Sintagmas nominais descontínuos

Autores

  • Roberto Gomes Camacho Universidade Estadual Paulista (UNESP). Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas. São José do Rio Preto – SP - Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8897-7953
  • Nathalia Pereira de Souza-Martins Universidade Estadual Paulista (UNESP). Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas. São José do Rio Preto – SP - Brasil. http://orcid.org/0000-0003-0365-9591

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-e13282

Palavras-chave:

sintagma nominal, descontinuidade, foco

Resumo

O fenômeno sobre o qual este trabalho se debruça é o sintagma nominal (Np) que apresenta ordem não canônica de suas partes constituintes, denominado “descontínuo” por Keizer (2007). A análise e a descrição da descontinuidade têm por objetivo examinar, com base no arcabouço teórico da Gramática Discursivo-Funcional (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008), que fatores pragmáticos, semânticos e formais motivam o falante a codificar ordenações específicas para esses Nps no Nível Morfossintático. O material de análise é constituído a partir de registros de língua falada retirados do banco de dados Iboruna, que representa a variedade falada no noroeste paulista, coletado pelo projeto ALIP, no interior do Grupo de Pesquisa em Gramática Funcional, na UNESP de São José do Rio Preto. Para os propósitos deste trabalho, exploram-se os seguintes critérios: (i) motivação para descontinuidade; (ii) tipo de material que intervém no Np; (iii) configuração morfossintática do Np descontínuo; e (iv) peso estrutural do elemento deslocado do Np. A análise dos dados mostra que a descontinuidade é, predominantemente, motivada por aspectos pragmáticos, em especial, pela focalização de informações veiculadas por parte do SN. Além disso, o Np descontínuo prototípico é caracterizado pela interferência de material morfossintático entre o núcleo do sintagma e seus constituintes pós-nucleares. Embora haja esse distanciamento linear, a compreensão de enunciados descontínuos não é prejudicada em virtude de um vínculo semântico preservado no Nível Representacional, interpretação possível num modelo teórico como a GDF.

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Biografia do Autor

Roberto Gomes Camacho, Universidade Estadual Paulista (UNESP). Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas. São José do Rio Preto – SP - Brasil.

Professor Associado (Livre-Docente) em regime de trabalho voluntário no Departamento de Estudos Linguísticos e Literários da UNESP - Câmpus de São José do Rio Peto, com pesquisa e docência na pós-graduação na área de Gramática Funcional e de Sociolinguística.

Nathalia Pereira de Souza-Martins, Universidade Estadual Paulista (UNESP). Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas. São José do Rio Preto – SP - Brasil.

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, com especialidade na área de gramática funcional.

Publicado

30/08/2021

Como Citar

CAMACHO, R. G.; SOUZA-MARTINS, N. P. de . Sintagmas nominais descontínuos. ALFA: Revista de Linguística, São Paulo, v. 65, 2021. DOI: 10.1590/1981-5794-e13282. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/13282. Acesso em: 19 set. 2021.

Edição

Seção

Artigos Originais