Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE),
Araraquara, v. 29, n. 00, e025119, 2025.
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e-ISSN: 1519-9029
Revista on line de Política e Gestão Educacional
Online Journal of Policy and Educational Management
10.22633/rpge.v29i00.21037
ACESSIBILIDADE NAS SALAS DE RECURSOS
MULTIFUNCIONAIS COMO INSTRUMENTO DE
GESTÃO EDUCACIONAL
LA ACCESIBILIDAD EN LAS SALAS DE RECURSOS
MULTIFUNCIONALES COMO INSTRUMENTO DE GESTIÓN
EDUCATIVA
ACCESSIBILITY IN MULTIFUNCTIONAL RESOURCE ROOMS AS
AN INSTRUMENT OF EDUCATIONAL MANAGEMENT
Lislaine Paula Queiróz FERREIRA¹
lispqf@yahoo.com.br
Madalena Pereira da SILVA
2
madalenapereiradasilva@gmail.com
Vera Lucia SIMÃO
3
vsimao@furb.br
Simone Caroline PIONTKEWICZ
4
simone.caroline@uniarp.edu.br
Adelcio Machado dos SANTOS
5
adelciomachado@gmail.com
Como referenciar este argo:
Ferreira, L. P. Q., Silva, M. P., Simão, V. L., Piontkewicz, S. C., & Santos, A. M. (2025).
Acessibilidade nas salas de recursos mulfuncionais como instrumento de gestão
educacional. Revista on line de Políca e Gestão Educacional, 29, e025119. DOI:
hps://doi.org/10.22633/rpge.v29i00.21037
Submedo em: 15/06/2025
Revisões requeridas em: 08/08/2025
Aprovado em: 20/10/2025
Publicado em: 28/12/2025
¹ Universidade Alto Vale do Rio do
Peixe (UNIARP), Caçador – SC – Brasil.
Egressa; Programa de Pós-Graduação
em Educação Básica.
² Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
(UNIARP), Caçador – SC – Brasil. Docente
do Programa de Pós-graduação em Edu-
cação Básica.
³ Universidade Regional de Blumenau
(FURB), Blumenau – SC – Brasil. Docente
do Programa de Pós-Graduação em En-
sino de Ciências Naturais e Matemáca.
Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
(UNIARP), Caçador – SC – Brasil. Docente
do Programa de Pós-graduação em Edu-
cação Básica.
5
Universidade Alto Vale do Rio do Peixe
(UNIARP), Caçador – SC – Brasil. Docente
do Programa de Pós-graduação em
Educação Básica.
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Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE),
Araraquara, v. 29, n. 00, e025119, 2025.
e-ISSN: 1519-9029
RESUMO: Este estudo analisa a acessibilidade nas Salas de Recursos Mulfuncio-
nais (SRMs), a parr dos resultados de uma pesquisa realizada no campo da Edu-
cação Especial, com foco nas implicações para a gestão educacional. Ancorado nas
polícas públicas de educação inclusiva, o estudo adota abordagem qualitava,
ulizando um quesonário, um formulário organizado por dimensões da aces
-
sibilidade e observação direta, com posterior análise de conteúdo. Os resultados
evidenciam fragilidades e potencialidades nas dimensões arquitetônica, atudinal,
comunicacional, instrumental, metodológica e programáca, revelando tensões en-
tre os marcos normavos e sua efevação no contexto escolar. Ao compreender a
acessibilidade como dimensão analíca da políca pública, o estudo contribui para
preencher uma lacuna empírica relacionada à compreensão das SRMs como instru
-
mento de gestão educacional, oferecendo subsídios aos processos de planejamen-
to, monitoramento e avaliação das polícas inclusivas. Conclui-se que o diagnósco
das dimensões da acessibilidade fortalece a arculação entre polícas públicas,
prácas escolares e gestão educacional.
PALAVRAS-CHAVE: Acessibilidade. Educação Inclusiva. Salas de Recursos Mulfuncio
-
nais. Polícas Públicas. Gestão Educacional.
RESUMEN: Este estudio analiza la accesibilidad en las Salas de Recursos Mulfun
-
cionales (SRM), a parr de los resultados de una invesgación desarrollada en el
ámbito de la Educación Especial, con foco en sus implicaciones para la gesón edu-
cava. Fundamentado en las polícas públicas de educación inclusiva, el estudio
adopta un enfoque cualitavo, ulizando un cuesonario, un formulario organizado
según las dimensiones de la accesibilidad y observación directa, con posterior análi-
sis de contenido. Los resultados evidencian fragilidades y potencialidades en las di-
mensiones arquitectónica, actudinal, comunicacional, instrumental, metodológica
y programáca, revelando tensiones entre los marcos normavos y su implemen-
tación en el contexto escolar. Al comprender la accesibilidad como una dimensión
analíca de la políca pública, el estudio contribuye a ampliar la comprensión de las
SRM como instrumento de gesón educava, ofreciendo aportes para los procesos
de planicación, monitoreo y evaluación de las polícas inclusivas. Se concluye que
el diagnósco de las dimensiones de la accesibilidad fortalece la arculación entre
polícas públicas, práccas escolares y gesón educava.
PALABRAS CLAVE: Accesibilidad. Educación Inclusiva. Salas de Recursos Mulfuncionales.
Polícas Públicas. Gesón Educava.
ABSTRACT: This study analyzes accessibility in Mulfunconal Resource Rooms
(MRRs), based on the results of research conducted within the eld of Special Edu
-
caon, focusing on the implicaons for educaonal management. Grounded in pu-
blic policies for inclusive educaon, the study adopts a qualitave approach, using
a quesonnaire, a form organized according to accessibility dimensions, and direct
observaon, followed by content analysis. The results reveal weaknesses and po-
tenalies in the architectural, atudinal, communicaonal, instrumental, metho-
dological, and programmac dimensions, highlighng tensions between normave
frameworks and their implementaon in the school context. By understanding ac-
cessibility as an analycal dimension of public policy, the study contributes to ex-
panding the understanding of MRRs as instruments of educaonal management,
providing support for planning, monitoring, and evaluaon processes. It concludes
that diagnosing accessibility dimensions strengthens the arculaon between pu-
blic policies, school pracces, and educaonal management.
KEYWORDS: Accessibility. Inclusive Educaon. Mulfunconal Resource Rooms. Pu
-
blic Policies. Educaonal Management.
Argo submedo ao sistema de similaridade
Editor: Prof. Dr. Sebasão de Souza Lemes
Editor Adjunto Execuvo: Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
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Lislaine Paula Queiróz FERREIRA, Madalena Pereira da SILVA, Vera Lucia SIMÃO,
Simone Caroline PIONTKEWICZ, & Adelcio Machado dos SANTOS
e-ISSN: 1519-9029
INTRODUÇÃO
A educação inclusiva consolidou-se, nas úlmas décadas, como um princípio orienta-
dor das polícas públicas educacionais no Brasil, especialmente a parr do reconhecimento
da educação como um direito social fundamental e da valorização da diversidade humana nos
espaços escolares. Nesse contexto, a Educação Especial, na perspecva da educação inclusiva,
passou a ser compreendida como uma modalidade transversal, desnada a assegurar o aces-
so, a permanência, a parcipação e a aprendizagem dos estudantes com deciência no ensino
regular, em consonância com os marcos legais e normavos vigentes, notadamente a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN (Brasil, 1996) e a Lei Brasileira de Inclusão –
LBI (Brasil, 2015).
Entre os elementos centrais para a efevação dessas polícas, destaca-se a acessibili-
dade, compreendida não apenas como adequação sica dos espaços, mas como um princípio
estruturante das prácas educacionais e das ações instucionais. Conforme aponta Sassaki
(2009), a acessibilidade deve ser analisada de forma muldimensional, abrangendo aspectos
arquitetônicos, atudinais, comunicacionais, instrumentais, metodológicos e programácos,
os quais se inter-relacionam e condicionam a efeva inclusão dos estudantes com deciência
nos diferentes contextos sociais e educacionais.
No âmbito da Educação Básica, as Salas de Recursos Mulfuncionais (SRMs) congu-
ram-se como uma das principais estratégias da políca pública de Educação Especial, ao via-
bilizarem o Atendimento Educacional Especializado (AEE) em contraturno, com a nalidade
de complementar e suplementar a escolarização dos estudantes público-alvo da Educação
Especial. Entretanto, a existência formal das SRMs não garante, por si só, a efevação dos
princípios da educação inclusiva, sobretudo quando persistem barreiras que limitam o acesso,
a parcipação e o desenvolvimento integral dos estudantes com deciência.
Embora a legislação brasileira assegure o direito à educação em ambientes acessíveis
e inclusivos, observa-se que a materialização dessas normavas, nas redes de ensino, ainda
ocorre de forma desigual e, em muitos casos, fragilizada. As polícas públicas de educação
especial, quando analisadas em sua implementação concreta, revelam tensões entre o que
é previsto nos documentos ociais e o que se efeva no codiano das instuições escolares,
especialmente no que se refere às condições estruturais, pedagógicas e humanas das SRMs.
Nesse sendo, analisar a acessibilidade nas SRMs constui-se como um caminho pro-
cuo para compreender os limites e as potencialidades das polícas públicas de educação
especial em nível local. Ao evidenciar como as diferentes dimensões da acessibilidade se ma-
nifestam no espaço escolar, torna-se possível idencar não apenas barreiras sicas ou peda-
gógicas, mas também fragilidades de ordem instucional e políca que impactam diretamente
a organização do trabalho pedagógico e os processos de gestão educacional.
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Diante desse cenário, o presente estudo analisa a acessibilidade nas SRMs a parr dos
resultados de uma pesquisa realizada no âmbito da Educação Especial, com foco nas implica-
ções desse processo para a gestão educacional.
Para tanto, a análise toma como referência as dimensões da acessibilidade — arquite-
tônica, atudinal, comunicacional, instrumental, metodológica e programáca —, conforme
a concepção proposta por Sassaki (2009), compreendendo a acessibilidade como dimensão
analíca da políca pública. Nesse sendo, o estudo orienta-se pela seguinte questão de pes-
quisa: em que medida as polícas públicas de educação especial, no que se refere à acessi-
bilidade, têm sido efevadas nas Salas de Recursos Mulfuncionais e quais implicações esse
processo apresenta para a gestão educacional?
Ao arcular políca pública, acessibilidade e educação inclusiva, o estudo pretende
contribuir para o debate no campo da políca e da gestão educacional, ao evidenciar que a
efevação da inclusão escolar depende não apenas de marcos normavos consistentes, mas
também de processos connuos de acompanhamento, planejamento e tomada de decisão,
orientados por diagnóscos que revelem as condições reais de funcionamento das SRMs.
POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL E ACESSIBILIDADE
A Educação Especial, na perspecva da educação inclusiva, consolidou-se no Brasil
como resultado de um processo histórico marcado por avanços normavos, disputas conceitu-
ais e tensões entre polícas formuladas e prácas efevamente implementadas nos sistemas
de ensino. A parr da promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN)
(Brasil, 1996), a Educação Especial passou a ser reconhecida como uma modalidade transver-
sal, a ser ofertada preferencialmente na rede regular de ensino, assegurando o direito à esco-
larização dos estudantes com deciência em ambientes comuns, com os apoios necessários.
Esse marco legal foi ampliado por normavas posteriores, especialmente pela Políca
Nacional de Educação Especial na Perspecva da Educação Inclusiva (Brasil, 2008), que rea-
rma a escolarização dos estudantes público-alvo da Educação Especial no ensino regular e
dene o Atendimento Educacional Especializado (AEE) como um serviço complementar ou
suplementar à escolarização. Nesse contexto, a inclusão escolar deixa de ser compreendida
como uma ação assistencial ou compensatória e passa a constuir-se como responsabilidade
do sistema educacional, exigindo reorganizações estruturais, pedagógicas e instucionais.
A análise das polícas públicas de educação especial demanda, contudo, reconhecer
que textos normavos não se aplicam” de modo linear nos contextos locais. Ao reerem so-
bre uma década da Políca Nacional de Educação Especial na Perspecva da Educação Inclusiva
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(PNEEPEI), Silva et al. (2018) evidenciam que o texto políco é interpretado, disputado e pode
ser “recriado” no contexto da práca, carregando marcas de desaos, avanços e recuos.
Essa compreensão reforça a necessidade de análises que arculem a normava às
condições concretas de implementação, especialmente em redes públicas municipais, onde a
políca se materializa por meio de decisões administravas, invesmentos, formação e orga-
nização do trabalho pedagógico.
A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deciência LBI (Brasil, 2015) reforça esse
entendimento ao estabelecer a acessibilidade como direito fundamental e condição indispen-
sável para o exercício da cidadania. Ao denir que cabe ao poder público assegurar sistemas
educacionais inclusivos em todos os níveis e modalidades, a legislação desloca o debate da
inclusão do plano da intenção para o campo da obrigação legal, evidenciando a necessidade
de polícas públicas que garantam condições reais de acesso, permanência, parcipação e
aprendizagem.
Nessa direção, Correia e Bapsta (2018) argumentam que a PNEEPEI (Brasil, 2008)
se alinha aos pressupostos da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com
Deciência, cuja concepção de deciência é compreendida como resultante da interão en-
tre sujeito e contexto.
É justamente essa ênfase na relação sujeito–contexto que faz emergir a acessibilidade
como base políco-conceitual para a expansão do direito à educação para além de processos
iniciais de pertencimento.
Assim, a acessibilidade não pode ser reduzida à adaptação sica: ela expressa um com-
promisso instucional com a remoção de barreiras de diferentes naturezas, condição para que
a políca inclusiva seja efevamente materializada.
No âmbito da Educação Básica, as SRMs conguram-se como uma das principais es-
tratégias da políca pública de Educação Especial, ao viabilizarem o AEE em contraturno, com
a nalidade de complementar e suplementar a escolarização dos estudantes público-alvo da
Educação Especial. Entretanto, a existência formal das SRMs não garante, por si só, a efeva-
ção dos princípios da educação inclusiva, sobretudo quando persistem barreiras que limitam o
acesso, a parcipação e o desenvolvimento integral dos estudantes com deciência.
Algumas pesquisas recentes têm evidenciado que, embora as SRMs constuam um
importante disposivo da políca pública de Educação Especial, sua efevação no codia-
no escolar envolve desaos relacionados às condições instucionais, à formação docente e
à arculação entre o AEE e a sala de aula comum. Ao analisar prácas pedagógicas em SRMs
da educação básica, Furlaneto (2025) destaca que as professoras do AEE desempenham pa-
pel central na mediação de processos inclusivos, embora enfrentem limitações relacionadas
à infraestrutura, à crescente demanda de estudantes e à integrão entre os prossionais da
escola. De modo convergente, Silva et al. (2025) ressaltam que a efevidade do AEE depende
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de condições estruturais, pedagógicas e organizacionais que favoreçam a eliminação de bar-
reiras à aprendizagem e à parcipação dos estudantes público-alvo da Educação Especial, evi-
denciando desaos persistentes relacionados à formação docente, à infraestrutura escolar e à
arculação entre os prossionais envolvidos no AEE.
Outros estudos destacam que a implementação municipal da PNEEPEI tende a expli-
citar avanços e desaos recorrentes em dimensões diretamente relacionadas ao codiano
das SRMs. Ribas et al. (2019), ao analisarem produções sobre a implementação da políca
em municípios brasileiros, idencam categorias e subcategorias que incluem o AEE/SRMs, a
acessibilidade sica/arquitetônica, prácas pedagógicas inclusivas, formação docente e apoio
instucional.
Essa sistemazação evidencia que o sucesso da políca inclusiva depende de condi-
ções estruturais e organizacionais, bem como de arculação entre gestão, escola e professo-
res, compondo um quadro que ultrapassa a mera existência do serviço.
Nesse sendo, o conceito de acessibilidade assume centralidade na análise das polí-
cas públicas de educação especial. Para Sassaki (2009), a acessibilidade deve ser compreendi-
da como um conjunto de condições que possibilitam a qualquer pessoa ulizar, com segurança
e autonomia, os espaços, os serviços, a informação e a comunicação, independentemente
de suas caracteríscas sicas, sensoriais, intelectuais ou sociais. O autor propõe a análise da
acessibilidade a parr de seis dimensões interdependentes: arquitetônica, atudinal, comuni-
cacional, instrumental, metodológica e programáca.
A dimensão arquitetônica refere-se à eliminação de barreiras sicas nos ambientes
escolares, garanndo a circulação e a mobilidade dos estudantes com deciência. A dimen-
são atudinal, por sua vez, diz respeito às posturas, valores e comportamentos dos sujeitos
que compõem a comunidade escolar, sendo considerada fundamental para a superação de
preconceitos e prácas excludentes. Já a acessibilidade comunicacional envolve a garana de
múlplas formas de comunicação, incluindo recursos humanos e tecnológicos que assegurem
o acesso à informação e à interação social.
As dimensões instrumental e metodológica relacionam-se, respecvamente, à disponi-
bilidade de recursos, materiais e tecnologias assisvas e às estratégias pedagógicas adotadas
no processo de ensino e aprendizagem. Por m, a dimensão programáca refere-se às polí-
cas, normas e diretrizes instucionais que orientam a organização do sistema educacional,
evidenciando que a acessibilidade também se constrói no plano das decisões polícas e admi-
nistravas (Sassaki, 2009).
Essas dimensões dialogam diretamente com normavas técnicas e orientações vol-
tadas ao contexto educacional, como a ABNT NBR 9050 (Associação Brasileira de Normas
Técnicas [ABNT], 2020), que estabelece critérios e parâmetros para acessibilidade a edicações,
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mobiliário e equipamentos, e o Manual de Acessibilidade Espacial para Escolas: o direito à es-
cola acessível (Dischinger et al., 2009), que reforça a acessibilidade como princípio pedagógico
e instucional.
Ao tratar da acessibilidade no âmbito da políca e da gestão educacional, é relevan-
te disnguir acessibilidade e inclusão como conceitos relacionados, porém não equivalentes.
Santos e Melo (2019) destacam que a acessibilidade tende a vincular-se a necessidades espe-
cícas (como as de pessoas com deciência), enquanto a inclusão constui um princípio de di-
reitos humanos voltado a todos, implicando “pensar em todos e agir para cada um”, de modo
não padronizado. As autoras também defendem que o êxito de iniciavas de acessibilidade
e inclusão está inmamente vinculado ao compromisso e à coerência assumidos pela ges-
tão instucional. Essa formulação oferece suporte teórico para compreender a acessibilidade
como eixo estratégico de planejamento e monitoramento das polícas inclusivas no codiano
escolar.
Dessa forma, compreender as polícas públicas de educação especial a parr da aces-
sibilidade nas SRMs permite deslocar o debate da inclusão de um discurso normavo para
uma análise concreta das condições instucionais que sustentam ou fragilizam a efe-
vação do direito à educação inclusiva. Tal perspecva contribui para o campo da políca e da
gestão educacional ao evidenciar que a inclusão escolar exige ações arculadas, sustentadas
por diagnóscos que orientem decisões e promovam transformações efevas nos sistemas
educacionais.
METODOLOGIA
A presente pesquisa caracteriza-se como de abordagem qualitava, de natureza bi-
bliográca e de campo, uma vez que buscou compreender, de forma aprofundada, como os
princípios da acessibilidade se materializam nas SRMs no contexto da Educação Básica, à luz
das polícas públicas de educação especial. A opção pela abordagem qualitava jusca-se
por possibilitar a análise de fenômenos educacionais em sua complexidade, considerando os
signicados atribuídos pelos sujeitos e as condições instucionais nas quais as prácas se de-
senvolvem (Minayo, 2001).
No que se refere ao delineamento metodológico, a pesquisa foi desenvolvida em duas
escolas municipais de Educação Básica do município de União da Vitória, no estado do Paraná,
idencadas como Escola A e Escola B, ambas possuem Salas de Recursos Mulfuncionais em
funcionamento. A escolha dessas instuições ocorreu de forma intencional, considerando a
existência do AEE e a disponibilidade de professores atuando nas SRMs no período de realiza-
ção da pesquisa. Tal delimitação permiu aprofundar a análise das condições de acessibilidade
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e do funcionamento do AEE no contexto invesgado, possibilitando uma compreensão mais
detalhada das prácas e das condições instucionais relacionadas à implementação da políca
de educação especial no âmbito local.
Reconhece-se, contudo, que a análise realizada em um número restrito de escolas não
permite generalizações para outras redes ou contextos educacionais. Nesse sendo, os resul-
tados devem ser compreendidos como evidências situadas, que contribuem para a compre-
ensão das condições de implementação da políca pública de educação especial em determi-
nado contexto municipal, oferecendo subsídios analícos para reexões no campo da gestão
educacional e da educação inclusiva.
Os parcipantes da pesquisa foram professoras que atuam nas SRMs das escolas inves-
gadas, as quais responderam a um quesonário elaborado com o objevo de levantar percep-
ções acerca das condições de acessibilidade existentes nas instuições. Complementarmente,
foi ulizado um formulário estruturado para a coleta de dados referentes às seis dimensões
da acessibilidade arquitetônica, atudinal, comunicacional, instrumental, metodológica e
programáca —, conforme a concepção proposta por Sassaki (2009).
Os instrumentos de coleta de dados foram construídos com base nos referenciais nor-
mavos e técnicos que regulamentam a acessibilidade no contexto educacional, especialmen-
te a Norma Brasileira ABNT NBR 9050 (ABNT, 2020) e o Manual de Acessibilidade Espacial para
Escolas: o direito à escola acessível (Dischinger et al., 2009). Esses documentos orientaram a
elaboração dos critérios de análise, permindo a idencação de barreiras e potencialidades
relacionadas à acessibilidade nas SRMs.
A coleta de dados ocorreu por meio da aplicação do quesonário às professoras das
SRMs (Quadro 1), e o formulário foi aplicado por meio de observação direta dos espaços esco-
lares e de vericação das informações junto às professoras responsáveis pelas SRMs (Quadro
2). Os registros contemplaram aspectos sicos, pedagógicos, comunicacionais e instucionais,
possibilitando uma visão integrada das condições de funcionamento das SRMs.
Quadro 1
DIMENSÕES DA ACESSIBILIDADE
1 – Como é a acessibilidade arquitetônica (estrutura sica) em relação à SRM na sua escola?
2 – Quais os procedimentos que a escola desenvolve em relação à acessibilidade comunicacional nas avidades
para os estudantes com deciência?
3 – Como são realizadas as avidades para os estudantes com deciência perante a acessibilidade atudinal?
4 Sua escola apresenta um projeto políco-pedagógico ou algum outro documento em relação à acessibilidade
programáca, em que conste a necessidade de uma sala de recurso mulfuncional?
5 – De acordo com a acessibilidade metodológica, quais métodos de aprendizagem são aplicados? Produz e/
ou uliza materiais didácos adequados para atender as necessidades dos estudantes com deciência?
Quesonário para levantamento da acessibilidade aplicado aos professores
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Nota. Adaptado de Vasconcelos e Sonza (2017).
6 De que maneira a sua escola uliza as ferramentas de estudo diante da acessibilidade instrumental? Há
algum po de adaptação de material didáco? Quanto ao uso das tecnologias, são usados alguns equipamentos
como aparelhos, utensílios ou outros recursos de tecnologia assisva?
7 – Quantos estudantes frequentam a SRM e quais pos de deciência eles possuem?
8 – Quais as estratégias usadas pela sua escola com os estudantes que apresentam deciência?
Quadro 2
DIMENSÃO ARQUITETÔNICA
Largura dos corredores Anotar as medidas e se estão de acordo com a
norma vigente.
Largura da área de circulação
Rampa para a entrada
Sim ou não; são adequados de
acordo com a norma vigente?
Rampa para as salas
Rampa para o banheiro
Rampa para a biblioteca
Sanitários adaptados
Barras de apoio
Piso anderrapante
Piso tál
Desníveis
DIMENSÃO ATITUDINAL
Recepção dos professores
Observar in loco e registrar
Recepção dos alunos
Relacionamento com professores
Relacionamento com outros alunos
Relacionamento escola-família
DIMENSÃO COMUNICACIONAL
Ulização de Libras no contexto de sala de aula
Observar in loco, perguntar aos professores das
SRMs e registrar.
Ulização de Braille no contexto de sala de aula
Grupos de estudo sobre deciências
Grupos de estudo sobre diversidade
Conscienzação dos funcionários
Conscienzação da comunidade escolar
Uso de sinalização e desenho universal
Formulário de coleta de dados da acessibilidade nas SRMs
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Para a análise dos dados, adotou-se como referência a técnica de análise de conteúdo,
conforme proposta por Bardin (2016), estruturada nas etapas de pré-análise, exploração do
material e tratamento e interpretação dos resultados. A categorização dos dados foi orientada
por um processo de análise temáca, no qual as respostas obdas nos instrumentos de pes-
quisa foram organizadas e interpretadas à luz das dimensões da acessibilidade propostas por
Sassaki (2009). Essas dimensões constuíram categorias analícas a priori, permindo a siste-
mazação das evidências empíricas de acordo com os diferentes pos de barreiras e condições
de acessibilidade idencadas nas Salas de Recursos Mulfuncionais. A parr desse procedi-
mento, os dados foram agrupados em núcleos temácos correspondentes às dimensões ana-
lícas, possibilitando interpretar como cada uma delas se manifesta no contexto invesgado.
No que se refere aos procedimentos écos, a pesquisa foi submeda e aprovada por
Comitê de Éca em Pesquisa (parecer 5.497.756), respeitando os princípios écos previstos
para estudos com seres humanos. Todos os parcipantes assinaram o Termo de Consenmento
DIMENSÃO INSTRUMENTAL
Adequação dos materiais pedagógicos
Observar in loco, perguntar aos professores das
SRMs e registrar.
Adequação do mobiliário escolar
Jogos próprios para inclusão
Computadores para uso dos educandos
Laptop para uso em salas de aula
Data show
Aparelho de som
TVs e DVDs
DIMENSÃO METODOLÓGICA
Prossionais com formação especíca
Observar in loco, perguntar aos professores das
SRMs e registrar.
Adequação no ambiente escolar
Adequação dos métodos de ensino
Adequação das modalidades de ensino
Atendimento educacional especializado
Bidocência = parceria professor sala comum com SEM
Estagiários
Laboratório de aprendizagem
Projetos diversos
Nota. Adaptado de Fávero e Costa (2014).
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Livre e Esclarecido, garanndo o sigilo das informações, o anonimato dos sujeitos e a ulização
dos dados exclusivamente para ns acadêmicos e ciencos, em conformidade com as norma-
vas vigentes (Brasil, 2012).
A metodologia adotada permiu não apenas a idencação das condições de acessi-
bilidade nas SRMs, mas também a construção de um diagnósco que se congura como ins-
trumento analíco relevante para a compreensão das polícas públicas de educação especial
em ação, evidenciando suas implicações para a organização do trabalho pedagógico e para os
processos de gestão educacional.
Cabe destacar que os dados empíricos analisados neste argo integram uma pesquisa
mais ampla, desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação Básica,
cujo percurso invesgavo foi sistemazado em dissertação de mestrado (Ferreira, 2023).
Parte dos resultados referentes ao diagnósco das condições de acessibilidade nas SRMs foi
previamente publicada em outro argo cienco (Ferreira & Silva, 2024). Diferentemente da-
quele estudo, que teve como foco a análise descriva dos dados empíricos e a contribuição da
pesquisa aplicada para a Educação Básica, o presente argo propõe um deslocamento analí-
co, ao aprofundar a discussão das implicações desses resultados para a gestão educacional
e para a efevidade das polícas públicas de educação especial. Trata-se, portanto, de um
recorte analíco disnto, orientado por objevos especícos e por uma abordagem voltada à
interface entre políca pública, acessibilidade e gestão educacional.
ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
A análise dos dados evidenciou que a implementação das polícas públicas de educa-
ção especial, no que se refere à acessibilidade nas SRMs, ocorre de forma desigual, fragmen-
tada e, em muitos aspectos, fragilizada. Embora as escolas invesgadas estejam inseridas no
mesmo sistema municipal de ensino e submedas às mesmas normavas legais, observam-se
diferenças signicavas na materialização das dimensões da acessibilidade, revelando tensões
recorrentes entre o texto das polícas públicas e sua efevação no contexto da práca escolar.
Essa constatação dialoga com a análise histórica de Jannuzzi (2012), ao evidenciar que
a Educação Especial no Brasil tem sido marcada por desconnuidades, ações pontuais e di-
culdades de instucionalização das polícas públicas. Ainda que os marcos legais avancem
no reconhecimento de direitos, a efevação da inclusão escolar depende de condições estru-
turais, administravas e polícas que nem sempre se consolidam nos sistemas de ensino. Tal
leitura converge com os achados de Silva et al. (2018), ao apontarem que a Políca Nacional
de Educação Especial na Perspecva da Educação Inclusiva, ao longo de sua implementação, é
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constantemente reinterpretada no contexto da práca, produzindo resultados desiguais entre
redes e instuições.
No que se refere à dimensão arquitetônica, os resultados indicaram a persistência de
barreiras sicas que comprometem a autonomia e a mobilidade dos estudantes com deciên-
cia, como a ausência de rampas adequadas, banheiros adaptados insucientes e inadequação
de sinalizações acessíveis.
Entre as situações relatadas pelas docentes, destacam-se diculdades relacionadas à
ausência ou à inadequação de rampas e à limitação de espaços adaptados nas instuições es-
colares. Como apontou uma das parcipantes da pesquisa, “a escola possui algumas adapta-
ções, mas ainda encontramos diculdades para garanr o acesso pleno de todos os estudantes
aos diferentes ambientes”.
Essas limitações demonstram o distanciamento entre os parâmetros estabelecidos
pela ABNT NBR 9050 (ABNT, 2020) e as condições reais observadas nas instuições escolares,
evidenciando também a necessidade de decisões de gestão relacionadas ao planejamento e à
priorização de invesmentos em acessibilidade. Embora a legislação assegure o direito a am-
bientes acessíveis, sua materialização depende de decisões polícas e administravas no âm-
bito da gestão educacional, especialmente no que se refere ao planejamento e à priorização
de invesmentos, aspecto também idencado em estudos sobre a implementação municipal
da políca inclusiva (Ribas et al., 2019).
A dimensão atudinal revelou-se como um dos elementos mais sensíveis para a efe-
vação da educação inclusiva. As professoras ressaltaram a importância do compromisso cole-
vo da comunidade escolar com a inclusão dos estudantes com deciência. Uma das professo-
ras destacou que o trabalho de inclusão depende muito da colaboração entre os professores,
a escola e a família”, evidenciando que a inclusão escolar envolve não apenas condições es-
truturais, mas também atudes e relações instucionais. As análises dos dados indicaram a
necessidade de ampliar processos de formação connuada e de sensibilização da comunidade
escolar. Conforme destaca Mazzoa (1996), a inclusão não se efeva apenas pela presença do
estudante com deciência na escola regular, mas exige transformações nas concepções peda-
gógicas, nas relações sociais e na cultura instucional. Quando tais mudanças não são assumi-
das como responsabilidade coleva e instucional, a inclusão tende a depender da iniciava
individual dos professores, fragilizando a connuidade das ações inclusivas.
No que concerne à dimensão comunicacional, a análise evidenciou fragilidades rela-
cionadas à oferta de recursos e serviços que garantam a comunicação acessível dos estudan-
tes com deciência, como a presença de prossionais especializados e o acesso a materiais
adequados. Essas limitações comprometem a parcipação plena dos estudantes no processo
educavo e reforçam a compreensão de que a inclusão escolar demanda polícas públicas
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arculadas entre educação, acessibilidade e direitos humanos, conforme preconiza a Políca
Nacional de Educação Especial na Perspecva da Educação Inclusiva (Brasil, 2008).
A dimensão instrumental revelou que, embora parte dos equipamentos e materiais
pedagógicos previstos para as SRMs esteja disponível, sua quandade, diversidade e atualiza-
ção ainda se mostram insucientes. Conforme relatado por uma das professoras parcipantes,
existem alguns recursos na sala de recursos, mas muitas vezes precisamos adaptar materiais
ou buscar outras estratégias para atender às necessidades dos estudantes”. Nas falas, as pro-
fessoras relataram que a ulização pedagógica desses recursos nem sempre ocorre de forma
sistemáca, evidenciando que a provisão de materiais, isoladamente, não garante a efevação
da inclusão. Esse achado converge com a análise de Ribas et al. (2019), ao idencarem que a
implementação da políca de educação especial em municípios brasileiros enfrenta desaos
recorrentes relacionados à arculação entre recursos, formação docente e apoio instucional,
especialmente no âmbito das SRMs.
Na dimensão metodológica, os dados evidenciam o esforço das professoras em desen-
volver estratégias diferenciadas para atender às necessidades dos estudantes que frequentam
as SRMs, indicando que a instucionalização das prácas inclusivas depende de polícas de
formação e acompanhamento denidas no âmbito da gestão educacional. As docentes rela-
taram a necessidade constante de adaptação das avidades pedagógicas, considerando as
especicidades de cada estudante. Como armou uma das parcipantes, é preciso adaptar
constantemente as avidades para que os alunos consigam acompanhar e desenvolver suas
aprendizagens”. Entretanto, tais prácas ainda se mostram fortemente dependentes do enga-
jamento individual das docentes, carecendo de maior instucionalização nos projetos peda-
gógicos das escolas e nas diretrizes da rede de ensino. Essa dependência do esforço individual
evidencia limites históricos da políca de educação especial no Brasil, conforme analisado por
Mazzoa (1996) e Jannuzzi (2012), ao apontarem a fragilidade das ações inclusivas quando
dissociadas de polícas de gestão consistentes.
Por m, a dimensão programáca evidenciou lacunas na incorporação da acessibilida-
de como eixo estruturante dos processos de planejamento, monitoramento e avaliação das
polícas educacionais. Embora a políca pública esteja formalmente instuída, os resultados
indicam que a acessibilidade ainda ocupa lugar periférico nos documentos instucionais e nas
prácas de gestão. Conforme argumentam Santos e Melo (2019), o êxito das iniciavas de
acessibilidade e inclusão está inmamente vinculado ao compromisso e à coerência assumi-
dos pela gestão instucional, o que reforça a necessidade de incorporar a acessibilidade como
premissa políca e administrava.
Os resultados observados nas diferentes dimensões da acessibilidade — especialmen-
te nas fragilidades relacionadas às condições estruturais, à formação docente e à arculação
entre o AEE e o ensino regular reforçam que a efevação da inclusão escolar depende
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de condições instucionais e de gestão que sustentem o AEE e as SRMs de forma connua,
para além de iniciavas pontuais. Em consonância, estudos recentes têm enfazado desaos
semelhantes na implementação das polícas de educação especial na perspecva inclusiva
(Furlaneto, 2025; Silva et al., 2025).
Nesse sendo, a análise das dimensões da acessibilidade nas SRMs evidencia que os
desaos da inclusão escolar não se restringem às prácas pedagógicas ou às condições estru-
turais das escolas, mas envolvem diretamente processos de planejamento, monitoramento e
tomada de decisão no âmbito da gestão educacional.
Barbosa (2024), ao analisar percepções docentes em Salas de Recursos Mulfuncionais,
idenca fragilidades relacionadas à instucionalização das polícas inclusivas, à formação
docente e às condições de funcionamento do AEE, convergindo com a interpretação cons-
truída a parr dos dados deste estudo. De modo complementar, Gai (2025) aponta que, no
período pós-pandemia, a organização das SRMs permanece marcada por desigualdades terri-
toriais e instucionais, evidenciando a centralidade da gestão educacional na mediação entre
os marcos normavos das polícas públicas e as prácas escolares.
IMPLICAÇÕES DOS RESULTADOS DA PESQUISA PARA A GESTÃO EDUCA-
CIONAL
Os resultados desta pesquisa evidenciam que a acessibilidade nas SRMs deve ser
compreendida como um indicador estratégico da efevidade das polícas públicas de edu-
cação especial, e não apenas como um conjunto de adequações técnicas ou estruturais.
Nessa perspecva, a análise das dimensões da acessibilidade possibilita à gestão educa-
cional uma leitura críca das condições instucionais que sustentam ou fragilizam a
implementação da educação inclusiva no contexto escolar.
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A Figura 1 elucida um esquema analíco-conceitual que representa a acessibilida-
de como eixo mediador entre a formulação das polícas públicas de educação especial e
sua implementação no contexto escolar. O diagnósco das dimensões da acessibilidade nas
SRMs subsidia os processos de planejamento, formação, invesmentos, monitoramento e
avaliação no âmbito da gestão educacional, contribuindo para a retroalimentação das polí-
cas inclusivas.
A análise das dimensões da acessibilidade arquitetônica, atudinal, comunica-
cional, instrumental, metodológica e programáca (Sassaki, 2009) permite idencar
evidências empíricas que revelam fragilidades e potencialidades na implementação das po-
lícas públicas. Essas evidências, sistemazadas por meio de um diagnósco instucional,
constuem subsídios relevantes para os processos de planejamento, tomada de decisão e
avaliação no âmbito da gestão educacional.
As barreiras arquitetônicas idencadas, por exemplo, indicam que a acessibilida-
de sica ainda não ocupa lugar central nos processos de planejamento e priorização de
Nota. Autores (2026).
Figura 1Figura 1
Acessibilidade nas SRMs como mediação entre polícas públicas e gestão educacional
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invesmentos, apesar de sua previsão legal. Tal constatação reforça que a gestão educacio-
nal desempenha papel decisivo na transformação das diretrizes normavas em ações es-
truturais connuas. Do mesmo modo, as fragilidades observadas nas dimensões atudinal
e metodológica evidenciam que a inclusão escolar permanece, em grande medida, condi-
cionada às iniciavas individuais dos professores, revelando limites na instucionalização
das polícas inclusivas, aspecto apontado por Mazzoa (1996), ao discur a fragilidade
histórica da Educação Especial quando dissociada de polícas de gestão consistentes.
No mesmo sendo, no que se refere às dimensões comunicacional e instrumental, os
resultados indicam desaos relacionados à arculação entre polícas públicas, recursos dis-
poníveis e prácas pedagógicas. A insuciência de prossionais especializados, de tecnolo-
gias assisvas e de materiais acessíveis evidencia que a provisão de recursos, isoladamente,
não garante a efevação da inclusão, exigindo ações integradas de formação, acompanha-
mento e suporte instucional. Esse cenário dialoga com Jannuzzi (2012), ao destacar que a
desconnuidade das ações e a fragmentação das polícas comprometem a consolidação da
educação inclusiva como políca de Estado.
A dimensão programáca, por sua vez, evidencia a necessidade de incorporar a aces-
sibilidade como eixo estruturante dos documentos instucionais e dos processos de moni-
toramento das polícas educacionais. Conforme representado na Figura 1, a ausência de
indicadores sistemácos de acessibilidade nos planejamentos das redes de ensino limita a
capacidade da gestão educacional de avaliar a efevidade das ações inclusivas e de promo-
ver os ajustes necessários ao longo do tempo.
Dessa forma, ao arcular polícas públicas, acessibilidade e evidências empíricas, o
estudo demonstra que o diagnósco das dimensões da acessibilidade nas SRMs constui um
instrumento analíco potente para a gestão educacional. Mais do que apontar problemas,
esse diagnósco possibilita orientar processos de planejamento, formação connuada, prio-
rização de invesmentos e avaliação das polícas públicas de educação especial, contribuin-
do para o aperfeiçoamento connuo das polícas inclusivas.
Assim, a acessibilidade, compreendida em sua muldimensionalidade, assume papel
central na efevação da educação inclusiva, evidenciando que a garana do direito à educa-
ção dos estudantes com deciência exige uma gestão educacional compromeda com diag-
nóscos consistentes, decisões fundamentadas e ações instucionais arculadas às polícas
públicas.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo analisou a acessibilidade nas SRMs à luz das polícas públicas de
educação especial, evidenciando como a materialização dessas polícas no contexto escolar
ocorre de forma desigual e, em muitos aspectos, fragilizada. Ao considerar as dimensões da
acessibilidade arquitetônica, atudinal, comunicacional, instrumental, metodológica e
programáca —, foi possível compreender que a efevação da educação inclusiva ultrapas-
sa o cumprimento formal das normavas legais, exigindo ações instucionais arculadas e
sustentadas por processos connuos de planejamento, acompanhamento e avaliação.
Os resultados indicam que, embora o arcabouço normavo brasileiro assegure o di-
reito à educação inclusiva (Brasil, 1996; Brasil, 2008; Brasil, 2015), persistem barreiras que
comprometem o acesso, a parcipação e a aprendizagem dos estudantes com deciência
nas escolas analisadas. Essas barreiras revelam tensões históricas entre a formulação das
polícas públicas e sua implementação concreta, reforçando a compreensão de que a inclu-
são escolar constui um processo social, políco e instucional, e não apenas uma questão
de ordem técnica ou pedagógica (Mazzoa, 1996; Jannuzzi, 2012).
Nesse sendo, o estudo evidencia que a acessibilidade nas SRMs se congura como
um indicador relevante da efevidade das polícas públicas de educação especial, confor-
me sintezado na Figura 1. O diagnósco das dimensões da acessibilidade mostrou-se um
instrumento analíco potente, capaz de revelar fragilidades e potencialidades da políca
inclusiva em nível local, subsidiando reexões no campo da políca e da gestão educacional.
Ao explicitar as condições reais de funcionamento das SRMs, o diagnósco contribui para
deslocar o debate da inclusão de um plano normavo para uma análise concreta das condi-
ções instucionais que sustentam a escolarização dos estudantes com deciência.
As implicações dos resultados para a gestão educacional reforçam a necessidade de
que a acessibilidade seja incorporada como eixo estruturante do planejamento educacional,
da formação connuada dos prossionais, da priorização de invesmentos e do monitora-
mento das polícas públicas. A ausência de indicadores sistemácos de acessibilidade nos
processos de gestão limita a capacidade das redes de ensino de avaliar a efevidade das
ações inclusivas e de promover os ajustes necessários, comprometendo a consolidação da
educação inclusiva como políca de Estado.
Como limites do estudo, destaca-se o recorte empírico restrito a um contexto mu-
nicipal especíco, o que não permite generalizações amplas. Contudo, tal delimitação não
reduz a relevância dos achados, uma vez que as fragilidades idencadas dialogam com de-
saos historicamente apontados na literatura sobre Educação Especial e inclusão no Brasil.
Ao contrário, o estudo oferece subsídios para reexões e invesgações futuras em outros
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contextos educacionais, ampliando o debate sobre acessibilidade, polícas públicas e ges-
tão educacional.
Conclui-se que a efevação da educação inclusiva demanda mais do que marcos le-
gais consistentes: exige uma gestão educacional compromeda com diagnóscos sistemá-
cos, decisões fundamentadas e ações instucionais arculadas às polícas públicas. Ao
compreender a acessibilidade como mediação entre políca e práca, o estudo contribui
para o campo da políca e da gestão educacional ao evidenciar que o diagnósco das di-
mensões da acessibilidade pode constuir um instrumento analíco para orientar processos
de planejamento, monitoramento e avaliação das polícas inclusivas.
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Lislaine Paula Queiróz FERREIRA, Madalena Pereira da SILVA, Vera Lucia SIMÃO,
Simone Caroline PIONTKEWICZ, & Adelcio Machado dos SANTOS
e-ISSN: 1519-9029
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação
Revisão, formatação, normalização e tradução
CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Secretaria Municipal de Educação de União da Vitória, Paraná.
Financiamento: Não há.
Conitos de interesse: Não há.
Aprovação éca: Sim, trata-se de uma pesquisa de dissertação de mestrado que teve
o projeto aprovado pelo Comitê de éca e Pesquisa da Universidade Alto Vale do Rio
do Peixe - UNIARP.
Disponibilidade de dados e material: O quesonário e o formulário usados na pesquisa.
Contribuições dos autores: A primeira autora realizou a pesquisa (coleta e análise dos
dados); a segunda autora atuou na organização e escrita do texto; os demais autores
realizaram a análise críca do manuscrito.
Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE),
Araraquara, v. 29, n. 00, e025119, 2025.
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e-ISSN: 1519-9029
Revista on line de Política e Gestão Educacional
Online Journal of Policy and Educational Management
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ACCESSIBILITY IN MULTIFUNCTIONAL
RESOURCE ROOMS AS AN INSTRUMENT OF
EDUCATIONAL MANAGEMENT
ACESSIBILIDADE NAS SALAS DE RECURSOS
MULTIFUNCIONAIS COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO
EDUCACIONAL
LA ACCESIBILIDAD EN LAS SALAS DE RECURSOS
MULTIFUNCIONALES COMO INSTRUMENTO DE GESTIÓN
EDUCATIVA
Lislaine Paula Queiróz FERREIRA¹
lispqf@yahoo.com.br
Madalena Pereira da SILVA
2
madalenapereiradasilva@gmail.com
Vera Lucia SIMÃO
3
vsimao@furb.br
Simone Caroline PIONTKEWICZ
4
simone.caroline@uniarp.edu.br
Adelcio Machado dos SANTOS
5
adelciomachado@gmail.com
How to reference this arcle:
Ferreira, L. P. Q., Silva, M. P., Simão, V. L., Piontkewicz, S. C., & Santos, A. M. (2025).
Accessibility in mulfunconal resource rooms as an instrument of educaonal
management. Revista on line de Políca e Gestão Educacional, 29, e025119. DOI:
hps://doi.org/10.22633/rpge.v29i00.21037
Submied: 15/06/2025
Revisions required: 08/08/2025
Approved: 20/10/2025
Published: 28/12/2025
¹ Alto Vale do Rio do Peixe Universi-
ty (UNIARP), Caçador – SC – Brazil.
Graduate; Graduate Program in Basic
Educaon.
² Alto Vale do Rio do Peixe University
(UNIARP), Caçador – SC – Brazil. Faculty
member in the Graduate Program in Ba-
sic Educaon.
³ Regional University of Blumenau
(FURB), Caçador – SC – Brazil. Faculty
member in the Graduate Program in
Natural Sciences and Mathemacs Edu-
caon.
Alto Vale do Rio do Peixe University
(UNIARP), Caçador – SC – Brazil. Faculty
member in the Graduate Program in Ba-
sic Educaon.
5
Alto Vale do Rio do Peixe University
(UNIARP), Caçador – SC – Brazil. Faculty
member in the Graduate Program in
Basic Educaon.
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Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE),
Araraquara, v. 29, n. 00, e025119, 2025.
e-ISSN: 1519-9029
ABSTRACT: This study analyzes accessibility in Mulfunconal Resource Rooms
(MRRs), based on the results of research conducted within the eld of Special
Educaon, focusing on the implicaons for educaonal management. Grounded
in public policies for inclusive educaon, the study adopts a qualitave approach,
using a quesonnaire, a form organized according to accessibility dimensions, and
direct observaon, followed by content analysis. The results reveal weaknesses and
potenalies in the architectural, atudinal, communicaonal, instrumental, me-
thodological, and programmac dimensions, highlighng tensions between norma-
ve frameworks and their implementaon in the school context. By understanding
accessibility as an analycal dimension of public policy, the study contributes to
expanding the understanding of MRRs as instruments of educaonal management,
providing support for planning, monitoring, and evaluaon processes. It concludes
that diagnosing accessibility dimensions strengthens the arculaon between pu-
blic policies, school pracces, and educaonal management.
KEYWORDS: Accessibility. Inclusive Educaon. Mulfunconal Resource Rooms. Pu
-
blic Policies. Educaonal Management.
RESUMO: Este estudo analisa a acessibilidade nas Salas de Recursos Mulfuncio
-
nais (SRMs), a parr dos resultados de uma pesquisa realizada no campo da Edu-
cação Especial, com foco nas implicações para a gestão educacional. Ancorado nas
polícas públicas de educação inclusiva, o estudo adota abordagem qualitava,
ulizando um quesonário, um formulário organizado por dimensões da acessibi-
lidade e observação direta, com posterior análise de conteúdo. Os resultados evi-
denciam fragilidades e potencialidades nas dimensões arquitetônica, atudinal,
comunicacional, instrumental, metodológica e programáca, revelando tensões
entre os marcos normavos e sua efevação no contexto escolar. Ao compreender a
acessibilidade como dimensão analíca da políca pública, o estudo contribui para
preencher uma lacuna empírica relacionada à compreensão das SRMs como instru-
mento de gestão educacional, oferecendo subsídios aos processos de planejamento,
monitoramento e avaliação das polícas inclusivas. Conclui-se que o diagnósco
das dimensões da acessibilidade fortalece a arculação entre polícas públicas,
prácas escolares e gestão educacional.
PALAVRAS-CHAVE: Acessibilidade. Educação Inclusiva. Salas de Recursos Mulfuncionais.
Polícas Públicas. Gestão Educacional.
RESUMEN: Este estudio analiza la accesibilidad en las Salas de Recursos Mulfun
-
cionales (SRM), a parr de los resultados de una invesgación desarrollada en el
ámbito de la Educación Especial, con foco en sus implicaciones para la gesón edu-
cava. Fundamentado en las polícas públicas de educación inclusiva, el estudio
adopta un enfoque cualitavo, ulizando un cuesonario, un formulario organizado
según las dimensiones de la accesibilidad y observación directa, con posterior análi-
sis de contenido. Los resultados evidencian fragilidades y potencialidades en las di-
mensiones arquitectónica, actudinal, comunicacional, instrumental, metodológica
y programáca, revelando tensiones entre los marcos normavos y su implemen-
tación en el contexto escolar. Al comprender la accesibilidad como una dimensión
analíca de la políca pública, el estudio contribuye a ampliar la comprensión de las
SRM como instrumento de gesón educava, ofreciendo aportes para los procesos
de planicación, monitoreo y evaluación de las polícas inclusivas. Se concluye que
el diagnósco de las dimensiones de la accesibilidad fortalece la arculación entre
polícas públicas, práccas escolares y gesón educava.
PALABRAS CLAVE: Accesibilidad. Educación Inclusiva. Salas de Recursos Mulfun
-
cionales. Polícas Públicas. Gesón Educava.
Arcle submied to the similarity system
Editor: Prof. Dr. Sebasão de Souza Lemes
Deputy Execuve Editor: Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
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Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE), Araraquara, v. 29, n. 00, e025119, 2025.
Lislaine Paula Queiróz FERREIRA, Madalena Pereira da SILVA, Vera Lucia SIMÃO,
Simone Caroline PIONTKEWICZ, & Adelcio Machado dos SANTOS
e-ISSN: 1519-9029
INTRODUCTION
Inclusive educaon has consolidated, in recent decades, as a guiding principle of public
educaonal policies in Brazil, parcularly following the recognion of educaon as a funda-
mental social right and the valorizaon of human diversity within school environments. In this
context, Special Educaon, from the perspecve of inclusive educaon, has come to be un-
derstood as a cross-cung modality aimed at ensuring access, permanence, parcipaon, and
learning for students with disabilies in mainstream educaon, in alignment with current legal
and regulatory frameworks, notably the Law of Guidelines and Bases of Naonal Educaon
(LDBEN) (Brazil, 1996) and the Brazilian Law of Inclusion (LBI) (Brazil, 2015).
Among the central elements for the implementaon of these policies, accessibility
stands out, understood not merely as the physical adaptaon of spaces, but as a structuring
principle of educaonal pracces and instuonal acons. As noted by Sassaki (2009), accessi-
bility must be analyzed in a muldimensional manner, encompassing architectural, atudinal,
communicaonal, instrumental, methodological, and programmac aspects, which are inter-
related and condion the eecve inclusion of students with disabilies across dierent social
and educaonal contexts.
Within the scope of Basic Educaon, Mulfunconal Resource Rooms (MRRs) are con-
gured as one of the main strategies of Special Educaon public policy, as they enable the
provision of Specialized Educaonal Assistance (SEA) in the opposite shi, with the purpose
of complemenng and supplemenng the schooling of students who are the target audience
of Special Educaon. However, the formal existence of MRRs alone does not guarantee the
implementaon of the principles of inclusive educaon, especially when barriers persist that
limit access, parcipaon, and the full development of students with disabilies.
Although Brazilian legislaon ensures the right to educaon in accessible and inclusive
environments, it is observed that the materializaon of these regulaons within educaonal
systems sll occurs unevenly and, in many cases, remains fragile. Public policies on special
educaon, when analyzed in their concrete implementaon, reveal tensions between what is
prescribed in ocial documents and what is eecvely carried out in the daily life of school
instuons, parcularly with regard to the structural, pedagogical, and human condions of
MRRs.
In this sense, analyzing accessibility in MRRs constutes a producve pathway for un-
derstanding the limits and potenalies of special educaon public policies at the local level.
By highlighng how the dierent dimensions of accessibility manifest within the school envi-
ronment, it becomes possible to idenfy not only physical or pedagogical barriers, but also ins-
tuonal and polical weaknesses that directly impact the organizaon of pedagogical work
and educaonal management processes.
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Accessibility in multifunctional resource rooms as an instrument of educational management
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In light of this scenario, the present study analyzes accessibility in MRRs based on the
results of research conducted within the eld of Special Educaon, focusing on the implica-
ons of this process for educaonal management.
To this end, the analysis is grounded in the dimensions of accessibility—architectural,
atudinal, communicaonal, instrumental, methodological, and programmac—according to
the framework proposed by Sassaki (2009), understanding accessibility as an analycal di-
mension of public policy. Accordingly, the study is guided by the following research queson:
to what extent have special educaon public policies, with regard to accessibility, been imple-
mented in Mulfunconal Resource Rooms, and what implicaons does this process have for
educaonal management?
By arculang public policy, accessibility, and inclusive educaon, this study aims to
contribute to the debate in the eld of educaonal policy and management, demonstrang
that the eecve implementaon of school inclusion depends not only on consistent regu-
latory frameworks, but also on connuous processes of monitoring, planning, and decision-
-making, guided by diagnoses that reveal the actual operang condions of MRRs.
PUBLIC POLICIES IN SPECIAL EDUCATION AND ACCESSIBILITY
Special Educaon, from the perspecve of inclusive educaon, has been consolidated
in Brazil as the result of a historical process marked by normave advances, conceptual dispu-
tes, and tensions between formulated policies and pracces eecvely implemented within
educaon systems. Following the enactment of the Law of Guidelines and Bases of Naonal
Educaon (LDBEN) (Brazil, 1996), Special Educaon came to be recognized as a cross-cung
modality, to be preferably oered within mainstream educaon, ensuring the right to schoo-
ling for students with disabilies in common environments, with the necessary support.
This legal framework was expanded by subsequent regulaons, parcularly the Naonal
Policy on Special Educaon from the Perspecve of Inclusive Educaon (Brazil, 2008), which
rearms the schooling of students who are the target audience of Special Educaon in mains-
tream educaon and denes Specialized Educaonal Assistance (SEA) as a complementary or
supplementary service to schooling. In this context, school inclusion is no longer understood
as an assisve or compensatory acon, but rather as a responsibility of the educaonal sys-
tem, requiring structural, pedagogical, and instuonal reorganizaon.
The analysis of public policies in special educaon, however, requires recognizing that
normave texts are not “applied” linearly within local contexts. Reecng on a decade of the
Naonal Policy on Special Educaon from the Perspecve of Inclusive Educaon (PNEEPEI),
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Simone Caroline PIONTKEWICZ, & Adelcio Machado dos SANTOS
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Silva et al. (2018) demonstrate that policy texts are interpreted, contested, and may be “recre-
ated” in the context of pracce, carrying marks of challenges, advances, and setbacks.
This understanding reinforces the need for analyses that arculate normave fra-
meworks with concrete condions of implementaon, especially within municipal public edu-
caon systems, where policy is materialized through administrave decisions, investments,
training, and the organizaon of pedagogical work.
The Brazilian Law of Inclusion of Persons with Disabilies (LBI) (Brazil, 2015) reinfor-
ces this perspecve by establishing accessibility as a fundamental right and an indispensable
condion for the exercise of cizenship. By determining that the State must ensure inclusive
educaonal systems at all levels and modalies, the legislaon shis the debate on inclusion
from the realm of intenon to that of legal obligaon, highlighng the need for public policies
that guarantee real condions for access, permanence, parcipaon, and learning.
In this direcon, Correia and Bapsta (2018) argue that the PNEEPEI (Brazil, 2008) aligns
with the principles of the Internaonal Convenon on the Rights of Persons with Disabilies,
whose concepon of disability is understood as resulng from the interacon between the
individual and the context.
It is precisely this emphasis on the subject–context relaonship that brings accessibi-
lity to the forefront as a polical-conceptual foundaon for expanding the right to educaon
beyond inial processes of belonging.
Thus, accessibility cannot be reduced to physical adaptaon; it expresses an instuo-
nal commitment to the removal of barriers of dierent natures, a necessary condion for the
eecve materializaon of inclusive policy.
Within Basic Educaon, MRRs are congured as one of the main strategies of Special
Educaon public policy, as they enable the provision of SEA in the opposite shi, with the pur-
pose of complemenng and supplemenng the schooling of students who are the target au-
dience of Special Educaon. However, the formal existence of MRRs alone does not guarantee
the implementaon of the principles of inclusive educaon, especially when barriers persist
that limit access, parcipaon, and the full development of students with disabilies.
Recent studies have shown that, although Mulfunconal Resource Rooms (MRRs)
constute an important mechanism within Special Educaon public policy, their implemen-
taon in everyday school sengs involves challenges related to instuonal condions, tea-
cher training, and the arculaon between Specialized Educaonal Assistance (SEA) and the
mainstream classroom. When analyzing pedagogical pracces in MRRs within Basic Educaon,
Furlaneto (2025) highlights that SEA teachers play a central role in mediang inclusive proces-
ses, although they face limitaons associated with infrastructure, increasing student demand,
and integraon among school professionals. Similarly, Silva et al. (2025) emphasize that the
eecveness of SEA depends on structural, pedagogical, and organizaonal condions that
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Accessibility in multifunctional resource rooms as an instrument of educational management
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foster the removal of barriers to learning and parcipaon for students who are the target au-
dience of Special Educaon, revealing persistent challenges related to teacher training, school
infrastructure, and coordinaon among professionals involved in SEA.
Other studies indicate that the municipal implementaon of the Naonal Policy on
Special Educaon from the Perspecve of Inclusive Educaon (PNEEPEI) tends to reveal both
advances and recurring challenges in dimensions directly related to the daily funconing of
MRRs. Ribas et al. (2019), in analyzing studies on policy implementaon in Brazilian munici-
palies, idenfy categories and subcategories that include SEA/MRRs, physical/architectural
accessibility, inclusive pedagogical pracces, teacher training, and instuonal support. This
systemazaon demonstrates that the success of inclusive policy depends on structural and
organizaonal condions, as well as on coordinaon among management, schools, and tea-
chers, forming a framework that goes beyond the mere existence of the service.
In this context, the concept of accessibility assumes a central role in the analysis of
Special Educaon public policies. According to Sassaki (2009), accessibility should be unders-
tood as a set of condions that enable any individual to use spaces, services, informaon, and
communicaon safely and autonomously, regardless of their physical, sensory, intellectual, or
social characteriscs. The author proposes analyzing accessibility through six interdependent
dimensions: architectural, atudinal, communicaonal, instrumental, methodological, and
programmac.
The architectural dimension refers to the eliminaon of physical barriers in school
environments, ensuring circulaon and mobility for students with disabilies. The atudi-
nal dimension concerns the atudes, values, and behaviors of individuals within the school
community and is considered fundamental for overcoming prejudice and exclusionary prac-
ces. Communicaonal accessibility involves ensuring mulple forms of communicaon, in-
cluding human and technological resources that guarantee access to informaon and social
interacon.
The instrumental and methodological dimensions relate, respecvely, to the availa-
bility of resources, materials, and assisve technologies, and to the pedagogical strategies
adopted in the teaching and learning process. Finally, the programmac dimension refers to
instuonal policies, regulaons, and guidelines that shape the organizaon of the educao-
nal system, highlighng that accessibility is also constructed at the level of polical and admi-
nistrave decision-making (Sassaki, 2009).
These dimensions are directly aligned with technical standards and guidelines appli-
cable to the educaonal context, such as the Brazilian Standard ABNT NBR 9050 (Associação
Brasileira de Normas Técnicas [ABNT], 2020), which establishes criteria and parameters for
accessibility in buildings, furniture, and equipment, and the Manual of Spaal Accessibility for
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Schools: the right to an accessible school (Dischinger et al., 2009), which reinforces accessibi-
lity as both a pedagogical and instuonal principle.
When addressing accessibility within the scope of educaonal policy and manage-
ment, it is important to disnguish between accessibility and inclusion as related, yet non-
-equivalent, concepts. Santos and Melo (2019) point out that accessibility tends to be linked to
specic needs (such as those of persons with disabilies), whereas inclusion constutes a bro-
ader human rights principle directed at all individuals, implying the need to “think of everyone
and act for each individual” in a non-standardized manner. The authors further argue that the
success of accessibility and inclusion iniaves is closely ed to the commitment and coheren-
ce demonstrated by instuonal management. This formulaon provides a theorecal basis
for understanding accessibility as a strategic axis for planning and monitoring inclusive policies
within everyday school pracces.
Thus, understanding Special Educaon public policies through the lens of accessibility
in MRRs allows the discussion of inclusion to move beyond a purely normave discourse to-
ward a concrete analysis of the instuonal condions that sustain—or weaken—the realiza-
on of the right to inclusive educaon. This perspecve contributes to the eld of educaonal
policy and management by demonstrang that school inclusion requires coordinated acons,
supported by diagnosc processes that guide decision-making and promote eecve transfor-
maons within educaonal systems.
METHODOLOGY
This study is characterized as qualitave in approach, with a bibliographic and eld-
-based design, as it sought to understand in depth how the principles of accessibility are ma-
terialized in MRRs within the context of Basic Educaon, in light of Special Educaon public
policies. The choice of a qualitave approach is jused by its capacity to analyze educaonal
phenomena in their complexity, considering the meanings aributed by parcipants and the
instuonal condions in which pracces are developed (Minayo, 2001).
Regarding the methodological design, the research was conducted in two municipal
Basic Educaon schools in the municipality of União da Vitória, in the state of Paraná, idened
as School A and School B, both of which have operaonal Mulfunconal Resource Rooms.
The selecon of these instuons was intenonal, based on the existence of SEA and the avai-
lability of teachers working in the MRRs during the period of data collecon. This delimitaon
enabled a more in-depth analysis of accessibility condions and the funconing of SEA within
the invesgated context, allowing for a more detailed understanding of pracces and instu-
onal condions related to the implementaon of Special Educaon policy at the local level.
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It is acknowledged, however, that the analysis conducted in a limited number of scho-
ols does not allow for generalizaons to other educaonal systems or contexts. Therefore, the
results should be understood as situated evidence, contribung to the understanding of the
condions under which Special Educaon public policy is implemented in a specic municipal
context, and providing analycal support for reecons in the eld of educaonal manage-
ment and inclusive educaon.
The study parcipants were teachers working in the MRRs of the selected schools,
who responded to a quesonnaire designed to gather their percepons regarding accessibility
condions within the instuons. Addionally, a structured form was used to collect data on
the six dimensions of accessibility—architectural, atudinal, communicaonal, instrumental,
methodological, and programmac—based on the framework proposed by Sassaki (2009).
The data collecon instruments were developed based on normave and technical re-
ferences regulang accessibility in the educaonal context, parcularly the Brazilian Standard
ABNT NBR 9050 (ABNT, 2020) and the Manual of Spaal Accessibility for Schools: the right to
an accessible school (Dischinger et al., 2009). These documents guided the development of
the analycal criteria, enabling the idencaon of barriers and potenalies related to ac-
cessibility in MRRs.
Data collecon was carried out through the administraon of the quesonnaire to MRR
teachers (Table 1), while the structured form was applied through direct observaon of school
spaces and vericaon of informaon with the teachers responsible for the MRRs (Table 2).
The records encompassed physical, pedagogical, communicaonal, and instuonal aspects,
allowing for an integrated view of the operang condions of the MRRs.
Table 1
DIMENSIONS OF ACCESSIBILITY
1 – How would you describe the architectural accessibility (physical structure) of the Mulfunconal Resource
Room (MRR) in your school?
2 What procedures does the school implement regarding communicaonal accessibility in acvies for
students with disabilies?
3 – How are acvies for students with disabilies carried out in relaon to atudinal accessibility?
4 Does your school have a pedagogical-polical project or any other document addressing programmac
accessibility that includes the need for a Mulfunconal Resource Room?
5 According to methodological accessibility, which learning methods are applied? Do you produce and/or
use appropriate teaching materials to meet the needs of students with disabilies?
6 How does your school use study tools in terms of instrumental accessibility? Is there any type of adaptaon
of teaching materials? Regarding the use of technologies, are devices, tools, or other assisve technology
resources employed?
7 – How many students aend the MRR, and what types of disabilies do they have?
Quesonnaire for Assessing Accessibility Administered to Teachers
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Note. Adapted from Vasconcelos and Sonza (2017).
8 – What strategies does your school use with students who have disabilies?
Table 2
ARCHITECTURAL DIMENSION
Corridor width Note the measurements and whether they comply
with the current standard.
Circulaon area width
Entrance ramp
Yes or no; do they comply with the current standard?
Ramps to classrooms
Ramp to the restroom
Ramp to the library
Adapted restrooms
Grab bars
Non-slip ooring
Tacle ooring
Level dierences
ATTITUDINAL DIMENSION
Teachers’ recepon
Observe on site and take notes
Students’ recepon
Relaonship with teachers
Relaonship with other students
School–family relaonship
COMMUNICATIONAL DIMENSION
Use of Brazilian Sign Language (Libras) in the
classroom context
Observe on site, ask the SRM teachers quesons,
and take notes.
Use of Braille in the classroom context
Study groups on disabilies
Study groups on diversity
Sta awareness
School community awareness
Use of signage and universal design
Data Collecon Form for Assessing Accessibility in MRRs
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For data analysis, the content analysis technique proposed by Bardin (2016) was adop-
ted as a reference, structured in the stages of pre-analysis, material exploraon, and treatment
and interpretaon of results. Data categorizaon was guided by a themac analysis process,
in which responses obtained from the research instruments were organized and interpreted in
light of the accessibility dimensions proposed by Sassaki (2009). These dimensions constuted
a priori analycal categories, allowing for the systemazaon of empirical evidence according
to the dierent types of barriers and accessibility condions idened in the Mulfunconal
Resource Rooms. Based on this procedure, the data were grouped into themac units cor-
responding to the analycal dimensions, enabling the interpretaon of how each dimension
manifests within the invesgated context.
Regarding ethical procedures, the study was submied to and approved by a Research
Ethics Commiee (approval no. 5,497,756), in accordance with the ethical principles governing
research involving human parcipants. All parcipants signed an Informed Consent Form, en-
suring the condenality of informaon, the anonymity of parcipants, and the exclusive use
INSTRUMENTAL DIMENSION
Adequacy of pedagogical materials
Observe on site, ask the SRM teachers, and take
notes.
Adequacy of school furniture
Inclusive games
Computers for student use
Laptops for classroom use
Projector
Sound equipment
TVs and DVDs
METHODOLOGICAL DIMENSION
Professionals with specialized training
Observe on site, ask the SRM teachers, and take
notes.
Adaptaon of the school environment
Adaptaon of teaching methods
Adaptaon of teaching modalies
Specialized Educaonal Assistance
Co-teaching = partnership between the mainstream
classroom teacher and the SEA teacher
Interns
Learning laboratory
Various projects
Note. Adapted from Fávero and Costa (2014).
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of data for academic and scienc purposes, in compliance with current regulaons (Brazil,
2012).
The adopted methodology enabled not only the idencaon of accessibility condi-
ons in MRRs but also the construcon of a diagnosc framework that serves as a relevant
analycal tool for understanding Special Educaon public policies in pracce, highlighng
their implicaons for the organizaon of pedagogical work and for educaonal management
processes.
It is important to note that the empirical data analyzed in this arcle are part of a bro-
ader study developed within the Graduate Program in Basic Educaon, whose invesgave
trajectory was systemazed in a masters thesis (Ferreira, 2023). Part of the results concerning
the diagnosis of accessibility condions in MRRs was previously published in another scienc
arcle (Ferreira & Silva, 2024). Unlike that study, which focused on the descripve analysis of
empirical data and on the contribuon of applied research to Basic Educaon, the present ar-
cle proposes an analycal shi by deepening the discussion of the implicaons of these ndin-
gs for educaonal management and for the eecveness of Special Educaon public policies.
It therefore constutes a disnct analycal approach, guided by specic objecves and orien-
ted toward the interface between public policy, accessibility, and educaonal management.
ANALYSIS AND DISCUSSION OF RESULTS
Data analysis revealed that the implementaon of Special Educaon public policies,
with regard to accessibility in MRRs, occurs in an uneven, fragmented, and, in many respects,
weakened manner. Although the schools invesgated are part of the same municipal educa-
on system and subject to the same legal regulaons, signicant dierences were observed
in the materializaon of accessibility dimensions, revealing recurring tensions between the
formal policy framework and its implementaon in the context of school pracce.
This nding aligns with the historical analysis presented by Jannuzzi (2012), which
shows that Special Educaon in Brazil has been marked by disconnuies, isolated acons,
and dicules in the instuonalizaon of public policies. Although legal frameworks have
advanced in recognizing rights, the eecve implementaon of school inclusion depends on
structural, administrave, and polical condions that are not always consolidated within
educaon systems. This interpretaon is consistent with the ndings of Silva et al. (2018),
who indicate that the Naonal Policy on Special Educaon from the Perspecve of Inclusive
Educaon is connuously reinterpreted in pracce, producing uneven outcomes across syste-
ms and instuons.
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With regard to the architectural dimension, the results indicated the persistence of
physical barriers that compromise the autonomy and mobility of students with disabilies,
such as the absence of adequate ramps, insucient adapted restrooms, and inadequate ac-
cessible signage.
Among the situaons reported by teachers, dicules related to the absence or inade-
quacy of ramps and the limited availability of adapted spaces within school instuons were
parcularly highlighted. As one parcipant noted, “the school has some adaptaons, but we
sll encounter dicules in ensuring full access for all students to dierent environments.
These limitaons demonstrate a gap between the parameters established by ABNT
NBR 9050 (ABNT, 2020) and the actual condions observed in school instuons, also highli-
ghng the need for management decisions related to planning and priorizing investments in
accessibility. Although legislaon guarantees the right to accessible environments, its imple-
mentaon depends on polical and administrave decisions within educaonal management,
parcularly regarding planning and investment priorizaon—an aspect also idened in stu-
dies on the municipal implementaon of inclusive policy (Ribas et al., 2019).
The atudinal dimension emerged as one of the most sensive elements for the eec-
ve implementaon of inclusive educaon. Teachers emphasized the importance of collecve
commitment within the school community to the inclusion of students with disabilies. One
teacher stated that “the work of inclusion depends greatly on collaboraon among teachers,
the school, and the family,” highlighng that school inclusion involves not only structural con-
dions but also atudes and instuonal relaonships. Data analysis indicated the need to
expand connuing educaon processes and awareness iniaves within the school communi-
ty. As noted by Mazzoa (1996), inclusion is not achieved merely by the presence of students
with disabilies in mainstream schools; it requires transformaons in pedagogical concepons,
social relaonships, and instuonal culture. When such changes are not assumed as collec-
ve and instuonal responsibilies, inclusion tends to rely on individual teacher iniaves,
thereby weakening the connuity of inclusive pracces.
With regard to the communicaonal dimension, the analysis revealed weaknesses re-
lated to the provision of resources and services that ensure accessible communicaon for stu-
dents with disabilies, such as the presence of specialized professionals and access to appro-
priate materials. These limitaons compromise students’ full parcipaon in the educaonal
process and reinforce the understanding that school inclusion requires public policies arcula-
ted across educaon, accessibility, and human rights, as established by the Naonal Policy on
Special Educaon from the Perspecve of Inclusive Educaon (Brazil, 2008).
The instrumental dimension showed that, although some of the equipment and peda-
gogical materials intended for MRRs are available, their quanty, diversity, and level of upda-
ng remain insucient. As reported by one of the parcipang teachers, “there are some
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resources in the resource room, but we oen need to adapt materials or seek other strategies
to meet students’ needs.In their statements, teachers indicated that the pedagogical use of
these resources does not always occur systemacally, demonstrang that the mere provision
of materials does not, in itself, ensure the implementaon of inclusion. This nding aligns with
the analysis of Ribas et al. (2019), who idenfy that the implementaon of Special Educaon
policy in Brazilian municipalies faces recurring challenges related to the arculaon among
resources, teacher training, and instuonal support, parcularly within MRRs.
In the methodological dimension, the data highlight the eorts of teachers to deve-
lop dierenated strategies to meet the needs of students aending MRRs, indicang that
the instuonalizaon of inclusive pracces depends on training and support policies dened
within the scope of educaonal management. Teachers reported the constant need to adapt
pedagogical acvies, considering the specicies of each student. As one parcipant stated,
“it is necessary to connuously adapt acvies so that students can follow and develop their
learning.However, such pracces remain strongly dependent on the individual engagement
of teachers and lack greater instuonalizaon within school pedagogical projects and within
the guidelines of the educaon system. This reliance on individual eort reveals historical li-
mitaons of Special Educaon policy in Brazil, as analyzed by Mazzoa (1996) and Jannuzzi
(2012), who point to the fragility of inclusive acons when dissociated from consistent mana-
gement policies.
Finally, the programmac dimension revealed gaps in the incorporaon of accessibility
as a structuring axis of planning, monitoring, and evaluaon processes in educaonal policies.
Although the public policy is formally established, the results indicate that accessibility sll oc-
cupies a peripheral posion in instuonal documents and management pracces. As argued
by Santos and Melo (2019), the success of accessibility and inclusion iniaves is closely linked
to the commitment and coherence demonstrated by instuonal management, reinforcing
the need to incorporate accessibility as a polical and administrave premise.
The results observed across the dierent dimensions of accessibility—parcularly the
weaknesses related to structural condions, teacher training, and the arculaon between
SEA and mainstream educaon—reinforce that the eecve implementaon of school inclu-
sion depends on instuonal and management condions that sustain SEA and MRRs on a
connuous basis, beyond isolated iniaves. In line with this, recent studies have emphasized
similar challenges in the implementaon of Special Educaon policies from an inclusive pers-
pecve (Furlaneto, 2025; Silva et al., 2025).
In this sense, the analysis of accessibility dimensions in MRRs demonstrates that the
challenges of school inclusion are not limited to pedagogical pracces or school infrastructure,
but directly involve planning, monitoring, and decision-making processes within educaonal
management.
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Barbosa (2024), in analyzing teachers’ percepons in Mulfunconal Resource Rooms,
idenes weaknesses related to the instuonalizaon of inclusive policies, teacher training,
and the operaonal condions of SEA, converging with the interpretaon constructed from
the data of this study. Complementarily, Gai (2025) points out that, in the post-pandemic pe-
riod, the organizaon of MRRs remains marked by territorial and instuonal inequalies,
highlighng the central role of educaonal management in mediang between the normave
frameworks of public policies and school pracces.
IMPLICATIONS OF THE RESEARCH RESULTS FOR EDUCATIONAL MANAGE-
MENT
The ndings of this study demonstrate that accessibility in MRRs should be unders-
tood as a strategic indicator of the eecveness of Special Educaon public policies, ra-
ther than merely as a set of technical or structural adjustments. From this perspecve, the
analysis of accessibility dimensions enables educaonal management to develop a crical
understanding of the instuonal condions that sustain—or weaken—the implementaon
of inclusive educaon within the school context.
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Figure 1 presents an analycal-conceptual framework in which accessibility is posi-
oned as a mediang axis between the formulaon of Special Educaon public policies and
their implementaon within the school context. The diagnosis of accessibility dimensions in
MRRs supports processes of planning, training, investment, monitoring, and evaluaon wi-
thin educaonal management, contribung to the connuous feedback of inclusive policies.
The analysis of accessibility dimensions—architectural, atudinal, communicao-
nal, instrumental, methodological, and programmac (Sassaki, 2009)—makes it possible to
idenfy empirical evidence that reveals both weaknesses and potenalies in the imple-
mentaon of public policies. These ndings, systemazed through an instuonal diagno-
sis, provide relevant input for planning, decision-making, and evaluaon processes within
educaonal management.
The idened architectural barriers, for example, indicate that physical accessibility
has not yet assumed a central role in planning processes and in the priorizaon of in-
vestments, despite its legal provision. This nding reinforces that educaonal management
Note. Authors (2026).
Figure 1Figure 1
Accessibility in MRRs as a mediang axis between public policies and educaonal management
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plays a decisive role in translang normave guidelines into connuous structural acons.
Similarly, the weaknesses observed in the atudinal and methodological dimensions de-
monstrate that school inclusion remains, to a large extent, dependent on individual teacher
iniaves, revealing limitaons in the instuonalizaon of inclusive policies—an aspect
already highlighted by Mazzoa (1996) when discussing the historical fragility of Special
Educaon in the absence of consistent management policies.
In the same vein, with regard to the communicaonal and instrumental dimensions,
the results indicate challenges related to the arculaon among public policies, available re-
sources, and pedagogical pracces. The insucient availability of specialized professionals,
assisve technologies, and accessible materials demonstrates that the provision of resour-
ces alone does not ensure the implementaon of inclusion, requiring integrated acons in
training, monitoring, and instuonal support. This scenario aligns with Jannuzzi (2012),
who emphasizes that the disconnuity of acons and the fragmentaon of policies under-
mine the consolidaon of inclusive educaon as a state policy.
The programmac dimension, in turn, highlights the need to incorporate accessi-
bility as a structuring axis within instuonal documents and in the monitoring processes
of educaonal policies. As illustrated in Figure 1, the absence of systemac accessibility
indicators in the planning processes of educaon systems limits the capacity of educaonal
management to assess the eecveness of inclusive acons and to promote the necessary
adjustments over me.
Thus, by arculang public policies, accessibility, and empirical evidence, this study
demonstrates that the diagnosis of accessibility dimensions in MRRs constutes a powerful
analycal tool for educaonal management. Beyond idenfying problems, this diagnosc
approach supports planning processes, connuing professional development, priorizaon
of investments, and the evaluaon of Special Educaon public policies, contribung to the
connuous improvement of inclusive policies.
Accordingly, accessibility, understood in its muldimensional nature, assumes a cen-
tral role in the eecve implementaon of inclusive educaon, demonstrang that ensu-
ring the right to educaon for students with disabilies requires educaonal management
commied to robust diagnoscs, evidence-based decision-making, and instuonal acons
aligned with public policies.
FINAL CONSIDERATIONS
This study analyzed accessibility in Mulfunconal Resource Rooms (MRRs) in light
of Special Educaon public policies, demonstrang how the materializaon of these policies
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within the school context occurs in an uneven and, in many respects, fragile manner. By
considering the dimensions of accessibility—architectural, atudinal, communicaonal,
instrumental, methodological, and programmac—it was possible to understand that the
eecve implementaon of inclusive educaon goes beyond the formal compliance with
legal frameworks, requiring coordinated instuonal acons supported by connuous pro-
cesses of planning, monitoring, and evaluaon.
The ndings indicate that, although the Brazilian normave framework ensures the
right to inclusive educaon (Brazil, 1996; Brazil, 2008; Brazil, 2015), barriers persist that
compromise the access, parcipaon, and learning of students with disabilies in the scho-
ols analyzed. These barriers reveal historical tensions between the formulaon of public
policies and their concrete implementaon, reinforcing the understanding that school inclu-
sion constutes a social, polical, and instuonal process, rather than merely a technical
or pedagogical issue (Mazzoa, 1996; Jannuzzi, 2012).
In this context, the study demonstrates that accessibility in MRRs serves as a relevant
indicator of the eecveness of Special Educaon public policies, as synthesized in Figure 1.
The diagnosis of accessibility dimensions proved to be a powerful analycal tool, capable of
revealing both weaknesses and potenalies of inclusive policy at the local level, thereby
supporng reecons in the eld of educaonal policy and management. By making explicit
the actual operang condions of MRRs, this diagnosc approach contributes to shiing the
debate on inclusion from a normave perspecve to a concrete analysis of the instuonal
condions that sustain the schooling of students with disabilies.
The implicaons of the ndings for educaonal management reinforce the need to
incorporate accessibility as a structuring axis of educaonal planning, connuing profes-
sional development, investment priorizaon, and the monitoring of public policies. The
absence of systemac accessibility indicators in management processes limits the capacity
of educaon systems to assess the eecveness of inclusive acons and to implement ne-
cessary adjustments, thereby hindering the consolidaon of inclusive educaon as a state
policy.
As a limitaon of the study, it is important to highlight the empirical scope restricted
to a specic municipal context, which does not allow for broad generalizaons. However, this
delimitaon does not diminish the relevance of the ndings, as the idened weaknesses
are consistent with challenges historically documented in the literature on Special Educaon
and inclusion in Brazil. On the contrary, the study provides a basis for further reecons and
future research in other educaonal contexts, expanding the debate on accessibility, public
policies, and educaonal management.
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10.22633/rpge.v29i00.21037
Accessibility in multifunctional resource rooms as an instrument of educational management
e-ISSN: 1519-9029
In conclusion, the eecve implementaon of inclusive educaon requires more
than consistent legal frameworks; it demands educaonal management commied to sys-
temac diagnoscs, evidence-based decision-making, and instuonal acons aligned with
public policies. By conceptualizing accessibility as a mediaon between policy and pracce,
this study contributes to the eld of educaonal policy and management by demonstrang
that the diagnosis of accessibility dimensions can serve as an analycal instrument to guide
planning, monitoring, and evaluaon processes of inclusive policies.
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Revista on line de Política e Gestão Educacional (RPGE), Araraquara, v. 29, n. 00, e025119, 2025.
Lislaine Paula Queiróz FERREIRA, Madalena Pereira da SILVA, Vera Lucia SIMÃO,
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Simone Caroline PIONTKEWICZ, & Adelcio Machado dos SANTOS
e-ISSN: 1519-9029
Processing and eding: Editora Ibero-Americana de Educação
Proofreading, formang, standardizaon and translaon
CRediT Author Statement
Acknowledgements: Municipal Department of Educaon of União da Vitória, Paraná.
Funding: None.
Conicts of interest: None.
Ethical approva: Yes. This study derives from a masters dissertaon, whose research
project was approved by the Research Ethics Commiee of Alto Vale do Rio do Peixe
University (UNIARP).
Data and material availability: Data and material availability.
Authors’ contribuon: The rst author conducted the research (data collecon and
analysis); the second author contributed to the organizaon and wring of the manus-
cript; the remaining authors performed the crical review of the manuscript.