RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023101, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18412 1
A PÉRSIA E O PLANALTO IRANIANO: APONTAMENTOS PARA O ENSINO DE
HISTÓRIA ANTIGA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
PERSIA Y LA MESETA IRANÍ: APUNTES PARA LA ENSEÑANZA DE LA HISTORIA
ANTIGUA EN LA EDUCACIÓN BÁSICA
PERSIA AND THE IRANIAN PLATEAU: NOTES FOR THE TEACHING OF ANCIENT
HISTORY IN COMPULSORY EDUCATION
Luciano Marcos CURI1
e-mail: lucianocuri@iftm.edu.br
Ana Lúcia Araújo BORGES2
e-mail: analuciaborges@iftm.edu.br
Camila Adriane Almeida SILVA3
e-mail: camilaadriane4857@gmail.com
Como referenciar este artigo:
CURI, L. M.; BORGES, A. L.A.; SILVA, C.A. A. A Pérsia e o
Planalto Iraniano: Apontamentos para o ensino de história antiga na
Educação Básica. Revista Ibero-Americana de Estudos em
Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023101, 2023. e-ISSN: 1982-
5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18412
| Submetido em: 29/08/2023
| Revisões requeridas em: 15/09/2023
| Aprovado em: 11/10/2023
| Publicado em: 01/11/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), Uberaba MG Brasil.
Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação Tecnológica (PPGET IFTM) e do Mestrado
Profissional em Educação Profissional e Tecnológica ofertado em Rede Nacional (ProfEPT). Pós-Doutor em
História Social e pós-doutorando em Educação.
2
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), Uberaba MG Brasil.
Professora Permanente do Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica ofertado em Rede
Nacional (ProfEPT).
3
Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam), Patos de Minas MG Brasil. Estudante do Curso Técnico
em Manutenção e Suporte em Informática Integrado ao Ensino Médio, bolsista PIBIC EM CNPq na época que
essa pesquisa teve seu primeiro desenvolvimento.
A Pérsia e o Planalto Iraniano: Apontamentos para o ensino de história antiga na Educação Básica
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023101, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18412 2
RESUMO: O artigo aborda a história do Planalto Iraniano e de seus povos, entre eles, os Persas
e suas relações com os gregos antigos no início do que posteriormente ficou conhecido como
Civilização Ocidental. Objetivou-se evidenciar que o ensino de história antiga no Brasil precisa
ser repensado para evitar imprecisões, generalizações e incoerências frequentes, entre outros,
em boa parte da bibliografia disponível sobre o tema. Para isso, apoiou-se em pesquisas
arqueológicas e históricas mais recentes, que são contribuições teóricas decisivas para
compreender os povos do Planaldo Iraniano em sua diversidade e historicidade. Trata-se de uma
pesquisa básica, qualitativa, exploratória, explicativa e que utilizou-se de procedimentos
bibliográficos e documentais. Concluiu-se que os povos antigos devem ser estudados de modo
contextualizado. Os povos do Planalto Iraniano precisam ter sua diversidade compreendida e
não podem ser tratados como se fossem todos iguais. Desse modo, embora os Persas sejam o
povo mais conhecido e estudado do planalto, eles não foram os únicos. Assim, o artigo discute
uma temática sobre a qual existem poucas pesquisas no Brasil e procura colaborar com a tarefa
do ensino de história antiga no país, neste caso sobre os povos do Planalto Iraniano. Portanto,
trata do papel dos Persas nas origens do Ocidente, mas procura não se limitar a essa questão.
Por fim, salienta-se a pertinência do estudo da antiguidade na Educação Básica e faz alguns
apontamentos para contribuir com esta importante tarefa.
PALAVRAS-CHAVE: Irã. Mundo Antigo. Educação. Ensino. Planalto Iraniano.
RESUMEN: El artículo aborda la historia de la meseta iraní y su gente, incluidos los persas
y sus relaciones con los antiguos griegos al comienzo de lo que más tarde se conoció como la
civilización occidental. El objetivo fue resaltar que la enseñanza de la historia antigua en Brasil
necesita ser repensada para evitar frecuentes imprecisiones, generalizaciones e
inconsistencias, entre otras, en gran parte de la bibliografía disponible sobre el tema. Para
lograrlo, se basó en investigaciones arqueológicas e históricas más recientes, que son
contribuciones teóricas decisivas para comprender a los pueblos de la meseta iraní en su
diversidad e historicidad. Se trata de una investigación básica, cualitativa, exploratoria,
explicativa que utilizó procedimientos bibliográficos y documentales. Se concluyó que los
pueblos antiguos deben ser estudiados de forma contextualizada. La gente de la meseta iraní
necesita que se comprenda su diversidad y no se les puede tratar como si fueran todos iguales.
Así, aunque los persas son el pueblo más conocido y estudiado de la meseta, no fueron los
únicos, ni los primeros ni los últimos en esa región. Así, el artículo aborda un tema sobre el
cual hay poca investigación en Brasil y busca colaborar con la tarea de enseñar la historia
antigua en el país, en este caso sobre los pueblos de la Meseta iraní. Por tanto, aborda el papel
de los persas en los orígenes de Occidente, pero no busca limitarse a esta cuestión. Finalmente,
se destaca la relevancia del estudio de la antigüedad en la Educación Básica y se realizan
algunos apuntes para contribuir a esta importante tarea.
PALABRAS CLAVE: Irán. Mundo Antiguo. Educación. Enseñanza. Meseta Iraní.
Luciano Marcos CURI; Ana Lúcia Araújo BORGES e Camila Adriane Almeida SILVA
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023101, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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ABSTRACT: The article addresses the history of the Iranian Plateau and its people, including
the Persians and their relations with the ancient Greeks at the beginning of what later became
known as Western Civilization. The objective was to highlight that the teaching of ancient
history in Brazil needs to be rethought to avoid frequent inaccuracies, generalizations and
inconsistencies, among others, in much of the bibliography available on the subject. To achieve
this, it was based on more recent archaeological and historical research, which are decisive
theoretical contributions to understanding the people of the Iranian Plateau in their diversity
and historicity. This is a basic, qualitative, exploratory, explanatory research that used
bibliographic and documentary procedures. It was concluded that ancient people must be
studied in a contextualized way. The people of the Iranian Plateau need to have their diversity
understood and cannot be treated as if they were all the same. Thus, although the Persians are
the best known and studied people on the plateau, they were not the only ones, neither the first
nor the last in that region. Thus, the article discusses a topic on which there is little research in
Brazil and seeks to collaborate with the task of teaching ancient history in the country, in this
case about the people of the Iranian Plateau. Therefore, it deals with the role of the Persians in
the origins of the West, but seeks not to limit itself to this issue. Finally, the relevance of the
study of antiquity in Basic Education is highlighted and some notes are made to contribute to
this important task.
KEYWORDS: Iran. Old World. Education. Teaching. Iranian Plateau.
Considerações iniciais
A Pérsia é uma referência conhecida no imaginário ocidental. Geralmente, a palavra
remete aos famosos tapetes persas, à Ciro, o rei fundador do Império Aquemênida, ao Medalhão
Persa, à expressão mercado persa, ao gato Garfield dos desenhos animados, um gato persa, à
Lima da Pérsia, à rainha Atossa (550 a 475 a.C), um dos casos mais antigos conhecidos de
câncer de mama da história e sua respectiva extirpação, entre outras tantas referências (BURNS,
1997; CAUTI, 2015; MUKHERJEE, 2012).
No entanto, por trás de uma referência tão conhecida pode morar também um profundo
desconhecimento dos povos, culturas e civilizações que se desenvolveram no Planalto Iraniano,
lar dos persas, mas não apenas deles (SÁNCHEZ, 2011; DARYAEE, 2012; PINTO, 2018).
A expressão Pérsia pode referir-se a povos distintos, localizados em momentos
históricos diferentes e, muitas vezes, fazendo alusão a culturas variadas. Onde hoje se encontra
o país chamado Irã, localizado no planalto iraniano, foi o local no qual várias culturas e
civilizações desenvolveram-se: elamitas, gutis, lulubis, cassitas, medos, persas, partos,
sassânidas, safávidas e os árabes iranianos. Portanto, a prática de chamar todos esses povos de
Persas, embora comum, é desprovida de precisão histórica (PINTO, 2018).
A Pérsia e o Planalto Iraniano: Apontamentos para o ensino de história antiga na Educação Básica
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Ocorre, contudo, que os persas se tornaram tão conhecidos, principalmente devido à
guerra com os Gregos, às famosas Guerras Médicas (ou Greco-Pérsicas), que eles passaram a
ser utilizados como referência para nomear tudo e todos da região onde viveram, ou seja, o
Planalto Iraniano
4
.
É neste sentido que alguns livros de história se referem aos Impérios da Pérsia. Alguns
autores usam a expressão Pérsia como equivalente a Planalto Iraniano. Esta prática, porém,
não é muito adequada e fomenta incompreensões (SÁNCHEZ, 2011; PARKER, 1995). Existem
inúmeros estudos sobre História Antiga nos Livros Didáticos que apontam diversas
inconsistências no tratamento desta temática (SILVA, 2000; FUNARI, 2004; BARNABÉ, 2014;
CASSIANO, 2017; ASSUMPÇÃO; COSTA CAMPOS, 2020). Dispõem-se até de estudos
publicados sobre História Antiga no Ensino Superior (MORALES, 2017). Todavia,
especificamente sobre o tema dos povos do Planalto Iraniano em sua diversidade e sua relação
com o ensino na Educação Básica, nenhum estudo foi encontrado.
A notoriedade dos persas pode ofuscar os outros povos do Planalto Iraniano
(SÁNCHEZ, 2011; DARYAEE, 2012; PINTO, 2018). É verdade que alguns desses povos que
surgiram depois dos persas e herdaram algumas de suas características culturais e religiosas
passaram a reivindicar filiação com estes. Esse é o caso dos safávidas. Contudo, trata-se quase
sempre de uma reivindicação cultural ou mesmo histórica cujo objetivo é construir novas
nações a partir de um passado glorioso dos antigos persas. Por fim, até 1935, o atual país
chamado Irã adotava o nome de Pérsia, o que seguramente contribuía para a incompreensão
histórica do que ocorreu naquela região (BURNS, 1997).
É importante destacar que o termo Persas deriva da palavra grega Persís que provém
de pārsa, palavra do antigo idioma persa. O termo Persís foi uma transposição para o idioma
grego do nome da região conhecida como Persis (Pars, Parsa), atual província de Fars no I
moderno. Esse termo foi muito utilizado no Ocidente desde a antiguidade, por influência dos
historiadores gregos. Atualmente ele se refere predominantemente ao Império Aquêmenida,
iniciado por Ciro, que foi constituído pelo povo Persa (SÁNCHEZ, 2011).
Quanto ao termo Irã, este provém da palavra arianos (do persa antigo ariya, plural
ariyanam), que ao longo da história adquiriu o significado de Terra dos Arianos e depois de
designativo da ideia de existência de raças humanas. Ou seja, o termo ariano passou a referir-
se aos povos indo-europeus que dominaram a região do planalto iraniano no final do segundo
4
Apenas a título de exemplo as guerras médicas foram abordadas em três filmes: 1) Os 300 de Esparta (1962) de
Rudolph Maté; 2) Os 300 de Zack Snyder de 2007; 300: a Ascensão do Império (2014) de Noam Murro.
Luciano Marcos CURI; Ana Lúcia Araújo BORGES e Camila Adriane Almeida SILVA
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e início do primeiro milênio a. C. (SÁNCHEZ, 2011; DARYAEE, 2012). Esse é o termo
preferido pelos habitantes do Planalto Iraniano e desde 1935 é o que nomeia o país existente na
região. Em suma, eles deixaram de usar um nome que se tornou ocidentalizado e passaram a
usar outro cujas origens remontam a um idioma local. O historiador brasileiro Felipe Ramos de
Carvalho Pinto explica as mudanças históricas ocorridas com o termo Irã.
É neste sentido [...] que, etimologicamente, a palavra “Irã” significa “terra dos
arianos”, [...] “no milenar idioma sânscrito, Irã significa ‘terra dos arianos
(nobres)”, (tal afirmação) é apenas em parte verdadeira. De fato, Irã deriva de
eran, que em tempos sassânidas (224 a 651) significava “[território] dos
ariya”, sendo a designação oficial de seu território eran shahr (o mesmo
território tinha sido chamado pelos partas (247 a. C a 224 d. C) de ariyan
shahr). Parcialmente inexata, entretanto, pois existe uma falsa
correspondência entre a expressão moderna, ariano”, e a expressão ariya,
(esta última) que ocorre em numerosas fontes antigas de diversos períodos,
como o Avesta, inscrições em Naqsh-e Rostam e Bisotun, textos védicos e a
mesmo em textos gregos. Apesar de o primeiro termo ser inspirado no
segundo, seu significado (ariano como raça) está intimamente ligado à Europa
do século XIX, ao desenvolvimento da ciência moderna e à ideia de que a
humanidade está cindida em raças, e denota um grande grupo racial que reúne
indianos, europeus e iranianos modernos, aos quais atribui características
psicológicas e biológicas. [...] Se os aryia viam-se como diferentes dos
anaryia (não-ariya), tal designação era desprovida de quaisquer critérios
biológicos, e certamente não englobava nem europeus nem indianos
modernos. Parcialmente verdadeira, pois a ideia de “ariano” realmente
adquiriu um sentido racial no Irã do século XX, e sem dúvidas é subjacente
aos (diversos) discursos [...] proferidos (no atual Irã) (PINTO, 2018, p. 50-
51).
Desse modo, esse artigo busca contribuir para esclarecer a trajetória dos povos do
Planalto Iraniano, notadamente entre o público de língua portuguesa. É notável, na atualidade,
o aumento dos estudos iranianos, ou mesmo persiológicos, como preferem alguns; exemplo
disso é a Enciclopédia Irânica, site em língua inglesa que disponibiliza grande volume de
estudos e conhecimento sobre os povos que viveram no Planalto Iraniano
5
. Além deste, dispõe-
se também do site Perseus Digital Libary, com diversas fontes textuais e traduções. Ambos
gratuitos.
Entretanto, em língua portuguesa a situação não é tão favorável, a disponibilidade de
material é menor, comparado a outros idiomas. Existem esforços notáveis no Brasil, por
exemplo, para suprir lacunas, mas que nem sempre contemplam o tema do presente estudo
5
O projeto da Enciclopédia Irânica pretende cobrir mais de três mil anos de história e tem sido financiado por
governos e entidades ocidentais, que o atual governo do Irã não com bons olhos o projeto, que pretende
abarcar toda história do Planalto Iraniano desde a pré-história até a atualidade. O motivo da reprovação do governo
iraniano provém de divergências religiosas. Cf. COHEN, Patrícia. O desafio de concluir um tomo sobre o Irã.
Folha de São Paulo, São Paulo, 05 set. 2011.
A Pérsia e o Planalto Iraniano: Apontamentos para o ensino de história antiga na Educação Básica
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(FUNARI; SILVA; MARTINS, 2008). Tal desfavorecimento acaba se refletindo no Ensino de
História Antiga, que reproduz lugares-comuns e simplifica a história de uma das regiões mais
antigas que foram povoadas pelos seres humanos.
Metodologia
O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa de natureza básica e de abordagem
qualitativa. Quanto aos objetivos, trata-se de uma investigação exploratória e explicativa que
teve como procedimentos o estudo bibliográfico e documental.
Refere-se a uma pesquisa histórico-conceitual, e para sua realização foi realizada uma
revisão bibliográfica de diversas publicações voltadas ao estudo dos povos do Planalto Iraniano,
que estão citadas neste artigo.
Apesar da existência de inúmeras publicações, predominam-se certas incompreensões,
imprecisões e até confusões que podem refletir no Ensino de História Antiga na Educação
Básica. Por isso, procurou-se salientar a importância do estudo da história da Antiguidade e fez-
se apontamentos para colaborar com esta importante tarefa.
Assim, neste estudo procurou-se focar no estudo dos povos do planalto, e não apenas
dos Persas, para situá-los e contextualizá-los visando auxiliar numa melhor compreensão de sua
história.
O Planalto Iraniano e seus habitantes
Inicialmente, é preciso lembrar que o estudo dos povos que viveram no Planalto
Iraniano, atual território do país chamado Irã, ou dos povos iranianos, vai além do estudo da
Pérsia. O planalto iraniano foi habitado por vários povos antes e depois dos persas e a história
dos iranianos não se limita e nem se restringe à história desses (ALVES, 2013).
Antes dos persas, o território iraniano foi habitado pelos elamitas, gutis, lulubis e
cassitas. Depois que o império persa declinou e foi dominado pelos macedônicos, no território
iraniano surgiram os impérios e povos partos, sassânidas, safávidas, além do posterior domínio
dos muçulmanos, os árabes iranianos.
Apesar do fato de os persas terem sido os mais célebres habitantes do Planalto Iraniano,
isso não justifica centrar toda análise apenas no período persa. Isso também não se justifica pela
dinâmica da própria história. Hoje os persas são uma referência conhecida em todo planeta, mas
seu antigo território é contemporaneamente habitado por outro povo, de outra cultura e religião,
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os muçulmanos ou árabes iranianos. Estes inclusive, diga-se de passagem, têm orgulho de
habitarem o território dos antigos persas e admiram certas obras de sua cultura, como a história
de Laila e Majnun (NIZAMI, 2003), entre outras. Contudo, não se ligam a eles em aspectos
importantes como a religiosidade, por exemplo (ONCKEN, 1930).
O Planalto Iraniano e sua localização
O Planalto Iraniano está inserido na região do sudoeste asiático, também conhecida
como Oriente Médio. Essa região é considerada pelas Nações Unidas uma das macro-divisões
da Ásia. Trata-se de uma grande formação geológica na placa Euroasiática meridional
(ONCKEN, 1930).
Tradicionalmente, porém, o Egito, embora seja um país majoritariamente africano, é
vinculado como parte do Oriente Médio. Isso devido as suas características culturais e
religiosas, que o aproximam dos demais países que compõem esse espaço. O mesmo ocorre
com a Turquia, que apesar de ter uma pequena parte de seu território na Europa, é também
tradicionalmente ligada ao Oriente Médio.
As fronteiras do planalto iraniano são: Sul: Golfo Pérsico; Norte: Montes Alborz
(Elburz); Oeste: Montes Zagros; Leste: Cordilheira do Indocuche (Hindu Kush). O planalto
possui três grandes rios que são: o Karun, o Atrak e o Safid.
Povoamento do Planalto Iraniano
O planalto iraniano é habitado desde os tempos pré-históricos ou tempos primitivos
(PINSK, 1994). Durante esse período, a região foi habitada, inclusive, por outros ancestrais
primitivos, como os neandertais.
O primeiro indício de sepultamento deliberado na história humana é o
sepultamento neanderthal não muito mais que 100 mil anos. Um dos
sepultamentos mais pungentes aconteceu um pouco mais tarde, há uns 60 mil
anos, nas montanhas Zagros ao norte do Iraque (hoje Irã). Um macho adulto
foi enterrado na entrada de uma caverna; seu corpo aparentemente havia sido
colocado sobre uma câmara de flores de potencial curativo, a julgar pelo pólen
encontrado em torno do esqueleto fossilizado (LEAKEY, 1995, p. 148).
Sabe-se que o planalto iraniano fica no entrecruzamento da África, local de origem do
ser humano, Ásia e Europa. Portanto, a região foi lugar de muitas andanças, conforme atesta o
antropólogo Richard Leakey (LEAKEY, 1995).
Sabe-se que a região também foi lugar de passagem do homem sapiens em direção à
Índia e à China. A fixação de elementos humanos na região é antiga e está relacionada com a
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história que posteriormente ali se desenvolveu. Assim, nesta região, ao longo dos séculos,
inúmeros grupos étnicos invadiram o Planalto Iraniano, estabelecendo diversas comunidades,
das quais a mais antiga conhecida é a de Sialk (GHIRSHMAN, 1976).
Rastro de presença humana na área que abrange o Irã moderno remonta ao
período neolítico, quando tribos de caçadores viviam nas montanhas Alborz e
Zagros e numa região próxima ao atual Paquistão. Mas a nação iraniana
começou a construir-se a quatro mil anos, a partir de um grupo de povos da
Ásia Central, conhecidos como indo-europeus que compartilhavam um
idioma semelhante. Os indo-europeus conseguiram ampla superioridade
militar e logística, sobre outros povos depois de domesticar o cavalo o que
lhes permitiu desbravar horizontes cada vez mais distantes (ADGHIRNI,
2014, p. 125).
Gutis, Lulubi, Cassitas e Elamitas
O historiador francês Michel Mourre ressalta que os primeiros povos do Planalto
Iraniano foram os Gutis, Cassitas e Elamitas. Além destes, houve, também, os Lulubi
(GHIRSHMAN, 1976). Os elamitas foram os primeiros a fundar um Estado organizado no
Planalto Iraniano e os primeiros a constituir também uma civilização, cuja capital ficava na
cidade de Susa. Apesar de fixados no Planalto Iraniano, esses povos sempre se ligaram
geográfica e historicamente aos mesopotâmicos.
A história persa começa com os povos montanheses estabelecidos no sudoeste
do Irão
6
, nas cadeias do Zagros, os Elamitas, os Gutis e os Kassitas
7
. No
decurso dos terceiro-segundo milênios, estes povos estiveram em luta com as
diversas potências que exerceram sucessivamente a hegemonia na
Mesopotâmia; constituíam uma ameaça permanente ao tráfico terrestre entre
o Oriente Mediterrânico e a Ásia (MOURRE, 1998, p. 697).
A utilização do conceito de civilização neste estudo carece de uma contextualização e
apontamentos para a área do ensino. Este conceito surgiu no culo XIX, no contexto do
imperialismo europeu e apoiando-se na fundamentação do chamado evolucionismo, que
prestou um desserviço, porque moldou percepções de esquemas lineares-evolutivos-
valorativos-hierárquicos que são difíceis de serem desfeitos, como a famosa tríade
terminológica: selvageria, barbárie e civilização. Todavia, neste artigo, não se utiliza mais o
conceito de civilização nos termos do século XIX, no singular.
Com o avanço nas pesquisas antropológicas, etnográficas, históricas e culturais no
século XX, percebeu-se vários preconceitos embutidos nas análises do século XIX. Deste
6
Em português de Portugal escreve-se Irão e não Irã como no português brasileiro.
7
Alguns autores escrevem o nome deste povo como cassitas em língua portuguesa.
Luciano Marcos CURI; Ana Lúcia Araújo BORGES e Camila Adriane Almeida SILVA
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modo, o conceito de civilização sofreu uma reconfiguração e passou a ser utilizado no plural,
referindo-se às sociedades que tiveram certa estabilidade, duração, continuidade e coesão social
e cultural, e não mais em supostas superioridades de matriz biológicas.
Na ótica evolucionista do século XIX, a civilização é oposta a barbárie. As
sociedades civilizadas são as que que a religião, a moral e os bons costumes.
E supõe-se que as sociedades primitivas ou pré-históricas viviam num estado
entre selvageria original e a verdadeira civilização. Com o surgimento da
antropologia, compreende-se que a civilização não é um atributo das
sociedades evoluídas. Todas as sociedades humanas conhecem uma forma de
civilização que chamamos de “cultura”. O uso tradicional da palavra
“civilização”, no singular, tende, pois, a desaparecer. Doravante fala-se de
“civilizações”: a civilização chinesa, a grega, a ocidental, e pode-se falar
também de civilizações africanas. O termo civilização remete, então, a uma
área cultural, estável a longo prazo, marcada por algumas grandes
características próprias (DORTIER, 2010, p. 77-78).
Para alguns analistas, o conceito de civilização lembra ranços de darwinismo social e
imperialismo, e assusta anti-eurocêntricos e decolonialistas atuais, por exemplo, situação que é
fruto de maus usos do conceito no passado, notadamente no século XIX. Receio esse que tem
fundamento. Uma definição do conceito de civilização nestes moldes condenáveis, que na
atualidade rejeita-se, encontra-se formulado com precisão pelo historiador Carlos Renato
Carola.
Sedimentou-se na cultura ocidental, a partir do século XVIII principalmente,
um modelo explicativo de ver e ordenar a história com base em três poderosas
ideologias: civilização, progresso e evolução. De certa forma, elas ainda
dominam o pensamento intelectual no Ocidente.
A ideia de “civilização” preconiza uma suposta superioridade cultural de uma
sociedade em relação a outras. A ideologia moderna de “progresso” exalta o
desenvolvimento econômico e tecnológico como indicador inquestionável do
avanço definitivo da cultura humana sobre as forças e recursos da natureza. É
o sentido de “evolução” que primeiramente expressava o desenvolvimento
progressivo de espécies do mundo natural, conforme a teoria darwinista do
século XIX transitou rapidamente para o mundo social humano e
estabeleceu uma hierarquia entre culturas, sociedades e instituições
(CAROLA, 2009, p. 173).
Contudo, o conceito de civilização guarda sua pertinência de utilização no sentido
histórico-arqueológico e não no sentido evolutivo do século XIX. Portanto, é utilizado para
sinalizar a mudança de sociedades primitivas, no sentido de primeiras e originárias e não de
atrasadas, para sociedades complexas, que são entendidas como aquelas dotadas de maior
diversificação social interna (DANIEL, 1970; FERNANDES; ROVAI; LANDINI, 2014;
KUPER, 2008; PASTENAK, 2009; PINSKY, 1994; TRIGGER, 2003; WEBER, 1970). O
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historiador Fernand Braudel definiu com precisão que as civilizações são culturas dotadas de
continuidades (BRAUDEL, 1989).
Portanto, foi neste sentido atualizado do conceito de civilização que nos referimos aos
elamitas. Quanto aos Lulubis, quase tudo que conhecemos sobre esse povo deriva das fontes
mesopotâmicas. Tratava-se de povos tribais que habitavam as montanhas do Zagros, região
oeste do Planalto Iraniano. Foi um povo guerreiro que assediou inúmeras vezes os reinos
mesopotâmicos, e tudo indica que foram subjugados pelo rei Naram-Sin, que reinou de 2254 a.
C. a 2218 a. C. Várias de suas investidas produziram instabilidade no sul da Mesopotâmia e
colaboraram para o fim do Império Acádio. Posteriormente, foram ofuscados por outros povos
militarmente mais poderosos que se desenvolveram na região (SCHRAKAMP, 2012).
Os gutis foram um povo formado por tribos pastoris que habitavam a região montanhosa
do Zagros na parte nordeste do Planalto Iraniano. Eles sempre foram descritos de maneira
pejorativa nas fontes mesopotâmicas, como hordas de Gutis e incontáveis como
gafanhotos”. A referência mais antiga que se tem notícia remonta ao ano de 2200 a. C. nas
inscrições cuneiformes dos mesopotâmicos.
Os Gutis não possuíam sistema de escrita e nem técnicas de irrigação ou agricultura, e
acredita-se que durante os cinquenta anos de dominação (2150 a 2100 a.C.) sobre os
mesopotâmicos tenham interrompido o sistema de tabletes administrativos e que soltaram os
animais em rebanhos nômades pela Mesopotâmia, o que causou uma alta dos preços dos
alimentos.
Tudo indica que foram os gutis que levaram a dinastia acadiana ao declínio final. Por
volta de 2100 a. C., eles foram derrotados por Ur-Nammu, rei da cidade mesopotâmica de Uruk.
Durante séculos, os gutis permaneceram como uma citação arquetípica dos inimigos dos
mesopotâmicos, inclusive na literatura da época (LEICK, 2010).
os cassitas foram referidos como um povo bárbaroque veio do Planalto Iraniano e
invadiu a Mesopotâmia e a dominou por aproximadamente cinco séculos. É importante
observar, com relação aos cassitas, que as pesquisas e descobertas recentes mudaram
parcialmente a visão que se tinha sobre eles nas últimas décadas.
De todos os povos que habitaram a Mesopotâmia antiga, os Cassitas são os
mais misteriosos. Alguns autores viram a sua origem no sudoeste do Irão para
onde eles se retiraram mais tarde. Contrariamente aos Hurritas, eles não
escreveram nada na sua própria língua (...) O cassita não é uma língua semita
e não tem parentesco com o sumério, o hurrita e outras línguas faladas no
Próximo Oriente nem com as línguas indo-europeias. Todavia, os Cassitas
talvez tivessem contactos antigos, directos ou indirectos, com os indo-
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europeus. Os Cassitas apareceram pela primeira vez na Mesopotâmia na época
babilônica antiga sob a forma de indivíduos isolados ou em grupos, e depois
organizados em tribos chamadas de “casa de um dado chefe”. As mais antigas
referências datam de cerca de 1800 a. C. Um século mais tarde um cassita
denominado Kastililiash tornou-se rei de Hana. E nesse momento e nessa
região que começa a longa história da dinastia cassita. Os Cassitas tomam
Babilônia após a incursão hitita que pôs fim a sua I dinastia (c. 1595 a. C.).
Admite-se que o primeiro soberano cassita desta cidade foi Agum II
(SANTOS, 2011, p. 51-59).
Segundo o historiador brasileiro Sinval F. Medina, os cassitas não seriam tão
“civilizados” quanto os mesopotâmicos, e na sua perspectiva, inclusive, teriam contribuído para
a derrocada cultural na região, tese controversa na atualidade.
Cassitas: povo bárbaro proveniente da Ásia Central que, em 1750 a. C. invadiu
a Mesopotâmia, pondo fim ao antigo império babilônico. Em virtude de seu
baixo estágio cultural, os cassitas não souberam aproveitar o legado da
civilização babilônica. A parte sul da Mesopotâmia mergulhou num período
de retrocesso que durou aproximadamente seiscentos anos. O estranho modo
de vida dos cassitas, apascentavam enormes manadas de cavalos, introduziu
este animal em larga escala na Mesopotâmia, provocando uma verdadeira
revolução nos meios de transporte da época. Os conhecimentos acumulados
durante séculos por sumerianos, acadianos e babilônicos não se perderam no
torvelinha das invasões bárbaras. Foram assimilados por um povo semita das
margens do Tigre, os assírios, que, tempos depois, fundaria um formidável
império (MEDINA, 1968, p. 63).
Contudo, de todos os povos anteriores aos persas, os elamitas foram os que mais se
destacaram (GIORDANI, 1992). Eles desenvolveram uma sociedade complexa na região e
tradicionalmente são considerados como a primeira civilização do Planalto Iraniano. Sua
localização geográfica é referida nas fontes antigas como “a leste da Suméria (na
Mesopotâmia)” (HAMDANI, 1978). Diversos historiadores, a partir de uma perspectiva
mesopotâmica, informam que os elamitas localizavam-se na “periferia” da Mesopotâmia
(LEVEQUE, 1991). Eles dominaram parte dos povos mesopotâmicos e também foram por eles
dominados. Foram derrotados pelos assírios e depois pelos persas, que os incorporaram ao seu
império.
Elam um nome feliz concedido pelos tradutores bíblicos uma grande nação
que ocupava um território indeterminado situado aproximadamente o que hoje
se conhece como o atual país chamado de Irã, se bem que na época de seu
máximo esplendor alcançava até o Afeganistão, o mar Cáspio e o noroeste da
Mesopotâmia. Sua história escrita se estende através de quase três milênios (a.
C.), embora sua língua para que chegou a ser utilizada até o século XI de nossa
era (CIFUENTES, 2013, p. 11, tradução nossa).
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Incluídos no império persa, ou império aquemênida, os elamitas, com o passar dos
séculos, deixaram de ser citados, e tudo indica que foram absorvidos pelas práticas imperialistas
dos persas.
Medos e Persas
Tradicionalmente, consideram-se os arianos ou indo-europeus como o ponto de início
da história da Pérsia (MACKEY, 2008). Esta perspectiva, porém, tem sido questionada por
estudos mais recentes, que procuram reconstituir e resgatar a trajetória de todos os povos que
viveram no Planalto Iraniano (CULICAM, 1971).
A partir de, aproximadamente, três mil anos atrás chegaram à região do planalto iraniano
os povos denominados Medos e Persas, ambos arianos. Inicialmente, os Medos instalaram-se
ao norte e os persas ao sul. A partir do século VIII a.C., o imperador medo chamado Déjoces
conseguiu unificar sob seu comando todos os povos da região do planalto iraniano, inclusive os
persas. Nesta época, os elamitas estavam vinculados à história mesopotâmica e não figuravam,
por exemplo, nos planos iniciais de expansão, tanto dos Medos quanto do Persas (SPEAKE,
1999).
Heródoto, considerado o pai da história, narra o episódio da ascensão ao trono de
Déjoces e a formação do reino Medo. Narra também a dominação dos Medos sob os Persas
efetivada por Fraorte, filho de Déjoces.
Cl Déjoces reuniu todos os Medos numa nação, reinando sobre eles.
Essa nação compreende vários povos: os Búsios, os Paretacênios, os
Estrucatas, os Arizantes, os Búdios e os Magos (HALICARNASSO, 2001, p.
109).
CII Por sua morte, depois de um reinado de cinquenta anos sucedeu-o no
trono seu filho Fraorte. O reino da Média não bastou à ambição deste último.
Atacou primeiramente os Persas, submetendo-os ao seu domínio (...).
(HALICARNASSO, 2001, p. 109).
Os persas ficaram sob domínio dos Medos até Ciro, por volta de 550 a.C. Nesta data,
Ciro, então príncipe dos persas, organizou uma rebelião contra a dominação dos Medos. Essa
rebelião obteve sucesso e inverteu a situação política que existia até então no Planalto Iraniano.
A partir daí, os Medos tornaram-se vassalos dos persas, o que resultou na fundação do Império
Persa Aquemênida.
A nação persa contém diversas tribos, como listado aqui. [...]: os Pasargadios,
Maráfios, e Maspianos, sendo os primeiros os mais civilizados de todos. Os
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Aquemênidas, dos quais descendem os reis persas, constituem um ramo da
tribo dos Pasargadios (HALICARNASSO, 2001, p. 125).
Um aspecto importante a ser destacado é que a região vizinha da mesopotâmia foi
habitada antes do Planalto Iraniano por povos semitas. O império assírio, por exemplo,
localizado na Alta Mesopotâmia, remonta pelo menos 2 mil anos a.C. Outra informação
importante para compreender a história da região é o que ocorreu na Índia. Povos arianos,
também vindos do Norte, semelhante aos medos e persas, ocuparam a região indiana e ali
estabeleceram a cultura védica da Índia (CULICAM, 1971).
Assim, é importante frisar que os arianos que ocuparam a região do atual Irã foram a
origem da Pérsia, e na região da Índia deram origem à cultura védica do famoso sistema de
castas. Esse mesmo povo também, na região da Grécia, esteve na origem dos gregos e
relacionados ao declínio da sociedade cretense. Desse modo, gregos e persas, que
posteriormente se envolveram em guerras e disputas, como as guerras médicas, ou greco-
pérsicas, tudo indica, descendiam ancestralmente do mesmo povo ariano (PINSK, 1980).
O Império Persa (Império Aquemênida): de Ciro a Alexandre
A história do Império Persa é a história do primeiro Império Mundial (HOLLAND,
2008). Trata-se, de certa forma, de uma trajetória meteórica. Tanto a ascensão quanto a queda
do Império Persa foram relativamente rápidas, comparado aos padrões do mundo antigo. Ao
todo, foram 219 anos de existência do Império Persa, iniciando com a ascensão de Ciro ao trono
e a subjugação dos Medos em 550 a.C. e terminando com a dominação dos persas por Alexandre
Magno em 330 a. C. (FRANCO JR; FILHO, 1994; BRIANT, 1996, 2010).
Ao todo, o Império Persa teve vinte e um reis
8
. Gradualmente, eles tornaram-se senhores
do mundo antigo. O estudioso David Asheri argumenta que os persas criaram um novo modelo
de dominação. Esse consistia em explorar economicamente os subjugados, porém respeitando
sua cultura, religião, leis e até mesmo parte de suas elites políticas. Isso ficou conhecido como
respeito na derrota”. Tal princípio, inclusive, foi também aplicado aos próprios persas por
Alexandre Magno por ocasião da conquista macedônica (ASHERI, 2006). Essa forma de
conduzir a política imperialista era uma novidade no mundo antigo.
Mais tarde, os impérios mundiais, partindo primeiramente da Mesopotâmia.
Sua origem foi da necessidade de impedir os constantes ataques de nômades
a terra cultivada, mediante a dominação de todos os países circundantes e dos
8
Ver Apêndice I no final deste artigo, sobre os reis persas, que foi elaborado para colaborar com tarefa do Ensino
de História Antiga. Não foi possível redigir tabelas para todos os povos do planalto iraniano.
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nômades mesmos. Assim, nasceram os impérios dos assírios, dos egípcios; e
finalmente uma nova forma, a dos persas; acaso seguindo o modelo deste os
hindus, e mais tarde os chineses (JASPERS 1965, p. 73, tradução nossa).
O exemplo mais emblemático dessa política de “respeito na derrota” foi o desfecho do
que ficou conhecido como Cativeiro da Babilônia (598 a.C.a 538 a. C). Durante seis décadas,
os judeus estiveram exilados na cidade de Babilônia por determinação de Nabucodonosor II. A
cidade de Jerusalém foi sitiada, saqueada e o Templo de Jerusalém foi destruído. Uma parte da
população foi para o Egito e os demais foram conduzidos forçadamente para a Babilônia.
Quando Ciro II dominou a Babilônia, ele permitiu que os judeus retornassem a
Jerusalém e reconstruíssem a cidade e o Templo. Isso, na época, foi utilizado como uma forma
de demonstrar a novidade que o Império Persa pretendia implantar. Ou seja, benevolência para
os subjugados ordeiros e zelosos. Hoje sabemos que Ciro queria também policiar a fronteira
com o Egito, instalando na região um povo ligado aos persas e devedor de grande benemerência
(BROSIUS, 2006; JAGUARIBE, 2002).
Ademais, como demonstra Mario Liverani, a situação de Israel no período persa, ou
Yehud Persa, não foi muito aprazível, ainda que melhor, comparando-se ao período anterior.
Os grupos de judeus que retornaram para a Palestina graças aos editos
imperiais aquemênida encontraram uma região que somente até certo ponto
correspondia ao modelo que eles esperavam de uma terra vazia e disponível,
pois abrigava grupos mais ou menos importantes de origem diversa. Tratava-
se de comunidades camponesas que haviam permanecido em suas terras, ou
seja, não foram deportados; tratava-se de deportados de outra procedência
assentados na região desde a época assíria; tratava-se de povos limítrofes que
haviam aproveitado o relativo vazio para se estender (as cidades costeiras) ou
para se mudar (os edomitas); tratava-se, por fim, de grupos resultantes das
mais diversas fusões (LIVERANI, 2008, p. 323).
Irã: entre o a Mesopotâmia e a Índia
Outro aspecto importante a ser destacado é a localização geográfica e cultural do
planalto iraniano. Geograficamente, localiza-se num planalto ente duas regiões que dispunham
de boa hidrografia. A oeste localizava-se a Mesopotâmia, com os rios Tigre e Eufrates. A leste
localizava-se a Índia e os famosos rios Ganges e Indo.
Essa fronteira geográfica, com o decorrer dos séculos, também se tornou uma fronteira
cultural e política, pois no Planalto Iraniano desenvolveu-se uma civilização diferente da
Mesopotâmia e da Índia; ou seja, o Império Persa. Este, apesar de receber influências de ambas
as regiões, seguramente, pode-se afirmar que teve, nas influências mesopotâmicas, aquelas mais
decisivas (ASHERI, 2006; SÁNCHEZ, 2011).
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No decorrer da história persa observa-se um envolvimento maior deles com a
Mesopotâmia, com o Egito e com os Gregos do que com os povos orientais. Embora os persas
tenham estabelecido pequenos domínios no mundo hindu, que mais tarde transformaram-se
numa satrapia, a maior parte de suas conquistas foram, no entanto, no ocidente: Mesopotâmia,
Egito e Grécia (ASHERI, 2006; SÁNCHEZ, 2011).
Esta é uma questão importante, porque explica, durante vários séculos seguintes, a
existência de várias semelhanças entre os povos do mundo antigo, dado sua proximidade
geográfica, que se converteu também em semelhanças culturais e políticas.
A famosa tese do filósofo Karl Jaspers pode ser aqui inteiramente aplicada. Segundo
Jaspers, durante o período de 800 a. C a 200 d. C., a China, Índia, Pérsia, Egito e outras
civilizações do Oriente Médio compartilharam de várias características culturais em comum.
Ele chamou este período de Era Axial. Essa seria uma das razões pelas quais vários povos da
antiguidade possuíssem certas semelhanças (JASPERS, 1965).
A Pérsia Antiga ou Império Aquemênida
Após a conquista dos Medos por Ciro (Ciro II, o Grande) em 550 a. C., a expansão
prosseguiu. Ciro conquistou uma vasta região que se estendia da Anatólia (atual Turquia) até o
Afeganistão e a Arábia (AYMARD; AUBOYER, 1998).
Ciro foi sucedido pelo filho Cambises, que governou o império persa de 529 a 522 a. C.
Durante seu reinado a expansão continuou. Entre as principais conquistas de Cambises destaca-
se o domínio do Egito na famosa Batalha de Pelusa (SÁNCHEZ, 2011).
Após a morte de Cambises, ocorreu uma transição problemática do poder. O sucessor
foi Dario I, que se colocou no poder por meio de um golpe. Dario fez inúmeras reformas que
se tornaram célebres e estabeleceu um padrão que posteriormente foi imitado por vários outros
impérios, como o Macedônico (ou Alexandrino) e Romano.
Dario reformou o sistema administrativo, dividiu o Império Persa em satrapias, que
gozavam de certa autonomia política e jurídica, cada uma delas governada por um sátrapa
escolhido pelo próprio Dario, que passou a ser chamado Rei dos Reis.
Ele reformou o sistema de leis, impondo penas mais severas. Na economia, unificou o
sistema monetário criando a moeda chamada Dárico, que passou a circular em todo o império
e favoreceu o desenvolvimento do comércio. Ele criou o recrutamento obrigatório para o
exército e a instituição da remuneração para os militares. Na política, mudou a capital de
Pasárgada para Persépolis e criou a famosa Estrada Real, com 2.400 quilômetros de extensão e
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111 estações de parada e repouso que ligava Susa a Sardes na Anatólia, atual Turquia
(AYMARD; AUBOYER, 1998).
No plano militar, no entanto, Dario não obteve o mesmo sucesso. Ele empreendeu uma
guerra contra os gregos, na época, um povo marginal no conjunto do mundo persa, e acabou
derrotado. Foi a primeira grande derrota dos persas desde sua ascensão como império na época
de Ciro, o Grande. Essa guerra ficou conhecida como Primeira Guerra Médica, ou guerra
Greco-pérsica. Foi nela que ocorreu o famoso episódio da Batalha de Maratona.
A sucessão de Dario coube a seu filho Xerxes, neto de Ciro. Xerxes retoma a guerra
contra os gregos na guerra, que ficou conhecida como Segunda Guerra Médica. Embora os
persas tenham obtido vitória na primeira fase da guerra, eles terminam derrotados. Essa guerra
tornou-se célebre principalmente para os gregos. Foi nela que ocorreram os notórios episódios
da Batalha de Salamina e a Batalha de Termópilas
9
(SÁNCHEZ, 2011).
Os gregos, no final, foram vitoriosos e a guerra se encerrou com as batalhas de Plateia
e Mícale, as duas favoráveis aos gregos. Diversos estudiosos ressaltam a importância das
Guerras Médicas para a formação cultural-identitária dos gregos e, posteriormente, do ocidente.
Muitos gregos, ainda que nem todos, procuraram uma unidade comum em
termos de parentesco compartilhado, pelo menos duas gerações antes da
invasão dos persas. Entretanto, é verdade que a invasão persa teve um efeito
na forma como os gregos se enxergavam. [...] Nos séculos VII e VI a.C., o
Oriente era um objeto de fascinação exótica para os gregos, ou pelo menos
nas elites gregas, mas a invasão persa e a ascensão concomitante da
democracia em várias cidades gregas - prática que servia à marginalização de
muitas das práticas das elites - gerou uma visão negativa dessa região. A
palavra ‘bárbaros’ - tanto o adjetivo quanto o substantivo - registrada apenas
ocasionalmente antes da invasão, entra agora no uso comum para designar não
apenas os persas, mas todos os outros grupos de não-gregos, sem qualquer
diferenciação (HALL, 2001, p. 220).
Um senso de unidade grega foi forjado apenas quando as cidades-Estado
isoladas se juntaram para enfrentar a ameaça apresentada pela Pérsia, sob o
comando de Dario e seu filho Xerxes, nos primeiros anos do século V a. C.
Os gregos adotaram então a descrição de “bárbaro” para seu inimigo comum.
Eles diziam que os barbaroi gagueavam como idiotas, ou que balbuciavam
como nenéns, ou grunhiam como animais – bar bar. Daí o nome. Termos mais
refinados e corteses para estrangeiros, heterophone, “outra fala” e allogloss,
“outra língua”, insistiam na primazia dos gregos. A marca inicial dos bárbaros
era uma deficiência de linguagem (KUPER, 2008, p. 41-42).
Após a derrota, Xerxes retorna para o Planalto Iraniano e termina sua vida construindo
e ornando palácios. Morre assassinado por dois conselheiros e foi sucedido por Artaxerxes
(Artaxerxes I Longímano).
9
Esta batalha foi o tema do filme 300 (o filme) de 2007.
Luciano Marcos CURI; Ana Lúcia Araújo BORGES e Camila Adriane Almeida SILVA
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A partir da segunda guerra médica, o Império Persa entra num processo de lento
declínio, que teve como fator motivador mais causas internas do que propriamente o desgaste
na guerra com os gregos. Vários reis persas ainda iriam interferir nos assuntos gregos e suas
guerras, mas o projeto de subjugação da Grécia não foi retomado.
Várias rebeliões internas, corrupção, disputadas dinásticas e palacianas terminaram por
minar boa parte da força do império. De 464 a 330 a. C., oito reis persas dirigiram o império,
que, cada vez mais, mostrou sinais de insuficiência e incapacidade de lidar com os problemas
crescentes (AYMARD; AUBOYER, 1998).
No século IV a. C., a querela com os gregos é retomada sob outro prisma, agora por
iniciativa de uma nação que se considerava culturalmente grega e militarmente superior às
cidades clássicas da Grécia, notadamente, Atenas e Esparta. Essa nação que despontava no
cenário político da época no mundo mediterrânico era a Macedônia, que ironicamente, no
passado, na época das Guerras Médicas, havia sido subjugada pelos persas e, inclusive, vivera
como reino subjugado durante um período.
No entanto, a partir do reinado de Filipe II, a Macedônia, gradativamente, passou a
especializar-se na arte da guerra e no desenvolvimento de novas técnicas e armas, que lhe
garantiram um crescente poder militar e político. Esse projeto foi continuado após o assassinato
de Filipe II por Alexandre, o Grande, seu filho e herdeiro.
O último rei persa, ou rei aquemênida, foi Dario III, que governou de 336 a 330 a.C. Ele
ficou conhecido com o rei que perdeu o império. Após enfrentar várias revoltas internas com
dificuldades cada vez mais crescentes, não conseguiu resistir à invasão macedônica. Morreu
assassinado pelo sátrapa Besso durante a perseguição promovida por Alexandre, o Grande, que
intencionava capturar Dario III. Uma de suas filhas, chamada Estatira, inclusive, casou-se com
Alexandre (SÁNCHEZ, 2011).
O Planalto Iraniano após o fim do Império Persa (Império Aquemênida)
Após a morte de Alexandre Magno, em 323 a. C., o Planalto Iraniano, sede da antiga
dinastia Aquemênida, se viu envolvido num emaranhado de guerras e disputas que assolou toda
a região mediterrânica e a maior parte do mundo antigo euroasiático (BRIANT, 2010).
Alexandre queria dominar o “mundo inteiro”, ir até a China, subjugar Cartago, Índia e
mesmo Roma, esta última, registre-se, que na sua época ainda não era um grande império.
Começou a expansão dominando o Império Persa e avançou um pouco sobre a Índia. Morreu
com seu projeto de conquista inacabado e nunca mais retomado por nenhum de seus sucessores.
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Após sua morte, os destinos do Planalto Iraniano foram absorvidos no conjunto das
disputas helenísticas e, durante séculos, fundiu-se a um dos novos reinos que foram criados
pelos sucessores de Alexandre, o Império Selêucida, até que séculos depois recuperou sua
autonomia (SÁNCHEZ, 2011).
Pérsia Helenística (Período Selêucida)
Após a queda do Império Persa, adveio o domínio macedônico, que foi marcado pela
constante presença de guerras. A morte precoce de Alexandre, com 33 anos incompletos, em
323 a. C. precipitou um posterior desenrolar de inúmeras guerras que envolveram todo o mundo
mediterrânico (MOUREAU, 1978).
Os generais de Alexandre, chamados diádocos, dividiram o império por ele conquistado
em vários reinos, e o primeiro século após sua morte foi marcado por uma ampla gama de
conflitos militares entre os generais sucessores de Alexandre e os herdeiros desses generais,
chamados epígonos, que mergulharam o mundo antigo mediterrânico num cenário de constante
beligerância, incluindo a Pérsia.
Ao fim deste conturbado período, o Planalto Iraniano ficou sob domínio do reino Greco-
macedônico dos selêucidas. Esse período é conhecido também como época do domínio
helenístico. O Império Greco-macedônico Selêucida teve vida conturbada e relacionamento
difícil com os outros reinos helenísticos do Egito Ptolomaico, o Reino de Cassandro e Lisímaco
na Europa. Contudo, após inúmeras partilhas e rearranjos, o Planalto Iraniano ficou no Império
Selêucida até 250 a. C.
Em 250 a. C., o domínio selêucida sobre o Planalto Iraniano foi subtraído pela ascensão
de um novo reino ariano na Ásia, os Partos, governados pela dinastia Arsácidas. Inicialmente
eles dominaram apenas margens meridionais do mar Cáspio, mas após a derrota do Império
Selêucida para os romanos eles firmaram-se e conquistaram o Planalto Iraniano (MOUREAU,
1978).
O Império Parta (Partia)
Originalmente, os partos era um povo nômade que vivia na região do Planalto Iraniano.
Posteriormente foi incluído no Império Persa como uma satrapia, período durante o qual esse
povo conheceu certo florescimento. Na época da invasão macedônica eles foram subjugados e,
depois, incluídos como uma satrapia do Império Selêucida. Na época selêucida, chamava-se
Partiana (ARAUJO, 2018).
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Em 247 a. C., a Partiana organizou uma revolta contra o rei Selêucida Antioco II, que
foi liderada por Arsaces (Arsácio I), que, após a vitória, estabeleceu um novo reino e uma nova
dinastia: os Arsácidas.
O Império Parta expandiu-se rapidamente e ocupou vastos territórios, que iam desde a
Mesopotâmia até a Índia, e, semelhante aos persas, também dividiam seu reino em satrapias. A
capital do Império Parta foi a cidade de Ecbatana.
O Império Parta se envolveu em rias guerras com Roma, que, nesta época, era um
império em plena expansão e interferia cada vez mais nos assuntos do Oriente Médio e do
Planalto Iraniano. Roma, porém, nunca conseguiu vencer o Império Parta e os dois,
regularmente, terminavam os conflitos com equilíbrio de poderes na região. Os romanos nunca
conseguiram impor nenhum domínio ao Império Parta (MOUREAU, 1978).
Durante o reinado de Artabano III, o Império Parta enriqueceu muito devido a uma
agricultura de êxito e ao comércio. Nesta época, os partos souberam tirar proveito da Rota da
Seda, que levava produtos de luxo chineses para serem vendidos aos romanos.
O fim do Império Parta deveu-se a uma guerra civil que solapou as bases de seu regime
e de seu governo. Em 224 a. C., os Arsácidas foram derrotados e uma nova dinastia subiu ao
poder, os Sassânidas.
Durante a existência do Império Parta (247 a. C. a 224 d. C) é preciso ressaltar que eles
restabeleceram a autonomia política do Planalto Iraniano, e também absorveram as culturas que
circulavam na região. Deste modo, apesar de inúmeras demonstrações de filo-helenismo e de
outras influências ocidentais, os partos destacaram-se na produção de uma arte e arquitetura
original. Sublinham-se, também, os trabalhos artesanais com o marfim (MOUREAU, 1978;
DABAT, 1995; BORGONGINO, 2023).
O Império Sassânida
Os sassânidas foram um povo persa que conseguiu dominar o Planalto Iraniano e
subjugar os Partos. Eles fundaram uma nova dinastia, que permaneceu vigorosa e poderosa por
mais de quatro séculos (224 a 651), até o domínio muçulmano (MOURRE, 1998).
No período áureo, o Império Sassânida se estendia por uma vasta área que ia desde a
Síria até a Índia, da Geórgia até o Golfo rsico. Suas fronteiras ocidentais sempre estiveram
em conflito com os romanos e, posteriormente, com o Império Bizantino. Eles desenvolveram
um exército bem equipado e eram reconhecidos como notáveis cavaleiros.
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Os sassânidas herdaram o território da Pérsia Aquemênida e a Partiana. Eram inimigos
declarados dos partos, a quem consideravam usurpadores estrangeiros afeitos à influência grega
e helenística da época de Alexandre e dos selêucidas. Para tanto, declararam-se legítimos
herdeiros dos aquemênidas e intencionavam restabelecer a glória da época de Ciro, o Grande,
e Dario.
Durante sua existência, o Império Sassânida foi feroz opositor dos romanos e do Império
Bizantino. Adotou o mazdeísmo (ou zoroastrismo) como religião oficial, que perdurou até o
século VII d. C. No plano social, os sassânidas substituíram o “feudalismo” parto por um
governo centralizado e altamente hierarquizado, reorganizando as províncias e colocando cada
uma delas sob o governo de um príncipe sassânida (MOUREAU, 1978; DABAT, 1995;
BORGONGINO, 2023).
O auge do poder sassânida ocorreu sob o reinado de Cósroes I (531 a 579), que invadiu
a Síria, conquistou a Antioquia e deportou os famosos artífices do metal para suas terras. Mas
seu filho, Cósroes II, excedeu-se ao invadir o Império Bizantino, Jerusalém e Egito, além de
tentar invadir a cidade de Constantinopla. Tais aventuras militares fragilizaram suas forças,
principalmente após o revide dos bizantinos, que abriram brecha para a invasão dos árabes
muçulmanos que vinham do sul.
Os árabes tiveram vitórias decisivas e significativas após 611, e em 637, arruinaram o
exército persa e tomaram sua capital. Outra vitória árabe em 642 abriu o caminho para o
domínio do Planalto Iraniano. Em poucos anos, os árabes conseguiram dominar inteiramente o
planalto. Em 651 deu-se a derrota final e o Irã tornou-se parte do Império Islâmico, e
gradualmente islamizou-se cultural e religiosamente, situação que não teve mais reversão
(MOURRE, 1998).
Considerações finais
Após uma passagem pela história do Planalto Iraniano, alguns aspectos se destacam a
título de considerações finais.
Primeiro, que o ensino de história antiga precisa avançar neste aspecto. Não é muito
preciso, aliás, é bastante vago, ensinar apenas a história da Pérsia e esquecer-se do que ocorreu
no Planalto Iraniano antes e depois dos persas. Novamente, a história do Planalto Iraniano não
se resume à história dos persas, conforme este artigo procurou demonstrar.
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Segundo, a julgar por vários livros didáticos e, até mesmo, alguns manuais de história,
a história do Império Persa precisa estar devidamente contextualizada no movimento mais
amplo da história da região do Oriente Médio e da bacia do mediterrâneo, devidamente
conectada com as migrações arianas, etc.
Terceiro, com relação à história da Pérsia, é preciso ficar atento ao fato de que muitas
fontes, filmes e relatos, com os de Heródoto, são registros de outros povos sobre os persas,
portanto, geralmente contêm visões distorcidas e até preconceituosas; logo, é preciso fazer essa
ponderação e repassar isso aos estudantes, para que compreendam que todos os relatos
históricos são construções humanas e refletem parte das concepções de cada autor.
O quarto e último aspecto diz respeito à formação da chamada cultura ocidental, ou
Civilização Ocidental, como preferem alguns. Abordamos, neste artigo, que gregos e persas
foram povos com ascendência comum nos indo-europeus e depois se diferenciaram. Foi durante
as guerras médicas que a identidade inicial do Ocidente ganhou forma e sua primeira
manifestação histórica.
Para todos aqueles que lidam com o ensino de história, tanto no Brasil quanto nos demais
países ocidentais, é fundamental compreender a relação da Pérsia, e dos outros povos do
Planalto Iraniano, com os gregos e outros povos europeus na antiguidade. Não pressupor um
“outro homogêneo” do lado oriental. Afinal, foi naquele momento, com as relações greco-
pérsicas, que a cultura ocidental se formulou, conhecendo-se posteriormente um longo
desenvolvimento que chega até nós. Portanto, a precisão é basilar para uma compreensão
adequada dessa cultura (BURUMA; MARGALIT, 2006).
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Não aplicável.
Financiamento: Parcialmente ao CNPq. Bolsa de Iniciação Científica para o terceiro autor.
Conflitos de interesse: Não aplicável.
Aprovação ética: Não aplicável.
Disponibilidade de dados e material: Não aplicável.
Contribuições dos autores: O primeiro autor foi o responsável pelas questões teóricas e
históricas e redação inicial do referido artigo. A segunda autora colaborou na ampliação da
discussão educacional. A terceira autora contribuiu com levantamento de fontes, escrita e
revisão final do texto.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
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Apêndice I
Reis da Pérsia Aquemênida
Dinastia Aquemênida
Nome do Rei
Data do
Reinado
Principais Realizações
Hakamanish
(Aquêmenes em
Grego)
c. 705 -605
a.C.?
Figura provavelmente histórica envolta em lendas. É citado na
Inscrição de Behistun. É considerado o ancestral epônimo que
deu nome a dinastia Aquêmenida e o primeiro rei Persa e
fundador da dinastia Aquemênida.
Teipes de Anshan
(Cidade de Anshan
ou Anzan, atual
Tepe Malyan Tall-
i Malyan no Irã)
? C. 640
a.C.
Filho de Aquêmenes e rei da cidade Anshan. É citado na
Inscrição de Behistun e no Cilindro de Ciro. Teve
provavelmente dois filhos que deram origem a dois ramos da
dinastia aquemênida. Foram seus filhos: Ciro I e Araramnes.
Ciro I
640 580
a.C.
Filho de Teipes de Anshan e neto de Aquêmenes. Foi rei de
Anshan. Considera-se que Ciro I terminou sua vida como
vassalo dos reis Medos Ciaxares ou seu filho Astíages. Foi
sucedido por seu filho Cambises I.
Cambises I de
Anshan Cambises
o Velho
580 559
a.C.
Foi rei persa de Anshan, pai de Ciro II, o Grande, o fundador
do Império Persa. É citado no Cilindro de Ciro e na Ciropédia.
Na sua época os persas ainda eram vassalos dos Medos.
Casou-se com Mandane, filha do rei Meda Astíages. Ele e seu
filho Ciro II lutaram contra o domínio Meda sobre os persas.
Foi sucedido por seu filho Ciro II, o Grande.
Ciro II, o Grande
559 a 529
a.C.
Filho de Cambises I e da princesa Meda Mandane e neto do
rei Meda Astíages, a quem derrotou e tornou-se rei dos Persas
e dos Medos. Ao que tudo indica, Ciro contou com o apoio de
parte da nobreza Meda que estava insatisfeita com o rei
Astíages. Destacou-se por seus feitos militares que tornou a
Pérsia o centro do maior império até então constituído.
Dominou a Lídia e a Babilônia. Foi o rei que liberou os Judeus
do Cativeiro Babilônico e autor do Cilindro de Ciro. Morreu
na Batalha dos Massagetas. O grego Xenofonte escreveu um
livro sobre ele chamado Ciropédia. Foi sucedido por seu filho
Cambises II.
Cambises II
Cambises o Novo
529 a 522
a.C.
Filho mais velho de Ciro II, o Grande. Seu reinado inicia-se
em 529 e sua maior realização foi à conquista do Egito durante
o reinado do faraó Psamético III na famosa batalha de Pelusa.
Mandou matar seu irmão mais novo chamado Esmérdis.
Esfaqueou o touro sagrado dos egípcios chamado Ápis, o que
resultou em grave ofensa as crenças religiosas egípcias.
Morreu numa viagem quando retornava do Egito para a Pérsia
para combater uma revolta. Não deixou filho e foi sucedido
pelo mago Gaumata, que se passou por seu irmão Esmérdis.
Gautama assumiu o trono durante um curto período e foi
destronado por Dario I.
Mago Gaumata
(Pseudo-Esmérdis,
ou Pseudo-Bardia)
522 a. C.
Bardia (ou Bardiya) era o filho mais novo de Ciro II, o
Grande, e foi assassinado a mando do seu irmão Cambises II.
O mago Gaumata se passou por ele durante o período em que
Cambises estava ocupado com a campanha militar que
resultou no domínio do Egito e tomou o trono persa com ajuda
de alguns nobres. Quando soube do usurpador Cambises II
iniciou uma viagem de volta a Pérsia para depô-lo, porém
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morreu no caminho. Segundo a Inscrição de Behistun
Gaumata reinou durante sete meses (11/03/522 a 29/09/522).
Foi assassinado por uma conspiração de Dario I e mais seis
nobres persas.
Dario I, o Grande
522 a 486
a.C.
Autor da Inscrição de Behistun. Foi um grande consolidador.
Foi o responsável pela organização administrativa do Império
Persa dividindo-o em satrapias. Criou uma moeda única para
o império, o que facilitou o comércio, além da famosa Estrada
Real. Iniciou a guerra com os gregos e acabou derrotado. Essa
primeira guerra com os gregos ficou conhecida como Primeira
Guerra Médica. Ele era um parente próximo de Cambises II e
pertencia a uma das mais poderosas famílias aquemênidas.
Xerxes I
485 a 465
a.C.
Filho de Dario I e neto de Ciro II, o Grande. Autor da inscrição
de Xerxes. É mencionado na Bíblia como Assuero (Cf.
Esdras, 4-6). Sufocou uma rebelião no Egito e uma na
Babilônia que inclusive ele mesmo provocara. Organizou
poderoso contingente militar para vingar a derrota de Dario I,
seu pai, e punir os gregos continentais. Esse episódio deu
origem à Segunda Guerra Médica. Foi nessa guerra que
ocorreu o famoso episódio dos 300 de Termópilas. Ao término
da guerra os persas foram novamente derrotados na Batalha
de Salamina e na Batalha de Plateia. Xerxes retornou à Pérsia,
de onde mais não interferiu na vida política da Grécia.
Artabano da Pérsia
(Artabano de
Hircania)
465 a 464
a.C. (Sete
meses)
Foi regente do jovem imperador Artaxerxes I e provavelmente
um dos assassinos de Xerxes I juntamente com o eunuco
chamado Aspamitres. Após o assassinato eles teriam
acusaram Dario, filho mais velho de Xerxes I, e incitado o
irmão mais novo Artaxerxes a matar Dario e assumir o trono.
Governou durante sete meses até Artaxerxes assumir o trono.
Por fim, tudo indica que Artabano e seus companheiros de
conspiração tentaram matar também Artaxerxes I, que com o
auxílio de seu cunhado Megabizo, mandou matar Artabano e
seus comparsas.
Artaxerxes I
Longímano
464 a 424
a.C.
Registra a história que ele tinha a mão direita maior que a
esquerda, daí seu cognome de Longímano. Enfrentou várias
rebeliões durante seu reinado. Tentou uma política de
enfraquecimento do poder naval grego sem grande sucesso.
Foi ele o rei responsável pela acolhida do general grego
Temístocles, responsável pela vitória grega na Segunda
Guerra Médica. No início da Guerra do Peloponeso os gregos
atenienses e espartanos pediram o apoio de Artaxerxes I que
morreu sem se decidir qual cidade apoiar. Era praticante do
zoroastrismo. Nomeou o sacerdote judeu Esdras como
responsável por assuntos civis da nação judaica. Foi o rei que
finalizou a construção da Sala das Cem Colunas. Teve várias
esposas. Foi sucedido por Xerxes II.
Xerxes II
424 a 423 a.
C.
Era filho e herdeiro legítimo de Artaxerxes I Longímano.
Governou por apenas 45 dias. Foi assassinado por um meio-
irmão chamado Sogdiano.
Sogdiano
423 a. C.
Era filho de Artaxerxes I Longímano com uma concubina da
Babilônia chamada Alogina. Foi o responsável pelo
assassinato de Xerxes II e governou por seis meses e quinze
dias. Foi assassinado por seu meio-irmão chamado Oco.
Dario II Nótus
423 a 404 a.
C.
Era filho de Artaxerxes I Longímano com uma concubina da
Babilônia chamada Cosmartidene. Foi o responsável pelo
assassinato de Sogdiano. Dario era casado com sua meia-irmã
chamada Parisatis, filha de Artaxerxes I Longímano. Tomou
parte da Guerra do Peloponeso a favor de Esparta. Retomou
algumas cidades gregas da Ásia que foram reincluídas no
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domínio persa. Enfrentou várias revoltas durante seu reinado,
incluindo uma no Egito e outra na Babilônia. Foi sucedido por
seu Filho Artaxerxes II Mnêmon.
Artaxerxes II
Mnêmon
404 a 358 a.
C.
Ele era o filho mais velho de Dario II e Parisatis, assim, um
neto de Artaxerxes I Longímano. Ele era casado com Estatira
e com ela teve os filhos Dario e Artaxerxes III Oco. Teve um
reinado longo e conturbado. Diz-se que teve 360 concubinas
e aproximadamente 115 filhos. Era considerado ineficiente, o
que contribui muito para o enfraquecimento do Império Persa.
Seu reinado foi marcado pela perda do Egito. Foi sucedido por
Artaxerxes III Oco.
Artaxerxes III Oco
358 a 338
a.C.
Era filho de Artaxerxes II com Estatira. Seu reinado foi
caracterizado por uma luta contínua para a manutenção do
Império Persa. Recuperou o domínio sobre o Egito após uma
campanha marcada por muita crueldade e profanação dos
templos egípcios. Morreu aos 94 anos de idade. Uma de suas
filhas, chamada Parysatis, casou-se posteriormente com
Alexandre Magno. Durante seu governo parte do domínio de
Atenas sobre o mar Egeu foi transferido para os persas.
Durante seu reinado a Macedônia, governada por Filipe II, se
torna um reino forte, independente e militarmente equipado.
Foi sucedido por seu filho Artaxerxes IV.
Artaxerxes IV
338 a 336
a.C.
Era o filho mais novo do rei Artaxerxes III Oco. Apesar de
seu reinado curto, foi nele que os elementos definitivos para o
declínio e ruína do Império Persa foram lançados e
consolidados. Envolveu-se com inúmeros atritos com Filipe II
da Macedônia. Tudo indica que morreu envenenado por
Bagoas, influente ministro da Corte. Foi sucedido por Dario
III.
Dario III
336 a 330
a.C.
Foi o último rei aquemênida. Era primo de Artaxerxes IV. Foi
durante seu reinado que o Império Persa foi conquistado por
Alexandre Magno. Teve duas filhas que se casaram com
Alexandre Magno e outra com o general de Alexandre
chamado Heféstion. Apesar de conseguir conter algumas
revoltas não conseguiu resistir à invasão macedônica liderada
por Alexandre. Morreu assassinado pelo sátrapa Besso
durante a perseguição promovida por Alexandre Magno que
intencionava capturar Dario III.
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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18412 1
PERSIA Y LA MESETA IRANÍ: APUNTES PARA LA ENSEÑANZA DE LA
HISTORIA ANTIGUA EN LA EDUCACIÓN BÁSICA
A PÉRSIA E O PLANALTO IRANIANO: APONTAMENTOS PARA O ENSINO DE
HISTÓRIA ANTIGA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
PERSIA AND THE IRANIAN PLATEAU: NOTES FOR THE TEACHING OF ANCIENT
HISTORY IN COMPULSORY EDUCATION
Luciano Marcos CURI1
e-mail: lucianocuri@iftm.edu.br
Ana Lúcia Araújo BORGES2
e-mail:analuciaborges@iftm.edu.br
Camila Adriane Almeida SILVA3
e-mail: camilaadriane4857@gmail.com
Cómo hacer referencia a este artículo:
CURI, L. M.; BORGES, A. L.A.; SILVA, C.A. A. Persia y la
Meseta Iraní: Apuntes para la enseñanza de la historia antigua en la
Educación Básica. Revista Ibero-Americana de Estudos em
Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023101, 2023. e-ISSN: 1982-
5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18412
| Enviado en: 29/08/2023
| Revisiones requeridas en: 15/09/2023
| Aprobado en: 11/10/2023
| Publicado en: 01/11/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Adjunto Ejecutivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Instituto Federal de Educación, Ciencia y Tecnología del Triângulo Mineiro (IFTM), Uberaba MG Brasil.
Profesor Permanente del Programa de Posgrado en Educación Tecnológica (PPGET IFTM) y la Maestría
Profesional en Educación Profesional y Tecnológica que se ofrece en la Red Nacional (ProfEPT). Postdoctorado
en Historia Social y Postdoctorado en Educación.
2
Instituto Federal de Educación, Ciencia y Tecnología del Triângulo Mineiro (IFTM), Uberaba MG Brasil.
Profesora Permanente de la Maestría Profesional en Educación Profesional y Tecnológica que se ofrece en la Red
Nacional (ProfEPT).
3
Centro Universitario de Patos de Minas (Unipam), Patos de Minas MG Brasil. Estudiante del Curso Técnico
en Mantenimiento y Apoyo en Informática Integrada a la Escuela Secundaria, becario del PIBIC EM CNPq en el
momento en que esta investigación tuvo su primer desarrollo.
Persia y la Meseta Iraní: Apuntes para la enseñanza de la historia antigua en la Educación Básica
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023101, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18412 2
RESUMEN: El artículo aborda la historia de la meseta iraní y su gente, incluidos los persas y
sus relaciones con los antiguos griegos al comienzo de lo que más tarde se conoció como la
civilización occidental. El objetivo fue resaltar que la enseñanza de la historia antigua en Brasil
necesita ser repensada para evitar frecuentes imprecisiones, generalizaciones e inconsistencias,
entre otras, en gran parte de la bibliografía disponible sobre el tema. Para lograrlo, se basó en
investigaciones arqueológicas e históricas más recientes, que son contribuciones teóricas
decisivas para comprender a los pueblos de la meseta iraní en su diversidad e historicidad. Se
trata de una investigación básica, cualitativa, exploratoria, explicativa que utilizó
procedimientos bibliográficos y documentales. Se concluyó que los pueblos antiguos deben ser
estudiados de forma contextualizada. La gente de la meseta iraní necesita que se comprenda su
diversidad y no se les puede tratar como si fueran todos iguales. Así, aunque los persas son el
pueblo más conocido y estudiado de la meseta, no fueron los únicos, ni los primeros ni los
últimos en esa región. Así, el artículo aborda un tema sobre el cual hay poca investigación en
Brasil y busca colaborar con la tarea de enseñar la historia antigua en el país, en este caso sobre
los pueblos de la Meseta iraní. Por tanto, aborda el papel de los persas en los orígenes de
Occidente, pero no busca limitarse a esta cuestión. Finalmente, se destaca la relevancia del
estudio de la antigüedad en la Educación Básica y se realizan algunos apuntes para contribuir a
esta importante tarea.
PALABRAS CLAVE: Irán. Mundo Antiguo. Educación. Enseñanza. Meseta Iraní.
RESUMO: O artigo aborda a história do Planalto Iraniano e de seus povos, entre eles, os
Persas e suas relações com os gregos antigos no início do que posteriormente ficou conhecido
como Civilização Ocidental. Objetivou-se evidenciar que o ensino de história antiga no Brasil
precisa ser repensado para evitar imprecisões, generalizações e incoerências frequentes, entre
outros, em boa parte da bibliografia disponível sobre o tema. Para isso, apoiou-se em pesquisas
arqueológicas e históricas mais recentes, que são contribuições teóricas decisivas para
compreender os povos do Planaldo Iraniano em sua diversidade e historicidade. Trata-se de
uma pesquisa básica, qualitativa, exploratória, explicativa e que utilizou-se de procedimentos
bibliográficos e documentais. Concluiu-se que os povos antigos devem ser estudados de modo
contextualizado. Os povos do Planalto Iraniano precisam ter sua diversidade compreendida e
não podem ser tratados como se fossem todos iguais. Desse modo, embora os Persas sejam o
povo mais conhecido e estudado do planalto, eles não foram os únicos. Assim, o artigo discute
uma temática sobre a qual existem poucas pesquisas no Brasil e procura colaborar com a tarefa
do ensino de história antiga no país, neste caso sobre os povos do Planalto Iraniano. Portanto,
trata do papel dos Persas nas origens do Ocidente, mas procura não se limitar a essa questão.
Por fim, salienta-se a pertinência do estudo da antiguidade na Educação Básica e faz alguns
apontamentos para contribuir com esta importante tarefa.
PALAVRAS-CHAVE: Irã. Mundo Antigo. Educação. Ensino. Planalto Iraniano.
Luciano Marcos CURI; Ana Lúcia Araújo BORGES y Camila Adriane Almeida SILVA
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023101, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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ABSTRACT: The article addresses the history of the Iranian Plateau and its people, including
the Persians and their relations with the ancient Greeks at the beginning of what later became
known as Western Civilization. The objective was to highlight that the teaching of ancient
history in Brazil needs to be rethought to avoid frequent inaccuracies, generalizations and
inconsistencies, among others, in much of the bibliography available on the subject. To achieve
this, it was based on more recent archaeological and historical research, which are decisive
theoretical contributions to understanding the people of the Iranian Plateau in their diversity
and historicity. This is a basic, qualitative, exploratory, explanatory research that used
bibliographic and documentary procedures. It was concluded that ancient people must be
studied in a contextualized way. The people of the Iranian Plateau need to have their diversity
understood and cannot be treated as if they were all the same. Thus, although the Persians are
the best known and studied people on the plateau, they were not the only ones, neither the first
nor the last in that region. Thus, the article discusses a topic on which there is little research in
Brazil and seeks to collaborate with the task of teaching ancient history in the country, in this
case about the people of the Iranian Plateau. Therefore, it deals with the role of the Persians in
the origins of the West, but seeks not to limit itself to this issue. Finally, the relevance of the
study of antiquity in Basic Education is highlighted and some notes are made to contribute to
this important task.
KEYWORDS: Iran. Old Word. Education. Teaching. Iranian Plateau.
Consideraciones iniciales
Persia es una referencia bien conocida en el imaginario occidental. Generalmente, la
palabra se refiere a las famosas alfombras persas, a Ciro, el rey fundador del Imperio
Aqueménida, al Medallón Persa, a la expresión mercado persa, al gato Garfield de los dibujos
animados, a un gato persa, a la Lima de Persia, a la reina Atossa (550 a 475 a.C.), uno de los
casos de cáncer de mama más antiguos conocidos de la historia y su respectiva extirpación.
entre muchas otras referencias (BURNS, 1997; CAUTI, 2015; MUKHERJEE, 2012).
Sin embargo, detrás de una referencia tan conocida también puede haber un profundo
desconocimiento de los pueblos, culturas y civilizaciones que se desarrollaron en la meseta
iraní, hogar de los persas, pero no solo de ellos (SÁNCHEZ, 2011; DARYAEE, 2012; PINTO,
2018).
La expresión Persia puede referirse a pueblos distintos, ubicados en diferentes
momentos históricos y que a menudo aluden a culturas variadas. Donde hoy se encuentra el
país llamado Irán, ubicado en la meseta iraní, fue el lugar donde se desarrollaron diversas
culturas y civilizaciones: elamitas, gutis, lulubis, casitas, medos, persas, partos, sasánidas,
safávidas y los árabes iraníes. Por lo tanto, la práctica de llamar persas a todos estos pueblos,
aunque común, carece de exactitud histórica (PINTO, 2018).
Persia y la Meseta Iraní: Apuntes para la enseñanza de la historia antigua en la Educación Básica
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Sucede, sin embargo, que los persas se hicieron tan conocidos, principalmente debido a
la guerra con los griegos, las famosas Guerras Persas, que llegaron a ser utilizados como
referencia para nombrar todo y a todos en la región donde vivían, es decir, la Meseta Iraní
4
.
Es en este sentido que algunos libros de historia se refieren a los Imperios de Persia.
Algunos autores utilizan el término Persia como equivalente a la meseta iraní. Esta práctica es
poco apropiada y fomenta malentendidos (SÁNCHEZ, 2011; PARKER, 1995). Existen
numerosos estudios sobre Historia Antigua en los libros de texto que señalan varias
inconsistencias en el tratamiento de este tema (SILVA, 2000; FUNARI, 2004; BARNABÉ,
2014; CASSIANO, 2017; ASSUMPÇÃO; COSTA CAMPOS, 2020). Incluso hay estudios
publicados sobre Historia Antigua en la Educación Superior (MORALES, 2017). Sin embargo,
específicamente sobre el tema de los pueblos de la meseta iraní en su diversidad y su relación
con la enseñanza en la Educación Básica, no se encontró ningún estudio.
La notoriedad de los persas puede eclipsar a los otros pueblos de la Meseta Iraní
(SÁNCHEZ, 2011; DARYAEE, 2012; PINTO, 2018). Es cierto que algunos pueblos que
surgieron después de los persas y heredaron algunas de sus características culturales y religiosas
llegaron a reclamar su afiliación con ellos. Tal es el caso de los safávidas. Sin embargo, casi
siempre se trata de una reivindicación cultural o incluso histórica cuyo objetivo es construir
nuevas naciones a partir de un pasado glorioso de los antiguos persas. Finalmente, hasta 1935,
el actual país llamado Irán adoptó el nombre de Persia, lo que sin duda contribuyó a la
incomprensión histórica de lo que sucedió en esa región (BURNS, 1997).
Es importante tener en cuenta que el término Persas deriva de la palabra griega Persís,
que proviene de pārsa, una palabra de la antigua lengua persa. El término Persís se trataba de
una transposición a la lengua griega del nombre de la región conocida como Persis (Pars,
Parsa), actual provincia de Fars, en el actual Irán. Este término ha sido ampliamente utilizado
en Occidente desde la antigüedad bajo la influencia de los historiadores griegos. Hoy en día se
refiere predominantemente al Imperio Aqueménida, iniciado por Ciro, que estaba formado por
el pueblo persa (SÁNCHEZ, 2011).
En cuanto al término Irán, proviene de la palabra arianos (del persa antiguo ariya, plural
ariyanam), que a lo largo de la historia adquirió el significado de la Tierra de los Arios y más
tarde como designación de la idea de la existencia de las razas humanas. Es decir, el término
ariano pasó a referirse a los pueblos indoeuropeos que dominaron la región de la meseta iraní
4
A modo de ejemplo, las guerras médicas fueron abordadas en tres películas: 1) Las 300 Esparta (1962) de Rudolph
Maté; 2) 300 de Zack Snyder de 2007; 300: El ascenso del imperio (2014) de Noam Murro.
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a finales del segundo milenio y principios del primer milenio a.C. C. (SÁNCHEZ, 2011;
DARYAEE, 2012). Este es el término preferido por los habitantes de la meseta iraní y desde
1935 es el nombre del país existente en la región. En resumen, han pasado de usar un nombre
que se ha occidentalizado a uno cuyos orígenes se remontan a un idioma local. El historiador
brasileño Felipe Ramos de Carvalho Pinto explica los cambios históricos que ocurrieron con el
término Irán.
Es en este sentido [...] que, etimológicamente, la palabra "Irán" significa
"tierra de los arios", [...] "En el antiguo idioma sánscrito, Irán significa 'tierra
de los arios (nobles)'", (tal afirmación) es solo parcialmente cierta. De hecho,
Irán deriva de eran, que en la época sasánida (224-651) significaba
"[territorio] de los Ariya", la designación oficial de su territorio era Eran Shahr
(el mismo territorio había sido llamado por los partos (247 a. C a 224 d. C) de
ariyan shahr). Sin embargo, es en parte inexacto, ya que existe una falsa
correspondencia entre la expresión moderna, “ariano”, y la expresión ariya,
(esta última) que aparece en numerosas fuentes antiguas de varios períodos,
como el Avesta, inscripciones en Naqsh-e Rostam y Bisotun, textos védicos e
incluso en textos griegos. Aunque el primer término está inspirado en el
segundo, su significado (ario como raza) está estrechamente ligado a la Europa
del siglo XIX, al desarrollo de la ciencia moderna y a la idea de que la
humanidad está dividida en razas, y denota un gran grupo racial que reúne a
los indios modernos, europeos e iraníes, a los que atribuye características
psicológicas y biológicas. [...] Si los Aryia se veían a mismos como
diferentes de los Anaryia (no-Ariya), tal designación carecía de cualquier
criterio biológico, y ciertamente no abarcaba ni a los europeos modernos ni a
los indios. Parcialmente cierto, porque la idea de "ario" adquirió en realidad
un significado racial en el Irán del siglo XX, y sin duda subyace a los (varios)
discursos [...] pronunciados (en el Irán actual) (PINTO, 2018, p. 50-51, nuestra
traducción).
De esta manera, este artículo busca contribuir a esclarecer la trayectoria de los pueblos
de la meseta iraní, especialmente entre el público de habla portuguesa. El aumento de los
estudios iraníes, o incluso persiológicos, como algunos prefieren, es notable en la actualidad;
Un ejemplo de esto es la Enciclopedia Iraní, un sitio web en inglés que proporciona un gran
volumen de estudios y conocimientos sobre los pueblos que vivieron en la Meseta Iraní
5
.
Además de esto, también existe el sitio web de Perseus Digital Libary, con diversas fuentes
textuales y traducciones. Ambos son gratuitos.
Sin embargo, en portugués la situación no es tan favorable, la disponibilidad de material
es menor, en comparación con otros idiomas. En Brasil, por ejemplo, se han realizado esfuerzos
5
El proyecto de la Enciclopedia Irán pretende abarcar más de 3.000 años de historia y ha sido financiado por
gobiernos y entidades occidentales, ya que el actual gobierno de Irán no ve con buenos ojos el proyecto, que
pretende abarcar toda la historia de la meseta iraní desde la prehistoria hasta nuestros días. La razón de la
desaprobación del gobierno irase deriva de las diferencias religiosas. Cf. COHEN, Patricia. El reto de completar
un tomo sobre Irán. Folha de São Paulo, São Paulo, 5 de septiembre de 2011.
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notables para llenar vacíos, pero no siempre abordan el tema del presente estudio (FUNARI;
SILVA; MARTINS, 2008). Esta desventaja termina reflejándose en la Enseñanza de la Historia
Antigua, que reproduce lugares comunes y simplifica la historia de una de las regiones más
antiguas que fueron pobladas por seres humanos.
Metodología
El presente estudio se caracteriza por ser una investigación básica con enfoque
cualitativo. En cuanto a los objetivos, se trata de una investigación exploratoria y explicativa
que tuvo como procedimientos el estudio bibliográfico y documental.
Se trata de una investigación histórico-conceptual, y para su realización se realizó una
revisión bibliográfica de varias publicaciones enfocadas en el estudio de los pueblos de la
Meseta iraní, las cuales se citan en este artículo.
A pesar de la existencia de numerosas publicaciones, prevalecen ciertos malentendidos,
inexactitudes e incluso confusiones que pueden reflejarse en la Enseñanza de la Historia
Antigua en la Educación Básica. Por ello, se trató de recalcar la importancia del estudio de la
historia de la Antigüedad y se tomaron notas para colaborar con esta importante tarea.
Por lo tanto, en este estudio buscamos centrarnos en el estudio de los pueblos de la
meseta, y no solo de los persas, con el fin de situarlos y contextualizarlos para ayudar a una
mejor comprensión de su historia.
La Meseta Iraní y sus habitantes
Inicialmente, es necesario recordar que el estudio de los pueblos que vivieron en la
Meseta Iraní, actualmente el territorio del país llamado Irán, o de los pueblos iraníes, va más
allá del estudio de Persia. La meseta iraní fue habitada por varios pueblos antes y después de
los persas, y la historia de los iraníes no se limita ni se restringe a la historia de los persas
(ALVES, 2013).
Antes de los persas, el territorio iraní estaba habitado por los elamitas, gutis, lulubis y
casitas. Después de que el imperio persa declinara y fuera dominado por los macedonios, en
territorio iraní surgieron los imperios y pueblos partos, sasánidas, safávidas, además de la
posterior dominación de los musulmanes, los árabes iraníes.
A pesar de que los persas fueron los habitantes más célebres de la meseta iraní, esto no
justifica centrar todo el análisis en el período persa solamente. Tampoco se justifica por la
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dinámica de la historia en sí. Hoy en día los persas son un referente muy conocido en todo el
planeta, pero su antiguo territorio está actualmente habitado por otro pueblo, de otra cultura y
religión, los musulmanes iraníes o árabes. También, por cierto, se sienten orgullosos de habitar
el territorio de los antiguos persas y admirar ciertas obras de su cultura, como la historia de
Laila y Majnun (NIZAMI, 2003), entre otras. Sin embargo, no conectan con ellos en aspectos
importantes como la religiosidad, por ejemplo (ONCKEN, 1930).
La Meseta Iraní y su ubicación
La meseta iraní forma parte de la región del sudeste asiático, también conocida como
Oriente Medio. Esta región es considerada por las Naciones Unidas como una de las
macrodivisiones de Asia. Es una gran formación geológica en el sur de la placa euroasiática
(ONCKEN, 1930).
Tradicionalmente, sin embargo, Egipto, aunque es un país mayoritariamente africano,
está vinculado como parte de Oriente Medio. Esto se debe a sus características culturales y
religiosas, que lo acercan a los demás países de Oriente Medio. Lo mismo ocurre con Turquía,
que, a pesar de tener una pequeña parte de su territorio en Europa, también está tradicionalmente
vinculada a Oriente Medio.
Las fronteras de la meseta iraní son: Sur: Golfo Pérsico; Norte: Montes Alborz (Elburz);
Oeste: Montes Zagros; Este: Hindu Kush. La meseta tiene tres ríos principales que son: el
Karun, el Atrak y el Safid.
Asentamiento de la Meseta Iraní
La meseta iraní ha estado habitada desde tiempos prehistóricos o primitivos (PINSK,
1994). Durante este período, la región de la meseta incluso estuvo habitada por otros
antepasados primitivos, como los neandertales.
La primera evidencia de enterramiento deliberado en la historia de la
humanidad es el entierro neandertal hace no mucho más de 100.000 años. Uno
de los enterramientos más conmovedores tuvo lugar un poco más tarde, hace
unos 60.000 años, en los montes Zagros, en el norte de Irak (actual Irán). Un
varón adulto fue enterrado a la entrada de una cueva; Aparentemente, su
cuerpo había sido colocado en una cámara de flores con potencial curativo, a
juzgar por el polen encontrado alrededor del esqueleto fosilizado (LEAKEY,
1995, p. 148, nuestra traducción).
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Se sabe que la meseta iraní se encuentra en la intersección de África, el lugar de origen
de los seres humanos, Asia y Europa. Por lo tanto, la región fue el lugar de muchas andanzas,
como lo atestigua el antropólogo Richard Leakey (LEAKEY, 1995).
Se sabe que la región también fue un lugar de paso para el hombre sapiens hacia la India
y China. El asentamiento de elementos humanos en la región es antiguo y está relacionado con
la historia que posteriormente se desarrolló allí. Así, en esta región, a lo largo de los siglos,
numerosos grupos étnicos han invadido la meseta iraní, estableciendo varias comunidades, de
las cuales la más antigua conocida es la de Sialk (GHIRSHMAN, 1976).
Los rastros de la presencia humana en el área que abarca el Irán moderno se
remontan al período neolítico, cuando las tribus de cazadores-recolectores
vivían en las montañas Alborz y Zagros y en una región cercana al actual
Pakistán. Pero la nación iraní comenzó a construirse hace 4.000 años a partir
de un grupo de pueblos de Asia Central conocidos como indoeuropeos que
compartían un idioma similar. Los indoeuropeos lograron una amplia
superioridad militar y logística sobre otros pueblos tras domesticar el caballo,
lo que les permitió explorar horizontes cada vez más lejanos (ADGHIRNI,
2014, p. 125, nuestra traducción).
Gutis, Lulubi, Casitas y Elamitas
El historiador francés Michel Mourre señala que los primeros pueblos de la meseta iraní
fueron los Gutis, los Casitas y los Elamitas. Además de estos, también estaban los Lulubi
(GHIRSHMAN, 1976). Los elamitas fueron los primeros en fundar un estado organizado en la
meseta iraní y los primeros en constituir también una civilización, cuya capital estaba en la
ciudad de Susa. A pesar de estar asentados en la meseta iraní, estos pueblos siempre han estado
geográfica e históricamente ligados a los mesopotámicos.
La historia persa comienza con los pueblos montañeses asentados en el
suroeste de Irão
6
, en las cadenas de los Zagros, los Elamitas, los Gutis y los
Kasitas
7
. En el curso del tercer y segundo milenio, estos pueblos se
enfrentaron a las diversas potencias que sucesivamente ejercieron la
hegemonía en Mesopotamia; suponían una amenaza permanente para el
tráfico terrestre entre el Mediterráneo oriental y Asia (MOURRE, 1998, p.
697, nuestra traducción).
El uso del concepto de civilización en este estudio carece de una contextualización y
notas para el área de la enseñanza. Este concepto surgió en el siglo XIX, en el contexto del
imperialismo europeo y a partir de la base del llamado evolucionismo, que hizo un flaco favor
6
En portugués de Portugal se escribe Irão y no Irã como en el portugués brasileño.
7
Algunos autores escriben el nombre de este pueblo como cassitas en portugués.
Luciano Marcos CURI; Ana Lúcia Araújo BORGES y Camila Adriane Almeida SILVA
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porque moldeó percepciones de esquemas lineales-evolutivos-evaluativos-jerárquicos difíciles
de deshacer, como la famosa tríada terminológica: salvajismo, barbarie y civilización. Sin
embargo, en este artículo, el concepto de civilización ya no se utiliza en términos
decimonónicos, en singular.
Con el avance de la investigación antropológica, etnográfica, histórica y cultural en el
siglo XX, se percibieron varios prejuicios incrustados en los análisis del siglo XIX. Así, el
concepto de civilización sufrió una reconfiguración y comenzó a utilizarse en plural,
refiriéndose a sociedades que tenían cierta estabilidad, duración, continuidad y cohesión social
y cultural, y ya no en supuestas superioridades de matriz biológica.
Desde la perspectiva evolutiva del siglo XIX, la civilización es lo opuesto a la
barbarie. Las sociedades civilizadas son aquellas que se basan en la religión,
la moral y las buenas costumbres. Y se supone que las sociedades primitivas
o prehistóricas vivieron en un estado entre el salvajismo original y la
verdadera civilización. Con el surgimiento de la antropología, se entiende que
la civilización no es un atributo de las sociedades evolucionadas. Todas las
sociedades humanas conocen una forma de civilización que llamamos
"cultura". Por lo tanto, el uso tradicional de la palabra "civilización" en
singular tiende a desaparecer. A partir de ahora hablamos de "civilizaciones":
la civilización china, la civilización griega, la civilización occidental, y
también podemos hablar de civilizaciones africanas. El término civilización
se refiere, entonces, a un área cultural, estable a largo plazo, marcada por
algunas grandes características propias (DORTIER, 2010, p. 77-78, nuestra
traducción).
Para algunos analistas, el concepto de civilización se asemeja a las ranciedades del
darwinismo social y el imperialismo, y asusta a los actuales antieurocentristas y decolonialistas,
por ejemplo, situación que es el resultado de los malos usos del concepto en el pasado,
especialmente en el siglo XIX. Una definición del concepto de civilización en esta línea
reprobable, que actualmente es rechazada, es precisamente formulada por el historiador Carlos
Renato Carola.
A partir del siglo XVIII se estableció en la cultura occidental un modelo
explicativo de ver y ordenar la historia basado en tres poderosas ideologías:
civilización, progreso y evolución. De alguna manera, todavía dominan el
pensamiento intelectual en Occidente.
La idea de "civilización" defiende una supuesta superioridad cultural de una
sociedad sobre otras. La ideología moderna del "progreso" exalta el desarrollo
económico y tecnológico como un indicador incuestionable del avance último
de la cultura humana sobre las fuerzas y los recursos de la naturaleza. Es el
significado de "evolución" que expresó por primera vez el desarrollo
progresivo de las especies en el mundo natural, según la teoría darwiniana del
siglo XIX pasó rápidamente al mundo social humano y estableció una
Persia y la Meseta Iraní: Apuntes para la enseñanza de la historia antigua en la Educación Básica
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jerarquía entre culturas, sociedades e instituciones (CAROLA, 2009, p. 173,
nuestra traducción).
Con todo, el concepto de civilización conserva su relevancia de uso en el sentido
histórico-arqueológico y no en el sentido evolutivo del siglo XIX, por lo que se utiliza para
señalar el cambio de las sociedades primitivas, en el sentido de primeras y originales y no
atrasadas, a las sociedades complejas, entendidas como aquellas dotadas de una mayor
diversificación social interna (DANIEL, 1970; FERNANDES; ROVAI; LANDINI, 2014;
KUPER, 2008; PASTENAK, 2009; PINSKY, 1994; TRIGGER, 2003; WEBER, 1970). El
historiador Fernand Braudel ha definido con precisión las civilizaciones como culturas dotadas
de continuidades (BRAUDEL, 1989).
Por lo tanto, fue en este sentido actualizado del concepto de civilización que nos
referimos a los elamitas. En cuanto a los lulubis, casi todo lo que sabemos sobre este pueblo
deriva de fuentes mesopotámicas. Se trataba de pueblos tribales que habitaban los montes
Zagros, en la región occidental de la Meseta Iraní. Fueron un pueblo guerrero que asedió los
reinos mesopotámicos en numerosas ocasiones, y todo indica que fueron subyugados por el rey
Naram-Sin, que reinó desde el 2254 a.C. hasta el 2218 a.C. Varios de sus ataques produjeron
inestabilidad en el sur de Mesopotamia y contribuyeron al fin del Imperio acadio.
Posteriormente, fueron eclipsados por otros pueblos más poderosos militarmente que se
desarrollaron en la región (SCHRAKAMP, 2012).
Los gutis eran un pueblo formado por tribus de pastores que habitaban la región
montañosa de Zagros, en la parte noreste de la meseta iraní. Siempre han sido descritos de
manera peyorativa en las fuentes mesopotámicas, como "hordas de gutis" e "innumerables
como saltamontes". La primera referencia conocida a los Gutis se remonta al año 2200 a.C. C.
en las inscripciones cuneiformes de los mesopotámicos.
Los gutis no tenían un sistema de escritura ni técnicas de irrigación o agricultura, y se
cree que durante los cincuenta años de dominación (2150 a 2100 a.C.) sobre los mesopotámicos
interrumpieron el sistema administrativo de tablillas y liberaron a los animales en manadas
nómadas en toda Mesopotamia, lo que provocó un aumento de los precios de los alimentos.
Parece que fueron los gutis quienes condujeron a la dinastía acadia a su decadencia final.
Alrededor del año 2100 a.C. C., fueron derrotados por Ur-Nammu, rey de la ciudad
mesopotámica de Uruk. Durante siglos, el Gutis siguió siendo una cita arquetípica de los
enemigos de los mesopotámicos, incluso en la literatura de la época (LEICK, 2010).
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Los casitas, por otro lado, fueron referidos como un pueblo "bárbaro" que vino de la
meseta iraní e invadió Mesopotamia y la dominó durante aproximadamente cinco siglos. Es
importante señalar con respecto a los Casitas que las investigaciones y descubrimientos
recientes han cambiado parcialmente la visión de ellos en las últimas décadas.
De todos los pueblos que habitaron la antigua Mesopotamia, los Casitas son
los más misteriosos. Algunos autores vieron su origen en el suroeste de Irán,
donde más tarde se retiraron. A diferencia de los hurritas, no escribían nada en
su propio idioma. La casita no es una lengua semítica y no está relacionada
con el sumerio, el hurrita y otras lenguas habladas en el Cercano Oriente o con
las lenguas indoeuropeas. Sin embargo, los Casitas pueden haber tenido
antiguos contactos directos o indirectos con los indoeuropeos. Los Casitas
aparecieron por primera vez en Mesopotamia en la antigua época babilónica
en forma de individuos solos o en grupos, y luego organizados en tribus
llamadas la "casa de un jefe determinado". Las primeras referencias se
remontan a alrededor del año 1800 a.C. Un siglo más tarde, un casita llamado
Kastililiash se convirtió en rey de Hana. Es en este momento y en esta región
que comienza la larga historia de la dinastía casita. Los Casitas toman
Babilonia después de la incursión hitita que puso fin a su Primera Dinastía (c.
1595 a. C.). Se supone que el primer gobernante casita de esta ciudad fue
Agum II (SANTOS, 2011, p. 51-59, nuestra traducción).
Según el historiador brasileño Sinval F. Medina, los casitas no eran tan "civilizados"
como los mesopotámicos, y en su perspectiva incluso habrían contribuido al colapso cultural
de la región, una tesis controvertida en la actualidad.
Casitas: pueblo bárbaro de Asia Central que, en 1750 a. C. invadió
Mesopotamia, poniendo fin al antiguo imperio babilónico. Debido a su bajo
nivel cultural, los casitas no supieron aprovechar el legado de la civilización
babilónica. La parte sur de Mesopotamia se sumerg en un período de
retroceso que duró aproximadamente seiscientos años. La extraña forma de
vida de los casitas, que pastaban enormes manadas de caballos, introdujo este
animal a gran escala en Mesopotamia, provocando una verdadera revolución
en los medios de transporte de la época. El conocimiento acumulado durante
siglos por sumerios, acadios y babilonios no se perdió en el torbellino de las
invasiones bárbaras. Fueron asimilados por un pueblo semita de las orillas del
Tigris, los asirios, que más tarde fundarían un formidable imperio (MEDINA,
1968, p. 63, nuestra traducción).
Sin embargo, de todos los pueblos anteriores a los persas, los elamitas fueron los s
prominentes (GIORDANI, 1992). Desarrollaron una sociedad compleja en la región y
tradicionalmente consideran a los elamitas como la primera civilización de la meseta iraní. Su
ubicación geográfica se conoce en las fuentes antiguas como al este de Sumeria (en
Mesopotamia)" (HAMDANI, 1978). Varios historiadores, desde una perspectiva
mesopotámica, reportan que los elamitas estaban ubicados en la "periferia" de Mesopotamia
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(LEVEQUE, 1991). Dominaron parte de los pueblos mesopotámicos y también fueron
dominados por ellos. Fueron derrotados por los asirios y luego por los persas, que los
incorporaron a su imperio.
Elam, un nombre feliz otorgado por los traductores de la Biblia, una gran
nación que ocupaba un territorio indeterminado que se extendía
aproximadamente lo que ahora se conoce como el actual país llamado Irán,
aunque en el momento de su mayor esplendor llegaba hasta Afganistán, el mar
Caspio y el noroeste de Mesopotamia. Su historia escrita abarca casi tres
milenios (a.C.), aunque su lengua se utilizó hasta el siglo XI d.C.
(CIFUENTES, 2013, p. 11, nuestra traducción).
Incluidos en el Imperio Persa, o Imperio Aqueménida, los elamitas, con el paso de los
siglos, dejaron de ser mencionados, y todo indica que fueron absorbidos por las prácticas
imperialistas de los persas.
Medos y Persas
Tradicionalmente, los arios o indoeuropeos son considerados como el punto de partida
de la historia de Persia (MACKEY, 2008). Esta perspectiva, sin embargo, ha sido cuestionada
por estudios más recientes, que buscan reconstruir y rescatar la trayectoria de todos los pueblos
que vivieron en la Meseta Iraní (CULICAM, 1971).
Desde hace unos tres mil años, los pueblos llamados Medos y Persas, ambos arios,
llegaron a la región de la Meseta Iraní. Inicialmente, los Medos se asentaron en el norte y los
Persas en el sur. A partir del siglo VIII a.C., el emperador medo llamado Dejoces logró unificar
bajo su mando a todos los pueblos de la región de la meseta iraní, incluidos los persas. En esta
época los elamitas estaban vinculados a la historia mesopotámica y no figuraban, por ejemplo,
en los planes iniciales de expansión ni de los medos ni de los persas (SPEAKE, 1999).
Heródoto, considerado el padre de la historia, narra el episodio de la ascensión al trono
de Dejoces y la formación del reino medo. También narra la dominación de los medos sobre los
persas por Fraorth, hijo de Dejoces.
Cl Déjoces reunió a todos los Medos en una sola nación y reinó sobre ellos.
Esta nación comprende varios pueblos: los Busios, los Paretacenios, los
Strucatas, los Arizantes, los Budianos y los Magos (HALICARNASSO, 2001,
p. 109, nuestra traducción).
CII — A su muerte, después de un reinado de cincuenta años, fue sucedido en
el trono por su hijo Fraorth. El reinado de Media no fue suficiente para la
ambición de este último. Primero atacó a los persas, sometiéndolos a su
dominio. (HALICARNASSO, 2001, p. 109, nuestra traducción).
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Los persas estuvieron bajo el dominio de los medos hasta Ciro, alrededor del año 550
a.C. En esta fecha, Ciro, entonces príncipe de los persas, organizó una rebelión contra la
dominación de los Medos. Esta rebelión tuvo éxito y revirtió la situación política que había
existido hasta entonces en la meseta iraní. A partir de entonces, los medos se convirtieron en
vasallos de los persas, lo que dio lugar a la fundación del Imperio persa aqueménida.
La nación persa contiene varias tribus, como se enumeran aquí. [...]: los
Pasargadios, Marafios, y Maspianos, siendo el primero el más civilizado de
todos. Los Aqueménidas, de los que descienden los reyes persas, constituyen
una rama de la tribu de los Pasargadianos (HALICARNASSO, 2001, p. 125,
nuestra traducción).
Un aspecto importante para tener en cuenta es que la región vecina de Mesopotamia
estaba habitada antes de la Meseta Iraní por pueblos semitas. El imperio asirio, por ejemplo,
ubicado en la Alta Mesopotamia, se remonta al menos al año 2.000 a.C. Otro dato importante
para entender la historia de la región es lo que sucedió en la India. Los pueblos arios, también
procedentes del norte, similares a los medos y los persas, ocuparon la región india y allí
establecieron la cultura védica de la India (CULICAM, 1971).
Así, es importante señalar que los arios que ocuparon la región del actual Irán fueron el
origen de Persia, y en la región de la India dieron origen a la cultura védica del famoso sistema
de castas. Este mismo pueblo también, en la región de Grecia, estuvo en el origen de los griegos
y relacionado con la decadencia de la sociedad cretense. Así, griegos y persas, que más tarde se
vieron envueltos en guerras y disputas, como las Guerras Persas, aparentemente descendían
ancestralmente del mismo pueblo ario (PINSK, 1980).
El Imperio Persa (Imperio Aqueménida): De Ciro a Alejandro
La historia del Imperio Persa es la historia del primer Imperio Mundial (HOLANDA,
2008). Es, en cierto modo, una trayectoria meteórica. Tanto el ascenso como la caída del
Imperio Persa fueron relativamente rápidos, en comparación con los estándares del mundo
antiguo. En total, fueron 219 años de existencia del Imperio Persa, comenzando con la
ascensión de Ciro al trono y la subyugación de los medos en el 550 a.C. y terminando con la
dominación de los persas por Alejandro Magno en el 330 a.C. C. (FRANCO JR; FILHO, 1994;
BRIANT, 1996, 2010).
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En total, el Imperio Persa tuvo veintiún reyes
8
. Poco a poco, se convirtieron en maestros
del mundo antiguo. El erudito David Asheri sostiene que los persas crearon un nuevo modelo
de dominación. Esta consistía en explotar económicamente a los subyugados, respetando su
cultura, religión, leyes e incluso parte de sus élites políticas. Esto se conoció como "respeto en
la derrota". Este principio también fue aplicado a los propios persas por Alejandro Magno en
el momento de la conquista macedonia (ASHERI, 2006). Esta forma de conducir la política
imperialista era una novedad en el mundo antiguo.
Más tarde, los imperios mundiales, comenzando primero desde Mesopotamia.
Su origen fue por la necesidad de evitar los constantes ataques de los nómadas
a las tierras cultivadas, a través de la dominación de todos los países vecinos
y de los propios nómadas. Así nacieron los imperios de los asirios, de los
egipcios; y, finalmente, una nueva forma, la de los persas; siguiendo el modelo
de esto los hindúes, y más tarde los chinos (JASPERS 1965, p. 73, traducción
nuestra).
El ejemplo más emblemático de esta política de "respeto en la derrota" fue el resultado
de lo que se conoció como el cautiverio babilónico (598 a.C. a 538 a. C). Durante seis décadas,
los judíos fueron exiliados a la ciudad de Babilonia a instancias de Nabucodonosor II, la ciudad
de Jerusalén fue sitiada, saqueada y el Templo de Jerusalén destruido. Una parte de la población
fue a Egipto y el resto fue expulsado a la fuerza a Babilonia.
Cuando Ciro II gobernó Babilonia, permitió que los judíos regresaran a Jerusalén y
reconstruyeran la ciudad y el Templo. Esto en su momento se utilizó como una forma de
demostrar la novedad que el Imperio Persa pretendía implementar. Es decir, benevolencia para
los subyugados ordenados y celosos. Hoy sabemos que Ciro también quiso vigilar la frontera
con Egipto, asentando en la región a un pueblo ligado a los persas y deudor de una gran
benevolencia (BROSIUS, 2006; JAGUARIBE, 2002).
Además, como muestra Mario Liverani, la situación de Israel en el período persa, o
Yehud persa, no era muy agradable, aunque mejor que en el período anterior.
Los grupos de judíos que regresaron a Palestina gracias a los edictos
imperiales aqueménidas se encontraron con una región que sólo en cierta
medida correspondía al modelo que esperaban de una tierra vacía y disponible,
ya que albergaba grupos más o menos importantes de origen diverso. Se
trataba de comunidades campesinas que habían permanecido en sus tierras, es
decir, no fueron deportadas; Se trataba de deportados de otro origen que se
habían asentado en la región desde la época asiria; Se trataba de pueblos
limítrofes que habían aprovechado el relativo vacío para extenderse (las
8
Véase el Apéndice I al final de este artículo, sobre los reyes persas, que fue diseñado para ayudar en la tarea de
la enseñanza de la historia antigua. No fue posible elaborar tablas para todos los pueblos de la meseta iraní.
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ciudades costeras) o para desplazarse (los edomitas); Por último, se trataba de
grupos resultantes de una amplia gama de fusiones (LIVERANI, 2008, p. 323,
nuestra traducción).
Irán: entre Mesopotamia e India
Otro aspecto importante que destacar es la ubicación de la meseta iraní. Ubicación
geográfica y cultural. Geográficamente, se encuentra en una meseta entre dos regiones que
tenían buena hidrografía. Al oeste estaba Mesopotamia, con los ríos Tigris y Éufrates. Al este
se extendía la India y los famosos ríos Ganges e Indo.
A lo largo de los siglos, esta frontera geográfica también se ha convertido en una frontera
cultural y política. Porque en la Meseta Iraní se desarrolló una civilización diferente de la de
Mesopotamia y de la India; es decir, el Imperio Persa. Que, a pesar de recibir influencias de
ambas regiones, se puede decir con certeza que las influencias mesopotámicas fueron siempre
mucho más decisivas (ASHERI, 2006; SÁNCHEZ, 2011).
En el curso de la historia persa hay una implicación mucho mayor de ellos con
Mesopotamia, Egipto y los griegos que con los pueblos orientales. Aunque los persas
establecieron pequeños dominios en el mundo hindú, que más tarde se convirtió en una satrapía,
la mayoría de sus conquistas fueron sin embargo en el oeste: Mesopotamia, Egipto y Grecia
(ASHERI, 2006; SÁNCHEZ, 2011).
Esta es una pregunta importante, porque explica, durante varios siglos que siguieron, la
existencia de diversas similitudes entre los pueblos del mundo antiguo, dada su proximidad
geográfica, que también se convirtió en similitudes culturales y políticas.
La famosa tesis del filósofo Karl Jaspers se puede aplicar plenamente aquí. Según
Jaspers, durante el período comprendido entre el 800 a.C. y el 200 d.C. China, India, Persia,
Egipto y otras civilizaciones de Oriente Medio compartían varias características culturales en
común. Llamó a este período la Era Axial. Esta sería una de las razones por las que varios
pueblos de la antigüedad tenían ciertas similitudes (JASPERS, 1965).
Antigua Persia o Imperio Aqueménida
Después de la conquista de los medos por Ciro (Ciro II el Grande) en el año 550 a. C.,
la expansión continuó. Ciro conquistó una vasta región que se extendía desde Anatolia (actual
Turquía) hasta Afganistán y Arabia (AYMARD; AUBOYER, 1998).
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Ciro fue sucedido por su hijo Cambises, quien gobernó el imperio persa de 529 a 522
a.C. Durante su reinado la expansión continuó. Entre las principales conquistas de Cambises se
encuentra la dominación de Egipto en la famosa batalla de Pelusa (SÁNCHEZ, 2011).
Después de la muerte de Cambises, se produjo una problemática transición de poder. El
sucesor fue Darío I, que se puso en el poder mediante un golpe de Estado. Darío hizo numerosas
reformas que se hicieron célebres y establecieron un patrón que más tarde fue imitado por varios
otros imperios, como el Macedonio (o Alejandrino) y el Romano.
Darío reformó el sistema administrativo, dividió el Imperio persa en satrapías, que
gozaban de cierta autonomía política y legal, cada una de las cuales estaba gobernada por un
sátrapa elegido por el propio Darío, que llegó a ser llamado Rey de Reyes.
Reformó el sistema de leyes imponiendo penas más severas. En la economía, unificó el
sistema monetario creando la moneda llamada Dárico, que comenzó a circular por todo el
imperio y favoreció el desarrollo del comercio. Creó el servicio militar obligatorio y la
institución de la paga para los militares. En política, trasladó la capital de Pasargada a Persépolis
y creó el famoso Camino Real, de 2.400 kilómetros de longitud y con 111 estaciones de parada
y descanso, que conectaba Susa con Sardes en Anatolia, actual Turquía (AYMARD;
AUBOYER, 1998).
En el plano militar, sin embargo, Darío no logró el mismo éxito. Hizo la guerra a los
griegos, en ese momento un pueblo marginal en el mundo persa en su conjunto, y fue derrotado.
Fue la primera gran derrota de los persas desde su surgimiento como imperio en la época de
Ciro el Grande. Esta guerra se conoció como la Primera Guerra Médica, o guerra greco-persa.
Fue aquí donde tuvo lugar el famoso episodio de la Batalla de Maratón.
La sucesión de Darío recayó en su hijo Jerjes, nieto de Ciro. Jerjes reanuda la guerra
contra los griegos en la guerra que se conoció como la Segunda Guerra Persa. Aunque los persas
obtuvieron la victoria en la primera fase de la guerra, fueron derrotados. Esta guerra se hizo
famosa especialmente por los griegos. Fue aquí donde tuvieron lugar los famosos episodios de
la Batalla de Salamina y la Batalla de las Termópilas
9
(SÁNCHEZ, 2011).
Los griegos finalmente salieron victoriosos, y la guerra terminó con las batallas de
Platea y Micala, ambas favorables a los griegos. Varios estudiosos enfatizan la importancia de
las guerras persas para la formación de la identidad cultural de los griegos y más tarde de
Occidente.
9
Esta batalla fue el tema de la película de 2007 300 (la película).
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Muchos, aunque no todos, los griegos buscaron una unidad común en términos
de parentesco compartido al menos dos generaciones antes de la invasión
persa. Sin embargo, es cierto que la invasión persa tuvo un efecto en la forma
en que los griegos se veían a mismos. [...] En los siglos VII y VI a.C.,
Oriente era objeto de fascinación exótica para los griegos, o al menos para las
élites griegas, pero la invasión persa y el concomitante ascenso de la
democracia en varias ciudades griegas —una práctica que sirvió para marginar
muchas de las prácticas de las élites— generaron una visión negativa de esta
región. La palabra "bárbaros" —tanto el adjetivo como el sustantivo—
registrada lo ocasionalmente antes de la invasión, ahora se vuelve de uso
común para designar no sólo a los persas, sino a todos los demás grupos de no
griegos, sin ninguna diferenciación (HALL, 2001, p. 220).
Un sentido de unidad griega se forjó solo cuando las ciudades-estado aisladas
se unieron para hacer frente a la amenaza planteada por Persia, bajo Darío y
su hijo Jerjes, en los primeros años del siglo V a.C. Los griegos adoptaron
entonces la descripción de "bárbaro" para su enemigo común. Decían que los
barbaroi tartamudeaban como idiotas, o balbuceaban como bebés, o gruñían
como animales bar bar. De a el nombre. Términos más refinados y
corteses para los extranjeros, heterófonos, "otra lengua", y allogloss, "otra
lengua", insistían en la primacía de los griegos. La marca inicial de los
bárbaros fue una deficiencia lingüística (KUPER, 2008, p. 41-42, nuestra
traducción).
Después de la derrota de Jerjes, regresó a la meseta iraní y terminó su vida construyendo
y decorando palacios. Fue asesinado por dos consejeros y fue sucedido por Artajerjes
(Artajerjes I Longímano).
Después de la Segunda Guerra Persa, el Imperio Persa entró en un proceso de lenta
decadencia. Este proceso tuvo como factor motivador causas más internas que el desgaste de la
guerra con los griegos. Varios reyes persas seguirían interfiriendo en los asuntos griegos y en
sus guerras, pero el proyecto de subyugar a Grecia no se reanudó.
Varias rebeliones internas, corrupción, disputas dinásticas y palaciegas terminaron
minando gran parte de la fuerza del imperio. Del 464 al 330 a.C. C., ocho reyes persas dirigieron
el imperio, que cada vez mostraba más signos de insuficiencia e incapacidad para hacer frente
a los crecientes problemas (AYMARD; AUBOYER, 1998).
En el siglo IV a.C. C., la disputa con los griegos se reanuda bajo otra luz, esta vez por
iniciativa de una nación que se consideraba cultural y militarmente superior a las ciudades
clásicas de Grecia, especialmente Atenas y Esparta. Esta nación que emergió en la escena
política de la época en el mundo mediterráneo fue Macedonia, que irónicamente, en el pasado,
en la época de las Guerras Persas, ya había sido subyugada por los persas e incluso había vivido
durante un período como un reino subyugado.
Sin embargo, a partir del reinado de Filipo II, Macedonia comenzó gradualmente a
especializarse en el arte de la guerra y en el desarrollo de nuevas técnicas y armas de guerra, lo
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que le otorgó un creciente poder militar y político. Este proyecto fue continuado tras el asesinato
de Filipo II por Alejandro Magno, su hijo y heredero.
El último rey persa, o rey aqueménida, fue Darío III, que gobernó del 336 al 330 a.C.
Llegó a ser conocido como el rey que perdió el imperio. Después de enfrentarse a varias
revueltas internas con dificultades crecientes, no pudo resistir la invasión macedonia. Fue
asesinado por el sátrapa Beso durante la persecución promovida por Alejandro Magno, que
pretendía capturar a Darío III (SÁNCHEZ, 2011).
La Meseta Iraní tras el fin del Imperio Persa (Imperio Aqueménida)
Tras la muerte de Alejandro Magno en el año 323 a. La meseta iraní, sede de la antigua
dinastía aqueménida, se vio envuelta en una maraña de guerras y disputas que asolaron toda la
región mediterránea y la mayor parte del antiguo mundo euroasiático (BRIANT, 2010).
Alejandro quería dominar el "mundo entero", llegar hasta China, subyugar a Cartago, a
la India e incluso a Roma, esta última, hay que señalarlo, que en su tiempo aún no era un gran
imperio. Comenzó su expansión dominando el Imperio Persa y avanzó un poco hacia la India.
Murió con su proyecto de conquista inconcluso y nunca más retomado por ninguno de sus
sucesores.
Tras su muerte, los destinos de la Meseta Iraní fueron absorbidos por el conjunto de
disputas helenísticas y durante siglos se fusionó en uno de los nuevos reinos que fueron creados
por los sucesores de Alejandro, el Imperio seléucida, hasta que siglos después recuperó su
autonomía (SÁNCHEZ, 2011).
Persia Helenística (Período Seléucida)
Tras la caída del Imperio Persa llegó el dominio macedonio, que estuvo marcado por la
presencia constante de guerras. La temprana muerte de Alejandro a la edad de 33 años en el año
323 a. C. precipitó un desarrollo posterior de numerosas guerras que involucraron a todo el
mundo mediterráneo (MOUREAU, 1978).
Los generales de Alejandro, llamados diádocos, dividieron el imperio que había
conquistado en varios reinos, y el primer siglo después de su muerte estuvo marcado por una
amplia gama de conflictos militares entre los generales sucesores de Alejandro y los herederos
de estos generales, llamados epígonos, que sumieron al mundo mediterráneo antiguo en un
escenario de beligerancia constante, incluida Persia.
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Al final de este período turbulento, la meseta iraní quedó bajo el dominio del reino
greco-macedonio de los seléucidas. Este período también se conoce como la época del dominio
helenístico. El Imperio Seléucida Greco-Macedonio tuvo una vida problemática y una relación
difícil con los otros reinos helenísticos del Egipto Ptolemaico, el Reino de Casandro y Lisímaco
en Europa. Sin embargo, después de numerosas particiones y reordenamientos, la meseta iraní
permaneció en el Imperio Seléucida hasta el año 250 a. C. C.
En el año 250 a.C., el dominio seléucida sobre la Meseta Iraní fue sustraído por el
surgimiento de un nuevo reino ario en Asia, los partos, gobernados por la dinastía arsácida.
Inicialmente dominaron solo las costas meridionales del Mar Caspio, pero después de la derrota
del Imperio Seléucida por los romanos se afianzaron y conquistaron la meseta iraní
(MOUREAU, 1978).
El Imperio Parto (Partia)
Originalmente, los partos eran un pueblo nómada que vivía en la región de la Meseta
Iraní. Más tarde fue incluida en el Imperio Persa como una satrapía, tiempo durante el cual
experimentó un cierto florecimiento. En el momento de la invasión macedonia fueron
sometidos y más tarde fueron incluidos como satrapía del Imperio seléucida. En época seléucida
se le llamaba Partiana (ARAUJO, 2018).
En 247 a. C., los partos organizaron una revuelta contra el rey seléucida Antíoco II, que
fue liderada por Arsaces (Arsacio I), quien después de la victoria estableció un nuevo reino y
una nueva dinastía: los arsácidas.
El Imperio Parto se expandió rápidamente y ocupó vastos territorios que iban desde
Mesopotamia hasta la India y, al igual que los persas, también dividió su reino en satrapías. La
capital del Imperio Parto era la ciudad de Ecbatana.
El Imperio Parto estuvo involucrado en varias guerras con Roma, que en ese momento
era un imperio en auge e interfería cada vez más en los asuntos de Oriente Medio y la meseta
iraní. Sin embargo, Roma nunca fue capaz de derrotar al Imperio Parto y los dos terminaron
regularmente los conflictos con controles y equilibrios en la región. Los romanos nunca fueron
capaces de imponer ningún dominio sobre el Imperio Parto (MOUREAU, 1978).
Durante el reinado de Artabano III, el Imperio Parto se hizo muy rico debido al éxito de
la agricultura y el comercio. En esta época, los partos supieron aprovechar la Ruta de la Seda,
que transportaba artículos de lujo chinos para venderlos a los romanos.
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El fin del Imperio Parto se debió a una guerra civil que socavó los cimientos de su
régimen y su gobierno. En 224 a.c., los Arsácidas fueron derrotados y una nueva dinastía subió
al poder, los sasánidas.
Durante la existencia del Imperio Parto (247 a. C. a 224 d. C) cabe señalar que
restablecieron la autonomía política de la meseta iraní, y también absorbieron las culturas que
circulaban en la región. Así, a pesar de las numerosas demostraciones de filohelenismo y otras
influencias occidentales, los partos sobresalieron en la producción de arte y arquitectura
originales. También destacan las artesanías con marfil (MOUREAU, 1978; DABAT, 1995;
BORGONGINO, 2023).
El Imperio Sasánida
Los sasánidas fueron un pueblo persa que logró dominar la meseta iraní y subyugar a
los partos. Fundaron una nueva dinastía, que se mantuvo vigorosa y poderosa durante más de
cuatro siglos (224 a 651), hasta el dominio musulmán (MOURRE, 1998).
En su apogeo, el Imperio Sasánida se extendía por una vasta área desde Siria hasta la
India, desde Georgia hasta el Golfo Pérsico. Sus fronteras occidentales siempre estuvieron en
conflicto con los romanos y más tarde con el Imperio bizantino. Desarrollaron un ejército bien
equipado y fueron reconocidos como caballeros sobresalientes.
Los sasánidas heredaron el territorio de la Persia Aqueménida y de Partiana. Eran
enemigos declarados de los partos, a quienes consideraban usurpadores extranjeros
acostumbrados a la influencia griega y helenística de la época de Alejandro y los seléucidas.
Con este fin, se declararon herederos legítimos de los aqueménidas y pretendían restaurar la
gloria de la época de Ciro el Grande y Darío.
Durante su existencia, el Imperio sasánida se opuso ferozmente a los romanos y al
Imperio bizantino. Adoptó el mazdeísmo (o zoroastrismo) como su religión oficial, que duró
hasta el siglo VII d.C. En el plano social, los sasánidas sustituyeron el "feudalismo" parto por
un gobierno centralizado y altamente jerárquico, reorganizando las provincias y colocando cada
una de ellas bajo el gobierno de un príncipe sasánida (MOUREAU, 1978; DABAT, 1995;
BORGONGINO, 2023).
El auge del poder sasánida ocurrió durante el reinado de Cosroes I (531-579), quien
invadió Siria, conquistó Antioquía y deportó a los famosos artesanos del metal a sus tierras. Sin
embargo, su hijo Cosroes II se excedió al invadir el Imperio Bizantino, Jerusalén, Egipto e
intentar invadir la ciudad de Constantinopla. Estas aventuras militares debilitaron sus fuerzas,
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especialmente después de la contraofensiva de los bizantinos, que abrió la puerta a la invasión
de los árabes musulmanes que venían del sur.
Los árabes lograron victorias decisivas y significativas después de 611, y en 637
arrasaron el ejército persa y tomaron su capital. Otra victoria árabe en 642 abrió el camino para
el dominio de la Meseta Iraní. En pocos años, los árabes lograron dominar completamente la
meseta. En 651 se produjo la derrota final y Irán se convirtió en parte del Imperio Islámico, y
gradualmente se islamizó cultural y religiosamente, una situación que no tuvo marcha atrás
(MOURRE, 1998).
Reflexiones finales
Después de un recorrido por la historia de la meseta iraní, algunos aspectos se destacan
como consideraciones finales.
En primer lugar, que la enseñanza de la historia antigua necesita avanzar en este sentido.
No es muy exacto, de hecho, es bastante vago, enseñar sólo la historia de Persia y olvidar lo
que sucedió en la meseta iraní antes y después de los persas. Una vez más, la historia de la
meseta iraní no se limita a la historia de los persas, como este artículo ha tratado de demostrar.
En segundo lugar, a juzgar por varios libros de texto e incluso algunos libros de texto de
historia, la historia del Imperio Persa necesita ser contextualizada adecuadamente en el
movimiento más amplio de la historia de la región de Oriente Medio y la cuenca del
Mediterráneo, debidamente conectada con las migraciones arias, etc.
En tercer lugar, con respecto a la historia de Persia, siempre hay que tener en cuenta el
hecho de que muchas fuentes, películas y relatos, como los de Heródoto, son relatos de otros
pueblos sobre los persas, por lo que a menudo contienen puntos de vista distorsionados e incluso
prejuiciosos; Por lo tanto, es necesario ser conscientes de esto y transmitirlo a los estudiantes,
para que entiendan que todos los relatos históricos son construcciones humanas y reflejan parte
de las concepciones y enranciamientos de cada autor.
El cuarto y último aspecto se refiere a la formación de la llamada cultura occidental, o
civilización occidental, como algunos prefieren. Discutimos en este artículo que los griegos y
los persas eran pueblos que tenían ascendencia común en los indoeuropeos y luego se
diferenciaron. Fue durante las guerras médicas cuando la identidad temprana de Occidente tomó
forma y su primera manifestación histórica.
Para todos los que se ocupan de la enseñanza de la historia, tanto en Brasil como en
otros países occidentales, es esencial comprender la relación de Persia, y de los demás pueblos
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de la meseta iraní, con los griegos y otros pueblos europeos en la antigüedad. No presuponga
un "otro homogéneo" en el lado oriental. Al fin y al cabo, fue en ese momento, con las relaciones
greco-persas, cuando se formuló la cultura occidental, y más tarde se conoció un largo
desarrollo que ha llegado hasta nosotros. Por lo tanto, la precisión es fundamental para una
adecuada comprensión de la cultura occidental (BURUMA; MARGALIT, 2006).
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CRediT Author Statement
Agradecimientos: No aplicable.
Financiación: Parcialmente al CNPq. Beca de Iniciación Científica para el tercer autor.
Conflictos de intereses: No aplicable.
Aprobación ética: No aplicable.
Disponibilidad de datos y material: No aplicable.
Contribuciones de los autores: El primer autor fue responsable de las cuestiones teóricas
e históricas y de la redacción inicial del artículo. El segundo autor colaboró en la ampliación
de la discusión educativa. El tercer autor contribuyó con la recopilación de fuentes, la
redacción y la revisión final del texto.
Procesamiento y edición: Editora Iberoamericana de Educación - EIAE.
Corrección, formateo, normalización y traducción.
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Apéndice I
Reyes de la Persia Aqueménida
Dinastía Aqueménida
Nombre del Rey
Fecha de
reinado
Principales Logros
Hakamanish
(Aquemenes en
griego)
c. 705 -605
a.C.?
Probablemente un personaje histórico envuelto en leyendas.
Se menciona en la inscripción de Behistún. Es considerado el
antepasado epónimo de la dinastía Aqueménida y el primer
rey persa y fundador de la dinastía Aqueménida.
Anshan Teipes
(ciudad de Anshan o
Anzan, actual Tepe
Malyan Tall-i
Malyan en Irán)
? C. 640
a.C.
Hijo de Aquemenes y rey de la ciudad de Anshan. Se
menciona en la inscripción de Behistún y en el cilindro de
Ciro. Probablemente tuvo dos hijos que dieron origen a dos
ramas de la dinastía aqueménida. Sus hijos fueron Ciro I y
Araramnes.
Ciro I
640 580
a.C.
Hijo de Teipes de Ansán y nieto de Aquemenes. Era rey de
Anshan. Se considera que Ciro I terminó su vida como vasallo
de los reyes medos Ciaxares o de su hijo Astiages. Fue
sucedido por su hijo Cambises I.
Cambises I de
Anshan Cambises
el Viejo
580 559
a.C.
Fue el rey persa de Anshan, padre de Ciro II el Grande, el
fundador del Imperio Persa. Se menciona en el Cilindro de
Ciro y en la Ciropedia. En su tiempo, los persas eran todavía
vasallos de los medos. Se casó con Mandane, hija del rey
medo Astiages. Él y su hijo Ciro II lucharon contra el dominio
medo sobre los persas. Fue sucedido por su hijo Ciro II el
Grande.
Ciro II el Grande
559 a 529
a.C.
Era hijo de Cambises I y de la princesa Meda Mandane y nieto
del rey medo Astiages, a quien derroy se convirtió en rey
de los persas y los medos. Al parecer, Ciro contaba con el
apoyo de parte de la nobleza meda, que estaba descontenta
con el rey Astiages. Se destacó por sus hazañas militares que
convirtieron a Persia en el centro del imperio más grande
jamás constituido. Dominó Lidia y Babilonia. Fue el rey que
liberó a los judíos del cautiverio babilónico y el autor del
Cilindro de Ciro. Murió en la batalla de los Massageta. El
griego Jenofonte escribió un libro sobre él llamado Ciropedia.
Fue sucedido por su hijo Cambises II.
Cambises II
Cambises El nuevo
529 a 522
a.C.
Hijo mayor de Ciro II el Grande. Su reinado comenzó en el
año 529 y su mayor logro fue la conquista de Egipto durante
el reinado del faraón Psamético III en la famosa batalla de
Pelusa. Hizo matar a su hermano menor llamado Smérdis.
Apuñaló al toro sagrado de los egipcios llamado Apis, lo que
resultó en una grave ofensa a las creencias religiosas egipcias.
Murió en un viaje de regreso de Egipto a Persia para luchar
contra una revuelta. No dejó hijos varones y fue sucedido por
el mago Gaumata, que se hizo pasar por su hermano Esmerdis.
Gautama asumió el trono por un corto tiempo y fue destronado
por Darío I.
Mago Gaumata
(Pseudo-Esmerdis, o
Pseudo-Bardia)
522 a. C.
Bardia (o Bardiya) era el hijo menor de Ciro II el Grande, y
fue asesinado a instancias de su hermano Cambises II. Cuando
se enteró del usurpador, Cambises II, emprendió un viaje de
regreso a Persia para deponerlo, pero murió en el camino.
Según la inscripción de Behistún, Gaumata reinó durante siete
meses (11/03/522 al 29/09/522). Fue asesinado por una
conspiración de Darío I y otros seis nobles persas.
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Darío I el Grande
522 a 486
a.C.
Autor de la inscripción de Behistún. Fue un gran
consolidador. Fue responsable de la organización
administrativa del Imperio Persa, dividiéndolo en satrapías.
Creó una moneda única para el imperio, lo que facilitó el
comercio, así como el famoso Camino Real. Comenzó la
guerra con los griegos y fue derrotado. Esta primera guerra
con los griegos se conoció como la Primera Guerra Médica.
Era pariente cercano de Cambises II y pertenecía a una de las
familias aqueménidas más poderosas.
Jerjes I
485 a 465
a.C.
Hijo de Darío I y nieto de Ciro II el Grande. Autor de la
inscripción de Jerjes. Se le menciona en la Biblia como
Asuero (cf. Esdras, 4-6). Sofocó una rebelión en Egipto y otra
en Babilonia que incluso él mismo había provocado. Organizó
un poderoso contingente militar para vengar la derrota de
Darío I, su padre, y castigar a los griegos continentales. Este
episodio dio lugar a la Segunda Guerra Médica. Fue durante
esta guerra cuando tuvo lugar el famoso episodio de los 300
de las Termópilas. Al final de la guerra, los persas fueron
nuevamente derrotados en la batalla de Salamina y en la
batalla de Platea. Jerjes regresó a Persia, desde donde ya no
interfirió en la vida política de Grecia.
Artabano da Pérsia
(Artabano de
Hircania)
465 a 464
a.C. (Sete
meses)
Fue regente del joven emperador Artajerjes I y probablemente
uno de los asesinos de Jerjes I junto con el eunuco llamado
Agripolis. Después del asesinato, se dice que acusaron a
Darío, hijo mayor de Jerjes I, e incitaron al hermano menor
Artajerjes a matar a Darío y tomar el trono. Gobernó durante
siete meses hasta que Artajerjes subió al trono. Finalmente,
parece que Artabano y sus compañeros conspiradores también
intentaron matar a Artajerjes I, quien, con la ayuda de su
cuñado Megabizus, hizo matar a Artabano y a sus
compinches.
Artaxerxes I
Longímano
464 a 424
a.C.
La historia registra que tenía una mano derecha más grande
que la izquierda, de ahí su cognomen Longimanus. Se
enfrentó a varias rebeliones durante su reinado. Intentó una
política de debilitamiento del poder naval griego sin mucho
éxito. Fue el rey responsable de la recepción del general
griego Temístocles, responsable de la victoria griega en la
Segunda Guerra Persa. Al comienzo de la Guerra del
Peloponeso, griegos, atenienses y espartanos pidieron el
apoyo de Artajerjes I, quien murió sin decidir a qué ciudad
apoyar. Era un practicante del zoroastrismo. Nombró al
sacerdote judío Esdras como responsable de los asuntos
civiles de la nación judía. Fue el rey quien completó la
construcción de la Sala de las Cien Columnas. Tuvo varias
esposas. Fue sucedido por Jerjes II.
Jerjes II
424 a 423 a.
C.
Era hijo y heredero legítimo de Artajerjes I Longímano.
Gobernó solo 45 días. Fue asesinado por un hermanastro
llamado Sogdiano.
Sogdiano
423 a. C.
Era hijo de Artajerjes I Longímano y de una concubina
babilónica llamada Alogina. Fue responsable del asesinato de
Jerjes II y gobernó durante seis meses y quince días. Fue
asesinado por su hermanastro llamado Oco.
Dario II Nótus
423 a 404 a.
C.
Era hijo de Artajerjes I Longímano y de una concubina
babilónica llamada Cosmartidene. Fue responsable del
asesinato de Sogdiano. Darío estaba casado con su
hermanastra llamada Parisatis, hija de Artajerjes I
Longímano. Participó en la Guerra del Peloponeso en nombre
de Esparta. Reconquistó algunas ciudades griegas en Asia que
fueron reincluidas en el dominio persa. Se enfrentó a varias
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revueltas durante su reinado, incluyendo una en Egipto y otra
en Babilonia. Fue sucedido por su hijo Artajerjes II Mnemón.
Artajerjes II
Mnemón
404 a 358 a.
C.
Era el hijo mayor de Darío II y Parisatis, por lo tanto, nieto de
Artajerjes I Longímano. Estuvo casado con Estatira y con ella
tuvo hijos Darío y Artajerjes III Oco. Tuvo un reinado largo y
turbulento. Se dice que tuvo 360 concubinas y
aproximadamente 115 hijos. Se consideraba ineficiente, lo
que contribuye en gran medida al debilitamiento del Imperio
Persa. Su reinado estuvo marcado por la pérdida de Egipto.
Fue sucedido por Artajerjes III Oco.
Artajerjes III Oco
358 a 338
a.C.
Era hijo de Artajerjes II y Estatiro. Su reinado se caracterizó
por una continua lucha por el mantenimiento del Imperio
Persa. Recuperó el dominio sobre Egipto después de una
campaña marcada por mucha crueldad y profanación de
templos egipcios. Murió a la edad de 94 años. Una de sus
hijas, llamada Parysatis, se casó más tarde con Alejandro
Magno. Durante su gobierno, parte del dominio de Atenas
sobre el mar Egeo fue transferido a los persas. Durante su
reinado, Macedonia, gobernada por Filipo II, se convierte en
un reino fuerte, independiente y militarmente equipado. Fue
sucedido por su hijo Artajerjes IV.
Artajerjes IV
338 a 336
a.C.
Era el hijo menor del rey Artajerjes III Oco. A pesar de su
corto reinado, fue en él donde se asentaron y consolidaron los
elementos definitivos para la decadencia y ruina del Imperio
Persa. Se vio envuelto en numerosas fricciones con Filipo II
de Macedonia. Todo indica que murió envenenado por
Bagoas, un influyente ministro de la Corte. Fue sucedido por
Darío III.
Dario III
336 a 330
a.C.
Fue el último rey aqueménida. Era primo de Artajerjes IV, y
fue durante su reinado que el Imperio Persa fue conquistado
por Alejandro Magno. Tuvo dos hijas que se casaron con
Alejandro Magno y otra se casó con el general de Alejandro,
Hefestión. Aunque logró sofocar algunas revueltas, no pudo
resistir la invasión macedonia liderada por Alejandro. Fue
asesinado por el sátrapa Beso durante la persecución
promovida por Alejandro Magno, que pretendía capturar a
Darío III.
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PERSIA AND THE IRANIAN PLATEAU: NOTES FOR THE TEACHING OF
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A PÉRSIA E O PLANALTO IRANIANO: APONTAMENTOS PARA O ENSINO DE
HISTÓRIA ANTIGA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
PERSIA Y LA MESETA IRANÍ: APUNTES PARA LA ENSEÑANZA DE LA HISTORIA
ANTIGUA EN LA EDUCACIÓN BÁSICA
Luciano Marcos CURI1
e-mail: lucianocuri@iftm.edu.br
Ana Lúcia Araújo BORGES2
e-mail:analuciaborges@iftm.edu.br
Camila Adriane Almeida SILVA3
e-mail: camilaadriane4857@gmail.com
How to reference this article:
CURI, L. M.; BORGES, A. L.A.; SILVA, C.A. A. Persia and the
Iranian Plateau: Notes for the teaching of ancient history in
Compulsory Education. Revista Ibero-Americana de Estudos em
Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023101, 2023. e-ISSN: 1982-
5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18412
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| Revisions required: 15/09/2023
| Approved: 11/10/2023
| Published: 01/11/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Federal Institute of Education, Science and Technology of Triângulo Mineiro (IFTM), Uberaba MG Brazil.
Permanent Professor of the Postgraduate Program in Technological Education (PPGET IFTM) and the
Professional Master's Degree in Professional and Technological Education offered in the National Network
(ProfEPT). Post-Doctor in Social History and post-doctor in Education.
2
Federal Institute of Education, Science and Technology of Triângulo Mineiro (IFTM), Uberaba MG Brazil.
Permanent Professor of the Professional Master's Degree in Professional and Technological Education offered in
the National Network (ProfEPT).
3
Patos de Minas University Center (Unipam), Patos de Minas MG Brazil. Student of the Technical Course in
IT Maintenance and Support Integrated into High School, PIBIC EM CNPq scholarship holder at the time this
research was first developed.
Persia and the Iranian Plateau: Notes for the teaching of ancient history in Compulsory Education
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023101, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18412 2
ABSTRACT: The article addresses the history of the Iranian Plateau and its people, including
the Persians and their relations with the ancient Greeks at the beginning of what later became
known as Western Civilization. The objective was to highlight that the teaching of ancient
history in Brazil needs to be rethought to avoid frequent inaccuracies, generalizations and
inconsistencies, among others, in much of the bibliography available on the subject. To achieve
this, it was based on more recent archaeological and historical research, which are decisive
theoretical contributions to understanding the people of the Iranian Plateau in their diversity
and historicity. This is a basic, qualitative, exploratory, explanatory research that used
bibliographic and documentary procedures. It was concluded that ancient people must be
studied in a contextualized way. The people of the Iranian Plateau need to have their diversity
understood and cannot be treated as if they were all the same. Thus, although the Persians are
the best known and studied people on the plateau, they were not the only ones, neither the first
nor the last in that region. Thus, the article discusses a topic on which there is little research in
Brazil and seeks to collaborate with the task of teaching ancient history in the country, in this
case about the people of the Iranian Plateau. Therefore, it deals with the role of the Persians in
the origins of the West, but seeks not to limit itself to this issue. Finally, the relevance of the
study of antiquity in Basic Education is highlighted and some notes are made to contribute to
this important task.
KEYWORDS: Iran. Old World. Education. Teaching. Iranian Plateau.
RESUMO: O artigo aborda a história do Planalto Iraniano e de seus povos, entre eles, os
Persas e suas relações com os gregos antigos no início do que posteriormente ficou conhecido
como Civilização Ocidental. Objetivou-se evidenciar que o ensino de história antiga no Brasil
precisa ser repensado para evitar imprecisões, generalizações e incoerências frequentes, entre
outros, em boa parte da bibliografia disponível sobre o tema. Para isso, apoiou-se em
pesquisas arqueológicas e históricas mais recentes, que são contribuições teóricas decisivas
para compreender os povos do Planaldo Iraniano em sua diversidade e historicidade. Trata-
se de uma pesquisa básica, qualitativa, exploratória, explicativa e que utilizou-se de
procedimentos bibliográficos e documentais. Concluiu-se que os povos antigos devem ser
estudados de modo contextualizado. Os povos do Planalto Iraniano precisam ter sua
diversidade compreendida e não podem ser tratados como se fossem todos iguais. Desse modo,
embora os Persas sejam o povo mais conhecido e estudado do planalto, eles não foram os
únicos. Assim, o artigo discute uma temática sobre a qual existem poucas pesquisas no Brasil
e procura colaborar com a tarefa do ensino de história antiga no país, neste caso sobre os
povos do Planalto Iraniano. Portanto, trata do papel dos Persas nas origens do Ocidente, mas
procura não se limitar a essa questão. Por fim, salienta-se a pertinência do estudo da
antiguidade na Educação Básica e faz alguns apontamentos para contribuir com esta
importante tarefa.
PALAVRAS-CHAVE: Irã. Mundo Antigo. Educação. Ensino. Planalto Iraniano.
Luciano Marcos CURI; Ana Lúcia Araújo BORGES and Camila Adriane Almeida SILVA
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023101, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18412 3
RESUMEN: El artículo aborda la historia de la meseta iraní y su gente, incluidos los persas
y sus relaciones con los antiguos griegos al comienzo de lo que más tarde se conoció como la
civilización occidental. El objetivo fue resaltar que la enseñanza de la historia antigua en Brasil
necesita ser repensada para evitar frecuentes imprecisiones, generalizaciones e
inconsistencias, entre otras, en gran parte de la bibliografía disponible sobre el tema. Para
lograrlo, se basó en investigaciones arqueológicas e históricas más recientes, que son
contribuciones teóricas decisivas para comprender a los pueblos de la meseta iraní en su
diversidad e historicidad. Se trata de una investigación básica, cualitativa, exploratoria,
explicativa que utilizó procedimientos bibliográficos y documentales. Se concluyó que los
pueblos antiguos deben ser estudiados de forma contextualizada. La gente de la meseta iraní
necesita que se comprenda su diversidad y no se les puede tratar como si fueran todos iguales.
Así, aunque los persas son el pueblo más conocido y estudiado de la meseta, no fueron los
únicos, ni los primeros ni los últimos en esa región. Así, el artículo aborda un tema sobre el
cual hay poca investigación en Brasil y busca colaborar con la tarea de enseñar la historia
antigua en el país, en este caso sobre los pueblos de la Meseta iraní. Por tanto, aborda el papel
de los persas en los orígenes de Occidente, pero no busca limitarse a esta cuestión. Finalmente,
se destaca la relevancia del estudio de la antigüedad en la Educación Básica y se realizan
algunos apuntes para contribuir a esta importante tarea.
PALABRAS CLAVE: Irán. Mundo Antiguo. Educación. Enseñanza. Meseta Iraní.
Initial remarks
Persia is a well-known reference in the Western imagination. Generally, the word refers
to the famous Persian carpets, to Cyrus, the founding king of the Achaemenid Empire, to the
Persian Medallion, to the expression Persian market, to the cartoon cat Garfield, a Persian cat,
to Lima of Persia, to Queen Atossa (550 to 475 BC), one of the oldest known cases of breast
cancer in history and its respective extirpation, among many other references (BURNS, 1997;
CAUTI, 2015; MUKHERJEE, 2012).
However, behind such a well-known reference there may also be a profound lack of
knowledge of the people, cultures and civilizations that developed on the Iranian Plateau, home
of the Persians, but not only them (SÁNCHEZ, 2011; DARYAEE, 2012; PINTO, 2018).
The expression Persia can refer to different peoples, located at different historical
moments and, often, alluding to different cultures. Where today the country called Iran is
located, located on the Iranian plateau, was the place where several cultures and civilizations
developed: Elamites, Guthi, Lulubi, Kassites, Medes, Persians, Parthians, Sasanians, Safavids
and the Iranian Arabs. Therefore, the practice of calling all these people Persians, although
common, is devoid of historical accuracy (PINTO, 2018).
Persia and the Iranian Plateau: Notes for the teaching of ancient history in Compulsory Education
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023101, 2023. e-ISSN: 1982-5587
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It turns out, however, that the Persians became so well known, mainly due to the war
with the Greeks, the famous Medical (or Greco-Persian) Wars, that they began to be used as a
reference to name everything and everyone in the region where they lived, or namely, the
Iranian Plateau
4
.
It is in this sense that some history books refer to the Empires of Persia. Some authors
use the expression Persia as equivalent to Iranian Plateau. This practice, however, is not very
appropriate and encourages misunderstandings (SÁNCHEZ, 2011; PARKER, 1995). There are
numerous studies on Ancient History in Textbooks that point out several inconsistencies in the
treatment of this topic (SILVA, 2000; FUNARI, 2004; BARNABÉ, 2014; CASSIANO, 2017;
ASSUMPÇÃO; COSTA CAMPOS, 2020). There are even published studies on Ancient History
in Higher Education (MORALES, 2017). However, specifically on the topic of the people of
the Iranian Plateau in their diversity and their relationship with teaching in Basic Education, no
studies were found.
The notoriety of the Persians may overshadow the other peoples of the Iranian Plateau
(SÁNCHEZ, 2011; DARYAEE, 2012; PINTO, 2018). It is true that some of these people who
emerged after the Persians and inherited some of their cultural and religious characteristics
began to claim affiliation with them. This is the case with the Safavids. However, it is almost
always a cultural or even historical claim whose objective is to build new nations based on the
glorious past of the ancient Persians. Finally, until 1935, the current country called Iran adopted
the name Persia, which certainly contributed to the historical misunderstanding of what
happened in that region (BURNS, 1997).
It is important to highlight that the term Persians derives from the Greek word Persís
which comes from pārsa, a word from the ancient Persian language. The term Persís was a
transposition into the Greek language of the name of the region known as Persis (Pars, Parsa),
current province of Fars in modern Iran. This term has been widely used in the West since
ancient times, under the influence of Greek historians. Currently it refers predominantly to the
Achaemenid Empire, started by Cyrus, which was constituted by the Persian people
(SÁNCHEZ, 2011).
As for the term Iran, it comes from the word Aryans (from the ancient Persian ariya,
plural ariyanam), which throughout history acquired the meaning of Land of the Aryans and
later designated the idea of the existence of human races. In other words, the term Aryan came
4
Just as an example, medical wars were covered in three films: 1) The 300 of Sparta (1962) by Rudolph Maté; 2)
Zack Snyder's 300 from 2007; 300: Rise of an Empire (2014) by Noam Murro.
Luciano Marcos CURI; Ana Lúcia Araújo BORGES and Camila Adriane Almeida SILVA
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to refer to the Indo-European peoples who dominated the Iranian plateau region at the end of
the second and beginning of the first millennium B.C. (SÁNCHEZ, 2011; DARYAEE, 2012).
This is the term preferred by the inhabitants of the Iranian Plateau and since 1935 it has been
used to name the country in the region. In short, they stopped using a name that had become
westernized and started using one whose origins date back to a local language. Brazilian
historian Felipe Ramos de Carvalho Pinto explains the historical changes that occurred with the
term Iran.
It is in this sense [...] that, etymologically, the word “Iran” means “land of the
Aryans”, [...] “in the ancient Sanskrit language, Iran means 'land of the Aryans
(nobles)”, (such a statement) is only partly true. In fact, Iran derives from eran,
which in Sasanian times (224 to 651) meant “[territory] of the Ariya ”, with
the official designation of its territory being eran shahr (the same territory had
been called by the Parthians (247 BC). 224 AD by ariyan shahr). Partially
inaccurate, however, as there is a false correspondence between the modern
expression, “Aryan”, and the expression ariya, (the latter) which occurs in
numerous ancient sources from different periods, such as the Avesta,
inscriptions in Naqsh-e Rostam and Bisotun, Vedic texts and even in Greek
texts. Although the first term is inspired by the second, its meaning (Aryan as
a race) is closely linked to 19th century Europe, the development of modern
science and the idea that humanity is divided into races, and denotes a large
racial group that brings together modern Indians, Europeans and Iranians, to
whom he attributes psychological and biological characteristics. [...] If the
Aryia saw themselves as different from the Anaryia (non- Ariya), such a
designation was devoid of any biological criteria, and certainly did not
encompass either Europeans or modern Indians. Partially true, as the idea of
“Aryan” really acquired a racial meaning in 20th century Iran, and is
undoubtedly underlying the (diverse) speeches [...] given (in current Iran)
(PINTO, 2018, p. 50-51, our translation).
In this way, this article seeks to contribute to clarifying the trajectory of the people of
the Iranian Plateau, notably among the Portuguese-speaking public. Currently, the increase in
Iranian studies, or even persiological studies, as some prefer, is notable; An example of this is
the Iranian Encyclopedia, an English-language
5
website that provides a large volume of studies
and knowledge about the people who lived on the Iranian Plateau. In addition to this, there is
also the Perseus Digital Libary website, with various textual sources and translations. Both free.
However, in Portuguese the situation is not so favorable, the availability of material is
lower compared to other languages. There are notable efforts in Brazil, for example, to fill gaps,
5
The Iranian Encyclopedia project aims to cover more than three thousand years of history and has been financed
by Western governments and entities, as the current Iranian government does not look favorably on the project,
which aims to cover the entire history of the Iranian Plateau since pre-history to the present. The reason for the
Iranian government's disapproval comes from religious differences. See COHEN, Patrícia. The challenge of
completing a tome on Iran. Folha de São Paulo, São Paulo, September 5th. 2011 .
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but these do not always address the topic of this study (FUNARI; SILVA; MARTINS, 2008).
This disadvantage ends up being reflected in the Teaching of Ancient History, which reproduces
commonplaces and simplifies the history of one of the oldest regions that were populated by
human beings.
Methodology
The present study is characterized as basic research with a qualitative approach. As for
the objectives, this is an exploratory and explanatory investigation that had bibliographic and
documentary studies as procedures.
It refers to historical-conceptual research, and to carry it out a bibliographical review of
several publications focused on the study of the peoples of the Iranian Plateau, which are cited
in this article, was carried out.
Despite the existence of numerous publications, certain misunderstandings, inaccuracies
and even confusion prevail that may reflect on the Teaching of Ancient History in Basic
Education. Therefore, we sought to highlight the importance of studying the history of Antiquity
and made notes to collaborate with this important task.
Thus, in this study we sought to focus on the study of the people of the plateau, and not
just the Persians, to situate and contextualize them in order to assist in a better understanding
of their history.
The Iranian Plateau and its inhabitants
Initially, it is necessary to remember that the study of the people who lived on the Iranian
Plateau, the current territory of the country called Iran, or the Iranian peoples, goes beyond the
study of Persia. The Iranian plateau was inhabited by several people before and after the
Persians and the history of the Iranians is neither limited nor restricted to their history (ALVES,
2013).
Before the Persians, Iranian territory was inhabited by the Elamites, Guti, Lulubi and
Kassites. After the Persian empire declined and was dominated by the Macedonians, the
Parthian, Sasanian, Safavid empires and peoples emerged in Iranian territory, in addition to the
later domination of Muslims, the Iranian Arabs.
Despite the fact that the Persians were the most famous inhabitants of the Iranian
Plateau, this does not justify focusing all analysis only on the Persian period. This is also not
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justified by the dynamics of the story itself. Today the Persians are a well-known reference
across the planet, but their ancient territory is currently inhabited by another people, of another
culture and religion, the Muslims or Iranian Arabs. These, by the way, are proud to inhabit the
territory of the ancient Persians and admire certain works of their culture, such as the story of
Laila and Majnun (NIZAMI, 2003), among others. However, they do not connect with them in
important aspects such as religiosity, for example (ONCKEN, 1930).
The Iranian Plateau and its location
The Iranian Plateau is located in the Southwest Asian region, also known as the Middle
East. This region is considered by the United Nations to be one of the macro-divisions of Asia.
It is a large geological formation on the southern Eurasian plate (ONCKEN, 1930).
Traditionally, however, Egypt, although a majority African country, is linked as part of
the Middle East. This is due to its cultural and religious characteristics, which bring it closer to
the other countries that make up this space. The same occurs with Turkey, which despite having
a small part of its territory in Europe, is also traditionally linked to the Middle East.
The borders of the Iranian plateau are: South: Persian Gulf; North: Montes Alborz
(Elburz); West: Montes Zagros; East: Indocuche Mountains (Hindu Kush). The plateau has
three large rivers: the Karun, the Atrak and the Safid.
Settlement of the Iranian Plateau
The Iranian plateau has been inhabited since prehistoric or primitive times (PINSK,
1994). During this period, the region was inhabited by other primitive ancestors, such as
Neanderthals.
The first evidence of deliberate burial in human history is the Neanderthal
burial not much more than 100,000 years ago. One of the most poignant
burials took place a little later, around 60,000 years ago, in the Zagros
Mountains of northern Iraq (now Iran). An adult male was buried at a cave
entrance; his body had apparently been placed on a chamber of flowers with
healing potential, judging by the pollen found around the fossilized skeleton
(LEAKEY, 1995, p. 148, our translation).
It is known that the Iranian plateau lies at the crossroads of Africa, the place of origin of
human beings, Asia and Europe. Therefore, the region was a place for many wanderings, as
anthropologist Richard Leakey (LEAKEY, 1995) attests.
Persia and the Iranian Plateau: Notes for the teaching of ancient history in Compulsory Education
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It is known that the region was also a place for sapiens to travel towards India and China.
The settlement of human elements in the region is ancient and is related to the history that
subsequently developed there. Thus, in this region, over the centuries, numerous ethnic groups
invaded the Iranian Plateau, establishing several communities, of which the oldest known is
that of Sialk (GHIRSHMAN, 1976).
Traces of human presence in the area covering modern Iran date back to the
Neolithic period, when hunting tribes lived in the Alborz and Zagros
mountains and in a region close to present-day Pakistan. But the Iranian nation
began to be built four thousand years ago, from a group of people from Central
Asia, known as Indo-Europeans, who shared a similar language. The Indo-
Europeans achieved vast military and logistical superiority over other peoples
after domesticating the horse, which allowed them to explore increasingly
distant horizons (ADGHIRNI, 2014, p. 125, our translation).
Gutis, Lulubi, Cassites and Elamites
French historian Michel Mourre points out that the first people of the Iranian Plateau
were the Gutis, Cassites and Elamites. In addition to these, there were also the Lulubi
(GHIRSHMAN, 1976). The Elamites were the first to found an organized state on the Iranian
Plateau and the first to also establish a civilization, whose capital was in the city of Susa. Despite
being settled on the Iranian Plateau, these people have always been geographically and
historically linked to the Mesopotamians.
Persian history begins with the mountain peoples settled in southwestern Iran
6
,
in the Zagros ranges, the Elamites, the Gutis and the Kassites
7
. Over the
course of the third and second millennia, these people were in struggle with
the various powers that successively exercised hegemony in Mesopotamia;
constituted a permanent threat to land traffic between the Mediterranean East
and Asia (MOURRE, 1998, p. 697, our translation).
The use of the concept of civilization in this study requires contextualization and notes
for the area of teaching. This concept emerged in the 19th century, in the context of European
imperialism and based on the foundation of so-called evolutionism, which did a disservice,
because it shaped perceptions of linear-evolutionary-valuative-hierarchical schemes that are
difficult to undo, such as the famous triad terminological: savagery, barbarism and civilization.
However, in this article, the concept of civilization in 19th century terms, in the singular, is no
longer used.
6
In Portuguese from Portugal, it is written Irão and not Irã as in Brazilian Portuguese.
7
Some authors write the name of this people as Kassites in Portuguese.
Luciano Marcos CURI; Ana Lúcia Araújo BORGES and Camila Adriane Almeida SILVA
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With the advancement in anthropological, ethnographic, historical and cultural research
in the 20th century, several prejudices embedded in 19th century analyzes were noticed. In this
way, the concept of civilization underwent a reconfiguration and began to be used in the plural,
referring to societies that had a certain stability, duration, continuity and social and cultural
cohesion, and no longer to supposed biological superiorities.
From the evolutionary perspective of the 19th century, civilization is the
opposite of barbarism. Civilized societies are those that promote religion,
morals and good customs. And it is assumed that primitive or prehistoric
societies lived in a state between original savagery and true civilization. With
the emergence of anthropology, it is understood that civilization is not an
attribute of evolved societies. All human societies know a form of civilization
that we call “culture”. The traditional use of the word “civilization”, in the
singular, therefore tends to disappear. From now on we talk about
“civilizations”: Chinese, Greek, Western civilizations, and we can also talk
about African civilizations. The term civilization then refers to a cultural area,
stable in the long term, marked by some great characteristics of its own
(DORTIER, 2010, p. 77-78, our translation).
For some analysts, the concept of civilization resembles traces of social Darwinism and
imperialism, and scares current anti-Eurocentrics and decolonialists, for example, a situation
that is the result of misuse of the concept in the past, notably in the 19th century. This fear is
well-founded. A definition of the concept of civilization along these reprehensible lines, which
is currently rejected, is precisely formulated by the historian Carlos Renato Carola.
Mainly from the 18th century onwards, an explanatory model of seeing and
ordering history based on three powerful ideologies took hold in Western
culture: civilization, progress and evolution. In some ways, they still dominate
intellectual thought in the West.
The idea of “civilization” advocates a supposed cultural superiority of a
society in relation to others. The modern ideology of “progress” exalts
economic and technological development as an unquestionable indicator of
the definitive advance of human culture over the forces and resources of
nature. It is the meaning of “evolution” which first expressed the progressive
development of species in the natural world, according to the Darwinist theory
of the 19th century quickly transitioned to the human social world and
established a hierarchy between cultures, societies and institutions
(CAROLA, 2009, p. 173, our translation).
However, the concept of civilization retains its relevance in the historical-archaeological
sense and not in the evolutionary sense of the 19th century. Therefore, it is used to signal the
change from primitive societies, in the sense of being first and original and not backward, to
complex societies, which are understood as those with greater internal social diversification
(DANIEL, 1970; FERNANDES; ROVAI; LANDINI, 2014; KUPER, 2008; PASTENAK,
Persia and the Iranian Plateau: Notes for the teaching of ancient history in Compulsory Education
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2009; PINSKY, 1994; TRIGGER, 2003; WEBER, 1970). The historian Fernand Braudel
precisely defined that civilizations are cultures endowed with continuities (BRAUDEL, 1989).
Therefore, it was in this updated sense of the concept of civilization that we refer to the
Elamites. As for the Lulubis, almost everything we know about these people comes from
Mesopotamian sources. They were tribal people who inhabited the Zagros mountains, western
region of the Iranian Plateau. They were a warlike people who besieged the Mesopotamian
kingdoms countless times, and everything indicates that they were subjugated by King Naram-
Sin, who reigned from 2254 BC. to 2218 BC. Several of his attacks produced instability in
southern Mesopotamia and contributed to the end of the Akkadian Empire. They were later
overshadowed by other, more militarily powerful peoples who developed in the region
(SCHRAKAMP, 2012).
The Gutis were a people formed by pastoral tribes who inhabited the mountainous
region of the Zagros in the northeastern part of the Iranian Plateau. They were always described
in a pejorative way in Mesopotamian sources, as hordes of Gutis” and “countless as locusts”.
The oldest known reference dates back to 2200 BC. in Mesopotamian cuneiform inscriptions.
The Gutis did not have a writing system or irrigation or agricultural techniques, and it
is believed that during the fifty years of domination (2150 to 2100 BC) over the Mesopotamians,
they interrupted the system of administrative tablets and released the animals into nomadic
herds across Mesopotamia, which caused food prices to rise.
Everything indicates that it was the gutis who led the Akkadian dynasty to its final
decline. Around 2100 BC., they were defeated by Ur-Nammu, king of the Mesopotamian city
of Uruk. For centuries, the gutis remained an archetypal citation of the enemies of the
Mesopotamians, including in the literature of the time (LEICK, 2010).
The Kassites, on the other hand, were referred to as a "barbarian" people who came
from the Iranian Plateau and invaded Mesopotamia and dominated it for approximately five
centuries. It is important to note, with regard to the Cassites, that recent research and discoveries
have partially changed the view that has been held about them in recent decades.
Of all the people who inhabited ancient Mesopotamia, the Cassites are the
most mysterious. Some authors saw their origin in southwestern Iran where
they later retreated. Unlike the Hurrians, they did not write anything in their
own language (...) Kassite is not a Semitic language and is not related to
Sumerian, Hurrian and other languages spoken in the Near East nor to Indo-
European languages. However, the Cassites may have had ancient contacts,
direct or indirect, with the Indo-Europeans. The Cassites first appeared in
Mesopotamia in ancient Babylonian times in the form of isolated individuals
or groups, and later organized into tribes called the “house of a given chief”.
Luciano Marcos CURI; Ana Lúcia Araújo BORGES and Camila Adriane Almeida SILVA
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The oldest references date back to around 1800 BC. A century later a Kassite
named Kastililiash became king of Hana. It was at this moment and in this
region that the long history of the Kassite dynasty began. The Cassites take
Babylon after the Hittite incursion that put an end to their 1st dynasty (c. 1595
BC). It is admitted that the first Kassite sovereign of this city was Agum II
(SANTOS, 2011, p. 51-59, our translation).
According to Brazilian historian Sinval F. Medina, the Kassites were not as “civilized”
as the Mesopotamians, and from his perspective, they would have even contributed to the
cultural collapse in the region, a controversial thesis today.
Kassites: barbarian people from Central Asia who, in 1750 BC. invaded
Mesopotamia, putting an end to the old Babylonian empire. Due to their low
cultural stage, the Kassites were unable to take advantage of the legacy of the
Babylonian civilization. The southern part of Mesopotamia fell into a period
of regression that lasted approximately six hundred years. The strange way of
life of the Kassites, pasturing huge herds of horses, introduced this animal on
a large scale into Mesopotamia, causing a true revolution in the means of
transport at the time. The knowledge accumulated over centuries by
Sumerians, Akkadians and Babylonians was not lost in the whirlwind of
barbarian invasions. They were assimilated by a Semitic people from the
banks of the Tigris, the Assyrians, who, sometime later, would create a
formidable empire (MEDINA, 1968, p. 63, our translation).
However, of all the people before the Persians, the Elamites were the ones who stood
out the most (GIORDANI, 1992). They developed a complex society in the region and are
traditionally considered to be the first civilization on the Iranian Plateau. Its geographical
location is referred to in ancient sources as “east of Sumer (in Mesopotamia)” (HAMDANI,
1978). Several historians, from a Mesopotamian perspective, report that the Elamites were
located on the “periphery” of Mesopotamia (LEVEQUE, 1991). They dominated part of the
Mesopotamian peoples and were also dominated by them. They were defeated by the Assyrians
and then by the Persians, who incorporated them into their empire.
Elam a happy name given by biblical translators a great nation that
occupied an undetermined territory located approximately what is now known
as the current country called Iran, although at the time of its maximum
splendor it reached as far as Afghanistan, the Caspian Sea and northwestern
Mesopotamia. Its written history spans almost three millennia (BC), although
its language was used until the 11th century AD (CIFUENTES, 2013, p. 11,
our translation).
Included in the Persian empire, or Achaemenid empire, the Elamites, over the centuries,
stopped being mentioned, and everything indicates that they were absorbed by the imperialist
practices of the Persians.
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Medes and Persians
Traditionally, the Aryans or Indo-Europeans are considered to be the starting point of
the history of Persia (MACKEY, 2008). This perspective, however, has been questioned by
more recent studies, which seek to reconstruct and rescue the trajectory of all the people who
lived on the Iranian Plateau (CULICAM, 1971).
From approximately three thousand years ago, the people called Medes and Persians,
both Aryans, arrived in the Iranian plateau region. Initially, the Medes settled in the north and
the Persians in the south. From the 8th century BC, the Median emperor named Déjoces
managed to unify under his command all the peoples of the Iranian plateau region, including
the Persians. At this time, the Elamites were linked to Mesopotamian history and did not figure,
for example, in the initial expansion plans of either the Medes or the Persians (SPEAKE, 1999).
Herodotus, considered the father of history, narrates the episode of Déjoces' ascension
to the throne and the formation of the Median kingdom. It also narrates the domination of the
Medes under the Persians carried out by Fraorte, son of Déjoces.
Cl — Déjoces gathered all the Medes into a single nation, reigning over them.
This nation comprises several peoples: the Búsios, the Paretacênios, the
Estrucatas, the Arizandos, the Búdios and the Magi (HALICARNASSO,
2001, p. 109, our translation).
CII Upon his death, after a reign of fifty years, his son Fraorte succeeded
him on the throne. The kingdom of Media was not enough for the latter's
ambition. He first attacked the Persians, subjecting them to his rule (...).
(HALICARNASSO, 2001, p. 109, our translation).
The Persians remained under the rule of the Medes until Cyrus, around 550 BC. On this
date, Cyrus, then prince of the Persians, organized a rebellion against the domination of the
Medes. This rebellion was successful and reversed the political situation that existed until then
on the Iranian Plateau. From then on, the Medes became vassals of the Persians, which resulted
in the founding of the Achaemenid Persian Empire.
The Persian nation contains several tribes, as listed here. [...]: the Pasargadios,
Maráfios, and Maspianos, the first being the most civilized of all. The
Achaemenids, from whom the Persian kings descend, constitute a branch of
the Pasargadian tribe (HALICARNASSO, 2001, p. 125, our translation).
An important aspect to be highlighted is that the neighboring region of Mesopotamia
was inhabited before the Iranian Plateau by Semitic peoples. The Assyrian empire, for example,
located in Upper Mesopotamia, dates back to at least 2 thousand years BC. Another important
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piece of information to understand the history of the region is what happened in India. Aryan
people, also coming from the North, similar to the Medes and Persians, occupied the Indian
region and established the Vedic culture of India there (CULICAM, 1971).
Thus, it is important to emphasize that the Aryans who occupied the region of current
Iran were the origin of Persia, and in the region of India they gave rise to the Vedic culture of
the famous caste system. These same people, in the region of Greece, were also at the origin of
the Greeks and related to the decline of Cretan society. Thus, the Greeks and Persians, who later
became involved in wars and disputes, such as the medical or Greco-Persian wars, apparently
descended ancestrally from the same Aryan people (PINSK, 1980).
The Persian Empire (Achaemenid Empire): from Cyrus to Alexander
The history of the Persian Empire is the history of the first World Empire (HOLLAND,
2008). It is, in a way, a meteoric trajectory. Both the rise and fall of the Persian Empire were
relatively rapid by the standards of the ancient world. In total, the Persian Empire existed for
219 years, beginning with Cyrus' ascension to the throne and the subjugation of the Medes in
550 BC and ending with the domination of the Persians by Alexander the Great in 330 BC.
(FRANCO JR; FILHO, 1994; BRIANT, 1996, 2010).
In total, the Persian Empire had twenty-one kings
8
. Gradually, they became masters of
the ancient world. Scholar David Asheri argues that the Persians created a new model of
domination. This consisted of economically exploiting the subjugated, while respecting their
culture, religion, laws and even part of their political elites. This became known as “respect in
defeat”. This principle was also applied to the Persians themselves by Alexander the Great on
the occasion of the Macedonian conquest (ASHERI, 2006). This way of conducting imperialist
politics was new in the ancient world.
Later, world empires, starting first from Mesopotamia. Its origin was the need
to prevent the constant attacks of nomads on cultivated land, through the
domination of all surrounding countries and the nomads themselves. Thus, the
empires of the Assyrians and Egyptians were born; and finally, a new form,
that of the Persians; perhaps following the model of this the Hindus, and later
the Chinese (JASPERS 1965, p. 73, our translation).
The most emblematic example of this policy of “respect in defeat” was the outcome of
what became known as the Babylonian Captivity (598 BC 538 BC). For six decades, the Jews
8
See Appendix I at the end of this article, about the Persian kings, which was prepared to collaborate with the
Ancient History Teaching task. It was not possible to draw up tables for all the peoples of the Iranian plateau.
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were exiled to the city of Babylon by order of Nebuchadnezzar II. The city of Jerusalem was
besieged, looted and the Temple of Jerusalem was destroyed. Part of the population went to
Egypt and the rest were forcibly taken to Babylon.
When Cyrus II dominated Babylon, he allowed the Jews to return to Jerusalem and
rebuild the city and the Temple. This, at the time, was used as a way to demonstrate the novelty
that the Persian Empire intended to implement. In other words, benevolence for the orderly and
zealous subjugated. Today we know that Cyrus also wanted to police the border with Egypt,
settling in the region a people linked to the Persians and owing great benevolence (BROSIUS,
2006; JAGUARIBE, 2002).
Furthermore, as Mario Liverani demonstrates, the situation of Israel in the Persian
period, or Persian Yehud, was not very pleasant, although better, compared to the previous
period.
The groups of Jews who returned to Palestine thanks to Achaemenid imperial
edicts found a region that only to a certain extent corresponded to the model
they expected of an empty and available land, as it housed more or less
important groups of different origins. These were peasant communities that
had remained on their lands, that is, they were not deported; These were
deportees from other origins who had settled in the region since Assyrian
times; these were bordering peoples who had taken advantage of the relative
emptiness to expand (the coastal cities) or to move (the Edomites); These
were, finally, groups resulting from the most diverse mergers (LIVERANI,
2008, p. 323, our translation).
Iran: between Mesopotamia and India
Another important aspect to be highlighted is the geographical and cultural location of
the Iranian plateau. Geographically, it is located on a plateau between two regions that had good
hydrography. To the west was Mesopotamia, with the Tigris and Euphrates rivers. To the east
was India and the famous Ganges and Indus rivers.
This geographical border, over the centuries, also became a cultural and political border,
as a civilization different from that of Mesopotamia and India developed on the Iranian Plateau;
namely, the Persian Empire. This, despite receiving influences from both regions, can safely be
said to have had the most decisive Mesopotamian influences (ASHERI, 2006; SÁNCHEZ,
2011).
Throughout Persian history, there is a greater involvement of them with Mesopotamia,
Egypt and the Greeks than with the eastern peoples. Although the Persians established small
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domains in the Hindu world, which later became a satrapy, the majority of their conquests were,
however, in the West: Mesopotamia, Egypt and Greece (ASHERI, 2006; SÁNCHEZ, 2011).
This is an important question, because it explains, during the following centuries, the
existence of several similarities between the people of the ancient world, given their
geographical proximity, which also became cultural and political similarities.
The famous thesis of philosopher Karl Jaspers can be fully applied here. According to
Jaspers, during the period from 800 BC. to 200 A.C., China, India, Persia, Egypt and other
Middle Eastern civilizations shared several cultural characteristics in common. He called this
period the Axial Age. This would be one of the reasons why several ancient peoples had certain
similarities (JASPERS, 1965).
Ancient Persia or Achaemenid Empire
After the conquest of the Medes by Cyrus (Cyrus II, the Great) in 550 BC., the expansion
continued. Cyrus conquered a vast region that extended from Anatolia (present-day Turkey) to
Afghanistan and Arabia (AYMARD; AUBOYER, 1998).
Cyrus was succeeded by his son Cambyses, who ruled the Persian empire from 529 to
522 BC. During his reign, expansion continued. Among the main achievements of Cambyses,
the domination of Egypt in the famous Battle of Pelusa stands out (SÁNCHEZ, 2011).
After the death of Cambyses, a problematic transition of power occurred. The successor
was Darius I, who came to power through a coup. Darius made numerous reforms that became
famous and established a pattern that was later imitated by several other empires, such as the
Macedonian (or Alexandrian) and Roman.
Darius reformed the administrative system, divided the Persian Empire into satrapies,
which enjoyed a certain political and legal autonomy, each of them governed by a satrap chosen
by Darius himself, who came to be called King of Kings.
He reformed the system of laws, imposing harsher penalties. In the economy, he unified
the monetary system by creating the currency called Dárico, which began to circulate
throughout the empire and favored the development of trade. He created mandatory
conscription for the army and the institution of remuneration for the military. In politics, he
moved the capital from Pasargadae to Persepolis and created the famous Royal Road, 2,400
kilometers long and with 111 stopping and rest stations that connected Susa to Sardis in
Anatolia, present-day Turkey (AYMARD; AUBOYER, 1998).
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On a military level, however, Darius did not achieve the same success. He waged war
against the Greeks, at the time a marginal people in the Persian world as a whole, and ended up
defeated. It was the first major defeat of the Persians since their rise as an empire in the time of
Cyrus the Great. This war became known as the First Medical War, or Greco-Persian war. It
was there that the famous episode of the Battle of Marathon took place.
Darius's succession fell to his son Xerxes, grandson of Cyrus. Xerxes resumes the war
against the Greeks in the war, which became known as the Second Medical War. Although the
Persians achieved victory in the first phase of the war, they ended up defeated. This war became
famous mainly for the Greeks. It was there that the notorious episodes of the Battle of Salamis
and the Battle of Thermopylae took place
9
(SÁNCHEZ, 2011).
The Greeks, in the end, were victorious and the war ended with the battles of Plataea
and Mycale, both favorable to the Greeks. Several scholars highlight the importance of the
Medical Wars for the cultural-identity formation of the Greeks and, later, the West.
Many, though not all, Greeks sought a common unity in terms of shared
kinship at least two generations before the invasion of the Persians. However,
it is true that the Persian invasion had an effect on the way the Greeks saw
themselves. [...] In the seventh and sixth centuries BC, the East was an object
of exotic fascination for the Greeks, or at least Greek elites, but the Persian
invasion and the concomitant rise of democracy in several Greek cities - a
practice that served the marginalization of many elite practices - generated a
negative view of this region. The word 'barbarians' - both adjective and noun
- recorded only occasionally before the invasion, now comes into common use
to designate not only the Persians, but all other groups of non-Greeks, without
any differentiation (HALL, 2001, p. 220).
A sense of Greek unity was forged only when the isolated city-states came
together to face the threat posed by Persia, under the command of Darius and
his son Xerxes, in the early years of the 5th century BC. The Greeks then
adopted the description of “barbarian” for their common enemy. They said
that the barbaroi stuttered like idiots, or that they babbled like babies, or that
they grunted like animals bar bar. Hence the name. More refined and
courteous terms for foreigners, heterophone, “another speech,” and “another
language,” insisted on the primacy of the Greeks. The initial mark of the
barbarians was a language deficiency (KUPER, 2008, p. 41-42, our
translation).
After the defeat, Xerxes returns to the Iranian Plateau and ends his life building and
decorating palaces. He died murdered by two advisors and was succeeded by Artaxerxes
(Artaxerxes I Longímanus).
From the second medical war onwards, the Persian Empire entered a process of slow
decline, which had as a motivating factor more internal causes than the wear and tear in the war
9
This battle was the subject of the 2007 film 300 (the movie).
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with the Greeks. Several Persian kings would still interfere in Greek affairs and their wars, but
the project of subjugating Greece was not resumed.
Various internal rebellions, corruption, dynastic and palace disputes ended up
undermining much of the empire's strength. From 464 to 330 BC., eight Persian kings headed
the empire, which increasingly showed signs of insufficiency and inability to deal with growing
problems (AYMARD; AUBOYER, 1998).
In the 4th century BC., the quarrel with the Greeks is resumed from another perspective,
now on the initiative of a nation that considered itself culturally Greek and militarily superior
to the classical cities of Greece, notably Athens and Sparta. This nation that emerged on the
political scene at the time in the Mediterranean world was Macedonia, which ironically, in the
past, at the time of the Medical Wars, had already been subjugated by the Persians and had even
lived as a subjugated kingdom for a period.
However, from the reign of Philip II, Macedonia gradually began to specialize in the art
of war and the development of new techniques and weapons, which guaranteed it growing
military and political power. This project was continued after the assassination of Philip II by
Alexander the Great, his son and heir.
The last Persian king, or Achaemenid king, was Darius III, who ruled from 336 to 330
BC. He became known as the king who lost the empire. After facing several internal revolts
with increasingly increasing difficulties, he was unable to resist the Macedonian invasion. He
died murdered by satrap Bessus during the persecution promoted by Alexander the Great, who
intended to capture Darius III. One of his daughters, called Estatira, even married Alexandre
(SÁNCHEZ, 2011).
The Iranian Plateau after the end of the Persian Empire (Achaemenid Empire)
After the death of Alexander, the Great, in 323 BC., the Iranian Plateau, seat of the
ancient Achaemenid dynasty, found itself involved in a tangle of wars and disputes that
devastated the entire Mediterranean region and most of the ancient Eurasian world (BRIANT,
2010).
Alexander wanted to dominate the “whole world”, go to China, subjugate Carthage,
India and even Rome, the latter, it should be noted, which in his time was not yet a great empire.
It began its expansion by dominating the Persian Empire and advanced a little on India. He died
with his project of conquest unfinished and never taken up by any of his successors.
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After his death, the destinies of the Iranian Plateau were absorbed into the set of
Hellenistic disputes and, for centuries, it merged with one of the new kingdoms that were
created by Alexander's successors, the Seleucid Empire, until centuries later it regained its
autonomy (SÁNCHEZ, 2011).
Hellenistic Persia (Seleucid Period)
After the fall of the Persian Empire, Macedonian rule came, which was marked by the
constant presence of wars. Alexander's early death, aged just 33, in 323 BC. precipitated the
subsequent development of numerous wars that involved the entire Mediterranean world
(MOUREAU, 1978).
Alexander's generals, called diadochi, divided the empire he conquered into several
kingdoms, and the first century after his death was marked by a wide range of military conflicts
between Alexander's successor generals and the heirs of those generals, called epigones, who
plunged the ancient Mediterranean world into a scenario of constant belligerence, including
Persia.
At the end of this troubled period, the Iranian Plateau came under the control of the
Greco-Macedonian kingdom of the Seleucids. This period is also known as the time of
Hellenistic rule. The Greco-Macedonian Seleucid Empire had a troubled life and difficult
relationship with the other Hellenistic kingdoms of Ptolemaic Egypt, the Kingdom of Cassander
and Lysimachus in Europe. However, after numerous divisions and rearrangements, the Iranian
Plateau remained in the Seleucid Empire until 250 BC. W.
In 250 B.C., Seleucid rule over the Iranian Plateau was removed by the rise of a new
Aryan kingdom in Asia, the Parthians, ruled by the Arsacid dynasty. Initially they dominated
only the southern banks of the Caspian Sea, but after the defeat of the Seleucid Empire by the
Romans, they established themselves and conquered the Iranian Plateau (MOUREAU, 1978).
The Parthian Empire (Parthia)
Originally, the Parthians were a nomadic people who lived in the Iranian Plateau region.
It was later included in the Persian Empire as a satrapy, a period during which these people
experienced a certain flourishing. At the time of the Macedonian invasion, they were subjugated
and then included as a satrapy of the Seleucid Empire. In the Seleucid era, it was called Partiana
(ARAUJO, 2018).
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In 247 B.C., Partiana organized a revolt against the Seleucid king Antiochus II, which
was led by Arsaces (Arsácio I), who, after the victory, established a new kingdom and a new
dynasty: the Arsacids.
The Parthian Empire expanded rapidly and occupied vast territories, ranging from
Mesopotamia to India, and, similar to the Persians, they also divided their kingdom into
satrapies. The capital of the Parthian Empire was the city of Ecbatana.
The Parthian Empire was involved in several wars with Rome, which, at this time, was
an expanding empire and increasingly interfered in the affairs of the Middle East and the Iranian
Plateau. Rome, however, never managed to defeat the Parthian Empire and the two regularly
ended conflicts with a balance of powers in the region. The Romans never managed to impose
any rule on the Parthian Empire (MOUREAU, 1978).
During the reign of Artabanus III, the Parthian Empire became very rich due to
successful agriculture and trade. At this time, the Parthians knew how to take advantage of the
Silk Road, which carried Chinese luxury products to be sold to the Romans.
The end of the Parthian Empire was due to a civil war that undermined the foundations
of its regime and government. In 224 B.C., the Arsacids were defeated and a new dynasty rose
to power, the Sassanids.
During the existence of the Parthian Empire (247 BC to 224 AD) it is necessary to
emphasize that they reestablished the political autonomy of the Iranian Plateau, and also
absorbed the cultures that circulated in the region. Thus, despite numerous demonstrations of
philo-Hellenism and other Western influences, the Parthians stood out in producing original art
and architecture. Also highlighted is the artisanal work with ivory (MOUREAU, 1978; DABAT,
1995; BORGONGINO, 2023).
The Sasanian Empire
The Sasanians were a Persian people who managed to dominate the Iranian Plateau and
subjugate the Parthians. They founded a new dynasty, which remained vigorous and powerful
for more than four centuries (224 to 651), until Muslim rule (MOURRE, 1998).
In the golden period, the Sasanian Empire extended over a vast area stretching from
Syria to India, from Georgia to the Persian Gulf. Its western borders were always in conflict
with the Romans and, later, the Byzantine Empire. They developed a well-equipped army and
were recognized as notable knights.
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The Sasanians inherited the territory of Achaemenid and Parthian Persia. They were
declared enemies of the Parthians, whom they considered foreign usurpers accustomed to the
Greek and Hellenistic influence of the time of Alexander and the Seleucids. To this end, they
declared themselves legitimate heirs of the Achaemenids and intended to reestablish the glory
of the times of Cyrus the Great and Darius.
During its existence, the Sasanian Empire was fiercely opposed to the Romans and the
Byzantine Empire. He adopted Mazdaism (or Zoroastrianism) as his official religion, which
lasted until the 7th century AD. On a social level, the Sasanians replaced Parthian “feudalism”
with a centralized and highly hierarchical government, reorganizing the provinces and placing
each of them under the government of a Sasanian prince (MOUREAU, 1978; DABAT, 1995;
BORGONGINO, 2023).
The height of Sasanian power occurred under the reign of Kosroes I (531 to 579), who
invaded Syria, conquered Antioch and deported the famous metal craftsmen to his lands. But
his son, Cosroes II, overstepped by invading the Byzantine Empire, Jerusalem and Egypt, in
addition to trying to invade the city of Constantinople. Such military adventures weakened their
forces, especially after the retaliation of the Byzantines, which opened an opening for the
invasion of the Muslim Arabs who came from the south.
The Arabs won decisive and significant victories after 611, and in 637, they ruined the
Persian army and took its capital. Another Arab victory in 642 opened the way to domination
of the Iranian Plateau. Within a few years, the Arabs managed to completely dominate the
plateau. In 651, the final defeat occurred and Iran became part of the Islamic Empire, and
gradually became culturally and religiously Islamized, a situation that was never reversed
(MOURRE, 1998).
Final remarks
After going through the history of the Iranian Plateau, some aspects stand out as final
considerations.
First, the teaching of ancient history needs to advance in this aspect. It is not very
accurate, in fact, it is quite vague, to teach only the history of Persia and forget what happened
on the Iranian Plateau before and after the Persians. Again, the history of the Iranian Plateau is
not limited to the history of the Persians, as this article sought to demonstrate.
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Second, judging by several textbooks and even some history manuals, the history of the
Persian Empire needs to be properly contextualized in the broader movement of the history of
the Middle East region and the Mediterranean basin, properly connected with the Aryan
migrations, etc.
Third, regarding the history of Persia, it is necessary to be aware of the fact that many
sources, films and reports, like those of Herodotus, are records of other peoples about the
Persians, therefore, they generally contain distorted and even prejudiced views; Therefore, it is
necessary to make this consideration and pass this on to students, so that they understand that
all historical accounts are human constructions and reflect part of the conceptions of each
author.
The fourth and final aspect concerns the formation of the so-called Western culture, or
Western Civilization, as some prefer. In this article, we discussed that the Greeks and Persians
were people with common ancestry among the Indo-Europeans and later differentiated. It was
during the medical wars that the West's initial identity took shape and its first historical
manifestation.
For all those who deal with teaching history, both in Brazil and in other Western
countries, it is essential to understand the relationship between Persia, and the other peoples of
the Iranian Plateau, with the Greeks and other European peoples in antiquity. Do not presuppose
a “homogeneous other” on the eastern side. After all, it was at that moment, with Greco-Persian
relations, that Western culture was formulated, later experiencing a long development that
reaches us. Therefore, precision is essential for an adequate understanding of this culture
(BURUMA; MARGALIT, 2006).
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CRediT Author Statement
Acknowledgments: Not applicable.
Financing: Partially to CNP q. Scientific Initiation Scholarship for the third author.
Conflicts of interest: Not applicable.
Ethical approval: Not applicable.
Availability of data and material: Not applicable.
Author contributions: The first author was responsible for theoretical and historical issues
and the initial writing of the aforementioned article. The second author collaborated in
expanding the educational discussion. The third author contributed to the survey of sources,
writing and final review of the text.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, standardization, and translation.
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Appendix I
Kings of Achaemenid Persia
Achaemenid dynasty
Name of the King
Date of
Reign
Main achievements
Hakamanish
(Achaemenes in
Greek)
w. 705 -605
BC?
Probably historical figure shrouded in legends. It is mentioned
in the Behistun Inscription. He is considered the eponymous
ancestor who gave its name to the Achaemenid dynasty and
the first Persian king and founder of the Achaemenid dynasty
.
Anshan Teipes (City
of Anshan or Anzan,
now Tepe Malyan
Tall-i Malyan in
Iran)
? C. 640
BC
Son of Achaemenes and king of the city Anshan. It is cited in
the Behistun Inscription and the Cyrus Cylinder. He probably
had two sons who gave rise to two branches of the
Achaemenid dynasty. They were his sons: Cyrus I and
Araramnes.
Cyrus I
640 580
BC
Son of Teipes of Anshan and grandson of Achaêmenes. He
was king of Anshan. It is considered that Cyrus I ended his
life as a vassal of the Median kings Cyaxares or his son
Astyages. He was succeeded by his son Cambyses I.
Cambyses I of
Anshan Cambyses
the Elder
580 559
BC
He was the Persian king of Anshan, father of Cyrus II the
Great, the founder of the Persian Empire. It is mentioned in
the Cyrus Cylinder and in the Cyropédia. In his time, the
Persians were still vassals of the Medes. He married Mandane,
daughter of King Meda Astyages. He and his son Cyrus II
fought against Median rule over the Persians. He was
succeeded by his son Cyrus II the Great.
Cyrus II the Great
559 to 529
BC
Son of Cambyses I and princess Meda Mandane and grandson
of King Meda Astyages, whom he defeated and became king
of the Persians and Medes. Apparently, Cyrus had the support
of part of the Median nobility who were dissatisfied with King
Astyages. He stood out for his military feats, which made
Persia the center of the largest empire ever constituted. He
dominated Lydia and Babylon. He was the king who freed the
Jews from Babylonian Captivity and author of the Cyrus
Cylinder. Died in the Battle of the Massagetas. The Greek
Xenophon wrote a book about him called Cyropaedia. He was
succeeded by his son Cambyses II.
Cambyses II
Cambyses the New
529 to 522
BC
Eldest son of Cyrus II the Great. His reign began in 529 and
his greatest achievement was the conquest of Egypt during the
reign of Pharaoh Psametic III in the famous battle of Pelusa.
He ordered the death of his younger brother named Esmérdis.
He stabbed the Egyptian sacred bull called Apis, which
resulted in a serious offense against Egyptian religious beliefs.
He died on a trip when he was returning from Egypt to Persia
to fight an uprising. He left no son and was succeeded by the
wizard Gaumata, who pretended to be his brother Smerdis.
Gautama assumed the throne for a short period and was
dethroned by Darius I.
Wizard Gaumata
(Pseudo-Esmerdis,
or Pseudo-Bardia)
522 a. W.
Bardia (or Bardiya) was the youngest son of Cyrus II, the
Great, and was murdered on the orders of his brother
Cambyses II. The wizard Gaumata impersonated him during
the period in which Cambyses was busy with the military
campaign that resulted in the domination of Egypt and took
the Persian throne with the help of some nobles. When he
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found out about the usurper Cambyses II, he began a journey
back to Persia to depose him, but he died on the way.
According to the Behistun Inscription Gaumata reigned for
seven months (11/03/522 to 29/09/522). He was murdered by
a conspiracy by Darius I and six other Persian nobles.
Darius I the Great
522 to 486
BC
Author of the Behistun Inscription. It was a great consolidator.
He was responsible for the administrative organization of the
Persian Empire, dividing it into satrapies. He created a single
currency for the empire, which facilitated trade, in addition to
the famous Estrada Real. He started the war with the Greeks
and ended up defeated. This first war with the Greeks became
known as the First Medical War. He was a close relative of
Cambyses II and belonged to one of the most powerful
Achaemenid families.
Xerxes I
485 to 465
BC
Son of Darius I and grandson of Cyrus II the Great. Author of
the inscription of Xerxes. He is mentioned in the Bible as
Ahasuerus (Cf. Ezra, 4-6). He put down a rebellion in Egypt
and one in Babylon that he himself had provoked. He
organized a powerful military contingent to avenge the defeat
of Darius I, his father, and punish the continental Greeks. This
episode gave rise to the Second Medical War. It was during
this war that the famous episode of the 300 of Thermopylae
occurred. At the end of the war, the Persians were defeated
again in the Battle of Salamis and the Battle of Plateia. Xerxes
returned to Persia, from where he no longer interfered in the
political life of Greece.
Artabanus of Persia
(Artabanus of
Hyrcania)
465 to 464
BC (Seven
months)
He was regent of the young emperor Artaxerxes I and
probably one of the assassins of Xerxes I together with the
eunuch called Aspamitres. After the murder they allegedly
accused Darius, eldest son of Xerxes I, and incited his younger
brother Artaxerxes to kill Darius and take the throne. He ruled
for seven months until Artaxerxes assumed the throne.
Finally, everything indicates that Artabanus and his fellow
conspirators also tried to kill Artaxerxes I, who, with the help
of his brother-in-law Megabizo, had Artabanus and his
associates killed.
Artaxerxes I
Longimanus
464 to 424
BC
History records that he had a larger right hand than his left,
hence his nickname Longímanus. He faced several rebellions
during his reign. He attempted a policy of weakening Greek
naval power without much success. He was the king
responsible for welcoming the Greek general Themistocles,
responsible for the Greek victory in the Second Medical War.
At the beginning of the Peloponnesian War, the Athenian and
Spartan Greeks asked for the support of Artaxerxes I, who
died without deciding which city to support. He was a
practitioner of Zoroastrianism. He appointed the Jewish priest
Ezra as responsible for the civil affairs of the Jewish nation. It
was the king who completed the construction of the Hall of
One Hundred Columns. He had several wives. He was
succeeded by Xerxes II.
Xerxes II
424 to 423 a.
W.
He was the son and legitimate heir of Artaxerxes I
Longimanus. He governed for just 45 days. He was murdered
by a half-brother called Sogdiano.
Sogdian
423 a. W.
He was the son of Artaxerxes I Longimanus with a concubine
from Babylon called Alogina. He was responsible for the
assassination of Xerxes II and ruled for six months and fifteen
days. He was murdered by his half-brother named Oco.
Darius II Notus
423 to 404 a.
W.
He was the son of Artaxerxes I Longimanus with a concubine
from Babylon called Cosmartidene. He was responsible for
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the murder of Sogdiano. Darius was married to his half-sister
named Parisatis, daughter of Artaxerxes I Longimanus. He
took part in the Peloponnesian War in favor of Sparta. He
retook some Greek cities in Asia that were reincluded in
Persian rule. He faced several revolts during his reign,
including one in Egypt and another in Babylon. He was
succeeded by his son Artaxerxes II Mnemon.
Artaxerxes II
Mnemon
404 to 358 a.
W.
He was the eldest son of Darius II and Parisatis, thus a
grandson of Artaxerxes I Longimanus. He was married to
Statira and with her he had children Darius and Artaxerxes III
Hollow. He had a long and troubled reign. It is said that he
had 360 concubines and approximately 115 children. It was
considered inefficient, which greatly contributed to the
weakening of the Persian Empire. His reign was marked by
the loss of Egypt. He was succeeded by Artaxerxes III
Hollow.
Artaxerxes III Oco
358 to 338
BC
He was the son of Artaxerxes II and Statira. His reign was
characterized by a continuous struggle to maintain the Persian
Empire. He regained control over Egypt after a campaign
marked by much cruelty and desecration of Egyptian temples.
He died at the age of 94. One of his daughters, named
Parysatis, later married Alexander the Great. During his rule
part of Athens' rule over the Aegean Sea was transferred to the
Persians. During his reign, Macedonia, governed by Philip II,
became a strong, independent and militarily equipped
kingdom. He was succeeded by his son Artaxerxes IV.
Artaxerxes IV
338 to 336
BC
He was the youngest son of King Artaxerxes III Hollow.
Despite his short reign, it was in him that the definitive
elements for the decline and ruin of the Persian Empire were
launched and consolidated. He was involved in numerous
conflicts with Philip II of Macedonia. Everything indicates
that he died of poisoning by Bagoas, an influential minister of
the Court. He was succeeded by Darius III.
Darius III
336 to 330
BC
He was the last Achaemenid king. He was a cousin of
Artaxerxes IV. It was during his reign that the Persian Empire
was conquered by Alexander the Great. He had two daughters
who married Alexander the Great and another with
Alexander's general named Hephaestion. Despite managing to
contain some revolts, he was unable to resist the Macedonian
invasion led by Alexander. He died murdered by satrap
Bessus during the persecution promoted by Alexander the
Great who intended to capture Darius III.