RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023041, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19908 1
COEXISTÊNCIA E INCLUSÃO DE ESTUDANTES ESTRANGEIROS EM ESCOLAS
PÚBLICAS EM ARICA-CHILE
CONVIVENCIA Y LA INCLUSIÓN DE ESTUDIANTES EXTRANJEROS EN ESCUELAS DE
EDUCACIÓN PÚBLICA EN ARICA-CHILE
COEXISTENCE AND THE INCLUSION OF FOREIGN STUDENTS IN PUBLIC EDUCATION
SCHOOLS IN ARICA-CHILE
Oscar ROJAS 1
e-mail: oscar.rojas@umcervantesecontinua.cle
Marlenis MARTÍNEZ-FUENTES2
e-mail: marlenism3@gmail.com
Genaro Moyano ARCOS3
e-mail: genaro31@gmail.co
Jennifer Zurina Quiñonez FUENTES4
e-mail: jennifer.quinonez@profe.umc.cl
Cómo hacer referencia a este artículo:
ROJAS, O.; MARTÍNEZ-FUENTES, M.; ARCOS, G. M.;
FUENTES, J. Z. Q. Coexistência e inclusão de estudantes
estrangeiros em escolas públicas em Arica-Chile. Revista on line
de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00,
e023041, 2024. e-ISSN: 1519-9029. DOI:
https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19908
| Presentado en: 07/10/2024
| Revisiones requeridas en: 10/11/2024
| Aprobado en: 19/11/2024
| Publicado en: 18/12/2024
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Universidade Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Chile. Pós-Doutor em Finanças, Doutor em Economia e Finanças, Doutor em
Educação, Mestre em Educação, MBA, Engenheiro Comercial, Bacharel em Administração, Acadêmico, Diretor de Pesquisa e Inovação de
Pós-Graduação.
2
Universidade Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Chile. Pós-doutorado em Gestão do Conhecimento, Doutor em Ciências da Educação,
Mestre em Educação, Menção em Gestão Educacional. Acadêmico, Diretoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação.
3
Universidade Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Chile. Mestrado em Língua e Cultura. Mestre em Gestão Educacional. Licenciatura
em Comunicação Social. Jornalista. Acadêmico, Diretoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação.
4
Universidade Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Chile. Mestre em Educação Superior com menção em Docência Universitária,
Bacharel em Educação Integral, Advogada, Acadêmica, Pós-Graduação em Gestão, Pesquisa e Inovação.
Coexistência e inclusão de estudantes estrangeiros em escolas públicas em Arica-Chile
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023041, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19908 2
RESUMO: O objetivo deste artigo é determinar a relação entre a convivência e a inclusão de
estudantes estrangeiros em escolas públicas da região de Arica, Chile. Utilizou-se um
delineamento quantitativo do tipo não experimental e transversal, uma vez que duas variáveis
foram trabalhadas em um período específico. A amostra foi composta por 85 diretores
pertencentes a 20 escolas públicas da região de Arica-Chile, utilizando um questionário do tipo
Likert com vários itens de resposta. Os achados obtidos evidenciaram um sólido compromisso
institucional com a inclusão e a convivência escolar. Um progresso significativo é evidente
graças à promoção de um clima positivo, à participação ativa de famílias e estudantes na tomada
de decisões e à resolução pacífica de conflitos. A implementação de regulamentos, protocolos
de acolhimento e abordagens participativas garante processos transparentes, acessíveis e
alinhados com as regulamentações nacionais, promovendo a equidade e o respeito à diversidade
cultural.
PALAVRAS-CHAVE: Convivência. Inclusão. Estudantes. Estrangeiro.
RESUMEN: El artículo tiene como objetivo determinar la relación de la convivencia con la
inclusión de estudiantes extranjeros en escuelas de educación pública en la región de Arica-
Chile. Se utilizó un diseño cuantitativo de tipo no experimental y transeccional, dado que se
trabajó con dos variables en un periodo específico. La muestra estuvo constituida por 85
directivos pertenecientes a 20 centros educativos públicos de la región de Arica-Chile,
empleándose un cuestionario tipo Likert con diversos reactivos de respuestas. Los hallazgos
obtenidos mostraron un sólido compromiso institucional con la inclusión y la convivencia
escolar. Se evidencian avances significativos gracias al fomento de un clima positivo, la
participación activa de familias y estudiantes en la toma de decisiones, y la resolución pacífica
de conflictos. La implementación de reglamentos, protocolos de acogida y enfoques
participativos asegura procesos transparentes, accesibles y alineados con normativas
nacionales, promoviendo la equidad y el respeto a la diversidad cultural.
PALABRAS CLAVE: Convivencia. Inclusión. Estudiantes. Extranjeros.
ABSTRACT: The article aims to determine the relationship between coexistence and the
inclusion of foreign students in public education schools in the Arica-Chile region. A non-
experimental and transectional quantitative design was used, since two variables were worked
on in a specific period. The sample was made up of 85 managers belonging to 20 public
educational centers in the Arica-Chile region, using a Likert-type questionnaire with various
response items. The findings obtained showed a solid institutional commitment to inclusion and
school coexistence. Significant progress is evident thanks to the promotion of a positive climate,
the active participation of families and students in decision-making, and the peaceful resolution
of conflicts. The implementation of regulations, reception protocols and participatory
approaches ensures transparent, accessible processes aligned with national regulations,
promoting equity and respect for cultural diversity.
KEYWORDS: Coexistence. Even. Alunos. Strangers.
Oscar ROJAS, Marlenis MARTÍNEZ-FUENTES, Genaro Moyano ARCOS y Jennifer Zurina Quiñonez FUENTES
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023041, 2024. e-ISSN: 1519-9029
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Introdução
O nível de qualidade educacional está intimamente ligado ao desempenho da gestão
realizada pelos diretores, que devem possuir um conjunto de habilidades pessoais, profissionais
e administrativas que lhes permitam atingir os objetivos e metas propostos. É fundamental que
a gestão nos centros educativos seja realizada de forma eficiente e eficaz, de forma a responder
adequadamente aos diversos desafios e situações que surgem diariamente dentro do
estabelecimento.
De acordo com Valdiviezo (2018) no campo da educação, mudanças e inovações
ocorreram, mas a administração educacional não ajustou suas estruturas o suficiente para ser
mais eficiente e enfrentar com sucesso as demandas e desafios atuais. Em suma, a gestão
educacional deve se adaptar às inovações emergentes para otimizar sua eficiência à medida que
os tempos evoluem.
Portanto, a gestão educacional implica a capacidade das escolas de estruturar e orientar
seus recursos, processos e decisões, mas muitas vezes enfrenta dificuldades para melhorar os
processos de ensino-aprendizagem e alcançar uma formação integral para todos os alunos que
atendem (Córica, 2020). Em outras palavras, as organizações educacionais muitas vezes
encontram obstáculos para manter recursos, procedimentos e liderança adequados, o que afeta
a otimização dos processos administrativos, acadêmicos e relacionados à comunidade escolar.
A este respeito, San Martín et al. (2020), afirma que as mudanças nos processos sociais
e educacionais no mundo têm levado os sistemas educacionais a repensar abordagens e
estratégias em relação à inclusão educacional. Em outras palavras, na América Latina tem sido
necessário promover medidas que promovam a educação inclusiva. Além disso, o mesmo autor
aponta que "a partir da década de 1990, a inclusão educacional não se concentrou apenas no
acesso, mas também passou a exigir a geração de processos de aprendizagem de qualidade e a
promoção da participação ativa dos alunos nas escolas" (p. 194).
De fato, a educação inclusiva começou a se consolidar na década de 1990,
transformando a perspectiva de como a inclusão deve ser abordada. Durante esse período, novos
métodos foram desenvolvidos para que os alunos participassem mais ativamente de seus
processos de aprendizagem. A verdadeira inclusão educacional implica oferecer a cada aluno
uma oportunidade genuína de aprender individualmente, enfrentando as desigualdades que
afetam esse processo e valorizando as particularidades de cada criança e adolescente.
Consequentemente, junto com o impulso para a inclusão educacional, também um
aumento no fenômeno das migrações. Desde os tempos antigos, as pessoas estão em
Coexistência e inclusão de estudantes estrangeiros em escolas públicas em Arica-Chile
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movimento, seja em busca de oportunidades econômicas, para se reunir com familiares ou para
fins educacionais. A migração definida como o movimento de qualquer pessoa através de
uma fronteira internacional ou dentro de um país, fora de seu local de residência habitual"
(Organização Internacional para as Migrações, OIM, 2018, p. 3).
A migração tem sido uma constante ao longo da história, representando a disposição das
pessoas em superar desafios e buscar melhores condições de vida. Hoje, em um contexto
globalizado marcado por rápidos avanços na tecnologia, comunicação e transporte, o desejo e
a possibilidade de se mudar para outros lugares aumentaram consideravelmente. Por isso, os
movimentos migratórios desempenham um papel fundamental nas mudanças sociais,
econômicas, culturais e educacionais.
No caso do Chile, o fenômeno migratório aumentou, segundo dados do Instituto
Nacional de Estatística do Chile (INE, 2018):
De acordo com o último censo realizado em 2017, 746.465 pessoas
declararam ter nascido no exterior e residir no Chile, o que representa 4,4%
da população total do país. Além disso, no final de 2019, o total da população
estrangeira atingiu 1.492.522, com um aumento de 242.157 pessoas e um
aumento relativo de 19,4% em relação a 2018 (p. 14).
Em relação às implicações mencionadas acima, um notável aumento de estudantes
estrangeiros no sistema educacional chileno, especialmente nas cidades da Região
Metropolitana, Antofagasta, Tarapacá e Valparaíso, sendo a maioria desses alunos originários
da Venezuela. Devido a essa situação, o Ministério da Educação do Chile promoveu uma
transformação educacional que considera a formação como um direito social que deve ser
garantido a todos os alunos, inclusive aqueles que vêm de outros países.
No entanto, as escolas públicas correspondentes na região de Arica expressaram, por
meio de conversas informais com diretores, que a inclusão de alunos estrangeiros nos centros
educacionais representou um desafio. Isso se deve à falta de informações necessárias
relacionadas às necessidades e benefícios desses alunos. A chegada massiva de estudantes
imigrantes às instituições de ensino tem gerado uma série de desafios ao nível da gestão
educativa, adaptação ao currículo, prática pedagógica, aplicação de regras de convivência,
regulamentos, protocolos de acolhimento, entre outras circunstâncias, para as quais não foram
preparados ou educados para serem formados. Isso levou à abordagem de uma pesquisa que
tem como objetivo geral determinar a relação entre a convivência e a inclusão de estudantes
estrangeiros em escolas públicas da região de Arica-Chile.
Oscar ROJAS, Marlenis MARTÍNEZ-FUENTES, Genaro Moyano ARCOS y Jennifer Zurina Quiñonez FUENTES
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Aspectos Teóricos
Coexistência, visão geral
A convivência engloba as interações e conexões que surgem entre os membros da
instituição, englobando os modos de convivência em todas as atividades cotidianas da escola.
Isso inclui a relação acadêmica entre educadores e alunos, o gerenciamento de situações de
conflito, a formação de laços de amizade e interações de trabalho. Portanto, promover a
convivência positiva é uma responsabilidade compartilhada por todos os envolvidos.
Nessa perspectiva, Mercedes (2019) "a convivência é caracterizada pela interação entre
duas ou mais pessoas que mantêm relações diferentes, com a intervenção constante de terceiros
e sujeitas a mudanças contínuas em suas dinâmicas" (p. 11). Implica a convivência de diversos
indivíduos em suas relações, sempre com a presença de outros atores e vivenciando constantes
transformações em suas interações. Em outras palavras, a coexistência se concentra no
agrupamento de ões, comportamentos, ideias, emoções e impressões que distinguem um
indivíduo ou grupo dos outros. De fato, para participar de uma coletividade e nos relacionar
com os outros, é necessário reconsiderar como pensamos, agimos e sentimos.
Por sua vez, Rodríguez (2021) indica que a coexistência pode ser entendida como o
conjunto de comportamentos, pensamentos, emoções, impressões e ações de uma pessoa ou
grupo que lhe conferem uma identidade única em relação aos outros. Para participar de uma
comunidade e se relacionar com ela, é fundamental refletir, agir e sentir de forma coerente com
os objetivos e particularidades do ambiente ao qual se pertence. Nesse sentido, o estudo da
convivência se concentra principalmente nas trocas que ocorrem dentro dos processos sociais.
No campo educacional, a convivência se apresenta como um fenômeno com
implicações sociais, pedagógicas e psicológicas, intimamente ligado aos acontecimentos que
surgem durante o processo didático e nos espaços onde ocorre a formação dos envolvidos. Isso
implica que, no contexto escolar, a convivência engloba diversas ações no âmbito educacional
e pedagógico. Também destaca uma variedade de interações humanas que ocorrem na
instituição educacional, envolvendo alunos, professores, diretores e outros membros da
comunidade educacional.
De acordo com o Ministério da Educação do Chile (MINEDUC, 2018), a convivência
engloba "políticas, procedimentos e práticas voltadas para a promoção do desenvolvimento
pessoal e social, incluindo aspectos espirituais, éticos, morais, afetivos e físicos, de acordo com
o Projeto Educacional de cada instituição e o currículo vigente" (p. 98). Esse órgão estabelece
Coexistência e inclusão de estudantes estrangeiros em escolas públicas em Arica-Chile
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DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19908 6
diretrizes gerais para promover a convivência adequada entre os membros da escola, por meio
de processos e métodos que visam fortalecer os valores, a ética e as emoções dos alunos. Essas
diretrizes serão aplicadas por meio do planejamento do Projeto Educacional Institucional de
cada escola.
Inclusão de estudantes estrangeiros. Visão retrospectiva
A educação inclusiva, segundo Brito et al. (2019) é considerado "um movimento que
busca ampliar a perspectiva do sistema educacional examinando o inegável direito à educação
e reconhecendo o valor da diversidade estudantil" (p. 152). Este direito universal, estabelecido
na Declaração de Salamanca da UNESCO em 1994, sublinha a importância de garantir a
educação para todos, respeitando e valorizando a diversidade dos alunos a nível global. Em
síntese, a educação inclusiva visa ampliar a visão educacional, garantindo o direito à educação
e o reconhecimento da riqueza que a diversidade dos alunos traz.
Nesse sentido, Simbaña (2019) apontou que a inclusão educacional é definida por um
perfil que destaca a acessibilidade, ou seja, que nenhum estabelecimento de ensino deve criar
obstáculos à educação e que as instituições estão devidamente preparadas e equipadas para
oferecer educação inclusiva. Em outras palavras, a inclusão educacional está relacionada a um
ambiente em que a acessibilidade garante que todas as pessoas tenham a oportunidade de
acessar um centro educacional sem enfrentar barreiras ou obstáculos.
Nesse contexto, o MINEDUC (2018) "destaca que o aumento da matrícula de estudantes
estrangeiros no sistema educacional chileno levou o Ministério da Educação, em 2017, a fazer
algumas modificações no Sistema Geral de Informação do Aluno (SIGE)" (p. 32). O autor
ressalta ainda que essas alterações foram implementadas para atender aos Decretos nº 894 e nº
329, que estabelecem conhecimentos sobre o ingresso, permanência e exercício dos direitos
educacionais de crianças, jovens e adultos estrangeiros que não tenham sua situação migratória
regularizada.
Ao mesmo tempo, o mesmo autor introduz o conceito de "Identificador de Cláusula
Escolar (IPE) que permite que estrangeiros que desejam ingressar no sistema educacional
chileno e não possuem carteira de identidade obtenham uma matrícula independentemente de
seu status migratório" (p. 29). Esta condição provisória do identificador baseia-se na
certificação de estudos preliminares, que estabelece as disciplinas mais relevantes para cada
aluno.
Oscar ROJAS, Marlenis MARTÍNEZ-FUENTES, Genaro Moyano ARCOS y Jennifer Zurina Quiñonez FUENTES
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023041, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19908 7
Metodologia
O percurso metodológico centrou-se na abordagem quantitativa em um tipo básico de
pesquisa, com desenho correlacional e não experimental (Hernández-Sampieri & Mendoza,
2018). Ao mesmo tempo, foi gerenciada uma população que é um conjunto definido e
permanente de elementos que compartilham características comuns e que se encontram em um
ambiente específico, o que permite que sejam analisados pelos pesquisadores. Nesse contexto,
a população considerada neste estudo foi composta por 85 diretores pertencentes a 20 escolas
públicas da região de Arica, Chile. Da mesma forma, foi utilizada como técnica de survey e
como instrumento um questionário sob a escala do tipo Likert com diversas alternativas de
resposta (Vivas et al., 2022). Os dados fornecidos foram com o consentimento de todos os
diretores das escolas envolvidas. Da mesma forma, o questionário foi validado por agentes
especiais e o Alfa de Cronbach foi aplicado para sua confiabilidade. Os dados foram
processados com o uso de estatística descritiva.
Resultados e Discussão
Os resultados obtidos foram realizados da seguinte forma: o instrumento foi aplicado
aos diretores de 20 escolas públicas da região de Arica-Chile. Posteriormente, os dados obtidos
foram organizados em uma planilha para sua correspondente análise. Ao mesmo tempo, a
introdução foi estruturada com base nos achados mais relevantes identificados nas referências
consultadas.
Uma vez coletados, os dados foram tabulados, destacando-se as características
específicas da unidade de estudo e os elementos que a ela. Para o processamento dos resultados,
foi utilizado o software estatístico SPSS v.12, o que permitiu que as informações fossem
analisadas e apresentadas por meio de tabelas. Esses resultados, fundamentais para a análise,
foram gerados diretamente da amostra e forneceram conclusões estatisticamente significativas.
Esse procedimento foi um elemento-chave no desenvolvimento deste estudo.
Coexistência e inclusão de estudantes estrangeiros em escolas públicas em Arica-Chile
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023041, 2024. e-ISSN: 1519-9029
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Tabela 1 - Variável: Convivência e indicadores Clima escolar, participação, convivência
escolar
%
Concordo
plenamente
%
Concordo
%Não
concordo
nem
discordo
% Discordo
% Discordo
totalmente
55,0
30,0
6,0
9,0
0,0
46,0
33,0
5,0
16,0
0,0
50,5
31,5
5,5
12,5
0,0
60,0
27,0
5,0
8,0
0,0
56,0
32,0
5,0
7,0
0,0
58,0
29,5
5,0
7,5
0,0
60,0
25,0
6,0
9,0
0,0
52,0
33,0
4,0
11,0
0,0
56,0
29,0
5,0
10,0
0,0
Fonte: Elaborado pelos autores.
Oscar ROJAS, Marlenis MARTÍNEZ-FUENTES, Genaro Moyano ARCOS y Jennifer Zurina Quiñonez FUENTES
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 28, n. 00, e023041, 2024. e-ISSN: 1519-9029
DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19908 9
Os resultados apresentados na Tabela 1 permitem identificar a percepção dos
participantes sobre aspectos relacionados à inclusão, participação ativa e promoção de um clima
escolar adequado para os alunos estrangeiros. Em relação ao indicador de clima escolar, uma
média total de 82,0% dos participantes manifestou Concordo Totalmente e Concordo que a
instituição demonstra interesse em abordar as questões de inclusão, refletindo um compromisso
significativo com a criação de um ambiente escolar inclusivo. Isso leva à inferência de que os
diretores das instituições estudadas estão preocupados em abordar os problemas de inclusão;
acesso a um compromisso significativo da comunidade educativa para a promoção de um
ambiente inclusivo. Esse alto nível de concordância sugere que os esforços para integrar todos
os alunos, independentemente de suas diferenças, estão gerando percepções positivas entre os
envolvidos.
Em relação ao indicador de participação, uma média total de 87,5% dos diretores
indicou que concordam e concordam fortemente que alunos e pais participem ativamente da
tomada de decisões relacionadas à melhoria da instituição de ensino, contribuindo com suas
perspectivas e propostas para promover um ambiente mais inclusivo e eficiente. Além disso,
nas reuniões de trabalho, os professores incentivam a participação ativa dos alunos e pais,
garantindo que todas as opiniões sejam respeitadas e valorizadas, independentemente de sua
nacionalidade. Isso permite inferir que uma abordagem inclusiva e colaborativa na gestão
educacional. O grau de participação reflete um compromisso institucional em promover
espaços onde as vozes dos diferentes atores da comunidade escolar sejam ouvidas e
valorizadas.
No indicador de convivência escolar, uma média total de 85% dos entrevistados afirmou
concordar e concordar fortemente que a equipe gestora promova acordos e soluções pacíficas
para resolver conflitos na comunidade educacional, com foco na inclusão e bem-estar dos
alunos estrangeiros; promover um clima escolar que responda às necessidades e interesses dos
alunos estrangeiros; garantir um ambiente inclusivo e respeitoso que facilite sua integração e
participação ativa na comunidade educativa. Isso permite inferir que os gestores adotam uma
abordagem proativa em situações de conflito por meio da mediação entre as partes envolvidas,
buscando gerenciar os processos de forma mais segura e eficaz. Além disso, focam no
fortalecimento dos canais de comunicação e na participação contínua com os pais e
responsáveis, a fim de envolvê-los ativamente nos processos educativos dos alunos, garantindo
assim uma colaboração constante e significativa no desenvolvimento acadêmico e formativo
dos alunos.
Coexistência e inclusão de estudantes estrangeiros em escolas públicas em Arica-Chile
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Tabela 2 - Variável: inclusão de estudantes estrangeiros e indicadores protocolo de recepção,
convivência e normas de ingresso
Alternativas
Item
%
Concordo
plenamente
%
Concordo
%Não
concordo
nem
discordo
% Discordo
%
Discordo
totalmente
Indicador: protocolo de recepção
7. É mantido informado sobre os
protocolos de recepção implementados
no Chile para favorecer a inclusão de
estudantes estrangeiros.
87,0
13,0
0,0
0,0
0,0
8. Desenhar estratégias específicas no
âmbito do Projeto Educativo
Institucional que abordem os
protocolos de acolhimento para
garantir a inclusão de estudantes
estrangeiros no estabelecimento de
ensino.
10,0
90,0
0,0
0,0
0,0
Média
50,5
31,5
5,5
0,0
0,0
Indicador: regras de convivência
9. O Regulamento de Convivência da
instituição estabelece os regulamentos
e protocolos que estão de acordo com
os direitos e livres de preconceitos.
13,0
87,0
0,0
0,0
0,0
10. A aplicação dos regulamentos de
coexistência tem sido benéfica para os
estabelecimentos de ensino.
16,0
84,0
0,0
0,0
0,0
Média
58,0
29,5
0,0
0,0
0,0
Indicador: Renda
11. A instituição possui regulamentos
específicos para regular a admissão de
estudantes estrangeiros.
88,0
12,0
0,0
0,0
0,0
12. A instituição rege-se pelos
regulamentos estabelecidos no
Regulamento Escolar para a inscrição
de estudantes estrangeiros.
91,0
9,0
0,0
0,0
0,0
Média
89,5
10,5
0,0
0,0
0,0
Fonte: Elaborado pelos autores.
A Tabela 2 mostra a variável inclusão de estudantes estrangeiros, no que diz respeito ao
indicador do protocolo de acolhimento, 100% dos respondentes responderam nas categorias
Concordo Totalmente e Concordo, são mantidos informados sobre os protocolos de
acolhimento implementados no Chile para promover a inclusão de estudantes estrangeiros e
são elaboradas estratégias específicas dentro do Projeto Educacional Institucional que abordam
os protocolos de acolhimento para garantir a inclusão dos alunos estrangeiros no
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estabelecimento de ensino. Isso leva à conclusão de que os líderes da instituição implementam
um conjunto de estratégias de acolhimento que estão alinhadas com as normas vigentes,
demonstrando um firme compromisso com o respeito às necessidades individuais e ao bem-
estar de cada aluno estrangeiro na escola. Essas ações não apenas atendem aos requisitos legais,
mas também refletem um atendimento personalizado, garantindo que cada aluno se sinta
valorizado e apoiado durante seu processo de integração.
No indicador regulamentos de convivência, 100% dos conselheiros indicaram na
alternativa Concordo e Concordo Plenamente que o Regulamento de Convivência da
instituição estabelece os regulamentos e protocolos ajustados a direitos e livres de preconceitos;
bem como sua implementação tem sido benéfica para os centros educacionais. Deduz-se isso
para inferir que as regras de convivência da instituição obedecem a regulamentos e protocolos
que respeitam os direitos dos escolares, sem preconceitos. Essa unanimidade sugere um
consenso geral entre os diretores sobre a importância de garantir um ambiente escolar justo e
inclusivo.
Paralelamente, no indicador de admissão, 100% dos respondentes responderam na
categoria Concordo Totalmente e Concordo, a instituição possui regulamentos específicos para
regular o ingresso de estudantes estrangeiros e rege-se pelos regulamentos estabelecidos no
Regulamento Escolar para a matrícula de estudantes estrangeiros. Isso é interpretado como as
escolas da instituição com regulamentos específicos destinados a regular a entrada de estudantes
estrangeiros. Isso mostra que o estabelecimento possui uma abordagem organizada e
estruturada para garantir o acesso equitativo e de acordo com as particularidades desse grupo
de estudantes, mantendo uma abordagem organizada e estruturada para garantir o acesso
equitativo e de acordo com as particularidades desse grupo de estudantes.
Ao analisar os dados estatísticos obtidos quanto à variável convivência e indicadores
clima escolar, participação e convivência escolar, evidencia-se um sólido compromisso
institucional com a inclusão, participação ativa e convivência escolar. A promoção de um clima
positivo, a participação de alunos e famílias na tomada de decisões e a resolução pacífica de
conflitos mostram avanços significativos na construção de um ambiente educacional inclusivo
e respeitoso. Esses esforços contribuem diretamente para o desenvolvimento holístico dos
alunos. Essas derivações são apoiadas pelo estudo de Hernández e Ainscow (2018), quando
afirmam que a criação de ambientes inclusivos promove a igualdade e o respeito nas escolas,
refletindo políticas alinhadas aos direitos humanos. Além disso, destaca-se que a participação
ativa das famílias e dos alunos fortalece a tomada de decisão inclusiva. Além disso, Gutiérrez
Coexistência e inclusão de estudantes estrangeiros em escolas públicas em Arica-Chile
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e Sánchez (2022) um clima escolar positivo, livre de preconceitos, promove a integração efetiva
de alunos de várias nacionalidades. Essas perspectivas reforçam a importância da
implementação de estratégias inclusivas para garantir o desenvolvimento holístico de todos os
alunos.
Enquanto os achados obtidos no indicador de participação exigem uma alta valorização
e comprometimento por parte dos alunos, pais e professores no processo de tomada de decisão
dentro da instituição de ensino. Isso é reforçado pela indagação de Romero (2023), onde afirma
que a participação ativa de atores e autores está vinculada a uma concepção compartilhada de
responsabilidade educativa e à busca de melhorias na qualidade do ensino; destacando a
colaboração entre famílias e escolas que fomentam o sentimento de pertencimento e
corresponsabilidade, favorecendo decisões mais inclusivas e eficazes.
No que diz respeito ao indicador de convivência escolar, é necessário promover
soluções pacíficas para a resolução de conflitos com uma abordagem inclusiva, sugerindo um
ambiente educacional que priorize o bem-estar integral e a integração ativa dos alunos
estrangeiros. Esse nível de concordância evidencia uma gestão efetiva da convivência escolar,
voltada para valores como respeito, equidade e aceitação da diversidade cultural. Isso é
sustentado por Yévenes (2024) quando destaca que a implementação de mediadores culturais
nas escolas contribui para prevenir conflitos e promover a convivência a partir da aceitação da
diversidade cultural, fortalecendo valores como respeito e equidade. Essa abordagem melhora
o clima escolar e promove relações interculturais positivas.
Em síntese, a variável de coexistência em que estão envolvidos os indicadores clima
escolar, participação e convivência escolar, evidencia-se um progresso significativo graças à
promoção de um clima positivo, à participação ativa das famílias e dos alunos na tomada de
decisões e à resolução pacífica de conflitos. Vélez-Miranda et al. (2020) destacam que
ambientes inclusivos promovem igualdade e respeito, assim como um clima escolar livre de
preconceitos facilita a integração cultural. Essas estratégias reforçam o desenvolvimento
integral e a coesão social nas comunidades educacionais.
As evidências encontradas na variável inclusão de estudantes estrangeiros, no indicador
protocolo de acolhimento, refletiram um panorama animador em termos de inclusão de
estudantes estrangeiros no estabelecimento de ensino. A implementação de protocolos claros e
sua integração no IEP garantem um ambiente não apenas inclusivo, mas também alinhado com
as regulamentações nacionais. Isso pode servir como uma base sólida para o desenvolvimento
de políticas e estratégias que fortaleçam a interculturalidade e a coesão social no ambiente
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escolar. Essa análise é apoiada pela pesquisa de Valdés et al. (2022), quando destacam que os
protocolos de acolhimento são essenciais para o sucesso das políticas inclusivas. Esses
protocolos incluem medidas como entrevistas iniciais com os alunos e suas famílias, apoio
emocional e acadêmico e atividades interculturais que incentivam a interação e o respeito
mútuo. Na Espanha, por exemplo, os planos de acolhimento consideram o envolvimento de
mediadores interculturais e atividades que permitam o intercâmbio cultural, reforçando o
aprendizado mútuo entre estudantes locais e estrangeiros.
O indicador correspondente aos regulamentos de convivência, os diretores revelaram
um aspecto bastante positivo ao considerar que o regulamento representa uma ferramenta
fundamental para promover uma convivência escolar saudável, inclusiva e ajustada aos direitos
de todos os atores educacionais. Esse nível de aprovação e consenso fortalece sua legitimidade
e garante que sua aplicação seja consistente, contribuindo para um clima escolar harmonioso e
livre de preconceitos. Além disso, a implementação bem-sucedida pode servir de modelo para
outras instituições interessadas em desenvolver regulamentações inclusivas e eficazes. Essas
descobertas são apoiadas pelo estudo de Moreno (2023): regulamentações que integram
princípios de equidade, respeito e diversidade cultural contribuem significativamente para o
desenvolvimento de ambientes harmoniosos e o bem-estar integral de alunos e professores.
Essas regulamentações, quando aplicadas com coerência e consenso, não apenas fortalecem a
convivência, mas também servem como modelo replicável para outras instituições interessadas
em promover a inclusão e a justiça educacional.
O regulamento deve ser parte ativa do Projeto Educativo Institucional (PEI), garantindo
o seu alinhamento com as regulamentações nacionais e refletindo as necessidades da
comunidade escolar. Essa abordagem permite que as políticas institucionais sejam traduzidas
em práticas efetivas que reforcem a coesão social e o sentimento de pertencimento de todos os
atores educacionais.
No que diz respeito ao indicador de renda, é necessário um aspecto positivo com a
implementação de regulamentos alinhados com o marco regulatório nacional para a admissão
de estudantes estrangeiros. Essa abordagem promove a equidade e facilita a inclusão dos alunos
no contexto escolar, garantindo que os processos de matrícula sejam transparentes, acessíveis e
respeitosos com a diversidade cultural. A unanimidade dos entrevistados reforça a percepção
positiva e garante uma base sólida para fortalecer ainda mais esses processos. Este resultado é
apoiado pelo Ministério da Educação do Chile (MINEDUC, 2018) quando aponta que as
regulamentações alinhadas com as regulamentações nacionais são uma ferramenta fundamental
Coexistência e inclusão de estudantes estrangeiros em escolas públicas em Arica-Chile
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para garantir a equidade na admissão de estudantes estrangeiros. Ao promover processos claros
que respeitem a diversidade cultural, essas políticas garantem o acesso universal à educação e
reforçam um ambiente inclusivo. De acordo com a Política Nacional de Inclusão Educacional
do Chile, essas medidas fortalecem a coesão social e promovem o respeito mútuo em diversas
comunidades escolares, em sua aplicação gera legitimidade e confiança nos atores
educacionais.
Em síntese, os achados refletem um sólido compromisso institucional com a
convivência escolar inclusiva. A implementação de regulamentos, protocolos de acolhimento e
abordagens participativas garante processos transparentes, acessíveis e alinhados com as
regulamentações nacionais, promovendo a equidade e o respeito à diversidade cultural. Esses
esforços não apenas fortalecem o bem-estar integral de alunos e professores, mas também
consolidam a coesão social e o sentimento de pertencimento. Estudos atuais sustentam a
importância dessas estratégias, destacando seu impacto positivo na justiça educacional e na
convivência intercultural.
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EDUCACIÓN PÚBLICA EN ARICA-CHILE
COEXISTÊNCIA E INCLUSÃO DE ESTUDANTES ESTRANGEIROS EM ESCOLAS
PÚBLICAS EM ARICA-CHILE
COEXISTENCE AND THE INCLUSION OF FOREIGN STUDENTS IN PUBLIC EDUCATION
SCHOOLS IN ARICA-CHILE
Oscar ROJAS1
e-mail: oscar.rojas@umcervantesecontinua.cle
Marlenis MARTÍNEZ-FUENTES2
e-mail: marlenism3@gmail.com
Genaro Moyano ARCOS3
e-mail: genaro31@gmail.co
Jennifer Zurina Quiñonez FUENTES4
e-mail: jennifer.quinonez@profe.umc.cl
Cómo hacer referencia a este artículo:
ROJAS, O.; MARTÍNEZ-FUENTES, M.; ARCOS, G. M.;
FUENTES, J. Z. Q. Convivencia y la inclusión de estudiantes
extranjeros en escuelas de educación pública en Arica-Chile.
Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v.
28, n. 00, e023041, 2024. e-ISSN: 1519-9029. DOI:
https://doi.org/10.22633/rpge.v28i00.19908
| Presentado en: 07/10/2024
| Revisiones requeridas en: 10/11/2024
| Aprobado en: 19/11/2024
| Publicado en: 18/12/2024
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Editor Adjunto Ejecutivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Universidad Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Chile. Post Doctor en Finanzas, PhD en Economía y Finanzas, Doctor en Educación,
Máster en educación, MBA, Ingeniero Comercial, Licenciado en Ciencias de la Administración, Académico, Director de Postgrado
Investigación e Innovación.
2
Universidad Miguel de Cervantes (UMC), Santiago – Chile. Postdoctor en Gestión del Conocimiento, Doctor en Ciencias de la Educación,
Magíster en Educación, Mención Gerencia Educacional. Académica, Dirección de Postgrado, Investigación e Innovación.
3
Universidad Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Chile. Magister en Lengua y Cultura. Magister en Gestión Educativa. Licenciado en
Comunicación Social. Periodista. Académico, Dirección de Postgrado, Investigación e Innovación.
4
Universidad Miguel de Cervantes (UMC), Santiago Chile. Magíster en Ciencias de la Educación Superior mención Docencia Universitaria,
Licenciada en educación Integral, Abogada, Académica, Dirección de Postgrado, Investigación e Innovación.
Convivencia y la inclusión de estudiantes extranjeros en escuelas de educación pública en Arica-Chile
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RESUMEN: El artículo tiene como objetivo determinar la relación de la convivencia con la
inclusión de estudiantes extranjeros en escuelas de educación pública en la región de Arica-
Chile. Se utiliun diseño cuantitativo de tipo no experimental y transeccional, dado que se
trabajó con dos variables en un periodo específico. La muestra estuvo constituida por 85
directivos pertenecientes a 20 centros educativos públicos de la región de Arica-Chile,
empleándose un cuestionario tipo Likert con diversos reactivos de respuestas. Los hallazgos
obtenidos mostraron un sólido compromiso institucional con la inclusión y la convivencia
escolar. Se evidencian avances significativos gracias al fomento de un clima positivo, la
participación activa de familias y estudiantes en la toma de decisiones, y la resolución pacífica
de conflictos. La implementación de reglamentos, protocolos de acogida y enfoques
participativos asegura procesos transparentes, accesibles y alineados con normativas
nacionales, promoviendo la equidad y el respeto a la diversidad cultural.
PALABRAS CLAVE: Convivencia. Inclusión. Estudiantes. Extranjeros.
RESUMO: O objetivo deste artigo é determinar a relação entre a convivência e a inclusão de
estudantes estrangeiros em escolas públicas da região de Arica, Chile. Utilizou-se um
delineamento quantitativo do tipo não experimental e transversal, uma vez que duas variáveis
foram trabalhadas em um período específico. A amostra foi composta por 85 diretores
pertencentes a 20 escolas públicas da região de Arica-Chile, utilizando um questionário do
tipo Likert com vários itens de resposta. Os achados obtidos evidenciaram um sólido
compromisso institucional com a inclusão e a convivência escolar. Um progresso significativo
é evidente graças à promoção de um clima positivo, à participação ativa de famílias e
estudantes na tomada de decisões e à resolução pacífica de conflitos. A implementação de
regulamentos, protocolos de acolhimento e abordagens participativas garante processos
transparentes, acessíveis e alinhados com as regulamentações nacionais, promovendo a
equidade e o respeito à diversidade cultural.
PALAVRAS-CHAVE: Convivência. Inclusão. Estudantes. Estrangeiro.
ABSTRACT: The article aims to determine the relationship between coexistence and the
inclusion of foreign students in public education schools in the Arica-Chile region. A non-
experimental and transectional quantitative design was used, since two variables were worked
on in a specific period. The sample was made up of 85 managers belonging to 20 public
educational centers in the Arica-Chile region, using a Likert-type questionnaire with various
response items. The findings obtained showed a solid institutional commitment to inclusion and
school coexistence. Significant progress is evident thanks to the promotion of a positive climate,
the active participation of families and students in decision-making, and the peaceful resolution
of conflicts. The implementation of regulations, reception protocols and participatory
approaches ensures transparent, accessible processes aligned with national regulations,
promoting equity and respect for cultural diversity.
KEYWORDS: Coexistence. Even. Alunos. Strangers.
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Introducción
El nivel de calidad educativa está estrechamente vinculado con el desempeño de la
gestión realizada por los directivos, quienes deben contar con un conjunto de habilidades
personales, profesionales y administrativas que les permitan alcanzar los objetivos y metas
propuestos. Es fundamental que la gestión en los centros educativos se lleve a cabo de manera
eficiente y eficaz, con el propósito de responder adecuadamente a los diversos desafíos y
situaciones que surgen a diario dentro del establecimiento.
Según Valdiviezo (2018) en el ámbito educativo, se han producidos cambios e
innovaciones, pero la administración educativa no ha ajustado sus estructuras lo suficiente para
ser más eficiente y hacer frente con éxito a las demandas y desafíos actuales. En resumen, la
gestión educativa debe adaptarse a las innovaciones emergentes para optimizar su eficiencia a
medida que evolucionan los tiempos.
Por ello, la gestión educativa implica la capacidad de los centros para estructurar y
orientar sus recursos, procesos y decisiones, pero muchas veces enfrenta dificultades en mejorar
los procesos de enseñanza-aprendizaje y en lograr una formación integral para todos los
estudiantes que atienden (Córica, 2020). Dicho de otro modo, las organizaciones educativas
suelen encontrar obstáculos para mantener adecuados recursos, procedimientos y liderazgo, lo
que afecta la optimización de los procesos administrativos, académicos y los relacionados con
la comunidad escolar.
Al respecto, San Martín et al. (2020), plantea que los cambios en los procesos sociales
y educativos en el mundo han llevado a los sistemas educativos a replantearse enfoques y
estrategias en relación con la inclusión educativa. En otras palabras, en América Latina ha sido
necesario impulsar medidas que promuevan la educación inclusiva. Además, el mismo autor
señala que “a partir de la década de 1990, la inclusión educativa no solo se enfocó en el acceso,
sino que comenzó a demandar la generación de procesos de aprendizaje de calidad y el fomento
de la participación activa de los estudiantes en las escuelas” (p. 194).
En efecto, la educación inclusiva comenzó a consolidarse en los años noventa,
transformando la perspectiva sobre cómo debía abordarse la inclusión. En este periodo, se
desarrollaron nuevos métodos para lograr que los estudiantes participaran de forma más activa
en sus procesos de aprendizaje. La verdadera inclusión educativa implica ofrecer a cada alumno
una oportunidad genuina de aprender de manera individualizada, enfrentando las desigualdades
que afectan este proceso y apreciando las particularidades de cada niño, niña y adolescente.
Convivencia y la inclusión de estudiantes extranjeros en escuelas de educación pública en Arica-Chile
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En consecuencia, junto con el impulso hacia la inclusión educativa, también se observa
un aumento en el fenómeno de la migración. Desde tiempos antiguos, las personas han estado
en constante movimiento, ya sea en busca de oportunidades económicas, para reunirse con sus
familiares o para fines educativos. La migración “se define como el desplazamiento de
cualquier persona a través de una frontera internacional o dentro de un país, fuera de su lugar
habitual de residencia” (Organización Internacional para la Migración, OIM, 2018, p. 3).
La migración ha sido una constante a lo largo de la historia, representando la voluntad
de las personas de superar desafíos y buscar mejores condiciones de vida. Hoy en día, en un
contexto globalizado marcado por rápidos avances en tecnología, comunicación y transporte,
el deseo y la posibilidad de trasladarse a otros lugares han aumentado considerablemente. Por
esta razón, los movimientos migratorios desempeñan un papel fundamental en los cambios
sociales, económicos, culturales y educativos.
En el caso de Chile, el fenómeno migratorio ha experimentado un aumento, según datos
del Instituto Nacional de Estadística de Chile (INE, 2018):
Según el último censo efectuado en 2017, 746.465 personas declararon haber
nacido en el extranjero y residir en Chile, lo que representa un 4,4% de la
población total en el país. Además, a fines de 2019, la población extranjera
total alcanzó los 1.492.522, con un aumento de 242.157 personas y un
aumento relativo del 19,4% en comparación con el año 2018 (p. 14).
En relación con las implicaciones mencionadas anteriormente, se observa un notable
aumento de estudiantes extranjeros en el sistema educativo chileno, especialmente en las
ciudades de la Región Metropolitana, Antofagasta, Tarapacá y Valparaíso, siendo la mayoría de
estos educandos originarios de Venezuela. Debido a esta situación, el Ministerio de Educación
de Chile ha impulsado una transformación educativa que considera la formación como un
derecho social que debe ser garantizado para todos los alumnos, incluyendo los que provienen
de otros países.
No obstante, las escuelas públicas correspondientes en la región de Arica han expresado,
a través de conversaciones informales con los directores, que la inclusión de estudiantes
extranjeros en los centros educativos ha representado un desafío. Esto se debe a la falta de
información necesaria relacionada con las necesidades y beneficios de estos educandos. La
llegada masiva de estudiantes inmigrantes a las instituciones educativas ha generado una serie
de desafíos en términos de gestión educativa, adaptación al currículo, práctica pedagógica,
aplicación de normas de convivencia, reglamentos, protocolos de acogida, entre otras
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circunstancias, para las cuales no estaba preparado o formado educadamente. Esto condujo al
abordaje de una investigación que tiene como objetivo general determinar la relación de la
convivencia con la inclusión de estudiantes extranjeros en escuelas de educación pública en la
región de Arica-Chile.
Aspectos Teóricos
Convivencia, visión general
La convivencia engloba las interacciones y conexiones que surgen entre los miembros
de la institución, abarcando las formas de congeniar en todas las actividades diarias de la
escuela. Esto incluye la relación académica entre educadores y alumnos, la gestión de
situaciones conflictivas, la formación de lazos de amistad y las interacciones laborales. Por
ende, fomentar la convivencia positiva es una responsabilidad compartida por todos los
involucrados.
En esta perspectiva, Mercedes (2019) “la convivencia se caracteriza por la interacción
entre dos o más personas que mantienen relaciones diferentes, con la constante intervención de
terceros y sometida a cambios continuos en sus dinámicas” (p. 11). Implica la coexistencia de
individuos diversos en sus relaciones, siempre con la presencia de otros actores y
experimentando transformaciones constantes en sus interacciones. Es decir, la convivencia se
centra en la agrupación de acciones, conductas, ideas, emociones e impresiones que distinguen
a un individuo o grupo de los demás. En efecto para participar en una colectividad y relacionarse
con otros, es necesario reconsiderar cómo pensamos, actuamos y sentimos.
Por su parte, Rodríguez (2021) indica que la convivencia puede entenderse como el
conjunto de comportamientos, pensamientos, emociones, impresiones y acciones de una
persona o un grupo que le otorgan una identidad única frente a otros. Para participar en una
comunidad y relacionarse dentro de ella, es fundamental reflexionar, actuar y sentir de manera
coherente con los objetivos y particularidades del entorno al que se pertenece. En este sentido,
el estudio de la coexistencia se enfoca principalmente en los intercambios que ocurren dentro
de los procesos sociales.
En el ámbito educativo, la convivencia se presenta como un fenómeno con
implicaciones sociales, pedagógicas y psicológicas, estrechamente ligado a los eventos que
surgen durante el proceso didáctico y en los espacios donde se lleva a cabo la formación de los
involucrados. Esto implica que, en el contexto escolar, la convivencia abarca diversas acciones
Convivencia y la inclusión de estudiantes extranjeros en escuelas de educación pública en Arica-Chile
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dentro de los ámbitos formativo y pedagógico. Asimismo, resalta una variedad de interacciones
humanas que tienen lugar en la institución educativa, involucrando a estudiantes, docentes,
directivos y otros integrantes de la comunidad educativa.
Según el Ministerio de Educación de Chile (MINEDUC, 2018), la convivencia abarca
“políticas, procedimientos y prácticas destinadas a promover el desarrollo personal y social,
incluyendo los aspectos espirituales, éticos, morales, afectivos y físicos, de acuerdo con el
Proyecto Educativo de cada institución y el currículo vigente” (p. 98). Este organismo establece
pautas generales para promover una convivencia adecuada entre los miembros de la escuela, a
través de procesos y métodos destinados a fortalecer los valores, la ética y las emociones de los
educandos. Estas directrices se aplicarán mediante la planificación del Proyecto Educativo
Institucional de cada establecimiento escolar.
Inclusión de estudiantes extranjeros. Visión retrospectiva
La educación inclusiva, según Brito et al. (2019) se considera “un movimiento que
busca ampliar la perspectiva del sistema educativo al examinar el derecho innegable a la
educación y reconocer el valor de la diversidad de los alumnos” (p. 152). Este derecho
universal, según lo establecido en la Declaración de Salamanca de la UNESCO em 1994,
subraya la importancia de garantizar la educación para todos, respetando y valorando la
diversidad de los estudiantes a nivel global. En resumen, la educación inclusiva tiene como
objetivo ampliar la visión educativa, asegurando el derecho a la educación y el reconocimiento
a la riqueza que aporta la diversidad de los alumnos.
En concordancia, Simbaña (2019) señaló que la inclusión educativa se define por un
perfil que destaca la accesibilidad, es decir, que ningún establecimiento educativo debe crear
obstáculos para la educación y que las instituciones estén debidamente preparadas y equipadas
para ofrecer una educación inclusiva. En otras palabras, la inclusión educativa se relaciona con
un entorno en el cual la accesibilidad garantiza que todas las personas tengan la oportunidad de
acceder a un centro educativo sin enfrentar barreras u obstáculos.
En este contexto, el MINEDUC (2018) “destaca que el aumento de la matrícula de
estudiantes extranjeros en el sistema educativo chileno llevó al Ministerios de Educación, en
2017, realizó ciertas modificaciones en el Sistema de Información General de Estudiantes
(SIGE)” (p. 32). El autor, también señala que estas modificaciones se implementaron para
cumplir con los Decretos 894 y 329, los cuales establecen los conocimientos sobre el
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ingreso, permanencia y ejercicio de los derechos educativos de niños, niñas, jóvenes y adultos
extranjeros que no tienen su situación migratoria regularizada.
Simultáneamente, el mismo autor introduce el concepto de “identificador Proviso
Escolar (IPE) que permite a personas extranjeras que deseen incorporarse al sistema educativo
chileno y no tenga cédula de identidad obtener una inscripción de manera independiente a su
situación migratoria” (p. 29). Esta condición provisional del identificador se basa en la
certificación de estudios preliminares, que establece las asignaturas más pertinentes para cada
alumno.
Metodología
La ruta metodológica centrada en el enfoque cuantitativo en una investigación de tipo
básico, con un diseño correlacional y no experimental (Hernández-Sampieri y Mendoza, 2018).
Al mismo tiempo, se manejó una población que se trata de un grupo definido y permanente de
elementos que comparten características comunes y que se encuentran en un entorno específico,
lo que permite que sean objeto de análisis por parte de investigadores. En este contexto, la
población considerada en el presente estudio estuvo conformada por 85 directivos
pertenecientes a 20 centros educativos públicos de la región de Arica-Chile. Asimismo, se
utilizó como técnica una encuesta y como instrumento un cuestionario bajo la óptica de la escala
tipo Likert con varias alternativas de respuestas (Vivas et al., 2022). Los datos suministrados
fueron con el consentimiento de todos los directivos de las escuelas involucradas. Igualmente,
el cuestionario fue validado por especiales y se aplicó el Alpha de Cronbach para su fiabilidad.
Los datos fueron procesados con el uso de la estadística descriptiva.
Resultados y Discusión
Los resultados obtenidos se llevaron a cabo de la siguiente manera: el instrumento fue
aplicado a los directores de 20 escuelas de educación pública en la región de Arica-Chile.
Posteriormente, los datos obtenidos fueron organizados en una hoja destinada a su análisis
correspondiente. Paralelamente, la introducción fue estructurada en base a los hallazgos más
relevantes identificados en las referencias consultadas.
Una vez recopilados los datos, se procedió a su tabulación, destacando las
características específicas de la unidad de estudio y los elementos que guardaban coherencia
con esta. Para el procesamiento de los resultados se utilizó el software estadístico SPSS v.12,
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lo que permitió analizar la información y presentarla mediante tablas. Estos resultados,
fundamentales para el análisis, se generaron directamente a partir de la muestra y
proporcionaron conclusiones significativas desde una perspectiva estadística. Este
procedimiento constituyó un elemento clave en el desarrollo del presente estudio.
Tabla 1 - Variable: Convivencia e indicadores clima escolar, participación, convivencia
escolar
Alternativas
Ítem
% Muy
de
acuerdo
%De
acuerdo
%Ni de
acuerdo ni
en
desacuerdo
%En
desacuerdo
%Muy en
desacuerdo
Indicador: clima escolar
1. Cuando surgen problemas
relacionados con la inclusión en la
institución educativa, se evidencia un
interés por abordarlos, promoviendo la
creación de un clima escolar adecuado
y favorable para todos.
55,0
30,0
6,0
9,0
0,0
2. En el centro educativo se fomenta
un clima escolar positivo,
promoviendo la libertad y la
honestidad entre los estudiantes, sin
realizar distinciones basadas en su
nacionalidad.
46,0
33,0
5,0
16,0
0,0
Promedio
50,5
31,5
5,5
12,5
0,0
Indicador: participación
3. Los estudiantes y los padres de
familia participan activamente en la
toma de decisiones relacionadas con la
mejora de la institución educativa,
contribuyendo con sus perspectivas y
propuestas para fomentar un entorno
más inclusivo y eficiente.
60,0
27,0
5,0
8,0
0,0
4. En las reuniones de trabajo, los
docentes fomentan la participación
activa de los estudiantes y padres de
familia, asegurando que se respeten y
valoren todas las opiniones, sin
importar su nacionalidad.
56,0
32,0
5,0
7,0
0,0
Promedio
58,0
29,5
5,0
7,5
0,0
Indicador: Convivencia escolar
5. El personal docente promueve
acuerdos y soluciones pacíficas para
resolver conflictos en la comunidad
educativa, enfocándose en la inclusión
y el bienestar de los estudiantes
extranjeros.
60,0
25,0
6,0
9,0
0,0
Oscar ROJAS, Marlenis MARTÍNEZ-FUENTES, Genaro Moyano ARCOS y Jennifer Zurina Quiñonez FUENTES
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6. Se promueve un clima escolar que
responde a las necesidades e intereses
de los estudiantes extranjeros,
garantizando un ambiente inclusivo y
respetuoso que facilite su integración y
participación activa en la comunidad
educativa.
52,0
33,0
4,0
11,0
0,0
Promedio
56,0
29,0
5,0
10,0
0,0
Fonte: elaborado pelos autores.
Los resultados presentados en la tabla 1 permiten identificar la percepción de los
participantes sobre aspectos relacionados con la inclusión, la participación activa y la
promoción de un clima escolar adecuado para estudiantes extranjeros. En relación con el
indicador de clima escolar, un promedio total del 82,0% de los participantes expresó estar Muy
de acuerdo y De acuerdo en que la institución demuestra interés por abordar problemas de
inclusión, reflejando un compromiso significativo con la creación de un entorno escolar
inclusivo. Esto induce a inferir que los directivos de las instituciones estudiadas se preocupan
por abordar problemas de inclusión; accediendo a un compromiso significativo de la comunidad
educativa hacia la promoción de un entorno inclusivo. Este alto nivel de acuerdo sugiere que
los esfuerzos realizados para integrar a todos los estudiantes, independientemente de sus
diferencias, están generando percepciones positivas entre los involucrados.
En lo que respecta al indicador participación, un promedio total de 87,5% de los
directivos señaló estar Muy de acuerdo y De acuerdo los estudiantes y los padres de familia
participan activamente en la toma de decisiones relacionadas con la mejora de la institución
educativa, contribuyendo con sus perspectivas y propuestas para fomentar un entorno más
inclusivo y eficiente. Además, en las reuniones de trabajo los docentes fomentan la
participación activa de los estudiantes y padres de familia, asegurando que se respeten y valoren
todas las opiniones, sin importar su nacionalidad. Esto permiten inferir que existe un enfoque
inclusivo y colaborativo en la gestión educativa. El grado de participación refleja un
compromiso institucional por promover espacios donde las voces de los diferentes actores de
la comunidad escolar sean escuchadas y valoradas.
El indicador convivencia escolar, un promedio total de 85% de los encuestados
manifestó estar Muy de acuerdo y De acuerdo que el personal directivo promueve acuerdos y
soluciones pacíficas para resolver conflictos en la comunidad educativa, enfocándose en la
inclusión y el bienestar de los estudiantes extranjeros; promoviendo un clima escolar que
responde a las necesidades e intereses de los estudiantes extranjeros, garantizando un ambiente
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inclusivo y respetuoso que facilite su integración y participación activa en la comunidad
educativa. Esto permite inferir que los directivos adoptan un enfoque proactivo frente a
situaciones conflictivas mediante la mediación entre las partes involucradas, buscando
gestionar los procesos de manera más segura y efectiva. Además, se enfocan en fortalecer los
canales de comunicación y participación continua con los padres y apoderados, con el fin de
involucrarlos activamente en los procesos educativos de los estudiantes, asegurando así una
colaboración constante y significativa en el desarrollo académico y formativo de los alumnos.
Tabla 2 - Variable: inclusión de estudiantes extranjeros e indicadores protocolo de acogida,
reglamento de convivencia e ingreso
Alternativas
Ítem
% Muy
de
acuerdo
%De
acuerdo
%Ni de
acuerdo ni
en
desacuerdo
%En
desacuerdo
%Muy en
desacuerdo
Indicador: protocolo de acogida
7. Se mantiene informado de los
protocolos de recepción
implementados en Chile para
favorecer la inclusión de estudiantes
extranjeros.
87,0
13,0
0,0
0,0
0,0
8. Diseña estrategias específicas dentro
del Proyecto Educativo Institucional
que aborden los protocolos de acogida
para garantizar la inclusión de
estudiantes extranjeros en el
establecimiento educativo.
10,0
90,0
0,0
0,0
0,0
Promedio
50,5
31,5
5,5
0,0
0,0
Indicador: reglamento de convivencia
9. En el Reglamento Convivencia de la
institución se plantean las normativas
y protocolos ajustados a derechos y
libres de sesgos.
13,0
87,0
0,0
0,0
0,0
10. La implementación del reglamento
de convivencia ha resultado
beneficiosa para los establecimientos
educativos.
16,0
84,0
0,0
0,0
0,0
Promedio
58,0
29,5
0,0
0,0
0,0
Indicador: ingreso
11. La institución dispone de
normativas específicas para regular el
ingreso de estudiantes extranjeros.
88,0
12,0
0,0
0,0
0,0
12. La institución se rige por las
normativas establecidas en el
Reglamento Escolar para la
inscripción de estudiantes extranjeros.
91,0
9,0
0,0
0,0
0,0
Oscar ROJAS, Marlenis MARTÍNEZ-FUENTES, Genaro Moyano ARCOS y Jennifer Zurina Quiñonez FUENTES
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Promedio
89,5
10,5
0,0
0,0
0,0
Fonte: elaborado pelos autores.
En la tabla 2, se visualiza la variable inclusión de estudiantes extranjeros, en cuanto al
indicador protocolo de acogida el 100% de los encuestados respondió en las categorías Muy
de acuerdo y De acuerdo se mantiene informado de los protocolos de recepción implementados
en Chile para favorecer la inclusión de estudiantes extranjeros y se diseña estrategias
específicas dentro del Proyecto Educativo Institucional que aborden los protocolos de acogida
para garantizar la inclusión de estudiantes extranjeros en el establecimiento educativo. Esto
accede a deducir que los líderes de la institución implementan un conjunto de estrategias de
acogida que se ajustan a las normativas vigentes, mostrando un firme compromiso con el
respeto a las necesidades individuales y el bienestar de cada estudiante extranjero en el centro
educativo. Estas acciones no solo cumplen con los requisitos legales, sino que también reflejan
una atención personalizada, asegurando que cada alumno se sienta valorado y apoyado durante
su proceso de integración.
En el indicador reglamento de convivencia, el 100% de los directivos señaló en la
alternativa Muy de acuerdo y De acuerdo que el Reglamento Convivencia de la institución se
plantean las normativas y protocolos ajustados a derechos y libres de sesgos; así como la
implementación del mismo ha resultado beneficiosa para los centros educativos. Esto se deduce
a inferir que el reglamento de convivencia de la institución se ajusta a normativas y protocolos
que respetan los derechos de los escolares, sin prejuicios. Esta unanimidad sugiere un consenso
generalizado entre los directivos sobre la importancia de garantizar un entorno escolar justo e
inclusivo.
Al mismo tiempo, en el indicador ingreso, el 100% de los encuestados respondió en la
categoría Muy de acuerdo y De acuerdo la institución dispone de normativas específicas para
regular el ingreso de estudiantes extranjeros y se rige por las normativas establecidas en el
Reglamento Escolar para la inscripción de estudiantes extranjeros. Esto se interpreta que las
escuelas la institución cuenta con normativas específicas diseñadas para regular el ingreso de
estudiantes extranjeros. Esto evidencia que el establecimiento tiene un enfoque organizado y
estructurado para garantizar un acceso equitativo y conforme a las particularidades de este
grupo estudiantil, manteniendo un enfoque organizado y estructurado para garantizar un acceso
equitativo y conforme a las particularidades de este grupo estudiantil.
Al analizar los datos estadísticos obtenidos respecto a la variable convivencia e
indicadores clima escolar, participación y convivencia escolar se evidencia un sólido
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compromiso institucional con la inclusión, la participación activa y la convivencia escolar. El
fomento de un clima positivo, la participación de estudiantes y familias en la toma de
decisiones, y la resolución pacífica de conflictos evidencian avances significativos hacia la
construcción de un entorno educativo inclusivo y respetuoso. Estos esfuerzos contribuyen
directamente al desarrollo integral de los estudiantes. Estas derivaciones se avalan con el
estudio de Hernández y Ainscow (2018), cuando expone que la creación de entornos inclusivos
fomenta la igualdad y el respeto en los centros educativos, reflejando políticas alineadas con
derechos humanos. Además, se destaca que la participación activa de las familias y estudiantes
fortalece la toma de decisiones inclusivas. También, Gutiérrez y Sánchez (2022) un clima
escolar positivo, libre de sesgos, impulsa la integración efectiva de estudiantes de diversas
nacionalidades. Estas perspectivas refuerzan la importancia de implementar estrategias
inclusivas para garantizar el desarrollo integral de todos los educandos.
Mientras que los hallazgos obtenidos en el indicador de participación se precisa una alta
valoración y compromiso, por parte de los estudiantes, padres de familia y docentes en el
proceso de toma de decisiones dentro de la institución educativa. Esto se fortalece con la
indagación de Romero (2023), donde plantea que la participación activa de los actores y autores
están vinculados con una concepción compartida de la responsabilidad educativa y la búsqueda
de mejoras en la calidad de la enseñanza; resaltando la colaboración entre familias y escuelas
que fomentan un sentido de pertenencia y corresponsabilidad, favoreciendo decisiones más
inclusivas y efectivas.
En lo que respecta al indicador convivencia escolar se precisa el fomento de soluciones
pacíficas para resolver conflictos con un enfoque inclusivo, sugieren un entorno educativo que
prioriza el bienestar integral y la integración activa de los estudiantes extranjeros. Este nivel de
acuerdo evidencia una gestión efectiva de la convivencia escolar, centrada en valores como el
respeto, la equidad y la aceptación de la diversidad cultural. Esto se avala con venes (2024)
cuando destaca que la implementación de mediadores culturales en las escuelas contribuye a
prevenir conflictos y a promover la convivencia basada en la aceptación de la diversidad
cultural, fortaleciendo valores como el respeto y la equidad. Este enfoque mejora el clima
escolar y fomenta relaciones interculturales positiva.
En resumen, la variable convivencia en la cual involucra los indicadores clima escolar,
participación y convivencia escolar se evidencian avances significativos gracias al fomento de
un clima positivo, la participación activa de familias y estudiantes en la toma de decisiones, y
la resolución pacífica de conflictos. Vélez-Miranda et al. (2020) destacan que entornos
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inclusivos promueven la igualdad y el respeto, así como un clima escolar libre de sesgos facilita
la integración cultural. Estas estrategias refuerzan el desarrollo integral y la cohesión social en
las comunidades educativas.
Las evidencias encontradas en la variable inclusión de estudiantes extranjeros, en el
indicador protocolo de acogida reflejó un panorama alentador en términos de inclusión de
estudiantes extranjeros en el establecimiento educativo. La implementación de protocolos
claros y su integración en el PEI aseguran un entorno que no solo es inclusivo, sino que también
está alineado con las normativas nacionales. Esto puede servir como una base sólida para seguir
desarrollando políticas y estrategias que refuercen la interculturalidad y la cohesión social en
el ámbito escolar. Este análisis se respalda con la indagación de Valdés et al. (2022), cuando
resalta que los protocolos de acogida son fundamentales para el éxito de las políticas inclusivas.
Estos protocolos incluyen medidas como entrevistas iniciales con estudiantes y sus familias,
acompañamiento emocional y académico, y actividades interculturales que fomentan la
interacción y el respeto mutuo. En España, por ejemplo, los planes de acogida consideran la
implicación de mediadores interculturales y actividades que permitan el intercambio cultural,
reforzando el aprendizaje mutuo entre estudiantes locales y extranjeros.
El indicador correspondiente al reglamento de convivencia, los directivos revelaron un
aspecto bastante positivo al considerar que el reglamento representa una herramienta clave para
fomentar una convivencia escolar saludable, inclusiva y ajustada a los derechos de todos los
actores educativos. Este nivel de aprobación y consenso fortalece su legitimidad y asegura que
su aplicación sea consistente, contribuyendo a un clima escolar armonioso y libre de sesgos.
Además, la implementación exitosa puede servir como un modelo para otras instituciones
interesadas en desarrollar reglamentos inclusivos y efectivos. Estos hallazgos se respaldan con
el estudio de Moreno (2023) los reglamentos que integran principios de equidad, respeto y
diversidad cultural contribuyen significativamente al desarrollo de entornos armoniosos y al
bienestar integral de los estudiantes y docentes. Estas normativas, cuando se aplican con
coherencia y consenso, no solo fortalecen la convivencia, sino que también sirven como modelo
replicable para otras instituciones interesadas en promover la inclusión y la justicia educativa
El reglamento debe ser una parte activa del Proyecto Educativo Institucional (PEI),
asegurando su alineación con las normativas nacionales y reflejando las necesidades de la
comunidad escolar. Este enfoque permite que las políticas institucionales se traduzcan en
prácticas efectivas que refuercen la cohesión social y el sentido de pertenencia de todos los
actores educativos.
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En lo que respecta al indicador ingreso se precisa un aspecto positivo con la
implementación de reglamentos alineados con el marco normativo nacional para el ingreso de
estudiantes extranjeros. Este enfoque promueve la equidad y facilita la inclusión de estudiantes
en el contexto escolar, asegurando que los procesos de inscripción sean transparentes,
accesibles y respetuosos de la diversidad cultural. La unanimidad de los encuestados refuerza
la percepción positiva y asegura una base sólida para seguir fortaleciendo estos procesos. Esto
resultados se respalda con el Ministerio de Educación de Chile (MINEDUC, 2018) cuando
señala que los reglamentos alineados con normativas nacionales son una herramienta clave para
garantizar la equidad en el ingreso de estudiantes extranjeros. Al promover procesos claros y
respetuosos de la diversidad cultural, estas políticas aseguran el acceso universal a la educación
y refuerzan un entorno inclusivo. Según la Política Nacional de Inclusión Educativa en Chile,
estas medidas fortalecen la cohesión social y fomentan el respeto mutuo en comunidades
escolares diversas en su aplicación genera legitimidad y confianza en los actores educativos.
En síntesis, los hallazgos encontrados reflejan un sólido compromiso institucional hacia
una convivencia escolar inclusiva. La implementación de reglamentos, protocolos de acogida
y enfoques participativos asegura procesos transparentes, accesibles y alineados con normativas
nacionales, promoviendo la equidad y el respeto a la diversidad cultural. Estos esfuerzos no
solo fortalecen el bienestar integral de estudiantes y docentes, sino que también consolidan la
cohesión social y el sentido de pertenencia. Estudios actuales respaldan la importancia de estas
estrategias, subrayando su impacto positivo en la justicia educativa y la convivencia
intercultural.
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