Revista Iniciativa Econômica - ISSN: 2358-5951
https://periodicos.fclar.unesp.br/iniciativa
<p>A <strong>Revista Iniciativa Econômica</strong> (ISSN: 2358-5951) é uma publicação do Departamento de Economia - UNESP/FCLAr e pelo Programa de Pós-Graduação em Economia da UNESP, destinada a abrigar, discutir e divulgar os trabalhos científicos nas áreas de Economia e correlatas das Ciências Sociais e Humanas. Classificação Qualis B2 (2017-2020).</p> <p>Podem ser submetidos <strong>artigos originais</strong> com até 25 páginas e <strong>resenhas</strong> com até 10 páginas.</p>Departamento de Economiapt-BRRevista Iniciativa Econômica - ISSN: 2358-59512358-5951<div><p>Os manuscritos aceitos e publicados são de propriedade da <strong>Revista Iniciativa Econômica</strong>.</p><p>É vedada a submissão integral ou parcial do manuscrito a qualquer outro periódico. A responsabilidade do conteúdo dos artigos é exclusiva dos autores.<br /> <br /> É vedada a tradução para outro idioma sem a autorização escrita do Editor ouvida a Comissão Editorial.</p></div>Desenvolvimento do setor energético brasileiro
https://periodicos.fclar.unesp.br/iniciativa/article/view/19907
<p>Este artigo visa analisar o cenário e propor caminhos para a exploração de segmentos tradicionais e nascentes do setor de energia no Brasil, de modo que possam não apenas garantir a segurança energética do país como compor uma engrenagem efetiva de desenvolvimento socioeconômico, contribuindo para seu processo de inserção externa autônoma. O trabalho atenta para riscos associados ao que se propõe chamar de ‘neocolonialismo via transição energética’, que reforça o <em>status quo</em> da divisão internacional do trabalho e as assimetrias de poder e riqueza entre as nações. A partir de contribuições acadêmicas sobre ‘transição energética’ e ‘colonização energética’, cunhamos o conceito de ‘neocolonialismo via transição energética’, o qual, amparado por uma visão realista das relações internacionais e estadocentrista da economia, norteia a análise sobre o setor de energia brasileiro no contexto dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.</p>Joao Montenegro da Silva Pereir Reis
Copyright (c) 2026 Revista Iniciativa Econômica - ISSN: 2358-5951
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0
2025-12-232025-12-23e025002e02500210.64997/2358-5951-19907Inteligência artificial aplicada por meio de Deep Learning (redes neurais) e pelo método tradicional econométrico de regressão por mínimos quadrados ordinários
https://periodicos.fclar.unesp.br/iniciativa/article/view/19880
<p>O campo de aplicação para instrumentos que envolvem algoritmos de inteligência artificial (IA) está cada vez mais abrangente no mundo atual. sendo que em praticamente todas as ciências, esse ramo de aprendizado avança em várias áreas e especificidades. Dessa forma, esta pesquisa teve como objetivo verificar, em termos aplicados e didáticos, se a metodologia tradicional econométrica de regressões por mínimos quadrados ordinários (MQO) e a metodologia de redes neurais (RN) têm o mesmo desempenho em situações diversas de testes empíricos para série de dados sobrepostos em algoritmos de inteligência artificial. O problema da pesquisa foi saber se o método MQO e o método RN, em geral, apresentam resultados satisfatórios em estimativas estatísticas e para certos tipos de algoritmos de IA. A hipótese da pesquisa é que os métodos tradicionais, como o MQO, funcionam melhor para dados estruturados, enquanto redes neurais destacam-se com dados complexos/aleatórios. Em prévia, os testes econométricos quantitativos realizados demonstraram que a utilização das metodologias RN e MQO são abordagens que podem ser utilizadas em conjunto quando aplicadas em algoritmos de IA. Os resultados quantitativos ainda demonstraram que a técnica RN, em geral, apresenta melhores resultados para dados com características de variáveis aleatórias e o método tradicional econométrico MQO apresenta, em geral, melhores resultados para quando os dados observados têm características de variáveis “mais comportadas” e menos aleatórias em termos matemáticos. Sendo ainda, que o critério principal utilizado para mensuração de desempenho foi o indicador de Mínimos Quadrados Médio (MSE - <em>Mean Squared Error</em>), além também dos indicadores de Raiz Quadrada da Média dos Erros ao Quadrado (RMSE - <em>Root Mean Squared Error</em>), Erro Absoluto Médio (MAE - <em>Mean Absolute Error</em>) e o Coeficiente de Determinação R<sup>2</sup>.</p>Leandro Pereira da Silva
Copyright (c) 2026 Revista Iniciativa Econômica - ISSN: 2358-5951
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0
2025-12-232025-12-23e025003e02500310.64997/2358-5951-19880Exportações do agronegócio do amazonas
https://periodicos.fclar.unesp.br/iniciativa/article/view/19976
<p>Entre 2010 e 2019, o agronegócio brasileiro apresentou crescimento contínuo, respondendo, em média, por cerca de um quinto do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. No Amazonas, o agronegócio também registrou desempenho positivo com superávit na balança comercial. Este estudo tem como objetivo analisar o perfil competitivo das exportações do agronegócio amazonense nesse período, identificando os produtos com vantagem comparativa revelada. A metodologia baseou-se em dados <em>ex post</em> obtidos na plataforma Comex Stat, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), utilizando indicadores comparativos de desempenho. Os resultados mostram que, entre 2010 e 2019, as exportações do setor cresceram e se tornaram mais dinâmicas. No entanto, a pauta exportadora é composta, em sua maioria, por produtos que não apresentam vantagem comparativa em relação às principais commodities agrícolas.</p>Hugo ChavesEdnaldo Michellon
Copyright (c) 2026 Revista Iniciativa Econômica - ISSN: 2358-5951
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0
2025-12-232025-12-23e025004e02500410.64997/2358-5951-19976A cadeia produtiva de Terras Raras (TR)
https://periodicos.fclar.unesp.br/iniciativa/article/view/19892
<p>Este artigo visa descrever e analisar a Cadeia Produtiva de Terras Raras - “TR”, destacando os desafios e oportunidades para o seu desenvolvimento no Brasil. As TR são um conjunto de 17 elementos químicos, classificados como minerais estratégicos de importância para o (em curso) processo de transição energética, sofisticação tecnológica e para a indústria de defesa (segurança nacional). A metodologia adotada será uma revisão bibliográfica a respeito das TR no Brasil, ancorada na perspectiva (neo)schumpeteriana setorial no âmbito da Economia Industrial. Neste sentido, este artigo estrutura-se da seguinte maneira: a seção 1 introduz o tema. A seção 2 descreve o conceito de TR, seus campos de aplicação, sua localização no Brasil, bem como realiza um “paralelo” com outras duas indústrias: a de aço e a de silício. A seção 3 reflete, dentro do arcabouço (neo)schumpeteriano, a relação da Taxonomia Setorial de Pavitt (1984, 1989) com a Taxonomia das TR. A seção 4 descreve, de fato, a cadeia produtiva de TR, ressaltando o caso brasileiro para o seu desenvolvimento. Por fim, a seção 5 corrobora com as considerações finais sobre o tema. Em suma, destaca-se a importância de se desenvolver a cadeia produtiva de TR para o adensamento produtivo da indústria brasileira. Todavia, apesar das vantagens/potencialidades do Brasil enquanto detentor deste recurso natural, o mesmo possui desafios a serem superados para o “desenvolvimento pleno” / “verticalização” desta cadeia, no longo prazo, sendo, o maior deles, a produção/separação dos óxidos individualizados de TR na etapa upstream da referida cadeia.</p> <p> </p>Ryan de Albuquerque da Silva
Copyright (c) 2026 Revista Iniciativa Econômica - ISSN: 2358-5951
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0
2025-12-232025-12-23e025005e02500510.64997/2358-5951-19892Uma interpretação do fenômeno da dependência na trajetória econômica brasileira (1930-1961)
https://periodicos.fclar.unesp.br/iniciativa/article/view/19958
<p>A discussão sobre o desenvolvimento da economia brasileira é um tema que ganhou grande espaço nos debates do século XX. Alguns dos precursores neste debate foram os teóricos da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL). O enfoque deste artigo é realizar uma investigação crítica do período de 1930 a 1961, abrangendo o processo de substituição de importações até a implementação do Plano de Metas. Este trabalho tem como objetivo explanar o processo de industrialização e a condição de dependência, portanto, para realizar este estudo foram utilizadas algumas obras e teorias para interpretar este processo, as teorias produzidas pela CEPAL, a tese d’O capitalismo tardio e a Teoria Marxista da Dependência (TMD).</p>Maria Eduarda Mota Guimarães
Copyright (c) 2026 Revista Iniciativa Econômica - ISSN: 2358-5951
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0
2025-12-232025-12-23e025006e02500610.64997/2358-5951-19958Plataformas digitais e leis antitruste
https://periodicos.fclar.unesp.br/iniciativa/article/view/19970
<p>Autoridades de concorrência em diferentes países têm conduzido investigações e tentativas de reforma de marcos regulatórios para evitar o poder monopolista das plataformas. Entre esses esforços destaca-se a cooperação entre países do grupo BRICS — originalmente Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — e que passou por um processo de ampliação nos últimos anos. Para os fins deste estudo, foram considerados alguns dos novos integrantes, como Egito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Esta pesquisa tem um duplo propósito: identificar as práticas de truste empregadas por plataformas digitais nos países do BRICS e avaliar se as autoridades antitruste desses países responderam às ameaças à concorrência. Usamos o banco de dados global do Banco Mundial de ações antitruste relacionadas a plataformas digitais para atingir esses objetivos. Nossos resultados mostraram que a maioria das práticas de truste perpetradas por plataformas digitais está relacionada a fusões e aquisições, especialmente nos setores de comércio eletrônico, transporte de passageiros e entrega de alimentos. Apesar disso, foi principalmente na China e na Rússia que observamos medidas mais contundentes, como aplicação de multas e/ou interrupção de práticas anticompetitivas por plataformas digitais. Índia e África do Sul também adotaram ações regulatórias, embora em menor escala e com menor frequência. Os demais países do BRICS não fizeram o mesmo.</p>Eduardo Avancci DionísioNilton Pereira dos Santos
Copyright (c) 2026 Revista Iniciativa Econômica - ISSN: 2358-5951
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0
2025-12-232025-12-23e025007e02500710.64997/2358-5951-19970O conhecimento como novo paradigma tecno-econômico
https://periodicos.fclar.unesp.br/iniciativa/article/view/19858
<p>Este trabalho almeja discutir a natureza, operação e algumas implicações do conhecimento enquanto novo paradigma tecno-econômico, visualizado de forma teórica e prática. Sua adequada compreensão requer não apenas novo instrumental teórico, como também sua apreensão em termos de um novo eixo de transformação econômica e socioinstitucional. Com isso em vista, pontua-se algumas das transformações dele decorrentes, assim como formas de contornar as barreiras impostas a sua mais ampla disseminação e geração, compreendendo alguns de seus efeitos na economia mundial contemporânea.</p>Bruno Pacheco Heringer
Copyright (c) 2026 Revista Iniciativa Econômica - ISSN: 2358-5951
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0
2025-12-232025-12-23e025008e02500810.64997/2358-5951-19858