EDI
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 20, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2526-3471
DOI: https://doi.org/10.26673/tes.v20i00.19454 1
EMERGÊNCIA MÉDICA: PESQUISA E COLETA DE SINAIS-TERMO EM LIBRAS
PARA O ATENDIMENTO AO PACIENTE SURDO
EMERGENCIA MÉDICA: INVESTIGACIÓN Y RECOPILACIÓN DE SIGNOS EN
LENGUA DE SIGNOS BRASILEÑA PARA LA ATENCIÓN AL PACIENTE SORDO
MEDICAL EMERGENCY: RESEARCH AND GATHERING OF SIGNS IN BRAZILIAN
SIGN LANGUAGE FOR DEAF PATIENT CARE
Igor Duarte Pinto PACIELLO1
e-mail: igor_paciello@id.uff.br
Tathianna Prado DAWES2
e-mail: tathiannadawes@id.uff.br:
Maíra Soares HENRIQUES3
e-mail: maira.hnrqs@gmail.com
Como referenciar este artigo:
PACIELLO, I. D. P.; DAWES, T. P.; HENRIQUES, M. S.
Emergência Médica: Pesquisa e coleta de sinais-termo em Libras
para o atendimento ao paciente surdo. Temas em Educ. e Saúde,
Araraquara, v. 20, n. 00,
e024006, 2024. e-ISSN: 2526-3471. DOI:
https://doi.org/10.26673/tes.v20i00.19454
| Submetido em: 06/07/2024
| Revisões requeridas em: 14/11/2024
| Aprovado em: 20/11/2024
| Publicado em: 17/12/2024
Editoras:
Profa. Dra. Luci Regina Muzzeti
Profa. Dra. Rosangela Sanches da Silveira Gileno
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói Rio de Janeiro RJ Brasil. Discente de Medicina. Membro
do Grupo de Pesquisa Libras, Linguística e Divulgação (LiLinDiv-UFF).
Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói Rio de Janeiro RJ Brasil. Doutora em Estudos de
Linguagem e Mestre em Diversidade e Inclusão pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Professora Adjunta
II de Libras da Universidade Federal Fluminense (UFF). Líder do Grupo de Pesquisa Libras, Linguística e
Divulgação (LiLinDiv-UFF) - Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas.
Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói Rio de Janeiro RJ Brasil. Licenciada e Bacharel em
Ciências Biológicas pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Membro do Grupo de Pesquisa Libras,
Linguística e Divulgação (LiLinDiv-UFF).
Emergência Médica: Pesquisa e coleta de sinais-termo em Libras para o atendimento ao paciente surdo
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 20, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2526-3471
DOI: https://doi.org/10.26673/tes.v20i00.19454 2
RESUMO: No Brasil, uma parcela importante da população tem algum tipo de perda auditiva.
No entanto, mesmo na área da saúde pública, ainda há barreiras de comunicação no cenário do
atendimento médico à população surda. Dentro do contexto do atendimento ao paciente grave
ou com risco de morte, não é permissível este impasse comunicacional. Portanto, este trabalho
visou coletar e divulgar sinais-termos essenciais para entendimento eficaz entre profissional de
saúde e paciente surdo. Com o apoio do projeto de extensão Libras, Linguística e Divulgação
da Universidade Federal Fluminense, foram gravados 80 sinais referentes a 57 termos e
disponibilizados para consulta na Plataforma Libras Acadêmica UFF, alimentada pelo mesmo
projeto. Foi priorizada a gravação dos sinais utilizados com maior abrangência no país. Ainda
assim, constatou-se a falta de sinais que representem muitos outros termos comumente
empregados nos serviços de emergências, fazendo-se mais necessário o envolvimento da saúde
com a comunidade surda.
PALAVRAS-CHAVE: Educação para a saúde. Ciências da saúde. Barreira linguística. Língua
Brasileira de Sinais. Serviço de saúde.
RESUMEN: Brasil tiene una parte significativa de su población que experimenta algún tipo
de pérdida de audición. Sin embargo, dentro de la salud publica, siguen existiendo barreras
comunicativas en la atención médica a la población sorda. Frente a los pacientes críticos o
potencialmente mortales, este impasse comunicacional es inadmisible. Por lo tanto, este
trabajo tuvo como objetivo recopilar y difundir signos esenciales para una comprensión
efectiva entre profesionales y pacientes sordos. Apoyado por el proyecto de extensión Libras,
Linguística e Divulgação de la Universidad Federal Fluminense, han registrado 80 signos para
57 conceptos y se pusieron a disposición para consulta en la Plataforma Libras Acadêmica
UFF, soportado por el mismo proyecto. Se dio prioridad al registro de los signos más utilizados
en el país. Todavía, faltaban signos que representasen otros conceptos comúnmente utilizados
en los servicios de emergencia, haciendo más necesario que el sector sanitario se envuelva con
la comunidad sorda.
PALABRAS CLAVE: Educación para la salud. Ciencias de la salud. Barrera lingüística.
Lengua Brasileña de Señas. Sistema de salud.
ABSTRACT: Brazil has a significant part of its population that experiences some form of
hearing loss. However, even inside public health, there are still communication barriers in
medical care for the deaf population. In the face of critical or life-threatening patients, this
communication impasse cannot be acceptable. Therefore, this work aimed to collect and spread
essential signs for an effective understanding between health professionals and deaf patients.
Supported by the extension project Libras, Linguística e Divulgação of Universidade Federal
Fluminense, 80 signs for 57 terms were registered and made available for consultation on the
Plataforma Libras Acadêmica UFF, supported by the same project. Priority was given to the
registration of the most used signs in the country. Yet, there was a lack of signs representing
other terms commonly used in emergency services, making it even more necessary for the health
sector to get involved with the deaf community.
KEYWORDS: Health education. Health sciences. Language barrier. Brazilian Sign Language.
Health service.
Igor Duarte Pinto PACIELLO, Tathianna Prado DAWES e Maíra Soares HENRIQUES
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 20, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2526-3471
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Introdução
O Brasil é um país onde a perda auditiva é um dos tipos de deficiência mais
predominante. Dados provenientes do Censo 2010 do IBGE retratam que o número de
indivíduos incluídos neste grupo correspondia a 5,10% da população brasileira no ano em que
a pesquisa foi realizada, se tratando de uma parcela populacional inferior apenas ao das
categorias de deficiências visual e motora (Brasil, 2012). Destaca-se ainda que, do total de
pessoas com deficiência, 7,6% eram totalmente surdas (Brasil, 2012). Apesar do número
expressivo de indivíduos surdos na população, o estigma social e o preconceito contra pessoas
com deficiência são prevalentes na mesma proporção (Lopes et al., 2021).
No contexto da saúde pública, ainda existem barreiras que dificultam o acesso aos
serviços e comprometem a comunicação entre profissionais de saúde e pacientes surdos, apesar
de a Língua Brasileira de Sinais (Libras) já ser reconhecida como meio legal de comunicação e
expressão pela Lei 10.436, de 24 de abril de 2002 (Brasil, 2002). A comunicação limitada
baseada na língua portuguesa, os clínicos não familiarizados com a Língua Brasileira de Sinais
e a escassez de oferta de tradutores e intérpretes dessa língua são os principais motivos para
essa incongruência com os aspectos estipulados por lei. A comunicação é extremamente
importante para o sucesso do atendimento e identificação de possíveis doenças de forma ágil e
eficiente. No contexto do atendimento a pacientes com gravidade da moléstia e risco de morte,
a estabilização do seu quadro clínico é imprescindível. Para efetivação de um cuidado
humanizado, o processo de trabalho precisa ser adaptado, principalmente no que tange às
lacunas de acesso.
Um ponto de partida é a necessidade de compreensão das diferentes manifestações da
surdez. Anatomicamente, o sistema auditivo se divide em orelha externa, composta pelo
pavilhão auricular e meato acústico externo, orelha média, composta pela membrana timpânica
e ossículos, e orelha interna, tendo início na janela oval da cóclea (Figura 1). Fisiologicamente,
as ondas de som propagam-se pelo conduto auditivo externo até a membrana timpânica. A
cadeia ossicular presente na orelha média transmite e amplifica os sons que ali chegam por meio
da vibração timpânica. Em contato com a janela oval, a vibração do estribo (último ossículo da
cadeia) gera uma vibração na endolinfa, a qual banha o órgão de Corti. A energia mecânica
desencadeada pela movimentação do órgão de Corti sob a membrana tectória promove a
contração e despolarização dos receptores, levando a propagação do impulso elétrico (Kandel
et al., 2014).
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Figura 1 Anatomia do sistema auditivo: Orelha externa, composta pelo pavilhão
auricular e meato acústico externo. Orelha média, composta pela membrana timpânica e
ossículos. Orelha interna, tendo início na janela oval da cóclea
Fonte: Adaptado de Bear e Connors (2017, p. 373).
As perdas e diminuições auditivas podem provir de causas congênitas ou adquiridas em
decorrência de patologia, acidente ou uso de substância ototóxica (Santos et al., 2014). Podem
ser classificadas, ainda, conforme a procedência do distúrbio, como pela modificação na
condução sonora do ouvido externo à cóclea ou pela perda de neurônios e células ciliadas
cocleares (Bear; Connors, 2017).
A área da saúde e, tradicionalmente, a área educacional, adotam a avaliação dos graus
de surdez em decibéis (dB), distinguidos entre leve, moderada, severa e profunda. É
considerada deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total, de 41 dB ou mais, aferida
por audiogramas nas frequências de onda de 500, 1.000, 2.000 e 3.000 hertz (Brasil, 2005), o
que já seria correspondente a uma surdez moderada (Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia,
2020). Trabalhos prévios diferenciavam os termos “deficiência auditiva” e “surdo” de acordo
com o grau de surdez, entretanto, atualmente surdos e pesquisadores da área vêm considerando
que “o termo ‘surdo’ se refere a quem percebe o mundo por meio de experiências visuais e opta
por utilizar a língua de sinais, valorizando a cultura e a comunidade surda” (Galasso; Esdras,
2018, p. 10), considerando a importância da manifestação cultural do indivíduo.
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Existem documentos oficiais em vigência no Brasil de imensa importância para a luta
da comunidade surda. Pode-se destacar o Decreto n.º 5.626, de 22 de dezembro de 2005, que
prevê, dentre outros quesitos, a obrigatoriedade da oferta de intérpretes para pessoas surdas
como medida de garantia do direito à saúde (Brasil, 2005). No entanto, o intérprete necessita
conhecer os termos técnicos das especialidades médicas, além de saber respeitar o sigilo e
integridade do paciente o qual acompanha, ou seja, existem questões éticas envolvidas (Gomes
et al., 2017). Muitos surdos relatam que sua intimidade fica em risco durante o atendimento de
consultas psiquiátricas ou ginecológicas (Gomes et al., 2017). Mesmo a presença de intérpretes
não garante qualidade do atendimento médico, o que contribui para manutenção da segregação
deste grupo.
Pereira et al. (2020) relatam, mediante entrevistas para sua pesquisa, que diversos surdos
deixam muitas vezes de ir ao médico por medo de suas queixas não serem compreendidas.
Profissionais também afirmam que se sentem desconfortáveis, despreparados e inseguros
quando prestam atendimento ao paciente surdo, justamente pela barreira linguística. Tanto
profissionais quanto pacientes surdos percebem o inconveniente de não conseguir explicar
detalhadamente informações e a dificuldade de não compreensão do outro. É raro encontrar um
profissional que de fato saiba se comunicar por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras),
ainda que a maioria dos entrevistados considere extremamente importante o conhecimento
dessa língua. Lopes et al. (2021) relatam casos de atendimentos médicos em que se recorre ao
uso de mímicas para tentar estabelecer comunicação, sem critérios linguísticos ou
padronização, o que acaba não produzindo os resultados esperados.
A pessoa surda aprende a comunicar-se em Libras gradualmente ao ser inserida em um
contexto de uso cotidiano da língua, especialmente quando participa de uma comunidade surda
sinalizadora, sem necessidade de ensino formal. De modo semelhante, ocorre a aquisição da
língua portuguesa escrita (Quadros, 1997). Assim, alguns surdos têm a Libras como língua
materna, e a comunicação com o paciente surdo por meio de sua língua nativa pode ser decisiva
para fortalecer laços de confiança no atendimento médico.
É evidente que a implementação ou ampliação do ensino de Libras durante a graduação
em áreas da saúde, especialmente na medicina, é essencial para garantir o atendimento integral
ao paciente surdo. Tal medida é especialmente necessária devido à escassez de profissionais
que conhecem a língua (Gomes et al., 2017) e à importância da coleta de informações sobre a
sintomatologia do paciente, crucial para diagnósticos e tratamentos rápidos desde sua chegada.
Emergência Médica: Pesquisa e coleta de sinais-termo em Libras para o atendimento ao paciente surdo
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Nesse sentido, com o intuito de aprimorar a comunicação interpessoal e a assistência à
saúde, o objetivo deste estudo foi investigar e reunir os sinais-termo essenciais disponíveis na
literatura para o atendimento de urgência e emergência à população surda.
Metodologia
A metodologia de pesquisa pode ser dividida em 5 etapas:
A) Seleção dos sinais-termo
Foi feita uma pesquisa bibliográfica e seleção de 57 sinais-termo relevantes nos serviços
de emergência conforme a maior possibilidade de utilização durante uma interação com o
paciente surdo, seja para o paciente comunicar seus sintomas, seja para o profissional transmitir
informações acerca dos procedimentos e informações clínicas, além dos diagnósticos. A
inclusão destes termos foi feita por conveniência.
Foram priorizados, neste trabalho, os sinais mais utilizados no Brasil, provenientes de
regiões diversas, ou com melhor iconicidade. A iconicidade (Figura 2A) está relacionada com
a representação de algo que tem semelhança visual no mundo real; nesse sentido, um sinal-
termo que muito se assemelha ao objeto real em sua composição configuração de mãos,
movimentação, orientação, entre outros (Araujo, 2016; Viana Filho, 2020). Por outro lado, os
sinais arbitrários (Figura 2B) não se assemelham com o objeto, o que impede a interpretação
do significado simplesmente por meio da forma (Araujo, 2016; Viana Filho, 2020).
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Figura 2 Exemplo de sinais icônicos e arbitrários. (A) Sinal de soroterapia (mão em 1,
palma para cima, indicador para trás, diante da parte interna do braço. Tocar a ponta do
indicador no braço. Então, elevar a mão, palma para baixo, dedos indicadores e polegar
distendidos. Unir e afastar as pontas dos dedos), um exemplo de sinal icônico. (B) Sinal de
menopausa (mão aberta, palma para baixo, dedos separados). Passar o dorso do polegar para
baixo sobre o centro do peito. E, em seguida, mão vertical aberta, palma para esquerda, acima
do ombro direito. Mover a mão para a esquerda, virando a palma para baixo), um exemplo de
sinal arbitrário
Fonte: Adaptado de Capovilla e Raphael (2004, p. 97-354).
Os sinais encontrados foram procurados em duas fontes físicas (quinta edição da
Enciclopédia da Língua de Sinais Brasileira, proveniente do trabalho de Capovilla e Raphael
(2004), e coleção Livro Ilustrado de Língua Brasileira de Sinais
) e em cinco glossários digitais
(Glossário terminológico da Odontologia em Língua Brasileira de Sinais
, Playlist de Medicina
do Canal Ed Libras
, TV Sinais
, Cartilha de Libras em Medicina e Saúde
e Sinais-termo da
área de Traumatologia e Ortopedia
).
HONORA, Márcia; FRIZANCO, Mary Lopes Esteves. Livro ilustrado da Língua Brasileira de Sinais:
Desvendando a comunicação usada pelas pessoas com surdez. São Paulo: Ciranda Cultural, 2010.
Disponível em: https://www.youtube.com/playlist?list=PLvatSe56LZX9GEs3I96sKVaII0wP-4Nlb. Acesso em:
25 maio 2024.
Disponível em: https://www.youtube.com/playlist?list=PLJyeeILWdHCv9FDWjsvqNp3jbtqneRMId. Acesso
em: 25 maio 2024.
Disponível em: https://www.youtube.com/@TVSinais. Acesso em: 25 maio 2024.
CAPOVILLA, Fernando César; RAPHAEL, Walkiria Duarte. Cartilha de Libras em medicina e saúde [livro
eletrônico]. 2 ed. Distrito Federal: Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação, 2022. Disponível em:
https://www.gov.br/mec/pt-br/media/semesp/pdf/CartilhaLibrasMedicinaSaudeCapovilla2022_511.pdf. Acesso
em: 25 maio 2024.
GARCIA, Renata Rodrigues de Oliveira. Sinais-termo da área de Traumatologia e Ortopedia: uma proposta
de glossário bilíngue em Língua Portuguesa-Língua de Sinais Brasileira. 2021. 277 f. Tese (Doutorado em
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B) Disposição dos sinais-termo
Os sinais selecionados foram organizados em uma tabela contendo a palavra em
português e em inglês, seus respectivos significados conceituais em cada língua e a procedência
da fonte do sinal-termo. As fontes foram escolhidas por serem consideradas de maior
credibilidade, uma vez que são provenientes de pesquisas científicas. Certamente, o ideal seria
que tanto o paciente quanto o profissional de saúde possuíssem uma ampla gama de vocabulário
para facilitar a comunicação. Contudo, a seleção precisou ser limitada aos sinais com maior
probabilidade de uso. Caso existisse um sinal-termo correspondente a uma palavra em
português no site, ele não seria acrescentado, exceto em situações envolvendo uma variação
linguística de uso amplo.
C) Gravação
As gravações foram realizadas pelos autores na sala da Escola de Inclusão da
Universidade Federal Fluminense (UFF), que apoia o projeto de extensão Libras, Linguística e
Divulgação (LiLinDiv). Utilizou-se o aplicativo de gravação próprio do smartphone do sistema
operacional Android para a captura de imagem. Os vídeos foram padronizados em fundo
branco, nos quais colaboradoras surdas foram convidadas para realização dos sinais, vestidas
de blusa preta sem estampas e ausência de acessórios ou maquiagem para evitar dispersão da
atenção do espectador.
D) Edição
A edição foi feita também de forma padronizada por meio do software Sony Vegas Pro
15, com ajustes de resolução de renderização 1720x1240 e enquadramento do tipo plano médio,
suficiente para visualizar a configuração de mãos, movimentação corporal e expressão facial.
E) Divulgação
Para garantir um alcance adequado, todos os vídeos padronizados foram adicionados na
Plataforma Libras Acadêmica UFF
, um site institucionalizado pela UFF que divulga sinais-
termo da Libras. A plataforma proporciona acesso a pessoas interessadas, surdas ou ouvintes,
e contém um glossário bilíngue utilizado como fonte de pesquisa para diversos segmentos
Linguística) Universidade de Brasília, Brasília, 2021. Disponível em:
https://repositorio.unb.br/handle/10482/42558. Acesso em: 29 set. 2021.
Disponível em: https://librasacademica.uff.br.
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acadêmicos, incluindo a área da saúde. Esses sinais podem ser empregados como ferramenta
de aprendizado para aprimorar a comunicação médico-paciente surdo. A plataforma é mantida
pelo projeto de pesquisa e extensão LiLinDiv, que também organiza minicursos para a
divulgação de sinais de áreas acadêmicas específicas. Além disso, o projeto desenvolve e-books
e cartilhas.
Resultados
A partir de pesquisas em diversas fontes relacionadas ao atendimento de emergência,
foram gravados sinais correspondentes a 57 termos, todos selecionados com base em sua
relevância ao tema. Todo o material coletado foi disponibilizado por meio da Plataforma Libras
Acadêmica UFF, para que os profissionais de saúde possam utilizá-lo como fonte de consulta
no dia a dia, contribuindo para a construção de um atendimento de qualidade ao paciente surdo.
Abaixo estão apresentados os sinais encontrados (Quadro 1):
Quadro 1 Termos com sinais correspondentes encontrados, listados com suas respectivas
fontes e indicando a quantidade coletada
Termo
Enciclopédia da
Língua de Sinais
Livro Ilustrado de
Língua Brasileira de
Sinais
Glossários digitais
Acidente
1
Adrenalina
1
Afogamento
1
Alergia
1
Alta hospitalar
2
Ambulância
3
Anestesia
2
Angina
1
AVC
2
Cesariana
2
Choque elétrico
1
Cólica abdominal
1
Coma
3
Convulsão
1
Delírio
1
Desfibrilador
1
Desmaio
1
Diagnóstico
2
Ecocardiograma
1
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Termo
Enciclopédia da
Língua de Sinais
Livro Ilustrado de
Língua Brasileira de
Sinais
Glossários digitais
Eletrocardiograma
1
Eletroencefalograma
2
Emergência
1
Enfermaria
1
Entorse (torção)
1
Enxaqueca
1
Escorregar
2
Exame / examinar /
exame médico
4
Fratura
1
1
Hemograma
1
Hospital
1
Infarto
1
Internação / internar
3
Intoxicação
1
Mordida
1
Mutilar / decepar
2
Perder peso
1
Pronto-socorro
1
Queimadura
2
Raio-X
1
Ressonância magnética
1
Sala de raio-X
1
Sangramento
1
Soroterapia
1
Sutura
1
Tala
1
Tomografia de crânio
1
Transfusão de sangue
3
Traumatismo
1
Trombose
1
Ultrassonografia
1
Urgência
1
Via inalatória
1
Via intramuscular
1
Via intravenosa
2
Via nasal
2
Via oral
1
Via subcutânea
1
Fonte: Elaborado pelos autores, 2023.
Igor Duarte Pinto PACIELLO, Tathianna Prado DAWES e Maíra Soares HENRIQUES
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Discussão
Embora a lista contenha 57 termos, o total de sinais gravados foi de 80, devido à
existência de variações para alguns dos conceitos. Isso ocorreu porque, assim como no
português, as variações linguísticas também se manifestam na língua de sinais, podendo mudar
conforme a região, idade, sexo, posição social dos falantes, situação sociocomunicativa e, ainda,
aspectos históricos (Schmitt; Beche; Sell, 2013). Dessa forma, alguns termos pesquisados
apresentaram mais de uma correspondência em Libras para o mesmo conceito. É fundamental
considerar essas variações para tornar este trabalho e suas futuras aplicações mais abrangentes.
Entretanto, para casos em que os sinais apresentavam muitas variações, a equipe optou por
priorizar a gravação dos sinais usados em um maior número de estados brasileiros ou aqueles
que demonstravam maior iconicidade em relação ao conceito retratado.
Não obrigatoriedade de que os sinais em Libras sejam icônicos, mas a iconicidade
pode facilitar a construção de significados (Constâncio, 2022). Nesse sentido, para minimizar
as dificuldades de assimilação durante atendimentos de emergência, tanto para profissionais
não fluentes ou não habituados ao uso da língua quanto para os pacientes em relação aos termos
médicos, esses sinais poderão desempenhar um papel facilitador.
Vale destacar que alguns sinais que podem ser utilizados nesse contexto emergencial já
estavam disponíveis na Plataforma Libras Acadêmica UFF, por meio de pesquisas prévias
realizadas pelo projeto LiLinDiv, como: cefaleia (dor de cabeça), diarreia, dispneia, febre alta,
hemorragia, inconsciente e tratamento. Por essa razão, não foi necessário pesquisar esses termos
novamente nem os acrescentar ao quadro apresentado.
Percebe-se que existem sinais que podem auxiliar o atendimento ao paciente surdo.
Entretanto, a quantidade de sinais disponíveis provavelmente ainda não é ideal para que essa
população seja atendida de forma adequada, evitando que esse grupo fique alheio às questões
relacionadas à sua própria saúde (Nascimento et al., 2020). Palavras em português com
significados muito específicos apresentaram maior dificuldade para a identificação de um sinal-
termo correspondente, devido à escassez de termos específicos em Libras na área de Ciências
da Saúde (Francisco et al., 2023). Por exemplo, patologias recorrentes nos serviços de
emergência, como pneumotórax hipertensivo, derrame pericárdico ou derrame pleural, entre
outras, não apresentaram sinais correspondentes, o que ainda dificulta a comunicação sobre
esses acometimentos com os pacientes.
Emergência Médica: Pesquisa e coleta de sinais-termo em Libras para o atendimento ao paciente surdo
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Mesmo com o conhecimento e treinamento em relação aos sinais disponíveis, o cenário
mais ideal para um atendimento adequado ao paciente surdo seria a implementação curricular
de um aprendizado pleno de Libras, da mesma forma que as necessidades dos ouvintes são
supridas pela comunicação com os profissionais de saúde (Gomes et al., 2017).
Considerações finais
A mobilização e a conscientização dos profissionais sobre a importância do aprendizado
da Libras constituem um passo primordial para que sua implementação efetiva e obrigatória
nos currículos acadêmicos seja alcançada, visando uma formação profissional compatível com
as necessidades da sociedade brasileira. Esse é um passo crucial para assegurar os pilares da
universalidade, integralidade e equidade do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como para
atender às necessidades do paciente surdo.
Entretanto, ainda há uma incontestável falta de sinais-termo para reproduzir plenamente
tudo que é elucidado durante um atendimento em saúde. Não foram criados ainda sinais-termos
para muitos procedimentos e patologias frequentes no serviço de urgência. Atualmente, o surdo
vem rompendo os empecilhos e está se introduzindo cada vez mais nas diversas áreas de
conhecimento, além da linguística. Com o passar dos anos e avanços do conhecimento
científico, mais sinais-termo podem ser desenvolvidos, uma vez que, com o avanço da inclusão
das pessoas surdas nas diversas áreas científicas, contribuindo de forma mais específica em
grupos de pesquisa, as lacunas presentes neste momento tendem a ser preenchidas.
A Plataforma Libras Acadêmica UFF pode, portanto, servir como meio de acesso aos
sinais-termos os quais o profissional de saúde gostaria de comunicar ao seu paciente, de modo
que o mundo do paciente surdo possa se abrir aos profissionais. De igual modo, o mundo da
medicina pode se abrir ao paciente surdo, permitindo que possa haver melhor comunicação de
seus sintomas e transmissão de informações do cuidado em saúde de modo amplo e
multiprofissional conforme a necessidade individual e características deste paciente, como
também para cumprimento da Lei n.º 10.436, de 24 de abril de 2002. Nesse sentido, espera-se
que a comunicação interprofissional seja cada vez mais aprimorada e inclusiva.
Igor Duarte Pinto PACIELLO, Tathianna Prado DAWES e Maíra Soares HENRIQUES
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 20, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2526-3471
DOI: https://doi.org/10.26673/tes.v20i00.19454 13
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Igor Duarte Pinto PACIELLO, Tathianna Prado DAWES e Maíra Soares HENRIQUES
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 20, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2526-3471
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CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Não aplicável.
Financiamento: Não aplicável.
Conflitos de interesse: Não há conflitos de interesse.
Aprovação ética: O trabalho não passou por algum comitê de ética, visto que se trata de
uma revisão literária.
Disponibilidade de dados e material: Estão disponíveis para acesso e consulta na
Plataforma Libras Acadêmica UFF.
Contribuições dos autores: Igor Duarte Pinto Paciello: gerenciamento de dados, escrita,
aplicação da metodologia, operação de recursos de gravação e edição de vídeos e análise
dos dados e revisão. Tathianna Prado Dawes: conceitualização, metodologia, administração
do projeto, disponibilização de equipamentos, validação e revisão. Maíra Soares Henriques:
disponibilização de equipamentos, operação de recursos de gravação de vídeos, preparação
visual dos dados, escrita, análise dos dados e revisão.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
EDI
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MEDICAL EMERGENCY: RESEARCH AND GATHERING OF SIGNS IN
BRAZILIAN SIGN LANGUAGE FOR DEAF PATIENT CARE
EMERGÊNCIA MÉDICA: PESQUISA E COLETA DE SINAIS-TERMO EM LIBRAS
PARA O ATENDIMENTO AO PACIENTE SURDO
EMERGENCIA MÉDICA: INVESTIGACIÓN Y RECOPILACIÓN DE SIGNOS EN
LENGUA DE SIGNOS BRASILEÑA PARA LA ATENCIÓN AL PACIENTE SORDO
Igor Duarte Pinto PACIELLO1
e-mail: igor_paciello@id.uff.br
Tathianna Prado DAWES2
e-mail: tathiannadawes@id.uff.br:
Maíra Soares HENRIQUES3
e-mail: maira.hnrqs@gmail.com
How to reference this article:
PACIELLO, I. D. P.; DAWES, T. P.; HENRIQUES, M. S. Medical
emergency: research and gathering of signs in Brazilian sign
language for deaf patient care. Temas em Educ. e Saúde,
Araraquara, v. 20, n. 00,
e024006, 2024. e-ISSN: 2526-3471. DOI:
https://doi.org/10.26673/tes.v20i00.19454
| Submitted: 06/07/2024
| Revisions required: 14/11/2024
| Approved: 20/11/2024
| Published: 17/12/2024
Editors:
Prof. Dr. Luci Regina Muzzeti
Prof. Dr. Rosangela Sanches da Silveira Gileno
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
Federal University of the State of Rio de Janeiro (UFF), Niterói - Rio de Janeiro - RJ - Brazil. Medical student.
Member of the Libras, Linguistics and Dissemination Research Group (LiLinDiv-UFF).
Federal University of the State of Rio de Janeiro (UFF), Niterói - Rio de Janeiro - RJ - Brazil. She has a Doctoral
degree in Language Studies and a Master's Degree in Diversity and Inclusion from the Fluminense Federal
University (UFF). Adjunct Professor II of Libras at the Fluminense Federal University (UFF). Leader of the Libras,
Linguistics and Dissemination Research Group (LiLinDiv-UFF) - Department of Classical and Vernacular
Languages.
Federal University of the State of Rio de Janeiro (UFF), Niterói - Rio de Janeiro - RJ - Brazil. She has a degree
in Biological Sciences from the Fluminense Federal University (UFF). Member of the Libras, Linguistics and
Dissemination Research Group (LiLinDiv-UFF)
Medical emergency: research and gathering of signs in Brazilian sign language for deaf patient care
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 20, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2526-3471
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ABSTRACT: Brazil has a significant part of its population that experiences some form of
hearing loss. However, even inside public health, there are still communication barriers in
medical care for the deaf population. In the face of critical or life-threatening patients, this
communication impasse cannot be acceptable. Therefore, this work aimed to collect and spread
essential signs for an effective understanding between health professionals and deaf patients.
Supported by the extension project Libras, Linguística e Divulgação of Federal University of
the State of Rio de Janeiro, 80 signs for 57 terms were registered and made available for
consultation on the Plataforma Libras Acadêmica UFF, supported by the same project. Priority
was given to the registration of the most used signs in the country. Yet, there was a lack of signs
representing other terms commonly used in emergency services, making it even more necessary
for the health sector to get involved with the deaf community.
KEYWORDS: Health education. Health sciences. Language barrier. Brazilian Sign Language.
Health service.
RESUMO: No Brasil, uma parcela importante da população tem algum tipo de perda auditiva.
No entanto, mesmo na área da saúde pública, ainda barreiras de comunicação no cenário
do atendimento médico à população surda. Dentro do contexto do atendimento ao paciente
grave ou com risco de morte, não é permissível este impasse comunicacional. Portanto, este
trabalho visou coletar e divulgar sinais-termos essenciais para entendimento eficaz entre
profissional de saúde e paciente surdo. Com o apoio do projeto de extensão Libras, Linguística
e Divulgação da Universidade Federal Fluminense, foram gravados 80 sinais referentes a 57
termos e disponibilizados para consulta na Plataforma Libras Acadêmica UFF, alimentada
pelo mesmo projeto. Foi priorizada a gravação dos sinais utilizados com maior abrangência
no país. Ainda assim, constatou-se a falta de sinais que representem muitos outros termos
comumente empregados nos serviços de emergências, fazendo-se mais necessário o
envolvimento da saúde com a comunidade surda.
PALAVRAS-CHAVE: Educação para a saúde. Ciências da saúde. Barreira linguística.
Língua Brasileira de Sinais. Serviço de saúde.
RESUMEN: Brasil tiene una parte significativa de su población que experimenta algún tipo
de pérdida de audición. Sin embargo, dentro de la salud publica, siguen existiendo barreras
comunicativas en la atención médica a la población sorda. Frente a los pacientes críticos o
potencialmente mortales, este impasse comunicacional es inadmisible. Por lo tanto, este
trabajo tuvo como objetivo recopilar y difundir signos esenciales para una comprensión
efectiva entre profesionales y pacientes sordos. Apoyado por el proyecto de extensión Libras,
Linguística e Divulgação de la Universidad Federal Fluminense, han registrado 80 signos para
57 conceptos y se pusieron a disposición para consulta en la Plataforma Libras Acadêmica
UFF, soportado por el mismo proyecto. Se dio prioridad al registro de los signos más utilizados
en el país. Todavía, faltaban signos que representasen otros conceptos comúnmente utilizados
en los servicios de emergencia, haciendo más necesario que el sector sanitario se envuelva con
la comunidad sorda.
PALABRAS CLAVE: Educación para la salud. Ciencias de la salud. Barrera lingüística.
Lengua Brasileña de Señas. Sistema de salud.
Igor Duarte Pinto PACIELLO, Tathianna Prado DAWES and Maíra Soares HENRIQUES
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Introduction
Brazil is a country where hearing loss is one of the most prevalent types of disability.
Data from the 2010 IBGE Census show that the number of individuals in this group accounted
for 5.10% of the Brazilian population in the year the survey was conducted, a proportion only
surpassed by those with visual and motor disabilities (Brazil, 2012). It is also noteworthy that,
of the total number of people with disabilities, 7.6% were utterly deaf (Brazil, 2012). Despite
the significant number of deaf individuals in the population, social stigma and prejudice against
people with disabilities remain equally prevalent (Lopes et al., 2021).
In the context of public health, there are still barriers that hinder access to services and
compromise communication between health professionals and deaf patients, despite the fact
that Brazilian Sign Language (Libras) is already recognized as a legal means of communication
and expression by Law No. 10.436, of April 24, 2002 (Brasil, 2002). Limited communication
based on the Portuguese language, clinicians unfamiliar with the Brazilian Sign Language, and
a shortage of translators and interpreters of this language are the main reasons for this
inconsistency with the aspects stipulated by law. Communication is essential for successful care
and for identifying possible illnesses quickly and efficiently. In the context of caring for patients
with serious illness and risk of death, stabilizing their clinical condition is essential. In order to
provide humanized care, the work process needs to be adapted, especially with regard to gaps
in access.
One starting point is the need to understand the different manifestations of
deafness. Anatomically, the auditory system is divided into the outer ear, made up of the pinna
and external acoustic meatus; the middle ear, made up of the tympanic membrane and ossicles;
and the inner ear, which begins in the oval window of the cochlea (Figure 1). Physiologically,
sound waves propagate through the external auditory canal to the tympanic membrane. The
ossicular chain in the middle ear transmits and amplifies the sounds that reach it through
tympanic vibration. In contact with the oval window, the vibration of the stapes (the last ossicle
in the chain) generates a vibration in the endolymph, which bathes the organ of Corti. The
mechanical energy triggered by the movement of the organ of Corti under the tectorial
membrane promotes the contraction and depolarization of the receptors, leading to the
propagation of the electrical impulse (Kandel et al., 2014).
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Figure 1 - Anatomy of the auditory system: External ear, composed of the pinna and
external acoustic canal. The middle ear is composed of the tympanic membrane and ossicles.
The inner ear, starting at the oval window of the cochlea
Source: Adapted from Bear and Connors (2017, p. 373).
Hearing loss and reduction can come from congenital or acquired causes as a result of
pathology, accidents, or the use of ototoxic substances (Santos et al., 2014). They can also be
classified according to the origin of the disorder, such as a change in sound conduction from
the outer ear to the cochlea or the loss of neurons and cochlear hair cells (Bear; Connors, 2017).
The health sector and, traditionally, the educational sector adopt the assessment of
degrees of deafness in decibels (dB), distinguished between mild, moderate, severe, and
profound. Bilateral, partial, or total hearing loss of 41 dB or more, measured by audiograms at
wave frequencies of 500, 1,000, 2,000, and 3,000 hertz (Brasil, 2005), which would already
correspond to moderate deafness (Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia, 2020). Previous
works differentiated the terms "hearing impairment" and "deaf" according to the degree of
deafness, however, currently, deaf people and researchers in the field are considering that "the
term 'deaf' refers to those who perceive the world through visual experiences and choose to use
sign language, valuing the deaf culture and community" (Galasso; Esdras, 2018, p. 10, our
translation), considering the importance of the individual's cultural manifestation.
There are official documents in force in Brazil that are of immense importance to the
struggle of the deaf community. Decree No. 5.626, of December 22, 2005, provides, among
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other things, for the mandatory provision of interpreters for deaf people as a measure to
guarantee the right to health (Brasil, 2005). However, the interpreter needs to know the
technical terms of the medical specialties, in addition to knowing how to respect the
confidentiality and integrity of the patient they are accompanying, i.e. there are ethical issues
involved (Gomes et al., 2017). Many deaf people report that their intimacy is at risk during
psychiatric or gynecological appointments (Gomes et al., 2017). Even the presence of
interpreters does not guarantee the quality of medical care, which contributes to maintaining
the segregation of this group.
Through interviews for their research, Pereira et al. (2020) report that many deaf people
often stop going to the doctor for fear that their complaints won't be understood. Professionals
also say that they feel uncomfortable, unprepared, and insecure when providing care to deaf
patients precisely because of the language barrier. Both professionals and deaf patients realize
the inconvenience of not being able to explain information in detail and the difficulty of not
understanding the other person. It is rare to find a professional who actually knows how to
communicate using Brazilian Sign Language (Libras), even though the majority of those
interviewed consider it extremely important to know this language. Lopes et al. (2021) report
cases of medical care in which the use of mime is used to try to establish communication,
without linguistic criteria or standardization, which ends up not producing the expected results.
The deaf person learns to communicate in Libras gradually by being inserted into a
context of daily use of the language, especially when they participate in a deaf-signaling
community, without the need for formal teaching. In a similar way, the written Portuguese
language is acquired (Quadros, 1997). Thus, some deaf people have Libras as their mother
tongue, and communicating with deaf patients through their native language can be decisive in
strengthening bonds of trust in medical care.
It is clear that the implementation or expansion of Libras teaching during undergraduate
studies in health areas, especially medicine, is essential to guarantee comprehensive care for
deaf patients. This measure is especially necessary due to the scarcity of professionals who
know the language (Gomes et al., 2017) and the importance of collecting information about the
patient's symptoms, which is crucial for rapid diagnosis and treatment upon arrival.
This study aimed to improve interpersonal communication and health care by
investigating and compiling the essential sign-terms available in the literature for urgent and
emergency care for the deaf population.
Medical emergency: research and gathering of signs in Brazilian sign language for deaf patient care
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Methodology
The research methodology can be divided into five stages:
A) Selecting the term signals
A literature search was carried out, and 57 signs relevant to emergency services were
selected according to their potential use during an interaction with a deaf patient, either for the
patient to communicate their symptoms or for the professional to transmit information about
procedures and clinical information, as well as diagnoses. These terms were included for
convenience.
In this work, priority was given to the signs most commonly used in Brazil, from
different regions, or with the best iconicity. Iconicity (Figure 2A) is related to the representation
of something that has a visual resemblance in the real world; in this sense, a sign-term that
closely resembles the real object in its composition - hand configuration, movement,
orientation, among others (Araujo, 2016; Viana Filho, 2020). On the other hand, arbitrary signs
(Figure 2B) do not resemble the object, which prevents the interpretation of the meaning simply
through the shape (Araujo, 2016; Viana Filho, 2020).
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Figure 2 - Example of iconic and arbitrary signs. (A) Serotherapy sign (hand in 1, palm up,
index finger back, in front of the inside of the arm. Touch the tip of the index finger to the
arm. Then, raise the hand, palm down, index fingers, and thumb spread apart. Bring the
fingertips together and spread them apart), an example of an iconic sign. (B) Menopause sign
(hand open, palm down, fingers apart). Run the back of your thumb down the center of your
chest. Then, an open vertical hand, palm to the left, above the right shoulder, is used. Moving
the hand to the left, and turning the palm downwards), an example of an arbitrary sign
Source: Adapted from Capovilla and Raphael (2004, p. 97-354).
The signs found were searched for in two physical sources (the fifth edition of the
Enciclopédia da Língua de Sinais Brasileira, from the work of Capovilla and Raphael (2004),
and the Livro Ilustrado de Língua Brasileira de Sinais collection
) and in five digital glossaries
(Glossário terminológico da Odontologia em Língua Brasileira de Sinais
, Playlist of Medicine
from Canal Ed Libras
, TV Sinais
, Cartilha de Libras em Medicina e Saúde
and Sinais-termo
da área de Traumatologia e Ortopedia
).
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B) Arrangement of term signs
The selected signs were organized in a table containing the words in Portuguese and
English, their respective conceptual meanings in each language, and the source of the sign-term.
The sources were chosen because they are considered more credible, as they come from
scientific research. Of course, the ideal would be for both the patient and the healthcare
professional to have a wide range of vocabulary to facilitate communication. However, the
selection had to be limited to the signs most likely to be used. If there was already a sign-term
corresponding to a word in Portuguese on the site, it would not be added, except in situations
involving a widely used linguistic variation.
C) Recording
The recordings were made by the authors at the Inclusion School of the Federal
University of the State of Rio de Janeiro (UFF), which supports the Libras, Linguistics and
Dissemination (LiLinDiv) extension project. The proprietary recording application of the
smartphone operating system Android was used to capture the image. The videos were
standardized on a white background, in which deaf collaborators were invited to perform the
signs, dressed in black blouses without prints and without accessories or make-up to avoid
distracting the viewer's attention.
D) Edition
Editing was also done in a standardized way using Sony Vegas Pro 15 software, with
rendering resolution settings of 1720x1240 and medium shot framing, sufficient to visualize
the configuration of hands, body movement, and facial expression.
E) Disclosure
To ensure an adequate reach, all the standardized videos were added to the Plataforma
Libras Acadêmica UFF
, a website institutionalized by UFF that disseminates Libras sign-
terms. The platform provides access to interested people, whether deaf or hearing, and contains
a bilingual glossary used as a source of research for various academic segments, including the
health sector. These signs can be used as a learning tool to improve deaf doctor-patient
communication. The platform is maintained by the LiLinDiv research and extension project,
Available at: https://librasacademica.uff.br.
Igor Duarte Pinto PACIELLO, Tathianna Prado DAWES and Maíra Soares HENRIQUES
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 20, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2526-3471
DOI: https://doi.org/10.26673/tes.v20i00.19454 9
which also organizes mini-courses to disseminate signals from specific academic areas. In
addition, the project develops e-books and booklets.
Results
From searches in various sources related to emergency care, signals corresponding to
57 terms were recorded, all selected on the basis of their relevance to the topic. All the material
collected was made available through the Plataforma Libras Acadêmica UFF, so that health
professionals can use it as a source of consultation on a daily basis, helping to build quality care
for deaf patients. Below are the signs found (Table 1):
Table 1 - Terms with corresponding signs found, listed with their respective sources and
indicating the quantity collected
Term
Encyclopedia of Sign
Language
Illustrated Book of
Brazilian Sign Language
Digital glossaries
Accident
1
Adrenaline
1
Drowning
1
Allergy
1
Hospital discharge
2
Ambulance
3
Anesthesia
2
Angina
1
STROKE
2
Caesarean section
2
Electric shock
1
Abdominal colic
1
Eat
3
Seizure
1
Delirium
1
Defibrillator
1
Fainting
1
Diagnosis
2
Echocardiogram
1
Electrocardiogram
1
Electroencephalogram
2
Emergency
1
Infirmary
1
Sprain
1
Migraine
1
Medical emergency: research and gathering of signs in Brazilian sign language for deaf patient care
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 20, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2526-3471
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Term
Encyclopedia of Sign
Language
Illustrated Book of
Brazilian Sign Language
Digital glossaries
Slipping
2
Examination / examining
/ medical examination
4
Fracture
1
1
Blood count
1
Hospital
1
Infarction
1
Hospitalization
3
Intoxication
1
Bite
1
Mutilate / cut
2
Losing weight
1
Emergency room
1
Burns
2
X-ray
1
Magnetic resonance
imaging
1
X-ray room
1
Bleeding
1
Serotherapy
1
Suture
1
Tala
1
Skull tomography
1
Blood transfusion
3
Trauma
1
Thrombosis
1
Ultrasound
1
Urgency
1
Inhalation
1
Intramuscular route
1
Intravenous route
2
Nasal route
2
Oral route
1
Subcutaneous route
1
Source: Prepared by the authors, 2023.
Igor Duarte Pinto PACIELLO, Tathianna Prado DAWES and Maíra Soares HENRIQUES
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Discussion
Although the list contains 57 terms, the total number of signals recorded was 80, due to
the existence of variations for some of the concepts. This is because, just as in Portuguese,
linguistic variations also occur in sign language and can change depending on the region, age,
gender, the social position of the speakers, socio-communicative situation, and historical
aspects (Schmitt; Beche; Sell, 2013). Thus, some of the terms researched had more than one
correspondence in Libras for the same concept. It is essential to consider these variations in
order to make this work and its future applications more comprehensive. However, for cases
where the signs varied greatly, the team chose to prioritize recording signs used in a more
significant number of Brazilian states or those that showed greater iconicity in relation to the
concept portrayed.
There is no requirement for signs in Libras to be iconic, but iconicity can facilitate the
construction of meanings (Constâncio, 2022). In this sense, in order to minimize the difficulties
of assimilation during emergency care, both for professionals who are not fluent or accustomed
to using the language and for patients in relation to medical terms, these signs can play a
facilitating role.
It is worth noting that some signs that can be used in this emergency context were
already available on the UFF Academic Libras Platform, through previous research carried out
by the LiLinDiv project, such as: cefaleia (headache), diarrhea, dyspnea, high fever,
hemorrhage, unconscious and treatment. For this reason, it was not necessary to search for these
terms again or add them to the table presented.
It is clear that there are signs that can help care for deaf patients. However, the number
of signs available is probably not yet ideal for this population to be adequately served,
preventing this group from becoming unaware of issues related to their health (Nascimento et
al., 2020). Portuguese words with very specific meanings made it more challenging to identify
a corresponding sign-term due to the scarcity of particular terms in Libras in the area of Health
Sciences (Francisco et al., 2023). For example, recurring pathologies in emergency services,
such as tension pneumothorax, pericardial effusion, or pleural effusion, among others, did not
show corresponding signs, which still makes it difficult to communicate about these conditions
with patients.
Even with the knowledge and training in relation to the available signs, the ideal
scenario for adequate care for deaf patients would be the curricular implementation of complete
Medical emergency: research and gathering of signs in Brazilian sign language for deaf patient care
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learning of Libras, in the same way, that the needs of listeners are met by communication with
health professionals (Gomes et al., 2017).
Final considerations
The mobilization and awareness of professionals about the importance of learning
Libras is a key step towards its effective and mandatory implementation in academic curricula,
with the aim of providing professional training that is compatible with the needs of Brazilian
society. This is a crucial step towards ensuring the pillars of universality, integrality, and equity
of the Unified Health System (SUS), as well as meeting the needs of deaf patients.
However, there is still an undeniable lack of signs and terms to reproduce everything
that is elucidated during health care fully. Term signs have not yet been created for many of the
procedures and pathologies that are common in the emergency department. Currently, deaf
people are breaking through the barriers and are increasingly being introduced to different areas
of knowledge, in addition to linguistics. As the years go by and scientific knowledge advances,
more term-signs can be developed, since, with the advancement of the inclusion of deaf people
in the various scientific areas, contributing more specifically to research groups, the gaps
present at the moment tend to be filled.
Therefore, the UFF Academic Libras Platform can serve as a means of accessing the
sign-terms that health professionals would like to communicate to their patients, so that the
world of deaf patients can be opened up to professionals. In the same way, the world of medicine
can open up to deaf patients, allowing them to better communicate their symptoms and transmit
health care information in a broad, multi-professional way, according to their individual needs
and characteristics, as well as to comply with Law No. 10,436 of April 24, 2002. In this sense,
interprofessional communication is hoped to be increasingly improved and inclusive.
Igor Duarte Pinto PACIELLO, Tathianna Prado DAWES and Maíra Soares HENRIQUES
Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, v. 20, n. 00, e024006, 2024. e-ISSN: 2526-3471
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DOI: https://doi.org/10.26673/tes.v20i00.19454 15
CRediT Author Statement
Acknowledgements: Not applicable.
Funding: Not applicable.
Conflicts of interest: There are no conflicts of interest.
Ethical approval: The study did not go through an ethics committee, as it is a literature
review.
Availability of data and material: They are available for access and consultation on the
UFF Academic Libras Platform.
Author contributions: Igor Duarte Pinto Paciello: data management, writing, application
of the methodology, operation of video recording and editing resources, and data analysis
and review. Tathianna Prado Dawes: conceptualization, methodology, project management,
provision of equipment, validation, and review. Maíra Soares Henriques: provision of
equipment, operation of video recording resources, visual preparation of data, writing, data
analysis, and revision.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, standardization and translation.