Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE),
Araraquara, v. 29, n. 00, e025087, 2025.
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e-ISSN: 1519-9029
Revista on line de Política e Gestão Educacional
Online Journal of Policy and Educational Management
10.22633/rpge.v29i00.20748
CRESCENDO E APRENDENDO: SAÚDE
EMOCIONAL E QUALIDADE DE VIDA EM
ADOLESCENTES DE UM PROJETO SOCIAL
CRECIENDO Y APRENDIENDO: SALUD EMOCIONAL Y
CALIDAD DE VIDA EN ADOLESCENTES DE UN
PROYECTO SOCIAL
GROWING AND LEARNING: EMOTIONAL HEALTH AND
QUALITY OF LIFE IN ADOLESCENTS FROM A SOCIAL PROJECT
Helena Brandão VIANA¹
hbviana2@gmail.com
Sílvia Crisna de Oliveira QUADROS
2
silvia.quadros@unasp.edu.br
Dayse Neri de SOUZA
3
dayse.neri.souza@gmail.com
Betania Jacob Stange LOPES
4
bstangelopes@gmail.com
Laércio Marns CARPES
5
laercio.carpes@gmail.com
Como referenciar este argo:
Viana, H. B., Quadros, S. C. de O., Souza, D. N. de, Lopes, B. J. S., Carpes, L. M. (2025).
Crescendo e aprendendo: Saúde emocional e qualidade de vida em adolescentes
de um projeto social. Revista on line de Políca e Gestão Educacional, 29, e025087.
hps://doi.org/10.22633/rpge.v29i00.20748
Submedo em: 18/11/2025
Revisões requeridas em: 22/11/2025
Aprovado em: 26/11/2025
Publicado em: 09/12/2025
¹ Centro Universitário Advensta São
Paulo (UNASP), Engenheiro Coelho, São
Paulo (SP) Brasil. Doutorado em Edu-
cação Física pela Universidade Estadual
de Campinas, SP, Mestrado Educação
Física pela Universidade Estadual de
Campinas, SP, Docente no Programa de
Pós-graduação em Educação.
² Centro Universitário Advensta São Paulo
(UNASP), Engenheiro Coelho, São Paulo (SP)
— Brasil. Doutorado em Letras: Semióca e
Linguísca Geral pela FFLCH/USP, MBA em
Gestão Estratégica na FEARP USP - Ribeirão
Preto. Coordenadora do Programa de Pós-
-graduação em Educação.
³ Centro Universitário Advensta São
Paulo (UNASP), Engenheiro Coelho, São
Paulo (SP) Brasil. Doutora em Ciência
da Educação pela Universidade de Aveiro,
Portugal. Membro Colaborador do Centro
de Inv. Did. e Tec. (CIDTFF), UA, Aveiro,
Portugal, Docente no Programa de Pós-
-graduação em Educação.
Centro Universitário Advensta São
Paulo (UNASP), Engenheiro Coelho, São
Paulo (SP) Brasil. Doutora em Educação
Especial pela Universidade Federal de São
Carlos (UFSCar, 2016). Mestre em Educa-
ção pela Universidade Estadual de Londri-
na (UEL, 2007). Docente no Programa de
Pós-graduação em Educação.
⁵ Centro Universitário Advensta São Pau-
lo (UNASP), São Paulo, São Paulo (SP)
Brasil. Mestre em Ciência da Computação
(Informáca Aplicada) pela Poncia Uni-
versidade Católica do Paraná (2007). Co-
ordenador/professor do curso de Ciência
da Computação.
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Araraquara, v. 29, n. 00, e025087, 2025.
e-ISSN: 1519-9029
RESUMO: A adolescência é um período marcado por transformações -
sicas, emocionais e sociais, que exigem atenção à saúde emocional e à
qualidade de vida dos jovens. O presente estudo invesgou os níveis de
ansiedade, depressão e qualidade de vida em 224 adolescentes de 12 a
19 anos, parcipantes de um projeto social prossionalizante no Rio de
Janeiro. Ulizando uma abordagem mista e os instrumentos MASC, AUQEI
e CDI, a pesquisa revelou uma alta prevalência de ansiedade, com 82,6%
dos jovens apresentando níveis de moderados a muito altos. Os sintomas
de depressão, mostraram-se signicavos, com 19,1% dos adolescentes
em níveis de moderado a severo. A qualidade de vida foi percebida como
moderada pela maioria (86%), mas com pontos de atenção em relação à
autoimagem. O estudo aponta para uma vulnerabilidade psicológica na
população invesgada, destacando a necessidade de intervenções preven-
vas e de apoio à saúde mental no contexto do projeto social.
PALAVRAS-CHAVE: Depressão. Qualidade de vida. Ansiedade. Projeto social.
RESUMEN: La adolescencia es un período marcado por transformaciones
sicas, emocionales y sociales que requieren atención a la salud emocio-
nal y a la calidad de vida de los jóvenes. El presente estudio invesgó los
niveles de ansiedad, depresión y calidad de vida en 224 adolescentes de
12 a 19 años, parcipantes de un proyecto social de formación profesional
en Río de Janeiro. Ulizando un enfoque mixto y los instrumentos MASC,
AUQEI y CDI, la invesgación reveló una alta prevalencia de ansiedad, con
un 82,6% de los jóvenes presentando niveles de moderados a muy altos.
Los síntomas de depresión fueron signicavos, con un 19,1% de los ado-
lescentes en niveles de moderado a severo. La mayoría (86%) percibió su
calidad de vida como moderada, aunque con puntos de atención relacio-
nados con la autoimagen. El estudio señala una vulnerabilidad psicológica
en la población invesgada, destacando la necesidad de intervenciones
prevenvas y de apoyo a la salud mental en el contexto del proyecto social.
PALABRAS CLAVE: Depresión. Calidad de vida. Ansiedad. Proyecto social.
ABSTRACT: Adolescence is a period marked by physical, emoonal, and
social transformaons that require aenon to young people’s emoonal
health and quality of life. This study invesgated the levels of anxiety, de-
pression, and quality of life in 224 adolescents aged 12 to 19 who parci-
pated in a vocaonal social project in Rio de Janeiro. Using a mixed-me-
thods approach and the MASC, AUQEI, and CDI instruments, the research
revealed a high prevalence of anxiety, with 82.6% of the youth presenng
moderate to very high levels. Depressive symptoms were signicant, with
19.1% of the adolescents showing moderate to severe levels. Most parci-
pants (86%) perceived their quality of life as moderate, though with areas
of concern related to self-image. The study points to psychological vulnera-
bility within this populaon, highlighng the need for prevenve interven-
ons and mental health support in the context of the social project.
KEYWORDS: Depression. Quality of Life. Anxiety. Social project.
Argo submedo ao sistema de similaridade
Editor: Prof. Dr. Sebasão de Souza Lemes
Editor Adjunto Execuvo: Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
.
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Betania Jacob Stange LOPES, & Laércio Martins CARPES
e-ISSN: 1519-9029
INTRODUÇÃO
A adolescência é um período de intensas transformações sicas, cognivas e emocio-
nais, marcado pela busca de idendade e autonomia, bem como por mudanças signicavas
nas relações interpessoais e sociais. Essas alterações tornam essa fase especialmente vulne-
rável ao surgimento de diculdades emocionais e transtornos mentais, como ansiedade e de-
pressão, que podem comprometer a qualidade de vida e o bem-estar geral dos jovens (Wehry
et al., 2015). Estudos apontam que entre 15% e 20% dos adolescentes apresentam algum po
de transtorno de ansiedade, sendo esse um dos grupos de condições psiquiátricas mais pre-
valentes nessa faixa etária (Cartwright-Haon et al., 2006; Wehry et al., 2015). Além de cons-
tuírem um risco à saúde mental, os quadros ansiosos e depressivos na adolescência estão
associados a prejuízos acadêmicos, sociais e familiares, podendo persisr até a vida adulta se
não forem idencados e tratados adequadamente.
Do ponto de vista epidemiológico e do desenvolvimento, os transtornos de ansiedade
frequentemente têm início na infância e se intensicam durante a adolescência, podendo evo-
luir para quadros depressivos e outros transtornos do humor (Cartwright-Haon et al., 2006;
Wehry et al., 2015). Essa relação bidirecional entre ansiedade e depressão sugere um con-
nuum de vulnerabilidade emocional, em que a presença de um transtorno aumenta o risco do
surgimento do outro, agravando as repercussões sobre o funcionamento global e a qualidade
de vida (Lebowitz et al., 2014). Além disso, fatores contextuais, como o ambiente familiar, o
suporte social e as demandas escolares, exercem inuência signicava na expressão dos sin-
tomas e na capacidade de enfrentamento dos adolescentes frente às adversidades (Gomes et
al., 2020; Serpa et al., 2015).
Portanto, o objevo deste estudo foi avaliar os níveis de Ansiedade, Depressão e
Qualidade de Vida de estudantes matriculados num projeto social prossionalizante na área
de Programação e Empreendedorismo na cidade de Saquarema no Rio de Janeiro.
Antecedentes na literatura
A literatura indica que a qualidade de vida em adolescentes é fortemente modulada
por fatores psicossociais e comportamentais, entre eles o apoio social, a autoecácia e as
crenças de saúde (Gomes et al., 2020). Adolescentes com maior suporte emocional de familia-
res, professores e amigos tendem a apresentar níveis mais elevados de autoesma e senso de
coerência, o que repercute posivamente em seu bem-estar e em seus comportamentos de
saúde (Gomes et al., 2020). A ausência desses recursos, por outro lado, esassociada a maior
vulnerabilidade para o desenvolvimento de sintomas ansiosos e depressivos, além de prácas
de risco, como sedentarismo e isolamento social.
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O ambiente escolar também se mostra um importante contexto de inuência na saúde
emocional dos adolescentes. Pesquisas indicam que as variáveis escolares como relações
interpessoais, clima instucional e prácas pedagógicas — estão associadas aos níveis de an-
siedade e à percepção de autoecácia dos estudantes (Serpa et al., 2015). Nesse sendo, as
experiências escolares podem atuar tanto como fator de proteção quanto como elemento de
risco para a saúde mental e o bem-estar. Adolescentes com crenças mais posivas sobre suas
capacidades tendem a demonstrar maior engajamento e enfrentamento adaptavo, o que
contribui para melhor desempenho acadêmico e percepção de qualidade de vida.
A ansiedade e a depressão são altamente prevalentes em adolescentes, trazendo im-
pactos signicavos para o bem-estar e o desenvolvimento. Fatores de risco comparlhados
e sintomas sobrepostos complicam o diagnósco e o tratamento, mas idencar sintomas-
-ponte e enfrentar barreiras ao cuidado pode melhorar os desfechos. Intervenções precoces e
direcionadas — especialmente no contexto escolar e por meio de plataformas digitais são
essenciais para enfrentar essa crescente preocupação de saúde pública (Khatun et al., 2025;
Robson et al., 2025; Weiß et al., 2024).
Sob o ponto de vista clínico, estudos recentes demonstram que a ansiedade e a depres-
são estão relacionadas a alterações neurobiológicas, envolvendo estruturas como a amígdala
e o córtex pré-frontal, o que explica, em parte, a persistência e a comorbidade desses quadros
(Wehry et al., 2015). Ademais, a literatura contemporânea tem destacado o papel das relações
familiares na gênese e manutenção da ansiedade infanl e adolescente. Pais superprotetores
ou excessivamente ansiosos tendem a reforçar comportamentos de evitação e dependência
emocional, o que pode perpetuar os sintomas nos lhos (Lebowitz et al., 2014). Programas
de intervenção que envolvem o treinamento parental, como o SPACE Program (Supporve
Parenng for Anxious Childhood Emoons), têm demonstrado resultados promissores na re-
dução dos sintomas de ansiedade infanl por meio da modicação de padrões parentais de
acomodação (Lebowitz et al., 2014).
A depressão, por sua vez, é uma das principais causas de sofrimento psíquico e inca-
pacidade entre adolescentes, frequentemente associada à baixa percepção de qualidade de
vida, desesperança e risco aumentado de comportamentos autodestruvos (Rask et al., 2024).
A presença simultânea de sintomas depressivos e ansiosos intensica o impacto negavo na
funcionalidade e no ajustamento social, contribuindo para a redução do engajamento esco-
lar e da parcipação em avidades signicavas. Evidências sugerem ainda que a exposição
precoce a fatores estressores e a carência de suporte afevo estão fortemente relacionadas à
cronicação desses sintomas (Rask et al., 2024).
Pesquisas nacionais sobre desenvolvimento adolescente também enfazam a relevân-
cia dos vínculos familiares, da escolarização e das experiências comunitárias na proteção con-
tra sofrimento psíquico (Brito, 2011; Carmo et al., 2009; de Lima Counho et al., 2016). Tais
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perspecvas dialogam com estudos contemporâneos que idencam a adolescência como
uma janela sensível para o surgimento de transtornos, em especial ansiedade e depressão
(Paon et al., 2016; Sawyer et al., 2012).
A adolescência é uma fase críca para o potencial humano, caracterizada por um de-
senvolvimento cerebral dinâmico onde a interão social molda as capacidades para a vida
adulta. Os invesmentos nesta fase oferecem um dividendo triplo: benecios imediatos, para
a vida adulta e para a próxima geração (Paon et al., 2016; Sawyer, et al., 2012).
Nesse contexto, torna-se evidente a importância de compreender a inter-relação en-
tre qualidade de vida, ansiedade e depressão em adolescentes, considerando não apenas os
aspectos clínicos, mas também as dimensões sociais, escolares e familiares que moldam a
experiência de bem-estar nessa fase do desenvolvimento. Pesquisas recentes apontam que
intervenções voltadas à promoção de habilidades socioemocionais, fortalecimento da autoe-
cácia e ampliação das redes de apoio social podem contribuir signicavamente para a pre-
venção e o manejo de sintomas emocionais (Gomes et al., 2020; Serpa et al., 2015). Assim, a
invesgação integrada desses construtos representa um passo essencial para o delineamento
de estratégias de promoção da saúde mental e da qualidade de vida em adolescentes.
MÉTODO
O presente estudo adotou uma abordagem mista, com delineamento descrivo e cor-
relacional, voltada à idencação de relações entre indicadores de ansiedade, depressão e
qualidade de vida em adolescentes, parcipantes de um projeto social. A opção pelo método
misto jusca-se pela possibilidade de mensurar variáveis psicológicas de forma objeva e de
realizar análises estascas que permitam testar hipóteses e vericar associações entre cons-
tructos (Creswell, 2014; Creswell & Clark, 2011; Sweeney; Anderson; & Cam, 2013).
Os instrumentos ulizados para essa pesquisa foram:
Muldimensional Anxiety Scale for Children (MASC), em sua versão traduzida e
adaptada para o contexto brasileiro (Nunes, & Lotufo Neto, 2004). A escala é com-
posta por 39 itens distribuídos em quatro fatores de ansiedade: sintomas sicos,
ansiedade social, separação/pânico e desempenho. As respostas seguem formato
Likert de quatro pontos, variando de nunca verdadeiro (1) a frequentemente ver-
dadeiro (4), sendo que escores mais altos indicam maior intensidade de sintomas
ansiosos. A MASC apresenta evidências de consistência interna e validade de cons-
tructo tanto nos estudos originais quanto nas aplicações em populações brasileiras.
Escala de Qualidade de Vida em Crianças (AUQEI) validada no Brasil (Assumpção Jr.
et al., 2000). O instrumento tem como objevo mensurar o grau de sasfação de
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crianças e adolescentes em diferentes dimensões de sua vida codiana, conside-
rando tanto aspectos subjevos quanto contextuais. A escala é composta por 26
itens que exploram domínios como função familiar, social, avidades, saúde e au-
toimagem. Cada item apresenta uma situação acompanhada de quatro expressões
faciais (de muito triste a muito feliz), correspondendo a uma pontuação de 1 a 4. O
escore total é obdo pela soma das respostas, e valores mais altos indicam maior
percepção de qualidade de vida. O AUQEI apresenta bons índices psicométricos nas
versões originais e brasileiras, com consistência interna (α
1
= 0,71 a 0,85) e valida-
de de constructo comprovada em amostras de crianças e adolescentes (Assumpção
Jr. et al., 2000).
Quesonário de Depressão Infanl (CDI Children’s Depression Inventory), original-
mente desenvolvido por Kovacs e posteriormente adaptado para o contexto bra-
sileiro (Gouveia et al., 1995). O instrumento tem como nalidade mensurar a pre-
sença e a intensidade de sintomas depressivos em crianças e adolescentes, sendo
amplamente ulizado em pesquisas e contextos clínicos. O CDI é composto por 27
itens, cada um contendo três armações graduadas que reetem diferentes níveis
de gravidade do sintoma (por exemplo, Eu estou triste de vez em quando, Eu estou
triste muitas vezes, Eu estou sempre triste). As respostas são pontuadas de 0 a 2,
e a soma dos itens gera o escore total, variando de 0 a 54 pontos, em que escores
mais altos indicam maior intensidade de sintomas depressivos. A versão brasileira
demonstrou adequada validade de constructo e consistência interna, sendo sensí-
vel para idencar sintomas depressivos em amostras infanto-juvenis.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Esta pesquisa foi aprovada pelo comitê de éca do UNASP em junho de 2024. Os três
instrumentos foram aplicados em agosto de 2024, quando a equipe de pesquisa esteve pre-
sencialmente explicando a importância da pesquisa, o que gerou muitos respondentes.
RESULTADOS
Nesta seção apresenta-se os resultados de cada escala separadamente e ao nal tem-
-se um comparavo dos três instrumentos ulizados.
1 O Alfa de Cronbach (α) é uma medida estasca amplamente ulizada para avaliar a conabilidade ou a con-
sistência interna de um quesonário ou instrumento de pesquisa, especialmente aqueles que ulizam escalas de
respostas múlplas (como a escala Likert). Um valor geralmente considerado aceitável para a maioria das pesqui-
sas é α > 0,70.
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Escala de Ansiedade MASC
Respondendo à essa escala, a pesquisa teve 212 adolescentes, na faixa etária de12 a
19 anos. A amostra apresenta maior concentração nas idades de 13–15 anos (74.8% dos par-
cipantes), sendo 14 anos a idade mais representava com 98 parcipantes (46.2%), conforme
gráco da Figura 1.
Nota. Dados da pesquisa (2025).
Os resultados mostram uma distribuição preocupante dos níveis de ansiedade, sendo:
=> Moderada (30–58 pontos): 45,3% dos parcipantes, Alta (59–87 pontos): 37,3% dos par-
cipantes, Baixa (0–29 pontos): 14,6% dos parcipantes, Muito Alta (88–117 pontos): 2,8%
dos parcipantes. Nessa análise, visualiza-se que 82.6% dos adolescentes apresentam nível
moderado a muito alto de ansiedade.
A análise por faixa etária revelou padrões interessantes: 12 anos maior pontuação
média (68 pontos); 13–15 anos pontuações similares (51,0 51,8 pontos); 16 anos menor
pontuação média (40,8 pontos); 19 anos apenas uma parcipante (53 pontos). No Quadro 1
estão apresentadas as questões que veram as maiores e menores pontuações.
Mais comuns Menos comuns
“Eu co atento se há algum perigo” (2,29/3,0)
“Eu co com medo quando ando de carro ou ônibus”
(0.53/3,0)
“Eu me esforço para obedecer a meus pais e
professores” (2,23/3,0)
“Eu co com medo quando meus pais saem”
(0,67/3,0)
“Eu costumo pedir permissão para fazer as coisas”
(2,19/3,0)
“Eu deixo as luzes acesas à noite” (0,68/3,0)
Nota. Dados da pesquisa (2025).
Figura 1
Distribuição dos parcipantes por faixas de pontuação na escala de ansiedade
Quadro 1
Sintomas mais e menos prevalentes
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Em relação à escala de ansiedade MASC obteve-se como principais achados: Alta pre-
valência de ansiedade, onde mais de 80% dos adolescentes apresentam níveis preocupantes;
pico aos 12 anos, onde é o possível período de maior vulnerabilidade; estabilização entre as
idades de 13 e 15 anos, onde mostram pontuações similares; melhora aos 16 anos, sugerindo
maior maturidade emocional; perl dos sintomas onde predominam comportamentos de vi-
gilância e busca por aprovação.
Escala AUQEI – qualidade de vida
Respondendo à essa escala, obteve-se a parcipação de 214 adolescentes, na faixa
etária de12 a 19 anos. Quanto à AUQEI, apresenta-se resultados das perguntas com escalo-
namento Likert e análise qualitava de perguntas, em que os alunos deviam juscar suas
respostas. As opções de respostas para cada armava consisam em: muito feliz, feliz, infeliz
e muito infeliz, variando de 4 a 1 pontos (Tabela 1). No entanto serão apresentados separada-
mente os dados de algumas questões para que haja compreensão das frequências das respos-
tas de aspectos mais preocupantes.
Válidos Perdidos Média Desvio
padrão
Mínimo Máximo
1. À mesa, junto com sua família. 214 0 3,262 0,669 1,000 4,000
2. À noite, quando você se deita. 214 0 3,107 0,746 1,000 4,000
3. Se você tem irmãos, quando brinca
com eles.
185 29 3,168 0,807 1,000 4,000
4. A noite, ao dormir. 213 1 3,160 0,854 1,000 4,000
5. Na sala de aula. 214 0 2,743 0,874 1,000 4,000
6. Quando você vê uma fotograa sua. 214 0 2,776 0,927 1,000 4,000
7. Em momentos de brincadeiras, durante
o recreio escolar
214 0 3,112 0,815 1,000 4,000
8. Quando você vai à uma consulta
médica.
214 0 2,229 0,691 1,000 4,000
9. Quando você praca um esporte. 214 0 3,313 0,893 1,000 4,000
10. Quando você pensa em seu pai. 209 5 3,096 1,061 1,000 4,000
11. No dia do seu aniversário. 214 0 3,364 0,821 1,000 4,000
12. Quando você faz as lições de casa. 214 0 2,350 0,885 1,000 4,000
13. Quando você pensa em sua mãe. 213 1 3,592 0,719 1,000 4,000
Tabela 1
Médias das perguntas
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Nota. Dados da pesquisa extraídos do soware JASP (2025).
14. Quando você ca internado no
hospital.
214 0 1,659 0,839 1,000 4,000
15. Quando você brinca sozinho(a). 214 0 2,752 0,898 1,000 4,000
16. Quando seu pai ou sua mãe falam de
você
214 0 2,939 0,788 1,000 4,000
17. Quando você dorme fora de casa 214 0 3.168 0,692 1,000 4,000
18. Quando alguém te pede que mostre
alguma coisa que você sabe fazer.
214 0 3,285 0,704 1,000 4,000
19. Quando os amigos falam de você. 214 0 3,005 0,747 1,000 4,000
20. Quando você toma os remédios. 35 179 2,171 0,785 1,000 4,000
21. Durante as férias. 214 0 3,589 0,793 1,000 4,000
22. Quando você pensa em quando ver
crescido
214 0 2,794 0,966 1,000 4,000
23. Quando você es longe de sua
família.
214 0 2,196 0,711 1,000 4,000
24. Quando você recebe as notas da
escola.
214 0 2,883 0,856 1,000 4,000
25. Quando você está com os seus avós. 206 8 3,335 0,771 1,000 4,000
26. Quando você assiste televisão. 214 0 3,304 0,669 1,000 4,000
Frequência Percentual Percentual válido Percentual cumulavo
1 27 12,617 12,617 12,617
2 40 18,692 18,692 31,308
3 101 47,196 47,196 78,505
4 46 21,495 21,495 100,000
Perdidos 0 0,000
Total 214 100,000
Nota. Dados da pesquisa extraídos do soware JASP (2025).
Para entender melhor as respostas dos estudantes, serão mostradas algumas tabelas
(Tabelas 2, 3, 4, 5 e 6) que trazem maiores preocupações em relação à qualidade de vida deles.
A Tabela 2 apresenta que 67 estudantes estão infelizes ou muito infelizes com sua apa-
rência sica. Essa temáca também aparece nos dados do quesonário de depressão. Isso é
comum nessa faixa etária (Anderson et al., 2024; Barre et al., 2017; James & Miller, 2017;
Tabela 2
Frequências para pergunta 6: Quando você vê uma fotograa sua
10
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Crescendo e aprendendo: Saúde emocional e qualidade de vida em adolescentes de um projeto social
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Kovacs, 1985), mas não deixa de ser um alerta, que temos alguns estudantes com depressão
em níveis acentuados.
Frequência Percentual Percentual válido Percentual cumulavo
1 28 13,084 13,397 13,397
2 24 11,215 11,483 24,880
3 57 26,636 27,273 52,153
4 100 46,729 47,847 100,000
Perdidos 5 2,336
Total 214 100,000
Nota. Dados da pesquisa extraídos do soware JASP (2025).
Frequência Percentual Percentual válido Percentual cumulavo
1 30 14,019 14,019 14,019
2 36 16,822 16,822 30,841
3 96 44,860 44,860 75,701
4 52 24,299 24,299 100,000
Perdidos 0 0,000
Total 214 100,000
Nota. Dados da pesquisa extraídos do soware JASP (2025).
Em relação à questão familiar destaca-se a pergunta 10, e é de conhecimento que
muitas famílias que têm ausência sica de pai, outras, ausência emocional. Verica-se,
dessa forma, que essa ausência causa senmentos negavos aos estudantes e afeta a sua
qualidade de vida (Gomes et al., 2020; Jansen-van Vuuren et al., 2021; Parsons, & Darlington,
2021). Nessa questão, 28 estudantes se denominaram muito infelizes quando pensam em seu
pai. Isso pode ser não somente a ausência, mas a presença de um pai opressor, violento, ou
pouco amoroso (Perrin & Dorman, 2003).
A pergunta 22, traz um dado inquietante, pois quesona a perspecva de futuro. Nessa
questão, mais de 30% dos alunos se sentem infelizes ao pensar sobre isso. Compreender como
os jovens veem seu futuro é crucial, pois essas perspecvas moldam a movação, o bem-estar
Tabela 3
Frequências para pergunta 10: Quando você pensa em seu pai
Tabela 4
Frequências para pergunta 22: Quando você pensa em quando ver crescido
11
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Betania Jacob Stange LOPES, & Laércio Martins CARPES
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Frequência Percentual Percentual válido Percentual cumulavo
1 28 13,084 13,084 13,084
2 125 58,411 58,411 71,495
3 52 24,299 24,299 95,794
4 9 4,206 4,206 100,000
Perdidos 0 0,000
Total 214 100,000
Nota. Dados da pesquisa extraídos do soware JASP (2025).
e as escolhas de vida. Pesquisas destacam que as perspecvas futuras dos jovens são inuen-
ciadas por fatores pessoais, sociais e globais. Entre os fatores individuais, o omismo, autocon-
ança e saúde mental estão fortemente ligados a expectavas futuras posivas (Dumont et al.,
2024; Iovu; Hărăguș; & Roth, 2018; Tang et al., 2023).
A questão 23 demonstra a valorização do contexto familiar para esses estudantes,
que mais de 70% se sentem infelizes ou muito infelizes ao estar longe da família. Verica-se
que um percentual de 4,2% sente-se muito felizes ao estarem longe e 24,3% sentem-se felizes
ao estarem longe. Isso pode estar relacionado a questões de famílias disfuncionais (Epstein,
2018; Jansen-van Vuuren et al., 2021; Saheran et al., 2021).
Depressão – CDI
Respondendo à essa escala, obteve-se respostas de 224 adolescentes na faixa etária de
12 a 19 anos. A nota de corte do instrumento é 17 pontos e, acima desse valor, o estudante
pode estar em estado depressivo. O estudante que pontuou menos angiu 7 pontos e o que
pontuou mais, 45 pontos (indicador de alta depressão). Quanto aos níveis de depressão os
números são: mínima (0-15 pontos) 49.1% dos parcipantes; leve (16-20 pontos) — 31.8%;
moderada (21-25 pontos) 14.1%; severa (26 pontos ou mais) 5.0%. No Quadro 2 apresen-
tam-se as questões mais preocupantes do quesonário e suas incidências entre os estudantes.
Tabela 5
Frequências para pergunta 23: Quando você está longe de sua família
12
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A maioria dos adolescentes está entre ausência ou apenas sintomas leves de depres-
são, mas ainda um grupo expressivo (19%) nos níveis moderado a severo. Essas informa-
ções permitem intervenções direcionadas e acompanhamento dos casos mais graves nos pró-
ximos ciclos ou pós-intervenção.
É importante notar que muitas dessas armações abordam temas sérios relacionados
à saúde mental senmentos de solidão, tristeza, insegurança, baixa autoesma, autodes-
prezo e pensamentos suicidas —; comportamento e relacionamentos ser mau de vez em
quando, não ter muitos amigos, não gostar de estar com as pessoas —; autoimagem — inse-
gurança sobre a aparência.
Questões N
Eu sou mau de vez em quando 114
Eu não tenho certeza se as coisas darão certo para mim 112
Alguns dias eu não tenho vontade de comer 91
Minha aparência tem alguns aspectos negavos 87
Eu me sinto sozinho com frequência 82
Eu sinto vontade de chorar frequentemente 76
Eu não tenho muitos amigos 75
Muitas coisas ruins que acontecem são por minha culpa 66
Eu não tenho certeza se sou amado por alguém 56
Frequentemente eu não gosto de estar com as pessoas 47
Eu penso em me matar, mas não o faria 40
Eu não gosto de mim mesmo 37
Eu sou feio 36
Eu nunca faço o que me mandam 35
Eu não gosto de estar com as pessoas 21
Eu me odeio 10
Eu quero me matar 10
Ninguém gosta de mim realmente 9
Nota. Dados da pesquisa (2025).
Quadro 2
Frequência de respostas do QDI
13
10.22633/rpge.v29i00.20748
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Betania Jacob Stange LOPES, & Laércio Martins CARPES
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Análises comparativas das três escalas
Nesse tópico apresentam-se os resultados comparavos dos três instrumentos apli-
cados. Na Tabela 6 pode-se visualizar a comparão dos níveis de Ansiedade, Depressão e
Qualidade de vida dos estudantes que responderam à pesquisa.
Escala Nível Percentual de Parcipantes
Ansiedade Baixa 14,6%
Moderada 45,3%
Alta 37,3%
Muito Alta 2,8%
Depressão Mínima 52,3%
Leve 28,6%
Moderada 15,5%
Severa 3,6%
Qualidade de
Vida
Baixa 10,3%
Moderada-Baixa 36,0%
Moderada-Alta 50,0%
Alta 3,7%
Nota. Dados da pesquisa (2025).
O item mais preocupante é o nível de Ansiedade, pois 82,6% dos estudantes apre-
sentam níveis moderados a muito altos. Notou-se que quanto mais jovens, mais ansiosos.
Os índices de depressão estão mais equilibrados, com 52,3% com níveis mínimos (resultado
mais posivo), 28,6% com sintomas leves, 19,1% com níveis moderados a severos. O nível
de Qualidade de vida se encontra com 86,0% em níveis moderados (distribuição concentra-
da) e 10,3% com qualidade de vida baixa. As situações mais posivas são: pensar na mãe,
férias e aniversários, nas situações problemácas estão: lição de casa, consultas médicas,
internações.
Os dados revelam uma população adolescente com signicava vulnerabilidade psi-
cológica, especialmente relacionada à ansiedade, demandando atenção especializada e inter-
venções prevenvas.
Tabela 6
Comparação da distribuição de níveis entre as escalas de Ansiedade, Depressão e Qualidade de vida dos
adolescentes
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DISCUSSÃO
A análise comparava dos três instrumentos aplicados neste estudo aponta o nível de
Ansiedade como o achado mais preocupante, com 82,6% dos estudantes apresentando níveis
moderados a muito altos. Em contraste, 52,3% dos parcipantes apresentaram níveis mínimos
de Depressão, embora um grupo expressivo de 19,1% se enquadre nas categorias modera-
da a severa. A alta prevalência de ansiedade, com um pico de pontuação média observado
aos 12 anos de idade, sugere um período de maior vulnerabilidade emocional no início da
adolescência. O perl sintomatológico predominante, caracterizado por comportamentos de
vigilância e busca por aprovação (itens como Eu co atento se há algum perigo e Eu me esfor-
ço para obedecer a meus pais e professores), reete a natureza do Transtorno de Ansiedade
Social (Almeida et al., 2023; Flôr et al., 2022; Marns; De Brito Cunha, 2021; Rodrigues, 2023;
Tavares et al., 2022). Esta vulnerabilidade se manifesta na perspecva dos jovens sobre o futu-
ro. A AUQEI indicou que mais de 30% dos parcipantes se sentem infelizes ou muito infelizes
ao pensar sobre quando verem crescido.
Essa perspecva futura limitada está intrinsecamente ligada aos achados de saúde
mental. Pesquisas qualitavas com adolescentes que vivenciaram depressão e ansiedade in-
dicam que essas condições impactam negavamente sua capacidade de planejar e ter ex-
pectavas para o futuro, levando a um senmento de insegurança e falta de clareza sobre o
que esperar (Tang et al., 2023). Adolescentes com maior omismo e autoconança tendem a
ter perspecvas mais esperançosas, enquanto aqueles com baixo bem-estar mental, como o
grupo ansioso e com sintomas depressivos idencados neste estudo, são mais propensos a
relatar perspecvas futuras limitadas (Dumont et al., 2024; Iovu et al., 2018).
O fator familiar demonstrou ser uma área de preocupação e, simultaneamente, um
recurso protevo. A maioria dos estudantes (mais de 70%) se sente infeliz ao estar longe da
família, o que demonstra a valorização do contexto familiar para esses jovens. No entanto a
questão sobre a gura paterna (Q10) revelou que 24,8% dos adolescentes se sentem infelizes
ou muito infelizes ao pensar em seu pai. Verica-se, dessa forma, que essa ausência causa sen-
mentos negavos aos estudantes e afeta a sua qualidade de vida (Gomes et al., 2020; Jansen-
van Vuuren et al., 2021; Parsons & Darlington, 2021) e isto pode ser não somente a ausência,
mas a presença de um pai opressor, violento, ou pouco amoroso (Perrin & Dorman, 2003). A
literatura sugere que, embora problemas socioeconômicos e familiares possam prejudicar o
desempenho acadêmico, a parcipação e o envolvimento parental atuam como um fator pro-
tetor contra essas inuências, movando o desenvolvimento dos estudantes (Utami, 2022).
Além disso, o percentual de 28,5% que se sentem felizes ou muito felizes ao estarem longe
da família pode relacionar-se a questões de famílias disfuncionais (Epstein, 2018; Jansen-van
Vuuren et al., 2021; Saheran et al., 2021).
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Os sintomas depressivos, mesmo em menor prevalência que a ansiedade, estão re-
lacionados à autoimagem e à autoesma. Os dados do CDI apontam que 87 adolescentes
expressam que sua aparência tem alguns aspectos negavos e 36 declaram Eu sou feio. Esse
achado é corroborado pela AUQEI, onde 67 estudantes se declararam infelizes ou muito infeli-
zes com sua aparência sica. A autoimagem negava é um sintoma comum nessa faixa etária
(Barre et al., 2017; Kovacs, 1985), e ganha destaque ao se associar a senmentos de solidão,
insegurança e autodesprezo presentes no CDI.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo objevou avaliar os níveis de Ansiedade, Depressão e Qualidade
de vida em adolescentes matriculados em um projeto social prossionalizante. A análise dos
dados revelou que a ansiedade é o transtorno de maior prevalência, com 82,6% dos ado-
lescentes apresentando níveis de moderados a muito altos. Este dado, associado ao perl
sintomatológico de vigilância e busca por aprovação, sugere a presença de ansiedade social
e a necessidade de estratégias de enfrentamento. A desesperança em relação ao futuro,
manifestada por mais de 30% dos jovens, e a prevalência de uma autoimagem negava, cor-
roborada pelos resultados dos quesonários de depressão e qualidade de vida, são outros
pontos de grande preocupação.
O ambiente familiar, embora valorizado pela maioria, também se mostrou uma fonte
de estresse, especialmente, no que diz respeito à gura paterna. Diante desse cenário, o
projeto social no qual os adolescentes estão inseridos assume um papel ainda mais relevan-
te, não apenas como um espaço de formação prossional, mas também como um ambiente
de acolhimento e desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Recomenda-se, portan-
to, a implementação de ões de promoção da saúde mental e prevenção ao suicídio no âm-
bito do projeto, com foco no desenvolvimento da autoesma, na construção de perspecvas
de futuro e no fortalecimento dos vínculos familiares e sociais. A connuidade da pesquisa,
com a reaplicação dos instrumentos após um período de intervenção, será fundamental
para avaliar a efevidade das ações implementadas e o impacto do projeto na saúde mental
e na qualidade de vida dos adolescentes.
Uma das limitações deste estudo foi o delineamento transversal da primeira fase,
que não permite inferir relações de causalidade entre os construtos. Além disso, a amostra
foi composta majoritariamente por adolescentes mais jovens (74,8% entre 13 e 15 anos),
o que pode ter inuenciado a alta pontuação na MASC, dada a maior vulnerabilidade das
idades mais jovens. Futuras pesquisas também poderiam invesgar de forma qualitava as
expectavas futuras do grupo de adolescentes com menores pontuações na AUQEI, a m de
subsidiar programas de intervenção direcionada.
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Betania Jacob Stange LOPES, & Laércio Martins CARPES
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Crescendo e aprendendo: Saúde emocional e qualidade de vida em adolescentes de um projeto social
e-ISSN: 1519-9029
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação
Revisão, formatação, normalização e tradução
CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Centro Universitário Advensta de São Paulo UNASP-EC; Casa
Brasil; Prefeitura de Saquarema, RJ; Escola de Programação e Empreendedorismo de
Saquarema (EPES).
Financiamento: Casa Brasil e Prefeitura de Saquarema (RJ).
Conitos de interesse: Não há conitos de interesse.
Aprovação éca: O trabalho respeitou os aspectos écos, com submissão do projeto
ao Comitê de Éca do UNASP, com aprovação com o parecer nº: 7.028.982.
Disponibilidade de dados e material: Os dados e materiais ulizados no trabalho estão
disponíveis para acesso, e a garana de armazená-los por 5 anos em sigilo, conforme
Resolução 510/16 do CONEP.
Contribuições dos autores: Helena B. Viana: coleta de dados redação principal do tex-
to; Silvia C. O. Quadros: revisão textual e contribuições teóricas; Dayse N. Souza: coleta
de dados, revisão textual; Betania Jacob Stange Lopes: revisão textual; contribuições e
revisão nal; Laercio M. Carpes: leitura e revisão nal.
Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE),
Araraquara, v. 29, n. 00, e025087, 2025.
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e-ISSN: 1519-9029
Revista on line de Política e Gestão Educacional
Online Journal of Policy and Educational Management
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GROWING AND LEARNING: EMOTIONAL
HEALTH AND QUALITY OF LIFE IN
ADOLESCENTS FROM A SOCIAL PROJECT
CRESCENDO E APRENDENDO: SAÚDE EMOCIONAL
E QUALIDADE DE VIDA EM ADOLESCENTES DE UM
PROJETO SOCIAL
CRECIENDO Y APRENDIENDO: SALUD EMOCIONAL Y CALI
-
DAD DE VIDA EN ADOLESCENTES DE UN PROYECTO SOCIAL
Helena Brandão VIANA¹
hbviana2@gmail.com
Sílvia Crisna de Oliveira QUADROS
2
silvia.quadros@unasp.edu.br
Dayse Neri de SOUZA
3
dayse.neri.souza@gmail.com
Betania Jacob Stange LOPES
4
bstangelopes@gmail.com
Laércio Marns CARPES
5
laercio.carpes@gmail.com
How to reference this paper:
Viana, H. B., Quadros, S. C. de O., Souza, D. N. de, Lopes, B. J. S., Carpes, L. M.
(2025). Growing and learning: emoonal health and quality of life in adolescents
from a social project. Revista on line de Políca e Gestão Educacional, 29, e025087.
hps://doi.org/10.22633/rpge.v29i00.20748
Submied: 18/11/2025
Revisions required: 22/11/2025
Approved: 26/11/2025
Published: 09/12/2025
¹ Advenst University Center of São Paulo
(UNASP), Engenheiro Coelho, São Paulo
(SP) — Brazil. Ph.D. in Physical Educaon
from the State University of Campinas
(UNICAMP), SP; Master’s in Physical Edu-
caon from the State University of Cam-
pinas (UNICAMP), SP; Faculty Member in
the Graduate Program in Educaon.
² Advenst University Center of São
Paulo(UNASP), Engenheiro Coelho, São Pau-
lo (SP) Brazil. Ph.D. in Leers: Semiocs
and General Linguiscs from FFLCH/USP;
MBA in Strategic Management from FEARP/
USP, Ribeirão Preto; Coordinator of the Gra-
duate Program in Educaon.
³ Advenst University Center of São Paulo
(UNASP), Engenheiro Coelho, São Paulo
(SP) — Brazil. Ph.D. in Educaon Sciences
from the University of Aveiro, Portugal;
Collaborang Member of the Research
Center on Didaccs and Technology in
Educaon of Trainers (CIDTFF), University
of Aveiro, Portugal; Faculty Member in
the Graduate Program in Educaon.
⁴ Advenst University Center of São Paulo
(UNASP), Engenheiro Coelho, São Paulo
(SP) Ph.D. in Special Educaon from
the Federal University of São Carlos (UFS-
Car, 2016); Master’s in Educaon from the
State University of Londrina (UEL, 2007);
Faculty Member in the Graduate Program
in Educaon.
São Paulo Advenst University Cen-
ter (UNASP), São Paulo (SP) Brazil.
Master’s in Computer Science (Applied
Informacs) from the Poncal Catholic
University of Paraná (2007); Coordinator/
Professor of the Computer Science pro-
gram.
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Araraquara, v. 29, n. 00, e025087, 2025.
e-ISSN: 1519-9029
ABSTRACT: Adolescence is a period marked by physical, emoonal, and
social transformaons that require aenon to young people’s emoo-
nal health and quality of life. This study invesgated the levels of anxiety,
depression, and quality of life in 224 adolescents aged 12 to 19 who par-
cipated in a vocaonal social project in Rio de Janeiro. Using a mixed-me-
thods approach and the MASC, AUQEI, and CDI instruments, the research
revealed a high prevalence of anxiety, with 82.6% of the youth presenng
moderate to very high levels. Depressive symptoms were signicant, with
19.1% of the adolescents showing moderate to severe levels. Most parci-
pants (86%) perceived their quality of life as moderate, though with areas
of concern related to self-image. The study points to psychological vulne-
rability within this populaon, highlighng the need for prevenve inter-
venons and mental health support in the context of the social project.
KEYWORDS: Depression. Quality of Life. Anxiety. Social Project.
RESUMO: A adolescência é um período marcado por transformações -
sicas, emocionais e sociais, que exigem atenção à saúde emocional e à
qualidade de vida dos jovens. O presente estudo invesgou os níveis de
ansiedade, depressão e qualidade de vida em 224 adolescentes de 12 a
19 anos, parcipantes de um projeto social prossionalizante no Rio de
Janeiro. Ulizando uma abordagem mista e os instrumentos MASC, AUQEI
e CDI, a pesquisa revelou uma alta prevalência de ansiedade, com 82,6%
dos jovens apresentando níveis de moderados a muito altos. Os sintomas
de depressão, mostraram-se signicavos, com 19,1% dos adolescentes
em níveis de moderado a severo. A qualidade de vida foi percebida como
moderada pela maioria (86%), mas com pontos de atenção em relação à
autoimagem. O estudo aponta para uma vulnerabilidade psicológica na
população invesgada, destacando a necessidade de intervenções preven-
vas e de apoio à saúde mental no contexto do projeto social.
PALAVRAS-CHAVE: Depressão. Qualidade de vida. Ansiedade. Projeto social.
RESUMEN: La adolescencia es un período marcado por transformaciones
sicas, emocionales y sociales que requieren atención a la salud emocio-
nal y a la calidad de vida de los jóvenes. El presente estudio invesgó los
niveles de ansiedad, depresión y calidad de vida en 224 adolescentes de
12 a 19 años, parcipantes de un proyecto social de formación profesional
en Río de Janeiro. Ulizando un enfoque mixto y los instrumentos MASC,
AUQEI y CDI, la invesgación reveló una alta prevalencia de ansiedad, con
un 82,6% de los jóvenes presentando niveles de moderados a muy altos.
Los síntomas de depresión fueron signicavos, con un 19,1% de los ado-
lescentes en niveles de moderado a severo. La mayoría (86%) percibió su
calidad de vida como moderada, aunque con puntos de atención relacio-
nados con la autoimagen. El estudio señala una vulnerabilidad psicológica
en la población invesgada, destacando la necesidad de intervenciones
prevenvas y de apoyo a la salud mental en el contexto del proyecto social.
KEYWORDS: Depresión. Calidad de vida. Ansiedad. Proyecto social.
Arcle submied to the similarity system
Editor: Prof. Dr. Sebasão de Souza Lemes
Editor Adjunto Execuvo: Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
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Helena Brandão VIANA, Sílvia Cristina de Oliveira QUADROS, Dayse Neri de SOUZA,
Betania Jacob Stange LOPES, & Laércio Martins CARPES
e-ISSN: 1519-9029
INTRODUCTION
Adolescence is a period marked by profound physical, cognive, and emoonal trans-
formaons, characterized by the search for identy and autonomy, as well as signicant shis
in interpersonal and social relaonships. These changes make this stage parcularly vulne-
rable to the emergence of emoonal dicules and mental disorders, such as anxiety and
depression, which may compromise adolescents’ overall well-being and quality of life (Wehry
et al., 2015). Studies indicate that between 15% and 20% of adolescents exhibit some form of
anxiety disorder, making it one of the most prevalent psychiatric condions in this age group
(Cartwright-Haon et al., 2006; Wehry et al., 2015). In addion to posing risks to mental he-
alth, anxiety and depressive symptoms in adolescence are associated with academic, social,
and familial impairments and may persist into adulthood if not properly idened and treated.
From an epidemiological and developmental perspecve, anxiety disorders oen begin
in childhood and intensify during adolescence, potenally progressing into depressive symp-
toms and other mood disorders (Cartwright-Haon et al., 2006; Wehry et al., 2015). This bi-
direconal relaonship between anxiety and depression suggests a connuum of emoonal
vulnerability, in which the presence of one disorder increases the likelihood of the other, the-
reby exacerbang the overall impact on funconing and quality of life (Lebowitz et al., 2014).
Moreover, contextual factors—such as family environment, social support, and academic de-
mands—exert signicant inuence on symptom expression and adolescents’ capacity to cope
with adversity (Gomes et al., 2020; Serpa et al., 2015).
Accordingly, the objecve of this study was to assess levels of anxiety, depression, and
quality of life among students enrolled in a social vocaonal training project in the areas of
Programming and Entrepreneurship in the city of Saquarema, Rio de Janeiro.
Background in the Literature
The literature indicates that adolescents’ quality of life is strongly shaped by psychoso-
cial and behavioral factors, including social support, self-ecacy, and health beliefs (Gomes et
al., 2020). Adolescents who receive greater emoonal support from family members, teachers,
and peers tend to exhibit higher levels of self-esteem and sense of coherence, which posively
inuence their well-being and health-related behaviors (Gomes et al., 2020). Conversely, the
absence of such resources is associated with heightened vulnerability to anxiety and depressi-
ve symptoms, as well as risk behaviors such as physical inacvity and social isolaon.
The school environment also constutes a key context shaping adolescents’ emoonal
health. Research shows that school-related variables—such as interpersonal relaonships, ins-
tuonal climate, and pedagogical pracces—are associated with students’ levels of anxiety
and perceived self-ecacy (Serpa et al., 2015). In this sense, school experiences can funcon
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Growing and learning: emotional health and quality of life in adolescents from a social project
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either as protecve factors or risk factors for mental health and well-being. Adolescents with
more posive beliefs about their own abilies tend to demonstrate stronger engagement and
adapve coping, contribung to improved academic performance and enhanced percepons
of quality of life.
Anxiety and depression are highly prevalent among adolescents, producing signicant
impacts on well-being and development. Shared risk factors and overlapping symptoms com-
plicate diagnosis and treatment; however, idenfying bridge symptoms and addressing bar-
riers to care can improve outcomes. Early and targeted intervenons—parcularly in school
sengs and through digital plaorms—are essenal to addressing this growing public health
concern (Khatun et al., 2025; Robson et al., 2025; Weiß et al., 2024).
From a clinical standpoint, recent studies demonstrate that anxiety and depression
are associated with neurobiological alteraons involving structures such as the amygdala and
the prefrontal cortex, parally explaining the persistence and comorbidity of these condi-
ons (Wehry et al., 2015). Furthermore, contemporary literature has emphasized the role of
family relaonships in the genesis and maintenance of anxiety in children and adolescents.
Overprotecve or highly anxious parents tend to reinforce avoidance behaviors and emoo-
nal dependence, which may perpetuate symptoms in their children (Lebowitz et al., 2014).
Intervenon programs that include parent training, such as the SPACE Program (Supporve
Parenng for Anxious Childhood Emoons), have shown promising results in reducing chil-
dhood anxiety symptoms by modifying parental accommodaon paerns (Lebowitz et al.,
2014).
Depression, in turn, is one of the leading causes of psychological distress and disability
among adolescents, frequently associated with low perceived quality of life, hopelessness,
and an increased risk of self-destrucve behaviors (Rask et al., 2024). The simultaneous pre-
sence of depressive and anxious symptoms intensies the negave impact on funconing and
social adjustment, contribung to decreased school engagement and reduced parcipaon in
meaningful acvies. Evidence also suggests that early exposure to stressors and insucient
emoonal support are strongly associated with the chronicity of these symptoms (Rask et al.,
2024).
Naonal research on adolescent development also highlights the relevance of family
bonds, schooling, and community experiences as protecve factors against psychological dis-
tress (Brito, 2011; Carmo et al., 2009; de Lima Counho et al., 2016). These perspecves align
with contemporary studies idenfying adolescence as a sensive window for the emergence
of disorders, especially anxiety and depression (Paon et al., 2016; Sawyer et al., 2012).
Adolescence is a crical phase for human potenal, marked by dynamic brain develop-
ment in which social interacon shapes capacies for adult life. Investments during this period
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Betania Jacob Stange LOPES, & Laércio Martins CARPES
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oer a triple dividend: benets in the short term, during adulthood, and for the next genera-
on (Paon et al., 2016; Sawyer et al., 2012).
In this context, understanding the interrelaonship among quality of life, anxiety, and
depression in adolescents becomes essenal, considering not only clinical aspects but also the
social, school, and family dimensions that shape well-being during this developmental stage.
Recent research indicates that intervenons aimed at promong socioemoonal skills, streng-
thening self-ecacy, and expanding social support networks can signicantly contribute to
prevenng and managing emoonal symptoms (Gomes et al., 2020; Serpa et al., 2015). Thus,
an integrated invesgaon of these constructs represents a crical step in designing strategies
for promong mental health and quality of life among adolescents.
METHOD
This study adopted a mixed-methods approach with a descripve and correlaonal
design, aimed at idenfying relaonships among indicators of anxiety, depression, and quality
of life in adolescents parcipang in a social project. The mixed-methods design is jused
by its ability to measure psychological variables objecvely and conduct stascal analyses
that allow for hypothesis tesng and examinaon of associaons among constructs (Creswell,
2014; Creswell & Clark, 2011; Sweeney, Anderson, & Cam, 2013).
The instruments used for this research were:
Muldimensional Anxiety Scale for Children (MASC), in its translated and adapted
version for the Brazilian context (Nunes & Lotufo Neto, 2004). The scale consists of
39 items distributed across four anxiety factors: physical symptoms, social anxie-
ty, separaon/panic, and performance. Responses follow a four-point Likert for-
mat ranging from “never true” (1) to “oen true” (4), with higher scores indicang
greater intensity of anxiety symptoms. The MASC demonstrates evidence of inter-
nal consistency and construct validity in both original studies and applicaons in
Brazilian populaons.
Quality of Life Assessment Scale for Children (AUQEI), validated in Brazil (Assumpção
Jr. et al., 2000). This instrument assesses the degree of sasfacon among children
and adolescents across dimensions of daily life, considering both subjecve and
contextual aspects. The scale comprises 26 items exploring domains such as fa-
mily funconing, social relaonships, acvies, health, and self-image. Each item
presents a situaon accompanied by four facial expressions (from very sad to very
happy), corresponding to scores from 1 to 4. Total scores are obtained by summing
all responses, with higher values indicang greater perceived quality of life. The
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Growing and learning: emotional health and quality of life in adolescents from a social project
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AUQEI shows strong psychometric indices in both original and Brazilian versions,
with internal consistency
1
= 0,71 a 0,85) and construct validity conrmed in
samples of children and adolescents (Assumpção Jr. et al., 2000).
Children’s Depression Inventory (CDI), originally developed by Kovacs and later
adapted to the Brazilian context (Gouveia et al., 1995). This instrument measures
the presence and intensity of depressive symptoms in children and adolescents and
is widely used in research and clinical sengs. The CDI consists of 27 items, each
containing three graded statements reecng dierent levels of symptom severity
(e.g., “I am somemes sad,“I am oen sad,“I am always sad”). Responses are
scored from 0 to 2, generang a total score ranging from 0 to 54 points, with higher
scores indicang greater intensity of depressive symptoms. The Brazilian version
has demonstrated adequate construct validity and internal consistency, and it is
sensive to detecng depressive symptoms in child and youth samples.
METHODOLOGICAL PROCEDURES
This research was approved by the UNASP ethics commiee in June 2024. All three ins-
truments were administered in August 2024, when the research team was present to explain
the relevance of the study, which contributed to a high response rate.
RESULTS
This secon presents the results of each scale separately, followed by a comparave
analysis of the three instruments used.
MASC Anxiety Scale
A total of 212 adolescents, aged 12 to 19 years, responded to the scale. The sample
shows a higher concentraon in the 13–15 age range (74.8% of parcipants), with age 14 being
the most representave, accounng for 98 parcipants (46.2%), as illustrated in Figure 1.
1 Cronbach’s alpha (α) is a widely used stascal measure for assessing the reliability or internal consistency of
a quesonnaire or research instrument, parcularly those employing mulple-response scales such as Likert-type
formats. For most research applicaons, values above 0.70 (α > 0.70) are generally considered acceptable.
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Betania Jacob Stange LOPES, & Laércio Martins CARPES
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Note. Research data (2025).
The results indicate a concerning distribuon of anxiety levels: Moderate (30–58
points): 45.3% of parcipants; High (59–87 points): 37.3% of parcipants; Low (0–29 points):
14.6% of parcipants; Very High (88–117 points): 2.8% of parcipants. This analysis shows that
82.6% of adolescents present moderate to very high levels of anxiety.
The age-range analysis revealed notable paerns: age 12 showed the highest mean
score (68 points); ages 13–15 displayed similar scores (51.0–51.8 points); age 16 had the lo-
west mean score (40.8 points); age 19 was represented by only one parcipant (53 points).
Chart 1 presents the items with the highest and lowest scores.
Most common Least common
“I stay alert for danger” (2.29/3.0) “I get scared when riding in a car or bus” (0.53/3.0)
“I try hard to obey my parents and teachers” (2.23/3.0) “I get scared when my parents go out” (0.67/3.0)
“I usually ask for permission before doing things”
(2.19/3.0)
“I leave the lights on at night” (0.68/3.0)
Note. Research data (2025).
Regarding the MASC anxiety scale, the main ndings include: high anxiety prevalence,
with more than 80% of adolescents showing concerning levels; a peak at age 12, represenng
a potenal period of heightened vulnerability; stabilizaon between ages 13 and 15, with si-
milar score paerns; improvement at age 16, suggesng greater emoonal maturity; and a
symptom prole marked by vigilance behaviors and a strong need for approval.
Figure 1
Distribuon of parcipants by anxiety-score ranges
Chart 1
Most and least prevalent symptoms
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AUQEI Scale – Quality of Life
A total of 214 adolescents aged 12 to 19 years responded to this scale. For the AUQEI,
results are presented for the Likert-type items as well as the qualitave analysis of open-ended
quesons in which students were asked to jusfy their answers. The response opons for each
statement were: very happy, happy, unhappy, and very unhappy, ranging from 4 to 1 points
(Table 1). However, certain items will be presented separately so as to clarify the response
frequencies for the most concerning aspects.
Válidos Perdidos Média Desvio
padrão
Mínimo Máximo
1. At the table, together with your family. 214 0 3,262 0,669 1,000 4,000
2. At night, when you lie down to sleep. 214 0 3,107 0,746 1,000 4,000
3. If you have siblings, when you play with
them.
185 29 3,168 0,807 1,000 4,000
4. At night, when you go to sleep. 213 1 3,160 0,854 1,000 4,000
5. In the classroom. 214 0 2,743 0,874 1,000 4,000
6. When you look at a photograph of
yourself.
214 0 2,776 0,927 1,000 4,000
7. During playme, at school recess. 214 0 3,112 0,815 1,000 4,000
8. When you go to a medical appointment. 214 0 2,229 0,691 1,000 4,000
9. When you pracce a sport. 214 0 3,313 0,893 1,000 4,000
10. When you think about your father. 209 5 3,096 1,061 1,000 4,000
11. On your birthday. 214 0 3,364 0,821 1,000 4,000
12. When you do your homework. 214 0 2,350 0,885 1,000 4,000
13. When you think about your mother. 213 1 3,592 0,719 1,000 4,000
14. When you are hospitalized. 214 0 1,659 0,839 1,000 4,000
15. When you play alone. 214 0 2,752 0,898 1,000 4,000
16. When your father or mother talks
about you.
214 0 2,939 0,788 1,000 4,000
17. When you sleep away from home. 214 0 3.168 0,692 1,000 4,000
18. When someone asks you to show
something you know how to do.
214 0 3,285 0,704 1,000 4,000
19. When your friends talk about you. 214 0 3,005 0,747 1,000 4,000
20. When you take your medicaon. 35 179 2,171 0,785 1,000 4,000
Table 1
Mean scores by item
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Note. Research data extracted from JASP soware (2025).
21. During school vacaons. 214 0 3,589 0,793 1,000 4,000
22. When you think about your future as
an adult.
214 0 2,794 0,966 1,000 4,000
23. When you are far from your family. 214 0 2,196 0,711 1,000 4,000
24. When you receive your school grades. 214 0 2,883 0,856 1,000 4,000
25. When you are with your grandparents. 206 8 3,335 0,771 1,000 4,000
26. When you watch television. 214 0 3,304 0,669 1,000 4,000
Frequency Percentage Valid percentage Cumulave percentage
1 27 12,617 12,617 12,617
2 40 18,692 18,692 31,308
3 101 47,196 47,196 78,505
4 46 21,495 21,495 100,000
Missing 0 0,000
Total 214 100,000
Note. Research data extracted from JASP soware (2025).
To beer understand the students’ responses, several tables (Tables 2, 3, 4, 5 and 6) are
presented to highlight key concerns related to their quality of life.
Table 2 shows that 67 students feel unhappy or very unhappy with their physical appe-
arance. This issue also emerges in the depression-scale data. Although such concerns are com-
mon in this age group (Anderson et al., 2024; Barre et al., 2017; James & Miller, 2017; Kovacs,
1985), it remains a warning sign, especially given that some students present elevated levels
of depression.
Table 2
Frequencies for Item 6: When you see a photograph of yourself
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Frequency Percentage Valid percentage Cumulave percentage
1 28 13,084 13,397 13,397
2 24 11,215 11,483 24,880
3 57 26,636 27,273 52,153
4 100 46,729 47,847 100,000
Missing 5 2,336
Total 214 100,000
Note. Research data extracted from JASP soware (2025).
Frequency Percentage Valid percentage Cumulave percentage
1 30 14,019 14,019 14,019
2 36 16,822 16,822 30,841
3 96 44,860 44,860 75,701
4 52 24,299 24,299 100,000
Missing 0 0,000
Total 214 100,000
Note. Research data extracted from JASP soware (2025).
Regarding family-related aspects, Item 10 is parcularly noteworthy. It is well docu-
mented that many families experience either physical or emoonal paternal absence. This
absence generates negave feelings among students and aects their quality of life (Gomes et
al., 2020; Jansen-van Vuuren et al., 2021; Parsons & Darlington, 2021). In this item, 28 students
reported feeling very unhappy when thinking about their father. This may reect not only
absence but also the presence of an oppressive, violent, or emoonally distant father gure
(Perrin & Dorman, 2003).
Item 22 presents an unseling nding, as it assesses students’ future outlook. Over
30% report feeling unhappy when thinking about their future. Understanding how young peo-
ple perceive their future is crucial, as these expectaons shape movaon, well-being, and life
choices. Research highlights that future perspecves among youth are shaped by personal, so-
cial, and global factors. Individual factors—such as opmism, self-condence, and mental he-
alth—are strongly linked to posive future expectaons (Dumont et al., 2024; Iovu, Hărăguș,
& Roth, 2018; Tang et al., 2023).
Table 3
Frequencies for Item 10: When you think about your father
Table 4
Frequencies for Item 22: When you think about when you are grown up
11
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Frequency Percentage Valid percentage Cumulave percentage
1 28 13,084 13,084 13,084
2 125 58,411 58,411 71,495
3 52 24,299 24,299 95,794
4 9 4,206 4,206 100,000
Missing 0 0,000
Total 214 100,000
Note. Research data extracted from JASP soware (2025).
Item 23 underscores the importance of family relaonships for these students, as more
than 70% feel unhappy or very unhappy when they are away from their families. Meanwhile,
4.2% feel very happy and 24.3% feel happy when they are away. These paerns may be asso-
ciated with dysfunconal family environments (Epstein, 2018; Jansen-van Vuuren et al., 2021;
Saheran et al., 2021).
Depression – CDI
A total of 224 adolescents aged 12 to 19 years responded to this scale. The instruments
cuto score is 17 points; scores above this threshold indicate possible depressive symptoms.
The lowest individual score was 7 points and the highest was 45 points, the laer signa-
ling severe depression. The distribuon of depression levels was as follows: minimal (0–15
points)—49.1% of parcipants; mild (16–20 points)—31.8%; moderate (21–25 points)—14.1%;
severe (26 points or more)—5.0%. Chart 2 presents the quesonnaire items of greatest con-
cern and their incidence among students.
Table 5
Frequencies for Item 23: When you are far from your family
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Most adolescents fall within the categories of absence of depressive symptoms or only
mild symptoms, although a signicant subgroup (19%) appears in the moderate to severe ran-
ge. These ndings enable targeted intervenons and follow-up for the most crical cases in
subsequent cycles or post-intervenon phases.
It is important to note that many of these statements address serious themes related
to mental health—feelings of loneliness, sadness, insecurity, low self-esteem, self-disgust, and
suicidal ideaon—as well as behavioral and relaonal issues, such as being “bad” at mes, not
having many friends, or disliking being around people; and concerns about self-image, inclu-
ding insecurity about appearance.
Comparative Analyses Across the Three Scales
This secon presents the comparave results of the three instruments administered.
Items N
I am bad once in a while 114
I am not sure things will work out for me 112
Some days I do not feel like eang 91
My appearance has some negave aspects 87
I oen feel lonely 82
I oen feel like crying 76
I do not have many friends 75
Many bad things that happen are my fault 66
I am not sure whether I am loved by anyone 56
I oen do not like being with people 47
I think about killing myself, but I would not do it 40
I do not like myself 37
I am ugly 36
I never do what I am told 35
I do not like being with people 21
I hate myself 10
I want to kill myself 10
Nobody really likes me 9
Note. Research data (2025).
Chart 2
Frequency of QDI responses
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Scale Level Percentage of Parcipants
Anxiety Low 14,6%
Moderate 45,3%
High 37,3%
Very High 2,8%
Depression Minimal 52,3%
Mild 28,6%
Moderate 15,5%
Severe 3,6%
Quality of Life Low 10,3%
Moderate -
Low
36,0%
Moderate-High 50,0%
High 3,7%
Note. Research data (2025).
Table 6 summarizes the distribuon of Anxiety, Depression, and Quality of Life levels among
the parcipang students.
The most concerning nding relates to Anxiety, as 82.6% of students exhibit moderate
to very high levels. Younger adolescents presented the highest anxiety scores. Depression levels
are more balanced: 52.3% show minimal symptoms (a posive outcome), 28.6% mild symp-
toms, and 19.1% moderate to severe symptoms. Quality of Life levels show that 86.0% fall wi-
thin moderate ranges (a concentrated distribuon), while 10.3% report low quality of life. The
most posive items include thinking about one's mother, vacaons, and birthdays, whereas
the most problemac items include homework, medical appointments, and hospitalizaons.
The data reveal an adolescent populaon with signicant psychological vulnerability,
parcularly related to anxiety, indicang the need for specialized aenon and prevenve
intervenons.
DISCUSSION
The comparave analysis of the three instruments applied in this study idenes
Anxiety as the most concerning nding, with 82.6% of students presenng moderate to
very high levels. In contrast, 52.3% of parcipants exhibited minimal levels of Depression,
Table 6
Comparison of Level Distribuons Across the Anxiety, Depression, and Quality of Life Scales
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although a substanal subgroup of 19.1% fell into the moderate to severe categories. The
high prevalence of anxiety, with a peak in average scores observed at 12 years of age, su-
ggests a period of heightened emoonal vulnerability at the onset of adolescence. The
predominant symptom prole—characterized by vigilance and a strong need for approval
(items such as I stay alert for possible danger and I try hard to obey my parents and tea-
chers)—aligns with the nature of Social Anxiety Disorder (Almeida et al., 2023; Flôr et al.,
2022; Marns; De Brito Cunha, 2021; Rodrigues, 2023; Tavares et al., 2022). This vulnerabi-
lity is also reected in adolescents’ views of their future. The AUQEI showed that more than
30% of parcipants feel unhappy or very unhappy when thinking about adulthood.
This limited future perspecve is closely ed to the mental health ndings. Qualitave
studies with adolescents who have experienced depression and anxiety indicate that the-
se condions negavely aect their ability to plan and formulate expectaons for the fu-
ture, generang insecurity and a lack of clarity about what lies ahead (Tang et al., 2023).
Adolescents with greater opmism and self-condence tend to report more hopeful pers-
pecves, whereas those with low mental well-being—such as the anxious subgroup and
those with depressive symptoms idened in this study—are more likely to report limited
future outlooks (Dumont et al., 2024; Iovu et al., 2018).
Family dynamics emerged as both an area of concern and a protecve factor. Most
students (over 70%) reported feeling unhappy when away from their families, demonstrang
the importance of the family context for these adolescents. However, the item related to the
father gure (Q10) revealed that 24.8% of adolescents feel unhappy or very unhappy when
thinking about their father. This nding indicates that paternal absence generates negave
feelings and aects adolescents’ quality of life (Gomes et al., 2020; Jansen-van Vuuren et al.,
2021; Parsons & Darlington, 2021), and this eect may stem not only from absence but also
from the presence of an oppressive, violent, or emoonally distant father (Perrin & Dorman,
2003). The literature suggests that although socioeconomic and family-related challenges
may hinder academic performance, parental parcipaon and involvement act as protec-
ve factors that encourage student development (Utami, 2022). Furthermore, the 28.5% of
adolescents who reported feeling happy or very happy when away from their families may
be reecng experiences of dysfunconal home environments (Epstein, 2018; Jansen-van
Vuuren et al., 2021; Saheran et al., 2021).
Depressive symptoms, although less prevalent than anxiety, are associated with self-
-image and self-esteem. CDI data show that 87 adolescents indicated that some aspects of
their appearance are negave, and 36 stated I am ugly. This nding is corroborated by the
AUQEI, in which 67 students reported feeling unhappy or very unhappy with their physical
appearance. Negave self-image is a common symptom in this age group (Barre et al.,
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2017; Kovacs, 1985), and it becomes more signicant when associated with feelings of lone-
liness, insecurity, and self-disgust idened in the CDI.
FINAL CONSIDERATIONS
The present study aimed to assess the levels of Anxiety, Depression, and Quality of
Life among adolescents enrolled in a vocaonal social program. Data analysis revealed that
anxiety is the most prevalent condion, with 82.6% of adolescents presenng moderate to
very high levels. This nding, combined with the symptom prole marked by vigilance and
the need for approval, suggests the presence of social anxiety and highlights the need for
coping strategies. Future hopelessness, reported by more than 30% of parcipants, and the
prevalence of negave self-image—corroborated by the results of both the depression and
quality-of-life scales—constute addional areas of concern.
Although the family environment is valued by most adolescents, it also emerged as a
source of stress, parcularly regarding the father gure. In this context, the social program
in which these adolescents parcipate becomes even more relevant, serving not only as a
space for professional training but also as an environment that fosters emoonal support
and socioemoonal skill development. Therefore, the implementaon of mental health pro-
moon and suicide prevenon iniaves within the program is recommended, with empha-
sis on strengthening self-esteem, fostering future-oriented thinking, and reinforcing family
and social bonds. Connued research, including the reapplicaon of the instruments aer
an intervenon period, will be essenal to evaluate the eecveness of the implemented
acons and the impact of the program on adolescents’ mental health and quality of life.
One limitaon of this study concerns the cross-seconal design of the rst phase,
which does not allow causal inferences between constructs. Addionally, the sample consis-
ted predominantly of younger adolescents (74.8% between 13 and 15 years old), which may
have inuenced the high scores on the MASC, given the greater vulnerability associated with
younger ages. Future studies should also qualitavely invesgate the future expectaons of
adolescents with the lowest AUQEI scores to inform targeted intervenon programs.
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Processing and eding: Editora Ibero-Americana de Educação
Proofreading, formang, standardizaon and translaon
CRediT Author Statement
Acknowledgements: Centro Universitário Advensta de São Paulo UNASP-EC;
Casa Brasil; Municipality of Saquarema, RJ; Saquarema School of Programming and
Entrepreneurship (EPES).
Funding: Casa Brasil and the Municipality of Saquarema (RJ).
Conicts of interest: The authors declare no conicts of interest.
Ethical approval: The study complied with all ethical requirements and was submied
to the UNASP Ethics Commiee, receiving approval under Report No. 7.028.982.
Data and material availability: All data and materials used in the study are available for
access and will be securely stored for ve years, in accordance with CONEP Resoluon
510/16.
Authors’ contribuons: Helena B. Viana: data collecon and primary manuscript draf-
ng; Silvia C. O. Quadros: textual revision and theorecal contribuons; Dayse N. Souza:
data collecon and textual revision; Betania Jacob Stange Lopes: textual revision, con-
tribuons, and nal review; Laercio M. Carpes: reading and nal review.