RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026049, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21242 1
DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS PARA AUMENTAR A EFICÁCIA DA
APRENDIZAGEM: A FORMAÇÃO DA CULTURA JURÍDICA DOS ESTUDANTES
DESARROLLO DE TECNOLOGÍAS PARA AUMENTAR LA EFICACIA DEL
APRENDIZAJE: FORMACIÓN DE LA CULTURA JURÍDICA DE LOS ESTUDIANTES
DEVELOPING TECHNOLOGIES TO INCREASE THE EFFECTIVENESS OF
LEARNING: FORMING STUDENTS’ LEGAL CULTURE
Sherjon SHERJONOV
1
e-mail: sherjon[email protected]y
Elmira SALIMZYANOVA
2
e-mail: elmira.salimzy[email protected]emy
Saidafzal SAIDJALOLOV
3
e-mail: saidafzal.said[email protected]ademy
Aleksandr RIABCHENKO
4
e-mail: riabch[email protected]
Marina SHAROVA
5
e-mail: marin[email protected]
Alexey DASHIN
6
e-mail: alexey.d[email protected]y
Serikkhan ZHUZEYEV
7
e-mail: serikkh[email protected]emy
Como referenciar este artigo:
Sherjonov, S., Salimzyanova, E., Saidjalolov, S., Riabchenko, A.,
Sharova, M., Dashin, A., & Zhuzeyev, S. (2026). Desenvolvimento
de tecnologias para aumentar a eficácia da aprendizagem: A
formação da cultura jurídica dos estudantes. Revista on line de
Política e Gestão Educacional, 30, e026049.
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.21242
| Submetido em: 09/09/2025
1
Universidade Mamun, Khiva Uzbequistão. Departamento de Economia. Doutor em Economia, Professor Associado.
2
Universidade Federal de Kazan (Região do Volga), Kazan Rússia. Doutora Filologia, Professora Associada. Departamento
Geral de Educação Física e Esportes.
3
Academia Islâmica Internacional do Uzbequistão, Tashkent Uzbequistão. Doutor, Professor Associado.
4
Universidade Agrária Estadual de Kuban, em homenagem a I.T. Trubilin, Krasnodar Rússia. Departamento de Teoria e
História do Estado e do Direito. Doutor em Ciências, Professor.
5
Universidade Financeira subordinada ao Governo da Federação Russa, Moscou Rússia. Departamento de Ciências
Humanas, Faculdade de Ciências Sociais e Comunicação de Massa. Doutora em Ciências, Professora Associada.
6
Universidade Estadual de Economia de Samara, Samara ssia. Departamento de Apoio Jurídico à Atividade Econômica.
Doutor em Direito, Professor.
7
Universidade Korkyt Ata Kyzylorda, Kyzylorda Cazaquistão. Doutor, Professor Sênior do programa educacional “Língua
e Literatura Cazaque, Jornalismo”.
Desenvolvimento de tecnologias para aumentar a eficácia da aprendizagem: A formação da cultura jurídica dos estudantes
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026049, 2026. e-ISSN: 1519-9029
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| Revisões requeridas: 12/10/2025
| Aprovado em: 11/05/2026
| Publicado em: 19/06/2026
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Sherjon Sherjonov, Elmira Salimzyanova, Saidafzal Saidjalolov, Aleksandr Riabchenko, Marina Sharova, Alexey Dashin, & Serikkhan
Zhuzeyev
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026049, 2026. e-ISSN: 1519-9029
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RESUMO: O artigo fundamenta teórica e empiricamente o desenvolvimento da cultura jurídica
de estudantes universitários como condição de responsabilidade cívica e preparação
profissional. O escopo empírico limita-se a 124 estudantes do segundo ao quarto ano dos cursos
de Serviço Social e Ensino de Línguas Estrangeiras; portanto, os achados são interpretados
como institucionais e específicos dos programas, não como nacionalmente representativos. O
estudo combina revisão de literatura, análise conceitual qualitativa, questionários,
levantamentos e testes, com resultados processados anonimamente e apresentados de forma
agregada. A pesquisa identifica níveis, critérios e indicadores da cultura jurídica dos estudantes,
compara os dois grupos e propõe um programa baseado em debates, discussões, aulas invertidas
e jogos empresariais. Os resultados indicam que a educação jurídica sistemática deve combinar
conhecimento legislativo com exercícios práticos de decisão legal, defesa de direitos e
responsabilidade cívica.
PALAVRAS-CHAVE: Cultura jurídica. Consciência jurídica. Estudantes universitários.
Educação jurídica. Ensino superior.
RESUMEN: El artículo fundamenta teórica y empíricamente el desarrollo de la cultura
jurídica de estudiantes universitarios como condición de responsabilidad cívica y preparación
profesional. El alcance empírico se limita a 124 estudiantes de segundo a cuarto año de
Trabajo Social y Enseñanza de Lenguas Extranjeras; por lo tanto, los hallazgos se interpretan
como institucionales y específicos de los programas, no como nacionalmente representativos.
El estudio combina revisión de literatura, análisis conceptual cualitativo, cuestionarios,
encuestas y pruebas, con resultados procesados de forma anónima y presentados de manera
agregada. La investigación identifica niveles, criterios e indicadores de la cultura jurídica
estudiantil, compara los dos grupos y propone un programa basado en debates, discusiones,
clases invertidas y juegos de simulación empresarial. Los resultados muestran que la educación
jurídica sistemática debe combinar conocimiento legislativo con ejercicios prácticos de toma
de decisiones legales, protección de derechos y responsabilidad cívica.
PALABRAS CLAVE: Cultura jurídica. Conciencia jurídica. Estudiantes universitarios.
Educación jurídica. Educación superior.
ABSTRACT: The article theoretically and empirically substantiates the development of
university students’ legal culture as a condition for civic responsibility and professional
readiness. The empirical scope is limited to 124 second- to fourth-year students majoring in
Social Work and Foreign Language Teaching; therefore, the findings are interpreted as
institutional and program-specific rather than nationally representative. The study combines a
literature review, qualitative conceptual analysis, questionnaires, surveys, and testing, with
results processed anonymously and presented in aggregate form. The research identifies levels,
criteria, and indicators of students’ legal culture, compares the two groups, and proposes a
program based on debates, discussions, flipped lectures, and business games. The findings show
that systematic legal education should combine knowledge of legislation with practical
exercises in lawful decision-making, rights protection, and civic responsibility.
KEYWORDS: Legal culture. Legal consciousness. University students. Legal education.
Higher education.
Desenvolvimento de tecnologias para aumentar a eficácia da aprendizagem: A formação da cultura jurídica dos estudantes
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026049, 2026. e-ISSN: 1519-9029
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INTRODUÇÃO
A cultura jurídica é um componente importante do desenvolvimento cívico, pois reflete
a forma como os indivíduos compreendem as normas jurídicas, avaliam o comportamento legal
e aplicam o conhecimento jurídico na vida social e profissional (Demchenko, 2023; Nesterov,
2017). Para os estudantes universitários, essa questão é especialmente relevante, pois as
instituições de ensino superior formam futuros especialistas que devem ser capazes de agir com
responsabilidade dentro dos marcos jurídicos e éticos (Dao et al., 2022; Méndez Cabrita et al.,
2022).
O problema abordado neste artigo não é a importância geral da cultura jurídica, mas o
desenvolvimento insuficientemente sistematizado do conhecimento jurídico, da consciência
jurídica e do comportamento conforme à lei dos estudantes em cursos universitários não
jurídicos (Akhmetshin et al., 2020; Smotrova et al., 2021; Sánchez, 2024). O escopo empírico
do estudo está delimitado a 124 estudantes do segundo ao quarto ano dos cursos de Serviço
Social e Formação de Professores de Línguas Estrangeiras. Portanto, os resultados são
interpretados como evidências no nível do curso e da instituição, e não como uma avaliação
representativa em nível nacional.
Essa delimitação é importante porque os alunos de diferentes cursos profissionais se
deparam com as normas jurídicas de maneiras distintas. Os alunos de Serviço Social se
envolvem mais diretamente com disciplinas jurídicas e com a proteção de direitos, enquanto os
futuros professores de línguas estrangeiras podem receber uma formação jurídica menos
sistemática, apesar da necessidade de compreender os direitos dos alunos, os deveres
profissionais e os regulamentos institucionais (Aleksandrova, 2017; Belletati et al., 2021;
Albino et al., 2024).
O objetivo do estudo é fundamentar, teoricamente e empiricamente, a necessidade de
desenvolver a cultura jurídica dos alunos e conceber uma tecnologia pedagógica capaz de
aprimorar o conhecimento jurídico, a consciência jurídica e a preparação para a atuação dentro
da lei no ensino superior.
REVISÃO DE LITERATURA
A literatura sobre cultura jurídica pode ser agrupada em várias abordagens analíticas. A
primeira abordagem define a cultura jurídica por meio do conhecimento e da compreensão do
direito, enfatizando normas jurídicas, relações jurídicas, instituições, consciência e
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comportamento (Pindus, 2016; Siniukova, 2009; Vorontsov, 2013). Essa abordagem é útil
porque mostra que a cultura jurídica não pode ser reduzida à memorização da legislação; ela
também envolve o julgamento jurídico baseado em valores.
Uma segunda abordagem amplia o conceito ao conectar a cultura jurídica à avaliação
política do direito, à atividade progressista, aos valores jurídicos e à participação no
desenvolvimento cultural global (Biriukov, 2021; Kravchenko, 2015; Potapenko, 2016). Esses
autores deslocam a discussão do domínio individual do conhecimento jurídico para o papel da
cultura jurídica no desenvolvimento social mais amplo.
Uma terceira abordagem concentra-se nas dimensões subjetivas e psicológicas da
cultura jurídica. Dessa perspectiva, a consciência jurídica, a responsabilidade e o
comportamento legal intencional são fundamentais para o desenvolvimento do indivíduo como
sujeito de direito (Dyzhova, 2019; Grigorian & Mikhailova, 2016; Muslumov, 2013; Osipov,
2012; Pavlov & Stabrovskii, 2020; Rybakov, 2016).
Em conjunto, essas abordagens mostram que a cultura jurídica possui dimensões
cognitiva, axiológica e comportamental. A dimensão cognitiva diz respeito ao conhecimento do
direito; a dimensão axiológica diz respeito às atitudes em relação ao direito como valor; e a
dimensão comportamental diz respeito à capacidade de agir de acordo com a lei em situações
concretas educacionais, profissionais e sociais.
Por essa razão, o presente artigo interpreta a cultura jurídica dos estudantes como uma
formação integrada que inclui o conhecimento das normas jurídicas, o respeito pelos valores
jurídicos, a disposição para defender direitos e cumprir obrigações, e a capacidade de aplicar o
conhecimento jurídico em contextos cotidianos e profissionais.
O elemento central da cultura jurídica é a consciência jurídica (Rybakov, 2016). A
consciência jurídica implica um conjunto de visões, ideias, sentimentos, percepções sobre o
direito e o papel que ele desempenha na vida da sociedade e do Estado, a noção de direitos
humanos e a responsabilidade do indivíduo para com as outras pessoas, o Estado e a sociedade
(Muslumov, 2013). A consciência jurídica possui uma estrutura interna composta por ideologia
jurídica, psicologia jurídica e, ocasionalmente, comportamento jurídico diferenciado (Grigorian
& Mikhailova, 2016). A consciência jurídica funciona como um meio de regulação social do
comportamento jurídico, o que significa que exerce influência reguladora. Portanto, ela não
apenas sustenta a consciência da pessoa quanto ao propósito do comportamento jurídico, mas
também constitui a fonte dessa consciência (Pavlov & Stabrovskii, 2020). É no âmbito da
consciência jurídica que se formam valores e ideais jurídicos como justiça, igualdade, liberdade,
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honra e dignidade, influenciando o desenvolvimento de todo o sistema jurídico do Estado e da
sociedade civil (Dyzhova, 2019).
Essa síntese também esclarece a lacuna de pesquisa: muitos estudos explicam por que a
cultura jurídica é socialmente importante, mas poucos estudos operacionalizam seu
desenvolvimento por meio de níveis concretos, critérios, procedimentos diagnósticos e
atividades educacionais para estudantes fora dos cursos de Direito.
O ambiente universitário é, portanto, considerado um espaço mediador entre a cultura
jurídica da sociedade e a cultura jurídica do futuro especialista. Ele oferece não apenas instrução
formal, mas também regras, práticas de comunicação, modelos de comportamento e situações
institucionais por meio das quais os estudantes aprendem o comportamento conforme à lei
(Anggraeni et al., 2023; Berestov, 2016; Khammatova et al., 2021; Abdullayev et al., 2024a).
Com base nisso, o estudo passa da discussão conceitual para o diagnóstico empírico e a
elaboração de programas.
MÉTODOS
O estudo utiliza uma abordagem metodológica mista que combina revisão de literatura,
análise conceitual qualitativa e diagnóstico empírico da cultura jurídica dos estudantes.
A componente qualitativa consistiu na análise de fontes científicas e pedagógicas, com
o objetivo de identificar os fundamentos teóricos, as dimensões estruturais e as condições
pedagógicas para o desenvolvimento da cultura jurídica.
A componente empírica concentrou-se em dois grupos de estudantes cujos programas
educacionais oferecem diferentes níveis de contato com disciplinas jurídicas: estudantes de
Serviço Social e estudantes em formação para se tornarem professores de línguas estrangeiras.
A amostra incluiu 124 estudantes do segundo ao quarto ano: 63 estudantes do curso de
Serviço Social e 61 estudantes do curso de Formação de Professores de Línguas Estrangeiras.
Essa amostra define o escopo institucional e curricular da pesquisa.
Os dados quantitativos foram obtidos por meio de questionários, pesquisas e testes. Os
resultados foram processados de forma descritiva, utilizando números absolutos e
porcentagens, a fim de comparar a distribuição dos níveis alto, médio, suficiente e baixo de
cultura jurídica entre os dois grupos.
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Zhuzeyev
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Os procedimentos éticos foram garantidos por meio da participação voluntária, do
tratamento anônimo das respostas e da apresentação dos resultados apenas de forma agregada.
Nenhum identificador pessoal foi utilizado na análise.
O estudo empírico foi conduzido em três etapas: definição dos níveis, critérios e
indicadores de cultura jurídica; diagnóstico do nível de cultura jurídica dos alunos por meio de
questionários, pesquisas e testes; e elaboração de um programa para o desenvolvimento da
cultura jurídica dos alunos.
Esse formato permite conectar a análise conceitual ao desenvolvimento prático do
programa, ao mesmo tempo em que reconhece que os resultados não podem ser generalizados
para além da amostra sem a realização de novos testes.
RESULTADOS
Nossa análise de fontes científicas e pedagógicas sugere que os principais fatores que
afetam o nível de cultura jurídica dos alunos incluem:
Ausência de disciplinas jurídicas ou nível insuficiente de conhecimento dessas
disciplinas nas instituições de ensino médio em geral;
Falta de apoio metodológico adequado e de literatura jurisprudencial e livros didáticos
atualizados;
Ausência de atividades de educação jurídica por parte do corpo docente e de pesquisa
(por exemplo, no âmbito de uma aula ou de uma sessão de orientação);
Ausência de recursos visuais para promover o conhecimento jurídico, especialmente em
uma questão tão importante como a proteção jurídica.
Isso nos leva a concluir que os componentes do conhecimento jurídico precisam ser
incorporados especificamente aos currículos das instituições de ensino superior, permitindo que
especialistas em diversas áreas apliquem esse conhecimento em sua futura prática profissional,
por exemplo, ao exercerem seu direito ao trabalho, ao interagirem com autoridades públicas e
instituições de diversas formas de propriedade, e em outras situações da vida (Temerbayeva et
al., 2023).
Na primeira etapa, especificamos os níveis, critérios e indicadores para caracterizar o
desenvolvimento da cultura jurídica dos estudantes (Quadro 1).
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Quadro 1.
Níveis, critérios e indicadores do desenvolvimento da cultura jurídica dos alunos
Indicador
Nível
Conhecimento da legislação russa, capacidade de utilizar as TIC
para localizar os atos legislativos necessários, além de consciência
jurídica, raciocínio jurídico e cultura jurídica bem desenvolvidos
Alto
Conhecimento da legislação, dos direitos e deveres básicos dos
cidadãos e de suas garantias legais
Médio
Compreensão geral do direito e da legislação, sem compreensão da
natureza social das diferentes relações e da regulamentação
jurídica
Suficiente
Capacidade de analisar problemas jurídicos e de formular e
justificar posições jurídicas relativas à diferenciação entre crimes
e outras infrações
Alto
Conhecimento satisfatório das normas da legislação penal, sem
proficiência nas possíveis formas de proteção de direitos e
interesses em caso de responsabilidade penal
Médio
Conhecimento superficial do direito penal, sem compreensão do
mecanismo jurídico para atribuir responsabilidade penal a uma
pessoa
Suficiente
Capacidade de defender os próprios direitos como participante do
processo educacional, citando artigos específicos da legislação
especializada em ensino superior
Alto
Conhecimento de todos os direitos e garantias previstos pela
legislação especializada em ensino superior, mas sem uma visão
clara de sua aplicação prática
Médio
Falta de habilidades para pesquisar informações sobre os direitos
e obrigações dos estudantes, exigindo ajuda externa para sua
aplicação prática
Suficiente
Capacidade de aplicar o conhecimento sobre como os direitos dos
cidadãos são concretizados em diversos ramos do direito,
compreensão do mecanismo pelo qual garantias específicas são
aplicadas, conhecimento das disposições das normas
internacionais de direitos humanos e da Convenção para a
Proteção dos Direitos Humanos e das Liberdades Fundamentais
Alto
Conhecimento relativo sobre como os direitos dos cidadãos são
concretizados em determinados ramos do direito (civil, familiar
etc.)
Médio
Incapacidade de exercer de forma autônoma os próprios direitos
como cidadão
Suficiente
Capacidade de responder a perguntas de forma autônoma, clara e
lógica, lidar com situações problemáticas e tomar decisões
responsáveis
Alto
Capacidade de relacionar as questões apresentadas com os ramos
do direito correspondentes e formular respostas às questões de
forma relativamente independente
Médio
Incapacidade de formular respostas de maneira lógica nas
disciplinas do ciclo histórico-jurídico devido à falta de uma
postura consolidada em relação ao direito e à prática de sua
aplicação
Suficiente
Fortes qualidades morais e jurídicas, capacidade de encontrar
soluções de compromisso para questões que surgem no processo
educacional
Alto
O conhecimento dos próprios direitos como participante do
processo educacional é suficiente, mas a postura jurídica ativa para
encontrar soluções de compromisso é fraca
Médio
Sherjon Sherjonov, Elmira Salimzyanova, Saidafzal Saidjalolov, Aleksandr Riabchenko, Marina Sharova, Alexey Dashin, & Serikkhan
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O aluno é incapaz de encontrar soluções de compromisso para
problemas complexos que possam surgir no processo educacional
devido à sua falta de atividade jurídica
Suficiente
Nota. Elaborado pelos autores.
A análise das respostas dos alunos na segunda etapa mostrou que, entre os futuros
assistentes sociais ou seja, pessoas motivadas a estudar disciplinas jurídicas —, o nível
predominante de cultura jurídica era médio, observado em 44% dos alunos (28 pessoas); um
nível suficiente foi constatado em 38% (24 pessoas); e um nível elevado foi demonstrado por
apenas 18% (11 pessoas).
Quanto aos alunos em formação para se tornarem professores de nguas estrangeiras,
um nível elevado de cultura jurídica foi demonstrado por 5% (três pessoas), um nível médio
por 53% (32 pessoas) e um nível baixo por 42% (26 pessoas).
Os resultados empíricos mostram que o programa para o desenvolvimento da cultura
jurídica dos alunos deve se concentrar, em primeiro lugar, na motivação para o domínio das
normas e regulamentos jurídicos e, em seguida, na assimilação prática do conhecimento jurídico
por meio de tarefas que exijam que os alunos apliquem direitos, obrigações e comportamento
legal a situações reais, tanto educacionais quanto cotidianas (Abdullayev et al., 2024b;
Contreras Vivanco et al., 2023; Sapfirova et al., 2022).
Acreditando que uma instituição de ensino superior dispõe dos meios necessários para
garantir a formação da cultura jurídica dos alunos, desenvolvemos um programa para o
desenvolvimento da cultura jurídica nos alunos (Quadro 2), incorporando formas interativas de
trabalho em aulas teóricas e práticas:
Debates (oportunidade de aprender a formular e expressar os próprios pensamentos,
ouvir os outros e refletir sobre as próprias habilidades e competências [Sydorenko et al.,
2023]);
Conversas (capacidade de negociar, ouvir e compreender a outra pessoa, estabelecer
limites pessoais, controlar o tempo etc.);
“Microfone aberto” (capacidade de atuar como coorganizador, seguir claramente as
regras de procedimento, prestar atenção a todas as partes interessadas etc.);
Mesas-redondas (respeito à etiqueta empresarial, capacidade de identificar temas atuais
para discussão, capacidade de apresentar os resultados do próprio trabalho de
investigação);
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Clube de discussão (desenvolvimento de habilidades de comunicação, respeito às
normas éticas dos membros do clube);
Aulas invertidas (troca de papéis durante uma sessão de treinamento, capacidade de
assumir responsabilidade por si mesmo, demonstrar habilidades de liderança);
Jogos de negócios (habilidades práticas na resolução de problemas complexos por meio
da reprodução direta de situações, desenvolvimento de um interesse duradouro pelo
tema de estudo etc. [Gorbunova & Yakimchuk, 2024]).
Quadro 2.
Programa para o desenvolvimento da cultura jurídica dos alunos
Tipo de
treinamento
Conteúdo
Resultado esperado
Debate
Pede-se aos alunos que elaborem uma definição
do conceito de “direito”, identifiquem os
principais direitos constitucionais dos cidadãos,
demonstrem a importância de respeitar e proteger
os direitos humanos e classifiquem os principais
direitos constitucionais em grupos (pessoais,
políticos, socioeconômicos e culturais).
Compreensão sólida das normas
legislativas consagradas no âmbito
constitucional como garantia
imperativa.
Conversas
É realizado um evento sobre o tema “Formas de
concretização dos direitos humanos na sociedade
da informação moderna”, com foco no
fortalecimento dos conhecimentos, habilidades e
competências relevantes.
Os alunos adquirem conhecimento
sobre as oportunidades de exercer seus
direitos de acesso à informação,
incluindo informações públicas, sobre
as leis pertinentes que regulamentam
esses direitos, e aprendem sobre o
mecanismo de recurso em caso de
violação desses direitos de acesso à
informação.
Microfone
aberto
Resumo dos conhecimentos dos alunos no ensino
superior. Os alunos são convidados a citar um
direito específico consagrado na Lei Federal
“Sobre a Educação na Federação Russa” e, em
seguida, explicar como esse direito é
concretizado.
Os alunos adquirem uma compreensão
mais ampla do alcance de seus direitos
como participantes do processo
educacional e das ações específicas que
precisam realizar para exercer esses
direitos.
Mesas-redondas
Pede-se aos alunos que preparem perguntas para
uma discussão sobre o tema “Questões atuais do
direito penal”, identificando de forma
independente os delitos e a responsabilidade por
eles que lhes interessam pessoalmente.
Os alunos ampliam seus
conhecimentos sobre infrações penais,
determinam os limites da
responsabilidade por um determinado
crime e aprendem a diferença entre
infrações penais e outras infrações.
Pesquisa inicial
Como parte do módulo de direito de família, é
oferecida aos alunos uma série de perguntas
logicamente relacionadas, organizadas da mais
simples à mais complexa, para avaliar sua
compreensão do direito de família.
A pesquisa facilita a sistematização do
conhecimento dos alunos, promove sua
participação e os incentiva a dar
respostas, expressar suas opiniões e
complementar ou corrigir as respostas
de outros participantes, ampliando
assim seus horizontes.
Clube de
discussão
Reunião on-line para discutir a questão “Desafios
da restrição dos direitos humanos em situações de
crise”.
Os alunos desenvolvem as
competências jurídicas necessárias para
compreender a proteção dos direitos
humanos e para se adaptarem melhor ao
mundo moderno.
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Aula invertida
Pede-se aos alunos que revisem a apresentação
sobre o tema “Regulamentação jurídica das
relações de trabalho dos profissionais de
pesquisa, de pesquisa-pedagogia e da área
pedagógica”; durante a aula, o professor
responde a perguntas sobre aspectos pouco claros
e apresenta problemas para os alunos resolverem.
Os alunos têm a oportunidade de se
concentrar em determinados aspectos
do tema em estudo e resolver as tarefas
propostas para assimilar o conteúdo por
meio da prática.
Seminário
Os alunos devem preparar informações sobre as
questões sugeridas a partir dos tópicos do curso
atribuídos para estudo autônomo.
Os alunos desenvolvem a capacidade e
as habilidades de aprendizagem
autônoma, estudo individual, trabalho
com diferentes fontes do direito e
análise de questões e fatos
problemáticos.
Jogos de
negócios
É apresentada aos alunos uma situação extraída
da prática judicial real. Os participantes do jogo
devem, então, organizar racionalmente seu tempo
para analisar a situação e prosseguir com os
debates: discutindo a situação, apresentando
provas e contra-argumentos, fazendo perguntas
de uma equipe à outra e fornecendo uma
avaliação jurídica da situação.
Os alunos podem compartilhar seus
conhecimentos, experiências e
percepções, aprendendo com o
professor e uns com os outros. Eles
aprendem a comunicar ativamente suas
opiniões e percepções ao aplicar as
normas jurídicas.
Nota. Elaborado pelos autores.
DISCUSSÃO
Os resultados confirmam que a cultura jurídica dos estudantes é uma formação
multidimensional que inclui conhecimento jurídico, atitudes em relação ao direito como valor,
responsabilidade e disposição para um comportamento dentro da lei. Essa interpretação
relaciona os achados empíricos com a literatura, que trata a cultura jurídica tanto como um
elemento do desenvolvimento pessoal quanto como uma condição da ordem social.
A diferença entre os dois grupos é pedagogicamente significativa. Os estudantes de
Serviço Social, cujo curso está mais intimamente ligado às disciplinas jurídicas e à proteção
dos direitos, demonstraram níveis mais elevados de cultura jurídica. Os futuros professores de
línguas estrangeiras apresentaram uma proporção maior de resultados de baixo nível, indicando
a necessidade de incluir a educação jurídica mesmo em cursos que não sejam diretamente
jurídicos.
Essas descobertas corroboram a ideia de que a cultura jurídica se forma não apenas por
meio da família, da escola e da socialização informal, mas também por meio do ambiente
institucional da universidade, do currículo, das normas de comunicação e da participação em
atividades sociojurídicas (Chelysheva & Sapozhnikova, 2024; Iglesias Quintana et al., 2021;
Maryano & Anggraeni, 2023).
Assim, o desenvolvimento da cultura jurídica deve combinar três componentes: um
componente informativo, que proporciona aos alunos conhecimento sobre normas jurídicas e
Desenvolvimento de tecnologias para aumentar a eficácia da aprendizagem: A formação da cultura jurídica dos estudantes
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regulamentos universitários; um componente avaliativo, que forma o respeito pela lei como
valor; e um componente organizacional, que envolve os alunos em debates, discussões, aulas
invertidas, jogos de simulação empresarial e outras atividades interativas (Ashirova et al., 2022;
Belentsov et al., 2024).
O programa proposto coloca esses componentes em prática ao conectar o conhecimento
jurídico à comunicação, à argumentação, à proteção de direitos, à resolução de conflitos e à
tomada de decisões profissionais.
Ao mesmo tempo, os resultados devem ser interpretados com cautela, pois o estudo se
baseia em uma amostra institucional limitada e em estatísticas descritivas. São necessários mais
testes para determinar se a tecnologia proposta produz uma melhoria estável ao longo do tempo
e em diferentes contextos universitários.
As recomendações a seguir funcionam, portanto, como orientações práticas para a
implementação, e não como prescrições universais.
Os resultados nos permitem propor recomendações que, em nossa opinião, contribuirão
para a melhoria da cultura jurídica.
1) Acompanhamento regular do nível de cultura jurídica dos alunos para garantir uma
resposta oportuna às mudanças na legislação vigente.
O monitoramento da cultura jurídica dos estudantes pode ser realizado em vários níveis:
geral, setorial e de aplicação da lei. O monitoramento geral avalia o domínio das normas
jurídicas gerais (constitucionais, civis, trabalhistas, penais, de família, administrativas etc.)
(Eflova et al., 2024); o monitoramento setorial concentra-se no conhecimento da legislação
especializada na área profissional do aluno; e o monitoramento da aplicação da lei trata do
conhecimento de como as leis e a legislação vigentes são utilizadas na prática (Aji et al., 2022).
Cada tipo de monitoramento permite estimar o nível de competência em diferentes
ramos do direito, a capacidade de aplicar essa legislação e o conhecimento das instituições
especializadas do setor (Polyakova et al., 2018).
2. Realização de trabalho de divulgação para explicar e popularizar o direito e
informar os alunos sobre as principais mudanças na legislação.
O trabalho de informação que envolve a explicação e a divulgação do direito pode ser
realizado por meio da influência direta na consciência e no comportamento dos alunos ou por
meio de medidas voltadas para a divulgação de informações sobre o direito, a legislação e
diversos eventos de relevância jurídica. Essas medidas podem influenciar a formação de uma
postura jurídica ativa entre os futuros especialistas. Alguns exemplos incluem mesas redondas,
Sherjon Sherjonov, Elmira Salimzyanova, Saidafzal Saidjalolov, Aleksandr Riabchenko, Marina Sharova, Alexey Dashin, & Serikkhan
Zhuzeyev
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reuniões do departamento e outros eventos abertos ao público voltados para a disseminação de
conhecimentos sobre os ramos do direito.
Ao realizar um trabalho de informação e conscientização com os alunos durante os
horários de orientação, envolvê-los em seminários científicos e metodológicos no departamento
e organizar eventos individuais (seminários, oficinas), é possível garantir que os alunos
assimilem o conhecimento teórico e aprendam a exercer na prática seus direitos subjetivos.
Além disso, essas medidas garantirão que os alunos estejam informados sobre as mudanças
recentes nas leis vigentes.
3. Introdução de módulos específicos no processo educacional para aprimorar a cultura
jurídica dos alunos como parte do processo educacional.
A introdução de módulos específicos destinados a elevar o nível de cultura jurídica dos
alunos no processo educacional permitirá definir metas específicas para aprimorar seus
conhecimentos jurídicos e, posteriormente, acompanhar e avaliar os resultados da formação.
A educação jurídica é um componente complexo e importante do mecanismo de
formação da consciência jurídica pessoal, que possibilita o processo de aceitação, assimilação
e aplicação do conhecimento jurídico por futuros especialistas, a compreensão de seu valor nas
relações jurídicas públicas, bem como a compreensão das normas e dos padrões de
comportamento lícitos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo mostra que o desenvolvimento da cultura jurídica dos estudantes universitários
deve ser tratado como uma tarefa pedagógica sistemática, e não como um elemento auxiliar da
educação geral.
Sua contribuição reside na definição de níveis, critérios e indicadores de cultura jurídica,
no diagnóstico das diferenças entre dois grupos de estudantes e na proposta de um programa
que combine conhecimento jurídico com atividades educacionais interativas.
A principal limitação é o escopo empírico restrito: a amostra incluiu estudantes de dois
cursos, e os resultados foram processados de forma descritiva. Portanto, as conclusões devem
ser interpretadas como uma base para testes pedagógicos adicionais, e não como uma
generalização definitiva.
Pesquisas futuras devem verificar experimentalmente a tecnologia proposta, comparar
sua eficácia em diferentes especialidades e instituições e examinar como a cultura jurídica dos
Desenvolvimento de tecnologias para aumentar a eficácia da aprendizagem: A formação da cultura jurídica dos estudantes
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estudantes se altera após a participação repetida em debates, análises de casos jurídicos, aulas
invertidas e jogos de negócios.
Sherjon Sherjonov, Elmira Salimzyanova, Saidafzal Saidjalolov, Aleksandr Riabchenko, Marina Sharova, Alexey Dashin, & Serikkhan
Zhuzeyev
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Sherjon Sherjonov, Elmira Salimzyanova, Saidafzal Saidjalolov, Aleksandr Riabchenko, Marina Sharova, Alexey Dashin, & Serikkhan
Zhuzeyev
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CRediT Author Statement
Agradecimentos: Os autores gostariam de expressar sua sincera gratidão ao editor e à
equipe editorial da Revista on-line de Política e Gestão Educacional pela cuidadosa análise
do manuscrito, pelos valiosos comentários e pelo apoio profissional durante o processo
editorial. Os autores também agradecem aos alunos que participaram do estudo empírico.
Financiamento: Esta pesquisa não recebeu financiamento externo.
Conflitos de interesse: Os autores declaram não haver conflitos de interesse.
Aprovação ética: O estudo foi conduzido de acordo com os princípios éticos da pesquisa
educacional. A participação nos questionários, pesquisas e testes foi voluntária. Os dados
foram processados de forma anônima e apresentados apenas de forma agregada. Como o
estudo foi realizado no âmbito da pesquisa educacional e pedagógica de rotina e não
envolveu intervenção médica, psicológica ou invasiva, não foi necessária a aprovação
formal por um comitê de ética.
Disponibilidade de dados e material: Os dados e materiais utilizados neste estudo estão
disponíveis mediante solicitação aos autores.
Contribuições dos autores: S. Sh. contribuiu para o conceito da pesquisa, o desenho do
estudo, o marco teórico e a revisão final do manuscrito. E. S. contribuiu para a revisão da
literatura, a análise conceitual da cultura jurídica e a elaboração da seção teórica. S. Sa.
contribuiu para o desenho metodológico, o desenvolvimento dos critérios diagnósticos e a
interpretação dos resultados empíricos. A. R. contribuiu para a análise jurídica, a
formulação do programa de desenvolvimento da cultura jurídica dos estudantes e a revisão
crítica do manuscrito. M. Sh. contribuiu para a organização do estudo empírico, o
processamento dos resultados do questionário e dos testes, e a elaboração da seção de
resultados. A. D. contribuiu para a discussão das práticas de educação jurídica, o
desenvolvimento de recomendações práticas e a revisão do manuscrito. S. Zh. contribuiu
para a formatação do manuscrito, a revisão linguística e a elaboração da lista de referências.
Processamento e edição: Editora Ibero-Americana de Educação
Revisão, formatação, normalização e tradução
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026049, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21242 1
DEVELOPING TECHNOLOGIES TO INCREASE THE EFFECTIVENESS OF
LEARNING: FORMING STUDENTS’ LEGAL CULTURE
DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS PARA AUMENTAR A EFICÁCIA DA
APRENDIZAGEM: A FORMAÇÃO DA CULTURA JURÍDICA DOS ESTUDANTES
DESARROLLO DE TECNOLOGÍAS PARA AUMENTAR LA EFICACIA DEL
APRENDIZAJE: FORMACIÓN DE LA CULTURA JURÍDICA DE LOS ESTUDIANTES
Sherjon SHERJONOV
1
e-mail: sherjon[email protected]y
Elmira SALIMZYANOVA
2
e-mail: elmira.salimzy[email protected]emy
Saidafzal SAIDJALOLOV
3
e-mail: saidafzal.said[email protected]ademy
Aleksandr RIABCHENKO
4
e-mail: riabch[email protected]
Marina SHAROVA
5
e-mail: marin[email protected]
Alexey DASHIN
6
e-mail: alexey.d[email protected]y
Serikkhan ZHUZEYEV
7
e-mail: serikkh[email protected]emy
How to reference this paper:
Sherjonov, S., Salimzyanova, E., Saidjalolov, S., Riabchenko, A.,
Sharova, M., Dashin, A., & Zhuzeyev, S. (2026). Developing
technologies to increase the effectiveness of learning: Forming
students’ legal culture. Revista on line de Política e Gestão
Educacional, 30, e026049.
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.21242
1
Mamun University, Khiva Uzbekistan. Department of Economics. Ph.D. in Economics, Associate Professor.
2
Kazan (Volga Region) Federal University, Kazan Russia. Candidate of Sciences (Philology), Associate
Professor. General University Department of Physical Education and Sports.
3
International Islamic Academy of Uzbekistan, Tashkent Uzbekistan. Ph.D., Associate Professor.
4
Kuban State Agrarian University named after I.T. Trubilin, Krasnodar Russia. Department of Theory and
History of State and Law. Doctor of Sciences, Professor.
5
Financial University under the Government of the Russian Federation, Moscow Russia. Department of
Humanities, Faculty of Social Sciences and Mass Communications. Candidate of Sciences, Associate Professor.
6
Samara State University of Economics, Samara Russia. Department of Legal Support of Economic Activity.
Doctor of Law, Professor.
7
Korkyt Ata Kyzylorda University, Kyzylorda Kazakhstan. Ph.D., Senior Lecturer of the educational program
Kazakh language and literature, journalism”.
Developing technologies to increase the effectiveness of learning: Forming students’ legal culture
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026049, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21242 2
| Submitted: 09/09/2025
| Revisions required: 12/10/2025
| Approved: 11/05/2026
| Published: 19/06/2026
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Sherjon Sherjonov, Elmira Salimzyanova, Saidafzal Saidjalolov, Aleksandr Riabchenko, Marina Sharova, Alexey Dashin, & Serikkhan
Zhuzeyev
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026049, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21242 3
ABSTRACT: The article theoretically and empirically substantiates the development of
university students’ legal culture as a condition for civic responsibility and professional
readiness. The empirical scope is limited to 124 second- to fourth-year students majoring in
Social Work and Foreign Language Teaching; therefore, the findings are interpreted as
institutional and program-specific rather than nationally representative. The study combines a
literature review, qualitative conceptual analysis, questionnaires, surveys, and testing, with
results processed anonymously and presented in aggregate form. The research identifies levels,
criteria, and indicators of students’ legal culture, compares the two groups, and proposes a
program based on debates, discussions, flipped lectures, and business games. The findings show
that systematic legal education should combine knowledge of legislation with practical
exercises in lawful decision-making, rights protection, and civic responsibility.
KEYWORDS: Legal culture. Legal consciousness. University students. Legal education.
Higher education.
RESUMO: O artigo fundamenta teórica e empiricamente o desenvolvimento da cultura
jurídica de estudantes universitários como condição de responsabilidade cívica e preparação
profissional. O escopo empírico limita-se a 124 estudantes do segundo ao quarto ano dos
cursos de Serviço Social e Ensino de Línguas Estrangeiras; portanto, os achados são
interpretados como institucionais e específicos dos programas, não como nacionalmente
representativos. O estudo combina revisão de literatura, análise conceitual qualitativa,
questionários, levantamentos e testes, com resultados processados anonimamente e
apresentados de forma agregada. A pesquisa identifica níveis, critérios e indicadores da cultura
jurídica dos estudantes, compara os dois grupos e propõe um programa baseado em debates,
discussões, aulas invertidas e jogos empresariais. Os resultados indicam que a educação
jurídica sistemática deve combinar conhecimento legislativo com exercícios práticos de
decisão legal, defesa de direitos e responsabilidade cívica.
PALAVRAS-CHAVE: Cultura jurídica. Consciência jurídica. Estudantes universitários.
Educação jurídica. Ensino superior.
RESUMEN: El artículo fundamenta teórica y empíricamente el desarrollo de la cultura
jurídica de estudiantes universitarios como condición de responsabilidad cívica y preparación
profesional. El alcance empírico se limita a 124 estudiantes de segundo a cuarto año de
Trabajo Social y Enseñanza de Lenguas Extranjeras; por lo tanto, los hallazgos se interpretan
como institucionales y específicos de los programas, no como nacionalmente representativos.
El estudio combina revisión de literatura, análisis conceptual cualitativo, cuestionarios,
encuestas y pruebas, con resultados procesados de forma anónima y presentados de manera
agregada. La investigación identifica niveles, criterios e indicadores de la cultura jurídica
estudiantil, compara los dos grupos y propone un programa basado en debates, discusiones,
clases invertidas y juegos de simulación empresarial. Los resultados muestran que la educación
jurídica sistemática debe combinar conocimiento legislativo con ejercicios prácticos de toma
de decisiones legales, protección de derechos y responsabilidad cívica.
PALABRAS CLAVE: Cultura jurídica. Conciencia jurídica. Estudiantes universitarios.
Educación jurídica. Educación superior.
Developing technologies to increase the effectiveness of learning: Forming students’ legal culture
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026049, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21242 4
INTRODUCTION
Legal culture is an important component of civic development because it reflects how
individuals understand legal norms, evaluate lawful behavior, and apply legal knowledge in
social and professional life (Demchenko, 2023; Nesterov, 2017). For university students, this
issue is especially relevant because higher education institutions prepare future specialists who
must be able to act responsibly within legal and ethical frameworks (Dao et al., 2022; Méndez
Cabrita et al., 2022).
The problem addressed in this article is not the general importance of legal culture, but
the insufficiently systematized development of students’ legal knowledge, legal consciousness,
and lawful behavior within non-law university programs (Akhmetshin et al., 2020; Smotrova
et al., 2021; Sánchez, 2024). The empirical scope of the study is delimited to 124 second- to
fourth-year students majoring in Social Work and Foreign Language Teaching. Therefore, the
results are interpreted as program- and institution-level evidence rather than as a nationally
representative assessment.
This delimitation is important because students from different professional programs
encounter legal norms in different ways. Social Work students engage more directly with legal
disciplines and rights protection, whereas future foreign language teachers may receive less
systematic legal training despite the need to understand students’ rights, professional duties,
and institutional regulations (Aleksandrova, 2017; Belletati et al., 2021; Albino et al., 2024).
The objective of the study is to theoretically and empirically substantiate the need to
develop students’ legal culture and to design a pedagogical technology that can improve legal
knowledge, legal awareness, and readiness for lawful action in higher education.
LITERATURE REVIEW
The literature on legal culture can be grouped into several analytical approaches. The
first approach defines legal culture through knowledge and understanding of law, emphasizing
legal norms, legal relations, institutions, consciousness, and behavior (Pindus, 2016; Siniukova,
2009; Vorontsov, 2013). This approach is useful because it shows that legal culture cannot be
reduced to memorizing legislation; it also involves value-based legal judgment.
A second approach expands the concept by connecting legal culture with political
evaluation of law, progressive activity, legal values, and participation in global cultural
development (Biriukov, 2021; Kravchenko, 2015; Potapenko, 2016). These authors shift the
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Zhuzeyev
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discussion from the individual possession of legal knowledge to the role of legal culture in
broader social development.
A third approach focuses on the subjective and psychological dimensions of legal
culture. From this perspective, legal consciousness, responsibility, and purposeful lawful
behavior are central to the development of the individual as a legal subject (Dyzhova, 2019;
Grigorian & Mikhailova, 2016; Muslumov, 2013; Osipov, 2012; Pavlov & Stabrovskii, 2020;
Rybakov, 2016).
Taken together, these approaches show that legal culture has cognitive, axiological, and
behavioral dimensions. The cognitive dimension concerns knowledge of law; the axiological
dimension concerns attitudes toward law as a value; and the behavioral dimension concerns the
ability to act lawfully in concrete educational, professional, and social situations.
For this reason, the present article interprets students’ legal culture as an integrated
formation that includes knowledge of legal norms, respect for legal values, readiness to defend
rights and fulfill obligations, and the ability to apply legal knowledge in everyday and
professional contexts.
The core element of legal culture is legal consciousness (Rybakov, 2016). Legal
consciousness implies a set of views, ideas, feelings, sentiments, perceptions of law and the
role it plays in the life of society and the state, the idea of human rights, and the individual’s
responsibility to other people, the state, and society (Muslumov, 2013). Legal consciousness
has an internal structure consisting of legal ideology, legal psychology, and occasionally
distinguished legal behavior (Grigorian & Mikhailova, 2016). Legal consciousness serves as a
means of social regulation of legal behavior, meaning that it has a regulatory influence.
Therefore, it not only supports a person’s awareness of the purpose of legal behavior, but also
constitutes the source of this awareness (Pavlov & Stabrovskii, 2020). It is within legal
consciousness that such legal values and ideals as justice, equality, freedom, honor, and dignity
are formed, influencing the development of the entire legal system of the state and civil society
(Dyzhova, 2019).
This synthesis also clarifies the research gap: many studies explain why legal culture is
socially important, but fewer studies operationalize its development through concrete levels,
criteria, diagnostic procedures, and educational activities for students outside law programs.
The university environment is therefore treated as a mediating space between the legal
culture of society and the legal culture of the future specialist. It provides not only formal
instruction, but also rules, communication practices, role models, and institutional situations
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through which students learn lawful behavior (Anggraeni et al., 2023; Berestov, 2016;
Khammatova et al., 2021; Abdullayev et al., 2024a).
On this basis, the study moves from conceptual discussion to empirical diagnosis and
program design.
METHODS
The study uses a mixed methodological approach combining literature review,
qualitative conceptual analysis, and empirical diagnosis of students’ legal culture.
The qualitative component consisted of analyzing scientific and pedagogical sources in
order to identify the theoretical foundations, structural dimensions, and pedagogical conditions
for developing legal culture.
The empirical component focused on two student groups whose educational programs
provide different levels of contact with legal disciplines: social work students and students
training to become foreign language teachers.
The sample included 124 second- to fourth-year students: 63 students majoring in Social
Work and 61 students majoring in Foreign Language Teaching. This sample defines the
institutional and program scope of the research.
Quantitative data were obtained through questionnaires, surveys, and testing. The results
were processed descriptively using absolute numbers and percentages in order to compare the
distribution of high, average, sufficient, and low levels of legal culture across the two groups.
Ethical procedures were ensured through voluntary participation, anonymous
processing of responses, and presentation of results only in aggregated form. No personal
identifiers were used in the analysis.
The empirical study was conducted in three stages: defining the levels, criteria, and
indicators of legal culture; diagnosing students’ level of legal culture through questionnaires,
surveys, and testing; and designing a program for developing students’ legal culture.
This design makes it possible to connect conceptual analysis with practical program
development, while recognizing that the results cannot be generalized beyond the sample
without further testing.
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Zhuzeyev
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RESULTS
Our analysis of scientific and pedagogical sources suggests that the key factors affecting
the level of students’ legal culture include:
Lack of legal disciplines or insufficient level of knowledge of these disciplines in
general secondary education institutions;
Lack of proper methodological support and up-to-date jurisprudential literature and
textbooks;
Lack of legal education work on the part of pedagogical and research staff (e.g., as part
of an educational or curators hour);
Lack of visual means of promoting legal knowledge, particularly in such an important
issue as legal protection.
This gives reason to conclude that the components of legal knowledge need to be
incorporated specifically into the curricula of higher education institutions, allowing specialists
in a variety of fields to apply this knowledge in their future professional practice, e.g., when
exercising their right to work, interacting with public authorities and institutions of various
forms of ownership, and in other life situations (Temerbayeva et al., 2023).
At the first stage, we specified the levels, criteria, and indicators to characterize the
development of students’ legal culture (Table 1).
Table 1.
Levels, criteria, and indicators of the development of students’ legal culture
Indicator
Level
Competence in Russian legislation, ability to use ICT to find the
necessary legislative acts, and well-developed legal consciousness,
legal thinking, and legal culture
High
Knowledge of the legislation, the basic rights and duties of
citizens, and their legal guarantees
Average
A general understanding of law and legislation, with no
understanding of the social nature of different relations and legal
regulation
Sufficient
Ability to analyze legal problems and to form and justify legal
positions regarding the differentiation of criminal offenses from
other offenses
High
Satisfactory knowledge of the norms of criminal legislation
without proficiency in the possible ways of protecting rights and
interests in case of criminal liability
Average
Superficial knowledge of criminal law with no understanding of
the legal mechanism of bringing a person to criminal liability
Sufficient
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Ability to defend one’s rights as a participant in the educational
process, citing specific articles of specialized legislation in higher
education
High
Knowledge of all rights and guarantees stipulated by specialized
legislation in higher education, but without a clear vision of their
practical application
Average
Lack of skills to search for information on students rights and
obligations, requiring external help in their practical application
Sufficient
Ability to apply the knowledge of how citizens’ rights are realized
in various branches of law, understanding of the mechanism by
which specific guarantees are enforced, knowledge of the
provisions of international human rights standards and the
Convention for the Protection of Human Rights and Fundamental
Freedoms
High
Relative knowledge of how citizens’ rights are realized in certain
branches of law (civil, family, etc.)
Average
Inability to independently realize ones rights as a citizen
Sufficient
Ability to independently, clearly, and logically answer questions,
navigate problem situations, and make responsible decisions
High
Ability to correlate the questions posed with the corresponding
branches of law and formulate answers to the questions posed
relatively independently
Average
Inability to logically form answers in the disciplines of the
historical and legal cycle due to the lack of an established attitude
towards law and the practice of its application
Sufficient
Strong moral and legal qualities, ability to find compromises on
issues arising in the educational process
High
Knowledge of one's rights as a participant in the educational
process is sufficient, but the active legal position to find
compromise solutions is weak
Average
The student is unable to find compromise solutions to complex
problems that may arise in the educational process due to their lack
of legal activity
Sufficient
Note. The Authors.
The analysis of students responses at the second stage showed that among future social
workers, i.e., persons motivated to study judicial disciplines, the prevailing level of legal culture
was average, observed in 44% of the students (28 people); a sufficient level was found in 38%
(24 people); and a high level was demonstrated by only 18% (11 people).
As for the students training to become foreign language teachers, a high level of legal
culture was demonstrated by 5% (three people), an average level by 53% (32 people), and a
low level by 42% (26 people).
The empirical results show that the program for developing students’ legal culture
should focus first on motivation to master legal norms and regulations, and then on practical
assimilation of legal knowledge through tasks that require students to apply rights, obligations,
and lawful behavior to real educational and everyday situations (Abdullayev et al., 2024b;
Contreras Vivanco et al., 2023; Sapfirova et al., 2022).
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Believing that a higher education institution has the necessary means to ensure the
formation of students’ legal culture, we developed a program for the development of legal
culture in students (Table 2), incorporating interactive forms of work at lectures and practical
classes:
Debates (opportunity to learn to formulate and express one’s thoughts, listen to others,
and reflect on one’s skills and abilities [Sydorenko et al., 2023]);
Conversations (ability to negotiate, listen and hear the other person, set personal
boundaries, keep track of time, etc.);
“Open mics” (ability to act as a co-organizer, to follow the rules of procedure clearly, to
pay attention to all stakeholders, etc.);
Roundtable discussions (observance of business etiquette, ability to identify topical
issues for discussion, ability to present the results of one's investigative work);
Discussion club (development of communication skills, observance of the ethical norms
of club members);
Flipped lectures (switched roles during a training session, ability to take responsibility
for oneself, show leadership skills);
Business games (practical skills in solving complex problems through direct replication
of situations, development of a lasting interest in the subject of study, etc. [Gorbunova
& Yakimchuk, 2024]).
Table 2.
Program for the development of students’ legal culture
Form of
training
Content
Predicted result
Debate
Students are asked to produce a definition of the
concept of “right”, identify the main
constitutional rights of citizens, prove the
importance of respecting and protecting human
rights, and categorize the main constitutional
rights into groups (personal, political,
socioeconomic, and cultural).
An established understanding of
legislative norms enshrined at the
constitutional level as an imperative
guarantee.
Conversation
An event on the topic of “Ways of realizing
human rights in the modern information society
is held, focused on strengthening relevant
knowledge, skills, and abilities.
Students gain knowledge on the
opportunities to realize their rights to
access information, including public
information, about relevant laws under
which these rights are realized, and to
learn about the mechanism of appealing
against violated rights to access
information.
Open mic
Summarizing students’ knowledge in higher
education. Students are invited to cite a specific
Students gain a broader understanding
of the scope of their rights as
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right enshrined in the Federal Law “On
Education in the Russian Federation”, and
another opponent to explain how this right is
realized.
participants in the educational process
and the specific actions they need to
take to exercise these rights.
Roundtable
discussion
Students are asked to prepare questions for a
discussion on the topic “Current issues in
criminal law”, independently identifying
criminal offenses and responsibility for them that
they are personally interested in.
Students expand their knowledge of
criminal offenses, determine the limits
of responsibility for a particular crime,
and learn the difference between
criminal offenses and other offenses.
Front-loading
survey
As part of the family law module, students are
offered a series of logically related questions,
arranged from the simplest to the most complex,
to determine their grasp of family law.
The survey facilitates the
systematization of students'
knowledge, promotes their activity, and
encourages them to give answers,
express their opinion, and supplement
or correct the answers of other
participants, thereby expanding their
horizons.
Discussion club
An online meeting to discuss the issue
“Challenges of restricting human rights during
crisis situations”.
Students build the legal competencies
needed for understanding the
protection of human rights and for
further adaptation in modern world.
Flipped lecture
Students are asked to review the presentation on
the topic “Legal regulation of labor relations of
research, research-pedagogical and pedagogical
workers”; during the lecture, the teacher answers
questions regarding unclear aspects and provides
problems for students to solve.
Students get the opportunity to focus on
certain features of the topic under study
and solve the proposed tasks to
assimilate the material through
practice.
Seminar
Students are asked to prepare information on
suggested questions from the lecture course
topics assigned for self-study.
Students develop the ability and skills
of independent learning, self-study,
working with different sources of law,
and analyzing problematic issues and
facts.
Business game
Students are presented with a situation taken
from real court practice. The participants of the
game then have to rationally organize their time
to analyze the situation and proceed to debates:
discussing the situation, presenting evidence and
counterarguments, asking questions from one
team to another, and providing a legal assessment
of the situation.
Students can share their knowledge,
experiences, and insights, learning
from the teacher and each other. They
learn to actively communicate their
opinions and insights while applying
legal norms.
Note. The authors.
DISCUSSION
The results confirm that students’ legal culture is a multidimensional formation that
includes legal knowledge, attitudes toward law as a value, responsibility, and readiness for
lawful behavior. This interpretation connects the empirical findings with the literature, which
treats legal culture as both an element of personal development and a condition of social order.
The difference between the two groups is pedagogically significant. Social work
students, whose program is more closely connected with legal disciplines and rights protection,
demonstrated higher levels of legal culture. Future foreign language teachers showed a larger
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share of low-level results, indicating the need to include legal education even in programs that
are not directly juridical.
These findings support the idea that legal culture is formed not only through family,
school, and informal socialization, but also through the university's institutional environment,
curriculum, communication norms, and participation in socio-legal activities (Chelysheva &
Sapozhnikova, 2024; Iglesias Quintana et al., 2021; Maryano & Anggraeni, 2023).
Accordingly, legal culture development should combine three components: an
informative component, which gives students knowledge of legal norms and university
regulations; an evaluative component, which forms respect for law as a value; and an
organizational component, which engages students in debates, discussions, flipped lectures,
business games, and other interactive activities (Ashirova et al., 2022; Belentsov et al., 2024).
The proposed program operationalizes these components by connecting legal
knowledge with communication, argumentation, rights protection, conflict resolution, and
professional decision-making.
At the same time, the results should be interpreted cautiously because the study relies
on a limited institutional sample and descriptive statistics. Further testing is needed to determine
whether the proposed technology produces stable improvement over time and across different
university contexts.
The recommendations below therefore function as practical directions for
implementation rather than as universal prescriptions.
The results allow us to propose recommendations that, in our belief, will contribute to
the improvement of legal culture.
1) Regular monitoring of the level of students’ legal culture to ensure a timely response
to changes in current legislation.
Monitoring students’ legal culture can be conducted at several levels: general, industry,
and law enforcement. General monitoring assesses mastery of the general rules of law
(constitutional, civil, labor, criminal, family, administrative, etc.) (Eflova et al., 2024), industry
monitoring focuses on the knowledge of specialized legislation in the student’s professional
field, and law enforcement monitoring deals with the knowledge of how current laws and
legislation are used in practice (Aji et al., 2022).
Each type of monitoring can estimate the level of competence in different branches of
law, the ability to apply this legislation, and knowledge of specialized industry institutions
(Polyakova et al., 2018).
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2. Carrying out information work to explain and popularize law and inform students
about key changes in legislation.
Information work involving the explanation and popularization of law can be carried
out through direct influence on students’ consciousness and behavior or using measures aimed
at distributing information about law, legislation, and various events of legal significance. These
measures can influence the formation of an active legal position among future specialists. Some
examples include roundtable discussions, department meetings, and other open mass events
focused on disseminating knowledge on the branches of law.
By conducting information and awareness-raising work with students during curatorial
hours, engaging them in scientific and methodological seminars at the department, and
organizing individual events (seminars, workshops), it is possible to ensure that students
assimilate theoretical knowledge and learn how to practically exercise their subjective rights.
In addition, these measures will guarantee that students are informed about recent changes in
existing laws.
3. Introduction of separate modules in the educational process to improve students legal
culture as part of the educational process.
The introduction of separate modules aimed at increasing the level of students' legal
culture in the educational process will make it possible to set specific goals for improving their
legal knowledge and subsequently to monitor and evaluate the results of training.
Legal education is an important complex component of the mechanism of personal legal
consciousness, which allows for the process of acceptance, assimilation, and implementation
of legal knowledge by future specialists, understanding of their value in public legal relations,
as well as understanding of the norms and lawful patterns of behavior.
FINAL CONSIDERATIONS
The study shows that the development of university students’ legal culture should be
treated as a systematic pedagogical task rather than as an auxiliary element of general education.
Its contribution lies in defining levels, criteria, and indicators of legal culture,
diagnosing differences between two student groups, and proposing a program that combines
legal knowledge with interactive educational activities.
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The main limitation is the restricted empirical scope: the sample included students from
two programs, and the results were processed descriptively. Therefore, the findings should be
interpreted as a basis for further pedagogical testing rather than as a final generalization.
Future research should experimentally verify the proposed technology, compare its
effectiveness across different specialties and institutions, and examine how students legal
culture changes after repeated participation in debates, legal case analysis, flipped lectures, and
business games.
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CRediT Author Statement
Acknowledgements: The authors would like to express their sincere gratitude to the Editor
and the editorial team of Revista on line de Política e Gestão Educacional for their careful
consideration of the manuscript, valuable comments, and professional support during the
editorial process. The authors also thank the students who participated in the empirical
study.
Funding: This research received no external funding.
Conflicts of interest: The authors declare no conflicts of interest.
Ethical approval: The study was conducted in accordance with ethical principles for
educational research. Participation in the questionnaires, surveys, and testing was voluntary.
The data were processed anonymously and presented only in aggregated form. Since the
study was carried out within the framework of regular educational and pedagogical research
and did not involve medical, psychological, or invasive intervention, formal approval by an
ethics committee was not required.
Data and material availability: The data and materials used in this study are available
from the authors upon reasonable request.
Authors contributions: S. Sh. contributed to the research concept, study design,
theoretical framework, and final revision of the manuscript. E. S. contributed to the
literature review, conceptual analysis of legal culture, and preparation of the theoretical
section. S. Sa. contributed to the methodological design, development of diagnostic criteria,
and interpretation of empirical results. A. R. contributed to the legal analysis, formulation
of the program for developing students’ legal culture, and critical revision of the manuscript.
M. Sh. contributed to the organization of the empirical study, processing questionnaire and
testing results, and preparation of the results section. A. D. contributed to the discussion of
legal education practices, development of practical recommendations, and manuscript
revision. S. Zh. contributed to manuscript formatting, language editing, and preparation of
the reference list.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação
Proofreading, formatting, normalization and translation
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DESARROLLO DE TECNOLOGÍAS PARA AUMENTAR LA EFICACIA DEL
APRENDIZAJE: FORMACIÓN DE LA CULTURA JURÍDICA DE LOS
ESTUDIANTES
DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS PARA AUMENTAR A EFICÁCIA DA
APRENDIZAGEM: A FORMAÇÃO DA CULTURA JURÍDICA DOS ESTUDANTES
DEVELOPING TECHNOLOGIES TO INCREASE THE EFFECTIVENESS OF
LEARNING: FORMING STUDENTS’ LEGAL CULTURE
Sherjon SHERJONOV
1
e-mail: sherjon[email protected]y
Elmira SALIMZYANOVA
2
e-mail: elmira.salim[email protected]emy
Saidafzal SAIDJALOLOV
3
e-mail: saidafzal.said[email protected]ademy
Aleksandr RIABCHENKO
4
e-mail: riabch[email protected]
Marina SHAROVA
5
e-mail: marin[email protected]
Alexey DASHIN
6
e-mail: alexey[email protected]y
Serikkhan ZHUZEYEV
7
e-mail: serikkh[email protected]emy
Cómo citar este artículo:
Sherjonov, S., Salimzyanova, E., Saidjalolov, S., Riabchenko, A.,
Sharova, M., Dashin, A., & Zhuzeyev, S. (2026). Desarrollo de
tecnologías para aumentar la eficacia del aprendizaje: formación de
la cultura jurídica de los estudiantes. Revista on line de Política e
Gestão Educacional, 30, e026049.
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.21242
1
Universidad Mamun, Jiva (Khiva) Uzbekistán. Departamento de Economía. Doctor en Economía, Profesor
Asociado.
2
Universidad Federal de Kazán (Región del Volga), Kazán Rusia. Doctora en Filología, Profesora Asociada.
Departamento General de Educación Física y Deportes.
3
Academia Islámica Internacional de Uzbekistán, Taskent Uzbekistán. Doctor, Profesor Asociado.
4
Universidad Agraria Estatal de Kubán, nombrada en honor de I.T. Trubilin, Krasnodar Rusia. Departamento
de Teoría e Historia del Estado y del Derecho. Doctor en Ciencias, Profesor.
5
Universidad Financiera adscrita al Gobierno de la Federación de Rusia, Moscú Rusia. Departamento de
Ciencias Humanas, Facultad de Ciencias Sociales y Comunicación de Masas. Doctora en Ciencias, Profesora
Asociada.
6
Universidad Estatal de Economía de Samara, Samara Rusia. Departamento de Apoyo Jurídico a la Actividad
Económica. Doctor en Derecho, Profesor.
7
Universidad Korkyt Ata Kyzylorda, Kyzylorda Kazajistán. Doctor, Profesor Titular del programa educativo
«Lengua y Literatura Kazaja y Periodismo».
Desarrollo de tecnologías para aumentar la eficacia del aprendizaje: formación de la cultura jurídica de los estudiantes
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026049, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21242 2
| Enviado el: 09/09/2025
| Revisiones requeridas el: 12/10/2025
| Aprobado el: 11/05/2026
| Publicado el: 19/06/2026
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Editor ejecutivo adjunto:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Sherjon Sherjonov, Elmira Salimzyanova, Saidafzal Saidjalolov, Aleksandr Riabchenko, Marina Sharova, Alexey Dashin, & Serikkhan
Zhuzeyev
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026049, 2026. e-ISSN: 1519-9029
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RESUMEN: El artículo fundamenta teórica y empíricamente el desarrollo de la cultura jurídica
de estudiantes universitarios como condición de responsabilidad cívica y preparación
profesional. El alcance empírico se limita a 124 estudiantes de segundo a cuarto año de Trabajo
Social y Enseñanza de Lenguas Extranjeras; por lo tanto, los hallazgos se interpretan como
institucionales y específicos de los programas, no como nacionalmente representativos. El
estudio combina revisión de literatura, análisis conceptual cualitativo, cuestionarios, encuestas
y pruebas, con resultados procesados de forma anónima y presentados de manera agregada. La
investigación identifica niveles, criterios e indicadores de la cultura jurídica estudiantil,
compara los dos grupos y propone un programa basado en debates, discusiones, clases
invertidas y juegos de simulación empresarial. Los resultados muestran que la educación
jurídica sistemática debe combinar conocimiento legislativo con ejercicios prácticos de toma
de decisiones legales, protección de derechos y responsabilidad cívica.
PALABRAS CLAVE: Cultura jurídica. Conciencia jurídica. Estudiantes universitarios.
Educación jurídica. Educación superior.
RESUMO: O artigo fundamenta teórica e empiricamente o desenvolvimento da cultura
jurídica de estudantes universitários como condição de responsabilidade cívica e preparação
profissional. O escopo empírico limita-se a 124 estudantes do segundo ao quarto ano dos
cursos de Serviço Social e Ensino de Línguas Estrangeiras; portanto, os achados são
interpretados como institucionais e específicos dos programas, não como nacionalmente
representativos. O estudo combina revisão de literatura, análise conceitual qualitativa,
questionários, levantamentos e testes, com resultados processados anonimamente e
apresentados de forma agregada. A pesquisa identifica níveis, critérios e indicadores da cultura
jurídica dos estudantes, compara os dois grupos e propõe um programa baseado em debates,
discussões, aulas invertidas e jogos empresariais. Os resultados indicam que a educação
jurídica sistemática deve combinar conhecimento legislativo com exercícios práticos de
decisão legal, defesa de direitos e responsabilidade cívica.
PALAVRAS-CHAVE: Cultura jurídica. Consciência jurídica. Estudantes universitários.
Educação jurídica. Ensino superior.
ABSTRACT: The article theoretically and empirically substantiates the development of
university students’ legal culture as a condition for civic responsibility and professional
readiness. The empirical scope is limited to 124 second- to fourth-year students majoring in
Social Work and Foreign Language Teaching; therefore, the findings are interpreted as
institutional and program-specific rather than nationally representative. The study combines a
literature review, qualitative conceptual analysis, questionnaires, surveys, and testing, with
results processed anonymously and presented in aggregate form. The research identifies levels,
criteria, and indicators of students’ legal culture, compares the two groups, and proposes a
program based on debates, discussions, flipped lectures, and business games. The findings show
that systematic legal education should combine knowledge of legislation with practical
exercises in lawful decision-making, rights protection, and civic responsibility.
KEYWORDS: Legal culture. Legal consciousness. University students. Legal education.
Higher education.
Desarrollo de tecnologías para aumentar la eficacia del aprendizaje: formación de la cultura jurídica de los estudiantes
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026049, 2026. e-ISSN: 1519-9029
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INTRODUCCIÓN
La cultura jurídica es un componente importante del desarrollo cívico, ya que refleja
cómo las personas comprenden las normas legales, evalúan el comportamiento lícito y aplican
el conocimiento jurídico en la vida social y profesional (Demchenko, 2023; Nesterov, 2017).
Para los estudiantes universitarios, este tema es especialmente relevante, puesto que las
instituciones de educación superior preparan a futuros especialistas que deben ser capaces de
actuar con responsabilidad dentro de los marcos legales y éticos (Dao et al., 2022; Méndez
Cabrita et al., 2022).
El problema que aborda este artículo no radica en la importancia general de la cultura
jurídica, sino en el desarrollo insuficientemente sistematizado del conocimiento jurídico, la
conciencia jurídica y el comportamiento lícito de los estudiantes en programas universitarios
no jurídicos (Akhmetshin et al., 2020; Smotrova et al., 2021; Sánchez, 2024). El alcance
empírico del estudio se limita a 124 estudiantes de segundo a cuarto año de Trabajo Social y
Enseñanza de Lenguas Extranjeras. Por lo tanto, los resultados se interpretan como evidencia a
nivel de programa e institución, y no como una evaluación representativa a nivel nacional.
Esta delimitación es importante porque los estudiantes de diferentes programas
profesionales se aproximan a las normas jurídicas de distintas maneras. Los estudiantes de
Trabajo Social interactúan más directamente con las disciplinas jurídicas y la protección de los
derechos, mientras que los futuros profesores de lenguas extranjeras pueden recibir una
formación jurídica menos sistemática, a pesar de la necesidad de comprender los derechos de
los estudiantes, los deberes profesionales y las normas institucionales (Aleksandrova, 2017;
Belletati et al., 2021; Albino et al., 2024).
El objetivo del estudio es fundamentar teórica y empíricamente la necesidad de
desarrollar la cultura jurídica de los estudiantes y diseñar una tecnología pedagógica que
permita mejorar el conocimiento jurídico, la conciencia jurídica y la preparación para la acción
lícita en la educación superior.
REVISIÓN DE LA LITERATURA
La literatura sobre cultura jurídica puede agruparse en varios enfoques analíticos. El
primero define la cultura jurídica a través del conocimiento y la comprensión del derecho,
haciendo hincapié en las normas jurídicas, las relaciones jurídicas, las instituciones, la
conciencia y el comportamiento jurídicos (Pindus, 2016; Siniukova, 2009; Vorontsov, 2013).
Sherjon Sherjonov, Elmira Salimzyanova, Saidafzal Saidjalolov, Aleksandr Riabchenko, Marina Sharova, Alexey Dashin, & Serikkhan
Zhuzeyev
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Este enfoque resulta útil porque demuestra que la cultura jurídica no se reduce a la
memorización de la legislación, sino que también implica un juicio jurídico basado en valores.
Un segundo enfoque amplía el concepto al vincular la cultura jurídica con la evaluación
política del derecho, la actividad orientada al desarrollo, los valores jurídicos y la participación
en el desarrollo cultural global (Biriukov, 2021; Kravchenko, 2015; Potapenko, 2016). Estos
autores trasladan el debate de la posesión individual de conocimientos jurídicos al papel de la
cultura jurídica en el desarrollo social más amplio.
Un tercer enfoque se centra en las dimensiones subjetivas y psicológicas de la cultura
jurídica. Desde esta perspectiva, la conciencia jurídica, la responsabilidad y el comportamiento
lícito y deliberado son fundamentales para el desarrollo del individuo como sujeto jurídico
(Dyzhova, 2019; Grigorian & Mikhailova, 2016; Muslumov, 2013; Osipov, 2012; Pavlov &
Stabrovskii, 2020; Rybakov, 2016).
En conjunto, estos enfoques demuestran que la cultura jurídica posee dimensiones
cognitivas, axiológicas y conductuales. La dimensión cognitiva se refiere al conocimiento del
derecho; la dimensión axiológica, a las actitudes hacia el derecho como valor; y la dimensión
conductual, a la capacidad de actuar de manera lícita en situaciones concretas de ámbito
educativo, profesional y social.
Por este motivo, el presente artículo interpreta la cultura jurídica de los estudiantes como
un constructo integral que incluye el conocimiento de las normas jurídicas, el respeto por los
valores jurídicos, la disposición a defender los derechos y cumplir las obligaciones, y la
capacidad de aplicar el conocimiento jurídico en contextos cotidianos y profesionales.
El elemento central de la cultura jurídica es la conciencia jurídica (Rybakov, 2016). La
conciencia jurídica implica un conjunto de puntos de vista, ideas, sentimientos, percepciones,
emociones y concepciones del derecho y su papel en la vida de la sociedad y el Estado, la idea
de los derechos humanos y la responsabilidad del individuo hacia los demás, el Estado y la
sociedad (Muslumov, 2013). La conciencia jurídica posee una estructura interna que comprende
la ideología jurídica, la psicología jurídica y, en ocasiones, el comportamiento jurídico,
concebido como una categoría diferenciada (Grigorian & Mikhailova, 2016). La conciencia
jurídica sirve como medio de regulación social del comportamiento jurídico, lo que significa
que ejerce una influencia reguladora. Por lo tanto, no solo apoya la comprensión del propósito
del comportamiento jurídico, sino que también constituye la fuente de dicha comprensión
(Pavlov & Stabrovskii, 2020). Es dentro de la conciencia jurídica donde se forman valores e
Desarrollo de tecnologías para aumentar la eficacia del aprendizaje: formación de la cultura jurídica de los estudiantes
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ideales jurídicos como la justicia, la igualdad, la libertad, el honor y la dignidad, influyendo en
el desarrollo de todo el sistema jurídico del Estado y la sociedad civil (Dyzhova, 2019).
Esta síntesis también identifica la brecha de investigación: muchos estudios explican
por qué la cultura jurídica es socialmente importante, pero pocos estudios operacionalizan su
desarrollo a través de niveles concretos, criterios, procedimientos de diagnóstico y actividades
educativas para estudiantes fuera de los programas de derecho.
Por lo tanto, el entorno universitario se considera un espacio mediador entre la cultura
jurídica de la sociedad y la cultura jurídica del futuro especialista. Proporciona no solo
instrucción formal, sino también normas, prácticas de comunicación, modelos a seguir y
situaciones institucionales a través de las cuales los estudiantes aprenden el comportamiento
jurídico (Anggraeni et al., 2023; Berestov, 2016; Khammatova et al., 2021; Abdullayev et al.,
2024a).
Sobre esta base, el estudio pasa de la discusión conceptual al diagnóstico empírico y al
diseño del programa.
MÉTODOS
El estudio utiliza un enfoque metodológico mixto que combina la revisión de la
literatura, el análisis conceptual cualitativo y el diagnóstico empírico de la cultura jurídica de
los estudiantes.
El componente cualitativo consistió en analizar fuentes científicas y pedagógicas con el
fin de identificar los fundamentos teóricos, las dimensiones estructurales y las condiciones
pedagógicas para el desarrollo de la cultura jurídica.
El componente empírico se centró en dos grupos de estudiantes cuyos programas
educativos ofrecen diferentes niveles de contacto con las disciplinas jurídicas: estudiantes de
Trabajo Social y estudiantes en formación para la Enseñanza de Lenguas Extranjeras.
La muestra incluyó a 124 estudiantes de segundo a cuarto año: 63 estudiantes de Trabajo
Social y 61 estudiantes de Enseñanza de Lenguas Extranjeras. Esta muestra define el alcance
institucional y programático de la investigación.
Los datos cuantitativos se obtuvieron mediante cuestionarios, encuestas y pruebas. Los
resultados se analizaron de forma descriptiva utilizando frecuencias absolutas y porcentajes
para comparar la distribución de los niveles alto, medio, suficiente y bajo de cultura jurídica
entre los dos grupos.
Sherjon Sherjonov, Elmira Salimzyanova, Saidafzal Saidjalolov, Aleksandr Riabchenko, Marina Sharova, Alexey Dashin, & Serikkhan
Zhuzeyev
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Se garantizaron los procedimientos éticos mediante la participación voluntaria, el
procesamiento anónimo de las respuestas y la presentación de los resultados únicamente de
forma agregada. No se utilizaron datos de identificación personal en el análisis.
El estudio empírico se llevó a cabo en tres etapas: definir los niveles, criterios e
indicadores de la cultura jurídica; diagnosticar el nivel de cultura jurídica de los estudiantes
mediante cuestionarios, encuestas y pruebas; y diseñar un programa para desarrollar la cultura
jurídica de los estudiantes.
Este diseño permite conectar el análisis conceptual con el desarrollo práctico del
programa, reconociendo al mismo tiempo que los resultados no pueden generalizarse más allá
de la muestra sin realizar pruebas adicionales.
RESULTADOS
Nuestro análisis de fuentes científicas y pedagógicas sugiere que los factores clave que
afectan el nivel de cultura jurídica de los estudiantes incluyen:
Falta de disciplinas jurídicas o nivel insuficiente de conocimiento de estas disciplinas
en las instituciones de educación secundaria general;
Falta de un apoyo metodológico adecuado y de literatura y libros de texto
jurisprudenciales actualizados;
Falta de trabajo de formación jurídica por parte del personal pedagógico y de
investigación (por ejemplo, como parte de una hora educativa o de tutoría);
Falta de medios visuales para promover el conocimiento jurídico, especialmente en un
tema tan importante como la protección jurídica.
Esto permite concluir que los componentes del conocimiento jurídico deben
incorporarse específicamente a los planes de estudio de las instituciones de educación superior,
permitiendo a los especialistas en diversos campos aplicar este conocimiento en su futura
práctica profesional, por ejemplo, al ejercer su derecho al trabajo, interactuar con autoridades
públicas e instituciones de diversa naturaleza (pública y privada) y en otras situaciones de la
vida (Temerbayeva et al., 2023).
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En la primera etapa, especificamos los niveles, criterios e indicadores para caracterizar
el desarrollo de la cultura jurídica de los estudiantes (Tabla 1).
Tabla 1.
Niveles, criterios e indicadores del desarrollo de la cultura jurídica de los estudiantes
Indicador
Nivel
Competencia en la legislación rusa, capacidad para utilizar las TIC
para encontrar los actos legislativos necesarios y una conciencia
jurídica, un pensamiento jurídico y una cultura jurídica bien
desarrollados.
Alto
Conocimiento de la legislación, los derechos y deberes básicos de
los ciudadanos y sus garantías legales.
Medio
Un conocimiento general del derecho y la legislación, sin
comprensión de la naturaleza social de las diferentes relaciones y
la regulación jurídica.
Suficiente
Capacidad para analizar problemas legales y para formular y
justificar posiciones legales con respecto a la diferenciación de
delitos penales de otros delitos.
Alto
Conocimiento satisfactorio de las normas de la legislación penal,
pero sin dominio de las vías posibles de defensa de derechos e
intereses ante una eventual responsabilidad penal.
Medio
Conocimiento superficial del derecho penal sin comprensión del
mecanismo legal para la atribución de responsabilidad penal a una
persona.
Suficiente
Capacidad para defender los propios derechos como participante
en el proceso educativo, citando artículos específicos de la
legislación especializada en educación superior.
Alto
Conocimiento de todos los derechos y garantías estipulados por la
legislación especializada en educación superior, pero sin una
visión clara de su aplicación práctica.
Medio
Falta de habilidades para buscar información sobre los derechos y
obligaciones de los estudiantes, lo que requiere ayuda externa para
su aplicación práctica.
Suficiente
Capacidad para aplicar el conocimiento de cómo se realizan los
derechos de los ciudadanos en diversas ramas del derecho,
comprensión del mecanismo mediante el cual se hacen cumplir las
garantías específicas, conocimiento de las disposiciones de las
normas internacionales de derechos humanos y del Convenio para
la Protección de los Derechos Humanos y de las Libertades
Fundamentales.
Alto
Conocimiento relativo de cómo se hacen efectivos los derechos de
los ciudadanos en determinadas ramas del derecho (civil, familiar,
etc.).
Medio
Incapacidad para ejercer de forma independiente los derechos
propios como ciudadano.
Suficiente
Capacidad para responder preguntas de forma independiente, clara
y lógica, afrontar situaciones problemáticas y tomar decisiones
responsables.
Alto
Capacidad para correlacionar las preguntas planteadas con las
ramas correspondientes del derecho y formular respuestas a las
preguntas planteadas de forma relativamente independiente.
Medio
Incapacidad para formular respuestas lógicas en las disciplinas del
ciclo histórico-jurídico debido a la falta de una actitud establecida
hacia el derecho y la práctica de su aplicación.
Suficiente
Fuertes cualidades morales y jurídicas, capacidad para encontrar
consenso ante los problemas que surgen en el proceso educativo.
Alto
Sherjon Sherjonov, Elmira Salimzyanova, Saidafzal Saidjalolov, Aleksandr Riabchenko, Marina Sharova, Alexey Dashin, & Serikkhan
Zhuzeyev
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El conocimiento de los derechos propios como participante en el
proceso educativo es suficiente, pero la postura jurídica activa para
encontrar soluciones de consenso es débil.
Medio
El estudiante no puede encontrar soluciones de consenso ante los
problemas complejos que puedan surgir en el proceso educativo
debido a su falta de actividad jurídica.
Suficiente
Nota. Los autores.
El análisis de las respuestas de los estudiantes en la segunda etapa mostró que entre los
futuros trabajadores sociales, es decir, las personas motivadas a estudiar disciplinas jurídicas,
el nivel predominante de cultura jurídica era medio, observado en el 44% de los estudiantes (28
personas); se encontró un nivel suficiente en el 38% (24 personas); y un nivel alto fue
demostrado por solo el 18% (11 personas).
En cuanto a los estudiantes que se están formando para ser profesores de lenguas
extranjeras, el 5% (tres personas) demostró un alto nivel de cultura jurídica, el 53% (32
personas) un nivel medio y el 42% (26 personas) un nivel bajo.
Los resultados empíricos muestran que el programa para desarrollar la cultura jurídica
de los estudiantes debe centrarse primero en la motivación para dominar las normas y
reglamentos legales, y luego en la asimilación práctica del conocimiento jurídico a través de
tareas que requieren que los estudiantes apliquen derechos, obligaciones y comportamiento
legal a situaciones educativas y cotidianas reales (Abdullayev et al., 2024b; Contreras Vivanco
et al., 2023; Sapfirova et al., 2022).
Convencidos de que una institución de educación superior posee los medios necesarios
para asegurar la formación de la cultura jurídica de los estudiantes, desarrollamos un programa
para el desarrollo de la cultura jurídica en los estudiantes (Tabla 2), que incorpora formas
interactivas de trabajo en las clases teóricas y prácticas:
Debates (oportunidad para aprender a formular y expresar los propios pensamientos,
escuchar a los demás y reflexionar sobre las propias habilidades y capacidades [
Sydorenko et al., 2023]);
Conversaciones (capacidad para negociar, escuchar y comprender a la otra persona,
establecer límites personales, controlar el tiempo, etc.);
“Micrófonos abiertos” (capacidad para actuar como coorganizador, seguir claramente
las reglas de procedimiento, prestar atención a todas las partes interesadas, etc.);
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Debates en mesa redonda (observancia de la etiqueta empresarial, capacidad para
identificar temas de actualidad para el debate, capacidad para presentar los resultados
del propio trabajo de investigación);
Club de debate (desarrollo de habilidades comunicativas, observancia de las normas
éticas de los miembros del club);
Clases invertidas (intercambio de roles durante una sesión de capacitación, capacidad
para asumir la responsabilidad personal, demostración de habilidades de liderazgo);
Juegos de simulación empresarial (habilidades prácticas para resolver problemas
complejos mediante la replicación directa de situaciones, desarrollo de un interés
duradero en el tema de estudio, etc. [Gorbunova & Yakimchuk, 2024]).
Tabla 2.
Programa para el desarrollo de la cultura jurídica de los estudiantes
Estrategia de
formación
Contenido
Resultado previsto
Debate
Se pide a los estudiantes que elaboren una
definición del concepto de “derecho”,
identifiquen los principales derechos
constitucionales de los ciudadanos, demuestren la
importancia de respetar y proteger los derechos
humanos y clasifiquen los principales derechos
constitucionales en grupos (personales, políticos,
socioeconómicos y culturales).
Una comprensión consolidada de las
normas legislativas consagradas a nivel
constitucional como una garantía
imperativa.
Conversación
Se celebra un evento sobre el tema “Vías de
realización de los derechos humanos en la
sociedad de la información moderna”, centrado
en el fortalecimiento de los conocimientos, las
habilidades y las capacidades pertinentes.
Los estudiantes adquieren
conocimientos sobre las oportunidades
para ejercer su derecho de acceso a la
información, incluida la información
pública, sobre las leyes pertinentes en
virtud de las cuales se ejercen estos
derechos y aprenden sobre el
mecanismo para apelar contra la
violación del derecho de acceso a la
información.
Micrófonos
abiertos
Resumen de los conocimientos de los estudiantes
en educación superior. Se invita a los estudiantes
a citar un derecho específico consagrado en la
Ley Federal “Sobre la Educación en la
Federación Rusa”, y se solicita a un oponente que
explique cómo se materializa dicho derecho.
Los estudiantes adquieren una
comprensión más amplia del alcance de
sus derechos como participantes en el
proceso educativo y de las acciones
específicas que deben emprender para
ejercer dichos derechos.
Mesa redonda
Se pide a los estudiantes que preparen preguntas
para un debate sobre el tema “Cuestiones de
actualidad en el derecho penal”, identificando de
forma independiente los delitos y la
responsabilidad penal relacionados con ellos que
les interesen personalmente.
Los estudiantes amplían sus
conocimientos sobre delitos penales,
determinan los límites de
responsabilidad por un delito en
particular y aprenden la diferencia entre
delitos penales y otros tipos de
infracciones.
Encuesta de
diagnóstico
inicial
Como parte del módulo de derecho de familia, se
ofrece a los estudiantes una serie de preguntas
lógicamente relacionadas, ordenadas de la más
La encuesta facilita la sistematización
del conocimiento de los estudiantes,
promueve su actividad y los anima a
dar respuestas, expresar su opinión y
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sencilla a la más compleja, para determinar su
comprensión del derecho de familia.
complementar o corregir las respuestas
de otros participantes, enriqueciendo
así su perspectiva académica.
Club de debate
Reunión en línea para debatir el tema “Los retos
que supone la restricción de los derechos
humanos en situaciones de crisis”.
Los estudiantes desarrollan las
competencias jurídicas necesarias para
comprender la protección de los
derechos humanos y para su posterior
adaptación al mundo moderno.
Clase invertida
Se pide a los estudiantes que revisen la
presentación sobre el tema “Regulación jurídica
de las relaciones laborales del personal
investigador, docente e investigador-docente”;
durante la clase, el profesor responde a las
preguntas sobre los aspectos que no estén claros
y plantea problemas para que los estudiantes los
resuelvan.
Los estudiantes tienen la oportunidad
de centrarse en ciertas características
del tema en estudio y resolver las tareas
propuestas para asimilar el material
mediante la práctica.
Seminario
Se pide a los estudiantes que preparen
información sobre las preguntas sugeridas a partir
de los temas del curso asignados para el
autoaprendizaje.
Los estudiantes desarrollan la
capacidad y las habilidades de
aprendizaje independiente,
autoaprendizaje, trabajo con diferentes
fuentes de derecho y análisis de
cuestiones y hechos problemáticos.
Juegos de
simulación
empresarial
A los estudiantes se les presenta una situación
extraída de un caso real. Los participantes del
juego deben organizar su tiempo de forma
racional para analizar la situación y proceder a los
debates: discutirla, presentar pruebas y
contraargumentos, formular preguntas entre los
equipos y ofrecer una valoración jurídica de la
misma.
Los estudiantes pueden compartir sus
conocimientos, experiencias y
perspectivas, aprendiendo del profesor
y de sus compañeros. Aprenden a
comunicar activamente sus opiniones y
reflexiones, aplicando las normas
jurídicas.
Nota. Los autores.
DISCUSIÓN
Los resultados confirman que la cultura jurídica de los estudiantes es una formación
multidimensional que abarca el conocimiento jurídico, las actitudes hacia el derecho como
valor, la responsabilidad y la disposición para un comportamiento lícito. Esta interpretación
vincula los hallazgos empíricos con la literatura, que considera la cultura jurídica tanto un
elemento del desarrollo personal como una condición del orden social.
La diferencia entre ambos grupos es pedagógicamente significativa. Los estudiantes de
trabajo social, cuyo programa está más vinculado a las disciplinas jurídicas y la protección de
los derechos, demostraron mayores niveles de cultura jurídica. Los futuros profesores de
lenguas extranjeras mostraron una mayor proporción de resultados bajos, lo que indica la
necesidad de incluir la formación jurídica incluso en carreras de áreas no jurídicas.
Estos hallazgos respaldan la idea de que la cultura jurídica se forma no solo a través de
la familia, la escuela y la socialización informal, sino también a través del entorno institucional
de la universidad, el plan de estudios, las normas de comunicación y la participación en
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actividades sociojurídicas (Chelysheva & Sapozhnikova, 2024; Iglesias Quintana et al., 2021;
Maryano & Anggraeni, 2023).
En consecuencia, el desarrollo de la cultura jurídica debe combinar tres componentes:
un componente informativo, que proporciona a los estudiantes conocimientos sobre las normas
jurídicas y los reglamentos universitarios; un componente evaluativo, que fomenta el respeto
por la ley como valor; y un componente organizativo, que involucra a los estudiantes en debates,
discusiones, clases invertidas, juegos de simulación empresarial y otras actividades interactivas
(Ashirova et al., 2022; Belentsov et al., 2024).
El programa propuesto pone en práctica estos componentes al conectar el conocimiento
jurídico con la comunicación, la argumentación, la protección de los derechos, la resolución de
conflictos y la toma de decisiones profesionales.
Al mismo tiempo, los resultados deben interpretarse con cautela, ya que el estudio se
basa en una muestra institucional limitada y en estadísticas descriptivas. Se necesitan más
pruebas para determinar si la tecnología propuesta genera una mejora estable a lo largo del
tiempo y en diferentes contextos universitarios.
Por lo tanto, las recomendaciones que figuran a continuación funcionan como
directrices prácticas para su implementación, más que como prescripciones universales.
Los resultados nos permiten proponer recomendaciones que, a nuestro juicio,
contribuirán a la mejora de la cultura jurídica.
1) Seguimiento periódico del nivel de conocimientos jurídicos de los estudiantes para
garantizar una respuesta oportuna a los cambios en la legislación vigente.
El seguimiento de la cultura jurídica de los estudiantes puede realizarse en varios
niveles: general, sectorial y de aplicación de la ley. El seguimiento general evalúa el dominio
de las normas jurídicas generales (constitucionales, civiles, laborales, penales, familiares,
administrativas, etc.) (Eflova et al., 2024), el seguimiento sectorial se centra en el conocimiento
de la legislación especializada en el ámbito profesional del estudiante, y el seguimiento de la
observancia jurídica se ocupa del conocimiento de cómo se utilizan en la práctica las leyes y la
legislación vigentes (Aji et al., 2022).
Cada tipo de seguimiento puede estimar el nivel de competencia en diferentes ramas del
derecho, la capacidad de aplicar esta legislación y el conocimiento de las instituciones
sectoriales especializadas (Polyakova et al., 2018).
2. Realizar labores de información para explicar y divulgar la ley e informar a los
estudiantes sobre los cambios clave en la legislación.
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La labor informativa que implica la explicación y divulgación del derecho puede
llevarse a cabo mediante la influencia directa en la conciencia y el comportamiento de los
estudiantes o mediante medidas destinadas a difundir información sobre derecho, legislación y
diversos acontecimientos de relevancia jurídica. Estas medidas pueden influir en la formación
de una postura jurídica activa entre los futuros especialistas. Algunos ejemplos incluyen mesas
redondas, reuniones departamentales y otros eventos académicos centrados en la difusión del
conocimiento sobre las diferentes ramas del derecho.
Mediante actividades informativas y de sensibilización dirigidas a los estudiantes
durante las horas de tutoría, su participación en seminarios científicos y metodológicos del
departamento y la organización de actividades específicas (seminarios, talleres), se garantiza
que los estudiantes asimilen los conocimientos teóricos y aprendan a ejercer sus derechos en la
práctica. Además, estas medidas asegurarán que los estudiantes estén al tanto de las últimas
modificaciones en la legislación vigente.
3. Incorporación de módulos específicos en el diseño curricular para fortalecer la
cultura jurídica de los estudiantes.
La introducción de módulos independientes destinados a elevar el nivel de cultura
jurídica de los estudiantes en el proceso educativo permitirá establecer objetivos específicos
para mejorar sus conocimientos jurídicos y, posteriormente, supervisar y evaluar los resultados
de la formación.
La formación jurídica es un constructo complejo e indispensable en la configuración de
la conciencia jurídica personal, que permite el proceso de aceptación, asimilación e
implementación del conocimiento jurídico por parte de los futuros especialistas, la comprensión
de su valor en las relaciones jurídicas públicas, así como la comprensión de las normas y los
patrones de conducta lícita.
CONSIDERACIONES FINALES
El estudio demuestra que el desarrollo de la cultura jurídica de los estudiantes
universitarios debe tratarse como una tarea pedagógica sistemática, en lugar de como un
elemento auxiliar de la formación general.
Su contribución radica en definir niveles, criterios e indicadores de la cultura jurídica,
diagnosticar diferencias entre dos grupos de estudiantes y proponer un programa que combine
el conocimiento jurídico con actividades educativas interactivas.
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La principal limitación reside en el alcance empírico restringido: la muestra incluyó
estudiantes de dos programas y los resultados se analizaron de forma descriptiva. Por lo tanto,
los hallazgos deben interpretarse como una base para futuras pruebas pedagógicas, más que
como una generalización definitiva.
Las investigaciones futuras deberían verificar experimentalmente la tecnología
propuesta, comparar su eficacia en diferentes especialidades e instituciones, y examinar cómo
cambia la cultura jurídica de los estudiantes tras su participación repetida en debates, análisis
de casos jurídicos, clases invertidas y juegos de simulación empresarial.
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CRediT Author Statement
Agradecimientos: Los autores desean expresar su sincera gratitud al editor y al equipo
editorial de la Revista on line de Política e Gestão Educacional por la cuidadosa revisión
del manuscrito, sus valiosos comentarios y el apoyo profesional brindado durante el proceso
editorial. Asimismo, agradecen a los estudiantes que participaron en el estudio empírico.
Financiación: Esta investigación no recibió financiación externa.
Conflictos de interés: Los autores declaran no tener conflictos de interés.
Aprobación ética: El estudio se realizó de acuerdo con los principios éticos de la
investigación educativa. La participación en los cuestionarios, encuestas y pruebas fue
voluntaria. Los datos se procesaron de forma anónima y se presentaron únicamente de forma
agregada. Dado que el estudio se llevó a cabo en el marco de la investigación educativa y
pedagógica habitual y no impliintervenciones médicas, psicológicas ni invasivas, no se
requirió la aprobación formal de un comité de ética.
Disponibilidad de datos y materiales: Los datos y materiales utilizados en este estudio
están disponibles a solicitud razonable de los autores.
Contribuciones de los autores: S. Sh. contribuyó al concepto de investigación, el diseño
del estudio, el marco teórico y la revisión final del manuscrito. E. S. contribuyó a la revisión
de la literatura, el análisis conceptual de la cultura jurídica y la preparación de la sección
teórica. S. Sa. contribuyó al diseño metodológico, el desarrollo de criterios de diagnóstico
y la interpretación de los resultados empíricos. A. R. contribuyó al análisis jurídico, la
formulación del programa para el desarrollo de la cultura jurídica de los estudiantes y la
revisión crítica del manuscrito. M. Sh. contribuyó a la organización del estudio empírico, el
procesamiento de los cuestionarios y los resultados de las pruebas, y la preparación de la
sección de resultados. A. D. contribuyó a la discusión de las prácticas de educación jurídica,
el desarrollo de recomendaciones prácticas y la revisión del manuscrito. S. Zh. contribuyó
al formato del manuscrito, la edición lingüística y la preparación de la lista de referencias.
Procesamiento y edición: Editora Ibero-Americana de Educação
Corrección de pruebas, formato, normalización y traducción