RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 1
APAGÃO DE PROFESSORES NA AMÉRICA LATINA: FATORES SOCIOLÓGICOS
DA REJEIÇÃO
ESCASEZ DE DOCENTES EN AMÉRICA LATINA: FACTORES SOCIOLÓGICOS DEL
RECHAZO
TEACHER SHORTAGE IN LATIN AMERICA: SOCIOLOGICAL FACTORS OF
REJECTION
Stella de Mello SILVA
1
e-mail: stella.mello@acad.unasp.edu.br
Graça CALDAS
2
e-mail: gcald[email protected]
Como referenciar este artigo:
Silva, S. M., & Caldas, G. (2026). Apagão de professores na
América Latina: fatores sociológicos da rejeição. Revista on line de
Política e Gestão Educacional, 30, e026053.
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.21249
| Submetido em: 10/04/2026
| Revisões requeridas em: 24/04/2026
| Aprovado em: 15/05/2026
| Publicado em: 25/06/2026
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), Engenheiro Coelho São Paulo (SP) Brasil.
Professora universitária e pesquisadora do Programa de Pós-graduação Profissional em Educação
(PPGED/UNASP).
2
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas São Paulo (SP) Brasil. Professora universitária
e pesquisadora (Labjor/IEL).
Apagão de professores na América Latina: fatores sociológicos da rejeição
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 2
RESUMO: Este estudo analisa fatores da rejeição à carreira docente entre jovens do ensino
médio da Rede Adventista na América Latina. Utilizou-se pesquisa mista com survey aplicado
a 987 estudantes de oito países, fundamentada na teoria da modernidade líquida de Bauman, e
revela preferência por bacharelados (67,3%) sobre licenciaturas (6,7%). O principal fator de
escolha foi realização pessoal e interesse pela área (53,3%), seguido por salário e estabilidade
financeira (28,1%). Quanto à influência externa, 56,4% decidem autonomamente, enquanto
21,2% citam os pais. Conclui-se que a incompatibilidade entre aspirações contemporâneas e a
carreira docente tradicional é determinante na crise de atratividade, exigindo políticas de
ressignificação da profissão.
PALAVRAS-CHAVE: Carreira do magistério. Mudança social e educação. Escolha
profissional. Rede Adventista de Ensino.
RESUMEN: Este estudio analiza los factores que contribuyen al rechazo de la carrera docente
entre estudiantes de secundaria de la Red Adventista en América Latina. Se utilizó una encuesta
de métodos mixtos con 987 estudiantes de ocho países, basada en la teoría de la modernidad
líquida de Bauman, la cual reveló una preferencia por las carreras de grado (67,3%) sobre los
profesorados (6,7%). El principal factor que influyó en la elección fue la realización personal
y el interés por la profesión (53,3%), seguido del salario y la estabilidad financiera (28,1%).
En cuanto a la influencia externa, el 56,4% decide de forma autónoma, mientras que el 21,2%
cita a sus padres. La conclusión es que la incompatibilidad entre las aspiraciones
contemporáneas y la carrera docente tradicional es un factor determinante en la crisis de
atractivo de la profesión, lo que exige políticas para redefinirla.
PALABRAS CLAVE: Carrera docente. Cambio social y educación. Elección de carrera. Red
de Educación Adventista.
ABSTRACT: This study analyzes factors contributing to the rejection of teaching careers
among high school students in the Adventist Network in Latin America. A mixed-methods survey
of 987 students from eight countries, grounded in Bauman's theory of liquid modernity, was
used, revealing a preference for bachelor's degrees (67.3%) over teaching degrees (6.7%). The
main factor influencing the choice was personal fulfillment and interest in the field (53.3%),
followed by salary and financial stability (28.1%). Regarding external influence, 56.4% decide
autonomously, while 21.2% cite their parents. The conclusion is that the incompatibility
between contemporary aspirations and the traditional teaching career is a determining factor
in the crisis of attractiveness, requiring policies to redefine the profession.
KEYWORDS: Teaching career. Social change and education. Career choice. Adventist
Education Network.
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 3
INTRODUÇÃO
A literatura consolidada atrela a atratividade da carreira docente a melhorias salariais e
condições de trabalho (Gatti & Barreto, 2009; Masson, 2017). Contudo, essa abordagem
predominantemente econômica negligencia dimensões sociológicas, culturais e identitárias
essenciais nas escolhas profissionais contemporâneas. Ao focar no status socioeconômico, as
pesquisas raramente exploram intersecções com a identidade e a percepção de futuro, uma
lacuna crítica diante das transformações da pós-modernidade, em especial a teoria da
modernidade líquida (Bauman, 2001).
Diante disso, a pesquisa questiona: de que forma o perfil do sujeito na sociedade quida
(Bauman, 2001) justifica a não atratividade da docência entre jovens latino-americanos do
ensino médio? O objetivo central é analisar as intersecções entre os fatores socioeconômicos e
socioculturais que determinam essa rejeição, articulando dados empíricos à teoria de Zygmunt
Bauman (2001). Para tanto, o estudo parte de quatro hipóteses: H1 Hierarquização Simbólica:
a rejeição fundamenta-se menos em questões salariais e mais na percepção da docência como
incompatível com as aspirações contemporâneas de fluidez e adaptabilidade. H2 Mediação
Identitária: a influência de fatores socioeconômicos na atratividade da carreira é mediada por
variáveis identitárias inerentes ao projeto de vida na modernidade líquida. H3 Paradoxo
Valorativo: os jovens reconhecem cognitivamente a importância social da profissão, mas a
rejeitam afetivamente por dissonância com suas aspirações identitárias. H4 Erosão da
Autoridade: a perda de autoridade pedagógica na modernidade líquida reduz a capacidade dos
docentes de influenciar vocacionalmente os estudantes, inibindo a reprodução da carreira.
Tal problema de pesquisa e suas hipóteses foram associados à escassez docente na
América Latina, a qual decorre de fatores econômicos, políticos e institucionais (Almeida et al.,
2019). A baixa remuneração e as condições laborais precárias dificultam a retenção de
profissionais, enquanto o pluriemprego sobrecarrega os professores e prejudica o ensino.
Embora incentivos financeiros sejam úteis, as políticas públicas de recrutamento esbarram na
descontinuidade e na fragmentação estrutural. Além disso, mesmo sendo a formação contínua
essencial para a permanência na carreira (Almeida et al., 2019), o descompasso entre o preparo
pedagógico e a complexidade da realidade escolar tem gerado esgotamento e desvalorização
profissional.
A distribuição da força de trabalho é severamente afetada pela migração docente
(Palma-Vasquez et al., 2022). No contexto brasileiro, o deslocamento de professores de áreas
rurais para centros urbanos (Grinshtain, 2022) agrava as desigualdades regionais (Fusco et al.,
Apagão de professores na América Latina: fatores sociológicos da rejeição
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 4
2023). Esse movimento, caracterizado pela transferência para escolas com alunos de maior
capital sociocultural, aprofunda a carência em territórios vulneráveis (Alves et al., 2015).
Consequentemente, regiões socioeconomicamente desfavorecidas concentram a escassez e a
menor qualidade média do quadro docente (Ingersoll & Tran, 2023), alimentando um ciclo de
desvantagem educacional atrelado à desmotivação e à falta de perspectiva de desenvolvimento.
POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS NA AMÉRICA LATINA
A discussão das políticas públicas educacionais nesta seção parte de um pressuposto
analítico central: a atratividade docente não pode ser compreendida apenas como resposta linear
a salário, carreira formal ou desenho normativo, mas como resultado da interação entre
condições materiais, reconhecimento simbólico e possibilidades de identificação subjetiva com
a profissão. Nessa chave, a seleção das políticas aqui examinadas obedece a uma lógica
comparativa orientada por dois critérios. O primeiro é institucional, isto é, privilegia programas,
planos ou marcos regulatórios explicitamente voltados à docência, à formação de professores
ou à valorização profissional. O segundo é sociológico, pois busca observar em que medida tais
iniciativas estatais incidem apenas sobre a oferta material da carreira ou também enfrentam os
mecanismos de rejeição de carreira, entendida aqui como o desinteresse vocacional em seguir
a docência, e de percepção de desvalorização, entendida como a leitura psicossocial de baixo
prestígio, frágil reconhecimento e perda de legitimidade pública da profissão. A distinção entre
essas duas dimensões é decisiva, porque uma política pode melhorar parâmetros
administrativos sem, necessariamente, alterar o imaginário social que afasta os jovens do
magistério.
Antes da análise comparativa, convém explicitar o recorte empírico que sustenta esta
seção. O estudo baseia-se em uma amostra final de N = 987 estudantes concluintes do ensino
médio da rede adventista em oito países sul-americanos, obtida por survey on-line aplicado
entre 16 e 30 de setembro de 2025. A composição demográfica mostrou leve predominância
feminina (52,2%) e distribuição etária concentrada em 17 anos (65,1%) e 18 anos (20,5%).
Quanto à distribuição por país, a amostra reuniu participantes da Bolívia (28,7%), Equador
(18,4%), Brasil (18,3%), Chile (11,4%), Peru (8,9%), Paraguai (5,7%), Argentina (4,6%) e
Uruguai (4,1%). Esses dados são relevantes porque delimitam o alcance analítico das
comparações: a seção não pretende medir, em sentido estatístico nacional, a eficácia de cada
política pública, mas interpretar como distintos arranjos estatais dialogam com padrões de
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 5
atratividade docente observados em uma amostra juvenil multinacional do mesmo universo
institucional.
Do ponto de vista das fontes, a comparação adota uma triangulação deliberadamente
assimétrica. Para o Brasil, a leitura da ação estatal se ancora prioritariamente em documentos
do Ministério da Educação (Brasil, 2025) e em normativas federais diretamente relacionadas à
valorização e ao recrutamento docente (Ministério da Educação, 2025). Para os demais países,
a análise mobiliza, sempre que disponível, indicadores e sínteses comparáveis da Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), articulando-os a documentos
ministeriais nacionais para recuperar a especificidade da política analisada (OECD, 2024). Essa
opção aumenta a inteligibilidade comparativa, mas impõe limites que precisam ser
reconhecidos. Em primeiro lugar, os sistemas nacionais possuem arquiteturas institucionais
distintas, o que impede equivalência perfeita entre programas. Em segundo lugar, nem todos os
países dispõem do mesmo grau de cobertura em bases internacionais, razão pela qual a
triangulação entre OCDE e documentos nacionais deve ser lida como comparação
interpretativa, e não como medida estritamente homogênea de desempenho estatal. Em outras
palavras, a seção compara orientações de política e seus possíveis efeitos sociológicos sobre a
atratividade da carreira, sem pressupor plena comensurabilidade entre todas as bases utilizadas.
À luz desse enquadramento, o caso brasileiro é particularmente elucidativo. O programa
Mais Professores para o Brasil procura combinar incentivo material, indução institucional e
valorização pública da docência (Ministério da Educação, 2025), ao mesmo tempo em que a
normativa federal recente sinaliza esforço de coordenação estatal para enfrentar o déficit de
professores (Brasil, 2025). Ainda assim, o manuscrito registra 31,6% de rejeição de carreira
entre os respondentes brasileiros, isto é, um indicador de desinteresse vocacional que não pode
ser confundido com mera avaliação negativa do status social da profissão. Sociologicamente,
isso sugere que a ação estatal, embora relevante, continua operando mais no plano da oferta da
carreira do que no plano da sua desejabilidade subjetiva. Em contextos marcados por
individualização das trajetórias, busca de flexibilidade e centralidade da autorrealização,
políticas de recrutamento tendem a perder força quando não conseguem reconstituir a docência
como horizonte identitário plausível.
No Chile, por sua vez, a combinação entre o Plan Nacional Docente e a Lei 21.625
indica uma estratégia mais fortemente associada ao desenvolvimento profissional e à
valorização social do professor (Ministerio de Educación de Chile, 2024). Nesse caso, a
informação mais consistente mobilizada não é um indicador direto de rejeição de carreira entre
Apagão de professores na América Latina: fatores sociológicos da rejeição
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 6
os respondentes chilenos, mas um dado de contexto: apenas 17% dos docentes declaram sentir-
se valorizados, segundo a OCDE (OECD, 2024). Portanto, aqui o conceito pertinente é
percepção de desvalorização, e não rejeição de carreira em sentido estrito. O fato de o Chile
corresponder a 11,4% da amostra reforça a cautela interpretativa: a subamostra chilena permite
situar o país no desenho comparativo, mas não autoriza converter automaticamente composição
amostral em medida vocacional. Ainda assim, a baixa valorização percebida ilumina um ponto
sociologicamente relevante: quando a profissão é reconhecida como funcional ao sistema
educacional, mas continua simbolicamente fragilizada, a carreira tende a ser institucionalmente
estável e, ao mesmo tempo, culturalmente pouco sedutora para as novas gerações.
Na Argentina, o Plan Nacional de Evaluación Educativa 20232024 insere-se em um
cenário de maior tensão político-institucional e de recorrente oscilação das prioridades públicas
(Gobierno de Argentina, 2023). Nesse contexto, a descontinuidade da ação estatal não produz
apenas ineficiência administrativa; ela corrói a previsibilidade da carreira e enfraquece a
confiança juvenil em ocupações fortemente dependentes de coordenação pública. Por essa
razão, a categoria analítica mais adequada para o caso argentino é, novamente, a de percepção
de desvalorização, e não a de rejeição de carreira tomada de modo simplificado. Ainda que a
subamostra argentina seja reduzida (4,6%), o país é relevante como caso de análise porque
evidencia que a atratividade docente depende também da estabilidade simbólica das
instituições: quando o Estado não se apresenta como garantidor consistente da carreira, o
magistério passa a ser percebido como escolha de alto custo e baixa previsibilidade.
No Peru, a ênfase em incentivos salariais vinculados ao desempenho e em políticas de
avaliação docente (Ministerio de Educación del Perú, 2024) permite observar outro padrão de
intervenção estatal. O ponto sociologicamente mais importante, contudo, é que a melhora de
incentivos materiais o equivale, por si só, à reversão do desinteresse vocacional. Em
contextos nos quais o reconhecimento profissional permanece frágil e a carreira é percebida
como intensiva em cobrança e limitada em autonomia, a valorização econômica tende a
funcionar como condição necessária, mas não suficiente. Assim, quando o manuscrito associa
o caso peruano a rejeição de carreira, o argumento ganha consistência apenas se se admitir que
a recusa juvenil decorre de uma combinação entre incentivos insuficientes, baixa atratividade
simbólica e dificuldades de identificação com o trabalho docente. O fato de o Peru representar
8,9% da amostra indica que o país integra o quadro comparativo de forma relevante, ainda que
não permita inferências nacionais fechadas.
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 7
O Equador, por sua vez, aparece vinculado a políticas orientadas à Educação
Intercultural Bilíngue, com apoio e enquadramento de organismos multilaterais (UNESCO,
2024). Trata-se de uma agenda importante do ponto de vista da inclusão, da diversidade
linguística e do reconhecimento territorial; entretanto, ela não incide diretamente sobre os
mecanismos sociais que produzem rejeição de carreira entre jovens concluintes do ensino
médio. Por isso, no caso equatoriano, a principal contribuição analítica da política observada
está menos na atração de novos candidatos à docência e mais na demonstração de que políticas
educacionais setoriais podem ser robustas sem enfrentar, de modo frontal, o problema da
atratividade docente. Considerando que o Equador responde por 18,4% da amostra, o caso
sugere que inclusão curricular e valorização ocupacional, embora relacionadas, não são
dimensões equivalentes da política educacional.
A Bolívia, que concentra 28,7% dos participantes e constitui o maior contingente
nacional da amostra, ocupa posição estratégica na comparação. Justamente por seu peso
empírico, o país mostra como a ausência de iniciativas amplamente identificáveis de atração à
docência limita a capacidade de o Estado disputar, no plano simbólico, a preferência juvenil
por outras trajetórias profissionais. Nesse caso, mais do que registrar ausência programática, a
análise sociológica aponta para um vazio de mediação institucional: quando não política
pública suficientemente visível para reposicionar a docência como carreira de futuro, a decisão
ocupacional tende a ser capturada por referências externas ao campo educacional, como
mobilidade social, status comparado e promessas de flexibilidade profissional.
No Paraguai e no Uruguai, cujas subamostras correspondem, respectivamente, a 5,7% e
4,1%, o problema é semelhante, ainda que em escala empírica menor. Em ambos os casos, a
baixa presença de políticas recentes claramente orientadas à atratividade docente sugere que a
docência permanece submetida a uma espécie de inércia institucional: reconhece-se sua
importância sistêmica, mas não se produz intervenção pública suficientemente densa para
transformá-la em escolha desejável para os jovens. Consequentemente, a ausência de
dispositivos estatais de revalorização simbólica reforça um padrão identificado no restante
da região: a profissão conserva legitimidade normativa, mas perde competitividade cultural
diante de ocupações percebidas como mais prestigiadas, dinâmicas ou compatíveis com a
subjetividade contemporânea.
Tomados em conjunto, os oito casos mostram que a fragmentação das políticas públicas
latino-americanas não decorre apenas de diferentes capacidades administrativas, mas também
de distintas concepções sobre o próprio problema público. Em alguns países, o foco recai sobre
Apagão de professores na América Latina: fatores sociológicos da rejeição
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 8
remuneração, carreira e regulação; em outros, sobre avaliação, inclusão ou formação; em
poucos, porém, a política enfrenta explicitamente a dissociação entre o valor social abstrato da
docência e sua baixa atratividade concreta para os jovens. Assim, o principal achado
comparativo desta seção é que a crise regional não se reduz à escassez de incentivos, mas
envolve uma disputa pelo sentido social da profissão. Desse modo, a cooperação regional
adquire importância estratégica, seja por meio de iniciativas de circulação acadêmica e
formação no Mercosul, seja por seminários e agendas compartilhadas de valorização docente
(Capes, 2024). Em síntese, políticas eficazes de enfrentamento do apagão de professores
precisarão articular, de forma simultânea, melhoria material, estabilidade institucional e
reconstrução simbólica da docência como carreira socialmente legítima e biograficamente
desejável.
PANORAMA ATUAL: INDICADORES ESTRUTURAIS
Apesar do avanço com o Piso Salarial Profissional Nacional de R$ 4.867,77 (Brasil,
2025), a docência enfrenta severos desafios estruturais no país. A precarização e o desgaste
refletem-se nos 51,6% de contratações estaduais temporárias (Todos Pela Educação, 2024) e
no fato de que 79,4% dos professores consideraram abandonar a carreira (Agência Brasil,
2024). Consequentemente, o baixo reconhecimento social (OECD, 2019) restringe a
atratividade da profissão a apenas 18% dos jovens (Instituto Península, 2021).
A literatura consolidada explica essa desvalorização com base em fatores econômicos e
estruturais. Estudos como os de Lüdke e Boing (2004), Gatti e Barreto (2009) e Tartuce et al.
(2010) atrelam o desinteresse à baixa remuneração e às condições precárias, perspectiva
reforçada por Masson (2017) e Souto e Paiva (2016).
Embora fundamentais, essas contribuições apresentam uma limitação analítica ao
reduzir um fenômeno complexo ao determinismo econômico. Ao focar nessas variáveis, a
literatura negligencia as dimensões sociológicas, culturais e identitárias, que são igualmente ou
mais determinantes nas escolhas profissionais contemporâneas.
O VIÉS SOCIOLÓGICO INEXPLORADO: ALÉM DO DETERMINISMO
ECONÔMICO
A literatura recente aponta um viés analítico no qual a rejeição à carreira docente
transcende questões monetárias, ancorando-se em profundas transformações sociais. Dados
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 9
empíricos corroboram essa perspectiva: embora 50% dos jovens brasileirostenham cogitado
a docência, apenas 5% decidem segui-la (Instituto Península, 2021). Os principais motivos
incluem a percepção de uma profissão excessivamente desafiadora, a desvalorização social e o
desrespeito dos alunos. Configura-se, assim, um paradoxo: os jovens reconhecem o impacto
positivo da profissão na vida das pessoas (94%) e no país (93%), mas a rejeitam como projeto
de vida pessoal.
O relatório O Futuro da Docência (Conectando Saberes, 2023) reforça que a
desmotivação envolve a falta de prestígio, a precariedade laboral e a ausência de oportunidades
de crescimento. A demanda de 26,6% dos educadores por espaços de escuta e desenvolvimento
evidencia que a crise de atratividade está atrelada a questões identitárias, contrastando com as
limitadas possibilidades de autorrealização percebidas na carreira.
No campo teórico, Nóvoa (2017) e Tardif (2014) associam essa crise às mudanças
identitárias da pós-modernidade, caracterizadas pela busca juvenil por flexibilidade e
autonomia, incompatíveis com modelos tradicionais de carreira. Ademais, Dubet (2002) e
Charlot (2013) indicam que a rejeição reflete transformações culturais mais amplas na
valoração do conhecimento e da autoridade pedagógica.
No Brasil, Gonçalves (2024) e Martins e Kohan (2025) analisam essas dimensões sob a
ótica da modernidade líquida de Zygmunt Bauman (2001). Contudo, essas investigações
permanecem predominantemente teóricas, carecendo ainda de validação empírica sistemática.
DELINEAMENTO METODOLÓGICO
Esta pesquisa adota um delineamento misto exploratório para investigar os fatores
sociológicos da rejeição à carreira docente entre jovens latino-americanos concluintes do ensino
médio. O design justifica-se pela complexidade do fenômeno, exigindo compreender de forma
integrada a magnitude estatística da rejeição e os significados que orientam as escolhas
profissionais no contexto da modernidade líquida (Bauman, 2001).
A partir de um pré-teste (Silva & Caldas, 2026), a dimensão qualitativa analisa respostas
abertas para capturar nuances discursivas e representações sociais que escapam à quantificação,
mas são essenciais à compreensão do fenômeno (Creswell & Creswell, 2018). Em
complemento, a etapa quantitativa, operacionalizada via survey, mensura atitudes, associações
entre variáveis e tendências comparativas nos oito países participantes. A integração
metodológica ocorre na construção do instrumento que articula questões fechadas e abertas
Apagão de professores na América Latina: fatores sociológicos da rejeição
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 10
e na análise, em que os dados quantitativos traçam o panorama estrutural da rejeição,
enquanto os qualitativos revelam seus mecanismos causais e processos de significação.
POPULAÇÃO E AMOSTRA
A escolha da rede escolar adventista em oito países latino-americanos fundamenta-se
em critérios operacionais, metodológicos e teóricos, superando a mera conveniência.
Operacionalmente, o vínculo de uma das autoras ao Centro Universitário Adventista de São
Paulo (UNASP) viabilizou a coleta de dados padronizada e simultânea em contextos
geográficos diversos, contornando as barreiras logísticas de um estudo multicêntrico.
Metodologicamente, a padronização curricular e administrativa da rede atua como
controle de variáveis confundidoras. Ao minimizar a heterogeneidade institucional, o desenho
permite que as dinâmicas da modernidade líquida emerjam como variáveis explicativas,
configurando um estudo de caso crítico (Flyvbjerg, 2006) voltado à generalização analítica
(Yin, 2018). Teoricamente, as escolas adventistas promovem valores da modernidade sólida
(Bauman, 2001), como vocação e compromisso de longo prazo. Isso estabelece um caso mais
provável (Eckstein, 1975): a alta rejeição à docência (apenas 6,7% de interesse) mesmo em
um ambiente institucionalmente favorável ao magistério fortalece a potência explicativa da
teoria da modernidade líquida.
Apesar dessa homogeneidade institucional, a rede atende a um alunado
socioeconomicamente diverso (Knight, 2015). Essa combinação isola a variável analítica sem
comprometer a validade externa. Reconhece-se, contudo, que a amostragem não probabilística
limita a generalização estatística, demandando que estudos futuros incorporem amostras
probabilísticas em contextos laicos e públicos.
A presente investigação amplia um estudo protótipo brasileiro (Silva & Caldas, 2026),
realizado em 2024, que identificou a individualização e a falta de reconhecimento como fatores
críticos para o apagão das licenciaturas. A partir desses achados, a pesquisa foi expandida
para oito países sul-americanos, focando em concluintes do ensino médio por estarem em um
momento decisivo de consolidação de escolhas profissionais (Bohoslavsky, 1977; Levenfus &
Soares, 2010). Adotou-se a amostragem por conveniência, estratégia adequada a estudos
exploratórios (Creswell & Creswell, 2018; Flick, 2018). Os critérios de inclusão abrangeram:
(1) matrícula no 3º ano do ensino médio na rede adventista em 2025; (2) faixa etária compatível
(16 a 18 anos); (3) participação voluntária e anônima, dispensando Termo de Consentimento
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 11
Livre e Esclarecido (TCLE) formal, conforme a Resolução 674/2022 (Brasil, 2022); e (4)
acesso à internet. Para preservar a heterogeneidade da amostra, não foram aplicados critérios
de exclusão sociodemográficos ou acadêmicos.
INSTRUMENTOS E ETAPAS DE COLETA DE DADOS
O instrumento de coleta de dados foi desenvolvido especificamente para esta pesquisa,
fundamentado na literatura sobre atratividade docente, escolha profissional e modernidade
líquida (Bauman, 2001, 2007; Gatti et al., 2019a, 2019b; Tartuce et al., 2010), além do
referencial teórico das hipóteses (H1 a H4). A construção do questionário englobou a
operacionalização das hipóteses em variáveis mensuráveis, a revisão de instrumentos validados
prévios (e.g., Tartuce et al., 2010; Louzano et al., 2010), e um pré-teste com 71 estudantes para
adequações de clareza.
Intitulado Escolhas Profissionais e Percepções sobre a Carreira Docente, o
questionário final contém 47 itens divididos em seis seções: (1) Dados Sociodemográficos, para
controle estatístico; (2) Escolhas Profissionais, focadas na preferência por cursos e fatores de
decisão, operacionalizando H1 e H3; (3) Influências e Expectativas, que mensuram o peso de
agentes externos e perspectivas futuras (H2 e H4); (4) Percepções sobre a Carreira Docente,
central para H1 e H3, utilizando escala Likert; (5) Tecnologia e Educação, avaliando o impacto
digital na docência (H4); e (6) Cenários Hipotéticos, para testar a sensibilidade das escolhas a
mudanças estruturais (H2 e H3).
Originalmente em português, o instrumento foi traduzido para o espanhol e submetido
à revisão por um responsável pedagógico da rede adventista nos sete países hispanofalantes.
Esse processo garantiu a equivalência cultural e terminológica antes da aplicação.
A coleta ocorreu on-line via Google Forms entre 16 e 30 de setembro de 2025, período
escolhido para minimizar vieses temporais. O acesso foi viabilizado pela coordenação geral da
rede (Divisão Sul-Americana DSA), que repassou o link aos diretores escolares para
distribuição aos alunos do ano. A participação foi estritamente anônima e voluntária. De
1.023 respostas iniciais, excluíram-se questionários incompletos ou duplicados, consolidando
uma amostra final de N = 987 estudantes.
Apagão de professores na América Latina: fatores sociológicos da rejeição
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 12
ANÁLISE ESTATÍSTICA
A análise quantitativa foi processada no software Jamovi 2.6.44 (The Jamovi Project,
2024). A estatística descritiva incluiu frequências absolutas e relativas para variáveis
categóricas, além de medidas de tendência central e dispersão para as contínuas.
Para mensurar a magnitude prática das associações e mitigar as limitações da
dependência exclusiva do valor-p (Sullivan & Feinn, 2012), foram calculados os tamanhos de
efeito: V de Cramér para tabelas de contingência (Cohen, 1988) e d de Cohen para comparações
de médias.
Adotou-se o nível de significância de α = 0,05. Casos com dados ausentes em variáveis-
chave foram excluídos das análises específicas. Como essa taxa de omissão foi inferior a 5%, a
validade dos testes foi preservada, sendo o tamanho amostral efetivo (N válido) reportado
individualmente nas tabelas de resultados.
RESULTADOS
A análise dos dados evidenciou diferenças expressivas entre os países participantes
quanto ao indicador de representatividade, entendido aqui como a proporção de estudantes de
cada país dentro da amostra total (N = 987). Esse indicador não se refere a variáveis externas
como tamanho populacional nacional, número de professores na força de trabalho ou
estatísticas governamentais mas exclusivamente à participação relativa de cada país no
conjunto de respondentes da pesquisa, refletindo o peso amostral de cada contexto nacional na
composição dos resultados.
Assim, a representatividade dos países deve ser interpretada como o percentual de
jovens concluintes do ensino médio da rede adventista, por país, que compuseram a amostra
pesquisada. Trata-se, portanto, de um indicador interno ao estudo, que expressa o volume de
dados obtido em cada país e permite compreender o alcance comparativo dos achados. Em
termos práticos, isso significa que países com maior número de respondentes exercem maior
influência estatística nos padrões identificados, enquanto países com menor participação
contribuem com menor peso relativo na análise das tendências regionais.
Com base nesse critério, a Bolívia apresentou a maior representatividade (28,7%),
seguida por Equador (18,4%), Brasil (18,3%) e Chile (11,4%). Os demais países tiveram menor
participação: Argentina (4,6%), Paraguai (5,7%), Peru (8,9%) e Uruguai (4,1%). Essas
proporções refletem a distribuição real dos estudantes da rede escolar pesquisada disponíveis e
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 13
aderentes ao instrumento no período de coleta, e não qualquer forma de equilíbrio estatístico
entre países.
A leitura dos resultados deve considerar essa composição amostral, pois a expressão dos
dados especialmente aqueles relacionados à rejeição da carreira docente e às percepções
socioculturais analisadas deriva diretamente do peso proporcional de cada país na amostra.
Dessa forma, o conceito de representatividade utilizado neste estudo cumpre a função de
contextualizar a participação amostral dos países e garantir transparência na interpretação dos
achados comparativos (Tabela 1).
Tabela 1.
Características sociodemográficas
Em que país você mora?
n
Argentina
46
Bolívia
284
Brasil
181
Chile
113
Equador
182
Paraguai
56
Peru
88
Uruguai
41
Qual a sua idade?
15 anos
1
16 anos
123
17 anos
645
18 anos
203
19 anos ou mais
19
Qual o seu sexo?
Feminino
517
Masculino
474
Nota. Elaboração própria com dados da pesquisa.
A Tabela 2 mostra que a maioria dos respondentes declarou intenção de ingressar em
cursos de bacharelado (67,3%), enquanto 12,4% ainda não decidiram e 11% optaram por cursos
tecnológicos. Apenas 2,6% afirmaram não pretender cursar Ensino Superior. As áreas de maior
interesse foram Ciências Biológicas e da Saúde (34,5%), seguidas por Ciências Jurídicas e
Sociais (26,0%) e Engenharias e Tecnologia (24,6%), evidenciando preferência por campos
tradicionalmente associados a prestígio social e empregabilidade. O principal fator apontado
para a escolha da carreira foi a realização pessoal e interesse pela área (53,3%), seguido por
salário e estabilidade financeira (28,1%). Em relação à influência externa, 56,4% afirmaram
que decidem por si mesmos a profissão a ser seguida, enquanto 21,2% citaram os pais como
principais influenciadores. Quanto à percepção do mercado de trabalho, 41,3% acreditam que
oportunidades para quem se qualifica, mas 29,3% o consideram muito competitivo. A
Apagão de professores na América Latina: fatores sociológicos da rejeição
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 14
principal preocupação em relação ao futuro profissional foi não conseguir emprego na área
desejada (28,6%), seguida por baixa remuneração (24,2%) e falta de estabilidade (16,6%).
Tabela 2.
Quanto a aspectos que determinam a escolha do curso
Que tipo de curso universitário você pretende fazer?
n
%
Ainda não decidi
123
12,4
Bacharelado (ex.: Medicina, Direito, Engenharia, Teologia)
667
67,3
Licenciatura (ex.: Pedagogia, Letras, Matemática, Biologia)
66
6,7
Não pretendo fazer faculdade
26
2,6
Tecnólogo
109
11,0
Qual área de conhecimento mais te interessa?
Ciências Biológicas e da Saúde (ex.: Medicina, Veterinária, Biologia, Fisioterapia, Psicologia)
342
34,5
Ciências Humanas (ex.: Filosofia, Sociologia, Antropologia, Ciência Política)
84
8,5
Ciências Jurídicas e Sociais (ex.: Direito, Economia, Administração, Relações Internacionais)
258
26,0
Educação (ex.: Pedagogia, Letras, História, Biologia, Matemática, Geografia)
63
6,4
Engenharias e Tecnologia (ex.: Engenharias em Geral, Análise de Sistemas, Jogos Digitais)
244
24,6
Qual o principal fator que influencia sua escolha profissional?
Bom salário e estabilidade financeira
278
28,1
Facilidade para encontrar emprego
38
3,8
Influência da família
40
4,0
Possibilidade de empreender
78
7,9
Prestígio social da profissão
29
2,9
Realização pessoal e interesse pela área
528
53,3
Quem mais influencia suas decisões sobre carreira?
Amigos(as)
12
1,2
Eu mesmo(a)
559
56,4
Meus pais
210
21,2
Mídia/Internet/Séries
56
5,7
Ninguém em especial
113
11,4
Outros familiares (avós, tios, primos)
36
3,6
Professores(as)
5
0,5
Como você vê o mercado de trabalho atual?
Favorável apenas para certas áreas (ex.: tecnologia, saúde)
101
10,2
Há oportunidades para quem se qualifica
409
41,3
Instável e incerto
97
9,8
Muito competitivo, difícil conseguir emprego
290
29,3
Não tenho opinião formada
94
9,5
O que mais te preocupa em relação ao seu futuro profissional?
A alta concorrência no mercado
63
6,4
Ganhar pouco dinheiro
240
24,2
Mudanças tecnológicas tornarem minha profissão obsoleta
51
5,1
Não conseguir emprego na área que quero
283
28,6
Não me realizar profissionalmente
158
15,9
Não ser reconhecido como indivíduo
31
3,1
Não ter estabilidade profissional
165
16,6
Nota. Elaboração própria com dados da pesquisa.
A Tabela 3 aponta que a maioria dos estudantes não considera a carreira docente
(78,8%), sendo os principais motivos: interesse em outras áreas (31,3%), ausência de vocação
(19,3%), baixos salários (19,0%) e estresse/sobrecarga (18,4%).
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 15
Tabela 3.
Sobre o interesse em ser ou não professor(a)
Você já considerou ser professor(a)?
n
%
Não (envolve ter considerado alguma vez, mas ter desistido)
781
78,8
Sim (envolve considerar como segunda opção)
210
21,2
Se você NÃO considera ser professor, qual o principal motivo?
Condições de trabalho difíceis (infraestrutura, violência)
28
3,0
Desrespeito e indisciplina dos alunos
41
4,4
Estresse e sobrecarga de trabalho
172
18,4
Falta de reconhecimento social
43
4,6
Não tenho vocação para ensinar
180
19,3
Salários baixos
177
19,0
Tenho interesse em outras áreas
292
31,3
Nota. Elaboração própria com dados da pesquisa.
Sobre as representações sociais e perspectivas sobre a docência (Tabela 4), os resultados
evidenciam que os jovens reconhecem a relevância social da docência, mas a percebem como
uma carreira marcada por baixa remuneração (37,1%), desvalorização social (23,3%) e
condições adversas de trabalho (violência, infraestrutura precária e excesso de burocracia). A
imagem do professor na sociedade atual é predominantemente de alguém importante, porém
desvalorizado (62,0%), embora haja percepções negativas, como “profissional em decadência”
(9,6%). Apesar disso, mais da metade dos participantes (54,4%) definiram a profissão como
essencial para a sociedade e merecedora de maior valorização, revelando uma contradição entre
o reconhecimento simbólico e a rejeição prática da carreira.
No que se refere ao papel docente frente às tecnologias, a maioria acredita que o
professor continua necessário, ainda que parcialmente substituível pela inteligência artificial
em algumas disciplinas (42,0%). Quanto à inspiração, 60,2% relataram que alguns ou vários
professores os motivam, mas 39,3% afirmaram que não seguiriam a carreira mesmo com
salários melhores, indicando que a rejeição não se limita à questão financeira. Por fim, a visão
sobre ensinar foi majoritariamente positiva, com 45,2% descrevendo-o como uma missão nobre
e transformadora, embora parte significativa o associe à paciência que não possuem (26,0%) ou
à falta de afinidade pessoal (21,0%). Esses achados revelam uma juventude que valoriza
simbolicamente a docência, mas que não a considera atrativa como escolha profissional,
sobretudo devido às condições estruturais e ao baixo reconhecimento social.
Apagão de professores na América Latina: fatores sociológicos da rejeição
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 16
Tabela 4.
Representações sociais e perspectivas sobre a docência
Na sua opinião, qual o principal problema da carreira de professor no seu país?
n
%
A desvalorização social da profissão
231
23,3
Baixa remuneração salarial
368
37,1
Burocracia e excesso de trabalho
61
6,2
Falta de apoio governamental
133
13,4
Más condições de infraestrutura escolar
88
8,9
Violência e indisciplina nas escolas
110
11,1
Como você vê o professor na sociedade atual?
Depende do professor
3
0,3
Falta de vocação
5
0,5
Importante, porém desvalorizado
614
62,0
Não tenho opinião
179
18,1
Pouco preparados
5
0,5
Profissional em decadência e obsoleto
95
9,6
Profissional essencial e devidamente valorizado
88
8,9
Sobrecarregados de trabalho e com baixa remuneração, e, também pouco reconhecimento
2
0,2
Você acredita que é possível aprender sem professor?
Depende da matéria/disciplina
85
8,6
Em parte, mas o professor ainda é necessário
610
61,6
Não, o professor é insubstituível
192
19,4
Sim, a tecnologia pode substituir totalmente o professor
104
10,5
Você acha que a inteligência artificial pode substituir professores?
Não tenho certeza sobre isso
83
8,4
Não, nunca poderá substituir completamente
347
35,0
Parcialmente, em algumas disciplinas
416
42,0
Sim, totalmente no futuro próximo
145
14,6
Na sua escola, os professores te inspiram profissionalmente?
Alguns professores me inspiram
349
35,2
Nenhum professor me inspira
89
9,0
Nunca pensei sobre isso
53
5,3
Poucos professores me inspiram
252
25,4
Sim, vários professores me inspiram
248
25,0
Se a carreira de professor tivesse um salário melhor, você a consideraria?
Não sei como responder
30
3,0
Não, ainda assim eu não estaria interessado
389
39,3
Sim, definitivamente
186
18,8
Talvez, dependeria de outros fatores
386
39,0
Qual dessas frases melhor representa sua visão sobre ensinar?
Ensinar requer muita paciência que não tenho”
258
26,0
Ensinar é importante, mas não é para mim”
208
21,0
Ensinar é uma missão nobre e transformadora”
448
45,2
Ensinar é uma profissão como qualquer outra”
51
5,1
Ensinar é uma profissão do passado”
26
2,6
Para finalizar, complete a frase: “A profissão de professor é...
Essencial para a sociedade e deveria ser mais valorizada
539
54,4
Importante, mas desvalorizada e pouco atrativa
276
27,9
Uma carreira que pode ser recompensadora apesar das dificuldades
77
7,8
Uma opção para quem não encontra outras profissões
55
5,5
Uma profissão em extinção devido à tecnologia
44
4,4
Nota. Elaboração própria com dados da pesquisa.
Na análise dos dados, verificou-se que o país de origem esteve significativamente
associado à consideração da carreira docente (χ²(7) = 44,1; p < 0,001). Participantes da Bolívia
apresentaram maior frequência de respostas afirmativas do que o esperado, enquanto Brasil e
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 17
Uruguai mostraram menor frequência de respostas positivas. No Equador, observou-se uma
tendência limítrofe de menor proporção de respostas afirmativas. Não foram encontradas
diferenças significativas entre homens e mulheres (χ²(1) = 0,007; p = 0,931) (Tabela 5).
A área de conhecimento também esteve associada à disposição em ser professor (χ²(4)
= 122; p < 0,001). Estudantes das Ciências Humanas apresentaram maior frequência de
respostas afirmativas, enquanto os das Ciências Biológicas e da Saúde e das Engenharias e
Tecnologia apresentaram menor frequência. A área de Educação destacou-se com forte
associação positiva, registrando menos respostas negativas e mais respostas afirmativas. Além
disso, a percepção sobre inspiração docente mostrou-se relevante (χ²(4) = 16; p = 0,003), com
menor frequência de respostas afirmativas entre aqueles que declararam não se sentir inspirados
pelos professores. Os resultados sugerem que a inspiração docente constitui fator associado à
maior probabilidade de considerar a carreira.
A valorização salarial foi outro fator decisivo (χ²(2) = 230; p < 0,001): participantes que
afirmaram que não seguiriam a carreira mesmo com melhor remuneração apresentaram menos
respostas afirmativas, enquanto aqueles que responderam “sim, definitivamente” apresentaram
mais respostas positivas. A análise das preocupações em relação ao futuro profissional também
indicou associação significativa (χ²(6) = 14,4; p = 0,026), mas nenhum resíduo ajustado
ultrapassou o ponto crítico de ± 1,96, sugerindo que nenhuma categoria isolada contribuiu de
forma diferenciada. Por fim, a visão sobre ensinar esteve fortemente associada à disposição em
seguir a carreira (χ²(4) = 88,2; p < 0,001), com percepções negativas (“não é para mim”, “não
tenho paciência”) relacionadas a menor interesse, e percepções positivas (“missão nobre e
transformadora”) relacionadas a maior propensão em considerar a docência.
Tabela 5.
Teste de qui-quadrado independente e Teste Exato de Fisher entre variáveis
sociodemográficas, acadêmicas e motivacionais e a consideração da carreira docente
Considerou ser
professor(a)
Resíduos
ajustados*
País de origem
Não
a
Sim
b
χ²(gl)
p
Não
Sim
Argentina
31
15
44,1(7)
< 0,001
Bolívia
194
90
2,040
3,578
Brasil
162
19
3,467
Chile
88
25
Equador
155
27
1,970
Paraguai
45
11
Peru
68
20
Uruguai
38
3
2,235
Sexo
Feminino
408
109
0,007(1)
0,931
Masculino
373
101
Apagão de professores na América Latina: fatores sociológicos da rejeição
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 18
Qual área de conhecimento mais te
interessa?
Ciências Biológicas e da Saúde (ex.:
Medicina, Veterinária, Biologia,
Fisioterapia, Psicologia)
286
56
122(4)
< 0,001
2,02
Ciências Humanas (ex.: Filosofia,
Sociologia, Antropologia, Ciência
Política)
53
31
2,83
Ciências Jurídicas e Sociais (ex.:
Direito, Economia, Administração,
Relações Internacionais)
217
41
Educação (ex.: Pedagogia, Letras,
História, Biologia, Matemática,
Geografia)
18
45
5,174
6,79
Engenharias e Tecnologia (ex.:
Engenharias em Geral, Análise de
Sistemas, Jogos Digitais)
207
37
2,16
Qual o principal fator que influencia
sua escolha profissional?
Bom salário e estabilidade financeira
230
48
6,44(5)
0,266
Facilidade para encontrar emprego
29
9
Influência da família
30
10
Possibilidade de empreender
66
12
Prestígio social da profissão
22
7
Realização pessoal e interesse pela área
404
124
Quem mais influencia suas decisões
sobre carreira?
Amigos(as)
8
4
6,51(6)
0,369
Eu mesmo(a)
447
112
Meus pais
167
43
Mídia/Internet/Séries
46
10
Ninguém em especial
81
32
Outros familiares (avós, tios, primos)
29
7
Professores(as)
3
2
Na sua opinião, qual o principal
problema da carreira de professor no
seu país?
A desvalorização social da profissão
185
46
6,65(5)
0,248
Baixa remuneração salarial
297
71
Burocracia e excesso de trabalho
49
12
Falta de apoio governamental
106
27
Más condições de infraestrutura escolar
61
27
Violência e indisciplina nas escolas
83
27
Total
781
210
Na sua escola, os professores te
inspiram profissionalmente?
Alguns professores me inspiram
267
82
16(4)
0,003
Nenhum professor me inspira
82
7
3,137
Nunca pensei sobre isso
46
7
Poucos professores me inspiram
202
50
Sim, vários professores me inspiram
184
64
Se a carreira de professor tivesse um
salário melhor, você a consideraria?
Não, ainda assim eu não estaria
interessado
376
13
230(2)
< 0,001
3,957
9,721
Sim, definitivamente
76
110
6,351
8,999
Talvez, dependeria de outros fatores
300
86
O que mais te preocupa em relação ao
seu futuro profissional?
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 19
A alta concorrência no mercado
55
8
14,4(6)
0,026
Ganhar pouco dinheiro
195
45
Mudanças tecnológicas tornarem minha
profissão obsoleta
40
11
Não conseguir emprego na área que
quero
208
75
Não me realizar profissionalmente
135
23
Não ser reconhecido como indivíduo
25
6
Não ter estabilidade profissional
123
42
Qual dessas frases melhor representa
sua visão sobre ensinar?
Ensinar requer muita paciência que
não tenho”
231
27
88,2(4)
< 0,001
4,153
Ensinar é importante, mas não é para
mim”
195
13
2,356
5,514
Ensinar é uma missão nobre e
transformadora
297
151
3,068
5,294
Ensinar é uma profissão como
qualquer outra”
38
13
Ensinar é uma profissão do passado”
20
6
Nota. Elaboração própria com dados da pesquisa.
a
Envolve ter considerado alguma vez, mas ter
desistido.
b
Envolve considerar como segunda opção. *Só estão relatados os resíduos que se
diferenciaram significativamente de valores críticos de ± 1,96.
DISCUSSÃO
Antes da interpretação dos achados, convém explicitar que nem todos os dados
apresentados nas tabelas foram mobilizados com o mesmo grau de aprofundamento na
discussão analítica. Essa opção decorre de um critério metodológico compatível com o
delineamento misto exploratório adotado: privilegiaram-se, para a interpretação principal, os
indicadores diretamente vinculados às hipóteses do estudo, os resultados com maior relevância
estatística e as variáveis com maior densidade teórica para explicar a rejeição à carreira docente.
Desse modo, embora o conjunto das tabelas componha o panorama descritivo completo da
pesquisa, a discussão concentrou-se nos dados mais pertinentes ao recorte analítico do artigo
particularmente aqueles relacionados à hierarquização simbólica da docência, à mediação
identitária das escolhas profissionais, ao paradoxo valorativo e à erosão da autoridade docente.
Tal procedimento não implica desconsideração dos demais resultados, mas uma seleção
analítica orientada por foco temático, coerência interpretativa e economia argumentativa,
evitando que o excesso de variáveis comprometa a inteligibilidade do argumento central.
Isto posto, os resultados indicam que características demográficas não explicam a
rejeição à docência, sugerindo causas macrossociais e culturais transversais (Bauman, 2012).
A homogeneidade do fenômeno reforça o vínculo da rejeição a transformações socioculturais
amplas, especialmente ao terceiro nível educacional de Bateson (2000) a capacidade de
Apagão de professores na América Latina: fatores sociológicos da rejeição
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 20
desconstruir estruturas cognitivas , inerente à vida líquida contemporânea e sua demanda
por adaptação constante.
Silva e Caldas (2025) destacam que a crise docente na América Latina reflete uma crise
complexa, impulsionada por fatores como a desvalorização da carreira docente, com salários
pouco atraentes, condições de trabalho precárias e a percepção da falta de prestígio social (p.
231). Na era digital, a democratização do conhecimento relativiza hierarquias e transforma a
autoridade docente em um valor negociável, gerando uma crise de sentido que rompe o ciclo
vocacional. A erosão dessa autoridade simbólica, intelectual e moral mina as bases da vocação.
Ademais, Silva e Caldas (2025) evidenciam que a redefinição da formação docente transfere a
responsabilidade das falhas estruturais para o indivíduo, expondo tensões entre a lógica de
mercado e a missão educacional. Simultaneamente, a legitimação do saber por algoritmos
desloca o professor de sua posição central, forçando-o a competir com fontes não pedagógicas.
Conforme Tardif (2014), os saberes docentes o construídos socialmente, exigindo
valorização coletiva. A reconstrução da atratividade da carreira demanda uma autoridade
pedagógica focada na orientação crítica, e não no controle informacional, reconhecendo o
professor como formador essencial de cidadãos. Em consonância, Nóvoa (1992) adverte que a
formação docente o deve se reduzir ao treinamento mercadológico, mas constituir um
desenvolvimento que capacite a atuação autônoma e criativa atributos ameaçados pelo
questionamento da autoridade do professor.
O estudo revela um paradoxo valorativo: os jovens reconhecem a importância social da
docência, mas a descartam como projeto de vida devido à inadequação às aspirações identitárias
contemporâneas. Isso valida a Hipótese 1 (Hierarquização Simbólica), pois o principal motivo
de rejeição não são os baixos salários (19,0%), mas o interesse por outras áreas (31,3%).
Esse deslocamento vocacional alinha-se à modernidade líquida (Bauman, 2001, 2007). Em uma
sociedade que preza pela fluidez e adaptabilidade, a estabilidade e a rigidez institucional da
carreira docente são percebidas como anacrônicas. As áreas de maior interesse refletem a busca
por trajetórias dinâmicas e flexíveis, típicas do sujeito líquido.
A análise de sensibilidade a políticas de valorização sustenta a Hipótese 2 (Mediação
Identitária). Embora melhores salários seja o principal fator de reconsideração (37,1%), a
soma de demandas por maior reconhecimento e prestígio social (23,3%) e melhores
condições de trabalho (20%) demonstra que a dimensão material é insuficiente. Crucialmente,
39,3% afirmam que nada os faria mudar de ideia, indicando uma rejeição existencial e
identitária imune a incentivos econômicos. Assim, a influência socioeconômica na atratividade
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 21
é mediada por variáveis identitárias. A precarização laboral, exemplificada pelo aumento de
contratos temporários (Todos Pela Educação, 2024), agrava o cenário ao destituir a carreira de
sua segurança histórica, inserindo-a em uma instabilidade indesejada.
Quanto à Hipótese 3 (Paradoxo Valorativo), a maioria define a docência como essencial
(54,4%) e 62% consideram o professor importante, porém desvalorizado. Além disso, 45,2%
associam o ensino a uma missão nobre. Esses dados confirmam que a rejeição o deriva do
desconhecimento da função social da carreira, que segue simbolicamente legitimada. Contudo,
essa valorização cognitiva não se traduz em adesão ocupacional. A docência é moralmente
reconhecida, mas afetivamente recusada como projeto de vida, comprovando empiricamente a
dissociação entre a importância coletiva da profissão e sua desejabilidade identitária.
A Hipótese 4 (Erosão da Autoridade) encontra sólido suporte empírico. Na dimensão
epistêmica, 52,5% dos estudantes acreditam que a inteligência artificial pode substituir o
professor parcial ou totalmente, questionando seu monopólio sobre o saber na sociedade da
informação (Castells, 2015; Siemens, 2005). Na autoridade vocacional, 34,4% relatam baixa
ou nula inspiração por seus professores, evidenciando a ruptura do ciclo vocacional (Nóvoa,
2017; Tardif, 2014). Estatisticamente, a falta de inspiração reduziu significativamente a
intenção de seguir a carreira (χ²(4) = 16; p = 0,003; resíduo ajustado = −3,137). Na esfera
simbólica, a percepção do professor como obsoleto (9,6%), a desvalorização social (23,3%)
e a indisciplina/violência (11,1%) atestam a erosão da legitimidade e da autoridade moral da
função na modernidade líquida (Charlot, 2013; Dubet, 2002). Conjuntamente, esses fatores
estruturais reduzem a atratividade da carreira, validando a H4.
Com a descentralização do conhecimento na era digital e o acesso via plataformas e
inteligência artificial, a relação entre educação e informação é redefinida (Castells, 2015; Lévy,
2010). A geração nativa digital desafia a autoridade epistêmica tradicional (Prensky, 2001;
Tapscott, 2009). A rejeição por interesse em outras áreas (31,3%), superior à queixa salarial
(19%), indica que a profissão perdeu relevância intelectual em uma sociedade que trata o
conhecimento como commodity acessível (Bauman, 2007; Han, 2017). A ilusão de
democratização do saber desvaloriza o papel mediador do educador. Consequentemente, a
perda de status simbólico rompe a cadeia de transmissão vocacional que garantia a renovação
da categoria (Nóvoa, 2017; Tardif, 2014), refletindo-se no fato de que apenas 6,7% dos jovens
consideram a docência como opção.
A erosão da autoridade docente manifesta-se em três dimensões: epistêmica,
questionada pela disponibilidade instantânea de informações (Siemens, 2005); moral, desafiada
Apagão de professores na América Latina: fatores sociológicos da rejeição
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 22
pela diversificação de influências digitais (Jenkins et al., 2016); e institucional, enfraquecida
pela desvalorização das instituições na sociedade líquida (Bauman, 2001). A relação
instrumental dos jovens com o conhecimento, mediada por buscas e inteligência artificial
generativa, contradiz os fundamentos da educação formal (Carr, 2011; Turkle, 2017),
minimizando o professor como articulador crítico. A cultura digital, que privilegia a velocidade
sobre a reflexão (Rosa, 2019; Virilio, 2012), alimenta um ciclo vicioso de desvalorização que
inibe aspirações vocacionais. Portanto, a recuperação da atratividade da carreira exige, além de
melhorias materiais, a ressignificação do papel do professor. A autoridade contemporânea deve
centrar-se no desenvolvimento do pensamento crítico e de competências socioemocionais
insubstituíveis por tecnologias (Fullan & Scott, 2014; Zhao, 2012). Essa transformação
transcende adaptações curriculares, exigindo o enfrentamento da profunda erosão da autoridade
simbólica que historicamente sustentou o professor como mediador privilegiado do saber.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo demonstra que a rejeição à carreira docente entre jovens latino-americanos
transcende fatores socioeconômicos. A validação empírica da teoria da modernidade líquida de
Bauman (2001) revela que a incompatibilidade simbólica entre a solidez da docência
tradicional e a busca contemporânea por liquidez e flexibilidade é o principal determinante
dessa crise de atratividade.
A integração dos achados delineia um diagnóstico sociológico claro. A Hipótese 1
(Hierarquização Simbólica) confirmou que a rejeição decorre prioritariamente de
incompatibilidade identitária, com 31,3% dos jovens preferindo outras áreas, ante 19,0% que
citam baixos salários. A Hipótese 2 (Mediação Identitária) evidenciou a insuficiência de
políticas puramente econômicas, visto que 39,3% não seguiriam a carreira mesmo com melhor
remuneração. A Hipótese 3 (Paradoxo Valorativo) expôs a contradição em que 54,4%
reconhecem a docência como essencial, mas a recusam como projeto de vida, dissociando o
valor coletivo da atratividade pessoal. Por fim, a Hipótese 4 (Erosão da Autoridade) apontou a
perda de autoridade epistêmica, vocacional e simbólica na era digital: 34,4% relatam nula ou
baixa inspiração docente e 52,5% veem a função como substituível por inteligência artificial,
rompendo o ciclo de renovação geracional. Em suma, a crise de atratividade é essencialmente
simbólica e identitária e deve fundamentar a formulação de políticas públicas.
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 23
Consequentemente, as estratégias de valorização na América Latina, e no Brasil em
particular, devem transcender a dimensão salarial e incorporar a ressignificação simbólica da
profissão. Redesenhar a carreira exige alinhá-la às aspirações juvenis de autonomia e inovação,
por meio da flexibilização da jornada, fim do pluriemprego e fortalecimento da autoridade
intelectual em sala de aula. Embora iniciativas como o Mais Professores (Brasil) e o Plan
Nacional Docente (Chile) representem avanços ao combinar incentivos econômicos e
revalorização, elas carecem de maior ênfase identitária. As políticas públicas devem, portanto,
priorizar: (1) a ressignificação simbólica do professor na sociedade digital; (2) a flexibilização
da carreira para maior autonomia; (3) a integração tecnológica que posicione o docente como
mediador crítico; (4) a elevação do prestígio social; e (5) a continuidade política das estratégias.
O sucesso na atração de talentos depende de responder à incompatibilidade entre as aspirações
de liquidez dos jovens e o modelo sólido tradicional da docência.
O estudo apresenta limitações a serem consideradas. A amostragem não probabilística
em uma rede confessional específica restringe a generalização estatística, demandando futuras
pesquisas com amostras probabilísticas em escolas públicas e privadas laicas. A ausência desse
grupo controle laico limita a validação plena do argumento do caso crítico (Flyvbjerg, 2006)
e do caso mais provável (Eckstein, 1975). Além disso, a Hipótese 4 careceu de uma
sistematização em tabela dedicada, exigindo testes diretos com instrumentos específicos em
estudos posteriores. O curto período de coleta (15 dias) no final do ano letivo pode ter
introduzido efeitos de sazonalidade ligados à pressão do vestibular. Pesquisas longitudinais e
amostras mais representativas são recomendadas para acompanhar a evolução dessas
percepções.
Apesar dessas limitações, a pesquisa acredita ter validado empiricamente a teoria de
Bauman (2001) para explicar a crise de atratividade docente sob uma ótica sociológica. O
“apagão de professores” reflete transformações sociais profundas. Compreender essa dinâmica
é o primeiro passo para que novas políticas públicas consigam, de fato, reacender o interesse
pela profissão e resgatar o valor das trocas e aprendizados mútuos entre alunos e professores
em tempos carentes de luzes.
Apagão de professores na América Latina: fatores sociológicos da rejeição
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 24
REFERÊNCIAS
Almeida, P. C. A., Davis, C. L. F., Calil, A. M. G. C., & Vilalva, A. (2019). Categorias teóricas
de Shulman: Revisão integrativa no campo da formação docente. Cadernos de Pesquisa,
49(174), 130150. https://doi.org/10.1590/198053146654
Alves, L., Padilha, F., Batista, A. A. G., Érnica, M., & Carvalho-Silva, H. H. (2015). Remoção
de professores e desigualdades em territórios vulneráveis. Cadernos Cenpec, 5(1), 122
145. https://www.cenpec.org.br/pesquisa/remocao-de-professores-e-desigualdades-em-
territorios-vulneraveis-2/
Bateson, G. (2000). Steps to an ecology of mind: Collected essays in anthropology, psychiatry,
evolution, and epistemology. University of Chicago Press.
Bauman, Z. (2001). Modernidade líquida (P. Dentzien, Trad.). Jorge Zahar.
Bauman, Z. (2007). Tempos líquidos (C. A. Medeiros, Trad.). Jorge Zahar.
Bauman, Z. (2012). Sobre educação e juventude: Conversas com Ricardo Mazzeo (C. A.
Medeiros, Trad.). Jorge Zahar.
Bohoslavsky, R. (1977). Orientação vocacional: A estratégia clínica. Martins Fontes.
Brasil. Conselho Nacional de Saúde. (2022). Resolução 674, de 6 de maio de 2022: Dispõe
sobre a tipificação da pesquisa e a tramitação dos protocolos de pesquisa no Sistema
CEP/Conep.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2022/res0674_25_10_2022_rep.html
Brasil. Ministério da Educação. (2025). Portaria MEC 77, de 29 de janeiro de 2025: Divulga
o valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação
Básica para o exercício de 2025. Diário Oficial da União.
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mec-n-77-de-29-de-janeiro-de-2025-
610281446
Carr, N. (2011). The shallows: What the Internet is doing to our brains. W. W. Norton.
Castells, M. (2015). O poder da identidade: A era da informação (K. B. Gerhardt, Trad., 6ª ed.,
Vol. 2). Paz e Terra.
Charlot, B. (2013). A relação com o saber: Formação dos professores e globalização. Edufal.
Cohen, J. (1988). Statistical power analysis for the behavioral sciences (2nd ed.). Lawrence
Erlbaum Associates.
Conectando Saberes. (2023). O futuro da docência: Desafios e percepções atuais sobre a
carreira de professor. https://cev.org.br/biblioteca/o-futuro-da-docencia-desafios-e-
percepcoes-atuais-sobre-a-carreira-de-professor/
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. (2024, October 20). Seminário
discute desafios da formação de professores. https://www.gov.br/capes/pt-
br/assuntos/noticias/seminario-discute-desafios-da-formacao-de-professores
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 25
Creswell, J. W., & Creswell, J. D. (2018). Research design: Qualitative, quantitative, and mixed
methods approaches (5th ed.). Sage.
Dubet, F. (2002). Le déclin de l’institution. Seuil.
Eckstein, H. (1975). Case study and theory in political science. In F. I. Greenstein & N. W.
Polsby (Eds.), Handbook of political science (Vol. 7, pp. 79137). Addison-Wesley.
Flick, U. (2018). An introduction to qualitative research (6th ed.). Sage.
Flyvbjerg, B. (2006). Five misunderstandings about case-study research. Qualitative Inquiry,
12(2), 219245. https://doi.org/10.1177/1077800405284363
Fullan, M., & Scott, G. (2014). Turnaround leadership for higher education. Jossey-Bass.
Fusco, W., Ojima, R., & Campos, J. (2023). Docentes do ensino médio no Nordeste: Migração
e mobilidade pendular entre 2013 e 2017. Urbe, 15, e20220040.
https://doi.org/10.1590/2175-3369.015.e20220040
Gatti, B. A., & Barreto, E. S. S. (Eds.). (2009). Professores do Brasil: Impasses e desafios.
UNESCO. https://www.fcc.org.br/wp-content/uploads/2019/04/Professores-do-Brasil-
impasses-e-desafios.pdf
Gatti, B. A., Barreto, E. S. S., André, M. E. D. A., & Almeida, P. C. A. (2019a). Atratividade
da carreira docente no Brasil. Fundação Carlos Chagas.
Gatti, B. A., Barreto, E. S. S., André, M. E. D. A., & Almeida, P. C. A. (2019b). Professores
do Brasil: Novos cenários de formação. UNESCO.
Gonçalves, H. (2024). A precarização do trabalho docente no Brasil. Cortez.
Grinshtain, Y. (2022). Teachers’ internal migration to a rural region: Considerations and
challenges. Teaching and Teacher Education, 119, Article 103854.
https://doi.org/10.1016/j.tate.2022.103854
Han, B.-C. (2017). Sociedade do cansaço (E. P. Giachini, Trad., 2ª ed.). Vozes.
Ingersoll, R. M., & Tran, H. (2023). Teacher shortages and turnover in rural schools in the US:
An organizational analysis. Educational Administration Quarterly, 59(2), 396431.
https://doi.org/10.1177/0013161X231159922
Instituto Península. (2021). Atratividade da carreira docente no Brasil.
https://institutopeninsula.org.br/pesquisa/atratividade-da-carreira-docente/
Jenkins, H., Ito, M., & Boyd, D. (2016). Participatory culture in a networked era: A
conversation on youth, learning, commerce, and politics. Polity Press.
Knight, G. R. (2015). A brief history of Seventh-day Adventists (3rd ed.). Review and Herald.
Levenfus, R. S., & Soares, D. H. P. (Orgs.). (2010). Orientação vocacional ocupacional (2ª
ed.). Artmed.
Apagão de professores na América Latina: fatores sociológicos da rejeição
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 26
Lévy, P. (2010). Cibercultura (C. I. Costa, Trad., 3ª ed.). Editora 34.
Louzano, P., Rocha, V., Moriconi, G. M., & Oliveira, R. P. (2010). Quem quer ser professor?
Atratividade, seleção e formação docente no Brasil. Estudos em Avaliação Educacional,
21(47), 543568. https://doi.org/10.18222/eae214720102463
Lüdke, M., & Boing, L. A. (2004). Caminhos da profissão e da profissionalidade docentes.
Educação & Sociedade, 25(89), 11591180. https://doi.org/10.1590/S0101-
73302004000400005
Martins, Â., & Kohan, W. O. (2025). Filosofia e educação: Encontros. Autêntica.
Masson, G. (2017). Requisitos essenciais para a atratividade e a permanência na carreira
docente. Educação & Sociedade, 38(140), 849864. https://doi.org/10.1590/ES0101-
73302017169078
Ministerio de Educación de Argentina. (2023). Plan Nacional de Evaluación Educativa 2023
2024. Gobierno de Argentina. https://www.argentina.gob.ar/noticias/el-consejo-
federal-aprobo-el-plan-nacional-de-evaluacion-educativa-2023-2024
Ministerio de Educación de Chile. (2024). Plan Nacional Docente. Gobierno de Chile.
https://www.mineduc.cl/mineduc-presenta-plan-nacional-docente/
Ministerio de Educación del Perú. (2024). Políticas de incentivos docentes y evaluación del
desempeño. Gobierno del Perú. https://www.gob.pe/minedu
Ministério da Educação. (2025). Governo federal lança programa Mais Professores para o
Brasil. https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/governo-federal-
lanca-programa-mais-professores-para-o-brasil
Nóvoa, A. (1992). Formação de professores e profissão docente. Dom Quixote.
Nóvoa, A. (2017). Firmar a posição como professor, afirmar a profissão docente. Cadernos de
Pesquisa, 47(166), 11061131. https://doi.org/10.1590/198053144843
Organisation for Economic Co-operation and Development. (2019). TALIS 2018 results
(Volume I): Teachers and school leaders as lifelong learners. OECD.
https://doi.org/10.1787/1d0bc92a-en
Organisation for Economic Co-operation and Development. (2024). Education at a glance
2024: Country note Chile. OECD. https://www.oecd.org/en/publications/education-
at-a-glance-2024-country-notes_fab77ef0-en/chile_c860c0e3-en.html
Palma-Vasquez, C., Carrasco, D., & Tapia-Ladino, M. (2022). Teacher mobility: What is it,
how is it measured and what factors determine it? A scoping review. International
Journal of Environmental Research and Public Health, 19(4), Article 2313.
https://doi.org/10.3390/ijerph19042313
Prensky, M. (2001). Digital natives, digital immigrants. On the Horizon, 9(5), 16.
https://doi.org/10.1108/10748120110424816
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 27
Siemens, G. (2005). Connectivism: A learning theory for the digital age. International Journal
of Instructional Technology and Distance Learning, 2(1), 310.
Silva, S. M., & Caldas, G. (2025). (Di)gerindo o apagão de professores: Outras faces da moeda.
In P. A. Castro & M. C. Teixeira (Orgs.), CONEDU Formação de Professores (Vol.
4, pp. 230260). Realize.
Silva, S. M., & Caldas, G. (2026). O apagão das licenciaturas: Como religar a luz? Educação e
Cultura Contemporânea, 23(1), 126.
Souto, R. M. A., & Paiva, P. H. A. (2016). A pouca atratividade da carreira docente: Um estudo
sobre o exercício da profissão entre egressos de uma licenciatura em Matemática. Pro-
Posições, 24(1), 201224.
Sullivan, G. M., & Feinn, R. (2012). Using effect sizeor why the P value is not enough.
Journal of Graduate Medical Education, 4(3), 279282. https://doi.org/10.4300/JGME-
D-12-00156.1
Tapscott, D. (2009). Grown up digital: How the net generation is changing your world.
McGraw-Hill.
Tardif, M. (2014). Saberes docentes e formação profissional (F. Pereira, Trad., 17ª ed.). Vozes.
Tartuce, G. L. B. P., Nunes, C., & Almeida, P. C. A. (2010). Alunos do ensino médio e
atratividade da carreira docente no Brasil. Cadernos de Pesquisa, 40(140), 445477.
https://doi.org/10.1590/S0100-15742010000200008
The Jamovi Project. (2024). Jamovi (Version 2.6.44) [Computer software].
https://www.jamovi.org
Todos Pela Educação. (2024). Professores temporários nas redes estaduais do Brasil.
Tokarnia, M. (2024, May 8). Oito em cada dez professores pensaram em desistir da carreira.
Agência Brasil. https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2024-05/oito-em-
cada-dez-professores-ja-pensaram-em-desistir-da-carreira
Turkle, S. (2017). Alone together: Why we expect more from technology and less from each
other (3rd ed.). Basic Books.
UNESCO. (2024). Regional strategy for teachers 20252030: Latin America and the
Caribbean. https://www.unesco.org/en/articles/regional-strategy-teachers-2025-2030-
sets-targets-close-gaps-and-attract-more-teachers-latin-america
Virilio, P. (2012). Velocidade e política (C. M. Parcionik, Trad.). Estação Liberdade.
Yin, R. K. (2018). Case study research and applications: Design and methods (6th ed.). Sage.
Zhao, Y. (2012). World class learners: Educating creative and entrepreneurial students.
Corwin Press.
A p a g ã o d e pr of ess ores n a A m éri c a L ati n a: f at ores s o ci ol ó gi c os d a rej ei ç ã o
R P G E R e vist a o n li n e de P oti c a e G est ã o E d u c a ci o n al , Ar ar a q u ar a, v. 3 0 , n. 0 0, e 0 2 6 0 5 3 , 2 0 2 6 . e-I S S N: 1 5 1 9-9 0 2 9
D OI: 1 0. 2 2 6 3 3/r p g e. v 3 0i 0 0. 2 1 2 4 9 2 8
C R e di T A ut h or St at e m e nt
R e c o n h e ci m e nt os : A gr a d e c e m os a o C e ntr o U ni v ersit ári o A d v e ntist a, b e m c o m o à Di vis ã o
S ul A m eri c a n a d a I A S D p or a p oi ar e m esta pes q uis a e p er mitir e m o a c ess o às es c ol as d a
r e d e a d v e ntist a n a A m éri c a L ati n a.
Fi n a n ci a m e nt o : N ã o h o u v e f o m e nt o.
C o nflit os d e i nt e r ess e : N ã o h á c o nflit os d e i nt er ess e.
A p r o v a ç ã o éti c a : N ã o h o u v e n e c essi d a d e d e s u b miss ã o a o C o mit ê d e Éti c a .
Dis p o ni bili d a d e d e d a d os e m at e ri al : Os d a d os e m at eri ais utili z a d os n o tr a b al h o est ar ã o
dis p o v eis p ar a a c ess o m e di a nt e a ut ori z aç ã o d as a ut or as .
C o nt ri b ui ç õ es d os a ut o r es : St ell a d e M ell o: C o n c eit u ali z a ç ã o, M et o d ol o gia, V ali d a ç ã o,
A n ális e f or m al, I n v esti g a ç ã o, C ur a d ori a d e d a d os, R e d a ç ã o R as c u n h o Ori gi n al, Es crit a
R e vis ã o e E di ç ã o, Vis u ali z a ç ã o, A d mi nistr a ç ã o d e pr oj et os. Gr a ç a C al d as:
C o n c eit u ali z a ç ã o, M et o d ol o gi a, V ali d a ç ã o, C ur a d ori a d e d a d os, R e d a ç ã o R as c u n h o
Ori gi n al, Es crit a R e vis ã o e E diç ã o, S u p er vis ã o, A d mi nistr a ç ã o d e pr oj et os.
P r o c ess a m e nt o e e dit o r a ç ã o: E dit o r a I b e r o -A m e ri c a n a d e E d u c a ç ã o
R e vis ã o, f or m at a ç ã o, n or m ali z a ç ã o e tr a d u ç ã o
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 1
TEACHER SHORTAGE IN LATIN AMERICA: SOCIOLOGICAL FACTORS OF
REJECTION
APAGÃO DE PROFESSORES NA AMÉRICA LATINA: FATORES SOCIOLÓGICOS DA
REJEIÇÃO
ESCASEZ DE DOCENTES EN AMÉRICA LATINA: FACTORES SOCIOLÓGICOS DEL
RECHAZO
Stella de Mello SILVA
1
e-mail: stella.mello@acad.unasp.edu.br
Graça CALDAS
2
e-mail: gcald[email protected]
How to reference this paper:
Silva, S. M., & Caldas, G. (2026). Teacher shortage in Latin
America: sociological factors of rejection. Revista on line de
Política e Gestão Educacional, 30, e026053.
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.21249
| Submitted: 10/04/2026
| Revisions required: 24/04/2026
| Approved: 15/05/2026
| Published: 25/06/2026
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Adventist University Center of São Paulo (UNASP), Engenheiro Coelho São Paulo (SP) Brazil. University
professor and researcher in the Professional Graduate Program in Education (PPGED/UNASP).
2
State University of Campinas (UNICAMP), Campinas São Paulo (SP) Brazil. University professor and
researcher (Labjor/IEL).
Teacher shortage in Latin America: sociological factors of rejection
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 2
ABSTRACT: This study analyzes factors contributing to the rejection of teaching careers
among high school students in the Adventist Network in Latin America. A mixed-methods
survey of 987 students from eight countries, grounded in Bauman’s theory of liquid modernity,
was used, revealing a preference for bachelors degrees (67.3%) over teaching degrees (6.7%).
The main factor influencing the choice was personal fulfillment and interest in the field
(53.3%), followed by salary and financial stability (28.1%). Regarding external influence,
56.4% decide autonomously, while 21.2% cite their parents. The conclusion is that the
incompatibility between contemporary aspirations and the traditional teaching career is a
determining factor in the crisis of attractiveness, requiring policies to redefine the profession.
KEYWORDS: Teaching career. Social change and education. Career choice. Adventist
Education Network.
RESUMO: Este estudo analisa fatores da rejeição à carreira docente entre jovens do ensino
médio da Rede Adventista na América Latina. Utilizou-se pesquisa mista com survey aplicado
a 987 estudantes de oito países, fundamentada na teoria da modernidade líquida de Bauman,
e revela preferência por bacharelados (67,3%) sobre licenciaturas (6,7%). O principal fator de
escolha foi realização pessoal e interesse pela área (53,3%), seguido por salário e estabilidade
financeira (28,1%). Quanto à influência externa, 56,4% decidem autonomamente, enquanto
21,2% citam os pais. Conclui-se que a incompatibilidade entre aspirações contemporâneas e
a carreira docente tradicional é determinante na crise de atratividade, exigindo políticas de
ressignificação da profissão.
PALAVRAS-CHAVE: Carreira do magistério. Mudança social e educação. Escolha
profissional. Rede Adventista de Ensino.
RESUMEN: Este estudio analiza los factores que contribuyen al rechazo de la carrera docente
entre estudiantes de secundaria de la Red Adventista en América Latina. Se utilizó una encuesta
de métodos mixtos con 987 estudiantes de ocho países, basada en la teoría de la modernidad
líquida de Bauman, la cual reveló una preferencia por las carreras de grado (67,3%) sobre los
profesorados (6,7%). El principal factor que influyó en la elección fue la realización personal
y el interés por la profesión (53,3%), seguido del salario y la estabilidad financiera (28,1%).
En cuanto a la influencia externa, el 56,4% decide de forma autónoma, mientras que el 21,2%
cita a sus padres. La conclusión es que la incompatibilidad entre las aspiraciones
contemporáneas y la carrera docente tradicional es un factor determinante en la crisis de
atractivo de la profesión, lo que exige políticas para redefinirla.
PALABRAS CLAVE: Carrera docente. Cambio social y educación. Elección de carrera. Red
de Educación Adventista.
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 3
INTRODUCTION
The established literature links the attractiveness of a teaching career to improvements
in salary and working conditions (Gatti & Barreto, 2009; Masson, 2017). However, this
predominantly economic approach neglects sociological, cultural, and identity-related
dimensions that are essential to contemporary career choices. By focusing on socioeconomic
status, studies rarely explore intersections with identity and perceptions of the futurea critical
gap in light of the transformations of postmodernity, particularly the theory of liquid modernity
(Bauman, 2001).
In light of this, the study asks: How does the profile of the individual in liquid society
(Bauman, 2001) explain the lack of appeal of teaching among young Latin American high
school students? The central objective is to analyze the intersections between the
socioeconomic and sociocultural factors that determine this rejection, linking empirical data to
Zygmunt Baumans (2001) theory. To this end, the study is based on four hypotheses: H1
Symbolic Hierarchy: this rejection is based less on salary issues and more on the perception of
teaching as incompatible with contemporary aspirations for fluidity and adaptability. H2
Identity Mediation: the influence of socioeconomic factors on the careers attractiveness is
mediated by identity variables inherent to life projects in liquid modernity. H3 Value Paradox:
young people cognitively recognize the social importance of the profession but emotionally
reject it due to dissonance with their identity aspirations. H4 Erosion of Authority: The loss
of pedagogical authority in liquid modernity reduces teachers ability to influence students
career choices, thereby inhibiting the reproduction of the teaching profession.
This research problem and its hypotheses have been linked to the teacher shortage in
Latin America, which stems from economic, political, and institutional factors (Almeida et al.,
2019). Low pay and poor working conditions make it difficult to retain professionals, while
holding multiple jobs overburdens teachers and undermines teaching. Although financial
incentives are helpful, public recruitment policies are hampered by discontinuity and structural
fragmentation. Furthermore, even though continuing education is essential for career retention
(Almeida et al., 2019), the mismatch between pedagogical training and the complexity of the
school environment has led to burnout and a sense of professional devaluation.
The distribution of the teaching workforce is severely affected by teacher migration
(Palma-Vasquez et al., 2022). In the Brazilian context, the movement of teachers from rural
areas to urban centers (Grinshtain, 2022) exacerbates regional inequalities (Fusco et al., 2023).
This trend, characterized by transfers to schools with students possessing greater sociocultural
Teacher shortage in Latin America: sociological factors of rejection
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 4
capital, exacerbates shortages in vulnerable areas (Alves et al., 2015). Consequently,
socioeconomically disadvantaged regions experience a shortage of teachers and a lower average
quality of the teaching staff (Ingersoll & Tran, 2023), fueling a cycle of educational
disadvantage linked to demotivation and a lack of prospects for development.
PUBLIC EDUCATION POLICIES IN LATIN AMERICA
The discussion of public education policies in this section is based on a central analytical
premise: the attractiveness of the teaching profession cannot be understood merely as a linear
response to salary, formal career paths, or regulatory frameworks, but rather as the result of the
interaction between material conditions, symbolic recognition, and opportunities for subjective
identification with the profession. In this vein, the selection of policies examined here follows
a comparative approach guided by two criteria. The first is institutional; that is, it prioritizes
programs, plans, or regulatory frameworks explicitly focused on teaching, teacher training, or
professional recognition. The second is sociological, as it seeks to observe to what extent such
state initiatives focus solely on the material aspects of the career or also address the mechanisms
of career rejectionunderstood here as a lack of vocational interest in pursuing teachingand
the perception of devaluation, understood as the psychosocial perception of low prestige, fragile
recognition, and a loss of public legitimacy for the profession. The distinction between these
two dimensions is crucial, because a policy can improve administrative parameters without
necessarily altering the social perception that deters young people from entering the teaching
profession.
Before proceeding with the comparative analysis, it is important to clarify the empirical
framework underpinning this section. The study is based on a final sample of N = 987 high
school seniors from the Adventist school system in eight South American countries, obtained
through an online survey administered between September 16 and 30, 2025. The demographic
composition showed a slight predominance of females (52.2%) and an age distribution
concentrated among 17-year-olds (65.1%) and 18-year-olds (20.5%). Regarding the
distribution by country, the sample included participants from Bolivia (28.7%), Ecuador
(18.4%), Brazil (18.3%), Chile (11.4%), Peru (8.9%), Paraguay (5.7%), Argentina (4.6%), and
Uruguay (4.1%). These data are relevant because they define the analytical scope of the
comparisons: this section does not aim to measure, in a national statistical sense, the
effectiveness of each public policy, but rather to interpret how different state arrangements
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 5
interact with patterns of teacher attractiveness observed in a multinational sample of young
people from the same institutional context.
In terms of sources, the comparison employs a deliberately asymmetrical triangulation.
For Brazil, the analysis of government action is based primarily on documents from the
Ministry of Education (Brasil, 2025) and on federal regulations directly related to the
recognition and recruitment of teachers (Ministério da Educação, 2025). For the other countries,
the analysis draws on, whenever available, comparable indicators and summaries from the
Organization for Economic Cooperation and Development (OECD, 2024), linking them to
national ministerial documents to capture the specific nature of the policy under analysis. This
approach enhances comparative clarity but imposes limitations that must be acknowledged.
First, national systems have distinct institutional architectures, which prevents perfect
equivalence between programs. Second, not all countries have the same degree of coverage in
international databases, which is why the triangulation between OECD data and national
documents should be interpreted as an interpretive comparison rather than a strictly
homogeneous measure of government performance. In other words, this section compares
policy guidelines and their potential sociological effects on the attractiveness of the career path,
without assuming full comparability among all the data sources used.
In light of this context, the Brazilian case is particularly illuminating. The Mais
Professores para o Brasil [More Teachers for Brazil] program seeks to combine financial
incentives, institutional support, and public recognition of the teaching profession (Ministério
da Educação, 2025), while recent federal regulations signal a government-led effort to address
the teacher shortage (Brasil, 2025). Nevertheless, the manuscript reports a 31.6% career
rejection rate among Brazilian respondentsan indicator of vocational disinterest that should
not be confused with a mere negative assessment of the professions social status.
Sociologically, this suggests that government action, while relevant, continues to operate more
at the level of career supply than at the level of its subjective desirability. In contexts marked
by the individualization of career paths, the pursuit of flexibility, and the centrality of self-
actualization, recruitment policies tend to lose effectiveness when they fail to reestablish
teaching as a plausible identity horizon.
In Chile, on the other hand, the combination of the Plan Nacional Docente [National
Teaching Plan] and Law 21.625 points to a strategy more strongly linked to professional
development and the social recognition of teachers (Ministerio de Educación de Chile, 2024).
In this case, the most consistent data cited is not a direct indicator of career rejection among
Teacher shortage in Latin America: sociological factors of rejection
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 6
Chilean respondents, but rather a contextual fact: only 17% of teachers report feeling valued,
according to the OECD (2024). Therefore, the relevant concept here is the perception of
devaluation, rather than career rejection in the strict sense. The fact that Chile accounts for
11.4% of the sample reinforces the need for interpretive caution: the Chilean subsample allows
us to situate the country within the comparative framework, but does not justify automatically
converting sample composition into a measure of vocational orientation. Nevertheless, the low
perceived value sheds light on a sociologically relevant point: when a profession is recognized
as functional to the educational system but remains symbolically weakened, the career tends to
be institutionally stable and, at the same time, culturally unappealing to new generations.
In Argentina, the 20232024 Plan Nacional de Evaluación Educativa [National
Educational Assessment Plan] is set against a backdrop of heightened political and institutional
tension and recurring shifts in public priorities (Gobierno de Argentina, 2023). In this context,
the discontinuity of government action does not merely produce administrative inefficiency; it
erodes career predictability and weakens young peoples confidence in occupations that are
heavily dependent on public coordination. For this reason, the most appropriate analytical
category for the Argentine case is, once again, that of a perceived devaluation, rather than a
simplistic rejection of the teaching profession. Although the Argentine subsample is small
(4.6%), the country is a relevant case for analysis because it demonstrates that the attractiveness
of teaching also depends on the symbolic stability of institutions: when the state does not
present itself as a consistent guarantor of the career, teaching comes to be perceived as a choice
with high costs and low predictability.
In Peru, the emphasis on performance-based salary incentives and teacher evaluation
policies (Ministerio de Educación del Perú, 2024) reveals another pattern of government
intervention. The most important sociological point, however, is that improved material
incentives do not, in and of themselves, reverse a lack of vocational interest. In contexts where
professional recognition remains fragile and the career is perceived as demanding and limited
in terms of autonomy, economic rewards tend to function as a necessary but not sufficient
condition. Thus, when the manuscript links the Peruvian case to career rejection, the argument
gains consistency only if one acknowledges that young peoples refusal stems from a
combination of insufficient incentives, low symbolic attractiveness, and difficulties in
identifying with the teaching profession. The fact that Peru accounts for 8.9% of the sample
indicates that the country is a significant part of the comparative framework, even if it does not
allow for definitive national conclusions.
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 7
Ecuador, for its part, is committed to policies focused on Intercultural Bilingual
Education, with support and guidance from multilateral organizations (UNESCO, 2024). This
is an important agenda from the perspective of inclusion, linguistic diversity, and territorial
recognition; however, it does not directly address the social mechanisms that lead to career
rejection among young high school graduates. Therefore, in the Ecuadorian case, the main
analytical contribution of the observed policy lies less in attracting new candidates to the
teaching profession and more in demonstrating that sector-specific educational policies can be
robust without directly addressing the issue of the teaching professions attractiveness. Given
that Ecuador accounts for 18.4% of the sample, the case suggests that curricular inclusion and
occupational valorization, while related, are not equivalent dimensions of educational policy.
Bolivia, which accounts for 28.7% of the participants and constitutes the largest national
contingent in the sample, occupies a strategic position in this comparison. Precisely because of
its empirical weight, the country demonstrates how the absence of broadly identifiable
initiatives to attract people to the teaching profession limits the states ability to compete, on a
symbolic level, with young peoples preference for other career paths. In this case, rather than
merely noting a programmatic absence, the sociological analysis points to a void in institutional
mediation: when there is no sufficiently visible public policy to reposition teaching as a career
with a future, occupational decisions tend to be influenced by factors external to the field of
education, such as social mobility, comparative status, and the promise of professional
flexibility.
In Paraguay and Uruguay, whose subsamples correspond to 5.7% and 4.1%,
respectively, the problem is similar, albeit on a smaller empirical scale. In both cases, the lack
of recent policies clearly aimed at enhancing the attractiveness of teaching suggests that the
teaching profession remains subject to a kind of institutional inertia: its systemic importance is
recognized, but there is insufficient public intervention to make it a desirable career choice for
young people. Consequently, the absence of state mechanisms for symbolic revaluation
reinforces a pattern already identified throughout the rest of the region: the profession retains
normative legitimacy but loses cultural competitiveness in the face of occupations perceived as
more prestigious, dynamic, or compatible with contemporary values.
Taken together, the eight cases show that the fragmentation of Latin American public
policies stems not only from differences in administrative capacity but also from differing
conceptions of the public problem itself. In some countries, the focus is on compensation, career
paths, and regulation; in others, on evaluation, inclusion, or training; in very few, however, does
Teacher shortage in Latin America: sociological factors of rejection
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 8
policy explicitly address the disconnect between the abstract social value of teaching and its
low practical appeal to young people. Thus, the main comparative finding of this section is that
the regional crisis is not limited to a shortage of incentives but involves a contest over the social
meaning of the profession. Consequently, regional cooperation takes on strategic importance,
whether through academic exchange and training initiatives within Mercosur or through
seminars and shared agendas for the valorization of the teaching profession (CAPES, 2024). In
summary, effective policies to address the teacher shortage will need to simultaneously address
material improvements, institutional stability, and the symbolic reconstruction of teaching as a
socially legitimate and biographically desirable career.
CURRENT OVERVIEW: STRUCTURAL INDICATORS
Despite progress toward a National Professional Minimum Wage of R$ 4,867.77
(Brasil, 2025), the teaching profession faces severe structural challenges in the country. Job
insecurity and burnout are reflected in the fact that 51.6% of teaching positions at the state level
are temporary (Todos Pela Educação, 2024) and that 79.4% of teachers have considered leaving
the profession (Agência Brasil, 2024). Consequently, low social recognition (OECD, 2019)
limits the professions appeal to just 18% of young people (Instituto Península, 2021).
The established literature attributes this devaluation to economic and structural factors.
Studies such as those by Lüdke and Boing (2004), Gatti and Barreto (2009), and Tartuce et al.
(2010) link this lack of interest to low pay and precarious working conditions, a perspective
reinforced by Masson (2017) and Souto and Paiva (2016).
Although fundamental, these contributions have an analytical limitation in that they
reduce a complex phenomenon to economic determinism. By focusing on these variables, the
literature neglects the sociological, cultural, and identity-related dimensions, which are equally
or even more decisive in contemporary career choices.
THE UNEXPLORED SOCIOLOGICAL BIAS: BEYOND ECONOMIC
DETERMINISM
Recent literature points to an analytical perspective in which the rejection of a teaching
career goes beyond financial considerations and is rooted in profound social transformations.
Empirical data support this view: although 50% of young Brazilians have considered teaching,
only 5% decide to pursue it (Instituto Península, 2021). The main reasons include the perception
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 9
that the profession is excessively challenging, social devaluation, and disrespect from students.
This creates a paradox: young people recognize the positive impact of the profession on
peoples lives (94%) and on the country (93%), yet they reject it as a personal life path.
The report O Futuro da Docência [The Future of Teaching] (Conectando Saberes, 2023)
emphasizes that this lack of motivation stems from a lack of prestige, job insecurity, and a lack
of opportunities for growth. The fact that 26.6% of educators seek spaces for listening and
professional development highlights that the crisis of attractiveness is linked to issues of
identity, contrasting with the limited possibilities for self-actualization perceived in the career.
In the theoretical realm, Nóvoa (2017) and Tardif (2014) link this crisis to the identity
shifts of postmodernity, characterized by young peoples search for flexibility and autonomy,
which are incompatible with traditional career models. Furthermore, Dubet (2002) and Charlot
(2013) suggest that this rejection reflects broader cultural shifts in the valuation of knowledge
and pedagogical authority.
In Brazil, Gonçalves (2024) and Martins and Kohan (2025) analyze these dimensions
from the perspective of Zygmunt Baumans (2001) liquid modernity. However, these
investigations remain predominantly theoretical and still lack systematic empirical validation.
METHODOLOGICAL DESIGN
This study adopts a mixed-methods exploratory design to investigate the sociological
factors underlying the rejection of a teaching career among young Latin Americans nearing the
end of high school. This design is justified by the complexity of the phenomenon, which
requires an integrated understanding of both the statistical magnitude of this rejection and the
meanings that guide career choices in the context of liquid modernity (Bauman, 2001).
Based on a pretest (Silva & Caldas, 2026), the qualitative component analyzes open-
ended responses to capture discursive nuances and social representations that cannot be
quantified but are essential to understanding the phenomenon (Creswell & Creswell, 2018). In
addition, the quantitative stage, operationalized via a survey, measures attitudes, associations
between variables, and comparative trends across the eight participating countries.
Methodological integration occurs in the design of the instrumentwhich combines closed-
ended and open-ended questionsand in the analysis, where quantitative data outline the
structural landscape of rejection, while qualitative data reveal its causal mechanisms and
processes of meaning.
Teacher shortage in Latin America: sociological factors of rejection
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 10
POPULATION AND SAMPLE
The selection of the Adventist school system in eight Latin American countries is based
on operational, methodological, and theoretical criteria, going beyond mere convenience.
Operationally, one of the authors affiliation with the Adventist University Center of São Paulo
(UNASP) enabled standardized and simultaneous data collection across diverse geographic
contexts, overcoming the logistical barriers of a multicenter study.
Methodologically, the networks standardized curriculum and administration serve to
control for confounding variables. By minimizing institutional heterogeneity, the study design
allows the dynamics of liquid modernity to emerge as explanatory variables, constituting a
critical case study (Flyvbjerg, 2006) aimed at analytical generalization (Yin, 2018).
Theoretically, Adventist schools promote values of solid modernity (Bauman, 2001), such as
vocation and long-term commitment. This establishes a most likely case (Eckstein, 1975):
the high rejection rate of the teaching profession (only 6.7% interest)even in an institutional
environment favorable to teachingstrengthens the explanatory power of the theory of liquid
modernity.
Despite this institutional homogeneity, the network serves a socioeconomically diverse
student body (Knight, 2015). This combination isolates the analytical variable without
compromising external validity. It is recognized, however, that non-probability sampling limits
statistical generalizability, requiring that future studies incorporate probability samples in
secular and public contexts.
This study builds upon a Brazilian pilot study (Silva & Caldas, 2026), conducted in
2024, which identified individualization and a lack of recognition as critical factors contributing
to the decline in teacher education programs. Based on these findings, the research was
expanded to eight South American countries, focusing on high school graduates because they
are at a decisive moment in consolidating their career choices (Bohoslavsky, 1977; Levenfus &
Soares, 2010). Convenience sampling was adopted, a strategy appropriate for exploratory
studies (Creswell & Creswell, 2018; Flick, 2018). The inclusion criteria were: (1) enrollment
in the 3rd year of high school in the Adventist school system in 2025; (2) appropriate age range
(16 to 18 years); (3) voluntary and anonymous participation, waiving the need for a formal
Informed Consent Form (ICF), in accordance with Resolution No. 674/2022 (Brasil, 2022); and
(4) internet access. To preserve the heterogeneity of the sample, no sociodemographic or
academic exclusion criteria were applied.
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 11
DATA COLLECTION INSTRUMENTS AND STEPS
The data collection instrument was developed specifically for this study, based on the
literature on the attractiveness of the teaching profession, career choice, and liquid modernity
(Bauman, 2001, 2007; Gatti et al., 2019a, 2019b; Tartuce et al., 2010), as well as the theoretical
framework of the hypotheses (H1 through H4). The construction of the questionnaire involved
translating the hypotheses into measurable variables, reviewing previously validated
instruments (e.g., Tartuce et al., 2010; Louzano et al., 2010), and conducting a pretest with 71
students to ensure clarity.
Titled Career Choices and Perceptions of the Teaching Profession, the final
questionnaire contains 47 items divided into six sections: (1) Sociodemographic Data, for
statistical control; (2) Career Choices, focused on course preferences and decision-making
factors, operationalizing H1 and H3; (3) Influences and Expectations, which measure the
influence of external factors and future prospects (H2 and H4); (4) Perceptions of the Teaching
Career, central to H1 and H3, using a Likert scale; (5) Technology and Education, assessing the
digital impact on teaching (H4); and (6) Hypothetical Scenarios, to test the sensitivity of choices
to structural changes (H2 and H3).
Originally written in Portuguese, the instrument was translated into Spanish and
reviewed by an educational coordinator from the Adventist network in the seven Spanish-
speaking countries. This process ensured cultural and terminological equivalence prior to its
implementation.
Data collection took place online via Google Forms between September 16 and 30,
2025, a period chosen to minimize temporal biases. Access was facilitated by the networks
general coordination (South American Division DSA), which forwarded the link to school
principals for distribution to 3rd-year students. Participation was strictly anonymous and
voluntary. Of the 1,023 initial responses, incomplete or duplicate questionnaires were excluded,
resulting in a final sample of N = 987 students.
STATISTICAL ANALYSIS
Quantitative analysis was performed using Jamovi 2.6.44 software (The Jamovi Project,
2024). Descriptive statistics included absolute and relative frequencies for categorical variables,
as well as measures of central tendency and dispersion for continuous variables.
Teacher shortage in Latin America: sociological factors of rejection
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 12
To measure the practical magnitude of the associations and mitigate the limitations of
relying solely on p-values (Sullivan & Feinn, 2012), effect sizes were calculated: Cramérs V
for contingency tables (Cohen, 1988) and Cohens d for comparisons of means.
A significance level of α = 0.05 was adopted. Cases with missing data on key variables
were excluded from specific analyses. Since this attrition rate was less than 5%, the validity of
the tests was preserved, and the effective sample size (valid N) is reported individually in the
results tables.
RESULTS
Analysis of the data revealed significant differences among participating countries with
regard to the representativeness indicator, defined here as the proportion of students from each
country within the total sample (N = 987). This indicator does not refer to external variables
such as national population size, the number of teachers in the workforce, or government
statisticsbut exclusively to each countrys relative participation in the surveys pool of
respondents, reflecting the sampling weight of each national context in the composition of the
results.
Thus, the representativeness of the countries should be interpreted as the percentage of
young people graduating from Adventist high schools, by country, who made up the surveyed
sample. It is, therefore, an indicator internal to the study, which expresses the volume of data
obtained in each country and allows for an understanding of the comparative scope of the
findings. In practical terms, this means that countries with a larger number of respondents exert
greater statistical influence on the identified patterns, while countries with lower participation
contribute with less relative weight to the analysis of regional trends.
Based on this criterion, Bolivia had the highest representation (28.7%), followed by
Ecuador (18.4%), Brazil (18.3%), and Chile (11.4%). The remaining countries had lower
representation: Argentina (4.6%), Paraguay (5.7%), Peru (8.9%), and Uruguay (4.1%). These
proportions reflect the actual distribution of students in the surveyed school system who were
available and participated in the study during the data collection period, and do not represent
any form of statistical balance among countries.
Any interpretation of the results must take this sample composition into account, as the
presentation of the dataespecially those related to the rejection of a teaching career and the
sociocultural perceptions analyzedderives directly from each countrys proportional weight
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 13
in the sample. Thus, the concept of representativeness used in this study serves to contextualize
the countries representation in the sample and ensure transparency in the interpretation of the
comparative findings (Table 1).
Table 1.
Sociodemographic characteristics
What country do you live in?
n
Argentina
46
Bolivia
284
Brazil
181
Chile
113
Ecuador
182
Paraguay
56
Peru
88
Uruguay
41
How old are you?
15 years old
1
16 years old
123
17 years old
645
18 years old
203
19 years old or older
19
What is your gender?
Female
517
Male
474
Note. Prepared by the authors using data from the survey.
Table 2 shows that the majority of respondents stated their intention to enroll in
bachelors degree programs (67.3%), while 12.4% had not yet decided and 11% opted for
technical programs. Only 2.6% stated that they did not intend to pursue higher education. The
areas of greatest interest were Biological and Health Sciences (34.5%), followed by Legal and
Social Sciences (26.0%) and Engineering and Technology (24.6%), highlighting a preference
for fields traditionally associated with social prestige and employability. The main factor cited
for choosing a career was personal fulfillment and interest in the field (53.3%), followed by
salary and financial stability (28.1%). Regarding external influence, 56.4% stated that they
decide for themselves which profession to pursue, while 21.2% cited their parents as the main
influencers. As for perceptions of the job market, 41.3% believe there are opportunities for
those who are qualified, but 29.3% consider it very competitive. The main concern regarding
their professional future was not being able to find a job in their desired field (28.6%), followed
by low pay (24.2%) and lack of stability (16.6%).
Teacher shortage in Latin America: sociological factors of rejection
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 14
Table 2.
Aspects that influence the choice of a course
What kind of college program do you plan to pursue?
n
%
I havent decided yet
123
12.4
Bachelors degree (e.g., Medicine, Law, Engineering, Theology)
667
67.3
Teaching degree (e.g., Education, Language and Literature, Mathematics, Biology)
66
6.7
I do not plan to attend college
26
2.6
Technical degree
109
11.0
Which field of study interests you the most?
Biological and Health Sciences (e.g., Medicine, Veterinary Medicine, Biology, Physical
Therapy, Psychology)
342
34.5
Humanities (e.g., Philosophy, Sociology, Anthropology, Political Science)
84
8.5
Legal and Social Sciences (e.g., Law, Economics, Business Administration, International
Relations)
258
26.0
Education (e.g., Education, Language and Literature, History, Biology, Mathematics,
Geography)
63
6.4
Engineering and Technology (e.g., General Engineering, Systems Analysis, Digital Games)
244
24.6
What is the main factor influencing your career choice?
Good salary and financial stability
278
28.1
How easy it is to find a job
38
3.8
Family influence
40
4.0
Opportunity to start a business
78
7.9
Social prestige of the profession
29
2.9
Personal fulfillment and interest in the field
528
53.3
Who else influences your career decisions?
Friends
12
1.2
Myself
559
56.4
My parents
210
21.2
Media/Internet/TV shows
56
5.7
No one in particular
113
11.4
Other family members (grandparents, aunts/uncles, cousins)
36
3.6
Teachers
5
0.5
How do you view the current job market?
Favorable only for certain fields (e.g., technology, healthcare)
101
10.2
There are opportunities for those who are qualified
409
41.3
Unstable and uncertain
97
9.8
Very competitive; difficult to find a job
290
29.3
I havent formed an opinion yet
94
9.5
What concerns you most about your professional future?
High competition in the job market
63
6.4
Earning little money
240
24.2
Technological changes making my profession obsolete
51
5.1
Not being able to find a job in the field I want
283
28.6
Not finding professional fulfillment
158
15.9
Not being recognized as an individual
31
3.1
Lacking professional stability
165
16.6
Note. Prepared by the authors using data from the survey.
Table 3 shows that the majority of students do not consider a career in teaching (78.8%),
with the main reasons being: interest in other fields (31.3%), lack of a calling (19.3%), low
salaries (19.0%), and stress/workload (18.4%).
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 15
Table 3.
On whether or not to become a teacher
Have you ever considered becoming a teacher?
n
%
No (this includes having considered it at some point but then giving up
on the idea)
781
78.8
Yes (this includes considering it as a second option)
210
21.2
If you do NOT consider becoming a teacher, what is the main
reason?
Difficult working conditions (infrastructure, violence)
28
3.0
Disrespect and discipline problems among students
41
4.4
Stress and excessive workload
172
18.4
Lack of social recognition
43
4.6
I dont have a calling for teaching
180
19.3
Low salaries
177
19.0
Im interested in other fields
292
31.3
Note. Prepared by the authors using data from the survey.
Regarding social representations and perspectives on teaching (Table 4), the results
show that young people recognize the social importance of teaching but perceive it as a career
marked by low pay (37.1%), social devaluation (23.3%), and adverse working conditions
(violence, poor infrastructure, and excessive bureaucracy). The image of teachers in todays
society is predominantly that of someone important yet undervalued (62.0%), although there
are negative perceptions, such as a profession in decline (9.6%). Despite this, more than half
of the participants (54.4%) defined the profession as essential to society and deserving of
greater appreciation, revealing a contradiction between symbolic recognition and practical
rejection of the career.
Regarding the role of teachers in relation to technology, the majority believe that
teachers remain necessary, even though they are partially replaceable by artificial intelligence
in some subjects (42.0%). As for inspiration, 60.2% reported that some or several teachers
motivate them, but 39.3% stated that they would not pursue the career even with better salaries,
indicating that the rejection is not limited to financial considerations. Finally, the view of
teaching was largely positive, with 45.2% describing it as a noble and transformative mission,
although a significant portion associates it with a lack of patience (26.0%) or a lack of personal
affinity (21.0%). These findings reveal a generation of young people who symbolically value
teaching but do not consider it an attractive career choice, primarily due to structural conditions
and low social recognition.
Teacher shortage in Latin America: sociological factors of rejection
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 16
Table 4.
Social representations and perspectives on teaching
In your opinion, what is the main problem with a teaching career in your country?
n
%
The social devaluation of the profession
231
23.3
Low pay
368
37.1
Bureaucracy and excessive workload
61
6.2
Lack of government support
133
13.4
Poor school infrastructure
88
8.9
Violence and discipline problems in schools
110
11.1
How do you view teachers in todays society?
It depends on the teacher
3
0.3
Lack of vocation
5
0.5
Important, but undervalued
614
62.0
I have no opinion
179
18.1
Poorly prepared
5
0.5
A profession in decline and obsolete
95
9.6
An essential profession that is duly valued
88
8.9
Overworked, underpaid, and underappreciated
2
0.2
Do you believe its possible to learn without a teacher?
It depends on the subject
85
8.6
Partially, but teachers are still necessary
610
61.6
No, teachers are irreplaceable
192
19.4
Yes, technology can completely replace teachers
104
10.5
Do you think artificial intelligence can replace teachers?
Im not sure about that
83
8.4
No, it will never be able to completely replace them
347
35.0
Partially, in some subjects
416
42.0
Yes, completely in the near future
145
14.6
At your school, do teachers inspire you professionally?
Some teachers inspire me
349
35.2
No teachers inspire me
89
9.0
Ive never thought about it
53
5.3
A few teachers inspire me
252
25.4
Yes, several teachers inspire me
248
25.0
If teaching offered better pay, would you consider it as a career?
I dont know how to answer
30
3.0
No, I still wouldnt be interested
389
39.3
Yes, definitely
186
18.8
Maybe, it would depend on other factors
386
39.0
Which of these statements best represents your view on teaching?
Teaching requires a lot of patience, which I dont have
258
26.0
Teaching is important, but its not for me
208
21.0
Teaching is a noble and transformative calling
448
45.2
Teaching is a profession like any other
51
5.1
Teaching is a profession of the past
26
2.6
Finally, complete the sentence: The teaching profession is...
Essential to society and should be more highly valued
539
54.4
Important, but undervalued and unattractive
276
27.9
A career that can be rewarding despite the difficulties
77
7.8
An option for those who cant find other professions
55
5.5
A profession on the verge of extinction due to technology
44
4.4
Note. Prepared by the authors using data from the survey.
Data analysis revealed that country of origin was significantly associated with
consideration of a teaching career (χ²(7) = 44.1; p < 0.001). Participants from Bolivia reported
a higher-than-expected frequency of affirmative responses, while those from Brazil and
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 17
Uruguay reported a lower frequency of affirmative responses. In Ecuador, a borderline trend
toward a lower proportion of affirmative responses was observed. No significant differences
were found between men and women (χ²(1) = 0.007; p = 0.931) (Table 5).
Field of study was also associated with willingness to become a teacher (χ²(4) = 122; p
< 0.001). Students in the Humanities gave affirmative responses more frequently, while those
in the Biological and Health Sciences and in Engineering and Technology gave affirmative
responses less frequently. The field of Education stood out with a strong positive association,
recording fewer negative responses and more affirmative responses. Furthermore, perceptions
regarding teacher inspiration proved to be relevant (χ²(4) = 16; p = 0.003), with a lower
frequency of affirmative responses among those who reported not feeling inspired by their
teachers. The results suggest that teacher inspiration is a factor associated with a higher
likelihood of considering a career in teaching.
Salary considerations were another decisive factor (χ²(2) = 230; p < 0.001): participants
who stated that they would not pursue the career even with better pay gave fewer affirmative
responses, while those who answered yes, definitely gave more positive responses. The
analysis of concerns regarding professional future also indicated a significant association (χ²(6)
= 14.4; p = 0.026), but no adjusted residual exceeded the critical value of ±1.96, suggesting that
no single category contributed in a distinct manner. Finally, views on teaching were strongly
associated with the willingness to pursue a career in teaching (χ²(4) = 88.2; p < 0.001), with
negative perceptions (its not for me, I dont have the patience) linked to lower interest,
and positive perceptions (a noble and transformative mission) linked to a greater propensity
to consider a career in teaching.
Table 5.
Independent chi-square test and Fishers exact test of associations between sociodemographic,
academic, and motivational variables and the consideration of a teaching career
Considered
being a teacher
Adjusted
residuals*
Country of origin
No
a
Yes
b
χ²(gl)
p
No
Yes
Argentina
31
15
44.1(7)
< 0.001
Bolivia
194
90
2.040
3.578
Brazil
162
19
3.467
Chile
88
25
Ecuador
155
27
1.970
Paraguay
45
11
Peru
68
20
Uruguay
38
3
2.235
Gender
Female
408
109
0.007(1)
0.931
Male
373
101
Teacher shortage in Latin America: sociological factors of rejection
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 18
Which field of study interests you the
most?
Biological and Health Sciences (e.g.,
Medicine, Veterinary Medicine,
Biology, Physical Therapy, Psychology)
286
56
122(4)
< 0.001
2.02
Humanities (e.g., Philosophy, Sociology,
Anthropology, Political Science)
53
31
2.83
Law and Social Sciences (e.g., Law,
Economics, Business Administration,
International Relations)
217
41
Education (e.g., Education, Language
and Literature, History, Biology,
Mathematics, Geography)
18
45
5.174
6.79
Engineering and Technology (e.g.,
General Engineering, Systems Analysis,
Digital Games)
207
37
2.16
What is the main factor influencing
your career choice?
Good salary and financial stability
230
48
6.44(5)
0.266
Ease of finding a job
29
9
Family influence
30
10
Opportunity to start a business
66
12
Social prestige of the profession
22
7
Personal fulfillment and interest in the
field
404
124
Who else influences your career
decisions?
Friends
8
4
6.51(6)
0.369
Myself
447
112
My parents
167
43
Media/Internet/TV shows
46
10
No one in particular
81
32
Other family members (grandparents,
aunts and uncles, cousins)
29
7
Teachers
3
2
In your opinion, what is the main
problem with a teaching career in your
country?
The social devaluation of the profession
185
46
6.65(5)
0.248
Low pay
297
71
Bureaucracy and excessive workload
49
12
Lack of government support
106
27
Poor school infrastructure
61
27
Violence and discipline problems in
schools
83
27
Total
781
210
At your school, do teachers inspire you
professionally?
Some teachers inspire me
267
82
16(4)
0.003
No teachers inspire me
82
7
3.137
Ive never thought about it
46
7
A few teachers inspire me
202
50
Yes, several teachers inspire me
184
64
If the teaching profession offered
better pay, would you consider it?
No, I still wouldnt be interested
376
13
230(2)
< 0.001
3.957
9.721
Yes, definitely
76
110
6.351
8.999
Maybe, it would depend on other factors
300
86
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 19
What concerns you most about your
professional future?
High competition in the job market
55
8
14.4(6)
0.026
Earning little money
195
45
Technological changes making my
profession obsolete
40
11
Not being able to find a job in the field I
want
208
75
Not finding professional fulfillment
135
23
Not being recognized as an individual
25
6
Lacking professional stability
123
42
Which of these statements best
represents your view on teaching?
Teaching requires a lot of patience,
which I dont have
231
27
88.2(4)
< 0.001
4.153
Teaching is important, but its not for
me
195
13
2.356
5.514
Teaching is a noble and transformative
mission
297
151
3.068
5.294
Teaching is a profession like any other
38
13
Teaching is a profession of the past
20
6
Note. Prepared by the authors using data from the survey.
a
This refers to having considered it at some
point but then giving up.
b
This refers to considering it as a second option. * Only residuals that differed
significantly from critical values of ±1.96 are reported.
DISCUSSION
Before interpreting the findings, it should be noted that not all the data presented in the
tables were analyzed in equal depth in the discussion. This decision stems from a
methodological criterion consistent with the exploratory mixed-methods design adopted: for
the main interpretation, priority was given to indicators directly linked to the studys
hypotheses, results with the greatest statistical significance, and variables with the greatest
theoretical depth to explain the rejection of a teaching career. Thus, although the set of tables
constitutes the complete descriptive overview of the research, the discussion focused on the
data most pertinent to the articles analytical frameworkparticularly those related to the
symbolic hierarchy of teaching, the identity-based mediation of professional choices, the value
paradox, and the erosion of teaching authority. This approach does not imply disregarding the
other results, but rather an analytical selection guided by thematic focus, interpretive coherence,
and argumentative economy, thereby preventing an excess of variables from compromising the
intelligibility of the central argument.
That said, the results indicate that demographic characteristics do not explain the
rejection of teaching, suggesting cross-cutting macrosocial and cultural causes (Bauman, 2012).
The homogeneity of the phenomenon reinforces the link between this rejection and broad
sociocultural transformations, especially Batesons (2000) third level of educationthe
Teacher shortage in Latin America: sociological factors of rejection
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 20
ability to deconstruct cognitive structureswhich is inherent in contemporary liquid life and
its demand for constant adaptation.
Silva and Caldas (2025) highlight that the teaching crisis in Latin America reflects a
complex crisis, driven by factors such as the devaluation of the teaching profession, with
unattractive salaries, precarious working conditions, and the perception of a lack of social
prestige (p. 231). In the digital age, the democratization of knowledge relativizes hierarchies
and transforms teaching authority into a negotiable value, generating a crisis of meaning that
breaks the vocational cycle. The erosion of this symbolic, intellectual, and moral authority
undermines the foundations of the vocation. Furthermore, Silva and Caldas (2025) highlight
that the redefinition of teacher education shifts the responsibility for structural failures onto the
individual, exposing tensions between market logic and the educational mission. At the same
time, the legitimization of knowledge through algorithms displaces the teacher from their
central position, forcing them to compete with non-pedagogical sources.
According to Tardif (2014), teachers knowledge is socially constructed and requires
collective recognition. Restoring the appeal of the teaching profession demands pedagogical
authority focused on critical guidance rather than informational control, recognizing teachers
as essential shapers of citizens. Similarly, Nóvoa (1992) warns that teacher education should
not be reduced to market-oriented training but should instead constitute a process of
development that enables autonomous and creative practiceattributes threatened by the
questioning of teachers authority.
The study reveals a value-based paradox: young people recognize the social importance
of teaching but rule it out as a life path because it does not align with contemporary identity
aspirations. This validates Hypothesis 1 (Symbolic Hierarchization), as the main reason for
rejection is not low salaries (19.0%) but interest in other fields (31.3%). This vocational
shift aligns with liquid modernity (Bauman, 2001, 2007). In a society that values fluidity and
adaptability, the stability and institutional rigidity of the teaching career are perceived as
anachronistic. The areas of greatest interest reflect the search for dynamic and flexible
trajectories, typical of the liquid subject.
The sensitivity analysis of appreciation policies supports Hypothesis 2 (Identity
Mediation). Although better wages is the main factor driving reconsideration (37.1%), the
combined demand for greater recognition and social prestige (23.3%) and better working
conditions (20%) demonstrates that the material dimension is insufficient. Crucially, 39.3%
state that nothing would make them change their minds, indicating an existential and identity-
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 21
based rejection that is immune to economic incentives. Thus, the socioeconomic influence on
attractiveness is mediated by identity-related variables. Job insecurity, exemplified by the
increase in temporary contracts (Todos Pela Educação, 2024), exacerbates the situation by
stripping the teaching career of its historical security and subjecting it to unwanted instability.
Regarding Hypothesis 3 (Value Paradox), the majority define teaching as essential
(54.4%), and 62% consider teachers important but undervalued. Furthermore, 45.2% associate
teaching with a noble mission. These data confirm that the rejection does not stem from a lack
of awareness of the careers social function, which remains symbolically legitimized. However,
this cognitive appreciation does not translate into occupational commitment. Teaching is
morally recognized but emotionally rejected as a life project, empirically confirming the
dissociation between the collective importance of the profession and its desirability as a source
of identity.
Hypothesis 4 (Erosion of Authority) finds strong empirical support. In the epistemic
dimension, 52.5% of students believe that artificial intelligence can partially or completely
replace teachers, calling into question their monopoly on knowledge in the information society
(Castells, 2015; Siemens, 2005). In terms of vocational authority, 34.4% report little or no
inspiration from their teachers, highlighting a breakdown in the vocational cycle (Nóvoa, 2017;
Tardif, 2014). Statistically, the lack of inspiration significantly reduced the intention to pursue
a career in teaching (χ²(4) = 16; p = 0.003; adjusted residual = −3.137). On a symbolic level,
the perception of teachers as obsolete (9.6%), social devaluation (23.3%), and
indiscipline/violence (11.1%) attest to the erosion of the professions legitimacy and moral
authority in liquid modernity (Charlot, 2013; Dubet, 2002). Together, these structural factors
reduce the attractiveness of the career, thereby validating H4.
With the decentralization of knowledge in the digital age and access via platforms and
artificial intelligence, the relationship between education and information is being redefined
(Castells, 2015; Lévy, 2010). The digital native generation challenges traditional epistemic
authority (Prensky, 2001; Tapscott, 2009). The reason cited as interest in other fields (31.3%),
which outweighs complaints about salary (19%), indicates that the profession has lost its
intellectual relevance in a society that treats knowledge as an accessible commodity (Bauman,
2007; Han, 2017). The illusion of the democratization of knowledge devalues the educators
mediating role. Consequently, the loss of symbolic status breaks the chain of vocational
transmission that ensured the renewal of the profession (Nóvoa, 2017; Tardif, 2014), as
reflected in the fact that only 6.7% of young people consider teaching as an option.
Teacher shortage in Latin America: sociological factors of rejection
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 22
The erosion of teachers authority manifests itself in three dimensions: epistemic,
challenged by the instant availability of information (Siemens, 2005); moral, challenged by the
diversification of digital influences (Jenkins et al., 2016); and institutional, weakened by the
devaluation of institutions in liquid society (Bauman, 2001). Young peoples instrumental
relationship with knowledgemediated by search engines and generative artificial
intelligencecontradicts the foundations of formal education (Carr, 2011; Turkle, 2017),
diminishing the teachers role as a critical facilitator. Digital culture, which prioritizes speed
over reflection (Rosa, 2019; Virilio, 2012), fuels a vicious cycle of devaluation that inhibits
vocational aspirations. Therefore, restoring the attractiveness of the teaching profession
requires not only material improvements but also a redefinition of the teachers role.
Contemporary authority must focus on the development of critical thinking and socio-emotional
skills that cannot be replaced by technology (Fullan & Scott, 2014; Zhao, 2012). This
transformation goes beyond curricular adaptations, requiring a response to the profound erosion
of the symbolic authority that has historically sustained the teacher as a privileged mediator of
knowledge.
FINAL CONSIDERATIONS
This study demonstrates that the rejection of a teaching career among young Latin
Americans transcends socioeconomic factors. The empirical validation of Baumans (2001)
theory of liquid modernity reveals that the symbolic incompatibility between the solidity of
traditional teaching and the contemporary pursuit of liquidity and flexibility is the main
determinant of this crisis of attractiveness.
The integration of the findings outlines a clear sociological diagnosis. Hypothesis 1
(Symbolic Hierarchization) confirmed that the rejection stems primarily from an identity-based
incompatibility, with 31.3% of young people preferring other fields, compared to 19.0% who
cited low salaries. Hypothesis 2 (Identity Mediation) highlighted the inadequacy of purely
economic policies, given that 39.3% would not pursue the career even with better pay.
Hypothesis 3 (Value Paradox) exposed the contradiction in which 54.4% recognize teaching as
essential but reject it as a life project, dissociating its collective value from its personal appeal.
Finally, Hypothesis 4 (Erosion of Authority) pointed to the loss of epistemic, vocational, and
symbolic authority in the digital age: 34.4% report little or no inspiration from their teachers,
and 52.5% view the role as replaceable by artificial intelligence, disrupting the cycle of
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 23
generational renewal. In short, the crisis of attractiveness is essentially symbolic and identity-
based and should inform the formulation of public policies.
Consequently, strategies for enhancing the status of the teaching profession in Latin
Americaand in Brazil in particularmust go beyond the issue of salary and incorporate a
symbolic redefinition of the profession. Redesigning the teaching career requires aligning it
with young peoples aspirations for autonomy and innovation, through more flexible work
schedules, an end to multiple jobs, and the strengthening of intellectual authority in the
classroom. Although initiatives such as Mais Professores (Brazil) and the Plan Nacional
Docente (Chile) represent progress by combining economic incentives with professional
revaluation, they lack a stronger focus on professional identity. Public policies must therefore
prioritize: (1) the symbolic redefinition of the teachers role in the digital society; (2) greater
career flexibility to allow for more autonomy; (3) technological integration that positions
teachers as critical mediators; (4) the enhancement of social prestige; and (5) the political
continuity of these strategies. Success in attracting talent depends on addressing the
incompatibility between young peoples aspirations for financial flexibility and the traditional
stable model of teaching.
The study has limitations that should be taken into account. The non-probability
sampling within a specific religious school network limits statistical generalizability, calling
for future research using probability samples in public and private secular schools. The absence
of this secular control group limits the full validation of the critical case (Flyvbjerg, 2006)
and most likely case (Eckstein, 1975) arguments. Furthermore, Hypothesis 4 lacked a
dedicated tabular presentation, requiring direct testing with specific instruments in subsequent
studies. The short data collection period (15 days) at the end of the school year may have
introduced seasonal effects linked to the pressure of college entrance exams. Longitudinal
studies and more representative samples are recommended to track the evolution of these
perceptions.
Despite these limitations, the study believes it has empirically validated Baumans
(2001) theory to explain the crisis in the attractiveness of the teaching profession from a
sociological perspective. The “teacher shortage” reflects profound social transformations.
Understanding these dynamics is the first step toward ensuring that new public policies can
truly rekindle interest in the profession and restore the value of mutual exchange and learning
between students and teachers in times of uncertainty.
Teacher shortage in Latin America: sociological factors of rejection
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 24
REFERENCES
Almeida, P. C. A., Davis, C. L. F., Calil, A. M. G. C., & Vilalva, A. (2019). Categorias teóricas
de Shulman: Revisão integrativa no campo da formação docente. Cadernos de Pesquisa,
49(174), 130150. https://doi.org/10.1590/198053146654
Alves, L., Padilha, F., Batista, A. A. G., Érnica, M., & Carvalho-Silva, H. H. (2015). Remoção
de professores e desigualdades em territórios vulneráveis. Cadernos Cenpec, 5(1), 122
145. https://www.cenpec.org.br/pesquisa/remocao-de-professores-e-desigualdades-em-
territorios-vulneraveis-2/
Bateson, G. (2000). Steps to an ecology of mind: Collected essays in anthropology, psychiatry,
evolution, and epistemology. University of Chicago Press.
Bauman, Z. (2001). Modernidade líquida (P. Dentzien, Trad.). Jorge Zahar.
Bauman, Z. (2007). Tempos líquidos (C. A. Medeiros, Trad.). Jorge Zahar.
Bauman, Z. (2012). Sobre educação e juventude: Conversas com Ricardo Mazzeo (C. A.
Medeiros, Trad.). Jorge Zahar.
Bohoslavsky, R. (1977). Orientação vocacional: A estratégia clínica. Martins Fontes.
Brasil. Conselho Nacional de Saúde. (2022). Resolução 674, de 6 de maio de 2022: Dispõe
sobre a tipificação da pesquisa e a tramitação dos protocolos de pesquisa no Sistema
CEP/Conep.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2022/res0674_25_10_2022_rep.html
Brasil. Ministério da Educação. (2025). Portaria MEC 77, de 29 de janeiro de 2025: Divulga
o valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação
Básica para o exercício de 2025. Diário Oficial da União.
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mec-n-77-de-29-de-janeiro-de-2025-
610281446
Carr, N. (2011). The shallows: What the Internet is doing to our brains. W. W. Norton.
Castells, M. (2015). O poder da identidade: A era da informação (K. B. Gerhardt, Trad., 6ª ed.,
Vol. 2). Paz e Terra.
Charlot, B. (2013). A relação com o saber: Formação dos professores e globalização. Edufal.
Cohen, J. (1988). Statistical power analysis for the behavioral sciences (2nd ed.). Lawrence
Erlbaum Associates.
Conectando Saberes. (2023). O futuro da docência: Desafios e percepções atuais sobre a
carreira de professor. https://cev.org.br/biblioteca/o-futuro-da-docencia-desafios-e-
percepcoes-atuais-sobre-a-carreira-de-professor/
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. (2024, October 20). Seminário
discute desafios da formação de professores. https://www.gov.br/capes/pt-
br/assuntos/noticias/seminario-discute-desafios-da-formacao-de-professores
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 25
Creswell, J. W., & Creswell, J. D. (2018). Research design: Qualitative, quantitative, and mixed
methods approaches (5th ed.). Sage.
Dubet, F. (2002). Le déclin de linstitution. Seuil.
Eckstein, H. (1975). Case study and theory in political science. In F. I. Greenstein & N. W.
Polsby (Eds.), Handbook of political science (Vol. 7, pp. 79137). Addison-Wesley.
Flick, U. (2018). An introduction to qualitative research (6th ed.). Sage.
Flyvbjerg, B. (2006). Five misunderstandings about case-study research. Qualitative Inquiry,
12(2), 219245. https://doi.org/10.1177/1077800405284363
Fullan, M., & Scott, G. (2014). Turnaround leadership for higher education. Jossey-Bass.
Fusco, W., Ojima, R., & Campos, J. (2023). Docentes do ensino médio no Nordeste: Migração
e mobilidade pendular entre 2013 e 2017. Urbe, 15, e20220040.
https://doi.org/10.1590/2175-3369.015.e20220040
Gatti, B. A., & Barreto, E. S. S. (Eds.). (2009). Professores do Brasil: Impasses e desafios.
UNESCO. https://www.fcc.org.br/wp-content/uploads/2019/04/Professores-do-Brasil-
impasses-e-desafios.pdf
Gatti, B. A., Barreto, E. S. S., André, M. E. D. A., & Almeida, P. C. A. (2019a). Atratividade
da carreira docente no Brasil. Fundação Carlos Chagas.
Gatti, B. A., Barreto, E. S. S., André, M. E. D. A., & Almeida, P. C. A. (2019b). Professores
do Brasil: Novos cenários de formação. UNESCO.
Gonçalves, H. (2024). A precarização do trabalho docente no Brasil. Cortez.
Grinshtain, Y. (2022). Teachers internal migration to a rural region: Considerations and
challenges. Teaching and Teacher Education, 119, Article 103854.
https://doi.org/10.1016/j.tate.2022.103854
Han, B.-C. (2017). Sociedade do cansaço (E. P. Giachini, Trad., 2ª ed.). Vozes.
Ingersoll, R. M., & Tran, H. (2023). Teacher shortages and turnover in rural schools in the US:
An organizational analysis. Educational Administration Quarterly, 59(2), 396431.
https://doi.org/10.1177/0013161X231159922
Instituto Península. (2021). Atratividade da carreira docente no Brasil.
https://institutopeninsula.org.br/pesquisa/atratividade-da-carreira-docente/
Jenkins, H., Ito, M., & Boyd, D. (2016). Participatory culture in a networked era: A
conversation on youth, learning, commerce, and politics. Polity Press.
Knight, G. R. (2015). A brief history of Seventh-day Adventists (3rd ed.). Review and Herald.
Levenfus, R. S., & Soares, D. H. P. (Orgs.). (2010). Orientação vocacional ocupacional (2ª
ed.). Artmed.
Teacher shortage in Latin America: sociological factors of rejection
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 26
Lévy, P. (2010). Cibercultura (C. I. Costa, Trad., 3ª ed.). Editora 34.
Louzano, P., Rocha, V., Moriconi, G. M., & Oliveira, R. P. (2010). Quem quer ser professor?
Atratividade, seleção e formação docente no Brasil. Estudos em Avaliação Educacional,
21(47), 543568. https://doi.org/10.18222/eae214720102463
Lüdke, M., & Boing, L. A. (2004). Caminhos da profissão e da profissionalidade docentes.
Educação & Sociedade, 25(89), 11591180. https://doi.org/10.1590/S0101-
73302004000400005
Martins, Â., & Kohan, W. O. (2025). Filosofia e educação: Encontros. Autêntica.
Masson, G. (2017). Requisitos essenciais para a atratividade e a permanência na carreira
docente. Educação & Sociedade, 38(140), 849864. https://doi.org/10.1590/ES0101-
73302017169078
Ministerio de Educación de Argentina. (2023). Plan Nacional de Evaluación Educativa 2023
2024. Gobierno de Argentina. https://www.argentina.gob.ar/noticias/el-consejo-
federal-aprobo-el-plan-nacional-de-evaluacion-educativa-2023-2024
Ministerio de Educación de Chile. (2024). Plan Nacional Docente. Gobierno de Chile.
https://www.mineduc.cl/mineduc-presenta-plan-nacional-docente/
Ministerio de Educación del Perú. (2024). Políticas de incentivos docentes y evaluación del
desempeño. Gobierno del Perú. https://www.gob.pe/minedu
Ministério da Educação. (2025). Governo federal lança programa Mais Professores para o
Brasil. https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/governo-federal-
lanca-programa-mais-professores-para-o-brasil
Nóvoa, A. (1992). Formação de professores e profissão docente. Dom Quixote.
Nóvoa, A. (2017). Firmar a posição como professor, afirmar a profissão docente. Cadernos de
Pesquisa, 47(166), 11061131. https://doi.org/10.1590/198053144843
Organisation for Economic Co-operation and Development. (2019). TALIS 2018 results
(Volume I): Teachers and school leaders as lifelong learners. OECD.
https://doi.org/10.1787/1d0bc92a-en
Organisation for Economic Co-operation and Development. (2024). Education at a glance
2024: Country note Chile. OECD. https://www.oecd.org/en/publications/education-
at-a-glance-2024-country-notes_fab77ef0-en/chile_c860c0e3-en.html
Palma-Vasquez, C., Carrasco, D., & Tapia-Ladino, M. (2022). Teacher mobility: What is it,
how is it measured and what factors determine it? A scoping review. International
Journal of Environmental Research and Public Health, 19(4), Article 2313.
https://doi.org/10.3390/ijerph19042313
Prensky, M. (2001). Digital natives, digital immigrants. On the Horizon, 9(5), 16.
https://doi.org/10.1108/10748120110424816
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 27
Siemens, G. (2005). Connectivism: A learning theory for the digital age. International Journal
of Instructional Technology and Distance Learning, 2(1), 310.
Silva, S. M., & Caldas, G. (2025). (Di)gerindo o apagão de professores: Outras faces da moeda.
In P. A. Castro & M. C. Teixeira (Orgs.), CONEDU Formação de Professores (Vol.
4, pp. 230260). Realize.
Silva, S. M., & Caldas, G. (2026). O apagão das licenciaturas: Como religar a luz? Educação e
Cultura Contemporânea, 23(1), 126.
Souto, R. M. A., & Paiva, P. H. A. (2016). A pouca atratividade da carreira docente: Um estudo
sobre o exercício da profissão entre egressos de uma licenciatura em Matemática. Pro-
Posições, 24(1), 201224.
Sullivan, G. M., & Feinn, R. (2012). Using effect sizeor why the P value is not enough.
Journal of Graduate Medical Education, 4(3), 279282. https://doi.org/10.4300/JGME-
D-12-00156.1
Tapscott, D. (2009). Grown up digital: How the net generation is changing your world.
McGraw-Hill.
Tardif, M. (2014). Saberes docentes e formação profissional (F. Pereira, Trad., 17ª ed.). Vozes.
Tartuce, G. L. B. P., Nunes, C., & Almeida, P. C. A. (2010). Alunos do ensino médio e
atratividade da carreira docente no Brasil. Cadernos de Pesquisa, 40(140), 445477.
https://doi.org/10.1590/S0100-15742010000200008
The Jamovi Project. (2024). Jamovi (Version 2.6.44) [Computer software].
https://www.jamovi.org
Todos Pela Educação. (2024). Professores temporários nas redes estaduais do Brasil.
Tokarnia, M. (2024, May 8). Oito em cada dez professores pensaram em desistir da carreira.
Agência Brasil. https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2024-05/oito-em-
cada-dez-professores-ja-pensaram-em-desistir-da-carreira
Turkle, S. (2017). Alone together: Why we expect more from technology and less from each
other (3rd ed.). Basic Books.
UNESCO. (2024). Regional strategy for teachers 20252030: Latin America and the
Caribbean. https://www.unesco.org/en/articles/regional-strategy-teachers-2025-2030-
sets-targets-close-gaps-and-attract-more-teachers-latin-america
Virilio, P. (2012). Velocidade e política (C. M. Parcionik, Trad.). Estação Liberdade.
Yin, R. K. (2018). Case study research and applications: Design and methods (6th ed.). Sage.
Zhao, Y. (2012). World class learners: Educating creative and entrepreneurial students.
Corwin Press.
Te a c h er s h ort a g e i n L ati n A meric a: s o ci ol o gi c al f a ct ors of r eje cti o n
R P G E R e vist a o n li n e de P oti c a e G est ã o E d u c a ci o n al , Ar ar a q u ar a, v. 3 0 , n. 0 0, e 0 2 6 0 5 3 , 2 0 2 6 . e-I S S N: 1 5 1 9-9 0 2 9
D OI: 1 0. 2 2 6 3 3/r p g e. v 3 0i 0 0. 2 1 2 4 9 2 8
C R e di T A ut h or St at e m e nt
A c k n o wl e d g m e nts : W e t h a n k t h e A d v e ntist U ni v ersit y C e nt er, as w ell as t h e S o ut h
A m eri c a n Di visi o n of t h e I A S D, f or s u p p orti n g t his r es e ar c h a n d gr a nti n g us a c c ess t o
A d v e ntist s c h o ols i n L ati n A m eri c a .
F u n di n g : N o f u n di n g w as r e c ei v e d .
C o nfli c ts of i nt e r est: T h er e ar e n o c o nfli cts of i nt er est .
Et hi c al a p p r o v al : S u b missi o n t o a n Et hi cs C o m mitt e e w as n ot r e q uir e d .
D at a a n d m at e ri al a v ail a bilit y : T h e d at a a n d m ateri als us e d i n t his st u d y will b e a v ail a bl e
u p o n r e q u est wit h t h e a ut h ors p er missi o n .
A ut h o rs c o nt ri b uti o ns : St ell a d e M ell o: C o n c e pt u ali z ati o n, M et h o d ol o g y, V ali d ati o n,
F or m al A n al ysis, R e s e ar c h, D at a C ur ati o n, Dr afti n g Ori gi n al Dr af t, Writi n g
Pr o ofr e a di n g a n d E diti n g, Vis u ali z ati o n, Pr oje ct M a n a g e m e nt. Gr a ç a C al d as:
C o n c e pt u ali z ati o n, M et h o d ol o g y, V al i d ati o n, D at a c ur ati o n, Writi n g Ori gi n al Dr aft,
Writi n g Pr o ofr e a di n g a n d E diti n g, S u p er visi o n, Pr oj e ct m a n a g e m e nt.
P r o c essi n g a n d e diti n g : E dit o r a I b e r o-A m e ri c a n a d e E d u c a ç ã o
Pr o ofr e a di n g , f or m atti n g, n or m ali z ati o n a n d tr a nsl ati o n
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 1
ESCASEZ DE DOCENTES EN AMÉRICA LATINA: FACTORES SOCIOLÓGICOS
DEL RECHAZO
APAGÃO DE PROFESSORES NA AMÉRICA LATINA: FATORES SOCIOLÓGICOS DA
REJEIÇÃO
TEACHER SHORTAGE IN LATIN AMERICA: SOCIOLOGICAL FACTORS OF
REJECTION
Stella de Mello SILVA
1
e-mail: stella.mello@acad.unasp.edu.br
Graça CALDAS
2
e-mail: gca[email protected]r
Cómo citar este artículo:
Silva, S. M., & Caldas, G. (2026). Escasez de docentes en América
Latina: factores sociológicos del rechazo. Revista on line de Política
e Gestão Educacional, 30, e026053.
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.21249
| Enviado el: 10/04/2026
| Revisiones requeridas el: 24/04/2026
| Aprobado el: 15/05/2026
| Publicado el: 25/06/2026
Editor:
Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes
Editor ejecutivo adjunto:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Centro Universitario Adventista de São Paulo (UNASP), Engenheiro Coelho São Paulo (SP) Brasil. Profesora
universitaria e investigadora del Programa Profesional de Posgrado en Educación (PPGED/UNASP).
2
Universidad Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas São Paulo (SP) Brasil. Profesora universitaria e
investigadora (Labjor/IEL).
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 2
RESUMEN: Este estudio analiza los factores que contribuyen al rechazo de la carrera docente
entre estudiantes de secundaria de la Red Adventista en América Latina. Se utilizó una encuesta
de métodos mixtos con 987 estudiantes de ocho países, basada en la teoría de la modernidad
líquida de Bauman, la cual reveló una preferencia por las carreras de grado (67,3%) sobre los
profesorados (6,7%). El principal factor que influyó en la elección fue la realización personal y
el interés por la profesión (53,3%), seguido del salario y la estabilidad financiera (28,1%). En
cuanto a la influencia externa, el 56,4% decide de forma autónoma, mientras que el 21,2% cita
a sus padres. La conclusión es que la incompatibilidad entre las aspiraciones contemporáneas y
la carrera docente tradicional es un factor determinante en la crisis de atractivo de la profesión,
lo que exige políticas para redefinirla.
PALABRAS CLAVE: Carrera docente. Cambio social y educación. Elección de carrera. Red
de Educación Adventista.
RESUMO: Este estudo analisa fatores da rejeição à carreira docente entre jovens do ensino
médio da Rede Adventista na América Latina. Utilizou-se pesquisa mista com survey aplicado
a 987 estudantes de oito países, fundamentada na teoria da modernidade líquida de Bauman,
e revela preferência por bacharelados (67,3%) sobre licenciaturas (6,7%). O principal fator de
escolha foi realização pessoal e interesse pela área (53,3%), seguido por salário e estabilidade
financeira (28,1%). Quanto à influência externa, 56,4% decidem autonomamente, enquanto
21,2% citam os pais. Conclui-se que a incompatibilidade entre aspirações contemporâneas e
a carreira docente tradicional é determinante na crise de atratividade, exigindo políticas de
ressignificação da profissão.
PALAVRAS-CHAVE: Carreira do magistério. Mudança social e educação. Escolha
profissional. Rede Adventista de Ensino.
ABSTRACT: This study analyzes factors contributing to the rejection of teaching careers
among high school students in the Adventist Network in Latin America. A mixed-methods survey
of 987 students from eight countries, grounded in Baumans theory of liquid modernity, was
used, revealing a preference for bachelors degrees (67.3%) over teaching degrees (6.7%). The
main factor influencing the choice was personal fulfillment and interest in the field (53.3%),
followed by salary and financial stability (28.1%). Regarding external influence, 56.4% decide
autonomously, while 21.2% cite their parents. The conclusion is that the incompatibility
between contemporary aspirations and the traditional teaching career is a determining factor
in the crisis of attractiveness, requiring policies to redefine the profession.
KEYWORDS: Teaching career. Social change and education. Career choice. Adventist
Education Network.
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 3
INTRODUCCIÓN
La literatura especializada vincula el atractivo de la carrera docente con las mejoras
salariales y las condiciones laborales (Gatti & Barreto, 2009; Masson, 2017). Sin embargo, este
enfoque predominantemente económico descuida dimensiones sociológicas, culturales y de
identidad esenciales en las decisiones profesionales contemporáneas. Al centrarse en el estatus
socioeconómico, la investigación rara vez explora las intersecciones con la identidad y la
percepción del futuro, una laguna crítica ante las transformaciones posmodernas, especialmente
la teoría de la modernidad líquida (Bauman, 2001).
Ante esto, la pregunta de investigación es: ¿Cómo justifica el perfil del sujeto en la
sociedad quida (Bauman, 2001) la falta de atractivo de la docencia entre los jóvenes
latinoamericanos de secundaria? El objetivo central es analizar las intersecciones entre factores
socioeconómicos y socioculturales que determinan este rechazo, articulando datos empíricos
con la teoría de Zygmunt Bauman (2001). Para ello, el estudio parte de cuatro hipótesis: H1
Jerarquización simbólica: el rechazo se basa menos en cuestiones salariales y más en la
percepción de la docencia como incompatible con las aspiraciones contemporáneas de fluidez
y adaptabilidad. H2 Mediación de la identidad: la influencia de los factores socioeconómicos
en el atractivo de la carrera está mediada por variables de identidad inherentes al proyecto de
vida en la modernidad líquida. H3 Paradoja de valores: los jóvenes reconocen cognitivamente
la importancia social de la profesión, pero la rechazan afectivamente debido a la disonancia con
sus aspiraciones de identidad. H4 Erosión de la autoridad: la pérdida de autoridad pedagógica
en la modernidad líquida reduce la capacidad de los docentes para influir vocacionalmente en
los estudiantes, lo que inhibe la reproducción de la carrera.
Este problema de investigación y sus hipótesis se relacionaron con la escasez de
docentes en América Latina, la cual se origina en factores económicos, políticos e
institucionales (Almeida et al., 2019). Los bajos salarios y las condiciones laborales precarias
dificultan la retención de profesionales, mientras que el pluriempleo sobrecarga a los docentes
y perjudica la educación. Si bien los incentivos financieros son útiles, las políticas públicas de
contratación se ven obstaculizadas por la discontinuidad y la fragmentación estructural.
Además, aunque la formación continua es esencial para la permanencia en la carrera docente
(Almeida et al., 2019), la falta de correspondencia entre la preparación pedagógica y la
complejidad de la realidad escolar ha generado agotamiento y devaluación profesional.
La distribución de la fuerza laboral se ve gravemente afectada por la migración docente
(Palma-Vasquez et al., 2022). En el contexto brasileño, el desplazamiento de docentes de zonas
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 4
rurales a centros urbanos (Grinshtain, 2022) exacerba las desigualdades regionales (Fusco et
al., 2023). Este movimiento, caracterizado por traslados a escuelas con estudiantes de mayor
capital sociocultural, profundiza la escasez en territorios vulnerables (Alves et al., 2015). En
consecuencia, las regiones socioeconómicamente desfavorecidas concentran la escasez y la
menor calidad promedio del personal docente (Ingersoll & Tran, 2023), alimentando un ciclo
de desventaja educativa vinculado a la desmotivación y la falta de perspectivas de desarrollo.
POLÍTICAS DE EDUCACIÓN PÚBLICA EN AMÉRICA LATINA
El análisis de las políticas de educación pública en esta sección parte de una premisa
analítica central: el atractivo de la docencia no puede entenderse únicamente como una
respuesta lineal al salario, la trayectoria profesional formal o el diseño normativo, sino como el
resultado de la interacción entre las condiciones materiales, el reconocimiento simbólico y las
posibilidades de identificación subjetiva con la profesión. En este contexto, la selección de las
políticas examinadas aquí sigue una lógica comparativa guiada por dos criterios. El primero es
institucional, es decir, prioriza programas, planes o marcos regulatorios explícitamente
dirigidos a la docencia, la formación docente o el desarrollo profesional. El segundo es
sociológico, ya que busca observar hasta qué punto dichas iniciativas estatales solo abordan la
oferta material de la carrera o también confrontan los mecanismos de rechazo vocacional,
entendidos aquí como la falta de interés en la docencia, y la percepción de devaluación,
entendida como la interpretación psicosocial del bajo prestigio, el escaso reconocimiento y la
pérdida de legitimidad pública de la profesión. La distinción entre estas dos dimensiones es
crucial porque una política puede mejorar los parámetros administrativos sin alterar
necesariamente el imaginario social que aleja a los jóvenes de la docencia.
Antes del análisis comparativo, es necesario aclarar el marco empírico que sustenta esta
sección. El estudio se basa en una muestra final de N = 987 estudiantes de último año de
secundaria pertenecientes a la red adventista en ocho países sudamericanos, obtenida mediante
una encuesta en línea aplicada entre el 16 y el 30 de septiembre de 2025. La composición
demográfica mostró un ligero predominio femenino (52,2%) y una distribución por edades
concentrada en 17 años (65,1%) y 18 años (20,5%). En cuanto a la distribución por país, la
muestra incluyó participantes de Bolivia (28,7%), Ecuador (18,4%), Brasil (18,3%), Chile
(11,4%), Perú (8,9%), Paraguay (5,7%), Argentina (4,6%) y Uruguay (4,1%). Estos datos son
relevantes porque delimitan el alcance analítico de las comparaciones: esta sección no pretende
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 5
medir, en un sentido estadístico nacional, la efectividad de cada política pública, sino interpretar
cómo interactúan los diferentes arreglos estatales con los patrones de atractivo docente
observados en una muestra multinacional de jóvenes del mismo universo institucional.
Desde la perspectiva de las fuentes, la comparación adopta una triangulación
deliberadamente asimétrica. Para Brasil, el análisis de la acción estatal se basa principalmente
en documentos del Ministerio de Educación (Brasil, 2025) y en reglamentos federales
directamente relacionados con la valoración y la contratación docente (Ministerio de
Educación, 2025). Para los demás países, el análisis utiliza, cuando están disponibles,
indicadores y resúmenes comparables de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo
Económicos (OCDE), vinculándolos con documentos ministeriales nacionales para recuperar
la especificidad de la política analizada (OCDE, 2024). Esta opción aumenta la inteligibilidad
comparativa, pero impone limitaciones que deben reconocerse. En primer lugar, los sistemas
nacionales tienen arquitecturas institucionales distintas, lo que impide una equivalencia perfecta
entre programas. En segundo lugar, no todos los países tienen el mismo grado de cobertura a
nivel internacional, por lo que la triangulación entre la OCDE y los documentos nacionales
debe interpretarse como una comparación, y no como una medida estrictamente homogénea del
desempeño estatal. En otras palabras, esta sección compara las orientaciones políticas y sus
posibles efectos sociológicos en el atractivo de la carrera profesional, sin asumir una
conmensurabilidad total entre todos los datos utilizados.
En este contexto, el caso brasileño resulta particularmente esclarecedor. El programa
Mais Professores para o Brasil busca combinar incentivos materiales, inducción institucional
y valoración pública de la docencia (Ministerio de Educación, 2025), mientras que las recientes
regulaciones federales señalan un esfuerzo de coordinación estatal para abordar la escasez de
docentes (Brasil, 2025). Aun así, el manuscrito registra una tasa de rechazo del 31,6% a la
carrera docente entre los encuestados brasileños, un indicador de desinterés vocacional que no
debe confundirse con una mera valoración negativa del estatus social de la profesión.
Sociológicamente, esto sugiere que la acción estatal, si bien relevante, continúa operando más
en el nivel de las ofertas profesionales que en el de su deseabilidad subjetiva. En contextos
marcados por la individualización de las trayectorias profesionales, la búsqueda de flexibilidad
y la centralidad de la autorrealización, las políticas de reclutamiento tienden a perder fuerza
cuando no logran reconstituir la docencia como un horizonte identitario plausible.
En Chile, la combinación del Plan Nacional Docente y la Ley 21.625 indica una
estrategia más fuertemente vinculada al desarrollo profesional y la valorización social del
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 6
profesorado (Ministerio de Educación de Chile, 2024). En este caso, la información más
consistente movilizada no es un indicador directo de rechazo vocacional entre los encuestados
chilenos, sino un dato contextual: solo el 17% del profesorado declara sentirse valorado, según
la OCDE (OCDE, 2024). Por lo tanto, el concepto pertinente aquí es la percepción de
devaluación, y no el rechazo vocacional en sentido estricto. El hecho de que Chile represente
el 11,4% de la muestra refuerza la necesidad de cautela interpretativa: la submuestra chilena
permite situar al país dentro del diseño comparativo, pero no autoriza automáticamente la
conversión de la composición de la muestra en una medida vocacional. Sin embargo, el bajo
valor percibido resalta un punto sociológicamente relevante: cuando una profesión es
reconocida como funcional para el sistema educativo, pero permanece simbólicamente frágil,
la carrera tiende a ser institucionalmente estable y, al mismo tiempo, culturalmente poco
atractiva para las nuevas generaciones.
En Argentina, el Plan Nacional de Evaluación Educativa 2023-2024 se sitúa en un
contexto de elevada tensión política e institucional y fluctuaciones recurrentes en las prioridades
públicas (Gobierno de Argentina, 2023). En este contexto, la discontinuidad de la acción estatal
no solo produce ineficiencia administrativa, sino que también erosiona la previsibilidad de la
carrera profesional y debilita la confianza de los jóvenes en ocupaciones que dependen en gran
medida de la coordinación pública. Por esta razón, la categoría analítica más apropiada para el
caso argentino es, nuevamente, la de devaluación percibida, y no la de rechazo a la carrera
profesional en un sentido simplificado. Si bien la submuestra argentina es pequeña (4,6%), el
país es relevante como estudio de caso porque demuestra que el atractivo de la docencia también
depende de la estabilidad simbólica de las instituciones: cuando el Estado no se presenta como
un garante consistente de la carrera, la docencia se percibe como una opción costosa y de baja
previsibilidad.
En Perú, el énfasis en los incentivos salariales vinculados al desempeño y las políticas
de evaluación docente (Ministerio de Educación del Perú, 2024) revela otro patrón de
intervención estatal. Sin embargo, el punto sociológicamente más importante es que la mejora
de los incentivos materiales no equivale, por sí sola, a revertir la falta de interés vocacional. En
contextos donde el reconocimiento profesional sigue siendo débil y la carrera se percibe como
exigente y con autonomía limitada, la valoración económica tiende a funcionar como una
condición necesaria, pero no suficiente. Por lo tanto, cuando el manuscrito asocia el caso
peruano con el rechazo a la carrera, el argumento solo cobra coherencia si se admite que el
rechazo juvenil se debe a una combinación de incentivos insuficientes, bajo atractivo simbólico
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 7
y dificultades para identificarse con la labor docente. El hecho de que Perú represente el 8,9%
de la muestra indica que el país es relevante para el marco comparativo, aunque no permite
realizar inferencias nacionales concluyentes.
Ecuador, por su parte, se muestra vinculado a políticas orientadas a la Educación
Intercultural Bilingüe, con el apoyo y el marco de organizaciones multilaterales (UNESCO,
2024). Esta es una agenda importante desde el punto de vista de la inclusión, la diversidad
lingüística y el reconocimiento territorial; sin embargo, no aborda directamente los mecanismos
sociales que generan el rechazo profesional entre los jóvenes egresados de bachillerato. Por lo
tanto, en el caso ecuatoriano, la principal contribución analítica de la política observada radica
menos en atraer nuevos candidatos a la docencia y más en demostrar que las políticas educativas
sectoriales pueden ser sólidas sin confrontar directamente el problema del atractivo docente.
Considerando que Ecuador representa el 18,4% de la muestra, el caso sugiere que la inclusión
curricular y la valorización ocupacional, si bien están relacionadas, no son dimensiones
equivalentes de la política educativa.
Bolivia, que representa el 28,7% de los participantes y constituye el contingente
nacional más numeroso de la muestra, ocupa una posición estratégica en la comparación.
Precisamente por su peso empírico, el país demuestra cómo la ausencia de iniciativas
ampliamente identificables para atraer a los jóvenes a la docencia limita la capacidad del Estado
para competir simbólicamente por la preferencia de los jóvenes por otras trayectorias
profesionales. En este caso, más que registrar una ausencia programática, el análisis sociológico
apunta a un vacío de mediación institucional: cuando no existe una política pública
suficientemente visible que reposicione la docencia como una carrera del futuro, la decisión
vocacional tiende a estar condicionada por referencias externas al ámbito educativo, como la
movilidad social, el estatus comparativo y las promesas de flexibilidad profesional.
En Paraguay y Uruguay, cuyas submuestras corresponden al 5,7% y al 4,1%,
respectivamente, el problema es similar, aunque a menor escala empírica. En ambos casos, la
escasa presencia de políticas recientes claramente dirigidas a atraer docentes sugiere que la
docencia sigue sujeta a una especie de inercia institucional: se reconoce su importancia
sistémica, pero no existe una intervención pública suficientemente sustancial para convertirla
en una opción atractiva para los jóvenes. En consecuencia, la ausencia de mecanismos estatales
para la revalorización simbólica refuerza un patrón ya identificado en el resto de la región: la
profesión conserva legitimidad normativa, pero pierde competitividad cultural en comparación
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 8
con ocupaciones percibidas como más prestigiosas, dinámicas o compatibles con la
subjetividad contemporánea.
En conjunto, los ocho casos demuestran que la fragmentación de las políticas públicas
latinoamericanas no solo se debe a las diferentes capacidades administrativas, sino también a
las distintas concepciones del problema público en sí. En algunos países, el enfoque se centra
en la remuneración, la trayectoria profesional y la regulación; en otros, en la evaluación, la
inclusión o la formación; en pocos, sin embargo, la política aborda explícitamente la disociación
entre el valor social abstracto de la docencia y su escasa atracción concreta para los jóvenes.
Por lo tanto, el principal hallazgo comparativo de esta sección es que la crisis regional no se
reduce a una escasez de incentivos, sino que implica una disputa sobre el significado social de
la profesión. De esta manera, la cooperación regional adquiere importancia estratégica, ya sea
mediante iniciativas de intercambio académico y formación dentro del Mercosur, o mediante
seminarios y agendas compartidas para el reconocimiento docente (CAPES, 2024). En
resumen, las políticas eficaces para abordar la escasez de docentes deberán articular
simultáneamente la mejora material, la estabilidad institucional y la reconstrucción simbólica
de la docencia como una carrera socialmente legítima y biográficamente deseable.
PANORAMA ACTUAL: INDICADORES ESTRUCTURALES
A pesar del progreso alcanzado con el Piso Salarial Profesional Nacional de R$ 4.867,77
(Brasil, 2025), la docencia enfrenta graves desafíos estructurales en el país. La precariedad
laboral y el agotamiento profesional se reflejan en el 51,6% de los contratos estatales temporales
(Todos Pela Educação, 2024) y en el hecho de que el 79,4% de los docentes ha considerado
abandonar la profesión (Agência Brasil, 2024). En consecuencia, el bajo reconocimiento social
(OCDE, 2019) limita el atractivo de la profesión a solo el 18% de los jóvenes (Instituto
Península, 2021).
La literatura especializada explica esta devaluación basándose en factores económicos
y estructurales. Estudios como los de Lüdke & Boing (2004), Gatti & Barreto (2009) y Tartuce
et al. (2010) vinculan la falta de interés con los bajos salarios y las condiciones precarias, una
perspectiva reforzada por Masson (2017) y Souto & Paiva (2016).
Si bien son fundamentales, estas contribuciones presentan una limitación analítica al
reducir un fenómeno complejo a un determinismo económico. Al centrarse en estas variables,
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 9
la literatura descuida las dimensiones sociológicas, culturales y de identidad, que son
igualmente o incluso más determinantes en las decisiones profesionales contemporáneas.
EL SESGO SOCIOLÓGICO INEXPLORADO: MÁS ALLÁ DEL DETERMINISMO
ECONÓMICO
La literatura reciente señala un sesgo analítico en el que el rechazo a la docencia
trasciende las cuestiones económicas, arraigándose en profundas transformaciones sociales.
Los datos empíricos corroboran esta perspectiva: si bien el 50% de los jóvenes brasileños ha
considerado la docencia, solo el 5% decide dedicarse a ella (Instituto Península, 2021). Las
principales razones incluyen la percepción de una profesión excesivamente exigente, la
devaluación social y la falta de respeto por parte del alumnado. Esto crea una paradoja: los
jóvenes reconocen el impacto positivo de la profesión en la vida de las personas (94%) y en el
país (93%), pero la rechazan como proyecto de vida personal.
El informe O Futuro da Docência (Conectando Saberes, 2023) refuerza la idea de que
la desmotivación se relaciona con la falta de prestigio, la precariedad laboral y la ausencia de
oportunidades de crecimiento. La demanda del 26,6% de los docentes de espacios para la
escucha y el desarrollo demuestra que la crisis de atractivo está vinculada a problemas de
identidad, en contraste con las limitadas posibilidades de autorrealización que perciben en la
profesión.
En el ámbito teórico, Nóvoa (2017) y Tardif (2014) asocian esta crisis con los cambios
identitarios propios de la posmodernidad, caracterizados por la búsqueda juvenil de flexibilidad
y autonomía, incompatibles con los modelos de carrera tradicionales. Asimismo, Dubet (2002)
y Charlot (2013) señalan que el rechazo refleja transformaciones culturales más amplias en la
valoración del conocimiento y la autoridad pedagógica.
En Brasil, Gonçalves (2024) y Martins & Kohan (2025) analizan estas dimensiones
desde la perspectiva de la modernidad líquida de Zygmunt Bauman (2001). Sin embargo,
estas investigaciones siguen siendo predominantemente teóricas y carecen aún de una
validación empírica sistemática.
DISEÑO METODOLÓGICO
Esta investigación adopta un diseño exploratorio de métodos mixtos para indagar los
factores sociológicos del rechazo a la carrera docente entre jóvenes latinoamericanos egresados
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 10
de bachillerato. El diseño se justifica por la complejidad del fenómeno, que requiere una
comprensión integral de la magnitud estadística del rechazo y los significados que guían las
decisiones profesionales en el contexto de la modernidad líquida (Bauman, 2001).
Basándose en una prueba piloto (Silva & Caldas, 2026), la dimensión cualitativa analiza
las respuestas abiertas para capturar matices discursivos y representaciones sociales que
escapan a la cuantificación, pero que son esenciales para comprender el fenómeno (Creswell &
Creswell, 2018). Además, la etapa cuantitativa, operacionalizada mediante una encuesta, mide
las actitudes, las asociaciones entre variables y las tendencias comparativas en los ocho países
participantes. La integración metodológica se produce en la construcción del instrumento
que articula preguntas cerradas y abiertas y en el análisis, donde los datos cuantitativos
delinean el panorama estructural del rechazo, mientras que los datos cualitativos revelan sus
mecanismos causales y procesos de construcción de significado.
POBLACIÓN Y MUESTRA
La selección de la red de escuelas adventistas en ocho países latinoamericanos se basa
en criterios operativos, metodológicos y teóricos, que van más allá de la mera conveniencia.
Desde el punto de vista operativo, la afiliación de uno de los autores al Centro Universitario
Adventista de São Paulo (UNASP) permitió la recopilación estandarizada y simultánea de datos
en diversos contextos geográficos, superando las barreras logísticas de un estudio multicéntrico.
Metodológicamente, la estandarización curricular y administrativa de la red actúa como
control de las variables de confusión. Al minimizar la heterogeneidad institucional, el diseño
permite que la dinámica de la modernidad líquida emerja como variable explicativa,
configurando un estudio de caso crítico (Flyvbjerg, 2006) orientado a la generalización analítica
(Yin, 2018). Teóricamente, las escuelas adventistas promueven valores de la «modernidad
sólida» (Bauman, 2001), como la vocación y el compromiso a largo plazo. Esto establece un
«caso más probable» (Eckstein, 1975): la alta tasa de rechazo a la docencia (solo un 6,7% de
interés), incluso en un entorno institucionalmente favorable para la enseñanza, refuerza el poder
explicativo de la teoría de la modernidad líquida.
A pesar de esta homogeneidad institucional, la red atiende a un alumnado
socioeconómicamente diverso (Knight, 2015). Esta combinación permite aislar la variable
analítica sin comprometer la validez externa. Sin embargo, se reconoce que el muestreo no
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 11
probabilístico limita la generalización estadística, lo que exige que los estudios futuros
incorporen muestras probabilísticas en contextos seculares y públicos.
Esta investigación amplía un estudio prototipo brasileño (Silva & Caldas, 2026),
realizado en 2024, que identificó la individualización y la falta de reconocimiento como factores
críticos para el apagón de los profesorados. Con base en estos hallazgos, la investigación se
amplió a ocho países sudamericanos, centrándose en los graduados de secundaria, ya que se
encuentran en un momento decisivo en la consolidación de opciones profesionales
(Bohoslavsky, 1977; Levenfus & Soares, 2010). Se adoptó un muestreo por conveniencia, una
estrategia adecuada para estudios exploratorios (Creswell & Creswell, 2018; Flick, 2018). Los
criterios de inclusión incluyeron: (1) inscripción en el tercer año de secundaria en la red
adventista en 2025; (2) rango de edad compatible (16 a 18 años); (3) participación voluntaria y
anónima, prescindiendo del Formulario de Consentimiento Informado (FCI) formal, de acuerdo
con la Resolución No. 674/2022 (Brasil, 2022); y (4) acceso a internet. Para preservar la
heterogeneidad de la muestra, no se aplicaron criterios de exclusión sociodemográficos ni
académicos.
INSTRUMENTOS Y PASOS PARA LA RECOPILACIÓN DE DATOS
El instrumento de recolección de datos se desarrolló específicamente para esta
investigación, basándose en la literatura sobre el atractivo del profesorado, la elección de
carrera y la modernidad líquida (Bauman, 2001, 2007; Gatti et al., 2019a, 2019b; Tartuce et al.,
2010), además del marco teórico de las hipótesis (H1 a H4). La construcción del cuestionario
abarcó la operacionalización de las hipótesis en variables medibles, la revisión de instrumentos
previamente validados (p. ej., Tartuce et al., 2010; Louzano et al., 2010) y una prueba piloto
con 71 estudiantes para realizar ajustes de claridad.
El cuestionario final, titulado Opciones profesionales y percepciones sobre la carrera
docente, contiene 47 ítems divididos en seis secciones: (1) Datos sociodemográficos, para
control estadístico; (2) Opciones profesionales, centradas en las preferencias de cursos y los
factores de decisión, operacionalizando H1 y H3; (3) Influencias y expectativas, que miden el
peso de los agentes externos y las perspectivas futuras (H2 y H4); (4) Percepciones sobre la
carrera docente, centrales para H1 y H3, utilizando una escala Likert; (5) Tecnología y
educación, evaluando el impacto digital en la enseñanza (H4); y (6) Escenarios hipotéticos, para
probar la sensibilidad de las opciones a los cambios estructurales (H2 y H3).
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 12
El documento, originalmente escrito en portugués, fue traducido al español y presentado
para su revisión por un representante educativo de la red adventista en los siete países de habla
hispana. Este proceso garantizó la equivalencia cultural y terminológica antes de su aplicación.
La recopilación de datos se realizó en línea mediante Formularios de Google entre el 16
y el 30 de septiembre de 2025, periodo elegido para minimizar el sesgo temporal. El acceso fue
facilitado por la coordinación general de la red (División Sudamericana DSA), que envió el
enlace a los directores de los centros educativos para su distribución a los alumnos de tercer
año. La participación fue estrictamente anónima y voluntaria. De las 1023 respuestas iniciales,
se excluyeron los cuestionarios incompletos o duplicados, lo que dio como resultado una
muestra final de N = 987 estudiantes.
ANÁLISIS ESTADÍSTICO
El análisis cuantitativo se realizó con el programa Jamovi 2.6.44 (The Jamovi Project,
2024). La estadística descriptiva incluyó frecuencias absolutas y relativas para las variables
categóricas, así como medidas de tendencia central y dispersión para las variables continuas.
Para medir la magnitud práctica de las asociaciones y mitigar las limitaciones de confiar
únicamente en el valor p (Sullivan & Feinn, 2012), se calcularon los siguientes tamaños del
efecto: V de Cramer para tablas de contingencia (Cohen, 1988) y d de Cohen para
comparaciones de medias.
Se adoptó un nivel de significancia de α = 0,05. Los casos con datos faltantes en
variables clave se excluyeron de los análisis específicos. Dado que esta tasa de omisión fue
inferior al 5%, se preservó la validez de las pruebas, y el tamaño efectivo de la muestra (N
válido) se reporta individualmente en las tablas de resultados.
RESULTADOS
El análisis de datos reveló diferencias significativas entre los países participantes con
respecto al indicador de representatividad, entendido aquí como la proporción de estudiantes
de cada país dentro de la muestra total (N = 987). Este indicador no hace referencia a variables
externas como el tamaño de la población nacional, el número de docentes en activo o las
estadísticas gubernamentales sino exclusivamente a la participación relativa de cada país
entre los encuestados, reflejando el peso muestral de cada contexto nacional en la composición
de los resultados.
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 13
Por lo tanto, la representatividad de los países debe interpretarse como el porcentaje de
graduados de secundaria pertenecientes a la red adventista, por país, que conformaron la
muestra estudiada. Se trata, pues, de un indicador interno del estudio que expresa el volumen
de datos obtenidos en cada país y permite comprender el alcance comparativo de los hallazgos.
En la práctica, esto significa que los países con mayor número de encuestados ejercen una
mayor influencia estadística en los patrones identificados, mientras que aquellos con menor
participación aportan un peso relativo menor al análisis de las tendencias regionales.
Según este criterio, Bolivia tuvo la mayor representación (28,7%), seguida de Ecuador
(18,4%), Brasil (18,3%) y Chile (11,4%). Los demás países presentaron una participación
menor: Argentina (4,6%), Paraguay (5,7%), Pe(8,9%) y Uruguay (4,1%). Estas proporciones
reflejan la distribución real de los estudiantes de la red escolar encuestada que estuvieron
disponibles y respondieron al instrumento durante el período de recolección de datos, y no
representan ningún tipo de equilibrio estadístico entre países.
La interpretación de los resultados debe tener en cuenta la composición de la muestra,
ya que la expresión de los datos especialmente los relacionados con el rechazo a la carrera
docente y las percepciones socioculturales analizadas deriva directamente del peso
proporcional de cada país en la muestra. Por lo tanto, el concepto de representatividad utilizado
en este estudio sirve para contextualizar la participación de los países en la muestra y garantizar
la transparencia en la interpretación de los resultados comparativos (Tabla 1).
Tabla 1.
Características sociodemográficas
¿En qué país vive?
n
Argentina
46
Bolivia
284
Brasil
181
Chile
113
Ecuador
182
Paraguay
56
Perú
88
Uruguay
41
¿Cuál es su edad?
15 años
1
16 años
123
17 años
645
18 años
203
19 años o más
19
¿Cuál es su género?
Femenino
517
Masculino
474
Nota. Elaboración propia a partir de datos de la investigación.
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 14
La Tabla 2 muestra que la mayoría de los encuestados declaró su intención de
matricularse en programas de carreras de grado (67,3%), mientras que el 12,4% aún no se ha
decidido y el 11% optó por cursos tecnológicos. Solo el 2,6% declaró que no tiene intención de
cursar estudios superiores. Las áreas de mayor interés fueron Ciencias Biológicas y de la Salud
(34,5%), seguidas de Ciencias Jurídicas y Sociales (26,0%) e Ingeniería y Tecnología (24,6%),
lo que evidencia una preferencia por campos tradicionalmente asociados con prestigio social y
empleabilidad. El principal factor citado para la elección de carrera fue la realización personal
y el interés en el área (53,3%), seguido del salario y la estabilidad financiera (28,1%). En cuanto
a la influencia externa, el 56,4% declaró que decide por mismo qué profesión seguir, mientras
que el 21,2% citó a sus padres como los principales influenciadores. En cuanto a la percepción
del mercado laboral, el 41,3% cree que hay oportunidades para quienes están cualificados, pero
el 29,3% lo considera muy competitivo. La principal preocupación con respecto al futuro
profesional era no poder encontrar empleo en el campo deseado (28,6%), seguida de los bajos
salarios (24,2%) y la falta de estabilidad (16,6%).
Tabla 2.
En cuanto a los aspectos que determinan la elección del curso
¿Qué tipo de carrera universitaria piensa cursar?
n
%
Todavía no me he decidido.
123
12,4
Carreras de grado / Bachillerato (por ejemplo, Medicina, Derecho, Ingeniería, Teología)
667
67,3
Profesorados (por ejemplo, Pedagogía, Literatura, Matemáticas, Biología)
66
6,7
No tengo planes de ir a la universidad.
26
2,6
Tecnólogo
109
11,0
¿Qué área del conocimiento le interesa más?
Ciencias biológicas y de la salud (por ejemplo, medicina, medicina veterinaria, biología,
fisioterapia, psicología)
342
34,5
Humanidades (por ejemplo, Filosofía, Sociología, Antropología, Ciencias Políticas)
84
8,5
Ciencias jurídicas y sociales (por ejemplo, Derecho, Economía, Administración de Empresas,
Relaciones Internacionales)
258
26,0
Educación (por ejemplo, Pedagogía, Literatura, Historia, Biología, Matemáticas, Geografía)
63
6,4
Ingeniería y Tecnología (por ejemplo, Ingeniería en general, Análisis de sistemas, Juegos
digitales)
244
24,6
¿Cuál es el factor principal que influye en su elección de carrera?
Buen salario y estabilidad financiera.
278
28,1
Facilidad para encontrar empleo
38
3,8
Influencia familiar
40
4,0
Oportunidad para iniciar un negocio
78
7,9
Prestigio social de la profesión
29
2,9
Realización personal e interés en el campo.
528
53,3
¿Quién influye más en sus decisiones profesionales?
Amigos
12
1,2
Yo mismo(a)
559
56,4
Mis padres
210
21,2
Medios de comunicación/Internet/Series
56
5,7
Nadie en particular
113
11,4
Otros parientes (abuelos, tíos, primos)
36
3,6
Profesores(as)
5
0,5
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 15
¿Cómo ve usted el mercado laboral actual?
Favorable únicamente para ciertos sectores (por ejemplo, tecnología, sanidad).
101
10,2
Existen oportunidades para quienes reúnen los requisitos.
409
41,3
Inestable e incierto
97
9,8
Muy competitivo, es difícil conseguir trabajo.
290
29,3
No tengo una opinión formada.
94
9,5
¿Qué es lo que más le preocupa de su futuro profesional?
Alta competencia en el mercado
63
6,4
Ganar poco dinero
240
24,2
Los cambios tecnológicos están dejando obsoleta mi profesión.
51
5,1
No poder encontrar trabajo en el campo que deseo.
283
28,6
No alcanzar la realización profesional
158
15,9
No ser reconocido como individuo
31
3,1
No tener estabilidad laboral
165
16,6
Nota. Elaboración propia a partir de datos de la investigación.
La tabla 3 muestra que la mayoría de los estudiantes no consideran una carrera docente
(78,8%), siendo las principales razones: interés en otras áreas (31,3%), falta de vocación
(19,3%), bajos salarios (19,0%) y estrés/sobrecarga (18,4%).
Tabla 3.
Respecto al interés en convertirse en profesor o no
¿Alguna vez se ha planteado la posibilidad de ser profesor?
n
%
No (implica haberlo considerado en algún momento, pero luego
desistir).
781
78,8
Sí (implica considerarlo como una segunda opción)
210
21,2
Si NO considera profesor(a), ¿cuál es la razón principal?
Condiciones laborales difíciles (infraestructura, violencia)
28
3,0
Falta de respeto e indisciplina entre los estudiantes
41
4,4
Estrés y sobrecarga de trabajo
172
18,4
Falta de reconocimiento social
43
4,6
No tengo vocación para enseñar.
180
19,3
Salarios bajos
177
19,0
Me interesan otras áreas.
292
31,3
Nota. Elaboración propia a partir de datos de la investigación.
En cuanto a las representaciones sociales y las perspectivas sobre la docencia (Tabla 4),
los resultados muestran que los jóvenes reconocen la relevancia social de la enseñanza, pero la
perciben como una profesión marcada por bajos salarios (37,1%), devaluación social (23,3%)
y condiciones laborales adversas (violencia, infraestructura deficiente y burocracia excesiva).
La imagen del docente en la sociedad actual es predominantemente la de una persona
importante, pero infravalorada (62,0%), aunque existen percepciones negativas, como la de
profesional en decadencia (9,6%). A pesar de ello, más de la mitad de los participantes
(54,4%) definieron la profesión como esencial para la sociedad y merecedora de mayor
reconocimiento, lo que revela una contradicción entre el reconocimiento simbólico y el rechazo
práctico de la carrera.
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 16
En cuanto al rol de los docentes en relación con la tecnología, la mayoría cree que siguen
siendo necesarios, aunque parcialmente reemplazables por la inteligencia artificial en algunas
materias (42,0%). Respecto a la inspiración, el 60,2% indicó que algunos o varios docentes los
motivan, pero el 39,3% afirmó que no seguirían la carrera docente ni siquiera con mejores
salarios, lo que indica que el rechazo no se limita a cuestiones económicas. Finalmente, la visión
sobre la docencia fue predominantemente positiva, con un 45,2% que la describió como una
misión noble y transformadora, si bien una parte significativa la asocia con la falta de paciencia
(26,0%) o la falta de afinidad personal (21,0%). Estos hallazgos revelan una juventud que valora
simbólicamente la docencia, pero no la considera atractiva como opción profesional,
principalmente debido a las condiciones estructurales y al bajo reconocimiento social.
Tabla 4.
Representaciones sociales y perspectivas sobre la enseñanza
En su opinión, ¿cuál es el principal problema de la profesión docente en su país?
n
%
La devaluación social de la profesión
231
23,3
Salario bajo
368
37,1
Burocracia y exceso de trabajo
61
6,2
Falta de apoyo gubernamental
133
13,4
Malas condiciones de la infraestructura escolar
88
8,9
Violencia e indisciplina en las escuelas
110
11,1
¿Cómo percibe usted el papel del profesor en la sociedad actual?
Depende del profesor
3
0,3
Falta de vocación
5
0,5
Importante, pero infravalorado
614
62,0
No tengo opinión
179
18,1
Poco preparados
5
0,5
Un profesional en decadencia y obsoleto
95
9,6
Un profesional esencial y debidamente valorado
88
8,9
Sobrecargados de trabajo, mal pagados y con escaso reconocimiento
2
0,2
¿Cree que es posible aprender sin un profesor?
Depende de la materia/disciplina
85
8,6
En parte sí, pero el profesor sigue siendo necesario
610
61,6
No, el profesor es irremplazable
192
19,4
Sí, la tecnología puede reemplazar por completo al profesor
104
10,5
¿Cree que la inteligencia artificial puede reemplazar a los profesores?
No estoy seguro de eso
83
8,4
No, nunca podrá ser un reemplazo completo
347
35,0
Parcialmente, en algunos temas
416
42,0
Sí, absolutamente en un futuro próximo
145
14,6
¿Los profesores de su escuela le inspiran profesionalmente?
Algunos profesores me inspiran
349
35,2
Ningún profesor me inspira
89
9,0
Nunca lo había pensado.
53
5,3
Pocos profesores me inspiran
252
25,4
Sí, varios profesores me inspiran
248
25,0
Si la docencia ofreciera un mejor salario, ¿la consideraría?
No sé cómo responder
30
3,0
No, aun así no me interesaría
389
39,3
Sí, definitivamente
186
18,8
Quizás, dependería de otros factores
386
39,0
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 17
¿Cuál de estas frases representa mejor su visión sobre la enseñanza?
Enseñar requiere mucha paciencia, algo que yo no tengo
258
26,0
Enseñar es importante, pero no es lo mío
208
21,0
La enseñanza es una misión noble y transformadora
448
45,2
La docencia es una profesión como cualquier otra
51
5,1
La docencia es una profesión del pasado
26
2,6
Finalmente, complete la frase: La profesión docente es...
Esenciales para la sociedad y deberían ser más valorados
539
54,4
Importante, pero infravalorado y poco atractivo
276
27,9
Una carrera profesional que puede ser gratificante a pesar de las dificultades
77
7,8
Una opción para quienes no encuentran otras profesiones
55
5,5
Una profesión al borde de la extinción debido a la tecnología
44
4,4
Nota. Elaboración propia a partir de datos de la investigación.
En el análisis de datos, se encontró que el país de origen estaba significativamente
asociado con la consideración de una carrera docente (χ²(7) = 44,1; p < 0,001). Los participantes
de Bolivia mostraron una mayor frecuencia de respuestas afirmativas de lo esperado, mientras
que Brasil y Uruguay mostraron una menor frecuencia de respuestas positivas. En Ecuador, se
observó una tendencia mite hacia una menor proporción de respuestas afirmativas. No se
encontraron diferencias significativas entre hombres y mujeres (χ²(1) = 0,007; p = 0,931) (Tabla
5).
El campo del conocimiento también se asoció con la disposición a convertirse en
docente (χ²(4) = 122; p < 0,001). Los estudiantes de Humanidades mostraron una mayor
frecuencia de respuestas afirmativas, mientras que los de Ciencias Biológicas y de la Salud e
Ingeniería y Tecnología mostraron una menor frecuencia. El campo de la Educación destacó
con una fuerte asociación positiva, registrando menos respuestas negativas y más respuestas
afirmativas. Además, la percepción de la inspiración docente resultó relevante (χ²(4) = 16; p =
0,003), con una menor frecuencia de respuestas afirmativas entre quienes afirmaron no sentirse
inspirados por los docentes. Los resultados sugieren que la inspiración docente es un factor
asociado con una mayor probabilidad de considerar la carrera docente.
El aumento salarial fue otro factor decisivo ²(2) = 230; p < 0,001): los participantes
que afirmaron que no seguirían la carrera incluso con un mejor sueldo dieron menos respuestas
afirmativas, mientras que aquellos que respondieron sí, definitivamente dieron más
respuestas positivas. El análisis de las preocupaciones sobre el futuro profesional también
indicó una asociación significativa (χ²(6) = 14,4; p = 0,026), pero ningún residuo ajustado
superó el punto crítico de ± 1,96, lo que sugiere que ninguna categoría individual contribuyó
de manera diferenciada. Finalmente, la visión sobre la docencia se asoció fuertemente con la
voluntad de seguir la carrera (χ²(4) = 88,2; p < 0,001), con percepciones negativas (“no es para
, no tengo paciencia) relacionadas con un menor interés, y percepciones positivas
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 18
(misión noble y transformadora) relacionadas con una mayor propensión a considerar la
docencia.
Tabla 5.
Prueba de chi-cuadrado independiente y prueba exacta de Fisher entre variables
sociodemográficas, académicas y motivacionales y la consideración de una carrera docente
¿Ha
considerado la
posibilidad de
ser profesor?
Residuos
ajustados*
País de origen
No
a
b
χ²(gl)
p
No
Argentina
31
15
44,1(7)
< 0,001
Bolivia
194
90
-2,040
3,578
Brasil
162
19
-3,467
Chile
88
25
Ecuador
155
27
-1,970
Paraguay
45
11
Perú
68
20
Uruguay
38
3
-2,235
Sexo
Femenino
408
109
0,007(1)
0,931
Masculino
373
101
¿Qué área del conocimiento te
interesa más?
Ciencias biológicas y de la salud (por
ejemplo, medicina, medicina veterinaria,
biología, fisioterapia, psicología)
286
56
122(4)
< 0,001
-2,02
Humanidades (por ejemplo, Filosofía,
Sociología, Antropología, Ciencias
Políticas)
53
31
2,83
Ciencias jurídicas y sociales (por
ejemplo, Derecho, Economía,
Administración de Empresas,
Relaciones Internacionales)
217
41
Educación (por ejemplo, Pedagogía,
Literatura, Historia, Biología,
Matemáticas, Geografía)
18
45
-5.174
6,79
Ingeniería y Tecnología (por ejemplo,
Ingeniería en general, Análisis de
sistemas, Juegos digitales)
207
37
-2,16
¿Cuál es el factor principal que influye
en tu elección de carrera?
Buen salario y estabilidad financiera.
230
48
6,44(5)
0,266
Facilidad para encontrar empleo
29
9
Influencia familiar
30
10
Oportunidad para iniciar un negocio
66
12
Prestigio social de la profesión
22
7
Realización personal e interés en el
campo.
404
124
¿Quién influye más en tus decisiones
profesionales?
Amigos
8
4
6,51(6)
0,369
Yo mismo(a)
447
112
Mis padres
167
43
Medios de comunicación/Internet/Series
46
10
Nadie en particular
81
32
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 19
Otros parientes (abuelos, tíos, primos)
29
7
profesores
3
2
En su opinión, ¿cuál es el principal
problema de la profesión docente en
su país?
La devaluación social de la profesión.
185
46
6,65(5)
0,248
Salario bajo
297
71
Burocracia y exceso de trabajo
49
12
Falta de apoyo gubernamental
106
27
Malas condiciones de la infraestructura
escolar
61
27
Violencia e indisciplina en las escuelas
83
27
Total
781
210
¿Los profesores de tu escuela te
inspiran profesionalmente?
Algunos profesores me inspiran
267
82
16(4)
0,003
Ningún profesor me inspira
82
7
-3,137
Nunca lo había pensado
46
7
Pocos profesores me inspiran
202
50
Sí, varios profesores me inspiran
184
64
Si la docencia ofreciera un mejor
salario, ¿la considerarías?
No, aun así no me interesaría
376
13
230(2)
< 0,001
3,957
-9,721
Sí, definitivamente
76
110
-6,351
8,999
Quizás, dependería de otros factores
300
86
¿Qué es lo que s te preocupa de tu
futuro profesional?
Alta competencia en el mercado
55
8
14,4(6)
0,026
Ganar poco dinero
195
45
Los cambios tecnológicos están dejando
obsoleta mi profesión
40
11
No poder encontrar trabajo en el campo
que deseo
208
75
No alcanzar la realización profesional
135
23
No ser reconocido como individuo
25
6
No tener estabilidad laboral
123
42
¿Cuál de estas frases representa mejor
tu visión sobre la enseñanza?
Enseñar requiere mucha paciencia, algo
que yo no tengo
231
27
88,2(4)
< 0,001
-4,153
Enseñar es importante, pero no es lo
mío
195
13
2,356
-5,514
La enseñanza es una misión noble y
transformadora
297
151
-3,068
5,294
La docencia es una profesión como
cualquier otra
38
13
La docencia es una profesión del
pasado
20
6
Nota. Elaboración propia a partir de datos de la investigación.
a
Implica haberlo considerado en algún
momento, pero luego descartarlo.
b
Implica considerarlo como una segunda opción. *Solo se informan
los residuos que difieren significativamente de los valores críticos de ± 1,96.
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 20
DISCUSIÓN
Antes de interpretar los resultados, es importante aclarar que no todos los datos
presentados en las tablas se exploraron con la misma profundidad en el análisis. Esta elección
se basa en un criterio metodológico compatible con el diseño exploratorio de todos mixtos
adoptado: para la interpretación principal, se priorizaron los indicadores directamente
vinculados a las hipótesis del estudio, los resultados con mayor relevancia estadística y las
variables con mayor densidad teórica para explicar el rechazo a la carrera docente. Así, aunque
el conjunto de tablas comprende la descripción general completa de la investigación, el análisis
se centró en los datos más pertinentes al alcance analítico del artículo, en particular aquellos
relacionados con la jerarquización simbólica de la docencia, la mediación de la identidad en las
elecciones profesionales, la paradoja de los valores y la erosión de la autoridad docente. Este
procedimiento no implica descartar los demás resultados, sino más bien una selección analítica
guiada por el enfoque temático, la coherencia interpretativa y la economía argumentativa,
evitando que un exceso de variables comprometa la inteligibilidad del argumento central.
Dicho esto, los resultados indican que las características demográficas no explican el
rechazo a la docencia, lo que sugiere causas macrosociales y culturales transversales (Bauman,
2012). La homogeneidad del fenómeno refuerza el vínculo entre el rechazo y las amplias
transformaciones socioculturales, especialmente el tercer nivel educativo de Bateson (2000)
la capacidad de deconstruir estructuras cognitivas inherente a la vida líquida
contemporánea y su exigencia de adaptación constante.
Silva & Caldas (2025) destacan que la crisis docente en América Latina refleja una crisis
compleja, impulsada por factores como la devaluación de la carrera docente, con salarios poco
atractivos, condiciones laborales precarias y la percepción de falta de prestigio social (p. 231).
En la era digital, la democratización del conocimiento relativiza las jerarquías y transforma la
autoridad docente en un valor negociable, generando una crisis de significado que rompe el
ciclo vocacional. La erosión de esta autoridad simbólica, intelectual y moral socava los
fundamentos de la vocación. Además, Silva y Caldas (2025) muestran que la redefinición de la
formación docente transfiere la responsabilidad de las fallas estructurales al individuo,
exponiendo tensiones entre la lógica del mercado y la misión educativa. Simultáneamente, la
legitimación del conocimiento por algoritmos desplaza al docente de su posición central,
obligándolo a competir con fuentes no pedagógicas.
Según Tardif (2014), el conocimiento docente se construye socialmente y requiere una
valoración colectiva. Reconstruir el atractivo de la profesión docente exige una autoridad
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 21
pedagógica centrada en la orientación crítica, no en el control informativo, reconociendo al
docente como un agente fundamental en la formación de la ciudadanía. En este sentido, Nóvoa
(1992) advierte que la formación docente no debe reducirse a una capacitación orientada al
mercado, sino que debe constituir un desarrollo que posibilite la acción autónoma y creativa,
atributos que se ven amenazados al cuestionar la autoridad del docente.
El estudio revela una paradoja de valores: los jóvenes reconocen la importancia social
de la docencia, pero la descartan como proyecto de vida debido a su inadecuación a las
aspiraciones de identidad contemporáneas. Esto valida la Hipótesis 1 (Jerarquización
Simbólica), ya que la principal razón del rechazo no son los bajos salarios (19,0%), sino el
interés en otras áreas (31,3%). Este cambio vocacional se alinea con la modernidad líquida
(Bauman, 2001, 2007). En una sociedad que valora la fluidez y la adaptabilidad, la estabilidad
y la rigidez institucional de la carrera docente se perciben como anacrónicas. Las áreas de mayor
interés reflejan la búsqueda de trayectorias dinámicas y flexibles, típicas del sujeto líquido.
El análisis de sensibilidad de las políticas de promoción profesional respalda la
Hipótesis 2 (Mediación de la Identidad). Si bien mejores salarios es el factor principal para
la reconsideración (37,1%), la suma de las demandas de mayor reconocimiento y prestigio
social (23,3%) y mejores condiciones laborales (20%) demuestra que la dimensión material
es insuficiente. Fundamentalmente, el 39,3% afirma que nada les haría cambiar de opinión,
lo que indica un rechazo existencial y basado en la identidad, inmune a los incentivos
económicos. Por lo tanto, la influencia socioeconómica en el atractivo está mediada por
variables de identidad. La inseguridad laboral, ejemplificada por el aumento de los contratos
temporales (Todos Pela Educação, 2024), exacerba el escenario al privar a la carrera de su
seguridad histórica, colocándola en una inestabilidad indeseable.
Respecto a la Hipótesis 3 (Paradoja del Valor), la mayoría define la docencia como
esencial (54,4%), y el 62% considera que los docentes son importantes pero infravalorados.
Además, el 45,2% asocia la docencia con una misión noble. Estos datos confirman que el
rechazo no se debe a una falta de comprensión de la función social de la profesión, que sigue
estando simbólicamente legitimada. Sin embargo, esta valoración cognitiva no se traduce en
compromiso profesional. La docencia se reconoce moralmente, pero se rechaza afectivamente
como proyecto de vida, lo que demuestra empíricamente la disociación entre la importancia
colectiva de la profesión y su atractivo en términos de identidad.
La hipótesis 4 (Erosión de la Autoridad) encuentra un sólido respaldo empírico. En la
dimensión epistémica, el 52,5% de los estudiantes cree que la inteligencia artificial puede
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 22
reemplazar parcial o totalmente al profesor, cuestionando su monopolio del conocimiento en la
sociedad de la información (Castells, 2015; Siemens, 2005). En la autoridad vocacional, el
34,4% reporta poca o ninguna inspiración por parte de sus profesores, evidenciando la
interrupción del ciclo vocacional (Nóvoa, 2017; Tardif, 2014). Estadísticamente, la falta de
inspiración redujo significativamente la intención de seguir la carrera ²(4) = 16; p = 0,003;
residuo ajustado = −3,137). En el ámbito simbólico, la percepción del docente como obsoleto
(9,6%), la devaluación social (23,3%) y la indisciplina/violencia (11,1%) evidencian la erosión
de la legitimidad y la autoridad moral de este rol en la modernidad líquida (Charlot, 2013;
Dubet, 2002). En conjunto, estos factores estructurales reducen el atractivo de la profesión, lo
que valida la hipótesis H4.
Con la descentralización del conocimiento en la era digital y el acceso a través de
plataformas e inteligencia artificial, la relación entre educación e información se redefine
(Castells, 2015; Lévy, 2010). La generación nativa digital desafía la autoridad epistémica
tradicional (Prensky, 2001; Tapscott, 2009). El rechazo debido al interés en otras áreas
(31,3%), superior a la queja salarial (19%), indica que la profesión ha perdido relevancia
intelectual en una sociedad que trata el conocimiento como una commodity accesible (Bauman,
2007; Han, 2017). La ilusión de democratización del conocimiento devalúa el rol mediador del
educador. En consecuencia, la pérdida de estatus simbólico rompe la cadena de transmisión
vocacional que garantizaba la renovación de la categoría (Nóvoa, 2017; Tardif, 2014), lo que
se refleja en el hecho de que solo el 6,7% de los jóvenes considera la docencia como una opción.
La erosión de la autoridad docente se manifiesta en tres dimensiones: epistémica,
cuestionada por la disponibilidad instantánea de información (Siemens, 2005); moral, desafiada
por la diversificación de las influencias digitales (Jenkins et al., 2016); e institucional, debilitada
por la devaluación de las instituciones en la sociedad líquida (Bauman, 2001). La relación
instrumental de los jóvenes con el conocimiento, mediada por las búsquedas y la inteligencia
artificial generativa, contradice los fundamentos de la educación formal (Carr, 2011; Turkle,
2017), minimizando al docente como articulador crítico. La cultura digital, que prioriza la
velocidad sobre la reflexión (Rosa, 2019; Virilio, 2012), alimenta un círculo vicioso de
devaluación que inhibe las aspiraciones vocacionales. Por lo tanto, recuperar el atractivo de la
carrera docente requiere, además de mejoras materiales, una redefinición del rol del docente.
La autoridad contemporánea debe centrarse en el desarrollo del pensamiento crítico y las
habilidades socioemocionales, insustituibles por la tecnología (Fullan & Scott, 2014; Zhao,
2012). Esta transformación trasciende las adaptaciones curriculares y exige confrontar la
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 23
profunda erosión de la autoridad simbólica que históricamente ha sustentado al docente como
mediador privilegiado del conocimiento.
CONSIDERACIONES FINALES
Este estudio demuestra que el rechazo a la carrera docente entre los jóvenes
latinoamericanos trasciende los factores socioeconómicos. La validación empírica de la teoría
de la modernidad líquida de Bauman (2001) revela que la incompatibilidad simbólica entre la
«solidez» de la enseñanza tradicional y la búsqueda contemporánea de «liquidez» y flexibilidad
es el principal determinante de esta crisis de atractivo.
La integración de los hallazgos traza un diagnóstico sociológico claro. La hipótesis 1
(Jerarquización simbólica) confirmó que el rechazo se debe principalmente a la
incompatibilidad de identidad, con un 31,3% de los jóvenes que prefieren otras áreas, en
comparación con un 19,0% que citan los bajos salarios. La hipótesis 2 (Mediación de la
identidad) destacó la insuficiencia de las políticas puramente económicas, ya que un 39,3% no
seguiría la carrera incluso con una mejor remuneración. La hipótesis 3 (Paradoja del valor)
expuso la contradicción en la que un 54,4% reconoce la docencia como esencial, pero la rechaza
como proyecto de vida, disociando el valor colectivo del atractivo personal. Finalmente, la
hipótesis 4 (Erosión de la autoridad) señaló la pérdida de autoridad epistémica, vocacional y
simbólica en la era digital: un 34,4% reporta poca o ninguna inspiración docente, y un 52,5%
considera que el rol es reemplazable por la inteligencia artificial, interrumpiendo el ciclo de
renovación generacional. En resumen, la crisis de atractivo es esencialmente simbólica y está
relacionada con la identidad, y debería ser la base de la formulación de políticas públicas.
En consecuencia, las estrategias para valorar al profesorado en América Latina, y en
Brasil en particular, deben trascender la dimensión salarial e incorporar la redefinición
simbólica de la profesión. Rediseñar la carrera requiere alinearla con las aspiraciones de
autonomía e innovación de la juventud, mediante horarios flexibles, el fin de los empleos
múltiples y el fortalecimiento de la autoridad intelectual en el aula. Si bien iniciativas como
Mais Professores (Brasil) y Plan Nacional Docente (Chile) representan un avance al combinar
incentivos económicos y revalorización, carecen de un mayor énfasis en la identidad. Por lo
tanto, las políticas públicas deberían priorizar: (1) la redefinición simbólica del profesorado en
la sociedad digital; (2) la flexibilidad profesional para una mayor autonomía; (3) la integración
tecnológica que posicione al profesorado como mediador crítico; (4) el aumento del prestigio
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 24
social; y (5) la continuidad política de las estrategias. El éxito en la atracción de talento depende
de abordar la incompatibilidad entre las aspiraciones de liquidez de los jóvenes y el modelo
tradicional de enseñanza sólido.
El estudio presenta limitaciones que deben considerarse. El muestreo no probabilístico
dentro de una red confesional específica restringe la generalización estadística, lo que requiere
futuras investigaciones con muestras probabilísticas en escuelas públicas y privadas laicas. La
ausencia de este grupo de control laico limita la validación completa del argumento del caso
crítico (Flyvbjerg, 2006) y del argumento del caso más probable (Eckstein, 1975). Además,
la Hipótesis 4 carecía de una sistematización de tablas específica, lo que requiere pruebas
directas con instrumentos específicos en estudios posteriores. El breve período de recolección
de datos (15 días) al final del año escolar puede haber introducido efectos estacionales
vinculados a la presión de los exámenes de ingreso a la universidad. Se recomienda realizar
investigaciones longitudinales y utilizar muestras más representativas para monitorear la
evolución de estas percepciones.
A pesar de estas limitaciones, la investigación considera haber validado empíricamente
la teoría de Bauman (2001) para explicar la crisis de atractivo docente desde una perspectiva
sociológica. La escasez de docentes refleja profundas transformaciones sociales. Comprender
esta dinámica es el primer paso para que las nuevas políticas públicas puedan, de hecho,
reavivar el interés por la profesión y recuperar el valor del intercambio mutuo y el aprendizaje
entre estudiantes y docentes en tiempos carentes de luces.
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 25
REFERENCIAS
Almeida, P. C. A., Davis, C. L. F., Calil, A. M. G. C., & Vilalva, A. (2019). Categorias teóricas
de Shulman: Revisão integrativa no campo da formação docente. Cadernos de Pesquisa,
49(174), 130150. https://doi.org/10.1590/198053146654
Alves, L., Padilha, F., Batista, A. A. G., Érnica, M., & Carvalho-Silva, H. H. (2015). Remoção
de professores e desigualdades em territórios vulneráveis. Cadernos Cenpec, 5(1), 122
145. https://www.cenpec.org.br/pesquisa/remocao-de-professores-e-desigualdades-em-
territorios-vulneraveis-2/
Bateson, G. (2000). Steps to an ecology of mind: Collected essays in anthropology, psychiatry,
evolution, and epistemology. University of Chicago Press.
Bauman, Z. (2001). Modernidade líquida (P. Dentzien, Trad.). Jorge Zahar.
Bauman, Z. (2007). Tempos líquidos (C. A. Medeiros, Trad.). Jorge Zahar.
Bauman, Z. (2012). Sobre educação e juventude: Conversas com Ricardo Mazzeo (C. A.
Medeiros, Trad.). Jorge Zahar.
Bohoslavsky, R. (1977). Orientação vocacional: A estratégia clínica. Martins Fontes.
Brasil. Conselho Nacional de Saúde. (2022). Resolução 674, de 6 de maio de 2022: Dispõe
sobre a tipificação da pesquisa e a tramitação dos protocolos de pesquisa no Sistema
CEP/Conep.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2022/res0674_25_10_2022_rep.html
Brasil. Ministério da Educação. (2025). Portaria MEC 77, de 29 de janeiro de 2025: Divulga
o valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação
Básica para o exercício de 2025. Diário Oficial da União.
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mec-n-77-de-29-de-janeiro-de-2025-
610281446
Carr, N. (2011). The shallows: What the Internet is doing to our brains. W. W. Norton.
Castells, M. (2015). O poder da identidade: A era da informação (K. B. Gerhardt, Trad., 6ª ed.,
Vol. 2). Paz e Terra.
Charlot, B. (2013). A relação com o saber: Formação dos professores e globalização. Edufal.
Cohen, J. (1988). Statistical power analysis for the behavioral sciences (2nd ed.). Lawrence
Erlbaum Associates.
Conectando Saberes. (2023). O futuro da docência: Desafios e percepções atuais sobre a
carreira de professor. https://cev.org.br/biblioteca/o-futuro-da-docencia-desafios-e-
percepcoes-atuais-sobre-a-carreira-de-professor/
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. (2024, October 20). Seminário
discute desafios da formação de professores. https://www.gov.br/capes/pt-
br/assuntos/noticias/seminario-discute-desafios-da-formacao-de-professores
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 26
Creswell, J. W., & Creswell, J. D. (2018). Research design: Qualitative, quantitative, and mixed
methods approaches (5th ed.). Sage.
Dubet, F. (2002). Le déclin de linstitution. Seuil.
Eckstein, H. (1975). Case study and theory in political science. In F. I. Greenstein & N. W.
Polsby (Eds.), Handbook of political science (Vol. 7, pp. 79137). Addison-Wesley.
Flick, U. (2018). An introduction to qualitative research (6th ed.). Sage.
Flyvbjerg, B. (2006). Five misunderstandings about case-study research. Qualitative Inquiry,
12(2), 219245. https://doi.org/10.1177/1077800405284363
Fullan, M., & Scott, G. (2014). Turnaround leadership for higher education. Jossey-Bass.
Fusco, W., Ojima, R., & Campos, J. (2023). Docentes do ensino médio no Nordeste: Migração
e mobilidade pendular entre 2013 e 2017. Urbe, 15, e20220040.
https://doi.org/10.1590/2175-3369.015.e20220040
Gatti, B. A., & Barreto, E. S. S. (Eds.). (2009). Professores do Brasil: Impasses e desafios.
UNESCO. https://www.fcc.org.br/wp-content/uploads/2019/04/Professores-do-Brasil-
impasses-e-desafios.pdf
Gatti, B. A., Barreto, E. S. S., André, M. E. D. A., & Almeida, P. C. A. (2019a). Atratividade
da carreira docente no Brasil. Fundação Carlos Chagas.
Gatti, B. A., Barreto, E. S. S., André, M. E. D. A., & Almeida, P. C. A. (2019b). Professores
do Brasil: Novos cenários de formação. UNESCO.
Gonçalves, H. (2024). A precarização do trabalho docente no Brasil. Cortez.
Grinshtain, Y. (2022). Teachers internal migration to a rural region: Considerations and
challenges. Teaching and Teacher Education, 119, Article 103854.
https://doi.org/10.1016/j.tate.2022.103854
Han, B.-C. (2017). Sociedade do cansaço (E. P. Giachini, Trad., 2ª ed.). Vozes.
Ingersoll, R. M., & Tran, H. (2023). Teacher shortages and turnover in rural schools in the US:
An organizational analysis. Educational Administration Quarterly, 59(2), 396431.
https://doi.org/10.1177/0013161X231159922
Instituto Península. (2021). Atratividade da carreira docente no Brasil.
https://institutopeninsula.org.br/pesquisa/atratividade-da-carreira-docente/
Jenkins, H., Ito, M., & Boyd, D. (2016). Participatory culture in a networked era: A
conversation on youth, learning, commerce, and politics. Polity Press.
Knight, G. R. (2015). A brief history of Seventh-day Adventists (3rd ed.). Review and Herald.
Levenfus, R. S., & Soares, D. H. P. (Orgs.). (2010). Orientação vocacional ocupacional (2ª
ed.). Artmed.
Stella de Mello Silva & Graça Caldas
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 27
Lévy, P. (2010). Cibercultura (C. I. Costa, Trad., 3ª ed.). Editora 34.
Louzano, P., Rocha, V., Moriconi, G. M., & Oliveira, R. P. (2010). Quem quer ser professor?
Atratividade, seleção e formação docente no Brasil. Estudos em Avaliação Educacional,
21(47), 543568. https://doi.org/10.18222/eae214720102463
Lüdke, M., & Boing, L. A. (2004). Caminhos da profissão e da profissionalidade docentes.
Educação & Sociedade, 25(89), 11591180. https://doi.org/10.1590/S0101-
73302004000400005
Martins, Â., & Kohan, W. O. (2025). Filosofia e educação: Encontros. Autêntica.
Masson, G. (2017). Requisitos essenciais para a atratividade e a permanência na carreira
docente. Educação & Sociedade, 38(140), 849864. https://doi.org/10.1590/ES0101-
73302017169078
Ministerio de Educación de Argentina. (2023). Plan Nacional de Evaluación Educativa 2023
2024. Gobierno de Argentina. https://www.argentina.gob.ar/noticias/el-consejo-
federal-aprobo-el-plan-nacional-de-evaluacion-educativa-2023-2024
Ministerio de Educación de Chile. (2024). Plan Nacional Docente. Gobierno de Chile.
https://www.mineduc.cl/mineduc-presenta-plan-nacional-docente/
Ministerio de Educación del Perú. (2024). Políticas de incentivos docentes y evaluación del
desempeño. Gobierno del Perú. https://www.gob.pe/minedu
Ministério da Educação. (2025). Governo federal lança programa Mais Professores para o
Brasil. https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/governo-federal-
lanca-programa-mais-professores-para-o-brasil
Nóvoa, A. (1992). Formação de professores e profissão docente. Dom Quixote.
Nóvoa, A. (2017). Firmar a posição como professor, afirmar a profissão docente. Cadernos de
Pesquisa, 47(166), 11061131. https://doi.org/10.1590/198053144843
Organisation for Economic Co-operation and Development. (2019). TALIS 2018 results
(Volume I): Teachers and school leaders as lifelong learners. OECD.
https://doi.org/10.1787/1d0bc92a-en
Organisation for Economic Co-operation and Development. (2024). Education at a glance
2024: Country note Chile. OECD. https://www.oecd.org/en/publications/education-
at-a-glance-2024-country-notes_fab77ef0-en/chile_c860c0e3-en.html
Palma-Vasquez, C., Carrasco, D., & Tapia-Ladino, M. (2022). Teacher mobility: What is it,
how is it measured and what factors determine it? A scoping review. International
Journal of Environmental Research and Public Health, 19(4), Article 2313.
https://doi.org/10.3390/ijerph19042313
Prensky, M. (2001). Digital natives, digital immigrants. On the Horizon, 9(5), 16.
https://doi.org/10.1108/10748120110424816
Escasez de docentes en América Latina: factores sociológicos del rechazo
RPGE Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 30, n. 00, e026053, 2026. e-ISSN: 1519-9029
DOI: 10.22633/rpge.v30i00.21249 28
Siemens, G. (2005). Connectivism: A learning theory for the digital age. International Journal
of Instructional Technology and Distance Learning, 2(1), 310.
Silva, S. M., & Caldas, G. (2025). (Di)gerindo o apagão de professores: Outras faces da moeda.
In P. A. Castro & M. C. Teixeira (Orgs.), CONEDU Formação de Professores (Vol.
4, pp. 230260). Realize.
Silva, S. M., & Caldas, G. (2026). O apagão das licenciaturas: Como religar a luz? Educação e
Cultura Contemporânea, 23(1), 126.
Souto, R. M. A., & Paiva, P. H. A. (2016). A pouca atratividade da carreira docente: Um estudo
sobre o exercício da profissão entre egressos de uma licenciatura em Matemática. Pro-
Posições, 24(1), 201224.
Sullivan, G. M., & Feinn, R. (2012). Using effect sizeor why the P value is not enough.
Journal of Graduate Medical Education, 4(3), 279282. https://doi.org/10.4300/JGME-
D-12-00156.1
Tapscott, D. (2009). Grown up digital: How the net generation is changing your world.
McGraw-Hill.
Tardif, M. (2014). Saberes docentes e formação profissional (F. Pereira, Trad., 17ª ed.). Vozes.
Tartuce, G. L. B. P., Nunes, C., & Almeida, P. C. A. (2010). Alunos do ensino médio e
atratividade da carreira docente no Brasil. Cadernos de Pesquisa, 40(140), 445477.
https://doi.org/10.1590/S0100-15742010000200008
The Jamovi Project. (2024). Jamovi (Version 2.6.44) [Computer software].
https://www.jamovi.org
Todos Pela Educação. (2024). Professores temporários nas redes estaduais do Brasil.
Tokarnia, M. (2024, May 8). Oito em cada dez professores pensaram em desistir da carreira.
Agência Brasil. https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2024-05/oito-em-
cada-dez-professores-ja-pensaram-em-desistir-da-carreira
Turkle, S. (2017). Alone together: Why we expect more from technology and less from each
other (3rd ed.). Basic Books.
UNESCO. (2024). Regional strategy for teachers 20252030: Latin America and the
Caribbean. https://www.unesco.org/en/articles/regional-strategy-teachers-2025-2030-
sets-targets-close-gaps-and-attract-more-teachers-latin-america
Virilio, P. (2012). Velocidade e política (C. M. Parcionik, Trad.). Estação Liberdade.
Yin, R. K. (2018). Case study research and applications: Design and methods (6th ed.). Sage.
Zhao, Y. (2012). World class learners: Educating creative and entrepreneurial students.
Corwin Press.
Stell a d e Mell o Silv a & Gr a ç a C al d as
R P G E R e vist a o n li n e de P oti c a e G est ã o E d u c a ci o n al , Ar ar a q u ar a, v. 3 0 , n. 0 0, e 0 2 6 0 5 3 , 2 0 2 6 . e-I S S N: 1 5 1 9-9 0 2 9
D OI: 1 0. 2 2 6 3 3/r p g e. v 3 0i 0 0. 2 1 2 4 9 2 9
C R e di T A ut h or St at e m e nt
A g r a d e ci mi e nt os : A gr a d e c e m os al C e ntr o U ni v ersit ari o A d v e ntist a, así c o m o a l a Di visi ó n
S u d a m eric a n a d e l a I gl esi a A d v e ntist a d el S é pti m o a, p or a p o y ar est a i n v esti g a ci ó n y
p er mitir el a c c es o a l as es c u el as a d v e ntist as e n A m éri c a L ati n a.
Fi n a n ci a ci ó n : N o h u b o fi n a n ci a ci ó n.
C o nfli ct os d e i nt e r és : N o e xist e n c o nfli ct os d e i nt er és.
A p r o b a ci ó n éti c a : N o f u e n e c es ari o pr es e nt arl o al C o mit é d e Éti c a.
Dis p o ni bili d a d d e d at os y m at e ri al es : L os d at os y m at eri al es utili z a d os e n est e tr a b aj o
s ol o estar á n dis p o ni bl es c o n el p er mis o d e l os a ut or es.
C o nt ri b u ci o n es d e l os a ut o r es : St ell a d e M ell o: C o n c e pt u ali z a ci ó n, M et o d ol o a,
V ali d a ci ó n, A n álisis f or m al, I n v esti g a ci ó n, C ur a ci ó n d e d at os, R e d a c ci ó n d el b orr a d or
ori gi n al, R e visi ó n y e di ci ó n, Vis u ali z a ci ó n, G esti ó n d el pr o y e ct o. Gr a ç a C al d as:
C o n c e pt u ali z a ci ó n, M et o d ol o a, V ali d a c i ó n, C ur a ci ó n d e d at os, R e d a c ci ó n d el b orr a d or
ori gi n al, R e visi ó n y e di ci ó n, S u p er visi ó n, G esti ó n d el pr o y e ct o.
P r o c es a mie nt o y e di ci ó n: E dit o r a I b e r o -A m e ri c a n a d e E d u c a ç ã o
C orr e c ci ó n d e pr u e b as, f or m at o, est a n d ari z a ci ó n y tr a d u c ci ó n