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Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 19, n. 00, e023015, 2023. e-ISSN: 2526-3471
DOI: https://doi.org/10.26673/tes.v19i00.18632 1
ESTUDO COMPARATIVO EM UMA COMUNIDADE ACADÊMICA: SAÚDE,
ESTRATÉGIAS E REDES DE APOIO EM PERÍODO PANDÊMICO
ESTUDIO COMPARATIVO EN UNA COMUNIDAD ACADÉMICA: SALUD,
ESTRATEGIAS Y RED DE APOYO EN PERIODO PANDÉMICO
A COMPARATIVE STUDY IN AN ACADEMIC COMMUNITY: HEALTH,
STRATEGIES, AND SUPPORT NETWORK DURING THE PANDEMIC PERIOD
Luciana ZANELATO-SILVA1
e-mail: luciana.zanelato@unisagrado.edu.br
Sandra Leal CALAIS2
e-mail: sandra.l.calais@unesp.br
Alexia Rino FERRAZ DE OLIVEIRA3
e-mail: alexia_rino@hotmail.com
Como referenciar este artigo:
ZANELATO-SILVA, L.; CALAIS, S. L.; FERRAZ DE
OLIVEIRA, A. R. Estudo comparativo em uma comunidade
acadêmica: Saúde, estratégias e redes de apoio em período
pandêmico. Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 19, n. 00,
e023015, 2023. e-ISSN: 2526-3471. DOI:
https://doi.org/10.26673/tes.v19i00.18632
| Submetido em: 05/09/2023
| Revisões requeridas em: 11/10/2023
| Aprovado em: 19/11/2023
| Publicado em: 30/12/2023
Editores:
Profa. Dra. Luci Regina Muzzeti
Profa. Dra. Rosangela Sanches da Silveira Gileno
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Centro Universitário Sagrado Coração (UNISAGRADO), Bauru SP Brasil. Docente do curso de Psicologia,
departamento de Psicologia. Mestre e Doutora em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem (UNESP).
Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru SP Brasil. Docente da Pós- Graduação em Psicologia do
Desenvolvimento e Aprendizagem. Faculdade de Ciências.
Centro Universitário Sagrado Coração (UNISAGRADO), Bauru SP Brasil. Bacharelado em Psicologia,
departamento de Psicologia.
Estudo comparativo em uma comunidade acadêmica: Saúde, estratégias e redes de apoio em período pandêmico
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 19, n. 00, e023015, 2023. e-ISSN: 2526-3471
DOI: https://doi.org/10.26673/tes.v19i00.18632 2
RESUMO: A pandemia ocasionada pela COVID-19 provocou profundas alterações na rotina
laboral e educacional das Instituições de Ensino Superior. Assim, fez-se um estudo
exploratório-descritivo e quantitativo, cujo objetivo foi comparar os impactos desse período em
uma comunidade acadêmica privada quanto às percepções sobre saúde, estratégias e redes de
apoio. Participaram 403 pessoas, sendo 206 discentes, 115 docentes e 82 técnicos-
administrativos. Aplicou-se um questionário pelo Google Forms e na plataforma digital da
Instituição. Nas análises estatísticas do ANOVA, destacaram-se maior vulnerabilidade dos
discentes quanto aos impactos na saúde física e emocional, assim como menor percepção das
redes de apoio. Considera-se que tais achados poderão auxiliar no planejamento de ações
políticas institucionais para diferentes membros da comunidade acadêmica, não somente para
reparar os danos da pandemia, mas também com foco no bem-estar físico e emocional diante
de mudanças constantes no ambiente educacional.
PALAVRAS-CHAVE: COVID-19. Ensino superior. Saúde mental. Estratégias. Apoio
psicossocial.
RESUMEN: La pandemia causada por la COVID-19 ha provocado profundas alteraciones en
la rutina laboral y educativa de las Instituciones de Educación Superior. Por lo tanto, se realizó
un estudio exploratorio-descriptivo y cuantitativo cuyo objetivo fue comparar los impactos de
este período en una comunidad académica privada en cuanto a percepciones sobre salud,
estrategias y redes de apoyo. Participaron 403 personas, incluyendo 206 estudiantes, 115
profesores y 82 personales técnico-administrativos. Se aplicó un cuestionario a través de
Google Forms y en la plataforma digital de la Institución. En los análisis estadísticos de
ANOVA, se destacó una mayor vulnerabilidad de los estudiantes en cuanto a los impactos en
la salud física y emocional, así como una menor percepción de las redes de apoyo. Se considera
que estos hallazgos podrían ayudar en la planificación de acciones políticas institucionales
para diferentes miembros de la comunidad académica, no solo para reparar los daños de la
pandemia, sino también con un enfoque en el bienestar físico y emocional ante los constantes
cambios en el entorno educativo.
PALABRAS CLAVE: COVID-19. Educación superior. Salud mental. Estrategias. Apoyo
psicosocial.
ABSTRACT: The COVID-19 pandemic has brought profound changes to Higher Education
Institutions' work and educational routines. Therefore, an exploratory-descriptive and
quantitative study was conducted, aiming to compare the impacts of this period on a private
academic community regarding perceptions of health, strategies, and support networks. A total
of 403 individuals participated, including 206 students, 115 faculty members, and 82
administrative staff. A questionnaire was administered via Google Forms and the Institution's
digital platform. In the statistical analyses using ANOVA, the greater vulnerability of students
was highlighted regarding the impacts on physical and emotional health, as well as a lower
perception of support networks. These findings assist in planning institutional policy actions
for different academic community members, not only to address the pandemic's effects but also
with a focus on physical and emotional well-being amidst constant changes in the educational
environment.
KEYWORDS: COVID-19. Higher education. Mental health. Strategies. Psychosocial support.
Luciana ZANELATO-SILVA; Sandra Leal CALAIS e Alexia Rino FERRAZ DE OLIVEIRA
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Introdução
A pandemia da COVID-19, vivenciada de forma mais intensa nos anos de 2020 e 2021,
foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença respiratória com
alto índice de disseminação e mortalidade causada pelo coronavírus SARS-COV-2 e
considerada como ameaça à saúde pública com abrangência internacional, sendo
imprescindível adotar medidas de prevenção como o distanciamento social, uso de máscaras,
álcool em gel, entre outros (WHO, 2020).
Diante do cenário de rápida proliferação do vírus no mundo, houve a necessidade do
fechamento de estabelecimentos empresariais, comerciais, instituições sociais, assim como
escolas e universidades públicas e privadas, os quais precisaram migrar suas atividades
presenciais para o ensino e/ou trabalho remoto mediados pelas tecnologias digitais e de
comunicação (TDIC).
As adaptações metodológicas e pedagógicas advindas do ensino remoto emergencial e
o aumento da visibilidade à modalidade de trabalho denominada home-office, teletrabalho ou
ainda trabalho remoto, incentivou vários pesquisadores brasileiros e estrangeiros a estudarem
os impactos da pandemia na saúde física (SOARES, 2021; LIMA, 2022) e emocional no âmbito
laboral e acadêmico. Os principais achados científicos apontaram o aumento dos índices de
estresse, depressão e ansiedade, medo de adoecer, insegurança quanto ao futuro profissional,
angústia, luto e frustração tanto em docentes como em estudantes universitários (RIBEIRO et
al., 2021; SANTOS, SILVA, BELMONTE, 2022; ZIERE et al., 2021). Tais sintomas também
foram vivenciados por profissionais que precisaram adaptar sua rotina ao trabalho remoto
(VEBBER; BORGES, 2022).
Além disso, a comunidade acadêmica enfrentou intensos desafios ao conciliar demandas
do trabalho, da família e do estudo, incluindo aulas remotas, aumento do ritmo de trabalho ou
da carga horária de estudo, dificuldade em gerenciar o tempo e falta de recursos adequados para
a realização das atividades, como computador, mobília e conexão com a internet. Em alguns
casos, os desafios incluíram a falta de treinamento para utilizar as tecnologias de comunicação
e informação, como Zoom, Google Meet, Teams, Kahoot, Trello, entre outras plataformas que
permitem a realização de reuniões virtuais e/ou aulas remotas, a aplicação de metodologias
ativas e a organização de métodos de trabalho (FRANCISCO et al., 2021; SANTOS, SILVA,
BELMONTE, 2021).
Estudo comparativo em uma comunidade acadêmica: Saúde, estratégias e redes de apoio em período pandêmico
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Ainda diante do contexto pandêmico, os estudos de Clemence e Stoppa (2020), assim
como de Lima (2022) apontaram, de forma geral, como as principais estratégias de
enfrentamento, o aumento de atividades que envolvem acesso à internet, ler, ouvir música e
praticar atividade física. Nesse sentido, é válido acrescentar a importância da rede de apoio
social, familiar e institucional na redução de riscos à saúde emocional no período pandêmico
(JANTARA et al., 2021).
Apesar dos estudos apresentados, pôde-se verificar, por meio de buscas recentes em
periódicos científicos, utilizando descritores relacionados a pandemia COVID-19, comunidade
acadêmica, ensino superior, universidade, saúde mental, e saúde física, notou-se, que há poucos
estudos que abrangem todos os membros da comunidade universitária. Entretanto, foi
encontrada a pesquisa empírica de Ribeiro et al. (2021) realizada com 586 pessoas pertencentes
a Universidade Federal de Ciência da Saúde de Porto Alegre, assim como o estudo de revisão
integrativa de Ribeiro et al. (2023). Ambos os estudos abordaram sobre os efeitos psicológicos
da pandemia da COVID-19 na comunidade acadêmica, porém, não foram realizadas análises
comparativas entre os membros envolvidos na educação universitária.
Diante de tais lacunas na literatura e relevância temática, se faz necessário analisar as
IES como um todo, dando visibilidade para seus membros e buscando responder algumas
inquietações: qual grupo da comunidade acadêmica foi mais atingido em sua saúde emocional
e física? Quais estratégias adotaram para amenizar tais prejuízos? Conseguiram conciliar suas
demandas? Tiveram redes de apoio? Sentiram desejo em abandonar seus estudos ou trabalhos?
Portanto, a proposta desse estudo foi analisar e comparar os impactos na saúde
emocional e física, considerando o corpo técnico-administrativo, docentes e discentes
pertencentes a uma Instituição de Ensino Superior privada (IES). Além disso, buscou-se
identificar os hábitos e estratégias adotadas durante o período pandêmico, somados aos suportes
ou redes de apoio familiar e institucional, e se haviam diferenças de percepções das variáveis
estudadas entre os três grupos envolvidos. Teve-se como hipótese que devido ao menor período
de distanciamento social, o grupo de técnicos-administrativos possivelmente teria menores
impactos em sua saúde física e emocional. Enquanto os discentes teriam maiores prejuízos à
sua condição de saúde, consequentemente menor repertório de estratégias e hábitos adotados,
assim como as redes de apoio familiar e institucional.
Com este estudo, esperou-se contribuir com as universidades no sentido de conscientizá-
las da importância do estabelecimento de políticas institucionais que visem a implantação de
programas voltados para a saúde emocional e desenvolvimento de estratégias de enfrentamento
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assertivas para os membros da comunidade acadêmica. Além de possibilitar a ampliação do
tema e compreensão do contexto pandêmico no âmbito educacional e científico.
Procedimentos metodológicos
Este foi um estudo com delineamento misto, de cunho exploratório-descritivo,
comparativo, transversal, com análises documentais, amostragem por conveniência e
abordagem quantitativa (COZBY, 2003).
Participantes
Contou-se com uma amostra não probabilística de 403 participantes, composta por 82
pessoas que compõem o corpo técnico-administrativo, 115 docentes e 206 discentes,
pertencentes a uma Instituição privada de Ensino Superior localizada no estado de São Paulo,
a qual possui 38 cursos de graduação de diferentes áreas Exatas, Sociais, Saúde e Humanas,
numa população total de 4.686 pessoas. O único critério de inclusão foi ter vínculo com a
instituição, enquanto os critérios de exclusão abrangiam aqueles que respondessem de forma
incompleta, estivessem em licença maternidade, afastados ou de férias, além de menores de 18
anos.
Instrumentos
Os participantes completaram um questionário on-line composto por três eixos
temáticos, contendo questões objetivas distribuídas da seguinte forma: a) Aspectos pessoais:
saúde física e emocional, estratégias e/ou hábitos adotados; b) Demandas e Apoio Familiar; e
c) Aspectos Institucionais. Todas as questões apresentavam seis opções de resposta do tipo
Likert, variando de “discordo totalmente” (1) a “concordo totalmente” (6).
Procedimentos de Coleta de Dados
Mediante anuência da Instituição de Ensino Superior (IES), a proposta de pesquisa foi
submetida e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) com seres humanos (Parecer
n.º 5.065.691 e CAAE 52667921.5.0000.5502. Tal procedimento seguiu as diretrizes do
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Conselho Nacional de Saúde, da Resolução n.º 466/2012, para pesquisas envolvendo seres
humanos.
A primeira parte do estudo consistiu na análise documental dos dados referentes aos
docentes e técnicos, os quais foram aplicados pela IES em plataforma digital própria. A
pesquisadora participou da elaboração do questionário, o qual foi validado por um grupo de
professores e estagiários do curso de Psicologia.
Dando prosseguimento na segunda parte, que constituiu na aplicação do mesmo
instrumento em discentes no período pandêmico, a Instituição o encaminhou para os e-mails
dos alunos, seguindo as proposições da Lei de Proteção de Dados. Também foi distribuído
através do WhatsApp aos coordenadores de curso com o intuito de ser repassado aos
representantes de curso, alcançando assim todos os alunos da instituição de ensino superior
(IES). Esse método também é conhecido como técnica de bola de neve virtual.
O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) foi disponibilizado aos
discentes por meio de um link no Google forms, que continha esclarecimentos sobre os
objetivos da pesquisa, condições de aplicação e questões éticas. Após o aceite digital no TCLE,
dava-se acesso ao questionário online. Caso não concordasse em participar, apenas deveria
fechar a página no navegador. O tempo de resposta foi de aproximadamente de 8 a 10 minutos.
Com o questionário preenchido, o discente deveria clicar em enviar questionário para finalizar
a pesquisa.
Procedimentos de Análise de Dados
Os dados coletados foram consolidados e organizados utilizando o software Microsoft
Excel. Além disso, foi realizada uma análise estatística descritiva, incluindo a análise percentual
das variáveis estudadas, que abrangiam saúde emocional, física, estratégias e redes de apoio.
Posteriormente, foi conduzida uma análise de variância (ANOVA), um teste estatístico
utilizado para comparar as variações entre as médias ou medianas de diferentes grupos
(técnicos-administrativos, docentes e discentes). Todas as análises foram conduzidas com um
nível de significância de 5% (CALLEGARI-JACQUES, 2004).
Luciana ZANELATO-SILVA; Sandra Leal CALAIS e Alexia Rino FERRAZ DE OLIVEIRA
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Resultados e Discussão
Na Tabela 1, foram apresentados os percentuais das médias (ANOVA) nos três grupos
quanto a aspectos relacionados à saúde física e emocional, bem como adoção de hábitos e
estratégias de enfrentamento durante o período pandêmico. Os dados apontaram que o impacto
da pandemia COVID-19 na saúde física e emocional ocorreu com maior frequência no grupo
dos discentes, seguido dos docentes e menor impacto no grupo de técnicos-administrativos.
Tabela 1 Percentuais comparativos das médias dos grupos em relação à saúde, adoção de
hábitos e estratégicas durante a pandemia (ANOVA)
FATORES AVALIADORES
PARTICIPANTES
MÉDIA
ANOVA (F)
P
Saúde física / sintomas
Técnicos-administrativos
Docentes
Discentes
2,64
4,64
6,01
37,150
*,021
Saúde emocional /sintomas
Técnicos-administrativos
Docentes
Discentes
2,74
4,08
7,58
74,813
*,000
Estratégias / Hábitos adotados
para reduzir sintomas físicos e
emocionais
Técnicos-administrativos
Docentes
Discentes
4,86
5,39
5,78
3,898
*,000
Nota: * p<0,05
Fonte: Elaborado pelas autoras.
Dentre os principais sintomas físicos, notou-se que o cansaço físico e tensão muscular
foi o de maior frequência nos três grupos, discentes (78,10%), docentes (60%) e cnicos
(43,90%). Os sintomas de dores no corpo como: coluna, pescoço, ombros e braços, dores de
cabeça, assim como alteração do sono e hábitos alimentares foram os que mais se destacaram
no grupo dos técnicos administrativos, porém com percentuais abaixo de 30%. No grupo de
professores, houve predomínio dos mesmos sintomas dos técnicos, porém com frequência
abaixo de 50%, além da fadiga nos olhos (53,20%). Enquanto, os discentes apresentaram
porcentagens maiores que os outros grupos, entre 56,70% e 65,20% para dores no corpo e de
cabeça, alteração no padrão do sono (71,10%) e nos hábitos alimentares (56,20%), fadiga nos
olhos (49,56%) e, diferentemente dos outros grupos, 72,60% apontaram dificuldade de
concentração e memorização, sintoma esse que pode inclusive prejudicar no desempenho
acadêmico.
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Nessa mesma linha de análise, tais dados também foram encontrados nos estudos de
Soares (2021) e Lima (2022), os quais realizaram pesquisas com docentes e cnicos
administrativos. Os autores apontaram possíveis relações das dores com postura corporal,
tempo maior frente às telas do computador e celular, mobílias inadequadas, sobrecarga de
atividades, adaptações abruptas na rotina de trabalho e diminuição de práticas de atividade
física. Quanto aos estudantes universitários, notou-se que poucas pesquisas que envolvem
relatos de sintomas ou doenças físicas em universitários durante a pandemia. Dentre os estudos
encontrados, percebeu-se que os objetivos estão mais voltados para a prática de atividade física
em universitários e apontamentos de que houve uma redução dessa prática durante a pandemia,
a qual consideram como fator importante na regulação da saúde física e emocional dos
graduandos (DUMITH et al., 2022).
Em relação aos sintomas emocionais, no grupo dos técnicos-administrativos,
prevaleceram a ansiedade (50%), cansaço mental / fadiga (39,02%) e estresse (34,15%). Na
equipe de professores, observou-se uma maior incidência de cansaço mental (70,43%), seguido
por ansiedade (60%), sobrecarga de atividades (55,65%) e estresse (42,61%). Quanto aos
alunos, foram registrados percentuais entre 73,60% e 82,10% para sintomas de ansiedade,
estresse, cansaço mental e esgotamento acadêmico. Em relação a outros sintomas, como
alteração de humor, angústia, sobrecarga de atividades, tristeza e baixa autoestima, os
percentuais variaram de 54,70% a 67,20%. Esses dados corroboram com a pesquisa de Ribeiro
et al. (2021), que identificou prejuízos na saúde emocional da comunidade acadêmica durante
a pandemia da COVID-19. Além disso, um estudo conduzido por Maia e Dias (2020),
envolvendo 619 estudantes portugueses, também confirmou que esses efeitos negativos foram
exacerbados pela vivência da pandemia, possivelmente associados ao distanciamento social e
suas ramificações.
Em decorrência do contexto pandêmico e dos impactos na saúde física e emocional, a
população investigada foi questionada quanto à adoção de estratégias e hábitos durante a
pandemia para atenuar tais efeitos. Notou-se que, nos três grupos pesquisados, houve maior
predominância de respostas em assistir série ou filme, ouvir música e praticar atividade física,
porém com maior ocorrência no grupo de discentes, acrescidos de passeio ao ar livre, contato
com a natureza e uso das redes sociais. Esses dados são congruentes com o estudo de
Montenegro, Queiroz e Dias (2020) sobre o aumento de práticas relacionadas ao uso da internet,
como, por exemplo: jogos online, assistir a lives e filmes, acesso a redes sociais, uso de celulares
e computadores, sendo identificados sérios impactos nas formas de lazer vividas por 456
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universitários na cidade de Macapá (AP), que denominaram de “residencialização” e de
“virtualização” do lazer dos acadêmicos.
Outra descoberta interessante neste estudo diz respeito a comparação entre saúde física
e emocional com estratégias e hábitos adotados durante a pandemia. Os universitários tiveram
maior comprometimento em sua condição de saúde física e emocional, entretanto, deduz-se
que, por conta disso, possivelmente precisaram acionar uma frequência maior de estratégias de
enfrentamento e adoção de hábitos saudáveis para atenuar os efeitos ou sintomas ocasionados
pelo impacto da COVID-19. O contrário ocorreu com os técnicos, que apresentaram indicativos
mais baixos para comprometimento na saúde como também menor frequência de adoção de
estratégias e hábitos adotados, o que pode também estar relacionado ao distanciamento social
prolongado e mudanças mais bruscas no cotidiano dos docentes e discentes universitários.
Dessa forma, a pandemia e seus desdobramentos por si podem representar um fator
de risco, ocasionando danos ou ameaças à saúde e integridade humana. A presença de tais
condições adversas podem ativar os fatores de proteção por meio de estratégias positivas de
enfrentamentos, como a busca por prática de atividade física, ouvir música, assistir série ou
filme, rede de apoio, cuidado com a saúde, assertividade, otimismo, entre outros.
Tais fatores protetivos contribuem para a redução dos efeitos ou consequências
negativas esperadas para a maioria das pessoas, conduzindo, assim, ao processo de resiliência,
resultando em adaptação positiva, superação, sensação de bem-estar psicofisiológico,
amadurecimento e aprendizagem (ZANELATO; CALAIS, 2010). Contudo, caso os fatores de
risco prevaleçam e a falta de manejo com eles persista, podem surgir danos e prejuízos para a
saúde emocional, física e social.
Retomando os dados encontrados sobre os discentes do presente estudo, questiona-se se
na fase inicial do processo de resiliência, ou seja, diante do enfrentamento de fatores que
envolvem riscos para a saúde emocional, nesse momento são adotados ou acionados mais
recursos protetivos. Em qual período do processo de resiliência os fatores de proteção se
consolidam, desenvolvendo, assim, habilidades para lidar e responder de forma assertiva? Será
que a idade pode ser um fator significativo para a resiliência, considerando que ela se
desenvolve ao longo do tempo? Talvez por isso os discentes apresentaram maior
comprometimento em sua saúde, por serem mais jovens?
Estudo comparativo em uma comunidade acadêmica: Saúde, estratégias e redes de apoio em período pandêmico
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Demandas e Apoio familiar durante o período pandêmico
A Tabela 2 apresenta dados sobre a percepção da comunidade acadêmica em relação às
demandas e ao apoio familiar. Observa-se que os resultados indicaram que o grupo de técnicos-
administradores obteve médias mais altas na capacidade de conciliar as demandas da família
com as da universidade/trabalho, além de poderem contar com o suporte familiar. Em seguida,
encontrava-se o grupo de professores, enquanto o grupo de graduandos apresentou a menor
média nesse aspecto.
Tabela 2 Percentuais comparativos das médias dos grupos em relação à demanda e apoio
familiar durante a pandemia (ANOVA)
FATORES AVALIADORES
PARTICIPANTES
MÉDIA
ANOVA (F)
P
Tem conseguido conciliar
demandas da família com as da
universidade / trabalho
Técnicos-administrativos
Docentes
Discentes
4,94
4,14
3,78
19,105
*,000
Posso contar com o
apoio/suporte familiar
Técnicos-administrativos
Docentes
Discentes
5,53
5,46
4,91
13,083
*,000
Nota: * p<0,05
Fonte: Elaborado pelas autoras.
É importante destacar que o grupo de discentes demonstrou um impacto mais
significativo na saúde emocional e física, além de uma menor percepção na capacidade de
conciliar as demandas da família com as da universidade/trabalho (3,78) e de receber apoio
familiar (4,91) em comparação com os outros grupos. Esses dados estão em linha com o estudo
conduzido por Silva e Ximenes (2022), que investigou estudantes de nível superior e concluiu
que menor suporte social está associado a uma maior probabilidade de desenvolvimento de
doenças psicológicas. Em outras palavras, quanto mais o graduando percebe apoio e suporte
em suas relações sociais, incluindo família, amigos, colegas, docentes e instituições, maior pode
ser sua satisfação com a vida, seu bem-estar emocional e suas melhorias na saúde mental.
Ademais, em um estudo semelhante desenvolvido por Jantara et al. (2021), que
investigou a percepção do apoio social em período de pandemia em 147 graduandos de
Enfermagem, notou-se que as variáveis estudadas como depressão, ansiedade, estresse e
ideação suicida estiveram associadas à fragilidade nas redes sociais, ou seja, baixa percepção
do apoio social pelos participantes. Contudo, os resultados indicaram que, com o contexto
pandêmico, houve mudanças na dinâmica das redes de apoio, pois muitos estudantes voltaram
Luciana ZANELATO-SILVA; Sandra Leal CALAIS e Alexia Rino FERRAZ DE OLIVEIRA
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a morar com a família, outros ainda se distanciaram dos colegas e professores, exigindo, de
alguma forma, a reorganização dessas redes de apoio social.
Percepções sobre o apoio e aspectos institucionais durante o período da pandemia
Os dados apresentados na Tabela 3 apontaram percepções sobre os aspectos
institucionais. Os técnicos-administrativos expressaram menor interesse em abandonar o
trabalho durante o período pandêmico, com média 2,07. Na sequência, professores (2,32) e
alunos (3,80) apontaram interesse em abandonar os estudos. Em todos os outros fatores
avaliados na Tabela 3, o grupo de docentes universitários apresentou média maior em relação
aos demais, assim como os discentes apontaram percentuais menores.
Tabela 3 Percentuais comparativos das médias dos grupos sobre a percepção quanto aos
aspectos institucionais (ANOVA)
FATORES AVALIADORES
PARTICIPANTES
MÉDIA
ANOVA (F)
P
Sentiu vontade de abandonar o
curso ou o trabalho durante o
período pandêmico
Técnicos-administrativos
Docentes
Discentes
2,07
2,32
3,80
36,636
*,000
Você conhece a missão, visão e
valores da Instituição de Ensino
Técnicos-administrativos
Docentes
Discentes
5,47
5,61
4,32
58,084
*,000
Sente orgulho em estudar ou
trabalhar nessa Instituição
Técnicos-administrativos
Docentes
Discentes
5,46
5,76
4,85
34,521
*,000
As informações e políticas
institucionais para contenção do
Coronavírus na Instituição são
claras, objetivas e eficientes.
Técnicos-administrativos
Docentes
Discentes
5,51
5,66
4,78
34,099
*,000
Posso contar com o suporte e
apoio da Instituição.
Técnicos-administrativos
Docentes
Discentes
4,84
5,25
4,38
17,278
*,000
Nota: * p<0,05
Fonte: Elaborado pelas autoras.
Quanto ao desejo dos universitários em abandonar os estudos, Pimentel et al. (2023)
realizaram uma pesquisa com 124 estudantes peruanos e identificaram a presença de risco
moderado de abandono universitário em 58,9% da amostra. Além disso, Rodrigues (2022)
complementa sobre o engajamento acadêmico de universitários, o qual tem relação com as
perspectivas futuras de carreira profissional, aspirações pessoais, envolvimento afetivo e
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Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 19, n. 00, e023015, 2023. e-ISSN: 2526-3471
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experiências positivas acadêmicas, como a conquista do aprendizado e o alcance de seus
objetivos que proporcionam a sensação de satisfação e bem-estar. Assim como do compromisso
da Instituição em promover meios para viabilizar o engajamento, em diferentes dimensões
como pedagógica, acadêmica e social.
Em relação aos outros fatores institucionais avaliados, nota-se que os docentes tiveram
um maior percentual em relação aos outros grupos. Porém, de forma geral, em todos os grupos,
houve uma percepção positiva, ou seja, um percentual de respostas acima de 70% obtidos por
análise descritiva quanto ao suporte recebido da Instituição durante o período pandêmico, assim
como as informações transmitidas sobre COVID-19 foram claras e objetivas, eles sentem
orgulho em pertencer à IES e a maioria também relatou que conhece a missão, visão e valores
institucionais.
É essencial ressaltar que as percepções positivas em relação à Instituição de Ensino
Superior (IES) podem estar relacionadas ao fato de que, mesmo antes da pandemia, a instituição
em questão já havia implementado o uso da plataforma Moodle para o planejamento das aulas.
Além disso, oferecia frequentes capacitações para a adoção de metodologias ativas, sala de aula
invertida, e contava com setores que forneciam suporte psicopedagógico e de inclusão aos
estudantes. Diante do cenário pandêmico, a instituição investiu em capacitações para a
utilização da plataforma Microsoft Teams, bem como de outras ferramentas digitais de
informação e comunicação. Adicionalmente, promoveu diversas transmissões ao vivo
abordando temas como saúde emocional, ergonomia, estratégias de estudo, e realizou reuniões
regulares de acompanhamento. Em resumo, a IES demonstrou um compromisso notável em
apoiar sua comunidade acadêmica.
Na maioria dos estudos que abordam a saúde emocional no contexto acadêmico, é
unânime o discurso do papel das IES como promotoras de suporte social e inúmeras são as
recomendações para que as universidades disponibilizem atenção especial às estratégias de
cuidados preventivos, avaliativos e de monitoramento ao sofrimento psíquico, voltadas para a
promoção da qualidade de vida, bem-estar e comportamentos resilientes (ROSENDO et al.
2022; SUNDE, 2022).
Luciana ZANELATO-SILVA; Sandra Leal CALAIS e Alexia Rino FERRAZ DE OLIVEIRA
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 19, n. 00, e023015, 2023. e-ISSN: 1519-9029
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Considerações finais
No presente estudo, foi possível constatar que os universitários apresentaram maiores
agravos em sua condição física e emocional, assim como os outros fatores aqui avaliados,
quando comparados com o grupo de docentes e técnicos-administrativos. Isso pode justificar a
necessidade de os estudantes precisarem adotar mais hábitos e estratégias de enfrentamento,
possivelmente com o intuito de atenuar os efeitos causados pelos agentes estressores
pandêmicos. Paralelo a isso, pode-se evidenciar uma maior frequência de respostas dos
graduandos em abandonar os estudos, conciliar demandas da família com as do
trabalho/universidade, apoio familiar e institucional, o que sinaliza sua vulnerabilidade
psicológica.
Dessa forma, esta pesquisa apontou dados pertinentes para a compreensão e
investigação de aspectos relacionados à saúde física e emocional, mostrando que apesar das
estratégias de enfrentamento, do suporte familiar e institucional oferecido à comunidade
acadêmica, o contexto da pandemia por si é um potente desencadeador de sofrimento
emocional pela vivência surreal e de impacto mundial. Cabe mencionar que no contexto
acadêmico, mesmo antes e pós-pandemia, os impactos na saúde emocional se faziam e se fazem
presentes pelos constantes desafios educacionais.
Ademais, a transição do Ensino Médio para o Ensino Superior, exige dos estudantes
várias adaptações pedagógicas e de socialização, sobrecarga de atividades, ansiedade com
provas e com o desempenho acadêmico. Além de que o término da graduação, muitas vezes
ocasiona insegurança quanto a inserção no mercado de trabalho e as competências adquiridas,
o que conduzirá a novas adaptações.
Além disso, é importante considerar que a pandemia impôs às Instituições de Ensino
Superior (IES) novos desafios relacionados à inovação tecnológica, que impactaram questões
pedagógicas e laborais. Por exemplo, houve uma maior visibilidade da Educação à Distância
(EaD), a adoção do ensino híbrido, a disseminação mais rápida do conhecimento e o
desenvolvimento de plataformas digitais mais interativas. Essas mudanças foram
implementadas com o objetivo de atender ao novo perfil do estudante, que está cada vez mais
conectado ao mundo virtual.
Conclui-se que este estudo proporcionou uma compreensão mais aprofundada da
temática e dos impactos da pandemia vivenciados pelos membros da comunidade acadêmica.
Nesse sentido, torna-se indispensável a implementação mais precisa de políticas e programas
Estudo comparativo em uma comunidade acadêmica: Saúde, estratégias e redes de apoio em período pandêmico
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 19, n. 00, e023015, 2023. e-ISSN: 2526-3471
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institucionais e interdisciplinares voltados para a promoção da saúde física e emocional, bem
como a organização de eventos e jornadas sobre o bem-estar acadêmico e laboral. Isso inclui
discussões sobre ergonomia, incentivo à prática de atividades físicas e criação de núcleos de
apoio psicopedagógico, visando o desenvolvimento de estratégias mais eficazes em prol do
bem-estar e qualidade de vida dos envolvidos.
Apesar das valiosas conclusões deste estudo, ainda são necessárias novas pesquisas na
área para aprofundar a temática em questão. É importante buscar dados que permitam a
discussão sobre os diversos fatores estressores gerados pelo ambiente acadêmico em diferentes
públicos, bem como relacioná-los a dados sociodemográficos, como idade, escolaridade,
gênero, curso, atividade física, hábitos alimentares, qualidade do sono, espiritualidade, entre
outros.
Sugere-se também a realização de estudos comparativos entre universidades públicas e
privadas, assim como estudos longitudinais para avaliar o efeito pós-pandemia na comunidade
acadêmica. Além disso, são necessárias pesquisas que abordem a estruturação de programas
avaliativos, preventivos e intervencionais, bem como sua eficácia na redução dos danos
psicológicos e na promoção da saúde emocional diante das constantes mudanças no âmbito
educacional.
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Agradecimentos à IES participante do estudo e à UNESP, Programa de
Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem, especialmente Prof.
Hugo Ferrari Cardoso.
Financiamento: UNESP Bauru SP para verba de auxílio à publicação.
Conflitos de interesse: Não há conflitos de interesse.
Aprovação ética: Parecer n.º 5.065.691 e CAAE 52667921.5.0000.5502. Tal procedimento
seguiu as diretrizes do Conselho Nacional de Saúde, da Resolução n.° 466/2012, para
pesquisas envolvendo seres humanos.
Disponibilidade de dados e material: Os dados e materiais utilizados no trabalho serão
disponibilizados após 6 meses da data de colocação (18/03/2024) da tese no Repositório
da UNESP para que os dados não possam ser plagiados.
Contribuições dos autores: Luciana Zanelato da Silva: pesquisa e levantamento
bibliográfico, análise dos dados, descrição e estruturação do artigo. Alexia Rino: auxílio
na elaboração, agrupamento de dados dos instrumentos. Sandra Leal Calais: orientações,
revisões e análises.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
EDI
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 19, n. 00, e023015, 2023. e-ISSN: 2526-3471
DOI: https://doi.org/10.26673/tes.v19i00.18632 1
A COMPARATIVE STUDY IN AN ACADEMIC COMMUNITY: HEALTH,
STRATEGIES, AND SUPPORT NETWORK DURING THE PANDEMIC PERIOD
ESTUDO COMPARATIVO EM UMA COMUNIDADE ACADÊMICA: SAÚDE,
ESTRATÉGIAS E REDES DE APOIO EM PERÍODO PANDÊMICO
ESTUDIO COMPARATIVO EN UNA COMUNIDAD ACADÉMICA: SALUD,
ESTRATEGIAS Y RED DE APOYO EN PERIODO PANDÉMICO
Luciana ZANELATO-SILVA1
e-mail: luciana.zanelato@unisagrado.edu.br
Sandra Leal CALAIS2
e-mail: sandra.l.calais@unesp.br
Alexia Rino FERRAZ DE OLIVEIRA3
e-mail: alexia_rino@hotmail.com
How to reference this paper:
ZANELATO-SILVA, L.; CALAIS, S. L.; FERRAZ DE
OLIVEIRA, A. R. A comparative study in an academic
community: Health, strategies, and support network during the
pandemic period. Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 19, n.
00, e023015, 2023. e-ISSN: 2526-3471. DOI:
https://doi.org/10.26673/tes.v19i00.18632
| Submitted: 05/09/2023
| Revisions required: 11/10/2023
| Approved: 19/11/2023
| Published: 30/12/2023
Editors:
Prof. Dr. Luci Regina Muzzeti
Prof. Dr. Rosangela Sanches da Silveira Gileno
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
University Center Sagrado Coração (UNISAGRADO), Bauru SP Brazil. Faculty member of the Psychology
program, Department of Psychology. Master's and Doctorate in Developmental and Learning Psychology
(UNESP).
São Paulo State University (UNESP), Bauru SP Brazil. Faculty member of the Postgraduate Program in
Developmental and Learning Psychology. Faculty of Sciences.
University Center Sagrado Coração (UNISAGRADO), Bauru SP Brazil. Bachelor's in Psychology,
Department of Psychology.
A comparative study in an academic community: Health, strategies, and support network during the pandemic period
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 19, n. 00, e023015, 2023. e-ISSN: 2526-3471
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ABSTRACT: The COVID-19 pandemic has brought profound changes to Higher Education
Institutions' work and educational routines. Therefore, an exploratory-descriptive and
quantitative study was conducted, aiming to compare the impacts of this period on a private
academic community regarding perceptions of health, strategies, and support networks. A total
of 403 individuals participated, including 206 students, 115 faculty members, and 82
administrative staff. A questionnaire was administered via Google Forms and the Institution's
digital platform. In the statistical analyses using ANOVA, the greater vulnerability of students
was highlighted regarding the impacts on physical and emotional health, as well as a lower
perception of support networks. These findings assist in planning institutional policy actions
for different academic community members, not only to address the pandemic's effects but also
with a focus on physical and emotional well-being amidst constant changes in the educational
environment.
KEYWORDS: COVID-19. Higher education. Mental health. Strategies. Psychosocial support.
RESUMO: A pandemia ocasionada pela COVID-19 provocou profundas alterações na rotina
laboral e educacional das Instituições de Ensino Superior. Assim, fez-se um estudo
exploratório-descritivo e quantitativo, cujo objetivo foi comparar os impactos desse período
em uma comunidade acadêmica privada quanto às percepções sobre saúde, estratégias e redes
de apoio. Participaram 403 pessoas, sendo 206 discentes, 115 docentes e 82 técnicos-
administrativos. Aplicou-se um questionário pelo Google Forms e na plataforma digital da
Instituição. Nas análises estatísticas do ANOVA, destacaram-se maior vulnerabilidade dos
discentes quanto aos impactos na saúde física e emocional, assim como menor percepção das
redes de apoio. Considera-se que tais achados poderão auxiliar no planejamento de ações
políticas institucionais para diferentes membros da comunidade acadêmica, não somente para
reparar os danos da pandemia, mas também com foco no bem-estar físico e emocional diante
de mudanças constantes no ambiente educacional.
PALAVRAS-CHAVE: COVID-19. Ensino superior. Saúde mental. Estratégias. Apoio
psicossocial.
RESUMEN: La pandemia causada por la COVID-19 ha provocado profundas alteraciones en
la rutina laboral y educativa de las Instituciones de Educación Superior. Por lo tanto, se realizó
un estudio exploratorio-descriptivo y cuantitativo cuyo objetivo fue comparar los impactos de
este período en una comunidad académica privada en cuanto a percepciones sobre salud,
estrategias y redes de apoyo. Participaron 403 personas, incluyendo 206 estudiantes, 115
profesores y 82 personales técnico-administrativos. Se aplicó un cuestionario a través de
Google Forms y en la plataforma digital de la Institución. En los análisis estadísticos de
ANOVA, se destacó una mayor vulnerabilidad de los estudiantes en cuanto a los impactos en
la salud física y emocional, así como una menor percepción de las redes de apoyo. Se considera
que estos hallazgos podrían ayudar en la planificación de acciones políticas institucionales
para diferentes miembros de la comunidad académica, no solo para reparar los daños de la
pandemia, sino también con un enfoque en el bienestar físico y emocional ante los constantes
cambios en el entorno educativo.
PALABRAS CLAVE: COVID-19. Educación superior. Salud mental. Estrategias. Apoyo
psicosocial.
Luciana ZANELATO-SILVA; Sandra Leal CALAIS and Alexia Rino FERRAZ DE OLIVEIRA
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 19, n. 00, e023015, 2023. e-ISSN: 1519-9029
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Introduction
The COVID-19 pandemic, experienced more intensely in the years 2020 and 2021, was
recognized by the World Health Organization (WHO) as a respiratory disease with a high rate
of spread and mortality caused by the SARS-CoV-2 coronavirus and considered a threat to
public health with international scope, making it essential to adopt preventive measures such as
social distancing, mask-wearing, hand sanitizing, among others (WHO, 2020).
Given the scenario of rapid virus proliferation worldwide, there was a need to close
business establishments, commercial enterprises, social institutions, as well as public and
private schools and universities, which had to migrate their face-to-face activities to remote
teaching and/or work mediated by digital technologies and communication (TDIC).
The methodological and pedagogical adaptations resulting from emergency remote
teaching and the increased visibility of the work modality known as home office,
telecommuting, or remote work encouraged several Brazilian and foreign researchers to study
the impacts of the pandemic on physical health (SOARES, 2021; LIMA, 2022) and emotional
health in the workplace and academic settings. The main scientific findings pointed to increased
levels of stress, depression, anxiety, fear of illness, insecurity about professional future,
anguish, mourning, and frustration both in teachers and university students (RIBEIRO et al.,
2021; SANTOS; SILVA; BELMONTE, 2022; ZIERE et al., 2021). Such symptoms were also
experienced by professionals who needed to adapt their routine to remote work (VEBBER;
BORGES, 2022).
Moreover, the academic community faced intense challenges in balancing work, family,
and study demands, including remote classes, increased work pace or study workload, difficulty
managing time, and lack of adequate resources for carrying out activities, such as computers,
furniture, and internet connection. In some cases, challenges included a lack of training in using
communication and information technologies, such as Zoom, Google Meet, Teams, Kahoot,
and Trello, among other platforms that allow for virtual meetings and remote classes,
application of active methodologies, and organization of work methods (FRANCISCO et al.,
2021; SANTOS; SILVA; BELMONTE, 2021).
Still, within the pandemic context, studies by Clemence and Stoppa (2020) and Lima
(2022) generally pointed out the main coping strategies, such as increased activities involving
internet access, reading, listening to music, and engaging in physical activity. In this sense, it is
A comparative study in an academic community: Health, strategies, and support network during the pandemic period
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 19, n. 00, e023015, 2023. e-ISSN: 2526-3471
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worth adding the importance of the social, family, and institutional support network in reducing
risks to emotional health during the pandemic period (JANTARA et al., 2021).
Despite the studies presented, recent searches in scientific journals using descriptors
related to the COVID-19 pandemic, the academic community, higher education, university,
mental health, and physical health revealed that there are few studies that encompass all
members of the university community. However, the empirical research by Ribeiro et al. (2021)
conducted with 586 individuals from the Federal University of Health Sciences of Porto Alegre
was found, as well as the integrative review study by Ribeiro et al. (2023). Both studies
addressed the psychological effects of the COVID-19 pandemic on the academic community,
however, no comparative analyses were conducted among the members involved in university
education.
Given these gaps in the literature and the thematic relevance, it is necessary to analyze
HEIs as a whole, giving visibility to their members and seeking to answer some questions:
which group of the academic community was most affected in their emotional and physical
health? What strategies did they adopt to mitigate such losses? Were they able to reconcile their
demands? Did they have support networks? Did they feel the desire to abandon their studies or
work?
Therefore, the aim of this study was to analyze and compare the impacts on emotional
and physical health, considering the technical-administrative staff, faculty, and students
belonging to a private Higher Education Institution (HEI). Additionally, it sought to identify
the habits and strategies adopted during the pandemic period, along with family and institutional
support networks, and whether there were differences in perceptions of the studied variables
among the three groups involved. It was hypothesized that due to the shorter period of social
distancing, the group of technical-administrative staff would possibly have less impact on their
physical and emotional health. At the same time, students would have greater impairments to
their health condition, consequently, a smaller repertoire of strategies and habits adopted, as
well as family and institutional support networks.
This study hoped to contribute to universities by raising awareness of the importance of
establishing institutional policies aimed at implementing programs focused on emotional health
and developing assertive coping strategies for members of the academic community. In
addition, it aimed to broaden the theme and understanding of the pandemic context in the
educational and scientific spheres.
Luciana ZANELATO-SILVA; Sandra Leal CALAIS and Alexia Rino FERRAZ DE OLIVEIRA
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Methodological Procedures
This was a mixed-method study, with an exploratory-descriptive, comparative, cross-
sectional design, employing documentary analyses, convenience sampling, and a quantitative
approach (COZBY, 2003).
Participants
The study included a non-probabilistic sample of 403 participants, composed of 82
individuals from the technical-administrative staff, 115 faculty, and 206 students, belonging to
a private Higher Education Institution located in the state of São Paulo, which offers 38
undergraduate courses in various areas including Exact Sciences, Social Sciences, Health, and
Humanities, with a total population of 4,686 individuals. The only inclusion criterion was
having an affiliation with the institution, while exclusion criteria included responding
incompletely, being on maternity leave, on leave, or vacation, as well as being under 18 years
of age.
Instruments
Participants completed an online questionnaire comprised of three thematic axes,
containing objective questions distributed as follows: a) Personal aspects: physical and
emotional health, adopted strategies and/or habits; b) Family Demands and Support; and c)
Institutional Aspects. All questions presented six Likert-type response options, ranging from
"strongly disagree" (1) to "strongly agree" (6).
A comparative study in an academic community: Health, strategies, and support network during the pandemic period
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Data Collection Procedures
With the approval of the Higher Education Institution (HEI), the research proposal was
submitted and approved by the Research Ethics Committee (REC) with human subjects
(Opinion No. 5,065,691 and CAAE 52667921.5.0000.5502). This procedure followed the
guidelines of the National Health Council, Resolution No. 466/2012, for research involving
human subjects.
The first part of the study consisted of the documentary analysis of data concerning
faculty and staff, which the HEI collected through its own digital platform. The researcher
participated in the questionnaire development, which a group of professors and interns from the
Psychology course validated.
Continuing with the second part, which involved the application of the same instrument
to students during the pandemic period, the Institution sent it to students' emails, following the
provisions of the Data Protection Law. It was also distributed via WhatsApp to course
coordinators with the intention of being forwarded to course representatives, thus reaching all
students of the higher education institution (HEI). This method is also known as the virtual
snowball technique.
The Informed Consent Form (ICF) was made available to students through a Google
Forms link containing information about the research objectives, application conditions, and
ethical considerations. After digitally accepting the ICF, access to the online questionnaire was
granted. If a student did not agree to participate, they had to close the page in the browser. The
response time was approximately 8 to 10 minutes. After filling out the questionnaire, the student
had to click "submit questionnaire" to finalize the survey.
Data Analysis Procedures
The collected data were consolidated and organized using Microsoft Excel software. A
descriptive statistical analysis was also performed, including the percentage analysis of the
variables studied, which encompassed emotional and physical health, strategies, and support
networks. Subsequently, an analysis of variance (ANOVA) was conducted, and a statistical test
was used to compare variations between the means or medians of different groups (technical-
administrative staff, faculty, and students). All analyses were conducted at a significance level
of 5% (CALLEGARI-JACQUES, 2004).
Luciana ZANELATO-SILVA; Sandra Leal CALAIS and Alexia Rino FERRAZ DE OLIVEIRA
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Results and Discussion
Table 1 presents the percentages of the means (ANOVA) in the three groups regarding
aspects related to physical and emotional health, as well as the adoption of habits and coping
strategies during the pandemic period. The data indicated that the impact of the COVID-19
pandemic on physical and emotional health occurred most frequently in the group of students,
followed by faculty, and with the least impact on the group of technical-administrative staff.
Table 1 Comparative percentages of group means regarding health, adoption of habits, and
strategies during the pandemic (ANOVA)
EVALUATIVE FACTORS
PARTICIPANTS
AVERAGE
ANOVA (F)
P
Physical health/symptoms
Technical-administrative
Faculty
Students
2,64
4,64
6,01
37,150
*,021
Emotional health/symptoms
Technical-administrative
Faculty
Students
2,74
4,08
7,58
74,813
*,000
Strategies / Habits adopted to
reduce physical and emotional
symptoms
Technical-administrative
Faculty
Students
4,86
5,39
5,78
3,898
*,000
Note: * p<0,05
Source: Developed by the authors.
Among the main physical symptoms, it was noted that physical fatigue and muscular
tension were the most frequent in all three groups, students (78.10%), faculty (60%), and staff
(43.90%). Body pain symptoms such as back, neck, shoulder, and arm pain, headaches, and
changes in sleep patterns and eating habits were most prominent in the administrative staff
group, but with percentages below 30%. In the faculty group, there was a predominance of the
same symptoms as the staff, but with frequencies below 50%, in addition to eye fatigue
(53.20%). Meanwhile, students showed higher percentages than the other groups, ranging from
56.70% to 65.20% for body and headaches, changes in sleep patterns (71.10%), eating habits
(56.20%), eye fatigue (49.56%), and, unlike the other groups, 72.60% reported difficulty
concentrating and memorizing, a symptom that can even impair academic performance.
In the same line of analysis, such data were also found in the studies by Soares (2021)
and Lima (2022), who conducted research with faculty and administrative staff. The authors
pointed out possible relationships of pain with body posture, longer periods in front of computer
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and cell phone screens, inadequate furniture, workload, abrupt adaptations in work routines,
and reduced physical activity. Regarding university students, it was noted that there are few
studies involving reports of symptoms or physical illnesses in university students during the
pandemic. Among the studies found, it was perceived that the objectives are more focused on
physical activity in university students and indications that there was a reduction in this practice
during the pandemic, which they consider an essential factor in regulating the physical and
emotional health of undergraduates (DUMITH et al., 2022).
Regarding emotional symptoms, in the administrative staff group, anxiety prevailed
(50%), followed by mental fatigue (39.02%) and stress (34.15%). In the faculty team, a higher
incidence of mental fatigue was observed (70.43%), followed by anxiety (60%), workload
(55.65%), and stress (42.61%). As for students, percentages between 73.60% and 82.10% were
recorded for symptoms of anxiety, stress, mental fatigue, and academic burnout. Regarding
other symptoms such as mood swings, distress, workload, sadness, and low self-esteem,
percentages ranged from 54.70% to 67.20%. These data corroborate the study by Ribeiro et al.
(2021), which identified impairments in the emotional health of the academic community
during the COVID-19 pandemic. Additionally, a survey conducted by Maia and Dias (2020),
involving 619 Portuguese students, also confirmed that these adverse effects were exacerbated
by the experience of the pandemic, possibly associated with social distancing and its
ramifications.
Due to the pandemic context and the impacts on physical and emotional health, the
investigated population was questioned about the adoption of strategies and habits during the
pandemic to mitigate such effects. It was noted that, in the three groups surveyed, there was a
greater predominance of responses in watching series or movies, listening to music, and
engaging in physical activity, but with a higher occurrence in the student group, supplemented
by outdoor walks, contact with nature, and use of social networks. These data are congruent
with the study by Montenegro, Queiroz, and Dias (2020) on the increase in practices related to
internet use, such as online gaming, watching live streams and movies, access to social
networks, and the use of cell phones and computers, which identified severe impacts on the
leisure activities experienced by 456 university students in the city of Macapá (AP), which they
termed "residentialization" and "virtualization" of the students' leisure activities.
Another interesting finding in this study concerns the comparison between physical and
emotional health with strategies and habits adopted during the pandemic. University students
experienced greater compromise in their physical and emotional health; however, it is inferred
Luciana ZANELATO-SILVA; Sandra Leal CALAIS and Alexia Rino FERRAZ DE OLIVEIRA
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that, as a result, they may need to employ a higher frequency of coping strategies and adopt
healthy habits to mitigate the effects or symptoms caused by the impact of COVID-19. The
opposite occurred with the staff, which showed lower indicators for health compromise as well
as a lower frequency of adoption of strategies and habits, which may also be related to
prolonged social distancing and more abrupt changes in the daily lives of university faculty and
students.
Thus, the pandemic and its consequences alone can represent a risk factor, causing
damage or threats to health and human integrity. The presence of such adverse conditions can
activate protective factors through positive coping strategies, such as engaging in physical
activity, listening to music, watching series or movies, seeking social support, caring for health,
assertiveness, and optimism, among others.
Protective factors contribute to reducing the expected negative effects or consequences
for the majority of individuals, thus leading to the resilience process, resulting in positive
adaptation, overcoming, psychophysiological well-being, maturation, and learning (Zanelato,
Calais, 2010). However, if risk factors prevail and the lack of management with them persists,
damages and impairments to emotional, physical, and social health may arise.
Returning to the data found about the students in this study, it is questioned whether, in
the initial phase of the resilience process, that is, when facing factors involving risks to
emotional health, more protective resources are adopted or activated at this moment. At which
stage of the resilience process do protective factors consolidate, thus developing skills to deal
with and respond assertively? Could age be a significant factor for resilience, considering that
it evolves over time? Perhaps this is why the students showed greater compromise in their
health, as they are younger.
Demands and Family Support during the Pandemic Period
Table 2 presents data on the academic community's perception regarding demands and
family support. It is observed that the results indicated that the group of technical administrators
obtained higher averages in the ability to balance family demands with those of the
university/work, in addition to being able to rely on family support. Following them were the
group of teachers, while the group of undergraduates showed the lowest average in this aspect.
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Table 2 Comparative percentages of group averages regarding family demand and support
during the pandemic (ANOVA)
EVALUATED FACTORS
PARTICIPANTS
AVERAGE
ANOVA
(F)
P
Can manage family demands
along with university/work
demands
Technical-administrative
staff
Faculty
Students
4,94
4,14
3,78
19,105
*,00
0
Can rely on family support
Technical-administrative
staff
Faculty
Students
5,53
5,46
4,91
13,083
*,00
0
Note: * p<0,05
Source: Prepared by the authors.
It is important to highlight that the group of students demonstrated a more significant
impact on both emotional and physical health, along with a lower perception of their ability to
balance family demands with those of university/work (3.78) and to receive family support
(4.91) compared to the other groups. These data are in line with the study conducted by Silva
and Ximenes (2022), which investigated undergraduate students and concluded that lower
social support is associated with a higher likelihood of developing psychological disorders. In
other words, the more support the student perceives in their social relationships, including
family, friends, peers, faculty, and institutions, the greater their life satisfaction, emotional well-
being, and improvements in mental health may be.
Furthermore, in a similar study conducted by Jantara et al. (2021), which investigated
the perception of social support during the pandemic period in 147 Nursing undergraduates, it
was noted that variables such as depression, anxiety, stress, and suicidal ideation were
associated with fragility in social networks, i.e., low perception of social support by the
participants. However, the results indicated that with the pandemic context, there were changes
in the dynamics of support networks, as many students returned to live with their families, while
others distanced themselves from peers and professors, requiring some form of reorganization
of these social support networks.
Luciana ZANELATO-SILVA; Sandra Leal CALAIS and Alexia Rino FERRAZ DE OLIVEIRA
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Perceptions of support and institutional aspects during the pandemic period
The data presented in Table 3 indicated perceptions regarding institutional aspects.
Administrative staff expressed less interest in leaving their jobs during the pandemic period,
with a mean of 2.07. Following them, professors (2.32) and students (3.80) indicated an interest
in discontinuing their studies. In all other factors assessed in Table 3, the group of university
faculty showed a higher mean compared to the others, while students reported lower
percentages.
Table 3 - Comparative percentages of group means regarding perception of institutional
aspects (ANOVA)
EVALUATIVE FACTORS
PARTICIPANTS
AVERAGE
ANOVA
(F)
P
Felt like abandoning the course
or job during the pandemic
period.
Technical-administrative
staff
Faculty
Students
2,07
2,32
3,80
36,636
*,0
00
Are you familiar with the
mission, vision, and values of the
Educational Institution.
Technical-administrative
staff
Faculty
Students
5,47
5,61
4,32
58,084
*,0
00
Feel proud to study or work at
this Institution.
Technical-administrative
staff
Faculty
Students
5,46
5,76
4,85
34,521
*,0
00
The information and institutional
policies for containing the
Coronavirus within the
Institution are clear, objective,
and efficient.
Technical-administrative
staff
Faculty
Students
5,51
5,66
4,78
34,099
*,0
00
I can count on the support and
assistance of the Institution.
Technical-administrative
staff
Faculty
Students
4,84
5,25
4,38
17,278
*,0
00
Note: * p<0,05
Source: Prepared by the authors.
Regarding the desire of university students to drop out of their studies, Pimentel et al.
(2023) conducted a study with 124 Peruvian students and identified a moderate risk of
university dropout in 58.9% of the sample. Additionally, Rodrigues (2022) adds to the
discussion about the academic engagement of university students, which is related to future
career prospects, personal aspirations, emotional involvement, and positive educational
experiences, such as achieving learning goals and objectives that provide a sense of satisfaction
A comparative study in an academic community: Health, strategies, and support network during the pandemic period
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and well-being. This includes the commitment of the Institution to promoting means to facilitate
engagement across different dimensions, including pedagogical, academic, and social aspects.
Regarding the other institutional factors assessed, it is noted that the faculty had a higher
percentage compared to other groups. However, overall, in all groups, there was a positive
perception, with a percentage of responses above 70% obtained through descriptive analysis
regarding the support received from the Institution during the pandemic period. Additionally,
participants reported that the information provided about COVID-19 was clear and objective,
they feel proud to belong to the Institution, and the majority also indicated familiarity with the
institutional mission, vision, and values.
It is essential to highlight that the positive perceptions regarding the Higher Education
Institution (HEI) may be related to the fact that, even before the pandemic, the institution in
question had already implemented the use of the Moodle platform for lesson planning.
Additionally, it offered frequent training sessions for adopting active methodologies and flipped
classroom approaches and had departments that provided psycho-pedagogical support and
inclusion services to students. Faced with the pandemic scenario, the institution invested in
training for the use of the Microsoft Teams platform and other digital information and
communication tools. Additionally, it conducted various live broadcasts covering topics such
as emotional health, ergonomics, and study strategies and held regular follow-up meetings. In
summary, the HEI demonstrated a remarkable commitment to supporting its academic
community.
In most studies addressing emotional health in the academic context, there is unanimous
discourse on the role of HEIs as promoters of social support, and numerous recommendations
are made for universities to provide special attention to preventive, evaluative, and monitoring
care strategies for psychological distress, aimed at promoting quality of life, well-being, and
resilient behaviors (ROSENDO et al., 2022; SUNDE, 2022).
Luciana ZANELATO-SILVA; Sandra Leal CALAIS and Alexia Rino FERRAZ DE OLIVEIRA
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Final considerations
In the present study, it was observed that university students experienced greater
adversities in their physical and emotional well-being, as well as the other factors assessed here,
when compared with the group of faculty and staff. This may justify the students' need to adopt
more coping habits and strategies, possibly aiming to mitigate the effects caused by pandemic
stressors. Additionally, a higher frequency of responses from undergraduates indicating
intentions to drop out of studies, balancing family demands with those of work/university, as
well as familial and institutional support, was evident, signaling their psychological
vulnerability.
Thus, this research provided relevant data for understanding and investigating aspects
related to physical and emotional health, demonstrating that despite coping strategies and
familial and institutional support offered to the academic community, the pandemic context is
a potent trigger of emotional distress due to its surreal and globally impactful experience. It is
worth mentioning that in the academic context, both before and after the pandemic, impacts on
emotional health have been and are present due to constant educational challenges.
Furthermore, the transition from high school to higher education requires students to
make various pedagogical and socialization adaptations and face academic workload overload,
anxiety about exams, and academic performance. Additionally, completing a degree often leads
to insecurity regarding integration into the job market and acquired competencies, which will
require further adaptations.
Furthermore, it is essential to consider that the pandemic has imposed new challenges
related to technological innovation on Higher Education Institutions (HEIs), impacting
pedagogical and labor issues. For example, there has been greater visibility of Distance
Education (DE), adoption of hybrid teaching, faster dissemination of knowledge, and
development of more interactive digital platforms. These changes were implemented with the
aim of meeting the new profile of students, who are increasingly connected to the virtual world.
It is concluded that this study has provided a deeper understanding of the theme and the
impacts of the pandemic experienced by academic community members. In this sense, it
becomes indispensable to implement more precise institutional and interdisciplinary policies
and programs aimed at promoting physical and emotional health, as well as organizing events
and sessions on academic and work well-being. This includes discussions on ergonomics,
encouragement of physical activities, and establishment of psycho-pedagogical support centers,
A comparative study in an academic community: Health, strategies, and support network during the pandemic period
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aiming at developing more effective strategies for the well-being and quality of life of those
involved.
Despite the valuable conclusions of this study, further research in the area is still
necessary to deepen the theme in question. It is important to seek data that allow discussion
about the various stress factors generated by the academic environment in different audiences,
as well as to relate them to sociodemographic data such as age, education level, gender, course,
physical activity, eating habits, sleep quality, spirituality, among others.
Comparative studies between public and private universities are also suggested, as well
as longitudinal studies to assess the post-pandemic effect on the academic community.
Furthermore, research is needed on structuring evaluative, preventive, and intervention
programs, as well as their effectiveness in reducing psychological harm and promoting
emotional health in the face of constant changes in the educational sphere.
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CRediT Author Statement
Acknowledgements: We would like to express our gratitude to the participating HEI and
to UNESP, Graduate Program in Developmental and Learning Psychology, especially Prof.
Hugo Ferrari Cardoso.
Funding: UNESP Bauru SP for publication support funds.
Conflicts of interest: There are no conflicts of interest.
Ethical approval: Opinion No. 5,065,691 and CAAE 52667921.5.0000.5502. This
procedure followed the guidelines of the National Health Council, Resolution No.
466/2012, for research involving human subjects.
Data and material availability: The data and materials used in the study will be made
available 6 months after the date of deposit (03/18/2024) of the thesis in the UNESP
Repository to prevent data plagiarism.
Author’s contributions: Luciana Zanelato da Silva: research and literature review, data
analysis, and article structuring. Alexia Rino: assistance in the elaboration and data
grouping from instruments. Sandra Leal Calais: guidance, revisions, and analyses.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, normalization and translation.