Aquisição fonológica típica e atípica do padrão silábico CCV: dados acústicos e articulatórios

Autores

  • Aline Mara de Oliveira Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Centro de Ciências da Saúde, Florianópolis – Santa Catarina
  • Larissa Cristina Berti Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Faculdade de Filosofia e Ciências, Marília – São Paulo – Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1811-7

Palavras-chave:

Análise Articulatória, Aquisição da linguagem, Fonética acústica, Português brasileiro,

Resumo

O objetivo principal deste estudo é caracterizar a produção de palavras com as sílabas-alvo do tipo CCV e CV em crianças com desenvolvimento fonológico típico e atípico. As hipóteses foram: H1 - a produção de palavras-alvo com sílaba CV e CCV das crianças típicas apresentariam diferentes medidas ultrassonográficas e acústica; H2 - as medidas ultrassonográficas e acústica poderiam diferenciar a condição clínica das crianças; H3 - as crianças com produção atípica poderiam apresentar diferenças nas medidas ultrassonográficas e acústica entre os alvos CCV (sendo o tepe na posição de C2) e CV (CCV julgadas auditivamente como CV). Dez crianças gravaram palavras com as sílabas-alvo CCV e CV. Em seguida, foram feitas análise de oitiva, análise acústica e ultrassonográficas (razões entre ponta e lâmina da língua (PL/LL), ponta e dorso da língua (PL/DL), e a lâmina e dorso da língua (LL/DL)), sendo analisadas pela ANOVA de medidas repetidas. A H1 foi corroborada pelas razões entre PL/LL, PL/DL e LL/DL, indicando que as crianças típicas produzem maior elevação de ponta e lâmina de língua na sílaba-alvo CCV se comparado à sílaba-alvo CV. As H2 e H3 foram parcialmente confirmadas pelas razões entre PL/DL e LL/DL e entre PL/DL e LL/DL, respectivamente. Os resultados sugerem que as crianças com desenvolvimento típico parecem estar em direção da produção-alvo, já que, em CCV, ocorre maior elevação da PL e de duração se comparado à sílaba CV. Para as crianças atípicas, as razões entre a PL/DL mostram que têm elevação de ponta de língua em 18,23% nas sílabas-alvo CCV, enquanto na sílaba-alvo CV é de 13,58%, sugerindo a presença de elevação da PL para produzir o tepe com magnitude reduzida e a não sobreposição dos gestos do alvo CCV, bem como gestos indiferenciados.

Biografia do Autor

Aline Mara de Oliveira, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Centro de Ciências da Saúde, Florianópolis – Santa Catarina

Pós 

Publicado

13/11/2018

Edição

Seção

Artigos Originais