https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/issue/feed Revista Sem Aspas 2020-11-17T10:02:13-03:00 Carlos Henrique Gileno semaspas2017fclar@gmail.com Open Journal Systems <p>A <em>Revista</em> <em>Sem Aspas </em>é uma importante iniciativa dos discentes e docentes do curso de Ciências Sociais da Faculdade de Ciências e Letras (UNESP, campus de Araraquara). A sua primeira publicação impressa foi divulgada no primeiro semestre de 2012.</p><p>Em 2017, a revista se tornou publicação periódica eletrônica online ao ingressar na Plataforma SEER/OJS. A revista é publicada semestralmente, com os lançamentos das edições previstos para junho e dezembro. Nessa revista são valorizados os trabalhos acadêmicos nas disciplinas ministradas, na iniciação científica, nos trabalhos de conclusão de curso e nos programas de pós-graduação.</p><p>Além disso, a <em>Revista</em> <em>Sem Aspas</em> é espaço primordial para a veiculação dos trabalhos de graduação e pós-graduação não só da Faculdade de Ciências e Letras, mas de outras instituições de ensino superior do país e internacional. O Conselho Editorial e Científico da revista aceita para avaliação trabalhos oriundos de pesquisas efetivadas no âmbito da Antropologia, Ciência Política e Sociologia. Os artigos sobre cultura e educação, entre outros, devem estar relacionados a uma daquelas três áreas tronco das Ciências Sociais.</p><p>É contínuo o fluxo de avaliação dos artigos enviados à revista. O periódico está indexado nas bases de dados <em>Google Scholar</em>, <em>Livre (Periódicos de Livre Acesso)</em>, <em>Diadorim</em>,<em> JURN</em>, <em> Sumários.org</em>,<em> Portal de Periódicos CAPES</em>, <em>BASE (Bielefeld Academic Search Engine)</em>, <em>LATINDEX </em>e <em>ClustrMaps</em>. <em> </em>É filiado à <em>Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC)</em><em> </em>e identificado pelo prefixo DOI (Digital Object Identifier).</p> https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/14464 Editorial: Revista Sem Aspas, v. 9, n. 1, jan./jun., 2020 2020-11-15T12:53:27-03:00 Carlos Henrique Gileno andersoncruz.unesp@gmail.com José Anderson Santos Cruz anderson.cruz@unesp.br <p>Este número da <strong>Revista Sem Aspas</strong>, ora apresentado ao leitor, tem a contribuição de importantes instituições de ensino superior do Brasil e da Venezuela. Os artigos analisam temas contemporâneos nas áreas da economia, literatura, saúde pública, política identitária, educação, ciência política e arte.</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sem Aspas https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/14127 O dilema do porco-espinho: Como encarar a solidão 2020-10-14T10:54:07-03:00 Sandra Pottmeier pottmeyer@gmail.com Caique Fernando Fistarol cfersf@gmail.com Marta Helena Cúrio de Caetano mhelenacc@gmail.com Lais Oliva Donida lais.donida@gmail.com <p><em>O dilema do porco-espinho:</em> <em>Como encarar a solidão</em> é uma obra<em> </em>disposta em 192 páginas, lançada em 2018 pela Editora Planeta. Escrita por Leandro Karnal, historiador graduado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor em História Social pela Universidade de São Paulo, professor no departamento de História pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, o manuscrito conduz o leitor à reflexão acerca do tema que ainda é um dilema para o ser humano: viver solitariamente ou coletivamente? Conviver no calor dos grupos e correr o risco de ser machucado pelos espinhos do outro ou viver isoladamente no frio da solidão, correndo o risco de destruir a “estabilidade humana”? (KARNAL, 2018, p. 12).</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sem Aspas https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/14470 Resenha: a cruel pedagogia do vírus 2020-11-17T10:02:13-03:00 Shirlei de Souza Corrêa shirleiscorrea@hotmail.com Eliany Cristina de Paula Lima eliany.paula@hotmail.com <p>Enquanto as comunidades mundiais e suas lideranças trabalhavam para traçar alguns (des)caminhos para o enfrentamento e a convivência com as incertezas de um novo e desconhecido vírus, o livro A cruel pedagogia do vírus foi lançado por Boaventura de Sousa Santos para problematizar a realidade vivenciada e fazer um convite para analisar as consequências que o vírus imprimiu no mundo todo, atingindo diversos setores, com influências ainda desconhecidas nas questões sociais, culturais e políticas.</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sem Aspas https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/13993 Economistas transcomplexos: estratégias com princípios ecosóficos e antropoéticos 2020-10-14T09:31:52-03:00 Milagros Elena Rodríguez melenamate@hotmail.com As práticas modernistas dos economistas são classificadas como anti-humanas, na maioria dos casos, predatórias do meio ambiente e antiéticas quando se respeita os direitos humanos e a vida. No projeto transmodernista e transcomplexo de transparadigmas, a pesquisa transmetódica foi realizada com hermenêutica abrangente, ecossófica e diatópica, com o objetivo de analisar os princípios ecossóficos e antropoéticos dos novos estrategistas economistas. Nos rizomas proposicionais, afirma-se que, sob um novo treinamento, eles podem contribuir para a salvação da vida no planeta, novos conhecimentos sobre como fazer economia, complexidade dos grupos de trabalho e confluência de contribuições responsáveis, com a sabedoria de viver juntos, com o outro. 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sem Aspas https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/13252 Entre conflitos e silenciamentos: a literatura moçambicana como alternativa de narratividade histórica 2020-10-14T08:41:12-03:00 Marco Aurelio de Oliveira Leal marco.leal.cs@gmail.com Rayanna Lucylle Simões Vilela Tavares rlsimoesvt@gmail.com <p class="western" align="justify">A jovem independência de Moçambique ainda traz elementos da colonialidade que afligiu o país. Homens e mulheres lutaram não apenas pela independência, mas numa nociva guerra civil pós independência, um cenário em que sua história era ainda narrada a conta gotas, muitas vezes sem um espaço de inserção para moçambicanos e moçambicanas enquanto narradores. A literatura que convocamos para esta reflexão funciona como um elemento de representação frente ao silenciamento de sua própria história, muitas vezes contada pela figura do colonizador. A contribuição que aqui apresentamos traz uma reflexão sobre a história de Moçambique e o desenvolvimento de sua literatura. A investigação e a análise desenvolvida, de caráter panorâmico, fazem referência ao processo de formação do estado-nacional, após o acordo que garantiu a transferência do poder político à Moçambique, mais especificamente à FRELIMO, incluindo as contradições nas propostas ideológicas do partido e nos diversos desvios e problemas que ali se manifestaram.</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sem Aspas https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/14045 Saúde Pública e desigualdades: Brasil em tempos de pandemia 2020-10-14T10:39:52-03:00 Heloísa Falquete heloisafalquete2@gmail.com Franklin Erasmo Botelho Mora franklin.botelho@hotmail.com Carla Gandini Giani Martelli carla.martelli@unesp.br A pandemia do COVID-19 tem impactado o mundo nas diversas esferas social, econômica e política. Pela atualidade da pandemia, ainda é difícil prever os impactos que ela deixará em longo prazo. Entretanto, na sociedade brasileira de profundas assimetrias sociais, a pandemia tem assumido seu caráter perverso. Os antigos problemas estruturais que assolam parcela significativa dos brasileiros, como a fome, a ausência de água tratada e a dificuldade de acessar políticas públicas, somam-se agora aos novos riscos inerentes ao vírus, ocasionando uma <em>pandemia de classes</em> no Brasil. 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sem Aspas https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/14038 O federalismo brasileiro e os planos de abertura econômica do Estado de Alagoas e São Paulo para a pandemia da Covid-19 2020-10-14T09:41:21-03:00 Raissa Giacon Escarelli Andrade raissa.escarelli@hotmail.com Igor Copoli Ramazzine igor.copoli567@gmail.com Luciléia Aparecida Colombo leiacolombo@gmail.com A pandemia da Covid-19 tem abalado o mundo nos diversos setores políticos, sociais e econômicos, desafiando os gestores, bem como a própria administração pública, na busca de soluções rápidas e eficientes, mas não planejadas, dado o momento inusitado em que vivemos. O Brasil não foge desse caminho, tendo o seu federalismo posto em cheque pelo momento vivido, acentuado por uma forte crise política. Nesse sentido, nos cabe entender como os estados têm agido para realizar a reabertura dos setores comerciais e industriais, mais especificamente São Paulo e Alagoas. O artigo sugere que os planos de reabertura econômica estão intrinsecamente ligados ao modelo de federalismo que o Brasil adotou, ora centralizado, ora descentralizado, mas promovendo mecanismos que permitem a articulação de seus entes federados. Os planos de abertura econômica são documentos importantes neste momento pós-pandemia, pois regulam os indivíduos, o setor do comércio e da indústria, elementos chave para a geração de empregos no país. 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sem Aspas https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/13939 Lugar de fala, política identitária e seus reflexos na práxis da Esquerda 2020-10-14T08:55:08-03:00 Lays Bárbara Vieira Morais lahbvm@gmail.com <p>Visa-se pensar o argumento político-filosófico do ‘lugar de fala’ e entender quais os desdobramentos dessa categoria. Pergunta-se de que maneira o conceito diagnostica e impacta a representação social na política moderna; quem são as subjetividades que estão ali; e como o “lugar de fala” impacta na ação e na política da Esquerda. Conclui-se que, o que pretendia ser uma estratégia revolucionária para derrubar opressões entrecruzadas, acabou por adquirir uma tendência cada vez maior a um individualismo por via obliqua, e afasta-se cada vez mais a ideia de um “nós” em um contexto em que a Esquerda passou a aceitar a democracia liberal e o capitalismo como horizonte último.</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sem Aspas https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/14119 Crônicas na formação docente: em busca da alegria na escola 2020-10-14T10:43:09-03:00 Ivan Fortunato ivanfrt@yahoo.com.br <span>Este artigo é um relato de experiência produzido a partir do resultado final da disciplina “Escola e Currículo” do curso de formação docente, realizada no segundo semestre de 2019. O trabalho pedagógico foi conduzido por meio de crônicas, as quais foram reunidas em um livro digital de distribuição gratuita. Ao final, um balanço desse trabalho foi realizado coletivamente, tendo sido reconhecido que a reflexão do cotidiano escolar por meio das crônicas, além do desafio coletivo de se produzir um livro se tornaram elementos fundamentais para a proposta inicial de se pensar (e viver) a alegria na escola.</span> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sem Aspas https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/13923 Instituições informais e poder local: o funcionamento da Câmara Municipal de Américo Brasiliense a partir dos projetos de lei (2010-2018) 2020-10-14T08:51:01-03:00 Renan Nakamura Lopes da Silva renannls96@gmail.com <p dir="ltr">Este trabalho objetiva analisar as variáveis político-institucionais que orientam o comportamento dos vereadores na Câmara Municipal de Américo Brasiliense – SP e a relação entre Legislativo e Executivo no âmbito local. O modelo teórico utilizado enfatiza o papel das regras e instituições informais dos processos decisórios que regulam a prática política, isto é, aquelas que orientam e constrangem o comportamento dos agentes, embora não se encontrem formalmente instituídas. Os projetos considerados foram as emendas parlamentares individuais dos vereadores, que figuram como uma instituição informal a partir da qual o vereador procura atender a uma demanda específica do eleitorado e, em troca, aproxima-se da agenda proposta pelo Executivo. Os resultados apontam na direção de uma relação de complementaridade entre instituições formais e informais – isto é, relações que aumentem a eficiência das atividades legislativas –, tendo em vista o crescente protagonismo das emendas parlamentares como principais ferramentas de ação dos vereadores. </p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sem Aspas https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/14213 Educação: arte como arte do rompimento ou da desconstrução 2020-10-14T10:57:33-03:00 Pedro Demo lepp@rc.unesp.br Maria Cecília de Souza Minayo lepp@rc.unesp.br Renan Antônio da Silva r.silva@unesp.br José Anderson Santos Cruz anderson.cruz@unesp.br Educação formal é, mormente, a escolar, feita numa instituição ad hoc, em parte compulsória (constitucional), com legislação própria, em geral rígida, com tonalidades domesticadoras flagrantes e oferecida por profissionais exclusivos. Esta visão analítica pode pender para uma crítica ácida, mas, antes de mais nada, faz uma constatação natural no mundo da vida: as instituições são ambíguas por natureza, tal qual a própria vida e suas espécies. Família, uma das instituições biológicas mais fundamentais e fundantes da sociedade também é ambígua: muitas são o lugar ideal para alguém se criar; nem todas, porém, e sem culpa quiçá, por conta de condições insuficientes de sobrevivência. Algumas famílias degringolam, se desfazem, tornando-se sua destituição preferível a manter um inferno de convivência impossível. Assim parece ser: a “normalidade” da vida é ambígua, seja porque a politicidade sempre ressurge como componente crucial, mesmo no pano de fundo, ou porque as validades sociais e históricas são relativas, ainda que não relativistas, ou porque humanos são criaturas maleáveis o suficiente para mudar de posição, de condição, de crença etc. Daí segue que educar rigidamente é contraproducente, porque a rigidez da vida é inventada. A vida biológica é plástica. 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sem Aspas https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/13336 O fenômeno da acumulação primitiva do capital no Brasil Colônia: aproximações e diferenças entre as abordagens de Caio Prado Junior e Fernando A. Novais 2020-10-14T08:46:46-03:00 Vitor Nunes Amoroso vitornunes182.41@gmail.com <p>Em <em>Formação do Brasil Contemporâneo</em>, Caio Prado Júnior (1907-1990) indica que a história colonial brasileira porta determinada linearidade ou sucessão de eventos que se sobrepõem aos demais e revelam o <em>sentido da colonização</em>. Esse sentido está relacionado ao estabelecimento de ampla empresa mercantil nas colônias americanas com a finalidade de abastecer a economia europeia dos gêneros agrícolas existentes no Novo Mundo, antes de acesso extremamente limitado aos europeus. Posteriormente, essa contribuição de Caio Prado Júnior viria a ser complementada por Fernando A. Novais no livro <em>Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808)</em>, em que o historiador registra que a colonização não se restringia a tal grande empreendimento comercial exportador, mas constitui também iniciativa que revela uma das facetas fundamentais do desenvolvimento do capitalismo no século XVIII-XIX: o fenômeno da <em>acumulação primitiva do capital</em>.</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sem Aspas https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/14268 Reflexões acerca do corpo e da sexualidade da mulher na dança oriental: comparativos entre Brasil-Egito sob a ótica foucaultiana 2020-10-14T11:07:07-03:00 Solange Aparecida de Souza Monteiro sol47monteiro@gmail.com Vanessa Cristina Scaringi vcscaringi@ymail.com A arte se classifica por meio dos tempos, desde os mais remotos, nas mais distintas características artísticas, como forma de se olhar o mundo. Dentre as artes mais apreciadas, a arte da dança, presente desde as mais antigas civilizações, perdura nos tempos modernos, encantando gerações. Por meio da dança, seja qual for o estilo, fala-se, escreve-se, desenha-se, sonha-se, utilizando o corpo. A arte da dança potencializa as experiências corporais nas diferentes organizações sociais. A sua importância se faz vigente em cada época da história e é tão singular que se modifica e se transforma, seguindo presente desde as mais antigas civilizações. Pretende-se oportunizar ao sujeito no campo das sensibilidades, a partir da dança, permitindo-o a vivenciar uma experiência cognitiva/afetiva proporcionando disrupção no modo de ler/pensar e agir, sobre si, o outro e o mundo de forma ética e reflexiva. Deste modo, a referente pesquisa qualitativa buscou analisar as semelhanças e diferenças do corpo e da sexualidade da mulher na dança oriental no Brasil e no Egito por meio da análise temática. Os resultados esperados sinalizam para uma melhoria dos modos de dançar de forma prazerosa e crítica com maior envolvimento emocional, sinalizam a criação do ambiente de espontaneidade e criatividade permitindo-o a se embrenhar pela linguagem corporal, possibilita construção e reconstrução do olhar, a estimulação da imaginação, autoafirmação e autonomia, além de se habituar à existência de convivência de forma. Nesse sentido, a arte pode ser inovadora ao se desdobrar para um projeto de vida, na (re)construção de novas subjetividades, impactando novos modos de existência. 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Sem Aspas