Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.20125 1
O PAPEL DA COMUNICAÇÃO SOCIAL RADIOFÔNICA NO CONTEXTO
ANGOLANO
EL PAPEL DE LA COMUNICACIÓN SOCIAL RADIOFÓNICA EN EL CONTEXTO
ANGOLÉN
THE ROLE OF RADIO MEDIA IN THE ANGOLAN CONTEXT
Daniel Hebo Júlio BARROS
1
e-mail: danielbarrosb01@gmail.com
Como referenciar este artigo:
BARROS, D. H. J. O papel da comunicação social radiofônica
no contexto angolano. Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00,
e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238. DOI:
10.29373/sas.v14i00.20125
| Submetido em: 25/05/2025
| Revisões requeridas em: 11/12/2025
| Aprovado em: 20/12/2025
| Publicado em: 29/12/2025
Editor:
Prof. Dr. Carlos Henrique Gileno
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Instituto Politécnico da Universidade Rainha Njinga A Mbande (IPURNAM) Angola. Sociólogo com
especialização em Sociologia Comunitária pelo Instituto Politécnico da Universidade Rainha Njinga A Mbande e
Técnico Médio em Magistério Primário. Possui artigos publicados em 2024 na Revista Temas Sociais, da
Universidade Lusófona de Lisboa, Portugal.
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
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RESUMO: O artigo analisa o papel da comunicação social radiofônica na sociedade
angolana, destacando o desconhecimento, por parte de muitos cidadãos, dos princípios que
regem os órgãos de comunicação social. A pesquisa envolveu ouvintes das rádios Malanje,
RNA, Eclésia, Despertar, Ouvinte, Correio da Kianda, Luanda, Uíge e Rede Girassol, em
cinco províncias: Malanje, Kwanza Norte, Uíge, Kwanza Sul e Luanda. Metodologicamente,
trata-se de um estudo descritivo-explicativo, de natureza mista, com uma amostra de 75
ouvintes, correspondente à totalidade do universo estudado, recorrendo à estatística e à análise
de conteúdo. A fundamentação teórica baseia-se na perspectiva estrutural-funcionalista de
Talcott Parsons. Os resultados indicam que os problemas sociais são pouco noticiados: 32%
afirmaram que sim, 28% que não, e 40% que apenas algumas vezes. Conclui-se que a rádio
informa, educa e fortalece a democracia, ressaltando-se a necessidade de inovação
programática e de diversificação analítica contínua.
PALAVRAS-CHAVE: Estrutural-funcionalista. Comunicação social. Comunicação
radiofônica. Evolução histórica.
RESUMEN: Este artículo analiza el papel de la radiodifusión en la sociedad angoleña,
destacando el desconocimiento, por parte de muchos ciudadanos, de los principios que rigen
los medios de comunicación. La investigación involucró a oyentes de las radios Malanje,
RNA, Eclésia, Despertar, Ouvinte, Correio da Kianda, Luanda, Uíge y Rede Girassol, en
cinco provincias: Malanje, Kwanza Norte, Uíge, Kwanza Sul y Luanda. Metodológicamente,
se trata de un estudio descriptivo-explicativo de naturaleza mixta, con una muestra de 75
oyentes, correspondiente a la totalidad del universo estudiado, utilizando estadística y
análisis de contenido. La fundamentación teórica se basa en la perspectiva estructural-
funcionalista de Talcott Parsons. Los resultados indican que los problemas sociales rara vez
se informan: el 32% dijo que sí, el 28% dijo que no y el 40% dijo que solo a veces. Se
concluye que la radio informa, educa y fortalece la democracia, destacando la necesidad de
una continua innovación programática y diversificación analítica.
PALABRAS CLAVE: Estructural-funcionalista. Comunicación social. Comunicación radial.
Evolución histórica.
ABSTRACT: This article analyzes the role of radio broadcasting in Angolan society,
highlighting the lack of knowledge, on the part of many citizens, of the principles governing
media outlets. The research involved listeners of the radio stations Malanje, RNA, Eclésia,
Despertar, Ouvinte, Correio da Kianda, Luanda, Uíge, and Rede Girassol, in five provinces:
Malanje, Kwanza Norte, Uíge, Kwanza Sul, and Luanda. Methodologically, it is a
descriptive-explanatory study of a mixed nature, with a sample of 75 listeners, corresponding
to the entirety of the studied universe, using statistics and content analysis. The theoretical
foundation is based on Talcott Parsons' structural-functionalist perspective. The results
indicate that social problems are rarely reported: 32% said yes, 28% said no, and 40% said
only sometimes. It is concluded that radio informs, educates, and strengthens democracy,
highlighting the need for continuous programmatic innovation and analytical diversification.
KEYWORDS: Structural functionalist. Social Communication. Radio Communication.
Historical evolution.
Daniel Hebo Júlio BARROS
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Introdução
O artigo que se encontra à disposição enquadrado no âmbito do desenvolvimento da
cultura investigativa no campo das Ciências Sociais, especialmente da sociologia da
comunicação, assentando na temática: o papel da comunicação social radiofônica no contexto
angolano. Em relação à motivação da escolha deste tema de investigação, constitui-se como
reflexo de um conjunto de observações, informações e experiências adquiridas ao longo da
vida enquanto membro desta estrutura social. No nosso cotidiano, observa-se com frequência,
diversos posicionamentos dos indivíduos em relação à utilidade da comunicação social
radiofônica; uns a desconhecem e outros nem tanto, polarizando assim o debate em torno do
seu papel. Tal preocupação com o que nos identificamos suscita uma série de reflexões que,
de uma ou de outra forma, carecem de atenção, ao ponto de que fazemos algo no sentido de
percebermos, em detalhes, tal situação problematizada.
Outrossim, esta temática em Angola, geralmente, de maneira rápida se revelou como
uma ferramenta fundamental para os propósitos a serem atingidos, definidos pelo nosso tecido
social, nas mais variadas esferas sociais, quer políticas, culturais ou educacionais. Por outro
lado, observa-se que uma boa parte dos meios de comunicação social em Angola
particularmente nas províncias onde o estudo foi realizado constitui obstáculos em
matérias de desenvolvimento sustentável e de informação, levando a polarizar o debate em
torno do verdadeiro papel desempenhado pelos órgãos de comunicação social. Estes têm a
responsabilidade de informar, com imparcialidade, os acontecimentos que ecoam na nossa
sociedade sem, porém, enveredar em discursos que denotam juízos de valor. Faz sentido, nos
dias que correm, observar tantas mazelas sociais, como pobreza extrema, atos de violência,
corrupção, estradas esburacadas, falta de água, saneamento básico precário etc.
Contudo os órgãos de comunicação social radiofônica que têm a missão de noticiar
não o fazem ou, se o fazem, fazem-no em níveis tão diminutos que denotam certas censuras.
Infelizmente, o papel da comunicação social radiofônica, no nosso contexto, é desconhecido
por muitos, pois muitos dos profissionais dessa área minimizam os problemas e muitas das
linhas editoriais são alvos de críticas. Isso exige do pesquisador um engajamento investigativo
no sentido de obter dados tangíveis, passíveis de serem reportados documentalmente às
famílias, aos jovens, às escolas e em outros recantos sociais. Dito de outro modo, os
resultados obtidos explicam claramente as colocações acima apresentadas. É verdade que, ao
longo da história de Angola, os meios de comunicação social radiofônicos não serviram
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alheios aos diversos processos de mudança que o país vivenciou; acompanhamos as grandes
transformações nos mais variados contextos sociais: históricos, culturais, políticos e
econômicos.
Nos últimos anos, quando o mundo entrou em um processo de globalização alinhado
ao surgimento acelerado de novas tecnologias de informação, o papel desempenhado pela
comunicação social radiofônica tornou-se cada vez mais exigente e abrangente. Com a devida
permissão, achou-se conveniente elaborar a seguinte questão científica: que papel é
desempenhado pelos órgãos de comunicação social radiofônica no contexto angolano? Como
objetivos norteadores, apresentamos os seguintes: 1) compreender o papel desempenhado
pelos órgãos de comunicação social radiofônica no contexto angolano; 2) identificar os papéis
desempenhados pela comunicação social radiofônica no contexto angolano; 3) descrever os
papéis desempenhados pela comunicação social radiofônica em Angola; 4) e analisar os
papéis desempenhados pela comunicação social radiofônica em Angola.
Para dar suporte ao estudo, fez-se recurso à teoria estrutural-funcionalista das
comunicações de massa, cunhada no âmbito da Sociologia da Comunicação por Parsons
(1991). Esta abordagem constitui, essencialmente, uma visão global dos meios de
comunicação social em seu conjunto, com articulações simbólicas para a explicação das
funções exercidas pelo sistema das comunicações de massa na sociedade, enquanto complexo
formado por estruturas sociais. Em relação aos procedimentos metodológicos utilizados no
presente estudo, vamos primeiro definir o que é uma metodologia de investigação científica,
considerada também como método científico.
Entretanto, segundo Pereira et al. (2018, p. 32), a metodologia “é o conjunto de regras
úteis para a investigação, é um procedimento cuidadosamente modificado, visando provocar
respostas na natureza e na sociedade, e, paulatinamente, descobrir sua lógica e leis”. A
metodologia é importante quando se estudam específicos assuntos da nossa realidade social,
tal como a comunicação social radiofônica. Assim, tendo como foco o problema e os
objetivos preconizados, para a materialização desta pesquisa optou-se por uma pesquisa
descritiva explicativa, baseada em uma abordagem quantitativa e qualitativa (mista), cuja
perspectiva metodológica está bem fundamentada mais adiante.
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Revisão teórica
O presente trabalho baseia-se na teoria estrutural-funcionalista da comunicação social.
Em um primeiro momento, é apresentado minuciosamente; a posteriori, entrar-se-á numa
discussão em torno dos termos e conceitos-chave da temática e de outros fundamentos
pertinentes sobre a questão em abordagem.
Teorias de suporte
O presente trabalho fundamenta-se na teoria funcionalista da comunicação social,
desenvolvido pelos estudiosos Émile Durkheim, Charles Horton Cooley, Robert King Merton,
mas principalmente por Talcott Parsons. Preocupado em compreender o papel da
comunicação social na sociedade, num primeiro momento foi apresentado minuciosamente;
posteriormente, procura-se fazer uma conexão entre teoria e conceitos. Assim, o anúncio da
nossa teoria de suporte servirá de base para dar maior sustentabilidade à compreensão do
estudo em destaque.
Teoria estrutural-funcionalista da comunicação social
Percebe-se que a comunicação social é um conjunto de meios tecnológicos que tem a
missão de difundir conteúdos em forma de símbolos para a esfera pública, onde os receptores
os recebem e os interpretam de diferentes modos. Contudo, as informações, os símbolos e os
conteúdos produzidos e veiculados por estes órgãos, rigorosamente, recebem o nome de
comunicação social ou comunicação de massa, cumprindo um papel indispensável à vida em
sociedade, tal como foram apresentados os fundamentos acima.
Nos estudos consultados verificou-se que, inicialmente, este modelo teórico
parte de uma base sociológica, desenvolvido por Talcott Parsons, pois figura
como a mais importante referência deste paradigma teórico. Doutorado pela
Universidade de Heidelberg (Alemanha) em 1927, a mesma que Marx
Weber frequentou como estudante e posteriormente como professor, essa
teoria é designada também de teoria social sistêmica ou estrutural-
funcionalismo, trata de uma concepção que busca analisar e explicar o papel
da comunicação social, bem como a realidade social com base no
funcionamento da vida social, econômica, política e cultural da sociedade
humana (Bittencourt, 2014, p. 28).
No nosso entender, o desenvolvimento da teoria estrutural-funcionalista da
comunicação começa pelos estudos do funcionalismo no âmbito da Sociologia, chamando a
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atenção ao papel social desempenhado pelos órgãos de comunicação social. As partes são as
bases para o funcionamento do todo; assim, os modos como os conteúdos são noticiados pelos
órgãos de comunicação podem ser funcionais ou disfuncionais. Muitas delas causam
mudanças sociais vertiginosas, considerando a força que a informação possui. Neste sentido, o
papel da comunicação social, à luz deste paradigma teórico, é concebido principalmente como
o de transmitir informações e garantir a coesão social.
Todavia, a análise funcionalista em relação aos meios de comunicação
socialconcentra-se na descoberta do grau de elaboração funcional dos
fenômenos sociais, que digam respeito à função exercida pelos órgãos de
comunicação, como a Rádio, a TV, o Jornal, a Internet entre outras
instituições sociais de caris comunicacional. Neste sentido, é possível
identificar certa proximidade do funcionalismo com o conceito de sistema,
que implica uma outra maneira de pensar a estrutura social, como um
organismo vivo, onde cada parte do todo desempenha função específica
(França; Simões, 2017, p. 40-41).
Por conseguinte, França e Simões (2017, p. 53), “nos marcos do funcionalismo, a
comunicação passa a ser vista a partir das funções que exerce no corpo social: ela existe e se
justifica numa perspectica funcional”. Por outro lado, a análise funcionalista no âmbito da
comunicação social, no entender de Klapper (2015) sustenta nos seguintes dizeres: ocupa-se
em examinar as consequências dos fenômenos sociais que afetam o funcionamento normal, a
adaptação e o ajuste de um sistema, seja ele de ordem individual, grupal, ou sistemas sociais e
culturais. A comunicação de massa, enquanto processo social previsto e institucionalizado,
constitui uma decisão adequada para a análise funcional (Gottifried, 2001).
Razão pela qual Lassell (1978), indica três funções básicas da comunicação: a
vigilância sobre o meio ambiente; a manifestação das partes da sociedade; e a transmissão da
herança social de uma geração para outra. Uma quarta função foi acrescentada posteriormente
por Wright: o entretenimento, complementando o que seriam as principais funções exercidas
pelos meios de comunicação social.
Entendemos nós que, a teoria funcionalista da comunicação faz leitura profunda sobre
as funções sociais dos órgãos de comunicação social, procura ligar à análise de seu conteúdo
relacionado com o quadro de necessidades de uma dada sociedade ou grupo de audiência,
como é o nosso caso em Malanje. Assim, esta perspectiva teórica fundamenta as funções
como as consequências positivas para o funcionamento normal de um sistema social, quanto
as disfunções como as consequências negativas, que comprometem o bom funcionamento do
sistema dos meios de comunicação na sociedade. É neste sentido que o papel da comunicação
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social requer tanta atenção e cuidado do pesquisador tendo em conta as suas funções sociais,
que podem ser traduzidas em funcionais ou disfuncionais.
Conceito de comunicação social versus radiofônica
À semelhança dos fundamentos acima, os apresentados aqui quanto ao conceito de
comunicação social têm como base o desenvolvimento do capitalismo industrial, constitutivo
fundamentalmente das sociedades modernas. Entretanto, a comunicação social é definida por
Thompson (apud Serra, 2007, p. 143-144) a partir de quatro características fundamentais:
a) A produção e a difusão de bens simbólicos que envolvem,
nomeadamente, a codificação e a fixação dos bens simbólicos como
informação, que é armazenada, distribuída e decodificada pelos potenciais
destinatários. Esta transformação dos bens simbólicos em informação
permite que eles se tornem indefinidamente reprodutíveis e sejam, assim,
disponibilizados como mercadorias a uma massa indefinida de receptores.
b) A cisão entre a produção e a recepção dos bens simbólicos, os meios
de comunicação de massa generalizam um processo que, de fato,
acontecia com a escrita; a mediação dos bens simbólicos pelos meios
técnicos em que são fixados e pelos quais são transmitidos. Este processo,
que vai fundamentalmente no sentido do produtor para os receptores, implica
uma indeterminação em relação às respostas destes últimos.
c) A extensão da disponibilidade das formas simbólicas no tempo e no
espaço; as comunicações de massa prolongam, neste aspeto, o que também
sucedia com a escrita e não só, dado que todas as formas de transmissão
cultural envolvem uma distanciação no espaço-tempo.
d) A circulação pública das formas simbólicas, ao contrário do que
acontece com meios como telefone, as formas simbólicas transmitidas pela
comunicação de massa destinam-se a uma pluralidade indeterminada de
receptores, estando disponíveis para todos os indivíduos que disponham dos
meios técnicos, capacidades e recursos para os adquirir; circulam, portanto o
chamado espaço público.
Neste sentido, o ordenamento jurídico angolano postula que a comunicação social é o
veículo através do qual a informação é transmitida ao público, enquanto define o Órgão de
Comunicação Social como entidade pública ou privada, cujo objeto social é a produção,
transmissão ou retransmissão de informação destinada ao público, através de meios de
telecomunicações ou de publicações escritas (Angola, 2017).
Assim sendo, a comunicação social diz respeito ao desenvolvimento de meios como o
cinema, a dio e a televisão versus esfera blica. Não obstante, a combinação entre a
comunicação e esses meios permitem fazer chegar, potencialmente, a todas as pessoas de
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todos os lugares e condições, as informações, as notícias, mesmo as diversões que permitem a
sua integração no todo social; nesse aspeto, à luz da teoria da informação, os meios de
comunicação social atingiram uma tal importância nas sociedades modernas. Porquanto,
Luhmann (apud Serra, 2007, p. 148) afirma que “tudo o que sabemos sobre a sociedade e
ainda o que sabemos sobre o mundo, sabemo-lo através da comunicação social”. Acresce
ainda, que a comunicação social não só não substituiu a interação pessoal, direta e face a face,
que caracteriza o mundo da vida, como, em certa medida, trouxe novas oportunidades para
essa interação. Como acontece, por exemplo, quando um grupo de amigos se encontra ao
jantar para assistir a uma transmissão televisiva de um jogo de futebol, ou ainda colegas de
trabalho discutem o debate difundido por uma rádio anteriormente (Serra, 2007; Franquina;
Nelson, 2019).
Percebe-se que a comunicação social é um conjunto de meios tecnológicos que tem a
missão de difundir conteúdos em forma de símbolos para a esfera pública, onde os receptores
os recebem e os interpretam de diferentes modos. Contudo, as informações, os símbolos e os
conteúdos produzidos e veiculados por estes órgãos, rigorosamente, recebem o nome de
comunicação social ou comunicação de massa, cumprindo um papel indispensável à vida em
sociedade, tal como foram apresentados os fundamentos acima.
Do ponto de vista histórico, a ideia de se fazer comunicação social emergiu com a
criação de um mercado de escala. Inicialmente, foram os livros e os jornais que se
proliferaram, acompanhando o ritmo da Revolução Industrial. Dessa forma, a demanda de
massa por meios impressos aumentava, ainda que o poder aquisitivo da população não
crescesse na mesma proporção nem o grau de analfabetismo diminuísse na velocidade
esperada. No começo do século XX, esse mesmo quadro era visto em vários países, incluindo
os Estados Unidos. Com o passar do tempo surgiram outros meios, como o cinema e o rádio,
para compensar esses fatores, contribuindo definitivamente para expandir o conceito de
comunicação social, comunicação de massa e/ ou meios de massa (Alves; Fontoura;
Antoniutti, 2011).
À luz do ordenamento jurídico angolano, comunicação social entende-se por
comunicação de massas dirigidas a um grande público heterogêneo e anônimo, a partir de
empresas ou órgãos de comunicação social, que organizam e fazem interagir informação
proveniente de fontes diversificadas, as divulgam através de veículos de transporte suportados
na imprensa escrita ou em meios de telecomunicações que podem incluir sinais de voz e
imagem (Angola, 2017). Não obstante, Caetano et al. (2011, p. 197) entendem que a
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comunicação é “o mecanismo através do qual existem e se desenvolvem as relações humanas,
onde o simples ato de comunicar é uma das formas fundamentais da existência”.
Evolução histórica do sistema de comunicação social angolano
A historicidade da imprensa angolana passa por três grandes momentos: o colonial, o
pós-colonial e o atual. Durante esses períodos, assinalou-se, de fato, a transição de um regime
político socialista para um democrático-liberal. De acordo com os estudos pesquisados,
embasamos que a imprensa angolana nasceu quando Angola ainda era uma província
ultramarina de Portugal (período colonial) em 1836, com o jornal Boletim do Governo-Geral
da Província de Angola.
A respeito disso, baseando-se nos estudos do pesquisador Lopo (apud Hohlfeldt;
Carvalho, 2012), ele divide a história da imprensa angolana em três fases:
a) Fase da imprensa independente, a partir de 1852, quando se fez a edição única
do Almanak Statístico da Província de Angola e suas Dependências, seguindo-se o jornal
literário Aurora, de 1856 e, enfim, o primeiro jornal político de combate ao colonialismo, A
civilização da África portuguesa, dos advogados António Urbano Monteiro de Castro e
Alfredo Júlio Côrtes Mântua. Esse jornal abriu a série de periódicos eminentemente políticos
que se seguiram; a esse tipo de imprensa, alguns estudiosos denominam de imprensa livre
(Cruz; Silva, 2010 apud Hohlfeldt; Carvalho, 2012, p. 24);
b) Fase da imprensa industrial ou profissional, a partir de 16 de agosto de 1923,
quando começou a circular o jornal Província de Angola, fundado por Adolfo Pina, ainda que
o primeiro jornal com tais características tenha sido o Jornal de Benguela, de 1912, criado por
Manuel Mesquita, primeiro a possuir tipografia própria. É importante, nesta fase, também, a
contribuição de Alfredo Troni, que editou, sucessivamente, três periódicos, Jornal de Luanda
(1878), Mukuarimi (1888) e Conselhos de Leste (1891), sendo que Mukuarimi foi a utilizar
uma expressão angolana, que queria dizer o maldizente, o fofoqueiro;
c) Por outro lado, Hohlfeldt e Carvalho (2012, p. 25) defendem que é “necessária
uma quarta etapa, posterior aos acontecimentos do 25 de Abril de 1974, que se desdobraram e
se concretizaram em projectos independentistas das colónias, com consequências mais do que
evidentes”.
Não obstante, com a independência, alguns nomes fortes do jornalismo angolano
optam por emigrar para Portugal e poucos foram os que ficaram em Angola, pelo fato de não
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pertencerem aos agentes da mudança operada na nova comunicação social. ficou quem
tinha identidade ideológica com o partido no poder e ativos defensores da causa
independentista (Hohlfeldt; Carvalho, 2012; Vunge, 2006).
Segundo o jornalista Mateus (2003, p. 2) afirma que “os primeiros anos de
independência foram férteis para sair a primeira fornada de futuros jornalistas, estes sim,
saídos dos liceus e apanhados pela grande onda nacionalista.” Ao contrário do que tinha
acontecido em quase todos os setores da atividade nacional, a comunicação social angolana
teve razoáveis condições para a passagem do testemunho de uma geração de profissionais
experientes para jovens amadores revolucionários, que invadiam a Rádio Nacional (ex-
Emissora Oficial), o Rádio Clube (RC) (emissora Católica), o jornal A Província de Angola
(depois convertido em Jornal de Angola) e o Diário Popular (Hohlfeldt; Carvalho, 2012, p.
26).
no início dos anos 80, as linhas de orientação passaram a esquivar-se das diretrizes
partidárias e da ideia de imprensa ser uma extensão do governo. Alguns órgãos de informação
como o Jornal de Angola tinham crônicas diárias que abordaram as questões cotidianas e
faziam tímidas críticas de ordem moral, na rádio multiplicaram-se também os programas
especializados, como os de economia, de realce da identidade nacional, da promoção da
mulher e igualdade de direitos e de desportos. A União dos Jornalistas Angolanos também foi
criada nesta época, que ficou marcada por um registro jornalístico muito interativo em
questões sociais (Castells, 2016).
A guerra civil angolana começou logo depois da independência do país, devido à
disputa de movimentos de libertação sobre quem devia governar o país, tendo terminado em
2002. Teve momentos mais e menos intensos, onde para a imprensa são de destacar a quase
total restrição de informações pluralistas e o controle quase absoluto das linhas editoriais por
parte do partido no poder (Hohlfeldt; Carvalho, 2012).
Atualmente, a comunicação social angolana acaba por estar novamente recrutada
um papel mais interativo, sendo que, desta vez, não ao serviço do partido no poder como nos
primeiros anos da independência, mas sim pela defesa da coisa pública e dos direitos,
liberdades e garantias fundamentais. Com mais de doze jornais impressos, nove jornais
digitais, mais de quatro canais de televisão e mais de treze rádios locais e nacionais, o atual
sistema de regulamentação da imprensa demonstra-se bem mais evoluído e a ganhar corpo
(Hohlfeldt; Carvalho, 2012).
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No entanto, a partir desses estudos, observa-se que a relação entre jornalismo,
literatura e militância independentista, frente a Portugal, caminhou junta no período da
historicidade da imprensa angolana. Visto que a comunicação se define por diversas
interfaces, a população desenvolveu, segundo seus costumes, diferentes modos de se
comunicar, por sinais, cantos e gritos. Navegando em torno da teoria funcionalista da
comunicação, percebemos que os meios pelos quais circularam as informações permitiram a
emancipação dos povos, culminando na queda do regime colonial em Angola.
Na mesma linha de pensamento, Manera (2007, p. 32-34) apresenta uma nova
abordagem quanto a evolução histórica da comunicação social angolana, em quatro períodos
distintos, nomeadamente: período colonial, período pós-independência, período do monopólio
estatal e período de abertura da comunicação.
Em relação ao período colonial, o autor sublinha que, o surgimento e primeiros passos
da rádio e aprimoramento da técnica. Desenvolvimento da rádio clubismo, surgimento da
radiodifusão profissional e criação da emissora oficial do estado. O Movimento de Luta pela
Independência de Angola combatia o governo colonial, também, através das suas emissões a
partir da vizinha Zâmbia e Congo-Brazaville. O programa Angola Combatente era transmitido
por ondas curtas. Algumas emissoras defendiam a descolonização e outras a continuidade da
mesma. O governo português dispunha de rádios para difundir mensagens desencorajando a
opinião pública em relação à independência do país. Surgimento de programas de variedades
nas rádio clubes onde as pessoas tocavam e cantavam, no começo de modo amador e depois
de maneira profissional (Manera, 2007).
no período pós-independência, o mesmo autor consultado reforça a ideia segundo a
qual, com o fim da época colonial ainda havia resíduos da estrutura que vigorava, assim
restaram várias emissoras particulares, as rádios clubes. Com a instabilidade gerada pela luta
de independência e a incerteza em relação ao futuro, muitos profissionais, na sua maioria
portugueses ou descendentes, fugiram de Angola, deixando sem funcionamento muitos órgãos
e empresas governamentais, inclusive na área da comunicação social (Manera, 2007). Como
escreve (Vunge, 2006), esta é efetivamente uma perspectiva histórica que assistimos durante
os primeiros anos do monopartidarismo, da independência nacional e do estado da imprensa
que estava sufocada por um controle bastante cuidado, sobretudo devido ao papel que os
órgãos de comunicação massiva desempenham na sensibilização da população nacional para
as causas da defesa da soberania nacional e a liberdade do povo angolano.
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Ao passo que, no período do monopólio estatal, refere que, nos primeiros anos após a
independência, todos os meios de comunicação social foram estatizados ou fechados (exceto a
Rádio Eclésia). A população contava com os serviços da Rádio Nacional de Angola (RNA),
presente nas 18 províncias do país, Jornal de Angola e a Agência Nacional de Notícias Press
(ANGOP), criada depois da independência. Em 1973, ainda sob domínio colonial, é criada a
Radiotelevisão Portuguesa de Angola (RTA) que em 1976 é nacionalizada e passa a chamar-
se Televisão Popular de Angola (TPA). Até então, o rádio é o único veículo de comunicação
de massa. A TPA, única televisão a transmitir no país, passa em 1997, a chamar-se Televisão
Pública de Angola. Além dos meios de comunicação estatais, os veículos da UNITA
circulavam no país. A Rádio VORGAN (Voz da Resistência do Galo Negro), emitia a partir
dos países limítrofes e o Jornal Terra Angolana tinha publicação irregular. Entretanto, a partir
da escolha ideológica de editores e jornalistas era possível manter o controle das redações,
mesmo assim a censura e depois a autocensura eram práticas recorrentes no dia a dia dos
profissionais da área (Manera, 2007).
Ademais, o período de abertura da comunicação fundamenta-se com a abertura ao
multipartidarismo, foi aprovada a primeira Lei de Imprensa em Angola. O monopólio estatal
das publicações impressas e do rádio foi quebrado e o setor foi aberto para a iniciativa
privada. Atualmente, nove imprensas circulam em Luanda, sendo que a estatal Jornal de
Angola é o único diário. Em 1991 é sancionada a primeira Lei de Imprensa que defendia a
liberdade de expressão e de imprensa e a abertura ao capital privado da radiodifusão e do
mercado de publicações impressas (Manera, 2007).
Contudo, entendemos que o caminho continua sendo longo e tenebroso, uma vez que
os demais órgãos de comunicação social privados se encontram centralizados em Luanda,
enquanto na maioria das regiões do interior chega apenas o sinal dos órgãos públicos. É
importante ressaltar aqui que estamos em um período de revolução da comunicação social,
fruto da instalação de novos órgãos de comunicação social, como a Rede Girassol.
A Constituição e a comunicação social angolana
um longo caminho constituinte que se iniciou em 1974, passando pela revisão
constitucional de 2010, e que se vai fortalecendo até os dias de hoje. Reza a história que,
depois da assinatura dos Acordos de Alvor e a transição do poder, surgiu, em 30 de junho de
1975, a primeira lei fundamental que vigorou até a aprovação e promulgação da Política da
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República e tomada de posse dos órgãos de soberania (que ocorreu em 11 de novembro de
1975) (Feijó, 2015).
Nesses termos, “em 1991, com os acordos de paz, a Assembleia do Povo autorizou o
Presidente da República a assinar vários documentos integrantes destes mesmos acordos, tal
como o documento sobre os princípios fundamentais para a instauração da paz em Angola
(Hohlfeldt; Carvalho, 2012, p. 27).
Para os autores consultados, com base neste documento foram aprovadas várias leis,
dentre elas, diplomas referentes à comunicação social: a lei sobre o Conselho Nacional de
Comunicação Social (Lei n.º 7/92 de 16 de Abril), a Lei do Direito de Antena e do Direito de
Resposta e Réplica Política dos Partidos Políticos (Lei n 8/92 de 16 de Abril) e a Lei
reguladora do Exercício da Atividade de Radiodifusão (Lei n9/92 de 16 de Abril) (Feijó,
2015).
Em 1992, foi revista a Lei constitucional e com ela houveram melhorias significativas
quanto ao respeito do princípio da separação de poderes, da reserva da Constituição e, em
especial, relativas à comunicação social. Tal revisão foi o ponto mais alto das inovações da
Lei Constitucional de 1992 (e que até os dias de hoje marcam a CRA
2
de 2010), onde são de
realçar a consagração da liberdade de imprensa, que garante uma imprensa livre de qualquer
tipo de censura, sem prejuízo desta liberdade ser regulada por lei (no artigo 35º da Lei
Constitucional [LC]) e a consagração da liberdade de expressão, que estabelece ao mesmo
tempo a liberdade de informação, de reunião, de manifestação, de associação e de todas as
formas de expressão (no artigo 32º da LC) (Luacuti, 2014).
Por seu turno, o artigo 3º da Lei 1/17 de 23 de janeiro, consagra os meios
através dos quais as empresas ou órgãos de comunicação social difundem os
conteúdos, entre outros, são: jornais, incluindo os eletrônicos; revistas,
incluindo as eletrônicas; todas as demais publicações periódicas;
Radiodifusão sonora; Televisão; Agência de notícias; Media online; Cinema
e espaços públicos onde se exibem documentários e notícias. Ao passo que,
o artigo consagra o conteúdo da liberdade de imprensa, nos seguintes
termos: a liberdade de imprensa traduz-se no direito de informar, de se
informar e ser informado através do livre exercício da atividade de imprensa,
sem impedimentos nem discriminações. A liberdade de imprensa não deve
estar sujeita a qualquer censura prévia, nomeadamente, de natureza política,
ideológica ou artística (Angola, 2017, p. 167).
A temática em relação ao papel da comunicação social subentende fundamentos legais
consagrados pela Constituição da República de Angola. Todavia, historicamente concebe-se
que é uma matéria que tem vindo a sofrer ligeiras mudanças constitucionais, tendo em conta a
2
Constituição da República de Angola.
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
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visão dos parlamentares em relação aos diplomas legais que atribuem responsabilidades
sociais aos órgãos de comunicação social.
A comunicação social angolana diante dos normativos internacionais
A discussão sobre comunicação social não se limita ao ordenamento jurídico
angolano, mas também está presente em diversos documentos internacionais que devem ser
cumpridos pelos Estados membros, tais como a Declaração Universal dos Direitos Humanos
(DUDH) e a Carta dos Direitos Africanos (CDA).
A DUDH foi proclamada em 1948, com o objetivo de considerar a dignidade da
pessoa humana e os direitos iguais e inalienáveis de todos, apoiando o progresso social e
estabelecendo melhores condições de vida em um contexto de liberdade ampliada. Nesta
declaração, foram consagradas diversas disposições diretamente ligadas à comunicação social,
tais como:
A livre comunicação dos pensamentos e das opiniões (DUDH, 1948, artigo 19) por
considerar ser dos mais preciosos direitos humanos. Tal disposição reflete-se na liberdade de
expressão, de informação e de pensamento.
A proibição de intromissões arbitrárias à vida privada, à família, ao domicílio e
os ataques à honra e reputação, sob pena de tais intromissões serem sancionadas por lei,
consagrada no artigo 15. Por aqui defende-se justamente o direito à identidade, à privacidade
e à intimidade (Castells, 2016);
A liberdade de pensamento, consciência e religião consagrada no artigo 18, é
complementada pelo direito de todos à liberdade de opinião e expressão sem
constrangimentos, que compreende o direito de investigar, receber informações e opiniões e
de divulgá-las sem limitação de fronteiras, nos termos do artigo 19 (Castells, 2016).
Porquanto, a Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos, aprovada pela OUA,
a 26 de junho de 1981, em Nairobi-Quénia, tem em linha de conta a dignidade humana, o
reconhecimento dos direitos do homem, bem como a união dos povos africanos (Hohlfeldt;
Carvalho, 2012).
O mesmo documento consagra o direito à informação, de exprimir e difundir suas
opiniões ao estatuir que “toda a pessoa tem direito à informação e toda a pessoa tem direito de
exprimir e de difundir as suas opiniões no quadro das leis e regulamentos” (CDA, 1981,
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artigo 9). Hohlfeldt e Carvalho (2012) Acrescem ainda, a liberdade de criação cultural e
científica, ao assegurar a preservação e reforço dos valores culturais africanos positivos, num
espírito de tolerância e de diálogo, bem como ao contribuir para a promoção de saúde moral
da sociedade.
Contudo, os normativos legais angolanos, consagrados constitucionalmente, que
defendem e promovem os deveres e as obrigações dos meios de comunicação social estão
comprometidos e implementados, naturalmente, com base nos diplomas internacionais que
defendem e promovem o direito e a dignidade da pessoa humana.
Pilares e princípios de atuação da comunicação social radiofônica
Em primeiro lugar são apresentados os pilares de atuação da comunicação social
radiofônica e não só, que são resumidos em três: 1) credibilidade: garantia da confiabilidade
das informações perante os diversos públicos pela utilização de fontes idôneas; 2)
transparência: respeito ao direito constitucional que permite ao público o conhecimento das
atividades, observando as diretrizes de segurança da informação; 3) oportunidade:
desencadeamento das ações no momento oportuno, sincronizadas no tempo e no espaço.
Por seu turno, a semelhança dos valores acima referidos são apresentados a seguir os
princípios que regem a comunicação social, isto é, a verdade que é a essência da atividade da
comunicação social, visto que a fidedignidade dos fatos como realidade ocorram com
coerência, credibilidade e confiança:1) proatividade: postura que deve ser adotada, sempre
que possível, antecipando-se aos futuros acontecimentos; 2) confiabilidade: manutenção da
credibilidade das informações perante os diversos públicos pela utilização de fontes
idôneas;3) continuidade: manutenção da atividade de comunicação social e atualização
constante das informações e dos produtos; 4) impessoalidade: desprovimento de qualquer
intenção de promoção pessoal ou de um grupo, focando nos valores e tradições dos órgãos de
comunicação social; 5) imparcialidade: manutenção da igualdade de tratamento dos diversos
públicos e órgãos de mídia, sem distinção, privilégios ou exclusividade. É uma mentalidade
imprescindível a todos os escalões da instituição; 7) legitimidade: respeito às instituições
nacionais, à ordem jurídica vigente, aos preceitos legais e aos fundamentos morais da
nacionalidade em qualquer situação ou atividade; 8) unidade de mensagem ou de discurso:
uso das mesmas ideias-força nas mensagens ou discursos, de forma coordenada em todos os
escalões (Silva, 2017). Dessa forma, os pilares e princípios da comunicação social, à luz da
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
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teoria da informação, desempenham um papel crucial para a integração social das ações
desenvolvidas nos órgãos de comunicação e para o alcance dos objetivos institucionais.
Metodologia de pesquisa
Tendo em conta os objetivos perseguidos por esta investigação, optou-se por um
estudo descritivo explicativo e de campo apoiado a uma abordagem mista (quanti-qualitativa).
Para tal, pelo uso das duas modalidades em relação aos dados recolhidos no campo, a sua
finalidade é descritiva. Segundo a classificação de Zassala (2012, p. 42), a pesquisa descritiva
“é uma investigação que procura determinar a natureza e o grau de condições existentes”. A
pesquisa mistura dados quantificáveis e não quantificáveis, tendo como meta principal a busca
pela verdade e a validação da investigação. Essa abordagem possibilitou incluir informações
alinhadas em eixos quantitativos e qualitativos, além da aplicação do raciocínio lógico
indutivo-dedutivo, permitindo uma melhor compreensão do problema de investigação.
Optando pela abordagem mista, combina-se a realização, por meio da estatística e de técnicas
não numéricas, da coleta de dados que respondem à questão de investigação. Trata-se,
portanto, de uma investigação que inclui duas linhas de percepção da temática: uma
quantificável e a outra compreensiva e interpretativa. Por esse motivo, utilizamos várias
técnicas e instrumentos de coleta de dados, incluindo questionários, entrevistas
semiestruturadas, observações simples, blocos de notas, celulares, computador e guias de
entrevista.
População e amostra versus características sociodemográficas
Tomando como referencial teórico a definição de população como um universo de
pessoas ou coisas que possuem características comuns entre si e que se pretendem estudar, ao
passo que, a amostra é um subconjunto representativo da população estudada. Essa
representatividade da amostra, que é uma propriedade altamente desejada em estatística,
ocorre quando ela apresenta as mesmas características gerais da população da qual foi
extraída. Com efeito, optamos pelo uso da técnica de amostragem não probabilista do tipo por
intenção, cujos critérios de seleção dos participantes ao estudo, não são definidos por critérios
estatísticos-matemático, mas sim, pela intencionalidade. No entender de Danton (2018) e
Simões (2023, p. 33 apud Freitas; Golambole, 2024, p. 108), a amostragem intencional “não é
apenas para estudos qualitativos, uma vez que está estreitamente ligada com a acessibilidade
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dos participantes, ou seja, estes o selecionados em função da facilidade de acesso aos
mesmos”. Contudo, o Quadro 1 e os gráficos que se seguem ilustram melhor a população e
amostra:
Quadro 1 População e amostra
Sexo
Amostra
Identificarcoluna
Masculino
Masculino
45
Feminino
Feminino
30
Total
Total
75
Percentagem
Percentagem
63%
Fonte: dados da pesquisa (20242025).
Os dados apresentados neste estudo foram obtidos nas províncias do Kwanza Norte,
Kwanza Sul, Luanda, Malanje e Uíge, entre os meses de fevereiro de 2024 e janeiro de 2025.
Participaram da pesquisa 120 pessoas (100%), todos os ouvintes da Rádio Malanje, Rádio
Nacional de Angola, Rádio Eclésia, Rádio Ouvinte, Rádio Correio da Kianda, Rádio Luanda,
Rádio Despertar, Rádio Uíge e Rádio Rede Girassol. Neste universo, a técnica de amostragem
não probabilista do tipo intencional utilizou 75 participantes, correspondendo a 63% dos
ouvintes que responderam favoravelmente às questões colocadas. Essa conclusão reforça a
ideia de que uma amostragem intencional “é uma técnica muito comum e consiste em
selecionar uma amostra da população que seja acessível. Ou seja, os indivíduos empregados
nessa pesquisa são selecionados por estarem prontamente disponíveis e não por terem sido
selecionados mediante critério estatístico” (Freitas; Golambole, 2024, p. 108).
Os Gráficos 1, 2 e 3apresentam os dados sociodemográficos e o perfil dos
participantes da pesquisa:
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
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Gráfico 1 Faixa etária
Fonte: dados da pesquisa (20242025).
Em relação à idade dos participantes, observamos que a faixa etária dos 30 a 45 anos
foi a que mais respondeu às questões formuladas pelo questionário. Com um universo de 75
participantes, essa faixa etária correspondeu a 40% do total. Em seguida, a faixa de 45 a 65
anos apresentou 24 questionados, correspondendo a 32%. Por fim, os participantes com
idades entre 18 a 30 anos representaram 21%.
Gráfico 2 Nível de escolaridade
Fonte: dados da pesquisa (20242025).
Quanto às habilitações acadêmicas, dos dados apurados, constatou-se que dos 100%
dos inquiridos, 18 tinham o Ensino Básico concluído, o que representa 24%; 33 tinham o
21
28%
30
40%
24
32%
75
100%
Dos 18 aos 30 anos Dos 30 aos 45 anos Dos 45 aos 65 anos Total
18
24%
33
44%
24
32%
75
100%
Ensino básico Ensino Médio Ensino Superior Total
Daniel Hebo Júlio BARROS
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Ensino Médio concluído, correspondente a 44%, e 24 possuíam o Ensino Superior concluído,
representando 32% dos participantes do estudo.
Gráfico 3 Profissões
Fonte: dados da pesquisa (20242025).
Quanto à recolha dos dados empíricos, importa salientar ainda que em relação às
profissões aferiu-se que da amostra correspondente a 100% dos participante ao corpo do
trabalho, 18 são professores que corresponde a 24%, 6 são camponeses (8%), 18 são taxistas
(16%), 10 são enfermeiros (13%), enquanto 29 têm profissões diversificadas (policiais,
bancários, sociólogos etc.) correspondente a 39%.
Técnicas de recolha de dados
As técnicas de coleta de dados utilizadas incluem: observação simples: Severino
(2014) refere que permite ao pesquisador, mesmo permanecendo alheio à comunidade, grupo
ou situação que estuda, observar de maneira espontânea os fatos que ali ocorrem, pois o
pesquisador é muito mais um espectador que um ator. A observação simples apresentou uma
série de vantagens, como a coleta de elementos essenciais para a definição do problema de
pesquisa e a coleta de dados sem levantar suspeitas entre os membros da comunidade
científica. O registro das observações depende, frequentemente, da memória do investigador e
por fim, deu-nos uma ampla margem à interpretação subjetiva do fenômeno estudado. o
18
24%
6
8%
18
16%
10
13%
29
39%
75
100%
Professor Camponês Táxista Enfermeiro Profissões diversificadas Total
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
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questionário, de acordo com Aragão e Neta (2017), é um conjunto de questões especialmente
preparadas para a recolha de informações a serem objetos de tratamento estatísticos visto que
o questionário é útil para gerar evidência referente a um grupo de pessoas e organizações. O
questionário tem como vantagem o fato de permitir uma recolha de informações de uma
forma consciente e comparável. A pesquisa é uma atividade voltada para a solução de
problemas. Para esta técnica aplicou-se como instrumento o inquérito por questionário.
Por conseguinte, a entrevista semiestruturada é percebida como uma técnica de coleta
de dados em que o investigador se apresenta frente ao investigado e lhe formula perguntas,
com o objetivo de obter dados que interessam à investigação. Assim sendo, Severino (2014)
entende que a entrevista semiestruturada é menos estruturada possível e se distingue da
simples conversação porque tem como objetivo básico a coleta de dados. Com esta entrevista,
nos possibilitou a coleta de dados relativos à compreensão do papel da comunicação social. O
autor sustenta ainda que, as entrevistas semiestruturadas “combinam perguntas abertas e
fechadas, onde o informante tem a possibilidade de discorrer sobre o tema proposto”
(Severino, 2014, p. 19). Nesta técnica aplicou-se como instrumento o guião de entrevista e o
bloco de notas.
Para análise dos resultados, os dados quantitativos foram apresentados por meio da
estatística apoiando-se ao Excel como software para a compilação de todos os dados
quantificáveis, e para as interpretações qualitativas, alinhou-se os dados à técnica de análise
de conteúdo, que se desenvolveu em três fases: a primeira diz respeito a pré-análise, na qual
tomamos contato com as entrevistas, apresentamo-las e fez-se uma leitura prévia; a segunda
fase diz respeito à exploração do material, onde procuramos agrupar as verbalizações em
categorias; e a terceira é, justamente, o tratamento dos dados baseado em inferências.
Nesta última fase procuramos interpretar as falas dos entrevistados baseando-se na
teoria de suporte e dos demais autores. O uso da técnica de análise de conteúdo neste trabalho,
ajudou-nos na análise de informações, constantes mais abaixo sob a forma de discursos, e
com estilo linguístico: escrito que expressa assunto do fenômeno comunicação social
radiofônica. O seu enquadramento visou os aspectos implícitos do papel da comunicação
social no contexto angolano. Permitindo analisar os conteúdos das mensagens, buscando o
significado de cada mensagem dentro da compreensão gestual linguístico e comunicacional.
Por fim, teve como instrumento de trabalho as unidades temáticas.
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Resultados e discussões
Neste capítulo, visto que o nosso estudo é misto, em primeiro lugar sobre os dados
quantitativos fez-se a análise e a interpretação dos resultados com suporte feito ao método
estatístico e utilizou-se a técnica de análise descritiva e em relação à apresentação dos dados
trabalhados no software Excel, utilizou-se gráficos. Todavia, as questões foram analisadas e
representadas em parâmetros estatísticos e descritivo, isto é, em gráficos de frequência,
agrupados de acordo com as variantes das respostas correspondentes. Não obstante, dentre os
inqueridos, procuramos interagir com pessoas de diferentes extratos sociais, cujo foco foi,
naturalmente, o de procurar compreender o papel desempenhado pelos órgãos de
comunicação social radiofônica no contexto angolano. Posteriormente, apresentamos os
resultados qualitativos, agrupados em categorias e analisados com suporte à técnica de análise
de conteúdo.
Notícias sobre os problemas que afligem a sociedade angolana
Em primeiro lugar procuramos saber por parte dos nossos inqueridos se os problemas
que afetam a sociedade angolana são, de fato, noticiados pelos órgãos radiofônicos que foram
alvos de objeto de estudo, cujo foco visou compreender o papel desempenhado pelos órgãos
de comunicação social radiofônica no contexto angolano. Assim, o Gráfico 4 ilustra melhor os
resultados deste primeiro questionamento:
Gráfico 4 Notícia dos problemas que afligem a sociedade angolana
Fonte: dados da pesquisa (20242025).
Em relação à pergunta feita, por meio dos dados ilustrados no gráfico, nota-se que do
universo de 75 participantes, o que corresponde a 100%, 24 dos inqueridos respondem que
24
32%
21
28%
30
40%
75
100%
Frequência Percentagem
Sim Não Algumas vezes Total
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
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sim, o que corresponde a 32%; 21 responderam que não o que corresponde a 28% e 30
responderam algumas vezes, correspondendo a 40%. Todavia, inferimos que, na verdade, os
órgãos de comunicação social radiofônico em Angola, têm cumprido em certa medida com a
função informativa, uma vez que a percentagem daqueles que afirmam que sim e os que
afirmam algumas vezes é maior em relação aos que afirmam não. Assim, face ao percentual
bastante alto daqueles que responderam negativamente e razoavelmente a este
questionamento, pensamos nós que é fundamental que os órgãos de comunicação social
radiofônica no contexto angolano evitem mais esforços no sentido de tornar acessível a
informação dos principais fatos que ocorrem no território nacional.
Dado que a comunicação é uma atividade que envolve a criação mútua de significados
e, na medida em que consiste na capacidade do homem de transmitir suas ideias, está
estreitamente relacionada com a sua própria evolução e preocupação permanente de transmitir
o conhecimento ao longo do tempo, tal como nos fundamentos de rios estudiosos da
matéria em questão, percebe-se que a natureza do processo de comunicação social pressupõe
uma fonte ou emissor (codificador da mensagem), um canal ou meio (pelo qual é transmitida)
e um receptor (descodificador da mensagem). Importa dizer que, na comunicação de duplo
sentido, a fonte e o receptor têm papéis ativos na troca de informações e, necessariamente, o
fluxo da mensagem é contínuo, ocorrendo de ponto a ponto. A comunicação direta entre duas
ou mais pessoas é um exemplo (Alves; Fontoura; Antoniutti, 2011).
Na comunicação social radiofônica, o fluxo da informação segue um único sentido, da
fonte para o receptor. Essa comunicação de ponto para multipontos, o papel ativo do processo
cabe exclusivamente ao emissor. A vantagem é que uma única fonte pode se comunicar com
um grande número de receptores ao mesmo tempo, exigindo deste modo, noticiar os
principais problemas que afligem a sociedade angolana sob pena de os perder de vista e
romantizá-los socialmente.
Em geral, por comunicação social, de acordo com Alves, Fontoura e Antoniutti (2011,
p. 101) “subentendem-se milhares de pessoas heterogêneas, de camadas sociais diferenciadas,
níveis culturais distintos, idades variadas, religiões e profissões diversas, constituindo um
único grupo, o qual é atingido simultaneamente por uma mensagem”. Ao passo que o
problema social na visão dos autores Rubington e Weinberg (2008) concebem-no como sendo
uma alegada situação incompatível com os valores de um significativo número de pessoas,
que concordam ser necessário agir para a alterar. Entende-se inclusive como uma violação de
expectativas morais de uma dada coletividade (Santos; Baloi, 1999).
Daniel Hebo Júlio BARROS
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
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Todavia, daquilo que são as representações significativas em relação as respostas dos
participantes ao estudo no âmbito das notícias sobre os problemas que afligem a sociedade
angolana, analiticamente podemos sustentar que essa categoria assenta na questão da relação
entre realidade, imagem e representação. A forma de como os problemas que afetam a
sociedade angolana, que são noticiados pelas rádios, muitas vezes, fazem transparecer a
existência de uma disputa colossal sobre o existente, que é real e aquilo que não existe (o que
não é real). A sentença é fundamentada na separação dos problemas observados do real e nos
que são noticiados que muitas vezes levantam visões dicotômicas e unilineares, chegando a
ponto de colocar em causa a pluralidade e a imparcialidade no ato de comunicar e informar a
opinião pública.
É assim que o noticiamento dos problemas que afligem a sociedade angolana, à luz da
teoria sociológica em uso, concorre para melhor objetivar a realidade social e perceber, com
mais abrangência, a necessidade premente de sua resolução pontual e possível pelos órgãos
afins. Inclusive, é uma forma de denunciar todo ato, quer seja governamental, coletivo,
individual que põe em causa o bem comum, as expectativas sociais, ou seja, que desvirtualiza
a moral coletiva. Entretanto, o noticiamento razoável e o não noticiamento dos problemas
fraturantes que acometem a sociedade angolana (politização das instituições públicas, a
subversão da excelência profissional pelo cartão de militante, a miséria, etc.) em muitas rádios
de elevada audiência conduzem a sociedade do equilíbrio ao desequilíbrio. Grosso modo, nos
dizeres do sociólogo Gottfried Stockinger (2001, p. 16), nota-se que
a realidade cotidiana mostra aos sistemas que eles são comparados a
ambientes onde energia e informação são distribuídas de forma desigual,
com fluxos não lineares e interdependentes. Revela-se, em última instância,
que o desequilíbrio para uns é uma condição fundamental para qualquer
estabilidade e para outros é uma arma de oprimir.
Dado que essa discrepância significativa entre realidade social e notícias propagadas
pelos órgãos de comunicação social radiofônicos, em muitos casos os ouvintes a concebem de
forma diminuta em termos de objetividade fatual, a rigor, propagam a dominação do social
por uma elite política orientada por questões do ter e não do ser. Contudo, quem conhece,
sabe; quem não conhece, facilmente é dominado e molestado simultaneamente. Pois, o tripé
existente entre os conceitos inaugurados por Luhmann (2000) (produção, reprodução e
autoprodução) fazem perceber que o noticiamento total dos problemas que afetam uma
determinada sociedade pelas rádios tornam possível a emancipação dos excluídos da renda
nacional e exige uma constante adequação das políticas de concertação social.
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
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Em síntese, dada a abrangência da comunicação social produzida pelos órgãos
radiofônicos, a teoria estrutural-funcionalista da comunicação social chama a atenção em
relação aos papéis sociais desempenhados pelos meios de comunicação social, a prior são
importantes em conteúdos de justiça social, mas que podem em certa medida serem
concebidos como promotores das desigualdades sociais, uma vez que os seus conteúdos sejam
produzidos sem o contraditório e sem fundamentar com maior precisão os problemas sociais
que afligem a sociedade angolana, a saber: a corrupção, pobreza, desemprego, altas taxas de
mortalidade infantil, saneamento básico, inflação etc.
Órgão radiofônico que mais se preocupa em noticiar os problemas sociais
À luz desta temática levou-nos a formular uma questão, no intuito de aferirmos a rádio
que mais noticia os mais variados problemas sociais. Assim sendo, o Gráfico 5 ilustra melhor
a opinião dos nossos participantes:
Gráfico 5 Órgão radiofônico que mais noticia os problemas sociais angolanos e locais
Fonte: dados da pesquisa (20242025).
Em virtude dos dados que o gráfico ilustra, nota-se que a Rádio Eclésia em
comparação com as demais rádios que foram nosso objeto de estudo, na opinião dos
inquiridos, é a que mais se preocupa em noticiar os problemas sociais, daí ser a preferida de
muitos ouvintes em Angola. Nesta senda, dos 75 inquiridos ao estudo que representam um
total de 100%, 13 disseram que o órgão de comunicação social radiofônico que mais noticia
os problemas sociais no âmbito nacional e local é, naturalmente, a Rádio Eclésia,
6
8%
13
17%
10
13%
6
8%
7
9%
5
7%
4
5%
6
8%
7
10%
11
15%
75
100%
Frequência Percentagem
Rádio Malanje Rádio Eclésia RNA
Rádio Uíge Rádio Despertar Rádio Correio da Kianda
Rádio Ouvinte Rádio Luanda Rádio Rede Girassol
Outra Total
Daniel Hebo Júlio BARROS
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
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representando um total de 17%. Ao passo que, 10 responderam que é a Rádio Nacional de
Angola representando um total de 13%; 11 dos quais apontaram ser uma outra estação
radiofônica correspondendo a 15%.
Alguns ouvintes habituados da cidade do Uíge, senão mesmo 6 foram unânimes em
apontar a Rádio local (Rádio Uíge) representando um subtotal de 8%, dado que alguns dos
quais apontaram outra rádio de cobertura nacional; em Malanje, 6 ouvintes apontaram a Rádio
Malanje representando 8%, outros dos ouvintes apontaram outras rádios de forma semelhante
no Uíge, Kwanza Norte, Kwanza Sul e Luanda; a Rádio Ouvinte, 4 inqueridos a optam e
representa 4%; a Rádio Despertar, 7 ouvintes a apontaram como a emissora que mais noticia
os problemas locais, com maior notoriedade os taxistas e passageiros luandenses,
correspondendo a 9%; a Rádio Luanda figura como uma das que mais noticia os fatos em
Luanda, 6 participantes da pesquisa deram nota favorável à mesma, representando assim um
total de 8%; a dio Correio da Kianda também é uma outra escolhida por 5 ouvintes,
representando cerca de 7%, a Rede Girassol também é uma predileta dos inqueridos (7),
dos participantes deram-na uma nota positiva em termos de divulgação dos problemas que
afligem o social angolano, representando 10%.
Nesta conformidade, os resultados acima apresentados colocam vários desafios às
estações de rádios que compõem o nosso mosaico radiofônico angolano, muitos desses
desafios passam sobretudo à modernização contínua das linhas editoriais das mesmas, a
divulgação dos seus serviços via online uma vez que muitas dessas rádios não têm cobertura
nacional, o que dificulta a conquista de novos espaços de audiência, mas se velarem pela via
online, certamente que maior será o seu público. Verificou-se por exemplo que a Rádio
Nacional tem mais aceitação no interior do país do que nos centros urbanos, é nas zonas
recônditas em detrimento das cidades onde a maior parte dos ouvintes disseram que é a que
mais noticia os problemas sociais do país. Justifica-se essa aceitação em duas linhas paralelas,
uma voltada à cobertura do seu sinal em todo o território nacional e outra ligada à perda da
audiência nas cidades pelo simples fato da mesma divulgar mais conteúdos unilineares,
excluindo em certos casos o princípio da pluralidade face ao advento da democracia. Os
ouvintes da cidade muito apontam-na como uma estação radiofônica a serviço dos interesses
políticos e que de certa forma instrumentaliza e romantiza muitos dos problemas sociais que o
país enfrenta.
Importa referirmos aqui que as Rádio Correio da Kianda e Rede Girassol muitos dos
seus ouvintes acessam-na via online, razão pela qual até aqueles que residem fora de Luanda
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
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consideraram-nas como as que mais noticiam os problemas nacionais, principalmente os de
Luanda. Ao passo que a Rádio Despertar é presa a uma linha ideológica, por esse motivo
muitos dos ouvintes que não a têm como preferência a desprezam chegando a ponto de
sustentarem que a mesma necessita de respeitar o jogo democrático, assim como funciona a
Eclésia em certos casos, uma rádio que diz ser imparcial não deve funcionar em benefício de
uma franja política, não deve divulgar somente os conteúdos que representam as mazelas
sociais e os seus interesses, mas sim divulgar os esforços gigantescos do governo angolano e
respeitar os demais ouvintes com convicções políticas diferentes.
A informação dos principais problemas sociais enquanto um objeto autônomo em
relação a teoria estrutural-funcionalista da comunicação social afirma-se sobretudo com o
advento das novas tecnologias digitais, surgimento da sociedade do conhecimento e sociedade
em rede. É nesse contexto em que todos os problemas da esfera social necessitam a sua
divulgação imparcial pelos órgãos radiofônicos, os que os ignoram chegam a ponto de perder
a audiência, uma vez que vários são os impactos da revolução tecnológica (política, cultural,
econômica etc.) que ganha espaço na comunicação digital e muitos desses ouvintes optam-na
como alternativa daquilo que não se assume por excelência pelas instituições vocacionadas
para o efeito.
Contudo, uma outra linha analítica nasce na ótica de alertar os órgãos radiofônicos a
não se esquecerem que vivemos na era da sociedade de informação onde os acontecimentos
são divulgados em fração de segundos. Como esclarecem os estudos consultados, à expressão
sociedade de informação é excessivamente utilizada nos meios de comunicação e no discurso
político. Ela acompanha outras noções, nem sempre precisas, mas sempre sugestivas, como a
globalização, com a qual converge em muitos aspetos do seu conteúdo. Regra geral, usa-se o
termo sociedade de informação para identificar uma nova realidade e uma nova ordem social
fundamentada na informação como valor central e móbil do progresso das sociedades nas suas
várias dimensões. Algumas das ideias positivas associadas à sociedade de informação que as
rádios podem muito bem tirar proveito em matérias de inovação enunciadas por Cardoso
(2006): informar, ensinar, obter lucro, incrementar a democracia ou desenvolver o comércio
eletrônico. A ideia de uma biblioteca universal que advém da internet como propulsora da
partilha de informação à escala nacional e global, é um exemplo bastante corrente da
sociedade de informação como geradora de expectativas positivas, com vista a conquistar
novas audiências.
Daniel Hebo Júlio BARROS
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A imprensa radiofônica local e o contributo para a construção de uma democracia
participativa
A democracia é o baluarte das sociedades modernas por meio da qual giram os
processos da administração política e social. A rádio, por sua vez, desempenha um papel
imprescindível para o amadurecimento e fortalecimento da democracia em qualquer Estado.
Por isso, o questionamento à volta deste assunto, conforme apresenta o Gráfico 6, revela-se o
fundamental na compreensão do trabalho da imprensa radiofônica angolana sobre esta
matéria.
Gráfico 6 Construção de uma democracia participativa através da imprensa angolana
Fonte: dados da pesquisa(20242025).
Nota-se claramente que os órgãos de comunicação social radiofônicos no contexto
angolano desempenham papéis específicos, um deles é o de contribuir para o amadurecimento
e a construção de uma democracia participativa, uma vez que é possível observarmos os
dados obtidos que descrevem a existência de tal papel. Dos 75 participantes que totalizam
100%, 36 (48%) observaram que sim, os órgãos de comunicação social radiofônicos em
Angola têm contribuído para a construção de uma democracia participativa; 23 (31%) dos
inquiridos observaram que os órgãos de comunicação social radiofônicos não têm contribuído
para a construção de uma democracia participativa. Não menos importante, 16 participantes
sublinham que têm contribuído de vez enquanto, correspondendo a 21%. Convém referir que,
de acordo com os resultados, as rádios em Angola contribuem de forma incipiente na
construção de uma democracia participativa e este é um papel fundamental destes órgãos.
36
48%
23
31%
16
21%
75
100%
Sim Não Algumas vezes Total
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
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Entretanto, necessitam abrir-se mais para permitir a construção de uma sociedade mais
inclusiva que saiba viver na diversidade de opinião e de escolha sobretudo a política.
Enquanto cientista social fazendo recurso à teoria estrutural-funcionalista da
comunicação social, é interessante sublinhar que a magia da rádio reside no som, na
congregação e no respeito das demais vozes que compõem o social como forma de mobilizar
os ouvintes a se conectarem à mesma, como antídoto que contrapõe o fenômeno da imigração
para outras plataformas, principalmente as digitais onde a imagem fala mais alto que o som
que se produz com escassez de esmero e de tolerância.
A busca constante pela construção de uma democracia participativa através da
imprensa angolana é um dos papéis fundamentais desempenhados pela rádio, dado que a rádio
foi o primeiro veículo a conquistar as massas, chegando inclusive ao ponto de tornar-se o
principal meio de integração cultural de Angola. Desde sempre, a rádio acompanhou e
continua acompanhando as fases históricas do país que permitem torná-lo mais inclusivo e
competitivo no mundo das comunicações. Pois informar com imparcialidade é a base para a
consolidação da democracia em Angola, principalmente nesta era em que a história angolana
é politizada.
É missão da rádio desconstruir essa visão que os políticos fazem transparecer, o acesso
bibliográfico armazenado em áudios disponíveis em muitas estações radiofônicas como a
RNA e a Eclésia, por serem as primeiras que acompanharam todo o trajeto histórico do país,
devem ser colocadas à disposição dos ouvintes como forma de contribuir na democratização
do país. Se olharmos atenciosamente no Gráfico 6, nota-se que o percentual dos que
responderam negativamente e daqueles que responderam razoavelmente é maior do que as
respostas satisfatórias representadas em sim, o que a entender que os órgãos radiofônicos
precisam trabalhar mais em relação à matéria que diz respeito à democratização do país.
Enfim, o desenvolvimento de Angola passa necessariamente pela democratização do país,
senão, sem ela, não será possível construir um país plenamente desenvolvido.
Contributo das rádios em Angola para a moralização social, participação cívica e
direitos de cidadania
A moralização social é uma temática social da atualidade em Angola, debatido em
vários fragmentos da vida social. No entanto, os órgãos de comunicação social radiofônicos
são chamados para contribuir neste âmbito, pois educar um povo é um ato de libertação dos
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oprimidos. Razão pela qual, procuramos saber se as rádios deste país têm contribuído para a
moralização social, participação cívica e direitos de cidadania; as respostas obtidas podem ser
observadas no Gráfico 7 que se segue:
Gráfico 7 Moralização da sociedade, participação cívica e direitos de cidadania
Fonte: dados da pesquisa(20242025).
Questionados se que as rádios em Angola têm contribuído para a moralização social,
participação cívica e direitos de cidadania, dos inqueridos que representam 100% (75) dos
participantes, 38 responderam que sim (51%), 20 responderam que o (27%), sendo que
apenas 17 responderam algumas vezes (23%). Contudo estes dados levam-nos a fazer uma
análise naquilo que tem sido o papel dos órgãos de comunicação social radiofônico no
contexto social angolano, além de informarem, de fortalecer a democracia, também
moralizam a sociedade, promovem a participação cívica e fortalecem os direitos de cidadania,
cujo foco é a educação do ser humano. No Gráfico 7 vê-se que os meios de comunicação
social radiofônicos que operam em Angola, principalmente os que foram objeto de estudo não
estão mal representados estatisticamente em termos de promoção desses valores sociais que
julgamos serem indispensáveis à vida em sociedade.
Nos dizeres de Costa (2006), Endier e Espindola (2014), o rádio é um meio de
comunicação espetacular, é o único veículo que utiliza apenas um dos nossos cinco sentidos,
permitindo-nos realizar diversas outras atividades ao mesmo tempo. Classificado como
companheiro, o rádio, com o aumento da globalização, tornou-se o veículo mais utilizado pela
população, sem distinção de idade e classe social. É o único veículo capaz de ativar a toda
hora a imaginação, despertando sensibilidade e permitindo que cada um crie imagens únicas e
38
51%
20
27%
17
23%
75
100%
Frequência Percentagem
Sim Não Algumas vezes Total
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
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pessoais. É considerado também como instaurador de novas sociabilidades e,
consequentemente, como um agente de mudanças sociais, linguísticas e estéticas.
Acrescentamos também mudanças culturais, pois a cultura é um complexo de valores e
crenças identitárias de um povo, e mais, um povo sem cultura é um povo sem alma.
Neste sentido, os conteúdos disseminados por uma rádio devem promover a
manutenção dos hábitos e costumes de um povo como forma de auxiliar no resgate dos
valores culturais que as novas gerações desconhecem em relação as antigas gerações. É a
partir da valorização cultural que se vai garantir a existência de pessoas comprometidas com o
bem-estar da humanidade, onde a luta pela moralização social, participação cívica e dos
direitos de cidadania passam a ser concebidos como princípios que visam garantir a
estabilidade social e que exigem o envolvimento de todos, essencialmente das instituições
sociais como as rádios que têm a missão de informar um grande número de pessoas.
Dado que das literaturas consultadas com o foco direcionado à teoria estrutural-
funcionalista da comunicação social, é de capital importância começar por salientar nos
seguintes moldes, o conceito de função do ponto de vista do social, pode nos auxiliar a
compreender melhor o modus operandi das instituições sociais e da organização da sociedade,
tal como os órgãos de comunicação social radiofônica. Assim, o conceito de social se orienta
fundamentalmente à conduta dos membros de uma determinada sociedade face às funções
sociais que cada estrutura desempenha. Assim, os órgãos de comunicação social radiofônica
desempenham funções cruciais de construção, interação, integração social, participação cívica
e da promoção dos direitos de cidadania. Em muitos casos é associado, especificamente, às
funções sociais características de uma determinada organização ou coletividade.
É nessa linhagem em que o trabalho de Wezman (2008, p. 156) fornece uma grande
contribuição a essa percepção. A autora afirma que a noção de social “pressupõe uma missão
organizacional ao qual foram projetados a sua criação; categorização de membro de grupo”.
De acordo com os saberes sociológicos, a promoção da participação cívica e dos
direitos de cidadania se dão devido ao fato de uma instituição social (órgãos de comunicação
social radiofônica) e de um indivíduo que pertence a um determinado contexto social, onde
assumem, por conseguinte, as obrigações associadas a eles. Entende-se por aqui que o social,
é constituído por pessoas, com as quais formam a sociedade, os órgãos de comunicação
social radiofônica aqui podem desempenhar o papel de contribuir na redefinição da cultura
social, pois, a sociedade é constituída por uma diversidade cultural que se manifesta em
distintos comportamentos resultante das relações sociais.
Daniel Hebo Júlio BARROS
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Para Fichter (1973, p. 166, apud Lakatos; Marconi, 2013, p. 148) a sociedade consiste
em uma “estrutura formada pelos grupos principais, ligados entre si, considerados como uma
unidade e participando todos de uma cultura comum”.
A percepção que se tem dos órgãos de comunicação social radiofônica em relação à
moralização da sociedade, participação cívica e direitos de cidadania, é pelo fato da
comunicação social fazer parte de nossa vida diária: nós percebemos os órgãos de
comunicação social radiofônica em termos da maximização do direitos humanos, alargamento
das escolhas sociais no âmbito da temática atual moralização social que tanto se fala na esfera
social, das obrigações sociais, deveres, e formamos nossas expectativas de acordo com esse
fato, quer sejam positivas como negativas. Pode-se assinalar inclusive, que o papel de um
determinado órgão social pode ser relevante num determinado contexto social, mas o mesmo
pode não ser relevante em outro, exigindo, deste modo, a permanente promoção dos valores
sociais ligados à participação cívica dos cidadãos, cujo foco é de inverter o quadro galopante
das mazelas sociais que em muito têm acometido a vida em sociedade.
Programas veiculados pelos meios de comunicação radiofônicos
Vale começar por considerar que muitas pessoas deixam de acompanhar determinados
programas tudo porque não vão de encontro aos seus anseios ou aos mais variados problemas
sociais que afetam a sociedade, limitando-se a comunicar informações que representam os
interesses de uma franja social, reduzindo deste modo a audiência que tanto se deseja. Tal fato
podemos observar no Gráfico 8, a seguir:
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
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Gráfico 8 Programas veiculados pelos meios de comunicação radiofônica
Fonte: dados da pesquisa (20242025).
Os resultados acima apresentados em relação aos programas veiculados pelos órgãos
de comunicação social radiofônica no contexto angolano atualmente dão a entender que
muitos são os ouvintes que se reveem em escala diminuta nos mesmos do que aos que se
reveem fruto dos conteúdos que são difundidos e muitos deles acabam optando a
comunicação digital; o que pressupõe um desafio à disposição dos órgãos de comunicação
social radiofônica no nosso contexto, isto é, alinhar os seus programas aos reais problemas
que o país enfrenta; nos últimos anos a vida dos angolanos ficou mais cara, onde o
agravamento contínuo das famílias é um fato, mas muitos desses fatos que formariam
programas específicos não são levados em consideração, algumas rádios diabolizam esses
temas e os tratam de ânimo leve, como se a miséria fosse o destino desse povo que nasceu
num solo extremamente rico, aquilo que os geólogos consideram por escândalo geológico.
Como efeitos, a comunicação radiofônica perde audiência em virtude da veiculação de
programas que denotam fronteiras entre realidade social e informação. Entretanto, com o
advento da sociedade da informação sustentada pela comunicação digital, tal desiderato tende
a apresentar maior ênfase, prova disso são os resultados que ilustram muito bem aquilo que o
social entende sobre os programas tradicionais que as rádios criam e que produzem um
exército de emigrantes.
Nesses termos, dos 100% (75) inquiridos, 27 (36%) responderam que sim, se reveem
aos programas, 33 (44%) responderam um pouco, não se reveem aos programas e 15 dos
participantes que corresponde a 20% responderam não. Entretanto, os dados intermediários e
os últimos mostram certamente a ineficiência existente na produção e veiculação dos
programas radiofônicos em Angola.
27
36%
33
44%
15
20%
75
100%
Frequência Percentagem
Sim Um pouco Não Total
Daniel Hebo Júlio BARROS
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Seguindo aquilo que são os parâmetros sociológicos, rigorosamente falando, tendo
sempre como foco a teoria estrutural-funcionalismo da comunicação social, a análise que se
faz em relação aos programas veiculados pelos meios de comunicação social radiofônicos tem
que ver com os benefícios e malefícios promovidos pelos programas que são difundidos.
Assim, em primeiro lugar, em relação aos seus efeitos positivos diga-se que quando os
programas radiofônicos são alinhados às exigências sociais, aumentam a audiência e
desempenham papéis indispensáveis no resgate dos valores morais e cívicos fundamentados
na propagação de uma educação cívica que cria sujeitos críticos e honestos, auxiliando de
certa forma na divulgação dos reais problemas que o social vive e que serve de pistas para que
aqueles sujeitos dotados de poder os resolvam na sua plenitude, com isso, os programas
ajudam a cultivar a cultura do respeito e da tolerância, sem deixar de lado o auxílio que dão
em matérias de desenvolvimento.
Em segundo lugar, a análise reside nos seus efeitos, quando os programas não
correspondem com as necessidades informativas do social, perdem consideração da vasta
audiência, exigindo certa adequação ao contexto. Bem, à semelhança do que se disse acima,
esses efeitos estruturantes e funcionais quando são bem atrelados, as aspirações dos ouvintes
influenciam no alcance de maior audiência. Aqui considera-se como um efeito positivo,
quando não são bem articulados com as exigências, produzem graves consequências, como a
alteração do real pelo sombrio (dizer o anormal como normal) e essa maneira de abordar os
fatos quando encontra ouvintes maduros, o programa perde audiência.
Considera-se de fato que desde a antiguidade, essas questões acima abordadas são
discutidas por autores de diversas áreas, porquanto o papel da comunicação social radiofônica
na vida em sociedade é uma matéria complexa que impera abordagens mais concisas, tudo por
meio dos programas que são difundidos pelas rádios. Porém, devido a dificuldades em
quantificar os impactos que esses programas podem gerar no comportamento humano, sendo
geralmente observados apenas os efeitos que as ferramentas comunicativas ocasionam, é
deixado de lado a comunicação como fonte capaz de gerar a valorização dos indivíduos
(mobilidade social). Deste modo, tratar a comunicação social radiofônica como uma
ferramenta de desenvolvimento tão somente chega a parecer utópico tendo em consideração
os seus efeitos positivos e negativos.
Daí que para Heberlê (2013) e Wolf (2002), a comunicação para o desenvolvimento é
uma esfera original de fluxos de informações que ocorre com o intuito de promover e agilizar
o processo de conhecimento e a sua apropriação pela sociedade, objetivando melhorar as
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
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condições de vida dos sujeitos. Segundo o autor, as palavras intercâmbio e interação são
igualmente preciosas para este estudo, pois preconizam e antecipam a forma como a ação será
desenvolvida e as pessoas serão tratadas.
Para que os programas radiofônicos auxiliem no desenvolvimento, há a necessidade de
se observar os seguintes valores: interação (diálogo, troca de saberes); alteridade (colocar-se
no lugar do outro); proatividade (agir antecipadamente, buscar as questões-chave);
criatividade (observar as diferenças e fazer melhor); objetividade (entender que as pessoas
precisam de informação e coisas práticas); atualidade (o desenvolvimento e as pessoas
precisam de conhecimento novo sempre); simplicidade (como se trata de troca de saberes, não
é sofisticado); profissionalismo (os compromissos dos jornalistas são contratos simbólicos);
reciprocidade (ofertar retorno continuamente para garantia dos contratos); identidade (cada
caso é particular e assim deve ser tratado, sem fanatismo e formalismo) (Heberlê, 2013).
Uma das primeiras atitudes a ser tomada nesta direção da comunicação social
radiofônica via programas difundidos, com vista a alavancar o desenvolvimento sustentável
será a criação de estratégias para observar a realidade, para que, após esse passo inicial, o
comunicador pense em maneiras de interagir com os sujeitos. Deste modo, é possível
identificar o que precisa ser feito sob a ótica das pessoas que vivenciam os problemas. Após a
identificação, é fundamental que se crie uma relação de confiança com os sujeitos envolvidos
no processo, e demonstrar comprometimento com os retornos que serão dados às situações
por elas expostas (Mcluhan, 2005; Heberlê, 2013).
Assim sendo, os programas da comunicação social radiofônica devem primar pelo
desenvolvimento humano, não pode ser tratado como algo feito para o outro, mas sim como
uma possibilidade de agregar o outro no processo de desenvolvimento e torná-lo parte do
complexo comunicativo e informativo, onde o digo de ética da comunicação social baseada
nos princípios da tolerância, do respeito, da pluralidade e do contraditório no âmbito das
demais estruturas sociais é considerada como a chave de ouro de um programa que queira ser
líder de audiência.
Rádio de preferência
Questionados sobre a rádio que os ouvintes preferem mais e o motivo de tal
preferência, os participantes apresentaram discursos convergentes para uns e divergentes para
outros, como se pode constatar nos dizeres dos mesmos:
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“A rádio Malanje e a Nacional são as minhas favoritas. Porque nelas contém
programas que nos fornecem aquilo que nós precisamos ouvir, saber, divertir e aprender”
(Entrevistado-A, 29 anos de idade, 12ª classe).
“A minha rádio preferida é a Eclésia. Porque muitas oportunidades aos jovens que
não são do regime” (Entrevistado-B, 31 anos de idade, licenciado).
“As minhas rádios preferidas são a Despertar e a Eclésia. Porque transmitem muitos
problemas sociais e muitas vezes nos libertam da dominação imposta pelo regime”
(Entrevistado-C, 40 anos de idade, licenciado).
Prefiro mais da rádio Eclésia e da Rádio Correio da Kianda (sempre que vou a
Luanda). Porque transmitem os problemas reais do povo e ouvem todas as partes, diferente
das demais que falam que tudo está bom e mais voz aos que não são tidos e achados
pela RNA” (Entrevistado-D, 57 anos de idade, técnico médio).
Regra geral, vários são os entendimentos extraídos dos discursos apresentados, -se
um certo equilíbrio das rádios preferidas pelos ouvintes entrevistados e várias justificações
que fundamentam as escolhas. Todavia, nesses discursos é possível identificar os papéis
desempenhados pela comunicação social radiofônica no contexto angolano, mas a Figura 1
que se segue ilustra melhor as rádios preferidas, bem como os motivos que fundamentam as
escolhas, que julgamos ser por um lado os papéis por excelência desempenhados pelos órgãos
de comunicação social radiofônica. Por outro lado, as bases que permitem a conquista de
novos espaços de audiência.
Figura 1 Rádio preferida e motivos
Fonte: dados da pesquisa(20242025).
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
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Na verdade, a análise que se faz em relação à Figura 1 é que a mesma permite captar a
lógica dos discursos, percebe-se, de fato que, as Rádios Eclésia, Despertar, RNA, Malanje (no
caso particular da Rádio Malanje, justifica-se tendo em conta a expansão do seu sinal à nível
da província) e Correio da Kianda são as mais preferidas dos ouvintes envolvidos no estudo,
tudo porque permitem a liberdade de expressão, a informação dos principais problemas
sociais que fazem ecos e fatos, fortalecem a democracia e contribuem na educação social,
sobretudo no aprendizado das línguas nacionais por parte da juventude e enriquecem o
entretenimento do povo angolano.
Para uns a Rádio Eclésia e a Despertar são as que dão mais abertura aos jovens que
não fazem parte do partido no poder, daí a necessidade de se despartidarizar os órgãos de
comunicação social radiofônica, no sentido de não ser motivo de perda de audiência por parte
da camada jovem e não só. Entretanto, à luz da teoria estrutural-funcionalismo da
comunicação social inferiu-se que as rádios desempenham funções sociais de coesão social,
fruto do processo de moralização social e dos saberes culturais e científicos que transmitem,
uma vez que os seus programas são articulados à realidade social. Contudo, a expansão do
sinal para o resto do território nacional e a modernização dos serviços radiofônicos alinhados
à comunicação digital, ajudam no alcance de maior público de diferentes estratos sociais em
diferentes pontos do país e na preferência dos programas produzidos.
Programas que as rádios precisam transmitir para contribuir no desenvolvimento
sustentável do país
Questionados sobre os programas que as rádios precisam transmitir para contribuir no
desenvolvimento sustentável do país, eles apresentaram as seguintes opiniões:
“Os programas que as rádios locais precisam transmitir para contribuir no
desenvolvimento do país, são os programas que envolvem jovens fazedores de opinião e
aplicando o princípio do contraditório” (Entrevistada-A, 29 anos de idade, 12ª classe).
“Programas que possam abordar sobre o comportamento juvenil, que retratam sobre o
abuso sexual a menores e que desencorajam a corrupção e o nepotismo(Entrevistada-B, 37
anos de idade, licenciado).
“Para contribuir no desenvolvimento social do país, as rádios locais precisam
transmitir programas especificamente de jovens falando mais da prostituição na adolescência
e não só, do uso do álcool e de estupafacientes por excesso, e do roubo” (Entrevistado-C, 31
anos de idade, licenciado).
Daniel Hebo Júlio BARROS
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“As rádios locais precisam mais de transmitir programas que estimulam o amor à
pátria, os cuidados com o meio ambiente e que estimulem os jovens a trabalhar a terra e não
só” (Entrevistado-D, 60 anos de idade, técnico médio).
Os entrevistados são unânimes em afirmar que as rádios precisam transmitir
programas variados, que congreguem às demais franjas sociais e que sirvam de fontes de
transmissão de valores éticos, morais e cívicos. Mas, sobretudo programas que denotem a
proteção do meio ambiente e a garantia dos principais direitos sociais, permitindo deste modo
o amadurecimento da democracia, a participação ativa dos cidadãos à vida pública, o combate
à corrupção e ao nepotismo que muito têm fragilizado o desenvolvimento do país. A Figura 2
ilustra melhor os programas que as rádios precisam de transmitir:
Figura 2 Programas que as rádios precisam transmitir
Fonte: dados da pesquisa (20242025).
A análise que se faz em relação aos programas que as rádios precisam transmitir para
contribuir no desenvolvimento sustentável do país são, afirmativamente, os que a figura
ilustra, como fazem saber os participantes do estudo. Sobre os programas juvenis, com foco
nos dizeres do primeiro entrevistado, nota-se a urgência da sua efetivação, uma vez que ouve-
se constantemente no nosso país vários programas de rádio em que as análises são produzidas
sem o contraditório, toda a necessidade de envolver jovens analistas com linhas de
pensamento divergente e jornalistas que prezem pelo contraditório dos fatos e das abordagens,
no sentido de se produzirem análises transversais sobre os principais fatos que marcam a vida
em sociedade, incluindo os políticos, econômicos, culturais, ambientais etc.
Programas
juvenis
Programas
educativos
Programas
patrióticos
Programas
ambientais
Programas
produtivos
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
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Em relação à necessidade dos programas educativos, é no sentido de agregarem mais
valores éticos e morais, pois vivemos num mundo onde o comportamento manifestado pelos
jovens e não é cada vez mais desviante. Assim, os programas educativos precisam abordar
questões atuais, a saber: o abuso sexual, a prostituição, a delinquência, o uso de substâncias
psicotrópicas, a valorização das nossas línguas nacionais, o combate à corrupção, ao
nepotismo, à ociosidade por parte dos jovens etc.
Ao passo que, os programas patrióticos são necessários no sentido de se cultivar aos
mais novos o conceito de amor à pátria. Atualmente, o patriotismo é um tema de debate
público que tem levantado várias vozes, pois assiste-se comumente a vandalização dos bens
públicos. Os programas ambientais são no sentido de se informar a necessidade da
preservação do meio ambiente, vemos todos os dias comportamentos que põem em risco a
existência da espécie humana, animal e vegetal; prova disso, por exemplo é a existência de
resíduos sólidos colocados em solo aberto pelo homem pobre de educação, e muitos colocam
fogo no meio ambiente por conta de algumas práticas culturais, como a caça e a agricultura.
Todavia, as rádios locais precisam difundir mais programas que estimulam a produção
nacional. Hoje, muitos são os jovens que ficam na ociosidade por falta de estímulos
produtivos, temos ricos solos, se forem bem aproveitados, facilmente, erradicar-se-á a fome
que tem ceifado muitas vidas e permitirá o fomento da empregabilidade.
Com efeito, recorrendo à teoria estrutural-funcionalista da comunicação social
percebe-se claramente que a informação veiculada via comunicação social, no caso particular
das rádios em Angola, sendo uma para um vasto conjunto de indivíduos pode surtir efeitos
diversos consoante às representações simbólicas dos fatos, porque a maneira de como se
transmite a informação representa interesses diversos entre os agentes sociais (Nascimento,
1999). Como o dissemos, a comunicação radiofônica simboliza um processo que envolve a
troca de informações entre pessoas, e que utiliza os sistemas simbólicos como suporte para
este fim. Por conseguinte, é uma das ferramentas importantes no planejamento de uma
estratégia de marketing visando sempre o alcance de certos objetivos socialmente justificados
com vista à cristalização da credibilidade social de toda a informação produzida e difundida
por meio dos seus programas.
Daniel Hebo Júlio BARROS
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Considerações finais
Revela-se sempre necessário considerar que o trabalho científico colocado à estampa é
resultado de uma investigação mista alicerçada tanto do ponto de vista metodológico como do
ponto de vista conceitual. Depois de uma exaustiva reflexão sobre O papel da comunicação
social radiofônica no contexto angolano, agrada-nos concluir nos seguintes entendimentos:
Estamos convictos que a temática é bastante relevante porque carece de maior atenção
investigativa de outros especialistas, sobretudo os formados na área do jornalismo, para que
os fatores bastantes significativos de oposição à inclusão de vozes contraditórias no
jornalismo radiofônico angolano sejam desencorajados, pois catalisam o fenômeno de
exclusão de muitos ouvintes em matérias de pluralidade e isenção jornalística, de forma a
levar o verdadeiro papel da comunicação social radiofônica. Por seu turno, numa visão
daquilo que os sujeitos almejam da rádio, os mesmos apresentam várias visões sobre os
programas que as rádios precisam transmitir com maior incidência aos de educação ambiental,
patrióticos, produtivos e os de educação cívica.
Neste sentido, os objetivos da pesquisa foram, realmente, alcançados, uma vez que é
visível observarmos nos resultados acima apresentados os fundamentos acerca do papel
desempenhado pelos órgãos de comunicação social radiofônico. Ora, os objetivos foram
alcançados nas três principais vertentes sob o qual o estudo abrangeu; diante dos resultados
produzidos, tal como se pode constatar acima, considera-se que essa produção científica
apresenta vários saberes que visam aprofundar mais a compreensão e a conscientização dos
profissionais de comunicação e não em torno desta temática social que afeta a
comunicação social radiofônica angolana, onde destacamos que o papel da rádio por
excelência é a informação e a educação social, que é produzida e controlada por eles.
Percebeu-se naquilo que são as análises produzidas que os ouvintes constituem o
grupo mais vulnerável das informações veiculadas pelos meios de comunicação social
radiofônica pelos atos visíveis e não visíveis das pessoas em seu redor, entretanto, os elevados
níveis de informações que se produz a nível dos programas existentes necessitam
permanentemente de melhoramento, no sentido de congregarem as preferências dos ouvintes,
senão, muito facilmente os mesmos deixarão de ouvir muitos dos programas que não
agreguem valores que a sociedade da informação exige na era da modernidade e do
conhecimento, onde a comunicação digital é para muitos uma outra via de refúgio com o
propósito de se comparar a relação existente entre imagens e discursos.
O papel da comunicação social radiofônica no contexto angolano
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Dito de outro modo, nos escritos do jornalista angolano Ismael Mateus (2003)
permitiu-nos inferir que os órgãos de comunicação social radiofônico são um público
importante a considerar nas estratégias de comunicação, que têm como objetivo promover
uma mudança, especialmente, junto de um elevado número de pessoas (ouvintes), que de
outra forma, não poderiam ser envolvidas nas mensagens principais, quer seja uma alteração
ao nível do conhecimento ou do comportamento. A escolha do programa e do órgão
radiofônico mais adequado face aos dados ora apresentados, pensamos nós que depende
amplamente das estratégias de comunicação alinhadas com os principais públicos que se quer
atingir, que cada órgão de comunicação social radiofônico tem um perfil de audiência
diferente. Razão pela qual, notamos um certo desequilíbrio entre as rádios que foram objeto
de investigação, no quesito preferência dos ouvintes.
Portanto, parece hoje ser inquestionável a importância da comunicação radiofônica no
contexto angolano, sobretudo dentro da sociedade, por trabalhar na divulgação da informação
e na divulgação dos valores sociais, como o respeito e a tolerância. Pode-se concluir ainda que
o poder do processo da comunicação e, em especial da publicidade, estão hoje no cerne das
mudanças sociais. Por isso, os seus programas, devem ser de alta qualidade, no sentido de
ombrearem com os demais órgãos radiofônicos nacionais existentes em Angola, senão, o risco
de perder maior número de ouvintes e de audiência torna-se eminente e fatual.
Daniel Hebo Júlio BARROS
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Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.20125 44
CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Aos caríssimos Agostinho Canda Maurício e Nelson Emílio, linguistas
com quem tive a honra de trabalhar, manifesto a minha eterna gratidão pelas correcções
ortográficas dos textos que integram deste artigo. À Equipe da Revista Sem Aspas, em
especial aos seus editores Prof. Dr. Carlos Henrique Gileno e Prof. Dr. José Anderson
Santos Cruz, pelo trabalho dedicado. Do mesmo modo, agradeço à Assistente Editorial,
Doutora Vanessa Sales, pela atenção prestada. Sem esquecer Sheila e Weza, meus amores,
pela atenção e paciência demostrada.
Financiamento: Não.
Conflitos de interesse: Não.
Aprovação ética: Sim: No plano ético, a investigação respeitou os princípios
fundamentais da pesquisa no âmbito das ciências sociais. Todos os participantes foram
devidamente informados acerca dos objetivos do estudo, dos procedimentos de recolha de
dados e do caráter voluntário da sua participação. Foi igualmente garantido o anonimato e
a confidencialidade das informações, recorrendo-se à utilização de códigos para a
identificação dos entrevistados.
Disponibilidade de dados e material: Não.
Contribuição do autor: Este artigo contou com a produção exclusiva do autor em todas
as suas etapas de elaboração no período entre 2024 e 2025.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação
Revisão, formatação, normalização e tradução
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THE ROLE OF RADIO MEDIA IN THE ANGOLAN CONTEXT
O PAPEL DA COMUNICAÇÃO SOCIAL RADIOFÔNICA NO CONTEXTO ANGOLANO
EL PAPEL DE LA COMUNICACIÓN SOCIAL RADIOFÓNICA EN EL CONTEXTO
ANGOLÉN
Daniel Hebo Júlio BARROS
1
e-mail: danielbarrosb01@gmail.com
How to reference this paper:
BARROS, D. H. J. The role of radio media in the Angolan
context. Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007,
2025. e-ISSN: 2358-4238. DOI: 10.29373/sas.v14i00.20125
| Submitted: 25/05/2025
| Revisions required: 11/12/2025
| Approved: 20/12/2025
| Published: 29/12/2025
Editor:
Prof. Dr. Carlos Henrique Gileno
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
Polytechnic Institute of Queen Njinga A Mbande University (IPURNAM) Angola. Sociologist with a
specialization in Community Sociology from the Polytechnic Institute of Queen Njinga A Mbande University
and a Technical Secondary qualification in Primary Education Teaching. Has published articles in 2024 in
Revista Temas Sociais, University of Lusófona of Lisbon, Portugal.
The role of radio media in the Angolan context
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.20125 2
ABSTRACT: This article analyzes the role of radio broadcasting in Angolan society,
highlighting the lack of knowledge, on the part of many citizens, of the principles governing
media outlets. The research involved listeners of the radio stations Malanje, RNA, Eclésia,
Despertar, Ouvinte, Correio da Kianda, Luanda, Uíge, and Rede Girassol, in five provinces:
Malanje, Kwanza Norte, Uíge, Kwanza Sul, and Luanda. Methodologically, it is a
descriptive-explanatory study of a mixed nature, with a sample of 75 listeners, corresponding
to the entirety of the studied universe, using statistics and content analysis. The theoretical
foundation is based on Talcott Parsons structural-functionalist perspective. The results
indicate that social problems are rarely reported: 32% said yes, 28% said no, and 40% said
only sometimes. It is concluded that radio informs, educates, and strengthens democracy,
highlighting the need for continuous programmatic innovation and analytical diversification.
KEYWORDS: Structural functionalist. Social Communication. Radio Communication.
Historical evolution.
RESUMO: O artigo analisa o papel da comunicação social radiofônica na sociedade
angolana, destacando o desconhecimento, por parte de muitos cidadãos, dos princípios que
regem os órgãos de comunicação social. A pesquisa envolveu ouvintes das rádios Malanje,
RNA, Eclésia, Despertar, Ouvinte, Correio da Kianda, Luanda, Uíge e Rede Girassol, em
cinco províncias: Malanje, Kwanza Norte, Uíge, Kwanza Sul e Luanda. Metodologicamente,
trata-se de um estudo descritivo-explicativo, de natureza mista, com uma amostra de 75
ouvintes, correspondente à totalidade do universo estudado, recorrendo à estatística e à
análise de conteúdo. A fundamentação teórica baseia-se na perspectiva estrutural-
funcionalista de Talcott Parsons. Os resultados indicam que os problemas sociais são pouco
noticiados: 32% afirmaram que sim, 28% que não, e 40% que apenas algumas vezes.
Conclui-se que a rádio informa, educa e fortalece a democracia, ressaltando-se a
necessidade de inovação programática e de diversificação analítica contínua.
PALAVRAS-CHAVE: Estrutural-funcionalista. Comunicação social. Comunicação
radiofônica. Evolução histórica.
RESUMEN:Este artículo analiza el papel de la radiodifusión en la sociedad angoleña,
destacando el desconocimiento, por parte de muchos ciudadanos, de los principios que rigen
los medios de comunicación. La investigación involucró a oyentes de las radios Malanje,
RNA, Eclésia, Despertar, Ouvinte, Correio da Kianda, Luanda, Uíge y Rede Girassol, en
cinco provincias: Malanje, Kwanza Norte, Uíge, Kwanza Sul y Luanda. Metodológicamente,
se trata de un estudio descriptivo-explicativo de naturaleza mixta, con una muestra de 75
oyentes, correspondiente a la totalidad del universo estudiado, utilizando estadística y
análisis de contenido. La fundamentación teórica se basa en la perspectiva estructural-
funcionalista de Talcott Parsons. Los resultados indican que los problemas sociales rara vez
se informan: el 32% dijo que sí, el 28% dijo que no y el 40% dijo que solo a veces. Se
concluye que la radio informa, educa y fortalece la democracia, destacando la necesidad de
una continua innovación programática y diversificación analítica.
PALABRAS CLAVE: Estructural-funcionalista. Comunicación social. Comunicación radial.
Evolución histórica.
Daniel Hebo Júlio BARROS
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Introduction
The article made available is framed within the scope of the development of a research
culture in the field of the Social Sciences, particularly within the sociology of communication,
and is grounded in the following theme: the role of radio mass communication in the Angolan
context. The motivation for choosing this research topic stems from a set of observations,
information, and experiences acquired throughout life as a member of this social structure. In
everyday life, one frequently observes diverse positions held by individuals regarding the
usefulness of radio mass communication: some are unaware of its relevance, while others are
not, thereby polarizing the debate around its role. This concern with what defines us gives rise
to a series of reflections that, in one way or another, require attention, to the extent that action
is taken to understand, in detail, this problematized situation.
Moreover, in Angola, this theme has generally and rapidly revealed itself as a
fundamental tool for achieving objectives defined by the social fabric, across various social
spheres, whether political, cultural, or educational. On the other hand, it is observed that a
significant portion of the mass media in Angolaparticularly in the provinces where the
study was conductedconstitutes an obstacle to sustainable development and access to
information, further polarizing the debate around the true role played by media institutions.
These institutions bear the responsibility of reporting events that resonate within society with
impartiality, without engaging in discourses that imply value judgments. In contemporary
times, it is indeed striking to observe numerous social problems, such as extreme poverty, acts
of violence, corruption, deteriorated road infrastructure, lack of access to water, inadequate
basic sanitation, among others.
However, radio mass media institutions, whose mission is to report such issues, either
fail to do so or do so at such minimal levels that they suggest certain forms of censorship.
Unfortunately, the role of radio mass communication in this context is unknown to many, as a
considerable number of professionals in this field tend to minimize these problems, and many
editorial lines are subject to criticism. This situation requires investigative engagement from
the researcher in order to obtain tangible data that can be documented and reported to
families, young people, schools, and other social spaces. In other words, the results obtained
clearly substantiate the arguments presented above. It is true that throughout Angola’s history,
radio mass media have not remained detached from the various processes of change
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experienced by the country; rather, they have accompanied major transformations across
diverse social contextshistorical, cultural, political, and economic.
In recent years, as the world has entered a globalization process aligned with the
accelerated emergence of new information technologies, the role played by radio mass
communication has become increasingly demanding and comprehensive. With due
consideration, it was deemed appropriate to formulate the following scientific question: what
role is played by radio mass media institutions in the Angolan context? As guiding objectives,
the following are proposed: (1) to understand the role played by radio mass media institutions
in the Angolan context; (2) to identify the roles played by radio mass communication in the
Angolan context; (3) to describe the roles played by radio mass communication in Angola;
and (4) to analyze the roles played by radio mass communication in Angola.
To support the study, the structural-functional theory of mass communication,
formulated within the Sociology of Communication by Parsons (1991), was adopted. This
approach essentially provides a global view of mass media as an integrated whole, with
symbolic articulations aimed at explaining the functions performed by the mass
communication system within society, understood as a complex formed by social structures.
With regard to the methodological procedures employed in this study, it is first necessary to
define what is meant by scientific research methodology, also referred to as the scientific
method.
According to Pereira et al. (2018, p. 32, our translation), methodology is defined as
“the set of rules useful for research; it is a carefully modified procedure aimed at eliciting
responses from nature and society and, gradually, uncovering their logic and laws.”
Methodology is essential when studying specific aspects of social reality, such as radio mass
communication. Thus, focusing on the research problem and the proposed objectives, this
study adopted an explanatory descriptive research design, based on a quantitative and
qualitative (mixed) approach, whose methodological perspective is substantiated in
subsequent sections.
Theoretical Review
The present study is grounded in the structural-functional theory of social
communication. Initially, this theory is presented in detail; subsequently, a discussion is
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developed around key terms and concepts related to the theme, as well as other relevant
theoretical foundations pertinent to the issue under analysis.
Supporting Theories
This study is based on the functionalist theory of social communication, developed by
scholars such as Émile Durkheim, Charles Horton Cooley, and Robert King Merton, with
particular emphasis on Talcott Parsons. Concerned with understanding the role of social
communication in society, the theory is first presented in detail; subsequently, an effort is
made to establish connections between theory and key concepts. The presentation of this
supporting theory serves as a foundation to enhance the analytical robustness and explanatory
capacity of the study.
Structural-Functional Theory of Social Communication
Social communication may be understood as a set of technological media whose
mission is to disseminate content in the form of symbols to the public sphere, where receivers
interpret them in different ways. The information, symbols, and content produced and
disseminated by these institutions are rigorously referred to as social communication or mass
communication, fulfilling an indispensable role in social life, as outlined in the theoretical
foundations discussed above.
The literature consulted indicates that this theoretical model originates from
a sociological foundation developed by Talcott Parsons, who stands as the
most significant reference within this paradigm. Holding a doctorate from
the University of Heidelberg (Germany) in 1927the same institution
attended by Max Weber as a student and later as a professorthis theory is
also referred to as systems theory or structural-functionalism. It represents a
conceptual framework aimed at analyzing and explaining the role of social
communication, as well as social reality itself, based on the functioning of
social, economic, political, and cultural life in human society(Bittencourt,
2014, p. 28, our translation).
From this perspective, the development of the structural-functional theory of
communication begins with functionalist studies within Sociology, drawing attention to the
social role played by mass media institutions. The parts constitute the basis for the
functioning of the whole; therefore, the ways in which content is reported by the media may
be functional or dysfunctional. In many cases, they trigger rapid social change, given the
power inherent in information. Within this theoretical paradigm, the role of social
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communication is primarily conceived as the transmission of information and the maintenance
of social cohesion.
Nevertheless, functionalist analysis of mass media focuses on identifying the
degree of functional elaboration of social phenomena, particularly with
regard to the functions performed by media institutions such as radio,
television, newspapers, and the internet, among other communicative social
institutions. In this sense, functionalism demonstrates a clear affinity with
the concept of system, which implies a different way of understanding social
structure as a living organism in which each part of the whole performs a
specific function (França; Simões, 2017, p. 40-41, our translation).
Accordingly, França and Simões (2017, p. 53, our translation) argue that “within the
framework of functionalism, communication comes to be viewed in terms of the functions it
performs within the social body: it exists and is justified from a functional perspective.”
Similarly, functionalist analysis within the field of social communication, as articulated by
Klapper (2015), focuses on examining the consequences of social phenomena that affect the
normal functioning, adaptation, and adjustment of a system, whether at the individual, group,
or broader social and cultural system levels. Mass communication, as an anticipated and
institutionalized social process, therefore constitutes an appropriate object for functional
analysis (Gottfried, 2001).
For this reason, Lasswell (1978) identifies three basic functions of communication:
surveillance of the environment; the correlation of the parts of society; and the transmission of
social heritage from one generation to another. A fourth function was later added by Wright
entertainmentthereby completing what came to be regarded as the main functions
performed by mass media.
From this standpoint, functionalist communication theory offers an in-depth reading of
the social functions of mass media institutions, seeking to link content analysis to the
framework of needs of a given society or audience group, as is the case in Malanje. Within
this perspective, functions are understood as positive consequences for the normal
functioning of a social system, while dysfunctions are seen as negative consequences that
compromise the proper functioning of the media system within society. It is in this sense that
the role of mass communication demands careful and sustained attention from researchers,
given its social functions, which may manifest as either functional or dysfunctional.
Daniel Hebo Júlio BARROS
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Concept of Social Communication versus Radio Communication
In line with the theoretical foundations outlined above, the concept of social
communication presented here is rooted in the development of industrial capitalism, which
fundamentally shaped modern societies. Social communication is defined by Thompson
(apud Serra, 2007, p. 143-144) based on four core characteristics:
a) The production and dissemination of symbolic goods, involving the
encoding and fixation of symbolic goods as information that is stored,
distributed, and decoded by potential recipients. This transformation of
symbolic goods into information allows them to become indefinitely
reproducible and thus made available as commodities to an indeterminate
mass of receivers.
b) The separation between the production and reception of symbolic
goods. Mass media generalize a process that had already occurred with
writing: the mediation of symbolic goods by technical means through which
they are fixed and transmitted. This process, which fundamentally flows
from producers to receivers, entails indeterminacy regarding the responses of
the latter.
c) The extension of the availability of symbolic forms across time and
space. In this respect, mass communication extends what had already
occurred with writing, as all forms of cultural transmission involve a
distancing in space and time.
d) The public circulation of symbolic forms. Unlike media such as the
telephone, symbolic forms transmitted through mass communication are
intended for an indeterminate plurality of receivers and are available to all
individuals who possess the technical means, skills, and resources to access
them; they therefore circulate within what is referred to as the public sphere.
In this context, the Angolan legal framework establishes that social communication is
the vehicle through which information is transmitted to the public, while defining a Media
Organization as a public or private entity whose corporate purpose is the production,
transmission, or retransmission of information intended for the public, through
telecommunications media or written publications (Angola, 2017).
Accordingly, social communication concerns the development of media such as
cinema, radio, and television in relation to the public sphere. The combination of
communication and these media enables information, news, and even entertainment to
potentially reach people of all places and conditions, fostering their integration into the social
whole. From this perspective, and in light of information theory, mass media have attained a
level of importance that is central to modern societies. As Luhmann (apud Serra, 2007, p.
148, our translation) asserts, “everything we know about society, and indeed about the world,
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we know through mass communication.” Furthermore, mass communication has not replaced
direct, face-to-face personal interaction characteristic of the lifeworld; rather, it has, to some
extent, created new opportunities for such interaction. This occurs, for example, when a group
of friends gathers for dinner to watch a televised football match or when colleagues discuss a
radio debate previously broadcast (Serra, 2007; Franquina; Nelson, 2019).
It is thus understood that social communication comprises a set of technological media
whose mission is to disseminate content in the form of symbols to the public sphere, where
receivers interpret them in different ways. The information, symbols, and content produced
and disseminated by these institutions are rigorously referred to as social communication or
mass communication, fulfilling an indispensable role in social life, as previously established.
From a historical standpoint, the idea of mass communication emerged alongside the
creation of a large-scale market. Initially, books and newspapers proliferated in tandem with
the Industrial Revolution. As a result, mass demand for printed media increased, even though
the population’s purchasing power did not grow at the same rate, nor did illiteracy decline as
quickly as expected. At the beginning of the twentieth century, this same scenario was
observed in several countries, including the United States. Over time, other media, such as
cinema and radio, emerged to compensate for these factors, contributing decisively to the
expansion of the concept of social communication, mass communication, and/or mass media
(Alves; Fontoura; Antoniutti, 2011).
Under the Angolan legal framework, social communication is understood as mass
communication directed at a large, heterogeneous, and anonymous audience, originating from
media companies or organizations that organize and interconnect information from diverse
sources and disseminate it through distribution channels supported by the written press or
telecommunications media, which may include voice and image signals (Angola, 2017).
Nevertheless, Caetano et al. (2011, p. 197, our translation) define communication as “the
mechanism through which human relationships exist and develop, in which the simple act of
communicating is one of the fundamental forms of existence.”
Historical Evolution of the Angolan Media System
The historicity of the Angolan press unfolds across three major periods: the colonial,
the post-colonial, and the contemporary. Throughout these phases, a transition from a socialist
political regime to a democratic-liberal one can be observed. According to the studies
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consulted, the Angolan press originated in 1836, when Angola was still an overseas province
of Portugal (colonial period), with the publication of the Boletim do Governo-Geral da
Província de Angola.
In this regard, based on the studies of researcher Lopo (apud Hohlfeldt; Carvalho,
2012), the history of the Angolan press is divided into three phases:
a) The phase of independent press, beginning in 1852, marked by the single
edition of the Almanak Estatístico da Província de Angola e suas Dependências, followed by
the literary journal Aurora in 1856, and later by the first political newspaper openly opposing
colonialism, A Civilização da África Portuguesa, founded by lawyers António Urbano
Monteiro de Castro and Alfredo Júlio Côrtes ntua. This newspaper inaugurated a series of
explicitly political periodicals; this type of press is referred to by some scholars as the free
press (Cruz; Silva, 2010 apud Hohlfeldt; Carvalho, 2012, p. 24);
b) The phase of industrial or professional press, beginning on August 16, 1923,
with the circulation of the newspaper Província de Angola, founded by Adolfo Pina, although
the first newspaper with such characteristics was Jornal de Benguela (1912), created by
Manuel Mesquita and the first to possess its own printing press. Also noteworthy in this phase
is the contribution of Alfredo Troni, who successively edited three periodicalsJornal de
Luanda (1878), Mukuarimi (1888), and Conselhos de Leste (1891). Mukuarimi was notable
for using an Angolan expression meaning “the slanderer” or “the gossip”;
c) On the other hand, Hohlfeldt and Carvalho (2012, p. 25, our translation) argue
that “a fourth stage is necessary, subsequent to the events of April 25, 1974, which unfolded
and materialized into independence projects for the colonies, with consequences that were
more than evident.”
Nevertheless, following independence, several prominent figures in Angolan
journalism chose to emigrate to Portugal, and only a few remained in Angola, as they did not
belong to the agents of change shaping the new media landscape. Those who stayed were
individuals with ideological alignment with the ruling party and active defenders of the
independence cause (Hohlfeldt; Carvalho, 2012; Vunge, 2006).
According to journalist Mateus (2003, p. 2, our translation), “the first years of
independence were fertile ground for the emergence of the first generation of future
journalistsindividuals who had come out of secondary schools and were swept up by the
great nationalist wave.” Unlike what occurred in almost all other sectors of national activity,
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Angolan mass communication enjoyed relatively favorable conditions for the transfer of
responsibilities from an experienced generation of professionals to young revolutionary
amateurs who “invaded the National Radio (formerly the Official Broadcasting Service),
Rádio Clube (RC) (a Catholic broadcaster), the newspaper A Província de Angola (later
converted into Jornal de Angola), and Diário Popular(Hohlfeldt; Carvalho, 2012, p. 26, our
translation).
It was only in the early 1980s that editorial guidelines began to distance themselves
from party directives and from the notion of the press as an extension of government. Some
media outlets, such as Jornal de Angola, published daily columns addressing everyday issues
and offered cautious moral critiques. In radio broadcasting, specialized programs also
multiplied, including those focused on economics, the promotion of national identity,
women’s empowerment and gender equality, and sports. The Union of Angolan Journalists
was also established during this period, which became marked by a highly interactive
journalistic engagement with social issues (Castells, 2016).
The Angolan civil war began shortly after independence, driven by disputes among
liberation movements over who should govern the country, and ended in 2002. It went
through periods of greater and lesser intensity, during which the press was characterized by an
almost total restriction of pluralistic information and near-absolute control of editorial lines by
the ruling party (Hohlfeldt; Carvalho, 2012).
At present, Angolan mass communication has once again been called upon to assume
a more interactive role. This time, however, it is not at the service of the ruling party, as in the
early years of independence, but rather oriented toward the defense of public interest and of
fundamental rights, freedoms, and guarantees. With more than twelve print newspapers, nine
digital newspapers, over four television channels, and more than thirteen local and national
radio stations, the current press regulatory system appears significantly more developed and
increasingly consolidated (Hohlfeldt; Carvalho, 2012).
Nevertheless, these studies indicate that the relationship between journalism, literature,
and independence militancy vis-à-vis Portugal developed in tandem throughout the historical
trajectory of the Angolan press. Given that communication is defined by multiple interfaces,
the population historically developed different modes of communication, in accordance with
their customs, through signs, chants, and cries. From the perspective of functionalist
communication theory, it becomes evident that the channels through which information
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circulated enabled the emancipation of peoples, ultimately culminating in the fall of the
colonial regime in Angola.
In the same line of reasoning, Manera (2007, p. 32-34) proposes a different approach
to the historical evolution of Angolan mass communication, identifying four distinct periods:
the colonial period, the post-independence period, the period of state monopoly, and the
period of media liberalization.
With regard to the colonial period, the author highlights the emergence and early
development of radio, the improvement of broadcasting techniques, the expansion of radio
clubs, the rise of professional broadcasting, and the creation of the state’s official broadcaster.
The Movement for the Liberation of Angola also fought the colonial government through its
radio broadcasts transmitted from neighboring Zambia and Congo-Brazzaville. The program
Angola Combatente was aired on shortwave frequencies. While some broadcasters advocated
decolonization, others defended its continuation. The Portuguese government operated radio
stations to disseminate messages aimed at discouraging public opinion regarding
independence. Variety programs also emerged on radio clubs, initially in an amateur form and
later in a professionalized manner, featuring music and live performances (Manera, 2007).
Regarding the post-independence period, the same author emphasizes that, even after
the end of colonial rule, remnants of the previous structure remained, and several private
broadcastersnamely radio clubscontinued to operate. However, due to the instability
generated by the struggle for independence and uncertainty about the future, many
professionals, mostly Portuguese or of Portuguese descent, fled Angola, leaving numerous
governmental bodies and companies, including those in the mass communication sector, non-
operational (Manera, 2007). As Vunge (2006) notes, this historical perspective is evident in
the early years of one-party rule, national independence, and a press environment suffocated
by strict control, largely due to the role played by mass media in mobilizing the population
around the defense of national sovereignty and the freedom of the Angolan people.
During the period of state monopoly, Manera (2007) notes that, in the first years
following independence, all mass media outlets were either nationalized or shut down, with
the exception of Rádio Eclésia. The population relied on the services of Rádio Nacional de
Angola (RNA), present in all 18 provinces, Jornal de Angola, and the National Press Agency
(ANGOP), created after independence. In 1973, still under colonial rule, Radiotelevisão
Portuguesa de Angola (RTA) was established and later nationalized in 1976, becoming
Televisão Popular de Angola (TPA). Until then, radio had been the only mass communication
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medium. In 1997, TPA, the sole television broadcaster in the country, was renamed Televisão
Pública de Angola. In addition to state media, only UNITA-affiliated outlets circulated in the
country, such as Rádio VORGAN (Voice of the Resistance of the Black Rooster), which
broadcast from neighboring countries, and the newspaper Terra Angolana, which was
published irregularly. Despite editorial and journalistic ideological alignment being used to
maintain newsroom control, censorship and later self-censorship remained recurring practices
in the daily routines of media professionals (Manera, 2007).
Finally, the period of media liberalization is grounded in the opening to multiparty
democracy and the approval of Angola’s first Press Law. The state monopoly over print
publications and radio broadcasting was dismantled, and the sector was opened to private
initiative. Currently, nine print outlets circulate in Luanda, with the state-owned Jornal de
Angola being the only daily newspaper. In 1991, the first Press Law was enacted,
guaranteeing freedom of expression and freedom of the press, as well as opening radio
broadcasting and the print media market to private capital (Manera, 2007).
Nevertheless, the path forward remains long and challenging, as private media outlets
remain largely concentrated in Luanda, while in most inland regions only the signal of public
broadcasters is available. It is important to note that Angola is currently experiencing a period
of media transformation, driven by the establishment of new media organizations, such as the
Girassol Network.
The Constitution and Angolan Mass Communication
There is a long constitutional trajectory that began in 1974, passed through the
constitutional revision of 2010, and has continued to be strengthened to the present day.
History records that, following the signing of the Alvor Accords and the transfer of power, the
first fundamental law came into force on June 30, 1975. This law remained in effect until the
approval and promulgation of the Political Constitution of the Republic and the inauguration
of the organs of sovereignty, which took place on November 11, 1975 (Feijó, 2015).
In these terms, “in 1991, following the peace agreements, the People’s Assembly
authorized the President of the Republic to sign several documents forming part of those same
agreements, including the document on the fundamental principles for the establishment of
peace in Angola” (Hohlfeldt; Carvalho, 2012, p. 27, our translation).
According to the authors consulted, several laws were approved on the basis of this
document, including legal instruments specifically related to mass communication: the law on
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the National Council for Social Communication (Law No. 7/92 of April 16), the Law on the
Right of Reply, Right of Response, and Political Rejoinder of Political Parties (Law No. 8/92
of April 16), and the Law Regulating the Exercise of Broadcasting Activity (Law No. 9/92 of
April 16) (Feijó, 2015).
In 1992, the Constitutional Law was revised, resulting in significant improvements
with regard to respect for the principle of separation of powers, constitutional supremacy, and,
in particular, provisions related to mass communication. This revision represented the highest
point of innovation within the 1992 Constitutional Lawelements that continue to shape the
2010 Constitution of the Republic of Angola (CRA
2
). Among the most notable provisions are
the enshrinement of freedom of the press, which guarantees a press free from any form of
censorship, without prejudice to regulation by law (Article 35 of the Constitutional Law), and
the recognition of freedom of expression, which simultaneously establishes freedom of
information, assembly, demonstration, association, and all forms of expression (Article 32 of
the Constitutional Law) (Luacuti, 2014).
In turn, Article 3 of Law No. 1/17 of January 23 establishes the media
through which companies or mass communication organizations disseminate
content, including newspapers, both print and electronic; magazines,
including electronic editions; all other periodical publications; sound
broadcasting; television; news agencies; online media; cinema; and public
spaces where documentaries and news are exhibited. Article 5 sets out the
content of freedom of the press, stating that freedom of the press is
expressed in the right to inform, to seek information, and to be informed
through the free exercise of journalistic activity, without impediments or
discrimination. Freedom of the press must not be subject to any prior
censorship, particularly of a political, ideological, or artistic nature(Angola,
2017, p. 167, our translation).
The discussion surrounding the role of mass communication is therefore grounded in
legal foundations enshrined in the Constitution of the Republic of Angola. Historically,
however, it is understood that this is a field that has undergone gradual constitutional
adjustments, reflecting parliamentary perspectives on legal instruments that assign social
responsibilities to mass media organizations.
Angolan Mass Communication in Light of International Norms
The discussion on mass communication is not limited to the Angolan legal framework;
it is also addressed in several international instruments that must be observed by Member
2
Constitution of the Republic of Angola.
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States, such as the Universal Declaration of Human Rights (UDHR) and the African Charter
on Human and Peoples’ Rights (ACHPR).
The UDHR was proclaimed in 1948 with the purpose of recognizing human dignity
and the equal and inalienable rights of all individuals, supporting social progress and
establishing improved living conditions within a context of expanded freedom. This
declaration enshrines several provisions directly related to mass communication, including:
The free communication of thoughts and opinions (UDHR, 1948, Article 19), regarded
as one of the most precious human rights. This provision underpins freedom of expression,
freedom of information, and freedom of thought.
The prohibition of arbitrary interference with private life, family, and home, as
well as attacks on honor and reputation, subject to legal sanction, as established in Article 15.
This provision protects the rights to identity, privacy, and intimacy (Castells, 2016);
Freedom of thought, conscience, and religion, enshrined in Article 18, is
complemented by the right of all individuals to freedom of opinion and expression without
constraint, which includes the right to seek, receive, and impart information and opinions
across borders, as provided in Article 19 (Castells, 2016).
Likewise, the African Charter on Human and Peoples’ Rights, approved by the
Organization of African Unity on June 26, 1981, in Nairobi, Kenya, takes into account human
dignity, the recognition of human rights, and the unity of African peoples (Hohlfeldt;
Carvalho, 2012).
The same document enshrines the right to information and the right to express and
disseminate opinions by stating that “every individual shall have the right to information” and
that “every individual shall have the right to express and disseminate his opinions within the
law” (ACHPR, 1981, Article 9). Hohlfeldt and Carvalho (2012) further add the freedom of
cultural and scientific creation, ensuring the preservation and strengthening of positive
African cultural values in a spirit of tolerance and dialogue, while contributing to the
promotion of the moral well-being of society.
Therefore, Angolan legal norms, constitutionally enshrined and aimed at defending
and promoting the duties and obligations of mass media organizations, are inherently aligned
with and implemented on the basis of international instruments that uphold and promote
human rights and human dignity.
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Pillars and Principles Guiding Radio Mass Communication
First, the pillars guiding the operation of radio mass communicationand mass
communication more broadlyare presented and may be summarized into three core
elements: (1) credibility, understood as the assurance of information reliability before diverse
audiences through the use of trustworthy sources; (2) transparency, expressed in respect for
the constitutional right that allows public access to information, in compliance with
information security guidelines; and (3) timeliness, defined as the initiation of actions at the
appropriate moment, synchronized in time and space.
In turn, in line with the values outlined above, the principles governing mass
communication are as follows. Truth is the essence of mass communication activity, as the
reliability of facts as they occur must be conveyed with coherence, credibility, and trust.
Accordingly, the guiding principles include: (1) proactivity, a stance to be adopted whenever
possible by anticipating future events; (2) reliability, the maintenance of information
credibility before diverse audiences through the use of trustworthy sources; (3) continuity,
ensuring the sustained operation of mass communication activities and the constant updating
of information and products; (4) impersonality, the absence of any intent of personal or group
promotion, with a focus on the values and traditions of media institutions; (5) impartiality, the
maintenance of equal treatment of diverse audiences and media outlets, without distinction,
privilege, or exclusivityan indispensable mindset across all institutional levels; (7)
legitimacy, respect for national institutions, the prevailing legal order, legal precepts, and the
moral foundations of nationality in any situation or activity; and (8) unity of message or
discourse, the use of the same core ideas in messages or speeches, coordinated across all
institutional levels (Silva, 2017).
In this way, the pillars and principles of mass communication, in light of information
theory, play a crucial role in the social integration of actions developed within media
organizations and in the achievement of institutional objectives.
Research Methodology
Considering the objectives pursued by this study, a descriptiveexplanatory field
research design was adopted, supported by a mixed (quantitativequalitative) approach. To
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this end, the use of both data modalities collected in the field served a descriptive purpose.
According to the classification proposed by Zassala (2012, p. 42, our translation), descriptive
research “is an investigation that seeks to determine the nature and degree of existing
conditions.” This study combines quantifiable and non-quantifiable data, with the primary
goal of seeking truth and validating the research process.
The mixed-methods approach made it possible to incorporate information structured
along both quantitative and qualitative axes, as well as to apply inductivedeductive logical
reasoning, thereby enabling a more comprehensive understanding of the research problem. By
opting for a mixed approach, the study integrates data collection through both statistical
procedures and non-numerical techniques, ensuring responses to the research question. It is,
therefore, an investigation that encompasses two complementary perspectives on the topic:
one quantifiable and the other interpretive and comprehensive. For this reason, multiple data
collection techniques and instruments were employed, including questionnaires, semi-
structured interviews, simple observations, notebooks, mobile phones, computers, and
interview guides.
Population and Sample and Sociodemographic Characteristics
The theoretical framework adopted defines the population as a universe of individuals
or elements that share common characteristics and are the object of study, while the sample is
understood as a representative subset of the population under investigation. Such
representativeness, which is a highly desirable property in statistics, is achieved when the
sample presents the same general characteristics as the population from which it was drawn.
Accordingly, a non-probabilistic purposive sampling technique was employed, in
which participant selection criteria are not defined by statistical or mathematical parameters,
but rather by intentionality. According to Danton (2018) and Simões (2023, p. 33 apud
Freitas; Golambole, 2024, p. 108, our translation), purposive sampling “is not restricted to
qualitative studies, as it is closely linked to the accessibility of participants, that is, individuals
are selected based on ease of access.” Table 1 and the subsequent charts provide a clearer
illustration of the population and sample.
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Table 1 Population and Sample
Sex
Sample
Identify column
Male
Male
45
Female
Female
30
Total
Total
75
Percentage
Percentage
63%
Source: Research data (20242025).
The data presented in this study were collected in the provinces of Kwanza Norte,
Kwanza Sul, Luanda, Malanje, and Uíge, between February 2024 and January 2025. A total
of 120 individuals (100%) participated in the research, all of whom were listeners of Rádio
Malanje, Rádio Nacional de Angola, Rádio Eclésia, Rádio Ouvinte, Rádio Correio da Kianda,
Rádio Luanda, Rádio Despertar, Rádio Uíge, and Rádio Rede Girassol.
Within this universe, the non-probabilistic purposive sampling technique included 75
participants, corresponding to 63% of the listeners who responded positively to the questions
posed. This finding reinforces the notion that purposive sampling “is a very common
technique and consists of selecting a sample of the population that is accessible. That is, the
individuals included in the research are selected because they are readily available, rather than
through statistical criteria” (Freitas; Golambole, 2024, p. 108, our translation).
Graphs 1, 2, and 3 present the sociodemographic data and the profile of the research
participants.
Graph 1 Age Group
3
Source: Research data (20242025).
3
From left to right: 18 to 30 years old; 30 to 45 years old; 45 to 65 years old; Total.
21
28%
30
40%
24
32%
75
100%
Dos 18 aos 30 anos Dos 30 aos 45 anos Dos 45 aos 65 anos Total
The role of radio media in the Angolan context
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.20125 18
With regard to the participants’ age, it was observed that the 3045 age group showed
the highest response rate to the questionnaire. Out of a total of 75 participants, this group
accounted for 40% of the sample. Next, the 4565 age group comprised 24 respondents,
corresponding to 32%. Finally, participants aged between 18 and 30 represented 21%.
Graph 2 Level of Education
4
Source: Research data (20242025).
Regarding educational qualifications, the data indicate that, out of 100% of the
respondents, 18 had completed Basic Education, representing 24%; 33 had completed
Secondary Education, corresponding to 44%; and 24 had completed Higher Education,
accounting for 32% of the study participants.
4
From left to right: Primary education; Secondary education; Higher education; Total.
18
24%
33
44%
24
32%
75
100%
Ensino básico Ensino Médio Ensino Superior Total
Daniel Hebo Júlio BARROS
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.20125 19
Graph 3 Professions
5
Source: Research data (20242025).
With respect to the collection of empirical data, it is also important to highlight that,
concerning professions, it was found that within the sample corresponding to 100% of the
participants in the study, 18 were teachers, representing 24%; 6 were farmers (8%); 18 were
taxi drivers (16%); 10 were nurses (13%); while 29 held diverse professions (police officers,
bankers, sociologists, among others), corresponding to 39%.
Data Collection Techniques
The data collection techniques used included simple observation. According to
Severino (2014), this technique allows the researcher, even while remaining external to the
community, group, or situation under study, to observe events spontaneously, as the
researcher acts more as a spectator than as an active participant. Simple observation presented
several advantages, such as the collection of essential elements for defining the research
problem and the gathering of data without raising suspicion among members of the scientific
community. The recording of observations often depends on the researcher’s memory and,
consequently, allows a wide margin for subjective interpretation of the phenomenon under
study.
5
From left to right: Teacher; Farm worker; Taxi driver; Nurse; Various professions; Total.
18
24%
6
8%
18
16%
10
13%
29
39%
75
100%
Professor Camponês Táxista Enfermeiro Profissões diversificadas Total
The role of radio media in the Angolan context
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
DOI: 10.29373/sas.v14i00.20125 20
The questionnaire, according to Aragão and Neta (2017), consists of a set of questions
specifically prepared for collecting information to be subjected to statistical analysis, as it is
useful for generating evidence regarding groups of individuals and organizations. One of its
main advantages lies in enabling the conscious and comparable collection of information.
Research is understood as an activity oriented toward problem-solving; therefore, for this
technique, the questionnaire survey was applied as the instrument.
Furthermore, the semi-structured interview is understood as a data collection
technique in which the researcher interacts directly with the interviewee, asking questions
with the aim of obtaining information relevant to the investigation. In this regard, Severino
(2014) argues that the semi-structured interview is minimally structured and differs from
simple conversation due to its fundamental objective of data collection. This technique made
it possible to gather data related to the understanding of the role of mass communication. The
author further notes that semi-structured interviews “combine open and closed questions,
allowing the informant to elaborate on the proposed topic” (Severino, 2014, p. 19, our
translation). The interview guide and a notebook were used as instruments for this technique.
For data analysis, quantitative data were presented using statistical methods, with
Excel software employed to compile all quantifiable data. For qualitative interpretations, the
data were aligned with the content analysis technique, which was developed in three phases:
the first phase involved pre-analysis, during which contact was made with the interviews, they
were presented, and a preliminary reading was conducted; the second phase concerned the
exploration of the material, in which verbal statements were grouped into categories; and the
third phase consisted of data treatment based on inferences.
In this final phase, the interviewees’ statements were interpreted based on the
supporting theoretical framework and other relevant authors. The use of content analysis in
this study facilitated the examination of information presented below in the form of
discourses, expressed in a written linguistic style related to the phenomenon of radio mass
communication. Its analytical framing focused on the implicit aspects of the role of mass
communication in the Angolan context, allowing for the analysis of message content and the
identification of the meaning of each message within a linguistic and communicational
interpretive framework. Finally, thematic units were adopted as the main analytical
instrument.
Daniel Hebo Júlio BARROS
Rev. Sem Aspas, Araraquara, v. 14, n. 00, e025007, 2025. e-ISSN: 2358-4238
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Results and Discussion
In this chapter, given the mixed-methods nature of the study, quantitative data were
first analyzed and interpreted using statistical methods, applying descriptive analysis
techniques. Data processed using Excel software were presented in the form of graphs. The
questions were analyzed and represented through statistical and descriptive parameters,
namely frequency graphs, grouped according to the respective response variables.
In addition, among the respondents, interaction was sought with individuals from
different social strata, with the primary objective of understanding the role played by radio
mass communication organizations in the Angolan context. Subsequently, qualitative results
are presented, grouped into categories and analyzed using the content analysis technique.
News on the Problems Affecting Angolan Society
Initially, the study sought to ascertain from the respondents whether the problems
affecting Angolan society are effectively reported by the radio broadcasting organizations
selected as the object of analysis. The focus was to understand the role played by radio mass
communication organizations in the Angolan context. Accordingly, Graph 4 illustrates the
results of this first inquiry more clearly.
Graph 4 News on the Problems Affecting Angolan Society
6
Source: Research data (20242025).
With regard to the question posed, based on the data illustrated in the graph, it can be
observed that out of a total of 75 participants, corresponding to 100% of the sample, 24
respondents answered “yes,” representing 32%; 21 answered “no,” corresponding to 28%; and
6
From left to right: Yes; No; Sometimes; Total.
24
32%
21
28%
30
40%
75
100%
Frequência Percentagem
Sim Não Algumas vezes Total
The role of radio media in the Angolan context
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30 answered “sometimes,” representing 40%. From these results, it can be inferred that radio
mass communication organizations in Angola have, to some extent, fulfilled their informative
function, since the combined percentage of those who answered “yes” and “sometimes” is
higher than that of those who answered “no.” Nevertheless, given the relatively high
percentage of negative and moderate responses to this question, it is essential that radio mass
communication organizations in the Angolan context intensify their efforts to make
information about the main events occurring across the national territory more accessible.
Since communication is an activity that involves the mutual construction of meaning
and, insofar as it consists of the human capacity to transmit ideas, it is closely linked to
human evolution and the enduring concern with transmitting knowledge over time. As
highlighted in the foundations of several scholars in this field, the nature of the mass
communication process presupposes a source or sender (the encoder of the message), a
channel or medium (through which the message is transmitted), and a receiver (the decoder of
the message). It is important to note that, in two-way communication, both the source and the
receiver play active roles in the exchange of information, and the message flow is necessarily
continuous, occurring point to point. Direct communication between two or more individuals
is an illustrative example (Alves; Fontoura; Antoniutti, 2011).
In radio mass communication, however, the flow of information follows a single
direction, from the source to the receiver. In this point-to-multipoint form of communication,
the active role in the process belongs exclusively to the sender. The advantage lies in the fact
that a single source can communicate simultaneously with a large number of receivers, which
requires, therefore, reporting on the main problems affecting Angolan society, under the risk
of overlooking them or socially romanticizing them.
In general terms, mass communication, according to Alves, Fontoura, and Antoniutti
(2011, p. 101, our translation), refers to “thousands of heterogeneous people, from different
social strata, with distinct cultural levels, varied ages, religions, and professions, forming a
single group that is simultaneously reached by a message.” In turn, social problems, from the
perspective of Rubington and Weinberg (2008, our translation), are understood as alleged
situations incompatible with the values of a significant number of people who agree that
action is necessary to change them. They are also perceived as violations of the moral
expectations of a given community (Santos; Baloi, 1999).
Nevertheless, based on the significant representations reflected in the participants’
responses regarding news about the problems affecting Angolan society, it can be analytically
Daniel Hebo Júlio BARROS
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argued that this category is grounded in the relationship between reality, image, and
representation. The manner in which problems affecting Angolan society are reported by
radio stations often reveals the existence of a substantial dispute between what exists as
reality and what does not exist, that is, what is not real. This assertion is based on the
separation between observed problems and those that are reported, which frequently generate
dichotomous and unilinear perspectives, to the point of calling into question plurality and
impartiality in the act of communicating and informing public opinion.
Thus, reporting on the problems affecting Angolan society, in light of the sociological
theory applied, contributes to a more objective understanding of social reality and to a broader
perception of the urgent need for their feasible and targeted resolution by the relevant
institutions. It also serves as a means of denouncing any actgovernmental, collective, or
individualthat undermines the common good or social expectations, thereby distorting
collective morality. However, the limited reporting or non-reporting of the structural problems
that afflict Angolan societysuch as the politicization of public institutions, the subversion of
professional excellence by partisan affiliation, poverty, among othersby many high-
audience radio stations leads society from balance toward imbalance. Broadly speaking, as
noted by sociologist Gottfried Stockinger (2001, p. 16, our translation):
Everyday reality shows systems that they are compared to environments in
which energy and information are unevenly distributed, with non-linear and
interdependent flows. Ultimately, it is revealed that imbalance, for some, is a
fundamental condition for any stability, and for others, it is a weapon of
oppression.
Given this significant discrepancy between social reality and the news disseminated by
radio mass communication organizations, listeners often perceive such reporting as limited in
terms of factual objectivity. Strictly speaking, this situation contributes to the domination of
the social sphere by a political elite oriented toward possession rather than being. Those who
are informed understand this dynamic; those who are not are easily dominated and
simultaneously harmed. The triad of concepts introduced by Luhmann (2000)production,
reproduction, and self-productionhelps to clarify that comprehensive reporting of the
problems affecting a given society by radio stations enables the emancipation of those
excluded from national income and demands continuous adjustment of social coordination
policies.
In summary, given the broad reach of mass communication produced by radio
organizations, the structural-functionalist theory of mass communication draws attention to
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the social roles played by the media. These roles are, a priori, relevant to social justice content
but may, to some extent, be perceived as promoters of social inequalities when media content
is produced without opposing viewpoints and without sufficiently rigorous grounding of the
social problems affecting Angolan society, such as corruption, poverty, unemployment, high
infant mortality rates, inadequate basic sanitation, inflation, among others.
Radio Broadcaster Most Concerned with Reporting Social Problems
In light of this theme, a question was formulated with the aim of identifying the radio
broadcaster that most frequently reports on a wide range of social problems. Accordingly,
Graph 5 more clearly illustrates the opinions of the participants.
Graph 5 Radio broadcaster that most reports on Angolan and local social problems
Source: Research data (20242025).
Based on the data illustrated in the graph, it can be observed that Rádio Eclésia,
compared to the other radio stations included in this study, is perceived by respondents as the
broadcaster most concerned with reporting social problems. For this reason, it is preferred by
many listeners in Angola. In this regard, of the 75 respondents, representing 100% of the
sample, 13 indicated Rádio Eclésia as the radio media outlet that most reports on social
problems at both national and local levels, corresponding to 17%. Meanwhile, 10 respondents
indicated Rádio Nacional de Angola, representing 13%, and 11 respondents pointed to
another radio station, corresponding to 15%.
6
8%
13
17%
10
13%
6
8%
7
9%
5
7%
4
5%
6
8%
7
10%
11
15%
75
100%
Frequência Percentagem
Rádio Malanje Rádio Eclésia RNA
Rádio Uíge Rádio Despertar Rádio Correio da Kianda
Rádio Ouvinte Rádio Luanda Rádio Rede Girassol
Outra Total
Daniel Hebo Júlio BARROS
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Some regular listeners from the city of Uígespecifically sixwere unanimous in
indicating the local station (Rádio Uíge), representing a subtotal of 8%, although some also
mentioned a nationally broadcast radio station. In Malanje, six listeners identified Rádio
Malanje, also representing 8%. Other listeners indicated different radio stations in a similar
manner in Uíge, Kwanza Norte, Kwanza Sul, and Luanda. Rádio Ouvinte was selected by
four respondents, corresponding to 4%. Rádio Despertar was identified by seven listeners as
the station that most reports on local problemsparticularly by taxi drivers and passengers in
Luandarepresenting 9%. Rádio Luanda appears as one of the broadcasters that most
frequently reports facts in Luanda, with six participants expressing a favorable opinion,
corresponding to 8%. Rádio Correio da Kianda was also selected by five listeners,
representing approximately 7%. Rede Girassol was likewise favored by seven respondents,
who rated it positively in terms of disseminating information about the problems affecting
Angolan society, representing 10%.
In this context, the results presented above pose several challenges to the radio stations
that make up the Angolan radio broadcasting landscape. Many of these challenges are
primarily related to the continuous modernization of their editorial lines and the dissemination
of their services through online platforms, given that many of these stations do not have
national coverage, which hinders the expansion of their audience. However, by investing in
online dissemination, their potential audience would certainly increase. For example, it was
observed that Rádio Nacional enjoys greater acceptance in the interior of the country than in
urban centers. It is in remote areas, rather than in cities, that most listeners indicated it as the
station that most reports on the country’s social problems. This acceptance can be explained
along two parallel lines: one related to its signal coverage across the entire national territory,
and another linked to the loss of urban audiences due to its dissemination of predominantly
unilinear content, in some cases excluding the principle of plurality in the context of
democracy. Urban listeners frequently identify it as a radio station serving political interests
and, to some extent, instrumentalizing and romanticizing many of the social problems faced
by the country.
It is important to note that Rádio Correio da Kianda and Rede Girassol are accessed by
many listeners via online platforms, which explains why even those residing outside Luanda
considered them among the stations that most report on national problems, particularly those
affecting Luanda. By contrast, Rádio Despertar is perceived as being tied to a specific
ideological line. For this reason, many listeners who do not favor it disregard the station, to
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the point of arguing that it needs to respect the democratic process. As is the case with Rádio
Eclésia in certain situations, a radio station that claims to be impartial should not operate in
favor of a specific political faction. It should not disseminate only content that highlights
social hardships aligned with particular interests, but should also report on the significant
efforts of the Angolan government and respect listeners with differing political convictions.
The dissemination of information about major social problems, as an autonomous
object in relation to the structural-functionalist theory of mass communication, has become
particularly prominent with the advent of new digital technologies and the emergence of the
knowledge society and the network society. In this context, all social problems require
impartial dissemination by radio broadcasters. Those that ignore them risk losing their
audience, given the multiple impacts of the technological revolutionpolitical, cultural,
economic, among otherswhich has gained prominence in digital communication. As a
result, many listeners turn to digital platforms as an alternative to what is not adequately
addressed by institutions traditionally responsible for this role.
However, another analytical line emerges from the perspective of alerting radio
broadcasters not to overlook the fact that we live in the information society era, in which
events are disseminated within fractions of a second. As clarified by the studies consulted, the
expression information society is excessively used in the media and in political discourse. It is
associated with other notions that are not always precise, yet always suggestive, such as
globalization, with which it converges in many aspects of its content. In general terms, the
concept of the information society is used to identify a new reality and a new social order
grounded in information as a central value and a driving force for societal progress in its
multiple dimensions. Some of the positive ideas associated with the information society, from
which radio broadcasters can clearly benefit in terms of innovation, are highlighted by
Cardoso (2006): informing, educating, generating profit, strengthening democracy, and
developing electronic commerce. The idea of a universal library made possible by the
internet, as a driver of information sharing on both national and global scales, is a widely
cited example of the information society as a generator of positive expectations aimed at
attracting new audiences.
Daniel Hebo Júlio BARROS
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Local radio press and its contribution to the construction of a participatory democracy
Democracy is the cornerstone of modern societies, around which political and social
administrative processes revolve. Radio, in turn, plays an indispensable role in the maturation
and strengthening of democracy in any State. For this reason, the inquiry surrounding this
issue, as presented in Graph 6, proves fundamental for understanding the work of the Angolan
radio press in this domain.
Graph 6 Construction of a participatory democracy through the Angolan press
7
Source: Research data (20242025).
It is clearly evident that radio media outlets in the Angolan context play specific roles,
one of which is contributing to the maturation and construction of a participatory democracy,
as demonstrated by the data obtained. Of the 75 participants, representing 100% of the
sample, 36 respondents (48%) stated that radio media outlets in Angola have contributed to
the construction of a participatory democracy; 23 respondents (31%) indicated that radio
media outlets have not contributed to this process. Equally relevant, 16 participants
emphasized that such contributions occur occasionally, corresponding to 21%. It is worth
noting that, according to these results, radio stations in Angola contribute in an incipient
manner to the construction of a participatory democracy, despite this being a fundamental role
of such media. Therefore, they need to become more open in order to enable the construction
7
From left to right: Yes; No; Sometimes; Total.
36
48%
23
31%
16
21%
75
100%
Sim Não Algumas vezes Total
The role of radio media in the Angolan context
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of a more inclusive society capable of coexisting with diversity of opinion and choice,
particularly in the political sphere.
From a social science perspective, drawing on the structural-functionalist theory of
mass communication, it is important to emphasize that the power of radio lies in sound, in
inclusion, and in respect for the plurality of voices that constitute society, as a means of
mobilizing listeners to connect with it. This functions as an antidote to the migration of
audiences to other platforms, particularly digital ones, where image tends to outweigh sound,
often produced with limited refinement and tolerance.
The ongoing pursuit of building a participatory democracy through the Angolan press
is one of the fundamental roles performed by radio, given that radio was the first medium to
reach the masses, even becoming the primary means of cultural integration in Angola.
Historically, radio has accompaniedand continues to accompany—the country’s historical
phases that have enabled it to become more inclusive and competitive within the
communication landscape. Informing with impartiality is the foundation for the consolidation
of democracy in Angola, especially in an era in which Angolan history is highly politicized.
It is the mission of radio to deconstruct the narratives projected by political actors. The
bibliographic archive stored in audio formats available in several radio stations, such as RNA
and Rádio Eclésia—which were among the first to accompany the country’s entire historical
trajectoryshould be made available to listeners as a way of contributing to the
democratization of the country. A careful examination of Graph 6 reveals that the percentage
of negative and moderate responses exceeds the satisfactory responses marked as affirmative,
indicating that radio broadcasters need to intensify their efforts regarding issues related to the
country’s democratization. Ultimately, Angola’s development necessarily depends on the
democratization of the country; without it, it will not be possible to build a fully developed
nation.
Contribution of radio stations in Angola to social moralization, civic participation, and
citizenship rights
Social moralization is a highly relevant contemporary issue in Angola and is debated
across various spheres of social life. Nevertheless, radio media outlets are called upon to
contribute in this domain, as educating a people constitutes an act of liberation of the
oppressed. For this reason, this study sought to determine whether radio stations in the
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country have contributed to social moralization, civic participation, and citizenship rights. The
responses obtained are presented in Graph 7, as follows.
Graph 7 Social moralization, civic participation, and citizenship rights
8
Source: Research data (20242025).
When asked whether radio stations in Angola have contributed to social moralization,
civic participation, and citizenship rights, among the respondents representing 100% of the
participants (75), 38 answered yes (51%), 20 answered no (27%), and only 17 answered
sometimes (23%). These data prompt an analysis of the role played by radio media outlets in
the Angolan social context. Beyond informing and strengthening democracy, radio stations
also contribute to social moralization, promote civic participation, and reinforce citizenship
rights, with education of the human being as their central focus. Graph 7 shows that radio
media operating in Angolaparticularly those included in this studyare not poorly
represented statistically in terms of promoting these social values, which are considered
indispensable to social life.
According to Costa (2006) and Endier and Espindola (2014), radio is an exceptional
means of communication. It is the only medium that engages just one of the five human
senses, allowing listeners to perform multiple activities simultaneously. Often described as a
companion, radio has become, with increasing globalization, the most widely used medium
among the population, regardless of age or social class. It is the only medium capable of
constantly activating imagination, stimulating sensitivity, and enabling each individual to
create unique and personal images. It is also regarded as a catalyst for new forms of
8
From left to right: Yes; No; Sometimes; Total.
38
51%
20
27%
17
23%
75
100%
Frequência Percentagem
Sim Não Algumas vezes Total
The role of radio media in the Angolan context
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sociability and, consequently, as an agent of social, linguistic, and aesthetic change. Cultural
change must also be added, as culture represents a complex of a people’s identity values and
beliefs; moreover, a people without culture is a people without a soul.
In this sense, the content disseminated by radio stations should promote the
preservation of a people’s habits and customs as a way of supporting the recovery of cultural
values that younger generations may no longer recognize in relation to older generations.
Through cultural appreciation, it becomes possible to ensure the existence of individuals
committed to human well-being, whereby the struggle for social moralization, civic
participation, and citizenship rights is understood as a set of principles aimed at guaranteeing
social stability and requiring the involvement of all, especially social institutions such as radio
stations, whose mission is to inform large audiences.
Based on the literature consulted, particularly from the perspective of the structural-
functionalist theory of mass communication, it is essential to emphasize that the concept of
function, from a social standpoint, helps to better understand the modus operandi of social
institutions and the organization of society, including radio media outlets. The concept of the
social is fundamentally oriented toward the behavior of members of a given society in relation
to the social functions performed by each structure. Thus, radio media outlets perform crucial
functions of social construction, interaction, integration, civic participation, and the promotion
of citizenship rights. In many cases, these functions are specifically associated with the
characteristic social roles of a particular organization or collectivity.
Within this framework, the work of Wezman (2008, p. 156, our translation) makes a
significant contribution to this understanding. The author states that the notion of the social
“presupposes an organizational mission for which its creation was designed; the
categorization of group membership.”
According to sociological knowledge, the promotion of civic participation and
citizenship rights occurs because both a social institution (radio media outlets) and individuals
belong to a specific social context, within which they assume the obligations associated with
their roles. In this view, the social is constituted by people who together form society, while
radio media outlets can play a role in redefining social culture, since society is composed of
cultural diversity manifested through distinct behaviors resulting from social relations.
For Fichter (1973, p. 166, apud Lakatos; Marconi, 2013, p. 148, our translation)
society consists of a “structure formed by the principal groups, interconnected, considered as
a unit, and all participating in a common culture.”
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The perception of radio mass media with regard to social moralization, civic
participation, and citizenship rights stems from the fact that mass communication is part of
everyday life. Radio media are perceived in terms of the maximization of human rights, the
expansion of social choices within the current debate on social moralization that is widely
discussed in the public sphere, as well as social obligations and duties. Expectations are thus
formed accordingly, whether positive or negative. It can also be noted that the role of a given
social institution may be relevant in a specific social context but not in another, which
therefore requires the continuous promotion of social values linked to citizens’ civic
participation, with the aim of reversing the escalating scenario of social problems that have
profoundly affected social life.
Programs broadcast by radio media outlets
It is important to note that many people stop following certain programs because they
do not align with their expectations or with the various social problems affecting society,
limiting themselves to communicating information that represents the interests of a specific
social segment, thereby reducing the audience that is so highly sought. This phenomenon can
be observed in Graph 8, presented below.
Graph 8 Programs broadcast by radio media outlets
9
Source: Research data (20242025).
9
From left to right: Yes; Somewhat; No; Total.
27
36%
33
44%
15
20%
75
100%
Frequência Percentagem
Sim Um pouco Não Total
The role of radio media in the Angolan context
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The results presented above regarding programs broadcast by radio media outlets in
the current Angolan context suggest that many listeners identify with these programs only to a
limited extent, compared to those who do not identify with them due to the nature of the
content disseminated. As a result, many listeners turn to digital communication, which poses a
significant challenge for radio media outlets in this context, namely aligning their
programming with the real problems facing the country. In recent years, the cost of living in
Angola has increased substantially, and the continuous financial strain on families is a
tangible reality. However, many of these issues, which could form the basis of specific
programs, are not adequately addressed. Some radio stations stigmatize these topics and treat
them superficially, as if poverty were the inevitable destiny of a people born on extremely
resource-rich land, which geologists have described as a “geological scandal.” As a
consequence, radio communication loses audience share due to the broadcast of programs that
highlight the gap between social reality and information. With the advent of the information
society supported by digital communication, this trend tends to become even more
pronounced. Evidence of this is found in the results, which clearly illustrate how society
perceives the traditional programs created by radio stations, programs that ultimately generate
an “army” of emigrants to other media platforms.
In these terms, among the 100% of respondents (75), 27 (36%) stated that they do
identify with the programs, 33 (44%) stated that they identify only somewhat or do not
identify with the programs, and 15 participants (20%) stated that they do not identify with
them at all. The intermediate and negative responses clearly indicate inefficiencies in the
production and broadcasting of radio programs in Angola.
In line with sociological parameters, and strictly grounded in the structural-
functionalist theory of mass communication, the analysis of programs broadcast by radio
media outlets focuses on the benefits and drawbacks generated by the content disseminated.
First, with regard to their positive effects, when radio programs are aligned with social
demands, they tend to increase audience levels and play indispensable roles in restoring moral
and civic values. This process is grounded in the promotion of civic education that fosters
critical and ethical individuals, while also contributing to the dissemination of the real
problems experienced by society. Such dissemination serves as a reference for those in
positions of power to address these issues comprehensively. In this sense, radio programs help
cultivate a culture of respect and tolerance, while also supporting broader development
agendas.
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Second, the analysis addresses the effects observed when programs fail to meet
society’s informational needs. In such cases, they lose credibility among a broad audience,
thereby requiring contextual adjustment. As noted above, when structural and functional
effects are properly articulated, listeners’ aspirations positively influence audience reach. This
is considered a positive outcome. However, when these elements are poorly aligned with
social demands, they produce serious consequences, such as the distortion of reality by
portraying the abnormal as normal. When such approaches are encountered by a more
discerning audience, programs tend to lose listeners.
Historically, these issues have been debated by scholars across multiple fields, given
that the role of radio mass communication in social life is complex and requires more concise
analytical approaches, primarily through the programs broadcast by radio stations. However,
due to the difficulty of quantifying the impacts these programs may have on human
behaviorsince attention is often limited to the observable effects of communication tools
the role of communication as a source of individual empowerment and social mobility is
frequently overlooked. Consequently, treating radio mass communication solely as a
development tool may appear utopian, considering both its positive and negative effects.
For Heberlê (2013) and Wolf (2002), communication for development constitutes a
distinct sphere of information flows designed to promote and accelerate processes of
knowledge generation and social appropriation, with the aim of improving individuals’ living
conditions. According to these authors, the concepts of exchange and interaction are
particularly relevant to this study, as they anticipate the manner in which action is developed
and individuals are engaged.
For radio programs to effectively contribute to development, several core values must
be observed: interaction (dialogue and knowledge exchange); otherness (placing oneself in the
position of others); proactivity (acting in advance and identifying key issues); creativity
(recognizing differences and improving practices); objectivity (acknowledging the public’s
need for practical information); timeliness (recognizing that development and people require
continuous access to new knowledge); simplicity (as knowledge exchange does not require
sophistication); professionalism (journalistic commitments function as symbolic contracts);
reciprocity (providing continuous feedback to sustain these contracts); and identity
(recognizing that each case is unique and should be treated as such, without fanaticism or
excessive formalism) (Heberlê, 2013).
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One of the initial steps toward leveraging radio mass communication programs for
sustainable development is the creation of strategies aimed at observing social reality.
Following this initial stage, communicators can then design ways to interact with individuals
and communities. This approach makes it possible to identify necessary actions from the
perspective of those who directly experience social problems. After this identification, it is
essential to establish relationships of trust with the individuals involved and to demonstrate
commitment to providing responses to the issues they raise (Mcluhan, 2005; Heberlê, 2013).
Accordingly, radio mass communication programs should prioritize human
development. Development should not be treated as something done for others, but rather as
an opportunity to integrate individuals into the development process, making them part of a
complex communicative and informational system. In this context, adherence to a
communication ethics code grounded in tolerance, respect, plurality, and the principle of
counterargument within broader social structures constitutes the key determinant of a
program’s potential to achieve audience leadership.
Preferred Radio Station
When asked about the radio station they prefer most and the reasons for this
preference, participants presented convergent views in some cases and divergent views in
others, as evidenced in the following statements:
“The Malanje Radio and the National Radio are my favorites because they broadcast
programs that provide what we need to hear, know, enjoy, and learn” (Interviewee A, 29 years
old, 12th grade).
“My preferred radio station is Eclésia because it provides many opportunities for
young people who are not part of the regime” (Interviewee B, 31 years old, bachelor’s
degree).
“My preferred radio stations are Despertar and Eclésia because they broadcast many
social problems and often free us from the domination imposed by the regime” (Interviewee
C, 40 years old, bachelor’s degree).
“I prefer Eclésia Radio and Rádio Correio da Kianda (whenever I go to Luanda)
because they broadcast the real problems of the people and listen to all sides, unlike others
that only claim everything is fine and give voice mainly to those favored by RNA”
(Interviewee D, 57 years old, technical secondary education).
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In general terms, multiple interpretations can be drawn from these statements. A
relative balance is observed among the preferred radio stations cited by the interviewees,
along with varied justifications supporting their choices. Nevertheless, these narratives make
it possible to identify the roles played by radio mass communication in the Angolan context.
Figure 1 below provides a clearer illustration of the preferred radio stations and the reasons
underlying these choices, which are understood, on the one hand, as the core roles performed
by radio media outlets and, on the other hand, as the foundations for attracting new audiences.
Figure 1 Preferred radio station and reasons
Source: Research data (20242025).
The analysis of Figure 1 indicates that it captures the underlying logic of the
participants’ discourses. It is evident that Rádio Eclésia, Rádio Despertar, RNA, Rádio
Malanje (in the specific case of Rádio Malanje, this preference is justified by the expansion of
its signal across the province), and Rádio Correio da Kianda are the most preferred stations
among the listeners involved in the study. This preference is attributed to their promotion of
freedom of expression, coverage of major social problems as concrete facts, contribution to
democratic strengthening, and role in social education, particularly in the teaching of national
languages to young people, as well as in enriching public entertainment in Angola.
For some respondents, Rádio Eclésia and Rádio Despertar are perceived as offering
greater openness to young people who are not affiliated with the ruling party. This perception
reinforces the need to depoliticize radio media outlets, so as to avoid audience loss among
young listeners and other social groups. From the perspective of the structural-functionalist
theory of mass communication, it can be inferred that radio stations perform social cohesion
functions through processes of social moralization and the transmission of cultural and
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scientific knowledge, insofar as their programs are aligned with social reality. Furthermore,
the expansion of signal coverage throughout the national territory and the modernization of
radio services aligned with digital communication contribute to reaching broader audiences
across different social strata and regions, thereby strengthening program preference.
Programs That Radio Stations Should Broadcast to Contribute to the Country’s
Sustainable Development
When asked about the types of programs radio stations should broadcast in order to
contribute to the country’s sustainable development, participants expressed the following
views:
“The programs that local radio stations should broadcast to contribute to national
development are those that involve young opinion leaders and apply the principle of
counterargument” (Interviewee A, 29 years old, 12th grade).
“Programs that address youth behavior, sexual abuse of minors, and that discourage
corruption and nepotism” (Interviewee B, 37 years old, bachelor’s degree).
“To contribute to the country’s social development, local radio stations need to
broadcast programs led by young people that address adolescent prostitution, excessive
alcohol and drug use, and theft” (Interviewee C, 31 years old, bachelor’s degree).
“Local radio stations need to broadcast more programs that promote love for the
homeland, environmental protection, and encourage young people to work the land, among
other initiatives” (Interviewee D, 60 years old, technical secondary education).
The interviewees were unanimous in stating that radio stations need to broadcast
diverse programs that engage different social groups and serve as vehicles for transmitting
ethical, moral, and civic values. Above all, they emphasized the importance of programs that
promote environmental protection and guarantee fundamental social rights, thereby fostering
democratic maturity, active citizen participation in public life, and the fight against corruption
and nepotism, which have significantly undermined the country’s development. Figure 2
provides a clearer illustration of the programs that radio stations should broadcast.
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Figure 2 Programs that radio stations need to broadcast
10
Source: Research data (20242025).
The analysis of the programs that radio stations need to broadcast in order to
contribute to the country’s sustainable development clearly corresponds to those illustrated in
the figure, as reported by the study participants. Regarding youth-oriented programs, based on
the first interviewee’s statements, there is an evident urgency for their implementation, since
it is common in the country to hear radio programs in which analyses are produced without
the principle of contradiction. There is therefore a clear need to involve young analysts with
divergent lines of thought, as well as journalists committed to presenting opposing
viewpoints, in order to produce cross-cutting analyses of the main events that shape social
life, including political, economic, cultural, and environmental issues, among others.
With regard to the need for educational programs, their purpose is to incorporate
stronger ethical and moral values, as we live in a context in which the behavior displayed by
young people, and society at large, has become increasingly deviant. Thus, educational
programs should address contemporary issues such as sexual abuse, prostitution, delinquency,
the use of psychotropic substances, the valorization of national languages, and the fight
against corruption, nepotism, and youth idleness, among others.
Patriotic programs are also necessary in order to cultivate among younger generations
the concept of love for the homeland. Currently, patriotism is a topic of public debate that has
raised many voices, given the frequent vandalism of public property. Environmental programs
aim to raise awareness about the need to preserve the environment, as daily behaviors
10
From top right: Youth programs; Educational programs; Patriotic programs; Environmental programs;
Productive programs.
Programas
juvenis
Programas
educativos
Programas
patrióticos
Programas
ambientais
Programas
produtivos
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increasingly put at risk the survival of human, animal, and plant species. Evidence of this
includes, for example, the disposal of solid waste in open land by individuals with limited
environmental awareness, as well as the practice of setting fires due to certain cultural
activities such as hunting and agriculture. Nevertheless, local radio stations need to
disseminate more programs that stimulate national production. Today, many young people
remain idle due to a lack of productive incentives. Given the country’s fertile soils, if properly
utilized, hungerwhich has claimed many livescould be eradicated, while simultaneously
fostering employability.
From this perspective, drawing on the structural-functionalist theory of mass
communication, it becomes clear that information conveyed through the mediaparticularly
radio in Angolabeing transmitted from a single source to a broad audience, can produce
diverse effects depending on the symbolic representations of facts. This is because the manner
in which information is transmitted reflects differing interests among social agents
(Nascimento, 1999). As previously stated, radio communication symbolizes a process that
involves the exchange of information among individuals, using symbolic systems as support
for this purpose. Consequently, it constitutes an important tool in the planning of
communication and marketing strategies aimed at achieving socially justified objectives, with
a view to consolidating the social credibility of all information produced and disseminated
through radio programming.
Final Considerations
It is always necessary to consider that any scientific work brought to publication is the
result of a mixed-method investigation, grounded both methodologically and conceptually.
Following an exhaustive reflection on the role of radio mass communication in the Angolan
context, we are pleased to draw the following conclusions.
We are convinced that this topic is highly relevant and requires greater investigative
attention from other specialists, particularly those trained in journalism, so that the significant
factors opposing the inclusion of contradictory voices in Angolan radio journalism may be
discouraged. Such factors catalyze the exclusion of many listeners in matters of pluralism and
journalistic impartiality, thereby undermining the true role of radio mass communication.
From the perspective of listeners’ expectations of radio, respondents presented multiple views
regarding the programs that should be broadcast more frequently, with particular emphasis on
environmental education, patriotic, productive, and civic education programs.
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In this sense, the research objectives were effectively achieved, as evidenced by the
results presented above, which substantiate the role played by radio mass media institutions.
The objectives were met across the three main dimensions addressed by the study. Based on
the findings, it is considered that this scientific production offers valuable knowledge aimed at
deepening the understanding and awareness of communication professionals and the wider
public regarding this social issue affecting Angolan radio communication. It highlights that
the primary role of radio is the dissemination of information and social education, which are
produced and regulated by these institutions.
The analyses further revealed that listeners constitute the most vulnerable group with
respect to information conveyed by radio media, influenced by both visible and invisible
actions of individuals in their surroundings. Nevertheless, the high levels of information
currently produced within existing programs require continuous improvement in order to
align with listeners’ preferences. Otherwise, audiences may gradually abandon programs that
fail to provide the values demanded by the information society in the era of modernity and
knowledge, in which digital communication increasingly serves as an alternative channel for
comparing images and discourses.
In other words, the writings of Angolan journalist Ismael Mateus (2003) allow us to
infer that radio mass media are a crucial audience to consider in communication strategies
aimed at promoting change, particularly among large numbers of people who would otherwise
be difficult to reach, whether in terms of knowledge or behavior change. The choice of the
most appropriate program and radio outlet, in light of the data presented, largely depends on
communication strategies aligned with the target audiences, since each radio station has a
distinct audience profile. This explains the imbalance observed among the radio stations
investigated with regard to listener preference.
Therefore, the importance of radio communication in the Angolan context appears
unquestionable, especially within society, given its role in disseminating information and
promoting social values such as respect and tolerance. It can also be concluded that the power
of the communication process, and advertising in particular, lies at the core of contemporary
social change. For this reason, radio programs must be of high quality in order to compete
with other national radio outlets operating in Angola; otherwise, the risk of losing listeners
and audience share becomes both imminent and factual.
The role of radio media in the Angolan context
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CRediT Author Statement
Acknowledgements: I express my sincere gratitude to Agostinho Canda Maurício and
Nelson Emílio, linguists with whom I had the honor of working, for their orthographic
revisions of the texts included in this article. I also thank the Editorial Team of Revista
Sem Aspas, especially its editors Prof. Dr. Carlos Henrique Gileno and Prof. Dr. José
Anderson Santos Cruz, for their dedicated work. Likewise, I extend my appreciation to the
Editorial Assistant, Dr. Vanessa Sales, for her attention and support. I also acknowledge
Sheila and Weza, my loved ones, for their attention and patience.
Funding: None.
Conflicts of interest: None.
Ethical approval: Yes. From an ethical standpoint, the study complied with the
fundamental principles of research in the social sciences. All participants were duly
informed about the objectives of the study, the data collection procedures, and the
voluntary nature of their participation. Anonymity and confidentiality were ensured
through the use of codes to identify interviewees.
Data and material availability: None.
Authors’ contributions: This article was produced exclusively by the author at all stages
of its development during the period 20242025.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação
Proofreading, formatting, standardization and translation