Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.19763 1
UMA ANÁLISE DAS RELAÇÕES DE TRABALHO EM “O MUNDO AINDA É
JOVEM”: DIÁLOGOS ENTRE DOMENICO DE MASI E MARIA SERENA PALIERI
UN ANÁLISIS DE LAS RELACIONES LABORALES EN EL MUNDO AÚN JOVEN:
DIÁLOGOS ENTRE DOMENICO DE MASI Y MARIA SERENA PALIERI
THE ANALYSIS OF LABOR RELATIONS IN THE WORLD IS STILL YOUNG:
DIALOGUES BETWEEN DOMENICO DE MASI AND MARIA SERENA PALIERI
José Dantas de SOUSA JUNIOR
1
e-mail: yjunior2013@yahoo.com.br
Como referenciar este artigo:
SOUSA JUNIOR, J. D. de. Uma análise das relações de trabalho
em O mundo ainda é jovem: diálogos entre Domenico de Masi
e Maria Serena Palieri. Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n.
00, e025015, 2025. e-ISSN: 2358-4238. DOI:
10.29373/sas.v14i00.19763
| Submetido em: 18/10/2024
| Revisões requeridas em: 13/11/2024
| Aprovado em: 15/07/2025
| Publicado em: 26/12/2025
Editor:
Prof. Dr. Carlos Henrique Gileno
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal RN Brasil. Doutorando em Ciências Sociais da
UFRN, mestre em Sociologia da UFPB, sociólogo pela UFCG, pesquisador nas áreas de consumo, religiosidades,
violência urbana e futebol.
Uma análise das relações de trabalho em o mundo ainda é jovem: diálogos entre Domenico de Masi e Maria Serena Palieri
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.19763 2
RESUMO: Procuramos fazer uma resenha crítica sobre a questão das relações de trabalho inseridas
na obra do sociólogo italiano Domenico de Masi. Intitulada O mundo ainda é jovem, que trata de
problemas relativos à nossa sociedade atual e seu constante e conturbado progresso. Neste livro, dividido
em dez capítulos, o escritor debate através das indagações da jornalista Maria Serena Palieri, temas
relativos à essa problemática e das suas perspectivas para o futuro. Masi deixou através de suas obras
grandes contribuições para entendermos melhor a contextualidade do trabalho no mundo e do mundo
do trabalho. Vejamos por este autor o que podemos fazer para tentar mudar essa realidade, a partir da
compreensão e da crítica deste trabalho que analisamos através de uma visão sociológica.
PALAVRAS-CHAVE: Trabalho. Futuro. Projeto. Ócio. Sociedade.
RESUMEN: Nuestro objetivo es ofrecer una revisión crítica de la problemática de las
relaciones laborales tal como se presenta en la obra del sociólogo italiano Domenico de Masi.
Titulado El mundo aún es joven, el libro aborda problemas relacionados con nuestra sociedad
actual y su constante y turbulento progreso. Dividido en diez capítulos, el autor, a través de
las indagaciones de la periodista Maria Serena Palieri, aborda temas relacionados con esta
problemática y sus perspectivas de futuro. Masi ha realizado importantes contribuciones con
su obra a nuestra comprensión del contexto laboral en el mundo y del mundo del trabajo.
Examinemos, a través de este autor, qué podemos hacer para intentar cambiar esta realidad,
basándonos en la comprensión y crítica de su obra, que analizamos desde una perspectiva
sociológica.
PALABRAS CLAVE: Trabajo. Futuro. Proyecto. Ocio. Sociedad.
ABSTRACT: We aim to provide a critical review of the issue of labor relations as presented
in the work of the Italian sociologist Domenico de Masi. Titled The World Is Still Young, the
book addresses problems related to our current society and its constant and turbulent progress.
Divided into ten chapters, the author, through the inquiries of journalist Maria Serena Palieri,
discusses themes related to this problem and its perspectives for the future. Masi has made
significant contributions through his works to our understanding of the context of work in the
world and the world of work. Let us examine, through this author, what we can do to try to
change this reality, based on an understanding and critique of this work, which we analyze
through a sociological lens.
KEYWORDS: Work. Future. Project. Leisure. Society.
José Dantas de SOUSA JUNIOR
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.19763 3
O mundo ainda é jovem: conversas sobre o futuro próximo com Maria Serena Palieri
Neste diálogo entre Masi e Palieri (2019) podemos tirar várias lições, a começar pelo
autor de que temos em nossa vida duas realidades distintas, que correspondem a duas certezas
irrefutáveis: uma primeira que o mundo no qual vivemos certamente não é o melhor dos
mundos; e uma segunda em que mesmo assim este é o melhor dos mundos até hoje. O autor
provavelmente se refere dentre outros, ao mundo industrial e ao pós-industrial, no qual o
primeiro obriga as pessoas a viverem em fábricas e ao trabalho, enquanto o segundo permite
uma flexibilidade e um ócio que deve ser aproveitado. Além desta, uma outra de que a obra
criativa da humanidade está apenas iniciando sua caminhada, e nesta, pela primeira vez na
história, cabe a nós interrompê-la ou lhe dar continuidade. Podemos identificar logo de início a
ideia de otimismo, mas também uma rie de alertas dadas por Masi. Então trata-se de um
otimismo da razão. Assim, o texto que possui uma instigante leitura é dividido em dez partes,
nas quais são vistas questões relativas ao trabalho e ao progresso. No final, uma advertência
sobre os riscos do neofascismo, da existência de novas ameaças de uma perigosa extrema-
direita, além dos autoritarismos espalhados pelo mundo.
O primeiro capítulo denominado como Desorientação e Projeto, traz uma análise sobre
a desorientação do nosso tempo presente. Para este sociólogo, a desorientação é parente da
complexidade, em virtude de estarmos alternando em todos os campos da nossa existência,
fases de segurança tranquilizadora com fases inquietantes de desorientação, tais como no
mercado e nas relações de trabalho. Sendo que não é suficiente apenas entender os mecanismos
e os sistemas, mas sim construir um modelo típico ideal, um projeto que nos ajude a prever,
interpretar e nos comportar nesta realidade. Pois para De Mais (2019), é a ausência deste tipo
de modelo que nos leva para desorientação. De Mais (2019) identifica uma desorientação dos
indivíduos diante do avanço da tecnologia. Para este sociólogo, o homem fica inserido dentro
de um paradoxo, no qual de um lado ocorre a ampliação de recursos de conhecimentos
oferecidos pela tecnologia, e de outro a insegurança sobre os próximos estágios do progresso
tecnológico, o que nos deixa desconfiados de como será o futuro do nosso mundo. Masi (2019)
analisa que vivemos diante de eternos desafios e questiona quem deveria elaborar um novo
modelo de vida que fosse capaz de levar o progresso mais sensato para todos nós.
No capítulo seguinte, intitulado de Longevidade e Velhice, traz uma análise sobre o
avanço da expectativa de vida das pessoas junto dos desafios impostos no mundo, este para ele
é melhor do que em outras épocas. O capítulo posterior analisa o tema Androginia e Gêneros
que trata sobre uma série de desafios e desigualdades que necessitam serem superadas no futuro.
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Para este sociólogo, com a redução da jornada de trabalho, os casais se aproximam mais e
diminuem as diferenças, que os homens passam a ajudar nos afazeres domésticos e na criação
de filhos, além de outras atividades antes muito discriminadas por gênero. Assim, para Masi, a
divisão dos trabalhos no mundo geraria uma mais correta divisão no trabalho nas famílias e na
vida cotidiana das pessoas.
Vemos na quarta parte do livro algo essencial e crucial em sua análise, porque parte dos
conflitos e desorientações do nosso período pós-industrial. muito tempo Masi (2000)
identificava que estávamos passando de uma sociedade industrial para uma sociedade do
conhecimento. Nesta passagem seriam promovidos dois aspectos que hoje são de extrema
importância para as pessoas e para as empresas, que são a flexibilidade e as adaptações às
mudanças. Hoje não é mais necessário estar sempre dentro de uma indústria para trabalhar, se
pode fazer isso até mesmo a distância, o que economiza tempo, gastos e requer mais
especialização. Antes viam muito a força física e a disciplina como requisito dos trabalhos, hoje
se vê mais a capacidade intelectual e a criatividade como requisitos.
Em seguida aborda Digitais e Analógicos no qual defende que temos agora uma
sociedade dividida em uma dicotomia que caminha para a extinção natural de uma de suas
partes. Isso porque, na visão do autor, a geração analógica pela ordem natural do tempo dará
lugar à uma nova forma de sociedade, cujos seus membros serão todos inseridos em uma era
digital. Temos aí um ponto de questionamento do autor, de como podemos projetar esse futuro
digital. De Mais (2019) não vê isso como uma coisa catastrófica, já que pode haver nesse novo
contexto alguns benefícios para o mundo. Porém, estes benefícios podem ocorrer se forem
discutidos e planejados através de uma participação coletiva. Vimos claramente a noção de
democracia nas ideias defendidas pelo autor.
Em seguida o autor trabalha sobre a sua principal temática, relativa ao trabalho e ao
ócio. Neste, o seu trabalho é conhecido há mais tempo (Masi, 2000), destaca não apenas as
mudanças nas relações de trabalho, mas também analisa a criatividade como essencial no
mundo em que vivemos. Lembrando que o ócio citado não tem o mesmo significado de ócio de
séculos atrás, citado até por religiões que o atribuía à preguiça. Na significância de Masi (2000)
o ócio é um tempo que deve ser aproveitado e possui um caráter revolucionário e criativo. Para
este sociólogo existe uma ética do ócio que funciona quando as pessoas trabalham evitando
obter resultados vantajosos para elas próprias e prejudiciais aos outros. O ócio deve ser
aproveitado pelas pessoas para que vivam felizes e sem prejudicar as outras.
José Dantas de SOUSA JUNIOR
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Lembrando que Masi (2000; 2019) ao longo de seus trabalhos sempre criticou o que ele
denomina de culto ao trabalho. Isto algo premeditado e instalado na cultura ocidental moderna.
O autor identifica uma visão do trabalho como uma virtude intrínseca, sendo assim um bem e
um fim em si mesmo. Para Masi (2000) o trabalho deve ser visto como um meio de se produzir
bens e serviços necessários para se obter um determinado patamar e com igual distribuição na
sociedade. Os verdadeiros fins da produção econômica então devem ser o consumo e o lazer,
em vez de serem o trabalho e a produção. Então o trabalho deveria ser uma forma de satisfação
e realização pessoal.
Masi (2019) identifica que o avanço da tecnologia pode ajudar a humanidade a se
libertar do trabalho e aproveitar mais o tempo livre, o que denomina de economia do ócio.
Assim o ócio criativo viria a partir de uma redução drástica na jornada de trabalho. Porém,
mesmo com essas novas tecnologias, continuamos trabalhando como operários de uma fábrica
do modelo de séculos atrás. Isso com horário regulado para chegar, para sair, para comer, além
de metas a serem atingidas impostas pela empresa, tudo dentro de um regime burocrático.
No capítulo denominado Medo e Coragem relata as angústias atuais e da necessidade
do debate acerca de realidade e percepção. Pois que para a autor pensamos que a novidade
consiste na percepção, mas na realidade ocorre o contrário. Para resolvermos a angústia da
sociedade atual, temos que entender a diferença entre a realidade real e a realidade percebida.
Em seguida Masi (2019) trata sobre Engajamento e Egoísmo. Continua a sua jornada
sociológica em Classe e Indivíduos, no qual o autor leva à tona conceitos marxistas dentro de
uma nova sociedade pós-industrial, no qual as fábricas não são mais os motores da economia.
Nos dois últimos capítulos podemos ver o otimismo do autor em Inteligência e Sentimentos e
Felicidade e Leveza. Nesse último capítulo trata de uma longa jornada sobre a felicidade na
compreensão humana e que passa por diferentes sociedades.
Domenico de Masi deixou enormes contribuições para o mundo social, tais como o
conceito de Ócio Criativo (2000), visto neste texto, na ideia que defende a noção que o tempo
livre não é algo necessariamente negativo, porque pode estimular a criatividade pessoal.
Também teve uma enorme influência na criação do Movimento 5 Estrelas (2000), partido da
Itália, no qual procurava colocar cidadãos comuns no poder em lugar dos tradicionais partidos
políticos. Além disso, ainda buscava assim uma democracia direta e via as redes sociais como
uma ferramenta ideal para essa mudança.
Podemos identificar pela leitura do livro que apesar de todos os problemas existentes na
sociedade atual, existe por parte do autor um otimismo da razão, no qual somos capazes de
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enfrentar os desafios a serem superados pela sociedade humana em vários aspectos e campos.
Esses desafios começam nas relações de trabalho, estas dentro de um novo contexto de uma
sociedade não mais industrial e sim do conhecimento. Temos então que ter mais criatividade e
aproveitar mais o tempo de nossas vidas para que possamos viver de uma maneira melhor.
Podemos aproveitar as ideias do autor para utilizá-las como reflexão e tomadas de atitudes.
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REFERÊNCIAS
MASI, D. de. O futuro do trabalho: fadiga e ócio na sociedade pós-industrial. 1. ed. Rio de
Janeiro: José Olympio, 2000.
MASI, D. de. O ócio criativo. 1. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2000.
MASI, D. de. O mundo ainda é jovem: conversas sobre o futuro próximo com Maria Serena
Palieri. 1. ed. São Paulo: Vestígio, 2019.
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Não há.
Financiamento: Há Não há.
Conflitos de interesse: Não há.
Aprovação ética: Não há.
Disponibilidade de dados e material: Não há.
Contribuições dos autores: O autor é responsável totalmente pela obra.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação
Revisão, formatação, normalização e tradução
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THE ANALYSIS OF LABOR RELATIONS IN THE WORLD IS STILL YOUNG:
DIALOGUES BETWEEN DOMENICO DE MASI AND MARIA SERENA PALIERI
UMA ANÁLISE DAS RELAÇÕES DE TRABALHO EM “O MUNDO AINDA É JOVEM”:
DIÁLOGOS ENTRE DOMENICO DE MASI E MARIA SERENA PALIERI
UN ANÁLISIS DE LAS RELACIONES LABORALES EN EL MUNDO AÚN JOVEN:
DIÁLOGOS ENTRE DOMENICO DE MASI Y MARIA SERENA PALIERI
How to reference this paper:
SOUSA JUNIOR, J. D. de. The analysis of labor relations in
The world is still young: dialogues between Domenico de
Masi and Maria Serena Palieri. Rev. Sem Aspas, Araraquara, v.
14, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2358-4238. DOI:
10.29373/sas.v14i00.19763
| Submitted: 18/10/2024
| Revisions required: 13/11/2024
| Approved: 15/07/2025
| Published: 26/12/2025
Editor:
Prof. Dr. Carlos Henrique Gileno
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Federal University of Rio Grande do Norte (UFRN), Natal RN Brazil.
Ph.D. candidate in Social Sciences at
UFRN; Master’s degree in Sociology from the Federal University of Paraíba (UFPB); Bachelor’s degree in
Sociology from the Federal University of Campina Grande (UFCG). Researcher in the fields of consumption,
religiosities, urban violence, and football.
The analysis of labor relations in “The world is still young”: dialogues between Domenico de Masi and Maria Serena Palieri
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.19763 2
ABSTRACT: We aim to provide a critical review of the issue of labor relations as presented
in the work of the Italian sociologist Domenico de Masi. Titled The World Is Still Young, the
book addresses problems related to our current society and its constant and turbulent progress.
Divided into ten chapters, the author, through the inquiries of journalist Maria Serena Palieri,
discusses themes related to this problem and its perspectives for the future. Masi has made
significant contributions through his works to our understanding of the context of work in the
world and the world of work. Let us examine, through this author, what we can do to try to
change this reality, based on an understanding and critique of this work, which we analyze
through a sociological lens.
KEYWORDS: Work. Future. Project. Leisure. Society.
RESUMO: Procuramos fazer uma resenha crítica sobre a questão das relações de trabalho inseridas
na obra do sociólogo italiano Domenico de Masi. Intitulada O mundo ainda é jovem, que trata de
problemas relativos à nossa sociedade atual e seu constante e conturbado progresso. Neste livro,
dividido em dez capítulos, o escritor debate através das indagações da jornalista Maria Serena Palieri,
temas relativos à essa problemática e das suas perspectivas para o futuro. Masi deixou através de suas
obras grandes contribuições para entendermos melhor a contextualidade do trabalho no mundo e do
mundo do trabalho. Vejamos por este autor o que podemos fazer para tentar mudar essa realidade, a
partir da compreensão e da crítica deste trabalho que analisamos através de uma visão sociológica.
PALAVRAS-CHAVE: Trabalho. Futuro. Projeto. Ócio. Sociedade.
RESUMEN: Nuestro objetivo es ofrecer una revisión crítica de la problemática de las
relaciones laborales tal como se presenta en la obra del sociólogo italiano Domenico de Masi.
Titulado El mundo aún es joven, el libro aborda problemas relacionados con nuestra sociedad
actual y su constante y turbulento progreso. Dividido en diez capítulos, el autor, a través de
las indagaciones de la periodista Maria Serena Palieri, aborda temas relacionados con esta
problemática y sus perspectivas de futuro. Masi ha realizado importantes contribuciones con
su obra a nuestra comprensión del contexto laboral en el mundo y del mundo del trabajo.
Examinemos, a través de este autor, qué podemos hacer para intentar cambiar esta realidad,
basándonos en la comprensión y crítica de su obra, que analizamos desde una perspectiva
sociológica.
PALABRAS CLAVE: Trabajo. Futuro. Proyecto. Ocio. Sociedad.
José Dantas de SOUSA JUNIOR
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025015, 2025. e-ISSN: 2358-4238
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The world is still young: conversations on the near future with Maria Serena Palieri
In this dialogue between Masi and Palieri (2019), several lessons can be drawn,
beginning with the authors assertion that our lives encompass two distinct realities
corresponding to two irrefutable certainties: first, that the world in which we live is certainly
not the best of all possible worlds; and second, that even so, it is the best world that has existed
to date. The author is likely referring, among other aspects, to the industrial and post-industrial
worlds. The former compelled people to live around factories and work, whereas the latter
allows for flexibility and leisure that should be meaningfully embraced. In addition, the text
advances the idea that humanity’s creative endeavor is only beginning its trajectory and that,
for the first time in history, it is up to us either to interrupt it or to allow it to continue. From the
outset, one can identify an underlying optimism, accompanied by a series of warnings issued
by Masi—an optimism grounded in reason. Thus, this thought-provoking text is divided into
ten sections that address issues related to work and progress. It concludes with a warning about
the risks of neo-fascism, the emergence of new threats from a dangerous far right, and the spread
of authoritarianisms worldwide.
The first chapter, entitled Disorientation and Project, offers an analysis of the
disorientation characteristic of our present time. For this sociologist, disorientation is closely
related to complexity, as we constantly alternate across all spheres of existence between phases
of reassuring security and unsettling phases of disorientation, such as those experienced in
markets and labor relations. It is not sufficient merely to understand mechanisms and systems;
rather, it is necessary to construct an ideal-typical model, a project that enables us to anticipate,
interpret, and act within this reality. For De Masi (2019), the absence of such a model leads
directly to disorientation. He identifies individuals’ disorientation in the face of technological
advancement, arguing that human beings are caught in a paradox: on the one hand, technology
expands access to knowledge resources; on the other, it generates insecurity regarding future
stages of technological progress, fostering uncertainty about what lies ahead for our world. Masi
(2019) emphasizes that we live amid constant challenges and questions who should be
responsible for developing a new model of life capable of guiding more sensible progress for
all.
The following chapter, Longevity and Old Age, analyzes the increase in life expectancy
alongside the challenges this development poses, arguing that the contemporary world is
nevertheless better than in previous eras. The subsequent chapter addresses Androgyny and
Genders, focusing on a series of challenges and inequalities that must be overcome in the future.
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According to this sociologist, the reduction of working hours brings couples closer together and
diminishes disparities, as men increasingly share domestic responsibilities and childcare, as
well as other activities previously stigmatized by gender. For Masi, a more equitable division
of labor in the broader social world would lead to a fairer distribution of tasks within families
and everyday life.
In the fourth section of the book, the author addresses a crucial and central issue in his
analysis, as it stems from the conflicts and disorientation of the post-industrial period. Long
ago, Masi (2000) identified that society was transitioning from an industrial society to a
knowledge-based society. This shift would promote two aspects that are now of paramount
importance to individuals and organizations: flexibility and adaptability to change. Today, it is
no longer necessary to be physically present in an industrial setting to work; tasks can be
performed remotely, saving time and costs while demanding greater specialization. Whereas
physical strength and discipline were once considered essential job requirements, intellectual
capacity and creativity are now more highly valued.
The discussion then turns to Digital and Analog, in which the author argues that
contemporary society is divided into a dichotomy that is naturally moving toward the extinction
of one of its components. From his perspective, the analog generation will, through the natural
passage of time, give way to a new form of society whose members are fully embedded in the
digital era. This raises a critical question regarding how such a digital future should be designed.
De Masi (2019) does not view this transition as catastrophic, as it may bring certain benefits to
the world. However, these benefits can only materialize if they are collectively debated and
planned. Here, the notion of democracy is clearly evident in the authors arguments.
Finally, the author addresses his central theme: work and leisure. This aspect of his work
has long been recognized (Masi, 2000) and highlights not only changes in labor relations but
also the essential role of creativity in contemporary society. It is important to note that the
concept of leisure invoked here differs from that of earlier centuries, when it was often
condemned—sometimes even by religious doctrines—as synonymous with laziness. In Masi’s
(2000) framework, leisure is time that should be actively used and possesses a revolutionary
and creative character. For this sociologist, there exists an ethics of leisure that functions when
individuals work without seeking advantages for themselves that would harm others. Leisure
should enable people to live happily while respecting and not harming those around them.
It is worth recalling that throughout his work Masi (2000; 2019) consistently criticized
what he calls the “cult of work,” something deliberately constructed and embedded in modern
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Western culture. The author identifies a conception of work as an intrinsic virtue, understood
as a good and an end in itself. For Masi (2000), however, work should be regarded as a means
of producing the goods and services necessary to achieve a certain standard of living, with
equitable distribution across society. The true ends of economic production, therefore, should
be consumption and leisure, rather than work and production themselves. Work should thus
function as a source of personal satisfaction and self-realization.
Masi (2019) argues that technological advancement can help humanity free itself from
excessive work and make greater use of free time, a process he refers to as the economy of
leisure. Creative leisure would emerge from a drastic reduction in working hours. Yet, despite
these new technologies, we continue to work as if we were factory workers in a model inherited
from past centuries, with fixed schedules for arrival, departure, and meals, as well as company-
imposed targets, all within a rigid bureaucratic regime.
In the chapter entitled Fear and Courage, Masi addresses contemporary anxieties and
the need for debate concerning reality and perception. According to the author, we tend to
believe that novelty lies in perception, whereas in fact the opposite occurs. To address the
anguish of contemporary society, it is necessary to understand the distinction between objective
reality and perceived reality. Masi (2019) then turns to Engagement and Egoism and continues
his sociological inquiry in Classes and Individuals, where he revisits Marxist concepts within
a post-industrial society in which factories are no longer the primary drivers of the economy. In
the final two chapters, Intelligence and Feelings and Happiness and Lightness, the authors
optimism becomes evident. The latter offers an extended reflection on happiness in human
understanding, traced across different societies.
Domenico De Masi made significant contributions to social thought, most notably the
concept of Creative Leisure (2000), as discussed in this text, which challenges the notion that
free time is inherently negative and instead emphasizes its potential to stimulate personal
creativity. He also exerted considerable influence on the creation of Italy’s Five Star Movement
(2000), a political party that sought to place ordinary citizens in positions of power rather than
relying on traditional political parties. In this context, he advocated for direct democracy and
viewed social networks as an ideal tool for facilitating such change.
A close reading of the book reveals that, despite the many problems facing
contemporary society, the author maintains an optimism of reason, grounded in the belief that
human societies are capable of confronting and overcoming challenges across multiple
domains. These challenges begin with labor relations within a new context—no longer an
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industrial society, but a knowledge-based one. This shift requires greater creativity and a more
effective use of our time, enabling us to live better lives. The authors ideas can thus be taken
as a valuable framework for reflection and informed action.
José Dantas de SOUSA JUNIOR
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REFERENCES
MASI, D. de. O futuro do trabalho: fadiga e ócio na sociedade pós-industrial. 1. ed. Rio de
Janeiro: José Olympio, 2000.
MASI, D. de. O ócio criativo. 1. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2000.
MASI, D. de. O mundo ainda é jovem: conversas sobre o futuro próximo com Maria Serena
Palieri. 1. ed. São Paulo: Vestígio, 2019.
The analysis of labor relations in “The world is still young”: dialogues between Domenico de Masi and Maria Serena Palieri
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CRediT Author Statement
Acknowledgements: None.
Funding: None.
Conflicts of interest: None.
Ethical approval: None.
Data and material availability: None.
Authors’ contributions: The author is solely responsible for the work.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação
Proofreading, formatting, standardization and translation