Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE),
Araraquara, v. 29, n. 00, e025118, 2025.
1
e-ISSN: 1519-9029
Revista on line de Política e Gestão Educacional
Online Journal of Policy and Educational Management
10.22633/rpge.v29i00.20975
O ESVAZIAMENTO DO SENTIDO DO
TRABALHO E DA PALAVRA DO PROFESSOR:
PERFORMATIVIDADE, PLATAFORMIZAÇÃO
E CONTROLE NA REDE ESTADUAL DE
EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO
EL VACIAMIENTO DE SENTIDO DEL TRABAJO Y
DE LA PALABRA DOCENTE: PERFORMATIVIDAD,
PLATAFORMIZACIÓN Y CONTROL EN LA RED DE
EDUCACIÓN DEL ESTADO DE SÃO PAULO
FADING OF LABOR AND TEACHER MEANING:
PERFORMATIVITY, PLATFORMIZATION AND CONTROL
IN THE PUBLIC EDUCATIONAL SYSTEM IN SÃO PAULO
Claudia Pereira de Pádua SABIA
1
claudia.sabia@unesp.br
Luana Lopes dos SANTOS
2
luana.lopes@unesp.br
Eduardo Guimarães MIELO
3
eduardo.mielo@unesp.br

Sabia, C. P. P., Santos, L. L., & Mielo, E. G. (2025). O esvaziamento do sendo do
trabalho e da palavra do professor: performavidade, plataformização e controle
na Rede Estadual de Educação de São Paulo. Revista on line de Políca e Gestão
Educacional, 29, e025118. hps://doi.org/10.22633/rpge.v29i00.20975
: 15/10/2025
: 25/11/2025
: 15/12/2025
: 28/12/2025
A pressão pelo cumprimento de metas estabelecidas nas ava-
liações de larga escala e o monitoramento dos professores pela ulização
das plataformas digitais vem esvaziando o sendo da prossão e exacer-
bando o controle sobre sua atuação, provocando adoecimento sico e
mental dos professores. Objevamos apresentar as polícas de avaliação
implementadas na Rede Estadual de Educação Paulista e discur sobre as
possíveis consequências e desaos para o trabalho docente. A metodolo-
gia uliza a abordagem qualitava e pesquisas de natureza bibliográca e
documental. As polícas de avaliação implementadas, juntamente com o
currículo padronizado, não conseguiram alcançar a tão almejada qualida-
de da educação. A plataformização da educação tem reduzido o papel do
professor a um mediador, sem autonomia para planejar qualquer aspecto
do seu trabalho. Destacamos ainda que as plataformas elevaram para ou-
tro patamar o controle dos docentes, incitando a vigilância em tempo real,
a punição e a perda de sendo do seu trabalho.
1 Universidade Estadual Paulista (UNESP),
Marília São Paulo (SP) Brasil. Professora As-
sistente do Departamento de Administração e
Supervisão Escolar (DASE) e do Programa de
Pós-graduação em Educação (PPGE/UNESP).
2 Universidade Estadual Paulista (UNESP),
Marília São Paulo (SP) Brasil. Licenciada em
Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia e
Ciências (FFC/UNESP) e Mestra pelo Programa
de Pós-graduação em Educação.
3 Universidade Estadual Paulista (UNESP),
Marília São Paulo (SP) Brasil. Licenciado
em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia e
Ciências (FFC/UNESP) e Mestrando no Pro-
grama de Pós-graduação em Educação.
2
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Avaliação de larga escala. Trabalho docente. Performa-
vidade. Plataformização. Controle.
RESUMEN: La presión para cumplir con los objevos establecidos en eva-
luaciones a gran escala y el monitoreo de los docentes mediante el uso de
plataformas digitales ha estado vaciando el sendo de la profesión y exa-
cerbando el control sobre su desempeño, causando enfermedades sicas y
mentales entre los docentes. Nuestro objevo es presentar las polícas de
evaluación implementadas en la Red de Educación del Estado de São Paulo
y discur las posibles consecuencias y desaos para el trabajo docente.
La metodología uliza un enfoque cualitavo e invesgación bibliográ-
ca y documental. Las polícas de evaluación implementadas, junto con el
currículo estandarizado, no han logrado alcanzar la tan deseada calidad
de educación. La plataformización de la educación ha reducido el rol del
docente al de un mediador, sin autonomía para planicar ningún aspecto
de su trabajo. También destacamos que las plataformas han elevado el
control de los docentes a otro nivel, incitando la vigilancia en empo real,
el casgo y la pérdida de sendo en su trabajo.
PALABRAS CLAVE: Evaluación a gran escala. Trabajo docente. Performavidad.
Plaormización. Control.
ABSTRACT: The pressure to meet goals set in large-scale assessments
and the monitoring of teachers through the use of digital plaorms has
been emptying the meaning of the profession and exacerbang control
over their performance, causing physical and mental illness among teach-
ers. We aim to present the assessment policies implemented in the São
Paulo State Educaon Network and discuss the possible consequences
and challenges for teaching work. The methodology uses a qualitave
approach and bibliographic and documentary research. The implemented
assessment policies, along with the standardized curriculum, have failed to
achieve the much-desired quality of educaon. The plaormizaon of edu-
caon has reduced the teacher's role to that of a mediator, without auton-
omy to plan any aspect of their work. We also highlight that the plaorms
have elevated the control of teachers to another level, incing real-me
surveillance, punishment, and a loss of meaning in their work.
KEYWORDS Large-scale assessment. Teaching labor. Performavity. Plat-
formizaon. Control.

 Prof. Dr. Sebasão de Souza Lemes
 Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
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e-ISSN: 1519-9029
INTRODUÇÃO
A políca de avaliação em larga escala na úlma década vem angindo patamares
assombrosos, com desdobramentos nefastos sobre professores, gestores, alunos e a função
social da escola, afetando parcularmente os processos de ensino e aprendizado do conheci-
mento cienco histórico-críco, da arte e da cultura, fundamentos da imaginação invenva
das crianças e jovens. O cenário observado na rede estadual paulista se destaca pela padro-
nização, pelo controle e pela cultura da accountability. Os rankings das avaliações locais e
internacionais passaram a exercer uma inuência signicava sobre gestores e professores,
fundamentando-se no princípio da jusça social, que busca garanr a equidade no acesso à
educação de qualidade. Contudo, essa métrica de avaliação impõe uma lógica de responsabi-
lização que, muitas vezes, desconsidera as parcularidades de cada escola e suas demandas
especícas.
Ao ulizar dessas avaliações para entender como a educação está se desenvolvendo,
os indicadores poderiam possibilitar às escolas reexões acerca dos resultados, podendo ser
ulizados para promover uma educação de qualidade. No entanto, é importante destacar que
esses indicadores não representam, por si só, toda a realidade do desempenho escolar dos
alunos nem a qualidade das escolas (Silva, 2016). As avaliações internas fazem parte do co-
diano escolar e servem como ferramenta diagnósca para os professores, auxiliando na reor-
ganização do ensino e no aprimoramento connuo das prácas pedagógicas. Essas avaliações
analisam diretamente o domínio dos conteúdos curriculares e a evolução da aprendizagem
de cada aluno e turma. A parr dos dados obdos, cabe a cada comunidade escolar realizar
uma autoavaliação, ajustando suas prácas e metodologias conforme necessário. Entretanto,
o papel da avaliação externa desconsidera tais aspectos.
As polícas pautadas na accountability são embasadas na governança, de forma que se
molde um novo padrão na sociedade sobre o que é qualidade na educação (Menezes, 2021).
A ingerência do setor privado permeia a gestão pública, implementando novos padrões de e-
ciência e ecácia, bem como a lógica de ranqueamento de escolas a parr de seus resultados.
Nessa lógica, observamos também o esvaziamento do sendo da palavra do professor que
com a implantação das plataformas digitais, dos slidese do controle sobre sua ulização não
encontra tempo para o exercício da reexão, da escuta, da dúvida e da sensibilidade. Como
nos adverte Silva Júnior (2025), a palavra que deveria ser espaço de invenção e de pensamen-
to, é domescada pela lógica do desempenho” (p. 2).
O objevo deste estudo é apresentar as polícas de avaliação implementadas na Rede
Estadual de Educação Paulista e reer sobre as possíveis consequências e desaos para o
trabalho docente. A metodologia uliza a abordagem qualitava e pesquisas de natureza
bibliográca e documental. Conforme Minayo (2014), a abordagem qualitava de pesquisa
possibilita captar signicados, valores e interpretações elaborados por sujeitos e instuições,
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O esvaziamento do sentido do trabalho e da palavra do professor: performatividade, plataformização e controle na Rede Estadual de Educação de São Paulo
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mostrando-se apropriada para invesgações voltadas à compreensão de fenômenos sociais de
maior complexidade. O percurso analíco adotará como referencial os aportes teóricos per-
nentes ao objeto de estudo. Tal análise será conduzida segundo uma perspecva que incorpo-
ra, dentre outras dimensões, a historicidade e a contextualização, pressupondo que os saberes
são construídos historicamente, situam-se em tramas sociais especícas e requerem exame
situado no tempo e no espaço de sua produção. A composição desse estudo foi organizado em
três seções, a saber: breve síntese do desenvolvimento das polícas de avaliação no Brasil com
ênfase no estado de São Paulo, a plataformização da educação pública paulista e o controle
dos trabalhadores desta Rede Estadual. Finalizamos o texto com as considerações nais.
O DESENVOLVIMENTO DAS POLÍTICAS DE AVALIAÇÃO
Desde o início do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (1994-1998) até
o presente, tem-se consolidado no campo educacional uma recongurão políca orientada
por diretrizes de agências mullaterais e atores do setor privado, cujos propósitos convergem
com as lógicas mercans. Na esteira do pensamento neoliberal, privilegia-se a homogeneiza-
ção dos currículos escolares e a organização dos processos formavos com base nos princípios
da adaptabilidade, da produvidade, do desempenho, da valorização por mérito e da orienta-
ção por metas.
Estudos como o de Bonamino (2002) apresentam o contexto do desenvolvimento das
polícas de avaliação no Brasil. A autora destaca que, no nal dos anos 80, havia o reconheci-
mento da inexistência de invesgações ciencas que mostrassem mais claramente o atendi-
mento educacional oferecido à população e seu peso sobre o desempenho dos alunos dentro
do sistema escolar. É sob esse cenário que as primeiras experiências de avaliação do ensino
fundamental e médio em nível nacional veram início.
Em 1990, foi criado o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), que avalia, a
cada dois anos, uma amostra dos alunos regularmente matriculados na 4ª e na 8ª série (6º e
ano) do ensino fundamental e no ano do ensino médio, em escolas públicas e privadas
localizadas em área urbana e rural. Conforme demonstram Bonamino e Souza (2012), embora
a elaboração dos testes leve à denição do que deve ser considerado fundamental em termos
de aprendizagem escolar, “[...] o SAEB, por ser amostral, apresentava baixo nível de interferên-
cia na vida das escolas e no currículo escolar” (p. 377).
Em 2005, houve um desmembramento do SAEB e foi criada a Avaliação Nacional do
Rendimento Escolar (ANRESC), conhecida como Prova Brasil, que passa a ser censitária. Com
base na literatura estudada, pudemos idencar que a mudança visava aumentar o conteúdo
informacional da avaliação e suas consequências sobre as escolas, pois permiu agregar à
perspecva diagnósca a noção de responsabilização (Bonamino & Sousa, 2012). Dois anos
após a criação da Prova Brasil, foi criado também o Índice de Desenvolvimento da Educação
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Claudia Pereira de Pádua SABIA, Luana Lopes dos SANTOS & Eduardo Guimarães MIELO
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Básica (IDEB), que pondera os resultados da Prova Brasil e dos indicadores de desempenho
captados pelo censo escolar (evasão, aprovação e reprovação). Este indicador varia de zero a
10,0 e a parr dele foram estabelecidas metas para as redes de ensino (estaduais e municipais)
e para as escolas. As autoras citadas apresentam que a Prova Brasil nha como objevo auxi-
liar 
, vi-
sando à melhoria da qualidade do ensino” (Bonamino & Sousa, 2012, p. 377, grifos nossos).
A parr de 2009, o Instuto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) distribuíram duas publicações em todas as
escolas públicas: a Matriz de Referência da Prova Brasil e do Saeb Ensino Fundamental e a
Matriz de Referência do Saeb – Ensino Médio e Ensino Fundamental, ambas com exemplos de
itens de edições anteriores comentados (Bonamino & Sousa, 2012). Consideramos relevante
tais publicações, pois, no início das avaliações de larga escala, buscavam idencar o currículo
das escolas para a elaboração das provas. Em 1997, vemos a distribuição dos Parâmetros
Curriculares, que funcionam como um guia para escolas. É a parr da implementação da Matriz
de Referência que estas vão determinaro currículo, uma vez que, para as escolas cumprirem
as metas do IDEB, deverão ministrar o conteúdo especicado nesses documentos regulatórios.
Bauer et al. (2015) reconhecem a ulidade das avaliações de larga escala, no sendo
de fornecer informações para o replanejamento pedagógico, mas quesonam o uso de seus
resultados para a gestão. Citam como exemplos de usos pela gestão o critério para alocação
de recursos nas escolas com melhores resultados, a denição de bônus para professores, a
elaboração de rankings entre escolas e seu entendimento como indicador único e principal de
qualidade de ensino, entre outros aspectos.
Destacamos este úlmo aspecto mencionado por Bauer et al. (2015), pois, após a
criação do IDEB e a ampla divulgação na mídia com o ranqueamento dos resultados, o refe-
rido índice foi gradavamente sendo idencado como indicador único e principal da qua-
lidade de ensino. Esta concepção de qualidade mercadológica tem como referência uma
visão de avaliação que toma o fenômeno educacional como algo previsível, mensurável e
unidimensional, de forma que não é considerada a mulplicidade da escola pública, igno-
rando a impossibilidade de se isolar ou de exercer controle sobre todas as variáveis que
afetam os resultados educacionais.
Freitas (2007) faz várias crícas a esta concepção de qualidade que não considera as
condições socioeconômicas dos alunos, as condições de trabalho dos professores e a infraes-
trutura das escolas, dentre outros aspectos. Do mesmo modo, crica a criação do IDEB.
o verdadeiro limite à universalização da melhoria da qualidade da escola é a própria
ideologia meritocráca liberal. Caso a avaliação se coloque a serviço dela, 

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O esvaziamento do sentido do trabalho e da palavra do professor: performatividade, plataformização e controle na Rede Estadual de Educação de São Paulo
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 como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB)
criado pelo MEC. (Freitas, 2007, p. 971, grifos nossos)
Essa perspecva evidencia a complexidade dos sistemas educacionais e convida à re-
exão sobre os impactos das reformas educavas. Quando se nota as transformações decor-
rentes das avaliações externas em larga escala e seus reexos nas escolas, observa-se que
os resultados podem divergir signicavamente das intenções de uma avaliação que vise a
melhoria da qualidade da educação (Perboni & Di Giorgi, 2025).
Quando a avaliação em larga escala resume a qualidade da educação sem pensar em
qualquer outro aspecto, é possível destacar modelos de accountability educacional tomando
forma. Uma das consequências são os constrangimentos públicos e normavos que controlam
e regulam a ação de professores e gestores. A falta de informações ou mudanças na conduta
dos agentes pode gerar desacordos com os interesses dos estudantes e famílias. Assim, prover
informações independentes sobre o desempenho escolar em disciplinas-chave geraria incen-
vos para educadores focarem em tarefas que elevem o desempenho. Caso a divulgação não
baste, atrelam-se recompensas e sanções às escolas com base nesse desempenho (Schneider
& Rosrola, 2023).
Após esta breve apresentação sobre as avaliações de larga escala à nível nacional e as
crícas que as mesmas vêm suscitando, passamos para apresentá-las no estado de São Paulo,
que é o foco deste estudo.
Seguindo as diretrizes das reformas promovidas no plano federal durante o governo
FHC, o estado de São Paulo também passou por transformações em suas polícas educacio-
nais. Na gestão do governador Mário Covas (PSDB), entre 1995 e 1998, a Secretária Estadual
da Educação, Teresa Roserley Neubauer da Silva, liderou a formulação e execução de uma am-
pla reestruturação na rede pública paulista, promovendo alterações signicavas nos âmbitos
da organização escolar, da gestão e do ensino.
Em São Paulo, as avaliações de larga escala veram início no ano de 1996 com a criação
do Sistema Estadual de Avaliação do Rendimento Escolar (Saresp). Conforme a resolução SE n.
27, o objevo do Saresp era:
Subsidiar a Secretaria de Educação na tomada de decisão quanto a políca educacio-
nal; Vericar o desempenho dos alunos da educação básica para fornecer informações
a todas as instâncias do sistema de ensino  -
 de
modo a aprimorá-la, 
, capacitação e o estabelecimento de metas para o projeto de
cada escola. (São Paulo, 1996, grifos nossos)
7
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Claudia Pereira de Pádua SABIA, Luana Lopes dos SANTOS & Eduardo Guimarães MIELO
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Embora os objevos declarados na criação do Saresp apontassem para uma perspec-
va de uma avaliação diagnósca, buscando subsidiar a capacitação docente, a revisão da
proposta pedagógica da escola e a ulização dos resultados da avaliação para o planejamento
escolar, os estudos realizados sobre esta avaliação indicam outros direcionamentos e conse-
quências de sua implantação.
Destacamos também a criação do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado
de São Paulo (Idesp) em 2007, cuja composição considera as variáveis de desempenho no
Saresp e uxo escolar, por intermédio do qual se denem as metas de curto e longo prazo
dirigidas às escolas e atreladas a incenvos na remuneração dos prossionais da educação —
conhecida popularmente como políca de bonicação (Torrezan et al., 2018).
A implementação do IDESP como um índice determinante da qualidade educacional
paulista intensicou a pressão sobre professores e alunos. A vinculação dos salários docentes
aos resultados dessas avaliações fomenta uma cultura de compeção que pode comprome-
ter o caráter pedagógico do ensino (Jacomini et al., 2021). Os professores tornam-se, assim,
meros reprodutores de conteúdos previamente estabelecidos, distanciando-se de uma práca
educava que valorize o pensamento críco e a contextualização dos conhecimentos.
O estudo denominado “20 anos de produções ciencas sobre o SARESP (1996-2016):
reexões acerca dos desdobramentos na práca docente e da privazação” apresenta como
síntese dos trabalhos analisados:
uso dos resultados para planejar e replanejar o trabalho escolar; -

; imposição de um ritmo único para a aprendizagem; incidência
sobre as prácas avaliavas nas escolas e treinamento dos estudantes para o SARESP.
(Torrezan et al., 2018, p. 1325, grifos nossos)
Poderíamos detalhar vários aspectos das pesquisas realizadas, exemplicando de
que forma foi ocorrendo a padronização, o controle e a limitação da autonomia docente.
Entretanto, por limites da própria pesquisa, buscamos destacar o aspecto do controle que
vinha acontecendo com o Saresp desde 2008, após a implementação da Proposta Curricular
de São Paulo. Diante das rédeas impostas, Jesus (2014, como citado em Santos & Sabia, 2015)
observou a vigilância do trabalho do professor por parte da equipe gestora da escola em que
desenvolveu a pesquisa: “O coordenador pedagógico passou a acompanhar as aulas dos do-
centes, vericando como eles têm aplicado a proposta curricular em sala de aula” (p. 378).
A Proposta Curricular de São Paulo é parte do Programa São Paulo Faz a Escola (SPFE).
Jacomini et al. (2021, p. 1) consideram que a implantação deste Programa é uma tentava
de remodelar a escola com um currículo baseado nas pedagogias das habilidades e compe-
tências. Para os autores, essas polícas curriculares implementadas no Estado de São Paulo
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reproduzem o “tripé de uma nova agenda” de polícas públicas, baseada em accountability,
controle e padronização, alterando o sendo da qualidade da educação, reduzido ao escopo
da aprendizagem”. É importante destacar que, durante os úlmos 30 anos (1995-2025) do go-
verno paulista sob o comando do Pardo da Social Democracia Brasileira (PSDB) e do Pardo
Republicanos, a políca educacional paulista teve duas medidas que veram sérias consequ-
ências na organização do trabalho nas escolas e na autonomia docente: os sistemas de ava-
liação externa baseados em provas estandardizadas e a adoção de currículos padronizados.
Nas próximas seções, nos debruçarmos sobre o desenvolvimento das polícas educacionais
paulistas mais recentes (2020-2025).
A PLATAFORMIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA PAULISTA
Com o pretexto de solucionar os baixos índices educacionais do Brasil, a incorpora-
ção de novas tecnologias no contexto educacional brasileiro é apresentada como ferramenta
necessária para a reconguração do mundo do trabalho no novo milênio. Tais pressupostos
alinham-se aos princípios e objevos de instuições internacionais, como o Banco Mundial, e
organizações nacionais, como Instuto Ayrton Senna, Fundação Lemann, Instuto Arcor, entre
outras.
Compreendemos o que se congura como crise educacional” como um projeto de
enfraquecimento da educação pública, ulizado para juscar a implementação de iniciavas
de empresas privadas e o redirecionamento de recursos públicos para essas endades. A in-
uência dessas empresas tem dado o tom das polícas educacionais no Brasil, promovendo
iniciavas tecnológicas que ampliam as formas de controle e gestão pautadas em padrões de
eciência do mercado.
O setor educacional, já pressionado antes pelas mudanças na conguração da Reforma
do Ensino Médio (Lei nº 13.145/17), sofreu novas implicações com o advento da pandemia de
covid-19. Como solução para o distanciamento social, as infraestruturas digitais das empresas
privadas encontraram uma oportunidade para expandir seus lucros, alinhando-se às novas for-
mas de organização do Estado. Acompanhamos uma impressionante aceleração do processo
de digitalização da educação e, em pouco tempo, professores, estudantes e demais prossio-
nais da área educacional veram de se adaptar às novas exigências.
Em meio a um cenário educacional caracterizado por defasagens na aprendizagem,
evasão de estudantes e índices de analfabesmo, o governo de São Paulo passou a adotar, em
2020, um conjunto de ferramentas digitais voltadas ao ensino. A iniciava buscava comple-
mentar as avidades presenciais e minimizar os impactos causados pelas restrições impostas
pela pandemia de SARS-CoV-2. No discurso ocial, essas soluções tecnológicas se juscavam
pela promessa de elevar os patamares de qualidade da educação, parndo do pressuposto de
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que a ampliação da oferta de tarefas resultaria, automacamente, na melhoria dos indicado-
res da área.
Por concentrar o maior conngente de alunos da educação básica pública brasileira
— cerca de 3,5 milhões de estudantes distribuídos em mais de 5,3 mil escolas, com um corpo
docente de aproximadamente 190 mil prossionais —, a rede estadual paulista exerce pa-
pel estratégico na formulação de rumos para o ensino no país. Trata-se de um verdadeiro
campo de experimentação de polícas públicas educacionais. Como observa Venco (2016),
a reestruturação do aparelho de Estado levada adiante pelo governo federal encontrou ter-
reno férl em unidades da federação cujos governos comparlhavam da mesma orientação
políca. Inspirando-se nos fundamentos da Nova Gestão Pública (NGP), o estado mais rico da
Federação aprofundou mecanismos de aproximação entre a administração pública e a lógica
de mercado, privilegiando critérios de desempenho e meritocracia.
Alinhado com empresas de tecnologia educacional as chamadas EdTechs —, o go-
verno do estado de São Paulo adquiriu diversos serviços digitais com a juscava de omizar
os índices educacionais da rede estadual paulista. Entre as armadilhas das plataformas digi-
tais, está a falsa crença de oferecerem um serviço gratuito de apoio a estudantes, professores
e gestores, além de promover a omização de resultados e índices. Entretanto, esse serviço
possui um custo muito elevado.
Apresentaremos alguns exemplos de plataformas digitais e suas nalidades. Iniciamos
com o Khan Academy, que se apresenta como uma organização sem ns lucravos, cujo obje-
vo é oferecer ferramentas pedagógicas para professores e estudantes, com exercícios prácos,
vídeos educavos e outros disposivos. A plataforma é manda por endades como Bank
of America, Ann e John Doerr, Bill & Melinda Gates Foundaon e Fundação Lemann (Khan
Academy, 2025; Fundação Lemann, 2025). Sua função ideológica é facilmente idencável:
seus mantenedores e patrocinadores pertencem ao alto escalão da burguesia mundial. Em
suas propagandas, o ideal de educação burguesa se apresenta sob a juscava de uma for-
mação com ulidade, parndo de uma concepção de mundo especíca. Sem qualquer men-
ção ao pensamento críco, a plataforma promove a oferta de um melhor desenvolvimento
escolar e, consequentemente, um maior sucesso na vida prossional futura.
Outra plataforma vinculada a uma gigante da tecnologia é a Alura, uma startup liga-
da ao Google (Alura, 2025; Google for Educaon, 2025). Entre seus parceiros estão empre-
sas como Mercado Livre, SulAmérica, Santander, Porto Seguro, Caixa, Grupo Globo, TOTVS,
Samsung, Nubank, Itaú e Stone. Seu objevo é oferecer conteúdo sobre programação, ciência
de dados, design, inovação e inteligência arcial. A plataforma propõe desenvolver com-
petências” que permitam aos alunos compreenderem noções básicas de programação em
diferentes áreas, preparando-os para se tornarem futuros prossionais com oportunidades
diferenciadas no mercado de trabalho.
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Outras diversas plataformas estão presentes no fazer pedagógico da rede estadual
paulista de ensino, como é o caso do Mac e o Me Salva!, além de plataformas diretamente
ligadas ao governo, como é o caso do Tarefa SP, Redação SP, Prepara SP, Elefante Letrado,
entre outras. Plataformas doadas de seus desenvolvedores, como o Khan Academy e o Me
Salva!, representaram, segundo publicações no Diário Ocial do Estado, um valor esmado
em R$ 40 milhões de reais para cada uma, referentes ao uso do material em um período
de 18 meses. A Alura foi adquirida por R$ 30,8 milhões para o uso no mesmo prazo (Mello,
2024). Já a plataforma Elefante Letrado teve previsão de licitações na ordem de R$ 17,3 mi-
lhões (Maos, 2024).
Em vista de oferecer suporte à implantação das plataformas digitais, a Secretaria de
Educação de São Paulo realizou invesmentos na aquisição de equipamentos como tablets,
laptops, computadores, além da contratação de serviços privados de internet e conexão por
rede wireless (Wi-Fi). Concomitantemente, recusou a compra de livros oriundos do Programa
Nacional do Livro Didáco, decisão que implicou na desistência de mais de 10 milhões de
obras didácas ao custo aproximado de R$ 120 milhões de reais, segundo esmavas (Maos,
2023). No lugar dos livros impressos, o governo anunciou a oferta de slides e materiais pró-
prios da rede estadual, disponibilizados pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
(SEDUC-SP) em formato digital. O material didáco seria oriundo de doações de empresas ou
adquiridos pelo próprio estado.
No nal de abril de 2024, o Secretário de Educação Renato Feder anunciou estar ava-
liando a viabilidade do uso de técnicas de inteligência arcial generava para a correção das
avidades dos estudantes, as quais deveriam ser feitas obrigatoriamente por intermédio de
uma plataforma digital. Ao mesmo tempo, o governo estadual comunicou a ulização de uma
versão do ChatGPT para produzir aulas digitais, que deverão ser ulizadas de maneira imposi-
va pelos professores.
Diante dessas negociações, ca evidente que, além das plataformas estarem vincu-
ladas a grupos de poder, as empresas fornecedoras de equipamentos desempenham papéis
centrais na dinâmica de classes que envolve a organização do ensino público da rede estadual
de São Paulo. O desno dos recursos empreendidos revela uma prioridade contundente da
Secretaria de Educação do estado, evidenciando seu alinhamento conceitual e ideológico com
as instuições empresariais responsáveis pelas plataformas.
Dessa forma, as EdTechs, por meio de suas soluções digitais como plataformas de
ensino, sowares pedagógicos, sistemas avaliavos e aplicavos —, vêm progressivamente
estabelecendo e impondo as competências que consideram centrais para os processos de en-
sino, aprendizagem e avaliação nas escolas, incidindo diretamente sobre estudantes e educa-
dores. Esses instrumentos passaram a operar como disposivos de supervisão e regulação da
práca docente, ampliando as possibilidades de acompanhamento em tempo real por parte
da gestão escolar (Lu et al., 2021, como citado em Viegas & Lamb, 2025).
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Segundo Williamson et al. (2022, como citado em Viegas & Lamb, 2025), a denominada
plataformização da educação teve seu início no nal da década de 1990, nos Estados Unidos
e em outros países, quando os sistemas informácos de processamento de dados passaram a
integrar polícas centradas na responsabilização, avaliação e comparação baseada no desem-
penho. Nas úlmas décadas, observa-se a ampliação dessas tecnologias digitais em polícas e
prácas educavas, considerando os fatores internos, como a preexistência de uma estrutura
oligopolista de capitais e ensino, e fatores externos, como a intensicação da presença des-
sas tecnologias nas escolas e redes educacionais. Exemplos dessa expansão incluem o pacto
Digital Educaon Acon Plan (2021-2027), estabelecido em 2020 na União Europeia, e a pro-
mulgação da Políca Nacional de Educação Digital no Brasil, em 2023.
Autores como Palermo et al. (2020) apontam quatro fenômenos que acompanham o
trabalho mediado por tecnologias digitais nas avidades docentes: precarização, apropriação
do trabalho cognivo, tensão entre autonomia e subordinação e diminuição das fronteiras
entre mundo da vida e mundo do trabalho. Essa maquinaria vem modicando a concepção
de trabalho docente, uma vez que possui uma capacidade de agência em alterar as formas de
como as pessoas percebem, pensam e reagem. O que tem dado origem, segundo os autores,
ao conceito de “trabalhador ciborge” (Palermo et al., 2020, p. 2).
A narrava de autonomia, avanços e de uma educação integrada à tecnologia, em-
pregada pelas EdTechs e pelo governo estadual de São Paulo, não se traduz na práca. Essas
propostas são incapazes de serem alcançadas, justamente porque o foco de sua ulização é
o controle sobre a práca pedagógica e a instauração de uma nova dinâmica de trabalho. As
estratégias ulizadas pelas plataformas educacionais estão predominantemente centradas na
produção de dados e indicadores em tempo real. Ressalte-se que a geração desses dados não
é genérica, tampouco arbitrária, mas ulizados objevamente para reduzir a autonomia peda-
gógica e intelectual dos professores.
Para Woodcok (2020, como citado em Viegas & Lamb, 2025), os mecanismos con-
temporâneos de vigilância da práca docente viabilizam o acompanhamento integral e ins-
tantâneo da distribuição da jornada de cada prossional. Essas informações, processadas
em forma de algoritmos, passam a operar como instrumentos de regulação, coerção e mo-
delagem das interações no ambiente escolar. Nesse contexto de reconguração da avidade
docente, a precarização do trabalho na atualidade, marcada pela inserção dos prossionais
em ambientes digitais gerenciados por plataformas, revela-se indissociável da lógica algorít-
mica que a sustenta.
Segundo Franco et al. (2010), as condições constantes de precarização na vida do tra-
balhador “são processos de dominação que mesclam insegurança, incerteza, sujeição, com-
peção, proliferação da desconança e do individualismo, sequestro do tempo e da subjevi-
dade” (p. 231). Os algoritmos não apenas permitem o monitoramento do trabalho docente,
como também estão sendo ulizados para ranqueamentos entre professores e escolas.
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Os professores se veem obrigados a administrar o desempenho dos estudantes e super-
visionar seu acesso nas plataformas. Ao monitorar esses acessos, a Secretaria de Educação ins-
tuiu uma avaliação de desempenho dos professores, o que permite direcionar a cobrança. Tais
medidas aumentaram a pressão sobre o corpo docente e contribuíram para o adoecimento dos
professores, além de provocar um esvaziamento curricular, pois os docentes precisam priorizar o
tempo dedicado para essas ferramentas em detrimento do ensino propriamente dito.
Consequentemente, a função docente perde, gradualmente, seu direito e autonomia
para pesquisar, ensinar, divulgar e discur ideias e conhecimentos sem interferências exter-
nas. O que se exige dos professores e gestores escolares é angir indicadores posivos que
garantam a permanência desses prossionais na rede no ano seguinte. Além da constante
pressão por resultados, a promessa da bonicação por resultados, que contribui para a
compeção entre os professores e escolas, bem como a ocorrência de falsicação de dados,
como a manipulação da frequência dos alunos e das porcentagens de conclusão das avida-
des. As condições de contratos temporários, como a Categoria O, os baixos salários e a desmo-
bilização políca da categoria facilitam a atuação do secretário.
No entanto, a realidade das escolas da rede pública estadual segue marcada pela
evasão escolar, pela falta de manutenção e pelo adoecimento constante do corpo docente.
Os materiais e as plataformas digitais ignoram questões de acessibilidade e inclusão para
estudantes com deciências e décits formavos. Angir essas metas podem parecer im-
possíveis para muitas realidades escolares, mas não impediu que a cobrança por parte da
Secretaria connuasse.
Para que essa visão padronizada de ensino se sustente, torna-se necessária a constru-
ção de um modelo abstrato de estudante, ou seja, uma referência ideal que, no entanto, igno-
ra a mulplicidade de corpos, trajetórias e contextos presentes em uma rede extensa e diversa
como a paulista. Esse aluno ccio acaba por representar apenas uma parcela limitada dos
jovens reais que ocupam as salas de aula. Como resultado, aqueles que escapam a esse perl
idealizado frequentemente enfrentam maiores cobranças ou são progressivamente excluídos
do percurso educacional.
Essa mudança nas condições de trabalho do professor, reduzido ao papel de mero me-
diador ou facilitador, condiz com a concepção de um sistema privado de ensino digital que
oferece: o currículo; o planejamento pedagógico; os planos de aula; os conteúdos; os mate-
riais de apoio; os exercícios, provas e exames com correções automácas; os planos perso-
nalizados para cada aluno, de acordo com suas necessidades idencadas pelo sistema; e as
avaliações por desempenho e engajamento dos alunos e professores nas plataformas (Seki,
2025). Nesse sistema, no qual a empresa determina os conteúdos e as formas pedagógicas do
processo escolar, quais funções intelectuais especícas permanecem sob a responsabilidade
do professor?
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Reunimos elementos sucientes para demonstrar que a políca educacional se encon-
tra subordinada aos interesses do capital, instância que dene quais competências docentes
devem ser adquiridas ou aperfeiçoadas. A noção de formação connuada do professor, nesse
contexto, não se orienta pelas reais necessidades da práca pedagógica, mas responde às
exigências do mercado corporavo em sua busca por lucravidade. Tal dinâmica engendra um
ambiente marcado pela precarização da carreira docente, no qual o medo, a instabilidade e
a insegurança se intensicam diante da fragilização quando não da ausência de direitos
trabalhistas consolidados.
O CONTROLE DOS TRABALHADORES DA REDE ESTADUAL PAULISTA
Conforme exposto nas seções anteriores, a rede estadual de ensino, nas devidas par-
cularidades do estado de São Paulo, tem passado por transformações signicavas nas úlmas
décadas, marcadas pela crescente intensicação da aplicação de avaliações em larga escala.
Através dos resultados dessas avaliações, as polícas de accountability promovem uma cultura
de responsabilização que redene a práca docente, submetendo-a a critérios de eciência e
produvidade, modelos picos do setor privado. Essa dinâmica, analisada à luz das contribui-
ções da losoa moderna e de outros estudos recentes sobre polícas educacionais, revela
um cenário em que o controle do trabalho docente se exerce por meio de disposivos de vigi-
lância, pressão por desempenho e padronização curricular, com profundas implicações para a
educação pública de qualidade.
Encontramos consonância no pensamento de Foucault (2011), uma vez que o autor
apresenta como, a parr do século XVIII, a jusça penal abandonou os casgos espetaculares
e violentos em favor de técnicas mais renadas de controle, como a prisão, que não apenas
pune, mas também disciplina, corrige e normaliza os indivíduos. A coleta massiva de dados
dos ambientes escolares pode ser interpretada como uma extensão das tecnologias discipli-
nares, em que métricas e estascas servem não apenas para descrever, mas para moldar
condutas. O panópco, como modelo arquitetônico e metafórico, ilustra como a vigilância
constante internaliza o controle, fazendo com que os indivíduos se autorregulem, mesmo na
ausência de um observador direto.
Em modelos mais atuais, Bauman (2014) demonstra a liquefação desse modelo. Para
o autor, a vida atual se congura num modelo pós-panópco. O inspetor central não precisa
estar presente ao considerar que ele ange domínios inalcançáveis (Bauman, 2014). O enga-
jamento mútuo entre vigia e vigiado se dissolve. Nesse novo paradigma, a arquitetura sica
torna-se redundante: “a arquitetura das tecnologias eletrônicas pelas quais o poder se arma
nas mutáveis e móveis organizações atuais torna a arquitetura de paredes e janelas ampla-
mente redundante” (Bauman, 2014, p. 8).
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Deleuze, citado pelo autor, descreve essa nova conguração como uma “sociedade
de controle”, onde a vigilância cresce menos como uma árvore rígida (o panópco) e mais
como ervas daninhas (Bauman, 2014, p. 7), inltrando-se de forma capilar e difusa. Essa
lógica pode ser aplicada a tecnologias contemporâneas de vigilância digital, como sowa-
res de monitoramento de produvidade ou sistemas de crédito social, que operam sob a
mesma premissa: a ameaça da observação permanente modica comportamentos sem a
necessidade de punições sicas.
Silva e Carolei (2024), por meio do relatório Educação em um Cenário de Plataformização
e de Economia dos Dados: Problemas e Conceitos, apresentam uma análise críca sobre o
crescente impacto das plataformas digitais na educação, destacando os desaos que afetam a
autonomia de estudantes e professores. O capitalismo de vigilância”, descrito pelas autoras,
é uma forma de monitorar o comportamento dos usuários e empregam algoritmos de inte-
ligência arcial para prever e inuenciar suas ações, o que pode comprometer a liberdade
de escolha e a autonomia dos estudantes e professores. Além disso, ocorre a possibilidade
de criar-se uma dependência tecnológica, que tende a dicultar o desenvolvimento de solu-
ções locais, aumentando a subordinação das empresas que fornecem tais programas. Essas
ferramentas, embora juscadas como necessárias para a gestão eciente, funcionam como
instrumentos de controle panópco, nos quais a simples possibilidade de scalização constan-
te é suciente para induzir comportamentos de conformidade. Como apontam Mendonça
Neto et al. (2015), a tecnologia, nesse contexto, não serve apenas para facilitar o trabalho
docente, mas para torná-lo mensurável e, portanto, passível de avaliação e punição.
A vinculação de bonicações salariais e premiações aos resultados do Saresp e do
IDESP (São Paulo, 2024a, 2024b) reforça a lógica da “sociedade do desempenho”, descrita por
Han (2019). Nessa perspecva, os professores são levados a internalizar a cobrança por pro-
duvidade, transformando-a em uma obrigação moral. A criação da Prova Ouro e do Provão
Paulista, que instui a premiação de discentes e docentes a parr dos resultados do Saresp,
intensica a ideia meritocráca para a valorização da carreira docente.
A “sociedade do desempenho” de Han (2019) opera por meio de uma sul e interna-
lizada lógica de que querer é o suciente para alcançar. O cerne dessa transformação está na
passagem da exploração externa para a autoexploração. Na contemporaneidade neoliberal,
os indivíduos são convocados a se entender como empresários de si mesmos”, responsáveis
por seu próprio sucesso e fracasso. Essa narrava meritocráca, que parece empoderadora,
na verdade cria uma pressão constante por desempenho, produvidade e omização de todas
as esferas da vida. O sujeito da sociedade do desempenho não precisa mais de alguém que o
vigie, já que ele mesmo se torna seu próprio capataz, internalizando as exigências do sistema
e desenvolvendo uma relação obsessiva com metas e resultados.
Almeida (2021) ressalta que a divulgação dos resultados sempre foi um elemento es-
sencial na políca de avaliação estadual, mesmo antes de sua consolidação formal, conforme
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indicado nos documentos ociais que a fundamentaram. Essa transparência visava tanto à
responsabilização dos agentes públicos pelos resultados quanto ao acesso da sociedade às
informações sobre as escolas estaduais. Segundo publicações da Seduc, esse processo contri-
buiria para a melhoria da qualidade da educação no estado. A forma como o Saresp foi divul-
gado, tanto nos meios ociais — primeiro através dos relatórios impressos e, posteriormente,
pelas plataformas digitais — quanto em veículos da grande imprensa reforçou uma associação
recorrente entre os resultados e expressões como “baixa qualidade do ensino”, “precariedade
do ensino fundamental” e “fracasso escolar(Almeida, 2021, p. 98). Essa abordagem, desvin-
culada de uma análise críca sobre os fatores históricos e sociais que inuenciam o desempe-
nho escolar, contribuiu para consolidar no imaginário colevo a percepção de que a educação
pública paulista enfrenta uma crise crônica.
Projetos como o Prêmio Excelência Educacional (São Paulo, 2024c) prometem reco-
nhecimento e recursos nanceiros às escolas e prossionais que angirem metas pré-esta-
belecidas, mas, na práca, criam um ciclo de autoexploração. O discurso de que os professo-
res podem angir os resultados esperados por meio de um discurso meritocráco mascara a
coercividade dessas polícas, pois, ao mesmo tempo em que exalta a autonomia docente,
impõe um regime de compeção que desconsidera as condições materiais e sociais do ensino.
Quando as metas não são alcançadas, a culpa recai sobre os professores, gerando senmentos
de fracasso e esgotamento.
Para Han (2019), essa sensação é um reexo do neoliberalismo, que cria uma patologia
de exaustão na sociedade. Os professores, por exemplo, são levados a comper consigo mes-
mos e com seus pares, perseguindo metas de desempenho muitas vezes descoladas das reais
necessidades educacionais. O discurso da qualidade e da eciência, aparentemente neutro,
esconde uma racionalidade que transforma a práca educava em um jogo de números, onde
o que não pode ser medido perde valor. A hiperavidade substui a reexão pedagógica, e o
cansaço crônico torna-se sintoma de um sistema que exige sempre mais, sem nunca queso-
nar os fundamentos dessas exigências. Em outras palavras, terceiriza-se a cobrança do angi-
mento das metas entre os próprios docentes.
No entanto, ao concentrar recursos exclusivamente em instuições com alto desempe-
nho, a medida acentua as desigualdades educacionais e promovem um declínio constante da
qualidade da educação, uma vez que escolas em contextos vulneráveis, que são marcadas
pela falta de infraestrutura e suporte, são ainda mais marginalizadas. Além disso, condicionar
a parcipação estudanl ao cumprimento de metas (São Paulo, 2024d) reduz a presença do
estudante a uma ferramenta de controle, esvaziando seu potencial como espaço de formação
políca e emancipação. Em operação conjunta, as escolas, que passam a receber cada vez
menos recursos, dicilmente conseguem angir a meta estabelecida.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo teve por nalidade apresentar breves considerações sobre as polícas de
avaliação implementadas na Rede Estadual de Educação Paulista e reer sobre as consequên-
cias e desaos para o trabalho docente que vão sendo tecidas no limiar dos novos tempos. Os
dados e análises apresentadas nesta pesquisa nos convidam a considerar a não efevação da
tão almejada qualidade da educação nesses 30 anos de polícas de avaliação. Alinhadas a uma
concepção de currículo padronizado e plataformizado, essas medidas restringem e ressigni-
cam a concepção de qualidade da educação para qualidade da aprendizagem. Compreender
como esse modelo neoliberal tem afetado a educação se faz necessário para que os pesquisa-
dores, endades associavas, sindicatos e movimentos sociais organizados busquem formas
de rever essas polícas que trazem consigo efeitos devastadores.
A nalidade da escola extrapola a dimensão cogniva, justamente por não poder so-
mente valorizar conteúdos restritos de português e a matemáca, mas garanr o tempo, o es-
paço e as ferramentas necessárias para o desenvolvimento de valores, da conscienzação de
direitos e deveres e da emancipação dos sujeitos. Em síntese, os alunos têm direito a uma for-
mação humana e cabe à escola e seus prossionais assegurar o cumprimento dessa prerroga-
va. Nesse sendo, defendemos também outra qualidade para a escola pública que se contra-
põe à qualidade mercadológica idencada em indicadores quantavos como o IDEB/IDESP.
Nos referimos à qualidade social que abarca as seguintes dimensões: Acesso e Permanência,
Éca e Valores, Diversidade/Diferença, Relações Interpessoais, Trabalho Pedagógico/Práca
Pedagógica, Trabalho Colevo, Conhecimentos, Cricidade, Parcipação, Auto-organização
dos sujeitos e o Compromisso social da escola (Bertagna et al., 2020).
Em relação às consequências para o trabalho docente, os estudos apresentam seus
efeitos nefastos. A plataformização da educação na rede estadual paulista tem reduzido o
papel do professor a um mediador ou facilitador, sem autonomia para pensar e planejar qual-
quer aspecto do seu trabalho, pois tudo foi pensado e planejado pelas empresas privadas
que venderam seus produtos e serviços ao governo estadual. Com a ulização de tais plata-
formas, destacamos ainda que se elevou para outro patamar o controle do trabalho docente
iniciado pelas avaliações externas. O que podemos notar é que a vigilância acontece em tem-
po real, a punição se torna cada vez mais intensa e a perda de sendo do trabalho docente se
intensica com o adoecimento e a exaustão dos professores, que constantemente são exigidos
ao máximo para produzir resultados ao invés de considerar a qualidade da educação por meio
de uma perspecva diferente das métricas neoliberais.
É necessário contrapor o professor avaliado, mulfuncional e desqualicado ao pro-
fessor pensante, sujeito histórico inserido em relações de disputa de poder e luta de classe.
Não se trata de aumentar o número de tecnologias educacionais digitais para a realização de
tarefas, mas sim de promover nos professores uma profunda compreensão sobre as condições
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sociais e históricas que determinam a escola e o processo educacional nos quais os educandos
e educadores estão inseridos atualmente como sujeitos históricos.
Consideramos como desaos ao uso dos resultados das avaliações de larga escala e
seu restrito signicado de qualidade, somados a plataformização, a necessidade de reconstruir
sendos para o trabalho docente. A busca pelos resultados quancáveis tem inviabilizado a
possibilidade da escuta, da dúvida e da sensibilidade. Parafraseando Silva Júnior (2025), so-
mente quando a fala do professor recuperar seu poder de nomear o mundo mesmo que
tropeçando, mesmo que hesitando será possível inaugurar outros modos de exisr e pensar
na escola capturada.
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Não aplicável.
Financiamento: O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financia-
mento 001.
: Declaramos que não há conito de interesse de qualquer na-
tureza, seja políco, comercial, acadêmico ou pessoal.
: Não houve necessidade de aprovação de comitê de éca por se
tratar de uma pesquisa apenas de cunho teórico.
: Toda a bibliograa ulizada se encontra dispo-
nível na internet.
: CPPS: introdução, contextualização; análise de dados; me-
todologia; administração do projeto; escrita e revisão. LLS: discussão; análise de dados;
escrita e revisão. EGM: discussão; análise de dados; escrita, revisão e normalização.

Revisão, formatação, normalização e tradução
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FADING OF LABOR AND TEACHER MEANING:
PERFORMATIVITY, PLATFORMIZATION AND
CONTROL IN THE PUBLIC EDUCATIONAL
SYSTEM IN SÃO PAULO
O ESVAZIAMENTO DO SENTIDO DO TRABALHO E
DA PALAVRA DO PROFESSOR: PERFORMATIVIDADE,
PLATAFORMIZAÇÃO E CONTROLE NA REDE ESTADUAL
DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO
EL VACIAMIENTO DE SENTIDO DEL TRABAJO Y
DE LA PALABRA DOCENTE: PERFORMATIVIDAD,
PLATAFORMIZACIÓN Y CONTROL EN LA RED DE
EDUCACIÓN DEL ESTADO DE SÃO PAULO
Claudia Pereira de Pádua SABIA
1
claudia.sabia@unesp.br
Luana Lopes dos SANTOS
2
luana.lopes@unesp.br
Eduardo Guimarães MIELO
3
eduardo.mielo@unesp.br
How to reference this paper:
Sabia, C. P. P., Santos, L. L., & Mielo, E. G. (2025). Fading of labor and teacher
meaning: performavity, plaormizaon and control in the public educaonal
system in São Paulo. Revista on line de Políca e Gestão Educacional, 29, e025118.
hps://doi.org/10.22633/rpge.v29i00.20975
Submied: 05/11/2025
Revisions required: 25/11/2025
Approved: 15/12/2025
Published: 28/12/2025
ABSTRACT: The pressure to meet goals set in large-scale assessments
and the monitoring of teachers through the use of digital plaorms has
been emptying the meaning of the profession and exacerbang control
over their performance, causing physical and mental illness among teach-
ers. We aim to present the assessment policies implemented in the São
Paulo State Educaon Network and discuss the possible consequences
and challenges for teaching work. The methodology uses a qualitave ap-
proach and bibliographic and documentary research. The implemented
assessment policies, along with the standardized curriculum, have failed
to achieve the much-desired quality of educaon. The plaormizaon of
educaon has reduced the teachers role to that of a mediator, without
autonomy to plan any aspect of their work. We also highlight that the
plaorms have elevated the control of teachers to another level, incing
real-me surveillance, punishment, and a loss of meaning in their work.
1 São Paulo State University (UNESP), Marília
– São Paulo (SP) – Brazil. Assistant Professor in
the Department of School Administration and
Supervision (DASE) and the Postgraduate Pro-
gram in Education (PPGE/UNESP)..
2 São Paulo State University (UNESP), Marília
São Paulo (SP) Brazil. Licentiate’s degree
in Social Sciences from the Faculty of Philoso-
phy and Sciences (FFC/UNESP) and Masters
degree from the Postgraduate Program in
Education.
3 São Paulo State University (UNESP), Marília
– São Paulo (SP) – Brazil. Licentiate’s degree in
Pedagogy from the Faculty of Philosophy and
Sciences (FFC/UNESP) and Master’s student in
the Postgraduate Program in Education.
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KEYWORDS: Large-scale assessment. Teaching labor. Performavity. Plat-
formizaon. Control.
RESUMO: A pressão pelo cumprimento de metas estabelecidas nas aval-
iações de larga escala e o monitoramento dos professores pela ulização
das plataformas digitais vem esvaziando o sendo da prossão e exac-
erbando o controle sobre sua atuação, provocando adoecimento sico e
mental dos professores. Objevamos apresentar as polícas de avaliação
implementadas na Rede Estadual de Educação Paulista e discur sobre as
possíveis consequências e desaos para o trabalho docente. A metodolo-
gia uliza a abordagem qualitava e pesquisas de natureza bibliográca
e documental. As polícas de avaliação implementadas, juntamente com
o currículo padronizado, não conseguiram alcançar a tão almejada quali-
dade da educação. A plataformização da educação tem reduzido o papel
do professor a um mediador, sem autonomia para planejar qualquer as-
pecto do seu trabalho. Destacamos ainda que as plataformas elevaram
para outro patamar o controle dos docentes, incitando a vigilância em
tempo real, a punição e a perda de sendo do seu trabalho.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação de larga escala. Trabalho docente. Per-
formavidade Plataformização. Controle.
RESUMEN: La presión para cumplir con los objevos establecidos en eva-
luaciones a gran escala y el monitoreo de los docentes mediante el uso de
plataformas digitales ha estado vaciando el sendo de la profesión y exa-
cerbando el control sobre su desempeño, causando enfermedades sicas y
mentales entre los docentes. Nuestro objevo es presentar las polícas de
evaluación implementadas en la Red de Educación del Estado de São Paulo
y discur las posibles consecuencias y desaos para el trabajo docente.
La metodología uliza un enfoque cualitavo e invesgación bibliográ-
ca y documental. Las polícas de evaluación implementadas, junto con el
currículo estandarizado, no han logrado alcanzar la tan deseada calidad
de educación. La plataformización de la educación ha reducido el rol del
docente al de un mediador, sin autonomía para planicar ningún aspecto
de su trabajo. También destacamos que las plataformas han elevado el
control de los docentes a otro nivel, incitando la vigilancia en empo real,
el casgo y la pérdida de sendo en su trabajo.
PALABRAS CLAVE: Evaluación a gran escala. Trabajo docente. Performavidad.
Plaormización. Control.
Arcle submied to the similarity system
Editor: Prof. Dr. Sebasão de Souza Lemes
Deputy Execuve Editor: Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
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Claudia Pereira de Pádua SABIA, Luana Lopes dos SANTOS & Eduardo Guimarães MIELO
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INTRODUCTION
Large-scale assessment policies over the last decade have reached alarming levels,
with harmful consequences for teachers, administrators, students, and the social funcon of
schools, parcularly aecng the teaching and learning of historical-crical scienc knowl-
edge, art, and culture, which are fundamental to the invenve imaginaon of children and
young people. The scenario observed in the São Paulo state school system is notable for its
standardizaon, control, and culture of accountability. Local and internaonal assessment
rankings have come to exert a signicant inuence on administrators and teachers, based on
the principle of social jusce, which seeks to ensure equity in access to quality educaon.
However, this assessment metric imposes a logic of accountability that oen disregards the
parcularies of each school and its specic demands.
By using these assessments to understand how educaon is developing, the indicators
could enable schools to reect on results and could be used to promote quality educaon.
However, it is important to note that these indicators do not, on their own, represent the full
reality of students’ academic performance or the quality of schools (Silva, 2016). Internal as-
sessments are part of everyday school life and serve as a diagnosc tool for teachers, helping
to reorganize teaching and connuously improve pedagogical pracces. These assessments
directly analyze the mastery of curriculum content and the learning progress of each student
and class. Based on the data obtained, it is up to each school community to conduct a self-as-
sessment, adjusng its pracces and methodologies as necessary. However, the role of exter-
nal assessment disregards these aspects.
Policies based on accountability are grounded in governance, shaping a new stand-
ard in society for what constutes quality in educaon (Menezes, 2021). The private sectors
interference permeates public management, implemenng new standards of eciency and
eecveness, as well as the logic of ranking schools based on their results. In this logic, we also
observe the emptying of the meaning of the word teacher, who, with the implementaon of
digital plaorms, slides, and control over their use, nds no me for reecon, listening, ques-
oning, and sensivity. As Silva Júnior (2025) warns us, “the word, which should be a space for
invenon and thought, is domescated by the logic of performance” (p. 2).
The objecve of this study is to present the assessment policies implemented in the
São Paulo State Educaon System and reect on the possible consequences and challenges for
teaching work. The methodology uses a qualitave approach and bibliographic and documen-
tary research. According to Minayo (2014), the qualitave research approach makes it possi-
ble to capture meanings, values, and interpretaons developed by subjects and instuons,
proving to be appropriate for invesgaons aimed at understanding more complex social phe-
nomena. The analycal process will adopt as a reference the theorecal contribuons relevant
to the object of study. This analysis will be conducted from a perspecve that incorporates,
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among other dimensions, historicity and contextualizaon, assuming that knowledge is con-
structed historically, situated in specic social contexts, and requires examinaon situated in
the me and space of its producon. This study is organized into three secons: a brief sum-
mary of the development of assessment policies in Brazil, with an emphasis on the state of São
Paulo; the plaormizaon of public educaon in São Paulo; and the control of workers in this
state system. We conclude the text with nal remarks.
THE DEVELOPMENT OF EVALUATION POLICIES
Since the beginning of Fernando Henrique Cardoso’s rst term (1994-1998) to the
present, a polical reconguraon has been consolidated in the eld of educaon, oriented
by guidelines from mullateral agencies and private sector actors, whose purposes converge
with market logic. In the wake of neoliberal thinking, priority is given to the homogenizaon
of school curricula and the organizaon of educaonal processes based on the principles of
adaptability, producvity, performance, merit-based evaluaon, and goal orientaon.
Studies such as that of Bonamino (2002) present the context of the development of
assessment policies in Brazil. The author points out that, in the late 1980s, there was recogni-
on of the lack of scienc research that more clearly showed the educaonal services oered
to the populaon and their impact on student performance within the school system. It was
against this backdrop that the rst experiences of evaluang elementary and secondary edu-
caon at the naonal level began.
In 1990, the Basic Educaon Assessment System (SAEB) was created, which assesses,
every two years, a sample of students regularly enrolled in the 4th and 8th grades (6th and 9th
years) of elementary school and in the 3rd year of high school, in public and private schools
located in urban and rural areas. As Bonamino and Souza (2012) demonstrate, although the
development of tests leads to the denion of what should be considered fundamental in
terms of school learning, “[...] SAEB, because it is sample-based, had a low level of interference
in the life of schools and in the school curriculum” (p. 377).
In 2005, SAEB was dismantled and the Naonal School Performance Assessment
(ANRESC), known as Prova Brasil, was created, which became a census-based assessment.
Based on the literature studied, we were able to idenfy that the change aimed to increase the
informaonal content of the assessment and its consequences for schools, as it allowed the
noon of accountability to be added to the diagnosc perspecve (Bonamino & Sousa, 2012).
Two years aer the creaon of Prova Brasil, the Basic Educaon Development Index (IDEB)
was also created, which weighs the results of Prova Brasil and the performance indicators cap-
tured by the school census (dropout, pass, and fail rates). This indicator ranges from zero to
10.0 and was used to establish goals for educaon systems (state and municipal) and schools.
The authors cited above state that the Prova Brasil aimed to assist government ocials in
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decisions about the allocaon of technical and nancial resources and in seng goals and
implemenng pedagogical and administrave acons,aiming to improve the quality of ed-
ucaon (Bonamino & Sousa, 2012, p. 377, emphasis added).
Starng in 2009, the Anísio Teixeira Naonal Instute for Educaonal Studies and
Research (Inep) and the Ministry of Educaon (MEC) distributed two publicaons to all public
schools: the Matriz de Referência da Prova Brasil e do Saeb – Ensino Fundamental [Reference
Matrix for the Prova Brasil and Saeb Elementary School] and the Matriz de Referência do
Saeb Ensino Médio e Ensino Fundamental [Reference Matrix for Saeb High School and
Elementary School], both with examples of items from previous edions with comments
(Bonamino & Sousa, 2012). We consider these publicaons relevant because, at the beginning
of large-scale assessments, they sought to idenfy the schools’ curriculum for the prepara-
on of tests. In 1997, the Curriculum Parameters were distributed, which serve as a guide for
schools. It is based on the implementaon of the Reference Matrix that schools will deter-
mine” the curriculum, since, in order for schools to meet the IDEB goals, they must teach the
content specied in these regulatory documents.
Bauer et al. (2015) recognize the usefulness of large-scale assessments in providing
informaon for pedagogical replanning, but queson the use of their results for management
purposes. They cite as examples of management uses the criteria for allocang resources to
schools with the best results, the denion of bonuses for teachers, the creaon of rankings
among schools, and their understanding as the sole and main indicator of teaching quality,
among other aspects.
We highlight this last aspect menoned by Bauer et al. (2015) because, aer the crea-
on of the IDEB and its widespread disseminaon in the media with the ranking of results, this
index was gradually idened as the sole and main indicator of teaching quality. This concept
of market quality is based on an assessment approach that views educaon as something pre-
dictable, measurable, and one-dimensional, failing to consider the diversity of public schools
and ignoring the impossibility of isolang or controlling all the variables that aect educaonal
outcomes.
The implementaon of IDEB as a determining index of educaonal quality has inten-
sied pressure on teachers and students. Linking teachers’ salaries to the results of these
assessments fosters a culture of compeon that can compromise the pedagogical nature of
teaching (Jacomini et al., 2021). Teachers thus become mere reproducers of previously estab-
lished content, distancing themselves from an educaonal pracce that values crical thinking
and the contextualizaon of knowledge.
Freitas (2007) makes several cricisms of this concept of quality, which does not take
into account the socioeconomic condions of students, the working condions of teachers,
and school infrastructure, among other aspects. Similarly, the author cricizes the creaon of
IDEB.
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the real limit to the universal improvement of school quality is the liberal meritocrat-
ic ideology itself. If evaluaon is placed at its service, then it will be limited to measuring
merit and concealing social inequality in the form of “neutral” indicators such as the Basic
Educaon Development Index (IDEB) created by MEC. (Freitas, 2007, p. 971, emphasis added)
This perspecve highlights the complexity of educaonal systems and invites reec-
on on the impacts of educaonal reforms. When we look at the transformaons resulng
from large-scale external assessments and their impact on schools, we see that the results can
diverge signicantly from the intenons of an assessment aimed at improving the quality of
educaon (Perboni & Di Giorgi, 2025).
When large-scale assessment summarizes the quality of educaon without considering
any other aspect, it is possible to highlight models of educaonal accountability taking shape.
One of the consequences is the public and regulatory constraints that control and regulate the
acons of teachers and administrators. The lack of informaon or changes in the conduct of
agents can generate disagreements with the interests of students and families. Thus, providing
independent informaon on school performance in key subjects would generate incenves for
educators to focus on tasks that improve performance. If disclosure is not enough, rewards
and sancons are linked to schools based on this performance (Schneider & Rosrola, 2023).
Aer this brief presentaon on large-scale assessments at the naonal level and the
cricism they have aracted, we will now turn to their implementaon in the state of São
Paulo, which is the focus of this study.
Following the guidelines of the reforms promoted at the federal level during the FHC
administraon, the state of São Paulo also underwent changes in its educaonal policies.
During the administraon of Governor Mário Covas (PSDB), between 1995 and 1998, the State
Secretary of Educaon, Teresa Roserley Neubauer da Silva, led the formulaon and imple-
mentaon of a comprehensive restructuring of the São Paulo public school system, promong
signicant changes in the areas of school organizaon, management, and teaching.
In São Paulo, large-scale assessments began in 1996 with the creaon of the State
School Performance Assessment System (Saresp). According to SE Resoluon No. 27, the ob-
jecve of Saresp was:
Support the Secretary of Educaon in decision-making regarding educaonal policy;
Monitor the performance of students in basic educaon to provide informaon to all
levels of the educaon system that supports the training of teaching sta; reorient
the pedagogical approach of schools in order to improve it, enable the arculaon of
assessment results with school planning, training, and the establishment of goals for
each school’s project. (São Paulo, 1996, emphasis added)
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Although the stated objecves in the creaon of Saresp pointed to a diagnosc as-
sessment perspecve, seeking to support teacher training, review the school’s pedagogical
proposal, and use the assessment results for school planning, studies conducted on this as-
sessment indicate other direcons and consequences of its implementaon.
We also highlight the creaon of the São Paulo State Educaon Development Index
(IDESP) in 2007, whose composion considers the variables of performance in Saresp and
school ow, through which short and long-term goals are dened for schools and linked to
incenves in the remuneraon of educaon professionals—popularly known as the bonus
policy (Torrezan et al., 2018).
The implementaon of IDESP as a determining index of educaonal quality in São Paulo
has intensied pressure on teachers and students. Linking teachers’ salaries to the results of
these assessments fosters a culture of compeon that can compromise the pedagogical na-
ture of teaching (Jacomini et al., 2021). Teachers thus become mere reproducers of previously
established content, distancing themselves from an educaonal pracce that values crical
thinking and the contextualizaon of knowledge.
The study entled “20 years of scienc producons on SARESP (1996-2016): reec-
ons on the developments in teaching pracce and privazaon” presents a summary of the
works analyzed:
use of results to plan and replan school work; standardizaon and narrowing of the
curriculum; direcon and control of teaching work; limitaon of teacher autonomy;
imposion of a single pace for learning; impact on assessment pracces in schools and
training of students for SARESP. (Torrezan et al., 2018, p. 1325, emphasis added)
We could detail various aspects of the research carried out, giving examples of how
standardizaon, control, and limitaon of teacher autonomy occurred. However, due to the
limitaons of the research itself, we sought to highlight the aspect of control that had already
been happening with Saresp since 2008, aer the implementaon of the São Paulo Curriculum
Proposal. Faced with the imposed restricons, Jesus (2014, as cited in Santos & Sabia, 2015)
observed the surveillance of teachers’ work by the management team of the school where the
research was conducted: The pedagogical coordinator began to monitor teachers’ classes,
checking how they have applied the curriculum proposal in the classroom” (p. 378).
The São Paulo Curriculum Proposal is part of the São Paulo Faz a Escola Program (SPFE).
Jacomini et al. (2021, p. 1) consider that the implementaon of this Program is an aempt to
remodel schools with a curriculum based on skills and competencies pedagogies. For the au-
thors, these curriculum policies implemented in the State of São Paulo reproduce the “tripod
of a new agenda” of public policies, based on accountability, control, and standardizaon,
altering the meaning of quality educaon, reduced to the scope of “learning.It is important
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to note that, during the last 30 years (1995-2025) of the São Paulo government under the
Brazilian Social Democracy Party (PSDB) and the Republicans Party, São Paulo’s educaon-
al policy had two measures that had serious consequences on the organizaon of work in
schools and teacher autonomy: external evaluaon systems based on standardized tests and
the adopon of standardized curricula. In the following secons, we will focus on the develop-
ment of the most recent educaonal policies in São Paulo (2020-2025).
THE PLATFORMIZATION OF PUBLIC EDUCATION IN SÃO PAULO
Under the pretext of solving Brazil’s low educaonal standards, the incorporaon of
new technologies into the Brazilian educaonal context is presented as a necessary tool for
reconguring the world of work in the new millennium. These assumpons are in line with
the principles and objecves of internaonal instuons such as the World Bank and naon-
al organizaons such as the Ayrton Senna Instute, the Lemann Foundaon, and the Arcor
Instute, among others.
We understand what constutes an educaonal crisis” as a project to weaken public
educaon, used to jusfy the implementaon of private company iniaves and the redirec-
on of public resources to these enes. The inuence of these companies has set the tone
for educaonal policies in Brazil, promong technological iniaves that expand forms of con-
trol and management based on market eciency standards.
The educaon sector, already under pressure from changes in the conguraon of the
Secondary Educaon Reform (Law No. 13,145/17), suered further implicaons with the ad-
vent of the covid-19 pandemic. As a soluon to social distancing, the digital infrastructures of
private companies found an opportunity to expand their prots, aligning themselves with the
new forms of state organizaon. We witnessed an impressive acceleraon in the digizaon of
educaon, and in a short me, teachers, students, and other professionals in the educaonal
eld had to adapt to the new requirements.
Amid an educaonal scenario characterized by learning gaps, student dropout rates,
and illiteracy rates, the government of São Paulo began to adopt a set of digital tools for teach-
ing in 2020. The iniave sought to complement in-person acvies and minimize the impacts
caused by the restricons imposed by the SARS-CoV-2 pandemic. In ocial discourse, these
technological soluons were jused by the promise of raising the quality of educaon, based
on the assumpon that expanding the range of tasks would automacally result in improved
indicators in the area.
As it concentrates the largest conngent of students in Brazilian public basic educa-
on—around 3.5 million students distributed across more than 5,300 schools, with a teaching
sta of approximately 190,000 professionals—the São Paulo state school system plays a strate-
gic role in seng the direcon for educaon in the country. It is a real tesng ground for public
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educaon policies. As Venco (2016) observes, the restructuring of the state apparatus carried
out by the federal government found ferle ground in states whose governments shared the
same polical orientaon. Inspired by the principles of New Public Management (NPM), the
richest state in the Federaon deepened mechanisms for bringing public administraon closer
to market logic, favoring performance criteria and meritocracy.
In alignment with educaonal technology companies—known as EdTechs—the São
Paulo state government acquired various digital services with the juscaon of opmizing
the educaonal indicators of the São Paulo state school system. Among the pialls of digital
plaorms is the false belief that they oer a free support service to students, teachers, and
administrators, in addion to promong the opmizaon of results and indices. However, this
service comes at a very high cost.
We will present some examples of digital plaorms and their purposes. We begin with
Khan Academy, a non-prot organizaon whose goal is to oer educaonal tools for teachers
and students, with praccal exercises, educaonal videos, and other resources. The plaorm
is maintained by enes such as Bank of America, Ann and John Doerr, Bill & Melinda Gates
Foundaon, and Lemann Foundaon (Khan Academy, 2025; Fundação Lemann, 2025). Its ide-
ological funcon is easily idenable: its maintainers and sponsors belong to the upper eche-
lons of the global bourgeoisie. In its adversements, the ideal of bourgeois educaon is pre-
sented under the juscaon of useful training, based on a specic worldview. Without any
menon of crical thinking, the plaorm promotes the oer of beer academic development
and, consequently, greater success in future professional life.
Another plaorm linked to a tech giant is Alura, a startup connected to Google (Alura,
2025; Google for Educaon, 2025). Among its partners are companies such as Mercado Livre,
SulAmérica, Santander, Porto Seguro, Caixa, Grupo Globo, TOTVS, Samsung, Nubank, Itaú, and
Stone. Its goal is to oer content on programming, data science, design, innovaon, and ar-
cial intelligence. The plaorm aims to develop “skills” that enable students to understand ba-
sic programming concepts in dierent areas, preparing them to become future professionals
with unique opportunies in the job market.
Several other plaorms are used in the São Paulo state school system, such as Mac
and Me Salva!, as well as plaorms directly linked to the government, such as Tarefa SP, Redação
SP, Prepara SP, Elefante Letrado, among others. Plaorms donated by their developers, such
as Khan Academy and Me Salva!, represented, according to publicaons in the State Ocial
Gazee, an esmated value of R$ 40 million reais for each, referring to the use of the material
over an 18-month period. Alura was acquired for R$ 30.8 million for use over the same period
(Mello, 2024). The Elefante Letrado plaorm, on the other hand, had a forecast bid of around
R$ 17.3 million (Maos, 2024).
In order to support the implementaon of digital plaorms, the São Paulo Secretariat
of Educaon invested in the purchase of equipment such as tablets, laptops, and computers,
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in addion to contracng private internet services and wireless network connecons (Wi-Fi).
At the same me, it refused to purchase books from the Naonal School Book Program, a deci-
sion that resulted in the withdrawal of more than 10 million educaonal works at an esmated
cost of approximately R$ 120 million (Maos, 2023). Instead of printed books, the government
announced that it would oer slides and materials from the state network, made available by
the São Paulo State Secretariat of Educaon (Seduc-SP) in digital format. The teaching materi-
als would come from donaons from companies or be purchased by the state itself.
At the end of April 2024, Secretary of Educaon Renato Feder announced that he was
evaluang the feasibility of using generave arcial intelligence techniques to correct stu-
dent assignments, which would be required to be done through a digital plaorm. At the same
me, the state government announced the use of a version of ChatGPT to produce digital les-
sons, which teachers would be required to use.
In light of these negoaons, it is clear that, in addion to the plaorms being linked
to powerful groups, equipment suppliers play a central role in the class dynamics involved in
the organizaon of public educaon in the São Paulo state school system. The desnaon of
the resources invested reveals a clear priority of the State Secretariat of Educaon, highlight-
ing its conceptual and ideological alignment with the business instuons responsible for the
plaorms.
Thus, EdTechs, through their digital soluons—such as teaching plaorms, educaonal
soware, assessment systems, and applicaons—have progressively established and imposed
the competencies they consider central to the teaching, learning, and assessment processes
in schools, directly aecng students and educators. These instruments have come to operate
as devices for supervising and regulang teaching pracce, expanding the possibilies for re-
al-me monitoring by school management (Lu et al., 2021, as cited in Viegas & Lamb, 2025).
According to Williamson et al. (2022, as cited in Viegas & Lamb, 2025), the so-called
plaormizaon of educaon began in the late 1990s in the United States and other countries,
when computerized data processing systems began to integrate policies focused on account-
ability, assessment, and performance-based comparison. In recent decades, there has been
an expansion of these digital technologies in educaonal policies and pracces, considering
internal factors, such as the pre-existence of an oligopolisc structure of capital and educa-
on, and external factors, such as the intensicaon of the presence of these technologies
in schools and educaonal systems. Examples of this expansion include the Digital Educaon
Acon Plan (2021-2027) pact, established in 2020 in the European Union, and the enactment
of the Naonal Digital Educaon Policy in Brazil in 2023.
Authors such as Palermo et al. (2020) point to four phenomena that accompany digital-
ly mediated work in teaching acvies: precariousness, appropriaon of cognive work, ten-
sion between autonomy and subordinaon, and blurring of the boundaries between the world
of life and the world of work. This machinery has been changing the concept of teaching work,
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as it has the capacity to alter the ways in which people perceive, think, and react. According
to the authors, this has given rise to the concept of the cyborg worker” (Palermo et al., 2020,
p. 2).
The narrave of autonomy, progress, and technology-integrated educaon employed
by EdTechs and the state government of São Paulo does not translate into pracce. These
proposals are unachievable precisely because their focus is on controlling pedagogical prac-
ce and establishing a new work dynamic. The strategies used by educaonal plaorms are
predominantly centered on the producon of real-me data and indicators. It should be noted
that the generaon of this data is neither generic nor arbitrary, but is used objecvely to re-
duce the pedagogical and intellectual autonomy of teachers.
For Woodcok (2020, as cited in Viegas & Lamb, 2025), contemporary mechanisms for
monitoring teaching pracces enable comprehensive and instantaneous monitoring of each
professional’s distribuon of working hours. This informaon, processed in the form of algo-
rithms, begins to operate as instruments for regulang, coercing, and modeling interacons in
the school environment. In this context of reconguring teaching acvity, the current precari-
ousness of work, marked by the inseron of professionals into digital environments managed
by plaorms, proves to be inseparable from the algorithmic logic that sustains it.
According to Franco et al. (2010), the constant condions of precariousness in the life
of workers “are processes of dominaon that combine insecurity, uncertainty, subjecon,
compeon, the proliferaon of mistrust and individualism, and the hijacking of me and
subjecvity(p. 231). Algorithms not only allow for the monitoring of teaching work, but are
also being used to rank teachers and schools.
Teachers are forced to manage student performance and supervise their access to plat-
forms. By monitoring this access, the Secretariat of Educaon has instuted a teacher perfor-
mance evaluaon, which allows for targeted accountability. These measures have increased
pressure on faculty and contributed to teacher illness, in addion to causing a curriculum gap,
as teachers must priorize me spent on these tools over teaching itself.
Consequently, the teaching role is gradually losing its right and autonomy to research,
teach, disseminate, and discuss ideas and knowledge without external interference. What is
required of teachers and school administrators is to achieve posive indicators that guarantee
the permanence of these professionals in the system in the following year. In addion to the
constant pressure for results, there is the promise of performance bonuses, which contributes
to compeon among teachers and schools, as well as the falsicaon of data, such as the ma-
nipulaon of student aendance and acvity compleon rates. The condions of temporary
contracts, such as Category O, low salaries, and the polical demobilizaon of the category
facilitate the acons of the secretary.
However, the reality of state public schools connues to be marked by high dropout
rates, lack of maintenance, and constant illness among teaching sta. Digital materials and
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plaorms ignore issues of accessibility and inclusion for students with disabilies and learning
decits. Achieving these goals may seem impossible for many schools, but this has not pre-
vented the Secretariat from connuing to demand compliance.
In order to sustain this standardized view of teaching, it is necessary to build an ab-
stract model of the student, that is, an ideal reference that ignores the mulplicity of bod-
ies, trajectories, and contexts present in an extensive and diverse school system such as São
Paulo’s. This conal student ends up represenng only a limited poron of the real young
people who occupy classrooms. As a result, those who do not t this idealized prole oen
face greater demands or are progressively excluded from the educaonal path.
This change in teachers’ working condions, reduced to the role of mere mediators or
facilitators, is consistent with the concept of a private digital educaon system that oers: the
curriculum; pedagogical planning; lesson plans; content; support materials; exercises, tests,
and exams with automac correcons; personalized plans for each student, according to their
needs idened by the system; and assessments of student and teacher performance and en-
gagement on the plaorms (Seki, 2025). In this system, in which the company determines the
content and pedagogical methods of the school process, what specic intellectual funcons
remain under the responsibility of the teacher?
We have gathered sucient evidence to demonstrate that educaonal policy is sub-
ordinate to the interests of capital, which denes which teaching skills should be acquired or
improved. In this context, the noon of connuing teacher training is not guided by the real
needs of pedagogical pracce, but responds to the demands of the corporate market in its
pursuit of protability. This dynamic engenders an environment marked by the precariousness
of the teaching career, in which fear, instability, and insecurity intensify in the face of the weak-
ening—if not the absence—of consolidated labor rights.
CONTROL OF WORKERS IN THE SÃO PAULO STATE SYSTEM
As discussed in previous secons, the state educaon system in São Paulo has un-
dergone signicant changes in recent decades, marked by the increasing use of large-scale
assessments. Through the results of these assessments, accountability policies promote a
culture of responsibility that redenes teaching pracce, subjecng it to the criteria of ef-
ciency and producvity typical of the private sector. This dynamic, analyzed in light of the
contribuons of modern philosophy and other recent studies on educaonal policies, re-
veals a scenario in which control over teaching work is exercised through surveillance devic-
es, pressure for performance, and curriculum standardizaon, with profound implicaons
for quality public educaon.
This is consistent with Foucaults (2011) thinking, since the author shows how, from
the 18th century onwards, criminal jusce abandoned spectacular and violent punishments in
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favor of more rened techniques of control, such as imprisonment, which not only punishes
but also disciplines, corrects, and normalizes individuals. The massive collecon of data from
school environments can be interpreted as an extension of disciplinary technologies, in which
metrics and stascs serve not only to describe but also to shape behavior. The panopcon,
as an architectural and metaphorical model, illustrates how constant surveillance internalizes
control, causing individuals to self-regulate, even in the absence of a direct observer.
In more recent models, Bauman (2014) demonstrates the liquefacon of this model.
For the author, life today is congured in a post-panopc model. The central inspector does not
need to be present, considering that he reaches unaainable domains (Bauman, 2014). The
mutual engagement between watcher and watched dissolves. In this new paradigm, physical
architecture becomes redundant: “the architecture of electronic technologies through which
power asserts itself in today’s changing and mobile organizaons makes the architecture of
walls and windows largely redundant” (Bauman, 2014, p. 8).
Deleuze, quoted by the author, describes this new conguraon as a control society,
where surveillance grows less like a rigid tree (the panopcon) and more like weeds (Bauman,
2014, p. 7), inltrang in a capillary and diuse way. This logic can be applied to contemporary
digital surveillance technologies, such as producvity monitoring soware or social credit sys-
tems, which operate under the same premise: the threat of permanent observaon modies
behavior without the need for physical punishment.
Silva and Carolei (2024), in their report “Educaon in a plaorm and data economy
scenario: problems and concepts”, present a crical analysis of the growing impact of digital
plaorms on educaon, highlighng the challenges that aect the autonomy of students and
teachers. The “surveillance capitalism” described by the authors is a way of monitoring user
behavior and employing arcial intelligence algorithms to predict and inuence their acons,
which can compromise the freedom of choice and autonomy of students and teachers. In ad-
dion, there is the possibility of creang technological dependence, which tends to hinder the
development of local soluons, increasing the subordinaon of companies that provide such
programs. These tools, although jused as necessary for ecient management, funcon as
instruments of panopc control, in which the mere possibility of constant surveillance is su-
cient to induce compliant behavior. As Mendonça Neto et al. (2015) point out, technology, in
this context, serves not only to facilitate teaching work, but also to make it measurable and,
therefore, subject to evaluaon and punishment.
Linking salary bonuses and awards to Saresp and IDESP results (São Paulo, 2024a,
2024b) reinforces the logic of the “performance societydescribed by Han (2019). From this
perspecve, teachers are led to internalize the demand for producvity, transforming it into
a moral obligaon. The creaon of the Prova Ouro and Provão Paulista tests, which award
students and teachers based on Saresp results, reinforces the meritocrac idea of valuing the
teaching career.
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Han’s (2019) “performance societyoperates through a subtle and internalized logic
that wanng is enough to achieve. At the heart of this transformaon is the shi from external
exploitaon to self-exploitaon. In contemporary neoliberalism, individuals are called upon
to see themselves as entrepreneurs of themselves,responsible for their own success and
failure. This meritocrac narrave, which seems empowering, actually creates constant pres-
sure for performance, producvity, and opmizaon in all spheres of life. The subject of the
performance society no longer needs someone to watch over them, as they become their own
overseer, internalizing the demands of the system and developing an obsessive relaonship
with goals and results.
Almeida (2021) points out that the disseminaon of results has always been an es-
senal element in state assessment policy, even before its formal consolidaon, as indicated
in the ocial documents that provided its basis. This transparency was aimed both at hold-
ing public ocials accountable for results and at providing society with access to informaon
about state schools. According to publicaons by Seduc, this process would contribute to im-
proving the quality of educaon in the state. The way in which Saresp was disseminated, both
in the ocial media—rst through printed reports and later through digital plaorms—and in
the mainstream press reinforced a recurring associaon between the results and expressions
such as “low quality of educaon,“precariousness of elementary educaon,and “school fail-
ure” (Almeida, 2021, p. 98). This approach, disconnected from a crical analysis of the histor-
ical and social factors that inuence school performance, contributed to consolidang in the
collecve imaginaon the percepon that public educaon in São Paulo faces a chronic crisis.
Projects such as the Prêmio Excelência Educacional [Educaonal Excellence Award] (São
Paulo, 2024c) promise recognion and nancial resources to schools and professionals who
achieve pre-established goals, but in pracce, they create a cycle of self-exploitaon. The dis-
course that teachers can achieve the expected results through a meritocrac approach masks
the coercive nature of these policies, because while it praises teacher autonomy, it imposes a
compeve regime that disregards the material and social condions of teaching. When goals
are not achieved, the blame falls on teachers, generang feelings of failure and exhauson.
For Han (2019), this feeling is a reecon of neoliberalism, which creates a pathology
of exhauson in society. Teachers, for example, are led to compete with themselves and their
peers, pursuing performance goals that are oen disconnected from real educaonal needs.
The seemingly neutral discourse of quality and eciency hides a raonality that transforms
educaonal pracce into a game of numbers, where what cannot be measured loses value.
Hyperacvity replaces pedagogical reecon, and chronic fague becomes a symptom of a
system that always demands more, without ever quesoning the basis for these demands. In
other words, the responsibility for achieving goals is outsourced to the teachers themselves.
However, by concentrang resources exclusively on high-performing instuons, the
measure accentuates educaonal inequalies and promotes a steady decline in the quality
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of educaon, since schools in vulnerable contexts, which are already marked by a lack of in-
frastructure and support, are further marginalized. Furthermore, condioning student par-
cipaon on the fulllment of goals (São Paulo, 2024d) reduces the students presence to a
tool of control, emptying its potenal as a space for polical educaon and emancipaon. In
joint operaon, schools, which receive fewer and fewer resources, are unlikely to achieve the
established goal.
FINAL REMARKS
The purpose of this study was to present brief consideraons on the assessment poli-
cies implemented in the São Paulo State Educaon System and to reect on the consequences
and challenges for teaching work that are emerging at the dawn of this new era. The data and
analyses presented in this research invite us to consider the failure to achieve the much-de-
sired quality of educaon in these 30 years of assessment policies. Aligned with a standardized
and plaorm-based curriculum, these measures restrict and reframe the concept of quality
educaon to quality learning. Understanding how this neoliberal model has aected educa-
on is necessary for researchers, associaons, unions, and organized social movements to
seek ways to review these policies and their devastang eects.
The purpose of school goes beyond the cognive dimension, precisely because it can-
not only value restricted content in Portuguese and mathemacs, but must also guarantee
the me, space, and tools necessary for the development of values, awareness of rights and
dues, and the emancipaon of individuals. In short, students have the right to a humanisc
educaon, and it is up to the school and its professionals to ensure that this prerogave is ful-
lled. In this sense, we also advocate for another quality for public schools that contrasts with
the market-based quality idened in quantave indicators such as IDEB/IDESP. We refer to
social quality, which encompasses the following dimensions: Access and Permanence, Ethics
and Values, Diversity/Dierence, Interpersonal Relaonships, Pedagogical Work/Pedagogical
Pracce, Collecve Work, Knowledge, Crical Thinking, Parcipaon, Self-organizaon of indi-
viduals, and the school’s Social Commitment (Bertagna et al., 2020).
Regarding the consequences for teaching work, studies show their harmful eects. The
plaormizaon of educaon in the São Paulo state network has reduced the role of teachers
to that of mediators or facilitators, without the autonomy to think about and plan any aspect
of their work, since everything has already been thought out and planned by the private com-
panies that sold their products and services to the state government. We also highlight that
the use of such plaorms has taken the control of teaching work, which began with external
evaluaons, to another level. What we can see is that surveillance happens in real me, pun-
ishment becomes increasingly intense, and the loss of meaning in teaching work intensies
with the illness and exhauson of teachers, who are constantly required to produce results to
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the maximum instead of considering the quality of educaon from a perspecve other than
neoliberal metrics.
It is necessary to contrast the evaluated, mulfunconal, and disqualied teacher with
the thinking teacher, a historical subject inserted in relaons of power struggle and class strug-
gle. It is not about increasing the number of digital educaonal technologies for performing
tasks, but rather about promong in teachers a deep understanding of the social and historical
condions that determine the school and the educaonal process in which students and edu-
cators are currently inserted as historical subjects.
We consider the use of large-scale assessment results and their limited meaning in
terms of quality, combined with plaormizaon, to be challenges that require us to recon-
struct the meaning of teaching work. The search for quanable results has made it impossi-
ble to listen, queson, and be sensive. To paraphrase Silva Júnior (2025), only when teachers’
speech regains its power to name the world—even if stumbling, even if hesitang—will it be
possible to inaugurate other ways of exisng and thinking in the captured school.
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CRediT Author Statement
Acknowledgements: Not applicable.
Funding: This study was supported by the Coordinaon for the Improvement of High-
er Educaon Personnel – Brazil (CAPES) – Funding Code 001.
Conicts of interest: We declare that there is no conict of interest of any kind,
whether polical, commercial, academic, or personal.
Ethical approval: There was no need for approval by an ethics commiee, as this was
purely theorecal research.
Data and material availability: All bibliography used is available on the internet.
Authors’ contribuon: CPPS: introducon, contextualizaon; data analysis; methodol-
ogy; project management; wring and revision. LLS: discussion; data analysis; wring
and revision. EGM: discussion; data analysis; wring, revision, and formang.
Processing and eding: Editora Ibero-Americana de Educação
Proofreading, formang, normalizaon and translaon