RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026038, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.20273 1
SAÚDE MENTAL E SUPORTE SOCIAL EM UNIVERSITÁRIOS: COMPARAÇÃO
ENTRE CIÊNCIAS EXATAS (STEM) E CIÊNCIAS DA SAÚDE
SALUD MENTAL Y APOYO SOCIAL EN ESTUDIANTES UNIVERSITARIOS:
COMPARACIÓN ENTRE CARRERAS DE STEM Y CIENCIAS DE LA SALUD
MENTAL HEALTH AND SOCIAL SUPPORT AMONG UNIVERSITY STUDENTS: A
COMPARISON BETWEEN STEM AND HEALTH SCIENCES COURSES
Ingrid van Tol BELLINASSI
1
e-mail: ingr[email protected]
Felipe Augusto Monteiro CRAVO
2
e-mail: felipeam[email protected]
Como referenciar este artigo:
Bellinassi, I. V. T., & Cravo, F. A. M. (2026). Saúde mental e
suporte social em universitários: comparação entre ciências
exatas (STEM) e ciências da saúde. Revista online de Política e
Gestão Educacional, 30, e026038.
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.20273
| Submetido em: 27/05/2025
| Revisões requeridas em: 02/03/2026
| Aprovado em: 12/03/2026
| Publicado em: 28/04/2026
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Centro Universitário Facens (FACENS), Sorocaba São Paulo (SP) Brasil. Estudante de Psicologia e bolsista
de Iniciação Científica.
2
Universidade de Sorocaba (UNISO), Sorocaba São Paulo. Doutor em Psicologia, professor do curso de
Psicologia da Universidade de Sorocaba.
Saúde mental e suporte social em universitários: comparação entre ciências exatas (STEM) e ciências da saúde
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026038, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.20273 2
RESUMO: Os Transtornos Mentais Comuns (TMCs) podem ser desencadeados por situações
de sofrimento psicológico, podendo ser influenciados por variáveis sociodemográficas. No
contexto universitário, esses transtornos podem ser provocados pela falta de tempo para
cuidados com a saúde, pela estigmatização de doenças mentais e por dificuldades de adaptação
ao ambiente acadêmico. Este estudo objetivou caracterizar universitários quanto aos índices de
saúde mental e à percepção de suporte social, comparando alunos de cursos das áreas de
Science, Technology, Engineering and Math (STEM) e de Ciências da Saúde (CS) por meio de
um survey. A partir das respostas de 638 estudantes (85,4% STEM, e 14,5% CS) observou-se
um baixo índice de sofrimento psicológico e alta percepção de suporte social, com diferenças
significativas entre os cursos e entre os gêneros. Os achados sugerem que o suporte social e a
prática de atividades físicas contribuem para a manutenção da saúde mental, além de não terem
sido identificados indícios de adoecimento psicológico atribuídos diretamente à graduação.
PALAVRAS-CHAVE: Sofrimento psicológico. Saúde mental. Apoio social. Estudantes.
RESUMEN: Los Trastornos Mentales Comunes (TMC) pueden ser desencadenados por
situaciones de sufrimiento psicológico y pueden estar influenciados por variables
sociodemográficas. En el contexto universitario, estos trastornos pueden surgir debido a la
falta de tiempo para el autocuidado, la estigmatización de las enfermedades mentales y las
dificultades de adaptación al entorno académico. Este estudio tuvo como objetivo caracterizar
a los estudiantes universitarios en cuanto a los indicadores de salud mental y la percepción de
apoyo social, comparando a alumnos de carreras en las áreas de Ciencia, Tecnología,
Ingeniería y Matemáticas (STEM) y Ciencias de la Salud (CS) mediante una encuesta. A partir
de las respuestas de 638 estudiantes (85,4% de STEM y 14,5% de CS), se observó un bajo nivel
de sufrimiento psicológico y una alta percepción de apoyo social, con diferencias significativas
entre carreras y géneros. Los hallazgos sugieren que el apoyo social y la práctica de actividad
física contribuyen al mantenimiento de la salud mental, además de no haberse identificado
indicios de malestar psicológico atribuible directamente a la formación universitaria.
PALABRAS CLAVE: Distres psicológico. Salud mental. Apoyo social. Estudiantes.
ABSTRACT: Common Mental Disorders (CMDs) can be triggered by situations of
psychological distress and may be influenced by sociodemographic variables. In the university
context, these disorders may arise due to lack of time for health care, the stigmatization of
mental illnesses, and difficulties adapting to the academic environment. This study aimed to
characterize university students in terms of mental health indicators and perceived social
support, comparing students from Science, Technology, Engineering, and Mathematics (STEM)
and Health Sciences courses through a survey. Based on responses from 638 students (85.4%
from STEM and 14.5% from Health Sciences), the results showed low levels of psychological
distress and high levels of perceived social support, with significant differences between courses
and genders. The findings suggest that social support and physical activity contribute to
maintaining mental health, and no evidence of psychological distress directly attributable to
university education was identified.
KEYWORDS: Psychological distress. Mental health. Social support. Students.
Ingrid van Tol Bellinassi & Felipe Augusto Monteiro Cravo
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INTRODUÇÃO
Os Transtornos Mentais Comuns (TMC) podem ter início a partir da permanência de
situações de sofrimento psicológico, sendo a ansiedade e o humor depressivo os sintomas mais
prevalentes nesses quadros (Campos et al., 2020; Lopes et al., 2022). Compreende-se que o
desenvolvimento de TMC são fortemente influenciados por variáveis socioculturais, como
condições financeiras, gênero, raça e outros marcadores sociais (Gomes et al., 2020). Além das
variáveis sociodemográficas, contextos familiares, sociais, educativos e de trabalho também
atuam como fatores de risco ou proteção para o desenvolvimento de TMC, dentre estes
contextos está o ingresso e a permanência no Ensino Superior. Salienta-se aqui que TMC não
se configura como um transtorno psiquiátrico per se, mas sim um conjunto relações
intrapessoais emocionais, cognitivas e somáticas que afetam negativamente as pessoas
acometidas (Monteiro et al., 2019).
O ingresso e a permanência no Ensino Superior têm sido relacionados à precipitação ou
agravamento de TMC (Graner & Cerqueira, 2019). Embora as experiências no Ensino Superior
(ES) proporcionem oportunidades de desenvolvimento de novas habilidades e de
aprimoramento profissional, esse ambiente, ao mesmo tempo, é marcado por desafios
relacionados à adaptação a uma nova fase com demandas e exigências específicas (Bolsoni-
Silva et al., 2020; Fior & Almeida, 2023; Silva & Ximenes, 2022). Outro fator que afeta os
estudantes é a expectativa frustrada de que esse ambiente será acolhedor e divertido, como se
fosse uma extensão do Ensino Médio (Sunde et al., 2022). Ainda assim, grande parte dos
estudantes universitários (em específico os mais novos e os do gênero masculino) tendem a
lidar com as aflições sozinhos (Montagni et al., 2020). Pesquisas sobre os prejuízos em saúde
mental (i.e., depressão, ansiedade, ideação suicida) em jovens universitários têm identificado
algumas variáveis preditoras e relacionadas ao fenômeno. Foram encontradas relações entre
TMC e outros sofrimentos psicológicos, como dificuldades de adaptação no ambiente
acadêmico (Sunde et al., 2022), dificuldades em gestão de tempo e habilidades sociais (Bolsoni-
Silva et al., 2020), acúmulo de tarefas e pressão social acadêmica (Campos et al., 2020; Gomes
et al., 2020; Gundim et al., 2022), características sociodemográficas e políticas de permanência
estudantil (Fior & Almeida 2023).
Ademais, a pandemia de covid-19 e as políticas de isolamento social geraram impactos
negativos na saúde mental dos estudantes universitários, o que resultou no aumento dos índices
de TMC, sobretudo na parcela de estudantes mais vulneráveis (Chien et al., 2022; Ribeiro et
al., 2023). Gundim et al. (2022) demonstraram uma prevalência de TMC após o período
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pandêmico, especialmente entre estudantes do curso de Enfermagem. Contudo, a literatura
também apresenta estudos com resultados divergentes, em que grande parte dos estudantes não
apresentam sintomas clínicos relacionados à depressão, ansiedade ou ao estresse (Graner &
Cerqueira, 2019; Rocha et al., 2021).
A variabilidade nos índices de saúde mental e na prevalência dos TMC em estudantes
universitários pode decorrer de condições institucionais, como o clima da organização
educacional (Hoy et al., 2015), ou de condições individuais, como a presença de sofrimentos
psicológicos anteriores à entrada na Universidade (Bolsoni-Silva et al., 2022). Ademais,
indicativos de que estudantes universitários estão expostos a situações correlacionadas
negativamente à saúde mental, como o uso abusivo de álcool e outras drogas (Fagundes et al.,
2020), e qualidade do sono devido às múltiplas jornadas trabalho-estudo-casa (Gomes et
al., 2020). Atualmente, o uso excessivo de redes sociais também desponta como uma variável
prejudicial à saúde mental desta população (Andrade et al., 2021; Ortuño-Sierra, 2024).
Em uma revisão integrativa da literatura, Graner e Cerqueira (2019) identificaram
fatores de risco e proteção frequentemente relacionados aos TMC em estudantes universitários.
Como fatores de risco, os seis principais foram: condições sociodemográficas (i.e., gênero
feminino, maiores idades e baixa renda); condições de saúde (i.e., tabagismo e uso de
substâncias psicoativas, baixa prática de atividade física, qualidade do sono, alimentação e
sofrimento psicológico/pregresso ao ES); condições relacionais (i.e., dificuldade de fazer
amigos, dificuldades de adaptação, sentimentos de rejeição e não pertencimento, falta de apoio
social); percepção da vida acadêmica (i.e., primeiros e últimos anos no ES, pressão
institucional, incerteza sobre a escolha do curso); condições psicológicas (i.e.,
autoconhecimento precário, falta de estratégias de coping, prejuízos em autenticidade e controle
disposicional); e, por fim, variáveis sociais e violência (i.e., discriminações sociais frente a
marcadores de opressão de gênero, idade, classe social, orientação sexual e outros).
Em resumo, os TMC podem ser desencadeados por um quadro de sofrimento
psicológico influenciado por variáveis tanto sociodemográficas como psicológicas (Campos et
al., 2020; Gomes et al., 2020; Graner & Cerqueira, 2019). O ambiente educacional do Ensino
Superior pode ser, ao mesmo tempo, marcado por oportunidades agradáveis e por desafios e
exigências desgastantes, podendo levar a prejuízos à saúde mental dos universitários (Bolsoni-
Silva et al., 2020; Fior & Almeida 2023; Silva & Ximenes, 2022; Sunde et al., 2022). A
pandemia, entre os seus desdobramentos, também prejudicou a saúde mental dessa parcela da
população, bem como aumentou os índices de TMC e de utilização de redes sociais, o que
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despertou a atenção para o uso problemático da internet (Gundim et al., 2022; Ricarte, 2020;
Ortuño-Sierra, 2024). Apesar disso, alguns estudos apontam que a amostra de estudantes
universitários analisada o apresentou sintomas relacionados a quadros de adoecimento,
tornando necessárias novas pesquisas sobre o tema a partir de múltiplas metodologias e em
diversos centros universitários (Bolsoni-Silva et al., 2022; Rocha et al., 2021).
Diante deste contexto o objetivo desta pesquisa foi identificar e caracterizar os índices
de saúde mental e as percepções de suporte social de estudantes universitários a partir de duas
variáveis sociodemográficas: gênero e áreas de concentração do curso. Este estudo pretende
compreender quantitativamente o “retrato” das condições psicológicas dos estudantes
universitários, com vistas ao delineamento de projetos futuros voltados à remediação,
prevenção e manutenção de saúde mental e bem-estar.
METODOLOGIA
Este é um estudo observacional, descritivo e transversal no qual avaliaram-se os índices
de saúde mental e de suporte social percebido de estudantes universitários. A pesquisa foi
aprovada pelo Comitê de Ética (n. 6.650.812; CAAE: 77212624.0.0000.5097) e baseia-se na
análise de dados coletados pelo Laboratório de Colaboração Emocional da Instituição de Ensino
Superior. Este laboratório realiza o acompanhamento sistemático dos estudantes por meio de
trilhas pedagógicas, vivências, oficinas e acolhimentos institucionais a demandas
socioemocionais.
Participantes
Participaram da pesquisa 1.164 alunos de uma instituição de ensino superior de uma
cidade do interior do estado de São Paulo. Os estudantes de todos os cursos, turnos e semestres
foram convidados a responder voluntariamente aos questionários. Do total, 818 consentiram
com a utilização dos dados para esta pesquisa; destes 638, questionários foram incluídos para
análise, pois estavam completamente preenchidos. Assim, a amostra desta pesquisa é composta
por 545 estudantes de STEM
3
e 93 estudantes de Ciências da Saúde (Biomedicina,
Enfermagem, Odontologia, Medicina Veterinária e Psicologia). Dos estudantes STEM, 407 se
autoidentificaram com o gênero masculino, 138 com o gênero feminino e uma pessoa como
3
Science, Technology, Engineering and Math. Em português: Ciências, Tecnologia, Engenharias e Matemática.
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não-binária; dos estudantes de Ciências da Saúde, foram 17 masculinos, 76 femininos e duas
pessoas não-binárias. A idade média de todos os estudantes foi de 21 anos (Dp = 4,8).
Instrumentos
Para compor a amostra, utilizou-se a base de dados consolidada pelo Laboratório de
Colaboração Emocional do Centro Universitário. Os dados foram coletados durante o período
de abril a maio de 2024. A coleta de dados foi realizada por meio de um formulário online,
divulgado pessoalmente e por meio do aplicativo digital. Os instrumentos utilizados foram:
1. Questionário sociodemográfico, contendo 20 perguntas relacionadas, a fim de identificar
as características sociodemográficas dos participantes;
2. Depression, Anxiety, Stress Scale (DASS-21) (Vignola & Tucci, 2014). Este instrumento
de autorrelato é composto por 21 questões, sete para cada um dos fatores avaliados. Os
fatores avaliados são depressão = 0,92), ansiedade = 0,85) e estresse = 0,90).
Neste instrumento, apresenta-se uma escala Likert de 5 pontos, variando de 0 a 4.
Utilizou-se a sugestão de Martins et al. (2019) para analisar os resultados da subescala
de ansiedade eliminando a questão 2 (i.e., “senti minha boca seca”) frente ao baixo peso
fatorial desta questão.
3. Escala Multidimensional de Suporte Social Percebido (EMSSP) (Brugnoli et al., 2022).
Instrumento de autorrelato composto por 12 itens, divididos em quatros itens por fator:
(1) suporte social familiar, (2) suporte social de amigos e (3) suporte social de outros
significantes. Os três fatores apresentaram carga fatorial de α = 0,96 na pesquisa de
validação e adaptação da escala.
Procedimento de análise de dados
As estatísticas descritivas e inferenciais foram calculadas por meio do software JASP.
Considerando o desbalanceamento entre os grupos amostrais e a ausência de normalidade nas
distribuições, as comparações foram realizadas por meio do teste de Mann-Whitney. Para evitar
interpretações baseadas exclusivamente na significância estatística, foram reportados também
os tamanhos de efeito por meio da correlação rank-biserial, permitindo avaliar a magnitude das
diferenças entre os grupos. Por fim, empregou-se correlação de Spearman para verificar direção
e força da relações entre variáveis.
Ingrid van Tol Bellinassi & Felipe Augusto Monteiro Cravo
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RESULTADOS
Nesta seção, apresentaremos os resultados com base nas características
sociodemográficas e nas avaliações psicométricas dos participantes. Na sequência, propõe-se
uma leitura das diferenças entre os escores médios dos estudantes a partir de suas áreas de
estudo (STEM e CS) e gênero (masculino e feminino). Por fim apresentar-sea correlação
entre os índices de saúde mental e suporte social. Discussões e indicações de futuras pesquisas,
bem como atenção à saúde mental e psicossocial de estudantes universitários serão realizadas
na próxima seção.
Na Tabela 1, verificam-se as características da amostra desta pesquisa. Participaram 638
estudantes, sendo 545 STEM e 93 CS; no que se refere ao gênero, observa-se 424 participantes
do gênero masculino, 214 do gênero feminino e três pessoas não-binárias. O grande
desbalanceamento entre participantes das duas áreas pode ter ocorrido em função de os cursos
de Ciência da Saúde terem sido abertos recentemente, sem nenhuma turma formada até o
momento de coleta destes dados. Além disso, os cursos STEM apresentam um acentuado viés
de gênero, com 74% dos estudantes autoidentificados com o gênero masculino. O fato de haver
um expressivo número de estudantes STEM e do gênero masculino é um diferencial desta
pesquisa, haja vista que a maior parte da bibliografia encontrada foi estabelecida com base em
pesquisas com a maior parte da amostra composta por estudantes das áreas da saúde ou humanas
(Brugnoli et al., 2022; Cutrim et al., 2025; Fagundes et al., 2020; Maciel et al., 2023). Além do
marcador social de gênero, observou-se que 87,7% dos estudantes identificam-se como
heterossexuais, sendo que, nos cursos STEM, esse grupo representa 90,2%. A identidade racial
dos estudantes é majoritariamente branca (76,4%), seguida de pretos e pardos (18,4%).
Trabalham no contraturno 65,5% dos estudantes, e somente 14% dos participantes dormem oito
ou mais horas por noite.
Acerca de variáveis relacionadas à saúde mental, verificou-se que 35,7% dos estudantes
apresentaram adoecimento psicológico pregresso ao Ensino Superior (ES), e esta porcentagem
pouco se altera, pois 32,6% identificaram adoecimento psicológico durante o ES. A presença
de adoecimento psicológico antes ou durante o ES é maior em estudantes de CS, bem como o
uso de psicotrópicos, verificado em 15% destes estudantes, em contrapartida a 6,4% dos
estudantes STEM. A prática de atividade física foi maior em estudantes STEM (45,4%) do que
em estudantes CS (30,5%).
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Tabela 1.
Caracterização sociodemográfica e de condições de saúde dos estudantes de STEM e CS
STEM (%)
CS (%)
Total (%)
545 (85,4)
93 (14,5)
638 (100)
407 (74)
17 (17,8)
424 (66,4)
138 (25)
76 (80)
214 (33,5)
1 (0,1)
2 (2,1)
3 (4)
493 (90,2)
67 (70)
560 (87,7)
53 (9,7)
28 (30)
81 (12,6)
411 (75.2)
77 (81)
488 (76,4)
106 (19)
12 (12)
118 (18,4)
24 (4,3)
6 (6,3)
30 (4,7)
367 (67,2)
51 (53,6)
418 (65,5)
179 (32,7)
44 (46,3)
223 (34,9)
248 (45,4)
29 (30,5)
277 (43,4)
145 (26,5)
32 (33,6)
177 (27,7)
153 (28)
34 (25,7)
187 (29,3)
169 (30,9)
59 (62,1)
228 (35,7)
242 (44,3)
25 (26,3)
267 (41,8)
135 (24,7)
11 (11,5)
146 (22,8)
154 (28,2)
54 (56,8)
208 (32,6)
275 (50,3)
24 (25,2)
299 (46,8)
117 (21,4)
17 (17,8)
134 (21,0)
35 (6,4)
15 (15,7)
50 (7,8)
492 (90,1)
74 (77,8)
566 (88,7)
19 (3,4)
6 (6,3)
25 (3,9)
6 (1,0)
3 (3,1)
9 (1,4)
30 (5,4)
4 (1,2)
34 (5,3)
108 (19,7)
17 (17,8)
125 (19,5)
188 (34,4)
35 (36,8)
223 (34,9)
134 (24,5)
21 (22,1)
155 (24,2)
68 (12,4)
10 (10,5)
78 (12,2)
12 (2,1)
5 (5,2)
17 (2,6)
Nota. Elaboração própria a partir de dados da pesquisa.
Quando comparados frente aos fatores de saúde mental (i.e., depressão, ansiedade e
estresse) e suporte social percebido (i.e., família, amigos e outros significativos), verifica-se
Ingrid van Tol Bellinassi & Felipe Augusto Monteiro Cravo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026038, 2026. e-ISSN: 1519-9029
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que em ambos os grupos (estudantes STEM e CS) apresentaram baixos escores na DASS-21 e
altos escores na EMSSP. Isto indica que o sofrimento psicológico está abaixo dos índices
clínicos, e a percepção de suporte social está acima do ponto médio da escala. Todo dado
baseado em autorrelato deve ser lido com parcimônia, pois supõe um significativo repertório
de introspecção.
Tabela 2.
Diferenças entre os índices de saúde mental e suporte social percebido entre estudantes de
cursos STEM e de CS
STEM
CS
U
Tamanho de efeito¹
p
DASS-21
Depressão
0,97 (0,8)
1,31 (0,9)
19787,000
-0,219
< ,001
Ansiedade
0,98 (0,8)
1,64 (0,8)
15172,000
-0,401
< ,001
Estresse
1,20 (0,7)
1,78 (0,7)
15102,500
-0,404
< ,001
EMSSP
Família
5,33 (1,6)
5,33 (1,5)
25455,500
0,004
0,945
Amigos
5,14 (1,6)
5,33 (1,6)
23347,500
-0,079
0,222
Outros
significativos
5,61 (1,5)
5,98 (1,3)
21603,000
-0,148
0,020
Legenda: STEM (Science, Technology, Engineering, Math), CS (Ciências da Saúde), U de Mann-Whitney,
¹Rank-biserial correlation.
Nota. Elaboração própria a partir de dados da pesquisa.
Observa-se, na Tabela 2, que os índices de saúde mental de estudantes de CS apresentam
média significativamente maiores que estudantes STEM, isto é, maior sofrimento psicológico.
Estes resultados devem ser interpretados com cautela frente ao desbalanceamento de
participantes entre os grupos; assim, além do p-valor, indica-se observar o tamanho de efeito
dos resultados. Sobretudo nos índices de ansiedade e estresse, o tamanho de efeito das
diferenças entre as médias foi moderado (0,401 e 0,404, respectivamente). Contudo, não se
verifica diferença entre as médias dos grupos STEM e CS acerca do suporte social percebido
nos três fatores avaliados (i.e., família, amigos e outros significativos).
O mesmo padrão de diferença é verificado quando se analisa as diferenças médias e os
tamanhos de efeito a partir do agrupamento dos estudantes por gênero (Tabela 3). As mulheres
apresentaram médias significativamente maiores para depressão, ansiedade e estresse.
Novamente, ansiedade e estresse foram as categorias com tamanhos de efeito moderado (0,483
e 0,480, respectivamente). Houve também diferença estatística para o fator “outros
significativos” (U = 36339,000, p < ,001), contudo com baixo tamanho de efeito (-0,199).
Frente ao número reduzido de pessoas não-binárias (n = 3) não se realizou análises de diferenças
de médias para este grupo.
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Tabela 3.
Diferenças entre os índices de saúde mental e suporte social percebido frente ao gênero dos
estudantes
Masculino
Feminino
U
Tamanho de
efeito²
p
DASS-21
Depressão
0,89 (0,7)
1,25 (0,9)
35164,000
-0,225
< ,001
Ansiedade
0,71 (0,7)
1,59 (0,8)
23452,500
-0,483
< ,001
Estresse
1,06 (0,7)
1,73 (0,7)
23585,000
-0,480
< ,001
EMSSP
Familia
5,27 (1,6)
5,47 (1,5)
42312,500
-0,067
0,161
Amigos
5,07 (1,6)
5,36 (1,5)
40392,500
-0,110
0,023
Outros
5,50 (1,5)
6,02 (1,2)
36339,000
-0,199
< ,001
Legenda: ²Rank-bisserial correlation.
Nota. Elaboração própria a partir de dados da pesquisa.
Optou-se por realizar um teste de correlação de Spearman para verificar as relações entre
os fatores de saúde mental e suporte social percebido desta amostra. Na Tabela 4, pode-se ler
que o fator depressão apresenta correlação com todos outros fatores. Além disso, com exceção
do fator “outros significativos” da ESSP, todos os fatores apresentaram relações entre si, com
diferenças na força das relações.
Tabela 4.
Correlação entre os índices de Saúde Mental (DASS-21) e Suporte Social Percebido (EMSSP)
Depressão
Ansiedade
Estresse
Família
Amigos
Outros
Depressão
-
-
Ansiedade
0,727***
-
< ,001
-
Estresse
0,739***
0,839***
-
< ,001
< ,001
-
Família
-0,318***
-0,214***
0,185***
-
< ,001
< ,001
< ,001
-
Amigos
-0,204***
-0,102**
-0,102**
0,417***
-
< ,001
0,010
0,010
< ,001
-
Outros
-0,206***
-0,062
-0,029
0,600***
0,521***
-
< ,001
0,117
0,460
< ,001
< ,001
-
Legenda: * p < ,05, ** p < ,01, *** p < ,001.
Nota. Elaboração própria a partir de dados da pesquisa.
A partir da matriz de correlação, observa-se que os índices de saúde mental depressão,
ansiedade e estresse apresentam fortes associações entre si (acima de .70). Além disso, os
índices de saúde mental depressão e ansiedade apresentaram correlações negativas moderada e
pequena-moderada com o índice de percepção de suporte “família”, indicando a importância
dos vínculos familiares como fator protetivo em saúde mental.
Ingrid van Tol Bellinassi & Felipe Augusto Monteiro Cravo
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DISCUSSÃO
Nesta pesquisa, objetivou-se caracterizar estudantes universitários de cursos STEM e de
Ciências da Saúde quanto aos indicadores de saúde mental e à percepção de suporte social. De
modo geral, os resultados oferecem um panorama inicial sobre essas dimensões no contexto
investigado e indicam elementos relevantes para a formulação de estratégias institucionais
voltadas à promoção do bem-estar e da qualidade de vida na universidade. A partir dos dados
sociodemográficos, a amostra desta pesquisa é predominantemente composta por estudantes
autodeclarados brancos (n = 488), do gênero masculino (n = 424) e dá área STEM (n = 545). A
expressiva quantidade de estudantes STEM é um diferencial desta pesquisa, considerando que
Brugnoli et al. (2022) destacaram a importância de realizar pesquisas com amostras
populacionais diversificadas, que não se limitem aos cursos da área da saúde, frequentemente
representados na literatura. De modo geral, os dados apontam níveis satisfatórios de saúde
mental e de suporte social percebido entre os participantes, contudo pontos de discussão
frente ao agrupamento destes estudantes por área de estudo e por gênero.
Tratando de saúde mental, os dados vão na contramão de algumas pesquisas, como a de
Monteiro et al. (2019), as quais indicam o adoecimento mental de graduandos no decorrer no
curso. Embora Graner e Cerqueira (2019) informem que as taxas de TMC em universitários
sejam mais elevadas que na população mundial, os resultados desta pesquisa indicaram baixos
índices de sofrimento psicológico, corroborando a pesquisa de Rocha et al. (2021), na qual
também não se identificou sintomatologia correspondente a esses quadros.
Dos participantes de CS, 62,1% (n = 59) relataram ter apresentado adoecimento
psicológico antes da universidade, e pouca alteração quanto ao adoecimento durante o ES
(56,8%, n = 54). Esses valores divergem da pesquisa de Silva et al. (2025), que alerta para um
contexto de adoecimento psicológico no ES. A literatura revela que alguns dos fatores
associados ao adoecimento estudantil são a distância da família e a restrição de tempo para lazer
(Monteiro et al., 2019); por outro lado, a prática de atividade física, bem como a interação social
podem ser fatores protetivos contra o adoecimento mental (Silva & Ximenes, 2022; Trigueiro
et al., 2021).
Nesta pesquisa, a prática de atividade física foi verificada em 43% dos estudantes,
variável que pode ter relação com a baixa sintomatologia de TMC. Este dado pode apresentar
relação com a diferença em adoecimento psicológico no ES entre estudantes de STEM e de CS,
uma vez que estudantes de STEM apresentaram maiores médias de atividade física. Futuras
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pesquisas devem buscar identificar a direcionalidade e o efeito causal da prática de atividade
física e da sintomatologia de TMC.
Concomitantemente, observa-se uma divergência nos níveis de depressão, ansiedade e
estresse entre as áreas de cursos diferentes, e nesta amostra vê-se dias mais altas nos
estudantes de CS. A diferença nos índices de saúde mental entre estudantes de áreas STEM e
CS pode ser função de outras variáveis contextuais, uma vez que há pesquisas que divergem e
outras que convergem com os dados encontrados. Por exemplo, as pesquisas de Bezerra et al.
(2021) e Lourenço & Oliveira (2022) investigaram estudantes de engenharia e identificaram
índices de depressão e ansiedade relacionados a variáveis contextuais como necessidade de
autonomia e responsabilidades, que estavam relacionadas aos índices de saúde mental.
Vale destacar que a maior incidência de TMC em estudantes de área da saúde tem sido
frequentemente identificada em pesquisas de levantamento (Graner & Cerqueira; 2019;
Gundim et al., 2022; Murakami et al., 2019). Os resultados do presente estudo acompanham
essa tendência, uma vez que estudantes de CS apresentaram níveis significativamente mais
elevados de depressão, ansiedade e estresse quando comparados com estudantes dos cursos
STEM. Embora os tamanhos de efeito variem de pequenos a moderados, os resultados indicam
um padrão consistente de maior sofrimento psicológico nesse grupo. Outra variável que parece
estar relacionada aos bons índices de saúde mental são os relacionamentos interpessoais (Silva
& Ximenes, 2022). A partir dos resultados, observou-se que a maior parte dos estudantes
apresentou alta percepção de suporte social nos três fatores investigados (i.e., família, amigos,
e outros significativos). Esse resultado também se mostra relevante ao se observar que as
análises correlacionais indicaram associações negativas entre indicadores de suporte social e
sintomas de depressão, ansiedade e estresse, sugerindo que a presença de redes de apoio pode
funcionar como um importante fator de proteção psicológica. Por fim, apenas 7,8% dos
estudantes relataram fazer uso de psicotrópicos. Este resultado é inferior aos 33% identificado
na pesquisa de Assunção e Marôco (2020), e pode estar relacionado às características de saúde
mental da amostra investigada.
Tratando das diferenças de gênero, observa-se que os estudantes do gênero feminino,
bem como estudantes de CS, apresentam níveis mais elevados de depressão, ansiedade e
estresse em comparação aos do gênero masculino. Este dado tem sido verificado em diversas
pesquisas sobre saúde mental universitária (Gianjacomo et al., 2025; Gundim et al., 2022,
Ribeiro et al., 2023; Trigueiro et al., 2021). No presente estudo, além da significância estatística,
observam-se tamanhos de efeito moderados para ansiedade e estresse, o que indica que essas
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diferenças não são apenas estatisticamente detectáveis, mas também possuem relevância
prática. Embora os resultados relacionados à área do curso ainda se mostrem relativamente
instáveis na literatura, a divisão por gênero tem apresentado maior consistência, apontando
maior vulnerabilidade ao sofrimento psicológico entre mulheres. Esse cenário pode estar
relacionado ao acúmulo de funções sociais e acadêmicas, bem como às múltiplas situações de
vulnerabilidade e exposição a abusos psicológicos e sexuais (Trigueiro et al., 2021; Gundim et
al., 2022).
A média de horas de sono permaneceu relativamente constante entre os grupos
analisados e revelou que 61,1% (n = 391) dos estudantes dormem seis horas por dia ou menos,
média que está abaixo do que é considerado ideal (Dias et al., 2025). Este dado merece
acompanhamento mais aprofundado, uma vez que outras variáveis podem estar influenciando
as baixas horas de sono observadas. Contudo, prejuízos no sono têm sido frequentemente
associado a TMC, Síndrome de Burnout ou esgotamento profissional (Gianjacomo et al., 2025;
Lopes et al., 2022; Maciel et al., 2023). A forte associação observada entre os fatores da DASS-
21 também sugere que sintomas de depressão, ansiedade e estresse tendem a ocorrer de forma
inter-relacionada, indicando um padrão de sofrimento psicológico compartilhado entre essas
dimensões. A qualidade do sono também precisa ser compreendida à luz das condições sociais
vivenciadas pelos estudantes. Nesta pesquisa, observou-se que 65,5% dos participantes
trabalham, o que implica frequentemente em estudar no contraturno, acordar muito cedo e
dormir mais tarde. Nesse sentido, é importante destacar o caráter social da qualidade do sono,
uma vez que as demandas acadêmicas e laborais podem alterar significativamente as dinâmicas
cotidianas de sono, alimentação e relações interpessoais.
Apesar da relevância dos resultados, é fundamental considerar algumas limitações dessa
pesquisa. Por se tratar de um estudo observacional, descritivo e de corte transversal, com
número de participantes diferente entre áreas STEM e CS, não é possível estabelecer claras
relações de causalidade entre as variáveis. Além disso, o possível desconforto dos participantes
diante de temas sensíveis pode ter influenciado suas respostas, gerando vieses e afetando a
fidedignidade de determinadas informações.
Os resultados desta pesquisa ressaltam a importância de fortalecer a rede de apoio entre
estudantes, considerando a associação observada entre suporte social e menores índices de
sofrimento psicológico. Incentivar a prática de atividades físicas e a qualidade de sono também
se mostra relevante, dada sua possível função protetiva frente ao adoecimento mental (Silva &
Ximenes, 2022). Nesse sentido, ações voltadas à saúde física e psicológica dos estudantes
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devem ser incorporadas às políticas educacionais das IES, indo além de apresentações
informativas que desconsideram as condições sociais dos estudantes e o próprio papel
institucional das universidades na promoção ou no agravamento do sofrimento psicológico
(Gomes et al., 2020; Graner & Cerqueira, 2019).
Concomitantemente, é essencial promover um ambiente acadêmico sem barreiras de
gênero, especialmente diante das diferenças observadas nos indicadores de saúde mental entre
os gêneros feminino e masculino. Tais estratégias podem contribuir para a manutenção do bem-
estar psicológico durante a graduação e favorecer um percurso acadêmico mais saudável. Neste
sentido, as ações institucionais devem ir além de ações pontuais como atividades restritas a
datas comemorativas. As IES devem considerar ações estruturais que integrem, além do gênero,
aspectos como raça, classe, sexualidade, deficiências e outros marcadores sociais.
Por fim, evidencia-se a importância de futuras pesquisas com amostras mais
representativas de pessoas não-binárias, de cursos de ciências da saúde e de cursos de ciências
humanas e sociais. Além de análises populacionais mais diversificadas, novas investigações
podem examinar a presença e a efetividade de programas institucionais voltados à promoção
de saúde e qualidade de vida à comunidade acadêmica. Tais estudos poderão contribuir com a
descrição e avaliação de programas interventivos e longitudinais que tenham como objetivo o
cuidado da comunidade acadêmica.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo teve como objetivo avaliar e caracterizar os índices de saúde mental
e a percepção de suporte social entre estudantes universitários de uma instituição de ensino
superior do interior do estado de São Paulo, comparando alunos de cursos das áreas STEM
(Science, Technology, Engineering and Math) e de Ciências da Saúde (CS).
De modo geral, os resultados indicaram baixos índices de sofrimento psicológico na
amostra analisada, com menores níveis de depressão, ansiedade e estresse do que os
frequentemente descritos na literatura. Ainda assim, observaram-se maiores índices desses
sintomas entre estudantes do gênero feminino e entre alunos de cursos da área da saúde.
Concomitantemente, foram identificados elevados níveis de suporte social percebido,
frequência considerável de prática de atividade física e baixa utilização de psicotrópicos,
embora a média de horas de sono tenha se mostrado inferior ao recomendado. Esses achados
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contrastam com parte da literatura que aponta um cenário mais crítico da saúde mental no
ensino superior (Monteiro et al., 2019; Silva et al., 2025) e contribuem para ampliar a
compreensão sobre a influência de variáveis sociodemográficas no bem-estar psicológico de
estudantes universitários.
Ressalta-se, contudo, que os resultados o podem ser generalizados, uma vez que a
amostra foi composta majoritariamente por estudantes de cursos STEM, do gênero masculino
e brancos. Assim, recomenda-se a realização de novas pesquisas com amostras mais
representativas e diversificadas da população universitária, bem como investigações que
examinem a presença e a efetividade de ações institucionais voltadas à promoção da saúde
mental e da qualidade de vida no ambiente acadêmico. Esses resultados reforçam a importância
de compreender a saúde mental universitária o apenas como fenômeno individual, mas
também como produto das condições sociais e institucionais que estruturam a experiência
acadêmica.
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Agradecimentos a Prof.ª Raquel Barros e toda sua equipe do
Laboratório de Colaboração Emocional do Centro Universitário Facens (ENLACE).
Financiamento: Não há.
Conflitos de interesse: Não há.
Aprovação ética: O trabalho passou pelo Comitê de Ética em Pesquisa (nº 6.650.812;
CAAE: 77212624.0.0000.5097).
Disponibilidade de dados e material: Não estão disponíveis, pois os questionários
apresentam dados sensíveis de acesso restrito ao ENLACE.
Contribuições dos autores: Ingrid Bellinassi, bolsista de Iniciação Científica, escrita e
tratamento descritivo de dados; Felipe Augusto Monteiro Cravo, orientador do projeto,
escrita e idealização do projeto, análises inferenciais de dados, metodologia e resultados.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação
Revisão, formatação, normalização e tradução
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026038, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.20273 1
MENTAL HEALTH AND SOCIAL SUPPORT AMONG UNIVERSITY STUDENTS:
A COMPARISON BETWEEN STEM AND HEALTH SCIENCES COURSES
SAÚDE MENTAL E SUPORTE SOCIAL EM UNIVERSITÁRIOS: COMPARAÇÃO
ENTRE CIÊNCIAS EXATAS (STEM) E CIÊNCIAS DA SAÚDE
SALUD MENTAL Y APOYO SOCIAL EN ESTUDIANTES UNIVERSITARIOS:
COMPARACIÓN ENTRE CARRERAS DE STEM Y CIENCIAS DE LA SALUD
Ingrid van Tol BELLINASSI
1
e-mail: ingr[email protected]
Felipe Augusto Monteiro CRAVO
2
e-mail: felipeam[email protected]
How to reference this paper:
Bellinassi, I. V. T., & Cravo, F. A. M. (2026). Mental health and
social support among university students: A comparison
between STEM and Health Sciences courses. Revista online de
Política e Gestão Educacional, 30, e026038.
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.20273
| Submitted: 27/05/2025
| Revisions required: 02/03/2026
| Approved: 12/03/2026
| Published: 28/04/2026
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Facens University Center (FACENS), Sorocaba São Paulo (SP) Brazil. Psychology student and holder of a
Scientific Initiation scholarship.
2
University of Sorocaba (UNISO), Sorocaba São Paulo (SP) Brazil. Ph.D. in Psychology, professor in the
Psychology program at the University of Sorocaba.
Mental health and social support among university students: A comparison between STEM and Health Sciences courses
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026038, 2026. e-ISSN: 1519-9029
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ABSTRACT: Common Mental Disorders (CMDs) can be triggered by situations of
psychological distress and may be influenced by socio-demographic variables. In the university
context, these disorders may arise due to lack of time for health care, the stigmatization of
mental illnesses, and difficulties adapting to the academic environment. This study aimed to
characterize university students in terms of mental health indicators and perceived social
support, comparing students from Science, Technology, Engineering, and Mathematics (STEM)
and Health Sciences courses through a survey. Based on responses from 638 students (85.4%
from STEM and 14.5% from Health Sciences), the results showed low levels of psychological
distress and high levels of perceived social support, with significant differences between
courses and genders. The findings suggest that social support and physical activity contribute
to maintaining mental health, and no evidence of psychological distress directly attributable to
university education was identified.
KEYWORDS: Psychological distress. Mental health. Social support. Students.
RESUMEN: Los Trastornos Mentales Comunes (TMC) pueden ser desencadenados por
situaciones de sufrimiento psicológico y pueden estar influenciados por variables
sociodemográficas. En el contexto universitario, estos trastornos pueden surgir debido a la
falta de tiempo para el autocuidado, la estigmatización de las enfermedades mentales y las
dificultades de adaptación al entorno académico. Este estudio tuvo como objetivo caracterizar
a los estudiantes universitarios en cuanto a los indicadores de salud mental y la percepción de
apoyo social, comparando a alumnos de carreras en las áreas de Ciencia, Tecnología,
Ingeniería y Matemáticas (STEM) y Ciencias de la Salud (CS) mediante una encuesta. A partir
de las respuestas de 638 estudiantes (85,4% de STEM y 14,5% de CS), se observó un bajo nivel
de sufrimiento psicológico y una alta percepción de apoyo social, con diferencias significativas
entre carreras y géneros. Los hallazgos sugieren que el apoyo social y la práctica de actividad
física contribuyen al mantenimiento de la salud mental, además de no haberse identificado
indicios de malestar psicológico atribuible directamente a la formación universitaria.
PALABRAS CLAVE: Distres psicológico. Salud mental. Apoyo social. Estudiantes.
RESUMO: Os Transtornos Mentais Comuns (TMCs) podem ser desencadeados por situações
de sofrimento psicológico, podendo ser influenciados por variáveis sociodemográficas. No
contexto universitário, esses transtornos podem ser provocados pela falta de tempo para
cuidados com a saúde, pela estigmatização de doenças mentais e por dificuldades de adaptação
ao ambiente acadêmico. Este estudo objetivou caracterizar universitários quanto aos índices
de saúde mental e à percepção de suporte social, comparando alunos de cursos das áreas de
Science, Technology, Engineering and Math (STEM) e de Ciências da Saúde (CS) por meio de
um survey. A partir das respostas de 638 estudantes (85,4% STEM, e 14,5% CS) observou-se
um baixo índice de sofrimento psicológico e alta percepção de suporte social, com diferenças
significativas entre os cursos e entre os gêneros. Os achados sugerem que o suporte social e a
prática de atividades sicas contribuem para a manutenção da saúde mental, além de não
terem sido identificados indícios de adoecimento psicológico atribuídos diretamente à
graduação.
PALAVRAS-CHAVE: Sofrimento psicológico. Saúde mental. Apoio social. Estudantes.
Ingrid van Tol Bellinassi & Felipe Augusto Monteiro Cravo
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INTRODUCTION
Common Mental Disorders (CMD) can arise from prolonged periods of psychological
distress, with anxiety and depressive mood being the most prevalent symptoms in these
conditions (Campos et al., 2020; Lopes et al., 2022). It is understood that the development of
CMD is strongly influenced by socio-cultural variables, such as financial conditions, gender,
race, and other social markers (Gomes et al., 2020). In addition to socio-demographic variables,
family, social, educational, and work contexts also act as risk or protective factors for the
development of CMD; among these contexts is entry into and persistence in higher education.
It should be noted here that CMD is not a psychiatric disorder per se, but rather a set of
intrapersonal emotional, cognitive, and somatic relationships that negatively impact those
affected (Monteiro et al., 2019).
Entering and persisting in higher education have been linked to the onset or worsening
of mental health conditions (Graner & Cerqueira, 2019). Although experiences in higher
education (HE) provide opportunities for developing new skills and professional growth, this
environment is simultaneously marked by challenges related to adapting to a new phase with
specific demands and requirements (Bolsoni-Silva et al., 2020; Fior & Almeida, 2023; Silva &
Ximenes, 2022). Another factor affecting students is the unmet expectation that this
environment will be welcoming and fun, as if it were an extension of high school (Sunde et al.,
2022). Even so, a large proportion of college students (specifically younger students and males)
tend to cope with their distress alone (Montagni et al., 2020). Research on mental health issues
(i.e., depression, anxiety, suicidal ideation) among young college students has identified several
predictive variables related to the phenomenon. Correlations have been found between CMD
and other psychological distress, such as difficulties adapting to the academic environment
(Sunde et al., 2022), difficulties with time management and social skills (Bolsoni-Silva et al.,
2020), task overload and academic social pressure (Campos et al., 2020; Gomes et al., 2020;
Gundim et al., 2022), socio-demographic characteristics, and student retention policies (Fior &
Almeida 2023).
Furthermore, the covid-19 pandemic and social distancing policies have had negative
impacts on the mental health of college students, resulting in increased rates of CMD,
particularly among the most vulnerable students (Chien et al., 2022; Ribeiro et al., 2023).
Gundim et al. (2022) demonstrated a prevalence of CMD following the pandemic period,
particularly among nursing students. However, the literature also includes studies with
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divergent results, in which the majority of students do not exhibit clinical symptoms related to
depression, anxiety, or stress (Graner & Cerqueira, 2019; Rocha et al., 2021).
Variability in mental health indices and the prevalence of MHD among university
students may stem from institutional conditions, such as the climate of the educational
organization (Hoy et al., 2015), or from individual conditions, such as the presence of
psychological distress prior to entering university (Bolsoni-Silva et al., 2022). Furthermore,
there are indications that university students are exposed to situations negatively correlated with
mental health, such as the abusive use of alcohol and other drugs (Fagundes et al., 2020), and
poor sleep quality due to the multiple demands of work, study, and home life (Gomes et al.,
2020). Currently, excessive use of social media is also emerging as a factor detrimental to the
mental health of this population (Andrade et al., 2021; Ortuño-Sierra, 2024).
In an integrative literature review, Graner and Cerqueira (2019) identified risk and
protective factors frequently associated with CMD among college students. The six main risk
factors were: socio-demographic conditions (i.e., female gender, older age, and low income);
health conditions (i.e., smoking and use of psychoactive substances, low physical activity, sleep
quality, diet, and psychological distress/history of mental health issues); relational conditions
(i.e., difficulty making friends, adjustment difficulties, feelings of rejection and not belonging,
lack of social support); perceptions of academic life (i.e., first and final years in higher
education, institutional pressure, uncertainty about course choice); psychological conditions
(i.e., poor self-awareness, lack of coping strategies, deficits in authenticity and dispositional
control); and, finally, social variables and violence (i.e., social discrimination based on markers
of oppression such as gender, age, social class, sexual orientation, and others).
In summary, DMC can be triggered by psychological distress influenced by both socio-
demographic and psychological variables (Campos et al., 2020; Gomes et al., 2020; Graner and
Cerqueira, 2019). The higher education environment can be marked simultaneously by
rewarding opportunities and by exhausting challenges and demands, which may lead to adverse
effects on college students’ mental health (Bolsoni-Silva et al., 2020; Fior & Almeida, 2023;
Silva & Ximenes, 2022; Sunde et al., 2022). Among its consequences, the pandemic has also
harmed the mental health of this segment of the population, as well as increased rates of DMC
and social media use, which has drawn attention to problematic internet use (Gundim et al.,
2022; Ricarte, 2020; Ortuño-Sierra, 2024). Despite this, some studies indicate that the sample
of university students analyzed did not exhibit symptoms related to mental health conditions,
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making further research on the topic necessary using multiple methodologies and across various
universities (Bolsoni-Silva et al., 2022; Rocha et al., 2021).
Given this context, the objective of this study was to identify and characterize university
students’ mental health indicators and perceptions of social support based on two socio-
demographic variables: gender and field of study. This study aims to quantitatively understand
the “picture” of university students’ psychological conditions, with a view to designing future
projects focused on the remediation, prevention, and maintenance of mental health and well-
being.
METHODOLOGY
This is an observational, descriptive, cross-sectional study that assessed mental health
and perceived social support among college students. The study was approved by the Ethics
Committee (No. 6.650.812; CAAE: 77212624.0.0000.5097) and is based on the analysis of data
collected by the Emotional Collaboration Laboratory at the Higher Education Institution. This
laboratory systematically monitors students through educational programs, experiential
activities, workshops, and institutional support for socio-emotional needs.
Participants
A total of 1,164 students from a higher education institution in a city in the interior of
the state of São Paulo participated in the study. Students from all programs, class schedules,
and semesters were invited to voluntarily complete the questionnaires. Of the total, 818
consented to the use of their data for this study; 638 of these questionnaires were included in
the analysis because they were fully completed. Thus, the sample for this study consists of 545
STEM students and 93 Health Sciences students (Biomedicine, Nursing, Dentistry, Veterinary
Medicine, and Psychology). Among the STEM
3
students (Science, Technology, Engineering,
and Math), 407 self-identified as male, 138 as female, and one person as non-binary; among
the Health Sciences students, there were 17 males, 76 females, and two non-binary individuals.
The mean age of all students was 21 years (Dp = 4.8).
3
Science, Technology, Engineering and Math.
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Instruments
The sample was drawn from the database compiled by the University Centers
Emotional Collaboration Laboratory. Data were collected between April and May 2024. Data
collection was conducted via an online form, which was distributed in person and through a
digital app. The instruments used were:
1. A socio-demographic questionnaire containing 20 related questions to identify the
participants’ socio-demographic characteristics;
2. The Depression, Anxiety, Stress Scale (DASS-21) (Vignola & Tucci, 2014). This self-
report instrument consists of 21 items, seven for each of the assessed factors. The
assessed factors are depression = 0.92), anxiety = 0.85), and stress (α = 0.90). This
instrument uses a 5-point Likert scale, ranging from 0 to 4. We followed the suggestion
by Martins et al. (2019) to analyze the results of the anxiety subscale by omitting item
2 (i.e., “I felt my mouth was dry”) due to the low factor loading of this item;
3. Multidimensional Scale of Perceived Social Support (MSPSS) (Brugnoli et al., 2022). A
self-report instrument consisting of 12 items, divided into four items per factor: (1)
family social support, (2) social support from friends, and (3) social support from other
significant others. The three factors presented a factor loading of α = 0.96 in the
validation and adaptation study of the scale.
Data analysis procedure
Descriptive and inferential statistics were calculated using JASP software. Given the
imbalance between the sample groups and the lack of normality in the distributions,
comparisons were performed using the Mann–Whitney test. To avoid interpretations based
exclusively on statistical significance, effect sizes were also reported using the biserial rank
correlation, allowing for an assessment of the magnitude of the differences between the groups.
Finally, Spearman’s correlation was used to verify the direction and strength of the relationships
between variables.
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RESULTS
In this section, we will present the results based on the participants’ socio-demographic
characteristics and psychometric assessments. Next, we will examine the differences in
students’ mean scores according to their fields of study (STEM and HS) and gender (male and
female). Finally, we will present the correlation between mental health indices and social
support. Discussions and suggestions for future research, as well as considerations regarding
the mental and psychosocial health of college students, will be addressed in the next section.
Table 1 shows the characteristics of the sample for this study. A total of 638 students
participated, including 545 STEM students and 93 HS students; regarding gender, there were
424 male participants, 214 female participants, and three non-binary individuals. The
significant imbalance between participants from the two fields may have occurred because the
Health Sciences programs were recently established, with no graduating class at the time of
data collection. Additionally, STEM programs exhibit a marked gender bias, with 74% of
students self-identifying as male. The fact that there is a significant number of male STEM
students is a distinguishing feature of this study, given that most of the literature reviewed was
based on research where the majority of the sample consisted of students in the health or
humanities fields (Brugnoli et al., 2022; Cutrim et al., 2025; Fagundes et al., 2020; Maciel et
al., 2023). In addition to gender, it was observed that 87.7% of students identify as heterosexual,
with this group representing 90.2% of students in STEM programs. The students’ racial identity
is predominantly white (76.4%), followed by Black and Brown (18.4%). Of the participants,
65.5% work during off-hours, and only 14% sleep eight or more hours per night.
Regarding variables related to mental health, it was found that 35.7% of students had a
history of mental health issues prior to entering higher education, and this percentage remained
largely unchanged, as 32.6% reported experiencing mental health issues during their time in
higher education. The prevalence of psychological distress before or during HE is higher among
HS students, as is the use of psychotropic medications, observed in 15% of these students,
compared to 6.4% of STEM students. Physical activity was more common among STEM
students (45.4%) than among HS students (30.5%).
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Table 1.
Socio-demographic and health characteristics of STEM and HS students
STEM (%)
HS (%)
Total (%)
545 (85.4)
93 (14.5)
638 (100)
407 (74)
17 (17.8)
424 (66.4)
138 (25)
76 (80)
214 (33.5)
1 (0.1)
2 (2.1)
3 (4)
493 (90.2)
67 (70)
560 (87.7)
53 (9.7)
28 (30)
81 (12.6)
411 (75.2)
77 (81)
488 (76.4)
106 (19)
12 (12)
118 (18.4)
24 (4.3)
6 (6.3)
30 (4.7)
367 (67.2)
51 (53.6)
418 (65.5)
179 (32.7)
44 (46.3)
223 (34.9)
248 (45.4)
29 (30.5)
277 (43.4)
145 (26.5)
32 (33.6)
177 (27.7)
153 (28)
34 (25.7)
187 (29.3)
169 (30.9)
59 (62.1)
228 (35.7)
242 (44.3)
25 (26.3)
267 (41.8)
135 (24.7)
11 (11.5)
146 (22.8)
154 (28.2)
54 (56.8)
208 (32.6)
275 (50.3)
24 (25.2)
299 (46.8)
117 (21.4)
17 (17.8)
134 (21.0)
35 (6.4)
15 (15.7)
50 (7.8)
492 (90.1)
74 (77.8)
566 (88.7)
19 (3.4)
6 (6.3)
25 (3.9)
6 (1.0)
3 (3.1)
9 (1.4)
30 (5.4)
4 (1.2)
34 (5.3)
108 (19.7)
17 (17.8)
125 (19.5)
188 (34.4)
35 (36.8)
223 (34.9)
134 (24.5)
21 (22.1)
155 (24.2)
68 (12.4)
10 (10.5)
78 (12.2)
12 (2.1)
5 (5.2)
17 (2.6)
Note. Prepared by the authors based on survey data.
When comparing mental health factors (i.e., depression, anxiety, and stress) and
perceived social support (i.e., family, friends, and other significant others), it was found that
both groups (STEM and HS students) had low scores on the DASS-21 and high scores on the
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MSPSS scales. This indicates that psychological distress is below clinical thresholds, and the
perception of social support is above the midpoint of the scale. All self-report data should be
interpreted with caution, as it requires a significant degree of self-reflection.
Table 2.
Differences in mental health and perceived social support among STEM and HS students
STEM
HS
U
Effect size¹
p
DASS-21
Depression
0.97 (0.8)
1.31 (0.9)
19787.000
-0.219
< .001
Anxiety
0.98 (0.8)
1.64 (0.8)
15172.000
-0.401
< .001
Stress
1.20 (0.7)
1.78 (0.7)
15102.500
-0.404
< .001
MSPSS
Family
5.33 (1.6)
5.33 (1.5)
25455.500
0.004
0.945
Friends
5.14 (1.6)
5.33 (1.6)
23347.500
-0.079
0.222
Significant
others
5.61 (1.5)
5.98 (1.3)
21603.000
-0.148
0.020
Caption: STEM (Science, Technology, Engineering, Math), HS (Health Sciences), Mann–Whitney U, ¹Rank-
biserial correlation.
Note. Prepared by the authors based on survey data.
Table 2 shows that the mental health scores of HS students are significantly higher on
average than those of STEM students, indicating greater psychological distress. These results
should be interpreted with caution given the imbalance in the number of participants between
the groups; thus, in addition to the p-value, it is recommended to consider the effect size of the
results. Particularly regarding anxiety and stress indices, the effect size of the differences
between the means was moderate (0.401 and 0.404, respectively). However, no difference was
found between the means of the STEM and HS groups regarding perceived social support across
the three assessed factors (i.e., family, friends, and significant others).
The same pattern of differences is observed when analyzing the mean differences and
effect sizes based on grouping students by gender (Table 3). Women had significantly higher
means for depression, anxiety, and stress. Again, anxiety and stress were the categories with
moderate effect sizes (0.483 and 0.480, respectively). There was also a statistically significant
difference for the “significant others” factor (U = 36339.000, p < 0.001), though with a small
effect size (-0.199). Given the small number of non-binary individuals (n = 3), no analysis of
mean differences was conducted for this group.
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Table 3.
Differences in mental health indicators and perceived social support by student gender
Male
Female
U
Effect size²
p
DASS-21
Depression
0.89 (0.7)
1.25 (0.9)
35164.000
-0.225
< .001
Anxiety
0.71 (0.7)
1.59 (0.8)
23452.500
-0.483
< .001
Stress
1.06 (0.7)
1.73 (0.7)
23585.000
-0.480
< .001
MSPSS
Family
5.27 (1.6)
5.47 (1.5)
42312.500
-0.067
0.161
Friends
5.07 (1.6)
5.36 (1.5)
40392.500
-0.110
0.023
Others
5.50 (1.5)
6.02 (1.2)
36339.000
-0.199
< .001
Caption: ²Rank-bisserial correlation.
Note. Prepared by the authors based on survey data.
We chose to perform a Spearman correlation test to examine the relationships between
mental health factors and perceived social support in this sample. Table 4 shows that the
depression factor is correlated with all other factors. Furthermore, with the exception of the
“significant others” factor in the MSPSS, all factors were correlated with one another, with
variations in the strength of these correlations.
Table 4.
Correlation between Mental Health (DASS-21) and Perceived Social Support (MSPSS) indices
Depression
Anxiety
Stress
Family
Family
Others
Depression
-
-
Anxiety
0.727***
-
< .001
-
Stress
0.739***
0.839***
-
< .001
< .001
-
Family
-0.318***
-0.214***
0.185***
-
< .001
< .001
< .001
-
Friends
-0.204***
-0.102**
-0.102**
0.417***
-
< .001
0.010
0.010
< .001
-
Others
-0.206***
-0.062
-0.029
0.600***
0.521***
-
< .001
0.117
0.460
< .001
< .001
-
Caption: * p < .05, ** p < .01, *** p < .001.
Note. Prepared by the authors based on survey data.
The correlation matrix shows that the mental health indices for depression, anxiety, and
stress exhibit strong associations with one another (above .70). In addition, the mental health
indices of depression and anxiety showed moderate and small-to-moderate negative
correlations with the “family” support perception index, indicating the importance of family
ties as a protective factor in mental health.
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DISCUSSION
The objective of this study was to characterize university students in STEM and Health
Sciences programs in terms of mental health indicators and perceptions of social support.
Overall, the results provide an initial overview of these dimensions in the context under
investigation and highlight relevant factors for the development of institutional strategies aimed
at promoting well-being and quality of life at the university. Based on socio-demographic data,
the sample of this study is predominantly composed of self-identified white students (n = 488),
male students (n = 424), and students in STEM fields (n = 545). The significant number of
STEM students is a distinguishing feature of this study, considering that Brugnoli et al. (2022)
highlighted the importance of conducting research with diverse population samples that are not
limited to health-related courses, which are frequently represented in the literature. Overall, the
data indicate satisfactory levels of mental health and perceived social support among
participants; however, there are points for discussion regarding the grouping of these students
by field of study and gender.
Regarding mental health, the data contradict some studies, such as that by Monteiro et
al. (2019), which indicate that undergraduate students experience mental health issues during
their studies. Although Graner and Cerqueira (2019) report that rates of CMD among college
students are higher than in the general population, the results of this study indicated low levels
of psychological distress, corroborating the research by Rocha et al. (2021), which also did not
identify symptoms corresponding to these conditions.
Among HS participants, 62.1% (n = 59) reported having experienced psychological
distress before university, and there was little change regarding distress during HE (56.8%, n =
54). These figures differ from the study by Silva et al. (2025), which highlights a context of
psychological distress in HE. The literature reveals that some of the factors associated with
student mental health issues are distance from family and limited leisure time (Monteiro et al.,
2019); on the other hand, physical activity and social interaction may serve as protective factors
against mental health issues (Silva & Ximenes, 2022; Trigueiro et al., 2021).
In this study, physical activity was reported by 43% of the students, a factor that may be
related to the low prevalence of CMD symptoms. This finding may be linked to the difference
in psychological distress at HE between STEM and HS students, given that STEM students
reported higher average levels of physical activity. Future research should seek to identify the
directionality and causal effect of physical activity and CMD symptoms.
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Concurrently, a divergence is observed in levels of depression, anxiety, and stress across
different academic fields, and in this sample, higher averages are seen among HS students. The
difference in mental health indices between students in STEM and HS fields may be due to
other contextual variables, as some studies diverge from and others converge with the findings
of this study. For example, the studies by Bezerra et al. (2021) and Lourenço and Oliveira (2022)
investigated engineering students and identified rates of depression and anxiety related to
contextual variables such as the need for autonomy and responsibilities, which were linked to
mental health indicators.
It is worth noting that a higher prevalence of CMD among health sciences students has
frequently been identified in survey studies (Graner & Cerqueira, 2019; Gundim et al., 2022;
Murakami et al., 2019). The results of the present study follow this trend, as HS students
exhibited significantly higher levels of depression, anxiety, and stress compared to students in
STEM programs. Although effect sizes range from small to moderate, the results indicate a
consistent pattern of greater psychological distress in this group. Another variable that appears
to be related to good mental health indicators is interpersonal relationships (Silva & Ximenes,
2022). Based on the results, it was observed that most students reported a high perception of
social support across the three factors investigated (i.e., family, friends, and other significant
others). This finding is also relevant when considering that the correlational analyses indicated
negative associations between indicators of social support and symptoms of depression, anxiety,
and stress, suggesting that the presence of support networks may function as an important
psychological protective factor. Finally, only 7.8% of students reported using psychotropic
drugs. This result is lower than the 33% identified in the study by Assunção and Marôco (2020)
and may be related to the mental health characteristics of the sample investigated.
In terms of gender differences, it is observed that female students, as well as HS
students, exhibit higher levels of depression, anxiety, and stress compared to male students.
This finding has been confirmed in several studies on university mental health (Gianjacomo et
al., 2025; Gundim et al., 2022; Ribeiro et al., 2023; Trigueiro et al., 2021). In the present study,
in addition to statistical significance, moderate effect sizes were observed for anxiety and stress,
indicating that these differences are not only statistically detectable but also have practical
relevance. Although findings related to field of study remain relatively inconsistent in the
literature, the gender breakdown has shown greater consistency, pointing to greater
vulnerability to psychological distress among women. This scenario may be related to the
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accumulation of social and academic roles, as well as to multiple situations of vulnerability and
exposure to psychological and sexual abuse (Trigueiro et al., 2021; Gundim et al., 2022).
The average number of hours of sleep remained relatively constant across the groups
analyzed and revealed that 61.1% (n = 391) of students sleep six hours a day or less, an average
that is below what is considered ideal (Dias et al., 2025). This finding warrants further
investigation, as other variables may be influencing the low sleep duration observed. However,
sleep disturbances have frequently been associated with CMD, Burnout Syndrome, or
occupational burnout (Gianjacomo et al., 2025; Lopes et al., 2022; Maciel et al., 2023). The
strong association observed among the DASS-21 factors also suggests that symptoms of
depression, anxiety, and stress tend to occur in an interrelated manner, indicating a pattern of
psychological distress shared across these dimensions. Sleep quality also needs to be
understood in light of the social conditions experienced by the students. In this study, it was
observed that 65.5% of participants work, which often involves studying during off-hours,
waking up very early, and going to bed later. In this regard, it is important to highlight the social
nature of sleep quality, since academic and work demands can significantly alter daily sleep,
eating, and interpersonal relationship dynamics.
Despite the significance of the results, it is essential to consider some limitations of this
study. Because this is an observational, descriptive, cross-sectional study with a different
number of participants in the STEM and HS fields, it is not possible to establish clear causal
relationships between the variables. Furthermore, participants’ potential discomfort with
sensitive topics may have influenced their responses, introducing biases and affecting the
reliability of certain information.
The results of this study highlight the importance of strengthening the support network
among students, given the observed association between social support and lower levels of
psychological distress. Encouraging physical activity and promoting better sleep quality have
also proven to be important, given their potential protective role against mental illness (Silva &
Ximenes, 2022). In this regard, initiatives focused on students’ physical and psychological
health should be incorporated into higher education institutions’ educational policies, going
beyond informational presentations that disregard students’ social conditions and the very
institutional role of universities in promoting or exacerbating psychological distress (Gomes et
al., 2020; Graner & Cerqueira, 2019).
At the same time, it is essential to promote an academic environment free of gender
barriers, especially given the differences observed in mental health indicators between women
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and men. Such strategies can contribute to maintaining psychological well-being during
undergraduate studies and foster a healthier academic journey. In this regard, institutional
actions must go beyond one-off initiatives such as activities limited to commemorative dates.
Higher education institutions should consider structural measures that integrate, in addition to
gender, aspects such as race, class, sexuality, disabilities, and other social markers.
Finally, it is clear that future research should include more representative samples of
non-binary individuals, as well as students in health sciences and humanities and social sciences
programs. In addition to more diverse population analyses, new investigations could examine
the presence and effectiveness of institutional programs aimed at promoting health and quality
of life within the academic community. Such studies could contribute to the description and
evaluation of intervention and longitudinal programs designed to support the academic
community.
FINAL CONSIDERATIONS
The aim of this study was to assess and characterize mental health indicators and
perceptions of social support among college students at a higher education institution in the
interior of the state of São Paulo, comparing students in STEM (Science, Technology,
Engineering, and Math) and Health Sciences (HS) programs.
Overall, the results indicated low levels of psychological distress in the analyzed
sample, with lower levels of depression, anxiety, and stress than those frequently described in
the literature. Nevertheless, higher rates of these symptoms were observed among female
students and among students in health-related programs. Concurrently, high levels of perceived
social support, a considerable frequency of physical activity, and low use of psychotropic drugs
were identified, although the average number of hours of sleep was found to be below the
recommended amount. These findings contrast with some of the literature that points to a more
critical mental health scenario in higher education (Monteiro et al., 2019; Silva et al., 2025) and
contribute to a broader understanding of the influence of socio-demographic variables on the
psychological well-being of university students.
It should be noted, however, that the results cannot be generalized, since the sample
consisted mainly of male, white students enrolled in STEM programs. Thus, we recommend
conducting further research with samples that are more representative and diverse of the
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university population, as well as studies that examine the presence and effectiveness of
institutional initiatives aimed at promoting mental health and quality of life in the academic
environment. These results reinforce the importance of understanding university mental health
not only as an individual phenomenon but also as a product of the social and institutional
conditions that shape the academic experience.
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RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026038, 2026. e-ISSN: 1519-9029
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CRediT Author Statement
Acknowledgements: We would like to thank Prof. Raquel Barros and her entire team at the
Emotional Collaboration Laboratory (ENLACE) at Facens University Center.
Funding: None.
Conflicts of interest: None
Ethical approval: This study was approved by the Research Ethics Committee (No.
6.650.812; CAAE: 77212624.0.0000.5097).
Data and materials availability: Not available, as the questionnaires contain sensitive data
with restricted access to ENLACE.
Authors’ contributions: Ingrid Bellinassi, Scientific Initiation scholarship recipient,
writing and descriptive data analysis; Felipe Augusto Monteiro Cravo, project advisor,
writing and project conception, inferential data analysis, methodology, and results.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação
Review, formatting, standardization, and translation
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SALUD MENTAL Y APOYO SOCIAL EN ESTUDIANTES UNIVERSITARIOS:
COMPARACIÓN ENTRE CARRERAS DE STEM Y CIENCIAS DE LA SALUD
SAÚDE MENTAL E SUPORTE SOCIAL EM UNIVERSITÁRIOS: COMPARAÇÃO
ENTRE CIÊNCIAS EXATAS (STEM) E CIÊNCIAS DA SAÚDE
MENTAL HEALTH AND SOCIAL SUPPORT AMONG UNIVERSITY STUDENTS: A
COMPARISON BETWEEN STEM AND HEALTH SCIENCES COURSES
Ingrid van Tol BELLINASSI
1
e-mail: ingr[email protected]
Felipe Augusto Monteiro CRAVO
2
e-mail: felipeam[email protected]
Cómo citar este artículo:
Bellinassi, I. V. T., & Cravo, F. A. M. (2026). Salud mental y
apoyo social en estudiantes universitarios: comparación entre
carreras de STEM y ciencias de la salud. Revista online de
Política e Gestão Educacional, 30, e026038.
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.20273
| Enviado el: 27 de mayo de 2025
| Revisiones requeridas el: 02/03/2026
| Aprobado el: 12/03/2026
| Publicado el: 28/04/2026
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Editor ejecutivo adjunto:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Centro Universitario Facens (FACENS), Sorocaba São Paulo (SP) Brasil. Estudiante de psicología y Bolsista
de Iniciação Científica (becaria de investigación de pregrado).
2
Universidad de Sorocaba (UNISO), Sorocaba São Paulo. Doctor en Psicología, profesor de la carrera de
Psicología de la Universidad de Sorocaba.
Salud mental y apoyo social en estudiantes universitarios: comparación entre carreras de STEM y ciencias de la salud
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026038, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.20273 2
RESUMEN: Los Trastornos Mentales Comunes (TMC) pueden ser desencadenados por
situaciones de sufrimiento psicológico y pueden estar influenciados por variables
sociodemográficas. En el contexto universitario, estos trastornos pueden surgir debido a la falta
de tiempo para el autocuidado, la estigmatización de las enfermedades mentales y las
dificultades de adaptación al entorno académico. Este estudio tuvo como objetivo caracterizar
a los estudiantes universitarios en cuanto a los indicadores de salud mental y la percepción de
apoyo social, comparando a alumnos de carreras en las áreas de Ciencia, Tecnología, Ingeniería
y Matemáticas (STEM) y Ciencias de la Salud (CS) mediante una encuesta. A partir de las
respuestas de 638 estudiantes (85,4% de STEM y 14,5% de CS), se observó un bajo nivel de
sufrimiento psicológico y una alta percepción de apoyo social, con diferencias significativas
entre carreras y géneros. Los hallazgos sugieren que el apoyo social y la práctica de actividad
física contribuyen al mantenimiento de la salud mental, además de no haberse identificado
indicios de malestar psicológico atribuible directamente a la formación universitaria.
PALABRAS CLAVE: Distrés psicológico. Salud mental. Apoyo social. Estudiantes.
RESUMO: Os Transtornos Mentais Comuns (TMCs) podem ser desencadeados por situações
de sofrimento psicológico, podendo ser influenciados por variáveis sociodemográficas. No
contexto universitário, esses transtornos podem ser provocados pela falta de tempo para
cuidados com a saúde, pela estigmatização de doenças mentais e por dificuldades de adaptação
ao ambiente acadêmico. Este estudo objetivou caracterizar universitários quanto aos índices
de saúde mental e à percepção de suporte social, comparando alunos de cursos das áreas de
Science, Technology, Engineering and Math (STEM) e de Ciências da Saúde (CS) por meio de
um survey. A partir das respostas de 638 estudantes (85,4% STEM, e 14,5% CS) observou-se
um baixo índice de sofrimento psicológico e alta percepção de suporte social, com diferenças
significativas entre os cursos e entre os gêneros. Os achados sugerem que o suporte social e a
prática de atividades sicas contribuem para a manutenção da saúde mental, além de não
terem sido identificados indícios de adoecimento psicológico atribuídos diretamente à
graduação.
PALAVRAS-CHAVE: Sofrimento psicológico. Saúde mental. Apoio social. Estudantes.
ABSTRACT: Common Mental Disorders (CMDs) can be triggered by situations of
psychological distress and may be influenced by sociodemographic variables. In the university
context, these disorders may arise due to lack of time for health care, the stigmatization of
mental illnesses, and difficulties adapting to the academic environment. This study aimed to
characterize university students in terms of mental health indicators and perceived social
support, comparing students from Science, Technology, Engineering, and Mathematics (STEM)
and Health Sciences courses through a survey. Based on responses from 638 students (85.4%
from STEM and 14.5% from Health Sciences), the results showed low levels of psychological
distress and high levels of perceived social support, with significant differences between courses
and genders. The findings suggest that social support and physical activity contribute to
maintaining mental health, and no evidence of psychological distress directly attributable to
university education was identified.
KEYWORDS: Psychological distress. Mental health. Social support. Students.
Ingrid van Tol Bellinassi & Felipe Augusto Monteiro Cravo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026038, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.20273 3
INTRODUCCIÓN
Los Trastornos Mentales Comunes (TMC) pueden comenzar como resultado de
situaciones persistentes de malestar psicológico, siendo la ansiedad y el estado de ánimo
depresivo los síntomas más frecuentes (Campos et al., 2020; Lopes et al., 2022). Se entiende
que el desarrollo de los TMC está fuertemente influenciado por variables socioculturales, como
las condiciones económicas, el género, la raza y otros marcadores sociales (Gomes et al., 2020).
Además de las variables sociodemográficas, los contextos familiares, sociales, educativos y
laborales también actúan como factores de riesgo o protección para el desarrollo de los TMC;
entre estos contextos se encuentra el acceso y la permanencia en la educación superior. Es
importante destacar que los TMC no son un trastorno psiquiátrico per se, sino más bien un
conjunto de relaciones intrapersonales emocionales, cognitivas y somáticas que afectan
negativamente a las personas afectadas (Monteiro et al., 2019).
El ingreso y la permanencia en la educación superior se han vinculado con la aparición
o el empeoramiento de TMC (Graner & Cerqueira, 2019). Si bien las experiencias en la
educación superior brindan oportunidades para desarrollar nuevas habilidades y mejorar
profesionalmente, este entorno también está marcado por desafíos relacionados con la
adaptación a una nueva etapa con demandas y requisitos específicos (Bolsoni-Silva et al., 2020;
Fior & Almeida, 2023; Silva & Ximenes, 2022). Otro factor que afecta a los estudiantes es la
expectativa frustrada de que este entorno será acogedor y divertido, como si fuera una extensión
de la escuela secundaria (Sunde et al., 2022). Aun así, una gran proporción de estudiantes
universitarios (especialmente los más jóvenes y los varones) tienden a lidiar con estas
ansiedades solos (Montagni et al., 2020). La investigación sobre trastornos de salud mental (es
decir, depresión, ansiedad, ideación suicida) en jóvenes universitarios ha identificado varias
variables predictivas relacionadas con el fenómeno. Se han encontrado relaciones entre los
TMC y otros malestares psicológicos, como las dificultades para adaptarse al entorno
académico (Sunde et al., 2022), las dificultades en la gestión del tiempo y las habilidades
sociales (Bolsoni-Silva et al., 2020), la acumulación de tareas y la presión social académica
(Campos et al., 2020; Gomes et al., 2020; Gundim et al., 2022), las características
sociodemográficas y las políticas de retención estudiantil (Fior & Almeida, 2023).
Además, la pandemia de COVID-19 y las políticas de aislamiento social generaron
impactos negativos en la salud mental de los estudiantes universitarios, lo que resultó en un
aumento de las tasas de TMC, especialmente entre los estudiantes más vulnerables (Chien et
al., 2022; Ribeiro et al., 2023). Gundim et al. (2022) demostraron una prevalencia de TMC
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después del período de pandemia, especialmente entre los estudiantes de enfermería. Sin
embargo, la literatura también presenta estudios con resultados divergentes, en los que una gran
proporción de estudiantes no presenta síntomas clínicos relacionados con la depresión, la
ansiedad o el estrés (Graner & Cerqueira, 2019; Rocha et al., 2021).
La variabilidad en los índices de TMC entre los estudiantes universitarios puede deberse
a condiciones institucionales, como el clima de la organización educativa (Hoy et al., 2015), o
a condiciones individuales, como la presencia de malestar psicológico antes de ingresar a la
universidad (Bolsoni-Silva et al., 2022). Además, existen indicios de que los estudiantes
universitarios están expuestos a situaciones que se correlacionan negativamente con la salud
mental, como el abuso de alcohol y otras drogas (Fagundes et al., 2020) y la mala calidad del
sueño debido a los múltiples horarios de trabajo, estudio y hogar (Gomes et al., 2020).
Actualmente, el uso excesivo de las redes sociales también está emergiendo como una variable
perjudicial para la salud mental de esta población (Andrade et al., 2021; Ortuño-Sierra, 2024).
En una revisión bibliográfica integradora, Graner y Cerqueira (2019) identificaron
factores de riesgo y protección frecuentemente asociados con los TMC en estudiantes
universitarios. Los seis principales factores de riesgo fueron: condiciones sociodemográficas
(es decir, género femenino, edad avanzada y bajos ingresos); condiciones de salud (es decir,
tabaquismo y uso de sustancias psicoactivas, bajos niveles de actividad física, calidad del sueño,
dieta y malestar psicológico/experiencia previa en la educación superior); condiciones
relacionales (es decir, dificultad para hacer amigos, dificultades de adaptación, sentimientos de
rechazo y no pertenencia, falta de apoyo social); percepción de la vida académica (es decir,
primer y último año en la educación superior, presión institucional, incertidumbre sobre la
elección de cursos); condiciones psicológicas (es decir, baja autoconciencia, falta de estrategias
de coping, deterioros en la autenticidad y el control disposicional); y finalmente, variables
sociales y violencia (es decir, discriminación social basada en marcadores de opresión como
género, edad, clase social, orientación sexual y otros).
En resumen, los TMC pueden desencadenarse por un estado de malestar psicológico
influenciado por variables sociodemográficas y psicológicas (Campos et al., 2020; Gomes et
al., 2020; Graner & Cerqueira, 2019). El entorno de la educación superior puede estar marcado
simultáneamente por oportunidades agradables y por desafíos y exigencias agotadoras, lo que
potencialmente conduce a un daño a la salud mental de los estudiantes universitarios (Bolsoni-
Silva et al., 2020; Fior & Almeida, 2023; Silva & Ximenes, 2022; Sunde et al., 2022). La
pandemia, entre sus consecuencias, también perjudicó la salud mental de este segmento de la
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población, además de aumentar las tasas de TMC y el uso de redes sociales, lo que puso de
manifiesto el uso problemático de internet (Gundim et al., 2022; Ricarte, 2020; Ortuño-Sierra,
2024). A pesar de esto, algunos estudios indican que la muestra de estudiantes universitarios
analizada no presentó síntomas relacionados con enfermedades, lo que hace necesaria una
mayor investigación sobre el tema, utilizando múltiples metodologías y en varios centros
universitarios (Bolsoni-Silva et al., 2022; Rocha et al., 2021).
En este contexto, el objetivo de esta investigación fue identificar y caracterizar los
indicadores de salud mental y las percepciones de apoyo social entre estudiantes universitarios,
a partir de dos variables sociodemográficas: género y áreas de especialización en su carrera.
Este estudio busca comprender cuantitativamente el perfil psicológico de los estudiantes
universitarios, con miras a definir proyectos futuros enfocados en la rehabilitación, la
prevención y el mantenimiento de la salud mental y el bienestar.
METODOLOGÍA
Se trata de un estudio observacional, descriptivo y transversal en el que se evaluaron los
índices de salud mental y de apoyo social percibido por estudiantes universitarios. La
investigación fue aprobada por el Comité de Ética (n.º 6.650.812; CAAE:
77212624.0.0000.5097) y se basa en el análisis de datos recopilados por el Laboratorio de
Colaboración Emocional de la institución de educación superior. Este laboratorio realiza un
seguimiento sistemático de los estudiantes a través de itinerarios pedagógicos, experiencias,
talleres y apoyo institucional para sus necesidades socioemocionales.
Participantes
El estudio incluyó a 1164 estudiantes de una institución de educación superior en una
ciudad del interior del estado de São Paulo. Se invitó a estudiantes de todos los cursos, turnos
y semestres a responder voluntariamente los cuestionarios. Del total, 818 consintieron en el uso
de sus datos para esta investigación; de estos, se incluyeron 638 cuestionarios para el análisis
por estar completamente llenos. Por lo tanto, la muestra para esta investigación consta de 545
estudiantes de STEM
3
y 93 estudiantes de Ciencias de la Salud (Biomedicina, Enfermería,
Odontología, Medicina Veterinaria y Psicología). De los estudiantes de STEM, 407 se
3
Science, Technology, Engineering and Math. En español: Ciencia, Tecnología, Ingeniería y Matemáticas.
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identificaron como hombres, 138 como mujeres y una persona como no binaria; de los
estudiantes de Ciencias de la Salud, hubo 17 hombres, 76 mujeres y dos personas no binarias.
La edad promedio de todos los estudiantes fue de 21 años (DE = 4,8).
Instrumentos
Para conformar la muestra, se utilizó la base de datos consolidada por el Laboratorio de
Colaboración Emocional del Centro Universitario. Los datos se recopilaron entre abril y mayo
de 2024. La recolección de datos se realizó mediante un formulario en línea, distribuido en
persona y a través de una aplicación digital. Los instrumentos utilizados fueron:
1. Cuestionario sociodemográfico, que contiene 20 preguntas relacionadas, con el fin de
identificar las características sociodemográficas de los participantes;
2. Depression, Anxiety, Stress Scale (DASS-21) (Vignola y Tucci, 2014). Este instrumento
de autoinforme consta de 21 preguntas, siete para cada uno de los factores evaluados.
Los factores evaluados son depresión (α = 0,92), ansiedad (α = 0,85) y estrés = 0,90).
Este instrumento presenta una escala Likert de 5 puntos, que va de 0 a 4. Se utilizó la
sugerencia de Martins et al. (2019) para analizar los resultados de la subescala de
ansiedad, eliminando la pregunta 2 (es decir, “Sentí la boca seca”) debido a su bajo peso
factorial;
3. Escala Multidimensional de Apoyo Social Percibido (EMSSP) (Brugnoli et al., 2022).
Instrumento de autoinforme compuesto por 12 ítems, divididos en cuatro ítems por
factor: (1) apoyo social familiar, (2) apoyo social de amigos y (3) apoyo social de otras
personas significativas. Los tres factores presentaron una carga factorial de α = 0,96 en
la investigación de validación y adaptación de la escala.
Procedimiento de análisis de datos
Se calcularon estadísticas descriptivas e inferenciales utilizando el software JASP. Dada
la desigualdad entre los grupos de muestra y la falta de normalidad en las distribuciones, se
realizaron comparaciones mediante la prueba de Mann-Whitney. Para evitar interpretaciones
basadas únicamente en la significación estadística, también se informaron los tamaños del
efecto mediante la correlación rank-biserial, lo que permitió evaluar la magnitud de las
diferencias entre los grupos. Finalmente, se utilizó la correlación de Spearman para verificar la
dirección y la fuerza de las relaciones entre las variables.
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RESULTADOS
En esta sección, presentaremos los resultados basados en las características
sociodemográficas y las evaluaciones psicométricas de los participantes. A continuación,
proponemos un análisis de las diferencias entre las puntuaciones promedio de los estudiantes
según sus áreas de estudio (Ciencia, Tecnología, Ingeniería y Matemáticas y Ciencias de la
Salud) y género (masculino y femenino). Finalmente, presentaremos la correlación entre los
índices de salud mental y el apoyo social. En la siguiente sección, se abordarán las discusiones
y sugerencias para futuras investigaciones, así como la atención a la salud mental y psicosocial
de los estudiantes universitarios.
La Tabla 1 muestra las características de la muestra para esta investigación. Participaron
638 estudiantes, 545 en STEM y 93 en Ciencias de la Salud; en cuanto al género, hubo 424
participantes masculinos, 214 femeninas y tres personas no binarias. El gran desequilibrio entre
los participantes de las dos áreas puede deberse a que los cursos de Ciencias de la Salud se
abrieron recientemente, sin promociones de graduados al momento de la recolección de datos.
Además, los cursos STEM muestran un marcado sesgo de género, con un 74% de los
estudiantes que se autoidentificaron como masculinos. El hecho de que haya un número
significativo de estudiantes de STEM y de género masculino es una característica distintiva de
esta investigación, dado que la mayor parte de la bibliografía encontrada se basó en
investigaciones con la mayoría de la muestra compuesta por estudiantes de los campos de la
salud o las humanidades (Brugnoli et al., 2022; Cutrim et al., 2025; Fagundes et al., 2020;
Maciel et al., 2023). Además del marcador social de género, se observó que el 87,7% de los
estudiantes se identifican como heterosexuales, y en las carreras de STEM, este grupo
representa el 90,2%. La identidad racial de los estudiantes es predominantemente blanca
(76,4%), seguida de negra y mestiza (18,4%). El 65,5% de los estudiantes trabajan fuera del
horario escolar habitual, y solo el 14% de los participantes duermen ocho o más horas por
noche.
En cuanto a las variables relacionadas con la salud mental, se encontró que el 35,7% de
los estudiantes presentaban problemas psicológicos antes de ingresar a la Educación Superior
(ES), porcentaje que varía poco, ya que el 32,6% identificó problemas psicológicos durante la
ES. La presencia de problemas psicológicos antes o durante la ES es mayor en los estudiantes
de CS, al igual que el uso de fármacos psicotrópicos, verificado en el 15% de estos estudiantes,
en comparación con el 6,4% de los estudiantes de STEM. La práctica de actividad física fue
mayor en los estudiantes de STEM (45,4%) que en los de CS (30,5%).
Salud mental y apoyo social en estudiantes universitarios: comparación entre carreras de STEM y ciencias de la salud
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Tabla 1.
Características sociodemográficas y del estado de salud de los estudiantes de STEM e CS
STEM (%)
CS (%)
Total (%)
545 (85,4)
93 (14,5)
638 (100)
407 (74)
17 (17,8)
424 (66,4)
138 (25)
76 (80)
214 (33,5)
1 (0,1)
2 (2,1)
3 (4)
493 (90,2)
67 (70)
560 (87,7)
53 (9.7)
28 (30)
81 (12,6)
411 (75,2)
77 (81)
488 (76,4)
106 (19)
12 (12)
118 (18,4)
24 (4,3)
6 (6.3)
30 (4,7)
367 (67,2)
51 (53,6)
418 (65,5)
179 (32,7)
44 (46,3)
223 (34,9)
248 (45,4)
29 (30,5)
277 (43,4)
145 (26,5)
32 (33,6)
177 (27,7)
153 (28)
34 (25,7)
187 (29,3)
169 (30,9)
59 (62,1)
228 (35,7)
242 (44,3)
25 (26,3)
267 (41,8)
135 (24,7)
11 (11,5)
146 (22,8)
154 (28,2)
54 (56,8)
208 (32,6)
275 (50,3)
24 (25,2)
299 (46,8)
117 (21,4)
17 (17,8)
134 (21,0)
35 (6,4)
15 (15.7)
50 (7,8)
492 (90,1)
74 (77.8)
566 (88,7)
19 (3,4)
6 (6.3)
25 (3,9)
6 (1,0)
3 (3,1)
9 (1,4)
30 (5,4)
4 (1,2)
34 (5,3)
108 (19,7)
17 (17,8)
125 (19,5)
188 (34,4)
35 (36,8)
223 (34,9)
134 (24,5)
21 (22,1)
155 (24,2)
68 (12,4)
10 (10,5)
78 (12,2)
12 (2,1)
5 (5,2)
17 (2,6)
Nota. Esta es una elaboración original basada en datos de la investigación.
Ingrid van Tol Bellinassi & Felipe Augusto Monteiro Cravo
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Al comparar factores de salud mental (es decir, depresión, ansiedad y estrés) y el apoyo
social percibido (es decir, familia, amigos y otras personas significativas), se observa que ambos
grupos (estudiantes de STEM y de CS) presentaron puntuaciones bajas en el DASS-21 y
puntuaciones altas en el EMSSP. Esto indica que el malestar psicológico se encuentra por
debajo de los índices clínicos y que la percepción de apoyo social está por encima del punto
medio de la escala. Todos los datos basados en autoinformes deben interpretarse con
precaución, ya que presuponen un repertorio significativo de introspección.
Tabla 2.
Diferencias en los índices de salud mental y apoyo social percibido entre estudiantes de
ciencias, tecnología, ingeniería y matemáticas (STEM) e Ciencias de la Salud (CS)
STEM
CS
U
Tamaño del efecto¹
p
DASS-21
Depresión
0,97 (0,8)
1,31 (0,9)
19.787.000
-0,219
<,001
Ansiedad
0,98 (0,8)
1,64 (0,8)
15.172.000
-0,401
<,001
Estrés
1,20 (0,7)
1,78 (0,7)
15102.500
-0,404
<,001
EMSSP
Familia
5,33 (1,6)
5,33 (1,5)
25455,500
0,004
0,945
Amigos
5.14 (1.6)
5,33 (1,6)
23347,500
-0,079
0,222
Otros
significativos
5,61 (1,5)
5,98 (1,3)
21.603.000
-0,148
0,020
Leyenda: STEM (Ciencia, Tecnología, Ingeniería, Matemáticas), CS (Ciencias de la Salud), U de Mann-
Whitney, ¹Correlación rank-biserial.
Nota. Esta es una elaboración original basada en datos de la investigación.
La Tabla 2 muestra que los índices de salud mental de los estudiantes de Ciencias de la
Salud (CS) presentan promedios significativamente más altos que los de los estudiantes de
STEM, lo que indica un mayor malestar psicológico. Estos resultados deben interpretarse con
cautela debido al desequilibrio de participantes entre los grupos; por lo tanto, además del valor
p, es recomendable considerar el tamaño del efecto de los resultados. En particular, en los
índices de ansiedad y estrés, el tamaño del efecto de las diferencias entre las medias fue
moderado (0,401 y 0,404, respectivamente). Sin embargo, no se encontraron diferencias entre
las medias de los grupos STEM y CS con respecto al apoyo social percibido en los tres factores
evaluados (es decir, familia, amigos y otras personas significativas).
Se observa el mismo patrón de diferencia al analizar las diferencias de medias y los
tamaños del efecto agrupando a los estudiantes por género (Tabla 3). Las mujeres mostraron
medias significativamente más altas para la depresión, la ansiedad y el estrés. Nuevamente, la
ansiedad y el estrés fueron las categorías con tamaños del efecto moderados (0,483 y 0,480,
respectivamente). También hubo una diferencia estadística para el factor “otro significativo” (U
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= 36339,000, p < 0,001), aunque con un tamaño del efecto pequeño (-0,199). Debido al pequeño
número de individuos no binarios (n = 3), no se realizaron análisis de diferencia de medias para
este grupo.
Tabla 3.
Diferencias en los índices de salud mental y apoyo social percibido según el género de los
estudiantes
Masculino
Femenino
U
Tamaño del
efecto²
p
DASS-21
Depresión
0,89 (0,7)
1,25 (0,9)
35.164,000
-0,225
<,001
Ansiedad
0,71 (0,7)
1,59 (0,8)
23452,500
-0,483
<,001
Estrés
1,06 (0,7)
1,73 (0,7)
23.585,000
-0,480
<,001
EMSSP
Familia
5,27 (1,6)
5,47 (1,5)
42312,500
-0,067
0,161
Amigos
5,07 (1,6)
5,36 (1,5)
40392,500
-0,110
0,023
Otros
5,50 (1,5)
6.02 (1,2)
36339,000
-0,199
<,001
Leyenda: ²Correlación rank-biserial.
Nota. Esta es una elaboración original basada en datos de investigación.
Se seleccionó una prueba de correlación de Spearman para verificar las relaciones entre
los factores de salud mental y el apoyo social percibido en esta muestra. La Tabla 4 muestra
que el factor depresión está correlacionado con todos los demás factores. Además, con la
excepción del factor “otro significativo” del ESSP, todos los factores mostraron relaciones entre
sí, con diferencias en la fuerza de dichas relaciones.
Tabla 4.
Correlación entre el Índice de Salud Mental (DASS-21) y el Índice de Apoyo Social Percibido
(EMSSP)
Depresión
Ansiedad
Estrés
Familia
Amigos
Otros
Depresión
-
-
Ansiedad
0,727***
-
<,001
-
Estrés
0,739***
0,839***
-
<,001
<,001
-
Familia
-0,318***
-0,214***
0,185***
-
<,001
<,001
<,001
-
Amigos
-0,204***
-0,102**
-0,102**
0,417***
-
<,001
0,010
0,010
<,001
-
Otros
-0,206***
-0,062
-0,029
0,600***
0,521***
-
<,001
0,117
0,460
<,001
<,001
-
Leyenda: * p <.05, ** p <.01, *** p <.001.
Nota. Esta es una elaboración original basada en datos de investigación.
Según la matriz de correlación, se observa que los índices de salud mental de depresión,
ansiedad y estrés presentan fuertes correlaciones entre (superiores a 0,70). Además, los
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índices de salud mental de depresión y ansiedad mostraron correlaciones negativas moderadas
y ligeramente moderadas con el índice de percepción de apoyo familiar, lo que subraya la
importancia de los lazos familiares como factor protector de la salud mental.
DISCUSIÓN
Esta investigación tuvo como objetivo caracterizar a los estudiantes universitarios de
carreras de STEM y Ciencias de la Salud en cuanto a indicadores de salud mental y percepción
de apoyo social. En general, los resultados ofrecen una visión general inicial de estas
dimensiones en el contexto investigado e indican elementos relevantes para la formulación de
estrategias institucionales dirigidas a promover el bienestar y la calidad de vida en la
universidad. Con base en datos sociodemográficos, la muestra para esta investigación está
compuesta predominantemente por estudiantes que se autoidentifican como blancos (n = 488),
estudiantes varones (n = 424) y estudiantes del campo STEM (n = 545). El número significativo
de estudiantes de STEM es una característica distintiva de esta investigación, considerando que
Brugnoli et al. (2022) resaltaron la importancia de realizar investigaciones con muestras de
población diversas, no limitadas a carreras de ciencias de la salud, que son frecuentemente
representadas en la literatura. En general, los datos indican niveles satisfactorios de salud
mental y apoyo social percibido entre los participantes; sin embargo, existen puntos de
discusión con respecto a la agrupación de estos estudiantes por área de estudio y género.
En cuanto a la salud mental, los datos contradicen algunas investigaciones, como la de
Monteiro et al. (2019), que indica la presencia de enfermedades mentales entre estudiantes de
pregrado durante su carrera. Si bien Graner y Cerqueira (2019) informan que las tasas de TMC
en estudiantes universitarios son más altas que en la población mundial, los resultados de esta
investigación indicaron bajas tasas de malestar psicológico, corroborando la investigación de
Rocha et al. (2021), que tampoco identificó sintomatología correspondiente a estas condiciones.
De los participantes de CS, el 62,1% (n = 59) reportaron experimentar malestar
psicológico antes de la universidad, y hubo pocos cambios con respecto al malestar durante la
ES (56,8%, n = 54). Estos valores difieren de la investigación de Silva et al. (2025), que destaca
un contexto de malestar psicológico en la ES. La literatura revela que algunos de los factores
asociados con el malestar estudiantil son la distancia de la familia y el tiempo libre limitado
(Monteiro et al., 2019); por otro lado, la actividad física y la interacción social pueden ser
Salud mental y apoyo social en estudiantes universitarios: comparación entre carreras de STEM y ciencias de la salud
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factores protectores contra la enfermedad mental (Silva & Ximenes, 2022; Trigueiro et al.,
2021).
En esta investigación, se observó actividad física en el 43% de los estudiantes, una
variable que podría estar relacionada con la baja sintomatología de TMC. Este dato podría estar
vinculado a la diferencia en el malestar psicológico en la educación superior entre estudiantes
de STEM y CS, dado que los estudiantes de STEM presentaron niveles promedio más altos de
actividad física. Futuras investigaciones deberían intentar identificar la direccionalidad y el
efecto causal de la actividad física y la sintomatología de los TMC.
Simultáneamente, se observa una divergencia en los niveles de depresión, ansiedad y
estrés entre las distintas áreas de estudio, y en esta muestra, se aprecian promedios más altos en
los estudiantes de CS. La diferencia en los índices de salud mental entre los estudiantes de
STEM y CS podría deberse a otras variables contextuales, dado que existen estudios que
divergen y otros que convergen con los datos encontrados. Por ejemplo, las investigaciones de
Bezerra et al. (2021) y Lourenço y Oliveira (2022) estudiaron a estudiantes de ingeniería e
identificaron índices de depresión y ansiedad relacionados con variables contextuales como la
necesidad de autonomía y responsabilidades, las cuales, a su vez, se relacionaban con los
índices de salud mental.
Cabe destacar que la mayor incidencia de TMC en estudiantes de ciencias de la salud se
ha identificado frecuentemente en estudios de encuesta (Graner & Cerqueira, 2019; Gundim et
al., 2022; Murakami et al., 2019). Los resultados del presente estudio siguen esta tendencia, ya
que los estudiantes de ciencias de la salud presentaron niveles significativamente más altos de
depresión, ansiedad y estrés en comparación con los estudiantes de carreras STEM. Si bien la
magnitud del efecto varía de pequeña a moderada, los resultados indican un patrón consistente
de mayor malestar psicológico en este grupo. Otra variable que parece estar relacionada con
buenos indicadores de salud mental son las relaciones interpersonales (Silva & Ximenes, 2022).
A partir de los resultados, se observó que la mayoría de los estudiantes presentaban una alta
percepción de apoyo social en los tres factores investigados (es decir, familia, amigos y otras
personas significativas). Este resultado también es relevante al considerar que los análisis de
correlación indicaron asociaciones negativas entre los indicadores de apoyo social y los
síntomas de depresión, ansiedad y estrés, lo que sugiere que la presencia de redes de apoyo
puede funcionar como un factor importante en la protección psicológica. Finalmente, solo el
7,8% de los estudiantes reportaron consumir psicofármacos. Este resultado es inferior al 33%
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identificado en la investigación de Assunção y Marôco (2020), y podría estar relacionado con
las características de salud mental de la muestra estudiada.
En cuanto a las diferencias de género, se observa que las estudiantes, así como los
estudiantes de CS, presentan mayores niveles de depresión, ansiedad y estrés en comparación
con los estudiantes varones. Estos datos se han verificado en varios estudios sobre salud mental
universitaria (Gianjacomo et al., 2025; Gundim et al., 2022; Ribeiro et al., 2023; Trigueiro et
al., 2021). En el presente estudio, además de la significación estadística, se observaron tamaños
del efecto moderados para la ansiedad y el estrés, lo que indica que estas diferencias no solo
son estadísticamente detectables, sino que también tienen relevancia práctica. Si bien los
resultados relacionados con el área de estudio aún son relativamente inestables en la literatura,
la división de género ha mostrado mayor consistencia, lo que apunta a una mayor vulnerabilidad
al malestar psicológico entre las mujeres. Este escenario puede estar relacionado con la
acumulación de roles sociales y académicos, así como con múltiples situaciones de
vulnerabilidad y exposición al abuso psicológico y sexual (Trigueiro et al., 2021; Gundim et
al., 2022).
El número promedio de horas de sueño se mantuvo relativamente constante entre los
grupos analizados y reveló que el 61,1% (n = 391) de los estudiantes duermen seis horas al día
o menos, un promedio que está por debajo de lo que se considera ideal (Dias et al., 2025). Estos
datos merecen una investigación más profunda, ya que otras variables pueden estar influyendo
en las bajas horas de sueño observadas. Sin embargo, las alteraciones del sueño se han asociado
frecuentemente con TMC, síndrome de Burnout o burnout profesional (Gianjacomo et al., 2025;
Lopes et al., 2022; Maciel et al., 2023). La fuerte asociación observada entre los factores del
DASS-21 también sugiere que los síntomas de depresión, ansiedad y estrés tienden a ocurrir de
manera interrelacionada, lo que indica un patrón de malestar psicológico compartido entre estas
dimensiones. La calidad del sueño también debe entenderse a la luz de las condiciones sociales
experimentadas por los estudiantes. Esta investigación observó que el 65,5% de los
participantes trabajan, lo que a menudo implica estudiar fuera del horario escolar regular,
levantarse muy temprano y acostarse tarde. En este sentido, es importante destacar la naturaleza
social de la calidad del sueño, ya que las exigencias académicas y laborales pueden alterar
significativamente los patrones diarios de sueño, alimentación y relaciones interpersonales.
A pesar de la relevancia de los resultados, es fundamental considerar algunas
limitaciones de esta investigación. Al tratarse de un estudio observacional, descriptivo y
transversal, con un número variable de participantes entre las áreas de STEM e CS, no es posible
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establecer relaciones causales claras entre las variables. Además, la posible incomodidad de los
participantes ante temas delicados pudo haber influido en sus respuestas, generando sesgos y
afectando la fiabilidad de cierta información.
Los resultados de esta investigación resaltan la importancia de fortalecer la red de apoyo
entre los estudiantes, considerando la asociación observada entre el apoyo social y menores
tasas de malestar psicológico. Fomentar la actividad física y un sueño de calidad también es
relevante, dada su potencial función protectora contra las enfermedades mentales (Silva &
Ximenes, 2022). En este sentido, las acciones dirigidas a la salud física y psicológica de los
estudiantes deben incorporarse a las políticas educativas de las instituciones de educación
superior, yendo más allá de presentaciones informativas que desestiman las condiciones
sociales de los estudiantes y el papel institucional de las universidades en la promoción o
exacerbación del malestar psicológico (Gomes et al., 2020; Graner & Cerqueira, 2019).
Al mismo tiempo, es fundamental promover un entorno académico sin barreras de
género, especialmente dadas las diferencias observadas en los indicadores de salud mental entre
hombres y mujeres. Estas estrategias pueden contribuir a mantener el bienestar psicológico
durante los estudios de pregrado y fomentar una trayectoria académica más saludable. En este
sentido, las acciones institucionales deben ir más allá de eventos puntuales, como actividades
restringidas a fechas conmemorativas. Las instituciones de educación superior deben considerar
acciones estructurales que integren, además del género, aspectos como la raza, la clase social,
la sexualidad, las discapacidades y otros marcadores sociales.
Finalmente, se destaca la importancia de futuras investigaciones con muestras más
representativas de personas no binarias, tanto de carreras de ciencias de la salud como de
humanidades y ciencias sociales. Además de análisis poblacionales más diversos, nuevas
investigaciones podrían examinar la presencia y la eficacia de programas institucionales
dirigidos a promover la salud y la calidad de vida dentro de la comunidad académica. Dichos
estudios podrían contribuir a la descripción y evaluación de programas de intervención y
longitudinales que busquen el bienestar de la comunidad académica.
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CONSIDERACIONES FINALES
El presente estudio tuvo como objetivo evaluar y caracterizar los índices de salud mental
y la percepción de apoyo social entre estudiantes universitarios de una institución de educación
superior en el interior del estado de São Paulo, comparando estudiantes de carreras STEM y
CS.
En general, los resultados indicaron bajos niveles de malestar psicológico en la muestra
analizada, con niveles de depresión, ansiedad y estrés inferiores a los descritos frecuentemente
en la literatura. Sin embargo, se observaron tasas más altas de estos síntomas entre las
estudiantes y los estudiantes de carreras relacionadas con la salud. Asimismo, se identificaron
altos niveles de apoyo social percibido, una considerable frecuencia de actividad física y un
bajo consumo de psicofármacos, aunque el promedio de horas de sueño fue inferior al
recomendado. Estos hallazgos contrastan con parte de la literatura que apunta a un escenario
más crítico de salud mental en la educación superior (Monteiro et al., 2019; Silva et al., 2025)
y contribuyen a ampliar la comprensión de la influencia de las variables sociodemográficas en
el bienestar psicológico de los estudiantes universitarios.
Cabe señalar, sin embargo, que los resultados no pueden generalizarse, ya que la muestra
estaba compuesta principalmente por estudiantes varones blancos de carreras STEM. Por lo
tanto, se recomienda realizar más investigaciones con muestras más representativas y diversas
de la población universitaria, así como estudios que analicen la presencia y la eficacia de las
acciones institucionales dirigidas a promover la salud mental y la calidad de vida en el entorno
académico. Estos resultados refuerzan la importancia de comprender la salud mental
universitaria no solo como un fenómeno individual, sino también como producto de las
condiciones sociales e institucionales que estructuran la experiencia académica.
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CRediT Author Statement
Agradecimientos: Gracias a la profesora Raquel Barros y a todo su equipo del Laboratorio
de Colaboración Emocional del Centro Universitario Facens (ENLACE).
Financiación: Ninguna.
Conflictos de interés: Ninguno.
Aprobación ética: El trabajo fue aprobado por el Comité de Ética de la Investigación (n.º
6.650.812; CAAE: 77212624.0.0000.5097).
Disponibilidad de datos y materiales: No disponible, ya que los cuestionarios contienen
datos sensibles con acceso restringido a ENLACE.
Contribuciones de los autores: Ingrid Bellinassi, Bolsista de Iniciação Científica (becaria
de investigación de pregrado), redacción y procesamiento de datos descriptivos; Felipe
Augusto Monteiro Cravo, supervisor del proyecto, redacción y conceptualización del
proyecto, análisis de datos inferenciales, metodología y resultados.
Procesamiento y edición: Editora Ibero-Americana de Educação
Corrección de pruebas, formato, estandarización y traducción