Sobre a semântica de ‘de volta’: um exercício em contradirecionalidade

Autores

  • Renato Miguel Basso Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Centro de Educação e Ciências Humanas, São Carlos - SP - Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1909-7

Palavras-chave:

Contradirecionalidade, Modificadores, Semântica de eventos, Semântica formal, Pressuposição,

Resumo

Neste artigo, nosso objeto é apresentar uma análise, dentro dos moldes da semântica e da pragmática formal das línguas naturais, da expressão ‘de volta’ no português brasileiro, considerando-a como um modificador de eventos de um tipo particular, um modificador contradirecional. Para tanto, lançamos mão de uma semântica de eventos neodavidsoniana e da semântica de trajetórias proposta por Zwarts (2005, 2008), aliada a uma análise de modificadores de eventos. Na primeira parte deste artigo, apresentamos o domínio da contradirecionalidade, suas distinções e a proposta de Zwarts e Basso (2016), que trata também do português brasileiro. Na sequência, apresentamos diversos dados relacionados às interpretações de ‘de volta’ para então, na seção seguinte, desenvolvermos nossa proposta específica de análise semântica para essa expressão. Como resultado, propomos uma análise unificada de ‘de volta’ que dá conta de suas interpretações retornativa, responsiva, restitutiva e repetitiva. Além disso, apresentamos uma revisão das conclusões de Zwarts e Basso (2016) sobre ‘de volta’. Concluímos o presente texto com alguns problemas em aberto.

Biografia do Autor

Renato Miguel Basso, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Centro de Educação e Ciências Humanas, São Carlos - SP - Brasil

Professor associado do Departamento de Letras (DL), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que atua na área de Teoria e Análise Linguística, e bolsista produtividade CNPq.

Publicado

16/09/2019

Edição

Seção

Artigos Originais