Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025006, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.19862 1
AUTORIA DE MULHERES OITOCENTISTAS NO PENSAMENTO SOCIAL
LATINO-AMERICANO: A IMPRENSA COMO ESTRATÉGIA DE
AUTORREPRESENTAÇÃO
AUTORÍA DE MUJERES DEL SIGLO XIX EN EL PENSAMIENTO SOCIAL
LATINOAMERICANO: LA PRENSA COMO ESTRATEGIA DE
AUTORREPRESENTACIÓN
AUTHORSHIP OF 19TH-CENTURY WOMEN IN LATIN AMERICAN SOCIAL
THOUGHT: THE PRESS AS A STRATEGY OF SELF-REPRESENTATION
Mariana CRUZ-BENIGNO
1
e-mail: mcruzbenignos@gmail.com
Elizabeth RUANO-IBARRA
2
e-mail: elizabethruano@gmail.com
Como referenciar este artigo:
CRUZ-BENIGNO, M.; RUANO-IBARRA, E. Autoria de
mulheres oitocentistas no pensamento social latino-americano: a
imprensa como estratégia de autorrepresentação. Rev. Sem
Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025006, 2025. e-ISSN: 2358-
4238. DOI: 10.29373/sas.v14i00.19862
| Submetido em: 02/12/2024
| Revisões requeridas em: 11/12/2024
| Aprovado em: 20/12/2025
| Publicado em: 29/12/2025
Editor:
Prof. Dr. Carlos Henrique Gileno
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Graduanda em Serviço Social na Universidade de Brasília (UnB). Pesquisadora de Iniciação Científica e bolsista
PROIC CNPQ.
2
Doutora em Ciências Sociais. Professora visitante do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM)
da Universidade de Brasília (UnB). Pesquisadora do CNPq (PQ2).
Autoria de mulheres oitocentistas no pensamento social latino-americano: a imprensa como estratégia de autorrepresentação
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025006, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.19862 2
RESUMO: Abordamos a contribuição de A Família e de A Mensageira, fundadas
respectivamente por Josephina Álvares de Azevedo e Presciliana Duarte de Almeida, para a
emancipação das brasileiras oitocentistas. Para compreender as temáticas abordadas nesse
jornal e revista utilizamos a revisão bibliográfica e a análise de conteúdo e os conceitos de
imprensa oitocentista, mulheres, pensamento social latino-americano e androcentrismo. Os
achados da pesquisa indicam que ambas as mídias foram fundamentais na defesa dos direitos
das mulheres, especialmente no que tange à educação, compreendida como um meio essencial
para a emancipação das mulheres. Não apenas desafiaram as normas patriarcais da época, mas
também contribuíram para a formação de uma consciência crítica entre as mulheres,
evidenciando a relevância da imprensa como espaço de luta e autorrepresentação.
PALAVRAS-CHAVE: Androcentrismo. Imprensa oitocentista. A Família. A Mensageira.
RESUMEN: Abordamos la contribución de A Família y A Mensageira, fundadas
respectivamente por Josephina Álvares de Azevedo y Presciliana Duarte de Almeida, para la
emancipación de las brasileñas del siglo XIX. Para comprender las temáticas tratadas en este
periódico y revista, utilizamos la revisión bibliográfica y el análisis de contenido, así como los
conceptos de prensa del siglo XIX, mujeres, pensamiento social latinoamericano y
androcentrismo. Los hallazgos de la investigación indican que ambas publicaciones fueron
fundamentales en la defensa de los derechos de las mujeres, especialmente en lo que respecta
a la educación, que se consideraba un medio esencial para la emancipación de las mujeres.
No solo desafiaron las normas patriarcales de la época, sino que también contribuyeron a la
formación de una conciencia crítica entre las mujeres, evidenciando la relevancia de la prensa
como un espacio de lucha y autorrepresentación.
PALABRAS CLAVE: Androcentrismo. Prensa del siglo XIX. A Família. A Mensageira.
ABSTRACT: We address the contribution of A Família and A Mensageira, founded
respectively by Josephina Álvares de Azevedo and Presciliana Duarte de Almeida, to the
emancipation of Brazilian women in the 19th century. To understand the themes addressed in
this newspaper and magazine, we used bibliographic review and content analysis, along with
the concepts of 19th-century press, women, Latin American social thought, and androcentrism.
The research findings indicate that both publications were fundamental in defending women's
rights, especially regarding education, which was seen as an essential means for women's
emancipation. They not only challenged the patriarchal norms of the time but also contributed
to the formation of a critical consciousness among women, highlighting the press as a
significant space for struggle and self-representation.
KEYWORDS: Androcentrism. 19th-century Press. A Família. A Mensageira.
Mariana CRUZ-BENIGNO; Elizabeth RUANO-IBARRA
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025006, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.19862 3
Introdução
Neste artigo analisamos as contribuições de A Família: jornal literário dedicado à
educação da mãe de família, fundado por Josephina Álvares de Azevedo (18511913) e de A
Mensageira: revista literária dedicada à mulher brazileira, fundada por Presciliana Duarte de
Almeida (18671944), que vigoraram respectivamente entre 1888 e 1897 e entre 1897 e 1900.
Esse jornal e revista cumpriram os seguintes critérios de pesquisa: 1) fundação, direção e escrita
por pensadoras latino-americanas; 2) sediados em países latino-americanos; 3) gratuidade,
disponibilidade online e legibilidade dos arquivos e 4) proximidade geográfica e temporal
3
.
Buscamos elucidar a imprensa oitocentista fundada, dirigida e escrita por mulheres
oitocentistas brasileiras, a partir de A Família e A Mensageira, no contexto de uma pesquisa
que localizou 46 jornais e revistas oitocentistas em países latino-americanos. A Família
promoveu a defesa dos direitos das mulheres na sociedade patriarcal oitocentista (Azevedo,
2019) expressando que: é preciso desde romper com o preconceito e com a estultice dos
homens, que nos tem avassalado aos seus caprichos, começando por estabelecer bem
positivamente as bases dos nossos direitos (Azevedo, 1888, p. 2, grifo nosso). A Mensageira
também se posicionou pela emancipação das mulheres inspirando-as com debates sobre direitos
e ímpeto reformista dos papéis sociais de gênero (Knapp, 2021; Bahia, 1990).
Os conceitos que guiam a análise são: imprensa oitocentista; mulheres; pensamento
social latino-americano e androcentrismo. A imprensa oitocentista se constituiu como centro de
sociabilidade intelectual e de sensibilidades ideológicas comuns entre agentes culturais da
literatura, do ensino, do jornalismo, dentre outros campos. Essa dinâmica consolidou redes de
influência e fidelidades, e fomentou debates e cisões que refletiam as tensões políticas e sociais
da época (Sirinelli, 2003). Da disputa de sentidos através da imprensa irromperam
esquecimentos, significados e desestabilizações do poder vigentes (Le Goff, 1990; Barca,
2021). No Brasil, os jornais e as revistas enquanto espaços de publicação literária aportaram na
constituição de uma cultura letrada, caracterizando-os como um suporte plural e heterogêneo
(Barbosa, 2007). As revistas e jornais oitocentistas fundadas por mulheres nos países latino-
americanos desafiaram as barreiras tradicionais e contribuíram com a emergência de outras
autorias e de novas perspectivas (Ferreira, 2010).
3
O primeiro jornal oitocentista fundado no Brasil, por Maria Josefa Barreto Pinto (17751837), mulher negra,
professora e pensadora no Rio Grande do Sul: o Bellona Irada Contra os Sectários do Momo, não possui arquivos
disponíveis pois “infelizmente os canhões farroupilhas consumiram com seu Belona, sem deixar exemplar”
(Flores, 2014, p. 215).
Autoria de mulheres oitocentistas no pensamento social latino-americano: a imprensa como estratégia de autorrepresentação
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O uso da imprensa como fonte de pesquisa acadêmica se generalizou a partir de 1980
(Luca, 2006) sendo necessário compreendê-la enquanto uma força ativa na constituição da
consciência histórica (Cruz; Peixoto, 2007) e considerando as parcialidades editoriais e as
múltiplas vinculações com o contexto político e social (Samara; Tupy, 2007). Nossa análise
priorizou as primeiras edições de A Família (Azevedo, 1888) e de A Mensageira (Almeida,
1987b), delimitação metodológica condicionada pelo desvendamento temático proposto,
apoiada na revisão bibliográfica (Lima; Mioto, 2007), documental (Pádua, 2000) e análise de
conteúdo (Bardin, 2016). Ao investigar a historicidade desse jornal e revista, os
compreendemos enquanto agentes (Cruz; Peixoto, 2007) de autorrepresentação e de luta por
emancipação das mulheres latino-americanas oitocentistas, circunscrevendo-a nas mudanças da
época.
Aderimos à noção de mulheres que implica uma construção social e política entramada
nos marcadores sociais da diferença como raça, classe, sexualidade, idade, nacionalidade,
dentre outros. “Muito provisoriamente, eu diria que uma mulher é um indivíduo cuja
subjetivação ocorre dentro de normas e comportamentos socialmente definidos como femininos
pelo contexto cultural em que se insere, seja aceitando-os ou rebelando-se contra eles (Funck,
2011, p. 67, grifo nosso).
A etapa fundacional do pensamento social latino-americano (Zea, 1976; Marini, 1994;
Martins, 2006), de viés androcêntrico e circunscrita nas independências do colonialismo
espanhol, francês e português, entre o final do século XVIII e início do século XIX (Zea, 1964;
Ansaldi; Giordano, 2012), invisibilizou as contribuições das pensadoras
4
oitocentistas latino-
americanas (Ruano-Ibarra; Resende, 2022b). A transição de colônias para nações gerou uma
produção intelectual dedicada à compreensão dos desafios específicos dessa realidade social,
representando o surgimento do campo que se institucionalizaria no século seguinte como
pensamento social latino-americano (Zea, 1964; Ansaldi; Giordano, 2012). Para Ianni (2000),
esse pensamento é um processo que não se fixa pois é influenciado pelo jogo das forças sociais
4
Adotamos os termos de pensadoras, autoras e escritoras como descritores intercambiáveis de autorias situadas
em diversas profissões e ofícios, principalmente, docência, literatura, música, teatro e militância política. O termo
de escritora rompe com a hierarquização entre as categorias de poetisa e de romancista, dentre outras, que refletem
disputas do campo literário oitocentista (Infante Vargas, 2008) e violências implícitas balizadas por diferentes
coeficientes de poder (Ruano-Ibarra; Resende, 2022b). A palavra autoria carrega herança semântica e requer
atualização conforme Pires e Lima (2020), perante os desdobramentos do capitalismo cognitivo, como o
compartilhamento de dados na internet e o livre acesso a bens imateriais. O termo autoras legitima a enunciação e
função social dessa produção intelectual, realizada por essas mulheres oitocentistas, apesar da subordinação
epistêmica (Ruano-Ibarra; Resende, 2022b, 2023).
Mariana CRUZ-BENIGNO; Elizabeth RUANO-IBARRA
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e está sempre em busca de autoconhecimento, reconhecimento e configuração diante da
complexidade das sociedades latino-americanas.
Importa reconhecer que esse processo não se deu em um vácuo, mas sim à margem do
pensamento ocidental dominante, que tende a desconsiderar as especificidades e as
complexidades das realidades latino-americanas. Em resistência, a identidade do pensamento
latino-americano é, portanto, moldada por sua história e geografia, que fornecem as bases para
uma compreensão mais autêntica da região (Carosio, 2017). O pensamento latino-americano
pode ser entendido como uma forma de autoconsciência que reflete um compromisso, tanto
consciente quanto inconsciente, de registrar e interpretar as realidades histórico-sociais de cada
nação e do continente como um todo. A diversidade de criações incorpora expressões culturais
como música, poesia, fotografia, pintura e produção audiovisual como elementos igualmente
cruciais para o pensar latino-americano. É um campo complexo e multifacetado que se
desenvolveu ao longo de diversas etapas históricas e em diálogo com influências globais
(Valdés, 1997; Ianni, 2000).
A pergunta que orienta o artigo diz respeito a como A Família e A Mensageira
problematizaram a subordinação de gênero das brasileiras oitocentistas. Para tanto, a estrutura
do texto inclui além da introdução e da conclusão, a seção de contextualização das contribuições
da imprensa oitocentista ao pensamento latino-americano fundacional e a seção de análise
temática sobre as brasileiras oitocentistas no primeiro número desse jornal e revista.
A imprensa oitocentista no pensamento social latino-americano
A imprensa oitocentista emergiu no contexto de intensas reivindicações sociais e
econômicas e aproveitou seu poder e influência para impulsionar interesses sócio-políticos
próprios. A Igreja católica e os Estados-nação tentaram contê-la por meio da censura, no
entanto, os periódicos e revistas continuaram como espaços de intensa luta ideológica e
mobilização social (Lage, 1985). Após as independências do colonialismo espanhol, português
e francês, a escolarização ganhou impulso, influenciando diretamente a moral pública e os
costumes (Lustosa, 2000; Faria Filho; Sales, 2009; Mizuta, 2010). No final do século XIX,
assumiu características de fenômeno intrinsecamente ligado à industrialização (Silva; Silva,
2005), produzindo e disseminando produtos culturais. Essa transição levou à desaparição de
alguns jornais e revistas de pequeno porte e à criação de empresas jornalísticas dotadas de
avançada tecnologia gráfica (Sodré, 1966). A imprensa acompanha o desenvolvimento
Autoria de mulheres oitocentistas no pensamento social latino-americano: a imprensa como estratégia de autorrepresentação
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capitalista, influenciando o comportamento social (Sodré, 1966), noticiando e produzindo
acontecimentos (Pallares-Burke, 1998).
A imprensa oitocentista contribuiu com o fortalecimento do sentimento nacionalista e a
consolidação das repúblicas, adquiriu equipamentos gráficos e profissionalizou a estrutura de
produção e circulação, institucionalizou os serviços para anunciantes e a subscrição de leitores
(Sodré, 1966). No contexto social brasileiro oitocentista, um país em que a maioria da
população era analfabeta, a divulgação das mensagens da impressa requeriam a mediação oral,
de repetição e reinterpretação (Ferreira, 2010). Ao delimitar temas e moldar opiniões a imprensa
consolida perspectivas dominantes, naturaliza compreensões e oculta experiências (Sirinelli,
2003).
Josephina Álvares de Azevedo, fundadora do jornal A Família (18881897), apontou
que as novas doutrinas se propagavam através da imprensa e a definiu como aquela que
“fulmina o erro” e desperta as consciências adormecidas, “como o raio que fende a rocha e fura
o chão” e como “força mysteriosa” que tem de destruir a ignorância, colocada como “grande
erro” (Azevedo, 1888, p. 1). O que se propõe fulminar são as ideologias, concepções ou
práticas, através dessa força transformadora, capaz de atuar não apenas na denúncia de erros,
mas também na construção de novas formas de pensar e agir.
De outra parte, as expectativas de Presciliana Duarte de Almeida (18671944),
fundadora da revista com relação ao uso da imprensa consistiam em: reunir a inteligência das
brasileiras, “mais aptas, as de mérito incontestável” e apoiar o desabrochar do talento das
mulheres “que começam a manejar a pena” (Almeida, 1987b p. 2).
Que a nossa revista seja como o centro para o qual convirja a inteligência de
todas as brasileiras! Que as mais aptas, as de mérito incontestável nos
prestem o concurso de suas luzes e enriqueçam as nossas páginas com as suas
produções admiráveis e belas; que as que começam a manejar a pena,
ensaiando o voo altivo, procurem aqui um ponto de apoio, sem o qual nenhum
talento se manifesta [...] (Almeida, 1987b, p. 2, grifo nosso).
Nessa citação, a metáfora da revista como centro de convergência em direção ao
objetivo comum da emancipação intelectual das mulheres reforça a ideia de espaço de
expressão coletiva e individual. Ao mesmo tempo, denota uma estratégia de legitimação
apoiada na seletividade e priorização das mais aptas e incontestáveis pelo mérito
5
. Revela ainda
o propósito de fomentar a escrita, promovendo um ambiente de colaboração para as novatas.
5
Dentre as colaboradoras de A Mensageira destacamos a Adelina Lopes Vieira (18501923), nascida em Portugal
e nacionalizada brasileira, irmã da escritora Júlia Lopes de Almeida (18621934) que também publicou nessa
revista.
Mariana CRUZ-BENIGNO; Elizabeth RUANO-IBARRA
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Segundo Pietrani (2020), a ideia de sororidade literária como prática de apoio mútuo,
reconhecimento e valorização entre mulheres no contexto literário se manifesta, por exemplo,
na participação de circuitos literários e na política de citação e difusão de outras escritoras.
Em mesmo sentido, Julia Lopes de Almeida (1987a) na A Mensageira, aponta “esta
revista, dedicada às mulheres, parece-me dever dirigir-se especialmente às mulheres, incitando-
as ao progresso, ao estudo, à reflexão, ao trabalho e a um ideal puro que as nobilite e as
enriqueça, avolumando os seus dotes naturais(Almeida, 1987a, p. 4, grifo nosso). A ênfase
nas mulheres como alvo da revista e nos ideais de progresso, estudo e reflexão expressa as
limitações impostas pelas normas sociais oitocentistas à emancipação intelectual, enquanto
reconhece a exigência de análise crítica sobre as aspirações das brasileiras oitocentistas.
Assim como as mulheres buscavam a emancipação intelectual nos anos oitocentistas,
em meados do século XX o campo de estudos do pensamento latino-americano almejava
institucionalizar-se, enraizado na filosofia, defendendo a originalidade das ideias e a noção de
unidade latino-americana, simbolizada pela Carta de Jamaica (1815) de Simón Bolívar (1783
1830). Essa ênfase na autoria masculina marginalizou as contribuições de mulheres, como
Manuela Sáenz (17971856), engajadas nas independências das colônias ibéricas no século
XIX e na produção de ideias (Ruano-Ibarra; Resende, 2022a). O desvendamento do
androcentrismo no cânone do pensamento social latino-americano ganhou força a partir da
segunda metade do século XX a partir da interpelação dos feminismos: onde estão as mulheres?
Desafiando a ideia de que o conhecimento é neutro e universal, os feminismos passaram a
destacar as experiências e contribuições das mulheres (Canavae, 2009; Carosio, 2017) e a
evidenciar o favorecimento da autoria masculina na produção e disseminação do conhecimento
científico que relega ou diminuí a importância das ideias das mulheres (Blazquez Graf, Flores,
Ríos, 2012; Baeta, 2015).
As brasileiras oitocentistas no jornal A Família e na revista A Mensageira
A influência de A Família alcançava diferentes regiões do Brasil e do exterior, seu
público-alvo eram as mulheres das classes sociais abastadas. Com edições semanais de quatro
a oito páginas e organizado por seções, destacava-se aquela titulada A Família, escrita por
Josephina Álvares de Azevedo, que orientava sobre o comportamento das mulheres, dentro e
fora do lar, além da Secção Alegre e de Receitas Domésticas. Para se manter culturalmente
relevante se nutria de colaboradoras como Maria Amália Vaz de Carvalho (18471921),
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Narcisa Amália (18521924), Anália Franco (18531919), Ignês Sabino (18531911),
Revocata de Melo (18531944), Presciliana Duarte (18671944), Julieta de Mello Monteiro
(18551928), Júlia Lopes de Almeida (18621934), Maria Ramos (?
6
), Maria Zalina Rolim
(18691961) Maria Clara Vilhena da Cunha (18851949), Luiza Thiepont (?), Maria Amélia
Queiroz (?) e Adélia Barros (?) que enriqueciam o conteúdo e disseminavam ideias através de
seus círculos sociais e profissionais (Brilhante, 2022).
Financeiramente contava com assinaturas e publicidade, e se promovia diretamente
participando em eventos sociais e culturais. Para atrair publicidade, novas leitoras e assinantes
anunciava-o mediante parcerias com personalidades influentes. Na cidade de o Paulo, o
jornal mantinha uma rotina de publicação aos sábados, a mudança de cidade, para o Rio de
Janeiro, acabou refletindo desafios logísticos. Essa mudança foi desdobramento da
transferência de propriedade do jornal para a Companhia Imprensa Familiar em 1891, decisão
que buscava resolver dificuldades financeiras e garantir maior suporte institucional, se impunha
a necessidade de adaptação à esfera pública, ainda hostil com a autoria de mulheres (Hiratuka,
2021).
Por outra parte, a estrutura da revista A Mensageira composta por artigos, poemas,
contos e crônicas (Martins, 2001) incluía também retratos de personalidades da época, vinhetas
e pequenos arabescos que decoravam as divisórias entre as colunas. Organizada em dois
volumes, apresentava textos em prosa e verso, com seções fixas como Carta do Rio, Seleção e
Notas pequenas, essa última abordava questões como fundação de creches, socorro às crianças
órfãs, anúncios sobre edições futuras e correspondências elogiosas (Zinani, 2021). Era
publicada de forma quinzenal e passou a ser mensal a partir de 1899 até o seu término em 15
de janeiro de 1900, contando com um total de 36 edições que variavam entre 16 e 28 páginas.
Escrita pelas mensageiras, escritoras enriqueciam a revista com uma diversidade de
perspectivas, expandindo seu alcance por meio de suas redes de contatos e filiação em outros
veículos de comunicação. Dentre as quais: Revocata Heloísa de Mello (18351944), Guiomar
Torrezão (18441898), Adelina Lopes Vieira (18501923), Ignês Sabino (18531911), Julieta
de Mello Monteiro (18551928), Júlia Lopes de Almeida (18621934), Maria Clara da Cunha
Santos (18661911), Ibrantina Cardona (18681946), Áurea Pires (18761949), Francisca Júlia
(18711920), Myrthes de Campos (18751865), advogada precursora no Brasil (Zinani, 2021)
e a colaboradora francesa e sufragista Eugénie Potonié-Pierre (1844?).
6
As informações incompletas sinalizaram-se com um ponto de interrogação.
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A revista oferecia uma assinatura anual por doze mil réis, enquanto a venda avulsa era
de mil réis. A representação e a distribuição eram meticulosamente organizadas tanto no Brasil
quanto no Chile e na França. Em Paris, Madame Blanche Xavier de Carvalho (dados de
nascimento e morte indisponíveis) a representava formalmente. No Brasil, contava com pontos
de venda como a Casa Garraux e a Livraria Brazil em São Paulo, e a casa de músicas de Júlia
Filippone no Rio de Janeiro. A poetisa e cronista Maria Clara da Cunha Santos (18661911),
era a representante no Rio de Janeiro. Essa rede de distribuição solidificou sua presença no
mercado editorial da época (Barp; Zinani, 2019).
Embora majoritariamente escrita por mulheres, buscou “o concurso de distinctissimos
cavalheiros, cultores fidalgos e devotados da arte da palavra” (Almeida, 1987b, p. 2). A inclusão
da autoria masculina (Knapp, 2021) visava fortalecer o diálogo sobre a inserção das mulheres
na esfera pública. O texto intitulado Cartão de Parabéns, de Silvio de Almeida (18671924),
na primeira edição de A Mensageira escreveu que: a mulher brazileira não se limita mais ao
simples papel de nossa exclusiva companheira do lar, mas que já se atira à imprensa e ao livro,
para viver comnosco não a vida do corpo, mas também a vida superior do espírito
(Almeida, 1987b, p. 10, grifo nosso).
A revista A Mensageira e o jornal A Família se debruçaram sobre o lugar social
atribuído às mulheres latino-americanas no âmbito dos papeis sociais de gênero, assuntos como
matrimonio, maternidade e cuidado do lar eram pautados na imprensa oitocentista tradicional.
A Mensageira relaciona a conquista de direitos para as mulheres com a felicidade e força dos
povos.
Os povos mais fortes, mais práticos, mais activos, e mais felizes são aquelles
onde a mulher não figura como mero objecto de ornamento; em que são
guiadas para as vicissitudes da vida com uma profissão que ampare num dia
de lucta, e uma boa dose de noções e conhecimentos solidos que lhe
aperfeiçõem as qualidades moraes (Almeida, 1987a, p. 3, grifo nosso).
A revista acentua sua crítica ao argumentar mediante contraposição entre os “povos
mais fortes, mais práticos, mais ativos e mais felizes” (Almeida, 1987a, p. 3) como aqueles que
reconhecem e valorizam o potencial pleno das mulheres com os que as consideram ornamento.
Povos fortes e felizes não são construídos sobre a opressão das mulheres, o acesso à
conhecimentos sólidos expressa a reivindicação do direito à educação. O seguinte trecho ilustra
o esforço por tensionar o papel social imposto às mulheres.
Para chegar ao resultado magnifico de saber viver, e o que é mais: ensinar a
viver bem aos filhos, eu creio que a mulher precisa de habilitar-se para a vida,
Autoria de mulheres oitocentistas no pensamento social latino-americano: a imprensa como estratégia de autorrepresentação
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como a pastorinha para o campo, com a comprehensão nitida e perfeita das
suas responsabilidades. Uma mulher ignorante, ou futil, não pode ser uma
mãe perfeita (Almeida, 1987a, p. 4, grifo nosso).
A citação reafirma a maternidade como responsabilidade das mulheres que são também
responsáveis por ensinar a prole. A busca por aperfeiçoamento para o exercício da maternidade
torna-se estratagema no contexto da reinvindicação do direito das mulheres à educação embora
atrelado a atribuição de ensinar à família. Concilia com o argumento a ideia de que mulheres
ignorantes não poderiam ser mães perfeitas, em analogia com o pastoreio, enfatiza a
necessidade de formação para o exercício dessas funções familiares. Esse chamado à formação
educacional das mulheres oitocentistas é disruptivo pois desafia o pensamento dominante que
reservava esse direito aos homens.
A seção Notas pequenas, da primeira edição da revista A Mensageira, trata da primeira
maternidade filantrópica de São Paulo, mantida exclusivamente por mulheres, e dirigida pela
médica Maria Renotte (18521942).
A nós, mulheres residentes em S. Paulo, cabe-nos o humanitário dever de
auxiliar tanto quanto possivel essa casa, onde a mulher operaria e
desprotegida da sorte encontra, em dias bem melindrosos para sua existência,
o conforto e arrimo que temos a toda hora em nossos lares (Almeida, 1987b,
p. 16, grifo nosso).
Ao descrever o puerpério como um período de “dias bem melindrosos” a citação reforça
o argumento patriarcal da fragilidade das mulheres que, conforme Federici (2017) legitimou a
sujeição e retirada do controle sobre seus corpos e a experiência do parto, transferindo-os para
o domínio médico masculino. Paradoxalmente, a ideia sobre o parir como natural das mulheres
reforça a errônea expectativa social da predisposição à maternidade. Além disso, se posicionar
como mulheres privilegiadas com conforto e arrimo constitui estratégia de convocação na
missão humanitária de auxiliar operárias e mulheres desprotegidas mediante essa casa de
maternidade, evidencia uma certa compreensão das hierarquias e desigualdades de classe social.
Porém, esse discurso comum no século XIX, reflete o paternalismo e caridade entre as mulheres
das elites, que mascaram as causas estruturais da desigualdade e negam a agência das classes
sociais empobrecidas.
De outra parte, o jornal A Família questiona a função educadora atribuída às mulheres
mães. O seguinte trecho reconhece a importância da maternidade e ao mesmo tempo aponta-a
como insuficiente. Essa reflexão vai além quando sugere que a educação das mulheres pode
servir à sociedade de formas diversas.
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Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025006, 2025. e-ISSN: 2358-4238
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Algumas pessoas concordam em que a mulher deve ser educada para ser boa
mãe de família. É justo. Mas alem desse mister o que faremos de uma
educação solida, que possa ter desenvolvimento nesta ou naquellas aptidões
especiaes aproveitaveis à sociedade, isto quando não tenhamos filhos a
educar? Nós não somos mães todos os dias e às vezes não o somos nunca
(Azevedo, 1888, p. 2, grifo nosso).
O destaque das aptidões das mulheres transcendendo a maternidade tensiona a norma
patriarcal mediante a reinvindicação de ultrapassagem do âmbito doméstico. Esse pleito
engajava-se na ideia do princípio da força é o homem, o princípio da ordem é a mulher”
(Azevedo, 1888, p. 1). Isto é, se coloca como um princípio a aptidão da ordem doméstica
alcançada pelas mulheres a partir da delegação masculina para governar as famílias.
Nota-se que A Família e A Mensageira reconhecem o papel das mulheres no espaço
doméstico, como esposas, mães e cuidadoras, mas se diferenciam nas formas como articulam a
necessidade de transcender essas barreiras. Enquanto A Mensageira, defende a preparação da
mulher para o espaço doméstico e enfatiza a ideia de que “uma mulher ignorante [...] não pode
ser uma mãe perfeita” (Almeida, 1987a, p. 4), A Família questiona a restrição dessa preparação
ao papel de mães, destacando que “não é mãe todos os dias e às vezes não o é nunca” (Azevedo,
1888, p. 2). Há, portanto, uma certa confluência na crítica ao confinamento das mulheres na
maternidade, mas com abordagens distintas.
A autorrepresentação das mulheres almejada nessa revista e jornal é a de uma sujeita
autônoma que busca ultrapassar o lar, a domesticidade imposta. No entanto, a construção dessa
imagem não se de maneira unívoca. Em A Mensageira, as mulheres embora ancoradas na
maternidade e cuidado, são representadas com capacidade intelectual e ativismo na construção
de sociedades justas. Em conexão com o papel social da maternidade a educação é fundamental
para prepará-las sem que isso implique ruptura ou vislumbre de ampliação de horizontes. A
expectativa predominante é de que as mulheres tenham educação a fim de desempenhar melhor
seu papel social. A imagem almejada na A Família é a de mulheres inseridas e reconhecidas
por sua capacidade de contribuir em esferas que vão além do âmbito familiar. A representação
das mulheres é pautada pelas aptidões, ultrapassando a capacidade reprodutiva. Se trata de uma
recusa a reduzir-se à maternidade.
Autoria de mulheres oitocentistas no pensamento social latino-americano: a imprensa como estratégia de autorrepresentação
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025006, 2025. e-ISSN: 2358-4238
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Considerações finais
A análise da primeira edição do jornal A Família (Azevedo, 1888) e da revista A
Mensageira (Almeida, 1987) revelou seu propósito de tornar-se espaços de reflexão sobre a
subordinação patriarcal das mulheres brasileiras no século XIX. Ambos os meios discutiram a
emancipação das mulheres mediante a reivindicação do direito a educação até então
prerrogativa masculina e de algumas mulheres das elites. A Família, por exemplo, focou na
importância da instrução para a emancipação da mulher e A Mensageira na necessidade de
educação para melhorar o desempenho como mães. A Família e A Mensageira compartilhavam
da reivindicação do direito de educação para mulheres, ainda que com ênfases diferentes.
A pauta do direito à educação como estratégia para a emancipação das mulheres em
ambas as edições estudadas denota o anseio das mulheres letradas das elites do Brasil
oitocentista por romper com o confinamento doméstico e patriarcal. Criticaram a subordinação
patriarcal se apropriando da escrita e posteriormente da difusão de ideias mediante jornais e
revistas. A Família e A Mensageira exemplificam, no contexto da pesquisa que localizou 46
jornais e revistas oitocentistas de países latino-americanos, a demanda por direitos para as
mulheres dos países latino-americanos.
Embora nossa análise priorize a reivindicação do direito à educação, A Família e A
Mensageira trataram de outras temáticas como imprensa, escravidão, homem/homens, direito
ao trabalho/profissão e direitos políticos, assuntos de interesse do pensamento latino-
americano. Desse modo, ao questionaram os papéis sociais de gênero as escritoras brasileiras
oitocentistas interpretaram e registraram sua compreensão dessa realidade social. No século
XXI, evidenciando suas contribuições reafirmamos os dizeres de A Mensageira, grandes nações
“valorizam o potencial pleno das mulheres” (Almeida, 1987b, p. 3).
AGRADECIMENTOS: Bolsa de iniciação científica CNPq e Programa de Iniciação
Científica.
Mariana CRUZ-BENIGNO; Elizabeth RUANO-IBARRA
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Programa de Iniciação Científica da UnB.
Financiamento: Bolsa de iniciação científica CNPq do Programa de Iniciação Científica
da UnB.
Conflitos de interesse: Não conflito de interesse de natureza pessoal, comercial, política,
acadêmica ou financeira.
Aprovação ética: Não foi necessário passar por comitê de ética em pesquisa, os dados
utilizados foram documentais e bibliográficos que dispensam esses procedimentos.
Disponibilidade de dados e material: Estão disponíveis no texto.
Contribuições das autoras: Cada autora do artigo participou da formulação de ideias, na
coleta, análise e interpretação de dados, na redação e revisão do manuscrito. A autora
orientadora gerenciou o projeto e o financiamento da pesquisa, além de conduzir o orientar
a execução.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação
Revisão, formatação, normalização e tradução
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025006, 2025. e-ISSN: 2358-4238
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AUTHORSHIP OF 19TH-CENTURY WOMEN IN LATIN AMERICAN SOCIAL
THOUGHT: THE PRESS AS A STRATEGY OF SELF-REPRESENTATION
AUTORIA DE MULHERES OITOCENTISTAS NO PENSAMENTO SOCIAL LATINO-
AMERICANO: A IMPRENSA COMO ESTRATÉGIA DE AUTORREPRESENTAÇÃO
AUTORÍA DE MUJERES DEL SIGLO XIX EN EL PENSAMIENTO SOCIAL
LATINOAMERICANO: LA PRENSA COMO ESTRATEGIA DE
AUTORREPRESENTACIÓN
How to reference this paper:
CRUZ-BENIGNO, M.; RUANO-IBARRA, E. Authorship of
19th-century women in Latin American social thought: the press
as a strategy of self-representation. Rev. Sem Aspas,
Araraquara, v. 14, n. 00, e025006, 2025. e-ISSN: 2358-4238.
DOI: 10.29373/sas.v14i00.19862
| Submitted: 02/12/2024
| Revisions required: 11/12/2024
| Approved: 20/12/2025
| Published: 29/12/2025
Editor:
Prof. Dr. Carlos Henrique Gileno
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Undergraduate student in Social Work at the University of Brasília (UnB). Undergraduate research fellow and
PROIC/CNPq scholarship holder.
2
Ph.D. in Social Sciences. Visiting Professor at the Center for Advanced Multidisciplinary Studies (CEAM),
University of Brasília (UnB). CNPq Research Fellow (PQ2).
Authorship of 19th-century women in Latin American social thought: the press as a strategy of self-representation
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025006, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.19862 2
ABSTRACT: We address the contribution of A Família and A Mensageira, founded
respectively by Josephina Álvares de Azevedo and Presciliana Duarte de Almeida, to the
emancipation of Brazilian women in the 19th century. To understand the themes addressed in
this newspaper and magazine, we used bibliographic review and content analysis, along with
the concepts of 19th-century press, women, Latin American social thought, and androcentrism.
The research findings indicate that both publications were fundamental in defending women's
rights, especially regarding education, which was seen as an essential means for women's
emancipation. They not only challenged the patriarchal norms of the time but also contributed
to the formation of a critical consciousness among women, highlighting the press as a
significant space for struggle and self-representation.
KEYWORDS: Androcentrism. 19th-century Press. A Família. A Mensageira.
RESUMO: Abordamos a contribuição de A Família e de A Mensageira, fundadas
respectivamente por Josephina Álvares de Azevedo e Presciliana Duarte de Almeida, para a
emancipação das brasileiras oitocentistas. Para compreender as temáticas abordadas nesse
jornal e revista utilizamos a revisão bibliográfica e a análise de conteúdo e os conceitos de
imprensa oitocentista, mulheres, pensamento social latino-americano e androcentrismo. Os
achados da pesquisa indicam que ambas as mídias foram fundamentais na defesa dos direitos
das mulheres, especialmente no que tange à educação, compreendida como um meio essencial
para a emancipação das mulheres. Não apenas desafiaram as normas patriarcais da época,
mas também contribuíram para a formação de uma consciência crítica entre as mulheres,
evidenciando a relevância da imprensa como espaço de luta e autorrepresentação.
PALAVRAS-CHAVE: Androcentrismo. Imprensa oitocentista. A Família. A Mensageira.
RESUMEN: Abordamos la contribución de A Família y A Mensageira, fundadas
respectivamente por Josephina Álvares de Azevedo y Presciliana Duarte de Almeida, para la
emancipación de las brasileñas del siglo XIX. Para comprender las temáticas tratadas en este
periódico y revista, utilizamos la revisión bibliográfica y el análisis de contenido, así como los
conceptos de prensa del siglo XIX, mujeres, pensamiento social latinoamericano y
androcentrismo. Los hallazgos de la investigación indican que ambas publicaciones fueron
fundamentales en la defensa de los derechos de las mujeres, especialmente en lo que respecta
a la educación, que se consideraba un medio esencial para la emancipación de las mujeres.
No solo desafiaron las normas patriarcales de la época, sino que también contribuyeron a la
formación de una conciencia crítica entre las mujeres, evidenciando la relevancia de la prensa
como un espacio de lucha y autorrepresentación.
PALABRAS CLAVE: Androcentrismo. Prensa del siglo XIX. A Família. A Mensageira.
Mariana CRUZ-BENIGNO and Elizabeth RUANO-IBARRA
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025006, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.19862 3
Introduction
In this article, we analyze the contributions of A Família: jornal literário dedicado à
educação da mãe de família, founded by Josephina Álvares de Azevedo (18511913), and A
Mensageira: revista literária dedicada à mulher brazileira, founded by Presciliana Duarte de
Almeida (18671944), which circulated, respectively, between 1888 and 1897 and between
1897 and 1900. This newspaper and magazine met the following research criteria: (1) founded,
edited, and written by Latin American women thinkers; (2) based in Latin American countries;
(3) free of charge, with online availability and legible archives; and (4) geographical and
temporal proximity.
We seek to elucidate the nineteenth-century press founded, directed, and written by
Brazilian women of that period, based on A Família and A Mensageira, within the context of a
broader study that identified 46 nineteenth-century newspapers and magazines in Latin
American countries. A Família advocated for women’s rights within nineteenth-century
patriarchal society (Azevedo, 2019), stating that “it is necessary, from now on, to break with
prejudice and with the stupidity of men, which has enslaved us to their whims, beginning by
clearly and positively establishing the foundations of our rights” (Azevedo, 1888, p. 2, emphasis
added, our translation). A Mensageira likewise took a stance in favor of women’s emancipation,
inspiring them through debates on rights and the reformist impetus of gender social roles
(Knapp, 2021; Bahia, 1990).
The concepts guiding the analysis are nineteenth-century press, women, Latin American
social thought, and androcentrism. The nineteenth-century press constituted a center of
intellectual sociability and shared ideological sensibilities among cultural agents in literature,
education, journalism, and other fields. This dynamic consolidated networks of influence and
loyalty and fostered debates and schisms that reflected the political and social tensions of the
time (Sirinelli, 2003). From the struggle over meanings through the press emerged forgettings,
meanings, and destabilizations of established power (Le Goff, 1990; Barca, 2021). In Brazil,
newspapers and magazines, as spaces for literary publication, contributed to the formation of a
literate culture, characterizing them as plural and heterogeneous media (Barbosa, 2007).
Nineteenth-century journals and magazines founded by women in Latin American countries
challenged traditional barriers and contributed to the emergence of alternative authorships and
new perspectives (Ferreira, 2010).
Authorship of 19th-century women in Latin American social thought: the press as a strategy of self-representation
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The use of the press as a source for academic research became widespread from the
1980s onward (Luca, 2006), requiring its understanding as an active force in the constitution of
historical consciousness (Cruz; Peixoto, 2007), while taking into account editorial partialities
and multiple linkages with the political and social context (Samara; Tupy, 2007). Our analysis
prioritized the first issues of A Família (Azevedo, 1888) and A Mensageira (Almeida, 1987b),
a methodological delimitation conditioned by the proposed thematic unveiling and supported
by bibliographic review (Lima; Mioto, 2007), documentary research (Pádua, 2000), and content
analysis (Bardin, 2016). By investigating the historicity of this newspaper and magazine, we
understand them as agents (Cruz; Peixoto, 2007) of self-representation and of the struggle for
the emancipation of nineteenth-century Latin American women, situating them within the
transformations of their time.
We adopt a notion of women that implies a social and political construction interwoven
with social markers of difference such as race, class, sexuality, age, nationality, among others.
“Very provisionally, I would say that a woman is an individual whose subjectivation occurs
within norms and behaviors socially defined as feminine by the cultural context in which she is
situated, whether by accepting them or rebelling against them” (Funck, 2011, p. 67, emphasis
added, our translation).
The foundational stage of Latin American social thought (Zea, 1976; Marini, 1994;
Martins, 2006), characterized by an androcentric bias and circumscribed by the independence
processes from Spanish, French, and Portuguese colonialism between the late eighteenth and
early nineteenth centuries (Zea, 1964; Ansaldi; Giordano, 2012), rendered invisible
3
the
contributions of nineteenth-century Latin American women thinkers (Ruano-Ibarra; Resende,
2022b). The transition from colonies to nations generated an intellectual production devoted to
understanding the specific challenges of this social reality, representing the emergence of a field
that would be institutionalized in the following century as Latin American social thought (Zea,
1964; Ansaldi; Giordano, 2012). For Ianni (2000), this thought constitutes a process that does
not become fixed, as it is influenced by the interplay of social forces and is constantly seeking
3
We adopt the terms thinkers, authors, and writers as interchangeable descriptors of authorship in various
professions and trades, mainly teaching, literature, music, theater, and political activism. The term writer breaks
with the hierarchy between the categories of poet and novelist, among others, which reflect disputes in the
nineteenth-century literary field (Infante Vargas, 2008) and implicit violence marked by different coefficients of
power (Ruano-Ibarra; Resende, 2022b). The word authorship carries semantic heritage and requires updating,
according to Pires and Lima (2020), in light of the developments of cognitive capitalism, such as data sharing on
the internet and free access to intangible goods. The term authors legitimizes the enunciation and social function
of this intellectual production, carried out by these nineteenth-century women, despite their epistemic
subordination (Ruano-Ibarra; Resende, 2022b, 2023).
Mariana CRUZ-BENIGNO and Elizabeth RUANO-IBARRA
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self-knowledge, recognition, and configuration in the face of the complexity of Latin American
societies.
It is important to recognize that this process did not occur in a vacuum, but rather at the
margins of dominant Western thought, which tends to disregard the specificities and
complexities of Latin American realities. In resistance, the identity of Latin American thought
is therefore shaped by its history and geography, which provide the foundations for a more
authentic understanding of the region (Carosio, 2017). Latin American thought can be
understood as a form of self-consciousness that reflects a commitmentboth conscious and
unconsciousto record and interpret the historical and social realities of each nation and of the
continent as a whole. The diversity of its creations incorporates cultural expressions such as
music, poetry, photography, painting, and audiovisual production as equally crucial elements
of Latin American thinking. It is a complex and multifaceted field that has developed across
different historical stages and in dialogue with global influences (Valdés, 1997; Ianni, 2000).
The guiding question of this article concerns how A Família and A Mensageira
problematized the gender subordination of nineteenth-century Brazilian women. To this end,
the structure of the text includes, in addition to the introduction and conclusion, a section
contextualizing the contributions of the nineteenth-century press to foundational Latin
American social thought, and a thematic analysis section on nineteenth-century Brazilian
women in the first issues of this newspaper and magazine.
The Nineteenth-Century Press in Latin American Social Thought
The nineteenth-century press emerged in a context of intense social and economic
demands and leveraged its power and influence to advance its own sociopolitical interests. The
Catholic Church and nation-states attempted to restrain it through censorship; nevertheless,
newspapers and magazines persisted as spaces of intense ideological struggle and social
mobilization (Lage, 1985). Following independence from Spanish, Portuguese, and French
colonialism, schooling gained momentum, directly influencing public morality and customs
(Lustosa, 2000; Faria Filho; Sales, 2009; Mizuta, 2010). By the late nineteenth century, the
press assumed characteristics of a phenomenon intrinsically linked to industrialization (Silva;
Silva, 2005), producing and disseminating cultural goods. This transition led to the
disappearance of some small-scale newspapers and magazines and to the creation of journalistic
enterprises equipped with advanced graphic technology (Sodré, 1966). The press accompanied
Authorship of 19th-century women in Latin American social thought: the press as a strategy of self-representation
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capitalist development, influencing social behavior (Sodré, 1966), reporting on and producing
events (Pallares-Burke, 1998).
The nineteenth-century press contributed to strengthening nationalist sentiment and
consolidating republics, acquiring printing equipment, professionalizing production and
distribution structures, and institutionalizing services for advertisers and reader subscriptions
(Sodré, 1966). In the Brazilian social context of the nineteenth century, where the majority of
the population was illiterate, the dissemination of press messages required oral mediation
through repetition and reinterpretation (Ferreira, 2010). By delimiting topics and shaping
opinions, the press consolidated dominant perspectives, naturalized understandings, and
concealed experiences (Sirinelli, 2003).
Josephina Álvares de Azevedo, founder of the newspaper A Família (18881897), noted
that new doctrines spread through the press, which she defined as that which “strikes down
error” and awakens dormant consciences, “like a lightning bolt splitting the rock and piercing
the ground,” and as a “mysterious force” destined to destroy ignorance, regarded as a “great
error” (Azevedo, 1888, p. 1, our translation). The target of this force is ideologies, conceptions,
or practices, acting not only in the denunciation of errors but also in constructing new ways of
thinking and acting.
On the other hand, Presciliana Duarte de Almeida (18671944), founder of A
Mensageira, had expectations regarding the use of the press: to gather the intelligence of
Brazilian women, “the most capable, those of incontestable merit,” and support the blossoming
of the talents of women “who are beginning to wield the pen” (Almeida, 1987b, p. 2, our
translation).
May our magazine be like the center toward which the intelligence of all
Brazilian women converges! May the most capable, those of incontestable
merit, lend us the aid of their insights and enrich our pages with their
admirable and beautiful works; may those who are beginning to wield the pen,
testing their lofty flight, find here a point of support without which no talent
manifests [...] (Almeida, 1987b, p. 2, emphasis added, our translation).
This metaphor of the magazine as a convergence center for the common goal of
women’s intellectual emancipation reinforces the idea of a space for collective and individual
expression. Simultaneously, it reflects a legitimization strategy based on selectivity and
prioritization of the most capable and meritorious
4
. It also reveals the intent to foster writing by
4
Among the contributors to A Mensageira, we highlight Adelina Lopes Vieira (18501923), born in Portugal and
naturalized Brazilian, sister of writer Júlia Lopes de Almeida (18621934), who also published in this magazine.
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promoting a collaborative environment for newcomers. According to Pietrani (2020), the idea
of literary sisterhood as a practice of mutual support, recognition, and valorization among
women in the literary context manifests, for example, in participation in literary circuits and in
citation and dissemination policies that promote other women writers.
Similarly, Júlia Lopes de Almeida (1987a), in A Mensageira, states that “this magazine,
dedicated to women, seems to me to be especially aimed at women, encouraging them toward
progress, study, reflection, work, and a pure ideal that ennobles and enriches them, enhancing
their natural gifts” (Almeida, 1987a, p. 4, emphasis added, our translation). The emphasis on
women as the magazine’s target and on ideals of progress, study, and reflection expresses the
limitations imposed by nineteenth-century social norms on intellectual emancipation, while
acknowledging the need for critical analysis of the aspirations of nineteenth-century Brazilian
women.
Just as women sought intellectual emancipation in the nineteenth century, by mid-
twentieth century, the field of Latin American social thought aimed to institutionalize itself,
rooted in philosophy and advocating the originality of ideas and the notion of Latin American
unity symbolized by Simón Bolívar’s Jamaica Letter (1815) (17831830). This emphasis on
male authorship marginalized the contributions of women such as Manuela Sáenz (17971856),
engaged in the independence movements of the Iberian colonies in the nineteenth century and
in idea production (Ruano-Ibarra; Resende, 2022a). The unveiling of androcentrism in the
canon of Latin American social thought gained momentum in the second half of the twentieth
century through feminist critique: Where are the women? Challenging the idea that knowledge
is neutral and universal, feminisms began highlighting women’s experiences and contributions
(Canavae, 2009; Carosio, 2017) and exposing the privileging of male authorship in scientific
knowledge production and dissemination, which sidelines or diminishes the importance of
women’s ideas (Blazquez Graf, Flores, Ríos, 2012; Baeta, 2015).
Nineteenth-Century Brazilian Women in A Família and A Mensageira
A Família had influence across various regions of Brazil and abroad; its target audience
consisted of women from affluent social classes. With weekly editions ranging from four to
eight pages and organized by sections, the newspaper was distinguished by the section titled A
Família, written by Josephina Álvares de Azevedo, which provided guidance on women’s
behavior both inside and outside the home, alongside sections such as Secção Alegre and
Authorship of 19th-century women in Latin American social thought: the press as a strategy of self-representation
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Receitas Domésticas. To remain culturally relevant, it relied on contributors like Maria Amália
Vaz de Carvalho (18471921), Narcisa Amália (18521924), Anália Franco (18531919),
Ignês Sabino (18531911), Revocata de Melo (18531944), Presciliana Duarte (18671944),
Julieta de Mello Monteiro (18551928), Júlia Lopes de Almeida (18621934), Maria Ramos
(?
5
), Maria Zalina Rolim (18691961), Maria Clara Vilhena da Cunha (18851949), Luiza
Thiepont (?), Maria Amélia Queiroz (?), and Adélia Barros (?), who enriched content and
disseminated ideas through their social and professional circles (Brilhante, 2022).
Financially, the newspaper relied on subscriptions and advertising, promoting itself
through direct participation in social and cultural events. To attract advertisers, new readers,
and subscribers, it formed partnerships with influential personalities. In São Paulo, the
newspaper maintained a Saturday publication schedule; the relocation to Rio de Janeiro
introduced logistical challenges. This move resulted from the transfer of ownership to
Companhia Imprensa Familiar in 1891, a decision aimed at resolving financial difficulties and
securing greater institutional support, necessitating adaptation to a public sphere still hostile to
women’s authorship (Hiratuka, 2021).
In contrast, the structure of A Mensageira comprised articles, poems, short stories, and
chronicles (Martins, 2001), and also included portraits of notable figures of the time, vignettes,
and decorative arabesques separating columns. Organized in two volumes, it featured prose and
verse texts with fixed sections such as Carta do Rio, Seleção, and Notas pequenas, the latter
addressing issues like the founding of nurseries, aid to orphaned children, announcements of
future issues, and letters of praise (Zinani, 2021). Initially published fortnightly, it became
monthly from 1899 until its cessation on January 15, 1900, totaling 36 issues ranging from 16
to 28 pages.
Written by mensageiras, women writers enriched the magazine with diverse
perspectives, expanding its reach through their networks and affiliations with other media
outlets. Among these contributors were Revocata Heloísa de Mello (18351944), Guiomar
Torrezão (18441898), Adelina Lopes Vieira (18501923), Ignês Sabino (18531911), Julieta
de Mello Monteiro (18551928), Júlia Lopes de Almeida (18621934), Maria Clara da Cunha
Santos (18661911), Ibrantina Cardona (18681946), Áurea Pires (18761949), Francisca Júlia
(18711920), Myrthes de Campos (18751865), an early female lawyer in Brazil (Zinani,
2021), and the French contributor and suffragist Eugénie Potonié-Pierre (1844?).
5
Incomplete information was marked with a question mark.
Mariana CRUZ-BENIGNO and Elizabeth RUANO-IBARRA
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The magazine offered an annual subscription for twelve thousand réis, while single
issues sold for one thousand réis. Representation and distribution were meticulously organized
both in Brazil and abroad, including Chile and France. In Paris, Madame Blanche Xavier de
Carvalho (birth and death dates unavailable) served as the formal representative. In Brazil, sales
points included Casa Garraux and Livraria Brazil in São Paulo, and Júlia Filippone’s music
shop in Rio de Janeiro. The poet and columnist Maria Clara da Cunha Santos (18661911)
acted as the representative in Rio de Janeiro.
This distribution network solidified the magazine’s
presence in the contemporary publishing market (Barp; Zinani, 2019).
Although predominantly authored by women, the magazine sought “the contribution of
distinguished gentlemen, noble and devoted cultivators of the art of the word” (Almeida, 1987b,
p. 2). The inclusion of male authors (Knapp, 2021) aimed to strengthen dialogue about women’s
insertion into the public sphere. In the first issue of A Mensageira, Silvio de Almeida (1867
1924) wrote in the text titled Cartão de Parabéns that the “Brazilian woman no longer limits
herself to the simple role of exclusive companion of the home but ventures into the press and
books, to live with us not only the life of the body but also the superior life of the spirit”
(Almeida, 1987b, p. 10, emphasis added, our translation).
Both A Mensageira and A Família examined the social position assigned to Latin
American women within gender roles. Traditional nineteenth-century press often focused on
themes such as marriage, motherhood, and domestic care. A Mensageira linked women’s rights
to the happiness and strength of nations:
The strongest, most practical, most active, and happiest peoples are those
where women are not mere ornamental objects; where they are guided through
life’s vicissitudes with a profession that supports them in times of struggle,
and a solid foundation of notions and knowledge that perfects their moral
qualities (Almeida, 1987a, p. 3, emphasis added, our translation).
The magazine’s critique is emphasized through this contrast between “stronger, more
practical, more active, and happier peoples” (Almeida, 1987a, p. 3, our translation), who
recognize and value women’s full potential, and those who treat women as ornaments. Strong
and happy nations are not built on the oppression of women; access to solid knowledge
embodies the claim for the right to education. The following excerpt illustrates the effort to
challenge women’s socially imposed roles:
To achieve the magnificent result of knowing how to live, and more
importantly, teaching children to live well, I believe women must be prepared
for life, like a shepherdess in the field, with clear and perfect understanding of
Authorship of 19th-century women in Latin American social thought: the press as a strategy of self-representation
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her responsibilities. An ignorant or frivolous woman cannot be a perfect
mother (Almeida, 1987a, p. 4, emphasis added, our translation).
This citation reaffirms motherhood as women’s responsibility, including teaching their
offspring. The pursuit of self-improvement for motherhood becomes a strategy within the
broader claim for women’s right to education, although still linked to the duty of educating the
family. The analogy to shepherding emphasizes the need for training to fulfill these familial
roles. This call for nineteenth-century women’s educational formation is disruptive, as it
challenges dominant thought that reserved this right for men.
The Notas pequenas section in the first issue of A Mensageira addresses São Paulo’s
first philanthropic maternity hospital, exclusively maintained by women and directed by
physician Maria Renotte (18521942):
We, women living in São Paulo, have the humanitarian duty to assist as much
as possible this institution, where the working woman, vulnerable and
unprotected by fate, findsduring the most delicate days of her existence
the comfort and support that we have constantly in our own homes (Almeida,
1987b, p. 16, emphasis added, our translation).
Describing the postpartum period as “the most delicate days” reinforces patriarchal
arguments of female fragility, which, according to Federici (2017), legitimized women’s
subjugation and loss of control over their bodies and childbirth experiences, transferring these
to male medical authority. Paradoxically, the notion of childbirth as a natural female role
strengthens the erroneous social expectation of innate maternal predisposition. Additionally,
positioning themselves as privileged women with comfort and support functions as a call to
humanitarian aid for working and unprotected women through the maternity hospital, revealing
awareness of class hierarchies and social inequalities. However, this nineteenth-century
discourse reflects elite women’s paternalism and charity, masking structural causes of
inequality and denying agency to impoverished social classes.
Conversely, the newspaper A Família questions the educational role attributed to
women as mothers. The following passage recognizes motherhood’s importance but
simultaneously deems it insufficient. The reflection extends to suggest that women’s education
can serve society in diverse ways:
Some agree that women should be educated to be good mothers. This is fair.
But beyond this duty, what shall we do with a solid education that can develop
in these or those special aptitudes useful to society, especially when we have
no children to raise? We are not mothers every day, and sometimes never
(Azevedo, 1888, p. 2, emphasis added, our translation).
Mariana CRUZ-BENIGNO and Elizabeth RUANO-IBARRA
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Highlighting women’s aptitudes beyond motherhood challenges the patriarchal norm by
claiming the right to transcend the domestic sphere. This claim aligns with the idea that “the
principle of strength is man, the principle of order is woman” (Azevedo, 1888, p. 1, our
translation)—that is, women’s domestic order is a delegated responsibility from men to govern
families.
It is evident that A Família and A Mensageira acknowledge women’s roles in the
domestic space as wives, mothers, and caregivers but differ in how they articulate the need to
transcend these boundaries. While A Mensageira advocates preparing women for domestic
roles and emphasizes that “an ignorant woman [...] cannot be a perfect mother” (Almeida,
1987a, p. 4, our translation), A Família questions restricting preparation solely to motherhood,
stressing that “we are not mothers every day, and sometimes never” (Azevedo, 1888, p. 2, our
translation). There is thus some convergence in criticizing women’s confinement to
motherhood, albeit with different approaches.
The self-representation of women sought in these publications is that of autonomous
subjects aiming to surpass the home and imposed domesticity. However, this image is not
constructed unambiguously. In A Mensageira, women, though anchored in motherhood and
care, are portrayed with intellectual capacity and activism toward building just societies.
Education is fundamental to prepare them for motherhood without implying rupture or
expanded horizons. The predominant expectation is that women be educated to perform their
social roles better. Conversely, A Família envisions women recognized for their capacities to
contribute beyond the family sphere. Women’s representation is based on aptitudes that
transcend reproductive capacity, constituting a refusal to be reduced solely to motherhood.
Final Considerations
The analysis of the first issue of the newspaper A Família (Azevedo, 1888) and the
magazine A Mensageira (Almeida, 1987b) revealed their purpose as spaces for reflecting on
the patriarchal subordination of Brazilian women in the nineteenth century. Both publications
addressed women’s emancipation through the claim for the right to education, which until then
had been a prerogative of men and some elite women. A Família emphasized the importance of
education for women’s emancipation, while A Mensageira focused on the necessity of
education to improve women’s performance as mothers. Despite these differing emphases, both
shared the demand for women’s right to education.
Authorship of 19th-century women in Latin American social thought: the press as a strategy of self-representation
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The theme of education as a strategy for women’s emancipation in both studied editions
reflects the aspirations of literate elite women in nineteenth-century Brazil to break free from
domestic and patriarchal confinement. They criticized patriarchal subordination by
appropriating writing and later disseminating ideas through newspapers and magazines. A
Família and A Mensageira exemplify, within the context of research identifying 46 nineteenth-
century newspapers and magazines across Latin American countries, the demand for women’s
rights in the region.
Although our analysis prioritizes the claim for education rights, A Família and A
Mensageira also addressed other topics such as the press, slavery, men/manhood, the right to
work/profession, and political rightsissues of interest to Latin American social thought. By
questioning gender roles, these nineteenth-century Brazilian women writers interpreted and
documented their understanding of their social reality. In the twenty-first century, reaffirming
their contributions, we echo A Mensageira’s assertion that great nations “value the full potential
of women” (Almeida, 1987b, p. 3, our translation).
ACKNOWLEDGMENTS: Scientific initiation scholarship from CNPq and the Scientific
Initiation Program.
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CRediT Author Statement
Acknowledgements: University of Brasília (UnB) Undergraduate Research Program.
Funding: CNPq undergraduate research scholarship through the UnB Undergraduate
Research Program.
Conflicts of interest: The authors declare no conflicts of interest of a personal, commercial,
political, academic, or financial nature.
Ethical approval: Submission to a research ethics committee was not required, as the data
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Data and material availability: The data and materials are available in the text.
Authors’ contributions: Each author contributed to the formulation of ideas, data
collection, analysis and interpretation, as well as to the writing and revision of the
manuscript. The supervising author managed the project and research funding and oversaw
the execution of the study.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação
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