RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.18337 1
“COM-VERSAS DE BAR” SOBRE TURISMO E EDUCAÇÃO
“CHARLAS DE BAR” SOBRE TURISMO Y EDUCACIÓN
“BAR TALKS” ABOUT TOURISM AND EDUCATION
Renan de Lima da SILVA1
e-mail: renan.turismo@gmail.com
Maria Luiza Cardinale BAPTISTA2
e-mail: malu@pazza.com.br
Como referenciar este artigo:
SILVA, R. L.; BAPTISTA, M. L. C. “Com-versas de bar” sobre
turismo e educação. Revista on line de Política e Gestão
Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN:
1519-9029. DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.18337
| Submetido em: 07/08/2023
| Revisões requeridas em: 30/11/2023
| Aprovado em: 10/12/2023
| Publicado em: 15/01/2024
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Universidade de Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul RS Brasil. Doutorando pelo Programa de Ps-Graduao
em Turismo e Hospitalidade. Bolsista CAPES.
2
Universidade de Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul RS Brasil. Professora e pesquisadora do Programa de
Pós-Graduação em Turismo e Hospitalidade da Universidade de Caxias do Sul. Coordenadora do Amorcomtur!
Grupo de Estudos e Produção em Comunicação, Turismo, Amorosidade e Autopoiese (CNPq-UCS). Doutora em
Ciências, pela Escola de Comunicações e Artes da USP, com Estágio s-doutoral no Programa de Pós-Graduação
em Sociedade e Cultura do Amazonas (PPGSCA-UFAM).
“Com-versas de bar” sobre turismo e educação.
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.18337 2
RESUMO: O texto traz o relato de experiência e reflexões, do projeto “Com-versas de Bar”,
atividade extensionista vinculado ao Laboratrio de Turismo e eventos da UNIRIO. O projeto
buscou propor espaos horizontais de ‘com-versas’ sobre Turismo e Educao. Em termos
tericos, o alinhamento é ecossistêmico complexo, associado à Educao e ao Turismo, bem
como à Esquizoanálise e à Biologia Amorosa, do Conhecimento e Cultural para a abordagem
da subjetividade. O texto tem orientao na estratégia metodolgica complexa e processual de
Baptista, denominada “Cartografia dos Saberes”, em associao com as provocaões de Rubem
Alves, em texto clássico sobre a Educao. O projeto teve reverberaões no grupo de sujeitos
envolvidos, com significados de experiência de ensino-aprendizagem transversal, pautado pela
horizontalidade de relaões em trama de afetos e vivências. Entende-se que a Educao tem
forte lao com o Turismo, por seus traos característicos relativos à viagem e à busca do
encontro.
PALAVRAS-CHAVE: Turismo. Educao. Evento. ‘Com-versas’. Bar.
RESUMEN: El texto presenta un relato de experiencias y reflexiones del proyecto “Com-
versas de Bar”, actividad de extensión vinculada al Laboratorio de Turismo y Eventos de
Unirio. El proyecto buscó proponer espacios horizontales para 'conversaciones' sobre Turismo
y Educación. En términos teóricos, el alineamiento es un ecosistema complejo, asociado a la
Educación y al Turismo, así como al Esquizoanálisis y al Amor, el Conocimiento y la Biología
Cultural para abordar la subjetividad. El texto está guiado por las estrategias metodológicas
complejas y procedimentales de Baptista, denominada "Cartografía del Conocimiento y
Matrices Rizomáticas", en asociación con las provocaciones de Rubem Alves, en un texto
clásico de Educación. El proyecto tuvo repercusiones en el conjunto de sujetos involucrados,
con significados de experiencia de enseñanza-aprendizaje transversal, guiados por la
horizontalidad de las relaciones en una red de afectos y vivencias. Entendemos que la
Educación tiene un fuerte vínculo con el Turismo, por sus rasgos característicos relacionados
con los viajes y la búsqueda de encuentros.
PALABRAS CLAVE: Turismo. Educación. Evento. ‘Com-versas’. Pub.
ABSTRACT: The text presents a report of experience and reflections from the “Com-versas de
Bar” project, an extension activity linked to the Unirio Tourism and Events Laboratory. The
project sought to propose horizontal spaces for ‘conversations’ about Tourism and Education.
In theoretical terms, the alignment is a complex ecosystem associated with Education and
Tourism, as well as Schizoanalysis and Love, Knowledge, and Cultural Biology to approach
subjectivity. The text is guided by Baptista’s complex and procedural methodological strategies,
called Cartography of Knowledge and Rhizomatic Matrices”, in association with the
provocations of Rubem Alves, in a classic text on Education. The project had reverberations in
the group of subjects involved, with meanings of transversal teaching-learning experience,
guided by the horizontality of relationships in a web of affections and experiences. We
understand that Education has a strong link with Tourism, due to its characteristic features
related to travel and the search for encounters.
KEYWORDS: Tourism. Education. Event. ‘Com-versas’. Pub.
Renan de Lima da SILVA e Maria Luiza Cardinale BAPTISTA
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN: 1519-9029
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Para começar a ‘com-versar’!
O texto decorre da experiência docente, de um dos autores, na Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), onde foi criado o projeto intitulado “Com-versas de Bar”,
como percurso de ensino e aprendizagem, para pensar a Educao e o Turismo. O projeto foi
criado entre os meses de agosto a novembro de 2022, como uma atividade do Laboratrio de
Turismo e Eventos da Instituio, o LABETUR. A produo deste artigo também é relacionada
à pesquisa que vem sendo realizada, em nível de doutoramento, na Universidade de Caxias do
Sul, envolvendo, no caso deste texto, reflexões epistemolgicas sobre a Ciência e a Educao,
com direcionamento para a amorosidade
3
e a (auto)transpoiese
4
na Educao e no Turismo.
Essas orientaões gerais esto alinhadas com os pressupostos trabalhados pelo grupo de
pesquisa Amorcomtur! Grupo de Estudos em Comunicao, Turismo, Amorosidade e
Autopoiese, da Universidade de Caxias do Sul (UCS/CNPq).
Um primeiro ponto que precisa ficar claro é que as “Com-versas de Bar” no foram e
no so necessariamente ‘conversas em bar’. No se trata disso. A ideia foi aproveitar a
referência que cada um dos integrantes do processo de ensino aprendizagem tem sobre o bar,
como territrio propício para conversas, como um lugar de encontros, em uma lgica
espontânea e horizontal, para gerar, no meio acadêmico, transversalidade em ‘com-versaões’
e potencializar a produo de conhecimento.
Aqui também é importante explicar, de saída, que as ‘com-versaões’, escritas assim,
so proposio de Baptista (2021), em projeto que trabalha com a ideia de ‘aões de versar
com’, aões transversais. Essa proposio vem sendo amplamente trabalhada no Amorcomtur!,
como dispositivo para a produo de conhecimento, em universos empíricos de pesquisa (Eme,
2021; Bernardo, 2021).
O desenvolvimento do projeto “Com-versas de Bar” decorreu da percepo da
contribuio que as ‘com-versaões’ podem dar para a aproximao e horizontalidade do
processo de ensino e aprendizagem. Esse sentido foi percebido e reproduzido na UNIRIO, com
inspirao nos Encontros Caticos do Amorcomtur! na UCS, rodas de ‘com-versaões’
semanais, de natureza espontânea, sem pauta rígida, em que so vivenciados encontros de
3
Expresso utilizada aqui, no sentido de ética de relao e do cuidado, com base em autores que fundamentam os
estudos Amorcomtur! (Baptista et al., 2020a).
4
A expresso é um neologismo criado por Baptista (2021), que parte do conceito de autopoiese, de Humberto
Maturana, como autoproduo, para se referir a uma autopoiese que é sempre, ampla e plenamente transversal
entre sujeito e nicho ecolgico, em uma relao contínua e recursiva de produo conjunta, em trânsito, sem que
se possa separar o organismo e o nicho.
“Com-versas de bar” sobre turismo e educação.
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universos existenciais em processos de produo de conhecimento. Rodas de conversas ‘que
comeam por onde se iniciam’, sem preconceito ou rigidez temática, em que os assuntos vo
sendo canalizados e associados para a reflexo a respeito das pesquisas, sobre as práticas
investigativas e os redirecionamentos das dinâmicas e processos de conhecimento do grupo
(Baptista, 2021).
Como pressuposto terico, tem-se Turismo e Educao como ecossistemas, que
envolvem também uma trama comunicacional complexa e subjetiva, que se apresenta a partir
de Baptista (2020). Trata-se de uma trama que possibilita a potência das desterritorializaões
desejantes para a (auto)transpoiese
5
dos sujeitos envolvidos nos encontros nesses ecossistemas.
A dimenso subjetiva inerente à discusso proposta parece-nos importante, que ao longo da
histria do Turismo e dos estudos relativos a esse universo, por exemplo, percebe-se que
aspectos subjetivos desse ecossistema so negligenciados, desde seu fundamento emocional.
Dessa forma, é necessário pensar estratégias, a partir de espaos que possibilitem perceber as
marcas dessas subjetividades, na produo e no desenvolvimento das tramas que compõem o
Turismo e a Educao.
A partir dessa constituio, em seu fundamento emocional, relacional, na analogia do
bar como espao democrático de aproximaões sensíveis entre os sujeitos e de contao de
histrias, verifica-se a condio sensível de composio de dispositivos voltados à percepo
de “viagens investigativas” na Educao e no Turismo (Baptista, 2021). Nesse caso, o que
apresentamos é um relato de experiência de narrativas compartilhadas e ‘com-versadas’ em
ambientes análogos a uma ‘condio bar’, como potencialidade para pensar a prpria narrativa
como dispositivo, produto e produtor das viagens, dos encontros, do Turismo e da Educao.
Trata-se de promover a emergência de conhecimento, seguindo uma abordagem alinhada à
Ecologia de Saberes, conforme proposto por Santos e Meneses (2010).
Retoma-se, aqui, o objetivo deste texto: apresentar narrativas e com-versaões’ como
dispositivos para percursos de ensino e aprendizagem, em ecossistema de Educao e do
Turismo, a partir do relato de experiência do projeto “Com-versas de Bar”. Esse objetivo
decorre da percepo de pontos importantes, que, ao serem trabalhados na Educao, como
paralelo da produo do Turismo como viagem, apresentam a vivência acadêmica como viagem
investigativa. Essa percepo culminou na produo de trabalhos, que foram, posteriormente,
5
A expresso corresponde, em linhas gerais, ao sentido de autopoiese, como autoproduo. Diferencia-se, apenas,
pelo destaque da lgica ‘trans’, tal como é proposta por Baptista, na significao de que o processo de autopoiese
é, de fato, um processo que transversaliza universos existenciais, constante e continuamente.
Renan de Lima da SILVA e Maria Luiza Cardinale BAPTISTA
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apresentados por graduandos da UNIRIO, como resultados das narrativas do “Com-versas de
Bar” (Perete; Silva, 2022; Santos; Silva, 2022). Esses estudos foram apresentados durante o 18º
Seminário de Pesquisa em Turismo do Mercosul Jr. (XVIII Semintur Jr.) em 2022, um evento
acadêmico-científico consolidado na área do Turismo, promovido anualmente pelo Programa
de Ps-Graduao em Turismo e Hospitalidade da Universidade de Caxias do Sul.
Para a realizao do projeto “Com-versas de Bar”, foi considerado que o movimento
recursivo de narrativas com-versadas’ é resultado e produto de viagens, desde que essas sejam
percebidas, em seu fundamento, como movimentos no s físicos, mas também subjetivos.
Temos, assim, que a viagem pode ser, também, o ato de investigar, ‘investir-ao’, como ensina
Baptista, ato de investir em um deslocamento a um encontro processual, que compõe o
movimento dos sujeitos que se põem em processo de Educao.
Trata-se, segundo Baptista, de “uma proposio metafrica a viagem que contém,
em seu núcleo de significao, alguns pressupostos fundamentais para a autopoiese
(autoproduo) de sujeitos e lugares envolvidos, em diferentes ecossistemas de produo de
vida”
6
. Desse modo, como temos trabalhado no Amorcomtur!, a Educao envolve natural e
espontaneamente processos investigativos, viagens investigativas que, refletidas, podem ajudar
a pensar a Educao e o Turismo. Reconhecer isso como possibilidade ajuda a perceber, no ato
de estudar, investigar, um trao de significao comum ao sentido da viagem, processo de
movimento físico e cognitivo de investir, ir em direo a algo ou alguma coisa.
Dessa forma, os pontos essenciais para a sugesto desse projeto ao LABETUR foram:
perceber que ‘com-versar narrativas em ambiente horizontal como os bares, metáfora utilizada
no projeto, potencializa desejos de produo do/no Turismo; e que a Educao, se pensada como
processo, como viagem de conhecimento, pode ser potencializada por esse ambiente horizontal
de reconhecimento dos saberes dos sujeitos desse processo. Sendo assim, na combinao de
Turismo e Educao, um ambiente que propicie a aproximao e o reconhecimento de saberes
possibilita brotaões e (Auto) Transpoiese de sujeitos no Turismo e na Educao.
Vale dizer que o Turismo, no sentido que trabalhamos, tem como característica o
complexo movimento e a transversalizao ecossistêmica, o que significa muito mais do que o
ato do deslocamento geográfico de sujeitos, por tempo determinado, para um ambiente diferente
do seu. O Turismo, bem como a Educao, é composto por um complexo Ecossistema, que se
atravessa e se acopla a outros complexos ecossistemas. Muitas vezes, os aspectos que
6
Declarao em Encontro Catico do Amorcomtur!, online, agosto de 2023.
“Com-versas de bar” sobre turismo e educação.
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potencializam esses atravessamentos e acoplamentos acabam por ser negligenciados, em seus
fatores emocionais, em detrimento dos fatores racionais, que so valorizados numa lgica de
evidências materiais dos processos.
As atividades do “Com-versas de Bar” foram orientadas para o reconhecimento dos
fatores emocionais que impulsionam produões racionais. As ‘com-versaões’ foram sobre
narrativas que buscavam reconhecer sentires e saberes que constituíam subjetividades e lugares
a partir dos sujeitos. Nesse sentido, foi possível perceber, como potentes, os sentires dos
trabalhadores e estudantes de Turismo, em aspectos que so para além dos resultados objetivos.
A percepo leva em considerao a necessidade de aproximar sujeitos em ambientes menos
duros e hierarquizados verticalmente, para profissionais e estudantes de Turismo. Desse modo,
sensivelmente, foi se evidenciando a potencialidade dos lugares alternativos e dos saberes que
brotam espontaneamente dos sujeitos, com contribuiões para pensar o Turismo e a Educao.
Com a inteno de dimensionar as percepões até aqui apresentadas, orientamos a
organizao do texto em formato de relato de experiência, alinhado com a proposio e
objetivos desse texto. Dessa forma, iniciamos contando a experiência do “Com-versas de Bar”,
em narrativas combinadas com reflexões sobre o percurso.
Posteriormente, apresentamos as estratégias metodolgicas deste trabalho, em formato
meta textual, em que apresentamos as narrativas e ‘com-versaões’ como dispositivo de
pesquisa (Silva; Baptista, 2022; 2023). Essa considerao meta textual, se dá, pois, a
considerao desse dispositivo, bem como a utilizao da estratégia Cartografia dos Saberes de
Baptista (Baptista; Eme, 2022), trata tanto do percurso de aprendizagem narrado, quanto da
construo do relato de experiência, que é resultado do projeto de extenso.
Desse modo, se trata de conduzir uma pesquisa que tem como traado metodolgico as
trilhas da Cartografia dos Saberes, como metáfora de viagem, tendo em considerao a viagem
investigativa em processos de Turismo e Educao em combinao. Nos valemos das
estratégias de ‘sobre-vivência’ (Baptista; Eme, 2022), para percorrer as viagens, os encontros,
as desterritorializaões sentidas e pensadas em combinao, apresentadas em formato de
narrativas e ‘com-versaões’ que consideram o processo de ensino e aprendizagem, o processo
de viagem e o processo de investigao. Percebemos esses processos como transcurso, multi-
processual, complexo, ecossistêmico, subjetivo e objetivo, de encontros e relaões entre lugares
e sujeitos que nos propomos a apresentar refletida e interpretada nos itens que se seguem.
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Contando nossos Bares
A experiência é aqui contada a partir da preparao e da proposio de um projeto de
característica extensionista, durante o período de agosto a novembro de 2022, quando um dos
autores deste texto era professor substituto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
(UNIRIO). Esse trabalho foi desenvolvido como uma das atividades desse professor-
pesquisador, oferecido pelo Laboratrio de Turismo e Eventos da Universidade, o LABETUR.
Essa atividade foi oferecida durante os meses de recesso das aulas dos alunos, com a inteno
de pensar ambientes para fomentar o desenvolvimento dos acadêmicos, em suas capacidades
voltadas à pesquisa. Tratava-se de pensar o ensino e a ciência no Turismo, em ambientes menos
rígidos do que os da universidade, tendo como pressuposto outros olhares sobre as viagens.
Ainda que tenha surgido com a inteno de ser desenvolvido durante o período de
recesso, o projeto estendeu-se e gerou, como resultados, a produo de dois resumos que foram
apresentados no evento Semintur Jr., na Universidade de Caxias do Sul (UCS), conforme
mencionado. Mais do que isso, produziu engajamento e uma ligao forte entre os acadêmicos,
permitindo o vislumbre da importância de conseguir relacionar a singularidade dos seus olhares,
combinados com as percepões acadêmicas, e a proposio de desenvolvimento de aspectos do
Turismo, a partir de sua prpria subjetividade inscrita em narrativas e textos.
Para tanto, em coerência com a prpria sugesto de ‘bares metafricos’, o projeto se deu
de maneira irregular, com possibilidade de transformaões a cada encontro e sem grandes
aspectos hierarquizantes. Os encontros foram promovidos de maneira transversal, sugerindo e
seguindo combinaões feitas no encontro anterior.
Os acadêmicos que participavam das ‘com-versas’ estavam livres para participar dos
encontros às teras-feiras, em localidades combinadas de acordo com o encontro anterior. Nesse
sentido, destacamos que esses encontros aconteceram em praas (por exemplo, a Praa André
Rocha), pontos turísticos (por exemplo, a mureta da Urca e a Praia Vermelha, prximo ao Po
de Aúcar), em bares, em sentido literal (como, por exemplo, o Bar da Urca) e, em alguns casos,
em modalidade virtual.
À medida que encontramos novos alunos, os mesmos iam divulgando o projeto, que
contava com mais ou menos participantes, de acordo com as possibilidades e os compromissos
dos alunos. No total, estiveram envolvidos 12 alunos, que transitaram pelos encontros, sendo
que eles mesmos eram os principais agentes de conexo (convite e mobilizao) para que outros
estudantes se integrassem ao projeto.
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Vale ressaltar que, ainda que alguns alunos tenham pedido a continuidade do projeto
depois do período de recesso de férias, alguns, por conta dos compromissos e das aulas,
deixaram de participar dos encontros, mas continuaram em contato com o grupo, mantendo os
laos estabelecidos e demonstrando que o projeto seguiu reverberando entre os acadêmicos.
Nesse sentido, este texto relata a experiência sobre os encontros do ‘com-versas’, mas os
encontros, reflexões e narrativas que brotaram, também reverberaram em orientaões de
conduo das aulas em que os alunos participantes do projeto estavam presentes.
Por conta disso, contamos aqui experiências com as atividades do “Com-versas de Bar”,
mas essas conversas se estenderam para as salas de aula, foram ampliadas, também, nas ‘com-
versaões’ de orientao do doutoramento, entre os pesquisadores autores deste trabalho.
Seguimos, a partir do projeto, para muitas ‘com-versaões’ posteriores, para a produo
deste texto, entendendo que ele mesmo, o texto, por sua vez, representa a narrativa em ‘com-
versao’. Quer dizer, o projeto originalmente produzido na UNIRIO se estende para a
formao e ‘com-versas’ como as que esto sendo relatadas, em produo no s de tese de
doutoramento, mas de textos científicos na área da Educao e do Turismo.
Assim sendo, trazemos algumas falas, sem identificao, que so reproduões livres de
narrativas produzidas, a partir dos encontros presenciais e digitais que fizemos. Essas anotaões
de diário de pesquisa contribuíram e contribuem para a constituio das estratégias de ensino e
aprendizagem e, posteriormente, para a produo de pesquisas científicas e reflexões sobre o
Turismo e a Educao. Segue um trecho das anotaões de Diário de Pesquisa, por parte de um
dos autores:
Professor, mas eu no tô entendendo necessariamente, o que você quer que a
gente pense, sobre o que ns vamos conversar e onde ns vamos conversar?”.
Essa foi uma das perguntas que mais encontramos, quando se foi em busca de
acadêmicos para o projeto ‘Com-versas de Bar’. O artifício usado foi propor
conversar sobre tudo, mas surgia ento o questionamento: “tudo o quê?” A
inteno era conhecer os alunos, e isso de fato sempre teve muita importância
também para o processo de aprendizagem, na concepo do professor que
promovia os encontros com os alunos: o olhar singular dos alunos, suas
vivências e experiências, aproximaões de estranhamento e familiaridade so
aspectos que significam e significaram aquilo que se buscou de mais precioso
na ciência do Turismo, a singularidade [Diário de pesquisa relato de
experiência].
No início, os acadêmicos expressaram que se sentiam estranhos em relao a uma certa
hierarquia acadêmica, a um certo senso de percepo de obrigao de hierarquia acadêmica.
Como a proposio era diferenciada do que estavam acostumados a encontrar, houve um
estranhamento preliminar, ou seja, havia certa insegurana e inquietude. O desenvolvimento e
Renan de Lima da SILVA e Maria Luiza Cardinale BAPTISTA
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a proposio de um ambiente horizontal, e a deciso no sentido de dar liberdade aos
movimentos dos sujeitos que fazem parte da Educao, preocupou e assustou, ao mesmo tempo
que gerou engajamento e contribuiu para a diminuio da sensao inicial de estranhamento.
Ainda assim, a vivência foi desafiadora, na mesma proporo em que foi encantadora e geradora
de reflexões.
Poder perceber múltiplas possibilidades no processo de Educao gerou a percepo de
que enfrentar esses desafios podia contribuir para o movimento dos sujeitos que investiam no
conhecimento no Turismo e na Educao. Essa compreenso fez perceber que esse processo de
educao pode também ser entendido como processo de viagem, sobrevoo pela trajetria
acadêmica, pelos caminhos percorridos. De fato, tratou-se de percursos de aprendizagem, como
denomina Baptista, em suas aulas na Universidade de Caxias do Sul, com os traos inerentes à
viagem, da preparao, à vivência desterritorializante, à reterritorializao e ao processo de
(auto)transpoiese dos sujeitos envolvidos.
Sendo assim, antes e durante o desenvolvimento das atividades do “Com-versas de Bar”,
em processo de produo de ensino e aprendizagem, a inteno no era o reconhecimento de
algo a ser ensinado para os alunos, mas o desenvolvimento de um processo sobre como propor
e ensinar Turismo, de modo transversal, espontâneo, envolvente, amoroso, no sentido
trabalhado no Amorcomtur!, como ética da relao e do cuidado
7
. Tratou-se, desse modo, de
uma configurao de percepo singular a partir do movimento, dos turistas/alunos e dos
alunos/turistas que aceitavam se pôr em movimento de processos de aprendizagem. Esses
encontros e voltas juntos, assim como entendemos as ‘com-versaões’, aprofundaram, em
muito, as nossas vivências e percepões sobre nossos fazeres enquanto turismlogos.
Mas isso é turismo? Eu posso falar sobre isso em pesquisas de turismo?”.
Foram perguntas com as quais se deparou, ao incentivar que falassem sobre o
seu dia e sua percepo sobre o ambiente da universidade. Como brotao
espontânea, as conversas giraram no entorno de algumas frustraões sobre no
conseguir encontrar, no ambiente acadêmico, interesses com os quais os
alunos, que constituíram o projeto, se identificavam. Por vezes, foram
relatadas frustraões acadêmicas como assunto. Ali estavam, por exemplo,
distâncias para poder estudar na universidade e a quantidade de ônibus para
chegar lá. Foi possível verificar frustrao também com a ausência de temas
populares do momento ou, mesmo, a possibilidade de temas importantes para
os jovens brasileiros, temas como telenovelas, música pop, videogames.
Figurou, ainda, a dificuldade de alguns alunos em apresentar, para família e
amigos, o que faziam como turismlogos, em contraponto às expectativas
7
As inspiraões tericas dos estudos Amorcomtur!, nesse sentido, so muitas, na confluência de saberes de Freire
(1996), Alves (2012), Galeano (2010), Maturana (1998), Baptista (2021; 2020c).
“Com-versas de bar” sobre turismo e educação.
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.18337 10
sobre o curso de quem no estuda turismo [Diário de pesquisa relato de
experiência].
Depois, em conversas entre os autores deste texto, foi possível refletir sobre o quo
complexas so também as viagens investigativas, ao mesmo tempo que espelham questões
fundamentais do universo do Turismo, envolvendo a discusso de barreiras nos territrios de
trânsito, barreiras físicas e abstratas. Entre as questões refletidas: “Quem tem direito de acesso
aos territrios ‘sagrados’ do Turismo, dos trânsitos nos territrios, sejam os campus
universitários ou as destinaões destacadas no imaginário coletivo, ou no universo midiático?
Quem consegue ultrapassar os muros invisíveis, mas que se constituem como muralhas (quase
e às vezes totalmente) intransponíveis?”. Como a líder do Amorcomtur! questiona,
constantemente, nos Encontros Caticos do grupo: “Que viagem é esta? E quem tem direito a
viajar?”.
Assim, no caso do projeto “Com-versas de Bar”, os encontros foram pautados pelos
anseios dos alunos, expressos em narrativas e ‘com-versas’, em espaos que eram menos bares
físicos e mais bares metafricos. Emerge, ento, na reflexo, o que chamamos de ‘a poética do
bar’, os traos diferenciadores e marcantes do universo relacional ‘bar (Santos, 2023).
Lembramos, neste sentido, a abordagem de Oliveira et al. (2021), em que os autores
apresentam, como características dos bares, no sa comensalidade, mas o acolhimento. Nesse
caso, o acolhimento dos desejos e das vulnerabilidades dos alunos, em um compartilhamento
de vulnerabilidades do prprio professor, que também se sentia simultaneamente acolhido, em
um ambiente descontraído, marcado pela hospitalidade, a partir da dimenso relacional da
acolhida (Santos; Perazzolo, 2012) e pela amorosidade, como ética da relao e do cuidado,
como trabalhamos no Amorcomtur!
Esse acolhimento transformou concepões, visões de mundo, sobre ensino e Turismo,
que as conversas foram no s sobre ciência, sobre universidade e sobre turismo. As
conversas foram sobre viagens, viagens que, em alguns casos, so investigativas (Baptista,
2021). Foram abordadas as viagens de vida, como trao inerente intrinsecamente ligado à
demanda constante de hospitalidade, que foi percebida e sentida por parte dos alunos, em
vivência prática de interaões. Nesse processo, importante destacar, foi possível, ao professor
envolvido, se sentir acolhido e também acolher.
Renan de Lima da SILVA e Maria Luiza Cardinale BAPTISTA
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Assim, fica evidenciado que o que consideramos, no projeto, é bem mais amplo que a
‘fachada do Turismo’
8
, reconhecível apenas em suas estruturas de servios, como hotéis,
atrativos em geral, restaurantes, etc. No projeto e nos estudos Amorcomtur!, referimos o turismo
a partir de uma matriz de pensamento complexo, que tem como trao inerente a
desterritorializao desejante (que no é necessariamente física), que envolve
transversalizaões de sentidos, ou seja, parte-se de um lugar (de uma condio) onde se estava,
para chegar a outros lugares (outras condiões), em um processo complexo de
transversalizaões, como ensina Baptista (2021a). É sim, também, uma trama de avessos, sobre
os quais também ‘com-versamos’ bastante. Avessos subjetivos dessas fachadas presentes na
estrutura mais visível sobre o Turismo (Baptista, 2021a).
Esse também é o turismo sobre o qual refletimos, daquilo que espelhamos como viagem
nos nossos fazeres. Ressaltamos, aqui, nesse sentido, que pensamos as viagens (mesmo as
abstratas), como trao inerente do Turismo, sendo este, por sua vez, movimento
desterritorializante e transversalizante gerador de vida, de (auto)transpoiese. Essa percepo
proporciona compreender a dimenso significativa que marcou o desenvolvimento dos alunos
e dos professores que se sentiram transpassados nesses encontros ‘com-versados’. Lembramos
que esse aspecto foi sentido no s nas vivências do projeto, mas que teve desdobramentos
posteriores no tempo de sala de aula.
O “Com-versa de Bar” representou, para o aprendizado, um sentimento de
pertencimento à UNIRIO e ao Curso de Turismo dessa universidade, que
nunca será esquecido. Uma universidade em que se sonha estudar, que nem
sempre acolhe, e muitas vezes quando acolhe segrega. Isso vale para o
aprendizado como aluno, mas também como professor. A deriva da trajetria
faz com que se perceba, para sempre, membro dessa comunidade acadêmica,
em um trânsito, turismo, viagem investigativa, viagem vida, que transcende
os aspectos formais do ensino, da Educao de/no prprio Turismo. Somos
turismlogos, somos professores e alunos UNIRIO [Diário de pesquisa
relato de experiência].
Assim, fica claro que Turismo e Educao podem ser percebidos a partir da trama
ecossistêmica de subjetividades, transversalizadas em interaões marcadas pela horizontalidade
e informalidade, expressas na produo de narrativas e ‘com-versaões’, em condio de “com-
8
A expresso está sendo utilizada aqui, com base nos estudos de Baptista (2021a), em que ela diferencia o Avesso
da Fachada do Turismo. O Avesso envolve condio de compreenso de complexidades, com os ns, os fios soltos,
a trama toda complexa, que caracteriza esse universo de vivências. Na Fachada, tem-se o que aparece, o que é
produzido para turista ver’, ou seja, a Fachada envolve dimensões de estetizao de lugares, sujeitos e da
experiência turística, de viagem – nos mais diferentes ecossistemas.
“Com-versas de bar” sobre turismo e educação.
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versa de bar”. rios aspectos presentes e apreciados nos encontros, que podem ser
percebidos. Segundo o que percebemos com o “Com-versas de Bar”, o prprio ambiente da
Universidade precisa ser ampliado, no s como ambiente passível de ser visitado, ambiente
‘de Turismo’, no sentido de quem vem de fora, mas como ambientes de lazer da prpria
comunidade, de tal forma a passar a ser territrio dessa comunidade.
Falamos aqui, diretamente, dos ambientes da Universidade, mas também dos ambientes
de conhecimento, que podem ser ampliados em condiões geradas de “Com-versas de Bar em
rodas de conversas espontâneas ampliadas com a comunidade, fazendo com que a Ciência, o
Conhecimento, o Turismo, a Universidade, possam ser universos existenciais repensados e
reinventados, justamente pelas transversalizaões e boniteza dos encontros das multiplicidades
subjetivas. Na Educao brasileira, o processo de curricularizao da Extenso, que vem sendo
implantado, traz importante discusso nesse sentido. As atividades de Extenso so
fundamentais, para efetivar o prprio sentido de existência das Universidades. A discusso vem
sendo feita, nesse sentido, no Amorcomtur!, a partir de muitos textos e, especialmente, tendo
como base a tese de Imperatore (2017).
Além disso, perceber esse avesso de uma trama, que está para além de receber os
viajantes de fora, corresponde a perceber também os viajantes que vêm de dentro. Assim, o
nosso prprio desejo de viagem aparece, também, em uma constituio que é capaz de significar
e ressignificar os olhares sobre o Turismo e, principalmente, valorizar e aproximar as
singularidades de quem ‘faz’ turismo. Faz como estudante, faz como turista, faz como
turismlogo, faz como sujeito, faz como cidado, faz como pesquisador e professor. Somos
sujeitos da trama dos Ecossistemas Turísticos Comunicacionais Subjetivos (Baptista, 2020).
Narrativas, ‘Com-versações’ e Estratégias Metodológicas
Apresentamos um metatexto narrativo de viagem investigativa, tendo como orientao
os pressupostos de orientao metodolgica e de viagem investigativa, combinando os textos
de Baptista (2021) e Baptista (2020b), que posteriormente foram atualizadas por Baptista e Eme
(2022, 2023). Desse modo, entendemos que quem produz ciência, produz viagens investigativas
e conta como produziu essa viagem, compartilhando reflexões, dinâmicas e processos.
A produo do texto envolveu, nesse sentido, um relato de experiência que tem a
narrativa como dispositivo de produo de conhecimento. trabalhamos com esse pressuposto
em outro momento, buscando refletir sobre o tema das narrativas como dispositivo de pesquisa
Renan de Lima da SILVA e Maria Luiza Cardinale BAPTISTA
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em viagens investigativas no Turismo (Silva; Baptista, 2022; Silva; Baptista, 2023). Neste caso
aplicado, a narrativa é usada como recurso de apresentao e retomada de reflexões sobre as
atividades do ‘Com-versas de Bar’. Essas atividades foram conversas, resultantes de narrativas
dos participantes. Assim, narrativa aqui, envolveu o relato de histrias do cotidiano, ‘com-
versadas’ em múltiplos atravessamentos. As narrativas de vida dos alunos foram contadas e
‘com-versadas’ ao longo do projeto, bem como as atividades do projeto foram ‘com-versadas’
e contadas entre os autores deste texto. O que nos propusemos, ento, foi contar e ‘com-versar
a partir de narrativas, para poder refletir sobre o Turismo e a Educao. Assim, o texto
corresponde a relato de viagem de conhecimento, do projeto em questo, narrada e ‘com-
versada’, considerando que produões como essa podem ser contadas, também através de outras
narrativas.
Essa condio combinatria reflexiva tem como orientao metodolgica a estratégia
Cartografia dos Saberes (Baptista, 2020b; Baptista; Eme, 2022; 2023), plurimetodolgica,
complexa e processual. De acordo com essa estratégia, a produo e a coerência da pesquisa
resultam de mapeamento mutante, que ganha contornos e aspectos práticos de produo de
caminhar, a partir da orientao com trilhas investigativas e dispositivos de pesquisa.
As trilhas da Cartografia dos Saberes, que ocorrem simultaneamente e de maneira
entrelaada e processual, so: Entrelaos ns; Saberes Pessoais ou Dimenso Subjetiva, Trama
de Saberes Terico-Bibliográfico-Conceituais, Usina de Produo ou Trama dos Fazeres e
Dimenso Intuitiva da Pesquisa. O aspecto combinatrio, presente nesse relato, bem como as
orientaões que possibilitaram o desenvolvimento das atividades do ‘Com-versas’ de Bar,
alinham a trilha de Saberes Tericos com a Dimenso Intuitiva da Pesquisa. Em associao, a
Usina de Produo se deu, efetivamente, com as produões de narrativas, trabalhadas em ‘com-
versas’.
Assim, foi possível a escuta sensível das narrativas pessoais dos acadêmicos, para,
ento, orientar seus interesses e aprendizados tericos e metodolgicos, a partir do que é
significativo para os seus saberes pessoais, seus sentires e suas vivências. Este processo valoriza
esses saberes, pelas suas combinaões singulares, agenciando, naturalmente, as afetivaões, ou
seja, a mobilizao afetiva para o aprendizado.
Essa perspectiva refora a percepo das narrativas ‘com-versadas’, as ‘com-versaões’,
como importante dispositivo para a pesquisa em Turismo, visto que essas narrativas oferecem
sinalizaões do fundamento emocional que precede a racionalizao acadêmica. Isso se torna
“Com-versas de bar” sobre turismo e educação.
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relevante, que os fatores emocionais muitas vezes so decisivos para a mobilizao, as
escolhas e o resultado da experiência, seja ela educacional ou turística.
Entendemos ter sido fundamental a escolha de ‘com-versar narrativas para a produo
das atividades, aqui relatadas, visto que essas orientaram as reflexões terico-metodolgicas
deste relato, mas também do prprio projeto “Com-versas de Bar”. Isso possibilita ter
consciência sobre a importância, na conduo dos saberes, do reconhecimento das
singularidades e afetividades dos sujeitos que se põem a ‘dar voltas um com os outros’, a ‘com-
versar’.
Dessa forma, o relato também se inscreve como processo de produo de viagem
esquizo, como é prprio da palavra que orienta a percepo do inconsciente de Deleuze e
Guattari (2004). Essa produo inscreveu ‘sujeitos juntos’, em vivências de acoplamentos
subjetivos múltiplos, sujeitos que foram se inscrevendo, no decorrer dos acontecimentos, em
viagens de conhecimento, de Turismo e de Educao. Entendemos que essas inscriões se
deram como uma produo artística do viajar (Botton, 2012), em que as narrativas foram
traando contornos das leituras produzidas pelos alunos, a partir de suas realidades vividas e
‘com-versadas’.
Por conta disso, vale dizer que a produo também segue a escrita narrativa proposta
por Martinez (2012), em que a autora reconhece a narrativa como recurso comunicacional em
textos científicos. Este texto se escreve e inscreve a partir dos autores e suas experiências ‘com-
versadas’, que so combinadas entre os autores e os alunos que fizeram parte das atividades
contadas.
Essas ‘com-versas’ aparecem, como para Maturana (1988), em uma combinao de
sentidos do que foi conversado entre alunos e professores, no caso entre professor e alunos de
Graduao, em uma trama reflexiva que se expandiu, já que o mesmo professor enquanto aluno
do Doutorado, promoveu conversas com sua orientadora. Conversas de ‘peito aberto’,
conversas espontâneas, pautadas pela confiana de horizontalidade das relaões de
amoramizade, como as chamamos no Amorcomtur!. Como em uma mesa de bar, essas idas e
vindas, voltas conversadas, geram narrativas que produzem viagens, e viagens que produzem
narrativas, como as que esto sendo aqui contadas e como as ‘com-versas’ que so aqui
propostas.
Renan de Lima da SILVA e Maria Luiza Cardinale BAPTISTA
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‘Com-versar’ sobre a Metáfora do bar
Como foi dito anteriormente, a fundamentao sobre ‘com-versar’, tem inspirao em
Maturana (1988), que o autor descreve o fundamento dessa prática desde a linguagem, como
‘dar voltas juntos’. Inspirada também no autor, Baptista (2021) apresentou a prática de ‘com-
versar narrativas de viagem, como ao potencializadora dos Entrelaos Ns na Educao e no
Turismo. Nesse texto, a autora discorre desde Maturana, a importância das ‘voltas juntos’ para
a (Auto)Transpoiese de sujeitos e lugares, o que ela explica como uma autopoiese transversal e
plena entre sujeito e seu nicho ecolgico.
A partir disso, questionamos: como propor um ambiente, no Turismo e na Educao,
que seja propício para a brotao da (Auto)Transpoiese dos sujeitos? Desse questionamento
decorreu a escolha do bar, como metáfora que possibilita entender se tratar de lugar transversal
e democrático, de contato e respeito aos saberes dos múltiplos sujeitos envolvidos.
Entre os fatores que motivaram a escolha está o aspecto característico do espao ‘bar,
como lugar culturalmente mais ‘solto’, horizontalizado e democrático, quando pensado em
relao a algumas salas de aulas
9
. Além disso, temos como pressuposto a importância de que
os sujeitos e seus saberes sejam reconhecidos e principalmente acolhidos, algo que o bar pode
oferecer, em seu alinhamento com a Hospitalidade, como encontro e produo relacional
(Santos; Perazzolo, 2012).
O bar pode ser também lugar de conflitos, claro, mas o estamos considerando, aqui, em
sua potencialidade de territrio hospitaleiro, democrático, no sentido de gerao de conversas
e encontros. Assim, entendemos que o bar, como ambiente metafrico, como proposto e
apresentado pelas narrativas, pode proporcionar um ambiente de horizontalidade para processos
de Educao, em que as narrativas que brotam podem significar o aparecimento de Entrelaos
Ns (Baptista, 2021).
Segundo Oliveira et al. (2021), a cultura presente em ambientes gastronômicos, como
bares e restaurantes, oportuniza uma experiência única de insero na cultura local. Este aspecto
é representativo de uma tentativa de mudana da lgica conceitual do Turismo, que promove a
massificao dos destinos, alinhado com um consumo rápido e no reflexivo, de encontros com
lugares e sujeitos. Essa composio massificada (Boyer, 2003) cria a pasteurizao dos servios
do turismo e o desaparecimento ou encobrimento de suas subjetividades, dos avessos que o
9
Um estudo muito interessante, nesse sentido, foi defendido em 2023, na Universidade de Caxias do Sul, em nível
de doutoramento, com a discusso sobre sinalizadores de longevidade de bares tradicionais de Macei, Alagoas,
Brasil (Santos, 2023).
“Com-versas de bar” sobre turismo e educação.
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compõem, distanciando os sujeitos das tramas profundas do turismo, que podem significar
singularidades que so reconhecidas em narrativas.
Oliveira et al. (2021) apresenta, a partir dos sentidos da hospitalidade, o sentimento de
acolhimento que está presente nas trocas, de tal modo a possibilitar se sentir pertencente do
cotidiano dos sujeitos, nos encontros em bares. Há, na saída da rotina, uma produo de turismo
em que turistas e cidados locais se encontram, no exercício de seus fluxos de aproximao e
estranhamento.
Perceber os fluxos do Turismo, a partir de relaões e do convívio em bares e
restaurantes, é perceber a cultura em movimento, em uma complexidade que mescla práticas
de lazer e de turismo, entre comunidade autctone e visitantes, vivenciando tradio e memria
e construindo tradio e memria (Oliveira et al. 2021).
, nesse caso, a constatao de uma representao de necessidade do Turismo no s
para quem é turista, mas também para a comunidade local, que tem a oportunidade de, nesses
ambientes, produzidos para sujeitos visitantes, viver desterritorializaões subjetivas mesmo em
ambientes cotidianos. Refletir sobre esses aspectos evidencia singularidades de encontros que,
hospitaleiramente, acontecem em bares, que aqui so propostos como ambientes como
metafricos, pela sua matriz de significao e traos inerentes de convivialidade.
Buscamos, em analogia, perceber os bares para além do simples espao físico, tratando
os mesmos como ‘bares metafricos’, esses compreendidos como espaos de encontro, em
sentido subjetivo. O sentido subjetivo, apresenta marcas subjetivas que os encontros de
acolhimento e horizontalidade podem proporcionar em múltiplos sentidos e sentires, que so
percebidos e sinalizados aqui a partir de elementos que consideramos em olhares para o período
da pandemia da COVID-19, quando no tivemos esses contatos.
O “Com-versas de Bar” aconteceu ps-momento pandêmico e, de fato, alunos que
estavam em ensino remoto tinham a necessidade do encontro, a necessidade do reconhecimento
de aspectos que, em ambiente vertical de Educao, mais dificuldade de se perceber.
Flagrante disso foram as necessidades, durante a pandemia da COVID-19, em que o
distanciamento social gerou manifestaões espontâneas, que significavam a busca, o desejo
pelo singular familiar, hospitaleiro e acolhedor, que os bares so capazes de promover, como
no meme que ficou conhecido em 2020, durante a pandemia:
Renan de Lima da SILVA e Maria Luiza Cardinale BAPTISTA
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Figura 1 – Meme Facebook/Twitter, desejo por interao social
Fonte: https://www.facebook.com/ForadeC/photos/a.722597037774092/3231549013545536/?type=3.
A inteno da proposta era no s que isso no se perdesse, mas de apresentar o que há
nas ‘com-versas’ sobre narrativas que aparecem espontaneamente, como um conjunto de
saberes prprios das singularidades de vivências dos sujeitos que contam histrias e convivem.
Nesse sentido, é interessante o ensinamento de Santos e Meneses (2010), que apresentam a
importância do reconhecimento de uma Ecologia de Saberes. Como descrito pelos autores, a
necessidade de reconhecer que o ambiente é composto de múltiplos saberes e jeitos de conhecer,
saberes atravessados por histrias de vida e aspectos subjetivos que muitas vezes so
negligenciados.
Isso está na fundamentao do reconhecimento epistemolgico no sul (Santos; Meneses,
2010). O sul proposto, nesse caso, é o bar, o lugar onde se ganha ‘ar para conversar sobre a
vida e saberes partilhados em meio às tantas narrativas. Assim, é curioso pensar que, nos
ambientes acadêmicos, temos, muitas vezes, to fortes marcas da Sociologia das Ausências
(Santos, 2002) e da imposio de axiomas hierarquizantes de quem professa e de quem ouve.
No bar, claro, a lgica no é essa. No bar, arejam-se relaões e as vozes soltam-se,
transversalizando sentidos, ‘com-versando’. Assim, a reflexo aqui proposta, ancorada na
discusso do Projeto “Com-versas de Bar”, ajuda também a poder perceber o ambiente
acadêmico e o processo de Educao, orientado hegemonicamente por uma hierarquia do
“Com-versas de bar” sobre turismo e educação.
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ambiente da sala de aula que, muitas vezes, afasta professores e alunos, pela distância, pela
ordem imposta das cadeiras, pela interposio e diferenciao do tamanho das mesas, às vezes
até pelo desnível do cho.
Desse modo, o fundamento da Ecologia dos Saberes nos faz perceber que os saberes
podem estar presentes no processo de contar a histria dos 'bares’ que foram visitados com os
alunos, e que os saberes que eles se sentiram à vontade para contar nesses ambientes
proporcionaram, como narrativas, a produo de novos saberes e novas narrativas. Ao mesmo
tempo, a condio criada, “Com-versas de Bar”, ampliou os vínculos, reforou os laos entre
os sujeitos e gerou uma ambiência de confiana e alegria, que potencializa o aprendizado e o
desejo de aprender mais, de pesquisar.
Reconhecer esses saberes é atrevimento, por se tratar do reconhecimento de saberes de
um Sul, no geográfico (Santos; Meneses, 2010), mas sim um Sul no reconhecido
academicamente. No caso, o Sul dos Saberes dos acadêmicos que, em narrativas, reconhecem
e assimilam saberes. Esse Sul é reconhecimento dos saberes que brotam fora da sala de aula, é
sul de perceber alternativas relativas a modos e ambientes, a respeito de como se pode produzir
pesquisa, conhecimento, para além dos muros da universidade.
As Narrativas em “com-versas de bar” sobre Educação e Turismo
Para avanar na reflexo, vale lembrar aqui de um texto que parece ter certa similaridade
ao desenvolvimento de processo de Educao, como proposto no projeto vinculado ao Labetur
do DETUR/UNIRIO. No texto de Alves (2012), intitulado Por uma educação Romântica, o
autor apresenta uma série de reflexões que orientam aforismos sobre a Educao.
Assim como a escrita de Alves, (2012), a orientao estratégica escolhida para este texto
(Baptista, 2020b; Baptista; Eme, 2022; 2023) possibilita reflexões orientadas por narrativas de
vivências também com-versadas’. Essas, quando postas e refletidas, transversalizam-se entre
si e podem contribuir para pensar sobre a Educao e o Turismo.
Em um metatexto (Alves, 2012), também por meio de narrativas, é apresentado um
processo de escrita com enfoque nas experiências vividas e compartilhadas. A presena desse
recurso em um texto relacionado à Educao fortalece e amplia o diálogo que é relevante para
os indivíduos que realizam a ao de ‘com-versar narrativas, oferecendo uma oportunidade de
reinterpretar a percepo de seus prprios papéis no processo educacional. Isso é válido tanto
para os alunos quanto para os professores.
Renan de Lima da SILVA e Maria Luiza Cardinale BAPTISTA
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.18337 19
No texto, Rubem Alves fala de escolas que so gaiolas e escolas que so asas. “Escolas
que so gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados
so pássaros sob controle. Engaiolados, seu dono pode levá-los para onde quiser.”, diz o autor.
E mais adiante: “Escolas que so asas no amam pássaros engaiolados. O que elas amam so
os pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar encorajado” (Alves,
2012, p. 29-30). Essa reflexo do autor é significativa, pois apresenta a necessidade de que o
processo de Educao seja visto como o reconhecimento do olhar do sujeito em percurso. Isso
contribui para o reconhecimento das limitaões do professor, em um processo recursivo que
vai, inclusive, demonstrar a constituio do paradigma epistemolgico de Educao sob o qual
o educador está posto.
Segundo Becker (2012), dentre os paradigmas sobre Educao, segundo a epistemologia
de uma educao construtivista, necessidade de perceber a interao como parte
imprescindível do processo de ensino e aprendizagem. Sobre a Educao, o sentido apresentado
por Becker (2012) ajuda a entender a processualidade de construo do saber, a partir das
interaões de olhares dos sujeitos educadores com os sujeitos educandos. Baptista (2021), por
sua vez, destaca a importância da aproximao entre os olhares de professores e alunos na
construo do processo educacional. A autora sintetiza esse entendimento, conceitualmente, no
termo “Entrelaos ns”, como compreenso da importância de perceber os encontros e a
processualidade da Educao como ns entrelaados, ao longo do percurso de ensino e
aprendizagem (Baptista, 2021).
Essa concepo possibilita perceber o processo de Educao como relacionado ao ato
de encorajar os olhares dos sujeitos educandos em seus processos e caminhos, em seus
encontros, e no encontro desses com os universos existenciais daquele que os encoraja. Esse
aspecto, como dito, é apresentado por Baptista (2021) a partir da Educao no Turismo:
Desse modo, venho propondo o termo ‘narrativas transpoiéticas sensíveis’,
como potente dispositivo de ‘entrelaos ns’, que acionem a potência
autopoiética para a Educao e a Ciência. Certa de que esses entrelaos
também me possibilitam afirmar que sua constituio é complexa, decorrente
do acionamento de muitas substâncias, matérias e dimensões de
imaterialidade quântica, ou seja, energias. Por isso mesmo, eles precisam ser
trabalhados com suavidade, profundidade e intensidade recursiva, de ‘com-
versaões’ na dinâmica recorrente do sistema de coordenaões condutuais
consensuais de coordenaões condutuais consensuais e aqui a redundância
é proposital e inspirada nos ensinamentos da Escola Matrística (Baptista,
2021, p. 2375).
“Com-versas de bar” sobre turismo e educação.
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.18337 20
Podemos questionar, entretanto, de que maneira é possível, em um sistema restrito e
verticalizado da Educao, aproximar sujeitos para existências desses ns, e mais ainda, como
verificar a existência desses ns e dar a devida importância para esses entrelaamentos de
encontros?
As ‘Com-versas’ so a proposio de coordenaões dos encontros de condutas
consensuais de universos existenciais, com outros universos existenciais, como proposto por
Maturana (1988) e discutido por Baptista (2021). Essa concepo e proposta está alinhada à
ontologia do conversar, como processo de ‘dar voltas com’, como vem sendo trabalhado neste
texto. Isso implica o reconhecimento de sujeitos que, no encontro, do voltas uns com os outros,
produzindo marcas significativas, ns de significao, marcas emocionais a partir da
linguagem. Essa percepo predispõe às perguntas: “O que esses sujeitos ‘com-versam’?”, e
“quais so as voltas que esses sujeitos criam?”
As voltas percebidas na Educao, assim como os ns dos encontros entre sujeitos em
movimento, so os aspectos que significam, subjetivamente, viagens e Turismo. Assim, a
possibilidade de se potencializar o que se aprende, identificando o que se esquece e o motivo
de esquecer fragmentos desse aprendizado. Sendo assim, quais os motivos de lembrarmos, em
narrativas, fragmentos dos momentos de nossas viagens ao longo da vida. A ideia é, também,
que possamos promover momentos a serem lembrados, junto com nossos primeiros voos de
uma Educao que tenha sido asa e no gaiola. Mais uma vez, temos a similitude entre o
processo de viajar e o de aprender, pensando no processo de impresso de registros na memria.
Registros de afetos intensos tocados em situaões compartilhadas ‘com-versadas’, em relaões
de confiana, amorosidade e alegria.
É necessário, portanto, o reconhecimento e a promoo dessa lembrana do encontro,
como algo a ser apresentado e reconhecido como n, no futuro, rememorado a partir das
prprias vivências. Os encontros produzem marcas. Desse modo, os encontros valorizam aquilo
que se produz nas voltas, no processo de estar junto, no ‘com-versar de Bar. Aquilo que se
conta nas voltas corresponde a narrativas de viagem, vida, de movimento de viagens vividas e
de experiências que possibilitam o vislumbre do azul profundo do céu que se abre à sua frente.
“O sujeito da educao é o corpo porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender
para poder viver” (Alves, 2012, p. 32).
Renan de Lima da SILVA e Maria Luiza Cardinale BAPTISTA
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‘Com-versações Saideiras’
Neste ponto das ‘com-versaões’ entre os autores, valem algumas reflexões ‘saideiras’,
como se diria em um bar. Evidencia-se, por exemplo, a necessidade e a busca dos universos de
aprendizagem ‘bar’, marcado pela espontânea singularidade dos acontecimentos, de eventos
esperados, mas no previstos, em que o que se pode oferecer so as possibilidades, de que algo
possa ou no acontecer. Como na música de Lulu Santos (1999), “todo mundo espera alguma
coisa de um sábado à noite”, mas que coisa?
Esse paralelismo nos leva ao constructo proposto no projeto “Com-versas de Bar”, pois
o que se encontra no bar é um acaso de narrativas que brotam espontaneamente, sem previso.
Como tal, elas significam muito, mas se perdem no caráter efêmero da condio prpria de
encontro espontâneo de singularidades e da impossibilidade da repetio.
O objetivo do texto foi de apresentar experiências de narrativas e com-versaões’ como
dispositivos para percursos de ensino e aprendizagem, em ecossistema de Educao e do
Turismo, a partir do relato de experiência do projeto “Com-versas de Bar’. Para tanto,
transitamos por uma aproximao com o sentido de educao que nos apresenta a importância
de perceber os percursos de ensino e aprendizagem como viagens (Baptista, 2021), que
precisam ser incentivadas desde de seu fundamento emocional relacional. Essa composio
remete a perceber o Turismo nos seus aspectos ecossistêmicos, de realidade complexa e também
subjetiva, e que precisa ser ensinado e aprendido levando em considerao a comunicao como
trama dos encontros nesse ecossistema (Baptista, 2020).
Os pressupostos demonstram os bares metafricos, como espao de potência de
entrelaamento e de brotao desses ns, que, a partir de Silva e Baptista (2022), Alves (2012)
e Baptista (2021), podem sintetizar em narrativas a promoo da horizontalidade e do aspectos
relacionais importantes para a promoo de uma Ecologia de Saberes no ambiente acadêmico
(Santos; Meneses, 2010).
Dessa forma, apresentamos narrativas que foram decorrentes do desenvolvimento do
projeto ‘Com-versas’ de Bar. A partir disso, alinhamos nossas reflexões a respeito da
importância para compreenso do Turismo e da Educao, das narrativas produzidas e geradas
pelo projeto também como viagem.
Discutimos isso a partir de uma explanao sobre o sentido de Educao com que
compreendemos essa proposio, percebendo o incentivo dos voos a partir de Alves (2012).
Esses voos deflagram os Entrelaos Ns dos encontros promovidos por viagens investigativas
na Educao e no Turismo, como ensina Baptista (2021).
“Com-versas de bar” sobre turismo e educação.
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.18337 22
Dito isso, entendemos que o projeto “Com-versas de Bar”, bem como sua inspirao
nos Encontros Caticos da Comunicao e do Turismo, do Grupo AMORCOMTUR!, so
importantes dispositivos para percursos de ensino e aprendizagem no Turismo e na Educao,
em ‘com-versas’ (Maturana, 1988) que reconhecem o fundamento emocional composto com o
racional. Essa forma de ensinar e de aprender pode promover eventos que incentivem asas a
serem usadas em voos (Alves, 2012) compartilhados, em ns (Baptista, 2021) que representem,
efetivamente, encontros potentes entre os sujeitos das viagens de ensino e aprendizagem.
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dez. 2023.
CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Gostaríamos de mencionar e agradecer, a transversalização de temas
tocantes nesse estudo em ‘com-versas’ nos encontros caticos do Amorcomtur! Grupo de
estudos em Comunicação, Turismo, Amorosidade e Autopoiese, vinculado ao Programa de
Pós Graduação em Turismo e Hospitalidade - PPGTURH da Universidade de Caxias do Sul
- UCS instituição à qual estendemos agradecimentos. Agradecemos ainda, ao Curso de
Bacharelado em Turismo da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, na qual o
projeto apresentado no estudo foi desenvolvido.
Financiamento: Um dos autores recebe bolsa de produção de pesquisa de doutoramento da
Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal a CAPES, em que o doutorando discute alguns
dos temas refletidos nesse estudo.
Conflitos de interesse: Declaramos que não há conflitos de interesse de ordem financeira,
comercial, política, acadêmica e pessoal.
Aprovação ética: Declaramos que somos responsáveis pela construção e formação desse
estudo, e assumimos a responsabilidade pública pelo conteúdo.
Disponibilidade de dados e material: Declaramos que somos responsáveis pela
construção e formação desse estudo, e assumimos a responsabilidade pública pelo conteúdo.
Contribuições dos autores: As contribuições dos autores foram transversalizadas ao longo
do estudo. O autor Renan de Lima da Silva, foi responsável pela vivência e narrativa da
experiência, conceituação e revisão de estudos correlatos, reflexões e proposições
conceituais, estruturação e orientação metodológica, revisão. A autora, Maria Luiza
Cardinale Baptista, foi responsável por superviso e orientao ‘com-versada’ a partir das
narrativas de experiência, conceituação e revisão de estudos correlatos, reflexões e
proposições conceituais, estruturação e orientação metodológica, revisão e revisão textual.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.18337 1
“BAR TALKS” ABOUT TOURISM AND EDUCATION
“COM-VERSAS DE BAR” SOBRE TURISMO E EDUCAÇÃO
“CHARLAS DE BAR” SOBRE TURISMO Y EDUCACIÓN
Renan de Lima da SILVA1
e-mail: renan.turismo@gmail.com
Maria Luiza Cardinale BAPTISTA2
e-mail: malu@pazza.com.br
How to reference this paper:
SILVA, R. L.; BAPTISTA, M. L. C. “Bar talks” about tourism and
education. Revista on line de Política e Gestão Educacional,
Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN: 1519-9029. DOI:
https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.18337
| Submitted: 07/08/2023
| Revisions required: 30/11/2023
| Approved: 10/12/2023
| Published: 15/01/2024
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
University of Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul RS Brazil. Doctoral student at the Doctoral Program in
Tourism and Hospitality. CAPES Scholarship.
2
University of Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul RS Brazil. Professor and researcher at the Graduate
Program in Tourism and Hospitality at the University of Caxias do Sul. Coordinator of the Amorcomtur! Study
and Production Group in Communication, Tourism, Loveliness, and Autopoiesis (CNPq-UCS). Doctor of Sciences
from the School of Communications and Arts at USP, with a Post-doctoral Internship at the Graduate Program in
Society and Culture of the Amazon (PPGSCA-UFAM).
“Bar talks” about tourism and education
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.18337 2
ABSTRACT: The text presents a report of experience and reflections from the Com-versas
de Barproject, an extension activity linked to the Unirio Tourism and Events Laboratory. The
project sought to propose horizontal spaces for ‘conversations’ about Tourism and Education.
In theoretical terms, the alignment is a complex ecosystem associated with Education and
Tourism, as well as Schizoanalysis and Love, Knowledge, and Cultural Biology to approach
subjectivity. The text is guided by Baptista’s complex and procedural methodological strategies,
called “Cartography of Knowledge and Rhizomatic Matrices”, in association with the
provocations of Rubem Alves, in a classic text on Education. The project had reverberations in
the group of subjects involved, with meanings of transversal teaching-learning experience,
guided by the horizontality of relationships in a web of affections and experiences. We
understand that Education has a strong link with Tourism, due to its characteristic features
related to travel and the search for encounters.
KEYWORDS: Tourism. Education. Event. ‘Com-versas’. Pub.
RESUMO: O texto traz o relato de experiência e reflexões, do projeto “Com-versas de Bar”,
atividade extensionista vinculado ao Laboratório de Turismo e eventos da UNIRIO. O projeto
buscou propor espaços horizontais de ‘com-versas’ sobre Turismo e Educação. Em termos
teóricos, o alinhamento é ecossistêmico complexo, associado à Educação e ao Turismo, bem
como à Esquizoanálise e à Biologia Amorosa, do Conhecimento e Cultural para a abordagem
da subjetividade. O texto tem orientação na estratégia metodológica complexa e processual de
Baptista, denominada “Cartografia dos Saberes”, em associação com as provocações de
Rubem Alves, em texto clássico sobre a Educação. O projeto teve reverberações no grupo de
sujeitos envolvidos, com significados de experiência de ensino-aprendizagem transversal,
pautado pela horizontalidade de relações em trama de afetos e vivências. Entende-se que a
Educação tem forte laço com o Turismo, por seus traços característicos relativos à viagem e à
busca do encontro.
PALAVRAS-CHAVE: Turismo. Educação. Evento. ‘Com-versas’. Bar.
RESUMEN: El texto presenta un relato de experiencias y reflexiones del proyecto “Com-
versas de Bar”, actividad de extensión vinculada al Laboratorio de Turismo y Eventos de
Unirio. El proyecto buscó proponer espacios horizontales para 'conversaciones' sobre Turismo
y Educación. En términos teóricos, el alineamiento es un ecosistema complejo, asociado a la
Educación y al Turismo, así como al Esquizoanálisis y al Amor, el Conocimiento y la Biología
Cultural para abordar la subjetividad. El texto está guiado por las estrategias metodológicas
complejas y procedimentales de Baptista, denominada "Cartografía del Conocimiento y
Matrices Rizomáticas", en asociación con las provocaciones de Rubem Alves, en un texto
clásico de Educación. El proyecto tuvo repercusiones en el conjunto de sujetos involucrados,
con significados de experiencia de enseñanza-aprendizaje transversal, guiados por la
horizontalidad de las relaciones en una red de afectos y vivencias. Entendemos que la
Educación tiene un fuerte vínculo con el Turismo, por sus rasgos característicos relacionados
con los viajes y la búsqueda de encuentros.
PALABRAS CLAVE: Turismo. Educación. Evento. ‘Com-versas’. Pub.
Renan de Lima da SILVA and Maria Luiza Cardinale BAPTISTA.
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.18337 3
To kick off the com-versar’!
The text stems from the teaching experience of one of the authors at the Federal
University of the State of Rio de Janeiro (UNIRIO), where the project titled Com-versas de
Bar”, was created as a teaching and learning journey to contemplate Education and Tourism.
The project was developed between August and November 2022 as an activity of the Tourism
and Events Laboratory of the Institution, LABETUR. The production of this article is also
related to ongoing doctoral research at the University of Caxias do Sul, involving, in the case
of this text, epistemological reflections on Science and Education, focusing on love
3
and
(self)transpoiesis
4
in Education and Tourism. These general orientations are aligned with the
assumptions worked on by the research group "Amorcomtur! Communication, Tourism, Love,
and Autopoiesis Studies Group" at the University of Caxias do Sul (UCS/CNPq).
A crucial point that needs to be clear is that the Com-versas de Barwere not and are
not necessarily 'conversations in a bar.' It's not about that. The idea was to leverage the reference
that each participant in the teaching-learning process has about the bar, as a territory conducive
to conversations, as a place of encounters, in a spontaneous and horizontal logic, to foster, in
the academic environment, transversality in com-versações
5
and enhance the production of
knowledge.
It is also important to explain from the outset that ‘com-versações’, written like this, are
a proposition by Baptista (2021) in a project that works with the idea of 'actions of versing with,'
transversal actions. This proposition has been widely explored in Amorcomtur!, as a device for
knowledge production in empirical research domains (Eme, 2021; Bernardo, 2021).
The development of the Com-versas de Barproject arose from the perception of the
contribution that com-versaçõescan make to the closeness and horizontality of the teaching
and learning process. This sense was perceived and reproduced at UNIRIO, inspired by the
Chaotic Encounters of Amorcomtur! at UCS, weekly rounds of com-versações of a
spontaneous nature, without a rigid agenda, where encounters of existential universes are
experienced in processes of knowledge production. Conversational circles 'that start wherever
they begin,' without prejudice or thematic rigidity, where subjects are channeled and associated
3
The expression used here, in the sense of ethics of relation and care, is based on authors who underpin the
Amorcomtur! Studies (Baptista et al., 2020a).
4
The expression is a neologism created by Baptista (2021), which builds upon Humberto Maturana's concept of
autopoiesis, as self-production, to refer to an autopoiesis that is always, broadly and fully transversal between
subject and ecological niche, in a continuous and recursive relationship of joint production, in transit, without
being able to separate the organism and the niche.
5
In English, the term can be translated as conversations or talk.
“Bar talks” about tourism and education
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for reflection on research, investigative practices, and the redirection of group dynamics and
knowledge processes (Baptista, 2021).
As a theoretical assumption, tourism and education are seen as ecosystems, which also
involve a complex and subjective communication web, presented by Baptista (2020). It is a web
that enables the potency of desiring deterritorializations for the (self)transpoiesis
6
of the
subjects involved in the encounters in these ecosystems. The subjective dimension inherent in
the proposed discussion seems essential to us since, throughout the history of Tourism and
studies related to this universe, for example, it is perceived that subjective aspects of this
ecosystem are neglected, starting from its emotional foundation. Thus, it is necessary to
consider strategies, from spaces that allow us to perceive the marks of these subjectivities, in
the production and development of the plots that make up Tourism and Education.
From this constitution, in its emotional and relational foundation, in the analogy of the
bar as a democratic space for sensitive approaches between subjects and storytelling, one can
observe the sensitive condition of composing devices aimed at the perception of "investigative
journeys" in Education and Tourism (Baptista, 2021). In this case, what we present is an
experience report of shared narratives and com-versadasin environments analogous to a 'bar
condition,' as a potentiality to think about narrative itself as a device, product, and producer of
journeys, encounters, Tourism, and Education. It is about promoting the emergence of
knowledge, following an approach aligned with the Ecology of Knowledge, as proposed by
Santos and Meneses (2010).
This text aims to present narratives and com-versaçõesas devices for learning journeys
in the ecosystem of Education and Tourism, based on the experiential account of the Com-
versas de Bar” project. This objective arises from the perception of essential points that, when
addressed in Education as a parallel to the production of Tourism as a journey, present academic
experience as an investigative journey. This perception led to producing works, which were
subsequently presented by undergraduates from UNIRIO, as outcomes of the narratives from
Com-versas de Bar(Perete; Silva, 2022; Santos; Silva, 2022). These studies were presented
during the 18th Seminar on Tourism Research of Mercosul Jr. (XVIII Semintur Jr.) in 2022, an
established academic-scientific event in the field of Tourism, held annually by the Graduate
Program in Tourism and Hospitality at the University of Caxias do Sul.
6
The expression corresponds, in general terms, to the sense of autopoiesis, as self-production. It differs only in
emphasizing the 'trans' logic, as proposed by Baptista, in the sense that the autopoietic process is indeed one that
traverses existential universes, constantly and continuously.
Renan de Lima da SILVA and Maria Luiza Cardinale BAPTISTA.
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For the realization of the Com-versas de Bar”, project, it was considered that the
recursive movement of ‘com-versadasnarratives is a result and product of journeys, provided
that they are perceived, at their core, as movements not only physical but also subjective. Thus,
we have that the journey can also be the act of investigating, 'investing-action', as taught by
Baptista, the act of investing in a displacement to a processual encounter, which constitutes the
movement of the subjects who engage in the process of Education.
According to Baptista, it is "a metaphorical proposition - the journey - which contains,
at its core of meaning, some fundamental assumptions for the autopoiesis (self-production) of
subjects and places involved, in different life production ecosystems"
7
. Thus, as we have been
working on in Amorcomtur!, Education naturally and spontaneously involves investigative
processes and investigative journeys that, when reflected upon, can help to think about
Education and tourism. Recognizing this as a possibility helps to perceive, in the act of studying
and investigating, a common trait to the sense of travel, a process of physical and cognitive
movement of investing, going towards something or someone.
In this way, the essential points for suggesting this project to LABETUR were: to realize
that com-versar narratives in horizontal environments like bars, a metaphor used in the
project, enhances desires for production in Tourism; and that Education, if thought of as a
process, as a knowledge journey, can be enhanced by this horizontal environment of
recognizing the knowledge of the subjects in this process. Thus, in the combination of Tourism
and Education, an environment that fosters the approach and recognition of knowledge enables
the emergence and (Self) Transpoiesis of subjects in Tourism and Education.
It is worth mentioning that Tourism, in the sense that we work, has as a characteristic
the complex movement and ecosystemic transversalization, which means much more than the
act of geographical displacement of subjects, for a determined time, to a different environment
from their own. Tourism, as well as education, is composed of a complex ecosystem that
intersects and attaches to other complex ecosystems. Often, the aspects that potentiate these
intersections and attachments end up being neglected, in their emotional factors, to the
detriment of the rational factors, which are valued in a logic of material evidence of the
processes.
The activities of Com-versas de Barwere aimed at recognizing the emotional factors
that drive rational productions. The com-versações narratives were about narratives that
sought to recognize feelings and knowledge that constituted subjectivities and places from the
7
Declaration at Amorcomtur! Chaotic Meeting, online, August 2023.
“Bar talks” about tourism and education
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subjects. In this sense, it was possible to perceive the feelings of Tourism workers and students
as potent, in aspects that go beyond objective results. The perception takes into account the
need to bring subjects together in less rigid and vertically hierarchical environments, for
professionals and students of Tourism. Thus, it became evident, in a sensitive manner, that the
potentiality of alternative places and the knowledge that spontaneously arises from the subjects
contribute to thinking about tourism and education.
With the intention of dimensioning the perceptions presented so far, we guide the
organization of the text in the format of an experience report, aligned with the proposition and
objectives of this text. Thus, we begin by recounting the experience of Com-versas de Bar”,
in narratives combined with reflections on the journey.
Subsequently, we present the methodological strategies of this work, in a meta-textual
format, where we present narratives and ‘com-versações’ as a research device (Silva; Baptista,
2022; 2023). This meta-textual consideration is given because of the consideration of this
device, as well as the use of Baptista's Knowledge Cartography strategy (Baptista; Eme, 2022),
which addresses both the narrated learning journey and the construction of the experience
report, which is the result of the extension project.
Thus, it is about conducting research that has as its methodological framework the paths
of Knowledge Cartography, as a metaphor for travel, taking into account the investigative
journey in Tourism and Education processes in combination. We make use of 'survival'
strategies (Baptista; Eme, 2022), to traverse the journeys, encounters, felt and thought
deterritorializations in combination, presented in the format of narratives and com-versações
that consider the teaching and learning process, the travel process, and the research process. We
perceive these processes as a transcourse, multi-processual, complex, ecosystemic, subjective,
and objective, of encounters and relationships between places and subjects that we propose to
present reflected and interpreted in the following items.
Renan de Lima da SILVA and Maria Luiza Cardinale BAPTISTA.
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Counting Our Bars
The experience recounted here stems from the preparation and proposition of an
extension-type project, during the period from August to November 2022, when one of the
authors of this text was a substitute professor at the Federal University of the State of Rio de
Janeiro (UNIRIO). This work was developed as one of the activities of this teacher-researcher,
offered by the University's Tourism and Events Laboratory, LABETUR. This activity was
offered during the students' break months, with the intention of contemplating environments to
foster the development of academics in their research capacities. It was about contemplating
teaching and science in Tourism, in environments less rigid than those of the university,
presupposing different perspectives on travel.
Although it was intended to be developed during the break period, the project was
extended and resulted in the production of two abstracts that were presented at the Semintur Jr.
event at the University of Caxias do Sul (UCS), as mentioned earlier. More than that, it
produced engagement and a strong connection among the academics, allowing a glimpse of the
importance of being able to relate the singularity of their perspectives, combined with academic
perceptions, and the proposition of developing aspects of Tourism from their subjectivity
inscribed in narratives and texts.
To this end, in coherence with the suggestion of 'metaphorical bars' itself, the project
unfolded irregularly, with the possibility of transformations at each encounter and without
major hierarchical aspects. The encounters were promoted in a transversal manner, suggesting
and following combinations made in the previous encounter.
The academics who participated in the 'bar conversations' were free to attend the
meetings on Tuesdays, at locations arranged according to the previous encounter. In this sense,
we highlight that these encounters took place in squares (for example, André Rocha Square),
tourist spots (for example, Urca's wall and Praia Vermelha, near Pão de Açúcar), in bars, in a
literal sense (such as Bar da Urca), and in some cases, in virtual mode.
As we encountered new students, they spread the word about the project, which had
more or fewer participants depending on the possibilities and commitments of the students. In
total, 12 students were involved, who transitioned through the encounters, with themselves
being the main agents of connection (invitation and mobilization) for other students to join the
project.
It is worth noting that, although some students requested the continuation of the project
after the holiday break period, some, due to commitments and classes, stopped attending the
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meetings but remained in contact with the group, maintaining the established bonds and
demonstrating that the project continued to resonate among the academics. In this sense, this
text recounts the experience of the ‘com-versas’, but the encounters, reflections, and narratives
that emerged also reverberated in the guidance of the classes in which the project participants
were present.
As a result, we recount our experiences with the activities of the Com-versas de Bar”,
but these conversations extended to the classrooms and were also expanded in the guidance
conversations of the doctoral program among the researcher authors of this work.
Following the project, we engaged in many subsequent com-versações’ for the
production of this text, understanding that the text itself, in turn, represents the narrative in
com-versação’. That is to say, the project originally produced at UNIRIO extends to the
training and conversations like those being reported in the production not only of a doctoral
thesis but of scientific texts in the fields of Education and Tourism.
Therefore, we bring forth some statements, without identification, which are free
reproductions of narratives produced from the in-person and digital meetings we held. These
research diary entries contributed and continue to contribute to the formulation of teaching and
learning strategies and, subsequently, to the production of scientific research and reflections on
Tourism and Education. Here is an excerpt from the research diary entries by one of the authors:
"Professor, but I'm not necessarily understanding what you want us to think
about, what we're going to talk about, and where we're going to talk?" This
was one of the questions we encountered most frequently when seeking
academics for the 'Bar Con-versations' project. The approach used was to
propose discussing everything, but then the question arose: "Everything,
what?" The intention was to get to know the students, and this has indeed
always been very important for the learning process, in the conception of the
professor who organized the meetings with the students: the unique
perspective of the students, their experiences, and encounters of strangeness
and familiarity are aspects that signify and have signified what is most
precious in the science of Tourism, the singularity [Research diary -
experience report, our translation].
Initially, the academics expressed feeling estranged regarding a certain academic
hierarchy and a certain sense of obligation towards the academic hierarchy. Since the
proposition was different from what they were accustomed to encountering, there was initial
estrangement; in other words, there was a certain insecurity and restlessness. The development
and proposition of a horizontal environment, and the decision to give freedom to the movements
of the individuals involved in Education, worried and scared, while at the same time engaging
Renan de Lima da SILVA and Maria Luiza Cardinale BAPTISTA.
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and contributing to reducing the initial sense of estrangement. Nevertheless, the experience was
challenging, in the same proportion as it was enchanting and conducive to reflection.
Being able to perceive multiple possibilities in the process of Education led to the
realization that facing these challenges could contribute to the movement of individuals
investing in knowledge in Tourism and Education. This understanding made it clear that this
educational process can also be understood as a journey, a flight over the academic trajectory,
through the paths taken. Indeed, these were learning journeys, as Baptista denominates them in
his classes at the University of Caxias do Sul, with the inherent traits of the journey, from
preparation to deterritorializing experience, reterritorialization, and the process of (self)
transpoiesis of the individuals involved.
Therefore, before and during the development of the Com-versas de Bar”, activities,
in the process of teaching and learning production, the intention was not the recognition of
something to be taught to the students, but the development of a process on how to propose and
teach Tourism in a transversal, spontaneous, engaging, and loving manner, in the sense worked
on in Amorcomtur!, as an ethic of relation and care. It was thus a configuration of a unique
perception from the movement of tourists/students and students/tourists who accepted to engage
in the process of learning. These encounters and loops together, much like how we understand
‘com-versações’, significantly deepened our experiences and perceptions about our roles as
tourism professionals.
"Is this tourism? Can I talk about this in tourism research?" These were
questions encountered when encouraging students to talk about their day and
their perception of the university environment. As a spontaneous outgrowth,
conversations revolved around some frustrations about not being able to find,
in the academic environment, interests with which the students, who
constituted the project, identified. At times, academic frustrations were
reported as topics. These included, for example, distances to travel to the
university and the number of buses required to get there. Frustration was also
evident regarding the absence of topics that were popular at the time or even
the possibility of discussing issues important to young Brazilians, such as soap
operas, pop music, and video games. Additionally, some students expressed
difficulty in explaining to family and friends what they did as tourism students,
contrasting with the expectations about the course held by those not studying
tourism [Research diary - experience report, our translation].
Subsequently, in conversations among the authors of this text, it was possible to reflect
on how complex investigative journeys are while also reflecting on fundamental issues in the
tourism universe, involving the discussion of barriers in transit territories, both physical and
abstract. Among the questions pondered: "Who has the right to access the 'sacred' territories of
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Tourism, the transit territories, whether university campuses or destinations highlighted in the
collective imagination or in the media universe? Who can overcome the invisible walls, which
constitute (almost entirely and sometimes completely) insurmountable barriers?" As the leader
of Amorcomtur! constantly questions in the group's Chaotic Encounters: "What journey is this?
And who has the right to travel?".
Thus, in the case of the “Com-versas de Bar”, project, the meetings were guided by the
desires of the students, expressed in narratives and conversations, in spaces that were less
physical bars and more metaphorical bars. This leads to reflection on what we call 'the poetry
of the bar', the distinctive and remarkable traits of the 'bar' relational universe (Santos, 2023).
In this sense, we recall the approach of Oliveira et al. (2021), where the authors present, as
characteristics of bars, not only commonality but also hospitality. In this case, the hospitality
extended to the desires and vulnerabilities of the students, in a sharing of vulnerabilities with
the professor himself, who also felt simultaneously welcomed, in a relaxed environment marked
by hospitality, based on the relational dimension of reception (Santos; Perazzolo, 2012) and on
affection, as an ethic of relationship and care, as we work on Amorcomtur!
This hospitality transformed conceptions and worldviews about teaching and Tourism,
as conversations were not only about science, university, and tourism. The conversations were
about journeys, journeys that, in some cases, are investigative (Baptista, 2021). Life journeys
were addressed, as a trait inherently and intrinsically linked to the constant demand for
hospitality, which was perceived and felt by the students, in practical experience of interactions.
In this process, it is important to highlight that the involved professor was able to feel welcomed
and also to provide a sense of welcome.
Thus, it is evident that what we consider in the project is much broader than the 'facade
of Tourism'
8
, recognizable only in its service structures, such as hotels, attractions in general,
restaurants, etc. In the project and in the Amorcomtur! studies, we refer to tourism from a matrix
of complex thinking, which has as an inherent trait the desiring deterritorialization (which is
not necessarily physical), involving transversals of meanings, that is, departing from a place (a
condition) where one was, to reach other places (other conditions), in a complex process of
transversals, as taught by Baptista (2021a). It is indeed also a plot of the opposite sides, about
8
The expression is being used here, based on studies by Baptista (2021a), in which she differentiates the Avesso
from the Fachada of Tourism. Inside Out involves a condition of understanding complexities, with the knots, the
loose threads, and the entire complex plot, which characterizes this universe of experiences. In Fachada, there is
what appears, what is produced for tourists to see’; that is, Fachada involves dimensions of the aestheticization
of places, subjects, and the tourist experience of travel – in the most different ecosystems.
Renan de Lima da SILVA and Maria Luiza Cardinale BAPTISTA.
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which we also 'converse' quite a bit. Subjective opposites of these facades are present in the
most visible structure of Tourism (Baptista, 2021a).
This is also the tourism we reflect on, from what we mirror as a journey in our practices.
We emphasize here, in this sense, that we consider journeys (even abstract ones), as an inherent
trait of Tourism, which is, in turn, a deterritorializing and transversalizing movement generator
of life, of (self) transpoiesis. This perception provides an understanding of the significant
dimension that marked the development of the students and teachers who felt traversed in these
'conversed' encounters. We remind you that this aspect was felt not only in the experiences of
the project but also in subsequent developments in the classroom time.
The "Bar Conversation" represented, for learning, a feeling of belonging to
UNIRIO and to the Tourism Course of this university, which will never be
forgotten. A university where one dreams of studying, which is not always
welcome, and often when it does, segregates. This applies to learning as a
student, but also as a teacher. The drift of the trajectory makes one realize,
forever, that as a member of this academic community, one is in transit,
tourism, investigative journey, and a life journey that transcends the formal
aspects of teaching education in/of tourism itself. We are tourism
professionals, teachers, and students of UNIRIO [Research diary - experience
report, our translation].
Thus, it becomes clear that Tourism and Education can be perceived through the
ecosystemic weave of subjectivities, traversed in interactions marked by horizontality and
informality, expressed in the production of narratives and com-versações’, in a condition of
com-versa de bar”. There are several aspects present and appreciated in the meetings that can
be perceived. According to what we perceive with the Com-versas de Bar”, the university
environment itself needs to be expanded, not only as a place to be visited, a 'Tourism'
environment, in the sense of those coming from outside, but as a leisure environment of the
community itself, in such a way as to become the territory of that community.
We speak here, directly, of the university environments, but also of the knowledge
environments, which can be expanded in conditions generated by Com-versas de Bar in
expanded spontaneous conversation circles with the community, making Science, Knowledge,
Tourism, and the University existential universes rethought and reinvented, precisely by the
transversalizations and beauty of encounters of subjective multiplicities. In Brazilian
Education, the process of curricularization of Extension, which has been implemented, brings
an important discussion in this sense. Extension activities are fundamental to realizing the very
sense of existence of Universities. The discussion has been held, in this sense, in Amorcomtur!,
based on many texts and, especially, on Imperatore's thesis (2017).
“Bar talks” about tourism and education
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Furthermore, perceiving this opposite side of a plot, which goes beyond receiving
travelers from outside, corresponds to also perceiving the travelers who come from within.
Thus, our own desire to travel also appears in a constitution that is capable of signifying and
resignifying perspectives on Tourism and, mainly, valuing and bringing closer the singularities
of those who 'do' tourism. They do as students, tourists, tourism professionals, individuals,
citizens, researchers, and teachers. We are subjects of the plot of Communicative Subjective
Tourism Ecosystems (Baptista, 2020).
Narratives, ‘Com-versaçõesand Methodological Strategies
We present a narrative metatext of investigative travel, guided by the assumptions of
methodological orientation and investigative travel, combining the texts of Baptista (2021) and
Baptista (2020b), which were later updated by Baptista and Eme (2022, 2023). In this way, we
understand that those who produce science also produce investigative travels and recount how
they produced this journey, sharing reflections, dynamics, and processes.
The production of the text involved, in this sense, an experiential account that uses
narrative as a knowledge production device. We have already worked with this assumption at
another time, seeking to reflect on the theme of narratives as a research device in investigative
tourism travels (Silva; Baptista, 2022; Silva; Baptista, 2023). In this applied case, the narrative
is used as a resource for presenting and revisiting reflections on the activities of the Com-
versas de Bar. These activities were conversations resulting from the narratives of the
participants. Thus, the narrative here involved recounting everyday stories, com-versadas’ in
multiple intersections. The life narratives of the students were told and com-versadas’
throughout the project, and the activities of the project were com-versadas and recounted
among the authors of this text. What we set out to do, then, was to recount and 'converse' based
on narratives, in order to reflect on Tourism and Education. Thus, the text corresponds to a
knowledge travel account of the project in question, narrated and com-versada’, considering
that productions like this can also be told through other narratives.
This reflexive combinatorial condition is methodologically guided by the Cartography
of Knowledge strategy (Baptista, 2020b; Baptista; Eme, 2022; 2023), which is
plurimethodological, complex, and processual. According to this strategy, the production and
coherence of research result from a mutating mapping, which takes on contours and practical
Renan de Lima da SILVA and Maria Luiza Cardinale BAPTISTA.
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aspects of walking production, based on orientation with investigative trails and research
devices.
The trials of the Cartography of Knowledge, which occur simultaneously and in an
intertwined and processual manner, are Knot Interlaces; Personal Knowledge or Subjective
Dimension, Weave of Theoretical-Bibliographical-Conceptual Knowledge, Production Plant or
Weave of Doings, and Intuitive Dimension of Research. The combinatorial aspect present in
this account and the guidelines that made the development of the Com-versas de Bar,
activities possible align the trail of theoretical knowledge with the intuitive dimension of
research. In association, the Production Plant effectively occurred with the productions of
narratives, worked on in 'conversations'.
Thus, it was possible to sensibly listen to the personal narratives of the academics in
order to then guide their theoretical and methodological interests and learning based on what is
meaningful to their personal knowledge, feelings, and experiences. This process values these
knowledges, for their unique combinations, naturally mobilizing affectations, that is, affective
mobilization for learning.
This perspective reinforces the perception of com-versadas’, narratives, the com-
versações’, as an important device for research in Tourism, since these narratives offer signals
of the emotional foundation that precedes academic rationalization. This becomes relevant,
since emotional factors are often decisive for mobilization, choices, and the outcome of the
experience, whether educational or touristic.
We understand the choice to com-versarnarratives for the production of the activities
reported here to have been fundamental, as these guided the theoretical-methodological
reflections of this account, but also of the Com-versas de Bar”. project itself. This enables
awareness of the importance, guiding knowledge, and recognizing the singularities and
affectivities of the subjects who engage in 'going around with each other,' and ‘com-versar.
In this way, the account also inscribes itself as a process of schizophrenic travel
production, as is characteristic of the word that guides Deleuze and Guattari's perception of the
unconscious (2004). This production inscribed 'subjects together', in experiences of multiple
subjective couplings, subjects who were inscribing themselves, in the course of events, in
journeys of knowledge, Tourism, and Education. We understand that these inscriptions occurred
as an artistic production of traveling (Botton, 2012), in which the narratives traced contours of
the readings produced by the students based on their lived and ‘com-versadas realities.
“Bar talks” about tourism and education
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Therefore, it is worth mentioning that the production also follows the narrative writing
proposed by Martinez (2012), in which the author recognizes narrative as a communicational
resource in scientific texts. This text is written and inscribed based on the authors and their
'conversed' experiences, which are combined between the authors and the students who
participated in the recounted activities.
These com-versas’ appear, as for Maturana (1988), in a combination of meanings of
what was discussed between students and teachers, in this case between teacher and
undergraduate students, in a reflective plot that expanded, as the same teacher, while a doctoral
student, engaged in conversations with his supervisor. Conversations with an 'open heart',
spontaneous conversations, guided by the trust of the horizontal relationships of love-
friendship, as we call them in Amorcomtur!. Like at a bar table, these back-and-forth, conversed
turns generate narratives that produce journeys, and journeys that produce narratives, like the
ones being recounted here and like the 'conversations' proposed here.
Com-versarabout the Bar Metaphor
As mentioned earlier, the foundation for com-versar, is inspired by Maturana (1988),
as the author describes the foundation of this practice from language, as 'going around together'.
Also inspired by the author, Baptista (2021) introduced the practice of com-versar travel
narratives as a potent action of Entrelaços Nós in Education and Tourism. In this text, the author
discusses from Maturana, the importance of 'going around together' for the (Self) Transpoeisis
of subjects and places, which she explains as a transversal and full autopoiesis between subject
and its ecological niche.
From this, we question: how to propose an environment, in Tourism and Education, that
is conducive to the sprouting of the (Self) Transpoeisis of subjects? From this question arose
the choice of the bar, as a metaphor that allows understanding it as a transversal and democratic
place, of contact and respect for the knowledge of the multiple subjects involved.
Among the factors that motivated the choice is the characteristic aspect of the 'bar' space,
as a culturally more 'relaxed', horizontalized, and democratic place, when compared to some
classrooms
9
. In addition, we presuppose the importance of subjects and their knowledge being
9
A fascinating study, in this sense, was defended in 2023 at the University of Caxias do Sul at the doctoral level,
with a discussion about longevity indicators in traditional bars in Maceió, Alagoas, Brazil (Santos, 2023).
Renan de Lima da SILVA and Maria Luiza Cardinale BAPTISTA.
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recognized and primarily welcomed, something that the bar can offer, in its alignment with
Hospitality, as a meeting and relational production (Santos; Perazzolo, 2012).
The bar can also be a place of conflicts, of course, but we are considering it here in its
potentiality as a hospitable, democratic territory, in the sense of generating conversations and
encounters. Thus, we understand that the bar, as a metaphorical environment, as proposed and
presented by narratives, can provide a setting of horizontality for educational processes, where
the narratives that emerge can signify the appearance of Entrelaços Nós (Baptista, 2021).
According to Oliveira et al. (2021), the culture present in gastronomic environments,
such as bars and restaurants, offers a unique experience of immersion in the local culture. This
aspect represents an attempt to change the conceptual logic of Tourism, which promotes the
massification of destinations, aligned with quick and non-reflective consumption and
encounters with places and individuals. This massified composition (Boyer, 2003) creates the
pasteurization of tourism services and the disappearance or concealment of its subjectivities,
the aspects that compose it, distancing individuals from the deeper intricacies of tourism, which
can signify singularities that are recognized in narratives.
Oliveira et al. (2021) present, based on the senses of hospitality, the feeling of
acceptance that is present in exchanges, enabling one to feel part of the daily lives of
individuals, in bar encounters. There is, in the departure from routine, a production of tourism
in which tourists and local citizens meet, in the exercise of their flows of proximity and
strangeness.
Perceiving the flows of Tourism, based on relationships and coexistence in bars and
restaurants, is to perceive culture in motion, in a complexity that blends leisure and tourism
practices, between indigenous community and visitors, experiencing tradition and memory and
building tradition and memory (Oliveira et al. 2021).
In this case, there is the acknowledgment of a representation of the need for Tourism not
only for tourists but also for the local community, which has the opportunity, in these
environments produced for visiting subjects, to experience subjective deterritorializations even
in everyday environments. Reflecting on these aspects highlights the singularities of encounters
that hospitably occur in bars, which are proposed here as metaphorical environments, due to
their matrix of significance and inherent traits of conviviality.
In analogy, we seek to perceive bars beyond the simple physical space, treating them as
'metaphorical bars', understood as spaces of encounter in a subjective sense. The subjective
sense presents subjective marks that the encounters of acceptance and horizontality can provide
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in multiple senses and feelings, which are perceived and signaled here from elements that we
consider in perspectives on the period of the COVID-19 pandemic when we did not have these
contacts.
The “Com-versas de Barhappened post-pandemic moment, and indeed, students who
were in remote learning needed the encounter, the recognition of aspects that, in a vertical
educational environment, are more difficult to perceive. A clear example of this was the needs
during the COVID-19 pandemic, where social distancing generated spontaneous
manifestations, signifying the search, the desire for the familiar, hospitable, and welcoming
singular, which bars are capable of promoting, as in the meme that became known in 2020,
during the pandemic:
Figure 1 - Meme Facebook/Twitter, desire for social interaction
Source:
https://www.facebook.com/ForadeC/photos/a.722597037774092/3231549013545536/?type=3.
The intention of the proposal was not only to prevent this from being lost but also to
present what emerges in the com-versas’ about narratives spontaneously, as a set of knowledge
specific to the singular experiences of individuals who tell stories and interact. In this sense,
Santos and Meneses' (2010) teaching is interesting, as they present the importance of
recognizing an Ecology of Knowledge. As described by the authors, there is a need to recognize
Renan de Lima da SILVA and Maria Luiza Cardinale BAPTISTA.
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that the environment is composed of multiple knowledge and ways of knowing, knowledge
crossed by life stories and subjective aspects that are often overlooked.
This is grounded in the epistemological recognition in the south (Santos; Meneses,
2010). The south proposed, in this case, is the bar, the place where one gains 'air' to converse
about life and shared knowledge amidst the many narratives. Thus, it is curious to think that in
academic environments, we often have such strong marks of the Sociology of Absences (Santos,
2002) and the imposition of hierarchical axioms of who professes and who listens. In the bar,
of course, the logic is not that. In the bar, relationships are aired out, and voices are unleashed,
transversalizing meanings, com-versando’. Thus, the reflection proposed here, anchored in the
discussion of the Com-versas de BarProject, also helps to perceive the academic environment
and the educational process, hegemonically oriented by a hierarchy of the classroom
environment that often distances teachers and students, through distance, the imposed order of
the chairs, the interposition, and differentiation of the size of the tables, sometimes even by the
unevenness of the floor.
In this way, the foundation of the Ecology of Knowledge makes us realize that
knowledge can be present in the process of recounting the stories of the 'bars' that were visited
with the students, and that the knowledge they felt comfortable sharing in these environments
provided, as narratives, the production of new knowledge and new narratives. At the same time,
the condition created, Com-versas de Bar”, expanded bonds, reinforced ties between
individuals, and generated an atmosphere of trust and joy, which enhances learning and the
desire to learn more, to research.
Recognizing this knowledge is daring, as it involves the recognition of knowledge from
a South, not geographical (Santos; Meneses, 2010), but rather an academically unrecognized
South. In this case, it is the South of the Knowledge of academics who, in narratives, recognize
and assimilate knowledge. This south is the recognition of knowledge that emerges outside the
classroom; it is the south of perceiving alternatives related to modes and environments
regarding how research and knowledge can be produced beyond the walls of the university.
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Narratives in “com-versas de bar” about Education and Tourism
To further the reflection, it's worth recalling a text that seems to bear some similarity to
the development of the educational process as proposed in the project linked to Labetur of
DETUR/UNIRIO. In Alves' (2012) text entitled "For a Romantic Education," the author
presents a series of reflections that guide aphorisms about Education.
Just as in Alves' writing (2012), the chosen strategic orientation for this text (Baptista,
2020b; Baptista; Eme, 2022; 2023) enables reflections guided by narratives of experiences also
'conversed'. When articulated and reflected upon, these narratives intersect and can contribute
to thinking about Education and Tourism.
In a metatext (Alves, 2012), also through narratives, a writing process focused on lived
and shared experiences is presented. The presence of this resource in a text related to Education
strengthens and expands the dialogue that is relevant for individuals who engage in the action
of com-versar narratives, offering an opportunity to reinterpret their own roles in the
educational process. This is valid for both students and teachers.
In the text, Rubem Alves speaks of schools that are cages and schools that are wings.
"Caged schools exist so that birds unlearn the art of flying. Caged birds are birds under control.
Caged, their owner can take them wherever he wants," the author says. And further: "Schools
that are wings do not love caged birds. What they love are birds in flight. They exist to give
birds courage to fly encouraged" (Alves, 2012, p. 29-30, our translation). This reflection by the
author is significant as it presents the need for the educational process to be seen as the
recognition of the subject's perspective in progress. This contributes to recognizing the
limitations of the teacher, in a recursive process that will even demonstrate the constitution of
the epistemological paradigm of Education under which the educator is placed.
According to Becker (2012), among the paradigms about Education, according to the
epistemology of a constructivist education, there is a need to perceive interaction as an essential
part of the teaching and learning process. Regarding Education, the meaning presented by
Becker (2012) helps to understand the process of knowledge construction, based on the
interactions of educators' perspectives with those of the learners. Baptista (2021), in turn,
emphasizes the importance of the convergence between the perspectives of teachers and
students in the construction of the educational process. The author synthesizes this
understanding conceptually in the term "Entrelaços nós," as an understanding of the importance
of perceiving encounters and the processuality of Education as intertwined knots, throughout
the teaching and learning journey (Baptista, 2021).
Renan de Lima da SILVA and Maria Luiza Cardinale BAPTISTA.
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This conception allows us to perceive the process of Education as related to the act of
encouraging the perspectives of the learners in their processes and paths, in their encounters,
and in the encounter of these with the existential universes of those who encourage them. This
aspect, as mentioned, is presented by Baptista (2021) from the perspective of Education in
Tourism:
In this way, I propose the term 'sensitive transpoietic narratives' as a potent
device of 'entrelaços nós,' which activates the autopoietic potency for
Education and Science. Certain that these entrelaços also enable me to affirm
that their constitution is complex, resulting from the activation of many
substances, materials, and dimensions of quantum immateriality, that is,
energies. For this reason, they need to be worked with softness, depth, and
recursive intensity, through 'com-versations' in the recurrent dynamics of the
system of consensual conductive coordinations - and here the redundancy is
intentional and inspired by the teachings of the Matristic School (Baptista,
2021, p. 2375, our translation).
However, we can question how it is possible, in a restricted and verticalized system of
Education, to bring subjects closer to the existence of these knots, and furthermore, how to
verify the existence of these knots and give due importance to these intertwining encounters?
The ‘Com-versas’ are the proposition of coordination of encounters of consensual
conductive behaviors of existential universes with other existential universes, as proposed by
Maturana (1988) and discussed by Baptista (2021). This conception and proposal are aligned
with the ontology of conversation, as a process of 'going around with,' as has been worked on
in this text. This implies the recognition of subjects who, in their encounter, go around with
each other, producing significant marks, knots of meaning, and emotional marks from language.
This perception predisposes to the questions: "What do these subjects com-versam’?”, and
"what are the rounds that these subjects create?"
The turns perceived in Education, as well as the knots of encounters between subjects
in motion, are aspects that subjectively signify journeys and Tourism. Thus, there is the
possibility of enhancing what is learned by identifying what is forgotten and the reason for
forgetting fragments of this learning. Therefore, what are the reasons for remembering, in
narratives, fragments of moments from our travels throughout life? The idea is also that we can
promote moments to be remembered, along with our first flights of an Education that has been
a wing and not a cage. Once again, we have a similarity between the process of traveling and
the process of learning, thinking about the process of imprinting records in memory. Records
of intense affections touched in shared com-versadas’, in relationships of trust, affection, and
joy.
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Therefore, it is necessary to recognize and promote this memory of the encounter as
something to be presented and recognized as a knot in the future, remembered from one's own
experiences. Encounters produce marks. Thus, encounters value what is produced in the turns,
in the process of being together, in the 'bar conversations'. What is recounted in the turns
corresponds to travel narratives, life narratives, movement of lived journeys, and experiences
that enable the glimpse of the deep blue sky opening up before you. "The subject of education
is the body because life is in it. It is the body that wants to learn in order to live" (Alves, 2012,
p. 32, our translation).
Com-versações for the road’
At this point in the com-versações’ among the authors, some concluding reflections are
worthwhile, as one would say in a bar. For example, it highlights the need and searches for 'bar'
learning universes, marked by the spontaneous singularity of events, expected but not predicted,
where what can be offered are possibilities, of whether something may or may not happen. As
in the song by Lulu Santos (1999), "Everyone expects something from a Saturday night," but
what exactly?
This parallelism leads us to the construct proposed in the “Com-versas de Bar”, project
because what is found in the bar is a chance of narratives that spontaneously emerge, without
prediction. As such, they mean a lot, but are lost in the ephemeral nature of the spontaneous
encounter of singularities and the impossibility of repetition.
The aim of this text was to present experiences of narratives and com-versações’ as
devices for learning journeys in the ecosystem of Education and Tourism, based on the
experiential account of the Com-versas de Bar. To do so, we approached the concept of
education, which emphasizes the importance of perceiving teaching and learning journeys as
travels (Baptista, 2021), which need to be encouraged from their emotional, relational
foundation. This composition leads us to perceive Tourism, in its ecosystemic aspects, as a
complex and subjective reality that needs to be taught and learned, taking into account
communication as the fabric of encounters in this ecosystem (Baptista, 2020).
The assumptions demonstrate metaphorical bars as spaces of potential interconnection
and emergence of these knots, which, according to Silva and Baptista (2022), Alves (2012), and
Baptista (2021), can synthesize in narratives the promotion of horizontalness and relational
aspects important for the promotion of an Ecology of Knowledges in the academic environment
(Santos; Meneses, 2010).
Renan de Lima da SILVA and Maria Luiza Cardinale BAPTISTA.
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In this way, we present narratives that arose from the development of the Com-versas
de Bar project. From this, we align our reflections regarding the importance of understanding
Tourism and Education and the narratives produced and generated by the project as journeys as
well.
We discuss this based on an explanation of the sense of Education with which we
understand this proposition, perceiving the encouragement of flights from Alves (2012). These
flights trigger the Entwined Knots of the encounters promoted by investigative journeys in
Education and Tourism, as taught by Baptista (2021).
Having said that, we understand that the Com-versas de Bar”, project, as well as its
inspiration from the Chaotic Encounters of Communication and Tourism, is from the
AMORCOMTUR! group are essential devices for learning journeys in tourism and education,
in com-versas’ (Maturana, 1988) that recognize the emotional foundation composed with
rationality. This way of teaching and learning can promote events that encourage wings to be
used in shared flights (Alves, 2012) and knots (Baptista, 2021) that effectively represent
powerful encounters among the subjects of teaching and learning journeys.
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RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN: 1519-9029
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Renan de Lima da SILVA and Maria Luiza Cardinale BAPTISTA.
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023003, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.18337 25
CRediT Author Statement
Acknowledgements: We would like to mention and thank the transversalization of relevant
themes in this study through com-versas’ in the chaotic encounters of Amorcomtur! Study
group in Communication, Tourism, Loveliness, and Autopoiesis, linked to the Graduate
Program in Tourism and Hospitality - PPGTURH of the University of Caxias do Sul - UCS,
to which we extend our thanks. We also appreciate the Bachelor's Degree in Tourism from
the Federal University of the State of Rio de Janeiro, where the project presented in the
study was developed.
Funding: One of the authors receives a doctoral research production grant from the
Coordination for the Improvement of Higher Education Personnel (CAPES), in which the
doctoral student discusses some of the themes reflected in this study.
Conflicts of interest: We declare that there are no conflicts of interest of financial,
commercial, political, academic, or personal nature.
Ethical approval: We declare that we are responsible for the construction and formation of
this study and assume public responsibility for the content.
Data and material availability: We declare that we are responsible for the construction
and formation of this study and assume public responsibility for the content.
Author’s contributions: The contributions of the authors were transversalized throughout
the study. The author Renan de Lima da Silva was responsible for the experience and
narrative of the experience, conceptualization, and review of related studies, reflections and
conceptual propositions, methodological structuring, and guidance, and review. The author,
Maria Luiza Cardinale Baptista, was responsible for supervised and com-versada’
guidance based on experiential narratives, conceptualization and review of related studies,
reflections and conceptual propositions, methodological structuring and guidance, review,
and textual review.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, normalization and translation.