A sintaxe no brasil: notas historiográficas e eixos temáticos de investigação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-e12288

Palavras-chave:

Historiografia da Linguística, Sintaxe, Gramática

Resumo

Este artigo estabelece alguns eixos temáticos apropriados à realização de investigações historiográficas sobre saberes, ideias, questões, teorias e modelos pedagógicos que envolvam a dimensão sintática dos estudos gramaticais no Brasil, entre os séculos XIX e XXI. Os eixos de investigação e as notas sobre a história da sintaxe que os fundamentam são desenvolvidos no campo da Historiografia da Linguística, nos termos de Swiggers (2013, 2012, 2009) e Altman (2012, 2009, 2004). Procura-se esboçar algumas linhas de compreensão capazes de conduzir a construção de narrativas descritivas, interpretativas e explicativas sobre como o conhecimento sintático foi adquirido, formulado, difundido, transformado, preservado, ensinado ou esquecido no contexto intelectual brasileiro. Para tanto, elabora-se uma espécie de trajetória concisa dos estudos sintáticos, considerando, sobretudo, o universo greco-latino, a gramatização do português e o cenário pedagógico brasileiro. A narrativa tecida deságua na sistematização, em forma de questões de pesquisa, de três possíveis eixos temáticos para uma historiografia da sintaxe no Brasil, envolvendo aspectos teóricos, descritivo-normativos e didático-pedagógicos.

Biografia do Autor

Francisco Eduardo Vieira, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), João Pessoa – PB - Brasil.

Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), João Pessoa, Paraíba, Brasil; Professor Adjunto II do Departamento de Língua Portuguesa e Linguística (DLPL) e do Programa de Pós-Graduação em Linguística (PROLING); feduardovieira@gmail.com.

Publicado

16/11/2020

Edição

Seção

Artigos Originais