image/svg+xmlA empatia -A capacidade de iluminar as relações interpessoais: Um estudo entre crianças de escolas públicas paulistasRPGERevista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 26, n. esp. 3, e022098, jul. 2022.e-ISSN: 1519-9029DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v26iesp.3.169581A EMPATIA -A CAPACIDADE DE ILUMINAR AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS: UM ESTUDO ENTRE CRIANÇAS DE ESCOLAS PÚBLICAS PAULISTASEMPATÍA -LA CAPACIDAD DE ILUMINAR LAS RELACIONES INTERPERSONALES: UN ESTUDIO ENTRE NIÑOS DE ESCUELAS PÚBLICAS DE SÃO PAULOEMPATHY -THE ABILITY TO ILLUMINATE INTERPERSONAL RELATIONSHIPS: A STUDY AMONG CHILDREN IN SÃO PAULO STATE PUBLIC SCHOOLSLarissa Di Genova BONI1Fernanda Issa de Barros FARHAT2Cecília Beatriz MORENO3RESUMO: Este artigo apresenta uma pesquisa descritiva que contou com a participação de crianças, estudantes de duas diretorias da rede de ensino público estadual paulista: a DRE “Leste 3” na região metropolitana de São Paulo, com 824 respondentes, e a DRE de Taquaritinga, no interior paulista, com 225 crianças que responderam à pesquisa, totalizando 1049 participantes. O objetivo foi identificar os níveis de empatia apontados por estudantes dos anos iniciais. Para isso, utilizamos um questionário com perguntas fechadas, dividido em duas partes: na primeira, contendo 13 perguntas, buscamos identificar o perfil do estudante e, na segunda, com oito questões, objetivamos visualizar os níveis de empatia. O questionário foi construído por membros do GEPEM -Grupo de Estudos e Pesquisas em EducaçãoMoral a partir da literatura atual. As alunas e os alunos responderam de maneira online, por meio de um formulário do Google Forms. Os resultados indicaram o quanto as crianças sinalizam conseguirem se sensibilizar com o sentimento dos colegas e mostra que o autocontrole ainda está em construção nesta etapa do desenvolvimento entre as crianças participantes da investigação.PALAVRAS-CHAVE: Empatia. Crianças. Ambiente solidário. Convivência ética.RESUMEN: Este artículo presenta una investigación descriptiva que contó con la participación de niños, estudiantes de dos juntas directivas de la red de educación pública del estado de São Paulo: la DRE "Leste 3" en la región metropolitana de São Paulo, con 824 encuestados, y la DRE de Taquaritinga, en el interior de São Paulo, con 225 niños que respondieron a la encuesta, totalizando 1049 participantes. El objetivo fue identificar los 1Universidade Estadual Paulista (UNESP), Araraquara SP Brasil. Mestradoem Educação Escolar. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0796-9124. E-mail: larissa.genova@unesp.br2Universidade Estadual Paulista (UNESP), Araraquara SP Brasil. Mestranda em Educação Escolar. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8274-9095. E-mail: fernanda.issa@unesp.br3Universidad Católica Argentina (UCA), Mendoza Argentina. Professor Pesquisador do Programa de Pesquisa em Psicologia. Doutoranda em Psicologia (UNSL). ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2161-3167. E-mail: cecilia_moreno@uca.edu.ar
image/svg+xmlLarissa Di Genova BONI; Fernanda Issa de Barros FARHAT e Cecília Beatriz MORENORPGERevista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 26, n. esp. 3, e022098, jul. 2022.e-ISSN: 1519-9029DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v26iesp.3.169582niveles de empatía señalados por los estudiantes desde los primeros años. Para ello, utilizamos un cuestionario con preguntas cerradas, dividido en dos partes: en la primera, que contiene 13 preguntas, se intentó identificar el perfil del alumno y, en la segunda, con ocho preguntas, se pretendió visualizar los niveles de empatía. El cuestionario fue construido por miembros del GEPEM -Grupo de Estudios e Investigación en Educación Moral a partir de la literatura actual. Los estudiantes respondieron en línea a través de un formulario de Google Forms. Los resultados indicaron cuánto señalan los niños para sensibilizarse con el sentimiento de sus colegas y muestran que el autocontrol aún está en construcción en esta etapa del desarrollo entre los niños que participan de la investigación.PALABRAS CLAVE: Empatía. Niños. Ambiente solidario. Convivencia ética.ABSTRACT: This article presents a descriptive research that included the participation of children, students from two directorates of the São Paulo state public education network: the DRE “Leste 3” in the metropolitan regionof São Paulo, with 824 respondents, and the DRE of Taquaritinga, in São Paulo’s countryside, with 225 children who responded to the survey, totaling 1049 participants. The objective was to identify the levels of empathy pointed out by students in the initial years. For this, we used a questionnaire with closed questions, divided into two parts: in the first, containing 13 questions, we seek to identify the student's profile and, in the second, with eight questions, we aim to visualize the levels of empathy. The questionnaire was built by members of the GEPEM -Group of Studies and Research in Moral Education from the current literature. The students responded online, through a Google Forms form. The results indicated how much children indicate that they areable to be sensitized to the feelings of their peers and show that self-control is still under construction at this stage of development among the children participating in the investigation.KEYWORDS: Empathy. Children. Caring environment. Ethical school life.IntroduçãoCompreendemos que a empatia é um sentimento muito estudado nos últimos anos na tentativa de buscar respostas para o aumento da violência, bem como suprir uma preocupação de docentes e familiares. É um sentimento que gera a comoção com o estado emocional do outro com quem se convive (LÓPES; ARÁN; RICHAUD, 2014). Em estudos anteriores (LA TAILLE, 2006; 2009; TOGNETTA, 2009), percebemos que quanto mais conseguimos reconhecer nossos sentimentos, mais somos capazes de reconheceros sentimentos das outras pessoas e, quanto mais conseguimos reconhecer os sentimentos e estados de ânimo nos outros, mais nos aproximamos das ações morais que tanto desejamos.Assim, é evidente o papel das escolas em promover um ambiente favorável para o desenvolvimento desse sentimento tão importante às relações interpessoais. Por essas razões, a dimensão da empatia presente no questionário aplicado nesta investigação possibilita tanto a
image/svg+xmlA empatia -A capacidade de iluminar as relações interpessoais: Um estudo entre crianças de escolas públicas paulistasRPGERevista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 26, n. esp. 3, e022098, jul. 2022.e-ISSN: 1519-9029DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v26iesp.3.169583docentes pensarem nas ações promotoras desse sentimento quanto aosrespondentes se autoavaliarem sobre o quanto têm sido empáticos na relação com os outros.Porque a empatia é necessária nas relações?A empatia tem um papel relevante na infância e adolescência, porque possui um fator que inibe o comportamento antissocial, além de promover a adaptação pessoal e social (GÓMEZ-ORTIZ; ROMERA-FÉLIX; ORTEGA-RUIZ, 2017).Alguns pesquisadores discutem a empatiaa partir de uma abordagem multidimensional, que inclui tanto a dimensão cognitiva quanto a dimensão afetiva (DECETY; JACKSON, 2004; MORENO; SEGATORE; TABULLO, 2019; RICHAUD; LEMOS; OROS, 2013).Gutiérrez, Escartí e Pascual (2011) encontraram em uma investigação com 822 alunos com idade entre 8 a 15 anos, pertencentes a 11 escolas da comunidade Valenciana, resultados positivos sobre o comportamento pró-social, a empatia e a responsabilidade pessoal e social dos estudantes, enquanto a agressividade mostrou relações negativas. Assim, as implicações para a educação mostram que o desenvolvimento psicológico e emocional positivo facilita as relações interpessoais ou grupais (GUTIÉRREZ; ESCARTÍ; PASCUAL, 2011).As crianças que apresentam altos níveis de empatia possuem maior comportamento cooperativo (RUMBLE; VAN LANGE; PARKS, 2010). Portanto, desenvolver a empatia é uma das formas de possibilitar que as ações dos seres humanos sejam mais solidárias e mais respeitosas.A empatia é uma habilidade que oportuniza perceber as necessidades e partilhar os sentimentos de outras pessoas. Como vimos, tal capacidade é própria do ser humano, ou, segundo Krznaric (2015), do “homo Empathicus”. Para o autor, a empatia é “a arte de se colocar no lugar do outro por meio da imaginação, compreendendo seus sentimentos e perspectivas e usando essa compreensão para guiar as próprias ações” (KRZNARIC, 2015, p. 10). Para ele, a empatia é poderosa para favorecer transformações sociais e políticas, assim como para provocar uma revolução nas relações humanas.O desenvolvimento da empatia possui diferentes variáveis, por exemplo, estudos têm sugerido que meninas têm maiores índices de empatia na infância quando comparadas com meninos, por exemplo, com uma amostra composta por 139 participantes,de dez a 12 anos, destacaram diferenças significativas entre meninos e meninas, com pontuações mais altas nas meninas em comparação aos meninos (GARAIGORDOBIL; GALDEANO, 2006). Pesquisas
image/svg+xmlLarissa Di Genova BONI; Fernanda Issa de Barros FARHAT e Cecília Beatriz MORENORPGERevista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 26, n. esp. 3, e022098, jul. 2022.e-ISSN: 1519-9029DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v26iesp.3.169584atuais também mostram que isso se estende para a vida adulta, quandoapresenta que as mulheres parecem mostrar maior habilidade de empatia em comparação aos homens (GUTIÉRREZ et al., 2021).É nesse sentido que compreendemos a importância da escola e da interação entre gêneros, para que se possam superar barreiras do sexismo que, muitas vezes, estigmatiza o controle das emoções e mesmo a sensibilidade ao estado do outro como algo que deve ser apenas do feminino.Falcone (1998) e outros autores (FREY; HIRSCHSTEIN; GUZZO, 2000; STEPHAN; FINLAY, 1999), esclarecem que a empatia incide em uma habilidade de comunicação que está fortemente relacionada à formação de vínculos afetivos e à uma adequada qualidade dos relacionamentos interpessoais. Essa construção de vínculos positivos que é compreendida pela capacidade de “sentir o outro por dentro” seria a tradução que vem do termo em alemão Einfuhlung, que pode ser explicado por uma percepção afetiva do sentimento alheio (RICARD, 2015). Isto posto, a “empatia afetiva” está correlacionada à conexão entre a situação e os sentimentos entre as pessoas. Esse aspecto assume um papel extremamente importante, pois além de representar mentalmente como o outro pode vir a sentir, é necessário que se sensibilize por essa dor (LA TAILLE, 2002).Por conseguinte, Piaget (1932) chamou essa possibilidade de olhar para a dor do outro como uma espécie de simpatia, tomada aqui como sinônimo da empatia em sua gênese (TOGNETTA, 2009). Assim, para Piaget, a simpatia é um sentimento moral já presente nas primeiras relações que as crianças têm com seus pares, ainda que, no despertar do senso moral, não se conservando em diferentes situações. Em concordância, La Taille (2009) alude que essa capacidade é identificada nas crianças desde pequenas e explica o quanto é extraordinária, do ponto de vista que empatia, enquanto estado afetivo, se refere à “capacidade de compenetrar-se dos sentimentos de outrem” (definição do Dicionário Houais). É por meio desta capacidade de comoção, de começar a “olhar” para o outro, que as crianças iniciam o sensível processo de prestar atençãoàs necessidades das pessoas. Contudo não “exclusivamente” prestar atenção, mas preocupar-se com o que é importante para o outro (LA TAILLE, 2009). Outrossim, é preciso salientar que a empatia não está relacionada ao ato de ser uma pessoa simpática,mas, sim, a uma sensibilidade para com o estado emocional de outrem (TOGNETTA, 2009). Ademais, é possível compreender que a empatia, enquanto sentimento moral, é investimento para as ações morais. Quem é capaz de se colocar no lugar do outro, percebê-lo, sensibilizar-se com sua dor estará muito mais propenso a se engajar numa conduta
image/svg+xmlA empatia -A capacidade de iluminar as relações interpessoais: Um estudo entre crianças de escolas públicas paulistasRPGERevista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 26, n. esp. 3, e022098, jul. 2022.e-ISSN: 1519-9029DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v26iesp.3.169585moral como ajudar e escutar quem sofre. E certamente, como diferentes pesquisas têm indicado, essas condutas pró-sociais como ajudar, ouvir, acolher, podem favorecer a melhoria das relações interpessoais (MORENO; SEGATORE; TABULLO, 2019). Do contrário, a ausência deste sentimento parece indicar indiferença (RICARD, 2015).A importância da empatia para as relações entre pares e a superação de situações de intimidação A empatia é um elemento associado à redução da agressividade (BATANOVA; LOUKAS, 2015). Menesini, Camodeca e Nocentini (2010) afirmam que os jovens que se envolvem em situações de bullying têm sido considerados como tendo menor empatia, ou seja, estar envolvido emsituações de bullying está relacionado a baixos níveis de empatia.Por outro lado, em uma investigação com 125 crianças de primeira, terceira e quinta séries mostrou que existe uma relação entre empatia e aceitação no grupo de pares, indicando que as crianças com um alto nível de aceitação por seus pares são mais empáticas, mostrando uma sensibilidade ao sofrimento dos outros (DEKOVIC; GERRIS, 1994).Interessantemente, uma pesquisa realizada com 172 participantes, com base em dimensões de autorrelatos multidimensionais, identificou a relevância da função empática para contribuir com o perdão e recomendam o investimento nessa capacidade como um meio favorável para superar a mágoa (PINHO; FALCONE; SARDINHA, 2016).Um dos programas mundiais para o desenvolvimento da empatia chama-se Roots of Empathy, desenvolvido no Canadá, em 1995, por Mary Gordon. O programa consiste em levar bebês, que são usados como professores, para as salas de aula, formadas por alunos com idades entre cinco e 13 anos. Os alunos e alunas têm a oportunidade de elaborar atividades que consistem em demonstrar emoções, reproduzindo expressões faciais que os seres humanos fazem quando estão zangados, felizes ou envergonhados. As crianças elaboram trabalhos teatrais fundamentados em empatia e utilizam essa situação como um ponto de partida para fazer dramatizações e outras atividades em torno de questões como, por exemplo, quando uma criança ou adolescente é intimidado no recreio, para que, com base nessa experiência, se possa promover a empatia. Assim, possibilita-se a habilidade de compreender como os outros se sentem e, por conseguinte, tornam-se indivíduos mais tolerantes e empáticos. Objetiva-se que os alunos e alunas construam uma sociedade em que tenham oportunidades de ações de cuidado e paz. Por meio dessa experiência, eles e elas vivenciam a arte de se colocar no lugar do outro
image/svg+xmlLarissa Di Genova BONI; Fernanda Issa de Barros FARHAT e Cecília Beatriz MORENORPGERevista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 26, n. esp. 3, e022098, jul. 2022.e-ISSN: 1519-9029DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v26iesp.3.169586e vão aprimorando suas capacidades emocionais. Esse processo caminha para a reflexão e construção de um raciocínio emocional e moral (GORDON, 2001).Ditas tais considerações sobre um sentimento tão poderoso, como estudantes de anos iniciais do Ensino Fundamental apontam demonstrar a empatia entre seus pares? Éo que passamos a apresentar. MetodologiaEssa investigação faz parte de uma pesquisa maior realizada com crianças e adolescentes de escolas públicas estaduais paulistas durante a pandemia da COVID-19 (TOGNETTA, 2022), bem como da pesquisa de mestrado intitulada “A relação entre bullying, empatia e pró-socialidade de estudantes pertencentes às escolas públicas da rede estadual de São Paulo” conduzida por Larissa Di Genova Boni. Trata-se de uma pesquisa descritiva que contou com a participação de crianças, estudantes de duas diretorias da rede de ensino público estadual paulista: a DRE “Leste 3” na região metropolitana de São Paulo, com 824 respondentes, e a DRE de Taquaritinga, no interior paulista, com 225 crianças que responderam à pesquisa, totalizando 1049 respostas. O objetivo foi identificar os níveis de empatia apontados por estudantes dos anos iniciais. Para isso, utilizamos um questionário com perguntas fechadas, dividido em duas partes: na primeira, contendo 13 perguntas, buscamos identificar o perfil do estudante e, na segunda, com oito questões, objetivamos visualizar os níveis de empatia. O questionário foi construído por membros do GEPEM -Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral a partir da literatura. As alunas e os alunos responderam de maneira online, por meio de um formulário do Google Forms. Foi enviado um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) para os pais, mães e/ou responsáveis e, após o retorno do termo assinado, o estudante foi liberado para o preenchimento. Essa pesquisa foi registrada no Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP de Araraquara/SP sob o número de registro CAAE: 42330421.6.0000.5400.
image/svg+xmlA empatia -A capacidade de iluminar as relações interpessoais: Um estudo entre crianças de escolas públicas paulistasRPGERevista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 26, n. esp. 3, e022098, jul. 2022.e-ISSN: 1519-9029DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v26iesp.3.169587Os resultados encontradosEntre os participantes do estudo, 51,8% eram do sexo feminino, 48,3% do sexo masculino. A maior parte deles, 42,1%, relatou ser da cor branca, seguido por 37,5% de pardos, 9,6% de negros, 0,4% de origem oriental (amarelos), 0,8% de indígenas e 9,8% deles não souberam responder sobre sua raça/etnia. Um dado importante refere-se ao fato de que 9,4% de familiares foram atingidos pelo desemprego, revelando que a pandemia de COVID-19 afetou a vida de várias pessoas. Nota-se também pelos dados que 79,8% das crianças têm como principal responsável as mães.Sobre a possibilidade de se sensibilizar com o estado emocional do outro, presente no item “Quando vejo alguém chorar também tenho vontade de chorar”, podemos observar que, dentre os estudantes, a maioria das respostas (50,4%) informaram que algumas vezessentem vontade de chorar quando veem alguém chorar, embora uma minoria, não chegando a 20%, o fazem sempre ou na maior parte das vezes que se deparam com essa situação.Gráfico 1 Respostas das crianças sobre ter vontade de chorarFonte: Elaborado pelos autoresDa mesma forma, podemos notar que as respostas do item “Quando estou com alguém que está triste também fico triste”, mostram que 45,2% das crianças algumas vezes têm capacidade de sentir tristeza nessa situação.
image/svg+xmlLarissa Di Genova BONI; Fernanda Issa de Barros FARHAT e Cecília Beatriz MORENORPGERevista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 26, n. esp. 3, e022098, jul. 2022.e-ISSN: 1519-9029DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v26iesp.3.169588Gráfico 2Respostas das crianças sobre o sentimento de tristezaFonte: Elaborado pelos autoresAo observarmos outro item do questionário de empatia, “Percebo quando alguém está chateado”, as respostas demonstram que a tendência dos e das estudantes é perceber, novamente, o estado de ânimo dos outros colegas (27,8% sempre e 20,4% muitas vezes).Gráfico 3 Respostas das crianças sobre perceber o outro chateadoFonte: Elaborado pelos autoresDa mesma forma, quanto aoitem: “Mesmo que outra pessoa pense diferente de mim, eu consigo entendê-la”, novamente, a maioria das respostas dos participantes apresentou-se com uma frequência bastante grande.