O debate deriva/contato na história do português brasileiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-e11584

Palavras-chave:

Linguística Cognitiva, Linguística Cognitiva de Contato, Sociolinguística Cognitiva, Contato, Deriva, Relativismo, História do Português Brasileiro,

Resumo

Este artigo retoma o debate acerca da prevalência do fator deriva, considerado como estritamente interno, ou do fator contato, considerado como estritamente externo, na constituição do português brasileiro. No plano empírico, a retomada privilegia o contato com línguas do ramo banto. No plano teórico, circunscreve-se em bases epistemológicas da linguística cognitiva, em que se discute a adequação de dois desdobramentos: uma linguística cognitiva de contato e uma sociolinguística cognitiva. O artigo recapitula a associação entre contato e crioulização, tendo em vista dissociar os dois fenômenos; rejeita a tese de que o contato se restringe à influência lexical, tendo em vista associar a dicotomia deriva/contato à dicotomia léxico/gramática; e propõe uma hipótese do contato baseada em processos de domínio geral. Reformular o debate nestes termos permite concluir que o contato motiva compatibilizações entre conceptualizações, por se tratar de cognições em contato, e não de línguas em contato.

Biografia do Autor

Janderson Lemos de Souza, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH), São Paulo - SP - Brasil.

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Departamento de Letras e Programa de Pós-graduação em Letras; Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH); professor associado I; janderson.souza@unifesp.br.

Publicado

24/08/2020

Edição

Seção

Artigos Originais