As denominações para libélula, no Atlas Linguístico do Brasil

um estudo sobre a motivação dos signos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-e13455

Palavras-chave:

Atlas Linguístico do Brasil, interior brasileiro, variação lexical, libélula

Resumo

As denominações atribuídas à libélula, – inseto de corpo comprido e fino, com quatro asas transparentes, que voa e bate a traseira na água – Questão 85 do QSL do Atlas Linguístico do Brasil, representam exemplarmente o complexo sistema variacional do léxico do português brasileiro (PB), refletindo fatos da sócio-história de cada região e, até mesmo, de cada localidade e de cada indivíduo. As variantes registradas no ALiB, publicado em 2014, com os dados das capitais, sugerem que a denominação do inseto é, em geral, de base metafórica, motivada pelo seu aspecto físico, som, movimentos e, igualmente, por associações mentais/analogias com outros semelhantes, resultando, na maioria dos casos, em signos transparentes. A fim de ratificar ou, talvez, retificar os resultados das capitais, analisamos, neste trabalho, os dados coletados no interior do país junto a 900 informantes, perfazendo o total de 225 localidades. Com o apoio desse corpus, norteadas pelos princípios teórico-metodológicos da Lexicografia e da Semântica, objetivamos: (i) verificar a dicionarização das formas obtidas; (ii) descrever as variantes quanto aos aspectos morfológicos; e (iii) analisar essas denominações sob a ótica da semântica motivacional.

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Biografia do Autor

Vanderci de Andrade Aguilera, Universidade Estadual de Londrina (UEL). Londrina – PR, Brazil

Possui graduação em Letras Franco Portuguesas pela Universidade Estadual de Londrina (1969), mestrado em Letras Assis pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1987) e doutorado em Letras Assis pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1990). Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Geolinguística, atuando principalmente nos seguintes temas: atlas lingüístico, Brasil, estudos lexicais, Paraná e língua portuguesa. Pesquisadora PQ 1D do CNPq.

Hélen Cristina da Silva, Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Bagé – RS – Brazil

Docente efetiva, em regime de dedicação exclusiva, da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), campus Bagé. Realizou estágio pós-doutoral no Instituto de Lingua Galega (ILG), da Universidade de Santiago de Compostela (USC). É Doutora em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e pela Universidade de Santiago de Compostela, mestre em Estudos da Linguagem e especialista em Língua Portuguesa pela UEL. Lecionou na Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), no Instituto Federal do Mato Grosso do Sul (Ponta Porã), na Faculdade do Norte Novo de Apucarana (FACNOPAR) e na Rede Estadual de Ensino do Paraná. Foi Editora Executiva da Revista Signum - Estudos da Linguagem por 4 anos. Participa como pesquisadora no projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB) e no projeto internacional Tesouro do Léxico Patrimonial do Galego e Português. Atua na linha de pesquisa de Análise e Descrição Linguística, com enfoque nos aspectos fonético-fonológicos, morfossintáticos e semântico-lexicais do Português Brasileiro, sob os aportes teórico-metodológicos da Linguística Histórica, Dialetologia e da Sociolinguística.

Publicado

29/10/2021

Como Citar

AGUILERA, V. de A.; SILVA, H. C. da. As denominações para libélula, no Atlas Linguístico do Brasil: um estudo sobre a motivação dos signos. ALFA: Revista de Linguística, São Paulo, v. 65, 2021. DOI: 10.1590/1981-5794-e13455. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/13455. Acesso em: 27 nov. 2021.

Edição

Seção

Artigos Originais