RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023027, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19742 1
O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR NA PROMOÇÃO DA
INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO PARA O DESENVOLVIMENTO
REGIONAL
THE ROLE OF HIGHER EDUCATION INSTITUTIONS IN DRIVING INNOVATION
AND ENTREPRENEURSHIP FOR REGIONAL DEVELOPMENT
EL PAPEL DE LAS INSTITUCIONES DE EDUCACIÓN SUPERIOR EN LA
PROMOCIÓN DE LA INNOVACIÓN Y EL EMPRENDIMIENTO PARA EL
DESARROLLO REGIONAL
Márcio ZANCANARO1
e-mail: marcio.zancanaro@gmail.com
Thaís MATHIAS2
e-mail: thaismathias.arqeurb@hotmail.com
Ivanete Schneider HAHN3
e-mail: ivischneider@hotmail.com
Como referenciar este artigo:
ZANCANARO, M.; MATHIAS, T.; HAHN, I. S. O papel das
instituições de ensino superior na promoção da inovação e
empreendedorismo para o desenvolvimento regional. Revista on
line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00,
e023027, 2024. e-ISSN: 1519-9029. DOI:
https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19742
| Submetido em: 14/06/2024
| Revisões requeridas em: 09/07/2024
| Aprovado em: 16/08/2024
| Publicado em: 11/10/2024
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Caçador SC Brasil. Uniarp, Caçador SC Brasil.
Mestre no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Sociedade, Uniarp, Santa Catarina, Brasil.
2
Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Caçador SC Brasil. Candidata ao Mestrado no Programa
de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Sociedade, Uniarp, Santa Catarina, Brasil.
3
Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Caçador SC Brasil. Professora no Programa de Pós-
Graduação em Desenvolvimento e Sociedade, e Gestora do Núcleo de Inovação e Tecnologia, Uniarp, Santa
Catarina, Brasil.
O papel das instituições de ensino superior na promoção da inovação e empreendedorismo para o desenvolvimento regional
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023027, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19742 2
RESUMO: Este artigo examina o papel das Instituições de Ensino Superior (IES) na promoção
da inovação e do empreendedorismo, com foco em seu impacto no desenvolvimento regional.
A pesquisa, de caráter quantitativo, foi realizada na região oeste de Santa Catarina, Brasil,
utilizando um questionário baseado em uma escala Likert de cinco pontos. Os dados coletados
de 468 respondentes foram analisados com ferramentas estatísticas para identificar as
percepções dos stakeholders sobre as atividades de inovação e empreendedorismo das IES e
sua relevância para o crescimento regional. Os resultados mostram que as IES desempenham
um papel central na transferência de conhecimento, criação de novas empresas e
desenvolvimento de parcerias com a indústria e o governo. O estudo sugere que as IES podem
fortalecer ainda mais seu impacto por meio de iniciativas de colaboração e maior envolvimento
com os ecossistemas regionais de inovação. Limitações e direções para futuras pesquisas são
discutidas ao final.
PALAVRAS-CHAVE: Ecossistemas de Inovação. Educação Superior. Crescimento
Econômico Regional. Inovação. Empreendedorismo.
RESUMEN: Este artículo examina el papel de las Instituciones de Educación Superior (IES)
en la promoción de la innovación y el emprendimiento, con un enfoque en su impacto en el
desarrollo regional. La investigación cuantitativa se realizó en la región occidental de Santa
Catarina, Brasil, mediante un cuestionario basado en una escala Likert de cinco puntos. Los
datos recopilados de 468 encuestados fueron analizados utilizando herramientas estadísticas
para identificar las percepciones de los actores clave sobre las actividades de innovación y
emprendimiento de las IES y su relevancia para el crecimiento regional. Los resultados
muestran que las IES desempeñan un papel central en la transferencia de conocimiento, la
creación de nuevas empresas y el desarrollo de asociaciones con la industria y el gobierno. El
estudio sugiere que las IES pueden aumentar aún más su impacto mediante iniciativas
colaborativas y un mayor compromiso con los ecosistemas regionales de innovación. Al final,
se discuten las limitaciones y direcciones para futuras investigaciones.
PALABRAS CLAVE: Ecosistemas de Innovación. Educación Superior. Crecimiento
Económico Regional. Innovación. Emprendimiento.
ABSTRACT: This article examines the role of Higher Education Institutions (HEIs) in
promoting innovation and entrepreneurship, focusing on their impact on regional development.
The quantitative research was conducted in the western region of Santa Catarina, Brazil, using
a five-point Likert scale questionnaire. Data collected from 468 respondents were analyzed
using statistical tools to identify stakeholders' perceptions of HEI innovation and
entrepreneurship activities and their relevance for regional growth. The findings demonstrate
that HEIs play a central role in knowledge transfer, the creation of new businesses, and the
development of partnerships with industry and government. The study suggests that HEIs can
further enhance their impact through collaborative initiatives and increased engagement with
regional innovation ecosystems. Limitations and future research directions are discussed at the
end.
KEYWORDS: Innovation Ecosystems. Higher Education. Regional Economic Growth.
Innovation. Entrepreneurship.
Márcio ZANCANARO; Thaís MATHIAS; Ivanete Schneider HAHN
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Introdução
Nas discussões sobre o desenvolvimento regional e nacional, o papel da educação surge
como um fator fundamental (Oyinlola et al., 2024). A educação é o principal meio pelo qual a
humanidade evolui, e sem ela, a continuidade da civilização seria inalcançável. Trata-se de um
motor crítico para o desenvolvimento individual e social. Nos últimos anos, além de sua função
tradicional de ensino, as Instituições de Ensino Superior (IES) têm assumido um papel cada vez
mais essencial na promoção da inovação e do empreendedorismo, tornando-se agentes
essenciais do desenvolvimento econômico e social regional. As IES geram e utilizam o
conhecimento para identificar oportunidades empreendedoras, embora as evidências desse
fenômeno ainda sejam fragmentadas e mal estruturadas (Guerrero; Urbano, 2010).
As IES contribuem não apenas para a produção de conhecimento, mas também para sua
transferência (ESCAP, 2015). Em diversos países, incluindo o Brasil, as universidades
expandiram sua presença gerando conhecimento que contribui para as economias regionais,
tornando-se, assim, atores essenciais na sustentação dos processos de acumulação de
conhecimento (Hahn et al., 2024; Mathias et al., 2024).
Reconhecendo seu papel no desenvolvimento local e regional, e respondendo às
pressões de diferentes partes interessadas, as IES expandiram, nos últimos anos, a educação
empreendedora, com o objetivo de preparar melhor os estudantes para o mercado de trabalho.
Nesse sentido, a disseminação de uma cultura empreendedora nas instituições de ensino
superior, visando fomentar um ambiente propício ao empreendedorismo para futuros
profissionais, é fundamental (Schmidt; Paulus; Callegaro, 2021). Empreendedorismo e
educação representam duas oportunidades-chave que devem ser exploradas e interconectadas
para o desenvolvimento do capital humano necessário à construção das sociedades futuras
(Volkmann et al., 2009). O empreendedorismo impulsiona a inovação, a criação de empregos
e o crescimento econômico e social (Schumpeter, 2021).
No contexto das universidades inovadoras, o conceito de universidade empreendedora
torna-se indispensável (Heaton, Siegel, Teece, 2019; Oyinlola et al., 2024). A disseminação de
uma cultura empreendedora nas instituições de ensino superior, voltada para a criação de um
ambiente propício ao empreendedorismo para futuros profissionais, é crucial (Al-Lawati;
Kohar; Suleiman, 2022). Vale ressaltar que a inovação, conforme vista por estudiosos (Bessant,
Tidd, 2019; Schumpeter, 2021), pode ser analisada não apenas como a criação de novos
produtos ou serviços, mas também pela ótica de novos processos, posicionamentos ou até
mesmo novas visões de mundo.
O papel das instituições de ensino superior na promoção da inovação e empreendedorismo para o desenvolvimento regional
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Apesar da vasta literatura sobre inovação e empreendedorismo (Schmitz, 2017), poucos
estudos consideram esses termos de forma sistemática tanto nos níveis teóricos, quanto
empíricos dentro do contexto universitário (por exemplo; Schmitz, 2017). Essa lacuna sugere a
ausência de uma visão sistêmica da inovação e do empreendedorismo no ambiente
universitário; especialmente no que diz respeito a como as universidades contribuem para o
desenvolvimento socioeconômico regional. Assim, embora as universidades empreendedoras
sejam amplamente reconhecidas como agentes centrais do desenvolvimento econômico e social
regional, dada sua capacidade de gerar e explorar o conhecimento como oportunidades
empreendedoras, as evidências desse fenômeno permanecem fragmentadas e mal estruturadas.
Além disso, embora existam padrões estabelecidos na literatura a respeito das universidades
empreendedoras, essas características tendem a ser genéricas, e variações regionais são
esperadas. Ademais, o modelo de universidade empreendedora ainda está em processo de
consolidação (Etzkowitz; Zhou, 2017) especialmente no Brasil , o que demanda uma visão
mais holística (Farsi; Imanipour; Salamzadeh, 2012).
Nesse cenário, este artigo tem como objetivo avaliar o papel das Instituições de Ensino
Superior (IES) na promoção da inovação e do empreendedorismo, bem como analisar as
percepções das partes interessadas sobre a importância dessas atividades para o
desenvolvimento regional. Ao explorar a interseção entre educação, empreendedorismo e
crescimento econômico regional, este estudo busca preencher lacunas na literatura existente,
particularmente no contexto das universidades brasileiras. Esta pesquisa contribui para o
discurso acadêmico ao fornecer evidências empíricas sobre como as IES podem atuar como
motores do desenvolvimento regional por meio de iniciativas empreendedoras. Além disso,
oferece uma compreensão mais profunda dos desafios e oportunidades envolvidos na promoção
de uma cultura empreendedora dentro das instituições educacionais, alinhando-se, assim, à
literatura sobre políticas educacionais.
A Universidade Inovadora e o Papel da Universidade
As universidades inovadoras operam em ambientes complexos e dinâmicos, com a
capacidade de evoluir por meio de modelos híbridos e altos níveis de autonomia (Slaughter;
Leslie, 1997). Clark (1998) introduziu o conceito de universidade inovadora com base em um
estudo de cinco instituições europeias. Ele descobriu que, para ser considerada inovadora, uma
Márcio ZANCANARO; Thaís MATHIAS; Ivanete Schneider HAHN
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universidade deve cultivar uma cultura que fomente a inovação, adotar práticas inovadoras e
tolerar o risco.
Uma universidade inovadora caracteriza-se por atividades científicas e educacionais
orientadas por princípios de gestão tecnológica e inovadora, ela opera tanto no mercado de
serviços educacionais, quanto nos setores intelectuais, científicos e de consultoria de forma
mais abrangente (Berestova, 2009). Essas universidades devem abraçar a mudança e a inovação
na educação e na pesquisa para melhorar sua posição no mercado (Christina-Marta; Magdalena,
2009).
Etzkowitz e Klofsten (2005) identificam quatro normas-chave da universidade
inovadora: (i) capitalização do conhecimento; (ii) interdependência entre indústria,
universidade e governo; (iii) independência institucional; e (iv) hibridização organizacional
para lidar com interdependências internas e externas. Galli e Teubal (1997, citados em Mineiro
et al., 2018) argumentam que as universidades são peças centrais nos sistemas de inovação,
sendo responsáveis pela formação de pesquisadores e pela produção de novos conhecimentos.
As universidades devem incentivar as relações entre governo e empresas, identificar lacunas na
pesquisa e liderar processos de mudança (Camboim, 2013).
No panorama da inovação, as universidades desempenham um papel central ao
desenvolver vantagens competitivas por meio de capacidades estratégicas na criação,
disseminação e transferência de tecnologia (Senhoras, 2012). O conceito de destruição criativa
de Schumpeter, sublinha o papel do empreendedor na promoção do desenvolvimento
econômico por meio da inovação (Schumpeter, 2021). No contexto do ensino superior, isso
implica que as universidades devem promover ativamente a inovação e o empreendedorismo
como motores de desenvolvimento regional (Gimenez, Bambini; Bonacelli, 2016).
As Instituições de Ensino Superior (IES) são atores essenciais nos sistemas de
inovação, cumprindo seu papel tradicional de formação de recursos humanos, ao mesmo tempo
em que criam ambientes favoráveis à inovação e ao empreendedorismo. Elas devem garantir
que o conhecimento gerado seja aproveitado em benefício regional, incluindo o
desenvolvimento de mecanismos de transferência de tecnologia além da colaboração com
empresas e com a sociedade civil (Etzkowitz; Zhou, 2017).
As universidades são instituições voltadas para o conhecimento, cuja existência se
destina a servir e contribuir para o desenvolvimento da sociedade. O discurso recente sobre seu
papel como estruturas de apoio à inovação está fundamentado na mudança de paradigma da
Sociedade Industrial para a Sociedade do Conhecimento (Plonski, 1999). As universidades
O papel das instituições de ensino superior na promoção da inovação e empreendedorismo para o desenvolvimento regional
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DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19742 6
estão posicionadas no centro dessa transição, pois geram e disseminam conhecimento
(Etzkowitz; Leydesdorff, 2000). Day (1994) destaca a importância da aprendizagem para
aprimorar a vantagem competitiva de uma organização, um conceito apoiado por estudos mais
recentes (Frizzo; Gomes, 2017). Tais elementos-chave para fomentar a inovação impulsionada
pelas universidades, incluem estruturas relacionais dentro do ecossistema, o desenvolvimento
de competências inovadoras, acesso a capital de risco e o estabelecimento de um ecossistema
interno de inovação (Ugnich et al., 2016).
Universidade Empreendedora
O conceito de universidade empreendedora refere-se a instituições que transformam
proativamente o conhecimento que geram em valor agregado, alinhando-se às demandas sociais
e atuando como motores do desenvolvimento econômico e social (Otani, 2008). Uma
universidade empreendedora integra o empreendedorismo em sua missão central, ao lado das
atividades de ensino, pesquisa e extensão (Pugh et al., 2018; Budyldina, 2018).
Não uma definição única de universidade empreendedora na literatura (Lusena-
Ezera, Rivza; Volkova, 2016), e seu significado varia conforme os contextos acadêmicos.
Etzkowitz (2004; 2016) destaca que as universidades empreendedoras possuem direções
estratégicas claras, transformando o conhecimento acadêmico em valor econômico e social.
Elas promovem a inovação por meio do capital intelectual, onde os estudantes se tornam
potenciais empreendedores. Tais instituições também proporcionam um ambiente favorável ao
empreendedorismo e são protagonistas nos esforços de transferência de tecnologia e
comercialização (Leydesdorff; Meyer, 2014).
Para que as universidades empreendedoras tenham sucesso, as instituições necessitam
se engajar com seu ambiente regional, garantindo que o conhecimento gerado beneficie a
sociedade e a economia. Centros de empreendedorismo, incubadoras e estruturas de apoio à
inovação, são essenciais para estimular o empreendedorismo estudantil e apoiar a
comercialização do conhecimento (Araujo; Davel, 2018). Essas universidades enfatizam não
apenas a inovação, mas também o engajamento social por meio de abordagens interdisciplinares
(Etzkowitz; Dzisah; Clouser, 2021).
Em última análise, as universidades empreendedoras incorporam um modelo dinâmico
que integra o desenvolvimento econômico como uma função acadêmica, ao lado do ensino e
Márcio ZANCANARO; Thaís MATHIAS; Ivanete Schneider HAHN
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da pesquisa, promovendo a inovação e o empreendedorismo como ferramentas fundamentais
para a transformação social (Etzkowitz; Zhou, 2017).
Metodologia
Esta pesquisa é de natureza quantitativa, empregando ferramentas e técnicas estatísticas
para quantificar opiniões e informações. Trata-se de um estudo descritivo, cujo objetivo é
detalhar as características de uma população, amostra ou fenômeno, estabelecendo relações
entre variáveis (Gil, 2019). O objetivo principal é reunir as percepções dos stakeholders das
Instituições de Ensino Superior (IES) localizadas na região oeste de Santa Catarina, Brasil. Essa
região foi escolhida por questões de acessibilidade.
Foi utilizada uma metodologia de levantamento de dados, através de um questionário
online administrado por meio do Google Forms. O método de levantamento envolve a obtenção
de dados ou informações sobre as características ou opiniões de um grupo-alvo. O Google
Forms facilitou a coleta e organização dos dados, que foram armazenados em planilhas para
análise. O questionário foi dividido em cinco seções, projetadas para capturar o perfil dos
respondentes, suas percepções sobre inovação e empreendedorismo nas IES, bem como a
importância desses fatores para o desenvolvimento regional. Uma escala Likert de cinco pontos
foi utilizada para medir as respostas, onde 1 indicava o menor nível de concordância ou
importância e 5 o maior. A primeira seção concentrou-se em dados demográficos, como idade,
escolaridade e vínculo com a instituição. As segunda e terceira seções avaliaram as opiniões
dos stakeholders sobre inovação, empreendedorismo e contribuições para o desenvolvimento
regional, conforme Lopes (2012).
A fase de coleta de dados ocorreu de 1º de outubro de 2022 a 30 de novembro de 2022.
Apesar do foco inicial em respostas online, medidas adicionais, como ligações telefônicas,
mensagens via WhatsApp e encontros presenciais foram necessárias para aumentar a taxa de
resposta. Essa estratégia resultou na distribuição de 600 questionários. Foi utilizado um método
de amostragem por conveniência não probabilística, com um corte transversal único, conforme
descrito por Hair Jr. et al. (2005), fornecendo as opiniões em um momento específico. A
amostra de 468 respondentes foi considerada suficiente para garantir a representatividade da
população em estudo.
A maioria dos respondentes tem até 25 anos, representando 64,31% do total. Quanto ao
gênero, 44,01% são do sexo masculino e 54,91% do sexo feminino. No que se refere à renda
O papel das instituições de ensino superior na promoção da inovação e empreendedorismo para o desenvolvimento regional
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familiar, uma maioria significativa, 45,9%, encontra-se na faixa de 2 a 6 salários-mínimos. Em
termos de etnia, 83,33% dos respondentes são brancos, e em termos de escolaridade, 74,99%
possuem ensino superior incompleto.
A análise dos dados foi realizada utilizando o software SPSS Statistics 21 e ferramentas
de inteligência artificial. Foram verificados dados ausentes, outliers e normalidade, seguidos
por análises descritivas e bivariadas. As estatísticas descritivas incluíram médias, desvios-
padrão e distribuições de frequência. Essa metodologia assegura a confiabilidade e validade dos
achados, que oferecem insights importantes sobre o papel das IES como catalisadoras da
transformação econômica e social por meio de atividades de inovação e empreendedorismo.
Resultados
A Tabela 1 fornece uma análise comparativa detalhada das percepções dos respondentes
em relação às atividades de inovação e empreendedorismo nas Instituições de Ensino Superior
(IES) e à sua importância percebida para o desenvolvimento regional. A análise foca em
diversos aspectos, como a qualidade da formação, transferência de tecnologia, parcerias,
serviços de consultoria e desenvolvimento de pesquisa; refletindo como essas iniciativas são
vistas em termos de seu papel no suporte, tanto aos objetivos institucionais, quanto regionais.
Tabela 1 Resultados comparando a percepção dos respondentes sobre as atividades de
inovação e empreendedorismo (I&E) desenvolvidas nas IES X e a importância do
desenvolvimento regional
Percepção das
atividades de I&E nas
IES
Importância para o
desenvolvimento
regional
Média
Desvio
Padrão
Média
Desvio
Padrão
4,2
0,900
4,58
0,806
3,63
1,122
4,31
1,038
3,82
1,165
4,33
0,981
4,05
1,035
4,33
0,910
3,46
1,215
4,03
1,095
3,65
1,167
4,17
1,050
Márcio ZANCANARO; Thaís MATHIAS; Ivanete Schneider HAHN
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023027, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19742 9
3,55
1,224
4,12
1,077
3,38
1,261
4,12
1,093
4,04
1,045
4,29
0,979
3,45
1,214
4,06
1,104
3,24
1,259
3,98
1,112
3,44
1,271
4,16
1,043
3,58
1,245
4,18
1,049
3,28
1,305
4,05
1,084
3,37
1,257
4,04
1,129
3,35
1,227
4,05
1,105
3,75
1,196
4,23
1,041
3,46
1,256
4,14
1,094
3,45
1,268
4,02
1.,12
3,36
1,259
4,1
1,106
3,46
1,238
4,18
1,101
Fonte: Dados da pesquisa.
Com base nos resultados apresentados na Tabela 1, podemos extrair os seguintes
entendimentos-chave:
Treinamento e Disseminação de Conhecimento: Atividades como "Treinamento
de alunos com qualidade, estabelecendo conexões com a prática" apresentaram escores médios
elevados tanto para as atividades das IES, quanto para o desenvolvimento regional (4,2 e 4,58,
respectivamente). Isso sugere que as partes interessadas percebem a qualidade da formação dos
alunos e sua relevância prática como fundamentais tanto para o sucesso institucional como para
o desenvolvimento regional. Além disso, a "Disseminação de conhecimento por meio de artigos
científicos, livros, etc." também obteve pontuações relativamente altas (4,05 e 4,33), reforçando
o papel das IES na geração e compartilhamento de conhecimento aplicável em contextos
regionais.
O papel das instituições de ensino superior na promoção da inovação e empreendedorismo para o desenvolvimento regional
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Apoio ao Empreendedorismo: A formação de indivíduos com qualidade superior
para se tornarem empreendedores, em vez de apenas trabalhadores, também mostra uma
percepção positiva significativa (3,82 nas IES e 4,33 para o desenvolvimento regional). Isso
destaca a contribuição das IES na criação de talentos empreendedores, o que é crucial para
impulsionar a inovação e o crescimento econômico regional. Vale destacar que o
estabelecimento de novas empresas por meio da transferência de tecnologia e consultoria,
recebeu pontuações mais altas no contexto do desenvolvimento regional (4,06) em comparação
com as atividades focadas nas IES (3,45). Isso sugere que as partes interessadas reconhecem o
impacto significativo do empreendedorismo liderado pelas universidades na região mais ampla,
com novas empresas potencialmente levando à criação de empregos e dinamismo econômico.
Transferência de Tecnologia e Comercialização: As atividades relacionadas à
transferência de tecnologia e comercialização de resultados de pesquisa geralmente
apresentaram percepções moderadas, mas positivas (cerca de 3,65 para as IES e 4,17 para o
desenvolvimento regional). Isso indica que, embora essas iniciativas sejam valorizadas, pode
haver espaço para melhorias na forma como as IES gerenciam e facilitam a transferência de
tecnologia para maximizar os benefícios regionais. O papel dos escritórios de
transferência/licenciamento de tecnologia/conhecimento também se alinha com essa percepção,
com as partes interessadas atribuindo maior importância a essas atividades para o
desenvolvimento regional (4,05) do que para as IES (3,35), demonstrando ainda mais que o
crescimento regional se beneficia dessas iniciativas das IES.
Parcerias e Engajamento Externo: O desenvolvimento de pesquisas por meio de
parcerias com a indústria e comunidade, é percebido como altamente valioso tanto para as IES
quanto para o desenvolvimento regional, com pontuações de 3,58 e 4,18, respectivamente. Isso
reflete a importância da colaboração entre universidades, indústrias e comunidades no impulso
aos ecossistemas regionais de inovação. Da mesma forma, os programas para melhorar as
parcerias com o governo e a indústria foram altamente avaliados para o desenvolvimento
regional (4,18), enfatizando a necessidade de as IES construírem relacionamentos externos
eficazes para criar impacto regional sustentável.
Pesquisa e Financiamento: O envolvimento em pesquisas com financiamento
externo apresenta uma percepção positiva (3,46 para as IES e 4,14 para o desenvolvimento
regional), sugerindo que as atividades de pesquisa são fundamentais para a inovação regional
quando apoiadas por recursos externos adequados. Além disso, a obtenção de recursos externos
para o desenvolvimento de pesquisa e bolsas de estudo obteve pontuações relativamente altas,
Márcio ZANCANARO; Thaís MATHIAS; Ivanete Schneider HAHN
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tal para as IES (3,75) quanto para o desenvolvimento regional (4,23), reforçando ainda mais o
papel do financiamento na promoção de atividades de inovação que beneficiam a região.
Os dados sustentam que os respondentes valorizam fortemente o papel das IES na
promoção da inovação e do empreendedorismo, especialmente no contexto do desenvolvimento
regional. Atividades relacionadas ao treinamento, à transferência de tecnologia e às parcerias
com a indústria e o governo são particularmente reconhecidas por sua contribuição para o
crescimento regional. A análise indica que, embora as IES estejam promovendo a inovação de
forma eficaz, uma percepção maior da importância de suas atividades para o
desenvolvimento regional, realçando o impacto social mais amplo de suas iniciativas. Para
consolidar ainda mais seu papel, as IES podem avaliar e intensificar seus esforços na
comercialização de tecnologias, na criação de empreendimentos e na colaboração com partes
interessadas externas visando maximizar os benefícios institucionais e regionais.
Discussão
Os resultados fornecem insights críticos sobre como os respondentes percebem o papel
das Instituições de Ensino Superior (IES) na promoção da inovação e do empreendedorismo,
particularmente no contexto do desenvolvimento regional. Essas percepções estão alinhadas
com os referenciais teóricos sobre universidades inovadoras e empreendedoras, oferecendo
implicações teóricas e práticas para a compreensão do papel transformador das IES na
economia baseada no conhecimento.
Em primeiro lugar, destaca-se que as IES como catalisadoras da disseminação do
conhecimento e do desenvolvimento de habilidades. Os altos valores dios relacionados ao
treinamento de alunos com qualidade e à criação de conexões com a prática (4,2 para as IES e
4,58 para o desenvolvimento regional), bem como a disseminação de conhecimento por meio
de artigos científicos e proteção da propriedade intelectual (4,05 e 4,33), apoiam fortemente a
ideia de que as IES são fundamentais na construção de uma base para a inovação. Isso está de
acordo com o modelo de Clark (1998) sobre a universidade inovadora, que enfatiza a
importância de cultivar uma cultura que fomente a criação e a transferência de conhecimento.
Além disso, a observação de Berestova (2009) de que universidades inovadoras devem operar
nos setores intelectuais e de consultoria reflete-se nesses resultados, pois os respondentes
percebem as IES como nós críticos em redes de troca de conhecimento.
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Esses resultados ressaltam o duplo papel das IES como educadoras e produtoras de
conhecimento, sendo responsáveis não apenas pelo ensino acadêmico tradicional, bem como
para o desenvolvimento de habilidades práticas que preparam os indivíduos para carreiras
empreendedoras e inovadoras. Essa constatação é apoiada pelo modelo da Hélice Tripla de
Etzkowitz, que enfatiza que as universidades devem integrar-se ativamente com a indústria e o
governo para garantir que o conhecimento que desenvolvem, tenha impactos socioeconômicos
mais amplos e eficazes.
Os dados também ressaltam a importância das atividades empreendedoras nas IES,
particularmente o papel dessas instituições na criação de novas empresas e na transferência de
tecnologia para a indústria (média de 4,06 para o desenvolvimento regional). Essas evidencias
estão diretamente conectadas ao conceito de universidade empreendedora, introduzido por
Etzkowitz (2004; 2016) e posteriormente expandido por Klofsten et al. (2019). A universidade
empreendedora é caracterizada por sua abordagem estratégica de transformar o conhecimento
acadêmico em valor econômico e social. As pontuações mais altas para o desenvolvimento
regional sugerem que as partes interessadas acreditam que a aplicação do conhecimento
acadêmico por meio do empreendedorismo é mais valiosa para o crescimento regional do que
para as próprias IES.
Isso reforça o papel das universidades na teoria da destruição criativa de Schumpeter
(2021), que postula que o empreendedorismo impulsionado pela inovação é um fator chave do
desenvolvimento econômico. Nesse caso, as IES desempenham um papel central na nutrição
de mentalidades empreendedoras e na provisão dos recursos necessários, como incubadoras e
capital de risco, que permitem que estudantes e professores transformem ideias em
empreendimentos palpáveis.
A transferência de conhecimento e tecnologia para empresas recém-criadas ou
existentes obteve uma média de 4,17 para o desenvolvimento regional, indicando que as partes
interessadas reconhecem a importância da transferência de tecnologia no fomento aos
ecossistemas regionais de inovação. Isso está alinhado com a afirmação de Etzkowitz e
Leydesdorff (2000), os quais indicam que as universidades são atores cruciais na Sociedade do
Conhecimento, posicionadas na interseção entre academia, indústria e governo para facilitar o
fluxo de tecnologia e expertise. A interdependência entre indústria, universidade e governo
(como destacado por Etzkowitz; Klofsten, 2005) reflete-se nos altos valores médios para o
desenvolvimento colaborativo de pesquisas e parcerias com a indústria (4,18 para o
desenvolvimento regional).
Márcio ZANCANARO; Thaís MATHIAS; Ivanete Schneider HAHN
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Essas descobertas sugerem que as IES são reconhecidas não apenas como centros de
conhecimento, mas também como parceiras em estratégias econômicas regionais, trabalhando
ao lado de empresas e autoridades públicas para promover a inovação. A importância da
manutenção de escritórios de transferência/licenciamento de tecnologia (média de 4,05 para o
desenvolvimento regional) solidifica ainda mais essa conexão, pois esses escritórios são
essenciais para garantir que as inovações produzidas nas IES tenham um caminho direto para a
comercialização e impacto social.
Além disso, os valores médios mais elevados, atribuídos ao desenvolvimento regional
em várias atividades, sugerem que as partes interessadas percebem as IES como altamente
relevante nos contextos regionais, do que dentro da própria instituição. Isso é particularmente
evidente em áreas como serviços de consultoria (4,12 para o desenvolvimento regional) e
serviços laboratoriais (4,12), onde as IES são vistas como contribuintes-chave para a melhoria
das práticas industriais locais. Isso está de acordo com a abordagem dos Sistemas de Inovação,
que destaca as universidades como atores essenciais no ecossistema regional mais amplo,
contribuindo não apenas para o desenvolvimento de capital humano, mas também para a
inovação tecnológica e empresarial (Etzkowitz; Zhou, 2017; Mineiro et al., 2018).
Esses resultados também se conectam à ideia de hibridização organizacional, proposta
por Etzkowitz e Klofsten (2005), que se refere às estruturas flexíveis que permitem às IES lidar
com interdependências entre academia, governo e negócios. Nesse sentido, as IES não o
apenas locais de criação de conhecimento, mas também espaços de intervenção econômica e
social, participando ativamente no desenvolvimento regional ao alavancar seu capital
intelectual e científico.
De uma perspectiva prática, esses resultados sugerem que as IES precisam fortalecer
seu engajamento com os ecossistemas regionais por meio de políticas e estruturas que facilitem
a transferência de conhecimento e a comercialização. Iniciativas como a crião de fundos de
capital de risco, incubadoras e parques científicos são essenciais para traduzir a pesquisa
acadêmica em valor econômico tangível. A percepção baixa dos fundos de capital de risco
universitário (média de 3,24 para as IES e 3,98 para o desenvolvimento regional), indica uma
lacuna que as universidades poderiam abordar desenvolvendo mecanismos internos mais
robustos para apoiar negócios inovadores.
Além disso, o fortalecimento das parcerias com a indústria e o governo (4,18 para o
desenvolvimento regional) pode ajudar a garantir que as inovações produzidas dentro das IES
contribuam diretamente para as vantagens competitivas regionais. Essa abordagem é essencial
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em ambientes dinâmicos e complexos, onde os ecossistemas de inovação dependem da estreita
colaboração de múltiplas partes interessadas para prosperar (Slaughter; Leslie, 1997).
A discussão dos resultados reforça o referencial teórico que posiciona as IES como
atores centrais nos ecossistemas de inovação, tanto como produtoras de conhecimento quanto
como facilitadoras do crescimento econômico. O maior valor percebido das atividades das IES
para o desenvolvimento regional sugere que essas instituições desempenham um papel
transformador em suas comunidades, contribuindo para o crescimento socioeconômico ao
promover a inovação e o empreendedorismo. No futuro, é fundamental que as IES ampliem
suas capacidades internas e externas para maximizar seu impacto no desenvolvimento regional,
alinhando ainda mais suas atividades educacionais, de pesquisa e empreendedoras às demandas
da Sociedade do Conhecimento.
Considerações finais
Este estudo forneceu evidências empíricas sobre o papel crucial das Instituições de
Ensino Superior (IES) na promoção da inovação e do empreendedorismo como motores do
desenvolvimento regional. Por meio das perspectivas de diversas partes interessadas na região
oeste de Santa Catarina, Brasil, os achados demonstram que as IES contribuem
significativamente para a transferência de conhecimento, a criação de novos negócios e o
fortalecimento das parcerias entre indústria, governo e academia. Esses esforços são
fundamentais para o crescimento econômico e social regional.
A pesquisa destaca que as IES não atuam apenas como geradoras de conhecimento, mas
também como atores vitais na transformação desse conhecimento em atividades
empreendedoras concretas, criando um impacto positivo nas comunidades locais. No entanto,
apesar de suas contribuições notáveis, ainda desafios na otimização da disseminação e
comercialização do conhecimento, assim como no aprofundamento das colaborações entre
universidades e ecossistemas regionais.
Uma observação importante do estudo é que, embora as IES sejam percebidas como
fundamentais para o desenvolvimento regional, ainda espaço para aprimorar seu papel na
transferência de tecnologia e na comercialização de resultados de pesquisa. As partes
interessadas reconhecem o valor dessas atividades para o crescimento regional, mas os
processos poderiam ser fortalecidos para garantir que as inovações geradas nas IES contribuam
de forma eficaz para a economia regional.
Márcio ZANCANARO; Thaís MATHIAS; Ivanete Schneider HAHN
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Além disso, é essencial considerar a influência de grandes empresas no contexto local e
nos processos de transferência de conhecimento das universidades. A presença dessas
empresas, embora muitas vezes benéfica em termos de crescimento econômico e alocação de
recursos, pode, em algumas situações, levar à monopolização da produção acadêmica. Esse
monopólio pode restringir a disseminação equitativa do conhecimento gerado nas
universidades, limitando potencialmente o desenvolvimento do empreendedorismo local e
criando barreiras à inclusão social e econômica mais ampla. Pesquisas futuras necessitam
explorar como essas dinâmicas afetam a transferência de conhecimento e as atividades
empreendedoras em vel local, garantindo que os benefícios da inovação sejam
compartilhados de maneira mais ampla entre diversos atores.
Em conclusão, embora as IES na região tenham feito progressos significativos na
promoção da inovação e do empreendedorismo, ainda a necessidade de um engajamento
contínuo com as indústrias locais, o governo e as pequenas empresas para fortalecer ainda mais
os ecossistemas regionais de inovação. Abordar a monopolização do conhecimento por grandes
corporações e promover estratégias de inovação mais inclusivas será essencial para garantir a
sustentabilidade a longo prazo das atividades empreendedoras e para fomentar um modelo de
desenvolvimento regional verdadeiramente colaborativo.
Limitações e sugestões de pesquisas futuras
Este estudo possui várias limitações que devem ser consideradas. Em primeiro lugar, o
uso de um método de amostragem por conveniência não probabilística limita a generalização
dos resultados, pois a amostra pode não refletir plenamente a diversidade de percepções entre
diferentes IES ou regiões. Além disso, os dados foram coletados em uma região específica, o
oeste de Santa Catarina, Brasil, que pode possuir características socioeconômicas e
institucionais únicas, limitando a aplicabilidade mais ampla dos resultados para outros
contextos.
Outra limitação é a natureza transversal do estudo, que captura as percepções das partes
interessadas em um único ponto no tempo. À medida que as atividades das IES e as iniciativas
regionais evoluem, essas visões podem mudar. A dependência de dados autorrelatados por meio
de questionários online também apresenta o risco de viés de resposta, potencialmente levando
à superestimação ou subestimação do impacto das atividades de inovação e empreendedorismo.
Por fim, o estudo não explora percepções qualitativas que poderiam oferecer uma compreensão
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mais profunda de como as IES influenciam o desenvolvimento regional e dos desafios
enfrentados na implementação de políticas de inovação.
Para pesquisas futuras, seria valioso explorar como iniciativas específicas de inovação
lideradas por universidades, como incubadoras, parques tecnológicos e centros de
empreendedorismo, contribuem para a criação de ecossistemas regionais de inovação
sustentáveis. Dada a crescente importância de abordagens interdisciplinares, estudos futuros
poderiam investigar como as IES promovem a colaboração entre diferentes disciplinas
acadêmicas e indústrias para enfrentar desafios societais complexos, como a sustentabilidade
ambiental, a transformação digital e a desigualdade social. Além disso, compreender o papel
das IES na promoção da inovação inclusiva, particularmente em regiões desatendidas ou em
comunidades marginalizadas, é uma área importante para investigação, pois pode esclarecer
como as universidades podem impulsionar o desenvolvimento socioeconômico equitativo.
Por fim, pesquisas futuras poderiam se concentrar em explorar o impacto das
tecnologias digitais e da globalização no papel das IES na promoção da inovação e do
empreendedorismo. À medida que as universidades operam cada vez mais em ambientes
globalizados e conectados digitalmente, seria importante entender como elas se adaptam a essas
mudanças e aproveitam novas tecnologias, como inteligência artificial, big data e plataformas
digitais, para aprimorar sua capacidade de inovação e impacto empreendedor. Além disso,
investigar como as IES integram redes globais de inovação com objetivos de desenvolvimento
local e regional pode oferecer insights sobre as dinâmicas globais e locais que influenciam a
eficácia das atividades de inovação lideradas pelas universidades.
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Não há.
Financiamento: Este estudo foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e
Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC) (Termo 2021TR002132).
Conflitos de interesse: Não há conflitos de interesse a declarar.
Aprovação ética: A pesquisa aderiu aos padrões éticos ao longo de todo o processo. Todos
os respondentes assinaram um termo de consentimento para participarem da pesquisa.
Disponibilidade de dados e materiais: Os dados estão armazenados de forma segura pelos
pesquisadores e não estão acessíveis a pesquisadores externos devido as questões éticas.
Contribuições dos autores: Autor 1: Concebeu a pesquisa e realizou a coleta de dados /
Autor 2: Auxiliou na redação e análise de dados e redação do texto / Autor 3: Contribuiu
para o desenvolvimento da ideia de pesquisa, captação de financiamento, análise de dados,
redação final e revisão.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
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THE ROLE OF HIGHER EDUCATION INSTITUTIONS IN DRIVING
INNOVATION AND ENTREPRENEURSHIP FOR REGIONAL DEVELOPMENT
O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR NA PROMOÇÃO DA
INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL
EL PAPEL DE LAS INSTITUCIONES DE EDUCACIÓN SUPERIOR EN LA
PROMOCIÓN DE LA INNOVACIÓN Y EL EMPRENDIMIENTO PARA EL
DESARROLLO REGIONAL
Márcio ZANCANARO1
e-mail: marcio.zancanaro@gmail.com
Thaís MATHIAS 2
e-mail: thaismathias.arqeurb@hotmail.com
Ivanete Schneider HAHN 3
e-mail: ivischneider@hotmail.com
How to reference this paper:
ZANCANARO, M.; MATHIAS, T.; HAHN, I. S. The Role of
Higher Education Institutions in Driving Innovation and
Entrepreneurship for Regional Development. Revista on line de
Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023027,
2024. e-ISSN: 1519-9029. DOI:
https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19742
| Submitted: 14/06/2024
| Revisions required: 09/07/2024
| Approved: 16/08/2024
| Published: 11/10/2024
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Alto Vale do Rio do Peixe University (UNIARP), Caçador SC Brazil. Master at Development and Society
Graduate Department, Uniarp, Santa Catarina, Brazil.
2
Alto Vale do Rio do Peixe University (UNIARP), Caçador SC Brazil. Master Candidate at Development and
Society Graduate Department, Uniarp, Santa Catarina, Brazil
3
Alto Vale do Rio do Peixe University (UNIARP), Caçador SC Brazil. Professor and Researcher at
Development and Society Graduate Department, and Innovation and Technology Hub Manager, Uniarp, Santa
Catarina, Brazil.
The role of higher education institutions in driving innovation and entrepreneurship for regional development
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023027, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19742 2
ABSTRACT: This article examines the role of Higher Education Institutions (HEIs) in
promoting innovation and entrepreneurship, focusing on their impact on regional development.
The quantitative research was conducted in the western region of Santa Catarina, Brazil, using
a five-point Likert scale questionnaire. Data collected from 468 respondents were analyzed
using statistical tools to identify stakeholders' perceptions of HEI innovation and
entrepreneurship activities and their relevance for regional growth. The findings demonstrate
that HEIs play a central role in knowledge transfer, the creation of new businesses, and the
development of partnerships with industry and government. The study suggests that HEIs can
further enhance their impact through collaborative initiatives and increased engagement with
regional innovation ecosystems. Limitations and future research directions are discussed at the
end.
KEYWORDS: Innovation Ecosystems. Higher Education. Regional Economic Growth.
Innovation. Entrepreneurship.
RESUMO: Este artigo examina o papel das Instituições de Ensino Superior (IES) na promoção
da inovação e do empreendedorismo, com foco em seu impacto no desenvolvimento regional.
A pesquisa, de caráter quantitativo, foi realizada na região oeste de Santa Catarina, Brasil,
utilizando um questionário baseado em uma escala Likert de cinco pontos. Os dados coletados
de 468 respondentes foram analisados com ferramentas estatísticas para identificar as
percepções dos stakeholders sobre as atividades de inovação e empreendedorismo das IES e
sua relevância para o crescimento regional. Os resultados mostram que as IES desempenham
um papel central na transferência de conhecimento, criação de novas empresas e
desenvolvimento de parcerias com a indústria e o governo. O estudo sugere que as IES podem
fortalecer ainda mais seu impacto por meio de iniciativas de colaboração e maior envolvimento
com os ecossistemas regionais de inovação. Limitações e direções para futuras pesquisas são
discutidas ao final.
PALAVRAS-CHAVE: Ecossistemas de Inovação. Educação Superior. Crescimento
Econômico Regional. Inovação. Empreendedorismo.
RESUMEN: Este artículo examina el papel de las Instituciones de Educación Superior (IES)
en la promoción de la innovación y el emprendimiento, con un enfoque en su impacto en el
desarrollo regional. La investigación cuantitativa se realizó en la región occidental de Santa
Catarina, Brasil, mediante un cuestionario basado en una escala Likert de cinco puntos. Los
datos recopilados de 468 encuestados fueron analizados utilizando herramientas estadísticas
para identificar las percepciones de los actores clave sobre las actividades de innovación y
emprendimiento de las IES y su relevancia para el crecimiento regional. Los resultados
muestran que las IES desempeñan un papel central en la transferencia de conocimiento, la
creación de nuevas empresas y el desarrollo de asociaciones con la industria y el gobierno. El
estudio sugiere que las IES pueden aumentar aún más su impacto mediante iniciativas
colaborativas y un mayor compromiso con los ecosistemas regionales de innovación. Al final,
se discuten las limitaciones y direcciones para futuras investigaciones.
PALABRAS CLAVE: Ecosistemas de Innovación. Educación Superior. Crecimiento
Económico Regional. Innovación. Emprendimiento.
Márcio ZANCANARO, Thaís MATHIAS, Ivanete Schneider HAHN
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023027, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19742 3
Introduction
In discussions of regional and national development, the role of education emerges as a
fundamental factor (Oyinlola et al., 2024). Education is the primary means through which
humanity evolves, and without it, the continuity of civilization would be unattainable. It is a
critical driver of both individual and societal development. In recent years, beyond its
traditional role in teaching, Higher Education Institutions (HEIs) have increasingly assumed a
pivotal role in fostering innovation and entrepreneurship, becoming key agents of regional
economic and social development. HEIs generate and leverage knowledge to identify
entrepreneurial opportunities, although evidence of this phenomenon remains fragmented and
poorly structured (Guerrero; Urbano, 2010).
HEIs contribute not only to knowledge production but also to knowledge transfer
(ESCAP, 2015). In several countries, including Brazil, universities have expanded their
presence by generating knowledge that contributes to regional economies, thereby becoming
essential actors in sustaining the respective accumulation processes (Hahn et al., 2024; Mathias
et al., 2024).
Recognizing their role in local and regional development and responding to various
stakeholder pressures, HEIs have expanded entrepreneurship education in recent years to better
prepare students for the labor market. That is, the importance of disseminating an
entrepreneurial culture within higher education institutions, to foster an entrepreneurial
environment for future professionals, is fundamental (Schmidt; Paulus; Callegaro, 2021).
Entrepreneurship and education represent two key opportunities that must be harnessed and
interconnected to develop the human capital necessary to build future societies (Volkmann et
al., 2009). Entrepreneurship fuels innovation, job creation, and economic and social growth
(Schumpeter, 2021).
In the context of innovative universities, an entrepreneurial university becomes
indispensable (Heaton, Siegel, Teece, 2019; Oyinlola et al., 2024). The dissemination of an
entrepreneurial culture within higher education institutions, aimed at fostering an
entrepreneurial environment for future professionals, is crucial (Al-Lawati; Abdul Kohar;
Shahrin Suleiman, 2022). It is worth noting that innovation, as viewed by scholars (such as
Bessant and Tidd, 2019; Schumpeter, 2021), can be analyzed not only as the creation of new
products or services but also through the lens of new processes, positioning, or even novel
worldviews.
The role of higher education institutions in driving innovation and entrepreneurship for regional development
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Despite the extensive literature on innovation and entrepreneurship (Schmitz, 2017),
few studies systematically consider these terms in tandem at both theoretical and empirical
levels within the context of universities (e.g., Schmitz, 2017). This gap suggests the absence of
a systemic view of innovation and entrepreneurship in the university context, particularly in
understanding how universities contribute to regional socio-economic development. So, while
entrepreneurial universities are widely recognized as key agents of regional economic and
social development, given their ability to generate and exploit knowledge as entrepreneurial
opportunities, evidence of this phenomenon remains fragmented and poorly structured.
Moreover, although there are established standards in the literature regarding entrepreneurial
universities, these characteristics tend to be generic, and regional variations are to be expected.
Furthermore, the entrepreneurial university model is still emerging (Etzkowitz, 2004; 2016) -
especially in Brazil necessitating a more holistic view (Farsi; Imanipour; Salamzadeh, 2012).
In this scenario, this article aimed to evaluate the role of Higher Education Institutions
(HEIs) in promoting innovation and entrepreneurship, as well as to analyze the perceptions of
stakeholders regarding the importance of these activities for regional development. By
exploring the intersection of education, entrepreneurship, and regional economic growth, this
study seeks to bridge gaps in the existing literature, particularly in the context of Brazilian
universities. This research contributes to the academic discourse by providing empirical
evidence on how HEIs can act as drivers of regional development through entrepreneurial
initiatives. Furthermore, it offers a deeper understanding of the challenges and opportunities
involved in fostering an entrepreneurial culture within educational institutions, thereby aligning
with the educational policy literature.
The Innovative University and the Role of the University
Innovative universities operate in complex and dynamic environments, with the ability
to evolve through hybrid models and high levels of autonomy (Slaughter; Leslie, 1997). Clark
(1998) introduced the concept of an innovative university based on a study of five European
institutions. He found that to be considered innovative, a university must cultivate a culture that
fosters innovation, adopt innovative practices, and tolerate risk.
An innovative university is characterized by scientific and educational activities driven
by technological and innovative management principles. It operates within the education
services market and in the broader intellectual, scientific, and consulting services sectors
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(Berestova, 2009). Such universities must embrace change and innovation in education and
research to improve their market position (Christina-Marta; Magdalena, 2009).
Etzkowitz and Klofsten (2005) identify four key norms of the innovative university: (i)
knowledge capitalization; (ii) interdependence between industry, university, and government;
(iii) institutional independence; and (iv) organizational hybridization to address inter/intra-
dependencies. Galli and Teubal (1997 cited in Mineiro et al., 2018) argue that universities are
pivotal in innovation systems, responsible for training researchers and producing new
knowledge. Universities must foster government and business relationships, identify research
gaps, and lead change processes (Camboim, 2013).
In the innovation landscape, universities play a central role by developing competitive
advantages through strategic capabilities in knowledge creation, dissemination, and technology
transfer (Senhoras, 2012). Schumpeter's concept of creative destruction underscores the
entrepreneur's role in driving economic development through innovation (Schumpeter, 2021).
In higher education, this implies that universities must actively promote innovation and
entrepreneurship as drivers of regional development (Gimenez; Bambini; Bonacelli, 2016).
Higher education institutions (HEIs) are essential actors in innovation systems, fulfilling
their traditional role of training human resources while also creating favorable environments
for innovation and entrepreneurship. They must ensure that the knowledge generated is
leveraged for regional benefit, including the development of technology transfer mechanisms
and collaboration with businesses and civil society (Etzkowitz; Zhou, 2017).
Universities are knowledge-driven institutions that exist to serve and contribute to
societal development. Recent discourse on their role as innovation support structures is
grounded in the paradigm shift from the Industrial Society to the Knowledge Society (Plonski,
1999). Universities are positioned at the heart of this transition, as they generate and disseminate
knowledge (Etzkowitz; Leydesdorff, 2000). Day (1994) highlights the importance of learning
in enhancing an organization’s competitive advantage, a concept supported by more recent
studies (Frizzo; Gomes, 2017). Key elements in fostering university-driven innovation include
relational structures within the ecosystem, the development of innovation competencies, access
to venture capital, and the establishment of an internal innovation ecosystem (Ugnich et al.,
2016).
The role of higher education institutions in driving innovation and entrepreneurship for regional development
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Entrepreneurial University
The concept of an entrepreneurial university refers to institutions that proactively
transform the knowledge they generate into added value, aligning with societal demands and
acting as drivers of economic and social development (Otani, 2008). An entrepreneurial
university integrates entrepreneurship into its core mission alongside teaching, research, and
extension activities (Budyldina, 2018; Pugh et al., 2018).
There is no single definition of an entrepreneurial university in the literature (Lusena-
Ezera; Rivza; Volkova, 2016), and its meaning varies depending on academic contexts.
Etzkowitz (2004) highlights that entrepreneurial universities possess clear strategic directions,
transforming academic knowledge into economic and social value. They foster innovation
through intellectual capital, where students become potential entrepreneurs. Such institutions
also provide an environment conducive to entrepreneurship and are key players in technology
transfer and commercialization efforts (Leydesdorff; Meyer, 2014).
To succeed as entrepreneurial universities, institutions must engage with their regional
environment, ensuring that generated knowledge benefits society and the economy. Centers for
entrepreneurship, incubators, and innovation support structures are essential for fostering
student entrepreneurship and supporting knowledge commercialization (Araujo; Davel, 2018).
These universities emphasize not only innovation but also societal engagement through
interdisciplinary approaches (Etzkowitz; Dzisah; Clouser, 2021).
Ultimately, entrepreneurial universities embody a dynamic model that integrates
economic development as an academic function alongside teaching and research, promoting
innovation and entrepreneurship as critical tools for societal transformation (Etzkowitz; Zhou,
2017).
Methodology
This research is quantitative, employing statistical tools and techniques to quantify
opinions and information. It is a descriptive study, that aims to describe the characteristics of a
population, sample, or phenomenon, establishing relationships between variables (Gil, 2019).
The objective is to gather stakeholders' perceptions from higher education institutions (HEIs)
located in the western region of Santa Catarina, Brazil. This region was chosen due to
accessibility considerations.
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A survey methodology was employed to collect data, using an online questionnaire
administered through Google Forms. The survey method involves obtaining data or information
on the characteristics or opinions of a target group. Google Forms enabled the easy collection
and organization of data, which was stored in spreadsheets for analysis. The questionnaire
comprised five sections, designed to capture respondent profiles, perceptions of innovation and
entrepreneurship within HEIs, and the importance of these factors for regional development. A
five-point Likert scale was used to measure responses, where 1 indicated the lowest level of
agreement or importance and 5 the highest. The first section focused on demographics, such as
age, education, and connection to the institution. The second and third sections assessed
stakeholders' views on innovation, entrepreneurship, and regional development contributions,
concerning Lopes (2012).
The data collection phase spanned from October 1, 2022, to November 30, 2022.
Despite an initial focus on online responses, additional measures, such as phone calls,
WhatsApp messages, and in-person meetings, were necessary to increase response rates. This
strategy resulted in 600 distributed questionnaires. A non-probability convenience sampling
method with a single cross-sectional cut was used, as described by Hair Jr. et al. (2005),
providing a snapshot of opinions at a specific moment. The sample of 468 respondents was
considered sufficient to ensure representativeness for the population under study.
Most respondents are up to 25 years old, accounting for 64.31% of respondents. As for
gender, it is divided, with 44.01% male and 54.91% female. Regarding family income, a
significant majority, 45.9%, falls within the range of 2 to 6 minimum wages. In terms of
ethnicity, 83.33% of respondents are white, and in terms of education, 74.99% have incomplete
higher education.
The data analysis was performed using SPSS Statistics 21 and AI tools. Missing data,
outliers, and normality were checked, followed by descriptive and bivariate analyses.
Descriptive statistics included means, standard deviations, and frequency distributions. This
methodology ensures the reliability and validity of the findings, which offer important insights
into the role of HEIs as catalysts for economic and social transformation through innovation
and entrepreneurial activities.
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Results
Table 1 provides a detailed comparative analysis of the perceptions of respondents
regarding innovation and entrepreneurship activities in Higher Education Institutions (HEIs)
and their perceived importance for regional development. The study focuses on various aspects
such as training quality, technology transfer, partnerships, consultancy services, and research
development, reflecting how these initiatives are viewed in terms of their role in supporting
both institutional and regional goals.
Table 1 Results comparing the respondents' perception of innovation and entrepreneurship
(I&E) activities developed in the HEIs X and the importance of regional development
Perception of I&E
activities in HEIs
Perception of I&E
activities in HEIs for
regional development
Mean
Std.
Deviation
Mean
Std.
Deviation
4.2
0.9
4.58
0.806
3.63
1.122
4.31
1.038
3.82
1.165
4.33
0.981
4.05
1.035
4.33
0.91
3.46
1.215
4.03
1.095
3.65
1.167
4.17
1.05
3.55
1.224
4.12
1.077
3.38
1.261
4.12
1.093
4.04
1.045
4.29
0.979
3.45
1.214
4.06
1.104
3.24
1.259
3.98
1.112
3.44
1.271
4.16
1.043
3.58
1.245
4.18
1.049
3.28
1.305
4.05
1.084
3.37
1.257
4.04
1.129
Márcio ZANCANARO, Thaís MATHIAS, Ivanete Schneider HAHN
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3.35
1.227
4.05
1.105
3.75
1.196
4.23
1.041
3.46
1.256
4.14
1.094
3.45
1.268
4.02
1.112
3.36
1.259
4.1
1.106
3.46
1.238
4.18
1.101
Source: Research data.
Based on the results presented in Table 1 we can extract key understandings:
Training and Knowledge Dissemination: Activities like "Training of students
with quality, establishing connections with practice" have high mean scores for both - activities
HEIs and regional development (4.2 and 4.58, respectively). This suggests that stakeholders
perceive the quality of student training and its practical relevance as critical to both institutional
success and regional development.
Also, the "Dissemination of knowledge through scientific articles, books, etc." also
scored relatively high (4.05 and 4.33), reinforcing the role of HEIs in generating and sharing
knowledge that can be applied in regional contexts.
Support for Entrepreneurship: Training individuals with superior quality to
become entrepreneurs, rather than just workers, also shows a strong positive perception (3.82
in HEIs and 4.33 for regional development). This highlights the contribution of HEIs in creating
entrepreneurial talent, which is crucial for driving innovation and regional economic growth.
There is a need to point out that the establishment of new companies through technology
transfer and consultancy received higher scores in the context of regional development (4.06)
compared to HEI-focused activities (3.45). This suggests that stakeholders recognize the
significant impact that university-led entrepreneurship has on the broader region, with new
businesses potentially leading to job creation and economic dynamism.
Technology Transfer and Commercialization: Activities involving
technology transfer, and the commercialization of research results generally showed moderate
but positive perceptions (around 3.65 for HEIs and 4.17 for regional development). This
indicates that while these initiatives are valued, there may be room for improvement in how
HEIs manage and facilitate technology transfer to maximize regional benefits.
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The role of technology/knowledge transfer/licensing offices also aligns with this
perception, with stakeholders attributing higher importance to these activities for regional
development (4.05) than for HEIs (3.35), further demonstrating that regional growth benefits
from these HEI initiatives.
Partnerships and External Engagement: Development of research through
partnerships with industry and the community is perceived as highly valuable for both HEIs
and regional development, with scores of 3.58 and 4.18, respectively. This reflects the
importance of collaboration between universities, industries, and communities in driving
regional innovation ecosystems. Similarly, programs to enhance partnerships with government
and industry were highly rated for regional development (4.18), emphasizing the need for HEIs
to build robust external relationships to create sustainable regional impact.
Research and Funding: Engagement in research with external funding shows
a positive perception (3.46 for HEIs and 4.14 for regional development), suggesting that
research activities are key to regional innovation when supported by adequate external
resources. Moreover, obtaining external resources for research development and scholarships
scored relatively high for both HEIs (3.75) and regional development (4.23), further reinforcing
the role of funding in promoting innovation activities that benefit the region.
The data suggests that respondents strongly value the role of HEIs in promoting
innovation and entrepreneurship, especially in the context of regional development. Activities
related to training, technology transfer, and partnerships with industry and government are
particularly recognized for their contribution to regional growth.
The analysis indicates that while HEIs are effectively fostering innovation, there is a
higher perception of their activities' importance for regional development, highlighting the
broader societal impact of their initiatives. To further strengthen their role, HEIs may consider
enhancing their efforts in technology commercialization, venture creation, and collaboration
with external stakeholders to maximize both institutional and regional benefits.
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Discussion
The results provide critical insights into how respondents perceive the role of HEIs in
promoting innovation and entrepreneurship, particularly in the context of regional
development. These perceptions align with the theoretical frameworks on innovative and
entrepreneurial universities, providing both theoretical and practical implications for
understanding the transformative role of HEIs in the knowledge-based economy.
First, we would like to point out HEIs as catalysts for knowledge dissemination and
skill development. The high mean values related to training students with quality and
establishing connections with practice (4.2 for HEIs and 4.58 for regional development) and
dissemination of knowledge through scientific articles and intellectual property protection (4.05
and 4.33) strongly support the idea that HEIs are fundamental in building a foundation for
innovation. This is consistent with Clark’s (1998) model of the innovative university, which
emphasizes the importance of cultivating a culture that fosters knowledge creation and transfer.
Furthermore, Berestova’s (2009) observation that innovative universities must operate in
intellectual and consulting sectors is reflected in these findings, as respondents perceive HEIs
as critical nodes in knowledge exchange networks.
These results underscore the dual role of HEIs as both educators and knowledge
producers, tasked not only with traditional academic instruction but also with the development
of practical skills that prepare individuals for entrepreneurial and innovative careers. This
finding is supported by Etzkowitz’s Triple Helix model, which emphasizes that universities
must actively integrate with industry and government to ensure that the knowledge they
generate has broader socio-economic impacts.
The data also highlights the importance of entrepreneurial activities in HEIs,
particularly their role in creating new companies and transferring technology to industry
(mean of 4.06 for regional development). These findings directly connect to the concept of the
entrepreneurial university introduced by Etzkowitz (2004; 2016) and later expanded by
Klofsten et al. (2019). The entrepreneurial university is characterized by its strategic approach
to transforming academic knowledge into economic and social value. The higher scores for
regional development suggest that stakeholders believe that the application of academic
knowledge through entrepreneurship is more valuable for regional growth than it is internally
for the HEIs themselves.
This reinforces the role of universities in Schumpeter's (2021) theory of creative
destruction, which posits that innovation-driven entrepreneurship is a key driver of economic
The role of higher education institutions in driving innovation and entrepreneurship for regional development
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development. In this case, HEIs play a central role in nurturing entrepreneurial mindsets and
providing the necessary resources, such as incubators and venture capital, that enable students
and faculty to turn ideas into viable businesses.
The transfer of knowledge and technology to newly created or existing companies
scored a mean of 4.17 for regional development, indicating that stakeholders recognize the
importance of technology transfer in fostering regional innovation ecosystems. This ties into
Etzkowitz and Leydesdorff’s (2000) assertion that universities are crucial actors in the
Knowledge Society, positioned at the intersection of academia, industry, and government to
facilitate the flow of technology and expertise. The interdependence between industry,
university, and government (as highlighted by Etzkowitz; Klofsten, 2005) is reflected in the
high mean values for collaborative research development and industry partnerships (4.18
for regional development).
These findings suggest that HEIs are recognized not only as hubs of knowledge but also
as partners in regional economic strategies, working alongside businesses and public
authorities to foster innovation. The importance of maintaining offices of technology
transfer/licensing (mean of 4.05 for regional development) further solidifies this connection, as
such offices are vital for ensuring that innovations produced in HEIs have a direct path to
commercialization and societal impact.
Also, the higher mean values attributed to regional development in several activities
suggest that stakeholders perceive HEIs as more impactful in regional contexts than within
the institution itself. This is particularly evident in areas such as consultancy services (4.12 for
regional development) and laboratory services (4.12), where HEIs are seen as key contributors
to improving local industry practices. This aligns with the Innovation Systems approach, which
highlights universities as essential actors in the broader regional ecosystem, contributing not
just to human capital development but also to technological and business innovation
(Etzkowitz; Zhou, 2017; Mineiro et al., 2018).
These results also connect with the idea of organizational hybridization, as proposed by
Etzkowitz and Klofsten (2005), which refers to the flexible structures that allow HEIs to address
interdependencies between academia, government, and business. HEIs, in this sense, are not
only sites of knowledge creation but also spaces of economic and social intervention, actively
participating in regional development by leveraging their intellectual and scientific capital.
From a practical perspective, these results suggest that HEIs need to strengthen their
engagement with regional ecosystems through policies and structures that facilitate
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knowledge transfer and commercialization. Initiatives such as the creation of venture capital
funds, incubators, and science parks are essential for translating academic research into tangible
economic value. The lower perception of the university venture funds (mean of 3.24 for HEIs
and 3.98 for regional development) indicates a gap that universities could address by developing
more robust internal mechanisms to support entrepreneurial ventures.
Moreover, enhancing partnerships with industry and government (4.18 for regional
development) can help ensure that the innovations produced within HEIs contribute directly to
regional competitive advantages. This approach is essential in dynamic and complex
environments, where innovation ecosystems depend on the close collaboration of multiple
stakeholders to thrive (Slaughter; Leslie, 1997).
The discussion of the findings reinforces the theoretical framework that positions HEIs
as central actors in innovation ecosystems, both as knowledge producers and as facilitators of
economic growth. The higher perceived value of HEI activities for regional development
suggests that these institutions play a transformative role in their communities, contributing to
socio-economic growth by fostering innovation and entrepreneurship. Moving forward, it is
critical for HEIs to expand their internal and external capacities to maximize their impact on
regional development, further aligning their educational, research, and entrepreneurial activities
with the demands of the Knowledge Society.
Final consideration
This study has provided empirical evidence on the crucial role of Higher Education
Institutions (HEIs) in fostering innovation and entrepreneurship as drivers of regional
development. Through the perspectives of various stakeholders in the western region of Santa
Catarina, Brazil, the findings demonstrate that HEIs significantly contribute to knowledge
transfer, creating new businesses, and strengthening partnerships between industry,
government, and academia. These efforts are pivotal for enhancing regional economic and
social growth.
The research highlights that HEIs not only act as knowledge generators but also as vital
players in translating that knowledge into actionable entrepreneurial activities, creating a
positive impact on local communities. However, despite their notable contributions, challenges
remain in optimizing the dissemination and commercialization of knowledge, as well as in
fostering deeper collaborations between universities and regional ecosystems.
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A key observation from the study is that while HEIs are perceived as fundamental to
regional development, there is still room to enhance their role in technology transfer and the
commercialization of research outcomes. The stakeholders recognize the value of these
activities for regional growth, yet the processes could be further strengthened to ensure that
innovations generated within HEIs effectively contribute to the regional economy.
Additionally, it is essential to consider the influence of large companies on the local
context and the knowledge transfer processes from universities. The presence of such
companies, while often beneficial in terms of economic growth and resource allocation, can
sometimes lead to the monopolization of academic output. This monopolization may restrict
the equitable dissemination of university-generated knowledge, potentially limiting the
development of local entrepreneurship and creating barriers to broader social and economic
inclusivity. Future research should further explore how these dynamics affect the transfer of
knowledge and entrepreneurial activities at the local level, ensuring that the benefits of
innovation are shared more widely across diverse stakeholders.
In conclusion, while HEIs in the region have made significant strides in promoting
innovation and entrepreneurship, there remains a need for continuous engagement with local
industries, government, and smaller enterprises to further enhance regional innovation
ecosystems. Addressing the monopolization of knowledge by larger corporations and
promoting more inclusive innovation strategies will be essential for ensuring the long-term
sustainability of entrepreneurial activities and for fostering a truly collaborative regional
development model.
Limitations and further research directions
This study has several limitations that should be considered. First, using a non-
probability convenience sampling method limits the generalizability of the findings, as the
sample may not fully reflect the diversity of perceptions across different HEIs or regions.
Additionally, the data was collected from a specific region, the western part of Santa Catarina,
Brazil, which may possess unique socio-economic and institutional characteristics, limiting the
broader applicability of the results to other contexts.
Another limitation is the study's cross-sectional nature, which only captures stakeholder
perceptions at a single point in time. As HEI activities and regional initiatives evolve, these
views may change. The reliance on self-reported data via online surveys also risks response
bias, potentially leading to over- or underestimation of the impact of innovation and
Márcio ZANCANARO, Thaís MATHIAS, Ivanete Schneider HAHN
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DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19742 15
entrepreneurship activities. Lastly, the study does not explore qualitative insights that could
offer a deeper understanding of how HEIs influence regional development and their challenges
in implementing innovation policies.
For future research, it would be valuable to explore how specific university-led
innovation initiatives, such as incubators, technology parks, and entrepreneurship centers,
contribute to the creation of sustainable regional innovation ecosystems. Given the growing
importance of interdisciplinary approaches, future studies could investigate how HEIs foster
collaboration between different academic disciplines and industries to address complex societal
challenges, such as environmental sustainability, digital transformation, and social inequality.
Additionally, understanding the role of HEIs in promoting inclusive innovation, particularly in
underserved regions or marginalized communities, is an important area for further exploration,
as it can shed light on how universities can drive equitable socio-economic development.
Finally, future research could focus on exploring the impact of digital technologies and
globalization on the role of HEIs in promoting innovation and entrepreneurship. As universities
increasingly operate in globalized and digitally connected environments, it would be important
to understand how they adapt to these changes and leverage new technologies, such as artificial
intelligence, big data, and digital platforms, to enhance their innovation capacity and
entrepreneurial impact. Additionally, investigating how HEIs integrate global innovation
networks with local and regional development objectives could offer insights into the global-
local dynamics that influence the effectiveness of university-led innovation activities.
The role of higher education institutions in driving innovation and entrepreneurship for regional development
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023027, 2024. e-ISSN: 1519-9029
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CRediT Author Statement
Acknowledgements: None.
Funding: This study was funded by the Research and Innovation Support Foundation of
Santa Catarina State (FAPESC) (Grant 2021TR002132).
Conflicts of interest: There are no conflicts of interest to declare.
Ethical approval: The research adhered to ethical standards throughout the process. All
respondents signed an informed consent form.
Data and material availability: The data are securely stored by the researchers and are not
accessible to external researchers due to ethical considerations.
Authors' contributions: Author 1: Conceived the research and carried out data collection
/ Authors 2: Assisted in writing and data analysis / Author 3: Contributed to the research
proposal, funding acquisition, data analysis, and final writing and review.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, normalization and translation.