Fundo garantidor para microcrédito: proposta de um modelo

Autores/as

  • Luciano Quinto Lanz Doutorando em Administração de Empresas. PUC –RIO – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Instituto de Administração e Gerência da Escola de Negócio – Pós-graduação em Administração Pública. Rio de Janeiro – RJ – Brasil.
  • João Vítor Perufo IBMEC – Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais. Rio de Janeiro – RJ – Brasil.
  • Fernando Antunes de Oliveira Mantese BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - Departamento de Suporte aos Programas Agropecuários. Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

Palabras clave:

Microcrédito, Esquemas de garantia, Políticas públicas, Fundos garantidores,

Resumen

O microcrédito tem sido alvo de muitos estudos acadêmicos e tem feito parte de políticas públicas de inclusão financeira no Brasil. No entanto, o risco assumido pelas instituições financeiras, sociedades de crédito ao microempreendedor (SCMs) e organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs) tem sido pouco avaliado. Em princípio, uma operação de microcrédito deveria almejar ser independente e autossustentável. Este artigo de caráter teórico propõe uma estrutura de oferta de garantias complementares para o microcrédito, por meio de um fundo garantidor de microcrédito que preste garantias de primeiro piso, compreendendo dois modelos de operação: um para os agentes financeiros, com a cobrança de encargos pela concessão de garantias; e outro subvencionado para as OSCIPs e SCMs. Para a elaboração desta proposta foi pesquisada a experiência brasileira e internacional com microcrédito e com esquemas de garantia complementares. Foram feitas simulações que indicam que o modelo proposto tem caráter sustentável e pode alavancar o volume de operações de microcrédito ao diminuir o risco do sistema para os repassadores. Como considerações finais são discutidas algumas ações para viabilizar sua implementação e propostas pesquisas futuras para aprimorar o modelo proposto.

Biografía del autor/a

  • Luciano Quinto Lanz, Doutorando em Administração de Empresas. PUC –RIO – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Instituto de Administração e Gerência da Escola de Negócio – Pós-graduação em Administração Pública. Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

    Possui graduação em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1994), MBA Executivo em finanças pelo IBMEC-RJ (1997), pós-graduação em Docência do Ensino superior pela UCAM-RJ (2001), mestrado em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2004), cursa doutorado em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. 

  • João Vítor Perufo, IBMEC – Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais. Rio de Janeiro – RJ – Brasil.
    Possui graduação em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas. Cursa mestrado em Economia e Finanças pelo IBMEC-RJ.
  • Fernando Antunes de Oliveira Mantese, BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - Departamento de Suporte aos Programas Agropecuários. Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

    Possui graduação em Administração pela Universidade Federal de Uberlândia (2005), com Especialização em Finanças e Estratégias Empresariais, Lato Sensu , MBA, pela FAGEN - Faculdade de Gestão e Negócios, da Universidade Federal de Uberlândia (2006). É gerente no Departamento de Suporte aos Programas Agropecuários da Área Agropecuária e de Inclusão Social do BNDES.

Publicado

02/07/2015

Número

Sección

Artigos