Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE),
Araraquara, v. 29, n. 00, e025115, 2025.
1
e-ISSN: 1519-9029
Revista on line de Política e Gestão Educacional
Online Journal of Policy and Educational Management
10.22633/rpge.v29i00.20816
ABORDAGENS MODERNAS PARA O
DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA
PROFISSIONAL DO TRADUTOR SOB A
INFLUÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA IA
ENFOQUES MODERNOS PARA EL DESARROLLO DE LA
COMPETENCIA PROFESIONAL DEL TRADUCTOR BAJO LA
INFLUENCIA DEL DESARROLLO DE LA AI
MODERN APPROACHES TO DEVELOPING PROFESSIONAL
TRANSLATOR COMPETENCE UNDER THE INFLUENCE OF AI
DEVELOPMENT
Elvir AKHMETSHIN¹
Veronika MYAKOTA
2
v.v.myakota@mymail.academy
Inna GETSKINA
3
Apollinaria AVRUTINA
4
apollinaria.avruna@mymail.academy
Anna BASMANOVA
5
anbasmanova@mymail.academy
Diana BURENKOVA
6
diana.burenkov[email protected]y
Shukurjon KURBANOVA
7
shukurjon.kurbanova@mymail.academy
Como referenciar este argo:
Akhmetshin, E., Myakota, V., Getskina, I., Avruna, A., Basmanova, A., Burenkova,
D., & Kurbanova, S. (2025). Abordagens modernas para o desenvolvimento da
competência prossional do tradutor sob a inuência do desenvolvimento da IA.
Revista on line de Políca e Gestão Educacional, 29, e025115. e-ISSN: 1519-9029.
hps://doi.org/10.22633/rpge.v29i00.20816
Submedo em: 15/05/2025
Revisões requeridas em: 10/06/2025
Aprovado em: 25/09/2025
Publicado em: 23/12/2025
¹ Universidade Mamun, Khiva – Uzbe-
quistão. Candidato em Ciências Econô-
micas. Professor Associado. Chefe do
Departamento de Pesquisa Cienca,
Inovações e Formação de Pessoal Cien-
co e Pedagógico; Universidade de
Economia de Khorezm, Urgench – Uzbe-
quistão. Professor Associado do Departa-
mento de Economia e Gestão.
² Academia Islâmica Internacional do Uz-
bequistão – Uzbequistão. Professor do De-
partamento de Língua Uzbeque e Literatura
Oriental Clássica.
³ Universidade Estatal Chuvash I. N. Ulya-
nov, Cheboksary – Rússia. Candidato em
Ciências. Chefe do Departamento de Filo-
logia Românica e Germânica e Estudos da
Tradução.
Universidade Estatal de São Petersburgo,
São Petersburgo – Rússia. Doutor em Filolo-
gia. Professor do Departamento de Teoria e
Métodos do Ensino de Línguas e Culturas da
Ásia e da África.
Universidade RUDN, Moscou Rússia.
Professor Associado do Departamento de
Línguas Estrangeiras.
Instuto de Gestão de Volgogrado, lial
da Academia Russa de Economia Nacional
e Administração Pública junto à Presidência
da Federação Russa, Volgogrado – Rússia.
Candidato em Ciências. Professor Associado
do Departamento de Linguísca e Comuni-
cação Intercultural.
Instuto Pedagógico Estatal de Urgench,
Urgench – Rússia. Candidato em Ciências.
Professor Associado do Departamento de
Pedagogia.
2
10.22633/rpge.v29i00.20816
Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE),
Araraquara, v. 29, n. 00, e025115, 2025.
e-ISSN: 1519-9029
RESUMO: Este argo explora a pós-edição de tradução automáca por estudantes
como meio de desenvolver a competência prossional de futuros tradutores. O estudo
visa fundamentar o uso de sistemas de tradução automáca baseados em IA na for-
mação de habilidades prossionais essenciais. Foi realizado um experimento didáco
com estudantes de tradução, no qual os parcipantes pós-editaram textos traduzidos
por máquina para idencar erros e propor correções. Os resultados mostram que esse
treinamento ajuda os estudantes a reconhecer as limitações das ferramentas tecno-
lógicas e a desenvolver habilidades crícas de edição, enfazando que os tradutores
não podem depender apenas da automação. O estudo também destaca o potencial de
recursos online baseados em IA, que podem apoiar a formação de tradutores, propor-
cionando ambientes de edição interavos. Conclui-se que a IA representa uma valiosa
tecnologia de aprendizagem digital, capaz de executar tarefas roneiras, simular cená-
rios prossionais e aprimorar os caminhos de aprendizagem individuais. A integração
de ferramentas de IA e redes neurais na formação de tradutores pode ampliar as opor-
tunidades de comunicação, personalização e movação dos alunos.
PALAVRAS-CHAVE: Educação de tradutores. Digitalização. Inteligência arcial (IA). For-
mação em tradução. Pós-edição de tradução automáca.
RESUMEN: Este arculo explora la posedición de la traducción automáca por parte
de estudiantes como medio para desarrollar la competencia profesional de futuros tra-
ductores. El estudio busca fundamentar el uso de sistemas de traducción automáca
basados en IA para la formación de habilidades profesionales esenciales. Se realizó un
experimento didácco con estudiantes de traducción, donde los parcipantes posedita-
ron textos traducidos automácamente para idencar errores y proponer correccio-
nes. Los hallazgos muestran que esta capacitación ayuda a los estudiantes a reconocer
las limitaciones de las herramientas tecnológicas y a desarrollar habilidades de edición
críca, enfazando que los traductores no pueden depender únicamente de la automa-
zación. El estudio también destaca el potencial de los recursos en línea basados en IA,
que pueden apoyar la formación de traductores al proporcionar entornos de edición
interacvos. Se concluye que la IA representa una valiosa tecnología de aprendizaje
digital, capaz de realizar tareas runarias, simular escenarios profesionales y opmi-
zar las trayectorias de aprendizaje individuales. La integración de herramientas de IA y
redes neuronales en la formación de traductores puede ampliar las oportunidades de
comunicación, personalización y movación de los estudiantes.
PALABRAS CLAVE: Formación de traductores. Digitalización. Inteligencia arcial (IA). Forma-
ción en traducción. Posedición de la traducción automáca.
ABSTRACT: This arcle explores student post-eding of machine translaon as a me-
ans of developing the professional competence of future translators. The study aims to
substanate the use of AI-based machine translaon systems in forming essenal pro-
fessional skills. A didacc experiment with translaon students was conducted, where
parcipants post-edited machine-translated texts to idenfy errors and propose correc-
ons. The ndings show that such training helps students recognize the limitaons of
technological tools and develop crical eding abilies, emphasizing that translators
cannot rely solely on automaon. The study also highlights the potenal of AI-driven on-
line resources, which can support translator educaon by providing interacve eding
environments. It is concluded that AI represents a valuable digital learning technology,
capable of performing roune tasks, simulang professional scenarios, and enhancing
individual learning pathways. Integrang AI and neural network tools into translator
training can expand opportunies for communicaon, personalizaon, and student mo-
vaon.
KEYWORDS: Translator educaon. Digizaon. Arcial intelligence (AI). Translaon
training. Machine translaon post-eding.
Argo submedo ao sistema de similaridade
Editor: Prof. Dr. Sebasão de Souza Lemes
Editor Adjunto Execuvo: Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
.
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Elvir AKHMETSHIN, Veronika MYAKOTA, Inna GETSKINA, Apollinaria AVRUTINA,
Anna BASMANOVA, Diana BURENKOVA, & Shukurjon KURBANOVA
e-ISSN: 1519-9029
INTRODUÇÃO
O mercado de tradução encontra-se em rápida transformação; entretanto, as mu-
danças no sistema educacional nem sempre acompanham as demandas da indústria de ser-
viços de tradução, o que resulta em desaos inevitáveis que vêm sendo gradualmente en-
frentados. Atualmente, observa-se certa desvalorização da prossão em razão do crescente
debate em torno do papel da inteligência arcial (doravante IA) na tradução (Gudkov, 2022;
Kupriyanovsky et al., 2017). A qualidade das traduções diminuiu, e os empregadores frequen-
temente enfrentam diculdades para avaliar com precisão o nível de competência de tradu-
tores cercados (Nechaeva & Stepanova, 2017). Por outro lado, o setor de tradução vem
estabelecendo novos padrões para a formação de especialistas, com ênfase crescente no uso
de tecnologias digitais modernas (Gavrilenko, 2017, 2018).
Essas inovações ampliam signicavamente o engajamento dos estudantes no proces-
so de aprendizagem e desenvolvem sua capacidade de trabalhar com diversas fontes de infor-
mação. Ao mesmo tempo, as tecnologias contemporâneas tornaram-se importantes aliadas da
educação, aprimorando sua qualidade e elevando-a a um novo patamar. Atualmente, há um
crescimento acelerado no desenvolvimento de redes neurais e chatbots em múlplas áreas,
incluindo a educação (Godwin-Jones, 2022), e esse número connua a aumentar diariamente.
Ferramentas de IA são capazes de gerar planos de aula, apresentações, imagens, tex-
tos, questões, mapas mentais e outros materiais didácos em poucos segundos, a parr das
solicitações dos usuários (Sheeva & Isaeva, 2020). Os chatbots podem sustentar diálogos,
responder perguntas, comentar tarefas realizadas e oferecer sugestões de aprimoramento. De
forma compreensível, muitos docentes manifestam preocupação, uma vez que os estudantes
podem ulizar a IA para redigir redações e realizar outras avidades desnadas ao desenvolvi-
mento de competências linguíscas (Barrot, 2023). Ainda assim, a IA também oferece oportu-
nidades para o aprimoramento da formação prossional de futuros tradutores.
Entre os exemplos destacam-se o DeepL, o Gemini, o DeepSeek e o ABBYY TextGrabber
— um aplicavo que transforma o smartphone em um scanner inteligente, permindo digita-
lizar rapidamente documentos, recibos e livros, bem como traduzi-los dinamicamente para o
idioma de desno desejado (Fomin & Sadovikov, 2022). O impacto das tecnologias contempo-
râneas sobre a indústria da tradução e sobre a prossão torna-se cada vez mais evidente. As
ferramentas de apoio ao tradutor são connuamente aperfeiçoadas por seus desenvolvedo-
res, com vistas a maximizar sua eciência.
Apesar da rápida disseminação de ferramentas de IA no ensino de tradução, os funda-
mentos pedagógicos para o ensino da pós-edição ainda permanecem pouco desenvolvidos.
Embora as soluções tecnológicas estejam amplamente disponíveis, os métodos didácos prá-
cos e as diretrizes estruturadas para integrar essas ferramentas aos currículos de formação
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Abordagens modernas para o desenvolvimento da competência profissional do
tradutor sob a influência do desenvolvimento da IA
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de tradutores ainda se encontram em processo de consolidação. Este estudo busca contribuir
para a superação dessa lacuna, ao apresentar um caso práco e incenvar o avanço pedagó-
gico nessa área.
REVISÃO DA LITERATURA
A integrão da IA ao processo educacional é uma consequência inevitável da digitali-
zação da educação. A literatura cienca e metodológica destaca que esse processo de digi-
talização está transformando diversas prossões, incluindo a do tradutor (Alekseeva, 2020).
Entre os principais eixos dessa transformação estão o desenvolvimento de plataformas educa-
cionais on-line e a substuição de prossionais presenciais por soluções baseadas em realida-
de virtual e inteligência arcial (Crompton et al., 2024). No contexto do uso da IA, os papéis
tradicionais dos docentes estão se modicando, dando lugar a novas funções e responsabili-
dades, como tutor, moderador, designer de trajetórias educacionais, organizador de aprendi-
zagem baseada em projetos e coordenador de plataformas educacionais on-line (Kirichenko &
Sigacheva, 2020).
Pesquisadores idencaram novas oportunidades para estudantes de tradução no
contexto da educação digitalizada (Shovgenina & Novozhilova, 2013); esclareceram as pos-
sibilidades de uso de tecnologias da informação modernas na formação de futuros lólogos
(Belyaeva & Kamshilova, 2018); sistemazaram as especicidades da formação de futuros tra-
dutores à luz das tendências atuais da indústria da tradução (Belyaeva & Kamshilova, 2023);
destacaram o potencial dos chatbots na educação de lólogos e tradutores (Sysoev & Filatov,
2023); e agruparam tendências contemporâneas nos estudos da tradução e seus impactos no
trabalho do tradutor (Dong, 2014; Garbovsky, 2019; Grishina, 2021).
Estudiosos apontam que, em razão de suas funcionalidades, as ferramentas de IA po-
dem ser aplicadas com êxito na formação de futuros tradutores (Nechaeva & Svetova, 2018),
sobretudo no âmbito da tradução automáca e da tradução assisda por computador (CAT
tools) (Kolin et al., 2021). Todavia, conforme observado por Kamshilova e Belyaeva (2023),
a tradução automáca frequentemente resulta em versões literais que podem conter erros
linguíscos signicavos, o que exige intervenção humana para a melhoria da qualidade da
tradução. Ainda assim, sob a perspecva dos pesquisadores, a tradução automáca contribui
para o aumento da produvidade, facilita a colaboração em contextos prossionais e promove
o desenvolvimento da competência digital (Nechaeva & Svetova, 2018).
Pesquisadores como Khudyakov (2019) enfazam a crescente relevância da tradução
automáca não apenas em contextos codianos, como viagens internacionais, mas também
na vida prossional. De acordo com Hutchins (2005), um número cada vez maior de indivíduos
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Anna BASMANOVA, Diana BURENKOVA, & Shukurjon KURBANOVA
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e empresas de diferentes setores uliza sistemas de tradução automáca, e grandes corpora-
ções chegam a desenvolver sowares próprios, ajustados às necessidades especícas de seus
ramos de atuação. Conforme Panasenkov (2019), a tradução automáca pode ser considerada
atualmente uma ferramenta auxiliar ecaz, capaz de facilitar e omizar o trabalho do tradutor
humano. Ao mesmo tempo, pesquisadores como Shevchuk e Nikiforova (2021) ressaltam que
a tradução automáca bruta ainda não pode ser equiparada à tradução humana e que seu uso
em contextos prossionais sem pós-edição pode acarretar consequências negavas de natu-
reza reputacional, nanceira, jurídica ou políca.
O objevo deste argo é apresentar uma fundamentação teórica e práca para o uso
de sistemas de tradução automáca baseados em tecnologias de IA no desenvolvimento da
competência prossional de futuros tradutores.
MÉTODOS DE PESQUISA
O principal método de pesquisa adotado foi o experimento didáco. Parciparam do
experimento dez estudantes do curso de “Filologia Inglesa”. A tarefa consisu na realização
independente da pós-edição de uma tradução automáca de um texto extraído de um site em
língua inglesa. A tradução automáca disponibilizada aos estudantes havia sido previamente
gerada por um docente de tradução por meio do tradutor DeepL. Após análise, foram iden-
cados seis segmentos incorretos na versão traduzida automacamente.
Os estudantes dispuseram de uma hora para revisar a tradução e editá-la de forma
independente. Foram orientados a marcar visualmente os trechos que considerassem necessi-
tar de correção, sublinhando-os e registrando, ao lado de cada segmento assinalado, uma pro-
posta de melhoria. Durante o processo de pós-edição, os estudantes puderam ulizar smar-
tphones com acesso à internet e veram acesso ao texto original em inglês.
Os objevos do experimento didáco foram: (1) idencar quais escolhas tradutórias
incorretas da tradução automáca os estudantes conseguiram detectar e corrigir; (2) indicar
quais segmentos não foram corrigidos ou foram corrigidos de forma inadequada; e (3) avaliar
a necessidade do ensino de competências de pós-edição de traduções automácas nas aulas
de tradução, com base nos resultados do experimento.
RESULTADOS DA PESQUISA
A Tabela 1 apresenta os resultados da análise qualitava da pós-edição realizada pelos
estudantes sobre traduções automácas. A primeira coluna contém o número do exemplo; a
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segunda, o fragmento original do texto-fonte; a terceira, os fragmentos incorretos da tradução
automáca; e a quarta, as correções sugeridas pelos estudantes.
Fragmento do texto-fonte Tradução automáca Correções dos estudantes*
1
O tribunal local é o nível
mais baixo da jurisdição
judicial (...).
O tribunal local
constui o nível mais
baixo do sistema
judiciário. (...)
O tribunal local constui o nível mais baixo do
sistema judiciário. (...)
O tribunal distrital constui o nível mais
baixo do sistema judiciário. (...)
2
Em regra, os processos civis
no tribunal distrital são
decididos exclusivamente
por juízes que atuam de
forma singular.
Nos processos civis,
no tribunal distrital,
as decisões são, em
regra, proferidas
exclusivamente por
juízes que atuam de
forma singular.
Nos processos civis, no tribunal distrital,
as decisões são, em regra, proferidas
exclusivamente por juízes que atuam de
forma singular.
Nos processos civis, no tribunal distrital, as
decisões são, em regra, proferidas apenas por
colegiados compostos por juízes que atuam
individualmente.
Nos processos civis, no tribunal distrital,
as decisões são, em regra, proferidas
exclusivamente por juízes que julgam de
forma singular.
3
Isso também é possível no
âmbito do processo penal,
embora, nesse caso, seja
possível a atuação de
tribunais compostos por
juízes leigos.
Isso também é
possível no âmbito
do processo penal,
embora, nesse caso,
seja possível recorrer
à apreciação de
tribunais compostos
por juízes leigos.
Isso também é possível no âmbito do processo
penal; contudo, nesse caso, é possível recorrer
à apreciação dos juizados de paz.
Isso também é possível no âmbito do processo
penal, no qual a decisão também pode ser
proferida por um tribunal composto por juízes
leigos.
Isso também é possível no âmbito do processo
penal, mas é possível recorrer igualmente a
tribunais com juízes leigos.
Isso também é possível no âmbito do processo
penal, embora, nesse aspecto, seja possível
consultar os juizados de paz.
Isso também é possível no âmbito do
processo penal, sendo possível, nesse caso, a
parcipação de juízes leigos.
Isso também é possível no âmbito do processo
penal, podendo, nesse contexto, os juízes
leigos atuar como instância auxiliar.
Tabela 1
Análise qualitava da pós-edição de traduções automácas realizada por estudantes
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De acordo com a Lei de
Organização Judiciária,
tanto os processos civis
(...)
De acordo com a
Lei de Organização
Judiciária (...)
De acordo com a Lei de Organização
Judiciária (...)
De acordo com a Lei dos Tribunais de
Jurisdição Geral (...)
5
(...) questões de direito
de família e matérias de
jurisdição voluntária (...)
(...) questões de
direito de família e
matérias de jurisdição
voluntária (...)
(...) questões de direito de família e matérias
de jurisdição voluntária (...)
(...) questões de direito de família e matérias
inseridas na competência dos tribunais de
jurisdição geral (...)
(...) questões de direito de família e matérias
não contenciosas (...)
6
O Tribunal Distrital
também é competente
para apreciar matérias de
jurisdição voluntária.
O tribunal distrital
também aprecia
matérias de jurisdição
voluntária.
O tribunal distrital também aprecia matérias
judiciais não contenciosas.
O tribunal distrital também aprecia matérias
de jurisdição voluntária.
O tribunal distrital também é responsável pela
jurisdição não contenciosa.
O tribunal distrital também detém jurisdição
sobre matérias não contenciosas.
Nota.Pesquisa de autoria própria. As sugestões corretas são apresentadas em negrito, enquanto as incorretas
aparecem sublinhadas. Sugestões repedas dos estudantes não foram duplicadas na tabela, mas foram contabi-
lizadas numericamente na Tabela 2.
Nº. Corrigidas % Corrigidas Não corrigidas ou corrigidas
incorretamente
Não corrigidas ou incorretas
1
9
90% 1
10%
2 4
40% 6
60%
3 2
20% 8
80%
4 5 50%
5
50%
5 6 60% 4 40%
6 1 10% 9 90%
Nota. Pesquisa de autoria própria.
Tabela 2
Análise quantava da pós-edição, pelos estudantes, de traduções automácas
Conforme evidenciado nas tabelas acima, os estudantes apresentaram menor grau de
diculdade na correção do primeiro exemplo, ao idencar corretamente o equivalente de
local court como tribunal distrital, com 90% de acerto. O segundo termo corrigido com maior
sucesso foi matérias de jurisdição voluntária, interpretado como matérias não contenciosas
(60% de acertos), seguido do quarto exemplo, referente ao nome da lei Lei de Organização
Judiciária, traduzido corretamente em 50% dos casos.
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O terceiro exemplo mostrou-se parcularmente desaador para os estudantes, uma
vez que 80% das correções foram inexistentes ou incorretas. Embora os parcipantes tenham
reconhecido a necessidade de editar o trecho traduzido automacamente, muitas das alte-
rações realizadas distorceram o sendo original. Diculdades relevantes também foram ob-
servadas no segundo exemplo, no qual 60% das traduções foram omidas ou apresentaram
erros. A maioria dos estudantes manteve a tradução automáca do termo juízes singulares
sem modicações.
DISCUSSÃO
Atualmente, os tradutores dispõem de um número crescente de ferramentas moder-
nas que simplicam e potencializam o trabalho tradutório, o que torna indispensável que os
prossionais da área dominem o uso das tecnologias contemporâneas de tradução. Nesse
contexto, é razvel que as instuições de ensino sejam equipadas com os recursos técnicos
e tecnológicos necessários, pois somente nessas condições é possível oferecer uma forma-
ção alinhada às demandas atuais e às capacidades do mercado de serviços de tradução —
isto é, uma formação orientada para a práca prossional, integrando ciência e mercado.
Naturalmente, o desao de garanr essas condições recai, em grande medida, sobre
os docentes, que devem, por meio de avidades cuidadosamente planejadas nas aulas de
tradução, incenvar os estudantes — especialmente no período pós-pandemia a ulizar
tecnologias modernas no processo de aprendizagem. Quanto mais próximas esverem as
prácas pedagógicas da realidade prossional, maior tende a ser o engajamento e a mo-
vação dos estudantes.
Conforme demonstrado pelo experimento formavo descrito neste argo, os estu-
dantes são capazes de realizar a pós-edição de traduções automácas acerto ponto, ainda
que nem sempre com plena precisão. O objevo do treinamento em pós-edição deve ser
levar os estudantes a compreender que, apesar da ampla disponibilidade de ferramentas
tecnológicas, os tradutores não podem depender exclusivamente delas. Os exercícios de
pós-edição devem incluir a capacitação sobre como inserir segmentos especícos de texto
em sowares de tradução automáca, de modo a inuenciar a precisão do resultado nal,
conforme discudo em estudos anteriores (Nechaeva & Svetova, 2018; Panasenkov, 2019;
Shevchuk & Nikiforova, 2021).
Além disso, é fundamental que tanto estudantes quanto docentes se envolvam a-
vamente na pós-edição de traduções automácas durante as aulas de tradução, com aten-
ção especial à natureza do texto traduzido, como a presença de terminologia especializada,
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denominações estrangeiras de atos normavos e a organização estrutural de textos jurídicos
em parágrafos, seções, argos, incisos, alíneas, entre outros.
Para que a pós-edição se consolide como uma competência de nível prossional, os
formadores de tradutores devem adotar estratégias estruturadas de andaimagem pedagó-
gica. Conforme demonstrado por Chernova et al. (2025), avidades de aprendizagem cuida-
dosamente organizadas em etapas como missões on-line e ronas orientadas de edição
contribuem signicavamente para a movação dos estudantes e para o fortalecimento
de sua autoconança na aprendizagem mediada por tecnologia. No contexto da formação
de tradutores, isso pode envolver a progressão de exercícios básicos de idencação de
erros para tarefas de pós-edição de documentos completos, com níveis crescentes de com-
plexidade e especicidade. Esse po de andaimagem não apenas desenvolve competências
de forma gradual, como também favorece a aprendizagem autorregulada, essencial ao tra-
balho com ferramentas baseadas em IA que oferecem múlplas variantes de tradução.
Adicionalmente, deve-se considerar como diferentes ferramentas de edição — como
Grammarly, DeepL ou ChatGPT — inuenciam a consciência eslísca e gramacal dos estu-
dantes. Litwinowa et al. (2022) constataram que a exposição a editores eletrônicos melhora
signicavamente a precisão eslísca e o controle gramacal de estudantes de tradução.
A integrão dessas ferramentas em módulos de pós-edição auxilia os aprendizes a interna-
lizar padrões linguíscos e a reer cricamente sobre a forma como a IA gera linguagem.
Paralelamente, a adaptação de pedagogias digitais aos níveis de familiaridade dos estudan-
tes com plataformas como o Moodle — conforme analisado por Borodina et al. (2022) —
contribui para que a implementação dessas tecnologias seja responsiva e sustenvel ao
longo das diferentes etapas do processo formavo.
A criação de um ambiente digital de aprendizagem psicologicamente seguro e cul-
turalmente responsivo também é um fator estratégico. Ling et al. (2024) ressaltam que tec-
nologias digitais variáveis devem ser adaptadas de modo a garanr conforto psicológico,
especialmente quando os estudantes são instados a cricar ou corrigir resultados gerados
por máquinas. Em contextos mulculturais, como o do Cazaquistão, Zhuzeyev et al. (2024)
argumentam que a formação prossional, incluindo a formação de tradutores, deve reer
caracteríscas nacionais e tradições etnopedagógicas. Isso indica que a integração da IA na
formação de tradutores não deve seguir um modelo único, mas ser sucientemente exível
para incorporar especicidades culturais e linguíscas, colaborão entre pares e as experi-
ências concretas dos aprendizes.
Os estudantes de tradução precisam aprender quais elementos de determinados -
pos textuais exigem atenção especial durante a pós-edição, quais fontes devem ser uliza-
das para vericar equivalentes propostos e como trabalhar esliscamente com traduções
automácas a m de produzir um texto nal que atenda tanto às expectavas do tradutor
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quanto às do cliente. Quanto mais cedo os estudantes se familiarizarem com as possibilida-
des — e limitações — do uso de tecnologias modernas de tradução, mais preparados esta-
rão durante sua formação acadêmica e, posteriormente, no exercício prossional.
Cabe destacar que atualmente existem diversas ferramentas on-line altamente e-
cazes para a edição de textos em línguas estrangeiras, baseadas em tecnologias de IA, que
podem apoiar o desenvolvimento da competência prossional de futuros tradutores, espe-
cialmente no contexto da localização.
Uma dessas ferramentas é o Grammarly, que idenca mais de 150 pos de erros,
incluindo problemas gramacais, ortográcos, de pontuação, de eslo de escrita e de estru-
tura frasal. Ao detectar falhas, o Grammarly sugere correções e oferece alternavas varia-
das. O uso dessa ferramenta permite que os estudantes analisem cricamente seus próprios
textos e desenvolvam habilidades de pensamento críco.
O QuillBot é uma ferramenta de paráfrase baseada em IA que auxilia os estudantes
a editar textos e ajustar o tom discursivo, promovendo maior clareza e compreensibilidade.
Os chatbots também podem apoiar a aprendizagem de línguas estrangeiras como
ferramentas de aprendizagem móvel. Por exemplo, o bot Multran possibilita o trabalho au-
tomáco com dicionários on-line, apresentando todas as opções de tradução e signicados
disponíveis, reproduzindo as principais funções do sistema de dicionário bilíngue Multran.
O andyRobot concentra-se na práca do inglês conversacional, oferecendo temas do co-
diano (clima, hobbies, trabalho, entre outros) para discussão. Um professor virtual fornece
aulas diárias de gramáca, com explicações e quesonários de acompanhamento. Com o
EnglishSimpleBot, os estudantes podem ler textos em inglês, marcar palavras desconhe-
cidas para estudo posterior em um modo especíco, realizar testes temácos e aprimorar
suas competências gramacais. Esses bots podem interagir com os estudantes em intervalos
programados, avaliar conhecimentos em momentos denidos, acompanhar o progresso da
aprendizagem e nocar automacamente os docentes sobre o desempenho discente.
Há também ferramentas de IA que não foram originalmente desenvolvidas para o
ensino de línguas, mas que podem ser reaproveitadas para fortalecer o sistema de forma-
ção de tradutores. Um exemplo é o ChatGPT, que pode ser ulizado em universidades na
formação de lólogos e tradutores. Especialistas argumentam que consultas formuladas de
maneira adequada ao ChatGPT podem auxiliar estudantes de tradução a editar textos com
terminologia especializada de forma rápida e precisa, tanto em traduções para a língua ma-
terna quanto a parr dela (Sysoev & Filatov, 2023).
Pesquisadores que invesgam o uso do ChatGPT na formação de tradutores estão
convencidos de que as redes neurais se tornarão parte integrante da educação em todos os
níveis — assim como as funções computacionais se tornaram fundamentais no uso de com-
putadores (Kirichenko & Sigacheva, 2020). O estudo de Barrot (2023) observa que sistemas
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de geração, análise e avaliação de textos atuam de forma ecaz como catalisadores do pen-
samento exploratório, integradores e omizadores de operações cognivas, auxiliando na
resolução de tarefas cognivas complexas e inovadoras. Fomin e Sadovikov (2022) de-
monstram que o ChatGPT acelera o ingresso em novas áreas do conhecimento, uma vez
que suas capacidades dialógicas permitem aos usuários idencar questões relevantes e
formular hipóteses.
Uma das principais caracteríscas do ChatGPT é sua capacidade de gerar respostas
sensíveis ao contexto, lembrando mensagens anteriores e respondendo com base nelas, o
que possibilita interações naturais e coerentes. Esse recurso permite que docentes e estu-
dantes interajam com um “interlocutor virtual”, promovendo debates, perguntas e respos-
tas sobre diversos temas.
Com o ChatGPT, os estudantes podem obter práca e apoio adicionais fora da sala de
aula, aprimorar habilidades de leitura, escrita e oralidade, ampliar o vocabulário e renar o
eslo comunicavo. Contudo, no ambiente formal de ensino, conforme corretamente apon-
tam os pesquisadores, o professor deve permanecer como o principal organizador do pro-
cesso educavo, atuando como mentor e especialista no ensino da tradução (Shovgenina &
Novozhilova, 2013).
Além das ferramentas voltadas à aprendizagem discente, existem também recursos
baseados em IA desnados a apoiar o trabalho docente. Um exemplo é a plataforma Twee,
desenvolvida especicamente para facilitar a criação de avidades relacionadas ao ensino
de línguas estrangeiras. O Twee pode gerar textos e questões associadas (abertas, de múl-
pla escolha, verdadeiro/falso), bem como exercícios lexicais e gramacais, como preenchi-
mento de lacunas, associação palavra-denição, expansão de parênteses e reordenação de
frases. A plataforma também oferece transcrições de vídeos, perguntas baseadas em vídeos,
curiosidades, citações célebres sobre temas selecionados, propostas de discussão, listas de
prós e contras, temas para redação, entre outros recursos. No entanto, as avidades gera-
das pelo Twee devem ser cuidadosamente avaliadas, pois nem todas as propostas didácas
estão prontas para uso imediato em sala de aula sem revisão. Ainda assim, essa ferramenta
pode reduzir signicavamente o tempo de preparão das aulas e esmular a criavidade
docente ao oferecer uma ampla gama de ideias e avidades.
Apesar de algumas limitações, a inteligência arcial deve ser compreendida como
uma tecnologia inovadora na formação prossional de futuros tradutores. Como ocorre
com qualquer inovação técnica, é fundamental lembrar que o objevo da IA na educação
é apoiar a atuação humana, e não eliminar a interação pedagógica nem desestruturar o
ambiente formavo e de desenvolvimento construído nas universidades. Conforme desta-
cado por Nechaeva e Stepanova (2017), a inovação educacional não se restringe à intro-
dução de novas tecnologias no processo de ensino-aprendizagem, mas envolve também a
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transformação das abordagens pedagógicas, de modo que os estudantes adquiram as com-
petências e habilidades necessárias para atuar com sucesso em um mercado de tradução
compevo.
Nesse contexto, o interesse acadêmico pela IA como um campo potencialmente e-
caz da tecnologia educacional digital connua a crescer, conforme apontam os pesquisado-
res (Godwin-Jones, 2022). Sustenta-se, neste estudo, a posição de que a IA no sistema de
formação prossional de tradutores constui uma tecnologia de aprendizagem digital capaz
de realizar operações lógicas básicas, interagir dialogicamente com os estudantes inclu-
sive em línguas estrangeiras —, simular diferentes cenários prossionais, processar grandes
volumes de dados e recuperar informações solicitadas de forma quase instantânea — recur-
sos que podem auxiliar signicavamente os parcipantes do processo educavo na execu-
ção de tarefas roneiras.
Ao discur o papel da inteligência arcial na formação de tradutores, é importante
enfazar a necessidade de integrar a IA ao ensino de línguas estrangeiras com base nas ca-
pacidades das redes neurais. As vantagens da IA para a atualização e o aprimoramento da
formação de tradutores são incontestáveis, incluindo a ampliação das possibilidades de co-
municação produva em línguas estrangeiras; a consideração das caracteríscas individuais
dos estudantes, de seus interesses e níveis de prociência linguísca; bem como o aumento
da movação para o estudo de línguas e de fenômenos linguíscos, entre outros aspectos.
A disponibilidade de salas de aula universitárias equipadas com tecnologias com-
putacionais modernas, tablets e smartphones para ns educacionais constui uma condi-
ção essencial para o desenvolvimento da capacidade de aplicar soluções tecnológicas con-
temporâneas, especialmente no âmbito das disciplinas de tradução. A melhor preparação
possível dos futuros tradutores para a inserção no mercado de trabalho ou para o empre-
endedorismo no atual mercado de serviços de tradução exige não apenas o domínio de
princípios e prácas tradutórias consolidadas, mas também competências digitais, incluindo
a capacidade de avaliar cricamente e ulizar as ferramentas de tradução disponíveis como
recursos de apoio, e não como fontes infalíveis ou substutos integrais do desenvolvimento
da competência tradutória e do conhecimento especializado.
CONCLUSÃO
A formação de tradutores encontra-se, atualmente, em um processo avo de trans-
formação de seu paradigma metodológico e pedagógico. A inteligência arcial é ulizada
na práca do ensino de línguas estrangeiras nas universidades, e sua presença não pode mais
ser ignorada. Torna-se, portanto, necessário iniciar uma discussão cienca aprofundada
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sobre o papel futuro da IA no desenvolvimento do sistema de formação prossional de fu-
turos tradutores.
Considera-se apropriado o uso de sistemas de tradução automáca para o aprofun-
damento das competências de análise tradutória dos estudantes, bem como para a iden-
cação e correção de erros em textos traduzidos por máquinas. No entanto, é fundamental
que os estudantes realizem, de forma independente, a edição e a correção das falhas pre-
sentes nos resultados gerados. No ensino universitário de tradução, a IA pode ser úl para a
práca da tradução internacional, permindo que os estudantes traduzam para e a parr de
diferentes línguas. Também se mostra pernente a incorporação de assistentes linguíscos,
como o ChatGPT, que oferecem orientações e explicações relevantes aos estudantes.
É evidente a necessidade de pesquisas fundamentais voltadas ao desenvolvimento
de métodos ecazes de interação e colaboração entre futuros tradutores e a inteligência
arcial. Apesar do rápido avanço tecnológico, a ideia de que a qualidade educacional pode
ser aprimorada com base exclusivamente na tecnologia representa um caminho arriscado.
Torna-se essencial preservar e garanr o direito dos aprendizes de quesonar cricamente,
tomar decisões não convencionais, engajar-se em interações comunicavas signicavas e
receber apoio pedagógico em seu desenvolvimento pessoal e prossional como tradutores.
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Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação
Revisão, formatação, normalização e tradução
CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Agradecimentos especiais aos pareceristas pelas valiosas contri-
buições, que auxiliaram de forma signicava no aprimoramento da qualidade do
manuscrito.
Financiamento: Esta pesquisa não recebeu qualquer nanciamento especíco de
agências de fomento dos setores público, comercial ou sem ns lucravos.
Conitos de interesse: Os autores declaram não haver conitos de interesse.
Aprovação éca: A pesquisa foi conduzida em conformidade com os padrões écos
aplicáveis a estudos educacionais. A parcipação no experimento foi voluntária, e o con-
senmento informado foi obdo de todos os estudantes parcipantes. Considerando
que a pesquisa envolveu riscos mínimos e procedimentos de natureza educacional,
não foi necessária a aprovação formal por um comitê de éca, conforme as diretrizes
instucionais.
Disponibilidade de dados e material: Todos os dados relevantes gerados durante o
estudo estão incluídos neste argo. Materiais adicionais ou conjuntos de dados anoni-
mizados podem ser disponibilizados pelo autor correspondente mediante solicitação
juscada.
Contribuições dos autores: Elvir Akhmetshin: conceitualização, supervisão e edição
do manuscrito; Veronika Myakota: elaboração da metodologia, coleta de dados e co-
ordenação do experimento; Inna Getskina: análise de dados, elaboração das tabelas
e revisão da literatura; Apollinaria Avruna: redação da versão inicial e integração da
seção sobre ferramentas digitais; Anna Basmanova: revisão da literatura relacionada à
inteligência arcial e formatação das referências; Diana Burenkova: edição e revisão
textual, tradução da terminologia acadêmica; Shukurjon Kurbanova: redação da seção
de discussão e integração de referências pedagógicas. Todos os autores parciparam
do desenvolvimento do conceito do argo, contribuíram para a redação e revisão do
manuscrito e aprovaram a versão nal para submissão.
Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE),
Araraquara, v. 29, n. 00, e025115, 2025.
1
e-ISSN: 1519-9029
Revista on line de Política e Gestão Educacional
Online Journal of Policy and Educational Management
10.22633/rpge.v29i00.20816
MODERN APPROACHES TO DEVELOPING
PROFESSIONAL TRANSLATOR COMPETENCE
UNDER THE INFLUENCE OF AI DEVELOPMENT
ABORDAGENS MODERNAS PARA O DESENVOLVIMENTO
DA COMPETÊNCIA PROFISSIONAL DO TRADUTOR SOB A
INFLUÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA IA
ENFOQUES MODERNOS PARA EL DESARROLLO DE LA
COMPETENCIA PROFESIONAL DEL TRADUCTOR BAJO LA
INFLUENCIA DEL DESARROLLO DE LA AI
Elvir AKHMETSHIN¹
Veronika MYAKOTA
2
v.v.myakota@mymail.academy
Inna GETSKINA
3
Apollinaria AVRUTINA
4
apollinaria.avruna@mymail.academy
Anna BASMANOVA
5
anbasmanova@mymail.academy
Diana BURENKOVA
6
diana.burenkov[email protected]y
Shukurjon KURBANOVA
7
shukurjon.kurbanova@mymail.academy
How to reference this paper:
Akhmetshin, E., Myakota, V., Getskina, I., Avruna, A., Basmanova, A., Burenkova,
D., & Kurbanova, S. (2025). Modern approaches to developing professional
translator competence under the inuence of AI development. Revista on line
de Políca e Gestão Educacional, 29, e025115. e-ISSN: 1519-9029. hps://doi.
org/10.22633/rpge.v29i00.20816
Submied: 15/05/2025
Revisions required: 10/06/2025
Approved: 25/09/2025
Published: 23/12/2025
¹ Mamun University, Khiva – Uzbekistan.
Candidate of Economic Sciences, Asso-
ciate Professor, Head of the Department
of Scienc Research, Innovaons and
Scienc and Pedagogical Personnel
Training; Khorezm University of Econo-
mics, Urgench - Uzbekistan, Associate
Professor of Department of Economics
and Management.
² International Islamic academy of Uz-
bekistan – Uzbekistan. Lecturer at the De-
partment of Uzbek language and Classical
Oriental Literature.
³ I.N. Ulyanov Chuvash State University,
Cheboksary – Russia. Candidate of Sciences,
Head of the Department of Romance and
Germanic Philology and Translaon Studies.
St. Petersburg State University, St. Peters-
burg - Russia. Doctor of Philology, Professor
at the Department of Theory and Methods
of Teaching Languages and Cultures of Asia
and Africa.
RUDN University, Moscow Russia. As-
sociate Professor at the Foreign Language
Department.
⁶ Volgograd Instute of Management, bran-
ch of Russian Academy of Naonal Eco-
nomy and Public Administraon under the
President of Russian Federaon, Volgograd
– Russia. Candidate of Sciences, Associate
professor at the Department of Linguiscs
and Intercultural Communicaon.
Urgench State Pedagogical Institute,
Urgent – Russia. Candidate of Sciences,
Associate professor at the Department of
Pedagogy.
2
10.22633/rpge.v29i00.20816
Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE),
Araraquara, v. 29, n. 00, e025115, 2025.
e-ISSN: 1519-9029
ABSTRACT: This arcle explores student post-eding of machine translaon as a me-
ans of developing the professional competence of future translators. The study aims to
substanate the use of AI-based machine translaon systems in forming essenal pro-
fessional skills. A didacc experiment with translaon students was conducted, where
parcipants post-edited machine-translated texts to idenfy errors and propose cor-
recons. The ndings show that such training helps students recognize the limitaons
of technological tools and develop crical eding abilies, emphasizing that translators
cannot rely solely on automaon. The study also highlights the potenal of AI-driven
online resources, which can support translator educaon by providing interacve edi-
ng environments. It is concluded that AI represents a valuable digital learning tech-
nology, capable of performing roune tasks, simulang professional scenarios, and
enhancing individual learning pathways. Integrang AI and neural network tools into
translator training can expand opportunies for communicaon, personalizaon, and
student movaon.
KEYWORDS: Translator educaon. Digizaon. Arcial intelligence (AI). Translaon trai-
ning. Machine translaon post-eding.
RESUMO: Este argo explora a pós-edição de tradução automáca por estudantes
como meio de desenvolver a competência prossional de futuros tradutores. O estudo
visa fundamentar o uso de sistemas de tradução automáca baseados em IA na for-
mação de habilidades prossionais essenciais. Foi realizado um experimento didáco
com estudantes de tradução, no qual os parcipantes pós-editaram textos traduzidos
por máquina para idencar erros e propor correções. Os resultados mostram que esse
treinamento ajuda os estudantes a reconhecer as limitações das ferramentas tecno-
lógicas e a desenvolver habilidades crícas de edição, enfazando que os tradutores
não podem depender apenas da automação. O estudo também destaca o potencial de
recursos online baseados em IA, que podem apoiar a formação de tradutores, propor-
cionando ambientes de edição interavos. Conclui-se que a IA representa uma valiosa
tecnologia de aprendizagem digital, capaz de executar tarefas roneiras, simular cená-
rios prossionais e aprimorar os caminhos de aprendizagem individuais. A integração
de ferramentas de IA e redes neurais na formação de tradutores pode ampliar as opor-
tunidades de comunicação, personalização e movação dos alunos.
PALAVRAS-CHAVE: Educação de tradutores. Digitalização. Inteligência arcial (IA). Formação
em tradução. Pós-edição de tradução automáca.
RESUMEN: Este arculo explora la posedición de la traducción automáca por parte
de estudiantes como medio para desarrollar la competencia profesional de futuros tra-
ductores. El estudio busca fundamentar el uso de sistemas de traducción automáca
basados en IA para la formación de habilidades profesionales esenciales. Se realizó un
experimento didácco con estudiantes de traducción, donde los parcipantes posedita-
ron textos traducidos automácamente para idencar errores y proponer correccio-
nes. Los hallazgos muestran que esta capacitación ayuda a los estudiantes a reconocer
las limitaciones de las herramientas tecnológicas y a desarrollar habilidades de edición
críca, enfazando que los traductores no pueden depender únicamente de la automa-
zación. El estudio también destaca el potencial de los recursos en línea basados en IA,
que pueden apoyar la formación de traductores al proporcionar entornos de edición
interacvos. Se concluye que la IA representa una valiosa tecnología de aprendizaje
digital, capaz de realizar tareas runarias, simular escenarios profesionales y opmi-
zar las trayectorias de aprendizaje individuales. La integración de herramientas de IA y
redes neuronales en la formación de traductores puede ampliar las oportunidades de
comunicación, personalización y movación de los estudiantes.
PALABRAS CLAVE: Formación de traductores. Digitalización. Inteligencia arcial (IA).
Formación en traducción. Posedición de la traducción automáca.
Arcle submied to the similarity system
Editor: Prof. Dr. Sebasão de Souza Lemes
Deputy Execuve Editor: Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
.
3
10.22633/rpge.v29i00.20816
Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE), Araraquara, v. 29, n. 00, e025115, 2025.
Elvir AKHMETSHIN, Veronika MYAKOTA, Inna GETSKINA, Apollinaria AVRUTINA,
Anna BASMANOVA, Diana BURENKOVA, & Shukurjon KURBANOVA
e-ISSN: 1519-9029
INTRODUCTION
The translaon market is rapidly evolving, yet changes in the educaon system do not
always align with the demands of the translaon services industry, resulng in inevitable chal-
lenges that are gradually being addressed. Currently, there is a certain devaluaon of the pro-
fession due to the growing discourse around the role of arcial intelligence (hereinaer AI)
in translaon (Gudkov, 2022; Kupriyanovsky et al., 2017). Translaon quality has declined, and
employers oen struggle to accurately assess the skill levels of cered translators (Nechaeva
& Stepanova, 2017). On the other hand, the translaon industry is seng new standards for
specialist training, with increasing focus on the use of modern digital technologies (Gavrilenko,
2017, 2018).
These innovaons signicantly enhance student engagement in the learning process
and develop their ability to work with various informaon sources. At the same me, modern
technologies have become valuable assistants in educaon, improving its quality and eleva-
ng it to a new level. Currently, there is a boom in the development of neural networks and
chatbots across many spheres, including educaon (Godwin-Jones, 2022), and their numbers
connue to grow every day.
AI tools can generate lesson plans, presentaons, images, texts, quesons, mind
maps, and other teaching materials in seconds based on user input (Sheeva & Isaeva, 2020).
Chatbots can support dialogue, answer quesons, comment on completed tasks, and provide
suggesons for improvement. Understandably, many educators are concerned: students can
use AI to write essays and complete other assignments intended to develop language skills
(Barrot, 2023). However, AI also oers opportunies to enhance the professional training of
future translators.
Examples include DeepL, Gemini, DeepSeek, or ABBYY TextGrabber—an app that turns
a smartphone into an intelligent scanner, allowing users to quickly scan documents, receipts,
books, and dynamically translate them into the desired target language (Fomin & Sadovikov,
2022). The impact of modern technologies on the translaon industry and the profession is
becoming increasingly pronounced. Tools that assist translators are connually being impro-
ved by their developers to maximize their eciency.
Despite the rapid emergence of AI tools in translaon educaon, the pedagogical foun-
daons for teaching post-eding remain underdeveloped. While technological soluons are
readily available, praccal teaching methods and structured guidelines for integrang these
tools into the translator training curriculum are sll evolving. This study aims to bridge that
gap by oering a praccal case and encouraging further pedagogical development in this eld.
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Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE), Araraquara, v. 29, n. 00, e025115, 2025.
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
e-ISSN: 1519-9029
LITERATURE REVIEW
The integraon of AI into the educaonal process is an inevitable consequence of the
digitalizaon of educaon. Scienc and methodological literature highlights that this digita-
lizaon is transforming many professions, including that of the translator (Alekseeva, 2020).
Key areas of this transformaon include the development of online educaonal plaorms and
the replacement of live professionals with virtual reality and arcial intelligence (Crompton
et al., 2024). In the context of AI use, the tradional roles of educators are changing. New roles
and responsibilies are emerging—such as tutor, moderator, educaonal pathway designer,
project-based learning organizer, and coordinator of online educaonal plaorms (Kirichenko
& Sigacheva, 2020).
Researchers have idened new opportunies for translaon students in the con-
text of digitalized educaon (Shovgenina & Novozhilova, 2013); claried the possibilies of
using modern informaon technologies in training future philologists (Belyaeva & Kamshilova,
2018); systemazed the specic features of training future translators in light of current trends
in the translaon industry (Belyaeva & Kamshilova, 2023); highlighted the potenal of chat-
bots in the educaon of philologists and translators (Sysoev & Filatov, 2023); and grouped mo-
dern trends in translaon studies and their impact on translator work (Dong, 2014; Garbovsky,
2019; Grishina, 2021).
Scholars note that due to their capabilies, AI tools can be successfully applied in the
training of future translators (Nechaeva & Svetova, 2018). Primarily, this includes automated
and machine translaon using CAT tools (Kolin et al., 2021). However, as noted in (Kamshilova &
Belyaeva, 2023), machine translaon oen results in literal rendions that may contain serious
linguisc errors, necessitang human intervenon to improve translaon quality. Nonetheless,
from the researchers’ point of view, machine translaon helps increase producvity, facilitates
collaboraon in professional sengs, and enhances digital competence (Nechaeva & Svetova,
2018).
Researchers (Khudyakov, 2019) emphasize the growing signicance of machine trans-
laon not only in everyday contexts, such as when individuals travel abroad, but also in pro-
fessional life. According to (Hutchins, 2005), an increasing number of individuals and com-
panies across various industries are ulizing machine translaon systems. Large companies
even develop proprietary soware tailored to the specic needs of their industries. As sta-
ted in (Panasenkov, 2019), machine translaon can now be regarded as an eecve auxilia-
ry translaon tool, capable of easing and improving the work of human translators. At the
same me, researchers (Shevchuk & Nikiforova, 2021) stress that raw machine translaon sll
cannot be considered equivalent to human translaon, and that using machine translaon in
5
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Elvir AKHMETSHIN, Veronika MYAKOTA, Inna GETSKINA, Apollinaria AVRUTINA,
Anna BASMANOVA, Diana BURENKOVA, & Shukurjon KURBANOVA
e-ISSN: 1519-9029
professional contexts without post-eding may lead to negave reputaonal, nancial, legal,
or polical consequences.
The aim of this arcle is to provide a theorecal and praccal raonale for the use of
machine translaon systems based on AI technologies in developing the professional compe-
tence of future translators.
RESEARCH METHODS
The primary research method used was a didacc experiment. Ten students majoring
in "English Philology" parcipated in the experiment. Their task was to independently post-
-edit a machine translaon of a text taken from an English-language website. The machine
translaon provided to the students for post-eding had been prepared by a translaon ins-
tructor using the DeepL translator. Upon review, six incorrect segments were idened in the
machine-translated version of the text.
Students were given one hour to review the translaon and independently edit it. They
were instructed to visually mark the elements they believed required correcon by underli-
ning them and wring a suggested improvement next to each marked segment. While post-
-eding the translaon, students were allowed to use their smartphones with internet access
and were also provided with the original English source text.
The objecves of the didacc experiment were as follows: 1) To determine which er-
roneous translaon choices in the machine translaon students were able to idenfy and cor-
rect; 2) To indicate which parts they failed to correct or corrected incorrectly; 3) To assess the
necessity of teaching post-eding skills for machine translaons in translaon classes, based
on the outcomes of the experiment.
RESULTS
Table 1 presents the results of a qualitave analysis of student post-eding of machine
translaons. The rst column contains the example number, the second column shows the
original fragment of the source text, the third column lists the incorrect machine-translated
fragments, and the fourth column includes the students’ suggested correcons:
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No. Source Text
Fragment
Machine Translaon Student Correcons*
1
The local court is
the lowest level of
jurisdicon (...)
The local court
constutes the lowest
level of the judicial
system. (...)
The local court constutes the lowest level of the
judicial system. (...)
The district court constutes the lowest level of
the judicial system. (...)
2
Civil proceedings
are generally only
decided by single
judges at the district
court.
In civil proceedings
before the district
court, decisions are
generally rendered
solely by single judges.
In civil proceedings before the district court,
decisions are generally rendered solely by single
judges.
In civil proceedings before the district court,
decisions are generally rendered only by panels
composed of single judges.
In civil proceedings before the district court,
decisions are generally rendered solely by judges
sing individually.
3
This is also possible
in the context of
criminal proceedings,
although lay judges'
courts can also be
consulted in this case.
This is also possible
in the context of
criminal proceedings;
however, in such cases,
consultaon with courts
composed of lay judges
may also be sought.
This is also possible in criminal proceedings;
however, in such cases, consultaon with
magistrates’ courts may also be sought.
This is also possible in criminal proceedings, in
which decisions may likewise be rendered by a
court of lay judges.
This is also possible in criminal proceedings, but
recourse may also be made to courts with lay
judges.
This is also possible within the framework of
criminal proceedings, although consultaon on
this maer may also be sought from magistrates’
courts.
This is also possible in criminal proceedings, but
in such cases the involvement of lay judges is
likewise possible.
This is also possible in criminal proceedings,
where lay assessors may serve as an auxiliary
court.
4
According to Court
Constuon Act, both
civil cases (...)
According to the Law on
the Organizaon of the
Judiciary (...)
According to the Law on the Organizaon of the
Judiciary (...).
According to the Law on Courts of General
Jurisdicon (...).
Table 1
Qualitave analysis of student post-eding of machine translaons
Table 2
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Anna BASMANOVA, Diana BURENKOVA, & Shukurjon KURBANOVA
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5
(...) family maers
and maers of
voluntary jurisdicon
(...)
(...) family maers and
maers of voluntary
jurisdicon (...)
(...) family maers and maers of voluntary
jurisdicon (...)
(...) family maers and maers falling within the
competence of general courts (...)
(...) family maers and non-contenous maers
(...)
6
The District Court is
also responsible for
maers of voluntary
jurisdicon
The district court also
hears cases of voluntary
jurisdicon.
The district court also hears non-contenous
judicial maers.
The district court also hears maers of voluntary
jurisdicon.
The district court is also responsible for non-
contenous jusce.
The district court also has jurisdicon over non-
contenous maers.
Note. Authors own research. Correct suggesons are shown in bold, incorrect ones are underlined. Repeated
student suggesons were not duplicated in the table but were included numerically in Table 2.
No. Corrected Corrected % Not corrected or corrected
incorrectly
Not corrected or corrected
incorrectly %
1
9
90% 1
10%
2 4
40% 6
60%
3 2
20% 8
80%
4 5 50%
5
50%
5 6 60% 4 40%
6 1 10% 9 90%
Note. Authors own research.
Table 2
Quantave analysis of student post-eding of machine translaons
Table 2
As seen in the tables above, students experienced the least diculty with correcng
the rst example, specically idenfying the correct equivalent for local court as окружной
суд (90% of correcons were accurate). The second most successfully corrected term was
maers of voluntary jurisdicon, interpreted as бесспорные дела (60% correct), followed by
the fourth example involving the name of the law Court Constuon Act, translated as Закон
о судах общей юрисдикции (50% correct).
The third example proved parcularly challenging for students—80% of the correcons
were either missing or incorrect. Although students recognized the need to edit the machine
translaon fragment, many of their changes distorted the original meaning. Students also fa-
ced signicant diculty with the second example—60% of the translaons were either omied
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or incorrect. Most students retained the DeepL translaon of single judges as единоличные
судьи without modicaon.
DISCUSSION
Today, translators have access to an increasing number of modern tools that simplify
and enhance their work, making it essenal for professional translators to be procient in
using contemporary translaon technologies. Therefore, it is reasonable to equip educa-
onal instuons with the necessary technical and technological resources, as only in such
condions can educaon be provided that meets the modern needs and capabilies of the
translaon services market—namely, industry-focused educaon that combines science and
business. Of course, the challenge of ensuring such condions largely falls on the shoulders
of educators, who must, through carefully chosen exercises in translaon classes, movate
students (especially in the post-pandemic period) to use modern technologies in the lear-
ning process. Possibly, the closer classroom realies and teaching methods align with pro-
fessional pracce, the more movang this will be for learners.
As demonstrated by the training experiment described in this arcle, students are ca-
pable of post-eding machine translaons to some extent, though not always with complete
accuracy. The goal of post-eding training should be to help students understand that despi-
te the abundance of technological tools, translators cannot rely on them alone. Post-eding
exercises should include training on how to insert specic segments of text into machine
translaon soware in ways that aect the accuracy of the resulng translaon, as discus-
sed in studies (Nechaeva & Svetova, 2018; Panasenkov, 2019; Shevchuk & Nikiforova, 2021).
Moreover, it is important that both students and teachers engage in the post-eding
of machine translaons during translaon classes, paying parcular aenon to the natu-
re of the text being translated (such as the presence of specialized terminology, foreign-
-language names of legal acts, and the structural divisions of legal texts into paragraphs,
secons, clauses, leers, etc.).
To ensure that post-eding develops into a professional-level competence, translaon
educators must adopt structured scaolding strategies. As Chernova et al. (2025) demons-
trate, carefully staged learning acvies such as online quests and guided eding rounes
contribute signicantly to students’ movaon and condence in tech-mediated learning.
In translator training, this could involve moving from basic error detecon exercises to full-
-document post-eding tasks with increasing complexity and specicity. Such scaolding not
only builds skills incrementally but also supports self-regulated learning, which is essenal
when working with AI-driven tools that oer mulple translaon variants.
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Moreover, aenon should be given to how dierent eding tools—such as
Grammarly, DeepL, or ChatGPT—aect the stylisc and grammacal awareness of students.
Litwinowa et al. (2022) found that exposure to electronic editors signicantly improved
stylisc precision and grammacal control in translaon students. Integrang these tools in
post-eding modules helps learners internalize linguisc standards and reect crically on
how AI generates language. At the same me, adapng digital pedagogies to students' evol-
ving comfort levels with plaorms—such as Moodle, as explored by Borodina et al. (2022)
can ensure that implementaon remains both responsive and sustainable across dierent
phases of instrucon.
Creang a psychologically safe and culturally responsive digital learning environment
is also key. Ling et al. (2024) emphasize that variable digital technologies must be adapted
to ensure psychological comfort, especially when learners are asked to crique or override
machine outputs. In mulcultural contexts like Kazakhstan, Zhuzeyev et al. (2024) argue that
vocaonal training, including translator educaon, must reect naonal characteriscs and
ethnopedagogical tradions. This suggests that AI-integraon into translator training should
not be one-size-ts-all but must be exible enough to incorporate cultural and linguisc
specicity, peer collaboraon, and the lived realies of the learners.
Translaon students must learn which elements of a parcular text type require spe-
cial aenon during post-eding, which sources to use to verify proposed equivalents, and
how to work with machine translaons styliscally to produce a nal product that meets
both the translators and the clients expectaons. The earlier students become familiar
with the possibilies—and limitaons—of using modern translaon technologies, the bet-
ter equipped they will be during their academic training and later in professional pracce.
It is worth nong that there are now several highly eecve online tools for eding
texts in foreign languages, which use AI technologies and can support the development of
future translators’ professional competence, especially in the context of localizaon.
One such tool is Grammarly, which detects over 150 types of errors, including gram-
mar, spelling, punctuaon, wring style, and sentence structure. When it nds mistakes,
Grammarly provides suggesons for correcons and oers various alternaves. Working
with this service allows students to analyze their own texts and develop crical thinking
skills.
QuillBots AI is an AI-based paraphrasing tool that helps students edit and adjust the
tone of their text for beer clarity and comprehension.
Chatbots can also support foreign language acquision as tools of mobile learning.
For example, the Multran bot enables automac work with online diconaries. It outputs all
possible translaon opons and meanings, replicang the core funcons of the Multran bi-
lingual diconary system. andyRobot focuses on praccing conversaonal English by oering
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students everyday topics (Weather, Hobbies, Work, etc.) to discuss. A virtual teacher allows
daily grammar lessons with explanaons and follow-up quizzes. With EnglishSimpleBot, stu-
dents can read English texts, mark unfamiliar words for further study in a special mode, take
topic-based quizzes, and improve grammar skills. These bots can converse” with students
at med intervals, assess knowledge at specied mes, track learning progress, and auto-
macally nofy instructors of student performance.
There are also AI tools not originally designed for language learning that can ne-
vertheless be repurposed to enhance the system of translator training. One such tool is
ChatGPT, which can be used in universies for training philologists and translators. Experts
argue that properly formulated queries to ChatGPT can help translaon students quickly and
accurately edit texts with specialized terminology, whether translated into or out of their
nave language (Sysoev & Filatov, 2023).
Researchers exploring the use of ChatGPT in translator educaon are convinced that
neural networks will become an integral part of educaon at all levels—just as computaonal
funcons once became fundamental to computer use (Kirichenko & Sigacheva, 2020). Study
(Barrot, 2023) notes that text generaon, analysis, and evaluaon systems serve eecvely
as catalysts for exploratory thinking, integrators, and opmizers of cognive operaons, as-
sisng in solving complex cognive and innovave tasks. Study (Fomin & Sadovikov, 2022)
demonstrates that ChatGPT accelerates entry into new areas of knowledge—its dialogue
capabilies allow users to idenfy relevant quesons and formulate hypotheses.
Since one of ChatGPT’s key features is its ability to generate context-sensive res-
ponses, it remembers previous messages and replies based on that context, creang natural
and coherent conversaonal situaons. This feature allows teachers and students to interact
with a “virtual interlocutor”: holding discussions, asking and answering quesons on various
topics.
With ChatGPT, students can receive addional pracce and support outside the clas-
sroom, improve reading, wring, and speaking skills, expand their vocabulary, and rene
their communicaon style. In the classroom, however, as researchers rightly note, the tea-
cher should remain the key organizer of the educaonal process, serving as a mentor and
expert in translaon instrucon (Shovgenina & Novozhilova, 2013).
In addion to programs for student learning, there are also AI-based tools to assist
teachers. One such tool is the Twee plaorm, specically designed to facilitate the creaon
of tasks related to foreign language learning. Twee can generate texts and accompanying
quesons (open-ended, mulple choice, true/false), and it also produces lexical and gram-
mar exercises such as gap-lls, word-denion matching, bracket expansions, and senten-
ce reordering. The plaorm oers video transcripons, video-based quesons, interesng
facts, famous quotes on selected topics, discussion prompts, pros/cons lists, essay topics,
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and more. However, the tasks generated by Twee should be carefully reviewed, as not all su-
ggested didacc cases are ready for immediate classroom use without revision. Nonetheless,
this tool can signicantly reduce lesson preparaon me and inspire creavity by oering a
wide range of ideas and tasks.
Despite some limitaons, AI should be viewed as an innovave technology in the
professional training of future translators. As with any technical innovaon, it's important to
remember that the goal of AI in educaon is to assist humans, not to eliminate pedagogical
interacon or dismantle the nurturing and developmental environment created in univer-
sies. As noted in (Nechaeva & Stepanova, 2017), educaonal innovaon is not only about
introducing new technologies into the learning process but also about changing pedagogical
approaches so that students acquire the competencies and skills necessary for success in a
compeve translaon market.
In this context, academic interest in AI as a potenally eecve area of digital edu-
caonal technology connues to grow, as researchers point out (Godwin-Jones, 2022). We
maintain the posion that AI in the system of professional translator educaon is a digital le-
arning technology capable of performing basic logical operaons, engaging in conversaon
with students (including in foreign languages), simulang various professional scenarios,
processing large volumes of data, and retrieving requested informaon almost instantly—all
of which can signicantly assist parcipants in the educaonal process with roune tasks.
When discussing the role of arcial intelligence in translator educaon, it is im-
portant to emphasize the necessity of integrang AI into foreign language learning based
on neural network capabilies. The advantages of AI in updang and enhancing translator
educaon are indisputable: expanding opportunies for producve foreign language com-
municaon; accounng for students’ individual characteriscs, interests, and language pro-
ciency levels; movang students to study languages and linguisc phenomena, and so on.
The availability of university classrooms equipped with modern computer technolo-
gy, tablets, and smartphones for educaonal use is a key condion for developing the abili-
ty to apply modern technological soluons, especially during translaon courses. The best
possible preparaon of future translators for employment or for running their own business
in todays translaon market requires not only knowledge of solid translaon principles and
pracces but also digital prociency, the ability to crically assess and use available transla-
on tools as support aids, rather than as infallible sources or full replacements for develo-
ping one's own translaon competence and subject-maer experse.
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CONCLUSION
Translator educaon is currently undergoing an acve transformaon of its metho-
dological and pedagogical paradigm. AI is already being used in the pracce of teaching
foreign languages at universies, and its presence can no longer be ignored. Therefore, it is
necessary to iniate a scholarly discussion on the future role of AI in developing the profes-
sional training system for future translators.
We consider the use of automated translaon systems appropriate for deepening
students' translaon analysis skills and for idenfying and correcng errors in machine-
-translated texts. However, it is crucial that students independently edit and correct the
aws in the output. In university-level translator training, AI can be useful for praccing
internaonal translaon, enabling students to translate into and from dierent languages. It
is also reasonable to incorporate language assistants (such as ChatGPT) that provide helpful
ps and explanaons to students.
It is clear that fundamental research is needed to develop eecve methods of inte-
racon and collaboraon between future translators and AI. Despite its rapid advancement,
the idea that educaonal quality can be improved by relying solely on technology is a dan-
gerous path. It is essenal to preserve and support the rights of learners to freely crique,
make unconvenonal decisions, engage in meaningful communicaon, and receive pedago-
gical support in their personal development as translators.
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
e-ISSN: 1519-9029
rocessing and eding: Editora Ibero-Americana de Educação
Proofreading, formang, normalizaon and translaon
CRediT Author Statement
Acknowledgements: Special thanks to the reviewers for their valuable comments, whi-
ch helped improve the quality of the manuscript.
Funding: This research did not receive any specic grant from funding agencies in the
public, commercial, or not-for-prot sectors.
Conicts of interest: Authors declare no conict of interest.
Ethical approval: The research was conducted in accordance with ethical standards
applicable to educaonal studies. Parcipaon in the experiment was voluntary, and
informed consent was obtained from all student parcipants. As the research involved
minimal risk and educaonal procedures, no formal ethics commiee approval was
required under instuonal guidelines.
Data and material availability: All relevant data generated during the study are inclu-
ded in this arcle. Addional materials or anonymized datasets are available from the
corresponding author upon reasonable request.
Authors' contribuons: Elvir Akhmetshin: Conceptualizaon, supervision, manuscript
eding; Veronika Myakota: Methodology design, data collecon, experiment coordi-
naon; Inna Getskina: Data analysis, table preparaon, literature review; Apollinaria
Avruna: Dra wring, integraon of digital tools secon; Anna Basmanova: Review of
AI-related literature, formang of references; Diana Burenkova: Eding and proofre-
ading, translaon of academic terminology; Shukurjon Kurbanova: Discussion secon
draing, integraon of pedagogical references. All authors parcipated in the develo-
pment of the arcle's concept, contributed to the wring and revision of the manus-
cript, and approved the nal version for submission.