Semiótica das paixões: o ressentimento

Autores

  • José Luiz Fiorin USP - Universidade de São Paulo/São Paulo - SP

Palavras-chave:

Discurso da paixão, Discurso apaixonado, Modalização do ser, Ressentimento, Enunciação, Enunciado,

Resumo

Este trabalho, depois de mostrar as razões por que a Semiótica sentiu necessidade de estudar, de maneira rigorosa, as paixões, nota que Greimas distingue o discurso apaixonado do discurso da paixão. Essa diferença aponta para uma dupla manifestação dos sentimentos no discurso: na enunciação e no enunciado. Naquela, cria-se um tom patêmico; neste, os afetos podem ser mencionados ou representados. A Semiótica, ao examinar as paixões, não perscruta temperamentos ou caracteres. Os efeitos de sentido passionais são construções de linguagem, pois derivam de arranjos provisórios, de intersecções e de combinações de modalidades diferentes. Depois de fazer ver que os afetos marcam profundamente a vida na universidade e que, entre eles, o mais importante parece ser o ressentimento, este estudo faz uma descrição dessa paixão e mostra as implicações de sua presença no convívio acadêmico.

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Publicado

19/05/2009

Como Citar

FIORIN, J. L. Semiótica das paixões: o ressentimento. ALFA: Revista de Linguística, São Paulo, v. 51, n. 1, 2009. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/1424. Acesso em: 21 out. 2021.

Edição

Seção

Artigos Originais