factors were
decisive for the increase in screen time. It is important to highlight the negative effects on the
general health of adolescents, with a reduction in physical activities and an increase in TT
during the period of social isolation. In the short, medium and long term, this increased exposure
to screens, associated with physical inactivity, has a direct implication in the development of
chronic non-communicable diseases at older ages and even in mortality in the adult population
(Hall et al., 2020).
Final remarks
In conclusion, the impact of DiS caused by the COVID-19 pandemic was an increase in
SC and a decrease in Ca in adolescents. Therefore, both the school and Physical Education
classes must be consolidated as a space rich in opportunities for physical practices for children
and adolescents. Such recognition contributes to meeting NAF recommendations for this
audience.
The limitations of this study lie in the use of subjective and self-reported instruments;
however, it was necessary given the period experienced at the time. Furthermore, remembering
activities carried out in the previous period can generate memory bias, reflecting a perceived
decline in PAL, instead of reflecting reality.
Daniela Lopes dos SANTOS, Kelly Christine Maccarini PANDOLFO and Cati Reckelberg AZAMBUJA.
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CRediT Author Statement
Acknowledgments: Not applicable.
Financing: Not applicable.
Conflicts of interest: None.
Ethical approval: CEP of the Federal University of Santa Maria, Approval Report nº.
4,004,941.
Availability of data and material: Not applicable.
Author contributions: SANTOS, DL: Preparation, writing and review of published work;
PANDOLFO, KCM: Conception and design of the study, investigation, data acquisition,
statistical analysis of data, preparation and writing of published work. AZAMBUJA, CR:
Guidance on planning, methodology and execution of research activity, formal analysis,
statistical analysis of data, participation in the writing and review of published work.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Review, formatting, standardization, and translation.