RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026046, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21196 1
CONCEPÇÃO DE FORMAÇÃO HUMANA NO ENSINO MÉDIO INTEGRADO:
CONTRADIÇÕES E RESISTÊNCIA NO PDI DO IFRO
CONCEPCIÓN DE LA FORMACIÓN HUMANA EN LA EDUCACIÓN SECUNDARIA
INTEGRADA: CONTRADICCIONES Y RESISTENCIA EN EL PDI DEL IFRO
CONCEPTION OF OMNILATERAL HUMAN DEVELOPMENT IN VOCATIONAL
EDUCATION INTEGRATED TO SECONDARY SCHOOL: CONTRADICTIONS AND
RESISTANCE IN IFRO’S INSTITUTIONAL DEVELOPMENT PLAN (PDI)
Jorge Washington de Amorim Junior
1
e-mail: jorge.a[email protected]
Sheylla Chediak
2
e-mail: sheylla.ch[email protected]
Gedeli Ferrazzo
3
e-mail: ged[email protected]
Jair Lopes Junior
4
e-mail: jair.lo[email protected]
Como referenciar este artigo:
Amorim Junior, J. W., Chediak, S., Ferrazzo, G., & Lopes Junior, J.
(2026). Concepção de formação humana no Ensino Médio
Integrado: contradições e resistência no PDI do IFRO. Revista on
line de Política e Gestão Educacional, 30, e026046.
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.21196
| Submetido em: 20/01/2026
| Revisões requeridas em: 16/04/2026
| Aprovado em: 30/04/2026
| Publicado em: 30/05/2026
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Bauru São Paulo (SP) Brasil.
Doutorando em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Mestre em Psicologia. Professor do Ensino
Básico, Técnico e Tecnológico do Instituto Federal de Rondônia (IFRO).
2
Instituto Federal de Rondônia (IFRO), Porto Velho Rondônia (RO) Brasil. Doutora em Educação Escolar e
Mestre em Psicologia. Professora Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Instituto Federal de Rondônia (IFRO).
3
Universidade Estatual de Campinas (UNICAMP), Campinas São Paulo (SP) Brasil. Doutoranda em
Educação. Mestre em Educação. Professora Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Instituto Federal de
Rondônia (IFRO).
4
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Bauru São Paulo (SP) Brasil. Doutor
em Psicologia. Mestre em Psicologia. Professor do Programa de Pós-graduação em Psicologia do
Desenvolvimento e Aprendizagem.
Concepção de formação humana no Ensino Médio Integrado: contradições e resistência no PDI do IFRO
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026046, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21196 2
RESUMO: Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia têm como um de seus
objetivos a oferta da educação profissional integrada ao ensino médio, fundamentada em uma
perspectiva de formação integral e emancipadora. Contudo, tais pressupostos inserem-se em
um campo de disputas entre distintos conceitos ontológicos e sociais. Essas disputas se
expressam nos Planos de Desenvolvimento Institucional (PDIs), especialmente no Projeto
Pedagógico Institucional (PPI), que orienta as concepções curriculares. Este artigo objetiva
compreender como a educação profissional integrada ao ensino médio é concebida nos PDIs
do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), à luz do Materialismo Histórico-Dialético. Realiza-
se uma análise documental de todos os PDIs desde a instalação do IFRO, buscando identificar
manutenções, rupturas e contradições nas concepções apresentadas. Os resultados evidenciam
tensões recorrentes entre o ideal de formação integral e as exigências que a restringem ao
mercado de trabalho, apontando para contradições inerentes à organização da educação
profissional no contexto brasileiro.
PALAVRAS-CHAVE: Ensino Médio Integrado. IFRO. Planos de Desenvolvimento
Institucional. Projeto Pedagógico Institucional. Materialismo Histórico-Dialético.
RESUMEN: Los Institutos Federales de Educación, Ciencia y Tecnología en Brasil tienen,
entre sus objetivos, la promoción de la educación profesional integrada a la educación
secundaria desde una perspectiva educativa emancipadora. Sin embargo, este objetivo se sitúa
en un campo de disputa entre distintas concepciones de mundo y de humanidad. Dichas
disputas se expresan en el Plan de Desarrollo Institucional (PDI), particularmente en el
Proyecto Pedagógico Institucional, que orienta el currículo escolar. El presente artículo tiene
como objetivo analizar cómo se concibe la educación profesional integrada a la educación
secundaria en el PDI del IFRO, a la luz del Materialismo Histórico-Dialéctico. Se realiza un
análisis documental con el fin de identificar contradicciones en las concepciones presentadas.
Los resultados señalan tensiones persistentes entre el ideal de la educación omnilateral y las
demandas orientadas al mercado que la restringen, revelando contradicciones inherentes a la
educación profesional en el contexto brasileño.
PALABRAS CLAVE: Educación Secundaria Integrada. IFRO. Planes de Desarrollo
Institucional. Proyecto Pedagógico Institucional. Materialismo Histórico-Dialéctico.
ABSTRACT: The Federal Institutes of Education, Science and Technology in Brazil have,
among their objectives, the promotion of vocational education integrated to secondary school
from an emancipatory educational perspective. This objective, however, is situated within a
field of dispute between distinct conceptions of world and humanity. Such disputes are
expressed in the Institutional Development Plan (PDI), particularly in the Institutional
Pedagogical Project, which guides the school curriculum. This paper aims to analyze how
vocational education integrated with secondary education is conceived in the IFRO’s PDI, in
light of Dialectical and Historical Materialism. A documentary analysis is conducted to identify
contradictions within the articulated conceptions. The findings indicate persistent tensions
between the ideal of omnilateral education and market-oriented demands that constrain it,
revealing contradictions inherent to vocational education in the Brazilian context.
KEYWORDS: Integrated Secondary Education. IFRO. Institutional Development Plans.
Institutional Pedagogical Project. Historical-Dialectical Materialism.
Jorge Washington de Amorim Junior, Sheylla Chediak, Gedeli Ferrazzo & Jair Lopes Junior
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026046, 2026. e-ISSN: 1519-9029
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INTRODUÇÃO
A Lei 11.892/2008, que instituiu a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e
Tecnológica (RFEPCT) e criou os Institutos Federais (IFs), determinou o Ensino Médio
Integrado (EMI) como prioridade de oferta na sua consolidação conceitual e política,
estabelecendo uma proposta pedagógica de “conjugação de conhecimentos técnicos e
tecnológicos” que objetivam a superação da instrumentalização estritamente pragmática, com
foco na ciência, “constituir-se como centro de excelência no ensino de ciência, estimulando o
espírito crítico” e “estimular a pesquisa, a produção cultural e o desenvolvimento científico e
tecnológico” (Art. Brasil, 2008, art. 6º). Ademais, os objetivos dos IFs incluem a emancipação
do cidadão: “estimular e apoiar processos educativos que levem à geração de trabalho e renda
e à emancipação do cidadão na perspectiva do desenvolvimento socioeconômico local e
regional” (Brasil, 2008, art. 7º). Dessa maneira, é possível reconhecer as dimensões política e
social, com centralidade no trabalho, ciência, tecnologia e cultura e, por outro lado, também
emergem as contradições inerentes a política contra-hegemônica inserida em um contexto da
hegemonia neoliberal.
Partimos da afirmação de que o EMI nos IFs se constitui como um projeto contra-
hegemônico e, portanto, desafiador, por assumir o compromisso de ofertar uma formação
omnilateral, que visa contemplar todas as dimensões da vida humana, a saber, trabalho, ciência
e cultura (Ramos, 2008a), proporcionando a superação da lógica instrumental que
historicamente marcou a educação profissional no Brasil.
Nesse contexto, o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), que contempla em
uma de suas seções o Projeto Pedagógico Institucional (PPI), constitui a expressão institucional
do projeto político-educacional dos IFs e revela, em sua estrutura, as concepções ontológicas,
epistemológicas e sociopolíticas de formação. Por conseguinte, se constitui como pressuposto
que orienta a formulação das propostas pedagógico-curriculares dos cursos, tornando-se,
portanto, importante objeto de investigação.
Esta investigação tem como ponto de partida um recorte de pesquisa realizada no âmbito
do Mestrado em Psicologia Escolar, por Amorim Junior (2019), na qual foram examinados três
PDIs do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), com vigência entre 2009 e 2022, além de um
PPC do EMI, para compreender a proposta de formação integrada e de superação da dualidade
estrutural. Neste artigo, no entanto, priorizamos os PDIs, com ampliação do escopo de análise
para a última versão do PDI (2023-2027), bem como a atualização do referencial teórico.
Concepção de formação humana no Ensino Médio Integrado: contradições e resistência no PDI do IFRO
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Assim, são objetos de análise os PDIs dos seguintes períodos: 2009-2013, 2014-2017, 2018-
2022 e 2023-2027.
O objetivo geral do artigo é compreender como o EMI tem sido concebido no PDI do
IFRO, à luz dos pressupostos político-conceituais da lei de criação da RFEPCT. Para tanto, são
examinadas a missão, visão, valores e as concepções filosóficas, pedagógicas e teórico-
metodológicas expressas no documento, observando como se configura a articulação entre
trabalho, ciência e cultura, e a intencionalidade de emancipação humana enquanto finalidade
educativa.
Com base no Materialismo Histórico-Dialético (MHD), bem como na Pedagogia
Histórico-Crítica e na Psicologia Histórico-Cultural, esta análise pretende revelar, para além da
aparência nos referidos textos normativos do IFRO, as contradições presentes, evidenciando
avanços, recuos e impasses no enfrentamento da dualidade educacional ao longo de quase vinte
anos no IFRO.
Ensino Médio Integrado: um projeto contra-hegemônico
A história da educação no Brasil, em especial do Ensino Médio, é caracterizada pela
dualidade educacional entre um modelo de ensino preparatório para a formação de dirigentes e
uma formação imediata para os dirigidos. Nesse contexto, Ramos (2008a) afirma que “a
dualidade educacional é uma manifestação específica da dualidade social inerente ao modo de
produção capitalista”, ou seja, é um reflexo do modo de produção no currículo. A explicação
da origem desse fenômeno é atribuída por Moura (2007) ao cunho assistencialista da educação
profissional, que, em sua gênese, era destinada aos mais pobres, enquanto a educação
propedêutica era direcionada às elites. O autor explica ainda que, no Brasil, a educação
profissional tem sua origem em 1809, quando o Decreto do Príncipe, que seria o futuro D. João
VI, inaugura o Colégio das Fábricas. A partir disso, muitas instituições foram criadas pelo
estado e buscavam crianças desfavorecidas socialmente para receber a formação profissional.
Assim, chega em 1930, conforme afirma Moura (2007), dual e, até a atualidade, ainda busca
formas de superar essa dualidade. Portanto, não podemos analisar a educação profissional, nem
mesmo qualquer modalidade da educação formal, descolada do contexto histórico.
Kuenzer (2007, p. 1162) explica que a dualidade existente na educação não pode ser
resolvida por ela mesma, uma vez que se configura como consequência da “necessidade de
valorização do capital, a partir da propriedade privada dos meios de produção; ou seja, a divisão
técnica, que separa teoria e prática, é consequência do processo de valorização do capital”. No
Jorge Washington de Amorim Junior, Sheylla Chediak, Gedeli Ferrazzo & Jair Lopes Junior
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entanto, a própria autora também aponta para as contradições e não nega que, “como em todo
processo contraditório, haja espaço para processos emancipatórios [...]”. Com base nisso, esta
investigação reconhece que, embora os IFs tenham sido criados como um projeto de educação
emancipadora, a realidade concreta se coloca em disputa por distintos projetos societários: por
um lado, do projeto hegemônico que se restringe a adaptar o trabalhador às necessidades mais
imediatas e pragmáticas, portanto alienadas; por outro lado, um projeto contra-hegemônico, que
visa à construção de uma sociedade mais justa ao promover acesso a uma formação que
contempla todas as dimensões da vida humana. Para o nível médio, a educação profissional, de
acordo com Ramos (2008b, p. 554), estaria pautada “na integração entre trabalho, ciência,
tecnologia e cultura”, propondo a superação da distância e fragmentação entre a formação geral
e a específica e, assim, [esse] ensino se apresentaria como uma síntese superadora do
academicismo clássico e do profissionalismo estreito”.
Integrar essas dimensões, conforme Ramos (2008a), implica em compreender o trabalho
tanto como realização humana, no sentido ontológico, quanto como prática econômica,
relacionado ao meio de produção. A ciência enquanto conhecimentos produzidos pelo ser
humano permite o avanço produtivo e a cultura está relacionada aos valores que orientam o
comportamento social. Compreender a relação dessas dimensões pressupõe compreender o
trabalho como princípio educativo, que significa “[...] dizer que o ser humano é produtor de sua
realidade e, por isto, se apropria dela e pode transformá-la” (Ramos, 2008a).
Assim, reconhecemos que os IFs estão imersos em um sistema de valorização do capital,
permeados por políticas neoliberais que assolam o projeto formativo e impõem o modo de
gestão gerencialista. Em investigação sobre o atual estado das pesquisas em relação às práticas
de gerencialismo e/ou gestão democrática nos IFs, a partir de análise documental dos PDIs,
Pachalski e Araújo (2024) apontam resultados que mostram o impacto do modelo gerencial na
gestão escolar, que estrangula as possibilidades de uma educação emancipadora. Os autores
destacam que, mesmo que não seja possível escapar dessa ordem do discurso neoliberal para a
gestão pública, há possibilidades de resistência ao afirmar a gestão democrática, mais alinhada
aos princípios de educação emancipadora.
Nesse contexto, vale destacar que os IFs são pressionados pelos ditames dos organismos
internacionais e suas expectativas para os países latino-americanos. Conforme aponta Chediak
(2024, p. 77), “é importante compreender a posição do Brasil na teia global, o que é esperado e
orientado pelos organismos internacionais e pelas demandas que se configuram como
estratégias de expansão do capitalismo moderno”. Nesse contexto, a autora afirma que “as
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políticas para a educação profissional são fortemente influenciadas pelas recomendações dos
organismos internacionais” (Chediak, 2024, p. 80), a exemplo do estudo publicado pelo Banco
Mundial em 2010, intitulado Achieving World Class Education in Brazil: The Next Agenda,
que aponta “recomendações” para a agenda da Educação Básica brasileira entre os anos de 2010
a 2020, destacando em um dos pontos a necessidade de preparação em nível médio da força de
trabalho para o culo XXI. As recomendações, no entanto, assumem nas entrelinhas um caráter
instrumental e voltado para atender às demandas mais imediatas.
Sendo assim, a busca pela oferta de uma educação emancipadora se coloca não somente
como desafiadora, mas contra hegemônica por propor uma educação politécnica, ou seja, “uma
educação que possibilita a compreensão dos princípios científico-tecnológicos e históricos da
produção moderna, de modo a orientar os estudantes à realização de múltiplas escolhas”
(Ramos, 2008a).
Essa cisão entre a técnica instrumental e o conhecimento dos princípios científico-
tecnológicos e históricos que possibilitam a compreensão da técnica influencia na formação do
indivíduo, em sua constituição como ser humano. Nesse sentido, Duarte (2013) pontua que a
formação humana exige uma educação que promova a apropriação dos conhecimentos clássicos
historicamente produzidos, da cultura e do trabalho como dimensões para que o sujeito
compreenda sua realidade e possa transformá-la de modo consciente. Para o autor, a formação
será alienante se não resultar em “efetivação, na existência individual, das possibilidades
historicamente produzidas de objetivação consciente, social, livre e universal” (Duarte, 2013,
p. 98). Ou seja, a apropriação crítica da cultura é condição para a formação da individualidade
“para-si. Isto é, a passagem do indivíduo de uma existência meramente determinada pelas
condições externas, ou para-outro’, para uma forma de existência consciente, autônoma e
capaz de compreender e transformar a realidade em que vive (Duarte, 2013, p. 98). Assim, a
continuidade da cisão entre formação geral e da técnica enfraquece o projeto emancipador e
abre espaço para o avanço de concepções pragmáticas vinculadas às pedagogias do aprender a
aprender (Duarte, 2010).
Com base nos estudos vigotskianos, Martins (2013) argumenta que o desenvolvimento
das funções psíquicas superiores, condição para humanização, ocorre por meio da mediação e
da apropriação de instrumentos culturais, especialmente os sistemas de signos, ou seja, a
linguagem. Entre essas funções, estão a atenção, a sensação, a percepção, a imaginação, a
memória, o pensamento, a linguagem, o sentimento e a emoção. No processo educativo, essa
mediação deve ser intencionalmente planejada, de modo a possibilitar o salto qualitativo no
Jorge Washington de Amorim Junior, Sheylla Chediak, Gedeli Ferrazzo & Jair Lopes Junior
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desenvolvimento do psiquismo (consciência/cognição), o que exige o acesso sistemático aos
conhecimentos científicos, tecnológicos e culturais. Ou seja, se a Educação Profissional e
Tecnológica (EPT) é reduzida a ensinar tarefas para atender estritamente a lógica da
empregabilidade, prejuízo para o pleno desenvolvimento das funções psíquicas superiores e,
assim, nega seu potencial humanizador.
Conforme vimos, a busca pela superação da dualidade envolve determinações como
tempo, história, processos formativos e administrativos de diversas ordens, compreendendo
desde o modelo de gestão escolar na perspectiva da gestão democrática, a formação continuada
de docentes e técnicos, a garantia de orçamento, infraestrutura e pessoal, bem como foco
permanente na integração como cultura escolar. No entanto, esse projeto está constantemente
ameaçado por políticas neoliberais, a exemplo da reforma do Ensino dio, que intensifica a
fragmentação curricular como via de privatização da educação básica. Essa velha política
transvestida de “nova” para o ensino médio no Brasil apresenta uma pseudo-modernidade, sob
a justificativa da necessidade de um currículo flexível em que o estudante possa optar por seu
itinerário formativo, e fragmenta ainda mais os conhecimentos curriculares.
Cabe aos IFs continuar percorrendo um caminho na busca pela compreensão para
elaborar enfrentamentos com vistas à superação do dualismo no currículo, criando as
contradições, especialmente em seus documentos institucionais, que regulamentem uma prática
emancipadora, reconhecendo os desafios que se colocam para isso. Nesse sentido, Ramos
(2008, p. 555) advoga que, para avançar, é preciso romper com vertentes tecnicistas e
supostamente novas e que [resgatar] preocupações que as tendências neoconservadoras nos
quiseram fazer esquecer talvez seja um dos primeiros compromissos a ser assumido em busca
de uma outra hegemonia”. Nessa direção, Kuenzer (2005) argumenta que, para transformar um
projeto pedagógico, é preciso transformar a base material de produção. Como vimos, a autora
não nega que, dentro das contradições, é possível estabelecer processos emancipatórios
(Kuenzer, 2007) e, para tanto, é preciso compreender os fenômenos históricos, sociais,
econômicos e políticos e a relação desses com a educação.
Dessa forma, é possível, por exemplo, compreender como a pedagogia neoliberal, que
é hegemônica, se apropria de concepções elaboradas no âmbito da pedagogia contra-
hegemônica ao simular uma democratização no ambiente escolar e produzir discursos e práticas
ambíguas. Isso se reflete nas políticas e no currículo dos IFs, conforme aponta Araújo (2022),
ao afirmar que a hegemonia difunde intencionalmente as confusões e ambiguidades ao usar
termos como formação humana integral, formação para ou no trabalho, protagonismo juvenil
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etc., buscando aparentar similaridades para criar maior aceitação e conformismo, com o
objetivo de legitimar o discurso para defender reformas educacionais nessa perspectiva. Assim,
conforme Araújo (2022, p. 101), “percebe-se que um dos objetivos dessas políticas é o de se
apropriar de determinadas terminologias com vistas a negar o seu caráter emancipatório,
gerando ambiguidades, visando estabelecer formas de dominação”.
Em outras palavras, o discurso de interesse hegemônico se coloca como emancipador,
mas, na prática, assume caráter adaptacionista e utilitarista, a serviço de um mercado de
exploração de mão de obra barata. Na perspectiva hegemônica neoliberal para a educação,
prevalece a fragmentação, o pragmatismo e a subordinação ao mercado. Nesse sentido, Duarte
(2010) argumenta que as pedagogias hegemônicas na contemporaneidade, tais como o
construtivismo, a pedagogia das competências e a pedagogia do professor reflexivo, apresentam
elementos como o relativismo e pragmatismo em sua base epistemológica, negando a totalidade
das relações educativas e gerando a fragmentação curricular. Essas pedagogias, segundo o
autor, tendem a relativizar a ciência e a reduzir o conhecimento à sua utilidade mais imediata e
à resolução de problemas do cotidiano.
A partir disso, compreende-se que a integração curricular deve estar estruturada como
totalidade e ser vista para além de um princípio metodológico que contrapõe a subordinação de
uma disciplina escolar à outra ou justaposição de arranjos de disciplinas da formação geral
comum ou da formação profissional, mas deve ser adotada como um princípio político, um
posicionamento ideológico em defesa da educação para a classe trabalhadora (Ramos, 2008a).
Conceber o currículo como blocos separados é um meio de reproduzir a dualidade educacional
histórica e compromete a função dos IFs, que é buscar superar a dualidade no currículo e nas
práticas pedagógicas.
A resistência dos IFs ao modelo neoliberal implica fortalecer a autonomia da RFEPCT
e exercer essa prerrogativa, pois a liberdade gera trabalho e responsabilidade tanto nos âmbitos
administrativos quanto nos financeiros e pedagógicos. Esse percurso revela-se desafiador diante
do estrangulamento orçamentário progressivo, que tende a descaracterizar a oferta de uma
formação integral e subordiná-la a forças externas, como interesses político-partidários. Tal
formação demanda investimentos vultosos em desenvolvimento profissional, infraestrutura
com equipamentos, tecnologia, laboratórios, insumos, cuja execução não é plenamente coberta
pelo orçamento ordinário. Assim, as instituições passam a se tornar cada vez mais dependentes
de emendas parlamentares, que carecem de estabilidade e não estão necessariamente alinhadas
aos princípios estabelecidos nos documentos basilares.
Jorge Washington de Amorim Junior, Sheylla Chediak, Gedeli Ferrazzo & Jair Lopes Junior
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Essa pesquisa parte do pressuposto de que os mecanismos de resistência se constroem
de diversas formas e passam prioritariamente pela garantia em documentos institucionais
basilares, como o PDI e os PPCs, combinados a uma oferta permanente de desenvolvimento
profissional na perspectiva de resgate da identidade e propósito dos IFs e de todos os cursos
sob sua oferta. Neste artigo, destacamos o EMI como forma de resistência e luta à
subalternidade histórica do Capital.
Percurso metodológico da pesquisa
O presente artigo se fundamenta no Materialismo Histórico-Dialético (MHD),
compreendendo a realidade como totalidade concreta, histórica e contraditória, segundo a qual
os fenômenos devem ser tomados como construções histórico-sociais marcadas por disputas.
Dessa forma, compreende-se que os PDIs são resultados de determinações históricas, sociais,
econômicas, políticas e ideológicas. Sendo assim, não são neutros e não se restringem ao
estabelecimento de normas, mas se constituem como expressões das concepções de mundo que
orientam os projetos formativos dos IFs. Vale destacar que o PDI é um documento que
apresenta o plano estratégico, tático e operacional da instituição com vigência de cinco anos,
devendo conter os elementos mínimos, como missão, objetivos, metas, projeto pedagógico
institucional, organização didático-pedagógica (Brasil, 2017). Neste estudo, debruçamo-nos na
análise da missão, visão, valores, concepções filosóficas, pedagógicas e teórico-metodológicas
para compreender como o EMI tem sido concebido e organizado nos PDIs do IFRO, à luz dos
princípios da formação humana integral e das tensões geradas pela dualidade histórica entre
formação propedêutica e formação profissional.
Nessa direção, a análise do objeto de pesquisa, a partir do enfoque metodológico do
MHD, parte da aparência ou pseudo concretude do fenômeno empírico, para apreender as
determinações que constituem a totalidade de sua dinâmica e, ao fazê-lo, apresenta as categorias
que são pertinentes a ele (Netto, 2011). Nesse contexto, Saviani (2015) destaca as categorias de
análise apresentadas por Marx, sendo elas a mediação, a totalidade e a contradição. Para ele, a
“‘Mediação é uma categoria central da dialética que, em articulação com a ação recíproca,
compõe a totalidadee a ‘contradição’ [...]” (Saviani, 2015, p. 26). Tais princípios formam a
base para as pesquisas que se fundamentam no MHD. Assim, partimos da leitura dos PDIs,
objeto do nosso estudo, para apreender sua materialidade e elementos empíricos e, a partir das
categorias do MHD, buscamos analisar as múltiplas determinações, à luz de nosso referencial
teórico, para ir além do que está dado textualmente. Ao considerar o objetivo e as teorias que
Concepção de formação humana no Ensino Médio Integrado: contradições e resistência no PDI do IFRO
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sustentam essa pesquisa, chegamos às seguintes categorias de análise: 1) concepção de
formação humana, considerando a politecnia, a omnilateralidade e o trabalho como princípio
educativo; 2) fundamentos para o currículo e mediação pedagógica, relacionado à integração
curricular, na perspectiva da politecnia e omnilateralidade, ou como a fragmentação pode estar
implícita; e 3) os hibridismos pedagógicos, relacionados às ambiguidades, miscelâneas de
pedagogias e sustentação teórica para as concepções filosóficas, pedagógicas e teórico-
metodológicas, bem como da influência do gerencialismo neoliberal nas políticas e práticas da
EPT, o que pode evidenciar a coexistência de referenciais teóricos distintos e, por vezes,
inconciliáveis, gerando tensões epistemológicas e possíveis processos de relativização no
campo educacional. A seguir, apresentamos o Quadro 1 com as categorias de análise e a
descrição dos eixos e elementos de análise.
Quadro 1.
Categorias e elementos de análise
Categoria
Eixos e elementos de análise
Concepção de
formação para o EMI
Elementos da formação integral no EMI: politecnia, omnilateralidade,
trabalho como princípio educativo; dimensões da vida humana; centralidade
no trabalho versus empregabilidade.
Fundamentos para o
currículo e mediação
pedagógica
Integração/fragmentação curricular: integração do trabalho, ciência e cultura,
currículo integrado, integração dos conhecimentos, centralidade nas práticas
sociais versus currículo por competências.
Hibridismo pedagógico
Hibridismo pedagógico se caracteriza pela justaposição de concepções
pedagógicas distintas, assinalando-se como uma grande síntese de divergentes
bases epistemológicas, que suprime o embate teórico e político, em favor de
soluções imediatas à prática pedagógica.
Nota. Elaborado pelos autores (2026).
No que tange aos procedimentos metodológicos, trata-se de uma análise documental,
com a finalidade de identificar permanências, rupturas e contradições no modo como o EMI
vem sendo concebido no IFRO ao longo do tempo. Foram examinados quatro PDIs, com maior
ênfase no Projeto Pedagógico Institucional (PPI), seção integrante do PDI, referentes aos
períodos de 20092013, 20142017, 20182022 e 20232027. Neste artigo, serão tratados
como PDI 2009, PDI 2014, PDI 2018 e PDI 2023.
Assim, pretende-se construir uma análise que contribua para compreender os limites e
possibilidades da proposta formativa do IFRO, particularmente no reconhecimento de sua
função social como instituição de ensino ofertante de uma EPT emancipadora de nível médio
para jovens da classe trabalhadora.
Jorge Washington de Amorim Junior, Sheylla Chediak, Gedeli Ferrazzo & Jair Lopes Junior
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Permanências, rupturas e contradições do projeto de formação integrada nos PDIs do IFRO
No contexto da lei de criação dos IFs, o IFRO se estabelece a partir da fusão da Escola
Técnica Federal de Rondônia com a Escola Agrotécnica Federal de Colorado do Oeste,
conforme estabelecido no art. 5º, inciso XXXII da referida lei (Brasil, 2008). O primeiro PDI
do IFRO teve sua vigência no intervalo de 20092013. Ao compará-lo ao último PDI de 2023
2027, é possível perceber o processo histórico de amadurecimento institucional.
Ao longo dos anos, o IFRO adotou diferentes metodologias para a condução do processo
de construção do documento, chegando, inclusive, a contratar serviços externos para a
condução do processo. Em sua última versão, de 20232027, elaborada especialmente ao longo
do ano de 2022, os campi receberam orientações da própria instituição para conduzir seus
fóruns de discussão e coleta de contribuições da coletividade, representando, assim, um passo
importante na construção de uma cultura mais democrática. No entanto, observa-se que, para a
qualificação dos debates, é necessário que as formações continuadas sejam tomadas como
política permanente, para que essas contribuições se constituam de modo mais consciente e
alinhado às bases e princípios da EPT para a classe trabalhadora.
Nesse sentido, vale destacar a imperatividade de lançar um olhar especial à necessidade
do desenvolvimento profissional, visto que, embora não possamos alterar imediatamente as
condições objetivas da realidade em que os IFs foram gestados e na qual lutam para se manter
firmes à sua missão, podemos e devemos compreender tal realidade de forma isenta de
fetichismos, considerando a totalidade social. Se a educação não pode, isoladamente,
transformar a realidade concreta, ele desempenha o papel de contribuir para uma apropriação
crítica a respeito dessa mesma realidade.
A investigação considera o fato de o IFRO ter completado apenas 17 anos de existência
em dezembro de 2025; por esse motivo, é prematuro determinar todos os alcances em relação
à promoção de uma formação emancipadora, que busca integrar a educação propedêutica à
formação profissional em uma sociedade historicamente dual e que, de acordo com Pacheco
(2010), se inspira em uma educação que tem como objetivo contribuir para o fim da dicotomia
que separa esta, que prepara para o mundo produtivo, daquela que oportuniza ao estudante a
possibilidade de continuar seus estudos em um outro nível (Amorim Junior, 2019).
Conforme mencionamos anteriormente, selecionamos os elementos do PDI sobre a
missão, visão, valores, objetivos e o projeto pedagógico institucional (PPI) nesse último,
especialmente em relação às concepções filosóficas, pedagógicas e teórico-metodológicas
para análise à luz das três categorias centrais: concepção de formação humana, fundamentos
Concepção de formação humana no Ensino Médio Integrado: contradições e resistência no PDI do IFRO
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para o currículo e hibridismos pedagógicos. Na sequência, apresentamos o Quadro 2 com esses
elementos.
Quadro 2.
Missão, visão e valores nos PDIs do IFRO
PDI 2009-2013
PDI 2014-2017
PDI 2018-2022
PDI 2023-2027
Promover
educação científica
e tecnológica de
excelência, por
meio das
atividades de
ensino, pesquisa e
extensão, para a
formação de
cidadãos
comprometidos
com a
sustentabilidade da
sociedade.
Promover educação
científica e
tecnológica de
excelência no Estado
de Rondônia voltada à
formação de cidadãos
comprometidos com o
desenvolvimento e a
sustentabilidade da
sociedade.
Promover educação
profissional,
científica e
tecnológica de
excelência, por meio
da integração entre
ensino, pesquisa e
extensão, com foco
na formação de
cidadãos
comprometidos com
o desenvolvimento
humano, econômico,
cultural, social e
ambiental
sustentável.
Promover educação
profissional,
científica e
tecnológica de
excelência, por meio
da integração entre
ensino, pesquisa e
extensão, com foco
na formação de
cidadãos
comprometidos com
o desenvolvimento
humano, econômico,
cultural, social e
ambiental
sustentável.
Consolidar-se
como uma
instituição de
educação
científica,
profissional e
tecnológica no
âmbito regional,
nacional e
internacional.
Tornar-se padrão de
excelência no ensino,
pesquisa e extensão
na área de Ciência e
Tecnologia.
Consolidar a atuação
institucional, sendo
reconhecido pela
sociedade como
agente de
transformação social,
econômica, cultural e
ambiental de
excelência.
Consolidar a atuação
institucional, sendo
reconhecida pela
sociedade como
agente de
transformação
social, econômica,
cultural e ambiental
de excelência.
Compromisso,
transparência,
ética, respeito,
responsabilidade
social e ambiental,
valorização
humana
[...] compromisso
ético [...]
responsabilidade
social, o respeito à
diversidade, à
transparência, à
excelência e à [...]
cidadania e
humanismo, com
liberdade de
expressão [...] ética
pessoal e profissional,
[...] solidariedade,
com a cultura da
inovação e com os
ideais de
sustentabilidade
social e ambiental.
Ética, transparência,
comprometimento,
equidade,
democracia, respeito
e efetividade.
Ética, transparência,
comprometimento,
equidade,
democracia,
respeito, efetividade
e inclusão.
Nota. Elaborado pelos autores (2026).
Nos dois primeiros PDIs (IFRO, 2009, 2014), a missão destaca a “educação científica e
tecnológica de excelência” e a formação comprometida com a sustentabilidade, sem explicitar,
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no entanto, a centralidade da educação profissional integrada e, tampouco, a relação entre
trabalho, ciência e cultura. Entretanto, a partir do PDI 2018, e mantido no PDI 2023, é possível
notar um avanço ao incorporar explicitamente a educação profissional, científica e tecnológica
e a integração entre ensino, pesquisa e extensão. Além disso, amplia a noção de formação para
o desenvolvimento humano e aborda dimensões como economia, cultura, sociedade, mantendo
a sustentabilidade. Essa reorientação aparenta a aproximação do discurso institucional aos
princípios e bases da EPT na perspectiva da contra-hegemonia, embora ainda seja necessário
analisar a materialização do currículo.
Há também que se pensar nas dimensões explícitas, que ainda carecem a relação com o
trabalho na perspectiva ontológica e não apenas econômica (Ramos, 2008a), enquanto
realização humana e não apenas prática econômica para sobrevivência. Apesar de ficar
subentendido que a ciência está na pesquisa, ainda assim, seria necessário destacá-la
explicitamente como dimensão, tendo em vista que seu estatuto não está dado, uma vez que,
diante do ideário neoliberal pós-moderno, temos vivenciado diversos discursos que relativizam
e negam a ciência, conforme apontam Duarte e Duarte (2011).
Em relação aos valores descritos nos PDIs ao longo dos anos, nota-se que há um núcleo
axiológico mais estável, como ética, transparência, compromisso e respeito. Tais valores
expressam continuidade, compatível com a educação pública comprometida com a
responsabilidade social, e fornecem base normativa condizente com a defesa do EMI como
política pública.
No segundo PDI, de 2014, é possível observar a ampliação do conjunto de valores, com
acréscimos como responsabilidade social e ambiental, humanismo, cidadania, liberdade de
expressão, solidariedade, cultura de inovação, excelência e determinação. Essa ampliação, no
entanto, não demonstrou sistematização e alinhamento discursivo, pois, apesar de dialogar com
a afirmação institucional do IFRO, também evidencia aproximação com perspectiva
gerencialista, influenciada por políticas neoliberais na educação, demonstrando ambiguidade
diante da perspectiva contra-hegemônica, o que tende a diluir a direção político-pedagógica da
instituição.
Já nos PDIs de 2018 e 2023, observa-se que há permanência de valores estruturantes e
importantes acréscimos como equidade, democracia e, no último, inclusão. Essa reestruturação
indicou maior consonância com a concepção de formação integral do indivíduo, evidenciado
os limites no enfrentamento às racionalidades neoliberais.
Concepção de formação humana no Ensino Médio Integrado: contradições e resistência no PDI do IFRO
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Em relação à visão expressa ao longo dos anos nos PDIs, nota-se que permanência
da consolidação institucional e reconhecimento social, associado à excelência acadêmica. Nos
dois primeiros PDIs, esse reconhecimento está vinculado especialmente à projeção institucional
e ao desempenho acadêmico, com centralidade na ciência e na tecnologia, e o segundo na tríade
ensino, pesquisa e extensão, o que reflete a necessidade de legitimação do IFRO no cenário
educacional. Quando associado ao desempenho acadêmico, nos remete aos aspectos também
gerencialistas de gestão escolar.
A partir de 2018, mantido no PDI 2023, é possível observar a redefinição da visão
institucional, uma vez que o foco da excelência como atribuído técnico-acadêmico passa a ser
associado ao reconhecimento do papel do IFRO como agente de transformação social,
econômica, cultural e ambiental. Tal redefinição aproxima o discurso institucional à concepção
de educação omnilateral, na medida em que destaca aspectos ligados a uma educação
emancipadora como a transformação da realidade, e não somente adequação a ela. No entanto,
vale destacar que a permanência do reconhecimento social como eixo provoca uma tensão entre
a compreensão e afirmação de um projeto transformador e a busca por legitimidade,
submetendo-se ao desempenho conforme parâmetros tradicionais de excelência, geralmente
pautados numa visão mercadológica, gerencialista, de educação, o que nos remete ao
hibridismo pedagógico.
Por fim, podemos compreender que, de modo geral, ainda diversos elementos
contraditórios na missão, visão e valores do IFRO ao longo dessa trajetória. Mesmo com
avanços quanto ao reconhecimento da sua função social, enquanto instituição promotora de
educação para a classe trabalhadora, ainda traços de conformação diante das políticas
gerencialistas para a educação. De forma geral, as categorias de concepção do EMI e de
fundamentos para o currículo direcionam elementos para a terceira categoria de análise, que é
o hibridismo pedagógico.
Na sequência, analisaremos o PPI, compreendendo-o como a radiografia da
intencionalidade do IFRO. Mais do que uma seção integrante do PDI, o PPI constitui o DNA
pedagógico, no qual flagramos o movimento molecular de disputa entre dois projetos de
sociedade: um que subordina a formação à eficiência neoliberal, e outro que busca a formação
omnilateral. É nesse tecido documental que a instituição materializa o processo de apropriação
e objetivação; se o PPI opera sob uma lógica restrita ao instrumental, ele cerceia o
desenvolvimento psíquico, mantendo o sujeito na esfera da “individualidade em-si”. Contudo,
ao fundamentar o currículo em princípios crítico-dialéticos, o documento torna-se a mediação
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necessária para que o patrimônio histórico da humanidade seja convertido em forças essenciais
do indivíduo, impulsionando a conquista da individualidade para-si.
Assim, compreendemos que não explicitamente expressa a base epistemológica; no
entanto, por meio da análise das concepções, podemos identificá-la e, assim, captar, para além
da materialidade do texto, as concepções de formação humana e currículo. Também importa
mencionar que os três primeiros PDIs apresentam excertos que se contradizem, apontando para
diferentes direções quanto à finalidade da educação profissional e sua função social, ora restrita
à inserção no mercado de trabalho e fins pragmáticos, ora voltada para a transformação social.
maior coerência no PDI 2023, porém mais especificamente no PPI, e não no documento
como um todo. Com base nas categorias de formação humana integral, integração curricular e
hibridismo pedagógico, procedemos nossa análise.
Na sequência, trataremos da primeira categoria analítica: concepções de formação
humana. Ao longo dos anos, foi possível observar alguns avanços e retrocessos quanto às
concepções. Nos três primeiros PPIs, ainda apareciam de forma desvinculadas de uma
perspectiva mais crítica à divisão social do trabalho, com foco restrito na empregabilidade.
Apesar disso, o PDI 2014 apresentou alguns elementos compatíveis com a formação integral,
mas retroagiu em 2018. Somente no PDI 2023 é possível verificar mais explicitamente o
alinhamento dessa concepção aos de politecnia, omnilateralidade e trabalho como princípio
educativo.
Em sua primeira versão, o PPI 2009 apresenta a formação integral associada à cidadania,
à ética e à inclusão social. O trabalho aparece como finalidade da formação, com propósito de
inserção produtiva e empregabilidade, e não como princípio ontológico.
Os princípios filosóficos estão delineados no sentido de dar ao indivíduo uma
instrumentalização técnica (o aprender a fazer) capaz de vencer os desafios do mundo do
trabalho, caracterizado pelo elevado avanço tecnológico, pela exigência de dinamismo nas
relações interpessoais Tudo isso será conduzido para alcançar a meta principal, que é o
desenvolvimento integral do indivíduo (o aprender a “ser” enquanto pessoa) para que ele
possa aprender a aprender. (IFRO, 2009, p. 25)
Nota-se a ênfase ao conhecimento utilitário, ao imediato que se coloca no cotidiano do
indivíduo e, portanto, contrário a uma educação emancipadora, visto que o aprisiona a sua
condição material. A formação integral é relacionada às pedagogias do aprender a aprender,
associadas ao relativismo e pragmatismo, conforme explica Duarte (2010). Assim, os princípios
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filosóficos estão pautados nos quatro pilares para a educação propostos Jacques Delours (2010):
aprender a conhecer, fazer, conviver e ser, sem nenhuma menção à politecnia e
omnilateralidade.
Embora aponte o trabalho como princípio educativo enquanto desafio para a política de
ensino e como princípio metodológico para o currículo (IFRO, 2009), esse aparece de forma
desarticulada com os pressupostos de uma pedagogia contra-hegemônica ou o trabalho na
perspectiva ontológica. Importa destacar, contudo, que a crítica não se dirige à formação dos
estudantes no mundo do trabalho, mas à redução da finalidade educativa ao imediato ou ao
trabalho somente como prática econômica, esvaziando a função do IFRO de apropriação da
ciência, cultura, arte, política e trabalho em sua totalidade.
Da mesma forma, o PDI 2009 apresenta termos como “empregabilidade” (IFRO, 2009,
p. 31) e “desenvolvimento de competências e habilidades” (IFRO, 2009, p. 44), o que indica
maior proximidade com a perspectiva de aprendizagem para a empregabilidade do que com a
concepção de formação omnilateral, tendo em vista que esses termos são recorrentes nas
formulações da pedagogia das competências e estão historicamente associados à adaptação do
sujeito às exigências do mercado de trabalho, e não à sua emancipação. A formação
omnilateral, no entanto, pressupõe o desenvolvimento pleno, o qual integra dimensões da vida
humana como trabalho, ciência e cultura (Ramos, 2008a), o que requer a apropriação dos
conhecimentos científicos, artísticos e filosóficos articulados à totalidade das práticas sociais,
e não apenas a aquisição de habilidades operacionais voltadas à empregabilidade. Assim, ao
adotar uma linguagem difusa, sem relação coerente com os fundamentos filosófico-
pedagógicos de educação emancipadora, o PDI inicial do IFRO reproduz elementos da lógica
tecnicista, especialmente pela ausência de propostas de mediação curricular mais consistente.
O mesmo excerto sobre os princípios filosóficos da formação humana, atrelados aos
quatro pilares da educação para o século XXI, foi repetido nos PDIs 2014 e 2019, indicando
proximidade maior com pedagogias hegemônicas e descaracterização dos princípios basilares
dos IFs de politecnia e omnilateralidade, discutidos por Pacheco (2010). Também nos PDIs
2014 e 2018, aparecem expressões/termos como: “um conjunto de habilidades e competências,
que propicie a construção do conhecimento (IFRO, 2014, p. 94), “competências necessárias à
formação para o mundo do trabalho” (IFRO, 2018, p. 67), ofertas de cursos submetidas às
necessidades do “mercado de trabalho” (IFRO, 2014, p. 95; IFRO, 2018, p. 82), e “utilização
de metodologias didáticas ativas” (IFRO, 2009, p. 26; IFRO, 2014, p. 79; IFRO, 2018 p. 61).
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Apesar da manutenção de excertos que indicam maior proximidade com pedagogias
hegemônicas, em sua segunda versão, o PDI 2014 assumiu um discurso mais próximo do
conceito de formação integral, reafirmando os princípios na gênese da RFEPCT, como “a
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão” e o “trabalho como princípio educativo”
como elemento estruturante do currículo (IFRO, 2014, p. 81). Ao avançar na descrição da
concepção de currículo e seus elementos estruturantes, o documento apresenta fundamentos
ontológicos e sociopolíticos a partir de uma concepção histórico-crítica, embora outras
passagens do próprio PPI 2014 remetam às pedagogias hegemônicas. Portanto, embora tenha
tocado nesses pontos de maneira mais direta, não se traduziu em avanços qualitativos na
tentativa de superar a dualidade, pois sua formulação careceu de alinhamento e coerência
capazes de articular organicamente a formação geral e a formação técnica e orientar a
formulação de PPCs.
Finalmente, em sua quarta versão, o PDI 2023 representa um avanço na reestruturação
e linearidade conceitual, ao apresentar concepções da formação integral e omnilateral, bem
como formulações mais coesas e alinhadas aos princípios de uma educação emancipadora,
incluindo referências explícitas também relacionadas à articulação entre trabalho, ciência e
cultura e ao trabalho como princípio educativo. Ao apresentar as concepções de ser humano,
sociedade, escola, educação, aprendizagem, educação profissional e tecnológica, formação
omnilateral e educação politécnica (IFRO, 2023), delimita claramente seu compromisso com a
educação emancipadora para a classe trabalhadora.
A educação é compreendida como prática social, como um processo de humanização dos
homens … inserido no contexto de suas relações sociais” (Libâneo, 2003, p. 68). Dessa forma,
o IFRO como parte da Rede Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, está fundamentado em
uma concepção histórico-crítica, democrática e emancipadora. Entende-se que o trabalho como
princípio educativo geral se encaminha na direção da superação entre trabalho manual e
trabalho intelectual, entre instrução profissional e instrução geral” (Saviani, 1989, p. 13). (IFRO,
2023, pp. 58-59)
Essa reorganização é constatada na concepção de ser humano como sujeito histórico e
social, a ser formado para compreender e transformar a realidade social concreta. Em relação à
formação omnilateral, o documento a define como aquela que busca o desenvolvimento
completo do indivíduo em suas dimensões do trabalho, da ciência e da cultura, visando à
superação da alienação e à compreensão crítica das contradições sociais. Ainda no campo
Concepção de formação humana no Ensino Médio Integrado: contradições e resistência no PDI do IFRO
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conceitual, a proposta de educação politécnica é descrita de forma clara, com ênfase na
articulação entre teoria e prática, ciência e técnica, visando à formação de sujeitos autônomos
e conscientes.
Partiremos neste momento à segunda categoria analítica, fundamentos para o currículo
e mediação pedagógica, relacionada aos elementos que indicam integração ou fragmentação
curricular, a integração das práticas sociais, seja na relação entre trabalho, ciência e cultura ou
na fragmentação curricular explícita no pragmatismo, o aprender a fazer, a instrumentalização
e práticas voltadas para fins utilitaristas e adaptacionistas. Ou seja, essa categoria analítica do
currículo se desprende do conceito de formação humana.
Em todos os PDIs, é possível verificar a ênfase na integração do tripé ensino, pesquisa
e extensão. No entanto, somente no PDI 2023 há ênfase na superação do modelo dicotômico da
EPT.
a Educação Profissional, Científica e Tecnológica no IFRO, fundamenta-se na superação do
modelo tradicional e dualista, que separa o conhecimento em disciplinas estanques, visando à
integração das diferentes áreas do conhecimento em um projeto educativo unitário, que busca
superar a fragmentação do conhecimento e promover uma formação omnilateral e politécnica.
(IFRO, 2023, p. 57)
A interdisciplinaridade também é apresentada como princípio teórico-metodológico nos
PDIs 2009, 2014 e 2018, porém sem propor ruptura da lógica da fragmentação disciplinar.
Apenas no PDI 2009 há formas de concretização, por meio de projetos e temas geradores, mas
os restringe ao “desenvolvimento de competências e habilidades”, indicando inclusive a
possibilidade de “modularização” na organização curricular (IFRO, 2009, p. 44). Também no
PDI 2009, a integração curricular aparece associada aos diferentes níveis da educação.
A integração entre teoria e prática pode ser observada em todos os PDIs, com propósitos
distintos, seja como desafio para o ensino, como orientação metodológica ou como política
institucional.
Integrar teoria e prática de forma significativa, favorecendo a autonomia do aluno. (IFRO, 2009,
p. 31) [desafios do ensino].
Assim, o fazer pedagógico deve integrar ciência e tecnologia, bem como teoria e prática; deve
conceber a pesquisa como princípio educativo e científico. (IFRO, 2014, p. 84)
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Integração entre teoria e prática de forma significativa, por meio de organização curricular que
contemple intervenções e vivência que oportunize a inter-relação dos conhecimentos teóricos e
práticos essenciais, favorecendo a formação profissional e a autonomia do aluno. (IFRO, 2018,
p. 79; IFRO, 2023, p. 78) [políticas para o ensino].
A integração do ensino, pesquisa e extensão é mencionada em todos os PDIs, com maior
ênfase no PDI 2023, que traz a concepção de indissociabilidade entre esses eixos. a integração
das dimensões da vida humana na organização do currículo e mediação pedagógica evidencia-
se no PDI 2023, porém o PDI 2009 estabelece que a concepção de EPT “orienta os processos
de formação com base nas premissas da integração e da articulação entre ciência, tecnologia,
cultura e conhecimentos específicos (IFRO, 2014, p. 84), e o PDI 2018 também menciona o
foco “No fortalecimento da relação entre a EPT e a Educação Básica, introduzindo o jovem no
universo temático do mundo do trabalho/ciência/tecnologia e na cultura, dimensões
indissociáveis (IFRO, 2018 p. 78).
Um elemento importante na análise dos PDIs foi em relação à “flexibilidade curricular"
(IFRO, 2009, p. 44; IFRO, 2014, p. 87) ou “flexibilidade para instituir itinerários de formação”
(IFRO 2009, p. 26; IFRO, 2018, p. 78), submetida às necessidades do mercado e da
contemporaneidade, colocando em segundo plano a própria missão estabelecida pelo IFRO.
[organização didático-pedagógica] princípios da flexibilidade, da interdisciplinaridade e da
contextualização, além de delinear os perfis de formação que respondam às exigências da
contemporaneidade. (IFRO, 2009, p. 43)
Diante das transformações da economia e do mercado de trabalho as possibilidades de
organização curricular com gestão otimizada do tempo e de flexibilização curricular. (IFRO,
2014, p. 96; IFRO, 2018, p. 82).
Em outras palavras, é possível observar que a flexibilização curricular expressa, na
verdade, a fragmentação curricular, com propostas de “itinerários” ou blocos que fragmentam
a formação integral. Também está direcionada para adaptação ao modelo produtivo, priorizando
as questões econômicas e gerenciais em detrimento da formação integral. Por outro lado, o PDI
2023 não menciona a flexibilização curricular explicitamente, mas, ao tratar dos princípios
filosóficos para a elaboração do PPCs, apresenta elementos que apontam caminhos para a
Concepção de formação humana no Ensino Médio Integrado: contradições e resistência no PDI do IFRO
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organização curricular, tais como a teoria como sustentação da prática, a relação entre o
conhecimento mais elaborado e o conhecimento prévio na aprendizagem, a concepção de
ensino como mediação do conhecimento e “a prática social e os processos de trabalho como
ponto de partida para a organização curricular e sua implementação” (IFRO, 2023, p. 61).
Em relação à última categoria analítica hibridismo pedagógico foi possível
constatar que todos os PDIs apresentam controvérsias e tensões, com maior prevalência nos três
primeiros. No entanto, quando analisamos especificamente os PPIs, o PDI 20232027 apresenta
maior coerência quanto à base da Pedagogia Histórico-Crítica.
Enquanto o PDI 2009 enfatiza o humanismo, orientado para a adaptação ao mundo do
trabalho ao mencionar “formação integral do profissional-cidadão crítico-reflexivo” (IFRO,
2009, p. 40), o PDI 2014 apresenta elementos relacionados a uma pedagogia “crítico-
progressista” e a uma vertente da “psicologia-sócio-interacionista” (IFRO, 2014, p. 79). o
PDI 2018 mistura a Pedagogia Histórico-Crítica, pedagogias do aprender a aprender, com
ênfase para a pedagogia das competências e para os pilares “aprender a ser, a fazer e a conviver”
(IFRO, 2018, p. 60). Assim, em suas primeiras três versões, há explícita a ênfase em elementos
do pragmatismo e relativismo, que culminam no relativismo pedagógico (Duarte, 2010).
O hibridismo pedagógico se expressa também nas orientações para a elaboração de
projetos pedagógicos de curso, uma vez que o documento afirma que este se constitui como
“uma prática pedagógica que resulta da interação e confluência de várias estruturas (políticas,
administrativas, econômicas, culturais, sociais, escolares...)” (IFRO, 2014, p. 80), sinalizando
uma tentativa de superação da dimensão meramente técnica e normativa. Entretanto, a proposta
permaneceu genérica e não era acompanhada de diretrizes que apontassem uma direção para a
superação da fragmentação curricular. Essa incongruência é discutida por Amorim Junior
(2019), que destaca a permanência de uma proposta de estrutura curricular fragmentada, com
pouca articulação entre os componentes de formação geral e profissional. O próprio PDI 2014
evidencia esse movimento ao afirmar a importância da “construção de competências,
preparação para a cidadania, formação para o mundo do trabalho e a continuidade de estudos”
(IFRO, 2014, p. 94).
Por fim, foi possível verificar as permanências, avanços e retrocessos de concepções
alinhados a uma formação emancipadora ao longo dos anos, por meio dos PDIs. O salto
qualitativo importante foi identificado no PDI 2023, especialmente no que se refere ao Projeto
Pedagógico Institucional, que se apresenta de forma alinhada à função social prevista na gênese
dos IFs. Todavia, tais avanços convivem com contradições internas, uma vez que o PDI se
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aproxima de um modelo gerencialista, distanciando-se dos princípios da gestão democrática
anunciados no PPI. Dessa maneira, ainda que o discurso contra-hegemônico tenha ganhado
densidade, persistem metas e estratégias vinculadas às demandas produtivistas e à racionalidade
gerencial. De modo geral, observa-se a permanência de indicadores centrados no desempenho,
na expansão quantitativa e na oferta condicionada às demandas mercadológicas, deslocando o
foco da qualidade do processo formativo para o cumprimento de metas institucionais. Essa
tendência de aproximação a uma lógica gerencial expressa a hegemonia do ideário neoliberal
na educação profissional, em que a formação técnica tem cunho utilitarista e pragmático em
função do mercado. Ao absorver essa lógica sem mediações críticas, a instituição corre o risco
de comprometer o projeto formativo emancipatório que orientam a RFEPCT.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os PDIs do IFRO expressam sua missão, visão, valores e concepções filosóficas,
pedagógicas e teórico-metodológicas, as quais definem o perfil de formação humana e o modelo
de sociedade que a instituição se dedica para formar ou manter. Esta pesquisa, ao analisar esses
documentos e sua relação com as múltiplas determinações históricas, econômicas, políticas e
sociais, aponta caminhos para fomentar a construção de propostas formativas emancipatórias.
Entretanto, destaca-se como limitação o fato de se tratar de uma análise exclusivamente
documental, não contemplando a materialização dessas concepções nas práticas pedagógicas
concretas da instituição. À luz das categorias do MHD, a saber, totalidade, contradição e
mediação, foi possível orientar a análise pelas categorias inerentes a essa investigação, que são:
formação humana integral, fundamentos para a organização curricular e hibridismo
pedagógico.
Nota-se que a formação integral é uma categoria permanente dos PDIs, encontrada nos
PPIs, e que foram redefinidas ao longo do tempo, com um salto qualitativo somente no PDI de
2023, em conformidade com os princípios da politecnia e omnilateralidade. Os princípios para
organização curricular, embora apresentem traços de integração, estão predominantemente
focados na fragmentação resultante da histórica dualidade, com exceção do PDI 2023 que
aponta para caminhos possíveis, sem negar os desafios estruturais. Sendo assim, o PDI 2023
apresenta um marco importante na história do IFRO para seu reconhecimento como uma
instituição promotora de educação para a classe trabalhadora. O hibridismo pedagógico
expressa o esforço institucional em conciliar as tensões entre projetos antagônicos. Ou seja,
Concepção de formação humana no Ensino Médio Integrado: contradições e resistência no PDI do IFRO
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conciliar o inconciliável ora reiterando uma educação meramente instrumental, ora para a
emancipação social.
Por fim, observa-se que a pressão das políticas neoliberais e do modelo gerencial na
EPT são forças contrárias aos princípios político-pedagógicos do EMI na RFEPCT,
evidenciando que a disputa não é terminológica, mas de projeto societário na perspectiva
emancipadora ou para atender à lógica de mercado. O PDI por si só, enquanto texto, não garante
a formação humana integral, na perspectiva contra-hegemônica, mas é um documento
orientador extremamente importante na construção de políticas curriculares, formativas, de
práticas pedagógicas e de gestão no IFRO. Ademais, a constituição ontológica docente
tampouco se realiza de modo imediato ou automático a cada alteração normativa ou
documental. Trata-se de um processo histórico e contraditório, forjado ao longo de sua trajetória
formativa, profissional e de vida concreta, atravessado por múltiplas reformas legais, diretrizes
institucionais e condições objetivas de trabalho, no interior e fora das instituições.
Como desdobramento desta investigação, sugere-se a realização de estudos que
analisem como essas diretrizes se concretizam no cotidiano institucional, especialmente nas
práticas pedagógicas e na organização curricular, ampliando a compreensão sobre os limites e
possibilidades da formação humana integral no âmbito dos IFs.
Jorge Washington de Amorim Junior, Sheylla Chediak, Gedeli Ferrazzo & Jair Lopes Junior
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Concepção de formação humana no Ensino Médio Integrado: contradições e resistência no PDI do IFRO
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J or g e W as hi n gt o n d e A m ori m J u ni or , S h e yll a C h e di ak , Ge d eli F err azz o & J air L o p es J u ni or
R P G E R e vist a o n li n e d e P olític a e G est ã o E d u c a ci o n al, Ar ar a q u ar a, v. 3 0 , n. 0 0, e 0 2 6 0 4 6 , 2 0 2 6 . e -I S S N: 1 5 1 9-9 0 2 9
D OI: 1 0. 2 2 6 3 3/r p g e. v 3 0i 0 0. 2 1 1 9 6 2 5
C R e di T A ut h or St at e m e nt
R e c o n h e ci m e nt os : I nstit ut o F e d er al d e R o n d ô ni a (I F R O).
Fi n a n ci a m e nt o : N ã o h á.
C o nflit os d e i nt e r ess e : N ã o h á.
A p r o v a ç ã o éti c a : N ã o p ass o u p el o C o mit ê d e Éti c a e m P es q uis a p or s e tr at ar s o m e nt e d e
p es q uis a d o c u m e nt al, s e m e n v ol v er s er es h u m a n os.
Dis p o ni bili d a d e d e d a d os e m at e ri al : Os d a d os e m at eri ais utili z a d os n o tr a b al h o est ã o
dis p o ní v eis p ar a a c ess o c o nf or m e os li n ks n as r ef er ê n ci as.
C o nt ri b ui ç õ es d os a ut o r es : J or g e W. d e A m ori m J u ni or: co n c eit u ali z a ç ã o (i d e ali z a ç ã o d o
est u d o, d efi ni ç ã o d e p er g u nt as e o bj eti v os) , a d mi nistr a ç ã o g er al d o pr oj et o, s u p er vis ã o,
d efi ni ç ã o d os d o c u m e nt os p ar a a n ális e, a n ális e e i nt er pr et a ç ã o d os d a d os; r e d a ç ã o d o t e xt o
et c. S h e yll a C h e dia k: c ur a d ori a d e d a d os, a n ális e f or m al, m et o d ol o gi a ( d eli n e a m e nt o
m et o d ol ó gi c o d e p es q uis a), e di ç ã o e r e vis ã o. G e d eli F err a z z o: a n ális e f or m al, e di ç ã o e
r e vis ã o. J air L o p es J u ni or: r e vis ã o (r e vis ã o críti c a d o m a n us crit o ori gi n al e a pr o v a ç ã o d a
v ers ã o a s er s u b m eti d a) e e di ç ã o.
P r o c ess a m e nt o e e dit o r a ç ã o: E dit o r a I b e r o -A m e ri c a n a d e E d u c a ç ã o
R e vis ã o, f or m at a ç ã o, n or m ali z a ç ã o e tr a d u ç ã o
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CONCEPTION OF OMNILATERAL HUMAN DEVELOPMENT IN VOCATIONAL
EDUCATION INTEGRATED TO SECONDARY SCHOOL: CONTRADICTIONS
AND RESISTANCE IN IFRO’S INSTITUTIONAL DEVELOPMENT PLAN (PDI)
CONCEPÇÃO DE FORMAÇÃO HUMANA NO ENSINO MÉDIO INTEGRADO:
CONTRADIÇÕES E RESISTÊNCIA NO PDI DO IFRO
CONCEPCIÓN DE LA FORMACIÓN HUMANA EN LA EDUCACIÓN SECUNDARIA
INTEGRADA: CONTRADICCIONES Y RESISTENCIA EN EL PDI DEL IFRO
Jorge Washington de AMORIM JUNIOR
1
e-mail: jorg[email protected]
Sheylla CHEDIAK
2
e-mail: sheylla.ch[email protected]
Gedeli FERRAZZO
3
e-mail: ged[email protected]
Jair LOPES JUNIOR
4
e-mail: jair.lop[email protected]
How to reference this paper:
Amorim Junior, J. W., Chediak, S., Ferrazzo, G., & Lopes Junior, J.
(2026). Conception of omnilateral human development in
vocational education integrated to secondary school: Contradictions
and resistance in IFRO’s Institutional Development Plan (PDI).
Revista on line de Política e Gestão Educacional, 30, e026046.
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.21196
| Submitted: 20/01/2026
| Revisions required: 16/04/2026
| Approved: 30/04/2026
| Published: 30/05/2026
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
State University of São Paulo “Júlio de Mesquita Filho(UNESP), Bauru São Paulo (SP) Brazil. Ph.D.
student in Developmental and Learning Psychology. Master’s degree in Psychology. Teacher of Basic, Technical,
and Technological Education at the Federal Institute of Rondônia (IFRO).
2
Federal Institute of Rondônia (IFRO), Porto Velho Rondônia (RO) Brazil. Ph.D. in School Education.
Master’s degree in Psychology. Teacher of Basic, Technical, and Technological Education at the Instituto Federal
de Rondônia (IFRO).
3
State University of Campinas (UNICAMP), Campinas São Paulo (SP) Brazil. Ph.D. student in Education.
Master’s degree in Education. Teacher of Basic, Technical, and Technological Education at the Instituto Federal
de Rondônia (IFRO).
4
State University of São Paulo “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Bauru São Paulo (SP) Brazil. Ph.D. in
Psychology. Master’s degree in Psychology. Professor in the Graduate Program in Developmental and Learning
Psychology.
Conception of omnilateral human development in vocational education integrated to secondary school: Contradictions and resistance in
IFRO’s Institutional Development Plan (PDI)
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026046, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21196 2
ABSTRACT: The Federal Institutes of Education, Science and Technology in Brazil have,
among their objectives, the promotion of vocational education integrated to secondary school
from an emancipatory educational perspective. This objective, however, is situated within a
field of dispute between distinct conceptions of world and humanity. Such disputes are
expressed in the Institutional Development Plan (PDI), particularly in the Institutional
Pedagogical Project, which guides the school curriculum. This paper aims to analyze how
vocational education integrated with secondary education is conceived in the IFRO’s PDI, in
light of Dialectical and Historical Materialism. A documentary analysis is conducted to identify
contradictions within the articulated conceptions. The findings indicate persistent tensions
between the ideal of omnilateral education and market-oriented demands that constrain it,
revealing contradictions inherent to vocational education in the Brazilian context.
KEYWORDS: Integrated Secondary Education. IFRO. Institutional Development Plans.
Institutional Pedagogical Project. Historical-Dialectical Materialism.
RESUMO: Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia têm como um de seus
objetivos a oferta da educação profissional integrada ao ensino médio, fundamentada em uma
perspectiva de formação integral e emancipadora. Contudo, tais pressupostos inserem-se em
um campo de disputas entre distintos conceitos ontológicos e sociais. Essas disputas se
expressam nos Planos de Desenvolvimento Institucional (PDIs), especialmente no Projeto
Pedagógico Institucional (PPI), que orienta as concepções curriculares. Este artigo objetiva
compreender como a educação profissional integrada ao ensino médio é concebida nos PDIs
do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), à luz do Materialismo Histórico-Dialético. Realiza-
se uma análise documental de todos os PDIs desde a instalação do IFRO, buscando identificar
manutenções, rupturas e contradições nas concepções apresentadas. Os resultados evidenciam
tensões recorrentes entre o ideal de formação integral e as exigências que a restringem ao
mercado de trabalho, apontando para contradições inerentes à organização da educação
profissional no contexto brasileiro.
PALAVRAS-CHAVE: Ensino Médio Integrado. IFRO. Planos de Desenvolvimento
Institucional. Projeto Pedagógico Institucional. Materialismo Histórico-Dialético.
RESUMEN: Los Institutos Federales de Educación, Ciencia y Tecnología en Brasil tienen,
entre sus objetivos, la promoción de la educación profesional integrada a la educación
secundaria desde una perspectiva educativa emancipadora. Sin embargo, este objetivo se sitúa
en un campo de disputa entre distintas concepciones de mundo y de humanidad. Dichas
disputas se expresan en el Plan de Desarrollo Institucional (PDI), particularmente en el
Proyecto Pedagógico Institucional, que orienta el currículo escolar. El presente artículo tiene
como objetivo analizar cómo se concibe la educación profesional integrada a la educación
secundaria en el PDI del IFRO, a la luz del Materialismo Histórico-Dialéctico. Se realiza un
análisis documental con el fin de identificar contradicciones en las concepciones presentadas.
Los resultados señalan tensiones persistentes entre el ideal de la educación omnilateral y las
demandas orientadas al mercado que la restringen, revelando contradicciones inherentes a la
educación profesional en el contexto brasileño.
PALABRAS CLAVE: Educación Secundaria Integrada. IFRO. Planes de Desarrollo
Institucional. Proyecto Pedagógico Institucional. Materialismo Histórico-Dialéctico.
Jorge Washington de Amorim Junior, Sheylla Chediak, Gedeli Ferrazzo & Jair Lopes Junior
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INTRODUCTION
Law No. 11,892 of 2008, which established the Federal Network for Professional,
Scientific, and Technological Education (RFEPCT) and created the Federal Institutes (IFs),
designated Integrated Secondary Education (EMI) as a priority in its conceptual and policy
framework, establishing a pedagogical approach based on “combining technical and
technological knowledge” aimed at overcoming strictly pragmatic instrumentalization, with a
focus on science, “to establish itself as a center of excellence in science education, stimulating
critical thinking,” and “to stimulate research, cultural production, and scientific and
technological development” (Brasil, 2008, Art. 6). Furthermore, the objectives of the IFs
include the emancipation of citizens: “to stimulate and support educational processes that lead
to the generation of jobs and income and to the emancipation of citizens from the perspective
of local and regional socioeconomic development” (Brasil, 2008, Art. 7). In this way, it is
possible to recognize the political and social dimensions, with a focus on work, science,
technology, and culture; on the other hand, the contradictions inherent in counter-hegemonic
policy within a context of neoliberal hegemony also emerge.
We begin with the assertion that EMI in higher education institutions constitutes a
counter-hegemonic and, therefore, challenging project, as it commits to offering a omnilateral
education that aims to encompass all dimensions of human lifenamely, work, science, and
culture (Ramos, 2008a)thereby overcoming the instrumental logic that has historically
characterized vocational education in Brazil.
In this context, the Institutional Development Plan (PDI)which includes the
Institutional Pedagogical Project (PPI) in one of its sectionsconstitutes the institutional
expression of the political-educational project of the IFs and reveals, in its structure, the
ontological, epistemological, and sociopolitical conceptions of education. Consequently, it
serves as a guiding premise for the formulation of pedagogical and curricular proposals for the
courses, thus becoming an important object of investigation.
This investigation takes as its starting point a segment of research conducted within the
Master’s program in School Psychology by Amorim Junior (2019), in which three PDIs from
the Federal Institute of Rondônia (IFRO), valid from 2009 to 2022, as well as an EMI
curriculum plan (PPC), to understand the proposal for integrated training and the overcoming
of structural duality. In this article, however, we prioritize the PDIs, expanding the scope of
analysis to include the latest version of the PDI (20232027), as well as updating the theoretical
Conception of omnilateral human development in vocational education integrated to secondary school: Contradictions and resistance in
IFRO’s Institutional Development Plan (PDI)
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framework. Thus, the PDIs from the following periods are the objects of analysis: 20092013,
20142017, 20182022, and 20232027.
The overall objective of this article is to understand how EMI has been conceptualized
in IFRO’s PDI, in light of the political and conceptual assumptions underlying the law
establishing the RFEPCT. To this end, the mission, vision, values, and philosophical,
pedagogical, and theoretical-methodological concepts expressed in the document are examined,
observing how the relationship between work, science, and culture is configured, and the
intentionality of human emancipation as an educational goal.
Based on Dialectical Historical Materialism (DHM), as well as Historical-Critical
Pedagogy and Historical-Cultural Psychology, this analysis aims to reveal, beyond the surface
of the aforementioned IFRO normative texts, the contradictions present, highlighting advances,
setbacks, and impasses in confronting educational duality over nearly twenty years at IFRO.
Integrated Secondary Education: a counter-hegemonic project
The history of education in Brazil, particularly at the high school level, is characterized
by an educational duality between a preparatory model aimed at training leaders and a model
focused on the immediate training of those being led. In this context, Ramos (2008a) states that
“educational duality is a specific manifestation of the social duality inherent in the capitalist
mode of production,” that is, it is a reflection of the mode of production in the curriculum.
Moura (2007) attributes the origin of this phenomenon to the welfare-oriented nature of
vocational education, which, in its early days, was intended for the poorest, while preparatory
education was directed at the elites. The author further explains that, in Brazil, vocational
education has its origins in 1809, when the Decree of the Princewho would become Dom
João VIestablished the Colégio das Fábricas. From that point on, many institutions were
created by the state and sought out socially disadvantaged children to provide them with
vocational training. Thus, as Moura (2007) states, it arrived in 1930 as a dual system and, to
this day, still seeks ways to overcome this duality. Therefore, we cannot analyze vocational
educationor indeed any form of formal educationin isolation from its historical context.
Kuenzer (2007, p. 1162) explains that the duality present in education cannot be
resolved by education itself, since it arises as a consequence of “the need to valorize capital
through private ownership of the means of production; in other words, the technical division
that separates theory and practice is a consequence of the process of capital valorization.”
However, the author herself also points to the contradictions and does not deny that, “as in every
Jorge Washington de Amorim Junior, Sheylla Chediak, Gedeli Ferrazzo & Jair Lopes Junior
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contradictory process, there is room for emancipatory processes [...]”. Based on this, this study
acknowledges that, although the IFs were created as a project of emancipatory education, the
concrete reality is contested by distinct societal projects: on the one hand, the hegemonic project
that limits itself to adapting the worker to the most immediate and pragmaticand therefore
alienatedneeds; on the other hand, a counter-hegemonic project, which aims to build a more
just society by promoting access to an education that encompasses all dimensions of human
life. For the secondary level, vocational education, according to Ramos (2008b, p. 554), would
be based “on the integration of work, science, technology, and culture,” proposing to overcome
the distance and fragmentation between general and specific education and, thus, “[this]
education would present itself as a synthesis that transcends classical academicism and narrow
professionalism.”
Integrating these dimensions, according to Ramos (2008a), involves understanding
work both as human fulfillment, in the ontological sense, and as an economic practice, in this
context related to the means of production. Science, as knowledge produced by human beings,
enables productive advancement, while culture is related to the values that guide social
behavior. Understanding the relationship between these dimensions presupposes understanding
work as an educational principle, which means to say that human beings are producers of their
own reality and, therefore, appropriate it and can transform it” (Ramos, 2008a).
Thus, we recognize that IFs are immersed in a system of capital valorization, permeated
by neoliberal policies that undermine the educational project and impose a managerialist mode
of management. In an investigation into the current state of research regarding managerialist
and/or democratic management practices in IFs, based on a documentary analysis of the PDIs,
Pachalski and Araújo (2024) point to results that show the impact of the managerial model on
school management, which stifles the possibilities of an emancipatory education. The authors
emphasize that, even if it is not possible to escape this neoliberal discourse on public
management, there are possibilities for resistance by affirming democratic management, which
is more aligned with the principles of emancipatory education.
In this context, it is worth noting that vocational education institutions (IFs) are under
pressure from the dictates of international organizations and their expectations for Latin
American countries. As Chediak (2024, p. 77) points out, “it is important to understand Brazil’s
position within the global network, what is expected and guided by international organizations,
and the demands that constitute strategies for the expansion of modern capitalism.” In this
context, the author states that “policies for vocational education are strongly influenced by the
Conception of omnilateral human development in vocational education integrated to secondary school: Contradictions and resistance in
IFRO’s Institutional Development Plan (PDI)
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026046, 2026. e-ISSN: 1519-9029
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recommendations of international organizations” (Chediak, 2024, p. 80), as exemplified by the
study published by the World Bank in 2010, titled Achieving World Class Education in Brazil:
The Next Agenda, which outlines recommendations for the Brazilian Basic Education agenda
from 2010 to 2020, highlighting in one of its points the need to prepare the workforce at the
secondary level for the 21st century. The recommendations, however, implicitly take on an
instrumental character and are geared toward meeting the most immediate demands.
Thus, the quest to provide an emancipatory education is not only challenging but also
counter-hegemonic, as it proposes a polytechnic education—that is, “an education that enables
an understanding of the scientific, technological, and historical principles of modern
production, in order to guide students toward making multiple choices” (Ramos, 2008a).
This divide between technical skills and knowledge of the scientific, technological, and
historical principles that enable an understanding of technology influences the individual’s
development and their formation as a human being. In this sense, Duarte (2013) points out that
human formation requires an education that promotes the appropriation of historically produced
classical knowledge, culture, and work as dimensions through which the subject can understand
their reality and transform it consciously. For the author, formation will be alienating if it does
not result in “the realization, in individual existence, of the historically produced possibilities
of conscious, social, free, and universal objectification” (Duarte, 2013, p. 98). That is, the
critical appropriation of culture is a condition for the formation of individuality for-itself.
That is, the individual’s transition from an existence merely determined by external conditions,
or ‘for-another,’ to a form of existence that is conscious, autonomous, and capable of
understanding and transforming the reality in which they live” (Duarte, 2013, p. 98). Thus, the
continued division between general education and technical training weakens the emancipatory
project and opens the door to the advancement of pragmatic conceptions linked to the
pedagogies of learning to learn (Duarte, 2010).
Drawing on Vygotsky’s work, Martins (2013) argues that the development of higher
mental functionsa prerequisite for humanizationoccurs through the mediation and
appropriation of cultural tools, particularly systems of signs, that is, language. Among these
functions are attention, sensation, perception, imagination, memory, thought, language, feeling,
and emotion. In the educational process, this mediation must be intentionally planned to enable
a qualitative leap in the development of the psyche (consciousness/cognition), which requires
systematic access to scientific, technological, and cultural knowledge. In other words, if
Professional and Technological Education (PTE) is reduced to teaching tasks strictly to meet
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the logic of employability, there is a detriment to the full development of higher psychic
functions and, thus, a denial of its humanizing potential.
As we have seen, the quest to overcome this duality involves factors such as time,
history, and various educational and administrative processes, ranging from the school
management modelviewed through the lens of democratic managementto the ongoing
professional development of teachers and support staff, the securing of funding, infrastructure,
and personnel, as well as a constant focus on integration as a core aspect of school culture.
However, this project is constantly threatened by neoliberal policies, such as the high school
reform, which intensifies curricular fragmentation as a means of privatizing basic education.
This old policy, disguised as 'new' for secondary education in Brazil, presents a pseudo-
modernity under the justification of the need for a flexible curriculum in which students can
choose their educational path, and further fragments curricular knowledge.
It is up to higher education institutions to continue on a path toward understanding in
order to develop strategies aimed at overcoming dualism in the curriculum, addressing the
contradictionsespecially in their institutional documentsthat regulate emancipatory
practices, while acknowledging the challenges involved in doing so. In this sense, Ramos (2008,
p. 555) argues that, to move forward, it is necessary to break with technocratic and supposedly
new trends and that “[reclaiming] concerns that neoconservative trends wanted us to forget may
be one of the first commitments to be made in the search for a different hegemony.” In this
vein, Kuenzer (2005) argues that, to transform an educational project, it is necessary to
transform the material basis of production. As we have seen, the author does not deny that,
within these contradictions, it is possible to establish emancipatory processes (Kuenzer, 2007)
and, to this end, it is necessary to understand historical, social, economic, and political
phenomena and their relationship to education.
Thus, it is possible, for example, to understand how neoliberal pedagogywhich is
hegemonicappropriates concepts developed within the realm of counter-hegemonic
pedagogy by simulating democratization in the school environment and producing ambiguous
discourses and practices. This is reflected in the policies and curriculum of IFs, as Araújo (2022)
points out, stating that hegemony intentionally spreads confusion and ambiguity by using terms
such as “integral human formation,” “training for or in the workplace,” “youth protagonism,”
etc., seeking to create the appearance of similarities to foster greater acceptance and conformity,
with the aim of legitimizing the discourse to advocate for educational reforms from this
perspective. Thus, according to Araújo (2022, p. 101), “it is evident that one of the objectives
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of these policies is to appropriate certain terminologies with a view to denying their
emancipatory character, generating ambiguities, and aiming to establish forms of domination.”
In other words, the discourse of hegemonic interest presents itself as emancipatory, but
in practice takes on an adaptationist and utilitarian character, serving a market that exploits
cheap labor. From the neoliberal hegemonic perspective on education, fragmentation,
pragmatism, and subordination to the market prevail. In this sense, Duarte (2010) argues that
contemporary hegemonic pedagogies, such as constructivism, competency-based pedagogy,
and the pedagogy of the reflective teacher, incorporate elements like relativism and pragmatism
into their epistemological foundation, denying the totality of educational relationships and
leading to curricular fragmentation. These pedagogies, according to the author, tend to
relativize science and reduce knowledge to its most immediate utility and the resolution of
everyday problems.
From this, it is understood that curricular integration must be structured as a totality and
viewed as more than a methodological principle that contrasts the subordination of one school
subject to another or the juxtaposition of subject arrangements in general education or
vocational training, but must be adopted as a political principle, an ideological stance in defense
of education for the working class (Ramos, 2008a). Conceiving the curriculum as separate
blocks is a means of reproducing the historical educational duality and undermines the role of
IFs, which is to seek to overcome this duality in the curriculum and in pedagogical practices.
The resistance of higher education institutions to the neoliberal model requires
strengthening the autonomy of the RFEPCT and exercising that prerogative, as freedom fosters
work and responsibility in administrative, financial, and pedagogical spheres alike. This path
proves challenging in the face of progressive budgetary constraints, which tend to undermine
the provision of a comprehensive education and subordinate it to external forces, such as
partisan political interests. Such education requires substantial investments in professional
development, infrastructure with equipment, technology, laboratories, and supplies, the
implementation of which is not fully covered by the regular budget. Thus, institutions become
increasingly dependent on parliamentary amendments, which lack stability and are not
necessarily aligned with the principles established in foundational documents.
This research is based on the assumption that mechanisms of resistance are constructed
in various ways and are primarily enshrined in foundational institutional documents, such as
the PDI and the PPCs, combined with a permanent offering of professional development aimed
at restoring the identity and purpose of the IFs and all the courses they offer. In this article, we
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highlight the EMI as a form of resistance and struggle against the historical subordination to
the Capital.
Methodological approach of the research
This article is grounded in Dialectical Historical Materialism (DHM), which conceives
of reality as a concrete, historical, and contradictory totality, according to which phenomena
must be understood as historical-social constructions marked by disputes. Thus, it is understood
that PDIs are the result of historical, social, economic, political, and ideological determinants.
As such, they are not neutral and are not limited to the establishment of norms, but rather
constitute expressions of the worldviews that guide the educational projects of higher education
institutions. It is worth noting that the PDI is a document that presents the institution’s strategic,
tactical, and operational plan with a five-year validity period, and must contain minimum
elements such as mission, objectives, goals, institutional pedagogical project, and didactic-
pedagogical organization (Brasil, 2017). In this study, we focus on analyzing the mission,
vision, values, and philosophical, pedagogical, and theoretical-methodological concepts to
understand how EMI has been conceived and organized in IFRO’s PDIs, in light of the
principles of integral human formation and the tensions generated by the historical duality
between preparatory education and vocational training.
In this vein, the analysis of the research object, based on the methodological approach
of MHD, begins with the appearance or pseudo-concreteness of the empirical phenomenon in
order to grasp the determinants that constitute the totality of its dynamics and, in doing so,
presents the categories that are pertinent to it (Netto, 2011). In this context, Saviani (2015)
highlights the categories of analysis presented by Marx, namely mediation, totality, and
contradiction. For him, “‘Mediation’ is a central category of dialectics that, in conjunction with
‘reciprocal action,’ constitutes ‘totality’ and ‘contradiction’” (Saviani, 2015, p. 26). These
principles form the basis for research grounded in the MHD. Thus, we begin by reading the
PDIs, the object of our study, to grasp their materiality and empirical elements; and, using the
categories of the MHD, we seek to analyze the multiple determinations in light of our theoretical
framework, in order to go beyond what is given in the text. In considering the objective and the
theories underpinning this research, we arrived at the following categories of analysis: 1) the
concept of human development, considering polytechnia, omnilaterality, and work as an
educational principle; 2) the foundations for the curriculum and pedagogical mediation, in
relation to curricular integration from the perspective of polytechnia and omnilaterality, or how
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fragmentation may be implicit; and 3) pedagogical hybridities, related to ambiguities, mixtures
of pedagogies, and theoretical underpinnings for philosophical, pedagogical, and theoretical-
methodological conceptions, as well as the influence of neoliberal managerialism on EPT
policies and practices, which may highlight the coexistence of distinct and, at times,
irreconcilable theoretical frameworks, generating epistemological tensions and potential
processes of relativization in the educational field. Below, we present Table 1 with the
categories of analysis and a description of the axes and elements of analysis.
Table 1.
Categories and elements of analysis
Category
Key areas and analytical elements
Conception of training
for EMI
Elements of holistic education in EMI: polytechnics, omnilaterality, work as
an educational principle; dimensions of human life; the centrality of work
versus employability.
Foundations for the
curriculum and
pedagogical mediation
Curricular integration/fragmentation: integration of work, science, and
culture; integrated curriculum; integration of knowledge; the centrality of
social practices versus a competency-based curriculum.
Pedagogical hybridity
Pedagogical hybridity is characterized by the juxtaposition of distinct
pedagogical conceptions, standing out as a grand synthesis of divergent
epistemological bases, which suppresses theoretical and political conflict in
favor of immediate solutions for pedagogical practice.
Note. Prepared by the authors (2026).
With regard to methodological procedures, this study is a documentary analysis aimed
at identifying continuities, breaks, and contradictions in the way the EMI has been conceived
at IFRO over time. Four PDIs were examined, with greater emphasis on the Institutional
Pedagogical Project (PPI), a section of the PDI, covering the periods 20092013, 20142017,
20182022, and 20232027. In this article, they will be referred to as PDI 2009, PDI 2014, PDI
2018, and PDI 2023.
Thus, the aim is to construct an analysis that contributes to understanding the limits and
possibilities of IFRO’s educational proposal, particularly in recognizing its social function as
an educational institution offering emancipatory secondary-level EPT for working-class youth.
Continuities, ruptures, and contradictions of the integrated education project in IFRO’s
PDIs
Under the law establishing the Federal Institutes (IFs), IFRO was created through the
merger of the Federal Technical School of Rondônia and the Federal Agrotechnical School of
Colorado do Oeste, as provided for in Article 5, item XXXII, of that law (Brasil, 2008). IFRO’s
first Institutional Development Plan (PDI) was in effect from 2009 to 2013. When comparing
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it to the latest PDI for 20232027, one can observe the historical process of institutional
maturation.
Over the years, IFRO has adopted different methodologies for conducting the document
development process, even going so far as to contract external services to manage the process.
In its latest version, covering 20232027 and developed primarily throughout 2022, the
campuses received guidance from the institution itself to conduct their discussion forums and
collect contributions from the community, thus representing an important step toward building
a more democratic culture. However, it is observed that, to ensure the quality of these debates,
continuing education must be adopted as a permanent policy, so that these contributions are
made in a more conscious manner and aligned with the foundations and principles of EPT for
the working class.
In this regard, it is worth emphasizing the imperative of paying special attention to the
need for professional development, since, although we cannot immediately alter the objective
conditions of the reality in which higher education institutions were established and in which
they struggle to remain true to their mission, we can and must understand that reality free from
fetishism, taking into account the social whole. While education cannot, on its own, transform
concrete reality, it plays a role in fostering a critical engagement with that very reality.
The research takes into account the fact that IFRO will have celebrated only 17 years of
existence in December 2025; for this reason, it is premature to determine the full scope of its
impact regarding the promotion of an emancipatory education, which seeks to integrate
preparatory education with vocational training in a historically dual society and which,
according to Pacheco (2010), is inspired by an education that aims to contribute to ending the
dichotomy separating the formerwhich prepares students for the productive worldfrom the
latter, which offers students the opportunity to continue their studies at a higher level (Amorim
Junior, 2019).
As mentioned earlier, we selected elements from the PDI regarding mission, vision,
values, objectives, and the institutional pedagogical project (PPI)—particularly the latter’s
philosophical, pedagogical, and theoretical-methodological conceptsfor analysis in light of
three central categories: the concept of human formation, curriculum foundations, and
pedagogical hybridity. Below, we present Table 2 with these elements.
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Table 2.
Mission, vision, and values in IFRO’s PDIs
PDI 2009-2013
PDI 2014-2017
PDI 2018-2022
PDI 2023-2027
To promote
excellence in
science and
technology
education through
teaching, research,
and outreach
activities, with the
aim of training
citizens committed
to the
sustainability of
society.
To promote
excellence in science
and technology
education in the State
of Rondônia, with the
aim of training
citizens committed to
the development and
sustainability of
society.
To promote
excellence in
professional,
scientific, and
technological
education through
the integration of
teaching, research,
and outreach, with a
focus on training
citizens committed
to sustainable
human, economic,
cultural, social, and
environmental
development.
To promote
excellence in
professional,
scientific, and
technological
education through
the integration of
teaching, research,
and extension, with
a focus on training
citizens committed
to sustainable
human, economic,
cultural, social, and
environmental
development.
To establish itself
as an institution of
scientific,
professional, and
technological
education at the
regional, national,
and international
levels.
To become a
benchmark of
excellence in
teaching, research,
and outreach in the
field of Science and
Technology.
To consolidate the
institution’s role,
being recognized by
society as an agent
of social, economic,
cultural, and
environmental
transformation of
excellence.
To consolidate the
institution’s role,
being recognized by
society as an agent
of social, economic,
cultural, and
environmental
transformation of
excellence.
Commitment,
transparency,
ethics, respect,
social and
environmental
responsibility, and
respect for human
dignity.
... ethical
commitment ... social
responsibility, respect
for diversity,
transparency,
excellence, and ...
citizenship and
humanism, with
freedom of
expression ...
personal and
professional ethics, ...
solidarity, a culture of
innovation, and the
ideals of social and
environmental
sustainability.
Ethics, transparency,
commitment, equity,
democracy, respect,
and effectiveness.
Ethics,
transparency,
commitment, equity,
democracy, respect,
effectiveness, and
inclusion.
Note. Prepared by the authors (2026).
In the first two PDIs (IFRO, 2009, 2014), the mission statement emphasizes “scientific
and technological education of excellence” and training committed to sustainability, without,
however, explicitly addressing the centrality of integrated professional education or the
relationship between work, science, and culture. However, starting with the 2018 PDI, and
continued in the 2023 PDI, a significant advancement can be observed through the explicit
incorporation of professional, scientific, and technological education and the integration of
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teaching, research, and extension. Furthermore, it broadens the notion of education for human
development and addresses dimensions such as the economy, culture, and society, while
maintaining sustainability. This reorientation appears to bring institutional discourse closer to
the principles and foundations of EPT from a counter-hegemonic perspective, although it is still
necessary to analyze the implementation of the curriculum.
One must also consider the explicit dimensions, which still lack a connection to work
from an ontological perspective and not merely an economic one (Ramos, 2008a), as human
fulfillment and not merely an economic practice for survival. Although it is implied that science
is part of research, it would still be necessary to explicitly highlight it as a dimension, given
that its status is not guaranteed, since, in the face of postmodern neoliberal ideology, we have
witnessed various discourses that relativize and deny science, as pointed out by Duarte and
Duarte (2011).
Regarding the values described in the PDIs over the years, it is evident that there is a
more stable core set of values, such as ethics, transparency, commitment, and respect. These
values reflect continuity, consistent with a public education system committed to social
responsibility, and provide a normative foundation aligned with the promotion of EMI as public
policy.
In the second PDI, from 2014, one can observe an expansion of the set of values, with
additions such as social and environmental responsibility, humanism, citizenship, freedom of
expression, solidarity, a culture of innovation, excellence, and determination. This expansion,
however, did not demonstrate systematization or discursive alignment, since, despite engaging
with IFRO’s institutional mission statement, it also reveals an alignment with a managerialist
perspective, influenced by neoliberal policies in education, demonstrating ambiguity regarding
the counter-hegemonic perspective, which tends to dilute the institution’s political-pedagogical
direction.
In the 2018 and 2023 Institutional Development Plans (PDIs), however, it is evident that
foundational values have been maintained, alongside significant additions such as equity,
democracy, and, in the most recent plan, inclusion. This restructuring indicated greater
alignment with the concept of the individual’s holistic development, highlighting the limitations
in countering neoliberal rationalities.
Regarding the vision expressed over the years in the PDIs, it is noted that institutional
consolidation and social recognition, associated with academic excellence, remain. In the first
two PDIs, this recognition is linked especially to institutional visibility and academic
Conception of omnilateral human development in vocational education integrated to secondary school: Contradictions and resistance in
IFRO’s Institutional Development Plan (PDI)
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performance, with a focus on science and technology, and in the second to the triad of teaching,
research, and extension, which reflects the need for IFRO’s legitimization within the
educational landscape. When associated with academic performance, it also points to the
managerial aspects of school administration.
Starting in 2018, and continued in the 2023 Institutional Development Plan (PDI), a
redefinition of the institutional vision can be observed, as the focus on excellencepreviously
defined in purely technical and academic termsis now linked to the recognition of IFRO’s
role as an agent of social, economic, cultural, and environmental transformation. This
redefinition brings the institutional discourse closer to the concept of omnilateral education,
insofar as it highlights aspects linked to an emancipatory education, such as the transformation
of reality, rather than merely adapting to it. However, it is worth noting that the persistence of
social recognition as a central axis creates a tension between the understanding and affirmation
of a transformative project and the pursuit of legitimacy, subjecting the institution to
performance according to traditional parameters of excellence, generally grounded in a market-
oriented, managerialist view of education, which leads us to pedagogical hybridity.
Finally, we can understand that, in general, there are still several contradictory elements
in IFRO’s mission, vision, and values throughout this trajectory. Even with advances in the
recognition of its social function as an institution promoting education for the working class,
there are still traces of conformity to managerialist policies for education. In general, the
conceptual categories of EMI and the foundations for the curriculum point to elements in the
third category of analysis, which is pedagogical hybridity.
Next, we will analyze the PPI, understanding it as a snapshot of IFRO’s intentions. More
than just an integral part of the PDI, the PPI constitutes the pedagogical DNA, within which we
observe the molecular struggle between two visions of society: one that subordinates education
to neoliberal efficiency, and another that seeks an omnilateral education. It is within this
documentary fabric that the institution materializes the process of appropriation and
objectification; if the PPI operates under a logic restricted to the instrumental, it curtails psychic
development, keeping the subject within the sphere of 'individuality-in-itself.' However, by
grounding the curriculum in critical-dialectical principles, the document becomes the necessary
mediation for humanity’s historical heritage to be converted into essential forces of the
individual, propelling the attainment of individuality for itself.
Thus, we understand that the epistemological basis is not explicitly stated; however, by
analyzing these conceptions, we can identify it and thereby grasp, beyond the text’s literal
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meaning, the conceptions of human formation and curriculum. It is also worth noting that the
first three PDIs contain contradictory excerpts, pointing in different directions regarding the
purpose of professional education and its social functionsometimes restricted to labor market
integration and pragmatic goals, and at other times focused on social transformation. There is
greater coherence in the 2023 PDI, though more specifically in the PPI, rather than in the
document as a whole. Based on the categories of integral human formation, curricular
integration, and pedagogical hybridity, we proceed with our analysis.
Next, we will address the first analytical category: conceptions of human formation.
Over the years, it has been possible to observe some advances and setbacks regarding these
conceptions. In the first three PPIs, they still appeared disconnected from a more critical
perspective on the social division of labor, with a narrow focus on employability. Despite this,
the 2014 PDI presented some elements compatible with integral education, but regressed in
2018. Only in the 2023 PDI is it possible to more explicitly verify the alignment of this concept
with those of polytechnic education, omnilateralism, and work as an educational principle.
In its first version, the 2009 PPI presents a holistic education linked to citizenship,
ethics, and social inclusion. Work is presented as the goal of education, with the aim of
productive integration and employability, rather than as an ontological principle.
The philosophical principles are outlined with the aim of providing the individual with technical
skills (learning to do) capable of overcoming the challenges of the world of work, characterized
by rapid technological advancement and the demand for dynamism in interpersonal
relationships ... All of this will be directed toward achieving the main goal, which is the integral
development of the individual (learning to “be” as a person) ... so that they may learn to learn.
(IFRO, 2009, p. 25)
There is a noticeable emphasis on utilitarian knowledgethat which is immediately
relevant to an individual’s daily life—and is therefore contrary to an emancipatory education,
as it confines the individual to their material circumstances. Holistic education is linked to
pedagogies of learning to learn, associated with relativism and pragmatism, as explained by
Duarte (2010). Thus, the philosophical principles are grounded in the four pillars of education
proposed by Jacques Delors (2010): learning to know, to do, to live together, and to be, with no
mention of polytechnics or omnilateralism.
Although it points to work as an educational principleboth as a challenge for
educational policy and as a methodological principle for the curriculum (IFRO, 2009)this
Conception of omnilateral human development in vocational education integrated to secondary school: Contradictions and resistance in
IFRO’s Institutional Development Plan (PDI)
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appears disconnected from the premises of a counter-hegemonic pedagogy or work from an
ontological perspective. It is important to note, however, that the critique is not directed at the
training of students for the world of work, but at the reduction of the educational purpose to the
immediate or to work solely as an economic practice, thereby undermining IFRO’s role in the
appropriation of science, culture, art, politics, and work in their entirety.
Similarly, the 2009 PDI includes terms such as “employability” (IFRO, 2009, p. 31) and
“development of competencies and skills” (IFRO, 2009, p. 44), which indicates a closer
alignment with the perspective of learning for employability than with the concept of
omnilateral education, given that these terms are recurrent in the formulations of competency-
based pedagogy and are historically associated with the individual’s adaptation to the demands
of the labor market, rather than with their emancipation. Omnilateral education, however,
presupposes full development, which integrates dimensions of human life such as work,
science, and culture (Ramos, 2008a), requiring the appropriation of scientific, artistic, and
philosophical knowledge linked to the totality of social practices, rather than merely the
acquisition of operational skills geared toward employability. Thus, by adopting vague
language with no coherent connection to the philosophical-pedagogical foundations of
emancipatory education, IFRO’s initial PDI reproduces elements of technocratic logic,
particularly due to the absence of proposals for more consistent curricular mediation.
The same passage on the philosophical principles of human formation, linked to the four
pillars of education for the 21st century, was repeated in the 2014 and 2019 Institutional
Development Plans (PDIs), indicating a greater alignment with hegemonic pedagogies and a
departure from the foundational principles of polytechnic and omnilateral higher education
institutions, as discussed by Pacheco (2010). Also in the 2014 and 2018 PDIs, expressions/terms
such as: “a set of skills and competencies that foster the construction of knowledge” (IFRO,
2014, p. 94), “competencies necessary for training for the world of work” (IFRO, 2018, p. 67),
course offerings tailored to the needs of the “labor market” (IFRO, 2014, p. 95; 2018, p. 82),
and “use of active teaching methodologies” (IFRO, 2009, p. 26; 2014, p. 79; 2018, p. 61).
Despite retaining passages that indicate a closer alignment with hegemonic pedagogies,
in its second version, the 2014 PDI adopted a discourse closer to the concept of holistic
education, reaffirming the principles at the genesis of the RFEPCT, such as “the inseparability
of teaching, research, and extension” and “work as an educational principle” as a structuring
element of the curriculum (IFRO, 2014, p. 81). In further describing the conception of the
curriculum and its structuring elements, the document presents ontological and sociopolitical
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foundations based on a historical-critical conception, although other passages in the 2014 PPI
itself refer to hegemonic pedagogies. Therefore, although it addressed these points more
directly, this did not translate into qualitative advances in the attempt to overcome the duality,
as its formulation lacked the alignment and coherence necessary to organically integrate general
education and technical training and to guide the formulation of PPCs.
Finally, in its fourth version, the PDI 2023 represents a step forward in terms of
conceptual restructuring and coherence by presenting concepts of comprehensive and
omnilateral education, as well as formulations that are more cohesive and aligned with the
principles of emancipatory education, including explicit references to the interconnection
between work, science, and culture, and to work as an educational principle. By presenting
concepts of the human being, society, school, education, learning, vocational and technological
education, omnilateral education, and polytechnic education (IFRO, 2023), it clearly defines
its commitment to emancipatory education for the working class.
Education is understood as a social practice, as a process of humanizing people
embedded in the context of their social relationships” (Libâneo, 2003, p. 68). Thus,
IFRO, as part of the Federal Network of Education, Science, and Technology, is
grounded in a historical-critical, democratic, and emancipatory conception. It is
understood that work, as a general educational principle, moves toward overcoming
the dichotomy between manual and intellectual labor, between vocational and general
education”. (Saviani, 1989, p. 13) (IFRO, 2023, pp. 5859)
This reorganization is evident in the conception of the human being as a historical and
social subject, to be educated to understand and transform concrete social reality. Regarding
omnilateral education, the document defines it as that which seeks the individual’s
comprehensive development in the dimensions of work, science, and culture, with the aim of
overcoming alienation and fostering a critical understanding of social contradictions. Still in
the conceptual realm, the proposal for polytechnic education is clearly described, with an
emphasis on the articulation between theory and practice, science and technology, aiming at the
formation of autonomous and conscious individuals.
We will now move on to the second analytical category, foundations for the curriculum
and pedagogical mediation, related to the elements that indicate curricular integration or
fragmentation, the integration of social practiceswhether in the relationship between work,
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science, and cultureor the curricular fragmentation explicit in pragmatism, learning to do,
instrumentalization, and practices oriented toward utilitarian and adaptationist ends. In other
words, this analytical category of the curriculum stems from the concept of human formation.
In all PDIs, one can observe an emphasis on the integration of the three pillars of
teaching, research, and extension. However, only in PDI 2023 is there an emphasis on
overcoming the dichotomous model of EPT.
Professional, Scientific, and Technological Education at IFRO is based on moving beyond the
traditional, dualistic model, which divides knowledge into rigidly separate disciplines, with the
aim of integrating different areas of knowledge into a unified educational program that seeks to
overcome the fragmentation of knowledge and promote a omnilateral, polytechnic education.
(IFRO, 2023, p. 57)
Interdisciplinarity is also presented as a theoretical and methodological principle in the
2009, 2014, and 2018 PDIs, though without proposing a break from the logic of disciplinary
fragmentation. Only in the 2009 PDI are there concrete implementations, through projects and
overarching themes, but these are restricted to the “development of competencies and skills,”
even suggesting the possibility of “modularization” in curriculum organization (IFRO, 2009, p.
44). Also in the 2009 PDI, curricular integration is associated with the different levels of
education.
The integration of theory and practice can be observed in all PDIs, with distinct
purposes, whether as a challenge for teaching, as methodological guidance, or as institutional
policy.
Integrate theory and practice in a meaningful way, fostering student autonomy. (IFRO, 2009, p.
31) [challenges of teaching].
Thus, pedagogical practice must integrate science and technology, as well as theory and
practice; it must view research as an educational and scientific principle. (IFRO, 2014, p. 84)
Meaningful integration of theory and practice through a curriculum that includes interventions
and experiences that facilitate the interrelation of essential theoretical and practical knowledge,
promoting professional development and student autonomy. (IFRO, 2018, p. 79; 2023, p. 78)
[education policies].
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The integration of teaching, research, and outreach is mentioned in all PDIs, with greater
emphasis in the 2023 PDI, which introduces the concept of the inseparability of these three
pillars. The integration of the dimensions of human life into curriculum design and pedagogical
mediation is evident in PDI 2023; however, PDI 2009 establishes that the concept of EPT
“guides training processes based on the premises of integration and articulation between
science, technology, culture, and specific knowledge” (IFRO, 2014, p. 84), and the 2018 PDI
also mentions the focus “on strengthening the relationship between EPT and Basic Education,
introducing young people to the thematic universe of the world of work/science/technology and
culture, inseparable dimensions” (IFRO, 2018, p. 78).
An important element in the analysis of the PDIs was related to “curricular flexibility”
(IFRO, 2009, p. 44; 2014, p. 87) or “flexibility to establish training pathways” (IFRO 2009, p.
26; 2018, p. 78), subject to the needs of the market and contemporary society, thereby relegating
the very mission established by IFRO to the background.
[didactic-pedagogical organization] principles of flexibility, interdisciplinarity, and
contextualization, in addition to outlining educational profiles that meet the demands of the
contemporary world. (IFRO, 2009, p. 43)
In light of changes in the economy and the labor market... the possibilities for curriculum
organization with optimized time management and curricular flexibility. (IFRO, 2014, p. 96;
2018, p. 82)
In other words, it is clear that curricular flexibility actually reflects curricular
fragmentation, with proposals for “tracks” or blocks that fragment a comprehensive education.
It is also geared toward adapting to the productive model, prioritizing economic and managerial
issues at the expense of a comprehensive education. On the other hand, the PDI 2023 does not
explicitly mention curricular flexibility, but, in addressing the philosophical principles for the
development of the PPCs, it presents elements that point to paths for curricular organization,
such as theory as the foundation of practice, the relationship between more elaborate knowledge
and prior knowledge in learning, the conception of teaching as the mediation of knowledge, and
“social practice and work processes as a starting point for curriculum organization and its
implementation” (IFRO, 2023, p. 61).
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Regarding the last analytical categorypedagogical hybridityit was found that all
PDIs present controversies and tensions, with greater prevalence in the first three. However,
when analyzing the PPIs specifically, the 20232027 PDI demonstrates greater coherence with
the foundation of Historical-Critical Pedagogy.
While the 2009 PDI emphasizes humanism, geared toward adaptation to the world of
work, by referring to the “holistic training of the critical-reflective professional-citizen” (IFRO,
2009, p. 40), the 2014 PDI presents elements related to a “critical-progressive” pedagogy and
an aspect of “socio-interactionist psychology” (IFRO, 2014, p. 79). The 2018 PDI, on the other
hand, blends Historical-Critical Pedagogy and “learning to learn” pedagogies, with an emphasis
on competency-based pedagogy and the pillars of “learning to be, to do, and to live together”
(IFRO, 2018, p. 60). Thus, in its first three versions, there is an explicit emphasis on elements
of pragmatism and relativism, which culminate in pedagogical relativism (Duarte, 2010).
Pedagogical hybridity is also reflected in the guidelines for developing course-based
pedagogical projects, as the document states that this constitutes “a pedagogical practice
resulting from the interaction and convergence of various structures (political, administrative,
economic, cultural, social, educational...)” (IFRO, 2014, p. 80), signaling an attempt to move
beyond the merely technical and normative dimension. However, the proposal remained generic
and was not accompanied by guidelines pointing a direction for overcoming curricular
fragmentation. This inconsistency is discussed by Amorim Junior (2019), who highlights the
persistence of a fragmented curricular structure, with little articulation between the components
of general and professional education. The 2014 PDI itself highlights this trend by affirming
the importance of “skills development, preparation for citizenship, training for the world of
work, and the continuity of studies” (IFRO, 2014, p. 94).
Finally, it was possible to identify the continuities, advances, and setbacks in approaches
aligned with an emancipatory education over the years, through the PDIs. A significant
qualitative leap was identified in the 2023 PDI, particularly regarding the Institutional
Pedagogical Project, which aligns with the social function envisioned in the founding of the
IFs. However, these advances coexist with internal contradictions, as the PDI approaches a
managerialist model, distancing itself from the principles of democratic management outlined
in the PPI. Thus, even though the counter-hegemonic discourse has gained traction, goals and
strategies linked to productivist demands and managerial rationality persist. In general, one
observes the persistence of indicators centered on performance, quantitative expansion, and
supply conditioned by market demands, shifting the focus from the quality of the educational
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process to the fulfillment of institutional goals. This tendency toward a managerial logic reflects
the hegemony of neoliberal ideology in vocational education, where technical training takes on
a utilitarian and pragmatic character driven by market demands. By absorbing this logic without
critical scrutiny, the institution risks compromising the emancipatory educational project that
guides the RFEPCT.
FINAL CONSIDERATIONS
IFRO’s Institutional Development Plans (PDIs) articulate its mission, vision, values,
and philosophical, pedagogical, and theoretical-methodological concepts, which define the
profile of human development and the model of society that the institution is dedicated to
fostering or upholding. This research, by analyzing these documents and their relationship with
multiple historical, economic, political, and social determinants, points to ways to foster the
development of emancipatory educational proposals. However, a limitation is the fact that this
is an exclusively documentary analysis, not addressing the materialization of these concepts in
the institution’s concrete pedagogical practices. In light of the categories of the MHDnamely,
totality, contradiction, and mediationit was possible to frame the analysis using the categories
inherent to this study, which are: integral human formation, foundations for curriculum
organization, and pedagogical hybridity.
It should be noted that integral formation is a permanent category of the PDIs, found in
the PPIs, and that these have been redefined over time, with a qualitative leap occurring only
in the 2023 PDI, in accordance with the principles of polytechnia and omnilateralism. The
principles for curricular organization, although they show traces of integration, are
predominantly focused on the fragmentation resulting from historical duality, with the
exception of the 2023 PDI, which points to possible paths forward without denying the
structural challenges. Thus, the 2023 PDI represents an important milestone in IFRO’s history
for its recognition as an institution promoting education for the working class. Pedagogical
hybridity reflects the institutional effort to reconcile the tensions between antagonistic projects.
That is, to reconcile the irreconcilablesometimes reiterating a purely instrumental education,
and at other times one aimed at social emancipation.
Finally, it is observed that the pressure exerted by neoliberal policies and the managerial
model within EFA runs counter to the political-pedagogical principles of EMI in the RFEPCT,
highlighting that the dispute is not one of terminology, but rather of a societal visionwhether
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from an emancipatory perspective or one that serves market logic. The PDI, in and of itself, as
a text, does not guarantee integral human formation from a counter-hegemonic perspective, but
it is an extremely important guiding document in the development of curricular, training,
pedagogical, and management policies at IFRO. Furthermore, the ontological constitution of
teachers is not realized immediately or automatically with every normative or documentary
change. It is a historical and contradictory process, forged throughout their educational,
professional, and concrete life trajectories, traversed by multiple legal reforms, institutional
guidelines, and objective working conditions, both within and outside institutions.
As a follow-up to this research, we suggest conducting studies that analyze how these
guidelines are implemented in the daily institutional routine, especially in pedagogical practices
and curriculum organization, thereby broadening our understanding of the limits and
possibilities of holistic human development within the scope of IFs.
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R P G E R e vist a o n li n e d e P olític a e G est ã o E d u c a ci o n al, Ar ar a q u ar a, v. 3 0, n. 0 0, e 0 2 6 0 4 6, 2 0 2 6 . e -I S S N: 1 5 1 9-9 0 2 9
D OI: 1 0. 2 2 6 3 3/r p g e. v 3 0i 0 0. 2 1 1 9 6 2 5
C R e di T A ut h or St at e m e nt
A c k n o wl e d g m e nts : F e d er al I nstit ut e of R o n d ô ni a (I F R O).
F u n di n g : N o n e .
C o nfli ct s of i nt e r est : N o n e .
Et hi c al a p p r o v al : T his st u d y di d n ot n e e d t o b e r e vi e w e d b y t h e R es e ar c h Et hi cs
C o m mitte e b e c a us e it w as b as e d s ol el y o n a lit er at ur e r e vi e w a n d di d n ot i n v ol v e h u m a n
s u bj e cts.
D at a a n d m at e ri als a v ail a bilit y : T h e d at a a n d m at erials us e d i n t his st u d y ar e a v ail a ble
vi a t h e li n ks pr o vi d e d i n t h e r ef er e n c es .
A ut h o rs c o nt ri b uti o ns : J or g e W. d e A m ori m J u ni or: c o n c e pt u ali z ati o n (st u d y d esi g n,
d efi niti o n of r es e ar c h q u esti o ns a n d o bj e cti v es), o v er all pr oj e ct m a n a g e m e nt, s u p er visi o n,
s el e cti o n of d o c u m e nts f or a n al ysis, d at a a n al ysis a n d i nt er pr etati o n; dr afti n g of t h e t e xt,
et c. S h e yll a C h e di a k: d at a c ur ati o n, f or m al a n al ysis, m et h o d ol o g y (r es e ar c h d esi g n),
e diti n g, a n d pr o ofr e a di n g . G e d eli F err a z z o: f or m al a n al ysis, e diti n g, a n d pr o ofr e a di n g. J air
L o p es J u ni or: pr o ofr e a di n g ( criti c al r e vi e w of t h e ori gi n al m a n us cri pt a n d a p pr o v al of t h e
v ersi o n t o b e s u b mitt e d) a n d e diti n g .
P r o c essi n g a n d e dit i n g: E dit o r a I b e r o-A m e ri c a n a d e E d u c a ç ã o
R e vi e w, f or m atti n g , n or m ali z ati o n, a n d tr a nsl ati o n
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026046, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21196 1
CONCEPCIÓN DE LA FORMACIÓN HUMANA EN LA EDUCACIÓN
SECUNDARIA INTEGRADA: CONTRADICCIONES Y RESISTENCIA EN EL PDI
DEL IFRO
CONCEPÇÃO DE FORMAÇÃO HUMANA NO ENSINO MÉDIO INTEGRADO:
CONTRADIÇÕES E RESISTÊNCIA NO PDI DO IFRO
CONCEPTION OF OMNILATERAL HUMAN DEVELOPMENT IN VOCATIONAL
EDUCATION INTEGRATED TO SECONDARY SCHOOL: CONTRADICTIONS AND
RESISTANCE IN IFROS INSTITUTIONAL DEVELOPMENT PLAN (PDI)
Cómo citar este artículo:
Amorim Junior, J. W., Chediak, S., Ferrazzo, G., & Lopes Junior, J.
(2026). Concepción de la formación humana en la educación
secundaria integrada: contradicciones y resistencia en el PDI del
IFRO. Revista on line de Política e Gestão Educacional, 30,
e026046. https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.21196
| Enviado el: 20/01/2026
| Revisiones requeridas el: 16/04/2026
| Aprobado el: 30/04/2026
| Publicado el: 30/05/2026
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Editor ejecutivo adjunto:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Bauru São Paulo (SP) Brasil. Doctorando
en Psicología del Desarrollo y del Aprendizaje. Magíster en Psicología. Profesor de Educación Básica, Técnica y
Tecnológica del Instituto Federal de Rondônia (IFRO).
2
Instituto Federal de Rondônia (IFRO), Porto Velho Rondônia (RO) Brasil. Doctora en Educación Escolar y
Magíster en Psicología. Profesora de Educación Básica, Técnica y Tecnológica en el Instituto Federal de Rondônia
(IFRO).
3
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas São Paulo (SP) Brasil. Doctoranda en
Educación. Magíster en Educación. Profesora de Educación Básica, Técnica y Tecnológica en el Instituto Federal
de Rondônia (IFRO).
4
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Bauru São Paulo (SP) Brasil. Doctor en
Psicología. Magíster en Psicología. Profesor del Programa de Postgrado en Psicología del Desarrollo y del
Aprendizaje.
Jorge Washington de AMORIM JUNIOR
1
e-mail: jorg[email protected]
Sheylla CHEDIAK
2
e-mail: sheylla.[email protected]
Gedeli FERRAZZO
3
e-mail: ged[email protected]
Jair LOPES JUNIOR
4
e-mail: jair.lop[email protected]
Concepción de la formación humana en la educación secundaria integrada: contradicciones y resistencia en el PDI del IFRO.
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026046, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21196 2
RESUMEN: Los Institutos Federales de Educación, Ciencia y Tecnología en Brasil tienen,
entre sus objetivos, la promoción de la educación profesional integrada a la educación
secundaria desde una perspectiva educativa emancipadora. Sin embargo, este objetivo se sitúa
en un campo de disputa entre distintas concepciones de mundo y de humanidad. Dichas disputas
se expresan en el Plan de Desarrollo Institucional (PDI), particularmente en el Proyecto
Pedagógico Institucional, que orienta el currículo escolar. El presente artículo tiene como
objetivo analizar cómo se concibe la educación profesional integrada a la educación secundaria
en el PDI del IFRO, a la luz del Materialismo Histórico-Dialéctico. Se realiza un análisis
documental con el fin de identificar contradicciones en las concepciones presentadas. Los
resultados señalan tensiones persistentes entre el ideal de la educación omnilateral y las
demandas orientadas al mercado que la restringen, revelando contradicciones inherentes a la
educación profesional en el contexto brasileño.
PALABRAS CLAVE: Educación Secundaria Integrada. IFRO. Planes de Desarrollo
Institucional. Proyecto Pedagógico Institucional. Materialismo Histórico-Dialéctico.
RESUMO: Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia têm como um de seus
objetivos a oferta da educação profissional integrada ao ensino médio, fundamentada em uma
perspectiva de formação integral e emancipadora. Contudo, tais pressupostos inserem-se em
um campo de disputas entre distintos conceitos ontológicos e sociais. Essas disputas se
expressam nos Planos de Desenvolvimento Institucional (PDIs), especialmente no Projeto
Pedagógico Institucional (PPI), que orienta as concepções curriculares. Este artigo objetiva
compreender como a educação profissional integrada ao ensino médio é concebida nos PDIs
do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), à luz do Materialismo Histórico-Dialético. Realiza-
se uma análise documental de todos os PDIs desde a instalação do IFRO, buscando identificar
manutenções, rupturas e contradições nas concepções apresentadas. Os resultados evidenciam
tensões recorrentes entre o ideal de formação integral e as exigências que a restringem ao
mercado de trabalho, apontando para contradições inerentes à organização da educação
profissional no contexto brasileiro.
PALAVRAS-CHAVE: Ensino Médio Integrado. IFRO. Planos de Desenvolvimento
Institucional. Projeto Pedagógico Institucional. Materialismo Histórico-Dialético.
ABSTRACT: The Federal Institutes of Education, Science and Technology in Brazil have,
among their objectives, the promotion of vocational education integrated to secondary school
from an emancipatory educational perspective. This objective, however, is situated within a
field of dispute between distinct conceptions of world and humanity. Such disputes are
expressed in the Institutional Development Plan (PDI), particularly in the Institutional
Pedagogical Project, which guides the school curriculum. This paper aims to analyze how
vocational education integrated with secondary education is conceived in the IFROs PDI, in
light of Dialectical and Historical Materialism. A documentary analysis is conducted to identify
contradictions within the articulated conceptions. The findings indicate persistent tensions
between the ideal of omnilateral education and market-oriented demands that constrain it,
revealing contradictions inherent to vocational education in the Brazilian context.
KEYWORDS: Integrated Secondary Education. IFRO. Institutional Development Plans.
Institutional Pedagogical Project. Historical-Dialectical Materialism.
Jorge Washington de Amorim Junior, Sheylla Chediak, Gedeli Ferrazzo & Jair Lopes Junior
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026046, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21196 3
INTRODUCCIÓN
La Ley 11.892/2008, que creó la Red Federal de Educación Profesional, Científica y
Tecnológica (RFEPCT) y los Institutos Federales (IF), designó la Educación Secundaria
Integrada (EMI) como una oferta prioritaria en su consolidación conceptual y política,
estableciendo una propuesta pedagógica de combinar conocimientos técnicos y tecnológicos
que busca superar la instrumentalización estrictamente pragmática, centrándose en la ciencia,
constituyéndose como un centro de excelencia en educación científica, estimulando el
pensamiento crítico y fomentando la investigación, la producción cultural y el desarrollo
científico y tecnológico (Brasil, 2008, art. 6). Además, los objetivos de los IF incluyen la
emancipación del ciudadano: estimular y apoyar procesos educativos que conduzcan a la
generación de trabajo e ingresos y a la emancipación del ciudadano desde la perspectiva del
desarrollo socioeconómico local y regional (Brasil, 2008, art. 7). De este modo, es posible
reconocer las dimensiones políticas y sociales, con especial atención al trabajo, la ciencia, la
tecnología y la cultura, y, por otro lado, también emergen las contradicciones inherentes a las
políticas contrahegemónicas dentro de un contexto de hegemonía neoliberal.
Partimos de la afirmación de que la EMI en los IF constituye un proyecto
contrahegemónico y por lo tanto desafiante, ya que asume el compromiso de ofrecer una
formación omnilateral, que tiene como objetivo abarcar todas las dimensiones de la vida
humana, a saber, trabajo, ciencia y cultura (Ramos, 2008a), proporcionando una superación de
la lógica instrumental que históricamente ha marcado la educación vocacional en Brasil.
En este contexto, el Plan de Desarrollo Institucional (PDI), que incluye el Proyecto
Pedagógico Institucional (PPI) en una de sus secciones, constituye la expresión institucional
del proyecto político-educativo de los Institutos Federales y revela, en su estructura, las
concepciones ontológicas, epistemológicas y sociopolíticas de la educación. En consecuencia,
constituye un supuesto que orienta la formulación de las propuestas pedagógico-curriculares de
los cursos, convirtiéndose así en un importante objeto de investigación.
Esta investigación parte de una sección de investigación realizada en el marco del
programa de Maestría en Psicología Escolar por Amorim Junior (2019), en la que se
examinaron tres Planes de Desarrollo Institucional (PDI) del Instituto Federal de Rondônia
(IFRO), vigentes entre 2009 y 2022, así como un Proyecto Pedagógico de Curso (PPC) de la
EMI, para comprender la propuesta de formación integrada y la superación de la dualidad
estructural. En este artículo, sin embargo, priorizamos los PDI, ampliando el alcance del análisis
Concepción de la formación humana en la educación secundaria integrada: contradicciones y resistencia en el PDI del IFRO.
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a la versión más reciente (2023-2027), y actualizando el marco teórico. Así, los PDI de los
siguientes periodos son objeto de análisis: 2009-2013, 2014-2017, 2018-2022 y 2023-2027.
El objetivo general de este artículo es comprender cómo se ha concebido la Educación
Secundaria Integrada (EMI) en el Plan de Desarrollo Institucional (PDI) del IFRO, a la luz de
los supuestos político-conceptuales de la ley que creó la RFEPCT (Red Federal de Educación
Profesional, Científica y Tecnológica). Para ello, se examinan la misión, la visión, los valores
y las concepciones filosóficas, pedagógicas y teórico-metodológicas expresadas en el
documento, observando cómo se configura la articulación entre trabajo, ciencia y cultura, y la
intencionalidad de la emancipación humana como propósito educativo.
Basándose en el Materialismo Histórico-Dialéctico (MHD), así como en la pedagogía
histórico-crítica y la psicología histórico-cultural, este análisis pretende revelar, más allá de lo
que se observa en los textos normativos de IFRO mencionados anteriormente, las
contradicciones presentes, destacando los avances, los retrocesos y los estancamientos en el
tratamiento de la dualidad educativa a lo largo de casi veinte años en IFRO.
Educación secundaria integrada: un proyecto contrahegemónico
La historia de la educación en Brasil, especialmente la educación secundaria, se
caracteriza por una dualidad educativa entre un modelo preparatorio para la formación de
dirigentes y una formación inmediata para los dirigidos. En este contexto, Ramos (2008a)
afirma que la dualidad educativa es una manifestación específica de la dualidad social
inherente al modo de producción capitalista, es decir, es un reflejo del modo de producción en
el currículo. Moura (2007) atribuye el origen de este fenómeno a la naturaleza asistencialista
de la formación profesional, que, en sus inicios, estaba destinada a los más pobres, mientras
que la educación propedéutica se dirigía a las élites. El autor explica además que, en Brasil, la
formación profesional se originó en 1809, cuando el Decreto del Príncipe, quien se convertiría
en el futuro D. João VI, inauguró el Colegio de Fábricas. A partir de entonces, el Estado creó
numerosas instituciones que buscaban brindar formación profesional a niños socialmente
desfavorecidos. Así, como afirma Moura (2007), surge en 1930 como una entidad dual, y aún
hoy sigue buscando maneras de superar esta dualidad. Por lo tanto, no podemos analizar la
formación profesional, ni ninguna otra modalidad de educación formal, desvinculada de su
contexto histórico.
Kuenzer (2007, p. 1162) explica que la dualidad existente en la educación no puede
resolverse por sí sola, ya que se configura como consecuencia de la necesidad de valorización
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del capital, basada en la propiedad privada de los medios de producción; es decir, la división
técnica, que separa teoría y práctica, es consecuencia del proceso de valorización del capital.
Sin embargo, la propia autora también señala las contradicciones y no niega que, como en todo
proceso contradictorio, hay espacio para procesos emancipadores [...]. A partir de esto, esta
investigación reconoce que, si bien los Institutos Federales (IF) se crearon como un proyecto
de educación emancipadora, la realidad concreta se ve cuestionada por diferentes proyectos
sociales: por un lado, el proyecto hegemónico que se limita a adaptar al trabajador a las
necesidades más inmediatas y pragmáticas, alienándolo así; por otro lado, un proyecto
contrahegemónico, que busca construir una sociedad más justa promoviendo el acceso a una
educación que abarque todas las dimensiones de la vida humana. Para el nivel secundario, la
educación vocacional, según Ramos (2008b, p. 554), se basaría en la integración entre trabajo,
ciencia, tecnología y cultura, proponiendo superar la distancia y la fragmentación entre la
formación general y la específica y, por lo tanto, [esta] educación se presentaría como una
síntesis que supera el academicismo clásico y el profesionalismo estrecho.
Según Ramos (2008a), la integración de estas dimensiones implica comprender el
trabajo tanto como logro humano, en sentido ontológico, como práctica económica, vinculada
a los medios de producción. La ciencia, como conocimiento producido por los seres humanos,
posibilita el progreso productivo, y la cultura se relaciona con los valores que guían el
comportamiento social. Comprender la relación entre estas dimensiones presupone entender el
trabajo como un principio educativo, lo que significa «[...] afirmar que los seres humanos son
productores de su realidad y, por lo tanto, se la apropian y pueden transformarla» (Ramos,
2008a).
Así, reconocemos que los Institutos Federales (IF) están inmersos en un sistema de
valorización del capital, impregnado de políticas neoliberales que socavan el proyecto
formativo e imponen un enfoque gerencial a la gestión. En una investigación sobre el estado
actual de la investigación acerca de las prácticas de gestión gerencial y/o democrática en los IF,
basada en un análisis documental de los Planes de Desarrollo Institucional (PDI), Pachalski y
Araújo (2024) señalan resultados que muestran el impacto del modelo gerencial en la gestión
escolar, lo cual frena las posibilidades de una educación emancipadora. Los autores destacan
que, si bien no es posible escapar de este discurso neoliberal sobre la gestión pública, existen
posibilidades de resistencia al afirmar una gestión democrática, más alineada con los principios
de la educación emancipadora.
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En este contexto, cabe destacar que los Institutos Federales (IF) se ven presionados por
los dictados de las organizaciones internacionales y sus expectativas para los países
latinoamericanos. Como señala Chediak (2024, p. 77), es importante comprender la posición
de Brasil en la red global, lo que se espera y guía por parte de las organizaciones internacionales
y por las demandas que se configuran como estrategias para la expansión del capitalismo
moderno. En este sentido, la autora afirma que las políticas de educación vocacional están
fuertemente influenciadas por las recomendaciones de las organizaciones internacionales
(Chediak, 2024, p. 80), como lo ejemplifica el estudio publicado por el Banco Mundial en 2010,
titulado Achieving World Class Education in Brazil: The Next Agenda, que señala
recomendaciones para la agenda de Educación Básica brasileña entre 2010 y 2020,
destacando en uno de los puntos la necesidad de preparar en el nivel secundario a la fuerza
laboral para el siglo XXI. Sin embargo, las recomendaciones asumen implícitamente un carácter
instrumental y están orientadas a satisfacer las necesidades más inmediatas.
Por lo tanto, la búsqueda de ofrecer una educación emancipadora no solo es desafiante,
sino también contrahegemónica, ya que propone una educación politécnica, es decir, una
educación que permite la comprensión de los principios científico-tecnológicos e históricos de
la producción moderna, con el fin de guiar a los estudiantes hacia la toma de decisiones
múltiples (Ramos, 2008a).
Esta división entre técnica instrumental y conocimiento de los principios científico-
tecnológicos e históricos que permiten la comprensión de la técnica influye en la formación del
individuo, en su constitución como ser humano. En este sentido, Duarte (2013) señala que la
formación humana requiere una educación que promueva la apropiación del saber clásico, la
cultura y el trabajo producidos históricamente como dimensiones para que el sujeto comprenda
su realidad y pueda transformarla conscientemente. Para el autor, la educación será alienante si
no resulta en la realización, en la existencia individual, de las posibilidades históricamente
producidas de objetivación consciente, social, libre y universal (Duarte, 2013, p. 98). Es decir,
la apropiación crítica de la cultura es una condición para la formación de la individualidad para
. Es decir, el paso del individuo de una existencia meramente determinada por condiciones
externas, o «para otro», a una forma de existencia consciente y autónoma capaz de comprender
y transformar la realidad en la que vive (Duarte, 2013, p. 98). Así, la continua división entre la
educación general y la técnica debilita el proyecto emancipador y abre espacio para el avance
de concepciones pragmáticas vinculadas a pedagogías del aprender a aprender (Duarte, 2010).
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Basándose en los estudios de Vygotsky, Martins (2013) sostiene que el desarrollo de las
funciones psicológicas superiores, condición para la humanización, se produce mediante la
mediación y apropiación de instrumentos culturales, especialmente sistemas de signos, como el
lenguaje. Entre estas funciones se encuentran la atención, la sensación, la percepción, la
imaginación, la memoria, el pensamiento, el lenguaje, el sentimiento y la emoción. En el
proceso educativo, esta mediación debe planificarse intencionalmente para posibilitar un salto
cualitativo en el desarrollo de la psique (conciencia/cognición), lo cual requiere un acceso
sistemático al conocimiento científico, tecnológico y cultural. En otras palabras, si la Educación
Profesional y Tecnológica (EPT) se reduce a la enseñanza de tareas estrictamente para cumplir
con la lógica de la empleabilidad, se perjudica el pleno desarrollo de las funciones psicológicas
superiores y, por lo tanto, se niega su potencial humanizador.
Como hemos visto, la búsqueda para superar la dualidad implica factores como el
tiempo, la historia y los procesos formativos y administrativos de diversa índole, abarcando
desde el modelo de gestión escolar desde la perspectiva de la administración democrática, hasta
la formación continua de docentes y técnicos, la garantía de presupuesto, infraestructura y
personal, así como un enfoque permanente en la integración como cultura escolar. Sin embargo,
este proyecto se ve constantemente amenazado por políticas neoliberales, como la reforma de
la educación secundaria, que intensifica la fragmentación curricular como medio para privatizar
la educación básica. Esta antigua política, disfrazada de nueva para la educación secundaria
en Brasil, presenta una pseudomodernidad, bajo la justificación de la necesidad de un currículo
flexible en el que el estudiante pueda elegir su trayectoria educativa, y fragmenta aún más el
conocimiento curricular.
Corresponde a los Institutos Federales seguir buscando la comprensión para desarrollar
estrategias que permitan superar el dualismo en el currículo, generando contradicciones,
especialmente en sus documentos institucionales, que regulen una práctica emancipadora,
reconociendo los desafíos que esto implica. En este sentido, Ramos (2008, p. 555) sostiene que,
para avanzar, es necesario romper con los enfoques tecnocráticos y supuestamente novedosos,
y que «[rescatar] las preocupaciones que las tendencias neoconservadoras querían que
olvidáramos es quizás uno de los primeros compromisos que se deben asumir en la búsqueda
de otra hegemonía». En este sentido, Kuenzer (2005) sostiene que, para transformar un proyecto
pedagógico, es necesario transformar la base material de su producción. Como ya hemos visto,
la autora no niega que, dentro de las contradicciones, es posible establecer procesos
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emancipadores (Kuenzer, 2007) y, para ello, es necesario comprender los fenómenos históricos,
sociales, económicos y políticos y su relación con la educación.
De esta manera, es posible, por ejemplo, comprender cómo la pedagogía neoliberal, que
es hegemónica, se apropia de concepciones elaboradas en el ámbito de la pedagogía
contrahegemónica, simulando la democratización en el entorno escolar y produciendo discursos
y prácticas ambiguas. Esto se refleja en las políticas y el currículo de los Institutos Federales,
como señala Araújo (2022), quien afirma que la hegemonía propaga intencionalmente
confusión y ambigüedad mediante el uso de términos como formación humana integral,
capacitación para o en el trabajo, protagonismo juvenil, etc., buscando crear similitudes
aparentes para fomentar una mayor aceptación y conformidad, con el objetivo de legitimar el
discurso y defender las reformas educativas desde esta perspectiva. Así, según Araújo (2022,
p. 101), es evidente que uno de los objetivos de estas políticas es apropiarse de ciertas
terminologías para negar su carácter emancipador, generando ambigüedades y buscando
establecer formas de dominación.
En otras palabras, el discurso hegemónico se presenta como emancipador, pero en la
práctica asume un carácter adaptacionista y utilitario, al servicio de un mercado de explotación
de mano de obra barata. En la perspectiva neoliberal hegemónica sobre la educación, prevalecen
la fragmentación, el pragmatismo y la subordinación al mercado. En este sentido, Duarte (2010)
sostiene que las pedagogías hegemónicas contemporáneas, como el constructivismo, la
pedagogía basada en competencias y la pedagogía del docente reflexivo, presentan elementos
como el relativismo y el pragmatismo en su base epistemológica, negando la totalidad de las
relaciones educativas y generando fragmentación curricular. Según el autor, estas pedagogías
tienden a relativizar la ciencia y a reducir el conocimiento a su utilidad más inmediata y a la
resolución de problemas cotidianos.
De esto se desprende que la integración curricular debe estructurarse como un todo y
trascender el principio metodológico que se opone a la subordinación de una materia escolar a
otra o a la yuxtaposición de contenidos de la educación general o la formación profesional, sino
que debe adoptarse como un principio político, una postura ideológica en defensa de la
educación para la clase trabajadora (Ramos, 2008a). Concebir el currículo como bloques
separados reproduce la dualidad educativa histórica y compromete la función de los Institutos
Federales, que consiste en superar dicha dualidad tanto en el currículo como en las prácticas
pedagógicas.
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La resistencia de los IF al modelo neoliberal implica fortalecer la autonomía de la Red
Nacional de Educación Profesional, Científica y Tecnológica (RFEPCT) y ejercer esta
prerrogativa, ya que la libertad genera trabajo y responsabilidad en los ámbitos administrativo,
financiero y pedagógico. Este camino se presenta desafiante ante las crecientes restricciones
presupuestarias, que tienden a distorsionar la provisión de una educación integral y a
subordinarla a fuerzas externas, como los intereses políticos y partidistas. Dicha educación
exige inversiones sustanciales en desarrollo profesional, infraestructura con equipamiento,
tecnología, laboratorios y suministros, cuya ejecución no está totalmente cubierta por el
presupuesto ordinario. De este modo, las instituciones se vuelven cada vez más dependientes
de enmiendas parlamentarias, que carecen de estabilidad y no necesariamente se ajustan a los
principios establecidos en los documentos fundacionales.
Esta investigación se basa en la suposición de que los mecanismos de resistencia se
construyen de diversas maneras y, principalmente, implican garantías en documentos
institucionales fundamentales, como el Plan de Desarrollo Institucional (PDI) y los Proyectos
Pedagógicos de Curso (PPC), junto con una oferta permanente de desarrollo profesional
orientada a recuperar la identidad y el propósito de los Institutos Federales de Educación (IF) y
todos los cursos que imparten. En este artículo, destacamos la Educación Secundaria Integrada
(EMI) como una forma de resistencia y lucha contra la histórica subordinación al Capital.
Enfoque metodológico de la investigación
Este artículo se fundamenta en el Materialismo Histórico-Dialéctico (MHD), que
entiende la realidad como una totalidad concreta, histórica y contradictoria, según la cual los
fenómenos deben considerarse construcciones histórico-sociales marcadas por disputas. Así, se
entiende que los Planes de Desarrollo Institucional (PDI) son el resultado de determinaciones
históricas, sociales, económicas, políticas e ideológicas. Por consiguiente, no son neutrales ni
se limitan al establecimiento de normas, sino que constituyen expresiones de las cosmovisiones
que guían los proyectos formativos de los Institutos Federales (IF). Cabe destacar que el PDI
es un documento que presenta el plan estratégico, táctico y operativo de la institución, con una
vigencia de cinco años, y debe contener elementos mínimos como misión, objetivos, metas,
proyecto pedagógico institucional y organización didáctico-pedagógica (Brasil, 2017). En este
estudio, nos centramos en analizar la misión, la visión, los valores y las concepciones
filosóficas, pedagógicas y teórico-metodológicas para comprender cómo se ha concebido y
organizado la EMI (Educación Secundaria Integrada) en los Planes de Desarrollo Institucional
Concepción de la formación humana en la educación secundaria integrada: contradicciones y resistencia en el PDI del IFRO.
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del IFRO (Instituto Federal de Rondônia), a la luz de los principios de la formación humana
integral y las tensiones generadas por la dualidad histórica entre la formación preparatoria y la
formación profesional.
En esta dirección, el análisis del objeto de investigación, desde el enfoque metodológico
del MHD, parte de la apariencia o pseudoconcreción del fenómeno empírico, para aprehender
las determinaciones que constituyen la totalidad de su dinámica y, al hacerlo, presenta las
categorías que le son pertinentes (Netto, 2011). En este contexto, Saviani (2015) destaca las
categorías de análisis presentadas por Marx, a saber, mediación, totalidad y contradicción. Para
él, “‘Mediación es una categoría central de la dialéctica que, en articulación con la acción
recíproca , compone la totalidad y la contradicción [...] (Saviani, 2015, p. 26). Estos
principios forman la base de la investigación fundamentada en el MHD. Así, comenzamos con
la lectura de los PDI, objeto de nuestro estudio, para comprender su materialidad y elementos
empíricos, y basándonos en las categorías del MHD, buscamos analizar las múltiples
determinaciones, a la luz de nuestro marco teórico, para ir más allá de lo que se da textualmente.
Considerando el objetivo y las teorías que sustentan esta investigación, llegamos a las siguientes
categorías de análisis: 1) concepción de la formación humana, considerando la politecnia, la
omnilateralidad y el trabajo como principio educativo; 2) fundamentos para el currículo y la
mediación pedagógica, relacionados con la integración curricular, desde la perspectiva de la
politecnia y la omnilateralidad, o cómo la fragmentación puede ser implícita; y 3) hibridismos
pedagógicos, relacionados con ambigüedades, mezclas de pedagogías y apoyo teórico para
concepciones filosóficas, pedagógicas y teórico-metodológicas, así como la influencia del
gerencialismo neoliberal en las políticas y prácticas de EPT, que puede resaltar la coexistencia
de marcos teóricos distintos y a veces irreconciliables, generando tensiones epistemológicas y
posibles procesos de relativización en el campo educativo. A continuación, presentamos la
Tabla 1 con las categorías de análisis y la descripción de los ejes y elementos de análisis.
Tabla 1.
Categorías y elementos de análisis
Categoría
Ejes y elementos de análisis
Concepto de formación
para EMI
Elementos de la formación integral en la Educación Secundaria Integrada
(EMI): politecnia, omnilateralidad, el trabajo como principio educativo;
dimensiones de la vida humana; centralidad del trabajo versus empleabilidad.
Fundamentos para la
mediación curricular y
pedagógica
Integración/fragmentación curricular: integración del trabajo, la ciencia y la
cultura, currículo integrado, integración del conocimiento, centralidad de las
prácticas sociales versus currículo basado en competencias.
Hibridez pedagógica
La hibridez pedagógica se caracteriza por la yuxtaposición de distintas
concepciones pedagógicas, que se erige como una gran síntesis de bases
epistemológicas divergentes, la cual suprime el debate teórico y político en
favor de soluciones inmediatas para la práctica pedagógica.
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Nota: Elaborado por los autores (2026).
En cuanto a los procedimientos metodológicos, se trata de un análisis documental, cuyo
objetivo es identificar continuidades, rupturas y contradicciones en la concepción de la
Educación Secundaria Integrada (EMI) en el IFRO (Instituto Federal de Rondônia) a lo largo
del tiempo. Se examinaron cuatro Planes de Desarrollo Institucional (PDI), con especial énfasis
en el Proyecto Pedagógico Institucional (PPI), una sección integral del mismo. Los PDI se
refieren a los períodos 2009-2013, 2014-2017, 2018-2022 y 2023-2027. En este artículo, se les
denominará PDI 2009, PDI 2014, PDI 2018 y PDI 2023.
Por lo tanto, el objetivo es elaborar un análisis que contribuya a comprender los límites
y las posibilidades de la propuesta educativa de IFRO, en particular al reconocer su función
social como institución educativa que ofrece formación profesional y tecnológica emancipadora
en el nivel secundario para jóvenes de clase trabajadora.
Continuidades, rupturas y contradicciones en el proyecto de formación integral dentro de
los Planes de Desarrollo Institucional del IFRO.
En el marco de la ley que creó los Institutos Federales (IF), el IFRO se constituyó
mediante la fusión de la Escuela Técnica Federal de Rondônia con la Escuela Agrotécnica
Federal de Colorado do Oeste, según lo estipulado en el artículo 5, inciso XXXII de dicha ley
(Brasil, 2008). El primer Plan de Desarrollo Institucional (PDI) del IFRO estuvo vigente de
2009 a 2013. Al compararlo con el PDI más reciente, que abarca de 2023 a 2027, es posible
apreciar el proceso histórico de maduración institucional.
A lo largo de los años, IFRO ha adoptado diferentes metodologías para la elaboración
del documento, llegando incluso a contratar servicios externos. En su última versión,
correspondiente al periodo 2023-2027, desarrollada especialmente durante 2022, los campus
recibieron orientación de la propia institución para organizar sus foros de debate y recabar
aportaciones de la comunidad, lo que representa un paso importante hacia la construcción de
una cultura más democrática. Sin embargo, se observa que, para garantizar la calidad de los
debates, es necesario adoptar la formación continua como política permanente, de modo que
estas aportaciones se constituyan de manera más consciente y se alineen con los fundamentos
y principios de la Formación Profesional y Tecnológica para la clase trabajadora.
En este sentido, cabe destacar la necesidad imperiosa de prestar especial atención al
desarrollo profesional, ya que, si bien no podemos alterar de inmediato las condiciones
Concepción de la formación humana en la educación secundaria integrada: contradicciones y resistencia en el PDI del IFRO.
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objetivas de la realidad en la que se concibieron los Institutos Federales y en la que luchan por
mantenerse fieles a su misión, podemos y debemos comprender esta realidad de manera libre
de fetichismo, considerando la totalidad social. Si la educación no puede, aisladamente,
transformar la realidad concreta, desempeña el papel de contribuir a una apropiación crítica de
esa misma realidad.
La investigación toma en cuenta que IFRO solo habrá existido durante 17 años en
diciembre de 2025; por esta razón, es prematuro determinar todos los logros en relación con la
promoción de una educación emancipadora, que busca integrar la educación preparatoria con
la formación profesional en una sociedad históricamente dual y que, según Pacheco (2010), se
inspira en una educación que pretende contribuir al fin de la dicotomía que separa esta
educación, que prepara para el mundo productivo, de aquella que da al estudiante la oportunidad
de continuar sus estudios en otro nivel (Amorim Junior, 2019).
Como se mencionó anteriormente, seleccionamos los elementos del Plan de Desarrollo
Institucional (PDI) relativos a la misión, la visión, los valores, los objetivos y el proyecto
pedagógico institucional (PPI) en este último, especialmente en lo que respecta a las
concepciones filosóficas, pedagógicas y teórico-metodológicas para su análisis a la luz de las
tres categorías centrales: concepción de la formación humana, fundamentos del currículo e
hibridaciones pedagógicas. La Tabla 2 a continuación presenta estos elementos.
Tabla 2.
Misión, visión y valores en los PDI del IFRO
PDI 2009-2013
PDI 2014-2017
PDI 2018-2022
PDI 2023-2027
Promover la
excelencia en la
educación
científica y
tecnológica a
través de la
docencia, la
investigación y las
actividades de
divulgación, con el
fin de formar
ciudadanos
comprometidos
con la
sostenibilidad de la
sociedad.
Promover la
excelencia en la
educación científica y
tecnológica en el
Estado de Rondônia,
con el objetivo de
formar ciudadanos
comprometidos con el
desarrollo y la
sostenibilidad de la
sociedad.
Promover una
educación
profesional,
científica y
tecnológica de
excelencia mediante
la integración de la
docencia, la
investigación y la
divulgación,
centrándose en la
formación de
ciudadanos
comprometidos con
el desarrollo humano,
económico, cultural,
social y ambiental
sostenible.
Promover una
educación
profesional,
científica y
tecnológica de
excelencia mediante
la integración de la
docencia, la
investigación y la
divulgación,
centrándose en la
formación de
ciudadanos
comprometidos con
el desarrollo
humano, económico,
cultural, social y
ambiental
sostenible.
Su objetivo es
consolidarse como
una institución
Convertirse en un
referente de
excelencia en la
Consolidar el
desempeño
institucional, siendo
Consolidar el
desempeño
institucional, siendo
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líder en educación
científica,
profesional y
tecnológica a nivel
regional, nacional
e internacional.
docencia, la
investigación y la
divulgación en el
campo de la Ciencia y
la Tecnología.
reconocido por la
sociedad como un
agente de excelencia
en la transformación
social, económica,
cultural y ambiental.
reconocido por la
sociedad como un
agente de excelencia
en la transformación
social, económica,
cultural y ambiental.
Compromiso,
transparencia,
ética, respeto,
responsabilidad
social y ambiental,
valoración de las
personas.
[...] compromiso ético
[...] responsabilidad
social, respeto por la
diversidad,
transparencia,
excelencia y [...]
ciudadanía y
humanismo, con
libertad de expresión
[...] ética personal y
profesional, [...]
solidaridad, con una
cultura de innovación
y con los ideales de
sostenibilidad social y
ambiental.
Ética, transparencia,
compromiso,
equidad, democracia,
respeto y eficacia.
Ética, transparencia,
compromiso,
equidad,
democracia, respeto,
eficacia e inclusión.
Nota. Elaborado por los autores (2026).
En los dos primeros Planes de Desarrollo Institucional (PDI) (IFRO, 2009, 2014), la
misión destaca la educación científica y tecnológica de excelencia y la formación
comprometida con la sostenibilidad, sin embargo, sin mencionar explícitamente la centralidad
de la formación profesional integrada ni la relación entre trabajo, ciencia y cultura. No obstante,
a partir del PDI de 2018, y mantenido en el PDI de 2023, se observa un avance al incorporar
explícitamente la formación profesional, científica y tecnológica y la integración entre
docencia, investigación y extensión. Además, amplía la noción de formación para el desarrollo
humano y aborda dimensiones como la economía, la cultura y la sociedad, manteniendo la
sostenibilidad. Esta reorientación parece acercar el discurso institucional a los principios y
fundamentos de la formación profesional y tecnológica desde una perspectiva
contrahegemónica, si bien aún es necesario analizar la implementación del currículo.
También es necesario considerar las dimensiones explícitas, que aún carecen de una
relación con el trabajo desde una perspectiva ontológica y no solo económica (Ramos, 2008a),
como logro humano y no meramente una práctica económica de supervivencia. Si bien se da
por sentado que la ciencia está presente en la investigación, aún sería necesario destacarla
explícitamente como una dimensión, dado que su estatus no es fijo, puesto que, frente a la
ideología neoliberal posmoderna, hemos experimentado diversos discursos que relativizan y
niegan la ciencia, como señalan Duarte y Duarte (2011).
Concepción de la formación humana en la educación secundaria integrada: contradicciones y resistencia en el PDI del IFRO.
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En cuanto a los valores descritos en los Planes de Desarrollo Institucional (PDI) a lo
largo de los años, se observa un núcleo axiológico más estable, como la ética, la transparencia,
el compromiso y el respeto. Estos valores expresan continuidad, en consonancia con una
educación pública comprometida con la responsabilidad social, y proporcionan una base
normativa que respalda la defensa de la Educación Secundaria Integrada (EMI) como política
pública.
En el segundo Plan de Desarrollo Institucional (PDI), de 2014, se observa la ampliación
del conjunto de valores, con la incorporación de otros como la responsabilidad social y
ambiental, el humanismo, la ciudadanía, la libertad de expresión, la solidaridad, la cultura de la
innovación, la excelencia y la determinación. Sin embargo, esta ampliación no se tradujo en
sistematización ni alineación discursiva, ya que, a pesar de comprometerse con la afirmación
institucional del IFRO, también muestra una aproximación a una perspectiva gerencial,
influenciada por las políticas neoliberales en educación, lo que evidencia ambigüedad frente a
la perspectiva contrahegemónica y tiende a diluir la orientación político-pedagógica de la
institución.
En los Planes de Desarrollo Institucional (PDI) de 2018 y 2023, se observa la
permanencia de valores estructurantes y la incorporación de elementos importantes como la
equidad, la democracia y, en este último, la inclusión. Esta reestructuración evidencia una
mayor alineación con el concepto de formación integral del individuo, lo que pone de
manifiesto las limitaciones para hacer frente a las racionalidades neoliberales.
En cuanto a la visión plasmada a lo largo de los años en los Planes de Desarrollo
Institucional (PDI), se observa una consolidación institucional y un reconocimiento social
constantes, vinculados a la excelencia académica. En los dos primeros PDI, este reconocimiento
se relaciona especialmente con la proyección institucional y el rendimiento académico, con
énfasis en ciencia y tecnología; el segundo, con la tríada de docencia, investigación y extensión,
lo que refleja la necesidad de legitimar al IFRO en el ámbito educativo. Al vincularse con el
rendimiento académico, también se hace referencia a los aspectos de gestión escolar.
Desde 2018, y como se mantiene en el Plan de Desarrollo Institucional (PDI) 2023, se
observa una redefinición de la visión institucional, ya que el enfoque en la excelencia como
atributo técnico-académico se asocia ahora con el reconocimiento del rol del IFRO como agente
de transformación social, económica, cultural y ambiental. Esta redefinición acerca el discurso
institucional al concepto de educación omnilateral, al destacar aspectos vinculados a la
educación emancipadora como transformación de la realidad, y no mera adaptación a ella. Sin
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embargo, cabe señalar que la persistencia del reconocimiento social como eje central genera
una tensión entre la comprensión y la afirmación de un proyecto transformador y la búsqueda
de legitimidad, sometiéndose al desempeño según parámetros tradicionales de excelencia,
generalmente basados en una visión gerencial y orientada al mercado de la educación, lo que
nos lleva a la hibridez pedagógica.
Finalmente, podemos comprender que, en general, persisten varios elementos
contradictorios en la misión, visión y valores de IFRO a lo largo de su trayectoria. Aun con los
avances en el reconocimiento de su función social como institución promotora de la educación
para la clase trabajadora, aún se observan vestigios de conformidad con las políticas gerenciales
en materia de educación. En general, las categorías de concepción de la EMI y los fundamentos
del currículo orientan los elementos hacia la tercera categoría de análisis: la hibridez
pedagógica.
A continuación, analizaremos el PPI (Proyecto Pedagógico Institucional),
entendiéndolo como una radiografía de la intencionalidad del IFRO (Instituto Federal de
Rondônia). Más que una sección integral del PDI (Plan de Desarrollo Institucional), el PPI
constituye el ADN pedagógico, en el que observamos el movimiento molecular de la disputa
entre dos proyectos sociales: uno que subordina la educación a la eficiencia neoliberal y otro
que busca una educación omnilateral. Es en este entramado documental donde la institución
materializa el proceso de apropiación y objetivación; si el PPI opera bajo una lógica restringida
a lo instrumental, limita el desarrollo psíquico, manteniendo al sujeto en la esfera de la
individualidad en . Sin embargo, al fundamentar el currículo en principios crítico-
dialécticos, el documento se convierte en la mediación necesaria para que el patrimonio
histórico de la humanidad se transforme en fuerzas esenciales del individuo, impulsando la
conquista de la individualidad para sí misma.
Así pues, comprendemos que la base epistemológica no se expresa explícitamente; sin
embargo, mediante el análisis de las concepciones, podemos identificarla y, por lo tanto,
comprender, más allá de la materialidad del texto, las concepciones de la formación humana y
el currículo. También es importante mencionar que los tres primeros Planes de Desarrollo
Institucional (PDI) presentan extractos contradictorios, apuntando en distintas direcciones
respecto al propósito de la formación profesional y su función social, a veces restringida a la
inserción en el mercado laboral y a fines pragmáticos, a veces orientada a la transformación
social. Existe mayor coherencia en el PDI 2023, pero más específicamente en el Proyecto
Pedagógico Institucional (PPI), y no en el documento en su conjunto. Partiendo de las categorías
Concepción de la formación humana en la educación secundaria integrada: contradicciones y resistencia en el PDI del IFRO.
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de formación humana integral, integración curricular e hibridez pedagógica, procedemos con
nuestro análisis.
A continuación, abordaremos la primera categoría analítica: las concepciones de la
formación humana. A lo largo de los años, se han observado avances y retrocesos en relación
con estas concepciones. En los tres primeros Planes de Desarrollo Institucional (PDI), aún se
presentaban desvinculadas de una perspectiva s crítica sobre la división social del trabajo,
con un enfoque limitado a la empleabilidad. A pesar de ello, el PDI de 2014 presentó algunos
elementos compatibles con la formación integral, pero retrocedió en 2018. Solo en el PDI de
2023 se puede verificar de forma más explícita la alineación de esta concepción con la
politecnia, la omnilateralidad y el trabajo como principio educativo.
En su primera versión, el PPI 2009 presenta una educación integral asociada a la
ciudadanía, a la ética y a la inclusión social. El trabajo se presenta como el propósito de la
formación, con el objetivo de la inserción productiva y la empleabilidad, y no como un principio
ontológico.
Los principios filosóficos se exponen con el fin de dotar al individuo de las habilidades técnicas
(aprender a hacer) necesarias para superar los retos del mundo laboral, caracterizado por un alto
avance tecnológico y la exigencia de dinamismo en las relaciones interpersonales Todo ello
se orientará a alcanzar el objetivo principal: el desarrollo integral del individuo (aprender a ser
como persona) para que pueda aprender a aprender. (IFRO, 2009, p. 25)
Se observa un énfasis notable en el conocimiento utilitario, en los aspectos inmediatos
de la vida cotidiana del individuo, y por lo tanto contrario a la educación emancipadora, ya que
los confina a su condición material. La educación integral se relaciona con las pedagogías del
aprender a aprender, asociadas al relativismo y al pragmatismo, como explica Duarte (2010).
Así, los principios filosóficos se basan en los cuatro pilares de la educación propuestos por
Jacques Delors (2010): aprender a conocer, a hacer, a convivir y a ser, sin mención alguna de
politecnia ni omnilateralidad.
Si bien el IFRO señala el trabajo como un principio educativo, planteando un desafío
para la política docente y un principio metodológico para el currículo (2009), esto parece
desvincularse de los supuestos de una pedagogía contrahegemónica o del trabajo desde una
perspectiva ontológica. Es importante destacar, sin embargo, que la crítica no se dirige a la
formación de los estudiantes en el mundo laboral, sino a la reducción del propósito educativo a
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lo inmediato o al trabajo únicamente como práctica económica, vaciando aal IFRO de su
función de apropiarse de la ciencia, la cultura, el arte, la política y el trabajo en su totalidad.
De manera similar, el Plan de Desarrollo Institucional (PDI) de 2009 presenta términos
como empleabilidad (IFRO, 2009, p. 31) y desarrollo de habilidades y capacidades (IFRO,
2009, p. 44), lo que indica una mayor alineación con la perspectiva del aprendizaje para la
empleabilidad que con el concepto de educación omnilateral, dado que estos términos son
recurrentes en las formulaciones de la pedagogía basada en competencias y se asocian
históricamente con la adaptación del individuo a las demandas del mercado laboral, y no con
su emancipación. La educación omnilateral, sin embargo, presupone un desarrollo completo,
que integra dimensiones de la vida humana como el trabajo, la ciencia y la cultura (Ramos,
2008a), lo que requiere la apropiación de conocimientos científicos, artísticos y filosóficos
articulados con la totalidad de las prácticas sociales, y no solo la adquisición de habilidades
operativas orientadas a la empleabilidad. Así, al adoptar un lenguaje difuso, sin una relación
coherente con los fundamentos filosófico-pedagógicos de la educación emancipadora, el Plan
de Desarrollo Institucional (PDI) inicial del IFRO reproduce elementos de lógica tecnocrática,
especialmente debido a la ausencia de propuestas para una mediación curricular más
consistente.
El mismo extracto sobre los principios filosóficos de la formación humana, vinculados
a los cuatro pilares de la educación para el siglo XXI, se repitió en los Planes de Desarrollo
Institucional (PDI) de 2014 y 2019, lo que indica una mayor proximidad a las pedagogías
hegemónicas y una distorsión de los principios básicos de los IFs de politecnia y
omnilateralidad, analizados por Pacheco (2010). Asimismo, en los Planes de Desarrollo
Institucional (PDI) de 2014 y 2018, aparecen expresiones/términos como: un conjunto de
habilidades y competencias que fomenta la construcción del conocimiento (IFRO, 2014, p.
94), competencias necesarias para la formación para el mundo del trabajo (IFRO, 2018, p.
67), ofertas de cursos sujetas a las necesidades del mercado laboral (IFRO, 2014, p. 95; IFRO,
2018, p. 82) y uso de metodologías de enseñanza activas (IFRO, 2009, p. 26; IFRO, 2014, p.
79; IFRO, 2018, p. 61).
A pesar de conservar fragmentos que indican una alineación más cercana con las
pedagogías hegemónicas, en su segunda versión, el Plan de Desarrollo Institucional (PDI) de
2014 adoptó un discurso más cercano al concepto de educación integral, reafirmando los
principios que dieron origen a la RFEPCT (Red Federal de Educación Profesional, Científica y
Tecnológica), como la inseparabilidad entre docencia, investigación y extensión y el trabajo
Concepción de la formación humana en la educación secundaria integrada: contradicciones y resistencia en el PDI del IFRO.
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como principio educativo como elemento estructurante del currículo (IFRO, 2014, p. 81). Al
desarrollar la descripción del concepto curricular y sus elementos estructurantes, el documento
presenta fundamentos ontológicos y sociopolíticos desde una perspectiva histórico-crítica, si
bien otros pasajes del Proyecto Pedagógico Institucional (PPI) de 2014 también hacen
referencia a las pedagogías hegemónicas. Por lo tanto, aunque abordó estos puntos de manera
más directa, no se tradujo en avances cualitativos en el intento de superar la dualidad, ya que
su formulación carecía de la alineación y coherencia capaces de articular orgánicamente la
educación general y la formación técnica y de guiar la formulación de los PPC (Proyectos
Pedagógicos del Curso).
Finalmente, en su cuarta versión, el Plan de Desarrollo Institucional (PDI) 2023
representa un avance en la reestructuración conceptual y la linealidad, presentando
concepciones de educación integral y omnilateral, así como formulaciones más cohesionadas
alineadas con los principios de la educación emancipadora, incluyendo referencias explícitas a
la articulación entre trabajo, ciencia y cultura, y al trabajo como principio educativo. Al
presentar las concepciones de ser humano, sociedad, escuela, educación, aprendizaje, educación
profesional y tecnológica, educación omnilateral y educación politécnica (IFRO, 2023),
delimita claramente su compromiso con la educación emancipadora para la clase trabajadora.
La educación se entiende como una práctica social, como un proceso de humanización del
hombre insertado en el contexto de sus relaciones sociales (Libâneo, 2003, p. 68). Por lo
tanto, el IFRO, como parte de la Red Federal de Educación, Ciencia y Tecnología, se basa en
una concepción histórico-crítica, democrática y emancipadora. Se entiende que el trabajo como
principio educativo general se orienta a superar la brecha entre el trabajo manual y el
intelectual, entre la instrucción vocacional y la instrucción general. (Saviani, 1989, p. 13)
(IFRO, 2023, pp. 58-59)
Esta reorganización se evidencia en la concepción del ser humano como sujeto histórico
y social, que debe formarse para comprender y transformar la realidad social concreta. En
cuanto a la educación omnilateral, el documento la define como aquella que busca el desarrollo
completo del individuo en sus dimensiones de trabajo, ciencia y cultura, con el objetivo de
superar la alienación y comprender críticamente las contradicciones sociales. Dentro del ámbito
conceptual, se describe claramente la propuesta de educación politécnica, haciendo hincapié en
la articulación entre teoría y práctica, ciencia y tecnología, con miras a la formación de sujetos
autónomos y conscientes.
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A continuación, abordaremos la segunda categoría analítica: fundamentos del currículo
y mediación pedagógica, que se relaciona con los elementos que indican la integración o
fragmentación curricular, la integración de las prácticas sociales, ya sea en la relación entre
trabajo, ciencia y cultura, o en la fragmentación curricular explícita en el pragmatismo, el
aprendizaje mediante la práctica, la instrumentalización y las prácticas orientadas a fines
utilitarios y adaptacionistas. En otras palabras, esta categoría analítica del currículo se
desvincula del concepto de formación humana.
En todos los Planes de Desarrollo Institucional (PDI) se observa el énfasis en la
integración de los tres pilares de docencia, investigación y extensión. Sin embargo, solo en el
PDI 2023 se hace hincapié en superar el modelo dicotómico de la Educación Profesional y
Tecnológica (EPT).
La educación profesional, científica y tecnológica en IFRO se basa en superar el modelo
tradicional y dualista, que separa el conocimiento en disciplinas cerradas, con el objetivo de
integrar diferentes áreas del conocimiento en un proyecto educativo unificado que busca superar
la fragmentación del conocimiento y promover una educación omnilateral y politécnica. (IFRO,
2023, p. 57)
La interdisciplinariedad también se presenta como un principio teórico-metodológico
en los Planes de Desarrollo Institucional (PDI) de 2009, 2014 y 2018, pero sin proponer una
ruptura con la lógica de la fragmentación disciplinaria. Solo en el PDI de 2009 se contemplan
formas de implementarla, a través de proyectos y la generación de temas, pero se restringe al
desarrollo de habilidades y capacidades, incluso indicando la posibilidad de
modularización en la organización curricular (IFRO, 2009, p. 44). Asimismo, en el PDI de
2009, la integración curricular aparece asociada a los diferentes niveles educativos.
La integración entre teoría y práctica se puede observar en todos los Planes de Desarrollo
Institucional (PDI), con propósitos distintos, ya sea como un desafío para la enseñanza, como
una guía metodológica o como una política institucional.
Integrar la teoría y la práctica de manera significativa, fomentando la autonomía del estudiante.
(IFRO, 2009, p. 31) [desafíos de la enseñanza].
Así pues, la práctica pedagógica debe integrar ciencia y tecnología, así como teoría y práctica; debe
concebir la investigación como un principio educativo y científico. (IFRO, 2014, p. 84)
Concepción de la formación humana en la educación secundaria integrada: contradicciones y resistencia en el PDI del IFRO.
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Integración significativa entre teoría y práctica, a través de una organización curricular que incluya
intervenciones y experiencias que brinden oportunidades para la interrelación de conocimientos
teóricos y prácticos esenciales, favoreciendo la formación profesional y la autonomía del estudiante.
(IFRO, 2018, p. 79; IFRO, 2023, p. 78) [políticas para la educación].
La integración de la docencia, la investigación y la extensión se menciona en todos los
Planes de Desarrollo Institucional (PDI), con mayor énfasis en el PDI 2023, que presenta el
concepto de la inseparabilidad de estos ejes. La integración de las dimensiones de la vida
humana en la organización del currículo y la mediación pedagógica es evidente en el PDI 2023;
sin embargo, el PDI 2009 establece que el concepto de Educación Vocacional y Tecnológica
(EPT) orienta los procesos de formación sobre la base de las premisas de integración y
articulación entre ciencia, tecnología, cultura y conocimientos específicos (IFRO, 2014, p. 84),
y el PDI 2018 también menciona el enfoque En el fortalecimiento de la relación entre la EPT
y la Educación Básica, introduciendo a los venes al universo temático del mundo del
trabajo/ciencia/tecnología y cultura, dimensiones inseparables (IFRO, 2018, p. 78).
Un elemento importante en el análisis de los PDI se relacionó con la flexibilidad
curricular (IFRO, 2009, p. 44; IFRO, 2014, p. 87) o la flexibilidad para establecer itinerarios
formativos (IFRO, 2009, p. 26; IFRO, 2018, p. 78), sujetas a las necesidades del mercado y la
contemporaneidad, dejando en segundo plano la misión establecida por el propio IFRO.
[Organización didáctico-pedagógica] principios de flexibilidad, interdisciplinariedad y
contextualización, además de delinear perfiles de formación que respondan a las demandas de
los tiempos contemporáneos. (IFRO, 2009, p. 43)
Dadas las transformaciones en la economía y el mercado laboral las posibilidades de
organización curricular con gestión del tiempo optimizada y flexibilidad curricular. (IFRO,
2014, p. 96; IFRO, 2018, p. 82)
En otras palabras, se observa que la flexibilidad curricular expresa en realidad una
fragmentación curricular, con propuestas de itinerarios o bloques que fragmentan la
educación integral. Asimismo, se orienta hacia la adaptación al modelo productivo, priorizando
cuestiones económicas y administrativas en detrimento de la educación integral. Por otro lado,
el Plan de Desarrollo Institucional (PDI) 2023 no menciona explícitamente la flexibilidad
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curricular, pero, al abordar los principios filosóficos para la elaboración del Proyecto
Pedagógico del Curso (PPC), presenta elementos que apuntan a vías para la organización
curricular, como la teoría como fundamento de la práctica, la relación entre el conocimiento
más elaborado y el conocimiento previo en el aprendizaje, la concepción de la enseñanza como
mediación del conocimiento y la práctica social y los procesos de trabajo como punto de
partida para la organización curricular y su implementación (IFRO, 2023, p. 61).
En cuanto a la última categoría analítica la hibridez pedagógica, se observó que
todos los Planes de Desarrollo Institucional (PDI) presentan controversias y tensiones, con
mayor prevalencia en los tres primeros. Sin embargo, al analizar específicamente el Proyecto
Pedagógico Institucional (PPI), el PDI 2023-2027 muestra mayor coherencia respecto a la base
de la Pedagogía Histórico-Crítica.
Mientras que el Plan de Desarrollo Institucional (PDI) de 2009 enfatiza el humanismo,
orientado a la adaptación al mundo laboral al mencionar la formación integral del profesional-
ciudadano crítico-reflexivo (IFRO, 2009, p. 40), el PDI de 2014 presenta elementos
relacionados con una pedagogía crítico-progresista y una vertiente de la psicología
sociointeraccionista (IFRO, 2014, p. 79). El PDI de 2018, a su vez, combina la pedagogía
histórico-crítica, las pedagogías del aprender a aprender, con énfasis en la pedagogía basada en
competencias y los pilares del aprender a ser, a hacer y a vivir juntos (IFRO, 2018, p. 60).
Así, en sus tres primeras versiones, se observa un énfasis explícito en elementos de
pragmatismo y relativismo, que culminan en el relativismo pedagógico (Duarte, 2010).
La hibridez pedagógica también se expresa en las directrices para el desarrollo de
proyectos pedagógicos de cursos, ya que el documento afirma que esto constituye una práctica
pedagógica que resulta de la interacción y confluencia de diversas estructuras (políticas,
administrativas, económicas, culturales, sociales, escolares...) (IFRO, 2014, p. 80), lo que
indica un intento de superar la dimensión meramente técnica y normativa. Sin embargo, la
propuesta se mantuvo genérica y no estuvo acompañada de directrices que orientaran hacia la
superación de la fragmentación curricular. Esta incongruencia es analizada por Amorim Junior
(2019), quien subraya la persistencia de una propuesta de estructura curricular fragmentada,
con escasa articulación entre los componentes de la formación general y la profesional. El
propio Plan de Desarrollo Institucional de 2014 evidencia este movimiento al afirmar la
importancia de desarrollar competencias, preparar para la ciudadanía, capacitar para el mundo
laboral y continuar los estudios (IFRO, 2014, p. 94).
Concepción de la formación humana en la educación secundaria integrada: contradicciones y resistencia en el PDI del IFRO.
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Finalmente, fue posible verificar las continuidades, los avances y los retrocesos en las
concepciones alineadas con la educación emancipadora a lo largo de los años, a través de los
Planes de Desarrollo Institucional (PDI). Se identificó un salto cualitativo significativo en el
PDI 2023, especialmente en lo que respecta al Proyecto Pedagógico Institucional, que se alinea
con la función social prevista en la génesis de los Institutos Federales (IF). Sin embargo, estos
avances coexisten con contradicciones internas, ya que el PDI se acerca a un modelo gerencial,
distanciándose de los principios de gestión democrática anunciados en el Proyecto Pedagógico
Institucional (PPI). Así, aunque el discurso contrahegemónico ha cobrado mayor fuerza,
persisten objetivos y estrategias vinculados a las demandas productivistas y la racionalidad
gerencial. En general, se observa la persistencia de indicadores centrados en el desempeño, la
expansión cuantitativa y la oferta condicionada por las demandas del mercado, desplazando el
enfoque de la calidad del proceso formativo al cumplimiento de los objetivos institucionales.
Esta tendencia hacia la adopción de una lógica gerencial refleja la hegemonía de la ideología
neoliberal en la formación profesional, donde la capacitación técnica tiene un carácter utilitario
y pragmático, al servicio del mercado. Al absorber esta lógica sin una mediación crítica, la
institución corre el riesgo de comprometer el proyecto educativo emancipador que guía a la
RFEPCT (Red Federal de Educación Profesional, Científica y Tecnológica).
CONSIDERACIONES FINALES
Los Planes de Desarrollo Institucional (PDI) del IFRO (Instituto Federal de Rondônia)
expresan su misión, visión, valores y concepciones filosóficas, pedagógicas y teórico-
metodológicas, que definen el perfil de formación humana y el modelo de sociedad que la
institución se dedica a formar o mantener. Esta investigación, mediante el análisis de estos
documentos y su relación con múltiples determinantes históricos, económicos, políticos y
sociales, señala vías para fomentar la construcción de propuestas formativas emancipadoras.
Sin embargo, se destaca una limitación al tratarse de un análisis exclusivamente documental,
que no contempla la materialización de estas concepciones en las prácticas pedagógicas
concretas de la institución. A la luz de las categorías del Materialismo Histórico-Dialéctico
(MHD), a saber, totalidad, contradicción y mediación, fue posible orientar el análisis mediante
las categorías inherentes a esta investigación, que son: formación humana integral, fundamentos
para la organización curricular e hibridez pedagógica.
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Se observa que la educación integral es una categoría permanente en los Planes de
Desarrollo Institucional (PDI), que se encuentran en los Proyectos Pedagógicos Institucionales
(PPI), y que se ha redefinido a lo largo del tiempo, con un salto cualitativo únicamente en el
PDI 2023, de acuerdo con los principios de la politecnia y la omnilateralidad. Los principios
para la organización curricular, si bien muestran vestigios de integración, se centran
predominantemente en la fragmentación resultante de la dualidad histórica, con la excepción
del PDI 2023, que apunta posibles caminos sin negar los desafíos estructurales. Así, el PDI
2023 representa un hito importante en la historia del IFRO por su reconocimiento como
institución promotora de la educación para la clase trabajadora. La hibridez pedagógica expresa
el esfuerzo institucional por reconciliar las tensiones entre proyectos antagónicos. Es decir,
reconciliar lo irreconciliable: a veces reiterando una educación meramente instrumental, a veces
para la emancipación social.
Finalmente, se observa que la presión de las políticas neoliberales y el modelo gerencial
en la Educación Vocacional y Tecnológica (EPT) son fuerzas contrarias a los principios
político-pedagógicos de la Educación Secundaria Integrada (EMI) en la RFEPCT (Red Federal
de Educación Profesional, Científica y Tecnológica), evidenciando que la disputa no es
terminológica, sino más bien de proyecto social desde una perspectiva emancipadora o una
orientada a satisfacer la lógica del mercado. El Plan de Desarrollo Institucional (PDI), por
mismo, como texto, no garantiza la formación humana integral desde una perspectiva
contrahegemónica, pero es un documento rector de suma importancia en la construcción de
políticas curriculares, formativas, pedagógicas y de gestión en el IFRO (Instituto Federal de
Rondônia). Además, la constitución ontológica del profesorado no se realiza de forma
inmediata ni automática con cada cambio normativo o documental. Se trata de un proceso
histórico y contradictorio, forjado a lo largo de su trayectoria vital formativa, profesional y
concreta, atravesado por múltiples reformas legales, directrices institucionales y condiciones
laborales objetivas, tanto dentro como fuera de las instituciones.
Como seguimiento a esta investigación, se sugiere realizar estudios para analizar cómo
se implementan estas directrices en la vida institucional cotidiana, especialmente en las
prácticas pedagógicas y la organización curricular, ampliando la comprensión de los límites y
las posibilidades del desarrollo humano integral dentro del ámbito de los institutos federales.
Concepción de la formación humana en la educación secundaria integrada: contradicciones y resistencia en el PDI del IFRO.
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026046, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21196 24
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C o n c e p ci ó n d e l a f or m a ci ó n h u m a n a e n l a e d u c a ci ó n se c u n d ari a i nt e gr a d a: c o ntr a dic ci o n es y resist e n ci a e n el P DI d el I F R O.
R P G E R e vist a o n li n e d e P olític a e G est ã o E d u ca ci o n al, Ar ar a q u ar a, v. 3 0, n. 0 0, e 0 2 6 0 4 6, 2 0 2 6. e -I S S N: 1 5 1 9-9 0 2 9
D OI: 1 0. 2 2 6 3 3/r p g e. v 3 0i 0 0. 2 1 1 9 6 2 6
C R e di T A ut h or St at e m e nt
R e c o n o ci mi e nt o : I nstit ut o F e d er al d e R o n d ô ni a (I F R O).
Fi n a n ci a ci ó n : Ni n g u n a.
C o nfli ct os d e i nt e r és : Ni n g u n o.
A p r o b a ci ó n éti c a : N o p as ó p or el C o mit é d e Éti c a d e l a I n v esti g a ci ó n p or q u e s e tr at a
ú ni c a m e nt e d e u n a i n v esti g a ci ó n d o c u m e nt al, si n l a p arti ci p a ci ó n d e s ujet os h u m a n os.
Dis p o ni bili d a d d e d at os y m at e ri al es : L os d at os y m at eri al es utili z a d os e n est e tr a b aj o
est á n dis p o ni bl es p ar a s u c o ns ult a a tr a v és d e l os e nl a c es q u e fi g ur a n e n las r ef er e n ci as.
C o nt ri b u ci o n es d e l os a ut o r es : J or g e W. d e A m ori m J u ni or: c o n c e pt u ali z a ci ó n
(i d e ali z a ci ó n d el est u di o, d efi ni ci ó n d e pr e g u nt as y o bj eti v os), a d mi nistr a ci ó n g e n er al d el
pr o y e ct o, s u p er visi ó n, d efi ni ci ó n d e d o c u m e nt os p ar a el a n álisis, a n álisis e i nt er pr et a ci ó n
d e d at os; r e d a c ci ó n d e t e xt os , et c. S h e yll a C h e di a k: C ur a ci ó n d e d at os, a n álisis f or m al,
m et o d ol o a ( dis e ñ o m et o d ol ó gi c o d e l a i n v esti g a ci ó n), e di ci ó n y r e visi ó n. G e d eli F err a z z o:
a n álisis f or m al, e di ci ó n y r e visi ó n. J air L o p es J u ni or: r e visi ó n (r e visi ó n ctic a d el
m a n us crit o ori gi n al y a pr o b a ci ó n d e l a v ersi ó n a pr es e nt ar) y e di ci ó n.
P r o c es a mi e nt o y e di ci ó n: E dit o r a I b e r o -A m e ri c a n a d e E d u c a ç ã o
C orr e c ci ó n d e pr u e b as, f or m at o, est a n d ari z a ci ó n y tr a d u c ci ó n