Representações literárias de deslocamento: Macunaíma, Vidas secas e Grande sertão: veredas

Autores

  • Valdemar Valente Junior UCB − Universidade Castelo Branco − Faculdade de Letras − Rio de Janeiro – RJ

Palavras-chave:

Deslocamento, Diversidade, Narrativa, Territorialidade,

Resumo

Este artigo tem por objetivo a detecção de espaços de deslocamento a partir da tentativa de análise de três das mais significativas obras da narrativa brasileira do século XX: Macunaíma, Vidas secas e Grande sertão: veredas. O espaço de detecção do território a ser percorrido pelas personagens de cada uma dessas obras tende a identificar os sintomas da revelação de elementos que traduzem a importância de sucessivas leituras acerca de um país que se revela a partir de seu próprio povo. Cada obra, a partir de uma forma e um sentido que lhes são próprios, instaura a necessidade da identificação de cenários que fogem ao censo comum de territórios visitados por perspectivas ficcionais tradicionalmente conhecidas. Assim, as obras escolhidas como escopo deste texto redimensionam o conceito espacial da terra e do homem que sobre ela marca sua presença, identificando diferentes formas de exercício de deslocamentos que podem estabelecer fronteiras ao passo que, do mesmo modo, rompem com essa possibilidade, tendo em vista a dimensão de um país que mimetiza o gigantismo de sua extensão continental e a pequenez das relações que vitimam sua gente.

Biografia do Autor

Valdemar Valente Junior, UCB − Universidade Castelo Branco − Faculdade de Letras − Rio de Janeiro – RJ

Doutor em Ciência da Literatura pela UFRJ. Pós-Doutorado em Literatura Brasdileira pela UERJ. Professor Asssitente da Universidade Castelo Branco e Faculdade nas áreas de Literatura e Cultura Brasileira. Autor de Dispersa sequência; ensaios de Literatura Brasileira.

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Publicado

17/01/2018

Edição

Seção

Fronteiras e deslocamentos na literatura brasileira